Africanidade

7.318 visualizações

Publicada em

Publicada em: Educação
0 comentários
1 gostou
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
7.318
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
3
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
100
Comentários
0
Gostaram
1
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Africanidade

  1. 1.  Reflexão inicial: Será que todas as crianças e famílias estão representadas nos murais e painéis existentes na unidade? E o acervo de filmes e livros? As histórias com personagens negros e indígenas têm destaque no dia a dia?  PREFEITURA DE INDAIATUBA SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO Educação Infantil 1º Bimestre- 2014 Sugestões de atividades para o trabalho com a Lei 11645/08 (antiga Lei 10639) que trata da obrigatoriedade da inclusão no Currículo Regular da história e cultura afro- brasileira e dos povos indígenas. Estas sugestões foram elaboradas pela Comissão Municipal de Educação para as Relações Étnico-raciais de Indaiatuba, cujo objetivo é apoiar os profissionais da Educação Infantil a implementar o Art. 7º, inciso V, do documento Diretrizes Curriculares da Educação Infantil. No documento há a indicação de que as propostas pedagógicas devem estar comprometidas com o rompimento de relações de dominação étnico-raciais. Existe a crença de que a discriminação e o preconceito não fazem parte do cotidiano das escolas de Educação Infantil, pré-escola e creche. Porém, pesquisas de pós-graduação que tratam das relações raciais apontam que há muitas situações de discriminação envolvendo crianças, profissionais e familiares. Isto é um alerta de que devemos ampliar nosso olhar para as relações interpessoais que permeiam a comunidade escolar, pois há racismo. Não o vemos ou não queremos ver. E, como sabemos esconder os problemas não nos ajudará a cumprir nossa missão de construir uma sociedade mais justa e solidária formada por cidadãos conscientes de seu papel histórico e de sua identidade pessoal, se não observarmos atentamente ao redor e interferirmos nos acontecimentos. Cada fase da vida apresenta suas especificidades. Cada momento do desenvolvimento infantil é único e requer do adulto uma atenção especial às necessidades que o caracterizam. De zero a seis anos, é importante cuidar dos afetos e das relações da criança com o mundo e consigo mesma. Afeto e relacionamento são dois fatores importantíssimos na construção de uma identidade positiva. Para isso, seguem algumas ideias práticas para auxiliar no trabalho com identidade e autoestima. Reconhecer as diferenças que sabemos existir é um passo fundamental para a promoção da igualdade.
  2. 2.  Ação inicial: Pesquisar imagens de crianças e famílias de diversas etnias: brancos, negros, indígenas, etc. Socializar as imagens com as crianças, indagando-as em relação às suas observações acerca das características físicas das pessoas representadas nas imagens; auxiliá-las na compreensão de que a sociedade é formada pela diversidade; e utilizar nos murais e painéis da escola; Selecionar os livros e DVD's que possam ajudar na autoestima e formação de uma identidade positiva da criança. Manter uma rotina de utilização desses materiais na educação para a igualdade racial, evitando o predomínio e/ou exclusividade de filmes e livros de lendas baseadas nas histórias de princesas europeias.  Atividade - Identidade: Proponha um cantinho de beleza. Coloque à disposição das crianças todos os materiais disponíveis para o cuidado dos cabelos. É bastante comum, em salões de beleza, imagens de penteados nas paredes. Portanto, distribua fotos de crianças utilizando penteados variados nesse cantinho. Atenção: como o nosso objetivo é promover a igualdade racial, é indispensável que sejam utilizadas imagens de crianças africanas e indígenas com seus penteados étnicos. Em seguida, na roda de conversa, peça para que as crianças digam qual imagem chamou mais a sua atenção. Solicitar a elas que identifiquem nas imagens cabelos ou penteados parecidos com os seus. É importante que a professora esteja atenta para não deixar que nenhum cabelo seja colocado como superior ou inferior ao outro. É, também, uma ótima oportunidade para a reflexão acerca da expressão “cabelo ruim”. Porque, como sabemos, não existem cabelos ruins ou bons, o que existem são cabelos crespos, lisos, ondulados, cacheados, etc. É importante compartilhar as experiências entre os colegas nos momentos de HTPC’s. Para efetivação das práticas promotoras de igualdade, é imprescindível a socialização dos relatos. Comissão de Educação para Relações Étnico-Raciais
  3. 3.  Orientação: As atividades aqui propostas deverão ser desenvolvidas no momento indicado por este informativo ou incluídas no planejamento, quando o professor considerar oportuno.  PREFEITURA MUNICIPAL DE INDAIATUBA SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO 1º Ano 1º Bimestre- 2014 Sugestões de atividades para o trabalho com a Lei 11645/08 (antiga Lei 10639) que trata da obrigatoriedade da inclusão no Currículo Regular da história e cultura afro- brasileira e dos povos indígenas. Apesar de a população negra constituir grande parte da sociedade brasileira, somente a partir da Lei nº 10.639 de 2003 que tornou obrigatório o ensino da história da África e dos afro-brasileiros no Ensino Fundamental e Médio, as escolas ampliaram a reflexão e discussão sobre o papel e a posição do negro em nossa sociedade. Há necessidade de conscientização acerca das práticas e representações que configuram o racismo, de apresentar aos alunos a verdadeira história e tradição do povo negro no Brasil, de maneira íntegra, sem estereótipos que distorcem e não retratam fielmente a trajetória dos descendentes de africanos, sem mensagens subliminares que consolidam uma sociedade racista e excludente. Assim sendo, ao elaborar o trabalho sobre Cultura Negra deve-se pensar em atividades que possibilitem aproximar os alunos da riqueza cultural afro-brasileira, aprofundar o estudo das fortes raízes culturais africanas, visando elevar a autoestima da criança negra e sua percepção e atuação sobre si mesma e seu lugar no mundo. Desde a mais tenra idade deve-se trabalhar o assunto, privilegiando a questão da identidade, do respeito à diversidade e da autoaceitação. Toda a comunidade escolar deve estar inserida no projeto e não apenas os afrodescendentes, de forma em que fique claro que conhecer as variadas culturas é essencial para despertar na criança o respeito pelas outras pessoas independentemente da etnia (raça). Para tal, é fundamental divulgar o lado positivo da história negra, não apenas as questões de escravidão, miséria e sofrimento, proporcionar situações didáticas centradas em vivências, ações e reflexões no estímulo à criticidade e na resolução de problemas que possibilitem aos alunos pensarem na questão de forma ética.
  4. 4.  Objetivos: Aprender sobre a origem dos afrodescendentes e características do continente africano. Aprender a respeito da diversidade cultural e lúdica dos países africanos através de alguns jogos e brincadeiras populares deste continente.  Atividade: Professor, assim que concluir a atividade nº 1 de Língua Portuguesa, página 14, realizar uma roda de apreciação do autorretrato produzido e discutir com os alunos se eles perceberam que cada criança na sala possui características diferentes na cor da pele, dos olhos, cabelos, formato do nariz e tipo de cabelo. Caso já tenha realizado a atividade retome o trabalho, olhando o desenho que fizeram. Importante: Essa atividade deverá ser utilizada como sondagem para que o professor observe como os alunos estão construindo sua identidade quanto a sua origem étnica. Nesse primeiro momento, questione porque os alunos utilizaram a cor para representar a tonalidade de pele e demais características. Observar ainda como os alunos representam o tipo de cabelo e cor dos mesmos. A partir dessa atividade, perguntar aos alunos se eles sabem por que somos diferentes e anotar as respostas das crianças.
  5. 5. Em seguida proponha a leitura do livro “Porque somos de cores diferentes” (acervo PNAIC): Obs.: A leitura deste livro pode ser realizada na finalização da atividade 6, página 133- História Selecionar obras literárias que retratam histórias dos afrodescendentes e indígenas e explorar com a turma a forma como os ilustradores representam a cor da pele desses povos. Fique atento: A generalização do uso do lápis cor de pele como cor eleita para identificar a cor da pele humana, carrega consigo discriminações e reforça nas pessoas o sentimento de superioridade ou inferioridade de uma cor em relação à outra, além de perpetuar mensagens subliminares de menos valia na pessoa que não se identifica com essa representação o que causa problemas de identidade e autoestima. Labirinto (Moçambique)- Mostrar no mapa a localização Professor, para realizar essa brincadeira você pode solicitar a parceria do Professor de Educação Física: Duração: 25 minutos Material: giz Local: quadra ou pátio A brincadeira do Labirinto (Figura 2) é originária de Moçambique e possui uma dinâmica simples e interessante. Para começar é preciso que se faça um desenho do labirinto no chão. (a). Os jogadores iniciam o jogo na primeira extremidade do desenho (b). Para seguir em frente tira-se par ou ímpar repetidas vezes. Toda vez que um jogador ganhar ele segue para a extremidade à frente. O jogador que chegar na última extremidade primeiro, vence a partida. Sugestões de variação: - Ao invés de tirar par ou ímpar para seguir em frente os jogadores poderão utilizar pedras, papel e tesoura. - Pode-se jogar com mais de duas crianças, mas para isso é preciso mudar a disputa de par ou ímpar para adedanha (brincadeira do Stop).
  6. 6. http://portaldoprofessor.mec.gov .br/fichaTecnicaAula.html?aula=22256 Comissão de Educação para Relações Étnico-Raciais
  7. 7. PREFEITURA MUNICIPAL DE INDAIATUBA SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO 2º Ano 1º Bimestre- 2014 Sugestões de atividades para o trabalho com a Lei 11645/08 (antiga Lei 10639) que trata da obrigatoriedade da inclusão no Currículo Regular da história e cultura afro- brasileira e dos povos indígenas. Apesar de a população negra constituir grande parte da sociedade brasileira, somente a partir da Lei nº 10.639 de 2003 que tornou obrigatório o ensino da história da África e dos afro-brasileiros no Ensino Fundamental e Médio, as escolas ampliaram a reflexão e discussão sobre o papel e a posição do negro em nossa sociedade. Há necessidade de conscientização acerca das práticas e representações que configuram o racismo, de apresentar aos alunos a verdadeira história e tradição do povo negro no Brasil, de maneira íntegra, sem estereótipos que distorcem e não retratam fielmente a trajetória dos descendentes de africanos, sem mensagens subliminares que consolidam uma sociedade racista e excludente. Assim sendo, ao elaborar o trabalho sobre Cultura Negra deve-se pensar em atividades que possibilitem aproximar os alunos da riqueza cultural afro-brasileira, aprofundar o estudo das fortes raízes culturais africanas, visando elevar a autoestima da criança negra e sua percepção e atuação sobre si mesma e seu lugar no mundo. Desde a mais tenra idade deve-se trabalhar o assunto, privilegiando a questão da identidade, do respeito à diversidade e da autoaceitação. Toda a comunidade escolar deve estar inserida no projeto e não apenas os afrodescendentes, de forma em que fique claro que conhecer as variadas culturas é essencial para despertar na criança o respeito pelas outras pessoas independentemente da etnia (raça). Para tal, é fundamental divulgar o lado positivo da história negra, não apenas as questões de escravidão, miséria e sofrimento, proporcionar situações didáticas centradas em vivências, ações e reflexões no estímulo à criticidade e na resolução de problemas que possibilitem aos alunos pensarem na questão de forma ética.
  8. 8.  Orientação: As atividades aqui propostas deverão ser desenvolvidas no momento indicado por este informativo ou incluídas no planejamento, quando o professor considerar oportuno.   Objetivos Desmistificar a nomenclatura “cor de pele” do lápis de cor Compreender a diversidade de etnias (raças) na própria família  Professor, 1- No caderno “Meia pauta” ou outro material, pedir ao aluno que faça uma representação de sua família através de desenho. Pode-se aproveitar para que cada aluno crie uma legenda nas linhas ao lado, com nome e parentesco. 2- Neste momento, o (a) professor (a), pode trazer uma reflexão sobre o termo “cor de pele”, que muitas vezes é o vocabulário mais comum para nomear o lápis “bege” bem como o “salmão”, de maneira errônea. 3- Já preparado anteriormente, scanneado para uso na lousa digital, apresentar o livro “Minha família é colorida”, Georgina Martins, Ilustrações de Maria Eugênia, contido no acervo do PNAIC 1º ano, acervo “B”, onde a personagem principal, Ângelo, tem um irmão de cabelos lisos, outro de cabelos encaracolados, uma mãe de pele branca, uma avó que é negra... 4- Professor, você pode trazer reflexões: - Por que todo mundo é diferente? - E como todos fazem parte da mesma família, já que quase ninguém se parece?
  9. 9. Caro educador, as perguntas e respostas surgirão de acordo com sua criatividade! Realizar uma Roda de Conversa com os alunos ressaltando os pontos chave do livro e em seguida dar oportunidade aos alunos que quiserem compartilhar a diversidade de etnias (raças) em sua própria família. 5- Lição de casa: Fazer uma nova ilustração observando as características de cada membro da sua família, ressaltando cor dos olhos, pele, altura, cabelos, bem como outras características, semelhantes e diferentes. Pode-se comparar com a ilustração anterior. 6- Socializar com os amigos na aula seguinte, explicando em voz alta os pontos observados. 7- A professora pode também socializar fotos de sua família e fazer sua explanação, como exemplo. 8- Considerar a possibilidade de termos em nosso meio, alunos que são filhos do coração, onde talvez não hajam tantas semelhanças físicas, mas neste caso, o que nos une, é o amor! Sugestão: Expor os desenhos dos alunos num mural, em papel kraft, sob o título: “Minha família é colorida”, e a sua? Comissão de Educação para Relações Étnico-Raciais
  10. 10. PREFEITURA MUNICIPAL DE INDAIATUBA SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO 3º Ano 1º Bimestre- 2014 Sugestões de atividades para o trabalho com a Lei 11645/08 (antiga Lei 10639) que trata da obrigatoriedade da inclusão no Currículo Regular da história e cultura afro- brasileira e dos povos indígenas. Apesar de a população negra constituir grande parte da sociedade brasileira, somente a partir da Lei nº 10.639 de 2003 que tornou obrigatório o ensino da história da África e dos afro-brasileiros no Ensino Fundamental e Médio, as escolas ampliaram a reflexão e discussão sobre o papel e a posição do negro em nossa sociedade. Há necessidade de conscientização acerca das práticas e representações que configuram o racismo, de apresentar aos alunos a verdadeira história e tradição do povo negro no Brasil, de maneira íntegra, sem estereótipos que distorcem e não retratam fielmente a trajetória dos descendentes de africanos, sem mensagens subliminares que consolidam uma sociedade racista e excludente. Assim sendo, ao elaborar o trabalho sobre Cultura Negra deve-se pensar em atividades que possibilitem aproximar os alunos da riqueza cultural afro-brasileira, aprofundar o estudo das fortes raízes culturais africanas, visando elevar a autoestima da criança negra e sua percepção e atuação sobre si mesma e seu lugar no mundo. Desde a mais tenra idade deve-se trabalhar o assunto, privilegiando a questão da identidade, do respeito à diversidade e da autoaceitação. Toda a comunidade escolar deve estar inserida no projeto e não apenas os afrodescendentes, de forma em que fique claro que conhecer as variadas culturas é essencial para despertar na criança o respeito pelas outras pessoas independentemente da etnia (raça). Para tal, é fundamental divulgar o lado positivo da história negra, não apenas as questões de escravidão, miséria e sofrimento, proporcionar situações didáticas centradas em vivências, ações e reflexões no estímulo à criticidade e na resolução de problemas que possibilitem aos alunos pensarem na questão de forma ética.
  11. 11. Orientação: As atividades aqui propostas deverão ser desenvolvidas no momento indicado por este informativo ou incluídas no planejamento, quando o professor considerar oportuno. Objetivos: Ampliar os conhecimentos dos alunos a respeito das contribuições dos povos indígenas referentes aos cuidados com a Natureza e brincadeiras realizadas entre suas crianças. Aprender sobre a diversidade cultural e lúdica dos países africanos através de alguns jogos e brincadeiras populares nesse continente. Atividade: Antes de iniciar a atividade 4, Ciências- Unidade 2, pág. 102, com seus alunos e continuar o assunto extinção, ouça o que eles têm a dizer a respeito disso. Inicie depois, dizendo “Vocês sabiam que...” *Foi com os índios que nós aprendemos o respeito pelos animais e plantas, o costume de tomar banho diariamente, de alimentar-se com frutas e vegetais ingerindo mandioca, canjica, milho nas refeições, construir objetos úteis como canoas, manufaturar redes para descansar, artesanato de cerâmica, a contar histórias misturadas com lendas do Saci, da Iara, da Mula sem cabeça? *O uso de chás e plantas medicinais era exercido pelos curandeiros, os médicos das tribos, e com eles aprendemos a cultivar e cuidar para utilizar também essas ervas e melhorar a nossa saúde, além de despertar nossa consciência para o cuidado e o amor com a Natureza em geral?
  12. 12. Em seguida, proponha a leitura do livro “Txopai e Itôhã” contido no acervo do PNAIC 2ºano. Sugerimos que a criatividade do professor seja o foco na leitura e interpretação, após levantamento do conhecimento prévio na Roda de Conversa. http://www.cotacota.com.br/txopai-e-itoha-conforme-a-nova-ortografia-2-ed-2000-pataxo-kanatyo_1154_443953_oferta.ht Brincadeira indígena Brincadeiras com a Peteca- Se possível realizar essa atividade em parceria com o professor de Arte ou Educação Física O nome “peteca” – de origem Tupi e que significa “tapear”, “golpear com as mãos” – é hoje o mais popular entre todos os nomes desse brinquedo tão conhecido no Brasil. Com as palhas do milho é possível trançar diferentes amarras e laços que criam petecas de vários formatos. Pode-se criá-las até com folhas de revista! O professor criativo estará livre para elaborar com os alunos suas próprias petecas ou contar com a ajuda do professor de Arte. Permita que eles joguem para descobrirem o porquê da alegria e liberdade dos índios. http://pibmirim.socioambiental.org/como-vivem/brincadeiras 16/12/13 História “Trilhas das Águas” Professor, antes de iniciar Na trilha das Águas, disciplina de História, página 110, descubra o que seus alunos sabem a respeito da importância da água para o corpo humano, para a saúde e a necessidade dessa substância para as plantas, os animais e o homem. Mostre-lhes a localização geográfica do continente africano em relação ao Brasil, no globo terrestre ou mapas. Diga a eles algumas informações interessantes a respeito da inteligência do povo africano ao observar o oferecimento do rio Nilo no “Vocês sabiam que...” *Foi na África, berço da civilização, que às margens do Rio Nilo, nasceram as primeiras técnicas de irrigação e também de armazenamento de água que o mundo atual conhece?
  13. 13. *Existem provas que as terras já eram irrigadas por canais que desviavam as águas do rio Nilo para favorecer a agricultura no antigo Egito? Há VÍDEOS que mostram mais um pouco deste assunto, podem esclarecer seus comentários e chamar a atenção dos alunos: ANTIGO EGITO partes 1 e 2 e África 1- O Reino de Kush www.youtube.com/watch ( Educador, você poderá assistir o vídeo previamente na HAP para aprofundar seus conhecimentos e verificar se interessará a seus alunos). Comissão de Educação para Relações Étnico-Raciais
  14. 14. PREFEITURA MUNICIPAL DE INDAIATUBA SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO 4º Ano 1º Bimestre- 2014 As sugestões de atividades que seguem são para o trabalho com a Lei 11645/08 (antiga Lei 10639) que trata da obrigatoriedade da inclusão no Currículo Regular da história e cultura africana, afro-brasileira e dos povos indígenas. Apesar de a população negra constituir grande parte da sociedade brasileira, somente a partir da Lei nº 10.639 de 2003 que tornou obrigatório o ensino da história da África e dos afro-brasileiros no Ensino Fundamental e Médio, as escolas ampliaram a reflexão e discussão sobre o papel e a posição do negro em nossa sociedade. Há necessidade de conscientização acerca das práticas e representações que configuram o racismo, de apresentar aos alunos a verdadeira história e tradição do povo negro no Brasil, de maneira íntegra, sem estereótipos que distorcem e não retratam fielmente a trajetória dos descendentes de africanos, sem mensagens subliminares que consolidam uma sociedade racista e excludente. Assim sendo, ao elaborar o trabalho sobre Cultura Negra deve-se pensar em atividades que possibilitem aproximar os alunos da riqueza cultural afro-brasileira, aprofundar o estudo das fortes raízes culturais africanas, visando elevar a autoestima da criança negra e sua percepção e atuação sobre si mesma e seu lugar no mundo. Desde a mais tenra idade deve-se trabalhar o assunto, privilegiando a questão da identidade, do respeito à diversidade e da autoaceitação. Toda a comunidade escolar deve estar inserida no projeto e não apenas os afrodescendentes, de forma em que fique claro que conhecer as variadas culturas é essencial para despertar na criança o respeito pelas outras pessoas independentemente da etnia (raça). Para tal, é fundamental divulgar o lado positivo da história negra, não apenas as questões de escravidão, miséria e sofrimento, proporcionar situações didáticas centradas em vivências, ações e reflexões no estímulo à criticidade e na resolução de problemas que possibilitem aos alunos pensarem na questão de forma ética.
  15. 15. Orientação: As atividades aqui propostas deverão ser desenvolvidas no momento indicado por este informativo ou incluídas no planejamento, quando o professor considerar oportuno. Objetivos - Situar diferentes povos e época na qual apareceram os números. - Reconhecer como e porque surgiram os números . Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno - Conhecimentos prévios do sistema de numeração. Professor, assim que concluir a leitura e a exploração do quadro sobre os símbolos de representação dos números, na página 53, na disciplina de Matemática, dar sequência com as duas atividades abaixo: Atividades 1) No texto que acabamos de estudar, aprendemos que o sistema de numeração é de origem egípcia. Sabemos que o Brasil faz parte do Continente Americano e o Egito a qual Continente pertence? Anote as respostas na lousa e depois desenvolva a seguinte proposta: 2) Mostrar aos alunos o globo terrestre para que eles observem a localização dos continentes. Destaque os continentes Americano e Africano. Explore a localização do continente Africano em relação ao Brasil. Localize o Egito e conte-lhes esta história: Breve relato da história da civilização egípcia A civilização egípcia desenvolveu-se no nordeste africano (margens do rio Nilo) nos anos 3200 a.C. Como a região é formada por um deserto (Saara), o rio Nilo ganhou extrema importância para os egípcios. O rio era utilizado como via de transporte e, essa civilização floresceu graças aos abundantes recursos hídricos e terras férteis que fizeram o povo nômade tornar-se sedentário, ou seja, o homem deixa de ser apenas caçador e coletor de alimento e passa a ser agricultor. A agricultura e o pastoreio provocaram inúmeras mudanças na vida do homem que desenvolveu o comércio rudimentar e o sistema de trocas. Para contar eram usados os dedos, pedras, os nós de uma corda, marcas num osso... E, assim contando objetos com outros objetos o homem construiu seu conceito de números.
  16. 16. Outras contribuições dos egípcios para a humanidade: Agricultura Os egípcios eram grandes conhecedores da Natureza. Desde cedo aprenderam a cultivar a terra e a entender a polinização das plantas. Com isso desenvolveram técnicas que lhes permitiram aumentar sua produção de alimentos. Eles foram um dos primeiros povos a cultivar a uva para a fabricação do vinho, o trigo para fazer pão e cerveja e tantos outros produtos. Foram grandes consumidores de lentilhas. Outra grande contribuição foi a domesticação de muitos animais para a produção de carne. Arquitetura As grandes pirâmides e os templos construídos pelos egípcios são provas concretas do seu grande conhecimento matemático, que lhes permitiram desenvolver técnicas sofisticadas de engenharia. Os egípcios empregavam maravilhosas e gigantescas colunas, feitas das mais resistentes rochas que garantiram a majestade das suas obras. Arte Todas as pessoas que gostam de arte se surpreendem com a beleza das obras de arte egípcias. Elas demonstram uma grande sensibilidade e um senso muito grande sobre o equilíbrio das formas e a simetria, além de desenvolveram vários tipos de tintas para suas pinturas. A arte egípcia aliada à arquitetura permitiu aos egípcios desenvolveram uma linha de móveis para o lar como camas, mesas, cadeiras, assim como fabulosos tronos para os faraós (reis). Cerâmica Assim como os chineses e mesopotâmicos, os egípcios desenvolveram a cerâmica. Com isso criaram vasos, pratos e outros recipientes para os mais variados usos. Comércio O comércio resultou da prosperidade trazida pela agricultura. E os egípcios não fugiram à regra e se tornaram excelentes comerciantes, pois produziam mais comida do que necessitavam, além de muitos papiros, linho, peixes secos e outros produtos. Eles eram trocados por ouro, prata, incenso e madeira de cedro-do-Líbano. A maior parte do comércio era feita através de grandes barcos de madeira feitos de cedro-do-Líbano, que percorriam o rio Nilo. Joias e bijuterias A arte egípcia que contava com fabulosos artesões produziu uma grande variedade de joias e bijuterias, que foram encontradas em tumbas. Os egípcios aprenderam a lapidar pedras preciosas que eram usadas em joias, ornamentos e também em estátuas.
  17. 17. Destacamos ainda a arte de fazer móveis de madeira, a dança e a música, o papel e o surgimento de um dos primeiros tipos de escrita humana. É importante lembrar que os egípcios foram um dos primeiros povos a desenvolver perfumes, essências aromáticas, a fabricação de tecidos e a criação de uma moda própria. Comissão de Educação para Relações Étnico-Raciais
  18. 18. PREFEITURA MUNICIPAL DE INDAIATUBA SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO 5º Ano 1º Bimestre- 2014 Sugestões de atividades para o trabalho com a Lei 11645/08 (antiga Lei 10639) que trata da obrigatoriedade da inclusão no Currículo Regular da história e cultura afro- brasileira e dos povos indígenas. Apesar de a população negra constituir grande parte da sociedade brasileira, somente a partir da Lei nº 10.639 de 2003 que tornou obrigatório o ensino da história da África e dos afro-brasileiros no Ensino Fundamental e Médio, as escolas ampliaram a reflexão e discussão sobre o papel e a posição do negro em nossa sociedade. Há necessidade de conscientização acerca das práticas e representações que configuram o racismo, de apresentar aos alunos a verdadeira história e tradição do povo negro no Brasil, de maneira íntegra, sem estereótipos que distorcem e não retratam fielmente a trajetória dos descendentes de africanos, sem mensagens subliminares que consolidam uma sociedade racista e excludente. Assim sendo, ao elaborar o trabalho sobre Cultura Negra deve-se pensar em atividades que possibilitem aproximar os alunos da riqueza cultural afro-brasileira, aprofundar o estudo das fortes raízes culturais africanas, visando elevar a autoestima da criança negra e sua percepção e atuação sobre si mesma e seu lugar no mundo. Desde a mais tenra idade deve-se trabalhar o assunto, privilegiando a questão da identidade, do respeito à diversidade e da autoaceitação. Toda a comunidade escolar deve estar inserida no projeto e não apenas os afrodescendentes, de forma em que fique claro que conhecer as variadas culturas é essencial para despertar na criança o respeito pelas outras pessoas independentemente da etnia (raça). Para tal, é fundamental divulgar o lado positivo da história negra, não apenas as questões de escravidão, miséria e sofrimento, proporcionar situações didáticas centradas em vivências, ações e reflexões no estímulo à criticidade e na resolução de problemas que possibilitem aos alunos pensarem na questão de forma ética.
  19. 19.  Orientação: As atividades aqui propostas deverão ser desenvolvidas no momento indicado por este informativo ou incluídas no planejamento, quando o professor considerar oportuno.   Objetivos: Aprender sobre como era a vida dos negros na África antes da invasão dos europeus. Diferenciar a condição de escravo e escravizado.   Estratégias e recursos da aula Professor, assim que concluir a atividade 10, página 134 e 135, disciplina de História, do Material Didático, questionar os alunos o que já aprenderam sobre os povos africanos e como imaginavam que eram suas vidas antes de virem forçados para o Brasil. Ao ouvir a opinião dos alunos faça a leitura dos textos seguintes:  .
  20. 20.  Fomente com os alunos a discussão sobre a diferença de utilizar os termos: Escravo- refere-se a uma condição de inferioridade e aceitação da situação como sendo natural. Impedindo a compreensão da escravização como um processo social. Escravizado- remete à ideia de situação imposta por outros e que pode ser modificada. Exemplo: Ao invés de se dizer “descendente de escravo”, optar por “descendente de africanos que foram escravizados”. Utilize o bom senso para conversar com seus alunos. Saiba ouvir a opinião de cada um.  Fonte: Coleção Porta Aberta. Editora FTD. Professor, após estas leituras, questione os alunos se gostariam de comentar o que mudou na opinião que tinham antes da leitura dos textos. É importante desassociar a população negra do estigma do escravo, resgatando sua história milenar.
  21. 21. Sugerimos a leitura do livro seguinte, que pode ser feita em capítulos: . Comissão de Educação para Relações Étnico-Raciais
  22. 22. PREFEITURA MUNICIPAL DE INDAIATUBA SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO 5º Ano – ARTES 1º Bimestre- 2014 Sugestões de atividades para o trabalho com a Lei 11645/08 (antiga Lei 10639) que trata da obrigatoriedade da inclusão no Currículo Regular da história e cultura afro- brasileira e dos povos indígenas. Apesar de a população negra constituir grande parte da sociedade brasileira, somente a partir da Lei nº 10.639 de 2003 que tornou obrigatório o ensino da história da África e dos afro-brasileiros no Ensino Fundamental e Médio, as escolas ampliaram a reflexão e discussão sobre o papel e a posição do negro em nossa sociedade. Há necessidade de conscientização acerca das práticas e representações que configuram o racismo, de apresentar aos alunos a verdadeira história e tradição do povo negro no Brasil, de maneira íntegra, sem estereótipos que distorcem e não retratam fielmente a trajetória dos descendentes de africanos, sem mensagens subliminares que consolidam uma sociedade racista e excludente. Assim sendo, ao elaborar o trabalho sobre Cultura Negra deve-se pensar em atividades que possibilitem aproximar os alunos da riqueza cultural afro-brasileira, aprofundar o estudo das fortes raízes culturais africanas, visando elevar a autoestima da criança negra e sua percepção e atuação sobre si mesma e seu lugar no mundo. Desde a mais tenra idade deve-se trabalhar o assunto, privilegiando a questão da identidade, do respeito à diversidade e da autoaceitação. Toda a comunidade escolar deve estar inserida no projeto e não apenas os afrodescendentes, de forma em que fique claro que conhecer as variadas culturas é essencial para despertar na criança o respeito pelas outras pessoas independentemente da etnia (raça). Para tal, é fundamental divulgar o lado positivo da história negra, não apenas as questões de escravidão, miséria e sofrimento, proporcionar situações didáticas centradas em vivências, ações e reflexões no estímulo à criticidade e na resolução de problemas que possibilitem aos alunos pensarem na questão de forma ética. Orientação:
  23. 23. As atividades aqui propostas deverão ser desenvolvidas no momento indicado por este informativo ou incluídas no planejamento, quando o professor considerar oportuno. Importante: Professor, introduza o assunto quando a turma já tiver realizado a atividade 2 da disciplina de Geografia, página 146, do Material Didático. ESTRATÉGIAS: 1.ª) Iniciar a partir de uma conversa informal sobre o tema. Sugerimos a utilização do globo terrestre ou se possível a sala de informática, para que os estudantes pesquisem a localização do continente africano. 2.ª) Professor, coloque um som de música instrumental africana. Existem sons de Kalimba, Berimbau e Tambores disponíveis na Internet. Dê preferência ao som instrumental. Sugere-se como pesquisa, o material “Palavra Cantada”. 3.ª) Fazer o levantamento do conhecimento prévio dos alunos utilizando os questionamentos abaixo. Anotar as respostas dos alunos. 1 - O que vocês (nossas crianças) já ouviram ou estudaram sobre a África? 2 - A África é um: ( ) Município ( ) Estado ( ) País ( X ) Continente ( ) Bairro ( ) Aldeia 3 - O que é etnia? Grupo de indivíduos que possuem os mesmos fatores culturais, como religião, língua, roupas, iguais, e não apenas a cor da pele, por exemplo. 4 - Qual é a etnia predominante na África? Os negros são predominantes no continente africano. É a grande maioria da população. Mas também é possível encontrar todas as outras etnias naquele continente. Nele existem imensas populações descendentes de muçulmanos, árabes, indianos, europeus e asiáticos. 5- Quem nasce na África é: ( ) Nativo ( ) Quilombola ( X ) Africano ( ) Aldeão ( ) Brasileiro Após retomar as respostas dos alunos, apresente algumas imagens do Serengeti e do Monte Kilimanjaro, em seguida faça os seguintes questionamentos: Você já ouviu falar sobre o SERENGETI? Você sabe o que é isso? Você já ouviu falar no Monte Kilimanjaro?
  24. 24. Ouça o que os alunos têm a dizer e depois complemente com as informações do texto abaixo: Serengeti É uma região geográfica na África Oriental, no norte da Tanzânia e sudoeste do Quénia. O Parque Nacional de Serengeti (ou Serengueti) é um parque nacional de grandes dimensões (cerca de 40.000km²) na ecorregião de Serengeti, no norte da Tanzânia e sudoeste do Quênia, na África Oriental, famoso pelas migrações anuais de gnus, zebras e gazelas que acontecem de maio a junho. No Parque vivem mais de 35 espécies de grandes mamíferos como leões, hipopótamos, elefantes, leopardos, rinocerontes, girafas, antílopes e búfalos. O parque também possui hienas, chitas, macacos, além de mais de 500 espécies de pássaros. Serengeti, na linguagem da tribo dos masai, significa "imensas planícies". Essa tribo vive nas dependências do parque e adjacências e parte do Quênia. Monte Kilimanjaro O Monte Kilimanjaro situa-se no norte da Tanzânia, junto à fronteira com o Quénia. É o ponto mais alto de África, com uma altitude de 5895 m. Este antigo vulcão,
  25. 25. com o topo coberto de neves eternas, ergue-se no meio de uma planície de savana, oferecendo um espectáculo único. O Monte e as florestas circundantes, com uma área de 75.353 ha possuem uma fauna rica, incluindo muitas espécies ameaçadas de extinção e constitutem o Parque Nacional do Kilimanjaro, que foi inscrito pela UNESCO em 1987 na lista dos locais que são Patrimônio da Humanidade Vamos conhecer uma canção: LÁ E CÁ (Edgar/Diga) SOU DO BRASIL, MAS MEU PÉ TEM UM GENE DE LÁ SOU VARONIL, TENHO ÁFRICA NO REQUEBRAR NO TOCAR DO TAMBOR,... NO FALOR EM NAGÔ NO AXÉ,... SOU DE FÉ, SOU DE GINGA TRAZ KALIMBA, SANFONA MOQUECA E PAMONHA É CULTURA DE LÁ E CÁ SOU MEIO DO CONGO E DO GERAIS SOU ÁFRICA, MANDELA E OS PANTANAIS BAOBÁ, CAATINGA E OS SERINGAIS Vamos tentar interpretar o que o compositor quis dizer?!... Após a interpretação (Roda de Conversa- abordar a nossa ancestralidade), ouvir e coreografar. Vamos conhecer mais uma canção: SERENGETI (Edgar/Diga/2008) GNÚ,... CERVO E ANTÍLOPE, DEU ZEBRA FUJAM DO REI LEÃO, QUE ELE É PROBLEMA GIRAFA E ELEFANTE SÃO GRANDES, NÃO TEM MEDO MAIS ESTÃO SEMPRE LIGADOS, POIS NÃO TEM SOSSÊGO CROCODILO DO NILO TEM UM BOCÃO HIPOPÓPÓPÓPÓPÓ,... TEM "MÓ" POPOZÃO RINOCERONTE TEM PINTA DE TONELADA DONA HIENA MAGRELA É SÓ RISADA
  26. 26. TODOS SÃO MUITO BEM VINDOS NO SERENGETI GRANDE SAVANA AFRICANA QUE É "IN CONTEST" MUITO CUIDADO AO PISAR NO SERENGETI SEMPRE TEM BICHO FAMINTO, "QUERENDO CONFETE" SUBI NO ALTO DA MONTANHA, TIREI UMA FOTO BEM BACANA FIQUEI ENCANTADO EM VER NEVE NO KILIMANJARO CONGA,... CONGA, CONGA, CONGA WAKA,... WAKA, WAKA, WAH UÊIA,... UÊIA, UÊIA, UÊIA, UÊIA, UÊIA, UÊIA, UÊIA,... ÔH! Para realização dessa atividade há um vídeo com o exemplo de aula com a música e a coreografia no Portal da Educação, aba vídeos, categoria material didático. Comissão de Educação para Relações Étnico-Raciais
  27. 27. PREFEITURA MUNICIPAL DE INDAIATUBA SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO Termo I e Termo II 1º Bimestre- 2014 Sugestões de atividades para o trabalho com a Lei 11645/08 (antiga Lei 10639) que trata da obrigatoriedade da inclusão no Currículo Regular da história e cultura afro-brasileira e dos povos indígenas. Apesar de a população negra constituir grande parte da sociedade brasileira, somente a partir da Lei nº 10.639 de 2003 que tornou obrigatório o ensino da história da África e dos afro-brasileiros no Ensino Fundamental e Médio, as escolas ampliaram a reflexão e discussão sobre o papel e a posição do negro em nossa sociedade. Há necessidade de conscientização acerca das práticas e representações que configuram o racismo, de apresentar aos alunos a verdadeira história e tradição do povo negro no Brasil, de maneira íntegra, sem estereótipos que distorcem e não retra- tam fielmente a trajetória dos descendentes de africanos, sem mensagens sublimina- res que consolidam uma sociedade racista e excludente. Assim sendo, ao elaborar o trabalho sobre Cultura Negra deve-se pensar em atividades que possibilitem aproximar os alunos da riqueza cultural afro-brasileira, aprofundar o estudo das fortes raízes culturais africanas, visando elevar a autoestima do estudante negro e sua percepção e atuação sobre si mesmo e seu lugar no mundo. Desde a mais tenra idade deve-se trabalhar o assunto, privilegiando a questão da identidade, do respeito à diversidade e da autoaceitação. Toda a comunidade esco- lar deve estar inserida no projeto e não apenas os afrodescendentes, de forma em que fique claro que conhecer as variadas culturas é essencial para despertar no estudante o respeito pelas outras pessoas independentemente da etnia (raça). Para tal, é funda- mental divulgar o lado positivo da história negra, não apenas as questões de escravi- dão, miséria e sofrimento, proporcionar situações didáticas centradas em vivências, ações e reflexões no estímulo à criticidade e na resolução de problemas que possibili- tem aos alunos pensarem na questão de forma ética. Orientação: As atividades aqui propostas deverão ser desenvolvidas no momento indicado por este informativo ou incluídas no planejamento, quando o professor considerar oportuno.
  28. 28. Objetivo: Aprender sobre a origem da escrita e características do continente africano. Atividade: Assim que concluir atividade da página 12 de Língua Portuguesa do volume úni- co de alfabetização da coleção “É bom aprender” (Termo I) ou finalizar a atividade da página 13 de Língua Portuguesa do volume multidisciplinar da coleção “É bom apren- der” (Termo II), realizar uma roda e fazer os seguintes questionamentos para levantar os conhecimentos prévios dos alunos e ir anotando na lousa as sugestões: -Vocês imaginam quem inventou o sistema de escrita que conhecemos hoje como al- fabeto? -Como acham que esse sistema de escrita se chamava? -O que sabem sobre esse lugar? Assim que concluir essa atividade conte aos alunos que fará a leitura de um texto que vai informar a origem da escrita e alguns fatos sobre esse lugar: ADINKRA: UM SISTEMA DE ESCRITA FILOSÓFICO, HISTÓRICO E CULTURAL AFRICANO O Continente Africano é realmente uma caixa de surpresas, principalmente para nós os brasileiros que, como colonizados pelos europeus, temos um imaginário social povoado de distorções em relação à África. Por exemplo, ela é um país miserável, faminto e sem história, onde todos falam a mesma língua, o africano. É lúdica: só tem danças, cantos, feitiços, animais, florestas e desertos. Bem senhoras e senhores, meninas e meninos, a África vai além disso! “A distor- ção da história africana está entre os maiores responsáveis pela perpetuação da i- magem dos “negros” como tribais, primitivos e atrasados” (NASCIMENTO, 2008, p. 31), vivendo ainda em grande parte, da oralidade. O que uma grande maioria não sabe é que a África é um continente cheio de sabe- res e descobertas, revelado hoje como “berço único da humanidade arcaica e mo- derna (com) [...] redes sociais complexas [...] ao longo de seus quase três milhões de anos de existência” (MOORE-in LARKIN, 2008, p. 11). Seus povos, até hoje, apesar da globalização, preservam sabedorias ancestrais contidas em coisas tão simples, que jamais imaginaríamos estarem ali guardadas, estratégias de sobrevivência e conti- nuidade filosófica de valores civilizatórios. Sim, isso mesmo: significados e intenções oriundos de civilizações milenares. Uma dessas jóias ancestrais é o conjunto ideográfico chamado Adinkra, concebido pelos Akan, povo da antiga Costa do Ouro, a atual Gana, que espalhou-se pela Costa
  29. 29. do Marfim, Togo e outros países da África Ocidental. Em Twi, língua dos Akan, A- dinkra “significa literalmente ‘despedida’, ‘gesto de adeus’”(LOPES in LARKIN, 2009). Cada símbolo, em um número maior que oitenta, carrega um conteúdo não apenas estético, mas incorpora, preserva e transmite “aspectos da história, filosofia, valores e normas socioculturais desses povos de Gana”(Nascimento, 2009), que foi incorpo- rado também pelo povo Ashanti. No Adinkra, o princípio Sankofa tem o significado de “voltar e apanhar de novo aquilo que ficou pra trás”, ou seja, “voltar às suas raí- zes e construir sobre elas o desenvolvimento, o progresso e a prosperidade de sua comunidade em todos os aspectos da realização humana” (Glover apud Larkin, 2008). Para esses povos os valores comunitários se sobrepõem ao individualismo, visto que a comunidade é vivenciada como o espírito, a luz-guia do grupo social, local on- de todos devem caminhar e mergulhar juntos, profundamente e fazer o círculo de volta. “Qualquer relacionamento é uma dádiva do espírito, requer nossa gratidão e que estejamos abertos a ouvir a razão pela qual fomos unidos”(SOMÉ, 2003, p.8). Esses ensinamentos são tácitamente exemplos da descentralização como prática política africana, em contraste com o centralismo absoluto dos imperialismos atuais, filhos do Império Romano. Os Adinkra, formam um tipo de escritura pictográfica impressa e estampada nos tecidos e também registrados pelos Akan, nas esculturas feitas em objetos como o Gwa, um tipo de assento, (o banco do rei e símbolo de soberania), o bastão do lin- guista (símbolo das relações do Estado com os povos) e os djayobwe (contrapeso para medir quantidades de ouro e sal), figuras esculpidas em ferro e em bronze. Mui- tas vezes a simbologia é relacionada a provérbios representados por animais. Por exemplo, dois crocodilos dividindo um estômago (um ligado ao outro formando um X) aprendem que ao brigar entre si, ambos ficam com fome. No Adinkra representa a necessidade de unidade, principalmente quando os destinos se confundem que é o Funtummireku Denkyemmireku, – unidade na diversidade e advertência contra bri- gas internas quando existe um destino em comum. Bem, desta forma podemos começar a compreender que antes da escrita árabe ser introduzida na África através das invasões mulçumanas, vários sistemas de escrita já existiam. Então, podemos deduzir que os africanos foram os primeiros povos a criar essa técnica, o que vem a desmentir a idéia de que os povos africanos por serem á- grafos, ou seja, sem escrita, tiveram como consequência a ausência de história, pois, viviam apenas da oralidade. REFERÊNCIAS NASCIMENTO, Elisa Larkin (Org) A Matriz Africana no Mundo, São Paulo: Selo Negro, 2008. NASCIMENTO, Elisa Larkin & GÁ, Luis Carlos (Org) Adinkra: Sabedoria em Símbolos Africanos, Rio de Janiro: Pallas, 2009 SOMÉ, Sobonfu, O Espirito da Intimidade: ensinamentos ancestrais africanos sobre relacionamentos, São Paulo: Odysseus Editora, 2003
  30. 30. Professor, você pode utilizar o globo terrestre ou outro mapa em que seja possível visualizar os continentes e explorar a localização da África. Após encerrar a leitura, apresentar aos alunos os Adinkras e explicar os seus signi- ficados. A seguir proponha a seguinte dinâmica:  Solicite que os alunos escolham um colega para formar uma dupla e em segui- da selecionem um símbolo a partir do seu significado para ofertar ao parceiro da dupla;  Não se preocupe com a pronúncia do nome dos símbolos, o mais importante é seu significado;  Entregue a eles um cartão de cartolina previamente recortado e peça-lhes que tentem desenhar do melhor jeito o Adinkra escolhido. Ofereça-lhes caneta, lá- pis de cor ou giz de cera preto para colori-los;  Combine que você passará por todas as duplas e farão a leitura do significado do símbolo, porém deverão ficar atentos para definirem em uma palavra a i- dentificação do Adinkra;  Quando terminarem, organize uma roda para que os alunos apresentem o seu parceiro e compartilhem com o grupo porque escolheu aquele Adinkra e a pa- lavra para ele;  Outra sugestão seria a turma escolher um Adinkra para representar a turma. Exemplo: De: Natalia para: Marcelo Owo Foro Adobe (A cobra sobe palmeiras de ráfia): “Escolhi esse adinkra porque meu amigo faz coisas extraordinárias e tem muita capacidade de liderança”.
  31. 31. Abaixo, disponibilizamos alguns Adinkras e seus significados para realização da atividade, porém nada impede que pesquisem outros. Inclusive essa pesquisa pode ser realizada com os alunos na aula de informática. Nsoromma Símboliza a Guarda. Um lembrete que o deus é o pai e zela por todos os povos. Criança do Céu (estrelas). Nkyi Símbolo da iniciativa, do dinamismo e da versatilidade. Nkonsokonson Ligação símbolo da unidade das relações. Lembra que na unidade encontra-se a força.
  32. 32. Gyen Nyame Simboliza a supremacia de deus. Funtunfunefu – DENKYEMFUNEFU Simboliza a democracia e a unidade. Crocodilos Siameses. O estômago siamês une os crocodilos, contudo eles lutam pelo alimento excedente. Este símbolo popular lembra que a guerra e o tribalismo são prejudiciais a tudo que acomplam neles. Eban Símbolo do amor e da segurança. A residência ao Akan é um lugar especial. Uma residência que tenha uma cerca em torno dela é considerada uma residência ideal. A cerca simbolicamente separa e fixa a família da parte externa. Por causa da segurança e da proteção que uma cerca tem, o símbolo é associado também com o encontro no amor.
  33. 33. Nyame nti Simboliza a fé e a confiança em deus. Pela graça de deus. Adôbe de owo foro Serpente que escala a árvore. Simboliza as pessoas que fazem coisas extraordinárias ou muito difíceis de se realizar Nyame biribi wo soro Deus está no céu. Simboliza a esperança.
  34. 34. Dwennimmen Símbolo da humanidade com a Força. Chifre de Ram. Denkyem Simboliza a adaptabilidade. Crocodilo. Akoben Simboliza a vigilância. O Chifre da Guerra.
  35. 35. Adinkrahene Simboliza a liderança, o carisma e a grandiosidade. É o chefe dos símbolos adinkra. Sankofa Simboliza a importância de se aprender com o passado. A busca das origens, das raízes e da ancestralidade. Aya Simboliza a samambaia, que representa a superação de quem sofreu adversidades.
  36. 36. Masie Mate Simboliza a sabedoria e a prudência de se levar em consideração o que outra pessoa diz. Bi Do Bi Inka Simboliza a paz e harmonia. Ninguém deve morder os outros. Akoma Ntoso Simboliza a compreensão e o acordo. Corações ligados. Akoma Simboliza a paciência e a tolerância. O coração.
  37. 37. Akoko Nan Simboliza o pé de uma galinha que protege seus filhotes embaixo de sua asa. Comissão de Educação para Relações Étnico-Raciais

×