Expansão territorial e t. de limites tmp

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Expansão territorial e t. de limites tmp

  1. 1. COLÉGIO MILITAR DISCIPLINA DE HISTÓRIA PROFESSORA VANIA ASSUNTO: EXPANSÃO TERRITORIAL E TRATADOS DE LIMITES Diversos fatores contribuíram para o modo como o território brasileiro do período colonialfoi sendo ocupado, povoado e, posteriormente, ampliado. Até o fim do século 16, os portuguesespouco conheciam as características das terras do interior da colônia.A) INICIO DO POVOAMENTO: mesmo depois do início do processo de colonização, com acriação das Capitanias Hereditárias entre 1534 e 1536, e com o estabelecimento do Governo Geral,em 1549; as terras do interior ainda tinham sido pouco exploradas. A colonização do territóriobrasileiro seguiu inicialmente um padrão típico de ocupação e povoamento das regiões litorâneas.Ocupar e povoar o litoral era um fator estratégico para a consolidação da posse de Portugal sobre asnovas terras, afastando-se assim o risco de incursões e invasões estrangeiras por mar.A ocupação do território foi um dos maiores problemas enfrentados pela Metrópole, devido aosvários obstáculos surgidos, como: falta de recursos e de pessoal, condições naturais nem semprefavoráveis, ataques indígenas, etc. Esses fatores tornaram muito lenta a colonização do litoral eimpuseram enormes dificuldades ao povoamento do interior.B) EXPANSÃO TERRITORIAL: representou a incorporação ao domínio português de uma vastaextensão de terras localizadas além do Tratado de Tordesilhas, como também a ocupação efetiva deterras já pertencentes a Portugal. Os fatores responsáveis pela expansão territorial foram: as bandeiras, a pecuária e a expansãooficial. ENTRADAS E BANDEIRAS As expressões Entradas , bandeiras e Monções são utilizada para designar, genericamente, osdiversos tipos de expedições empreendidas à época do Brasil Colonia com o objetivo de explorar oterritório, procurar metais preciosos e captura ou extermínio de índios ou negros fugidos.Definições • as chamadas Entradas tinham a finalidade de explorar o território, eram financiadas pelos cofres públicos e com o apoio do governo colonial em nome da Coroa de Portugal, ou seja, eram expedições organizadas pelo governo de Portugal. • as Bandeiras foram iniciativas de particulares, que com recursos próprios buscavam obtenção de lucro. Seus membros ficaram conhecidos como Bandeirantes. • as Monções eram expedições fluviais paulistas que partiam de Porto Feliz, às margens do Rio Tietê, com destino às áreas de mineração em Mato Grosso, com a finalidade de abastecê-las . As canoas levavam mantimentos, ferramentas, armas, munições, tecidos, instrumentos agrícolas e escravos negros, entre outras mercadorias para serem comercializados nos povoados, arraiais e vilas do interior. Na volta, traziam principalmente ouro e peles. Temos que considerar o aspecto particular desse fenômeno na região Amazônica, em busca não apenas do extrativismo das chamadas drogas de sertão, especiarias, apreciadas na Europa como por exemplo: o urucum, o guaraná, mas também em busca do apresamento do próprio indígena.
  2. 2. AS BANDEIRASTiveram como núcleo de irradiação a capitania de São Vicente, especialmente a cidade de São Paulo.Com o declínio da produção açucareira, a capitania passa a viver de uma economia de subsistência,escravizando índios para usá-los como mão de obra doméstica. Com uma população pobre, o únicorecurso foi procurar recursos fora de São Paulo, daí a formação das Bandeiras.Tipos de Bandeiras: _ De caça ao índio ou de apresamento;– Bandeiras de lavagem ou de Ouro e Diamante;– As monções; – Sertanismo de contrato. Bandeiras de apresamento – Na primeira metade do século XVII, os holandeses conquistaram osprincipais mercados fornecedores de escravos na África e as regiões produtoras de açúcar noNordeste brasileiro. Monopolizando o tráfico negreiro, os holandeses só forneciam escravos àsregiões brasileiras que estavam sob seu domínio. A Bahia e o Rio de Janeiro, onde também seproduzia açúcar, com a suspensão do tráfico, passaram a se constituir em amplos mercados para amão de obra indígena, alcançando aí altos preços. Assim, o índio, que até então era caçado para otrabalho, passava agora a ser caçado como mercadoria. Os bandeirantes ingressaram então numa fase de apresamento maciço, penetrando no sertão,atacando as missões jesuíticas de Guaíra, Itatim, Tape, localizadas na região Paraná-Paraguai e RioGrande do Sul, onde milhares de índios trabalhavam na terra ou no pastoreio, dirigidos e orientadospelos padres marianos. Dentre as bandeiras apresadoras destacaram-se a de Antonio Raposo Tavarese Manuel Preto. Com a reconquista de Angola, em 1648, por Portugal, é restabelecido o tráfico negreiro parao Brasil português. E, como o negro africano era considerado mais produtivo que o indígenabrasileiro, os colonos preferiam o trabalho do escravo negro. Além disso, os lucros do comércioescravista passariam para os portugueses, deixando de ser dos colonos bandeirantes. Dessa forma, oapresamento entra em declínio, deixando como resultado a escravidão de milhares de índios, adestruição das missões e a ruptura da linha de Tordesilhas, penetrando em terras espanholas queseriam, mais tarde, incorporadas ao Brasil.Bandeiras de ouro de lavagem – Na segunda metade do século XVII, Portugal atravessa uma sériacrise econômica devido ao domínio espanhol (1580-1640) e à decadência da economia açucareira,em vista da concorrência antilhana feita pelos holandeses. Nesse contexto, a Coroa portuguesa,ansiosa em aumentar sua arrecadação, incentiva a busca de metais preciosos, prometendo honrariase privilégios aos que descobrissem minas. Assim, os bandeirantes paulistas, que atravessavam adecadência da preação de índios devido ao restabelecimento do tráfico negreiro, partem para ointerior em busca de metais preciosos, conseguindo descobrir as minas de ouro de Caeté, Sabará eVila Rica, na região das “gerais”. As “gerais” povoam-se rapidamente; paulistas e depois os “emboabas” (nome dado aosforasteiros que chegaram depois dos paulistas) passam a disputar as minas, provocando a Guerrados Emboabas, em 1708, quando vários paulistas são massacrados no Capão da Traição. Após aguerra, os paulistas dirigiram-se para Goiás e Mato Grosso, onde descobriram outras minas de ouro.Além da penetração a pé, bandeirantes de Itu, Porto Feliz, Leme e Tietê organizaram expediçõesfluviais pelo rio Tietê, a fim de chegar a Mato Grosso. Essas bandeiras ficaram conhecidas como“monções”.
  3. 3. As monções: eram expedições que seguiam pelos rios, foram responsáveis pela interiorização docomércio e pela formação de vários núcleos de povoação além da linha de Tordesilhas.As bandeiras de ouro de lavagem ocasionaram maior extensão do povoamento português para alémda linha de Tordesilhas, sedimentando a conquista através da formação de vários núcleos depovoamento. Além disso, provocou o surgimento de uma nova atividade econômica: a mineraçãodo século XVIII.Bandeiras de sertanismo de contrato: foram expedições contratadas por donatários, governadoresou senhores de engenho, a fim de combater índios, capturar escravos fugidos ou destruir quilombos(redutos de escravos fugidos). O mais importante foco de resistência negra contra a escravidão foi o quilombo de Palmares,que se formou na serra da Barriga, em Alagoas. Nessa região de difícil acesso, desenvolveu-se umacomunidade autossuficiente que produzia milho, mandioca, banana, cana-de-açúcar e que, durantecerto período, chegou a comercializar seus excedentes com as regiões vizinhas. Palmaresestabeleceu-se ao longo do século XVII, chegando a abrigar mais de 20 mil negros fugidos dosengenhos, dispersos durante a invasão holandesa. (...) Em 1694, depois de um longo cerco, opaulista Domingos Jorge Velho, a serviço dos senhores de engenho, invadiu e destruiu Palmares.Muitos de seus habitantes conseguiram fugir e reorganizaram-se sob o comando de Zumbi,continuando a luta contra os brancos. Em 20 de novembro de 1695, Zumbi, o mais famoso líder daluta pela liberdade dos escravos, foi preso, morto e esquartejado, sendo sua cabeça exposta numapraça de Recife para atemorizar as possíveis rebeliões. TRATADOS DE LIMITES A partir do século XVI, por conta das frentes de penetração (Entradas e Bandeiras) e daUnião Ibérica (1580-1640), o Meridiano de Tordesilhas (1494) que partilhava o mundo entrePortugal e Espanha, perdeu a validade. Após a restauração da soberania lusa, emergiram na AméricaLatina conflitos entre portugueses e espanhóis na região do Rio da Prata, e também no Amapá comos franceses que buscavam ocupar toda a margem esquerda do Rio Amazonas. A fundação pelos portugueses (1680) da Colônia do Santíssimo Sacramento (atualmenteterras uruguaias) tem como contrapartida espanhola a fundação jesuítica dos Sete Povos dasMissões (1687) e a ocupação da Colônia do Sacramento. A tentativa de amenizar os conflitos naAmérica do Sul dão origem ao Tratado de Utrecht (1713), onde a França reconhece, no extremoNorte, o Oiapoque como limite entre a Guiana e o Brasil. No Sul os espanhóis devolvem a Colôniado Sacramento aos portugueses (1715).Mas nem sempre a diplomacia conseguia eliminar as disputas das populações locais e a latência dastensões, apesar da importância do Tratado de Madri (1750), onde Alexandre de Gusmão garantiupara Portugal, pelo princípio do usucapião (Uti Possidetes - a posse pelo uso), a legalização dasincorporações territoriais luso-brasileiras, definindo o atual contorno do Brasil. Por este tratado, foiassegurada à Espanha a posse da Colônia do Sacramento, tendo sido garantida para os portuguesesos Sete Povos das Missões.A permanência dos conflitos na Região Platina, levam a alterações em 1761 do Tratado de Madri,com a assinatura do Tratado de Santo Idelfonso, cujos limites nunca foram demarcados, arrastando-se até 1801 (após a Guerra Ibérica entre Portugal e Espanha), quando o Tratado de Badajósincorpora definitivamente os Sete Povos das Missões à Portugal.
  4. 4. Resumo dos tratados de limites:1. O primeiro Tratado de Utrecht entre Portugal e França (1713) estabeleceu as fronteirasportuguesas do norte do Brasil: o rio Oiapoque foi reconhecido como limite natural entre a Guiana ea Capitania do Cabo do Norte. A França reconhece o direito de Portugal à bacia do Amazonas.2. O segundo Tratado de Utrecht entre Portugal e Espanha (1715) tratou da segunda devolução daColônia de Sacramento a Portugal.3. O Tratado de Madri (1750) redefiniu as fronteiras entre as Américas Portuguesa e Espanhola,anulando o estabelecido no Tratado de Tordesilhas: Portugal garantia o controle da maior parte daBacia Amazônica, enquanto que a Espanha controlava a maior parte da baixa do Prata. NesteTratado, o princípio da usucapião (uti possidetis), que quer dizer a terra pertence a quem a ocupa,foi levado em consideração pela primeira vez.+ Guerras Guaraníticas (1754-1777): foi a revolta dos índios de Sete Povos das Missões lideradospelos jesuítas. É preciso lembrar que o Marquês de Pombal irá expulsar os jesuítas do Brasil em1759 e mover forte perseguição à ordem religiosa.- motivos: os jesuítas não concordavam com a entrega de Sete Povos das Missões para osportugueses e os índios suspeitavam de uma possível ocupação de suas terras e da escravização.- repressão portuguesa: a população de Sete Povos das Missões foi chacinada pelas tropasportuguesas.4. Tratado de El Pardo (1761):- anulava o Tratado de Madri e a Colônia do Sacramento voltavapara Portugal.5. Tratado de Santo Ildefonso (1777):- a Colônia do Sacramento e Sete Povos das Missões foramdevolvidos para a Espanha em troca da Ilha de Santa Catarina.6. Tratado de Badajós (1801):- confirmava os limites estabelecidos pelo Tratado de Madri.Finalmente as fronteiras do Sul são definidas mas não antes de várias disputas violentas. Emconsequência, o Sul se tornou militarizado. ADMINISTRAÇÃO POMBALINA (1750-1777)− Marquês de Pombal: ministro do rei D. José I− buscou salvar Portugal da dependência inglesa.− desejava anular os efeitos desastrosos do Tratado de Methuen para a economia portuguesa.− estimulou as manufaturas portuguesas.− proibiu a exportação de ouro.− combateu vigorosamente o contrabando.− criação da Companhia de Comércio do Grão-Pará e Maranhão e da Companhia de Comércio dePernambuco: visava racionalizar aexploração da colônia para recompor a economia da metrópole → monopólio do comércio e danavegação.− centralismo e fortalecimento do Estado metropolitano: choque com parcela da nobreza e com aCompanhia de Jesus.− expulsou os jesuítas (1759): acusava-os de constituírem um império em terras brasileiras.− escolas régias: professores leigos.− reforma na Universidade de Coimbra: ciências exatas, naturais e jurídicas.− transferência da capital do Estado do Brasil de Salvador para o Rio de Janeiro.− política colonial marcada pelos excessos e abusos: política fiscal rígida e opressiva.− instituiu a derrama.

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