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CINEMA E EDUCAÇÃO
ARNALDO LEMOS FILHO
CCHSA
FACULDADE DE EDUCAÇÃO
APRESENTA
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O CINEMA
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relaxamento
Fuga do
cotidiano
Fuga das
pressões
Fuga da
rotina
Sala escura
divertimento aventura
Quem não gosta de cinema?
emoções
lazer
música
sons diálogos
arnaldolemos@uol.com.br
Suas idas
ao
cinema se
referem
exclusiva
mente ao
lazer?
proporcionado pela possibilidade de se
instalar confortavelmente numa
cadeira almofadada,
alimentando-se de algumas delícias
típicas dos cinemas (como as pipocas e
os refrigerantes),
desligando-se do mundo durante o
tempo de projeção das imagens
e parecendo estar dentro das telas de
cinema juntamente com os protagonistas
da história que você está assistindo.
arnaldolemos@uol.com.br
Objetivos
1.ANÁLISE DO EMPREGO DO CINEMA NA SALA DE AULA POR PARTE
DOS PROFESSORES COMO INSTRUMENTO DE FORMAÇÃO CRÍTICA
DOS ALUNOS. SOCIALIZAÇÃO DAS EXPERIÊNCIAS E PRÁTICAS.
2. UTILIZAÇÃO DO FILME COMO PRE-TEXTO PARA A REFLEXÃO
CRITICA, CAPAZ DE PROPICIAR, DESTE MODO, UM CAMPO DE
EXPERIÊNCIA CRITICA VOLTADO PARA O CONHECIMENTO SOCIAL.
3. DISCUSSÃO DAS VANTAGENS E DOS PROBLEMAS DA
UTILIZAÇAO DO CINEMA EM SALA DE AULA
arnaldolemos@uol.com.br
BIBLIOGRAFIA
NAPOLITANO, MARCOS. Como usar o cinema na sala
de aula. 4.ed. São Paulo – Contexto. 2010.
LOPES; TEIXEIRA, JOSÉ DE SOUZA MIGUEL; INÊS
ASSUNÇÃO DE CASTRO. A escola vai ao cinema. 2.
ed. Belo Horizonte - Autêntica, 2003.
ALVES, Giovanni. Tela Critica - A Metodologia. Bauru:
Praxis, 2010.
ALVES, Giovanni. Trabalho e cinema-O mundo do
trabalho através do cinema. Londrina,Ed.Praxis,
volumes 1,2 e 3, 2010
CABRERA, Julio. O Cinema pensa – uma introdução à
Filosofia através de filmes. Rio de Janeiro, Ed.Rocco,
2006.
LUZ,Marcia-PETERNELA,Douglas. Lições que a vida
ensina e a arte encena. Campinas, Ed. Satomo,
3ªedição, 2009.
PEREIRA DA SILVA, Roseli. Cinema e educação. São
Paulo, Ed.Cortez
arnaldolemos@uol.com.br
BIBLIOGRAFIA
ALVES, Giovanni. O cinema como experiência crítica. Projeto
Telacritica, Unesp. www.telacritica.org
ALMEIDA MACHADO, João Luis. Vários artigos in
www.planeta educação.com.br
CAMPOS, Rui Ribeiro. Cinema, Geografia e Sala de Aula.
Estudos Geográficos, Rio Claro, 4(1): 1-22, Junho – 2006 (ISSN
1678-698X). Sofreu diversos acréscimos posteriores.
BOLOGNINI, Carmen Zink(org). O cinema na escola.
Campinas: Mercado de Letras, 2007
TEIXEIRA, Inês Assunção de Castro. A escola vai ao cinema.
Belo Horizonte: Ed. Autêntica,2003
arnaldolemos@uol.com.br
ALMEIDA MACHADO, João Luis. Vários artigos in
www.planeta educação.com.br
Cinema na Educação
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Por que Cinema na Escola?
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SITES
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MAGIA
FÁBRICA DE SONHOS
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SOBRE OS SENTIDOS
LINGUAGEM
CINEMATOGRÁFICA
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Impressão da
realidade
comportamentos
ideologia
valores
Formas de pensar
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A “sétima arte”
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Teatro -
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Literatura –
palavra
A síntese de todas as artes
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LINGUAGEM CINEMATOGRÁFICA
Tempo
Espaço
Campo
Contra-plano
Nouvelle vague
Plano Geral
Plano Americano
Travelling
Close
Contre-plongée
Expressionismo alemão
Cinema Novo
Montagem
Cinema asiático
Plongée
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Neorrealismo
Italiano
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“Não existe muita novidade em utilizar recursos audiovisuais
como recurso didático. Pode se utilizar de músicas, slides, fotos,
poesia, literatura e filmes como ilustração e para melhor
compreensão do conteúdo. É sempre um instrumento para a
aprendizagem. O cinema, enquanto arte, tem a vantagem de
poder usar das várias formas de linguagem pelas outras artes,
conseguindo, desta maneira, se comunicar com profundidade e
envolvimento. Como em qualquer arte, o cinema exprime, direta
ou indiretamente, os valores do autor do roteiro, do diretor, da
sociedade e do momento histórico no qual foi realizado.” (Rui
Ribeiro Campos)
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O cinema não é um registrador da realidade
de uma estratégia de
dominação
de códigos e convenções
de mitos e ideologias da
cultura de quem os
realiza
É uma construção:
É um instrumento:
de divulgação de estilos de
vida
de concepções de mundo
Para expressar a identidade cultural de determinada nação
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O cinema teve, pois, um papel de destaque no momento em que a
ideologia burguesa passou a ser partilhada pelas pessoas comuns.
Burguesia
Dominação
econômica
Dominação
cultural
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ideológica
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A historia de
heróis
individuais e
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frágeis
reforçaram os
valores da
burguesia.
Efeitos
especiais
capazes de
fornecer uma
fuga da
realidade
cotidiana.
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Indústria
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O filme é um sistema
complexo que, através de
tecnologia, iluminação edição,
cenário, direção e outros
aspectos, pode contribuir
para a constituição de
imagens do mundo
Muitas das realidades
evocadas são ausentes,
estando presentes apenas
na imaginação, dissolvendo
as fronteiras entre o
imaginário e o real
arnaldolemos@uol.com.br
O cinema estabelece mediações
O encenado e a vida cotidiana
A fantasia e a realidade
O revelado e o ocultado
O observado e o observador
arnaldolemos@uol.com.br
Eixos temáticos
discussões
filosóficas
teológicas
psicológicas
sociológicas
políticas
históricas
econômicas
arnaldolemos@uol.com.br
ANÁLISE DE UM FILME
Um filme
reflete (e representa) uma
totalidade social concreta.
compõe um conjunto complexo de
sugestões temáticas que pode ser
apropriado para uma reflexão
critica.
Não explica, apenas sugere
arnaldolemos@uol.com.br
O filme é apenas um pré-texto para
uma reflexão crítica sobre a sociedade
em seus múltiplos aspectos.
arnaldolemos@uol.com.br
Filme
Dimensão
estetico-formal
Dimensão político-
sociológica
Realidade social
arnaldolemos@uol.com.br
Fazer um planejamento prévio através do qual o
professor tenha clareza quanto aos objetivos
relativos à utilização do filme
Decidir se o filme será utilizado na íntegra ou
apenas alguns trechos do mesmo (e quais seriam,
nesse caso as seqüências selecionadas)
Definir qual a relação entre o filme e os
conteúdos que estão sendo trabalhados em sala
de aula
Pressupostos
arnaldolemos@uol.com.br
Pressupostos
Apresentar quais elementos principais devem
ser destacados antes, durante e depois da
apresentação do filme
Apresentar as atividades que serão realizadas
com a exibição do filme e do texto a ser lido
em relação ao tema da aula.
Preparar os materiais didáticos de apoio ao
filme além de outros referenciais que
eventualmente sejam pedidos ou sugeridos
como ponto de apoio para as discussões e
projetos solicitados.
arnaldolemos@uol.com.br
METODOLOGIA
Deve-se apreender o sentido e o tema do filme.
Apreender a estrutura narrativa e seus
elementos primários e secundários.
É importante desconstruir a narrativa filmica,
com seus múltiplos personagens e situações-
chaves. O rigor analítico e a precisão de
detalhes é decisiva.
Deve-se distinguir o eixo temático principal e
os temas significativos primários e secundários
sugeridos pelo filme, ou seja, seus eixos
temáticos principais e de segunda ordem.
Pode-se utilizar na exposição da análise do
filme slides de apresentação multimidia
arnaldolemos@uol.com.br
O filme como
complemento
da aula
O filme
como
introdução à
aula
Se o professor considerar necessário os
trechos mais importantes podem ser
apresentados mais vezes, depois que as
discussões e debates, assim como a
redação sobre o material fílmico, já
estiverem em curso durante as aulas
A proposta de trabalho em pequenos grupos
tem o objetivo de fazer com que os alunos
troquem idéias entre si, despertem uns nos
outros a atenção quanto a aspectos que não
foram percebidos, discutam questões
propostas pelo professor e escrevam sobre o
que viram.
arnaldolemos@uol.com.br
Papel do
Professor
facilitar ou mediar a prática reflexiva
instigar o estudo prévio dos elementos
teórico-analíticos.
Evitar o subjetivismo, procurando cruzar
as interpretações
Capacitar-se teoricamente em relação ao
tema do filme.
Solicitar um relatório de análise do filme
feito individualmente ou em equipe
arnaldolemos@uol.com.br
ROTEIRO PARA ANÁLISE DE FILMES
: 1 Ficha técnica do filme
2 Estrutura narrativa
3 Tese(s)
4 Palavras–chave em relação às teses
5 Frases e/ou cenas de relevo que explicam
a(s) tese(s)
6 Analise crítica
Relacionar o filme com o texto
7. Conclusão
arnaldolemos@uol.com.br
Exemplos de atividade de filme
arnaldolemos@uol.com.br
ATIVIDADE DE FILME I
Para o estudo das consequências sociais da Revolução Industrial haverá
uma atividade de filme que consiste em assistir a um filme e ler um
texto.
Atividade:
1. Assistir ao filme “Germinal”, de Claude Berry.
2. Ler o texto “A semente que semeais, outro colhe”,
cap. 16 de “ A História da Riqueza do Homem”, de Leo Hubermann.
3. Fazer um relatório escrito, em equipe, em que conste:
I – Introdução – objetivo do relatório
II – Desenvolvimento:
análise do filme, conforme roteiro abaixo
resumo do capítulo do livro
análise comparativa entre o filme e o texto
III – Conclusão - Comentário final da equipe
relacionando o filme e o texto com a
atualidade
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ATIVIDADE DE FILME
Para o estudo da crise do capitalismo atual, haverá uma atividade
de filme que consiste em assistir ao documentário de Michael
Moore “Capitalismo, uma história de amor” e ler um dossiê sobre
o tema.
Atividade:
1. Assistir ao documentário “Capitalismo, uma história de amor”,
de Michael Moore.
2. Ler o dossiê “Entenda a crise do capitalismo norte-americano”
3. Fazer um relatório escrito, em equipe de, no máximo, três alunos, em que
conste:
I – Introdução – objetivo do relatório
II – Desenvolvimento:
Quem é Michael Moore
Temas principais do documentário
Analise relacionando com o texto
III – Conclusão – Comentário final da equipe
relacionando o Documentário e o
texto com a atualidade
arnaldolemos@uol.com.br
IV - CENAS DE
FILMES
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CENAS DE FILMES
DVD 1
1. Diversidade cultural - Cena da garrafa de coca cola.
” Os deuses devem estar loucos” (The Gods Must Be Crazy),
Africa do Sul, 1980- Jamie Uys
2. A aurora do homem - Cena dos macacos. “2001-Uma
Odisseia no espaço”( 2001: A Space Odyssey, EUA,2001,
Stanley Kubrick
3. Exploração do trabalho e Prostituição - Cena do
diálogo dos colonizadores sobre prostituição e trabalho --
“Queimada”( Burn!) Italia, 1969, Gillo Pontecorvo
4. Capitalismo - Cena do dialogo do magnata com os
jovens sobre o capitalismo. “Edukators” ,2003 Alemanha,
Hans Weingartner
arnaldolemos@uol.com.br
Fé e Razão - Giordano Bruno, 1973, França Italia Giuliano
Montaldo
5. Cena de Giordano Bruno na Sorbonne,
6. Cena do interrogatório na Inquisição
7. Cena de tortura da Inquisição
8. Cena do dialogo com um cardeal no Vaticano
9. Cena de sua condenação e morte na fogueira.
10. Trabalho Infantil na Revolução Industrial - Cena do
trabalho infantil no século XIX. “Daens, um grito de justiça”
(Daens) ,Belgica, 1993, Stijin Conix
Ciência e Religião - Galileu Galilei (peça de teatro de Bertolt
Brecht 1938 filmada)
11. Cena de Galileu pesquisando o universo.
12. Cena de Galileu com os cardeais no Vaticano
13. Cena do diálogo de Galileu com um jovem padre que também
é físico
14. Reflexões sobre o filme e cena final da peça de teatro.
arnaldolemos@uol.com.br
1. Saída da Fabrica, França, Lumiere, 1895
2. Os Companheiros, Itália, Monicelli, 1963
3. Germinal, França, Claude Berri, 1993
4. A Classe operária vai ao paraíso, Itália, Elio
Petri, 1972
5. Os Libertários, Brasil, Lauro Escorel Filho,
1976
6. Braços Cruzados, máquinas paradas, 1978,
Gervitz-Toledo
7. A Nós, a liberdade, França, René Clair, 1931
8. Tempos Modernos – a esteira, EUA, Charles Chaplin, 1936
9. Tempos Modernos – Fast Food, EUA, Chaplin, 1936
A FABRICA – CONDIÇÕES DE TRABALHO
FORDISMO – TAYLORISMO
DVD I –TRABALHO E CINEMA
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10. Tempos Modernos – homem = apêndice da
máquina
11. Tempos Modernos – homem = apêndice da
máquina
12. A Classe Operária... – Amor à máquina
13. A Classe Operária... – Sexo e máquina
HOMEM X MÁQUINA
14. A Classe Operária... doença
15. A Classe Operária... alienação
16. Os Companheiros, acidente
DOENÇA – ALIENAÇÃO - ACIDENTE
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EXPLORAÇÃO DO TRABALHO
17. Vinhas da Ira, EUA, John Ford, 1940
18. A Classe Operária...
19. Edukators, Alemanha, Hans
Weingartner
20. A Classe Operária...
GREVE E REPRESSÃO
21. Greve, Serge Eiseinstein, URSS,1925
22. Germinal
23. Os Companheiros, parada das máquinas
24. Os Companheiros – assembléia dos
trabalhadores
25. Os Companheiros – reunião com a direção
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GREVE E REPRESSÃO
26. Os Companheiros,Tomada da fábrica
27. Os Companheiros, repressão
28. Eles não usam black-tie, Greve
29. Eles não usam black-tie, Greve
arnaldolemos@uol.com.br
DVD II – TRABALHO E CINEMA
MULHER TRABALHADORA
1. Norma Rae, EUA, Martin Ritt, 1979
11. Peões, Brasil, Eduardo
Coutinho,2004
15. Terra para Rose, Brasil, Tetê de Morais
TRABALHO INFANTIL
2. Daens, um grito de justiça, Belgica,
Stijn Coninx ,1992
3. A Classe operária vai ao paraíso, Itália,
Elio Petri, 1972
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CONSCIÊNCIA DE CLASSE
4. Vinhas da Ira, EUA, John Ford, 1940
5. A Classe Operária
A QUESTÃO DA TERRA
6. Vinhas da Ira
14. Terra para Rose
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EMPREGO - DESEMPREGO
7. Tempos Modernos, EUA, Charles
Chaplin, 1936
8. Vinhas da Ira
9. O emprego, Argentina,
arnaldolemos@uol.com.br
LUTAS SINDICAIS
10. Braços Cruzados, máquinas paradas,
Brasil,Gervitz -Toledo, 1978
13. ABC da Greve, Brasil, Leon
Hirzman,1979

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  • 1. arnaldolemos@uol.com.br CINEMA E EDUCAÇÃO ARNALDO LEMOS FILHO CCHSA FACULDADE DE EDUCAÇÃO APRESENTA
  • 3. arnaldolemos@uol.com.br relaxamento Fuga do cotidiano Fuga das pressões Fuga da rotina Sala escura divertimento aventura Quem não gosta de cinema? emoções lazer música sons diálogos
  • 4. arnaldolemos@uol.com.br Suas idas ao cinema se referem exclusiva mente ao lazer? proporcionado pela possibilidade de se instalar confortavelmente numa cadeira almofadada, alimentando-se de algumas delícias típicas dos cinemas (como as pipocas e os refrigerantes), desligando-se do mundo durante o tempo de projeção das imagens e parecendo estar dentro das telas de cinema juntamente com os protagonistas da história que você está assistindo.
  • 5. arnaldolemos@uol.com.br Objetivos 1.ANÁLISE DO EMPREGO DO CINEMA NA SALA DE AULA POR PARTE DOS PROFESSORES COMO INSTRUMENTO DE FORMAÇÃO CRÍTICA DOS ALUNOS. SOCIALIZAÇÃO DAS EXPERIÊNCIAS E PRÁTICAS. 2. UTILIZAÇÃO DO FILME COMO PRE-TEXTO PARA A REFLEXÃO CRITICA, CAPAZ DE PROPICIAR, DESTE MODO, UM CAMPO DE EXPERIÊNCIA CRITICA VOLTADO PARA O CONHECIMENTO SOCIAL. 3. DISCUSSÃO DAS VANTAGENS E DOS PROBLEMAS DA UTILIZAÇAO DO CINEMA EM SALA DE AULA
  • 6. arnaldolemos@uol.com.br BIBLIOGRAFIA NAPOLITANO, MARCOS. Como usar o cinema na sala de aula. 4.ed. São Paulo – Contexto. 2010. LOPES; TEIXEIRA, JOSÉ DE SOUZA MIGUEL; INÊS ASSUNÇÃO DE CASTRO. A escola vai ao cinema. 2. ed. Belo Horizonte - Autêntica, 2003. ALVES, Giovanni. Tela Critica - A Metodologia. Bauru: Praxis, 2010. ALVES, Giovanni. Trabalho e cinema-O mundo do trabalho através do cinema. Londrina,Ed.Praxis, volumes 1,2 e 3, 2010 CABRERA, Julio. O Cinema pensa – uma introdução à Filosofia através de filmes. Rio de Janeiro, Ed.Rocco, 2006. LUZ,Marcia-PETERNELA,Douglas. Lições que a vida ensina e a arte encena. Campinas, Ed. Satomo, 3ªedição, 2009. PEREIRA DA SILVA, Roseli. Cinema e educação. São Paulo, Ed.Cortez
  • 7. arnaldolemos@uol.com.br BIBLIOGRAFIA ALVES, Giovanni. O cinema como experiência crítica. Projeto Telacritica, Unesp. www.telacritica.org ALMEIDA MACHADO, João Luis. Vários artigos in www.planeta educação.com.br CAMPOS, Rui Ribeiro. Cinema, Geografia e Sala de Aula. Estudos Geográficos, Rio Claro, 4(1): 1-22, Junho – 2006 (ISSN 1678-698X). Sofreu diversos acréscimos posteriores. BOLOGNINI, Carmen Zink(org). O cinema na escola. Campinas: Mercado de Letras, 2007 TEIXEIRA, Inês Assunção de Castro. A escola vai ao cinema. Belo Horizonte: Ed. Autêntica,2003
  • 8. arnaldolemos@uol.com.br ALMEIDA MACHADO, João Luis. Vários artigos in www.planeta educação.com.br Cinema na Educação O cinema na sala de aula II Estratégias de trabalho com filmes em sala de aula Cinema na escola, recurso realmente válido para a educação? Cinema para o Ensino Fundamental Como podemos selecionar um filme para utilizar em aula? Fazendo Anotações sobre o Filme Escolhido O Poder das Imagens Cinematográficas Filmes como ferramenta de aprendizagem interdisciplinar Qual é o filme da sua vida? Bem-vindo ao Projeto Cinema na Educação Cinema na Escola Jovens e Adultos aprendendo com a Sétima Arte Meus alunos não gostam de filmes... O que devo fazer Respeite seu público... Utilize apenas filmes adequados à faixa etária de seus alunos Trechos de filmes ou Projeção na Íntegra? O pacote inteiro ou só uma bolachinha? Eis a questão Por que Cinema na Escola? Minha declaração de amor ao cinema e a educação Politizando com o cinema na escola O cinema em sala de aula
  • 10. arnaldolemos@uol.com.br MAGIA FÁBRICA DE SONHOS ILUSÃO IMPRESSÃO DE REALIDADE SEDUÇÃO SOBRE OS SENTIDOS LINGUAGEM CINEMATOGRÁFICA
  • 12. arnaldolemos@uol.com.br A “sétima arte” Música - som Dança- movimento Pintura - cor Escultura - volume Teatro - representação Literatura – palavra A síntese de todas as artes
  • 13. arnaldolemos@uol.com.br LINGUAGEM CINEMATOGRÁFICA Tempo Espaço Campo Contra-plano Nouvelle vague Plano Geral Plano Americano Travelling Close Contre-plongée Expressionismo alemão Cinema Novo Montagem Cinema asiático Plongée Metáforas Neorrealismo Italiano
  • 14. arnaldolemos@uol.com.br “Não existe muita novidade em utilizar recursos audiovisuais como recurso didático. Pode se utilizar de músicas, slides, fotos, poesia, literatura e filmes como ilustração e para melhor compreensão do conteúdo. É sempre um instrumento para a aprendizagem. O cinema, enquanto arte, tem a vantagem de poder usar das várias formas de linguagem pelas outras artes, conseguindo, desta maneira, se comunicar com profundidade e envolvimento. Como em qualquer arte, o cinema exprime, direta ou indiretamente, os valores do autor do roteiro, do diretor, da sociedade e do momento histórico no qual foi realizado.” (Rui Ribeiro Campos)
  • 15. arnaldolemos@uol.com.br O cinema não é um registrador da realidade de uma estratégia de dominação de códigos e convenções de mitos e ideologias da cultura de quem os realiza É uma construção: É um instrumento: de divulgação de estilos de vida de concepções de mundo Para expressar a identidade cultural de determinada nação
  • 16. arnaldolemos@uol.com.br O cinema teve, pois, um papel de destaque no momento em que a ideologia burguesa passou a ser partilhada pelas pessoas comuns. Burguesia Dominação econômica Dominação cultural Dominação ideológica Dominação política Meios de comunicação de massa
  • 17. arnaldolemos@uol.com.br A historia de heróis individuais e mocinhas frágeis reforçaram os valores da burguesia. Efeitos especiais capazes de fornecer uma fuga da realidade cotidiana. Cultura fragmentada, acrítica e de valores éticos burgueses. Os EUA organizaram a linguagem moderna do cinema Indústria
  • 18. arnaldolemos@uol.com.br O filme é um sistema complexo que, através de tecnologia, iluminação edição, cenário, direção e outros aspectos, pode contribuir para a constituição de imagens do mundo Muitas das realidades evocadas são ausentes, estando presentes apenas na imaginação, dissolvendo as fronteiras entre o imaginário e o real
  • 19. arnaldolemos@uol.com.br O cinema estabelece mediações O encenado e a vida cotidiana A fantasia e a realidade O revelado e o ocultado O observado e o observador
  • 21. arnaldolemos@uol.com.br ANÁLISE DE UM FILME Um filme reflete (e representa) uma totalidade social concreta. compõe um conjunto complexo de sugestões temáticas que pode ser apropriado para uma reflexão critica. Não explica, apenas sugere
  • 22. arnaldolemos@uol.com.br O filme é apenas um pré-texto para uma reflexão crítica sobre a sociedade em seus múltiplos aspectos.
  • 24. arnaldolemos@uol.com.br Fazer um planejamento prévio através do qual o professor tenha clareza quanto aos objetivos relativos à utilização do filme Decidir se o filme será utilizado na íntegra ou apenas alguns trechos do mesmo (e quais seriam, nesse caso as seqüências selecionadas) Definir qual a relação entre o filme e os conteúdos que estão sendo trabalhados em sala de aula Pressupostos
  • 25. arnaldolemos@uol.com.br Pressupostos Apresentar quais elementos principais devem ser destacados antes, durante e depois da apresentação do filme Apresentar as atividades que serão realizadas com a exibição do filme e do texto a ser lido em relação ao tema da aula. Preparar os materiais didáticos de apoio ao filme além de outros referenciais que eventualmente sejam pedidos ou sugeridos como ponto de apoio para as discussões e projetos solicitados.
  • 26. arnaldolemos@uol.com.br METODOLOGIA Deve-se apreender o sentido e o tema do filme. Apreender a estrutura narrativa e seus elementos primários e secundários. É importante desconstruir a narrativa filmica, com seus múltiplos personagens e situações- chaves. O rigor analítico e a precisão de detalhes é decisiva. Deve-se distinguir o eixo temático principal e os temas significativos primários e secundários sugeridos pelo filme, ou seja, seus eixos temáticos principais e de segunda ordem. Pode-se utilizar na exposição da análise do filme slides de apresentação multimidia
  • 27. arnaldolemos@uol.com.br O filme como complemento da aula O filme como introdução à aula Se o professor considerar necessário os trechos mais importantes podem ser apresentados mais vezes, depois que as discussões e debates, assim como a redação sobre o material fílmico, já estiverem em curso durante as aulas A proposta de trabalho em pequenos grupos tem o objetivo de fazer com que os alunos troquem idéias entre si, despertem uns nos outros a atenção quanto a aspectos que não foram percebidos, discutam questões propostas pelo professor e escrevam sobre o que viram.
  • 28. arnaldolemos@uol.com.br Papel do Professor facilitar ou mediar a prática reflexiva instigar o estudo prévio dos elementos teórico-analíticos. Evitar o subjetivismo, procurando cruzar as interpretações Capacitar-se teoricamente em relação ao tema do filme. Solicitar um relatório de análise do filme feito individualmente ou em equipe
  • 29. arnaldolemos@uol.com.br ROTEIRO PARA ANÁLISE DE FILMES : 1 Ficha técnica do filme 2 Estrutura narrativa 3 Tese(s) 4 Palavras–chave em relação às teses 5 Frases e/ou cenas de relevo que explicam a(s) tese(s) 6 Analise crítica Relacionar o filme com o texto 7. Conclusão
  • 31. arnaldolemos@uol.com.br ATIVIDADE DE FILME I Para o estudo das consequências sociais da Revolução Industrial haverá uma atividade de filme que consiste em assistir a um filme e ler um texto. Atividade: 1. Assistir ao filme “Germinal”, de Claude Berry. 2. Ler o texto “A semente que semeais, outro colhe”, cap. 16 de “ A História da Riqueza do Homem”, de Leo Hubermann. 3. Fazer um relatório escrito, em equipe, em que conste: I – Introdução – objetivo do relatório II – Desenvolvimento: análise do filme, conforme roteiro abaixo resumo do capítulo do livro análise comparativa entre o filme e o texto III – Conclusão - Comentário final da equipe relacionando o filme e o texto com a atualidade
  • 32. arnaldolemos@uol.com.br ATIVIDADE DE FILME Para o estudo da crise do capitalismo atual, haverá uma atividade de filme que consiste em assistir ao documentário de Michael Moore “Capitalismo, uma história de amor” e ler um dossiê sobre o tema. Atividade: 1. Assistir ao documentário “Capitalismo, uma história de amor”, de Michael Moore. 2. Ler o dossiê “Entenda a crise do capitalismo norte-americano” 3. Fazer um relatório escrito, em equipe de, no máximo, três alunos, em que conste: I – Introdução – objetivo do relatório II – Desenvolvimento: Quem é Michael Moore Temas principais do documentário Analise relacionando com o texto III – Conclusão – Comentário final da equipe relacionando o Documentário e o texto com a atualidade
  • 34. arnaldolemos@uol.com.br CENAS DE FILMES DVD 1 1. Diversidade cultural - Cena da garrafa de coca cola. ” Os deuses devem estar loucos” (The Gods Must Be Crazy), Africa do Sul, 1980- Jamie Uys 2. A aurora do homem - Cena dos macacos. “2001-Uma Odisseia no espaço”( 2001: A Space Odyssey, EUA,2001, Stanley Kubrick 3. Exploração do trabalho e Prostituição - Cena do diálogo dos colonizadores sobre prostituição e trabalho -- “Queimada”( Burn!) Italia, 1969, Gillo Pontecorvo 4. Capitalismo - Cena do dialogo do magnata com os jovens sobre o capitalismo. “Edukators” ,2003 Alemanha, Hans Weingartner
  • 35. arnaldolemos@uol.com.br Fé e Razão - Giordano Bruno, 1973, França Italia Giuliano Montaldo 5. Cena de Giordano Bruno na Sorbonne, 6. Cena do interrogatório na Inquisição 7. Cena de tortura da Inquisição 8. Cena do dialogo com um cardeal no Vaticano 9. Cena de sua condenação e morte na fogueira. 10. Trabalho Infantil na Revolução Industrial - Cena do trabalho infantil no século XIX. “Daens, um grito de justiça” (Daens) ,Belgica, 1993, Stijin Conix Ciência e Religião - Galileu Galilei (peça de teatro de Bertolt Brecht 1938 filmada) 11. Cena de Galileu pesquisando o universo. 12. Cena de Galileu com os cardeais no Vaticano 13. Cena do diálogo de Galileu com um jovem padre que também é físico 14. Reflexões sobre o filme e cena final da peça de teatro.
  • 36. arnaldolemos@uol.com.br 1. Saída da Fabrica, França, Lumiere, 1895 2. Os Companheiros, Itália, Monicelli, 1963 3. Germinal, França, Claude Berri, 1993 4. A Classe operária vai ao paraíso, Itália, Elio Petri, 1972 5. Os Libertários, Brasil, Lauro Escorel Filho, 1976 6. Braços Cruzados, máquinas paradas, 1978, Gervitz-Toledo 7. A Nós, a liberdade, França, René Clair, 1931 8. Tempos Modernos – a esteira, EUA, Charles Chaplin, 1936 9. Tempos Modernos – Fast Food, EUA, Chaplin, 1936 A FABRICA – CONDIÇÕES DE TRABALHO FORDISMO – TAYLORISMO DVD I –TRABALHO E CINEMA
  • 37. arnaldolemos@uol.com.br 10. Tempos Modernos – homem = apêndice da máquina 11. Tempos Modernos – homem = apêndice da máquina 12. A Classe Operária... – Amor à máquina 13. A Classe Operária... – Sexo e máquina HOMEM X MÁQUINA 14. A Classe Operária... doença 15. A Classe Operária... alienação 16. Os Companheiros, acidente DOENÇA – ALIENAÇÃO - ACIDENTE
  • 38. arnaldolemos@uol.com.br EXPLORAÇÃO DO TRABALHO 17. Vinhas da Ira, EUA, John Ford, 1940 18. A Classe Operária... 19. Edukators, Alemanha, Hans Weingartner 20. A Classe Operária... GREVE E REPRESSÃO 21. Greve, Serge Eiseinstein, URSS,1925 22. Germinal 23. Os Companheiros, parada das máquinas 24. Os Companheiros – assembléia dos trabalhadores 25. Os Companheiros – reunião com a direção
  • 39. arnaldolemos@uol.com.br GREVE E REPRESSÃO 26. Os Companheiros,Tomada da fábrica 27. Os Companheiros, repressão 28. Eles não usam black-tie, Greve 29. Eles não usam black-tie, Greve
  • 40. arnaldolemos@uol.com.br DVD II – TRABALHO E CINEMA MULHER TRABALHADORA 1. Norma Rae, EUA, Martin Ritt, 1979 11. Peões, Brasil, Eduardo Coutinho,2004 15. Terra para Rose, Brasil, Tetê de Morais TRABALHO INFANTIL 2. Daens, um grito de justiça, Belgica, Stijn Coninx ,1992 3. A Classe operária vai ao paraíso, Itália, Elio Petri, 1972
  • 41. arnaldolemos@uol.com.br CONSCIÊNCIA DE CLASSE 4. Vinhas da Ira, EUA, John Ford, 1940 5. A Classe Operária A QUESTÃO DA TERRA 6. Vinhas da Ira 14. Terra para Rose 16. Terra para Rose EMPREGO - DESEMPREGO 7. Tempos Modernos, EUA, Charles Chaplin, 1936 8. Vinhas da Ira 9. O emprego, Argentina,
  • 42. arnaldolemos@uol.com.br LUTAS SINDICAIS 10. Braços Cruzados, máquinas paradas, Brasil,Gervitz -Toledo, 1978 13. ABC da Greve, Brasil, Leon Hirzman,1979