Slides unidade 5

4.467 visualizações

Publicada em

0 comentários
9 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
4.467
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
2
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
319
Comentários
0
Gostaram
9
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Slides unidade 5

  1. 1. Unidade 5 Estudo sobre os GÊNEROS TEXTUAIS
  2. 2. Iniciando a conversa São objetivos dessa unidade: • entender a concepção de alfabetização na perspectiva do letramento; • analisar e planejar projetos didáticos para turmas de alfabetização, integrando diferentes componentes curriculares, e atividades voltadas para o desenvolvimento da oralidade, leitura e escrita; • conhecer os recursos didáticos distribuídos pelo Ministério da Educação e planejar situações didáticas em que tais materiais sejam usados.
  3. 3. “O que você entende por alfabetizar letrando? Você acha possível trabalhar a leitura e a produção de diversos textos em turmas de alunos ainda não alfabéticos? Se sim, como este trabalho poderia acontecer?” - Ano 1, p. 45 “Por que é importante a escola trabalhar com gêneros textuais?” - Ano 2, p. 46 “Você acredita que existem gêneros mais fáceis e mais difíceis de serem apropriados pelas crianças? Por quê? Quais critérios você utiliza para escolher os gêneros textuais que irá abordar com seus alunos ao longo do ano letivo? Você acha que o mesmo gênero textual pode ser trabalhado em anos diferentes de escolaridade? Por quê?” - Ano 3, p. 45 “Por quê é importante a escola trabalhar com gêneros textuais e não com textos?” - Campo, p. 55
  4. 4. DE ONDE VEM A PROPOSTA DE TRABALHO COM GÊNEROS TEXTUAIS? • PCN de 1ª a 4ª séries (1º e 2º ciclos) – 1997 – Entre os objetivos: • Ler autonomamente gêneros previstos para o ciclo; • Escrever textos coesos e coerentes pertinentes aos gêneros previstos para o ciclo, adequados aos objetivos e aos leitores pretendidos.
  5. 5. POR QUE OS PCN’s PROPÕEM TRABALHO COM GÊNEROS? • Nós não falamos e escrevemos palavras, nem frases, nem textos, nós falamos e escrevemos gêneros. • Os textos que usamos nas diferentes práticas sociais de linguagem pertencem a gêneros adequados a cada esfera comunicativa.
  6. 6. O que escrevemos e o que lemos na sociedade ?
  7. 7. O que escrevemos e o que lemos na sociedade ?
  8. 8. LEITURA DO ANÚNCIO • Qual é a imagem da anúncio? • Qual é o título do anúncio? • Qual é a intenção do anúncio? • Quem deve ter escrito? • A quem se destina ? • Vamos ler o restante do texto? • Por que o anunciante informou as características do animal e forneceu seus telefones?
  9. 9. • Porque é importante que os alunos desenvolvam uma ampla familiaridade com os modos de construir significados por meio da língua escrita, com os diferentes gêneros textuais, com os propósitos que buscamos alcançar quando lemos ou escrevemos e com as formas de circulação de textos. POR QUE ENSINAR GÊNEROS TEXTUAIS NA ESCOLA? Batista (2010)
  10. 10. GÊNEROS DO DISCURSO “[...] cada campo de utilização da língua elabora seus tipos relativamente estáveis de enunciados, os quais denominamos gêneros do discurso” (BAKHTIN, 2003). Esferas da atividade humana Enunciados Gêneros do discurso
  11. 11. A expressão esfera designa uma instância de produção discursiva ou de atividade humana. As atividades humanas têm semelhanças entre si e podem ser agrupadas: áreas específicas de cada um dos trabalhos que a humanidade faz, área das atividades cotidianas, área religiosa, área jornalística, área literária, área escolar, etc. Cada campo de atividade humana tem sua linguagem própria, com gêneros textuais bastante específicos. Essas esferas não são textos nem discursos, mas propiciam o surgimento de discursos. (MARCUSCHI, 2003, p. 23) ESFERAS DA ATIVIDADE HUMANA
  12. 12. A programação da televisão é uma ampla área de atividade humana e pode ser usada como um "painel" para observarmos quanto precisamos nos apropriar de diferentes gêneros para compreendermos o que é transmitido e sermos críticos em relação às ideias que nela circulam: notícia, entrevista, reportagem, propaganda, novela, desenho animado etc.
  13. 13. (ROJO, 2009) ESFERAS DA ATIVIDADE HUMANA
  14. 14. MODALIDADES DE USO DA LÍNGUA ESFERAS ESCRITA ORALIDADE JORNALÍSTICA editoriais; notícias; reportagens; nota social; artigo de opinião etc. entrevistas; notícia de rádio; reportagens ao vivo etc. RELIGIOSA orações; catecismo; homilias; jaculatórias; penitências etc. sermões; confissão; rezas; cantorias; orações etc. SAÚDE receita médica; bula de remédio; parecer médico etc. consulta; entrevista médica; conselho; etc. COMERCIAL rótulo; nota de venda; fatura; nota de compra; comprovante de pagamento etc. publicidade de feira; publicidade de TV; publicidade de rádio etc. INDUSTRIAL instruções de montagem; descrição de obras; código de barras; avisos etc. ordens JURÍDICA contratos; leis; regimentos; estatutos; certidão de batismo; diplomas; regras etc. tomada de depoimento; declarações; inquérito judicial etc. (MARCUSCHI, 2008, p.194)
  15. 15. OS GÊNEROS TEXTUAIS EM FOCO: PENSANDO NA SELEÇÃO E NA PROGRESSÃO DOS ALUNOS Três esferas precisam ser priorizadas nos anos iniciais do ensino fundamental: •a literária: conto, fábula, lenda, poema etc. •a acadêmica/escolar: textos de ciências, história e geografia, resumo, relato de experiência, verbete de dicionário etc. •a midiática: blog, chat, e.mail, telejornal, reportagem, programa radiofônico, etc.
  16. 16. Os diferentes textos a serviço da perspectiva do alfabetizar letrando “Por que, apesar de usarmos textos diversos em sala de aula, trabalhando numa perspectiva do letramento, não conseguimos alfabetizar os alunos?” (Ano 1, p. 09)
  17. 17. POR QUE ENSINAR GÊNEROS TEXTUAIS NA ESCOLA? A língua se configura como uma forma de ação social, situada num contexto histórico, representando algo do mundo real. O texto, portanto, não é uma construção fixa e abstrata, mas, sim, palco de negociações e produções de múltiplos sentidos. Assim, numa perspectiva sócio interacionista, os eixos centrais do ensino da língua materna são a compreensão e a produção de textos.
  18. 18. POR QUE ENSINAR GÊNEROS TEXTUAIS NA ESCOLA? Os textos são produzidos em situações marcadas pela cultura e assumem formas e estilos próprios, também historicamente marcados. Pode-se dizer que a comunicação verbal só é possível por meio de algum gênero, o qual se materializa em textos que assumem formas variadas e atendem propósitos diversos. Nessa discussão, é importante distinguir gêneros textuais e tipos textuais.
  19. 19. Schneuwly e Dolz (2004) POR QUE ENSINAR GÊNEROS TEXTUAIS NA ESCOLA? Os gêneros são instrumentos culturais disponíveis nas interações sociais. São historicamente mutáveis e relativamente estáveis. Emergem em diferentes esferas discursivas e se concretizam em textos, que são singulares.
  20. 20. “Aprendemos a moldar nossa fala às formas do gênero e, ao ouvir a fala do outro, sabemos de imediato, bem nas primeiras palavras, pressentir- lhe o gênero, adivinhar-lhe o volume (a extensão aproximada do todo discursivo), a dada estrutura composicional, prever-lhe o fim. (…) Se não existissem os gêneros do discurso e se não os dominássemos, se tivéssemos de construir cada um de nossos enunciados, a comunicação verbal seria quase impossível.” POR QUE ENSINAR GÊNEROS TEXTUAIS NA ESCOLA? Bakhtin (1997, p. 302)
  21. 21. CARACTERÍSTICAS DOS GÊNEROS DISCURSIVOS Conteúdo temático Estrutura composicional Estilo
  22. 22. 1. Conteúdo temático: os temas que costumam abordar (e o tratamento mais usual dado a estes temas). Exemplo: o tema casamento, pode estar presente nos gêneros poema, artigo de opinião ou HQ. 2. Estrutura composicional: a estruturação global mais comum, modelo social de organização textual que define quantas partes e em que ordem elas aparecerão. É como se fosse o esqueleto do gênero. 3. Estilo: os recursos sintáticos e lexicais (tempos e modos verbais, vocabulário, organizadores textuais, paragrafação, pontuação etc).
  23. 23. Quero me Casar (Carlos Drummond de Andrade) Quero me casar na noite na rua no mar ou no céu quero me casar. Procuro uma noiva loura morena preta ou azul uma noiva verde uma noiva no ar como um passarinho. Depressa, que o amor não pode esperar! Gênero: Poema
  24. 24. O Contrato de Casamento Na semana passada comemorei trinta anos de casamento. Recebemos dezenas de congratulações de nossos amigos, alguns com o seguinte adendo assustador: "Coisa rara hoje em dia". De fato, 40% de meus amigos de infância já se separaram, e o filme ainda nem terminou. Pelo jeito, estamos nos esquecendo da essência do contrato de casamento, que é a promessa de amar o outro para sempre. Muitos casais no altar acreditam que estão prometendo amar um ao outro enquanto o casamento durar. Mas isso não é um contrato [...] Gênero: Artigo de Opinião
  25. 25. Gênero: História em Quadrinhos
  26. 26. Sobre a História em Quadrinhos 1. Conteúdo temático: casamento 2. Estrutura composicional: os quadrinhos, as legendas, os balões, as metáforas visuais, as onomatopeias. Os quadrinhos são divididos de acordo com as ações. Em cada quadro representa- se uma ação ou parte de uma ação, que será completada com o quadro posterior, dando-nos a ideia de movimento, ação, continuidade. 3. Estilo: mais informal
  27. 27. TIPOS TEXTUAIS • São sequências definidas pela natureza linguística da sua composição: narração, exposição, argumentação, descrição, injunção. • São categorias teóricas determinadas pela organização dos elementos lexicais, sintáticos, tempo verbal e relações lógicas presentes nos conteúdos a serem falados ou escritos. • Quando nomeamos um certo texto como narração ou argumentação, não estamos nomeando o gênero e sim o predomínio de um tipo de sequência de base. (MARCUSCHI, 2005; MENDONÇA 2005; SANTOS, MENDONÇA & CAVALCANTE, 2006).
  28. 28. Com uma proposta de aprendizagem em espiral, um mesmo gênero pode ser trabalhado em anos escolares diversos ou até na mesma série, com variações e aprofundamento diversos. Mendonça e Leal (2005) IMPORTANTE ! POR QUE ENSINAR GÊNEROS TEXTUAIS NA ESCOLA?
  29. 29. . APRENDIZAGEM EM ESPIRAL A aprendizagem em espiral defendida por Dolz e Schneulwy concretiza a retomada dos gêneros ao longo do processo de escolarização, tratados com novos olhares e com a descoberta de novas facetas dos mesmos. A organização do trabalho com os gêneros textuais em cada ano escolar depende dos objetivos pedagógicos propostos e das habilidades e competências que se pretende explorar. (Ano 2, p.31) Mendonça e Leal (2005)
  30. 30. OS GÊNEROS TEXTUAIS EM FOCO: PENSANDO NA SELEÇÃO E NA PROGRESSÃO DOS ALUNOS Por que escolher, em cada ano, exemplares de gêneros de diferentes agrupamentos? Primeiro, porque os agrupamentos buscam garantir que diferentes finalidades sociais de leitura e escrita sejam contempladas em sala de aula, por meio de um trabalho sistemático com gêneros variados. Segundo, ao explorarmos um gênero de um agrupamento, estamos proporcionando que determinadas operações de linguagem sejam desenvolvidas, ou seja, aquelas mais intimamente ligadas a um agrupamento e não a outro.
  31. 31. Terceiro, há alunos com mais facilidade na produção de textos com a finalidade de debater temas controversos; outros em construir textos narrativos ficcionais. Ao variarmos os gêneros, daremos oportunidades aos alunos para também mostrarem suas melhores habilidades e, assim, contribuímos para mantê-los motivados a continuar seu processo de apropriação das práticas de linguagem. OS GÊNEROS TEXTUAIS EM FOCO: PENSANDO NA SELEÇÃO E NA PROGRESSÃO DOS ALUNOS Por que escolher, em cada ano, exemplares de gêneros de diferentes agrupamentos?
  32. 32. Referências • BAKHTIN, Mikhail. Estética da Criação Verbal. São Paulo: Martins Fontes, 2003. • MARCUSCHI, Luiz Antônio. Gêneros textuais: definição e funcionalidade. In DIONISIO, A.P.; MACHADO, A. R.; BEZERRA, M. A. Gêneros Textuais e Ensino. Rio de Janeiro: Lucerna, 2003. • MARCUSCHI, Luiz Antônio. Produção textual: análise de gêneros e compreensão. São Paulo: Parábola Editorial, 2008. • SOARES, Magda. Letramento e alfabetização: as muitas facetas. 26ª Reunião Anual da Anped, 2004. • SCHNEUWLY, Bernard; DOLZ Joaquim et al. Gêneros orais e escritos. Campinas: Mercado de Letras, 2004. • ROJO, Roxane. Letramentos múltiplos, escola e inclusão social. São Paulo: Parábola Editorial, 2009.

×