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OS LIDERES NEOPENTECOSTAIS AOS OLHOS DO MUNDO CANIBAL
A mídia, a tecnologia, o poder e a religião.
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Francisco, 2003.
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Este artigo tem por objetivo apresentar a relação entre a mídia evangélica e a mídia secular através de um estudo de caso onde lideres religiosos neopentecostais são retratados aos olhos de um canal de entretenimento na internet. Para entender esta relação contemporânea é necessário olhar para o contexto histórico brasileiro onde estas relações apontaram para uma possível fusão, apesar de água e óleo. As relações de poder, interesses políticos em um momento específico da nossa história, permitiu que a religião criasse em paralelo, uma mídia para veicular seus ideais, suas leias e seus produtos. Como essa exposição pode levar o neopentecostalismo ao crescimento ou a perca de credibilidade aos olhos da indústria do entretenimento.

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Lideres religiosos aos olhos do mundo canibal.

  1. 1. 3 OS LIDERES NEOPENTECOSTAIS AOS OLHOS DO MUNDO CANIBAL A mídia, a tecnologia, o poder e a religião. Simone Caetano SILVA Graduanda de Pedagogia – FAE/UFMG sicaetano@live.com RESUMO: Este artigo tem por objetivo apresentar a relação entre a mídia evangélica e a mídia secular através de um estudo de caso onde lideres religiosos neopentecostais são retratados aos olhos de um canal de entretenimento na internet. Para entender esta relação contemporânea é necessário olhar para o contexto histórico brasileiro onde estas relações apontaram para uma possível fusão, apesar de água e óleo. As relações de poder, interesses políticos em um momento específico da nossa história, permitiu que a religião criasse em paralelo, uma mídia para veicular seus ideais, suas leias e seus produtos. Como essa exposição pode levar o neopentecostalismo ao crescimento ou a perca de credibilidade aos olhos da indústria do entretenimento. 1. Introdução Este artigo tem como objetivo trazer elementos analisados em vídeos de entretenimento em um canal específico na internet onde a figura religiosa do pastor é exposta como um tipo de “super herói”. Este canal de entretenimento na internet traz ao espectador momentos “sacros” gravados nos templos evangélicos, totalmente editados e adaptados para o objetivo final, o humor e a sátira. O nome deste site de entretenimento é Mundo Canibal, um site de animações feitas por dois irmão, Ricardo Piologo e Rodrigo Piologo. O site tem um canal de vídeos no youtube, sua vertente é o humor, às vezes humor negro. Todo conteúdo do site e do canal de vídeo no youtube são de seus personagens desenhados e editados pela própria marca, as histórias são cômicas e esdrúxulas. Dentro do canal Mundo Canibal no youtube, chamado de youtuba (uma versão irônica do nome do site hospede), encontramos vários vídeos tipo “amadores”, a equipe do Mundo Canibal criou na edição destes vídeos de eventos do cotidiano, elementos de humor como apelidos engraçados a estes atores desconhecidos, pegos em momentos não muito agradáveis, como um tombo, um descuido. Estes vídeos me chamaram atenção, pois, no meio de vários personagens do próprio site e “atores” desconhecidos, encontrei vídeos com nomes famosos no cenário evangélico neopentecostal. A sátira a essas figuras religiosas, mais especificamente, lideres neopentencostais
  2. 2. 4 é um termômetro importante para medir a relação entre a religião, a mídia e o entretenimento. Sabemos que estas são questões ainda em discussão dentro e fora das universidades, à relação da religião com a mídia, a indústria do entretenimento, a política de pano de fundo e o poder. A presença forte dos religiosos na política, interferindo em assuntos e questões que deveriam ser isentas de julgamentos religiosos, a laicidade do estado brasileiro e o descrédito que a postura de alguns desses líderes cultivaram na sociedade secular ao longo de anos de escândalos tanto nas igrejas quanto na política, refletem na forma como a mídia secular retrata essas figuras. Porque um site de humor secular (sem propagação do discurso religioso) tem interesse em usar personalidades religiosas para o entretenimento? Representar estas figuras como super-heróis tem algum sentido? Será que eles querem dizer alguma coisa com estes personagens? Estas são perguntas que tentarei responder através desta pesquisa, contextualizando a história do Brasil onde, a ascensão da mídia evangélica acontece em paralelo ao crescimento da industria cultural brasileira permitindo o crescimento do seguimento e visibilidade não apenas para os fieis daquela religião, mas a todo brasileiro que tem em sua casa um aparelho televisor ou um rádio. 2. O surgimento da mídia evangélica ao lado da mídia secular. O crescimento da programação religiosa na TV brasileira nos últimos 20 anos tem chamado atenção de todos, dos meios acadêmicos as rodas de conversas, nota-se que este crescimento foi caracterizado após o que alguns pesquisadores chamam de movimento neopetencostal. Os neopetencostais a partir das reflexões de Mariano (1999)1 são uma vertente mais moderna dos pentencostais, que por sua vez, são uma das várias ramificações do protestantismo, hoje empacotado e carimbado a grosso modo no bolo das igrejas evangélicas. Mas a entrada dos evangélicos na programação da TV brasileira não se deu apenas nos últimos 20 anos, segundo Fonseca (2003), 2 a mídia evangélica nasceu em paralelo á história da nossa TV. Outro autor, Ortiz3 diz em seus estudos sobre a evolução da sociedade brasileira e dos meios de comunicação, que mesmo de forma muitas vezes precária e improvisada, a mídia que se formava nos anos 60 fez parte do processo de modernização do capitalismo e da indústria cultural brasileira, assim como o rádio, seu desenvolvimento também veio com o uso da publicidade. Então, posto isso, entendemos que os primeiros programas evangélicos na TV apresentavam 1 MARIANO, Ricardo. NeoPentecostais: sociologia do novo pentecostalismo no Brasil. São Paulo: Loyola, 1999 2 FONSECA,Alexandre.Evangélicos e mídia no Brasil. Bragança Paulista : Editora Universitária São Francisco : Curitiba : Faculdade São Boaventura, 2003. 3 Renato Ortiz, A moderna Tradição Brasileira. São Paulo: Brasiliense, 2001.
  3. 3. 5 precariedades inerentes a sua época, mas já estavam marcando presença na televisão brasileira. O primeiro programa evangélico na TV assim como no rádio, foi apresentado pela igreja dos adventistas em 1962, na cidade do Rio de Janeiro. O programa tinha por nome Fé para hoje, apresentado pelo pastor Alcides Campolongo. O cenário da época favoreceu o desenvolvimento da mídia como um todo, principalmente nos anos de 60 e 70, mesmo durante a ditadura. O sonho do progresso, a importação de produtos a abertura do país a novas tecnologias, o milagre econômico, foram fatores principais para caracterizar este momento. O discurso político-pedagógico da época era de convencimento, tal que para sustentar o projeto de modernização do país, os anúncios da época interpelavam para que o indivíduo comprasse uma TV. E a religião encontrou neste quadro, o espaço propício para expandir suas ideias, pensamentos e princípios já que o espaço midiático oferece a todos uma oportunidade de encontro com uma realidade mítica no conforto dos lares domésticos, através do tele-evangelismo. Ao contrário do que poderíamos pensar, autores como Ortiz (2001) e Fonseca (2003) apontam que a mídia evangélica entrou em total conformidade com a indústria de entretenimento que estava se formando pelo regime militar que impunha uma programação alienante, de fácil assimilação e que ecoasse as regras e condutas desejadas pelo sistema político. A programação evangélica foi bem-vinda pois a mensagem de moralismo, civismo e espiritualidade respeitavam a cartilha ideológica em voga e não causaria perigos ao sistema. Um outro fator que beneficiou a entrada das religiões como um todo na programação de rádio e TV era a forma como a concessão de Rádio e TV funcionava no país. Essa era uma atribuição exclusiva da Presidência da Republica, que utilizava dos critérios de “amizade” para conceder e distribuir canais de TV e Rádio, essa política de concessão aconteceu até o governo de FHC, antes da criação da Anatel, empresa criada para regulamentar o setor da comunicação no Brasil. Porém, esta ainda era submetida ao poder executivo o que não impediu que as concessões fossem utilizadas como moeda de troca entre as “religiões” e os políticos. Importante destacar ainda que a presença de evangélicos na política foi e ainda é grande, o que pode facilitar ainda mais as negociatas. O próprio ex-ministro das comunicações deu uma declaração a Folha de São Paulo de 1987 dizendo que em igualdades de condições (técnica e financeira), ele jamais deixaria de dar concessões a alguém que apoiaria o governo. Com o surgimento na década de 70 e inicio da década de 80, das Igrejas Eletrônicas4 Norte Americanas e seus tele-evangelistas, a programação brasileira abriu espaço em suas grades para que estes programas expandissem em areias tupiniquins. O foco da igreja eletrônica era a suposta “expansão” do programa através de doações dos telespectadores que patrocinavam a permanência destes programas no ar. A expansão dos programas evangélicos 4 O conceito criado para caracterizar o intenso e crescente uso de meios eletrônicos, especialmente a TV por lideranças religiosas, quase sempre autônoma sem relação ás denominações cristãs convencionais. (Assmann, 1986, p.16)
  4. 4. 6 brasileiros se deu em dois momentos. Um primeiro momento, estes programas foram mantidos pelos fiéis, em um segundo momento, onde já se tinham o domínio das técnicas televisivas e os recursos necessários para expansão, o objetivos passou a ser ultrapassar os muros denominacionais de cada igreja e atingir a todos os telespectadores, não apenas os fiéis crentes. Os pastores norte- americanos tiveram uma grande influência neste processo aqui no Brasil. Assim como a mídia secular, a mídia evangélica registrou um crescimento tanto na qualidade de seus programas quanto no alcance de seus objetivos. Com as igrejas neopentencostais e o surgimento do evangelho da prosperidade, o crescimento do individuo não era visto por ele ser crente, mas por ele ter cada vez mais, prosperidade financeira. Para alimentar esse mercado de consumo, as igrejas neopentencostais criam produtos específicos para seu público, livros, CDs de seus cantores, versões da bíblia, marcas de roupas, e um mundo no qual o crente deve se fechar. No discurso dos lideres, um mundo santificado, separado do mundo secular, na realidade dos fatos, um nicho de mercado para vendas de seus produtos. A mídia evangélica se aperfeiçoou e acompanhou a mídia secular ao longo dos anos, hoje, os programas evangélicos nos surpreendem nos horários nobres da TV brasileira, nem sempre pela novidade ou pela relevância, mas por conseguirem permanecer a tantos anos nos lares brasileiros. 3. Características do neopentecostal Neopentecostal é um termo usado para designar um conjunto de igrejas cujas crenças e formas de professar a fé se diferem das igrejas protestantes tidas como históricas e/ou tradicionais pentecostais. As igrejas neopentecostais são autóctones, têm líderes fortes e pouca inclinação a tolerância e ao ecumenismo, opõem-se aos cultos afro-brasileiros, estimulam a expressividade emocional, utilizam muito os meios de comunicação em massa, enfatizam rituais de cura e exorcismo, estruturam-se empresarialmente, adotam técnicas de marketing e retiram dinheiro dos fiéis ao colocar “no mercado religioso serviço e bens simbólicos que são adquiridos mediante pagamento” Oro (1992). Uma das características mais marcantes do neopentecostalismo é a crença que existe uma guerra espiritual constante entre Deus e o diabo, que o homem deve escolher de qual lado ele ficará, sendo que eles são os representantes de Deus por tanto, o lado do bem, e que o outro lado (seja ele qual for, qual religião for) é do mau, ou seja do diabo. A palavra do crente neopentecostal tem não apenas som, mas poder, acreditam também no batismo pelo espírito santo cujo principal sinal é o falar em outras línguas. Por isso, os cultos são marcados por palavras de ordem (tanto a demônios quanto a Deus), a crença de “profetizar pela fé” é baseada em uma teologia americana cujo autor é Kenneth Hagin.
  5. 5. 7 Embora rejeitem as demais religiões, o neopentecostalismo geralmente faz uso de práticas típicas do espiritismo como banhos de descarrego, objetos ungidos entre outras práticas. O discurso para o dízimo é obrigatório, e as ofertas são voluntárias, mas, geralmente existe o apelo emocional forte para que a oferta possa acontecer em todos os cultos. 4. Os pastores neopentecostais aos olhos do Mundo Canibal. O vídeo do Mundo Canibal que trago para análise, é um vídeo de um culto filmado provavelmente por uma câmera não profissional. Neste culto, um pastor está a pregar e enquanto fala, pessoas pulam, oram em outras línguas, rolam no chão, não apenas adultos, mas crianças também. Este pastor fazia movimentos com as mãos, simulando uma metralhadora, como se Jesus estivesse através dela “acertando” as pessoas com o Espírito Santo. Em meio a estes movimentos, e de olhos fechados, este líder fala palavras de ordem como se estivesse “tomado|” pelo Espírito de Deus. Conhecendo as características de um culto neopentecostal, com estas descrições fica muito evidente que, se trata realmente de um culto neopentecostal. A irreverência do líder neopentecostal, o apelo emocional e dos sentidos no momento do culto, confirmam as suspeitas. No caso deste vídeo, o Mundo Canibal apelidou o tal pastor desconhecido com o nome de Pastor Metralhadora, posterior a isso, criaram também o personagem em desenho, onde este pastor luta contra outros personagens que não são ainda, libertos do mau. Embora o Mundo Canibal não tenha feito uma critica veemente a visão neopentecostal, fica evidente neste personagem real que, a visão do neopentecostal é essa. O bem está sempre lutando contra o mau, e o mundo espiritual está em guerra, e aos olhos do Mundo Canibal este é um motivo para se fazer entretenimento através do humor. Entendo que, o Pastor Metralhadora como um personagem herói, o é apenas no desenho do Mundo Canibal. Suspeito que esta seja também, a intenção, podemos perceber esta intencionalidade através da sátira, implícita no personagem. Além deste vídeo, existem outros onde os personagens centrais são pastores. Destaco aqui um vídeo que é um compilado de 4 vídeos, batizado pelo site de Pastores Super Poderosos. É um tipo de “melhores momentos” de vídeos amadores, onde pastores conhecidos nacionalmente e internacionalmente (Marcos Feliciano e Benny Hinn) aparecem em rituais neopentecostais de oração e cura através de toques e jogadas de casacos. . Os vídeos editados pelo mundo canibal, onde as figuras religiosas aparecem como personagens principais, mostra como o neopentecostalismo pode perder credibilidade (ou já perdeu) diante das massas. Uma vez que, os rituais religiosos foram expostos em tons de brincadeira colocando sua validade em xeque a todo e qualquer individuo, sem este ter procurado uma igreja neopentecostal de forma espontânea, conhecendo sua atuação por escolha. Este ritual
  6. 6. 8 será visto de forma cética e não terá nenhum sentido sagrado para o individuo na frente do computador, afinal os vídeos foram vinculados por um site de humor e provavelmente levará na brincadeira tais rituais. Esse processo acontece justamente pelo excesso de exposição que as igrejas neopentecostais fazem de seus programas na mídia de massa. Apesar do canal de vídeos do site de entretenimento e humor Mundo Canibal não ter em seu discurso de apresentação, vinculo algum com interesses religiosos e/ou políticos, sendo o objetivo do site puramente, entretenimento e divulgação do trabalho dos seus idealizadores, os irmãos Piolo de uma forma indireta com os vídeos editados, expõe de uma forma pejorativa não apenas os líderes neopentecostais, mas a religião evangélica como um todo. Será que este tipo de brincadeira com outra religião, como a muçulmana teria as mesmas implicações? 5. Considerações Finais Com todo o percurso dos neopentencostais na mídia, na política e na sociedade, seria difícil imaginar que não teríamos em alguns momentos, tensões entre este grupo específico e os demais que, pensam, agem e professam credos diferentes. A exposição dos cultos neopentecostais na mídia televisiva, no rádio e na internet por vezes, gera não apenas novas possibilidades de crescimento para a igreja em si, mas, questionamentos, embates, e criticas a respeito dos modos como eles, expressam suas crenças e veem o mundo. Os neopentecostais por vezes, foram considerados seitas na própria religião protestante, uma vez que seus rituais religiosos não se assemelham as igrejas tradicionais/históricas. O Mundo Canibal não nos dá embasamento em suas características como site humorístico para acreditar que os lideres neopentecostais são como super heróis na visão deles. Pelo seu conteúdo, parece que encontraram nos lideres evangélicos neopentecostais que se expõem na internet, um bom motivo para se fazer rir e acrescentar conteúdo novo ao seu portfólio de personagens. Parece que funcionou. Os vídeos dos pastores possuem cerca de um milhão de acessos em média cada um, os comentários no geral são de risos e momentos que os telespectadores mais curtiram. Percebemos que a indústria do entretenimento, se retroalimenta o tempo todo. No final, vemos que continuam o quarteto fantástico, de forma imbatível: O poder, a tecnologia, a mídia, e a religião. Assim como começaram, vão permanecer provavelmente muito tempo, juntos. 6. Referências Bibliográficas ASSMANN, H. A igreja eletrônica e seu impacto na América Latina. Petrópolis: Vozes, 1986.
  7. 7. 9 FONSECA, A. B. Evangélicos e mídia no Brasil. Bragança Paulista: Editora Universitária São Francisco, 2003. ORTIZ,R. A Moderna Tradição Brasileira. São Paulo: Brasiliense, 2001. MARIANO, Ricardo. NeoPentecostais: sociologia do novo pentecostalismo no Brasil. São Paulo: Loyola, 1999 WEBER, M. A Ética Protestante e o espírito do capitalismo. São Paulo: Pioneira, 1947. CANIBAL, mundo. Canal de vídeos do site. Disponível em <http://www.youtube.com/results?search_query=youtoba+mundo+canibal+2013&oq=youtoba&gs _l=youtube.3.4.0i10j0l9.3391838.3404673.0.3409660.54.30.15.0.0.4.548.4872.10j4j12j5- 1.27.0...0.0...1ac.1.11.youtube.rHxAW9Kco0c > Acesso em : 30/06/2013

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