Trovadorismo
Trovadorismo
Reprodução da folha de rosto
de uma das edições do
Cancioneiro Geral de Garcia
de Resende. A primeira
edição ...
Contexto histórico
Desde o séc. XII AC
Vestígios de habitantes e viajantes como os fenícios,
gregos, cartagineses, celtas
...
A partir do séc. III AC
Início da Romanização na Península Ibérica
Base latina do Português
Séc. II AC – apogeu de Roma...
A partir de 711 DC
 Invasão dos Mouros (a partir do norte da África,
acesso ao estreito de Gibraltar)
 Aquisições vocabu...
Menestrel
Menestrel, na Europa medieval, era o poeta e bardo cujo desempenho
lírico referia-se a histórias de lugares dist...
O trovador
É da Provença (região sul da França) que vem o
substantivo "trovador", pois lá o poeta era chamado
"troubadour"...
O amor cortês
Amante medieval sendo içado
numa cesta (ilustração do
Codex Manesse do século
XIV.
O que era o AMOR CORTÊS?
Em sua essência, o amor cortês era uma experiência
contraditória entre o desejo erótico e a reali...
Origens do "amor cortês“
O amante (idealizador) aceita a independência de sua
senhora e tenta fazer de si próprio merecedo...
Principais pontos
•Total submissão do enamorado à sua dama (por uma transposição
do amor às relações sociais sob o feudali...
Cantigas de amor, de amigo e de escárnio e
maldizer
Cantigas de amor
O trovador confessa, de maneira dolorosa, a sua angús...
Cantigas de amigo
O trovador apresenta o outro lado da relação amorosa, isto é,
assume um novo "eu lírico": o da mulher qu...
Cantigas de escárnio e de maldizer
São poemas satíricos. Nas de escárnio, ressaltam-se a ironia e o
sarcasmo. Já as de mal...
CANCIONEIROS POPULARES
Todas essas cantigas eram musicadas e os trovadores as cantavam,
acompanhados de um ou vários instr...
Cancioneiro da Ajuda: (composto no reinado de Afonso 3º,
no final do século 13, tem 310 cantigas, a maioria de amor)
Canci...
Trovadores portugueses mais importantes

João Soares Paiva,
Paio Soares de Taveirós
Dom Dinis
João Garcia de Guilhade
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Leixa-pren
 
O leixa-pren é um recurso estilístico característico das cantigas de amigo
galego-portuguesas. Consiste na re...
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Trovadorismo trabalho 1

  1. 1. Trovadorismo
  2. 2. Trovadorismo Reprodução da folha de rosto de uma das edições do Cancioneiro Geral de Garcia de Resende. A primeira edição é de 1545. À direita vêse o brasão português, com todos os elementos referidos na Mensagem, de Fernando Pessoa.
  3. 3. Contexto histórico Desde o séc. XII AC Vestígios de habitantes e viajantes como os fenícios, gregos, cartagineses, celtas Grande miscigenação Antes do séc. III AC Referências romanas à Lusitânia e aos lusitanos
  4. 4. A partir do séc. III AC Início da Romanização na Península Ibérica Base latina do Português Séc. II AC – apogeu de Roma: conquista da Grécia A partir do séc. I – começo da decadência [emergência do Cristianismo] 300/400 DC Invasões dos povos bárbaros (suevos e visigodos) Aquisições vocabulares Fragmentação da Península em vários reinos (foedus) Cristianização dos reis bárbaros: “monarquia
  5. 5. A partir de 711 DC  Invasão dos Mouros (a partir do norte da África, acesso ao estreito de Gibraltar)  Aquisições vocabulares  Início da “Reconquista” (movimento dos cristãos pela retomada das terras conquistadas pelos mouros, iniciado nas montanhas asturianas, norte da Península) - 08 séculos de lutas entre cristãos e mouros (sob inúmeras lideranças)  Surgimento de vários reinos cristãos: Leão, Navarra, Aragão, Castela  Último califado árabe na Península cai em 1492
  6. 6. Menestrel Menestrel, na Europa medieval, era o poeta e bardo cujo desempenho lírico referia-se a histórias de lugares distantes ou sobre eventos históricos reais ou imaginários. Embora criassem seus próprios contos, muitas vezes memorizavam e floreavam obras de outros. À medida que as cortes foram ficando mais sofisticadas, os menestréis eram substituídos por trovadores, e vários deles tornaram-se errantes, apresentando-se para a população comum, tornando-se assim os divulgadores das obras de outros autores. Bardo Um bardo, na história antiga da Europa, era uma pessoa encarregada de transmitir as histórias, as lendas e poemas de forma oral, cantando a história de seus povos em poemas recitados. Era simultaneamente músico e poeta e, mais tarde, seria designado de trovador. É a principal raiz da música tradicional irlandesa
  7. 7. O trovador É da Provença (região sul da França) que vem o substantivo "trovador", pois lá o poeta era chamado "troubadour" (enquanto que, no norte da França, recebia o nome de "trouvère"). Nos dois casos, o radical da palavra é o mesmo, referindo-se a "trouver", ou seja, "achar". Os poetas eram aqueles que "achavam" os versos, adequando-os às melodias e formando os cantares ou cantigas.
  8. 8. O amor cortês Amante medieval sendo içado numa cesta (ilustração do Codex Manesse do século XIV.
  9. 9. O que era o AMOR CORTÊS? Em sua essência, o amor cortês era uma experiência contraditória entre o desejo erótico e a realização espiritual, "um amor ao mesmo tempo ilícito e moralmente elevado, passional e auto-disciplinado, humilhante e exaltante, humano e transcendente".
  10. 10. Origens do "amor cortês“ O amante (idealizador) aceita a independência de sua senhora e tenta fazer de si próprio merecedor dela, agindo de forma corajosa e honrada (nobre) e fazendo quaisquer feitos que ela deseje. A satisfação sexual pode não ser um objetivo ou mesmo o resultado final, mas o amor não era inteiramente platônico, visto que era baseado em atração sexual.
  11. 11. Principais pontos •Total submissão do enamorado à sua dama (por uma transposição do amor às relações sociais sob o feudalismo, o enamorado rende vassalagem à sua senhora). •A amada é sempre distante, admirável e um compêndio de perfeições físicas e morais. •O estado amoroso, por transposição ao amor dos sentimentos e imaginário religioso, é uma espécie de estado de graça que enobrece a quem o pratica. •Os enamorados são sempre de condição aristocrática. •O enamorado pode chegar a comunicar-se com a sua inatingível senhora, após uma progressão de estados que vão desde o suplicante ("fenhedor", em occitano) ao amante ("drut").
  12. 12. Cantigas de amor, de amigo e de escárnio e maldizer Cantigas de amor O trovador confessa, de maneira dolorosa, a sua angústia, nascida do amor que não encontra receptividade. O "eu lírico" desses poemas se revela, às vezes, na forma de um apelo repetitivo, no qual não há erotismo, mas amor transcendente, idealizado.   Ai linda amiga Ai linda amada, não posso de ver corpo lindo que me leva a morte Não há amor sem castigo; castigo sem dor nem dor tão forte como a do amor   Ai linda amada, não posso de ver corpo lindo que me leva a morte Acorde-me, mãe, quando o sol sair fui pelos campos verdes, buscar meu amor
  13. 13. Cantigas de amigo O trovador apresenta o outro lado da relação amorosa, isto é, assume um novo "eu lírico": o da mulher que, humilde e ingênua, canta, por exemplo, o desgosto de amar e, depois, ser abandonada; ou o da mulher que se apaixonou e fala à natureza, à si mesma ou a outrem sobre sua tristeza, seu ideal amoroso ou, ainda, sobre os impedimentos de ver seu amado. Ondas do mar de Vigo Vistes o meu amigo? Ai, Deus! Eu o verei logo?   Ondas do mar revolto Vistes o meu amado? Ai, Deus! Eu o verei logo? Vistes o meu amigo? Aquele por quem suspiro? Ai, Deus! Eu o verei logo?   Vistes o meu amado? Aquele por quem tanto sofro? Ai, Deus! Eu o verei logo?
  14. 14. Cantigas de escárnio e de maldizer São poemas satíricos. Nas de escárnio, ressaltam-se a ironia e o sarcasmo. Já as de maldizer são agressivas, abertamente eróticas, a sátira é expressa de forma direta, sem meias palavras, chegando a usar termos chulos. Escritas, às vezes, pelos mesmos autores das cantigas de amor e de amigo, revelam um terceiro "eu lírico", cuja licenciosidade se aproxima da vida das camadas sociais mais populares. Marinha, o teu folgar tenho eu por desacertado, e ando maravilhado de te não ver rebentar; pois tapo com esta minha boca, a tua boca, Marinha; e com este nariz meu, tapo eu, Marinha, o teu; com as mãos tapo as orelhas, os olhos e as sobrancelhas, tapo-te ao primeiro sono; com a minha piça o teu cono; e como o não faz nenhum, com os colhões te tapo o cu. E não rebentas, Marinha?
  15. 15. CANCIONEIROS POPULARES Todas essas cantigas eram musicadas e os trovadores as cantavam, acompanhados de um ou vários instrumentos musicais. Muitas dessas cantigas acabaram desaparecendo, já que eram transmitidas também por via oral. Alguns manuscritos, contudo, foram compilados em obras a que damos o nome de "cancioneiros", quase sempre graças às ordens dos reis.
  16. 16. Cancioneiro da Ajuda: (composto no reinado de Afonso 3º, no final do século 13, tem 310 cantigas, a maioria de amor) Cancioneiro da Biblioteca Nacional : contém 1.647 cantigas, de todos os tipos, elaboradas por trovadores dos reinados de Afonso 3º e dom Dinis. Cancioneiro da Vaticana: possui 1.205 cantigas de todos os tipos.
  17. 17. Trovadores portugueses mais importantes João Soares Paiva, Paio Soares de Taveirós Dom Dinis João Garcia de Guilhade Martim Codax.
  18. 18. Leixa-pren   O leixa-pren é um recurso estilístico característico das cantigas de amigo galego-portuguesas. Consiste na repetição dos segundos versos de um par de estrofes como primeiros versos do par seguinte. Como vivo coitada, madre, por meu amado, ca m'enviou mandado que se vai no ferido: ¡e por el vivo coitada!   Como vivo coitada, madre, por meu amado, ca m'enviou mandado que se vai no fossado: ¡e por el vivo coitada!   Ca m'enviou mandado que se vai no ferido, eu a Santa Cecilia de coraçón o digo: ¡e por el vivo coitada!   Ca m'enviou mandado que se vai no fossado, eu a Santa Cecilia de coraçón o falo: ¡e por el vivo coitada! Como se observa, os versos 2 e 5 (os segundos das duas primeiras estrofes) repetem-se como primeiros da 3ª e 4ª estrofes,respectivamente.

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