Produção de vídeo de bolso noticioso

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Plano de trabalho para realização de oficinas de mídia-educação sobre produção de vídeo. O material foi produzido por professores da Universidade Federal do Triângulo Mineiro para oficinas realizadas em projetos de pesquisa e extensão com apoio do CNPq e da Capes.

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Produção de vídeo de bolso noticioso

  1. 1. TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO: CRIATIVIDADE E MULTIMÍDIA Módulo 2 - Áudio e vídeo Atividade 2.2 - Produzindo pocket videos noticiososEste curso é financiado com recursos da Coordenação de Pessoal de Nível Superior - Capes (Edital Capes / DEB NovosTalentos - Programa “Escola Aberta à Universidade Pública”) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico eTecnológico - CNPq (Edital MCT/CNPq/MEC/CAPES N º 02/2010)
  2. 2. TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO: CRIATIVIDADE E MULTIMÍDIA OBJETIVOS DESTA ATIVIDADE Plano de trabalho - 10 horas Técnicas básicas de produção de pocket vídeos 1. Conhecer elementos técnicos e estéticos fundamentais da linguagemMódulo 2 - Áudio e Vídeo - Produzindo pocket videos noticiosos Atividades presenciais – 4 horas audiovisual; Aula do dia 24 de novembro 2. analisar criticamente vídeos curtos 1. Estudar os tutoriais de vídeo produzidos para a internet; 2. Estudar as técnicas de script para vídeo 3. aprender a produzir videos de 3. A partir de uma pauta fornecida, produzir um script e gravar um pocket video noticioso bolso. 4. Usando o Movie Maker, editar o pocket video 5. Publicar o resultado no Youtube e incorporar ao blog Atividades a distância – 6h 1. Elaborar uma pauta para pocket vídeo sobre a escola e compartilhar no Moodle – 1h 2. Escolher uma das pautas compartilhadas, gravar entrevista, fazer apuração de informações pela internet – 2h 3. Gravar, editar e publicar a reportagem – 3h Pocket vídeo? A expressão “pocket video” ou “vídeo de bolso” é usada para nomear um gênero de produção que se popularizou com as chamadas câmeras de mão e, principalmente, com os sites de compartilhamento tipo Vimeo e Youtube. É difícil precisar com clareza as características desse gênero: pode ser ficção ou não ficção; é feito por profissionais mas também por ama- dores, são publicitários, de arte, de humor, educativos, de protesto, são até versões moderninhas dos antigos vídeos de aniversário ou casamento. De qualquer forma, os vídeos de bolso ainda continuam na categoria “textos midiáticos” e, por isso, precisam obedecer algumas regrinhas básicas para que sejam mensagens compreensíveis para o público. Em primeiro lugar, qualquer que seja a sua proposta de vídeo, certifique-se de que ela tem uma estrutura narrativa em termos de começo, meio e fim. Em segundo lugar, aprenda a distinguir o “olhar do olho” do “olhar da câmera” e, tanto quanto possível, incorpore os códigos do audiovisual nas suas gravações, com planos e ângulos mais adequados ao que você quer expressar. Isso é o mínimo que separa a produção de vídeo de simplesmente ligar a câmera e deixá-la gravar. Nas próximas páginas, iremos aprender um pouco mais sobre gêneros, formatos, estruturas narrativas e códigos da linguagem audiovisual.
  3. 3. TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO: CRIATIVIDADE E MULTIMÍDIA CATEGORIAS, GÊNEROS E FORMATOS NA PRODUÇÃO DE VÍDEO NÃO-FICÇÃO HÍBRIDOS FICÇÃO CMódulo 2 - Áudio e Vídeo - Produzindo pocket videos noticiosos Informação Educação Publicidade G Entretenimento Outros Telejornal Entrevista Reality show Esquete Série Auditório Documentário Vídeo aula Religioso Docudrama F Variedades Novela Debate Vídeo de bolso Animação Esportivos Videoclipe Vídeo arte Culinários Anúncio Televendas Game Show Ao vivo
  4. 4. TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO: CRIATIVIDADE E MULTIMÍDIA ATIVIDADE PRÁTICA EXPLORANDO A LINGUAGEM DO VÍDEO Na pasta “Exemplos de vídeos”,você vai encontrar 12 pequenas produções que exemplificam a diversidade de gêneros e formatos desse tipo de texto mi- diático. Assista cada um deles e tente identificar quatro aspectos: 1. Qual é a categoria predominante e por quê? 2. Qual é o gênero dominante e porquê? 3. Quais são os recursos de linguagem que você consegue identificar? 4. Qual é a intenção do autor ao fazer este vídeo desse jeito?Módulo 2 - Áudio e Vídeo - Produzindo pocket videos noticiosos 1 2 3 4 A dança do esqueleto Reporter Enesto Varella Manual de reportagem Dicionário Lituano Produção da Disney, 1929 Produção de Marcelo Tas e Produzido por Rafinha Bastos Produzido por Alexandra, Danilo e http://youtu.be/h03QBNVwX8Q Fernando Meireles http://youtu.be/BHhMLx9Z58g Justas, 2006 http://youtu.be/hAJKH6ZDVn8 http://youtu.be/eZ-D4WyO3mk
  5. 5. TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO: CRIATIVIDADE E MULTIMÍDIA ATIVIDADE PRÁTICA EXPLORANDO A LINGUAGEM DO VÍDEO Na pasta “Exemplos de vídeos”,você vai encontrar 12 pequenas produções que exemplificam a diversidade de gêneros e formatos desse tipo de texto mi- diático. Assista cada um deles e tente identificar quatro aspectos: 1. Qual é a categoria predominante e por quê? 2. Qual é o gênero dominante e porquê? 3. Quais são os recursos de linguagem que você consegue identificar? 4. Qual é a intenção do autor ao fazer este vídeo desse jeito?Módulo 2 - Áudio e Vídeo - Produzindo pocket videos noticiosos 5 6 7 8 Propaganda, faz diferença Karen quer tomar café Encontrando Bianca Assuma o compromisso Associação Brasileira de Produção do Laboratório Aberto de Vídeo “proibido” do MEC Video canadense anti-bullying Anunciantes Interatividade - UFSCar http://youtu.be/ur4iDLDqtCs http://youtu.be/MDprUnAui2c http://youtu.be/7-khPH3sDak http://youtu.be/bSM_MsvTBZQ
  6. 6. TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO: CRIATIVIDADE E MULTIMÍDIA ATIVIDADE PRÁTICA EXPLORANDO A LINGUAGEM DO VÍDEO Na pasta “Exemplos de vídeos”,você vai encontrar 12 pequenas produções que exemplificam a diversidade de gêneros e formatos desse tipo de texto mi- diático. Assista cada um deles e tente identificar quatro aspectos: 1. Qual é a categoria predominante e por quê? 2. Qual é o gênero dominante e porquê? 3. Quais são os recursos de linguagem que você consegue identificar? 4. Qual é a intenção do autor ao fazer este vídeo desse jeito?Módulo 2 - Áudio e Vídeo - Produzindo pocket videos noticiosos 9 10 11 12 House Hikage Canal Brasil The Power of Networks Abertura da série Dirigido por Sayaka Shimada Vinheta do canal Video da ong inglesa RSA Fernando Meireles http://youtu.be/bkCg84XgBUg http://youtu.be/FrWreElyb5Q http://youtu.be/nJmGrNdJ5Gw http://youtu.be/S1B5qsghtr0 Este vídeo está em inglês. Aproveite para prestar atenção nos recursos não verbais
  7. 7. TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO: CRIATIVIDADE E MULTIMÍDIA ATIVIDADE PRÁTICA PLANOS E ÂNGULOS A diferença entre o “olhar do olho” e o “olhar da câmera” é que esta recorta e enfatiza aspectos da realidade que o nosso olhar “normal” não faz. Mas, como desde muito cedo assistimos televisão, nossa percepção incorporou os códigos da linguagem audiovisual de tal forma que ela nos parece natural quando estamos assis- tindo. Mas nem todos nós temos habilidade para reproduzir o olhar da câmera quando fazemos nossos vídeos. É mais ou menos como saber ler sem saber escre-Módulo 2 - Áudio e Vídeo - Produzindo pocket videos noticiosos ver, porém usando uma linguagem não-verbal. O saber escrever na linguagem do vídeo implica no uso de dois (mas não apenas eles) recursos básicos: os planos e os ângulos. Usando as informações do quadro abaixo, os stills das próximas páginas e os vídeos e slides disponíveis na pasta “Planos e Ângulos”, exercite sua percepção dos códigos visuais, identificando os planos e ângulos usados em quatro traillers de filmes bem diferentes: American Pie, Piratas do Caribe, Jogos Mor- tais e Zuzu Angel. Primeiro, assista o vídeo “Tutorial Ângulos e Planos”. Depois, assista os quatro trailhers, procurando identificar o que você aprendeu no vídeo tu- torial. Por fim, abra os slides correspondentes e nomeie o plano de cada still*. PLANIFICAÇÃO ANGULAÇÃO Plano geral - é o mais aberto de todos e mostra paisagens inteiras Panorâmica - a câmera desliza ao longo de um eixo horizontal ou vertical Plano aberto - mais fechado que o geral e mostra ambientes internos ou Travelling - a câmera se desloca para dentro da imagem externos Zoom in - a câmera se aproxima de um ponto Plano Americano - foca o personagem do joelho para cima Zoom out - a câmera se afasta de um ponto Plano médio - foca o personagem da cintura para cima Chicote - a câmera se desloca rapidamente de um ponto a outro, deixano Close - foca o rosto ou objetos um rastro Super close - foca um detalhe do personagem ou dos objetos Plongée - captação de cima para baixo Contra-plongée - captação de baixo para cima Os planos mais abertos são mais objetivos, e servem para localizar o local e a época onde se passa a narrativa, mostrar um encadeamento de fatos etc. Panorâmicas, travellings e zooms são movimentos que exploram a cena: as panorâmicas são mais descritivas, os travellings e zooms são mais in- Os planos mais fechados são mais subjetivos; os planos americano e trospectivos, porque reproduzem movimentos que dão ao espectador a médio são usados quando devemos presta atenção em gestos ou diálogos sensação momentânea de estar no lugar do personagem. Esses movi- dos personagens e os closes servem para evidenciar a emoção que o per- mentos também fazem o espectador ter a sensação de que está entrando sonagem está sentindo naquele determinado momento. na cena, e são responsáveis por gerar a imersão típica da experiência de assistir um filme. O chicote é um recurso estético muito dinâmico que liga rapidamente pon- tos diferentes da cena, o plongée dá mais poder ao espectador, que vê a cena de cima, e o contra-plongée dá mais poder ao personagem, porque *Um dos significados da palavra inglesa “still “ é “parado” e se refere às coloca o espectador num plano mais baixo. cenas congeladas de filmes e vídeos.
  8. 8. TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO: CRIATIVIDADE E MULTIMÍDIAMódulo 2 - Áudio e Vídeo - Produzindo pocket videos noticiosos Zuzu Angel foi dirigido por Sérgio Rezende. Lançado em 2006, o filme se baseia na história real da estilista (vivida por Patrícia Pillar), cujo filho Stuart (Daniel Oliveira), entra para a luta armada, é preso e torturado até a morte pelos militares, nos anos 60. Ela então inicia uma batalha con- tra o Estado autoritário para saber do paradeiro do corpo do filho, que havia sido jogado no mar. A estilista morreu num acidente de carro que pode ter sido consequência de sabotagem. O compositor Chico Buarque escreveu a canção “Angélica” em homenagem a Zuzu Angel.
  9. 9. TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO: CRIATIVIDADE E MULTIMÍDIA Usando os stills da página anterior, tente nomear cada um dos planos e procure explicar qual foi a intenção do diretor ao construir a cena usando o respectivo plano.Módulo 2 - Áudio e Vídeo - Produzindo pocket videos noticiosos
  10. 10. TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO: CRIATIVIDADE E MULTIMÍDIA ATIVIDADE PRÁTICA ESTRUTURAS NARRATIVAS Pense numa piada, numa fofoca que alguém lhe contou em detalhe ou numa tura narrativa clássica pode ser dividida em três partes: 1. uma situação de nor- longa reportagem de jornal. Aparentemente diferentes, todas essas mensagens malidade; 2. o surgimento de um conflito, que rompe com a normalidade; 3. aMódulo 2 - Áudio e Vídeo - Produzindo pocket videos noticiosos têm uma estrutura em comum: elas têm um começo, um meio e um fim. Essa é solução do conflito, criando uma nova situação de normalidade, modificada pelo a ideia mais elementar de estrutura narrativa, que depois foi apromorada por es- coflito surgido. Tal estrutura é tão universal, que pode ser encontrada nos mitos, tudiosos dos campos da campo teoria da literatura e da semiologia, e pode ser contos de fada, filmes de ação, anúncios publicitários, enredos de novela e até adaptada à produção de vídeos de bolso na escola. Segundo Todorov, a estru- em mensagens extremamente suscintas, como as tirinhas de jornal. Nesta tirinha, a situação de normalida- debé aquela em que o “motorista de ta- pete voador”, segue seu trajeto. O conflito surge quando ele precisa frear repentinamente, e é solucionado quando sabemos que ele está circu- lando no dia probido para a sua placa. Nojinsky - Glauco - Folha de S. Paulo, 15/12/2008 Retome o vídeo “Assuma do compromisso”, da campanha anti-bullying. Você consegue nalisar a estrutura da- quela mensagem em termos de começo, meio e fim? E em termos de normalidade, conflito, nova normalidade? O que faz você identificar o ponto onde termina uma etapa e começa a outra? Assuma o compromisso Video canadense anti-bullying http://youtu.be/MDprUnAui2c
  11. 11. TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO: CRIATIVIDADE E MULTIMÍDIA ATIVIDADE PRÁTICA ESTRUTURAS NARRATIVAS Assisita os quatro filmes que estão na pasta “Estruturas narrativas”. “Sor- Sua tarefa é analisar de que maneira, num espaço de oito anos, os pionei- tie d’Usine” (Saída da Fábrica), de 1895, foi o primeiro filme produzido pelos ros do cinema forma moldando uma linguagem própria para essa mídia, que,Módulo 2 - Áudio e Vídeo - Produzindo pocket videos noticiosos irmãos Lumière, tidos como os inventores do cinema. “Le jardinier et le petit aos poucos, deixou o “olhar do olho” e adquiriu um “olhar da câmera”. espiègle” também foi produzido por eles em 1895. “The big swallow” (O grande Por fim, assista o filme “Um homem com uma câmera” concebido pelo ci- engolidor) foi produzido em 1901 pelo cineasta escocês James Willianson, neasta russo Dziga Terkov em 1929 e preste atenção nos experimentos vi- outro pioneiro do cinema. O último deles, “Mary Jane’s mishap” (O acidente suais que ele faz para consolidar um olhar de câmera. de Mary Jane) foi produzido pelo inglês George Albert Smith em 1903. Sortie d’Usine - 1895 Le jardinier et le petit spiègle - 1895 The big swallow - 1901 Mary Jane’s mishap - 1903 O QUE MUDOU NOS PLANOS, ÂNGULOS E ESTRUTURA NARRATIVA? HOUVE ALGUMA OUTRA INVENÇÃO?
  12. 12. TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO: CRIATIVIDADE E MULTIMÍDIA Estudando a estrutura da reportagem Você já prestou atenção no jeito como uma reportagem é feita? Com pequenas varia-Módulo 2 - Áudio e Vídeo - Produzindo pocket videos noticiosos ções, ela é feita do seguinte modo: 1. No estúdio, o apresentador faz uma in- trodução, que é chamada de “cabeça”. Trata- se de um texto curto, que antecipa o assunto da reportagem e chama o repórter. Assim, por exemplo, se a reportagem será sobre o aumento dos índices de violência nas escolas, o apresentador vai começar com uma frase do tipo “O Ministério da Educação divulgou hoje resultados de uma pesquisa que monitora casos de violência nas escolas de todo o Brasil. A depredação e as agres- sões verbais entre alunos e professores são as campeãs de uma lista enorme de proble- mas, como nos mostra a repórter Ana Silva”. Plano médio usado para gravar sonora. No script, é preciso anotar a inclusão do crédito, com o nome e a profissão do entrevistado 2. A reportagem começa, geralmente, com cenas captadas no local da pauta, quando o parece uma prisão. A diferença é que, aqui, devem responder as questões básicas repórter introduz o assunto. A reportagem grades e arame farpado servem para evitar (quem, o que, como, quando, onde e porque) sobre os índices de violência poderia come- que se entre, não que se saia. São medidas e que podem ser apresentadas de diversas çar com tomadas em plano aberto e plano drásticas, tomadas por muitos diretores, para formas: 1. com o repórter falando diretamente detalhe de uma escola, mostrando carteiras evitar a depredação das escolas públicas, para a câmera; 2. com entrevistas; 3. com quebradas, grades nas janelas, arame far- que geralmente acontece nos finais de se- narração em off. pado no muro. Essas cenas seriam comple- mana.” A pauta, neste caso, irá explorar os dados mentas por uma narração em off do repórter, obtidos pela pesquisa para responder as per- que poderia dizer algo como “É escola, mas 3. Na sequência, vêm as informações que guntas básicas:
  13. 13. TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO: CRIATIVIDADE E MULTIMÍDIA - Quem são os agentes da violência nas es- colas 5 Por fim, vem a conclusão, quando o re- - Quais são as formas mais comuns de vio- pórter geralmente diz alguma frase impactante lência que resume o tom que foi escolhido para apre- - Em que momentos os casos mais comuns sentar o assunto.Módulo 2 - Áudio e Vídeo - Produzindo pocket videos noticiosos acontecem No caso da reportagem sobre os índices de - Por que as escolas têm índice tão elevado violência, supondo que a pauta tenha sido feita de violência para enfatizar a existência da violência em si - O que está sendo feito para enfrentar esse nas escolas, o repórter poderia dizer algo problema. como: 4. A estrutura tradicional de uma reporta- “Apesar do empenho de muitos diretores e gem de TV costuma ter uma “passagem”. É professores, os índices do MEC mostram que um texto que o repórter fala, olhando para a ainda vai ser preciso muito esforço para fazer câmera, e que serve para ligar aspectos da das escolas locais pacíficos, onde os estu- pauta. No momento da passagem é que são dantes se reúnem para aprender”. inseridos os créditos do repórter. Assim, por exemplo, se a pauta é sobre o Por outro lado, se o objetivo da pauta for baixo desempenho dos estudantes nas provas mostrar iniciativas bem sucedidas para en- de Matemática do ENEM, o repórter vai entre- frentar o problema, o repórter poderia dizer vistar pessoas que vão explicar as razões do algo como: resultado ruim (professores, pesquisadores, “A experiência bem sucedidas como a da funcionários do Ministério da Educação etc). escola estadual Tarsila do Amaral mostra que, Depois, ele faz uma passagem, em uma es- apesar dos índices alarmantes do MEC, pro- A reportagem é um formato televisivo tão cola, e, no texto, relaciona os resultados com previsível, que mereceu este vídeo deboche feito pelo fessores e diretores estão conseguindo en- humorista Rafinha Bastos. Veja em as condições de trabalho dos professores, que frentar o problema. Aqui, temos um exemplo http://youtu.be/BHhMLx9Z58g também são ruins. A seguir, ele entrevista uma para todo o Brasil. Ana Silva, para o Jornal das professora que explica porque é tão difícil en- 10”. sinar matemática quando o professor dá 40 horas de aula por semana, em três escolas di- Veja que a reportagem sempre termina com ferentes, e não tem tempo nem de preparar o crédito “Nome do repórter para o nome do adequadamente as aulas, muito menos de dar jornal”. atenção aos alunos.
  14. 14. TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO: CRIATIVIDADE E MULTIMÍDIA ESTUDANDO UMA PRODUÇÃO DE ALUNOS - REPORTAGEM SOBRE A BIBLIOTECA Assista o vídeo “Reportagem Biblioteca Municipal Bernardo Guimarães”, que está na pasta “Exemplos de Vídeos”. Os alunos conseguiram aplicar os conceitos e técnicas estudados? Como avaliar uma atividade desse tipo?Módulo 2 - Áudio e Vídeo - Produzindo pocket videos noticiosos COMEÇO MEIO FIM 00:00 a 00:34 00:34 a 04:35 04:35 a 04:46 Abertura Entrevistas e passagens Passagem Imagens do local Diretora da biblioteca - funcionamento Repórter no acervo Off do repórter Estudante 1 - porque usa a biblioteca Bibliotecária - quem é o público Passagem 1 - sala de informática Estudante 2 - porque usa a biblioteca Passagem 2 - livro mais antigo Diretora da biblioteca - cuidados
  15. 15. TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO: CRIATIVIDADE E MULTIMÍDIA ESTUDANDO UMA PRODUÇÃO DE ALUNOS - REPORTAGEM SOBRE A BIBLIOTECA Assista o vídeo “Mídia-educação - que trem é esse?”, que está na pasta “Exemplos de Vídeos”. Os alunos conseguiram aplicar os conceitos e técnicas estudados? Como avaliar uma atividade desse tipo?Módulo 2 - Áudio e Vídeo - Produzindo pocket videos noticiosos COMEÇO MEIO FIM 00:00 a 00:55 00:56 a 03:24 03:25 a 03:33 Normalidade inicial Surgimento e desenvolvimento do Resolução do conflito conflito Personagens em uma situação Um mal entendido sugere que cotidiana Júlia descobre um curso de mídia- Clara estava certa: mídia-educa- educação e convida Clara para ir com ção é algo muito estranho... ela. Clara não quer porque está des- confiada de que é algo estranho. Júlia a convence a ir.
  16. 16. TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO: CRIATIVIDADE E MULTIMÍDIA Produzindo um script de TV A reportagem de TV é um texto “multimodal”, isto é, que reúne lingua- gens diferentes na mesma mensagem. Nela, temos imagem, texto vi-Módulo 2 - Áudio e Vídeo - Produzindo pocket videos noticiosos sual, texto sonoro e sons não-verbais. Para conseguir organizar todas essas linguagens numa mensagem que seja coerente e inteli- gível para as pessoas, os repórteres e editores costumam trabalhar com um script. O script é um roteiro que têm todas as informações necessárias para a produção da reportagem. Há uma diversidade de modelos de script, mas o básico é composto pelas seguintes partes: 1. Um cabeçalho com : - Data - Repóter e editor responsáveis - Telejornal onde será exibida (há emissoras que têm diversos telejor- nais no mesmo dia) - Assunto - Tempo de duração 2. Uma coluna à esquerda, onde são colocadas todas as informações da pista de imagem do vídeo: - Descrição de tomadas (locais, tipos de plano) - Textos que irão aparecer, tais como créditos e infográficos 3. Uma coluna à direita, onde são colocadas todas as informações da pista de som - Texto narrado em off pelo repórter - Tomadas em que o repórter fala diretamente para a câmera - Efeitos sonoros - Trilha de fundo (também chamada de BG – background)
  17. 17. TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO: CRIATIVIDADE E MULTIMÍDIA ATIVIDADE PRÁTICA PRODUZINDO UM VÍDEO DE BOLSO NOTICIOSO Use a pauta abaixo e o arquivo “Modelo de Script” para roteirizar uma pequena reportagem. Depois, faça a edição no Windows Movie Maker e publique no seu blog. PAUTA - UFTM encerra curso de mídia-educação ESTRUTURA NARRATIVAMódulo 2 - Áudio e Vídeo - Produzindo pocket videos noticiosos HISTÓRICO COMEÇO Entre agosto e novembro de 2012, oito professores de Ensino Médio da Escola Estadual Imagens das atividades Off do repórter explicando o que Bernardo Vasconcelos, de Uberaba, MG, participaram do curso “Tecnologias da Informação é o curso e Comunicação: criatividade e multimídia”, promovido pela Universidade Federal do Triân- gulo Mineiro. As atividades receberam apoio de dois programas do governo federal: auxílio à pesquisa, concedido pelo CNPq, órgão ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, e au- MEIO xílio a projetos de extensão, concedido pela Capes, órgão ligado ao Ministério da Educação. Passagem 1 Entrevistas com coordenadoras São 60 horas de atividades, com quatro encontros presenciais de 4 horas cada e o restante Passagem 2 cursado a distância, através da plataforma Moodle. Foram 8 participantes, de áreas diver- Entrevistas com cursistas sas como Português, Física, Inglês e Matemática. O objetivo da pautaa é investigar qual é a proposta do curso e como os participantes a avaliam. FIM Passagem 3 com uma conclusão FONTES PARA ENTREVISTA Alexandra Bujokas de Siqueira - coordenadora do curso Martha Maria Prata Linhares - coordenadora do curso Ao menos duas professoras participantes Na pasta “Tutoriais para PERGUNTAS FUNDAMENTAIS produção” você encon- Para as coordenadoras: Qual é o objetivo do curso? tra um vídeo ensinando Como foram organizadas as atividades? a usar ferramentas Para as cursistas básicas do Windows Do que você mais gostou no curso? Do que você menos gostou? Movie Maker para editar Você acha que é possível usar essa proposta na sua escola? sua reportagem
  18. 18. TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO: CRIATIVIDADE E MULTIMÍDIA Módulo 2 - Áudio e VídeoEste material material foi produzido pela equipe dos programas“Universidade Aberta à Escola Pública”, subprojeto 3 “Mapeamento de Serviços Públicos Locais para celular e Internet: Unindo Inclu-são Digital, Aprendizagem da Língua e Exercício da Cidadania em Atividades Extracurriculares”, executado pela Universidade Fede-ral do Triângulo Mineiro com recursos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do edital CAPES/DEBNº 033/2010 - Programa de Apoio a Projetos Extracurriculares: Investindo em Novos Talentos da Rede de Educação Pública para InclusãoSocial e Desenvolvimento da Cultura Científica.“Media literacy no Ensino Médio: Desenvolvendo habilidades de acesso, avaliação e produção de conteúdo digital com alunos eprofessores”, com recursos do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), do editalMCT/CNPq/MEC/CAPES N º 02/2010.Coordenação: Dra. Alexandra Bujokas de SiqueiraEquipe: Dra. Alexandra Bujokas de Siqueira, Dr. Fábio César da Fonseca, Dra. Martha Maria Prata-Linhares, Dra. Natália Morato Fernan-des, Vivian Freitas da Silveira.Apoio:Pró-reitoria de EnsinoPró-reitoria de Pesquisa e Pós-graduaçãoCentro de Educação a Distância e Aprendizagem com Tecnologias de Informação e Comunicação - CeadGrupo de pesquisa “Educação, Mídia,e Novas Cidadanias”Laboratório de Mídia-educaçãoProdução: Dra. Alexandra Bujokas de Siqueira, Ms. Mariana Pícaro Ceriatto e Ms. Rene Rodriguez LopezEditoração: Alexandra Bujokas de Siqueira

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