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  1. 1. Maio 98 Ano IV Nº 19 A propósito da alteração à Lei de Bases do Sistema Educativo, das SUMÁRIO consequências que essa alteração produz no Ensino Superior Politécnico e da forma como o Ministério de Educação está a proceder relativamente a Pág. 2 “Recursos Humanos, o acentuartodo este processo a conclusão óbvia a que qualquer pessoasensata pode chegar é que das duas uma: ou o Ensino Superior da vantagem competitiva noPolitécnico não tem qualquer factor de diferenciação futuro”relativamente ao Ensino Superior Universitário ou o Ministérioainda não se apercebeu da existência desse factor, na medida Pág. 3 Reflexão sobre a Condiçãoem que continua empenhado em destinguir o Politécnico daUniversidade pela via da forma e não pela via do conteúdo. De Humanafacto o último grito da moda lançado pelo Ministério veste ascores de uma licenciatura bi-etápica em que os estudantes do Pág. 4 Perigo, sem fiosEnsino Politécnico para transitarem do terceiro para o quarto anoda licenciatura (ou seja, da primeira para a segunda etapa) terãoque ter concluído todas as disciplinas do três primeiros anos Pág. 5 Triângulo Asiático = Perigo?lectivos. Consequências desta decisão: diminuição darentabilidade dos equipamentos e das instalações das escolas, Pág. 6 Entrevista ao Presidente danecessidades dos alunos do Politécnico, em igualdade decircunstâncias com os alunos da Universidade, frequentarem a Assembleia Geral da A.E.escola durante mais anos para obter o mesmo grau académico,aumento dos encargos das famílias para financiar a educação dos Pág. 9 Um olhar sobre a Reencarnaçãofilhos e possivelmente a perda do direito à bolsa pelosestudantes do Ensino Politécnico em circunstâncias queverificadas na Universidade não dão direito à perda da mesma. Pág. 10 “O T.Q.M. está adaptado à Mas enquanto isto e muitas outras coisas se passam a Realidade Portuguesa?”única coisa que preocupa os alunos são as propinas. Por isso tá-se mesmo a ver qual é que vai ser o futuro do Ensino SuperiorPolitécnico. Tá-se, tá-se!… Tá-se!!! Pág. 11 Do You Speak English? José Luís Carvalho A Sua Nova Escola de Línguas em Santarém ESCOLA DE LÍNGUAS DE SANTARÉM, LDA Praceta Alves Redol, 15 - 2000 SANTARÉM Telef.: 29009
  2. 2. ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ “Recursos Humanos, o acentuar da vantagem competitiva no futuro” Nos anos transactos o papel dos desenvolvimento tornando-se mais terão de ser palavras de ordem, sobRecursos Humanos no seio da fácil atingir os objectivos/metas da pena de, quer o negócio quer aestratégia global da organização generalidade das estruturas estratégia de RH enquanto partesdisparou, muito por culpa do organizacionais: integrantes da estratégia global daaumento da complexidade - Responder o mais empresa serem completamente umorganizacional. eficazmente possível aos fiasco. Agora, na era da chamada seus clientes Para se garantir o sucesso deglobalização novos desafios se - Precaver a competição mudança tão ambiciosa aavizinham, já que é exigido aos global flexibilidade terá de passar deRecursos Humanos, o desempenho - Criar parcerias fortes para palavra de ordem a realidade e todosde novos papéis num ambiente atacar a concorrência os aspectos inerentes à Gestão deagreste e, onde a competição cresce - Aumentar os lucros e o Recursos Humanos a devemà velocidade da luz. investimento aliando acompanhar, a título de exemplo cite- Cabe aos gestores de rentabilidade com se a avaliação de desempenho, aRecursos Humanos darem um passo investimento e contenção remuneração e o recrutamento eem frente e fazerem algo mais do de custos selecção.que, determinar, prever e alocar os - Fomentar e utilizar até à Em suma :recursos humanos. Cabe aos exaustão as novas Tal processo não se afiguraprimeiros fazer passar a chamada tecnologias da informação fácil e as dificuldades começam logomística da organização assim como - Complementar a na dificuldade de estabelecimento deatrair a si os quadros de primeira formação dos quadros relações interpessoais. Nestalinha que apresentem maior valia, no - Desenvolver políticas perspectiva é necessáriosentido de estabelecerem os inovadoras no sentido de responsabilizar seriamente osobjectivos mestres da estratégia atacar a concorrência. Gestores de Recursos Humanos eorganizacional. Da análise das premissas fazê-los entender que a Num mundo onde as enunciadas anteriormente competitividade não resulta apenasoportunidades e ameaças são cada uma conclusão evidente se de esquemas bem conseguidos devez mais globais ninguém se pode retira “Só vence quem dita as subcontratação (outsourcing) ou dedar ao luxo de ir ao encontro de regras vigentes no mercado“ políticas de diminuição do n.º deconcepções tradicionalistas ou de e, quem não se precaver chefias (downsizing) mas também da“mézinhas“ completamente poderá perdê-las sem quase existência de uma equipa altamenteultrapassadas. Deverá sim se aperceber. competitiva e altamente motivadadesenvolver um espírito de Mas, coloca-se a questão, que desenvolve esforços concertadosempowerment que aliado a exposições como é que os Recursos Humanos e construtivos com vista a aumentarsem qualquer tipo de “tabus“ enquanto função se irão adaptar. o nível de satisfação do cliente e acontribuirão para sensibilizar os Neste contexto muito especial consequente credibilidade ecolaboradores para a realidade vivida os Recursos Humanos terão de competitividade da empresa ao nívelpela estrutura organizacional forçosamente mudar a sua estrutura do mercado.(globalização). quer em termos organizacionais, quer Tais procedimentos permi- no modo de gestão. João Francisco Santostirão diminuir significativamente os Flexibilidade, envolvimento eesforços de gestão, fomentar o interacção com os colaboradores O Jornal "O Ideias" é Endereço para contactos: Director: José Luís Carvalho Ficha Técnica publicado nos meses de Janeiro, Jornal "O Ideias" - Escola Superior de Gestão Chefe de Redacção: Nuno Bernardo Março, Abril, Maio, Junho, de Santarém Redacção: Adriano Cruz e Sónia Carvalho Novembro e Dezembro com uma Complexo Andaluz Montagem: Rui Costa e Nuno Bernardo tiragem de 600 exemplares. Apartado 295 Revisão: José Luís Carvalho Pode ser fotocopiado para 2003 Santarém Codex Colaboraram neste número: João distribuição gratuita. Tel.:332121 Fax: 332152 Francisco Santos e Liliana Cristina Mendes Edição: Associação de Estudantes da ESGS Coordenação: Núcleo de Jornalismo Académico da ESGS Impressão: COPIMODEL 2
  3. 3. ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ Maio/1998 Reflexão sobre a Condição Humana Desde que o homem é Homem estar humano. E então eu pergunto: melhor vai fazê-lo morrer.ele questiona-se, variando essas Dentro de tudo isso, onde é que É a História a repetir-se.questões com o decorrer do tempo. entram os animais, e as florestas, o Existindo um super-povoamento Na época pré-histórica ambiente e a camada de ozono?; O no séc. XXI, não existirá alimentaçãoquestionava-se sobre como se que é que lhes aconteceu? para todos, mas isso também não vaidefender dos animais perigosos, na Pois é, o Homem construiu mas ser um grande problema já que oépoca de Galileu Galilei questionou- a que preço! cancro de pele e outras doenças,se sobre o girar do Sol à volta da Actualmente a condição humana provocadas pela não existência daTerra, no século XVIII questionou-se é deplorável: existem guerras que camada de ozono (que protege aacerca da justiça e igualdade de não deixam senão destruição, terra dos raios ultravioletas, e nãodireitos. Outro tema muito mortos e fome; existe uma só), vão reinar, reduzindoquestionado, e talvez o mais tecnologia tão avançada que é capaz drasticamente a população humanamisterioso e que nunca obteve de destruir o mundo, e que leva o mundial (parece a natureza a tentarresposta é o seguinte: planeta a um sobre aquecimento, ao restabelecer o equilíbrio da vida, não · Deus existirá?; efeito de estufa. Mas o poder parece?). · Quem é Deus?; também faz pela condição humana, No séc. XXI oxigénio e água · Se Deus criou o Mundo, pois já que para lá chegar os homens serão dois elementos raros, pois hojequem criou Deus ?. são capazes de matar, mutilar e polui-se constantemente o ambiente. Por agora vamos tratar da exterminar pessoas, empresas e tudo As florestas desaparecerão para darcondição humana, estando o mais que esteja no seu caminho. lugar a cada vez mais cidades que,relacionadas com este tema três Hoje existem países ricos que por sua vez continuarão a tudoquestões fulcrais: ajudam países pobres. Irónico não poluir. A chuva, a água mais pura · O que sou eu?; acham? do séc. XXI , tenderá a ser ácida · De onde vim?; Depois de anos de colonização devido aos constantes gases · Para onde vou?. onde se aproveitaram e fizeram o lançados para a atmosfera, tanto de B. Groethuysen diz na sua que quiseram, (escravizaram, chaminés domésticas e industriaisantropologia filosófica, que basta pilharam e criaram conflitos que como de tubos de escape de viaturasconhecer a resposta às questões “De antes não existiam devido ao que dificultarão a respiração do ar,onde vim?“ e “Para onde vou ? “, agrupamento de povos diferentes, já por si só dificilmente respirável.para se saber quem se é. provocando mais tarde árduas Mas, para que o séc. XXI , não Poderia aqui descrever guerras entre eles), tentam hoje seja como aqui foi descrito, éinúmeros escritores e poetas, ajudá-los tanto financeiramente necessário actuar agora, e repensarchegando sempre à mesma como orientando processos de paz, todos os nossos actos do dia-a-dia,conclusão: as três eternas questões ora se foram eles (países ricos) que pois é o passear de vez em quandoestão interligadas, sendo criaram a fome e a guerra... de automóvel movido a gasolina,interdependentes e as respostas são Nestes países pobres o homem que hoje não faz muito mal, amanhãinfinitas consoante a condição vive em péssimas condições fará com que, na rua usemoshumana. humanas; vive da caridade mundial, garrafas de oxigénio às costas para A condição humana, este é um já nos países ricos vive-se muito podermos sobreviver ! (Um pouco àtema dos mais preocupantes, agora acima das condições médias de vida semelhança das máscaras de papelque se avizinha o séc. XXI . mundiais. hoje usadas em Tóquio no Japão). Ao longo da história o homem O nível de vida cresce aqui, mas A condição Humana Hoje épensando em si, na sua família e diminui ali. Assim é o mundo hoje. deplorável e desigual.sobrevivência (condição humana) E será o homem mais modesto que A condição Humana Amanhã...devido ao seu avançado grau responderá às três eternas dependerá das escolhas que secognitivo, foi destruindo tudo à sua perguntas: fizerem Hoje, a todos os níveisvolta principalmente o ciclo de vida 1. Quem sou eu? - Pó; (financeiro, ambiental, industrial,da natureza. 2. De onde vim?- Do pó; etc.). Claro que esta afirmação é 3. Para onde vou?- Para o pó. Por favor protejam a Naturezacontestável, podendo ser refutada: o A condição humana no séc. XXI para que ela nos proteja a nós. DelaHomem também criou, ele não vai ser muito diferente, mas vai tudo depende, incluindo nós própriosconstruiu cidades, monumentos, ser mais intensa : a tecnologia que e a nossa Condição Humana.alimentos em abundância e bem fez com que o homem vivesse Adriano Cruz 3
  4. 4. ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ Num mundo em que cada vez actividade que exercem mas pela imagem executados manualmente e que agora sãomais se vive cada minuto a uma que esse aparelho poderá repercutir junto executados através de um sistema centralvelocidade espantosa, não será decerto de terceiros. computadorizado até a um completosurpreendente "falar-vos" em processos Actualmente há já empresas que controlo de pilotagem através da torre deque permitam rentabilizar ao máximo fornecem ao seu pessoal de chefia, ou controlo. Portanto, poderemoscada um desses minutos. pessoal que ocupe cargos de relativa facilmente apercebermo-nos que tal Vivemos num mundo em que o importância para a vitalidade desta, uma tecnologia poderá estar ainda mais sujeitatempo é o senhor do universo, e se espécie de Kit, que de entre outros a interferências de equipamentos que nãopensam que não, vejam por exemplo, a produtos poderemos encontrar um façam parte da instrumentalização devossa própria vida. Levantam-se de computador pessoal, um telemóvel, uma bordo.manhã a uma determinada hora, pequena impressora portátil e outro tipo Quanto a estudos elaboradosprocedem com as tarefas normais de periféricos e acessórios que permite acerca desta matéria, grande parte sãonomeadamente as que dizem respeito à aos seus utilizadores , estarem em inconclusivos, no entanto admite-se quevossa higiene pessoal, contudo nunca permanente contacto com as suas tais PED’s poderão interferir com astiram os olhos do relógio porque sabem empresas, independentemente do local "aparelhagens electrónicas". Segundo osque às X horas têm de estar noutro local em que se encontrarem, podendo enviar mais cépticos (nomeadamente no campopreparados(as) para mais um dia de e receber faxes, aceder ao correio da aviação) só a proibição de todo etrabalho/estudo e o mesmo acontece ao electrónico, entrar em bases de dados, qualquer equipamento electrónico alongo do dia, ao qual obedecem aos etc.. No entanto, e para que tudo isto seja bordo é que poderá garantir umanormais rituais horários do quotidiano até possível, tem de se revelar o papel segurança a 100% (sem as ditasà hora que regressam ao ponto de importantíssimo atribuído à rede celular interferências).partida, a vossa casa. É isto o que eu digital que como se sabe, em Portugal Contudo, num aspectodesigno de rotina. está entregue a duas operadoras, a TMN praticamente todas as companhias aéreas Voltando ao assunto inicial em que e a Telecel, e num futuro próximo a uma estão de acordo, na completa proibiçãovos "falava" em meios de rentabilizar ao terceira operadora que terá a designação de aparelhos electrónicos portáteis (PED)máximo o tempo de que dispomos, comercial de Optimus. durante a descolagem e a aterragem e naobviamente estaria a referir-me aos Provavelmente está a interrogar-- proibição durante o voo de telefonesprodutos que no nosso quotidiano se se de qual será o perigo sem fios que dá celulares e de computadores portáteis,tornaram algo de normal, são eles os precisamente título a este artigo. Pois permitindo apenas a utilização destescomputadores portáteis (notebooks), os bem, não são só os produtos que atrás últimos, caso não disponham detelemóveis, enfim toda uma gama de mencionei que apresentam perigo para a determinados periféricos que possampequenos aparelhos que permitem a população, é toda uma gama de causar interferências, tais como umquem os usufrui aproveitar melhor (por dispositivos electrónicos portáteis que modem que como se sabe é umvezes) o seu tempo. são geralmente designados por PED’s “instrumento” que permite a ligação à Há alguns anos atrás, pensar em (sigla inglesa), e a título de exemplo temos internet.notebooks ou até mesmo em telemóveis, os leitores portáteis de CD, consolas de É curioso referir que são proibidosera algo que apenas estava ao alcance dos jogos portáteis ... todos os PED’s durante a descolagem eque viviam despreocupadamente a nível Estes aparelhos poderão ser a aterragem, porque segundo a opiniãomonetário, devido não só aos elevados realmente perigosos aquando da sua de alguns profissionais, quando ocustos de aquisição de tais produtos utilização a bordo de um avião, ou num aparelho se encontra em velocidade ecomo também aos custos de manutenção hospital podendo interferir com a uma determinada altitude, terão tempodos mesmos, mas, a evolução tecnológica aparelhagem médica aí existente através de corrigir uma eventual avaria técnicafoi surpreendente, direi mesmo de uma desestabilização nas suas que possa surgir, ao passo que nafascinante. Hoje em dia tais produtos já frequências que esses PED’s poderão descolagem e na aterragem essa margemnão são sinónimos de riqueza mas sim de originar . de tempo é diminuta não permitindo autilidade prática, senão vejamos o caso Vejamos o perigo que os PED correcção a tempo de tais problemas.dos telemóveis. Os telemóveis são alvo poderão representar a bordo de um Sempre que se desloque a algumde elevada procura, por isso, assistimos avião. local onde esteja exposto um qualquera um autêntico boom destes pequenos A indústria aeronáutica, tem vindo tipo de alerta acerca do uso de“grandes” aparelhos. Na verdade, já não também a apresentar evoluções determinados aparelhos, obedeça-o, poisexiste homem de negócios que não se igualmente fascinantes, dentro da qual se não só estará a contribuir para sua adigne a possuir um desses aparelhos, assiste a uma digitalização quase segurança, como também estará amas não são só estes, toda uma vasta completa de todo o equipamento de contribuir para a segurança de todos ospopulação já os utiliza, por vezes não pela bordo, desde a passagem de comandos que o rodeiam.utilidade prática directamente implícita à que antigamente teriam de ser Nuno Bernardo 4
  5. 5. ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ Maio/1998 Triângulo Asiático = Perigo? Certamente já todos para tais paragens indo ao foro étnico, social e político –ouvimos falar na influência que o encontro de um objectivo cultural que fazem que aTriângulo Asiático exerce sobre o ambicionado por qualquer instabilidade se possa tornar umamundo em geral e, que quando estrutura empresarial. “A realidade a qualquer momento.algo se passa nessa zona do progressiva e acentuada redução Assim, e sempre que háglobo, todo ele principalmente as de custos“. problemas nomeadamente a nívelgrandes potências entram numa Na prática resultou o político a confiança dos mercadossituação de “apuro literal”. seguinte: financeiros, nomeadamente no Mas afinal o que tem de tão Paralelamente aos grandes que toca aos investidores, baixaespecial o Triângulo Asiático? investimentos desenvolveu-se a afectando negativamente quer as O Triângulo Asiático chamada indústria caseira, que taxas de juro, quer as diversasconsubstancia-se num conjunto de invade os mercados mundiais com moedas que começam a perderpaíses, que vai desde Taiwan a os seus produtos (ex. Têxteis de cotação vertiginosamente.Singapura, passando pela Taiwan), que competem Como consequência oTailândia e Vietname até ao Japão. desigualmente com produtos de sistema financeiro fica debilitado Tais países com excepção origem ocidental, aproveitando e sucedem-se problemas inerentesdo último apresentam, se é que não só o seu preço mais baixo que à sanidade financeira de certasassim se pode chamar, vantagens por vezes e, em casos particulares organizações, nomeadamentecompetitivas inalcansáveis por depois de acrescidos todos os bancos e sociedades gestoras dequalquer país do chamado mundo agravamentos alfandegários não fundos que se não foremocidental. ultrapassa ¾ do preço de um rapidamente colmatados poderão Tais “vantagens produto similar “Made in West“, conduzir àquilo que emcompetitivas“, traduzem-se na mas também o crescente linguagem tipicamente financeirafalta de legislação laboral, mão de desmembramento e flexibilização se denomina “crash“.obra barata e pouco qualificada e dos mercados a nível global. Tais situações obrigam pora existência dos chamados Noutra perspectiva que, vezes os governos a tomaremparaísos fiscais onde os diversos também não deve ser esquecida medidas com carácter deagentes económicos podem actuar assistimos a casos de exploração excepção como sejam aa seu belo prazer sem correrem o humana e a relações laborais que diminuição acentuada de taxas erisco de tributação, ou quando no mínimo se podem considerar impostos para deste modoeventualmente este se coloca os perfeitamente inqualificáveis. relançar a actividade produtiva eníveis da mesma são de tal modo No entanto urge, colocar a o PIB.medíocres que representam seguinte questão: Se o sudeste Em suma conclui-se que ascentésimas ou até milésimas dos asiático proporciona tantas instâncias internacionaisvolumes de negócios dos vantagens aos seus locais e aos responsáveis (Ex. Organizaçãoreferidos agentes. seus investidores porquê tanto Mundial de Comércio), terão de Cientes desta realidade receio de eventuais problemas ter um papel cada vez mais activoque, poderá ser apelidada de nessa zona? na celebração de acordos sobrebenéfica no campo económico e Como nem tudo na vida liberalização de comércio node nefasta no campo social os são rosas, esta caminhada por sentido de que a competição sejaagentes económicos terras asiáticas também não é só salutar em vez de desigual e(nomeadamente as principais constituída pelas mesmas. alheada de factores qualitativos/empresas a nível mundial) É sabido que estes países concorrenciais.fizeram-se deslocar em massa apresentam graves problemas do João Francisco Santos L eD v l a“ I e a ” ê iug O dis 5
  6. 6. ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ Entrevista ao Presidente da ... O Ideias: Como caracterizas a completamente subvertidos e poder político têm que estudar noevolução do movimento estudantil abusivamente interpretados. Subsiste subsistema privado, e tambémem Santarém? a indefinição estratégia do papel do daqueles que tendo dois pais, são Nuno Castelbranco: Creio que Ensino Superior Politécnico, órfãos, o caso da Escola Superior deao longo dos tempos temos assistido necessariamente diferente do das Enfermagem, que está sob a tutela dea profundas transformações no Universidades. O Ministério da dois ministérios, a Educação e aambiente estudantil na cidade de Educação nos actuais moldes, é um Saúde, sem que lhe sejamSantarém. Reflexo da entrave ao êxito de qualquer política reconhecidos os direitos quer de um,democratização que ocorreu no nosso educativa. Há que defender uma quer de outro sistema.sistema educativo, que levou à autonomia que represente Evidentemente, que numasituação de existir quantidade, mas descentralização, desburocartização perspectiva egoísta, seria um projectofalta qualidade; hoje em dia e não a irresponsabilidade e o viável, mas sendo defensor daencontramos graves lacunas a nível demissionismo com que somos necessidade de uma maiorde formação de valores pelos quais se brindados na política da empresa da solidariedade entre a academia, edevem nortear os princípios e má gestão. É inaceitável uma como forma de reforçar a posiçãoreivindicação dos estudantes. autonomia que sirva de álibi para negocial dos estudantes, claramenteNormalmente critica-se de má fé, por que professores e reitores se elegendo a reactivação em moldesignorância ou por “moda”, sem se convertam frequentemente na última estruturados da F.A.S..ser capaz de apresentar alternativas, ou única razão de ser da instituição, O Ideias: Todos os dirigentese mais grave ainda, por vezes sem a associativos reconheceram noscapacidade de encontrar erros e últimos anos a necessidade dedefeitos próprios. reformar os estatutos da A.E., mas Também as relações inter- ninguém tomou essa iniciativa. Oescolares padecem das anomalias que é que vocês pensam fazer nesteinerentes a uma existência recente do campo?I.P.S., com poucos laços de empatia, N. C.: Sempre fui dos maisfalta de maturação e concentração de críticos relativamente aos estatutosposições. da A.E. Foram feitos com base em No entanto nem tudo tem sido Nuno Castelbranco generalidades, sem as devidas Presidente da Mesa danegativo, e tem sido possível adaptações à realidade da instituição. Assembleia Geral da A.E. econcertar posições em determinadas Foram servindo nos primeiros Presidente da JSD de Santarémmatérias, inclusivamente com o outro tempos, enquanto não houve asubsistema superior, o privado. que é de todos. Acreditando preocupação com algumas dasTendo uma perspectiva positivista, sempre na boa fé e na capacidade das questões mais polémicas. É verdadeacredito que será tendência para uma pessoas, não me parece que no futuro que só relativamente há poucomelhoria, pois será difícil bater mais a A.E. seja como um interveniente tempo, os estatutos forambaixo, há que evoluir. directo na gestão e orientação da confrontados com as suas lacunas e O Ideias: No contexto da instituição, devendo no entanto ser incapacidades. No entanto já no inícioevolução do ensino superior nos encarado como um parceiro essencial do mandato anterior meúltimos anos e da evolução orgânica na auscultação dos problemas disponibilizei mais algumas pessoasdo nosso Instituto, qual deverá ser o existentes. sensíveis a este assunto para iniciar apapel da nossa Associação de O Ideias: Consideras viável a revisão dos referidos estatutos, nãoEstudantes? fusão das três associações de tendo no entanto acolhimento junto N. C.: Com as alterações que estudantes do Politécnico numa só da anterior direcção por falta deforam introduzidas ao regime de associação? vontade, iniciativa e disponibilidadeautonomia e financiamento das N. C.: Sei que é a solução mais para o solucionamento destainstituições de ensino, com as quais fácil e que existem pressões de questão. Enquanto Presidente dao governo demonstrou incapacidade diversa ordem, inclusivamente Assembleia Geral espero receberpara melhorar, conseguindo mesmo políticas para que esta venha a ser a contributos para que se possadeteriorar a credibilidade e a opção adoptada, no entanto não avançar neste assunto, enquantoconfiança no sistema, dificilmente podemos esquecer os nossos colegas associado avancei já com umahaverá espaço para as AAEE. A que por razões puramente proposta de alteração aos estatutos,educação não inspira confiança, administrativas e de manifesta de forma a dotar esta associação deexistem diversos conceitos incapacidade e falta de vontade do mecanismos e instrumentos 6
  7. 7. ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ Maio/1998 ... Assembleia Geral da A.E.adaptados às novas realidades e Porque em concreto, se voltar a fazer causa.exigências. Acredito que sem serem do pagamento de propinas a única O Ideias: Qual a posição dainfalíveis e dogmáticos, possam ser prioridade educativa. Porque em JSD face ao estatuto do trabalhadoruma porta aberta ao futuro. concreto, a Lei traduzia uma – estudante e face ao estatuto do O Ideias: Qual a posição da A.E. profundíssima injustiça social. A dirigente associativo?face à actual Lei das Propinas? penalização dos alunos mais N. C.: Em Portugal ainda não se N. C.: Com base nas opiniões carenciados, pelo pagamento de uma avançou muito relativamente aosrecolhidas na Assembleia Geral propina igual para todos, foi direitos que devem ser conferidos àsconvocada para discutir e debater as manifesta. As normas constantes na pessoas que trabalham, ou exercempropinas, e esta é a única posição que Lei, relativas aos apoios sociais cargos de responsabilidade, existemposso emitir, sem vincular a direcção indirectos e aos empréstimos aos abusos relativamente às entidadesda A.E., os estudantes manifestaram- estudantes continuam por aplicar. que têm que lidar com estasse clara e inequivocamente contra as Foi violado o princípio da igualdade situações especiais. Creio que opropinas. No entanto, e por dado que sendo a Lei de Setembro de estatuto de dirigente associativointermédio de preocupações 1997, alguns alunos pagaram pelo deveria ser alargado também àsimilares relativamente a este presente ano lectivo a taxa de 1 Assembleia Geral e ao Conselhoassunto, e em estreitas relações 200$00, sendo que outros já pagaram Fiscal, pois estes cargos para seremmantidas com o meu prezado colega a taxa de 56 700$00, pois não é desempenhados com dignidade ee amigo António Fragoso, Presidente possível a aplicação de responsabilidade envolvem umada Direcção, sem ser a posição da retroactividade , de acordo com o dedicação dos titulares que nãodirecção da A.E. contra a actual lei sustentado por diversos pareceres passam só pela comparência nascom base nas situações de injustiça jurídicos. A declaração do I.R.S., que respectivas reuniões, mas tambémsocial decorrentes da sua aplicação. não serviu para escalonar as propinas por um acompanhamento do evoluir O Ideias: O que é que o PSD em função do rendimento familiar, da situação, momento a momento,e a JSD estão a fazer no sentido de afinal serviu para a atribuição de sendo impensável, por exemplo, quealterar a Lei de forma a que esta bolsas de apoio social. A receita do o Presidente do Conselho Fiscalpossa corresponder às expectativas pagamento das propinas, ao tenha que conferir os documentosdos estudantes? contrário do prometido, não se apresentados pela direcção numa N. C.: A JSD apresentará na constitui em qualidade de ensino, noite e tomar decisões nesseAssembleia da República um mas antes um álibi para o Estado momento, são situações queprojecto de lei relativo ao pagamento diminuir, em 1998, a dotação demoram o seu tempo de análise, ede propinas no ensino superior orçamental para cada Escola. Aquilo que não podem ser tomadas depúblico, que visa entre outros que o governo deu às instituições ânimo leve.aspectos a suspensão do artigo 15.º com uma mão, à custa dos estudantes O Ideias: Quais as iniciativasda Lei n.º 113/97, de 16 de Setembro acabou por tirar com a outra. No final que, como dirigente partidário,e respectiva legislação das contas, só o Estado não perdeu. pensas vir a protagonizar no sentidocomplementar. Assim, porque ao mal conduzido de aperfeiçoar o actual sistema de Era muito fácil para nós nesta processo de elaboração da actual Lei, ensino?altura dizer que éramos contra as sucedeu a aprovação de uma Lei N.C.: No âmbito daspropinas e que as baniríamos, tal injusta, cuja aplicação prática se competências que são decorrentes dacomo outros o fizeram e revelou perversa, propomos a minha condição partidária,prometeram, e depois fazer tábua suspensão das normas relativas ao procurarei sempre defender arasa do prometido. No entanto, pagamento de propinas da Lei 113/ juventude portuguesa, e muitotemos a capacidade de não renunciar 97 do financiamento do ensino especialmente a que está afecta aoaquilo que acreditamos ser melhor superior e a consequente devolução ensino superior.para os jovens portugueses sem lesar do valor das mesmas aos alunos que Ao nível do Ensino Superior,o estado. Assim não recusamos o já tenham efectuado o seu deveremos partir da premissa de queprincípio da existência de propinas pagamento. Durante o período de há uma abissal diferença entre aquilono Ensino Superior, apesar de termos suspensão voltará a estar em vigor a que o PS prometeu e aquilo que é avotado contra a proposta de Lei 83/ propina anual de 1 200$00. Mas esta actual realidade. Ao fim deste tempoVII, em 22 de Maio de 1997; porque suspensão só fará sentido se, ao de governação socialista, aem concreto, representava um contrário do que aconteceu durante a inexistência de uma linha orientadoraincumprimento das promessas anterior suspensão da Lei, o governo da futura política do Ensino Superiorrealizadas pelo partido do governo. perceber exactamente o que está em é preocupante, surgindo apenas o 7
  8. 8. ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○recurso a medidas pontuais e estrangulada e atrofiada pela portuguesa. Por imperativo dedesconcertadas. A JSD não pode proximidade com os referidos pólos. consciência e pelo futuro de Portugal,continuar a pactuar com as reformas Numa perspectiva realista do serviço temos responsabilidades históricasadiadas, pois o silêncio por tempo às populações e às suas reais em África, boas e más também. Masdemais, torna-nos cúmplices. necessidades devem ser isso ao invés de nos complexar, deve Concretamente, proporemos implementadas medidas que constituir uma razão ainda maioruma verdadeira reforma do Ensino proporcionem um reforço das para apostarmos neste novo projecto.Secundário, que passa por um capacidades do Ensino Superior Mas este não pode ser um desejorepensar do ensino em toda a linha, Politécnico. caritativo, de mero auxílio, mas dea revogação da actual lei das O Ideias: Pessoalmente, como parceria estratégica. Apoiando ospropinas, que se limita a trazer-nos encaras a possibilidade de se jovens africanos que estudam emas propinas, socialmente injustas e transformar o IPS numa Portugal, auxiliando a construção deum regime demagógico de Universidade? escolas e de Universidades emprescrições financeiras e N. C.: Não sou a favor, como é África, promovendo o intercâmbioapresentaremos propostas ao nível óbvio pela minha anterior declaração, profissional de jovens portugueses eda acção social escolar, da avaliação creio que existe uma sacralização e africanos.das instituições e da formação dos dogmatização da Universidade, O Ideias: Queres transmitirprofessores. quando na realidade a nossa região mais alguma mensagem? O ensino não pode ser visto necessita não de pensadores e N. C.: A terminar deixo só aqueleapenas como uma fonte de emprego. intelectuais, mas de profissionais que foi designado como um dosTerá de ser visto como uma forma de com formações académicas de princípios e objectivos prioritáriosalargamento do nosso conhecimento, vertente prática. pela JSD, no seu último congressoe dessa maneira se contribui para o O Ideias: Qual a tua opinião para os próximos dois anos, adesenvolvimento do país. sobre o protocolo assinado há dias reaproximação entre os jovens e a O Ideias: A JSD é a favor ou entre a nossa escola e o Instituto política. O actual desfasamento écontra a criação da Universidade do Médio de Economia do Lubango? incontestável, e ao contrário deRibatejo? N. C.: Para ser sincero ainda não alguns “pensadores” da nossa praça, N.C.: A questão da tive oportunidade de me debruçar nós achamos que a razão desseUniversidade do Ribatejo não pode sobre este protocolo, sendo o que sei divórcio não está nos jovens, masser colocada e equacionada de forma um conjunto de generalidades. No sim na política. Os jovens não seleviana. Nem sempre o surgimento entanto, penso que bem reflectido, revêem nos actuais políticos ede um polo universitário é a solução será sempre uma boa opção. Portugal reconhecamos nas juventudespara os problemas e carências tem perdido imenso tempo a olhar partidárias. Queremos alterar estaestruturais de uma região. Neste para Bruxelas, sem se aperceber que situação, faremos sempre políticamomento estamos a menos de uma Bruxelas já está a acompanhar sem medo, com coragem ehora e meia de três dos mais atentamente a realidade Africana. irreverência. A JSD será um espaçoimportantes pólos universitários do Portugal tem condições para, de entre de participação política diferente.país, Lisboa, Coimbra e Évora, por todos os países da U.E., ser o melhorisso creio ser difícil o surgimento da parceiro dos Países Africanos, em José Luís CarvalhoU.R., que necessariamente se veria particular os de língua oficial 8
  9. 9. ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ Maio/1998 UM OLHAR SOBRE A REENCARNAÇÃO O ciclo de vida Humana é não só para brincadeiras (como sujeitos hipnotizados que nuncamuito simples: nascer, crescer, fazer pessoas sérias cacarejar nem sequer ouviram falar dareproduzir e morrer. Mas será só como galinhas) como também para pessoa que eles dizem terassim? fins medicinais. Para os leigos na encarnado noutra vida e no Experiências de quase morte matéria o hipnotismo é o “falar” entanto conhecem toda a suamostram que pode haver uma com o inconsciente de uma história. E, bem meus amigos, secontinuidade, que a morte é pessoa, basicamente o hipnotismo isto não prova a vida após aapenas mais uma fase do ciclo de funciona da seguinte maneira: morte, então eu não sei.vida Humana. descontrai-se o sujeito a Outra teoria que nos poderá Sessões de hipnose trazem- hipnotizar, levando-o a um tal ajudar a entender a reencarnaçãonos descrições exactas de vida de estado de calma e descontracção é a dos extraterrestres. Mas, epessoas já mortas. que ele fará tudo o que o eles são verdadeiros ou apenas Relatos de raptos de hipnotizador lhe pedir para ele alucinações colectivas, bem seextraterrestres provam que “eles” fazer, sendo a razão pela qual ele uma pessoa viver obcecada porsão mais evoluídos que nós não lembrará de nada do que se OVNI’s é natural que tenhaapenas no sentido de que já passou, o seu estado de tendência para “os ver em todo opassaram da fase da morte, inconsciência. lado”, mas quando se trata dematerialização, para a fase da O hipnotismo como pessoas simples que nem sequerverdadeira vida, a da ferramenta de medicina, já pensavam muito nessas coisas,espiritualização. utilizado por Freud, tenta curar bem ai o caso muda de figura. Experiências de quase morte sequelas físicas e mentais Estatisticamente falandoforam já relatadas em hospitais originadas por acontecimentos ocorrem só nos E.U.A. 5 000conceituados e até assistidas por traumatizantes no passado e que raptos alienígenas por ano, oramédicos de renome internacional. a pessoa fez sair do consciente, 10% desses raptos afirmam queMas o que é que elas podem memória para que os não tivesse são embaixadores dessasprovar? Psicólogos e psiquiatras de enfrentar. entidades superiores e confirmamperitos na reencarnação dizem Por exemplo: uma criança de que eles vivem num plano astralque elas de que existe algo mais. três anos cai numa piscina tendo- superior ao nosso e que nos Sujeitos que viveram a quase se quase afogado, fica visitam somente para que nós,morte descrevem-nos um túnel traumatizada pelo acontecimentos e comuns terrestres o alcancemlongo com uma luz branca forte quando em a d u l t o , e x i s t i r ã o também. Os raptos não são entãoao fundo que é interpretada consequências graves devido a nada mais que umconforme as grandes religiões do esse acontecimento empurrãozinho psicológico eMundo, como Buda, Deus ou Alá. nomeadamente a fobia à água ou espiritual para alcançar a paz Mas, como em tudo há os mesmo até pânico. Após algumas interior.prós e os contras, médicos que se sessões de hipnose regressiva Após tudo isto temosdedicam a tentar provar que essas (hipnose ao passado) o psicólogo forçosamente que admitir queexperiências nada têm fá-lo evocar essa recordação todos nós reencarnamos diversasrelacionado com a vida após a escondida no cérebro eliminando vezes (sempre tentandomorte colocam a hipótese de essa assim, pelo simples facto do compensar algo da outra vida) deluz branca ser uma ilusão, uma paciente empreender essa modo a atingirmos a perfeição,imagem criada pelo cérebro recordação, a fobia à água. altura em que passamos para umadevido à proximidade do término Ora bem, há quem diga outra fase da vida num universodas funções do cérebro, um pouco nomeadamente psicólogos que se paralelo onde não existemcomo aqueles televisores antigos a hipnose regressiva nos faz ir ao guerras, fome, morte ou doença eque aquando do seu apagar, antes encontro de acontecimentos nem maldade. Enfim o Paraíso!do écran ficar a negro aparecia um passados, nesta vida, também opequeno ponto branco centrado pode fazer relativamente a vidas Adriano Cruzno écran. passadas. Quanto à hipnose, hoje em Histórias incríveis, relatosdia pelo menos ela tem estado exactos até ao mais pequenomuito em voga, sendo utilizada pormenor são contados por 9

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