Ed61julho11

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Ed61julho11

  1. 1. 1 Revista Canavieiros - Julho 2011
  2. 2. 2 Revista Canavieiros - Julho de 2011
  3. 3. 3 Revista Canavieiros - Julho 2011
  4. 4. Editorial 4 Expediente: Conselho Editorial: Antonio Eduardo Tonielo Augusto César Strini Paixão Clóvis Aparecido Vanzella Manoel Carlos de Azevedo Ortolan Manoel Sérgio Sicchieri Oscar Bisson Editora: Carla Rossini - MTb 39.788 Projeto gráfico e Diagramação: Rafael H. Mermejo Equipe de redação e fotos: Carla Rodrigues - MTb 55.115 Murilo Sicchieri Rafael H. Mermejo Comercial e Publicidade: Marília F. Palaveri (16) 3946-3311 - Ramal: 2008 comercial@revistacanavieiros.com.br atendimento@revistacanavieiros.com.br Impressão: São Francisco Gráfica e Editora Ltda Tiragem: 11.000 exemplares ISSN: 1982-1530 A Revista Canavieiros é distribuída gratuitamente aos cooperados, associados e fornecedores do Sistema Copercana, Canaoeste e SicoobCocred. As matérias assinadas são de responsabilidade dos autores. A reprodução parcial desta revista é autorizada, desde que citada a fonte. Endereço da Redação: A/C Revista Canavieiros Rua Dr. Pio Dufles, 532 Sertãozinho – SP - CEP:- 14.170-680 Fone: (16) 3946 3311 - (ramal 2190) www.revistacanavieiros.com.br É preciso investir para recuperar o tempo perdido E m meio a discussões e estudos sobre o novo Código Florestal Brasileiro, os produtores rurais procuram agir de acordo com aquilo que acreditam ser o correto para o meio ambiente. O produtor tem consciência de sua responsabilidade. Esse é o assunto discutido na “Reportagem de Capa” deste mês, que traz as informações sobre o viveiro de mudas nativas da Fazenda Sapé, no município de Altinópolis. Dos 45 alqueires plantados com cana-de-açúcar, uma área de 3 mil metros foi destinada a produção de mudas de plantas nativas, uma atividade ecologicamente correta e rentável para a família Meyer. O entrevistado desta edição é o presidente da Copercana e Sicoob Cocred, Antonio Eduardo Tonielo. Durante a entrevista, o presidente falou sobre a necessidade de investir no setor para recuperar a produção dos canaviais, safra de grãos e também sobre a crise de abastecimento de etanol. A secção “Ponto de Vista” de julho traz dois artigos: um assinado pelo diretor adjunto da Canaoeste, José Mário Paro e outro pelo presidente da associação, Manoel Ortolan, que faz uma reflexão sobre o bom momento vivido pelo produtor rural, principalmente o médio agricultor, que teve os limites de renda, custeio e investimentos ampliados dentro do Plano Agrícola e Pecuário 2011/2012, lançado em Ribeirão Preto, pela presidente Dilma Rousseff, no mês passado. Em “Notícias Canaoeste”, o leitor se informa sobre o treinamento de perdas de cana na colheita mecanizada, realizado em parceria com o CTC, na Fazenda Santa Rita, de propriedade da Copercana e Canaoeste. Já em “Notícias Copercana”, é possível conferir os resultados da sétima RC www.twitter.com/canavieiros redacao@revistacanavieiros.com.br de 2011 Revista Canavieiros - Julho edição do Agronegócios Copercana, realizado no final de junho, exclusivamente aos cooperados do Sistema Copercana, Canaoeste e Sicoob Cocred. Mais de R$ 120 milhões é o volume de negócios gerados durante os três dias do evento. Essa edição foi recorde e superou as expectativas iniciais dos organizadores. Ainda nesta secção, todas as informações sobre a entrega do prêmio à equipe da Copercana (usuários Digilab da Uname – Unidade de Grãos da Copercana) que venceu o concurso fotográfico da Basf. O concurso é uma realização da Unidade de Proteção de Cultivos da Basf, em que os usuários podem participar catalogando imagens capturadas com o Digilab. Em “Assuntos Legais”, o advogado da Canaoeste, Juliano Bortoloti, fala sobre a Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (DITR), requisito obrigatório para manter devidamente regularizada a propriedade rural. Os artigos técnicos mostram o acompanhamento da safra 2011/2012 até a segunda quinzena de junho e também a mecanização do plantio, considerado ser mais um desafio para o setor, devido ao alto custo dos equipamentos e alta capacidade operacional. Os artigos são assinados pelo Assistente de Controle Agrícola da Canaoeste, Thiago Silva e por pesquisadores do CTC (Centro de Tecnologia Canavieira). Além disso, a Revista Canavieiros de julho também traz as Informações Setoriais com o assessor agronômico da Canaoeste, Oswaldo Alonso, dicas de leitura e gramática. Boa leitura! Boa leitura! Conselho Editorial
  5. 5. 5 Ano V - Edição 61 - Julho de 2011 Índice: Capa - 22 Mudas de Árvores Nativas: nova atividade para produtores rurais Responsabilidade ambiental e cumprimento de legislação fomenta a produção de mudas de árvores nativas E mais: Informações Setoriais 06 - Entrevista Antonio Eduardo Tonielo presidente da Copercana e SicoobCocred Bons preços e investimentos para recuperar a quebra de produção dos canaviais 08 e 10 - Pontos de Vista José Mario Paro Dir. Adjunto da Canaoeste e Conselheiro da Sicoob Cocred Lendo as entrelinhas Manoel Ortolan presidente da Canaoeste Festa na roça 12 - Notícias Copercana - Agronegócios Copercana, recorde em volume de negócios: mais de R$ 120 milhões - Equipe da Copercana vence concurso fotográfico da Basf .................página 26 Acompanhamento de Safra .................página 28 Assuntos Legais .................página 34 Circular Consecana .................página 35 18 - Notícias Canaoeste - Treinamento sobre perdas de cana na colheita mecanizada 24 - Notícias Sicoob Cocred Cultura .................página 36 - Balancete Mensal 32 - Artigo Técnico Plantio Mecanizado mais um desafio a ser vencido Armene José Conde – Gerente Regional Mauro Sampaio Benedini – Gerente Regional José Guilherme Perticarrari – Coordenador de Pesquisa Tecnológica CTC - Centro de Tecnologia Canavieira Agende-se .................página 37 Classificados .................página 38 Revista Canavieiros - Julho 2011
  6. 6. 6 Entrevista com: Antonio Eduardo Tonielo Carla Rossini A Revista Canavieiros entrevistou o presidente da Copercana e Sicoob Cocred, Antonio Eduardo Tonielo, em meados de julho, que fez uma análise das safras de cana e grãos (amendoim, soja e milho) em 2011. Toninho Tonielo também falou sobre a crise de abastecimento de etanol, preços e interferências do governo no setor sucroenergético. No final da entrevista, o presidente falou sobre o desempenho das cooperativas. Confira: Bons preços e investimentos para recuperar a quebra de produção dos canaviais Revista Canavieiros: Qual é a análise que o senhor faz da safra 2011/12 para os produtores de cana? Antonio Eduardo Tonielo: Em se tratando de preços de cana, açúcar e etanol, esse ano está sendo bem melhor que o ano passado. Agora, em termos de qualidade da matéria-prima, teremos algumas quebras de produção devido a fatores climáticos. Recentemente, tivemos as geadas, que trouxeram alguns prejuízos em boa parte do Estado de São Paulo. Eu posso falar como produtor e como industrial e acredito que o preço da cana vai compensar todas essas perdas. Provavelmente o produtor vai trabalhar menos e ganhar melhor porque os preços do açúcar e do etanol são bons. Quando produzimos menos o preço melhora, quando produzimos mais o preço despenca. Mas de forma geral, 2011 está sendo um bom ano para os canavicultores. Revista Canavieiros: E para os produtores de grãos, principalmente de amendoim, milho e soja? Tonielo: Para a soja o ano está exce- lente, hoje os preços estão piores do que no período da colheita, mas deve haver recuperação. 75% da soja que produzimos já saiu das mãos dos produtores e é claro que tem bastante farelo com os grandes compradores, as multinacionais e as fábricas de óleo. Então, se pegarmos uma safra que terminou no começo de maio e, com apenas dois meses, já foi comercializada 75% da produção, isso é muito bom. As perspectivas são boas, principalmente no mercado interno. No ano passado tivemos preço de mercado interno melhor do que o mercado externo e isso é bom para o produtor. O amendoim também está melhorando no mercado internacional, acredito que para o produtor vai ser um ano bom de preço dando retorno aos plantadores. O milho também está explodindo, os preços estão excelentes e os produtores estão muito satisfeitos. Revista Canavieiros: Recentemente tivemos uma crise de falta de etanol no mercado. Os preços ficaram elevados. Por que isso acontece? Tonielo: Toda a crise de etanol é ge- Revista Canavieiros - Julho de 2011 rada por causa de preço. Quando uma mercadoria não tem valor no mercado, ela fica desestimulada de ser produzida. Foi isso que aconteceu com a cana, o açúcar e o etanol. Desde 2008, quando teve início a crise econômica mundial, os preços desses produtos que são vinculados ficaram muito ruins. A falta de recursos financeiros obrigou os produtores a investirem menos nos tratos culturais e reformas de seus canaviais. Ou seja, apenas administramos a crise. Além disso, num ano tivemos chuva demais, no outro fomos castigados pela seca. Para se ter uma ideia, o Brasil teria que estar produzindo aproximadamente 700 milhões de toneladas de cana nesta safra, mas a previsão de moagem é atingir apenas 530 milhões de toneladas. Foi por isso que começou a faltar produto no mercado, por falta de produção. Existe uma demanda muito grande pelo etanol, principalmente em virtude dos carros flex que atingem quase 90% da produção interna de veículos. Para suprir essa demanda do mercado, nós precisaríamos estar produzindo 2,5 bilhões de litros a mais de eta-
  7. 7. 7 nol. E hoje nós produzimos 1,5 bilhão a menos, ou seja, vamos ter um déficit de mais de 4 bilhões de litros. A conclusão que chego é que mercadoria que não tem preço tabelado ou estável para quem a produz, corre risco. Uma hora os preços estão altos, outra hora estão muito baixos. Um exemplo disso é o que acontece com o arroz no Rio Grande do Sul. Há dois anos, os arrozeiros estão brigando contra preços de R$18,00 (saco de 50 quilos) por excesso de produção. Posso afirmar que daqui mais um ano ou dois anos, quem vai brigar serão os consumidores porque o preço estará muito alto. Revista Canavieiros: Então o senhor acredita que para o final da safra, podemos ter falta de etanol? Tonielo: Não teremos falta de produto porque é regulado pelo preço. Vai acontecer o seguinte: o preço do etanol vai aumentar o suficiente para diminuir o consumo, daí o consumidor vai optar pela gasolina. O Brasil precisa vender apenas 1 bilhão de litros de álcool hidratado por mês para aguentar chegar na próxima safra. E é isso que vai acontecer, o preço vai permitir a venda de apenas 1 bilhão de litros por mês. Infelizmente é uma conta que se faz. É uma conta “burra”, mas é uma conta que se faz para não faltar o produto. Se os preços do etanol despencarem, não temos produto para aguentar a demanda até dezembro. O governo pretende até o fim do ano, reduzir a mistura de etanol na gasolina para tentar chegar em 2012 com produto no mercado. Mas essa não é a solução do problema. O que precisamos é ter financiamentos a altura, para os produtores voltarem a investir nos canaviais, aumentando a produtividade. Nós temos potencial para produzir 700 milhões de toneladas de cana por ano. Mas é preciso investimento no setor. Revista Canavieiros: Esse é o papel do governo dentro do setor? Tonielo: O que nós precisamos é de ajuda financeira. Se o governo não atrapalhar, porque quando ele entra no negócio é para atrapalhar, já está de bom tamanho. Essas ameaças do governo de que vai reduzir a mistura de etanol na gasolina, vai taxar isso, taxar aquilo, não resolve nada, até piora a situação. Se o governo reduzir a mistura e o preço do etanol cair, o reflexo pode ser uma fabricação maior de açúcar e consequentemente, falta de álcool no mercado. Então, o governo precisa pensar bastante nessa decisão para não atrapalhar e desestimular a produção. O que estimula a produção é investir dinheiro, ter políticas firmes para todo setor ter coragem de investir. Infelizmente o investidor tem medo de expandir porque sabe que o governo a qualquer hora pode por a mão e aonde o governo põe a mão a coisa fica ruim. Revista Canavieiros: O senhor acredita que tem que haver um aumento de Unidades Industriais para assegurar a produção? Tonielo: Com certeza. Precisamos construir 30 usinas urgentes e não temos nenhuma projetada ainda. Para projetar uma usina, construir e começar a produzir demoramos de 3 a 4 anos e não com 100% da capacidade. Então estamos longe do ideal. Temos que recuperar nossos canaviais, recuperar nossa produtividade e voltar a produzir, pelo menos, 600 milhões de toneladas de cana. O governo, junto com o BNDS (Banco Nacional de Desenvolvimento Social) precisa liberar dinheiro para o plantio de cana. Só assim aumentaremos a nossa produção. “...Se o governo não atrapalhar, porque quando ele entra no negócio é para atrapalhar, já está de bom tamanho.” Revista Canavieiros: Com relação ao Plano Agrícola e Pecuário 2011/12, que foi lançado recentemente pela presidente Dilma Rousseff em Ribeirão Preto, qual a sua análise? Tonielo: Eu não vejo tanta diferença do plano de safra deste ano para o anterior. Foram disponibilizados R$ 107,2 bilhões, 7,2% a mais que na safra passada. A diferença foi pouca, não representa quase nada. Na parte de produção de grãos, o plano é bom. Mas a parte de cana-de-açúcar tem que ser melhorada. Houve uma linha de financiamento de R$ 1 milhão para reforma de canaviais e o governo também disse que vai liberar um outro plano para plantio e renovação. Se isso acontecer, vai ser bom. Fazia muitos anos que a cana não recebia incentivos do governo. Porque para o produtor de cana, crédito de R$ 300 mil por CPF é a mesma coisa que não dar nada. Com esse dinheiro, nem adubação adequada o produtor consegue fazer. R$ 1 milhão por CPF não é o ideal, mas já melhora bastante e vai estimular a produção. Revista Canavieiros: Nesse momento o que o setor mais precisa é de investimento? Tonielo: Claro, com dinheiro a coisa anda, plantamos mais, adubamos mais e colhemos mais. O crédito hoje está complicado. Quem faz dívida hoje a juro caro não consegue pagar. Precisamos ter juros condizentes com a nossa realidade. Na hora que o governo liberar dinheiro para plantar cana, realizar os tratos culturais e também para construção de novas Unidades Industriais, vamos nos recuperar. Eu acredito que dentro de 4 ou 5 anos, recuperamos toda essa parte perdida que tivemos com a crise e os problemas climáticos. Revista Canavieiros: Mudando de assunto, como está sendo o ano para as cooperativas, principalmente para a Copercana e a SicoobCocred? Tonielo: A SicoobCocred está muito bem, tivemos várias recuperações de crédito e isso é muito importante. A Cocred vai atravessar um ano muito diferente desde 2008, porque vínhamos sofrendo com a crise, prorrogando os contratos de financiamento, dando apóio aos produtores, mas sempre conseguimos administrar essas contas. Então, esse é um ano bem diferente, em que a cooperativa de crédito terá um saldo positivo. É cedo para falarmos com certeza porque ainda estamos no meio do ano. Mas esperamos que o segundo semestre seja melhor que o primeiro. A Copercana também está muito bem, com um faturamento muito melhor que o ano passado, nossos negócios de vendas estão com mais de 30% acima de 2010. O nosso custo fixo é o mesmo e quando melhoramos o faturamento e o custo fixo fica o mesmo, temos um retorno melhor. Outro fator importante é que não temos quase nada de inadimplência e o que tem está sendo muito bem administrado. Então eu penso que 2011 será um ano para as duas cooperativas fechar com “chave de ouro”. A expectativa é muito boa. RC Revista Canavieiros - Julho 2011
  8. 8. 8 Ponto de Vista Manoel Ortolan* Festa na roça T radicionalmente, o mês de junho abriga as festas de Santo Antonio (13/06), São João (24/06) e São Pedro (29/06). Nas fazendas, muita animação ao som da sanfona, dança da quadrilha, fogos, comidas e bebidas típicas. Em volta das fogueiras, crianças brincam e casais se aquecem enquanto recordam de tempos passados. Muitos motivos para comemorar. Mas esse ano, o produtor rural tem algo a mais para festejar no mês de junho. O entusiasmo é consequência do lançamento do Plano Agrícola e Pecuário 2011/2012, que foi anunciado no Theatro Pedro II, em Ribeirão Preto, na sexta-feira (17/06), pela presidente Dilma Rousseff, em cerimônia que contou com a presença do vice-presidente, Michel Temer, do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin e dos ministros da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Wagner Rossi; do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence e da Secretaria de Comunicação Social, Helena Chagas. Senadores, deputados federais e estaduais, prefeitos, líderes de instituições ligadas ao agronegócio e uma platéia de mais de mil pessoas, muitos produtores rurais, assistiram a cerimônia em que o governo destinou R$ 107,2 bilhões para o financiamento da produção e comercialização da safra. O montante é 7,2% maior que o disponibilizado no período 2010/2011. Uma das medidas que mais agradou a classe produtora foi o apoio ao médio agricultor, já que os limites de renda, custeio e investimentos foram ampliados. Mudanças significativas foram realizadas, como a unificação do limite de financiamento de custeio de R$ 275 mil para R$ 650 mil e de R$ 200 mil para R$ 300 mil no caso de operações de investimento. Além disso, houve elevação da renda bruta anual para fins de enquadramento como médio produtor rural: de R$ 500 mil, foi elevada para R$ 700 mil, permitindo um contingente maior de produtores rurais, efetivamente inseridos na classe de médios produtores. O evento colocou em evidência a importância da região de Ribeirão Preto, que é a maior produtora agrícola do Estado de São Paulo. O ministro Wagner Rossi, conhecedor das necessidades do setor, realizou um trabalho fantástico e junto com sua equipe, conseguiu elaborar um Plano Agrícola e Pecuário, com linhas específicas para pecuária, canade-açúcar e agroenergia, além da estocagem do suco de laranja. No caso da cana-de-açúcar e dos biocombustíveis, estão asseguradas linhas de financiamento para expansão e renovação dos canaviais - com taxa de juros fixa em 6,75% ao ano e crédito de R$ 1 milhão por CPF para as próximas 4 safras. Já a pecuária, terá crédito de R$ 750 mil para matrizes nas mesmas condições de taxas e juros. As medidas adotadas no Plano Agrícola e Pecuário 2011/2012 estimulam o desenvolvimento sustentável e fomentam a expansão da produtividade nas lavouras através de práticas agronômicas adequadas. O Brasil tem condições de aumentar sua produção de alimentos, biocombustíveis e energia sem desmatar suas florestas. Um dos caminhos para se alcançar o sucesso no aumento da produção é o investimento em infra-estrutura, armazenagem e logística de transporte, minimizando perdas significativas dos produtos agrícolas. Recentemente, foram divulgadas pela imprensa nacional, o número de residências brasileiras em que famílias vivem em condições de miséria. 16 milhões de pessoas vivem nessas condições. É um paradoxo, o país do agronegócio, que pode vir a ser o celeiro do mundo na produção de alimentos, ainda ter brasileiros passando fome. Miséria está ligada a saúde, a educação, a qualidade de vida, mas principalmente à fome. As políticas públicas são fundamentais para se combater a miséria. O Plano Agrícola e Pecuário 2011/2012 vêm de encontro com as necessidades da erradicação da pobreza, já que tem como principal objetivo o aumento da produção de forma sustentável, gerando renda, empregos e garantindo alimento na mesa do brasileiro. Estamos bastante otimistas. Agora é hora de “arregaçar as mangas” e não deixar a oportunidade passar. *presidente da Canaoeste (Associação dos Plantadores de Cana do Oeste do Estado de São Paulo) Revista Canavieiros - Julho de 2011
  9. 9. 9 Revista Canavieiros - Julho 2011
  10. 10. 10 José Mario Paro Ponto de Vista * Lendo as entrelinhas S ou do tempo em que na escola se ensinava que o Brasil seria o país do futuro, embora àquela época este futuro parecesse longínquo e até inatingível. diminuído no Brasil, ao contrário dos outros membros do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), onde tem aumentado. E, se assim for, realmente o futuro chegou. Sou do tempo em que se dizia que os brasileiros padeciam do complexo de vira lata, que explicaria o pouco apreço que tinham por suas próprias coisas e o sentimento de inferioridade que nutriam por outras terras e outras gentes. Sabe-se que grande parte deste impulso modernizante têm vindo do vigor do agronegócio, recém-saído de dois eventos grandiosos, em junho passado: o Ethanol Summit, realizado em São Paulo e o Plano Agrícola e Pecuário 2011/2012, lançado pelo Governo, em Ribeirão Preto. - percebe-se que, bem feitas as contas, uma vez mais, a agricultura empresarial não teve o mesmo tratamento que a agricultura familiar no Plano Agrícola e Pecuário 2011/2012, recém lançado; Mas é sempre bom ler as entrelinhas. E ao ler as entrelinhas percebe-se que nem tudo é o que parece: - percebe-se que o adiamento da votação do Código Florestal continua aterrorizando a classe produtora rural; - percebe-se que as deficiências da infra estrutura, em especial da logística, poderão comprometer este futuro que está à mão; - percebe-se que o veto do Ministro da Ciência e Tecnologia à redução dos prazos para liberação de transgênicos é mais um instrumento do atraso e do ranço ideológico que persiste em parte do governo contra a agricultura empresarial; Sou do tempo em que los hermanos argentinos chamavam os brasileiros de cucarachas. Sou do tempo em que o Brasil exportava quase que só café em grão. Tempos ruins aqueles, mesmo para um adolescente. Após a II Guerra Mundial, o país começou a mudar. Foi construída a CSN - Companhia Siderúrgica Nacional - Volta Redonda/RJ; criou-se a Petrobras e foi implantada a indústria automobilística. Até que se chegou ao momento presente, em que o Brasil é a bola da vez. E é bastante provável que aquele longínquo futuro, visto dos bancos escolares, tenha finalmente chegado. Causou-me enorme satisfação notícia veiculada recentemente, dando conta de que a desigualdade social tem - percebe-se que as diferenças do ICMS entre os Estados e a manutenção dos preços da gasolina, congelados há cinco anos, tem penalizado fortemente o etanol hidratado; - percebe-se que soam totalmente estranhas as ameaças, veladas ou não, por parte do Governo Federal, de intervir no mercado de açúcar e etanol. Como por exemplo, a determinação de fazer com que a Petrobras aumente sua participação no setor, até plantando cana (?!), que poderia ter a leitura: ou vocês fazem ou eu faço; - percebe-se que, apesar do aclamado potencial e de liderar a produção mundial em açúcar, café, suco de laranja e carnes, a agricultura brasileira talvez seja a menos protegida do planeta. A regularização do seguro rural continua se arrastando e os subsídios ao setor são um quase-nada frente àqueles do Japão, China, Índia, Estados Unidos e países da União Européia; - percebe-se as enormes dificuldades que os produtores independentes de cana tem tido para participar dos ganhos de eficiência do processo produtivo do açúcar e dos etanóis e das alternativas de renda, como a geração de energia elétrica a partir do bagaço da cana. Como se vê, nem tudo é o que parece. Basta ler as entrelinhas para perceber. *Diretor Adjunto da Canaoeste Conselheiro da Sicoob Cocred Revista Canavieiros - Julho de 2011
  11. 11. 11 Revista Canavieiros - Julho 2011
  12. 12. 12 Notícias Copercana Agronegócios Copercana, recorde em volume de negócios: mais de R$ 120 milhões Carla Rossini M A sétima edição da feira exclusiva aos cooperados do sistema Copercana, Canaoeste e Sicoob Cocred superou todas as expectativas ais de R$ 120 milhões. Esse foi o volume de negócios gerado durante os três dias do VII Agronegócios Copercana, feira exclusiva aos cooperados do sistema Copercana, Canaoeste e Sicoob Cocred, realizado no final de junho no Clube de Campo Vale do Sol, em Sertãozinho. Essa edição foi recorde e superou as expectativas iniciais dos organizadores. “Em 2010 tínhamos vendido R$ 100 milhões e esse ano conseguimos superar o volume de negócios e tivemos um aumento de 20% nas vendas”, disse Pedro Esrael Bighetti, diretor da Copercana. Pedro Esrael Bighetti, diretor da Copercana O presidente da Copercana, Sicoob Cocred e do Agronegócios explica que em 2011, a cooperativa vendeu muito bem no primeiro semestre. “Tivemos um excelente primeiro semestre, vendemos 30% a mais que no ano passado e o VII Agronegócios Copercana confirmou as nossas boas expectativas para esse ano, gerando um volume de negócios recorde. Os cooperados compraram com bons preços e facilidades de pagamento. Isso é o mais importante”, disse Tonielo. Entrada do VII Agronegócios Copercana Antonio Tonielo discursa durante abertura da feira, observado pelo secretário da Indústria e Comércio de Sertãozinho, Marcelo Pelegrini; 1º vice-presidente do CeiseBR, Antonio Tonielo Filho; prefeito de Sertãozinho, Nério Costa; presidente da Canaoeste, Manoel Ortolan; diretor da Sicoob Cocred, Francisco Urenha; diretor da Copercana, Pedro Esrael Bighetti e presidente da Câmara dos Vereadores, José Aprígio. resultados obtidos nesta sétima edição do Agronegócios Copercana”, disse Manoel Ortolan, presidente da Canaoeste e diretor da Copercana e Sicoob Cocred, no encerramento da feira. “Mais uma vez a cooperativa cumpriu o seu papel social oferecendo aos cooperados as melhores oportunidades para negociar os produtos e equipamentos necessários nas lavouras canavieiras. Estamos felizes com os bons Revista Canavieiros - Julho de 2011 Manoel Ortolan, presidente da Canaoeste No total, foram comercializados 1,6 milhões de quilos/litros de defensivos agrícolas e 60 mil toneladas de fertilizantes. Foram vendidos mais de R$ 4 milhões em máquinas e equipamentos e R$ 3 milhões de gesso e calcário. O setor de ferragens também gerou um excelente volume de negócios: R$ 140 mil. Para o gerente de comercialização da Copercana, Frederico José Dalmaso, os bons resultados são obtidos porque a Copercana visa o melhor aos seus cooperados. “A Copercana está preparada para atender todas as necessidades dos seus cooperados. A cooperativa desempenha seu papel social trabalhando para facilitar todas as ne-
  13. 13. 13 Frederico Dalmaso, gerente de comercialização gociações com os produtores rurais”, disse Dalmaso. Toninho Tonielo, presidente da Copercana e Sicoob Cocred; Marco Aurélio Borges de Almada Abreu, diretor presidente do Bancoob; David Andrade – Conselheiro Administrativo do Bancoob; Luciano Ribeiro Machado – Gerente de Agronegócios do Bancoob; Marcelo Carneiro Costa – Superintendente de Negócios do Bancoob e Márcio Meloni, diretor da Sicoob Cocred Ganhadores das TVs do Rally Copercana e dos Home Theater do sorteio da Copercana Seguros Cooperados Para os cooperados, o Agronegócios Copercana é muito importante e permiti a realização dos melhores negócios: “A feira foca bastante o que o produtor precisa. Aqui, reunimos as nossas compras e adquirimos implementos e insumos. E é uma feira de negócios, então facilita para o produtor. Em apenas um dia, resolvemos as compras do ano todo”. João Ângelo Guidi Júnior “Essa feira é esperada o ano todo, principalmente pelo fornecedor de cana. É um termômetro para comprarmos tudo que precisamos para cana, milho, amendoim e soja. É positivo em tudo. Encontramos os produtos que precisamos e temos as condições de pagamento que precisamos. A Sicoob Cocred está aqui para ajudar o fornecedor a adquirir os produtos”. RC Fernando dos Reis Filho Luiz Geraldo Iunes Elias - Cajuru Laudinei Adilson Romanello - Descalvado Hugo Evaristo Benedini Junior - Ribeirão Preto Wellington Luis Bertoni - Franca Salvador Natal Romanello - Descalvado Uma comitiva de Dourados - MS visitou o Agronegócios Copercana Valquiria Alves de Souza - Barrinha Revista Canavieiros - Julho 2011
  14. 14. 14 Frederico Dalmaso junto com os representantes das empresas de defensivos agrícolas e com o diretor da Multiplus, Augusto Balieiro Manoel Sérgio Sicchieri e representantes da Cooperfértil durante reunião realizada no VII Agronegócios Copercana Estande da loja de ferragens da Copercana apresentou vários produtos aos visitantes Sala de negócios Área externa Revista Canavieiros - Julho de 2011 André Cokely - palestra Vansil
  15. 15. 15 Revista Canavieiros - Julho 2011
  16. 16. 16 Notícias Copercana Equipe da Copercana vence concurso fotográfico da Basf Carla Rossini O Os usuários Digilab da Uname – Unidade de Grãos da Copercana, venceram o concurso no mês de junho s profissionais da Uname – Unidade de Grãos da Copercana, Edgard Matrangolo Júnior (encarregado técnico de projetos de amendoim), Juliano José Valério (técnico agrícola) e Márcio Rogério Fernandes (assistente técnico de projetos), venceram o ZOOM – Concurso Fotográfico Digilab, do mês de junho. O concurso é uma realização da Unidade de Proteção de Cultivos da Basf, em que os usuários podem participar catalogando imagens capturadas com o Digilab. O material fica disponível no site do Top Ciência, comunidade que reúne profissionais que têm em comum o interesse em desenvolver a pesquisa científica para a agricultura com o objetivo de aumentar os níveis de proteção, segurança, produtividade, qualidade e rentabilidade das lavouras, com o uso de tecnologia da Basf. Todo mês, os membros da comunidade elegem as melhores imagens, divididas nas categorias: oleaginosas, cereais de inverno, cereais, perenes e hortifruti. O usuário que obtém o maior número de votos, A equipe técnica da Uname-Copercana recebeu o prêmio do diretor da Basf, José Munhoz Felipe e de representantes da empresa em cada categoria, ganha uma filmadora digital. ciso dos problemas que estão acontecendo com as diversas culturas. A equipe técnica da Uname que venceu o concurso em junho recebeu a premiação durante a realização do VII Agronegócios Copercana. O diretor de Negócios de Cultivos e Especialidades da Basf, José Munhoz Felipe, fez a entrega da filmadora digital e logo após falou com a equipe de redação da Revista Canavieiros. Revista Canavieiros: Ele tem atingindo o objetivo? Felipe: Estamos muito satisfeitos com o trabalho que temos feito com o Digilab. Temos percebido que o diagnóstico tem sido mais rápido e bastante preciso e agora estamos numa fase de ampliar a capacidade desse novo Digilab. Estamos incluindo novas pragas, novas doenças, novas culturas e estamos também evoluindo com o próprio Digilab. Revista Canaviriros: Explique o que é o Digilab? Felipe: O Digilab foi um conceito que desenvolvemos com o intuito de agregar mais um serviço ao produtor, ou seja, a toda cadeia que faz a assistência técnica junto aos produtores. Desenvolvemos esse serviço para fazer um diagnóstico mais rápido e mais pre- O diretor de Negócios de Cultivos e Especialidades da Basf, José Munhoz Felipe Revista Canavieiros - Julho de 2011 Foto Campeã do ZOOM Concurso Fotográfico Digilab Revista Canavieiros: Através deste concurso fotográfico, a Basf visa incentivar o uso do Digilab? Felipe: Eu penso que esse é um grande desafio e todo grande desafio envolve um pouco de mudança de cultura. O Digilab é uma ferramenta excepcional que permite essa diagnose muito mais prática e rápida. Eu acho que as pessoas vão ter que se conscientizar um pouco mais sobre isso. A premiação é uma forma de incentivo e eu acho que vamos continuar incentivando para que todos usem. Tenho certeza que isso vai fazer com que as pessoas percebam na prática que o Digilab pode ajudar a ser um profissional mais completo. RC
  17. 17. 17 Revista Canavieiros - Julho 2011
  18. 18. 18 Notícias Canaoeste Treinamento sobre perdas de cana na colheita mecanizada Mauro Benedini Gerente Regional do CTC - Centro Tecnologia Canavieira A Canaoeste, juntamente com os profissionais do CTC - Centro Tecnologia Canavieira, Adriana Lúcia da Silva, especialista em Tecnologia Agrícola e Mauro Benedini, gerente regional do CTC, promoveu no dia 6 de julho, mais um treinamento sobre perdas na colheita mecanizada. A parte teórica do treinamento foi realizada no período da manhã, na fazenda Santa Rita, de propriedade da Copercana e Canaoeste. O treinamento prático foi realizado no período da tarde, numa propriedade rural próxima da fazenda Santa Rita. A responsável técnica pelo treinamento, Adriana mostrou as principais perdas que ocorrem no processo de colheita mecanizada e deu dicas de como minimizá-las. A figura 1 esquematiza a colhedora de cana. Adriana fez considerações de como levantar essas perdas no campo (amostragem), correlacionando-as com os diversos componentes da colhedora. As perdas podem ser visíveis e invisíveis. As visíveis são aquelas que podem ser detectadas no campo e ocorrem na forma de cana inteira, pedaços de cana, lascas, toletes, tocos e cana ponta (cana agregada ao ponteiro). São facilmente identificadas e coletadas no campo. Devem ser amostrados no mínimo 10 ou mais pontos aleatórios por área de liberação de colheita e a representatividade de cada amostra de 10m² (figura 1) não deve ultrapassar a 3 hectares. Figura 1 – Colhedora de cana. Fonte: Projetos P&D do CTC As perdas invisíveis ocorrem na forma de caldo, serragem e pequenos estilhaços, durante o processamento interno da matéria prima na colhedora, devido aos impactos mecânicos dos sistemas de corte, picagem, transporte e limpeza. O CTC vem estudando e quantificando essas perdas invisíveis visando minimizálas, através do conhecimento das suas origens, efetuando as correções necessárias na colhedora. As perdas por estilhaços surgem devido à má regulagem do extrator primário, cuja rotação deve variar de acordo com as condições do canavial. É importante que o operador tenha o hábito de alterar essa rotação regularmente devido às mudanças de talhões, variedades, umidades relativas do ar, entre outros fatores. Uma maneira prática de acompanhar essas perdas por estilhaços é quanFigura 1- Esquema da amostragem de campo. Revista Canavieiros - Julho de 2011 Foto 1: Extrator regulado a 900 rpm. Foto 2: Extrator regulado a 1100 rpm. tificá-las em 1m² (fotos 1 e 2). Lembrando que 100 g/m² equivale a uma perda de 1 t/ha. Quando a carga estiver com muita impureza vegetal, a melhor alternativa pode ser a de reduzir a velocidade de operação da colhedora e não aumentar a rotação do extrator primário.
  19. 19. 19 As perdas por toletes estão principalmente relacionadas à falta do sincronismo entre colhedora e transbordo. Os toletes são formados pelas facas de corte do rolo picador. Quando apenas uma das facas estiver cortando bem, haverá canas cortadas em diversos tamanhos ou canas parcialmente cortadas, gerando um aspecto popularmente conhecido por “linguiça”. Isso é constatado também quando algumas partes da colhedora, principalmente no elevador, ficam com cana e palha não picadas como se fosse um varal. (fotos 3 e 4). Vários fatores interferem na altura do corte de base: sistematização inadequada com sulco profundo e falta de “quebra de lombo”, torrões devido ao cultivo inadequado, locais com pedra, cana tombada, excesso de velocidade da máquina e falta de habilidade do operador. Uma observação prática é sobre o tamanho das faquinhas. O tamanho de 4” (quatro polegadas) gastam e quebram mais que as do tamanho de 3”, que são as recomendadas pelos fabricantes. Fotos 3 e 4 – Problemas ocasionados pela facas do sistema síncrono. A sincronização entre colhedora e veículo transportador é de responsabilidade do operador e também do tratorista, devendo ter atenção redobrada principalmente nos momentos de passagens de carreador, no início e término da linha de cana e nas paradas da máquina provocadas por embuchamentos e obstáculos. O acompanhamento de perdas na colheita mecanizada é fundamental, pois pode chegar a valores muito altos e resultar em perdas significativas de cana. Valores extremos de perdas de 10-15 toneladas/hectare podem ocorrer. Valores próximos de 3-4 ton/ha são considerados aceitáveis (Tabela 1). Tabela 1: Classificação das perdas. Nível de perdas Baixo Médio Alto Percentual de perdas (%) < 2,5 2,5 < 4,5 > 4,5 O treinamento e capacitação do pessoal envolvido no processo de colheita são fundamentais para diminuir as perdas de cana a valores satisfatórios. No período da tarde foi realizada a amostragem em área de fornecedor para exemplificar o procedimento preconizado pelo CTC. RC Revista Canavieiros - Julho 2011
  20. 20. 20 Revista Canavieiros - Julho de 2011
  21. 21. 21 Revista Canavieiros - Julho 2011
  22. 22. Mudas de Árvores Nativas: nova atividade para produtores rurais 22 Carla Rossini A Responsabilidade ambiental e cumprimento de legislação fomenta a produção de mudas de árvores nativas s exigências do Código Florestal Brasileiro e a preocupação com a conservação do meio ambiente inseriu uma nova palavra no dia-a-dia do produtor rural: o reflorestamento, que nada mais é do que à atividade de replantar florestas, ou seja, que já existiram, mas que foram extintas por algum motivo. Por incentivos ao desenvolvimento, durante a ocupação do Brasil, parte de sua vegetação, foi derrubada para a extração da madeira e, depois, plantio de diversas culturas agrícolas. Mas as obrigações ambientais atuais exigem que os produtores rurais recuperem parte da região devastada através do reflorestamento. E zelar para que ninguém mais destrua. O agricultor está consciente da sua responsabilidade, prova disso é o investimento na área de produção de mudas de plantas nativas para o reflorestamento. A Fazenda Sapé, no município de Altinópolis, é um bom exemplo de que unir a produção de cana com um viveiro de mudas de árvores nativas pode dar certo. Dos 45 alqueires plantadores com canade-açúcar, uma área de 3 mil metros foi destinada a atividade de produção de mudas de plantas nativas. “A ideia surgiu no final do ano passado, quando a en- tressafra nos deixou num período ocioso. Como estamos implantando o nosso projeto de reflorestamento aqui na fazenda e tínhamos necessidade de adquirir mudas, resolvemos investir na atividade e começar a produção também para a comercialização”, disse Gustavo Biagi Meyer, proprietário da Fazenda Sapé. Há quem defenda que a recuperação da vegetação deve ocorrer de forma natural sem que haja a intervenção do homem mesmo que para o plantio. Mas, desta forma o processo é bem mais demorado. Então, a maioria dos proprietários de terra, que optam por recuperar áreas devastadas, geralmente, resolvem fazer o reflorestamento. Na Fazenda Sapé a produção está a todo vapor. 50 mil mudas de 50 espécies diferentes já estão a disposição dos compradores. Mas até o final de 2011, esses números serão outros. “Até o final do ano, vamos ter 100 espécies diferentes e aproximadamente 120 mil mudas disponíveis para vender”, disse Meyer. O engenheiro agrônomo da Copercana, Rodrigo Zardo explica que para se reflorestar uma área é preciso plantar pelo menos 80 espécies diferentes. “Para reflorestar uma área de 1 hectare Revista Canavieiros - Julho de 2011 Gustavo, Maria Angélica e Humberto Biagi Meyer é preciso de 1666 mudas de árvores de, pelo menos, 80 espécies diferentes”, afirma Zardo. Para que o reflorestamento aconteça adequadamente, é preciso plantar árvores de porte pequeno e de rápido desenvolvimento para que elas dêem suporte para as árvores de grande porte crescerem e formarem a mata. É por isso que Meyer quer aumentar a diversidade de espécies e para isso ele compra sementes e também faz um trabalho de campo em busca
  23. 23. 23 disse e completou: “não queríamos mais depender apenas da renda da cana-deaçúcar, por isso investimos nessa atividade como uma nova fonte de renda para a família”, explicou Maria Angélica. Rodrigo Zardo e Gustavo. Ao fundo o viveiro da família Meyer de sementes de árvores que já existem nas matas da região. “Também tenho espécies de árvores frutíferas e exóticas (aquelas que são usadas em centros urbanos para paisagismo), e a maioria dessas sementes, eu colhi aqui nos arredores da fazenda,” conta. A matriarca da família, Maria Angélica Biagi Meyer, considera a atividade uma terapia, mas a diversificação da atividade da família também tem uma visão lucrativa. “Quando estamos cuidando das plantas não sentimos a hora passar e as conversas são muito agradáveis”, E a produção de mudas pode ganhar ainda mais destaque se o novo Código Florestal for aprovado. Zardo explica que só no Estado de São Paulo, em áreas de APPs (Área de Preservação Permanente), existem mais de 600 mil hectares para serem reflorestado. “Num curto espaço de tempo não teremos mudas suficientes para atender toda a demanda”, disse o agrônomo. Se realmente a legislação entrar em vigor, o governo terá que incentivar mais proprietários de terras a entrar nesse ramo de atividade. “O governo terá que fomentar a atividade através de liberação de crédito para que a demanda por mudas seja suprida”, completou Zardo. Empolgada com o novo ramo de atividade, a família Meyer quer ampliar até mesmo a área do viveiro. “Já estou Os irmãos cuidam de cada detalhe para o desenvolvimento das mudas preparando uma nova área para implantarmos um novo viveiro de mudas e aí teremos capacidade para produzir 200 mil mudas por ano”, finalizou Gustavo. RC Revista Canavieiros - Julho 2011
  24. 24. 24 Notícias Sicoob Cocred Balancete Mensal COOP.CRÉDITO PRODUTORES RURAIS E EMPRESÁRIOS DO INTERIOR PAULISTA - BALANCETE - JUNHO/2011 Valores em Reais Revista Canavieiros - Julho de 2011
  25. 25. 25 Revista Canavieiros - Julho 2011
  26. 26. 26 Informações Setoriais CHUV AS DE Junho e Prognósticos Climáticos No quadro a seguir, são apresentadas as chuvas do mês de JUNHO de 2011. Engº Agrônomo Oswaldo Alonso Técnico Agronômico da Canaoeste O A média das observações de chuvas do mês de junho (32mm), “ficou” pouco abaixo da média das normalidades climáticas (24mm) de todos os locais informados. Apenas na Açúcar Guarani e Fazenda Monte Verde (região de Olímpia-Severínia); Usina Ibirá e em São Simão é que as chuvas ficaram bem acima das respectivas médias históricas. Mapa 1 abaixo mostra, que no período de 14 a 16 de Junho, o índice de Água Disponível no Solo, apresentava-se como médio a bom na faixa Centro Sul, reduzindo a disponibilidade hídrica no quadrante Noroeste e, até crítico, no Nordeste do Estado. Os índices de Disponibilidades de Água no Solo, aos finais de junho de 2010 e de 2011, mostrados nos Mapas 2 e 3 abaixo, mostram interessante e grande semelhança de água disponível à cultura na quase totalidade da área sucroenergética do Estado. Mapa 1:- Água Disponível no Solo entre 13 a 15 de JUNHO de 2011. Revista Canavieiros - Julho de 2011 Para subsidiar planejamentos de atividades futuras, a Canaoeste resume o prognóstico climático de consenso entre INMET-Instituto Nacional de Meteorologia e INPE-Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais para os meses de julho a setembro. Mapa 2:- Água Disponível no So
  27. 27. 27 • Para os meses de julho a setembro as chuvas poderão “ficar” próximas às médias históricas em todos estados da Regiões Centro Sul, tendendo para ficar ligeiramente abaixo das médias nos Estados do Sul do Brasil; • Prevêm-se temperaturas médias próximas das normais climáticas nas áreas sucroenergéticas da Região Centro Sul, alertando para possíveis variabilidades temporais (possibilidade de ocorrências de frios intensos) nos Estados do Sul; • Como referência de normais climáticas de chuvas para Ribeirão Preto e municípios vizinhos, pelo Centro Apta-IAC, são de 20mm em julho e agosto, e de 55mm em setembro. A SOMAR Meteorologia prevê, também, que as chuvas poderão “ficar” entre próximas das respectivas médias climáticas nos meses de julho a setembro, em toda região de abrangência Canaoeste. Pode-se acrescentar previsão semelhante (para abaixo da média) para o mês de outubro. A SOMAR assinala que está havendo equilíbrio entre os fenômenos La Niña (que vinha se manifestando) e El Niño. Entretanto, não está afastada a possibilidade do “retorno” de La Niña a partir da primavera (início de outubro). Quanto às condições climáticas para estes meses de meio de moagem desta safra - julho a setembro, a Canaoeste sugere aos produtores de cana que busquem o máximo de qualidade em operações de colheita e aproveitem ao máximo os dias e tempos disponíveis; bem como, efetuarem os necessários e aprimorados tratos culturais e até utilização de insumos (serem mais generosos nas adubações e atenções – muitas atenções mesmo - em monitoramentos de pragas e doenças), visando às crescentes demandas por matéria prima nas próximas duas safras. olo ao final de JUNHO de 2010. Mapa 4:- Adaptação pela CANAOESTE do Prognóstico de Consenso entre INMET e INPE para o trimestre julho a setembro Canaviais depauperados por falhas, pragas, doenças e ervas daninhas merecem renovações, visando redução da idade média e, conseqüente, melhora da produtividade em atenção às safras futuras. Mas, atenção! Qualidade das mudas é fundamental para assegurar produtividade e longevidade dos canaviais. A relação custo/benefício é por demais de favorável quando se empregam mudas sadias. Estes prognósticos serão revistos a cada edição da Revista Canavieiros e fatos ou prognósticos climáticos relevantes serão noticiados em nosso site www.canaoeste.com.br . Persistindo dúvidas, consultem os Técnicos mais próximos RC ou através do Fale Conosco Canaoeste. Mapa 3:- Água Disponível no Solo, 50cm de profundidade, ao final de JUNHO de 2011. RC Revista Canavieiros - Julho 2011
  28. 28. 28 Artigo Técnico Acompanhamento da safra 2011/2012 A safra 2011/2012, iniciada em março de 2011, encontra-se na 1ª quinzena do mês de julho e, neste artigo, são apresentados os dados obtidos até a 2ª quinzena de junho em comparação com os obtidos na safra 2010/2011. Na tabela 1, encontra-se o ATR médio acumulado (kg/tonelada) do início da safra até a 2ª quinzena de junho, comparação com o obtido na safra 2010/2011, sendo que o ATR da safra 2011/2012 está 5,77 Kg abaixo do obtido na safra 2010/2011 no mesmo período. Tabela 1 – ATR (kg/t) médio da cana entregue pelos fornecedores de cana da Canaoeste das safras 2010/2011 e 2011/2012 As tabelas 2 e 3 contém detalhes da qualidade tecnológica da matéria prima nas safras 2010/2011 e 2011/2012. Tabela 2 – Qualidade da cana entregue pelos fornecedores de cana da Canaoeste, até a 2ª quinzena de maio, da safra 2010/2011 Thiago de Andrade Silva Assistente de Controle Agrícola da CANAOESTE Tabela 3 – Qualidade da cana entregue pelos fornecedores de cana da Canaoeste, até a 2ª quinzena de maio, da safra 2011/2012 O Brix do caldo da safra 2011/2012 ficou abaixo em todas as quinzenas, em relação à safra 2010/2011, sendo de forma mais acentuada na 2ª quinzena de março. O gráfico 2 contém o comportamento da Pol do caldo na safra 2011/2012 em comparação com a safra 2010/2011. Pode-se observar que a Pol do caldo apresentou o mesmo comportamento do Brix do Caldo. O gráfico 1 contém o comportamento do Brix do caldo da safra 2011/2012 em comparação com a safra 2010/2011. Gráfico 1 – Brix do caldo obtido nas safras 2011/2012 e 2010/2011 O gráfico 3 contém o comportamento da pureza do caldo na safra 2011/2012 em comparação com a safra 2010/2011. A pureza do caldo da safra 2011/2012, do início até a 2ª quinzena de abril, ficou muito abaixo da obtida na safra 2010/2011, com maior acentuação na 2ª quinzena de março, ficando próximo, do mês de maio em diante, se igualando na 2ª quinzena de junho. O gráfico 4 contém o comportamento da fibra da cana na safra 2011/2012 em comparação com a safra 2010/2011. A fibra da cana na safra 2011/2012 ficou acima da obtida na safra Revista Canavieiros - Julho de 2011
  29. 29. 29 2010/2011 somente na 1ª quinzena de abril. Na 2ª quinzena de abril, 1ª quinzena de maio e 2ª quinzena de junho observam-se poucas variações em relação à da safra 2010/2011, ficando bem abaixo na 2ª quinzena de março, 2ª quinzena de maio e na 1ª quinzena de junho. Gráfico 2 – Pol do caldo obtida nas safras 2011/2012 e 2010/2011 O gráfico 5 contém o comportamento da Pol da cana na safra 2011/2012 em comparação com a safra 2010/2011. A Pol da cana obtida na safra 2011/2012 ficou muito abaixo da obtida na 2010/2011 em todas as quinzenas, sendo a diferença mais acentuada na 2ª quinzena de março. Gráfico 3 – Pureza do caldo obtida nas safras 2011/2012 e 2010/2011 O gráfico 6 contém o comportamento do ATR na safra 2011/2012 em comparação com a safra 2010/2011. Pode-se observar que o ATR apresentou um comportamento semelhante ao da Pol da Cana. O gráfico 7 contém o comportamento do volume de precipitação pluviométrica registrado na safra 2011/2012 em comparação com a safra 2010/2011. Gráfico 4 – Comparativo das Médias de Fibra da cana A precipitação pluviométrica média dos meses de fevereiro, abril e junho de 2011 ficou acima dos valores observados em 2010. O mês de março ficou muito acima, comparativamente com o de 2010. Porém nos meses de janeiro e maio a precipitação pluviométrica desta safra ficou abaixo da observada em 2010. O gráfico 8 contém o comportamento da precipitação pluviométrica acumulada por trimestre na safra 2011/2012 em comparação com a safra 2010/2011. Gráfico 5 – Pol da cana obtida nas Safras 2011/2012 e 2010/2011 Em 2011, observa-se um volume de chuva muito acima no 1ª trimestre e um pouco maior de chuva no 2º trimestre, se comparado aos volumes médios de 2010. Houve na 2ª quinzena de junho um período de temperatura muito baixa com ocorrência de geada, em diversos locais e também acompanhados de ventos de grande intensidade cauRevista Canavieiros - Julho 2011
  30. 30. 30 sando o tombamento da cana. Essas ocorrências deverão impactar a qualidade da matéria prima, levando em conta também o florescimento apresentado em variedades mais suscetíveis devido às condições climáticas favoráveis, tais como temperatura, foto-período, umidade e radiação solar. Pode-se observar na 1ª quinzena de junho que a qualidade ficou mais próxima, em se comparando esta quinzena com a mesma na safra 2010/2011; porém na 2ª quinzena de junho já se pode observar o impacto dos efeitos climáticos ocorridos, onde a qualidade ficou menor que a da 1ª quinzena de junho. RC Gráfico 7 – Precipitação pluviométrica (mm de chuva) registrada em 2010 e 2011 Revista Canavieiros - Julho de 2011 Gráfico 6 – ATR obtido nas safras 2011/2012 e 2010/2011 Gráfico 8 – Precipitação pluviométrica (mm de chuva) por trimestre, em 2010 e 2011
  31. 31. 31 Revista Canavieiros - Julho 2011
  32. 32. 32 Artigo Técnico Plantio Mecanizado mais um desafio a ser vencido Armene José Conde – Gerente Regional Mauro Sampaio Benedini – Gerente Regional José Guilherme Perticarrari – Coordenador de Pesquisa Tecnológica CTC - Centro de Tecnologia Canavieira I necessita de bom planejamento para a viabilização da mesma. NTRODUÇÃO - Depois da mecanização da colheita da cana na década de 80 e a introdução do corte da “cana crua”, em maior escala na década de 90; períodos respectivamente marcados pelos termos: “mal necessário” e “necessidade de se pagar pedágio”, devida a acentuada tecnologia envolvida no processo; chegamos ao início do século 21 com a implantação acelerada do plantio mecanizado, que certamente necessitará também de novos aprendizados. É a alternativa encontrada para a falta de mão de obra e para reduzir custos. Sendo bem implantado, o plantio mecanizado tem produtividade e longevidade de canaviais semelhantes às do plantio tradicional. O primeiro ensaio do CTC para estudar o plantio mecanizado foi realizado em 1989, numa área de 45 hectares. Ocorreram muitas injúrias nas mudas de cana e a brotação foi muito ruim, com muitas falhas por ataque de fungos (podridão abacaxi), inviabilizando o ensaio. Posteriormente, muitas tecnologias foram sendo estudadas e implantadas para viabilizar o sucesso desta prática. Em 1998, o CTC disponibilizava aos associados a sua primeira plantadora de cana, aprimorada com o passar dos anos (figura 1). Algumas variedades como SP81-3250 e RB72-454 normalmente apresentam problemas de brotação em áreas de plantio mecanizado. De maneira geral existem diferenças entre as variedades, mas as maiores causas de falhas são devidas à idade da muda, maior que nove meses, às injúrias na colheita destas como trincas e amassamentos nos toletes e problemas nas plantadoras também com injúrias, cobrição da muda inadequada, com muita terra e finalmente ainda, falhas dos operadores. As características físicas das gemas dos colmos não são significativas na capacidade de germinação como mostram diversos ensaios conduzidos pelo CTC. Figura 1 – Plantadora de cana desenvolvida pelo CTC. O alto custo dos equipamentos como colhedoras, adaptação das mesmas, sistemas de transportes com tratores de alta potência, transbordos ou ainda caminhões transbordos de alta capacidade e também as plantadoras de cana; são investimentos necessários para se fazer o plantio mecanizado. A alta capacidade operacional, assim como a boa qualidade do plantio dependerão de diversos fatores, alguns sendo destacados a seguir: Preparo e sistematização Igualmente à colheita, o plantio mecanizado necessita de preparo do terreno para que as operações sejam realizadas satisfatoriamente. O planejamento dos talhões e da sulcação devem ter o mínimo possível de sulcos curtos para reduzir manobras dos equipamentos. A manobra implica em perda de tempo e pisoteio, resultando em compactação sobre a área a ser plantada. O preparo de solo deve eliminar as camadas compactadas do ciclo anterior e não apresentar torrões. A distribuição dos toletes pelas plantadoras atuais ainda não é uniforme, sendo que os torrões favorecem a presença de bolsões de ar que impedem o contato da gema com o solo, prejudicando a brotação da cana. Viveiros A idade das mudas é fator crucial para o sucesso do plantio mecanizado e ela deve estar com no máximo nove meses de idade, portanto, para o plantio de 18 meses (janeiro a abril) existe neces- sidade de se plantar o viveiro de maio a agosto do ano anterior, em plantio de inverno. Esta prática não é comum no plantio tradicional no qual se planta normalmente mudas de 11-12 meses e Revista Canavieiros - Julho de 2011 Logística do Plantio Dependerá da necessidade diária de plantio. A quantidade de plantadoras, colhedoras e a distância dos viveiros implicará no sistema de transporte, principalmente na quantidade de caminhões e finalmente nos custos. Quanto mais próximo o viveiro estiver da área de plantio, menor será o custo com o transporte da muda e maior será a capacidade operacional do plantio. Distâncias maiores que 5 km da área de plantio ao viveiro necessitarão de mais equipamentos, composições rodoviárias e a eficiência de plantio dependerá de mais fatores, e desta forma a probabilidade de falta de muda é maior. O dimensionamento mais comum de uma frente de plantio é de duas colhedoras para cada três plantadoras. Não exceder quatro plantadoras por frente de plantio para conseguir um aproveitamento próximo de 50-60% do tempo da plantadora, considerando as quebras, abastecimentos e manobras. No plantio de meiosi, uma colhedora já é suficiente para duas plantadoras. É necessária, portanto, uma logística muito bem planejada de época de plantio e localização do viveiro para serem obtidas mudas novas e bem localizadas.
  33. 33. 33 Corte de Mudas Para o plantio mecanizado os colmos são cortados em toletes com tamanho próximos a 40 cm, sendo o limite máximo para que dentro das plantadoras não causem embuchamentos e necessário para que os toletes apresentem de 2 a 3 gemas. A colhedora de cana deve receber alterações para colher mudas, para que não existam saliências que danifiquem as gemas dos toletes. Todas as partes metálicas que tenham contato com a gema devem ser lisas ou ainda melhor, emborrachadas. Existem kits que podem ser adquiridos no mercado para proteção dos toletes e gemas e também kits para pulverização de produtos fitossanitários nas partes cortantes da colhedora. No corte de base o desgaste das facas é intenso e é recomendável que sejam avaliadas constantemente durante o trabalho. Estas facas com poucas horas de trabalho já devem ser trocadas de posição e também serem substituídas para serem reutilizadas posteriormente no corte de cana comercial, na safra. A velocidade de trabalho deve ser baixa para que a limpeza da palha seja bem feita. A presença de palha dificulta a movimentação da muda dentro da plantadora, prejudicando a distribuição dos toletes no sulco e impede o contato da gema com o solo, diminuindo a germinação. Velocidades normais de colheita de cana de safra (6-7 km/h) danificam os toletes e as gemas, deixando-os com trincas que permitem a entrada de patógenos e a perda de água, ocasionando a diminuição do vigor. É importante considerar que quando cortamos as mudas manualmente, os colmos antes de serem picados dentro dos sulcos, têm um tempo de “descanso” no campo suficiente para translocação de hormônios e auxinas que interferem na brotação, revigorando as gemas das regiões medianas e basais do colmo, mais velhas e que apresentam menos vigor. Já no corte mecanizado, os colmos são seccionados junto com o corte de base e esta translocação não ocorre. Isto faz com que o plantio mecanizado exija que as técnicas sejam as mais corretas possíveis como preparo do solo, idade e qualidade da muda, distribuição no sulco, cobrição; devido ao vigor irregular das gemas. Figura 2 – Podridão abacaxi, doença causada pelo fungo Ceratocystis paradoxa. Foto: Antonio Sérgio Marchi/CTC. Como o problema de injúrias e menor vigor na germinação dos toletes no plantio mecanizado são significativos, o apodrecimento dos colmos através da doença podridão abacaxi é preocupante, principalmente em plantios realizados no período mais frio do ano. Em ensaios realizados pelo CTC, o tolete classificado como ótimo, sem injúrias, é melhor do que o regular, mesmo com fungicida para evitar doenças. O CTC realiza todos os anos testes experimentais de plantio mecanizado (figura 3) com suas variedades comerciais e também com clones promissores, objetivando auxiliar seus filiados na escolha dos melhores materiais para o plantio. Plantio No plantio um dos pontos cruciais é a quantidade de gemas colocadas de forma uniforme no sulco para não haver falhas no sulco (sem brotação de cana). A habilidade dos operadores é fundamental para não despejar muitas gemas por metro, aumentando o consumo de muda por área e também favorecendo bolsões de ar evitando o contato do solo com as gemas ou de forma contrária, distribuir poucos toletes que não garantam a uniformidade do estande da cultura. As plantadoras existentes no mercado realizam operações simultâneas de sulcação de duas linhas com espaçamentos de 1,40m e 1,50m e também adubação, aplicação de inseticidas e cobrimento dos toletes. O trator com a plantadora carregada de mudas e insumos formam um conjunto operacional com comprimento de mais de 15 metros e peso que pode variar de 20 a 30 toneladas, apresentando dificuldade para trafegabilidade no período chuvoso, de alta umidade, que normalmente é feito o plantio. Também possui dificuldades para manobras. Existem no mercado equipamentos com configuração de carretas tracionadas que depois da área sulcada, entram nos sulcos distribuindo os toletes. A operação de cobrimento Figura 3 – Ensaio de aptidão varietal ao plantio da muda é feito em outra opemecanizado. Foto: Ivo Francisco Bellinaso ração separadamente. O ponto negativo deste equipamento é o risco de compactar o fundo do sulco, danificar mais as mudas, devido ao tráfego com A complexidade do sistema de plantio umidade no solo do trator e da carreta mecanizado como um todo exige atenção distribuidora. A carreta possui uma haste e melhorias constantes nas operações de escarificadora de sulcos que nem sempre campo. O treinamento dos responsáveis é eficiente para eliminar a compactação técnicos, dos operadores de máquinas e causada dentro do sulco e, dependendo demais funcionários da empresa resulta das condições do solo, poderá causar a em aprimoramento operacional e conformação de torrões, prejudicando a ope- sequentemente, em menores problemas ração de cobrição e brotação dos toletes. com falhas no plantio e custos de produOutro problema é o sulco ficar aberto por ção da cana. É função da empresa, promuito tempo, diminuindo a umidade dis- porcionar esta capacitação técnica aos ponível para a germinação dos toletes. seus colaboradores. RC Conclusão Revista Canavieiros - Julho 2011
  34. 34. 34 Assuntos Legais DITR Declaração do Imposto sobre a Propriedade T erritorial Rural (ITR) A través da Instrução Normativa RFB nº 1.166, de 21 de junho de 2011, a Secretária da Receita Federal disciplina o prazo, a forma e o procedimento para entrega da DITR (Declaração do Imposto sobre a Propriedade Rural) do exercício 2011, requisito obrigatório para manter devidamente regularizada a propriedade rural. Está obrigada a apresentar a DITR (Declaração do Imposto sobre a Propriedade Rural) toda pessoa física e/ ou jurídica que, em relação ao imóvel a ser declarado seja, na data da efetiva entrega da declaração: proprietária ou possuidora, condômina, expropriada entre 1º janeiro de 2011 e a data da efetiva apresentação da declaração, inventariante, compossuidora, etc., independente de estar imune ou isenta do ITR (Imposto Territorial Rural). No caso de mor- te do proprietário do imóvel, como já dito, a declaração deverá ser feita pelo inventariante, enquanto não terminada a partilha ou, se ainda não foi nomeado inventariante, está obrigado o cônjuge, o companheiro ou o sucessor do imóvel a qualquer título. Cumpre informar que na referida DITR está obrigada a apurar o ITR (Imposto Territorial Rural) toda pessoa física ou jurídica, desde que não seja imune ou isenta, sendo certo que a DITR corresponde a cada imóvel rural e é composta dos seguintes documentos: DIAC – Documento de Informação e Atualização Cadastral do ITR, mediante o qual devem ser prestadas à Secretaria da Receita Federal as informações cadastrais correspondentes a cada imóvel rural e a seu titular (obrigatório para todos os proprietários rurais); DIAT - Documento de Informação e Apuração do ITR, onde devem ser prestadas à Secretaria da Receita Federal as informações necessárias ao cálculo do ITR e apurado o valor do imposto correspondente a cada imóvel (que se torna dispensável em caso de o imóvel ser imune ou isento do ITR). O valor do imposto é apurado aplicando-se, sobre o Valor da Terra Nua Tributável (VTNt) uma alíquota (variável de 0,02% a 4,50%), levandose em consideração a área total do imóvel e o grau de utilização (GU) desta, não podendo ser o valor nunca inferior a R$-10,00 (dez reais). Demais disso, a propriedade rural localizada no Estado de São Paulo que possuir área de até 30 hectares, estará imune do ITR desde que o seu proprietário a explore só ou com sua família, além deste não possuir outro imóvel (urbano ou rural). Por seu turno, estão isentos de ITR os imóveis rurais compreendidos em programa oficial de reforma agrária oficial, bem como o conjunto de imóveis ru- Revista Canavieiros - Julho de 2011 Juliano Bortoloti Advogado da Canaoeste rais de um mesmo proprietário, cuja área total não exceda os 30 hectares e desde que o proprietário os explore só ou com sua família (admitida ajuda eventual de terceiros) e não possua imóvel urbano. O prazo para a apresentação da DITR de 2011 será de 22 de agosto a 30 de setembro de 2011, podendo ser feita de três formas, conforme o seu tamanho e localização: pela Internet, (www.receita. fazenda.gov.br); por mídia removível a ser entregue nas agências do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal; ou, em formulário próprio, a ser entregue nas agências da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT). Se o imóvel estiver localizado no Estado de São Paulo e tiver área superior a 200 hectares, a declaração deverá ser feita exclusivamente pela internet (http://www. receita.fazenda.gov.br), assim como se o proprietário for pessoa jurídica. Se a declaração for apresentada após o prazo, o proprietário terá de pagar multa de 1% do valor do imposto ao mês. Nos casos de imóvel rural imune ou isento do ITR, a multa será de R$-50,00. O pagamento do imposto (ITR) apurado poderá ser realizado em até 4 (quatro) quotas, mensais e sucessivas, desde que: nenhuma quota possua valor inferior a R$-50,00; o imposto de valor inferior a R$-100,00 será pago de uma só vez; a primeira cota ou cota única deverá ser paga até 30.09.2011 as demais quotas serão pagas até o último dia útil de cada
  35. 35. 35 mês, acrescidas de juros com base na taxa Selic, calculada a partir de outubro de 2011 até o mês anterior ao do pagamento e, ainda, de 1% no mês do pagamento. Por fim, deve ainda, o contribuinte preencher e protocolizar o ADA (Ato Declaratório Ambiental) perante o IBAMA, observando-se a legislação pertinente, com a informação de áreas não-tributáveis, inclusive no caso de alienação de área parcial. Isto porque, as áreas consideradas como sendo de preservação per- manente (mata ciliar) e de Reserva Florestal Legal (20% da propriedade averbada na matrícula do imóvel com vegetação nativa) são isentas da tributação do ITR (Imposto Territorial Rural), desde que devidamente informadas no formulário ADA (Ato Declaratório Ambiental), que, a partir do exercício de 2007, é obrigatoriamente enviado por meio eletrônico, via internet (ADAweb), através do site www.ibama.gov.br/adaweb/. Portanto, para efeito de obtenção do benefício da isenção tributária do ITR (Imposto Territorial Rural) em áreas de preservação permanente e de reserva florestal legal, basta ao proprietário rural preencher e enviar ao IBAMA o formulário do ADA – Ato Declaratório Ambiental, informando referidas áreas de uso restrito. Importante enaltecer, ainda, que visando um maior controle administrativo das propriedades rurais, o IBAMA começou a cruzar suas informações com a Receita Federal e o INCRA – Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, responsáveis pelo controle e recolhimento anual do ITR. RC Notícias Canaoeste Consecana A CIRCULAR Nº 04/11 DATA: 30 de junho de 2011 Conselho dos Produtores de Cana-de-Açúcar, Açúcar e Álcool do Estado de São Paulo seguir, informamos o preço médio do kg do ATR para efeito de emissão da Nota de Entrada de cana entregue durante o mês de JUNHO de 2011. O preço médio do kg de ATR para o mês de JUNHO, referente à Safra 2011/2012, é de R$ 0,4952. O preço de faturamento do açúcar no mercado interno e externo e os preços do etanol anidro e hidratado, destinados aos mercados interno e externo, levantados pela ESALQ/CEPEA, nos meses de abril a junho de 2011 e acumulados até JUNHO, são apresentados a seguir: Os preços do Açúcar de Mercado Interno (ABMI) incluem impostos, enquanto que os preços do açúcar de mercado externo (ABME e AVHP) e do etanol anidro e hidratado, carburante (EAC e EHC), destinados à industria (EAI e EHI) e ao mercado externo (EAE e EHE), são líquidos (PVU/PVD). Os preços líquidos médios do kg do ATR, em R$/kg, por produto, obtidos nos meses de abril a junho de 2011 e acumulados até JUNHO, calculados com base nas informações contidas na Circular 01/11, são os seguintes: Revista Canavieiros - Julho 2011
  36. 36. 36 36 “General Álvaro Tavares Carmo” Visão Agrícola USP / ESALQ Cultivando a Língua Portuguesa Esta coluna tem a intenção de maneira didática, esclarecer algumas dúvidas a respeito do português. “ O homem prudente não diz tudo quanto pensa, mas pensa tudo quanto diz.” Aristóteles 1) Pedro pretende ampliar a empresa. Precisa de mais “infra-estrutura”... ...e precisa conhecer a nova regra ortográfica. Regra, segundo o VOLP, 5 edição: o hífen deixa de ser empregado quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa com uma vogal diferente. No exemplo: Infra - prefixo termina com a vogal a A Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (ESALQ/USP) apresenta dois temas relevantes em agricultura e agronegócio em seus últimos volumes da revista Visão Agrícola. No volume 8 (oito) o tema é agroenergia. Com uma abordagem muito apropriada para este momento, em que o segmento é foco de atenção especial da mídia e dos governos em todo o mundo, faz-se necessária uma reflexão abrangente sobre o assunto, para que o agronegócio continue contribuindo para o crescimento econômico do Brasil. No volume 9 (nove) o enfoque é o Sistema de Plantio Direto (SPD), extremamente adequado para o atual momento, em que o grande foco é a sustentabilidade econômica, social e ambiental, contando, para tanto, principalmente com o conhecimento e a tecnologia. Uma ampla abordagem sobre cobertura do solo, fertilidade, matéria orgânica, microbiologia, mecanização agrícola, proteção de plantas, ambiente, aspectos econômicos, desafios e inovações tecnológicas são abordados de forma minuciosa e serão, certamente, material de consulta constante acerca dessa temática tão atual. Obs: trecho retirado e adaptado do Editorial dos dois volumes da revista citada. VISÃO AGRÍCOLA. Agroenergia. Piracicaba, SP: USP ESALQ, v.8, ano 5, jan/jun 2008. ISSN: 1806-6402 VISÃO AGRÍCOLA. Plantio direto. Piracicaba, SP: USP ESALQ, v.9, ano 6, jul/dez 2009. ISSN: 1806-6402 Estrutura - segundo elemento começa com a vogal e O correto é infraestrutura. 2) Maria está “ anti-social”. Não participa de eventos familiares, reuniões etc. ... e não sabe a nova regra ortográfica. Regra nova, segundo o VOLP, 5 edição: quando o prefixo ter mina em vogal e o segundo elemento começa com as consoantes S ou R. Nesse caso, a consoante obrigatoriamente passa a ser duplicada. No exemplo: Anti - prefixo termina com a vogal i Social - segundo elemento começa com a consoante S O correto é antissocial (dobra a consoante). 3) Ele disse que é “anti-religioso”. ...e não domina a nova regra ortográfica também. Regra nova, segundo o VOLP, 5 edição: quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa com as consoantes S ou R. Nesse caso, a consoante obrigatoriamente passa a ser duplicada. No exemplo: Anti - prefixo termina com a vogal i Religioso - segundo elemento começa com a consoante R O correto é antirreligioso (dobrar a consoante r). PARA VOCÊ PENSAR: “Saudade é ser depois de ter” Guimarães Rosa Os interessados em conhecer as sugestões de leitura da Revista Canavieiros podem procurar a Biblioteca da Canaoeste, na Rua Augusto Zanini, nº1461 em Sertãozinho, ou pelo telefone : (16)3946-3300 - Ramal 2016 Revista Canavieiros - Julho de 2011 “ Aprendi a selecionar meus diamantes, Cacos de vidros não me enganam mais...” AD Dicas e sugestões, entre em contato: renatacs@convex.com.br * Advogada, Prof. de Português, Consultora e Revisora, Mestra USP/RP, Especialista em Língua Portuguesa, Pós-Graduada pela FGV/RJ, com MBA em Direito e Gestão Educacional, autora de vários livros como a Gramática Português Sem Segredos (Ed. Madras), em co-autoria.
  37. 37. 37 Eventos em Agosto de 2011 Reunião Técnica sobre Educação Ambiental para Recuperação e Sustentabilidade de Fragmentos Florestais Início: 04/08/2011 Fim: 04/08/2011 Horário: 13:30 a 17:30 Local: Entro A.P.T.A. de Engenharia e Automação - Rod. D. Gabriel P.B. Couto, km. 65 - Jundiaí-SP Vagas: 100 Público-alvo: profissionais das ciências ambientais e agrárias, estudantes e demais interessados Contato: 11-4582-8155, r. 158 | ppontes@iac.sp.gov.br Investimento: gratuito XXXII REUNIÃO DE PESQUISA DE SOJA DA REGIÃO CENTRAL DO BRASIL Empresa Promotora: PECEGE /ESALQ /USP / FEALQ Tipo de Evento: Reunião / Fórum / Workshop Início do Evento: 09/08/2011 Fim do Evento: 10/08/2011 Estado: SP Cidade: São Pedro Localização do Evento: Hotel Fazenda Fonte Colina Verde, Rua Veríssimo Prado, 1.500, em São Pedro, SP Informações com: FEALQ - CDT Site: www.pecege.esalq.usp.br/rpsrcb Telefone: 19 3417-6604 E-mail: cdt@fealq.org.br Site: www.revistaopinioes.com.br Telefone: (16) 3965 4600 Fenasucro & Agrocana 2011 Empresas Promotoras: Reed Exhibitions e Multiplus Feiras & Eventos Tipo de Evento: feiras de exposição Data de início: 30 de agosto Data de término: 02 de setembro Estado: SP Cidade: Sertãozinho Localização do evento: Av. Marginal João Olesio Marques, 3.563 – Distrito Industrial Maria Lúcia Biagi Americano – defronte á Rod. Armando Salles Oliveira, altura do Km 339, Sertãozinho – SP Informações: www.fenasucroeagrocana.com.br Telefone: (16) 2132 8936 XI Curso a Distância: Tópicos da Cultura da Cana-de-açúcar Início: 01/08/2011 Fim: 09/11/2011 Local: Via internet e Aulas práticas presenciais nas regiões de Piracicaba e Ribeirão Preto Vagas: 60 Público-alvo: Técnicos, Biólogos, Engenheiros Agrônomos e Agrícolas, estudantes e outros profissionais interessados em se especializar na cultura da cana-de-açúcar Coordenadores: Marcos Guimarães de Andrade Landell, Hélio do Prado e Ivan Antônio dos Anjos Contato: (16) 3621-1110 / (16) 3637-2650 | cana@iac. sp.gov.br XIII Fórum Internacional sobre o Futuro do Etanol 2011 Empresa Promotora: Revista Opiniões Tipo de Evento: Fórum Data do Evento: 29 de agosto de 2011 Estado: SP Cidade: Sertãozinho Localização do Evento: Teatro Municial de Sertãozinho - SP Revista Canavieiros - Julho 2011
  38. 38. 38 COMPRA-SE - tubos de irrigação de todos os diâmetros, motobombas, rolão autopropelido, pivot, etc. Pagamento à vista. Tratar com Carlos pelos telefones: (19) 9166-1710 /(19)8128-0290 ou pelo email:cyutakam@hotmail.com VENDE-SE - curral, mancos todos de aroeira, tábuas aroeira, e uma balança marca Coimma com capacidade de 1.500 kg. Tratar com Luiz pelo telefone: (16) 9997-7898. VENDEM-SE - 02 caminhões Mercedes Bens 1938LS toco, ano 1999, cor branca; - 01 caminhão Mercedes Bens 1935LS toco, ano 1997, cor branca; - 02 caçamba rossete três eixos, sendo 2 sobem, ano 2005, cor branca; - 01 caçamba rossete três eixos, sendo 2 sobem, ano 2001 cor branca. Tratar com Antonio pelo telefone: (19) 9190-7444 - 01 plaina traseira; - 01 valmet 60 ID. Tratar com Junior Balieiros pelo telefone: (16) 9158-0303. VENDE-SE - Fazenda em Mato Grosso – Município de Canarana – MT – Projeto Kuluene. 401,28 hectares, casa com 4 dormitórios, 2 apartamentos, tudo novo, luz elétrica, 500m da estrada, toda formada em pasto em reserva legal, curral novo, cerca nova. Pede-se R$ 10 mil por hectare. Tratar com Teófilo Nogueira da Silva pelo telefone: (16) 3826-2770 – Orlândia – SP. COMPRA-SE - Usina de grande porte, que possa emitir mandato de venda direto para meu comprador - represento grupos estrangeiros com 2 milhões de toneladas/mês – Curitiba/PR. Tratar com Raimundo Fuentes pelo telefone: (41) 9199-3898. VENDE-SE - Carroceria para transporte de madeira, marca Binotto, em ótimo estado. Valor: 12.000,00. Mando fotos por email. Tratar com Orlando pelo telefone: (16) 9176-5449 ou pelo e-mail: cn.agro@hotmail.com VENDE-SE - Fiat Strada 2008, com ar condicionado, direção hidráulica, bom estado de conservação, cabine simples, branca. Tratar pelos telefones: (34) 99723073 ou (34) 3332-0525. VENDEM-SE - 01 trator MF 680, ano 2006, com 3800hs, muito novo usado em cultivo, gabinado, motor novo, bomba, turbina; - 02 sulcadores sendo um DMB, e um Feroldi ambos 2006; Revista Canavieiros - Julho de 2011 VENDE-SE - Caminhão Canavieiro Mercedez Benz L263,5 6x4 plataformado, ano 1997, com 175.000Km, carroceria CAMAQ cana inteira. Único dono, quilometragem original, sem batida ou tombo, comprados na concessionária MB de Jaboticabal/SP. Todas as revisões e manutenções feitas na autorizada. Nunca abriu motor ou diferencial. Valor: R$180mil. Caminhão Novo! Tratar com Fernando pelo telefone: (16) 9103-1071. VENDE-SE - Varredura de adubo, ótima qualidade. Eficiência comprovada. Tratar com Valter pelo telefone: (16) 9184-3385. VENDE-SE - Trator Valmet 1780, Ano: 2000, Cor: Amarelo, Valor R$ 50.000,00, Contato: (17) 9121-2625 com Rodrigo
  39. 39. 39 Revista Canavieiros - Julho 2011
  40. 40. 40 Revista Canavieiros - Julho de 2011

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