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gravações de vídeo ou armazenado em dispositivos eletrônicos sem a permissão
escrita dos detentores dos direitos de copyright. O material não pode ser incorporado
em programas de treinamento com exceção da supervisão de algum instrutor da
Escola EDTI.
Autores:
Ademir J Petenate, Escola EDTI
Marcelo M Petenate, Escola EDTI
Publicado por Escola EDTI®
Campinas, São Paulo
Impresso no Brasil
Sumário
Lean Six Sigma 05
Introdução 06
Organização como um sistema 15
O Modelo de Melhoria: 3 Questões Fundamentais 18
O Modelo de Melhoria: PDSA 29
Estruturação do trabalho em equipe 37
Estatística 53
Probabilidade 54
Distribuições de probabilidade 60
Medidas de localização e de variação 64
Modelos probabilísticos para v.a. discretas 69
Modelos probabilísticos para v.a. contínuas 76
Estudo de uma população 90
Teste de hipóteses 94
Define 102
Contrato do Projeto de Melhoria 103
SIPOC 109
Diagrama direcionador 112
Measure 116
Fluxograma 117
Sistema de medição 121
Tipos de variáveis 126
Análise da variação 129
Gráfico de tendência e causas de variação 131
Análise de indicadores 140
Gráficos de frequência: histograma e Dot-Plot 144
Estatísticas descritivas 146
Gráfico de barras e tabelas 153
Gráfico de Pareto 155
Estratificação 160
Gráfico de Controle 162
Capabilidade 180
Transformação de variáveis 202
Análise do sistema de medição 212
Analyse 243
Diagrama de causa e efeito 245
Introdução ao Lean 248
Fluxo contínuo 254
Sistemas puxados 256
Kanban 262
Transparência 266
Trabalho padrão 267
5S 270
Desconexões 289
Diagrama ECRS 291
Balanceamento de linha 293
Diagrama de espaguete 298
VSM – Value Stream Mapping 301
Poka-Yoke 304
Uso de Tecnologia 309
Uso de criatividade 311
Uso de conceitos de mudança 316
Correlação entre variáveis 319
DOE – introdução 330
DOE – Estudo de uma população 334
DOE – Experimento completamente aleatorizado 342
DOE – Experimento aleatorizado em blocos 352
DOE – Experimento antes e depois 358
DOE – Experimento fatorial completo 362
DOE – Experimento fatorial fracionado 371
Regressão linear 386
Improve – Teste de mudanças 410
Control – Implementação de Mudanças 416
Escola EDTI
Apresentação
A Escola EDTI
• Desenvolvimento pelo prof. Dr. Ademir José Petenate do mestrado
profissional em qualidade da Unicamp me 1990, em parceria com a
IBM;
• Criação pelo prof. Dr. Ademir José Petenate em 1998 do programa
de Six-Sigma da Unicamp, em parceria com a Compaq;
• Fundação da Escola EDTI em 2009, para atender a demanda
crescente por implantação de programas de Six-Sigma em indústrias
como HP,TRW, Fumagalli, Burigotto, Microsoft entre outras;
• A equipe da Escola EDTI foi responsável pela formação de mais de
5.000 profissionais.
2
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
1
Qualificação dos instrutores
• Ademir Petenate: sócio da Escola EDTI, Phd pela Iowa State University e professor do
Departamento de Estatística da Unicamp desde 1974, é um dos estatísticos aplicados mais
respeitados do Brasil e no Mundo.Atualmente coordena todos os programas da Escola EDTI.
• Marcelo Petenate: sócio da Escola EDTI, estatística e mestre em estatística pela USP, é Master
Black Belt pela Unicamp, onde também leciona no programa de Six-Sigma e especialização em
gestão.
• Henrique Leme Felizatti: possui graduação e mestrado em Estatística pela Unicamp, formação
em Black Belt e trabalha com estatística a mais de 10 anos. É ex-professor de estatística na
Universidade Federal de Goiás e durante sua experiência profissional participou da formação de
mais de 1.000 profissionais incluindo Green e Black Belt.
3
Qualificação dos instrutores
• Malu Cassiano Dias: mestranda e pesquisadora no LALT/Unicamp,
Engenheira de Produção pela UFSCar e com MBA em SCM pela
FIPECAFI/USP. Atualmente é Consultora na área, professora de pós
graduação no curso Gestão da Cadeia de Suprimentos e Logística
(Unicamp) e professora da Escola EDTI.
• Gabriel Franco: mestrando em estatística pelo IMECC, Unicamp.
Realiza pesquisas em parceria com a Faculdade de Ciências Médicas
(FCM) da Unicamp nas áreas de bioestatística e melhoria.Também é
autor do blog da Escola EDTI e do blog de estatística Manipulando
Dados.
4
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
2
Qualificação dos instrutores
• Alexandre Feletti Dias: estatístico pela Unicamp e Mestre em Administração
pela ESPM, atua há mais de 18 nas áreas de vendas e gestão de negócios
nas empresas Nortel, FW distribuidora e Grupo DPaschoal, onde também
executou projetos Lean Six-Sigma. É professor da Escola EDTI desde 2014.
• Anderson Barbosa: engenheiro de produção e pós graduado em gestão da
qualidade total pela Universidade Federal Fluminense (UFF) é professor de
cursos da área de melhoria no SENAI e da Escola EDTI, tem mais de 5 anos
de experiência na indústria gráfica, onde realiza a gestão de indicadores e
melhoria de processos visando a redução de custos.
5
Depois de
1 hora
Depois de
2 dias
Depois de
30 dias
Esquecemos
50%
Esquecemos
80%
Esquecemos
90%
Compromisso do aluno
6
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
3
Avaliação
• Teste múltipla escolha composto de 35 questões. Será realizado no último
dia de aula.
• Projeto Mid-State
• Simulação de empresa de corte de blocos de metal. As análises serão realizadas
em sala e como atividade extra classe.
• Todas as análises serão feitas com base nos enunciados apresentados na apostila
de exercícios.
• Cada aluno deverá entregar individualmente uma apresentação em formato de
slides.
• Essa apresentação deverá ser pensada para um estilo gerencial (não precisa ter
todos os detalhes, somente um resumo dos pontos mais importantes).
• Prazo: 21 dias do último dia de aula.
• Para aprovação as notas do teste múltipla escolha e do projeto tem que ser
superiores a 7 e frequência mínima de 75% nas aulas.
7
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
4
Lean Six Sigma
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
5
Introdução
Lean Six Sigma
Melhorar
é uma necessidade
12
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
6
O que é Lean Six Sigma
AC-1750:
Era dos
artesãos
1750:
Revolução
industrial
(mecanização)
1800: Eli
Whitney;
1875:
Taylorismo;
1900-1930:
Fordismo
1930s:
Shewhart
(CEP)
1950s:
Deming,
Juran e
Ishikawa
1980s:
ISO,
Lean;
Six-
sigma
1990:
Modelo de
Melhoria;
Lean Six
Sigma
13
O que é Lean Six Sigma
O Six Sigma mudou a GE para sempre.Todos
acreditam no Six Sigma, a maneira pela qual a
companhia trabalha atualmente.
Uma empresa 6-sigma é a única opção do
cliente quando colocar seu próximo pedido -
este deverá ser o futuro da General Eletrics.
Nos colocamos uma meta de nos tornar uma
companhia Six Sigma nos anos 2000, ou seja,
uma companhia onde os produtos, serviços e
transações são virtualmente livres de
defeitos.
JACK WELCH, Ex-CEO da GE
14
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
7
O que é Lean Six-Sigma
Nível
Sigma
PPM Rendimento
1 691.460 30,85% Não
competitivo
2 308.540 69,14%
3 66.807 93,32%
Competitivo
4 6.210 99,38%
5 233 99,98% Classe
mundial
6 3,4 99,99966%
15
O roteiro DMAIC
O
Problema/
oportunidade
Objetivos
Entender a
situação atual
Desenvolver
Mudanças
Testar
Mudanças
Implementar
Mudanças
Projeto
realizado
P
I
S C
Organização
Organização
16
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
8
O roteiro DMAIC
O
Problema/
oportunidade
Objetivos
Restrições
D
M
A
I
C
Projeto
realizado
P
I
S C
Organização
Organização
17
Roteiro DMAIC
18
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
9
O roteiro DMAIC
19
Papeis e funções dentro do Lean Six Sigma
• White Belt: entende os conceitos básicos de melhoria e auxilia times na execução desses projetos.
• Yellow Belt: pode ser integrante em projetos 6-Sigma e lidera esforços de baixa complexidade.
• Green Belt: lidera projetos de média complexidade e geralmente precisa da orientação de um Black
Belt. Normalmente dedica-se a outras funções além de projetos de melhoria.
• Black Belt: lidera projetos de alta complexidade. Orienta e treina times de melhoria.
• Master Black Belt: treina e orienta BB e GB. Geralmente ajuda no desenvolvimento das estratégias dos
projetos e funciona como um consultor (sensei) dos projetos.
• Patrocinador: traz a visão, missão e metas da companhia ajudando a alinhar e identificar projetos.
Identifica recursos e ajuda na superação das dificuldades organizacionais.
20
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
10
Papeis e funções dentro do Lean Six Sigma
Patrocinador
(Champion)
Coaching:
MBB ou BB
Líder: BB ou GB
GB,YB ou WB
Conselho de gestão Lean Six-Sigma
21
Melhoria
Melhorar processos e produtos é uma
necessidade permanente de qualquer
organização
Como realizar melhorias?
22
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
11
Estruturação para a Melhoria
Método
Estrutura
Estratégia
Para que essa estrutura
seja criada é preciso
considerar três
disciplinas
23
Sistema
Observações e
teorias (visões do
mundo)
T1
T2
T3
. Teoria do Conhecimento
Entendimento de Variação
Psicologia
Eventos que ocorrem em uma organização
24
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
12
Sistema de Conhecimento Profundo
W. E. Deming
25
Conhecimentos Necessários para Melhoria
Conhecimento da
Ciência da Melhoria
Conhecimento
Específico do
Assunto
Ciência da Melhoria:
A interação das teorias de sistemas,
variação, conhecimento e
psicologia.
Conhecimento Específico do
Assunto:
Conhecimento básico das coisas
que fazemos na vida. Conhecimento
Profissional.
26
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
13
Conhecimento para Melhoria
Melhoria ocorre quando
aprendemos como
combinar de forma
criativa o conhecimento
específico e a ciência da
melhoria para desenvolver
ideais efetivas de
mudança.
Conhecimento da Ciência
da Melhoria
Conhecimento
Específico
27
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
14
Organização como um
sistema
Lean Six Sigma
Organização vista como um Organograma
30
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
15
Figure 1. Production viewed as a System. Improvement of quality envelops the entire production line, from
incoming materials to the consumer, and redesign of product and service for the future. This chart was used in
Japan in August, 1950. Copied from Deming, W.E. (1993). The New Economics for Industry, Government,
Education, p. 60. Second edition. Cambridge, MA: MIT Center for Advanced Engineering Study.
Organização como um Sistema
31
Processo
Um processo é um conjunto de causas e condições que se
unem repetidamente em uma série de passos para
transformar entradas em resultados.
Processo é a unidade básica do Sistema
FORNECEDORES ENTRADAS TRANSFORMAÇÕES RESULTADOS CLIENTES
S I P O C
32
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
16
Sistema e Processos: exemplo
33
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
17
O Modelo de Melhoria: 3
Questões Fundamentais
Lean Six Sigma
Mudança e Melhoria
Mudança Melhoria
nem sempre
resulta em
requer
Conceito fundamental
≠
36
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
18
Modelo de Melhoria
Q1. O que estamos
tentando realizar?
Q2. Como
saberemos se uma
mudança é uma
melhoria?
Q3. Que mudanças
podemos fazer que
resultarão em
melhoria?
37
Exemplos de utilização – Iniciativas de
Melhoria
Exemplo 1: Melhoria em um Processo de Compras
Uma empresa tem um departamento responsável por realizar por
realizar compras (material permanente, material de consumo etc.) a
organização.
O departamento está recebendo uma grande quantidade de
reclamações dos usuários, a maior parte delas relacionada com
atrasos nas compras realizadas por ela.
A Diretoria da empresa decidiu realizar uma iniciativa para melhorar
o desempenho do processo de compras.
38
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
19
Exemplos de utilização – Iniciativas de Melhoria
• Q1. O que estamos tentando realizar ?
Reduzir o tempo para realizar compras.
• Q2. Como saberemos se uma mudança é uma melhoria?
Quando o tempo para realizar compras for significativamente reduzido.
• Q3. Que mudanças podemos fazer que resultarão em melhoria?
Hoje, o tratamento das filas de pedidos segue a sequência por ordem de entrada. Poderíamos
classificar os pedidos de compra na origem conforme a complexidade e faixa de investimento, e
simplificar o processo para compras de baixa complexidade e de baixo preço, otimizando a fila
de entrada (exemplo).
39
Atividade
Em um banco há uma divisão chamada "Divisão Comercial para Empresas". Essa divisão
está enfrentando dificuldades em aumentar a lucratividade bem como o número de
clientes.
Dentro da Divisão há uma área responsável pela implementação de produtos para os
clientes (empresas).
Os clientes estão reclamando da quantidade de interações com o banco e com o tempo
para completar a implementação dos produtos. Muitos clientes cancelam o processo de
implementação devido a essa insatisfação, procurando satisfazer essa necessidade na
concorrência.
A Diretoria dessa divisão resolveu realizar uma iniciativa para melhorar o desempenho do
processo de implementação de produtos em empresas clientes.
40
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
20
Atividade
Q1. O que estamos tentando realizar realizar?
Q2. Como saberemos se uma mudança é uma melhoria?
41
Como estruturar asTrês Questões: Q1
Q1. O que estamos tentando realizar?
Ao lidar com a primeira questão, tenha em mente:
Uma descrição geral do contexto
Os resultados esperados
As fronteiras para as atividades
42
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
21
Resultados Esperados e Indicadores
Cuidado: Ao estabelecer objetivos é comum as
pessoas confundirem:
Objetivo do projeto com Atividade do
Projeto
• Exemplos de atividades: coletar dados, criar uma base de
dados, mapear processos, fazer um diagrama de causa e
efeito, etc.
Objetivo do Projeto com Ideia de Mudança
(solução)
• Exemplo de ideias de mudanças: eliminar passos do processo,
reduzir classificações de itens, implementar checklist,
implementar dispositivo à prova de erro, aproximar passos do
processo, etc
43
Como estruturar asTrês Questões: Q2
Q2. Como saberemos se uma mudança é
uma melhoria?
No caso de sistemas simples, podemos discernir se uma
mudança é uma melhoria apenas observando
informalmente o que acontecia antes e o que aconteceu
após a mudança.
Em processos e sistemas mais complexos necessitamos
mostrar se uma mudança é melhoria com evidência, em
geral utilizando dados coletados formalmente nos
processos.
44
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
22
As três questões
fundamentais – Q2
O Modelo de Melhoria
Medidas antes e depois
NEWVAR3
CYCLE
0
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
Medida Antes Medida Depois
MUDANÇA
Medida na semana 4 Medida na semana 11
Objetivo: reduzir o tempo de ciclo
45
Semana Cenário 1 Cenário 2 Cenário 3 Cenário 4 Cenário 5 Cenário 6
1 6 6 9 8 6 3
2 9 2 9 9 9 4
3 7 3 6 7 7 2
4 8 8 8 8 8 8
5 6 4 7 6 3 3
6 7 2 6 7 2 2
7 9 9 6 9 4 4
8 2 7 4 2 3 2
9 3 3 4 1 2 3
10 4 7 3 3 4 4
11 3 3 3 3 3 3
12 3 6 2 5 2 3
13 4 9 3 8 4 4
14 2 4 2 9 3 3
46
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
23
Caso 1
SEMANA
Cycle
time
(hs)
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16
MUDANÇA
Caso 2
SEMANA
Cycle
time
(hs)
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16
MUDANÇA
Caso 3
SEMANA
Cycle
Time
(hs)
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16
MUDANÇA
Caso 4
SEMANA
Cycle
Time
(hs)
0
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16
MUDANÇA
Caso 5
SEMANA
Cycle
Time
(hs)
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16
MUDANÇA
Caso 6
SEMANA
Cycle
Time
(hs)
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16
MUDANÇA
Como saber se uma Mudança é uma
Melhoria?
47
Definição Operacional de Melhoria
48
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
24
Antes Depois
Foram feitas mudanças?
As mudanças resultaram em melhoria?
Como saber se uma mudança é uma
melhoria?
49
Antes Uma semana depois
As mudanças resultaram em melhoria?
Duas semanas depois
Como saber se uma mudança é uma
melhoria?
50
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
25
As mudanças resultam em melhoria?
Antes Uma semana depois Duas semanas depois
Três semanas depois Quatro semanas depois Cinco semanas depois
Como saber se uma mudança é uma
melhoria?
51
Definição de Melhoria
• Mudanças fundamentais que resultam em melhoria:
• Alteram a maneira como o trabalho ou a atividade é feita ou a composição de
um produto;
• Produzem diferenças visíveis e positivas nos resultados referentes a padrões
históricos;
• Têm um impacto duradouro.
52
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
26
Tipos de indicadores
Medidas de resultado:
As mudanças estão levando à melhoria?
Medidas de processo:
Estamos fazendo as coisas certas para atingir nosso objetivo?
Medidas de equilíbrio:
Contra-indicadores
53
Como Saberemos se uma mudança é uma
Melhoria?
“Você não pode engordar uma vaca pesando-a”
- Provérbio Palestino
Melhoria não se
trata apenas de
medição!
No entanto, sem a medição, você terá dificuldade em
saber se a mudança realmente resulta em melhoria!
54
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
27
Como estruturar asTrês Questões: Q3
Q3. Que mudanças podemos fazer que resultarão em melhoria?
Um bom processo é aquele em que as pessoas têm facilidade de fazer as coisas
certas e dificuldade de cometer erros. Isto também vale para produtos.
As ideias para obtermos boas mudanças nos produtos e processos podem vir de
4 meios:
• Análise crítica sobre processo/produto atual
• Uso de novas tecnologias
• Pensamento criativo
• Uso de conceitos de mudança
55
As 3 Questões Fundamentais
O que estamos
tentando realizar?
Como saberemos
se uma mudança é
uma melhoria?
Que mudanças
podemos fazer que
resultarão em
melhoria?
56
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
28
Modelo de Melhoria:
PDSA
Lean Six Sigma
Melhoria vs. Conhecimento
• Boas mudanças resultam da aplicação de conhecimento sobre o
processo
• Conhecimento é fruto de aprendizado
• O aprendizado das pessoas sobre os processos é realizado de forma
mais eficiente e eficaz pelo uso do Método Científico
• O Ciclo PDSA é o componente do Modelo de Melhoria que guia o
aprendizado
58
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
29
Passos do Método Científico
1. Observar um evento
2. Formular uma teoria para a causa do evento; fazer predições com
base na teoria
3. Testar a teoria através de um experimento
4. Analisar os resultados do experimento e concluir a respeito da
teoria
5. Relatar os resultados à comunidade científica (publicar o trabalho)
59
Método Científico nas Organizações (Ciclo
PDSA)
1. Observar um evento
2. Formular uma teoria para a causa do evento; fazer predições com
base na teoria
3. Testar a teoria através de um experimento
4. Analisar os resultados do experimento e concluir a respeito da
teoria
5. Aplicar o conhecimento obtido para realizar mudanças que
resultem em melhoria
60
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
30
Ciclo PDSA
Adaptado do livro “The Improvement Guide”
Plan
•Objetivo
•Questões e Predições
•Plano para coletar
dados (O que, Onde,
Quando)
Do
•Executar o Plano
•Observar e anotar
eventos não
planejados
•Iniciar a análise dos
dados
Study
•Completar a análise
dos dados
•Comparar resultados
com as predições
•Resumir o
aprendizado
Act
•Executar ações em
função dos resultados
•Outro ciclo?
61
Rascunho de Deming do Ciclo de
Shewhart - 1985
Walter Shewhart
(1891 – 1967)
62
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
31
Quando usar um PDSA?
• Construir conhecimento para ajudar a responder qualquer uma
das 3 questões fundamentais
• Testar uma mudança
• Implementar uma mudança
O PDSA é útil para aprender sobre algum
aspecto do processo ou de uma atividade de
rotina. Por exemplo, uma coleta de dados de
um processo, um teste de mudança, uma
pesquisa com clientes, etc.
63
Usando PDSA em sequência
• Em um iniciativa de melhoria, ciclos PDSA são utilizados
para entender a situação atual de um processo, e para
desenvolver, testar e implementar mudanças – um ciclo
puxa o outro.
64
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
32
PDSA: Exemplo
Questões
1. Como é a distribuição dos valores das
compras?
2. Quais tipos de compras são mais
freqüentes?
Predições
1. A maior parte das compras está entre R$
2.000 e R$ 3.000
2. O tipo de compra mais freqüente é o
Me o p eço . Pou as o p as são do
tipo Rese vado
Objetivo: Conhecer como se comporta a demanda para o setor de compras
Plano de coleta de dados
 De uma amostra de 200 compras realizadas nos últimos seis meses anotar o valor e
o tipo de compras
 O Alberto é responsável por coletar os dados. Instruí-lo sobre como amostrar,
anotar os valores e digitar em uma planilha
 A Madalena deve preparar um gráfico de frequência dos valores das compras e um
gráfico de barras com as porcentagens por tipo de compra
 A equipe deve se reunir para analisar os gráficos
DO
 Coletar os dados
 Observar e anotar anomalias durante o processo de coleta dos dados
PLAN
65
Planilha de dados (24 primeiras linhas)
Amostra Número processo Status Protocolo Emissão OF Total (dias) Valor
1 05/06453 menor preco 8/26/05 9/6/05 7 R$ 333.90
2 05/06463 menor preco 8/24/05 8/31/05 5 R$ 384.79
3 05/06464 reservado 8/24/05 8/31/05 5 R$ 2,880.00
4 05/06465 menor preco 8/25/05 8/30/05 3 R$ 612.00
5 05/06479 menor preco 8/26/05 9/27/05 21 R$ 58.05
6 05/06483 reservado 8/26/05 9/8/05 8 R$ 629.10
7 05/06484 reservado 8/26/05 8/31/05 3 R$ 7,980.00
8 05/06485 reservado 8/29/05 9/12/05 9 R$ 8,343.31
9 05/06486 reservado 8/26/05 9/1/05 4 R$ 892.00
10 05/06487 reservado 8/26/05 9/9/05 9 R$ 4,990.50
11 05/06503 reservado 8/4/05 9/12/05 28 R$ 48.00
12 05/06529 reservado 8/29/05 9/12/05 9 R$ 1,046.00
13 05/06540 reservado 8/30/05 9/15/05 11 R$ 428.91
14 05/06542 reservado 8/29/05 9/9/05 8 R$ 122.50
15 05/06544 reservado 8/29/05 9/6/05 6 R$ 7,024.00
16 05/06545 reservado 8/31/05 9/1/05 1 R$ 20,563.75
17 05/06546 reservado 8/29/05 9/30/05 23 R$ 17,000.00
18 05/06548 reservado 8/30/05 11/7/05 48 R$ 800.00
19 05/06562 reservado 9/1/05 9/5/05 2 R$ 300.00
20 05/06565 reservado 8/31/05 9/22/05 15 R$ 2,048.80
21 05/06566 reservado 8/31/05 9/20/05 13 R$ 7,600.00
22 05/06583 reservado 8/30/05 9/8/05 6 R$ 2,300.00
23 05/06584 menor preco 8/30/05 9/14/05 10 R$ 1,600.00
24 05/06586 menor preco 8/30/05 9/13/05 9 R$ 1,667.00
66
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
33
PDSA: Exemplo
STUDY
Mais de 80% dos valores estão abaixo de
R$2K, sugerindo que um processo mais
simples pode ser desenvolvido para essas
compras
ACT
1. Entrevistar os compradores para entender as causas de demora em aquisições abaixo de
R$2K
2. Iniciar um novo ciclo PDSA para avaliar se existe diferenças no tempo médio de aquisição
e t e Rese vado e Me o p eço
50% das o p as é do tipo Rese vado ,
contradizendo a predição inicial
67
Formulário para documentação de PDSA em
projeto
PDSA Pergunta(s) a serem
respondidas
Dados que preciso
coletar para
responder à(s)
perguntas(s)
Responsável
(quem) e quando
terei os dados
Aprendizados
68
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
34
PDSA vs. PDCA
Fase EDTI DMAIC PDCA
1 Entender
Define
Plan
Measure
2 Desenvolver Analyse
3 Testar Improve Do
4 Implementar Control
Check
Act
• O PDCA é um roteiro de
projeto, alternativo ao
DMAIC e útil em projetos
de baixa complexidade
• O PDSA é roteiro de
aprendizado.
• Vários PDSA são
realizados durante um
projeto
69
Modelo de Melhoria
Adaptado do “The Improvement Guide”
70
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
35
AsTrês Categorias de Melhoria
Reduzir ou eliminar problemas, sem aumentar
custos
Reduzir significativamente os custos, ao mesmo
tempo que a qualidade é mantida ou melhorada
Aumentar as expectativas dos clientes
71
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
36
Estruturação do
trabalho em equipe
Trabalho em Equipe
74
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
37
Equipes de Melhoria
Um pequeno grupo de pessoas com habilidades
complementares, que aprenderam a trabalhar em
conjunto para alcançar um objetivo comum,
mantendo-se mutuamente responsáveis pelo
mesmo.
75
Início do trabalho
• Formação da equipe
• Identificar os componentes da equipe
• Atribuir papéis e responsabilidades
• Compreender as equipes e trabalho em equipe
• Os ciclos de desenvolvimento de equipes
• Estruturação do trabalho
76
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
38
Iniciando um novo esforço de melhoria
• Coisas para ter em mente quando se inicia um novo esforço de
melhoria:
• Comunique às pessoas da organização porque o projeto foi selecionado e as
estratégias organizacionais que estão alinhadas com o os objetivos do projeto.
• Oriente as pessoas sobre o apoio disponível dentro e fora da organização.
• Faça os acertos necessários para assegurar que seja disponibilizado tempo para
que as pessoas atuem no projeto.
• Forneça treinamento e outros recursos necessários para os esforços de
melhoria.
77
Quatro Condições para que a equipe tenha
Sucesso
Baseado no trabalho de Lewin, Weisbord (1987):
• Interdependência
• Liderança
• Decisão conjunta
• Igual Influência
78
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
39
Etapas no Desenvolvimento de Equipes
Perform Form
Norm Storm
Desenv. da
equipe
Tuckman,1955
79
Fases do desenvolvimento
• Cada estágio é importante para o desenvolvimento da
equipe
• Liderança e habilidades de facilitação do trabalho em
equipe ajudam a equipe a atravessar cada estágio
16
80
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
40
Estruturação do trabalho em equipe -
Modelo GRPI
• Esclareça a esfera de atuação do projeto, ordens e autorizações, missão e objetivos, e assegure-se de
que todos os membros da equipe os compreendam e apoiem. Questione se essa é a equipe
adequada para o projeto ou se são necessárias pessoas adicionais para a equipe
Objetivos (Goals)
• Esclareça os papéis e as responsabilidades de todos os envolvidos na Iniciativa, incluindo os
patrocinadores (veja o RACI abaixo), e certifique-se de que todos os membros os entendam e
tenham as competências necessárias. Certifique-se de que há recursos suficientes e de que se
necessário as pessoas terão treinamento.
Papéis (Roles)
• Estabeleça normas para o grupo sobre como a equipe trabalhará em conjunto, e defina os métodos
de resolução de problemas. Garanta que os processos sejam claros, compreendidos, aceitáveis,
fáceis de seguir, e de que eles são seguidos
Processos (Processes)
• Defina comportamentos de apoio da equipe (inclusive aqueles definidos pelosValores Corporativos),
e planeje atividades iniciais para desenvolver um alto nível de confiança e de aceitação de diferenças
Relações interpessoais (Interpersonal Relationships)
81
Papéis de pessoas na equipe de melhoria
• Patrocinador: ajuda a legitimar o trabalho da equipe; fornece tempo para
trabalhar no projeto e recursos, quando necessário; exerce o papel de revisor
objetivo do progresso da equipe.
• Líder: conduz as iniciativas de melhoria. Dedica metade de seu tempo para o
projeto. Gestor de projetos, especialista em processos, sabe sobre melhoria.
• Proprietário do processo: atua diretamente no processo; sabe como as coisas
realmente funcionam no processo; tem ideias de mudança; testa as mudanças.
• Especialistas domina o conhecimento específico; ajuda a desenvolver
protocolos e mudanças baseadas em evidências; lidera mudança na cultura.
• Facilitador: conhecimento de ciência melhoria, incluindo a medição. Presta
consulta para a equipe. Seu papel no projeto se reduz à medida que a equipe
progride com o projeto.
82
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
41
Planilha RACI
RACI
N0 Tarefa Responsável Acountable Consultado Informado
A pessoa que realiza a
ação
A pessoa que é, em
última instancia,
responsável
Pessoa que é
consultada antes da
ação ser realizada
Pessoa que é
informada depois
que a decisão final é
tomada
83
Métodos para aTomada de Decisão
Método
Quando Usar Este
Método
Vantagens Desvantagens
A decisão é tomada por
uma pessoa, sem
discussão com outros
 prazo criticamente
curto
 decisões de rotina
 uma pessoa possui
todo o conhecimento
necessário
 método mais rápido  não há aprendizado
 o apoio é
normalmente limitado
A decisão é tomada por
uma pessoa após
discussão com outros
 prazo curto
 decisões de rotina
 método rápido
 algum
compartilhamento de
conhecimento
 pouco aprendizado
 o apoio pode ser
limitado
Votação ou decisão por
maioria
 número maior de
pessoas envolvido
 permite entradas de
todos
 não toma muito
tempo
 normalmente
contraria uma parte
da equipe
Consenso  decisão afeta muitas
pessoas
 aprendizado é um
aspecto importante
da atividade
 ênfase na melhoria a
longo prazo
 aprendizado é
maximizado
 equipe apóia a decisão
100%
 decisão toma tempo
 necessária uma certa
maturidade
profissional por parte
da equipe
84
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
42
Pulsação: manter o projeto
• Assuntos diversos: 5 min, stand-up, status diário de PDSA e
próximos passos.
• Reuniões de equipe (1-2 semanas): revisar os resultados e
cronograma, palnejar ciclos de mudança.
• Revisão com Patrocinador (1-3 x por mês): rever o progresso e os
planos no nível de resultado.
85
Cultura e Melhoria
Cultura é direcionada por pressuposições… que dizem aos
membros da equipe como perceber, pensar e sentir sobre as
coisas
Edgar H.Schein, Organizational Culture and Leadership, 2010
86
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
43
C5
C1
C4
C6
C7
C2
C8
C3
C9
Muitas microculturas que
não estão integradas
Uma cultura dentro de
microculturas integradas
C5
C1
C4
C6
C7
C2
C8
C3
C9
Cultura e Melhoria
Quantas culturas existem
em sua organização?
87
Componentes Organizacionais Que
Influenciam Como a Cultura é Criada
Medição e
Informação
Incentivos Projeto
Organizacional
Cultura
(Normas e
Comportamentos)
• Recrutamento
•Treinamento
• Desenvolvimento
• Atitudes
•Valores
• Desempenho
• Avaliações
• Recompensas
• Celebrações
• Compensações
• Dados para
avaliação
• Dados para
ação
• Métodos e
ferramentas
comuns
• Comunicação
• Educação
• Informação
•Estruturas de
apoio
• Liderança
Que tipo de cultura de melhoria da qualidade você quer criar?
Questões de
Recursos
Humanos
Fonte: R. Lloyd. Quality Health Care: A Guide to Developing andUsing Indicators. Jones and Bartlett Publishers, 2004.
88
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
44
89
Q X A = E
Qualidade da
Solução
X
Aceitação da
Solução
=
Eficácia da
Solução
Discussão e Dialogo
Senge (1990) contrastou as ideias de discussão e
diálogo…
No aprendizado da equipe, a discussão é a contrapartida
necessária ao diálogo. Numa discussão, diferentes pontos de vista
são defendidos e ... isso pode fornecer uma análise útil da
situação como um todo. No diálogo, diferentes pontos de vista
são apresentados como meio de descobrir uma nova visão. Numa
discussão são tomadas decisões. Num diálogo, problemas
complexos são explorados. Quando uma equipe precisa chegar a
um acordo e tomar decisões, será necessária uma discussão.
90
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
45
Características do Diálogo…
• Oposição é minimizada
A participação neste "pool de sentido comum" é aumentada
Constante desenvolvimento e mudança guia as palavras
Nenhum propósito pré-estabelecido e uma novo propósito pode
surgir
Nenhum membro é excluído e nenhum conteúdo específico é
excluído
Surge a consciência da natureza das relações
Ocorre a transformação das relações
Há um início de um diálogo que não tem fim
91
Regras para o feedback
Quem fala Quem ouve
• Comece com aspectos
positivos
• Ouça seus próprios
sentimentos
• Fala aberta e honesta
• Dirija-se à pessoa
diretamente
• Seja conciso
• Não especule
• Ouça sem retrucar
• Não justifique
• Questões de compreensão
são permitidas
• Use o feedback para seu
desenvolvimento pessoal
92
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
46
Três das principais ameaças para a construção de
um diálogo
• The Ladder of Inference
(A escada da inferência)
• Conversas
Difíceis
• Pensamento
de grupo
93
Conversas Difíceis
“A conversa difícil é aquele que você não
quer ter!"
Cada conversa difícil são realmente três
conversas separadas:
1. A conversa "O que aconteceu?" (os
fatos objetivos)
2. A conversa “Sentimentos” (meus
sentimentos, bem como as dos outros)?
3. A conversa “Identidade” (uma
conversa com nós mesmos sobre o que
esta situação significa para nós)
94
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
47
A Escada da Inferência
"Vivemos em um mundo de crenças autogeradas que permanecem
em geral não testadas.
Adotamos essas crenças porque eles são baseados em conclusões que
são inferidas a partir do que observamos, além de nossa experiência
passada
Nossa capacidade de atingir os resultados que verdadeiramente
desejamos é corroída pelos certeza de que:
• Nossas crenças são as verdadeiras!
• A verdade é óbvia!
• Nossas crenças são baseadas em dados reais!
• Os dados que selecionamos são os dados reais!
Fonte: Senge, P. et. al. The Fifth Discipline Fieldbook. Doubleday, New York, 1994, page 242.
95
A Escada da )nferência" foi inicialmente
desenvolvida pelo Dr. Chris Argyris, e
subsequentemente apresentada por Peter
Senge's no livro A Quinta Disciplina –
Caderno de Campo."
96
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
48
A Escada da Inferência
Como escapar do loop da Escada
da Inferência e melhorar a
qualidade de nossas decisões
1. Questione suas suposições e
conclusões
2. Procure por dados que
contrariam suas suposições e
conclusões
97
Exemplos da Escada da Inferência
Sara, sua
performance não
chega perto do
desejável, fala o
diretor
O diretor
iniciou o
processo de
fritura de Sara
O diretor
pensa que o
trabalho de
Sara é
inaceitável
Ele implica com
Sara por que ela
é mulher
O diretor não
deveria ter
mulheres na
equipe
Nas duas ultimas
reuniões
marcadasAngela
não pareceu
Elas são marcadas
com antecedência
suficiente e ela não
pode alegar que não
sabia
Fiquei sabendo
que Angela já
faltou a outras
reuniões
Angela é
descompromissada e
sem interesse
98
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
49
“Um modo de pensar no qual as pessoas se empenham quando estão
profundamente envolvidas num círculo coeso, quando os esforços dos
membros em prol da unanimidade sobrepujam suas motivações para
avaliar realisticamente cursos de ação alternativos. "
Dr. Irving Janis
Groupthink!
(Pensamento de Grupo)
99
Os oito sintomas do Pensamento de Grupo
• Sintoma 1: Ilusão de invulnerabilidade
• Sintoma 2: A crença na moralidade inerente do grupo
• Sintoma 3: Racionalização
• Sintoma 4:Visão distorcida dos inimigos
Sintoma 5: Autocensura
• Sintoma 6: Pressão direta sobre os membros
• Sintoma 7: Proteção da Mente (contra informações negativas)
• Sintoma 8: Ilusão de Unanimidade
100
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
50
Quatro Maneiras de evitar o Pensamento de
Grupo
1. Criar um clima aberto para discussão e debate (Estilo aberto de
liderança, pensamento divergente e não julgamento de atitudes)
2. Evite o isolamento do grupo (Traga perspectivas externas)
3. Atribuir a membros da equipe o papel da AvaliadorCrítico (Cada
membro do grupo deve ser um avaliador crítico; desafiar as "vacas
sagradas")
4. Evitar ser demasiado diretivo (Os líderes precisam ser menos diretivo e
recorrer ao grupo para tomar decisões)
101
Exercício: questões para estabelecer um
diálogo sobre Pensamento de Grupo
1. Quem tem a responsabilidade primária em uma discussão em grupo, o líder ou os membros
da equipe?
2. Que tipo de decisões se prestam a uma decisão de consenso? Que tipo de decisões se
prestam a uma decisão de comando por um gerente, supervisor ou qualquer outro líder?
3. Você já fez parte de uma decisão de grupo que deu errado? Você era a favor da decisão final
ou um crítico?
4. Quem define o clima ou o tom em reuniões de grupo na maioria das organizações? Em sua? O
clima de uma reunião pode afetar a forma como as decisões são tomadas? Você pode
oferecer um exemplo de como isso ocorreu?
5. Quando um indivíduo fala contra um consenso do grupo em sua organização, qual é o
resultado provável? O indivíduo será recompensado ou censurado?
102
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
51
As lentes do Conhecimento Profundo:
uma ferramenta para o diálogo
O sistema de conhecimento
profundo proporciona uma
lente. Ele fornece uma nova
teoria para compreender e
otimizar nossas organizações.
Ele fornece uma oportunidade
para o diálogo!
Visão
Sistêmica
Entendimento de
Variação
Teoria do
Conhecimento
O Lado
Humano da
Mudança
MC
103
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
52
Estatística
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
53
Probabilidade
Estatística
Incerteza e intuição
• A intuição humana é mal adaptada a situações que envolvem
incerteza.
• Pesquisas recentes mostram que em situações que envolvem o
acaso nossos processos cerebrais costumam ser gravemente
deficientes.
• Os processos aleatórios são fundamentais na natureza, e
onipresentes em nossa vida cotidiana; ainda assim, a maioria das
pessoas não os compreende nem pensa muito a respeito.
108
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
54
Um pouco de História
• A teoria da probabilidade tal como a conhecemos hoje, foi em grande parte desenvolvida
por cientistas como Girolamo Cardamo (1501-1576),Galileu Galilei (1564-1642), Blaise
Pascal (1623-1662), Pierre de Fermat (1601-1665), Jackob Bernoulli (1654-1705),Abraham
de Moivre (1667-1754), entre outros.
• O desenvolvimento da teoria da probabilidade é muitas vezes associado com os jogos de
azar em famosos cassinos europeus, como o que está em Monte Carlo.
• Muitos livros sobre probabilidade e estatística contam a história de Chevalier de Mère, um
jogador francês, que contou com a ajuda de Pascal em um esforço para obter as
probabilidades de ganhar em certos jogos de azar, desenvolvendo assim esse campo do
conhecimento.
109
Um pouco de História
• Os gregos da Antiguidade se destacam por terem inventado a maneira como a matemática é levada a
cabo: por meio de axiomas, provas, teoremas etc.
• Por que motivo eles não criaram uma teoria para demonstrar que se jogamos dois dados seria pouco
sábio apostar uma grande quantia na possibilidade de que ambos caiam com o número 6?
• O futuro se desvelava conforme a vontade dos Deuses
• Insistência na verdade absoluta, provada pela lógica e sustentada pelos axiomas
• Desconhecimento da aritmética; ausência de um sistema de representação numérica fácil de trabalhar.
Imagine tentar subtrair  de .A notação base 10 só começa a ser usada no séculoVII d.C.
• Ausência do zero (só surgiu no século IX d.C.)
• O sinal de igual só foi inventado no início do século XVI
110
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
55
Conceitos básicos
• O que significa Probabilidade?
• É uma medida de incerteza.
• A probabilidade de um evento é uma medida numérica da chance de
ocorrência do evento
• Probabilidade é medida por um número que varia entre 0 e 1 (0 é a
probabilidade de um evento impossível e 1 a probabilidade de um evento
certo)
111
Experimento aleatório
• Um experimento aleatório é um processo que tem como resultado
um de um conjunto possível de resultados.O resultado é uma
observação ou medição documentada.
• Exemplos
• Pagar a conta no prazo: {Sim, Não}
• Tempo para completar uma ligação: {t: t>0}
• Número de cartões de crédito que um cliente possui: {0, 1, 2...}
112
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
56
Evento e espaço amostral
• Cada resultado possível de um experimento aleatório é um evento simples
• O espaço amostral é a coleção de todos os eventos simples
• Um espaço amostral pode ser finito, finito enumerável ou infinito não enumerável
• Um evento é um subconjunto do espaço amostral (um conjunto com um ou
mais eventos simples)
• O evento vazio é o conjunto com nenhum evento simples (conjunto vazio)
• A probabilidade de um evento é a soma das probabilidades dos eventos simples
que formam o evento
• A probabilidade do evento vazio é zero
113
União e intersecção de eventos
• A união de dois eventos A e B é o evento formado por todos os
resultados que estão em A ou B: Notação AB
• A intersecção de dois eventos A e B é o evento formado por todos os
resultados que estão em A e B: Notação AB
• O evento complementar de um evento A é formado pelos resultados
que não estão em A: Notação A´ ou AC
• Dois eventos A e B tal que a intersecção deles é vazia são
mutuamente excludentes ou disjuntos
114
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
57
União e intersecção de eventos
AB
AB
A´
A
115
Axiomas de probabilidade
1. P (S) = 1, S o espaço amostral
2. Qualquer que seja o evento
3. Se A 1 e A2 são dois eventos que disjuntos = ∅ , então
= +
• Generalizando, se A1, A2, ... , Ak são eventos mutuamente
disjuntos, então
… = + + … +
4. Se A1 e A2 são dois eventos quaisquer, então
= + −
116
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
58
Notação
• Denotaremos eventos por letras maiúsculas , , …
• Seja um evento
• Ex1: : evento dos números pares no jogo de dados
= , ,
• Ex2: : evento onde o tempo para responder a uma solicitação de crédito é
maior que 9 dias úteis
= : >
117
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
59
Distribuições de
probabilidade
Estatística
Variáveis aleatórias
• Uma variável aleatória (v.a.) é uma função que atribui um número
real a cada resultado do espaço amostral de um experimento
aleatório
• Variável aleatória discreta
• Assume valores em um conjunto finito ou infinito enumerável
• Variável aleatória contínua
• Assume valores em um intervalo finito ou infinito de números reais
• Notação: em geral a v.a. é denotada por uma letra maiúscula do final
do alfabeto X,Y, Z, … ;
120
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
60
Exemplo
• U a o lassifi a seus lie tes o o e tável , eut o , ão
e tável . Na ase de lie tes, a p opo ção é a segui te:
• Seja X a v.a. definida como: 1 se cliente é R; 0 se cliente é N e -1 se
cliente é NR. Distribuição de X:
Classificação Porcentagem
R 50%
N 40%
NR 10%
X Prob
-1 0.1
0 0.4
1 0.5
121
Distribuição de probabilidade discreta
• Exemplo: em um censo é coletado o número de filhos do casal
• Para uma família escolhida ao acaso, qual a probabilidade que ela tenha 2 filhos?
Nº de Filhos %.
0 10%
1 30%
2 35%
3 20%
4 5%
122
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
61
Distribuição de probabilidade discreta
• Para uma variável aleatória discreta X com valores x1, x2, ..., xn a
distribuição de probabilidade é dada por
= =
• A distribuição de probabilidade satisfaz
=
123
Distribuição de probabilidade discreta
• Seja o número de filhos do casal;
• = { , , , , }
• = = { . , . , . , . , . }, para = { , , , , }
• é uma v.a. discreta
• = � =
124
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
62
Distribuição de probabilidade discreta
• Distribuição de probabilidade da variável aleatória
X 0 1 2 3 4 Soma
P(X=xi) 0.10 0.30 0.35 0.20 0.05 1
0.00
0.05
0.10
0.15
0.20
0.25
0.30
0.35
0.40
P(X)
0 1 2 3 4
X
Distribuição: Número de filhos
125
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
63
Medidas de localização
e de variação
Estatística
Média ou valor esperado
• Seja v.a. discreta com distribuição { , ; � = , , … }, onde
= =
então,
E � = é � = × � � ,
ou
= =
=
128
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
64
Exercício
• Calcule o valor esperado da variável aleatória que representa o
número de filhos do exemplo anterior
X 0 1 2 3 4 Soma
P(X)
0.10 0.30
0.35
0.20 0.05 1
129
Interpretação do valor esperado
• Suponha que você invista no mercado de ações e seja a variável
aleatória que representa o resultado desse investimento; =
{− , };
• Calcule
Ganho (g) 120,00 -27,00 Total
P(g) 0.20 0.80 1.00
gP(g) 24,00 -21,60 2.40
130
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
65
Exercício
• Uma empresa de seguros vende uma apólice para 1500 proprietários de um modelo de
bicicleta mountain bike que protege contra roubo por dois anos. O custo de reposição
dessa bicicleta é $300.00. Suponha que a probabilidade de um indivíduo ser roubado
durante o período de proteção é 0.15. Assuma que a probabilidade de mais de um roubo
por indivíduo é zero e que os eventos são independentes.
a.Qual é o preço de venda da apólice para que haja um equilíbrio para a empresa(ganho
zero, perda zero)?
b.Se a probabilidade de roubo for 0.10, qual é o ganho esperado por apólice dado o valor de
venda determinado em (a)?
131
Aplicação do valor esperado em processos
decisórios
• Uma fábrica de móveis deve decidir se realiza uma ampliação da capacidade
instalada agora ou se aguarda mais um ano.
• Uma análise econômica diz que se ela expande agora e as condições
econômicas permanecerem boas, ela realizará um lucro de R$328.000,00 no
próximo ano; caso haja uma recessão, ela terá um prejuízo de R$80.000,00.
• Se ela adia a expansão para o próximo ano, ela terá um lucro de
R$160.000,00 se as condições permanecerem boas e terá um lucro de
R$16.000,00 se houver recessão.
• Se as chances de que ocorra uma recessão é de 2/3, qual é a decisão que
maximiza seu lucro?
132
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
66
Propriedades da média (valor esperado)
• Seja e duas constantes e e duas variáveis aleatórias. Então:
A. =
B. =
C. + = +
D. + = + )
133
Variância
• Fornece uma medida de dispersão (variação) dos valores em torno
da média
� = � = −
� ã = � = �
• Pode-se mostrar que
� = −
onde =
134
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
67
Propriedades da variância
• Seja a e b duas constantes e e duas variáveis aleatórias. Então:
A. �
B. � =
C. � + = �
D. � = �
E. � + = �
F. � ± = � + � ,
ã í � �
135
Exercício
Um sistema de envasamento consiste em encher um vidro com
líquido. Os vidros utilizados tem peso médio de 20g e desvio padrão
0.5g.
A quantidade de líquido em peso que é colocada no litro pode ser
regulada, sendo o valor nominal igual a 185g.
O desvio padrão do sistema de envasamento é 2g.
1. Qual é o peso médio e o desvio padrão do vidro cheio?
136
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68
Modelos probabilísticos
para v.a. discretas
Estatística
Introdução
•Modelos são utilizados em todos os campos
da ciência.
•Devem simplificar a realidade ao mesmo
tempo que representam suas principais
características.
Todos os modelos estão incorretos, mas
alguns são úteis (George Box)
138
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
69
Distribuição Discreta Uniforme
•O modelo mais simples de distribuição discreta é o
uniforme
f x = /n
sendo n= número de valores que a variável aleatória
pode assumir
139
Ensaios de Bernoulli
•Considere repetições sucessivas de um
ensaio (ou teste) com apenas dois resultados
possíveis que respeite as seguintes regras:
a) Em cada ensaio podem ocorrer somente dois resultados possíveis
(Sucesso (S) e Fracasso (F)).
b) A probabilidade de sucesso ( ) e de fracasso ( − = ) é mantida em
todos os testes.
c) Cada ensaio é independente.
140
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
70
Experimento Binomial
Propriedades:
1. O experimento consiste de um sequencia de n
ensaios idênticos
2. Dois resultados são possíveis em cada ensaio:
Sucesso e Fracasso (Ensaio de Bernoulli)
3. p=P(S) não muda de ensaio para ensaio
4. Os ensaios são independentes
141
Distribuição Binomial
• Considere um experimento Binomial
• Seja X o número de Sucessos nos n ensaios
• A variável pode assumir os valores , , , . . , .
• Então,
= = −
onde =
!
! − !
, para = , , , … ,
• Denotamos ~ � ,
142
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
71
Propriedades da B(n,p)
1. = =
2. � = � = −
143
Exercício
• Um gerente de conta especial faz vinte ligações por dia para clientes
para oferecer um novo produto. De experiência passada ele estima
que a chance de vender o produto para um cliente é 0.10.
a) Se sua meta diária é realizar 4 vendas, qual é a probabilidade que
ele atinja a meta em um determinado dia?
b) Qual é o número médio de vendas que ele realiza por dia?
c) Qual é o desvio padrão do número de vendas?
d) Qual é o valor mais provável de venda?
144
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
72
Distribuição de Poisson
• Um evento S ocorre no tempo (ou espaço) obedecendo os seguintes
postulados:
a) Independência: o número de vezes que S ocorre em qualquer
intervalo de tempo é independente do número de ocorrências de
S em qualquer outro intervalo de tempo disjunto.
b) Falta de agrupamento: a chance de duas ou mais ocorrências de S
simultâneas pode ser assumida como sendo zero.
c) Razão: a número médio de ocorrências de S por unidade de
tempo é uma constante, denotada por l, e ela não muda com o
tempo.
145
Distribuição de Poisson
•Seja X o número de ocorrências de S por
unidade de tempo. Se os postulados anteriores
são válidos, então ~ e
= =
− �
!
, = , , , . . .
onde é o parâmetro que indica o número médio de
ocorrências de X em um intervalo de tempo unitário
146
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
73
Propriedades da Distribuição de Poisson
1. =
2. � = λ
147
Exercício
• Ao enlatar leite em pó, é necessário acrescentar um dosador. A não
inclusão do dosador é considerada uma falha.O número de falhas
que ocorrem em um lote produzido tem distribuição de Poisson com
número médio de falhas igual a 5.
1. Qual é a probabilidade que em um lote:
a) Uma lata esteja sem o dosador?
b) Duas ou mais latas estejam sem o dosador?
2. Qual é o número mais provável de falhas que ocorrem em um
lote?
148
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
74
Exercício
• A experiência passada indica que um número médio de 6 clientes por hora
chegam ao caixa do banco para serem atendidos.
A. Qual é a probabilidade de 3 clientes chegarem em qualquer hora?
B. Qual é a probabilidade de 3 clientes ou menos chegarem em qualquer hora?
C. Qual é a média e o desvio padrão para esta distribuição?
149
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
75
Modelos probabilísticos
para v.a. contínuas
Estatística
Variável aleatória contínua
• Em um Call Center o tempo de atendimento de um
cliente é monitorado. Os valores possíveis são em
princípio, infinitos dentro de um intervalo (a,b), a<b.
• Nesse caso, não faz sentido perguntar qual é a
probabilidade de que o tempo de atendimento seja
igual a um valor to . Na realidade, essa probabilidade é
igual a zero
• O que se pode perguntar é qual é a probabilidade que o
tempo de atendimento esteja dentro de um intervalo
(x,y), ou seja, P(x<t<y)
152
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
76
Variável aleatória contínua
• A figura abaixo mostra o histograma de amostras de tamanho 20, 100, 1000 e 10000 da mesma
distribuição com uma função contínua f(x) aproximando o histograma. Observe que quanto maior o
tamanho da amostra, melhor a aproximação. A porcentagem de valores abaixo de 9 é aproximada
pela área sob a curva à esquerda de 9. Quanto maior o tamanho da amostra, melhor a aproximação
• % t < ≅ −∞
153
Exemplo
Valores % de valores
(histograma)
Probabilidade
(distribuição)
(Y < 60) < = . P(Y < 60) = 0.167
(Y >70 > = . P (Y > 70) = 0.146
60 ≤ y ≤70
= .
P(60 y 70) =
0.687
154
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
77
Função densidade de probabilidade
• Propriedades da fdp
1. , ∀
2. A área sob a curva definida por f(x) é igual a 1, ou seja,
=
∞
−∞
3. = á , ou seja,
155
Média e variância de v.a. contínuas
• Uma variável aleatória contínua , em geral, também tem uma
média e uma variância com o mesmo significado e as mesmas
interpretações discutidas anteriormente para o caso discreto, mas o
seu cálculo envolve integrais e não serão objeto de nosso trabalho
aqui.
• Para as distribuições que estudaremos aqui, a média e a variância
serão fornecidas em cada caso.
156
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
78
A distribuição Normal (Gaussiana)
• Dentre as muitas distribuições contínuas usadas em estatística, a mais
importante é a Distribuição Normal ou Gaussiana.
• Ela tem a forma de um sino e está associada com os nomes de Pierre
Laplace e Carl Gauss.
• Seu estudo remonta ao século XVIII
157
A distribuição Normal (Gaussiana)
• Importância
• O efeito central do limite .
• A robustez ou insensibilidade dos procedimentos estatísticos mais
comumente usados a desvios da suposição de distribuição normal.
158
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79
O Efeito Central do Limite
• Seja � o erro total de medição
• Sob certas condições, geralmente encontradas no mundo da experimentação, podemos
escrever � como a soma dos seus componentes
� = � + ⋯ + �
• Exemplo:
• �: �çã
• � :
• � : í �
• � : � �çã
• etc...
159
O Efeito Central do Limite
• Se a porcentagem individual de contribuição é pequena e o número
de componente é grande, a distribuição dos erros tende a ser normal
160
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
80
O Efeito Central do Limite - exemplo
• A distribuição de médias de amostras pode ser aproximada pela
Distribuição Normal
Distribuição da média dos resultados de lançamento de n dados.
161
Teorema Central do Limite
•Resultado Importante:
Seja X1, X2, ..., Xn uma amostra aleatória de uma variável aleatória X
com média , variância 2 e distribuição F(x) e seja a média da
amostra dada por
=
Então a distribuição de converge para a distribuição Normal com
média  e variância 2/n, ou seja,
~ ,
�
162
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
81
Procedimentos robustos derivados da
suposição de normalidade
• Muitas técnicas estatísticas são derivadas da suposição de
normalidade das observações originais.
• Em muitos casos, aproximação, em vez de normalidade exata, é
tudo que se requer para que estes métodos sejam aplicáveis.
• Considerando isto, eles são ditos robustos à não-normalidade.
• Desta forma, a menos que seja especificamente alertado, não se
deve ter excessiva preocupação acerca de normalidade exata.
163
Distribuição Normal
Muitas características de qualidade contínuas tem distribuição
razoavelmente simétrica e podem ser aproximadas por uma curva em
forma de sino conhecida como Curva Normal, que corresponde à
distribuição Normal ou Gaussiana;
Density
207
205
204
203
202
201
200
199
198
197
196
195
0.4
0.3
0.2
0.1
0.0
Normal
164
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
82
Definição de uma Curva Normal
Toda Curva Normal é definida por dois números:
1) Média: medida do centro.
2) Desvio padrão: medida de dispersão.
165
Distribuição Normal
Utilizamos a notação ~ , �
A fdp de X é dada por
=
��
−
�
�−
−∞ ∞, −∞ ∞, � >
166
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
83
Propriedades da Distribuição Normal
Para qualquer Distribuição Normal temos:
167
Cálculo de probabilidades com a curva
normal
Quando �~ , , chamamos distribuição normal padrão e as probabilidades
encontram-se tabeladas
Softwares, como o Excel, também possuem fórmulas que realizam esse cálculo
168
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
84
169
Cálculo de probabilidades com a , �
• Seja ~ , �
• Considere =
�−
�
. Pode-se mostrar que tem distribuição normal
e
=
� =
Portanto, ~ ,
170
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
85
Cálculo de probabilidades com a , �
•Se quisermos calcular < fazemos
< =
−
�
<
−
�
= <
onde =
−
�
•Procuramos na tabela , o valor
171
Exemplo
O diâmetro de uma peça pode ser aproximado pela distribuição
Normal com média 0.2508 e desvio padrão 0.0005. A especificação
para do diâmetro da peça é 0.2500±0.0015. Qual é a proporção de
peças que são produzidas dentro da especificação?
92%
0.91924
0.00000
0.91024
4.6)
P(Z
1.4)
P(Z
1.4)
Z
4.6
P(
0.0005
0.2508
-
0.2515
Z
0.0005
0.2508
-
0.2485
P
0.2515)
X
P(0.2485















 





172
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
86
Propriedade da distribuição Normal
• O seguinte resultado é útil quando temos de trabalhar com a soma de duas ou mais
variáveis aleatórias Normais.
• Se Xi ~ N(μi,σi
2) , i=1,2,...,n são variáveis aleatórias independentes e a1, a2, ... an
constantes. Então
~ , �
ou seja, a combinação de variáveis com distribuição Normal também tem distribuição
Normal.
173
Exercício
• O peso bruto de um produto é a soma do peso líquido mais o peso
da embalagem. Suponha que a máquina que embala o produto é tal
que o peso líquido colocado na embalagem tem distribuição Normal
com média igual a 300 g e desvio padrão igual a 2 gramas. O peso da
embalagem tem distribuição Normal com média igual a 5 g e desvio
padrão igual a 0.5 g.
a) Qual é a distribuição do peso bruto do produto?
b) Qual dos dois processos é mais preciso?
174
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
87
Distribuição exponencial
• A distribuição exponencial é muito utilizada quando
trabalhamos com tempo para ocorrência de um evento, por
exemplo, tempo para atendimento de uma chamada)
= � −��
onde x 0
10
8
6
4
2
0
2.0
1.5
1.0
0.5
0.0
X
Density
0.5
1
2
Alfa
Distribution Plot
Exponential
175
Distribuição exponencial - propriedades
• Se ~ � , então:
=
�
� =
�
176
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
88
Relação entre a Poisson e a Exponencial
• Quando usamos a distribuição de Poisson para modelar, por
exemplo, o número de ligações em um intervalo de tempo é possível
mostrar que o tempo entre duas ligações sucessivas terá distribuição
exponencial, ou seja, sob certas condições:
Seja : o número de chamadas e : tempo entre essas chamadas
~ ⇔ ~
177
Exercício
• Suponha que o tempo entre duas ligações seja modelada por uma
distribuição exponencial de parâmetro 1 minuto.
• Qual a chance de não acontecerem mais do que 3 ligações em um
minuto?
178
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
89
Estudo de uma
população
Estatística
Inferência
• Considere uma população ou um processo e uma variável de
interesse medida em uma amostra
• Os dados da amostra podem ser usados para realizar inferências
sobre a população ou o processo
• As características (parâmetros) de interesse são em geral
• A forma da distribuição da variável
• A média
• O desvio padrão
180
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
90
Inferência sobre a média e o desvio padrão
• A inferência sobre a média e o desvio padrão da população pode ser
feita de três formas:
• Estimação pontual
• Intervalo de confiança
• Teste de hipóteses
• Obs.:
• Essas inferências só fazem sentido se os dados se ajustam a uma
distribuição e se o processo está estável
• É importante fazer inicialmente o gráfico de controle e em seguida o gráfico
probabilístico)
181
Estimação pontual
• Representa-se os valores de uma amostra de tamanho n por
x1, x2, ... , xn.
• A estimação pontual da média e do desvio padrão da
população são dados pela média amostral e pelo desvio
padrão respectivamente
1
n
)
x
(x
s
:
Padrão
Desvio
n
x
x
:
Média
2
i
i






182
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
91
Intervalo de confiança para a média
• A estimação pontual não fornece informação sobre a
precisão da estimativa
• A precisão de uma estimativa pode ser medida através da
margem de erro
• A margem de erro da estimativa pontual da média é dada
por
*
2
M.E.
n
s

183
Intervalo de confiança para a média
)
n
s
*
t
x
,
n
s
*
t
x
( 1)
(n
0.025,
1)
(n
0.025, 
 

n
s
*
t
*
2 1)
(n
0.025, 
t0.025,(n-1) é o percentil 2.5% da distribuição t-Student
com (n-1) graus de liberdade
Um intervalo de confiança de 95% para a média populacional é dado por
A amplitude do intervalo de confiança é dada por
184
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
92
Intervalo de confiança para o desvio padrão








2
0.975
2
0.025 χ
1)
-
(n
s
,
χ
1)
-
(n
s
X2
0.025,(n-1) e X2
0.025,(n-1) são os percentis 2.5% e 97.5%
respectivamente da distribuição Qui-quadrado com
(n-1) graus de livberdade
Um intervalo de confiança de 95% para o desvio padrão populacional é dado
por
185
Exemplo
7
6
5
4
3
2
1
Median
Mean
5.00
4.75
4.50
4.25
4.00
3.75
3.50
1st Q uartile 3.0775
Median 4.3000
3rd Q uartile 5.4075
Maximum 7.1900
3.6055 4.7912
3.4452 4.9665
1.2644 2.1342
A -Squared 0.22
P-V alue 0.813
Mean 4.1983
StDev 1.5876
V ariance 2.5205
Skewness 0.026119
Kurtosis -0.694410
N 30
Minimum 1.2200
A nderson-Darling Normality Test
95% C onfidence Interv al for Mean
95% C onfidence Interv al for Median
95% C onfidence Interv al for StDev
95% Confidence Intervals
Summary for tempo de atendimento
186
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
93
Teste de hipóteses
Estatística
Exemplo 1: trajeto
• Você utiliza um determinado trajeto para o trabalho todos
os dias.
• Você coleta os tempos de deslocamento dos últimos 2 anos
188
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
94
Exemplo 1: trajeto
• Um colega lhe propõe um novo trajeto (supostamente mais rápido)
• Passo 1: formalização do teste
� : . ��: <
189
Exemplo 1: trajeto
• No dia seguinte você utiliza o trajeto sugerido e gasta 29 minutos
• Qual a sua decisão?
Devemos coletar mais dados!
190
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
95
Exemplo 1: trajeto
• 9 observações são coletadas =
• � ã ≈
çã
=
�
• A precisão de pode ser calculado como
� = � = � =
�
• Quanto maior a amostra, maior a precisão!
191
Exemplo 1: trajeto
• Critério: ∗
= −
• Precisamos corrigir o critério pela precisão
=
−
�/
• Supondo � =
=
−
/
= −
• Qual a sua decisão? esta suficientemente afastado?
192
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
96
Exemplo 1: trajeto
• Como visto anteriormente, ~ , / ⇒ ~ ,
• Calculamos < − utilizando a tabela da ,
• Quanto menor for < − maior a evidência de �� e, portanto, rejeitamos �
-3 0
− = < − = .
193
Exemplo 1: trajeto
• Dessa forma completamos os 4 passos:
1. Teste:� : = . ��: <
2. Critério: =
�−
�/
3. Distribuição de referência: ~ ,
4. Nível de significância: − = .
194
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
97
Exemplo 1: trajeto
• Caso � tenha que ser estimado por
=
−
−
• O critério fica
=
−
/
~ −
obs: − = t de student com − graus de liberdade
195
Exemplo 1: trajeto
• Suponha que na realização dos 9 trajetos os tempos tenham sido:
. , . , . , . , . , . , . , . , .
• Nesse caso:
= = . =
−
/
= − .
< − . = .
196
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
98
Exemplo 1: trajeto
• Observação:
Uma diferença que é estatisticamente significante pode não ser
significante do ponto de vista prático!
197
Exemplo
Chamada Tempo Chamada Tempo Chamada Tempo
1 2.53 11 5.57 21 4.81
2 5.52 12 4.60 22 4.82
3 3.53 13 3.84 23 7.19
4 3.26 14 5.37 24 2.39
5 6.31 15 3.42 25 5.52
6 4.04 16 4.51 26 5.01
7 4.09 17 1.84 27 1.94
8 1.22 18 6.89 28 4.60
9 3.42 19 3.53 29 2.35
10 5.01 20 6.75 30 2.07
Voltando ao exemplo anterior, uma empresa monitorou o tempo
gasto para atender uma chamada de um cliente em um call center.
Trinta atendimentos forma medidos. Os dados obtidos encontram-
se na tabela abaixo.
198
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
99
Teste de hipóteses
• No exemplo, suponha que o objetivo era que o tempo
médio de atendimento fosse igual a 3.50 minutos. O
objetivo estava sendo alcançado?
• Teste de Hipótese
Ho: 0 = 3.50 vs. H1: 0  3.50
n
s
μ
y
t
:
teste
do
Critério 0
0


199
Teste de hipóteses
• Calculando o critério
• p-valor = 0.023  Há evidência para rejeitar H0
• OBS.: o gráfico de controle deve ser feito antes do cálculo do p-valor. Caso haja causas
especiais atuando no processo, não se deve calcular o p-valor
2.41
30
1.5876
.50
3
4.1983
n
s
μ
y
t 0
0 




200
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
100
Passos para se testar hipóteses
• Formalização do teste, ou tradução do problema a ser resolvido na forma de
um teste de hipóteses: formule as hipótese nula e alternativa (P)
• Construção de um critério para realizar o teste (P)
• Planeje a coleta de dados (P)
• Realize a coleta de dados (D)
• Calcule a estatística (critério) (S)
• Compare o critério com uma distribuição de referência e calcule a evidência
contra a hipótese nula (p-valor – nível de significância) (S)
• Decida o que fazer (A)
201
Análise do p-valor
• Se o p-valor for menor que 1%, rejeita-se a hipótese nula
• Se o p-valor for maior que 10%, não rejeita-se a hipótese nula
• Se o p-valor estiver entre 1% e 10%, deve-se considerar outros fatores para
se tomar uma decisão, como o risco, custo, etc.
Obs. As recomendações acima são as usuais e são adequadas
para a maior parte dos casos. Porém, a decisão de rejeitar ou
não uma hipótese deve ser feita levando em consideração os
riscos e custos associados com a decisão. Significância
estatística não é a mesma coisa que importância!
202
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
101
Define
Define
• Objetivo
• Definir e comunicar o foco e os indicadores do projeto ao grupo de melhoria
• Atividades
• Fazer o SIPOC do processo
• Fazer o CONTRATO do projeto
• Construir o DIAGRAMA DIRECIONADOR inicial do projeto
204
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
102
Contrato do Projeto de
Melhoria
Define
Contrato de Projeto
• O que é?
• Contrato é um acordo entre o patrocinador e o time de melhoria sobre o que
é esperado do projeto
• Deve conter uma descrição clara do incômodo que se pretende aliviar
• Tem o objeto de alinhar o escopo do projeto
• Quando utilizar?
• Todo projeto Lean Six Sigma deve ter um contrato
206
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
103
Contrato
207
Business Case
Descrição do problema
o ue está e ado
Meta
Qua to deve se o i pa to
+
Resulta no
Business Case
ual o e efí io do i pa to o egó io
Exemplo:
A redução de entregas atrasadas em 15% para 3% irá aumentar a satisfação
dos clientes e reduzirá custos de multas contratuais em R$350.000,00 em um
ano
208
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
104
Exemplo – Reduzir tempo de parada de
máquina
209
Exemplo – Reduzir tempo de parada de
máquina
210
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
105
Cuidados com metas
Metas podem causar problemas sistêmicos nas
organizações devido a
• Estreitamento do foco
• Comportamento antiético
• Aumento de assunção de riscos
• Diminuição da cooperação
• Diminuição da motivação intrínseca.
Tenha cuidado ao aplicar metas na sua
organização
211
Cuidados com metas
• Possíveis consequências do uso inadequado de metas numéricas
• Falsificar dados ou distorcer o sistema de medição
• Atingir a meta em detrimento do sistema
• Metas devem ser
• 1. Desafiadoras
• 2. Possíveis
Atribuir uma meta para alguém sem fornecer um método é uma
crueldade! Deming
212
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
106
Cuidados com metas
• AToyota se baseia nos resultados da experimentação para aprender o
que funciona e o que não funciona, mas esse processo não terá êxito se
os funcionários sentirem que têm de ocultar notícias desfavoráveis ou
fabricar resultados positivos.
• A definição de objetivos que são arrojados e aparentemente impossíveis
funciona pari passu com a cultura da experimentação, em que a
recompensa real não é o êxito ou o fracasso, mas sim o conhecimento
acumulado a partir de diversas experiências de aprendizagem de alta
qualidade
213
Cuidados com metas
Desenvolver um carro dos sonhos, que limpa o ar, evita acidentes, torna
mais saudáveis e mais felizes todos os que o dirigem e atravessa o globo
com um tanque de combustível.
Permear ambições grandiosas através de toda a organização é a
missão mais importante da administração
Katsuaki Watanabe, Ex-CEO da Toyota
Os funcionários podem melhorar facilmente de 5 a 10%. Por isso eu não gosto de objetivos que podem
ser medidos como 100%, tendo eles sido completos ou não. Prefiro definir metas desafiadoras, em que as
pessoas atingem menos, e avaliar a estratégia utilizada, ainda que eles não tenham conseguido realizá-las
a tempo.
214
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
107
Cuidados com metas
• Algumas formas de estabelecer metas:
• Observar outras organizações que tenham realizado objetivos similares.
• Dê alguns conceitos básicos ou ideias que poderiam resultar na realização
do objetivo.
• Extrair ideias dos próprios participantes, fazendo perguntas, tais como, "O
que seria necessário para obter uma redução de 50 por cento no tempo de
enviar uma encomenda? "
215
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
108
SIPOC
Define
SIPOC
• O que é?
• Uma ferramentas para representar os aspectos relevantes do processo que
será foco de melhoria
• Objetivo
• Identificar e documentar em um diagrama os aspectos relevantes do
processo
• Quando utilizar?
• Sempre que existir falta de compreensão sobre o processo por algum
integrante da equipe ou stakeholder do projeto
218
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
109
SIPOC
FORNECEDORES
Saídas
Entradas Processo
CLIENTES
S I P O C
219
SIPOC: Formulário
Fornecedores Entradas Processo Saídas Clientes
Passos do Processo
220
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
110
Exemplo de SIPOC
Fornecedores Inputs Processo Outputs Clientes
Paciente
Agulhas
Laboratório
Resultado
Médico
Realizar
exame de
sangue
Médico
Recebe paciente
e requisição
Prepara
paciente
Retira
sangue
Analisa
sangue
Preenche
relatório
Passos do Processo
Seringas
Álcool
Outros materiais
Requisição
221
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
111
Diagrama direcionador
Define
Diagrama direcionador
• O que é?
• Organiza as ideias e teorias a respeito das possíveis mudanças que resultarão em
melhoria.
• O diagrama direcionador inicial irá refletir os conhecimentos da equipe sobre o
sistema de causas que então poderão ser testados.
• O diagrama deve ser atualizado conforme o conhecimento da equipe à respeito
do problema também evolui.
• Quando utilizar?
• Depois de preencher o Contrato e o SIPOC é o momento da equipe colocar seu
conhecimento atual, teorias e primeiras atividades no diagrama direcionador.
224
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
112
Nível de detalhe
Problema ou
oportunidade
Diagrama direcionador
225
Exemplo – reduzir custo com descarteV1
(inicial)
226
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
113
Exemplo – reduzir custo com descarteV2
(intermediária)
227
Exemplo – reduzir custo com descarteV3
(final)
228
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
114
Exemplo
229
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
115
Measure
Measure
• Objetivo
• Conhecer o processo em detalhes (Porta do Processo)
• Avaliar o desempenho do processo através de dados (Porta de Dados)
• Atividades
• Fazer o Fluxograma do processo
• Identificar variáveis a serem medidas
• Desenvolver planos para coletar e analisar dados
• Verificar a estabilidade do processo
• Calcular a Capabilidade do processo
232
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
116
Fluxograma
Measure
Fluxograma
• O que é?
• Ferramenta que tem diferentes utilidades, dependendo da fase do projeto:
• Conhecimento sobre o Processo (MEASURE)
• Identificação de pontos de medição (MEASURE)
• Identificação de complexidades (ANALYSE)
• Desafiar atividades (ANALYSE)
• Projeto ou Modificação do Processo (IMPROVE)
• Padronização de Procedimentos (CONTROL)
• Quando utilizar
• Se o projeto tem objetivo de melhorar um processo (fluxo) essa ferramenta
provavelmente será útil
234
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
117
Fluxograma
S I C
O
P
235
SIMBOLOGIA UTILIZADA:
Indica que uma atividade está sendo desenvolvida.
Indica um ponto de decisão no processo.
Indica que um documento deu entrada ou saída do
processo.
Indica fim e início do processo.
EMITIR CHEQUE P/
PGTO
VALOR
CORRETO?
ENTREGAR AO
CAIXA
FIM
SIM
NÃO
Indica uma conexão com
ramificações do
processo.
Indica o fluxo do
processo.
Fluxograma
236
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
118
Macro
Midi
Mini
Fluxograma: nível de detalhes
237
Fluxograma – vertical
Processo de avaliação de solicitação de empréstimo
238
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
119
Fluxograma – multifuncional
Multifuncional
(desdobrado)
239
Fluxograma – versões de um processo
O que o gerente
pensa que é
O que é
realmente
O que deveria
ser
O que
poderia ser
n n n n n n n n
n n n n n n n n
n n n n n n n n
n n n n n n n n
n n n n n n n n
n n n n n n n n
n n n n n n n n
n n n n n n n n
n n n n n n n n
n n n n n n n n
n n n n n n n n
n n n n n n n n
n n n
Foque aqui durante a
fase Analyse
Foque aqui durante a
fase Improve
240
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
120
Sistema de medição
Measure
Característica e medida
O
Variáveis
de Input
Variáveis de
Processo
Variáveis de
Output
P
I
X1,, X2 , ... , Xk Y
S C
Y = f(X1,, X2 , ... , Xk)
242
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
121
Processo de medição
Mundo Físico
Mundo
Comportamental
Mundo
Sensorial
Observar
e/ou
Medir
Observações e
Medições
Documentadas
Dados
A medição é um processo que atribui um
valor a uma característica
Características Processo de Medição Resultado
243
Processo de medição
• Método que estabelece relação entre
uma propriedade e um valor em uma
escala
Processo de
Medição
• Questionários
• Instrumentos
• etc.
Método de
mensuração
244
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
122
Exemplos de características e medição
Mundo Físico: Execução de uma tarefa
Medir: Tempo gasto para realizar a tarefa
Instrumento de medição: Cronômetro
Medida: Minutos gasto na realização da
tarefa
Mundo Comportamental: Realização de uma reunião
Medir: Atitude das pessoas na reunião
Instrumento de medição: Observação
Medida: Atitude positiva, atitude negativa,
atitude neutra
Mundo sensorial: Provar um alimento
Medir: Aroma
Instrumento de medição: Provadores
Medida: Ruim, regular, bom, excelente
245
Definição Operacional
• Atividades comuns em qualidade
• Verificar se um produto é defeituoso
• Contar o número de defeitos em um produto ou serviço
• Medir uma característica de qualidade
• Questões:
• O que é um defeito?
• Como medir um defeito?
• Como medir uma característica de qualidade?
246
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
123
Uma Definição Operacional...
Fornece um
sentido
comunicável
a um conceito
É clara e
inequívoca
Especifica
métodos e
equipamento
s de medição
Identifica
critérios
precisos de
decisão
A DefiniçãoOperacional é um componente essencial do
Processo de Medição
É uma descrição, em termos quantificáveis​​, do que medir
e os passos a seguir para medi-lo de forma consistente
247
Como você define esses conceitos?
Falha no desenvolvimento de uma definição operacional clara leva, muitas
vezes, à confusão e mal-entendido
Um imposto justo
Ser rico
Ser pobre
Estar desempregado
Estar limpo
Férias boas
Chegar no prazo
Área urbana
Aquecimento global
Estar contaminado
248
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
124
Definição Operacional
• Componentes
• Objetivo
• Característica de interesse
• Instrumento de medição
• Procedimento
• Critério
249
Definições operacionais de chegada no
prazo
• Objetivo
• Verificar se uma aeronave chegou no horário no aeroporto
• Característica de interesse
• Horário de chegada da aeronave no aeroporto
• Instrumento de medição
• Relógio referenciado com o relógio da torre de controle
• Procedimento:
• O horário de chegada de um voo será o horário em que o trem de pouso da
aeronave tocar a pista de pouso
• Critério
• A aeronave está no prazo se o horário de chegada for igual ao horário
programado mais ou menos 15 minutos
250
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
125
Tipos de variáveis
Measure
Tipos deVariáveis
• Variáveis Numéricas (Quantitativa)
• São as variáveis que podem ser medidas em uma escala quantitativa, ou
seja, apresentam valores numéricos que fazem sentido. Podem ser
contínuas ou discretas.
• Variáveis Categóricas (Qualitativa)
• São as variáveis que não possuem valores quantitativos, mas, ao contrário,
são definidas por várias categorias, ou seja, representam uma classificação
dos indivíduos. Podem ser nominais ou ordinais.
252
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
126
Classificação de dados (simplificada)
Tipo deVariáveis Característica
de Qualidade
Dado registrado
Categóricas
(Qualitativo)
Classificação
Desempenho da entrega Entrega no prazo/atrasado
Retrabalho Sem/Com
Arranhões Sem/Com
Numérico
(Quantitativo )
Contagem
Mudanças Número de mudanças/projeto
Acidentes Número de acidentes/por mês
Arranhões Número de arranhões/ superfície
Contínuos
Tempo Minutos atrasados
Peso Gramas
Arranhões Tamanho em cm do arranhão
Variáveis de Classificação ou Contagem são também chamados de Atributos
253
Classifique cada uma das seguintes variáveis como
classificatória, contagem ou contínua
• Número de estrelas de hotéis
• Quantidade de calorias de um produto
alimentício
• Número de bolhas em uma garrafa de vidro
• Tempo médio de espera para se atendido em
um Call Center
• Número de atendentes em um Call Center
• Número de ligações perdidas em um Call Center
• Motivos para ligações perdidas em um Call
Center
• Fontes de consumo de água em uma residência
• Consumo de água em uma residência
• Número de telefones por domicílio
• Número de chamadas de longa distância
realizadas por mês
• Duração de cada chamada de longa distância
• Cor do telefone utilizado com mais frequência
• Se existe uma linha conectada ao modem na
residência
• Quantia gasta com livros
• Tempo gasto na livraria por mês
• Se é filiado a algum Partido Político
• Caso seja, a que Partido Político é filiado
• Satisfação com um determinado produto
254
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
127
Custo, tempo e informação
Tipo de variável Tempo para
medir
Custo para
medir
Informação por
unidade medida
Tamanho da amostra
para a mesma
quantidade de
informação
Classificação
-
Contagem
Contínua
+
Não há uma única forma de medir. A decisão depende de vários fatores
A forma de medir usual, que pode ser adequada para operações de
rotina, pode não ser adequada em projetos de melhoria
255
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
128
Análise da variação
Measure
Variabilidade e Estatística
A variação é inerente a todos os
processos
258
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
129
Percepção daVariação
A variação pode ser percebida através dos dados
259
Reação à variação
• Uma das funções de um gestor é tomar decisões que são baseadas
na interpretação da variação nos indicadores
• Há 3 meses que as vendas estão abaixo do previsto. Esses dados indicam
uma tendência? É necessário agir?
• Há diferenças de desempenhos das pessoas na organização. Há alguém que
realmente necessita de uma assistência especial? Há alguém que merece um
reconhecimento especial?
• O número de acidentes foi maior que no ano passado. É preciso fazer
mudanças no ambiente de trabalho? Fazer uma campanha sobre segurança
no trabalho?
260
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
130
Gráfico deTendência e
Causas deVariação
Measure
Gráfico de tendência
• O que é
• Ferramentas para analisar um indicador coletado ao longo do tempo
• Quando utilizar
• Sempre que coletar dados ao longo do tempo
262
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
131
Gráfico deTendência
• O gráfico de tendência é um gráfico simples e fácil de construir
• Eixo horizontal: tempo
• Eixo vertical: variável sendo monitorada
263
Análise da variação – causas de variação
24
22
20
18
16
14
12
10
8
6
4
2
20
15
10
5
0
-5
-10
-15
-20
Dia
Minutos
0
Gráfico de Controle: Hora de Chegada
24
22
20
18
16
14
12
10
8
6
4
2
20
15
10
5
0
-5
-10
-15
-20
Dia
Minutos
0
Gráfico de Controle: Hora de Chegada
24
22
20
18
16
14
12
10
8
6
4
2
20
15
10
5
0
-5
-10
-15
-20
Dia
Minutos
0
Gráfico de Controle: Hora de Chegada
24
22
20
18
16
14
12
10
8
6
4
2
20
15
10
5
0
-5
-10
-15
-20
Dia
Minutos
0
Gráfico de Controle: Hora de Chegada
24
22
20
18
16
14
12
10
8
6
4
2
20
15
10
5
0
-5
-10
-15
-20
Dia
Minutos
0
Gráfico de Controle: Hora de Chegada
264
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
132
Causas de variação (Shewhart 1931) -
Atividade
265
Causas de variação (Shewhart)
• Causas comuns
• Causas que são inerentes ao processo todo o tempo, afetam todos que
atuam no processo, e afetam todos os resultados do processo
• Causas especiais
• Causas que não atuam no processo todo o tempo ou não afetam todo
mundo, mas que surgem devido a circunstâncias especiais
266
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
133
Como descrever a variação (VOP)?
Mes
Inventario
(em mil US$) Mes
Inventario
(em mil US$)
jan/2003 19 jan/2004 20
fev/2003 27 fev/2004 22
mar/2003 20 mar/2004 19
abr/2003 16 abr/2004 16
mai/2003 18 mai/2004 22
jun/2003 25 jun/2004 19
jul/2003 22 jul/2004 25
ago/2003 24 ago/2004 22
set/2003 17 set/2004 18
out/2003 25 out/2004 20
nov/2003 15 nov/2004 16
dez/2003 17 dez/2004 17
267
Como descrever a variação (VOP)?
Visão Estática
Estatísticas Descritivas
Média, Mediana,
Quartis, Mínimo, Máximo
Amplitude, Desvio Padrão
Histograma
28
26
24
22
20
18
16
14
25
20
15
10
5
0
Inventario (em mil US$)
Percent
Histogram of Inventario (em mil US$)
Inventário (em mil US$)
N Mean StDev Mínimo Q1 Mediana Q3 Máximo
24 20.04 3.40 15 17 19.5 22 27
268
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
134
Como descrever a variação (VOP)?
Visão Dinâmica
Gráfico de Tendência
Gráfico de Controle
(Gráfico ao longo do tempo)
Rate
per
100
ED
Patients
Unplanned Returns to Ed w/in 72 Hours
M
41.78
17
A
43.89
26
M
39.86
13
J
40.03
16
J
38.01
24
A
43.43
27
S
39.21
19
O
41.90
14
N
41.78
33
D
43.00
20
J
39.66
17
F
40.03
22
M
48.21
29
A
43.89
17
M
39.86
36
J
36.21
19
J
41.78
22
A
43.89
24
S
31.45
22
Month
ED/100
Returns
u chart
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
0.0
0.2
0.4
0.6
0.8
1.0
1.2
UCL = 0.88
Mean = 0.54
LCL = 0.19
nov/2004
set/2004
jul/2004
m
ai/2004
m
ar/2004
jan/2004
nov/2003
set/2003
jul/2003
m
ai/2003
m
ar/2003
jan/2003
35
30
25
20
15
10
Mes
Individual
Value
_
X=20.04
UCL=31.61
LCL=8.48
I Chart of Inventario (em mil US$)
269
Causas de variação
• Diferentes estratégias são necessárias para melhorar um processo
estável (somente causas comuns atuam) ou um processo instável
(causas especiais também atuam).
• Método de identificação: Gráfico de Tendência (ou Gráfico de
Controle.)
270
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
135
Regras para distinção de causas de variação
Gráfico de tendência: Minutos adiantados ou atrasados em relação ao especificado
Um ponto muito
afastado dos demais
Sequencia de oito ou mais
pontos abaixo ou acima da média
Sequencia de seis ou mais
pontos crescente ou decrescente 271
Gráfico de Controle
272
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
136
Regras para distinção de causas de variação
com gráfico de controle
273
Exercício 1
• Os dados do último mês são o resultado de causas comuns ou
especiais? Por que?
• A diretora de recursos humanos tomou a providência adequada?
• O que ela deveria esperar que fossem seus custos mensais de
treinamento?
A diretora de recursos humanos estava
examinando suas despesas com
treinamento dos últimos dois anos.
Baseada nos últimos 12 meses, ela havia
colocado no orçamento um custo médio
de $ 98.000 por mês; mas as despesas do
último mês foram de $ 105.000. Ela
queria saber o que havia de diferente com
o último mês e pediu à sua equipe para
descobrir o que aconteceu, para que
pudessem evitar o problema no futuro
274
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
137
Exercício 2
Uma linha de embalagem teve, em
média, 4 horas de interrupções por
semana, de 8 de março a 23 de agosto. Já
que muitos dos problemas estavam
relacionados a quedas na energia elétrica,
os técnicos suspeitaram que o
equipamento de proteção da rede
elétrica estivesse funcionando mal. Eles o
substituíram no final de janeiro e então
continuaram a coletar dados por mais
oito semanas.
• Acaso o novo equipamento de proteção da rede ajudou?
• Em caso afirmativo, em que semana eles tiveram seu primeiro
sinal? Há outros sinais de uma mudança no processo?
275
Exercício 3
Um fornecedor de bens de consumo
acompanha os pedidos que chegam via
EDI. Ele quer usar esses dados para
ajudar a planejar o orçamento para o
novo ano. Se o processo for estável, os
gerentes poderão estimar em média
quantos pedidos serão recebidos a
cada dia. Mas primeiro eles precisam
saber se há quaisquer indicações de
causas especiais no processo.
• Os dados indicam a presença de causa especial ou a variação é toda ela resultado
de causas comuns? Por que?
• Qual o número médio de pedidos que deveriam esperar por dia?
• Qual o número máximo de pedidos que deveriam esperar receber por dia? 276
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
138
Exercício 4
Uma fábrica que produz cartões de
plástico (cartões de crédito, cartões de
identificação de seguro médico, etiquetas
de embalagem etc.) usa água de um rio
próximo para refrigerar o equipamento
usado no processo de aquecimento. Eles
podem reciclar a água e devolvê-la ao rio,
contanto que esta não contenha mais de
50 mg de impurezas. Um técnico
monitora o volume de impurezas em uma
amostra que é tirada todos os dias.
• Os dados indicam a presença de uma causa especial ou a variação é, toda ela,
resultado de causas comuns?
• Se há uma causa especial, qual amostra assinala isso primeiro?
277
Exercício 5
O gráfico abaixo apresenta o
número de bagagens perdidas
num vôo entre os dias 1 de
março e 3 de abril.
• Qual a amplitude de dados que deve ser esperada para perda de bagagem em um único dia?
• Existem quaisquer indicações de causas especiais?
• A companhia aérea deveria usar ações de causa comum ou causa especial para responder
ao número de bagagens perdidas no dia 31 de Março?
278
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
139
Análise de indicadores
Measure
Abordagens comuns em análise de dados
• É comum comparar a porcentagem da diferença em relação à média
• A interpretação da porcentagem de variação em relação à média depende
• Do valor da média (10% de 50 é diferente de 10% de 500)
• Da quantidade de variação presente nos dados: 2% de variação da média pode ser causa especial e
20% pode ser causa comum
280
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
140
Um relatório gerencial típico
Indicadores Depto Valor Atual Média
Mensal
% Dif.
Qualidade
Entregas no prazo (%) 20 91.0 91.3 –0.3
Aprovação na primeira vez (%) 12 54 70 –23.0
Sucata/por 1000 Kg produzidos) 19 124 129 –3.9
Produção
Volume Produzido (1000 Kg) 13 34.5 33 +4.5
CustoTotal de Produção/100 Kg 13 280.83 278.82 +0.7
Inventário em processo (100 Kg) 17 28 19.7 +42.0
Operações
% Faturam. no prazo 06 74.3 95 –21.8
281
jun/2005
m
ar/2005
dez/2004
set/2004
jun/2004
m
ar/2004
dez/2003
set/2003
jun/2003
m
ar/2003
35
30
25
20
15
10
5
0
mes
inventario
Gráfico de Tendência: Inventario
Uma forma melhor: analise a série
Adaptado de Donald Wheeler, Understanding Variation: The Key to Managing Chaos. SPC Press: 1993.
Julho/05 é uma
causa especial?
282
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
141
Princípios da teoria da variação
1. Devemos esperar que as coisas variem. Elas sempre
variam
2. Entendimento da variação nos diz o que esperar em
termos de resultados
3. Trabalhe sempre nas causas de variação, as quais são
sempre encontradas no sistema
4. Entendimento de variação nos diz quando algo especial
aconteceu
283
IPC-Fipe recua para 0,08% em
outubro (05.11.2007 ; 05h44),
Agência Estado
O Índice de Preços ao Consumidor
(IPC) da Fundação Instituto de
Pesquisas Econômicas (Fipe), da USP,
fechou o mês de outubro com
variação de 0,08% na cidade de São
Paulo. O índice apresentou
significativo recuo ante a taxa
setembro (0,24%) e ficou abaixo das
expectativas dos analistas
consultados pelaAgência Estado,
que iam de 0,11% a 0,16%. Na
terceira quadrissemana de outubro, o
IPC foi de 0,15%.
Deu no portal Exame...
out/07
set/07
0,25
0,20
0,15
0,10
0,05
0,00
Mês
%
0,08
0,24
Índice Geral da Fipe
 A inflação está caindo?
 As variações são grandes ou pequenas?
Em relação a quê?
 O que esperar para o mês seguinte? 284
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
142
Quatro meses depois ...
Mês Fipe
jan/06 0.50
fev/06 -0.03
mar/06 0.14
abr/06 0.01
mai/06 -0.22
jun/06 -0.31
jul/06 0.21
ago/06 0.12
set/06 0.25
out/06 0.39
nov/06 0.42
dez/06 1.04
jan/07 0.66
fev/07 0.33
mar/07 0.11
abr/07 0.33
mai/07 0.36
jun/07 0.55
jul/07 0.27
ago/07 0.07
set/07 0.24
out/07 0.08
nov/07 0.47
dez/07 0.82
jan/08 0.52
fev/08 0.19
285
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
143
Gráficos de frequência:
histograma e Dot-Plot
Measure
Gráfico de Freqüência: Dot Plot
Mês Gasto Mês Gasto
jan/2001 97 jan/2002 96
fev/2001 104 fev/2002 100
mar/2001 99 mar/2002 99
abr/2001 94 abr/2002 96
mai/2001 100 mai/2002 103
jun/2001 99 jun/2002 97
jul/2001 96 jul/2002 96
ago/2001 96 ago/2002 91
set/2001 94 set/2002 98
out/2001 96 out/2002 96
nov/2001 98 nov/2002 95
dez/2001 99 dez/2002 105
288
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
144
Gráfico de Freqüência: Histograma
3074.32 1184.04 631.14 970.81 1126.45 86.00 694.34 757.04
778.88 107.78 809.86 711.36 1403.13 1172.68 197.84 92.50
602.36 489.40 1033.09 732.89 760.71 1275.38 338.41 6.99
253.61 191.21 1249.77 793.21 516.11 27.19 474.35 666.90
43.15 608.39 707.19 2837.39 954.81 15.40 574.56 2106.47
1243.20 933.57 651.78 79.80 1076.80 320.45 3065.79 890.95
928.44 306.15 807.55 2566.06 1063.25 193.04 779.07 1252.07
154.55 629.59 357.53 1132.04 209.84 1239.65 429.08 383.45
1121.12 1142.27 295.61 1689.13 891.68 349.22 3005.68 1572.08
959.55 906.96 453.15 587.72 436.04 623.76 521.65 2589.97
2705.86 458.13 401.17 60.45 2415.94 1503.63 280.52 20.37
1052.25 1348.63 538.09 858.61 347.03 1469.26 891.91 33.00
234.90 1047.04 693.39 513.15 159.12 364.84 3239.65 3637.38
1633.70 176.02 494.01 857.72 1261.66 409.74 27.11 1685.12
1688.66 1065.77 175.59 1449.60 413.37 403.72 1851.64 3711.79
23.84 326.36 592.99 26.40 3689.57 1258.30 934.65 730.77
602.71 386.14 358.21 413.78 208.51 283.67 380.95 2541.23
122.40 414.68 51.22 2.00 601.91 1669.42 987.59 692.49
924.84 245.54 150.13 3850.09 431.53 190.56 537.33 611.32
713.29 2202.69 123.86 45.58 167.57 1768.33 732.66 1218.76
1088.30 2.06 861.27 1014.46 2020.19 1263.97 3042.79 406.31
1561.42 1562.89 400.46 727.84 728.29 775.67 2166.44 368.39
89.54 2076.58 1532.15 571.24 778.95 154.25 702.29 30.00
785.85 141.17 853.03 2100.70 134.10 648.24 1622.95 424.75
185.93 1609.05 4187.47 2478.63 203.56 238.76 451.58 283.78
Considere os dados de
gasto mensal com
cartão de crédito de
200 clientes de uma
operadora
289
Gráfico de Freqüência: Histograma
290
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
145
Estatísticas descritivas
Measure
Medidas de localização
• São medidas numéricas que estabelecem
• Entre que valores os dados ocorreram
• Mínimo e Máximo
• Qual é centro dos dados
• Média e Mediana
• Qual é o valor abaixo do qual temos uma certa porcentagem dos dados
• Quartis (Quartil 1 e Quartil 3) e Percentis
292
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
146
Medidas de localização: Mínimo, Máximo e
Média
• Denote os valores do conjunto de dados por , , … ,
• Mínimo: � = í � , , … ,
• Máximo: = á � , , … ,
• Média: =
� +� +⋯+�
=
�
=
• Mediana: valor central
� =
+ , é �
/ + + /
, é
293
Medidas de localização: Mediana
• Exemplo (para n impar): Considere os seguintes valores:
71, 70, 70, 72 e 70
• Os valores ordenados são: 70 70 70 71 72
• A mediana é 70
• Exemplo (para n par): Considere os seguintes valores:
500 550 550 550 600 700 750 2000
• Mediana = (550+600)/2=575
294
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
147
Média, Mediana e forma da Distribuição
Média =15.20
Mediana = 11.64
Média =15.036
Mediana = 15.035
Distribuição simétrica Distribuição assimétrica
295
Medidas de localização: Quartis
• O quartil 1: 25% do valores estão abaixo da quartil 1 e 75% dos
valores estão acima do quartil 1
• O quartil 3: 25% do valores estão acima da quartil 3 e 75% dos
valores estão abaixo do quartil 3
296
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
148
Medidas deVariação
• Suponha duas linhas de produção, onde medimos o comprimento.
Os valores aceitáveis são entre 8 e 12. As linhas são equivalentes?
Duas formas de se medir variação:
Amplitude = Máximo-Mínimo
Desvio padrão
297
Medidas deVariação: Desvio Padrão
• Considere os seguintes dados
70 71 73 74 77
-3 -2 0 1 4
• A média é 73. Os desvios em relação à média estão na tabela abaixo
• A soma dos desvio é zero (de fato, a soma dos desvios em relação à
média é zero para qualquer conjunto de dados)
298
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
149
Medidas deVariação: Desvio Padrão
• Para calcular o desvio padrão, inicialmente eleva-se os desvios ao
quadrado (contribuição de cada desvio)
9 4 0 1 16
(9 + 4 + 0 + 1 + 16) / 4 = 7.5
• O próximo passo é somar a contribuição de cada desvio e dividir
pelo total de valores menos 1
• O último passo é calcular a raiz quadrada da variância amostral que
é o desvio padrão
. . = . = .
299
Resumo: caracterização de uma variável
numérica
Estatísticas Descritivas: N_Vendas
N 60
Média 201.47 Mediana 201.00
Desvio Padrão 16.73 Quartil 1 191.00
Mínimo 170.00 Quartil 3 210.75
Máximo 243.00 Amp.Interq (IQR) 19.75
Amplitude 73.00
300
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
150
O que a média e o desvio padrão não
mostram
• Observe os quatro conjuntos de
números ao lado
• Todos tem mesma média e
mesmo desvio padrão
• Os conjuntos são iguais?
N Conj 1 Conj 2 Conj 3 Conj 4
1 40.50 41.64 35.00 44.50
2 41.50 58.36 37.00 45.00
3 42.50 42.29 42.00 45.50
4 43.50 57.71 53.90 46.00
5 44.50 42.93 53.00 46.50
6 45.50 57.07 50.60 47.00
7 46.50 43.57 50.50 47.50
8 47.50 56.43 53.80 48.00
9 48.50 44.21 52.50 48.50
10 49.50 55.79 53.60 49.00
11 50.50 44.86 50.40 49.50
12 51.50 55.14 52.20 50.00
13 52.50 45.50 52.70 50.50
14 53.50 54.50 52.40 51.00
15 54.50 46.14 52.70 51.50
16 55.50 53.86 51.40 52.00
17 56.50 46.79 53.80 52.50
18 57.50 53.21 52.90 53.00
19 58.50 47.43 56.81 72.71
20 59.50 52.57 42.79 49.79
Média 50.00 50.00 50.00 50.00
Desv. Pad. 5.92 5.92 5.92 5.92
301
O que a média e o desvio padrão não
mostram
Index
Conj
1
20
16
12
8
4
70
60
50
40
Index
Conj
2
20
16
12
8
4
70
60
50
40
Index
Conj
3
20
16
12
8
4
70
60
50
40
Index
Conj
4
20
16
12
8
4
70
60
50
40
Time Series Plot of Conj 1 Time Series Plot of Conj 2
Time Series Plot of Conj 3 Time Series Plot of Conj 4
302
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
151
Cenário
• A porcentagem de pacientes da emergência com dor no peito atendidos
por um cardiologista em até 10 min foi medida durante 24 semanas.
Uma mudanças foi feita após a semana 12. O resumo comparando as 12
primeiras semanas com as doze últimas está na tabela abaixo.
A mudança foi melhoria?
Pequena ou alta?
Semana 1-12
Média 80%
Max 94%
Min 67%
Semana 13-24
Média 84%
Max 95%
Min 79%
20/m
ar
06/m
ar
21/fev
07/fev
24/jan
10/jan
20/dez
06/dez
22/nov
08/nov
24/out
10/out
100.00%
90.00%
80.00%
70.00%
60.00%
Data
Porc
Gráfico de Tendência: Porcentagem
303
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
152
Gráficos de barras e
tabelas
Measure
Gráfico de barras e tabelas
• O que é?
• Ferramenta para estudar a distribuição de dados classificatórios
• Quando utilizar?
• Sempre que os dados coletados forem classificatórios (qualitativos)
306
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
153
Dados classificatórios:Tabelas e Gráficos
• Clientes de uma instituição de
crédito são classificados como
BOM , MAU e OUTROS .
Status Freq Porc.
BOM 5139 51.7%
MAU 379 3.8%
OUTROS 4428 44.5%
Total 9946 100.0%
44.5%
3.8%
51.7%
Category
BOM
MAU
OUTROS
Pie Chart of Freq vs Status
Status
Percent
OUTROS
MAU
BOM
50
40
30
20
10
0
Chart of Status
Percent within all data.
307
Dados classificatórios: Gráfico deTendência
Uma empresa de logística amostrou sessenta
entregas por semana durante vinte semanas e
avaliou cada entrega se foi feita no prazo ou
fora do prazo.
Semana % fora
do prazo
1 8.33
2 3.33
3 3.33
4 10.00
5 11.67
6 8.33
7 13.33
8 6.67
9 3.33
10 8.33
11 6.67
12 1.67
13 5.00
14 15.00
15 13.33
16 6.67
17 8.33
18 3.33
19 10.00
20 13.33
308
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
154
Gráfico de Pareto
Measure
Gráfico de Pareto
• O que é?
• Um gráfico de barras ordenada
• Serve para dar foco em esforços de melhoria
• Conhecida como regra 80/20 ouVitais vs.Triviais
• Quando utilizar?
• Se o objetivo é reduzir defeitos, então faça um gráfico de Pareto dos
defeitos para encontrar os vitais.
310
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
155
Exemplo: Defeitos em Manufatura
Valor
Cumul.
Value
Diagrama de Pareto
Variável: Número de defeitos
Tipos de Defeitos
Valores
Porcentagem
1
2
3
4 5
6 7
1
2
3
4
5
6 7
0
10
20
30
40
50
60
70
80
90
100
0
20
40
60
80
100
120
140
1 2 3 4 5 6 7
311
O Princípio de Pareto
O Princípio de Pareto se aplica
O Princípio de Pareto não se aplica
312
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
156
Cuidados ao Fazer o Gráfico
O eixo vertical deve
ter altura igual à
soma de todas as
freqüências
313
Estratificação
Tipo de
erro
Vendas RH Manuf. Eng. Finan. Trein. Total
Falta
assinatura
Funcionári
o
2 3 3 2
10
Gerente 25 1 40 1 2 1 70
V.P. 2 2 2 6
Falta
recibo
Taxi 3 1 3 1 8
Refeição 3 3 6
Estacion. 33 26 1 60
Comb. 2 2 1 5
Total de
erros
68 3 76 9 6 3 165
Erros em relatório de despesas
314
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
157
Pareto por local e estratificação
freq 76 68 9 6 6
Percent 46.1 41.2 5.5 3.6 3.6
Cum % 46.1 87.3 92.7 96.4 100.0
local Other
Finan.
Eng.
Vendas
Manuf.
180
160
140
120
100
80
60
40
20
0
100
80
60
40
20
0
freq
Percent
Pareto Chart of local
Venda e Manuf 65 59 6 4 4 6
Percent 45.1 41.0 4.2 2.8 2.8 4.2
Cum % 45.1 86.1 90.3 93.1 95.8 100.0
Tipo
Other
Falta
recibo
com
b.
Falta
assin.V.P.
Falta
recibo
refeição
Falta
recibo
estacion.
Falta
assin.gerente
160
140
120
100
80
60
40
20
0
100
80
60
40
20
0
Venda
e
Manuf
Percent
Pareto Chart of Tipo: Vendas+Manuf.
315
Modificações no Gráfico de Pareto
• Três alternativas importantes para o eixo vertical são:
• Valor monetário
• Tempo
• Contribuição percentual de cada classificação para o total (tempo,
ocorrências, dinheiro etc.)
316
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
158
Estreitando o Foco (Macro para Micro)
317
Estabilidade na Análise de Pareto
Se o processo for
instável, deve ser feita a
estratificação dos dados
para separar os dados
obtidos quando causas
especiais estavam
presentes dos dados
318
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
159
Estratificação
Measure
Estratificação
• O que é?
• separação e classificação dos dados, de acordo com fatores ou variáveis
selecionados.
• O objetivo é encontrar padrões que auxiliem na compreensão dos
mecanismos causais de um processo.
• Quando utilizar?
• Sempre que houver interesse de se estudar se o comportamento é o
mesmo em todos os grupos definidos pelos fatores ou variáveis
320
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
160
Exemplo
28
26
24
22
20
18
tempo de set-up
28
26
24
22
20
18
A
B
tempo de set-up
Turno
30
24
18
12
6
1
30
25
20
15
Index
tempo
de
set-up
A
B
Turno
Dotplot of tempo de set-up Dotplot of tempo de set-up por turno
Gráfico de tendência tempo de set-up por turno
Tempo de setup
Turno A Turno B
20 24
19 23
21 28
21 22
22 24
18 24
20 23
20 21
19 25
19 23
23 26
21 27
19 22
20 22
22 25
18 26
O tempo de setup de uma
máquina foi medido em
dois turnos. Os tempos
estão na tabela ao lado.
321
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
161
Gráfico de Controle
Measure
Gráfico de Controle
• O que é?
• Um Gráfico de Controle é um Gráfico deTendência com limites de controle
calculados com base estatística
• Ajudam a identificar causas comuns e especiais de variação
• Inicialmente utilizado na linha de produção, pode ser aplicado a qualquer
indicador
• Quando utilizar?
• Devemos montar um gráfico de controle para todos os indicadores
324
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
162
Gráfico de Controle de Shewhart
325
Estrutura de um Gráfico de Controle
326
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
163
Tipos de variáveis
Dados Contínuos
Dados de Atributo
Defeitos?
(contagem)
Defeituoso?
(classificação)
Sim!
Sim! Quantos? 2!
Defeito Item produzido
Seleção do Gráfico deControle
328
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
164
Gráficos P
Gráfico de Controle
Gráfico P
•Quando utilizar?
• Sempre que contamos o número de unidades
defeituosas
• O indicador é uma proporção
• Obs: nem todo dado de porcentagem é dado de
classificação (razões entre dados contínuos, por
exemplo)
330
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
165
Exemplo de Gráfico P
Dados sobre absenteísmo – 90 funcionários
Dia Total de
Ausências
p Ausências Não
Justificadas
p
1 10 0.11 2 0.02
2 8 0.09 3 0.03
3 14 0.16 1 0.01
4 6 0.07 1 0.01
5 8 0.09 1 0.01
6 7 0.08 2 0.02
7 16 0.18 0 0.00
8 12 0.13 3 0.03
9 10 0.11 1 0.01
10 9 0.10 8 0.09
11 12 0.13 1 0.01
12 10 0.11 2 0.02
13 14 0.16 0 0.00
14 4 0.04 4 0.04
15 8 0.09 3 0.03
16 12 0.13 1 0.01
17 9 0.10 0 0.00
18 5 0.06 2 0.02
19 14 0.16 1 0.01
20 10 0.11 0 0.00
Sample
Proportion
19
17
15
13
11
9
7
5
3
1
0.20
0.15
0.10
0.05
0.00
_
P=0.11
UCL=0.2089
LCL=0.0111
P Chart of total de ausencias
Sample
Proportion
19
17
15
13
11
9
7
5
3
1
0.09
0.08
0.07
0.06
0.05
0.04
0.03
0.02
0.01
0.00
_
P=0.02
UCL=0.06427
LCL=0
1
P Chart of ausencias nao justificadas
331
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
166
Gráficos U
Gráfico de Controle
Gráfico U
•Quando utilizar?
• Sempre que contamos o número de defeitos
• O indicador é uma taxa
334
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
167
Exemplo
Mês/Ano
(oportunidade)
Número de
acidentes (C)
Mês/Ano
(oportunidade)
Número de
acidentes (C)
Janeiro 1989 6 Janeiro 1990 10
Fevereiro 2 Fevereiro 5
Março 4 Março 9
Abril 8 Abril 4
Maio 5 Maio 3
Junho 4 Junho 2
Julho 23 Julho 2
Agosto 7 Agosto 1
Setembro 3 Setembro 3
Outubro 15 Outubro 4
Novembro 12 Novembro 3
Dezembro 7 Dezembro 1
335
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
168
Gráfico de Individuais
Gráfico de Controle
Gráfico I
•Quando utilizar?
• Sempre que os dados são contínuos
• Quando o tamanho do subgrupo é 1
• Quando a distribuição dos dados é Normal
338
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
169
Gráfico de Individuais: exemplo
Inventário em processo
Adapted from Donald Wheeler, Understanding Variation: The Key to Managing Chaos. SPC Press: 1993.
Jan Feb Mar Apr May Jun Jul Aug Sep Oct Nov Dec
1990 19 27 20 16 18 25 22 24 17 25 15 17
1991 20 22 19 16 22 19 25 22 18 20 16 17
1993 20 15 27 25 17 19 28
339
Gráfico de Individuais
• Os limites de controle em um gráfico de individuais são calculados
sob a suposição de que os dados podem ser modelados pela
distribuição Normal (Gaussiana)
• Se a distribuição dos dados é assimétrica (no caso de medições de
tempo de ciclo, por exemplo), o gráfico de individuais apontará
muitos pontos fora dos limites de controle, sendo que esses pontos
não necessariamente apontam possíveis causas especiais
• Se a distribuição é assimétrica, é útil transformar os dados
(transformação logarítmica, por exemplo) e fazer o Gráfico dos
dados transformados
340
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
170
Gráfico de Individuais e distribuição Normal
Observe os histogramas e respectivos gráficos de controle de Individuais. A
distribuição da variávelTempo é assimétrica e o gráfico de controle aponta 3
pontos acima do limite superior de controle
A distribuição do logaritmo do tempo é simétrica e o gráfico de controle respectivo
não aponta possíveis causas especiais
341
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
171
Gráficos X-barra/S ou X-
barra/R
Gráfico de Controle
Gráficos X-barra/R
• Quando utilizar?
• Quando dados contínuos são coletados em subgrupos (amostras) de
tamanho constante
• Nesse caso constrói-se dois gráficos
• Gráfico X-barra: Médias de dados dos subgrupos
• Gráfico R: amplitude dados dentro de cada subgrupo
344
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
172
Gráficos X-barra/R: exemplo
Semana Amostra
1 45 48 48
2 46 46 44
3 41 47 47
4 41 44 45
5 43 50 41
6 41 45 47
7 48 46 46
8 48 44 45
9 49 45 46
10 46 50 44
11 42 46 48
12 42 49 47
13 54 56 49
14 43 44 45
15 42 45 59
16 44 47 44
17 46 51 45
18 44 42 40
19 45 45 46
20 42 47 43
O tempo de ciclo de uma operação, foi
medido três vezes por semana durante
20 semanas.
Os dados estão na tabela ao lado e os
respectivos gráficos X-barra/R estão
abaixo
Cada ponto neste
gráfico é a média de
um subgrupo.
Cada ponto neste
gráfico é a
amplitude dentro do
mesmo subgrupo.
345
Gráficos X-barra/S
• Quando utilizar?
• O gráfico X-barra/S é similar ao gráfico X-barra/R
• É usado quando dados contínuos são coletados em subgrupos (amostras) de
tamanho constante ou variável
• Nesse caso constrói-se dois gráficos
• Gráfico X-barra: Médias de dados dos subgrupos
• Gráfico S: desvio padrão dos dados dentro de cada subgrupo
346
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
173
Gráficos X-barra/S: exemplo
Semana Amostra
1 45 48 48
2 46 46 44
3 41 47 47
4 41 44 45
5 43 50 41
6 41 45 47
7 48 46 46
8 48 44 45
9 49 45 46
10 46 50 44
11 42 46 48
12 42 49 47
13 54 56 49
14 43 44 45
15 42 45 59
16 44 47 44
17 46 51 45
18 44 42 40
19 45 45 46
20 42 47 43
Cada ponto neste
gráfico é a média de
um subgrupo.
Cada ponto neste
gráfico é o desvio
padrão dentro do
mesmo subgrupo.
347
Gráfico X-barra/R ou X-barra/S
• O uso do gráfico X-barra/R tem razões históricas
• No passado, sem a disponibilidade de recursos computacionais, era
mais fácil calcular a amplitude (R) do subgrupo do que o desvio
padrão (S)
• Essa razão não existe mais se o gráfico é feito com o auxílio de um
software
348
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
174
Regras para causas especiais, alteração
dos limites e erros de decisão
Gráfico de Controle
Regras para causas especiais
Uma observação além de um
limite de controle
Uma sequência de oito ou mais
pontos acima ou abaixo da média Uma sequência de seis ou mais
pontos crescentes ou decrescentes
Há inúmeras regras apontar possíveis causa
especiais
O princípio básico por trás de todas elas e
apontar padrões com baixa probabilidade de
ocorrer se somente causas comuns estiverem
atuando (processo estável)
350
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
175
Alteração dos limites de controle
Os limites de controle refletem o comportamento do processo e só
devem ser alterados se há evidência de que houve alteração significante
no comportamento do processo.
O exemplo seguinte mostra uma situação típica onde ocorre uma
alteração nos limites de controle.Após uma seqüência de oito ou mais
pontos abaixo da média os limites de controle são recalculados.
351
Gráfico de Controle:Tipos de Erros
• ERRO 1:
• Reagir a um resultado como se viesse de uma causa especial, quando na
verdade vem de causas comuns de variação.
• ERRO 2:
• Tratar um resultado como se viesse de causas comuns de variação, quando
na verdade vem de uma causa especial
• Erros de decisão são intrínsecos ao G.C.
• A proposta de Shewhart (limites de controle) procura um equilíbrio
entre os dois tipos de erros
352
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
176
Consequências de ações com base no G.C.
Causa especial
Agir com base nas diferenças
entre pontos individuais
Causa comum
Estudar todos os dados e
realizar mudanças no sistema
TIPO DE AÇÃO
TIPO
DE
VARIAÇÃO
Causa
especial
Causa
comum
Aumento
da variação
Redução da
variação
Redução da
variação
Perda de
tempo para
resolver o
problema
353
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
177
Limite de Controle e
Limite de Especificação
Gráfico de Controle
Limites de Especificação vs. Limites de
Controle
• Limites de Especificação
• Vêm de exigências da engenharia ou dos clientes
• Representam o que alguém quer que o processo faça
• Podem ser alterados por exigência do cliente
• Limites de Controle
• São calculados com os dados do processo
• Representam o que um processo é realmente capaz de fazer
• Só podem ser alterados quando mudanças no processo alteram o comportamento dos indicadores (produzem impacto)
• Limites de Especificações não devem ser usadas em um gráfico de controle
356
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
178
Limites de Especificação vs. Limites de
Controle
10
15
20
25
30
35
40
45
50
55
60
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21
LSC = 50.0
LIC = 20.2
X = 35.1
Especif. Superior
do Cliente = 40
Especif. Inferior
do Cliente = 30
Como se pode atender as especificações do cliente?
 Trabalhe com clientes para expandir as especificações de entre e para
entre e .
 Inspecione cada item e rejeite ou descarte uma quantidade previsível
 Melhore o processo reduzindo a variação de causa comum.
357
Instável
(sem controle
)
Estável
(controlada)
Dentro das especificações
LSE
LIE
LSC
LIC
Fora das especificações
LSE
LSE
LSE
LIE
LIE
LIE
LSC
LSC LSC
LIC
LIC
LIC
Qual situação é
adequada?
Limites de Especificação e Limites de
Controle
358
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
179
Capabilidade
Measure
Capabilidade
• O que é?
• São medidas que indicam a capacidade de um processo atender às
especificações de clientes
• Permitem comparar diferentes processos entre si e o mesmo processo ao longo
do tempo
• Permitem avaliar se os esforços de melhoria estão produzindo os resultados
desejados
• Permitem priorizar projetos de melhoria
• Quando utilizar?
• Sempre que existir especificações é possível calcular a Capabilidade do processo
360
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
180
Tipos de variáveis
Dados Contínuos
Dados de Atributo
Defeitos?
(contagem)
Defeituoso?
(classificação)
Sim!
Sim! Quantos? 2!
Defeito Item produzido
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
181
Capabilidade para
Atributos
Capabilidade
Capabilidade para atributos: Definições
• Unidade
• Um item que está sendo processado ou um bem ou serviço (produto) final entregue ao consumidor
• Defeito
• Qualquer parte de um produto ou serviço que não atende uma especificação ou requerimento ou causa
insatisfação ao cliente ou não atende requisitos funcionais
• Oportunidade
• Cada especificação necessária à satisfação do consumidor
• Defeituoso
• Uma unidade do produto que apresenta um ou mais defeitos
364
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
182
Indicadores baseados em Defeituosos
• Os indicadores baseados em defeituosos não levam em
consideração o número de defeitos
• Os indicadores utilizados são
Métricas Fórmulas
P = Percentual
de defeituosos
PPM
Rendimento final
Número de defeituosos
Número de unidades avaliadas
x 100
P =
100 – proporção de defeituosos
YFinal =
P x 10000
PPM =
365
Exercício
106 impressoras (de um total de
850 avaliadas) são defeituosas
P = PPM=
37 placas de circuito impresso (de
um total de 1250 avaliadas) são
defeituosas
P = PPM=
81 solicitações de pagamento de
seguro-saúde (de um total de 450
avaliadas) são defeituosas
P = PPM=
73 extratos de cartão de crédito
(de um total de 200 avaliados) são
defeituosas
P = PPM=
366
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
183
Indicadores baseados em defeitos
• Os indicadores baseados em defeitos levam em consideração o
número de defeitos. Isto é: um defeituoso que possui um defeito não
é equivalente a um defeituoso que apresenta cem defeitos
• Definições
• O = número de oportunidades de defeitos por unidade
• U = número de unidades processadas
• D = Número total de defeitos feitos
367
Indicadores baseados em defeitos
• DPU: Defeitos por Unidades
• DPO: Defeitos por Oportunidade
• DPMO: Defeitos por Milhão de Oportunidades
DPMO = DPO x 106
DPU =
# de Defeitos
# de Unidade Avaliadas
=
D
U
DPO =
# de Defeitos
# de Unid. Aval.x # Oport.
=
D
U*O
368
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
184
Exercício
110 defeitos e 850 impressoras avaliadas. 10
oportunidades de defeitos por impressora.
37defeituosas
PPM=
DPU=
DPO=
DPMO=
198 defeitos em 1250 placas de circuito impresso
avaliadas. 120 oportunidades de defeitos por placa.
37defeituosos
PPM=
DPU=
DPO=
DPMO=
463 defeitos em 450 solicitações de pagamento de
seguro-saúde avaliadas. 13 oportunidades de
defeitos por solicitação. 81 defeituosos
PPM=
DPU=
DPO=
DPMO=
369
Indicador absoluto ou relativo?
Se o seu médico lhe disser que estudos altamente
confiáveis ​​têm demonstrado que tomar um certo remédio reduz
o risco de contrair uma doença grave em 50% você tomaria?
Suponha que ele acrescenta que o risco é de 2% para
as pessoas que não tomam o remédio e 1% para os
que tomam. Será que você ainda tomaria?
E o que você faria se ele lhe disser que apenas um
em cada 100 pacientes que tomam a droga vai
realmente beneficiar-se dele?
370
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
185
Indicador absoluto ou relativo?
É preciso ter atenção quando se decide pelo uso
de uma medida de atributo principalmente
quando será usada para comparações.
Considere o seguinte exemplo:
Dados de acidentes durante o ano de 2010 foram
coletados de 14 empresas de transporte. Os
caminhões são de porte semelhante, carregam
cargas semelhantes e trafegam essencialmente
nas mesmas estradas
Empresa
Num. de
Acidentes
A 21
B 5
C 22
D 24
E 17
F 22
G 8
H 15
I 5
J 16
K 6
L 11
M 20
N 8
A medida Número de acidentes é absoluta.
Podemos comparar o desempenho das empresas com
base nessa medida? 371
Indicador absoluto ou relativo?
Certamente não! Uma informação importante
é o número de quilômetros rodados pelos
caminhões de cada empresa.
Os dados de quilômetros rodados estão na
tabela. Se queremos comparar o desempenho
das empresas devemos pelo menos calcular a
taxa de acidentes (Num. de acid./km rodados)
A taxa permite comparar o desempenho das
empresas
Empresa
km_rodados
(milhoes)
Num. de
Acidentes
Taxa de
acidentes
(Média)
A 9.3 21 2.26
B 4.1 5 1.22
C 9.6 22 2.29
D 7.8 24 3.08
E 8 17 2.13
F 11.1 22 1.98
G 8.6 8 0.93
H 8.4 15 1.79
I 4.2 5 1.19
J 5 16 3.20
K 5.3 6 1.13
L 4.7 11 2.34
M 9.2 20 2.17
N 6.9 8 1.16
372
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
186
1. O centro avante de um time de futebol anotou quantos chutes ele deu que
acertaram o gol e desses quantos entraram. Em uma temporada em que jogou
78 partidas os resultados foram:
a) 3,7 chutes corretos por jogo; b) 0,8 gols por jogo
Esses números são taxas ou porcentagens?
Taxa ou porcentagem? Absoluto ou relativo?
2. Discursos de dois políticos adversários disputando uma eleição
Candidato A (oposição): 60% das escolas de segundo grau do estado tiveram
um desempenho pior esse ano comparado com o do ano passado
Candidato B (situação): 80% dos estudantes do segundo grau do estado
tiveram desempenho melhor esse ano comparado com o do ano passado.
Quem está falando a verdade? Quem está mentindo?
373
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
187
Capabilidade para
Variáveis (contínuas)
Capabilidade
Distribuição Estatística
• O Histograma é uma forma de representar graficamente a
distribuição dos dados de uma amostra
• Histogramas de dados contínuos podem ser aproximados por uma
curva continua
tiempo
Frequency
40
35
30
25
20
15
10
5
35
30
25
20
15
10
5
0
Mean 20.94
StDev 6.389
N 200
Histogram of tiempo
Normal
Tiempo
Percent
50
40
30
20
10
0
40
30
20
10
0
Loc 2.269
Scale 0.6845
N 100
Histogram of Tiempo
Lognormal
376
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
188
Variável aleatória contínua
• Em um Call Center o tempo de atendimento de um cliente é
monitorado. Os valores possíveis são em princípio, infinitos dentro
de um intervalo de tempo (a,b), a<b.
• Nesse caso, não faz sentido perguntar qual é a probabilidade de que
o tempo de atendimento seja igual a um valor to . Na realidade, essa
probabilidade é igual a zero
• O que se pode perguntar é qual é a probabilidade que o tempo de
atendimento esteja dentro de um intervalo (x,y), ou seja, P(x<t<y)
377
A figura abaixo mostra o histograma de amostras de tamanho 20, 100, 1000 e 10000 da
mesma distribuição com uma função contínua f(x) aproximando o histograma. Observe que
quanto maior o tamanho da amostra, melhor a aproximação.
A porcentagem de valores abaixo de 9 é aproximada pela área sob a curva à esquerda de 9.
Quanto maior o tamanho da amostra, melhor a aproximação % t < ≅ −∞
Variável aleatória contínua
378
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
189
Exemplo
Valores % de valores
(histograma)
Probabilidade
(distribuição)
(Y < 60) < = . P(Y < 60) = 0.167
(Y >70 > = . P (Y > 70) = 0.146
60 ≤ y ≤70 = . P(60 y 70) = 0.687
379
A distribuição Normal (Gaussiana)
• Dentre as muitas distribuições
contínuas usadas em
estatística, a mais importante
é a Distribuição Normal ou
Gaussiana.
• Ela tem a forma de um sino e
está associada com os nomes
de Pierre Laplace e Carl Gauss.
• Seu estudo remonta ao século
XVIII
380
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
190
Definição de uma Curva Normal
Toda Curva Normal é definida por dois números:
1) Média (µ): medida do centro.
2) Desvio padrão ( ): medida de dispersão.
Utilizamos a notação
~ , �
381
Propriedades da Distribuição Normal
Para qualquer Distribuição Normal temos:
382
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
191
tiempo
Frequency
40
35
30
25
20
15
10
5
35
30
25
20
15
10
5
0
Mean 20.94
StDev 6.389
N 200
Histogram of tiempo
Normal
Distribuição Normal
• Geralmente o histograma de
uma variável contínua medida
em uma amostra pode ser
aproximada por uma Curva
Norma
• Mas nem toda distribuição
pode ser modelada pela
Curva Normal
tiempo1
Percent
15
12
9
6
3
0
-3
30
25
20
15
10
5
0
Mean 1.672
StDev 2.030
N 1000
Histogram of tiempo1
Normal
383
Como saber se a Curva Normal é uma boa
aproximação?
Uma forma: Olhe o Histograma
Distribuição Normal
tiempo
Frequency
40
35
30
25
20
15
10
5
35
30
25
20
15
10
5
0
Mean 20.94
StDev 6.389
N 200
Histogram of tiempo
Normal
tiempo1
Percent
15
12
9
6
3
0
-3
30
25
20
15
10
5
0
Mean 1.672
StDev 2.030
N 1000
Histogram of tiempo1
Normal
Sim Não
384
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
192
Tipos de Especificações
• Nominal é Melhor (NM)
• Existe um Limite Superior e um
Limite Inferior de Especificação
• Quanto Maior Melhor (QMM)
• Existe um Limite Inferior de
Especificação
• Quanto menor melhor (Qmm)
• Existe um Limite Superior de
Especificação
LIE LSE
NM
LSE
Qmm
LIE
QMM
385
Capabilidade para variáveis contínuas
• Existem duas formas de medir a Capabilidade de uma variável
contínua
• % ou PPM
• Índice de Capabilidade
386
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
193
Capabilidade para variáveis contínuas
Porc. de defeituosos
Abaixo
Porc. de defeituosos
Acima
Tempo de Entrega
LIE LSE
% de Defeituosos = % Abaixo + % Acima
PPM = % de Defeituosos x 10.000
Performance observada: PPM de itens fora da especificação na amostra
Performance esperada: PPM calculado com a Curva Normal aproximada
387
Capabilidade para variáveis contínuas
• Índice de Capabilidade (Nominal é Melhor)
• Tolerância (Tol) = LSE-LIE
• Variação Natural do Processo = 6xD.P.
6xD.P.
LIS
LSE
6xD.P.
Tol
Cp



Tolerância
LIE LSE
Variação Natural





 


3xD.P.
LIE
Média
,
3xD.P.
Média
LSE
min
Cpk
388
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
194
Exemplo – situação 1
197 200 203
202
201
198 199
LIE LSE
Cp =
 Uma empresa produz
pacotes de biscoito cujo peso
liquido declarado é 200 g. As
especificações são: LIE =197g
e LSE = 203g (Voz do Cliente).
Situação 1:
 De uma amostra de pacotes
produzidos obteve-se
 Média=200g e
 desvio padrão=1g (Voz do Processo)
PPM =
Cpk =
389
Exemplo – situação 2
194 197 200
199
198
195 196
LIE LSE
201 202 203
 Uma empresa produz pacotes de
biscoito cujo peso liquido declarado é 200
g. As especificações são: LIE =197g e LSE
= 203g (Voz do Cliente). Situação 2:
 De uma amostra do pacotes
produzidos obteve-se: Média=197g e
desvio padrão=1g (Voz do Processo)
Cp =
PPM =
Cpk =
390
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
195
Comparação entre Cp e Cpk (NM)
Cp
Baixo Alto
Cpk
Baixo
Alto
Diminuir a
variação
Ajustar a
média no valor
nominal
Impossível O.K.
391
Capabilidade para variáveis contínuas
3xD.P.
LIE
Média
Cpk


LIE
Quanto Maior Melhor
Índice de Capabilidade para especificação unilateral
Quanto menor
melhor
3xD.P.
Média
LSE
Cpk


LSE
392
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
196
Observações
• Calcule a Capabilidade do processo somente quando o processo está
estável
• Se o processo não está estável, você pode calcular a Capabilidade,
mas cuidado especial deve ser tomado na interpretação e utilização
do resultado
• Se o processo não está sob controle estatístico é preciso primeiro
estabilizá-lo antes de se calcular os índices de Capabilidade
393
Capabilidade e Estabilidade
VOP
Situação
Processo estável Processo instável
VOC
Situação
Capabilidade
alta
O.K. Estabilizar o
processo
Capabilidade
baixa
NM - Ajustar a média
e diminuir a variação
QMM – Aumentar a
média/reduzir a
variação
Qmm – Reduzir a
média/reduzir a
variação
Necessita muitas
melhorias
394
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
197
Tabela de conversão de PPM (ou DPMO) em
Sigma PPM Yield % Sigma PPM Yield % Sigma PPM Yield % Sigma
3.4 99.9997 6.00 6210 99.3790 4.00 308000 69.2000 2.00
5 99.9995 5.92 8190 99.1810 3.90 344000 65.6000 1.90
8 99.9992 5.81 10700 98.9300 3.80 382000 61.8000 1.80
10 99.9990 5.76 13900 98.6100 3.70 420000 58.0000 1.70
20 99.9980 5.61 17800 98.2200 3.60 460000 54.0000 1.60
30 99.9970 5.51 22700 97.7300 3.50 500000 50.0000 1.50
40 99.9960 5.44 28700 97.1300 3.40 540000 46.0000 1.40
70 99.9930 5.31 35900 96.4100 3.30 570000 43.0000 1.32
100 99.9900 5.22 44600 95.5400 3.20 610000 39.0000 1.22
150 99.9850 5.12 54800 94.5200 3.10 650000 35.0000 1.11
230 99.9770 5.00 66800 93.3200 3.00 690000 31.0000 1.00
330 99.9670 4.91 80800 91.9200 2.90 720000 28.0000 0.92
480 99.9520 4.80 96800 90.3200 2.80 750000 25.0000 0.83
680 99.9320 4.70 115000 88.5000 2.70 780000 22.0000 0.73
960 99.9040 4.60 135000 86.5000 2.60 810000 19.0000 0.62
1350 99.8650 4.50 158000 84.2000 2.50 840000 16.0000 0.51
1860 99.8140 4.40 184000 81.6000 2.40 860000 14.0000 0.42
2550 99.7450 4.30 212000 78.8000 2.30 880000 12.0000 0.33
3460 99.6540 4.20 242000 75.8000 2.20 900000 10.0000 0.22
4660 99.5340 4.10 274000 72.6000 2.10 920000 8.0000 0.09
395
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
198
Estar dentro das
especificações é o suficiente?
Capabilidade
O caso FORD
• Em 1983 as transmissões da Ford eram obtidas
de duas fontes: da planta de Batavia nos Estados
Unidos e da Mazda no Japão, todas produzidas
com o mesmo projeto.
• A percepção dos clientes era clara: as
transmissões produzidas pela Mazda eram
melhores (os clientes estavam mais satisfeitos
com seus veículos, e a proporção de reclamações
de garantia da transmissão eram menores). Batavia
Mazda
Custo com garantia
398
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
199
O caso FORD
A Ford realizou um estudo detalhado com dez
transmissões produzidas em Batavia e dez
produzidas pela Mazda. Cada transmissão foi
avaliada em bancada de testes antes de serem
desmontadas. Cada característica de performance
estava dentro das especificações para as vinte
transmissões.
As medidas obtidas das transmissões produzidas
pela Ford apresentavam geralmente uma
dispersão maior cobrindo quase totalmente a faixa
de tolerância (em torno de 70%).
Para as transmissões produzidas pela Mazda a
dispersão era menor, cobrindo em torno de 25%
da faixa de tolerância, sendo que para algumas
dimensões críticas não era possível detectar
variação.
399
O caso FORD
E ua to esta os a gu e ta do so e o o peças oas deve ia se ,
eles estavam trabalhando duro para fazê-las todas iguais.
Nós estávamos preocupados com especificações, eles com uniformidade.
Enquanto estávamos satisfeitos e orgulhosos se as peças estavam dentro
das especificações e preocupados em mantê-las dentro das especificações
eles começaram com as especificações e trabalhavam em melhoria
o tí ua pa a u ifo iza as peças
(John Betti – Vice President of Power Train and Chassis Operation, Ford
Batavia).
400
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
200
O caso FORD
• Pode-se concluir que atender as especificações não é um critério
suficiente para julgar qualidade.
• É uma contradição com a abordagem de melhoria contínua.
• A abordagem com base no atendimento da especificação
• Não é errada, apenas não é suficiente.
• Não encoraja a melhoria contínua
401
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
201
Transformação de
variáveis
Measure
A distribuição Normal (Gaussiana)
Dentre as muitas distribuições contínuas usadas em estatística, a mais
importante é a Distribuição Normal ou Gaussiana.
Ela tem a forma de um sino e está associada com os nomes de Pierre Laplace e
Carl Gauss. Seu estudo remonta ao século XVIII
Muitas características de qualidade contínuas tem distribuição razoavelmente
simétrica e podem ser aproximadas pela Distribuição Normal
404
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
202
Definição de uma Curva Normal
Toda Curva Normal é definida por dois números:
1) Média (µ): medida do centro.
2) Desvio padrão (): medida de dispersão.
Utilizamos a notação
~ , �
405
Propriedades da Distribuição Normal
Para qualquer Distribuição Normal temos:
406
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
203
Distribuição Normal Padrão
–3 0 +3
+2
+1
–2 –1
Normal Padrão:
Média = 0; Desvio Padrão = 1
407
Importância da Distribuição Normal
• Muitas técnicas de análise de dados dependem de que a variável
sendo analisada possa ser bem aproximada por uma Distribuição
Normal
• Gráfico de controle (individuais)
• Índices de Capabilidade (Cp, Cpk, Sigma)
• Regressão Linear
• Etc.
408
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
204
Distribuição Normal
• Como saber se a Curva Normal é uma boa aproximação?
• Uma forma: Olhe o Histograma
tiempo
Frequency
40
35
30
25
20
15
10
5
35
30
25
20
15
10
5
0
Mean 20.94
StDev 6.389
N 200
Histogram of tiempo
Normal
tiempo1
Percent
15
12
9
6
3
0
-3
30
25
20
15
10
5
0
Mean 1.672
StDev 2.030
N 1000
Histogram of tiempo1
Normal
Sim Não
409
35 40 45 50 55 60 65 70 75
0
1
2
3
4
5
6
C1
30 35 40 45 50 55 60 65
0
1
2
3
4
5
6
7
8
C2
35 40 45 50 55 60 65
0
1
2
3
4
5
6
7
C3
25 30 35 40 45 50 55 60 65 70
0
1
2
3
4
5
6
C4
35 40 45 50 55 60 65 70 75
0
1
2
3
4
5
6
7
8
9
C5
30 35 40 45 50 55 60 65
0
1
2
3
4
5
6
7
C6
35 40 45 50 55 60 65
0
1
2
3
4
5
6
7
C7
30 35 40 45 50 55 60 65 70 75
0
1
2
3
4
5
6
C8
25 30 35 40 45 50 55 60 65 70
0
1
2
3
4
5
6
C9
Qual delas pode ser aproximada por uma distribuição Normal?
Nove Histogramas de Amostras de
Tamanho 25
410
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
205
20 30 40 50 60 70 80
0
10
20
C21
20 30 40 50 60 70 80
0
10
20
C22
25 30 35 40 45 50 55 60 65 70
0
10
20
C23
30 35 40 45 50 55 60 65 70 75 80
0
10
20
30
C24
30 40 50 60 70 80 90
0
10
20
C25
20 30 40 50 60 70 80
0
10
20
C26
25 30 35 40 45 50 55 60 65 70 75
0
10
20
C27
25 30 35 40 45 50 55 60 65 70 75
0
5
10
15
20
25
C28
20 30 40 50 60 70 80
0
10
20
C29
Nove Histogramas de Amostras de
Tamanho 100
Qual delas pode ser aproximada por uma distribuição Normal?
411
Exponencial Poisson Uniforme
25
50
100
Tamanho
da
amostra
0 1 2 3 4 5 6
0
1
2
3
4
5
6
7
8
9
C31
0 1 2 3 4 5
0
1
2
3
4
5
6
7
8
C32
Frequency
0.0 0.1 0.2 0.3 0.4 0.5 0.6 0.7 0.8 0.9 1.0
0
1
2
3
4
C33
0.0 0.5 1.0 1.5 2.0 2.5 3.0 3.5 4.0 4.5 5.0
0
5
10
C34
0 1 2 3 4 5 6
0
5
10
15
C35
0.0 0.1 0.2 0.3 0.4 0.5 0.6 0.7 0.8 0.9 1.0
0
1
2
3
4
5
6
7
C36
0 1 2 3 4
0
5
10
15
C37
0 1 2 3 4 5 6
0
10
20
30
C38
0.0 0.1 0.2 0.3 0.4 0.5 0.6 0.7 0.8 0.9 1.0
0
5
10
15
C39
Histogramas de Amostras de Outras
Distribuições
412
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
206
Gráfico probabilístico normal
Como saber se a Curva Normal é
uma boa aproximação?
Use o Gráfico Probabilístico
Normal.
413
X
Percent
3
2
1
0
-1
-2
-3
-4
99
95
90
80
70
60
50
40
30
20
10
5
1
Probability Plot of X
Normal - 95% CI
Gráfico probabilístico normal
Pontos alinhados com a reta
central indicam distribuição
normal
414
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
207
X Y
-1.6245 0.1970
0.4001 1.4920
-1.6631 0.1895
-0.0024 0.9976
-1.9902 0.1367
0.4476 1.5646
-1.0564 0.3477
1.6507 5.2104
-0.6148 0.5408
-0.3855 0.6801
0.6744 1.9629
-0.6713 0.5110
1.2229 3.3969
-0.4550 0.6344
-0.4050 0.6670
-1.0347 0.3553
0.0776 1.0806
-0.1372 0.8718
-1.6101 0.1999
-0.1330 0.8754
0.0685 1.0709
-1.0885 0.3367
0.5012 1.6507
0.2120 1.2362
2.3542 10.5300
0.9572 2.6044
-0.4615 0.6303
1.8076 6.0957
0.7742 2.1689
-0.6469 0.5237
Gráfico probabilístico normal
X Y
Qual Pode Ser Aproximada pela Distribuição
Normal?
415
24 34 44 54 64 74 84
1
5
10
20
30
40
50
60
70
80
90
95
99
Data
Normal Probability Plot for C1
ML Estimates
Mean:
StDev:
53.4797
9.60017
25 35 45 55 65 75
1
5
10
20
30
40
50
60
70
80
90
95
99
Data
Normal Probability Plot for C2
ML Estimates
Mean:
StDev:
49.1024
8.04855
25 35 45 55 65 75
1
5
10
20
30
40
50
60
70
80
90
95
99
Data
Normal Probability Plot for C3
ML Estimates
Mean:
StDev:
51.8801
8.35164
20 30 40 50 60 70 80
1
5
10
20
30
40
50
60
70
80
90
95
99
Data
Normal Probability Plot for C4
ML Estimates
Mean:
StDev:
48.8893
10.2680
25 35 45 55 65 75 85
1
5
10
20
30
40
50
60
70
80
90
95
99
Data
Normal Probability Plot for C5
ML Estimates
Mean:
StDev:
54.3933
9.50359
25 35 45 55 65 75
1
5
10
20
30
40
50
60
70
80
90
95
99
Data
Normal Probability Plot for C6
ML Estimates
Mean:
StDev:
48.9405
8.79949
25 35 45 55 65 75
1
5
10
20
30
40
50
60
70
80
90
95
99
Data
Normal Probability Plot for C7
ML Estimates
Mean:
StDev:
49.4396
8.98477
20 30 40 50 60 70 80
1
5
10
20
30
40
50
60
70
80
90
95
99
Data
Normal Probability Plot for C8
ML Estimates
Mean:
StDev:
47.1290
10.6092
20 30 40 50 60 70 80
1
5
10
20
30
40
50
60
70
80
90
95
99
Data
Normal Probability Plot for C9
ML Estimates
Mean:
StDev:
50.2510
10.4661
Gráficos Probabilísticos para as NoveAmostras deTamanho 25
416
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
208
Distribuição Normal
• Quais as possíveis razões para que a distribuição de uma amostra de
dados não possa ser aproximada por uma Distribuição Normal?
• Presença de observações discrepantes (causas especiais)
• Os dados da amostra provem de dois ou mais processos diferentes (turno,
máquina, operador, etc.)
• Os dados seguem outra distribuição que não a Normal
417
Transformação de variáveis – Box-Cox
• Uma transformação é uma re-expressão dos dados em outra escala.
• Exemplo simples:
• Transformar minutos em segundos:
• 1 min = 60 segs
• Transformar Graus Centígrados em Graus Fahrenheit:
•
�
�
°C+32 = °F
418
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
209
Transformação de variáveis – Box-Cox
Histograma of Y
2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 22
0
10
20
Y
Histograma de SQRT(Y)
1 2 3 4 5
0
5
10
15
SQRT(Y)
Y
YT 
YT denota a
variável
transformada 419
Transformação de variáveis – Box-Cox
Escala original Escala Log
1000 3
100 2
10 1
1 0
0.1 -1
0.01 -2
0.001 -3
420
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
210
Transformação de variáveis – Box-Cox
Como escolher qual
transformação é
adequada?
Tentar uma
transformação
dentre um conjunto
de possibilidades
Usar a técnica de
transformação Box-
Cox
421
Transformação de variáveis – Box-Cox
• A transformação de Box-
Cox é o tipo = ,
onde é a variável
transformada.
• O valor de é calculado
pelo Minitab (ou outro
software estatística).Aí
basta olhar na tabela
 Y
Nome
-2
2
Y
1 Inversa ao
quadrado
-1
Y
1 Inversa
-0.5
Y
1 Inversa raiz
Quadrada
0 Log(Y) Logarítmica
0.5
Y
Raiz Quadrada
1 Sem
Transformação
2 Y2
Quadrado
422
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
211
Análise do sistema de medição
MSA
Measure
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
212
Variáveis contínuas
Análise do sistema de medição
Processo de Medição
Mundo Físico
Mundo
Comportamental
Mundo
Sensorial
Observar
e/ou
Medir
Observações e
Medições
Documentadas
Dados
Processo que estabelece relação entre uma
propriedade e um valor em uma escala
426
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
213
Processo de Medição
...o que se registra ao final de uma determinada operação
de medição é o último produto de uma longa série de
operações, desde a matéria prima até a operação de
medição propriamente dita. A medição é, portanto, parte
vital desse processo. Assim, do mesmo modo como é vital
controlar estatisticamente as outras partes do processo, é
vital controlar-se estatisticamente o processo de medição;
caso contrário, não há medida que tenha significado
comunicável
Deming
427
Sistema de Medição
• Conjunto de operadores, procedimentos, dispositivos de medição,
equipamentos, softwares, definições operacionais e pessoal usado
para atribuir um valor a uma característica sendo medida
428
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
214
Terminologia
• Viés: diferença entre a média observada das medidas e o valor de
referência (padrão)
• Precisão: quantificação da quantidade de variação de um sistema de
medição, usualmente medida pelo desvio padrão
• Componentes daVariação (precisão)
• Repetibilidade repê : é a variação observada quando o mesmo operador
mede a mesma peça repetidamente com o mesmo dispositivo
• Reprodutibilidade reprô : é a variação observada quando diferentes
operadores medem a mesma peça usando o mesmo dispositivo
429
Exemplo
A figura abaixo apresenta dados de quatro
sistemas de medição
Sistema de Medição Preciso? Viesado?
NÃO SIM
NÃO NÃO
SIM SIM
SIM NÃO
430
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
215
Terminologia
• Linearidade
• Uma medida de como a dimensão das peças afetam o sistema de medição
• Relativo ao comportamento do viés na faixa de operação
• Estabilidade
• Comportamento do viés e da precisão ao longo do tempo. O SM é estável se
está sob controle estatístico
431
Sistema de Medição
• Um Sistema de Medição pode ser avaliado por suas propriedades
estatísticas
• O Sistema tem que estar sob controle estatístico
• O Sistema não deve apresentar viés de medição
• A variabilidade do sistema de medição deve ser pequena comparado com a
variabilidade do processo de fabricação
• A variabilidade do sistema de medição deve ser pequena comparado com a
tolerância do produto
432
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
216
Consequências de um SM não Satisfatório
Erro
Tipo I Tipo II
Produto Rejeitar peça boa Aceitar peça ruim
Processo
Tratar causa
comum como
especial
Tratar causa
especial como
comum
433
Consequências de um SM não Satisfatório
• Itens conformes podem ser rejeitados
• Itens não conformes podem ser aprovados
• Erro na estimativa da capabilidade do processo
• Causas comuns podem ser identificadas como causas especiais
• Causas especiais podem ser identificadas como causas comuns
• Gastos desnecessários tentando identificar o que parece ser um
problema com o processo produtivo
434
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
217
Fontes deVariação
A variação observada em uma variável
medida em uma característica é devida a
vários fatores
Mão-de-obra
Máquinas
Métodos
Meio ambiente Materiais Medição
Variação
observada em
nas medições
de uma
característica
435
Componentes daVariação
Variabilidade Total das
observações
Variabilidade
inerente do processo
Variabilidade do Sistema
de Medição
Repetibilidade Reprodutibilidade
436
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
218
Componentes daVariação
ilidade
Reprodutib
da
Variância
σ
dade
Repetibili
da
Variância
σ
Medição
de
Sistema
do
Variância
σ
Processo
do
Variância
σ
Total
Variância
σ
2
Repro
2
Repe
2
R
&
R
2
P
2
T





O Desvio Padrão é a Raiz Quadrada daVariância
437
Componentes daVariação
2
Repro
2
Repe
2
P
2
R
&
R
2
P
2
T
σ
σ
σ
σ
σ
σ





Observe que a equação é em termos da variância.A variâncias se somam,
não os desvios padrões
As estimativas dos componentes da variação são obtidos através de um
estudo R&R
438
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
219
Indicadores paraAvaliar o SM
• Porcentagem da variação total consumida por Repe e Repro (%R&R)
• Desejável: % R&R < 10 %
• Aceitável: % R&R < 30 %
100
σ
σ
R
&
R
%
T
R
&
R


439
%R&R relativa à variação total
440
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
220
Indicadores paraAvaliar o SM
• Razão da Precisão pelaTolerância
• LIE = Limite Inferior de Especificação
• LSE = Limite Superior de Especificação
• T =Tolerância = LSE - LIE
• O fator 5.15 é tal que 5.15* corresponde na distribuição Normal a 99% da área em torno da média
• Desejável: P /T <10 %
LIE
LSE
σ
*
5.15
T
P R
&
R


441
Indicadores paraAvaliar o SM
• Número de categorias distintas
ú � =
�
� &
× .
• Mede o numero de categorias distintas dentro do processo que o
sistema de medição é capaz de distinguir
• Desejável: # de categorias distintas
442
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
221
Representação do número de categorias
Variação Total
Variação R&R
443
Indicadores paraAvaliar o SM
• Se o número de categorias distintas < 2 o Sistema de Medição não
tem validade
• Se o número de categorias distintas = 2 os itens sendo medidos
podem ser divididos em dois grupos: alto e baixo (grande e pequeno)
• Se o número de categorias distintas = 3 os dados podem ser
divididos em três grupos: pequeno, médio e grande
444
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
222
SM com Discriminação Inadequada
• A identificação da variação do processo é questionável
• A identificação dos itens é questionável
• Procure por um dispositivo de medição mais adequado, ou calibre o
sistema atual (se for o caso)
• Identifique se os operadores necessitam de treinamento no Sistema
de Medição.
445
Preparação para um Estudo R&R
• Planejamento do estudo
• Selecione o número de operadores, número de itens e número de repetições
• Pelo menos 2 operadores (para avaliar Repro)
• Pelo menos 10 itens (recomendado)
• Pelo menos duas repetições para cada item (para avaliar Repe)
446
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
223
Preparação para um Estudo R&R
• Planejamento do estudo (cont.)
• Selecione itens que cubram o range de operação
• Aleatorize a seqüência de medições
• Meça os itens em seqüência aleatória
• Faça as repetições em seqüência aleatória
• Os operadores
• Não devem saber qual item estão medindo
• Devem usar o mesmo dispositivo de medição
447
Tipos de Estudo R&R
• Estudos R&R pode ser
• Cruzados
• Cada item é medido mais de uma vez por cada operador
• Hierárquicos
• Cata item é medido apenas uma vez e por um único operador (exemplo: testes
destrutivos
• Estudos de R&R requerem planos experimentais balanceados
(número igual de observações por operador, por item e por
replicação)
448
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
224
Exemplo
Operador 1 Operador 2
Peça Medida 1 Medida 2 Medida 1 Medida 2
1 8.00 8.01 8.03 8.02
2 8.10 8.08 8.12 8.12
3 8.05 8.04 8.07 8.07
4 8.01 7.99 8.04 8.03
5 8.02 8.01 8.04 8.04
6 7.98 7.98 8.01 8.01
7 8.00 8.00 8.01 8.02
8 8.01 8.01 8.05 8.04
9 8.05 8.04 8.07 8.07
10 8.06 8.07 8.10 8.10
Dados de um estudo R&R com dois
operadores, dez peças e duas repetições
449
Análise do S.M: Estimativa dos
Componentes deVariação
• Existem dois métodos para estimar os componentes de variação
• X-barra/R
• Utiliza amplitudes para estimar o desvio padrão
• ANOVA (Analysis ofVariance)
• Usa um plano experimental fatorial com dois fatores: operadores e itens
• Pode ser realizado com apenas um operador
• É o mais recomendado se há disponibilidade de um software
450
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
225
Análise do S.M.: Gráficos
• Components ofVariation (Indicadores da qualidade do SM)
• Mostra a razão percentual dos componentes de variação (já discutido anteriormente)
• Quanto mais altas as barras de Gage R&R, Repeat e Repro, pior é o Sistema de medição
451
Análise do S.M.: Gráficos
• A análise pelo método ANOVA produz alguns gráficos que fornecem
um excelente diagnóstico do sistema de medição
• R Chart by operator
• Plota as amplitudes da medidas do mesmo operador na mesma peça, por operador
• Fornece informação de Repe para cada operador e permite comparar operadores com
respeito a Repe
452
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
226
Análise do S.M.: Gráficos
• Xbar Chart by operator
• Plota as médias por peça para cada operador
• Os limites de controle são calculados com a variação de Repe. Quanto mais pontos
estiverem fora de controle, maior é variação relativa das peças comparada com Repe, o
que indica que o SM é adequado. Se a maior parte dos pontos está sob controle o SM
é inadequado
453
Análise do S.M.: Gráficos
• Measure by Part
• Plota todas as medidas de todas as peças e a média de cada peça, por peça
• Permite visualizar Repe e Repro. Dispersão em torno da média relativamente grande
(comparado com a dispersão entre as médias) indica que o sistema de medição não é
adequado e vice versa.
454
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
227
Análise do S.M.: Gráficos
• Operator by Part Interaction
• Plota o perfil das médias das peças por operador
• Permite visualizar se existe interação entre operador e o item sendo medido. Caso os
perfis sejam razoavelmente paralelos não há indicação de interação, ou seja as
diferenças entre operadores não dependem das peça.
455
Estudo R&R: exemplo
Gage R&R
%Contribution
Source VarComp (of VarComp)
Total Gage R&R 0.0004195 25.44
Repeatability 0.0000435 2.64
Reproducibility 0.0003759 22.80
operador 0.0003759 22.80
Part-To-Part 0.0012295 74.56
Total Variation 0.0016489 100.00
Study Var %Study Var
Source StdDev (SD) (6 * SD) (%SV)
Total Gage R&R 0.0204813 0.122888 50.44 (1)
Repeatability 0.0065981 0.039588 16.25
Reproducibility 0.0193894 0.116336 47.75
operador 0.0193894 0.116336 47.75
Part-To-Part 0.0350637 0.210382 86.35
Total Variation 0.0406072 0.243643 100.00
Number of Distinct Categories = 2 (2)
456
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
228
Estudo R&R: exemplo
Gage R&R
%Contribution
Source VarComp (of VarComp)
Total Gage R&R 0.0004195 25.44
Repeatability 0.0000435 2.64
Reproducibility 0.0003759 22.80
operador 0.0003759 22.80
Part-To-Part 0.0012295 74.56
Total Variation 0.0016489 100.00
Study Var %Study Var
Source StdDev (SD) (6 * SD) (%SV)
Total Gage R&R 0.0204813 0.122888 50.44 (1)
Repeatability 0.0065981 0.039588 16.25
Reproducibility 0.0193894 0.116336 47.75
operador 0.0193894 0.116336 47.75
Part-To-Part 0.0350637 0.210382 86.35
Total Variation 0.0406072 0.243643 100.00
Number of Distinct Categories = 2 (2)
Part-To-Part
Variation
VariationDue
To G
age
"Repeatability"
Operator Operator
ByPart
"Interaction"
VariationDue
To Operators
"Reproducibility"
M
easurem
ent System
Variation
Overall
Variation
Interação não
significante
nesse exemplo
457
Estudo R&R: exemplo
• A % de Contribuição de R&R é 50.44%. O SM não é aceitável (>30%)
e precisa de melhorias
• O número de categorias distintas é 2, indicando que o sistema só
consegue separar peças em pequenas e grandes
458
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
229
Observações
Usar “6” em vez de “5.15” aumenta 10% GR&R para 11.7%; 20% para
23.3% e 30% para 35.0%.
459
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
230
Estabilidade,Viés e
Linearidade
Análise do sistema de medição
Estabilidade
• Sistema de medição está sob a ação somente de causas comuns de
variação
• Gráficos de controle é uma técnica adequada para avaliar a
estabilidade do SM
• Procedimento
• Obter uma peça de referência
• Medir a peça de referência periodicamente um certo número de vezes
• Usar o gráfico X-barra/R para avaliar a estabilidade do SM
462
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
231
Viés ouTendência
• Diferença entre a média dos valores medidos e o valor de referência
• Procedimento
• Medir n vezes uma peça mestre (valor real=0)
• Verificar se as medições estão sob controle
• Construir um IC de 95% para a média das medições realizadas
• Rejeitar que o viés é zero se o IC não contiver o valor zero
• Alternativamente, testar a hipótese H0: = 0
463
Linearidade
• Linearidade é a diferença em valores de desvios através da
amplitude esperada de variação de um instrumento
• Procedimento
• Selecionar 5 ou mais peças de tal forma que suas dimensões cubram a faixa
de operação do instrumento
• Medir cada peça por inspeção de lay-out para determinar o valor de
referência
464
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
232
Linearidade
• Escolher peças ao longo da faixa de operação do dispositivo
• Medir cada peça 10 ou mais vezes por um operador que normalmente utiliza
o instrumento
• Calcular o viés de cada medição e o viés médio de cada peça
• Fazer um gráfico de dispersão do viés de cada medição e do viés médio de
cada peça versus o valor de referência
• Ajustar uma reta de regressão do viés versus o valor de referência
465
Linearidade
• Avaliar os resíduos do ajuste quanto a estabilidade ou outras tendências
• Avaliar o gráfico de dispersão tendo como referência a a linha horizontal y=0
• Testar a hipótese de que o coeficiente angular da reta é zero
• Testar a hipótese que o coeficiente linear da reta é zero
466
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
233
Estudo de Linearidade: Exemplo
Master
Repetição
2 4 6 8 10
1 2.7 5.1 5.8 7.6 9.1
2 2.5 3.9 5.7 7.7 9.3
3 2.4 4.2 5.9 7.8 9.5
4 2.5 5.0 5.9 7.7 9.3
5 2.7 3.8 6.0 7.8 9.4
6 2.3 3.9 6.1 7.8 9.5
7 2.5 3.9 6.0 7.8 9.5
8 2.5 3.9 6.1 7.7 9.5
9 2.4 3.9 6.4 7.8 9.6
10 2.4 4.0 6.3 7.5 9.2
11 2.6 4.1 6.0 7.6 9.3
12 2.4 3.8 6.1 7.7 9.4
Cinco peças com dimensões 2, 4, 6, 8 e 10 foram medidas 12 vezes. Os
resultados estão na tabela abaixo (MSA_estudo_linearidade.mtw)
467
Estudo de Linearidade: MINITAB
Reference Value
Bias
10
8
6
4
2
1.0
0.5
0.0
-0.5
-1.0
0
Regression
95% CI
Data
Avg Bias
Gage Linearity
Slope -0.13167 0.01093 0.000
Predictor C oef SE C oef P
C onstant 0.73667 0.07252 0.000
S 0.239540 R-Sq 71.4%
Gage Bias
0.000
4 0.125000 0.293
6 0.025000 0.688
8 -0.291667 0.000
Reference
10 -0.616667 0.000
Bias P
A v erage -0.053333 0.040
2 0.491667
Gage name:
Date of study :
Reported by :
Tolerance:
Misc:
Gage Linearity and Bias Study for Response
468
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
234
Estudo de Linearidade: MINITAB
• Conclusões
• O gráfico dos desvios em relação ao mestre mostram um forte efeito linear:
itens menores são medidos com viés positivo; itens maiores são medidos
com viés negativo
• A tendência linear (-0.1367) é significante (p-valor<0.001)
• O viés só não é significante para os itens mestres com valores 4 e 6
• O Sistema de Medição necessita de melhorias
469
Possíveis causa de falta de linearidade
• Dispositivo de medição não calibrado adequadamente nos extremos
da faixa de operação
• Erro no padrão no mínimo e no máximo
• Dispositivo de medição gasto
• Problema com o projeto do dispositivo
470
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
235
Avaliar Exatidão com o MINITAB
• O procedimento do MINITAB pode ser adaptado caso se queira
avaliar a exatidão do SM para único item mestre
• Considere, no exemplo anterior, que o único mestre de interesse
tem valor 2
• O mestre foi medido 12 vezes
• O gráfico do MINITAB é mostrado no slide seguinte
471
Avaliar Exatidão com o MINITAB
Reference Value
Bias
2.50
2.25
2.00
1.75
1.50
0.7
0.6
0.5
0.4
0.3
0.2
0.1
0.0 0
Data
Avg Bias
Gage Bias
0.000
Reference Bias P
Average 0.491667 0.000
2 0.491667
Gage name:
Date of study :
Reported by :
Tolerance:
Misc:
Gage Linearity and Bias Study for r
A estimativa do viés é
0.491667 e é
significativamente
diferente de zero (p-
valor<0.001
O Sistema de medição
precisa ser calibrado.
Esse procedimento não
avalia a variabilidade do
SM
472
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
236
Variáveis de atributo
Análise do sistema de medição
MSA - Atributos
• Quando a resposta de um processo de medição é uma variável
classificatória, a análise do Sistema de Medição é conhecida como
avaliação por atributo
• A medição por atributo geralmente é feita por pessoas que separam
peças que se supõem estarem defeituosas de peças que se supõem
estarem perfeitas
• Pode ser feito também por um dispositivo de medição do tipo
passa/não passa
474
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
237
MSA - Atributos
• Essas classificações de itens podem ser consideradas como
• Corretas: classificar um item não conforme como não conforme ou item
conforme como conforme
• Incorretas: classificar um item não conforme como conforme (falha) ou um
item conforme como não conforme (falso alarme).
475
MSA - Atributos
• A avaliação desse sistema de medição é feita estudando-se a
capacidade do operador em classificar os itens corretamente
• Para isso, é feito um experimento em que itens conformes e não
conformes são julgados pelos operadores
• Selecione itens que cobrem toda a faixa de variação.
• Use pelo menos dois avaliadores.
• Cada avaliador deve inspecionar cada item pelo menos duas vezes
476
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
238
MSA - Atributos
• Vale ressaltar que um aspecto importante desse processo de
medição é estabelecer definições operacionais claras do que é um
item defeituoso
• Se há uma boa concordância entre os avaliadores existe uma
possibilidade (não uma garantia) de que a classificação é acurada
• Se não há uma boa concordância entre os avaliadores, o sistema de
medição deve ser modificado
477
MSA - Atributos
decisao
de
des
oportunida
de
total
número
acertos
de
total

EF
O desempenho do sistema de medição é feito através dos seguintes índices:
Taxa de falha (TF): taxa que itens defeituosos não são rejeitados
s
defeituoso
itens
de
total
número
(falha)
bons
como
ruins
itens
de
ções
classifica
de
número

TF
Taxa de alarmes falsos (AF): taxa que itens bons são rejeitados
bons
itens
de
total
número
falsos)
(alarmes
ruins
como
bons
itens
de
ção
classifica
de
número

AF
Eficácia (EF): capacidade de classificação correta dos itens pelo operador
478
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
239
MSA – Atributos: Exemplo
Médico 1 Médico 2
Chapa Paciente Exame1 Exame2 Exame3 Exame1 Exame2 Exame3
1 Doente D D D D D D
2 São S S S S S S
3 São S S S S S S
4 Doente D D D D D D
5 Doente D D D D D D
6 São D S D D D D
7 Doente D D D S S S
8 São D D D S S S
9 Doente D D D D D D
10 São S S S S S S
11 Doente D D D S D D
12 São S S S S S S
13 Doente D D D S S S
14 São S S S S S S
15 Doente D D D D S D
16 São S S S S S S
17 Doente D D D S D D
18 Doente D D D D D D
19 São S S S S S S
20 Doente D D D S S S
Dois Médicos avaliam
três vezes uma
radiografia de um
paciente e classificam o
paciente como doente
(D) ou são(S).
No total foram avaliadas
20 radiografias.
Os resultados estão ao
lado
479
MSA – Atributos: Exemplo
# Aval # Rep # itens # D # S
2 3 20 11 9
Médico Total acertos # Falhas # Alarme Falso
1 18 0 1
2 13 3 1
Total 31 3 2
Médico EF TF AF
1 18/20=0,90 0/11=0.0 1/11=0,11
2 13/20=0,65 3/11=0.27 1/11=0,11
Cálculos
480
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
240
MSA – Atributos: Exemplo
Classificação
Índice Aceitável Sofrível Inaceitável
EF >0,90 0,80 a 0,90 <0,80
TF <0,02 0,02 a 0,05 >0,05
AF <0,05 0,05 a 0,10 >0,10
Critérios para avaliação dos resultados
481
MSA – Atributos: Exemplo
• Além disso, podemos calcular índices que representam a repê e a
reprô.
• A repê para cada médico será o número de itens que ele julgou
consistentemente (o mesmo julgamento nas três tentativas) pelo
número de itens a julgar.
• Repê (médico 1) = 19/20 = 95%
• Repê (médico 2) = 17/20 = 85%
• Repê global = 36/40 = 90%
482
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
241
MSA – Atributos: Exemplo
• A reprô será o número de concordâncias entre os operadores, nesse
caso 12/20=0.6 ou 60%, denominado de Grau efetivo do sistema
(System % Effective Score).
• A porcentagem de escore versus padrão mede a concordância dos
avaliadores entre si e com o padrão. Nesse exemplo esse valor é
12/20=0.60 ou 60%.
483
MSA – Atributos: Exemplo
• Conclusões
• O médico 1 tem EF eTF aceitável, mas AF é inaceitável. Ele diagnostica
pacientes S como D em demasia.
• O médico 2 tem EF ,TF e AF inaceitáveis, isto é, ele está diagnosticando
muitos pacientes D como S e muitos S com D.
484
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
242
Analyse
Fase ANALYSE
• Objetivo: desenvolver mudanças.
• Atividades
• Encontrar a causa raiz do problema
• Desenvolver mudanças
486
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
243
Problemas no desenvolvimento de uma
Mudança
• Fazer mais do mesmo : mais pessoas, mais dinheiro, mais
exortações
• Procurar a perfeição síndrome da utopia e síndrome da
paralisia
487
Comparação entre os dois tipos de
mudanças
1a Ordem 2a Ordem
Sistema Não é alterado É alterado
Percepção do cliente Solução do problema Melhoria
Prazo Imediato, curto Médio, longo
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
244
Diagrama de causa e
efeito
Analyse
Diagrama de Causa e Efeito
• O que é?
• Técnica para descobrir, organizar e resumir conhecimento de um grupo a
respeito das causas que contribuem para uma determinado efeito
• Também conhecido como Diagrama Espinha de Peixe ou Diagrama de
Ishikawa
• Quando utilizar?
• No início do desenvolvimento de mudanças para alinhar o conhecimento da
equipe à respeito do problema
490
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
245
Diagrama de Causa e Efeito - exemplo
491
Os "Cinco Por quês"
• Para cada causa, pergunte por que o problema ocorreu? para
descobrir as causas que contribuíram para o problema ocorrer.
• Continue perguntando por que o problema ocorreu? para descobrir
níveis adicionais de causas.
• Cinco não é um número mágico. Algumas vezes é suficiente usar
dois ou três Por Que .
492
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
246
Causa e Efeito: Observações
• causas comuns : método, mão-de-obra, máquina, meio-
ambiente, material e medição
• As causas identificadas no diagrama são, nesse momento, teorias
que as pessoas têm sobre as possíveis causas
• É necessário testar essas teorias
• Uma forma de testar é reunir evidências, geralmente com dados
• Outra forma mais adequada é realizar experimentos
493
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
247
Introdução ao Lean
Analyse
Lean e oTPS
1896:
Desenvolvimento
de teares
mecânicos
1920: visita da
família Toyoda a
planta da Ford
nos EUA
1946: Taiichi
Ohno assume a
planta da Toyota
1950: Deming e
Juran são
enviados ao
Japão
1970: crise do
petróleo
1980: Estudo
sobre a indústria
automobilística
(MIT)
1990: A Máquina
que mudou o
mundo
496
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
248
Os 4 P’s e os 14 princípios doTPS
Philosophy
(Filosofia)
1. Basear as decisões
administrativas em uma filosofia de
longo prazo, mesmo em detrimento
de metas financeiras de curto prazo.
Process
(processo)
2. Criar o fluxo de processo contínuo
para trazer os problemas à tona.
3. Usar sistemas puxados para evitar
a superprodução.
4. Nivelar a carga de trabalho
(heijunka). Trabalhar como
tartaruga, não como lebre.
5. Construir uma cultura de parar e
resolver os problemas, obtendo a
qualidade logo na primeira
tentativa.
6. Tarefas padronizadas são a base
para a melhoria contínua e a
capacitação dos funcionários.
7. Usar controle visual para que
nenhum problema fique oculto.
8. Usar somente tecnologia
confiável e completamente testada
que atenda aos funcionários e
processos.
People and
partners (pessoas
e parceiros)
9. Desenvolver líderes que
compreendam completamente o
trabalho, que vivam a filosofia e a
ensinem aos outros
10. Desenvolver pessoas e equipes
excepcionais e que sigam a filosofia
da empresa.
11. Respeitar sua rede de parceiros e
de fornecedores desafiando-os e
ajudando-os a melhorar.
Problem solving
(melhoria
contínua)
12. Ver por si mesmo para
compreender completamente a
situação (Gemba).
13. Tomar decisões lentamente por
consenso, considerando
completamente todas as ações;
implementá-las com rapidez.
14. Tornar-se de uma organização
de aprendizagem através da
reflexão incansável (hansei) e da
melhoria contínua (kaizen).
497
Os 7 desperdícios
Superprodução: é fazer mais produto
do que você consegue vender ou
fazer antes da hora. É o mais
importante dos desperdícios, pois ele
agrava todos os outros 6. Por
exemplo, você terá que transportá-lo
e armazená-lo.
Espera: trabalhos não trabalhando por
qualquer razão como, por exemplo,
não ter matéria-prima para operar.
Transporte: transportar peças pela fábrica e
ocorre entre etapas do processo, entre linhas,
ou para transportar para o estoque
Excesso de processamento: quando
processamos mais do que o cliente
gostaria. Por exemplo, quando um
engenheiro define especificações
acima das expectativas do cliente
Movimentação: movimentação
desnecessária de pessoas, seja
procurando ferramentas, ou
qualquer outra movimentação
que não agregue valor
Estoque: o mais clássico dos desperdícios. Pode ser na
forma de matéria prima, WIP (não acabado) ou produto
acabado.
Defeito: é o desperdício de
produzir refugo, pelo custo da
matéria-prima e do tempo gasto
para produz
498
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
249
Análise deValor
Valor
Reflete no
preço do
produto
São
definidas
pela ótica
do cliente
É
percebido
pelo
cliente
499
Valor
• Atividade que agrega valor (AV)
• Atividade necessária para produzir um produto ou um serviço e que adiciona
valor sob o ponto de vista do cliente
• Atividade que não agrega valor (NAV)
• Atividade realizada para produzir um produto ou um serviço mas que não
adiciona valor sob o ponto de vista do cliente
• Podem ser separadas em três categorias
• São realizadas para direcionar ou apoiar as atividades que agregam valor
(financeiro, RH, planejamento etc.)
• Foram incorporados ao sistema para:
• Detectar erros, omissões e defeitos
• Corrigir erros, omissões e defeitos
• Acomodar desperdícios no sistema como: demoras, tempos de espera, etc
• São puro desperdício (podem ser simplesmente eliminadas)
500
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
250
Árvore deValor
Atividade
AV NAV
Necessária
Desnecessária
Reduza
Acerte o
fluxo
Elimine
Coloque as
atividade em
uma sequência
natural
Reduza essas
atividades e sua
interferência no
fluxo de valor
501
Atividades que
agregam valor (5%)
Atividades que não
agregam valor e
desnecessárias
(60%)
Atividades
necessárias que não
agregam valor (35%)
Tipos de atividades em um processo -
manufatura (Hines eTaylor, 2000)
502
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
251
Atividades que
agregam valor (1%)
Atividades que não
agregam valor e
desnecessárias
(49%)
Atividades
necessárias que não
agregam valor (50%)
Tipos de atividades em um processo –
serviços (Hines eTaylor, 2000)
503
Redução do leadtime
• O LeadTime é oTEMPO total de PRODUÇÃO de um item,
incluindo todas as etapas produtivas e tempos de espera.
• É a métrica central doTPS
Tudo o que estamos fazendo é olhar desde o tempo que
o cliente nos dá uma ordem até o momento que
coletamos o dinheiro ... E estamos tentando reduzir esse
tempo removendo os desperdício que não agregam
valor
Taiichi Ohno
504
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
252
Redução do leadtime
• É atingido por meio da redução do desperdícios
• Permite a empresa ser responsiva e flexível
• Traz uma grande vantagem no fluxo de caixa
505
A casa do Lean
JIT
•Sistemas puxados /
Kanban
•Operações
balanceadas no
TempoTakt
•Redução de lead time
•Células
•Mínimos tamanhos
de lote
Jidoka
•Poka-yoke
•Autonomação
•Andon
Objetivo
↓ CUSTO
Estabilidade e BaixaVariação
•Melhoria realizada por todos
•Six Sigma
•Trabalho padrão & 5S
506
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
253
Fluxo contínuo
Analyse
Fluxo contínuo
• Peças e subconjuntos não devem parar, a não ser para serem
processadas por atividades que agregam valor
• Mais um conceito do que uma realidade
• Uma das principais ferramentas para reduzir lead time
• O layout ideal seria uma célula, com nenhum estoque intermediário
• O estado ideal seria o fluxo unitário de peças, com 100% de
atividades que agregam valor
508
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
254
Fluxo contínuo
• Criação de fluxo:
 Concentre-se no que está fluindo através do processo
 Não se limite por fronteiras organizacionais
 Elimine os gargalos, minimize amortecedores de falta de
balanceamento (inventários intermediários)
509
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
255
Sistemas puxados
Analyse
Sistema puxado
• Sistema Empurrado - cada atividade entrega o resultado quando está pronto
• Resulta em acúmulo de lotes com muito inventário; mercadorias defeituosas se
acumulam
• Sistema Puxado - cada atividade entrega o resultado apenas quando a próxima
atividade precisa de sua entrada
• Disparado pelo cliente (externo e interno)
• Minimiza o inventário e retrabalho devido a defeitos
• Há pouco desperdícios em um sistema puxado
• Sistemas puxados são ágeis em responder à demanda do cliente
512
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
256
Sistema puxado
Regra de operação:
• Só trabalhar se o processo a jusante precisar
• Perceba isso vendo que eles não têm inventário
Tarefa 1
Tarefa
2
Tarefa 3
Tarefa
4
Entrada
de itens
Saída de
Produto
513
Inventário em todas as tarefas: nenhum
trabalho a ser feito
Tarefa 1
Tarefa
2
Tarefa 3
Tarefa
4
Entrada
de itens
Saída de
Produto
514
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
257
Cliente compra produto
Tarefa 1
Tarefa
2
Tarefa 3
Tarefa
4
Entrada
de itens
Saída de
Produto
515
Sinaliza tarefa 4 para processar
Tarefa
4
Tarefa 1
Tarefa
2
Tarefa 3
Entrada
de itens
Saída de
Produto
516
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
258
Sinaliza tarefa 3 para processar
Tarefa
4
Tarefa 1
Tarefa
2
Tarefa 3
Entrada
de itens
Saída de
Produto
517
Sinaliza tarefa 2 para processar
Tarefa
4
Tarefa 1
Tarefa
2
Tarefa 3
Entrada
de itens
Saída de
Produto
518
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
259
Sinaliza tarefa 1 para processar
Tarefa
4
Tarefa 1
Tarefa
2
Tarefa 3
Entrada
de itens
Saída de
Produto
519
Assim que as tarefas mais rápidas terminam
elas sabem parar
 Idealmente, todas as tarefas são equilibrados e param ao mesmo tempo
 Pequenas variações são absorvidos automaticamente pela regra de puxar
 Grandes variações requerem ações de melhoria
Tarefa
4
Tarefa 1
Tarefa
2
Tarefa 3
Entrada
de itens
Saída de
Produto
Já fiz
Já fiz
520
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
260
Inventário em todas as tarefas: nenhum
trabalho a ser feito
Tarefa 1
Tarefa
2
Tarefa 3
Tarefa
4
Entrada
de itens
Saída de
Produto
521
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
261
Kanban
Analyse
O que é Kanban
• É um dispositivo sinalizador que fornece instruções para a produção,
retirada ou transporte de itens.
524
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
262
Exemplo
• Exemplo de um cartão kanban:
525
KANBAN DE PRODUÇÃO
PINTURA
MODELO: ALPHA 2
P/N: XZZA-A03
PEÇAS/CAIXA: 32
Este kanban autoriza a produção de uma
embalagem com 32 peças do modelo
Alpha 2 pela Pintura
PINTURA MONTAGEM 1
Novo
produto
Transporte
do produto
Supermercado
Exemplos
526
Produto AB
33.405 - 00190
AB
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
263
Exemplos
527
Exemplos
528
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
264
As regras do Kanban
Regra Função
1: O processo cliente somente retira peças do
supermercado quando isto realmente for
necessário, nas quantidades indicadas pelo
cartão
Cria sistemas puxados
2: O processo fornecedor só pode produzir itens
dos quais possuir Kanbans de produção e nas
quantidades definidas nestes;
Evita superprodução
3: Nenhum item é feito ou transportado sem um
Kanban
Previne superprodução e transporte
excessivo
4: Sempre colocar um Kanban em mercadorias Serve como uma ordem de produção
5: Somente peças boas podem ser colocadas em
supermercados.
Previne que peças defeituosas
prossigam; identifica processos que
produzem defeitos
6: Reduzir o número de Kanbans aumenta sua
sensitividade
Redução de inventário reduz desperdício
e torna o sistema mais sensitivo 529
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
265
Transparência
Analyse
Transparência (gestão visual)
• Devemos ser capazes de ver a performance do processo apenas
observando-o, sem precisar entrar em sistemas, por exemplo.
• Ajuda a sustentar os ganhos de melhorias.
• Utiliza controles visuais
• Andon: um dispositivo de aviso, geralmente luzes e sons, que informam
sinais de anormalidade
• Quadros Heijunka: quadro de planejamento da produção que serve como
nivelamento da produção
• Marcações (ferramentas 5S)
532
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
266
Trabalho padrão
Analyse
Trabalho Padrão
• Exercício:
• Desenho um porco em qualquer pedaço de papel
• Você tem 5 minutos para realizar essa atividade
534
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
267
Trabalho Padrão
• Trabalho Padrão é a base das operações para a produção de
produtos corretos, do modo mais seguro, fácil e eficaz a
partir das tecnologias e dos processos existentes.
• A padronização é a base para a melhoria contínua, serve
como base de comparação.
• São procedimentos exatos para o trabalho de cada
operador e está baseado em três elementos:
• Takt time e tempo de ciclo;
• Sequência de trabalho;
• Estoque padrão (estoque em processo).
535
Trabalho Padrão
• Desenvolver trabalho padrão é uma das disciplinas mais difíceis do
Lean
• No entanto, se desenvolvido de forma eficiente, deve permitir que
virtualmente qualquer pessoa execute o trabalho com pouca
variação.
• Facilita a gestão da operação.
536
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
268
Trabalho Padrão
• Benefícios:
• Documentação do processo atual
• Redução de variação
• Treinamento mais fácil de novos operadores
• Reduções de acidentes e lesões
• Linha de base para as atividades de melhoria.
• Adiciona disciplina na cultura
• Uma ferramenta de aprendizagem que apoia a auditoria, promove a
resolução de problemas
537
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
269
5S
Analyse
5S
• Seiri: Senso de utilização.: É a prática de verificar todas as ferramentas e materiais necessários para o trabalho e
manter somente o que for utilizar na área de trabalho.Tudo o mais é guardado ou descartado. Este processo conduz a
uma diminuição dos obstáculos à produtividade do trabalho.
• Seiton: Senso de ordenação, ou seja, ter um espaço organizado.: A organização, neste sentido, refere-se à disposição
das ferramentas e equipamentos em uma ordem que permita o fluxo do trabalho. Ferramentas e equipamentos deverão
ser deixados nos lugares onde serão posteriormente usados. (Há estudos que indicam que a desorganização gera
estresse, que, quando acumulado a outros fatores, pode desencadear doenças como as cardíacas e as psicológicas.)
• Seiso: Senso de limpeza. :Designa a necessidade de manter o mais limpo possível o espaço de trabalho. No Japão, ao
fim de cada dia de trabalho, o ambiente é limpo e tudo é recolocado em seus lugares. O foco deste procedimento é
lembrar que a limpeza deve ser parte do trabalho diário e não uma mera atividade ocasional quando os objetos estão
muito desordenados.
• Seiketsu: Senso de Normalização.: Criar normas e sistemáticas em que todos devem cumprir.Tudo deve ser
devidamente documentado. Esse senso é muito parecido com o que prega a ISO 9001.
• Shitsuke: Senso de autodisciplina.: Refere-se à manutenção e revisão dos padrões. Uma vez que os 4 Ss anteriores
tenham sido estabelecidos, transformam-se numa nova maneira de trabalhar, não permitindo um regresso às antigas
práticas. Por outro lado, novas formas de se trabalhar são bem-vindas. É a melhoria contínua.
540
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
270
Introdução
•Esta é uma atividade
para mostrar como
executar 5S enfatizando
alguns pontos chave
importantes
•Espero que você ache
que é um desafio (como
o do mundo real) e se
divertir
Créditos
Esse exercício é baseado em um
exercício que se encontra em
www.superteams.com o qual foi
adaptado de um exercício criado
por
KirtTassmer of Stanley Fastening
Systems.
O jogo original foi desenvolvido
porRWDTechnologies, Ltd.
541
Agenda
•Estado inicial – Rodada 1
•Sort – Rodada 2
•Set-in-Order – Rodada 3
•Shine
•Standardize
•Sustain – Rodada 4
•Benefícios – Rodada 5
542
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
271
Instruções – Rodada 1
• Por favor, espere até ouvir as todas as instruções antes de começar -
não vire a página até que seja pedido para fazê-lo
• Individualmente, com uma caneta ou lápis localizar e marcar os
números de 1 a 50 em ordem sequencial (1, 2, 3, 4, 5 ...)
• Você terá 30 segundos para concluir esta tarefa
543
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
272
1
2
3
4
5
6
7 8
10
11
12 14
15
17 19
22
24 25
27
28
31
32
33
35
37
38
41
42
43
45
46
48
51
53
54
56 57
58
59
63
64
65
66 70
71
72
76 77 78 79
84
85
87
89
94
95
96
97
100
545
•Como foi realizar a atividade? Como você
se sentiu?
•Como podemos aplicar isso à vida
cotidiana?
Ocorreu algum problema de qualidade?
546
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
273
1
2
3
4
5
6
7 8
10
11
12 14
15
17 19
22
24 25
27
28
31
32
33
35
37
38
41
42
43
45
46
48
51
53
54
56 57
58
59
63
64
65
66 70
71
72
76 77 78 79
84
85
87
89
94
95
96
97
100
Vamos colocar uma
etiqueta vermelha nos
números que não
necessitamos (51-100) e o
valor duplicado 39.
547
1
2
3
4
5
6
7 8
10
11
12 14
15
17 19
22
24 25
27
28
31
32
33
35
37
38
41
42
43
45
46
48
51
53
54
56 57
58
59
63
64
65
66 70
71
72
76 77 78 79
84
85
87
89
94
95
96
97
100
548
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
274
1
2
3
4
5
6
7 8
10
11
12 14
15
17 19
22
24 25
27
28
31
32
33
35
37
38
41
42
43
45
46
48
51
53
54
56 57
58
59
63
64
65
66 70
71
72
76 77 78 79
84
85
87
89
94
95
96
97
100
Agora vamos move-los para
a área Etiqueta Vermelha.
549
Instruções - Rodada 2
• Vamos fazer o mesmo exercício com os itens desnecessários
removidos da área de trabalho - com uma caneta ou lápis localizar e
marcar os números de 1 a 50 em ordem sequencial (1, 2, 3, 4, 5 ...)
• Você terá 30 segundos para concluir esta tarefa
550
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
275
1
2
3
4
5
6
7 8
10
11
12 14
15
17 19
22
24 25
27
28
31
32
33
35
37
38
41
42
43
45
46
48
551
Resultados e relatos – Rodada 2
• Como foi realizar a atividade dessa vez? Como você se sentiu?
• O que podemos aprender com isso?
552
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
276
Set-in-Order (colocar em ordem)
• Agora que a área foi limpa de itens desnecessários, é hora de
encontrar uma "casa" para os itens que permanecerão
• Diretriz: Qualquer item que você deseja manter após a etapa 5S
EtiquetaVermelha precisa ter um local específico
• "Um lugar para tudo e tudo em seu lugar."
• Organizar itens para que seja fácil encontrá-los e organizá-los
• Use controles visuais para ajudar neste processo (sinais, linhas,
etiquetas de código, de cores, etc.)
553
Instruções - Rodada 3
• Vamos fazer o mesmo exercício com os números melhor
organizados – com uma caneta ou lápis localize e marque os
números de a e ordem sequencial , , , , …
• Você tem 30 segundos para completar a tarefa
554
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
277
1
2
3 4 5 6 7 8 10
11 12
14 15 17
19
22
24 25
27 28
31 32 33
35 37 38
41 42
43
45
46
48
555
Resultados e relatos– Rodada 3
• Como foi realizar a atividade dessa vez? Como você se sentiu?
• O que podemos aprender com isso?
556
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
278
Shine (limpeza)
•Agora que a área foi limpa de itens desnecessários,
é hora de "brilhar" os itens que permanecem
•Orientação: Reforme os itens para uma condição
de como novo"
•"Limpe e inspecione ou inspecionar através de
limpeza"
•Todos participam, Obtenha de forma fácil materiais
de limpeza e agende a atividade!
•Se você encontrar algo que pode se tornar um
problema, corrija-o ou faça com que alguém faça a
correção
557
1
2
3 4 5 6 7 8 10
11 12
14 15 17
19
22
24 25
27 28
31 32 33
35 37 38
41 42
43
45
46
48
Para o “Shine” vamos nos
certificar de que os números
estejam em bom estado de
funcionamento. Então, vamos
limpar essa bagunça!
558
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
279
1
2 3 4 5 6 7 8 9 10
11 12
13 14 15 16 17 18 19
21 22
23 24 25 26 27 28 29 30
31 32
33 34 35 36 37
38
40
41 42 43 44 45 46 47 48 49 50
39
20
559
Standardize (padronização)
•Precisamos ter normas e padrões para os três
primeiros S de: Sort, Set-in-Order e Shine
•Orientação: Faça-se as regras para os três
primeiros S e depois de siga-as e force sua
aplicação.
•"Faça-se as regras e depois siga-as"
•Não se esqueça de considerar as políticas da
empresa como codificação de cores, sinalização,
reposição, etc.
•Faça as regras fáceis de seguir
560
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
280
1
2 3 4 5 6 7 8 9 10
11 12
13 14 15 16 17 18 19
21 22
23 24 25 26 27 28 29 30
31 32
33 34 35 36 37
38
40
41 42 43 44 45 46 47 48 49 50
39
20
Depois de olhar para todos os
estilos de fonte e tamanhos a
equipe determinou que alguns
desses itens podem ser
padronizados.
561
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
11 12 13 14 15 16 17 18 19
21 22 23 24 25 26 27 28 29 30
31 32 33 34 35 36 37 38 40
41 42 43 44 45 46 47 48 49 50
39
20
562
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
281
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
11 12 13 14 15 16 17 18 19
21 22 23 24 25 26 27 28 29 30
31 32 33 34 35 36 37 38 40
41 42 43 44 45 46 47 48 49 50
39
20
Vamos adicionar mais alguns
recursos visuais, como
codificação de cores e linhas
563
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
11 12 13 14 15 16 17 18 19
21 22 23 24 25 26 27 28 29 30
31 32 33 34 35 36 37 38 40
41 42 43 44 45 46 47 48 49 50
39
20
564
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
282
Instruções – Rodada 4
• Para sustentar nossos ganhos, devemos ser capazes de reconhecer
condições anormais
• Vamos fazer uma auditoria 5S rápida da área
• Círculo qualquer "defeito" que você encontrar
• Você terá 30 segundos para concluir esta tarefa
565
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
283
1 3 4 5 6 7 8
9
10
12 11 13 14 15
16
17 18 19
21 22 23
24
25 26 27 28 29 30
31 32 33
34
35 36 37 38 40
41 42 43 44 45 47 48 49 50
20
567
Resultados e relatos – Round 4
Quantos você encontrou?
• O está perdido
• 9 está de ponta para baixo
• 11 e 12 estão misturados
• não está completamente dentro da sua
célula
• 24 e 34 estão em posições erradas
• 9 está perdido
• 46 está torto
Como você soube?
568
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
284
1 3 4 5 6 7 8
9
10
12 11 13 14 15
16
17 18 19
21 22 23
24
25 26 27 28 29 30
31 32 33
34
35 36 37 38 40
41 42 43 44 45 47 48 49 50
20
569
Instruções– Round 5
• Vamos fazer o mesmo exercício depois de aplicar o 5S – com uma
caneta ou lápis marque sequencialmente os números de 1 a 50 (1, 2,
, , …
• Você terá 30 segundos para completar a tarefa
570
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
285
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
11 12 13 14 15 16 17 18 19
21 22 23 24 25 26 27 28 29 30
31 32 33 34 35 36 37 38 40
41 42 43 44 45 46 47 48 49 50
39
20
GO!
571
Resultados e relatos – Round 5
•Registre o maior valor e comente no formulário de
registro
•O valor da equipe é o menor valor obtido
•Como foi executar a tarefa dessa vez?
•Que benefícios você vê no Senso de utilização
(Sort) e no de Ordenação Set-in-Order)?
•Como você pode aplicar em seu dia a dia?
572
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
286
Situação Antes e Depois
Antes
• Excesso de material
• Tempo excessivo de busca
• Muito espaço ocupado
• Tudo misturado
• Difícil
• Depois
• Materiais arrumados e corretos
• Pouco tempo para localizar
• Redução de área
• Ambiente organizado, limpo
• Fácil
573
1
2
3
4
5
6
7 8
10
11
12 14
15
17 19
22
24 25
27
28
31
32
33
35
37
38
41
42
43
45
46
48
51
53
54
56 57
58
59
63
64
65
66 70
71
72
76 77 78 79
84
85
87
89
94
95
96
97
100
Antes
574
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
287
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
11 12 13 14 15 16 17 18 19
21 22 23 24 25 26 27 28 29 30
31 32 33 34 35 36 37 38 40
41 42 43 44 45 46 47 48 49 50
39
20
Depois
575
576
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
288
Desconexões
Analyse
Desconexão
• O que é?
• Uma desconexão é um desvio, erro ou não conformidade que impede o alcance de uma
situação desejada.
• São os fios desligados do processo: entradas e saídas faltantes, redundantes ou ilógicas
que podem afetar o processo
• Desconexões podem ser identificadas com uma análise detalhada do Fluxograma
• Quando utilizar?
• Se o projeto tem o objetivo de melhorar o fluxo de um processo, a análise detalhada do
fluxograma para identificar desconexões poderá gerar oportunidades de melhoria
578
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
289
Tratando as desconexões
• As desconexões e/ou oportunidades de melhorias identificadas
durante o mapeamento do processo e suas respectivas sugestões de
implantação, se surgirem, deve ser registradas numa Planilha de
Desconexões
DESCONEXÕES SUGESTÕES
579
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
290
Diagrama ECRS
Analyse
Diagrama ECRS
• O que é?
• Ferramenta para identificar oportunidades de melhoria em fluxo de
processo
• E (Eliminar)
• C (Combinar)
• R (Reduzir)
• S (Simplificar)
• Quando utilizar?
• Se o projeto tem o objetivo de melhorar o fluxo de um processo o Diagrama
ECRS poderá ajudar
582
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
291
Diagrama ECRS
Etapa # Etapa AV
NAV
Nec.
NAV
Desn.
E C R S
Mudança/
ações
583
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
292
Balanceamento de
linha
Analyse
Balanceamento de linha
• O que é?
• Ferramenta para diminuir os desperdícios de espera, superprodução e
estoque.
• Permite que todas as operações levem o mesmo tempo.
• Quando utilizar?
• Sempre que existir uma linha ou célula de produção o balanceamento de
linha é uma possibilidade para aumentar a produtividade.
586
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
293
TempoTakt: medindo a demanda do cliente
Da palavra alemã “Taktzeit” (takt – batida; zeit - tempo)
Um número de referência que fornece o ritmo para o
processo
Exemplo
O tempo disponível é 240 dias.
O número de pedidos é 40
Tempo takt = 240/40 = 6 dias
� �� =
� � í�
� � � �
587
Tempo takt: exercício
• Suponha que a demanda seja de 1.000 peças ao dia;
• Suponha que o tempo disponível seja de 15 horas;
• Qual o tempo takt em segundos?
588
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
294
Formulário para o estudo do tempo
Operação Atividade # Atividade
Tempo
mediano
589
Exemplo de estudo do tempo
590
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
295
Estudo de balanceamento
•Balanceamento de processo é uma forma de
"equilibrar" o tempo das diferentes etapas do
processo
•Permite visualizar, principalmente, os desperdícios
de espera e superprodução
•Para sua construção é necessário o formulário de
tempo.
591
Balanceando operação
• A primeira etapa para a redução dos desperdícios é a eliminação das
atividades NAV e desnecessárias (o diagrama ECRS pode ajudar).
• O segundo passo é balancear as operações por meio da
redistribuição das atividades
592
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
296
Exemplos de estudos de balanceamento
Tempo de ciclo maior do
que tempoTakt. Devemos
tentar reduzir o tempo de
ciclo.
Tempo de ciclo menor do
que tempoTakt. Devemos
tentar aumentar i tempo
de ciclo.
593
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
297
Diagrama de
espaguete
Analyse
Diagrama espaguete
• O que é
• Método poderoso para visualizar os desperdícios de movimentação e transporte
• Um método que utiliza uma linha contínua para rastrear o caminho percorrido
por um item ou por pessoas durante a realização de um processo
• A imagem produzida comumente se parece com um prato de espaguete
• Pode ser usado para mostrar fluxo de informações, material ou pessoas
• Quando utilizar?
• Para reorganização de layouts ou organização de transportes e movimentações
internas.
596
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
298
Outros tipos de fluxos: Diagrama espaguete
597
Diagrama espaguete
• Como criar
• Obtenha um mapa do espaço de trabalho (layout)
• Liste os passos do processo
• Marque no mapa onde acontece o primeiro passo do processo e ligue
através de uma linha onde ocorre o segundo passo do processos
• Continue ligando os passos do processo com linhas na sequência em que
eles ocorrem
598
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
299
Diagrama espaguete
• Análise
• Se há muitos cruzamentos de linha, considere alterações no layout
• Se há muito retorno a um ponto, considere a possibilidade de fazer todas
parte das operações em uma única passada
• Passagem de mão em mão adicionam tempo de espera, provocam atrasos e
possivelmente gargalos.Verifique a possibilidade de reduzir passagem de
mão em mão com alterações de funções e de layout
599
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
300
VSM –Value Stream
Mapping
Analyse
Outros tipos de fluxos: Mapa do Fluxo de
Valor (VSM)
• O que é
• Um mapa que mostra o fluxo de trabalho, materiais e informações através do
processo e métricas importantes como tempo de set-up, tempo de processamento,
tempo de espera, unidades em estoque, tempo takt, porcentagem de defeituosos,
número de pessoas na atividade ou estação de trabalho, etc.
• Facilita a identificação de desperdícios, atividades que não agregam valor, gargalos,
custos, etc
• Quando utilizar
• Quando o mapeamento for ser realizado em uma linha de produção pode ser útil
identificar as oportunidades em umVSM
602
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
301
PCP
Programa
MRP
Info Info Info Info
Produto
Fornec.
Processo Processo Processo Processo
xxx xxx xxx xxx xxx
Processo
Cliente
Programa
Pedidos
Pedidos
xxx xxx xxx xxx xxx
xxx xxx xxx xxx
Fluxo de Material
Fluxo de Informação
Mapeamento do Fluxo deValor
603
Símbolos utilizados noVSM
604
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
302
Compart.
T/C: 1 seg..
T/R: 60 min
Disp: 85%
Dedicada
T/C: 39 seg..
T/R: 10 min
Disp:100%
Dedicada
T/C: 46 seg..
T/R: 0 min
Disp: 80%
Dedicada
T/C: 62 seg..
T/R: 0 min
Disp: 100%
Dedicada
T/C: 40 seg..
T/R: 0 min
Disp: 100%
Estamparia Solda I Solda II Montagem I Montagem II
5 Dias 4600 LE
2400 LD
1100 LE
600 LD
1600 LE
850 LD
1200 LE
640 LD
2770 LE
1440 LD
Bobinas
500 Pés
Aços São
Paulo
3ªs e
5ªs
Expedição
12000 LE
6400 LD
2 turnos
20 sup/band
Montadora São
Jorge
Mensal
Diariamente
PCPM
MRP
Programa
Semanal
Previsão 6
Semanas
5 Dias 7,6 Dias 1,8 Dias 2,7 Dias 2 Dias 4,6 Dias 23,6 Dias
1 Seg 39 Seg 46 Seg 62 Seg 40 Seg 188 Seg
605
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
303
Poka-Yoke
Analyse
Exemplo
608
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
304
Erros
• Uma fonte comum de problemas são os chamados erros
• Os erros ocorrem quando as ações não estão de acordo com as
intenções, mesmo que a pessoa seja capaz de realizar a tarefa com
sucesso
• Embora os erros sejam resultado de ações humanas, eles ocorrem
através da interação das pessoas com o sistema
• Alguns sistemas são mais propensos a erros que outros
609
Exercício: Inspeção
• Conte o número de vezes que a sexta letra do alfabeto aparece no seguinte texto.Você
tem um minuto.
The necessity of training farm hands for first class farms in the fatherly
handling of farm live stock is foremost in the eyes of farm owners. Since
the forefathers of the farm owners trained the farm hands for first class
farms in the fatherly handling of farm live stock, the farm owners feel
they should carry on with the family tradition of training farm hands of
first class farmers in the fatherly handling of farm live stock because they
believe it is the basis of good fundamental farm management
610
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
305
A prova de erros
• Usa dispositivos de baixo custo ou técnicas que permitem
inspecionar 100% como meio de eliminar defeitos
• Assume que mesmo o funcionário mais consciente e bem treinado
irá ocasionalmente cometer erros
• Previne que erros se transformem em produtos defeituosos
• É uma parte de um sistema de inspeção
R&S
Tornar fácil fazer certo e impossível fazer errado
611
PokaYoke:Tipos
• Elimina a possibilidade de ocorrência da falha ou
defeito específico, através do projeto.
A Prova de Erro Preventivo
• Detecta a falha ou defeito, caso ocorra, e previne
que a não-conformidade continue no processo.
A Prova de Falha Detectivo
612
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
306
À prova de erros (Preventivo):
• Exemplos do dia-a-dia:
• Micro-ondas não funciona com porta aberta;
• Moto não liga se estiver engrenada e com o pezinho abaixado;
• Boia da caixa d’água evita que água vaze da caixa;
• Farol dos carros se apaga quando a chave é retirada do contato
613
À prova de falhas (Detectivo):
• Exemplos do dia-a-dia :
• Indicador no painel dos automóveis, que indica que o motorista não está
usando o cinto de segurança;
• Carros que emitem som ao abrir a porta quando o farol está aceso e o
veículo desligado.
614
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
307
Métodos para PokaYoke
• Lembretes
• Diferenciações
• Restrições
• Exibições
615
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
308
Uso de tecnologia
Analyse
Meios para Desenvolver Mudanças:
Tecnologia
• Aplicação prática da ciência, incluindo equipamentos, materiais,
sistemas de informação e métodos
• Alguns aspectos:
• Se bem empregadas, dão à empresa a oportunida de de grandes melhorias,
aplicando o que os outros já desenvolveram;
• Requerem $ e tempo;
• É necessário testar em pequena escala p/ minimizar o risco;
• Como toda mudanças, sofrerá resistência das pessoas;
• É necessário ter plano de transição do velho para o novo.
618
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
309
Meios para Desenvolver Mudanças:
Tecnologia
• Cuidados nas mudanças que envolvem tecnologia:
• Não automatize um sistema ruim: erros ocorrerão mais rápido e custo serão
mais altos
• Reserve soluções tecnológicas p/ melhorar sistemas estáveis em vez de
solucionar causas especiais;
• Concentre as mudanças nos gargalos
• Uma tecnologia não confiável é pior que nenhuma tecnologia.
619
Uso deTecnologia
620
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
310
Uso de criatividade
Analyse
Meios para Desenvolver Mudanças:
Criatividade
• A mente é um sistema de informação que se auto organiza
• Conforme experiências e percepções ocorrem, a mente tenta
encontrar significado e ordem
622
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
311
Ligar todos os pontos com quatro segmentos de reta
sem levantar a caneta e sem retraçar segmentos
623
Três dos copos abaixo estão cheios com suco de
laranja e os outros três são vazio. Movendo apenas
um copo, você pode organizar os copos de tal
forma que os copos cheios e vazios se alternem na
sequencia?
624
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
312
Usar de Criatividade
Conhecimento Atual
Possíveis Mudanças
Caminho
Normal
Conhecimento Atual
Possíveis Mudanças
Caminho
Normal
Resultado = “mais do mesmo” Resultado = Novas idéias de
mudança
Padrão normal de pensamento Uso de criatividade
625
Usar de Criatividade
• Modos de pensamento utilizados quando mudanças são desenvolvidas:
• Criativo
• Resulta em novas ideias e possibilidades
• Sem ele, em geral resulta em mais do mesmo
• Lógico Positivo
• Como fazer novas ideias funcionarem
• Sem ele mudanças não serão práticas e funcionais
• Lógico Negativo (Crítico)
• Busca por falhas na nova ideia.
• Sem ele problemas podem não vir à tona
• Usar um modo de pensamento de cada vez, dependendo do estágio de
desenvolvimento da mudança
626
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
313
Triângulo do conceito
Qual é o problema?
627
Fazer o
animal se
movimentar
Propósito
Usar a cenoura
como estimulo
Ideia inicial
Estimular com
alimento
Conceito
Usar torrão de
açúcar
Usar espiga de
milho
Alternativas
Triângulo do conceito
628
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
314
Fazer o
animal se
movimentar
Propósito
Chicotear o
animal
Ideia inicial
Punição
Conceito
Bater com um
pau
Usar um ferro em
brasa
Alternativas
Triângulo do conceito
629
Métodos para provocar novos padrões de
pensamento
• Dedique um tempo para gerar ideias
• Esteja no lugar certo na hora certa
• Desafie as fronteiras em que a mudança pode ser desenvolvida
• Use objetivos irrealistas
• Concentre-se na necessidade
630
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
315
Uso de conceitos de
mudança
Analyse
Meios para Desenvolver Mudanças: Conceitos de Mudança
• Conceito
• Uma noção abstrata que é aplicada através de uma idéia mais específica
• Conceito de mudança
• Uma noção geral para desenvolver mudança que tem se mostrado útil no
desenvolvimento de idéias específicas para mudanças que resultam em
melhoria
632
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
316
Meios para Desenvolver Mudanças: Conceitos de Mudança
• Bons conceitos geram muitas idéias ou alternativas de como se
realizar uma determinada atividade ou resolver um problema
• Muitos conceitos de mudança são baseados nos elementos do
Sistema de saber Profundo de Deming e outros foram desenvolvidos
ao longo do tempo com base em projetos de melhoria bem
sucedidos
633
Alternativas
O Triângulo do Conceito
Alternatives p. 9
Propósito
Idéia Inicial
(uma alternativa)
Mais Alternativas
Conceito/
Ponto Fixo
634
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
317
Exemplos de alguns conceitos de mudança
12. Sincronize
16. Encontre e remova
gargalos
19. Execute tarefas em
paralelo
20. Considere as pessoas
como parte do mesmo
sistema
24. Utilize sistemas
“puxados”
41. Use um coordenador
51. Padronize (crie um
processo formal)
53. Desenvolva definições
operacionais
635
Meios para Desenvolver Mudanças: Conceitos de Mudança
• Como Usar os Conceitos de Mudança
• Leia conceito a conceito e escolha 5 que você pensa que pode ser
aproveitados.
• Em uma reunião com seu grupo discuta quais mudanças poderiam ser
geradas a partir de cada conceito.
636
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
318
Correlação entre
variáveis
Analyse
Estudo de relações entre variáveis
O
Variáveis
de Input
Variáveis de
Processo
Variáveis de
Output
P
I
X1,, X2 , ... , Xk Y
Y = f(X1,, X2 , ... , Xk)
S C
638
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
319
Estudo de relações entre variáveis
Y numérica Y categórica
X numérica
• Gráfico de dispersão
• Gráfico de dispersão
estratificado
• Dot-plot
estratificado
• Gráfico de
Tendência
estratificado
X categórica
• Dot-plot estratificado
• Gráfico de Tendência
estratificado
• Tabela de
contingência
• Gráfico de barras
639
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
320
Associação entre variáveis
Y: Numérica X: Numérica
Correlação entre variáveis
Associação entre variáveis
Projeto Dias de
atraso
Índice
Satisfação
Projeto Dias de
atraso
Índice
Satisfação
1 -3 3.90 13 -8 3.91
2 -6 3.42 14 8 3.57
3 -1 3.10 15 -15 4.40
4 0 2.95 16 -15 4.63
5 4 1.83 17 10 2.98
6 5 2.25 18 -11 4.11
7 9 1.92 19 11 1.83
8 11 3.15 20 -13 4.57
9 19 2.85 21 4 2.92
10 12 3.00 22 0 3.70
11 -5 2.64 23 10 2.63
12 -6 3.96 24 -7 4.51
Dados sobre
satisfação e atraso
de 24 projetos.
A satisfação
depende do atraso?
642
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
321
Gráfico de Dispersão
643
Análise de Gráficos de Dispersão
Aspectos a serem observados em
um Gráfico de Dispersão
n Direção
n Forma
n Força
644
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
322
Coeficiente de correlação linear
• Fórmula
=
− −
− −
- r
• Obs:
• O coeficiente r mede o grau de associação linear entre duas variáveis. Valor
de r baixo (próximo de zero) não indica que as variáveis não estão
relacionadas. Não interprete o valor de r sem o gráfico de dispersão
• A interpretação de r (se é alto ou baixo) depende do contexto
645
Gráfico de Dispersão Estratificado
Rigidez
Fornecedor A
Fornecedor B
AD-079
Produto A
Fornecedor A
Fornecedor B
AD-079
Produto B
Força
para
romper
Rapidez
de
romper
Rigidez
Há relação para cada fornecedor
mas não há no total
Não há relação para cada
fornecedor mas há no conjunto
646
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
323
Correlação e causalidade
EVOLUÇÃO DA POPULAÇÃO DE OLDENBURG E DO
NÚMERO DE CEGONHAS (1930-1936)
NÚMERO DE CEGONHAS
POPULAÇÃO
(EM
MILHARES)
54
58
62
66
70
74
78
120 140 160 180 200 220 240 260
647
Correlação e causalidade
Relação entre N. de Doentes Mentais e N. apar. de rádio
Nú m e ro d e a p a re lh o s d e rá d io (e m m ilh õ e s )
Nú
me
ro
d
e
d
o
e
n
t
e
s
me
n
t
a
i
s
6
1 0
1 4
1 8
2 2
2 6
0 2 0 0 0 4 0 0 0 6 0 0 0 8 0 0 0 1 0 0 0 0
Entre os anos 1920 e 1935 foram coletados os dados relativos ao
número de aparelhos de rádio e número de doentes mentais por
100.000 habitantes na Inglaterra.
648
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
324
Associação entre variáveis
Y: Numérica X: Classificatória
Correlação entre variáveis
Y: Numérica, X Classificatória (com variável
de tempo)
Se a variável numérica é medida ao longo
do tempo, há duas possibilidades:
1. A variável categórica define duas ou mais fases, antes e
depois de, por exemplo, uma mudança. Nesse caso, é
adequado fazer um gráfico de tendência estratificado por
fases.
2. A variável numérica é medida em duas condições
diferentes nos mesmos tempos. Nesse caso é adequado
fazer um gráfico de tendência com a variável resposta
superposta. Se os dados estão em regiões
significativamente diferentes dizemos que há correlação
entre as variáveis
Dia
Tempo
28
25
22
19
16
13
10
7
4
1
25
20
15
10
5
0
antes depois
Gráfico de Tendência por fase
04/2011
02/2011
12/2010
10/2010
08/2010
06/2010
04/2010
02/2010
28
26
24
22
20
18
Data
Vendas
Filial A
Filial B
Variable
Grafico de tendência: Vendas por filial
650
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
325
Y: Numérica, X Classificatória (sem variável
de tempo)
Se a ordem em que os dados foram coletados não for relevante, ou
mesmo sendo relevante, o processo está estável, uma forma de
visualizar os dados é por meio da comparação das distribuições de
frequência (dot plot ou histograma) da variável numérica
estratificadas pela variável classificatória.
TEMPO
fase
18
16
14
12
10
8
6
4
antes
depois
Dotplot of TEMPO vs fase
651
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
326
Associação entre variáveis
Y: Classificatória X: Classificatória
Correlação entre variáveis
Tabela de contingência
Quando as variáveis X eY são categóricas, o estudo de correlação é feito através de
tabelas de contingência
Tabela de Contingência
Variável A
Categorias A1 A2 Total
B1 n11 n12 n1+
Variável B
B2 n21 n22 n2+
Total n+1 n+2 n++
Definições
n11 Freqüência de indivíduos nas categorias A1 e B1
n12 Freqüência de indivíduos nas categorias A2 e B1
n21 Freqüência de indivíduos nas categorias A1 e B2
n22 Freqüência de indivíduos nas categorias A2 e B2
n1+ Freqüência de indivíduos nas categorias B1
n2+ Freqüência de indivíduos nas categorias B2
n+1 Freqüência de indivíduos nas categorias A1
n+2 Freqüência de indivíduos nas categorias A2
n++ Total de indivíduos na amostra
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
327
Tabela de contingência
Resultado
Tratamento N S Total
Ciclosporina 15
(40.54%)
22
(59.46%)
37
(100%)
Placebo 23
(67.65%)
11
(32.35%)
34
(100%)
Percent
Tratamento
Melhorou?
Placebo
Ciclosporina
S
N
S
N
70
60
50
40
30
20
10
0
Melhorou?
N
S
Chart of Tratamento; Melhorou?
Percent within levels of Tratamento.
Gráfico de Barras
Tabelas de Contingência
655
Cuidado com tabelas
O procedimento de um hospital era aplicar antibiótico antes da cirurgia em
pacientes para minimizar a chance de infecção hospitalar.Com o objetivo
de avaliar a eficácia de três tipos de antibióticos, foram coletados dados de
100 pacientes que desenvolveram infecção após a cirurgia.A tabela abaixo
apresenta a frequência por tipo de antibiótico.Qual é o melhor antibiótico?
Antibiótico Infecção
A 12
B 60
C 28
Total 100
656
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
328
Cuidados com tabelas
Infecção
Antibiótico Sim Não
A 12 10
B 60 20
C 28 70
A tabela abaixo apresenta dados sobre 100 pacientes que desenvolveram
infecção e 100 que não desenvolveram infecção após cirurgia e tipo de
antibiótico administrado. Qual antibiótico é melhor?
Ao construirmos tabelas cruzadas, devemos apresentar todas as
categorias de cada variável
657
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
329
DOE - Introdução
Analyse
Relação entre fatores e respostas
Fatores de
entrada
z1z2 z r
Variáveis de
bloco
e1 e2 es
Variáveis de
ruído
Xp+1 Xp+2 x p+q
Fatores de
processo
x1
x2
xp
Saídas Y
Variável
resposta
Representação
de um Sistema
Processo de
transformação
660
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
330
Exemplo
Uma empresa usa um provedor B para acesso à Internet .Ao longo de um
dia a empresa faz 10 downloads de um pacote padrão e mede o tempo de
cada. Os downloads foram realizados durante um dia normal de operações.
Os dados obtidos estão mostrados no gráfico abaixo
661
Exemplo
• Fatores que podem afetar o tempo de download
• Trafego na rede
• Computadores acessando o site
• Outras tarefas sendo feita no computador
• Sistema do provedor
• O dia da semana
• Velocidade do processador
• Quantidade de memória
• Etc
662
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
331
Exemplo
A empresa resolve testar outro provador, denominado provedor A. Dez
downloads do mesmo pacote são realizados com o provedor A num dia
normal de operações. Os dados comparativos entre os dois
provedores estão na figura abaixo
O que se pode concluir com o experimento?
663
Definições
Definições
Variável resposta Unidade experimental
Fatores Replicação
Níveis dos fatores Repetição
Tratamento Interação
664
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
332
Princípios básicos de experimentação
• Replicação
• Importante para gerar informação sobre o erro experimental
• Aleatorização
• Importante para gerar uma distribuição de referência válida para realizar
comparação (relação sinal/ruído)
• Blocagem
• Importante para controlar fontes de variação conhecidas, reduzindo o erro
experimental e aumentando a sensibilidade do experimento (aumentar a
relação sinal ruído)
665
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
333
DOE - Estudo de uma
população
Analyse
Inferência
• Considere uma população ou um processo e uma variável de
interesse medida em uma amostra
• Os dados da amostra podem ser usados para realizar inferências
sobre a população ou o processo
• As características (parâmetros) de interesse são em geral
• A forma da distribuição da variável
• A média
• O desvio padrão
668
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
334
Inferência sobre a forma
• O objetivo é identificar se existe uma distribuição conhecida que
pode ser usada para aproximar a distribuição dos valores, como por
exemplo a Distribuição Normal, ou Log Normal, ouWeibull
• Isso pode ser feito ajustando-se o gráfico probabilístico de uma
determinada distribuição aos dados. Caso o gráfico seja
aproximadamente uma reta, a distribuição correspondente pode ser
usada.
669
Exemplo
Chamada Tempo Chamada Tempo Chamada Tempo
1 2.53 11 5.57 21 4.81
2 5.52 12 4.60 22 4.82
3 3.53 13 3.84 23 7.19
4 3.26 14 5.37 24 2.39
5 6.31 15 3.42 25 5.52
6 4.04 16 4.51 26 5.01
7 4.09 17 1.84 27 1.94
8 1.22 18 6.89 28 4.60
9 3.42 19 3.53 29 2.35
10 5.01 20 6.75 30 2.07
Uma empresa monitorou o tempo gasto para atender uma chamada de
um cliente em um call center.Trinta atendimentos forma medidos. Os
dados obtidos encontram-se na tabela abaixo.
670
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
335
Análise: Gráfico de Controle e Histograma
Observation
Individual
Value
28
25
22
19
16
13
10
7
4
1
10
8
6
4
2
0
_
X=4.20
UCL=9.65
LCL=-1.25
I Chart of tempo de atendimento
Não há evidência de que
o processo não esteja
sob controle
O gráfico Probabilístico
Normal indica que a
distribuição Normal é
adequada para descrever a
distribuição do tempo de
atendimento
tempo de atendimento
Percent
10
8
6
4
2
0
99
95
90
80
70
60
50
40
30
20
10
5
1
Mean 4.198
StDev 1.588
N 30
AD 0.222
P-Value 0.813
Probability Plot of tempo de atendimento
Normal - 95% CI
671
Inferência sobre a média e o desvio padrão
• A inferência sobre a média e o desvio padrão da população pode ser
feita de três formas:
• Estimação pontual
• Intervalo de confiança
• Teste de hipóteses
• Obs.:
• Essas inferências só fazem sentido se os dados se ajustam a uma
distribuição e se o processo está estável
• É importante fazer inicialmente o gráfico de controle e em seguida o gráfico
probabilístico)
672
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
336
Estimação pontual
• Representa-se os valores de uma amostra de tamanho n por x1, x2,
... , xn.
• A estimação pontual da média e do desvio padrão da população são
dados pela média amostral e pelo desvio padrão respectivamente
1
n
)
x
(x
s
:
Padrão
Desvio
n
x
x
:
Média
2
i
i






673
Intervalo de confiança para a média
• A estimação pontual não fornece informação sobre a precisão da
estimativa
• A precisão de uma estimativa pode ser medida através da margem
de erro
• A margem de erro da estimativa pontual da média é dada por
*
2
M.E.
n
s

674
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
337
Intervalo de confiança para a média
)
n
s
*
t
x
,
n
s
*
t
x
( 1)
(n
0.025,
1)
(n
0.025, 
 

n
s
*
t
*
2 1)
(n
0.025, 
t0.025,(n-1) é o percentil 2.5% da distribuição t-Student
com (n-1) graus de livberdade
Um intervalo de confiança de 95% para a média populacional é dado por
A amplitude do intervalo de confiança é dada por
675
Intervalo de confiança para o desvio padrão








2
0.975
2
0.025 χ
1)
-
(n
s
,
χ
1)
-
(n
s
X2
0.025,(n-1) e X2
0.025,(n-1) são os percentis 2.5% e 97.5%
respectivamente da distribuição Qui-quadrado com
(n-1) graus de livberdade
Um intervalo de confiança de 95% para o desvio padrão populacional é dado
por
676
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
338
Exemplo
7
6
5
4
3
2
1
Median
Mean
5.00
4.75
4.50
4.25
4.00
3.75
3.50
1st Q uartile 3.0775
Median 4.3000
3rd Q uartile 5.4075
Maximum 7.1900
3.6055 4.7912
3.4452 4.9665
1.2644 2.1342
A -Squared 0.22
P-V alue 0.813
Mean 4.1983
StDev 1.5876
V ariance 2.5205
Skewness 0.026119
Kurtosis -0.694410
N 30
Minimum 1.2200
A nderson-Darling Normality Test
95% C onfidence Interv al for Mean
95% C onfidence Interv al for Median
95% C onfidence Interv al for StDev
95% Confidence Intervals
Summary for tempo de atendimento
677
Teste de hipóteses
No exemplo, suponha que o objetivo era que o tempo médio de
atendimento fosse igual a 3.50 minutos. O objetivo estava sendo
alcançado?
Comparação com um valor de referência ou
valor nominal
Teste de Hipótese
Ho: 0 = 3.50 H1: 0  3.50
n
s
μ
y
t
:
teste
do
Critério 0
0


678
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
339
Teste de hipóteses
• Calculando o critério
• p-valor = 0.023
• Há evidência para rejeitar H0
• OBS. O gráfico de controle deve ser feito antes do cálculo do p-valor. Caso
haja causas especiais atuando no processo, não se deve calcular o p-valor
2.41
30
1.5876
.50
3
4.1983
n
s
μ
y
t 0
0 




679
Análise com o MINITAB
One-Sample T: tempo de atendimento
Test of mu = 3.5 vs not = 3.5
Variable tempo de atendimento
N Mean StDev SE Mean
30 4.19833 1.58760 0.28985
95% CI T p
(3.60551; 4.79115) 2.41 0.023
680
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
340
Passos para se testar hipóteses
• Formule as hipótese nula e alternativa (P)
• Planeje o experimento (P)
• Realize o experimento obtendo uma amostra aleatória (D)
• Calcule uma estatística apropriada (critério) (S)
• Compare o critério com uma distribuição de referência e calcule a
evidência contra a hipótese nula (o p-valor) (S)
• Decida o que fazer (A)
681
Análise do p-valor
• Se o p-valor for menor que 1%, rejeita-se a hipótese nula
• Se o p-valor for maior que 10%, não rejeita-se a hipótese nula
• Se o p-valor estiver entre 1% e 10%, deve-se considerar outros
fatores para se tomar uma decisão, como o risco, custo, etc.
Obs. As recomendações acima são as usuais e são adequadas para a
maior parte dos casos. Porém, a decisão de rejeitar ou não uma
hipótese deve ser feita levando em consideração os riscos e custos
associados com a decisão. Significância estatística não é a mesma coisa
que importância
682
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
341
DOE - Experimento
completamente aleatorizado
Analyse
Observação
• A expressão comparar tratamentos ou populações não é
específica o suficiente
• Trataremos aqui de comparações de médias ou comparações de
variâncias
• A especificação do que será comparado deve ser feita em cada caso
684
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
342
Exemplo: comparação de médias
• Uma empresa usava o provedor B para acesso à Internet . Um
outro provedor A contatou a empresa e afirmou que seu serviço
era mais rápido. A velocidade nominal prometida pelos dois era a
mesma. A empresa resolveu realizar um teste comparativo entre
os fornecedores.
• O teste foi realizado durante um dia normal de operações. Foram
feitos 15 downloads, 7 com o provedor A e 8 com o provedor B.
• Considere A e B o tempo médio de cada provedor. Então, a
hipótese a ser testada é:
H0: A = B versus HA: A ≠ B
685
Exemplo: comparação de médias
• Fator: Provedor
• Níveis: A e B
• Tratamento: cada nível do fator
• Unidades experimentais: downlodas (15)
• Replicações: 7 para o nível A e 8 para o nível B
• Aleatorização: as unidades experimentais foram alocadas de forma
aleatória aos tratamentos
• Experimento: completamente aleatorizado (CRD)
686
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
343
Exemplo: comparação de médias
• O primeiro passo é alocar as unidades experimentais (seqüência
de downloads) aos tratamentos (provedores). A seqüência de
downloads foi numerada de 1 a 15 e dentro de uma urna são
colocadas 15 bolas numeradas de 1 a 15. Sete bolas são retiradas
ao acaso, e os números sorteados correspondem aos downloads
que serão processados com o provedor A. Os outros download
são processados com o provedor B.
Esse plano experimental é denominado de plano completamente
aleatorizado (CRD)
687
Comparação da média de dois tratamentos
Num. do downl. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15
Provedor A B B A B A A B B A B B A A B
Tempo (min) 17.2 17.1 17.2 16.9 17.3 16.8 17.2 17.5 17.2 17.3 17.1 16.9 17.1 17.2 17.3
Prov. A Prov. B
17.2 17.1
16.9 17.2
16.8 17.3
17.2 17.5
17.3 17.2
17.1 17.1
17.2 16.9
17.3
nA = 7 nB = 8
yA 
 119 7
. yB 
 137 6
.
yA  171
. yB  17 2
.
688
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
344
Análise
• As técnicas mais comuns para se analisar esse tipo de experimento
são:
• Cálculo da média e desvio padrão para cada tratamento
• Dot plot comparativo por tratamento
• Gráfico de tendência ou de controle comparativo por tratamento
• Teste de hipóteses
• Na maior parte das vezes o Gráfico de Controle é suficiente para
fornecer o grau de convicção sobre se as médias são diferentes
689
Análise gráfica
17,5
17,4
17,3
17,2
17,1
17,0
16,9
16,8
A
B
tempo
provedor
Dotplot do tempo por provedor
690
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
345
Teste de Hipóteses para igualdade de
médias
• Hipóteses
• H0: A = B
• HA: A ≠ B
691
Teste de Hipóteses para igualdade de
médias
One-way ANOVA: tempo versus Provedor
Source DF SS MS F P
Provedor 1 0.0373 0.0373 1.16 0.302
Error 13 0.4200 0.0323
Total 14 0.4573
S = 0.1797 R-Sq = 8.16% R-Sq(adj) = 1.10%
Individual 95% CIs For Mean Based on
Pooled StDev
Level N Mean StDev -----+---------+---------+---------+----
A 7 17.100 0.183 (--------------*--------------)
B 8 17.200 0.177 (-------------*-------------)
-----+---------+---------+---------+----
17.00 17.10 17.20 17.30
Pooled StDev = 0.180
Não há evidência para rejeitar H0
692
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
346
Teste da hipótese de igualdade das
variâncias
• Hipóteses:
• H0: 2
A = 2
B (hipótese nula)
• H1: 2
A ≠ 2
B (hipótese alternativa)
693
Teste da hipótese de igualdade das
variâncias
provedor
95% Bonferroni Confidence Intervals for StDevs
B
A
0.5
0.4
0.3
0.2
0.1
provedor
tempo
B
A
17.5
17.4
17.3
17.2
17.1
17.0
16.9
16.8
F-Test
0.961
Test Statistic 1.06
P-Value 0.926
Levene's Test
Test Statistic 0.00
P-Value
Test for Equal Variances for tempo
Não há evidência para rejeitar H0
694
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
347
Teste da hipótese de igualdade das
variâncias
• O Minitab calcula dois p-valores para testar a igualdade de variância:
teste de Bartlett e o teste de Levene onde a hipótese nula é de
variações iguais contra a alternativa de não todas as variações que
são iguais . Se houver somente dois níveis, um F-teste é executado
no lugar do teste de Bartlett.
• Use o teste de Bartlett quando os dados vêm de distribuições
normais. O teste de Bartlett não é robusto a afastamentos da
distribuição Normal
• Use o teste de Levene quando os dados seguem uma distribuição
contínua, mas não necessariamente normal.
695
Análise
• Não há evidência de que os provedores tenham desempenho diferente com
respeito à variação.
• Cuidado!
• Comparar variação com um gráfico de controle ou com um dot plot é sempre
mais difícil
• Diferenças que parecem grandes em um gráfico não indicam necessariamente
que os desvio padrões dos tratamentos sejam significativamente diferentes
• É preciso que a diferença visual seja grande para podermos declarar que existe
diferença entre os tratamentos com respeito à quantidade de variação
• Um teste de hipóteses pode ajudar a decidir
696
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
348
Os quatro quadrantes
697
Análise dos resíduos
• Na realização de um experimento podem ocorrer causa especiais
que afetam os resultados e cujo efeito pode ser confundido com os
efeitos dos tratamentos
• A identificação de possíveis causas especiais é importante para
poder validar as conclusões do estudo
• Caso haja causas especiais é necessário desenvolver algumas ações
• As ações irão depender do tipo de causa especial presente
698
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
349
Análise dos resíduos
• O gráfico de tendências das respostas pode identificar causas
especiais
• Uma técnica utilizada é a análise dos resíduos
• Definições
• O valor ajustado de um tratamento ou de um nível de um fator é igual à
média das respostas obtidas para aquele tratamento
• O resíduo de cada resposta do experimento é igual à resposta menos o valor
ajustado para o tratamento correspondente
699
Gráficos para análise dos resíduos
• Dot plot ou Histograma dos resíduos
• Verificar se a distribuição dos resíduos é aproximadamente normal
• Verificar se não há causas especiais
• Gráfico probabilístico normal dos resíduos
• Verificar se a distribuição dos resíduos é aproximadamente normal
• Verificar se não há causas especiais
700
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
350
Gráficos para análise dos resíduos
• Resíduos versus (valor ajustado, ordem, tempo)
• Verificar se há indícios de causas especiais. Caso positivo, tentar associar
com a ordem ou com alguma efeito temporal
• Verificar se a variabilidade é essencialmente a mesma para cada tratamento
• Gráfico de tendência dos resíduos:
• verificar se há indícios de causas especiais
701
Gráficos para análise dos resíduos
Não há evidência da presença de causas especiais durante a
realização do estudo
Residual
Percent
0.50
0.25
0.00
-0.25
-0.50
99
90
50
10
1
Fitted Value
Residual
17.200
17.175
17.150
17.125
17.100
0.30
0.15
0.00
-0.15
-0.30
Residual
Frequency
0.3
0.2
0.1
0.0
-0.1
-0.2
-0.3
4.8
3.6
2.4
1.2
0.0
Observation Order
Residual
15
14
13
12
11
10
9
8
7
6
5
4
3
2
1
0.30
0.15
0.00
-0.15
-0.30
Normal Probability Plot of the Residuals Residuals Versus the Fitted Values
Histogram of the Residuals Residuals Versus the Order of the Data
Residual Plots for tempo
702
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
351
DOE - Experimento
aleatorizado em blocos
Analyse
Experimento aleatorizado em blocos
• Em muitas situações de planejamento de experimentos, existem
fatores que sabemos que influenciam na variável resposta e que
necessitam ser controlados
• Nesses casos, a estratégia de formar blocos de unidades
experimentais homogêneas deve ser utilizada
• Experimentos com essa característica são chamados de
experimentos em blocos
704
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
352
Experimento aleatorizado em blocos
• Em experimentos em blocos temos dois tipos de fatores:
• Fatores que são de interesse do pesquisador
• Fatores cujo efeito deseja-se controlar para remover seu efeito do erro
experimental
705
Experimento aleatorizado em blocos
• Box (1978) apresenta um experimento interessante.
• O objetivo do experimento era comparar dois tipos de material
utilizados na fabricação de sola de tênis com respeito ao desgaste
médio. O experimento era para ser realizado com meninos, que
receberiam tênis com solados feitos com os materiais A ou B. Eles
usariam livremente os tênis por um período de tempo, após o
qual os tênis seriam recolhidos para medir o desgaste.
Como realizar o experimento?
706
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
353
Experimento aleatorizado em blocos
• Uma grande fonte de variabilidade é o nível de atividade
dos garotos.
• Para controlar essa fonte , e consequentemente remove-la
do erro experimental, o experimento foi planejado da
seguinte forma.
• Cada garoto recebeu um pé do tênis com solado feito com o
material A e o outro pé com solado feito com o material B.
• Foi decidido por sorteio se o pé esquerdo ou o direito do
menino recebeu o material A.
707
Experimento aleatorizado em blocos
TABELA - Dados sobre a quantidade de desgaste das solas dos
sapatos
Menino Material A Material B
B - A
Diferença D
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
13.2 (E)
8.2 (E)
10.9 (D)
14.3 (E)
10.7 (D)
6.6 (E)
9.5 (E)
10.8 (E)
8.8 (D)
13.3 (E)
14.0 (D)
8.8 (D)
11.2 (E)
14.2 (D)
11.8 (E)
6.4 (D)
9.8 (D)
11.3 (D)
9.3 (E)
13.6 (D)
0.8
0.6
0.3
-0.1
1.1
-0.2
0.3
0.5
0.5
0.3
Diferença média 0.41
*(E) indica que este material foi usado no pé esquerdo; (D), que ele
foi usado no pé direito
708
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
354
Experimento aleatorizado em blocos:
análise
Menino
Y-Data
10
9
8
7
6
5
4
3
2
1
0
15
14
13
12
11
10
9
8
7
6
Variable
Material A
Material B
Scatterplot of Material A, Material B vs Menino
Menino
Dif:
B-A
10
8
6
4
2
0
1.2
0.9
0.6
0.3
0.0 0
Scatterplot of Dif vs Menino
Dos dez pares de pontos, em apenas dois o material A apresenta valor maior
do que o material B.
Existe evidência para afirmar que o Material B apresenta maior desgaste
709
Teste de Hipóteses para igualdade de
médias
• Hipóteses
• H0: A = B
• HA: A ≠ B
710
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
355
Experimento aleatorizado em blocos:
análise
Teste de hipóteses: ANOVA Two-way
Há evidência para afirmar que o Material B apresenta maior desgaste
Results for: DOE_GAROTOS_SOLA DE SAPATO.MTW
Two-way ANOVA: Desgaste versus Garoto; Material
Source DF SS MS F P
Garoto 9 110.491 12.2767 163.81 0.000
Material 1 0.840 0.8405 11.21 0.009
Error 9 0.675 0.0749
Total 19 112.005
S = 0.2738 R-Sq = 99.40% R-Sq(adj) = 98.73%
Individual 95% CIs For Mean Based on
Pooled StDev
Material Mean ---+---------+---------+---------+------
A 10.63 (-------*-------)
B 11.04 (-------*------)
---+---------+---------+---------+------
10.50 10.75 11.00 11.25
711
Análise dos resíduos
0.50
0.25
0.00
-0.25
-0.50
99
90
50
10
1
Residual
Percent
14
12
10
8
6
0.4
0.2
0.0
-0.2
-0.4
Fitted Value
Residual
0.3
0.2
0.1
0.0
-0.1
-0.2
-0.3
4
3
2
1
0
Residual
Frequency
20
18
16
14
12
10
8
6
4
2
0.4
0.2
0.0
-0.2
-0.4
Observation Order
Residual
Normal Probability Plot Versus Fits
Histogram Versus Order
Residual Plots for Desgaste
Não há evidência de causas especiais
712
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
356
Experimento aleatorizado em blocos
• O experimento dos garotos é um exemplo de um experimento em
blocos
• Nesse experimento temos um fator com dois níveis (dois
tratamentos) e um fator de bloco
• Os blocos são formados por duas unidades experimentais,
agrupadas de acordo com uma variável de bloco
713
Experimento aleatorizado em blocos
• Cada unidade experimental dentro de cada bloco recebe um dos
dois tratamentos
• A alocação dos tratamentos às unidades dentro de cada bloco deve
ser feita de forma aleatória
• Esse plano experimental é denominada Experimento Aleatorizado
em Blocos
714
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
357
DOE - Experimento
antes e depois
Analyse
Comparação antes e depois
• Num processo de peças estampadas, uma das características de qualidade
da peça é a altura de uma lingüeta que a peça possui. O processo vem
apresentando resultados de rejeito por baixa altura da lingüeta, apesar
desse problema não aparecer na carta de controle colocada após o processo
de repuxo.Veja um fluxograma simplificado do processo:
• Há suspeitas de que o processo de tamboreamento (shaving com material
abrasivo) altera o ângulo da lingüeta, alterando a sua altura, também.
716
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
358
Comparação antes e depois
• Um experimento de comparação de duas médias de duas populações
independentes poderia ter sido realizado da seguinte forma: retira-se uma
amostra de peças antes do tamboreamento e mede-se a altura e retira-se
uma amostra após o tamboreamento medindo-se a altura da lingüeta.
• Como existe variação na altura da lingüeta antes do tamboreamento, e essa
variação é considerável, utilizou-se o seguinte procedimento para controlar
o efeito dessa variação no estudo do efeito do tamboreamento. Marcou-se
2 peças sorteadas de cada um de 10 lotes sorteados para o estudo. Cada
peça foi medida antes e após o tamboreamento de seu lote.
717
Análise gráfica
peça alt ant alt depois
1 0.447 0.424
2 0.464 0.438
3 0.367 0.388
4 0.501 0.502
5 0.475 0.409
6 0.431 0.390
7 0.483 0.474
8 0.434 0.385
9 0.342 0.340
10 0.446 0.466
11 0.477 0.402
12 0.474 0.472
13 0.455 0.435
14 0.460 0.452
15 0.467 0.450
16 0.488 0.495
17 0.421 0.426
18 0.440 0.356
19 0.419 0.436
20 0.451 0.356
Pode-se observar que o tamboreamento tende
a reduzir a altura da lingüeta
Altura
0.48
0.42
0.36
Mean
Mean
0.48
0.42
0.36
0.48
0.42
0.36
Mean
1 2 3 4 5 6 7
8 9 10 11 12 13 14
15 16 17 18 19 20
situacao
A
D
Gráfico comparativo de antes e depois, por peça
718
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
359
Teste de Hipóteses para igualdade de
médias
• Hipóteses
• H0: antes = depois
• HA: antes ≠ depois
719
Análise no MINITAB
Two-way ANOVA: altura versus peça; condição
Source DF SS MS F P
peça 19 0.0574699 0.0030247 4.90 0.001
condição 1 0.0049729 0.0049729 8.06 0.010
Error 19 0.0117251 0.0006171
Total 39 0.0741679
S = 0.02484 R-Sq = 84.19% R-Sq(adj) = 67.55%
Two-way ANOVA: altura versus peça; condição
Source DF SS MS F P
peça 19 0.0574699 0.0030247 4.90 0.001
condição 1 0.0049729 0.0049729 8.06 0.010
Error 19 0.0117251 0.0006171
Total 39 0.0741679
S = 0.02484 R-Sq = 84.19% R-Sq(adj) = 67.55%
Individual 95% CIs For Mean Based on
Pooled StDev
condição Mean ------+---------+---------+---------+---
antes 0.4471 (---------*--------)
depois 0.4248 (---------*---------)
------+---------+---------+---------+---
0.420 0.432 0.444 0.456
720
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
360
Análise dos resíduos
0.050
0.025
0.000
-0.025
-0.050
99
90
50
10
1
Residual
Percent
0.50
0.45
0.40
0.35
0.04
0.02
0.00
-0.02
-0.04
Fitted Value
Residual
0.04
0.02
0.00
-0.02
-0.04
8
6
4
2
0
Residual
Frequency
40
35
30
25
20
15
10
5
1
0.04
0.02
0.00
-0.02
-0.04
Observation Order
Residual
Normal Probability Plot Versus Fits
Histogram Versus Order
Residual Plots for altura
Não há evidências de causas especiais
721
Conclusão
Há evidência de que o tamboreamento altera a altura da lingueta (diminui)
Com esse experimento, o pessoal da fábrica mudou o ponto de medição da carta
de controle para após o tamboreamento e aumentou em 0.02mm a altura da
lingueta no projeto de peça, reduzindo dramaticamente o refugo
722
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
361
DOE – Experimento
Fatorial Completo
Analyse
Sistema de causas
O
Variáveis
de Input
Variáveis de
Processo
Variáveis de
Output
P
I
X1,, X2 , ... , Xk Y
Y = f(X1,, X2 , ... , Xk)
724
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
362
Sistema de causas
• Uma forma de estudar o sistema de causas é utilizar dados históricos
do processo. Limitações dessa abordagem:
• A qualidade dos dados não é adequada
• Nem todas as variáveis (Xs) foram medidas
• As variáveis Xs são controladas durante a operação
• Não permite estabelecer relação de causa e efeito mesmo que exista
correlação com a variável resposta
725
Um exemplo
Níveis
Fatores (X) (-) (+)
Tipo de papel 75 g 120 g
Comprimento da
Asa
3 cm 6 cm
Largura do corpo 5 cm 8 cm
Comprimento da
perna
4 cm 10 cm
Largura da perna 2 cm 3 cm
Quais fatores efetivamente afetam o tempo de permanência no ar?
Como realizar um experimento para avaliar o efeito dos fatores?
726
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
363
Possível estratégia: variar um fator de cada
vez
X2
X1
Y
X3
Y
Variar 1 fator de cada vez Vários níveis Escolhe os ápices
Y
727
Exemplo 1: Um fator de cada vez
Trat Comp
Asa
Larg
corpo
Tempo
1 3 5 1.7
2 3 8 1.2
3 6 5 2.0
4 6 8 1.5
1. Fixe o Comp da Asa em 3
e varie a Larg do Corpo
2. O melhor valor para a
larg do corpo é 5
3. Fixe a Larg do Corpo em
5 e varie o Comp da Asa
4. O melhor valor para o
Comp da Asa é 6
5. A Melhor combinação é
(6,5)!
728
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
364
Exemplo 2: Um fator de cada vez
Trat Comp
Asa
Larg
corpo
Tempo
1 3 5 1.7
2 3 8 1.5
3 6 5 2.0
4 6 8 1.2
1. Fixe a Larg do Corpo em
8 e varie o Comp da Asa
2. O melhor valor para a
Comp da Asa é 3
3. Fixe a Comp da Asa em 3
e varie a Larg do Corpo
4. O melhor valor para Larg
do Corpo 5
5. A Melhor combinação é
(3,5) ? NÃO!
729
Experimentos fatoriais: introdução
2n
Número
de níveis
(+, -)
Número
de fatores
Como começar?
Identifique a variável resposta, os fatores e seus 2 níveis
Representação
730
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
365
Número de testes exigidos para um
Fatorial de 2 Níveis com k Fatores
Nº de
Fatores (k)
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
.
.
.
15
.
.
.
20
Nº de
Testes (2k)
2
4
8
16
32
64
128
256
512
1024
.
.
.
32,768
.
.
.
1,048,576
731
Vantagens
É fácil de ser analisado
Menos experimentos
Versátil
732
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
366
Fatorial 22 : Cálculo de efeitos principais
• Calculo do efeito do fator A Trat A B Y
1 - - 1.2
2 + - 1.6
3 - + 1.2
4 + + 1.8
A
Mean
of
y4
1
-1
1.7
1.6
1.5
1.4
1.3
1.2
Main Effects Plot
YA(+)= (1.6 + 1.8)/2 = 1.7
YA(-) = (1.2 +1.2)/2 = 1.2
Efeito de A = [1.7 – 1.2] = 0.5
• Observe que o efeito de um fator é o
produto da coluna do fator pela
coluna de respostas dividido pela
quantidade de linhas com sinal (+)
• O efeito do fator A pode ser mostrado
graficamente
733
Fatorial 22 : Cálculo de efeitos principais
• Calculo do efeito do fator B Trat A B Y
1 - - 1.2
2 + - 1.6
3 - + 1.2
4 + + 1.8
+
-
1,50
1,45
1,40
B
Mean
Main Effects Plot for Y
Data Means
YB(+)= (1.2 + 1.8)/2 = 1.5
YB(-) = (1.6 +1.2)/2 = 1.4
Efeito de B = [1.5 – 1.4] = 0.1
• Observe que o efeito de um fator é o
produto da coluna do fator pela
coluna de respostas dividido pela
quantidade de linhas com sinal (+)
• O efeito do fator A pode ser
mostrado graficamente
734
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
367
Fatorial 22 : Cálculo do efeito da interação
• Considere novamente o exemplo
Trat A B Y
1 - - 1.2
2 + - 1.6
3 - + 1.2
4 + + 1.8
Efeito de A para B=(+)
AB=(+) = 1.8 – 1.2 = 0.6
Efeito de A para B=(-)
AB=(-) = 1.6 – 1.2 = 0.4
Interação de A com B
AB = (AB=(+) - AB=(-))/2
= (0.6 – 0.4)/2 = 0.1
735
Interação
• Se multiplicarmos os sinais das colunas A e B e
denominarmos por AB obtemos
• O efeito da interação de A com B é igual ao
produto da coluna AB pela coluna de respostas
dividido pela quantidade de linhas com sinal (+)
Trat A B AB Y
1 - - + 1.2
2 + - - 1.6
3 - + - 1.2
4 + + + 1.8
AB=[(1.8-1.2)-(1.6-1.2)]/2=[1.8-1.2-1.6+1.8]/2 =0.1
736
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
368
Exemplos de gráficos de interações
B
B
Mean
1
-1
2.00
1.75
1.50
1.25
1.00
A
-1
1
B
B
Mean
1
-1
2.00
1.75
1.50
1.25
1.00
A
-1
1
B
B
Mean
1
-1
2.00
1.75
1.50
1.25
1.00
A
-1
1
B
B
Mean
1
-1
2.00
1.75
1.50
1.25
1.00
A
-1
1
Interaction Plot
Sem Interação
Interaction Plot
Interação moderada
Interaction Plot
Interação moderada
Interaction Plot
Interação forte
737
Fatorial 22 : Exercício
Veloc Avanço V_cod A_cod Rugosidade
100 4 -1 -1 216
120 4 1 -1 221
100 6 -1 1 235
120 6 1 1 223
Calcular:
1. Efeito deVeloc
2. Efeito de Avanço
3. InteraçãoVeloc*Avanço
Fazer:
1. Gráfico dos Efeitos
principais
2. Gráfico da Interação
738
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
369
Fases de um Experimento Planejado
Plan 1. Estabelecer o objetivo do experimento
2. Formular as questões que se pretende responder
3. Identificar a variável resposta
4. Identificar os fatores
5. Escolher os níveis dos fatores
6. Decidir sobre o plano experimental
7. Aleatorizar as corridas experimentais
Do 8. Realizar o Experimento
9. Observar e anotar outros eventos que ocorram durante
a realização do experimento
Study 10. Analisar os dados
11. Determinar a melhor combinação
12. Confirmar os resultados
Act 13. Responder as questões
14. Consolidar o aprendizado
15. Decidir que ações serão realizadas
739
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
370
DOE – Experimento
Fatorial Fracionado
Analyse
Experimento fatorial 25
FATORES E NÍVEIS
Fatores + 1
–1
Níveis
A: Alinhamento Paralelo
B: Procedimento
C: Máquina
D: Pré-aquecimento
E: Potencia
Não
Padrão
A
Não
3
Sim
Novo
B
Sim
5
Um experimento 25 completo foi realizado para
avaliar o efeito de cinco fatores na resistência de
um ponto de solda em uma placa de circuito.
Os dados estão no arquivo
12_DOE_SOLDA_COMPLETO.mtw. Analise-os.
742
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
371
Eficiência de um experimento fatorial 25
completo
• Um experimento 25 completo requer 32 rodadas
experimentais
• Do experimento pode-se estimar:
• 5 efeitos principais
• 10 interações de 2 fatores
• 10 interações de 3 fatores
• 5 interações de 4 fatores
• 1 interação de 5 fatores
• Interações de 3 ou mais fatores são quase sempre não
significantes
• Portanto, o interesse é obter informação sobre os 5 efeitos
principais e as 10 interações de 2 fatores (total de 5 efeitos
fatoriais)
743
Eficiência de um experimento fatorial 25
completo
• É possível realizar apenas uma parte das 32 combinações do fatorial
25?
• Considere que no experimento anterior somente 16 das 32
combinações possíveis foram realizadas
• As 16 combinações e os resultados do experimento estão na tabela
seguinte
744
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
372
Experimento fatorial 25
FATORES E NÍVEIS
Fatores + 1
–1
Níveis
A: Alinhamento Paralelo
B: Procedimento
C: Máquina
D: Pré-aquecimento
E: Potencia
Não
Padrão
A
Não
3
Sim
Novo
B
Sim
5
Um experimento foi realizado para avaliar o efeito de cinco
fatores na resistência de um ponto de solda em uma placa
de circuito, dessa vez com 16 corridas experimentais.
745
½ Fração de um fatorial 25
Trat Paralelo Proced Maquina PreAquec Pot Resist
2 1 -1 -1 -1 -1 49
3 -1 1 -1 -1 -1 37
5 -1 -1 1 -1 -1 44
8 1 1 1 -1 -1 31
9 -1 -1 -1 1 -1 38
12 1 1 -1 1 -1 51
14 1 -1 1 1 -1 30
15 -1 1 1 1 -1 41
17 -1 -1 -1 -1 1 38
20 1 1 -1 -1 1 52
22 1 -1 1 -1 1 29
23 -1 1 1 -1 1 44
26 1 -1 -1 1 1 52
27 -1 1 -1 1 1 37
29 -1 -1 1 1 1 43
32 1 1 1 1 1 30
Observe que
1. Cada coluna tem a mesma
quantidade de (-) e (+)
2. Para cada par de colunas a
proporção de (-,-), (-,+),
(+,-) e (+,+) é a mesma, e
assim por diante
Os efeitos principais e as
interações são calculadas da
mesma forma que em um
fatorial 2k completo
Os dados estão no arquivo
13_doe_solda_metade.mtw. Analise-os.
746
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
373
Conclusões
• Você obtém as mesmas conclusões em ambas as situações,
realizando o fatorial completo ou metade do fatorial (½ 25 =25-1)
• O custo do experimento e o tempo para realiza-lo são menores
• Questões:
• É uma coincidência?
• Se não é; como escolher a fração metade?
• O que se perde de informação ao se realizar a fração metade?
747
Experimento fatorial fracionado
• Observe que na fração metade o produto dos sinais das colunas de
A, B, C, D e E é (+). Na verdade, essas combinações foram escolhidas
de forma deliberada
• Dessa forma, na fração metade não é possível estimar a interação
ABCDE (a coluna ABCDE só tem o sinal (+)), o que não é problema
pois sabemos que essa interação é não significante
748
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
374
Experimento fatorial fracionado
• Definição da Relação de Identidade (RI)
• I+ABCDE
• A relação de identidade é estabelecida pela interação utilizada para
selecionar a fração metade do fatorial, no caso ABCDE
• Definição de operação com a Relação de Identidade
• Multiplica-se cada fator ou interação pela RI, sendo I um elemento neutro da
multiplicação, ou seja, qualquer efeito multiplicado por I é igual ao efeito
749
Experimento fatorial fracionado
• Operação com a Relação de Identidade: definição.
• Multiplica-se cada fator ou interação pela RI sendo I um elemento neutro da
multiplicação, ou seja, qualquer efeito multiplicado por I é igual ao efeito
• Letras elevadas a um expoente par são eliminadas
• Exemplo: multiplicar a interação AB pela relação de identidade:
• ABx(I+ABCDE) = ABI+ A2B2CDE = AB+CDE
750
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
375
Experimento fatorial fracionado
• Significado da operação
• AB+CDE significa que no fatorial fracionado 25-1 definido pela Relação de
Identidade I+ABCDE não é possível calcular o efeito das interações AB e CDE. O
que se pode calcular é AB+CDE (a soma dos efeitos das interações)
• No exemplo da solda temos:
• No fatorial completo: AB=0.25 e CDE=0.75
• No fatorial fracionado: AB=1.00 (= AB+CDE)
• Nesse caso dizemos que a interação AB está confundida com a interação CDE
• Se a soma AB+CDE for significante, então é AB que deve ser significante pois
CDE é quase certamente não significante
751
Experimento fatorial fracionado
• Realizando a mesma operação com todos os
efeitos fatoriais obtemos as seguintes relações
de confundimento
• Em um experimento fatorial fracionado 25-1
• A interação ABCDE não pode ser calculada
• Pode-se calcular as 15 relações ao lado, mas não os
efeitos isolados
I + ABCDE
A + BCDE
B + ACDE
C + ABDE
D + ABCE
E + ABCD
AB + CDE
AC + BDE
AD + BCE
AE + BCD
BC + ADE
BD + ACE
BE + ACD
CD + ABE
CE + ABD
DE + ABC
752
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
376
Experimento fatorial fracionado
• Em um experimento fatorial fracionado 25-1
• A interação ABCDE não pode ser calculada
• Pode-se calcular as 15 relações geradas pela RI, mas não os efeitos isolados
• Cada efeito principal está confundido com uma interação de 4 fatores
• Cada interação de 2 fatores está confundida com uma interação de 3 fatores
• Se uma relação envolvendo um efeito principal for significante, então o efeito principal é
significante
• Se uma relação envolvendo uma interação de 2 fatores for significante, então a interação de 2
fatores é significante
• Dessa forma, não perdemos informação sobre o que potencialmente é significante
(efeito principal ou interação de 2 fatores)
753
Experimento fatorial 2k com k=5 (Completo
e fração metade)
Efeitos Principais
Interações de 2-fatores
Interações de 3-fatores
Interações de 4-fatores
Interação de 5-fatores
Principais efeitos
Interações de 2-fatores
5
10
10
5
1
5
10
31
15
Meia Fração (rodadas)
Fatorial Completo (32 rodadas)
Informação
Disponível
Para 5 Fatores
32 testes permitem todos os
efeitos principais e todas as
interações
16 testes permitem obter
informação sobre todos os
efeitos principais todas as
interações de 2-fatores
754
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
377
Experimento fatorial fracionado
• A meia-fração de um fatorial completo geralmente pode fornecer as
mesmas informações que o fatorial completo, com apenas metade
do número de testes.
• Vantagens
• Menos custo
• Menos tempo
• Desvantagens
• Dependendo do fracionamento, algumas informações importantes podem
ser perdidas
• Maior dificuldade para analisar
755
Fatorial Fracionado
• Experimentos fatoriais 2k podem ser realizados com um
fracionamento maior
• O fracionamento deve ser sempre em frações de potencias de 2 (1/2,
1/4, 1/8, 1/16 e assim por diante
• Experimentos fatoriais fracionados são denotados por 2k-p onde k é
o número de fatores e p a potencia que indica o fracionamento
• Por exemplo, um fatorial 25-2 corresponde a uma fração ¼ de um fatorial 25
(8 rodadas experimentais
756
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
378
Fatorial Fracionado
• Um fatorial fracionado 2n-p é construído a partir de uma relação de
identidade
• A relação de identidade utilizada gera as relações de confundimento
• Em um fatorial fracionado 2n-p, a relação de identidade tem 2p -1
efeitos fatoriais, sendo que p são independentes. Os outros são
produtos dos independentes
757
Fatorial Fracionado
• Exemplos:
• 27-1 : n=7, p=1, 2p -1 = 1
• I = ABCDEFG
• 27-2 : n=7, p=2, 2p -1 = 3
• I = CEFG + ABCDF + ABDEG
• 27-3 : n=7, p=3, 2p -1= 7
• I + ABCE + ABFG + ACDG + ADEF + BCDF + BDEG + CEFG
• Softwares estatísticos geram os planos experimentais fracionados e
informam qual foi a relação de identidade utilizada e quais são as
relações de confundimento
758
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
379
Exemplo: Plano Fatorial 25-2
I + ABD + ACE + BCDE
A + BD + CE + ABCDE
B + AD + CDE + ABCE
C + AE + BDE + ABCD
D + AB + BCE + ACDE
E + AC + BCD + ABDE
BC + DE + ABE + ACD
BE + CD + ABC + ADE
A B C D E
1 1 -1 1 -1
-1 1 1 -1 -1
1 1 1 1 1
1 -1 1 -1 1
1 -1 -1 -1 -1
-1 -1 -1 1 1
-1 -1 1 1 -1
-1 1 -1 -1 1
O seguinte plano foi gerado utilizando o MINITAB
Observe que os efeitos principais estão confundidos com
interações de 2 fatores
759
Resolução de um fatorial fracionado
• A Resolução de um fatorial fracionado 2n-p é igual ao número de letras da
menor palavra na Relação de )dentidade
• Um plano de Resolução III não confunde efeito principal com efeito principal,
mas confunde alguns efeitos principais com interações de dois fatores
• Um plano de Resolução IV não confunde efeito principal com efeito principal
nem com interações de dois fatores, mas confunde algumas interações de dois
fatores com outras interações de dois fatores
• Um plano de ResoluçãoV não confunde efeito principal com efeito principal
nem com interações de dois ou três fatores, nem confunde interações de dois
fatores com outras interações de dois fatores
760
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
380
Estratégia de experimentação
• A decisão sobre qual plano experimental realizar depende
• Da quantidade de fatores que se quer avaliar
• Da quantidade de recursos disponíveis
• Do estágio do projeto (quantidade de conhecimento disponível sobre o
sistema de causas)
• Do objetivo
• O MINITAB disponibiliza uma tabela sobre os planos
experimentais disponíveis em função da quantidade de recursos a
serem gastos (número de corridas experimentais) e da
quantidade de informação desejada (número de fatores)
761
Estratégia de experimentação
Tabela dos planos fatoriais disponíveis em função do
número de fatores e do número de rodadas
experimentais
Observe que o número de rodadas experimentais é
sempre uma potencia de 2
762
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
381
Estudo: Processo de injeção de molde
Um processo de injeção produz placas estruturais. O grau de
planicidade das placas é uma característica de qualidade
crítica. Quatro fatores foram escolhidos num estudo visando
melhorar tal característica. A resposta é medida em
milésimos de milímetro.
763
Estudo: Processo de injeção de molde
Plano Experimental
Analise o experimento
1. Qual é a relação de identidade?
2. Quais são as relações de confundimento?
3. Quais efeitos fatoriais são significantes?
4. Qual é a melhor receita?
764
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
382
Escolha do número de fatores
Tabela: Escolha do número de fatores
Objetivo N de
fatores
Plano Experimental
Fazer uma varredura para
eliminar fatores não significantes
5 ou mais Fatoriais fracionados de
resolução III
Estudar poucos fatores em
profundidade
2 a 4
5
Fatorial completo
Fatorial 25-1
Ampliar a validade dos
resultados
2 a 4
5
Fatorial completo com uma
variável ambiental
Fatorial fracionado com uma
variável ambiental
765
Escolha dos níveis de cada fator
• A escolha é baseada no conhecimento disponível sobre o
processo ou produto e nas condições do estudo
• É desejável que os níveis estejam com afastamento
suficiente para que
• Efeitos existentes possam ser identificados
• Níveis possam estar claramente definidos
• Por outro lado, os níveis não devem estar tão afastados para
evitar problemas como;
• Condições que afetam a segurança dos testes
• Condições que afetam os resultados (em experimentos em
condições normais de operação
• Forte não linearidades
• Alterações substancias no mecanismo de causa e efeito
766
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
383
Replicação
• Replicação fornece informação sobre o erro experimental
(influência de fatores desconhecidos ou não controlados)
• Em experimentos fatoriais o mais comum é não replicar o
experimento
• Experimentos fatoriais 2n possuem uma estrutura que
permite a obtenção de informação sobre o erro
experimental na ausência de replicação
• Os fatores e interações não significantes podem ser combinados
para fornecer uma medida do erro experimental. Uma forma
particular dessa combinação é feita no Gráfico Normal dos Efeitos
767
Aleatorização
• Sempre que for possível, a ordem de realização das corridas
experimentais deve ser aleatorizada
• Se o experimento for feito em blocos, a aleatorização deve ser feita
dentro de cada bloco
• Caso haja dificuldade em aleatorizar o experimento, deve-se estar
atento para possíveis confundimentos entre fatores do experimento
e variáveis ambientais
768
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
384
Experimentos Confirmatórios
• Quando realizamos um experimento fatorial é importante verificar se as conclusões do
experimento estão corretas, principalmente em experimentos de resolução menor queV
• Verificar envolve realizar corridas adicionais nas condições indicadas pelo experimento
para confirmar as conclusões tiradas do experimento
• Razões para confirmar: os resultados obtidos no experimento podem não ser obtidos no
futuro:
1. Os confundimentos dos efeitos não foram entendidos de forma adequada
2. As conclusões podem ter sido influenciadas por fatores desconhecidos presentes durante a
realização do experimento
3. Problemas de escala.
769
Aplicações possíveis em administração e
serviços
• Encontrar aspectos atrativos em abordagem de vendas
• Aumentar a efetividade de campanhas de marketing
• Estudo de diferentes métodos de precificação
• Avaliar formas de mostrar produtos em prateleiras de
supermercado ou lojas
• Avaliar abordagens de telemarketing
• Avaliar alternativas para aumentar a % de clientes que compram
um serviço opcional
• Encontrar fatores que influenciam taxa de retenção de clientes
770
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
385
Regressão Linear
Analyse
Estudar Relações EntreVariáveis
O
Variáveis
de Input
Variáveis de
Processo
Variáveis de
Output
P
I
X1,, X2 , ... , Xk Y
Y = f(X1,, X2 , ... , Xk)
S C
Sistema de Causas
772
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
386
Estudos observacionais vs. Experimentos
planejados
• Estudo observacionais: o pesquisador não impõe um tratamento
para cada grupo de pessoas, mas usa as informações já disponíveis
sobre o paciente. Mais comuns e viáveis. Não se pode atribuir
relação de causa e efeito
• Experimento planejado: estudo experimental em que o pesquisador
em geral aloca aleatoriamente os indivíduos a cada tratamento.
Modelos de regressão linear
normalmente são aplicados em dados
provenientes de estudos observacionais 773
Estudo de Relações
• O proprietário de uma casa está interessado no efeito do seu
aparelho de ar condicionado na conta de luz. Para isso, ele
anotou o número de horas que usou o seu aparelho de ar
condicionado a cada dia, durante 21 dias.
• Também monitorou o medidor de consumo de eletricidade
durante estes dias e mediu a quantidade de eletricidade usada
em quilowatt-hora. Finalmente, anotou também o número de
vezes que a secadora de roupas foi usada por dia. Os dados
estão na tabela seguinte
774
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
387
Dia Kwh AC Dia Kwh AC
1 35 1.5 12 65 8.0
2 63 4.5 13 77 7.5
3 66 5.0 14 75 8.0
4 17 2.0 15 62 7.5
5 94 8.5 16 85 12.0
6 79 6.0 17 43 6.0
7 93 13.5 18 57 2.5
8 66 8.0 19 33 5.0
9 94 12.5 20 65 7.5
10 82 7.5 21 33 6.0
11 78 6.5
Dados do Estudo de Consumo de Energia
Elétrica
775
AC
Kwh
14
12
10
8
6
4
2
0
100
90
80
70
60
50
40
30
20
10
Scatterplot of Kwh vs AC
Correlação entre Kwh e AC : 0.765
Gráfico de Dispersão e Correlação
776
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
388
Questões não Respondidas pela Correlação
 Do valor de r pode-se concluir que quando o uso do ar condicionado
aumenta, o número de quilowatt-hora consumido também aumenta.
 Isso não é surpresa. Algumas questões mais importantes são:
 Quantos Kwh serão consumidos para cada hora de uso do ar ?
 Qual é a previsão de consumo total de quilowatt-hora em um dia com um
número especificado de horas de uso do ar condicionado?
 Qual é a média estimada do consumo em quilowatt-hora para dias com um
especificado número de horas de uso do ar condicionado?
 Qual é a margem de erro para o consumo em Kwh predito?
 Essas questões podem ser respondidas com a análise de regressão
777
AC
Kwh
14
12
10
8
6
4
2
0
100
90
80
70
60
50
40
30
20
10
Scatterplot of Kwh vs AC
Gráfico de dispersão com uma reta desenhada
manualmente.
Como medir a qualidade da reta ajustada?
Ajuste de uma Reta
778
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
389
Ajuste de uma Reta
X
Y
60
65
70
75
80
85
90
95
80 100 120 140 160 180 200 220
(x,y)
x
y
ŷ )
ˆ
( y
y
resíduo 

779
Ajuste de uma Reta
Reta ajustada e resíduos
X
Y
60
65
70
75
80
85
90
95
80 100 120 140 160 180 200 220
780
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
390
Ajuste de uma Reta
• Considere um conjunto de n pares de dados , e o gráfico de
dispersão ,
• Para cada reta = + desenhada no gráfico, calcule o valor
= + . O resíduo é calculado por:
í = − = −
• A soma do quadrados dos resíduos é uma medida da qualidade do
ajuste proximidade da reta aos pontos do gráfico
• A melhor reta é aquela que tem a menor Soma dos Quadrados dos
Resíduos e é chamada de Reta de Mínimos Quadrados
781
Ajuste de Regressão por Mínimos
Quadrados
Melhor reta:
 


mínimo
seja
)
ŷ
(y
que
tal
b̂
e
â
x,
b̂
â
ŷ
2
rx,y – Coeficiente de correlação entre x e y
sx e sy – desvio padrão de x e y respectivamente
x
b̂
y
â
e
s
s
r
b̂
:
Solução
x
y
y
x, 


782
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
391
Reta Ajustada por Mínimos Quadrados
AC
Kwh
14
12
10
8
6
4
2
0
100
90
80
70
60
50
40
30
20
10
S 14.4530
R-Sq 58.6%
R-Sq(adj) 56.4%
Fitted Line Plot
Kwh = 27.85 + 5.341 AC
783
Ajuste de Regressão: Interpretação
• Considere a reta ajustada por mínimos quadrados
• Kwh=27.85+5.341AC
• Como interpretar os coeficientes 27.85 e 5.341?
• Que se pode afirmar sobre o consumo de energia quando se usa o ar
condicionado por 10 horas?
• Obs: Nem sempre os coeficientes são interpretáveis
784
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
392
Ajuste de Regressão: Interpretação
• Observe que a faixa de variação de AC é de 1.5 a 13.5
• Usar a equação para valores de AC fora da faixa de dados
observados é extrapolação
• Extrapolação tem que ser feita com cuidado. Muitas vezes obtem-se
valores absurdos!
785
Ajuste de Regressão
• Algumas equações importantes:
1. − = − + −
2. − = − + − ⇒ = −
í
3. =
� �
��
,
• Se os pontos estão alinhados em uma reta, = , í = e =
• R2 é chamado de Coeficiente de Determinação e mede a qualidade do
ajuste
• Quando o ajuste é feito através de uma reta, R = rx,y
786
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
393
Ajuste de Regressão
Regression Analysis: Kwh versus AC
The regression equation is
Kwh = 27.85 + 5.341 AC 
S = 14.4530 R-Sq = 58.6%  R-Sq(adj) = 56.4%
Analysis of Variance
Source DF SS MS F P
Regression 1 5609.66  5609.66 26.85 0.000
Error 19 3968.91  208.89
Total 20 9578.57 
 - Equação da reta de mínimos quadrados
 - R2
 - SQAjuste
 - SQResíduo
 -SQTotal
787
Estimativa e Margem de Erro
• Suponha que você queira estimar o consumo médio em quilowatt-
hora quando o ar condicionado fica ligado por oito horas
• Usando a equação de regressão, substituaAC na equação de
regressão por 8 e obtenha
• KWH predito = 27.85 + (5.34*8) = 70.57.
• Esse valor é uma estimativa baseada nos dados do estudo.
• Qual é a margem de erro dessa estimativa?
• Sem entrar em detalhes sobre como calcular a margem de erro,
vamos obtê-la com o auxílio do MINITAB
788
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
394
Estimativa e Margem de Erro
Obs AC Fit SE Fit 95% CI
1 8.00 70.58 3.34 (63.59; 77.57)
• O valor estimado é 70.58
• A margem de erro é 6.99 (77.57-70.58)
• Esse valor é aproximadamente 2*SE Fit
• Podemos dizer que estamos 95% confiantes que o consumo médio
de energia quando usamos o ar condicionado por 8 horas estará
entre 63.59 Kwh e 77.57 Khw
789
Predição e Margem de Erro
• Suponha que você queira predizer o consumo em quilowatt-hora
quando o ar condicionado for ligado por oito horas
• Usando a equação de regressão, substituaAC na equação de
regressão por 8 e obtenha
• KWH predito = 27.85 + (5.34*8) = 70.57.
• Esse valor é uma predição baseada nos dados do estudo.
• Qual é a margem de erro dessa predição?
• Sem entrar em detalhes sobre como calcular a margem de erro,
vamos obte-la com o auxílio do MINITAB
790
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
395
Predição e Margem de Erro
Obs AC Fit SE Fit 95% PI
1 8.00 70.58 3.34 (39.53; 101.63)
• O valor estimado é 70.58
• A margem de erro é 31.05 (101.63 -70.58)
• Podemos dizer que estamos 95% confiantes que o consumo de
energia quando usarmos o ar condicionado por 8 horas estará entre
39.53 Kwh e 101.63 Khw
• Observe a diferença entre estimar a média de consumo e predizer o
consumo para um dia específico
791
A Reta de Regressão com os Limites de
Confiança
• É útil visualizar o gráfico com os dados, a reta ajustada, os limites de
predição e os limites de confiança,
• Os limites de predição e de confiança são curvas em torno da reta de
regressão
• Para cada valor de AC pode-se visualizar graficamente o valor
ajustado, os intervalos de confiança e os intervalos de predição
792
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
396
Reta Ajustada por Mínimos Quadrados, Curva de Confiança
de 95% e Curva de Predição de 95%
AC
Kwh
14
12
10
8
6
4
2
0
140
120
100
80
60
40
20
0
S 14.4530
R-Sq 58.6%
R-Sq(adj) 56.4%
Regression
95% CI
95% PI
Fitted Line Plot
Kwh = 27.85 + 5.341 AC
793
Margem de Erro das Estimativas
• As estimativas de mínimos quadrados de a e b são obtidas a partir
dos dados do experimento
• Se repetirmos o experimento nas mesmas condições (para os
mesmos valores de x) os valores de y (resposta) quase certamente
serão diferentes; conseqüentemente, as estimativas de a e b serão
diferentes
• É importante apresentar as estimativas de a e b com respectivas
margens de erro
794
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
397
Margem de Erro das Estimativas
• Dizemos que a variável regressora X é útil para explicar
(entender) a variável respostaY se o coeficiente angular da
reta (b) é diferente de zero
• Em um experimento, o valor de b calculado por Mínimos
Quadrados pode ser numericamente diferente de zero mas
essa diferença pode ser simplesmente devido ao acaso
• Então, uma questão importante a ser respondida é: O
coeficiente angular da reta é significativamente diferente
de zero?
• Essa pergunta pode ser respondida calculando-se a
Margem de Erro da estimativa ou o p-valor associado com
a estimativa
795
Margem de Erro das Estimativas
• A margem de erro de uma estimativa é aproximadamente 2 vezes o
erro padrão da estimativa (com 95% de confiança)
• É possível calcular o erro padrão da estimativa dos coeficientes da
reta de regressão com um software estatístico (MINITAB, por
exemplo)
• Com a Margem de Erro pode-se construir um Intervalo de Confiança
para os coeficientes da reta
• As estimativas dos coeficientes com respectivos erros padrões e
Intervalos de Confiança de 95% estão no slide seguinte
796
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
398
Margem de Erro e Intervalo de Confiança
The regression equation is
Kwh = 27.9 + 5.34 AC
Predictor Coef SE Coef T P
Constant 27.851 7.807 3.57 0.002
AC 5.341 1.031 5.18 0.000
Estimativas Erro Padrão
Coeficientes
Margem de Erro (b) = 2*1.031 = 2.061 IC de 95% (b): (3.28 ; 7.402)
Margem de Erro (a) = 2*7.807 = 15.614 IC de 95% (a): (12.237 ; 43.465)
797
Margem de Erro e Intervalo de Confiança
• Com base nos Intervalos de Confiança podemos afirmar que os
coeficientes linear e angular da reta são significativamente
diferentes de zero
• A mesma resposta poderia ser obtida com base no p-valor das
estimativas
• Como os p-valores são muito pequenos, concluímos que os
coeficientes são significativamente (estatisticamente) diferentes de
zero
798
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
399
Resíduos e Outliers
• Cada caso (observação) no conjunto de dados tem uma resposta y e
um valor predito pelo modelo, =
• A diferença entre e é chamada de resíduo
í = −
• Cada observação tem seu resíduo
• Se o resíduo é pequeno, a predição é boa para aquele caso (o que é
pequeno depende de cada problema
799
Resíduos e Outliers
• Considere os quatro conjunto de dados da tabela abaixo
Conjunto
de Dados 1
Conjunto
de Dados 2
Conjunto
de Dados 3
Conjunto
de Dados 4
X Y X Y X Y X Y
10.00 8.04 10.00 9.14 10.00 7.46 8.00 6.58
8.00 6.95 8.00 8.14 8.00 6.77 8.00 5.76
13.00 7.58 13.00 8.74 13.00 12.74 8.00 7.71
9.00 8.81 9.00 8.77 9.00 7.11 8.00 8.84
11.00 8.33 11.00 9.26 11.00 7.81 8.00 8.47
14.00 9.96 14.00 8.10 14.00 8.84 8.00 7.04
6.00 7.24 6.00 6.13 6.00 6.08 8.00 5.25
4.00 4.26 4.00 3.10 4.00 5.39 19.00 12.50
12.00 10.84 12.00 9.13 12.00 8.15 8.00 5.56
7.00 4.82 7.00 7.26 7.00 6.42 8.00 7.91
5.00 5.68 5.00 4.74 5.00 5.73 8.00 6.89
800
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
400
Resíduos e Outliers
 A tabela ao lado
apresenta a média e
desvio padrão para
cada variável
Variável Mean Std.Dev.
X1 9.0 3.32
Y1 7.5 2.03
X2 9.0 3.32
Y2 7.5 2.03
X3 9.0 3.32
Y3 7.5 2.03
X4 9.0 3.32
Y4 7.5 2.03
n A tabela ao lado
apresenta o coeficiente
de correlação, reta
ajustada e R2 para cada
conjunto de dados
Conjunto r Reta ajustada R2
1 0.86 y = 3.0+0.5x 0.668
2 0.86 y = 3.0+0.5x 0.668
3 0.86 y = 3.0+0.5x 0.668
4 0.86 y = 3.0+0.5x 0.668
801
Resíduos e Outliers
1 2
3 4
Retas ajustadas
802
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
401
Resíduos e Outliers
• Como se pode perceber, não é suficiente calcular os coeficientes da
reta. Fazer o gráfico de dispersão é fundamental para verificar se o
modelo utilizado é adequado
• Em muitas situações (regressão múltipla, que será apresentada mais
à frente , não é possível visualizar os pontos
• Como então saber se o modelo ajustado é adequado?
• A análise dos resíduos do modelo ajustado é fundamental para
avaliar a adequação do modelo
803
Análise dos Resíduos
• Outra questão importante: na realização de um estudo podem
ocorrer (ou estar presentes) causas especiais que não foram
identificadas no momento do estudo e que afetam os resultados
• A identificação de possíveis causas especiais é importante para
poder validar as conclusões do estudo
• Caso haja causas especiais é necessário desenvolver algumas ações
• As ações irão depender do tipo de causa especial presente
804
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
402
Análise dos Resíduos
• A análise dos resíduos é uma técnica poderosa para identificar
problemas em ajuste de modelos
• Essa técnica é baseada fundamentalmente em gráficos
• Se o ajuste é bom, espera-se que os resíduos estejam distribuídos
em torno de zero sem outliers e que não estejam correlacionados
com nenhuma outra variável
805
Gráficos paraAnálise dos Resíduos
• Dot plot, Box Plot ou Histograma dos resíduos
• Verificar se a distribuição dos resíduos é aproximadamente normal
• Verificar se não há causas especiais
• Gráfico probabilístico normal dos resíduos
• Verificar se a distribuição dos resíduos é aproximadamente normal
• Verificar se não há causas especiais
806
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
403
Gráficos paraAnálise dos Resíduos
• Gráfico de controle de individuais dos resíduos
• Verificar se há indícios de causas especiais
• Resíduos versus: valor ajustado, ordem, tempo, variáveis regressoras que
estão o modelo, outras variáveis que não estão no modelo
• Verificar se há indícios de causas especiais. Caso positivo, tentar associar com a
ordem ou com alguma efeito temporal
• Verificar se a variabilidade é essencialmente a mesma para cada tratamento
• Verificar se é necessário acrescentar outra variável ao modelo
• Verificar se é necessário transformar a variável resposta ou alguma variável
regressora
807
Gráficos de Resíduos mais Utilizados
residuo
1.8
1.2
0.6
0.0
-0.6
-1.2
-1.8
residuo
2
1
0
-1
-2
residuo
Frequency
2
1
0
-1
-2
4.8
3.6
2.4
1.2
0.0
residuo
Percent
4
0
-4
99
90
50
10
1
Mean
0.631
-0.04843
StDev 1.205
N 30
AD 0.276
P-Value
Observation
Individual
Value
30
27
24
21
18
15
12
9
6
3
4
2
0
-2
-4
_
X=-0.048
UCL=3.780
LCL=-3.877
z
residuo
30
15
0
4
2
0
-2
-4
Dotplot of residuo Boxplot of residuo Histogram of residuo
Probability Plot of residuo
Normal - 95% CI
I Chart of residuo Scatterplot of residuo vs z
808
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
404
Padrões Possíveis para Gráficos de Resíduos
(a) Satisfatório
(b) Variabilidade aumentando com X.
Provavelmente necessita
transformação da variável resposta
(c) Variabilidade não é constante.
Provavelmente necessita
transformação da variável resposta
(d) Modelo Inadequado. Provavelmente
necessita de acrescentar outras
variáveis no modelo ou de
transformar a variável resposta ou a
variável regressora
809
Gráficos de Resíduos: Quatro Conjuntos
Observe que a única situação em que o
modelo ajustado é adequado é a primeira 810
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
405
Gráficos dos Resíduos: Consumo de Energia
Residual
Percent
40
20
0
-20
-40
99
90
50
10
1
Fitted Value
Residual
100
80
60
40
20
10
0
-10
-20
Residual
Frequency
20
10
0
-10
-20
6.0
4.5
3.0
1.5
0.0
Observation Order
Residual
20
18
16
14
12
10
8
6
4
2
20
10
0
-10
-20
Normal Probability Plot of the Residuals Residuals Versus the Fitted Values
Histogram of the Residuals Residuals Versus the Order of the Data
Residual Plots for Kwh
811
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
406
Regressão linear múltipla
Regressão linear
Regressão linear múltipla
Y = 0 + 1X1 + 2X2 + erro
X2 X1
Y
814
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
407
Listagem do Data Set KILOWATT
OBS KWH AC SECADORA
1 35 1.5 1
2 63 4.5 2
3 66 5.0 2
4 17 2.0 0
5 94 8.5 3
6 79 6.0 3
7 93 13.5 1
8 66 8.0 1
9 94 12.5 1
10 82 7.5 2
11 78 6.5 3
12 65 8.0 1
13 77 7.5 2
14 75 8.0 2
15 62 7.5 1
16 85 12.0 1
17 43 6.0 0
18 57 2.5 3
19 33 5.0 0
20 65 7.5 1
21 33 6.0 0
Exemplo
815
Exemplo
816
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
408
Modelo ajustado
• Modelo
• KWH = 8.11 + 5.47 (AC) + 13.22 (SECADORA)
• Interpretação
• b0 = 8.11 ainda é chamado de intercepto, e ele estima o
número de quilowatt-hora consumidos em dias em que nem
o ar condicionado nem a secadora de roupas foram utilizados.
(Ponha AC=0 e SECADORA=0 na equação e você obterá
KWH=8.11.)
• b1 = 5.47 é a estimativa de quilowatt-hora consumidos para
cada hora em que o ar condicionado ficar ligado.
• b2 = 13.22 é a estimativa do consumo em quilowatt-hora para
cada vez que a secadora for usada.
817
Análise de resíduos
818
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
409
Improve
Teste de Mudanças
Testar Mudanças
• Teste é utilizado para avaliar uma ou mais mudanças
• Em um teste
• Falhas são esperadas
• Lições são aprendidas
• É importante testar em pequena escala para obter conhecimento,
minimizando o risco
820
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
410
Mudança como uma Predição
• Está implícito em cada mudança uma predição dizer
antecipadamente , prognosticar , conhecimento antecipado
baseado em suposições de que a mudança resultará em melhoria
• Uma predição é:
• Realizada em resposta a uma questão;
• Baseada em uma teoria.
• Usualmente estabelecida em termos de um indicador
821
Mudança como uma Predição
• Grau de Convicção (alto, médio ou baixo):
• Medida de quão seguro se está com a predição;
• Avalia se uma mudança resultará em uma melhoria no futuro.
• Depende de dois fatores:
• Evidência que fornece suporte à predição;
• Similaridade entre as condições da evidência e as condições em que predição se aplica.
• Resultados dos testes ≠ Predição podem levar a reformulação da teoria;
• Mudança do modelo tentativa e erro para o modelo tentativa e
aprendizado.
822
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
411
Movimento: Desenvolver,Testar e
Implementar
Testando uma
mudança: ciclos 1, 2,
...
Implementando
uma mudança
Desenvolvendo
uma mudança
Uma mudança
vitoriosa
Mudança
necessita
de mais
testes
Mudança
fracassada
Grau de
convicção de
que a mudança
é uma melhoria
Alto
Baixo
823
Tipos de testes – estudo antes e depois
• Base de comparação histórica;
• Pontos vulneráveis:
• Ocorrência de causas especiais ao mesmo tempo em que mudanças são
feitas
• Efeito Hawthorne
Observation
Individual
Value
25
23
21
19
17
15
13
11
9
7
5
3
1
50
40
30
20
10
0
_
X=12,06
UCL=19,69
LCL=4,44
antes depois
824
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
412
Tipos de testes – comparação simultânea
• Comparação Simultânea:
• Duas ou mais alternativas são comparadas ao mesmo tempo, mesmo
espaço ou sob outras condições similares
• Usar aleatorização
Index
Data
24
22
20
18
16
14
12
10
8
6
4
2
35
30
25
20
15
10
Variable
Novo
Antigo
825
Escopo e Escala deTestes
Escala se refere ao período ou número de eventos incluídos em um ciclo, tais
como encontros com clientes. Quanto você aumenta a escala do teste de
mudança você está pensando sobre mais (mais clientes, mais tempo, mais
eventos).
Escopo, por outro lado, refere-se à variedade de condições em que o teste
ocorre. Quando você muda o escopo de seu teste, está pensando sobre
diferenças (diferentes clientes, diferentes períodos de tempo, diferentes
funcionários).
Uma regra prática útil ao projetar ciclos de teste inicial é construir um teste
"1:1:1", o que significa que o teste vai envolver "um fornecedor, um cliente,
um item produzido", como a menor unidade de teste
826
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
413
Princípios paraTestar uma Mudança
• Construir o conhecimento sequencialmente:
• Testar em pequena escala:
• Grau de convicção x Riscos de falha.
• Usar múltiplos ciclos:
• Conhecer o sistema quando afetado por mudanças sob diferentes condições.
• Aumentar a habilidade de predizer os resultados do teste:
• Colete dados ao longo do tempo;
• Teste sob uma ampla gama de condições
• Use de grupos planejados.
• Use amostragem estratificada
827
Escopo e Escala deTestes
Grau de convicção no sucesso
Consequências de
um teste falho
Baixa Alta
Pequena Testes de escala média Um ciclo para
implementar a mudança
Grande Testes de escala muito
pequena
Testes de escala pequena
a média
828
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
414
Ações a Partir dosTestes
• Baseado no aprendizado nos testes, uma mudança pode ser
• Implementada;
• Abandonada;
• Sofrer aumento de escopo;
• Modificada;
• Testada sob outras condições.
829
Matriz Impacto/Esforço
Esforço
Impacto
5
4
3
2
1
0
5
4
3
2
1
0
Impacto vs Esforço
Prop 1
Prop 2
Prop 3
Prop 4
Prop 5
A proposta 1 poderia ser escolhida pois
tem alto impacto e baixo esforço
830
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
415
Control
Implementação de mudanças
Fase Implement/ Control
• Objetivo: perpetuar os conhecimentos e as melhorias conquistadas
• Atividades
1. Realizar o plano de implementação
2. Documentar o novo sistema
3. Treinar os envolvidos
4. Monitorar o sistema
5. Estender o conhecimento e as melhorias conquistadas
6. Celebrar a conquista
832
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
416
1. Realizar o plano de implementação
• 5W2H: um método relativamente simples de gerenciamento de
atividades de um projeto
O que
(What)
Quem
(Who)
Quando
(When)
Onde
(Where)
Porque
(Why)
Como
(How)
Quanto
(How much)
833
1. Realizar o plano de implementação
• Opções para a implementação
• Abordagem "Simplesmente Faça"
• Abordagem paralela
• Abordagem sequencial
834
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
417
2. Documentar o novo sistema
• Registro das mudanças que foram implementadas.
• Organizações dependem da documentação para
• Entendimento do processo
• Educação e treinamento de pessoas que operam o processo
• Comunicar as mudanças a quem se encontra dentro e fora do sistema.
• Fornecer atualizações em tempo real para documentar melhores práticas,
medidas e outras informações importantes de processos ou de produtos
835
2. Documentar o novo sistema (instrução de
trabalho)
836
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
418
3.Treinar os envolvidos
• Treinamento é quase sempre necessário para implementar
mudanças.
• Se a mudança for uma mera extensão do trabalho atual, então uma
simples discussão poderá ser suficiente.
• Entretanto, se a mudança for complexa, um treinamento extensivo
poderá ser necessário.
837
4. Monitorar o sistema
• Documentação adequada não garante que o processo opere como
proposto. Monitorar o processo através de indicadores é um meio de
verificar se as mudanças propostas estão sendo efetivamente
implementadas
• Medição fornece uma fonte de aprendizagem durante a
implementação e um método de manutenção após a
implementação
• Gráficos de tendência (ou de controle) dos indicadores devem ser
utilizados para monitorar o processo depois das mudanças
implementadas
838
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
419
5. Estender os conhecimentos e melhorias
conquistadas
• Compile recomendações para a Direção.
• Existem oportunidades para replicar em outras áreas?
• Quais suas recomendações para manter os ganhos já obtidos?
• Quanto de melhoria ainda é necessária para alcançar as metas estabelecidas
inicialmente?
• Onde você acha que a gerência deveria concentrar recursos da próxima vez?
839
6. Celebrar a conquista
• O reconhecimento é um aspecto importante da celebração e deve
reforçar as fontes intrínsecas de satisfação e motivação. Por
exemplo:
• Convidar os membros da equipe para a apresentação do projeto
• Reconhecer o esforço de todos na realização do projeto
• Uma pequena lembrança relacionada ao trabalho no projeto
• Uma pizza para todos que estiveram envolvidos na iniciativa, inclusive
aqueles cujos trabalhos mudaram como resultado da iniciativa
840
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
420
Estrutura, método e cultura
A maioria dos especialistas na introdução de
mudanças diria que a mudança cultural leva
tempo e requer que as crenças da
organização sejam mudadas. Desafiar
diretamente as crenças ou atitudes
frequentemente criam resistência mais do
que suficiente para bloquear os esforços de
mudança. Para aceitar a mudança, a maioria
de nós precisa compreender a mudança e
saber como ela nos ajuda.
Muitas organizações têm introduzido com
sucesso a mudança ao alterar a estrutura na
qual as pessoas trabalham.
841
Pessoas e a Mudanças
Dando-se oportunidade de escolha entre mudar e provar
que não é necessário mudar, a maioria das pessoas prefere a
segunda alternativa . John Galbraith
842
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
421
Pessoas e a Mudanças
• A mudança no nível físico ocorre no mundo material. É perceptível através dos sentidos e sujeita
às leis da natureza . Diz respeito a possibilidade de execução da mudança.
• A mudança no nível lógico acentua a base racional, o motivo para a mudança. As razões para
fazer mudanças e as razões para o tipo de mudança que se quer fazer definem este nível lógico.
A educação, a comunicação e a análise são veículos importantes para lidar com a mudança no
nível lógico
• Todas as pessoas afetadas pelas mudanças devem receber explicações sobre as razões para
fazê-la antes de aceitarem a mudança no nível lógico. Entretanto, convencer as pessoas a
aceitarem uma mudança pode exigir algo mais que apenas lógica
843
Pessoas e a Mudanças
• A mudança no nível emocional lida com o coração: é afetiva e
intuitiva.As pessoas têm sentimentos definidos sobre mudança.
Para algumas pessoas, o que sentem pela mudança será mais
importante do que as razões para a mudança. Os sentimentos das
pessoas com respeito à mudança incluem:
• Porque precisamos mudar? A maneira como temos feito isto sempre
funcionou bem!
• Estas mudanças tornarão meu trabalho mais difícil?
• Trata-se apenas de um outro programa?
• Terei que fazer isto além do meu trabalho normal?
844
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
422
Pessoas e a Mudanças
• Para resumir, a mudança deve:
• Ser fisicamente possível;
• Fazer sentido (isto é, ser lógica);
• Fazer com que nos sintamos bem
• Antes de dar início a uma mudança, estes três aspectos devem ser
considerados
845
Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT
423
A EDTI, com base em uma longa experiência de trabalho de consultoria em diversas
indústrias, está plenamente capacitada para treinar e orientar equipes em atividades
de melhoria, desenvolver processos de inovação e dar suporte à análise de dados
(inteligência analítica) para subsidiar decisões de negócios.
Para permanecer no negócio e crescer as organizações precisam canalizar esforços
para produzir produtos e serviços que os clientes desejam e pelos quais estão
dispostos a pagar. Um desafio permanente da liderança é identificar oportunidades
para aumentar o valor de seus produtos e serviços sob a ótica dos clientes e envolver
seus colaboradores em atividades que transformem as oportunidades em realidade.
Isso requer o domínio por parte da organização de um método eficiente e eficaz de
realizar melhorias.
A EDTI acredita que a formação sólida de seus consultores, aliada à experiência e
conhecimento do mercado, são fundamentais para ajudar a liderança da organização
na exploração de oportunidades de crescimento.
Dr. Ademir José Petenate, Sócio fundador da Escola EDTI e Professor da UNICAMP desde
1974

1- Apostila Black Belt.pdf

  • 3.
  • 4.
    Este material nãopode ser copiado, reproduzido, reimpresso, utilizado em filmes ou gravações de vídeo ou armazenado em dispositivos eletrônicos sem a permissão escrita dos detentores dos direitos de copyright. O material não pode ser incorporado em programas de treinamento com exceção da supervisão de algum instrutor da Escola EDTI. Autores: Ademir J Petenate, Escola EDTI Marcelo M Petenate, Escola EDTI Publicado por Escola EDTI® Campinas, São Paulo Impresso no Brasil
  • 5.
    Sumário Lean Six Sigma05 Introdução 06 Organização como um sistema 15 O Modelo de Melhoria: 3 Questões Fundamentais 18 O Modelo de Melhoria: PDSA 29 Estruturação do trabalho em equipe 37 Estatística 53 Probabilidade 54 Distribuições de probabilidade 60 Medidas de localização e de variação 64 Modelos probabilísticos para v.a. discretas 69 Modelos probabilísticos para v.a. contínuas 76 Estudo de uma população 90 Teste de hipóteses 94 Define 102 Contrato do Projeto de Melhoria 103 SIPOC 109 Diagrama direcionador 112 Measure 116 Fluxograma 117 Sistema de medição 121 Tipos de variáveis 126 Análise da variação 129 Gráfico de tendência e causas de variação 131 Análise de indicadores 140 Gráficos de frequência: histograma e Dot-Plot 144 Estatísticas descritivas 146 Gráfico de barras e tabelas 153 Gráfico de Pareto 155 Estratificação 160 Gráfico de Controle 162 Capabilidade 180 Transformação de variáveis 202 Análise do sistema de medição 212 Analyse 243 Diagrama de causa e efeito 245 Introdução ao Lean 248 Fluxo contínuo 254 Sistemas puxados 256 Kanban 262 Transparência 266 Trabalho padrão 267 5S 270 Desconexões 289
  • 6.
    Diagrama ECRS 291 Balanceamentode linha 293 Diagrama de espaguete 298 VSM – Value Stream Mapping 301 Poka-Yoke 304 Uso de Tecnologia 309 Uso de criatividade 311 Uso de conceitos de mudança 316 Correlação entre variáveis 319 DOE – introdução 330 DOE – Estudo de uma população 334 DOE – Experimento completamente aleatorizado 342 DOE – Experimento aleatorizado em blocos 352 DOE – Experimento antes e depois 358 DOE – Experimento fatorial completo 362 DOE – Experimento fatorial fracionado 371 Regressão linear 386 Improve – Teste de mudanças 410 Control – Implementação de Mudanças 416
  • 7.
    Escola EDTI Apresentação A EscolaEDTI • Desenvolvimento pelo prof. Dr. Ademir José Petenate do mestrado profissional em qualidade da Unicamp me 1990, em parceria com a IBM; • Criação pelo prof. Dr. Ademir José Petenate em 1998 do programa de Six-Sigma da Unicamp, em parceria com a Compaq; • Fundação da Escola EDTI em 2009, para atender a demanda crescente por implantação de programas de Six-Sigma em indústrias como HP,TRW, Fumagalli, Burigotto, Microsoft entre outras; • A equipe da Escola EDTI foi responsável pela formação de mais de 5.000 profissionais. 2 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 1
  • 8.
    Qualificação dos instrutores •Ademir Petenate: sócio da Escola EDTI, Phd pela Iowa State University e professor do Departamento de Estatística da Unicamp desde 1974, é um dos estatísticos aplicados mais respeitados do Brasil e no Mundo.Atualmente coordena todos os programas da Escola EDTI. • Marcelo Petenate: sócio da Escola EDTI, estatística e mestre em estatística pela USP, é Master Black Belt pela Unicamp, onde também leciona no programa de Six-Sigma e especialização em gestão. • Henrique Leme Felizatti: possui graduação e mestrado em Estatística pela Unicamp, formação em Black Belt e trabalha com estatística a mais de 10 anos. É ex-professor de estatística na Universidade Federal de Goiás e durante sua experiência profissional participou da formação de mais de 1.000 profissionais incluindo Green e Black Belt. 3 Qualificação dos instrutores • Malu Cassiano Dias: mestranda e pesquisadora no LALT/Unicamp, Engenheira de Produção pela UFSCar e com MBA em SCM pela FIPECAFI/USP. Atualmente é Consultora na área, professora de pós graduação no curso Gestão da Cadeia de Suprimentos e Logística (Unicamp) e professora da Escola EDTI. • Gabriel Franco: mestrando em estatística pelo IMECC, Unicamp. Realiza pesquisas em parceria com a Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp nas áreas de bioestatística e melhoria.Também é autor do blog da Escola EDTI e do blog de estatística Manipulando Dados. 4 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 2
  • 9.
    Qualificação dos instrutores •Alexandre Feletti Dias: estatístico pela Unicamp e Mestre em Administração pela ESPM, atua há mais de 18 nas áreas de vendas e gestão de negócios nas empresas Nortel, FW distribuidora e Grupo DPaschoal, onde também executou projetos Lean Six-Sigma. É professor da Escola EDTI desde 2014. • Anderson Barbosa: engenheiro de produção e pós graduado em gestão da qualidade total pela Universidade Federal Fluminense (UFF) é professor de cursos da área de melhoria no SENAI e da Escola EDTI, tem mais de 5 anos de experiência na indústria gráfica, onde realiza a gestão de indicadores e melhoria de processos visando a redução de custos. 5 Depois de 1 hora Depois de 2 dias Depois de 30 dias Esquecemos 50% Esquecemos 80% Esquecemos 90% Compromisso do aluno 6 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 3
  • 10.
    Avaliação • Teste múltiplaescolha composto de 35 questões. Será realizado no último dia de aula. • Projeto Mid-State • Simulação de empresa de corte de blocos de metal. As análises serão realizadas em sala e como atividade extra classe. • Todas as análises serão feitas com base nos enunciados apresentados na apostila de exercícios. • Cada aluno deverá entregar individualmente uma apresentação em formato de slides. • Essa apresentação deverá ser pensada para um estilo gerencial (não precisa ter todos os detalhes, somente um resumo dos pontos mais importantes). • Prazo: 21 dias do último dia de aula. • Para aprovação as notas do teste múltipla escolha e do projeto tem que ser superiores a 7 e frequência mínima de 75% nas aulas. 7 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 4
  • 11.
    Lean Six Sigma ProgramaLean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 5
  • 12.
    Introdução Lean Six Sigma Melhorar éuma necessidade 12 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 6
  • 13.
    O que éLean Six Sigma AC-1750: Era dos artesãos 1750: Revolução industrial (mecanização) 1800: Eli Whitney; 1875: Taylorismo; 1900-1930: Fordismo 1930s: Shewhart (CEP) 1950s: Deming, Juran e Ishikawa 1980s: ISO, Lean; Six- sigma 1990: Modelo de Melhoria; Lean Six Sigma 13 O que é Lean Six Sigma O Six Sigma mudou a GE para sempre.Todos acreditam no Six Sigma, a maneira pela qual a companhia trabalha atualmente. Uma empresa 6-sigma é a única opção do cliente quando colocar seu próximo pedido - este deverá ser o futuro da General Eletrics. Nos colocamos uma meta de nos tornar uma companhia Six Sigma nos anos 2000, ou seja, uma companhia onde os produtos, serviços e transações são virtualmente livres de defeitos. JACK WELCH, Ex-CEO da GE 14 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 7
  • 14.
    O que éLean Six-Sigma Nível Sigma PPM Rendimento 1 691.460 30,85% Não competitivo 2 308.540 69,14% 3 66.807 93,32% Competitivo 4 6.210 99,38% 5 233 99,98% Classe mundial 6 3,4 99,99966% 15 O roteiro DMAIC O Problema/ oportunidade Objetivos Entender a situação atual Desenvolver Mudanças Testar Mudanças Implementar Mudanças Projeto realizado P I S C Organização Organização 16 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 8
  • 15.
    O roteiro DMAIC O Problema/ oportunidade Objetivos Restrições D M A I C Projeto realizado P I SC Organização Organização 17 Roteiro DMAIC 18 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 9
  • 16.
    O roteiro DMAIC 19 Papeise funções dentro do Lean Six Sigma • White Belt: entende os conceitos básicos de melhoria e auxilia times na execução desses projetos. • Yellow Belt: pode ser integrante em projetos 6-Sigma e lidera esforços de baixa complexidade. • Green Belt: lidera projetos de média complexidade e geralmente precisa da orientação de um Black Belt. Normalmente dedica-se a outras funções além de projetos de melhoria. • Black Belt: lidera projetos de alta complexidade. Orienta e treina times de melhoria. • Master Black Belt: treina e orienta BB e GB. Geralmente ajuda no desenvolvimento das estratégias dos projetos e funciona como um consultor (sensei) dos projetos. • Patrocinador: traz a visão, missão e metas da companhia ajudando a alinhar e identificar projetos. Identifica recursos e ajuda na superação das dificuldades organizacionais. 20 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 10
  • 17.
    Papeis e funçõesdentro do Lean Six Sigma Patrocinador (Champion) Coaching: MBB ou BB Líder: BB ou GB GB,YB ou WB Conselho de gestão Lean Six-Sigma 21 Melhoria Melhorar processos e produtos é uma necessidade permanente de qualquer organização Como realizar melhorias? 22 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 11
  • 18.
    Estruturação para aMelhoria Método Estrutura Estratégia Para que essa estrutura seja criada é preciso considerar três disciplinas 23 Sistema Observações e teorias (visões do mundo) T1 T2 T3 . Teoria do Conhecimento Entendimento de Variação Psicologia Eventos que ocorrem em uma organização 24 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 12
  • 19.
    Sistema de ConhecimentoProfundo W. E. Deming 25 Conhecimentos Necessários para Melhoria Conhecimento da Ciência da Melhoria Conhecimento Específico do Assunto Ciência da Melhoria: A interação das teorias de sistemas, variação, conhecimento e psicologia. Conhecimento Específico do Assunto: Conhecimento básico das coisas que fazemos na vida. Conhecimento Profissional. 26 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 13
  • 20.
    Conhecimento para Melhoria Melhoriaocorre quando aprendemos como combinar de forma criativa o conhecimento específico e a ciência da melhoria para desenvolver ideais efetivas de mudança. Conhecimento da Ciência da Melhoria Conhecimento Específico 27 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 14
  • 21.
    Organização como um sistema LeanSix Sigma Organização vista como um Organograma 30 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 15
  • 22.
    Figure 1. Productionviewed as a System. Improvement of quality envelops the entire production line, from incoming materials to the consumer, and redesign of product and service for the future. This chart was used in Japan in August, 1950. Copied from Deming, W.E. (1993). The New Economics for Industry, Government, Education, p. 60. Second edition. Cambridge, MA: MIT Center for Advanced Engineering Study. Organização como um Sistema 31 Processo Um processo é um conjunto de causas e condições que se unem repetidamente em uma série de passos para transformar entradas em resultados. Processo é a unidade básica do Sistema FORNECEDORES ENTRADAS TRANSFORMAÇÕES RESULTADOS CLIENTES S I P O C 32 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 16
  • 23.
    Sistema e Processos:exemplo 33 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 17
  • 24.
    O Modelo deMelhoria: 3 Questões Fundamentais Lean Six Sigma Mudança e Melhoria Mudança Melhoria nem sempre resulta em requer Conceito fundamental ≠ 36 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 18
  • 25.
    Modelo de Melhoria Q1.O que estamos tentando realizar? Q2. Como saberemos se uma mudança é uma melhoria? Q3. Que mudanças podemos fazer que resultarão em melhoria? 37 Exemplos de utilização – Iniciativas de Melhoria Exemplo 1: Melhoria em um Processo de Compras Uma empresa tem um departamento responsável por realizar por realizar compras (material permanente, material de consumo etc.) a organização. O departamento está recebendo uma grande quantidade de reclamações dos usuários, a maior parte delas relacionada com atrasos nas compras realizadas por ela. A Diretoria da empresa decidiu realizar uma iniciativa para melhorar o desempenho do processo de compras. 38 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 19
  • 26.
    Exemplos de utilização– Iniciativas de Melhoria • Q1. O que estamos tentando realizar ? Reduzir o tempo para realizar compras. • Q2. Como saberemos se uma mudança é uma melhoria? Quando o tempo para realizar compras for significativamente reduzido. • Q3. Que mudanças podemos fazer que resultarão em melhoria? Hoje, o tratamento das filas de pedidos segue a sequência por ordem de entrada. Poderíamos classificar os pedidos de compra na origem conforme a complexidade e faixa de investimento, e simplificar o processo para compras de baixa complexidade e de baixo preço, otimizando a fila de entrada (exemplo). 39 Atividade Em um banco há uma divisão chamada "Divisão Comercial para Empresas". Essa divisão está enfrentando dificuldades em aumentar a lucratividade bem como o número de clientes. Dentro da Divisão há uma área responsável pela implementação de produtos para os clientes (empresas). Os clientes estão reclamando da quantidade de interações com o banco e com o tempo para completar a implementação dos produtos. Muitos clientes cancelam o processo de implementação devido a essa insatisfação, procurando satisfazer essa necessidade na concorrência. A Diretoria dessa divisão resolveu realizar uma iniciativa para melhorar o desempenho do processo de implementação de produtos em empresas clientes. 40 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 20
  • 27.
    Atividade Q1. O queestamos tentando realizar realizar? Q2. Como saberemos se uma mudança é uma melhoria? 41 Como estruturar asTrês Questões: Q1 Q1. O que estamos tentando realizar? Ao lidar com a primeira questão, tenha em mente: Uma descrição geral do contexto Os resultados esperados As fronteiras para as atividades 42 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 21
  • 28.
    Resultados Esperados eIndicadores Cuidado: Ao estabelecer objetivos é comum as pessoas confundirem: Objetivo do projeto com Atividade do Projeto • Exemplos de atividades: coletar dados, criar uma base de dados, mapear processos, fazer um diagrama de causa e efeito, etc. Objetivo do Projeto com Ideia de Mudança (solução) • Exemplo de ideias de mudanças: eliminar passos do processo, reduzir classificações de itens, implementar checklist, implementar dispositivo à prova de erro, aproximar passos do processo, etc 43 Como estruturar asTrês Questões: Q2 Q2. Como saberemos se uma mudança é uma melhoria? No caso de sistemas simples, podemos discernir se uma mudança é uma melhoria apenas observando informalmente o que acontecia antes e o que aconteceu após a mudança. Em processos e sistemas mais complexos necessitamos mostrar se uma mudança é melhoria com evidência, em geral utilizando dados coletados formalmente nos processos. 44 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 22
  • 29.
    As três questões fundamentais– Q2 O Modelo de Melhoria Medidas antes e depois NEWVAR3 CYCLE 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Medida Antes Medida Depois MUDANÇA Medida na semana 4 Medida na semana 11 Objetivo: reduzir o tempo de ciclo 45 Semana Cenário 1 Cenário 2 Cenário 3 Cenário 4 Cenário 5 Cenário 6 1 6 6 9 8 6 3 2 9 2 9 9 9 4 3 7 3 6 7 7 2 4 8 8 8 8 8 8 5 6 4 7 6 3 3 6 7 2 6 7 2 2 7 9 9 6 9 4 4 8 2 7 4 2 3 2 9 3 3 4 1 2 3 10 4 7 3 3 4 4 11 3 3 3 3 3 3 12 3 6 2 5 2 3 13 4 9 3 8 4 4 14 2 4 2 9 3 3 46 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 23
  • 30.
    Caso 1 SEMANA Cycle time (hs) 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 0 12 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 MUDANÇA Caso 2 SEMANA Cycle time (hs) 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 MUDANÇA Caso 3 SEMANA Cycle Time (hs) 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 MUDANÇA Caso 4 SEMANA Cycle Time (hs) 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 MUDANÇA Caso 5 SEMANA Cycle Time (hs) 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 MUDANÇA Caso 6 SEMANA Cycle Time (hs) 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 MUDANÇA Como saber se uma Mudança é uma Melhoria? 47 Definição Operacional de Melhoria 48 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 24
  • 31.
    Antes Depois Foram feitasmudanças? As mudanças resultaram em melhoria? Como saber se uma mudança é uma melhoria? 49 Antes Uma semana depois As mudanças resultaram em melhoria? Duas semanas depois Como saber se uma mudança é uma melhoria? 50 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 25
  • 32.
    As mudanças resultamem melhoria? Antes Uma semana depois Duas semanas depois Três semanas depois Quatro semanas depois Cinco semanas depois Como saber se uma mudança é uma melhoria? 51 Definição de Melhoria • Mudanças fundamentais que resultam em melhoria: • Alteram a maneira como o trabalho ou a atividade é feita ou a composição de um produto; • Produzem diferenças visíveis e positivas nos resultados referentes a padrões históricos; • Têm um impacto duradouro. 52 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 26
  • 33.
    Tipos de indicadores Medidasde resultado: As mudanças estão levando à melhoria? Medidas de processo: Estamos fazendo as coisas certas para atingir nosso objetivo? Medidas de equilíbrio: Contra-indicadores 53 Como Saberemos se uma mudança é uma Melhoria? “Você não pode engordar uma vaca pesando-a” - Provérbio Palestino Melhoria não se trata apenas de medição! No entanto, sem a medição, você terá dificuldade em saber se a mudança realmente resulta em melhoria! 54 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 27
  • 34.
    Como estruturar asTrêsQuestões: Q3 Q3. Que mudanças podemos fazer que resultarão em melhoria? Um bom processo é aquele em que as pessoas têm facilidade de fazer as coisas certas e dificuldade de cometer erros. Isto também vale para produtos. As ideias para obtermos boas mudanças nos produtos e processos podem vir de 4 meios: • Análise crítica sobre processo/produto atual • Uso de novas tecnologias • Pensamento criativo • Uso de conceitos de mudança 55 As 3 Questões Fundamentais O que estamos tentando realizar? Como saberemos se uma mudança é uma melhoria? Que mudanças podemos fazer que resultarão em melhoria? 56 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 28
  • 35.
    Modelo de Melhoria: PDSA LeanSix Sigma Melhoria vs. Conhecimento • Boas mudanças resultam da aplicação de conhecimento sobre o processo • Conhecimento é fruto de aprendizado • O aprendizado das pessoas sobre os processos é realizado de forma mais eficiente e eficaz pelo uso do Método Científico • O Ciclo PDSA é o componente do Modelo de Melhoria que guia o aprendizado 58 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 29
  • 36.
    Passos do MétodoCientífico 1. Observar um evento 2. Formular uma teoria para a causa do evento; fazer predições com base na teoria 3. Testar a teoria através de um experimento 4. Analisar os resultados do experimento e concluir a respeito da teoria 5. Relatar os resultados à comunidade científica (publicar o trabalho) 59 Método Científico nas Organizações (Ciclo PDSA) 1. Observar um evento 2. Formular uma teoria para a causa do evento; fazer predições com base na teoria 3. Testar a teoria através de um experimento 4. Analisar os resultados do experimento e concluir a respeito da teoria 5. Aplicar o conhecimento obtido para realizar mudanças que resultem em melhoria 60 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 30
  • 37.
    Ciclo PDSA Adaptado dolivro “The Improvement Guide” Plan •Objetivo •Questões e Predições •Plano para coletar dados (O que, Onde, Quando) Do •Executar o Plano •Observar e anotar eventos não planejados •Iniciar a análise dos dados Study •Completar a análise dos dados •Comparar resultados com as predições •Resumir o aprendizado Act •Executar ações em função dos resultados •Outro ciclo? 61 Rascunho de Deming do Ciclo de Shewhart - 1985 Walter Shewhart (1891 – 1967) 62 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 31
  • 38.
    Quando usar umPDSA? • Construir conhecimento para ajudar a responder qualquer uma das 3 questões fundamentais • Testar uma mudança • Implementar uma mudança O PDSA é útil para aprender sobre algum aspecto do processo ou de uma atividade de rotina. Por exemplo, uma coleta de dados de um processo, um teste de mudança, uma pesquisa com clientes, etc. 63 Usando PDSA em sequência • Em um iniciativa de melhoria, ciclos PDSA são utilizados para entender a situação atual de um processo, e para desenvolver, testar e implementar mudanças – um ciclo puxa o outro. 64 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 32
  • 39.
    PDSA: Exemplo Questões 1. Comoé a distribuição dos valores das compras? 2. Quais tipos de compras são mais freqüentes? Predições 1. A maior parte das compras está entre R$ 2.000 e R$ 3.000 2. O tipo de compra mais freqüente é o Me o p eço . Pou as o p as são do tipo Rese vado Objetivo: Conhecer como se comporta a demanda para o setor de compras Plano de coleta de dados  De uma amostra de 200 compras realizadas nos últimos seis meses anotar o valor e o tipo de compras  O Alberto é responsável por coletar os dados. Instruí-lo sobre como amostrar, anotar os valores e digitar em uma planilha  A Madalena deve preparar um gráfico de frequência dos valores das compras e um gráfico de barras com as porcentagens por tipo de compra  A equipe deve se reunir para analisar os gráficos DO  Coletar os dados  Observar e anotar anomalias durante o processo de coleta dos dados PLAN 65 Planilha de dados (24 primeiras linhas) Amostra Número processo Status Protocolo Emissão OF Total (dias) Valor 1 05/06453 menor preco 8/26/05 9/6/05 7 R$ 333.90 2 05/06463 menor preco 8/24/05 8/31/05 5 R$ 384.79 3 05/06464 reservado 8/24/05 8/31/05 5 R$ 2,880.00 4 05/06465 menor preco 8/25/05 8/30/05 3 R$ 612.00 5 05/06479 menor preco 8/26/05 9/27/05 21 R$ 58.05 6 05/06483 reservado 8/26/05 9/8/05 8 R$ 629.10 7 05/06484 reservado 8/26/05 8/31/05 3 R$ 7,980.00 8 05/06485 reservado 8/29/05 9/12/05 9 R$ 8,343.31 9 05/06486 reservado 8/26/05 9/1/05 4 R$ 892.00 10 05/06487 reservado 8/26/05 9/9/05 9 R$ 4,990.50 11 05/06503 reservado 8/4/05 9/12/05 28 R$ 48.00 12 05/06529 reservado 8/29/05 9/12/05 9 R$ 1,046.00 13 05/06540 reservado 8/30/05 9/15/05 11 R$ 428.91 14 05/06542 reservado 8/29/05 9/9/05 8 R$ 122.50 15 05/06544 reservado 8/29/05 9/6/05 6 R$ 7,024.00 16 05/06545 reservado 8/31/05 9/1/05 1 R$ 20,563.75 17 05/06546 reservado 8/29/05 9/30/05 23 R$ 17,000.00 18 05/06548 reservado 8/30/05 11/7/05 48 R$ 800.00 19 05/06562 reservado 9/1/05 9/5/05 2 R$ 300.00 20 05/06565 reservado 8/31/05 9/22/05 15 R$ 2,048.80 21 05/06566 reservado 8/31/05 9/20/05 13 R$ 7,600.00 22 05/06583 reservado 8/30/05 9/8/05 6 R$ 2,300.00 23 05/06584 menor preco 8/30/05 9/14/05 10 R$ 1,600.00 24 05/06586 menor preco 8/30/05 9/13/05 9 R$ 1,667.00 66 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 33
  • 40.
    PDSA: Exemplo STUDY Mais de80% dos valores estão abaixo de R$2K, sugerindo que um processo mais simples pode ser desenvolvido para essas compras ACT 1. Entrevistar os compradores para entender as causas de demora em aquisições abaixo de R$2K 2. Iniciar um novo ciclo PDSA para avaliar se existe diferenças no tempo médio de aquisição e t e Rese vado e Me o p eço 50% das o p as é do tipo Rese vado , contradizendo a predição inicial 67 Formulário para documentação de PDSA em projeto PDSA Pergunta(s) a serem respondidas Dados que preciso coletar para responder à(s) perguntas(s) Responsável (quem) e quando terei os dados Aprendizados 68 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 34
  • 41.
    PDSA vs. PDCA FaseEDTI DMAIC PDCA 1 Entender Define Plan Measure 2 Desenvolver Analyse 3 Testar Improve Do 4 Implementar Control Check Act • O PDCA é um roteiro de projeto, alternativo ao DMAIC e útil em projetos de baixa complexidade • O PDSA é roteiro de aprendizado. • Vários PDSA são realizados durante um projeto 69 Modelo de Melhoria Adaptado do “The Improvement Guide” 70 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 35
  • 42.
    AsTrês Categorias deMelhoria Reduzir ou eliminar problemas, sem aumentar custos Reduzir significativamente os custos, ao mesmo tempo que a qualidade é mantida ou melhorada Aumentar as expectativas dos clientes 71 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 36
  • 43.
    Estruturação do trabalho emequipe Trabalho em Equipe 74 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 37
  • 44.
    Equipes de Melhoria Umpequeno grupo de pessoas com habilidades complementares, que aprenderam a trabalhar em conjunto para alcançar um objetivo comum, mantendo-se mutuamente responsáveis pelo mesmo. 75 Início do trabalho • Formação da equipe • Identificar os componentes da equipe • Atribuir papéis e responsabilidades • Compreender as equipes e trabalho em equipe • Os ciclos de desenvolvimento de equipes • Estruturação do trabalho 76 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 38
  • 45.
    Iniciando um novoesforço de melhoria • Coisas para ter em mente quando se inicia um novo esforço de melhoria: • Comunique às pessoas da organização porque o projeto foi selecionado e as estratégias organizacionais que estão alinhadas com o os objetivos do projeto. • Oriente as pessoas sobre o apoio disponível dentro e fora da organização. • Faça os acertos necessários para assegurar que seja disponibilizado tempo para que as pessoas atuem no projeto. • Forneça treinamento e outros recursos necessários para os esforços de melhoria. 77 Quatro Condições para que a equipe tenha Sucesso Baseado no trabalho de Lewin, Weisbord (1987): • Interdependência • Liderança • Decisão conjunta • Igual Influência 78 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 39
  • 46.
    Etapas no Desenvolvimentode Equipes Perform Form Norm Storm Desenv. da equipe Tuckman,1955 79 Fases do desenvolvimento • Cada estágio é importante para o desenvolvimento da equipe • Liderança e habilidades de facilitação do trabalho em equipe ajudam a equipe a atravessar cada estágio 16 80 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 40
  • 47.
    Estruturação do trabalhoem equipe - Modelo GRPI • Esclareça a esfera de atuação do projeto, ordens e autorizações, missão e objetivos, e assegure-se de que todos os membros da equipe os compreendam e apoiem. Questione se essa é a equipe adequada para o projeto ou se são necessárias pessoas adicionais para a equipe Objetivos (Goals) • Esclareça os papéis e as responsabilidades de todos os envolvidos na Iniciativa, incluindo os patrocinadores (veja o RACI abaixo), e certifique-se de que todos os membros os entendam e tenham as competências necessárias. Certifique-se de que há recursos suficientes e de que se necessário as pessoas terão treinamento. Papéis (Roles) • Estabeleça normas para o grupo sobre como a equipe trabalhará em conjunto, e defina os métodos de resolução de problemas. Garanta que os processos sejam claros, compreendidos, aceitáveis, fáceis de seguir, e de que eles são seguidos Processos (Processes) • Defina comportamentos de apoio da equipe (inclusive aqueles definidos pelosValores Corporativos), e planeje atividades iniciais para desenvolver um alto nível de confiança e de aceitação de diferenças Relações interpessoais (Interpersonal Relationships) 81 Papéis de pessoas na equipe de melhoria • Patrocinador: ajuda a legitimar o trabalho da equipe; fornece tempo para trabalhar no projeto e recursos, quando necessário; exerce o papel de revisor objetivo do progresso da equipe. • Líder: conduz as iniciativas de melhoria. Dedica metade de seu tempo para o projeto. Gestor de projetos, especialista em processos, sabe sobre melhoria. • Proprietário do processo: atua diretamente no processo; sabe como as coisas realmente funcionam no processo; tem ideias de mudança; testa as mudanças. • Especialistas domina o conhecimento específico; ajuda a desenvolver protocolos e mudanças baseadas em evidências; lidera mudança na cultura. • Facilitador: conhecimento de ciência melhoria, incluindo a medição. Presta consulta para a equipe. Seu papel no projeto se reduz à medida que a equipe progride com o projeto. 82 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 41
  • 48.
    Planilha RACI RACI N0 TarefaResponsável Acountable Consultado Informado A pessoa que realiza a ação A pessoa que é, em última instancia, responsável Pessoa que é consultada antes da ação ser realizada Pessoa que é informada depois que a decisão final é tomada 83 Métodos para aTomada de Decisão Método Quando Usar Este Método Vantagens Desvantagens A decisão é tomada por uma pessoa, sem discussão com outros  prazo criticamente curto  decisões de rotina  uma pessoa possui todo o conhecimento necessário  método mais rápido  não há aprendizado  o apoio é normalmente limitado A decisão é tomada por uma pessoa após discussão com outros  prazo curto  decisões de rotina  método rápido  algum compartilhamento de conhecimento  pouco aprendizado  o apoio pode ser limitado Votação ou decisão por maioria  número maior de pessoas envolvido  permite entradas de todos  não toma muito tempo  normalmente contraria uma parte da equipe Consenso  decisão afeta muitas pessoas  aprendizado é um aspecto importante da atividade  ênfase na melhoria a longo prazo  aprendizado é maximizado  equipe apóia a decisão 100%  decisão toma tempo  necessária uma certa maturidade profissional por parte da equipe 84 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 42
  • 49.
    Pulsação: manter oprojeto • Assuntos diversos: 5 min, stand-up, status diário de PDSA e próximos passos. • Reuniões de equipe (1-2 semanas): revisar os resultados e cronograma, palnejar ciclos de mudança. • Revisão com Patrocinador (1-3 x por mês): rever o progresso e os planos no nível de resultado. 85 Cultura e Melhoria Cultura é direcionada por pressuposições… que dizem aos membros da equipe como perceber, pensar e sentir sobre as coisas Edgar H.Schein, Organizational Culture and Leadership, 2010 86 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 43
  • 50.
    C5 C1 C4 C6 C7 C2 C8 C3 C9 Muitas microculturas que nãoestão integradas Uma cultura dentro de microculturas integradas C5 C1 C4 C6 C7 C2 C8 C3 C9 Cultura e Melhoria Quantas culturas existem em sua organização? 87 Componentes Organizacionais Que Influenciam Como a Cultura é Criada Medição e Informação Incentivos Projeto Organizacional Cultura (Normas e Comportamentos) • Recrutamento •Treinamento • Desenvolvimento • Atitudes •Valores • Desempenho • Avaliações • Recompensas • Celebrações • Compensações • Dados para avaliação • Dados para ação • Métodos e ferramentas comuns • Comunicação • Educação • Informação •Estruturas de apoio • Liderança Que tipo de cultura de melhoria da qualidade você quer criar? Questões de Recursos Humanos Fonte: R. Lloyd. Quality Health Care: A Guide to Developing andUsing Indicators. Jones and Bartlett Publishers, 2004. 88 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 44
  • 51.
    89 Q X A= E Qualidade da Solução X Aceitação da Solução = Eficácia da Solução Discussão e Dialogo Senge (1990) contrastou as ideias de discussão e diálogo… No aprendizado da equipe, a discussão é a contrapartida necessária ao diálogo. Numa discussão, diferentes pontos de vista são defendidos e ... isso pode fornecer uma análise útil da situação como um todo. No diálogo, diferentes pontos de vista são apresentados como meio de descobrir uma nova visão. Numa discussão são tomadas decisões. Num diálogo, problemas complexos são explorados. Quando uma equipe precisa chegar a um acordo e tomar decisões, será necessária uma discussão. 90 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 45
  • 52.
    Características do Diálogo… •Oposição é minimizada A participação neste "pool de sentido comum" é aumentada Constante desenvolvimento e mudança guia as palavras Nenhum propósito pré-estabelecido e uma novo propósito pode surgir Nenhum membro é excluído e nenhum conteúdo específico é excluído Surge a consciência da natureza das relações Ocorre a transformação das relações Há um início de um diálogo que não tem fim 91 Regras para o feedback Quem fala Quem ouve • Comece com aspectos positivos • Ouça seus próprios sentimentos • Fala aberta e honesta • Dirija-se à pessoa diretamente • Seja conciso • Não especule • Ouça sem retrucar • Não justifique • Questões de compreensão são permitidas • Use o feedback para seu desenvolvimento pessoal 92 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 46
  • 53.
    Três das principaisameaças para a construção de um diálogo • The Ladder of Inference (A escada da inferência) • Conversas Difíceis • Pensamento de grupo 93 Conversas Difíceis “A conversa difícil é aquele que você não quer ter!" Cada conversa difícil são realmente três conversas separadas: 1. A conversa "O que aconteceu?" (os fatos objetivos) 2. A conversa “Sentimentos” (meus sentimentos, bem como as dos outros)? 3. A conversa “Identidade” (uma conversa com nós mesmos sobre o que esta situação significa para nós) 94 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 47
  • 54.
    A Escada daInferência "Vivemos em um mundo de crenças autogeradas que permanecem em geral não testadas. Adotamos essas crenças porque eles são baseados em conclusões que são inferidas a partir do que observamos, além de nossa experiência passada Nossa capacidade de atingir os resultados que verdadeiramente desejamos é corroída pelos certeza de que: • Nossas crenças são as verdadeiras! • A verdade é óbvia! • Nossas crenças são baseadas em dados reais! • Os dados que selecionamos são os dados reais! Fonte: Senge, P. et. al. The Fifth Discipline Fieldbook. Doubleday, New York, 1994, page 242. 95 A Escada da )nferência" foi inicialmente desenvolvida pelo Dr. Chris Argyris, e subsequentemente apresentada por Peter Senge's no livro A Quinta Disciplina – Caderno de Campo." 96 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 48
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    A Escada daInferência Como escapar do loop da Escada da Inferência e melhorar a qualidade de nossas decisões 1. Questione suas suposições e conclusões 2. Procure por dados que contrariam suas suposições e conclusões 97 Exemplos da Escada da Inferência Sara, sua performance não chega perto do desejável, fala o diretor O diretor iniciou o processo de fritura de Sara O diretor pensa que o trabalho de Sara é inaceitável Ele implica com Sara por que ela é mulher O diretor não deveria ter mulheres na equipe Nas duas ultimas reuniões marcadasAngela não pareceu Elas são marcadas com antecedência suficiente e ela não pode alegar que não sabia Fiquei sabendo que Angela já faltou a outras reuniões Angela é descompromissada e sem interesse 98 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 49
  • 56.
    “Um modo depensar no qual as pessoas se empenham quando estão profundamente envolvidas num círculo coeso, quando os esforços dos membros em prol da unanimidade sobrepujam suas motivações para avaliar realisticamente cursos de ação alternativos. " Dr. Irving Janis Groupthink! (Pensamento de Grupo) 99 Os oito sintomas do Pensamento de Grupo • Sintoma 1: Ilusão de invulnerabilidade • Sintoma 2: A crença na moralidade inerente do grupo • Sintoma 3: Racionalização • Sintoma 4:Visão distorcida dos inimigos Sintoma 5: Autocensura • Sintoma 6: Pressão direta sobre os membros • Sintoma 7: Proteção da Mente (contra informações negativas) • Sintoma 8: Ilusão de Unanimidade 100 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 50
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    Quatro Maneiras deevitar o Pensamento de Grupo 1. Criar um clima aberto para discussão e debate (Estilo aberto de liderança, pensamento divergente e não julgamento de atitudes) 2. Evite o isolamento do grupo (Traga perspectivas externas) 3. Atribuir a membros da equipe o papel da AvaliadorCrítico (Cada membro do grupo deve ser um avaliador crítico; desafiar as "vacas sagradas") 4. Evitar ser demasiado diretivo (Os líderes precisam ser menos diretivo e recorrer ao grupo para tomar decisões) 101 Exercício: questões para estabelecer um diálogo sobre Pensamento de Grupo 1. Quem tem a responsabilidade primária em uma discussão em grupo, o líder ou os membros da equipe? 2. Que tipo de decisões se prestam a uma decisão de consenso? Que tipo de decisões se prestam a uma decisão de comando por um gerente, supervisor ou qualquer outro líder? 3. Você já fez parte de uma decisão de grupo que deu errado? Você era a favor da decisão final ou um crítico? 4. Quem define o clima ou o tom em reuniões de grupo na maioria das organizações? Em sua? O clima de uma reunião pode afetar a forma como as decisões são tomadas? Você pode oferecer um exemplo de como isso ocorreu? 5. Quando um indivíduo fala contra um consenso do grupo em sua organização, qual é o resultado provável? O indivíduo será recompensado ou censurado? 102 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 51
  • 58.
    As lentes doConhecimento Profundo: uma ferramenta para o diálogo O sistema de conhecimento profundo proporciona uma lente. Ele fornece uma nova teoria para compreender e otimizar nossas organizações. Ele fornece uma oportunidade para o diálogo! Visão Sistêmica Entendimento de Variação Teoria do Conhecimento O Lado Humano da Mudança MC 103 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 52
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    Estatística Programa Lean Six-Sigma:CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 53
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    Probabilidade Estatística Incerteza e intuição •A intuição humana é mal adaptada a situações que envolvem incerteza. • Pesquisas recentes mostram que em situações que envolvem o acaso nossos processos cerebrais costumam ser gravemente deficientes. • Os processos aleatórios são fundamentais na natureza, e onipresentes em nossa vida cotidiana; ainda assim, a maioria das pessoas não os compreende nem pensa muito a respeito. 108 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 54
  • 61.
    Um pouco deHistória • A teoria da probabilidade tal como a conhecemos hoje, foi em grande parte desenvolvida por cientistas como Girolamo Cardamo (1501-1576),Galileu Galilei (1564-1642), Blaise Pascal (1623-1662), Pierre de Fermat (1601-1665), Jackob Bernoulli (1654-1705),Abraham de Moivre (1667-1754), entre outros. • O desenvolvimento da teoria da probabilidade é muitas vezes associado com os jogos de azar em famosos cassinos europeus, como o que está em Monte Carlo. • Muitos livros sobre probabilidade e estatística contam a história de Chevalier de Mère, um jogador francês, que contou com a ajuda de Pascal em um esforço para obter as probabilidades de ganhar em certos jogos de azar, desenvolvendo assim esse campo do conhecimento. 109 Um pouco de História • Os gregos da Antiguidade se destacam por terem inventado a maneira como a matemática é levada a cabo: por meio de axiomas, provas, teoremas etc. • Por que motivo eles não criaram uma teoria para demonstrar que se jogamos dois dados seria pouco sábio apostar uma grande quantia na possibilidade de que ambos caiam com o número 6? • O futuro se desvelava conforme a vontade dos Deuses • Insistência na verdade absoluta, provada pela lógica e sustentada pelos axiomas • Desconhecimento da aritmética; ausência de um sistema de representação numérica fácil de trabalhar. Imagine tentar subtrair  de .A notação base 10 só começa a ser usada no séculoVII d.C. • Ausência do zero (só surgiu no século IX d.C.) • O sinal de igual só foi inventado no início do século XVI 110 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 55
  • 62.
    Conceitos básicos • Oque significa Probabilidade? • É uma medida de incerteza. • A probabilidade de um evento é uma medida numérica da chance de ocorrência do evento • Probabilidade é medida por um número que varia entre 0 e 1 (0 é a probabilidade de um evento impossível e 1 a probabilidade de um evento certo) 111 Experimento aleatório • Um experimento aleatório é um processo que tem como resultado um de um conjunto possível de resultados.O resultado é uma observação ou medição documentada. • Exemplos • Pagar a conta no prazo: {Sim, Não} • Tempo para completar uma ligação: {t: t>0} • Número de cartões de crédito que um cliente possui: {0, 1, 2...} 112 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 56
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    Evento e espaçoamostral • Cada resultado possível de um experimento aleatório é um evento simples • O espaço amostral é a coleção de todos os eventos simples • Um espaço amostral pode ser finito, finito enumerável ou infinito não enumerável • Um evento é um subconjunto do espaço amostral (um conjunto com um ou mais eventos simples) • O evento vazio é o conjunto com nenhum evento simples (conjunto vazio) • A probabilidade de um evento é a soma das probabilidades dos eventos simples que formam o evento • A probabilidade do evento vazio é zero 113 União e intersecção de eventos • A união de dois eventos A e B é o evento formado por todos os resultados que estão em A ou B: Notação AB • A intersecção de dois eventos A e B é o evento formado por todos os resultados que estão em A e B: Notação AB • O evento complementar de um evento A é formado pelos resultados que não estão em A: Notação A´ ou AC • Dois eventos A e B tal que a intersecção deles é vazia são mutuamente excludentes ou disjuntos 114 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 57
  • 64.
    União e intersecçãode eventos AB AB A´ A 115 Axiomas de probabilidade 1. P (S) = 1, S o espaço amostral 2. Qualquer que seja o evento 3. Se A 1 e A2 são dois eventos que disjuntos = ∅ , então = + • Generalizando, se A1, A2, ... , Ak são eventos mutuamente disjuntos, então … = + + … + 4. Se A1 e A2 são dois eventos quaisquer, então = + − 116 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 58
  • 65.
    Notação • Denotaremos eventospor letras maiúsculas , , … • Seja um evento • Ex1: : evento dos números pares no jogo de dados = , , • Ex2: : evento onde o tempo para responder a uma solicitação de crédito é maior que 9 dias úteis = : > 117 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 59
  • 66.
    Distribuições de probabilidade Estatística Variáveis aleatórias •Uma variável aleatória (v.a.) é uma função que atribui um número real a cada resultado do espaço amostral de um experimento aleatório • Variável aleatória discreta • Assume valores em um conjunto finito ou infinito enumerável • Variável aleatória contínua • Assume valores em um intervalo finito ou infinito de números reais • Notação: em geral a v.a. é denotada por uma letra maiúscula do final do alfabeto X,Y, Z, … ; 120 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 60
  • 67.
    Exemplo • U ao lassifi a seus lie tes o o e tável , eut o , ão e tável . Na ase de lie tes, a p opo ção é a segui te: • Seja X a v.a. definida como: 1 se cliente é R; 0 se cliente é N e -1 se cliente é NR. Distribuição de X: Classificação Porcentagem R 50% N 40% NR 10% X Prob -1 0.1 0 0.4 1 0.5 121 Distribuição de probabilidade discreta • Exemplo: em um censo é coletado o número de filhos do casal • Para uma família escolhida ao acaso, qual a probabilidade que ela tenha 2 filhos? Nº de Filhos %. 0 10% 1 30% 2 35% 3 20% 4 5% 122 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 61
  • 68.
    Distribuição de probabilidadediscreta • Para uma variável aleatória discreta X com valores x1, x2, ..., xn a distribuição de probabilidade é dada por = = • A distribuição de probabilidade satisfaz = 123 Distribuição de probabilidade discreta • Seja o número de filhos do casal; • = { , , , , } • = = { . , . , . , . , . }, para = { , , , , } • é uma v.a. discreta • = � = 124 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 62
  • 69.
    Distribuição de probabilidadediscreta • Distribuição de probabilidade da variável aleatória X 0 1 2 3 4 Soma P(X=xi) 0.10 0.30 0.35 0.20 0.05 1 0.00 0.05 0.10 0.15 0.20 0.25 0.30 0.35 0.40 P(X) 0 1 2 3 4 X Distribuição: Número de filhos 125 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 63
  • 70.
    Medidas de localização ede variação Estatística Média ou valor esperado • Seja v.a. discreta com distribuição { , ; � = , , … }, onde = = então, E � = é � = × � � , ou = = = 128 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 64
  • 71.
    Exercício • Calcule ovalor esperado da variável aleatória que representa o número de filhos do exemplo anterior X 0 1 2 3 4 Soma P(X) 0.10 0.30 0.35 0.20 0.05 1 129 Interpretação do valor esperado • Suponha que você invista no mercado de ações e seja a variável aleatória que representa o resultado desse investimento; = {− , }; • Calcule Ganho (g) 120,00 -27,00 Total P(g) 0.20 0.80 1.00 gP(g) 24,00 -21,60 2.40 130 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 65
  • 72.
    Exercício • Uma empresade seguros vende uma apólice para 1500 proprietários de um modelo de bicicleta mountain bike que protege contra roubo por dois anos. O custo de reposição dessa bicicleta é $300.00. Suponha que a probabilidade de um indivíduo ser roubado durante o período de proteção é 0.15. Assuma que a probabilidade de mais de um roubo por indivíduo é zero e que os eventos são independentes. a.Qual é o preço de venda da apólice para que haja um equilíbrio para a empresa(ganho zero, perda zero)? b.Se a probabilidade de roubo for 0.10, qual é o ganho esperado por apólice dado o valor de venda determinado em (a)? 131 Aplicação do valor esperado em processos decisórios • Uma fábrica de móveis deve decidir se realiza uma ampliação da capacidade instalada agora ou se aguarda mais um ano. • Uma análise econômica diz que se ela expande agora e as condições econômicas permanecerem boas, ela realizará um lucro de R$328.000,00 no próximo ano; caso haja uma recessão, ela terá um prejuízo de R$80.000,00. • Se ela adia a expansão para o próximo ano, ela terá um lucro de R$160.000,00 se as condições permanecerem boas e terá um lucro de R$16.000,00 se houver recessão. • Se as chances de que ocorra uma recessão é de 2/3, qual é a decisão que maximiza seu lucro? 132 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 66
  • 73.
    Propriedades da média(valor esperado) • Seja e duas constantes e e duas variáveis aleatórias. Então: A. = B. = C. + = + D. + = + ) 133 Variância • Fornece uma medida de dispersão (variação) dos valores em torno da média � = � = − � ã = � = � • Pode-se mostrar que � = − onde = 134 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 67
  • 74.
    Propriedades da variância •Seja a e b duas constantes e e duas variáveis aleatórias. Então: A. � B. � = C. � + = � D. � = � E. � + = � F. � ± = � + � , ã í � � 135 Exercício Um sistema de envasamento consiste em encher um vidro com líquido. Os vidros utilizados tem peso médio de 20g e desvio padrão 0.5g. A quantidade de líquido em peso que é colocada no litro pode ser regulada, sendo o valor nominal igual a 185g. O desvio padrão do sistema de envasamento é 2g. 1. Qual é o peso médio e o desvio padrão do vidro cheio? 136 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 68
  • 75.
    Modelos probabilísticos para v.a.discretas Estatística Introdução •Modelos são utilizados em todos os campos da ciência. •Devem simplificar a realidade ao mesmo tempo que representam suas principais características. Todos os modelos estão incorretos, mas alguns são úteis (George Box) 138 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 69
  • 76.
    Distribuição Discreta Uniforme •Omodelo mais simples de distribuição discreta é o uniforme f x = /n sendo n= número de valores que a variável aleatória pode assumir 139 Ensaios de Bernoulli •Considere repetições sucessivas de um ensaio (ou teste) com apenas dois resultados possíveis que respeite as seguintes regras: a) Em cada ensaio podem ocorrer somente dois resultados possíveis (Sucesso (S) e Fracasso (F)). b) A probabilidade de sucesso ( ) e de fracasso ( − = ) é mantida em todos os testes. c) Cada ensaio é independente. 140 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 70
  • 77.
    Experimento Binomial Propriedades: 1. Oexperimento consiste de um sequencia de n ensaios idênticos 2. Dois resultados são possíveis em cada ensaio: Sucesso e Fracasso (Ensaio de Bernoulli) 3. p=P(S) não muda de ensaio para ensaio 4. Os ensaios são independentes 141 Distribuição Binomial • Considere um experimento Binomial • Seja X o número de Sucessos nos n ensaios • A variável pode assumir os valores , , , . . , . • Então, = = − onde = ! ! − ! , para = , , , … , • Denotamos ~ � , 142 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 71
  • 78.
    Propriedades da B(n,p) 1.= = 2. � = � = − 143 Exercício • Um gerente de conta especial faz vinte ligações por dia para clientes para oferecer um novo produto. De experiência passada ele estima que a chance de vender o produto para um cliente é 0.10. a) Se sua meta diária é realizar 4 vendas, qual é a probabilidade que ele atinja a meta em um determinado dia? b) Qual é o número médio de vendas que ele realiza por dia? c) Qual é o desvio padrão do número de vendas? d) Qual é o valor mais provável de venda? 144 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 72
  • 79.
    Distribuição de Poisson •Um evento S ocorre no tempo (ou espaço) obedecendo os seguintes postulados: a) Independência: o número de vezes que S ocorre em qualquer intervalo de tempo é independente do número de ocorrências de S em qualquer outro intervalo de tempo disjunto. b) Falta de agrupamento: a chance de duas ou mais ocorrências de S simultâneas pode ser assumida como sendo zero. c) Razão: a número médio de ocorrências de S por unidade de tempo é uma constante, denotada por l, e ela não muda com o tempo. 145 Distribuição de Poisson •Seja X o número de ocorrências de S por unidade de tempo. Se os postulados anteriores são válidos, então ~ e = = − � ! , = , , , . . . onde é o parâmetro que indica o número médio de ocorrências de X em um intervalo de tempo unitário 146 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 73
  • 80.
    Propriedades da Distribuiçãode Poisson 1. = 2. � = λ 147 Exercício • Ao enlatar leite em pó, é necessário acrescentar um dosador. A não inclusão do dosador é considerada uma falha.O número de falhas que ocorrem em um lote produzido tem distribuição de Poisson com número médio de falhas igual a 5. 1. Qual é a probabilidade que em um lote: a) Uma lata esteja sem o dosador? b) Duas ou mais latas estejam sem o dosador? 2. Qual é o número mais provável de falhas que ocorrem em um lote? 148 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 74
  • 81.
    Exercício • A experiênciapassada indica que um número médio de 6 clientes por hora chegam ao caixa do banco para serem atendidos. A. Qual é a probabilidade de 3 clientes chegarem em qualquer hora? B. Qual é a probabilidade de 3 clientes ou menos chegarem em qualquer hora? C. Qual é a média e o desvio padrão para esta distribuição? 149 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 75
  • 82.
    Modelos probabilísticos para v.a.contínuas Estatística Variável aleatória contínua • Em um Call Center o tempo de atendimento de um cliente é monitorado. Os valores possíveis são em princípio, infinitos dentro de um intervalo (a,b), a<b. • Nesse caso, não faz sentido perguntar qual é a probabilidade de que o tempo de atendimento seja igual a um valor to . Na realidade, essa probabilidade é igual a zero • O que se pode perguntar é qual é a probabilidade que o tempo de atendimento esteja dentro de um intervalo (x,y), ou seja, P(x<t<y) 152 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 76
  • 83.
    Variável aleatória contínua •A figura abaixo mostra o histograma de amostras de tamanho 20, 100, 1000 e 10000 da mesma distribuição com uma função contínua f(x) aproximando o histograma. Observe que quanto maior o tamanho da amostra, melhor a aproximação. A porcentagem de valores abaixo de 9 é aproximada pela área sob a curva à esquerda de 9. Quanto maior o tamanho da amostra, melhor a aproximação • % t < ≅ −∞ 153 Exemplo Valores % de valores (histograma) Probabilidade (distribuição) (Y < 60) < = . P(Y < 60) = 0.167 (Y >70 > = . P (Y > 70) = 0.146 60 ≤ y ≤70 = . P(60 y 70) = 0.687 154 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 77
  • 84.
    Função densidade deprobabilidade • Propriedades da fdp 1. , ∀ 2. A área sob a curva definida por f(x) é igual a 1, ou seja, = ∞ −∞ 3. = á , ou seja, 155 Média e variância de v.a. contínuas • Uma variável aleatória contínua , em geral, também tem uma média e uma variância com o mesmo significado e as mesmas interpretações discutidas anteriormente para o caso discreto, mas o seu cálculo envolve integrais e não serão objeto de nosso trabalho aqui. • Para as distribuições que estudaremos aqui, a média e a variância serão fornecidas em cada caso. 156 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 78
  • 85.
    A distribuição Normal(Gaussiana) • Dentre as muitas distribuições contínuas usadas em estatística, a mais importante é a Distribuição Normal ou Gaussiana. • Ela tem a forma de um sino e está associada com os nomes de Pierre Laplace e Carl Gauss. • Seu estudo remonta ao século XVIII 157 A distribuição Normal (Gaussiana) • Importância • O efeito central do limite . • A robustez ou insensibilidade dos procedimentos estatísticos mais comumente usados a desvios da suposição de distribuição normal. 158 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 79
  • 86.
    O Efeito Centraldo Limite • Seja � o erro total de medição • Sob certas condições, geralmente encontradas no mundo da experimentação, podemos escrever � como a soma dos seus componentes � = � + ⋯ + � • Exemplo: • �: �çã • � : • � : í � • � : � �çã • etc... 159 O Efeito Central do Limite • Se a porcentagem individual de contribuição é pequena e o número de componente é grande, a distribuição dos erros tende a ser normal 160 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 80
  • 87.
    O Efeito Centraldo Limite - exemplo • A distribuição de médias de amostras pode ser aproximada pela Distribuição Normal Distribuição da média dos resultados de lançamento de n dados. 161 Teorema Central do Limite •Resultado Importante: Seja X1, X2, ..., Xn uma amostra aleatória de uma variável aleatória X com média , variância 2 e distribuição F(x) e seja a média da amostra dada por = Então a distribuição de converge para a distribuição Normal com média  e variância 2/n, ou seja, ~ , � 162 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 81
  • 88.
    Procedimentos robustos derivadosda suposição de normalidade • Muitas técnicas estatísticas são derivadas da suposição de normalidade das observações originais. • Em muitos casos, aproximação, em vez de normalidade exata, é tudo que se requer para que estes métodos sejam aplicáveis. • Considerando isto, eles são ditos robustos à não-normalidade. • Desta forma, a menos que seja especificamente alertado, não se deve ter excessiva preocupação acerca de normalidade exata. 163 Distribuição Normal Muitas características de qualidade contínuas tem distribuição razoavelmente simétrica e podem ser aproximadas por uma curva em forma de sino conhecida como Curva Normal, que corresponde à distribuição Normal ou Gaussiana; Density 207 205 204 203 202 201 200 199 198 197 196 195 0.4 0.3 0.2 0.1 0.0 Normal 164 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 82
  • 89.
    Definição de umaCurva Normal Toda Curva Normal é definida por dois números: 1) Média: medida do centro. 2) Desvio padrão: medida de dispersão. 165 Distribuição Normal Utilizamos a notação ~ , � A fdp de X é dada por = �� − � �− −∞ ∞, −∞ ∞, � > 166 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 83
  • 90.
    Propriedades da DistribuiçãoNormal Para qualquer Distribuição Normal temos: 167 Cálculo de probabilidades com a curva normal Quando �~ , , chamamos distribuição normal padrão e as probabilidades encontram-se tabeladas Softwares, como o Excel, também possuem fórmulas que realizam esse cálculo 168 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 84
  • 91.
    169 Cálculo de probabilidadescom a , � • Seja ~ , � • Considere = �− � . Pode-se mostrar que tem distribuição normal e = � = Portanto, ~ , 170 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 85
  • 92.
    Cálculo de probabilidadescom a , � •Se quisermos calcular < fazemos < = − � < − � = < onde = − � •Procuramos na tabela , o valor 171 Exemplo O diâmetro de uma peça pode ser aproximado pela distribuição Normal com média 0.2508 e desvio padrão 0.0005. A especificação para do diâmetro da peça é 0.2500±0.0015. Qual é a proporção de peças que são produzidas dentro da especificação? 92% 0.91924 0.00000 0.91024 4.6) P(Z 1.4) P(Z 1.4) Z 4.6 P( 0.0005 0.2508 - 0.2515 Z 0.0005 0.2508 - 0.2485 P 0.2515) X P(0.2485                       172 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 86
  • 93.
    Propriedade da distribuiçãoNormal • O seguinte resultado é útil quando temos de trabalhar com a soma de duas ou mais variáveis aleatórias Normais. • Se Xi ~ N(μi,σi 2) , i=1,2,...,n são variáveis aleatórias independentes e a1, a2, ... an constantes. Então ~ , � ou seja, a combinação de variáveis com distribuição Normal também tem distribuição Normal. 173 Exercício • O peso bruto de um produto é a soma do peso líquido mais o peso da embalagem. Suponha que a máquina que embala o produto é tal que o peso líquido colocado na embalagem tem distribuição Normal com média igual a 300 g e desvio padrão igual a 2 gramas. O peso da embalagem tem distribuição Normal com média igual a 5 g e desvio padrão igual a 0.5 g. a) Qual é a distribuição do peso bruto do produto? b) Qual dos dois processos é mais preciso? 174 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 87
  • 94.
    Distribuição exponencial • Adistribuição exponencial é muito utilizada quando trabalhamos com tempo para ocorrência de um evento, por exemplo, tempo para atendimento de uma chamada) = � −�� onde x 0 10 8 6 4 2 0 2.0 1.5 1.0 0.5 0.0 X Density 0.5 1 2 Alfa Distribution Plot Exponential 175 Distribuição exponencial - propriedades • Se ~ � , então: = � � = � 176 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 88
  • 95.
    Relação entre aPoisson e a Exponencial • Quando usamos a distribuição de Poisson para modelar, por exemplo, o número de ligações em um intervalo de tempo é possível mostrar que o tempo entre duas ligações sucessivas terá distribuição exponencial, ou seja, sob certas condições: Seja : o número de chamadas e : tempo entre essas chamadas ~ ⇔ ~ 177 Exercício • Suponha que o tempo entre duas ligações seja modelada por uma distribuição exponencial de parâmetro 1 minuto. • Qual a chance de não acontecerem mais do que 3 ligações em um minuto? 178 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 89
  • 96.
    Estudo de uma população Estatística Inferência •Considere uma população ou um processo e uma variável de interesse medida em uma amostra • Os dados da amostra podem ser usados para realizar inferências sobre a população ou o processo • As características (parâmetros) de interesse são em geral • A forma da distribuição da variável • A média • O desvio padrão 180 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 90
  • 97.
    Inferência sobre amédia e o desvio padrão • A inferência sobre a média e o desvio padrão da população pode ser feita de três formas: • Estimação pontual • Intervalo de confiança • Teste de hipóteses • Obs.: • Essas inferências só fazem sentido se os dados se ajustam a uma distribuição e se o processo está estável • É importante fazer inicialmente o gráfico de controle e em seguida o gráfico probabilístico) 181 Estimação pontual • Representa-se os valores de uma amostra de tamanho n por x1, x2, ... , xn. • A estimação pontual da média e do desvio padrão da população são dados pela média amostral e pelo desvio padrão respectivamente 1 n ) x (x s : Padrão Desvio n x x : Média 2 i i       182 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 91
  • 98.
    Intervalo de confiançapara a média • A estimação pontual não fornece informação sobre a precisão da estimativa • A precisão de uma estimativa pode ser medida através da margem de erro • A margem de erro da estimativa pontual da média é dada por * 2 M.E. n s  183 Intervalo de confiança para a média ) n s * t x , n s * t x ( 1) (n 0.025, 1) (n 0.025,     n s * t * 2 1) (n 0.025,  t0.025,(n-1) é o percentil 2.5% da distribuição t-Student com (n-1) graus de liberdade Um intervalo de confiança de 95% para a média populacional é dado por A amplitude do intervalo de confiança é dada por 184 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 92
  • 99.
    Intervalo de confiançapara o desvio padrão         2 0.975 2 0.025 χ 1) - (n s , χ 1) - (n s X2 0.025,(n-1) e X2 0.025,(n-1) são os percentis 2.5% e 97.5% respectivamente da distribuição Qui-quadrado com (n-1) graus de livberdade Um intervalo de confiança de 95% para o desvio padrão populacional é dado por 185 Exemplo 7 6 5 4 3 2 1 Median Mean 5.00 4.75 4.50 4.25 4.00 3.75 3.50 1st Q uartile 3.0775 Median 4.3000 3rd Q uartile 5.4075 Maximum 7.1900 3.6055 4.7912 3.4452 4.9665 1.2644 2.1342 A -Squared 0.22 P-V alue 0.813 Mean 4.1983 StDev 1.5876 V ariance 2.5205 Skewness 0.026119 Kurtosis -0.694410 N 30 Minimum 1.2200 A nderson-Darling Normality Test 95% C onfidence Interv al for Mean 95% C onfidence Interv al for Median 95% C onfidence Interv al for StDev 95% Confidence Intervals Summary for tempo de atendimento 186 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 93
  • 100.
    Teste de hipóteses Estatística Exemplo1: trajeto • Você utiliza um determinado trajeto para o trabalho todos os dias. • Você coleta os tempos de deslocamento dos últimos 2 anos 188 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 94
  • 101.
    Exemplo 1: trajeto •Um colega lhe propõe um novo trajeto (supostamente mais rápido) • Passo 1: formalização do teste � : . ��: < 189 Exemplo 1: trajeto • No dia seguinte você utiliza o trajeto sugerido e gasta 29 minutos • Qual a sua decisão? Devemos coletar mais dados! 190 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 95
  • 102.
    Exemplo 1: trajeto •9 observações são coletadas = • � ã ≈ çã = � • A precisão de pode ser calculado como � = � = � = � • Quanto maior a amostra, maior a precisão! 191 Exemplo 1: trajeto • Critério: ∗ = − • Precisamos corrigir o critério pela precisão = − �/ • Supondo � = = − / = − • Qual a sua decisão? esta suficientemente afastado? 192 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 96
  • 103.
    Exemplo 1: trajeto •Como visto anteriormente, ~ , / ⇒ ~ , • Calculamos < − utilizando a tabela da , • Quanto menor for < − maior a evidência de �� e, portanto, rejeitamos � -3 0 − = < − = . 193 Exemplo 1: trajeto • Dessa forma completamos os 4 passos: 1. Teste:� : = . ��: < 2. Critério: = �− �/ 3. Distribuição de referência: ~ , 4. Nível de significância: − = . 194 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 97
  • 104.
    Exemplo 1: trajeto •Caso � tenha que ser estimado por = − − • O critério fica = − / ~ − obs: − = t de student com − graus de liberdade 195 Exemplo 1: trajeto • Suponha que na realização dos 9 trajetos os tempos tenham sido: . , . , . , . , . , . , . , . , . • Nesse caso: = = . = − / = − . < − . = . 196 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 98
  • 105.
    Exemplo 1: trajeto •Observação: Uma diferença que é estatisticamente significante pode não ser significante do ponto de vista prático! 197 Exemplo Chamada Tempo Chamada Tempo Chamada Tempo 1 2.53 11 5.57 21 4.81 2 5.52 12 4.60 22 4.82 3 3.53 13 3.84 23 7.19 4 3.26 14 5.37 24 2.39 5 6.31 15 3.42 25 5.52 6 4.04 16 4.51 26 5.01 7 4.09 17 1.84 27 1.94 8 1.22 18 6.89 28 4.60 9 3.42 19 3.53 29 2.35 10 5.01 20 6.75 30 2.07 Voltando ao exemplo anterior, uma empresa monitorou o tempo gasto para atender uma chamada de um cliente em um call center. Trinta atendimentos forma medidos. Os dados obtidos encontram- se na tabela abaixo. 198 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 99
  • 106.
    Teste de hipóteses •No exemplo, suponha que o objetivo era que o tempo médio de atendimento fosse igual a 3.50 minutos. O objetivo estava sendo alcançado? • Teste de Hipótese Ho: 0 = 3.50 vs. H1: 0  3.50 n s μ y t : teste do Critério 0 0   199 Teste de hipóteses • Calculando o critério • p-valor = 0.023  Há evidência para rejeitar H0 • OBS.: o gráfico de controle deve ser feito antes do cálculo do p-valor. Caso haja causas especiais atuando no processo, não se deve calcular o p-valor 2.41 30 1.5876 .50 3 4.1983 n s μ y t 0 0      200 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 100
  • 107.
    Passos para setestar hipóteses • Formalização do teste, ou tradução do problema a ser resolvido na forma de um teste de hipóteses: formule as hipótese nula e alternativa (P) • Construção de um critério para realizar o teste (P) • Planeje a coleta de dados (P) • Realize a coleta de dados (D) • Calcule a estatística (critério) (S) • Compare o critério com uma distribuição de referência e calcule a evidência contra a hipótese nula (p-valor – nível de significância) (S) • Decida o que fazer (A) 201 Análise do p-valor • Se o p-valor for menor que 1%, rejeita-se a hipótese nula • Se o p-valor for maior que 10%, não rejeita-se a hipótese nula • Se o p-valor estiver entre 1% e 10%, deve-se considerar outros fatores para se tomar uma decisão, como o risco, custo, etc. Obs. As recomendações acima são as usuais e são adequadas para a maior parte dos casos. Porém, a decisão de rejeitar ou não uma hipótese deve ser feita levando em consideração os riscos e custos associados com a decisão. Significância estatística não é a mesma coisa que importância! 202 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 101
  • 108.
    Define Define • Objetivo • Definire comunicar o foco e os indicadores do projeto ao grupo de melhoria • Atividades • Fazer o SIPOC do processo • Fazer o CONTRATO do projeto • Construir o DIAGRAMA DIRECIONADOR inicial do projeto 204 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 102
  • 109.
    Contrato do Projetode Melhoria Define Contrato de Projeto • O que é? • Contrato é um acordo entre o patrocinador e o time de melhoria sobre o que é esperado do projeto • Deve conter uma descrição clara do incômodo que se pretende aliviar • Tem o objeto de alinhar o escopo do projeto • Quando utilizar? • Todo projeto Lean Six Sigma deve ter um contrato 206 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 103
  • 110.
    Contrato 207 Business Case Descrição doproblema o ue está e ado Meta Qua to deve se o i pa to + Resulta no Business Case ual o e efí io do i pa to o egó io Exemplo: A redução de entregas atrasadas em 15% para 3% irá aumentar a satisfação dos clientes e reduzirá custos de multas contratuais em R$350.000,00 em um ano 208 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 104
  • 111.
    Exemplo – Reduzirtempo de parada de máquina 209 Exemplo – Reduzir tempo de parada de máquina 210 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 105
  • 112.
    Cuidados com metas Metaspodem causar problemas sistêmicos nas organizações devido a • Estreitamento do foco • Comportamento antiético • Aumento de assunção de riscos • Diminuição da cooperação • Diminuição da motivação intrínseca. Tenha cuidado ao aplicar metas na sua organização 211 Cuidados com metas • Possíveis consequências do uso inadequado de metas numéricas • Falsificar dados ou distorcer o sistema de medição • Atingir a meta em detrimento do sistema • Metas devem ser • 1. Desafiadoras • 2. Possíveis Atribuir uma meta para alguém sem fornecer um método é uma crueldade! Deming 212 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 106
  • 113.
    Cuidados com metas •AToyota se baseia nos resultados da experimentação para aprender o que funciona e o que não funciona, mas esse processo não terá êxito se os funcionários sentirem que têm de ocultar notícias desfavoráveis ou fabricar resultados positivos. • A definição de objetivos que são arrojados e aparentemente impossíveis funciona pari passu com a cultura da experimentação, em que a recompensa real não é o êxito ou o fracasso, mas sim o conhecimento acumulado a partir de diversas experiências de aprendizagem de alta qualidade 213 Cuidados com metas Desenvolver um carro dos sonhos, que limpa o ar, evita acidentes, torna mais saudáveis e mais felizes todos os que o dirigem e atravessa o globo com um tanque de combustível. Permear ambições grandiosas através de toda a organização é a missão mais importante da administração Katsuaki Watanabe, Ex-CEO da Toyota Os funcionários podem melhorar facilmente de 5 a 10%. Por isso eu não gosto de objetivos que podem ser medidos como 100%, tendo eles sido completos ou não. Prefiro definir metas desafiadoras, em que as pessoas atingem menos, e avaliar a estratégia utilizada, ainda que eles não tenham conseguido realizá-las a tempo. 214 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 107
  • 114.
    Cuidados com metas •Algumas formas de estabelecer metas: • Observar outras organizações que tenham realizado objetivos similares. • Dê alguns conceitos básicos ou ideias que poderiam resultar na realização do objetivo. • Extrair ideias dos próprios participantes, fazendo perguntas, tais como, "O que seria necessário para obter uma redução de 50 por cento no tempo de enviar uma encomenda? " 215 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 108
  • 115.
    SIPOC Define SIPOC • O queé? • Uma ferramentas para representar os aspectos relevantes do processo que será foco de melhoria • Objetivo • Identificar e documentar em um diagrama os aspectos relevantes do processo • Quando utilizar? • Sempre que existir falta de compreensão sobre o processo por algum integrante da equipe ou stakeholder do projeto 218 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 109
  • 116.
    SIPOC FORNECEDORES Saídas Entradas Processo CLIENTES S IP O C 219 SIPOC: Formulário Fornecedores Entradas Processo Saídas Clientes Passos do Processo 220 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 110
  • 117.
    Exemplo de SIPOC FornecedoresInputs Processo Outputs Clientes Paciente Agulhas Laboratório Resultado Médico Realizar exame de sangue Médico Recebe paciente e requisição Prepara paciente Retira sangue Analisa sangue Preenche relatório Passos do Processo Seringas Álcool Outros materiais Requisição 221 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 111
  • 118.
    Diagrama direcionador Define Diagrama direcionador •O que é? • Organiza as ideias e teorias a respeito das possíveis mudanças que resultarão em melhoria. • O diagrama direcionador inicial irá refletir os conhecimentos da equipe sobre o sistema de causas que então poderão ser testados. • O diagrama deve ser atualizado conforme o conhecimento da equipe à respeito do problema também evolui. • Quando utilizar? • Depois de preencher o Contrato e o SIPOC é o momento da equipe colocar seu conhecimento atual, teorias e primeiras atividades no diagrama direcionador. 224 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 112
  • 119.
    Nível de detalhe Problemaou oportunidade Diagrama direcionador 225 Exemplo – reduzir custo com descarteV1 (inicial) 226 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 113
  • 120.
    Exemplo – reduzircusto com descarteV2 (intermediária) 227 Exemplo – reduzir custo com descarteV3 (final) 228 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 114
  • 121.
    Exemplo 229 Programa Lean Six-Sigma:CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 115
  • 122.
    Measure Measure • Objetivo • Conhecero processo em detalhes (Porta do Processo) • Avaliar o desempenho do processo através de dados (Porta de Dados) • Atividades • Fazer o Fluxograma do processo • Identificar variáveis a serem medidas • Desenvolver planos para coletar e analisar dados • Verificar a estabilidade do processo • Calcular a Capabilidade do processo 232 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 116
  • 123.
    Fluxograma Measure Fluxograma • O queé? • Ferramenta que tem diferentes utilidades, dependendo da fase do projeto: • Conhecimento sobre o Processo (MEASURE) • Identificação de pontos de medição (MEASURE) • Identificação de complexidades (ANALYSE) • Desafiar atividades (ANALYSE) • Projeto ou Modificação do Processo (IMPROVE) • Padronização de Procedimentos (CONTROL) • Quando utilizar • Se o projeto tem objetivo de melhorar um processo (fluxo) essa ferramenta provavelmente será útil 234 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 117
  • 124.
    Fluxograma S I C O P 235 SIMBOLOGIAUTILIZADA: Indica que uma atividade está sendo desenvolvida. Indica um ponto de decisão no processo. Indica que um documento deu entrada ou saída do processo. Indica fim e início do processo. EMITIR CHEQUE P/ PGTO VALOR CORRETO? ENTREGAR AO CAIXA FIM SIM NÃO Indica uma conexão com ramificações do processo. Indica o fluxo do processo. Fluxograma 236 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 118
  • 125.
    Macro Midi Mini Fluxograma: nível dedetalhes 237 Fluxograma – vertical Processo de avaliação de solicitação de empréstimo 238 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 119
  • 126.
    Fluxograma – multifuncional Multifuncional (desdobrado) 239 Fluxograma– versões de um processo O que o gerente pensa que é O que é realmente O que deveria ser O que poderia ser n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n n Foque aqui durante a fase Analyse Foque aqui durante a fase Improve 240 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 120
  • 127.
    Sistema de medição Measure Característicae medida O Variáveis de Input Variáveis de Processo Variáveis de Output P I X1,, X2 , ... , Xk Y S C Y = f(X1,, X2 , ... , Xk) 242 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 121
  • 128.
    Processo de medição MundoFísico Mundo Comportamental Mundo Sensorial Observar e/ou Medir Observações e Medições Documentadas Dados A medição é um processo que atribui um valor a uma característica Características Processo de Medição Resultado 243 Processo de medição • Método que estabelece relação entre uma propriedade e um valor em uma escala Processo de Medição • Questionários • Instrumentos • etc. Método de mensuração 244 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 122
  • 129.
    Exemplos de característicase medição Mundo Físico: Execução de uma tarefa Medir: Tempo gasto para realizar a tarefa Instrumento de medição: Cronômetro Medida: Minutos gasto na realização da tarefa Mundo Comportamental: Realização de uma reunião Medir: Atitude das pessoas na reunião Instrumento de medição: Observação Medida: Atitude positiva, atitude negativa, atitude neutra Mundo sensorial: Provar um alimento Medir: Aroma Instrumento de medição: Provadores Medida: Ruim, regular, bom, excelente 245 Definição Operacional • Atividades comuns em qualidade • Verificar se um produto é defeituoso • Contar o número de defeitos em um produto ou serviço • Medir uma característica de qualidade • Questões: • O que é um defeito? • Como medir um defeito? • Como medir uma característica de qualidade? 246 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 123
  • 130.
    Uma Definição Operacional... Forneceum sentido comunicável a um conceito É clara e inequívoca Especifica métodos e equipamento s de medição Identifica critérios precisos de decisão A DefiniçãoOperacional é um componente essencial do Processo de Medição É uma descrição, em termos quantificáveis​​, do que medir e os passos a seguir para medi-lo de forma consistente 247 Como você define esses conceitos? Falha no desenvolvimento de uma definição operacional clara leva, muitas vezes, à confusão e mal-entendido Um imposto justo Ser rico Ser pobre Estar desempregado Estar limpo Férias boas Chegar no prazo Área urbana Aquecimento global Estar contaminado 248 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 124
  • 131.
    Definição Operacional • Componentes •Objetivo • Característica de interesse • Instrumento de medição • Procedimento • Critério 249 Definições operacionais de chegada no prazo • Objetivo • Verificar se uma aeronave chegou no horário no aeroporto • Característica de interesse • Horário de chegada da aeronave no aeroporto • Instrumento de medição • Relógio referenciado com o relógio da torre de controle • Procedimento: • O horário de chegada de um voo será o horário em que o trem de pouso da aeronave tocar a pista de pouso • Critério • A aeronave está no prazo se o horário de chegada for igual ao horário programado mais ou menos 15 minutos 250 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 125
  • 132.
    Tipos de variáveis Measure TiposdeVariáveis • Variáveis Numéricas (Quantitativa) • São as variáveis que podem ser medidas em uma escala quantitativa, ou seja, apresentam valores numéricos que fazem sentido. Podem ser contínuas ou discretas. • Variáveis Categóricas (Qualitativa) • São as variáveis que não possuem valores quantitativos, mas, ao contrário, são definidas por várias categorias, ou seja, representam uma classificação dos indivíduos. Podem ser nominais ou ordinais. 252 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 126
  • 133.
    Classificação de dados(simplificada) Tipo deVariáveis Característica de Qualidade Dado registrado Categóricas (Qualitativo) Classificação Desempenho da entrega Entrega no prazo/atrasado Retrabalho Sem/Com Arranhões Sem/Com Numérico (Quantitativo ) Contagem Mudanças Número de mudanças/projeto Acidentes Número de acidentes/por mês Arranhões Número de arranhões/ superfície Contínuos Tempo Minutos atrasados Peso Gramas Arranhões Tamanho em cm do arranhão Variáveis de Classificação ou Contagem são também chamados de Atributos 253 Classifique cada uma das seguintes variáveis como classificatória, contagem ou contínua • Número de estrelas de hotéis • Quantidade de calorias de um produto alimentício • Número de bolhas em uma garrafa de vidro • Tempo médio de espera para se atendido em um Call Center • Número de atendentes em um Call Center • Número de ligações perdidas em um Call Center • Motivos para ligações perdidas em um Call Center • Fontes de consumo de água em uma residência • Consumo de água em uma residência • Número de telefones por domicílio • Número de chamadas de longa distância realizadas por mês • Duração de cada chamada de longa distância • Cor do telefone utilizado com mais frequência • Se existe uma linha conectada ao modem na residência • Quantia gasta com livros • Tempo gasto na livraria por mês • Se é filiado a algum Partido Político • Caso seja, a que Partido Político é filiado • Satisfação com um determinado produto 254 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 127
  • 134.
    Custo, tempo einformação Tipo de variável Tempo para medir Custo para medir Informação por unidade medida Tamanho da amostra para a mesma quantidade de informação Classificação - Contagem Contínua + Não há uma única forma de medir. A decisão depende de vários fatores A forma de medir usual, que pode ser adequada para operações de rotina, pode não ser adequada em projetos de melhoria 255 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 128
  • 135.
    Análise da variação Measure Variabilidadee Estatística A variação é inerente a todos os processos 258 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 129
  • 136.
    Percepção daVariação A variaçãopode ser percebida através dos dados 259 Reação à variação • Uma das funções de um gestor é tomar decisões que são baseadas na interpretação da variação nos indicadores • Há 3 meses que as vendas estão abaixo do previsto. Esses dados indicam uma tendência? É necessário agir? • Há diferenças de desempenhos das pessoas na organização. Há alguém que realmente necessita de uma assistência especial? Há alguém que merece um reconhecimento especial? • O número de acidentes foi maior que no ano passado. É preciso fazer mudanças no ambiente de trabalho? Fazer uma campanha sobre segurança no trabalho? 260 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 130
  • 137.
    Gráfico deTendência e CausasdeVariação Measure Gráfico de tendência • O que é • Ferramentas para analisar um indicador coletado ao longo do tempo • Quando utilizar • Sempre que coletar dados ao longo do tempo 262 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 131
  • 138.
    Gráfico deTendência • Ográfico de tendência é um gráfico simples e fácil de construir • Eixo horizontal: tempo • Eixo vertical: variável sendo monitorada 263 Análise da variação – causas de variação 24 22 20 18 16 14 12 10 8 6 4 2 20 15 10 5 0 -5 -10 -15 -20 Dia Minutos 0 Gráfico de Controle: Hora de Chegada 24 22 20 18 16 14 12 10 8 6 4 2 20 15 10 5 0 -5 -10 -15 -20 Dia Minutos 0 Gráfico de Controle: Hora de Chegada 24 22 20 18 16 14 12 10 8 6 4 2 20 15 10 5 0 -5 -10 -15 -20 Dia Minutos 0 Gráfico de Controle: Hora de Chegada 24 22 20 18 16 14 12 10 8 6 4 2 20 15 10 5 0 -5 -10 -15 -20 Dia Minutos 0 Gráfico de Controle: Hora de Chegada 24 22 20 18 16 14 12 10 8 6 4 2 20 15 10 5 0 -5 -10 -15 -20 Dia Minutos 0 Gráfico de Controle: Hora de Chegada 264 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 132
  • 139.
    Causas de variação(Shewhart 1931) - Atividade 265 Causas de variação (Shewhart) • Causas comuns • Causas que são inerentes ao processo todo o tempo, afetam todos que atuam no processo, e afetam todos os resultados do processo • Causas especiais • Causas que não atuam no processo todo o tempo ou não afetam todo mundo, mas que surgem devido a circunstâncias especiais 266 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 133
  • 140.
    Como descrever avariação (VOP)? Mes Inventario (em mil US$) Mes Inventario (em mil US$) jan/2003 19 jan/2004 20 fev/2003 27 fev/2004 22 mar/2003 20 mar/2004 19 abr/2003 16 abr/2004 16 mai/2003 18 mai/2004 22 jun/2003 25 jun/2004 19 jul/2003 22 jul/2004 25 ago/2003 24 ago/2004 22 set/2003 17 set/2004 18 out/2003 25 out/2004 20 nov/2003 15 nov/2004 16 dez/2003 17 dez/2004 17 267 Como descrever a variação (VOP)? Visão Estática Estatísticas Descritivas Média, Mediana, Quartis, Mínimo, Máximo Amplitude, Desvio Padrão Histograma 28 26 24 22 20 18 16 14 25 20 15 10 5 0 Inventario (em mil US$) Percent Histogram of Inventario (em mil US$) Inventário (em mil US$) N Mean StDev Mínimo Q1 Mediana Q3 Máximo 24 20.04 3.40 15 17 19.5 22 27 268 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 134
  • 141.
    Como descrever avariação (VOP)? Visão Dinâmica Gráfico de Tendência Gráfico de Controle (Gráfico ao longo do tempo) Rate per 100 ED Patients Unplanned Returns to Ed w/in 72 Hours M 41.78 17 A 43.89 26 M 39.86 13 J 40.03 16 J 38.01 24 A 43.43 27 S 39.21 19 O 41.90 14 N 41.78 33 D 43.00 20 J 39.66 17 F 40.03 22 M 48.21 29 A 43.89 17 M 39.86 36 J 36.21 19 J 41.78 22 A 43.89 24 S 31.45 22 Month ED/100 Returns u chart 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 0.0 0.2 0.4 0.6 0.8 1.0 1.2 UCL = 0.88 Mean = 0.54 LCL = 0.19 nov/2004 set/2004 jul/2004 m ai/2004 m ar/2004 jan/2004 nov/2003 set/2003 jul/2003 m ai/2003 m ar/2003 jan/2003 35 30 25 20 15 10 Mes Individual Value _ X=20.04 UCL=31.61 LCL=8.48 I Chart of Inventario (em mil US$) 269 Causas de variação • Diferentes estratégias são necessárias para melhorar um processo estável (somente causas comuns atuam) ou um processo instável (causas especiais também atuam). • Método de identificação: Gráfico de Tendência (ou Gráfico de Controle.) 270 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 135
  • 142.
    Regras para distinçãode causas de variação Gráfico de tendência: Minutos adiantados ou atrasados em relação ao especificado Um ponto muito afastado dos demais Sequencia de oito ou mais pontos abaixo ou acima da média Sequencia de seis ou mais pontos crescente ou decrescente 271 Gráfico de Controle 272 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 136
  • 143.
    Regras para distinçãode causas de variação com gráfico de controle 273 Exercício 1 • Os dados do último mês são o resultado de causas comuns ou especiais? Por que? • A diretora de recursos humanos tomou a providência adequada? • O que ela deveria esperar que fossem seus custos mensais de treinamento? A diretora de recursos humanos estava examinando suas despesas com treinamento dos últimos dois anos. Baseada nos últimos 12 meses, ela havia colocado no orçamento um custo médio de $ 98.000 por mês; mas as despesas do último mês foram de $ 105.000. Ela queria saber o que havia de diferente com o último mês e pediu à sua equipe para descobrir o que aconteceu, para que pudessem evitar o problema no futuro 274 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 137
  • 144.
    Exercício 2 Uma linhade embalagem teve, em média, 4 horas de interrupções por semana, de 8 de março a 23 de agosto. Já que muitos dos problemas estavam relacionados a quedas na energia elétrica, os técnicos suspeitaram que o equipamento de proteção da rede elétrica estivesse funcionando mal. Eles o substituíram no final de janeiro e então continuaram a coletar dados por mais oito semanas. • Acaso o novo equipamento de proteção da rede ajudou? • Em caso afirmativo, em que semana eles tiveram seu primeiro sinal? Há outros sinais de uma mudança no processo? 275 Exercício 3 Um fornecedor de bens de consumo acompanha os pedidos que chegam via EDI. Ele quer usar esses dados para ajudar a planejar o orçamento para o novo ano. Se o processo for estável, os gerentes poderão estimar em média quantos pedidos serão recebidos a cada dia. Mas primeiro eles precisam saber se há quaisquer indicações de causas especiais no processo. • Os dados indicam a presença de causa especial ou a variação é toda ela resultado de causas comuns? Por que? • Qual o número médio de pedidos que deveriam esperar por dia? • Qual o número máximo de pedidos que deveriam esperar receber por dia? 276 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 138
  • 145.
    Exercício 4 Uma fábricaque produz cartões de plástico (cartões de crédito, cartões de identificação de seguro médico, etiquetas de embalagem etc.) usa água de um rio próximo para refrigerar o equipamento usado no processo de aquecimento. Eles podem reciclar a água e devolvê-la ao rio, contanto que esta não contenha mais de 50 mg de impurezas. Um técnico monitora o volume de impurezas em uma amostra que é tirada todos os dias. • Os dados indicam a presença de uma causa especial ou a variação é, toda ela, resultado de causas comuns? • Se há uma causa especial, qual amostra assinala isso primeiro? 277 Exercício 5 O gráfico abaixo apresenta o número de bagagens perdidas num vôo entre os dias 1 de março e 3 de abril. • Qual a amplitude de dados que deve ser esperada para perda de bagagem em um único dia? • Existem quaisquer indicações de causas especiais? • A companhia aérea deveria usar ações de causa comum ou causa especial para responder ao número de bagagens perdidas no dia 31 de Março? 278 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 139
  • 146.
    Análise de indicadores Measure Abordagenscomuns em análise de dados • É comum comparar a porcentagem da diferença em relação à média • A interpretação da porcentagem de variação em relação à média depende • Do valor da média (10% de 50 é diferente de 10% de 500) • Da quantidade de variação presente nos dados: 2% de variação da média pode ser causa especial e 20% pode ser causa comum 280 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 140
  • 147.
    Um relatório gerencialtípico Indicadores Depto Valor Atual Média Mensal % Dif. Qualidade Entregas no prazo (%) 20 91.0 91.3 –0.3 Aprovação na primeira vez (%) 12 54 70 –23.0 Sucata/por 1000 Kg produzidos) 19 124 129 –3.9 Produção Volume Produzido (1000 Kg) 13 34.5 33 +4.5 CustoTotal de Produção/100 Kg 13 280.83 278.82 +0.7 Inventário em processo (100 Kg) 17 28 19.7 +42.0 Operações % Faturam. no prazo 06 74.3 95 –21.8 281 jun/2005 m ar/2005 dez/2004 set/2004 jun/2004 m ar/2004 dez/2003 set/2003 jun/2003 m ar/2003 35 30 25 20 15 10 5 0 mes inventario Gráfico de Tendência: Inventario Uma forma melhor: analise a série Adaptado de Donald Wheeler, Understanding Variation: The Key to Managing Chaos. SPC Press: 1993. Julho/05 é uma causa especial? 282 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 141
  • 148.
    Princípios da teoriada variação 1. Devemos esperar que as coisas variem. Elas sempre variam 2. Entendimento da variação nos diz o que esperar em termos de resultados 3. Trabalhe sempre nas causas de variação, as quais são sempre encontradas no sistema 4. Entendimento de variação nos diz quando algo especial aconteceu 283 IPC-Fipe recua para 0,08% em outubro (05.11.2007 ; 05h44), Agência Estado O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), da USP, fechou o mês de outubro com variação de 0,08% na cidade de São Paulo. O índice apresentou significativo recuo ante a taxa setembro (0,24%) e ficou abaixo das expectativas dos analistas consultados pelaAgência Estado, que iam de 0,11% a 0,16%. Na terceira quadrissemana de outubro, o IPC foi de 0,15%. Deu no portal Exame... out/07 set/07 0,25 0,20 0,15 0,10 0,05 0,00 Mês % 0,08 0,24 Índice Geral da Fipe  A inflação está caindo?  As variações são grandes ou pequenas? Em relação a quê?  O que esperar para o mês seguinte? 284 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 142
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    Quatro meses depois... Mês Fipe jan/06 0.50 fev/06 -0.03 mar/06 0.14 abr/06 0.01 mai/06 -0.22 jun/06 -0.31 jul/06 0.21 ago/06 0.12 set/06 0.25 out/06 0.39 nov/06 0.42 dez/06 1.04 jan/07 0.66 fev/07 0.33 mar/07 0.11 abr/07 0.33 mai/07 0.36 jun/07 0.55 jul/07 0.27 ago/07 0.07 set/07 0.24 out/07 0.08 nov/07 0.47 dez/07 0.82 jan/08 0.52 fev/08 0.19 285 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 143
  • 150.
    Gráficos de frequência: histogramae Dot-Plot Measure Gráfico de Freqüência: Dot Plot Mês Gasto Mês Gasto jan/2001 97 jan/2002 96 fev/2001 104 fev/2002 100 mar/2001 99 mar/2002 99 abr/2001 94 abr/2002 96 mai/2001 100 mai/2002 103 jun/2001 99 jun/2002 97 jul/2001 96 jul/2002 96 ago/2001 96 ago/2002 91 set/2001 94 set/2002 98 out/2001 96 out/2002 96 nov/2001 98 nov/2002 95 dez/2001 99 dez/2002 105 288 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 144
  • 151.
    Gráfico de Freqüência:Histograma 3074.32 1184.04 631.14 970.81 1126.45 86.00 694.34 757.04 778.88 107.78 809.86 711.36 1403.13 1172.68 197.84 92.50 602.36 489.40 1033.09 732.89 760.71 1275.38 338.41 6.99 253.61 191.21 1249.77 793.21 516.11 27.19 474.35 666.90 43.15 608.39 707.19 2837.39 954.81 15.40 574.56 2106.47 1243.20 933.57 651.78 79.80 1076.80 320.45 3065.79 890.95 928.44 306.15 807.55 2566.06 1063.25 193.04 779.07 1252.07 154.55 629.59 357.53 1132.04 209.84 1239.65 429.08 383.45 1121.12 1142.27 295.61 1689.13 891.68 349.22 3005.68 1572.08 959.55 906.96 453.15 587.72 436.04 623.76 521.65 2589.97 2705.86 458.13 401.17 60.45 2415.94 1503.63 280.52 20.37 1052.25 1348.63 538.09 858.61 347.03 1469.26 891.91 33.00 234.90 1047.04 693.39 513.15 159.12 364.84 3239.65 3637.38 1633.70 176.02 494.01 857.72 1261.66 409.74 27.11 1685.12 1688.66 1065.77 175.59 1449.60 413.37 403.72 1851.64 3711.79 23.84 326.36 592.99 26.40 3689.57 1258.30 934.65 730.77 602.71 386.14 358.21 413.78 208.51 283.67 380.95 2541.23 122.40 414.68 51.22 2.00 601.91 1669.42 987.59 692.49 924.84 245.54 150.13 3850.09 431.53 190.56 537.33 611.32 713.29 2202.69 123.86 45.58 167.57 1768.33 732.66 1218.76 1088.30 2.06 861.27 1014.46 2020.19 1263.97 3042.79 406.31 1561.42 1562.89 400.46 727.84 728.29 775.67 2166.44 368.39 89.54 2076.58 1532.15 571.24 778.95 154.25 702.29 30.00 785.85 141.17 853.03 2100.70 134.10 648.24 1622.95 424.75 185.93 1609.05 4187.47 2478.63 203.56 238.76 451.58 283.78 Considere os dados de gasto mensal com cartão de crédito de 200 clientes de uma operadora 289 Gráfico de Freqüência: Histograma 290 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 145
  • 152.
    Estatísticas descritivas Measure Medidas delocalização • São medidas numéricas que estabelecem • Entre que valores os dados ocorreram • Mínimo e Máximo • Qual é centro dos dados • Média e Mediana • Qual é o valor abaixo do qual temos uma certa porcentagem dos dados • Quartis (Quartil 1 e Quartil 3) e Percentis 292 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 146
  • 153.
    Medidas de localização:Mínimo, Máximo e Média • Denote os valores do conjunto de dados por , , … , • Mínimo: � = í � , , … , • Máximo: = á � , , … , • Média: = � +� +⋯+� = � = • Mediana: valor central � = + , é � / + + / , é 293 Medidas de localização: Mediana • Exemplo (para n impar): Considere os seguintes valores: 71, 70, 70, 72 e 70 • Os valores ordenados são: 70 70 70 71 72 • A mediana é 70 • Exemplo (para n par): Considere os seguintes valores: 500 550 550 550 600 700 750 2000 • Mediana = (550+600)/2=575 294 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 147
  • 154.
    Média, Mediana eforma da Distribuição Média =15.20 Mediana = 11.64 Média =15.036 Mediana = 15.035 Distribuição simétrica Distribuição assimétrica 295 Medidas de localização: Quartis • O quartil 1: 25% do valores estão abaixo da quartil 1 e 75% dos valores estão acima do quartil 1 • O quartil 3: 25% do valores estão acima da quartil 3 e 75% dos valores estão abaixo do quartil 3 296 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 148
  • 155.
    Medidas deVariação • Suponhaduas linhas de produção, onde medimos o comprimento. Os valores aceitáveis são entre 8 e 12. As linhas são equivalentes? Duas formas de se medir variação: Amplitude = Máximo-Mínimo Desvio padrão 297 Medidas deVariação: Desvio Padrão • Considere os seguintes dados 70 71 73 74 77 -3 -2 0 1 4 • A média é 73. Os desvios em relação à média estão na tabela abaixo • A soma dos desvio é zero (de fato, a soma dos desvios em relação à média é zero para qualquer conjunto de dados) 298 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 149
  • 156.
    Medidas deVariação: DesvioPadrão • Para calcular o desvio padrão, inicialmente eleva-se os desvios ao quadrado (contribuição de cada desvio) 9 4 0 1 16 (9 + 4 + 0 + 1 + 16) / 4 = 7.5 • O próximo passo é somar a contribuição de cada desvio e dividir pelo total de valores menos 1 • O último passo é calcular a raiz quadrada da variância amostral que é o desvio padrão . . = . = . 299 Resumo: caracterização de uma variável numérica Estatísticas Descritivas: N_Vendas N 60 Média 201.47 Mediana 201.00 Desvio Padrão 16.73 Quartil 1 191.00 Mínimo 170.00 Quartil 3 210.75 Máximo 243.00 Amp.Interq (IQR) 19.75 Amplitude 73.00 300 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 150
  • 157.
    O que amédia e o desvio padrão não mostram • Observe os quatro conjuntos de números ao lado • Todos tem mesma média e mesmo desvio padrão • Os conjuntos são iguais? N Conj 1 Conj 2 Conj 3 Conj 4 1 40.50 41.64 35.00 44.50 2 41.50 58.36 37.00 45.00 3 42.50 42.29 42.00 45.50 4 43.50 57.71 53.90 46.00 5 44.50 42.93 53.00 46.50 6 45.50 57.07 50.60 47.00 7 46.50 43.57 50.50 47.50 8 47.50 56.43 53.80 48.00 9 48.50 44.21 52.50 48.50 10 49.50 55.79 53.60 49.00 11 50.50 44.86 50.40 49.50 12 51.50 55.14 52.20 50.00 13 52.50 45.50 52.70 50.50 14 53.50 54.50 52.40 51.00 15 54.50 46.14 52.70 51.50 16 55.50 53.86 51.40 52.00 17 56.50 46.79 53.80 52.50 18 57.50 53.21 52.90 53.00 19 58.50 47.43 56.81 72.71 20 59.50 52.57 42.79 49.79 Média 50.00 50.00 50.00 50.00 Desv. Pad. 5.92 5.92 5.92 5.92 301 O que a média e o desvio padrão não mostram Index Conj 1 20 16 12 8 4 70 60 50 40 Index Conj 2 20 16 12 8 4 70 60 50 40 Index Conj 3 20 16 12 8 4 70 60 50 40 Index Conj 4 20 16 12 8 4 70 60 50 40 Time Series Plot of Conj 1 Time Series Plot of Conj 2 Time Series Plot of Conj 3 Time Series Plot of Conj 4 302 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 151
  • 158.
    Cenário • A porcentagemde pacientes da emergência com dor no peito atendidos por um cardiologista em até 10 min foi medida durante 24 semanas. Uma mudanças foi feita após a semana 12. O resumo comparando as 12 primeiras semanas com as doze últimas está na tabela abaixo. A mudança foi melhoria? Pequena ou alta? Semana 1-12 Média 80% Max 94% Min 67% Semana 13-24 Média 84% Max 95% Min 79% 20/m ar 06/m ar 21/fev 07/fev 24/jan 10/jan 20/dez 06/dez 22/nov 08/nov 24/out 10/out 100.00% 90.00% 80.00% 70.00% 60.00% Data Porc Gráfico de Tendência: Porcentagem 303 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 152
  • 159.
    Gráficos de barrase tabelas Measure Gráfico de barras e tabelas • O que é? • Ferramenta para estudar a distribuição de dados classificatórios • Quando utilizar? • Sempre que os dados coletados forem classificatórios (qualitativos) 306 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 153
  • 160.
    Dados classificatórios:Tabelas eGráficos • Clientes de uma instituição de crédito são classificados como BOM , MAU e OUTROS . Status Freq Porc. BOM 5139 51.7% MAU 379 3.8% OUTROS 4428 44.5% Total 9946 100.0% 44.5% 3.8% 51.7% Category BOM MAU OUTROS Pie Chart of Freq vs Status Status Percent OUTROS MAU BOM 50 40 30 20 10 0 Chart of Status Percent within all data. 307 Dados classificatórios: Gráfico deTendência Uma empresa de logística amostrou sessenta entregas por semana durante vinte semanas e avaliou cada entrega se foi feita no prazo ou fora do prazo. Semana % fora do prazo 1 8.33 2 3.33 3 3.33 4 10.00 5 11.67 6 8.33 7 13.33 8 6.67 9 3.33 10 8.33 11 6.67 12 1.67 13 5.00 14 15.00 15 13.33 16 6.67 17 8.33 18 3.33 19 10.00 20 13.33 308 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 154
  • 161.
    Gráfico de Pareto Measure Gráficode Pareto • O que é? • Um gráfico de barras ordenada • Serve para dar foco em esforços de melhoria • Conhecida como regra 80/20 ouVitais vs.Triviais • Quando utilizar? • Se o objetivo é reduzir defeitos, então faça um gráfico de Pareto dos defeitos para encontrar os vitais. 310 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 155
  • 162.
    Exemplo: Defeitos emManufatura Valor Cumul. Value Diagrama de Pareto Variável: Número de defeitos Tipos de Defeitos Valores Porcentagem 1 2 3 4 5 6 7 1 2 3 4 5 6 7 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 0 20 40 60 80 100 120 140 1 2 3 4 5 6 7 311 O Princípio de Pareto O Princípio de Pareto se aplica O Princípio de Pareto não se aplica 312 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 156
  • 163.
    Cuidados ao Fazero Gráfico O eixo vertical deve ter altura igual à soma de todas as freqüências 313 Estratificação Tipo de erro Vendas RH Manuf. Eng. Finan. Trein. Total Falta assinatura Funcionári o 2 3 3 2 10 Gerente 25 1 40 1 2 1 70 V.P. 2 2 2 6 Falta recibo Taxi 3 1 3 1 8 Refeição 3 3 6 Estacion. 33 26 1 60 Comb. 2 2 1 5 Total de erros 68 3 76 9 6 3 165 Erros em relatório de despesas 314 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 157
  • 164.
    Pareto por locale estratificação freq 76 68 9 6 6 Percent 46.1 41.2 5.5 3.6 3.6 Cum % 46.1 87.3 92.7 96.4 100.0 local Other Finan. Eng. Vendas Manuf. 180 160 140 120 100 80 60 40 20 0 100 80 60 40 20 0 freq Percent Pareto Chart of local Venda e Manuf 65 59 6 4 4 6 Percent 45.1 41.0 4.2 2.8 2.8 4.2 Cum % 45.1 86.1 90.3 93.1 95.8 100.0 Tipo Other Falta recibo com b. Falta assin.V.P. Falta recibo refeição Falta recibo estacion. Falta assin.gerente 160 140 120 100 80 60 40 20 0 100 80 60 40 20 0 Venda e Manuf Percent Pareto Chart of Tipo: Vendas+Manuf. 315 Modificações no Gráfico de Pareto • Três alternativas importantes para o eixo vertical são: • Valor monetário • Tempo • Contribuição percentual de cada classificação para o total (tempo, ocorrências, dinheiro etc.) 316 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 158
  • 165.
    Estreitando o Foco(Macro para Micro) 317 Estabilidade na Análise de Pareto Se o processo for instável, deve ser feita a estratificação dos dados para separar os dados obtidos quando causas especiais estavam presentes dos dados 318 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 159
  • 166.
    Estratificação Measure Estratificação • O queé? • separação e classificação dos dados, de acordo com fatores ou variáveis selecionados. • O objetivo é encontrar padrões que auxiliem na compreensão dos mecanismos causais de um processo. • Quando utilizar? • Sempre que houver interesse de se estudar se o comportamento é o mesmo em todos os grupos definidos pelos fatores ou variáveis 320 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 160
  • 167.
    Exemplo 28 26 24 22 20 18 tempo de set-up 28 26 24 22 20 18 A B tempode set-up Turno 30 24 18 12 6 1 30 25 20 15 Index tempo de set-up A B Turno Dotplot of tempo de set-up Dotplot of tempo de set-up por turno Gráfico de tendência tempo de set-up por turno Tempo de setup Turno A Turno B 20 24 19 23 21 28 21 22 22 24 18 24 20 23 20 21 19 25 19 23 23 26 21 27 19 22 20 22 22 25 18 26 O tempo de setup de uma máquina foi medido em dois turnos. Os tempos estão na tabela ao lado. 321 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 161
  • 168.
    Gráfico de Controle Measure Gráficode Controle • O que é? • Um Gráfico de Controle é um Gráfico deTendência com limites de controle calculados com base estatística • Ajudam a identificar causas comuns e especiais de variação • Inicialmente utilizado na linha de produção, pode ser aplicado a qualquer indicador • Quando utilizar? • Devemos montar um gráfico de controle para todos os indicadores 324 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 162
  • 169.
    Gráfico de Controlede Shewhart 325 Estrutura de um Gráfico de Controle 326 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 163
  • 170.
    Tipos de variáveis DadosContínuos Dados de Atributo Defeitos? (contagem) Defeituoso? (classificação) Sim! Sim! Quantos? 2! Defeito Item produzido Seleção do Gráfico deControle 328 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 164
  • 171.
    Gráficos P Gráfico deControle Gráfico P •Quando utilizar? • Sempre que contamos o número de unidades defeituosas • O indicador é uma proporção • Obs: nem todo dado de porcentagem é dado de classificação (razões entre dados contínuos, por exemplo) 330 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 165
  • 172.
    Exemplo de GráficoP Dados sobre absenteísmo – 90 funcionários Dia Total de Ausências p Ausências Não Justificadas p 1 10 0.11 2 0.02 2 8 0.09 3 0.03 3 14 0.16 1 0.01 4 6 0.07 1 0.01 5 8 0.09 1 0.01 6 7 0.08 2 0.02 7 16 0.18 0 0.00 8 12 0.13 3 0.03 9 10 0.11 1 0.01 10 9 0.10 8 0.09 11 12 0.13 1 0.01 12 10 0.11 2 0.02 13 14 0.16 0 0.00 14 4 0.04 4 0.04 15 8 0.09 3 0.03 16 12 0.13 1 0.01 17 9 0.10 0 0.00 18 5 0.06 2 0.02 19 14 0.16 1 0.01 20 10 0.11 0 0.00 Sample Proportion 19 17 15 13 11 9 7 5 3 1 0.20 0.15 0.10 0.05 0.00 _ P=0.11 UCL=0.2089 LCL=0.0111 P Chart of total de ausencias Sample Proportion 19 17 15 13 11 9 7 5 3 1 0.09 0.08 0.07 0.06 0.05 0.04 0.03 0.02 0.01 0.00 _ P=0.02 UCL=0.06427 LCL=0 1 P Chart of ausencias nao justificadas 331 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 166
  • 173.
    Gráficos U Gráfico deControle Gráfico U •Quando utilizar? • Sempre que contamos o número de defeitos • O indicador é uma taxa 334 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 167
  • 174.
    Exemplo Mês/Ano (oportunidade) Número de acidentes (C) Mês/Ano (oportunidade) Númerode acidentes (C) Janeiro 1989 6 Janeiro 1990 10 Fevereiro 2 Fevereiro 5 Março 4 Março 9 Abril 8 Abril 4 Maio 5 Maio 3 Junho 4 Junho 2 Julho 23 Julho 2 Agosto 7 Agosto 1 Setembro 3 Setembro 3 Outubro 15 Outubro 4 Novembro 12 Novembro 3 Dezembro 7 Dezembro 1 335 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 168
  • 175.
    Gráfico de Individuais Gráficode Controle Gráfico I •Quando utilizar? • Sempre que os dados são contínuos • Quando o tamanho do subgrupo é 1 • Quando a distribuição dos dados é Normal 338 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 169
  • 176.
    Gráfico de Individuais:exemplo Inventário em processo Adapted from Donald Wheeler, Understanding Variation: The Key to Managing Chaos. SPC Press: 1993. Jan Feb Mar Apr May Jun Jul Aug Sep Oct Nov Dec 1990 19 27 20 16 18 25 22 24 17 25 15 17 1991 20 22 19 16 22 19 25 22 18 20 16 17 1993 20 15 27 25 17 19 28 339 Gráfico de Individuais • Os limites de controle em um gráfico de individuais são calculados sob a suposição de que os dados podem ser modelados pela distribuição Normal (Gaussiana) • Se a distribuição dos dados é assimétrica (no caso de medições de tempo de ciclo, por exemplo), o gráfico de individuais apontará muitos pontos fora dos limites de controle, sendo que esses pontos não necessariamente apontam possíveis causas especiais • Se a distribuição é assimétrica, é útil transformar os dados (transformação logarítmica, por exemplo) e fazer o Gráfico dos dados transformados 340 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 170
  • 177.
    Gráfico de Individuaise distribuição Normal Observe os histogramas e respectivos gráficos de controle de Individuais. A distribuição da variávelTempo é assimétrica e o gráfico de controle aponta 3 pontos acima do limite superior de controle A distribuição do logaritmo do tempo é simétrica e o gráfico de controle respectivo não aponta possíveis causas especiais 341 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 171
  • 178.
    Gráficos X-barra/S ouX- barra/R Gráfico de Controle Gráficos X-barra/R • Quando utilizar? • Quando dados contínuos são coletados em subgrupos (amostras) de tamanho constante • Nesse caso constrói-se dois gráficos • Gráfico X-barra: Médias de dados dos subgrupos • Gráfico R: amplitude dados dentro de cada subgrupo 344 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 172
  • 179.
    Gráficos X-barra/R: exemplo SemanaAmostra 1 45 48 48 2 46 46 44 3 41 47 47 4 41 44 45 5 43 50 41 6 41 45 47 7 48 46 46 8 48 44 45 9 49 45 46 10 46 50 44 11 42 46 48 12 42 49 47 13 54 56 49 14 43 44 45 15 42 45 59 16 44 47 44 17 46 51 45 18 44 42 40 19 45 45 46 20 42 47 43 O tempo de ciclo de uma operação, foi medido três vezes por semana durante 20 semanas. Os dados estão na tabela ao lado e os respectivos gráficos X-barra/R estão abaixo Cada ponto neste gráfico é a média de um subgrupo. Cada ponto neste gráfico é a amplitude dentro do mesmo subgrupo. 345 Gráficos X-barra/S • Quando utilizar? • O gráfico X-barra/S é similar ao gráfico X-barra/R • É usado quando dados contínuos são coletados em subgrupos (amostras) de tamanho constante ou variável • Nesse caso constrói-se dois gráficos • Gráfico X-barra: Médias de dados dos subgrupos • Gráfico S: desvio padrão dos dados dentro de cada subgrupo 346 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 173
  • 180.
    Gráficos X-barra/S: exemplo SemanaAmostra 1 45 48 48 2 46 46 44 3 41 47 47 4 41 44 45 5 43 50 41 6 41 45 47 7 48 46 46 8 48 44 45 9 49 45 46 10 46 50 44 11 42 46 48 12 42 49 47 13 54 56 49 14 43 44 45 15 42 45 59 16 44 47 44 17 46 51 45 18 44 42 40 19 45 45 46 20 42 47 43 Cada ponto neste gráfico é a média de um subgrupo. Cada ponto neste gráfico é o desvio padrão dentro do mesmo subgrupo. 347 Gráfico X-barra/R ou X-barra/S • O uso do gráfico X-barra/R tem razões históricas • No passado, sem a disponibilidade de recursos computacionais, era mais fácil calcular a amplitude (R) do subgrupo do que o desvio padrão (S) • Essa razão não existe mais se o gráfico é feito com o auxílio de um software 348 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 174
  • 181.
    Regras para causasespeciais, alteração dos limites e erros de decisão Gráfico de Controle Regras para causas especiais Uma observação além de um limite de controle Uma sequência de oito ou mais pontos acima ou abaixo da média Uma sequência de seis ou mais pontos crescentes ou decrescentes Há inúmeras regras apontar possíveis causa especiais O princípio básico por trás de todas elas e apontar padrões com baixa probabilidade de ocorrer se somente causas comuns estiverem atuando (processo estável) 350 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 175
  • 182.
    Alteração dos limitesde controle Os limites de controle refletem o comportamento do processo e só devem ser alterados se há evidência de que houve alteração significante no comportamento do processo. O exemplo seguinte mostra uma situação típica onde ocorre uma alteração nos limites de controle.Após uma seqüência de oito ou mais pontos abaixo da média os limites de controle são recalculados. 351 Gráfico de Controle:Tipos de Erros • ERRO 1: • Reagir a um resultado como se viesse de uma causa especial, quando na verdade vem de causas comuns de variação. • ERRO 2: • Tratar um resultado como se viesse de causas comuns de variação, quando na verdade vem de uma causa especial • Erros de decisão são intrínsecos ao G.C. • A proposta de Shewhart (limites de controle) procura um equilíbrio entre os dois tipos de erros 352 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 176
  • 183.
    Consequências de açõescom base no G.C. Causa especial Agir com base nas diferenças entre pontos individuais Causa comum Estudar todos os dados e realizar mudanças no sistema TIPO DE AÇÃO TIPO DE VARIAÇÃO Causa especial Causa comum Aumento da variação Redução da variação Redução da variação Perda de tempo para resolver o problema 353 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 177
  • 184.
    Limite de Controlee Limite de Especificação Gráfico de Controle Limites de Especificação vs. Limites de Controle • Limites de Especificação • Vêm de exigências da engenharia ou dos clientes • Representam o que alguém quer que o processo faça • Podem ser alterados por exigência do cliente • Limites de Controle • São calculados com os dados do processo • Representam o que um processo é realmente capaz de fazer • Só podem ser alterados quando mudanças no processo alteram o comportamento dos indicadores (produzem impacto) • Limites de Especificações não devem ser usadas em um gráfico de controle 356 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 178
  • 185.
    Limites de Especificaçãovs. Limites de Controle 10 15 20 25 30 35 40 45 50 55 60 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 LSC = 50.0 LIC = 20.2 X = 35.1 Especif. Superior do Cliente = 40 Especif. Inferior do Cliente = 30 Como se pode atender as especificações do cliente?  Trabalhe com clientes para expandir as especificações de entre e para entre e .  Inspecione cada item e rejeite ou descarte uma quantidade previsível  Melhore o processo reduzindo a variação de causa comum. 357 Instável (sem controle ) Estável (controlada) Dentro das especificações LSE LIE LSC LIC Fora das especificações LSE LSE LSE LIE LIE LIE LSC LSC LSC LIC LIC LIC Qual situação é adequada? Limites de Especificação e Limites de Controle 358 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 179
  • 186.
    Capabilidade Measure Capabilidade • O queé? • São medidas que indicam a capacidade de um processo atender às especificações de clientes • Permitem comparar diferentes processos entre si e o mesmo processo ao longo do tempo • Permitem avaliar se os esforços de melhoria estão produzindo os resultados desejados • Permitem priorizar projetos de melhoria • Quando utilizar? • Sempre que existir especificações é possível calcular a Capabilidade do processo 360 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 180
  • 187.
    Tipos de variáveis DadosContínuos Dados de Atributo Defeitos? (contagem) Defeituoso? (classificação) Sim! Sim! Quantos? 2! Defeito Item produzido Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 181
  • 188.
    Capabilidade para Atributos Capabilidade Capabilidade paraatributos: Definições • Unidade • Um item que está sendo processado ou um bem ou serviço (produto) final entregue ao consumidor • Defeito • Qualquer parte de um produto ou serviço que não atende uma especificação ou requerimento ou causa insatisfação ao cliente ou não atende requisitos funcionais • Oportunidade • Cada especificação necessária à satisfação do consumidor • Defeituoso • Uma unidade do produto que apresenta um ou mais defeitos 364 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 182
  • 189.
    Indicadores baseados emDefeituosos • Os indicadores baseados em defeituosos não levam em consideração o número de defeitos • Os indicadores utilizados são Métricas Fórmulas P = Percentual de defeituosos PPM Rendimento final Número de defeituosos Número de unidades avaliadas x 100 P = 100 – proporção de defeituosos YFinal = P x 10000 PPM = 365 Exercício 106 impressoras (de um total de 850 avaliadas) são defeituosas P = PPM= 37 placas de circuito impresso (de um total de 1250 avaliadas) são defeituosas P = PPM= 81 solicitações de pagamento de seguro-saúde (de um total de 450 avaliadas) são defeituosas P = PPM= 73 extratos de cartão de crédito (de um total de 200 avaliados) são defeituosas P = PPM= 366 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 183
  • 190.
    Indicadores baseados emdefeitos • Os indicadores baseados em defeitos levam em consideração o número de defeitos. Isto é: um defeituoso que possui um defeito não é equivalente a um defeituoso que apresenta cem defeitos • Definições • O = número de oportunidades de defeitos por unidade • U = número de unidades processadas • D = Número total de defeitos feitos 367 Indicadores baseados em defeitos • DPU: Defeitos por Unidades • DPO: Defeitos por Oportunidade • DPMO: Defeitos por Milhão de Oportunidades DPMO = DPO x 106 DPU = # de Defeitos # de Unidade Avaliadas = D U DPO = # de Defeitos # de Unid. Aval.x # Oport. = D U*O 368 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 184
  • 191.
    Exercício 110 defeitos e850 impressoras avaliadas. 10 oportunidades de defeitos por impressora. 37defeituosas PPM= DPU= DPO= DPMO= 198 defeitos em 1250 placas de circuito impresso avaliadas. 120 oportunidades de defeitos por placa. 37defeituosos PPM= DPU= DPO= DPMO= 463 defeitos em 450 solicitações de pagamento de seguro-saúde avaliadas. 13 oportunidades de defeitos por solicitação. 81 defeituosos PPM= DPU= DPO= DPMO= 369 Indicador absoluto ou relativo? Se o seu médico lhe disser que estudos altamente confiáveis ​​têm demonstrado que tomar um certo remédio reduz o risco de contrair uma doença grave em 50% você tomaria? Suponha que ele acrescenta que o risco é de 2% para as pessoas que não tomam o remédio e 1% para os que tomam. Será que você ainda tomaria? E o que você faria se ele lhe disser que apenas um em cada 100 pacientes que tomam a droga vai realmente beneficiar-se dele? 370 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 185
  • 192.
    Indicador absoluto ourelativo? É preciso ter atenção quando se decide pelo uso de uma medida de atributo principalmente quando será usada para comparações. Considere o seguinte exemplo: Dados de acidentes durante o ano de 2010 foram coletados de 14 empresas de transporte. Os caminhões são de porte semelhante, carregam cargas semelhantes e trafegam essencialmente nas mesmas estradas Empresa Num. de Acidentes A 21 B 5 C 22 D 24 E 17 F 22 G 8 H 15 I 5 J 16 K 6 L 11 M 20 N 8 A medida Número de acidentes é absoluta. Podemos comparar o desempenho das empresas com base nessa medida? 371 Indicador absoluto ou relativo? Certamente não! Uma informação importante é o número de quilômetros rodados pelos caminhões de cada empresa. Os dados de quilômetros rodados estão na tabela. Se queremos comparar o desempenho das empresas devemos pelo menos calcular a taxa de acidentes (Num. de acid./km rodados) A taxa permite comparar o desempenho das empresas Empresa km_rodados (milhoes) Num. de Acidentes Taxa de acidentes (Média) A 9.3 21 2.26 B 4.1 5 1.22 C 9.6 22 2.29 D 7.8 24 3.08 E 8 17 2.13 F 11.1 22 1.98 G 8.6 8 0.93 H 8.4 15 1.79 I 4.2 5 1.19 J 5 16 3.20 K 5.3 6 1.13 L 4.7 11 2.34 M 9.2 20 2.17 N 6.9 8 1.16 372 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 186
  • 193.
    1. O centroavante de um time de futebol anotou quantos chutes ele deu que acertaram o gol e desses quantos entraram. Em uma temporada em que jogou 78 partidas os resultados foram: a) 3,7 chutes corretos por jogo; b) 0,8 gols por jogo Esses números são taxas ou porcentagens? Taxa ou porcentagem? Absoluto ou relativo? 2. Discursos de dois políticos adversários disputando uma eleição Candidato A (oposição): 60% das escolas de segundo grau do estado tiveram um desempenho pior esse ano comparado com o do ano passado Candidato B (situação): 80% dos estudantes do segundo grau do estado tiveram desempenho melhor esse ano comparado com o do ano passado. Quem está falando a verdade? Quem está mentindo? 373 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 187
  • 194.
    Capabilidade para Variáveis (contínuas) Capabilidade DistribuiçãoEstatística • O Histograma é uma forma de representar graficamente a distribuição dos dados de uma amostra • Histogramas de dados contínuos podem ser aproximados por uma curva continua tiempo Frequency 40 35 30 25 20 15 10 5 35 30 25 20 15 10 5 0 Mean 20.94 StDev 6.389 N 200 Histogram of tiempo Normal Tiempo Percent 50 40 30 20 10 0 40 30 20 10 0 Loc 2.269 Scale 0.6845 N 100 Histogram of Tiempo Lognormal 376 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 188
  • 195.
    Variável aleatória contínua •Em um Call Center o tempo de atendimento de um cliente é monitorado. Os valores possíveis são em princípio, infinitos dentro de um intervalo de tempo (a,b), a<b. • Nesse caso, não faz sentido perguntar qual é a probabilidade de que o tempo de atendimento seja igual a um valor to . Na realidade, essa probabilidade é igual a zero • O que se pode perguntar é qual é a probabilidade que o tempo de atendimento esteja dentro de um intervalo (x,y), ou seja, P(x<t<y) 377 A figura abaixo mostra o histograma de amostras de tamanho 20, 100, 1000 e 10000 da mesma distribuição com uma função contínua f(x) aproximando o histograma. Observe que quanto maior o tamanho da amostra, melhor a aproximação. A porcentagem de valores abaixo de 9 é aproximada pela área sob a curva à esquerda de 9. Quanto maior o tamanho da amostra, melhor a aproximação % t < ≅ −∞ Variável aleatória contínua 378 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 189
  • 196.
    Exemplo Valores % devalores (histograma) Probabilidade (distribuição) (Y < 60) < = . P(Y < 60) = 0.167 (Y >70 > = . P (Y > 70) = 0.146 60 ≤ y ≤70 = . P(60 y 70) = 0.687 379 A distribuição Normal (Gaussiana) • Dentre as muitas distribuições contínuas usadas em estatística, a mais importante é a Distribuição Normal ou Gaussiana. • Ela tem a forma de um sino e está associada com os nomes de Pierre Laplace e Carl Gauss. • Seu estudo remonta ao século XVIII 380 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 190
  • 197.
    Definição de umaCurva Normal Toda Curva Normal é definida por dois números: 1) Média (µ): medida do centro. 2) Desvio padrão ( ): medida de dispersão. Utilizamos a notação ~ , � 381 Propriedades da Distribuição Normal Para qualquer Distribuição Normal temos: 382 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 191
  • 198.
    tiempo Frequency 40 35 30 25 20 15 10 5 35 30 25 20 15 10 5 0 Mean 20.94 StDev 6.389 N200 Histogram of tiempo Normal Distribuição Normal • Geralmente o histograma de uma variável contínua medida em uma amostra pode ser aproximada por uma Curva Norma • Mas nem toda distribuição pode ser modelada pela Curva Normal tiempo1 Percent 15 12 9 6 3 0 -3 30 25 20 15 10 5 0 Mean 1.672 StDev 2.030 N 1000 Histogram of tiempo1 Normal 383 Como saber se a Curva Normal é uma boa aproximação? Uma forma: Olhe o Histograma Distribuição Normal tiempo Frequency 40 35 30 25 20 15 10 5 35 30 25 20 15 10 5 0 Mean 20.94 StDev 6.389 N 200 Histogram of tiempo Normal tiempo1 Percent 15 12 9 6 3 0 -3 30 25 20 15 10 5 0 Mean 1.672 StDev 2.030 N 1000 Histogram of tiempo1 Normal Sim Não 384 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 192
  • 199.
    Tipos de Especificações •Nominal é Melhor (NM) • Existe um Limite Superior e um Limite Inferior de Especificação • Quanto Maior Melhor (QMM) • Existe um Limite Inferior de Especificação • Quanto menor melhor (Qmm) • Existe um Limite Superior de Especificação LIE LSE NM LSE Qmm LIE QMM 385 Capabilidade para variáveis contínuas • Existem duas formas de medir a Capabilidade de uma variável contínua • % ou PPM • Índice de Capabilidade 386 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 193
  • 200.
    Capabilidade para variáveiscontínuas Porc. de defeituosos Abaixo Porc. de defeituosos Acima Tempo de Entrega LIE LSE % de Defeituosos = % Abaixo + % Acima PPM = % de Defeituosos x 10.000 Performance observada: PPM de itens fora da especificação na amostra Performance esperada: PPM calculado com a Curva Normal aproximada 387 Capabilidade para variáveis contínuas • Índice de Capabilidade (Nominal é Melhor) • Tolerância (Tol) = LSE-LIE • Variação Natural do Processo = 6xD.P. 6xD.P. LIS LSE 6xD.P. Tol Cp    Tolerância LIE LSE Variação Natural          3xD.P. LIE Média , 3xD.P. Média LSE min Cpk 388 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 194
  • 201.
    Exemplo – situação1 197 200 203 202 201 198 199 LIE LSE Cp =  Uma empresa produz pacotes de biscoito cujo peso liquido declarado é 200 g. As especificações são: LIE =197g e LSE = 203g (Voz do Cliente). Situação 1:  De uma amostra de pacotes produzidos obteve-se  Média=200g e  desvio padrão=1g (Voz do Processo) PPM = Cpk = 389 Exemplo – situação 2 194 197 200 199 198 195 196 LIE LSE 201 202 203  Uma empresa produz pacotes de biscoito cujo peso liquido declarado é 200 g. As especificações são: LIE =197g e LSE = 203g (Voz do Cliente). Situação 2:  De uma amostra do pacotes produzidos obteve-se: Média=197g e desvio padrão=1g (Voz do Processo) Cp = PPM = Cpk = 390 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 195
  • 202.
    Comparação entre Cpe Cpk (NM) Cp Baixo Alto Cpk Baixo Alto Diminuir a variação Ajustar a média no valor nominal Impossível O.K. 391 Capabilidade para variáveis contínuas 3xD.P. LIE Média Cpk   LIE Quanto Maior Melhor Índice de Capabilidade para especificação unilateral Quanto menor melhor 3xD.P. Média LSE Cpk   LSE 392 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 196
  • 203.
    Observações • Calcule aCapabilidade do processo somente quando o processo está estável • Se o processo não está estável, você pode calcular a Capabilidade, mas cuidado especial deve ser tomado na interpretação e utilização do resultado • Se o processo não está sob controle estatístico é preciso primeiro estabilizá-lo antes de se calcular os índices de Capabilidade 393 Capabilidade e Estabilidade VOP Situação Processo estável Processo instável VOC Situação Capabilidade alta O.K. Estabilizar o processo Capabilidade baixa NM - Ajustar a média e diminuir a variação QMM – Aumentar a média/reduzir a variação Qmm – Reduzir a média/reduzir a variação Necessita muitas melhorias 394 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 197
  • 204.
    Tabela de conversãode PPM (ou DPMO) em Sigma PPM Yield % Sigma PPM Yield % Sigma PPM Yield % Sigma 3.4 99.9997 6.00 6210 99.3790 4.00 308000 69.2000 2.00 5 99.9995 5.92 8190 99.1810 3.90 344000 65.6000 1.90 8 99.9992 5.81 10700 98.9300 3.80 382000 61.8000 1.80 10 99.9990 5.76 13900 98.6100 3.70 420000 58.0000 1.70 20 99.9980 5.61 17800 98.2200 3.60 460000 54.0000 1.60 30 99.9970 5.51 22700 97.7300 3.50 500000 50.0000 1.50 40 99.9960 5.44 28700 97.1300 3.40 540000 46.0000 1.40 70 99.9930 5.31 35900 96.4100 3.30 570000 43.0000 1.32 100 99.9900 5.22 44600 95.5400 3.20 610000 39.0000 1.22 150 99.9850 5.12 54800 94.5200 3.10 650000 35.0000 1.11 230 99.9770 5.00 66800 93.3200 3.00 690000 31.0000 1.00 330 99.9670 4.91 80800 91.9200 2.90 720000 28.0000 0.92 480 99.9520 4.80 96800 90.3200 2.80 750000 25.0000 0.83 680 99.9320 4.70 115000 88.5000 2.70 780000 22.0000 0.73 960 99.9040 4.60 135000 86.5000 2.60 810000 19.0000 0.62 1350 99.8650 4.50 158000 84.2000 2.50 840000 16.0000 0.51 1860 99.8140 4.40 184000 81.6000 2.40 860000 14.0000 0.42 2550 99.7450 4.30 212000 78.8000 2.30 880000 12.0000 0.33 3460 99.6540 4.20 242000 75.8000 2.20 900000 10.0000 0.22 4660 99.5340 4.10 274000 72.6000 2.10 920000 8.0000 0.09 395 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 198
  • 205.
    Estar dentro das especificaçõesé o suficiente? Capabilidade O caso FORD • Em 1983 as transmissões da Ford eram obtidas de duas fontes: da planta de Batavia nos Estados Unidos e da Mazda no Japão, todas produzidas com o mesmo projeto. • A percepção dos clientes era clara: as transmissões produzidas pela Mazda eram melhores (os clientes estavam mais satisfeitos com seus veículos, e a proporção de reclamações de garantia da transmissão eram menores). Batavia Mazda Custo com garantia 398 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 199
  • 206.
    O caso FORD AFord realizou um estudo detalhado com dez transmissões produzidas em Batavia e dez produzidas pela Mazda. Cada transmissão foi avaliada em bancada de testes antes de serem desmontadas. Cada característica de performance estava dentro das especificações para as vinte transmissões. As medidas obtidas das transmissões produzidas pela Ford apresentavam geralmente uma dispersão maior cobrindo quase totalmente a faixa de tolerância (em torno de 70%). Para as transmissões produzidas pela Mazda a dispersão era menor, cobrindo em torno de 25% da faixa de tolerância, sendo que para algumas dimensões críticas não era possível detectar variação. 399 O caso FORD E ua to esta os a gu e ta do so e o o peças oas deve ia se , eles estavam trabalhando duro para fazê-las todas iguais. Nós estávamos preocupados com especificações, eles com uniformidade. Enquanto estávamos satisfeitos e orgulhosos se as peças estavam dentro das especificações e preocupados em mantê-las dentro das especificações eles começaram com as especificações e trabalhavam em melhoria o tí ua pa a u ifo iza as peças (John Betti – Vice President of Power Train and Chassis Operation, Ford Batavia). 400 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 200
  • 207.
    O caso FORD •Pode-se concluir que atender as especificações não é um critério suficiente para julgar qualidade. • É uma contradição com a abordagem de melhoria contínua. • A abordagem com base no atendimento da especificação • Não é errada, apenas não é suficiente. • Não encoraja a melhoria contínua 401 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 201
  • 208.
    Transformação de variáveis Measure A distribuiçãoNormal (Gaussiana) Dentre as muitas distribuições contínuas usadas em estatística, a mais importante é a Distribuição Normal ou Gaussiana. Ela tem a forma de um sino e está associada com os nomes de Pierre Laplace e Carl Gauss. Seu estudo remonta ao século XVIII Muitas características de qualidade contínuas tem distribuição razoavelmente simétrica e podem ser aproximadas pela Distribuição Normal 404 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 202
  • 209.
    Definição de umaCurva Normal Toda Curva Normal é definida por dois números: 1) Média (µ): medida do centro. 2) Desvio padrão (): medida de dispersão. Utilizamos a notação ~ , � 405 Propriedades da Distribuição Normal Para qualquer Distribuição Normal temos: 406 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 203
  • 210.
    Distribuição Normal Padrão –30 +3 +2 +1 –2 –1 Normal Padrão: Média = 0; Desvio Padrão = 1 407 Importância da Distribuição Normal • Muitas técnicas de análise de dados dependem de que a variável sendo analisada possa ser bem aproximada por uma Distribuição Normal • Gráfico de controle (individuais) • Índices de Capabilidade (Cp, Cpk, Sigma) • Regressão Linear • Etc. 408 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 204
  • 211.
    Distribuição Normal • Comosaber se a Curva Normal é uma boa aproximação? • Uma forma: Olhe o Histograma tiempo Frequency 40 35 30 25 20 15 10 5 35 30 25 20 15 10 5 0 Mean 20.94 StDev 6.389 N 200 Histogram of tiempo Normal tiempo1 Percent 15 12 9 6 3 0 -3 30 25 20 15 10 5 0 Mean 1.672 StDev 2.030 N 1000 Histogram of tiempo1 Normal Sim Não 409 35 40 45 50 55 60 65 70 75 0 1 2 3 4 5 6 C1 30 35 40 45 50 55 60 65 0 1 2 3 4 5 6 7 8 C2 35 40 45 50 55 60 65 0 1 2 3 4 5 6 7 C3 25 30 35 40 45 50 55 60 65 70 0 1 2 3 4 5 6 C4 35 40 45 50 55 60 65 70 75 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 C5 30 35 40 45 50 55 60 65 0 1 2 3 4 5 6 7 C6 35 40 45 50 55 60 65 0 1 2 3 4 5 6 7 C7 30 35 40 45 50 55 60 65 70 75 0 1 2 3 4 5 6 C8 25 30 35 40 45 50 55 60 65 70 0 1 2 3 4 5 6 C9 Qual delas pode ser aproximada por uma distribuição Normal? Nove Histogramas de Amostras de Tamanho 25 410 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 205
  • 212.
    20 30 4050 60 70 80 0 10 20 C21 20 30 40 50 60 70 80 0 10 20 C22 25 30 35 40 45 50 55 60 65 70 0 10 20 C23 30 35 40 45 50 55 60 65 70 75 80 0 10 20 30 C24 30 40 50 60 70 80 90 0 10 20 C25 20 30 40 50 60 70 80 0 10 20 C26 25 30 35 40 45 50 55 60 65 70 75 0 10 20 C27 25 30 35 40 45 50 55 60 65 70 75 0 5 10 15 20 25 C28 20 30 40 50 60 70 80 0 10 20 C29 Nove Histogramas de Amostras de Tamanho 100 Qual delas pode ser aproximada por uma distribuição Normal? 411 Exponencial Poisson Uniforme 25 50 100 Tamanho da amostra 0 1 2 3 4 5 6 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 C31 0 1 2 3 4 5 0 1 2 3 4 5 6 7 8 C32 Frequency 0.0 0.1 0.2 0.3 0.4 0.5 0.6 0.7 0.8 0.9 1.0 0 1 2 3 4 C33 0.0 0.5 1.0 1.5 2.0 2.5 3.0 3.5 4.0 4.5 5.0 0 5 10 C34 0 1 2 3 4 5 6 0 5 10 15 C35 0.0 0.1 0.2 0.3 0.4 0.5 0.6 0.7 0.8 0.9 1.0 0 1 2 3 4 5 6 7 C36 0 1 2 3 4 0 5 10 15 C37 0 1 2 3 4 5 6 0 10 20 30 C38 0.0 0.1 0.2 0.3 0.4 0.5 0.6 0.7 0.8 0.9 1.0 0 5 10 15 C39 Histogramas de Amostras de Outras Distribuições 412 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 206
  • 213.
    Gráfico probabilístico normal Comosaber se a Curva Normal é uma boa aproximação? Use o Gráfico Probabilístico Normal. 413 X Percent 3 2 1 0 -1 -2 -3 -4 99 95 90 80 70 60 50 40 30 20 10 5 1 Probability Plot of X Normal - 95% CI Gráfico probabilístico normal Pontos alinhados com a reta central indicam distribuição normal 414 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 207
  • 214.
    X Y -1.6245 0.1970 0.40011.4920 -1.6631 0.1895 -0.0024 0.9976 -1.9902 0.1367 0.4476 1.5646 -1.0564 0.3477 1.6507 5.2104 -0.6148 0.5408 -0.3855 0.6801 0.6744 1.9629 -0.6713 0.5110 1.2229 3.3969 -0.4550 0.6344 -0.4050 0.6670 -1.0347 0.3553 0.0776 1.0806 -0.1372 0.8718 -1.6101 0.1999 -0.1330 0.8754 0.0685 1.0709 -1.0885 0.3367 0.5012 1.6507 0.2120 1.2362 2.3542 10.5300 0.9572 2.6044 -0.4615 0.6303 1.8076 6.0957 0.7742 2.1689 -0.6469 0.5237 Gráfico probabilístico normal X Y Qual Pode Ser Aproximada pela Distribuição Normal? 415 24 34 44 54 64 74 84 1 5 10 20 30 40 50 60 70 80 90 95 99 Data Normal Probability Plot for C1 ML Estimates Mean: StDev: 53.4797 9.60017 25 35 45 55 65 75 1 5 10 20 30 40 50 60 70 80 90 95 99 Data Normal Probability Plot for C2 ML Estimates Mean: StDev: 49.1024 8.04855 25 35 45 55 65 75 1 5 10 20 30 40 50 60 70 80 90 95 99 Data Normal Probability Plot for C3 ML Estimates Mean: StDev: 51.8801 8.35164 20 30 40 50 60 70 80 1 5 10 20 30 40 50 60 70 80 90 95 99 Data Normal Probability Plot for C4 ML Estimates Mean: StDev: 48.8893 10.2680 25 35 45 55 65 75 85 1 5 10 20 30 40 50 60 70 80 90 95 99 Data Normal Probability Plot for C5 ML Estimates Mean: StDev: 54.3933 9.50359 25 35 45 55 65 75 1 5 10 20 30 40 50 60 70 80 90 95 99 Data Normal Probability Plot for C6 ML Estimates Mean: StDev: 48.9405 8.79949 25 35 45 55 65 75 1 5 10 20 30 40 50 60 70 80 90 95 99 Data Normal Probability Plot for C7 ML Estimates Mean: StDev: 49.4396 8.98477 20 30 40 50 60 70 80 1 5 10 20 30 40 50 60 70 80 90 95 99 Data Normal Probability Plot for C8 ML Estimates Mean: StDev: 47.1290 10.6092 20 30 40 50 60 70 80 1 5 10 20 30 40 50 60 70 80 90 95 99 Data Normal Probability Plot for C9 ML Estimates Mean: StDev: 50.2510 10.4661 Gráficos Probabilísticos para as NoveAmostras deTamanho 25 416 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 208
  • 215.
    Distribuição Normal • Quaisas possíveis razões para que a distribuição de uma amostra de dados não possa ser aproximada por uma Distribuição Normal? • Presença de observações discrepantes (causas especiais) • Os dados da amostra provem de dois ou mais processos diferentes (turno, máquina, operador, etc.) • Os dados seguem outra distribuição que não a Normal 417 Transformação de variáveis – Box-Cox • Uma transformação é uma re-expressão dos dados em outra escala. • Exemplo simples: • Transformar minutos em segundos: • 1 min = 60 segs • Transformar Graus Centígrados em Graus Fahrenheit: • � � °C+32 = °F 418 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 209
  • 216.
    Transformação de variáveis– Box-Cox Histograma of Y 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 22 0 10 20 Y Histograma de SQRT(Y) 1 2 3 4 5 0 5 10 15 SQRT(Y) Y YT  YT denota a variável transformada 419 Transformação de variáveis – Box-Cox Escala original Escala Log 1000 3 100 2 10 1 1 0 0.1 -1 0.01 -2 0.001 -3 420 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 210
  • 217.
    Transformação de variáveis– Box-Cox Como escolher qual transformação é adequada? Tentar uma transformação dentre um conjunto de possibilidades Usar a técnica de transformação Box- Cox 421 Transformação de variáveis – Box-Cox • A transformação de Box- Cox é o tipo = , onde é a variável transformada. • O valor de é calculado pelo Minitab (ou outro software estatística).Aí basta olhar na tabela  Y Nome -2 2 Y 1 Inversa ao quadrado -1 Y 1 Inversa -0.5 Y 1 Inversa raiz Quadrada 0 Log(Y) Logarítmica 0.5 Y Raiz Quadrada 1 Sem Transformação 2 Y2 Quadrado 422 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 211
  • 218.
    Análise do sistemade medição MSA Measure Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 212
  • 219.
    Variáveis contínuas Análise dosistema de medição Processo de Medição Mundo Físico Mundo Comportamental Mundo Sensorial Observar e/ou Medir Observações e Medições Documentadas Dados Processo que estabelece relação entre uma propriedade e um valor em uma escala 426 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 213
  • 220.
    Processo de Medição ...oque se registra ao final de uma determinada operação de medição é o último produto de uma longa série de operações, desde a matéria prima até a operação de medição propriamente dita. A medição é, portanto, parte vital desse processo. Assim, do mesmo modo como é vital controlar estatisticamente as outras partes do processo, é vital controlar-se estatisticamente o processo de medição; caso contrário, não há medida que tenha significado comunicável Deming 427 Sistema de Medição • Conjunto de operadores, procedimentos, dispositivos de medição, equipamentos, softwares, definições operacionais e pessoal usado para atribuir um valor a uma característica sendo medida 428 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 214
  • 221.
    Terminologia • Viés: diferençaentre a média observada das medidas e o valor de referência (padrão) • Precisão: quantificação da quantidade de variação de um sistema de medição, usualmente medida pelo desvio padrão • Componentes daVariação (precisão) • Repetibilidade repê : é a variação observada quando o mesmo operador mede a mesma peça repetidamente com o mesmo dispositivo • Reprodutibilidade reprô : é a variação observada quando diferentes operadores medem a mesma peça usando o mesmo dispositivo 429 Exemplo A figura abaixo apresenta dados de quatro sistemas de medição Sistema de Medição Preciso? Viesado? NÃO SIM NÃO NÃO SIM SIM SIM NÃO 430 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 215
  • 222.
    Terminologia • Linearidade • Umamedida de como a dimensão das peças afetam o sistema de medição • Relativo ao comportamento do viés na faixa de operação • Estabilidade • Comportamento do viés e da precisão ao longo do tempo. O SM é estável se está sob controle estatístico 431 Sistema de Medição • Um Sistema de Medição pode ser avaliado por suas propriedades estatísticas • O Sistema tem que estar sob controle estatístico • O Sistema não deve apresentar viés de medição • A variabilidade do sistema de medição deve ser pequena comparado com a variabilidade do processo de fabricação • A variabilidade do sistema de medição deve ser pequena comparado com a tolerância do produto 432 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 216
  • 223.
    Consequências de umSM não Satisfatório Erro Tipo I Tipo II Produto Rejeitar peça boa Aceitar peça ruim Processo Tratar causa comum como especial Tratar causa especial como comum 433 Consequências de um SM não Satisfatório • Itens conformes podem ser rejeitados • Itens não conformes podem ser aprovados • Erro na estimativa da capabilidade do processo • Causas comuns podem ser identificadas como causas especiais • Causas especiais podem ser identificadas como causas comuns • Gastos desnecessários tentando identificar o que parece ser um problema com o processo produtivo 434 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 217
  • 224.
    Fontes deVariação A variaçãoobservada em uma variável medida em uma característica é devida a vários fatores Mão-de-obra Máquinas Métodos Meio ambiente Materiais Medição Variação observada em nas medições de uma característica 435 Componentes daVariação Variabilidade Total das observações Variabilidade inerente do processo Variabilidade do Sistema de Medição Repetibilidade Reprodutibilidade 436 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 218
  • 225.
    Componentes daVariação ilidade Reprodutib da Variância σ dade Repetibili da Variância σ Medição de Sistema do Variância σ Processo do Variância σ Total Variância σ 2 Repro 2 Repe 2 R & R 2 P 2 T      O DesvioPadrão é a Raiz Quadrada daVariância 437 Componentes daVariação 2 Repro 2 Repe 2 P 2 R & R 2 P 2 T σ σ σ σ σ σ      Observe que a equação é em termos da variância.A variâncias se somam, não os desvios padrões As estimativas dos componentes da variação são obtidos através de um estudo R&R 438 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 219
  • 226.
    Indicadores paraAvaliar oSM • Porcentagem da variação total consumida por Repe e Repro (%R&R) • Desejável: % R&R < 10 % • Aceitável: % R&R < 30 % 100 σ σ R & R % T R & R   439 %R&R relativa à variação total 440 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 220
  • 227.
    Indicadores paraAvaliar oSM • Razão da Precisão pelaTolerância • LIE = Limite Inferior de Especificação • LSE = Limite Superior de Especificação • T =Tolerância = LSE - LIE • O fator 5.15 é tal que 5.15* corresponde na distribuição Normal a 99% da área em torno da média • Desejável: P /T <10 % LIE LSE σ * 5.15 T P R & R   441 Indicadores paraAvaliar o SM • Número de categorias distintas ú � = � � & × . • Mede o numero de categorias distintas dentro do processo que o sistema de medição é capaz de distinguir • Desejável: # de categorias distintas 442 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 221
  • 228.
    Representação do númerode categorias Variação Total Variação R&R 443 Indicadores paraAvaliar o SM • Se o número de categorias distintas < 2 o Sistema de Medição não tem validade • Se o número de categorias distintas = 2 os itens sendo medidos podem ser divididos em dois grupos: alto e baixo (grande e pequeno) • Se o número de categorias distintas = 3 os dados podem ser divididos em três grupos: pequeno, médio e grande 444 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 222
  • 229.
    SM com DiscriminaçãoInadequada • A identificação da variação do processo é questionável • A identificação dos itens é questionável • Procure por um dispositivo de medição mais adequado, ou calibre o sistema atual (se for o caso) • Identifique se os operadores necessitam de treinamento no Sistema de Medição. 445 Preparação para um Estudo R&R • Planejamento do estudo • Selecione o número de operadores, número de itens e número de repetições • Pelo menos 2 operadores (para avaliar Repro) • Pelo menos 10 itens (recomendado) • Pelo menos duas repetições para cada item (para avaliar Repe) 446 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 223
  • 230.
    Preparação para umEstudo R&R • Planejamento do estudo (cont.) • Selecione itens que cubram o range de operação • Aleatorize a seqüência de medições • Meça os itens em seqüência aleatória • Faça as repetições em seqüência aleatória • Os operadores • Não devem saber qual item estão medindo • Devem usar o mesmo dispositivo de medição 447 Tipos de Estudo R&R • Estudos R&R pode ser • Cruzados • Cada item é medido mais de uma vez por cada operador • Hierárquicos • Cata item é medido apenas uma vez e por um único operador (exemplo: testes destrutivos • Estudos de R&R requerem planos experimentais balanceados (número igual de observações por operador, por item e por replicação) 448 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 224
  • 231.
    Exemplo Operador 1 Operador2 Peça Medida 1 Medida 2 Medida 1 Medida 2 1 8.00 8.01 8.03 8.02 2 8.10 8.08 8.12 8.12 3 8.05 8.04 8.07 8.07 4 8.01 7.99 8.04 8.03 5 8.02 8.01 8.04 8.04 6 7.98 7.98 8.01 8.01 7 8.00 8.00 8.01 8.02 8 8.01 8.01 8.05 8.04 9 8.05 8.04 8.07 8.07 10 8.06 8.07 8.10 8.10 Dados de um estudo R&R com dois operadores, dez peças e duas repetições 449 Análise do S.M: Estimativa dos Componentes deVariação • Existem dois métodos para estimar os componentes de variação • X-barra/R • Utiliza amplitudes para estimar o desvio padrão • ANOVA (Analysis ofVariance) • Usa um plano experimental fatorial com dois fatores: operadores e itens • Pode ser realizado com apenas um operador • É o mais recomendado se há disponibilidade de um software 450 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 225
  • 232.
    Análise do S.M.:Gráficos • Components ofVariation (Indicadores da qualidade do SM) • Mostra a razão percentual dos componentes de variação (já discutido anteriormente) • Quanto mais altas as barras de Gage R&R, Repeat e Repro, pior é o Sistema de medição 451 Análise do S.M.: Gráficos • A análise pelo método ANOVA produz alguns gráficos que fornecem um excelente diagnóstico do sistema de medição • R Chart by operator • Plota as amplitudes da medidas do mesmo operador na mesma peça, por operador • Fornece informação de Repe para cada operador e permite comparar operadores com respeito a Repe 452 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 226
  • 233.
    Análise do S.M.:Gráficos • Xbar Chart by operator • Plota as médias por peça para cada operador • Os limites de controle são calculados com a variação de Repe. Quanto mais pontos estiverem fora de controle, maior é variação relativa das peças comparada com Repe, o que indica que o SM é adequado. Se a maior parte dos pontos está sob controle o SM é inadequado 453 Análise do S.M.: Gráficos • Measure by Part • Plota todas as medidas de todas as peças e a média de cada peça, por peça • Permite visualizar Repe e Repro. Dispersão em torno da média relativamente grande (comparado com a dispersão entre as médias) indica que o sistema de medição não é adequado e vice versa. 454 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 227
  • 234.
    Análise do S.M.:Gráficos • Operator by Part Interaction • Plota o perfil das médias das peças por operador • Permite visualizar se existe interação entre operador e o item sendo medido. Caso os perfis sejam razoavelmente paralelos não há indicação de interação, ou seja as diferenças entre operadores não dependem das peça. 455 Estudo R&R: exemplo Gage R&R %Contribution Source VarComp (of VarComp) Total Gage R&R 0.0004195 25.44 Repeatability 0.0000435 2.64 Reproducibility 0.0003759 22.80 operador 0.0003759 22.80 Part-To-Part 0.0012295 74.56 Total Variation 0.0016489 100.00 Study Var %Study Var Source StdDev (SD) (6 * SD) (%SV) Total Gage R&R 0.0204813 0.122888 50.44 (1) Repeatability 0.0065981 0.039588 16.25 Reproducibility 0.0193894 0.116336 47.75 operador 0.0193894 0.116336 47.75 Part-To-Part 0.0350637 0.210382 86.35 Total Variation 0.0406072 0.243643 100.00 Number of Distinct Categories = 2 (2) 456 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 228
  • 235.
    Estudo R&R: exemplo GageR&R %Contribution Source VarComp (of VarComp) Total Gage R&R 0.0004195 25.44 Repeatability 0.0000435 2.64 Reproducibility 0.0003759 22.80 operador 0.0003759 22.80 Part-To-Part 0.0012295 74.56 Total Variation 0.0016489 100.00 Study Var %Study Var Source StdDev (SD) (6 * SD) (%SV) Total Gage R&R 0.0204813 0.122888 50.44 (1) Repeatability 0.0065981 0.039588 16.25 Reproducibility 0.0193894 0.116336 47.75 operador 0.0193894 0.116336 47.75 Part-To-Part 0.0350637 0.210382 86.35 Total Variation 0.0406072 0.243643 100.00 Number of Distinct Categories = 2 (2) Part-To-Part Variation VariationDue To G age "Repeatability" Operator Operator ByPart "Interaction" VariationDue To Operators "Reproducibility" M easurem ent System Variation Overall Variation Interação não significante nesse exemplo 457 Estudo R&R: exemplo • A % de Contribuição de R&R é 50.44%. O SM não é aceitável (>30%) e precisa de melhorias • O número de categorias distintas é 2, indicando que o sistema só consegue separar peças em pequenas e grandes 458 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 229
  • 236.
    Observações Usar “6” emvez de “5.15” aumenta 10% GR&R para 11.7%; 20% para 23.3% e 30% para 35.0%. 459 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 230
  • 237.
    Estabilidade,Viés e Linearidade Análise dosistema de medição Estabilidade • Sistema de medição está sob a ação somente de causas comuns de variação • Gráficos de controle é uma técnica adequada para avaliar a estabilidade do SM • Procedimento • Obter uma peça de referência • Medir a peça de referência periodicamente um certo número de vezes • Usar o gráfico X-barra/R para avaliar a estabilidade do SM 462 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 231
  • 238.
    Viés ouTendência • Diferençaentre a média dos valores medidos e o valor de referência • Procedimento • Medir n vezes uma peça mestre (valor real=0) • Verificar se as medições estão sob controle • Construir um IC de 95% para a média das medições realizadas • Rejeitar que o viés é zero se o IC não contiver o valor zero • Alternativamente, testar a hipótese H0: = 0 463 Linearidade • Linearidade é a diferença em valores de desvios através da amplitude esperada de variação de um instrumento • Procedimento • Selecionar 5 ou mais peças de tal forma que suas dimensões cubram a faixa de operação do instrumento • Medir cada peça por inspeção de lay-out para determinar o valor de referência 464 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 232
  • 239.
    Linearidade • Escolher peçasao longo da faixa de operação do dispositivo • Medir cada peça 10 ou mais vezes por um operador que normalmente utiliza o instrumento • Calcular o viés de cada medição e o viés médio de cada peça • Fazer um gráfico de dispersão do viés de cada medição e do viés médio de cada peça versus o valor de referência • Ajustar uma reta de regressão do viés versus o valor de referência 465 Linearidade • Avaliar os resíduos do ajuste quanto a estabilidade ou outras tendências • Avaliar o gráfico de dispersão tendo como referência a a linha horizontal y=0 • Testar a hipótese de que o coeficiente angular da reta é zero • Testar a hipótese que o coeficiente linear da reta é zero 466 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 233
  • 240.
    Estudo de Linearidade:Exemplo Master Repetição 2 4 6 8 10 1 2.7 5.1 5.8 7.6 9.1 2 2.5 3.9 5.7 7.7 9.3 3 2.4 4.2 5.9 7.8 9.5 4 2.5 5.0 5.9 7.7 9.3 5 2.7 3.8 6.0 7.8 9.4 6 2.3 3.9 6.1 7.8 9.5 7 2.5 3.9 6.0 7.8 9.5 8 2.5 3.9 6.1 7.7 9.5 9 2.4 3.9 6.4 7.8 9.6 10 2.4 4.0 6.3 7.5 9.2 11 2.6 4.1 6.0 7.6 9.3 12 2.4 3.8 6.1 7.7 9.4 Cinco peças com dimensões 2, 4, 6, 8 e 10 foram medidas 12 vezes. Os resultados estão na tabela abaixo (MSA_estudo_linearidade.mtw) 467 Estudo de Linearidade: MINITAB Reference Value Bias 10 8 6 4 2 1.0 0.5 0.0 -0.5 -1.0 0 Regression 95% CI Data Avg Bias Gage Linearity Slope -0.13167 0.01093 0.000 Predictor C oef SE C oef P C onstant 0.73667 0.07252 0.000 S 0.239540 R-Sq 71.4% Gage Bias 0.000 4 0.125000 0.293 6 0.025000 0.688 8 -0.291667 0.000 Reference 10 -0.616667 0.000 Bias P A v erage -0.053333 0.040 2 0.491667 Gage name: Date of study : Reported by : Tolerance: Misc: Gage Linearity and Bias Study for Response 468 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 234
  • 241.
    Estudo de Linearidade:MINITAB • Conclusões • O gráfico dos desvios em relação ao mestre mostram um forte efeito linear: itens menores são medidos com viés positivo; itens maiores são medidos com viés negativo • A tendência linear (-0.1367) é significante (p-valor<0.001) • O viés só não é significante para os itens mestres com valores 4 e 6 • O Sistema de Medição necessita de melhorias 469 Possíveis causa de falta de linearidade • Dispositivo de medição não calibrado adequadamente nos extremos da faixa de operação • Erro no padrão no mínimo e no máximo • Dispositivo de medição gasto • Problema com o projeto do dispositivo 470 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 235
  • 242.
    Avaliar Exatidão como MINITAB • O procedimento do MINITAB pode ser adaptado caso se queira avaliar a exatidão do SM para único item mestre • Considere, no exemplo anterior, que o único mestre de interesse tem valor 2 • O mestre foi medido 12 vezes • O gráfico do MINITAB é mostrado no slide seguinte 471 Avaliar Exatidão com o MINITAB Reference Value Bias 2.50 2.25 2.00 1.75 1.50 0.7 0.6 0.5 0.4 0.3 0.2 0.1 0.0 0 Data Avg Bias Gage Bias 0.000 Reference Bias P Average 0.491667 0.000 2 0.491667 Gage name: Date of study : Reported by : Tolerance: Misc: Gage Linearity and Bias Study for r A estimativa do viés é 0.491667 e é significativamente diferente de zero (p- valor<0.001 O Sistema de medição precisa ser calibrado. Esse procedimento não avalia a variabilidade do SM 472 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 236
  • 243.
    Variáveis de atributo Análisedo sistema de medição MSA - Atributos • Quando a resposta de um processo de medição é uma variável classificatória, a análise do Sistema de Medição é conhecida como avaliação por atributo • A medição por atributo geralmente é feita por pessoas que separam peças que se supõem estarem defeituosas de peças que se supõem estarem perfeitas • Pode ser feito também por um dispositivo de medição do tipo passa/não passa 474 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 237
  • 244.
    MSA - Atributos •Essas classificações de itens podem ser consideradas como • Corretas: classificar um item não conforme como não conforme ou item conforme como conforme • Incorretas: classificar um item não conforme como conforme (falha) ou um item conforme como não conforme (falso alarme). 475 MSA - Atributos • A avaliação desse sistema de medição é feita estudando-se a capacidade do operador em classificar os itens corretamente • Para isso, é feito um experimento em que itens conformes e não conformes são julgados pelos operadores • Selecione itens que cobrem toda a faixa de variação. • Use pelo menos dois avaliadores. • Cada avaliador deve inspecionar cada item pelo menos duas vezes 476 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 238
  • 245.
    MSA - Atributos •Vale ressaltar que um aspecto importante desse processo de medição é estabelecer definições operacionais claras do que é um item defeituoso • Se há uma boa concordância entre os avaliadores existe uma possibilidade (não uma garantia) de que a classificação é acurada • Se não há uma boa concordância entre os avaliadores, o sistema de medição deve ser modificado 477 MSA - Atributos decisao de des oportunida de total número acertos de total  EF O desempenho do sistema de medição é feito através dos seguintes índices: Taxa de falha (TF): taxa que itens defeituosos não são rejeitados s defeituoso itens de total número (falha) bons como ruins itens de ções classifica de número  TF Taxa de alarmes falsos (AF): taxa que itens bons são rejeitados bons itens de total número falsos) (alarmes ruins como bons itens de ção classifica de número  AF Eficácia (EF): capacidade de classificação correta dos itens pelo operador 478 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 239
  • 246.
    MSA – Atributos:Exemplo Médico 1 Médico 2 Chapa Paciente Exame1 Exame2 Exame3 Exame1 Exame2 Exame3 1 Doente D D D D D D 2 São S S S S S S 3 São S S S S S S 4 Doente D D D D D D 5 Doente D D D D D D 6 São D S D D D D 7 Doente D D D S S S 8 São D D D S S S 9 Doente D D D D D D 10 São S S S S S S 11 Doente D D D S D D 12 São S S S S S S 13 Doente D D D S S S 14 São S S S S S S 15 Doente D D D D S D 16 São S S S S S S 17 Doente D D D S D D 18 Doente D D D D D D 19 São S S S S S S 20 Doente D D D S S S Dois Médicos avaliam três vezes uma radiografia de um paciente e classificam o paciente como doente (D) ou são(S). No total foram avaliadas 20 radiografias. Os resultados estão ao lado 479 MSA – Atributos: Exemplo # Aval # Rep # itens # D # S 2 3 20 11 9 Médico Total acertos # Falhas # Alarme Falso 1 18 0 1 2 13 3 1 Total 31 3 2 Médico EF TF AF 1 18/20=0,90 0/11=0.0 1/11=0,11 2 13/20=0,65 3/11=0.27 1/11=0,11 Cálculos 480 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 240
  • 247.
    MSA – Atributos:Exemplo Classificação Índice Aceitável Sofrível Inaceitável EF >0,90 0,80 a 0,90 <0,80 TF <0,02 0,02 a 0,05 >0,05 AF <0,05 0,05 a 0,10 >0,10 Critérios para avaliação dos resultados 481 MSA – Atributos: Exemplo • Além disso, podemos calcular índices que representam a repê e a reprô. • A repê para cada médico será o número de itens que ele julgou consistentemente (o mesmo julgamento nas três tentativas) pelo número de itens a julgar. • Repê (médico 1) = 19/20 = 95% • Repê (médico 2) = 17/20 = 85% • Repê global = 36/40 = 90% 482 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 241
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    MSA – Atributos:Exemplo • A reprô será o número de concordâncias entre os operadores, nesse caso 12/20=0.6 ou 60%, denominado de Grau efetivo do sistema (System % Effective Score). • A porcentagem de escore versus padrão mede a concordância dos avaliadores entre si e com o padrão. Nesse exemplo esse valor é 12/20=0.60 ou 60%. 483 MSA – Atributos: Exemplo • Conclusões • O médico 1 tem EF eTF aceitável, mas AF é inaceitável. Ele diagnostica pacientes S como D em demasia. • O médico 2 tem EF ,TF e AF inaceitáveis, isto é, ele está diagnosticando muitos pacientes D como S e muitos S com D. 484 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 242
  • 249.
    Analyse Fase ANALYSE • Objetivo:desenvolver mudanças. • Atividades • Encontrar a causa raiz do problema • Desenvolver mudanças 486 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 243
  • 250.
    Problemas no desenvolvimentode uma Mudança • Fazer mais do mesmo : mais pessoas, mais dinheiro, mais exortações • Procurar a perfeição síndrome da utopia e síndrome da paralisia 487 Comparação entre os dois tipos de mudanças 1a Ordem 2a Ordem Sistema Não é alterado É alterado Percepção do cliente Solução do problema Melhoria Prazo Imediato, curto Médio, longo Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 244
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    Diagrama de causae efeito Analyse Diagrama de Causa e Efeito • O que é? • Técnica para descobrir, organizar e resumir conhecimento de um grupo a respeito das causas que contribuem para uma determinado efeito • Também conhecido como Diagrama Espinha de Peixe ou Diagrama de Ishikawa • Quando utilizar? • No início do desenvolvimento de mudanças para alinhar o conhecimento da equipe à respeito do problema 490 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 245
  • 252.
    Diagrama de Causae Efeito - exemplo 491 Os "Cinco Por quês" • Para cada causa, pergunte por que o problema ocorreu? para descobrir as causas que contribuíram para o problema ocorrer. • Continue perguntando por que o problema ocorreu? para descobrir níveis adicionais de causas. • Cinco não é um número mágico. Algumas vezes é suficiente usar dois ou três Por Que . 492 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 246
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    Causa e Efeito:Observações • causas comuns : método, mão-de-obra, máquina, meio- ambiente, material e medição • As causas identificadas no diagrama são, nesse momento, teorias que as pessoas têm sobre as possíveis causas • É necessário testar essas teorias • Uma forma de testar é reunir evidências, geralmente com dados • Outra forma mais adequada é realizar experimentos 493 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 247
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    Introdução ao Lean Analyse Leane oTPS 1896: Desenvolvimento de teares mecânicos 1920: visita da família Toyoda a planta da Ford nos EUA 1946: Taiichi Ohno assume a planta da Toyota 1950: Deming e Juran são enviados ao Japão 1970: crise do petróleo 1980: Estudo sobre a indústria automobilística (MIT) 1990: A Máquina que mudou o mundo 496 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 248
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    Os 4 P’se os 14 princípios doTPS Philosophy (Filosofia) 1. Basear as decisões administrativas em uma filosofia de longo prazo, mesmo em detrimento de metas financeiras de curto prazo. Process (processo) 2. Criar o fluxo de processo contínuo para trazer os problemas à tona. 3. Usar sistemas puxados para evitar a superprodução. 4. Nivelar a carga de trabalho (heijunka). Trabalhar como tartaruga, não como lebre. 5. Construir uma cultura de parar e resolver os problemas, obtendo a qualidade logo na primeira tentativa. 6. Tarefas padronizadas são a base para a melhoria contínua e a capacitação dos funcionários. 7. Usar controle visual para que nenhum problema fique oculto. 8. Usar somente tecnologia confiável e completamente testada que atenda aos funcionários e processos. People and partners (pessoas e parceiros) 9. Desenvolver líderes que compreendam completamente o trabalho, que vivam a filosofia e a ensinem aos outros 10. Desenvolver pessoas e equipes excepcionais e que sigam a filosofia da empresa. 11. Respeitar sua rede de parceiros e de fornecedores desafiando-os e ajudando-os a melhorar. Problem solving (melhoria contínua) 12. Ver por si mesmo para compreender completamente a situação (Gemba). 13. Tomar decisões lentamente por consenso, considerando completamente todas as ações; implementá-las com rapidez. 14. Tornar-se de uma organização de aprendizagem através da reflexão incansável (hansei) e da melhoria contínua (kaizen). 497 Os 7 desperdícios Superprodução: é fazer mais produto do que você consegue vender ou fazer antes da hora. É o mais importante dos desperdícios, pois ele agrava todos os outros 6. Por exemplo, você terá que transportá-lo e armazená-lo. Espera: trabalhos não trabalhando por qualquer razão como, por exemplo, não ter matéria-prima para operar. Transporte: transportar peças pela fábrica e ocorre entre etapas do processo, entre linhas, ou para transportar para o estoque Excesso de processamento: quando processamos mais do que o cliente gostaria. Por exemplo, quando um engenheiro define especificações acima das expectativas do cliente Movimentação: movimentação desnecessária de pessoas, seja procurando ferramentas, ou qualquer outra movimentação que não agregue valor Estoque: o mais clássico dos desperdícios. Pode ser na forma de matéria prima, WIP (não acabado) ou produto acabado. Defeito: é o desperdício de produzir refugo, pelo custo da matéria-prima e do tempo gasto para produz 498 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 249
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    Análise deValor Valor Reflete no preçodo produto São definidas pela ótica do cliente É percebido pelo cliente 499 Valor • Atividade que agrega valor (AV) • Atividade necessária para produzir um produto ou um serviço e que adiciona valor sob o ponto de vista do cliente • Atividade que não agrega valor (NAV) • Atividade realizada para produzir um produto ou um serviço mas que não adiciona valor sob o ponto de vista do cliente • Podem ser separadas em três categorias • São realizadas para direcionar ou apoiar as atividades que agregam valor (financeiro, RH, planejamento etc.) • Foram incorporados ao sistema para: • Detectar erros, omissões e defeitos • Corrigir erros, omissões e defeitos • Acomodar desperdícios no sistema como: demoras, tempos de espera, etc • São puro desperdício (podem ser simplesmente eliminadas) 500 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 250
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    Árvore deValor Atividade AV NAV Necessária Desnecessária Reduza Acerteo fluxo Elimine Coloque as atividade em uma sequência natural Reduza essas atividades e sua interferência no fluxo de valor 501 Atividades que agregam valor (5%) Atividades que não agregam valor e desnecessárias (60%) Atividades necessárias que não agregam valor (35%) Tipos de atividades em um processo - manufatura (Hines eTaylor, 2000) 502 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 251
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    Atividades que agregam valor(1%) Atividades que não agregam valor e desnecessárias (49%) Atividades necessárias que não agregam valor (50%) Tipos de atividades em um processo – serviços (Hines eTaylor, 2000) 503 Redução do leadtime • O LeadTime é oTEMPO total de PRODUÇÃO de um item, incluindo todas as etapas produtivas e tempos de espera. • É a métrica central doTPS Tudo o que estamos fazendo é olhar desde o tempo que o cliente nos dá uma ordem até o momento que coletamos o dinheiro ... E estamos tentando reduzir esse tempo removendo os desperdício que não agregam valor Taiichi Ohno 504 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 252
  • 259.
    Redução do leadtime •É atingido por meio da redução do desperdícios • Permite a empresa ser responsiva e flexível • Traz uma grande vantagem no fluxo de caixa 505 A casa do Lean JIT •Sistemas puxados / Kanban •Operações balanceadas no TempoTakt •Redução de lead time •Células •Mínimos tamanhos de lote Jidoka •Poka-yoke •Autonomação •Andon Objetivo ↓ CUSTO Estabilidade e BaixaVariação •Melhoria realizada por todos •Six Sigma •Trabalho padrão & 5S 506 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 253
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    Fluxo contínuo Analyse Fluxo contínuo •Peças e subconjuntos não devem parar, a não ser para serem processadas por atividades que agregam valor • Mais um conceito do que uma realidade • Uma das principais ferramentas para reduzir lead time • O layout ideal seria uma célula, com nenhum estoque intermediário • O estado ideal seria o fluxo unitário de peças, com 100% de atividades que agregam valor 508 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 254
  • 261.
    Fluxo contínuo • Criaçãode fluxo:  Concentre-se no que está fluindo através do processo  Não se limite por fronteiras organizacionais  Elimine os gargalos, minimize amortecedores de falta de balanceamento (inventários intermediários) 509 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 255
  • 262.
    Sistemas puxados Analyse Sistema puxado •Sistema Empurrado - cada atividade entrega o resultado quando está pronto • Resulta em acúmulo de lotes com muito inventário; mercadorias defeituosas se acumulam • Sistema Puxado - cada atividade entrega o resultado apenas quando a próxima atividade precisa de sua entrada • Disparado pelo cliente (externo e interno) • Minimiza o inventário e retrabalho devido a defeitos • Há pouco desperdícios em um sistema puxado • Sistemas puxados são ágeis em responder à demanda do cliente 512 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 256
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    Sistema puxado Regra deoperação: • Só trabalhar se o processo a jusante precisar • Perceba isso vendo que eles não têm inventário Tarefa 1 Tarefa 2 Tarefa 3 Tarefa 4 Entrada de itens Saída de Produto 513 Inventário em todas as tarefas: nenhum trabalho a ser feito Tarefa 1 Tarefa 2 Tarefa 3 Tarefa 4 Entrada de itens Saída de Produto 514 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 257
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    Cliente compra produto Tarefa1 Tarefa 2 Tarefa 3 Tarefa 4 Entrada de itens Saída de Produto 515 Sinaliza tarefa 4 para processar Tarefa 4 Tarefa 1 Tarefa 2 Tarefa 3 Entrada de itens Saída de Produto 516 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 258
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    Sinaliza tarefa 3para processar Tarefa 4 Tarefa 1 Tarefa 2 Tarefa 3 Entrada de itens Saída de Produto 517 Sinaliza tarefa 2 para processar Tarefa 4 Tarefa 1 Tarefa 2 Tarefa 3 Entrada de itens Saída de Produto 518 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 259
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    Sinaliza tarefa 1para processar Tarefa 4 Tarefa 1 Tarefa 2 Tarefa 3 Entrada de itens Saída de Produto 519 Assim que as tarefas mais rápidas terminam elas sabem parar  Idealmente, todas as tarefas são equilibrados e param ao mesmo tempo  Pequenas variações são absorvidos automaticamente pela regra de puxar  Grandes variações requerem ações de melhoria Tarefa 4 Tarefa 1 Tarefa 2 Tarefa 3 Entrada de itens Saída de Produto Já fiz Já fiz 520 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 260
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    Inventário em todasas tarefas: nenhum trabalho a ser feito Tarefa 1 Tarefa 2 Tarefa 3 Tarefa 4 Entrada de itens Saída de Produto 521 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 261
  • 268.
    Kanban Analyse O que éKanban • É um dispositivo sinalizador que fornece instruções para a produção, retirada ou transporte de itens. 524 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 262
  • 269.
    Exemplo • Exemplo deum cartão kanban: 525 KANBAN DE PRODUÇÃO PINTURA MODELO: ALPHA 2 P/N: XZZA-A03 PEÇAS/CAIXA: 32 Este kanban autoriza a produção de uma embalagem com 32 peças do modelo Alpha 2 pela Pintura PINTURA MONTAGEM 1 Novo produto Transporte do produto Supermercado Exemplos 526 Produto AB 33.405 - 00190 AB Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 263
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    As regras doKanban Regra Função 1: O processo cliente somente retira peças do supermercado quando isto realmente for necessário, nas quantidades indicadas pelo cartão Cria sistemas puxados 2: O processo fornecedor só pode produzir itens dos quais possuir Kanbans de produção e nas quantidades definidas nestes; Evita superprodução 3: Nenhum item é feito ou transportado sem um Kanban Previne superprodução e transporte excessivo 4: Sempre colocar um Kanban em mercadorias Serve como uma ordem de produção 5: Somente peças boas podem ser colocadas em supermercados. Previne que peças defeituosas prossigam; identifica processos que produzem defeitos 6: Reduzir o número de Kanbans aumenta sua sensitividade Redução de inventário reduz desperdício e torna o sistema mais sensitivo 529 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 265
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    Transparência Analyse Transparência (gestão visual) •Devemos ser capazes de ver a performance do processo apenas observando-o, sem precisar entrar em sistemas, por exemplo. • Ajuda a sustentar os ganhos de melhorias. • Utiliza controles visuais • Andon: um dispositivo de aviso, geralmente luzes e sons, que informam sinais de anormalidade • Quadros Heijunka: quadro de planejamento da produção que serve como nivelamento da produção • Marcações (ferramentas 5S) 532 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 266
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    Trabalho padrão Analyse Trabalho Padrão •Exercício: • Desenho um porco em qualquer pedaço de papel • Você tem 5 minutos para realizar essa atividade 534 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 267
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    Trabalho Padrão • TrabalhoPadrão é a base das operações para a produção de produtos corretos, do modo mais seguro, fácil e eficaz a partir das tecnologias e dos processos existentes. • A padronização é a base para a melhoria contínua, serve como base de comparação. • São procedimentos exatos para o trabalho de cada operador e está baseado em três elementos: • Takt time e tempo de ciclo; • Sequência de trabalho; • Estoque padrão (estoque em processo). 535 Trabalho Padrão • Desenvolver trabalho padrão é uma das disciplinas mais difíceis do Lean • No entanto, se desenvolvido de forma eficiente, deve permitir que virtualmente qualquer pessoa execute o trabalho com pouca variação. • Facilita a gestão da operação. 536 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 268
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    Trabalho Padrão • Benefícios: •Documentação do processo atual • Redução de variação • Treinamento mais fácil de novos operadores • Reduções de acidentes e lesões • Linha de base para as atividades de melhoria. • Adiciona disciplina na cultura • Uma ferramenta de aprendizagem que apoia a auditoria, promove a resolução de problemas 537 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 269
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    5S Analyse 5S • Seiri: Sensode utilização.: É a prática de verificar todas as ferramentas e materiais necessários para o trabalho e manter somente o que for utilizar na área de trabalho.Tudo o mais é guardado ou descartado. Este processo conduz a uma diminuição dos obstáculos à produtividade do trabalho. • Seiton: Senso de ordenação, ou seja, ter um espaço organizado.: A organização, neste sentido, refere-se à disposição das ferramentas e equipamentos em uma ordem que permita o fluxo do trabalho. Ferramentas e equipamentos deverão ser deixados nos lugares onde serão posteriormente usados. (Há estudos que indicam que a desorganização gera estresse, que, quando acumulado a outros fatores, pode desencadear doenças como as cardíacas e as psicológicas.) • Seiso: Senso de limpeza. :Designa a necessidade de manter o mais limpo possível o espaço de trabalho. No Japão, ao fim de cada dia de trabalho, o ambiente é limpo e tudo é recolocado em seus lugares. O foco deste procedimento é lembrar que a limpeza deve ser parte do trabalho diário e não uma mera atividade ocasional quando os objetos estão muito desordenados. • Seiketsu: Senso de Normalização.: Criar normas e sistemáticas em que todos devem cumprir.Tudo deve ser devidamente documentado. Esse senso é muito parecido com o que prega a ISO 9001. • Shitsuke: Senso de autodisciplina.: Refere-se à manutenção e revisão dos padrões. Uma vez que os 4 Ss anteriores tenham sido estabelecidos, transformam-se numa nova maneira de trabalhar, não permitindo um regresso às antigas práticas. Por outro lado, novas formas de se trabalhar são bem-vindas. É a melhoria contínua. 540 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 270
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    Introdução •Esta é umaatividade para mostrar como executar 5S enfatizando alguns pontos chave importantes •Espero que você ache que é um desafio (como o do mundo real) e se divertir Créditos Esse exercício é baseado em um exercício que se encontra em www.superteams.com o qual foi adaptado de um exercício criado por KirtTassmer of Stanley Fastening Systems. O jogo original foi desenvolvido porRWDTechnologies, Ltd. 541 Agenda •Estado inicial – Rodada 1 •Sort – Rodada 2 •Set-in-Order – Rodada 3 •Shine •Standardize •Sustain – Rodada 4 •Benefícios – Rodada 5 542 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 271
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    Instruções – Rodada1 • Por favor, espere até ouvir as todas as instruções antes de começar - não vire a página até que seja pedido para fazê-lo • Individualmente, com uma caneta ou lápis localizar e marcar os números de 1 a 50 em ordem sequencial (1, 2, 3, 4, 5 ...) • Você terá 30 segundos para concluir esta tarefa 543 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 272
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    1 2 3 4 5 6 7 8 10 11 12 14 15 1719 22 24 25 27 28 31 32 33 35 37 38 41 42 43 45 46 48 51 53 54 56 57 58 59 63 64 65 66 70 71 72 76 77 78 79 84 85 87 89 94 95 96 97 100 545 •Como foi realizar a atividade? Como você se sentiu? •Como podemos aplicar isso à vida cotidiana? Ocorreu algum problema de qualidade? 546 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 273
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    1 2 3 4 5 6 7 8 10 11 12 14 15 1719 22 24 25 27 28 31 32 33 35 37 38 41 42 43 45 46 48 51 53 54 56 57 58 59 63 64 65 66 70 71 72 76 77 78 79 84 85 87 89 94 95 96 97 100 Vamos colocar uma etiqueta vermelha nos números que não necessitamos (51-100) e o valor duplicado 39. 547 1 2 3 4 5 6 7 8 10 11 12 14 15 17 19 22 24 25 27 28 31 32 33 35 37 38 41 42 43 45 46 48 51 53 54 56 57 58 59 63 64 65 66 70 71 72 76 77 78 79 84 85 87 89 94 95 96 97 100 548 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 274
  • 281.
    1 2 3 4 5 6 7 8 10 11 12 14 15 1719 22 24 25 27 28 31 32 33 35 37 38 41 42 43 45 46 48 51 53 54 56 57 58 59 63 64 65 66 70 71 72 76 77 78 79 84 85 87 89 94 95 96 97 100 Agora vamos move-los para a área Etiqueta Vermelha. 549 Instruções - Rodada 2 • Vamos fazer o mesmo exercício com os itens desnecessários removidos da área de trabalho - com uma caneta ou lápis localizar e marcar os números de 1 a 50 em ordem sequencial (1, 2, 3, 4, 5 ...) • Você terá 30 segundos para concluir esta tarefa 550 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 275
  • 282.
    1 2 3 4 5 6 7 8 10 11 12 14 15 1719 22 24 25 27 28 31 32 33 35 37 38 41 42 43 45 46 48 551 Resultados e relatos – Rodada 2 • Como foi realizar a atividade dessa vez? Como você se sentiu? • O que podemos aprender com isso? 552 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 276
  • 283.
    Set-in-Order (colocar emordem) • Agora que a área foi limpa de itens desnecessários, é hora de encontrar uma "casa" para os itens que permanecerão • Diretriz: Qualquer item que você deseja manter após a etapa 5S EtiquetaVermelha precisa ter um local específico • "Um lugar para tudo e tudo em seu lugar." • Organizar itens para que seja fácil encontrá-los e organizá-los • Use controles visuais para ajudar neste processo (sinais, linhas, etiquetas de código, de cores, etc.) 553 Instruções - Rodada 3 • Vamos fazer o mesmo exercício com os números melhor organizados – com uma caneta ou lápis localize e marque os números de a e ordem sequencial , , , , … • Você tem 30 segundos para completar a tarefa 554 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 277
  • 284.
    1 2 3 4 56 7 8 10 11 12 14 15 17 19 22 24 25 27 28 31 32 33 35 37 38 41 42 43 45 46 48 555 Resultados e relatos– Rodada 3 • Como foi realizar a atividade dessa vez? Como você se sentiu? • O que podemos aprender com isso? 556 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 278
  • 285.
    Shine (limpeza) •Agora quea área foi limpa de itens desnecessários, é hora de "brilhar" os itens que permanecem •Orientação: Reforme os itens para uma condição de como novo" •"Limpe e inspecione ou inspecionar através de limpeza" •Todos participam, Obtenha de forma fácil materiais de limpeza e agende a atividade! •Se você encontrar algo que pode se tornar um problema, corrija-o ou faça com que alguém faça a correção 557 1 2 3 4 5 6 7 8 10 11 12 14 15 17 19 22 24 25 27 28 31 32 33 35 37 38 41 42 43 45 46 48 Para o “Shine” vamos nos certificar de que os números estejam em bom estado de funcionamento. Então, vamos limpar essa bagunça! 558 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 279
  • 286.
    1 2 3 45 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 39 20 559 Standardize (padronização) •Precisamos ter normas e padrões para os três primeiros S de: Sort, Set-in-Order e Shine •Orientação: Faça-se as regras para os três primeiros S e depois de siga-as e force sua aplicação. •"Faça-se as regras e depois siga-as" •Não se esqueça de considerar as políticas da empresa como codificação de cores, sinalização, reposição, etc. •Faça as regras fáceis de seguir 560 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 280
  • 287.
    1 2 3 45 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 39 20 Depois de olhar para todos os estilos de fonte e tamanhos a equipe determinou que alguns desses itens podem ser padronizados. 561 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 39 20 562 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 281
  • 288.
    1 2 34 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 39 20 Vamos adicionar mais alguns recursos visuais, como codificação de cores e linhas 563 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 39 20 564 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 282
  • 289.
    Instruções – Rodada4 • Para sustentar nossos ganhos, devemos ser capazes de reconhecer condições anormais • Vamos fazer uma auditoria 5S rápida da área • Círculo qualquer "defeito" que você encontrar • Você terá 30 segundos para concluir esta tarefa 565 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 283
  • 290.
    1 3 45 6 7 8 9 10 12 11 13 14 15 16 17 18 19 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 40 41 42 43 44 45 47 48 49 50 20 567 Resultados e relatos – Round 4 Quantos você encontrou? • O está perdido • 9 está de ponta para baixo • 11 e 12 estão misturados • não está completamente dentro da sua célula • 24 e 34 estão em posições erradas • 9 está perdido • 46 está torto Como você soube? 568 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 284
  • 291.
    1 3 45 6 7 8 9 10 12 11 13 14 15 16 17 18 19 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 40 41 42 43 44 45 47 48 49 50 20 569 Instruções– Round 5 • Vamos fazer o mesmo exercício depois de aplicar o 5S – com uma caneta ou lápis marque sequencialmente os números de 1 a 50 (1, 2, , , … • Você terá 30 segundos para completar a tarefa 570 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 285
  • 292.
    1 2 34 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 39 20 GO! 571 Resultados e relatos – Round 5 •Registre o maior valor e comente no formulário de registro •O valor da equipe é o menor valor obtido •Como foi executar a tarefa dessa vez? •Que benefícios você vê no Senso de utilização (Sort) e no de Ordenação Set-in-Order)? •Como você pode aplicar em seu dia a dia? 572 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 286
  • 293.
    Situação Antes eDepois Antes • Excesso de material • Tempo excessivo de busca • Muito espaço ocupado • Tudo misturado • Difícil • Depois • Materiais arrumados e corretos • Pouco tempo para localizar • Redução de área • Ambiente organizado, limpo • Fácil 573 1 2 3 4 5 6 7 8 10 11 12 14 15 17 19 22 24 25 27 28 31 32 33 35 37 38 41 42 43 45 46 48 51 53 54 56 57 58 59 63 64 65 66 70 71 72 76 77 78 79 84 85 87 89 94 95 96 97 100 Antes 574 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 287
  • 294.
    1 2 34 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 39 20 Depois 575 576 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 288
  • 295.
    Desconexões Analyse Desconexão • O queé? • Uma desconexão é um desvio, erro ou não conformidade que impede o alcance de uma situação desejada. • São os fios desligados do processo: entradas e saídas faltantes, redundantes ou ilógicas que podem afetar o processo • Desconexões podem ser identificadas com uma análise detalhada do Fluxograma • Quando utilizar? • Se o projeto tem o objetivo de melhorar o fluxo de um processo, a análise detalhada do fluxograma para identificar desconexões poderá gerar oportunidades de melhoria 578 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 289
  • 296.
    Tratando as desconexões •As desconexões e/ou oportunidades de melhorias identificadas durante o mapeamento do processo e suas respectivas sugestões de implantação, se surgirem, deve ser registradas numa Planilha de Desconexões DESCONEXÕES SUGESTÕES 579 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 290
  • 297.
    Diagrama ECRS Analyse Diagrama ECRS •O que é? • Ferramenta para identificar oportunidades de melhoria em fluxo de processo • E (Eliminar) • C (Combinar) • R (Reduzir) • S (Simplificar) • Quando utilizar? • Se o projeto tem o objetivo de melhorar o fluxo de um processo o Diagrama ECRS poderá ajudar 582 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 291
  • 298.
    Diagrama ECRS Etapa #Etapa AV NAV Nec. NAV Desn. E C R S Mudança/ ações 583 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 292
  • 299.
    Balanceamento de linha Analyse Balanceamento delinha • O que é? • Ferramenta para diminuir os desperdícios de espera, superprodução e estoque. • Permite que todas as operações levem o mesmo tempo. • Quando utilizar? • Sempre que existir uma linha ou célula de produção o balanceamento de linha é uma possibilidade para aumentar a produtividade. 586 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 293
  • 300.
    TempoTakt: medindo ademanda do cliente Da palavra alemã “Taktzeit” (takt – batida; zeit - tempo) Um número de referência que fornece o ritmo para o processo Exemplo O tempo disponível é 240 dias. O número de pedidos é 40 Tempo takt = 240/40 = 6 dias � �� = � � í� � � � � 587 Tempo takt: exercício • Suponha que a demanda seja de 1.000 peças ao dia; • Suponha que o tempo disponível seja de 15 horas; • Qual o tempo takt em segundos? 588 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 294
  • 301.
    Formulário para oestudo do tempo Operação Atividade # Atividade Tempo mediano 589 Exemplo de estudo do tempo 590 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 295
  • 302.
    Estudo de balanceamento •Balanceamentode processo é uma forma de "equilibrar" o tempo das diferentes etapas do processo •Permite visualizar, principalmente, os desperdícios de espera e superprodução •Para sua construção é necessário o formulário de tempo. 591 Balanceando operação • A primeira etapa para a redução dos desperdícios é a eliminação das atividades NAV e desnecessárias (o diagrama ECRS pode ajudar). • O segundo passo é balancear as operações por meio da redistribuição das atividades 592 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 296
  • 303.
    Exemplos de estudosde balanceamento Tempo de ciclo maior do que tempoTakt. Devemos tentar reduzir o tempo de ciclo. Tempo de ciclo menor do que tempoTakt. Devemos tentar aumentar i tempo de ciclo. 593 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 297
  • 304.
    Diagrama de espaguete Analyse Diagrama espaguete •O que é • Método poderoso para visualizar os desperdícios de movimentação e transporte • Um método que utiliza uma linha contínua para rastrear o caminho percorrido por um item ou por pessoas durante a realização de um processo • A imagem produzida comumente se parece com um prato de espaguete • Pode ser usado para mostrar fluxo de informações, material ou pessoas • Quando utilizar? • Para reorganização de layouts ou organização de transportes e movimentações internas. 596 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 298
  • 305.
    Outros tipos defluxos: Diagrama espaguete 597 Diagrama espaguete • Como criar • Obtenha um mapa do espaço de trabalho (layout) • Liste os passos do processo • Marque no mapa onde acontece o primeiro passo do processo e ligue através de uma linha onde ocorre o segundo passo do processos • Continue ligando os passos do processo com linhas na sequência em que eles ocorrem 598 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 299
  • 306.
    Diagrama espaguete • Análise •Se há muitos cruzamentos de linha, considere alterações no layout • Se há muito retorno a um ponto, considere a possibilidade de fazer todas parte das operações em uma única passada • Passagem de mão em mão adicionam tempo de espera, provocam atrasos e possivelmente gargalos.Verifique a possibilidade de reduzir passagem de mão em mão com alterações de funções e de layout 599 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 300
  • 307.
    VSM –Value Stream Mapping Analyse Outrostipos de fluxos: Mapa do Fluxo de Valor (VSM) • O que é • Um mapa que mostra o fluxo de trabalho, materiais e informações através do processo e métricas importantes como tempo de set-up, tempo de processamento, tempo de espera, unidades em estoque, tempo takt, porcentagem de defeituosos, número de pessoas na atividade ou estação de trabalho, etc. • Facilita a identificação de desperdícios, atividades que não agregam valor, gargalos, custos, etc • Quando utilizar • Quando o mapeamento for ser realizado em uma linha de produção pode ser útil identificar as oportunidades em umVSM 602 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 301
  • 308.
    PCP Programa MRP Info Info InfoInfo Produto Fornec. Processo Processo Processo Processo xxx xxx xxx xxx xxx Processo Cliente Programa Pedidos Pedidos xxx xxx xxx xxx xxx xxx xxx xxx xxx Fluxo de Material Fluxo de Informação Mapeamento do Fluxo deValor 603 Símbolos utilizados noVSM 604 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 302
  • 309.
    Compart. T/C: 1 seg.. T/R:60 min Disp: 85% Dedicada T/C: 39 seg.. T/R: 10 min Disp:100% Dedicada T/C: 46 seg.. T/R: 0 min Disp: 80% Dedicada T/C: 62 seg.. T/R: 0 min Disp: 100% Dedicada T/C: 40 seg.. T/R: 0 min Disp: 100% Estamparia Solda I Solda II Montagem I Montagem II 5 Dias 4600 LE 2400 LD 1100 LE 600 LD 1600 LE 850 LD 1200 LE 640 LD 2770 LE 1440 LD Bobinas 500 Pés Aços São Paulo 3ªs e 5ªs Expedição 12000 LE 6400 LD 2 turnos 20 sup/band Montadora São Jorge Mensal Diariamente PCPM MRP Programa Semanal Previsão 6 Semanas 5 Dias 7,6 Dias 1,8 Dias 2,7 Dias 2 Dias 4,6 Dias 23,6 Dias 1 Seg 39 Seg 46 Seg 62 Seg 40 Seg 188 Seg 605 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 303
  • 310.
  • 311.
    Erros • Uma fontecomum de problemas são os chamados erros • Os erros ocorrem quando as ações não estão de acordo com as intenções, mesmo que a pessoa seja capaz de realizar a tarefa com sucesso • Embora os erros sejam resultado de ações humanas, eles ocorrem através da interação das pessoas com o sistema • Alguns sistemas são mais propensos a erros que outros 609 Exercício: Inspeção • Conte o número de vezes que a sexta letra do alfabeto aparece no seguinte texto.Você tem um minuto. The necessity of training farm hands for first class farms in the fatherly handling of farm live stock is foremost in the eyes of farm owners. Since the forefathers of the farm owners trained the farm hands for first class farms in the fatherly handling of farm live stock, the farm owners feel they should carry on with the family tradition of training farm hands of first class farmers in the fatherly handling of farm live stock because they believe it is the basis of good fundamental farm management 610 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 305
  • 312.
    A prova deerros • Usa dispositivos de baixo custo ou técnicas que permitem inspecionar 100% como meio de eliminar defeitos • Assume que mesmo o funcionário mais consciente e bem treinado irá ocasionalmente cometer erros • Previne que erros se transformem em produtos defeituosos • É uma parte de um sistema de inspeção R&S Tornar fácil fazer certo e impossível fazer errado 611 PokaYoke:Tipos • Elimina a possibilidade de ocorrência da falha ou defeito específico, através do projeto. A Prova de Erro Preventivo • Detecta a falha ou defeito, caso ocorra, e previne que a não-conformidade continue no processo. A Prova de Falha Detectivo 612 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 306
  • 313.
    À prova deerros (Preventivo): • Exemplos do dia-a-dia: • Micro-ondas não funciona com porta aberta; • Moto não liga se estiver engrenada e com o pezinho abaixado; • Boia da caixa d’água evita que água vaze da caixa; • Farol dos carros se apaga quando a chave é retirada do contato 613 À prova de falhas (Detectivo): • Exemplos do dia-a-dia : • Indicador no painel dos automóveis, que indica que o motorista não está usando o cinto de segurança; • Carros que emitem som ao abrir a porta quando o farol está aceso e o veículo desligado. 614 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 307
  • 314.
    Métodos para PokaYoke •Lembretes • Diferenciações • Restrições • Exibições 615 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 308
  • 315.
    Uso de tecnologia Analyse Meiospara Desenvolver Mudanças: Tecnologia • Aplicação prática da ciência, incluindo equipamentos, materiais, sistemas de informação e métodos • Alguns aspectos: • Se bem empregadas, dão à empresa a oportunida de de grandes melhorias, aplicando o que os outros já desenvolveram; • Requerem $ e tempo; • É necessário testar em pequena escala p/ minimizar o risco; • Como toda mudanças, sofrerá resistência das pessoas; • É necessário ter plano de transição do velho para o novo. 618 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 309
  • 316.
    Meios para DesenvolverMudanças: Tecnologia • Cuidados nas mudanças que envolvem tecnologia: • Não automatize um sistema ruim: erros ocorrerão mais rápido e custo serão mais altos • Reserve soluções tecnológicas p/ melhorar sistemas estáveis em vez de solucionar causas especiais; • Concentre as mudanças nos gargalos • Uma tecnologia não confiável é pior que nenhuma tecnologia. 619 Uso deTecnologia 620 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 310
  • 317.
    Uso de criatividade Analyse Meiospara Desenvolver Mudanças: Criatividade • A mente é um sistema de informação que se auto organiza • Conforme experiências e percepções ocorrem, a mente tenta encontrar significado e ordem 622 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 311
  • 318.
    Ligar todos ospontos com quatro segmentos de reta sem levantar a caneta e sem retraçar segmentos 623 Três dos copos abaixo estão cheios com suco de laranja e os outros três são vazio. Movendo apenas um copo, você pode organizar os copos de tal forma que os copos cheios e vazios se alternem na sequencia? 624 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 312
  • 319.
    Usar de Criatividade ConhecimentoAtual Possíveis Mudanças Caminho Normal Conhecimento Atual Possíveis Mudanças Caminho Normal Resultado = “mais do mesmo” Resultado = Novas idéias de mudança Padrão normal de pensamento Uso de criatividade 625 Usar de Criatividade • Modos de pensamento utilizados quando mudanças são desenvolvidas: • Criativo • Resulta em novas ideias e possibilidades • Sem ele, em geral resulta em mais do mesmo • Lógico Positivo • Como fazer novas ideias funcionarem • Sem ele mudanças não serão práticas e funcionais • Lógico Negativo (Crítico) • Busca por falhas na nova ideia. • Sem ele problemas podem não vir à tona • Usar um modo de pensamento de cada vez, dependendo do estágio de desenvolvimento da mudança 626 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 313
  • 320.
    Triângulo do conceito Qualé o problema? 627 Fazer o animal se movimentar Propósito Usar a cenoura como estimulo Ideia inicial Estimular com alimento Conceito Usar torrão de açúcar Usar espiga de milho Alternativas Triângulo do conceito 628 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 314
  • 321.
    Fazer o animal se movimentar Propósito Chicotearo animal Ideia inicial Punição Conceito Bater com um pau Usar um ferro em brasa Alternativas Triângulo do conceito 629 Métodos para provocar novos padrões de pensamento • Dedique um tempo para gerar ideias • Esteja no lugar certo na hora certa • Desafie as fronteiras em que a mudança pode ser desenvolvida • Use objetivos irrealistas • Concentre-se na necessidade 630 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 315
  • 322.
    Uso de conceitosde mudança Analyse Meios para Desenvolver Mudanças: Conceitos de Mudança • Conceito • Uma noção abstrata que é aplicada através de uma idéia mais específica • Conceito de mudança • Uma noção geral para desenvolver mudança que tem se mostrado útil no desenvolvimento de idéias específicas para mudanças que resultam em melhoria 632 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 316
  • 323.
    Meios para DesenvolverMudanças: Conceitos de Mudança • Bons conceitos geram muitas idéias ou alternativas de como se realizar uma determinada atividade ou resolver um problema • Muitos conceitos de mudança são baseados nos elementos do Sistema de saber Profundo de Deming e outros foram desenvolvidos ao longo do tempo com base em projetos de melhoria bem sucedidos 633 Alternativas O Triângulo do Conceito Alternatives p. 9 Propósito Idéia Inicial (uma alternativa) Mais Alternativas Conceito/ Ponto Fixo 634 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 317
  • 324.
    Exemplos de algunsconceitos de mudança 12. Sincronize 16. Encontre e remova gargalos 19. Execute tarefas em paralelo 20. Considere as pessoas como parte do mesmo sistema 24. Utilize sistemas “puxados” 41. Use um coordenador 51. Padronize (crie um processo formal) 53. Desenvolva definições operacionais 635 Meios para Desenvolver Mudanças: Conceitos de Mudança • Como Usar os Conceitos de Mudança • Leia conceito a conceito e escolha 5 que você pensa que pode ser aproveitados. • Em uma reunião com seu grupo discuta quais mudanças poderiam ser geradas a partir de cada conceito. 636 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 318
  • 325.
    Correlação entre variáveis Analyse Estudo derelações entre variáveis O Variáveis de Input Variáveis de Processo Variáveis de Output P I X1,, X2 , ... , Xk Y Y = f(X1,, X2 , ... , Xk) S C 638 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 319
  • 326.
    Estudo de relaçõesentre variáveis Y numérica Y categórica X numérica • Gráfico de dispersão • Gráfico de dispersão estratificado • Dot-plot estratificado • Gráfico de Tendência estratificado X categórica • Dot-plot estratificado • Gráfico de Tendência estratificado • Tabela de contingência • Gráfico de barras 639 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 320
  • 327.
    Associação entre variáveis Y:Numérica X: Numérica Correlação entre variáveis Associação entre variáveis Projeto Dias de atraso Índice Satisfação Projeto Dias de atraso Índice Satisfação 1 -3 3.90 13 -8 3.91 2 -6 3.42 14 8 3.57 3 -1 3.10 15 -15 4.40 4 0 2.95 16 -15 4.63 5 4 1.83 17 10 2.98 6 5 2.25 18 -11 4.11 7 9 1.92 19 11 1.83 8 11 3.15 20 -13 4.57 9 19 2.85 21 4 2.92 10 12 3.00 22 0 3.70 11 -5 2.64 23 10 2.63 12 -6 3.96 24 -7 4.51 Dados sobre satisfação e atraso de 24 projetos. A satisfação depende do atraso? 642 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 321
  • 328.
    Gráfico de Dispersão 643 Análisede Gráficos de Dispersão Aspectos a serem observados em um Gráfico de Dispersão n Direção n Forma n Força 644 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 322
  • 329.
    Coeficiente de correlaçãolinear • Fórmula = − − − − - r • Obs: • O coeficiente r mede o grau de associação linear entre duas variáveis. Valor de r baixo (próximo de zero) não indica que as variáveis não estão relacionadas. Não interprete o valor de r sem o gráfico de dispersão • A interpretação de r (se é alto ou baixo) depende do contexto 645 Gráfico de Dispersão Estratificado Rigidez Fornecedor A Fornecedor B AD-079 Produto A Fornecedor A Fornecedor B AD-079 Produto B Força para romper Rapidez de romper Rigidez Há relação para cada fornecedor mas não há no total Não há relação para cada fornecedor mas há no conjunto 646 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 323
  • 330.
    Correlação e causalidade EVOLUÇÃODA POPULAÇÃO DE OLDENBURG E DO NÚMERO DE CEGONHAS (1930-1936) NÚMERO DE CEGONHAS POPULAÇÃO (EM MILHARES) 54 58 62 66 70 74 78 120 140 160 180 200 220 240 260 647 Correlação e causalidade Relação entre N. de Doentes Mentais e N. apar. de rádio Nú m e ro d e a p a re lh o s d e rá d io (e m m ilh õ e s ) Nú me ro d e d o e n t e s me n t a i s 6 1 0 1 4 1 8 2 2 2 6 0 2 0 0 0 4 0 0 0 6 0 0 0 8 0 0 0 1 0 0 0 0 Entre os anos 1920 e 1935 foram coletados os dados relativos ao número de aparelhos de rádio e número de doentes mentais por 100.000 habitantes na Inglaterra. 648 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 324
  • 331.
    Associação entre variáveis Y:Numérica X: Classificatória Correlação entre variáveis Y: Numérica, X Classificatória (com variável de tempo) Se a variável numérica é medida ao longo do tempo, há duas possibilidades: 1. A variável categórica define duas ou mais fases, antes e depois de, por exemplo, uma mudança. Nesse caso, é adequado fazer um gráfico de tendência estratificado por fases. 2. A variável numérica é medida em duas condições diferentes nos mesmos tempos. Nesse caso é adequado fazer um gráfico de tendência com a variável resposta superposta. Se os dados estão em regiões significativamente diferentes dizemos que há correlação entre as variáveis Dia Tempo 28 25 22 19 16 13 10 7 4 1 25 20 15 10 5 0 antes depois Gráfico de Tendência por fase 04/2011 02/2011 12/2010 10/2010 08/2010 06/2010 04/2010 02/2010 28 26 24 22 20 18 Data Vendas Filial A Filial B Variable Grafico de tendência: Vendas por filial 650 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 325
  • 332.
    Y: Numérica, XClassificatória (sem variável de tempo) Se a ordem em que os dados foram coletados não for relevante, ou mesmo sendo relevante, o processo está estável, uma forma de visualizar os dados é por meio da comparação das distribuições de frequência (dot plot ou histograma) da variável numérica estratificadas pela variável classificatória. TEMPO fase 18 16 14 12 10 8 6 4 antes depois Dotplot of TEMPO vs fase 651 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 326
  • 333.
    Associação entre variáveis Y:Classificatória X: Classificatória Correlação entre variáveis Tabela de contingência Quando as variáveis X eY são categóricas, o estudo de correlação é feito através de tabelas de contingência Tabela de Contingência Variável A Categorias A1 A2 Total B1 n11 n12 n1+ Variável B B2 n21 n22 n2+ Total n+1 n+2 n++ Definições n11 Freqüência de indivíduos nas categorias A1 e B1 n12 Freqüência de indivíduos nas categorias A2 e B1 n21 Freqüência de indivíduos nas categorias A1 e B2 n22 Freqüência de indivíduos nas categorias A2 e B2 n1+ Freqüência de indivíduos nas categorias B1 n2+ Freqüência de indivíduos nas categorias B2 n+1 Freqüência de indivíduos nas categorias A1 n+2 Freqüência de indivíduos nas categorias A2 n++ Total de indivíduos na amostra Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 327
  • 334.
    Tabela de contingência Resultado TratamentoN S Total Ciclosporina 15 (40.54%) 22 (59.46%) 37 (100%) Placebo 23 (67.65%) 11 (32.35%) 34 (100%) Percent Tratamento Melhorou? Placebo Ciclosporina S N S N 70 60 50 40 30 20 10 0 Melhorou? N S Chart of Tratamento; Melhorou? Percent within levels of Tratamento. Gráfico de Barras Tabelas de Contingência 655 Cuidado com tabelas O procedimento de um hospital era aplicar antibiótico antes da cirurgia em pacientes para minimizar a chance de infecção hospitalar.Com o objetivo de avaliar a eficácia de três tipos de antibióticos, foram coletados dados de 100 pacientes que desenvolveram infecção após a cirurgia.A tabela abaixo apresenta a frequência por tipo de antibiótico.Qual é o melhor antibiótico? Antibiótico Infecção A 12 B 60 C 28 Total 100 656 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 328
  • 335.
    Cuidados com tabelas Infecção AntibióticoSim Não A 12 10 B 60 20 C 28 70 A tabela abaixo apresenta dados sobre 100 pacientes que desenvolveram infecção e 100 que não desenvolveram infecção após cirurgia e tipo de antibiótico administrado. Qual antibiótico é melhor? Ao construirmos tabelas cruzadas, devemos apresentar todas as categorias de cada variável 657 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 329
  • 336.
    DOE - Introdução Analyse Relaçãoentre fatores e respostas Fatores de entrada z1z2 z r Variáveis de bloco e1 e2 es Variáveis de ruído Xp+1 Xp+2 x p+q Fatores de processo x1 x2 xp Saídas Y Variável resposta Representação de um Sistema Processo de transformação 660 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 330
  • 337.
    Exemplo Uma empresa usaum provedor B para acesso à Internet .Ao longo de um dia a empresa faz 10 downloads de um pacote padrão e mede o tempo de cada. Os downloads foram realizados durante um dia normal de operações. Os dados obtidos estão mostrados no gráfico abaixo 661 Exemplo • Fatores que podem afetar o tempo de download • Trafego na rede • Computadores acessando o site • Outras tarefas sendo feita no computador • Sistema do provedor • O dia da semana • Velocidade do processador • Quantidade de memória • Etc 662 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 331
  • 338.
    Exemplo A empresa resolvetestar outro provador, denominado provedor A. Dez downloads do mesmo pacote são realizados com o provedor A num dia normal de operações. Os dados comparativos entre os dois provedores estão na figura abaixo O que se pode concluir com o experimento? 663 Definições Definições Variável resposta Unidade experimental Fatores Replicação Níveis dos fatores Repetição Tratamento Interação 664 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 332
  • 339.
    Princípios básicos deexperimentação • Replicação • Importante para gerar informação sobre o erro experimental • Aleatorização • Importante para gerar uma distribuição de referência válida para realizar comparação (relação sinal/ruído) • Blocagem • Importante para controlar fontes de variação conhecidas, reduzindo o erro experimental e aumentando a sensibilidade do experimento (aumentar a relação sinal ruído) 665 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 333
  • 340.
    DOE - Estudode uma população Analyse Inferência • Considere uma população ou um processo e uma variável de interesse medida em uma amostra • Os dados da amostra podem ser usados para realizar inferências sobre a população ou o processo • As características (parâmetros) de interesse são em geral • A forma da distribuição da variável • A média • O desvio padrão 668 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 334
  • 341.
    Inferência sobre aforma • O objetivo é identificar se existe uma distribuição conhecida que pode ser usada para aproximar a distribuição dos valores, como por exemplo a Distribuição Normal, ou Log Normal, ouWeibull • Isso pode ser feito ajustando-se o gráfico probabilístico de uma determinada distribuição aos dados. Caso o gráfico seja aproximadamente uma reta, a distribuição correspondente pode ser usada. 669 Exemplo Chamada Tempo Chamada Tempo Chamada Tempo 1 2.53 11 5.57 21 4.81 2 5.52 12 4.60 22 4.82 3 3.53 13 3.84 23 7.19 4 3.26 14 5.37 24 2.39 5 6.31 15 3.42 25 5.52 6 4.04 16 4.51 26 5.01 7 4.09 17 1.84 27 1.94 8 1.22 18 6.89 28 4.60 9 3.42 19 3.53 29 2.35 10 5.01 20 6.75 30 2.07 Uma empresa monitorou o tempo gasto para atender uma chamada de um cliente em um call center.Trinta atendimentos forma medidos. Os dados obtidos encontram-se na tabela abaixo. 670 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 335
  • 342.
    Análise: Gráfico deControle e Histograma Observation Individual Value 28 25 22 19 16 13 10 7 4 1 10 8 6 4 2 0 _ X=4.20 UCL=9.65 LCL=-1.25 I Chart of tempo de atendimento Não há evidência de que o processo não esteja sob controle O gráfico Probabilístico Normal indica que a distribuição Normal é adequada para descrever a distribuição do tempo de atendimento tempo de atendimento Percent 10 8 6 4 2 0 99 95 90 80 70 60 50 40 30 20 10 5 1 Mean 4.198 StDev 1.588 N 30 AD 0.222 P-Value 0.813 Probability Plot of tempo de atendimento Normal - 95% CI 671 Inferência sobre a média e o desvio padrão • A inferência sobre a média e o desvio padrão da população pode ser feita de três formas: • Estimação pontual • Intervalo de confiança • Teste de hipóteses • Obs.: • Essas inferências só fazem sentido se os dados se ajustam a uma distribuição e se o processo está estável • É importante fazer inicialmente o gráfico de controle e em seguida o gráfico probabilístico) 672 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 336
  • 343.
    Estimação pontual • Representa-seos valores de uma amostra de tamanho n por x1, x2, ... , xn. • A estimação pontual da média e do desvio padrão da população são dados pela média amostral e pelo desvio padrão respectivamente 1 n ) x (x s : Padrão Desvio n x x : Média 2 i i       673 Intervalo de confiança para a média • A estimação pontual não fornece informação sobre a precisão da estimativa • A precisão de uma estimativa pode ser medida através da margem de erro • A margem de erro da estimativa pontual da média é dada por * 2 M.E. n s  674 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 337
  • 344.
    Intervalo de confiançapara a média ) n s * t x , n s * t x ( 1) (n 0.025, 1) (n 0.025,     n s * t * 2 1) (n 0.025,  t0.025,(n-1) é o percentil 2.5% da distribuição t-Student com (n-1) graus de livberdade Um intervalo de confiança de 95% para a média populacional é dado por A amplitude do intervalo de confiança é dada por 675 Intervalo de confiança para o desvio padrão         2 0.975 2 0.025 χ 1) - (n s , χ 1) - (n s X2 0.025,(n-1) e X2 0.025,(n-1) são os percentis 2.5% e 97.5% respectivamente da distribuição Qui-quadrado com (n-1) graus de livberdade Um intervalo de confiança de 95% para o desvio padrão populacional é dado por 676 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 338
  • 345.
    Exemplo 7 6 5 4 3 2 1 Median Mean 5.00 4.75 4.50 4.25 4.00 3.75 3.50 1st Q uartile3.0775 Median 4.3000 3rd Q uartile 5.4075 Maximum 7.1900 3.6055 4.7912 3.4452 4.9665 1.2644 2.1342 A -Squared 0.22 P-V alue 0.813 Mean 4.1983 StDev 1.5876 V ariance 2.5205 Skewness 0.026119 Kurtosis -0.694410 N 30 Minimum 1.2200 A nderson-Darling Normality Test 95% C onfidence Interv al for Mean 95% C onfidence Interv al for Median 95% C onfidence Interv al for StDev 95% Confidence Intervals Summary for tempo de atendimento 677 Teste de hipóteses No exemplo, suponha que o objetivo era que o tempo médio de atendimento fosse igual a 3.50 minutos. O objetivo estava sendo alcançado? Comparação com um valor de referência ou valor nominal Teste de Hipótese Ho: 0 = 3.50 H1: 0  3.50 n s μ y t : teste do Critério 0 0   678 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 339
  • 346.
    Teste de hipóteses •Calculando o critério • p-valor = 0.023 • Há evidência para rejeitar H0 • OBS. O gráfico de controle deve ser feito antes do cálculo do p-valor. Caso haja causas especiais atuando no processo, não se deve calcular o p-valor 2.41 30 1.5876 .50 3 4.1983 n s μ y t 0 0      679 Análise com o MINITAB One-Sample T: tempo de atendimento Test of mu = 3.5 vs not = 3.5 Variable tempo de atendimento N Mean StDev SE Mean 30 4.19833 1.58760 0.28985 95% CI T p (3.60551; 4.79115) 2.41 0.023 680 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 340
  • 347.
    Passos para setestar hipóteses • Formule as hipótese nula e alternativa (P) • Planeje o experimento (P) • Realize o experimento obtendo uma amostra aleatória (D) • Calcule uma estatística apropriada (critério) (S) • Compare o critério com uma distribuição de referência e calcule a evidência contra a hipótese nula (o p-valor) (S) • Decida o que fazer (A) 681 Análise do p-valor • Se o p-valor for menor que 1%, rejeita-se a hipótese nula • Se o p-valor for maior que 10%, não rejeita-se a hipótese nula • Se o p-valor estiver entre 1% e 10%, deve-se considerar outros fatores para se tomar uma decisão, como o risco, custo, etc. Obs. As recomendações acima são as usuais e são adequadas para a maior parte dos casos. Porém, a decisão de rejeitar ou não uma hipótese deve ser feita levando em consideração os riscos e custos associados com a decisão. Significância estatística não é a mesma coisa que importância 682 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 341
  • 348.
    DOE - Experimento completamentealeatorizado Analyse Observação • A expressão comparar tratamentos ou populações não é específica o suficiente • Trataremos aqui de comparações de médias ou comparações de variâncias • A especificação do que será comparado deve ser feita em cada caso 684 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 342
  • 349.
    Exemplo: comparação demédias • Uma empresa usava o provedor B para acesso à Internet . Um outro provedor A contatou a empresa e afirmou que seu serviço era mais rápido. A velocidade nominal prometida pelos dois era a mesma. A empresa resolveu realizar um teste comparativo entre os fornecedores. • O teste foi realizado durante um dia normal de operações. Foram feitos 15 downloads, 7 com o provedor A e 8 com o provedor B. • Considere A e B o tempo médio de cada provedor. Então, a hipótese a ser testada é: H0: A = B versus HA: A ≠ B 685 Exemplo: comparação de médias • Fator: Provedor • Níveis: A e B • Tratamento: cada nível do fator • Unidades experimentais: downlodas (15) • Replicações: 7 para o nível A e 8 para o nível B • Aleatorização: as unidades experimentais foram alocadas de forma aleatória aos tratamentos • Experimento: completamente aleatorizado (CRD) 686 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 343
  • 350.
    Exemplo: comparação demédias • O primeiro passo é alocar as unidades experimentais (seqüência de downloads) aos tratamentos (provedores). A seqüência de downloads foi numerada de 1 a 15 e dentro de uma urna são colocadas 15 bolas numeradas de 1 a 15. Sete bolas são retiradas ao acaso, e os números sorteados correspondem aos downloads que serão processados com o provedor A. Os outros download são processados com o provedor B. Esse plano experimental é denominado de plano completamente aleatorizado (CRD) 687 Comparação da média de dois tratamentos Num. do downl. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 Provedor A B B A B A A B B A B B A A B Tempo (min) 17.2 17.1 17.2 16.9 17.3 16.8 17.2 17.5 17.2 17.3 17.1 16.9 17.1 17.2 17.3 Prov. A Prov. B 17.2 17.1 16.9 17.2 16.8 17.3 17.2 17.5 17.3 17.2 17.1 17.1 17.2 16.9 17.3 nA = 7 nB = 8 yA   119 7 . yB   137 6 . yA  171 . yB  17 2 . 688 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 344
  • 351.
    Análise • As técnicasmais comuns para se analisar esse tipo de experimento são: • Cálculo da média e desvio padrão para cada tratamento • Dot plot comparativo por tratamento • Gráfico de tendência ou de controle comparativo por tratamento • Teste de hipóteses • Na maior parte das vezes o Gráfico de Controle é suficiente para fornecer o grau de convicção sobre se as médias são diferentes 689 Análise gráfica 17,5 17,4 17,3 17,2 17,1 17,0 16,9 16,8 A B tempo provedor Dotplot do tempo por provedor 690 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 345
  • 352.
    Teste de Hipótesespara igualdade de médias • Hipóteses • H0: A = B • HA: A ≠ B 691 Teste de Hipóteses para igualdade de médias One-way ANOVA: tempo versus Provedor Source DF SS MS F P Provedor 1 0.0373 0.0373 1.16 0.302 Error 13 0.4200 0.0323 Total 14 0.4573 S = 0.1797 R-Sq = 8.16% R-Sq(adj) = 1.10% Individual 95% CIs For Mean Based on Pooled StDev Level N Mean StDev -----+---------+---------+---------+---- A 7 17.100 0.183 (--------------*--------------) B 8 17.200 0.177 (-------------*-------------) -----+---------+---------+---------+---- 17.00 17.10 17.20 17.30 Pooled StDev = 0.180 Não há evidência para rejeitar H0 692 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 346
  • 353.
    Teste da hipótesede igualdade das variâncias • Hipóteses: • H0: 2 A = 2 B (hipótese nula) • H1: 2 A ≠ 2 B (hipótese alternativa) 693 Teste da hipótese de igualdade das variâncias provedor 95% Bonferroni Confidence Intervals for StDevs B A 0.5 0.4 0.3 0.2 0.1 provedor tempo B A 17.5 17.4 17.3 17.2 17.1 17.0 16.9 16.8 F-Test 0.961 Test Statistic 1.06 P-Value 0.926 Levene's Test Test Statistic 0.00 P-Value Test for Equal Variances for tempo Não há evidência para rejeitar H0 694 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 347
  • 354.
    Teste da hipótesede igualdade das variâncias • O Minitab calcula dois p-valores para testar a igualdade de variância: teste de Bartlett e o teste de Levene onde a hipótese nula é de variações iguais contra a alternativa de não todas as variações que são iguais . Se houver somente dois níveis, um F-teste é executado no lugar do teste de Bartlett. • Use o teste de Bartlett quando os dados vêm de distribuições normais. O teste de Bartlett não é robusto a afastamentos da distribuição Normal • Use o teste de Levene quando os dados seguem uma distribuição contínua, mas não necessariamente normal. 695 Análise • Não há evidência de que os provedores tenham desempenho diferente com respeito à variação. • Cuidado! • Comparar variação com um gráfico de controle ou com um dot plot é sempre mais difícil • Diferenças que parecem grandes em um gráfico não indicam necessariamente que os desvio padrões dos tratamentos sejam significativamente diferentes • É preciso que a diferença visual seja grande para podermos declarar que existe diferença entre os tratamentos com respeito à quantidade de variação • Um teste de hipóteses pode ajudar a decidir 696 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 348
  • 355.
    Os quatro quadrantes 697 Análisedos resíduos • Na realização de um experimento podem ocorrer causa especiais que afetam os resultados e cujo efeito pode ser confundido com os efeitos dos tratamentos • A identificação de possíveis causas especiais é importante para poder validar as conclusões do estudo • Caso haja causas especiais é necessário desenvolver algumas ações • As ações irão depender do tipo de causa especial presente 698 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 349
  • 356.
    Análise dos resíduos •O gráfico de tendências das respostas pode identificar causas especiais • Uma técnica utilizada é a análise dos resíduos • Definições • O valor ajustado de um tratamento ou de um nível de um fator é igual à média das respostas obtidas para aquele tratamento • O resíduo de cada resposta do experimento é igual à resposta menos o valor ajustado para o tratamento correspondente 699 Gráficos para análise dos resíduos • Dot plot ou Histograma dos resíduos • Verificar se a distribuição dos resíduos é aproximadamente normal • Verificar se não há causas especiais • Gráfico probabilístico normal dos resíduos • Verificar se a distribuição dos resíduos é aproximadamente normal • Verificar se não há causas especiais 700 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 350
  • 357.
    Gráficos para análisedos resíduos • Resíduos versus (valor ajustado, ordem, tempo) • Verificar se há indícios de causas especiais. Caso positivo, tentar associar com a ordem ou com alguma efeito temporal • Verificar se a variabilidade é essencialmente a mesma para cada tratamento • Gráfico de tendência dos resíduos: • verificar se há indícios de causas especiais 701 Gráficos para análise dos resíduos Não há evidência da presença de causas especiais durante a realização do estudo Residual Percent 0.50 0.25 0.00 -0.25 -0.50 99 90 50 10 1 Fitted Value Residual 17.200 17.175 17.150 17.125 17.100 0.30 0.15 0.00 -0.15 -0.30 Residual Frequency 0.3 0.2 0.1 0.0 -0.1 -0.2 -0.3 4.8 3.6 2.4 1.2 0.0 Observation Order Residual 15 14 13 12 11 10 9 8 7 6 5 4 3 2 1 0.30 0.15 0.00 -0.15 -0.30 Normal Probability Plot of the Residuals Residuals Versus the Fitted Values Histogram of the Residuals Residuals Versus the Order of the Data Residual Plots for tempo 702 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 351
  • 358.
    DOE - Experimento aleatorizadoem blocos Analyse Experimento aleatorizado em blocos • Em muitas situações de planejamento de experimentos, existem fatores que sabemos que influenciam na variável resposta e que necessitam ser controlados • Nesses casos, a estratégia de formar blocos de unidades experimentais homogêneas deve ser utilizada • Experimentos com essa característica são chamados de experimentos em blocos 704 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 352
  • 359.
    Experimento aleatorizado emblocos • Em experimentos em blocos temos dois tipos de fatores: • Fatores que são de interesse do pesquisador • Fatores cujo efeito deseja-se controlar para remover seu efeito do erro experimental 705 Experimento aleatorizado em blocos • Box (1978) apresenta um experimento interessante. • O objetivo do experimento era comparar dois tipos de material utilizados na fabricação de sola de tênis com respeito ao desgaste médio. O experimento era para ser realizado com meninos, que receberiam tênis com solados feitos com os materiais A ou B. Eles usariam livremente os tênis por um período de tempo, após o qual os tênis seriam recolhidos para medir o desgaste. Como realizar o experimento? 706 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 353
  • 360.
    Experimento aleatorizado emblocos • Uma grande fonte de variabilidade é o nível de atividade dos garotos. • Para controlar essa fonte , e consequentemente remove-la do erro experimental, o experimento foi planejado da seguinte forma. • Cada garoto recebeu um pé do tênis com solado feito com o material A e o outro pé com solado feito com o material B. • Foi decidido por sorteio se o pé esquerdo ou o direito do menino recebeu o material A. 707 Experimento aleatorizado em blocos TABELA - Dados sobre a quantidade de desgaste das solas dos sapatos Menino Material A Material B B - A Diferença D 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 13.2 (E) 8.2 (E) 10.9 (D) 14.3 (E) 10.7 (D) 6.6 (E) 9.5 (E) 10.8 (E) 8.8 (D) 13.3 (E) 14.0 (D) 8.8 (D) 11.2 (E) 14.2 (D) 11.8 (E) 6.4 (D) 9.8 (D) 11.3 (D) 9.3 (E) 13.6 (D) 0.8 0.6 0.3 -0.1 1.1 -0.2 0.3 0.5 0.5 0.3 Diferença média 0.41 *(E) indica que este material foi usado no pé esquerdo; (D), que ele foi usado no pé direito 708 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 354
  • 361.
    Experimento aleatorizado emblocos: análise Menino Y-Data 10 9 8 7 6 5 4 3 2 1 0 15 14 13 12 11 10 9 8 7 6 Variable Material A Material B Scatterplot of Material A, Material B vs Menino Menino Dif: B-A 10 8 6 4 2 0 1.2 0.9 0.6 0.3 0.0 0 Scatterplot of Dif vs Menino Dos dez pares de pontos, em apenas dois o material A apresenta valor maior do que o material B. Existe evidência para afirmar que o Material B apresenta maior desgaste 709 Teste de Hipóteses para igualdade de médias • Hipóteses • H0: A = B • HA: A ≠ B 710 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 355
  • 362.
    Experimento aleatorizado emblocos: análise Teste de hipóteses: ANOVA Two-way Há evidência para afirmar que o Material B apresenta maior desgaste Results for: DOE_GAROTOS_SOLA DE SAPATO.MTW Two-way ANOVA: Desgaste versus Garoto; Material Source DF SS MS F P Garoto 9 110.491 12.2767 163.81 0.000 Material 1 0.840 0.8405 11.21 0.009 Error 9 0.675 0.0749 Total 19 112.005 S = 0.2738 R-Sq = 99.40% R-Sq(adj) = 98.73% Individual 95% CIs For Mean Based on Pooled StDev Material Mean ---+---------+---------+---------+------ A 10.63 (-------*-------) B 11.04 (-------*------) ---+---------+---------+---------+------ 10.50 10.75 11.00 11.25 711 Análise dos resíduos 0.50 0.25 0.00 -0.25 -0.50 99 90 50 10 1 Residual Percent 14 12 10 8 6 0.4 0.2 0.0 -0.2 -0.4 Fitted Value Residual 0.3 0.2 0.1 0.0 -0.1 -0.2 -0.3 4 3 2 1 0 Residual Frequency 20 18 16 14 12 10 8 6 4 2 0.4 0.2 0.0 -0.2 -0.4 Observation Order Residual Normal Probability Plot Versus Fits Histogram Versus Order Residual Plots for Desgaste Não há evidência de causas especiais 712 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 356
  • 363.
    Experimento aleatorizado emblocos • O experimento dos garotos é um exemplo de um experimento em blocos • Nesse experimento temos um fator com dois níveis (dois tratamentos) e um fator de bloco • Os blocos são formados por duas unidades experimentais, agrupadas de acordo com uma variável de bloco 713 Experimento aleatorizado em blocos • Cada unidade experimental dentro de cada bloco recebe um dos dois tratamentos • A alocação dos tratamentos às unidades dentro de cada bloco deve ser feita de forma aleatória • Esse plano experimental é denominada Experimento Aleatorizado em Blocos 714 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 357
  • 364.
    DOE - Experimento antese depois Analyse Comparação antes e depois • Num processo de peças estampadas, uma das características de qualidade da peça é a altura de uma lingüeta que a peça possui. O processo vem apresentando resultados de rejeito por baixa altura da lingüeta, apesar desse problema não aparecer na carta de controle colocada após o processo de repuxo.Veja um fluxograma simplificado do processo: • Há suspeitas de que o processo de tamboreamento (shaving com material abrasivo) altera o ângulo da lingüeta, alterando a sua altura, também. 716 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 358
  • 365.
    Comparação antes edepois • Um experimento de comparação de duas médias de duas populações independentes poderia ter sido realizado da seguinte forma: retira-se uma amostra de peças antes do tamboreamento e mede-se a altura e retira-se uma amostra após o tamboreamento medindo-se a altura da lingüeta. • Como existe variação na altura da lingüeta antes do tamboreamento, e essa variação é considerável, utilizou-se o seguinte procedimento para controlar o efeito dessa variação no estudo do efeito do tamboreamento. Marcou-se 2 peças sorteadas de cada um de 10 lotes sorteados para o estudo. Cada peça foi medida antes e após o tamboreamento de seu lote. 717 Análise gráfica peça alt ant alt depois 1 0.447 0.424 2 0.464 0.438 3 0.367 0.388 4 0.501 0.502 5 0.475 0.409 6 0.431 0.390 7 0.483 0.474 8 0.434 0.385 9 0.342 0.340 10 0.446 0.466 11 0.477 0.402 12 0.474 0.472 13 0.455 0.435 14 0.460 0.452 15 0.467 0.450 16 0.488 0.495 17 0.421 0.426 18 0.440 0.356 19 0.419 0.436 20 0.451 0.356 Pode-se observar que o tamboreamento tende a reduzir a altura da lingüeta Altura 0.48 0.42 0.36 Mean Mean 0.48 0.42 0.36 0.48 0.42 0.36 Mean 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 situacao A D Gráfico comparativo de antes e depois, por peça 718 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 359
  • 366.
    Teste de Hipótesespara igualdade de médias • Hipóteses • H0: antes = depois • HA: antes ≠ depois 719 Análise no MINITAB Two-way ANOVA: altura versus peça; condição Source DF SS MS F P peça 19 0.0574699 0.0030247 4.90 0.001 condição 1 0.0049729 0.0049729 8.06 0.010 Error 19 0.0117251 0.0006171 Total 39 0.0741679 S = 0.02484 R-Sq = 84.19% R-Sq(adj) = 67.55% Two-way ANOVA: altura versus peça; condição Source DF SS MS F P peça 19 0.0574699 0.0030247 4.90 0.001 condição 1 0.0049729 0.0049729 8.06 0.010 Error 19 0.0117251 0.0006171 Total 39 0.0741679 S = 0.02484 R-Sq = 84.19% R-Sq(adj) = 67.55% Individual 95% CIs For Mean Based on Pooled StDev condição Mean ------+---------+---------+---------+--- antes 0.4471 (---------*--------) depois 0.4248 (---------*---------) ------+---------+---------+---------+--- 0.420 0.432 0.444 0.456 720 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 360
  • 367.
    Análise dos resíduos 0.050 0.025 0.000 -0.025 -0.050 99 90 50 10 1 Residual Percent 0.50 0.45 0.40 0.35 0.04 0.02 0.00 -0.02 -0.04 FittedValue Residual 0.04 0.02 0.00 -0.02 -0.04 8 6 4 2 0 Residual Frequency 40 35 30 25 20 15 10 5 1 0.04 0.02 0.00 -0.02 -0.04 Observation Order Residual Normal Probability Plot Versus Fits Histogram Versus Order Residual Plots for altura Não há evidências de causas especiais 721 Conclusão Há evidência de que o tamboreamento altera a altura da lingueta (diminui) Com esse experimento, o pessoal da fábrica mudou o ponto de medição da carta de controle para após o tamboreamento e aumentou em 0.02mm a altura da lingueta no projeto de peça, reduzindo dramaticamente o refugo 722 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 361
  • 368.
    DOE – Experimento FatorialCompleto Analyse Sistema de causas O Variáveis de Input Variáveis de Processo Variáveis de Output P I X1,, X2 , ... , Xk Y Y = f(X1,, X2 , ... , Xk) 724 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 362
  • 369.
    Sistema de causas •Uma forma de estudar o sistema de causas é utilizar dados históricos do processo. Limitações dessa abordagem: • A qualidade dos dados não é adequada • Nem todas as variáveis (Xs) foram medidas • As variáveis Xs são controladas durante a operação • Não permite estabelecer relação de causa e efeito mesmo que exista correlação com a variável resposta 725 Um exemplo Níveis Fatores (X) (-) (+) Tipo de papel 75 g 120 g Comprimento da Asa 3 cm 6 cm Largura do corpo 5 cm 8 cm Comprimento da perna 4 cm 10 cm Largura da perna 2 cm 3 cm Quais fatores efetivamente afetam o tempo de permanência no ar? Como realizar um experimento para avaliar o efeito dos fatores? 726 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 363
  • 370.
    Possível estratégia: variarum fator de cada vez X2 X1 Y X3 Y Variar 1 fator de cada vez Vários níveis Escolhe os ápices Y 727 Exemplo 1: Um fator de cada vez Trat Comp Asa Larg corpo Tempo 1 3 5 1.7 2 3 8 1.2 3 6 5 2.0 4 6 8 1.5 1. Fixe o Comp da Asa em 3 e varie a Larg do Corpo 2. O melhor valor para a larg do corpo é 5 3. Fixe a Larg do Corpo em 5 e varie o Comp da Asa 4. O melhor valor para o Comp da Asa é 6 5. A Melhor combinação é (6,5)! 728 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 364
  • 371.
    Exemplo 2: Umfator de cada vez Trat Comp Asa Larg corpo Tempo 1 3 5 1.7 2 3 8 1.5 3 6 5 2.0 4 6 8 1.2 1. Fixe a Larg do Corpo em 8 e varie o Comp da Asa 2. O melhor valor para a Comp da Asa é 3 3. Fixe a Comp da Asa em 3 e varie a Larg do Corpo 4. O melhor valor para Larg do Corpo 5 5. A Melhor combinação é (3,5) ? NÃO! 729 Experimentos fatoriais: introdução 2n Número de níveis (+, -) Número de fatores Como começar? Identifique a variável resposta, os fatores e seus 2 níveis Representação 730 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 365
  • 372.
    Número de testesexigidos para um Fatorial de 2 Níveis com k Fatores Nº de Fatores (k) 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 . . . 15 . . . 20 Nº de Testes (2k) 2 4 8 16 32 64 128 256 512 1024 . . . 32,768 . . . 1,048,576 731 Vantagens É fácil de ser analisado Menos experimentos Versátil 732 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 366
  • 373.
    Fatorial 22 :Cálculo de efeitos principais • Calculo do efeito do fator A Trat A B Y 1 - - 1.2 2 + - 1.6 3 - + 1.2 4 + + 1.8 A Mean of y4 1 -1 1.7 1.6 1.5 1.4 1.3 1.2 Main Effects Plot YA(+)= (1.6 + 1.8)/2 = 1.7 YA(-) = (1.2 +1.2)/2 = 1.2 Efeito de A = [1.7 – 1.2] = 0.5 • Observe que o efeito de um fator é o produto da coluna do fator pela coluna de respostas dividido pela quantidade de linhas com sinal (+) • O efeito do fator A pode ser mostrado graficamente 733 Fatorial 22 : Cálculo de efeitos principais • Calculo do efeito do fator B Trat A B Y 1 - - 1.2 2 + - 1.6 3 - + 1.2 4 + + 1.8 + - 1,50 1,45 1,40 B Mean Main Effects Plot for Y Data Means YB(+)= (1.2 + 1.8)/2 = 1.5 YB(-) = (1.6 +1.2)/2 = 1.4 Efeito de B = [1.5 – 1.4] = 0.1 • Observe que o efeito de um fator é o produto da coluna do fator pela coluna de respostas dividido pela quantidade de linhas com sinal (+) • O efeito do fator A pode ser mostrado graficamente 734 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 367
  • 374.
    Fatorial 22 :Cálculo do efeito da interação • Considere novamente o exemplo Trat A B Y 1 - - 1.2 2 + - 1.6 3 - + 1.2 4 + + 1.8 Efeito de A para B=(+) AB=(+) = 1.8 – 1.2 = 0.6 Efeito de A para B=(-) AB=(-) = 1.6 – 1.2 = 0.4 Interação de A com B AB = (AB=(+) - AB=(-))/2 = (0.6 – 0.4)/2 = 0.1 735 Interação • Se multiplicarmos os sinais das colunas A e B e denominarmos por AB obtemos • O efeito da interação de A com B é igual ao produto da coluna AB pela coluna de respostas dividido pela quantidade de linhas com sinal (+) Trat A B AB Y 1 - - + 1.2 2 + - - 1.6 3 - + - 1.2 4 + + + 1.8 AB=[(1.8-1.2)-(1.6-1.2)]/2=[1.8-1.2-1.6+1.8]/2 =0.1 736 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 368
  • 375.
    Exemplos de gráficosde interações B B Mean 1 -1 2.00 1.75 1.50 1.25 1.00 A -1 1 B B Mean 1 -1 2.00 1.75 1.50 1.25 1.00 A -1 1 B B Mean 1 -1 2.00 1.75 1.50 1.25 1.00 A -1 1 B B Mean 1 -1 2.00 1.75 1.50 1.25 1.00 A -1 1 Interaction Plot Sem Interação Interaction Plot Interação moderada Interaction Plot Interação moderada Interaction Plot Interação forte 737 Fatorial 22 : Exercício Veloc Avanço V_cod A_cod Rugosidade 100 4 -1 -1 216 120 4 1 -1 221 100 6 -1 1 235 120 6 1 1 223 Calcular: 1. Efeito deVeloc 2. Efeito de Avanço 3. InteraçãoVeloc*Avanço Fazer: 1. Gráfico dos Efeitos principais 2. Gráfico da Interação 738 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 369
  • 376.
    Fases de umExperimento Planejado Plan 1. Estabelecer o objetivo do experimento 2. Formular as questões que se pretende responder 3. Identificar a variável resposta 4. Identificar os fatores 5. Escolher os níveis dos fatores 6. Decidir sobre o plano experimental 7. Aleatorizar as corridas experimentais Do 8. Realizar o Experimento 9. Observar e anotar outros eventos que ocorram durante a realização do experimento Study 10. Analisar os dados 11. Determinar a melhor combinação 12. Confirmar os resultados Act 13. Responder as questões 14. Consolidar o aprendizado 15. Decidir que ações serão realizadas 739 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 370
  • 377.
    DOE – Experimento FatorialFracionado Analyse Experimento fatorial 25 FATORES E NÍVEIS Fatores + 1 –1 Níveis A: Alinhamento Paralelo B: Procedimento C: Máquina D: Pré-aquecimento E: Potencia Não Padrão A Não 3 Sim Novo B Sim 5 Um experimento 25 completo foi realizado para avaliar o efeito de cinco fatores na resistência de um ponto de solda em uma placa de circuito. Os dados estão no arquivo 12_DOE_SOLDA_COMPLETO.mtw. Analise-os. 742 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 371
  • 378.
    Eficiência de umexperimento fatorial 25 completo • Um experimento 25 completo requer 32 rodadas experimentais • Do experimento pode-se estimar: • 5 efeitos principais • 10 interações de 2 fatores • 10 interações de 3 fatores • 5 interações de 4 fatores • 1 interação de 5 fatores • Interações de 3 ou mais fatores são quase sempre não significantes • Portanto, o interesse é obter informação sobre os 5 efeitos principais e as 10 interações de 2 fatores (total de 5 efeitos fatoriais) 743 Eficiência de um experimento fatorial 25 completo • É possível realizar apenas uma parte das 32 combinações do fatorial 25? • Considere que no experimento anterior somente 16 das 32 combinações possíveis foram realizadas • As 16 combinações e os resultados do experimento estão na tabela seguinte 744 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 372
  • 379.
    Experimento fatorial 25 FATORESE NÍVEIS Fatores + 1 –1 Níveis A: Alinhamento Paralelo B: Procedimento C: Máquina D: Pré-aquecimento E: Potencia Não Padrão A Não 3 Sim Novo B Sim 5 Um experimento foi realizado para avaliar o efeito de cinco fatores na resistência de um ponto de solda em uma placa de circuito, dessa vez com 16 corridas experimentais. 745 ½ Fração de um fatorial 25 Trat Paralelo Proced Maquina PreAquec Pot Resist 2 1 -1 -1 -1 -1 49 3 -1 1 -1 -1 -1 37 5 -1 -1 1 -1 -1 44 8 1 1 1 -1 -1 31 9 -1 -1 -1 1 -1 38 12 1 1 -1 1 -1 51 14 1 -1 1 1 -1 30 15 -1 1 1 1 -1 41 17 -1 -1 -1 -1 1 38 20 1 1 -1 -1 1 52 22 1 -1 1 -1 1 29 23 -1 1 1 -1 1 44 26 1 -1 -1 1 1 52 27 -1 1 -1 1 1 37 29 -1 -1 1 1 1 43 32 1 1 1 1 1 30 Observe que 1. Cada coluna tem a mesma quantidade de (-) e (+) 2. Para cada par de colunas a proporção de (-,-), (-,+), (+,-) e (+,+) é a mesma, e assim por diante Os efeitos principais e as interações são calculadas da mesma forma que em um fatorial 2k completo Os dados estão no arquivo 13_doe_solda_metade.mtw. Analise-os. 746 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 373
  • 380.
    Conclusões • Você obtémas mesmas conclusões em ambas as situações, realizando o fatorial completo ou metade do fatorial (½ 25 =25-1) • O custo do experimento e o tempo para realiza-lo são menores • Questões: • É uma coincidência? • Se não é; como escolher a fração metade? • O que se perde de informação ao se realizar a fração metade? 747 Experimento fatorial fracionado • Observe que na fração metade o produto dos sinais das colunas de A, B, C, D e E é (+). Na verdade, essas combinações foram escolhidas de forma deliberada • Dessa forma, na fração metade não é possível estimar a interação ABCDE (a coluna ABCDE só tem o sinal (+)), o que não é problema pois sabemos que essa interação é não significante 748 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 374
  • 381.
    Experimento fatorial fracionado •Definição da Relação de Identidade (RI) • I+ABCDE • A relação de identidade é estabelecida pela interação utilizada para selecionar a fração metade do fatorial, no caso ABCDE • Definição de operação com a Relação de Identidade • Multiplica-se cada fator ou interação pela RI, sendo I um elemento neutro da multiplicação, ou seja, qualquer efeito multiplicado por I é igual ao efeito 749 Experimento fatorial fracionado • Operação com a Relação de Identidade: definição. • Multiplica-se cada fator ou interação pela RI sendo I um elemento neutro da multiplicação, ou seja, qualquer efeito multiplicado por I é igual ao efeito • Letras elevadas a um expoente par são eliminadas • Exemplo: multiplicar a interação AB pela relação de identidade: • ABx(I+ABCDE) = ABI+ A2B2CDE = AB+CDE 750 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 375
  • 382.
    Experimento fatorial fracionado •Significado da operação • AB+CDE significa que no fatorial fracionado 25-1 definido pela Relação de Identidade I+ABCDE não é possível calcular o efeito das interações AB e CDE. O que se pode calcular é AB+CDE (a soma dos efeitos das interações) • No exemplo da solda temos: • No fatorial completo: AB=0.25 e CDE=0.75 • No fatorial fracionado: AB=1.00 (= AB+CDE) • Nesse caso dizemos que a interação AB está confundida com a interação CDE • Se a soma AB+CDE for significante, então é AB que deve ser significante pois CDE é quase certamente não significante 751 Experimento fatorial fracionado • Realizando a mesma operação com todos os efeitos fatoriais obtemos as seguintes relações de confundimento • Em um experimento fatorial fracionado 25-1 • A interação ABCDE não pode ser calculada • Pode-se calcular as 15 relações ao lado, mas não os efeitos isolados I + ABCDE A + BCDE B + ACDE C + ABDE D + ABCE E + ABCD AB + CDE AC + BDE AD + BCE AE + BCD BC + ADE BD + ACE BE + ACD CD + ABE CE + ABD DE + ABC 752 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 376
  • 383.
    Experimento fatorial fracionado •Em um experimento fatorial fracionado 25-1 • A interação ABCDE não pode ser calculada • Pode-se calcular as 15 relações geradas pela RI, mas não os efeitos isolados • Cada efeito principal está confundido com uma interação de 4 fatores • Cada interação de 2 fatores está confundida com uma interação de 3 fatores • Se uma relação envolvendo um efeito principal for significante, então o efeito principal é significante • Se uma relação envolvendo uma interação de 2 fatores for significante, então a interação de 2 fatores é significante • Dessa forma, não perdemos informação sobre o que potencialmente é significante (efeito principal ou interação de 2 fatores) 753 Experimento fatorial 2k com k=5 (Completo e fração metade) Efeitos Principais Interações de 2-fatores Interações de 3-fatores Interações de 4-fatores Interação de 5-fatores Principais efeitos Interações de 2-fatores 5 10 10 5 1 5 10 31 15 Meia Fração (rodadas) Fatorial Completo (32 rodadas) Informação Disponível Para 5 Fatores 32 testes permitem todos os efeitos principais e todas as interações 16 testes permitem obter informação sobre todos os efeitos principais todas as interações de 2-fatores 754 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 377
  • 384.
    Experimento fatorial fracionado •A meia-fração de um fatorial completo geralmente pode fornecer as mesmas informações que o fatorial completo, com apenas metade do número de testes. • Vantagens • Menos custo • Menos tempo • Desvantagens • Dependendo do fracionamento, algumas informações importantes podem ser perdidas • Maior dificuldade para analisar 755 Fatorial Fracionado • Experimentos fatoriais 2k podem ser realizados com um fracionamento maior • O fracionamento deve ser sempre em frações de potencias de 2 (1/2, 1/4, 1/8, 1/16 e assim por diante • Experimentos fatoriais fracionados são denotados por 2k-p onde k é o número de fatores e p a potencia que indica o fracionamento • Por exemplo, um fatorial 25-2 corresponde a uma fração ¼ de um fatorial 25 (8 rodadas experimentais 756 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 378
  • 385.
    Fatorial Fracionado • Umfatorial fracionado 2n-p é construído a partir de uma relação de identidade • A relação de identidade utilizada gera as relações de confundimento • Em um fatorial fracionado 2n-p, a relação de identidade tem 2p -1 efeitos fatoriais, sendo que p são independentes. Os outros são produtos dos independentes 757 Fatorial Fracionado • Exemplos: • 27-1 : n=7, p=1, 2p -1 = 1 • I = ABCDEFG • 27-2 : n=7, p=2, 2p -1 = 3 • I = CEFG + ABCDF + ABDEG • 27-3 : n=7, p=3, 2p -1= 7 • I + ABCE + ABFG + ACDG + ADEF + BCDF + BDEG + CEFG • Softwares estatísticos geram os planos experimentais fracionados e informam qual foi a relação de identidade utilizada e quais são as relações de confundimento 758 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 379
  • 386.
    Exemplo: Plano Fatorial25-2 I + ABD + ACE + BCDE A + BD + CE + ABCDE B + AD + CDE + ABCE C + AE + BDE + ABCD D + AB + BCE + ACDE E + AC + BCD + ABDE BC + DE + ABE + ACD BE + CD + ABC + ADE A B C D E 1 1 -1 1 -1 -1 1 1 -1 -1 1 1 1 1 1 1 -1 1 -1 1 1 -1 -1 -1 -1 -1 -1 -1 1 1 -1 -1 1 1 -1 -1 1 -1 -1 1 O seguinte plano foi gerado utilizando o MINITAB Observe que os efeitos principais estão confundidos com interações de 2 fatores 759 Resolução de um fatorial fracionado • A Resolução de um fatorial fracionado 2n-p é igual ao número de letras da menor palavra na Relação de )dentidade • Um plano de Resolução III não confunde efeito principal com efeito principal, mas confunde alguns efeitos principais com interações de dois fatores • Um plano de Resolução IV não confunde efeito principal com efeito principal nem com interações de dois fatores, mas confunde algumas interações de dois fatores com outras interações de dois fatores • Um plano de ResoluçãoV não confunde efeito principal com efeito principal nem com interações de dois ou três fatores, nem confunde interações de dois fatores com outras interações de dois fatores 760 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 380
  • 387.
    Estratégia de experimentação •A decisão sobre qual plano experimental realizar depende • Da quantidade de fatores que se quer avaliar • Da quantidade de recursos disponíveis • Do estágio do projeto (quantidade de conhecimento disponível sobre o sistema de causas) • Do objetivo • O MINITAB disponibiliza uma tabela sobre os planos experimentais disponíveis em função da quantidade de recursos a serem gastos (número de corridas experimentais) e da quantidade de informação desejada (número de fatores) 761 Estratégia de experimentação Tabela dos planos fatoriais disponíveis em função do número de fatores e do número de rodadas experimentais Observe que o número de rodadas experimentais é sempre uma potencia de 2 762 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 381
  • 388.
    Estudo: Processo deinjeção de molde Um processo de injeção produz placas estruturais. O grau de planicidade das placas é uma característica de qualidade crítica. Quatro fatores foram escolhidos num estudo visando melhorar tal característica. A resposta é medida em milésimos de milímetro. 763 Estudo: Processo de injeção de molde Plano Experimental Analise o experimento 1. Qual é a relação de identidade? 2. Quais são as relações de confundimento? 3. Quais efeitos fatoriais são significantes? 4. Qual é a melhor receita? 764 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 382
  • 389.
    Escolha do númerode fatores Tabela: Escolha do número de fatores Objetivo N de fatores Plano Experimental Fazer uma varredura para eliminar fatores não significantes 5 ou mais Fatoriais fracionados de resolução III Estudar poucos fatores em profundidade 2 a 4 5 Fatorial completo Fatorial 25-1 Ampliar a validade dos resultados 2 a 4 5 Fatorial completo com uma variável ambiental Fatorial fracionado com uma variável ambiental 765 Escolha dos níveis de cada fator • A escolha é baseada no conhecimento disponível sobre o processo ou produto e nas condições do estudo • É desejável que os níveis estejam com afastamento suficiente para que • Efeitos existentes possam ser identificados • Níveis possam estar claramente definidos • Por outro lado, os níveis não devem estar tão afastados para evitar problemas como; • Condições que afetam a segurança dos testes • Condições que afetam os resultados (em experimentos em condições normais de operação • Forte não linearidades • Alterações substancias no mecanismo de causa e efeito 766 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 383
  • 390.
    Replicação • Replicação forneceinformação sobre o erro experimental (influência de fatores desconhecidos ou não controlados) • Em experimentos fatoriais o mais comum é não replicar o experimento • Experimentos fatoriais 2n possuem uma estrutura que permite a obtenção de informação sobre o erro experimental na ausência de replicação • Os fatores e interações não significantes podem ser combinados para fornecer uma medida do erro experimental. Uma forma particular dessa combinação é feita no Gráfico Normal dos Efeitos 767 Aleatorização • Sempre que for possível, a ordem de realização das corridas experimentais deve ser aleatorizada • Se o experimento for feito em blocos, a aleatorização deve ser feita dentro de cada bloco • Caso haja dificuldade em aleatorizar o experimento, deve-se estar atento para possíveis confundimentos entre fatores do experimento e variáveis ambientais 768 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 384
  • 391.
    Experimentos Confirmatórios • Quandorealizamos um experimento fatorial é importante verificar se as conclusões do experimento estão corretas, principalmente em experimentos de resolução menor queV • Verificar envolve realizar corridas adicionais nas condições indicadas pelo experimento para confirmar as conclusões tiradas do experimento • Razões para confirmar: os resultados obtidos no experimento podem não ser obtidos no futuro: 1. Os confundimentos dos efeitos não foram entendidos de forma adequada 2. As conclusões podem ter sido influenciadas por fatores desconhecidos presentes durante a realização do experimento 3. Problemas de escala. 769 Aplicações possíveis em administração e serviços • Encontrar aspectos atrativos em abordagem de vendas • Aumentar a efetividade de campanhas de marketing • Estudo de diferentes métodos de precificação • Avaliar formas de mostrar produtos em prateleiras de supermercado ou lojas • Avaliar abordagens de telemarketing • Avaliar alternativas para aumentar a % de clientes que compram um serviço opcional • Encontrar fatores que influenciam taxa de retenção de clientes 770 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 385
  • 392.
    Regressão Linear Analyse Estudar RelaçõesEntreVariáveis O Variáveis de Input Variáveis de Processo Variáveis de Output P I X1,, X2 , ... , Xk Y Y = f(X1,, X2 , ... , Xk) S C Sistema de Causas 772 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 386
  • 393.
    Estudos observacionais vs.Experimentos planejados • Estudo observacionais: o pesquisador não impõe um tratamento para cada grupo de pessoas, mas usa as informações já disponíveis sobre o paciente. Mais comuns e viáveis. Não se pode atribuir relação de causa e efeito • Experimento planejado: estudo experimental em que o pesquisador em geral aloca aleatoriamente os indivíduos a cada tratamento. Modelos de regressão linear normalmente são aplicados em dados provenientes de estudos observacionais 773 Estudo de Relações • O proprietário de uma casa está interessado no efeito do seu aparelho de ar condicionado na conta de luz. Para isso, ele anotou o número de horas que usou o seu aparelho de ar condicionado a cada dia, durante 21 dias. • Também monitorou o medidor de consumo de eletricidade durante estes dias e mediu a quantidade de eletricidade usada em quilowatt-hora. Finalmente, anotou também o número de vezes que a secadora de roupas foi usada por dia. Os dados estão na tabela seguinte 774 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 387
  • 394.
    Dia Kwh ACDia Kwh AC 1 35 1.5 12 65 8.0 2 63 4.5 13 77 7.5 3 66 5.0 14 75 8.0 4 17 2.0 15 62 7.5 5 94 8.5 16 85 12.0 6 79 6.0 17 43 6.0 7 93 13.5 18 57 2.5 8 66 8.0 19 33 5.0 9 94 12.5 20 65 7.5 10 82 7.5 21 33 6.0 11 78 6.5 Dados do Estudo de Consumo de Energia Elétrica 775 AC Kwh 14 12 10 8 6 4 2 0 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 Scatterplot of Kwh vs AC Correlação entre Kwh e AC : 0.765 Gráfico de Dispersão e Correlação 776 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 388
  • 395.
    Questões não Respondidaspela Correlação  Do valor de r pode-se concluir que quando o uso do ar condicionado aumenta, o número de quilowatt-hora consumido também aumenta.  Isso não é surpresa. Algumas questões mais importantes são:  Quantos Kwh serão consumidos para cada hora de uso do ar ?  Qual é a previsão de consumo total de quilowatt-hora em um dia com um número especificado de horas de uso do ar condicionado?  Qual é a média estimada do consumo em quilowatt-hora para dias com um especificado número de horas de uso do ar condicionado?  Qual é a margem de erro para o consumo em Kwh predito?  Essas questões podem ser respondidas com a análise de regressão 777 AC Kwh 14 12 10 8 6 4 2 0 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 Scatterplot of Kwh vs AC Gráfico de dispersão com uma reta desenhada manualmente. Como medir a qualidade da reta ajustada? Ajuste de uma Reta 778 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 389
  • 396.
    Ajuste de umaReta X Y 60 65 70 75 80 85 90 95 80 100 120 140 160 180 200 220 (x,y) x y ŷ ) ˆ ( y y resíduo   779 Ajuste de uma Reta Reta ajustada e resíduos X Y 60 65 70 75 80 85 90 95 80 100 120 140 160 180 200 220 780 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 390
  • 397.
    Ajuste de umaReta • Considere um conjunto de n pares de dados , e o gráfico de dispersão , • Para cada reta = + desenhada no gráfico, calcule o valor = + . O resíduo é calculado por: í = − = − • A soma do quadrados dos resíduos é uma medida da qualidade do ajuste proximidade da reta aos pontos do gráfico • A melhor reta é aquela que tem a menor Soma dos Quadrados dos Resíduos e é chamada de Reta de Mínimos Quadrados 781 Ajuste de Regressão por Mínimos Quadrados Melhor reta:     mínimo seja ) ŷ (y que tal b̂ e â x, b̂ â ŷ 2 rx,y – Coeficiente de correlação entre x e y sx e sy – desvio padrão de x e y respectivamente x b̂ y â e s s r b̂ : Solução x y y x,    782 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 391
  • 398.
    Reta Ajustada porMínimos Quadrados AC Kwh 14 12 10 8 6 4 2 0 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 S 14.4530 R-Sq 58.6% R-Sq(adj) 56.4% Fitted Line Plot Kwh = 27.85 + 5.341 AC 783 Ajuste de Regressão: Interpretação • Considere a reta ajustada por mínimos quadrados • Kwh=27.85+5.341AC • Como interpretar os coeficientes 27.85 e 5.341? • Que se pode afirmar sobre o consumo de energia quando se usa o ar condicionado por 10 horas? • Obs: Nem sempre os coeficientes são interpretáveis 784 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 392
  • 399.
    Ajuste de Regressão:Interpretação • Observe que a faixa de variação de AC é de 1.5 a 13.5 • Usar a equação para valores de AC fora da faixa de dados observados é extrapolação • Extrapolação tem que ser feita com cuidado. Muitas vezes obtem-se valores absurdos! 785 Ajuste de Regressão • Algumas equações importantes: 1. − = − + − 2. − = − + − ⇒ = − í 3. = � � �� , • Se os pontos estão alinhados em uma reta, = , í = e = • R2 é chamado de Coeficiente de Determinação e mede a qualidade do ajuste • Quando o ajuste é feito através de uma reta, R = rx,y 786 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 393
  • 400.
    Ajuste de Regressão RegressionAnalysis: Kwh versus AC The regression equation is Kwh = 27.85 + 5.341 AC  S = 14.4530 R-Sq = 58.6%  R-Sq(adj) = 56.4% Analysis of Variance Source DF SS MS F P Regression 1 5609.66  5609.66 26.85 0.000 Error 19 3968.91  208.89 Total 20 9578.57   - Equação da reta de mínimos quadrados  - R2  - SQAjuste  - SQResíduo  -SQTotal 787 Estimativa e Margem de Erro • Suponha que você queira estimar o consumo médio em quilowatt- hora quando o ar condicionado fica ligado por oito horas • Usando a equação de regressão, substituaAC na equação de regressão por 8 e obtenha • KWH predito = 27.85 + (5.34*8) = 70.57. • Esse valor é uma estimativa baseada nos dados do estudo. • Qual é a margem de erro dessa estimativa? • Sem entrar em detalhes sobre como calcular a margem de erro, vamos obtê-la com o auxílio do MINITAB 788 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 394
  • 401.
    Estimativa e Margemde Erro Obs AC Fit SE Fit 95% CI 1 8.00 70.58 3.34 (63.59; 77.57) • O valor estimado é 70.58 • A margem de erro é 6.99 (77.57-70.58) • Esse valor é aproximadamente 2*SE Fit • Podemos dizer que estamos 95% confiantes que o consumo médio de energia quando usamos o ar condicionado por 8 horas estará entre 63.59 Kwh e 77.57 Khw 789 Predição e Margem de Erro • Suponha que você queira predizer o consumo em quilowatt-hora quando o ar condicionado for ligado por oito horas • Usando a equação de regressão, substituaAC na equação de regressão por 8 e obtenha • KWH predito = 27.85 + (5.34*8) = 70.57. • Esse valor é uma predição baseada nos dados do estudo. • Qual é a margem de erro dessa predição? • Sem entrar em detalhes sobre como calcular a margem de erro, vamos obte-la com o auxílio do MINITAB 790 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 395
  • 402.
    Predição e Margemde Erro Obs AC Fit SE Fit 95% PI 1 8.00 70.58 3.34 (39.53; 101.63) • O valor estimado é 70.58 • A margem de erro é 31.05 (101.63 -70.58) • Podemos dizer que estamos 95% confiantes que o consumo de energia quando usarmos o ar condicionado por 8 horas estará entre 39.53 Kwh e 101.63 Khw • Observe a diferença entre estimar a média de consumo e predizer o consumo para um dia específico 791 A Reta de Regressão com os Limites de Confiança • É útil visualizar o gráfico com os dados, a reta ajustada, os limites de predição e os limites de confiança, • Os limites de predição e de confiança são curvas em torno da reta de regressão • Para cada valor de AC pode-se visualizar graficamente o valor ajustado, os intervalos de confiança e os intervalos de predição 792 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 396
  • 403.
    Reta Ajustada porMínimos Quadrados, Curva de Confiança de 95% e Curva de Predição de 95% AC Kwh 14 12 10 8 6 4 2 0 140 120 100 80 60 40 20 0 S 14.4530 R-Sq 58.6% R-Sq(adj) 56.4% Regression 95% CI 95% PI Fitted Line Plot Kwh = 27.85 + 5.341 AC 793 Margem de Erro das Estimativas • As estimativas de mínimos quadrados de a e b são obtidas a partir dos dados do experimento • Se repetirmos o experimento nas mesmas condições (para os mesmos valores de x) os valores de y (resposta) quase certamente serão diferentes; conseqüentemente, as estimativas de a e b serão diferentes • É importante apresentar as estimativas de a e b com respectivas margens de erro 794 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 397
  • 404.
    Margem de Errodas Estimativas • Dizemos que a variável regressora X é útil para explicar (entender) a variável respostaY se o coeficiente angular da reta (b) é diferente de zero • Em um experimento, o valor de b calculado por Mínimos Quadrados pode ser numericamente diferente de zero mas essa diferença pode ser simplesmente devido ao acaso • Então, uma questão importante a ser respondida é: O coeficiente angular da reta é significativamente diferente de zero? • Essa pergunta pode ser respondida calculando-se a Margem de Erro da estimativa ou o p-valor associado com a estimativa 795 Margem de Erro das Estimativas • A margem de erro de uma estimativa é aproximadamente 2 vezes o erro padrão da estimativa (com 95% de confiança) • É possível calcular o erro padrão da estimativa dos coeficientes da reta de regressão com um software estatístico (MINITAB, por exemplo) • Com a Margem de Erro pode-se construir um Intervalo de Confiança para os coeficientes da reta • As estimativas dos coeficientes com respectivos erros padrões e Intervalos de Confiança de 95% estão no slide seguinte 796 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 398
  • 405.
    Margem de Erroe Intervalo de Confiança The regression equation is Kwh = 27.9 + 5.34 AC Predictor Coef SE Coef T P Constant 27.851 7.807 3.57 0.002 AC 5.341 1.031 5.18 0.000 Estimativas Erro Padrão Coeficientes Margem de Erro (b) = 2*1.031 = 2.061 IC de 95% (b): (3.28 ; 7.402) Margem de Erro (a) = 2*7.807 = 15.614 IC de 95% (a): (12.237 ; 43.465) 797 Margem de Erro e Intervalo de Confiança • Com base nos Intervalos de Confiança podemos afirmar que os coeficientes linear e angular da reta são significativamente diferentes de zero • A mesma resposta poderia ser obtida com base no p-valor das estimativas • Como os p-valores são muito pequenos, concluímos que os coeficientes são significativamente (estatisticamente) diferentes de zero 798 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 399
  • 406.
    Resíduos e Outliers •Cada caso (observação) no conjunto de dados tem uma resposta y e um valor predito pelo modelo, = • A diferença entre e é chamada de resíduo í = − • Cada observação tem seu resíduo • Se o resíduo é pequeno, a predição é boa para aquele caso (o que é pequeno depende de cada problema 799 Resíduos e Outliers • Considere os quatro conjunto de dados da tabela abaixo Conjunto de Dados 1 Conjunto de Dados 2 Conjunto de Dados 3 Conjunto de Dados 4 X Y X Y X Y X Y 10.00 8.04 10.00 9.14 10.00 7.46 8.00 6.58 8.00 6.95 8.00 8.14 8.00 6.77 8.00 5.76 13.00 7.58 13.00 8.74 13.00 12.74 8.00 7.71 9.00 8.81 9.00 8.77 9.00 7.11 8.00 8.84 11.00 8.33 11.00 9.26 11.00 7.81 8.00 8.47 14.00 9.96 14.00 8.10 14.00 8.84 8.00 7.04 6.00 7.24 6.00 6.13 6.00 6.08 8.00 5.25 4.00 4.26 4.00 3.10 4.00 5.39 19.00 12.50 12.00 10.84 12.00 9.13 12.00 8.15 8.00 5.56 7.00 4.82 7.00 7.26 7.00 6.42 8.00 7.91 5.00 5.68 5.00 4.74 5.00 5.73 8.00 6.89 800 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 400
  • 407.
    Resíduos e Outliers A tabela ao lado apresenta a média e desvio padrão para cada variável Variável Mean Std.Dev. X1 9.0 3.32 Y1 7.5 2.03 X2 9.0 3.32 Y2 7.5 2.03 X3 9.0 3.32 Y3 7.5 2.03 X4 9.0 3.32 Y4 7.5 2.03 n A tabela ao lado apresenta o coeficiente de correlação, reta ajustada e R2 para cada conjunto de dados Conjunto r Reta ajustada R2 1 0.86 y = 3.0+0.5x 0.668 2 0.86 y = 3.0+0.5x 0.668 3 0.86 y = 3.0+0.5x 0.668 4 0.86 y = 3.0+0.5x 0.668 801 Resíduos e Outliers 1 2 3 4 Retas ajustadas 802 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 401
  • 408.
    Resíduos e Outliers •Como se pode perceber, não é suficiente calcular os coeficientes da reta. Fazer o gráfico de dispersão é fundamental para verificar se o modelo utilizado é adequado • Em muitas situações (regressão múltipla, que será apresentada mais à frente , não é possível visualizar os pontos • Como então saber se o modelo ajustado é adequado? • A análise dos resíduos do modelo ajustado é fundamental para avaliar a adequação do modelo 803 Análise dos Resíduos • Outra questão importante: na realização de um estudo podem ocorrer (ou estar presentes) causas especiais que não foram identificadas no momento do estudo e que afetam os resultados • A identificação de possíveis causas especiais é importante para poder validar as conclusões do estudo • Caso haja causas especiais é necessário desenvolver algumas ações • As ações irão depender do tipo de causa especial presente 804 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 402
  • 409.
    Análise dos Resíduos •A análise dos resíduos é uma técnica poderosa para identificar problemas em ajuste de modelos • Essa técnica é baseada fundamentalmente em gráficos • Se o ajuste é bom, espera-se que os resíduos estejam distribuídos em torno de zero sem outliers e que não estejam correlacionados com nenhuma outra variável 805 Gráficos paraAnálise dos Resíduos • Dot plot, Box Plot ou Histograma dos resíduos • Verificar se a distribuição dos resíduos é aproximadamente normal • Verificar se não há causas especiais • Gráfico probabilístico normal dos resíduos • Verificar se a distribuição dos resíduos é aproximadamente normal • Verificar se não há causas especiais 806 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 403
  • 410.
    Gráficos paraAnálise dosResíduos • Gráfico de controle de individuais dos resíduos • Verificar se há indícios de causas especiais • Resíduos versus: valor ajustado, ordem, tempo, variáveis regressoras que estão o modelo, outras variáveis que não estão no modelo • Verificar se há indícios de causas especiais. Caso positivo, tentar associar com a ordem ou com alguma efeito temporal • Verificar se a variabilidade é essencialmente a mesma para cada tratamento • Verificar se é necessário acrescentar outra variável ao modelo • Verificar se é necessário transformar a variável resposta ou alguma variável regressora 807 Gráficos de Resíduos mais Utilizados residuo 1.8 1.2 0.6 0.0 -0.6 -1.2 -1.8 residuo 2 1 0 -1 -2 residuo Frequency 2 1 0 -1 -2 4.8 3.6 2.4 1.2 0.0 residuo Percent 4 0 -4 99 90 50 10 1 Mean 0.631 -0.04843 StDev 1.205 N 30 AD 0.276 P-Value Observation Individual Value 30 27 24 21 18 15 12 9 6 3 4 2 0 -2 -4 _ X=-0.048 UCL=3.780 LCL=-3.877 z residuo 30 15 0 4 2 0 -2 -4 Dotplot of residuo Boxplot of residuo Histogram of residuo Probability Plot of residuo Normal - 95% CI I Chart of residuo Scatterplot of residuo vs z 808 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 404
  • 411.
    Padrões Possíveis paraGráficos de Resíduos (a) Satisfatório (b) Variabilidade aumentando com X. Provavelmente necessita transformação da variável resposta (c) Variabilidade não é constante. Provavelmente necessita transformação da variável resposta (d) Modelo Inadequado. Provavelmente necessita de acrescentar outras variáveis no modelo ou de transformar a variável resposta ou a variável regressora 809 Gráficos de Resíduos: Quatro Conjuntos Observe que a única situação em que o modelo ajustado é adequado é a primeira 810 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 405
  • 412.
    Gráficos dos Resíduos:Consumo de Energia Residual Percent 40 20 0 -20 -40 99 90 50 10 1 Fitted Value Residual 100 80 60 40 20 10 0 -10 -20 Residual Frequency 20 10 0 -10 -20 6.0 4.5 3.0 1.5 0.0 Observation Order Residual 20 18 16 14 12 10 8 6 4 2 20 10 0 -10 -20 Normal Probability Plot of the Residuals Residuals Versus the Fitted Values Histogram of the Residuals Residuals Versus the Order of the Data Residual Plots for Kwh 811 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 406
  • 413.
    Regressão linear múltipla Regressãolinear Regressão linear múltipla Y = 0 + 1X1 + 2X2 + erro X2 X1 Y 814 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 407
  • 414.
    Listagem do DataSet KILOWATT OBS KWH AC SECADORA 1 35 1.5 1 2 63 4.5 2 3 66 5.0 2 4 17 2.0 0 5 94 8.5 3 6 79 6.0 3 7 93 13.5 1 8 66 8.0 1 9 94 12.5 1 10 82 7.5 2 11 78 6.5 3 12 65 8.0 1 13 77 7.5 2 14 75 8.0 2 15 62 7.5 1 16 85 12.0 1 17 43 6.0 0 18 57 2.5 3 19 33 5.0 0 20 65 7.5 1 21 33 6.0 0 Exemplo 815 Exemplo 816 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 408
  • 415.
    Modelo ajustado • Modelo •KWH = 8.11 + 5.47 (AC) + 13.22 (SECADORA) • Interpretação • b0 = 8.11 ainda é chamado de intercepto, e ele estima o número de quilowatt-hora consumidos em dias em que nem o ar condicionado nem a secadora de roupas foram utilizados. (Ponha AC=0 e SECADORA=0 na equação e você obterá KWH=8.11.) • b1 = 5.47 é a estimativa de quilowatt-hora consumidos para cada hora em que o ar condicionado ficar ligado. • b2 = 13.22 é a estimativa do consumo em quilowatt-hora para cada vez que a secadora for usada. 817 Análise de resíduos 818 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 409
  • 416.
    Improve Teste de Mudanças TestarMudanças • Teste é utilizado para avaliar uma ou mais mudanças • Em um teste • Falhas são esperadas • Lições são aprendidas • É importante testar em pequena escala para obter conhecimento, minimizando o risco 820 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 410
  • 417.
    Mudança como umaPredição • Está implícito em cada mudança uma predição dizer antecipadamente , prognosticar , conhecimento antecipado baseado em suposições de que a mudança resultará em melhoria • Uma predição é: • Realizada em resposta a uma questão; • Baseada em uma teoria. • Usualmente estabelecida em termos de um indicador 821 Mudança como uma Predição • Grau de Convicção (alto, médio ou baixo): • Medida de quão seguro se está com a predição; • Avalia se uma mudança resultará em uma melhoria no futuro. • Depende de dois fatores: • Evidência que fornece suporte à predição; • Similaridade entre as condições da evidência e as condições em que predição se aplica. • Resultados dos testes ≠ Predição podem levar a reformulação da teoria; • Mudança do modelo tentativa e erro para o modelo tentativa e aprendizado. 822 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 411
  • 418.
    Movimento: Desenvolver,Testar e Implementar Testandouma mudança: ciclos 1, 2, ... Implementando uma mudança Desenvolvendo uma mudança Uma mudança vitoriosa Mudança necessita de mais testes Mudança fracassada Grau de convicção de que a mudança é uma melhoria Alto Baixo 823 Tipos de testes – estudo antes e depois • Base de comparação histórica; • Pontos vulneráveis: • Ocorrência de causas especiais ao mesmo tempo em que mudanças são feitas • Efeito Hawthorne Observation Individual Value 25 23 21 19 17 15 13 11 9 7 5 3 1 50 40 30 20 10 0 _ X=12,06 UCL=19,69 LCL=4,44 antes depois 824 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 412
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    Tipos de testes– comparação simultânea • Comparação Simultânea: • Duas ou mais alternativas são comparadas ao mesmo tempo, mesmo espaço ou sob outras condições similares • Usar aleatorização Index Data 24 22 20 18 16 14 12 10 8 6 4 2 35 30 25 20 15 10 Variable Novo Antigo 825 Escopo e Escala deTestes Escala se refere ao período ou número de eventos incluídos em um ciclo, tais como encontros com clientes. Quanto você aumenta a escala do teste de mudança você está pensando sobre mais (mais clientes, mais tempo, mais eventos). Escopo, por outro lado, refere-se à variedade de condições em que o teste ocorre. Quando você muda o escopo de seu teste, está pensando sobre diferenças (diferentes clientes, diferentes períodos de tempo, diferentes funcionários). Uma regra prática útil ao projetar ciclos de teste inicial é construir um teste "1:1:1", o que significa que o teste vai envolver "um fornecedor, um cliente, um item produzido", como a menor unidade de teste 826 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 413
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    Princípios paraTestar umaMudança • Construir o conhecimento sequencialmente: • Testar em pequena escala: • Grau de convicção x Riscos de falha. • Usar múltiplos ciclos: • Conhecer o sistema quando afetado por mudanças sob diferentes condições. • Aumentar a habilidade de predizer os resultados do teste: • Colete dados ao longo do tempo; • Teste sob uma ampla gama de condições • Use de grupos planejados. • Use amostragem estratificada 827 Escopo e Escala deTestes Grau de convicção no sucesso Consequências de um teste falho Baixa Alta Pequena Testes de escala média Um ciclo para implementar a mudança Grande Testes de escala muito pequena Testes de escala pequena a média 828 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 414
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    Ações a PartirdosTestes • Baseado no aprendizado nos testes, uma mudança pode ser • Implementada; • Abandonada; • Sofrer aumento de escopo; • Modificada; • Testada sob outras condições. 829 Matriz Impacto/Esforço Esforço Impacto 5 4 3 2 1 0 5 4 3 2 1 0 Impacto vs Esforço Prop 1 Prop 2 Prop 3 Prop 4 Prop 5 A proposta 1 poderia ser escolhida pois tem alto impacto e baixo esforço 830 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 415
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    Control Implementação de mudanças FaseImplement/ Control • Objetivo: perpetuar os conhecimentos e as melhorias conquistadas • Atividades 1. Realizar o plano de implementação 2. Documentar o novo sistema 3. Treinar os envolvidos 4. Monitorar o sistema 5. Estender o conhecimento e as melhorias conquistadas 6. Celebrar a conquista 832 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 416
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    1. Realizar oplano de implementação • 5W2H: um método relativamente simples de gerenciamento de atividades de um projeto O que (What) Quem (Who) Quando (When) Onde (Where) Porque (Why) Como (How) Quanto (How much) 833 1. Realizar o plano de implementação • Opções para a implementação • Abordagem "Simplesmente Faça" • Abordagem paralela • Abordagem sequencial 834 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 417
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    2. Documentar onovo sistema • Registro das mudanças que foram implementadas. • Organizações dependem da documentação para • Entendimento do processo • Educação e treinamento de pessoas que operam o processo • Comunicar as mudanças a quem se encontra dentro e fora do sistema. • Fornecer atualizações em tempo real para documentar melhores práticas, medidas e outras informações importantes de processos ou de produtos 835 2. Documentar o novo sistema (instrução de trabalho) 836 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 418
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    3.Treinar os envolvidos •Treinamento é quase sempre necessário para implementar mudanças. • Se a mudança for uma mera extensão do trabalho atual, então uma simples discussão poderá ser suficiente. • Entretanto, se a mudança for complexa, um treinamento extensivo poderá ser necessário. 837 4. Monitorar o sistema • Documentação adequada não garante que o processo opere como proposto. Monitorar o processo através de indicadores é um meio de verificar se as mudanças propostas estão sendo efetivamente implementadas • Medição fornece uma fonte de aprendizagem durante a implementação e um método de manutenção após a implementação • Gráficos de tendência (ou de controle) dos indicadores devem ser utilizados para monitorar o processo depois das mudanças implementadas 838 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 419
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    5. Estender osconhecimentos e melhorias conquistadas • Compile recomendações para a Direção. • Existem oportunidades para replicar em outras áreas? • Quais suas recomendações para manter os ganhos já obtidos? • Quanto de melhoria ainda é necessária para alcançar as metas estabelecidas inicialmente? • Onde você acha que a gerência deveria concentrar recursos da próxima vez? 839 6. Celebrar a conquista • O reconhecimento é um aspecto importante da celebração e deve reforçar as fontes intrínsecas de satisfação e motivação. Por exemplo: • Convidar os membros da equipe para a apresentação do projeto • Reconhecer o esforço de todos na realização do projeto • Uma pequena lembrança relacionada ao trabalho no projeto • Uma pizza para todos que estiveram envolvidos na iniciativa, inclusive aqueles cujos trabalhos mudaram como resultado da iniciativa 840 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 420
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    Estrutura, método ecultura A maioria dos especialistas na introdução de mudanças diria que a mudança cultural leva tempo e requer que as crenças da organização sejam mudadas. Desafiar diretamente as crenças ou atitudes frequentemente criam resistência mais do que suficiente para bloquear os esforços de mudança. Para aceitar a mudança, a maioria de nós precisa compreender a mudança e saber como ela nos ajuda. Muitas organizações têm introduzido com sucesso a mudança ao alterar a estrutura na qual as pessoas trabalham. 841 Pessoas e a Mudanças Dando-se oportunidade de escolha entre mudar e provar que não é necessário mudar, a maioria das pessoas prefere a segunda alternativa . John Galbraith 842 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 421
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    Pessoas e aMudanças • A mudança no nível físico ocorre no mundo material. É perceptível através dos sentidos e sujeita às leis da natureza . Diz respeito a possibilidade de execução da mudança. • A mudança no nível lógico acentua a base racional, o motivo para a mudança. As razões para fazer mudanças e as razões para o tipo de mudança que se quer fazer definem este nível lógico. A educação, a comunicação e a análise são veículos importantes para lidar com a mudança no nível lógico • Todas as pessoas afetadas pelas mudanças devem receber explicações sobre as razões para fazê-la antes de aceitarem a mudança no nível lógico. Entretanto, convencer as pessoas a aceitarem uma mudança pode exigir algo mais que apenas lógica 843 Pessoas e a Mudanças • A mudança no nível emocional lida com o coração: é afetiva e intuitiva.As pessoas têm sentimentos definidos sobre mudança. Para algumas pessoas, o que sentem pela mudança será mais importante do que as razões para a mudança. Os sentimentos das pessoas com respeito à mudança incluem: • Porque precisamos mudar? A maneira como temos feito isto sempre funcionou bem! • Estas mudanças tornarão meu trabalho mais difícil? • Trata-se apenas de um outro programa? • Terei que fazer isto além do meu trabalho normal? 844 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 422
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    Pessoas e aMudanças • Para resumir, a mudança deve: • Ser fisicamente possível; • Fazer sentido (isto é, ser lógica); • Fazer com que nos sintamos bem • Antes de dar início a uma mudança, estes três aspectos devem ser considerados 845 Programa Lean Six-Sigma: CERTIFICAÇÃO BLACK BELT 423
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    A EDTI, combase em uma longa experiência de trabalho de consultoria em diversas indústrias, está plenamente capacitada para treinar e orientar equipes em atividades de melhoria, desenvolver processos de inovação e dar suporte à análise de dados (inteligência analítica) para subsidiar decisões de negócios. Para permanecer no negócio e crescer as organizações precisam canalizar esforços para produzir produtos e serviços que os clientes desejam e pelos quais estão dispostos a pagar. Um desafio permanente da liderança é identificar oportunidades para aumentar o valor de seus produtos e serviços sob a ótica dos clientes e envolver seus colaboradores em atividades que transformem as oportunidades em realidade. Isso requer o domínio por parte da organização de um método eficiente e eficaz de realizar melhorias. A EDTI acredita que a formação sólida de seus consultores, aliada à experiência e conhecimento do mercado, são fundamentais para ajudar a liderança da organização na exploração de oportunidades de crescimento. Dr. Ademir José Petenate, Sócio fundador da Escola EDTI e Professor da UNICAMP desde 1974