Controle de qualidade em odontologia

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Controle de qualidade em odontologia

  1. 1. Profª Paula Frassinetti
  2. 2. Em todos os equipamentos de raios X, ooperador pode controlar a quantidade ou aqualidade (capacidade de penetração) da radiaçãocom os controles de kV, mA e tempo de exposição. Se os equipamentos por qualquer motivonão estiverem devidamente calibrados oufuncionando adequadamente, não será possívelgarantir precisamente a qualidade do feixe deraios X gerados.
  3. 3. Tubo de Raios X Tubo de Raios XCone Localizador Cone Localizador Painel de de Tempo Controle Controle
  4. 4. A qualidade radiográfica pode ser mantida emalto nível seguindo-se os procedimentos padronizados:A padronização do procedimento diagnóstico tem váriasetapas: Direcionamento do feixe e posicionamento do filme:usando acessórios localizadores e prendedores de filmede acordo com a técnica do paralelismo, a qualidadediagnóstica será muito melhor e permitirá comparaçõesentre pacientes;
  5. 5.  Processamento dos filmes: verifique regularmentea temperatura do revelador e a qualidade dosprodutos químicos, para garantir a manutenção daqualidade de revelação e a constância do contrasteao longo do tempo;Interpretação: verifique as radiografiassistematicamente para toda e qualquer anomalia enão apenas aquelas sugeridas em reclamações depacientes.
  6. 6.  Treinamento adequado é a melhor soluçãopara evitar essas repetições. O dentista tem aobrigação de atualizar seus conhecimentos esua proficiência relativos ao uso das radiaçõesionizantes no diagnóstico dentário e deassegurar que sua equipe obtenha o mesmo.
  7. 7.  Contraste e/ou densidade ótica incorretos:Causa – tempo de revelação muito curto; solução não preparadaconforme instruções do fabricante; temperatura muito baixa.Efeito: pequenos detalhes não são detectados.
  8. 8. Superposição :Causa: angulação incorreta.Efeito: detecção de cárie quase impossível.
  9. 9. DistorçãoCausa: angulação vertical e/ou horizontal erradaEfeito: não é possível avaliar adequadamente a dimensão e aposição relativa dos detalhes na radiografia.
  10. 10. ExposiçãoCausa: superexposição ou subexposiçãoEfeito: radiografia muito escura ou muito clara; contraste ruim.
  11. 11. Erro/Causa: - Este tipo de defeito pode ser causado por errosno tempo de exposição, escolha incorreta do filme,processamento incorreto, soluções deterioradas ou vencidas.
  12. 12.  Solução: O processamento radiográfico deve serpadronizado, utilizar soluções novas, trocar assoluções nos períodos recomendados pelo fabricantee usar tabelas de processamento temperatura/tempo,termômetro e cronômetro.
  13. 13. Erro/Causa: - As imagens radiográficas escuras tempequena nitidez nas estruturas finas e poucadefinição, as imagens ficam com contrasteinadequado para o diagnóstico.Apresentam ainda dificuldade de interpretaçãoradiográfica de estruturas com densidade e contrastemuito próximos, como esmalte e dentina por exemplo.
  14. 14. “Fog”Causa: filme atingido pela radiação secundária de outras exposições, Filmes fora do prazo de validade, temperatura alta dorevelador, Entrada de luz na câmara escura. Efeito: baixo contraste, dificuldade de observar pequenos detalhes .
  15. 15. Prevenção/Solução: - O processamento radiográficodeve ser executado em local apropriado, vedado à luz,revelação pelo método temperatura/tempo, soluçõesnovas e com trocas regulares.
  16. 16. Erro/Causa: - As radiografias com este defeito podemse apresentar amareladas, com manchas escuras (derevelador) e claras (de fixador) e dupla exposição nomesmo filme. O velamento de parte das radiografiaspode ser causado por entrada de luz no local doprocessamento.
  17. 17. Prevenção/Solução: - O processamentoradiográfico correto, deve ser executadode acordo com as tabelas detemperatura/tempo; manter o local e osacessórios de processamento limpos;gerenciar as trocas das soluções, sãoatitudes e procedimentos que diminuemestes erros na prática diária.
  18. 18. Procedimentos para reduzir a dose deexposição do paciente:a) A tomada da radiografia deve ser realizada após oexame clínico do paciente, pesquisando a existênciade radiografias anteriores, que tornemdesnecessários um novo exame;b) O tempo de exposição deve ser o menor possível,evitando a repetição dos exames por meio do uso datécnica correta de exposição.
  19. 19. c) As radiografias devem ser executadas,preferencialmente com a técnica do paralelismo,usando posicionadores com suportes para aspelículas e dispositivos de direcionamento dofeixe de raios X;d) Utilizar os EPI’s (avental de chumbo e protetorde tireóide) visando protegê-los.
  20. 20. O dentista pode verificar facilmente se o campode radiação utilizado está de acordo com as normas deproteção radiológica . Finalidade Detectar se o aparelho expõe, diretamente aofeixe primário, regiões desnecessárias para odiagnóstico, como por exemplo, cristalino, tireóide eoutros.
  21. 21. O procedimento inicial consistiu em juntarquatro filmes periapicais, formando uma área de 6 x8 cm2. Em seguida posicione o localizadorperpendicularmente ao plano dos filmes e encostesua extremidade, centralizando os filmes no eixocentral do localizador. Selecione um tempo de exposição entre 0,2 e0,5 segundos, exponha e revele os filmes. Monte os filmes revelados e meça o diâmetroda zona enegrecida que corresponde ao campo deradiação. O campo deve estar centralizado nosfilmes. Deve-se obter um campo de radiaçãohomogêneo, com diâmetro igual ao diâmetro internodo localizador; caso contrário, deve-se providenciarimediatamente o reparo.
  22. 22. O dentista pode realizar uma inspeção visual no seu equipamentopara verificar se existe uma lâmina de alumínio que determina o feixe útil deradiação. Quando não for possível determinar visualmente a espessuradesta lâmina, o seguinte método pode ser empregado:determine a camada semi-redutora (HVL) do feixe e utilize a tabela abaixopara estimar a filtração total Para medir a HVL, use uma caneta dosimétrica e exponha-a sobfiltração adicional de 0,1,2 e 3 mm de Al. Plote os pontos em um gráfico eencontre a espessura que corresponda a 50% da intensidade, medida semfiltro adicional.De acordo com a Portaria o valor da camada semi-redutorado feixe útil não deve ser menor que o valor mostrado naTabela para tensão de tubo máxima de operação.
  23. 23. Tabela. Valores mínimos de camadas semi-redutoras em função datensão de tubo máxima de operação kVp CSR (mmAl) 51 1,2 60 1,3 70 1,5 71 2,1 80 2,3 90 2,5
  24. 24. a) As soluções devem ser preparadas e trocadas deacordo com o tempo de uso e as recomendações de seufabricante;b) O processamento dos filmes deve ser feito em localapropriado usando termômetro de imersão, cronômetro etabela de revelação temperatura/tempo; mantendo alimpeza adequada dos recipientes e acessóriosutilizados;c) Não deve ser realizada qualquer inspeção visualdurante o processamento;d) A proteção e a preservação do meio ambiente
  25. 25. O tempo de revelação utilizado pelos dentistas é muitopequeno, o que é compensado pelo aumento no tempo deirradiação, procura-se avaliar a imagem em função do tempo deirradiação, com as condições de revelação controladas. Expor três películas no simulador de mandíbula, selecionandotempos de exposição na faixa de 0,1 a 0,5 segundos; Fazer uma outra radiografia com o tempo de exposiçãonormalmente empregado no consultório; Processar o filme irradiado por último, em condições de rotinado consultório; Revelar as 3 primeiras películas expostas, em uma dascondições de temperatura do revelador da tabela;
  26. 26. Tabela . Condições de revelação padrãoTempo (min) Temperatura (º C) 5.0 18-19 4.0 20-21 3.0 22-24 2.0 26-27
  27. 27. Proteção do Operador e equipe Atitudes incorretas do profissional
  28. 28. Posicionamento correto do profissional no momento do disparo
  29. 29. Todo equipamento de raios X para usoodontológico deve atender uma série derequisitos da Portaria 453, de 1º de Junho de1998, do Ministério da Saúde. Segue abaixoalguns itens que poderão ser verificados peloprofissional para sua auto avaliação:
  30. 30. a) Como responsável técnico e legal pelo uso dos raiosX no consultório odontológico, você avalia a cada doisanos os parâmetros físicos de funcionamento dosmesmos, os acessórios de proteção e o ambiente detrabalho? Sim Nãob) Existe sinalização adequada em sua clínica? Sim Não
  31. 31. c) O seu avental de borracha plumbífera é equivalentea 0,5 mm de Chumbo? Sim Nãod) O cabo do disparador de seu equipamento mede nomínimo 2 metros? Sim Não
  32. 32. e) No momento da emissão dos raios X pelo seuequipamento ele emite um sinal sonoro ? Sim Nãof) Na obtenção de suas radiografias você usaposicionador , suporte porta filmes e direcionador dosraios X? Sim Não
  33. 33. g) Sua câmara de processamento portátil é totalmenteopaca á luz clara? Sim Nãoh) Você utiliza no processamento de seu filmeradiográfico termômetro de imersão, cronômetro etabelas temperatura/tempo? Sim Nãoi) Os líquidos do processamento são trocadosregularmente? Sim Não
  34. 34. Cl. A Cl. B Cl. C Cl. D Cl. E Cl. F Cl. G Cl. H Cl. I Cl. J Cl. L Cl. MNo consultório há avental dechumbo para proteção dopaciente ?No consultório há protetor detireóide para proteção dopaciente ?É comum utilizar dispositivode alinhamento ouposicionador para realizarradiografias?O paciente é observadodurante o exame radiográfico?Os filmes são reveladosvisualmente?Os filmes são revelados emcaixa portátil de revelação?Caso positivo, esta caixaimpede totalmente a entradade luz externa?Para revelar os filmes éutilizado cronômetro,termômetro e tabela (tempo etemperatura)?É de seu conhecimento queexiste uma norma doMinistério da Saúde queregulamenta o uso de aparelhode raios X no país?No consultório tem cópiadesta norma (portaria 453 MS)?O senhor (a) já fez algumcurso de proteção radiológicae controle de qualidade emradiologia oral? Caso negativo, gostaria de fazer ?

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