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  1. 1. Fevereiro de 2010Boletim de Conjuntura Pará Supera Crise e Cresce em 2010 NESTA EDIÇÃO Emprego e Renda Inflação Indústria e Comércio Balança Comercial
  2. 2. Governo do Estado do Pará Ana Julia Carepa Vice-governador Odair Santos Correa Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará - Idesp Presidente do Idesp José Raimundo Barreto TrindadeDiretoria de Planejamento, Administração e Finanças Fernando Jorge Azevedo Diretoria de Estudos e Pesquisa Socioeconômica e Analise Conjuntural Cassiano Figueiredo Ribeiro Diretoria de Estatística Tecnologia e Gestão da Informação José Tarcísio Alves Ribeiro Diretoria de Pesquisa e Estudos Jonas Bastos da Veiga
  3. 3. E xpedienteDiretoria de Estudos e PesquisaSocioeconômica e Analise ConjunturalCassiano Figueiredo RibeiroNúcleo de Análise de ConjunturaSilvia Ferreira NunesEquipe TécnicaAnaiza da Silva Pimentel, Wesley Pereira de Oliveira, Maria Augusta EstevesPerreira, Silvia Ferreira NunesComissão EditorialAna Rosa dos Santos Rodrigues da SilvaFrancisco José Câmara de FigueirêdoJonas Bastos da VeigaJosé Tarcísio Alves RibeiroSilvia Ferreira NunesEditorCassiano Figueiredo RibeiroDiagramaçãoSilvia Ferreira NunesExpedienteAna Rosa dos Santos Rodrigues da Silva – NormalizaçãoHelane Costa Galvão – Revisão Gramatical
  4. 4. O IDESP passa a disponibilizar mensalmente um conjunto de indicadores eanálises conjunturais. A expectativa do Instituto, com parcerias já estabelecidas coma Secretaria de Estado de Planejamento, Orçamento e Finanças, o DIEESE(Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) e oCORECON (Conselho Regional de Economia/Pará), é a de dotar a sociedade e osagentes públicos e empresariais de informações necessárias e úteis aoplanejamento e tomada de decisões. O boletim de Conjuntura apresenta o acompanhamento do movimento dequatro elementos importantes: emprego/renda; preços/salários;indústria/comércio e comércio exterior. Cada um desses fatores responde porimportantes aspectos da economia e das relações sociais, sendo necessárioacompanhá-los e construir análises que substanciem políticas públicas capazes dealterar possíveis tendências de impacto deletério sobre nossa população. A parceria com a Secretaria de Estado de Planejamento, Orçamento e Finanças;o DIEESE e o CORECON inaugura um profícuo momento de estruturação da práticade debate e busca de soluções para problemas conjunturais postos. Este é o objetivo e o desafio colocado ao IDESP e seus parceiros. José Raimundo Barreto Trindade Presidente do Idesp
  5. 5. Análise do Emprego em 2009 e projeção para 2010 As perspectivas de continuidade de crescimento para os próximos meses permitem a construção de umatendência para o Estado do Pará de expansão na oferta de postos formais, como demonstra a Fig. 1. O processo derecuperação da economia no Estado é sustentado em especial pelo fortalecimento do mercado interno. Com baseem estimativa na taxa de incremento médio, o Estado pode encerrar 2010 com aproximadamente 264.221admissões, superior a registrada em 2009, quando foram feitas 254.970 contratações. Nos últimos dez anos ocenário observado no mercado de trabalho formal do Pará é de crescimento no volume de admissões, exceto2009, que teve reflexos da crise econômica internacional. Fig. 1. Admissões de Empregos formais no Pará – 1999/2009. Fonte: MTE – Caged. Elaboração: Idesp. Segundo pesquisa realizada pelo Ministério do Trabalho com base em informações do Cadastro Geral deEmpregados e Desempregados – Caged, no ano de 2009 o Brasil apresentou saldo acumulado no ano de 998.110na oferta de empregos formais, dos quais a região norte representa um pequeno percentual nacional deaproximadamente 3,74 %. O Estado do Pará contribuiu para o total da região com 19,8 % postos de trabalho. O saldo de empregos formais apresentado em 2009 nacionalmente reflete volumes positivos, sendo queo Pará encerrou o ano com 7.380 postos de trabalho, reflexo, especialmente, do terceiro trimestre queapresentou saldo positivo de 16.456 postos. A movimentação e mesmo expansão do emprego no ano de fortecrise deve-se a três segmentos: comércio, serviço e construção civil. O primeiro puxado pela manutenção dademanda em função dos subsídios fiscais oferecidos às indústrias de eletrodomésticos e automobilísticas, osegundo encadeado com o primeiro foi também influenciado pelo crescimento da construção civil influenciadapelos investimentos do PAC. Apenas o Estado do Amazonas apresentou saldo negativo, com variação negativa anual de 116,12 %. Osdemais estados da Região apresentaram saldos positivos, como apresentado na Fig. 2. Fig. 2. Saldo de emprego da Região Norte - 2009. Fonte: MTE - Caged. Elaboração: Idesp.
  6. 6. Análise do Emprego em 2009 e projeção para 2010 Com base na evolução do emprego formal no ano de 2009, dentre os municípios paraenses que apresentaram melhores saldos na oferta de trabalho destaca-se Belém que acumulou saldo anual de 7.002 postos formais seguido do município de Marabá com 2.095 empregos. Fig. 3. Municípios com melhores saldos de empregos formais – Pará, 2009. Fonte: MTE - Caged. Elaboração: Idesp. O município de Belém ofertou maior volume de postos de trabalho formais no setor de serviços,abrangendo total no saldo anual de 4.186 postos. A atividade de comércio abrangeu a segunda maior oferta noacumulado do ano apresentando saldo positivo de 2.996 empregos. As obras do Programa de Aceleração doCrescimento (PAC), os investimentos de empresas privadas como a inauguração de um grande empreendimentocomercial em Belém, influenciaram diretamente no número de contratações do município. Na segunda colocaçãodo ranking dos municípios paraenses encontra-se Marabá. A atividade econômica que mais se destacou dentro domunicípio foi à construção civil, ofertando saldo positivo de 2.099 empregos. A terceira maior geração no saldo deempregos formais no Estado do Pará localizou-se em Ananindeua, a atividade que se destacou foi de construçãocivil com geração de 885 postos, mas, os setores de indústria de transformação e serviço fecharam o ano comsaldos negativos de respectivamente -242 e -232 empregos. Com reduzida oferta de empregos formais o município de Tucuruí acumulou maior saldo negativo no ano,apresentando fechamento de 2.158 postos de trabalho. A atividade que mais contribuiu para esse desempenhonegativo foi a de construção civil que registrou fechamento de 2.101 postos formais, isso em função da finalizaçãodas obras das eclusas de Tucuruí. O município de Barcarena apresentou saldo negativo expressivo no ano de 2009,somando redução de 1.232 empregos formais. As atividades de construção civil, comércio e serviço foram as quemais contribuíram para redução no município, somando um total de fechamento nos postos formais de 1.039empregos. Conforme Tabela 1, o demonstrativo de emprego no Estado em 2009, entre as admissões o saldo que maisse destacou foi o de reemprego, com 182.584 postos, contrapondo às dispensas sem justa causa que alcançaram175.092 empregos neste mesmo período.
  7. 7. Análise do Emprego em 2009 e projeção para 2010Tabela 1. Demonstrativo do emprego de 2009 – Pará Região Norte e no Estado do Pará, em 2009, somam total de requerentes ao auxílio de respectivamente 385.266 e 156 .051. O Pará representou 40,50% das solicitações de seguro desemprego da Região acompanhando a mesma tendência regional. Onde apenas nos meses de março e novembro houve aumento em relação ao mês anterior, conforme observado na Fig. 4.Fonte: MTE - Caged.Elaboração: Idesp. Fig.4. Evolução do seguro desemprego por Os pedidos de demissões dos trabalhadores requerentes na Região Norte e no Pará.por razões particulares, no qual o desligamento é Fonte: MTE Caged.imediato, com dispensa do cumprimento de aviso Elaboração: Idesp.prévio, no período em questão foi de 35.925 pedidos.Comparativamente ao ano anterior (44.299solicitações), houve um recuo de 8.374 desligamentos No Estado do Pará as atividades econômicasnessa modalidade. que mais contribuíram para o saldo positivo de emprego formal no ano 2009, foram as de serviços Do mesmo modo, de acordo com pesquisa com 4.748 empregos e as de comércio com 4.507realizada pelo Caged sobre seguro desemprego, postos. No acumulado do saldo do ano metade dasatualizado em 30/01/2010, lote 1117, as evoluções na atividades obtiveram números positivos. Tabela 2. Admitidos no primeiro emprego no Estado do Pará 2004 a 2009 Ano 2004 2005 2006 2007 2008 2009 Admitidos 1º emprego 67.966 70.510 67.036 71.854 78.867 67.503 Fonte: CAGED. Elaboração: IDESP. Há de se observar ainda a inserção dos jovens no mercado de trabalho. Esse segmento encontra grandesdificuldades na obtenção do primeiro emprego, principalmente pela falta de experiência. Analisando uma sériede informações do CAGED, observa-se um incremento de 7,18% relativos a obtenção do primeiro emprego parao ano de 2007 em relação ao ano de 2006 e 9,8% em 2008 sobre o ano anterior. Em 2009, por conta da crise econômica mundial, o número de admitidos no primeiro emprego retraiu-seao nível de 2006. Todavia, ressalta-se que este significativo incremento para os anos de 2007 e 2008 relacionam-se com a implantação do Programa Bolsa-Trabalho do Governo Estadual. Ao todo desde 2007, jovens de 92municípios já foram atendidos com o Programa, totalizando 62.300 beneficiados, dos quais mais de 12 mil, após oprocesso de qualificação, garantiram o primeiro emprego. Por conta de contingenciamento financeiro em 2009 oPrograma qualificou 8.000 jovens, atingindo 30% estabelecidos para o ano. Assim em 2010, com o cenário de reaquecimento da economia nacional e estadual prevê-se umincremento de pelo menos 30 novas mil bolsas e por conseguinte a inserção de 8 mil jovens no primeiro emprego.
  8. 8. Inflação em 2009 e perspectivas para 2010 O Índice de Preço ao Consumidor - IPC na Preços ao Consumidor – IPC, no ano de 2009, tiveramRegião Metropolitana de Belém - RMB, calculado pela a seguinte conduta: quatro grupos registraram índiceSecretaria de Planejamento, Orçamento e Finanças - inflacionário acima do índice médio: TransporteSEPOF, através de sua Diretoria de Planejamento – (14,15%), Educação, Leitura e Papelaria (12,89%),DIPLAN, registrou no ano de 2009, taxa acumulada de Despesas e Serviços Pessoais (12,52%), Saúde e5,47%, um recuo de 8,82% em relação ao ano de 2008, Cuidados Pessoais (8,31%). Os que ficaram abaixo doquando registrou taxa de 15,67%. Esta desaceleração índice médio foram: Vestuário (4,38%), Alimentaçãoé função do menor incremento dos preços médio dos e Bebidas (3,11%), Comunicação (2,78%) e Habitaçãoprodutos de grande peso na estrutura de consumo do (1,26%). O único grupo de despesa a registrar taxaIPC. Por outro lado essa diferença expressa a melhor negativa, anual, foi: Móveis e Equipamentosacomodação dos preços verificados no ano em Domésticos (2,72%), provavelmente resultante dasanálise. políticas adotadas de desoneração do IPI e ICMS ao O conjunto dos nove grupos de despesas longo de 2009 que estimularam a demanda por umque integram a estrutura de consumo do Índice de lado, porém impactaram nos preços forçando o declínio. Fig. 1. Taxa Acumulada IPC 2009- Região Metropolitana Fonte: SEPOF. Na análise anual o Grupo Transporte (14,15%), registrou a maior taxa acumulada do ano, a qual foipressionada pelo subitem, Transporte Público (8,13%), onde as passagens do transporte alternativo no anoregistraram taxa de 24,18%; lavagem e lubrificação (30,46%), câmara e pneu (8,57%) e conserto de automóvel(12,19%); Considerando o Grupo Transporte, os itens que compõem a planilha de cálculo de grande parte dosprodutos da cadeia de consumo do Índice de Preços ao Consumidor – IPC, as taxas negativas ocorridas nospreços médios da gasolina (0,35%) e óleo diesel (2,74%) no ano, tiveram impacto positivo na composição depreços de diversos produtos, contribuindo para a redução da taxa global, de 2009, de alguns grupos. Entretanto,para o cálculo do Grupo Transporte, o aumento da passagem dos ônibus urbano convencional (9,68%), táxi(14,34%) e motocicleta (23,23%), contribuíram para que a taxa média final do grupo chegasse ao patamar de(14,15%).
  9. 9. Inflação em 2009 e perspectivas para 2010 O Grupo Educação, Leitura e Papelaria (12,89%) foi o segundo a registrar taxa anual bastante expressiva,pressionada pelo item Educação (8,94%) com destaque para os cursos de pós-graduação (12,66%) e uniformeescolar (8,28%). Outro subitem que teve participação significativa foi Leitura (10,15%) – assinatura de periódicos(12,35%), livro escolar do primeiro e segundo graus (12,64%) e artigos de papelaria (17,96%). É importanteressaltar, que este comportamento ascendente é mais acentuado no início do ano, no período das matrículas/mensalidades escolares. Ainda, Grupo Despesas e Serviços Pessoais que no ano obteve a terceira maior taxa acumulada de12,52%, os itens que tiveram influência predominante para que o grupo atingisse esse patamar, foram os Serviçosque no ano chegaram a registrar taxa média de 9,63%. Tendência justificada pelo o aumento do salário mínimoque afetou a estrutura de custo dos prestadores de serviços. O último trimestre de 2009 e início de 2010 indica a superação da crise no Brasil e nos BRICs. Omonitoramento do movimento dos preços, faz-se necessário para a tomada de eventuais decisões sendo quepolíticas públicas voltadas ao reforço da segurança alimentar e que possibilitam queda nos preços da cesta básicasão imperiosas; do mesmo modo, ações conjuntas dos órgão de proteção ao consumidos- PROCOM e MinistérioPúblico- são centrais para deter possíveis escaladas de preços em segmentos como serviços de saúde e educação.Vale ressaltar que segundo a POF - Pesquisa de Orçamento Familiar, os produtos da cesta básica (carne de 2ª, leitein natura, arroz polido, feijão rajado, farinha de mandioca, tomate, pão comum, café moído, banana prata, açúcarrefinado, manteiga, óleo de soja) participam com 1,119% no orçamento familiar e que , infelizmente, 80% dosprodutos agrícolas consumidos são oriundos de outros estados. O gráfico a seguir demonstra o comportamento da inflação na RMB nos últimos 5 anos Fig. 2. Índice de Preço ao Consumidor - IPC -Taxa Acumulada no Ano - Região Metropolitana Fonte: SEPOF. A taxa esperada para o Índice de Preço ao Consumidor – IPC/SEPOF na Região Metropolitana de Belém é de6,70%, um pouco acima das projeções para o INPC/IBGE que é 4,6%, logicamente condicionada por fatores jáassinalados de aquisição de parcela considerável dos produtos de cesta básica fora do Estado, portantofortemente influenciado pelos preços de frete e transporte.
  10. 10. Balanço da Indústria e Comércio em 2009 e perspectivas para 2010Indústria O cenário industrial no Brasil em 2009 foi marcado por queda na atividade produtiva, no Pará não foidiferente. A produção física industrial apresentou decréscimo em quase todos os meses do ano (comparado a igualmês do ano anterior), com exceção em dezembro, quando a variação foi de 1% (ver Fig. 1). No acumulado do ano, aprodução física variou -7,25%. Deve-se frisar que a base de análise (2008) foi a mais expressiva em duas décadas eo cenário recessivo internacional condicionou a diminuição das exportações e, conseqüentemente, a diminuiçãoda produção. Uma avaliação trimestral da produção física industrial revela que o segundo e o terceiro trimestre tiveramos piores resultados, com variação de -8,5% e -9%, respectivamente, enquanto o primeiro semestre ficou com -6,7%. O último trimestre apresentou a menor variação, -4,7%. Quando comparada a variação da produção física nacional à estadual, observa-se um comportamentosemelhante (com exceção de novembro), porém com proporções diferentes. No geral, o indicador para ofechamento do ano foi semelhante, ficando a nacional em -7,41% e a do Estado em -7,25%, conforme Fig. 2. 25 20 15 10 5 % 0 -5 jan fev mar abr mai jun jul ago set out nov dez -10 -15 -20 Brasil Pará Fig. 1. Variação da produção física industrial mensal (base: igual mês do ano anterior) – Pará e Brasil, 2009. Fonte: IBGE. Elaboração: Idesp. As treze unidades da federação que são pesquisadas tiveram queda expressiva na produção física (commenor impacto em Goiás), destacando Espírito Santo e Minas Gerais. O Pará apresentou queda menor queestados como Santa Catarina, São Paulo, Amazonas, Minas Gerais e Espírito Santo, e decréscimo superior aestados como Bahia e Rio de Janeiro. Fig 2. Produção física industrial – índice acumulado (base: igual período do ano anterior) – Unidades da Federação e Brasil, 2009. Fonte: IBGE . Elaboração: Idesp .
  11. 11. Balanço da Indústria e Comércio em 2009 e perspectivas para 2010 os empresários começaram 2009 pouco otimistas Uma análise segmentada aponta que apenas quanto ao cenário econômico, mas com o decorrer dodois dos quatros setores analisados apresentaram ano foram ficando mais confiantes. Em janeiro de 2009,valores positivos no acumulado de 2009. O valor por exemplo, o índice atingiu 47,4 pontos, sendo este onegativo mais impactante foi oriundo da indústria menor valor entre uma série de pelos menos cincoextrativa (-14,13%), devido redução da extração de anos, conforme Fig. 3 a seguir.minério de ferro. Já na indústria de transformação,que apresentou decréscimo (-0,81%), a principal A queda do ICEI no final de 2008 e início de 2009variação negativa foi no setor de madeira (-30,14%), vai de encontro como o período mais crítico da crisefrente uma variação positiva na metalurgia básica econômica que assolou o mundo (e que ainda hoje não(9,14%) e no setor de alimentos e bebidas (0,02%). foi superada em sua totalidade, longe disso). Cenário e co n ô m i co d e sfavo ráve l , j u nta m e nte co m Outro indicador merecedor de atenção é a perspectivas ruins dos investidores, significa menosconfiança do investidor da indústria. Segundo a investimento e, em consequência, menor atividadeConfederação Nacional da Indústria (CNI), a partir do industrial. Tal reflexo pode ser observado na produçãoseu Índice de Confiança do Empresário Industrial física industrial nacional, conforme apresentada nas(ICEI), duas figuras anteriores. Fig. 3. Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI): jan/2005 a jan/2010. Fonte: CNI. Elaboração: Idesp.Perspectivas para 2010 Para 2010, a perspectiva é que a confiança do empresário industrial siga o caráter otimista observado nosúltimos meses de 2009 – e empresário confiante significa tendência em aumentar o investimento e a produção nointuito de atender o crescimento esperado da demanda. O ICEI de jan/10 demonstra tal tendência, com um índicede 68,7 pontos. A Fig. 1 acima também mostra que nos últimos meses de 2009 a produção física industrial do Brasilapresentou tendência positiva, mostrando a capacidade de rápida recuperação do país após o período crítico dacrise mundial. Quanto ao Estado do Pará, as perspectivas também são otimistas. Podem ser citados como exemplo osinvestimentos na área de mineração, que tendem a alavancar o crescimento industrial, e na área de siderurgia,com destaque para a construção do parque siderúrgico em Marabá. Entre as obras públicas (obras do PAC Federale do PAC Estadual) e investimentos privados, a previsão é que o total dos investimentos no Estado do Pará alcanceUS$ 52,8 bilhões no período 2010-2014. De uma maneira geral, os investimentos na indústria do Pará previstospara 2010 podem alcançar US$ 7,4 bilhões, entre públicos e privados (FIEPA, 2009), o que indica boa perspectivade geração de emprego e renda para a população paraense.
  12. 12. Balanço da Indústria e Comércio em 2009 e perspectivas para 2010 Outro setor promissor para 2010 é o da construção civil. O programa Minha Casa, Minha Vida do governofederal objetiva erguer 1 milhão de casas em todo o país. Destas, cerca de 50 mil serão construídas no Pará. Cercade 13 municípios paraenses poderão se beneficiar inicialmente (Belém, Ananindeua, Benevides, Marituba,Castanhal, Santa Bárbara do Pará, Abaetetuba, Cametá, Bragança, Marabá, Parauapebas, Santarém e Itaituba), aexpectativa de que tal programa venha impulsionar a indústria da construção civil é grande, uma vez que o déficithabitacional ainda é considerável, e pelo fato destes municípios possuírem mais de 46% da população do Estadodo Pará, segundo dados do IBGE (2007). Deve-se destacar que os sinais de crescimento da economia brasileira são bastante expressivos. Segundodados do Ministério da Fazenda, teremos taxa de crescimento do PIB em torno de 5% e se retomam as condiçõesde crescimento vividas até o terceiro trimestre de 2008. O Banco Central avalia que, mantido o ritmo atual deprodução, o nível de utilização da capacidade instalada da indústria atingirá 86,5% em maio de 2010, perto debater o recorde registrado em junho de 2008.Comércio O crescimento do comércio varejista paraense demonstra que o setor superou os impactos da criseeconômica internacional. Nas comparações (extraídas das séries sem ajustamento) da pesquisa mensal docomércio do IBGE, o segmento acumulou uma expansão de 5,9% no volume de vendas em relação a igual períodode 2008. A mesma trajetória foi observada no saldo da receita nominal, onde as variações registradas sãopositivas, apresentando um aumento representativo de 10%, acima do valor obtido na comparação entre omesmo período do (Fig. 1 e 2).Fig. 1. Índice de Volume de Vendas do Comércio Varejista Fig. 2. Índice de Receita Nominal de Vendas no Comércio(Índice de Base Fixa com ajuste sazonal). Varejista ( Índice de Base Fixa com ajuste sazonal).Fonte: IBGE. Fonte: IBGE.Elaboração: Idesp. Elaboração: Idesp. A Fig 3 mostra que a expectativa do consumidor, apontado pelo Índice Nacional de Expectativa doConsumidor (INEC) e calculado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), foi muito baixa no últimotrimestre de 2008, acentuando-se mais ainda no primeiro trimestre de 2009, quando o cenário econômicoatingiu um estado mais crítico. Porém, em virtude de apresentar uma econômica mais sólida e menos vulnerávelaos choques externos (em comparação ao que era no passado), o impacto da crise no Brasil foi menor do que namaioria dos outros países. Assim, no decorrer no ano de 2009, o consumidor voltou a apresentar melhoresexpectativas quanto a temas como inflação e desemprego, conforme observado na Fig a seguir.
  13. 13. Balanço da Indústria e Comércio em 2009 e perspectivas para 2010 120 5,28 6 4,62 118 3,76 116 4 114 1,56 0,54 2 112 -0,27 -0,09 -0,09 110 0 % -1,52 108 -2,88 -3,19 -2 106 104 -5,02 -4 102 100 -6 4tri 1tri 2tri 3tri 4tri 1tri 2tri 3tri 4tri 1tri 2tri 3tri 4tri 2006 2007 2008 2009 INEC Variação INEC Fig. 3 . Índice Nacional de Expectativa do Consumidor Fonte: CNI. Elaboração: Idesp. O componente da demanda que sustentou a economia em 2009 deve manter forte contribuição em2010. O nível de consumo deverá ser favorecido em pela continuidade de recuperação no mercado de trabalho,no qual o ritmo de crescimento do emprego deverá acentuar-se, vide análise mercado de trabalho . Dessa formae em um cenário de inflação controlada haverá uma expansão mais intensa da massa salarial. Além disso, ovolume de crédito concedido a pessoa física expandirá. O que deve propiciar o crescimento do consumo dasfamílias.
  14. 14. Análise da Balança Comercial em 2009 e Projeção para 2010 O ciclo de expressivo crescimento das exportações paraense dos últimos anos foi interrompido pelosefeitos da crise que contraiu intensamente a demanda externa. Pela primeira vez em duas décadas, o saldo dabalança comercial apresentou variação negativa de dois dígitos. A queda de quase 22% no saldo em 2009 frenteao ano anterior confirmou o quadro recessivo da economia mundial. No geral, o saldo comercial paraense acompanhou o comportamento do saldo nacional até 2006. Em 2007e 2008 o saldo comercial brasileiro apresentou decréscimo, enquanto o paraense ainda se elevava. Apenas em2009 o saldo comercial paraense apresentou resultado menor quando comparado ao ano anterior. No Norte, osaldo deficitário do estado do Amazonas impactou negativamente no da região, trazendo-o para baixo.Fig. 1. Balança comercial do Estado do Pará: 2000-2009. Fig. 2. Saldo da balança comercial – Brasil, Norte e Pará:Fonte: Mdic. 2000-2009.Elaboração: Idesp. Fonte: Mdic. Elaboração: Idesp. A perda de competitividade fez com que parceiros tradicionais do país na venda de produtosindustrializados, como os Estados Unidos e a União Européia reduzissem sua importância na pauta de exportaçãodo estado. Entre 2008 e 2009 as vendas para esses países recuaram 5,86 e 11,5 pontos percentuais,respectivamente. Por outro lado as exportações para a China, país que se tornou o principal parceiro comercial doestado e é importante destino das vendas de básicos, registrou crescimento de 19,6 pontos no mesmo período; aparticipação do país nas exportações passou de 11,81% em 2008 para 31,42% em 2009. No mesmo período, aparticipação dos EUA recuou de 13,35% para 7,49%. Como a maioria dos estados do país, o Pará também registrou queda no volume importado para todas ascategorias de uso em 2009 (Fig. 3), onde os bens intermediários registraram a queda mais expressiva noacumulado da pauta de importação, com participação de 59%. As quedas nas importações de bens de capital,assim como combustíveis e bens de consumo acompanharam a forte retração do país. A principal origem dasimportações paraense foram os Estados Unidos, correspondendo a 53% das importações; seguido de longe porChina e Japão, com 5,54% e 4,47%, respectivamente; e o principal produto foi hidróxido de sódio,correspondendo a 23,11% da pauta de importação. As importações da Vale S.A. (29,43%) e da Alunorte (28,77%)as colocam como as duas principais empresas importadoras, sendo responsáveis por mais de 58% da pauta deimportação do Pará.
  15. 15. Análise da Balança Comercial em 2009 e Projeção para 2010 Fig. 3. Importações por categoria de uso – Pará, 2008-2009. Fonte: Mdic. Elaboração: Idesp. Já sobre as exportações (US$ 8,3 bilhões, sendo este valor 21,8% inferior a registrado em 2008), a Fig. 4apresenta o que foi exportado por fator agregado, onde mostra que a maior participação é de produtos básicos(49%). O principal produto exportado foi minério do ferro, representando 45,7% da pauta de exportação. Quantoao destino das exportações, a China lidera o ranking (31,42%), seguido por Japão (10,74%) e Estados Unidos(7,48%). Novamente a Vale S.A. e a Alunorte são destaques, agora como as principais exportadoras. Com aparticipação de 51,93% da primeira e 14,06% da segunda, são responsáveis por 70% de toda a exportação do Pará. Fig. 4. Exportações por fator agregado – Pará, 2008-2009. Fonte: Mdic. Elaboração: Idesp. Segundo dados da CNI – Confederação Nacional da Indústria Para (2010), a perspectiva é de melhoria no resultado da balança comercial. Mesmo com oscilações, a linha de tendência das exportações em 2009 apresentou inclinação positiva considerável em virtude do crescimento médio das exportações e o ritmo decrescente das importações (Fig. 5). O aumento desse gap entre exportação e importação resultou em aumento do saldo comercial nos últimos trimestres (e tende a ser assim durante 2010), e o primeiro mês de 2010 já apresenta um melhor resultado em relação ao mesmo mês do ano anterior, com variação de quase 12% no saldo comercial.
  16. 16. Análise da Balança Comercial em 2009 e Projeção para 2010 Fig. 5. Balança comercial mensal - Pará, 2009. Fonte: Mdic. Elaboração: Idesp. A perspectiva de melhoria no saldo comercial apresenta otimismo, ainda que moderado. Do lado dasexportações, os sinais de melhora apresentado pela economia mundial (mesmo ainda com elevadadesconfiança sobre tal comportamento) aumenta a perspectiva de maior demanda por produtos paraenses. AChina – o principal parceiro comercial, por exemplo, tem previsão de crescimento do PIB em 9% para 2010,melhor do que o valor estimado para 2009 (8,4%) – segundo o Banco Mundial (2010). Já para o FundoMonetário Internacional (FMI, 2010), a previsão de crescimento da China para 2010 é de 10%, e de 1,7% e 2,7%para Japão e Estados Unidos, respectivamente – sendo esses os três destinos das exportações do Pará. Emsuma: a previsão de crescimento ainda que moderado da economia mundial como um todo, e do fortecrescimento da China mais especificamente, pode ser benéfica para um aumento gradativo do saldo nabalança comercial do Pará, considerando que a demanda chinesa por produtos oriundos do Pará acompanheseu crescimento e que as importações do Pará permaneçam com a característica moderada (baixa)apresentada nos últimos anos. Aspecto importante e necessário a ser discutido diz respeito ao hiato (distância) entre nossasexportações e importações resultando em um expressivo saldo que, entretanto, não é revertido em ganhospara o Estado do Pará, seja pela legislação tributária (Lei Kandir) que desonera totalmente os semi-elaboradosda cobrança de ICMS, seja pela não transferência do governo federal dos valores totais que dariam conta decompensar a referida desoneração. Deve-se, ainda, frisar que a composição do saldo comercial baseadosomente em exportação de commodities é algo que agrava a estrutura industrial brasileira e paraense eestimula a apreciação cambial, gerando um círculo vicioso.

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