Solos 2

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Aulas básica de solos, vários autores

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  • Olá Giovanna! Gostaria de saber se há possibilidade de você disponibilizar a aula 3 e a aula 5 (deste curso de solos)? Desde já agradeço a colaboração!
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Solos 2

  1. 1. SOLOS Aula 2 – Fatores de Formação do solo
  2. 2. Fatores de Formação do Solo O clima e os organismos são os “fatores ativos” porque, durante determinado tempo e em certas condições de relevo, agem diretamente sobre o material de origem que, portanto, é fator de resistência ou “passivo”.
  3. 3. Clima   Um material derivado de uma mesma rocha poderá formar solos completamente diversos se decomposto em condições climáticas diferentes. Porém, matérias diferentes podem formar solos similares, quando sujeitos, por um longo período, ao mesmo ambiente climático.
  4. 4. Clima  Os elementos principais do clima – temperatura e umidade – regulam o tipo de intensidade de intemperismo das rochas, o crescimento dos organismos e, conseqüentemente, a distinção entre os horizontes.
  5. 5. Clima  Sabe-se que, para cada 10° de aumento de temperatura, dobra a velocidade das reações químicas. Portanto quanto mais quente e mais úmido for o clima, mais rápida e intensa será a decomposição das rochas, as quais, nessas condições, irão fornecer materiais muito intemperizados.
  6. 6. Clima  diferentes zonas climáticas do globo que coincidem com áreas de diferentes tipos de intemperismo
  7. 7. Organismos  • • • • Os organismos que vivem no solo são também de grande importância para a diferenciação dos seus perfis. Eles compreendem: Microorganismos (ou microflora e microfauna) Vegetais superiores (macroflora) Animais (macrofauna) Homem
  8. 8. Organismos  Os microorganismos incluem algas, bactérias, e fungos. Eles desempenham, como função principal, o inicio da decomposição dos restos dos vegetais e animais, ajudando assim a formação do húmus, que se acumula principalmente nos horizontes mais superficiais. Os produtos dessa decomposição também promovem a união das partículas primárias do solo, ajudando a formar os agregados que compõem a estrutura do solo.
  9. 9. Organismos
  10. 10. Organismos  Os vegetais atuam direta e indiretamente na formação do solo. A ação direta consiste, principalmente, na penetração do sistema radicular em fendas das rochas, onde tanto com a pressão exercida pelo crescimento, como pelas excreções orgânicas, vão acelerar o intemperismo.
  11. 11. Organismos  Os animais que se abrigam no solo estão constantemente triturando os restos dos vegetais, cavando galerias e misturando materiais dos diversos horizontes. Entre os quais podem promover grande movimentação dos materiais do solo, estão as formigas, os cupins e os vermes (principalmente minhocas). Além desse revolvimento, suas carcaças e resíduos, da mesma forma que a matéria vegetal, contribuem para a formação do húmus e dos agregados.
  12. 12. Organismos  O homem tem provocado muitos impactos na formação do solo. A remoção da vegetação natural, o revolvimento do horizonte A (pela aração e outros cultivos) a adição de corretivos e fertilizantes, a irrigação e aplicação de resíduos urbanos e industriais.
  13. 13. Material de Origem   A maior ou menor velocidade com que o solo se forma depende, portanto, do tipo de material. É difícil estabelecer, no processo de evolução rocha-solo, exatamente em que ponto saprolito começa a se transformar em solo.
  14. 14. Material de Origem Mapa geológico indicando esquematicamente a distribuição das principais fontes dos materiais de origem (“ou rocha-mãe”) dos solos brasileiros.
  15. 15. Material de Origem  • Existem uma grande variedade de materiais de origem, contudo os mais comuns podem ser agrupados em 4 categorias: Materiais derivados de rochas claras (ou ácidas, ígneas ou metafórficas), como granitos, gnasses, xistos e quartzitos. As rochas formam-se pela consolidação de material vulcânico (magma), rico em silício ou pelo metaformismo desde ou de rochas sedimentares, também ricas e silício;
  16. 16. Material de Origem http://www.geocities.ws/cesol999/TipodeAquiferoParteI.htm
  17. 17. Material de Origem • Materiais derivados de rochas ígneas escuras (ou básicas) como basaltos, diabásios, gabros e anfibolitos. Formam-se pela solidificação de magmas pobres em silício, como a maior parte das lavas dos vulcões
  18. 18. • Materiais derivados de sedimentos consolidados, como arenitos, ardósias, siltitos, argilitos e rochas calcárias. Formam-se pela deposição e solidificação de sedimentos, como os materiais fragmentados de rochas ígneas ou metamórficas Formação de arenitos http://sites.google.com/site/geologiaebiologia/rochassedimentares/classificao-das-rochas-sedimentares/rochas-detrticas Material de Origem
  19. 19. Material de Origem • Sedimentos inconsolidados, tais como aluviões recentes dunas de areais (depois de estabilizadas), cinzas vulcânicas, loess, coluviões e depósitos orgânicos. Formam-se pela deposição de sedimentos em épocas relativamente recentes. Exemplo de sedimentos inconsolidados nos quais os solos iniciam seu desenvolvimento. Aluvião do rio Paraguai.
  20. 20. Relevo • • O fator Relevo promove no solo diferenças facilmente perceptíveis pela variação da cor, que podem ocorrer a distâncias relativamente pequenas, quando comparadas com as diferenças advindas unicamente da ação de climas diversos. Em sua maioria, resultam de distribuição no terreno da água da chuva, da luz, do calor do sol e da erosão.
  21. 21. Relevo Influencia do relevo na distribuição desigual da água sobre o terreno.
  22. 22. Relevo  As chuvas precipitam-se de forma homogênea em um terreno relativamente pequeno (conjunto de duas colinas, por exemplo). Contudo, parte dessa água pode escoar para as partes mas baixas e côncavas e, por isso, acabam por receber mais água que as partes mais altas. Conseqüentemente, terão solos diferentes dos das baixadas. Como o encharcamento contínuo dos poros do solo afeta os processos de intemperismo químico, ele evolui de maneira diferente nos locais mais úmidos em relação aos mais secos.
  23. 23. Relevo   Por outro lado, quando há pouca infiltração, o desenvolvimento do perfil pode ser também desfavorecido em virtude da intensa erosão. Em regiões de clima árido ou semi-árido, as partes mais baixas do relevo ficam sujeitas ao acúmulo de sais que aí se concentram após serem carregados, e, solução, pela enxurradas da área adjacentes.
  24. 24. Relevo
  25. 25. Relevo Em área de relevo montanhoso, como as serras e bordas de planaltos, as rampas muito íngremes propiciam a erosão, que pode ser de tal ordem, que a velocidade de remoção do solo será maior ou igual à velocidade de formação do mesmo. Onde a velocidade da erosão for maior, nenhum solo permanece, ficando a rocha exposta; se a velocidade de formação do solo for apenas ligeiramente maior que a da erosão, a possibilidade de formação de solos profundos será eliminada.
  26. 26. Relevo
  27. 27. Relevo  O relevo influi nas características dos solos. Nas áreas mais declivosas, os solos são menos desenvolvidos que nas áreas mais planas (onde o perfil é mais avermelhado). Nas áreas mais baixas, próximas do riacho, os solos são acinzentados.
  28. 28. Tempo   A superfície de um afloramento rochoso, no qual musgos e líquens começam a se desenvolver sobre uma delgada camada de rocha decomposta, é um exemplo do estágio inicial da formação do solo. Com o passar do tempo, e não havendo erosão acelerada, as características desse solo começam a se tornar cada vez mais distintas: os horizontes vão se espessando e diferenciando-se, e o solo pode atingir alguns metros.
  29. 29. Tempo   Portanto, a mais óbvia característica influenciada pelo tempo é a espessura, pois solos jovens são normalmente menos espessos que os velhos. O período necessário para que um solo passe do estágio jovem para o maduro varia com o tipo de material de origem, condições de clima e grau de erosão.
  30. 30. Tempo
  31. 31. Bibliografia   BERTONI, José; LOMBARDI NETO, Francisco. Conservação do solo. 6.ed. São Paulo: Ícone, 2008. 355p. (Coleção Brasil Agrícola). ISBN 978-85-2740980-3. Lepsh, Igo F. Formação e Conservação dos Solos. Oficina de Textos, 2002
  32. 32. Atividade  Fazer um resumo da aula.

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