FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DE FERNANDÓPOLIS     FACULDADES INTEGRADAS DE FERNANDÓPOLIS           ALESSANDRO AMADEU RIBEIRO      ...
ALESSANDRO AMADEU RIBEIRO               PAULO ROBERTO PRODÓCIMO                  RAUL GOMES DA SILVA             ROBSON CA...
ALESSANDO AMADEU RIBEIRO                        PAULO ROBERTO PRODÓCIMO                            RAUL GOMES DA SILVA    ...
Dedicamos este trabalho primeiramente a Deus, poissem ele, nada seria possível, e nossos sonhos nãoseriam concretizados.Ao...
AGRADECIMENTOS      Agradecemos a nossos pais que compartilharam de nossos ideais e nosajudaram alimentando nossos sonhos,...
Não conheço ninguém que conseguiu realizar seusonho, sem sacrificar feriados e domingos pelomenos uma centena de vezes.Mas...
RESUMOA contracepção hormonal feita por pílula (contraceptivos orais) pode conterhormônios combinados (estrogênios e proge...
ABSTRACTThe pill made by hormonal contraception (oral contraceptives) may contain combinedhormones (estrogen and progester...
LISTA DE FIGURAS              Figura 1 -     Orientações feitas pelos profissionais da saúde sobre o uso deanticoncepciona...
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLASTPM - Tensão pré-menstrualAOC - Anticoncepcional Oral CombinadoFSH - Follicle-Stimulating Ho...
SUMÁRIOINTRODUÇÃO.......................................................................................................11...
11                                    INTRODUÇÃO         Contracepção tem como objetivo impedir a concepção por meio de dr...
12hipofisária. O uso contínuo de progestinas de forma isolada, nem sempre inibe aovulação (SILVA, 2006).      Várias alter...
13      O desenvolvimento teórico do presente trabalho foi dividido em seis capítulos.No capítulo um apresentou-se a histó...
141 HISTÓRIA DO DESENVOLVIMENTO DOS ANTICONCEPCIONAIS      A história da contracepção vem sendo estudada à cerca de 2000 a...
15hirsutismo (crescimento excessivo de pelos), no tratamento de hipermenorréia,miomas uterinos e hipogonadismo feminino (B...
16semelhante à menstruação, a cada 3 semanas após a administração regularmente.Sendo isso uma vantagem para mulheres que d...
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18da liberação de FSH, alem de determinarem a descarga de LH, propiciam terrenosfavorável à ação dos hormônios hipofisário...
19       Os contraceptivos mais eficientes disponíveis e mais utilizados no mundo comexceção da China, país onde o disposi...
20de crescimento do sistema (IGF, CE, IGF-1) inibe a transição (RPR) do câncer demama. Evidencias recente sugerem que a me...
21efeitos similares na taxa de hormônios andrógenos e na sua estrutura lipídica,massa corporal das mulheres avaliadas no t...
22QUADRO 1 – Interações entre anticoncepcionais e outros medicamentos                           Aceleram os metabolitos en...
23         A interação clinicamente significativa entre o tabagismo e AOC, o uso deanticoncepcionais hormonais de qualquer...
24aumento exuberante de estrogênio, porem a pesquisa tem problemas devido o nãocontrole de potenciais fatores, comparado a...
25progestogênios foram produzidos para ligar mais especificamente ao receptor deprogesterona (SITRUK; NATH, 2011).        ...
266 INOVAÇÕES DE CONTRACEPTIVOS      Inovações de contraceptivos orais recentes no mercado, as formas maisconhecidas são a...
277 MÉTODO      A realização dessa pesquisa foi elaborada através de um questionárioestruturado (apêndice) contendo 20 per...
288 RESULTADOS E DISCUSSÃO      Observando a Figura 1, verifica-se que 46% das mulheres que participaramda pesquisa relata...
29Figura 1 - Orientações feitas pelos profissionais da saúde sobre o uso de           anticoncepcionais com outros medicam...
30Figura 2 - Uso de anticoncepcionais junto com outros medicamentos (n=100)Fonte: Elaboração própria.       A Figura 3, mo...
31Figura 3 - Reações adversas relatadas pelas usuárias (n=100)Fonte: Elaboração própria         Através dos dados expresso...
32Figura 4 - Procedimento adotado em caso de esquecimento da utilização do           anticoncepcional (n=100)Fonte: Elabor...
33Figura 5 - Utilização de pílula de emergência (pílula do dia seguinte) (n=100)Fonte: Elaboração própria.         Através...
34Figura 6 - Outros métodos contraceptivos utilizados (n=100)Fonte: Elaboração própria.
359 CONSIDERAÇÕES FINAIS       As contracepções têm por objetivo impedir a concepção por meio de drogas,cirurgias, disposi...
36                                   REFERÊNCIASBAHAMONDES. L. et al. Fatores associados à descontinuação do uso deanticon...
37FARIAS, P. A. M. et al. Informações em Saúde mais solicitadas em um Centro deInformações de Medicamentos -SAC Farma, Bra...
38OLIVEIRA, D. A. G; SOARES, V. C. G; BENASSI JR, M. O consumo de bebidasalcoólicas entre estudantes universitárias e o co...
39em: 05 nov. 2011..THORNEYCROFT, I.; KLEIN, P.; SIMON, J. The impact ofantiepileptic drug therapy on steroidal contracept...
401. Escolaridade?   ( ) Analfabeta   ( ) Ensino fundamental incompleto   ( ) Ensino fundamental completo   ( ) Ensino méd...
41   ( ) Sim   ( ) Não7. Você tem o conhecimento de que anticoncepcionais podem perder ou reduzir seus   efeitos quando ad...
42   __________________________________________________13. Que forma de anticoncepcional utiliza?   ( ) Comprimidos   ( ) ...
43   ( ) Tomou 3 comprimidos no dia seguinte   ( ) Parou de tomar o anticoncepcional   ( ) Parou de ter relações sexuais n...
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  1. 1. FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DE FERNANDÓPOLIS FACULDADES INTEGRADAS DE FERNANDÓPOLIS ALESSANDRO AMADEU RIBEIRO PAULO ROBERTO PRODÓCIMO RAUL GOMES DA SILVA ROBSON CARLOS CARVALHO SILVA AVALIAÇÃO SOBRE O NÍVEL DE CONHECIMENTO E AUTILIZAÇÃO DE ANTICONCEPCIONAIS DISTRIBUÍDOS NA REDE PÚBLICA DE FERNANDÓPOLIS FERNANDÓPOLIS 2011
  2. 2. ALESSANDRO AMADEU RIBEIRO PAULO ROBERTO PRODÓCIMO RAUL GOMES DA SILVA ROBSON CARLOS CARVALHO SILVAAVALIAÇÃO SOBRE O NÍVEL DE CONHECIMENTO E A UTILIZAÇÃO DE ANTICONCEPCIONAIS DISTRIBUÍDOS NA REDE PÚBLICA DE FERNANDÓPOLIS Trabalho de conclusão de curso apresentado à Banca Examinadora do Curso de Graduação em Farmácia da Fundação Educacional de Fernandópolis como exigência parcial para obtenção do título de bacharel em farmácia. Orientador: Prof. MSc. Giovanni Carlos de Oliveira FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DE FERNANDÓPOLIS FERNANDÓPOLIS – SP 2011
  3. 3. ALESSANDO AMADEU RIBEIRO PAULO ROBERTO PRODÓCIMO RAUL GOMES DA SILVA ROBSON CARLOS CARVALHO SILVA AVALIAÇÃO SOBRE O NÍVEL DE CONHECIMENTO E A UTILIZAÇÃO DE ANTICONCEPCIONAIS DISTRIBUÍDOS NA REDE PÚBLICA DE FERNANDÓPOLIS Trabalho de conclusão de curso aprovado como requisito parcial para obtenção do título de bacharel em farmácia. Aprovado em: 02 de dezembro de 2011.Banca examinadora Assinatura ConceitoProf. MSc. Giovanni Carlos de OliveiraProf. MSc. Roney Eduardo ZaparoliProfa. Daiane Fernanda PereiraMastrocola Prof. MSc. Giovanni Carlos de Oliveira Presidente da Banca Examinadora
  4. 4. Dedicamos este trabalho primeiramente a Deus, poissem ele, nada seria possível, e nossos sonhos nãoseriam concretizados.Aos nossos pais, que sempre nos deram apoio, eestiveram presentes acreditando em nossopotencial, nos incentivando na busca de novasrealizações e descobertas.
  5. 5. AGRADECIMENTOS Agradecemos a nossos pais que compartilharam de nossos ideais e nosajudaram alimentando nossos sonhos, incentivando-nos a prosseguir sempre emnossa jornada. Assim, fazendo desta conquista, um instrumento de gratidão porsempre estarem ao nosso lado em todos os momentos. Obrigado. Aos nossos professores: Estes os quais nos abriram o caminho do conhecimento durante esta jornada,que nos passaram um pouco de sabedoria. Obrigado. Em especial ao Prof. MSc. Giovanni Carlos de Oliveira pela compreensão epelo apoio. Obrigado. A Deus que no fim desta jornada, a ti que nos deu esperança, força evontade, seremos muitos grato. Que saibamos exercer com excelência esta novaetapa que ainda está por vir. Obrigado.
  6. 6. Não conheço ninguém que conseguiu realizar seusonho, sem sacrificar feriados e domingos pelomenos uma centena de vezes.Mas, para obter um resultado diferente da maioria,você tem que ser especial. Se fizer igual a todomundo, obterá os mesmos resultados.“Não se compare à maioria, pois, infelizmente elanão é modelo de sucesso”. Roberto Shinyashiki
  7. 7. RESUMOA contracepção hormonal feita por pílula (contraceptivos orais) pode conterhormônios combinados (estrogênios e progesteronas), enquanto alguns podemconter apenas progesteronas, denominando-se mini pílulas. O objetivo dessapesquisa foi avaliar o nível de conhecimentos das usuárias de anticoncepcionais narede pública de Fernandópolis-SP, os dados coletados por meio de uma entrevista,demonstram uma grande falta de conhecimentos das usuárias sobre o uso demétodos contraceptivos, essa falta de conhecimentos é atribuída, muitas vezes pelafalta de informações básicas dos profissionais que atuam na indicação edispensação desses anticoncepcionais. A realização dessa pesquisa foi elaboradaatravés de um questionário estruturado (apêndice) contendo 20 perguntas acerca dotema, onde foi aplicado em usuárias de quatro Unidades Básicas de Saúde (UBS)da rede pública de Fernandópolis. Portanto cabe ao médico e o farmacêuticofornecer informações às usuárias sobre possíveis interações medicamentosas,efeitos adversos e os possíveis riscos quanto ao uso do contraceptivo. Ofarmacêutico é o profissional que possui conhecimentos específicos sobremedicamentos, ou ainda é o responsável pela atenção farmacêutica, promovendo apromoção, proteção e prevenção à saúde dos usuários, a orientação e os devidosesclarecimentos do uso dos contraceptivos pode ser empregado para diminuir asincidências à gravidez indesejadas pela falta de orientação.Palavras-chave: Anticoncepcionais. Métodos contraceptivos. Interaçõesmedicamentosas. Efeitos adversos.
  8. 8. ABSTRACTThe pill made by hormonal contraception (oral contraceptives) may contain combinedhormones (estrogen and progesterone), while some may contain only progesteroneis denominated mini pills. The aim of this study was to evaluate the level ofknowledge of contraceptive users in the public Fernandópolis-SP, the data collectedthrough an interview, show a great lack of knowledge of users about the use ofcontraceptive methods, this lack of knowledge is given, often by a lack of basicinformation for professionals engaged in the display and dispensing ofcontraceptives. The realization of this research was developed through a structuredquestionnaire (Appendix) containing 20 questions on the subject, which was appliedto users of four Basic Health Units in the public Fernandópolis. Therefore it is thephysician and the pharmacist to provide information to users about possible druginteractions, adverse effects and possible risks regarding the use of contraception.The pharmacist is a professional who has specific knowledge of medications, or isresponsible for pharmaceutical care, promoting the promotion, protection andprevention to the health of users, the guidance and clarification of the proper use ofcontraceptives can be used to decrease the incidence unwanted pregnancy by a lackof guidance.Key words: Contraception. Contraceptive methods. Drug interactions. Adversereactions.
  9. 9. LISTA DE FIGURAS Figura 1 - Orientações feitas pelos profissionais da saúde sobre o uso deanticoncepcionais com outros medicamentos...................................................................... 29 Figura 2 - Uso de anticoncepcionais junto com outros medicamentos......... 30 Figura 3 - Reações adversas relatadas pelas usuárias................................... 31 Figura 4 - Procedimento adotado em caso de esquecimento da utilização de anticoncepcional........................................................................ 32 Figura 5 - Utilização de pílula de emergência (pílula do dia seguinte)........... 33 Figura 6 - Outros métodos contraceptivos utilizados...................................... 34
  10. 10. LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLASTPM - Tensão pré-menstrualAOC - Anticoncepcional Oral CombinadoFSH - Follicle-Stimulating Hormone (hormônio folículo estimulante)LH - Luteinizing Hormone (hormônio luteinizante)DIU - Dispositivo intrauterinoRPR - Receptor Progesterona ReguladorCOC - Contraceptivo oral combinadoOC - Contraceptivo oralLDL - Low Density Lipoprotein (lipoproteína de baixa densidade)VLDL - Very Low Density Lipoprotein (lipoproteina de muito baixa densidade)IMC - Índice de massa corporalFDA - Food and Drug AdministrationILH - Intervalo Livre de HormônioMg - MiligramasKg - QuilogramasEE - EtinilestradiolUBS – Unidade básica de saúde
  11. 11. SUMÁRIOINTRODUÇÃO.......................................................................................................111 HISTÓRIA DO DESENVOLVIMENTO DOS ANTICONCEPCIONAIS..............142 FISIOLOGIA DOS HORMÔNIOS CONTRACEPTIVOS....................................163 NÍVEL SÓCIO-CULTURAL DAS PACIENTES..................................................184 INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS DE CONTRACEPTIVOS COM OUTROSFÁRMACOS E SUBSTÂNCIAS............................................................................195 EFEITOS ADVERSOS DOS CONTRACEPTIVOS............................................236 INOVAÇÕES DE CONTRACEPTIVOS..............................................................257 MÉTODO............................................................................................................278 RESULTADOS E DISCUSSÃO.........................................................................289 CONSIDERAÇÕES FINAIS...............................................................................35REFERÊNCIAS.....................................................................................................36APÊNDICE............................................................................................................40
  12. 12. 11 INTRODUÇÃO Contracepção tem como objetivo impedir a concepção por meio de drogas,cirurgias, dispositivos entre outros (STACEY, 2009). A contracepção hormonal feita por pílula (contraceptivos orais) pode conterhormônios combinados (estrogênios e progesteronas), enquanto alguns podemconter apenas progesteronas, denominando-se mini pílulas. As pílulas comassociações de estrogênios e progesterona atuam com seus efeitos contraceptivos,em maioria na inibição seletiva da função hipotálamo hipófise, assim tendo comoresultado a inibição da ovulação. Já as mini-pílulas contém regularmente base de 25a 70% de progesterona em sua composição, seu mecanismo de ação pode se darpor três formas: alterando o muco cervical (assim evitando que o espermatozóidepenetre), alterando a motilidade tubária e por uma alteração provocada noendométrio durante a administração da dosagem hormonal. Considera-se a minipílula menos eficaz se comparado com contraceptivos combinados orais. Injeçõestomadas uma única vez, método contraceptivo que pode ter tratamento de um mês atrês meses é indicada para mulheres que não aderem às pílulas e mini pílulas(OLIVEIRA et al., 2009). Os contraceptivos orais em associação podem ainda ser divididos em formasmonobásicas (possuem doses constantes dos componentes durante todo o ciclo) eas formas bifásicas ou trifásicas (são aquelas onde as doses de um ou dos doiscomponentes mudam durante uma ou duas vezes no decorrer do ciclo, sendo queos trifásicos não apresentam vantagens sobre os monofásicos em seu emprego).Anticoncepcionais orais com apenas progestógeno são selecionados com mini-pílulas, com efetividade de 96% a 97% (FUCHS; WANNMACHER; FERREIRA,2006). Estrógeno é um termo aplicado para todas as substâncias capazes deproduzir modificações típicas do estro, aumento do volume uterino, alterando oepitélio vaginal (cornificação). Os ovários produzem estradiol, que é o mais potenteestrógeno. O estradiol se oxida transformando-se em estrona e quando hidratadoforma o estriol. Normalmente, os contraceptivos orais em associação, exercem açãocontraceptiva devido à inibição da ovulação através da inibição seletiva da função
  13. 13. 12hipofisária. O uso contínuo de progestinas de forma isolada, nem sempre inibe aovulação (SILVA, 2006). Várias alterações podem ser notadas com o uso crônico de contraceptivosassociados. As funções ovarianas ficam deprimidas, o desenvolvimento folicular edos corpos lúteos diminui, dentre outras. Na maioria das vezes, as mulheres voltama ter padrões menstruais normais e 75% delas voltam a ovular (KATZUNG, 2006). Os contraceptivos orais são classificados em primeira, segunda e terceirageração. Os de primeira geração são os contraceptivos orais combinados em que osestrógenos estão presentes em concentrações maiores ou iguais a 50 microgramas.Os de segunda geração são os contraceptivos orais combinados em que osestrógenos estão presentes em concentrações menores ou iguais a 35 microgramas,sendo progestógenos com ciproterona, levonorgestrel, e etinodiol. Os de terceirageração contém progestógenos de menor poder androgênico, como gestodeno,desogestrel e drosperinona. Os contraceptivos orais com levonorgestrel contêm 10% a mais de progesterona que contraceptivos orais com norentindrona. As minipílulas que em sua composição tem apenas progestógeno, indicam ter mais índicede falha, pois é insuficiente para bloquear a ovulação (FUCHS; WANNMACHER;FERREIRA, 2006). Este estudo trata-se de uma pesquisa na rede pública do município deFernandópolis sobre o conhecimento e a utilização de contraceptivos orais eparenterais por parte das usuárias das unidades básicas da saúde. Realizou-se umquestionário com 100 usuárias, contendo 20 questões acerca do tema. Através do estágio supervisionado em rede pública, foi observada pelosmembros do grupo, uma carência de conhecimento sobre o uso de métodoscontraceptivos. Isso despertou o interesse para o desenvolvimento deste trabalho,principalmente no que se refere à falta de orientações dos profissionais da área dasaúde que prescrevem e dispensam os medicamentos para a população. O objetivo geral deste estudo foi verificar o nível de conhecimento daspacientes sobre a ação e utilização dos contraceptivos. Os objetivos específicosforam verificar as deficiências no fornecimento de orientações às usuárias demétodos contraceptivos e também possíveis interações medicamentosas e efeitosadversos, sendo desconhecidos pela maior parte das usuárias da rede pública desaúde do município de Fernandópolis.
  14. 14. 13 O desenvolvimento teórico do presente trabalho foi dividido em seis capítulos.No capítulo um apresentou-se a história em que o anticoncepcional começou a serentendido, sua evolução e desenvolvimento para ter uma melhor posologia comoforma de prevenção à natalidade para planejamento futuro. Além das segurasindicações individuais para uma melhor adesão a contracepção hormonal. Demonstrou-se no segundo capítulo, a fisiologia por meio de hormônios queenvolvem o processo de reprodução feminina, o ciclo menstrual, para sercompreendido o papel do anticoncepcional como um hormônio sintético. Por meio de pesquisas de campo e referências bibliográficas, observou-se nocapitulo três, uma relevância entre níveis sócios econômicos e culturais a respeito daprevenção, isso significa que, estatisticamente prevenção e informação estãodevidamente interligados. Observou-se no capitulo quatro, o fato de o anticoncepcional ser ummedicamento, onde todo medicamento tem uma farmacologia consigo, ele muitasvezes interage com outras substâncias, passando despercebido aos adeptos àcontracepção, sendo estes muitas vezes alienados sobre as interaçõesmedicamentosas. Demonstraram-se vários efeitos adversos no quinto capítulo, cada um comseu individualismo podendo sofrer ao inicio, durante ou término da utilização, muitasvezes são responsáveis pelo abandono ao método ou queixas sobre oscontraceptivos hormonais. Apresentou-se no capitulo seis, algumas inovações em contracepçãohormonal, por meio de estudos vem melhorando a contracepção hormonal, commenos efeitos adversos, duração da contracepção e interação medicamentosa. No apêndice está o questionário aplicado às usuárias dessa classefarmacológica na rede pública do município de Fernandópolis - SP.
  15. 15. 141 HISTÓRIA DO DESENVOLVIMENTO DOS ANTICONCEPCIONAIS A história da contracepção vem sendo estudada à cerca de 2000 anos. Arevisão de Himes consta medicamentos com arsênico, estricnina e mercúrio, comsérias complicações, sendo algumas fatais. A fisiologia da reprodução humana teve inicio por Graaf no século XVII, com aexistência de folículos ovarianos. O corpo lúteo como componente ativo foiidentificado em 1928 por Corner e Allen com o prolongamento da não gestação decoelhas pela injeção de corpora lútea, sendo denominado esse hormônio comoprogesterona (latim pro = em favor de, e gestare = conceber). Observações feitaspor Doisy, demonstrando que os folículos ovarianos provocaram o estro, o desejosexual e a fertilidade do animal, chamando estrógeno (em grego astro = desejoincontido e gennein = procriar). Pesquisas demostraram, posteriormente que osesteroides ovarianos constituíam dois grupos de hormônios interligados. Em 1930,Butenandt identificou a estrona, Marrian isolou o estrial e Doisy conseguiu isolar oestrógeno natural o estradiol, obtendo-se cristais de progesterona, estudando suaestrutura química. Em 1963, injetando os hormônios recém-isolados, notaraminibições na ovulação, levando ao controle da fertilidade. Os hormônios extraídos defonte animal através do tubo digestivo com alto custo levaram a pesquisas parasíntese de outros esteróides, a partir de vegetais (SILVA, 2006). No Brasil teve inicio a comercialização dos contraceptivos no ano de 1962. Jáno ano de 2000 foram comercializados em mercado varejo 46,1 milhões deunidades, em 2001 o numero pulou para 51,5 milhões de unidades, em 2002, pelomenos um milhão de novas mulheres começaram a utilizar regularmente pílulas noBrasil. O laboratório Schering, é mundialmente o maior fabricante de pílulascontraceptivas e também é dono de quatro das seis marcas de anticoncepcionaismais comercializados no Brasil (OLIVEIRA; SOARES; BENASSI JÚNIOR, 2009). De acordo com Goodman e Gilman o contraceptivo oral encontra-se entre osmétodos mais usados durante a puberdade, preferencialmente do tipocontraceptivos combinados, que contém em sua formulação estrogênios eprogesterona monofásica e de baixa dosagem, as razões principais para se utilizaresses métodos contraceptivos são a própria prevenção à gravidez, ováriospolicísticos, endometriose, tensão pré-menstrual (TPM), dismenorreia, acne,
  16. 16. 15hirsutismo (crescimento excessivo de pelos), no tratamento de hipermenorréia,miomas uterinos e hipogonadismo feminino (BRUNTON; LAZO; PARKER, 2007). A contracepção é praticada no mundo todo, contudo, existem muitos casos degravidez não desejada. Os contraceptivos reversíveis têm 1,8% de probabilidade defalha, porém, a grande maioria destas falhas é proveniente de sua utilizaçãoinadequada e não por ineficácia do método. A insatisfação com os métodosdisponíveis é refletida pelos altos índices de interrupção de contracepção. Fatorescomo condições socioeconômica e cultural além do estado de saúde devem serlevadas em conta para a escolha do método anticoncepcional. Outros aspectos aserem observados para a escolha do contraceptivo são eficácia, segurança,reversão do método, conveniência, contra-indicações, vantagens nãocontraceptivas, custo e acesso (BRASIL, 2010). O etinilestradiol + levonorgestrel é um AOC que mesmo em baixa doseestrogênica (inferior a 35 microgramas), possui eficácia contraceptiva incontestável.O levonorgestrel é utilizado como contraceptivo de emergência, devendo seradministrado em 72 a 120 horas após o coito desprotegido ou com baixa proteção,além de ser indicado em caso de abuso sexual. Este método é eficaz e seguro,fazendo o inicio do tratamento em até 72 horas o método previne 80% de gravidez.Segundo estudos, a dose única de 1,5 mg de levonorgestrel tem eficácia semelhanteà de 0,75 mg por comprimido sem aumento significativo de efeitos adversos. Estemétodo contraceptivo não deve ser empregado com freqüência e sim ocasional porhaverem métodos mais eficazes para o uso de rotina. No caso dos estrogêniosserem contra-indicados, como durante a amamentação pode ser utilizado então oprogestogênio noretisterona (BRASIL, 2010). Uma solução para mulheres que não desejam aderir aos AOC, por terem queser administrados diariamente e querem o efeito contraceptivo prolongado ou quetenham problemas com a absorção entérica são, os contraceptivos hormonaisinjetáveis, podendo estes serem compostos de apenas estrogênio isolado, oucombinado com progestogênio, esta combinação promove a redução de algumasreações adversas causadas pelas preparações injetáveis contendo somenteprogestogênio. Os contraceptivos injetáveis combinados causam primariamente ainibição da ovulação, além de possuírem as mesmas indicações e contra-indicaçõesque os AOC. Os contraceptivos injetáveis combinados promovem sangramento
  17. 17. 16semelhante à menstruação, a cada 3 semanas após a administração regularmente.Sendo isso uma vantagem para mulheres que desejam o fluxo mensal comosegurança, para que não ocorra a gravidez em relação aos contraceptivos injetáveisconstituídos apenas de progestogênicos. O contraceptivo injetável progestogênicoacetato de medroxiprogesterona pode ser administrado a cada 3 meses por viaintramuscular na sua forma de depósito. Outro progestogênio é o enantato denoretisterona que é administrado a cada 2 meses. Os dois são muito eficazes,porém se diferenciam em custo e frequência que são administrados. O enantato denoretisterona + valerato de estradiol é o contraceptivo hormonal combinado injetávelcuja sua administração é realizada mensalmente e sua eficácia equivale aoscontraceptivos somente progestogênicos e AOC (BRASIL, 2010).2 FISIOLOGIA DOS HORMÔNIOS CONTRACEPTIVOS Na infância a gônada da mulher fica em repouso. Na puberdade, o ovário iniciaum período de função cíclica de 30 a 40 anos de duração, chamado de ciclomenstrual, onde há episódios regulares de sangramento. Posteriormente, o ováriodeixa de responder às gonadotropinas secretadas pela hipófise anterior, e quandose cessa o sangramento, chama-se menopausa. No início de cada ciclo, umdeterminado número de folículos, com um óvulo cada, começa a aumentar detamanho em resposta ao FSH (hormônio folículo estimulante). Depois de 5 ou 10dias, um dos folículos, denominado folículo dominante, começa a desenvolver-semais rapidamente. As células da teca externa e da granulosa interna desse folículomultiplicam-se, e sob a influência do LH, sintetizam estrogênios, liberando-os emtaxa crescente. Os estrogênios parecem inibir a liberação de FSH, podendo resultarem regressão dos folículos menores e menos maduros (KATZUNG, 2006). O controle da reprodução é feito pelo hipotálamo, que por sua vez é reguladopela hipófise. Após a menarca, as influências psíquicas promovem, gradualmente, aliberação dos fatores hipotalâmicos de liberação (RH-FSH e RH-LH), responsáveispor sensibilizar a adeno-hipófise para a liberação dos hormônios glicoprotéicos: FSHe LH (SILVA, 2006).
  18. 18. 17 O folículo dominante e maduro é formado por um óvulo circundado por umantro repleto de líquido e revestido por células da granulosa e da teca. A secreçãode estrógeno atinge um pico antes da metade do ciclo e as células da granulosacomeçam a secretar progesterona causando liberação de LH e FSH, precedente àovulação. O folículo, então se rompe liberando o óvulo (KATZUNG, 2006). Os estrogênios são substâncias de origem natural ou artificial, comcapacidade de induzir o estro em animais inferiores e são capazes de causarmodificações semelhantes às observadas na primeira fase do ciclo menstrual etambém de caracteres sexual nos seres humanos. Podem ser classificados, quantoà estrutura em esteróides e não esteróides e quanto à origem podem serclassificados em naturais e artificiais (SILVA, 2006). Os principais estrogênios produzidos pela mulher são o estradiol, estrona eestriol. Sendo o estradiol o principal produto secretado pelo ovário. Já a maior parteda estrona e estriol é sintetizada no fígado a partir do estradiol, ou nos tecidosperiféricos, a partir da androstenodiona e outros androgênicos (KATZUNG, 2006). A progesterona é a progestina mais importante nos seres humanos. Ela temefeitos hormonais muito importantes e é também precursora dos estrogêniosandrógenos e esteróides córtico-suprarrenais. É sintetizada no ovário, testículos eglândulas suprarrenais a partir do colesterol. A progesterona é responsável pelodesenvolvimento alvéolo lobular do aparelho secretor da mama. Participa tambémno surto pré-ovulatório do LH e induz à maturação e às alterações secretórias doendométrio que são observadas após a ovulação (KATZUNG, 2006). Denominam-se progestogênios substâncias que estabelecem as condiçõespropiciadoras (reação progestacional) à implantação e desenvolvimento do produtoda concepção. Podem ser naturais ou sintéticos. Os efeitos genitais produzidospelos progestogênios ocorrem através da ação sinérgica estabelecida com osestrogênios, tanto para o desenvolvimento dos caracteres sexuais secundários comotambém na chamada reação progestacional (SILVA, 2006). Os estrogênios semi-sintéticos apesar de possuir estruturas químicas dosnaturais, possuem a mesma capacidade de produzir o estro. Os estrogênios sãocapazes de provocar alterações genitais e extra genitais através da interação com osreceptores encontrados no citossol das células-alvo. Os estrogênios sãoresponsáveis por varias alterações no aparelho genital. Promovem a inibição central
  19. 19. 18da liberação de FSH, alem de determinarem a descarga de LH, propiciam terrenosfavorável à ação dos hormônios hipofisários ao nível dos ovários. Já no útero osestrogênios vão causar o crescimento do órgão, aumento do endométrio, além deacentuar a produção de secreções pelas glândulas cervicais (SILVA, 2006). A placenta também sintetiza e libera altas quantidades de progesterona nagravidez, no ovário é produzida principalmente pelo corpo lúteo (KATZUNG, 2006). Nas trompas os estrogênios causam o desenvolvimento muscular e modificamos movimentos de peristaltismos e ciliares. Nas mamas, ocorre aumento davascularização e também da pigmentação da aréola e aumento do tamanho (SILVA,2006). Os anticoncepcionais podem se classificar em: contraceptivos orais de altadosagem que é produzido normalmente com cerca de 50mg de etinilestradiol oupode ser de baixa dosagem possuindo cerca de 20 à 30mg etinilestradiol, oscontraceptivos de baixa dosagem contem a mínima quantidade de hormôniosnecessários para inibir o ciclo menstrual através da elevação do hormônioluteinizante, assim impedindo com eficácia a ovulação, portanto sua administraçãodiária deve ser rigorosamente respeitada, já o contraceptivo de alta dosagemoferece uma quantidade maior de hormônios, nos quais serão necessários para inibiro ciclo menstrual e assim pode apresentar uma margem de eficácia maior emrelação a possíveis falhas de administração (OLIVEIRA; SOARES; BENASSIJÚNIOR, 2009).3 NÍVEL SÓCIO-CULTURAL DAS PACIENTES Em alguns casos o método contraceptivo não é eficaz devido à falta deconhecimento da forma correta de administrá-los, a interrupção do uso deanticoncepcionais é devido ao aumento dos efeitos adversos que se dá ao fato deque dificilmente a prescrição deste é individualizada. A suspensão doanticoncepcional causa a elevação do risco de uma gravidez indesejada. No Brasil,as mulheres de nível social mais baixo apresentam maior número de gestação,confirmando assim que a diferença de níveis socioeconômico influencia na condiçãoda saúde das pessoas (GOMES et al., 2009).
  20. 20. 19 Os contraceptivos mais eficientes disponíveis e mais utilizados no mundo comexceção da China, país onde o dispositivo intrauterino (DIU) é o mais utilizado, sãoos anticoncepcionais hormonais, inclusive os anticoncepcionais orais combinados(AOC). No Brasil cerca de 75% das mulheres com união conjugal utilizam AOC. Umadas vantagens do seu uso é que o mesmo possui facilidade de administração,porém o fato de ter que ser ingerido diariamente provoca frequentemente oesquecimento de seu uso por parte das pacientes, podendo levar à ineficácia domesmo em relação a contracepção. O fato de ter que ser administrado diariamente,pode estar relacionado à descontinuação em longo prazo do método. Outro fator queleva a baixa aderência são os efeitos colaterais causados por efeitos hormonaisindesejados. No Brasil 45% das pacientes interromperam o uso do AOC nosprimeiros 12 meses. Os principais efeitos adversos apresentados pelas pacientessão: cefaléia, sangramento uterino irregular e aumento de peso (BAHAMONDES etal., 2011). O uso da contracepção de emergência a famosa pílula do dia seguinteconhecida como pós-coito é geralmente usada quando á algum tipo de relaçãosexual sem proteção podendo ocorrer possível gravidez. Foi feita uma pesquisa nasregiões norte, leste, oeste e centro da cidade São Paulo em farmácias de pequeno,médio e grande porte, foram citadas três marcas de medicamentos de contracepçãode emergência relacionada ao levonorgestrel. A pesquisa apresentou que 87% dosfarmacêuticos entrevistados apontaram como maior parte dos usuários os jovens eque 73% deles procuraram orientação farmacêutica, mas que em compensação omedicamento foi dispensado sem prescrição médica. O estudo realizado em talpesquisa de campo demonstra a necessidade de uma reeducação sobre o métodode contracepção de emergência (SANTOS; BORGES, 2010).4 INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS DE CONTRACEPTIVOS COM OUTROSFÁRMACOS E SUBSTÂNCIAS Os receptores de progesterona através da inibição do alvo da rifampicina pelametformina diminui a prevenção de câncer endometrial. A progesterona tem sidoutilizada no tratamento preventivo do câncer endometrial. Sendo que o receptor deprogesterona regulador (RPR) é a principal razão do fracasso. A insulina como fator
  21. 21. 20de crescimento do sistema (IGF, CE, IGF-1) inibe a transição (RPR) do câncer demama. Evidencias recente sugerem que a metformina contraceptivos oraiscombinados pode reverter progesterona resistente hiperplasia atípica endometrial(WANG et al., 2011). Herbert Remmer na Tubingen, Alemanha, em 1972 desenvolveu um métodopara avaliar o micro citocromo 450, através da biopsia da agulha do fígado entendersua atividade enzimática. Herbert Remmer foi o primeiro a descrever essa enzimahepática total humana do citocromo 450, sendo muito marcante pela rifampicinanova droga anti-tuberculose e um método semelhante pela clotrimazol antimicótico.Em 1975, o grupo de Herbert Renmer, descreveu a diferença de espécie por nãohaver redução em ratos. Mas com os primeiros relatos clínicos sobre a não eficáciade contraceptivos orais e rifamicina. O laboratório de Herbert Remmer mostrouquatro vezes a mais concomitante com rifamicina do que indivíduos normais. Aenzima 3A4 do citocromo 450 (CCYP3A4) e a enzima CYP importante aometabolismo do fígado humano uma variedade de xenobioticos e endobioticos,responsável pela 2-hidroxilação do etinidenastradiol e depuração do hormônio doscontraceptivos orais, sendo a rifamicina uma das maiores indutoras de expressãohumana do citocromo CYP3A4 (PARAFUSO, 2004). Existe uma enorme interação entre contraceptivos orais e injetáveis, deacetato de medroxiprogesterona intramuscular, levonorgestrel oral, por agentes queinduzem o sistema enzimático microssomal hepático. Uma mulher com 21 anos,fazendo o tratamento de fenobarbital, que recebeu implantes de levonorgestrel ficougrávida depois do parto, começou o tratamento com contraceptivos oraisconcomitante com fenobarbital, ficando grávida novamente de gêmeos. Apenas 4%dos neurologistas sabem todas as interações entre contraceptivos oraisanticonvulsivantes. Esse caso suporta a importância da educação continua epaciente médico sobre interações medicamentosas de anticonvulsivantes e oscontraceptivos orais hormonais (CUBAS et al., 2006). Estudo realizado no departamento de medicina da faculdade de Virginiaconsiste em testes randomizados com duplo cego utilizando placebo em um grupode 19 pessoas do sexo feminino, que está acima do peso e com a doença do ováriopolicístico. Essas pacientes foram testadas durante um período de três meses emensaios randomizados, com anticoncepcionais orais e placebo, foram observados
  22. 22. 21efeitos similares na taxa de hormônios andrógenos e na sua estrutura lipídica,massa corporal das mulheres avaliadas no teste randomizado não se excedeu, ouseja, não houve desequilíbrio hormonal de ambas as partes, nem pelo placebo, nempelo contraceptivo oral (ESSAH et al., 2011). Porém estudos realizados no departamento de obstetrícia e ginecologia doTexas comprova que sim, há mudanças de massa corporal em mulheres queaderem ao método contraceptivo oral, que proveniente está relacionada a distúrbioshormonais. Um grupo de mulheres que estavam começando o uso de contraceptivosorais teve acompanhamento com testes clínicos de seis em seis meses durante trêsanos, acabada a pesquisa de 36 meses foram comprovadas que a maior parte dogrupo aumentou sua massa corporal em 5,1 Kg, sendo que gordura corporal era de4,1 Kg aproximadamente de uma mulher para outra entre o grupo avaliado. O pesodas pacientes teve um aumento significativo com o uso de contraceptivos orais eapós a descontinuação da droga algumas mulheres tiveram perca de massa lipídica(BERENSON; RAHMAN, 2009). Em estudos de interação de contraceptivos com rifampicina e isoniazida,foram relatados casos de gravidez em pacientes francesas (WIBAUX, 2010). Houve uma pesquisa na universidade de medicina no Alabama e foicomprovado que mulheres com epilepsia têm dificuldade na manutenção hormonalrelacionado com os contraceptivos, isso aconteceu devido ao aumento de problemasrelacionados às drogas antiepilépticas que altera o metabolismo hepático e seuesteróide o que mostra de fato uma falha no método contraceptivo causandogravidez não desejada com sérios riscos de problemas congênitos para o feto, o quequeremos mostrar aqui é um dos fatos que indica uma interação medicamentosacausando sérios riscos em ambas as partes envolvidas. Os anticoncepcionaishormonais orais sofrem interações com anticonvulsivantes, assim ocorre umadiminuição da eficácia dos anticoncepcionais, uma vez que os anticonvulsivantessão indutores das enzimas hepáticas (THORNEYCROFT; KLEIN; SIMON, 2006).
  23. 23. 22QUADRO 1 – Interações entre anticoncepcionais e outros medicamentos Aceleram os metabolitos enzimáticos hepáticos em especial a enzima CYP3A4, promovendo efeito teratogênico. Os recém Anticonvulsivantes nascidos de mães epiléticas ocorrem grandes alterações congênitas, como cardiopatias congênitas, defeitos de tubo neural e outras. Aumenta o metabolismo dos hormônios esteróidais endógenos através da indução de enzimas hepáticas, o que pode causar Barbitúricos distúrbios endócrinos, e falha contraceptiva orais, o que pode resultar em gestação indesejada. Um indutor das enzimas CYP1A2, 2C9 e 3A4 hepáticas, resulta Rifampicina na redução da meia vida de diversos compostos, inclusive anticoncepcionais orais. As enzimas hepáticas CYP são induzidas a aumentar a taxa de Griseofulvina metabolismo de anticoncepcionais orais com baixo conteúdo de estrogênio. Indutor das enzimas hepáticas que estão no processo de Nelfinavir metabolização dos fármacos, reduzindo o efeito do etinilestradiol em 47% e a da norendrona em 18%. Fonte: BRUNTON; LAZO; PARKER (2007). A interação medicamentosa envolvendo outros medicamentos econtraceptivos, possivelmente ocorre durante a absorção no trato gastrointestinal,em período de metabolismo hepático, na reabsorção pela circulação entéricohepática, ou seja, se o outro medicamento tiver interferência nas proteínas séricascarreadoras de esteróides, através de transporte circulatório as drogas queaumentam os níveis das proteínas carreadoras, assim como rifampicina irá diminuiras frações hormonais bioéticas, conseqüentemente reduzirão também seus efeitosterapêuticos. Pode ocorrer também a interação entre contraceptivos orais comoutras drogas, assim como o álcool, essa interação pode se iniciar por doiscaminhos metabólicos, sendo o primeiro caminho seria a droga melhorando osefeitos dos anticoncepcionais. Já o segundo caminho a droga pode ter interferênciano metabolismo dos contraceptivos acarretando numa menor eficácia terapêutica. Omelhoramento da eficácia terapêutica durante uma interação pode acontecer devidoà interferência na: Absorção, metabolismo ou excreção do hormônio contido napílula contraceptiva. No entanto a diminuição dos efeitos contraceptivos orais podeacontecer através da competição pelo caminho metabólico entre o fármaco e adroga (álcool) (OLIVEIRA; SOARES; BENASSI JÚNIOR, 2009).
  24. 24. 23 A interação clinicamente significativa entre o tabagismo e AOC, o uso deanticoncepcionais hormonais de qualquer classe em mulheres que possuam idadeacima de 35 anos ou que fazem uso de 15 cigarros ao dia pode-se considerar oaumento significativos de problemas cardiovasculares sérios (KROON, 2007).5 EFEITOS ADVERSOS DOS CONTRACEPTIVOS Existem evidências de que pacientes que fazem uso de anticoncepcionaissofrem alteração na libido, além disso, os anticoncepcionais podem estarrelacionados a problemas circulatórios em caso de pacientes portadores decardiopatia que fazem uso de contraceptivos hormonais, assim aumentandopossíveis riscos cardiovasculares, já que o uso de contraceptivos hormonais quecontém estrógeno aumenta levemente a pressão arterial. Entretanto, algunsanticoncepcionais apresentam efeitos benéficos às usuárias (MARKMAN et al.,2011). Estudo realizado sobre uso de anticoncepcionais orais em relação a dores decabeça em mulheres no período fértil, foram selecionadas 194 mulheresaleatoriamente, entre dezoito e quarenta anos, que procuraram um ginecologistapara devido exame preventivo, as pacientes ao serem entrevistadas, foram divididasem dois grupos, as que administram contraceptivos orais (COs), de cento edezesseis não utilizaram a pílula. Foi desenvolvido pelo grupo de estudo, umquestionário que tinha como discussão a chamada enxaqueca, concluiu-se napesquisa do uso de COs com dores de cabeça notou que um grupo de cento esetenta e oito pessoas alegaram terem dores e apenas dezesseis alegaram nãosentir nenhuma dor. O impacto causado nesses pacientes com dores de cabeça foide leve, moderado e grave as intensas dores ocorridas em sua rotina de trabalho.Prevaleceu o uso de anticoncepcionais orais combinados em mulheres com mais devinte anos e relatando terem parceiro sexual fixo (SIMONIENÉ et al., 2011). O impacto que o anticoncepcional tem sobre o acido fólico, vitamina B6, evitamina B12, é considerável, muitas das vezes acontece em gestações nãoplanejadas em mulheres que estão em fase de uso continuo de anticoncepcionaloral, na maior parte dos estudos apresentados até hoje teve como resultado um
  25. 25. 24aumento exuberante de estrogênio, porem a pesquisa tem problemas devido o nãocontrole de potenciais fatores, comparado a dados disponíveis no momento. Noentanto já em relação à vitamina B6 o estudo apontou dados existentes com ênfasepopulacional, que á problemas sim relacionados à carência de vitamina b6 queacontece com uso combinado de anticoncepcionais oral, portanto mulheres queinterrompem a administração dos COs e engravidam corre o risco de uma depressãoplasmática que refletira na diminuição da reserva de vitamina no organismo da mãe,causando problemas ao engravidar comprometendo possível feto, já os indicadoresde vitamina B12 não foi comprovado que causa impacto na gravidez pelo uso deCOs (WILSON et al., 2011). Os anticoncepcionais hormonais também podem alterar o perfil lipídico dasusuárias, assim aumentando os níveis de calcitonina e tireoglobulina. As usuárias deanticoncepcional também apresentam níveis aumentados de LDL, VLDL, secomparado com as mulheres não usuárias. No entanto ocorreu uma reduçãosignificativamente nos níveis de LDL, nas usuárias que tinham níveis aumentados deHDL, se comparado com não usuárias anticoncepcionais hormonais. Nesse tipo decaso, o anticoncepcional pode causar interferência no perfil lipídico das usuárias, porpossuir influência nos níveis de diferentes hormônios, como estrogênios eprogesterona (COELHO et al., 2005). Milhões de mulheres tem utilizado AOC eficazes, compostos por estrogênio eprogesterona. Normalmente o seu risco/beneficio é positivo, principalmente nos ricosde gravidez em pacientes que apresentam fatores de risco. Esteróides sintéticosutilizados como anticoncepcionais causam alterações metabólicas que sãoconsideradas como potenciais marcadores de risco cardiovascular e venoso,alterações estas em lipoproteínas, resposta da insulina à glicose e fatores decoagulação. Devido às essas alterações, foram feitas modificações na composiçãodo anticoncepcional hormonal visando amenizar esses efeitos. O etinilestradiol (EE)causa um efeito mais forte sobre o metabolismo hepático em relação ao estradiol,sendo este produzido naturalmente. O valerato de estradiol e estradiol foramintroduzidos com a finalidade de contornar as alterações metabólicas, por estesserem mais naturais. Para minimizar os efeitos adversos relacionados aandrogênicos, estrogênicos ou à interação receptor de glicocorticóides, vários
  26. 26. 25progestogênios foram produzidos para ligar mais especificamente ao receptor deprogesterona (SITRUK; NATH, 2011). O índice de taxas na falha de métodos contraceptivos, observando eprocurando índices na literatura, em estudo foi confirmado a hierarquia decontracepção, como esterilização feminina, contraceptivos de curta duração (pílulase injetáveis) e métodos naturais (MANSOUR; INKI; DANIELSSON, 2010). Os contraceptivos orais possuem algumas reações adversas que podem ser:edema periférico em 10% das usuárias, aumento do volume dos seios e mastalgia(dor nos seios) em mais de 10%, náuseas, vômitos e cefaléias entre 1 a 10 %,desordens intestinais em 1%, ganho de peso corporal entre 1 a 10% das pacientes,esses sintomas são principalmente após alguns anos fazendo uso (BRUNTON;LAZO; PARKER, 2007). Estudo realizado na China demonstra que o uso de anticoncepcionais oralpode causar doenças na vesícula biliar e que o índice de pacientes com massacorporal IMC superior a trinta considerada obesidade é consideravelmente arriscadoa administração de tais contraceptivos, pesquisa não foi realizada sobre grupos, mascom base de dados do departamento de anestesiologia em Najing na China que aoconcluir tal estudo citaram que as mulheres com IMC abaixo de trinta não deve sepreocupar com a administração de tais anticoncepcionais oral, portanto aquelas comIMC acima de trinta deve haver cautela ao tomar tais pílulas, se possível teracompanhamento médico (WANG et al., 2011). Dados recentemente publicados mostram que contraceptivos orais são maisutilizados anualmente por aproximadamente de 60 a 70 milhões de mulheres portodo mundo. Diferente de outros medicamentos, os contraceptivos orais sãoutilizados por mulheres em estado de saúde normais por longos períodos de tempo,por isso é extremamente necessário que as mulheres tenham conhecimento sobreos efeitos colaterais e os riscos, assim também os benéficos que o anticoncepcionalpode proporcionar para as mulheres (OLIVEIRA; SOARES; BENASSI JÚNIOR,2009).
  27. 27. 266 INOVAÇÕES DE CONTRACEPTIVOS Inovações de contraceptivos orais recentes no mercado, as formas maisconhecidas são as tradicionais contendo vinte e uma pílulas contendo hormônio esete dias de pílulas placebo no intervalo livre de hormônio (ILH), a Food and DrugAdministration (FDA) aprovou um novo tipo de método que é de vinte quatro pílulasde hormônio por quatro de placebo ou também a de oitenta e quatro pílulas comhormônio e sete pílulas placebo com trezentos e sessenta e cinco dias de regimeestendido. Tais regimes tendem à encurtar o ILH, visando diminuir os ciclos demenstruação e seus efeitos adversos relacionada à mesma. Esse tipo de análise foicomparada à mesma dosagem do ciclo de vinte uma pílulas com hormônio e setecom placebo, tais regimes obtiveram grande satisfação por parte das mulheres, foicomprovado que o sangramento menstrual é igual ou menor em mulheres queadotaram o regime, que conseqüentemente melhorou os sintomas menstruais. Anova fórmula tem como base a combinação de progestina drospirenona, que temcomo propriedades farmacológicas a antimineralocorticóide e antiandrogênica(CREMER; WESTON; JACOBS, 2010). Uma novidade no mercado é o acetato de ulipristal considerado umcontraceptivo de emergência. É uma progesterona agonista e antagonista que foicomprovado em ensaios clínicos randomizados, obtidos e analisados a partir dedrogas evidenciadas pelo FDA, essa droga tem como finalidade evitar uma gravidezindesejada quando tomada em até 120 horas após a relação sexual desprotegida.Dado o resultado do estudo clinico foi observado que o acetato de ulipristal é tãoeficaz quanto o levonorgestrel, em casos de contracepção de emergência. Adiferença apontada entre eles é em relação à quantidade de horas após a atividadesexual ele pode ser administrado. O estudo também aponta os efeitos adversosrelacionados ao acetato de ulipristal que são: dores nas mamas, cabeça, náuseas edores abdominais. Outro ponto que foi comentado no estudo é que o acetato deulipristal só é conseguido via prescrição médica, o que dificulta o acesso, fazendocom que as mulheres procurem meios mais rápidos e formulas que não tenham aretenção de receita como, por exemplo, o levonorgestrel (NINÕ, 2010).
  28. 28. 277 MÉTODO A realização dessa pesquisa foi elaborada através de um questionárioestruturado (apêndice) contendo 20 perguntas acerca do tema, onde foi aplicado emusuárias de quatro Unidades Básicas de Saúde (UBS) da rede pública deFernandópolis, a seguir: UBS Heitor Maldonado situada no bairro Araguaia; UBS Américo Possari situada no Jardim Paraíso; UBS Alexandre Zilenovski situada no bairro Brasilândia; UBS Antônio Santilho situada na COHAB Antônio Brandini. A pesquisa teve início no dia 08/06/2011 e encerrou-se no dia 08/07/2011perfazendo um total de 100 questionários.
  29. 29. 288 RESULTADOS E DISCUSSÃO Observando a Figura 1, verifica-se que 46% das mulheres que participaramda pesquisa relataram não receber nenhum tipo de orientação dos profissionais dasaúde (médico e o farmacêutico), tanto sobre interações de outros medicamentosquanto aos efeitos dos anticoncepcionais. Percebeu-se também que 33% relataramreceber orientação de ambos os profissionais sobre interações sobre osanticoncepcionais, 18% relataram receber orientação apenas do médico e somente3% relataram receber orientação apenas do farmacêutico. Em pesquisa realizada na rede pública de saúde de Maringá-PR com 284entrevistadas, foi observado que um dos principais problemas associados ao uso decontraceptivos hormonais ocorre pelo fato de que nem sempre o uso doanticoncepcional é feito com orientação e prescrição médica, observa-se umpercentual de 74% das entrevistadas que relataram não se submeter à consultamédica para se orientar sobre possíveis fatores de risco no uso de contraceptivos(SOUZA et al., 2010). Em estudo realizado em uma escola do ensino médio do estado de São Pauloafirma que o farmacêutico é o profissional que possui conhecimentos específicossobre medicamentos, ou ainda é o responsável pela atenção farmacêutica,promovendo a promoção, proteção e prevenção à saúde dos usuários, a orientaçãoe os devidos esclarecimentos do uso dos contraceptivos pode ser empregado paradiminuir as incidências a gravidez indesejadas pela falta de orientação (MONTEIRO;DEL COMUNE, 2009).
  30. 30. 29Figura 1 - Orientações feitas pelos profissionais da saúde sobre o uso de anticoncepcionais com outros medicamentos (n=100)Fonte: Elaboração própria. Através dos dados expressos na Figura 2, verifica-se que 62% das mulheresque participaram da pesquisa não fazer uso de outros medicamentos comanticoncepcionais, já 38% relataram que usa outros tipos de medicamentos juntoscom anticoncepcionais. Estudos realizados pelo Centro de informações deMedicamentos (SAC Farma Brasil) observou-se que houve um grande aumento deocorrências registradas a respeito de indicação de uso de medicamentos, asreações adversas, interações medicamentosas, interações alimentares e os efeitoscolaterais são poucas vezes abordados durante uma consulta médica, mais quecausa grandes dúvidas entre os pacientes, pode se determinar através do estudoque a uma necessidade maior na atenção e na educação em saúde quando se tratade medicamentos, o fato que as dúvidas maiores são a respeito de possíveisreações adversas e interações medicamentosas (FARIAS et al., 2007).
  31. 31. 30Figura 2 - Uso de anticoncepcionais junto com outros medicamentos (n=100)Fonte: Elaboração própria. A Figura 3, mostra que entre as reações adversas, 19% das mulheresapresentaram alterações de peso durante o tratamento com anticoncepcionais, 15%relataram apresentar náuseas e vômitos, 15% relataram apresentar distúrbiosgastrointestinais, 12% relataram apresentar alteração no fluxo menstrual, 7%relataram a diminuição do desejo sexual, 1% relatou o aparecimento de candidíasevaginal, 1% relatou o aparecimento de erupção cutânea, Reações adversas podemser observadas em usuárias de anticoncepcionais, em lista de importantes efeitossão as: náuseas, sangramentos inesperado, mastalgia, labilidade emocional,cefaléia, ganho de peso, acne e tonturas. Deve-se informar a usuária os benefíciospromovidos pelo uso de anticoncepcionais e que também pode ocorrer algunsefeitos indesejados, mais que muitos desses efeitos indesejados são passageiros emelhoram com o decorrer do uso, as náuseas, mastalgia, alterações do humor eganho de peso, acontecem com menor frequência nas formulações atuais egeralmente diminuem após os primeiros ciclos (PEREIRA, 2008).
  32. 32. 31Figura 3 - Reações adversas relatadas pelas usuárias (n=100)Fonte: Elaboração própria Através dos dados expressos na Figura 4, verifica-se que quando asmulheres pesquisadas esqueciam-se de tomar o anticoncepcional 62% continuavatomar o anticoncepcional normalmente, 37% relataram tomar 2 comprimidos no diaseguinte, 1% parou de tomar o anticoncepcional, 1% parou de ter relações sexuais.Segundo Alouini et al., (2002) um dos maiores problemas envolvendo o uso deanticoncepcionais é a falta de conhecimento sobre os procedimentos corretosadotados ao esquecer de tomar o contraceptivo, através de um estudo realizado nomunicípio de Pelotas-RS, relatou-se que entre as jovens de 15 a 19 anos quetiveram uma gravidez indesejada, estavam relacionadas ao não uso de métodoscontraceptivos e também pelo uso incorreto destes, A falta de estudos sobreutilização de métodos contraceptivos vem dificultando a solução para gravidezindesejadas, a utilização inadequada de anticoncepcionais oral, mostra odesconhecimento dessas mulheres sobre a indicação de uso deste método (PANIZ,2005).
  33. 33. 32Figura 4 - Procedimento adotado em caso de esquecimento da utilização do anticoncepcional (n=100)Fonte: Elaboração própria. Na Figura 5 verificou-se que 72% das mulheres que participaram da pesquisana rede pública de saúde de Fernandópolis relataram nunca ter utilizado pílulas deemergência, 21% relataram usar raramente, 6% relataram usar esporadicamente, e1% relatou usar sempre. Em estudo realizado na Universidade de São Pauloobservou-se através de uma pesquisa com 487 adolescentes, que entre as jovensque teriam iniciado atividades sexuais 50,4% relataram a utilização de contracepçãode emergência. As razões apontadas para o uso foram: falha no métodocontraceptivo utilizado, esquecimento e a insegurança em relação aos métodoscontraceptivos utilizados. Foram relatados também que a maioria dosanticoncepcionais de emergência foi adquirida em farmácias comerciais e semreceita médica e a maior parte das entrevistadas relataram conhecer alguém que jáhavia utilizado a contracepção de emergência (BORGES, 2010).
  34. 34. 33Figura 5 - Utilização de pílula de emergência (pílula do dia seguinte) (n=100)Fonte: Elaboração própria. Através dos dados expressos na Figura 6, verifica-se que além de utilizar oanticoncepcionais algumas das mulheres que participaram da entrevista fazem o usode outros métodos contraceptivos, 28% fazem uso de preservativomasculino/feminino, 10% relataram o uso de tabelinha, 6% relataram que fazeminterrupção do coito e somente 2% relataram que utilizam o DIU (dispositivointrauterino). Estudos realizados em 4 universidades brasileiras observaram-se quemétodos contraceptivos mais utilizado entre os jovens entrevistados foi opreservativo masculino, em seguida os métodos mais utilizados foram osanticoncepcionais orais hormonais, em seguida foi relatado a interrupção de coito ea tabelinha como forma contraceptiva, observa-se que o uso de camisinha comométodo contraceptivo é mais utilizado, pois tem como foco inúmeras campanhaseducacionais, pois é um dos métodos que protege o individuo tanto de uma gravidezindesejada como também de uma doença sexualmente transmissível (SILVA et al.,2010).
  35. 35. 34Figura 6 - Outros métodos contraceptivos utilizados (n=100)Fonte: Elaboração própria.
  36. 36. 359 CONSIDERAÇÕES FINAIS As contracepções têm por objetivo impedir a concepção por meio de drogas,cirurgias, dispositivos entre outros. Os anticoncepcionais orais e parenterais com associações de estrogênios eprogesterona atuam com seus efeitos contraceptivos, em sua maioria na inibiçãoseletiva da função hipotálamo hipófise, assim tendo como resultado a inibição daovulação. No Brasil, o maior índice de gravidez está entre mulheres de menor nívelsocial o que confirma a falta de informações prestadas a essas pessoas. Com a pesquisa realizada com usuárias das quatro UBS de Fernandópolis –SP, concluiu-se que 73% das entrevistadas utilizam anticoncepcionais orais ouparenterais além de outros métodos como o preservativo masculino e feminino, a fimde evitarem a gravidez indesejada. Diante dos estudos pode-se observar que as usuárias em sua maioria utilizamesses métodos sem nenhuma orientação médica ou de algum outro profissional dasaúde. Muitas vezes o tratamento com anticoncepcionais orais não são eficazesdevido à falta de conhecimento das possíveis reações adversas, interaçõesmedicamentosas e a correta forma de administrá-los, o que causa grande índice deinterrupção do tratamento, já que os mesmos podem causar alterações no peso,náuseas e vômitos, distúrbios gastrointestinais além de alterações no fluxomenstrual, diminuição do desejo sexual e candidíase vaginal. Isso faz com queocorra a suspensão do uso do anticoncepcional o que causa a elevação no risco degravidez indesejada. Portanto, cabe ao médico e ao farmacêutico proceder de maneira adequada,uma vez que estes possuem conhecimento para fornecer as principais informaçõesa respeito de cada medicamento, informando à essas pacientes e a comunidade asformas adequadas de uso, a correta posologia, além de suas interaçõesmedicamentosas, reações adversas e os possíveis riscos quanto ao uso de qualquerfármaco, melhorando a qualidade de vida e cuidando do bem estar da sociedade.
  37. 37. 36 REFERÊNCIASBAHAMONDES. L. et al. Fatores associados à descontinuação do uso deanticoncepcionais orais combinados. In: Revista Brasileira das Sociedades deGinecologia e Obstetrícia, 2011.Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/rbgo/v33n6/a07v33n6.pdf>. Acesso em: 10set. 2011.BERENSON, A. B; RAHMAN, M. Changes in weight, total fat, percent body fat, andcentral-to-peripheral fat ratio associated with injectable and oral contraceptive use.In: American journal of obstetrics and diseases of women and children, 2009.Disponível em: <http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed?term=19254592>. Acesso em:12 set 2011.BORGES, A. L. V.; FUJIMORI, E.; NICHIATA, L. Y. I. O uso da anticoncepção deemergência entre jovens universitárias. In: Cadernos de Saúde Pública vol.26 no.4 Rio de Janeiro, 2010. Disponível em:<www.abep.nepo.unicamp.br/encontro2008/docsPDF/ABEP2008_1424.pdf>.Acesso em: 16 out. 2011.BRASIL. Formulário terapêutico nacional 2010. Secretaria de Ciência, Tecnologiae Insumos Estratégicos. Departamento de Assistência Farmacêutica e InsumosEstratégicos. 2 ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2010. Disponível em:<portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/FTN_2010.pdf>. Acesso em: 20 out. 2011.BRUNTON, L. L.; LAZO, J. S.; PARKER, K. L. As bases farmacológicas daterapêutica. 11 ed. Rio de Janeiro: McGraw-Hill, 2007.COELHO, E. B. S. Enfermagem e o planejamento familiar:as interfaces dacontracepção. In: Revista Brasileira de Enfermagem REBEN, 2005. Disponívelem:< http://www.scielo.br/pdf/reben/v58n6/a07v58n6.pdf>. Acesso em: 15 out. 2011.CREMER, M.; PHAN, S. W.; JACOBS, A. Recent innovations in oral contraception,2010. In: Seminars in reproductive endocrinology, 2010. Disponível em:<http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed?term=20391327>. Acesso em: 20 out. 2011.CUBAS, E. R. et al. Principais causas de diminuição da massa óssea em mulheresna pré-menopausa encaminhadas ao ambulatório de doenças ósteo-metabólicas deum Hospital Terciário de Curitiba. In: Arquivos Brasileiros de Endocrinologia &Metabologia vol.50 nº 5 São Paulo, 2006. Disponível em:<http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0004-27302006000500013&script=sci_arttext>. Acesso em: 15 out. 2011.ESSAH, P. A. et al. Effect of combined metformin and oral contraceptive therapy onmetabolic factors and endothelial function in overweight and obese women withpolycystic ovary syndrome, 2011. In: Official journal of the American Society forthe Study of Sterility, 2011. Disponível em:<http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed?term=21733508>. Acesso em: 23 out. 2011.
  38. 38. 37FARIAS, P. A. M. et al. Informações em Saúde mais solicitadas em um Centro deInformações de Medicamentos -SAC Farma, Brasil. in: Latin American Journal ofPharmacy, 2007. Disponível em:<latamjpharm.org/resumenes/26/2/LAJOP_26_2_4_1.pdf >. Acesso em: 10 out2011.FUCHS, F. D.; WANMACHER, L.; FERREIRA, M. B. C. Farmacologia Clínica. Riode Janeiro: Guanabara Koogan, 2006.GOMES, M. F. et al. Métodos Contraceptivos. in: Saúde & Ambiente em Revista,2009. Disponível em:<publicacoes.unigranrio.edu.br/index.php/sare/article/view/724>. Acesso em: 19 out.2011.KATZUNG, B. G. Farmacologia: básica e clínica. 9 ed. Rio de Janeiro: GuanabaraKoogan, 2006.KROON, L. A. Drug interactions with smoking. in: American journal of health-system pharmacy, 2007. Disponível em:<http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed?term=17823102>. Acesso em: 16 set.2011.MANSOUR, D.; INKI, P.; DANIELSSON, K. D. Efficacy of contraceptive methods: areview of the literature. In: European Journal of Contraception and ReproductiveHealth Care, 2010. Disponível em:<http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed?term=21091164>. Acesso em: 20 out. 2011.MARKMAN, B. E. O. et al. Monitoramento da qualidade de contraceptivos hormonaisdistribuídos pela SES-São Paulo. In: Secretaria de Estado da Saúde de SãoPaulo. São Paulo, SP- Brasil, 2011. Disponível em:http://www.cve.saude.sp.gov.br/bepa/pdf/BEPA90_CONTRACEPTIVO.pdf. Acessoem: 25 nov. 2011.MONTEIRO, T. F.; DEL COMUNE, A. P. Métodos contraceptivos: avaliação do graude orientação dos adolescentes de ensino médio em determinada escola estadual.In: Revista Brasileira de Ciências da Saúde, 2009. Disponível em:<http://seer.uscs.edu.br/index.php/revista_ciencias_saude/article/view/526/371>.Acesso em: 06 nov. 2011.NINÕ, T. R.; CASTRO A. M. Qual é o estado atual da contracepção de emergência.in: Revista Ciencias Biomédicas, 2010. Disponível em:<http://www.revistacienciasbiomedicas.com/index.php/revciencbiomed/article/view/1>. Acesso em: 28 nov. 2011.OLIVEIRA, A. et al. Descontinuação contraceptiva e não-utilização em Santarém,Amazônia brasileira. In: Cadernos de Saúde Pública, 2009. Disponível em:<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_abstract&pid=S0102-311X2009000900016&lng=pt&nrm=iso&tlng=en>. Acesso em: 26 nov. 2011.
  39. 39. 38OLIVEIRA, D. A. G; SOARES, V. C. G; BENASSI JR, M. O consumo de bebidasalcoólicas entre estudantes universitárias e o conhecimento dos riscos entre seu usocombinado com contraceptivos orais. In: Revista do Instituto de Ciências daSaúde, 2009. Disponível em: <files.bvs.br/upload/S/0104-1894/2009/v27n4/a1635.pdf>. Acesso em: 10 nov. 2011.PANIZ, V. M. V; FASSA, A. G; SILVA, M. C. Conhecimentos sobre anticoncepcionaisem uma população de 15 anos ou mais de uma cidade do sul do Brasil. In:Cadernos de Saúde Pública, 2005. Disponível em:<www.scielo.br/pdf/csp/v21n6/12.pdf>. Acesso em: 05 out. 2011.PARAFUSO, H. M. Rifampicina, um indutor de pedra fundamental de metabolismode drogas. In: Drug Metabolism Reviews , 2004. Disponível em:<http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/15554232>. Acesso em: 29 out. 2011.PEREIRA, S. M; TAQUETTE, S.R. Desvendando mitos sobre anticoncepçãohormonal oral na adolescência. In: Revista Oficial do Núcleo de Estudos daSaúde do Adolescente / UERJ, 2008. Disponível em:<www.adolescenciaesaude.com/detalhe_artigo.asp?id=70>. Acesso em: 10 nov.2011.SANTOS, G. P; BORGES, J. R. Avaliação do uso de contraceptivo de emergênciaem distintas regiões de São Paulo. In: Conscientia e Saúde, 2010. Disponível em: <http://www4.uninove.br/ojs/index.php/saude/article/viewFile/2337/pdf_2>. Acessoem: 30 nov. 2011.SILVA, P. Farmacologia. 11ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006.SILVA, F. C et al. Diferenças regionais de conhecimento, opinião e uso decontraceptivo de emergência entre universitários brasileiros de cursos da área desaúde. In: Cadernos de Saúde Pública, 2010. Disponível em:<http://www.scielosp.org/pdf/csp/v26n9/15.pdf>. Acesso em: 05 nov.2011.SIMONIENÉ, D. et al. Use of Combined Oral Contraceptives and Headaches. In:Medicina (Kaunas), 2011. Disponível em:<http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed?term=21956133>. Acesso em: 23 out. 2011.SITRUK, W. R; NATH, A. Metabolic effects of contraceptive steroids. In: Reviews inEndocrine & Metabolic Disorders, 2011. Disponível em:<http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed?term=21538049>. Acesso em: 20 set. 2011.SOUZA, J. M. M. et al. Utilização de métodos contraceptivos entre as usuárias darede pública de saúde do município de Maringá-PR. In: Revista Brasileira deGinecologia e Obstetrícia, 2010. Disponível em:<http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0100-72032006000500002&script=sci_arttext>. Acesso em: 07 out. 2011.STACEY, M. Formas de Contracepção . in: Healths Disease and Condition, 2009.Disponível em:<http://contraception.about.com/od/contraceptionoverview/g/glossary.htm>. Acesso
  40. 40. 39em: 05 nov. 2011..THORNEYCROFT, I.; KLEIN, P.; SIMON, J. The impact ofantiepileptic drug therapy on steroidal contraceptive efficacy. In: Epilepsy &Behavior , 2006. Disponível em:<http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed?term=16766231>. Acesso em: 26 set.2011.WANG, F. et al. Oral contraceptives and risk of gallbladder disease. In: CanadianMedical Association Journal, 2011. Disponível em:<http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed?term=pmc3176848>. Acesso em: 22 out.2011.WIBAUX, C. et. al. Pregnancy during TNFalpha antagonist therapy: beware therifampin-oral contraceptive interaction. Report of two cases. In: Joint Bone Spine,2010. Disponível em: <http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed?term=20447852>.Acesso em: 12 set 2011.WILSON, S.M; et al. Oral contraceptive use: impact on folate, vitamin B(6) , andvitamin B(12) status. In: Nutrition Reviews, 2011. Disponível em:<http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed?term=21967158>. Acesso em: 23 out. 2011. APÊNDICEQuestionário sobre anticoncepcionais
  41. 41. 401. Escolaridade? ( ) Analfabeta ( ) Ensino fundamental incompleto ( ) Ensino fundamental completo ( ) Ensino médio incompleto ( ) Ensino médio completo ( ) Ensino superior incompleto ( ) Ensino superior completo ( ) Pós-graduada2. Com que idade começou a utilizar anticoncepcionais? ( ) Abaixo de 14 anos ( ) Entre 14 e 16 anos ( ) Entre 17 e 18 anos ( ) Entre 19 e 21 anos ( ) Acima de 22 anos3. Quem indicou seu primeiro anticoncepcional? ( ) Vizinha ou amiga ( ) Balconista de farmácia ( ) Parente ( ) Médico4. O que motivou a iniciar o tratamento com anticoncepcional? ( ) Prevenção à gravidez ( ) Controle hormonal ( ) Outro:___________________________________________5. Engravidou utilizando anticoncepcionais? ( ) Sim ( ) Não6. Faz uso de anticoncepcional com outros medicamentos?
  42. 42. 41 ( ) Sim ( ) Não7. Você tem o conhecimento de que anticoncepcionais podem perder ou reduzir seus efeitos quando administrados juntamente com alguns tipos de antibióticos? ( ) Sim ( ) Não8. Quando precisa tomar outro medicamento, existe alguma orientação tanto na hora da prescrição por parte do médico e ou na dispensação por parte do farmacêutico em relação a uma possível interação do medicamento com o anticoncepcional? ( ) Não ( ) Sim, apenas do médico ( ) Sim, apenas do farmacêutico ( ) Sim, de ambos os profissionais9. O uso de anticoncepcional é feito com indicação e orientação médica? ( ) Sim ( ) Não10. Há quanto tempo utiliza o anticoncepcional? ( ) Menos de um ano ( ) Entre um e dois anos ( ) Entre dois e três anos ( ) Entre três e cinco anos ( ) Entre cinco e dez anos ( ) Acima de dez anos11. Já fez troca de anticoncepcionais? ( ) Sim ( ) Não12. Em caso afirmativo, qual o motivo?
  43. 43. 42 __________________________________________________13. Que forma de anticoncepcional utiliza? ( ) Comprimidos ( ) Injetáveis ( ) Adesivos ( ) Outro:__________________________________________14. Teve alguma reação adversa ao anticoncepcional? ( ) Não ( ) Sim15. Em caso afirmativo, qual ou quais? ( ) Náuseas e/ou vômitos ( ) Distúrbios gastrintestinais ( ) Alterações no fluxo menstrual ( ) Cloasma ou melasma (manchas escuras na face) ( ) Alterações mamárias, incluindo sensibilidade, aumento ou secreção ( ) Alteração de peso ( ) Erupção cutânea ( ) Candidíase vaginal ( ) Intolerância a lentes de contato ( ) Desejo sexual reduzido ( ) Outra(s):_________________________________________16. Já se esqueceu de tomar seu anticoncepcional? ( ) Sim ( ) Não17. Em caso de sim, qual procedimento foi adotado? ( ) Continuou a tomar o medicamento normalmente ( ) Tomou 2 comprimidos no dia seguinte
  44. 44. 43 ( ) Tomou 3 comprimidos no dia seguinte ( ) Parou de tomar o anticoncepcional ( ) Parou de ter relações sexuais neste período ( ) Outra:__________________________________________18. Faz uso de anticoncepcional de emergência (pílula do dia seguinte)? ( ) Nunca ( ) Raramente ( ) Esporadicamente ( ) Sempre19. Faz uso de outro método contraceptivo? ( ) Não ( ) Sim20. Em caso afirmativo, qual ou quais? ( ) Preservativo masculino ou feminino ( ) Diafragma ( ) Dispositivo intrauterino (DIU) ( ) Interrupção de coito ( ) Tabelinha ( ) Outro:___________________________________________

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