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2
Universidade Estadual da Paraíba- UEPB
Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência- PIBID
Subprojeto Letras- Língua Portuguesa
Escola de Atuação: E.E.E.F.M. Monte Carmelo
Coordenadora de Área: Magliana Rodrigues da Silva
Supervisora: Zuila Kelly da Costa Couto Fernandes de Araújo
Alunas bolsistas: Alanne de Paula
Luciana Vieira Alves
Marciana da Silva Milânez
Renally Arruda
Projeto:
Nas Trilhas da Língua Portuguesa:
O texto em foco
3
Drogas na adolescência
Wagner Paulon
Não é um fenômeno único e isolado, o fato do grande aumento do uso de drogas
entre os adolescentes, durante a década passada, no Brasil, Estados Unidos e em outros
países. Acreditava-se que, na década de 60 os jovens passaram a consumir mais drogas
com o advento da cultura e essa crença limitava-se somente aos jovens. Tal crença é
uma ilusão e só pode obstruir as tentativas de se colocar o problema em perspectiva
adequada.
O emprego e abuso propagado de drogas não se restringem aos adolescentes e
não começou com o advento da cultura jovem dos anos 60, como qualquer um que tinha
20 anos na década de 20 pode atestar.
Conquanto possa haver diferenças significativas entre as gerações no que
concerne aos seus padrões de uso de drogas, a sociedade mais ampla, da qual os
adolescentes são uma parte, vem-se desenvolvendo como uma "cultura da droga" há
muitos anos. Por exemplo, de um quarto a um terço de todas as prescrições médicas
atualmente feitas no Brasil, são para estimulantes ou comprimidos para regime
(anfetaminas) ou tranquilizantes. Entre 1964 e 1977, as receitas de Valium e Librium, os
dois tranquilizantes mais usados, aumentou de 40 para 73 milhões por ano, só nos
Estados Unidos.
Revistas, jornais, rádios, televisões bombardeiam as pessoas com mensagens
insistentes de que o alívio para quase tudo - ansiedade, depressão, excitamento -
4
depende "exatamente de engolir mais um comprimido". Nas palavras de um garoto de
13 anos: "Espera-se que nós não tomemos drogas, mas a TV está cheia de comerciais
mostrando pessoas correndo para obter seus comprimidos porque alguma coisa as
incomoda". Os adolescentes que adotaram essa maneira de ver como a vida deve ser
conduzida podem apenas estar refletindo modelos sociais e paternos.
Através de pesquisas têm se mostrado que, os jovens cujos pais fazem uso
significativo de drogas como álcool, tranquilizantes, fumo, sedativos e anfetaminas são
mais inclinados que os outros adolescentes a usar maconha, álcool e outras drogas.
Como me disse um garoto de 15 anos: "Em minha casa, não se pode espirrar sem tomar
algum comprimido. Minha mãe está sempre tomando alguma coisa para dor de cabeça,
e meu pai para ficar acordado a fim de trabalhar à noite. Eles não são alcoólatras, mas
certamente bebem muito. Assim sendo, sou algum criminoso por fumar maconha?‖.
Embora muitos adolescentes estejam se tornando dependentes de drogas de alto
risco, a maioria não está. Apesar das predições lúgubres do fim dos anos 60 de que
estávamos na iminência de uma "epidemia" de uso de drogas entre adolescentes, nada
disso realmente aconteceu. O uso da maconha, álcool e fumo está disseminado entre os
jovens; mas o uso das drogas da "contracultura", como o LSD e outras substâncias,
inalantes (cheirar cola), estimulantes (anfetaminas) e calmantes (barbitúricos) e
produtos que ingressaram mais recentemente no campo das drogas da juventude, como
heroína, cocaína, PCP ("pó de anjo"), quaaludes etc., não tem sido detectado senão em
uma de cada cinco pessoas no Brasil, (e o índice geralmente é menor em outros países
ocidentais). Muitos dentre os antigos consumidores ocasionais abandonaram tais drogas
sem as substituir por outras.
Não podemos tapar o sol com peneira, não há lugar para complacência. Embora
seja certo afirmar, por exemplo, que "apenas" de 3% a 5% dos estudantes de nível
colegial no Brasil, já experimentou maconha, isso significa mais de um milhão de
jovens. Além disso, o uso de drogas "tradicionais" (isto é, de adultos), sobretudo o
álcool, tem aumentado nos últimos anos, mais notavelmente entre os adolescentes mais
jovens.
5
A Polêmica da Legalização das Drogas
Entre os temas incandescentes, capazes de deflagrar discussões apaixonadas,
inclui-se o da legalização do uso de drogas. Dínamo da criminalidade em escala
planetária, a produção, o tráfico e o consumo de cocaína, maconha, heroína — apenas
para citar as de maior mercado — e substâncias sintéticas movimentam
bilhões, preocupam governos e famílias. A luta contra essa indústria parece inglória,
além de ser custosa em dinheiro e vidas.
Com esse pano de fundo é que se coloca a questão: por que não legalizar o
consumo de drogas, para afinal controlá-las? A polêmica vem de muito tempo e nela
acaba de desembarcar o governador Sérgio Cabral.
Logo no início do seu governo, Cabral se colocou ao lado dos defensores da
legalização. Posição reafirmada em recente entrevista a Veja: ―Será que não é mais fácil
legalizar e criar políticas públicas na área da saúde, para conscientização, para o
controle?‖ É uma das perguntas que vêm sendo feitas nesse debate, e com participantes
ilustres, alguns, à primeira vista, improváveis.
Como o economista Prêmio Nobel Milton Friedman, americano, já falecido, um
dos ícones do monetarismo, ultraliberal, tachado de inimigo pelas esquerdas. Por liberal,
Friedman defendia a liberdade no uso de drogas. Em 1991, numa entrevista transmitida
por emissoras de TV da rede pública americana, ele explicou as razões pelas quais
considerava um erro o Estado interferir em qualquer decisão individual. Friedman
defendia para a cocaína e outras drogas o mesmo tratamento dado ao álcool. Se a pena
para o motorista apanhado alcoolizado é alta, deveria ocorrer o mesmo para o inebriado
por maconha.
6
Considerava inútil a guerra das drogas, assim como foi ineficaz a Lei Seca (a
Prohibition, como se referem os americanos), contra as bebidas alcoólicas. Naquela
entrevista, expôs uma tese instigante: ao reprimir o tráfico, o Estado protege o cartel das
drogas, pois impede que entrem concorrentes no mercado e façam o preço da cocaína
cair.
Não há resposta fácil a todas essas questões. Nem pode o Brasil legalizar esse
mercado unilateralmente, sem que os grandes países consumidores o façam. Mas o tema
está aí e precisa ser debatido. Não podemos fingir que ele não existe.
Este Editorial foi publicado pelo jornal O Globo na data de 15/07/2007.
Explorando a criatividade
Atividade: Os Jovens do século XXI: o problema das drogas
Tendo como base tudo o que discutimos e vivenciamos até agora, produza uma
encenação em grupo, mostrando uma situação que envolva os jovens e o universo das
drogas. Esta encenação será importante para nos fazer refletir sobre o quão perigoso é
esse mundo das drogas.
Use a sua criatividade!
7
BULLYING
O bullying, de fato, sempre existiu. O que ocorre é que, com a influência da
televisão e da internet, os apelidos pejorativos foram tomando outras proporções. A
natureza e o desenvolvimento humano demonstram que a agressividade é a arma
daquele que se sente acuado, impotente, com dificuldade de se impor e de expressar
aquilo que sente de forma que o outro o entenda e respeite. As crianças são as principais
vítimas, porém já possuem muitos adultos com as mesmas dificuldades de lidar com a
problemática, a depressão, a baixa autoestima e ansiedade – já que tudo isso pode ser
resultado das agressões sofridas pelas vítimas. Normalmente, os agressores foram ou
são vítimas de agressões dentro de suas casas. O processo de educar, de ensinar, de criar
laços verdadeiros de afeto e cumplicidade é algo que leva tempo, que não se impõe e
nem se consegue através da força, das chantagens ou da manipulação e nem, muito
menos, através dos excessos do poder.
Os pais devem mostrar que o filho não é culpado pelas perseguições e deixar
claro que ele tem os seus valores e qualidades. É importante incentivá-lo a contar sobre
o que acontece na escola e apresentar as pessoas que fazem parte do seu ciclo de
relacionamento. Já com os agressores, a reação deve ser parecida. ―Só criticar não
resolve o problema. É preciso conversar, se interessar e saber ouvir. Deixe claro que o
comportamento violento é inaceitável, mas que é possível mudar essa conduta‖, salienta
a psicóloga Maria Tereza Maldonado, do Rio de Janeiro, autora do livro "A Face Oculta
– Uma história de bullying e cyberbullying", da Editora Saraiva.
De certa forma, o bullying é uma prática de exclusão social cujos principais
alvos costumam ser pessoas mais retraídas, inseguras. Essas características acabam
fazendo com que elas não peçam ajuda e, em geral, se sintam desamparadas e
encontrem dificuldades de aceitação.
8
As formas de Bullying mais comuns em ambientes escolares são: agressões
físicas e verbais, ameaças, brigas, chantagens, apelidos, trotes, roubo, racismo,
xenofobias - aversão a tudo aquilo que vem de outras culturas e nacionalidades -
intimidações, piadinhas, assédios, xingamentos, abusos discriminações e várias outras
formas de se ridicularizar uma pessoa.
Para extravasar sentimentos como raiva, medo e ansiedade, a pedagoga Flávia
Cristina Oliveira Murbach de Barros sugere que a criança realize atividades como
brincar com outras pessoas, participar de atividades coletivas, interativas ou artísticas
(música, teatro, artes plásticas e dança), além de praticar esportes. ―São várias formas de
a criança se abrir para os conhecimentos e assim transformar sua própria realidade. A
escola, a família e a comunidade podem proporcionar isso, como algo que extravase a
criatividade, e a formação de um adulto mais humanitário‖, diz.
Talvez guarde essa mágoa durante anos e tenha dificuldade de se relacionar com as
pessoas.
É necessário que todos os envolvidos no processo educacional estejam atentos a
este vilão que permeia a educação do século XXI e elaborem planos de ação em que
valores como o respeito, amor, companheirismo e cidadania sejam constantemente
abordados. Consequentemente os ambientes escolares que investirem nesses valores tão
esquecidos em tempos atuais, estarão contribuindo para que a prática do Bullying venha
a se extinguir de nossas escolas.
Este Artigo foi produzido pelo grupo Phoenix e publicado no blog: Estande do João
9
"Bullying" e incivilidade
Rosely Sayão
O "bullying" não é um fenômeno moderno, mas hoje os pais estão bem
preocupados porque parece que ele se alastrou nos locais onde há grupos de crianças e
jovens, principalmente na escola. Todos têm receio de que o filho seja alvo de
humilhação, exclusão ou brincadeiras de mau gosto por parte dos colegas, para citar
exemplos da prática, mas poucos são os que se preocupam em preparar o filho para que
ele não seja autor dessas atividades.
Quando pensamos no "bullying", logo consideramos os atos violentos e
agressivos, mas é raro que os consideremos como atos de incivilidade. Vamos, então,
refletir a respeito desse fenômeno sob essa ótica. Por que é que mesmo os adultos que
nunca foram vítimas de atos de violência, como assalto ou furto, sentem uma grande
sensação de insegurança nos espaços públicos? Simples: porque eles sentem que nesses
locais tudo pode acontecer.
A vida em comunidade está comprometida, e cada um faz o que julga melhor para si
sem considerar o bem comum. Outro dia, vi uma cena que exemplifica bem essa
situação. Em uma farmácia repleta de clientes, só dois caixas funcionavam, o que
causou uma fila imensa. Em dado momento, um terceiro caixa abriu e o atendente
chamou o próximo cliente. O que aconteceu? Várias pessoas que estavam no fim da fila
e outras que aguardavam ainda a sua vez correram para serem atendidas. Apenas uma
jovem mulher reagiu e disse que estavam todos com pressa e aguardando a sua vez. Ela
se tornou alvo de ironias e ainda ouviu um homem dizer que "a vida é dos mais
espertos". Essa cena permite uma conclusão: a de que ser um cidadão responsável e
respeitoso promove desvantagens. É esse clima que, de um modo geral, reina entre
crianças e jovens: o de que ser um bom garoto ou aluno correto não é um bem em si.
Além disso, as crianças e os jovens também convivem com essa sensação de
insegurança de que, na escola, tudo pode acontecer. Muitos criam estratégias para evitar
serem vistos como frágeis e se tornarem alvo de zombarias. Tais estratégias podem se
transformar em atos de incivilidade. A convivência promove conflitos variados e é
10
preciso saber negociá-los com estratégias respeitosas e civilizadas. Muitos pais ensinam
seus filhos a negociarem conflitos de modo pacífico e polido, mas muitos não o fazem.
É preciso estar atento a esse detalhe. Aliás, costumo dizer que é nos detalhes que
a educação acontece. Faz parte também do trabalho da escola esse ensinamento.
Aprender a não cometer atos de incivilidade diminuiria muito o "bullying". Para tanto,
não se pode abandonar crianças ou jovens à própria sorte: é preciso a presença educativa
e reguladora dos adultos. Isso vale, principalmente, nos horários escolares em que o
fenômeno mais ocorre: na entrada, na saída e no recreio.
Mãos à obra!
Agora Produziremos uma campanha de conscientização contra o bullying: o
preconceito desmedido. Em quatro grupos vocês terão que produzir argumentos para
convencerem e conscientizarem seus colegas a não praticarem esse tipo de violência.
Cada grupo ficará responsável por falar de um tipo de bullying. E ao final, faremos a
apresentação da campanha para a escola.
Uma excelente campanha para todos!!!
Trabalhando os gêneros argumentativos
Artigo de Opinião Editorial Crônica Argumentativa
11
Produzindo:
De acordo com tudo o que estudamos e debatemos até agora, em sala de aula,
faça o seu próprio texto seguindo a estrutura de um artigo de opinião, tendo como base
os textos lidos e discutidos, os vídeos apresentados e as teorias estudadas sobre
argumentação. Lembre-se de obedecer à estrutura do gênero e a temática que você
escolher ―Os jovens do século XXI: o problema das drogas‖ ou ―Os jovens do século
XXI: bullying- o preconceito desmedido‖. Use argumentos que possam persuadir seu
leitor, tenha coerência nas ideias e lembre-se que seu texto será lido por outras pessoas.
Expressa a opinião ou o
posicionamento do autor
diante de um tema atual e de
interesse de muitos.
Expressa a opinião de um
jornal ou revista a respeito
de um assunto da
atualidade, quase sempre
polêmico;
Expressa circunstâncias do nosso
cotidiano mais simples,
acrescentando, aqui e ali, fortes
doses de humor, sensibilidade,
ironia;
Apresenta uma linguagem
impregnada de subjetivismos.
Apresenta uma linguagem
clara, objetiva e impessoal;
Apresenta uma visão pessoal e
subjetiva do cronista ante um
fato qualquer.
Predomínio da linguagem
culta.
Predomínio da linguagem
culta.
Predomínio da linguagem
coloquial, simples, muito
próxima do leitor;
Tem o objetivo de persuadir,
ou seja, procura influenciar o
leitor, no sentido de fazê-lo
mudar de ideia e/ou tomar
uma atitude.
Tem o objetivo de
apresentar um
posicionamento (da revista
ou jornal) sobre um
determinado assunto.
O objetivo da crônica é utilizar
elementos do cotidiano para
levantar questionamentos e
promover discussões.
12
Use seu poder de persuasão!
Elementos da textualidade
Como escrever bem?
O ato da escrita requer um exercício constante de aperfeiçoamento, por isso é
necessário sempre a reescritura do texto. Há também algumas noções importantes a
serem observadas:
1. A clareza das ideias;
2. A simplicidade;
3. A ordem direta;
4. A originalidade;
5. A escolha das palavras.
As qualidades de um texto
Há determinados critérios para a produção de um bom texto, como coesão,
clareza e coerência.
A coesão e a coerência são as duas propriedades fundamentais para que exista
um texto. Sem esses elementos, não podemos dizer que existe texto. Quando muito, há
um amontoado desconexo de palavras colocadas lado a lado.
O que é coerência textual?
A coerência resulta da relação harmoniosa entre os pensamentos ou ideias
apresentadas num texto sobre determinado assunto. Refere-se, dessa forma, ao
conteúdo, ou seja, à sequência ordenada das opiniões ou fatos expostos.
Não havendo o emprego correto dos elementos de ligação (conectivos), faltará a
coesão e, logicamente, a coerência ao texto.
13
Diz-se que um texto apresenta coerência se há, portanto, uma perfeita
organização entre as partes como um todo. Não só estão bem delimitados o princípio, o
meio e o fim, como também ocorre à adequação da linguagem ao tipo de texto.
Um discurso é aceito como coerente quando apresenta uma configuração
conceitual compatível com o conhecimento de mundo do recebedor.
O conhecimento de mundo é importante, não menos importante é que esse
conhecimento seja partilhado pelo produtor e receptor do texto. E ambos devem ter
conhecimentos comuns.
Portanto, a coerência textual diz respeito à apresentação de ideias que estejam
de acordo com o gênero textual, com o conhecimento de mundo do leitor e com a
própria lógica interna do texto.
O que é coesão textual?
Coesão são as ligações concretas que dão coerência aos elementos de uma
mensagem. Todo escrito se organiza em torno de um elemento de referência, que lhe dá
coesão.
Ser coeso em um texto é assumir o compromisso da manutenção de um tema do
começo ao fim. A desordem nas ideias prejudica o entendimento do texto. Para ser bem
sucedido nessa empreitada, o redator deve ter clara a evolução do texto.
Entre os elementos de coesão mais comuns, podem ser citados, de acordo com
os sentidos que expressam:
Causa e consequência, explicação: por conseguinte, por isso, de fato, pois, já
que, de tal forma que;
Contraste, oposição, restrição, ressalva: exceto, salvo, todavia, menos, pelo
contrário, mas, contudo, embora;
Adição, continuação: por outro lado, também, e, nem, não apenas... como
também, não só... bem como, além disso, outrossim, ainda mais;
Semelhança, comparação, conformidade: segundo, conforme, igualmente,
assim também, da mesma forma, semelhantemente, por analogia, de acordo
com, tal qual, como, assim como, do mesmo modo, bem como, de maneira
idêntica;
Prioridade, relevância: principalmente, sobretudo, antes de mais nada,
primeiramente, acima de tudo, em primeiro lugar;
14
Condição, hipótese: se, caso, eventualmente;
Alternativa: ou... ou, ora, quer... quer, seja... seja, já... já, nem... nem;
Surpresa, imprevisto: de repente, inesperadamente, de súbito;
Ilustração, esclarecimento: quer dizer, isto é, por exemplo, ou seja;
Resumo, recapitulação, conclusão: em síntese, em resumo, enfim, em suma,
portanto, assim, dessa forma, logo, pois, dessa maneira;
Lugar, proximidade, distância: próximo a, perto de, além, acolá, aqui, onde,
aonde, em que;
Dúvida: quem sabe, é provável, talvez, possivelmente, quiçá;
Tempo (frequência, duração, ordem, sucessão, anterioridade,
posterioridade): enfim, logo, então, logo depois, imediatamente, logo após, a
princípio, agora, atualmente, sempre, raramente, desde que, já enquanto, quando,
não raro, mal, apenas;
Certeza, ênfase: certamente, sem duvidam inegavelmente, com toda a certeza;
Propósito, intenção, finalidade: a fim de que, com o fim de que, para que,
com o propósito de.
A coesão refere-se à forma ou à superfície de um texto. Ela é mantida através de
procedimentos gramaticais, isto é, pela escolha do conectivo adequado na articulação
dos diversos enunciados que compõem um texto.
“A principal meta da educação é criar homens que sejam capazes de fazer coisas
novas, não simplesmente repetir o que outras gerações já fizeram. Homens que
sejam criadores, inventores, descobridores. A segunda meta é formar mentes que
estejam em condições de criticar, verificar e não aceitar tudo que a elas se propõe.”
(Jean Piaget)
15
“Um único bom argumento vale mais do que muitos argumentos melhores”.
(Tristan Bernard)
Referências:
ABAURRE, Maria Luiza M. Gramática: texto: análise e construção de sentido. São Paulo:
Moderna, 2006.
HTTP/WWW. Portal do professor.com
HTTP://WWW.soartigos.com/artigo/458/DROGAS-NA-ADOLESCENCIA
http://estantedojoao.blogspot.com.br/2011/10/bullying-artigo-de-opiniao_04.html
http://cronicasbrasil.blogspot.com.br/2008/04/bullying-e-incivilidade-rosely-sayo.html
SARMENTO, L. L.; TUFANO, D. Português: literatura, gramática, produção de texto: volume
único. São Paulo: Moderna, 2004.

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O problema das drogas entre os jovens do século XXI

  • 1. 1
  • 2. 2 Universidade Estadual da Paraíba- UEPB Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência- PIBID Subprojeto Letras- Língua Portuguesa Escola de Atuação: E.E.E.F.M. Monte Carmelo Coordenadora de Área: Magliana Rodrigues da Silva Supervisora: Zuila Kelly da Costa Couto Fernandes de Araújo Alunas bolsistas: Alanne de Paula Luciana Vieira Alves Marciana da Silva Milânez Renally Arruda Projeto: Nas Trilhas da Língua Portuguesa: O texto em foco
  • 3. 3 Drogas na adolescência Wagner Paulon Não é um fenômeno único e isolado, o fato do grande aumento do uso de drogas entre os adolescentes, durante a década passada, no Brasil, Estados Unidos e em outros países. Acreditava-se que, na década de 60 os jovens passaram a consumir mais drogas com o advento da cultura e essa crença limitava-se somente aos jovens. Tal crença é uma ilusão e só pode obstruir as tentativas de se colocar o problema em perspectiva adequada. O emprego e abuso propagado de drogas não se restringem aos adolescentes e não começou com o advento da cultura jovem dos anos 60, como qualquer um que tinha 20 anos na década de 20 pode atestar. Conquanto possa haver diferenças significativas entre as gerações no que concerne aos seus padrões de uso de drogas, a sociedade mais ampla, da qual os adolescentes são uma parte, vem-se desenvolvendo como uma "cultura da droga" há muitos anos. Por exemplo, de um quarto a um terço de todas as prescrições médicas atualmente feitas no Brasil, são para estimulantes ou comprimidos para regime (anfetaminas) ou tranquilizantes. Entre 1964 e 1977, as receitas de Valium e Librium, os dois tranquilizantes mais usados, aumentou de 40 para 73 milhões por ano, só nos Estados Unidos. Revistas, jornais, rádios, televisões bombardeiam as pessoas com mensagens insistentes de que o alívio para quase tudo - ansiedade, depressão, excitamento -
  • 4. 4 depende "exatamente de engolir mais um comprimido". Nas palavras de um garoto de 13 anos: "Espera-se que nós não tomemos drogas, mas a TV está cheia de comerciais mostrando pessoas correndo para obter seus comprimidos porque alguma coisa as incomoda". Os adolescentes que adotaram essa maneira de ver como a vida deve ser conduzida podem apenas estar refletindo modelos sociais e paternos. Através de pesquisas têm se mostrado que, os jovens cujos pais fazem uso significativo de drogas como álcool, tranquilizantes, fumo, sedativos e anfetaminas são mais inclinados que os outros adolescentes a usar maconha, álcool e outras drogas. Como me disse um garoto de 15 anos: "Em minha casa, não se pode espirrar sem tomar algum comprimido. Minha mãe está sempre tomando alguma coisa para dor de cabeça, e meu pai para ficar acordado a fim de trabalhar à noite. Eles não são alcoólatras, mas certamente bebem muito. Assim sendo, sou algum criminoso por fumar maconha?‖. Embora muitos adolescentes estejam se tornando dependentes de drogas de alto risco, a maioria não está. Apesar das predições lúgubres do fim dos anos 60 de que estávamos na iminência de uma "epidemia" de uso de drogas entre adolescentes, nada disso realmente aconteceu. O uso da maconha, álcool e fumo está disseminado entre os jovens; mas o uso das drogas da "contracultura", como o LSD e outras substâncias, inalantes (cheirar cola), estimulantes (anfetaminas) e calmantes (barbitúricos) e produtos que ingressaram mais recentemente no campo das drogas da juventude, como heroína, cocaína, PCP ("pó de anjo"), quaaludes etc., não tem sido detectado senão em uma de cada cinco pessoas no Brasil, (e o índice geralmente é menor em outros países ocidentais). Muitos dentre os antigos consumidores ocasionais abandonaram tais drogas sem as substituir por outras. Não podemos tapar o sol com peneira, não há lugar para complacência. Embora seja certo afirmar, por exemplo, que "apenas" de 3% a 5% dos estudantes de nível colegial no Brasil, já experimentou maconha, isso significa mais de um milhão de jovens. Além disso, o uso de drogas "tradicionais" (isto é, de adultos), sobretudo o álcool, tem aumentado nos últimos anos, mais notavelmente entre os adolescentes mais jovens.
  • 5. 5 A Polêmica da Legalização das Drogas Entre os temas incandescentes, capazes de deflagrar discussões apaixonadas, inclui-se o da legalização do uso de drogas. Dínamo da criminalidade em escala planetária, a produção, o tráfico e o consumo de cocaína, maconha, heroína — apenas para citar as de maior mercado — e substâncias sintéticas movimentam bilhões, preocupam governos e famílias. A luta contra essa indústria parece inglória, além de ser custosa em dinheiro e vidas. Com esse pano de fundo é que se coloca a questão: por que não legalizar o consumo de drogas, para afinal controlá-las? A polêmica vem de muito tempo e nela acaba de desembarcar o governador Sérgio Cabral. Logo no início do seu governo, Cabral se colocou ao lado dos defensores da legalização. Posição reafirmada em recente entrevista a Veja: ―Será que não é mais fácil legalizar e criar políticas públicas na área da saúde, para conscientização, para o controle?‖ É uma das perguntas que vêm sendo feitas nesse debate, e com participantes ilustres, alguns, à primeira vista, improváveis. Como o economista Prêmio Nobel Milton Friedman, americano, já falecido, um dos ícones do monetarismo, ultraliberal, tachado de inimigo pelas esquerdas. Por liberal, Friedman defendia a liberdade no uso de drogas. Em 1991, numa entrevista transmitida por emissoras de TV da rede pública americana, ele explicou as razões pelas quais considerava um erro o Estado interferir em qualquer decisão individual. Friedman defendia para a cocaína e outras drogas o mesmo tratamento dado ao álcool. Se a pena para o motorista apanhado alcoolizado é alta, deveria ocorrer o mesmo para o inebriado por maconha.
  • 6. 6 Considerava inútil a guerra das drogas, assim como foi ineficaz a Lei Seca (a Prohibition, como se referem os americanos), contra as bebidas alcoólicas. Naquela entrevista, expôs uma tese instigante: ao reprimir o tráfico, o Estado protege o cartel das drogas, pois impede que entrem concorrentes no mercado e façam o preço da cocaína cair. Não há resposta fácil a todas essas questões. Nem pode o Brasil legalizar esse mercado unilateralmente, sem que os grandes países consumidores o façam. Mas o tema está aí e precisa ser debatido. Não podemos fingir que ele não existe. Este Editorial foi publicado pelo jornal O Globo na data de 15/07/2007. Explorando a criatividade Atividade: Os Jovens do século XXI: o problema das drogas Tendo como base tudo o que discutimos e vivenciamos até agora, produza uma encenação em grupo, mostrando uma situação que envolva os jovens e o universo das drogas. Esta encenação será importante para nos fazer refletir sobre o quão perigoso é esse mundo das drogas. Use a sua criatividade!
  • 7. 7 BULLYING O bullying, de fato, sempre existiu. O que ocorre é que, com a influência da televisão e da internet, os apelidos pejorativos foram tomando outras proporções. A natureza e o desenvolvimento humano demonstram que a agressividade é a arma daquele que se sente acuado, impotente, com dificuldade de se impor e de expressar aquilo que sente de forma que o outro o entenda e respeite. As crianças são as principais vítimas, porém já possuem muitos adultos com as mesmas dificuldades de lidar com a problemática, a depressão, a baixa autoestima e ansiedade – já que tudo isso pode ser resultado das agressões sofridas pelas vítimas. Normalmente, os agressores foram ou são vítimas de agressões dentro de suas casas. O processo de educar, de ensinar, de criar laços verdadeiros de afeto e cumplicidade é algo que leva tempo, que não se impõe e nem se consegue através da força, das chantagens ou da manipulação e nem, muito menos, através dos excessos do poder. Os pais devem mostrar que o filho não é culpado pelas perseguições e deixar claro que ele tem os seus valores e qualidades. É importante incentivá-lo a contar sobre o que acontece na escola e apresentar as pessoas que fazem parte do seu ciclo de relacionamento. Já com os agressores, a reação deve ser parecida. ―Só criticar não resolve o problema. É preciso conversar, se interessar e saber ouvir. Deixe claro que o comportamento violento é inaceitável, mas que é possível mudar essa conduta‖, salienta a psicóloga Maria Tereza Maldonado, do Rio de Janeiro, autora do livro "A Face Oculta – Uma história de bullying e cyberbullying", da Editora Saraiva. De certa forma, o bullying é uma prática de exclusão social cujos principais alvos costumam ser pessoas mais retraídas, inseguras. Essas características acabam fazendo com que elas não peçam ajuda e, em geral, se sintam desamparadas e encontrem dificuldades de aceitação.
  • 8. 8 As formas de Bullying mais comuns em ambientes escolares são: agressões físicas e verbais, ameaças, brigas, chantagens, apelidos, trotes, roubo, racismo, xenofobias - aversão a tudo aquilo que vem de outras culturas e nacionalidades - intimidações, piadinhas, assédios, xingamentos, abusos discriminações e várias outras formas de se ridicularizar uma pessoa. Para extravasar sentimentos como raiva, medo e ansiedade, a pedagoga Flávia Cristina Oliveira Murbach de Barros sugere que a criança realize atividades como brincar com outras pessoas, participar de atividades coletivas, interativas ou artísticas (música, teatro, artes plásticas e dança), além de praticar esportes. ―São várias formas de a criança se abrir para os conhecimentos e assim transformar sua própria realidade. A escola, a família e a comunidade podem proporcionar isso, como algo que extravase a criatividade, e a formação de um adulto mais humanitário‖, diz. Talvez guarde essa mágoa durante anos e tenha dificuldade de se relacionar com as pessoas. É necessário que todos os envolvidos no processo educacional estejam atentos a este vilão que permeia a educação do século XXI e elaborem planos de ação em que valores como o respeito, amor, companheirismo e cidadania sejam constantemente abordados. Consequentemente os ambientes escolares que investirem nesses valores tão esquecidos em tempos atuais, estarão contribuindo para que a prática do Bullying venha a se extinguir de nossas escolas. Este Artigo foi produzido pelo grupo Phoenix e publicado no blog: Estande do João
  • 9. 9 "Bullying" e incivilidade Rosely Sayão O "bullying" não é um fenômeno moderno, mas hoje os pais estão bem preocupados porque parece que ele se alastrou nos locais onde há grupos de crianças e jovens, principalmente na escola. Todos têm receio de que o filho seja alvo de humilhação, exclusão ou brincadeiras de mau gosto por parte dos colegas, para citar exemplos da prática, mas poucos são os que se preocupam em preparar o filho para que ele não seja autor dessas atividades. Quando pensamos no "bullying", logo consideramos os atos violentos e agressivos, mas é raro que os consideremos como atos de incivilidade. Vamos, então, refletir a respeito desse fenômeno sob essa ótica. Por que é que mesmo os adultos que nunca foram vítimas de atos de violência, como assalto ou furto, sentem uma grande sensação de insegurança nos espaços públicos? Simples: porque eles sentem que nesses locais tudo pode acontecer. A vida em comunidade está comprometida, e cada um faz o que julga melhor para si sem considerar o bem comum. Outro dia, vi uma cena que exemplifica bem essa situação. Em uma farmácia repleta de clientes, só dois caixas funcionavam, o que causou uma fila imensa. Em dado momento, um terceiro caixa abriu e o atendente chamou o próximo cliente. O que aconteceu? Várias pessoas que estavam no fim da fila e outras que aguardavam ainda a sua vez correram para serem atendidas. Apenas uma jovem mulher reagiu e disse que estavam todos com pressa e aguardando a sua vez. Ela se tornou alvo de ironias e ainda ouviu um homem dizer que "a vida é dos mais espertos". Essa cena permite uma conclusão: a de que ser um cidadão responsável e respeitoso promove desvantagens. É esse clima que, de um modo geral, reina entre crianças e jovens: o de que ser um bom garoto ou aluno correto não é um bem em si. Além disso, as crianças e os jovens também convivem com essa sensação de insegurança de que, na escola, tudo pode acontecer. Muitos criam estratégias para evitar serem vistos como frágeis e se tornarem alvo de zombarias. Tais estratégias podem se transformar em atos de incivilidade. A convivência promove conflitos variados e é
  • 10. 10 preciso saber negociá-los com estratégias respeitosas e civilizadas. Muitos pais ensinam seus filhos a negociarem conflitos de modo pacífico e polido, mas muitos não o fazem. É preciso estar atento a esse detalhe. Aliás, costumo dizer que é nos detalhes que a educação acontece. Faz parte também do trabalho da escola esse ensinamento. Aprender a não cometer atos de incivilidade diminuiria muito o "bullying". Para tanto, não se pode abandonar crianças ou jovens à própria sorte: é preciso a presença educativa e reguladora dos adultos. Isso vale, principalmente, nos horários escolares em que o fenômeno mais ocorre: na entrada, na saída e no recreio. Mãos à obra! Agora Produziremos uma campanha de conscientização contra o bullying: o preconceito desmedido. Em quatro grupos vocês terão que produzir argumentos para convencerem e conscientizarem seus colegas a não praticarem esse tipo de violência. Cada grupo ficará responsável por falar de um tipo de bullying. E ao final, faremos a apresentação da campanha para a escola. Uma excelente campanha para todos!!! Trabalhando os gêneros argumentativos Artigo de Opinião Editorial Crônica Argumentativa
  • 11. 11 Produzindo: De acordo com tudo o que estudamos e debatemos até agora, em sala de aula, faça o seu próprio texto seguindo a estrutura de um artigo de opinião, tendo como base os textos lidos e discutidos, os vídeos apresentados e as teorias estudadas sobre argumentação. Lembre-se de obedecer à estrutura do gênero e a temática que você escolher ―Os jovens do século XXI: o problema das drogas‖ ou ―Os jovens do século XXI: bullying- o preconceito desmedido‖. Use argumentos que possam persuadir seu leitor, tenha coerência nas ideias e lembre-se que seu texto será lido por outras pessoas. Expressa a opinião ou o posicionamento do autor diante de um tema atual e de interesse de muitos. Expressa a opinião de um jornal ou revista a respeito de um assunto da atualidade, quase sempre polêmico; Expressa circunstâncias do nosso cotidiano mais simples, acrescentando, aqui e ali, fortes doses de humor, sensibilidade, ironia; Apresenta uma linguagem impregnada de subjetivismos. Apresenta uma linguagem clara, objetiva e impessoal; Apresenta uma visão pessoal e subjetiva do cronista ante um fato qualquer. Predomínio da linguagem culta. Predomínio da linguagem culta. Predomínio da linguagem coloquial, simples, muito próxima do leitor; Tem o objetivo de persuadir, ou seja, procura influenciar o leitor, no sentido de fazê-lo mudar de ideia e/ou tomar uma atitude. Tem o objetivo de apresentar um posicionamento (da revista ou jornal) sobre um determinado assunto. O objetivo da crônica é utilizar elementos do cotidiano para levantar questionamentos e promover discussões.
  • 12. 12 Use seu poder de persuasão! Elementos da textualidade Como escrever bem? O ato da escrita requer um exercício constante de aperfeiçoamento, por isso é necessário sempre a reescritura do texto. Há também algumas noções importantes a serem observadas: 1. A clareza das ideias; 2. A simplicidade; 3. A ordem direta; 4. A originalidade; 5. A escolha das palavras. As qualidades de um texto Há determinados critérios para a produção de um bom texto, como coesão, clareza e coerência. A coesão e a coerência são as duas propriedades fundamentais para que exista um texto. Sem esses elementos, não podemos dizer que existe texto. Quando muito, há um amontoado desconexo de palavras colocadas lado a lado. O que é coerência textual? A coerência resulta da relação harmoniosa entre os pensamentos ou ideias apresentadas num texto sobre determinado assunto. Refere-se, dessa forma, ao conteúdo, ou seja, à sequência ordenada das opiniões ou fatos expostos. Não havendo o emprego correto dos elementos de ligação (conectivos), faltará a coesão e, logicamente, a coerência ao texto.
  • 13. 13 Diz-se que um texto apresenta coerência se há, portanto, uma perfeita organização entre as partes como um todo. Não só estão bem delimitados o princípio, o meio e o fim, como também ocorre à adequação da linguagem ao tipo de texto. Um discurso é aceito como coerente quando apresenta uma configuração conceitual compatível com o conhecimento de mundo do recebedor. O conhecimento de mundo é importante, não menos importante é que esse conhecimento seja partilhado pelo produtor e receptor do texto. E ambos devem ter conhecimentos comuns. Portanto, a coerência textual diz respeito à apresentação de ideias que estejam de acordo com o gênero textual, com o conhecimento de mundo do leitor e com a própria lógica interna do texto. O que é coesão textual? Coesão são as ligações concretas que dão coerência aos elementos de uma mensagem. Todo escrito se organiza em torno de um elemento de referência, que lhe dá coesão. Ser coeso em um texto é assumir o compromisso da manutenção de um tema do começo ao fim. A desordem nas ideias prejudica o entendimento do texto. Para ser bem sucedido nessa empreitada, o redator deve ter clara a evolução do texto. Entre os elementos de coesão mais comuns, podem ser citados, de acordo com os sentidos que expressam: Causa e consequência, explicação: por conseguinte, por isso, de fato, pois, já que, de tal forma que; Contraste, oposição, restrição, ressalva: exceto, salvo, todavia, menos, pelo contrário, mas, contudo, embora; Adição, continuação: por outro lado, também, e, nem, não apenas... como também, não só... bem como, além disso, outrossim, ainda mais; Semelhança, comparação, conformidade: segundo, conforme, igualmente, assim também, da mesma forma, semelhantemente, por analogia, de acordo com, tal qual, como, assim como, do mesmo modo, bem como, de maneira idêntica; Prioridade, relevância: principalmente, sobretudo, antes de mais nada, primeiramente, acima de tudo, em primeiro lugar;
  • 14. 14 Condição, hipótese: se, caso, eventualmente; Alternativa: ou... ou, ora, quer... quer, seja... seja, já... já, nem... nem; Surpresa, imprevisto: de repente, inesperadamente, de súbito; Ilustração, esclarecimento: quer dizer, isto é, por exemplo, ou seja; Resumo, recapitulação, conclusão: em síntese, em resumo, enfim, em suma, portanto, assim, dessa forma, logo, pois, dessa maneira; Lugar, proximidade, distância: próximo a, perto de, além, acolá, aqui, onde, aonde, em que; Dúvida: quem sabe, é provável, talvez, possivelmente, quiçá; Tempo (frequência, duração, ordem, sucessão, anterioridade, posterioridade): enfim, logo, então, logo depois, imediatamente, logo após, a princípio, agora, atualmente, sempre, raramente, desde que, já enquanto, quando, não raro, mal, apenas; Certeza, ênfase: certamente, sem duvidam inegavelmente, com toda a certeza; Propósito, intenção, finalidade: a fim de que, com o fim de que, para que, com o propósito de. A coesão refere-se à forma ou à superfície de um texto. Ela é mantida através de procedimentos gramaticais, isto é, pela escolha do conectivo adequado na articulação dos diversos enunciados que compõem um texto. “A principal meta da educação é criar homens que sejam capazes de fazer coisas novas, não simplesmente repetir o que outras gerações já fizeram. Homens que sejam criadores, inventores, descobridores. A segunda meta é formar mentes que estejam em condições de criticar, verificar e não aceitar tudo que a elas se propõe.” (Jean Piaget)
  • 15. 15 “Um único bom argumento vale mais do que muitos argumentos melhores”. (Tristan Bernard) Referências: ABAURRE, Maria Luiza M. Gramática: texto: análise e construção de sentido. São Paulo: Moderna, 2006. HTTP/WWW. Portal do professor.com HTTP://WWW.soartigos.com/artigo/458/DROGAS-NA-ADOLESCENCIA http://estantedojoao.blogspot.com.br/2011/10/bullying-artigo-de-opiniao_04.html http://cronicasbrasil.blogspot.com.br/2008/04/bullying-e-incivilidade-rosely-sayo.html SARMENTO, L. L.; TUFANO, D. Português: literatura, gramática, produção de texto: volume único. São Paulo: Moderna, 2004.