Texto: Cristiane Sousa
Ilustrações: Nathália Forte
Fortaleza ● Ceará ● 2018
Texto: Cristiane Sousa
Ilustrações: Nathália Forte
Copyright © 2018 Cristiane Sousa
Copyright © 2018 Nathália Forte
SEDUC - Secretaria da Educação do Estado do Ceará
Av. Gen. Afonso Albuquerque Lima, s/n - Cambeba - Fortaleza - Ceará | CEP: 60.822-325
(Todos os Direitos Reservados)
Coordenação Editorial,
Preparação de Originais e Revisão
Raymundo Netto
Projeto e Coordenação Gráfica
Daniel Dias
Revisão Final
Marta Maria Braide Lima
Conselho Editorial
Maria Fabiana Skeff de Paula Miranda
Sammya Santos Araújo
Antônio Élder Monteiro de Sales
Sandra Maria Silva Leite
Antônia Varele da Silva Gama
Catalogação e Normalização
Gabriela Alves Gomes
Governador
Camilo Sobreira de Santana
Vice-Governadora
Maria Izolda Cela de Arruda Coelho
Secretário da Educação
Rogers Vasconcelos Mendes
Secretária-Executiva da Educação
Rita de Cássia Tavares Colares
Coordenador de Cooperação
com os Municípios (COPEM)
Márcio Pereira de Brito
Orientadora da Célula de Apoio à Gestão Municipal
Gilgleane Silva do Carmo
Orientador da Célula
de Fortalecimento da Aprendizagem
Idelson de Almeida Paiva Júnior
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
S725p Souza, Cristiane Bezerra de.
Uma princesa diferente? / Cristiane Bezerra de Souza; ilustrações de Nathá-
lia Forte. - Fortaleza: SEDUC, 2018.
28p.; il.
ISBN 978-85-8171-175-1
1. Literatura infantojuvenil. I. Forte, Nathália. II. Título.
CDU 028.5
Às princesas diferentes a quem tanto amo,
minha mãe Conceição e minhas irmãs,
Ana Cristina, Ana Maria e Silvana.
444444444444
Desde que era um bebezinho, Ana foi
chamada de princesa: a priincesa Aninha.
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Ela nasceu numa noite escura e estrelada, por
isso sua pele tinha a cor da noite, seus olhos eram
grandes e brilhantes, como duas estrelas, e seus
cabelos eram encaracolados. “A brisa os tinha
deixado assim”, era o que dizia sua mãe nas histórias
que lhe contava antes de dormir.
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Quando foi à escola, pela primeira vez, a
menina ficou encantada com aquele lugar. Eram
tantas as cores, as formas, os livros, as crianças,
enfim, tudo lindo.
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PPara melhorar, a amável professora contava
hhhistórias mmágicas de terras distantes, de seres
encaaaantadddddos, de reis, de rainhas e das princesas
qqqque a Aninhha gooosssttavvva ttanto.
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Porém, com o tempo, a menina começou a
perceber ser diferente das princesas que apareciam
nas histórias contadas ppela professora. Elas eram
loiras ou de pele bbbbbbbbbbbbeeeeeeeeeeeemmmmmmmmmmmm ccccccccccllllllllaaaaaarrrrinha, de olhoss também
claros e de cabbbeeeeeeelllllllllooooooossssssssssss lllllllllllllliiiiiiiiissssssssssooooooooooooossssssssssssss......... EEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmm nnnnnnnnnaaaaada parecciiaamm com eela.
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A menina passou a duvidar se seria mesmo
uma princesa. Não demorou muito para que se
tornasse uma criança triste. Ao invés de brincar
com as outras crianças, Aninha ficava quieta,
pelos cantos. Pior ainda quando no recreio ouvia
as colegas zombarem dela assim:
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— Aninha não é princesa! Aninha não é princesa!
A criança entristeceu tanto que nem achava
mais graça em ir à escola e muito menos em ouvir
aquelas histórias de princesas.
Numa manhã, ao chegar à sala de aula, ouviu a
professora anunciar para seus colegas:
— Crianças, hoje eu preparei uma surpresa!
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SSiimmmmmmmmmmmm, aa saallaa eesssttaavvaa ddiifffeerreennnnnnntteee nnaaaqquuueellee ddiiaa.. BBeemm
diffeerreente. HHavia uummm graannndddee tapeeeette nooo cchhãããão,
colorido por mmmuitos livvvrosss. NNeles, vváriiasssss hhhhhhiisttórias
de pprincesaass, de tttttooooddoss os tipooossss, algummmas aatté bbbbemm
paarreecidas ccommm AAAAAninnnhha.
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Todas as crianças se sentaram no chão, juntas,
llaaddoo aa llaaddoo, ee a pprrooffesssssora lia todos os livros que
elass eescollhiamm.
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20
Apaixonaram-se pelas histórias das princesas
africanas com seus turbantes coloridos e suas
pulseiras de miçangas. Assim como pela beleza
das princesas japonesas, de olhos miúdos, e das
indianas, encantadorraass em suas roupas delicaddas.
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De todas as histórias contadas, a que Aninha
mais gostou foi a de Zacimba Gaba, uma princesa
nnegra, guerreira que liderou seu povo na luta
contra a escravidão.
23232323232
Daí, todos entenderam que existem pessoas,
assim como princesas, de todas as cores, de todos
os tipos, que elas são diferentes e essa diferença
é uma grande riqueza que ajuda a colorir e dar
graça ao mundo.
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Nunca mais as coleguinhas de Aninhha
caçoaram dela. Ao contrário, passaram a comentar
os cabelos, agora encantados por miçangas
coloridas, como a de uma princesa que aprendeu a
ser feliz de verdade.
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Cristiane Sousa
Meu nome é Cristiane Sousa. Moro em
Apuiarés, Ceará. Sou historiadora e pedagoga
de formação e desde muito pequena adoro me
aventurar no mundo das palavras que moram
no papel. Uma princesa diferente?
É meu terceiro livro publicado pela coleção
Paic Prosa e Poesia, precedido de As aventuras
de Bernardo e Muriçoca e Arraial da
Bicharada. Este livro nasceu do meu coração
cheio de desejo que as pessoas percebam que
são as diferenças que dão graça ao mundo.
Nathália Forte
Formada em Artes Visuais pelo IFCE, é
ilustradora de livros infantis, além de
produzir séries de desenho animado para
a TV. Natural de Fortaleza – CE, é filha de
pescador e de uma professora. Participa do
desde 2006 ilustrando livros e fazendo
ações sobre leitura de imagens com os
ssores. Acredita em livros e desenho
ado, no potencial das crianças, e que
falar com gatos. Também está dirigindo
urta metragem de animação..
PAIC
forma
profes
anima
pode
um cu
Realização
Apoio
O Governo do Estado do Ceará desenvolve, com os seus 184 municípios, o
Programa de Aprendizagem na Idade Certa - MAIS PAIC, com o compro-
misso de garantir e elevar a qualidade e os resultados da educação de suas
crianças e seus jovens.
Publicada pela Secretaria da Educação do Estado, através do MAIS PAIC, a
Coleção Paic, Prosa e Poesia, rica em identidade cultural, reúne narrativas
de autores do Ceará que tiveram seus textos selecionados por meio de se-
leção pública. Esse acervo constitui um estímulo a mais para se ler e contar
histórias em sala de aula, garantindo, assim, um letramento competente.

Uma princesa diferente mini min

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    Fortaleza ● Ceará● 2018 Texto: Cristiane Sousa Ilustrações: Nathália Forte
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    Copyright © 2018Cristiane Sousa Copyright © 2018 Nathália Forte SEDUC - Secretaria da Educação do Estado do Ceará Av. Gen. Afonso Albuquerque Lima, s/n - Cambeba - Fortaleza - Ceará | CEP: 60.822-325 (Todos os Direitos Reservados) Coordenação Editorial, Preparação de Originais e Revisão Raymundo Netto Projeto e Coordenação Gráfica Daniel Dias Revisão Final Marta Maria Braide Lima Conselho Editorial Maria Fabiana Skeff de Paula Miranda Sammya Santos Araújo Antônio Élder Monteiro de Sales Sandra Maria Silva Leite Antônia Varele da Silva Gama Catalogação e Normalização Gabriela Alves Gomes Governador Camilo Sobreira de Santana Vice-Governadora Maria Izolda Cela de Arruda Coelho Secretário da Educação Rogers Vasconcelos Mendes Secretária-Executiva da Educação Rita de Cássia Tavares Colares Coordenador de Cooperação com os Municípios (COPEM) Márcio Pereira de Brito Orientadora da Célula de Apoio à Gestão Municipal Gilgleane Silva do Carmo Orientador da Célula de Fortalecimento da Aprendizagem Idelson de Almeida Paiva Júnior Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) S725p Souza, Cristiane Bezerra de. Uma princesa diferente? / Cristiane Bezerra de Souza; ilustrações de Nathá- lia Forte. - Fortaleza: SEDUC, 2018. 28p.; il. ISBN 978-85-8171-175-1 1. Literatura infantojuvenil. I. Forte, Nathália. II. Título. CDU 028.5
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    Às princesas diferentesa quem tanto amo, minha mãe Conceição e minhas irmãs, Ana Cristina, Ana Maria e Silvana.
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    Desde que eraum bebezinho, Ana foi chamada de princesa: a priincesa Aninha. 5
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    Ela nasceu numanoite escura e estrelada, por isso sua pele tinha a cor da noite, seus olhos eram grandes e brilhantes, como duas estrelas, e seus cabelos eram encaracolados. “A brisa os tinha deixado assim”, era o que dizia sua mãe nas histórias que lhe contava antes de dormir. 6
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    Quando foi àescola, pela primeira vez, a menina ficou encantada com aquele lugar. Eram tantas as cores, as formas, os livros, as crianças, enfim, tudo lindo. 8
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    PPara melhorar, aamável professora contava hhhistórias mmágicas de terras distantes, de seres encaaaantadddddos, de reis, de rainhas e das princesas qqqque a Aninhha gooosssttavvva ttanto. 11
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    Porém, com otempo, a menina começou a perceber ser diferente das princesas que apareciam nas histórias contadas ppela professora. Elas eram loiras ou de pele bbbbbbbbbbbbeeeeeeeeeeeemmmmmmmmmmmm ccccccccccllllllllaaaaaarrrrinha, de olhoss também claros e de cabbbeeeeeeelllllllllooooooossssssssssss lllllllllllllliiiiiiiiissssssssssooooooooooooossssssssssssss......... EEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmm nnnnnnnnnaaaaada parecciiaamm com eela. 12
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    A menina passoua duvidar se seria mesmo uma princesa. Não demorou muito para que se tornasse uma criança triste. Ao invés de brincar com as outras crianças, Aninha ficava quieta, pelos cantos. Pior ainda quando no recreio ouvia as colegas zombarem dela assim: 15
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    — Aninha nãoé princesa! Aninha não é princesa! A criança entristeceu tanto que nem achava mais graça em ir à escola e muito menos em ouvir aquelas histórias de princesas. Numa manhã, ao chegar à sala de aula, ouviu a professora anunciar para seus colegas: — Crianças, hoje eu preparei uma surpresa! 16
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    SSiimmmmmmmmmmmm, aa saallaaeesssttaavvaa ddiifffeerreennnnnnntteee nnaaaqquuueellee ddiiaa.. BBeemm diffeerreente. HHavia uummm graannndddee tapeeeette nooo cchhãããão, colorido por mmmuitos livvvrosss. NNeles, vváriiasssss hhhhhhiisttórias de pprincesaass, de tttttooooddoss os tipooossss, algummmas aatté bbbbemm paarreecidas ccommm AAAAAninnnhha. 18
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    Todas as criançasse sentaram no chão, juntas, llaaddoo aa llaaddoo, ee a pprrooffesssssora lia todos os livros que elass eescollhiamm. 19
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    Apaixonaram-se pelas históriasdas princesas africanas com seus turbantes coloridos e suas pulseiras de miçangas. Assim como pela beleza das princesas japonesas, de olhos miúdos, e das indianas, encantadorraass em suas roupas delicaddas. 21
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    De todas ashistórias contadas, a que Aninha mais gostou foi a de Zacimba Gaba, uma princesa nnegra, guerreira que liderou seu povo na luta contra a escravidão. 23232323232
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    Daí, todos entenderamque existem pessoas, assim como princesas, de todas as cores, de todos os tipos, que elas são diferentes e essa diferença é uma grande riqueza que ajuda a colorir e dar graça ao mundo. 24
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    Nunca mais ascoleguinhas de Aninhha caçoaram dela. Ao contrário, passaram a comentar os cabelos, agora encantados por miçangas coloridas, como a de uma princesa que aprendeu a ser feliz de verdade. 27
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    Cristiane Sousa Meu nomeé Cristiane Sousa. Moro em Apuiarés, Ceará. Sou historiadora e pedagoga de formação e desde muito pequena adoro me aventurar no mundo das palavras que moram no papel. Uma princesa diferente? É meu terceiro livro publicado pela coleção Paic Prosa e Poesia, precedido de As aventuras de Bernardo e Muriçoca e Arraial da Bicharada. Este livro nasceu do meu coração cheio de desejo que as pessoas percebam que são as diferenças que dão graça ao mundo. Nathália Forte Formada em Artes Visuais pelo IFCE, é ilustradora de livros infantis, além de produzir séries de desenho animado para a TV. Natural de Fortaleza – CE, é filha de pescador e de uma professora. Participa do desde 2006 ilustrando livros e fazendo ações sobre leitura de imagens com os ssores. Acredita em livros e desenho ado, no potencial das crianças, e que falar com gatos. Também está dirigindo urta metragem de animação.. PAIC forma profes anima pode um cu
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    Realização Apoio O Governo doEstado do Ceará desenvolve, com os seus 184 municípios, o Programa de Aprendizagem na Idade Certa - MAIS PAIC, com o compro- misso de garantir e elevar a qualidade e os resultados da educação de suas crianças e seus jovens. Publicada pela Secretaria da Educação do Estado, através do MAIS PAIC, a Coleção Paic, Prosa e Poesia, rica em identidade cultural, reúne narrativas de autores do Ceará que tiveram seus textos selecionados por meio de se- leção pública. Esse acervo constitui um estímulo a mais para se ler e contar histórias em sala de aula, garantindo, assim, um letramento competente.