Sistemas e métodos para a produção de habitação individual e coletiva.



Definições de habitação

Conceitos de habitação ...
HABITAÇÃO: do Lat. habitatione | lugar em que se habita, domicílio, vivenda, morada.


 Funções da habitação:
 Abrigo, laz...
Como função econômica: sua produção gera trabalho, mobiliza vários
setores da economia local e influencia os mercados imob...
Habitação individual ou unifamiliar: habitação destinada ao abrigo de uma
     família ou grupo limitado de indivíduos. Ha...
Habitação individual

      Projeto individualizado, exprime os anseios e necessidades específicas da
      família ou gru...
Habitação individual auto-construída
                     auto-

Ausência de projeto, de recursos e atraso tecnológico são...
Produção formal de habitação individual privada
Construção convencional: recursos disponíveis

       • Provisão de fundos...
Habitação coletiva

  Processo de projeto não existe a figura do cliente ou usuário, adoção do homem
  tipo estandar. No B...
Habitação coletiva de interesse social:
  ESTATUTO DA CIDADE: LEI FEDERAL nº 10.257, de 10 de julho de 2001

  DIREITO À M...
Produção formal de habitação coletiva privada

          Produção convencional | incorporação imobiliária


   Incorporaçã...
Produção formal de habitação coletiva pública

          Produção convencional | cias. de habitação municipal


   Promoçã...
>> Flexibilidade >> driblar falta de conexão <projetista – usuário>
   DEMANDAS MUITO ELEVADAS > INCIDÊNCIA DE HABITAÇÃO C...
HABRAKEN e a Teoria dos Suportes – Holanda déc. de 60
            Beta – uso privado, Alfa – uso privado com aberturas, Ga...
EXPERIÊNCIAS RECENTES NA PRODUÇÃO DE HABITAÇÃO COLETIVA SOCIAL

ESPANHA,
ESPANHA 2003
CHILE, 2007
Viviendas em Iquique | Chile | Alejandro Aravena | 2007
93 UH | 5.025 m2 (terreno)
25, 36, 70 e 72m2 área mínima e máxima ...
Fonte das imagens: www.elementalchile.cl
102 Viviendas em Carabanchel | Dosmasuno Arquitectos | Concurso 2003 | 1o. Prêmio.
                                       ...
Dosmasuno Arquitectos | 102 Viviendas em Carabanchel | Concurso 2003 | 1o. Prêmio.




      Planta de um pavimento.      ...
102 Viviendas em Carabanchel | Dosmasuno Arquitectos | Concurso 2003 | 1o. Prêmio.
102 Viviendas em Carabanchel | 2003
                  Dosmasuno Arquitectos




                  Fonte: www.imagensublimi...
Viviendas em Carabanchel | Madrid | Aranguren Gallegos | 2003
64 UH | 10.166 m2
2, 3 e 4 dorm.
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Tipologia da quadra fechada
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Circulação H e V

Cobertura da base
Cozinhas e banheiros

Dormitórios

Salas e circulação
Acessos ao interior da quadra.
Flexibilidade total para o usuário, que
determina como e quando deseja a
compartimentação dos cômodos.
                   ...
BIBLIOGRAFIA PESQUISADA

ORNSTEIN S., ROMERO M., Avaliação Pós-Ocupação do Ambiente Construído. São Paulo: Studio
ORNSTEIN...
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Sistemas e métodos para a produção de habitação individual e coletiva

  1. 1. Sistemas e métodos para a produção de habitação individual e coletiva. Definições de habitação Conceitos de habitação individual e coletiva Formas de produção da habitação: promoção privada e pública Crítica à monotonia espacial e arquitetônica da habitação coletiva no Brasil Projetos: Projetos: Habraken | Aranguren Gallegos | Aravena | Dosmasuno arquitectos
  2. 2. HABITAÇÃO: do Lat. habitatione | lugar em que se habita, domicílio, vivenda, morada. Funções da habitação: Abrigo, lazer, descanso, convívio, realização de necessidades fisiológicas. Atender aos princípios básicos de habitabilidade, salubridade e segurança. Cenário das tarefas domésticas e às vezes também de pequenos negócios. Habitação é um bem de consumo de características únicas, sendo um produto potencialmente muito durável onde muito freqüentemente são observados tempos de vida útil superior a 50 anos (ORNSTEIN, 1992). PRODUÇÃO E DISTRIBUIÇÃO COMPLEXAS: Bem muito caro > longo período de circulação > longo período de construção > financiamento à produção > vinculação com a terra > parte do espaço urbano entraves à racionalização > industrialização
  3. 3. Como função econômica: sua produção gera trabalho, mobiliza vários setores da economia local e influencia os mercados imobiliários, de bens e serviços. H Importante aspecto da valorização da CASA A construção da habitação responde por parcela PRÓPRIA pelo Estado: significativa da atividade do setor de construção civil: acumulação de K e desenvolvimento da nascente indústria da Em 2002, o sub-setor de construção de edifícios, que construção civil. envolve a construção habitacional, foi responsável por 25,29% 25,29% da riqueza gerada pelo macro-setor da A adoção, pela indústria C construção no país país. da construção dos construção, princípios das novas Em 2003, o macro-setor da Construção Civil brasileiro filosofias da produção, gerou R$ 96,8 bilhões, correspondendo a 6,4% do PIB PIB. assim como os demais princípios de gestão integrada da cadeia Esta relevância se estende também ao aspecto social: a produtiva da habitação, construção foi responsável, em dezembro de 2004, por pode significar o 1,28 milhões de empregos com carteira assinada no caminho a seguir para país que a habitação passe a ter a condição de (FGV/SINDUSCON, 2004). produto acessível a todas as camadas sociais no país.
  4. 4. Habitação individual ou unifamiliar: habitação destinada ao abrigo de uma família ou grupo limitado de indivíduos. Habitação única, isolada e independente: casas. H Construídas pelos mestres ou artistas e tidas como peças de ARQUITETURA. Habitação coletiva ou multifamiliar: habitação destinada ao abrigo de mais de ç ç g uma família ou grupos de famílias ou indivíduos: edifício de apartamentos, conjuntos habitacionais, vilas operárias, cortiços (séc. XIX). H Caracterizadas como CONSTRUÇÃO, eram vernaculares e construídas por anônimos CONSTRUÇÃO mestres de obra. No RJ do séc. XIX era sinônimo de pobreza viver coletivamente. Déc. 50 o apartamento passa a ser objeto de desejo da classe média. Séc. XX urbanização > aumento populacional > guerras > demandas > construção em massa > arq. moderna > habitação como questão de projeto >homem estandar > ausência de contato com o cliente > MASSIFICAÇÃO DO PRODUTO HABITAÇÃO
  5. 5. Habitação individual Projeto individualizado, exprime os anseios e necessidades específicas da família ou grupo a que se destina. Produção convencional | intenso contato com usuário Residência em São Sebastião – Pedro e Lua Nitsche, 2006.
  6. 6. Habitação individual auto-construída auto- Ausência de projeto, de recursos e atraso tecnológico são as principais características da produção individual privada sem recursos. Produção alternativa | mutirão, auto-ajuda e ajuda-mútua auto- ajuda- Imagens de casas e bairros auto-construídos de São Paulo, autor e data não identificados. auto-
  7. 7. Produção formal de habitação individual privada Construção convencional: recursos disponíveis • Provisão de fundos | acesso à financiamento • Contratação de profissionais da arquitetura e construção civil • Escolha e compra do terreno – localização, infra-estrutura, vizinhança • Programa - estilo de vida, hábitos, necessidades específicas etc. • Elaboração do projeto – especificações técnicas, projetos complementares • Aprovação legal do projeto – observação às normas, taxas e índices. • Definição de materiais e técnicas construtivas – alvenaria convencional, alvenaria portante, estrutura de madeira, metal, pré-fabricação. • Construção – contratação de mão de obra, canteiro, orçamentos • Ocupação – verificação da expectativa • Eventual transformação – programada ou não ç p g Auto- Auto-construção, ajuda-mútua, auto-ajuda, mutirão: ausência ou carência de recursos ajuda- auto- • Mão de obra do interessado (nem sempre qualificada) • Ausência de projeto • Pouco acesso à inovações tecnológicas • Construção é feita conforme a disponibilidade de recursos (tecnologia disponível) • Desperdício de material de construção, atraso tecnológico • Construção em lugares de risco • Ausência de acabamento
  8. 8. Habitação coletiva Processo de projeto não existe a figura do cliente ou usuário, adoção do homem tipo estandar. No Brasil o mercado imobiliário muitas vezes trabalha com índices e estatísticas obsoletas e apresenta-se muito estático em oferecer alternativas à variabilidade da composição e dinâmica familiares. Aranguren Gallegos Dos mas uno arquitectos Alejandro Aravena Carabanchel, 2003. Carabanchel, 2003. Iquique, 2006.
  9. 9. Habitação coletiva de interesse social: ESTATUTO DA CIDADE: LEI FEDERAL nº 10.257, de 10 de julho de 2001 DIREITO À MORADIA COMO DIREITO UNIVERSAL DA HUMANIDADE O direito à moradia pressupõe a ação positiva do Estado por meio de execução de políticas públicas, no caso, em especial, da promoção da política urbana e habitacional. Promoção pública | atendimento a população de baixa renda. Hector Vigliecca Artigas, F. Penteado e Afonso Reidy P.M. Rocha São Paulo, 1989. Rio de Janeiro, São Paulo, 1967. 1947. HIS: é aquela destinada para famílias de baixa renda, que pode ser produzida pela Prefeitura ou por outra entidade ligada a ela. Cada habitação pode ter no máximo 50m2 de área, descontadas as paredes e poços de iluminação e ventilação, um banheiro e até uma vaga de garagem por unidade. PDE – SP 2003
  10. 10. Produção formal de habitação coletiva privada Produção convencional | incorporação imobiliária Incorporação imobiliária é a atividade empresarial que tem por objetivo a construção e comercialização, durante a obra, de unidades imobiliárias autônomas integrantes de edificações coletivas, bem como a constituição de condomínio edilício, mediante instituição registrada no Registro de Imóveis. Imóveis. • Escolha e aquisição ou parceria com proprietários de terrenos. • Captação de recursos • Coordenação de todos os agentes envolvidos no processo. • Assunção dos riscos • Contratação de Projetos • Divulgação e Comercialização • Gestão da comercialização e da construção • Regularização da propriedade junto ao Registro de Imóveis
  11. 11. Produção formal de habitação coletiva pública Produção convencional | cias. de habitação municipal Promoção pública de habitação tem por finalidade executar programas habitacionais em todo o país, voltados para o atendimento exclusivo da população de baixa renda e moradores em situação de risco. Ministério das Cidades > Secretaria de Habitação > Municípios • Organização das demandas • Aquisição de terrenos, desapropriações, estudos de viabilidade • Captação de recursos • Gestão direta ou indireta (auto-gestão ou co-gestão) • Contratação de Projetos (assessorias técnicas, concursos e universidades) • Acompanhamento de obra, medições, liberação de recursos
  12. 12. >> Flexibilidade >> driblar falta de conexão <projetista – usuário> DEMANDAS MUITO ELEVADAS > INCIDÊNCIA DE HABITAÇÃO COLETIVA Habraken – Teoria dos Suportes Flexibilidade Inicial – modificar antes de usar participação do usuário e do Aranguren Gallegos promotor. Flexibilidade permanente – modificar o entorno durante o tempo Mobilidade – rápida modificação dos espaços Evolução – pressupõe a modificação a longo prazo segundo as transformações da Alejandro Aravena família. Elasticidade – modificação pela união de unidades ou espaços. GALFETTI, 1997. Dosmasuno
  13. 13. HABRAKEN e a Teoria dos Suportes – Holanda déc. de 60 Beta – uso privado, Alfa – uso privado com aberturas, Gama – uso público, circulação, Delta – uso privado aberto Durante muitos anos a uniformidade na produção massiva de habitação coletiva era defendida como um custo necessário para alcançar uma produção mais eficiente. (HABRAKEN, 1979) eficiente. 1979) SAR (Stichting Architecten Research) conceito de SUPORTE como hipótese de trabalho HOLANDA laboratório que estuda soluções para o HOLANDA: problema da massificação da habitação coletiva Suporte é uma construção que abriga moradias abastecidas de infra- infra- estrutura, erguidas independentemente - como uma moldura para um organismo vivo e complexo. Em complexo. oposição às moradias produzidas em massa, os suportes precisam ser estruturas duráveis cujas formas permitam o inesperado. (MOM) inesperado. >> Introdução do usuário na tomada de decisões projetuais. Fonte das imagens: www.mom.arq.ufmg.br
  14. 14. EXPERIÊNCIAS RECENTES NA PRODUÇÃO DE HABITAÇÃO COLETIVA SOCIAL ESPANHA, ESPANHA 2003 CHILE, 2007
  15. 15. Viviendas em Iquique | Chile | Alejandro Aravena | 2007 93 UH | 5.025 m2 (terreno) 25, 36, 70 e 72m2 área mínima e máxima componíveis
  16. 16. Fonte das imagens: www.elementalchile.cl
  17. 17. 102 Viviendas em Carabanchel | Dosmasuno Arquitectos | Concurso 2003 | 1o. Prêmio. Prêmio Unidade básica com acréscimo de + um ou dois cômodos à UH. Fonte: www.imagensubliminal.com e www.dosmasunoarquitectos.com
  18. 18. Dosmasuno Arquitectos | 102 Viviendas em Carabanchel | Concurso 2003 | 1o. Prêmio. Planta de um pavimento. Plantas das unidades: básica, + 1 e 2 dormitórios.
  19. 19. 102 Viviendas em Carabanchel | Dosmasuno Arquitectos | Concurso 2003 | 1o. Prêmio.
  20. 20. 102 Viviendas em Carabanchel | 2003 Dosmasuno Arquitectos Fonte: www.imagensubliminal.com e www.dosmasunoarquitectos.com Garagem aberta.
  21. 21. Viviendas em Carabanchel | Madrid | Aranguren Gallegos | 2003 64 UH | 10.166 m2 2, 3 e 4 dorm. http://www.arangurengallegos.com
  22. 22. Tipologia da quadra fechada
  23. 23. 3 4 4 3 2 2 2 2 3 4 3 4
  24. 24. Circulação H e V Cobertura da base
  25. 25. Cozinhas e banheiros Dormitórios Salas e circulação
  26. 26. Acessos ao interior da quadra.
  27. 27. Flexibilidade total para o usuário, que determina como e quando deseja a compartimentação dos cômodos. cômodos.
  28. 28. BIBLIOGRAFIA PESQUISADA ORNSTEIN S., ROMERO M., Avaliação Pós-Ocupação do Ambiente Construído. São Paulo: Studio ORNSTEIN, ROMERO, Nobel, Edusp,1992. MARICATO, MARICATO E. Habitação e Cidade. São Paulo: Ed. Atual, 1997. BONDUKI N. Origens da Habitação Social no Brasil. São Paulo: Ed. Liberdade, 1998. BONDUKI, GALFETTI G.G. Pisos Piloto: células domésticas experimentales. Barcelona: Ed. GG, 1997. HABRAKEN N.J. et alt. El diseño de soportes. Barcelona: Ed. GG, 1979. Sites consultados: www.elementalchile.cl www.dosmanunoarquitectos.com www.mom.arq.ufmg.br www.arangurengallegos.com Acessados em Fev | 2009

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