3 critérios de classificação 1

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3 critérios de classificação 1

  1. 1. Critérios de classificação
  2. 2. <ul><li>Não é preciso ser biólogo para poder observar a evidente diversidade de organismos que existe na Terra, mas certamente consulta-se um biólogo, ou informação adequada, para, atendendo a determinados critérios, classificar esses seres tão variados. </li></ul>
  3. 3. - Que critérios se utilizam para classificar os seres vivos?
  4. 4. <ul><li>As primeiras classificações eram baseadas na morfologia externa , utilizando, portanto, características facilmente observáveis. </li></ul><ul><li>Mais tarde, seguiram-se critérios relativos à morfologia interna e critérios fisiológicos . </li></ul><ul><li>Embora ainda hoje esses critérios se revelem de grande importância, o desenvolvimento da ciência biológica permitiu reconhecer novos dados para o estabelecimento das relações taxonómicas. </li></ul>
  5. 5. <ul><li>É já do nosso conhecimento que, </li></ul><ul><li>por exemplo, o exame de numerosos fósseis permitiu identificar a existência de agrupamentos hoje completamente extintos, facultando a melhor delimitação de outros grupos e também a análise mais rigorosa das respectivas afinidades </li></ul><ul><li>Também os dados de comportamento, da embriologia e, mais recentemente, dados de natureza bioquímica passaram a complementar os critérios de classificação anteriormente utilizados. </li></ul>
  6. 6. Critérios morfológicos
  7. 7. <ul><li>Embora os critérios morfológicos se revistam ainda de grande importância, eles têm de ser usados com prudência. </li></ul>
  8. 8. <ul><li>Quando se classifica há que estar atento, por exemplo, a situações em que os seres vivos experimentam metamorfoses (do grego meta = alteração + morphe = forma). </li></ul><ul><li>Grande parte dos insectos e muitos anfíbios como, por exemplo, as rãs, passam por metamorfoses, apresentando várias formas durante o seu desenvolvimento até atingirem a forma adulta. </li></ul>
  9. 9. <ul><li>Outros seres vivos apresentam polimorfismo , isto é, já na forma adulta coexistem numa população duas ou mais formas fenotipicamente distintas. </li></ul><ul><li>Tanto nas situações de metamorfose como nas de polimorfismo, não podem classificar-se em espécies diferentes as várias formas relativas aos mesmos indivíduos. </li></ul>
  10. 10. <ul><li>Nem todas as semelhanças morfológicas devem ser consideradas como tradutoras de um passado evolutivo com origem idêntica. </li></ul><ul><li>Na realidade, há seres com aspecto morfológico semelhante que se incluem em grupos taxonómicos diferentes e há seres com aspecto morfológico diferente incluídos no mesmo grupo taxonómico </li></ul>
  11. 11. <ul><li>As eufórbias cactiformes , plantas originárias das regiões semidesérticas do continente africano, são muito semelhantes, morfologicamente, aos cactos colunares originários das regiões áridas do continente americano. </li></ul><ul><li>As eufórbias cactiformes evoluíram adaptando-se a um ambiente seco: apresentam caules verdes e suculentos e não têm folhas desenvolvidas, possuem apenas espinhos. </li></ul>
  12. 12. <ul><li>Porém, apesar da semelhança morfológica entre as eufórbias referidas e os cactos (convergência evolutiva), estas plantas não são incluídas no mesmo grupo. </li></ul><ul><li>Feito o estudo de vários caracteres, nomeadamente a estrutura da flor e o tipo de fruto das eufórbias cactiformes , estas plantas agrupam-se no género Euphorbia juntamente com outras eufórbias que, vivendo em regiões menos áridas, não apresentam espinhos e têm caules e folhas com desenvolvimento normal. </li></ul>
  13. 13. A - Stenocereus marginatus – Cacto colunar originário de regiões áridas do continente americano. B - Euphorbia echinus – Espécies cactiforme originária de regiões áridas africanas. C – Euphorbia pulcherrima – Espécie de eufórbia que habita regiões menos áridas que a Euphorbia echinus.
  14. 14. <ul><li>No caso dos animais, refere-se frequentemente como exemplo de convergência evolutiva o que acontece com os organismos pertencentes ao género Limulus . Estes organismos conhecidos vulgarmente como caranguejos-ferradura em consequência do seu aspecto morfológico, foram incluídos na classe dos Crustáceos . </li></ul>
  15. 15. <ul><li>Estudos bioquímicos relativos ao líquido circulatório mostram que Limulus está mais relacionado com as aranhas do que com os caranguejos, passando a incluir-se na classe dos Aracnídeos. </li></ul><ul><li>Os biólogos têm de realizar um estudo comparativo da morfologia e da fisiologia, utilizando, muitas vezes , dados bioquímicos e da distribuição geográfica das espécies no sentido de conduzir a uma classificação que expresse as verdadeiras relações filogenéticas. </li></ul>
  16. 16. D – Callinectes - Caranguejo E – Limulus – Caranguejo-ferradura F – Latrodectus - Aranha
  17. 17. Simetria corporal
  18. 18. <ul><li>O termo simetria refere-se à distribuição das partes de um todo em relação a planos ou a eixos. </li></ul><ul><li>Grande parte dos seres vivos tem simetria bilateral, muitos possuem simetria radiada, podendo alguns apresentar outros tipos de simetria, ou mesmo ser assimétrico (figura 2) </li></ul>
  19. 20. <ul><li>Há seres vivos, como por exemplo, algumas esponjas, que não apresentam qualquer tipo de simetria, são chamados de assimétricos . </li></ul><ul><li>Os seres vivos com simetria bilateral admitem um único plano de simetria que divide o corpo em duas partes simétricas, isto é, estão uma para a outra como um objecto está para a sua imagem num espelho plano. </li></ul>
  20. 21. <ul><li>Existem animais com simetria radiada , isto é, simetria em relação a vários planos que se interceptam num eixo. </li></ul><ul><li>Muitos destes animais vivem praticamente fixos em determinados locais, podendo interagir mais facilmente em várias direcções do meio. </li></ul>
  21. 22. <ul><li>Há organismos, como, por exemplo, o ouriço do mar, que apresentam aparentemente simetria radiada na forma definitiva, mas as larvas destes animais têm simetria bilateral. </li></ul><ul><li>No caso das plantas, são facilmente identificáveis em muitos dos seus órgãos os dois tipos de simetria referidos, tanto a nível da morfologia externa como da estrutura. </li></ul>
  22. 23. Tipos de nutrição
  23. 24. <ul><li>O Sol é a fonte primária de energia para a vida e o carbono é um elemento químico básico na matéria orgânica. </li></ul>
  24. 25. Fontes de energia e fontes de carbono para os seres vivos
  25. 26. <ul><li>Os seres fototróficos utilizam a energia luminosa para fazerem a síntese de matéria orgânica. </li></ul><ul><li>Os seres quimiotróficos fazem a síntese de matéria orgânica utilizando a energia química proveniente de compostos químicos. </li></ul>
  26. 27. <ul><li>Quanto à fonte de carbono consideram-se seres autotróficos os que usam, como fonte de carbono, um composto inorgânico (CO 2 ou CO) e seres heterotróficos os que usam a matéria orgânica com fonte de carbono. </li></ul><ul><li>Na maioria dos ecossistemas os seres fotoautotróficos ocupam, com seres produtores, a base das cadeias alimentares. </li></ul>
  27. 28. <ul><li>Quimioautotróficos são também seres produtores e desempenham uma actividade importante na produção da matéria orgânica em locais onde a luz não penetra. </li></ul><ul><li>Os consumidores do ecossistema, seres heterotróficos, fazem a síntese da sua matéria orgânica utilizando matéria orgânica elaborada pelos produtores directa ou indirectamente. </li></ul><ul><li>O consumo de matéria orgânica pelos seres heterotróficos pode efectuar-se por dois processos: Ingestão e absorção. </li></ul>
  28. 29. <ul><li>Na nutrição por ingestão o alimento é digerido no interior do organismo, isto é, há uma digestão intracorporal . </li></ul><ul><li>Na digestão intracorporal pode ocorrer: </li></ul><ul><li>- Digestão intracelular – a digestão tem lugar dentro de células, como, por exemplo, nas amibas, nas paramécias e nalguns animais como as esponjas; </li></ul>
  29. 31. <ul><li>- digestão extracelular – a digestão dá-se no interior de cavidades especializadas, como acontece na maioria dos animais. Por exemplo: minhoca, caracol, rã e o homem. </li></ul>
  30. 32. <ul><li>A nutrição por absorção é característica dos fungos, podendo também encontra-se noutros seres vivos. </li></ul><ul><li>Através de enzimas digestivas que lança para o exterior, o organismo efectua a decomposição das macromoléculas fora do corpo – digestão extracorporal . </li></ul><ul><li>As moléculas simples, provenientes dessa digestão, são depois absorvidas. </li></ul>
  31. 34. Organização estrutural
  32. 35. <ul><li>Desde as bactérias (seres procariontes) aos eucariontes unicelulares e aos multicelulares mais complexos, existe uma grande diversidade a nível de estrutura. </li></ul><ul><li>O aumento de complexidade é evidente e traduz-se por uma elevada especialização celular não só de natureza morfológica e estrutural, mas também fisiológica. </li></ul><ul><li>Surgem assim tecidos e, em organismos mais complexos, órgãos e mesmo sistemas de órgãos. </li></ul>
  33. 36. Cariologia
  34. 37. <ul><li>Apesar da variabilidade apresentada pelos indivíduos de cada espécie, as suas células somáticas possuem o mesmo número de cromossomas. </li></ul><ul><li>O número de cromossomas constitui, pois, um bom critério de classificação. </li></ul><ul><li>Contudo, existem espécies diferentes que apresentam o mesmo número de cromossomas, sendo necessário o estudo de outros aspectos de cariótipo. </li></ul>
  35. 39. <ul><li>Métodos de análise modernos têm permitido comparar, por exemplo, cariótipos de felinos. </li></ul><ul><li>A partir do cariótipo do gato doméstico, escolhido como referência, os geneticistas compararam-no com o do puma, o tigre, o leão e o do leopardo, que possuem, com cariótipo do gato, trinta e oito cromossomas. </li></ul>
  36. 40. Relações entre os felinos estabelecidas com base nos respectivos cariótipos Tigre Panthera tigris Leão Panthera leo Leopardo Aciconyx jubatus Puma Felis concoral Gato Felis cattus
  37. 41. <ul><li>Estes trabalhos são complexos e os resultados obtidos devem ser considerados no campo das hipóteses, constituindo, contudo, importantes dados de apoio para os estudos sistemáticos. </li></ul>
  38. 42. Comportamento
  39. 43. <ul><li>As diferenças observadas nos padrões de comportamento dos indivíduos constituem também um critério válido na classificação dos organismos. </li></ul><ul><li>Um exemplo clássico diz respeito ao estudo efectuado com diferentes espécies de grilos do campo, no Oriente dos Estados Unidos. </li></ul>
  40. 44. Grillus Fultoni Grillus pennsylvanicus Grillus rubens
  41. 45. <ul><li>O tipo de comportamento do grilo macho relaciona-se com a vida sexual destes animais. </li></ul><ul><li>Os grilos emitem sons para atrair as fêmeas e estas respondem só a determinado tipo desses sons. </li></ul><ul><li>Assim, as fêmeas, na altura do acasalamento, são capazes de identificar os sons dos machos da sua espécie. </li></ul>
  42. 46. <ul><li>A análise das gravações de sons emitidos pelos machos fornece uma boa base para a separação de diferentes espécies que são semelhantes morfologicamente. </li></ul><ul><li>Em casos de comportamento, é também frequente a utilização de outros dados relativos à parada nupcial, como, por exemplo, a dança que alguns animais efectuam ou outros tipos de corte. </li></ul>
  43. 47. Embriologia
  44. 48. <ul><li>As transformações que ocorrem durante o desenvolvimento embrionário dos organismos são também importantes como critérios de classificação, principalmente no que se refere aos animais. </li></ul><ul><li>Formas de desenvolvimento embrionário semelhante contribuem para o estabelecimento de relações de parentesco entre os indivíduos. </li></ul>
  45. 49. Dados bioquímicos
  46. 50. <ul><li>Os critérios bioquímicos permitem, como já se sabe, comparar biomoléculas. </li></ul><ul><li>Nas últimas décadas o estudo comparativo de proteínas e de ácidos nucleicos de diferentes seres vivos tem fornecido dados importantes na classificação. </li></ul><ul><li>Pode dizer-se que cada espécie tem a suas proteínas próprias. </li></ul>
  47. 51. <ul><li>Proteínas como a hemoglobina, a insulina, a albumina, e o citocromo c variam na sua constituição de espécie para espécie. </li></ul><ul><li>Quanto maior for o número de aminoácidos diferentes entre cadeias polipeptídicas de uma dada molécula proteica em dois indivíduos diferentes, menor é o grau de parentesco entre esses dois indivíduos. </li></ul>
  48. 52. <ul><li>Assim, por exemplo, a diferença entre a constituição da albumina do ovo em espécies de aves pertencentes ao mesmo género é menor do que em espécies de géneros diferentes. </li></ul>

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