Textos autobiográficos

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Textos autobiográficos

  1. 1. Textos Autobiográficos O diário O Diário de Anne Frank
  2. 2. Escrever um diário? Porquê?• Situação anormal e impressionante• Experiência profissional estimulante• Exercício intelectual• Anotações de incidentes ou impressões de uma viagem
  3. 3. Principais características do texto diarístico (características linguísticas e formais )• narrador que se assume na 1ªpessoa• registo do quotidiano• diário como forma de desabafo/alívio• relato de vivências, pensamentos, emoções e sentimentos• privacidade, intimismo, secretismo• confessionalismo• criação de um destinatário ficcional
  4. 4. O Diário de Anne Frank Sábado, 20 de Junho de 1942 Durante uns dias não escrevi nada porque, primeiro, quis pensar seriamente na finalidadee no sentido de um diário. Experimento uma sensação singular ao escrever o meu diário.Não é só por nunca ter escrito, suponho que, mais tarde, nem eu nem ninguém acharáinteresse nos desabafos de uma rapariga de treze anos. Mas, na realidade, tudo isso nãoimporta. Apetece-me escrever e quero aliviar o meu coração de todos os pesos. O papel émais paciente do que os homens. Era nisso que eu pensava muitas vezes quando, nos meusdias melancólicos, punha a cabeça entre as mãos e sem saber o que havia de fazer comigo.Ora queria ficar em casa, ora queria sair e, a maior parte das vezes, ficava a cismar sem sairdo sítio. Sim, o papel é paciente! E não tenciono mostrar este caderno com o nomepomposo de Diário seja a quem for, a não ser que venha a encontrar na minha vida o talgrande amigo ou a tal grande amiga. (...)E pronto!, cheguei ao ponto principal de todasestas considerações: não tenho uma verdadeira amiga! (...) Com todos os meus numerososconhecidos, só consigo fazer tolices ou falar sobre coisas banais. Não me é possível abrir-me, sinto-me como que abotoada. Pode ser que esta falta de confiança seja defeito meu.Mas não há nada a fazer e tenho pena de não poder modificar as coisas. Por tudo isto é queescrevo um diário. E para evocar na minha fantasia a ideia da amiga há tanto tempodesejada, não quero, como qualquer pessoa, assentar só factos. Este diário é que há de sera minha amiga, e vou-lhe pôr-lhe um nome. Essa amiga chama-se Kitty. FRANK, Anne - Diário de Anne Frank. Lisboa: Livros do Brasil, 1984 (fragmento com supressões)
  5. 5. O Diário de Anne Frank. Exercícios.Transcreve do texto marcas de: Narrador que se assume na 1ª pessoa; Registo do quotidiano; Diário como forma de desabafo/alívio; Relato de vivências, pensamentos, emoções e sentimentos; Privacidade, intimismo, secretismo; Confessionalismo; Criação de um destinatário ficcional.
  6. 6. O Diário de Anne Frank Sábado, 20 de Junho de 1942 Durante uns dias não escrevi nada porque, primeiro, quis pensar seriamente na finalidadee no sentido de um diário. Experimento uma sensação singular ao escrever o meu diário.Não é só por nunca ter escrito, suponho que, mais tarde, nem eu nem ninguém acharáinteresse nos desabafos de uma rapariga de treze anos. Mas, na realidade, tudo isso nãoimporta. Apetece-me escrever e quero aliviar o meu coração de todos os pesos. O papel émais paciente do que os homens. Era nisso que eu pensava muitas vezes quando, nos meusdias melancólicos, punha a cabeça entre as mãos e sem saber o que havia de fazer comigo.Ora queria ficar em casa, ora queria sair e, a maior parte das vezes, ficava a cismar sem sairdo sítio. Sim, o papel é paciente! E não tenciono mostrar este caderno com o nomepomposo de Diário seja a quem for, a não ser que venha a encontrar na minha vida o talgrande amigo ou a tal grande amiga. (...)E pronto!, cheguei ao ponto principal de todasestas considerações: não tenho uma verdadeira amiga! (...) Com todos os meus numerososconhecidos, só consigo fazer tolices ou falar sobre coisas banais. Não me é possível abrir-me, sinto-me como que abotoada. Pode ser que esta falta de confiança seja defeito meu.Mas não há nada a fazer e tenho pena de não poder modificar as coisas. Por tudo isto é queescrevo um diário. E para evocar na minha fantasia a ideia da amiga há tanto tempodesejada, não quero, como qualquer pessoa, assentar só factos. Este diário é que há de sera minha amiga, e vou-lhe pôr-lhe um nome. Essa amiga chama-se Kitty. FRANK, Anne - Diário de Anne Frank. Lisboa: Livros do Brasil, 1984 (fragmento com supressões)
  7. 7. Ficha de Leitura (entregar 08-01-2013)• Capa (identificação da escola, do aluno e da disciplina)• O autor (biografia de Anne Frank)• Contextualização espácio-temporal (onde/quando/como e porquê)• Resumo da obra (Ver regras do resumo)• As melhores citações (Escolhe algumas e justifica a escolha)• O meu comentário (Texto argumentativo)• Fontes consultadas (Bibliografia)

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