Roteiro de aprendizagem2

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Roteiro de aprendizagem2

  1. 1. ROTEIRO DE APRENDIZAGEM: PROPOSTA REFLEXIVA SOBRE O ATO EDUCATIVO FOLHA DO EDUCADOR(A) SEMANA PAULO FREIRE - ETEC DE SAPOPEMBA Objetivo Geral: compreender a importância de Paulo Freire para o processo de ensino e aprendizado. Objetivos específicos: • Conhecer sobre o cidadão nordestino; • Compreender a relação: trabalho, cultura e leitura de mundo; • Analisar as relações destes conceitos anteriores com o curso técnico • Criar linguagens artísticas sobre a relação: trabalho, cultura e leitura de mundo; Proposta: No sábado dia 17/05 os educandos assim que adentrarem, receberam fichas conduzindo cada estudante a uma respectiva sala de aula. Deste modo, teremos uma fusão de educandos e diversidades de opiniões e muitas reflexões. Para tanto, dividimos a nossa oficina reflexiva em três etapas. A primeira refere-se ao processo de conhecer um pouco sobre a vida do educador Freire. Na segunda etapa destacamos o processo leitor das fichas reflexivas “Reler o Mundo: as fichas de cultura”, ou seja, os educandos devem refletir sobre os textos, imagens e suas relações entre: trabalho, cultura e leitura de mundo. Por último, os educandos devem representar as suas conclusões de forma lúdica (sugestões: teatro dança, pintura, escultura corporal, etc). Toda apresentação será realizada no estacionamento da escola. Organização horários Fases Primeira Segunda Terceira PRIMEIRA ETAPA: Trabalhando os conhecimentos prévios a) Fale que hoje vamos conversar e refletir sobre o grande educador brasileiro: Paulo Freire. Ele nasceu em 19 de setembro de 1921, numa segunda-feira, nascia em Recife (PE) Paulo Freire, o quarto filho do militar Joaquim Temístocles Freire, que estava muito enfermo e sua mãe: Edeltrudes Neves Freire. b) Coloque apenas o nome completo de Paulo Freire. Questione os educandos sobre os possíveis significados do nome completo de Paulo Freire (o que esta em negrito), em seguida escreva na lousa e explique os significados do nome e prenomes: PAULO REGLUS NEVES FREIRE Nomes e Significados Paulo: de pequena estatura(latim) Reglus: Regulus: pequeno rei (latim) Freire: irmão, frei (do latim frater e posteriormente do francês frère)
  2. 2. c) Converse com os educandos questionando: -1) Seria possível alfabetizar um adulto em 45 dias? - 2) Como é a relação da leitura com o contexto social em que o individuo encontra-se? Texto apoio para ajudar o educador a refletir e explicar para os educandos. Comente que a resposta da segunda questão será o trabalho que vamos construir em conjunto. O Método Paulo Freire consiste numa proposta para a alfabetização de adultos desenvolvida pelo educador, o método nasceu em 1962 quando Freire era diretor do Departamento de Extensões Culturais da Universidade do Recife onde formou um grupo para testar o método na cidade de Angicos, RN onde alfabetizou 300 cortadores de cana em apenas 45 dias, Freire criticava o sistema tradicional, o qual utilizava a cartilha como ferramenta central da didática para o ensinar da leitura e da escrita. Ascartilhas ensinavam pelo método da repetição de palavras soltas ou de frases criadas de forma forçosa, que comumente se denomina como linguagem de cartilha, por exemplo “Eva viu a uva”, “o boi baba”, “a ave voa”, dentre outros. “Não basta saber ler que Eva viu a uva. É preciso compreender qual a posição que Eva ocupa no seu contexto social, quem trabalha para produzir a uva e quem lucra com esse trabalho.”(Paulo freire) O método propõe a identificação das palavras-chave do vocabulário dos alunos - as chamadas palavras geradoras. Elas devem sugerir situações de vida comuns e significativas para os integrantes da comunidade em que se atua, como por exemplo, "tijolo" para os operários da construção civil. Diante dos alunos, o professor mostrará lado a lado a palavra e a representação visual do objeto que ela designa. Os mecanismos de linguagem serão estudados depois do desdobramento emsílabas das palavras geradoras. O conjunto das palavras geradorasdeve conter as diferentes possibilidades silábicas e permitir o estudo de todas as situações que possam ocorrer durante a leitura e a escrita. SEGUNDA ETAPA: Leitura das fichas reflexivas 1) Entre as folhas intituladas “Reler o Mundo: as fichas de cultura”. Peça para os educandos, organizarem-se em grupos. Lerem as imagens, e refletirem sobre o que se tratam. Em seguida, solicite que discutam as ideias principais, que seguem abaixo, escreva na lousa: 2) “1ª situação — o homem no mundo e com o mundo. 3) 2ª) o diálogo entre os homens mediatizado pela natureza; Palavras-chave: 1ª) situação — o homem no mundo e com o mundo. 2ª) o diálogo entre os homens mediatizado pela natureza; 3ª) o caçador iletrado, o índio; 4ª) o caçador letrado, a cultura letrada, diferenças de culturas, 5ª) o caçador gato, cultura e natureza;
  3. 3. 4) 3ª) o caçador iletrado, o índio; 5) 4ª) o caçador letrado, a cultura letrada, diferenças de culturas, 6) 5ª) o caçador gato, cultura e natureza; Texto de apoio para o educador(a): Sugere que digam o que estão vendo: o que a figura mostra? Quais são as partes, os elementos dela? O que será que ela quer dizer? Com o que é que parece? Este é o desenho que foi usado nos primeiros círculos de cultura do Nordeste. A discussão dele pode tomar todo o tempo da primeira reunião do círculo. Pode continuar no outro dia. Paulo Freire escreveu assim sobre esta gravura: “1ª situação — o homem no mundo e com o mundo. Natureza e cultura. “Através do debate desta situação, em que se discute o homem como um ser de relações, se chega à distinção entre os dois mundos — o da natureza e o da cultura. Percebe-se a posição normal do homem como um ser no mundo e com o mundo”. “Como um criador e recriador que, através do trabalho, vai alterando a realidade. Com perguntas simples, tais como: quem fez o poço? Por que o fez? como o fez? quando?, que se repetem com relação aos demais ‘elementos’ da situação, emergem dois conceitos básicos: o de necessidade e o de trabalho e a cultura se explicita num primeiro nível, o de subsistência, O homem fez o poço porque teve necessidade de água. E o fez na medida em que, relacionando-se com o mundo, fez dele objeto de seu conhecimento. Submetendo-o, pelo trabalho, a um processo de transformação. Assim, fez a casa, sua roupa, seus instrumentos de trabalho. A partir daí, se discute com o grupo, em termos evidentemente simples, mas criticamente objetivos, as relações entre os homens, que não podem ser de dominação nem de transformação, como as anteriores, mas de sujeitos” (Educação como Prática da Liberdade). SEGUNDA FASE: linguagens artísticas a) Os educandos devem usar a imaginação. b) Criar linguagens artísticas sobre a relação: trabalho, cultura e leitura de mundo. Utilizando teatro, música, expressão corporal, etc. c) Apresentar no estacionamento para toda a escola.
  4. 4. Reler o Mundo: as fichas de cultura

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