Aula de rm prof. luis aguiar

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Aula de rm prof. luis aguiar

  1. 1. AVANÇOS TECNOLÓGICOS
  2. 2. RESSONÂNCIARESSONÂNCIA MAGNÉTICAMAGNÉTICA
  3. 3. RESSONÂNCIARESSONÂNCIA MAGNÉTICAMAGNÉTICA
  4. 4. REFERÊNCIASREFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASBIBLIOGRÁFICAS  NOBREGA, Almir Inácio da. Técnicas em Ressonância Magnética Nuclear. SP, Atheneu.  WESTBROOK, Catherine e KAUT, Karolyn. Ressonância Magnética Prática. Ed. Guanabara Koogan.  WESTBROOK, Catherine. Manual de Técnicas de Ressonância Magnética. RJ, Guanabara Koogan, 2002.
  5. 5. RMRM ““Dizemos que a onda de radio é aplicada aoDizemos que a onda de radio é aplicada ao paciente em “pulsos”que podem durar umapaciente em “pulsos”que podem durar uma fração de segundo durante a fase de envio dofração de segundo durante a fase de envio do processo de ressonância magnética. Sãoprocesso de ressonância magnética. São essas ondas, ou mais especificamente seusessas ondas, ou mais especificamente seus campos magnéticos que estarão emcampos magnéticos que estarão em ressonância com os prótons. Por ser estaressonância com os prótons. Por ser esta ressonância causada por interaçõesressonância causada por interações magnéticas, este tipo de exame é chamado demagnéticas, este tipo de exame é chamado de RESSONÂNCIA MAGNÉTICA”RESSONÂNCIA MAGNÉTICA”
  6. 6. O EXAME DE RMO EXAME DE RM A ressonância magnética consiste num exame deA ressonância magnética consiste num exame de diagnóstico clinico por imagem que tem por finalidadediagnóstico clinico por imagem que tem por finalidade avaliar diferentes partes do corpo humano. Oavaliar diferentes partes do corpo humano. O equipamento que realiza o exame não utiliza radiaçãoequipamento que realiza o exame não utiliza radiação ionizante, gerando um processo não invasivo ao corpoionizante, gerando um processo não invasivo ao corpo humano. A imagem em ressonância é obtida pelohumano. A imagem em ressonância é obtida pelo processo de alinhamento dos prótons de hidrogênio,processo de alinhamento dos prótons de hidrogênio, presente nos átomos do corpo humano. Nas condiçõespresente nos átomos do corpo humano. Nas condições normais estes átomos têm ação desordenada, porem anormais estes átomos têm ação desordenada, porem a partir do momento em que o paciente está submetido aopartir do momento em que o paciente está submetido ao magneto, ambiente que cria o campo magnético, estesmagneto, ambiente que cria o campo magnético, estes prótons são realinhados pela emissão da radioprótons são realinhados pela emissão da radio freqüência dentro desse campo.freqüência dentro desse campo.
  7. 7. DIFERENÇAS ENTRE TC EDIFERENÇAS ENTRE TC E RMRM TCTC radiação ionizanteradiação ionizante contraste iodadocontraste iodado cortes somente axialcortes somente axial RMRM Uso de magnetosUso de magnetos Contraste gadolíneoContraste gadolíneo Cortes nos três planosCortes nos três planos
  8. 8. O fato dos aparelhos de ressonância não usaremO fato dos aparelhos de ressonância não usarem radiação ionizante é um conforto para muitosradiação ionizante é um conforto para muitos pacientes, assim como o fato dos materiais depacientes, assim como o fato dos materiais de contraste terem uma incidência de efeitos colateraiscontraste terem uma incidência de efeitos colaterais muito pequena. Outra grande vantagem damuito pequena. Outra grande vantagem da ressonância magnéticaressonância magnética é sua capacidade de geraré sua capacidade de gerar imagens de qualquer plano.imagens de qualquer plano.
  9. 9. CONTRASTECONTRASTE O tipo de contraste utilizado na RM é oO tipo de contraste utilizado na RM é o gadolínio que não utiliza iodo. Portanto, seugadolínio que não utiliza iodo. Portanto, seu poder de causar alergias é muito baixo,poder de causar alergias é muito baixo, desprezível quando comparado ao do iodo.desprezível quando comparado ao do iodo. (utilizado na TC).(utilizado na TC). GADOLÍNEO
  10. 10. VANTAGENS DA RMVANTAGENS DA RM A RESONANCIA MAGNETICA ÉA RESONANCIA MAGNETICA É IDEAL PARA:IDEAL PARA: * Diagnosticar esclerose múltipla* Diagnosticar esclerose múltipla •   •    Diagnosticar tumores na glândula pituitária e no cérebroDiagnosticar tumores na glândula pituitária e no cérebro •   •    Diagnosticar infecções no cérebro, medula espinal ou articulaçõesDiagnosticar infecções no cérebro, medula espinal ou articulações •   •    Visualizar ligamentos rompidos no pulso, joelho e tornozeloVisualizar ligamentos rompidos no pulso, joelho e tornozelo •   •    Visualizar lesões no ombroVisualizar lesões no ombro * Diagnosticar tendinite* Diagnosticar tendinite •   •    Avaliar massas nos tecidos macios do corpoAvaliar massas nos tecidos macios do corpo •   •    Avaliar tumores ósseos, cistos e hérnias de disco na colunaAvaliar tumores ósseos, cistos e hérnias de disco na coluna •   •    Diagnosticar derrames em seus estágios iniciaisDiagnosticar derrames em seus estágios iniciais
  11. 11. HISTÓRICO DA RMHISTÓRICO DA RM Felix Bloch Universidade de Stanford. Edward Purcell Universidade de Harvard. Paul Lanterbur Prêmio Nobel de Medicina e Fisiologia – década de 1970 O tipo de exame de ressonância magnética surgiu na primeira metade do século XX com as pesquisas do físico suíço Felix Bloch e o americano Edward Mills Purcell, quando descobriram em 1945 o momento do campo magnético. Ambos os pesquisadores foram ganhadores de Premio Nobel de 1952, por conta da pesquisa. Na década de 1970, Peter Mansfield e Paul Lauterbur ganharam o Premio Nobel de Medicina por suas pesquisas e contribuições na área da Ressonância Magnética. O médico americano Raimond Damiand, no inicio da década de 1970, descobriu que a ressonância magnética, ao ser utilizada, apresentava variações de acordo com os tipos de tecido do corpo humano. Concluiu que a ressonância magnética seria então um importante componente para se fazer a detecção de doenças.
  12. 12. INTERAÇÕES MAGNÉTICASINTERAÇÕES MAGNÉTICAS Por que a RM utiliza o átomo de hidrogênio ?Por que a RM utiliza o átomo de hidrogênio ?  Abundância no corpo humano;Abundância no corpo humano;  Possuir um momento magnético alto.Possuir um momento magnético alto. Estrutura do Hidrogênio.Estrutura do Hidrogênio.  1 próton em seu núcleo (+)1 próton em seu núcleo (+)  Não possui neutronsNão possui neutrons  1 elétron em sua elétrosfera(-)1 elétron em sua elétrosfera(-) Spin nuclear
  13. 13. INTERAÇÕES MAGNÉTICASINTERAÇÕES MAGNÉTICAS A obtenção da imagem por ressonânciaA obtenção da imagem por ressonância magnética a partir do hidrogênio se deve aomagnética a partir do hidrogênio se deve ao fato de este elemento estar amplamentefato de este elemento estar amplamente distribuído nos tecidos biológicos e por suasdistribuído nos tecidos biológicos e por suas características em responder a camposcaracterísticas em responder a campos magnéticos externos como se fosse ummagnéticos externos como se fosse um pequeno ímã. A obtenção de imagens a partirpequeno ímã. A obtenção de imagens a partir de outros elementos, como o fósforo, o flúor ede outros elementos, como o fósforo, o flúor e o sódio, também é possível, no entanto a baixao sódio, também é possível, no entanto a baixa constituição desses elementos no corpoconstituição desses elementos no corpo humano inviabiliza o seu uso.humano inviabiliza o seu uso.
  14. 14. MAGNETOSMAGNETOS O magneto fornece o campo magnéticoO magneto fornece o campo magnético estático (de força constante) poderoso emestático (de força constante) poderoso em torno do qual os núcleos oscilam. Existem trêstorno do qual os núcleos oscilam. Existem três tipos possíveis de magnetos no sistema detipos possíveis de magnetos no sistema de RM. Cada um deles tem características únicas.RM. Cada um deles tem características únicas.
  15. 15. TIPOS DE MAGNETOSTIPOS DE MAGNETOS SUPERCONDUTORESSUPERCONDUTORES RESISTIVOSRESISTIVOS PERMANENTESPERMANENTES
  16. 16. SUPERCONDUTORESSUPERCONDUTORES Possuem correntes elétricas de alta intensidade, gerando altoPossuem correntes elétricas de alta intensidade, gerando alto campo magnético;campo magnético; São refrigerados por Hélio liquído;São refrigerados por Hélio liquído; Proporcionam as melhores imagens, porém são os magnétosProporcionam as melhores imagens, porém são os magnétos mais caros;mais caros; Usados em aparelhos fechados de alto campo.Usados em aparelhos fechados de alto campo.
  17. 17. RESISTIVOSRESISTIVOS Possuem correntes elétricas ambientes;Possuem correntes elétricas ambientes; Não necessitam do gás Hélio;Não necessitam do gás Hélio; Limitação na potência do campo magnético;Limitação na potência do campo magnético; Usado em aparelhos de campo aberto.Usado em aparelhos de campo aberto.
  18. 18. PERMANENTESPERMANENTES Apresentam baixa potência de campoApresentam baixa potência de campo magnético;magnético; Melhor utilizado para a realização de examesMelhor utilizado para a realização de exames de extremidade;de extremidade; Baixo custo.Baixo custo.
  19. 19. ONDA ELETRO-MAGNÉTICA Bobina M Bateria + - ι Pulso de RF
  20. 20. PRECESSÃOPRECESSÃO
  21. 21. MOVIMENTO DE PRECESSÃOMOVIMENTO DE PRECESSÃO O movimento de precessão pode ser entendidoO movimento de precessão pode ser entendido como uma distorção do spin nuclear emcomo uma distorção do spin nuclear em resultado da ação do campo magnéticoresultado da ação do campo magnético externo.externo. O núcleo do hidrogênio altera o seu movimentoO núcleo do hidrogênio altera o seu movimento giratório de uma “linha” para um ”cone” sobre ogiratório de uma “linha” para um ”cone” sobre o próprio eixo.próprio eixo. Esse movimento é denominado precessão, eEsse movimento é denominado precessão, e pode ser comparado ao movimento giratório depode ser comparado ao movimento giratório de um pião no momento em que este começa aum pião no momento em que este começa a perder a sua força (cambaleio).perder a sua força (cambaleio).
  22. 22. MOVIMENTO DE PRECESSÃOMOVIMENTO DE PRECESSÃO O nucleo do atomo deO nucleo do atomo de hidrogenio responde ahidrogenio responde a força magneticaforça magnetica externa alinhando-seexterna alinhando-se com o campocom o campo magnetico. Nessasmagnetico. Nessas condições o seu spincondições o seu spin nuclear sofre distorçãonuclear sofre distorção e passa a descrevere passa a descrever um movimentoum movimento rotacional cômico emrotacional cômico em torno do próprio eixo.torno do próprio eixo.
  23. 23. NUCLEOS DE HIDROGENIO SEMNUCLEOS DE HIDROGENIO SEM AÇÃO DO CAMPO BAÇÃO DO CAMPO B00..
  24. 24. NUCLEOS DE HIDROGENIONUCLEOS DE HIDROGENIO ALINHADOS AO CAMPO BALINHADOS AO CAMPO B00.. Se aplicarmos um campo externo Bo ao material paramagnético, seus spins se alinham a Bo: –Paralelos: •Menor energia •Maior quantidade (em geral) –Antiparalelos: •Maior energia
  25. 25. Quando o campo magnético está desligado ( B0 = 0 ) Quando o campo magnético está ligado ( B0 == 0 ) B0 Momentos magnéticos orientados aleatoriamente Momentos magnéticos orientados sob ação de B0
  26. 26. Na ausência de um campo magnético aplicado, os momentos magnéticos dos núcleos de hidrogênio tem uma orientação ao acaso. Quando são colocados num forte campo magnético externo (chamado B0), seus momentos magnéticos alinham-se a este campo magnético externo. Alguns dos núcleos de hidrogênio alinham-se em paralelo ao campo magnético, ou seja, (na mesma direção) enquanto uma proporção menor dos núcleos alinham-se em direção oposta ao campo magnético, ou seja, (anti-paralelo).
  27. 27. EQUILIBRIO DINAMICOEQUILIBRIO DINAMICO Quando o paciente é introduzidoQuando o paciente é introduzido no equipamento de RM, umano equipamento de RM, uma quantidade consideravel dosquantidade consideravel dos atomos de hidrogenio sãoatomos de hidrogenio são orientados com as linhas deorientados com as linhas de força do campo magneticoforça do campo magnetico principal.principal. Aplicando um pulso deAplicando um pulso de Radiofreqüência, há umRadiofreqüência, há um deslocamento do plano Mz paradeslocamento do plano Mz para plano Mxy.plano Mxy.
  28. 28. FENOMENO DA RESSONANCIAFENOMENO DA RESSONANCIA APLICADO À IMAGEMAPLICADO À IMAGEM O fenomeno da ressonancia baseia-se em perturbar oO fenomeno da ressonancia baseia-se em perturbar o equilibrio dinamico de tal forma que a resultante magnetica Mzequilibrio dinamico de tal forma que a resultante magnetica Mz mude a sua orientação no espaço e vá preferencialmentemude a sua orientação no espaço e vá preferencialmente assumir uma posição no plano transversal (x,y).assumir uma posição no plano transversal (x,y). Para que isto ocorra, faz-se necessario que corpos emPara que isto ocorra, faz-se necessario que corpos em movimentos (nucleos de hidrogenio em precessão) troquemmovimentos (nucleos de hidrogenio em precessão) troquem energia com uma força periódica externa (ondasenergia com uma força periódica externa (ondas eletromagnéticas de radiofrequencia).eletromagnéticas de radiofrequencia). A nova resultante magnética que surge no plano transversalA nova resultante magnética que surge no plano transversal assume a denominação magnetização transversal – Mxy. Estaassume a denominação magnetização transversal – Mxy. Esta magnetização é capaz de induzir corrente elétrica emmagnetização é capaz de induzir corrente elétrica em condutores dispostos na forma de bobinas (antena de RM). Ascondutores dispostos na forma de bobinas (antena de RM). As correntes observadas nessas bobinas constituem-se, em últimacorrentes observadas nessas bobinas constituem-se, em última análise, no sinal de RM.análise, no sinal de RM.
  29. 29. DECLINIO DE INDUÇÃODECLINIO DE INDUÇÃO LIVRELIVRE O SINAL DO DECLÍNIO DE INDUÇÃO LIVRE Ao desligar-se o pulso RF, o VME passa novamente a sofrer influência de B0 e tenta realinhar-se com este. Para que isto ocorra, o VME tem de perder a energia que lhe foi dada pelo pulso RF. O processo pelo qual o VME perde esta energia é denominado relaxamento. Ao ocorrer o relaxamento, o VME volta a realinhar-se com B0 . O grau de magnetização no plano longitudinal aumenta gradualmente – isto é denominado recuperação. É de modo simultâneo, porém independente. O grau de magnetização no plano transverso diminui gradualmente – isto é denominado declínio.Quando diminui o grau de magnetização transversa, o mesmo se dá com a magnitude da voltagem induzida no fio receptor.
  30. 30. FUNDAMENTOS DE UM APARELHOFUNDAMENTOS DE UM APARELHO DE RM.DE RM. Campo magnético agindo nas moléculas deCampo magnético agindo nas moléculas de água de baixa energia estas se alinharãoágua de baixa energia estas se alinharão com o campo PRF de 90 grauscom o campo PRF de 90 graus deslocamento do plano longitudinal para odeslocamento do plano longitudinal para o tranversotranverso retirada do PRFretirada do PRF recuperação do plano longitudinal,declíneo dorecuperação do plano longitudinal,declíneo do plano tranverso e sinal na bobinaplano tranverso e sinal na bobina TRFTRF imagem no computador.imagem no computador.
  31. 31. RECUPERAÇÃO E DECLINIORECUPERAÇÃO E DECLINIO Durante o relaxamento, o VME libera a energia RF absorvida é retorna a B0 . De maneira simultânea, porém independente, os momentos magnéticos do VME perdem magnetização transversa devido à defasagem. O relaxamento leva à recuperação da magnetização no plano longitudinal e ao declínio da magnetização no plano transverso. A recuperação da magnetização longitudinal é causada por um processo designado como recuperação T1. O declínio da magnetização transversa é causado por um processo designado como
  32. 32. RECUPERAÇÃO T1 A recuperação T1 é causada pelos núcleos liberando sua energia no ambiente ou retículo circundante e é freqüentemente designada como relaxamento do retículo de spin. A energia liberada no retículo circundante faz com que os núcleos recuperem sua magnetização longitudinal (magnetização no plano longitudinal). A razão de recuperação é um processo exponencial, com tempo de recuperação constante denominado T1. Este é o tempo necessário para a recuperação de 63% da magnetização longitudinal no tecido.
  33. 33. RECUPERAÇÃO T1 relaxamento T1 leva à recuperação da magnetização longitudinal, devido à dissipação de energia para o retículo circundante.
  34. 34. DECLÍNIO T2 O declínio T2 é causado pela troca de energia entre núcleos vizinhos. A troca de energia é causada pela interação dos campos magnéticos de cada núcleo com seu vizinho. É freqüentemente denominada relaxamento spin e acarreta o declínio ou perda da magnetização transversa
  35. 35. DECLÍNIO T2 O relaxamento T2 leva à perda da magnetização transversa devido a interações entre os campos magnéticos de núcleos adjacentes.
  36. 36. PARÂMETROS DA ESCALA TEMPORAL DOS PULSOS
  37. 37. TIPO DE TECIDOTIPO DE TECIDO T1T1 T2T2 OSSO CORTICALOSSO CORTICAL EscuraEscura EscuraEscura MEDULA ÓSSEA VERMELHAMEDULA ÓSSEA VERMELHA Cinza ClaraCinza Clara Cinza EscuraCinza Escura ARAR EscuraEscura EscuraEscura GORDURAGORDURA BrilhanteBrilhante EscuraEscura SUBSTANCIA BRANCA DO ENCÉFALOSUBSTANCIA BRANCA DO ENCÉFALO Cinza ClaraCinza Clara Cinza EscuraCinza Escura SUBSTANCIA CINZENTA DO ENCÉFALOSUBSTANCIA CINZENTA DO ENCÉFALO Cinza EscuraCinza Escura Cinza ClaraCinza Clara LCR/ÁGUALCR/ÁGUA EscuraEscura BrilhanteBrilhante MÚSCULOSMÚSCULOS Cinza EscuraCinza Escura Cinza EscuraCinza Escura VASOSVASOS EscuraEscura EscuraEscura
  38. 38. PARÂMETROS DA ESCALA TEMPORAL DOS PULSOS Uma seqüência de pulsos muito simplificada é uma combinação de pulsos RF, sinais e períodos de recuperação intervenientes. É importante observar-se que, uma seqüência de pulsos não existe efetivamente. Ela apenas mostra em termos simples os diversos parâmetros de escala temporal usados em seqüências mais complicadas, isto é, TR e TE. Uma seqüência de pulsos consiste em vários componentes, sendo os principais descritos a
  39. 39. O QUE É O TR E O TE, E EM QUE ELESO QUE É O TR E O TE, E EM QUE ELES INFLUENCIAM NA FORMAÇÃO DAINFLUENCIAM NA FORMAÇÃO DA IMAGEM.IMAGEM. TR é o tempo de repetição entre dois pulsosTR é o tempo de repetição entre dois pulsos de radiofreqüência.de radiofreqüência. TE é o tempo de excitação e o sinal MaximoTE é o tempo de excitação e o sinal Maximo induzido na bobina.induzido na bobina. O TR e TE são parâmetros que vãoO TR e TE são parâmetros que vão caracterizar o contraste nas imagens.caracterizar o contraste nas imagens. O TR influencia diretamente na ponderaçãoO TR influencia diretamente na ponderação T1 pelo tempo de exame.T1 pelo tempo de exame. O numero de cortes é proporcional ao TR,O numero de cortes é proporcional ao TR, tendo em vista que, quanto maior o TR maiortendo em vista que, quanto maior o TR maior o tempo de exame e possibilita a aplicação deo tempo de exame e possibilita a aplicação de um maior numero de cortes.um maior numero de cortes.
  40. 40. TRTR O tempo de repetição (TR) é o tempo que vai da aplicação de um pulso RF à aplicação do pulso RF seguinte e é medido em milissegundos (ms). O TR determina o grau de relaxamento que pode ocorrer entre o término de um pulso RF e a aplicação do pulso seguinte. O TR determina, pois o grau de relaxamento T1 que ocorreu.
  41. 41. TETE O tempo de eco (TE) é o tempo que vai da aplicação do pulso RF ao pico máximo do sinal induzido no fio e também é medido em ms. O TE determina o grau de declínio da magnetização transversa que pode ocorrer antes de ler-se o sinal. O TE controla, pois o grau de relaxamento T2 que ocorreu.
  42. 42. COMO SE COMPORTA OS SINAIS DECOMO SE COMPORTA OS SINAIS DE LIQUOR E DA GORDURA NALIQUOR E DA GORDURA NA PONDERAÇÃO T1PONDERAÇÃO T1 T1 = TR baixo TE baixo *GORDURA COM SINAL ALTO *H2O COM SINAL BAIXO T1 GORDURA BRILHANTE
  43. 43. COMO SE COMPORTA OS SINAIS DECOMO SE COMPORTA OS SINAIS DE LIQUOR E DA GORDURA NALIQUOR E DA GORDURA NA PONDERAÇÃO T2PONDERAÇÃO T2 T2 = TR alto TE alto *GORDURA COM SINAL BAIXO *H2O COM SINAL ALTO T2 LÍQUIDO BRILHANTE
  44. 44. COMO SE COMPORTA OS SINAIS DECOMO SE COMPORTA OS SINAIS DE LIQUOR E DA GORDURA NALIQUOR E DA GORDURA NA PONDERAÇÃO DPPONDERAÇÃO DP DP = TR alto TE baixo *O TR ALTO INIBE A PONDERAÇÃO T1 *O TE BAIXO INIBE A PONDERAÇÃO T2 *SINAL ALTO ONDE HOUVER MAIOR CONCENTRAÇÃO DE H2 DP IMAGEM CINZA
  45. 45. SEQUÊNCIAS DE PULSOSSEQUÊNCIAS DE PULSOS A forma em que os pulsos de RF são aplicadosA forma em que os pulsos de RF são aplicados e a obtenção dos sinais de RM influenciam oe a obtenção dos sinais de RM influenciam o contraste das imagens. É possível, a partir dacontraste das imagens. É possível, a partir da aplicação de pulsos de diferentes ângulos,aplicação de pulsos de diferentes ângulos, obter diferentes contrastes entre tecidos.obter diferentes contrastes entre tecidos. Várias sequências de pulsos foramVárias sequências de pulsos foram desenvolvidas com este propósito.desenvolvidas com este propósito.
  46. 46. SEQUÊNCIA SPIN-ECOSEQUÊNCIA SPIN-ECO É a sequência mais usada em RM. Esta sequência inicia-se com pulsosÉ a sequência mais usada em RM. Esta sequência inicia-se com pulsos de RF de 90° graus (pulso seletivo), seguido de um pulso de 180°de RF de 90° graus (pulso seletivo), seguido de um pulso de 180° graus (pulso de refasamento).graus (pulso de refasamento). Após o pulso de refasemento, observa-se uma recuperação do sinalApós o pulso de refasemento, observa-se uma recuperação do sinal da RM em resultado da recuperação das fases da população deslocadada RM em resultado da recuperação das fases da população deslocada para o lado de maior energia.para o lado de maior energia. A sequência spin-eco é a mais comum das sequências de RM. AsA sequência spin-eco é a mais comum das sequências de RM. As ponderações de imagens em T1,T2 e DP estão claramente definidasponderações de imagens em T1,T2 e DP estão claramente definidas para esta sequência.para esta sequência. Para se obter T1, o TR deve ser menor que 600 e o TE menor do quePara se obter T1, o TR deve ser menor que 600 e o TE menor do que 25 (TR e TE curtos).25 (TR e TE curtos). Para se obter T2, o TR deve ser a partir de 600 e o TE maior que 30Para se obter T2, o TR deve ser a partir de 600 e o TE maior que 30 (TR e TE longos).(TR e TE longos). Para se obter o DP (densidade de protons), o TR deve ser maior quePara se obter o DP (densidade de protons), o TR deve ser maior que 2000 e o TE menor que 30 (TR longo e TE curto)2000 e o TE menor que 30 (TR longo e TE curto)
  47. 47. SEQUÊNCIAS DE PULSOSSEQUÊNCIAS DE PULSOS
  48. 48. PRINCIPAIS SEQUÊNCIAS DE PULSOPRINCIPAIS SEQUÊNCIAS DE PULSO  SE ( Spin Eco ):SE ( Spin Eco ): Seqüência convencional em RM, utilizada paraSeqüência convencional em RM, utilizada para obtenção de imagens ponderadas em T1, T2 e D.P com altoobtenção de imagens ponderadas em T1, T2 e D.P com alto grau de definição.grau de definição.  FSE ( Fast Spin Eco / Turbo Eco )FSE ( Fast Spin Eco / Turbo Eco ) : Seqüência que utiliza: Seqüência que utiliza múltiplos pulsos de 180 graus para um mesmo corte reduzindomúltiplos pulsos de 180 graus para um mesmo corte reduzindo drasticamente o tempo de aquisição das imagens. O fator turbodrasticamente o tempo de aquisição das imagens. O fator turbo ( quantidade de pulsos de 180 graus) , determina a magnitude( quantidade de pulsos de 180 graus) , determina a magnitude da redução da seqüência.da redução da seqüência.  FSE-XL :FSE-XL : Seqüência fast spin eco com tempo de espaçamentoSeqüência fast spin eco com tempo de espaçamento mais curto entre pulsos de 180 graus. Melhor SNR nas imagensmais curto entre pulsos de 180 graus. Melhor SNR nas imagens T2.T2.  SSFSESSFSE – Seqüência spin eco com disparo único. ( 128 ou 256– Seqüência spin eco com disparo único. ( 128 ou 256 codificações de fase )codificações de fase )  I.R.I.R. – Seqüência Inversion Recovery.– Seqüência Inversion Recovery. O parâmetro TI ( TempoO parâmetro TI ( Tempo de inversão) usado nesta seqüência influenciará o padrão dade inversão) usado nesta seqüência influenciará o padrão da imagem.imagem. – No equipamento de 1,5 Tesla:No equipamento de 1,5 Tesla: – TI = 160 ms - Satura a gordura.TI = 160 ms - Satura a gordura. – TI = 800 ms - Aumenta o contraste por T1.TI = 800 ms - Aumenta o contraste por T1.
  49. 49. PRINCIPAIS SEQUÊNCIAS DE PULSOPRINCIPAIS SEQUÊNCIAS DE PULSO  FLAIRFLAIR – Seqüência Inversion Recovery com– Seqüência Inversion Recovery com tempo de inversão de aproximadamentetempo de inversão de aproximadamente 2000/2200 ms utilizado para obtenção de2000/2200 ms utilizado para obtenção de imagens T2 com supressão do sinal doimagens T2 com supressão do sinal do liquor.liquor.  STIRSTIR – Seqüência inversion recovery com– Seqüência inversion recovery com ponderação T1.ponderação T1.  SPIRSPIR – Seqüência inversion recovery com– Seqüência inversion recovery com saturação espectral da gordura.saturação espectral da gordura.  GRE / GRASS / FFE / FISPGRE / GRASS / FFE / FISP – Seqüência– Seqüência gradiente eco coerente. Imagens ponderadasgradiente eco coerente. Imagens ponderadas em T2*. Alta sensibilidade para líquidos.em T2*. Alta sensibilidade para líquidos.  SPGR / FFE-T1 / FLASHSPGR / FFE-T1 / FLASH - Sequência- Sequência gradiente eco incoerente. Imagens gradientegradiente eco incoerente. Imagens gradiente
  50. 50. PRINCIPAIS SEQUÊNCIAS DE PULSOPRINCIPAIS SEQUÊNCIAS DE PULSO  FAST GRE / FAST SPGR / TFE / TURBO FLASHFAST GRE / FAST SPGR / TFE / TURBO FLASH :: Sequências gradiente eco ultra-rápidas.Sequências gradiente eco ultra-rápidas.  TOF GRE 2DTOF GRE 2D – seqüência vascular pelo método– seqüência vascular pelo método Time of Flight em seqüência gradiente eco coerenteTime of Flight em seqüência gradiente eco coerente de aquisição de imagens planas bidimensionais.de aquisição de imagens planas bidimensionais.  TOF GRE 3DTOF GRE 3D – Seqüência vascular pelo método Time– Seqüência vascular pelo método Time of Flight em seqüência gradiente eco coerente deof Flight em seqüência gradiente eco coerente de aquisição de um volume de imagens.aquisição de um volume de imagens.  TOF SPGR 2DTOF SPGR 2D – Seqüência vascular gradiente eco– Seqüência vascular gradiente eco incoerente ( T1W ). Aquisição Bidimensional.incoerente ( T1W ). Aquisição Bidimensional.  TOF SPGR 3DTOF SPGR 3D – Seqüência vascular gradiente eco– Seqüência vascular gradiente eco incoerente ( T1W ). Aquisição volumétrica.incoerente ( T1W ). Aquisição volumétrica.
  51. 51. PRINCIPAIS SEQUÊNCIAS DE PULSOPRINCIPAIS SEQUÊNCIAS DE PULSO  PC 2DPC 2D – Seqüência vascular gradiente eco– Seqüência vascular gradiente eco phase contrastphase contrast com codificação decom codificação de fluxo/velocidade. Aquisição bidimensional.fluxo/velocidade. Aquisição bidimensional.  PC 3DPC 3D – Seqüência vascular gradiente eco– Seqüência vascular gradiente eco phase contrastphase contrast com codificação decom codificação de fluxo/velocidade. Aquisição volumétrica.fluxo/velocidade. Aquisição volumétrica.  CeMRACeMRA – Seqüência vascular gradiente eco– Seqüência vascular gradiente eco com contraste a base de gadolíneocom contraste a base de gadolíneo  DW-EPIDW-EPI – Seqüência de difusão pela técnica– Seqüência de difusão pela técnica Echo Planar Image.Echo Planar Image.  PERFUSION-EPIPERFUSION-EPI – Seqüência de perfusão– Seqüência de perfusão pela técnica Echo Planar Image.pela técnica Echo Planar Image.
  52. 52. SEQUÊNCIAS DE PULSOSSEQUÊNCIAS DE PULSOS INVERSION RECOVERYINVERSION RECOVERY ( Recuperação da Inversão ).( Recuperação da Inversão ). É uma sequência que utiliza-se basicamente de 3É uma sequência que utiliza-se basicamente de 3 pulsos:pulsos: 1 pulso de inversão de 180 graus.1 pulso de inversão de 180 graus. 1 pulso de 90 graus.1 pulso de 90 graus. 1 pulso de recuperação de fase de 180 graus.1 pulso de recuperação de fase de 180 graus. Aplicação: - Usada para obtenção de imagens comAplicação: - Usada para obtenção de imagens com alto contraste por T1.alto contraste por T1. Suprime o sinal da gordura ou outro tecido emSuprime o sinal da gordura ou outro tecido em particular, utilizando-se do tempo de inversãoparticular, utilizando-se do tempo de inversão adequado. (técnica de saturação )adequado. (técnica de saturação )
  53. 53. INVERSION RECOVERYINVERSION RECOVERY ( Recuperação da Inversão ).( Recuperação da Inversão ).
  54. 54. SEQUÊNCIAS DE PULSOSSEQUÊNCIAS DE PULSOS Sequência Fast Spin Eco ( Turbo Spin Eco )Sequência Fast Spin Eco ( Turbo Spin Eco ) A seqüência FSE (TSE) utiliza-se de uma cadeia deA seqüência FSE (TSE) utiliza-se de uma cadeia de pulsos de 180 graus aplicados à uma única imagempulsos de 180 graus aplicados à uma única imagem (trem de ecos), fazendo-se variar a codificação de(trem de ecos), fazendo-se variar a codificação de fase após cada pulso de refasamento. O váriosfase após cada pulso de refasamento. O vários sinais codificados preenchem o espaço K muitosinais codificados preenchem o espaço K muito rapidamente. Cada linha do espaço K é preenchidarapidamente. Cada linha do espaço K é preenchida pela codificação de cada pulso de 180 graus.pela codificação de cada pulso de 180 graus. Seqüência Fast Spin Eco ( Múltiplos pulsos de 180Seqüência Fast Spin Eco ( Múltiplos pulsos de 180 graus )graus )
  55. 55. Sequência Fast Spin EcoSequência Fast Spin Eco ( Turbo Spin Eco )( Turbo Spin Eco )
  56. 56. SEQUÊNCIAS DE PULSOSSEQUÊNCIAS DE PULSOS SEQUENCIA SINGLE SHOT FAST SPIN ECO -SEQUENCIA SINGLE SHOT FAST SPIN ECO - SSFSESSFSE A sequência SSFSE utiliza-se de uma cadeia de ecosA sequência SSFSE utiliza-se de uma cadeia de ecos suficiente para preencher todas as linhas do espaço K apóssuficiente para preencher todas as linhas do espaço K após um único TR.um único TR. Para uma matriz 256, são utilizados 256 pulsos de 180 grausPara uma matriz 256, são utilizados 256 pulsos de 180 graus após o pulso inicial de 90 graus.após o pulso inicial de 90 graus. Uma seqüência completa dura apenas alguns segundos.Uma seqüência completa dura apenas alguns segundos. Esta seqüência, dado a grande quantidade de ecosEsta seqüência, dado a grande quantidade de ecos produzidos, pondera as imagens quase que tão somente emproduzidos, pondera as imagens quase que tão somente em T2 e é muito utilizada nas colangiorressonâncias,T2 e é muito utilizada nas colangiorressonâncias, urorressonâncias e mielorressonâncias.urorressonâncias e mielorressonâncias. SSFSE - Cadeia longa de ecosSSFSE - Cadeia longa de ecos
  57. 57. SEQUENCIA SINGLE SHOT FAST SPIN ECO -SEQUENCIA SINGLE SHOT FAST SPIN ECO - SSFSESSFSE
  58. 58. SEQUÊNCIAS DE PULSOSSEQUÊNCIAS DE PULSOS Técnica EPI – Echo Planar ImageTécnica EPI – Echo Planar Image A técnica EPI é a maneira mais rápida de se obter imagensA técnica EPI é a maneira mais rápida de se obter imagens por RMN. Permite a codificação e preenchimento de todo opor RMN. Permite a codificação e preenchimento de todo o espaço K com um único TR, sem que para isto, se utilize dosespaço K com um único TR, sem que para isto, se utilize dos pulsos de refasamento de 180 graus como os usados napulsos de refasamento de 180 graus como os usados na seqüência FSE.seqüência FSE. Esta técnica consiste em inverter a polaridade dos gradientesEsta técnica consiste em inverter a polaridade dos gradientes codificadores de fase e de freqüência de forma contínua,codificadores de fase e de freqüência de forma contínua, conseguindo-se desta forma, o preenchimento de todo oconseguindo-se desta forma, o preenchimento de todo o espaço K em apenas fração de segundos.espaço K em apenas fração de segundos. Esta técnica pode ser acoplada às seqüências Spin Eco eEsta técnica pode ser acoplada às seqüências Spin Eco e também por Gradiente de Eco, sendo largamente utilizadatambém por Gradiente de Eco, sendo largamente utilizada nos estudos funcionais de difusão, perfusão e ativação pornos estudos funcionais de difusão, perfusão e ativação por ressonância magnética.ressonância magnética.
  59. 59. Técnica EPITécnica EPI Echo Planar ImageEcho Planar Image
  60. 60. SEQUÊNCIAS DE PULSOSSEQUÊNCIAS DE PULSOS Seqüência Gradiente de EcoSeqüência Gradiente de Eco A seqüência gradiente de eco utiliza-se de um pulso inicial deA seqüência gradiente de eco utiliza-se de um pulso inicial de ângulo variável entre 5 e 180 graus ( Flip angle ).ângulo variável entre 5 e 180 graus ( Flip angle ). O refasamento dos prótons é obtido pela aplicação de umO refasamento dos prótons é obtido pela aplicação de um campo gradiente invertido.campo gradiente invertido. Na seqüência gradiente de eco os tempos TR e TE são muitoNa seqüência gradiente de eco os tempos TR e TE são muito curtos, reduzindo o tempo total do exame, no entanto, observa-curtos, reduzindo o tempo total do exame, no entanto, observa- se muitos artefatos na imagem.se muitos artefatos na imagem. Seqüência Gradiente Eco com Flip Angle de 90 graus.Seqüência Gradiente Eco com Flip Angle de 90 graus. As seqüências gradiente de eco são muito utilizadas nasAs seqüências gradiente de eco são muito utilizadas nas aquisições vasculares e aquisições dinâmicas por RMN.aquisições vasculares e aquisições dinâmicas por RMN.
  61. 61. Seqüência Gradiente de EcoSeqüência Gradiente de Eco
  62. 62. FORMAÇÃO DA IMAGEMFORMAÇÃO DA IMAGEM
  63. 63. EQUAÇÃO DE LARMOREQUAÇÃO DE LARMOR A frequencia com que o proton de hidrogenioA frequencia com que o proton de hidrogenio precessiona depende:precessiona depende: 1. Da razão giromagnetica “Y”1. Da razão giromagnetica “Y” 2. Do campo magnetico a que ele é submetido.2. Do campo magnetico a que ele é submetido. W = B0 . YW = B0 . Y W= Frequencia de precessão: define a quantidade deW= Frequencia de precessão: define a quantidade de giros por segundos(precessão).giros por segundos(precessão). B0= Campo magnetico principal: define a intensidadeB0= Campo magnetico principal: define a intensidade do campo magnetico do equipamento.do campo magnetico do equipamento. Y= Razão giromagnetica: constante caracteristica deY= Razão giromagnetica: constante caracteristica de cada atomo. Para o hidrogenio vale: 42,57 MHz/s.cada atomo. Para o hidrogenio vale: 42,57 MHz/s.
  64. 64. CONSIDERANDO UM EQUIPAMENTO DE 1,5 T (TESLA):CONSIDERANDO UM EQUIPAMENTO DE 1,5 T (TESLA): W0 = B0 (1,5 T) . (42,57 MHz/s)W0 = B0 (1,5 T) . (42,57 MHz/s) W0 = 63,85 MHz/sW0 = 63,85 MHz/s 1,5 T-------FP do hidrogênio= 63,85 MHz 1,0 T-------FP do hidrogênio= 42,57 MHz 0,5 T-------FP do hidrogênio= 21,2857 MHz
  65. 65. CAMPOS GRADIENTESCAMPOS GRADIENTES A informação obtida pela equação de LarmorA informação obtida pela equação de Larmor mostra que para a realização de imagens pormostra que para a realização de imagens por ressonância de diferentes regiões do corpo éressonância de diferentes regiões do corpo é preciso fazer variar o campo magnético numapreciso fazer variar o campo magnético numa certa direção provocando assim diferentescerta direção provocando assim diferentes freqüências de precessão dos prótons defreqüências de precessão dos prótons de hidrogênio ao longo deste campo magnético.hidrogênio ao longo deste campo magnético.
  66. 66. CAMPOS GRADIENTESCAMPOS GRADIENTES Campos magnéticos que variamCampos magnéticos que variam gradativamente de intensidade numa certagradativamente de intensidade numa certa direção são denominados campos gradientes.direção são denominados campos gradientes. No sistema de RM os campos gradientesNo sistema de RM os campos gradientes ocupam os três eixos físicos X, Y, Z,ocupam os três eixos físicos X, Y, Z, respectivamente horizontal, vertical erespectivamente horizontal, vertical e longitudinal e servem para selecionar o planolongitudinal e servem para selecionar o plano e a espessura do corte e codificare a espessura do corte e codificar espacialmente os sinais provenientes doespacialmente os sinais provenientes do paciente.paciente.
  67. 67. .. Existem três tipos de planos de cortes a serem definidos no momento de definição da seqüência que será adotada: axial, sagital ou coronal. Cada um desses cortes está ligado a um gradiente localizado no magneto e possibilitará um tipo de imagem na seqüência dos pulsos. Os gradientes correspondem aos seguintes cortes:
  68. 68. Gradiente Z: Plano horizontal, transverso ouGradiente Z: Plano horizontal, transverso ou axial: planos de secção paralelos aos planosaxial: planos de secção paralelos aos planos cranial e podal, que divide o corpocranial e podal, que divide o corpo horizontalmente.horizontalmente. Corte axialCorte axial
  69. 69. Gradiente X: Plano sagital: planos de secçãoGradiente X: Plano sagital: planos de secção paralelos aos planos laterais que divide oparalelos aos planos laterais que divide o corpo em metades direita e esquerda.corpo em metades direita e esquerda. corte sagitalcorte sagital
  70. 70. Gradiente Y: Plano coronal: planos de secçãoGradiente Y: Plano coronal: planos de secção paralelos aos planos ventral e dorsal, queparalelos aos planos ventral e dorsal, que divide o corpo de forma a separar os planosdivide o corpo de forma a separar os planos ventral e dorsal.ventral e dorsal. corte coronalcorte coronal
  71. 71. ISOCENTROISOCENTRO Campos gradientes são campos magnéticos que apresentamCampos gradientes são campos magnéticos que apresentam variações lineares de intensidade ao longo de uma certavariações lineares de intensidade ao longo de uma certa direção aumentando ou diminuindo o campo magnético local.direção aumentando ou diminuindo o campo magnético local. No equipamento de RM os campos gradientes atuam a partirNo equipamento de RM os campos gradientes atuam a partir do isocentro magnético aumentando gradativamente ado isocentro magnético aumentando gradativamente a intensidade em uma direção e diminuindo também de formaintensidade em uma direção e diminuindo também de forma gradativa a intensidade na direção oposta. No isocentrogradativa a intensidade na direção oposta. No isocentro magnético o campo magnético local será sempre equivalente àmagnético o campo magnético local será sempre equivalente à Bo.Bo.
  72. 72. GRADIENTES DO SISTEMA DEGRADIENTES DO SISTEMA DE RMRM O sistema de RM apresenta 3 eixos físicoO sistema de RM apresenta 3 eixos físico Eixo Z - LongitudinalEixo Z - Longitudinal Eixo Y - VerticalEixo Y - Vertical Eixo X - HorizontalEixo X - Horizontal Ao longo de cada eixo encontra-se as bobinas gradientes.Ao longo de cada eixo encontra-se as bobinas gradientes. No momento da formação da imagem as bobinas geram osNo momento da formação da imagem as bobinas geram os campos gradientes necessários para a seleção do corte ecampos gradientes necessários para a seleção do corte e codificação espacial do sinal de RM.codificação espacial do sinal de RM. O gradiente responsável pela seleção de corte é denominadoO gradiente responsável pela seleção de corte é denominado Gradiente Seletivo ( Gz ). Os gradientes que codificam o sinalGradiente Seletivo ( Gz ). Os gradientes que codificam o sinal no plano de cortes são denominados; Gradiente de Fase ( Gy )no plano de cortes são denominados; Gradiente de Fase ( Gy ) e Gradiente de Freqüência (Gy ).e Gradiente de Freqüência (Gy ).
  73. 73. Esquema representando a localização das bobinas de gradiente no interior do equipamento de RM
  74. 74. ESPAÇO KESPAÇO K As informações obtidas no processo de codificação do sinalAs informações obtidas no processo de codificação do sinal são enviadas para uma área do processador de imagenssão enviadas para uma área do processador de imagens definida como espaço “K “.definida como espaço “K “. O espaço K tem forma retangular e tem dois eixos perpendiculares um ao outro. O eixo de fase do espaço K é horizontal e é centrado no meio de diversas linhas horizontais. O eixo de freqüência do espaço K é vertical e é centrado no meio do espaço K, perpendicularmente ao eixo de fase. O espaço K é o domínio da freqüência espacial, isto é, onde estão armazenadas informações sobre a freqüência de um sinal e de onde ele provém no paciente. Como a freqüência é definida como a alteração de fase por unidade de tempo e é medida em radianos, a unidade do espaço K é radianos por cm. Todas as vezes que é feita uma codificação de freqüência ou de fase são colhidos dados e armazenados nas linhas do espaço K. Esses dados produzirão uma imagem do paciente posteriormente. O espaço K é simplesmente uma área em que são armazenados dados até que o exame termine.
  75. 75. ESPAÇO KESPAÇO K
  76. 76. QUALIDADE DA IMAGEMQUALIDADE DA IMAGEM
  77. 77. RELAÇÃO SINAL RUIDORELAÇÃO SINAL RUIDO R.S.R.R.S.R. Em ressonância magnética a qualidade da imagem pode ser medida pela Relação Sinal - Ruido. RSR mede em termos qualitativos o sinal puro de RM. Quanto maior o seu valor menor será a influência dos fatores que contribuem para a degradação da imagem. O ruído se caracteriza pela formação da imagem "granulada" que se sobrepõe à imagem real do objeto, dificultando a sua visualização. Imagens com baixos valores de RSR são pobres em detalhes, por isso, estamos constantemente preocupados com os parâmetros que possam elevar esta relação.
  78. 78. PRINCIPAIS FATORES QUEPRINCIPAIS FATORES QUE AFETAM A RELAÇÃO SINAL-RUIDO.AFETAM A RELAÇÃO SINAL-RUIDO. Quanto maior o campo magnético, principal deQuanto maior o campo magnético, principal de um sistema de ressonância, maior será aum sistema de ressonância, maior será a quantidade de núcleos de hidrogênios que sequantidade de núcleos de hidrogênios que se alinharão com o campo. Com mais hidrogêniosalinharão com o campo. Com mais hidrogênios “disponíveis”, haverá um ganho proporcional“disponíveis”, haverá um ganho proporcional no sinal gerado pelo paciente. Pode-se dizer,no sinal gerado pelo paciente. Pode-se dizer, portanto, que altos campos magnéticosportanto, que altos campos magnéticos resultam em melhora direta do sinal de RM.resultam em melhora direta do sinal de RM.
  79. 79. BOBINAS DEBOBINAS DE RADIOFREQUÊNCIARADIOFREQUÊNCIA um terceiro componente fundamental do sistema deum terceiro componente fundamental do sistema de RM é as bobinas de radiofrequência (RF) ou bobinasRM é as bobinas de radiofrequência (RF) ou bobinas de “emissão e recepção”. Estas bobinas de RF atuamde “emissão e recepção”. Estas bobinas de RF atuam como antena para produzir e detectar as ondas decomo antena para produzir e detectar as ondas de radio que são denominadas de “sinal de ressonanciaradio que são denominadas de “sinal de ressonancia magnetica” uma bobina de RF tipica esta encerradamagnetica” uma bobina de RF tipica esta encerrada no portal do magneto e, assim não é especificamenteno portal do magneto e, assim não é especificamente visivel. Estas bobinas de RF encobertas, algumasvisivel. Estas bobinas de RF encobertas, algumas vezes denominadas de bobinas corporais, circundamvezes denominadas de bobinas corporais, circundam completamente o paciente, incluindo a mesa sobre acompletamente o paciente, incluindo a mesa sobre a qual ele esta deitado.qual ele esta deitado.
  80. 80. BOBINAS DEBOBINAS DE RADIOFREQUÊNCIARADIOFREQUÊNCIA Bobina de Corpo: De grandes dimensões, é utilizadaBobina de Corpo: De grandes dimensões, é utilizada nos exames que requerem grandes campos denos exames que requerem grandes campos de exploração.exploração. FOV ( Field of View ) maior que 30 cm.FOV ( Field of View ) maior que 30 cm. Bobinas de Superfície ( Receptoras ): Os fabricantesBobinas de Superfície ( Receptoras ): Os fabricantes costumam apresentar diferentes tipos de bobinas quecostumam apresentar diferentes tipos de bobinas que se ajustam de forma anatômica aos diferentes órgãos,se ajustam de forma anatômica aos diferentes órgãos, melhorando com isto a relação sinal-ruído. Assim,melhorando com isto a relação sinal-ruído. Assim, encontramos bobinas próprias para: punho;encontramos bobinas próprias para: punho; joelho; ombro; coluna; etc.... Quanto menor ajoelho; ombro; coluna; etc.... Quanto menor a bobina e quanto melhor esta envolver o órgãobobina e quanto melhor esta envolver o órgão em estudo, melhor será a relação sinal-ruído.em estudo, melhor será a relação sinal-ruído.
  81. 81. BOBINAS DEBOBINAS DE RADIOFREQUÊNCIARADIOFREQUÊNCIA Bobinas de Quadratura: Duas ou mais bobinasBobinas de Quadratura: Duas ou mais bobinas de superfície, conjugadas de tal forma ade superfície, conjugadas de tal forma a obter simultaneamente o sinal de umaobter simultaneamente o sinal de uma mesmamesma região. Apresenta melhor SNR comparada àsregião. Apresenta melhor SNR comparada às bobinas de superfície comuns.bobinas de superfície comuns. Bobinas de Arranjo de Fase ( Phased-Array) :Bobinas de Arranjo de Fase ( Phased-Array) :
  82. 82. FOV ( FIELD OF VIEW )FOV ( FIELD OF VIEW ) CAMPO DE VISÃO.CAMPO DE VISÃO. Quando se aumenta o campo de exploração, obtém-Quando se aumenta o campo de exploração, obtém- se uma quantidade maior de prótons no processo dese uma quantidade maior de prótons no processo de formação imagem, consequentemente há umformação imagem, consequentemente há um aumento de sinal, desde que os demais parâmetrosaumento de sinal, desde que os demais parâmetros não sofram alterações.não sofram alterações. FOV: é a sua área de visão(moldura). O FOV pode ser regular ou irregular.
  83. 83. FOV ( FIELD OF VIEW )FOV ( FIELD OF VIEW ) CAMPO DE VISÃO.CAMPO DE VISÃO. FOV Quadrado FOV Irregular
  84. 84. ESPESSURA DE CORTEESPESSURA DE CORTE (THICKNESS)(THICKNESS) A espessura de corte também tem relação com a qualidade de prótonsA espessura de corte também tem relação com a qualidade de prótons que contribuem com o sinal. Quanto maior a espessura do corte, maiorque contribuem com o sinal. Quanto maior a espessura do corte, maior será o sinal de ressonância.será o sinal de ressonância. ESPESSURA DO CORTE: em estruturas pequenas usamos cortes finos e em estruturas maiores usamos cortes mais grosseiros. Quanto maior a espessura, maior a RSR.
  85. 85. NEXNEX Número de ExcitaçõesNúmero de Excitações Na formação da imagem por RM éNa formação da imagem por RM é possível excitar mais de uma vez umpossível excitar mais de uma vez um mesmo tecido e obter múltiplas respostasmesmo tecido e obter múltiplas respostas desta região. Quanto maior for o númerodesta região. Quanto maior for o número de excitações, melhor será a relaçãode excitações, melhor será a relação sina-ruído, no entanto, o tempo desina-ruído, no entanto, o tempo de aquisição das imagens aumentará naaquisição das imagens aumentará na proporção do número de excitaçõesproporção do número de excitações utilizado.utilizado.
  86. 86. MATRIZMATRIZ Ao contrário da tomografia computadorizada,Ao contrário da tomografia computadorizada, usamos mudar constantemente as dimensões dasusamos mudar constantemente as dimensões das matrizes das imagens em RM . Quanto maior amatrizes das imagens em RM . Quanto maior a resolução da matriz, particularmente na direção deresolução da matriz, particularmente na direção de codificação da fase, maior será o tempo de aquisiçãocodificação da fase, maior será o tempo de aquisição da imagem. Com objetivo de reduzir os tempos deda imagem. Com objetivo de reduzir os tempos de aquisição das imagens, também usamos trabalharaquisição das imagens, também usamos trabalhar com matrizes assimétricas (192 x 256 por exemplo ) ,com matrizes assimétricas (192 x 256 por exemplo ) , com a menor dimensão da matriz ajustada na direçãocom a menor dimensão da matriz ajustada na direção de codificação da fase.de codificação da fase.
  87. 87. MATRIZ ALTA MATRIZ BAIXA
  88. 88. MATRIZ QUADRADA NÚMERO DE LINHAS = NÚMERO DE COLUNAS
  89. 89. PIXELPIXEL A palavra A palavra pixel pixel é oriunda da junção dosé oriunda da junção dos termos termos picture picture e e elementelement, formando, ao pé da letra, a, formando, ao pé da letra, a expressão elemento de imagem. Ao visualizarmosexpressão elemento de imagem. Ao visualizarmos uma imagem com alto índice de aproximação ,éuma imagem com alto índice de aproximação ,é possível identificar pequenos quadrados coloridospossível identificar pequenos quadrados coloridos nela, que, somados, formam o desenho completo.nela, que, somados, formam o desenho completo. Esses pontos, que são a menor parte de umaEsses pontos, que são a menor parte de uma imagem, levam o nome de imagem, levam o nome de  pixelspixels. A partir da noção. A partir da noção do do pixelpixel como uma medida da qualidade das como uma medida da qualidade das imagens, foi propagado o termo “resolução” paraimagens, foi propagado o termo “resolução” para atribuir quantos atribuir quantos  pixels pixels em altura e largura uma fotoem altura e largura uma foto tem.tem.
  90. 90. PIXELPIXEL
  91. 91. VOXELVOXEL Voxel significa Voxel significa volumetric picture elementvolumetric picture element, e é, e é essencialmente um pixel em terceira dimensão. O queessencialmente um pixel em terceira dimensão. O que isso significa é que, ao contrário do pixelisso significa é que, ao contrário do pixel convencional, que é organizado num bitmap em duasconvencional, que é organizado num bitmap em duas dimensões, os voxels são arrumados para construirdimensões, os voxels são arrumados para construir uma imagem tal qual pecinhas de Lego o fazem.uma imagem tal qual pecinhas de Lego o fazem. Voxel levava vantagem sobre polígonos porqueVoxel levava vantagem sobre polígonos porque enquanto estes eram apenas figuras geométricasenquanto estes eram apenas figuras geométricas tridimensionais geralmente cobertas por uma textura atridimensionais geralmente cobertas por uma textura a fim de criar os modelos de personagem, voxelsfim de criar os modelos de personagem, voxels permitiam representar figuras irregulares de formapermitiam representar figuras irregulares de forma mais fiel.mais fiel.
  92. 92. VOXELVOXEL

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