Saúde Digital em Medicina Tropical
Luiz Carlos Lobo, outubro 2021 1
Saude Digital e Medicina Tropical
Saúde Digital compreende o uso de
recursos de Tecnologia de
Informação e Comunicação (TIC)
para produzir e disponibilizar
informações confiáveis, sobre o
estado de saúde para quem precisa,
no momento que precisa.
Saúde Digital e Medicina Tropical
Saúde digital abrange o uso de
tecnologias que vão desde o uso de
sensores vestíveis (“wearable”) como
relógios inteligentes, glicosímetros, ecg e
defibriladores, ao emprego de sistemas
disponibilizados em “smartphones” ,
inteligência artificial, prestação de
serviços remotos (“internet das
coisas”), robôs, processamento de
imagens”,“bigdata”, realidade virtual
Saude Digital e Medicina Tropical
Prontuário Eletrônico
e.SUS – AP Prontuário adotado em todos os municípios e
estados do país. Orientado pelas queixas dos pacientes -
Busca de palavras chaves e sintomas (uso de robôs de
captura) que poderiam indicar uma enfermidade tropical
 febre – aguda, intermitente, recorrente
 tosse- seca, produtiva
 diarreia – esporádica, frequente, pastosa, liquida
 dor – abdominal, muscular, articulações, cabeça
 ritmo cardíaco – bradicardia, taquicardia, irregular
 icterícia
 ascite
Saúde Digital e Medicina Tropical
Sintomas bem caracterizados poderiam,
eventualmente sugerir hipóteses diagnósticas e
gerar. no “smartphone” do médico, protocolos de
diagnóstico e tratamento de enfermidades como
malária, arboviroses. leishmaniose visceral, doença
de Chagas, febre amarela, hanseníase, cólera,
esquistossomose, filariose linfática, hepatites.
Como as doenças tropicais são, geralmente,
endemias regionais, o médico não se atina com a
hipótese de malária no sul do pais, por exemplo.
Saude Digital e Medicina Tropical
Sistemas de Apoio à Decisão Clínica: sistemas
que analisam a sequência de queixas de um
paciente e geram possibilidades diagnósticas,
exames a serem solicitados e medicamentos
eventualmente a serem prescritos.
 DXPlain, da Universidade de Harvard
 Isabel Health Care, empresa privada
 Suporte à decisão de várias empresas
“clinical decision support coalition” indicando
os parâmetros como transparência, algoritmos,
ou critérios de tomada de decisão empregados
Saude Digital e Medicina Tropical
Centralizar a informação no paciente significa registrar no
seu prontuário todas as suas informações, do seu ambiente
sócio econômico, a dados de saúde obtidos na atenção
primária, coligidos em outros níveis de atenção, exames
complementares realizados, com seus laudos e medicações
propostas.
Esse prontuário obtido pela equipe de saúde deverá estar
espelhado no smartphone do paciente e disponibilizado via
“nuvem” a pessoas autorizadas.
A tecnologia “blockchain” poderia ser empregada para
assegurar a privacidade da informação. Um embrião desse
processo foi desenvolvido no DATASUS como ConecteSUS
Saúde Digital e Medicina Tropical
Processamento de linguagem natural
deve ser oferecido ao profissional de
saúde, evitando que ele tenha ficar
digitalizando dados do seu paciente no
computador.
Eric Topol indica que na atualidade o
médico passa mais tempo voltado ao
seu computador que interagindo com o
enfermo.
Saude Digital e Medicina
Tropical
Prontuários Hospitalares – vários
sistemas nos municípios, estados e
hospitais privados
Sistemas funcionando em
“background” podem ser utilizados
para verificar dados de pacientes,
como interação e incompatibilidade
de medicamentos, dados de exames
complementares discrepantes,
exames solicitados e/ou a serem
realizados
Inteligência artificial é o uso
de computadores que,
analisando um grande
volume de dados e seguindo
algoritmos definidos por
especialistas na matéria, são
capazes de propor soluções
a problemas, entre os quais
os da saúde.
IA
11
IBM WATSON – 2011 - 80 TRILHÕES DE
OPERAÇÕES/SEG.
12
“Big data “ está sendo gradualmente
introduzido no sistema de atenção à
saúde.
Dados de prevalência, incidência e
evolução de enfermidades, permitiriam
gerar dados estatísticos, antecipar surtos
epidemiológicos e prescrever ações
preventivas.
Permite, diagnosticar, tratar e
avaliar a evolução de pacientes IA
13
INPUTS
Queixas Principais
História: da doença atual
H .patológica pregressa
H. familiar
Estilo de vida:
Exercício físico, Fumo
Condições de vida
Residência, Renda
Ambiente
Dados funcionais
Exames realizados
Especiais
Medicamentos atuais
Hipóteses diagnósticas
Adapatado de Eric Topol
Diagnóstico
Orientação Terapêutica
Alimentação
Estilo de vida
PACIENTE OUTPUT
Rede neural de processamento
Saúde Digital e Medicina Tropical
CARACTERÍSTICAS DE PESQUISA EM GRANDE VOLUME
DADOS – BIG DATA
 Utiliza dados obtidos sem protocolo de pesquisa, ou sem
buscar testar uma hipótese;
 Pesquisa relações entre muitas variáveis não especificadas
previamente e numa base diversificada de dados;
 Utiliza um grande volume de dados não estruturados (terabytes
ou petabytes), grande número de participantes (milhares ou
centenas de milhares), numa base diversificada de dados
(prontuários médicos, dados administrativos, bancos de dados,
sensores, genomas, genogramas, dados socioeconômicos e
ambientais);
Saúde Digital e Medicina Tropical
Acesso a Bancos de dados do MS
Acesso a informações disponíveis em
Bancos de Dados como:
 Mortalidade
 Doenças de notificação compulsória
SINAN
Uso de robôs na captura de dados
quando autorizados pelo MS
Várias empresas fornecem esse serviço,
Microsoft Power Automate 16
Saúde Digital e Medicina Tropical
Processamento de Imagens por IA
A cientista Fei-Fei Li (Universidade de Stanford)
criou em 2007 a Image Net em um sistema
aberto (open source), registrando 15 milhões de
imagens catalogadas e iniciando
o processo de reconhecimento de imagens
(pattern recognition) por sistemas
computacionais, mostrando a viabilidade do
reconhecimento de imagens baseando-se em
algoritmos e na categorização feita por
humanos.
Processamento de Imagens
Em 2015, Thrun (Stanford University) e equipe
começaram a validar a IA usando um conjunto
de 130.000 imagens de lesões de pele, das
quais14.000 foram diagnosticadas por
dermatologistas para reconhecer três tipos de
lesão: benignas, malignas e crescimentos não
cancerosos.
O sistema acertou 72% das vezes, comparando-
se com um acerto de 66% feito por
dermatologistas qualificados. 18
Saúde Digital e Medicina Tropical
Saúde Digital e Medicina Tropical
Processamento de Imagens
Experiências têm sido desenvolvidas por
universidades brasileiras criando bancos de imagens
e as processando por redes neurais
Universidade Brasília:
Avaliação de mamografias
Imagens de dermatologia
Universidade de São Paulo
Patologia – ressonância em autopsias não
invasivas
Radiologia – tomografias em COVID19
O reconhecimento de padrões (pattern
recognition) pelo computador poderá
indicar o “know what” de um problema
de saúde. Mas caberá ao médico discutir
o caso com seu paciente agregando o
seu “know-why”, orientando-o e aliviando
suas tensões já que o computador não
tem emoções e uma compreensão do
“outro” . 20
Pesquisa da Price Waterhouse &Coopers realizada
em 12.000 indivíduos de 12 países da Europa,
Oriente Médio e África indicou que 54% aceitariam
ser atendidos por um robô com Inteligência Artificial
(94% na Nigéria, 85% na Turquia e 41% na
Alemanha e 39% na Inglaterra) aptos a responder a
questões de saúde, realizar exames, fazer
diagnósticos baseados nesses exames e. mesmo,
recomendar um tratamento.
Poderemos ensinar robôs a
tomarem decisões éticas?
BBC Magazine
Outubro de 2017
IA
41

Versão 3 saúde digital e medicina tropical

  • 1.
    Saúde Digital emMedicina Tropical Luiz Carlos Lobo, outubro 2021 1
  • 2.
    Saude Digital eMedicina Tropical Saúde Digital compreende o uso de recursos de Tecnologia de Informação e Comunicação (TIC) para produzir e disponibilizar informações confiáveis, sobre o estado de saúde para quem precisa, no momento que precisa.
  • 3.
    Saúde Digital eMedicina Tropical Saúde digital abrange o uso de tecnologias que vão desde o uso de sensores vestíveis (“wearable”) como relógios inteligentes, glicosímetros, ecg e defibriladores, ao emprego de sistemas disponibilizados em “smartphones” , inteligência artificial, prestação de serviços remotos (“internet das coisas”), robôs, processamento de imagens”,“bigdata”, realidade virtual
  • 4.
    Saude Digital eMedicina Tropical Prontuário Eletrônico e.SUS – AP Prontuário adotado em todos os municípios e estados do país. Orientado pelas queixas dos pacientes - Busca de palavras chaves e sintomas (uso de robôs de captura) que poderiam indicar uma enfermidade tropical  febre – aguda, intermitente, recorrente  tosse- seca, produtiva  diarreia – esporádica, frequente, pastosa, liquida  dor – abdominal, muscular, articulações, cabeça  ritmo cardíaco – bradicardia, taquicardia, irregular  icterícia  ascite
  • 5.
    Saúde Digital eMedicina Tropical Sintomas bem caracterizados poderiam, eventualmente sugerir hipóteses diagnósticas e gerar. no “smartphone” do médico, protocolos de diagnóstico e tratamento de enfermidades como malária, arboviroses. leishmaniose visceral, doença de Chagas, febre amarela, hanseníase, cólera, esquistossomose, filariose linfática, hepatites. Como as doenças tropicais são, geralmente, endemias regionais, o médico não se atina com a hipótese de malária no sul do pais, por exemplo.
  • 6.
    Saude Digital eMedicina Tropical Sistemas de Apoio à Decisão Clínica: sistemas que analisam a sequência de queixas de um paciente e geram possibilidades diagnósticas, exames a serem solicitados e medicamentos eventualmente a serem prescritos.  DXPlain, da Universidade de Harvard  Isabel Health Care, empresa privada  Suporte à decisão de várias empresas “clinical decision support coalition” indicando os parâmetros como transparência, algoritmos, ou critérios de tomada de decisão empregados
  • 8.
    Saude Digital eMedicina Tropical Centralizar a informação no paciente significa registrar no seu prontuário todas as suas informações, do seu ambiente sócio econômico, a dados de saúde obtidos na atenção primária, coligidos em outros níveis de atenção, exames complementares realizados, com seus laudos e medicações propostas. Esse prontuário obtido pela equipe de saúde deverá estar espelhado no smartphone do paciente e disponibilizado via “nuvem” a pessoas autorizadas. A tecnologia “blockchain” poderia ser empregada para assegurar a privacidade da informação. Um embrião desse processo foi desenvolvido no DATASUS como ConecteSUS
  • 9.
    Saúde Digital eMedicina Tropical Processamento de linguagem natural deve ser oferecido ao profissional de saúde, evitando que ele tenha ficar digitalizando dados do seu paciente no computador. Eric Topol indica que na atualidade o médico passa mais tempo voltado ao seu computador que interagindo com o enfermo.
  • 10.
    Saude Digital eMedicina Tropical Prontuários Hospitalares – vários sistemas nos municípios, estados e hospitais privados Sistemas funcionando em “background” podem ser utilizados para verificar dados de pacientes, como interação e incompatibilidade de medicamentos, dados de exames complementares discrepantes, exames solicitados e/ou a serem realizados
  • 11.
    Inteligência artificial éo uso de computadores que, analisando um grande volume de dados e seguindo algoritmos definidos por especialistas na matéria, são capazes de propor soluções a problemas, entre os quais os da saúde. IA 11
  • 12.
    IBM WATSON –2011 - 80 TRILHÕES DE OPERAÇÕES/SEG. 12
  • 13.
    “Big data “está sendo gradualmente introduzido no sistema de atenção à saúde. Dados de prevalência, incidência e evolução de enfermidades, permitiriam gerar dados estatísticos, antecipar surtos epidemiológicos e prescrever ações preventivas. Permite, diagnosticar, tratar e avaliar a evolução de pacientes IA 13
  • 14.
    INPUTS Queixas Principais História: dadoença atual H .patológica pregressa H. familiar Estilo de vida: Exercício físico, Fumo Condições de vida Residência, Renda Ambiente Dados funcionais Exames realizados Especiais Medicamentos atuais Hipóteses diagnósticas Adapatado de Eric Topol Diagnóstico Orientação Terapêutica Alimentação Estilo de vida PACIENTE OUTPUT Rede neural de processamento
  • 15.
    Saúde Digital eMedicina Tropical CARACTERÍSTICAS DE PESQUISA EM GRANDE VOLUME DADOS – BIG DATA  Utiliza dados obtidos sem protocolo de pesquisa, ou sem buscar testar uma hipótese;  Pesquisa relações entre muitas variáveis não especificadas previamente e numa base diversificada de dados;  Utiliza um grande volume de dados não estruturados (terabytes ou petabytes), grande número de participantes (milhares ou centenas de milhares), numa base diversificada de dados (prontuários médicos, dados administrativos, bancos de dados, sensores, genomas, genogramas, dados socioeconômicos e ambientais);
  • 16.
    Saúde Digital eMedicina Tropical Acesso a Bancos de dados do MS Acesso a informações disponíveis em Bancos de Dados como:  Mortalidade  Doenças de notificação compulsória SINAN Uso de robôs na captura de dados quando autorizados pelo MS Várias empresas fornecem esse serviço, Microsoft Power Automate 16
  • 17.
    Saúde Digital eMedicina Tropical Processamento de Imagens por IA A cientista Fei-Fei Li (Universidade de Stanford) criou em 2007 a Image Net em um sistema aberto (open source), registrando 15 milhões de imagens catalogadas e iniciando o processo de reconhecimento de imagens (pattern recognition) por sistemas computacionais, mostrando a viabilidade do reconhecimento de imagens baseando-se em algoritmos e na categorização feita por humanos.
  • 18.
    Processamento de Imagens Em2015, Thrun (Stanford University) e equipe começaram a validar a IA usando um conjunto de 130.000 imagens de lesões de pele, das quais14.000 foram diagnosticadas por dermatologistas para reconhecer três tipos de lesão: benignas, malignas e crescimentos não cancerosos. O sistema acertou 72% das vezes, comparando- se com um acerto de 66% feito por dermatologistas qualificados. 18 Saúde Digital e Medicina Tropical
  • 19.
    Saúde Digital eMedicina Tropical Processamento de Imagens Experiências têm sido desenvolvidas por universidades brasileiras criando bancos de imagens e as processando por redes neurais Universidade Brasília: Avaliação de mamografias Imagens de dermatologia Universidade de São Paulo Patologia – ressonância em autopsias não invasivas Radiologia – tomografias em COVID19
  • 20.
    O reconhecimento depadrões (pattern recognition) pelo computador poderá indicar o “know what” de um problema de saúde. Mas caberá ao médico discutir o caso com seu paciente agregando o seu “know-why”, orientando-o e aliviando suas tensões já que o computador não tem emoções e uma compreensão do “outro” . 20
  • 21.
    Pesquisa da PriceWaterhouse &Coopers realizada em 12.000 indivíduos de 12 países da Europa, Oriente Médio e África indicou que 54% aceitariam ser atendidos por um robô com Inteligência Artificial (94% na Nigéria, 85% na Turquia e 41% na Alemanha e 39% na Inglaterra) aptos a responder a questões de saúde, realizar exames, fazer diagnósticos baseados nesses exames e. mesmo, recomendar um tratamento.
  • 22.
    Poderemos ensinar robôsa tomarem decisões éticas? BBC Magazine Outubro de 2017 IA 41