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  1. 1. Higiene e segurança no trabalho Ana Paula Perfoll AndreNuernbergZanette Artur Rodrigues Bruna Mência Juliano Trindade Nathalia D AquinoResumo (Abstract)Palavras-chave:
  2. 2. 1 Introdução2Desenvolvimento2.1 Problemas/Soluções2.2 Objetivos2.3 Métodos3 Análise e Discussão3.1 Conceitos3.2 Tempos Antigos
  3. 3. 3.3 Evoluções da higiene e segurança no trabalho Quando se fala em saúde e segurança logo vem a ideia um assunto atual, com toda apreocupação existente e norma regulamentadora por trás. Mas estudos e análises apontam queessas preocupações já vêm desde que o homem começou a utilizar ferramentas para auxiliarno trabalho. As ferramentas e objetos utilizados levam a crer que já existia uma vontade degarantir a segurança e bem-estar. Com o tempo descobriu-se como manipular metais tipo o cobre e o ferro e esses sendoutilizados principalmente na defesa pessoal. Para fabricar velas de barcos eram utilizadaspeles de animais cozidos. Esse cozimento só era possível se quem o fizesse estivesse comluvas feitas de folhas entrelaçadas na mão. E na costura utilizavam conchas como dedais.Inúmeros são os exemplos que evidenciam a preocupação do homem com a sua segurança. Entre 1792 e 1750 a.C. foi elaborado o Código de Hammurabi e pelo que consta é oprimeiro relacionado a esse assunto. Eram medidas penais aplicadas aos responsáveis poracidentes que ocorriam com seus empregados. Era o famoso “olho por olho e dente por dente”onde se, por exemplo, o construtor responsável por uma edificação e essa viesse a desmoronarocasionando mortes, ele seria condenado a morte também. O mesmo acontecia se umfuncionário perdesse um membro, como um braço, seu responsável ou empregador seriacondenado a amputação do mesmo membro. Hipócrates, nascido no ano 460 a.C., foi provavelmente o primeiro médico a pôrenfoque no papel do trabalho, a par da alimentação e do clima, na génese de algumasdoenças. Ele descobriu o saturnismo que consistia na intoxicação dos trabalhadores porchumbo e causava uma crise aguda. Os romanos, no século 1d.c., criaram regras com o princípio específico para aprevenção de acidentes com a qual a abertura de galerias de esgoto e minas deveriam serescoradas com madeiras afim de proteger os trabalhadores. Na Idade Média, já com a utilização do mercúrio para a extração de metais preciosos,ocorrem doenças referentes a essa contaminação. Cientistas da época relatam que além dacontaminação química, também ocorriam acidentes em minas. Nos séculos XII e XIII, antes da revolução industrial, os trabalhos na zona urbanaeram basicamente artesanais e a segurança estava inserida empiricamente nele.
  4. 4. No século XVIII, com a Revolução Industrial, o trabalho artesanal começa a sofreruma grande diminuição com a crescente da indústria e inicia-se uma concentração de mão-de-obra. A produtividade em larga escala cria uma nova forma de organização do trabalho queestabelece horários, divisão e escalas no trabalho. E acarretou mudanças sociais provenientesde uma maior disciplina e hierarquia. Com a necessidade desenfreada de aumentar a produção, as industrias utilizavam mão-de-obra infantil e de mulheres para trabalhos pesados e com remuneração menor. Os acidentesde trabalho aumentavam cada vez mais pela falta de experiência e equipamentos de proteçãoinapropriados e locais de trabalhos insalubres. Não existia uma escolha apropriada para olocal da indústria referente ao que ela fabricaria em relação às condições do trabalho. Nesseperíodo, segundo estudiosos da época, que nasce a verdadeira medicina do trabalho, pois sãoperceptíveis as doenças ocasionas nos trabalhadores e a preocupação com acidentes eincêndios que ocorriam devido às máquinas a vapor e depois a combustão. Em 1700, o médico italiano BernadinoRamazzini, considerados por muitos o pai daMedicina do Trabalho, expôs em um livro chamado: DeMorbisArtificumDiatribarelacionando as doenças com o trabalho do paciente. Ele conseguiuesse feito simplesmente perguntando: Qual sua ocupação? Em 1802 Robert Peel aprova no parlamento Britânico a primeira lei na RevoluçãoIndustrial que estabeleciam alguns limites e proibições para a proteção dos trabalhadores.Assim, aos poucos os países mais industrializados começam a se dar conta que o trabalhodevia ser mais moderado com aplicações de leis para diminuir o risco a saúde e integridadedos trabalhadores. No Brasil, no período Colonial e Imperial o trabalho pesado era realizado pelosescravos e pessoas pobres. A preocupação com a saúde ocupacional, como é de se imaginar,era bem limitada. A industrialização na Republica Velha fez desenvolver uma legislaçãotrabalhista, porém bem precária fortalecida depois no governo Vargas com a Consolidaçãodas Leis de Trabalho (CLT) instituída pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1ºde maio de 1943(BRASIL, 1943). Essa lei foi modificada e atualizada diversas vezes, inclusive em 1988 compela Constituição da República Federativa do Brasil, mas seus princípios continuam em vigor.3.4 Como a segurança/higiene é hoje em dia/ como seria o ideal
  5. 5. A higiene e segurança no trabalho (H&S) cuida da prevenção de doenças e acidentesrelacionados com o trabalho. A higiene do trabalho está relacionada com as condiçõesambientais de trabalho que assegurem saúde física e mental das pessoas. Os seus principaisitens são: Ambientefísico de trabalho o Iluminação o Ventilação o Temperatura o Ruídos Ambientepsicológico o Relacionamentosagradáveis entre oscolaboradores o Atividade exercida agradável e motivadora o Estilo de gerência democrático e participativo o Eliminação de possíveis fontes de estresse Aplicação de princípios de ergonomia o Máquinas e equipamentos adequados às características humanas o Mesas e instalações ajustadas ao tamanho e à postura das pessoas o Ferramentas que reduzam a necessidade de esforço físico humano Saúde ocupacional o Ausência de doenças por meio da assistência médica O estresse no trabalho pode ser provocado por fatores ambientais ou pessoais, como oautoritarismo do chefe, a desconfiança, a pressão das exigências e cobranças, o cumprimentodo horário de trabalho, a monotonia de determinadas tarefas, o baixo astral dos colegas. Tudoisso contribui para que os colaboradores aumentem os níveis de estresse. São fatores quepodem ser reduzidos através de medidas relativamente simples, como cumprir com as horasde sono saudáveis para o ser humano, não agarrar mais responsabilidades que a suacapacidade máxima, compreender os problemas do chefe e ajudá-lo a compreender os seus,buscar meios de reduzir os ruídos onde trabalha, entre outros. A segurança no trabalho está relacionada com a prevenção de acidentes e com aadministração dos riscos ocupacionais. Sua finalidade é profilática no sentido de antecipar-separa que os riscos de acidentes sejam minimizados. A segurança no trabalho envolve:
  6. 6. Prevenção de incêncidos Prevenção de roubos Prevenção de acidentes Acidente é um fato premeditado do qual resulta dano considerável. É uma ocorrêncianuma série de fatos que, sem intenção, produz lesão corporal, morte ou dano material. Em 1993, os Estados Unidos presenciaram 6.200 mortes e mais 6,5 milhões de pessoascom lesões corporais resultantes de acidentes no trabalho. No Brasil, ocorrem 1.000 acidentespor dia em média, proporcionando 370.000 acidentes por ano. Os acidentes são classificados em: Sem afastamento Com afastamento - que inclui incapacidade temporária, parcial permanente ou permanente total Morte As causas dos acidentes de trabalho são duas: Condições inseguras – armazenamento inseguro, iluminação insuficiente ou excessiva, ventilação imprópria, temperatura mal regulada, equipamentos sem a proteção necessária, atividades arriscadas em máquinas ou equipamentos. Atos inseguros – utilizar equipamentos inseguros ou inadequados, assumir posições de risco, carregar materiais excessivamente pesados, trabalhar em velocidade exagerada. A prevenção de acidentes é feita através da eliminação das condições inseguras e reduçõesdos atos inseguros. Ex: sinalizar toda a empresa, elaborar uma comissão interna de prevensãode acidentes, kit de primeiros socorros, chaves de segurança, treinamento para preveniracidentes, revisão de extintores, realizar campanhas de prevenção de acidentes. Os custos de acidentes são elevados e por essa razão deve-se avaliar os custos/benefíciosdos programas de H&S. O seguro para acidentes de trabalho cobre apenas os gastos comdespesas médicas e indenizações aos acidentados, não considera a perda da lucratividadecausada pela incapacidade de o mesmo exercer as tarefas as quais era capaz de exercer
  7. 7. anteriormente. Estes são classificados como custos indiretos, os quais caracterizam quatrovezes mais custos que os diretos (despesas médicas). A qualidade de vida no trabalho (QVT) é um assunto atual e merece todo cuidado. Hávários modelos de QVT, mas ela depende de vários aspectos, como satisfação no trabalho.Daí, a adoção de programas de bem-estar dos funcionários. A QVT envolve tanto os aspectosfísicos e ambientais, como os aspectos psicológicos do local de trabalho. Para atender o cliente externo, é preciso que a organização atenda aos clientes internos, ouseja, os colaboradores. É a partir desse pressuposto que funciona a QVT, pois é a responsávelpor manter os funcionários motivados, visando o melhor produto final para o cliente.3.5 Estudo de caso Na Ucrânia, ocorreu na história o pior acidente nuclear. Este em 26 de abril de 1986.O que se tornou um acidente, inicialmente era um experimento com o reator 4, onde seriaobservado o comportamento do mesmo quando fosse utilizado com baixos níveis de energia.Este ocorreu primeiramente porque várias regras de segurança tiveram de ser quebradas etambém ocorreram problemas nas hastes de controle do reator, onde muitos dizem que forammal projetadas, a falta de instrução dos operários também fez parte do acidente, contribuindoassim para que houvesse falha humana também. Vários autores, historiadores relatam diversos erros que ocorreram no reator, mas nãose tem certeza de nenhum. Entre outros erros, os funcionários envolvidos no episódiointerromperam a circulação do sistema hidráulico que controlava as temperaturas do reatorprovocando um superaquecimento que não era possível se reverter, mesmo com o reatorestando operando com baixo nível de energia. A consequência disso foi a formação de umabola de fogo a qual anunciava a explosão do reator nuclear, este que tinha uma quantidadeimensa de Césio-137, elemento o qual tem um grande poder radioativo.Com essa explosão, a usina começou a liberar uma quantidade letal do material radioativoque continha no reator 4, contaminando uma grande extensão quilométrica da regiãoatmosférica. Formou-se uma nuvem de material radioativo a qual tomava conta da cidade dePripyat, onde ocorreu o acidente nuclear. Esse acidente pode ser comparado com o fim daSegunda Guerra Mundial, onde o material radioativo que se disseminou na região era muitomaior que o das bombas Hiroshima e Nagasaki que foram utilizadas na Guerra.
  8. 8. Percebe-se que ainda não se sabe ao certo a quantidade de pessoas mortas emconsequência do acidente e nem a quantidade de radiação liberada, mas estudos científicosrelatam que a população que foi atingida pela radiação sofre uma série de enfermidades. Senão bastasse isso, os descendentes das pessoas que foram atingidas apresentam uma grandeincidência de anomalias genéticas e problemas congênitos. A primeira ação de reparo, foi a construção de um sarcófago que isolou as ruínas doreator 4. Muitos especialistas acreditam que as dimensões desse acidente poderiam ter sidomuito menores se a usina tivesse cúpulas de aço e cimento, as quais iriam proteger olugar.Depois de todas essas consequências, há uma equipe de projetista que trabalha naconstrução do Novo Confinamento de Segurança. Esse projeto consiste na construção de umagrande estrutura móvel a qual irá isolar definitivamente a usina nuclear de Chernobyl edescartará a estrutura do sarcófago.4 Conclusão
  9. 9. ReferênciasCHIAVENATO, Idalberto. Recursos humanos: Edição Compacta,3 ed- São Paulo: Atlas1994.CHIAVENATO, Idalberto. Gestão de Pessoas: o novo papel dos recursos humanos nasorganizações. 12 ed. São Paulo: Campus, 1999.MATOS, Patricia Pires de. Higiene e segurança no trabalho. Disponível em:<http://www.rh.com.br/Portal/Qualidade_de_Vida/Artigo/4693/higiene-e-seguranca-no-trabalho.html>. Acesso em: 26 mar. 2007.RIBEIRO, Antonio de Lima. Gestão de Pessoas. São Paulo: Saraiva, 2005.

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