

O desenvolvimento da atividade
colonial no continente americano
despertou o interesse de várias nações
europeias interessadas em fortalecer
suas instituições políticas e econômicas.
De fato, cada palmo de terra explorado
na América significava a ampliação de
renda e o saneamento de várias
demandas de um Estado. Por esse
motivo, vemos entre os séculos XVI e
XVIII a promoção de inúmeras guerras
que tentavam definir o domínio de
cada nação europeia no Novo Mundo.


Apesar da intensa rivalidade, não
podemos deixar de também levar em
consideração o importante papel
desempenhado pela diplomacia na
resolução de várias questões que
envolviam a atividade colonial. Um dos
mais expressivos exemplos desse tipo de
situação aconteceu durante o século
XVIII, período em que os limites de
exploração colonial entre espanhóis e
lusitanos se encontravam visivelmente
modificados por uma série de
eventualidades.


Um pouco antes disso, os limites
primordialmente instituídos pela
assinatura do Tratado de Tordesilhas
(1494) haviam sido invalidados no
momento em que as coroas espanhola
e portuguesa estiveram unidas por meio
da União Ibérica (1580 - 1640). Nesse
meio tempo, o desenvolvimento de
várias atividades – como o
bandeirantismo e a ação missionária
jesuítica – impulsionaram os
colonizadores a desconsiderarem os
limites oficialmente acordados nos fins
do século XV.


Em termos práticos, a desordem nas
fronteiras acabou triplicando as áreas
economicamente ocupadas por
representantes ou indivíduos ligados à
atividade colonial portuguesa. Para
resolver esse impasse, os governos
ibéricos decidiram utilizar um novo
critério que pudesse redesenhar os
limites territoriais sem provocar uma
eventual perda para cada uma das
nações envolvidas. A partir daí foi
concretizada a assinatura do Tratado de
Madri, de 1750.


Segundo esse novo acordo, os limites
coloniais lusitanos e hispânicos seriam
definidos por meio do princípio de “uti
possidetis”. Essa ideia, proposta
originalmente por Alexandre de Gusmão brasileiro, nascido em Santos, porém
embaixador português, sugeria que os
limites de cada território fossem definidos
por meio de uma investigação que
apontasse quem primeiramente ocupou
uma região. Apesar de funcional, essa
proposta causou algumas
descontinuidades entre os domínios das
nações ibéricas.


O problema mais delicado acontecia
na região Sul, onde espanhóis
exploravam regiões com colonização
predominantemente lusitana e viceversa. Para definir esse imbróglio, os
estadistas resolveram abrir mão de uma
parcela de seus territórios em prol de
uma solução mais razoável. Com isso, foi
adicionada uma cláusula ao tratado
em que Portugal abria mão da Colônia
de Sacramento e a Espanha entregava
a região dos Sete Povos das Missões.
Tratado de madri
Tratado de madri

Tratado de madri

  • 2.
     O desenvolvimento daatividade colonial no continente americano despertou o interesse de várias nações europeias interessadas em fortalecer suas instituições políticas e econômicas. De fato, cada palmo de terra explorado na América significava a ampliação de renda e o saneamento de várias demandas de um Estado. Por esse motivo, vemos entre os séculos XVI e XVIII a promoção de inúmeras guerras que tentavam definir o domínio de cada nação europeia no Novo Mundo.
  • 3.
     Apesar da intensarivalidade, não podemos deixar de também levar em consideração o importante papel desempenhado pela diplomacia na resolução de várias questões que envolviam a atividade colonial. Um dos mais expressivos exemplos desse tipo de situação aconteceu durante o século XVIII, período em que os limites de exploração colonial entre espanhóis e lusitanos se encontravam visivelmente modificados por uma série de eventualidades.
  • 4.
     Um pouco antesdisso, os limites primordialmente instituídos pela assinatura do Tratado de Tordesilhas (1494) haviam sido invalidados no momento em que as coroas espanhola e portuguesa estiveram unidas por meio da União Ibérica (1580 - 1640). Nesse meio tempo, o desenvolvimento de várias atividades – como o bandeirantismo e a ação missionária jesuítica – impulsionaram os colonizadores a desconsiderarem os limites oficialmente acordados nos fins do século XV.
  • 5.
     Em termos práticos,a desordem nas fronteiras acabou triplicando as áreas economicamente ocupadas por representantes ou indivíduos ligados à atividade colonial portuguesa. Para resolver esse impasse, os governos ibéricos decidiram utilizar um novo critério que pudesse redesenhar os limites territoriais sem provocar uma eventual perda para cada uma das nações envolvidas. A partir daí foi concretizada a assinatura do Tratado de Madri, de 1750.
  • 6.
     Segundo esse novoacordo, os limites coloniais lusitanos e hispânicos seriam definidos por meio do princípio de “uti possidetis”. Essa ideia, proposta originalmente por Alexandre de Gusmão brasileiro, nascido em Santos, porém embaixador português, sugeria que os limites de cada território fossem definidos por meio de uma investigação que apontasse quem primeiramente ocupou uma região. Apesar de funcional, essa proposta causou algumas descontinuidades entre os domínios das nações ibéricas.
  • 7.
     O problema maisdelicado acontecia na região Sul, onde espanhóis exploravam regiões com colonização predominantemente lusitana e viceversa. Para definir esse imbróglio, os estadistas resolveram abrir mão de uma parcela de seus territórios em prol de uma solução mais razoável. Com isso, foi adicionada uma cláusula ao tratado em que Portugal abria mão da Colônia de Sacramento e a Espanha entregava a região dos Sete Povos das Missões.