“ O uso de tecnologias no ensino de línguas estrangeiras: breve retrospectiva histórica”  Autora: Vera Lúcia Menezes de Oliveira e Paiva (UFMG/CNPq/FAPEMIG)
Universidade Federal de Goiás Faculdade de Letras/CEPAE Disciplina: Ensino e aprendizagem de línguas mediado por computador Orientadoras: Prof. Ms. Margarida Rosa Alvares e prof. Drª. Eliane Carolina de Oliveira Pós-graduanda: Priscilla Silva Menezes
1-Introdução As tecnologias no mundo moderno. Língua, professor, livro= adesão x crítica as novas tecnologias. Rejeição, inserção, normalização.
2-A tecnologia da escrita A era da escrita: volumen : rolo de folhas de papiro, utilizado na vertical. Códex : folhas de papiro em “páginas”, feito de pergaminhos, pedaços de peles de animais, utilizado na horizontal, alto custo. Invenção da  imprensa  por Gutemberg (1442) – censura pela igreja e pelo estado. Livro didático : censurados devido motivos políticos e econômicos.  Computador : censurado por alguns administradores dentro da escola devido o uso de sites indevidos, por exemplo, orkut, chat, youtube, sites pornôs e etc.
2.1- As tecnologias no ensino de línguas Primeiros livros: gramáticas. Professor: o único que possuía o livro didático (época medieval). 1578: os aprendizes tem acesso aos livros; os mesmos podem estudar sem a figura do professor. Aprender língua estrangeira: aprender sintaxe da língua.
Orbis Sensualism Pictus de Comenius (1658): livro com imagens. Lambert Sauver: proibição de livros, pois a escola era vista como um local para ocupar os ouvidos. Função do livro: preparar os alunos para as aulas (usado previamente em casa).
3-Tecnologias de áudio e vídeo Inovação tecnológica: som e vídeo Primeiras máquinas: apenas som. Equipamentos que projetavam imagem e som ao mesmo tempo. Professor: medo de perder seu espaço para as máquinas. 1878: invenção do fonógrafo por Thomas Edson. Gramofone: gravador a fita magnética.
O uso de material gravado na sala de aula. Ensino enfocado mais na prática oral do que nas descrições sintáticas; imitação e repetição. The international Correspondence Schools of Scranton: primeiro material gravado em 1901 e 1902. Cartoons e filmes produzidos por Walt Disney para o ensino de inglês básico. Final dos anos 50: criação de laboratórios – idéia fracassada uma vez que novos conceitos de língua e metodologias surgiram, por exemplo, atividades interativas em pares e em grupos.
Rádio: pouca influencia na escola; sucesso na educação a distância. Exemplos: BBC lança aulas de inglês; Voice of America nos EUA. 1926: John Baird cria a TV; esta chega no Brasil em 1950. Ex: Telecurso da fundação Roberto Marinho na rede Globo. 1993: vários cursos de línguas estrangeiras em canais abertos na TV e no rádio, na China. TV: usada como parte do material didático. CD-Roms, DVDs. Livro, som e imagem: input menos artificial.
4 - O computador Surgiu para atender aos interesses do governo americano. Ex: Arpanet – transmissão de dados de um computador para outro (Guerra Fria). A estrutura física do computador; tamanhos. 1960: o ensino de línguas por meio de computador surgiu com o projeto PLATO (programmed logic for automatic teaching operations) na universidade de Illinois. Tutor: desenvolvimento de exercícios de gramática e vocabulário com feedback automático.
Década de 80: PCs, computadores pessoais. Inglaterra: softwares que estimulam a escrita. Rede nacional de pesquisa (RNP): criado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) – acesso à rede mundial de computadores. BBS (Bulletin Board System): similar a máquinas de escrever. 1994: acesso público com provedores particulares. 1997: chegada da WWW – página de internet, emails, chats, fóruns (experiências lingüísticas não artificiais; língua como comunicação).
1995: criação da ESL Café por David Sperling – página de material gratuito para estudantes, como exercícios, dicionários, projetos e etc. Evolução rápida: ICQ substituido por MSN com vídeo e áudio. Web2: consumidor passa a ser produtor de conteúdos. Ex.: blogs, orkut, youtube, wikipédia e etc. Uso da língua em experiências diversificadas de comunicação. Aprendiz: autor de textos, áudios e vídeos.
5- Rumo à normalização Pennington (1996): socialização do computador devido a redução do tamanho, acessibilidade econômica; designs atrativos, mudanças de atitude das pessoas e etc. Sete fases da socialização do computador na educação: 1ª: cálculos matemáticos por cientistas. 2ª:acesso por professores e alunos de instituições de prestígio.
3ª:acesso de toda a esfera educacional inclusive as escolas públicas. 4ª:objeto de massa, atinge as classes  média. 5ª:parte da prática pedagógica. 6ª:crianças se tornam digitalmente letradas. 7ª: acesso não apenas as informações como também as pessoas.
6- Concluindo Governo: universalização do acesso à tecnologia, porém as reações ao computador ainda são fortes. 2008: distribuição de computadores pela secretária de Educação do Rio de Janeiro. Questionamento pelos professores: preferência por aumento de salários do que o uso de novas tecnologias em suas salas de aula.
2008: no dia 8 de maio deste ano em São Paulo, a imprensa brasileira divulgou o lançamento do projeto Acessa Escola com a contratação de monitores para manter os laboratórios de informática das escolas estaduais abertos das 8 horas às 20 horas, possibilitando ao aluno acesso a internet. A iniciativa transforma os laboratórios escolares em “lan houses” e demonstra a força dessa tecnologia.
Apoio do governo para a socialização do computador. 2006: o ministério da educação implantou projeto “Um aluno para cada computador”; o objetivo era implantar o projeto em 300 escolas até o final de 2008. Livro e computadores: não farão milagres no processo de aprendizagem. O sucesso de aquisição de uma língua estrangeira depende da inserção do aprendiz em atividades de prática social da linguagem, e dependendo do uso de que se faz da tecnologia, apenas se estará reproduzindo velhos modelos encontrados nos mais antigos livros didáticos.
7- Referências PAIVA, V.L.M.O.  O uso da tecnologia no ensino de línguas estrangeiras: breve retrospectiva histórica  (submetido à  publicação) 2008 disponível em  http://www.veramenezes.com/techist.pdf

Trabalho Priscilla Silva

  • 1.
    “ O usode tecnologias no ensino de línguas estrangeiras: breve retrospectiva histórica” Autora: Vera Lúcia Menezes de Oliveira e Paiva (UFMG/CNPq/FAPEMIG)
  • 2.
    Universidade Federal deGoiás Faculdade de Letras/CEPAE Disciplina: Ensino e aprendizagem de línguas mediado por computador Orientadoras: Prof. Ms. Margarida Rosa Alvares e prof. Drª. Eliane Carolina de Oliveira Pós-graduanda: Priscilla Silva Menezes
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    1-Introdução As tecnologiasno mundo moderno. Língua, professor, livro= adesão x crítica as novas tecnologias. Rejeição, inserção, normalização.
  • 4.
    2-A tecnologia daescrita A era da escrita: volumen : rolo de folhas de papiro, utilizado na vertical. Códex : folhas de papiro em “páginas”, feito de pergaminhos, pedaços de peles de animais, utilizado na horizontal, alto custo. Invenção da imprensa por Gutemberg (1442) – censura pela igreja e pelo estado. Livro didático : censurados devido motivos políticos e econômicos. Computador : censurado por alguns administradores dentro da escola devido o uso de sites indevidos, por exemplo, orkut, chat, youtube, sites pornôs e etc.
  • 5.
    2.1- As tecnologiasno ensino de línguas Primeiros livros: gramáticas. Professor: o único que possuía o livro didático (época medieval). 1578: os aprendizes tem acesso aos livros; os mesmos podem estudar sem a figura do professor. Aprender língua estrangeira: aprender sintaxe da língua.
  • 6.
    Orbis Sensualism Pictusde Comenius (1658): livro com imagens. Lambert Sauver: proibição de livros, pois a escola era vista como um local para ocupar os ouvidos. Função do livro: preparar os alunos para as aulas (usado previamente em casa).
  • 7.
    3-Tecnologias de áudioe vídeo Inovação tecnológica: som e vídeo Primeiras máquinas: apenas som. Equipamentos que projetavam imagem e som ao mesmo tempo. Professor: medo de perder seu espaço para as máquinas. 1878: invenção do fonógrafo por Thomas Edson. Gramofone: gravador a fita magnética.
  • 8.
    O uso dematerial gravado na sala de aula. Ensino enfocado mais na prática oral do que nas descrições sintáticas; imitação e repetição. The international Correspondence Schools of Scranton: primeiro material gravado em 1901 e 1902. Cartoons e filmes produzidos por Walt Disney para o ensino de inglês básico. Final dos anos 50: criação de laboratórios – idéia fracassada uma vez que novos conceitos de língua e metodologias surgiram, por exemplo, atividades interativas em pares e em grupos.
  • 9.
    Rádio: pouca influenciana escola; sucesso na educação a distância. Exemplos: BBC lança aulas de inglês; Voice of America nos EUA. 1926: John Baird cria a TV; esta chega no Brasil em 1950. Ex: Telecurso da fundação Roberto Marinho na rede Globo. 1993: vários cursos de línguas estrangeiras em canais abertos na TV e no rádio, na China. TV: usada como parte do material didático. CD-Roms, DVDs. Livro, som e imagem: input menos artificial.
  • 10.
    4 - Ocomputador Surgiu para atender aos interesses do governo americano. Ex: Arpanet – transmissão de dados de um computador para outro (Guerra Fria). A estrutura física do computador; tamanhos. 1960: o ensino de línguas por meio de computador surgiu com o projeto PLATO (programmed logic for automatic teaching operations) na universidade de Illinois. Tutor: desenvolvimento de exercícios de gramática e vocabulário com feedback automático.
  • 11.
    Década de 80:PCs, computadores pessoais. Inglaterra: softwares que estimulam a escrita. Rede nacional de pesquisa (RNP): criado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) – acesso à rede mundial de computadores. BBS (Bulletin Board System): similar a máquinas de escrever. 1994: acesso público com provedores particulares. 1997: chegada da WWW – página de internet, emails, chats, fóruns (experiências lingüísticas não artificiais; língua como comunicação).
  • 12.
    1995: criação daESL Café por David Sperling – página de material gratuito para estudantes, como exercícios, dicionários, projetos e etc. Evolução rápida: ICQ substituido por MSN com vídeo e áudio. Web2: consumidor passa a ser produtor de conteúdos. Ex.: blogs, orkut, youtube, wikipédia e etc. Uso da língua em experiências diversificadas de comunicação. Aprendiz: autor de textos, áudios e vídeos.
  • 13.
    5- Rumo ànormalização Pennington (1996): socialização do computador devido a redução do tamanho, acessibilidade econômica; designs atrativos, mudanças de atitude das pessoas e etc. Sete fases da socialização do computador na educação: 1ª: cálculos matemáticos por cientistas. 2ª:acesso por professores e alunos de instituições de prestígio.
  • 14.
    3ª:acesso de todaa esfera educacional inclusive as escolas públicas. 4ª:objeto de massa, atinge as classes média. 5ª:parte da prática pedagógica. 6ª:crianças se tornam digitalmente letradas. 7ª: acesso não apenas as informações como também as pessoas.
  • 15.
    6- Concluindo Governo:universalização do acesso à tecnologia, porém as reações ao computador ainda são fortes. 2008: distribuição de computadores pela secretária de Educação do Rio de Janeiro. Questionamento pelos professores: preferência por aumento de salários do que o uso de novas tecnologias em suas salas de aula.
  • 16.
    2008: no dia8 de maio deste ano em São Paulo, a imprensa brasileira divulgou o lançamento do projeto Acessa Escola com a contratação de monitores para manter os laboratórios de informática das escolas estaduais abertos das 8 horas às 20 horas, possibilitando ao aluno acesso a internet. A iniciativa transforma os laboratórios escolares em “lan houses” e demonstra a força dessa tecnologia.
  • 17.
    Apoio do governopara a socialização do computador. 2006: o ministério da educação implantou projeto “Um aluno para cada computador”; o objetivo era implantar o projeto em 300 escolas até o final de 2008. Livro e computadores: não farão milagres no processo de aprendizagem. O sucesso de aquisição de uma língua estrangeira depende da inserção do aprendiz em atividades de prática social da linguagem, e dependendo do uso de que se faz da tecnologia, apenas se estará reproduzindo velhos modelos encontrados nos mais antigos livros didáticos.
  • 18.
    7- Referências PAIVA,V.L.M.O. O uso da tecnologia no ensino de línguas estrangeiras: breve retrospectiva histórica (submetido à  publicação) 2008 disponível em http://www.veramenezes.com/techist.pdf