“ Discurso e Textos na sala de aula”  PCOP Adriana de Oliveira
Reflexões sobre a formação de leitores e produtores de textos <ul><li>Planejar qualquer processo formativo é sempre uma ta...
Reflexões sobre a formação de leitores e produtores de textos <ul><li>Planejar qualquer processo formativo é sempre uma ta...
Reflexões sobre a formação de leitores e produtores de textos <ul><li>Tendências pedagógicas que estruturam a educação </l...
Reflexões sobre a formação de leitores e produtores de textos <ul><li>Todas as esferas da atividade humana, por mais varia...
Reflexões sobre a formação de leitores e produtores de textos <ul><li>Qualquer enunciado considerado isoladamente é, claro...
Discursos e Textos <ul><li>Discurso   </li></ul><ul><li>Ideológico </li></ul><ul><li>Cultural </li></ul><ul><li>Histórico ...
“ ... Universo discursivo...” Discurso  Pedagógico  Discurso Político Discurso Religioso Discurso Científico Discurso Soci...
Os discursos se materializam em textos
Primeiras leituras <ul><li>Gênero:  Anúncio publicitário </li></ul><ul><li>Função social... </li></ul><ul><li>Contexto de ...
Anúncio Publicitário
Anúncio Publicitário
Primeiras leituras <ul><ul><li>Canção: </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>“ Amor, I love you” – Marisa Monte </li></ul></ul></ul>
O conceito de gênero (I) <ul><li>Objeto de ensino: gênero </li></ul>Entender o conceito Que gênero é esse? Isso é suporte ...
Analisando... <ul><ul><li>Possíveis Discursos ... </li></ul></ul><ul><ul><li>Artístico </li></ul></ul><ul><ul><li>Musical ...
PARA QUÊ? POR QUE? ONDE?
O conceito de gênero (II) <ul><li>“ Tipos relativamente estáveis de enunciados, presentes em cada esfera da atividade huma...
O conceito de gênero (III) <ul><li>Há gêneros que nem nome conseguimos dar porque ainda não se cristalizaram; </li></ul><u...
O conceito de gênero (IV) <ul><li>Questão de Princípios </li></ul><ul><li>Nasceu em 29 de fevereiro. Insistia em só soprar...
Atividade <ul><li>Leia a comanda e escreva o que é pedido. </li></ul>
Atividade <ul><li>Diferentes situações de  “falar de si”  : </li></ul><ul><li>1) Seu artigo sobre o ensino de gêneros foi ...
O conceito de gênero <ul><li>Como então lidar com essa “fluidez” em sala de aula? </li></ul>
Como então lidar com essa “fluidez” em sala de aula? <ul><li>Ativação de conhecimento prévio; </li></ul><ul><li>Estabeleci...
Como então lidar com essa “fluidez” em sala de aula? Gênero do Discurso Conteúdo Temático Forma Composicional Estilo
Etapa 2 – texto – Mitologia Kaigang <ul><li>O primeiro registro da mitologia kaingang devemos a Telêmaco Borba, que public...
Etapa 2  – Texto Judaíco-Cristão <ul><li>Gênesis -  Capítulo 1 </li></ul><ul><li>1    No princípio, criou Deus os céus e a...
 
Conhecendo diferentes gêneros discursivos e diferentes gêneros textuais <ul><li>“ Gera”  expectativas da Situação de Apren...
Conhecendo diferentes gêneros discursivos e diferentes gêneros textuais <ul><li>Discurso Pedagógico </li></ul><ul><li>Disc...
<ul><li>Talvez sementes ... </li></ul><ul><li>“ Eu pertenço à fecundidade e crescerei enquanto crescem as vidas: sou jovem...
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Ot 23 08-2010[1]

  1. 1. “ Discurso e Textos na sala de aula” PCOP Adriana de Oliveira
  2. 2. Reflexões sobre a formação de leitores e produtores de textos <ul><li>Planejar qualquer processo formativo é sempre uma tarefa complexa permeada por múltiplas dimensões. </li></ul><ul><li>Exige que se pense muito sobre muitas perspectivas para se priorizar os objetivos; elencar os conteúdos correspondentes; </li></ul><ul><li>tomar decisões sobre as estratégias de formação mais adequadas; </li></ul><ul><li>buscar materiais de apoio; </li></ul><ul><li>planejar as intervenções necessárias, propor ajustes a partir dos saberes dos participantes, etc. </li></ul><ul><li>(Jacqueline P.Barbosa) </li></ul>
  3. 3. Reflexões sobre a formação de leitores e produtores de textos <ul><li>Planejar qualquer processo formativo é sempre uma tarefa complexa permeada por múltiplas dimensões. </li></ul><ul><li>Exige que se pense muito sobre muitas perspectivas para se priorizar os objetivos; elencar os conteúdos correspondentes; </li></ul><ul><li>tomar decisões sobre as estratégias de formação mais adequadas; </li></ul><ul><li>buscar materiais de apoio; </li></ul><ul><li>planejar as intervenções necessárias, propor ajustes a partir dos saberes dos participantes, etc. </li></ul><ul><li>(Jacqueline P.Barbosa) </li></ul>
  4. 4. Reflexões sobre a formação de leitores e produtores de textos <ul><li>Tendências pedagógicas que estruturam a educação </li></ul><ul><li>Referenciais, contexto de proposição e elaboração do currículo da SEE/SP; </li></ul><ul><li>Formação do leitor/produtor de textos na perspectiva do gênero do Discurso. </li></ul><ul><li>Dialogismo </li></ul><ul><li>(M. Bahktin) </li></ul><ul><li>Sociointeracionista </li></ul><ul><li>(J.P. Bronkart) </li></ul><ul><li>Análise do Discurso </li></ul><ul><li>(D.Maingueneau) </li></ul>
  5. 5. Reflexões sobre a formação de leitores e produtores de textos <ul><li>Todas as esferas da atividade humana, por mais variadas que sejam, estão sempre relacionadas com a utilização da língua. A utilização da língua efetua-se em forma de enunciados (orais e escritos), concretos e únicos, que emanam dos integrantes duma ou doutra esfera da atividade humana. </li></ul><ul><li>(Bahktin, 2ed. 1997) </li></ul>
  6. 6. Reflexões sobre a formação de leitores e produtores de textos <ul><li>Qualquer enunciado considerado isoladamente é, claro, individual, mas cada esfera de utilização da língua elabora seus tipos relativamente estáveis de enunciados, sendo isso que denominamos gêneros do discurso . </li></ul><ul><li>A riqueza e a variedade dos gêneros do discurso são infinitas, pois a variedade virtual da atividade humana é inesgotável, e cada esfera dessa atividade comporta um repertório de gêneros do discurso que vai diferenciando-se e ampliando-se à medida que a própria esfera se desenvolve e fica mais complexa(...) </li></ul><ul><li>(Bahktin, 1997) </li></ul>
  7. 7. Discursos e Textos <ul><li>Discurso </li></ul><ul><li>Ideológico </li></ul><ul><li>Cultural </li></ul><ul><li>Histórico </li></ul><ul><li>Social... </li></ul><ul><li>Texto </li></ul><ul><li>materialização dos discursos </li></ul><ul><li>(representação/registro) </li></ul><ul><li>Orais / escritos / visuais </li></ul>
  8. 8. “ ... Universo discursivo...” Discurso Pedagógico Discurso Político Discurso Religioso Discurso Científico Discurso Social Discurso Humanista Cristã Oriental Educação Formal Mitológico Trabalho Trabalho
  9. 9. Os discursos se materializam em textos
  10. 10. Primeiras leituras <ul><li>Gênero: Anúncio publicitário </li></ul><ul><li>Função social... </li></ul><ul><li>Contexto de produção... </li></ul><ul><li>Estrutura estável (relativamente) </li></ul><ul><li>Gêneros do Discursos: </li></ul><ul><li>Capitalista </li></ul><ul><li>Consumo (oferta x procura) </li></ul><ul><li>Consumo do bem estar </li></ul><ul><li>Saúde </li></ul>
  11. 11. Anúncio Publicitário
  12. 12. Anúncio Publicitário
  13. 13. Primeiras leituras <ul><ul><li>Canção: </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>“ Amor, I love you” – Marisa Monte </li></ul></ul></ul>
  14. 14. O conceito de gênero (I) <ul><li>Objeto de ensino: gênero </li></ul>Entender o conceito Que gênero é esse? Isso é suporte ou gênero? Maria diz que isso é o gênero x , para mim, é y. E para você, o que é?
  15. 15. Analisando... <ul><ul><li>Possíveis Discursos ... </li></ul></ul><ul><ul><li>Artístico </li></ul></ul><ul><ul><li>Musical </li></ul></ul><ul><ul><li>Literário </li></ul></ul><ul><ul><li>Cinematográfico </li></ul></ul><ul><ul><li>Amor </li></ul></ul><ul><ul><li>Romântico </li></ul></ul><ul><ul><li>Religioso – Católico </li></ul></ul><ul><ul><li>Pedagógico </li></ul></ul><ul><li>Textos possíveis ... </li></ul><ul><li>Canção </li></ul><ul><li>Clipe musical </li></ul><ul><li>Literatura – prosa </li></ul><ul><li>(Primo Basilio, Madame Bovary) </li></ul><ul><li>Cinema </li></ul><ul><li>Carta de amor </li></ul><ul><li>Declaração de amor </li></ul><ul><li>Fotografia </li></ul>
  16. 16. PARA QUÊ? POR QUE? ONDE?
  17. 17. O conceito de gênero (II) <ul><li>“ Tipos relativamente estáveis de enunciados, presentes em cada esfera da atividade humana e sócio historicamente construídos”. </li></ul><ul><ul><li>“ O enunciado reflete as condições específicas e as finalidades de cada uma dessas esferas, não só por seu conteúdo ( temático ) e por seu estilo verbal , ou seja, pela seleção operada nos recursos da língua - recursos lexicais, fraseológicos e gramaticais - mas também, e sobretudo, por sua construção composicional .” (p. 280) </li></ul></ul><ul><li>(Bakhtin, 1997) </li></ul>
  18. 18. O conceito de gênero (III) <ul><li>Há gêneros que nem nome conseguimos dar porque ainda não se cristalizaram; </li></ul><ul><li>Há gêneros que suscitam dúvidas em relação ao que são, pois são muito recentes ou muito típicos de um determinado autor. </li></ul>
  19. 19. O conceito de gênero (IV) <ul><li>Questão de Princípios </li></ul><ul><li>Nasceu em 29 de fevereiro. Insistia em só soprar velas a cada quatro anos. </li></ul>
  20. 20. Atividade <ul><li>Leia a comanda e escreva o que é pedido. </li></ul>
  21. 21. Atividade <ul><li>Diferentes situações de “falar de si” : </li></ul><ul><li>1) Seu artigo sobre o ensino de gêneros foi publicado em uma conceituada revista acadêmica brasileira. Você precisa escrever uma biodata (pequena biografia) para sair na publicação. </li></ul><ul><li>2) Você se cadastrou em um site de relacionamentos. Escreva seu perfil para colocar no site. </li></ul><ul><li>3) Você está participando de uma entrevista de emprego para ser professor de português em uma escola particular. O entrevistador pede para você falar um pouco de você e de sua experiência. </li></ul><ul><li>4) É o primeiro dia de aula em um curso para professores. Você é um dos alunos e não conhece ninguém. Está na sua hora de se apresentar para a turma. </li></ul><ul><li>5) É o primeiro dia de aula em um curso para professores. Você conhece boa parte da turma, que já fez outros cursos com você. A professora pede para você se apresentar para o grupo. </li></ul>
  22. 22. O conceito de gênero <ul><li>Como então lidar com essa “fluidez” em sala de aula? </li></ul>
  23. 23. Como então lidar com essa “fluidez” em sala de aula? <ul><li>Ativação de conhecimento prévio; </li></ul><ul><li>Estabelecimento dos Objetivos; </li></ul><ul><li>Antecipação /levantamentos de hipóteses; </li></ul><ul><li>Trabalho de Articular disciplinas e desenvolver capacidade de leitura e escrita; </li></ul>
  24. 24. Como então lidar com essa “fluidez” em sala de aula? Gênero do Discurso Conteúdo Temático Forma Composicional Estilo
  25. 25. Etapa 2 – texto – Mitologia Kaigang <ul><li>O primeiro registro da mitologia kaingang devemos a Telêmaco Borba, que publicou, em 1882, o mito de origem do povo kaingang e o mito da origem do milho. O primeiro narra a história dos irmãos mitológicos Kamé e Kairu que, após o grande dilúvio, saíram do interior da serra Crinjijimbé. “Em tempos idos, houve uma grande inundação que foi submergindo toda a terra habitada por nossos antepassados. Só o cume da serra Crinjijimbé emergia das águas. Os Caingangues, Cayrucrés e Camés nadavam em direção a ela levando na boca achas de lenha incendiadas. Os Cayrucrés e os Camés cansados, afogaram-se; suas almas foram morar no centro da serra...” Depois que as águas secaram, os Caingangues se estabeleceram nas imediações de Crinjijimbé. Os Cayrucrés e Camés, cujas almas tinham ido morar no centro da serra, principiaram a abrir caminho pelo interior dela; depois de muito trabalho chegaram a sair por duas veredas” </li></ul>
  26. 26. Etapa 2 – Texto Judaíco-Cristão <ul><li>Gênesis - Capítulo 1 </li></ul><ul><li>1   No princípio, criou Deus os céus e a terra. </li></ul><ul><li>2   A terra, porém, estava sem forma e vazia; havia trevas sobre a face do abismo, e o Espírito de Deus pairava por sobre as águas. </li></ul><ul><li>3   Disse Deus: Haja luz; e houve luz. </li></ul><ul><li>4   E viu Deus que a luz era boa; e fez separação entre a luz e as trevas. </li></ul><ul><li>5   Chamou Deus à luz Dia e às trevas, Noite. Houve tarde e manhã, o primeiro dia. </li></ul><ul><li>6   E disse Deus: Haja firmamento no meio das águas e separação entre águas e águas. </li></ul><ul><li>7   Fez, pois, Deus o firmamento e separação entre as águas debaixo do firmamento e as águas sobre o firmamento. E assim se fez. </li></ul><ul><li>8   E chamou Deus ao firmamento Céus. Houve tarde e manhã, o segundo dia. </li></ul><ul><li>9   Disse também Deus: Ajuntem-se as águas debaixo dos céus num só lugar, e apareça a porção seca. E assim se fez. </li></ul><ul><li>... </li></ul><ul><li>24   Disse também Deus: Produza a terra seres viventes, conforme a sua espécie: animais domésticos, répteis e animais selváticos, segundo a sua espécie. E assim se fez. </li></ul><ul><li>26   Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam pela terra. </li></ul><ul><li>27   Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. </li></ul>
  27. 28. Conhecendo diferentes gêneros discursivos e diferentes gêneros textuais <ul><li>“ Gera” expectativas da Situação de Aprendizagem: </li></ul><ul><li>Ler e compreender as informações presentes nos textos lidos; </li></ul><ul><li>Relacionar as informações presentes em diferentes textos; </li></ul><ul><li>Reconhecer os discursos compartilhados; </li></ul><ul><li>Valorizar a diversidade do patrimônio cultural, por meio da análise de diferentes produções relativas a (origem da vida). </li></ul>
  28. 29. Conhecendo diferentes gêneros discursivos e diferentes gêneros textuais <ul><li>Discurso Pedagógico </li></ul><ul><li>Discurso Social </li></ul><ul><li>Filosofia da Linguagem </li></ul>
  29. 30. <ul><li>Talvez sementes ... </li></ul><ul><li>“ Eu pertenço à fecundidade e crescerei enquanto crescem as vidas: sou jovem com a juventude da água, sou lento com a lentidão do tempo, sou puro com a pureza do ar, escuro com o vinho da noite e só estarei imóvel quando seja tão mineral que não veja nem escute, nem participe do que nasce e cresce. Quando escolhi a selva para aprender a ser, folha por folha, estendi as minhas lições e aprendi a ser raiz, barro profundo, terra calada, noite cristalina, e pouco a pouco mais, toda a selva.” (NERUDA, Pablo. O Caçador de raízes. Antologia Poética, José Olympio, 1994, p. 232.) </li></ul>

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