Editorial

Uma nova opção
aos fornecedores de cana
independentes

A

edição de novembro apresenta aos
fornecedores de cana...
Indice
EXPEDIENTE

Capa

CONSELHO EDITORIAL:
Antonio Eduardo Tonielo
Augusto César Strini Paixão
Clóvis Aparecido Vanzella...
Entrevista

João de Almeida Sampaio Filho
é economista, produtor rural de borracha, cana-de-açúcar e
pecuária de corte

Fu...
Entrevista
CANAVIEIROS: Em matéria
divulgada no site da Sociedade Rural
Brasileira, o senhor disse que um dos
acertos do p...
Entrevista
da crise é de fundamental importância. E por fim, é necessário colocar alguém que conheça bem o setor, pois
se ...
Ponto de Vista

A crise é choradeira
de produtor?

O

agronegócio brasileiro ainda amarga a pior
de suas crises. E nem há ...
Notícias
Copercana

Copercana e Jumil
realizam “dia de campo”
Carla Rossini

O evento, que aconteceu na destilaria Santa I...
Notícias
Copercana

Após a apresentação técnica, os produtores puderam conferir
o Cultivador Adubador trabalhando na lavou...
Notícias
Canaoeste

“O desafio é
organizar os produtores
e estimulá-los no cultivo da cana”,
afirma Ortolan
Cristiane Barã...
Notícias
Canaoeste
açúcar e etanol, nos impactos da reforma no regime do açúcar na União Européia, na introdução da bioene...
Notícias
Canaoeste

Consecana
Conselho dos Produtores de Cana, Açúcar e Álcool do Estado de São Paulo

CIRCULAR Nº 11/06
D...
Notícias
Cocred

Cocred
inaugura filial em Viradouro
Marino Guerra

Cooperativa de Crédito dá continuidade ao seu plano de...
Notícias
Cocred

Cocred
investe na capacitação de seus colaboradores
Marino Guerra

Vinte e um colaboradores da cooperativ...
Notícias
Cocred

Balanço
Patrimonial
BALANCETE MENSAL - SETEMBRO/2006
Valores em Reais

18
Reportagem de Capa

TERCEIRIZAÇÃO
DA PRODUÇÃO
DE CANA:
vantagens e
tendências
Cristiane Barão

Entrada de caminhôes canavi...
em sua propriedade ou em áreas arrendadas e depois negocia a produção
com a indústria, que fica responsável
pelo corte, ca...
Reportagem de Capa

Os fornecedores da associação recebem alguns incentivos para a produção,
há a seção de áreas arrendada...
Destaque

SAFRA 2006/2007
DE GRÃOS DEVE SER 1,1% MAIOR
QUE A ANTERIOR
Carla Rossini

Os números foram divulgados pela Cona...
Pragas e Doenças

Palha de cana
atrapalha o desenvolvimento da tiririca
(Cyperus rotundus L.)
Marino Guerra

Estudo mostra...
Antes da Porteira

O pai dos Javalis no Brasil
Marino Guerra

O cooperado João Prada foi um dos primeiros a importar e des...
Antes da Porteira
mas ao observá-los percebi muita diferença, então decidi importar os animais da Europa”, lembra João.
O ...
Informações setoriais

Chuvas

de

Outubro

e Prognósticos Climáticos
Veja no quadro abaixo as chuvas anotadas durante o m...
Informações setoriais
tindo ótimas condições para cultivos mecânicos, químicos e adubações das
soqueiras. Por outro lado, ...
Culturas de Rotação

Baixa oferta
aumenta 39,5% o preço da saca do amendoim
Marino Guerra

Valor do grão no mês de outubro...
Culturas de Rotação

Revista Canavieiros - Novembro de 2006

31
Informe Publicitário
Novas Tecnologias

Agricultura
de precisão não tão precisa assim
Marino Guerra

Estudo compara a qualidade de três modelos...
Agende-se
Dezembro

de 2006

VII Seminário Nacional de Energia e Responsabilidade Social Ambiental no Brasil:
Competitivid...
Biblioteca

Cultura

Cultivando
a Língua Portuguesa
Esta coluna tem a intenção de
esclarecer, de maneira didática,
algumas...
Repercutiu

"O usineiro com pose de coronel e o engenho que centralizava o
lucro não existem mais. Hoje a indústria canavi...
1)Vende-se
MATÃO/SP
245 Alq., sendo 218 com cana, arrendado para Usina até 2011 ‘a 50t/alq., sem
benfeitorias, R$49.000,00...
Ed05nov06
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  1. 1. Editorial Uma nova opção aos fornecedores de cana independentes A edição de novembro apresenta aos fornecedores de cana uma nova opção que está surgindo: a terceirização da produção da matéria-prima. O termo se refere a uma nova abordagem sobre a entrega da canade-açúcar por fornecedores independentes às unidades industriais. Muitos preferem utilizar o termo ‘parceria’ no intuito de evitar que o terceiro seja tratado como um estranho. Embora muito comum nas prestações de serviços, a terceirização ou parceria da produção de cana ainda é incipiente. Essa é a abordagem da reportagem de capa deste mês. Sempre procurando estar um passo à frente dos acontecimentos, a Revista Canavieiros traz, neste mês, uma entrevista com o futuro secretário da Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, João de Almeida Sampaio Filho, que foi anunciado recentemente pelo governador eleito, José Serra. Sampaio é economista e produtor rural de borracha, cana-de-açúcar e pecuária de corte. Atualmente, preside a SRB – Sociedade Rural Brasileira. Na entrevista concedida a Revista Canavieiros, Sampaio fala sobre assuntos polêmicos como o atual modelo de reforma agrária, o perfil ideal para o ministro da agricultura, a redução do “Custo Brasil” e a expansão da cultura canavieira. O artigo publicado no “Ponto de Vista” de novembro é do deputado federal eleito pelo PSDB-SP, Antonio Duarte Nogueira Júnior, que fala sobre a pior crise que o agronegócio brasileiro vem amargando. Nogueira comenta sobre uma possível cortina de fumaça em relação aos resultados da balança comercial do agronegócio, uma relação conflituosa entre produção e exportação que é apresentado ao cidadão comum e o faz pensar que a crise é choradeira de produtor ou uma invenção daqueles que querem tirar dinheiro do governo. Nas páginas da Canaoeste, trazemos a participação do presidente da associação, Manoel Ortolan na 17ª reunião conjunta da ISO (Organização Internacional do Açúcar, da sigla em inglês) e da WABCG (Associação Internacional dos Produtores de Cana e Beterraba Açucareira). Nas páginas da Copercana, um relato sobre o “Dia de Campo”, promovido pela cooperativa em parceria com a Jumil, uma das principais indústrias de implementos agrícolas do país. E, por fim, nas páginas da Cocred, a inauguração de mais uma agência da cooperativa de crédito em Viradouro. A Cocred também relata a participação de 21 dos seus colaboradores no curso promovido pelo Cocecrer/Sescoop em parceria com a Unicoc sobre aperfeiçoamento no mercado financeiro. A matéria de destaque traz as últimas estimativas da safra de grãos brasileira divulgada pela CONAB - Companhia Nacional de Abastecimento. Segundo a Companhia, a produção nacional de grãos no ciclo 2006/2007 deve ficar entre 118,9 e 121,3 milhões de toneladas. Se confirmado o intervalo superior, a safra atual será 1,1% maior que a anterior, que fechou em 119,9 milhões/toneladas. Nas reportagens técnicas, a Canavieiros traz informações sobre a “tiririca”, uma das plantas daninhas mais prejudiciais a todas as culturas. As informações setoriais apresentam as chuvas e prognósticos climáticos do mês de outubro e o uso de GPS (Global Positioning System) na agricultura de precisão. Para finalizar, a reportagem da editoria “Antes da Porteira” apresenta o cooperado João Prada (o ‘pai’ dos javalis no Brasil), que foi um dos primeiros a importar e desenvolver a criação do animal no território nacional. Vale a pena conferir! Boa leitura Conselho Editorial Revista Canavieiros - Novembro de 2006 03
  2. 2. Indice EXPEDIENTE Capa CONSELHO EDITORIAL: Antonio Eduardo Tonielo Augusto César Strini Paixão Clóvis Aparecido Vanzella Manoel Carlos de Azevedo Ortolan Manoel Sérgio Sicchieri Oscar Bisson TERCEIRIZAÇÃO DA PRODUÇÃO DE CANA: vantagens e tendências EQUIPE DE JORNALISMO: Carla Rossini – MTb 39.788 Cristiane Barão – MTb 31.814 Marino Guerra – MTb 39.180 20 OUTRAS DESTAQUES Entrevista 24 João de Almeida Sampaio Filho 28 Menos ideologia para evoluir 05 Ponto de Vista 30 31 Duarte Nogueira 32 A crise é choradeira de produtor? DESTAQUE INFORMAÇÕES SETORIAIS CULTURAS DE ROTAÇÃO PRAGAS E DOENÇAS NOVAS TECNOLOGIAS 08 REVISÃO GRAMATICAL: Igor Fernando Ardenghi DIAGRAMAÇÃO: SPM Comunicação FOTOS: Carla Rossini Marino Guerra CAPA: Carla Rossini COMERCIAL E PUBLICIDADE: Aline Rodrigues revistacanavieiros@copercana.com.br DEPARTAMENTO DE MARKETING E COMUNICAÇÃO: Aline Rodrigues, Artur Sandrin, Carla Rossini, Daniel Pelanda, Letícia Pignata, Marino Guerra, Roberta Faria da Silva, Tatiana Sicchieri 34 EVENTOS 35 AGENDE-SE 36 CULTURA TIRAGEM: 6.000 exemplares Canaoeste Manoel Ortolan participa de encontro da WABCG 37 REPERCUTIU Notícias 38 CLASSIFICADOS A Revista Canavieiros é distribuída gratuitamente aos cooperados, associados e fornecedores do Sistema Copercana, Canaoeste e Cocred. As matérias assinadas são de responsabilidade dos autores. A reprodução parcial desta revista é autorizada, desde que citada a fonte. Notícias 10 Copercana e jumil realizam dia de campo Notícias 14 16 Cocred Inaugura filial em Viradouro Antes da Porteira O cooperado João Prada foi pioneiro na criação de Javalis no território nacional 04 26 Revista Canavieiros - Novembro de 2006 IMPRESSÃO: São Francisco Gráfica e Editora ENDEREÇO DA REDAÇÃO: Rua Dr. Pio Dufles, 532 Sertãozinho – SP CEP: 14.170-680 Fone: (16) 3946 3311
  3. 3. Entrevista João de Almeida Sampaio Filho é economista, produtor rural de borracha, cana-de-açúcar e pecuária de corte Futuro secretário defende o fim das ideologias e mais racionalismo no campo Marino Guerra O economista, produtor rural, presidente da SRB (Sociedade Rural Brasileira) e futuro secretário da agricultura e abastecimento do estado de São Paulo, João de Almeida Sampaio, concedeu uma entrevista exclusiva à Revista Canavieiros na qual fez um balanço em relação à agroenergia na primeira gestão do governo Lula. Foto: divulgação JOB João fala sobre o que uma das maiores entidades representante dentro do agronegócio brasileiro pensa a respeito de assuntos polêmicos como o atual modelo de reforma agrária, o perfil do ministro da agricultura ideal, a redução do “Custo Brasil” e a expansão da cultura canavieira. Com opiniões formadas através de argumentos plausíveis, João de Almeida enxerga o agronegócio nacional de uma forma racional, de modo que todos os compenentes necessitem atingir um alto nível de profissionalização, e que o primeiro quesito para alcançar essa excelência é deixar para trás ideologias ultrapassadas. perfil João de Almeida Sampaio Filho é economista, produtor rural de borracha, canade-açúcar e pecuária de corte. É presidente da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Borracha Natural vinculada ao Ministério da Agricultura. Dirige a usina de beneficiamento de borracha Interlatex, em Barretos - SP. Preside a Sociedade Rural Brasileira desde 2002. Foi anunciado como o secretário da agricultura e abastecimento do estado de São Paulo para a gestão de José Serra, que se inicia em 2007. Nascido em 28/07/1965 em São Paulo - SP. Formado em economia pela FAAP em 1986. Filho, neto, bisneto de família tradicional do setor rural, que sempre só trabalhou com atividades agrícolas. Pelo lado paterno, a família se dedicava inicialmente à cafeicultura (famílias Almeida Prado e Sampaio) e posteriormente à pecuária e cana-de-açúcar. Quanto ao lado materno (famílias Rodrigues da Cunha e Junqueira Franco), a origem é mineira e sempre voltada à pecuária e recentemente também ao cultivo da cana-de-açúcar. Revista Canavieiros - Novembro de 2006 05
  4. 4. Entrevista CANAVIEIROS: Em matéria divulgada no site da Sociedade Rural Brasileira, o senhor disse que um dos acertos do primeiro mandato do governo Lula foi o apoio ao avanço da agroenergia. Na opinião do senhor, quais foram os motivos que levaram o governo a apoiar esse segmento? JOÃO DE ALMEIDA SAMPAIO FILHO: Primeiramente por influência do ex-ministro Roberto Rodrigues, que sempre foi muito ligado com o segmento de agronenergia, outra peça chave para a evolução desse segmento foi a presença do ex-ministro Antônio Palocci no Ministério da Fazenda, que por ter suas raízes em Ribeirão Preto também trabalhou pela agroenergia e por fim, a presença dessa pauta no projeto de governo. CANAVIEIROS: Gostaria que o senhor fizesse uma análise da primeira gestão do governo Lula e quem foi o governante que marcou história dentro do segmento dos biocombustíveis? JOÃO DE ALMEIDA SAMPAIO FILHO: O presidente teve uma participação relevante para o desenvolvimento dos biocombustíveis, mas é preciso lembrar que o presidente Ernesto Geisel teve um papel importante, embora seu mandato tenha acontecido dentro do regime militar, ele foi o primeiro governante a apostar no etanol como alternativa aos combustíveis originados do petróleo. senvolvem a agricultura familiar em agricultura empresarial. Quando ele conseguir resolver esse problema já terá dado um grande passo. CANAVIEIROS: Na visão da SRB, quais são os desafios que o segundo mandato de Lula terá que vencer para garantir o desenvolvimento esperado dentro do setor de biocombustíveis? CANAVIEIROS: Quando o então ministro da agricultura Roberto Rodrigues se desligou do ministério, o senhor foi uma das lideranças que defendeu sua gestão, quais foram as principais conquistas e as principais derrotas do ex-ministro na frente do Ministério da Agricultura? Um ministro da agricultura ideal para os próximos quatro anos precisa ter três características fundamentais. Primeiro, ele precisa ser um bom articulador. Segundo, tem que ser pró-ativo. Terceiro, ele precisa conhecer bem o setor. JOÃO DE ALMEIDA SAMPAIO FILHO: O primeiro desafio que o presidente Lula terá que vencer é o da ideologia. Ele terá que romper as barreiras ideológicas presentes na sua própria equipe de governo que são contrárias à transformação de áreas que hoje de- JOÃO DE ALMEIDA SAMPAIO FILHO: Roberto Rodrigues foi um grande ministro, eu acho que sua passagem pelo Ministério da Agricultura ficou marcada por ele ter se caracterizado como um bombeiro, ou seja, ocupou seu tempo em prevenir e resolver emergências e com isso não conseguiu implantar muitos dos seus projetos. A sua grande conquista foi o desenvolvimento do setor da agroenergia, outra medida de muita importância foi a criação de novos modelos de financiamento da produção, porém, eu acho que deixou a desejar na questão das negociações agrícolas e também na defesa sanitária que também são assuntos de fundamental importância. CANAVIEIROS: O senhor pode traçar o perfil do ministro da agricultura que considera ideal para ocupar esse cargo durante os próximos quatro anos? JOÃO DE ALMEIDA SAMPAIO FILHO: Um ministro da agricultura ideal para os próximos quatro anos precisa ter três características fundamentais. Primeiro, ele precisa ser um bom articulador. Segundo, tem que ser próativo. Terceiro, ele precisa conhecer bem o setor. Ser um bom articulador porque ele precisa ter facilidade de negociação com as equipes econômicas e ambientais do governo para as aprovações dos principais projetos do setor. Pró-ativo porque ele precisa fazer acontecer, principalmente no momento delicado em que passa a agricultura, ter um ministro com energia para sair 06 Revista Canavieiros - Novembro de 2006
  5. 5. Entrevista da crise é de fundamental importância. E por fim, é necessário colocar alguém que conheça bem o setor, pois se o ministro escolhido tiver que aprender sobre um setor tão grande, como o da agricultura, vamos perder muito tempo. CANAVIEIROS: O senhor defende a idéia de que é preciso emancipar economicamente os assentamentos existentes antes de se criar novos. Como e em quanto tempo é possível tornar os assentamentos já existentes em verdadeiras empresas rurais? JOÃO DE ALMEIDA SAMPAIO FILHO: Para isso acontecer depende de vontade política do governo, depende de coragem política. A forma para se conseguir a emancipação econômica dos assentamentos começa pela escolha de um produto e o investimento para se conseguir uma alta produtividade, e aí é que entra a participação do governo, que ao invés de gastar a verba destinada em assentamentos que não vão garantir o sustento das famílias ali inseridas, deveria mudar sua política agrária com o objetivo de gerar empregos e renda real para quem for trabalhar nas terras. CANAVIEIROS: E como retirar o peso ideológico que defende a agricultura de subsistência da grande maioria dos líderes dos assentados? JOÃO DE ALMEIDA SAMPAIO FILHO: Não tem que tirar essa ideologia dos líderes dos assentamentos, mas sim do governo, o ranço ideológico tem que ser retirado do governo é ele que tem que tomar uma decisão de alterar esse sistema que já está ultrapassado. CANAVIEIROS: Quais serão as conseqüências para o agronegócio brasileiro se caso for aprovada a redução no índice de produtividade usado na desapropriação de terras para fins de reforma agrária para 15 módulos fiscais (entre 20 e 90 hectares) como propõe o ministério do desenvolvimento agrário? JOÃO DE ALMEIDA SAMPAIO FILHO: A alteração desses índices nesse momento demonstra que o governo está insistindo em um modelo ultrapassado. Caso essa mudança realmente ocorra, as entidades que defendem o agronegócio vão buscar mecanismos legais para protestar a fórmula pela quais esses índices foram criados. Não tem que tirar essa ideologia dos líderes dos assentamentos, mas sim do governo, o ranço ideológico tem que ser retirado do governo. CANAVIEIROS: O senhor acredita que a união do agronegócio com a agricultura familiar em um único ministério pode ser um caminho para transformar os assentamentos de subsistência em empresas rurais? JOÃO DE ALMEIDA SAMPAIO FILHO: Eu acredito que as uniões dos dois ministérios vão ocasionar uma melhor sinergia, ou seja, ganho na administração, nos resultados de investimento dos recursos disponíveis e da energia das pessoas no trabalho a ser feito. Em conseqüência disso, todos os setores do agronegócio conseguiriam saber exatamente o que esperar de políticas governamentais de auxílio a produção. É bom lembrar que o termo agronegócio vai desde a propriedade familiar que produz determinado produto em um pedaço pequeno de terra, até a indústria que comercializa o produto final, ou seja, a união dos dois ministérios vai ocasionar a concentração de esforço para o desenvolvimento de todas as áreas envolvidas com o agronegócio. rápida para a redução desse custo? JOÃO DE ALMEIDA SAMPAIO FILHO: Uma reforma tributária é fundamental, uma melhor gestão dos recursos do governo, um ajuste fiscal é importante e uma reforma cambial também é importante. Mas a medida de mais urgência para a redução do “Custo Brasil” é a reforma tributária. CANAVIEIROS: Como a SRB enxerga a expansão da cana-de-açúcar em todo o Brasil? JOÃO DE ALMEIDA SAMPAIO FILHO: Eu enxergo como uma posição natural dos produtores rurais em busca de renda. O agricultor trabalha para ter renda, se ela não vier, ele perde o seu investimento, perde o seu estímulo, enfim perde o seu negócio. Como a cana-de-açúcar está gerando uma renda melhor, ele está migrando para essa cultura. Eu vejo isso como um fato natural, o problema é que outras culturas, por não conseguirem pagar nem o custo de produção do agricultor, vão perdendo terreno para as culturas mais rentáveis, como é o caso da cana-de-açúcar. Na minha visão, se a expansão de determinada cultura respeitar os limites do meio-ambiente, não há problema algum. CANAVIEIROS: Um dos grandes problemas que atinge, principalmente, o setor agrícola brasileiro é o “Custo Brasil”, qual é a saída mais eficiente e Revista Canavieiros - Novembro de 2006 07
  6. 6. Ponto de Vista A crise é choradeira de produtor? O agronegócio brasileiro ainda amarga a pior de suas crises. E nem há sinais de melhora. Apesar das condições naturais do país, da capacidade gerencial do produtor brasileiro e das tecnologias disponíveis, o Brasil nunca mais conseguiu superar a produção recorde de quatro safras atrás, quando colheu 123,1 milhões de toneladas de grãos. A partir de então, o setor mergulhou na crise, provocada por um conjunto de fatores conjunturais e climáticas e acentuada pela ausência de uma política agrícola capaz de recuperar o crescimento da atividade agropecuária no país. Há vários indícios de que a crise perdura. A mais recente estimativa da Conab para a safra 2006/07 aponta para uma produção entre 118,9 e 121,3 milhões de toneladas, na melhor das hipóteses. Já segundo as projeções do mercado a colheita não deve passar dos 115 milhões/toneladas. Além disso, nesta safra, o Brasil deve perder 4 milhões de hectares de área cultivada em relação a 2004, quando a área em produção atingiu o marco histórico de 49 milhões/hectares. recordes nas exportações do agronegócio brasileiro. O cidadão comum, que não está atrelado a nenhum elo da cadeia produtiva, é levado a fazer o seguinte raciocínio: como o setor pode estar em crise e a produção em queda se as exportações são crescentes? Na verdade há uma cortina de fumaça em relação aos resultados da balança comercial do agronegócio. Vejamos. De janeiro a outubro, os embarques somaram US$ 40, 8 bilhões, contra os US$ 36,2 bilhões registrados no mesmo período do ano passado. Foi um recorde, de fato, mas graças ao excelente desempenho do setor sucroalcooleiro e de outras cadeias como os produtos florestais, fumo e sucos de frutas, especialmente de laranja. Dos US$ 4,6 bilhões exportados a mais neste ano, o açúcar e o álcool participaram com R$ 2,2 bilhões, resultado do aumento na quantidade embarcada e da alta nos preços lá fora. O setor sucroalcooleiro nunca esteve tão bem. O complexo soja e a carne, primeiros itens na pauta das exportações, tiveram crescimento bem menores, de 1,4% e 2% respectivamen*Duarte Nogueira Com perda de renda e endividado, te. No caso da carne bovina e tamo produtor investe menos em bém suína, houve uma drástica redutecnologia e na expansão da sua lavoura. De janeiro a ção no ritmo de crescimento das exportações por consetembro, a entrega de fertilizantes ao consumidor ta do aparecimento dos casos de aftosa em 2005. O final recuou 2,5% em relação ao mesmo período de desempenho desse item só não foi pior porque os 2005 e as vendas das principais máquinas agrícolas preços no mercado externo estão bons, refletindo no sofreram quedas acentuadas: a comercialização de aumento das receitas das exportações. colheitadeiras caiu 45% e a de cultivadores 17,2%. E o resultado de tudo isso é que a perda de renda no Assim, essa relação conflituosa entre produção e campo, que já somou R$ 37 milhões, tende a crescer. exportação que é apresentada ao cidadão comum o faz pensar que a crise é choradeira de produtor ou No entanto, a crise no setor e seus desdobramen- uma invenção daqueles que querem tirar dinheiro do tos não causam sensibilização, a não ser junto aos governo. E enquanto isso, o setor que é o fiel da baagentes que tenham uma relação direta ou indireta lança comercial brasileira e gerador de 37% dos emcom a atividade agropecuária. Para a opinião pública pregos vai perdendo fôlego e importância. E quando em geral, a crise passa despercebida por dois moti- o agronegócio estiver estrangulado, o governo fedevos, principalmente: pelo fato de alguns itens da ces- ral poderá dar a mesma desculpa que deu até agora: ta básica estarem mais barato nas gôndolas e pelo que não sabia o que estava acontecendo. E não será carnaval que o governo faz sobre os consecutivos por falta de aviso. *deputado federal eleito pelo PSDB-SP, foi secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (2003 a março/2006) e da Habitação (95/96). Foi também deputado estadual por três mandatos 08 Revista Canavieiros - Novembro de 2006
  7. 7. Notícias Copercana Copercana e Jumil realizam “dia de campo” Carla Rossini O evento, que aconteceu na destilaria Santa Inês, reuniu mais de 130 produtores de cana A Copercana e a Jumil - uma das principais indústrias de implementos agrícolas do país – realizaram, no dia 28 de outubro, um “Dia de Campo” para apresentação de novos implementos para cana-deaçúcar. O evento foi realizado na Destilaria Santa Inês, em Sertãozinho-SP, e contou com a participação de mais de 130 produtores de cana. O dia começou com a exposição do Cultivador Adubador para cana crua e queimada JM3520SH CA-C/Q-2’, lançado recentemente na Agrocana 2006. Logo após, o gerente de projetos para linha canavieira da Jumil, Fábio Chencci Correa, apresentou as características e diferenciais técnicos dos seguintes produtos: JM3520SH versão sulcador adubador, cultivador adubador cana queimada e cultivador adubador cana crua e queimada, o cobridor e aplicador de inseticidas JM3620SH, o cultivador adubador bilateral com discos duplos JM3200SH Mais de 130 cooperados participaram do Dia de Campo Cultimax Cana, os distribuidores de fertilizantes Líder JM5050 TTD Cana e Líder JM10500 TTD com abafador, o triturador de restos da cultura de cana Trimax JM TR2500 Cana e o desintegrador para preparação de amostras para medição do teor de sacarose de cana-de-açúcar, modelo JM5200 U. O diretor da Copercana e Cocred, Pedro Esrael Bighetti, ladeado pelos diretores da Jumil, Patrícia Moraes Crivelente e Fabrício Rosa de Moraes 10 Revista Canavieiros - Novembro de 2006 Em seguida, os participantes foram encaminhados até uma área plantada com cana da destilaria, onde puderam ver, na prática, o Cultivador Adubador para Cana Crua e Queimada JM3520SH CA-C/ Q-2 funcionar. O evento terminou com um almoço oferecido aos participantes no Cred Clube Copercana. Lá, através da exposição dos equi- pamentos, os produtores puderam analisar e tirar possíveis dúvidas a respeito de cada um. O diretor presidente da Jumil, Rubens Dias de Morais, afirma que a Jumil será uma nova parceira dos produtores de cana. “A Jumil não veio para ser mais uma empresa do setor, mas sim para revolucionar o mercado de implementos, e para isso, a equipe técnica de desenvolvimento tem pesquisado junto às usinas, fornecedores e usuários as reais necessidades do mercado”, disse. Os cooperados que participaram do evento saíram satisfeitos e aprovaram. “Essa reunião dos produtores para o ‘Dia de Campo’ é muito proveitosa porque podemos fazer uma avaliação do equipamento na prática e também trocar informações. É através das explicações dos palestrantes que conseguimos ter idéia do custo/benefício do equipamento e esclarecer nossas dúvidas”, afirmou Flávio Pontes Guidi, cooperado e produtor de cana.
  8. 8. Notícias Copercana Após a apresentação técnica, os produtores puderam conferir o Cultivador Adubador trabalhando na lavoura de cana A JUMIL Fundada em 1936, a Jumil é uma das principais indústrias de implementos agrícolas do país. Sediada em Batatais, interior do Estado de São Paulo, ao longo dos anos tem participado efetivamente da evolução e desenvolvimento tecnológico da agricultura do Brasil e do mundo. Pioneira no sistema de distribuição de sementes pneumáticas no Brasil, Os produtores se interessaram pelo equipamento de grande utilidade nas lavouras de cana a Jumil revolucionou o mercado de plantio com o lançamento da plantadora pneumática Exacta e, posteriormente, a plantadora de hortaliças JM2400 Natura, sendo a única fabricante deste modelo de implemento em toda a América. Em 2006, a Jumil dá mais um salto e entra no desenvolvimento de produtos para a linha canavieira. Durante a Fenasucro/Agrocana 2006, realizadas em setembro, a Jumil lançou a seguinte linha de implementos para o cultivo e adubação da cultura de cana-de-açúcar: Cultivador Adubador JM3520SH CA-C/ Q2, Sulcador Adubador, Cultivador Adubador Cana Queimada e Cana Crua, implementos que prometem revolucionar o sistema de cultivo e adubação da cana-de-açúcar. Revista Canavieiros - Outubro de 2006 11
  9. 9. Notícias Canaoeste “O desafio é organizar os produtores e estimulá-los no cultivo da cana”, afirma Ortolan Cristiane Barão Em encontros na Alemanha e na Inglaterra, o presidente da Canaoeste e Orplana apresentou as perspectivas para o setor e a participação dos fornecedores independentes E m sua participação na 17ª reu nião conjunta da ISO (Organização Internacional do Açúcar, da sigla em inglês) e da WABCG (Associação Internacional dos Produtores de Cana e Beterraba Açucareira), em Londres no último dia 20, o presidente da Canaoeste e da Orplana, Manoel Ortolan, apresentou os desafios que os produtores independentes de cana terão para participar, de forma efetiva, do processo de expansão da cana, açúcar e álcool, e também as perspectivas para o setor sucroalcooleiro brasileiro. Ortolan também participou da 26ª reunião do Conselho da WABCG, realizada em Hannover, na Alemanha, entre os dias 16 e 19 de novembro. Participaram dos encontros representantes dos 30 países filiados à WABCG. A Orplana é filiada à associação desde 2004 e organizou a 25ª reunião do conselho pela primeira vez no Brasil no ano passado, em Ribeirão Preto. As discussões em Hannover foram centradas no tema “Como a pesquisa de hoje mudará as culturas de amanhã?”, com apresentações sobre os resultados e as pesquisas em curso envolvendo cana e beterraba açucareira na Alemanha, África do Sul e Estados Unidos, além de citar as tecnologias que podem ser úteis para o produtor, como o GPS e GIS. Na Alemanha, os participantes visitaram a companhia Nordzucker - segunda maior produtora de açúcar da Europa - localizada em Uelzen, norte do país. Conheceram também a KWS empresa de sementes de beterraba, além de acompanharem sua colheita. Em Londres, a reunião foi focada nas perspectivas para o mercado de O presidente da Canaoeste e Orplana, Manoel Ortolan; o secretário geral da Federação Internacional de Produtores Agrícolas (FIPA e IFAP), David J. King; o representante do departamento de Economia e Relações Internacionais da Confederação dos Plantadores de Beterraba, Olivier Crassard e o presidente da Associação de Fornecedores de Cana de Monte Aprazível, João Thomas Leal Pimenta 12 Revista Canavieiros - Novembro de 2006
  10. 10. Notícias Canaoeste açúcar e etanol, nos impactos da reforma no regime do açúcar na União Européia, na introdução da bioenergia, nas discussões sobre mudanças climáticas e nas estimativas para a produção de etanol. O presidente da Orplana fez sua apresentação no painel “Quais os principais players no mercado mundial futuro?”, no qual participaram também produtores da Austrália e África. Ortolan apresentou as estimativas para esta safra - quando deverão ser produzidas perto de 425 milhões de toneladas de cana, que serão transformadas em 17,5 bilhões de litros de etanol e 30,5 milhões de toneladas de açúcar – e o crescimento prospectado para 2013/14. Até lá, deverão ser produzidos 31 bilhões de litros de álcool (6 bilhões de litros deverão ser exportados) e 40 milhões de toneladas de açúcar (27 milhões/toneladas destinadas ao mercado externo). Para possibilitar esse crescimento na produção, serão necessárias 673 milhões de toneladas de cana e, dessa forma, a área ocupada com a cultura deverá saltar dos atuais 6,2 milhões de hectares para 9,8 milhões em 2013. De acordo com o presidente da Orplana, o setor industrial já anunciou investimentos de US$ 9,2 bilhões para a construção de novas indústrias. Atualmente, são 92 unidades em construção, sendo que 12 unidades entrarão em operação nesta safra. No Estado de São Paulo, serão 40 novas indústrias, a maioria na região noroeste do Estado. Em relação aos fornecedores independentes de cana, Ortolan afirmou que há uma grande preocupação em fazer com que os pequenos e médios produtores participem desse processo de crescimento. “Só no noroeste do Estado de São Paulo há mais de 10 mil produtores rurais que, atualmente, se dedicam à pecuária. Na maioria das propriedades será cultivada cana, no entanto, a maior parte desses produtores prefere arrendar ou vender suas terras. Nosso desafio é organizá-los e estimulá-los na produção de cana”, afirmou. Segundo ele, quanto maior o número de pequenos e médios produtores de cana, maior será a distribuição de renda e se considerarmos que a área média de cada produtor é de 100 hectares para cultivar os 3,6 milhões de hectares estimados para 2013, seria possível engajar 36 mil pequenos e médios produtores na atividade, ampliando a distribuição de renda. “Entretanto, para participarmos desse processo de crescimento, precisamos de crédito, financiamentos com juros e prazos adequados e, especialmente nas novas fronteiras da cana, há a necessidade de organizarmos os produtores rurais em associações e cooperativas para fazer frente às novas necessidades”, afirmou. Ortolan também listou alguns desafios a serem superados pelo setor sucroalcooleiro brasileiro, como a falta de investimentos em infra-estrutura, dificuldades na obtenção de licença ambiental para a construção de novas unidades de produção e problemas de remuneração, já que o mercado interno de álcool é muito promissor desde que se garanta preços competitivos para o consumidor. Em sua participação, o representante dos produtores independentes brasileiros ressaltou que, mesmo com o elevado nível tecnológico e de eficiência que o Brasil atingiu na produção de etanol, estima-se que seja aproveitada apenas 1/3 de toda a energia que a canade-açúcar pode gerar. Assim, por meio da pesquisa e da geração de novas tecnologias, é plenamente possível ampliar o potencial energético extraído do bagaço e da palha da cana, elevando-se os ganhos de eficiência no sistema de produção. Sobre a WABCG Fundada em 1981, a WABCG reúne representantes de associações de produtores de mais de 30 países. É o único fórum internacional que permite aos produtores de cana e beterraba açucareira se reunirem para discutir as dificuldades e a troca de experiências e soluções. O conselho da WABCG é formado por representantes de todas as organizações de produtores filiados. Esse conselho se reúne uma vez por ano, e a cada três anos realiza a Conferência Mundial dos Produtores de Cana e Beterraba Açucareira.
  11. 11. Notícias Canaoeste Consecana Conselho dos Produtores de Cana, Açúcar e Álcool do Estado de São Paulo CIRCULAR Nº 11/06 DATA: 31 de outubro de 2006 A seguir, informamos o preço médio do kg do ATR para efeito de emissão da Nota de Entrada de cana entregue durante o mês de OUTUBRO de 2006. O preço médio do kg de ATR para o mês de OUTUBRO é de R$ 0,3645 Os preços levantados pela ESALQ/CEPEA de faturamento do açúcar e do álcool, anidro e hidratado, destinados aos mercados interno e externo, nos meses de MAIO a OUTUBRO e acumulados até OUTUBRO, são apresentados a seguir: Os preços do Açúcar de Mercado Interno (ABMI) e os do álcool anidro e hidratado destinado à industria (AAI e AHI), incluem impostos, enquanto que os preços do açúcar de mercado externo (ABME e VHP) e do álcool anidro e hidratado, carburante e destinados ao mercado externo, são líquidos (PVU/PVD). Os preços líquidos médios do kg do ATR, em R$/kg, por produto, obtidos nos meses de MAIO a OUTUBRO e acumulados até OUTUBRO, calculados com base nas informações contidas na Circular 03/05, são os seguintes: 14 Revista Canavieiros - Novembro de 2006
  12. 12. Notícias Cocred Cocred inaugura filial em Viradouro Marino Guerra Cooperativa de Crédito dá continuidade ao seu plano de expansão e inaugurara sua décima primeira agência A Cocred (Cooperativa de Cré dito dos Plantadores de Cana de Sertãozinho) inaugurou, no mês de novembro, sua agência de Viradouro que atenderá os produtores rurais do próprio município e os da cidade vizinha de Terra Roxa. Serão mais de 30 mil hectares de terras que poderão contar com as facilidades financeiras que só a Cocred pode oferecer. Segundo o seu presidente, Antonio Eduardo Tonielo, os produtores rurais do município de Viradouro e Terra Roxa passam a contar com um verdadeiro parceiro no campo, isso porque todo o leque de produtos e serviços oferecidos pela Cocred foi desenvolvido especialmente para O presidente da Cocred e Copercana Antonio Eduardo Tonielo durante discurso no coquetel de inauguração da agência de Viradouro atender as principais necessidades do cooperado. cos municípios onde a agricultura é o carro chefe da economia. “A Cocred tem uma política de auxílio ao produtor rural que passa a ser um dos sócios do negócio a partir do momento que abre sua conta, ou seja, participa ativamente de todas as decisões relevantes da cooperativa e ainda participa dos resultados financeiros. Essa é a principal diferença de uma cooperativa de crédito para um banco comercial”, explica Antônio Eduardo Tonielo. “Inaugurar uma agência em um município que se desenvolve de forma saudável e que tem na agricultura o combustível que movimenta sua economia é uma obrigação da Cocred, que vem para somar e melhorar ainda mais a vida dos condutores desse município”, disse Márcio Meloni. O gerente geral da Cocred e diretor do setor de Crédito da Ocesp (Organização das Cooperativas do Estado de São Paulo), Márcio Fernando Meloni, lembrou que Viradouro é um dos pou- A filial de Viradouro é a décima primeira agência inaugurada da Cocred, que já conta com suas filiais nos seguintes municípios: Sertãozinho, Cravinhos, Serrana, Cajuru, Batatais, Pontal, Pitangueiras, Morro Agudo, Barretos e Severínia. Agência de Viradouro O coquetel de inauguração contou com a presença de grande parte dos produtores rurais de Viradouro e Terra Roxa. 16 Autoridades do município de Viradouro ao lado da diretoria da Cocred Funcionários da Agência de Viradouro da Cocred Revista Canavieiros - Novembro de 2006
  13. 13. Notícias Cocred Cocred investe na capacitação de seus colaboradores Marino Guerra Vinte e um colaboradores da cooperativa fizeram o curso de aperfeiçoamento para o mercado financeiro S empre buscando a capacitação técnico-profissional de seu corpo de colaboradores e com a intenção de garantir a melhora contínua de toda a sua estrutura, a Cocred fez 21 de seus profissionais terem o privilégio de participar do “Programa de Aperfeiçoamento em Mercado Financeiro”, que foi promovido pelo convênio Sescoop/SP e Cocecrer/SP (Cooperativa Central de Crédito Rural do Estado de São Paulo), nas dependências da Unicoc, em Ribeirão Preto. O programa, que ocorreu entre os meses de abril a novembro, totalizando 120 horas/aula, teve como objetivo oferecer capacitação aos gestores e colaboradores das cooperativas de crédito que atuam direta ou indiretamente na comercialização de produtos financeiros (fundos de investimento, títulos, ações, debêntures, entre outros), alinhando-se às diretrizes de aperfeiçoamento profissional exigidas pelo mercado financeiro. Para o coordenador do programa e professor da FGV (Fundação Getúlio Vargas), Domingos Pandeló Júnior, o interesse das cooperativas de crédito em capacitar seus colaboradores é a mostra do crescimento desse segmento no Brasil. “Na minha visão, o programa visa gerar um benefício a todos os cooperados, agregando mais valor aos servi- Autoridades presentes durante o cerimônia de encerramento do programa Os colaboradores da Cocred durante cerimônia de encerramento do programa A Colaboradora da Cocred, agência de Pontal, Nádia Sichieri Pedro, recebe certificado das mãos do coordenador do programa, Domingos Pandeló ços prestados pelas cooperativas”, disse Domingos. A solenidade de encerramento contou com as presenças de Antônio Eduardo Tonielo, presidente da Cocred e diretor operacional da Cocecrer; José Galvão Oswaldo Junqueira, representando o presidente da central; Ismael Perina Júnior, diretor administrativo da Cocecrer; David de Andrade, diretor executivo da Cocecrer; Aramis Moutinho Júnior, superintendente operacional do Sistema Ocesp/ Sescoop-SP; Durval Antunes Filho, diretor geral da Unicoc; Romualdo Gama, coordenador acadêmico de graduação e pós-graduação da Unicoc; Domingos Pandeló Júnior, coordenador geral e professor do Programa de Aperfeiçoamento em Mercado Financeiro e Valdir Fernandes da Rocha, gerente administrativo da Cocecrer. O presidente da Cocred e diretor operacional da Cocrer, Antônio Eduardo Tonielo, durante discurso na cerimônia de encerramento do programa Revista Canavieiros - Novembro de 2006 17
  14. 14. Notícias Cocred Balanço Patrimonial BALANCETE MENSAL - SETEMBRO/2006 Valores em Reais 18
  15. 15. Reportagem de Capa TERCEIRIZAÇÃO DA PRODUÇÃO DE CANA: vantagens e tendências Cristiane Barão Entrada de caminhôes canavieiros na Usina Virálcool A terceirização da produção da matéria-prima é um termo que se refere a uma nova abordagem sobre a entrega da cana-de-açúcar por fornecedores independentes às unidades industriais. Muitos preferem utilizar o termo ‘parceria’ no intuito de evitar que o terceiro seja tratado como um estranho. Embora muito comum nas prestações de serviços, a terceirização ou parceira da produção de cana ainda é incipiente. 20 Revista Canavieiros - Novembro de 2006 Há poucas experiências na região Centro-Sul, com algumas diferenças nas formas de gestão, mas, em geral caracterizam-se por uma relação mais estreita estabelecida entre as partes, com rígidas obrigações contratuais para a expansão da atividade agroindustrial. A participação da cana de terceiros (que são os fornecedores), torna-se mais importante e pode até chegar a 100% da matéria-prima processada pela indústria parceira. “A terceirização da matéria-prima não é um simples fornecimento. Há um contrato firme entre as partes, estabelecendo a responsabilidade de cada um por um prazo que pode passar de 10 anos. Representa uma segurança para o produtor que, por outro lado, fica amarrado ao contrato”, afirma o consultor e produtor José Tadeu Coleti. Pelo sistema de entrega convencional, o fornecedor geralmente produz
  16. 16. em sua propriedade ou em áreas arrendadas e depois negocia a produção com a indústria, que fica responsável pelo corte, carregamento e transporte. No caso da terceirização, o fornecedor é responsável pela entrega da matériaprima na esteira da usina. As vantagens para a usina são: a redução no custo operacional e nos investimentos na compra de equipamentos, como caminhões, transbor- dos e colhedoras. A terceirização permite que a indústria se concentre em tarefas essencialmente ligadas à sua atividade-fim. Para o produtor, a principal vantagem é a segurança que o negócio pode proporcionar, desde que o contrato contemple os interesses das duas partes. Coleti, que também é diretortécnico da Asforama (Associação dos Fornecedores de Cana de Iturama), no sudoeste de Minas Gerais, cita como exemplo a parceria entre os fornecedores da associação com a usina Coruripe, do grupo Tércio Wanderley, um dos mais importantes do nordeste. A experiência com a terceirização foi iniciada em 1994 e é considerada bem-sucedida. Lá, a participação dos terceiros na área cultivada na safra deste ano chegou a 67% e a participação média ao longo dos anos foi de 60%. Revista Canavieiros - Novembro de 2006 21
  17. 17. Reportagem de Capa Os fornecedores da associação recebem alguns incentivos para a produção, há a seção de áreas arrendadas e, em contrapartida, se comprometem a se manter unidos ao cadastro informatizado da usina (para facilitar o controle na condução da lavoura e programar as reformas e safras) e a entregar a produção exclusivamente para a indústria. Como conseqüência da parceria, há uma estabilização no preço do arrendamento. De acordo com Coleti, a terceirização da matéria-prima pode ser uma tendência em regiões novas, como Mato Grosso, Goiás ou Minas Gerais, mas com poucas chances de ser implantada nas áreas tradicionais paulistas, pois onde há grande concentração de indústrias, o preço da terra é mais alto e há maior concorrência pela cana de fornecedores. Para o presidente da Orplana (Organização dos Plantadores de Cana da Região Centro-Sul do Brasil), e da Canaoeste, Manoel Ortolan, a terceirização pode ser uma boa oportunidade para os produtores em longo prazo, desde que as condições da parceria garantam um equilíbrio entre as partes. “Alguns grupos industriais estão buscando parceria com os produtores para a formação da lavoura nesse processo de expansão. No entanto, os produtores devem ter a consciência de que estarão produzindo a sua cana para entrega na esteira e é importante que essa participação esteja assegurada em contrato”, ressalta. Entrega de cana para ser processada na Usina Virálcool 22 Revista Canavieiros - Novembro de 2006 José Tadeu Coleti, diretor técnico da Asforama
  18. 18. Destaque SAFRA 2006/2007 DE GRÃOS DEVE SER 1,1% MAIOR QUE A ANTERIOR Carla Rossini Os números foram divulgados pela Conab no início de novembro e são positivos O presidente da CONAB - Com panhia Nacional de Abastecimento, Jacinto Ferreira, divulgou no dia 9 deste mês, os últimos números do levantamento feito pela Companhia para a safra nacional de grãos. Segundo ele, a produção nacional de grãos no ciclo 2006/2007 deve ficar entre 118,9 e 121,3 milhões de toneladas. Se confirmado o intervalo superior, a safra atual será 1,1% maior que a anterior, que fechou em 119,9 milhões/toneladas. A pesquisa também mostra crescimento em relação ao primeiro estudo de intenção de plantio, anunciado no mês passado, que apresentou um quadro entre 117,7 e 120,6 milhões/toneladas. O resultado positivo se deve às boas condições do clima, impulsionadas pelo fenômeno El Niño, que provoca mais chuvas em todo o país, em especial no Centro-Sul, maior região produtora e responsável por cerca de 88% da produ- ção nacional de grãos. ções climáticas. Plantio - No que se refere à área cultivada, estimada entre 45 e 45,8 milhões de hectares, a pesquisa aponta uma redução de 3,1% no intervalo superior em relação aos 47,3 milhões/ha da safra 2005/2006. O motivo da queda está na descapitalização do produtor e nos baixos preços dos produtos no mercado. Milho - A produção deverá ficar entre 42,9 e 43,5 milhões/toneladas, significando um aumento de 4,5% na comparação do intervalo superior com os 41,7 milhões/toneladas da safra passada. O motivo também está na produtividade, que passou de 3.235 kg/ha para 3.384 kg/ha, embora tenha ocorrido redução na área de 04%, partindo-se dos 12,9 milhões/ha da anterior para os 12,8 milhões/ha do intervalo superior da atual. Soja - A área plantada está estimada entre 20,7 e 21,1 milhões/ha. Partindose do intervalo superior, a redução é de 4,9% em relação aos 22,2 milhões/ha da safra anterior. Isso mostra que deixaram de ser plantados 1,1 milhão/ha de soja, que foi substituída pelo algodão, arroz e feijão. Apesar do encolhimento na área, a produção da oleaginosa poderá chegar a 55,2 milhões/toneladas ou 3,4% a mais que a quantidade alcançada na anterior, que foi de 53,4 milhões/toneladas. A justificativa está no ganho da produtividade por causa das boas condi- Algodão – O em caroço está com produção estimada entre 3,2 e 3,4 milhões/toneladas. Se a quantidade superior for confirmada, o incremento será de 25,7% em relação à anterior, que fechou em 2,7 milhões/toneladas. Já a produção do em pluma está entre 1,25 e 1,32 milhão/toneladas, ou 28% a mais que os 1,03 milhão/toneladas da passada. A área cultivada desta cultura deve ficar entre 977,6 mil e 1,026 milhão/ha. BRASIL - ESTIMATIVA DE PRODUÇÃO - SAFRAS 2005/2006 E 2006/2007 (Em 1000 toneladas) 24 Revista Canavieiros - Novembro de 2006
  19. 19. Pragas e Doenças Palha de cana atrapalha o desenvolvimento da tiririca (Cyperus rotundus L.) Marino Guerra Estudo mostra que o palhiço proveniente da colheita mecanizada reduz a parte aérea da planta daninha A pesar do seu porte baixo, a tiririca é uma das plantas daninhas mais prejudiciais a todas as culturas, em especial à cana-de-açúcar, isso porque ela desenvolve uma grande estrutura subterrânea aumentando assim a competição e afetando o desenvolvimento natural do canavial. Mas a palhada da cana não será o agente que vai acabar com a Tiririca dos canaviais, o estudo mostrou que embora o resíduo da colheita mecanizada atrapalhe o seu desenvolvimento, ocorreu aumento linear da parte aérea de tiririca em função do tempo. Logo, mesmo mostrando redução da parte aérea de tiririca pela presença de palhiço, se não houver controle desta planta daninha, os efeitos da matocompetição por tiririca serão sentidos tanto pela cana, como pelo bolso dos produtores. Motivados pelo aumento progressivo de áreas que estão sendo colhidas mecanicamente e com isso deixando a palha da cana no campo, os pesquisadores Maria do Carmo de Salvo Soares Novo (IAC), Ricardo Victória Filho (ESALQ-USP) e Fábio Molchanski Langbeck (PUCCampinas) realizaram uma pesquisa com o objetivo de estudar a brotação da tiririca em um ambiente coberto com palhiço. O estudo, denominado “Efeito da Palha de Cana-de-Açúcar e do Tamanho do Tubérculo na Brotação e no Desenvolvimento da Parte Aérea de Tiririca”, foi realizado utilizandose de tubérculos grandes e pequenos da planta daninha que foram plantados nos meses de maio, julho e setembro objetivando também, avaliar influências climáticas e com uma massa de palha que variou entre 0 t/ ha, 5 t/ha, 10 t/ha e 15 t/ha. Ao final dos estudos, estes pesquisadores concluíram que plantas de tiririca originadas de tubérculos grandes se desenvolvem com maior facilidade, mas apresentaram redução de biomassa quando da presença de 5 e 10 t/há de palhiço. Outra constatação da pesquisa é que o desenvolvimento da tiririca é prejudicado quando o tubérculo for plantado em julho. Área onde há matocompetição entre cana-de-açúcar e tiririca Revista Canavieiros - Novembro de 2006 25
  20. 20. Antes da Porteira O pai dos Javalis no Brasil Marino Guerra O cooperado João Prada foi um dos primeiros a importar e desenvolver uma criação do animal em território nacional O cooperado João Prada no escritório da Fazenda Palmira A o visitar a Fazenda Palmira, lo calizada no município de Serra Azul, percebe-se que se trata de uma propriedade diferente, em que, mesmo ficando vários dias nela, não conheceremos todas as surpresas que os 1,7 mil alqueires nos reservam. Apaixonado pela natureza, o cooperado João Prada destina ao plantio de cana-de-açúcar cerca de 400 alqueires, o restante é divido por áreas 26 Revista Canavieiros - Novembro de 2006 de preservação, uma respeitável lagoa, criação de búfalos, carneiros e javali, além da enorme quantidade de água de mina que passa pela propriedade. A sua criação de Javali foi iniciada em 1997 quando, depois de se interessar pelo animal através de conversas com amigos e leituras de reportagens, importou da França, 40 animais puro sangue e com isso ele e mais dois produtores rurais intro- duziram o ancestral do porco doméstico no Brasil. João conta que, até então, toda a produção era de ‘javaporco’, uma mistura de javali com porco, que chegou ao Brasil vindo do Uruguai e da Argentina. “Quando me interessei pela criação do javali, fui até o Rio Grande do Sul e comprei alguns ‘javaporcos’,
  21. 21. Antes da Porteira mas ao observá-los percebi muita diferença, então decidi importar os animais da Europa”, lembra João. O cooperado ainda fala sobre a enorme fiscalização que existe por parte dos órgãos ambientais para os criadores de javali. “Para trazer o animal eu demorei cerca de dois anos devido a todo o processo de implantação, hoje a importação está proibida em decorrência dos problemas no ecossistema que o animal pode causar caso ele se alastre na natureza. Todos os meus animais são rastreados e eu emito relatórios regulares aos órgãos ambientais responsáveis”, explica João Prada. Sua criação ultrapassa quinhentas cabeças que são destinadas tanto para o abate como para a reprodução. Reprodutor da criação do cooperado João Prada O Javali O javali selvagem (Sus sc. scrofa) é o principal ancestral do porco doméstico. Sua existência remonta mais de 10 mil anos antes de Cristo conforme desenhos pré-históricos encontrados nas grutas de Altamira na Espanha. Eles eram abundantes na Europa Continental onde, pela sua bravura e troféus de suas presas, eram alvos cobiçados pelos caçadores. Além disso, sua saborosa carne magra e natural considerada uma iguaria era servida, principalmente a nobres e aristocratas. Maternidade da criação do cooperado João Prada Após certo período de extrema redução em sua população e distribuição e o preocupante aumento de animais mestiços (javalis x porco) soltos na natureza, os esforços dos conservacionistas, amparados por severa legislação, têm ajudado a preservar e isolar os exemplares selvagens de raça ge- neticamente pura através do cariótipo (36 cromossomos – o porco possui 38), possibilitando o repovoamento das muitas áreas de seu habitat original. Pela sua rusticidade e facilidade de adaptação sob as mais adversas condições, o javali selvagem tem, pela influência do homem, uma distribuição geográfica das mais extensas dentre todos os mamíferos terrestres, com exceção apenas na Antártica. Revista Canavieiros - Novembro de 2006 27
  22. 22. Informações setoriais Chuvas de Outubro e Prognósticos Climáticos Veja no quadro abaixo as chuvas anotadas durante o mês de outubro de 2006 na região de abrangência da CANAOESTE. Locais mm chuvas Açúcar Guarani AgroClimatologia FCAV UNESP-Jaboticabal Algodoeira Donegá - Dumont Andrade Açúcar e Álcool Barretos - IAC/Ciiagro Central Energética Moreno CFM - Faz Três Barras - Pitangueiras Cia Energética Santa Elisa (Sede) E E Citricultura - Bebedouro Faz Santa Rita - Terra Roxa Franca - IAC/Ciiagro IAC-Centro Apta Cana-Ribeirão Preto São Simão - IAC/Ciiagro Usina da Pedra Usina Ibirá - Santa Rosa do Viterbo Usina Batatais Usina M B - Morro Agudo Usina São Francisco Médias das observações 211 185 182 143 101 257 104 122 111 196 266 234 147 231 150 348 162 180 185 médias históricas 100 123 125 --105 128 118 123 117 109 159 127 131 127 133 165 112 106 124 As chuvas observadas (médias) durante o mês de outubro “foram” superiores às históricas. Foram exceções, por local, Barretos, CFM, Cia Energética Santa Elisa e E. E. Citricultura-Bebedouro. Mapa 1: Água Disponível no Solo no período de 19 a 22 de outubro de 2006. Engº AGRÔNOMO OSWALDO ALONSO Consultor Agronômico CANAOESTE O mapa 1 mostra que o índice de Água Disponível no Solo, até 22 de outubro, encontrava-se como nível crítico em significativa faixa entre a Região Central e Oeste, bem como em áreas isoladas do Estado de São Paulo; enquanto que, em quase toda área de abrangência da ABAG - RP os solos se encontravam próximos da Capacidade de Campo (máximo de armazenamento de água pelo solo), permi- 28 Revista Canavieiros - Novembro de 2006
  23. 23. Informações setoriais tindo ótimas condições para cultivos mecânicos, químicos e adubações das soqueiras. Por outro lado, a fim de evitar pisoteio, exigem atenções nas operações de colheita. Mapa 2: Água Disponível no Solo ao final de outubro de 2005. Mapa 3: Água Disponível no Solo ao final de outubro de 2006. C om o fim de subsidiar em planejamentos de atividades futuras, o Departamento Técnico da CANAOESTE resume os prognósticos climáticos para a Região Centro Sul do Brasil, que poderão ocorrer durante os meses de novembro e dezembro de 2006. Prognósticos estes, de consenso entre o INMET - Instituto Nacional de Meteorologia e INPE - Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. • As temperaturas da Superfície (TSM) do Oceano Pacífico Equatorial encontram-se ligeiramente acima da normalidade, resultando condições favoráveis (de fraca a moderada) para a ocorrência do fenômeno “El Nino” nos próximos meses; • Mesmo que de baixa a média confiabilidade, os prognósticos de consenso INPE / INMET apontam que: - Prevêem-se temperaturas acima das médias históricas nos estados das Regiões Centro Oeste/Sudeste e próximas das normais nos estados da Região Sul; - As chuvas previstas para o bimestre novembro/dezembro poderão variar: entre a normalidade climática e ligeiramente abaixo das médias históricas nos estados da Região Centro Oeste / Sudeste e, nos estados da Região Sul, poderão variar entre próximo a acima da normalidade. Ao final de outubro de 2006 (mapa 3), com exceção da Região de Franca e pequena área no centro do Estado, o índice de Água Disponível no Solo já se mostrava crítico em todo Estado de São Paulo, sendo praticamente o inverso do que ocorreu em outubro do ano de 2005 (mapa 2), bem como até meados do mês (mapa 1). Exemplificando, na região de abrangência da CANAOESTE as chuvas poderão ser, pelas médias históricas anotadas pelo Centro Apta - IAC - Ribeirão Preto, de 175 mm em novembro e 270mm em dezembro. Revista Canavieiros - Novembro de 2006 29
  24. 24. Culturas de Rotação Baixa oferta aumenta 39,5% o preço da saca do amendoim Marino Guerra Valor do grão no mês de outubro subiu R$ 7,90 em relação ao mesmo período do ano passado. A baixa oferta do amendoim, em decorrência dos baixos preços do produto registrados nas últimas safras, foi o fator determinante para que o valor pago ao produtor pela saca de 25 Kg registrasse no mês de outubro aumento de 39,5% em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo informações divulgadas pelo site da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) o preço da saca pago ao produtor, em Ribeirão Preto, chegou a R$ 27,90 em outubro de 2006, contra R$ 20,00 no mesmo mês de 2005. A queda na oferta do grão no estado de São Paulo é constatada ao analisar a produção da última safra de águas que caiu de 199,6 mil toneladas em 04/05 para 183,4 mil toneladas. Isso se deu graças à redução da área plantada, que caiu 10,9% em relação ao mesmo período. O fator determinante para essa queda de produção foi o fato de apenas 21% dos 317,7 mil hectares de canaviais, que passaram por reforma, terem sido aproveitados com amendoim como forma de se fazer rotação de cultura. Embora a área tenha sido menor, os produtores que apostaram no cultivo da oleaginosa não brincaram em serviço e conseguiram aumentar o nível de produtividade pela quarta safra consecutiva. Na safra 02/03 a produtividade foi de 2,40 kg/ha, na safra 03/04 foram colhidos 2,550 kg/ha, na colheita de 04/ 05 a produtividade foi de 2,665 kg/ha e esse ano chegou a 2,750 kg/ha. Segundo a pesquisadora do IEA (Instituto de Economia Agrícola), Renata Martins, o ganho progressivo na produtividade se dá em decorrência da preocupação pela qualidade do produto, visando especialmente às exportações. 30 Revista Canavieiros - Novembro de 2006 “A partir do final da década de 1990, foram testadas e implementadas várias tecnologias ao longo da cadeia de produção, como novos cultivares, colheita mecanizada, secagem artificial e armazenamento controlado, além de mudanças institucionais como novas normas de processamento industrial e de controle de qualidade do produto. Essa nova dinâmica possibilitou a retomada de competitividade da atividade, com reflexos em ganhos de produtividade agrícola, no retorno de capital investido na produção, no incremento das exportações, principalmente para mercadorias de maior valor agregado como os grãos descascados e na oferta de produtos de melhor qualidade, atendendo assim a demanda dos consumidores finais. Por outro lado, as cooperativas de produtores e a associação da indústria confeiteira buscaram especializar-se técnica e estruturalmente para atender melhor as novas exigências do mercado, criando mecanismos para que o produtor disponha de apoio técnico e financeiro para conduzir sua produção”, explica a pesquisadora. A perspectiva para a safra 06/07 é o aumento na produção em decorrência dos bons preços praticados nessa safra, mesmo tendo como perspectiva a redução da área destinada à reforma do canavial em cerca de 3,5%, segundo informações do Canasat. A grande aposta para a volta do plantio de amendoim na maior parte das terras destinadas a reforma dos canaviais é a possibilidade da utilização do seu óleo para a produção de Biodiesel. Para os pesquisadores do IEA, Sérgio Alves Torquato e Renata Martins, a variedade indicada para a produção de óleo é a IAC Caiapó que, além de ter alta produtividade (4,5 Kg/há), também tem um rendimento de 44% de óleo se produzido em escala industrial. Para os pesquisadores, o cultivo da oleaginosa, que servirá como matériaprima na produção do Biodiesel dentro do estado de São Paulo, teria a seu favor os seguintes fatores: maior concentração de usinas, capacidade para extração de óleo e a boa infra-estrutura de transporte. A valorização do produto amendoim, seja no aumento das exportações ou na utilização como matéria-prima para a produção de Biodiesel, é de fundamental importância, tanto para as terras que se beneficiará das vantagens naturais da rotação de cultura, como para os pequenos e médios produtores que terão um ganho expressivo em sua renda. Cooperados da Copercana deverão plantar cerca de 10 ha A Unidade de Grãos da Copercana espera ter um aumento de 50% no recebimento de amendoim da próxima safra de águas. Isso porque os cooperados, incentivados pela estrutura oferecida pela cooperativa e um plano de crédito facilitado, deverão plantar até o término da safra canavieira cerca de 6 mil hectares a mais do grão, isso comparado com o mesmo período do ano passado. No total, deverão ser plantados cerca de 10 mil hectares, o que se considerar a área de 66,7 mil hectares plantada dentro do estado de São Paulo na safra passada, só o produto recebido pela Copercana representará cerca de 15% de todo amendoim colhido no início do ano.
  25. 25. Culturas de Rotação Revista Canavieiros - Novembro de 2006 31
  26. 26. Informe Publicitário
  27. 27. Novas Tecnologias Agricultura de precisão não tão precisa assim Marino Guerra Estudo compara a qualidade de três modelos de GPS para utilização na agricultura de precisão. O GPS (Global Positioning System) foi um sistema criado pelos Estados Unidos com o intuito de localizar tropas em qualquer lugar da Terra. Por influência da agricultura, que ao contrário do setor bélico produz vida, essa tecnologia foi se aproximando de vários segmentos da economia até se tornar peça fundamental ao produtor que pretende desenvolver um sistema de agricultura de precisão em sua lavoura. A utilização desse sistema possibilita o produtor ter informações localizadas dos problemas dentro de sua propriedade, porém, em decorrência do seu alto custo, que pode variar de trezentos dólares a quarenta mil dólares, sua utilização o torna viável para uma pequena parcela dos produtores rurais brasileiros. Sabendo da importância do aparelho dentro do conceito de “agricultura de precisão” os engenheiros agrônomos e mestres em agronomia Marcelo C. C. Stabile e Luiz A Balastreire realizaram um estudo denominado “Comparação de três receptores GPS para uso em agricultura de precisão”. O estudo consistiu na análise de três modelos de GPS. O primeiro analisado foi um GPS de oito canais, freqüência de aquisição de 1Hz e exatidão maior de 25m sem disponibilidade seletiva, o segundo foi um DGPS com 12 canais de freqüência de aquisição de dados de 1Hz, base fixa, rádio transmissor 35W para a transmissão do sinal de correção calculado e exatidão submétrica, e um terceiro GPS algoritmo otimizado de 12 canais, freqüência de aquisição de dados de 1 Hz, exatidão submétrica, se utilizado 34 Revista Canavieiros - Novembro de 2006 O GPS é um sistema fundamental para a implantação da agricultura de precisão com sinal diferencial. Para fazer a comparação, os testes aconteceram em um campo aberto, plano e sem nenhum obstáculo na Esalq/ USP (Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” da Universidade de São Paulo), no município de PiracicabaSP. Na área, foram feitas três linhas com espaçamento de 10m entre si e 50m de comprimento. Os testes aconteceram de forma simultânea, sendo que foram feitas seis repetições com os três modelos analisados. Os testes constataram que o GPS sem correção apresentou os maiores desvios, variando de –9,2 a 9,7m, o DGPS, embora tenha reduzido a margem de desvio (-6,2 a 3,9), ficou fora do padrão considerado ideal dentro da agricultura de precisão de no máximo 2m de desvio. O único modelo que ficou abaixo do limite de erro foi o GPS com algoritmo otimizado, que teve uma margem de –1,7 e 1,7m. Ao ver os resultados, os pesquisadores concluíram que o único modelo não indicado para a agricultura de precisão é o GPS sem correção, sendo ele o de menor custo. Mesmo acima da média tolerada, os pesquisadores consideraram o DGPS indicado para essa prática, o problema para esse aparelho é o seu alto custo inicial. A indicação ideal para esse fim, tomando como base os resultados do estudo, é o GPS algoritmo otimizado, embora ele não esteja disponível em todas as empresas fabricantes do equipamento. A solução dada pelos pesquisadores para que o GPS deixe de ser um entrave no desenvolvimento da agricultura de precisão brasileira, é a fabricação de DGPS de baixo custo, através da criação de uma tecnologia nacional.
  28. 28. Agende-se Dezembro de 2006 VII Seminário Nacional de Energia e Responsabilidade Social Ambiental no Brasil: Competitividade, Produtos, Tecnologias e Inclusão Social" Data: 5 de dezembro Local: Auditório do Interlegis - Via N 2 - Anexo “E” - Senado Federal - Brasília - DF Temática: Viabilidade econômica; desenvolvimento tecnológico; harmonização com os padrões legais e ambientais; aumento de competitividade; e, sobretudo, potencial para agregar valor social do Setor Energético. Maiores Informações: fones (61): 3031-9171 / 8465-3961 / 8465-3962 ou seminarios@integrabrasil.com.br Análise dos Fatores Fundamentais para Explorar com Sucesso as Oportunidades de Negócios no Setor de AÇÚCAR E ÁLCOOL Data: 5 e 6 de dezembro Local: Paulista Plaza Hotel - São Paulo – SP Temática: Perspectivas Mundiais e Desafios para Escoamento da Produção no Mercado Sucroalcooleiro Maiores Informações: fone (11) 3017-6888 ou customer.service@ibcbrasil.com.br VII Fórum da Abag - Tema: Agroenergia Data: 7 de dezembro Local: Hotel Araucária Plaza, em Ribeirão Preto Temática: o aumento da população mundial e o maior consumo de energia; a necessidade de ampliação da produção de energias renováveis; a importância dos mercados internacionais; o Protocolo de Kyoto; o protecionismo e as barreiras comerciais; o sucesso dos carros flex fuel. Maiores Informações: fone (11) 3285-3100 ou abag@abaf.com.br Seminário Agropecuário Sustentável: Um olhar para o futuro Data: 7 de dezembro Local: Memorial JK – Eixo Monumental – Entrada Oeste – Brasília DF Temática: Busca pela compatibilizaçãos do desenvolvimento do agronegócio com a conservação, a valorização e o uso sustentável dos recursos da biodiversidade, com o objetivo de assegurar os recursos naturais produtivos para o futuro. Maiores Informações: fone (61) 3218-2244 ou cprp@agricultura.gov.br Pareceres Técnicos e Jurídicos sobre Intervenções em APPs Data: 13 de Dezembro Local: Meliá Confort Paulista - São Paulo – SP Temática: Esclarecimento das diferentes interpretações da legislação e atualização sobre a recuperação de APPs. Maiores Informações: fone (11) 3017 6888 Revista Canavieiros - Setembro de 2006 35
  29. 29. Biblioteca Cultura Cultivando a Língua Portuguesa Esta coluna tem a intenção de esclarecer, de maneira didática, algumas dúvidas a respeito do português Pedro participando do debate disse: - MINHA OPINIÃO PESSOAL é positiva em relação ao assunto em pauta. Prezado amigo leitor, a opinião pode ser positiva ou negativa, mas em relação ao Português é visível uma opinião redundante. (redundância) Ora, se a opinião é MINHA (pronome possessivo), só pode ser pessoal. Ou temos uma opinião que seja MINHA, mas não seja pessoal? Melhor dizer: Minha opinião é positiva em relação ao assunto em pauta. Pedro e Maria são amigos de longa data... Todos dizem que a amizade de ambos é um “ELO DE LIGAÇÃO” muito forte... Muito forte também é a redundância feita no Português... Todo ELO é obrigatoriamente de LIGAÇÃO, assim como toda surpresa é inesperada, todo lançamento é novo... Portanto, usar apenas ELO, SURPRESA, LANÇAMENTO... Escreveram no cartaz: BEM VINDO à nova Exposição... Os convidados adoraram a homenagem!!! Não quero tirar a alegria dos convidados, mas BOAS-VINDAS se dão de forma diferente!!! O correto é: BEM-VINDO à nova Exposição... (Bem-vindo – com hífen) Há certos locais que usam logo à entrada de seu estabelecimento a sua própria identidade: “BENVINDOS” (forma incorreta) Forma correta: BEM-VINDOS (usar hífen) Cuidado, prezado amigo leitor, ao entrar!!! PARA VOCÊ PENSAR “De tudo, ficaram três coisas: a certeza de que estamos sempre começando... a certeza de que é preciso continuar... a certeza de que seremos interrompidos antes de terminar... Portanto, devemos: Fazer da interrupção um caminho novo... da queda, um passo de dança... do medo, uma escada... do sonho, uma ponte... da procura, um encontro.” Fernando Pessoa 36 Revista Canavieiros - Novembro de 2006 RENATA CARONE SBORGIA Advogada e Prof.ª de Português e Inglês Mestra—USP/RP, Especialista em Língua Portuguesa, MBA em Direito e Gestão Educacional, Escreveu a Gramática Português Sem Segredos (Ed. Madras) com Miriam M. Grisolia “GENERAL ÁLVARO TAVARES CARMO” CÁLCULOS NAAGROINDÚSTRIA DA CANA-DE-AÇÚCAR Maximizar a produtividade e reduzir custos têm sido as metas da maioria das unidades produtoras, juntamente com a melhoria da qualidade da matéria-prima e dos produtos finais. A área agrícola tem buscado incessantemente maior produtividade e melhor qualidade da matéria-prima. Na área industrial o objetivo principal tem sido o aumento do “rendimento industrial”, ou seja, maior quantidade de açúcar ou de álcool produzido por tonelada de cana. Nos últimos anos, entretanto, maior tem sido a conscientização pelo aumento da “eficiência industrial” e melhoria da qualidade dos produtos finais. Esse trabalho pretende ser mais uma contribuição ao desenvolvimento profissional do setor. Contém algumas das principais fórmulas e equações empregadas na produção e industrialização da cana-de-açúcar, além de informações úteis, agrupadas para serem consultadas e utilizadas rapidamente. Foram abrangidos assuntos da área agrícola, industrial, econômica e financeira da produção e industrialização da canade-açúcar. Alguns resultados podem ser obtidos por diferentes fórmulas, sendo apresentadas as soluções mais usuais. Não há recomendações específicas de fórmulas a serem empregadas. Caberá ao leitor decidir qual o melhor caminho para sua empresa. Os interessados em conhecer as sugestões de leitura da Revista Canavieiros, podem procurar a Biblioteca da Canaoeste em Sertãozinho – Rua Augusto Zanini, nº 1461 ou pelo telefone (16) 3946 3300 Ramal 2016.
  30. 30. Repercutiu "O usineiro com pose de coronel e o engenho que centralizava o lucro não existem mais. Hoje a indústria canavieira segue os melhores padrões sociais e ambientais, gera renda e empregos", diz Decio Zylbersztajn, coordenador do Programa de Estudos dos Negócios do Sistema Agroindustrial, da Universidade de São Paulo para a Revista Exame em matéria publicada na edição 880. “A atual crise do campo não é responsabilidade do setor agropecuário, mas de todos nós brasileiros. A agropecuária é um patrimônio nacional, um diferencial que pode garantir a nossa futura saúde econômico-financeira”, do deputado estadual e eleito deputado federal Arnaldo Jardim em artigo publicado no Jornal Agora do dia 11 de novembro de 2006. “Acredito, de fato, que as nuvens negras estão desanuviando. Nossa expectativa é de um ano (2007) agrícola bastante satisfatório. Teremos uma safra razoável. Mas a dissipação das nuvens depende também das políticas de apoio do governo”, do ministro da Agricultura, Luiz Carlos Guedes Pinto, sobre a agricultura em 2007 "Enfrentamos três grandes desafios no começo deste novo século: 30% da força de trabalho do mundo vivem no desemprego ou no subemprego, as mudanças climáticas apresentam sinais que não podem ser ignorados e a geopolítica do petróleo desponta com perspectivas de conflitos futuros. Nesse contexto, a bioenergia surge como uma alternativa viável para países como o Brasil”, de Ignacy Sachs, sócioeconomista polonês, naturalizado francês, estudioso da economia brasileira, durante palestra no Rio de Janeiro. Revista Canavieiros - Novembro de 2006 37
  31. 31. 1)Vende-se MATÃO/SP 245 Alq., sendo 218 com cana, arrendado para Usina até 2011 ‘a 50t/alq., sem benfeitorias, R$49.000,00 o Alq.. Interessados: Tratar com José Paulo Prado (19)3541-5318 / (19) 9758-4054 ou pelo email: zptratores@yahoo.com.br 8) Vende-se Caminhão 2325 ANO 1992, TODO REVISADO, OTIMO DE PNEUS, MOTOR, CAMBIO, ETC. PRONTO PARA TRABALHAR, R$ 115.000,00. Interessados: Tratar com Patito – (16)9187-1901 ou pelo e-mail: paulistacomercial@uol.com.br 2) Vende-se Destilaria de Aguardente Completa. Capacidade de até 24.000lts/dia de Álcool. Interessados: Tratar com Márcio Viana, (31)8437-3377 ou pelo e-mail: marcio.mol.mol@bol.com.br 9) Vende-se CARROCERIA 8 METROS PARA TRANSPORTE DE CANA PRETA. Interessados: Tratar com Dias pelo Telefone (19) 8161-6509 ou pelo e-mail: levi.carmo@superig.com.br 15) Vende-se ÁREA DE 13.200 ha, em Porto Esperidião/MT, com 7000 ha em pastagens, diversas benfeitorias, R$ 1.450,00/ha. Interessados: Tratar com José Paulo Prado – (19)3541-5318 / (19) 9758-4054 ou pelo e-mail: zptratores@yahoo.com.br 3) Vende-se Área de 260 Alq. Com Laranja na Região de Botucatu. R$70.000,00 o Alq.. Interessados: Tratar com José Paulo Prado, (19) 3541-5318/(19) 9758-4054 ou pelo e-mail: terraverdeimoveis@yahoo.com.br 10) Compra-se Procura-se barco usado em bom estado, de 5 ou 6 metros com borda alta, do tipo levfort. Tratar com Sidiclei, no tel. (67) 9636-7556 ou pelo e-mail: sid_maxx@hotmail.com 16) Vende-se TRATOR CBT 1105 COM CONCHA, TODO REVISADO 100%, PREÇO A COMBINAR. Tratar Antonio Leme. Tel. (18) 3282-3853 ou pelo e-mail: autopecaspirilampo@hotmail.com 4) Vende-se Gado Nelore. Pronto para engorda de 18 a 24 meses, baia bruta. Interessados: Tratar com José Luiz – (18) 9733-8510 ou pelo e-mail: jol.zelcam@ig.com.br 11) Vende-se MERCEDES BENZ 1113,TOCO, ANO 1984, EQUIPADO COM GUINDAUTO MASAL - 12004 E 12,5 MTS DE LANÇA, SENDO 2 HIDRAULICAS E 2 MANUAIS. VALOR - R$ 90.000,00. Interessados: Tratar com Wemerson Queiroz, no tel. (31) 9615-3998 ou pelo e-mail: wequeiroz@hotmail.com 17) Vende-se Carneiros Santa Inês, pronto para cria e recria. Temos carneiros de 8kg até 30 kg.Interessados tratar com MARCELOS GUIDEROLI, Tel.: (16) 8146-1206 /99971206 / 37630862, ou pelo e-mail: guideroli@furtuna.com.br 5)Vende-se Área com 257 alq. arrendado para celulose, sede com piscina, hidromassagem e etc. R$15.500,00 o alq.. Interessados: Tratar com José Paulo Prado (19) 3541-5318 / (19) 9758-4054 ou pelo e-mail: zptratores@yahoo.com.br 6) Vende-se Caminhão traçado MB 2213, ano 79, cor verde, 2 cardans, caixinha revisada, carroceria de plantio, pneus 70% novos, pronto para trabalhar.Interessados: Tratar com Hugo (18) 9776-0358 ou e-mail: p7j9@hotmail.com 7) Vende-se Caminhão Traçado + Julieta, cargo 2631, ano 2004, FNV 2004, turbinado, hidráulico, 10 marchas, 200 mil km originais, 2º dono. Preço do Conjunto R$150.000,00, Preço somente do caminhão R$120.000,00 e preço da Julieta R$30.000,00. Interessados: Tratar com ADEMIR FEUSER, (47) 3396-6763 – 9998-5213 ou pelo e-mail: adf186@hotmail.com 38 Revista Canavieiros - Novembro de 2006 12) Vende-se Caminhão cargo 4030, ano97, amarelo, canavieiro (esta no chassis). Urgência em vender. Ágio por R$25.000,00 ou Quitado 75.000,00.Interessados também aceito troca. Falar com Welton no tel (34) 9168-2086 ou pelo e-mail: welton_udi@hotmail.com 13) Vende-se CAMINHÃO TRAÇADO BASCULANTE MB 2213, ANO 1979 R$45.000,00. Interessados: Tratar com Palu. Jaú/SP. Tel. (14) 9714-0056 ou pelo e-mail: alexandrepaludetto@ig.com.br 14) Vende-se Caminhão Scania cb 6x4 nz 260 cv. no chassi, ano e modelo 1999, cabine simples, branco, único dono, todo original e sem nenhum acidente. Pneus 1100/22, caixa de transmissão e diferencial reforçado, não sou garagista, sempre transportou 12 toneladas com silo de ração, motivo da venda é recisão de contrato de transporte com a agroindústria, o caminhão esta em concórdia-sc, interessados em ver as fotos do mesmo, favor solicitar no endereço rodobonassi@netcon.com.br com Marcos. Tel (49) 3444-1654 rodobonassi@netcon.com.br 18) Vende-se CAMINHÃO FORD 22000, TRAÇADO, MOTOR COM 3.000KM TODO REFORMADO, PINTURA DE PU,TRAÇOES ZF. O MELHOR DA REGIÃO. ACEITAMOS OFERTA. Interessados Tratar com SILVIO BORGHI, no tel. (16) 3664-1535 ou pelo email: santaritaveiculo@terra.com.br 19) Vende-se 144 alq. em Nova Granada/SP, 120 em cana arrendado para usina, R$ 25.000/alq. Veja mais informações no site: www.terraverde.ubbi.com.br Interessados: Tratar com José Paulo Prado – (19) 3541-5318 / (19) 9758-4054 ou pelo e-mail: zptratores@yahoo.com.br 20) Compra-se COMPRO CAMINHÕES TRUCKS, TOCO E 3/4. PAGO A VISTA OU COM CARROS. Interessados: Tratar com Plauto, tel. (41) 3035-1938 ou pelo e-mail: planettruck@hotmail.com

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