QUÍMICA GERAL
UNIDADE 1: CONCEITOS FUNDAMENTAIS
 Química: é o estudo da composição e das propriedades
da matéria, que inclui todas as substâncias químicas que
compõem as coisas tangíveis.
 Estrutura básica da matéria
 Forças que determinam as propriedades que observamos
 Método científico: processo cíclico no qual obtemos e
acumulamos informação sobre a natureza, formulamos
explicações para o que nós observamos e, então,
testamos as explicações com novas experiências.
2
Criação de novos materiais
Engenharia/UNESA
UNIDADE 1: CONCEITOS FUNDAMENTAIS
 Fatos empíricos (observações / dados).
 Leis científicas baseadas nos resultados de muitas
experiências.
 Hipótese (tentativa de explicação).
 Teoria (explicação testada, embora nunca seja provada
de forma absoluta).
 Todas as substâncias são compostas por partículas
menores (átomos);
 Os átomos individuais combinam-se de diversas
maneiras para formar partículas mais complexas
(moléculas). 3
Engenharia/UNESA
UNIDADE 1: CONCEITOS FUNDAMENTAIS
 Exemplo: C e H
4
Metano Butano Benzeno
Engenharia/UNESA
UNIDADE 1: CONCEITOS FUNDAMENTAIS
 Matéria: é qualquer coisa que ocupe espaço e tenha
massa.
 Obs: Massa  Peso
 Massa é a quantidade de matéria que existe em um
objeto. A massa fornece uma indicação da
quantidade de movimento de um objeto ou da
resistência que ele oferece a uma mudança de
movimento.
 Peso = é a força que atua sobre um objeto quando
ele está em um campo gravitacional.
 Reação química: são transformações que alteram a
composição química das substâncias.
5
Engenharia/UNESA
UNIDADE 1: CONCEITOS FUNDAMENTAIS
 Exemplo: Reação de decomposição
2 NaCl (s)  2 Na (s) + Cl2 (g)
 Substâncias que não podem ser decompostas em outras
mais simples através de reações químicas – elementos.
Os elementos são representados por símbolos,
encontram-se na Tabela Periódica (90 existentes na
Natureza e 27 artificiais).
 Exemplos: Hg, Fe, He, K, Na, F,... 6
Sólido metálico, branco-prateado
Gás verde-pálido
Engenharia/UNESA
 Composto: substância formada de dois ou mais elementos diferentes,
na qual esses elementos estão sempre combinados na mesma
proporção fixa (isto é, constante) de massas.
Exemplos: H2O, NaOH, CaCO3
 Substância pura: elementos, substâncias simples e compostos (a
composição sempre é a mesma independentemente da sua fonte);
 Misturas: misturas de elementos ou de substâncias
 Homogêneas: tem as mesmas propriedades em qualquer ponto da
mistura (ligas – s/s, soluções – s/l, l/l, ou misturas gasosas).
 Heterogêneas: consiste de duas ou mais regiões que têm as
propriedades diferentes (fases).
7
UNIDADE 1: CONCEITOS FUNDAMENTAIS
Engenharia/UNESA
UNIDADE 1: CONCEITOS FUNDAMENTAIS
 Transformação física: não há formação de novas
substâncias químicas.
Exemplos: processo de criação de uma mistura
(mistura de Fe(s) e S(s)), dissolução de açúcar em
água, evaporação de um líquido,...
 Transformação química: é uma reação química. A
composição química das substâncias envolvidas é
alterada.
Exemplo: Fe (s) + S (s)  FeS (s)
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Engenharia/UNESA
UNIDADE 1: CONCEITOS FUNDAMENTAIS
Matéria
Mistura
(composição
variável)
Mistura homogênea
(água / álcool,...)
Mistura
heterogênea
(água / óleo,...)
Substâncias puras
(composição
constante)
Composto (NaCl)
Substância simples
(H2, Cl2...)
Elementos
(Fe, K, Cu...) 9
Engenharia/UNESA
UNIDADE 1: CONCEITOS FUNDAMENTAIS
 Curva de aquecimento: um levantamento de dados muito útil na química é a
chamada curva de aquecimento. Pega-se uma amostra no estado sólido a uma
determinada temperatura e submete-se a mesma a um aquecimento constante. A
amostra sólida vai aquecendo até que começa a fundir. Transformada em líquido
continua aquecendo até entrar em ebulição. Mesmo depois de transformada em
gás, pode continuar sendo aquecida. Tomando nota das temperaturas de tempos
em tempos, podemos construir o seguinte gráfico:
10
Substância pura
Mistura
Mistura azeotrópica (PE constante; ex: 4% água / 96%
álcool)
Mistura eutética (PF constante; ex: 37% Pb / 63% Sn)
Mistura simples
Engenharia/UNESA
UNIDADE 1: CONCEITOS FUNDAMENTAIS
Propriedades
(características) dos
materiais: são usadas
para distinguir uma
espécie da outra
Propriedade física: a
composição química do
objeto de estudo não
muda no ato da
observação
Cor, ponto de fusão,
ponto de ebulição,...
Propriedade química:
descreve uma
transformação química
(uma reação química)
que uma substância
sofre
Resistência à ácidos,
resistência ao oxigênio,
degradação,...
11
Engenharia/UNESA
UNIDADE 1: CONCEITOS FUNDAMENTAIS
 Estados físicos mais comuns da matéria
12
Sólido Líquido Gás
fusão vaporização
solidificação condensação
sublimação
sublimação
Processo endotérmico
Processo exotérmico
Engenharia/UNESA
UNIDADE 1: CONCEITOS FUNDAMENTAIS
13
Em física, termodinâmica, química, físico-química e
física da matéria condensada, um ponto crítico,
também chamado de estado crítico, é uma
condição específica de temperatura e pressão acima
da qual não se pode mais diferenciar as fases da
matéria.
Em Física, o ponto triplo de uma
substância é a temperatura e a pressão
nas quais os três estados da matéria
(sólido, líquido e gasoso) coexistem em
equilíbrio termodinâmico. O ponto triplo a
temperatura da água é exatamente
273,16 kelvin (0,01 °C) e a pressão é
611,73 pascal (cerca de 4,59 mmHg).
Engenharia/UNESA
UNIDADE 1: CONCEITOS FUNDAMENTAIS
 O ponto de ebulição ou temperatura de ebulição é a temperatura em que
uma substância passa do estado líquido ao estado gasoso.
 No ponto de ebulição, a pressão do vapor saturado de um líquido é igual à
pressão ambiente (do sistema), a qual pode ser considerada a pressão
atmosférica (760 mmHg), caso o sistema esteja comunicante com a atmosfera
terrestre e ao nível do mar. Neste último caso, deve-se levar em conta que o
ponto de ebulição varia com a altitude, já que a pressão atmosférica varia com a
mesma.
 Quanto mais baixa for a pressão do sistema, menor será o ponto de ebulição e
vice-versa. O ponto de ebulição da água em condições de atmosfera padrão é
de 100C. Vale citar, como exemplo que, a água, em pressões muito baixas,
ferve à temperaturas bem inferiores à 100C.
 De acordo com a definição IUPAC, ponto de ebulição é a temperatura na qual a
pressão de líquido iguala-se a pressão atmosférica.
 No princípio do funcionamento de uma panela de pressão, há o aumento da
pressão atmosférica dentro da panela e isso faz com que o seu ponto de
ebulição seja maior, podendo atingir temperaturas de até 120°C da água e haja
um cozimento mais rápido do alimento.
14
Engenharia/UNESA
UNIDADE 1: CONCEITOS FUNDAMENTAIS
 Em Física, o plasma é denominado o quarto estado da matéria. Difere-se dos sólidos,
líquidos e gasosos por ser um gás ionizado, constituídos por átomos ionizados e
elétrons em uma distribuição quase-neutra (concentrações de íons positivos e
negativos praticamente iguais) que possuem comportamento coletivo. A pequena
diferença de cargas torna o plasma eletricamente condutível, fazendo com que ele
tenha uma forte resposta a campos eletromagnéticos.
 Esta mudança de estado físico acontece da seguinte forma: ao transferirmos energia
em nível atômico (calor, por exemplo) a um corpo de massa sólida, este aumenta sua
temperatura até o ponto de fusão, tornando sua massa líquida; se transferirmos ainda
mais energia, este atingirá a temperatura de ebulição e sua massa tornar-se-á
gasosa, ainda se aumentarmos a energia transferida ao gás a altíssimas
temperaturas, obteremos o plasma.
15
Lâmpadas de plasma: são essencialmente constituídas por uma esfera de vidro
com um gás a baixa pressão e por um eletrodo central a alta voltagem. Descargas
elétricas provocam a excitação e a ionização de alguns átomos de gás. Os
átomos excitados, ao voltarem ao estado inicial, emitem luz.
Engenharia/UNESA
UNIDADE 1: CONCEITOS FUNDAMENTAIS
 Os condensados de Bose-Einstein são fluidos de baixas temperaturas
com propriedades não totalmente compreendidas, como fluir
espontaneamente para fora do seu recipiente. Este efeito é uma
consequência da mecânica quântica, que postula que qualquer sistema
só pode adquirir energia em quantidades discretas. Se um sistema está a
uma temperatura tão baixa que esteja no seu estado de energia mínima,
não é possível reduzir a sua energia, nem sequer por fricção. Assim
sendo, sem fricção, o fluido facilmente supera a gravidade devido às
forças de adesão entre o fluido e a parede do seu recipiente e tomará a
posição mais favorável, ou seja, a toda a volta do recipiente.
 A existência deste estado da matéria como consequência da mecânica
quântica foi inicialmente prevista por Albert Einstein em 1925, no
seguimento do trabalho efetuado por Satyendra Nath Bose. O primeiro
condensado deste tipo foi produzido setenta anos mais tarde por Eric
Cornell e Carl Wieman em 1995, na Universidade de Colorado em
Boulder, usando um gás de átomos de rubídio arrefecido a 170
nanokelvins (nK). 16
Engenharia/UNESA
UNIDADE 1: CONCEITOS FUNDAMENTAIS
 Propriedades extensivas da matéria: dependem do
tamanho da amostra. Exemplo: volume, massa,...
 Propriedades intensivas da matéria: são
independentes do tamanho da amostra. Exemplos:
cor, ponto de fusão, ponto de ebulição,...
 Observação: na identificação de substâncias, as
propriedades intensivas (propriedades físicas e/ou
químicas) são muito úteis.
 Observação: medidas qualitativas não informam
numericamente e são, em geral, de valor limitado.
Exemplo: cor de uma substância.
17
Engenharia/UNESA
UNIDADE 1: CONCEITOS FUNDAMENTAIS
 Medidas quantitativas envolvem comparações –
sistema de unidades padronizado.
 1960: Sistema Internacional de Unidades (SI)
 Unidades básicas:
18
Medida Unidade
Comprimento Metro (m)
Massa Quilograma (kg)
Tempo Segundo (s)
Temperatura Kelvin (K)
Corrente elétrica Ampère (A)
Quantidade de substância Mol (mol)
Intensidade luminosa Candela (cd)
Engenharia/UNESA
UNIDADE 1: CONCEITOS FUNDAMENTAIS
 Unidades derivadas:
Exemplo:
Área = comprimento x largura = m x m = m2
Quantidade de movimento = massa x velocidade =
massa x comprimento / tempo = kg x m / s = kg.m.s-1
 Unidades de qualquer tamanho:
 Múltiplos: mega (106), quilo (103)
 Submúltiplos: deci (10-1), centi (10-2), mili (10-3),
micro (10-6), nano (10-9), pico (10-12)
19
Engenharia/UNESA
UNIDADE 1: CONCEITOS FUNDAMENTAIS
 Unidades de medida que não fazem parte do SI e
ainda estão presentes nos laboratórios e na
literatura científica.
 Comprimento: 1 Å (angstrom) = 10-10 m
 Massa: 1 u (amu) (unidade de massa atômica) =
1,66054 x 10-23 kg
 Temperatura: C (grau Celsius), C + 273,15 = K
 Volume: litro (L), 1 L = 1.000 cm3
 Tempo: hora, 1 h = 60 min; minuto, 1 min = 60 s
20
Engenharia/UNESA
UNIDADE 1: CONCEITOS FUNDAMENTAIS
 Sistema inglês de unidades:
 Comprimento:
Polegada: 1 in = 2,54 cm
Pé: 1 ft = 30,48 cm
Jarda: 1 yd = 0,9144 m
Milha terrestre: 1 mi = 1,609 km
 Massa:
Libra: 1 lb = 453,6 g
Onça: 1 oz = 28,35 g
 Volume:
Galão: 1 gal = 3,785 L
Quarto: 1 qt = 946,34 mL
Onça-fluida: 1 oz = 29,6 mL
21
Engenharia/UNESA
UNIDADE 1: CONCEITOS FUNDAMENTAIS
 Medidas não são exatas, elas contêm incertezas (erros);
 Erros: ocorrem por limitações do observador e/ou por
limitações nos instrumentos. Também contribuem
variações incontroláveis impostas pelo tempo.
 A confiabilidade da medida dos dados é indicada pelo
número de algarismos significativos usados. Exemplo:
24,4  0,1C  três algarismos significativos (2 exatos e 1
estimado);
24,32  0,01C  quatro algarismos significativos (3 exatos
e 1 estimado)  leitura com maior confiabilidade;
Obs: Na prática executa-se várias medidas e representa-se
a leitura como: média  desvio-padrão (Estatística). 22
Engenharia/UNESA
UNIDADE 1: CONCEITOS FUNDAMENTAIS
 Observação:
 Exatidão: quão próximo do valor correto ou
verdadeiro é o resultado da medida;
 Precisão: refere-se ao grau de proximidade entre si
das repetidas medidas de uma grandeza e ao grau
de proximidade em relação à média aritmética.
23
Preciso
Inexato
Impreciso
Inexato
Preciso
Exato
Engenharia/UNESA
UNIDADE 1: CONCEITOS FUNDAMENTAIS
 Operações com algarismos significativos (a.s.):
 Zeros à direita de uma vírgula decimal são sempre contados como
algarismos significativos: 4,500  4 a.s.
 Zeros à esquerda do primeiro algarismo diferente de zero nunca são
contados como significativos: 0,0023  2 a.s.
 Zero no final de um números sem vírgula decimal não são considerados
significativos: 45.000  2. a.s.
 Multiplicação / Divisão
(3,148 x 2,7651) / (0,164) = 53,1 (o menor número de a.s.)
 Soma / Subtração
3,247 + 41,36 + 125,2 – 23,768 = 146,0 (a grandeza com menor número de
casas decimais)
▲ Observação: números provenientes de definições (ex: 12 in = 1 ft) e
aqueles que provêm de contagem direta (ex: número de alunos na sala)
não têm incertezas  números exatos, ou seja, com um número infinito
de a.s. 24
Engenharia/UNESA

Unidade 1 nova friburgo

  • 1.
  • 2.
    UNIDADE 1: CONCEITOSFUNDAMENTAIS  Química: é o estudo da composição e das propriedades da matéria, que inclui todas as substâncias químicas que compõem as coisas tangíveis.  Estrutura básica da matéria  Forças que determinam as propriedades que observamos  Método científico: processo cíclico no qual obtemos e acumulamos informação sobre a natureza, formulamos explicações para o que nós observamos e, então, testamos as explicações com novas experiências. 2 Criação de novos materiais Engenharia/UNESA
  • 3.
    UNIDADE 1: CONCEITOSFUNDAMENTAIS  Fatos empíricos (observações / dados).  Leis científicas baseadas nos resultados de muitas experiências.  Hipótese (tentativa de explicação).  Teoria (explicação testada, embora nunca seja provada de forma absoluta).  Todas as substâncias são compostas por partículas menores (átomos);  Os átomos individuais combinam-se de diversas maneiras para formar partículas mais complexas (moléculas). 3 Engenharia/UNESA
  • 4.
    UNIDADE 1: CONCEITOSFUNDAMENTAIS  Exemplo: C e H 4 Metano Butano Benzeno Engenharia/UNESA
  • 5.
    UNIDADE 1: CONCEITOSFUNDAMENTAIS  Matéria: é qualquer coisa que ocupe espaço e tenha massa.  Obs: Massa  Peso  Massa é a quantidade de matéria que existe em um objeto. A massa fornece uma indicação da quantidade de movimento de um objeto ou da resistência que ele oferece a uma mudança de movimento.  Peso = é a força que atua sobre um objeto quando ele está em um campo gravitacional.  Reação química: são transformações que alteram a composição química das substâncias. 5 Engenharia/UNESA
  • 6.
    UNIDADE 1: CONCEITOSFUNDAMENTAIS  Exemplo: Reação de decomposição 2 NaCl (s)  2 Na (s) + Cl2 (g)  Substâncias que não podem ser decompostas em outras mais simples através de reações químicas – elementos. Os elementos são representados por símbolos, encontram-se na Tabela Periódica (90 existentes na Natureza e 27 artificiais).  Exemplos: Hg, Fe, He, K, Na, F,... 6 Sólido metálico, branco-prateado Gás verde-pálido Engenharia/UNESA
  • 7.
     Composto: substânciaformada de dois ou mais elementos diferentes, na qual esses elementos estão sempre combinados na mesma proporção fixa (isto é, constante) de massas. Exemplos: H2O, NaOH, CaCO3  Substância pura: elementos, substâncias simples e compostos (a composição sempre é a mesma independentemente da sua fonte);  Misturas: misturas de elementos ou de substâncias  Homogêneas: tem as mesmas propriedades em qualquer ponto da mistura (ligas – s/s, soluções – s/l, l/l, ou misturas gasosas).  Heterogêneas: consiste de duas ou mais regiões que têm as propriedades diferentes (fases). 7 UNIDADE 1: CONCEITOS FUNDAMENTAIS Engenharia/UNESA
  • 8.
    UNIDADE 1: CONCEITOSFUNDAMENTAIS  Transformação física: não há formação de novas substâncias químicas. Exemplos: processo de criação de uma mistura (mistura de Fe(s) e S(s)), dissolução de açúcar em água, evaporação de um líquido,...  Transformação química: é uma reação química. A composição química das substâncias envolvidas é alterada. Exemplo: Fe (s) + S (s)  FeS (s) 8 Engenharia/UNESA
  • 9.
    UNIDADE 1: CONCEITOSFUNDAMENTAIS Matéria Mistura (composição variável) Mistura homogênea (água / álcool,...) Mistura heterogênea (água / óleo,...) Substâncias puras (composição constante) Composto (NaCl) Substância simples (H2, Cl2...) Elementos (Fe, K, Cu...) 9 Engenharia/UNESA
  • 10.
    UNIDADE 1: CONCEITOSFUNDAMENTAIS  Curva de aquecimento: um levantamento de dados muito útil na química é a chamada curva de aquecimento. Pega-se uma amostra no estado sólido a uma determinada temperatura e submete-se a mesma a um aquecimento constante. A amostra sólida vai aquecendo até que começa a fundir. Transformada em líquido continua aquecendo até entrar em ebulição. Mesmo depois de transformada em gás, pode continuar sendo aquecida. Tomando nota das temperaturas de tempos em tempos, podemos construir o seguinte gráfico: 10 Substância pura Mistura Mistura azeotrópica (PE constante; ex: 4% água / 96% álcool) Mistura eutética (PF constante; ex: 37% Pb / 63% Sn) Mistura simples Engenharia/UNESA
  • 11.
    UNIDADE 1: CONCEITOSFUNDAMENTAIS Propriedades (características) dos materiais: são usadas para distinguir uma espécie da outra Propriedade física: a composição química do objeto de estudo não muda no ato da observação Cor, ponto de fusão, ponto de ebulição,... Propriedade química: descreve uma transformação química (uma reação química) que uma substância sofre Resistência à ácidos, resistência ao oxigênio, degradação,... 11 Engenharia/UNESA
  • 12.
    UNIDADE 1: CONCEITOSFUNDAMENTAIS  Estados físicos mais comuns da matéria 12 Sólido Líquido Gás fusão vaporização solidificação condensação sublimação sublimação Processo endotérmico Processo exotérmico Engenharia/UNESA
  • 13.
    UNIDADE 1: CONCEITOSFUNDAMENTAIS 13 Em física, termodinâmica, química, físico-química e física da matéria condensada, um ponto crítico, também chamado de estado crítico, é uma condição específica de temperatura e pressão acima da qual não se pode mais diferenciar as fases da matéria. Em Física, o ponto triplo de uma substância é a temperatura e a pressão nas quais os três estados da matéria (sólido, líquido e gasoso) coexistem em equilíbrio termodinâmico. O ponto triplo a temperatura da água é exatamente 273,16 kelvin (0,01 °C) e a pressão é 611,73 pascal (cerca de 4,59 mmHg). Engenharia/UNESA
  • 14.
    UNIDADE 1: CONCEITOSFUNDAMENTAIS  O ponto de ebulição ou temperatura de ebulição é a temperatura em que uma substância passa do estado líquido ao estado gasoso.  No ponto de ebulição, a pressão do vapor saturado de um líquido é igual à pressão ambiente (do sistema), a qual pode ser considerada a pressão atmosférica (760 mmHg), caso o sistema esteja comunicante com a atmosfera terrestre e ao nível do mar. Neste último caso, deve-se levar em conta que o ponto de ebulição varia com a altitude, já que a pressão atmosférica varia com a mesma.  Quanto mais baixa for a pressão do sistema, menor será o ponto de ebulição e vice-versa. O ponto de ebulição da água em condições de atmosfera padrão é de 100C. Vale citar, como exemplo que, a água, em pressões muito baixas, ferve à temperaturas bem inferiores à 100C.  De acordo com a definição IUPAC, ponto de ebulição é a temperatura na qual a pressão de líquido iguala-se a pressão atmosférica.  No princípio do funcionamento de uma panela de pressão, há o aumento da pressão atmosférica dentro da panela e isso faz com que o seu ponto de ebulição seja maior, podendo atingir temperaturas de até 120°C da água e haja um cozimento mais rápido do alimento. 14 Engenharia/UNESA
  • 15.
    UNIDADE 1: CONCEITOSFUNDAMENTAIS  Em Física, o plasma é denominado o quarto estado da matéria. Difere-se dos sólidos, líquidos e gasosos por ser um gás ionizado, constituídos por átomos ionizados e elétrons em uma distribuição quase-neutra (concentrações de íons positivos e negativos praticamente iguais) que possuem comportamento coletivo. A pequena diferença de cargas torna o plasma eletricamente condutível, fazendo com que ele tenha uma forte resposta a campos eletromagnéticos.  Esta mudança de estado físico acontece da seguinte forma: ao transferirmos energia em nível atômico (calor, por exemplo) a um corpo de massa sólida, este aumenta sua temperatura até o ponto de fusão, tornando sua massa líquida; se transferirmos ainda mais energia, este atingirá a temperatura de ebulição e sua massa tornar-se-á gasosa, ainda se aumentarmos a energia transferida ao gás a altíssimas temperaturas, obteremos o plasma. 15 Lâmpadas de plasma: são essencialmente constituídas por uma esfera de vidro com um gás a baixa pressão e por um eletrodo central a alta voltagem. Descargas elétricas provocam a excitação e a ionização de alguns átomos de gás. Os átomos excitados, ao voltarem ao estado inicial, emitem luz. Engenharia/UNESA
  • 16.
    UNIDADE 1: CONCEITOSFUNDAMENTAIS  Os condensados de Bose-Einstein são fluidos de baixas temperaturas com propriedades não totalmente compreendidas, como fluir espontaneamente para fora do seu recipiente. Este efeito é uma consequência da mecânica quântica, que postula que qualquer sistema só pode adquirir energia em quantidades discretas. Se um sistema está a uma temperatura tão baixa que esteja no seu estado de energia mínima, não é possível reduzir a sua energia, nem sequer por fricção. Assim sendo, sem fricção, o fluido facilmente supera a gravidade devido às forças de adesão entre o fluido e a parede do seu recipiente e tomará a posição mais favorável, ou seja, a toda a volta do recipiente.  A existência deste estado da matéria como consequência da mecânica quântica foi inicialmente prevista por Albert Einstein em 1925, no seguimento do trabalho efetuado por Satyendra Nath Bose. O primeiro condensado deste tipo foi produzido setenta anos mais tarde por Eric Cornell e Carl Wieman em 1995, na Universidade de Colorado em Boulder, usando um gás de átomos de rubídio arrefecido a 170 nanokelvins (nK). 16 Engenharia/UNESA
  • 17.
    UNIDADE 1: CONCEITOSFUNDAMENTAIS  Propriedades extensivas da matéria: dependem do tamanho da amostra. Exemplo: volume, massa,...  Propriedades intensivas da matéria: são independentes do tamanho da amostra. Exemplos: cor, ponto de fusão, ponto de ebulição,...  Observação: na identificação de substâncias, as propriedades intensivas (propriedades físicas e/ou químicas) são muito úteis.  Observação: medidas qualitativas não informam numericamente e são, em geral, de valor limitado. Exemplo: cor de uma substância. 17 Engenharia/UNESA
  • 18.
    UNIDADE 1: CONCEITOSFUNDAMENTAIS  Medidas quantitativas envolvem comparações – sistema de unidades padronizado.  1960: Sistema Internacional de Unidades (SI)  Unidades básicas: 18 Medida Unidade Comprimento Metro (m) Massa Quilograma (kg) Tempo Segundo (s) Temperatura Kelvin (K) Corrente elétrica Ampère (A) Quantidade de substância Mol (mol) Intensidade luminosa Candela (cd) Engenharia/UNESA
  • 19.
    UNIDADE 1: CONCEITOSFUNDAMENTAIS  Unidades derivadas: Exemplo: Área = comprimento x largura = m x m = m2 Quantidade de movimento = massa x velocidade = massa x comprimento / tempo = kg x m / s = kg.m.s-1  Unidades de qualquer tamanho:  Múltiplos: mega (106), quilo (103)  Submúltiplos: deci (10-1), centi (10-2), mili (10-3), micro (10-6), nano (10-9), pico (10-12) 19 Engenharia/UNESA
  • 20.
    UNIDADE 1: CONCEITOSFUNDAMENTAIS  Unidades de medida que não fazem parte do SI e ainda estão presentes nos laboratórios e na literatura científica.  Comprimento: 1 Å (angstrom) = 10-10 m  Massa: 1 u (amu) (unidade de massa atômica) = 1,66054 x 10-23 kg  Temperatura: C (grau Celsius), C + 273,15 = K  Volume: litro (L), 1 L = 1.000 cm3  Tempo: hora, 1 h = 60 min; minuto, 1 min = 60 s 20 Engenharia/UNESA
  • 21.
    UNIDADE 1: CONCEITOSFUNDAMENTAIS  Sistema inglês de unidades:  Comprimento: Polegada: 1 in = 2,54 cm Pé: 1 ft = 30,48 cm Jarda: 1 yd = 0,9144 m Milha terrestre: 1 mi = 1,609 km  Massa: Libra: 1 lb = 453,6 g Onça: 1 oz = 28,35 g  Volume: Galão: 1 gal = 3,785 L Quarto: 1 qt = 946,34 mL Onça-fluida: 1 oz = 29,6 mL 21 Engenharia/UNESA
  • 22.
    UNIDADE 1: CONCEITOSFUNDAMENTAIS  Medidas não são exatas, elas contêm incertezas (erros);  Erros: ocorrem por limitações do observador e/ou por limitações nos instrumentos. Também contribuem variações incontroláveis impostas pelo tempo.  A confiabilidade da medida dos dados é indicada pelo número de algarismos significativos usados. Exemplo: 24,4  0,1C  três algarismos significativos (2 exatos e 1 estimado); 24,32  0,01C  quatro algarismos significativos (3 exatos e 1 estimado)  leitura com maior confiabilidade; Obs: Na prática executa-se várias medidas e representa-se a leitura como: média  desvio-padrão (Estatística). 22 Engenharia/UNESA
  • 23.
    UNIDADE 1: CONCEITOSFUNDAMENTAIS  Observação:  Exatidão: quão próximo do valor correto ou verdadeiro é o resultado da medida;  Precisão: refere-se ao grau de proximidade entre si das repetidas medidas de uma grandeza e ao grau de proximidade em relação à média aritmética. 23 Preciso Inexato Impreciso Inexato Preciso Exato Engenharia/UNESA
  • 24.
    UNIDADE 1: CONCEITOSFUNDAMENTAIS  Operações com algarismos significativos (a.s.):  Zeros à direita de uma vírgula decimal são sempre contados como algarismos significativos: 4,500  4 a.s.  Zeros à esquerda do primeiro algarismo diferente de zero nunca são contados como significativos: 0,0023  2 a.s.  Zero no final de um números sem vírgula decimal não são considerados significativos: 45.000  2. a.s.  Multiplicação / Divisão (3,148 x 2,7651) / (0,164) = 53,1 (o menor número de a.s.)  Soma / Subtração 3,247 + 41,36 + 125,2 – 23,768 = 146,0 (a grandeza com menor número de casas decimais) ▲ Observação: números provenientes de definições (ex: 12 in = 1 ft) e aqueles que provêm de contagem direta (ex: número de alunos na sala) não têm incertezas  números exatos, ou seja, com um número infinito de a.s. 24 Engenharia/UNESA