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MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DE PERNAMBUCO




PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO INSTITUCIONAL
               PPI – UFRPE




               RECIFE - 2008
Reitor
Prof. Valmar Correa de Andrade


Vice-Reitor
Prof. Reginaldo Barros


Pró-Reitora de Ensino de Graduação
Profª. Maria José de Sena
Pró-Reitor Pesquisa e Pós-Graduação
Prof. Antonia Sherlânia Veras
Pró-Reitor de Administração
Prof. Francisco Fernando Ramos de Carvalho
Pró-Reitor de Gestão Estudantil
Prof. Valberes Nascimento
Pró-Reitor de Atividade de Extensão
Prof. Paulo Donizeti Siepierski
Pró-Reitor de Planejamento
Prof. Gabriel Rivas de Melo




                                                             SUMÁRIO



APRESENTAÇÃO                                                                                4
1.CONTEXTUALIÇÃO HISTÓRICA E SOCIAL DA                                                      5
UFRPE....................................................................................
2.PRINCÍPIOS E ESTRUTURA ORGANIZACIONAL                                                     7
2.1 Órgãos Deliberativos                                                                    8
2.2 Órgãos Executivos                                                                       8
3.CONCEPÇÕES INSTITUCIONAIS                                                                 10
3.1 Concepções sócio-filosóficas, de ensino e de aprendizagem, de currículo, de avaliação de                 10
       desempenho, institucional e de planejamento pedagógico.
..................................
4. POLÍTICAS EDUCACIONAIS.......................................................................             15
    4.1 Política de Ensino............................................................................       15
    4.2. Política de Pesquisa.........................................................................
                                                                                                             16
  4.3 Política de Extensão                                                                                   17

  4.4 Política de Pós-graduação                                                                              18

   4.5 Política de Gestão Acadêmica                                                                          19
   4.6 Políticas de Inclusão Social e Digital                                                                20
....................................
5. BIBLIOGRAFIA                                                                                              22




                                         APRESENTAÇÃO

Nas últimas décadas, observou-se o surgimento de novas perspectivas para a educação superior
no Brasil, diante das mudanças estruturais na sociedade com a mundialização da economia, e de
suas repercussões no cenário geopolítico e cultural. As transformações ocorrem de modo célere,
sobretudo na formação profissional devido às exigências do mundo do trabalho, que associado a
alternância das rotas tradicionais da qualificação e da cultura do emprego, e por outro, a
velocidade das inovações nas diferentes áreas do conhecimento e suas tecnologias, provocando
a corrida pela especialização, pelo conhecimento, pela formação inicial e continuada em cursos
de graduação e pós-graduação.
Diante desse novo paradigma técnico-econômico, o qual tem provocado a redefinição da
categoria trabalho, em sua denominação contemporânea de reestruturação produtiva, essa


                                                                                                         3
conjuntura tem se movimentado na direção de redefinição do foco de compreensão da
universidade e de seu papel. Neste conjunto de mudanças, surge a importância de planejar a
Universidade, enquanto instituição produtora de conhecimento e de tecnologias para o
atendimento das demandas do mundo do trabalho.
Neste contexto, o Projeto Pedagógico Institucional – PPI da Universidade Federal Rural de
Pernambuco é um instrumento de gestão educacional construído através de metodologia
colaborativa com a participação dos diversos segmentos que a compõem: gestores (as),
professores (as), estudantes, técnicos (as) administrativos (as).
De modo particular, o documento apresenta o sentido acadêmico e político das políticas
educacionais, da estrutura, da dinâmica e do funcionamento da instituição, e ao mesmo tempo, é
o anúncio das intenções que a comunidade universitária vislumbra para a universidade nos
próximos anos, tanto na perspectiva das atividades acadêmicas, quanto nas ações de sua
inserção no conjunto da sociedade.
Em linhas gerais, o projeto político-pedagógico é realidade, e simultaneamente é perspectiva,
pois, situam objetivos, define valores e demarca a filosofia institucional, firmando-se como um
registro multidimensional da realidade na qual está inserida institucional. Por seu sentido
compartilhado, o documento tem a finalidade de instrumentalizar os gestores da UFRPE em
suas tomadas de decisão; organizar os processos avaliativos e o controle dos resultados
institucionais, bem como estruturar as bases da política de gestão educacional.
Para efeito de melhor compreensão o PPI contempla o seguinte delineamento: (a) contexto
histórico e social da UFRPE; (b) princípios acadêmicos e administrativos; (c) concepções
institucionais: sócio-filosóficas, de ensino, de aprendizagem, de currículo, de avaliação de
desempenho discente, docente, institucional e de planejamento pedagógico; (e) políticas
educacionais que aborda as diretrizes voltadas para o ensino, pesquisa, pós-graduação, extensão,
gestão acadêmica e administrativa, inclusão social e digital.
Este documento pode ser visto, portanto, como o norte que aponta as intenções para UFRPE, e
ao mesmo tempo, como a VONTADE do que se pretende implementar, expressando os sonhos
em relação à UFRPE que são compartilhados pelo coletivo dos participantes. Assim,
pretendemos que o Projeto Político Pedagógico catalise ações, e permanentemente envolva a
todos (as) que compõem a UFRPE na direção e efetivação dessas idealizações.
Em outras palavras, significa dizer que a construção desse projeto foi por si só, um processo de
partilha e de criação em conjunto, em discussão, em co-autoria e maestria. Certamente, este é
um dos caminhos pelo qual já iniciamos a reconstrução da Universidade Federal Rural de
Pernambuco que queremos.
                         PROF. VALMAR CORREA DE ANDRADE
                     Reitor da Universidade Federal Rural de Pernambuco


              1.CONTEXTUALIÇÃO HISTÓRICA E SOCIAL DA UFRPE

A UFRPE iniciou suas atividades acadêmicas em 03 de novembro de 1912, a partir do
lançamento inaugural do edifício das Escolas Superiores de Agricultura e Medicina Veterinária,
na cidade de Olinda, pelo Revmo. Abade do Mosteiro de São Bento D. Pedro Roeser, cuja obra foi
concluída em 1913. Em 1914, os cursos de Agronomia e Medicina Veterinária entram em
funcionamento, e em 1917, o curso de Agronomia foi transferido para o Engenho São Bento em
São Lourenço da Mata - Pernambuco.

O Decreto Nº 82 transferiu o curso daquele município para o bairro de Dois Irmãos. Em 1955,
através da Lei 2.524 e a 2.920 de 1956, e a Universidade foi integrada ao Sistema Federal de
Ensino Agrícola Superior, pertencente ao Ministério da Agricultura. Só em 1967 é que passou a
integrar o Ministério da Educação e Cultura, segundo o Decreto Nº 60731.


                                                                                              4
Hoje a Universidade Federal Rural de Pernambuco - UFRPE - exerce a grande maioria de suas
atividades de Ensino em quinze departamentos acadêmicos que oferecem disciplinas aos cursos
de graduação e aos programas de Pós Graduação, Pesquisa e Extensão. Além dos cursos, a
administração da Universidade também se situa no seu principal campus, com área de 147
hectares, na Av. Dom Manoel de Medeiros, s/n, no bairro de Dois Irmãos em Recife –
Pernambuco. Conta ainda com a oferta de formação técnica no Colégio Dom Agostinho Ikas
(CODAI), e com vários campi avançados em municípios do Estado de Pernambuco.
No seu percurso, a Universidade se insere no contexto histórico da região Nordeste, tendo desde
seu surgimento o eixo de suas atividades voltadas para o enfrentamento da exclusão e das
desigualdades sociais, em suas expressões de miséria, fome, analfabetismo, latifúndio,
desemprego. Assim, a UFRPE teve sua ancoragem em um projeto desenvolvimentista, ou seja,
uma proposta de desenvolvimento social da região.
Neste breve recorte histórico vimos que a UFRPE teve o seu momento histórico de implantação,
voltado para a vocação e o modelo agrícola, que eram típicos daquele contexto de uma
sociedade agrária, surgindo como iniciativa pioneira a oferta de cursos em Ciências Agrárias,
através da fundação da Escola de Agronomia.
A partir do regime militar e suas repercussões no Ensino Superior, alguns desdobramentos
emergiram na UFRPE. Nos anos 70, foi firmada uma parceria com a SUDENE, na perspectiva
de ampliar o desenvolvimento regional e de expansão das fronteiras agrícolas do país, e ao
mesmo tempo, se esperava exercer a contenção do êxodo rural. À universidade caberia a oferta
do conhecimento e de tecnologias ligadas ao campo, ao mesmo tempo em que o ensino de moral
e cívica na academia incitava à formação reprodutivista conveniente àquele momento político.
No final da ditadura militar se iniciou a expansão do Ensino Superior, na década de 70 e início
da década de 80, com a visão tecnicista daquele momento histórico que levou ao investimento
nos Bacharelados e Licenciaturas noturnas na intenção de formação de professores. Esta
vertente levou a UFRPE à ocupação de um espaço na oferta de cursos que não era ocupado pela
Universidade Federal de Pernambuco.
Mais tarde, as mudanças políticas com a redemocratização do país suscitaram a discussão a
respeito dos espaços ociosos das universidades federais e como desdobramento, teve-se o
redimensionamento dos cursos de Ciências Sociais, Economia e História.
No novo cenário político, especulava-se sobre a perspectiva de fusão entre as Universidades
Federais do Estado de Pernambuco, o que criou tensão às demais áreas criadas. Naquele
momento, foi criado um centro de Ciências Agrárias no município de Garanhuns, o que
vislumbrava uma nova frente da Universidade Rural, por meio da interiorização de cursos.
No contexto político atual do país, e de sociedade no projeto nas últimas décadas, o papel da
UFRPE vem sendo revisto, buscando-se a convivência e a adequação ao modelo de
industrialização urbano contemporâneo, tendo-se a dualidade rural e urbana na oferta de cursos
e projetos desenvolvidos. Sintonizada com o atendimento às demandas da sociedade, a UFRPE
não mais objetiva exclusivamente o desenvolvimento agrícola, mas passou a qualificar para
outras profissões e atuar em novas áreas de conhecimento.
No ponto de vista pedagógico, a Universidade Federal Rural de Pernambuco mantém sua
característica de foco nas Ciências Agrárias, voltada para o setor agrícola e as Ciências
Agropecuárias. No entanto, hoje as suas linhas de ação ampliadas abrangem as áreas de
florestal, recursos aquáticos, sanidade e produção, Licenciaturas diversas, além de recente
ampliação de vagas, e a criação de novos cursos. A UFRPE faz a leitura das necessidades e
demandas da sociedade, analisando as tendências do mercado de trabalho e adequando a oferta a
estes anúncios.
O desafio é conciliar a preocupação com a qualificação profissional sem perder de vista seus
objetivos na formação científica como é bem definido na dimensão institucional e toda a sua
política de ensino a seguir apresentada.



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2. PRINCÍPIOS E ESTRUTURA ORGANIZACIONAL
O clima de sustentação da gestão educacional está ancorado na solidariedade e no estímulo à
participação na direção da superação de problemas, o que reafirma o compromisso institucional
com a qualidade, a partir da adoção dos seguintes princípios do ponto de vista da gestão
administrava:
      autonomia científica – entendida como a garantia do desenvolvimento da ciência
         básica e aplicada, com vistas à autonomia de organização interna e de gestão
         financeira. Nesta linha, a UFRPE busca garantir a existência de áreas de pesquisa que
         não possuam apenas a relevância política ou econômica imediata. Os estudos
         científicos têm um significativo papel no desenvolvimento dos setores essenciais para
         a população e para avanço da própria ciência, mesmo que não atendam muitas vezes
         à lógica utilitarista.
      autonomia didática – compreendida como o investimento na formação de
         profissionais e pesquisadores competentes, com o cuidado de democratização dos


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critérios de seleção dos estudantes, definição dos cursos a serem ministrados,
          avaliação do desempenho dos estudantes, e a concessão dos títulos correspondentes.
       autonomia administrativa -         pautada na eficiência de utilização dos recursos
          humanos e materiais para o cumprimento da missão institucional havendo a liberdade
          de organização interna para o exercício pleno das dimensões didática e científica.
       autonomia de gestão financeira - capacidade de gerir recursos e fomentos na
          perspectiva do desenvolvimento institucional e regional.
      É evidente que estes princípios articulados contribuem para as tomadas de decisão e
      reflexões sobre a organização didático-pedagógica. Em primeira análise exigem que se
      repense qual a concepção de currículo que norteia a prática institucional e qual é o
      conhecimento científico significativo, mais importante ou menos importante, que será
      apreendido/aprendido pelos estudantes.

O desenvolvimento das ações acadêmico-administrativa da UFRPE baseia-se em princípios
fundamentais que constituem os elementos definidores das relações entre a administração superior
com seus diferentes órgãos de apoio e de gestão. São eles:
     - gestão colegiada, caracterizada pela participação dos diferentes segmentos, por meio dos
     órgãos colegiados, na formulação de diretrizes e decisões acadêmicas relativas ao ensino, à
     extensão e às atividades investigativas, assim como no acompanhamento, supervisão e
     avaliação de sua execução. Os órgãos colegiados contam com representantes de professores,
     de servidores técnico-administrativos e dos estudantes, eleitos por seus pares, sempre em
     conformidade com a legislação vigente;

      - descentralização, caracterizada pela delegação de responsabilidades de planejamento,
      execução e de acompanhamento aos diferentes setores e órgãos, em seu âmbito de
      competência;

      - integração, caracterizada pela articulação e complementaridade entre órgãos e colegiados
      acadêmicos entre si e entre órgãos de Apoio e da Administração, visando ao adequado
      desempenho das atividades institucionais.

A UFRPE é uma entidade organizada como autarquia educacional de regime especial, gozando
de autonomia administrativa, didático-científica, econômico-financeira, exercida na forma da
legislação em vigor. A estrutura organizacional compreende os Órgãos da Administração
Superior, da Infra-Estrutura Administrativa e Acadêmica e os Órgãos Suplementares. A
Administração Superior compreende Órgãos Deliberativos e Executivos.
Em sua organização funcional a estrutura física da UFRPE é de multicampi, com campus
avançados em expansão para o interior, e outros na zona da mata e no sertão. Tem-se “campi”
diversos: na zona do agreste, em Garanhuns, a Clínica de bovinos; no sertão, em Ibimirim, a
Estação de agricultura irrigada; em Serra Talhada um Centro de Treinamento e Pesquisa em
pequena irrigação; em Parnamirim, a Estação de Agricultura irrigada. Temos ainda, algumas
bases: na zona da mata, em Carpina, a Estação Experimental de cana-de-açúcar e a Estação
Experimental de pequenos animais; a Estação Ecológica de Tapacurá;

2.1 Órgãos Deliberativos

         Conselho Universitário - de função deliberativa, normativa e consultiva em assuntos
          de política e planejamento universitário.

         Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão - de função deliberativa, normativa e
          consultiva em assuntos ligados às respectivas atividades.



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       Conselho de Curadores - de função deliberativa, normativa e consultiva em assuntos
             pertinentes à discriminação, disciplinação e fiscalização econômico-financeira da
             Universidade.

      Colegiados:
     Conselhos Técnico-Administrativos - ao nível Departamental;
     Colegiado de Coordenação Didática - ao nível dos Cursos de Graduação e Pós-
     Graduação.

2.2 Órgãos Executivos

   Reitoria e Vice-Reitoria - Órgão executivo responsável pela coordenação, fiscalização e
    superintendência em todas as atividades universitárias.

   Pró-Reitorias - Órgãos de assessoramento direto ao Reitor, destinados ao desempenho de
    atividades relacionadas com a administração universitária.

   Departamentos Administrativos

             Departamentos Acadêmicos: Agronomia, Biologia, Física, Matemática, Letras e
              Ciências Humanas, Morfologia e Fisiologia Animal, Química, Ciências
              Domésticas, Ciências Florestais, Educação, Medicina Veterinária, Pesca,
              Tecnologia Rural, Zootecnia e Estatística e Informática.

             Unidades Acadêmicas: Unidade Acadêmica de Garanhuns (UAG) e Unidade
              Acadêmica de Serra Talhada (UAST)

         

Do ponto de vista pedagógico é proposição da UFRPE estabelecer um conjunto de princípios e
procedimentos orientadores prioritários à ação, entre os quais cabe destacar:

      interdisciplinaridade, entendida como esforço que busca a visão global, como
       superação do pensar simplificador e fragmentador da realidade, como forma de
       administrar a ótica pluralista das concepções de ensino, do saber e da prática;

      articulação entre o ensino, a pesquisa e as atividades de extensão e de prestação de
       serviços à sociedade, em diferentes níveis de complexidade;

      fornecimento de sólida formação geral, em estreita interação com os conhecimentos,
       competências e habilidades necessários à formação do profissional;

      integração nos contextos reais de vida da comunidade, na rede de serviços e com
       profissionais em exercício, como espaços privilegiados do processo de ensino-
       aprendizagem, de forma contínua;

      desenvolvimento da capacidade de aprender a aprender, que engloba o aprender a
             ser, aprender a fazer, aprender a viver juntos e aprender a conhecer, conforme
             caracterização das diretrizes curriculares nacionais para os cursos de graduação;

      diversificação dos contextos de ensino e dos cenários de prática profissional, que
             englobam diferentes modalidades de trabalho pedagógico e inserção do estudante em
             campos de prática com graus crescentes de complexidade;




                                                                                             8
 desenvolvimento de mecanismos de integração entre os diferentes cursos e dos cursos
       com a rede de serviços;

      desenvolvimento de modelos pedagógicos capazes de articular a competência
       científico-tecnológica e a relevância social;

      estruturação de matrizes curriculares flexíveis que, à diversidade de situações de
       ensino-aprendizagem, associem a possibilidade de construção própria dos caminhos
       de produção do conhecimento pelo estudante bem como a de crescimento autônomo;

      utilização apropriada de tecnologias diversificadas.




                          3.CONCEPÇÕES INSTITUCIONAIS

3.1 Concepções sócio-filosóficas, de ensino e de aprendizagem, de currículo, de avaliação
    de desempenho, institucional e de planejamento pedagógico.
Entende-se que a universidade pública é um centro de produção do conhecimento e de
tecnologias, além de representar um lócus privilegiado de apropriação e disseminação da
cultura. De modo particular, a Universidade Federal Rural de Pernambuco – UFRPE tem



                                                                                        9
exercido um papel estratégico na construção de um novo projeto de desenvolvimento do país,
contribuindo na redução das desigualdades sociais e compatibilizando crescimento sustentável
com justiça social.
Portanto, é papel da universidade colaborar para o justo e ético desenvolvimento econômico,
social e cultural e, em especial a UFRPE posiciona-se contribuindo para o crescimento da região
Nordeste na qual se insere ao desenvolver políticas afirmativas que busca desenvolver políticas
inclusivas que vise o acesso e permanência à educação superior. Desta maneira, foi delineado
como base sócio-filosófica de implantação e consolidação da UFRPE no cumprimento de seu
papel social, a define como uma instituição pública, gratuita, autônoma, universal, locus de
socialização e de produção de conhecimento.
Neste sentido, o foco prioritário desta instituição educacional é a garantia da autonomia
didática, científica, pedagógica e de gestão financeira que garantam a formação de novos
profissionais em diferentes áreas, a realização de pesquisas que por sua vez favoreçam a
consolidação destas bases, e uma articulação com a comunidade firmando a práxis educativa. A
importância de manutenção de uma relação estreita entre universidade-comunidade é portanto,
estratégica no atendimento às demandas diversas, através de avaliações e assessorias às políticas
públicas de amplo espectro social, bem como às instituições diversas, desde que estas estejam
sintonizadas ou adequadas à filosofia institucional. A despeito das necessidades de retificações
acima mencionadas, confirmamos a importância do papel da UFRPE para o país e para o
Nordeste, em sua valiosa história de ensino, de produção científica e trabalhos de extensão.

As políticas educacionais da UFRPE constituem orientações estratégicas da organização
institucional para o planejamento das atividades acadêmicas a serem consolidadas junto aos
projetos pedagógicos dos cursos, da pesquisa, da extensão e da gestão. Oferecem, ainda,
condições para a integração e a efetivação, no contexto institucional com base em parâmetros
bem definidos, referenciados pela missão, vocação, objetivos, pela norma legal e pelo contexto
social, político, econômico e cultural no qual está inserida. Estas condições são garantidas pelo
acompanhamento e avaliação do desempenho Institucional, que reúnem indicadores para a
tomada de decisões, preservação e reavaliação, necessárias à adequação constante do
planejamento institucional, em conformidade com as dimensões do Sistema Nacional de
Avaliação da Educação Superior – SINAES.

Neste contexto, as políticas educacionais propostas pela UFRPE buscam integrar e articular os
projetos pedagógicos dos cursos oferecidos e estimular as práticas multidisciplinares e
interdisciplinares da pesquisa, da extensão e das demais atividades extracurriculares
correlacionando-as e vinculando-as ao ensino.

Pretende-se, com a sistematização das ações por meio do PPI centrar o processo educativo na
construção, na produção e na apropriação dos conhecimentos técnico-científicos e sócio-
culturais, em uma visão integradora e crítica da realidade, mediante modelos de ensino-
aprendizagem modernos e uso de apropriadas tecnologias. Uma perspectiva inovadora que traz,
a aprendizagem de valores e a formação de atitudes para a mudança e para a atuação solidária,
calcada em padrões éticos; que promova a formação do profissional, com sólida base de
conhecimento teórico científico e humano, preparando o profissional para enfrentar as rápidas
transformações da sociedade, do mercado de trabalho e das condições de exercício profissional,
como preconizam as diretrizes curriculares nacionais para os cursos de graduação.

Ter-se-á as seguintes linhas diretrizes para a ação pedagógica da UFRPE:

       - busca da qualidade e da excelência da formação, comprometida com os padrões atuais
das transformações sócio-culturais e do desenvolvimento científico e tecnológico;




                                                                                              10
- formação do profissional, com ampla e sólida base teórica, capacidade de análise do
social e domínio dos procedimentos técnicos necessários ao exercício profissional;

       - valorização da dimensão sócio - política e cultural, desenvolvendo a capacidade de
leitura crítica de problemas e seus impactos locais, regionais e nacional, que subsidiará a
inserção do egresso no mundo do trabalho, como sujeito partícipe de sua construção,
assumindo, portanto, o exercício profissional na direção da resolução de problemas e da
cidadania referenciado por sólidos padrões éticos.

       A educação superior desempenha papel inquestionável na preparação das novas gerações
para o enfrentamento das exigências da sociedade moderna. As novas tecnologias do mundo
atual, as novas formas organizacionais do trabalho e a rápida evolução do conhecimento
científico, associadas às necessidades de melhor qualificação profissional, exigem uma nova
concepção para os cursos superiores, baseadas nas Diretrizes Curriculares Nacionais. As
diretrizes contemplam o desenvolvimento de competências e de habilidades para a formação
dos estudantes, permitindo maior capacidade para competição e sucesso no mercado de
trabalho. Assim, a UFRPE promove a:

     - preparação de seu egresso para o mundo do trabalho, no atendimento às demandas
econômicas e de emprego, adaptando-o às complexas condições de exercício profissional no
mercado de trabalho;

      - formação para a cidadania crítica, formando o estudante-cidadão, capaz de interferir
construtivamente na sociedade para transformá-la;

      - preparação para a participação social em termos de fortalecimento ao atendimento das
demandas da comunidade, com o desenvolvimento de competências sociais, processos
democráticos e eficazes de tomada de decisões, capacidade sócio-comunicativa de iniciativa, de
liderança, de solução de problemas;

      - formação para o alcance de objetivos comprometidos com o desenvolvimento
harmônico do município de Recife e em particular do Estado do Pernambuco, onde está
inserida;

       - preparação para entender o ensino como prioridade fundamentada em princípios éticos,
filosóficos, culturais e pedagógicos, que priorizem efetivamente a formação de pessoas,
reconhecendo a educação como processo articulador/mediador, indispensável a todas as
propostas de desenvolvimento sustentável, em médio e longo prazo;

      - formação ética, explicitando valores e atitudes, por meio de atividades que desenvolvam
a vida coletiva, a solidariedade e o respeito às diferenças culturalmente contextualizadas;

      - formação de profissionais capazes de atuar em prol do desenvolvimento social, cultural
e econômico sustentado, com a interação de conteúdos com aspectos inerentes às questões
sociais, jurídicas e ambientais exigidas no mundo atual.

Ao definir como foco principal a concepção dos cursos uma visão interdisciplinar formativa do
profissional para as novas demandas do mercado, objetivou-se explicitamente o
comprometimento com a qualificação ao mesmo tempo técnica e pluralista. A UFRPE
desenvolve proposta diferenciada, integrando formação teórica e prática, a pesquisa e a
extensão, o que implica em definição clara do perfil do corpo docente, com qualificação e
excelência para o magistério e a pesquisa interdisciplinar, crítica e transformadora.

O estabelecimento das linhas de ação considerou que a formação do profissional representa um
conjunto de aspectos internos, inerentes aos cursos, e externos, inerentes à relação


                                                                                            11
sociedade/profissional, que se inter-relacionam dialeticamente. Partindo deste princípio, o PPI
pauta-se nos fundamentos que a idealizaram, tendo sempre em vista que é necessário:

      o o acompanhamento das rápidas mudanças do mundo, a partir de política de graduação
          que contemple o caráter revolucionário da ciência como um imperativo;

      o o entendimento da avaliação como processo e não como produto e, portanto, valorizar
          o sistema contínuo de avaliação em dois níveis: um pela sociedade e outro pela auto-
          avaliação (professores, técnico-administrativos e estudantes);

      o a definição de metodologias educacionais adequadas ao processo de aprendizagem
          cognitiva de caráter social, político e cultural      nacional, respeitando-se as
          especificidades regionais, o que permitirá a revisão das matrizes curriculares, das
          práticas pedagógicas e das pesquisas desenvolvidas;

      o a identificação das bases de sustentação de uma política de graduação, considerando o
          estudante como ser global.


A definição das competências inclui conhecimentos e atitudes realizadas a partir da análise das
Diretrizes Curriculares Nacionais para os cursos de graduação ofertados pela UFRPE, ao qual se
acrescentarão as competências próprias do profissional formado, conforme as especificidades de
cada curso. As principais competências definidas como características do perfil do egresso da
UFRPE a serem desenvolvidas são:

       Tomada de decisões: o trabalho dos profissionais egressos deve estar fundamentado
          na capacidade de tomar decisões, visando o uso apropriado, eficácia e custo-
          efetividade, da força de trabalho, de equipamentos, de procedimentos e de práticas.
          Para este fim, os mesmos devem possuir competências e habilidades para avaliar,
          sistematizar e decidir as condutas mais adequadas, baseadas em evidências científicas.

       Comunicação: os profissionais egressos devem ser acessíveis e devem manter a
          confidencialidade das informações a eles confiadas, na interação com outros
          profissionais e o público em geral. A comunicação verbal e não-verbal, e habilidades
          de escrita e leitura; o domínio de tecnologias de comunicação e informação.

       Liderança: no trabalho em equipe multiprofissional, os egressos deverão estar aptos a
          assumirem posições de liderança, sempre tendo em vista o bem-estar da comunidade.
          A liderança envolve compromisso, responsabilidade, empatia, habilidade para tomada
          de decisões, comunicação e gerenciamento de forma efetiva e eficaz.

       Administração e gerenciamento: os profissionais devem estar aptos a tomar
          iniciativas, fazer o gerenciamento e administração tanto da força de trabalho quanto
          dos recursos físicos e materiais e de informação, da mesma forma que devem estar
          aptos a serem empreendedores, gestores, empregadores ou lideranças na equipe que
          integram.

       Educação permanente: os profissionais devem ser capazes de aprender
          continuamente, tanto na sua formação, quanto na sua prática. Deverão aprender a
          aprender e a ter responsabilidade e compromisso com a sua educação e o
          treinamento/estágios das futuras gerações de profissionais, mas proporcionando
          condições para que haja benefício mútuo entre os futuros profissionais e os
          profissionais dos serviços, inclusive, estimulando e promovendo a mobilidade




                                                                                             12
acadêmica e profissional, a formação e a cooperação por meio de redes nacionais e
         internacionais.

As competências comuns e específicas, observadas em cada Projeto Pedagógico de Curso,
supõem a formação de atitudes e de valores; o desenvolvimento e o domínio de conhecimentos
e habilidades gerais e específicas que levem em conta a realidade local e regional, sem
descuidar do caráter de universalidade do conhecimento, de sua relação com os avanços das
áreas dos cursos ofertados pela UFRPE, no contexto nacional, bem como dos parâmetros e
dinâmica dos referidos projetos.

É propósito da UFRPE, no desenvolvimento de seus cursos, observadas as especificidades de
cada projeto pedagógico, metodologias ativas e interativas, centradas no estudante, voltadas
para o seu desenvolvimento intelectual, para a ênfase no desenvolvimento da capacidade de
aprender a aprender, de tomar iniciativa e de empreendedorismo. São princípios metodológicos
que nortearão o processo ensino-aprendizagem:

           o   interdisciplinaridade
           o   A integração disciplinar possibilita análise dos objetos de estudo sob diversos
               olhares, constituindo-se questionamentos permanentes que permitam a
               (re)criação do conhecimento.

           o   formação profissional para a cidadania
           o   As instituições têm o compromisso de desenvolver o espírito crítico e a
               autonomia intelectual, para que, por intermédio do questionamento permanente
               dos fatos, o profissional possa contribuir para o atendimento das necessidades
               sociais.

           o   estímulo à autonomia intelectual
           o   A autonomia significa ser autor da própria fala e do próprio agir, sendo
               coerente na integração do conhecimento com a ação. O desenvolvimento de
               uma postura investigativa por parte do estudante é fundamental para que
               construa sua autonomia intelectual e profissional.

           o   responsabilidade, compromisso e solidariedade social
           o   A compreensão da realidade social e o estímulo à solidariedade social devem
               constituir o ponto integrador das ações de extensão vinculadas aos cursos.

           o   diversificação dos cenários de ensino-aprendizagem
               A diversificação dos cenários de ensino-aprendizagem e a inserção do estudante
               na rede de serviços desde os primeiros anos dos cursos devem contribuir para a
               formação do profissional generalista, capaz de atuar em diferentes níveis, e de
               integrar criticamente conhecimentos teóricos, práticos, e realidade sócio-
               econômica, cultural e política.

Os princípios metodológicos estabelecidos servirão de paradigma para os projetos pedagógicos
dos cursos, observados os critérios que favorecem as atividades de ensino individualizado, de
grupo, de estudos teóricos e práticos. Os cursos devem buscar sempre o desenvolvimento de
programas que privilegiem descobertas de novas metodologias, enfocando o uso e a adequação
de recursos audiovisuais, de informática, de novos métodos e técnicas de ensino, visando
sempre o aperfeiçoamento do trabalho acadêmico. Destacam-se, como metodologia de ensino
aprendizagem as seguintes atividades: aulas dialogadas, dinâmicas de grupo, leituras
comentadas, fichamentos, aulas expositivas, visitas técnicas, aulas práticas, aulas passeio,
ensaios em laboratórios, estudos de meio, seminários, simpósios, palestras, pesquisa
bibliográfica e iniciação científica.



                                                                                           13
Avaliação do Desempenho Acadêmico Discente
     No que se refere aos processos de verificação das aprendizagens dos estudantes, na
     UFRPE adota-se hoje, em cada disciplina, um sistema composto de três momentos de
     verificação da aprendizagem (VA) seguido de uma verificação final – Verificação Final.
     Avaliação do Desempenho Acadêmico Docente

     O desempenho acadêmico do professor é entendido em sentido amplo, compreendendo
     não apenas a qualidade didática do docente mas também sua atitude profissional diante da
     disciplina, dos estudantes e dos colegas, bem como a produtividade acadêmica e a
     participação em atividades acadêmica – administrativa.

    Avaliação Institucional
     Avaliação institucional da UFRPE tem caráter reflexivo e formativo, visa a conhecer e
     aperfeiçoar as atividades internas da Instituição de Ensino Superior – IES, bem como a
     ação dos seus principais agentes: egressos, discentes, docentes, servidores técnico-
     administrativos. Idealmente, a avaliação institucional, nessa perspectiva teórica, deve
     buscar a participação responsável e efetiva da maioria desses agentes. Em sendo efetivada
     estará sendo construída cultura interna favorável à avaliação institucional, que
     possibilitará maior conscientização acerca da missão, bem como das finalidades
     acadêmica e social da UFRPE, que consolidará a noção de que a avaliação institucional
     participativa é a via para a reflexão coletiva e, por conseguinte, para o planejamento
     institucional participativo.

    Planejamento Pedagógico
     Planejar, em sentido amplo, é um processo que "visa a dar respostas a um problema,
     estabelecendo fins e meios que apontem para sua superação, de modo a atingir objetivos
     antes previstos, pensando e prevendo necessariamente o futuro". Planejamento é processo
     de busca de equilíbrio entre meios e fins, entre recursos e objetivos, visando ao melhor
     funcionamento de empresas, instituições, setores de trabalho, organizações grupais e
     outras atividades humanas.

     O ato de planejar é sempre processo de reflexão, de tomada de decisão sobre a ação;
     processo de previsão de necessidades e racionalização de emprego de meios (materiais) e
     recursos (humanos) disponíveis, visando à concretização de objetivos, em prazos
     determinados e etapas definidas, a partir dos resultados das avaliações. Portanto, o
     planejamento pedagógico é "processo contínuo que se preocupa com o 'para onde ir' e
     'quais as maneiras adequadas para chegar lá', tendo em vista a situação presente e
     possibilidades futuras, para que o desenvolvimento da educação atenda tanto as
     necessidades da sociedade, quanto as do indivíduo"

                              4. POLÍTICAS EDUCACIONAIS


4.1 Política de Ensino
A UFRPE ao definir os termos da sua política para o ensino superior toma como ponto de
partida a compreensão de que esta se insere em um contexto multifacetário, marcado por
transformações econômicas, sociais e culturais. À luz desse entendimento e das orientações
formuladas no interior da política educacional brasileira, a UFRPE elegeu como sua função
primeira empreender um processo educativo que contribua para o pleno desenvolvimento do
estudante, seu preparo para o exercício da cidadania e sua formação profissional. A UFRPE


                                                                                           14
almeja, formar profissionais criativos, críticos e reflexivos, aptos para a inserção no mercado no
trabalho e para a participação no desenvolvimento da sociedade.

     Nessa perspectiva, a educação proporciona ao indivíduo um conhecimento dinâmico do
mundo, dos outros e de si mesmos, capacitando-o para o exercício profissional em tempos de
mudanças. A “educação ao longo de toda a vida” organiza-se em torno de quatro aprendizagens
fundamentais, que constituem os pilares do conhecimento:

      - Aprender a conhecer significa, antes de tudo, o aprendizado dos métodos que nos
ajudam a distinguir o que é real do que é ilusório e ter, assim, acesso aos saberes de nossa
época. A iniciação precoce na ciência é salutar, pois ela dá acesso, desde o início da vida
humana à não-aceitação de qualquer resposta sem fundamentação racional e/ou de qualquer
certeza que esteja em contradição com os fatos.

      - Aprender a fazer é um aprendizado da criatividade. "Fazer" também significa criar algo
novo, trazer à luz as próprias potencialidades criativas, para que venha a exercer uma profissão
em conformidade com suas predisposições interiores.

      - Aprender a viver juntos significa, em primeiro lugar, respeitar as normas que
regulamentam as relações entre os seres que compõem uma coletividade. Porém, essas normas
devem ser verdadeiramente compreendidas, admitidas interiormente por cada ser, e não sofridas
como imposições exteriores. "Viver junto" não quer dizer simplesmente tolerar o outro com
suas diferenças embora permanecendo convencido da justeza absoluta das próprias posições.

      - Aprender a ser implica em aprender que a palavra "existir" significa descobrir os
próprios condicionamentos, descobrir a harmonia ou a desarmonia entre a vida individual e
social.

       Centrada nessas premissas, a política de ensino da UFRPE está pautada nas seguintes
diretrizes:

     - Estímulo à formação generalista e pluralista, respeitada a especificidade do
conhecimento;

      - Incentivo a sólida formação geral, necessária para que o egresso possa vir a superar os
desafios de renovadas condições de exercício profissional e de produção do conhecimento;
      - Fortalecimento da articulação da teoria com a prática, valorizando a pesquisa individual
e coletiva, assim como os estágios, as atividades complementares e a participação em atividades
de extensão;

      - Articulação entre o ensino, a pesquisa e a extensão;

      - Avaliação periódica das atividades desenvolvidas;

      - Acompanhamento dos egressos.

      A UFRPE incorpora aos seus cursos abordagens que busquem:

       - a construção coletiva expressa na intenção e prática de cada segmento que constitui a
Instituição, levando em conta a articulação dialética, diferenciação e integração, globalidade e
especificidade;

     - a interação recíproca com a sociedade caracterizada pela educação e desenvolvimento
econômico-social sustentáveis, reafirmando o seu compromisso como potencializadora da
formação humana e profissional;


                                                                                               15
- a construção permanente da qualidade de ensino: entendida e incorporada como
processual e cotidiana da graduação e da pós-graduação, indagando continuamente sobre: Que
tipo de sociedade temos e queremos? Qual a função dos cursos superiores frente às novas
relações sociais e de produção? Qual o perfil do profissional a formar frente às exigências do
mercado de trabalho?

      - a integração entre ensino, pesquisa e extensão buscando a construção de um processo
educacional fundado na elaboração/reelaboração de conhecimentos, objetivando a apreensão e
intervenção na realidade enquanto uma totalidade dinâmica e contraditória;

       - a extensão voltada para seus aspectos fundamentais, quais sejam, tornar a coletividade
beneficiária direta e imediata das conquistas do ensino e da pesquisa, socializando o saber e a
coleta do saber não-científico elaborado pela comunidade para, estruturando-o em bases
científicas, restituí-lo a sua origem;

     - o desenvolvimento curricular contextualizado e circunstanciado, expressão da
concepção de conhecimento entendido como atividade humana e processualmente construído na
produção da vida material.


4.2 Política de Pesquisa

A base da política da UFRPE é o fortalecimento do desenvolvimento da pesquisa como apoio
necessário à qualificação do ensino, pautando-se pelos seguintes princípios:

      - o conhecimento científico é o principal patrimônio para o desenvolvimento econômico
      sustentável e responsável de uma região;
      - o compromisso dos cursos superiores com as demandas da região amazônica deve estar
      refletido na política de pesquisa da Instituição, ainda que esta não se volte,
      exclusivamente, para tais demandas;

      - a prática da pesquisa contribui para a formação de profissionais aptos a propor soluções
      alternativas e criativas face às transformações sociais, desenvolvendo nos estudantes as
      seguintes habilidades: percepção crítica da realidade; reflexão de caráter interdisciplinar;
      elaboração de textos técnico-científicos e filosóficos de qualidade; desenvolvimento de
      trabalhos em grupo; levantamento, avaliação e sistematização de dados; seleção e
      utilização de conhecimentos úteis à atividade profissional;

      - a pesquisa prepara os estudantes para a disseminação do saber, tornando possível a
      formação de professores e futuros ingressos nos programas de pós-graduação, lato e
      stricto sensu;

      - a pesquisa reverte-se em benefícios para a Instituição, promovendo o ensino, e para a
      comunidade em geral, promovendo a extensão. Para que a pesquisa cumpra seu papel no
      desenvolvimento social sustentável e responsável, ela não pode estar dissociada das
      atividades de ensino e de extensão;

      - a pesquisa não se restringe às grandes universidades, aos centros universitários ou aos
      “centros de excelência”. Ela deve fazer parte da cultura da instituição de ensino superior,
      ainda que de pequeno porte, sem que isto implique na mediocrização ou na redução do
      rigor dos métodos científicos.

4.3 Política de Extensão



                                                                                               16
A UFRPE desenvolverá atividades de extensão, compreendendo atividades que visam promover
a articulação entre a Instituição e a comunidade, permitindo, de um lado, a transferência para
sociedade dos conhecimentos desenvolvidos com as atividades de ensino e pesquisa, assim
como, a captação das demandas e necessidades da sociedade, pela Instituição, permitindo
orientar a produção e o desenvolvimento de novos conhecimentos.

Dessa forma abrangerão áreas temáticas definidas tendo como parâmetro as políticas públicas e
envolvendo, prioritariamente, comunicação, cultura, direitos humanos e justiça, educação, meio
ambiente, saúde, tecnologia e produção e trabalho. No âmbito Institucional serão realizadas sob
a forma de:

      a) Programas de Extensão caracterizados por um conjunto articulado de projetos e outras
      ações de extensão (cursos, eventos, prestação de serviços), integrados ao ensino e a
      pesquisa. Terão caráter orgânico-institucional, clareza de diretrizes e orientação para um
      objetivo comum, sendo executado a médio e a longo prazo.

      b) Projetos Isolados, não vinculados a programas, caracterizados por um conjunto de
      ações processuais e contínuas de caráter comunitário, educativo, cultural, científico e
      tecnológico com objetivo definido e prazo determinado.

      c) Cursos de Extensão Presenciais ou a Distância, por meio de um conjunto articulado de
      ações pedagógicas, de caráter teórico ou prático, planejadas e organizadas de modo
      sistemático, com carga horária mínima de 8 horas e processo de avaliação formal.

      d) Eventos caracterizados pela apresentação e exibição pública e livre ou também com
      clientela específica, do conhecimento ou produto cultural, científico e tecnológico
      desenvolvido, conservado ou reconhecido pela Instituição, a saber:

      - Seminários - eventos científicos de curta duração (horas a 1 ou 2 dias), cobrindo campos
      de conhecimento especializados, sob a forma de encontro, simpósio, jornada, colóquio,
      fórum, reunião;

      - Ciclo de Debates - encontros seqüenciais que visam à discussão de um tema específico,
      desenvolvidos sob a forma de Ciclo, Circuito ou Semana;

      - Exposições - Exibição pública de obras de arte, produtos, serviços, etc. As Exposições
      incluem feiras, salões, mostras, e lançamentos;

      - Espetáculos - demonstração pública de eventos cênicos musicais. Recital, concerto,
      show, apresentação teatral, exibição de cinema e televisão, demonstração pública de
      canto, dança e interpretação musical;

      - Festivais - séries de ações/eventos culturais ou esportivos realizados concomitantemente,
      em período determinado tempo, geralmente com edições periódicas.

      e) Prestação de Serviço Institucional - realização de trabalho oferecido pela IES ou
      contratado por terceiros (comunidade ou empresa) sob a forma de consultorias, assessoria,
      e outras atividades não incluídas nas modalidades anteriores. A prestação de serviço se
      caracteriza por intangibilidade, inseparabilidade e não resulta na posse de um bem. As
      atividades extensionistas têm como objetivos:

          •   articular o ensino e a pesquisa com as demandas da sociedade, buscando o
              compromisso da comunidade acadêmica com interesses e necessidades da
              sociedade organizada, em todos os níveis (sindicatos, órgãos públicos, empresas,
              categorias profissionais, organizações populares e outros organismos);


                                                                                              17
•   estabelecer mecanismos de integração entre o saber acadêmico e o saber popular,
              visando uma produção de conhecimento resultante do confronto com a realidade,
              com permanente interação entre teoria e prática;

          •   democratizar o conhecimento acadêmico e a participação efetiva da sociedade na
              vida da Instituição de educação superior;

          •   incentivar a prática acadêmica que contribua para o desenvolvimento da
              consciência social e política, formando profissionais-cidadãos;

          •   participar criticamente das propostas que visem o desenvolvimento regional,
              econômico, social e cultural;

          •   contribuir para reformulações nas concepções e práticas curriculares;

          •   favorecer a reformulação do conceito de “sala de aula”, que deixa de ser o lugar
              privilegiado para o ato de aprender, adquirindo uma estrutura ágil e dinâmica,
              caracterizada pela interação recíproca de professores, estudantes e sociedade,
              ocorrendo em qualquer espaço e momento, dentro e fora dos muros da Instituição
              de educação superior.

4.4 Política de Pós-graduação

O contexto de crescente inovação tecnológica e a rapidez das informações numa economia
globalizada altamente competitiva impõe uma permanente atualização e uma qualificação
profissional múltipla, mas necessariamente especializada. A pós-graduação surge nesse cenário,
como a ferramenta capaz de prover o diferencial necessário ao profissional, não apenas para seu
ingresso no mercado de trabalho, mas para sua permanência e crescimento.

Um esforço considerável vem sendo realizado, por instituições públicas e privadas, no sentido
de proporcionar uma oferta de possibilidades de pós-graduação com competência e qualidade. A
UFRPE mediante a Política de Pós-Graduação desenvolvida conforme os padrões de qualidade
exigidos pelos órgãos oficiais e em sintonia com as novas exigências de inserção da sociedade
contemporânea desenvolvem exercício de construção de parâmetros que balizem sua atuação da
UFRPE, de forma mais eficiente, para atingir seus objetivos e metas no campo da pós-
graduação, consoante diretrizes que buscam fornecer respostas aos desafios impostos no
cumprimento de sua missão.

Dentro desta perspectiva, entende-se que as atividades de pós-graduação, pesquisa e extensão
não podem estar dissociadas, mas caminham juntas e integradas num sistema de interação e
complementariedade constante e sistemático.O PPI da UFRPE procura ultrapassar a rigidez de
um processo de planejamento centralizado e de longo prazo, para ser entendido como a
afirmação de um programa de ação racional passível de adaptações impostas pelas mudanças
imprevisíveis e aceleradas, definindo objetivos e estratégias de intervenção que possam dar
respostas eficazes às demandas e carências da sociedade.

Dentro dessa perspectiva e, em linhas gerais, o desenvolvimento de planos, programas ou
projetos no campo da pós-graduação norteia-se por dois grandes eixos de atuação:

      a) Gerar conhecimentos novos que possam ser aplicados à ciência, à sociedade em geral e
      na melhoria do ensino de graduação por meio:




                                                                                            18
♦ do desenvolvimento de novas metodologias de ensino-aprendizagem e da ampla
        articulação didático-científica com retorno para o aperfeiçoamento e atualização das
        matrizes curriculares dos cursos de graduação;

      ♦ do desenvolvimento de pesquisas aplicadas ampliando o domínio das áreas de
        conhecimento a que estão afetas, e adaptando-as à inovação tecnológica e ao
        surgimento de novas abordagens teóricas;

      ♦ da integração dos estudantes de graduação em programas de iniciação à investigação
          científica buscando despertar vocações e incentivar, entre os estudantes de graduação,
          talentos potenciais para pesquisa e, em conseqüência, para a produção científica e
          para o ensino.

    b)   Promover a integração da instituição com a comunidade local, numa articulação entre
         o tecido produtivo e o tecido social, de modo competitivo, mas também, cooperativo,
         por meio:

      ♦ da formação de profissionais qualificados para a docência, investigação e atuação no
        mercado de trabalho, fomentando cursos de pós-graduação;

      ♦ da promoção e desenvolvimento de parcerias, intercâmbios e outras formas de
        associação com outras instituições acadêmicas, setor empresarial, setor público e
        terceiro setor;

      ♦ da busca de alternativas para programas de pesquisa e pós-graduação, identificando
        áreas de interesse e vocação institucional para criar linhas de pesquisa coerentes e
        articuladas;

      ♦ da criação de programas de extensão que possibilitem a inserção dos estudantes em
          projetos sociais que estimulem a responsabilidade da participação cidadã.

As atividades de ensino de pós-graduação serão realizadas em estreita relação com a graduação
visando à melhoria e à renovação desse nível de ensino. Esta integração graduação/pós-
graduação deve ocorrer na melhoria da qualificação dos docentes e na melhoria da atuação
desses professores na graduação através de uma ampla articulação didático-científica.


4.5 Política de Gestão Acadêmica

O modelo desenhado para a gestão acadêmica da UFRPE dispõe de organização formal, que
visa propiciar à administração agilidade e flexibilidade para responder às exigências do mundo
moderno.

A estrutura organizacional caracteriza-se por níveis hierárquicos responsáveis pela formulação,
deliberação e execução das atividades institucionais, que se interpenetram, objetivando a
qualidade da formação profissional e da gestão, possibilitando a implantação das medidas.

Os órgãos de deliberação e de execução foram concebidos com poucos níveis hierárquicos,
visando contribuir para tornar mais fácil a comunicação, facilitando a gestão de processos, de
rotinas e a delegação de competências, podendo-se obter, em conseqüência, maior envolvimento
dos corpos docente e discente, e técnico-administrativo. As ações a serem desenvolvidas no
âmbito da gestão acadêmica são explicitadas no Plano de Desenvolvimento Institucional sob a
coordenação dos diversos segmentos da UFRPE.




                                                                                             19
4.6 Políticas de Inclusão Social e Digital

A UFRPE expressa sua preocupação com as barreiras sócio-educacionais que dificultam o
acesso dos estudantes aos que pretende oferecer e a permanência nestes de muitos jovens.
Buscará mecanismos de atuação junto com candidatos e estudantes, mantendo sua finalidade
específica de oferecer ensino, pesquisa e extensão, sempre investindo na qualificação da
formação de seus estudantes em todas as fases desse processo. Compreende, também, a
importância social e acadêmica de ter, em todos os seus cursos, uma representação social,
cultural e étnica mais consoante com a sociedade multicultural em que se vive, assegurando que
todas as opiniões se façam presentes ao longo da vivência acadêmica dos estudantes, bem como
a diversidade na produção do conhecimento.

A exclusão social é problema para a educação em geral e para a educação superior em
particular, apresentando-se de modo especialmente agudo para as instituições particulares de
ensino. A partir da esfera de suas atribuições específicas, responsabilidades e compromissos
com propostas e ações destinadas a contribuir, de forma positiva, para a construção de uma
sociedade mais igualitária.
Desse modo, coloca-se como desafio para a instituição democratizar o acesso aos seus cursos,
adotando estratégias que favoreçam candidatos oriundos dos grupos sociais menos favorecidos,
sem prejuízo dos critérios de mérito que devem presidir esse processo. A UFRPE reconhece
seus compromissos com a questão e sua responsabilidade de contribuir para sua superação,
entendendo que pode e deve tomar medidas específicas, intervindo nas condições de ingresso,
considerando em seu processo seletivo as peculiaridades da formação oferecida pelo Ensino
Médio na escola pública e apoiando candidatos desfavorecidos social e culturalmente, antes,
durante e após o ingresso.
Com a finalidade de implementar uma política institucional de inclusão social, a UFRPE definiu
como objetivos:
    •     ampliar as probabilidades de acesso dos estudantes egressos de escolas públicas;
    •     atuar positivamente na superação das barreiras educacionais que dificultam esse acesso;
    •     apoiar as escolas públicas, seus professores e estudantes, mediante ações especializadas;
    •     apoiar, com ações específicas, a permanência dos estudantes no curso superior.


A política de inclusão social estabelecida pela UFRPE apresenta as seguintes proposições:

        - promover a melhoria do desempenho dos estudantes com comprovada deficiência por
        meio de ações voltadas para a correção das dificuldades observadas na sua formação
        anterior ao ingresso na UFRPE;

        - propiciar as condições necessárias para a permanência nos cursos de graduação dos
        ingressantes;

        - estabelecer uma política de assistência e acompanhamento estudantil;

        - promover as ações necessárias para incentivar a redução das desigualdades sociais e
        regionais;

        - absorver parte do contingente de população migrante existente no município e na região,
        mediante a inclusão em seus cursos superiores, qualificando e preparando os profissionais
        e trabalhadores para o desempenho eficiente de suas funções.




                                                                                                20
A UFRPE, mediante o apoio às iniciativas voltadas ao acesso de estudantes negros e afro-
descendentes ao ensino superior, o desenvolvimento de cursos complementares e a elaboração
de estratégias para o acompanhamento do desempenho acadêmico de estudantes negros e afro-
descendentes, pretende auxiliar no Projeto Nacional de Inclusão Social do Governo Federal.

     A política de inclusão digital da UFRPE possui os seguintes objetivos:

     - contribuir para o processo de inclusão digital de forma integradora, envolvendo a
     construção do conhecimento e o desenvolvimento da pessoa;

     - garantir o direito à comunicação em redes de computadores aos cidadãos que não
     possuam condições financeiras para adquirir equipamentos e serviços que a propiciem;

     - estabelecer mecanismos democráticos de acesso à informação e às novas tecnologias;
     - incentivar o processo permanente de auto-aprendizado e de aprendizado coletivo em
     tecnologias de tratamento da informação;

     - fortalecer a organização de comunidade e a democracia participativa, mediante a criação
     de listas de discussão, sítios para a divulgação de informações e notícias, fóruns
     eletrônicos para debate e outras modalidades de interação da comunidade;

     - oferecer, aos estudantes ingressantes, cursos de capacitação para uso de ferramentas
     básicas em informática, correio eletrônico institucional, acesso à internet e ambiente para
     digitação de trabalhos acadêmicos.




                                     5.BIBLIOGRAFIA

BELLONI, Isaura. Heitor de Magalhães; SOUZA, Luzia Costa de. Metodologia de Avaliação
em Políticas Públicas. São Paulo. Cortez, 2001.
BOURDIEU, P. A economia das trocas simbólicas. SP, Ed. Perspectiva, 2003.

CHARLOT, Bernard. Da relação com o saber. Porto Alegre, Artes Médicas, 2000.

Documento de Conceituação do PPI, do PDI e do PPC. Comissão Técnica de Avaliação
Institucional do INEP, 2005.


                                                                                             21
FREIRE, Paulo. Pedagogia da Esperança. Um encontro com a Pedagogia do Oprimido. ED. Paz
e terra, 1996.

GADOTTI, Moacir. Perspectivas atuais da educação. Porto Alegre: ARTMED, 2000.

GANDIN, Danilo & GANDIN, Luis Armando. Temas Para um Projeto Político Pedagógico. 5a.
Edição. Petrópolis: Vozes, 2002.

GENTILI, Pablo. Pedagogia da exclusão. Crítica ao neoliberalismo em educação. Petrópolis,
Ed. Vozes, 2001.

LÜDKE, Menga & ANDRÉ, Marli E. D. A. Pesquisa em Educação: Abordagens Qualitativas.
São Paulo: EPU, 1986.

Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – Lei nº.9394/96.
Plano Nacional de Educação, 2000.
MORIN, Edgar. Os sete saberes necessários à educação do futuro. SP, Cortez, 2000.
HOBSBAWN, Eric. Era dos extremos. O breve século XX. SP, CIA das Letras, 1994.

PAES DE BARROS, R. e Mendonça R. Pelo fim das Décadas Perdidas : Educação e
Desenvolvimento sustentado no Brasil. Rio de Janeiro, IPEA, 2002.

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RISTOFF, Dilvo. Avaliação de Programas Educacionais: discutindo padrões. Rev. Avaliação,
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SANTOS, Boaventura de Souza. Pelas mãos de Alice: O social e o político na pós-
modernidade. Porto, Ed. 1995.

SANTOS, Boaventura de Sousa. A Universidade no século XXI – Para uma reforma
democrática e emancipatória da Universidade. São Paulo. Cortez, 2004.

SAWAIA, Bader (Org.) As artimanhas da exclusão. Análise psicossocial e ética da
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SCHON. Donald. Formar professores como profissionais reflexivos. In: os professores e sua
formação. NÓVOA, Antonio. Temas de educação – os professores e sua formação. Lisboa,
Portugal: Publicações Don Quixote Ltda, 1992
VEIGA, Ilma Passos A. (Org.). Projeto Político Pedagógico da Escola: Uma Construção
Possível. 16a.Edição. Campinas, SP: Papirus, 2003.
VEIGA, Ilma Passos A. & RESENDE, Lúcia Maria Gonçalves de. (Orgs.). Escola: Espaço do
Projeto Político Pedagógico. 7a. Edição. Campinas: Papirus, 2003.
VEIGA, Ilma Passos A. & FONSECA, Marília. (Orgs.). As Dimensões do Projeto Político-
Pedagógico. Campinas: Papirus, 2001.
VEIGA, Ilma Passos A. Educação Básica e Educação Superior: Projeto Político Pedagógico.
Papirus, 2004.




                                                                                      22

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Ppi ufrpe[2008]

  • 1. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DE PERNAMBUCO PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO INSTITUCIONAL PPI – UFRPE RECIFE - 2008
  • 2. Reitor Prof. Valmar Correa de Andrade Vice-Reitor Prof. Reginaldo Barros Pró-Reitora de Ensino de Graduação Profª. Maria José de Sena Pró-Reitor Pesquisa e Pós-Graduação Prof. Antonia Sherlânia Veras Pró-Reitor de Administração Prof. Francisco Fernando Ramos de Carvalho Pró-Reitor de Gestão Estudantil Prof. Valberes Nascimento Pró-Reitor de Atividade de Extensão Prof. Paulo Donizeti Siepierski Pró-Reitor de Planejamento Prof. Gabriel Rivas de Melo SUMÁRIO APRESENTAÇÃO 4 1.CONTEXTUALIÇÃO HISTÓRICA E SOCIAL DA 5 UFRPE.................................................................................... 2.PRINCÍPIOS E ESTRUTURA ORGANIZACIONAL 7 2.1 Órgãos Deliberativos 8 2.2 Órgãos Executivos 8 3.CONCEPÇÕES INSTITUCIONAIS 10
  • 3. 3.1 Concepções sócio-filosóficas, de ensino e de aprendizagem, de currículo, de avaliação de 10 desempenho, institucional e de planejamento pedagógico. .................................. 4. POLÍTICAS EDUCACIONAIS....................................................................... 15 4.1 Política de Ensino............................................................................ 15 4.2. Política de Pesquisa......................................................................... 16 4.3 Política de Extensão 17 4.4 Política de Pós-graduação 18 4.5 Política de Gestão Acadêmica 19 4.6 Políticas de Inclusão Social e Digital 20 .................................... 5. BIBLIOGRAFIA 22 APRESENTAÇÃO Nas últimas décadas, observou-se o surgimento de novas perspectivas para a educação superior no Brasil, diante das mudanças estruturais na sociedade com a mundialização da economia, e de suas repercussões no cenário geopolítico e cultural. As transformações ocorrem de modo célere, sobretudo na formação profissional devido às exigências do mundo do trabalho, que associado a alternância das rotas tradicionais da qualificação e da cultura do emprego, e por outro, a velocidade das inovações nas diferentes áreas do conhecimento e suas tecnologias, provocando a corrida pela especialização, pelo conhecimento, pela formação inicial e continuada em cursos de graduação e pós-graduação. Diante desse novo paradigma técnico-econômico, o qual tem provocado a redefinição da categoria trabalho, em sua denominação contemporânea de reestruturação produtiva, essa 3
  • 4. conjuntura tem se movimentado na direção de redefinição do foco de compreensão da universidade e de seu papel. Neste conjunto de mudanças, surge a importância de planejar a Universidade, enquanto instituição produtora de conhecimento e de tecnologias para o atendimento das demandas do mundo do trabalho. Neste contexto, o Projeto Pedagógico Institucional – PPI da Universidade Federal Rural de Pernambuco é um instrumento de gestão educacional construído através de metodologia colaborativa com a participação dos diversos segmentos que a compõem: gestores (as), professores (as), estudantes, técnicos (as) administrativos (as). De modo particular, o documento apresenta o sentido acadêmico e político das políticas educacionais, da estrutura, da dinâmica e do funcionamento da instituição, e ao mesmo tempo, é o anúncio das intenções que a comunidade universitária vislumbra para a universidade nos próximos anos, tanto na perspectiva das atividades acadêmicas, quanto nas ações de sua inserção no conjunto da sociedade. Em linhas gerais, o projeto político-pedagógico é realidade, e simultaneamente é perspectiva, pois, situam objetivos, define valores e demarca a filosofia institucional, firmando-se como um registro multidimensional da realidade na qual está inserida institucional. Por seu sentido compartilhado, o documento tem a finalidade de instrumentalizar os gestores da UFRPE em suas tomadas de decisão; organizar os processos avaliativos e o controle dos resultados institucionais, bem como estruturar as bases da política de gestão educacional. Para efeito de melhor compreensão o PPI contempla o seguinte delineamento: (a) contexto histórico e social da UFRPE; (b) princípios acadêmicos e administrativos; (c) concepções institucionais: sócio-filosóficas, de ensino, de aprendizagem, de currículo, de avaliação de desempenho discente, docente, institucional e de planejamento pedagógico; (e) políticas educacionais que aborda as diretrizes voltadas para o ensino, pesquisa, pós-graduação, extensão, gestão acadêmica e administrativa, inclusão social e digital. Este documento pode ser visto, portanto, como o norte que aponta as intenções para UFRPE, e ao mesmo tempo, como a VONTADE do que se pretende implementar, expressando os sonhos em relação à UFRPE que são compartilhados pelo coletivo dos participantes. Assim, pretendemos que o Projeto Político Pedagógico catalise ações, e permanentemente envolva a todos (as) que compõem a UFRPE na direção e efetivação dessas idealizações. Em outras palavras, significa dizer que a construção desse projeto foi por si só, um processo de partilha e de criação em conjunto, em discussão, em co-autoria e maestria. Certamente, este é um dos caminhos pelo qual já iniciamos a reconstrução da Universidade Federal Rural de Pernambuco que queremos. PROF. VALMAR CORREA DE ANDRADE Reitor da Universidade Federal Rural de Pernambuco 1.CONTEXTUALIÇÃO HISTÓRICA E SOCIAL DA UFRPE A UFRPE iniciou suas atividades acadêmicas em 03 de novembro de 1912, a partir do lançamento inaugural do edifício das Escolas Superiores de Agricultura e Medicina Veterinária, na cidade de Olinda, pelo Revmo. Abade do Mosteiro de São Bento D. Pedro Roeser, cuja obra foi concluída em 1913. Em 1914, os cursos de Agronomia e Medicina Veterinária entram em funcionamento, e em 1917, o curso de Agronomia foi transferido para o Engenho São Bento em São Lourenço da Mata - Pernambuco. O Decreto Nº 82 transferiu o curso daquele município para o bairro de Dois Irmãos. Em 1955, através da Lei 2.524 e a 2.920 de 1956, e a Universidade foi integrada ao Sistema Federal de Ensino Agrícola Superior, pertencente ao Ministério da Agricultura. Só em 1967 é que passou a integrar o Ministério da Educação e Cultura, segundo o Decreto Nº 60731. 4
  • 5. Hoje a Universidade Federal Rural de Pernambuco - UFRPE - exerce a grande maioria de suas atividades de Ensino em quinze departamentos acadêmicos que oferecem disciplinas aos cursos de graduação e aos programas de Pós Graduação, Pesquisa e Extensão. Além dos cursos, a administração da Universidade também se situa no seu principal campus, com área de 147 hectares, na Av. Dom Manoel de Medeiros, s/n, no bairro de Dois Irmãos em Recife – Pernambuco. Conta ainda com a oferta de formação técnica no Colégio Dom Agostinho Ikas (CODAI), e com vários campi avançados em municípios do Estado de Pernambuco. No seu percurso, a Universidade se insere no contexto histórico da região Nordeste, tendo desde seu surgimento o eixo de suas atividades voltadas para o enfrentamento da exclusão e das desigualdades sociais, em suas expressões de miséria, fome, analfabetismo, latifúndio, desemprego. Assim, a UFRPE teve sua ancoragem em um projeto desenvolvimentista, ou seja, uma proposta de desenvolvimento social da região. Neste breve recorte histórico vimos que a UFRPE teve o seu momento histórico de implantação, voltado para a vocação e o modelo agrícola, que eram típicos daquele contexto de uma sociedade agrária, surgindo como iniciativa pioneira a oferta de cursos em Ciências Agrárias, através da fundação da Escola de Agronomia. A partir do regime militar e suas repercussões no Ensino Superior, alguns desdobramentos emergiram na UFRPE. Nos anos 70, foi firmada uma parceria com a SUDENE, na perspectiva de ampliar o desenvolvimento regional e de expansão das fronteiras agrícolas do país, e ao mesmo tempo, se esperava exercer a contenção do êxodo rural. À universidade caberia a oferta do conhecimento e de tecnologias ligadas ao campo, ao mesmo tempo em que o ensino de moral e cívica na academia incitava à formação reprodutivista conveniente àquele momento político. No final da ditadura militar se iniciou a expansão do Ensino Superior, na década de 70 e início da década de 80, com a visão tecnicista daquele momento histórico que levou ao investimento nos Bacharelados e Licenciaturas noturnas na intenção de formação de professores. Esta vertente levou a UFRPE à ocupação de um espaço na oferta de cursos que não era ocupado pela Universidade Federal de Pernambuco. Mais tarde, as mudanças políticas com a redemocratização do país suscitaram a discussão a respeito dos espaços ociosos das universidades federais e como desdobramento, teve-se o redimensionamento dos cursos de Ciências Sociais, Economia e História. No novo cenário político, especulava-se sobre a perspectiva de fusão entre as Universidades Federais do Estado de Pernambuco, o que criou tensão às demais áreas criadas. Naquele momento, foi criado um centro de Ciências Agrárias no município de Garanhuns, o que vislumbrava uma nova frente da Universidade Rural, por meio da interiorização de cursos. No contexto político atual do país, e de sociedade no projeto nas últimas décadas, o papel da UFRPE vem sendo revisto, buscando-se a convivência e a adequação ao modelo de industrialização urbano contemporâneo, tendo-se a dualidade rural e urbana na oferta de cursos e projetos desenvolvidos. Sintonizada com o atendimento às demandas da sociedade, a UFRPE não mais objetiva exclusivamente o desenvolvimento agrícola, mas passou a qualificar para outras profissões e atuar em novas áreas de conhecimento. No ponto de vista pedagógico, a Universidade Federal Rural de Pernambuco mantém sua característica de foco nas Ciências Agrárias, voltada para o setor agrícola e as Ciências Agropecuárias. No entanto, hoje as suas linhas de ação ampliadas abrangem as áreas de florestal, recursos aquáticos, sanidade e produção, Licenciaturas diversas, além de recente ampliação de vagas, e a criação de novos cursos. A UFRPE faz a leitura das necessidades e demandas da sociedade, analisando as tendências do mercado de trabalho e adequando a oferta a estes anúncios. O desafio é conciliar a preocupação com a qualificação profissional sem perder de vista seus objetivos na formação científica como é bem definido na dimensão institucional e toda a sua política de ensino a seguir apresentada. 5
  • 6. 2. PRINCÍPIOS E ESTRUTURA ORGANIZACIONAL O clima de sustentação da gestão educacional está ancorado na solidariedade e no estímulo à participação na direção da superação de problemas, o que reafirma o compromisso institucional com a qualidade, a partir da adoção dos seguintes princípios do ponto de vista da gestão administrava:  autonomia científica – entendida como a garantia do desenvolvimento da ciência básica e aplicada, com vistas à autonomia de organização interna e de gestão financeira. Nesta linha, a UFRPE busca garantir a existência de áreas de pesquisa que não possuam apenas a relevância política ou econômica imediata. Os estudos científicos têm um significativo papel no desenvolvimento dos setores essenciais para a população e para avanço da própria ciência, mesmo que não atendam muitas vezes à lógica utilitarista.  autonomia didática – compreendida como o investimento na formação de profissionais e pesquisadores competentes, com o cuidado de democratização dos 6
  • 7. critérios de seleção dos estudantes, definição dos cursos a serem ministrados, avaliação do desempenho dos estudantes, e a concessão dos títulos correspondentes.  autonomia administrativa - pautada na eficiência de utilização dos recursos humanos e materiais para o cumprimento da missão institucional havendo a liberdade de organização interna para o exercício pleno das dimensões didática e científica.  autonomia de gestão financeira - capacidade de gerir recursos e fomentos na perspectiva do desenvolvimento institucional e regional. É evidente que estes princípios articulados contribuem para as tomadas de decisão e reflexões sobre a organização didático-pedagógica. Em primeira análise exigem que se repense qual a concepção de currículo que norteia a prática institucional e qual é o conhecimento científico significativo, mais importante ou menos importante, que será apreendido/aprendido pelos estudantes. O desenvolvimento das ações acadêmico-administrativa da UFRPE baseia-se em princípios fundamentais que constituem os elementos definidores das relações entre a administração superior com seus diferentes órgãos de apoio e de gestão. São eles: - gestão colegiada, caracterizada pela participação dos diferentes segmentos, por meio dos órgãos colegiados, na formulação de diretrizes e decisões acadêmicas relativas ao ensino, à extensão e às atividades investigativas, assim como no acompanhamento, supervisão e avaliação de sua execução. Os órgãos colegiados contam com representantes de professores, de servidores técnico-administrativos e dos estudantes, eleitos por seus pares, sempre em conformidade com a legislação vigente; - descentralização, caracterizada pela delegação de responsabilidades de planejamento, execução e de acompanhamento aos diferentes setores e órgãos, em seu âmbito de competência; - integração, caracterizada pela articulação e complementaridade entre órgãos e colegiados acadêmicos entre si e entre órgãos de Apoio e da Administração, visando ao adequado desempenho das atividades institucionais. A UFRPE é uma entidade organizada como autarquia educacional de regime especial, gozando de autonomia administrativa, didático-científica, econômico-financeira, exercida na forma da legislação em vigor. A estrutura organizacional compreende os Órgãos da Administração Superior, da Infra-Estrutura Administrativa e Acadêmica e os Órgãos Suplementares. A Administração Superior compreende Órgãos Deliberativos e Executivos. Em sua organização funcional a estrutura física da UFRPE é de multicampi, com campus avançados em expansão para o interior, e outros na zona da mata e no sertão. Tem-se “campi” diversos: na zona do agreste, em Garanhuns, a Clínica de bovinos; no sertão, em Ibimirim, a Estação de agricultura irrigada; em Serra Talhada um Centro de Treinamento e Pesquisa em pequena irrigação; em Parnamirim, a Estação de Agricultura irrigada. Temos ainda, algumas bases: na zona da mata, em Carpina, a Estação Experimental de cana-de-açúcar e a Estação Experimental de pequenos animais; a Estação Ecológica de Tapacurá; 2.1 Órgãos Deliberativos  Conselho Universitário - de função deliberativa, normativa e consultiva em assuntos de política e planejamento universitário.  Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão - de função deliberativa, normativa e consultiva em assuntos ligados às respectivas atividades. 7
  • 8. Conselho de Curadores - de função deliberativa, normativa e consultiva em assuntos pertinentes à discriminação, disciplinação e fiscalização econômico-financeira da Universidade.  Colegiados: Conselhos Técnico-Administrativos - ao nível Departamental; Colegiado de Coordenação Didática - ao nível dos Cursos de Graduação e Pós- Graduação. 2.2 Órgãos Executivos  Reitoria e Vice-Reitoria - Órgão executivo responsável pela coordenação, fiscalização e superintendência em todas as atividades universitárias.  Pró-Reitorias - Órgãos de assessoramento direto ao Reitor, destinados ao desempenho de atividades relacionadas com a administração universitária.  Departamentos Administrativos  Departamentos Acadêmicos: Agronomia, Biologia, Física, Matemática, Letras e Ciências Humanas, Morfologia e Fisiologia Animal, Química, Ciências Domésticas, Ciências Florestais, Educação, Medicina Veterinária, Pesca, Tecnologia Rural, Zootecnia e Estatística e Informática.  Unidades Acadêmicas: Unidade Acadêmica de Garanhuns (UAG) e Unidade Acadêmica de Serra Talhada (UAST)  Do ponto de vista pedagógico é proposição da UFRPE estabelecer um conjunto de princípios e procedimentos orientadores prioritários à ação, entre os quais cabe destacar:  interdisciplinaridade, entendida como esforço que busca a visão global, como superação do pensar simplificador e fragmentador da realidade, como forma de administrar a ótica pluralista das concepções de ensino, do saber e da prática;  articulação entre o ensino, a pesquisa e as atividades de extensão e de prestação de serviços à sociedade, em diferentes níveis de complexidade;  fornecimento de sólida formação geral, em estreita interação com os conhecimentos, competências e habilidades necessários à formação do profissional;  integração nos contextos reais de vida da comunidade, na rede de serviços e com profissionais em exercício, como espaços privilegiados do processo de ensino- aprendizagem, de forma contínua;  desenvolvimento da capacidade de aprender a aprender, que engloba o aprender a ser, aprender a fazer, aprender a viver juntos e aprender a conhecer, conforme caracterização das diretrizes curriculares nacionais para os cursos de graduação;  diversificação dos contextos de ensino e dos cenários de prática profissional, que englobam diferentes modalidades de trabalho pedagógico e inserção do estudante em campos de prática com graus crescentes de complexidade; 8
  • 9.  desenvolvimento de mecanismos de integração entre os diferentes cursos e dos cursos com a rede de serviços;  desenvolvimento de modelos pedagógicos capazes de articular a competência científico-tecnológica e a relevância social;  estruturação de matrizes curriculares flexíveis que, à diversidade de situações de ensino-aprendizagem, associem a possibilidade de construção própria dos caminhos de produção do conhecimento pelo estudante bem como a de crescimento autônomo;  utilização apropriada de tecnologias diversificadas. 3.CONCEPÇÕES INSTITUCIONAIS 3.1 Concepções sócio-filosóficas, de ensino e de aprendizagem, de currículo, de avaliação de desempenho, institucional e de planejamento pedagógico. Entende-se que a universidade pública é um centro de produção do conhecimento e de tecnologias, além de representar um lócus privilegiado de apropriação e disseminação da cultura. De modo particular, a Universidade Federal Rural de Pernambuco – UFRPE tem 9
  • 10. exercido um papel estratégico na construção de um novo projeto de desenvolvimento do país, contribuindo na redução das desigualdades sociais e compatibilizando crescimento sustentável com justiça social. Portanto, é papel da universidade colaborar para o justo e ético desenvolvimento econômico, social e cultural e, em especial a UFRPE posiciona-se contribuindo para o crescimento da região Nordeste na qual se insere ao desenvolver políticas afirmativas que busca desenvolver políticas inclusivas que vise o acesso e permanência à educação superior. Desta maneira, foi delineado como base sócio-filosófica de implantação e consolidação da UFRPE no cumprimento de seu papel social, a define como uma instituição pública, gratuita, autônoma, universal, locus de socialização e de produção de conhecimento. Neste sentido, o foco prioritário desta instituição educacional é a garantia da autonomia didática, científica, pedagógica e de gestão financeira que garantam a formação de novos profissionais em diferentes áreas, a realização de pesquisas que por sua vez favoreçam a consolidação destas bases, e uma articulação com a comunidade firmando a práxis educativa. A importância de manutenção de uma relação estreita entre universidade-comunidade é portanto, estratégica no atendimento às demandas diversas, através de avaliações e assessorias às políticas públicas de amplo espectro social, bem como às instituições diversas, desde que estas estejam sintonizadas ou adequadas à filosofia institucional. A despeito das necessidades de retificações acima mencionadas, confirmamos a importância do papel da UFRPE para o país e para o Nordeste, em sua valiosa história de ensino, de produção científica e trabalhos de extensão. As políticas educacionais da UFRPE constituem orientações estratégicas da organização institucional para o planejamento das atividades acadêmicas a serem consolidadas junto aos projetos pedagógicos dos cursos, da pesquisa, da extensão e da gestão. Oferecem, ainda, condições para a integração e a efetivação, no contexto institucional com base em parâmetros bem definidos, referenciados pela missão, vocação, objetivos, pela norma legal e pelo contexto social, político, econômico e cultural no qual está inserida. Estas condições são garantidas pelo acompanhamento e avaliação do desempenho Institucional, que reúnem indicadores para a tomada de decisões, preservação e reavaliação, necessárias à adequação constante do planejamento institucional, em conformidade com as dimensões do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior – SINAES. Neste contexto, as políticas educacionais propostas pela UFRPE buscam integrar e articular os projetos pedagógicos dos cursos oferecidos e estimular as práticas multidisciplinares e interdisciplinares da pesquisa, da extensão e das demais atividades extracurriculares correlacionando-as e vinculando-as ao ensino. Pretende-se, com a sistematização das ações por meio do PPI centrar o processo educativo na construção, na produção e na apropriação dos conhecimentos técnico-científicos e sócio- culturais, em uma visão integradora e crítica da realidade, mediante modelos de ensino- aprendizagem modernos e uso de apropriadas tecnologias. Uma perspectiva inovadora que traz, a aprendizagem de valores e a formação de atitudes para a mudança e para a atuação solidária, calcada em padrões éticos; que promova a formação do profissional, com sólida base de conhecimento teórico científico e humano, preparando o profissional para enfrentar as rápidas transformações da sociedade, do mercado de trabalho e das condições de exercício profissional, como preconizam as diretrizes curriculares nacionais para os cursos de graduação. Ter-se-á as seguintes linhas diretrizes para a ação pedagógica da UFRPE: - busca da qualidade e da excelência da formação, comprometida com os padrões atuais das transformações sócio-culturais e do desenvolvimento científico e tecnológico; 10
  • 11. - formação do profissional, com ampla e sólida base teórica, capacidade de análise do social e domínio dos procedimentos técnicos necessários ao exercício profissional; - valorização da dimensão sócio - política e cultural, desenvolvendo a capacidade de leitura crítica de problemas e seus impactos locais, regionais e nacional, que subsidiará a inserção do egresso no mundo do trabalho, como sujeito partícipe de sua construção, assumindo, portanto, o exercício profissional na direção da resolução de problemas e da cidadania referenciado por sólidos padrões éticos. A educação superior desempenha papel inquestionável na preparação das novas gerações para o enfrentamento das exigências da sociedade moderna. As novas tecnologias do mundo atual, as novas formas organizacionais do trabalho e a rápida evolução do conhecimento científico, associadas às necessidades de melhor qualificação profissional, exigem uma nova concepção para os cursos superiores, baseadas nas Diretrizes Curriculares Nacionais. As diretrizes contemplam o desenvolvimento de competências e de habilidades para a formação dos estudantes, permitindo maior capacidade para competição e sucesso no mercado de trabalho. Assim, a UFRPE promove a: - preparação de seu egresso para o mundo do trabalho, no atendimento às demandas econômicas e de emprego, adaptando-o às complexas condições de exercício profissional no mercado de trabalho; - formação para a cidadania crítica, formando o estudante-cidadão, capaz de interferir construtivamente na sociedade para transformá-la; - preparação para a participação social em termos de fortalecimento ao atendimento das demandas da comunidade, com o desenvolvimento de competências sociais, processos democráticos e eficazes de tomada de decisões, capacidade sócio-comunicativa de iniciativa, de liderança, de solução de problemas; - formação para o alcance de objetivos comprometidos com o desenvolvimento harmônico do município de Recife e em particular do Estado do Pernambuco, onde está inserida; - preparação para entender o ensino como prioridade fundamentada em princípios éticos, filosóficos, culturais e pedagógicos, que priorizem efetivamente a formação de pessoas, reconhecendo a educação como processo articulador/mediador, indispensável a todas as propostas de desenvolvimento sustentável, em médio e longo prazo; - formação ética, explicitando valores e atitudes, por meio de atividades que desenvolvam a vida coletiva, a solidariedade e o respeito às diferenças culturalmente contextualizadas; - formação de profissionais capazes de atuar em prol do desenvolvimento social, cultural e econômico sustentado, com a interação de conteúdos com aspectos inerentes às questões sociais, jurídicas e ambientais exigidas no mundo atual. Ao definir como foco principal a concepção dos cursos uma visão interdisciplinar formativa do profissional para as novas demandas do mercado, objetivou-se explicitamente o comprometimento com a qualificação ao mesmo tempo técnica e pluralista. A UFRPE desenvolve proposta diferenciada, integrando formação teórica e prática, a pesquisa e a extensão, o que implica em definição clara do perfil do corpo docente, com qualificação e excelência para o magistério e a pesquisa interdisciplinar, crítica e transformadora. O estabelecimento das linhas de ação considerou que a formação do profissional representa um conjunto de aspectos internos, inerentes aos cursos, e externos, inerentes à relação 11
  • 12. sociedade/profissional, que se inter-relacionam dialeticamente. Partindo deste princípio, o PPI pauta-se nos fundamentos que a idealizaram, tendo sempre em vista que é necessário: o o acompanhamento das rápidas mudanças do mundo, a partir de política de graduação que contemple o caráter revolucionário da ciência como um imperativo; o o entendimento da avaliação como processo e não como produto e, portanto, valorizar o sistema contínuo de avaliação em dois níveis: um pela sociedade e outro pela auto- avaliação (professores, técnico-administrativos e estudantes); o a definição de metodologias educacionais adequadas ao processo de aprendizagem cognitiva de caráter social, político e cultural nacional, respeitando-se as especificidades regionais, o que permitirá a revisão das matrizes curriculares, das práticas pedagógicas e das pesquisas desenvolvidas; o a identificação das bases de sustentação de uma política de graduação, considerando o estudante como ser global. A definição das competências inclui conhecimentos e atitudes realizadas a partir da análise das Diretrizes Curriculares Nacionais para os cursos de graduação ofertados pela UFRPE, ao qual se acrescentarão as competências próprias do profissional formado, conforme as especificidades de cada curso. As principais competências definidas como características do perfil do egresso da UFRPE a serem desenvolvidas são:  Tomada de decisões: o trabalho dos profissionais egressos deve estar fundamentado na capacidade de tomar decisões, visando o uso apropriado, eficácia e custo- efetividade, da força de trabalho, de equipamentos, de procedimentos e de práticas. Para este fim, os mesmos devem possuir competências e habilidades para avaliar, sistematizar e decidir as condutas mais adequadas, baseadas em evidências científicas.  Comunicação: os profissionais egressos devem ser acessíveis e devem manter a confidencialidade das informações a eles confiadas, na interação com outros profissionais e o público em geral. A comunicação verbal e não-verbal, e habilidades de escrita e leitura; o domínio de tecnologias de comunicação e informação.  Liderança: no trabalho em equipe multiprofissional, os egressos deverão estar aptos a assumirem posições de liderança, sempre tendo em vista o bem-estar da comunidade. A liderança envolve compromisso, responsabilidade, empatia, habilidade para tomada de decisões, comunicação e gerenciamento de forma efetiva e eficaz.  Administração e gerenciamento: os profissionais devem estar aptos a tomar iniciativas, fazer o gerenciamento e administração tanto da força de trabalho quanto dos recursos físicos e materiais e de informação, da mesma forma que devem estar aptos a serem empreendedores, gestores, empregadores ou lideranças na equipe que integram.  Educação permanente: os profissionais devem ser capazes de aprender continuamente, tanto na sua formação, quanto na sua prática. Deverão aprender a aprender e a ter responsabilidade e compromisso com a sua educação e o treinamento/estágios das futuras gerações de profissionais, mas proporcionando condições para que haja benefício mútuo entre os futuros profissionais e os profissionais dos serviços, inclusive, estimulando e promovendo a mobilidade 12
  • 13. acadêmica e profissional, a formação e a cooperação por meio de redes nacionais e internacionais. As competências comuns e específicas, observadas em cada Projeto Pedagógico de Curso, supõem a formação de atitudes e de valores; o desenvolvimento e o domínio de conhecimentos e habilidades gerais e específicas que levem em conta a realidade local e regional, sem descuidar do caráter de universalidade do conhecimento, de sua relação com os avanços das áreas dos cursos ofertados pela UFRPE, no contexto nacional, bem como dos parâmetros e dinâmica dos referidos projetos. É propósito da UFRPE, no desenvolvimento de seus cursos, observadas as especificidades de cada projeto pedagógico, metodologias ativas e interativas, centradas no estudante, voltadas para o seu desenvolvimento intelectual, para a ênfase no desenvolvimento da capacidade de aprender a aprender, de tomar iniciativa e de empreendedorismo. São princípios metodológicos que nortearão o processo ensino-aprendizagem: o interdisciplinaridade o A integração disciplinar possibilita análise dos objetos de estudo sob diversos olhares, constituindo-se questionamentos permanentes que permitam a (re)criação do conhecimento. o formação profissional para a cidadania o As instituições têm o compromisso de desenvolver o espírito crítico e a autonomia intelectual, para que, por intermédio do questionamento permanente dos fatos, o profissional possa contribuir para o atendimento das necessidades sociais. o estímulo à autonomia intelectual o A autonomia significa ser autor da própria fala e do próprio agir, sendo coerente na integração do conhecimento com a ação. O desenvolvimento de uma postura investigativa por parte do estudante é fundamental para que construa sua autonomia intelectual e profissional. o responsabilidade, compromisso e solidariedade social o A compreensão da realidade social e o estímulo à solidariedade social devem constituir o ponto integrador das ações de extensão vinculadas aos cursos. o diversificação dos cenários de ensino-aprendizagem A diversificação dos cenários de ensino-aprendizagem e a inserção do estudante na rede de serviços desde os primeiros anos dos cursos devem contribuir para a formação do profissional generalista, capaz de atuar em diferentes níveis, e de integrar criticamente conhecimentos teóricos, práticos, e realidade sócio- econômica, cultural e política. Os princípios metodológicos estabelecidos servirão de paradigma para os projetos pedagógicos dos cursos, observados os critérios que favorecem as atividades de ensino individualizado, de grupo, de estudos teóricos e práticos. Os cursos devem buscar sempre o desenvolvimento de programas que privilegiem descobertas de novas metodologias, enfocando o uso e a adequação de recursos audiovisuais, de informática, de novos métodos e técnicas de ensino, visando sempre o aperfeiçoamento do trabalho acadêmico. Destacam-se, como metodologia de ensino aprendizagem as seguintes atividades: aulas dialogadas, dinâmicas de grupo, leituras comentadas, fichamentos, aulas expositivas, visitas técnicas, aulas práticas, aulas passeio, ensaios em laboratórios, estudos de meio, seminários, simpósios, palestras, pesquisa bibliográfica e iniciação científica. 13
  • 14. Avaliação do Desempenho Acadêmico Discente No que se refere aos processos de verificação das aprendizagens dos estudantes, na UFRPE adota-se hoje, em cada disciplina, um sistema composto de três momentos de verificação da aprendizagem (VA) seguido de uma verificação final – Verificação Final. Avaliação do Desempenho Acadêmico Docente O desempenho acadêmico do professor é entendido em sentido amplo, compreendendo não apenas a qualidade didática do docente mas também sua atitude profissional diante da disciplina, dos estudantes e dos colegas, bem como a produtividade acadêmica e a participação em atividades acadêmica – administrativa. Avaliação Institucional Avaliação institucional da UFRPE tem caráter reflexivo e formativo, visa a conhecer e aperfeiçoar as atividades internas da Instituição de Ensino Superior – IES, bem como a ação dos seus principais agentes: egressos, discentes, docentes, servidores técnico- administrativos. Idealmente, a avaliação institucional, nessa perspectiva teórica, deve buscar a participação responsável e efetiva da maioria desses agentes. Em sendo efetivada estará sendo construída cultura interna favorável à avaliação institucional, que possibilitará maior conscientização acerca da missão, bem como das finalidades acadêmica e social da UFRPE, que consolidará a noção de que a avaliação institucional participativa é a via para a reflexão coletiva e, por conseguinte, para o planejamento institucional participativo. Planejamento Pedagógico Planejar, em sentido amplo, é um processo que "visa a dar respostas a um problema, estabelecendo fins e meios que apontem para sua superação, de modo a atingir objetivos antes previstos, pensando e prevendo necessariamente o futuro". Planejamento é processo de busca de equilíbrio entre meios e fins, entre recursos e objetivos, visando ao melhor funcionamento de empresas, instituições, setores de trabalho, organizações grupais e outras atividades humanas. O ato de planejar é sempre processo de reflexão, de tomada de decisão sobre a ação; processo de previsão de necessidades e racionalização de emprego de meios (materiais) e recursos (humanos) disponíveis, visando à concretização de objetivos, em prazos determinados e etapas definidas, a partir dos resultados das avaliações. Portanto, o planejamento pedagógico é "processo contínuo que se preocupa com o 'para onde ir' e 'quais as maneiras adequadas para chegar lá', tendo em vista a situação presente e possibilidades futuras, para que o desenvolvimento da educação atenda tanto as necessidades da sociedade, quanto as do indivíduo" 4. POLÍTICAS EDUCACIONAIS 4.1 Política de Ensino A UFRPE ao definir os termos da sua política para o ensino superior toma como ponto de partida a compreensão de que esta se insere em um contexto multifacetário, marcado por transformações econômicas, sociais e culturais. À luz desse entendimento e das orientações formuladas no interior da política educacional brasileira, a UFRPE elegeu como sua função primeira empreender um processo educativo que contribua para o pleno desenvolvimento do estudante, seu preparo para o exercício da cidadania e sua formação profissional. A UFRPE 14
  • 15. almeja, formar profissionais criativos, críticos e reflexivos, aptos para a inserção no mercado no trabalho e para a participação no desenvolvimento da sociedade. Nessa perspectiva, a educação proporciona ao indivíduo um conhecimento dinâmico do mundo, dos outros e de si mesmos, capacitando-o para o exercício profissional em tempos de mudanças. A “educação ao longo de toda a vida” organiza-se em torno de quatro aprendizagens fundamentais, que constituem os pilares do conhecimento: - Aprender a conhecer significa, antes de tudo, o aprendizado dos métodos que nos ajudam a distinguir o que é real do que é ilusório e ter, assim, acesso aos saberes de nossa época. A iniciação precoce na ciência é salutar, pois ela dá acesso, desde o início da vida humana à não-aceitação de qualquer resposta sem fundamentação racional e/ou de qualquer certeza que esteja em contradição com os fatos. - Aprender a fazer é um aprendizado da criatividade. "Fazer" também significa criar algo novo, trazer à luz as próprias potencialidades criativas, para que venha a exercer uma profissão em conformidade com suas predisposições interiores. - Aprender a viver juntos significa, em primeiro lugar, respeitar as normas que regulamentam as relações entre os seres que compõem uma coletividade. Porém, essas normas devem ser verdadeiramente compreendidas, admitidas interiormente por cada ser, e não sofridas como imposições exteriores. "Viver junto" não quer dizer simplesmente tolerar o outro com suas diferenças embora permanecendo convencido da justeza absoluta das próprias posições. - Aprender a ser implica em aprender que a palavra "existir" significa descobrir os próprios condicionamentos, descobrir a harmonia ou a desarmonia entre a vida individual e social. Centrada nessas premissas, a política de ensino da UFRPE está pautada nas seguintes diretrizes: - Estímulo à formação generalista e pluralista, respeitada a especificidade do conhecimento; - Incentivo a sólida formação geral, necessária para que o egresso possa vir a superar os desafios de renovadas condições de exercício profissional e de produção do conhecimento; - Fortalecimento da articulação da teoria com a prática, valorizando a pesquisa individual e coletiva, assim como os estágios, as atividades complementares e a participação em atividades de extensão; - Articulação entre o ensino, a pesquisa e a extensão; - Avaliação periódica das atividades desenvolvidas; - Acompanhamento dos egressos. A UFRPE incorpora aos seus cursos abordagens que busquem: - a construção coletiva expressa na intenção e prática de cada segmento que constitui a Instituição, levando em conta a articulação dialética, diferenciação e integração, globalidade e especificidade; - a interação recíproca com a sociedade caracterizada pela educação e desenvolvimento econômico-social sustentáveis, reafirmando o seu compromisso como potencializadora da formação humana e profissional; 15
  • 16. - a construção permanente da qualidade de ensino: entendida e incorporada como processual e cotidiana da graduação e da pós-graduação, indagando continuamente sobre: Que tipo de sociedade temos e queremos? Qual a função dos cursos superiores frente às novas relações sociais e de produção? Qual o perfil do profissional a formar frente às exigências do mercado de trabalho? - a integração entre ensino, pesquisa e extensão buscando a construção de um processo educacional fundado na elaboração/reelaboração de conhecimentos, objetivando a apreensão e intervenção na realidade enquanto uma totalidade dinâmica e contraditória; - a extensão voltada para seus aspectos fundamentais, quais sejam, tornar a coletividade beneficiária direta e imediata das conquistas do ensino e da pesquisa, socializando o saber e a coleta do saber não-científico elaborado pela comunidade para, estruturando-o em bases científicas, restituí-lo a sua origem; - o desenvolvimento curricular contextualizado e circunstanciado, expressão da concepção de conhecimento entendido como atividade humana e processualmente construído na produção da vida material. 4.2 Política de Pesquisa A base da política da UFRPE é o fortalecimento do desenvolvimento da pesquisa como apoio necessário à qualificação do ensino, pautando-se pelos seguintes princípios: - o conhecimento científico é o principal patrimônio para o desenvolvimento econômico sustentável e responsável de uma região; - o compromisso dos cursos superiores com as demandas da região amazônica deve estar refletido na política de pesquisa da Instituição, ainda que esta não se volte, exclusivamente, para tais demandas; - a prática da pesquisa contribui para a formação de profissionais aptos a propor soluções alternativas e criativas face às transformações sociais, desenvolvendo nos estudantes as seguintes habilidades: percepção crítica da realidade; reflexão de caráter interdisciplinar; elaboração de textos técnico-científicos e filosóficos de qualidade; desenvolvimento de trabalhos em grupo; levantamento, avaliação e sistematização de dados; seleção e utilização de conhecimentos úteis à atividade profissional; - a pesquisa prepara os estudantes para a disseminação do saber, tornando possível a formação de professores e futuros ingressos nos programas de pós-graduação, lato e stricto sensu; - a pesquisa reverte-se em benefícios para a Instituição, promovendo o ensino, e para a comunidade em geral, promovendo a extensão. Para que a pesquisa cumpra seu papel no desenvolvimento social sustentável e responsável, ela não pode estar dissociada das atividades de ensino e de extensão; - a pesquisa não se restringe às grandes universidades, aos centros universitários ou aos “centros de excelência”. Ela deve fazer parte da cultura da instituição de ensino superior, ainda que de pequeno porte, sem que isto implique na mediocrização ou na redução do rigor dos métodos científicos. 4.3 Política de Extensão 16
  • 17. A UFRPE desenvolverá atividades de extensão, compreendendo atividades que visam promover a articulação entre a Instituição e a comunidade, permitindo, de um lado, a transferência para sociedade dos conhecimentos desenvolvidos com as atividades de ensino e pesquisa, assim como, a captação das demandas e necessidades da sociedade, pela Instituição, permitindo orientar a produção e o desenvolvimento de novos conhecimentos. Dessa forma abrangerão áreas temáticas definidas tendo como parâmetro as políticas públicas e envolvendo, prioritariamente, comunicação, cultura, direitos humanos e justiça, educação, meio ambiente, saúde, tecnologia e produção e trabalho. No âmbito Institucional serão realizadas sob a forma de: a) Programas de Extensão caracterizados por um conjunto articulado de projetos e outras ações de extensão (cursos, eventos, prestação de serviços), integrados ao ensino e a pesquisa. Terão caráter orgânico-institucional, clareza de diretrizes e orientação para um objetivo comum, sendo executado a médio e a longo prazo. b) Projetos Isolados, não vinculados a programas, caracterizados por um conjunto de ações processuais e contínuas de caráter comunitário, educativo, cultural, científico e tecnológico com objetivo definido e prazo determinado. c) Cursos de Extensão Presenciais ou a Distância, por meio de um conjunto articulado de ações pedagógicas, de caráter teórico ou prático, planejadas e organizadas de modo sistemático, com carga horária mínima de 8 horas e processo de avaliação formal. d) Eventos caracterizados pela apresentação e exibição pública e livre ou também com clientela específica, do conhecimento ou produto cultural, científico e tecnológico desenvolvido, conservado ou reconhecido pela Instituição, a saber: - Seminários - eventos científicos de curta duração (horas a 1 ou 2 dias), cobrindo campos de conhecimento especializados, sob a forma de encontro, simpósio, jornada, colóquio, fórum, reunião; - Ciclo de Debates - encontros seqüenciais que visam à discussão de um tema específico, desenvolvidos sob a forma de Ciclo, Circuito ou Semana; - Exposições - Exibição pública de obras de arte, produtos, serviços, etc. As Exposições incluem feiras, salões, mostras, e lançamentos; - Espetáculos - demonstração pública de eventos cênicos musicais. Recital, concerto, show, apresentação teatral, exibição de cinema e televisão, demonstração pública de canto, dança e interpretação musical; - Festivais - séries de ações/eventos culturais ou esportivos realizados concomitantemente, em período determinado tempo, geralmente com edições periódicas. e) Prestação de Serviço Institucional - realização de trabalho oferecido pela IES ou contratado por terceiros (comunidade ou empresa) sob a forma de consultorias, assessoria, e outras atividades não incluídas nas modalidades anteriores. A prestação de serviço se caracteriza por intangibilidade, inseparabilidade e não resulta na posse de um bem. As atividades extensionistas têm como objetivos: • articular o ensino e a pesquisa com as demandas da sociedade, buscando o compromisso da comunidade acadêmica com interesses e necessidades da sociedade organizada, em todos os níveis (sindicatos, órgãos públicos, empresas, categorias profissionais, organizações populares e outros organismos); 17
  • 18. estabelecer mecanismos de integração entre o saber acadêmico e o saber popular, visando uma produção de conhecimento resultante do confronto com a realidade, com permanente interação entre teoria e prática; • democratizar o conhecimento acadêmico e a participação efetiva da sociedade na vida da Instituição de educação superior; • incentivar a prática acadêmica que contribua para o desenvolvimento da consciência social e política, formando profissionais-cidadãos; • participar criticamente das propostas que visem o desenvolvimento regional, econômico, social e cultural; • contribuir para reformulações nas concepções e práticas curriculares; • favorecer a reformulação do conceito de “sala de aula”, que deixa de ser o lugar privilegiado para o ato de aprender, adquirindo uma estrutura ágil e dinâmica, caracterizada pela interação recíproca de professores, estudantes e sociedade, ocorrendo em qualquer espaço e momento, dentro e fora dos muros da Instituição de educação superior. 4.4 Política de Pós-graduação O contexto de crescente inovação tecnológica e a rapidez das informações numa economia globalizada altamente competitiva impõe uma permanente atualização e uma qualificação profissional múltipla, mas necessariamente especializada. A pós-graduação surge nesse cenário, como a ferramenta capaz de prover o diferencial necessário ao profissional, não apenas para seu ingresso no mercado de trabalho, mas para sua permanência e crescimento. Um esforço considerável vem sendo realizado, por instituições públicas e privadas, no sentido de proporcionar uma oferta de possibilidades de pós-graduação com competência e qualidade. A UFRPE mediante a Política de Pós-Graduação desenvolvida conforme os padrões de qualidade exigidos pelos órgãos oficiais e em sintonia com as novas exigências de inserção da sociedade contemporânea desenvolvem exercício de construção de parâmetros que balizem sua atuação da UFRPE, de forma mais eficiente, para atingir seus objetivos e metas no campo da pós- graduação, consoante diretrizes que buscam fornecer respostas aos desafios impostos no cumprimento de sua missão. Dentro desta perspectiva, entende-se que as atividades de pós-graduação, pesquisa e extensão não podem estar dissociadas, mas caminham juntas e integradas num sistema de interação e complementariedade constante e sistemático.O PPI da UFRPE procura ultrapassar a rigidez de um processo de planejamento centralizado e de longo prazo, para ser entendido como a afirmação de um programa de ação racional passível de adaptações impostas pelas mudanças imprevisíveis e aceleradas, definindo objetivos e estratégias de intervenção que possam dar respostas eficazes às demandas e carências da sociedade. Dentro dessa perspectiva e, em linhas gerais, o desenvolvimento de planos, programas ou projetos no campo da pós-graduação norteia-se por dois grandes eixos de atuação: a) Gerar conhecimentos novos que possam ser aplicados à ciência, à sociedade em geral e na melhoria do ensino de graduação por meio: 18
  • 19. ♦ do desenvolvimento de novas metodologias de ensino-aprendizagem e da ampla articulação didático-científica com retorno para o aperfeiçoamento e atualização das matrizes curriculares dos cursos de graduação; ♦ do desenvolvimento de pesquisas aplicadas ampliando o domínio das áreas de conhecimento a que estão afetas, e adaptando-as à inovação tecnológica e ao surgimento de novas abordagens teóricas; ♦ da integração dos estudantes de graduação em programas de iniciação à investigação científica buscando despertar vocações e incentivar, entre os estudantes de graduação, talentos potenciais para pesquisa e, em conseqüência, para a produção científica e para o ensino. b) Promover a integração da instituição com a comunidade local, numa articulação entre o tecido produtivo e o tecido social, de modo competitivo, mas também, cooperativo, por meio: ♦ da formação de profissionais qualificados para a docência, investigação e atuação no mercado de trabalho, fomentando cursos de pós-graduação; ♦ da promoção e desenvolvimento de parcerias, intercâmbios e outras formas de associação com outras instituições acadêmicas, setor empresarial, setor público e terceiro setor; ♦ da busca de alternativas para programas de pesquisa e pós-graduação, identificando áreas de interesse e vocação institucional para criar linhas de pesquisa coerentes e articuladas; ♦ da criação de programas de extensão que possibilitem a inserção dos estudantes em projetos sociais que estimulem a responsabilidade da participação cidadã. As atividades de ensino de pós-graduação serão realizadas em estreita relação com a graduação visando à melhoria e à renovação desse nível de ensino. Esta integração graduação/pós- graduação deve ocorrer na melhoria da qualificação dos docentes e na melhoria da atuação desses professores na graduação através de uma ampla articulação didático-científica. 4.5 Política de Gestão Acadêmica O modelo desenhado para a gestão acadêmica da UFRPE dispõe de organização formal, que visa propiciar à administração agilidade e flexibilidade para responder às exigências do mundo moderno. A estrutura organizacional caracteriza-se por níveis hierárquicos responsáveis pela formulação, deliberação e execução das atividades institucionais, que se interpenetram, objetivando a qualidade da formação profissional e da gestão, possibilitando a implantação das medidas. Os órgãos de deliberação e de execução foram concebidos com poucos níveis hierárquicos, visando contribuir para tornar mais fácil a comunicação, facilitando a gestão de processos, de rotinas e a delegação de competências, podendo-se obter, em conseqüência, maior envolvimento dos corpos docente e discente, e técnico-administrativo. As ações a serem desenvolvidas no âmbito da gestão acadêmica são explicitadas no Plano de Desenvolvimento Institucional sob a coordenação dos diversos segmentos da UFRPE. 19
  • 20. 4.6 Políticas de Inclusão Social e Digital A UFRPE expressa sua preocupação com as barreiras sócio-educacionais que dificultam o acesso dos estudantes aos que pretende oferecer e a permanência nestes de muitos jovens. Buscará mecanismos de atuação junto com candidatos e estudantes, mantendo sua finalidade específica de oferecer ensino, pesquisa e extensão, sempre investindo na qualificação da formação de seus estudantes em todas as fases desse processo. Compreende, também, a importância social e acadêmica de ter, em todos os seus cursos, uma representação social, cultural e étnica mais consoante com a sociedade multicultural em que se vive, assegurando que todas as opiniões se façam presentes ao longo da vivência acadêmica dos estudantes, bem como a diversidade na produção do conhecimento. A exclusão social é problema para a educação em geral e para a educação superior em particular, apresentando-se de modo especialmente agudo para as instituições particulares de ensino. A partir da esfera de suas atribuições específicas, responsabilidades e compromissos com propostas e ações destinadas a contribuir, de forma positiva, para a construção de uma sociedade mais igualitária. Desse modo, coloca-se como desafio para a instituição democratizar o acesso aos seus cursos, adotando estratégias que favoreçam candidatos oriundos dos grupos sociais menos favorecidos, sem prejuízo dos critérios de mérito que devem presidir esse processo. A UFRPE reconhece seus compromissos com a questão e sua responsabilidade de contribuir para sua superação, entendendo que pode e deve tomar medidas específicas, intervindo nas condições de ingresso, considerando em seu processo seletivo as peculiaridades da formação oferecida pelo Ensino Médio na escola pública e apoiando candidatos desfavorecidos social e culturalmente, antes, durante e após o ingresso. Com a finalidade de implementar uma política institucional de inclusão social, a UFRPE definiu como objetivos: • ampliar as probabilidades de acesso dos estudantes egressos de escolas públicas; • atuar positivamente na superação das barreiras educacionais que dificultam esse acesso; • apoiar as escolas públicas, seus professores e estudantes, mediante ações especializadas; • apoiar, com ações específicas, a permanência dos estudantes no curso superior. A política de inclusão social estabelecida pela UFRPE apresenta as seguintes proposições: - promover a melhoria do desempenho dos estudantes com comprovada deficiência por meio de ações voltadas para a correção das dificuldades observadas na sua formação anterior ao ingresso na UFRPE; - propiciar as condições necessárias para a permanência nos cursos de graduação dos ingressantes; - estabelecer uma política de assistência e acompanhamento estudantil; - promover as ações necessárias para incentivar a redução das desigualdades sociais e regionais; - absorver parte do contingente de população migrante existente no município e na região, mediante a inclusão em seus cursos superiores, qualificando e preparando os profissionais e trabalhadores para o desempenho eficiente de suas funções. 20
  • 21. A UFRPE, mediante o apoio às iniciativas voltadas ao acesso de estudantes negros e afro- descendentes ao ensino superior, o desenvolvimento de cursos complementares e a elaboração de estratégias para o acompanhamento do desempenho acadêmico de estudantes negros e afro- descendentes, pretende auxiliar no Projeto Nacional de Inclusão Social do Governo Federal. A política de inclusão digital da UFRPE possui os seguintes objetivos: - contribuir para o processo de inclusão digital de forma integradora, envolvendo a construção do conhecimento e o desenvolvimento da pessoa; - garantir o direito à comunicação em redes de computadores aos cidadãos que não possuam condições financeiras para adquirir equipamentos e serviços que a propiciem; - estabelecer mecanismos democráticos de acesso à informação e às novas tecnologias; - incentivar o processo permanente de auto-aprendizado e de aprendizado coletivo em tecnologias de tratamento da informação; - fortalecer a organização de comunidade e a democracia participativa, mediante a criação de listas de discussão, sítios para a divulgação de informações e notícias, fóruns eletrônicos para debate e outras modalidades de interação da comunidade; - oferecer, aos estudantes ingressantes, cursos de capacitação para uso de ferramentas básicas em informática, correio eletrônico institucional, acesso à internet e ambiente para digitação de trabalhos acadêmicos. 5.BIBLIOGRAFIA BELLONI, Isaura. Heitor de Magalhães; SOUZA, Luzia Costa de. Metodologia de Avaliação em Políticas Públicas. São Paulo. Cortez, 2001. BOURDIEU, P. A economia das trocas simbólicas. SP, Ed. Perspectiva, 2003. CHARLOT, Bernard. Da relação com o saber. Porto Alegre, Artes Médicas, 2000. Documento de Conceituação do PPI, do PDI e do PPC. Comissão Técnica de Avaliação Institucional do INEP, 2005. 21
  • 22. FREIRE, Paulo. Pedagogia da Esperança. Um encontro com a Pedagogia do Oprimido. ED. Paz e terra, 1996. GADOTTI, Moacir. Perspectivas atuais da educação. Porto Alegre: ARTMED, 2000. GANDIN, Danilo & GANDIN, Luis Armando. Temas Para um Projeto Político Pedagógico. 5a. Edição. Petrópolis: Vozes, 2002. GENTILI, Pablo. Pedagogia da exclusão. Crítica ao neoliberalismo em educação. Petrópolis, Ed. Vozes, 2001. LÜDKE, Menga & ANDRÉ, Marli E. D. A. Pesquisa em Educação: Abordagens Qualitativas. São Paulo: EPU, 1986. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – Lei nº.9394/96. Plano Nacional de Educação, 2000. MORIN, Edgar. Os sete saberes necessários à educação do futuro. SP, Cortez, 2000. HOBSBAWN, Eric. Era dos extremos. O breve século XX. SP, CIA das Letras, 1994. PAES DE BARROS, R. e Mendonça R. Pelo fim das Décadas Perdidas : Educação e Desenvolvimento sustentado no Brasil. Rio de Janeiro, IPEA, 2002. RELATÓRIO DE GESTÃO 2004. UFRPE, RECIFE, 2004. RISTOFF, Dilvo. Avaliação de Programas Educacionais: discutindo padrões. Rev. Avaliação, rede de avaliação institucional. Campinas, S.P: nº 4, v. 5, dezembro 2000. SANTOS, Boaventura de Souza. Pelas mãos de Alice: O social e o político na pós- modernidade. Porto, Ed. 1995. SANTOS, Boaventura de Sousa. A Universidade no século XXI – Para uma reforma democrática e emancipatória da Universidade. São Paulo. Cortez, 2004. SAWAIA, Bader (Org.) As artimanhas da exclusão. Análise psicossocial e ética da desigualdade social. Petrópolis, Ed. Vozes, 2002. SCHON. Donald. Formar professores como profissionais reflexivos. In: os professores e sua formação. NÓVOA, Antonio. Temas de educação – os professores e sua formação. Lisboa, Portugal: Publicações Don Quixote Ltda, 1992 VEIGA, Ilma Passos A. (Org.). Projeto Político Pedagógico da Escola: Uma Construção Possível. 16a.Edição. Campinas, SP: Papirus, 2003. VEIGA, Ilma Passos A. & RESENDE, Lúcia Maria Gonçalves de. (Orgs.). Escola: Espaço do Projeto Político Pedagógico. 7a. Edição. Campinas: Papirus, 2003. VEIGA, Ilma Passos A. & FONSECA, Marília. (Orgs.). As Dimensões do Projeto Político- Pedagógico. Campinas: Papirus, 2001. VEIGA, Ilma Passos A. Educação Básica e Educação Superior: Projeto Político Pedagógico. Papirus, 2004. 22