Infertilidade feminina

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Infertilidade feminina

  1. 1. Durante muito tempo, difundiu-se o pensamento de que era a mulher a responsável pela geração dos filhos do casal. Logo, se o casal não tivesse filhos, o problema era da mulher. Atualmente, sabe-se que as causas de infertilidade são iguais tanto no homem como na mulher; o problema pode ser de qualquer um, ou até dos dois simultaneamente.
  2. 2. É a incapacidade de conceber uma criança após dois anos de atividade sexual regular e sem uso de contracetivos.
  3. 3. Esterilidade (10%) Subfertilidade (80%) Infertilidade idiopática (10%)
  4. 4. Subfertilidade É aplicado a casais que conseguem conceber naturalmente mas que, para tal, necessitam de um período de tempo mais longo do que o habitual.
  5. 5. Infertilidade idiopática Casos em que a mulher não consegue engravidar, mas não são encontradas causas aparentes. Este tipo de infertilidade pode englobar-se dentro de casos de Esterilidade (embora nunca sejam detetadas as causas).
  6. 6. Esterilidade Corresponde a problemas de incapacidade para engravidar por meios naturais. Existe a esterilidade masculina e a esterilidade feminina, que iremos abordar seguidamente.
  7. 7. Infertilidade e causas As etapas do processo reprodutivo precisam estar em perfeito funcionamento para ocorrer a gravidez. As principais fases são a ovulação, a captação do óvulo pelas trompas de Falópio, a fecundação deste pelo espermatozóide e, por fim, a implantação do embrião formado no útero (nidação).
  8. 8. Assim, podemos considerar que os problemas de infertilidade feminina têm diversas origens:
  9. 9. ₰ Disfunções hormonais, como: – Secreção insuficiente das hormonas gonadotrópicas (FSH e LH), que pode estar relacionada com um tumor na hipófise ou nos ovários. – Excesso de produção de prolactina; – Hipotiroidismo ou utilização de medicamentos à base de esteroides, como cortisona.
  10. 10. ₰ Ovários anormais, que não permitem a ovulação como, por exemplo, camadas celulares exteriores espessas, não permitindo deste modo a sua rutura e a posterior libertação do oócito II. ₰ Endometriose - presença de células endometriais em locais fora do útero, como na área entre o útero e o reto, na zona pélvica e nos ovários (encerrando-os e não permitindo a libertação do oócito II).
  11. 11. ₰ Infeções – doenças sexualmente transmissíveis, inflamações provocadas pelo DIU, salpingite, etc ₰ Malformações congénitas – tratamento, quando possível, por cirurgia ₰ Endometriose
  12. 12. ₰ Secreções vaginais agressivas – secreções muito ácidas. Tratamento com duches vaginais alcalinos. ₰ Secreção de muco anormal pelo cérvix – um tampão de muco viscoso impede a fecundação.
  13. 13. ₰ Tumores uterinos, como fibromiomas. ₰ Degeneração prematura do corpo amarelo, que faz baixar a secreção de progesterona (e de estrogénios) e o endométrio é destruído. ₰ Endometriose
  14. 14. ₰ Aumento da probabilidade de formação de oócitos com número anormal de cromossomas. A incidência de erros de meiose aumenta com a idade. Os embriões são abortados espontaneamente numa fase muito precoce e o aborto não é identificado como tal, confundindo-se com a menstruação.
  15. 15. Outras origens da infertilidade ₰ Doenças sexualmente transmissíveis: prevenir e tratar rapidamente ₰ Peso: evitar baixo peso ou obesidade ₰ Tabagismo: parar de fumar, uma vez que o cigarro reduz a fertilidade.
  16. 16. Exames que determinam as causas responsáveis pela dificuldade em engravidar, tais como: ₰ Análises hormonais femininas ₰ Estudo das trompas de Falópio- para despistar a existência de obstruções e proceder à sua remoção ₰ Ecografia- para verificar o estado do útero, ovários e controlar o ciclo ovárico ₰ Análise do muco cervical- com o objetivo de se avaliar a mobilidade dos espermatozoides no cérvix
  17. 17. ₰ Laparoscopia- técnica cirúrgica que permite detetar e corrigir problemas do sistema reprodutor feminino (ex: bloqueios que impedem o transporte dos oócitos e dos espermatozoides) ₰ Biopsia endometrialrecolha e analise de porções do endométrio
  18. 18. Cerca de 10% dos casos de infertilidade parecem apresentar todo o sistema genital sem problemas, mas mesmo assim são inférteis. Em muitos casos, existem anomalias genéticas dos oócitos, para as quais não existem testes de deteção. Estas só se descobrem durante a fecundação in vitro, momento em que se podem observar os oócitos, a fecundação e o desenvolvimento embrionário.
  19. 19. Podem causar incapacidade de fecundação, paragem do desenvolvimento embrionário, falhas na nidação, abortos, ou fetos com anomalias estruturais.
  20. 20. Curiosidades ₰ Em 90% dos casos de infertilidade, as causas são físicas - cerca de 30% com origem no homem e 60% com origem na mulher. ₰ Um casal apresenta uma probabilidade de engravidar de cerca de 20% num mês. ₰ A probabilidade de uma gravidez num casal fértil é de 90% ao fim de um ano, se esse casal mantiver um relacionamento sexual ativo periódico, sem utilizar qualquer contracetivo.
  21. 21. 1 - A cada cinco ou seis casais, um terá dificuldade para engravidar. Os dados são da European Society of Human Reproduction and Embriology e da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana e referem-se à incidência dos problemas de infertilidade em todo o mundo.
  22. 22. 2 - Se eu fizer tratamento para engravidar, vou ter gémeos. Em todos os tipos de tratamento para combater a infertilidade, incluindo inseminações artificiais e fertilizações, apenas 20% das mulheres geram mais de um filho numa única tentativa.
  23. 23. 3 - Mesmo tendo útero invertido, é possível engravidar. Nascer com o útero nessa posição não carateriza nenhuma anormalidade para a mulher, é uma condição natural. Porém, as probabilidades de engravidar podem ser reduzidas se não houver a orientação de um especialista. Em geral, basta adotar algumas posições específicas durante o ato sexual para evitar perda do semen e, consequentemente, facilitar a conceção.
  24. 24. 4 - O uso de pílula anticoncecional por tempo prolongado pode levar à infertilidade A pílula não interfere no processo de conceção. Basta parar o medicamento e a mulher já está apta a engravidar. O que pode acontecer é que, com a suspensão do uso da pílula, a mulher note outro problema no organismo que esteja relacionado à fertilidade, como a endometriose, cujos sintomas o remédio estava apenas ajudando a mascarar.
  25. 25. 5 - Se eu conseguir ter relações sexuais no dia certinho da ovulação, vou engravidar Mesmo se o casal tiver relações sexuais todos os dias, durante um mês, incluindo o período fértil, a probabilidade de engravidar é de apenas 20%. Por outro lado, em muitos casos, basta uma única relação no mês para a conceção. Isso porque a ovulação ocorre no meio do ciclo menstrual (14 dias a partir do primeiro dia da menstruação) e a mulher permanece fértil, em média, por apenas 48 horas.
  26. 26. 6 - É possível engravidar com apenas um ovário e uma trompa Mulheres que se submeteram a cirurgia para ser retirado um ovário ou uma trompa - extraídos após ocorrência de problemas como gravidez na trompa, tumor no ovário, quisto no ovário, entre outros, continuam aptas a gerar um bebé. Para isso, basta que tenham o útero, um ovário e uma trompa em condições normais.
  27. 27. 7 - Quem faz muito exercício físico pode ter mais dificuldade de engravidar Atletas que praticam exercícios esgotantes, como corridas de longa distância, podem sofrer de amenorreia, quadro caraterizado pela completa ausência de menstruação. Isso acontece porque elas estão expostas a uma dieta de pouca gordura e alta carga de stresse físico e emocional. Tudo isso provoca a queda nos níveis de estrogénios e produz a amenorreia.
  28. 28. 8 - Mulheres com ovário poliquístico não podem engravidar As portadoras desta disfunção podem não ovular todos os meses ou ter dificuldade para ovular, o que dificulta a conceção. No entanto, é possível contornar o problema com o uso de medicamentos específicos.
  29. 29. 9 - Quanto mais idade, mais difícil engravidar A partir dos 35 anos, tanto a quantidade como a qualidade dos oócitos produzidos pelo organismo vão diminuindo gradualmente. É comum que mulheres acima dos 35 levem até 1 ano para engravidar. Além disso, há um aumento da probabilidade de síndromes genéticos, como a Síndrome de Down - em crianças geradas por mães acima dessa faixa etária.
  30. 30. 10 - Alimentos popularmente conhecidos como afrodisíacos aumentam a fertilidade O desejo sexual não tem relação direta com a capacidade de gerar um bebé. Logo, ainda que o casal pratique atividade sexual com regularidade, pode não conseguir engravidar facilmente.
  31. 31. 11 - Quem provoca aborto terá reduzidas probabilidades de engravidar no futuro Se o aborto for realizado com condições mínimas de higiene e segurança, é provável que ele não acarrete consequências mais importantes. Abortos espontâneos, até nove semanas de gestação, também não costumam apresentar risco para mulher, já que a anatomia do útero permanece completa.
  32. 32. 12 - O uso de pílula do dia seguinte pode interferir na fertilidade A pílula do dia seguinte não é 100% eficaz, e a gravidez pode ocorrer mesmo após o seu uso. Além disso, ela não tem influência sobre tentativas futuras de conceção, já que não causa qualquer dano ao aparelho reprodutor.
  33. 33. 13 - Mesmo recorrendo a todos os tratamentos disponíveis no mercado, e seguindo-os à risca, há a possibilidade de que eu não consiga engravidar Em apenas 10% dos casos, os problemas que levam à infertilidade são indefinidos. Em alguns casos, como menopausa, ausência de útero, azoospermia (ausência de espermatozoides), o casal não vai poder gerar uma criança a menos que recorra aos serviços de banco de óvulo e banco de sémen, que podem ajudar casais a realizar o seu sonho de ter um filho.
  34. 34. O casal com problemas de infertilidade deve consultar um especialista de Reprodução Medicamente Assistida, quer nas consultas de infertilidade dos hospitais públicos, quer nas clínicas privadas dessa especialidade.
  35. 35. Trabalho realizado por: • • • • Ana Cristina Maria Beatriz Miguel Marques João Diogo nº2 nº16 nº19 nº27

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