SlideShare uma empresa Scribd logo
PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU
Higiene e Inspeção de Produtos de Origem Animal
ELISÂNGELA MEDEIROS MELO DE LIMA
COMPLEXO TENÍASE/CISTICERCOSE BOVINA
Sanidade Animal e Saúde Pública – Revisão de Literatura
Ilha Solteira
2019
ELISÂNGELA MEDEIROS MELO DE LIMA
COMPLEXO TENÍASE/CISTICERCOSE BOVINA
Sanidade Animal e Saúde Pública – Revisão de Literatura
Monografia apresentada à Faculdade Unyleya
como exigência parcial à obtenção do título de
Especialista em Higiene e Inspeção de Produtos
de Origem Animal.
Orientadora: Profa. Dra. Maria Angélica dos
Reis Garrido Pereira.
Ilha Solteira
2019
3
RESUMO
O complexo teníase cisticercose bovina é uma zoonose transmitida por alimentos, de
distribuição mundial, que acomete os animais e causa afecção nos seres humanos. São duas
afecções distintas causadas pelo mesmo parasita. A cisticercose é a patologia mais
frequentemente encontrada na inspeção post mortem em abatedouros bovinos inspecionados
pelo SIF (Serviço de Inspeção Federal) causando perdas econômicas e riscos à Saúde Pública.
Segundo a literatura disponível, no Brasil, a média de prevalência para esta parasitose em
bovinos é em torno de 4 a 5% variando conforme a região do país e o local na carcaça ou
víscera. Nos levantamentos de dados feitos por diferentes autores analisados neste trabalho a
prevalência para a cisticercose em bovinos variou de 0,07% a 5,5% na inspeção post mortem
em abatedouros frigoríficos inspecionados .Um conjunto de medidas se faz necessário para
interromper o ciclo de transmissão da doença evitando os prejuízos para o produtor e a doença
no ser humano. Entre essas medidas, a Inspeção criteriosa nas carcaças e vísceras de bovinos
abatidos em frigoríficos é fundamental assim como a educação em saúde e melhorias nas
condições de saneamento básico para toda a população, além do diagnóstico e tratamento da
teníase no ser humano.
Palavras-chave: Cisticercose; Teníase; Sanidade Animal; Inspeção Post Morten
4
ABSTRACT
The bovine cysticercosis teniasis complex is a foodborne zoonosis, of world distribution, that
affects the animals and causes affection in humans. They are two distinct conditions caused
by the same parasite. Cysticercosis is the most frequently found pathology in post-mortem
inspection in bovine abattoirs inspected by the SIF (Federal Inspection Service) causing
economic losses and risks to Public Health. According to available literature, in Brazil, the
average prevalence for this parasitosis in cattle is around 4 to 5%, varying according to the
region of the country and the place in the carcass or viscera. In the data surveys performed by
different authors analyzed in this study the prevalence for cysticercosis in cattle ranged from
0.07% to 5.5% in post-mortem inspection in slaughterhouses inspected. A set of measures is
necessary to interrupt the cycle of transmission of the disease avoiding damage to the
producer and disease in humans. Among these measures, careful inspection of the carcasses
and viscera of cattle slaughtered in slaughterhouses is fundamental as well as health education
and improvements in basic sanitation conditions for the whole population, as well as
diagnosis and treatment of teniasis in humans.
Keywords: Cysticercosis; Had; Animal Health; Post Morten Inspection
5
Índice de Figuras
Figura 1 - Estrutura da Taenia adulta........................................................................................11
Figura 2 - Cisticerco vivo em musculatura de bovino..............................................................12
Figura 3 - Ciclo da Cisticercose................................................................................................14
Figura 4 - Cisticercose viva cardíaca em bovino......................................................................26
6
Sumário
1. Introdução...............................................................................................................................7
2. Objetivo...................................................................................................................................8
3. Material e Método...................................................................................................................9
4. Revisão de Literatura..............................................................................................................9
4.1 Definição..............................................................................................................................9
4.2 Etiologia.............................................................................................................................10
4.3 Morfologia.........................................................................................................................10
4.4 Ciclo Biológico..................................................................................................................12
4.4 Epidemiologia....................................................................................................................15
4.5 Patogenia e Sintomatologia Clínica...................................................................................17
4.6 Diagnóstico e Tratamento..................................................................................................19
4.7 Profilaxia............................................................................................................................20
4.8 O Serviço de inspeção em abatedouros frigorífricos.........................................................21
4.9 Impacto da Cisticercose na Produção Bovina....................................................................27
5. Resultados e Discussão.........................................................................................................28
6. CONSIDERAÇÕES FINAIS................................................................................................32
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS......................................................................................33
7
1. Introdução
O Brasil está entre os maiores produtores de carne bovina do mundo, segundo o
relatório da FAO 2016 ( Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura) e
é o maior exportador de carne bovina do mundo segundo dados da Abiec, 2018. No primeiro
trimestre de 2018 foram abatidos 7,72 milhões de cabeças de bovinos sob algum tipo de
inspeção sanitária e exportadas 346.155t de carne bovina (IBGE 2018).
Esse desempenho produtivo e comercial depende de medidas que garantam a sanidade
do rebanho e a qualidade da carne sendo a inspeção sanitária responsável por identificar e
eliminar riscos de afecções zoonóticas que possam ser transmitidas pelo seu consumo.
Dentre todas as patologias que podem ser identificadas na Inspeção Post Morten de
bovinos a cisticercose tem a maior frequência, causa perdas econômicas para o produtor e
desprestígio da carne bovina frente ao comércio de exportação (PEREIRA, et al 2006).
Teníase e cisticercose são duas afecções distintas causadas pelo mesmo parasita em
fases evolutivas diferentes (FERNANDES, 2001). O bovino se infecta ao ingerir os ovos da
taenia saginata (CORRÊA et al, 1997)
A teníase é o parasitismo intestinal no ser humano que consome a carne crua ou mal
passada de animais acometidos por cisticercose. O ser humano é o hospedeiro definitivo
albergando a forma adulta do parasita (SANTOS, 2012)
A Cisticercose é presença das formas larvárias intermediárias das Taenia saginata (=
Cysticercus bovis) e Taenia solium Lineu, 1758 (= Cysticercus cellulosae ), nos tecidos
bovinos e suínos respectivamente. O animal é o hospedeiro intermediário acometido por
formas larvárias do parasita. Outras espécies de taenias parasitam o intestino dos animais
(SANTOS, 2012)
8
Teníase e cisticercose são frequentemente associadas às precárias condições de
higiene e saneamento básico e afetam populações de diversos países do mundo (TOLEDO,
2018). Sua grande importância se deve ao fato de causar doença no ser humano além de gerar
prejuízos à produção bovina devido ao custo no tratamento das carcaças afetadas e aos
descartes feitos no momento da inspeção no frigorífico sendo a causa mais frequente de
condenação de carcaças ( FERNANDES, 2001).
O Serviço de Inspeção realizado em frigoríficos é de fundamental importância para
interromper o ciclo do parasita. A identificação e eliminação dos cistos ou lesões por médicos
veterinários e técnicos treinados com a destinação das carcaças para tratamento ou
condenação elimina o risco da carne afetada chegar ao consumidor e infectar novos
hospedeiros (ALMEIDA et al., 2006; CORRÊA et al., 1997). Os relatórios emitidos pelos
órgãos oficiais de inspeção sanitária auxiliam também no controle epidemiológico fornecendo
dados da prevalência da afecção nos animais abatidos em frigoríficos inspecionados
(MAGAÇO, 2017 ).
Desta forma vários trabalhos investigativos são frequentemente realizados em
frigoríficos abatedouros em todo o território nacional fazendo levantamentos epidemiológicos
sobre a prevalência desta afecção nos bovinos, servindo de base de dados para planejamento
de controle e prevenção nas propriedades rurais e indicação para diagnóstico e tratamento nos
seres humanos .
2. Objetivo
O presente trabalho tem como objetivo fazer uma revisão de Literatura sobre o
complexo teníase/cisticercose bovina e avaliar a prevalência de cisticercose bovina na
9
inspeção post morten observada em diversos trabalhos investigativos publicados por diversos
autores nas várias regiões do Brasil.
3. Material e Método
Foi realizada a revisão de literatura e coleta de dados sobre o a prevalência de
cisticercose bovina na inspeção post morten em abatedouros bovinos através da análise de
diversos trabalhos científicos publicados, monografias, TCCs, dissertações de mestrados,
teses de doutorados.
A análise das informações foi realizada por método qualitativo e quantitativo.
4. Revisão de Literatura
4.1 Definição
O complexo teníase-cisticercose bovina são duas afecções distintas causadas pelo
mesmo parasita, a taneia saginata (MONTEIRO, 2017).
Teníase é a parasitose intestinal no ser humano causada pela forma adulta da Taenia
saginata (SANTOS, 2012).
Cisticercose é a presença de cistos na musculatura dos bovinos ocasionada pela
presença da forma larval do parasita (NICKELE, 2014).
10
4.2 Etiologia
As taenias pertencem ao Filo dos Platelmintos, Classe Cestoidea, Ordem
Cyclophillidea, Família Taenidae sendo duas as espécies envolvidas na doença causada ao ser
humano, a Taennia soliun e a Taennia Saginata (URQUHART, et al., 1977).
A forma adulta da Classe Cestoidea parasita o intestino de aves e mamíferos, a forma
larval ou metacestódeo pode ser encontrada em diversos tecidos, músculos lisos, estriados,
tecidos conjuntivos e vísceras como fígado, pulmão, baço e sistema nervoso no caso da
cisticercose suína (SANTOS, 2012). São vermes com formato achatados, forma de fita
(URQUHART, et al., 1977).
4.3 Morfologia
A taenia saginata adulta é encontrada apenas no ser humano e sua estrutura (Fig 1) é
constituída por cabeça ou escolex possuindo órgãos de fixação com ventosas, um colo e um
corpo segmentado em formato de fita podendo atingir de 5 a 15 m de comprimento,
(SANTOS, 2012). Toda a nutrição e respiração do parasita é feita por osmose através do
tegumento altamente absorvente. O corpo segmentado é denominado estróbilo e cada
segmento, denominado proglote ou proglótide, possui um ou dois conjuntos de órgão
reprodutores masculinos e femininos, sendo portanto hermafroditas, (GOMES, 2014). A
reprodução ocorre tanto por autofecundação quanto fecundação cruzada entre proglotes. O
estróbilo pode conter de 1000 a 2000 proglotes, (CORTÊS, 2000).
Os proglotes se desenvolvem continuamente a partir do colo tornando-se maduros na
porção final do estróbilo. O segmento totalmente maduro também é denominado proglote
grávido e contem milhares de ovos do parasita que irão infestar o meio ambiente
(MONTEIRO,2017).
11
Os proglotes grávidos são liberados muitas vezes intactos no meio ambiente
juntamente com as fezes do hospedeiro. Diariamente são liberados um conjunto de 8 a 10
proglotes fazendo que um indivíduo parasitado dissemine aproximadamente 700.000
ovos/dia para o meio ambiente (CORTÊS, 2000).
Fonte: G.M URQUART, 1977.
O estágio intermediário da taenia saginata é denominado cisticerco e encontrado nos
músculos e vísceras dos bovinos, (SANTOS, 2012).
O cisticerco maduro apresenta-se como uma vesícula de coloração branco
acinzentado com aproximadamente 1cm de diâmetro. Microscopicamente pode ser
Figura 1 - Estrutura da Taenia adulta
12
identificado pelo escólex com presença de ventosas. Os locais com maior predileção para
serem encontrados são, na inspeção rotineira de carne, o coração, a língua e os músculos
masséteres e pterigóides (SANTOS, 2012 ;MONTEIRO,2017).
A viabilidade do cisticerco maduro vai depender da imunidade do animal podendo
variar de semanas até anos. Após este período ele se calcifica tornando-se uma massa caseosa
e friável, geralmente calcificada.
Fonte: GOMES, 2014.
4.4 Ciclo Biológico
O ciclo evolutivo da taenia saginata envolve duas espécies hospedeiras: o ser humano
é o único hospedeiro definitivo albergando a forma adulta do parasita no intestino delgado, e
o bovino é o hospedeiro intermediário com as larvas do parasita na musculatura (CORRÊA et
al, 1997; PFUETZENREITER, 2000; CORTÊS, 2000) desta forma tem interesse para a saúde
humana e animal sendo uma importante zoonose (FEREIRA & FERREIRA,2017).
Figura 2 - Cisticerco vivo em musculatura de bovino
13
O ciclo do parasita ocorrem em 3 fases: estágio adulto no intestino delgado do ser
humano, ovos no ambiente e a forma larval na musculatura do bovino (PFUETZENREITER,
2000)
Uma pessoa com teníase libera o proglote grávido contendo milhares de ovos ou até
mesmo os ovos já livres nas fezes, (SANTOS, 2012). Cada proglote grávido contem cerca
de 250.000 ovos que são resistentes às condições ambientais podendo sobreviver por vários
meses nas pastagens, (SANTOS, 2012).). Ao sofrerem dessecação ou compressão são
espalhados nas pastagens por ação do vento, chuvas, insetos contaminando o meio ambiente.
A contaminação fecal do solo é fator determinante para a continuidade do ciclo visto que os
ovos permanecem viáveis no solo por vários meses segundo (GEMMEL1987) apud
(PFUETZENREITER, 2000).
Ainda segundo (GEMMEL1987) apud (PFUETZENREITER, 2000) os ovos nas
águas de efluentes são resistentes a sistemas convencionais de tratamento de esgoto porém são
eliminados por sistemas de floculação, sedimentação e filtração. O calor é eficiente para
inviabilizar os ovos (PFUETZENREITER, 2000).
Ao ser ingerido juntamente com a pastagem ou água por um animal susceptível, a
oncosfera penetra pela parede vascular do intestino difundindo-se no organismo e se
instalando na musculatura estriada (ROSSI, 2014) e também por via linfática (OLIVEIRA et
all, 2013). Após quinze dias já é visível macroscopicamente atingindo um tamanho de 1mm,
SANTOS (2012) passando a ser infectante para o homem após 12 semanas quando já atingiu
seu tamanho máximo de aproximadamente 1cm, (PFUETZENREITER, 2000). Como forma
de resistência do hospedeiro forma-se uma casca fibrosa fina ao redor do escolex. O cisto
pode permanecer viável por várias semanas ou anos dependendo da imunidade do animal.
Após este tempo o conteúdo passa a ser substituído por uma massa caseosa friável podendo
14
tornar-se calcificada, (SANTOS, 2012). Tanto os cistos vivos como os cistos calcificados
podem ser observados macroscopicamente na carcaça do bovino na ocasião da inspeção post
mortem (BRASIL, 2017).
O calor também mata os cisticercos na carne, sendo que a temperatura de 500
C é
eficiente para inviabilização do C. Bovis. Porém segundo GEMMEL, (1987) apud
PFUETZENREITER, (2000) dificilmente se atinge esta temperatura no interior de cortes
espessos de carne.
Dessa forma, o homem se infecta ao ingerir a carne crua ou mal cozida contendo o
cisticerco vivo. O desenvolvimento do parasita no ser humano até poder ser diagnosticado
com teníase é em torno de 3 meses dando continuidade do ciclo (CORTÊS, 2018).
Fonte: NICKELE 2014
A carência de saneamento básico favorece a disseminação da doença pois áreas onde
não há instalação de banheiros adequados como em lavouras, os trabalhadores acabam
Figura 3 - Ciclo da Cisticercose
15
defecando a céu aberto e, sendo portadores da taenia, disseminam os ovos dos parasitas.
(RIBEIRO et al, 2012). Uma pessoa infectada pode disseminar milhares de ovos da taennia
dando continuidade ao ciclo, (SANTOS, 2012).
4.4 Epidemiologia
A importância do complexo teníase/cisticercose bovina em saúde pública e produção
animal dá-se justamente pelo fato do ser humano ser portador e disseminador do parasita no
ambiente mantendo o ciclo da afecção (SOARES, et al 2010).
A teníase tem distribuição geográfica mundial podendo ser encontrada em qualquer
lugar onde se consome carne bovina crua ou mal passada, considerada uma zoonose
endêmica em países em desenvolvimento (PFUETZENREITER, 2000). A ocorrência decai
com a tecnificação da produção animal e rotinas de inspeção sanitária em frigoríficos
(NICKELLE, 2014)
Regiões onde tem-se o hábito de consumo de carne crua a prevalência é maior assim
como locais em que os hábitos higiênicos sanitários são precários (RIBEIRO et al., 2012). A
ocorrência de cisticercose em bovinos está diretamente ligada às precárias condições de
saneamento básico (MAGALHÃES et al., 2017). Fato este que torna a doença endêmica nas
regiões mais pobres do mundo (MAGAÇO, 2017).
Vários autores relataram alta incidência de cisticercose em bovinos soltos a pasto em
regiões onde há lavouras com trabalhadores rurais nos arredores.
TOLEDO et al, (2018) afirma que no Brasil a cisticercose bovina está presente em
todos os Estados.
MAGAÇO, (2017) relacionou a ocorrência de cisticercose com diversos fatores
socioeconômicos e culturais e práticas de manejo na produção animal.
16
A ocorrência da cisticercose se dá pela manutenção do seu ciclo com a dispersão dos
ovos do parasita no meio ambiente, solo, água, pastagens, diretamente ligado às precárias
condições de saneamento básico. A imunologia do hospedeiro, sobrevivência, viabilidade e
dispersão dos ovos, comércio clandestino de carne bovina, são fatores que interferem na
ocorrência da doença, (MAGAÇO, 2017).
(FELLIPE et al, 2015) realizou no ano de 2010 um estudo epidemiológico amostral na
zona rural do município de Divinésia-MG em que coletou amostras de sangue de bovinos e
suínos e submeteu a diagnóstico sorológico para cisticercose. Também coletou amostras de
fezes humanas dos moradores das propriedades avaliadas. Nos resultados laboratoriais não
confirmaram nenhum animal positivo. E as amostras de fezes humanas todas foram negativas
para teníase. Neste estudo concluiu que apesar do baixo poder econômico das famílias as
condições higiênico sanitárias eram boas havendo saneamento básico.
DUCAS, (2014) pesquisou a ocorrência de teníase humana, cisticercose bovina e
suína e os principais fatores de risco associados à transmissão das formas parasitárias de
Taenia saginata e Taenia soliun em pequenas e médias propriedades rurais dos municípios de
Iraí de Minas, Romaria, Grupiara e Douradoquara, situados na microrregião de Patrocínio,
região do Triângulo Mineiro. Nesta pesquisa coletou 1002 amostras de sangue bovino e 22
amostras de sangue suíno, 119 amostras de fezes dos integrantes das famílias residentes nas
propriedades além de questionário epidemiológico. Através de sorologia pelo método ELISA
indireto para triagem e confirmação pelo melo método Immunoblot revelou a prevalência de
4,5% de cisticercose suína e 4,69% de cisticercose bovina nas propriedades amostradas. Para
o coproparasitológico foi realizado o método de sedimentação simples que não confirmou
nenhum caso positivo de teníase humana.
17
GARRO, (2011) relata que segundo a Organização Pan Americana de Saúde foi
estabelecido como endêmicos os índices de 1% para teníase humana e 5%para cisticercose
animal. Em sua pesquisa com exame coproparasitológico em 34 pessoas residentes na zona
rural do município de São João Evangelista-MG encontrou um caso positivo. Este portador
serve de fonte de contaminação para o local na inexistência de condições adequadas de
saneamento básico.
SANTOS (2014) em sua tese de doutorado avaliou a prevalência, o perfil
epidemiológico e a distribuição espacial do complexo teníase-cisticercose na zona rural dos
municípios de Barro Preto, Ilhéus, Itabuna e Itajuípe situados na Região Litoral Sul do Estado
da Bahia, região Nordeste do Brasil através de um estudo transversal no ano de 2012 com
207 propriedades rurais nos municípios citados. Coletou 1.663 amostras de soro bovino, 46
amostras de soro de suínos de criações familiares e 332 amostras de fezes humana. Utilizou o
teste Elisa indireto e o Immunoblot para confirmação da cisticercose animal foi realizado e o
teste de sedimentação espontânea (método deHoffman, Pons e Janer) e tamisação para o
diagnóstico de teníase. Encontrou a prevalência da cisticercose bovina na região de 24,6%,
22,0% de cisticercose suína.
4.5 Patogenia e Sintomatologia Clínica
A teníase afeta apenas o ser humano, e a cisticercose apenas o bovino, (RIBEIRO et
al, 2012), considerando que o nosso objeto de estudo é a espécie taennia saginata.
Os bovinos não apresentam nenhum sinal clínico devido à presença dos cistos na
musculatura, o que dificulta o seu diagnóstico no animal vivo, sendo totalmente assintomático
e desta forma passando despercebido pelo criador e pelo médico veterinário, podendo ser
determinado apenas pela visualização dos cisticercos na carcaça por ocasião da inspeção post
18
morten. RIBEIRO et al, (2012) relata que bezerros infectados experimentalmente
desenvolveram grave miocardite e insuficiência cardíaca devido à alta infestação no
miocárdio.
No ser humano, o parasitismo intestinal denominado teníase, popularmente conhecido
como solitária, tem sintomatologia clínica muito variável que vai depender das condições
físicas do hospedeiro podendo ocorrer totalmente assintomática até a presença de cólicas e
diarreias. Náuseas, vômitos, constipação, dores abdominais, flatulências também podem ser
relatados porém a intensidade dos sintomas também varia de pessoa para pessoa, (RIBEIRO
et al, 2012).
Raramente a infecção por teníase causa a morte do hospedeiro, podendo assim
conviver por muitos anos albergando o parasita e servindo de fonte de infecção para o meio
ambiente, (CORTÊS, 2000).
Excepcionalmente pode haver uma complicação devido ao tamanho do parasita no
intestino delgado ocorrendo a sua penetração no apêndice, ducto colédoco ou ducto
pancreáticos, sendo, nestes casos, uma emergência cirúrgica (TOLEDO et al., 2018).
Uma característica é a presença das proglotes nas fezes que passa a ser percebida
vários meses após a infecção, (RIBEIRO et al., 2012).
Sua importância em saúde pública se dá pela manutenção do ciclo e as perdas
econômicas à produção de carne bovina, sendo sabidamente uma doença negligenciada,
(MAGALHÃES et al., 2017).
Em relação ao ser humano, a taenia solium (em que o suíno é o hospedeiro
intermediário) apresenta uma particularidade de causar a cisticercose como uma infecção
errática. Neste caso a infecção se dá através da ingestão dos ovos do parasita junto com a água
ou alimentos contaminados, como acontece com os animais. Esta condição é mais grave pois
19
causa a neurocisticercose no ser humano que pode ter consequências como convulsões,
(SOUZA, 2015). Um estudo realizado por (TORRES, 2015) em um hospital psiquiátrico de
João Pessoa-PB detectou, dos 99 pacientes investigados, 58 positivos na sorologia para
cisticercose podendo correlacionar os sinais clínicos com esta patologia.
4.6 Diagnóstico e Tratamento
Como a sintomatologia é inespecífica requer exames laboratoriais complementares
para estabelecer o diagnóstico. São utilizados como exames confirmatórios da teníase: fixação
do complemento, reação de precipitação; hemaglutinação; imunofluorescência; eosinofilia
PESSOA,(1982) apud CORTÊS (2000)
A presença das proglotes nas fezes é evidência do parasitismo. Rey, (1991) apud
CORTÊS (2000) afirma que o parasita possui atividade motora de sua musculatura podendo
sair ativamente pelo orifício anal do indivíduo e desta forma ser observado na roupa íntima ou
na roupa de cama e ser facilmente percebido pelo hospedeiro ou terceiros.
Com relação ao tratamento da teníase no ser humano, CORTÊS (2000) relata que a
CICLOSAMIDA e o PRAZIQUANTEL são drogas de escolha no tratamento da teníase para
o ser humano por apresentar amplo espectro e alta segurança com taxas de cura de 90% e livre
de efeitos colaterais.
A cisticercose nos bovinos por não apresentar nenhum sinal clínico no animal apenas é
diagnosticada por ocasião da inspeção post morten no momento do abate. A inspeção
realizada nos abatedouros frigoríficos é de fundamental importância porém apresenta
limitações principalmente em carcaças com baixa ou média infestação, (MAGALHÃES et al.,
2017).
20
Para pesquisas científicas e levantamentos epidemiológicos pode-se recorrer a exames
sorológicos, porém, também sem aplicabilidade na rotina da produção animal.
Segundo DORNY et al. (2012) apud por SANTOS, 2014, a detecção de antígeno por
meio do teste ELISA é de 2-10 vezes mais sensível que os métodos rotineiros de inspeção de
carne e que essa técnica pode ser recomendada para o levantamento epidemiológico da
cisticercose
MAGALHÃES et al., (2017) realizou um levantamento epidemiológico de janeiro a
dezembro de 2010 no município de Salinas-MG em que coletou amostras de sangue de 355
animais provenientes de 18 propriedades e encontrou 4,7% de sorologia positiva para
cisticercose bovina. Este índice é semelhante ao achados em frigoríficos na inspeção Post
Morten.
4.7 Profilaxia
A profilaxia do complexo teníase-cisticercose requer um conjunto de medidas que
visam quebrar o ciclo do parasita:
• Inspeção Sanitária em Abatedouros Frigoríficos para detectar os animais infectados e
evitar o consumo pelo ser humano dando o tratamento adequado para as carcaças que
contêm os cisticercos (CORTÊS 2000; NICKELE, 2014).
• Educação em Saúde para a população, principalmente a população rural e que lida
com o gado com orientações sobre higiene ; evitar o consumo de carne crua ou mal
passada pois o cozimento acima de 57º
C inviabiliza o parasita (FERREIRA &
FERREIRA, 2017)
• Abolir o consumo de carnes com procedência duvidosa, de abates clandestinos sem
inspeção sanitária
21
• Diagnóstico e tratamento dos portadores de teníase, (CORTÊS, 2000; ROSSI et al.,
2014)
• Saneamento básico adequado. A instalação de sanitários com fossas sépticas e
tratamento de esgotos. Boas Práticas Agropecuárias com destinação correta dos
resíduos orgânicos humanos e animais (ROSSI et al., 2014)
• Tratamento dos bovinos com albendazol, lembrando que esta medida induz a
formação dos cistos calcificados e, mesmo tratados os animais, os cistos calcificados
serão detectados na inspeção Post mortem (ROSSI et al., 2014).
• Diagnóstico e Tratamento dos portadores de Teníase . Tratamento com antiparasitário
em trabalhadores rurais
Por ocasião da notificação de cisticercose bovina em frigoríficos o produtor deve
tomar ciência de que ações corretivas devem ser implantadas em sua propriedade. Porém o
fato de que muitas vezes os animais passam por várias propriedades durante os ciclos de cria,
recria e engorda, dificulta localizar e corrigir o foco do problema (ROSSI et al., 2014).
4.8 O Serviço de inspeção em abatedouros frigorífricos
Apesar da baixa sensibilidade do exame, a inspeção Post morten é o diagnóstico
utilizado nos frigoríficos abatedouros que fornece dados sobre a prevalência da cisticercose
em bovinos (MAGAÇO et al., 2017; UNGAR e GERMANO,1992).
A cisticercose bovina é a patologia mais frequentemente encontrada na inspeção Post
Morten de bovinos em abatedouros frigoríficos sendo a principal causa de condenação,
sequestro e aproveitamento condicional das carcaças (OLIVEIRA et al., 2013) sendo a sua
notificação obrigatória tanto a nível federal quanto estadual (SOARES et al., 2010)
22
O trabalho realizado pelo SIF na Inspeção Post Morten fornece dados registrados dos
abates diários gerando relatórios mensais e anuais das ocorrências de patologias diagnosticas
por este serviço. A prevalência pode ser ainda maior que as apontadas nos trabalhos
investigativos devido à baixa sensibilidade do exame diagnóstico
Os trabalhos de inspeção em abatedouros frigoríficos são realizados por equipes
compostas por agentes de inspeção devidamente treinados sob supervisão e responsabilidade
de um médico veterinário do Serviço de Inspeção Federal (BRASIL, 2017).
A pesquisa por cisticercos é feita por observação visual com incisões em locais
determinados da carcaça e vísceras (TOLEDO et al., 2018)
De acordo com KEANEY, (1970), apud CORRÊA, (1997) os cisticercos tendem a se
localizar em músculos com intensa irrigação sanguínea onde ocorre uma melhor oxigenação
dos tecidos. Os locais de predileção dos cisticercos em bovinos são coração, diafragma,
língua, músculos masséteres e pterigóides (SANTOS, 2012). Porém, segundo ALMEIDA et
al., (2006) alguns aspectos tornam difícil o diagnóstico macroscópico visto que alguns
cisticercos podem ser encontrados em locais que não são de predileção ou quando os cistos
estão degenerados.
RIBEIRO, (2010) analisou 100 corações abatidos no comércio varejista de São Paulo-
SP pesquisando a presença de cisticercos com a técnica de fatiamento completo. Nesta
pesquisa 29 corações era proveniente de abatedouros não inspecionados e 71 provenientes de
abatedouros supostamente inspecionados porém não encontrou cisticercose em nenhuma
amostra de nenhum dos grupos.
Desta forma a pesquisa dos cisticercos nas linhas de inspeção (cabeça, língua, coração,
diafragma e esôfago) seguem o padrão do RIISPOA.
23
Diagnósticos laboratoriais complementares como histopatologia e sorologia ELISA
para a confirmação podem ser utilizados para a pesquisa científica porém sem aplicabilidade
na rotina da inspeção nos estabelecimentos abatedouros (ROSSI et al., 2014)
De acordo com legislação atual (BRASIL, 2017) as carcaças com infestação intensa
por Cysticercos bovis devem ser condenadas.
“§ 1º Entende-se por infecção intensa quando são encontrados, pelo menos,
oito cistos, viáveis ou calcificados, assim distribuídos:
I - dois ou mais cistos localizados, simultaneamente, em pelo menos dois locais de eleição
examinados na linha de inspeção (músculos da mastigação, língua, coração, diafragma e
seus pilares, esôfago e fígado), totalizando pelo menos quatro cistos; e
II - quatro ou mais cistos localizados no quarto dianteiro (músculos do pescoço, do peito e da
paleta) ou no quarto traseiro (músculos do coxão, da alcatra e do lombo), após pesquisa no
DIF, mediante incisões múltiplas e profundas.
§ 2º Quando forem encontrados mais de um cisto, viável ou calcificado, e menos do que o
fixado para infecção intensa, considerando a pesquisa em todos os locais de eleição
examinados na linha de inspeção e na carcaça correspondente, esta deve ser destinada ao
aproveitamento condicional pelo uso do calor, após remoção e condenação das áreas
atingidas.
§ 3º Quando for encontrado um cisto viável, considerando a pesquisa em todos os locais de
eleição examinados na linha de inspeção e na carcaça correspondente, esta deve ser
destinada ao tratamento condicional pelo frio ou pela salga, após a remoção e a condenação
da área atingida.
§ 4º Quando for encontrado um único cisto já calcificado, considerando todos os locais de
eleição examinados, rotineiramente, na linha de inspeção e na carcaça correspondente, esta
24
pode ser destinada ao consumo humano direto sem restrições, após a remoção e a
condenação da área atingida.
§ 5º O diafragma e seus pilares, o esôfago e o fígado, bem como outras partes passíveis de
infecção, devem receber o mesmo destino dado à carcaça.
§ 6º Os procedimentos para pesquisa de cisticercos nos locais de eleição examinados
rotineiramente devem atender ao disposto nas normas complementares” (BRASIL,2017)
Quando são encontrados cisticercus nas carcaças ou vísceras dos animais abatidos as
lesões são identificadas e as meias carcaças juntamente com as vísceras são encaminhadas
para o DIF (Departamento de Inspeção Final) onde são examinadas pelo médico veterinário e
tabuladas conforme cisto viável ou degenerado (BRASIL, 2017).
Além do exame macroscópico de inspeção post mortem nos abatedouros frigoríficos
existe a sorologia para o parasita e a histologia porém estas técnicas não são utilizadas na
rotina da inspeção, são apenas medidas complementares de diagnósticos realizados na
pesquisa científica (MAGALHÃES et al., 2017).
O cisticerco viável é visualizado macroscopicamente como uma vesícula de parede
transparente enquanto o cisticerco degenerado se apresenta com coloração esbranquiçada e
aspecto caseoso e consistência firme (SANTOS, 2012). Na histologia, Almeida et al., (2006)
descreveu o cisticerco degenerado como uma lesão granulomatosa rica em histiócitos e
células gigantes multinucleadas contínuas à área central, frequentemente caseo-calcárea.
Segundo Almeida et al., (2006) as lesões eram representadas por um processo inflamatório,
na maioria das vezes granulomatoso com centro caseoso
Almeida et al., (2006) concluiu que é muito difícil para o inspetor diagnosticar
macroscopicamente os casos de lesões inflamatórias ou mineralizadas.
25
Segundo o RIISPOA são condenadas as carcaças com infestação intensa pela
cisticercose.
Considera-se infestação intensa a presença de um ou mais cistos em incisões feitas em
várias partes da musculatura
A refrigeração em temperaturas pouco acima de 0o
C não é eficiente para destruição do
parasita sendo necessário o congelamento por 4 dias a -5o
C ou 3 dias a – 15o
C
A salga torna o cisticerco inviável.
Rejeição Parcial: Infestação discreta ou moderada. Ao se examinar coração, músculos
da mastigação, língua e diafragma. Removida e condenadas as partes afetadas, e o restante da
carcaça destinado ao tratamento por salmoura por no mínimo 21 dias ou por congelamento a
-10ºC por 15 dias.
Carcaças que apresentem apenas um único cisto calcificado pode ser utilizada para o
consumo in natura após retirado a parte afetada porém esta carcaça não poderá ser exportada.
As vísceras livres de cisticercose não sofrem restrição de condenação. Porém coração,
pulmão e esôfago de carcaças com cisticercos são condenadas.
Ainda de acordo com o RIISPOA, segue as instruções de inspeção dos conjuntos de
vésceras com relação à presença de cisticercus:
Linha B: Conjunto Cabeça-Língua
A cabeça é inspecionada junto com a língua, que é separada e segue para o setor de miúdos.
»» A cabeça é retirada, segue para a nórea de cabeça, ela é então lavada e realiza-se o
deslocamento da língua e mandíbula.
»» Objetivo: observar a actinobacilose, actinomicose, abcessos, adenite, cisticercoses,
estomatites e tuberculose.
26
Fonte: MONTEIRO, 2017, p. 197.
O tratamento térmico é uma das principais medidas aplicadas à carcaça quando
detectada a presença de cistos vivos objetivando inviabilizar o parasita (ROSSI et al., 2017)
Tratamento a frio: Custo para tratar as carcaças acometidas
O tratamento pelo frio constitui uma das principais medidas de tratamento da carcaça afetada
por cisticercose (10). A fim de inviabilizar o parasita preconiza-se o tratamento nas seguintes
temperaturas:
15 dias a -5ºC
09 dias a -10ºC
06 dias a -15º
Segundo (ROSSI et al., 2017) o tratamento mais frequentemente utilizado na prática é
o congelamento em tempo/temperatura pré-definidos contemplando carcaças com um único
cisticerco viável
Figura 4 - Cisticercose viva cardíaca em bovino.
27
O tratamento a frio requer câmaras frias, mão de obra o que acarreta custos de
tratamento destas carcaças além de depreciar a carne impedindo a exportação.
Abates clandestinos, sem nenhum controle sanitário, colocam em risco a saúde
pública, tornando-se um grande problema pois podem comercializar carcaças impróprias para
o consumo com cistos viáveis que poderão infectar o consumidor ao ingerir a carne crua ou
mal passada (SOUZA,2007)
4.9 Impacto da Cisticercose na Produção Bovina
Além da importância para a saúde pública a cisticercose gera prejuízos econômicos
devido à condenação de carcaças na inspeção animal (MAGAÇO, 2017).
Existem poucos estudos sobre as perdas econômicas decorrentes da presença da
cisticercose bovina. Souza et al., (2007) afirma que os prejuízos econômicos gerados pela
ocorrência de cisticercose nos rebanhos são distribuídos ao longo da cadeia produtiva,
considera, porém, que os abatedouros detém maior parte desses custos devido ao tratamento
necessário à carcaça com cisticercos e pela depreciação da mesma.
Os produtores rurais sofrem prejuízos devido à condenação total das carcaças
identificadas pela inspeção e também à recusa do frigorífico em comprar novos lotes destes
produtores.
Segundo Schantz et al (1992) apud SOUZA et al (2007) a perda econômica anual na
América Latina devido à cisticercose é da ordem de 164 milhões de dólares.
Souza et al (2007) considera que a cisticercose bovina no Brasil tem índices altíssimos
e a doença no ser humano não são consideradas devido a baixa morbidade da doença.
Guirra, (2002) apud PEREIRA, (2007) relata que carcaças com cisticercos vivos tem
desvalorização de até 30% do valor.
28
Rossi 2016 apud Aquino 2017 descreveu os achados de 4.324 casos de cisticercose
bovina (2,26% de frequência) encontrados no ano de 2012 em um estabelecimento de abate
no estado de São Paulo que representou prejuízos de R$ 709.533,00 reais para os produtores
fornecedores. Do valor total, R$ 619.690,50 reais foram relativos a 1.391 casos de
cisticercose viva cujo destino foi o tratamento pelo frio, R$ 74.992,50 reais estavam
relacionados a 101 carcaças destinadas ao tratamento pelo calor e R$ 14.850,00 reais
referiram-se a 10 condenações à graxaria em decorrência de infecções generalizadas.
Aquino 2017 em seu levantamento de dados com 23.255.979 bovinos abatidos,
encontrou prevalência de 0,53% estimou perdas para o período analisado, de 2007 a 2014,
foram de R$ 64.809.817,50 reais (US$ 20.574.545,24 dólares) devido à presença da
cisticercose no rebanho.
5. Resultados e Discussão
Foram analisados 13 trabalhos realizados em abatedouros frigoríficos nas várias
regiões do Brasil como demonstrados na Tabela 1. Alguns destes trabalhos também
avaliaram os locais das vísceras e carcaças acometidos pelos cistos.
As pesquisas realizadas pelos autores citados realizadas nas diferentes regiões do país
demonstraram que a prevalência de cisticercose bovina em animais abatidos em
estabelecimentos inspecionados gira em torno de 4%. Em sua grande maioria os cistos
encontrados são degenerados ou calcificados.
ROSSI et al., (2014) afirma que a região Sudeste lidera as ocorrências de cisticercose
bovina com prevalência de 5,5%.
Almeida et al., (2006) avaliou 2778 as carcaças de bovinos provenientes de diversas
cidades do sul da Bahia no mês de Outubro de 2005. Diagnosticou na linha de inspeção 115
29
casos de cisticercose bovina (4,13%) . Destes, 108 (93,91%) degenerados e 7 (6,08%) viáveis.
Quanto aos locais de predileção dos cistos, encontrou 69,5% no fígado, 16,5% no coração e
13,9% nos músculos mastigatórios como descrito na tabela 2.
CORRÊA et al., (1997) fizeram um levantamento de dados sobre condenação de
vísceras durante a inspeção de 7611 bovinos oriundos de 23 municípios do Rio Grande do
Sul, abatidos durante janeiro a dezembro em frigorífico com Inspeção Estadual no município
de Santo Antônio das Missões-RS e encontrou uma prevalência de 4,63% para cisticercose.
Os dados sobre a predileção para as vísceras se encontram na tabela 2.
SOUZA et al., (2007), avaliaram 24.465 bovinos abatidos no período de julho a
dezembro de 2000 sob inspeção federal no frigorífico Argus Ltda SIF 1710, a maioria
azebuados, machos e fêmeas com idades entre 18 a 60 meses procedentes de 137 municípios
do Estado do Paraná. Nesta pesquisa identificaram 1.014 animais com cisticercose, 3,83%. A
prevalência nos lotes variou de 0 a 27%. Analisou os resultados por procedência e verificou
que apenas 2,86% não apresentaram nenhum resultado positivo para cisticercose. Não houve
predileção por sexo. Na faixa etária, animais entre 18 a 36 meses tiveram prevalência 4,5% e
animais acima de 36 a 48 meses a prevalência foi de 2,32% e os acima de 48 meses 3,63%,.
Neste trabalho concluíram ainda que lotes provenientes de criação intensiva e confinamento
tiveram maiores prevalências para a cisticercose correlacionando com uma possível
contaminação da água para os animais.
PEREIRA et al., (2007) utilizou dados referentes aos abates de 494.620 bovinos, as
informações estão na tabela 1.
Guimarães-Peixoto et al., (2012) realizou um levantamento retrospectivo sobre a
ocorrência da cisticercose bovina no Estado do Paraná de 2004 a 2008 determinando a
distribuição espacial nas regiões do Estado. Constatou a prevalência de 2,23%. Nesta
30
pesquisa foram avaliados dados de 5.917.950 animais. Os índices de prevalência foram de
1,44% a 5,35% nas regiões analisadas. Com relação a faixa etária, verificou maior
prevalência em animais mais jovens, até 18 meses. Autores concordam que a maturidade da
imunidade colabora para o menor acometimento de animais com mais idade. Constatou ainda
que os prejuízos financeiros devido aos descartes e condenações foram da ordem de R$119
milhões no período.
Fernandes, (2001) analisou a prevalência de cisticercose bovina em 1.976.824 bovinos
no período de janeiro de 1990 a junho de 2000 nos frigoríficos sob Inspeção Federal da 9a
região de Araçatuba-SP que abateram animais provenientes dos estados de São Paulo, Mato
Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Minas Gerais, Goiás, Rondônia, Tocantins e Santa
Catarina e encontrou prevalência de 4,18% para cisticercose bovina, sendo 2,99% calcificada
e 1,19% viva. Sendo que encontrou rebanhos com até 19,9% de prevalência.
RIBAS, (2004) avaliou a incidência de cisticercose bovina em 431.270 animais
abatidos entre Janeiro de 2001 a Setembro de 2004 no matadouro frigorífico Cooperativa dos
produtores de carnes e derivados de Tucupi-TO. Com dados obtidos através dos registros de
condenação de abate do Serviço de Inspeção da própria empresa, verificou o número total de
animais positivos em 0,07%.
PEREIRA et al., (2007) avaliou dados referentes a 494.620 bovinos abatidos no
período de 1993 a 2003 originários de 38 municípios do Estado Rio de Janeiro. Não avaliou a
localização do cisto, apenas a sua presença. Encontraram um total de 9.656 igual a 1,95% do
total. O munícipio que teve maior prevalência foi de 4,95%
SANTOS et al., (2008) verificou a prevalência de cisticercose bovina em 142.579
bovinos abatidos em um matadouro frigorífico no município de Jequié na Bahia. O estudo
revelou uma prevalência de 1,74% para a afecção. E ainda, verificou que das 10.857
31
condenações de vísceras, 5.571 (52,31%) foram em decorrência da presença de cisticercos.
Constatou-se a prevalência do cisticerco em 1,1% dos músculos da cabeça, 1,7% no coração,
1,1% na língua. Neste estudo, Santos et al 2007 estimou um prejuízo econômico em torno de
30% devido às condenações de carcaças e vísceras.
UNGAR e GERMANO (1992) estudaram a prevalência da cisticercose bovina
(Cysticercus bovis) no Estado de São Paulo, no ano de 1986, a partir de fichas de matadouros
do Estado sob o controle do Serviço de Inspeção Federal (SIF). Para o estudo da distribuição
geográfica, adotaram a divisão político-administrativa do Estado, formada por 11 Regiões
Administrativas (RAs) e a Região Metropolitana (RM), subdivididas em 42 Regiões de
Governo (RGs), abrangendo 572 municípios. O total de abate foi igual a 896.654 cabeças,
tendo sido diagnosticados 48.957 casos de cisticercose, correspondendo a uma prevalência de
5,5%. Obteve-se resultados de prevalência para 385 municípios, todas as RGs, RAs e a RM.
Apresentaram resultados estatisticamente significantes 97 municípios, 14 RGs e 4 Ras.
Aquino, (2017) realizou um estudo do tipo retrospectivo referente a um total de
23.255.979 animais abatidos agrupados por ano nas mesorregiões e microrregiões de Goiás.
Utilizou os dados para criar um mapa epidemiológico da cisticercose bovina e um mapa
epidemiológico da fasciolose bovina abrangendo todos os municípios goianos. A prevalência
de cisticercose bovina no estado de Goiás foi de 0,53% (IC 95% 0,5295 – 0,5354), sendo a
porcentagem de cisticercose viável 42,31% e cisticercose inviável 57,69% .
A maioria dos trabalhos avaliados, os autores coletaram os cistos e examinaram em
laboratório, com coloração e fixação para análise microscópica.
Tabela 1 - Prevalência de Cisticercose Bovina em pesquisas realizadas em diversos
períodos, por diferentes autores, em Abatedouros Inspecionados no Brasil.
Estado Número de
Animais Avaliados
Prevalência
Cisticercose
Autor
32
Bahia 2738 4,2% ALMEIDA et al., (2006)
142.579 1,74% SANTOS et al., (2008)
Rio Grande do Sul 7.611 4,63% CORRÊA et al., (2007)
Paraná 26.465 3,83% SOUZA et al., (2007)
53.168 5,5% Oliveira et al (2017)
5.917.950 2,23% Guimarães-Peixoto et al., (2012)
São Paulo 1.976.824 4,18% Fernandes, (2001)
896.654 5,5% UNGAR e GERMANO (1992)
Rio de Janeiro 494.620 1,95% PEREIRA et al., (2007)
Mato Grosso 49.370 0,063% Lima et al., (2011)
Tocantins 431.270 0,07% RIBAS, (2004)
Minas Gerais 159863 1679 1,05% GOMES, (2014)
Goias 23.255.979 0,53% Aquino, (2017)
Fonte: Próprio Autor
6. CONSIDERAÇÕES FINAIS
A presença de cisticercose bovina está diretamente relacionada com a teníase humana,
sendo portanto um problema para a SAÚDE PÚBLICA E ECONOMIA. Observa-se também
que a cisticercose é uma importante causa de condenação de carcaças e vísceras bovinas
causando perdas econômicas consideráveis.
A teníase tem sido negligenciada por não haver informações concretas de sua
morbidade e mortalidade e por atingir a população mais carente que está mais exposta à
condições precárias de saneamento básico e que tem maior acesso a carnes clandestinas.
As medidas preventivas basicamente baseiam-se em impedir que carnes contaminadas
cheguem até o ser humano através da eliminação no momento da inspeção post mortem das
carcaças acometidas. Porém medidas mais efetivas para o controle desta afecção que causa
33
prejuízos enormes para a pecuária e risco à saúde pública são necessárias . Desta forma deve-
se investigar as fontes de contaminação para os animais e tratá-las, atuando no outro lado do
ciclo, a transmissão do ser humano para o animal.
Diante disso, apesar da baixa morbidade da teníase no ser humano, o diagnóstico e
tratamento desses indivíduos, assim como a melhoria nas condições de saneamento se faz
necessária para interromper o ciclo do parasita. Uma medida eficiente para controle seria a
notificação obrigatória dos casos de teníase em humanos.
Sendo um problema de saúde pública e econômica afetando a qualidade da carne,
deve ser levado em consideração pelos órgãos competentes, ministério da saúde e ministério
da agricultura com práticas integradas de prevenção para a quebra do ciclo do parasita.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ALMEIDA, Davi de Oliveira; IGREJA, Horácio Peçanha; ALVES, Fernanda Martinez
Xavier; SANTOS, Iacir Francisco dos; TORTELLY, Rogério - Cisticercose Bovina em
Matadouro-Frigorífico Sob Inspeção Sanitária no Município de Teixeira de Freitas-BA:
prevalência da enfermidade e análise anatomopatológica de diagnósticos sugestivos de
cisticercose / Revista Brasileira de Ciências Veterinárias , v. 13, n. 3, p. 178-182, set./dez.
2006
AQUINO, Ferananda Martins de – Prevalência e Distribuição Espacial da Cisticercose e
Fasciolose Bovina no Estado de Goiás – Dissertação de Mestrado em Ciência Animal –
Escola de Veterinária e Zootecnia – Universidade Federal de Goiás - 2017
BRASIL,2019 Ministério da Economia – Balança Comercial Brasileira, disponível em
<http://www.mdic.gov.br/comercio-exterior/estatisticas-de-comercio-exterior/balanca-
comercial-brasileira-acumulado-do-ano>
______ 2017 - DECRETO Nº 9.013, DE 29 DE MARÇO DE 2017 - Regulamenta a Lei n º
1283, de 18 de dezembro de 1950, e a Lei nº 7.889, de 23 de novembro de 1989, que
dispõem sobre a inspeção industrial e sanitária de produtos de origem animal
BUSCHMANN, Luís César – Revisão Bibliográfica Acerca da Cisticercose Humana com
Ênfase para Neurocisticercose - Monografia apresentada à disciplina Estágio em Patologia
como requisito parcial à conclusão do curso de Bacharelado em Ciências Biológicas, setor de
34
Ciências Biológicas da Universidade Federal do Paraná – Curitiba 2011
<https://www.acervodigital.ufpr.br/bitstream/handle/1884/30549/Monografia%20Luis
%20Cesar%20Buschmann.pdf?sequence=1&isAllowed=y > consultada em 04 de julho de
2019
CORRÊA, Gilson Luiz Borges; ADAMS, Nelmo A.; ANGENES, Fábio Adair;
GRIGOLETTO, Daniela Simonetti : Prevalência de Cisticercose em Bovinos Abatidos em
Santo Antônio das Missões, RS Brasil / Revista da FZVA. Uruguaiana, v. 4, n. 1, p. 77-80.
1997
CORTÊS, José de Angelis : Complexo Teníase Humana – Cisticercose Bovina e Suína –
Revista de I'. educo comino CRMV-SP / Conlifl/WIl.' EductJtioll }ourllal CRMV~SP.
&70 Paulo, volume 3. fáscículo I. p. 055 - 061, 2000.
DUCAS, Camilla Taveira dos Santos,. Perfil epidemiológico do complexo teníase-
cisticercose em pequenos municípios da microrregião de Patrocínio, Triângulo mineiro.
M.Sc., Universidade Federal de Viçosa, 2014
FELLIPE, Adriano Groppo; PINTO, Paulo Sérgio de Arruda; SANTOS, Tatiane de Oliveira;
NIETO, Emílio Campos Acevedo Nieto; PEIXOTO, Rafaella Paola Meneguete dos
Guimarães; SILVA, Letícia Ferreira. Características favoráveis ao controle do complexo
teníase-cisticercose em uma região rural de Minas Gerais, Brasil - Revista Brasileira de
Ciência Veterinária Disponível em <http://periodicos.uff.br/rbcv/issue/view/378>
FERNANDES, José Osmar Maximino, : Prevalência de Cisticercose Bovina em animais
abatidos em frigoríficos sob Inspeção Federal da 9a
região administrativa de Araçatuba-
SP – Dissertação de Mestrado em Zootecnia – Unesp Ilha Solteira, 2001
FERREIRA, Patrícia Santana : Complexo Teníase-Cisticercose na Zona Rural do
Município de Matias Barbosa – Minas Gerais / Dissertação de Mestrado – Universidade
Federal de Viçosa – Programa de Pós Graduação em Medicina Veterinária, 2011
FERREIRA, Daniela; FERREIRA, Fernanda Lúcia Alves – Teníase e Cisticercose -
PUBVET V11 Nº02 PAG 154-158
GARRO, Fabiana Leôncio : Caracterização do Complexo Teníase Cisticercose Bovina em
São João Evangelista-MG / Dissertação de Mestrado em Tecnologia e Inspeção de Produtos
de Origem Animal – Universidade Federal de Minas Gerais, Escola de Veterinária
GOMES, Marco Antônio Ritter Bastos : Ocorrência de Cisticercose Bovina em Frigorífico
localizado na Zona da Mata Mineira / Dissertação de Mestrado – Universidade Federal de
Viçosa – Programa de Pós Graduação de Mestrado Profissional em Zootecnia, 2014
IASBIK, Adriana Felix; PINTO, Paulo Sérgio de arruda; BEVILAQUA, Paula Dias; NERO,
Luis Augusto; SANTOS, Tatiana de Oliveira; FELIPPE, Adriano Groppo - Prevalência do
complexo teníase-cisticercose na zona rural do município de Viçosa,
Minas Gerais - Ciência Rural, Santa Maria, v.40, n.7, p.1664-1667, jul, 2010
35
IBGE, Indicadores ,Estatística da Produção Pecuária - jan.-mar. 2018 .Publicado em
14.06.2018 às 09:00
LIMA, Roberto de Souza; FRANÇA, Eduardo Luzia; FRANÇA, Adenilda Cristina Honorio;
FERRARI, Carlos Kusano Bucalen – Prevalência de Cisticercose Bovina e Conhecimento
Sobre a Doença em 20 Municípios do Estado do Mato Grosso . Revista Panorâmica
Multidisciplinar Barra do Garças - MT nº 12 p. 46 a 60 2011
MAGAÇO, Fernando dos Santos; DUARTE, Eduardo Robson; ALMEIDA, Anna Christina
de; SOUZA, Rogério Marcos de – Aspectos Epidemiológicos e distribuição da Cisticercose
Bovina: Uma Revisão - Higiene Alimentar - Vol.31 - nº 272/273 - Setembro/Outubro de
2017
MEDEIROS, Fabrícia; TOZZETTI, Danilo; GIMENES Roberta - Complexo Teníase
Cisticercose – Revista Eletrônica de Medicina Veterinária Ano VI – Número 11 – Julho de
2008 – Periódicos Semestral
MONTEIRO, Gonzales Silva – Parasitologia na Medicina Veterinária – Classe Cestodea –
Helvio Tassinari dos Santos – pag 190-195 / 2017
NICKELE, Elizandro Pruence : Medidas de Prevenção e Controle da Cisticercose Bovina
– Dissertação (Mestrado em Ciências da Saúde) – Universidade Comunitária da Região de
Chapecó, 2014
Observatory Economic Complexit OEC https://atlas.media.mit.edu/pt/profile/country/bra/
OLIVEIRA, Leila Alves de; RODRIGUES, Graziela Vendrame; MERLINI, Luiz Sérgio;
GONÇALVES, Daniela Dib – Prevalência da Cisticercose Bovina em Frigoríficos Sob
Inspeção Federal na Região Noroeste do Paraná / Enciclopédia Biosfera, Centro Científico
Conhecer – Goiânia, v.9, n.17; p.2064 , 2013
PEIXOTO, Rafaella Guimarães- Distribuição e identificação das regiões de risco para a
cisticercose bovina no Estado do Paraná. Pesq. Vet. Bras. 32(10):975-979, outubro 2012
PEIXOTO, Rafaella Paola Meneguete Guimarães - Trabalho de Conclusão de Curso. 2009.
64f. [Curso de Graduação em Medicina Veterinária] – Universidade Tuiuti do Paraná,
Curitiba.
PEREIRA, M.A.V. da C.; SCHWANZ V.S.; BARBOSA C.G : Prevalência da Cisticercose
em Carcaças de Bovinos Abatidos em Abatedouros Frigoríficos do Estado do Rio de
Janeiro Submetidos ao Controle do Serviço de Inspeção Federal (SIF-RJ) no Período de
1997 a 2003 Bovina / Arq. Inst. Biol., São Paulo, v.73, n.1, p.83-87, jan./mar., 2006
PFUETZENREITER M. R; Pires F. D. A Epidemiologia da Teníase/Cisticercose por
Taenia Solium e Taenia Saginata - Ciência Rural, Santa Maria, v. 30, n. 3, p. 541-548, 2000
RIBAS, Luciane Cristina Mota – Prevalência da Cisticercose Bovina nos Últimos 4 anos e
durante o período de estágio na Região de Gurupi – Tocantins / Monografia do Curso de
36
Medicina Veterinária da Faculdade de Ciências Biológicas e da Saúde da Universidade Tuiuti
no Paraná – Curitiba/2004
RIBEIRO, Naason Almeida de Souza – Pesquisa da Ocorrência de Cisticercose e Estudo
Histopatológico em Amostras de Coração Bovino Comercializado no Cidade de São
Paulo,SP – Dissertação – Programa de Pós Graduação em Epidemiologia Experimental
Aplicada à Zoonoses da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de
São Paulo, 2013
RIBEIRO, Naasson Almeida Souza.; TELLES Evelise Oliveira.; BALIAN Simone de
Carvalho - O Complexo Teníase/Cisticercose: ainda um sério problema de saúde
pública/ Revista de Educação Continuada em Medicina Veterinária e Zootecnia do CRMV-
SP / Journal of Continuing Education in Animal Science of CRMV-SP. São Paulo: Conselho
Regional de Medicina Veterinária v.10, n.1 (2012), p. 20-25, 2012
ROSSI, Gabriel Augusto Marques ; GRISÓLIO, Ana Paula Rodomilli ; PRATA Luiz
Francisco ; BURGUER, Karina Paes ; HOPPE Estevam Guilherme Lux / Situação da
cisticercose bovina no Brasil / Semina: Ciências Agrárias, Londrina, v. 35, n. 2, p. 927-938,
mar./abr. 2014
SANTOS, Tatiane de Oliveira – Prevalência, Fatores de Risco e Distribuição Espacial do
Complexo Teníase-Cisticercose na Região Litoral do Sul do Estado da Bahia - Tese
apresentada à Universidade Federal de Viçosa como parte das exigências do Programa de
Pós-Graduação em Medicina Veterinária, para a obtenção do título de Doctor Scientiae, 2014
SANTOS, Hélvio Tassinari dos, 2012 – Classe Cestodea – Parasitologia na Medicina
Veterinária- Silvia Gonzales Monteiro
SANTOS, Valdir Cleber Rêgo; RAMOS, Emanoel Tomé Regis ; FILHO, Francisco Salles de
Almeida; PINTO, Jaqueline Maria da Silva; MUNHOZ, Alexandre Dias - Prevalência da c
isticercose em bovinos abatidos sob inspeção federal no município de Jequié, Bahia,
Brasil - Ciência Animal Brasileira , v. 9, n. 1, p. 132-139, jan./mar. 2008
SOARES, Caroline Mikaelle de Paiva; LEITE, Alexandre Iris; BEZERRA; Nicholas Morais
– Importância do Médico Veterinário no Controle do Complexo Teníase-cisticercose .
PUBVET Londrina, v.4, n.6, Ed.11, Art.746, 2010
SOUSA, Lívia Maria Costa e: Estudo Coproparasitológico e Epidemiológico do Complexo
Teníase Cisticercose em habitantes do Município de Marizópolis -PB – Trabalho de
Conclusão de Curso/Farmácia/UFParaíba, 2015
SOUZA, Valmir Kowaleski; PESSOA SILVA, Maria do Carmo; MINOZZO, João Carlos;
THOMAZ-SOCCOL, Vanete Prevalência da cisticercose bovina no estado do Paraná, sul
do Brasil: avaliação de 26.465 bovinos inspecionados no SIF 1710 Semina: Ciências
Agrárias, vol. 28, núm. 4, octubre-diciembre, 2007, pp. 675-683
Universidade Estadual de Londrina - Londrina, Brasil. Disponível em:
http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=445744086014
37
TOLEDO, Rômulo César Clemente; FRANCO, Juliana Borges; FREITAS, Lucimar Silva;
KATTIELI, Carla; FREITAS, Amanda Rodrigues Franco de; Complexo
Teníase/Cisticercose : Uma Revisão – Higiene Alimentar – Vol 32 – nº282/283 –
Julho/Agosto de 2018
TORRES, Paula de Arruda : Estudo Sorológico do Complexo Teníase Cisticercose nos
Pacientes Atendidos no Hospital Psiquiátrico Juliano Moreira em João Pessoa – Paraíba
/ Trabalho de Conclusão de Curso – Graduação em Farmácia – Universidade Federal da
Paraíba, 2013
UNGAR, Mônica L.; GERMANO, PEDRO, M. L.; Prevalência da cisticercose bovina no
Estado de São Paulo (Brasil) Rev. Saúde Pública [online]. 1992, vol.26, n.3, pp.167-172.
ISSN 0034-8910. http://dx.doi.org/10.1590/S0034-89101992000300007.
URQUHART G. M.; J. ARMOUR; J. L. DUNCAN; A. M. DUNN; F. W. JENNINGS. -
Parasitologia Veterinária - 2a
Edição – Classe Cestoda – Família Taenidae – Pag 105-108 /
1996

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Tétano e botulismo.pdf
Tétano e botulismo.pdfTétano e botulismo.pdf
Tétano e botulismo.pdf
RaquelRodrigues702977
 
Cirurgia Periodontal - Catarina de Siena
Cirurgia Periodontal - Catarina de SienaCirurgia Periodontal - Catarina de Siena
Cirurgia Periodontal - Catarina de Siena
Regis Valentim
 
Doenças infecciosas e parasitárias
Doenças infecciosas e parasitáriasDoenças infecciosas e parasitárias
Doenças infecciosas e parasitárias
Lucas Almeida Sá
 
Alterações do crescimento e diferenciação celular
Alterações do crescimento e diferenciação celularAlterações do crescimento e diferenciação celular
Alterações do crescimento e diferenciação celular
Marília Gomes
 
Dermatite Atópica: desafios no diagnóstico e no tratamento
Dermatite Atópica: desafios no diagnóstico e no tratamentoDermatite Atópica: desafios no diagnóstico e no tratamento
Dermatite Atópica: desafios no diagnóstico e no tratamento
Portal de Boas Práticas em Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente (IFF/Fiocruz)
 
Resumão Lei 8080 para provas e concursos Odontostation@gmail.com
Resumão Lei 8080 para provas e concursos Odontostation@gmail.comResumão Lei 8080 para provas e concursos Odontostation@gmail.com
Resumão Lei 8080 para provas e concursos Odontostation@gmail.com
Flavio Salomao-Miranda
 
Continuação imunidade inata e adaptativa
Continuação imunidade inata e adaptativaContinuação imunidade inata e adaptativa
Continuação imunidade inata e adaptativa
Messias Miranda
 
Infecções odontogênicas 2013
Infecções odontogênicas 2013Infecções odontogênicas 2013
Infecções odontogênicas 2013
Guilherme Terra
 
doença periodontal
doença periodontaldoença periodontal
doença periodontal
Priscila Freitas
 
Vacinas
VacinasVacinas
Vacinas
LABIMUNO UFBA
 
Imunossenescência
Imunossenescência Imunossenescência
Imunossenescência
Thalita Maciel de Melo
 
Síntese e técnicas sutura 2013
Síntese e técnicas sutura 2013Síntese e técnicas sutura 2013
Síntese e técnicas sutura 2013
Guilherme Terra
 
Inflamação
InflamaçãoInflamação
Inflamação
Safia Naser
 
PES 3.3 Rinossinusite
PES 3.3 RinossinusitePES 3.3 Rinossinusite
PES 3.3 Rinossinusite
Farmacêutico Digital
 
Reações alérgicas
Reações alérgicasReações alérgicas
Reações alérgicas
Dalila_Marcao
 
Controle Químico da Placa Bacteriana.ppt
Controle Químico da Placa Bacteriana.pptControle Químico da Placa Bacteriana.ppt
Controle Químico da Placa Bacteriana.ppt
GabrielLima357130
 
Osteomielite
OsteomieliteOsteomielite
Osteomielite
Brüna Torres
 
Aines
AinesAines
Parasitologia - Protozoários
Parasitologia - ProtozoáriosParasitologia - Protozoários
Parasitologia - Protozoários
Juliana Lima
 
Lesões potencialmente malignas da cavidade oral
Lesões potencialmente malignas da cavidade oralLesões potencialmente malignas da cavidade oral
Lesões potencialmente malignas da cavidade oral
João Augusto Ribeiro
 

Mais procurados (20)

Tétano e botulismo.pdf
Tétano e botulismo.pdfTétano e botulismo.pdf
Tétano e botulismo.pdf
 
Cirurgia Periodontal - Catarina de Siena
Cirurgia Periodontal - Catarina de SienaCirurgia Periodontal - Catarina de Siena
Cirurgia Periodontal - Catarina de Siena
 
Doenças infecciosas e parasitárias
Doenças infecciosas e parasitáriasDoenças infecciosas e parasitárias
Doenças infecciosas e parasitárias
 
Alterações do crescimento e diferenciação celular
Alterações do crescimento e diferenciação celularAlterações do crescimento e diferenciação celular
Alterações do crescimento e diferenciação celular
 
Dermatite Atópica: desafios no diagnóstico e no tratamento
Dermatite Atópica: desafios no diagnóstico e no tratamentoDermatite Atópica: desafios no diagnóstico e no tratamento
Dermatite Atópica: desafios no diagnóstico e no tratamento
 
Resumão Lei 8080 para provas e concursos Odontostation@gmail.com
Resumão Lei 8080 para provas e concursos Odontostation@gmail.comResumão Lei 8080 para provas e concursos Odontostation@gmail.com
Resumão Lei 8080 para provas e concursos Odontostation@gmail.com
 
Continuação imunidade inata e adaptativa
Continuação imunidade inata e adaptativaContinuação imunidade inata e adaptativa
Continuação imunidade inata e adaptativa
 
Infecções odontogênicas 2013
Infecções odontogênicas 2013Infecções odontogênicas 2013
Infecções odontogênicas 2013
 
doença periodontal
doença periodontaldoença periodontal
doença periodontal
 
Vacinas
VacinasVacinas
Vacinas
 
Imunossenescência
Imunossenescência Imunossenescência
Imunossenescência
 
Síntese e técnicas sutura 2013
Síntese e técnicas sutura 2013Síntese e técnicas sutura 2013
Síntese e técnicas sutura 2013
 
Inflamação
InflamaçãoInflamação
Inflamação
 
PES 3.3 Rinossinusite
PES 3.3 RinossinusitePES 3.3 Rinossinusite
PES 3.3 Rinossinusite
 
Reações alérgicas
Reações alérgicasReações alérgicas
Reações alérgicas
 
Controle Químico da Placa Bacteriana.ppt
Controle Químico da Placa Bacteriana.pptControle Químico da Placa Bacteriana.ppt
Controle Químico da Placa Bacteriana.ppt
 
Osteomielite
OsteomieliteOsteomielite
Osteomielite
 
Aines
AinesAines
Aines
 
Parasitologia - Protozoários
Parasitologia - ProtozoáriosParasitologia - Protozoários
Parasitologia - Protozoários
 
Lesões potencialmente malignas da cavidade oral
Lesões potencialmente malignas da cavidade oralLesões potencialmente malignas da cavidade oral
Lesões potencialmente malignas da cavidade oral
 

Semelhante a Complexo teniase cisticercose

trabalho Erliquiose.pdf
trabalho Erliquiose.pdftrabalho Erliquiose.pdf
trabalho Erliquiose.pdf
GeovanaVasconcelos8
 
Febre Aftosa
Febre AftosaFebre Aftosa
Febre Aftosa
UFPEL
 
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V25_...
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V25_...REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V25_...
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V25_...
Universidade Federal de Sergipe - UFS
 
PATOLOGIA-ANIMAL.pdf
PATOLOGIA-ANIMAL.pdfPATOLOGIA-ANIMAL.pdf
PATOLOGIA-ANIMAL.pdf
Maria Dolores Maia Oliveira
 
Zoonose ocupacional em abatedouro
Zoonose ocupacional em abatedouroZoonose ocupacional em abatedouro
Zoonose ocupacional em abatedouro
silviafvillasboas
 
Equídeos e seus hibridos
Equídeos e seus hibridosEquídeos e seus hibridos
Equídeos e seus hibridos
João Felix
 
A importância da brucelose bovina na saúde pública
A importância da brucelose bovina na saúde públicaA importância da brucelose bovina na saúde pública
A importância da brucelose bovina na saúde pública
Priscilla Ferreira
 
Aula 06
Aula 06Aula 06
Aula 6 Teniase E Cisticercose
Aula 6   Teniase E CisticercoseAula 6   Teniase E Cisticercose
Aula 6 Teniase E Cisticercose
ITPAC PORTO
 
Desmistificando a toxoplasmose
Desmistificando a toxoplasmoseDesmistificando a toxoplasmose
Desmistificando a toxoplasmose
Medivet Centro de Diagnósticos Veterinários
 
Desafios sanitários de suínos e aves no Brasil
Desafios sanitários de suínos e aves no BrasilDesafios sanitários de suínos e aves no Brasil
Desafios sanitários de suínos e aves no Brasil
Marília Gomes
 
Parasitoses
ParasitosesParasitoses
Parasitoses
salgadokk
 
Lernae..controle preveno..(ira)
Lernae..controle preveno..(ira)Lernae..controle preveno..(ira)
Lernae..controle preveno..(ira)
Fmodri3
 
Reovirose art19
Reovirose   art19Reovirose   art19
Reovirose art19
Luiz Artur Venas
 
Teníase e malária
Teníase e maláriaTeníase e malária
Teníase e malária
Filipe Bispo
 
Caprinos x verminose
Caprinos x verminoseCaprinos x verminose
Caprinos x verminose
unipampagepa
 
A taxa de mortalidade de gado bovino aumenta
A taxa de mortalidade de gado bovino aumentaA taxa de mortalidade de gado bovino aumenta
A taxa de mortalidade de gado bovino aumenta
paula2017
 
A taxa de mortalidade de gado bovino aumenta
A taxa de mortalidade de gado bovino aumentaA taxa de mortalidade de gado bovino aumenta
A taxa de mortalidade de gado bovino aumenta
paula2017
 
Zoonoses bacterianas i
Zoonoses bacterianas iZoonoses bacterianas i
Zoonoses bacterianas i
Renata Fuverki
 
Sanidade de caprino e ovino
Sanidade de caprino e ovinoSanidade de caprino e ovino
Sanidade de caprino e ovino
adelmosantana
 

Semelhante a Complexo teniase cisticercose (20)

trabalho Erliquiose.pdf
trabalho Erliquiose.pdftrabalho Erliquiose.pdf
trabalho Erliquiose.pdf
 
Febre Aftosa
Febre AftosaFebre Aftosa
Febre Aftosa
 
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V25_...
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V25_...REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V25_...
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V25_...
 
PATOLOGIA-ANIMAL.pdf
PATOLOGIA-ANIMAL.pdfPATOLOGIA-ANIMAL.pdf
PATOLOGIA-ANIMAL.pdf
 
Zoonose ocupacional em abatedouro
Zoonose ocupacional em abatedouroZoonose ocupacional em abatedouro
Zoonose ocupacional em abatedouro
 
Equídeos e seus hibridos
Equídeos e seus hibridosEquídeos e seus hibridos
Equídeos e seus hibridos
 
A importância da brucelose bovina na saúde pública
A importância da brucelose bovina na saúde públicaA importância da brucelose bovina na saúde pública
A importância da brucelose bovina na saúde pública
 
Aula 06
Aula 06Aula 06
Aula 06
 
Aula 6 Teniase E Cisticercose
Aula 6   Teniase E CisticercoseAula 6   Teniase E Cisticercose
Aula 6 Teniase E Cisticercose
 
Desmistificando a toxoplasmose
Desmistificando a toxoplasmoseDesmistificando a toxoplasmose
Desmistificando a toxoplasmose
 
Desafios sanitários de suínos e aves no Brasil
Desafios sanitários de suínos e aves no BrasilDesafios sanitários de suínos e aves no Brasil
Desafios sanitários de suínos e aves no Brasil
 
Parasitoses
ParasitosesParasitoses
Parasitoses
 
Lernae..controle preveno..(ira)
Lernae..controle preveno..(ira)Lernae..controle preveno..(ira)
Lernae..controle preveno..(ira)
 
Reovirose art19
Reovirose   art19Reovirose   art19
Reovirose art19
 
Teníase e malária
Teníase e maláriaTeníase e malária
Teníase e malária
 
Caprinos x verminose
Caprinos x verminoseCaprinos x verminose
Caprinos x verminose
 
A taxa de mortalidade de gado bovino aumenta
A taxa de mortalidade de gado bovino aumentaA taxa de mortalidade de gado bovino aumenta
A taxa de mortalidade de gado bovino aumenta
 
A taxa de mortalidade de gado bovino aumenta
A taxa de mortalidade de gado bovino aumentaA taxa de mortalidade de gado bovino aumenta
A taxa de mortalidade de gado bovino aumenta
 
Zoonoses bacterianas i
Zoonoses bacterianas iZoonoses bacterianas i
Zoonoses bacterianas i
 
Sanidade de caprino e ovino
Sanidade de caprino e ovinoSanidade de caprino e ovino
Sanidade de caprino e ovino
 

Último

Cards das Espécies da Coleção-Carpoteca Temática Itinerante sediada no Labora...
Cards das Espécies da Coleção-Carpoteca Temática Itinerante sediada no Labora...Cards das Espécies da Coleção-Carpoteca Temática Itinerante sediada no Labora...
Cards das Espécies da Coleção-Carpoteca Temática Itinerante sediada no Labora...
jenneferbarbosa21
 
2-10-EF - 9º ANO - CIÊNCIAS - LUZ E CORES.pdf
2-10-EF - 9º ANO - CIÊNCIAS - LUZ E CORES.pdf2-10-EF - 9º ANO - CIÊNCIAS - LUZ E CORES.pdf
2-10-EF - 9º ANO - CIÊNCIAS - LUZ E CORES.pdf
FlorAzaleia1
 
10-EF - 9º ANO - CIÊNCIAS - ONDAS ELETROMAGNÉTICAS - APLICAÇÕES TECNOLÓGICAS.pdf
10-EF - 9º ANO - CIÊNCIAS - ONDAS ELETROMAGNÉTICAS - APLICAÇÕES TECNOLÓGICAS.pdf10-EF - 9º ANO - CIÊNCIAS - ONDAS ELETROMAGNÉTICAS - APLICAÇÕES TECNOLÓGICAS.pdf
10-EF - 9º ANO - CIÊNCIAS - ONDAS ELETROMAGNÉTICAS - APLICAÇÕES TECNOLÓGICAS.pdf
FlorAzaleia1
 
anatomia e fisiologia de peixes CRMVCP.
anatomia e fisiologia de peixes  CRMVCP.anatomia e fisiologia de peixes  CRMVCP.
anatomia e fisiologia de peixes CRMVCP.
FERNANDACAROLINEPONT
 
MÁQUINAS SIMPLES-ALAVANCAS-POLIAS-ENGRENAGENS.pptx
MÁQUINAS SIMPLES-ALAVANCAS-POLIAS-ENGRENAGENS.pptxMÁQUINAS SIMPLES-ALAVANCAS-POLIAS-ENGRENAGENS.pptx
MÁQUINAS SIMPLES-ALAVANCAS-POLIAS-ENGRENAGENS.pptx
MnicaPereira739219
 
EVOLUÇÃO-EVOLUÇÃO- A evolução pode ser definida como a mudança na forma e no ...
EVOLUÇÃO-EVOLUÇÃO- A evolução pode ser definida como a mudança na forma e no ...EVOLUÇÃO-EVOLUÇÃO- A evolução pode ser definida como a mudança na forma e no ...
EVOLUÇÃO-EVOLUÇÃO- A evolução pode ser definida como a mudança na forma e no ...
jenneferbarbosa21
 
Aula 1. Introdução ao estudo da célula.ppt
Aula 1. Introdução ao estudo da célula.pptAula 1. Introdução ao estudo da célula.ppt
Aula 1. Introdução ao estudo da célula.ppt
cleidianevieira7
 
Taxonomia: é a ciência que classifica os seres vivos, estabelecendo critérios...
Taxonomia: é a ciência que classifica os seres vivos, estabelecendo critérios...Taxonomia: é a ciência que classifica os seres vivos, estabelecendo critérios...
Taxonomia: é a ciência que classifica os seres vivos, estabelecendo critérios...
jenneferbarbosa21
 

Último (8)

Cards das Espécies da Coleção-Carpoteca Temática Itinerante sediada no Labora...
Cards das Espécies da Coleção-Carpoteca Temática Itinerante sediada no Labora...Cards das Espécies da Coleção-Carpoteca Temática Itinerante sediada no Labora...
Cards das Espécies da Coleção-Carpoteca Temática Itinerante sediada no Labora...
 
2-10-EF - 9º ANO - CIÊNCIAS - LUZ E CORES.pdf
2-10-EF - 9º ANO - CIÊNCIAS - LUZ E CORES.pdf2-10-EF - 9º ANO - CIÊNCIAS - LUZ E CORES.pdf
2-10-EF - 9º ANO - CIÊNCIAS - LUZ E CORES.pdf
 
10-EF - 9º ANO - CIÊNCIAS - ONDAS ELETROMAGNÉTICAS - APLICAÇÕES TECNOLÓGICAS.pdf
10-EF - 9º ANO - CIÊNCIAS - ONDAS ELETROMAGNÉTICAS - APLICAÇÕES TECNOLÓGICAS.pdf10-EF - 9º ANO - CIÊNCIAS - ONDAS ELETROMAGNÉTICAS - APLICAÇÕES TECNOLÓGICAS.pdf
10-EF - 9º ANO - CIÊNCIAS - ONDAS ELETROMAGNÉTICAS - APLICAÇÕES TECNOLÓGICAS.pdf
 
anatomia e fisiologia de peixes CRMVCP.
anatomia e fisiologia de peixes  CRMVCP.anatomia e fisiologia de peixes  CRMVCP.
anatomia e fisiologia de peixes CRMVCP.
 
MÁQUINAS SIMPLES-ALAVANCAS-POLIAS-ENGRENAGENS.pptx
MÁQUINAS SIMPLES-ALAVANCAS-POLIAS-ENGRENAGENS.pptxMÁQUINAS SIMPLES-ALAVANCAS-POLIAS-ENGRENAGENS.pptx
MÁQUINAS SIMPLES-ALAVANCAS-POLIAS-ENGRENAGENS.pptx
 
EVOLUÇÃO-EVOLUÇÃO- A evolução pode ser definida como a mudança na forma e no ...
EVOLUÇÃO-EVOLUÇÃO- A evolução pode ser definida como a mudança na forma e no ...EVOLUÇÃO-EVOLUÇÃO- A evolução pode ser definida como a mudança na forma e no ...
EVOLUÇÃO-EVOLUÇÃO- A evolução pode ser definida como a mudança na forma e no ...
 
Aula 1. Introdução ao estudo da célula.ppt
Aula 1. Introdução ao estudo da célula.pptAula 1. Introdução ao estudo da célula.ppt
Aula 1. Introdução ao estudo da célula.ppt
 
Taxonomia: é a ciência que classifica os seres vivos, estabelecendo critérios...
Taxonomia: é a ciência que classifica os seres vivos, estabelecendo critérios...Taxonomia: é a ciência que classifica os seres vivos, estabelecendo critérios...
Taxonomia: é a ciência que classifica os seres vivos, estabelecendo critérios...
 

Complexo teniase cisticercose

  • 1. PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU Higiene e Inspeção de Produtos de Origem Animal ELISÂNGELA MEDEIROS MELO DE LIMA COMPLEXO TENÍASE/CISTICERCOSE BOVINA Sanidade Animal e Saúde Pública – Revisão de Literatura Ilha Solteira 2019
  • 2. ELISÂNGELA MEDEIROS MELO DE LIMA COMPLEXO TENÍASE/CISTICERCOSE BOVINA Sanidade Animal e Saúde Pública – Revisão de Literatura Monografia apresentada à Faculdade Unyleya como exigência parcial à obtenção do título de Especialista em Higiene e Inspeção de Produtos de Origem Animal. Orientadora: Profa. Dra. Maria Angélica dos Reis Garrido Pereira. Ilha Solteira 2019
  • 3. 3 RESUMO O complexo teníase cisticercose bovina é uma zoonose transmitida por alimentos, de distribuição mundial, que acomete os animais e causa afecção nos seres humanos. São duas afecções distintas causadas pelo mesmo parasita. A cisticercose é a patologia mais frequentemente encontrada na inspeção post mortem em abatedouros bovinos inspecionados pelo SIF (Serviço de Inspeção Federal) causando perdas econômicas e riscos à Saúde Pública. Segundo a literatura disponível, no Brasil, a média de prevalência para esta parasitose em bovinos é em torno de 4 a 5% variando conforme a região do país e o local na carcaça ou víscera. Nos levantamentos de dados feitos por diferentes autores analisados neste trabalho a prevalência para a cisticercose em bovinos variou de 0,07% a 5,5% na inspeção post mortem em abatedouros frigoríficos inspecionados .Um conjunto de medidas se faz necessário para interromper o ciclo de transmissão da doença evitando os prejuízos para o produtor e a doença no ser humano. Entre essas medidas, a Inspeção criteriosa nas carcaças e vísceras de bovinos abatidos em frigoríficos é fundamental assim como a educação em saúde e melhorias nas condições de saneamento básico para toda a população, além do diagnóstico e tratamento da teníase no ser humano. Palavras-chave: Cisticercose; Teníase; Sanidade Animal; Inspeção Post Morten
  • 4. 4 ABSTRACT The bovine cysticercosis teniasis complex is a foodborne zoonosis, of world distribution, that affects the animals and causes affection in humans. They are two distinct conditions caused by the same parasite. Cysticercosis is the most frequently found pathology in post-mortem inspection in bovine abattoirs inspected by the SIF (Federal Inspection Service) causing economic losses and risks to Public Health. According to available literature, in Brazil, the average prevalence for this parasitosis in cattle is around 4 to 5%, varying according to the region of the country and the place in the carcass or viscera. In the data surveys performed by different authors analyzed in this study the prevalence for cysticercosis in cattle ranged from 0.07% to 5.5% in post-mortem inspection in slaughterhouses inspected. A set of measures is necessary to interrupt the cycle of transmission of the disease avoiding damage to the producer and disease in humans. Among these measures, careful inspection of the carcasses and viscera of cattle slaughtered in slaughterhouses is fundamental as well as health education and improvements in basic sanitation conditions for the whole population, as well as diagnosis and treatment of teniasis in humans. Keywords: Cysticercosis; Had; Animal Health; Post Morten Inspection
  • 5. 5 Índice de Figuras Figura 1 - Estrutura da Taenia adulta........................................................................................11 Figura 2 - Cisticerco vivo em musculatura de bovino..............................................................12 Figura 3 - Ciclo da Cisticercose................................................................................................14 Figura 4 - Cisticercose viva cardíaca em bovino......................................................................26
  • 6. 6 Sumário 1. Introdução...............................................................................................................................7 2. Objetivo...................................................................................................................................8 3. Material e Método...................................................................................................................9 4. Revisão de Literatura..............................................................................................................9 4.1 Definição..............................................................................................................................9 4.2 Etiologia.............................................................................................................................10 4.3 Morfologia.........................................................................................................................10 4.4 Ciclo Biológico..................................................................................................................12 4.4 Epidemiologia....................................................................................................................15 4.5 Patogenia e Sintomatologia Clínica...................................................................................17 4.6 Diagnóstico e Tratamento..................................................................................................19 4.7 Profilaxia............................................................................................................................20 4.8 O Serviço de inspeção em abatedouros frigorífricos.........................................................21 4.9 Impacto da Cisticercose na Produção Bovina....................................................................27 5. Resultados e Discussão.........................................................................................................28 6. CONSIDERAÇÕES FINAIS................................................................................................32 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS......................................................................................33
  • 7. 7 1. Introdução O Brasil está entre os maiores produtores de carne bovina do mundo, segundo o relatório da FAO 2016 ( Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura) e é o maior exportador de carne bovina do mundo segundo dados da Abiec, 2018. No primeiro trimestre de 2018 foram abatidos 7,72 milhões de cabeças de bovinos sob algum tipo de inspeção sanitária e exportadas 346.155t de carne bovina (IBGE 2018). Esse desempenho produtivo e comercial depende de medidas que garantam a sanidade do rebanho e a qualidade da carne sendo a inspeção sanitária responsável por identificar e eliminar riscos de afecções zoonóticas que possam ser transmitidas pelo seu consumo. Dentre todas as patologias que podem ser identificadas na Inspeção Post Morten de bovinos a cisticercose tem a maior frequência, causa perdas econômicas para o produtor e desprestígio da carne bovina frente ao comércio de exportação (PEREIRA, et al 2006). Teníase e cisticercose são duas afecções distintas causadas pelo mesmo parasita em fases evolutivas diferentes (FERNANDES, 2001). O bovino se infecta ao ingerir os ovos da taenia saginata (CORRÊA et al, 1997) A teníase é o parasitismo intestinal no ser humano que consome a carne crua ou mal passada de animais acometidos por cisticercose. O ser humano é o hospedeiro definitivo albergando a forma adulta do parasita (SANTOS, 2012) A Cisticercose é presença das formas larvárias intermediárias das Taenia saginata (= Cysticercus bovis) e Taenia solium Lineu, 1758 (= Cysticercus cellulosae ), nos tecidos bovinos e suínos respectivamente. O animal é o hospedeiro intermediário acometido por formas larvárias do parasita. Outras espécies de taenias parasitam o intestino dos animais (SANTOS, 2012)
  • 8. 8 Teníase e cisticercose são frequentemente associadas às precárias condições de higiene e saneamento básico e afetam populações de diversos países do mundo (TOLEDO, 2018). Sua grande importância se deve ao fato de causar doença no ser humano além de gerar prejuízos à produção bovina devido ao custo no tratamento das carcaças afetadas e aos descartes feitos no momento da inspeção no frigorífico sendo a causa mais frequente de condenação de carcaças ( FERNANDES, 2001). O Serviço de Inspeção realizado em frigoríficos é de fundamental importância para interromper o ciclo do parasita. A identificação e eliminação dos cistos ou lesões por médicos veterinários e técnicos treinados com a destinação das carcaças para tratamento ou condenação elimina o risco da carne afetada chegar ao consumidor e infectar novos hospedeiros (ALMEIDA et al., 2006; CORRÊA et al., 1997). Os relatórios emitidos pelos órgãos oficiais de inspeção sanitária auxiliam também no controle epidemiológico fornecendo dados da prevalência da afecção nos animais abatidos em frigoríficos inspecionados (MAGAÇO, 2017 ). Desta forma vários trabalhos investigativos são frequentemente realizados em frigoríficos abatedouros em todo o território nacional fazendo levantamentos epidemiológicos sobre a prevalência desta afecção nos bovinos, servindo de base de dados para planejamento de controle e prevenção nas propriedades rurais e indicação para diagnóstico e tratamento nos seres humanos . 2. Objetivo O presente trabalho tem como objetivo fazer uma revisão de Literatura sobre o complexo teníase/cisticercose bovina e avaliar a prevalência de cisticercose bovina na
  • 9. 9 inspeção post morten observada em diversos trabalhos investigativos publicados por diversos autores nas várias regiões do Brasil. 3. Material e Método Foi realizada a revisão de literatura e coleta de dados sobre o a prevalência de cisticercose bovina na inspeção post morten em abatedouros bovinos através da análise de diversos trabalhos científicos publicados, monografias, TCCs, dissertações de mestrados, teses de doutorados. A análise das informações foi realizada por método qualitativo e quantitativo. 4. Revisão de Literatura 4.1 Definição O complexo teníase-cisticercose bovina são duas afecções distintas causadas pelo mesmo parasita, a taneia saginata (MONTEIRO, 2017). Teníase é a parasitose intestinal no ser humano causada pela forma adulta da Taenia saginata (SANTOS, 2012). Cisticercose é a presença de cistos na musculatura dos bovinos ocasionada pela presença da forma larval do parasita (NICKELE, 2014).
  • 10. 10 4.2 Etiologia As taenias pertencem ao Filo dos Platelmintos, Classe Cestoidea, Ordem Cyclophillidea, Família Taenidae sendo duas as espécies envolvidas na doença causada ao ser humano, a Taennia soliun e a Taennia Saginata (URQUHART, et al., 1977). A forma adulta da Classe Cestoidea parasita o intestino de aves e mamíferos, a forma larval ou metacestódeo pode ser encontrada em diversos tecidos, músculos lisos, estriados, tecidos conjuntivos e vísceras como fígado, pulmão, baço e sistema nervoso no caso da cisticercose suína (SANTOS, 2012). São vermes com formato achatados, forma de fita (URQUHART, et al., 1977). 4.3 Morfologia A taenia saginata adulta é encontrada apenas no ser humano e sua estrutura (Fig 1) é constituída por cabeça ou escolex possuindo órgãos de fixação com ventosas, um colo e um corpo segmentado em formato de fita podendo atingir de 5 a 15 m de comprimento, (SANTOS, 2012). Toda a nutrição e respiração do parasita é feita por osmose através do tegumento altamente absorvente. O corpo segmentado é denominado estróbilo e cada segmento, denominado proglote ou proglótide, possui um ou dois conjuntos de órgão reprodutores masculinos e femininos, sendo portanto hermafroditas, (GOMES, 2014). A reprodução ocorre tanto por autofecundação quanto fecundação cruzada entre proglotes. O estróbilo pode conter de 1000 a 2000 proglotes, (CORTÊS, 2000). Os proglotes se desenvolvem continuamente a partir do colo tornando-se maduros na porção final do estróbilo. O segmento totalmente maduro também é denominado proglote grávido e contem milhares de ovos do parasita que irão infestar o meio ambiente (MONTEIRO,2017).
  • 11. 11 Os proglotes grávidos são liberados muitas vezes intactos no meio ambiente juntamente com as fezes do hospedeiro. Diariamente são liberados um conjunto de 8 a 10 proglotes fazendo que um indivíduo parasitado dissemine aproximadamente 700.000 ovos/dia para o meio ambiente (CORTÊS, 2000). Fonte: G.M URQUART, 1977. O estágio intermediário da taenia saginata é denominado cisticerco e encontrado nos músculos e vísceras dos bovinos, (SANTOS, 2012). O cisticerco maduro apresenta-se como uma vesícula de coloração branco acinzentado com aproximadamente 1cm de diâmetro. Microscopicamente pode ser Figura 1 - Estrutura da Taenia adulta
  • 12. 12 identificado pelo escólex com presença de ventosas. Os locais com maior predileção para serem encontrados são, na inspeção rotineira de carne, o coração, a língua e os músculos masséteres e pterigóides (SANTOS, 2012 ;MONTEIRO,2017). A viabilidade do cisticerco maduro vai depender da imunidade do animal podendo variar de semanas até anos. Após este período ele se calcifica tornando-se uma massa caseosa e friável, geralmente calcificada. Fonte: GOMES, 2014. 4.4 Ciclo Biológico O ciclo evolutivo da taenia saginata envolve duas espécies hospedeiras: o ser humano é o único hospedeiro definitivo albergando a forma adulta do parasita no intestino delgado, e o bovino é o hospedeiro intermediário com as larvas do parasita na musculatura (CORRÊA et al, 1997; PFUETZENREITER, 2000; CORTÊS, 2000) desta forma tem interesse para a saúde humana e animal sendo uma importante zoonose (FEREIRA & FERREIRA,2017). Figura 2 - Cisticerco vivo em musculatura de bovino
  • 13. 13 O ciclo do parasita ocorrem em 3 fases: estágio adulto no intestino delgado do ser humano, ovos no ambiente e a forma larval na musculatura do bovino (PFUETZENREITER, 2000) Uma pessoa com teníase libera o proglote grávido contendo milhares de ovos ou até mesmo os ovos já livres nas fezes, (SANTOS, 2012). Cada proglote grávido contem cerca de 250.000 ovos que são resistentes às condições ambientais podendo sobreviver por vários meses nas pastagens, (SANTOS, 2012).). Ao sofrerem dessecação ou compressão são espalhados nas pastagens por ação do vento, chuvas, insetos contaminando o meio ambiente. A contaminação fecal do solo é fator determinante para a continuidade do ciclo visto que os ovos permanecem viáveis no solo por vários meses segundo (GEMMEL1987) apud (PFUETZENREITER, 2000). Ainda segundo (GEMMEL1987) apud (PFUETZENREITER, 2000) os ovos nas águas de efluentes são resistentes a sistemas convencionais de tratamento de esgoto porém são eliminados por sistemas de floculação, sedimentação e filtração. O calor é eficiente para inviabilizar os ovos (PFUETZENREITER, 2000). Ao ser ingerido juntamente com a pastagem ou água por um animal susceptível, a oncosfera penetra pela parede vascular do intestino difundindo-se no organismo e se instalando na musculatura estriada (ROSSI, 2014) e também por via linfática (OLIVEIRA et all, 2013). Após quinze dias já é visível macroscopicamente atingindo um tamanho de 1mm, SANTOS (2012) passando a ser infectante para o homem após 12 semanas quando já atingiu seu tamanho máximo de aproximadamente 1cm, (PFUETZENREITER, 2000). Como forma de resistência do hospedeiro forma-se uma casca fibrosa fina ao redor do escolex. O cisto pode permanecer viável por várias semanas ou anos dependendo da imunidade do animal. Após este tempo o conteúdo passa a ser substituído por uma massa caseosa friável podendo
  • 14. 14 tornar-se calcificada, (SANTOS, 2012). Tanto os cistos vivos como os cistos calcificados podem ser observados macroscopicamente na carcaça do bovino na ocasião da inspeção post mortem (BRASIL, 2017). O calor também mata os cisticercos na carne, sendo que a temperatura de 500 C é eficiente para inviabilização do C. Bovis. Porém segundo GEMMEL, (1987) apud PFUETZENREITER, (2000) dificilmente se atinge esta temperatura no interior de cortes espessos de carne. Dessa forma, o homem se infecta ao ingerir a carne crua ou mal cozida contendo o cisticerco vivo. O desenvolvimento do parasita no ser humano até poder ser diagnosticado com teníase é em torno de 3 meses dando continuidade do ciclo (CORTÊS, 2018). Fonte: NICKELE 2014 A carência de saneamento básico favorece a disseminação da doença pois áreas onde não há instalação de banheiros adequados como em lavouras, os trabalhadores acabam Figura 3 - Ciclo da Cisticercose
  • 15. 15 defecando a céu aberto e, sendo portadores da taenia, disseminam os ovos dos parasitas. (RIBEIRO et al, 2012). Uma pessoa infectada pode disseminar milhares de ovos da taennia dando continuidade ao ciclo, (SANTOS, 2012). 4.4 Epidemiologia A importância do complexo teníase/cisticercose bovina em saúde pública e produção animal dá-se justamente pelo fato do ser humano ser portador e disseminador do parasita no ambiente mantendo o ciclo da afecção (SOARES, et al 2010). A teníase tem distribuição geográfica mundial podendo ser encontrada em qualquer lugar onde se consome carne bovina crua ou mal passada, considerada uma zoonose endêmica em países em desenvolvimento (PFUETZENREITER, 2000). A ocorrência decai com a tecnificação da produção animal e rotinas de inspeção sanitária em frigoríficos (NICKELLE, 2014) Regiões onde tem-se o hábito de consumo de carne crua a prevalência é maior assim como locais em que os hábitos higiênicos sanitários são precários (RIBEIRO et al., 2012). A ocorrência de cisticercose em bovinos está diretamente ligada às precárias condições de saneamento básico (MAGALHÃES et al., 2017). Fato este que torna a doença endêmica nas regiões mais pobres do mundo (MAGAÇO, 2017). Vários autores relataram alta incidência de cisticercose em bovinos soltos a pasto em regiões onde há lavouras com trabalhadores rurais nos arredores. TOLEDO et al, (2018) afirma que no Brasil a cisticercose bovina está presente em todos os Estados. MAGAÇO, (2017) relacionou a ocorrência de cisticercose com diversos fatores socioeconômicos e culturais e práticas de manejo na produção animal.
  • 16. 16 A ocorrência da cisticercose se dá pela manutenção do seu ciclo com a dispersão dos ovos do parasita no meio ambiente, solo, água, pastagens, diretamente ligado às precárias condições de saneamento básico. A imunologia do hospedeiro, sobrevivência, viabilidade e dispersão dos ovos, comércio clandestino de carne bovina, são fatores que interferem na ocorrência da doença, (MAGAÇO, 2017). (FELLIPE et al, 2015) realizou no ano de 2010 um estudo epidemiológico amostral na zona rural do município de Divinésia-MG em que coletou amostras de sangue de bovinos e suínos e submeteu a diagnóstico sorológico para cisticercose. Também coletou amostras de fezes humanas dos moradores das propriedades avaliadas. Nos resultados laboratoriais não confirmaram nenhum animal positivo. E as amostras de fezes humanas todas foram negativas para teníase. Neste estudo concluiu que apesar do baixo poder econômico das famílias as condições higiênico sanitárias eram boas havendo saneamento básico. DUCAS, (2014) pesquisou a ocorrência de teníase humana, cisticercose bovina e suína e os principais fatores de risco associados à transmissão das formas parasitárias de Taenia saginata e Taenia soliun em pequenas e médias propriedades rurais dos municípios de Iraí de Minas, Romaria, Grupiara e Douradoquara, situados na microrregião de Patrocínio, região do Triângulo Mineiro. Nesta pesquisa coletou 1002 amostras de sangue bovino e 22 amostras de sangue suíno, 119 amostras de fezes dos integrantes das famílias residentes nas propriedades além de questionário epidemiológico. Através de sorologia pelo método ELISA indireto para triagem e confirmação pelo melo método Immunoblot revelou a prevalência de 4,5% de cisticercose suína e 4,69% de cisticercose bovina nas propriedades amostradas. Para o coproparasitológico foi realizado o método de sedimentação simples que não confirmou nenhum caso positivo de teníase humana.
  • 17. 17 GARRO, (2011) relata que segundo a Organização Pan Americana de Saúde foi estabelecido como endêmicos os índices de 1% para teníase humana e 5%para cisticercose animal. Em sua pesquisa com exame coproparasitológico em 34 pessoas residentes na zona rural do município de São João Evangelista-MG encontrou um caso positivo. Este portador serve de fonte de contaminação para o local na inexistência de condições adequadas de saneamento básico. SANTOS (2014) em sua tese de doutorado avaliou a prevalência, o perfil epidemiológico e a distribuição espacial do complexo teníase-cisticercose na zona rural dos municípios de Barro Preto, Ilhéus, Itabuna e Itajuípe situados na Região Litoral Sul do Estado da Bahia, região Nordeste do Brasil através de um estudo transversal no ano de 2012 com 207 propriedades rurais nos municípios citados. Coletou 1.663 amostras de soro bovino, 46 amostras de soro de suínos de criações familiares e 332 amostras de fezes humana. Utilizou o teste Elisa indireto e o Immunoblot para confirmação da cisticercose animal foi realizado e o teste de sedimentação espontânea (método deHoffman, Pons e Janer) e tamisação para o diagnóstico de teníase. Encontrou a prevalência da cisticercose bovina na região de 24,6%, 22,0% de cisticercose suína. 4.5 Patogenia e Sintomatologia Clínica A teníase afeta apenas o ser humano, e a cisticercose apenas o bovino, (RIBEIRO et al, 2012), considerando que o nosso objeto de estudo é a espécie taennia saginata. Os bovinos não apresentam nenhum sinal clínico devido à presença dos cistos na musculatura, o que dificulta o seu diagnóstico no animal vivo, sendo totalmente assintomático e desta forma passando despercebido pelo criador e pelo médico veterinário, podendo ser determinado apenas pela visualização dos cisticercos na carcaça por ocasião da inspeção post
  • 18. 18 morten. RIBEIRO et al, (2012) relata que bezerros infectados experimentalmente desenvolveram grave miocardite e insuficiência cardíaca devido à alta infestação no miocárdio. No ser humano, o parasitismo intestinal denominado teníase, popularmente conhecido como solitária, tem sintomatologia clínica muito variável que vai depender das condições físicas do hospedeiro podendo ocorrer totalmente assintomática até a presença de cólicas e diarreias. Náuseas, vômitos, constipação, dores abdominais, flatulências também podem ser relatados porém a intensidade dos sintomas também varia de pessoa para pessoa, (RIBEIRO et al, 2012). Raramente a infecção por teníase causa a morte do hospedeiro, podendo assim conviver por muitos anos albergando o parasita e servindo de fonte de infecção para o meio ambiente, (CORTÊS, 2000). Excepcionalmente pode haver uma complicação devido ao tamanho do parasita no intestino delgado ocorrendo a sua penetração no apêndice, ducto colédoco ou ducto pancreáticos, sendo, nestes casos, uma emergência cirúrgica (TOLEDO et al., 2018). Uma característica é a presença das proglotes nas fezes que passa a ser percebida vários meses após a infecção, (RIBEIRO et al., 2012). Sua importância em saúde pública se dá pela manutenção do ciclo e as perdas econômicas à produção de carne bovina, sendo sabidamente uma doença negligenciada, (MAGALHÃES et al., 2017). Em relação ao ser humano, a taenia solium (em que o suíno é o hospedeiro intermediário) apresenta uma particularidade de causar a cisticercose como uma infecção errática. Neste caso a infecção se dá através da ingestão dos ovos do parasita junto com a água ou alimentos contaminados, como acontece com os animais. Esta condição é mais grave pois
  • 19. 19 causa a neurocisticercose no ser humano que pode ter consequências como convulsões, (SOUZA, 2015). Um estudo realizado por (TORRES, 2015) em um hospital psiquiátrico de João Pessoa-PB detectou, dos 99 pacientes investigados, 58 positivos na sorologia para cisticercose podendo correlacionar os sinais clínicos com esta patologia. 4.6 Diagnóstico e Tratamento Como a sintomatologia é inespecífica requer exames laboratoriais complementares para estabelecer o diagnóstico. São utilizados como exames confirmatórios da teníase: fixação do complemento, reação de precipitação; hemaglutinação; imunofluorescência; eosinofilia PESSOA,(1982) apud CORTÊS (2000) A presença das proglotes nas fezes é evidência do parasitismo. Rey, (1991) apud CORTÊS (2000) afirma que o parasita possui atividade motora de sua musculatura podendo sair ativamente pelo orifício anal do indivíduo e desta forma ser observado na roupa íntima ou na roupa de cama e ser facilmente percebido pelo hospedeiro ou terceiros. Com relação ao tratamento da teníase no ser humano, CORTÊS (2000) relata que a CICLOSAMIDA e o PRAZIQUANTEL são drogas de escolha no tratamento da teníase para o ser humano por apresentar amplo espectro e alta segurança com taxas de cura de 90% e livre de efeitos colaterais. A cisticercose nos bovinos por não apresentar nenhum sinal clínico no animal apenas é diagnosticada por ocasião da inspeção post morten no momento do abate. A inspeção realizada nos abatedouros frigoríficos é de fundamental importância porém apresenta limitações principalmente em carcaças com baixa ou média infestação, (MAGALHÃES et al., 2017).
  • 20. 20 Para pesquisas científicas e levantamentos epidemiológicos pode-se recorrer a exames sorológicos, porém, também sem aplicabilidade na rotina da produção animal. Segundo DORNY et al. (2012) apud por SANTOS, 2014, a detecção de antígeno por meio do teste ELISA é de 2-10 vezes mais sensível que os métodos rotineiros de inspeção de carne e que essa técnica pode ser recomendada para o levantamento epidemiológico da cisticercose MAGALHÃES et al., (2017) realizou um levantamento epidemiológico de janeiro a dezembro de 2010 no município de Salinas-MG em que coletou amostras de sangue de 355 animais provenientes de 18 propriedades e encontrou 4,7% de sorologia positiva para cisticercose bovina. Este índice é semelhante ao achados em frigoríficos na inspeção Post Morten. 4.7 Profilaxia A profilaxia do complexo teníase-cisticercose requer um conjunto de medidas que visam quebrar o ciclo do parasita: • Inspeção Sanitária em Abatedouros Frigoríficos para detectar os animais infectados e evitar o consumo pelo ser humano dando o tratamento adequado para as carcaças que contêm os cisticercos (CORTÊS 2000; NICKELE, 2014). • Educação em Saúde para a população, principalmente a população rural e que lida com o gado com orientações sobre higiene ; evitar o consumo de carne crua ou mal passada pois o cozimento acima de 57º C inviabiliza o parasita (FERREIRA & FERREIRA, 2017) • Abolir o consumo de carnes com procedência duvidosa, de abates clandestinos sem inspeção sanitária
  • 21. 21 • Diagnóstico e tratamento dos portadores de teníase, (CORTÊS, 2000; ROSSI et al., 2014) • Saneamento básico adequado. A instalação de sanitários com fossas sépticas e tratamento de esgotos. Boas Práticas Agropecuárias com destinação correta dos resíduos orgânicos humanos e animais (ROSSI et al., 2014) • Tratamento dos bovinos com albendazol, lembrando que esta medida induz a formação dos cistos calcificados e, mesmo tratados os animais, os cistos calcificados serão detectados na inspeção Post mortem (ROSSI et al., 2014). • Diagnóstico e Tratamento dos portadores de Teníase . Tratamento com antiparasitário em trabalhadores rurais Por ocasião da notificação de cisticercose bovina em frigoríficos o produtor deve tomar ciência de que ações corretivas devem ser implantadas em sua propriedade. Porém o fato de que muitas vezes os animais passam por várias propriedades durante os ciclos de cria, recria e engorda, dificulta localizar e corrigir o foco do problema (ROSSI et al., 2014). 4.8 O Serviço de inspeção em abatedouros frigorífricos Apesar da baixa sensibilidade do exame, a inspeção Post morten é o diagnóstico utilizado nos frigoríficos abatedouros que fornece dados sobre a prevalência da cisticercose em bovinos (MAGAÇO et al., 2017; UNGAR e GERMANO,1992). A cisticercose bovina é a patologia mais frequentemente encontrada na inspeção Post Morten de bovinos em abatedouros frigoríficos sendo a principal causa de condenação, sequestro e aproveitamento condicional das carcaças (OLIVEIRA et al., 2013) sendo a sua notificação obrigatória tanto a nível federal quanto estadual (SOARES et al., 2010)
  • 22. 22 O trabalho realizado pelo SIF na Inspeção Post Morten fornece dados registrados dos abates diários gerando relatórios mensais e anuais das ocorrências de patologias diagnosticas por este serviço. A prevalência pode ser ainda maior que as apontadas nos trabalhos investigativos devido à baixa sensibilidade do exame diagnóstico Os trabalhos de inspeção em abatedouros frigoríficos são realizados por equipes compostas por agentes de inspeção devidamente treinados sob supervisão e responsabilidade de um médico veterinário do Serviço de Inspeção Federal (BRASIL, 2017). A pesquisa por cisticercos é feita por observação visual com incisões em locais determinados da carcaça e vísceras (TOLEDO et al., 2018) De acordo com KEANEY, (1970), apud CORRÊA, (1997) os cisticercos tendem a se localizar em músculos com intensa irrigação sanguínea onde ocorre uma melhor oxigenação dos tecidos. Os locais de predileção dos cisticercos em bovinos são coração, diafragma, língua, músculos masséteres e pterigóides (SANTOS, 2012). Porém, segundo ALMEIDA et al., (2006) alguns aspectos tornam difícil o diagnóstico macroscópico visto que alguns cisticercos podem ser encontrados em locais que não são de predileção ou quando os cistos estão degenerados. RIBEIRO, (2010) analisou 100 corações abatidos no comércio varejista de São Paulo- SP pesquisando a presença de cisticercos com a técnica de fatiamento completo. Nesta pesquisa 29 corações era proveniente de abatedouros não inspecionados e 71 provenientes de abatedouros supostamente inspecionados porém não encontrou cisticercose em nenhuma amostra de nenhum dos grupos. Desta forma a pesquisa dos cisticercos nas linhas de inspeção (cabeça, língua, coração, diafragma e esôfago) seguem o padrão do RIISPOA.
  • 23. 23 Diagnósticos laboratoriais complementares como histopatologia e sorologia ELISA para a confirmação podem ser utilizados para a pesquisa científica porém sem aplicabilidade na rotina da inspeção nos estabelecimentos abatedouros (ROSSI et al., 2014) De acordo com legislação atual (BRASIL, 2017) as carcaças com infestação intensa por Cysticercos bovis devem ser condenadas. “§ 1º Entende-se por infecção intensa quando são encontrados, pelo menos, oito cistos, viáveis ou calcificados, assim distribuídos: I - dois ou mais cistos localizados, simultaneamente, em pelo menos dois locais de eleição examinados na linha de inspeção (músculos da mastigação, língua, coração, diafragma e seus pilares, esôfago e fígado), totalizando pelo menos quatro cistos; e II - quatro ou mais cistos localizados no quarto dianteiro (músculos do pescoço, do peito e da paleta) ou no quarto traseiro (músculos do coxão, da alcatra e do lombo), após pesquisa no DIF, mediante incisões múltiplas e profundas. § 2º Quando forem encontrados mais de um cisto, viável ou calcificado, e menos do que o fixado para infecção intensa, considerando a pesquisa em todos os locais de eleição examinados na linha de inspeção e na carcaça correspondente, esta deve ser destinada ao aproveitamento condicional pelo uso do calor, após remoção e condenação das áreas atingidas. § 3º Quando for encontrado um cisto viável, considerando a pesquisa em todos os locais de eleição examinados na linha de inspeção e na carcaça correspondente, esta deve ser destinada ao tratamento condicional pelo frio ou pela salga, após a remoção e a condenação da área atingida. § 4º Quando for encontrado um único cisto já calcificado, considerando todos os locais de eleição examinados, rotineiramente, na linha de inspeção e na carcaça correspondente, esta
  • 24. 24 pode ser destinada ao consumo humano direto sem restrições, após a remoção e a condenação da área atingida. § 5º O diafragma e seus pilares, o esôfago e o fígado, bem como outras partes passíveis de infecção, devem receber o mesmo destino dado à carcaça. § 6º Os procedimentos para pesquisa de cisticercos nos locais de eleição examinados rotineiramente devem atender ao disposto nas normas complementares” (BRASIL,2017) Quando são encontrados cisticercus nas carcaças ou vísceras dos animais abatidos as lesões são identificadas e as meias carcaças juntamente com as vísceras são encaminhadas para o DIF (Departamento de Inspeção Final) onde são examinadas pelo médico veterinário e tabuladas conforme cisto viável ou degenerado (BRASIL, 2017). Além do exame macroscópico de inspeção post mortem nos abatedouros frigoríficos existe a sorologia para o parasita e a histologia porém estas técnicas não são utilizadas na rotina da inspeção, são apenas medidas complementares de diagnósticos realizados na pesquisa científica (MAGALHÃES et al., 2017). O cisticerco viável é visualizado macroscopicamente como uma vesícula de parede transparente enquanto o cisticerco degenerado se apresenta com coloração esbranquiçada e aspecto caseoso e consistência firme (SANTOS, 2012). Na histologia, Almeida et al., (2006) descreveu o cisticerco degenerado como uma lesão granulomatosa rica em histiócitos e células gigantes multinucleadas contínuas à área central, frequentemente caseo-calcárea. Segundo Almeida et al., (2006) as lesões eram representadas por um processo inflamatório, na maioria das vezes granulomatoso com centro caseoso Almeida et al., (2006) concluiu que é muito difícil para o inspetor diagnosticar macroscopicamente os casos de lesões inflamatórias ou mineralizadas.
  • 25. 25 Segundo o RIISPOA são condenadas as carcaças com infestação intensa pela cisticercose. Considera-se infestação intensa a presença de um ou mais cistos em incisões feitas em várias partes da musculatura A refrigeração em temperaturas pouco acima de 0o C não é eficiente para destruição do parasita sendo necessário o congelamento por 4 dias a -5o C ou 3 dias a – 15o C A salga torna o cisticerco inviável. Rejeição Parcial: Infestação discreta ou moderada. Ao se examinar coração, músculos da mastigação, língua e diafragma. Removida e condenadas as partes afetadas, e o restante da carcaça destinado ao tratamento por salmoura por no mínimo 21 dias ou por congelamento a -10ºC por 15 dias. Carcaças que apresentem apenas um único cisto calcificado pode ser utilizada para o consumo in natura após retirado a parte afetada porém esta carcaça não poderá ser exportada. As vísceras livres de cisticercose não sofrem restrição de condenação. Porém coração, pulmão e esôfago de carcaças com cisticercos são condenadas. Ainda de acordo com o RIISPOA, segue as instruções de inspeção dos conjuntos de vésceras com relação à presença de cisticercus: Linha B: Conjunto Cabeça-Língua A cabeça é inspecionada junto com a língua, que é separada e segue para o setor de miúdos. »» A cabeça é retirada, segue para a nórea de cabeça, ela é então lavada e realiza-se o deslocamento da língua e mandíbula. »» Objetivo: observar a actinobacilose, actinomicose, abcessos, adenite, cisticercoses, estomatites e tuberculose.
  • 26. 26 Fonte: MONTEIRO, 2017, p. 197. O tratamento térmico é uma das principais medidas aplicadas à carcaça quando detectada a presença de cistos vivos objetivando inviabilizar o parasita (ROSSI et al., 2017) Tratamento a frio: Custo para tratar as carcaças acometidas O tratamento pelo frio constitui uma das principais medidas de tratamento da carcaça afetada por cisticercose (10). A fim de inviabilizar o parasita preconiza-se o tratamento nas seguintes temperaturas: 15 dias a -5ºC 09 dias a -10ºC 06 dias a -15º Segundo (ROSSI et al., 2017) o tratamento mais frequentemente utilizado na prática é o congelamento em tempo/temperatura pré-definidos contemplando carcaças com um único cisticerco viável Figura 4 - Cisticercose viva cardíaca em bovino.
  • 27. 27 O tratamento a frio requer câmaras frias, mão de obra o que acarreta custos de tratamento destas carcaças além de depreciar a carne impedindo a exportação. Abates clandestinos, sem nenhum controle sanitário, colocam em risco a saúde pública, tornando-se um grande problema pois podem comercializar carcaças impróprias para o consumo com cistos viáveis que poderão infectar o consumidor ao ingerir a carne crua ou mal passada (SOUZA,2007) 4.9 Impacto da Cisticercose na Produção Bovina Além da importância para a saúde pública a cisticercose gera prejuízos econômicos devido à condenação de carcaças na inspeção animal (MAGAÇO, 2017). Existem poucos estudos sobre as perdas econômicas decorrentes da presença da cisticercose bovina. Souza et al., (2007) afirma que os prejuízos econômicos gerados pela ocorrência de cisticercose nos rebanhos são distribuídos ao longo da cadeia produtiva, considera, porém, que os abatedouros detém maior parte desses custos devido ao tratamento necessário à carcaça com cisticercos e pela depreciação da mesma. Os produtores rurais sofrem prejuízos devido à condenação total das carcaças identificadas pela inspeção e também à recusa do frigorífico em comprar novos lotes destes produtores. Segundo Schantz et al (1992) apud SOUZA et al (2007) a perda econômica anual na América Latina devido à cisticercose é da ordem de 164 milhões de dólares. Souza et al (2007) considera que a cisticercose bovina no Brasil tem índices altíssimos e a doença no ser humano não são consideradas devido a baixa morbidade da doença. Guirra, (2002) apud PEREIRA, (2007) relata que carcaças com cisticercos vivos tem desvalorização de até 30% do valor.
  • 28. 28 Rossi 2016 apud Aquino 2017 descreveu os achados de 4.324 casos de cisticercose bovina (2,26% de frequência) encontrados no ano de 2012 em um estabelecimento de abate no estado de São Paulo que representou prejuízos de R$ 709.533,00 reais para os produtores fornecedores. Do valor total, R$ 619.690,50 reais foram relativos a 1.391 casos de cisticercose viva cujo destino foi o tratamento pelo frio, R$ 74.992,50 reais estavam relacionados a 101 carcaças destinadas ao tratamento pelo calor e R$ 14.850,00 reais referiram-se a 10 condenações à graxaria em decorrência de infecções generalizadas. Aquino 2017 em seu levantamento de dados com 23.255.979 bovinos abatidos, encontrou prevalência de 0,53% estimou perdas para o período analisado, de 2007 a 2014, foram de R$ 64.809.817,50 reais (US$ 20.574.545,24 dólares) devido à presença da cisticercose no rebanho. 5. Resultados e Discussão Foram analisados 13 trabalhos realizados em abatedouros frigoríficos nas várias regiões do Brasil como demonstrados na Tabela 1. Alguns destes trabalhos também avaliaram os locais das vísceras e carcaças acometidos pelos cistos. As pesquisas realizadas pelos autores citados realizadas nas diferentes regiões do país demonstraram que a prevalência de cisticercose bovina em animais abatidos em estabelecimentos inspecionados gira em torno de 4%. Em sua grande maioria os cistos encontrados são degenerados ou calcificados. ROSSI et al., (2014) afirma que a região Sudeste lidera as ocorrências de cisticercose bovina com prevalência de 5,5%. Almeida et al., (2006) avaliou 2778 as carcaças de bovinos provenientes de diversas cidades do sul da Bahia no mês de Outubro de 2005. Diagnosticou na linha de inspeção 115
  • 29. 29 casos de cisticercose bovina (4,13%) . Destes, 108 (93,91%) degenerados e 7 (6,08%) viáveis. Quanto aos locais de predileção dos cistos, encontrou 69,5% no fígado, 16,5% no coração e 13,9% nos músculos mastigatórios como descrito na tabela 2. CORRÊA et al., (1997) fizeram um levantamento de dados sobre condenação de vísceras durante a inspeção de 7611 bovinos oriundos de 23 municípios do Rio Grande do Sul, abatidos durante janeiro a dezembro em frigorífico com Inspeção Estadual no município de Santo Antônio das Missões-RS e encontrou uma prevalência de 4,63% para cisticercose. Os dados sobre a predileção para as vísceras se encontram na tabela 2. SOUZA et al., (2007), avaliaram 24.465 bovinos abatidos no período de julho a dezembro de 2000 sob inspeção federal no frigorífico Argus Ltda SIF 1710, a maioria azebuados, machos e fêmeas com idades entre 18 a 60 meses procedentes de 137 municípios do Estado do Paraná. Nesta pesquisa identificaram 1.014 animais com cisticercose, 3,83%. A prevalência nos lotes variou de 0 a 27%. Analisou os resultados por procedência e verificou que apenas 2,86% não apresentaram nenhum resultado positivo para cisticercose. Não houve predileção por sexo. Na faixa etária, animais entre 18 a 36 meses tiveram prevalência 4,5% e animais acima de 36 a 48 meses a prevalência foi de 2,32% e os acima de 48 meses 3,63%,. Neste trabalho concluíram ainda que lotes provenientes de criação intensiva e confinamento tiveram maiores prevalências para a cisticercose correlacionando com uma possível contaminação da água para os animais. PEREIRA et al., (2007) utilizou dados referentes aos abates de 494.620 bovinos, as informações estão na tabela 1. Guimarães-Peixoto et al., (2012) realizou um levantamento retrospectivo sobre a ocorrência da cisticercose bovina no Estado do Paraná de 2004 a 2008 determinando a distribuição espacial nas regiões do Estado. Constatou a prevalência de 2,23%. Nesta
  • 30. 30 pesquisa foram avaliados dados de 5.917.950 animais. Os índices de prevalência foram de 1,44% a 5,35% nas regiões analisadas. Com relação a faixa etária, verificou maior prevalência em animais mais jovens, até 18 meses. Autores concordam que a maturidade da imunidade colabora para o menor acometimento de animais com mais idade. Constatou ainda que os prejuízos financeiros devido aos descartes e condenações foram da ordem de R$119 milhões no período. Fernandes, (2001) analisou a prevalência de cisticercose bovina em 1.976.824 bovinos no período de janeiro de 1990 a junho de 2000 nos frigoríficos sob Inspeção Federal da 9a região de Araçatuba-SP que abateram animais provenientes dos estados de São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Minas Gerais, Goiás, Rondônia, Tocantins e Santa Catarina e encontrou prevalência de 4,18% para cisticercose bovina, sendo 2,99% calcificada e 1,19% viva. Sendo que encontrou rebanhos com até 19,9% de prevalência. RIBAS, (2004) avaliou a incidência de cisticercose bovina em 431.270 animais abatidos entre Janeiro de 2001 a Setembro de 2004 no matadouro frigorífico Cooperativa dos produtores de carnes e derivados de Tucupi-TO. Com dados obtidos através dos registros de condenação de abate do Serviço de Inspeção da própria empresa, verificou o número total de animais positivos em 0,07%. PEREIRA et al., (2007) avaliou dados referentes a 494.620 bovinos abatidos no período de 1993 a 2003 originários de 38 municípios do Estado Rio de Janeiro. Não avaliou a localização do cisto, apenas a sua presença. Encontraram um total de 9.656 igual a 1,95% do total. O munícipio que teve maior prevalência foi de 4,95% SANTOS et al., (2008) verificou a prevalência de cisticercose bovina em 142.579 bovinos abatidos em um matadouro frigorífico no município de Jequié na Bahia. O estudo revelou uma prevalência de 1,74% para a afecção. E ainda, verificou que das 10.857
  • 31. 31 condenações de vísceras, 5.571 (52,31%) foram em decorrência da presença de cisticercos. Constatou-se a prevalência do cisticerco em 1,1% dos músculos da cabeça, 1,7% no coração, 1,1% na língua. Neste estudo, Santos et al 2007 estimou um prejuízo econômico em torno de 30% devido às condenações de carcaças e vísceras. UNGAR e GERMANO (1992) estudaram a prevalência da cisticercose bovina (Cysticercus bovis) no Estado de São Paulo, no ano de 1986, a partir de fichas de matadouros do Estado sob o controle do Serviço de Inspeção Federal (SIF). Para o estudo da distribuição geográfica, adotaram a divisão político-administrativa do Estado, formada por 11 Regiões Administrativas (RAs) e a Região Metropolitana (RM), subdivididas em 42 Regiões de Governo (RGs), abrangendo 572 municípios. O total de abate foi igual a 896.654 cabeças, tendo sido diagnosticados 48.957 casos de cisticercose, correspondendo a uma prevalência de 5,5%. Obteve-se resultados de prevalência para 385 municípios, todas as RGs, RAs e a RM. Apresentaram resultados estatisticamente significantes 97 municípios, 14 RGs e 4 Ras. Aquino, (2017) realizou um estudo do tipo retrospectivo referente a um total de 23.255.979 animais abatidos agrupados por ano nas mesorregiões e microrregiões de Goiás. Utilizou os dados para criar um mapa epidemiológico da cisticercose bovina e um mapa epidemiológico da fasciolose bovina abrangendo todos os municípios goianos. A prevalência de cisticercose bovina no estado de Goiás foi de 0,53% (IC 95% 0,5295 – 0,5354), sendo a porcentagem de cisticercose viável 42,31% e cisticercose inviável 57,69% . A maioria dos trabalhos avaliados, os autores coletaram os cistos e examinaram em laboratório, com coloração e fixação para análise microscópica. Tabela 1 - Prevalência de Cisticercose Bovina em pesquisas realizadas em diversos períodos, por diferentes autores, em Abatedouros Inspecionados no Brasil. Estado Número de Animais Avaliados Prevalência Cisticercose Autor
  • 32. 32 Bahia 2738 4,2% ALMEIDA et al., (2006) 142.579 1,74% SANTOS et al., (2008) Rio Grande do Sul 7.611 4,63% CORRÊA et al., (2007) Paraná 26.465 3,83% SOUZA et al., (2007) 53.168 5,5% Oliveira et al (2017) 5.917.950 2,23% Guimarães-Peixoto et al., (2012) São Paulo 1.976.824 4,18% Fernandes, (2001) 896.654 5,5% UNGAR e GERMANO (1992) Rio de Janeiro 494.620 1,95% PEREIRA et al., (2007) Mato Grosso 49.370 0,063% Lima et al., (2011) Tocantins 431.270 0,07% RIBAS, (2004) Minas Gerais 159863 1679 1,05% GOMES, (2014) Goias 23.255.979 0,53% Aquino, (2017) Fonte: Próprio Autor 6. CONSIDERAÇÕES FINAIS A presença de cisticercose bovina está diretamente relacionada com a teníase humana, sendo portanto um problema para a SAÚDE PÚBLICA E ECONOMIA. Observa-se também que a cisticercose é uma importante causa de condenação de carcaças e vísceras bovinas causando perdas econômicas consideráveis. A teníase tem sido negligenciada por não haver informações concretas de sua morbidade e mortalidade e por atingir a população mais carente que está mais exposta à condições precárias de saneamento básico e que tem maior acesso a carnes clandestinas. As medidas preventivas basicamente baseiam-se em impedir que carnes contaminadas cheguem até o ser humano através da eliminação no momento da inspeção post mortem das carcaças acometidas. Porém medidas mais efetivas para o controle desta afecção que causa
  • 33. 33 prejuízos enormes para a pecuária e risco à saúde pública são necessárias . Desta forma deve- se investigar as fontes de contaminação para os animais e tratá-las, atuando no outro lado do ciclo, a transmissão do ser humano para o animal. Diante disso, apesar da baixa morbidade da teníase no ser humano, o diagnóstico e tratamento desses indivíduos, assim como a melhoria nas condições de saneamento se faz necessária para interromper o ciclo do parasita. Uma medida eficiente para controle seria a notificação obrigatória dos casos de teníase em humanos. Sendo um problema de saúde pública e econômica afetando a qualidade da carne, deve ser levado em consideração pelos órgãos competentes, ministério da saúde e ministério da agricultura com práticas integradas de prevenção para a quebra do ciclo do parasita. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ALMEIDA, Davi de Oliveira; IGREJA, Horácio Peçanha; ALVES, Fernanda Martinez Xavier; SANTOS, Iacir Francisco dos; TORTELLY, Rogério - Cisticercose Bovina em Matadouro-Frigorífico Sob Inspeção Sanitária no Município de Teixeira de Freitas-BA: prevalência da enfermidade e análise anatomopatológica de diagnósticos sugestivos de cisticercose / Revista Brasileira de Ciências Veterinárias , v. 13, n. 3, p. 178-182, set./dez. 2006 AQUINO, Ferananda Martins de – Prevalência e Distribuição Espacial da Cisticercose e Fasciolose Bovina no Estado de Goiás – Dissertação de Mestrado em Ciência Animal – Escola de Veterinária e Zootecnia – Universidade Federal de Goiás - 2017 BRASIL,2019 Ministério da Economia – Balança Comercial Brasileira, disponível em <http://www.mdic.gov.br/comercio-exterior/estatisticas-de-comercio-exterior/balanca- comercial-brasileira-acumulado-do-ano> ______ 2017 - DECRETO Nº 9.013, DE 29 DE MARÇO DE 2017 - Regulamenta a Lei n º 1283, de 18 de dezembro de 1950, e a Lei nº 7.889, de 23 de novembro de 1989, que dispõem sobre a inspeção industrial e sanitária de produtos de origem animal BUSCHMANN, Luís César – Revisão Bibliográfica Acerca da Cisticercose Humana com Ênfase para Neurocisticercose - Monografia apresentada à disciplina Estágio em Patologia como requisito parcial à conclusão do curso de Bacharelado em Ciências Biológicas, setor de
  • 34. 34 Ciências Biológicas da Universidade Federal do Paraná – Curitiba 2011 <https://www.acervodigital.ufpr.br/bitstream/handle/1884/30549/Monografia%20Luis %20Cesar%20Buschmann.pdf?sequence=1&isAllowed=y > consultada em 04 de julho de 2019 CORRÊA, Gilson Luiz Borges; ADAMS, Nelmo A.; ANGENES, Fábio Adair; GRIGOLETTO, Daniela Simonetti : Prevalência de Cisticercose em Bovinos Abatidos em Santo Antônio das Missões, RS Brasil / Revista da FZVA. Uruguaiana, v. 4, n. 1, p. 77-80. 1997 CORTÊS, José de Angelis : Complexo Teníase Humana – Cisticercose Bovina e Suína – Revista de I'. educo comino CRMV-SP / Conlifl/WIl.' EductJtioll }ourllal CRMV~SP. &70 Paulo, volume 3. fáscículo I. p. 055 - 061, 2000. DUCAS, Camilla Taveira dos Santos,. Perfil epidemiológico do complexo teníase- cisticercose em pequenos municípios da microrregião de Patrocínio, Triângulo mineiro. M.Sc., Universidade Federal de Viçosa, 2014 FELLIPE, Adriano Groppo; PINTO, Paulo Sérgio de Arruda; SANTOS, Tatiane de Oliveira; NIETO, Emílio Campos Acevedo Nieto; PEIXOTO, Rafaella Paola Meneguete dos Guimarães; SILVA, Letícia Ferreira. Características favoráveis ao controle do complexo teníase-cisticercose em uma região rural de Minas Gerais, Brasil - Revista Brasileira de Ciência Veterinária Disponível em <http://periodicos.uff.br/rbcv/issue/view/378> FERNANDES, José Osmar Maximino, : Prevalência de Cisticercose Bovina em animais abatidos em frigoríficos sob Inspeção Federal da 9a região administrativa de Araçatuba- SP – Dissertação de Mestrado em Zootecnia – Unesp Ilha Solteira, 2001 FERREIRA, Patrícia Santana : Complexo Teníase-Cisticercose na Zona Rural do Município de Matias Barbosa – Minas Gerais / Dissertação de Mestrado – Universidade Federal de Viçosa – Programa de Pós Graduação em Medicina Veterinária, 2011 FERREIRA, Daniela; FERREIRA, Fernanda Lúcia Alves – Teníase e Cisticercose - PUBVET V11 Nº02 PAG 154-158 GARRO, Fabiana Leôncio : Caracterização do Complexo Teníase Cisticercose Bovina em São João Evangelista-MG / Dissertação de Mestrado em Tecnologia e Inspeção de Produtos de Origem Animal – Universidade Federal de Minas Gerais, Escola de Veterinária GOMES, Marco Antônio Ritter Bastos : Ocorrência de Cisticercose Bovina em Frigorífico localizado na Zona da Mata Mineira / Dissertação de Mestrado – Universidade Federal de Viçosa – Programa de Pós Graduação de Mestrado Profissional em Zootecnia, 2014 IASBIK, Adriana Felix; PINTO, Paulo Sérgio de arruda; BEVILAQUA, Paula Dias; NERO, Luis Augusto; SANTOS, Tatiana de Oliveira; FELIPPE, Adriano Groppo - Prevalência do complexo teníase-cisticercose na zona rural do município de Viçosa, Minas Gerais - Ciência Rural, Santa Maria, v.40, n.7, p.1664-1667, jul, 2010
  • 35. 35 IBGE, Indicadores ,Estatística da Produção Pecuária - jan.-mar. 2018 .Publicado em 14.06.2018 às 09:00 LIMA, Roberto de Souza; FRANÇA, Eduardo Luzia; FRANÇA, Adenilda Cristina Honorio; FERRARI, Carlos Kusano Bucalen – Prevalência de Cisticercose Bovina e Conhecimento Sobre a Doença em 20 Municípios do Estado do Mato Grosso . Revista Panorâmica Multidisciplinar Barra do Garças - MT nº 12 p. 46 a 60 2011 MAGAÇO, Fernando dos Santos; DUARTE, Eduardo Robson; ALMEIDA, Anna Christina de; SOUZA, Rogério Marcos de – Aspectos Epidemiológicos e distribuição da Cisticercose Bovina: Uma Revisão - Higiene Alimentar - Vol.31 - nº 272/273 - Setembro/Outubro de 2017 MEDEIROS, Fabrícia; TOZZETTI, Danilo; GIMENES Roberta - Complexo Teníase Cisticercose – Revista Eletrônica de Medicina Veterinária Ano VI – Número 11 – Julho de 2008 – Periódicos Semestral MONTEIRO, Gonzales Silva – Parasitologia na Medicina Veterinária – Classe Cestodea – Helvio Tassinari dos Santos – pag 190-195 / 2017 NICKELE, Elizandro Pruence : Medidas de Prevenção e Controle da Cisticercose Bovina – Dissertação (Mestrado em Ciências da Saúde) – Universidade Comunitária da Região de Chapecó, 2014 Observatory Economic Complexit OEC https://atlas.media.mit.edu/pt/profile/country/bra/ OLIVEIRA, Leila Alves de; RODRIGUES, Graziela Vendrame; MERLINI, Luiz Sérgio; GONÇALVES, Daniela Dib – Prevalência da Cisticercose Bovina em Frigoríficos Sob Inspeção Federal na Região Noroeste do Paraná / Enciclopédia Biosfera, Centro Científico Conhecer – Goiânia, v.9, n.17; p.2064 , 2013 PEIXOTO, Rafaella Guimarães- Distribuição e identificação das regiões de risco para a cisticercose bovina no Estado do Paraná. Pesq. Vet. Bras. 32(10):975-979, outubro 2012 PEIXOTO, Rafaella Paola Meneguete Guimarães - Trabalho de Conclusão de Curso. 2009. 64f. [Curso de Graduação em Medicina Veterinária] – Universidade Tuiuti do Paraná, Curitiba. PEREIRA, M.A.V. da C.; SCHWANZ V.S.; BARBOSA C.G : Prevalência da Cisticercose em Carcaças de Bovinos Abatidos em Abatedouros Frigoríficos do Estado do Rio de Janeiro Submetidos ao Controle do Serviço de Inspeção Federal (SIF-RJ) no Período de 1997 a 2003 Bovina / Arq. Inst. Biol., São Paulo, v.73, n.1, p.83-87, jan./mar., 2006 PFUETZENREITER M. R; Pires F. D. A Epidemiologia da Teníase/Cisticercose por Taenia Solium e Taenia Saginata - Ciência Rural, Santa Maria, v. 30, n. 3, p. 541-548, 2000 RIBAS, Luciane Cristina Mota – Prevalência da Cisticercose Bovina nos Últimos 4 anos e durante o período de estágio na Região de Gurupi – Tocantins / Monografia do Curso de
  • 36. 36 Medicina Veterinária da Faculdade de Ciências Biológicas e da Saúde da Universidade Tuiuti no Paraná – Curitiba/2004 RIBEIRO, Naason Almeida de Souza – Pesquisa da Ocorrência de Cisticercose e Estudo Histopatológico em Amostras de Coração Bovino Comercializado no Cidade de São Paulo,SP – Dissertação – Programa de Pós Graduação em Epidemiologia Experimental Aplicada à Zoonoses da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo, 2013 RIBEIRO, Naasson Almeida Souza.; TELLES Evelise Oliveira.; BALIAN Simone de Carvalho - O Complexo Teníase/Cisticercose: ainda um sério problema de saúde pública/ Revista de Educação Continuada em Medicina Veterinária e Zootecnia do CRMV- SP / Journal of Continuing Education in Animal Science of CRMV-SP. São Paulo: Conselho Regional de Medicina Veterinária v.10, n.1 (2012), p. 20-25, 2012 ROSSI, Gabriel Augusto Marques ; GRISÓLIO, Ana Paula Rodomilli ; PRATA Luiz Francisco ; BURGUER, Karina Paes ; HOPPE Estevam Guilherme Lux / Situação da cisticercose bovina no Brasil / Semina: Ciências Agrárias, Londrina, v. 35, n. 2, p. 927-938, mar./abr. 2014 SANTOS, Tatiane de Oliveira – Prevalência, Fatores de Risco e Distribuição Espacial do Complexo Teníase-Cisticercose na Região Litoral do Sul do Estado da Bahia - Tese apresentada à Universidade Federal de Viçosa como parte das exigências do Programa de Pós-Graduação em Medicina Veterinária, para a obtenção do título de Doctor Scientiae, 2014 SANTOS, Hélvio Tassinari dos, 2012 – Classe Cestodea – Parasitologia na Medicina Veterinária- Silvia Gonzales Monteiro SANTOS, Valdir Cleber Rêgo; RAMOS, Emanoel Tomé Regis ; FILHO, Francisco Salles de Almeida; PINTO, Jaqueline Maria da Silva; MUNHOZ, Alexandre Dias - Prevalência da c isticercose em bovinos abatidos sob inspeção federal no município de Jequié, Bahia, Brasil - Ciência Animal Brasileira , v. 9, n. 1, p. 132-139, jan./mar. 2008 SOARES, Caroline Mikaelle de Paiva; LEITE, Alexandre Iris; BEZERRA; Nicholas Morais – Importância do Médico Veterinário no Controle do Complexo Teníase-cisticercose . PUBVET Londrina, v.4, n.6, Ed.11, Art.746, 2010 SOUSA, Lívia Maria Costa e: Estudo Coproparasitológico e Epidemiológico do Complexo Teníase Cisticercose em habitantes do Município de Marizópolis -PB – Trabalho de Conclusão de Curso/Farmácia/UFParaíba, 2015 SOUZA, Valmir Kowaleski; PESSOA SILVA, Maria do Carmo; MINOZZO, João Carlos; THOMAZ-SOCCOL, Vanete Prevalência da cisticercose bovina no estado do Paraná, sul do Brasil: avaliação de 26.465 bovinos inspecionados no SIF 1710 Semina: Ciências Agrárias, vol. 28, núm. 4, octubre-diciembre, 2007, pp. 675-683 Universidade Estadual de Londrina - Londrina, Brasil. Disponível em: http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=445744086014
  • 37. 37 TOLEDO, Rômulo César Clemente; FRANCO, Juliana Borges; FREITAS, Lucimar Silva; KATTIELI, Carla; FREITAS, Amanda Rodrigues Franco de; Complexo Teníase/Cisticercose : Uma Revisão – Higiene Alimentar – Vol 32 – nº282/283 – Julho/Agosto de 2018 TORRES, Paula de Arruda : Estudo Sorológico do Complexo Teníase Cisticercose nos Pacientes Atendidos no Hospital Psiquiátrico Juliano Moreira em João Pessoa – Paraíba / Trabalho de Conclusão de Curso – Graduação em Farmácia – Universidade Federal da Paraíba, 2013 UNGAR, Mônica L.; GERMANO, PEDRO, M. L.; Prevalência da cisticercose bovina no Estado de São Paulo (Brasil) Rev. Saúde Pública [online]. 1992, vol.26, n.3, pp.167-172. ISSN 0034-8910. http://dx.doi.org/10.1590/S0034-89101992000300007. URQUHART G. M.; J. ARMOUR; J. L. DUNCAN; A. M. DUNN; F. W. JENNINGS. - Parasitologia Veterinária - 2a Edição – Classe Cestoda – Família Taenidae – Pag 105-108 / 1996