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Política de
diversidade
Instituto Natura
Sumário
1. Diversidade para fazer junto e fazer melhor 2
2. Vamos trilhar a jornada da diversidade? 2
2.1. O que é diversidade? 2
2.2. O que é inclusão? 2
2.3. Como são a diversidade e inclusão no IN? 3
2.4. Por que estamos falando de diversidade? 3
3. Quais temas serão tratados? 4
3.1. Gênero 4
3.2. Pessoas com deficiência 6
3.3. LGBTQIA+ 7
3.4. Raça/etnia 8
3.5. Classe social 9
4. Princípios e compromissos: o que buscamos no iN? 11
5. Pontos de apoio 15
6. Referências 16
O Instituto Natura tem como objetivo
contribuir para a transformação da educação
no Brasil, por isso atuamos para que as
crianças sejam alfabetizadas na idade certa,
para que os jovens tenham acesso a um
Ensino Médio de qualidade, para impulsionar
outras Agendas Prioritárias da Educação e
para o desenvolvimento integral das Líderes e
Consultoras de Beleza Natura.
Para que possamos atingir eficientemente esses resultados, é
necessário, antes de tudo, conhecermos bem o contexto no qual
a comunidade escolar, as Consultoras de Beleza Natura, os es-
tudantes, os professores e os gestores públicos estão inseridos,
bem como a rica diversidade presente nesses espaços. Mas,
além deste conhecimento, é muito importante que promovamos a
Diversidade no nosso dia-a-dia e em nosso ambiente de trabalho.
Diversidade
para fazer
junto e fazer
melhor
Em sua essência, o Instituto Natura possui uma equipe formada
por mais de 30 profissionais, de natureza multidisciplinar, com
trajetórias e carreiras distintas. E essa é a nossa força! Mas sa-
bemos que precisamos, podemos e devemos ir mais além. Pois
acreditamos que ter um ambiente diverso, formado por um time
plural, multidisciplinar e engajado é fundamental, não só por au-
mentar a nossa potencialidade enquanto indivíduos e profissio-
nais, mas, principalmente, por contribuir para que a sociedade
caminhe rumo à construção de uma educação transformadora,
de melhor qualidade, acessível e equânime a todos e todas.
Nessa direção e paralelamente aos esforços já iniciados pela
Natura, sabemos que ao promover a diversidade interna e exter-
namente estaremos contribuindo ainda mais para o aprimora-
mento das competências dos nossos públicos prioritários, para
o desenvolvimento integral dos estudantes e também no melhor
desempenho do Instituto para desenvolver ações e projetos que
contribuam, cada vez mais, para a formação de escolas inclusi-
vas e dialógicas.
Sabemos que é um processo longo e contínuo e que precisamos fazer
juntos, por isso, à medida que tivermos uma equipe mais multicultural,
mais representativa e diversa, conseguiremos fazer ainda melhor. En-
tão, vamos trilhar a jornada da diversidade juntos?
Vamos
trilhar a
jornada da
diversidade?
O que é diversidade?
Diversidade é frequentemente entendida como variedade, hete-
rogeneidade, pluralidade e diferença. Ou seja, trata-se de uma
característica comum a todos os seres vivos do planeta e é gra-
ças a ela que a humanidade se mantém viva até os dias de hoje.
Porém, a diversidade não se refere apenas às características bio-
lógicas ou sociais, quando estas estão relacionadas à variedade
de aparências, culturas, histórias.
Ela também se refere à atribuição de determinados valores a
grupos específicos, resultando em estereótipos negativos, pre-
conceito, estigmas, discriminação. Ou seja, dificultando ou mes-
mo negando através de julgamentos de valor e hierarquização o
acesso a direitos fundamentais para as pessoas que constituem
os grupos minorizados.
E quais são esses grupos?
São grupos de pessoas que têm pouca ou nenhuma represen-
tatividade social, econômica e política, mesmo constituindo, em
alguns casos, a maior parcela numérica da população brasileira.
Enquadram-se como grupos minorizados ou minoritários: mulhe-
res, negros(as), pessoas com deficiência, LGBTQIA+, pessoas
economicamente vulneráveis, entre outros.
2.1.
O que é inclusão?
Complementar à noção de diversidade, a inclusão se relaciona
ao modo como os membros de todos os grupos são tratados em
todo e qualquer espaço, bem como a forma como se sentem per-
tencentes e incluídos. Tal percepção decorre do tratamento justo
que recebem e presenciam, do sentimento de receptividade, da
percepção de igualdade de oportunidades e do quanto se sentem
valorizados como membros pelo trabalho e esforço que desem-
penham nos diferentes níveis.
2.2.
Ou seja, é o quanto o indivíduo se sente, de fato, integrado e respeita-
do por conta das características que possui e o conectam a determi-
nados grupos sociais, tal qual raça, gênero, religião, entre outros.
Como são a diversidade e inclusão
no IN?
Mesmo a diversidade sendo uma característica inerente à socie-
dade, frequentemente nos deparamos com espaços em que há
pouca ou nenhuma representatividade. No Instituto Natura, veri-
ficamos que a realidade não é muito diferente. Por esse motivo e
reconhecendo a ótima oportunidade que nós, como instituição do
terceiro setor, possuímos em aumentar a pluralidade internamen-
te, esse documento tem como objetivos:
a) Formalizar, de maneira estruturada, o posicionamento do Ins-
tituto Natura sobre a questão da diversidade e as temáticas
entendidas como prioritárias.
b) Apresentar o cenário interno do Instituto Natura em relação
às pautas prioritárias de diversidade que são e serão traba-
lhadas.
c) Estabelecer e implementar, internamente, compromissos
com o intuito de promover e incentivar cada uma das pautas
da agenda da diversidade, norteando e conduzindo as ações
futuras e fortalecendo as que já estão estruturadas.
2.3.
d) Apresentar e centralizar os principais canais de contato e de
apoio internos, de modo que os colaboradores possam ter
conhecimento e fácil acesso a essas ferramentas, se sentindo
seguros e confiantes para participar, relatar, tirar dúvidas e
enviar sugestões sobre as pautas de diversidade.
e) Evidenciar as oportunidades de melhoria e sinergia entre as
iniciativas internas e as externas, de forma que ambas as
esferas se potencializem e identifiquem as lacunas que pre-
cisam ser preenchidas para o maior sucesso das políticas de
diversidade do Instituto Natura.
f) Compartilhar conceitos e dados acerca da Diversidade no
Instituto Natura, sob a ótica propositiva, reforçando a busca
e o nosso comprometimento com a melhoria constante dos
indicadores que serão apresentados neste documento.
g) Promover e incentivar a conscientização, o envolvimento e
a participação de todos e todas as profissionais do Instituto
Natura, de modo que a questão da Diversidade não esteja
apenas na agenda de alguns, mas que faça parte da rotina de
todos.
1. Para saber mais, acesse: https://www.mckinsey.com/business-functions/organization/our-insights/why-diversity-matters/pt-br
2. Para saber mais, acesse: https://gwa.com.br/cliente/hay-group/noticias/noticia-14-10-15.pdf
3. Para saber mais, acesse: https://hbrbr.uol.com.br/diversidade/
4. Para saber mais, acesse: https://issuu.com/institutoethos/docs/perfil_social_tacial_genero_500empr
Por que estamos falando de
diversidade?
Há diversos estudos, pesquisas e relatos ao redor do mundo
(McKinsey Company1
, Hay Group2
, Harvard Business Review3
, Ins-
tituto Ethos4
, entre outros) que apontam os múltiplos e excelentes
benefícios da diversidade, não só para a sociedade, mas também
para as organizações que a respeitam, a promovem e a valorizam
em seus espaços. Por isso, acreditamos que fomentar a diversida-
de e a inclusão no Instituto Natura é:
Força e potencialidade
Mais do que a coisa certa a se fazer, a diversidade é a força pro-
pulsora e impulsionadora para a melhor compreensão do mundo,
de suas realidades, do aumento da inovação e criatividade, da
resiliência e do fortalecimento do senso crítico dos nossos profis-
sionais e dos públicos com os quais atuamos.
2.4.
...a diversidade é a
força propulsora e
impulsionadora para
a melhor compreen-
são do mundo...
Relação ganha-ganha
Ao compreendermos, respeitarmos e valorizarmos as similarida-
des e diferenças dos profissionais do Instituto Natura, estamos
um passo mais próximos de nossos objetivos individuais e organi-
zacionais em uma proposta ganha-ganha. Pois, ao promovermos
a diversidade, estamos gerando ganhos tangíveis e intangíveis
para todas as pessoas, a sociedade, as instituições e, conse-
quentemente, para o projeto de educação em que acreditamos.
Ver a realidade como ela é
Apoiar pessoas e organizações, ao mesmo tempo em que cria-
mos condições para formar cidadãos críticos e dispostos a trans-
formarem a realidade da educação brasileira. Para isso, acredi-
tamos em ações contínuas que buscam oferecer e fortalecer a
nossa aproximação e melhor compreensão acerca do contexto
da educação pública e da realidade socioeconômica brasileira.
...ao promovermos
a diversidade, esta-
mos gerando ganhos
tangíveis e intangí-
veis para o projeto
de educação em que
acreditamos.
Coerência e representatividade
Falar sobre Diversidade e Inclusão no Instituto Natura exige coe-
rência e preocupação genuína com o projeto de melhoria da edu-
cação pública que desejamos criar e transformar no país, bem
como de desenvolvimento das Consultoras de beleza Natura que
almejamos. Mais que isso, é a oportunidade de darmos o exemplo
daquilo em que acreditamos. Assim, reconhecemos a importância
de incentivarmos e fomentarmos oportunidades de acesso, per-
manência e ascensão iguais entre todos e todas as profissionais
do Instituto Natura, impulsionando aqueles(as) que sejam perten-
centes aos grupos minorizados e oriundos de diferentes classes
sociais.
Fazer melhor
É a possibilidade de aumentar as chances de sermos mais asser-
tivos nas ações desenvolvidas e estar cada vez mais próximos e
conectados à realidade à qual nossos projetos se destinam. Ou
seja, entendendo e atendendo às demandas de crianças, jovens
e adultos que estão expostos a um contexto escasso de eficiên-
cia administrativa, educação de qualidade, equidade e coesão so-
cial. Precisamos sentir, viver e ver para fazer melhor.
Precisamos sentir,
viver e ver para fazer
melhor.
Quais
temas serão
tratados?
Em sinergia ao lançamento da Política de Valorização da Diversi-
dade Natura que aconteceu em 2016, o Instituto Natura assume
a responsabilidade de fomentar e buscar atingir os objetivos e
compromissos propostos neste material, seja em seu âmbito in-
terno e/ou externo.
Assim, reconhecendo nossos desafios e as oportunidades de
melhoria quanto à questão de diversidade e inclusão no Instituto,
trabalharemos 5 (cinco) temas com prioridade: Gênero, Pessoas
com Deficiência, LGBTQIA+, Raça e Etnia e Classe Social.
Gênero
Ao longo da história da humanidade tivemos exemplos de diver-
sas mulheres que se engajaram na luta pelos direitos e tratamen-
to equitativo da questão de gênero na sociedade, seja pelo direito
aos mesmos salários e condições de trabalho, ou ainda, pelos
direitos reprodutivos, direito à participação política, à luta contra
os padrões estéticos e sua representação no discurso midiático,
bem como o combate à violência contra a mulher.
Pautas que já avançaram em muitas conquistas, mas que ainda
estão longe de estarem resolvidas. Principalmente, devido ao
machismo que está presente no nosso dia a dia e que contribui
direta e indiretamente para o tratamento e a realidade desigual
que verificamos entre homens e mulheres.
Esses fatores atrelados à desigualdade de oportunidades entre
os gêneros, a dupla jornada das mulheres, entre outros fatores,
comprometem não só o desenvolvimento do grupo feminino,
mas toda a sociedade que, por sua vez, desperdiça as chances
de crescer e se desenvolver com a plena integração social, eco-
nômica e política da mulher.
3.1.
Você sabia?
No Brasil:
Mesmo as mulheres representando
51,09% da população, somente
37,8% das posições de liderança
no mercado de trabalho são
ocupadas por elas.
(IBGE, 2016; Ethos, 2016);
Nas 500 maiores empresas do
país, apenas 11% do conselho
administrativo são formados por
mulheres.
(Ethos, 2016)
A dupla jornada é um dos fatores
que contribuem para esses dados:
as mulheres dedicam 73% a mais
de horas nos serviços domésticos
e cuidados de pessoas que os
homens. Enquanto elas dedicam
18,1 horas por semana, os homens
dedicam 10,5 horas.
(IBGE, 2016)
37,8% 11% 18,1
liderança conselhos horas
O desemprego é mais forte entre
as mulheres do que entre os
homens.
(PNAD Contínua, 2017)
Segundo o relatório Global Gender
Gap 2016, do Fórum Econômico
Mundial, se o ritmo de progresso for
mantido, o Brasil levará 104 anos
para equiparar homens e mulheres
socioeconomicamente.
(Global Gender Gap, 2016)
Educação: Mulheres são maioria
entre a população com nível
superior completo e taxa de
frequência escolar.
(IBGE, 2016)
Representação política: Na eleição
de 2018, o número de deputadas
federais e estaduais subiu de
10,5% para 15%. No mundo, a
representatividade média é de
23,6% dos assentos.
TSE, 2018)
nível superior
104
anos deputadas
federais
15%
desemprego
Você sabia?
No Brasil:
Você sabia?
No Instituto Natura:
(As informações relativas ao cenário demográfico do Instituto Natura são oriundas do Censo interno do Instituto, aplicado pela primeira vez em 2018)
O Instituto Natura é uma
organização que possui o quadro
de funcionários majoritariamente
feminino: 76% são mulheres
e 24% homens; no entanto,
não há mulheres no Conselho
Administrativo do Instituto
(instância mais alta de decisão) e,
até o momento, não houve uma
mulher na presidência do Instituto
Natura.
(Censo Instituto Natura, 2018)
Em termos percentuais, as maiores
faixas salariais do Instituto Natura
(acima de 10 salários mínimos)
são ocupadas por mulheres com
mais de 5 anos de trabalho e
por homens com 2 a 3 anos de
trabalho para o Instituto.
(Censo Instituto Natura, 2018)
76%
mulheres
$
Pessoas com deficiência
As pessoas com deficiência no Brasil, apesar de serem mais de
1,2 milhão de pessoas, ainda não representam nem 1% dos tra-
balhadores com carteira assinada no país, conforme apontam o
Censo do IBGE de 2010 e o relatório da RAIS (2013).
A partir da Lei de Cotas (Lei nº 8.213/91) para pessoas com
deficiência e reabilitados criada em 1991, essas pessoas come-
çaram a sair de casa e ter mais espaço na sociedade. Porém,
quanto e de que forma a sociedade tem se preparado para re-
ceber essas pessoas?
Nós, do Instituto Natura, compreendemos a grande importância
da Lei de Cotas e da Lei Brasileira de Inclusão para promover e
estimular a maior participação de pessoas com deficiência no
mercado de trabalho. Contudo, acreditamos que mais do que ter
a oportunidade de trabalhar com essas pessoas, é fundamental-
mente importante que elas sejam e se sintam, verdadeiramente,
incluídas e integradas no ambiente em que estão.
3.2.
5.   A LBI (Lei Brasileira de Inclusão - Estatuto da Pessoa com Deficiência) considera pessoas com deficiência: as pessoas que têm, de forma congênita
ou adquirida, algum impedimento “de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, o qual em interação com uma ou mais barreiras,
pode obstruir sua participação
É por reconhecermos a importância da efetiva inclusão e dos bene-
fícios que a diversidade proporciona para a nossa construção como
cidadãos que, mesmo sem a obrigatoriedade legal, desejamos au-
mentar a representatividade de pessoas com deficiência no Instituto
Natura e, principalmente, promover um espaço cada vez mais inclu-
sivo e convidativo para todos(as) os(as) profissionais.
Você sabia?
No Brasil:
Quase 7%6
da população brasileira
são compostos por pessoas que
possuem algum tipo de deficiência.
(IBGE, 2018)
Foi a partir da publicação da
Convenção sobre os direitos
das pessoas com deficiência
realizada pela ONU, em 2006, que
ocorreram as principais mudanças
significativas acerca das práticas e
políticas da educação inclusiva.
(Diversa.org, 2018)
O Censo Escolar realizado pelo
INEP em 2016 e divulgado em
2017 apontou que 57,8% das
escolas brasileiras têm alunos com
deficiência em classes de aulas
comuns.
(Censo Escolar, 2017)
6.   No Censo do IBGE realizado em 2010, estimou-se haver quase 24% de pessoas com deficiência no Brasil. Em 2018, o IBGE revisitou esse número,
tomando como parâmetro as recomendações internacionais estipuladas pela Organização das Nações Unidas (ONU) e a Organização Mundial da
Saúde (OMS) para interpretação desses dados, de modo a construir indicadores comparativos aos demais países do mundo. Com essa mudança, a
proporção de pessoas com deficiência que era de 23,9% passou a ser 6,7%.
7% 57,8%
educação
Você sabia?
No Brasil:
Hoje, temos 9,3 milhões de PCDs
que se encaixam na Lei de Cotas,
para 827 mil vagas abertas.
(Brasil.gov, 2017)
Em 2015, foi aprovada a Lei Brasileira de Inclusão (LBI) que tem como
objetivo promover e garantir direitos fundamentais da pessoa com
deficiência de maneira igualitária, objetivando, no âmbito da educação, da
empregabilidade, entre outros, a inclusão social e a sua cidadania.
(Diversa.org, 2018)
2015
Mercado de
trabalho
No Instituto Natura:
Por sermos uma instituição com
menos de 100 pessoas no seu
quadro de funcionários, o Instituto
não se enquadra na obrigatoriedade
da Lei de cotas.
(Censo Instituto Natura, 2018).
Mesmo assim, 3% dos
colaboradores do Instituto possuem
algum tipo de deficiência.
(Censo Instituto Natura, 2018)
3%
LGBTQIA+
O movimento LGBTQIA+, de forma organizada, surgiu no Brasil
por volta dos anos de 1970, a partir de pequenas reuniões que
ocorriam em espaços sociais nas quais as primeiras publicações
dedicadas aos homossexuais circulavam, bem como eram dis-
cutidas as pautas de reivindicação e apoio. Mais de 30 anos de-
pois, as reuniões de vanguarda seriam responsáveis por desen-
cadear uma das maiores celebrações da diversidade no mundo,
a Parada do Orgulho LGBTQIA+ de São Paulo.
Sabemos que mais do que uma simples comemoração, a Parada
LGBTQIA+ é um evento simbólico de luta e resistência contra a
discriminação sexual, o preconceito, a reivindicação de igualda-
de de direitos e, consequentemente, de combate à violência que
assola em níveis cada vez mais alarmantes a população
LGBTQIA+ no país.
O Brasil, atualmente, é um dos países em que há maiores índi-
ces de assassinatos e suicídios em decorrência da LGBTfobia,
superando, inclusive, países que encaram a existência dessas
pessoas como uma “prática ilegal” na sua constituição.
3.3.
Em meio a esse cenário marcado pela intolerância, desrespei-
to às diferenças e por tantas estatísticas negativas, sabemos
que as empresas e organizações possuem um papel funda-
mental para a superação das desigualdades socioeconômicas
e do preconceito, visto que, ao apoiar, respeitar e valorizar a
diversidade em todas as suas manifestações, as instituições
não estão somente agindo pelo “politicamente correto”, mas
por se tratar de uma questão de direitos humanos universais.
Por esse motivo, e em linha ao que acreditamos, desejamos
aumentar a representatividade de profissionais LGBTQIA+ no
Instituto Natura.
Atualmente, devido ao pluralismo e a diversidade na orienta-
ção sexual e na identidade de gênero, outros termos e desig-
nações foram contemplados e incluídos gradativamente na si-
gla LGBTQIA+. Além de lésbicas (L), gays (G), bissexuais (B) e
transgêneros (T)  que constituem a sigla, o símbolo de + inclui,
ainda, intersexuais (I), queer ou questioning (questionamen-
to de gêneros) (Q), curiosos (C), assexuais ou simpatizantes
(Ally) (A), pansexuais (P), não conformidade de gênero (GN),
gênero fluido (GF), não binários (NB) e andróginos (A).
LGBTQIA+
L - Lésbicas
G - Gays
B - Bissexuais
T - Transgêneros
I - Intersexuais
Q - Queer ou
questioning
C - Curiosos
Ally - Assexuais ou
simpatizantes
P - Pansexuais
GN - Não conformidade
com o gênero
GF - Gênero fluido
NB - Não binários
A - Andróginos
Mas qual a diferença entre identidade de gênero e orientação
sexual? Identidade de gênero é a percepção que a pessoa tem
sobre si mesma quanto ao gênero, ou seja, a compreensão so-
cial e não anatômica de seus corpos (feminino, masculino, al-
guma combinação entre feminino e masculino). Já a orientação
sexual se refere à atração sexual e/ou afetiva que uma pessoa
sente por outra, que, por sua vez, não depende da sua identida-
de de gênero. Ou seja, a atração sexual pode ser entre pessoas
do mesmo sexo, sexos opostos, de ambos os sexos ou mesmo,
não sentir atração por nenhum deles (assexual).
Assim, o termo que inicialmente surgiu como GLS (gays, lésbicas e
simpatizantes) estendeu-se para LGBTQIA+, permitindo que novos
termos e definições fossem incluídas com o objetivo de contemplar
a diversidade e o pluralismo na identidade de gênero e na orientação
sexual.
Você sabia?
No Brasil:
Estima-se que o público LGBTQIA+
represente 8,7% da população
brasileira (aproximadamente 18
milhões de pessoas).
(IBGE, 2011)
No Brasil, o casamento homoafetivo
foi reconhecido pelo Supremo
Tribunal Federal (STF) em maio
de 2011, o que permitiu com isso
que as pessoas do mesmo sexo
pudessem desfrutar dos mesmos
direitos e garantias que eram
exclusivas a casais heterossexuais.
(STF, 2011)
38% das empresas têm restrições
para a contratação de homossexuais.
(Santo Caos, 2015)
7.   Transgênero: Termo utilizado para descrever pessoas que se identificam como travestis ou transexuais.
8.  Para saber mais: Supremo reconhece união homoafetiva. Disponível em: http://www.stf.jus.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=178931
8,7% 38%
casamento
Você sabia?
No Brasil:
A homofobia custa,
aproximadamente, 405 bilhões
de dólares anualmente para a
economia brasileira (baseado em
produtividade, turnover e processos
judiciais).
(Relatório Brasil LGBT 2030)
O Brasil lidera o índice de
homofobia no mercado de trabalho:
68% já presenciaram LGBTfobia no
ambiente de trabalho.
(OutNow Global, 2017)
90% das travestis estão se
prostituindo por não terem
conseguido emprego (mesmo com
bons currículos).
(Antra, 2017)
405
90%
68%
bilhões
Você sabia?
No Brasil:
A cada 19 horas um LGBTQIA+ é
assassinado ou se suicida vítima
da LGBTfobia, o que torna o Brasil
campeão mundial nesse tipo de
crime. É o maior índice desde que
o grupo começou a fazer este
levantamento, em 1979.
(GGB - Grupo Gay da Bahia, 2017)
Somente nos primeiros 3 meses de 2018,
53 pessoas transgênero foram mortas (um
aumento de 18% em relação a 2017).
(GGB - Grupo Gay da Bahia, 2018)
19 53
horas transgêneros
Você sabia?
No Instituto Natura:
89% das pessoas que trabalham para o Instituto se consideram
heterossexuais, 7% bissexuais e 4% homossexuais.
(Censo Instituto Natura, 2018)
100% das pessoas que trabalham
para o Instituto Natura se
identificam como cisgêneras.
(Censo Instituto Natura, 2018)
7.   Transgênero: Termo utilizado para descrever pessoas que se identificam como travestis ou transexuais.
8.  Para saber mais: Supremo reconhece união homoafetiva. Disponível em: http://www.stf.jus.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=178931
89% / 7% / 4% 100%
Raça/etnia
A discussão étnico-racial no Brasil tem ganhado cada vez mais
relevância nos debates de diversidade em decorrência de um
aumento de conscientização populacional e mercadológica so-
bre o papel do negro na sociedade, bem como acerca de seu
processo de empoderamento socioeconômico e midiático.
O ideário que se construiu sobre o mito da democracia racial
contribuiu direta e indiretamente para a grande resistência em
se abordar sobre as desigualdades raciais que atingem majori-
tariamente a população negra e que, muitas vezes, se manifes-
tam como consequência do preconceito e racismo institucional
que assolam o país desde o período colonial. Mesmo após 130
anos da abolição formal da escravatura, tais consequências
ainda podem ser observadas na estrutura social, visto que não
houve nenhum aparato social que conseguisse promover condi-
ções dignas para essa população se desenvolver e ser, de fato,
incluída na sociedade.
3.4.
O reflexo dessa despreocupação na inserção dos negros no
contexto socioeconômico é perceptível hoje nos maiores índices
de pobreza e de mortalidade entre os negros, nos menores ín-
dices de escolaridade, de presença do mercado de trabalho, de
acesso à educação e serviços de saúde e transportes de quali-
dade, na baixa (ou quase ausente) representatividade da popu-
lação negra nos espaços de poder e privilégio.
Aos poucos, observamos que essa realidade vem sendo muda-
da, principalmente em decorrência de diversas iniciativas (pú-
blicas e privadas) criadas para o enfrentamento e superação do
racismo institucional, tais como as políticas públicas de promo-
ção da igualdade racial, ações afirmativas nas instituições de
ensino e mercado de trabalho, assim como a preocupação com
o estabelecimento de um sistema de financiamento sólido aos
programas e ações específicas para a questão étnico-racial.
Nessa direção, o Instituto Natura quer somar a essas iniciativas,
cumprindo com o seu papel social através do próprio exemplo: au-
mentando a representatividade de profissionais negros e negras nos
diferentes cargos e funções do Instituto.
Você sabia?
No Brasil:
A população negra movimentou
1,6 trilhão de reais em 2017.
(Inst. Locomotiva, 2017)
da população brasileira são negros
(pretos + pardos) .
(PNAD Contínua, 2017)
75%
28,8% 34% 4,7%
1,6
trilhão
54% Os negros representam apenas
17,8% entre o 1% mais rico. E
75% entre os 10% mais pobres.
(PNAD Contínua, 2015)
Profissionais negros com ensino
superior completo recebem 28,8%
menos do que os brancos em igual
condição.
(RAIS 2016/Ministério do Trabalho e
Emprego)
Somente 34% dos funcionários das
500 maiores empresas são negros.
(Ethos, 2016)
Apenas 4,7% do quadro executivo
das 500 maiores empresas é
constituído por pessoas negras.
As mulheres negras representam
somente 0,4%.
(Ethos, 2016)
Você sabia?
No Brasil:
duas vezes
Estima-se que a renda entre os
negros e brancos será equivalente
somente em
(Oxfam, 2017)
A remuneração da profissional
negra é
menor em relação ao que recebe
um homem branco.
(PNAD Contínua, 2017)
As mulheres brancas alcançam
ensino superior completo em
proporção
maior que as mulheres pretas ou
pardas.
(IBGE, 2018)
59% 2089
Você sabia?
No Instituto Natura:
Nos últimos 3 anos, a
representatividade de
negros aumentou 24% no Instituto.
(Censo Instituto Natura, 2018)
Das pessoas que trabalham para o
Instituto Natura,
Se considerarmos especificamente
a equipe interna do Instituto Natura
(portanto, excluindo prestadores de
serviço que atuam externamente)
estes percentuais passam a ser de:
74% se declaram brancas
89% branca
8% preta
3% parda
16% pardas
8% pretas
2% amarelas
0% indígenas
Há maior presença de pessoas
negras no grupo da equipe
externa (prestadores de serviços,
terceirizados): 26% pardos e
7% preta; 3% parda e 8% preta
(interno).
(Censo Instituto Natura, 2018)
24%
Os profissionais negros do IN são
altamente escolarizados (todos
possuem/realizam MBA e/ou
mestrado).
Contudo, estão presentes nos
cargos de baixa-média gerência
(analista, coordenadores) e
nos prestadores de serviços
terceirizados. Entre os cargos
ocupados, os negros representam
9% dos coordenadores, contra
91% dos não negros. O percentual
é relativamente similar entre os
analistas (11% e 89%).
(Censo Instituto Natura, 2018)
Entre os níveis de alta hierarquia,
não há representatividade de
negros nos cargos de gerência,
diretoria e no Conselho.
(Censo Instituto Natura, 2018)
Classe social
O Brasil é marcado hoje pela desigualdade social, agravada pela
má distribuição de renda, iniquidade de oportunidades e recur-
sos, exclusão e invisibilidade de determinados grupos menos
abastados em detrimento de outros mais privilegiados.
Apesar dos importantes avanços conquistados na última déca-
da, que atuaram diretamente no combate ao aumento da desi-
gualdade e má distribuição de renda, sabe-se que tais iniciativas
não são suficientes para corrigir, a curto e médio prazo, pro-
blemas tão estruturantes e enraizados nos costumes, cultura e
sociedade brasileira.
Diariamente, é possível perceber as consequências do reforço
e da manutenção dessas disparidades entre os estratos sociais,
perceptíveis, principalmente, através de marcadores sociais,
tais como: o crescente processo de favelização, a desigualdade
alimentar, a falta de saneamento básico, o ensino de baixa qua-
lidade, menos formação acadêmica, desemprego, precariedade
na saúde e transporte públicos, bem como a falta de acesso à
cultura. Processos que, por sua vez, têm se repetido, intensifi-
3.5.
cando-se cotidianamente pelo país e vulnerabilizando os mes-
mos grupos sociais: negros, pobres e populações periféricas.
Segundo um relatório da Oxfam (2017), mesmo neste cenário
tão preocupante, vemos que há algumas medidas que podem
ser tomadas para transformarmos o cenário atual, seja através
da adoção de políticas públicas, ampliação de cobertura de
serviços para os mais pobres, política de valorização do salário
mínimo, formalização do mercado de trabalho e, principalmente,
investimentos em educação.
Nesse sentido, o Instituto Natura, enquanto organização que
acredita na importância de se fortalecer, disseminar e estimular
pessoas e organizações que fazem parte da área educacional,
reconhece a importante contribuição e o papel fundamental que
possui para a transformação da realidade social de estudantes
e suas comunidades a partir da promoção da qualidade de vida
que se dá, principalmente, com a melhoria da educação.
Você sabia?
No Brasil:
Segundo dados da Pnad Contínua,
a desigualdade social aumentou
em 4 das 5 grandes regiões
brasileiras entre 2016 e 2017. Em
2016, o Índice de Gini, indicador
que mede a desigualdade social
e a concentração de renda de
determinado grupo, apontou que o
Brasil está entre as 10 nações mais
desiguais do mundo. O Indicador
varia entre 0 (zero) e 1 (um), ou
seja, quanto mais próximo o país
estiver do zero melhor, e pior se
estiver próximo do 1 (um). Em 2015,
o Brasil atingiu 0,515 superando em
desigualdade países como Quênia
(0,485), Congo (0,489), Ruanda
(0,504), Panamá (0,507), entre
outros.
(RDH/PNUD, 2016)
da população de trabalhadores
brasileiros com maior poder
aquisitivo ganhava 36,3 vezes mais
do que os 50% que ganham os
menores salários.
(PNAD Contínua, 2017)
milhões é o número de pessoas
que integram o grupo de 50% com
menor renda e que em 2016 ganhou
R$ 747 em média, por mês, inferior
ao salário mínimo.
(PNAD Contínua, 2017)
44
1%
desigualdade
Você sabia?
No Brasil:
Se considerados os 5% dos
brasileiros com menores salários, a
renda média era de apenas R$ 73
mensais. Segundo o IBGE, 4,445
milhões de trabalhadores estão
nessa condição.
(PNAD Contínua, 2017)
é o número de pessoas que
integram o grupo de 1% mais rico,
que em 2016 teve rendimento
médio de R$ 27 mil /mês
(PNAD Contínua, 2017)
O último relatório de
desenvolvimento global WDR 2018
aponta o desempenho díspar entre
alunos considerados ricos em
relação aos considerados pobres,
que comparados aos países mais
desenvolvidos economicamente,
metade das crianças brasileiras
(principalmente as mais pobres) não
atingem o desempenho mínimo em
leitura e matemática.
(WDR, 2018)
899.000
R$ 73,00
Você sabia?
No Instituto Natura:
realizaram o Ensino Fundamental I
em Instituição privada, e 46% em
Escola Pública
(Censo Instituto Natura, 2018)
realizaram o Ensino Fundamental II
em Instituição privada e 43% em
Escola Pública
(Censo Instituto Natura, 2018)
realizaram o Ensino Médio em
Instituição Privada e 44% em
Escola Pública
(Censo Instituto Natura, 2018)
52% 54% 53%
realizaram a Graduação em
Instituição Privada, e 38% em
Universidade Pública
(Censo Instituto Natura, 2018)
58%
Até a realização do Ensino Médio, a
maioria dos colaboradores internos
tiveram ensino particular, com uma leve
superioridade em relação à média.
(Censo Instituto Natura, 2018)
Profissionais com salários acima
de 8 salários mínimos tiveram
majoritariamente acesso ao ensino
particular ao longo do ensino médio.
Não houve presença de profissionais
oriundos do ensino público a partir
de 15 salários mínimos.
(Censo Instituto Natura, 2018)
Entre os cargos também
é perceptível a maioria de
profissionais que tiveram ensino
médio particular nos maiores cargos
do Instituto: Coordenador, gerente,
diretor.
(Censo Instituto Natura, 2018)
O Instituto Natura rejeita veementemente qualquer tipo ou for-
ma de discriminação, preconceito ou assédio e se compromete a
adotar medidas que garantam e promovam a diversidade, inclu-
são e igualdade de acesso, permanência e oportunidades em to-
das as suas áreas e cargos para todo e qualquer profissional do
Instituto. Partimos de seis princípios para estabelecermos nossos
compromissos:
DIVERSIDADE
Diversidade é uma realidade do contexto em que vivemos. As
organizações inseridas neste contexto devem respeitar e valori-
zar a diversidade como um diferencial competitivo. Acreditamos
que para se construir uma educação de qualidade é fundamen-
tal que a diversidade do público interno seja uma constante,
tornando-se um valor a ser perseguido e incentivado dentro e
fora do Instituto através de nossos profissionais, parceiros, be-
neficiários e fornecedores.
Princípios e
compromissos:
o que buscamos
no Instituto
Natura?
Os benefícios da Diversidade
serão efetivamente conquis-
tados a partir da promoção da
inclusão em nosso ambiente
de trabalho
EQUIDADE
O Instituto Natura investe seus recursos em iniciativas focadas
em melhorar a qualidade da educação, o desenvolvimento das
Consultoras de Beleza Natura e, consequentemente, da nossa
sociedade. Por isso, buscamos promover uma transformação
social que, para que seja efetiva, necessita de esforços e ações
mais assertivas de modo que continuemos alimentando um ciclo
virtuoso em torno da melhoria da educação, mais representativa
e condizente à realidade do país.
INCLUSÃO
Os benefícios da Diversidade serão efetivamente conquistados a
partir da promoção da inclusão em nosso ambiente de trabalho,
ao conhecermos cada membro, valorizarmos suas histórias e tra-
jetórias, reconhecermos seu empenho e entregas, compartilhar-
mos práticas e ações, e engajarmos todos e todas na construção
de um ambiente mais agradável e inclusivo.
RESPEITO
Acreditamos que a diversidade e inclusão são valores a serem
perseguidos e promovidos pelo Instituto Natura, e que precisam
acontecer de forma sustentada pelo respeito, tolerância e promo-
ção dos direitos, oportunidades e tratamento equitativo junto às
pessoas pertencentes aos grupos minorizados na sociedade, tais
quais mulheres, negros, LGBTQIA+, pessoas com deficiência e
pessoas de diferentes classes sociais.
EMPATIA
Acreditamos que a empatia se constrói coletivamente, através da
convivência, consciência das disparidades e privilégios presentes
na nossa sociedade, bem como a partir da disposição individual e
institucional na desconstrução dos preconceitos e vieses incons-
cientes que cada indivíduo carrega consigo.
REFERÊNCIA/EXEMPLO
Acreditamos que ao direcionarmos nossos esforços na valo-
rização, fortalecimento das ações e práticas de diversidade e
inclusão, também estaremos estimulando outras instituições
do terceiro setor a desenvolverem e implementarem programas
internos e externos com o olhar direcionado para a diversidade
e inclusão. Ao fazermos isso, abrimos um diálogo igualitário e
solidário para com a sociedade e com o projeto de mundo que
desejamos construir.
Acreditamos que a
empatia se constrói
coletivamente
Compromisso 1:
COMBATE AO PRECONCEITO
E À DISCRIMINAÇÃO
Adotar práticas para prevenir,
apurar e combater quaisquer
situações de humilhação, inti-
midação, exposição ao ridícu-
lo, hostilidade, constrangimen-
to e microagressões em nosso
ambiente de trabalho, sejam
elas relacionadas à etnia/
raça, gênero, orientação sexu-
al, deficiências físicas e/ou in-
telectuais, origem social ou de
outra natureza, incentivando
os membros de nossa equipe
que sofrerem ou presenciarem
essas ou outras condutas abu-
sivas a denunciarem, a fim de
respeitar e promover a diver-
sidade e integração entre os
membros da equipe.
Tendo em vista os princípios
enunciados, comprometemo-nos a:
Compromisso 2:
FORMALIZAÇÃO
Apoiar e formalizar a atu-
ação do grupo de trabalho
de diversidade, garantindo
condições para que ele reali-
ze suas funções/atribuições
com excelência.
Compromisso 3:
ATRAÇÃO, SELEÇÃO E PER-
MANÊNCIA (REPRESENTATIVI-
DADE)
Adotar políticas específicas de
atração, seleção e permanên-
cia de profissionais negros e
negras, pessoas com defici-
ência, LGBTQIA+ e pessoas
de baixa renda, contribuindo
para melhorar o atual cenário
de sub ou nenhuma represen-
tação dos grupos minorizados,
promovendo a diversidade no
Instituto Natura e em suas ins-
tâncias superiores de decisão.
Compromisso 4:
EQUIDADE
Promover e monitorar a equi-
dade racial, de gênero e dos
demais públicos minorizados
em todos os níveis hierárqui-
cos, equiparando salários e
benefícios para profissionais
que exercem responsabilida-
des similares, além de consi-
derar e priorizar critérios de
diversidade nas oportunidades
de desenvolvimento e reco-
nhecimento da equipe iN.
Compromisso 5:
FORMAÇÃO
Formar, capacitar e sensibili-
zar periodicamente os cola-
boradores do iN, por meio da
realização ou apoio a eventos
internos e externos acerca da
diversidade e inclusão, inse-
rindo o tema na pauta das
atividades e formações dos
colaboradores e lideranças da
organização.
Compromisso 6:
COMUNICAÇÃO
Contemplar a diversidade nas
ações de comunicação interna
e externa do Instituto Natura
e de suas iniciativas, tanto em
relação ao conteúdo, quanto à
forma.
Compromisso 7:
PROJETOS E INICIATIVAS
Adotar e multiplicar, nos pro-
jetos e iniciativas do Instituto,
práticas que promovam a iden-
tificação, o respeito e a devida
atenção aos direitos e neces-
sidades dos grupos minoriza-
dos, garantindo a equidade
dos públicos alvo.
Compromisso 8:
AVALIAÇÃO E PRODUÇÃO DE
CONHECIMENTO
Promover e intensificar o
acompanhamento das ações
e práticas de diversidade, por
meio de pesquisas, métricas e
demais indicadores, seja inter-
namente ao iN, seja no âmbito
dos projetos e iniciativas.
Compromisso 9:
POSICIONAMENTO E INFLUÊN-
CIA EXTERNA
Posicionar-se e articular junta-
mente às instituições parceiras,
fornecedores, poder público,
educadores(as) e sociedade
civil, mobilizando e os engajan-
do na promoção de ambientes,
práticas e ações mais diversas e
inclusivas com foco nos grupos
minorizados.
A Natura possui diversos canais de apoio para situações que
descumpram a Política de Diversidade e o Código de Ética da
Natura. São ferramentas sigilosas, confiáveis, com pessoas pre-
paradas para lidar com as mais diferentes situações, sejam estas
ofensas, discriminações, injúrias, preconceitos, entre outras. Se
você sofreu ou presenciou algumas dessas situações, não hesite
em utilizar os Pontos de Apoio! Só assim conseguiremos trans-
formar, positivamente, nosso ambiente e a comunidade em que
atuamos.
Se você também tiver interesse em contribuir e ajudar o Institu-
to Natura a fazer ainda mais pela diversidade e inclusão, vamos
adorar conhecê-lo e saber a sua opinião. Entre em contato co-
nosco e nos ajude a tornar esse ambiente mais inclusivo para
todos e todas.
Pontos de apoio
Contatos Natura:
1. Colaboradores Brasil e Prestadores de Serviço- Brasil:
Telefone: 0800-7761620 (ligação gratuita) ou (11) 4446-2010 – 24 horas por dia, todos os
dias da semana.
2. OUVIDORIA:
2.1. E-mail: ouvidoria@natura.net
2.2. Site Ouvidoria: http://ouvidorianatura.com.br
2.3. Intranet Natura: http://colaborador2.natura.net/hotsite/ouvidoria/src/ouvidoria_
home.asp
3. Atendimento pessoal com hora marcada
pelo 0800-7761620 - Ramal: 2010 (4446-2010)
4. Carta:
Rodovia Anhanguera, s/n, km 30,5 – Polvilho – Cajamar – CEP 07750-000
5. E-mail:
diversidade@natura.net
(Responsável pela área de Diversidade da Natura)
6. Canal de apoio - Instituto Natura:
gtdiversidade@natura.net
(Código de Conduta de
colaboradores do Instituto Natura)
*Considera-se assédio moral a exposição do trabalhador a si-
tuações humilhantes e constrangedoras, de forma repetitiva e
prolongada, no exercício de suas funções, o que acaba por de-
sestabilizar a relação da vítima com o ambiente de trabalho e a
organização.
O assédio sexual está definido na lei nº 10224/2001. A conduta
consiste no constrangimento de alguém com o intuito de obter
vantagem ou favorecimento sexual, prevalecendo-se o agente
de sua condição de superior hierárquico ou influência inerentes
ao exercício de emprego, cargo ou função para exercer pressão
sobre a vítima. Um exemplo clássico é a imposição de favores se-
xuais como condição para uma promoção ou a ameaça de demis-
são caso o empregado recuse o flerte de um superior.
Gênero
1. Diversidade nas empresas & Equidade Racial / [coordenação geral Ma-
ria Aparecida da Silva Bento; coordenação editorial Flávio Carrança]. 1.
Ed. São Paulo: Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigual-
dades. CEERT, 2017.
2. Estatísticas de Gênero: Indicadores Sociais das Mulheres no Brasil,
2016. Disponível em: <https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/
liv101551_informativo.pdf>.
3. Instituto Ethos. Perfil Social, racial e de gênero das 500 maiores empre-
sas do Brasil e Suas Ações Afirmativas, 2016. Disponível em: <https://
www.ethos.org.br/wp-content/uploads/2016/05/Perfil_Social_Tacial_
Genero_500empresas.pdf>.
4. Onu Mulheres. Disponível em: <https://nacoesunidas.org/agencia/onu-
mulheres/>.
5. Onu Mulheres. Mais igualdade para as mulheres brasileiras: caminhos
de transformação econômica e social, 2016. Disponível em: <http://www.
onumulheres.org.br/wp-content/uploads/2016/05/encarte-ONU-mulhe-
res_2a-impressao_final.pdf>.
6. Onu Mulheres. Princípios de empoderamento das mulheres, 2017.
Disponível em: <http://www.onumulheres.org.br/wp-content/uplo-
ads/2016/04/cartilha_ONU_Mulheres_Nov2017_digital.pdf>.
7. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Quarto Trimestre
de 2017. Disponível em: <https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/pe-
riodicos/2421/pnact_2017_4tri.pdf>.
Referências
8. The Global Gender Gap Report 2016. Disponível em: <http://www3.weforum.org/docs/GGGR16/WEF_Global_
Gender_Gap_Report_2016.pdf>.
9. TSE. Estatísticas Eleitorais, 2018. Disponível em: <http://www.tse.jus.br/eleicoes/estatisticas/estatisticas-eleito-
rais>.
10. VELASCO, C.; OLIVEIRA, L. 2018. Nº de mulheres eleitas se mantém no Senado, mas aumenta na Câmara
e nas Assembleias. Disponível em: <https://g1.globo.com/politica/eleicoes/2018/eleicao-em-numeros/noti-
cia/2018/10/08/no-de-mulheres-eleitas-se-mantem-no-senado-mas-aumenta-na-camara-e-nas-assembleias.
ghtml>.
Pessoas com deficiência
11. Censo Escolar 2017. Disponível em: <http://inep.gov.br/censo-escolar>.
12. Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência: Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência.
2017. Disponível em: < http://www.pessoacomdeficiencia.gov.br/app/sites/default/files/Convencao%202017.
pdf>.
13. Governo do Brasil. Cresce número de pessoas com deficiência no mercado de trabalho formal, 2017. Disponível
em: < http://www.brasil.gov.br/economia-e-emprego/2016/09/cresce-numero-de-pessoas-com-deficiencia-no-
-mercado-de-trabalho-formal>.
14. IBGE, 2018. Os desafios para a produção de indicadores sobre pessoa com deficiência no Brasil, ontem, hoje e
amanhã. Disponível em: <https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv101562.pdf>.
15. Instituto Rodrigo Mendes, 2018. IBGE constata 6,7% de pessoas com deficiência no Brasil com nova margem
de corte. Disponível em: <https://diversa.org.br/artigos/ibge-constata-67-de-pessoas-com-deficiencia-no-bra-
sil/>.
16. Planalto. Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/
L8213cons.htm>.
17. REIS (Rede Empresarial de Inclusão Social). Disponível em: <http://www.redeempresarialdeinclusao.com.br/>.
LGBTQIA+
18. Antra Brasil. Disponível em: <https://antrabrasil.org/campanhas/>.
19. Antra, 2018. Mapa dos Assassinatos de Travestis e Transexuais no Brasil em 2017. Disponível em: <https://antra-
brasil.files.wordpress.com/2018/02/relatc3b3rio-mapa-dos-assassinatos-2017-antra.pdf>.
20. Correio, 2018. Homofobia custa US$ 405 bilhões ao Brasil. Disponível em: <https://www.correio24horas.com.br/
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21. Fórum de Empresas e Direitos LGBTI+. Disponível em: <http://www.forumempresaslgbt.com/>.
22. GGB (Grupo Gay da Bahia), 2017. Pessoas LGBT Mortas no Brasil: Relatório 2017. Disponível em: <https://homo-
fobiamata.files.wordpress.com/2017/12/relatorio-2081.pdf>.
23. GGB (Grupo Gay da Bahia), 2018. Homicídios de LGBT no Brasil em 2018. Disponível em: <https://homofobiama-
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24. Grupo Gay da Bahia – GGB. Disponível em: <https://grupogaydabahia.com.br/>.
25. Manual de Comunicação LGBTI+. Disponível em: <http://www.grupodignidade.org.br/wp-content/uplo-
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26. Out Now Global LGBT2030 Study. Disponível em: <https://www.outnowconsulting.com/media/28574/SinglePa-
ge-reportDownloads.pdf>.
27. Princípios e direitos fundamentais no trabalho: dos desafios às oportunidades. Disponível em: <https://www.ilo.
org/public/portugue/region/eurpro/lisbon/pdf/cit106_relatorio_vi_pt.pdf>.
28. Relatório Brasil LGBT 2030. Disponível em: <https://www.outnowconsulting.com/media/28573/ALLBRASIL-L-
GBT2030-WEIGHTED-MF-KEYvFINAL-40COMBINED-ENBRsm.pdf>.
29. Santo Caos, 2015. Demitindo Preconceitos. Disponível em: < http:/
/www.santocaos.com.br/biblioteca/demitindo-precon-
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30. STF, 2011. Supremo reconhece união homoafetiva. Disponível em: <http://www.stf.jus.br/portal/cms/verNoticiaDe-
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31. USP Diversidade. <Disponível em: www.prceu.usp.br/programa/usp-diversidade/>.
Etnia/raça
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<http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2016-12/ibge-negros-sao-17-dos-mais-ricos-e-tres-quartos-da-
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33. IBGE. Disponível em: https://www.ibge.gov.br/apps/populacao/projecao/index.html.
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35. Instituto Locomotiva. Qual é o impacto do racismo na economia? 2018. Disponível em: <https://www.slideshare.
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www.oxfam.org.br/sites/default/files/publicacoes/relatorio_a_distancia_que_nos_une.pdf>.
38. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Quarto Trimestre de 2017. Disponível em: <https://biblio-
teca.ibge.gov.br/visualizacao/periodicos/2421/pnact_2017_4tri.pdf>.
39. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Quarto Trimestre de 2015. Disponível em: <https://biblio-
teca.ibge.gov.br/visualizacao/periodicos/2422/pnact_2015_4tri.pdf>.
40. Waiselfisz, J. J. Mapa da Violência 2014: Os jovens do Brasil. Disponível em: <https://www.mapadaviolencia.org.
br/pdf2014/Mapa2014_JovensBrasil_Preliminar.pdf>.
Classe Social
41. Agência Brasil. Brasil não tem política para reduzir desigualdade na educação, diz especialista. Disponível em:
<http://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2017-06/brasil-nao-tem-politica-para-reduzir-desigualdade-
-na-educacao-diz>.
42. Cruz, Priscila. 2017. O berço da desigualdade educacional. Disponível em: <https://educacao.uol.com.br/colu-
nas/priscila-cruz/2017/11/08/o-berco-da-desigualdade-educacional.htm>.
43. O Dia, 2017. IBGE: metade da população brasileira vive com menos de um salário mínimo. Disponível em: <ht-
tps://odia.ig.com.br/_conteudo/economia/2017-11-29/ibge-metade-da-populacao-brasileira-vive-com-menos-de-
-um-salario-minimo.html>.
44. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Quarto Trimestre de 2017. Disponível em: <https://biblio-
teca.ibge.gov.br/visualizacao/periodicos/2421/pnact_2017_4tri.pdf>.
45. UNDP. Human Development Report 2016. Disponível em: <http://www.br.undp.org/content/dam/brazil/docs/Re-
latoriosDesenvolvimento/undp-br-2016-human-development-report-2017.pdf>.
46. World Development Report 2018: LEARNING to Realize Education’s Promise. Disponível em: <http://www.worldbank.
org/en/publication/wdr2018>.
Instituto Natura
47. Censo iN 2018
48. Instituto Natura. Disponível em: <http://www.institutonatura.org.br/>.
Natura
49. Política Valorização da Diversidade – PO 0103
50. Cartilha de Diversidade Natura
51. Código de Conduta Natura
Geral
52. Guia de Comunicação Inclusiva do Conselho da União Europeia 2018 (https://www.consilium.europa.eu/me-
dia/35437/pt_brochure-inclusive-communication-in-the-gsc.pdf)
Produzido pelo GT Diversidade com
consultoria/apoio da Santo Caos.

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  • 2. Sumário 1. Diversidade para fazer junto e fazer melhor 2 2. Vamos trilhar a jornada da diversidade? 2 2.1. O que é diversidade? 2 2.2. O que é inclusão? 2 2.3. Como são a diversidade e inclusão no IN? 3 2.4. Por que estamos falando de diversidade? 3 3. Quais temas serão tratados? 4 3.1. Gênero 4 3.2. Pessoas com deficiência 6 3.3. LGBTQIA+ 7 3.4. Raça/etnia 8 3.5. Classe social 9 4. Princípios e compromissos: o que buscamos no iN? 11 5. Pontos de apoio 15 6. Referências 16
  • 3. O Instituto Natura tem como objetivo contribuir para a transformação da educação no Brasil, por isso atuamos para que as crianças sejam alfabetizadas na idade certa, para que os jovens tenham acesso a um Ensino Médio de qualidade, para impulsionar outras Agendas Prioritárias da Educação e para o desenvolvimento integral das Líderes e Consultoras de Beleza Natura. Para que possamos atingir eficientemente esses resultados, é necessário, antes de tudo, conhecermos bem o contexto no qual a comunidade escolar, as Consultoras de Beleza Natura, os es- tudantes, os professores e os gestores públicos estão inseridos, bem como a rica diversidade presente nesses espaços. Mas, além deste conhecimento, é muito importante que promovamos a Diversidade no nosso dia-a-dia e em nosso ambiente de trabalho. Diversidade para fazer junto e fazer melhor
  • 4. Em sua essência, o Instituto Natura possui uma equipe formada por mais de 30 profissionais, de natureza multidisciplinar, com trajetórias e carreiras distintas. E essa é a nossa força! Mas sa- bemos que precisamos, podemos e devemos ir mais além. Pois acreditamos que ter um ambiente diverso, formado por um time plural, multidisciplinar e engajado é fundamental, não só por au- mentar a nossa potencialidade enquanto indivíduos e profissio- nais, mas, principalmente, por contribuir para que a sociedade caminhe rumo à construção de uma educação transformadora, de melhor qualidade, acessível e equânime a todos e todas. Nessa direção e paralelamente aos esforços já iniciados pela Natura, sabemos que ao promover a diversidade interna e exter- namente estaremos contribuindo ainda mais para o aprimora- mento das competências dos nossos públicos prioritários, para o desenvolvimento integral dos estudantes e também no melhor desempenho do Instituto para desenvolver ações e projetos que contribuam, cada vez mais, para a formação de escolas inclusi- vas e dialógicas. Sabemos que é um processo longo e contínuo e que precisamos fazer juntos, por isso, à medida que tivermos uma equipe mais multicultural, mais representativa e diversa, conseguiremos fazer ainda melhor. En- tão, vamos trilhar a jornada da diversidade juntos?
  • 5. Vamos trilhar a jornada da diversidade? O que é diversidade? Diversidade é frequentemente entendida como variedade, hete- rogeneidade, pluralidade e diferença. Ou seja, trata-se de uma característica comum a todos os seres vivos do planeta e é gra- ças a ela que a humanidade se mantém viva até os dias de hoje. Porém, a diversidade não se refere apenas às características bio- lógicas ou sociais, quando estas estão relacionadas à variedade de aparências, culturas, histórias. Ela também se refere à atribuição de determinados valores a grupos específicos, resultando em estereótipos negativos, pre- conceito, estigmas, discriminação. Ou seja, dificultando ou mes- mo negando através de julgamentos de valor e hierarquização o acesso a direitos fundamentais para as pessoas que constituem os grupos minorizados. E quais são esses grupos? São grupos de pessoas que têm pouca ou nenhuma represen- tatividade social, econômica e política, mesmo constituindo, em alguns casos, a maior parcela numérica da população brasileira. Enquadram-se como grupos minorizados ou minoritários: mulhe- res, negros(as), pessoas com deficiência, LGBTQIA+, pessoas economicamente vulneráveis, entre outros. 2.1.
  • 6. O que é inclusão? Complementar à noção de diversidade, a inclusão se relaciona ao modo como os membros de todos os grupos são tratados em todo e qualquer espaço, bem como a forma como se sentem per- tencentes e incluídos. Tal percepção decorre do tratamento justo que recebem e presenciam, do sentimento de receptividade, da percepção de igualdade de oportunidades e do quanto se sentem valorizados como membros pelo trabalho e esforço que desem- penham nos diferentes níveis. 2.2. Ou seja, é o quanto o indivíduo se sente, de fato, integrado e respeita- do por conta das características que possui e o conectam a determi- nados grupos sociais, tal qual raça, gênero, religião, entre outros.
  • 7. Como são a diversidade e inclusão no IN? Mesmo a diversidade sendo uma característica inerente à socie- dade, frequentemente nos deparamos com espaços em que há pouca ou nenhuma representatividade. No Instituto Natura, veri- ficamos que a realidade não é muito diferente. Por esse motivo e reconhecendo a ótima oportunidade que nós, como instituição do terceiro setor, possuímos em aumentar a pluralidade internamen- te, esse documento tem como objetivos: a) Formalizar, de maneira estruturada, o posicionamento do Ins- tituto Natura sobre a questão da diversidade e as temáticas entendidas como prioritárias. b) Apresentar o cenário interno do Instituto Natura em relação às pautas prioritárias de diversidade que são e serão traba- lhadas. c) Estabelecer e implementar, internamente, compromissos com o intuito de promover e incentivar cada uma das pautas da agenda da diversidade, norteando e conduzindo as ações futuras e fortalecendo as que já estão estruturadas. 2.3.
  • 8. d) Apresentar e centralizar os principais canais de contato e de apoio internos, de modo que os colaboradores possam ter conhecimento e fácil acesso a essas ferramentas, se sentindo seguros e confiantes para participar, relatar, tirar dúvidas e enviar sugestões sobre as pautas de diversidade. e) Evidenciar as oportunidades de melhoria e sinergia entre as iniciativas internas e as externas, de forma que ambas as esferas se potencializem e identifiquem as lacunas que pre- cisam ser preenchidas para o maior sucesso das políticas de diversidade do Instituto Natura. f) Compartilhar conceitos e dados acerca da Diversidade no Instituto Natura, sob a ótica propositiva, reforçando a busca e o nosso comprometimento com a melhoria constante dos indicadores que serão apresentados neste documento. g) Promover e incentivar a conscientização, o envolvimento e a participação de todos e todas as profissionais do Instituto Natura, de modo que a questão da Diversidade não esteja apenas na agenda de alguns, mas que faça parte da rotina de todos.
  • 9. 1. Para saber mais, acesse: https://www.mckinsey.com/business-functions/organization/our-insights/why-diversity-matters/pt-br 2. Para saber mais, acesse: https://gwa.com.br/cliente/hay-group/noticias/noticia-14-10-15.pdf 3. Para saber mais, acesse: https://hbrbr.uol.com.br/diversidade/ 4. Para saber mais, acesse: https://issuu.com/institutoethos/docs/perfil_social_tacial_genero_500empr Por que estamos falando de diversidade? Há diversos estudos, pesquisas e relatos ao redor do mundo (McKinsey Company1 , Hay Group2 , Harvard Business Review3 , Ins- tituto Ethos4 , entre outros) que apontam os múltiplos e excelentes benefícios da diversidade, não só para a sociedade, mas também para as organizações que a respeitam, a promovem e a valorizam em seus espaços. Por isso, acreditamos que fomentar a diversida- de e a inclusão no Instituto Natura é: Força e potencialidade Mais do que a coisa certa a se fazer, a diversidade é a força pro- pulsora e impulsionadora para a melhor compreensão do mundo, de suas realidades, do aumento da inovação e criatividade, da resiliência e do fortalecimento do senso crítico dos nossos profis- sionais e dos públicos com os quais atuamos. 2.4. ...a diversidade é a força propulsora e impulsionadora para a melhor compreen- são do mundo...
  • 10. Relação ganha-ganha Ao compreendermos, respeitarmos e valorizarmos as similarida- des e diferenças dos profissionais do Instituto Natura, estamos um passo mais próximos de nossos objetivos individuais e organi- zacionais em uma proposta ganha-ganha. Pois, ao promovermos a diversidade, estamos gerando ganhos tangíveis e intangíveis para todas as pessoas, a sociedade, as instituições e, conse- quentemente, para o projeto de educação em que acreditamos. Ver a realidade como ela é Apoiar pessoas e organizações, ao mesmo tempo em que cria- mos condições para formar cidadãos críticos e dispostos a trans- formarem a realidade da educação brasileira. Para isso, acredi- tamos em ações contínuas que buscam oferecer e fortalecer a nossa aproximação e melhor compreensão acerca do contexto da educação pública e da realidade socioeconômica brasileira. ...ao promovermos a diversidade, esta- mos gerando ganhos tangíveis e intangí- veis para o projeto de educação em que acreditamos.
  • 11. Coerência e representatividade Falar sobre Diversidade e Inclusão no Instituto Natura exige coe- rência e preocupação genuína com o projeto de melhoria da edu- cação pública que desejamos criar e transformar no país, bem como de desenvolvimento das Consultoras de beleza Natura que almejamos. Mais que isso, é a oportunidade de darmos o exemplo daquilo em que acreditamos. Assim, reconhecemos a importância de incentivarmos e fomentarmos oportunidades de acesso, per- manência e ascensão iguais entre todos e todas as profissionais do Instituto Natura, impulsionando aqueles(as) que sejam perten- centes aos grupos minorizados e oriundos de diferentes classes sociais. Fazer melhor É a possibilidade de aumentar as chances de sermos mais asser- tivos nas ações desenvolvidas e estar cada vez mais próximos e conectados à realidade à qual nossos projetos se destinam. Ou seja, entendendo e atendendo às demandas de crianças, jovens e adultos que estão expostos a um contexto escasso de eficiên- cia administrativa, educação de qualidade, equidade e coesão so- cial. Precisamos sentir, viver e ver para fazer melhor. Precisamos sentir, viver e ver para fazer melhor.
  • 12. Quais temas serão tratados? Em sinergia ao lançamento da Política de Valorização da Diversi- dade Natura que aconteceu em 2016, o Instituto Natura assume a responsabilidade de fomentar e buscar atingir os objetivos e compromissos propostos neste material, seja em seu âmbito in- terno e/ou externo. Assim, reconhecendo nossos desafios e as oportunidades de melhoria quanto à questão de diversidade e inclusão no Instituto, trabalharemos 5 (cinco) temas com prioridade: Gênero, Pessoas com Deficiência, LGBTQIA+, Raça e Etnia e Classe Social.
  • 13. Gênero Ao longo da história da humanidade tivemos exemplos de diver- sas mulheres que se engajaram na luta pelos direitos e tratamen- to equitativo da questão de gênero na sociedade, seja pelo direito aos mesmos salários e condições de trabalho, ou ainda, pelos direitos reprodutivos, direito à participação política, à luta contra os padrões estéticos e sua representação no discurso midiático, bem como o combate à violência contra a mulher. Pautas que já avançaram em muitas conquistas, mas que ainda estão longe de estarem resolvidas. Principalmente, devido ao machismo que está presente no nosso dia a dia e que contribui direta e indiretamente para o tratamento e a realidade desigual que verificamos entre homens e mulheres. Esses fatores atrelados à desigualdade de oportunidades entre os gêneros, a dupla jornada das mulheres, entre outros fatores, comprometem não só o desenvolvimento do grupo feminino, mas toda a sociedade que, por sua vez, desperdiça as chances de crescer e se desenvolver com a plena integração social, eco- nômica e política da mulher. 3.1.
  • 14. Você sabia? No Brasil: Mesmo as mulheres representando 51,09% da população, somente 37,8% das posições de liderança no mercado de trabalho são ocupadas por elas. (IBGE, 2016; Ethos, 2016); Nas 500 maiores empresas do país, apenas 11% do conselho administrativo são formados por mulheres. (Ethos, 2016) A dupla jornada é um dos fatores que contribuem para esses dados: as mulheres dedicam 73% a mais de horas nos serviços domésticos e cuidados de pessoas que os homens. Enquanto elas dedicam 18,1 horas por semana, os homens dedicam 10,5 horas. (IBGE, 2016) 37,8% 11% 18,1 liderança conselhos horas
  • 15. O desemprego é mais forte entre as mulheres do que entre os homens. (PNAD Contínua, 2017) Segundo o relatório Global Gender Gap 2016, do Fórum Econômico Mundial, se o ritmo de progresso for mantido, o Brasil levará 104 anos para equiparar homens e mulheres socioeconomicamente. (Global Gender Gap, 2016) Educação: Mulheres são maioria entre a população com nível superior completo e taxa de frequência escolar. (IBGE, 2016) Representação política: Na eleição de 2018, o número de deputadas federais e estaduais subiu de 10,5% para 15%. No mundo, a representatividade média é de 23,6% dos assentos. TSE, 2018) nível superior 104 anos deputadas federais 15% desemprego Você sabia? No Brasil:
  • 16. Você sabia? No Instituto Natura: (As informações relativas ao cenário demográfico do Instituto Natura são oriundas do Censo interno do Instituto, aplicado pela primeira vez em 2018) O Instituto Natura é uma organização que possui o quadro de funcionários majoritariamente feminino: 76% são mulheres e 24% homens; no entanto, não há mulheres no Conselho Administrativo do Instituto (instância mais alta de decisão) e, até o momento, não houve uma mulher na presidência do Instituto Natura. (Censo Instituto Natura, 2018) Em termos percentuais, as maiores faixas salariais do Instituto Natura (acima de 10 salários mínimos) são ocupadas por mulheres com mais de 5 anos de trabalho e por homens com 2 a 3 anos de trabalho para o Instituto. (Censo Instituto Natura, 2018) 76% mulheres $
  • 17. Pessoas com deficiência As pessoas com deficiência no Brasil, apesar de serem mais de 1,2 milhão de pessoas, ainda não representam nem 1% dos tra- balhadores com carteira assinada no país, conforme apontam o Censo do IBGE de 2010 e o relatório da RAIS (2013). A partir da Lei de Cotas (Lei nº 8.213/91) para pessoas com deficiência e reabilitados criada em 1991, essas pessoas come- çaram a sair de casa e ter mais espaço na sociedade. Porém, quanto e de que forma a sociedade tem se preparado para re- ceber essas pessoas? Nós, do Instituto Natura, compreendemos a grande importância da Lei de Cotas e da Lei Brasileira de Inclusão para promover e estimular a maior participação de pessoas com deficiência no mercado de trabalho. Contudo, acreditamos que mais do que ter a oportunidade de trabalhar com essas pessoas, é fundamental- mente importante que elas sejam e se sintam, verdadeiramente, incluídas e integradas no ambiente em que estão. 3.2.
  • 18. 5. A LBI (Lei Brasileira de Inclusão - Estatuto da Pessoa com Deficiência) considera pessoas com deficiência: as pessoas que têm, de forma congênita ou adquirida, algum impedimento “de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, o qual em interação com uma ou mais barreiras, pode obstruir sua participação É por reconhecermos a importância da efetiva inclusão e dos bene- fícios que a diversidade proporciona para a nossa construção como cidadãos que, mesmo sem a obrigatoriedade legal, desejamos au- mentar a representatividade de pessoas com deficiência no Instituto Natura e, principalmente, promover um espaço cada vez mais inclu- sivo e convidativo para todos(as) os(as) profissionais.
  • 19. Você sabia? No Brasil: Quase 7%6 da população brasileira são compostos por pessoas que possuem algum tipo de deficiência. (IBGE, 2018) Foi a partir da publicação da Convenção sobre os direitos das pessoas com deficiência realizada pela ONU, em 2006, que ocorreram as principais mudanças significativas acerca das práticas e políticas da educação inclusiva. (Diversa.org, 2018) O Censo Escolar realizado pelo INEP em 2016 e divulgado em 2017 apontou que 57,8% das escolas brasileiras têm alunos com deficiência em classes de aulas comuns. (Censo Escolar, 2017) 6. No Censo do IBGE realizado em 2010, estimou-se haver quase 24% de pessoas com deficiência no Brasil. Em 2018, o IBGE revisitou esse número, tomando como parâmetro as recomendações internacionais estipuladas pela Organização das Nações Unidas (ONU) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) para interpretação desses dados, de modo a construir indicadores comparativos aos demais países do mundo. Com essa mudança, a proporção de pessoas com deficiência que era de 23,9% passou a ser 6,7%. 7% 57,8% educação
  • 20. Você sabia? No Brasil: Hoje, temos 9,3 milhões de PCDs que se encaixam na Lei de Cotas, para 827 mil vagas abertas. (Brasil.gov, 2017) Em 2015, foi aprovada a Lei Brasileira de Inclusão (LBI) que tem como objetivo promover e garantir direitos fundamentais da pessoa com deficiência de maneira igualitária, objetivando, no âmbito da educação, da empregabilidade, entre outros, a inclusão social e a sua cidadania. (Diversa.org, 2018) 2015 Mercado de trabalho No Instituto Natura: Por sermos uma instituição com menos de 100 pessoas no seu quadro de funcionários, o Instituto não se enquadra na obrigatoriedade da Lei de cotas. (Censo Instituto Natura, 2018). Mesmo assim, 3% dos colaboradores do Instituto possuem algum tipo de deficiência. (Censo Instituto Natura, 2018) 3%
  • 21. LGBTQIA+ O movimento LGBTQIA+, de forma organizada, surgiu no Brasil por volta dos anos de 1970, a partir de pequenas reuniões que ocorriam em espaços sociais nas quais as primeiras publicações dedicadas aos homossexuais circulavam, bem como eram dis- cutidas as pautas de reivindicação e apoio. Mais de 30 anos de- pois, as reuniões de vanguarda seriam responsáveis por desen- cadear uma das maiores celebrações da diversidade no mundo, a Parada do Orgulho LGBTQIA+ de São Paulo. Sabemos que mais do que uma simples comemoração, a Parada LGBTQIA+ é um evento simbólico de luta e resistência contra a discriminação sexual, o preconceito, a reivindicação de igualda- de de direitos e, consequentemente, de combate à violência que assola em níveis cada vez mais alarmantes a população LGBTQIA+ no país. O Brasil, atualmente, é um dos países em que há maiores índi- ces de assassinatos e suicídios em decorrência da LGBTfobia, superando, inclusive, países que encaram a existência dessas pessoas como uma “prática ilegal” na sua constituição. 3.3.
  • 22. Em meio a esse cenário marcado pela intolerância, desrespei- to às diferenças e por tantas estatísticas negativas, sabemos que as empresas e organizações possuem um papel funda- mental para a superação das desigualdades socioeconômicas e do preconceito, visto que, ao apoiar, respeitar e valorizar a diversidade em todas as suas manifestações, as instituições não estão somente agindo pelo “politicamente correto”, mas por se tratar de uma questão de direitos humanos universais. Por esse motivo, e em linha ao que acreditamos, desejamos aumentar a representatividade de profissionais LGBTQIA+ no Instituto Natura. Atualmente, devido ao pluralismo e a diversidade na orienta- ção sexual e na identidade de gênero, outros termos e desig- nações foram contemplados e incluídos gradativamente na si- gla LGBTQIA+. Além de lésbicas (L), gays (G), bissexuais (B) e transgêneros (T) que constituem a sigla, o símbolo de + inclui, ainda, intersexuais (I), queer ou questioning (questionamen- to de gêneros) (Q), curiosos (C), assexuais ou simpatizantes (Ally) (A), pansexuais (P), não conformidade de gênero (GN), gênero fluido (GF), não binários (NB) e andróginos (A). LGBTQIA+ L - Lésbicas G - Gays B - Bissexuais T - Transgêneros I - Intersexuais Q - Queer ou questioning C - Curiosos Ally - Assexuais ou simpatizantes P - Pansexuais GN - Não conformidade com o gênero GF - Gênero fluido NB - Não binários A - Andróginos
  • 23. Mas qual a diferença entre identidade de gênero e orientação sexual? Identidade de gênero é a percepção que a pessoa tem sobre si mesma quanto ao gênero, ou seja, a compreensão so- cial e não anatômica de seus corpos (feminino, masculino, al- guma combinação entre feminino e masculino). Já a orientação sexual se refere à atração sexual e/ou afetiva que uma pessoa sente por outra, que, por sua vez, não depende da sua identida- de de gênero. Ou seja, a atração sexual pode ser entre pessoas do mesmo sexo, sexos opostos, de ambos os sexos ou mesmo, não sentir atração por nenhum deles (assexual). Assim, o termo que inicialmente surgiu como GLS (gays, lésbicas e simpatizantes) estendeu-se para LGBTQIA+, permitindo que novos termos e definições fossem incluídas com o objetivo de contemplar a diversidade e o pluralismo na identidade de gênero e na orientação sexual.
  • 24. Você sabia? No Brasil: Estima-se que o público LGBTQIA+ represente 8,7% da população brasileira (aproximadamente 18 milhões de pessoas). (IBGE, 2011) No Brasil, o casamento homoafetivo foi reconhecido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em maio de 2011, o que permitiu com isso que as pessoas do mesmo sexo pudessem desfrutar dos mesmos direitos e garantias que eram exclusivas a casais heterossexuais. (STF, 2011) 38% das empresas têm restrições para a contratação de homossexuais. (Santo Caos, 2015) 7. Transgênero: Termo utilizado para descrever pessoas que se identificam como travestis ou transexuais. 8. Para saber mais: Supremo reconhece união homoafetiva. Disponível em: http://www.stf.jus.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=178931 8,7% 38% casamento
  • 25. Você sabia? No Brasil: A homofobia custa, aproximadamente, 405 bilhões de dólares anualmente para a economia brasileira (baseado em produtividade, turnover e processos judiciais). (Relatório Brasil LGBT 2030) O Brasil lidera o índice de homofobia no mercado de trabalho: 68% já presenciaram LGBTfobia no ambiente de trabalho. (OutNow Global, 2017) 90% das travestis estão se prostituindo por não terem conseguido emprego (mesmo com bons currículos). (Antra, 2017) 405 90% 68% bilhões
  • 26. Você sabia? No Brasil: A cada 19 horas um LGBTQIA+ é assassinado ou se suicida vítima da LGBTfobia, o que torna o Brasil campeão mundial nesse tipo de crime. É o maior índice desde que o grupo começou a fazer este levantamento, em 1979. (GGB - Grupo Gay da Bahia, 2017) Somente nos primeiros 3 meses de 2018, 53 pessoas transgênero foram mortas (um aumento de 18% em relação a 2017). (GGB - Grupo Gay da Bahia, 2018) 19 53 horas transgêneros
  • 27. Você sabia? No Instituto Natura: 89% das pessoas que trabalham para o Instituto se consideram heterossexuais, 7% bissexuais e 4% homossexuais. (Censo Instituto Natura, 2018) 100% das pessoas que trabalham para o Instituto Natura se identificam como cisgêneras. (Censo Instituto Natura, 2018) 7. Transgênero: Termo utilizado para descrever pessoas que se identificam como travestis ou transexuais. 8. Para saber mais: Supremo reconhece união homoafetiva. Disponível em: http://www.stf.jus.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=178931 89% / 7% / 4% 100%
  • 28. Raça/etnia A discussão étnico-racial no Brasil tem ganhado cada vez mais relevância nos debates de diversidade em decorrência de um aumento de conscientização populacional e mercadológica so- bre o papel do negro na sociedade, bem como acerca de seu processo de empoderamento socioeconômico e midiático. O ideário que se construiu sobre o mito da democracia racial contribuiu direta e indiretamente para a grande resistência em se abordar sobre as desigualdades raciais que atingem majori- tariamente a população negra e que, muitas vezes, se manifes- tam como consequência do preconceito e racismo institucional que assolam o país desde o período colonial. Mesmo após 130 anos da abolição formal da escravatura, tais consequências ainda podem ser observadas na estrutura social, visto que não houve nenhum aparato social que conseguisse promover condi- ções dignas para essa população se desenvolver e ser, de fato, incluída na sociedade. 3.4.
  • 29. O reflexo dessa despreocupação na inserção dos negros no contexto socioeconômico é perceptível hoje nos maiores índices de pobreza e de mortalidade entre os negros, nos menores ín- dices de escolaridade, de presença do mercado de trabalho, de acesso à educação e serviços de saúde e transportes de quali- dade, na baixa (ou quase ausente) representatividade da popu- lação negra nos espaços de poder e privilégio. Aos poucos, observamos que essa realidade vem sendo muda- da, principalmente em decorrência de diversas iniciativas (pú- blicas e privadas) criadas para o enfrentamento e superação do racismo institucional, tais como as políticas públicas de promo- ção da igualdade racial, ações afirmativas nas instituições de ensino e mercado de trabalho, assim como a preocupação com o estabelecimento de um sistema de financiamento sólido aos programas e ações específicas para a questão étnico-racial. Nessa direção, o Instituto Natura quer somar a essas iniciativas, cumprindo com o seu papel social através do próprio exemplo: au- mentando a representatividade de profissionais negros e negras nos diferentes cargos e funções do Instituto.
  • 30. Você sabia? No Brasil: A população negra movimentou 1,6 trilhão de reais em 2017. (Inst. Locomotiva, 2017) da população brasileira são negros (pretos + pardos) . (PNAD Contínua, 2017) 75% 28,8% 34% 4,7% 1,6 trilhão 54% Os negros representam apenas 17,8% entre o 1% mais rico. E 75% entre os 10% mais pobres. (PNAD Contínua, 2015) Profissionais negros com ensino superior completo recebem 28,8% menos do que os brancos em igual condição. (RAIS 2016/Ministério do Trabalho e Emprego) Somente 34% dos funcionários das 500 maiores empresas são negros. (Ethos, 2016) Apenas 4,7% do quadro executivo das 500 maiores empresas é constituído por pessoas negras. As mulheres negras representam somente 0,4%. (Ethos, 2016)
  • 31. Você sabia? No Brasil: duas vezes Estima-se que a renda entre os negros e brancos será equivalente somente em (Oxfam, 2017) A remuneração da profissional negra é menor em relação ao que recebe um homem branco. (PNAD Contínua, 2017) As mulheres brancas alcançam ensino superior completo em proporção maior que as mulheres pretas ou pardas. (IBGE, 2018) 59% 2089
  • 32. Você sabia? No Instituto Natura: Nos últimos 3 anos, a representatividade de negros aumentou 24% no Instituto. (Censo Instituto Natura, 2018) Das pessoas que trabalham para o Instituto Natura, Se considerarmos especificamente a equipe interna do Instituto Natura (portanto, excluindo prestadores de serviço que atuam externamente) estes percentuais passam a ser de: 74% se declaram brancas 89% branca 8% preta 3% parda 16% pardas 8% pretas 2% amarelas 0% indígenas Há maior presença de pessoas negras no grupo da equipe externa (prestadores de serviços, terceirizados): 26% pardos e 7% preta; 3% parda e 8% preta (interno). (Censo Instituto Natura, 2018) 24% Os profissionais negros do IN são altamente escolarizados (todos possuem/realizam MBA e/ou mestrado). Contudo, estão presentes nos cargos de baixa-média gerência (analista, coordenadores) e nos prestadores de serviços terceirizados. Entre os cargos ocupados, os negros representam 9% dos coordenadores, contra 91% dos não negros. O percentual é relativamente similar entre os analistas (11% e 89%). (Censo Instituto Natura, 2018) Entre os níveis de alta hierarquia, não há representatividade de negros nos cargos de gerência, diretoria e no Conselho. (Censo Instituto Natura, 2018)
  • 33. Classe social O Brasil é marcado hoje pela desigualdade social, agravada pela má distribuição de renda, iniquidade de oportunidades e recur- sos, exclusão e invisibilidade de determinados grupos menos abastados em detrimento de outros mais privilegiados. Apesar dos importantes avanços conquistados na última déca- da, que atuaram diretamente no combate ao aumento da desi- gualdade e má distribuição de renda, sabe-se que tais iniciativas não são suficientes para corrigir, a curto e médio prazo, pro- blemas tão estruturantes e enraizados nos costumes, cultura e sociedade brasileira. Diariamente, é possível perceber as consequências do reforço e da manutenção dessas disparidades entre os estratos sociais, perceptíveis, principalmente, através de marcadores sociais, tais como: o crescente processo de favelização, a desigualdade alimentar, a falta de saneamento básico, o ensino de baixa qua- lidade, menos formação acadêmica, desemprego, precariedade na saúde e transporte públicos, bem como a falta de acesso à cultura. Processos que, por sua vez, têm se repetido, intensifi- 3.5.
  • 34. cando-se cotidianamente pelo país e vulnerabilizando os mes- mos grupos sociais: negros, pobres e populações periféricas. Segundo um relatório da Oxfam (2017), mesmo neste cenário tão preocupante, vemos que há algumas medidas que podem ser tomadas para transformarmos o cenário atual, seja através da adoção de políticas públicas, ampliação de cobertura de serviços para os mais pobres, política de valorização do salário mínimo, formalização do mercado de trabalho e, principalmente, investimentos em educação. Nesse sentido, o Instituto Natura, enquanto organização que acredita na importância de se fortalecer, disseminar e estimular pessoas e organizações que fazem parte da área educacional, reconhece a importante contribuição e o papel fundamental que possui para a transformação da realidade social de estudantes e suas comunidades a partir da promoção da qualidade de vida que se dá, principalmente, com a melhoria da educação.
  • 35. Você sabia? No Brasil: Segundo dados da Pnad Contínua, a desigualdade social aumentou em 4 das 5 grandes regiões brasileiras entre 2016 e 2017. Em 2016, o Índice de Gini, indicador que mede a desigualdade social e a concentração de renda de determinado grupo, apontou que o Brasil está entre as 10 nações mais desiguais do mundo. O Indicador varia entre 0 (zero) e 1 (um), ou seja, quanto mais próximo o país estiver do zero melhor, e pior se estiver próximo do 1 (um). Em 2015, o Brasil atingiu 0,515 superando em desigualdade países como Quênia (0,485), Congo (0,489), Ruanda (0,504), Panamá (0,507), entre outros. (RDH/PNUD, 2016) da população de trabalhadores brasileiros com maior poder aquisitivo ganhava 36,3 vezes mais do que os 50% que ganham os menores salários. (PNAD Contínua, 2017) milhões é o número de pessoas que integram o grupo de 50% com menor renda e que em 2016 ganhou R$ 747 em média, por mês, inferior ao salário mínimo. (PNAD Contínua, 2017) 44 1% desigualdade
  • 36. Você sabia? No Brasil: Se considerados os 5% dos brasileiros com menores salários, a renda média era de apenas R$ 73 mensais. Segundo o IBGE, 4,445 milhões de trabalhadores estão nessa condição. (PNAD Contínua, 2017) é o número de pessoas que integram o grupo de 1% mais rico, que em 2016 teve rendimento médio de R$ 27 mil /mês (PNAD Contínua, 2017) O último relatório de desenvolvimento global WDR 2018 aponta o desempenho díspar entre alunos considerados ricos em relação aos considerados pobres, que comparados aos países mais desenvolvidos economicamente, metade das crianças brasileiras (principalmente as mais pobres) não atingem o desempenho mínimo em leitura e matemática. (WDR, 2018) 899.000 R$ 73,00
  • 37. Você sabia? No Instituto Natura: realizaram o Ensino Fundamental I em Instituição privada, e 46% em Escola Pública (Censo Instituto Natura, 2018) realizaram o Ensino Fundamental II em Instituição privada e 43% em Escola Pública (Censo Instituto Natura, 2018) realizaram o Ensino Médio em Instituição Privada e 44% em Escola Pública (Censo Instituto Natura, 2018) 52% 54% 53% realizaram a Graduação em Instituição Privada, e 38% em Universidade Pública (Censo Instituto Natura, 2018) 58% Até a realização do Ensino Médio, a maioria dos colaboradores internos tiveram ensino particular, com uma leve superioridade em relação à média. (Censo Instituto Natura, 2018) Profissionais com salários acima de 8 salários mínimos tiveram majoritariamente acesso ao ensino particular ao longo do ensino médio. Não houve presença de profissionais oriundos do ensino público a partir de 15 salários mínimos. (Censo Instituto Natura, 2018) Entre os cargos também é perceptível a maioria de profissionais que tiveram ensino médio particular nos maiores cargos do Instituto: Coordenador, gerente, diretor. (Censo Instituto Natura, 2018)
  • 38. O Instituto Natura rejeita veementemente qualquer tipo ou for- ma de discriminação, preconceito ou assédio e se compromete a adotar medidas que garantam e promovam a diversidade, inclu- são e igualdade de acesso, permanência e oportunidades em to- das as suas áreas e cargos para todo e qualquer profissional do Instituto. Partimos de seis princípios para estabelecermos nossos compromissos: DIVERSIDADE Diversidade é uma realidade do contexto em que vivemos. As organizações inseridas neste contexto devem respeitar e valori- zar a diversidade como um diferencial competitivo. Acreditamos que para se construir uma educação de qualidade é fundamen- tal que a diversidade do público interno seja uma constante, tornando-se um valor a ser perseguido e incentivado dentro e fora do Instituto através de nossos profissionais, parceiros, be- neficiários e fornecedores. Princípios e compromissos: o que buscamos no Instituto Natura?
  • 39. Os benefícios da Diversidade serão efetivamente conquis- tados a partir da promoção da inclusão em nosso ambiente de trabalho EQUIDADE O Instituto Natura investe seus recursos em iniciativas focadas em melhorar a qualidade da educação, o desenvolvimento das Consultoras de Beleza Natura e, consequentemente, da nossa sociedade. Por isso, buscamos promover uma transformação social que, para que seja efetiva, necessita de esforços e ações mais assertivas de modo que continuemos alimentando um ciclo virtuoso em torno da melhoria da educação, mais representativa e condizente à realidade do país. INCLUSÃO Os benefícios da Diversidade serão efetivamente conquistados a partir da promoção da inclusão em nosso ambiente de trabalho, ao conhecermos cada membro, valorizarmos suas histórias e tra- jetórias, reconhecermos seu empenho e entregas, compartilhar- mos práticas e ações, e engajarmos todos e todas na construção de um ambiente mais agradável e inclusivo. RESPEITO Acreditamos que a diversidade e inclusão são valores a serem perseguidos e promovidos pelo Instituto Natura, e que precisam acontecer de forma sustentada pelo respeito, tolerância e promo-
  • 40. ção dos direitos, oportunidades e tratamento equitativo junto às pessoas pertencentes aos grupos minorizados na sociedade, tais quais mulheres, negros, LGBTQIA+, pessoas com deficiência e pessoas de diferentes classes sociais. EMPATIA Acreditamos que a empatia se constrói coletivamente, através da convivência, consciência das disparidades e privilégios presentes na nossa sociedade, bem como a partir da disposição individual e institucional na desconstrução dos preconceitos e vieses incons- cientes que cada indivíduo carrega consigo. REFERÊNCIA/EXEMPLO Acreditamos que ao direcionarmos nossos esforços na valo- rização, fortalecimento das ações e práticas de diversidade e inclusão, também estaremos estimulando outras instituições do terceiro setor a desenvolverem e implementarem programas internos e externos com o olhar direcionado para a diversidade e inclusão. Ao fazermos isso, abrimos um diálogo igualitário e solidário para com a sociedade e com o projeto de mundo que desejamos construir. Acreditamos que a empatia se constrói coletivamente
  • 41. Compromisso 1: COMBATE AO PRECONCEITO E À DISCRIMINAÇÃO Adotar práticas para prevenir, apurar e combater quaisquer situações de humilhação, inti- midação, exposição ao ridícu- lo, hostilidade, constrangimen- to e microagressões em nosso ambiente de trabalho, sejam elas relacionadas à etnia/ raça, gênero, orientação sexu- al, deficiências físicas e/ou in- telectuais, origem social ou de outra natureza, incentivando os membros de nossa equipe que sofrerem ou presenciarem essas ou outras condutas abu- sivas a denunciarem, a fim de respeitar e promover a diver- sidade e integração entre os membros da equipe. Tendo em vista os princípios enunciados, comprometemo-nos a: Compromisso 2: FORMALIZAÇÃO Apoiar e formalizar a atu- ação do grupo de trabalho de diversidade, garantindo condições para que ele reali- ze suas funções/atribuições com excelência. Compromisso 3: ATRAÇÃO, SELEÇÃO E PER- MANÊNCIA (REPRESENTATIVI- DADE) Adotar políticas específicas de atração, seleção e permanên- cia de profissionais negros e negras, pessoas com defici- ência, LGBTQIA+ e pessoas de baixa renda, contribuindo para melhorar o atual cenário de sub ou nenhuma represen- tação dos grupos minorizados, promovendo a diversidade no Instituto Natura e em suas ins- tâncias superiores de decisão.
  • 42. Compromisso 4: EQUIDADE Promover e monitorar a equi- dade racial, de gênero e dos demais públicos minorizados em todos os níveis hierárqui- cos, equiparando salários e benefícios para profissionais que exercem responsabilida- des similares, além de consi- derar e priorizar critérios de diversidade nas oportunidades de desenvolvimento e reco- nhecimento da equipe iN. Compromisso 5: FORMAÇÃO Formar, capacitar e sensibili- zar periodicamente os cola- boradores do iN, por meio da realização ou apoio a eventos internos e externos acerca da diversidade e inclusão, inse- rindo o tema na pauta das atividades e formações dos colaboradores e lideranças da organização. Compromisso 6: COMUNICAÇÃO Contemplar a diversidade nas ações de comunicação interna e externa do Instituto Natura e de suas iniciativas, tanto em relação ao conteúdo, quanto à forma.
  • 43. Compromisso 7: PROJETOS E INICIATIVAS Adotar e multiplicar, nos pro- jetos e iniciativas do Instituto, práticas que promovam a iden- tificação, o respeito e a devida atenção aos direitos e neces- sidades dos grupos minoriza- dos, garantindo a equidade dos públicos alvo. Compromisso 8: AVALIAÇÃO E PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO Promover e intensificar o acompanhamento das ações e práticas de diversidade, por meio de pesquisas, métricas e demais indicadores, seja inter- namente ao iN, seja no âmbito dos projetos e iniciativas. Compromisso 9: POSICIONAMENTO E INFLUÊN- CIA EXTERNA Posicionar-se e articular junta- mente às instituições parceiras, fornecedores, poder público, educadores(as) e sociedade civil, mobilizando e os engajan- do na promoção de ambientes, práticas e ações mais diversas e inclusivas com foco nos grupos minorizados.
  • 44. A Natura possui diversos canais de apoio para situações que descumpram a Política de Diversidade e o Código de Ética da Natura. São ferramentas sigilosas, confiáveis, com pessoas pre- paradas para lidar com as mais diferentes situações, sejam estas ofensas, discriminações, injúrias, preconceitos, entre outras. Se você sofreu ou presenciou algumas dessas situações, não hesite em utilizar os Pontos de Apoio! Só assim conseguiremos trans- formar, positivamente, nosso ambiente e a comunidade em que atuamos. Se você também tiver interesse em contribuir e ajudar o Institu- to Natura a fazer ainda mais pela diversidade e inclusão, vamos adorar conhecê-lo e saber a sua opinião. Entre em contato co- nosco e nos ajude a tornar esse ambiente mais inclusivo para todos e todas. Pontos de apoio
  • 45. Contatos Natura: 1. Colaboradores Brasil e Prestadores de Serviço- Brasil: Telefone: 0800-7761620 (ligação gratuita) ou (11) 4446-2010 – 24 horas por dia, todos os dias da semana. 2. OUVIDORIA: 2.1. E-mail: ouvidoria@natura.net 2.2. Site Ouvidoria: http://ouvidorianatura.com.br 2.3. Intranet Natura: http://colaborador2.natura.net/hotsite/ouvidoria/src/ouvidoria_ home.asp 3. Atendimento pessoal com hora marcada pelo 0800-7761620 - Ramal: 2010 (4446-2010) 4. Carta: Rodovia Anhanguera, s/n, km 30,5 – Polvilho – Cajamar – CEP 07750-000 5. E-mail: diversidade@natura.net (Responsável pela área de Diversidade da Natura) 6. Canal de apoio - Instituto Natura: gtdiversidade@natura.net
  • 46. (Código de Conduta de colaboradores do Instituto Natura) *Considera-se assédio moral a exposição do trabalhador a si- tuações humilhantes e constrangedoras, de forma repetitiva e prolongada, no exercício de suas funções, o que acaba por de- sestabilizar a relação da vítima com o ambiente de trabalho e a organização. O assédio sexual está definido na lei nº 10224/2001. A conduta consiste no constrangimento de alguém com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual, prevalecendo-se o agente de sua condição de superior hierárquico ou influência inerentes ao exercício de emprego, cargo ou função para exercer pressão sobre a vítima. Um exemplo clássico é a imposição de favores se- xuais como condição para uma promoção ou a ameaça de demis- são caso o empregado recuse o flerte de um superior.
  • 47. Gênero 1. Diversidade nas empresas & Equidade Racial / [coordenação geral Ma- ria Aparecida da Silva Bento; coordenação editorial Flávio Carrança]. 1. Ed. São Paulo: Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigual- dades. CEERT, 2017. 2. Estatísticas de Gênero: Indicadores Sociais das Mulheres no Brasil, 2016. Disponível em: <https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/ liv101551_informativo.pdf>. 3. Instituto Ethos. Perfil Social, racial e de gênero das 500 maiores empre- sas do Brasil e Suas Ações Afirmativas, 2016. Disponível em: <https:// www.ethos.org.br/wp-content/uploads/2016/05/Perfil_Social_Tacial_ Genero_500empresas.pdf>. 4. Onu Mulheres. Disponível em: <https://nacoesunidas.org/agencia/onu- mulheres/>. 5. Onu Mulheres. Mais igualdade para as mulheres brasileiras: caminhos de transformação econômica e social, 2016. Disponível em: <http://www. onumulheres.org.br/wp-content/uploads/2016/05/encarte-ONU-mulhe- res_2a-impressao_final.pdf>. 6. Onu Mulheres. Princípios de empoderamento das mulheres, 2017. Disponível em: <http://www.onumulheres.org.br/wp-content/uplo- ads/2016/04/cartilha_ONU_Mulheres_Nov2017_digital.pdf>. 7. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Quarto Trimestre de 2017. Disponível em: <https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/pe- riodicos/2421/pnact_2017_4tri.pdf>. Referências
  • 48. 8. The Global Gender Gap Report 2016. Disponível em: <http://www3.weforum.org/docs/GGGR16/WEF_Global_ Gender_Gap_Report_2016.pdf>. 9. TSE. Estatísticas Eleitorais, 2018. Disponível em: <http://www.tse.jus.br/eleicoes/estatisticas/estatisticas-eleito- rais>. 10. VELASCO, C.; OLIVEIRA, L. 2018. Nº de mulheres eleitas se mantém no Senado, mas aumenta na Câmara e nas Assembleias. Disponível em: <https://g1.globo.com/politica/eleicoes/2018/eleicao-em-numeros/noti- cia/2018/10/08/no-de-mulheres-eleitas-se-mantem-no-senado-mas-aumenta-na-camara-e-nas-assembleias. ghtml>. Pessoas com deficiência 11. Censo Escolar 2017. Disponível em: <http://inep.gov.br/censo-escolar>. 12. Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência: Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência. 2017. Disponível em: < http://www.pessoacomdeficiencia.gov.br/app/sites/default/files/Convencao%202017. pdf>. 13. Governo do Brasil. Cresce número de pessoas com deficiência no mercado de trabalho formal, 2017. Disponível em: < http://www.brasil.gov.br/economia-e-emprego/2016/09/cresce-numero-de-pessoas-com-deficiencia-no- -mercado-de-trabalho-formal>. 14. IBGE, 2018. Os desafios para a produção de indicadores sobre pessoa com deficiência no Brasil, ontem, hoje e amanhã. Disponível em: <https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv101562.pdf>. 15. Instituto Rodrigo Mendes, 2018. IBGE constata 6,7% de pessoas com deficiência no Brasil com nova margem de corte. Disponível em: <https://diversa.org.br/artigos/ibge-constata-67-de-pessoas-com-deficiencia-no-bra- sil/>. 16. Planalto. Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/ L8213cons.htm>. 17. REIS (Rede Empresarial de Inclusão Social). Disponível em: <http://www.redeempresarialdeinclusao.com.br/>.
  • 49. LGBTQIA+ 18. Antra Brasil. Disponível em: <https://antrabrasil.org/campanhas/>. 19. Antra, 2018. Mapa dos Assassinatos de Travestis e Transexuais no Brasil em 2017. Disponível em: <https://antra- brasil.files.wordpress.com/2018/02/relatc3b3rio-mapa-dos-assassinatos-2017-antra.pdf>. 20. Correio, 2018. Homofobia custa US$ 405 bilhões ao Brasil. Disponível em: <https://www.correio24horas.com.br/ noticia/nid/homofobia-custa-us-405-bilhoes-ao-brasil/>. 21. Fórum de Empresas e Direitos LGBTI+. Disponível em: <http://www.forumempresaslgbt.com/>. 22. GGB (Grupo Gay da Bahia), 2017. Pessoas LGBT Mortas no Brasil: Relatório 2017. Disponível em: <https://homo- fobiamata.files.wordpress.com/2017/12/relatorio-2081.pdf>. 23. GGB (Grupo Gay da Bahia), 2018. Homicídios de LGBT no Brasil em 2018. Disponível em: <https://homofobiama- ta.wordpress.com/homicidios-de-lgbt-no-brasil-em-2018/>. 24. Grupo Gay da Bahia – GGB. Disponível em: <https://grupogaydabahia.com.br/>. 25. Manual de Comunicação LGBTI+. Disponível em: <http://www.grupodignidade.org.br/wp-content/uplo- ads/2018/05/manual-comunicacao-LGBTI.pdf>. 26. Out Now Global LGBT2030 Study. Disponível em: <https://www.outnowconsulting.com/media/28574/SinglePa- ge-reportDownloads.pdf>. 27. Princípios e direitos fundamentais no trabalho: dos desafios às oportunidades. Disponível em: <https://www.ilo. org/public/portugue/region/eurpro/lisbon/pdf/cit106_relatorio_vi_pt.pdf>. 28. Relatório Brasil LGBT 2030. Disponível em: <https://www.outnowconsulting.com/media/28573/ALLBRASIL-L- GBT2030-WEIGHTED-MF-KEYvFINAL-40COMBINED-ENBRsm.pdf>. 29. Santo Caos, 2015. Demitindo Preconceitos. Disponível em: < http:/ /www.santocaos.com.br/biblioteca/demitindo-precon- ceitos-apresentacao-final.pdf>. 30. STF, 2011. Supremo reconhece união homoafetiva. Disponível em: <http://www.stf.jus.br/portal/cms/verNoticiaDe- talhe.asp?idConteudo=178931>. 31. USP Diversidade. <Disponível em: www.prceu.usp.br/programa/usp-diversidade/>.
  • 50. Etnia/raça 32. Agência Brasil. IBGE: negros são 17% dos mais ricos e três quartos da população mais pobre. Disponível em: <http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2016-12/ibge-negros-sao-17-dos-mais-ricos-e-tres-quartos-da- -populacao-mais-pobre>. 33. IBGE. Disponível em: https://www.ibge.gov.br/apps/populacao/projecao/index.html. 34. Instituto Ethos. Perfil Social, racial e de gênero das 500 maiores empresas do Brasil e Suas Ações Afirmati- vas, 2016. Disponível em: <https://www.ethos.org.br/wp-content/uploads/2016/05/Perfil_Social_Tacial_Gene- ro_500empresas.pdf>. 35. Instituto Locomotiva. Qual é o impacto do racismo na economia? 2018. Disponível em: <https://www.slideshare. net/ILocomotiva/qual-o-impacto-do-racismo-na-economia>. 36. IPEA, 2016. Retrato das Desigualdades de Gênero e Raça, 1995-2015. Disponível em: < http://www.ipea.gov.br/ retrato/>. 37. Oxfam Brasil. A distância que nos une: Um Retrato das Desigualdades Brasileiras. 2017. Disponível em: <https:// www.oxfam.org.br/sites/default/files/publicacoes/relatorio_a_distancia_que_nos_une.pdf>. 38. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Quarto Trimestre de 2017. Disponível em: <https://biblio- teca.ibge.gov.br/visualizacao/periodicos/2421/pnact_2017_4tri.pdf>. 39. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Quarto Trimestre de 2015. Disponível em: <https://biblio- teca.ibge.gov.br/visualizacao/periodicos/2422/pnact_2015_4tri.pdf>. 40. Waiselfisz, J. J. Mapa da Violência 2014: Os jovens do Brasil. Disponível em: <https://www.mapadaviolencia.org. br/pdf2014/Mapa2014_JovensBrasil_Preliminar.pdf>. Classe Social 41. Agência Brasil. Brasil não tem política para reduzir desigualdade na educação, diz especialista. Disponível em: <http://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2017-06/brasil-nao-tem-politica-para-reduzir-desigualdade- -na-educacao-diz>.
  • 51. 42. Cruz, Priscila. 2017. O berço da desigualdade educacional. Disponível em: <https://educacao.uol.com.br/colu- nas/priscila-cruz/2017/11/08/o-berco-da-desigualdade-educacional.htm>. 43. O Dia, 2017. IBGE: metade da população brasileira vive com menos de um salário mínimo. Disponível em: <ht- tps://odia.ig.com.br/_conteudo/economia/2017-11-29/ibge-metade-da-populacao-brasileira-vive-com-menos-de- -um-salario-minimo.html>. 44. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Quarto Trimestre de 2017. Disponível em: <https://biblio- teca.ibge.gov.br/visualizacao/periodicos/2421/pnact_2017_4tri.pdf>. 45. UNDP. Human Development Report 2016. Disponível em: <http://www.br.undp.org/content/dam/brazil/docs/Re- latoriosDesenvolvimento/undp-br-2016-human-development-report-2017.pdf>. 46. World Development Report 2018: LEARNING to Realize Education’s Promise. Disponível em: <http://www.worldbank. org/en/publication/wdr2018>. Instituto Natura 47. Censo iN 2018 48. Instituto Natura. Disponível em: <http://www.institutonatura.org.br/>. Natura 49. Política Valorização da Diversidade – PO 0103 50. Cartilha de Diversidade Natura 51. Código de Conduta Natura Geral 52. Guia de Comunicação Inclusiva do Conselho da União Europeia 2018 (https://www.consilium.europa.eu/me- dia/35437/pt_brochure-inclusive-communication-in-the-gsc.pdf)
  • 52. Produzido pelo GT Diversidade com consultoria/apoio da Santo Caos.