Trabalho luana

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Trabalho luana

  1. 1. SISTEMA DE ENSINO PRESENCIAL CONECTADO PEDAGOGIA LUANA LUCAS PRODUÇÃO TEXTUAL INTERDISCIPLINAR E INDIVIDUAL Governador Valadares 2014
  2. 2. LUANA LUCAS PRODUÇÃO TEXTUAL INTERDISCIPLINAR E INDIVIDUAL Trabalho apresentado à Universidade Norte do Paraná - UNOPAR, como requisito parcial para a obtenção de média bimestral nas disciplinas de Psicologia da Educação: Desenvolvimento e Aprendizagem. Educação, Sociedade e Práxis Educativa. Políticas Públicas na Educação Básica. Teoria e Práticas do Currículo. Prática Pedagógica Interdisciplinar: Escola e Sociedade. Seminário Interdisciplinar II. Orientador: Prof. Wilson Sanches, Edilaine Vagula, Marlizete Stainle, Raquel Lemos, Cyntia Simioni, Vilze Vidotte, Rosely Montagnini, Fabiane Musardo, Okçana Battini, Sandra Reis e Fabio Luis da Silva. Governador Valadares 2014
  3. 3. 3 As memórias de sua infância e das experiências vivenciadas na escola. Vivi realmente minha infância, pude aflorar a imaginação, descobrir o mundo dos contos de fada, ter o contato com a natureza, brincar, correr, gritar, chorar, compartilhar, aprender novos conhecimentos, ter muitos amigos, ir a escola e principalmente receber a atenção e compreensão constante de meus pais. Fui sempre muito peralta, era muito curiosa, brincávamos até o anoitecer, porém, sempre com a orientação dos adultos. Lembro­me que brincávamos na rua e não havia os problemas de trânsito, assalto, sequestros, etc; até aconteciam, com certeza, porém, não era tão perigoso como atualmente. Aqui, podemos ver como as crianças, hoje, não têm mais a liberdade do brincar na rua, de se divertir diante de tantas “mulecagens” que a vida na rua possa proporcionar. Vejo, assim, a importância que devemos dar ao ato de brincar dentro das escolas. Pois nenhuma criança consegue aguentar o sistema escolar o dia inteiro, ela precisa de novas atividades, recreação, divertimento, afeto. E nos deparamos muitas vezes com famílias em que as crianças passam o dia inteiro longe dos pais. Quando estão próximas deles, os pais não têm tempo suficiente para dar­lhes atenção. Raramente a família consegue ficar toda unida,a estrutura familiar mudou muito nos últimos anos. Analisando a infância atualmente, a realidade mostra crianças com mentalidades e comportamentos adultos. O que diferencia e distancia o adulto da criança não é apenas a idade e o tamanho, a maior diferença e a maior distância aconteçam na maneira de ver a realidade e de viver a própria vida. Entrar na escola foi algo tão marcante que ainda lembro das primeiras aulas, das primeiras professoras, da escola e tudo mais que dela fazia parte. Quando fiz cinco anos entrei no jardim II, eu adorava aquela escola, era tudo limpinho, do meu tamanho, o cheirinho da escola parece até hoje ficar no pensamento. Gostava tanto de lá, as “tias” eram boazinhas, o que eu mais queria era aprender logo a ler e a escrever. Fazia todas as minhas atividades com capricho e quando trazia as lições de casa, minha mãe exigia que eu fizesse muito bem, do contrário, arrancava as folhas e fazia com fizesse tudo de
  4. 4. 4 novo, tenho certeza que de certa forma, apesar de rígida, me fez mais atenciosa e organizada, tendo responsabilidade com minhas coisas. Aprendi a ler e escrever na Pré­escola, era um estudo delineado por cartilhas. Aprendi a ler com a cartilha que tinha a Ceci e o Juju, lembro­me que era uma cartilha que a escola gostava muito e até hoje me lembro dos seus personagens. Para mim, era interessante e prazerosa, mesmo sendo uma cartilha. Os professores faziam com que memorizássemos as combinações (relação letra / fonema, famílias silábicas, etc). Não havia a necessária relação com o conteúdo. A cartilha era prazerosa porque cada sílaba que aprendia a ler era algo recompensador, era mais uma descoberta, para mim havia um significado, o que aprendia ali na escola, conseguia identificar em minha realidade, conseguia ler as letras / sílabas que via em anúncios, placas, rótulos, revistas, entre outros. Meus pais, incentivavam­me e mostravam interesse pela minha aprendizagem. A crítica mais contundente e comum é a de que a cartilha não contém linguagem escrita, privilegia o código, utiliza textos que, na verdade, não são textos, mas arremedos da forma escrita de linguagem. Constituem, nesse sentido, uma linguagem artificial, de tal forma que a escola acaba por instituir uma verdadeira língua escolar, cuja existência só se verifica no interior da escola. Tive três professoras na 1ª série, as quais guardo com muito carinho na memória. Eram muito atenciosas, porém, eram rígidas quando necessário, explicavam com prazer os conteúdos, os quais eram cobrados posteriormente em provas e testes aplicados por elas. Era um ensino voltado a memorização, pois estudávamos e depois o aprendizado era avaliado em relação às notas que obtínhamos nas provas. Para mim era interessante, me esforçava, decorando todo o conteúdo tido nas aulas, as notas “boas” que eu conseguia era um mérito por todo meu esforço e dessa maneira aprendi bastante. Da 2ª a 4ª série não me lembro das provas e testes que eram dados, acredito que não foram tão marcantes para mim. Mas havia ênfase novamente na memorização, o professor passava o conteúdo ao aluno, não havia debates e reflexões sobre os temas estudados. Lembro­me também que não tínhamos Educação Física, nem recreação na escola, para os professores o importante eram os conteúdos que adquiríamos na classe, o importante era aprender a ler e a escrever. Brincar, fazer competições, ter
  5. 5. 5 recreação e jogos, não significava muito naquela época. As expectativas quanto à passagem do Ensino Médio para a Educação Superior no Curso de Pedagogia Quando ainda cursava o Ensino Médio, pensei em alguns cursos superiores como Nutrição, Enfermagem e Letras. Escolhi pedagogia e não tenho dúvidas quanto à minha formação. Infelizmente a área de Pedagogia e da educação em geral é muito desvalorizada e sofre um pouco de preconceito. Algumas pessoas já me disseram que cursar Pedagogia era desperdício de tempo e de talento pra mim, que poderia cursar Direito pela minha facilidade de expressão e argumentação, ou outro curso mais valorizado, mas foi com a Pedagogia que eu me identifiquei e sei que apesar dos muitos desafios que temos com a educação, podemos sim mudar a história da nossa região e do nosso país. Hoje existem muitos cursos considerados ‘’cursos do futuro’’, onde as promessas de altos salários são frequentes, mas não podemos esquecer que a base de tudo é a educação. Todos passaram, passam e passarão por professores para um dia terem suas carreiras de sucesso. A pessoa que deseja seguir a carreira de professor tem que ter consciência de que sua profissão não estará fundamentada no salário, mas na sua aptidão e dedicação em lutar por uma educação de melhor qualidade e maior reconhecimento na sociedade. O professor deve sim ser valorizado e bem remunerado, mas ainda não é o que acontece e por conta disso não atrai tantas pessoas como em outras áreas de formação, por isso ratifico que Pedagogia e áreas afins são para quem tem, em primeiro lugar, aptidão. Imagino-me daqui a um tempo uma pedagoga de sucesso, por contar com professores e uma Instituição de muita credibilidade, buscando sempre o melhor para a minha classe e na luta por um direito de todos constitucionalmente que é a educação. As ideias que você possui sobre o que é educação e sobre o que é a Pedagogia.
  6. 6. 6 Educação é o meio em que os hábitos, costumes e valores são transferidos de uma geração para a geração seguinte. A educação se dá através de situações presenciadas e experiências vividas por cada pessoa ao longo de sua vida, é o processo continuo de desenvolvimento das faculdades físicas, intelectuais e morais do ser humano para uma melhor integração na sociedade. Existe a educação informal – adquirida por meio de convivência com a família, amigos e demais grupos sociais, e a formal – adquirida por meio de instituições de ensino como escolas, universidades e demais sistemas educacionais. No processo educativo em estabelecimentos de ensino, os conhecimentos e habilidades são transferidos para as crianças, jovens e adultos sempre com o objetivo desenvolver o raciocínio dos alunos, ensinar a pensar sobre diferentes problemas, auxiliar no crescimento intelectual e na formação de cidadãos capazes de gerar transformações positivas na sociedade. Pedagogia para mim é a ciência que estuda a educação e tem como objetivo principal a melhoria no processo de aprendizagem dos indivíduos, visto que está conectada com os aspectos da sociedade e também com as normas educacionais do país. Ela estuda diversos temas relacionados à educação, tanto no aspecto teórico quanto no prático. Considero a Pedagogia não só uma ciência mas a arte de educar, de direcionar a criança no caminho da aprendizagem em busca do conhecimento. Nem todo professor é um pedagogo, mas todo pedagogo é um professor. Educação engloba os processos de ensinar e aprender, de ajuste e adaptação. É um fenômeno observado em qualquer sociedade e nos grupos constitutivos destas, responsável pela sua manutenção e perpetuação a partir da transposição, às gerações que se seguem, dos modos culturais de ser, estar e agir necessários à convivência e ao ajustamento de um membro no seu grupo ou sociedade. Já Pedagogia é a ciência cujo objetivo é a reflexão, ordenação, a sistematização e a crítica do processo educativo e engloba diversas disciplinas, que podem ser reunidas em três grupos básicos: disciplinas filosóficas, disciplinas científicas e disciplinas técnico-pedagógicas. Sua origem vem do grego (pais, paidos = criança; agein = conduzir; logos = tratado, ciência). Na antiga Grécia, eram chamados de pedagogos os escravos que acompanhavam as crianças que iam para a escola. Como escravo, ele era submisso à criança, mas tinha que fazer valer sua autoridade
  7. 7. 7 quando necessária. Por esse motivo, esses escravos desenvolveram grande habilidade no trato com as crianças. Hoje, pedagogo é o especialista em assuntos educacionais e Pedagogia, o conjunto de conhecimentos sistemáticos relativos ao fenômeno educativo. O objeto de estudo do pedagogo e da pedagogia é a EDUCAÇÃO, o Processo Ensino e Aprendizagem, a ação cultural do educador em intervir e/ou de transmitir tecnicamente “o conhecimento”, de forma sedutora, significativa e em comunhão com a realidade social, o perfil e a história de vida do educando, o conhecimento e a informação e a dimensão cognitiva do educando ao perceber, aprender, apreender e se apropriar de forma crítico-reflexiva do conhecimento e das informações transmitidas pela percepção pessoal de observador ou de sujeito da intervenção formativo-educativa da qual foi sujeito, a sua acomodação junto aos conhecimentos anteriormente existentes e sua capacidade de aplica-los à realidade social vivido-compartilhada enquanto ser social e cidadão. Logo, o sujeito da Pedagogia é o ser humano enquanto educando.
  8. 8. 8 REFERÊNCIAS GHIRALDELLI JR, Paulo. O que é Pedagogia? São Paulo: Brasiliense, 2006. Coleção Primeiros Passos, n. 193. p. 8-9. Disponível em: <http://pt.scribd.com/doc/31343912/Paulo-Ghiraldelli-O-que-e-Pedagogia>. Acesso em: 5 ago 2013. BRANDÃO, Carlos Rodrigues. O que é educação? São Paulo: Brasiliense, 2007. Coleção Primeiros Passos, n.20. p. 7-9. Disponível em: <http://pt.scribd.com/doc/39369244/O-que-e-Educacao-BRANDAO-Carlos Rodrigues>. Acesso em: 5 ago 2013.
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