N.º 18 o ideias abril 98 ano iii digital

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N.º 18 o ideias abril 98 ano iii digital

  1. 1. Abril 98 Ano III Nº 18 A inteligência por si mesma pode ser praticamente SUMÁRIO inútil quando ocupa a totalidade do espaço das nossas vidas. De facto a capacidade para apreender as relações entre as coisas só assume alguma importância quando correlacionada com o sentido Pág. 2 "Não há nada mais permanenteafectivo, a moral, a criatividade, a expressão artística, o sentido que a mudança"ético, a imaginação, etc. A inteligência precisa de energia para brilhar e dehonestidade intelectual para se tornar fecunda. Há que Pág. 4 QUALIDADE - Moda de ontem,procurar ver a realidade tal como ela é e não como desejamos Estrela de hoje, Imperativo doque ela seja se quisermos contemplar a verdade em toda a sua amanhãnudez, o que só é possível se as actividades afectivas, sem asquais não há actividade intelectual, se reduzirem à forçainterior consubstanciada na inspiração que no fundo se traduz Pág. 6 "A Moeda Única na Reinvenção dana paixão de todo o ser que cria (seja ele cientista ou artista). Europa" A inteligência é uma característica comum aos sereshumanos, mas o seu desenvolvimento só é possível naquelesque possuem a faculdade de amar ou de odiar, pelo que em Pág. 8 Entrevista ao Presidente da A.E.educação é preciso assegurar acima de tudo o desenvolvimentoafectivo dos indivíduos de forma a assegurar-lhes o equilíbrioemocional necessário ao desenvolvimento da inteligência cuja Pág. 10 Economia: Que Futuro?manifestação pode estar associada à vontade dos indivíduos,da mesma forma que a falta de inteligência pode estarassociada à falta de vontade. De facto tudo o que a humanidade Pág. 11 Bill Gatesalcança é fruto dum esforço colectivo movido pela paixão dealguns indivíduos, pelas suas vontades ou pelos seus ideais. Foiassim aquando da criação da CEE e é assim que está a ser Pág. 12 Residência continua com problemasconduzido o processo que culminará com o nascimento daMoeda Única, cujo sucesso ou fracasso não está somente nosaber e no fazer, mas também no fazer-saber e no saber-fazer. Pág. 14 Paginação Electrónica José Luís Carvalho A Sua Nova Escola de Línguas em Santarém ESCOLA DE LÍNGUAS DE SANTARÉM, LDA Praceta Alves Redol, 15 - 2000 SANTARÉM Telef.: 29009
  2. 2. ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ “Não há nada mais permanente que... Longe vai o tempo em que o desafio à nossa paciência e boa vontade empresas devem assumir um papel de“canudo” na mão e uma vontade de que vamos vencendo , à medida que certo radicalismo, isto é, ir ao núcleo, àtrabalhar eram a chave para uma vamos conseguindo, os passos raíz do problema. O que significacarreira de sucesso ou, já para não fundamentais da criação de um projecto centrar-se nas questões fundamentais,sonhar tão alto, para conseguir um que é verdadeiramente nosso. com a brevidade que a constanteemprego razoável. É esta a opção! Quando se é jovem e mudança exige. Hoje em dia, não só a nível nacional ainda com a capacidade para sonhar e A gestão da mudança vai depender(uma vez que não temos o privilégio de arriscar. Ousar é a solução. Há que em grande parte do papel que o gestorsermos os únicos), mas um pouco por apostar numa gestão de mudança, está disposto a tomar dentro de umatodo o mundo, os jovens enfrentam uma voltada para o progresso e para a organização. Esta mudança vai implicarrealidade bem diferente! Arranjar inovação, destinada a entrar num uma grande reestruturação e tambémtrabalho, e não o emprego desejado é mercado competitivo e fundamental nos uma grande alteração na forma deuma tarefa cada vez mais complicada, nossos dias produzindo um produto de organizar as relações de trabalho.senão mesmo impossível, em algumas qualidade. Esta qualidade pode ser vista Segundo os citados autores aáreas. Como prova desta dificuldade como a adopção dos certificados velocidade e a intensidade destasurge a denominação que alguns autores ISO9000 e ISO14000 mas também como mudança tenderá a aumentar. Isto vaidão ao flagelo do desemprego a que se o valor intrínseco que se dá ao produto, obrigar os gestores a terem de tomarassiste actualmente “a praga do século isto é, a qualidade total, não só técnica, decisões cada vez mais rápidas e cadaXX”. mas a capacidade que um produto tem vez mais também de forma mais Tal como todas as epidemias que de superar outro. Ou seja, a mais--valia humilde.têm flagelado o planeta também esta não que um produto me oferece e que faz Como actualmente não há negóciostem um antídoto de fácil acesso. O dele a minha preferência. estáveis, a concorrência é muito feroz,fenómeno alastra a nível internacional, A permanência da mudança não há certezas absolutas. Uma sólidatal como todos os fenómenos de “Não há nada mais permanente que experiência profissional ou um títuloglobalização. Como aldeia global que a mudança”. A frase do filósofo grego académico já não conferem sapiênciasomos nos dias de hoje a partilha faz-se Heraclito nunca foi tão verdadeira. absoluta. Como tal muitos jovens, comoa todos os níveis: a economia está numa Incerteza, mudança, turbulência são nós, de forma empreendedora, deixam defase difícil, senão mesmo em fase de palavras que hoje em dia são proferidas lado o seu curso académico e lançam-serecessão e como consequência as constantemente. A incerteza instalou-se numa vida mais prática ou seguem emorganizações encontram-se fragilizadas definitivamente na gestão das paralelo a vida académica visandoe nós os jovens que todos os anos organizações, sejam estas rudimentares sempre o aprofundamento daacabamos os nossos cursos não ou as mais completas e modernas. Ao perspectiva mais prática em função davislumbramos um futuro seguro e contrário do que se possa pensar a teórica.estável. No entanto, uma nova turbulência não é passageira mas sim Como tal, é fundamental que osperspectiva pode surgir para nós: criar , definitiva. executivos se mantenham em constantearriscar, ir à luta, correr o risco, criar Segundo James Champy e Nithiu processo de inquietação e depostos de trabalho, criar perspectivas, Nohria, professores em Harvard a forma aprendizagem, apostando, sempre, numfazer parte de algo e participar na de enfrentar a mudança consiste em dar processo de formação contínua, pois estaeconomia do país. Resumindo: criar a resposta a 3 questões: é uma arma preciosa.nossa própria empresa. Não é fácil, mas 1- Como será a organização do · Papel do Gestora vontade, a curiosidade e os incentivos futuro? Com a evolução, a distinção entreque vão surgindo, vão-nos ajudando 2- Como gerir o processo de gestor e trabalhador será cada vez maisnesta tarefa inovadora e tão sedutora mudança? difícil de fazerpara nós. A burocracia e a boa vontade 3- Qual será o novo papel dos O novo papel do gestordos funcionários públicos podem líderes? ultrapassará as tradicionais funções deparecer uma barreira intransponível, Em todas as circunstâncias do planeamento, orçamento, organização,mas não o são, transformando-se num processo de gestão da mudança, as pessoal, controle e resolução de O Jornal "O Ideias" é Endereço para contactos: Director: José Luís Carvalho Ficha Técnica publicado nos meses de Janeiro, Jornal "O Ideias" - Escola Superior de Chefe de Redacção: Nuno Bernardo Março, Abril, Maio, Junho, Gestão de Santarém Redacção: Adriano Cruz e Sónia Carvalho Novembro e Dezembro com uma Complexo Andaluz Montagem: Rui Costa e Nuno Bernardo tiragem de 600 exemplares. Apartado 295 Revisão: José Luís Carvalho Pode ser fotocopiado para 2003 Santarém Codex Colaboraram neste número: João distribuição gratuita. Tel.:332121 Fax: 332152 Francisco Santos e Liliana Cristina Mendes Edição: Associação de Estudantes da ESGS Coordenação: Núcleo de Jornalismo Académico da ESGS Impressão: COPIMODEL 2
  3. 3. ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ Abril/1998 ... a mudança”problemas. As novas funções trarão 3. Integridade, capaz de transmitir · Tecnologianão só as tarefas de liderança, mas confiança · O papel dos governospara garantir o sucesso, o gestor que A Identidade vai implicar · Globalizaçãotiver a consciência da mudança que se questionar o que a organização significa A Tecnologia em especial a dafaz sentir, tem também que se debruçar num sentido mais amplo. De onde informação está a transformar tudo desobre os recursos humanos. A gestão de viémos? O que nos distingue? Para onde forma drástica. Tudo muda, não só asucesso não é só a Financeira é também vamos? Consiste fundamentalmente forma como se trabalha mas também aa gestão de recursos humanos que se em conseguir ver o que diferencia cada essência do trabalho.desenvolvem ao nível estratégico em organização. O papel dos governos está tambémque os principais objectivos devem A Iniciativa surge com o fim de não em mudança, uma vez que a posição emorientar-se em duas vertentes: o permitir que a organização estagne, relação á economia está a ser repensada.desenvolvimento da organização e a sendo a estagnação e o dogma os Em todo o mundo assiste-se ácapacidade dos gestores, que é maiores inimigos da mudança a privatização e ao incremento doactualmente, um ponto - chave no empresa tem que ter a capacidade de comércio livre. As organizações de todosucesso de qualquer organização. inovar. Ter a iniciativa de inovar. o mundo debatem-se para fornecer o A inovação vai ter que fazer parte A Integridade vai estabelecer os mesmo género de produto ou serviço,deste projecto de mudança que se abate alicerces da confiança, vai permitir que em qualquer altura ou local a preçosactualmente sobre as organizações. todas as comunicações sejam cada vez mais competitivos. Aos gestores caberão respon- verdadeiras e não levantem margens A globalização está a obrigar assabilidades adicionais: para dúvidas, isto é, que não sejam organizações a adaptarem-se de forma 1. O estabelecimento de uma questionáveis. diferente em vários aspectos da identidade própria de cada MAS, NO FIM DE CONTAS A estrutura organizacional. organização, ficando bem QUE SE DEVE ESTA MUDANÇA? definido os seus objectivos Há 3 pontos principais a que se Liliana Cristina Mendes 2. Capacidade de iniciativa deve esta constante mudança: FOTOS DO DESFILE DO CALOIRO Fotos por Sónia Carvalho 3
  4. 4. ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ - Q U A L I D A D E - Md d otm Certamente que frases como pela negativa, já que o espírito aos mesmos. “A partir de agora todos os proteccionista aliado com um nacio- A I.S.O. (International Standart oa e ne produtos certificados pelo nalismo exageradamente exacerbado, Organization) através do seu comité Instituto Português da conduziram a situações verdadeiramente técnico tenta aumentar o nível de Qualidade vão ter este Q“ ou degradantes em termos de aparelho qualidade, ao mesmo tempo que tenta “Esta marca vai fazer parte da produtivo, levando os níveis de qualidade premiar as empresas que desenvolvem sua vida“ fazem parte do seu para valores que, no mínimo, e tendo em esforços concertados para cumprirem os quotidiano, no entanto nem conta a conjuntura e realidade da época se requisitos inerentes a essas mesmas sempre assim foi. A qualidade e podem apelidar de insuficientes. normas, exercendo pressões sobre as todas as satisfações que esta nos Mas, um novo fôlego estava para instâncias governamentais no sentido de proporciona tiveram um longo chegar e, este consubstanciou-se nas criarem legislação específica cada vez caminho a percorrer. ideias de John Maynard Keynes, Joseph Juran mais apertada nesta matéria. Desde os mais longínquos e do General Douglas Mc. Arthur . Por outro lado, e voltando um pouco tempos que o homem se O primeiro pela sua genial política de à frase de abertura deste artigo, preocupou com a sua satisfação recuperação económica, baseada no sensibilizar os consumidores para o valor pessoal e com o seu conforto, no aumento da produção e no saneamento dos produtos cumpridores de tais normas entanto as duas premissas financeiro das empresas americanas, que possuem, quer em termos de enunciadas anteriormente eram em poucos anos transformou os EUA num compromissos preço/fiabilidade/portadoras de uma pequena nuance. Era autêntico “guru“ da qualidade. qualidade, quer em termos de satisfaçãodetentor de conforto e qualidade quem O segundo, pelos seus brilhantes pessoal do consumidor.tivesse ou capacidade financeira ou então estudos e trabalhos no campo da Na minha opinião tais pro-o que hoje chamamos em linguagem qualidade que ainda hoje são aplicados. cedimentos, sejam eles provenientes datipicamente de gestão Know How . Finalmente e quanto ao terceiro, ISO, ou das suas congéneres de âmbito Estávamos na chamada Idade Média permitam-me a audácia da afirmação ; nacional (Ex. IPQ) têm tido sucesso, e ase nesta época qualidade era facilmente pela sua dureza e irreverência quando empresas que adoptaram esse tipo deconfundida com luxo e ostentação. Em despediu todos os principais gestores das acções conseguem entre outros benefícios,suma, esta moda se é que assim se pode empresas japonesas, que teve como um rápido retorno do capital investido,chamar era, em regra, puro privilégio das consequência inesperada, o catapultar do aumento quer do volume de vendas querclasses mais favorecidas. Japão para o estrelato, sendo hoje uma das da sua credibilidade num mercado que Com a chegada do final do Século maiores potências mundiais em termos de cada vez mais assume a forma de “aldeiaXIX o conceito de qualidade vai sofrer o qualidade. global".primeiro abalo embora ainda um pouco Infelizmente em alguns países daténue. U.E. (incluindo Portugal), este tipo de Estrela de Hoje Como se sabe este período foi de Trata-se de uma das empresas peca pela escassez, e cabe acapital importância para as estruturas afirmações mais usadas e Governos, Associações de Empresários e aeconómicas actuais, já que se deram duas inerente a ela, são difundidas as algumas mentalidades maisRevoluções Industriais e lançaram-se mais diversas, no sentido de que conservadoras inverter esta tendência.bases para uma terceira que viria a a qualidade se transformeacontecer poucas décadas depois. naquilo que efectivamente é, ou Imperativo do Nesta época poder-se-á dizer que seja uma estrela. A crescente integraçãoquantidade e qualidade não eram dois A título de exemplo cite-se : económica, aliada com oconceitos miscíveis e, muito menos 1. “Zero Deffects“ crescente desmembramentocomplementares como são actualmente já 2. “Conformante to requirments“ e flexibilização dos Amanhãque a produção em série associada a uma 3. “Quality is Free“ mercados, faz-nos caminharânsia tenaz de redução de custos faziam 4. “Just in Time“ para aquilo que vulgarmentecom que a qualidade fosse um pouco 5. “Total Quality Management“ designamos por “aldeiaposta de parte. Eram invocados os Cada vez mais a qualidade global“, que, não se iráavultados investimentos que esta exigia e é importante, e a sua tem compadecer com qualquerpor outro lado a mentalidade de qualquer aumentado significativamente tipo de falhas ou qualquerindustrial que se prezasse tinha apenas muito por culpa de outro tipo de deficiênciasum único sentido; “A rentabilidade conceito: a certificação. qualitativas no que toca àsmáxima“. De uma forma muito simples pode empresas ou aos seus Nos anos subsequentes a produção dizer-se que certificação não é mais do que produtos.em série generalizou-se, mas nem por isso um conjunto de princípios, emanados de Todo aquele que nãofoi estabelecida uma relação de uma organização de âmbito internacional, for competitivo, simplesmente será banidoproporcionalidade directa com a e que têm dois objectivos primordiais: do mercado ou então, entrará numqualidade. 1. Padronização declínio de tal modo acentuado que a Aquando da grande depressão 2. Melhoria quer da qualidade única solução viável será o abandonar doeconómica de 1929 o conceito de intrínseca da generalidade dos mercado.qualidade sofreu um novo abalo, desta vez produtos, quer do serviço inerente A título de exemplo cite-se a 4
  5. 5. ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ Abril/1998 MODA DE ONTEM, ESTRELA DE HOJE, IMPERATIVO DO AMANHÃrealidade portuguesa. Segundo dados do Cabe aos governos e às associações Para finalizar, uma referência às maisINE mais de 90% do tecido empresarial é empresariais tornarem-se mais exigentes e recentes tendências ambientais, que noconstituído por PME’s, que muitas vezes mais rígidos, considerando a qualidade médio prazo também se irão assumir comosão criadas indo ao encontro de objectivos não como um factor acessório, mas como factores eliminatórios . Cite-se a título depuramente pessoais/monetários e um factor eliminatório para a aprovação exemplo a norma ISO 14000 (normainfelizmente em certas situações a velha e de todo e qualquer projecto empreendedor. amiga do ambiente), que conjugada com obrilhante frase de Henry Ford “Ofereço No caso de não o fazerem o risco é claro, TQM e com as filosofias de gestão ligadasum carro de qualidade aos meus clientes grave, e extremamente comprometedor já ao Ecomarketing, constituirão a chave dodesde que seja um Ford T e de cor preta“ que no muito curto prazo tais projectos sucesso na viragem do século.assenta na perfeição, quando estamos a tenderão para o fiasco, acarretandofalar da mentalidade de certos enormes prejuízos às entidades de onde João Francisco Santosempreendedores. são provenientes os financiamentos. Nova Legislação Nacional· Administração Pública · Acórdão do STJ n.º 2/98 de 8/1 – o art.º 43.º do Código · Port. n.º 1239/97 de 16/12 – faz a actualização das Comercial não foi revogado pelo art.º 519.º n.º 1 do Código prestações de invalidez, de velhice e de sobrevivência dos de Processo Civil de 1961, na versão de 1967, de modo que regimes de Segurança Social. só poderá proceder-se a exames dos livros e documentos· Benefícios Fiscais dos comerciantes quando a pessoa a quem pertençam · D.L. n.º 367/97 de 23/12 – altera o art.º 19.º do Estatuto tenha interesse ou responsabilidade na questão em que tal dos Benefícios Fiscais. apresentação for exigida.· Ensino · Comissão de Normalização Contabilística · D.L. n.º 373/97 de 23/12 – prorroga até 31/12/1999 a · Port. n.º 28/98 de 14/1 – altera a Port. n.º 262/87 de ¾ vigência do regime constante nos artigos 1.º e 2.º do D.L. que regulamenta as atribuições, organização e n.º 263/90 de 30/8, alterando o prazo estabelecido no art.º funcionamento da Comissão de Normalização 1.º do D.L. n.º 13/96, de 29/2. Contabilística. · D.L. n.º 13/98 de 24/1 – aprova o regime jurídico dos · Cooperativas de Solidariedade Social docentes de ensino de português no estrangeiro. · D.L. n.º 7/98 de 15/1 – regulamenta o regime jurídico das · D.L. n.º 1/98 de 2/1 – altera o Estatuto da Carreira dos cooperativas de solidariedade social. Educadores de Infância e dos Professores dos Ensinos · Infracções Fiscais Básico e Secundário. · Port. n.º 29/98 de 14/1 – estabelece o coeficiente de · D.L. n.º 4/98 de 8/1 – estabelece o regime jurídico das actualização das coimas previstas na legislação fiscal e escolas profissionais. aduaneira para vigorar no ano de 1998. · Port. n.º 6/98 de 6/1 – cria os cursos profissionais de · IVA técnico de Sistemas de Informação e de Técnico de · Lei n.º 4/98 de 12/1 – revoga o regime especial de Cinofilia. tributação dos pequenos contribuintes do IVA, aprovado e · Port. n.º 14/98 de 7/1 – regulamenta o exame publicado em anexo ao D.L. n.º 257-A/96 de 31/12. extraordinário de avaliação de capacidade para acesso aos · Contribuições e Impostos ensino superior. · Decl. Rectific. N.º 22-A/97 de 31/12 (3.º Supl.) – rectifica o· Fundos de Investimento D.L. n.º 321/97 de 26/11 que regulamenta a Unidade de · D.L. n.º 361/97 de 20/12 – altera o regime especial de Coordenação da Luta contra a Evasão e a Fraude Fiscal e constituição de fundos de investimento mobiliário por Aduaneira (UCLEFA). trabalhadores de sociedades em processo de · D.L. n.º 14/98 de 28/1 – cria um regime especial de reprivatização. dedução de prejuízos fiscais no âmbito dos processos do· Imposto sobre os produtos petrolíferos Gabinete de Coordenação para a Recuperação de · Port. n.º 1221-B/97, de 10/12 – fixa novas taxas para o Empresas. imposto sobre os produtos petrolíferos. · Cooperação Económica e Empresarial· Instituto do Emprego e Formação Profissional · D.L. n.º 16/98 de 29/1 – cria o Conselho Consultivo para a · D.L. n.º 374/97 de 23/12 – confere nova redacção aos art.os Cooperação Económica e Empresarial. 11.º, 12.º, 20.º e 23.º do Estatuto do IEFP, aprovado pelo · IRS D.L. n.º 247/85 de 12/7. · Port. n.º 33/98 de 21/1 – aprova novos modelos de· Justiça impressos destinados ao cumprimento da obrigação · D.L. n.º 375/97 e 24/12 – estabelece os normativos imposta na alínea a) do art.º 57.º do Código do IRS. técnicos destinados a facilitar e promover a organização · Trabalho e Segurança Social das condições práticas de aplicação e execução da pena · Dec. Regul. N.º 1/98 de 19/1 – introduz alterações à Lei de prestação de trabalho a favor da comunidade. Orgânica do Centro Nacional de Pensões. 5
  6. 6. ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ COLÓQUIO INTERNACIONAL Realizou-se na Universidade de produtos agrícolas a preços superiores aos mas disse achar que a União Económica eCoimbra nos dias 9 e 10 de Janeiro o praticados no mercado internacional. Monetária é necessária, contudo “oColóquio Internacional “A Moeda Única Convém também salientar que no processo está a ser mal conduzido”.na Reinvenção da Europa”. A Sessão de dizer de José da Silva Lopes o alargamento Por seu turno Alfredo Marques daAbertura, a Sessão Plenária e a Sessão de da União Europeia tende a ser feito sem Faculdade de Economia da UniversidadeEncerramento decorreram no auditório da que haja um aumento do esforço de Coimbra começou por defender na suaReitoria da Universidade que terá financeiro porque os contribuintes alemães intervenção que os custos de adesão àcapacidade para cerca de 600 pessoas e não estão dispostos a dispender esse Moeda Única não são quantificáveis e se oque foi manifestamente insuficiente para esforço, pelo que ao serem canalizadas são, são de natureza diferente o que nãoacolher todos quantos acorreram ao local mais verbas para o Leste Europeu e para permite comparações. No entanto estepara assistir a este evento, uma vez que as políticas de combate ao desemprego orador sempre foi avançando com oalguns dos estudantes da Faculdade de haverá certamente uma diminuição da benefício inerente à eliminação dos custosEconomia tiveram que se sentar nas parte do orçamento destinado a diminuir de transacção que será tanto maior quantoescadas. Além da Sessão Plenária o as assimetrias regionais, o que em termos maior for o volume de trocas intra-Colóquio contou com quatro sessões práticos quer dizer que cada vez será mais comunitárias dum país, sendo que é certoparalelas, todas elas bastante difícil a Portugal alcançar o nível de que Portugal e Irlanda terão a este nívelinteressantes, de forma que só tive pena de desenvolvimento dos restantes países da um benefício superior à Espanha ou ànão poder estar em quatro locais em comunidade. Grécia. No entanto Portugal terá mais asimultâneo. Por sua vez João Ferreira do Amaral, perder que outros países com a eliminação De entre as consequências (positivas conhecido professor do Instituto Superior das taxas de câmbio se em vez de termose negativas) do Euro apontadas por de Economia e Gestão, disse estar em linha de conta os custos de transacçãodiversos oradores contam-se a baixa das perfeitamente de acordo com a Europa a tomarmos por base a pouca diversificaçãotaxas de juro devido ao desaparecimento duas velocidades e foi mais longe ao da nossa economia o que faz com quedo prémio de risco, o que favorece o considerar prematura a nossa entrada no estejamos mais sujeitos a choquescrescimento e o desenvolvimento das primeiro pelotão dos países fundadores externos sejam eles simétricos ouregiões, assim como as menores taxas de da Moeda Única por causa da debilidade assimétricos. Em todo o caso Alfredoinflação e os menores défices orçamentais da nossa estrutura produtiva. Mas João Marques defende que o instrumentoo que se traduzirá em maiores Ferreira do Amaral teceu duras críticas à cambial é neutro no longo prazo. Esteinvestimentos e por consequência em mais forma como foi concebido o Tratado de orador defendeu ainda que a Moedacrescimento. Maastricht que ao focar-se no neo- Única poderá até implicar uma certa Mas a Moeda Única trará também no liberalismo com a justificação de que a emigração de mão-de-obra das regiõesentender de José da Silva Lopes (Conselho Europa estava a perder competitividade onde há mais desemprego para as regiõesEconómico e Social) maior vulne- esqueceu o Social, reduzindo, nomea- onde há mais oferta de emprego, norabilidade das regiões pobres a choques damente os níveis de protecção social. entanto esta mobilidade será sempreexternos e aqui Portugal terá muito a João Ferreira do Amaral considera limitada por razões linguísticas eperder na medida em que nenhum país da ainda que entre 1986 e 1990 a Europa culturais, sendo certo que a Europa não éComunidade importa tanta energia como desenvolveu uma política correcta em a América (EUA) e que a mobilidade dePortugal. Por outro lado o Euro ao termos económicos, mas demarca-se da mão-de-obra na Europa tem vindo acontribuir para a unificação da política política seguida depois de 1990 porque diminuir nas últimas décadas, sobretudoeconómica poderá traduzir-se numa fonte considera que o processo de aproximação a partir da década de 70. Em suma ade desentendimentos na medida em que à Moeda Única fez aumentar o intervenção de Alfredo Marques apontapode haver regiões com elevadas taxas de desemprego, havendo actualmente 18 para duas grandes conclusões:desemprego que necessitem duma política milhões de desempregados na Europa, 1.ª - as economias menos desen-expansionista. enquanto que entre 1986 e 1990 foram volvidas são as que têm mais a ganhar ou Ainda no entender de José da Silva criados 9 milhões de postos de trabalho menos a perder com a Moeda Única, masLopes não podemos continuar a viver com numa altura em que as economias são as que estão mais expostas a choques.taxas de câmbio flexíveis, ou seja o europeias cresceram apenas 3 a 3,5%, não 2.ª - as fortes ligações entre regiõesSistema Monetário Europeu tal como está tendo nunca sido criados tantos empregos como é o caso do Sul da Alemanha com oconcebido não é viável, tanto que há uns mesmo quando o crescimento económico norte de Itália, farão com que os choquesanos a moeda britânica saiu do SME e as atingia os 8%. Este professor do ISEG passem a afectar não os países, mas simbandas foram alargadas. Em termos justifica também o progressivo regiões de vários países, o que não éprodutivos continuamos a ter uma “desaparecimento” do interior português propriamente um benefício para os paísesagricultura pouco produtiva e pouco pelo facto de haver uma moeda única na periféricos, tal como Portugal.competitiva à qual são atribuídos alguns totalidade do território nacional, pois o De entre os restantes inúmerossubsídios, embora os montantes que são interior não possui nestes termos um oradores aos quais não posso fazeratribuídos a esta actividade sejam baixos mecanismo para contrariar a polarização. referência em tão pouco espaço devorelativamente a subsídios atribuídos a No final da sua intervenção Ferreira do salientar a intervenção do Professoroutros países da comunidade e além disso Amaral mostrou-se céptico relativamente à Boaventura de Sousa Santos que fez umacontinuamos a importar da Comunidade estabilidade da União Europeia pós-euro, abordagem sociológica acerca da criação 6
  7. 7. ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ Abril/1998 “A MOEDA ÚNICA NA REINVENÇÃO DA EUROPA”da Moeda Única e que foi talvez a Mário Soares, que presidiu à Sessão de língua”, como nenhum outro eurocépticointervenção mais aplaudida no decorrer Encerramento, devido ao facto de que participou no Colóquio.do Colóquio, mas que mereceu algumas Boaventura de Sousa e Santos se ter José Luís Carvalhoobservações de discordância por parte de mostrado um eurocéptico sem “papas na F r ansão ria em expUma indúst n para ambas as partes. encontro dos anseios do último sob pena de Definição genérica de Cada vez mais a satisfação dos afectação negativa dos lucros e consequente c franchising franchisados prende-se com a relação pioria da qualidade de vida do franchisado. h Certamente já todos bilateral estabelecida no contrato e cada vez = Dimensão Internacional do ouvimos falar no McDonalds i ou na Multiópticas que, gozam menos comperspectivado foro financeiro. Nesta os aspectos são considerados Franchising = Esta perspectiva assume importância s de uma cobertura geográfica pelos franchisados factores eliminatórios: quendo falamos de importação de marcas i serviço prestamque tão prezado invejável e, aos seus clientes. · As vantagens competitivas geradas; · As operações de fornecimento e registadas nomeadamente dos EUA sem se prestar a mínima atenção a questões de n Estas duas premissas têm um compra de publicidade. pormenor imbotidas na cultura intrínseca segredo que, quer queira quer não, Pelas duas premissas atrás enunciadas, do mercado alvo e, que só por si poderão g não passa de uma aliança perfeita não constitui qualquer tipo de surpresa a acarretar o falhanço do franchising (Ex. Os entre um detentor de concessões resposta dada pela generalidade dos centros comerciais por contraposição às (franchisador), e alguém que deseja franchisados quando questionados acerca ruas da baixa).adquiri-las (franchisado), este último tem de qual deve ser a característica mãe de um Nesta perspectiva devem ser fornecidaspreocupações evidentes de expansão e franchisador. ao franchisado por parte do franchisadorgeração de riqueza. A resposta é uma, e muito clara: “Terá de todo um conjunto de serviços na área do Hoje em dia o franchising, assume cada ser uma barra em Marketing“ Marketing, no sentido de cativar, motivar ovez mais a concessão sob a forma de = Questões a colocar antes da cliente e conduzir à sua consequenteempresas onde a marca e os direitos de celebração de um contrato de concessão= satisfação marginal.distribuição são acompanhados por todo Qualquer contrato de franchising envolve O papel da informaçãoum sistema de informação sobre, processos algum risco, e ninguém deve ser levado a Nos EUA este é um factor de capitalde produção e distribuição, detalhados pensar que, por celebrar um contrato da importância e, é inclusivamente objecto deplanos de mercado, procedimentos natureza descrita irá forçosamente gerar regulamentação específica (Uniform Franchisedocumentados bem como por um conjunto riqueza, como tal e para precaver eventuais Offering Circular).vasto de acções concertadas com vista à dissabores o franchisado deve colocar a si Na Europa tais pressupostos do foroinovação constante da empresa. próprio todo um conjunto de questões, de legal não existem e tem-se verificado que No entanto não podemos descurar a natureza social, económica, política etc., de pecam por pela sua não existência, uma vezvertente primária do franchising, que se onde poderemos realçar duas de capital que a coordenação de sinergias entreconsubstancia, na detenção múltipla por importância: franchisador e franchisado, uma boaparte do franchisador de diversos postos de · risco é suficientemente colmatado execução de planos e uma boa rede devenda. pelo valor comercial inquestionável comunicação são cada vez mais factores Para o franchisador é de capital que a marca possui, pelo efeito das críticos de sucesso. Quando a situaçãoimportância que os seus franchisados economias de escala, ou pelos antagónica se verifica o nível de satisfaçãoidentifiquem as necessidades dos seus esquemas de apoio que o dos intervenientes neste processo decairáclientes, no sentido de ir sempre ao encontro franchisador põe à disposição do com todos os malefícios que daí advêm.das necessidades dos mesmos. É este o franchisado? Perspectivas de Evoluçãosegredo do franchising que tão bons · A personalidade e o estilo de gestão O negócio do franchising, segundoresultados tem produzido. são receptivos à partilha de dados recentes representa cerca de 750 Solidificar a relação Franchisador – responsabilidades entre biliões anuais e , prevê-se que nos próximosFranchisado franchisador e franchisado? anos quer, o mercado Europeu, quer o Na opinião dos grandes especialistas Para além dos procedimentos descritos mercado Americano cresçam muito porna matéria tais como Erik Karp, nos últimos anteriormente deverá o franchisado inteirar- culpa do crescente espírito empreendedoranos a relação estabelecida entre se do formato da empresa, devendo haver que invadiu certos grupos sociais que cadafranchisados e franchisadores tem vindo a ainda mecanismos adequados de formação, vez mais “compram o seu emprego, naevoluir, tornando-se cada vez mais numa tendo em conta o grau de sofisticação do busca da tão esperada autonomia“.relação sólida e duradoura, e que ao mesmo franchisador, uma vez que toda a actividadetempo constitui um factor que gera riqueza subjacente ao franchising deverá ir ao João Francisco Santos 7
  8. 8. ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ Entrevista ao Presidente da ... O Ideias: Quais as motivações que pouco pessoal, eu penso que os pela realização da Semana Académicate levaram a formar uma lista para a problemas passam também um pouco este ano e que para a qual a nossa A.E.Associação de Estudantes? por toda a vida estudantil que de se tem esforçado muito. António Fragoso: Os motivos da momento estamos a viver o que se Os alunos que estão cá à 3 anosformação da minha lista à A.E., pauta por uma falta terrível de ainda não tiveram nenhuma,basearam-se no facto de reforçar a estabilidade e de identidade com o conhecemos os riscos e são muitos,imagem da mesma e ao mesmo tempo novo sistema. mas não vamos desistir, poisidentificar o aluno com a A.E., e através O Ideias: Qual irá ser a grande pensamos que todos os alunos vãoda união dos nossos alunos transmitir aposta da nova direcção da aderir e dar-nos os parabéns pelacoesão e espírito académico para o Associação de Estudantes? nossa coragem e empenho nesteexterior. A. F.: Como tens visto nas minhas projecto, independentemente do O Idias: Como caracterizas a respostas anteriores, a grande aposta resultado final. Contamos convosco,evolução do movimento estudantil desta A.E. irá passar pela identificação podem contar connosco.em Santarém? do aluno com a trilogia aluno – escola – O Ideias: Como tem sido, até aqui, A. F.: Neste ponto e por experiência mercado de trabalho, tentando por isso o teu relacionamento com a direcçãoprópria, penso que o ambiente o melhor possível defender as suas da escola nomeadamente com oestudantil na cidade de Santarém é um causas e informá-los das mesmas. Presidente do Conselho Directivo?pouco a imagem da mesma. Refiro-me A. F.: O nosso relacionamento, tempois ao facto de a cidade não ter logo de sido de tentativas de consonância, poisprincípio estruturas extra escolares, sem união, discussão e abordagem dospara absorver os alunos (ex. mercado problemas em conjunto, criam-sede trabalho). fracções que a meu ver não têm muito Penso no entanto e através da União a ver com a evolução e liberdade deReinante entre A.E.’s da cidade, que expressão entre estes órgãos.podemos e devemos, cada vez mais O Ideias: O clima de tensão entrelevantar a voz dos estudantes para os núcleos e a Associação estáterem em nós mais confiança e respeito António Fragoso definitivamente ultrapassado?num futuro que queremos o mais Presidente da Associação de A.F.: Completamente, mas esperavapróximo possível. Estudantes da Escola Superior mais adesão por parte dos alunos, pois O Ideias: Consideras que persiste de Gestão de Santarém é nos núcleos que começa aentre os alunos uma mentalidade identificação do aluno com o curso e oestilo “escola secundária”? O Ideias: Que outras iniciativas seu papel de defesa em prol do mesmo. A. F.: Eu, jamais posso partilhar serão levadas a cabo? O Ideias: Qual a posição da novadessa opinião. Pois, a minha vinda A. F.: Outras iniciativas a levar a direcção face a movimentospara a A.E. é para uni-los cada vez cabo prendem-se naturalmente com o autónomos dos alunos?mais, e ter neles o orgulho da nossa aspecto cultural, desportivo e A. F.: Ajudá-los a conseguirem osescola e A.E., como bons profissionais e recreativo. seus objectivos na base do diálogo ehomens e mulheres de futuro, com Reorganizar e fomentar em democracia.responsabilidade, humildade, uma Santarém o dia do estudante, partindo O Ideias: Embora os núcleos nãocapacidade de vingar e mentalidade nesse mesmo dia com uma estejam integrados na A.E., esta nãofuturista. manifestação de revogação à Lei do se pode demitir das suas O Ideias: No contexto da evolução financiamento do ensino superior, para responsabilidades em termos dedo ensino superior nos últimos anos e além de 24 horas de grande convívio e apoio. Quais as formas de apoio queda evolução orgânica do nosso festa que encerrará, esperemos nós, pensas vir a prestar aos núcleos?Instituto, qual deverá ser o papel da com um concerto ao vivo, caso é óbvio A. F.: Pela mudança de estatutos daAssociação de Estudantes? as instituições nos apoiem e a tão A.E. e regulamentos internos dos A. F.: O papel da A.E. e falo desde esperada semana académica. núcleos para os enquadrarmos com aque fomos empossados, foi sempre da O Ideias: Qual o actual papel da A.E.melhor maneira, tentar resolver todos Federação Académica de Santarém? O Ideias: A A.E. vai este anoos problemas e interesses dos nossos A. F.: O papel da FAS, neste organizar os ciclos de conferênciasalunos, não deixando por isso que momento é muito relativo pois está conjuntamente com os núcleos?fiquem prejudicados com o novo como se costuma dizer, inactivo. A. F.: É um dos compromissos a quefuncionamento do ensino superior É um assunto mais complicado do não queremos faltar e para issopúblico. que parece à primeira vista, mas contamos com o apoio dos núcleos. O Ideias: Quais os problemas que vamos tudo fazer para arranjar uma Embora, este ano e em virtude demais afectam os alunos? solução caso seja ainda possível a estarmos em negociações para a A. F.: Numa posição talvez um curto/médio prazo. Esta solução passa alteração do sistema de avaliação com 8
  9. 9. ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ Abril/1998 ... Associação de Estudanteso Conselho Pedagógico para a nota 10, aprovação o relatório e contas do ou contra as propinas?pensámos ser melhor faze-los no início respectivo mandato? A. F.: Sou contra a lei, pois não medo próximo ano, pois temos mais A. F.: Penso que era impensável não compadeço com injustiças sociais etempo para o prepararmos em o fazermos. falta de diálogo das instituiçõescondições, tal como os nossos alunos O Ideias: O que é que a A.E. está a perante as A.E.’s de todo o país, o quemerecem. pensar fazer para melhorar o nos faz lembrar alguém de um passado O Ideias: Como é que a A.E. encara funcionamento da residência de recente.a possibilidade de surgir um núcleo estudantes? O Ideias: De momento a escolade jornalismo na nossa escola? A. F.: Já ajudámos com pressão nos está a elaborar projectos que visam A. F.: É uma possibilidade que penso SAS, e estamos solidários com transformar os actuais cursos dede orgulho para todos nós, pois era qualquer problema dos estudantes. bacharelato em cursos desinal de progresso e gosto pelos O Ideias: Já várias direcções licenciatura. A A.E. foi chamada aassuntos que dizem respeito aos prometeram a reforma dos já pronunciar-se sobre este assunto?alunos. desactualizados estatutos da A.E. São A. F.: A A.E. tem sido contactada Ideias: Qual a situação financeira vocês que finalmente vão avançar regularmente, pois como é sabidoda A.E.? com isso ou não? temos feito muita pressão para A. F.: Penso que é do conhecimento A. F.: Já atrás aquando dos núcleos o estarmos informados a todo o tempo,geral que a situação financeira foi uma frisei, e para isso contactámos o IPS mas não directamente à mesa comodas nossas primazias de financiamento para inclusivé nos dar apoio jurídico ou nós desejávamos. Mas posso adiantaraquando da nossa candidatura, mas de então destacar um professor da nossa que o processo já está a avançar emomento, posso adiantar que já lhe escola que esteja mais abalizado para deverá ser aprovado.pusemos uma golfada de ar fresco. tal. O Ideias: Queres transmitir mais O Ideias: Existe, entre os sócios da Por isso, tudo faremos para alguma mensagem?A.E., um forte clima de suspeição actualizar os estatutos que estão A. F.: Quero transmitir umarelativamente às contas da anterior realmente obsoletos. mensagem de orgulho por parte dadirecção. Já tiveste tempo de apreciar O Ideias: Em relação às propinas, A.E. perante todos os alunos, emos documentos relativos à que medidas é que a A.E. vai tomar no especial os que têm aderido a todas ascontabilidade? O que é que sentido de contribuir para o fim do nossas actividades e muito têmconseguiste apurar? actual sistema que os estudantes trabalhado connosco, pois é nosso lema A. F.: É normal quando não se consideram injusto? sermos uma A.E. para os alunos e dosaprova um relatório de contas que A. F.: Como já referi atrás, através alunos.existam dúvidas, mas penso porém de forte mobilização estudantil que Vamos lutar por um futuro maisque neste momento o clima não é igual, culminará com uma manifestação no risonho e que todos os alunos quepois qualquer sócio nota no nosso dia 24 de Março, através da recolha de passem pela nossa escola a levem notrabalho dedicação à causa. Queremos assinaturas que irão ser entregues em coração e seja para eles cada vez maisuma A.E. estável e de boa saúde, para mão ao nosso Governador Civil. uma escola de identificação.isso cá estamos, e para isso temos Pedindo desde já aos nossos alunosresolvido inúmeros problemas. uma forte adesão, pois só assim O Ideias: A nova direcção da A.E. conseguiremos os nossos objectivos, José Luís Carvalhocompromete-se a prestar contas à nomeadamente a revogação da lei. Entrevista realizada em Fev/98Assembleia Geral submetendo a O Ideias: Pessoalmente, és a favor L eD v l a“ I e a ” ê iug O dis 9

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