TÉCNICAS DE EDUCAÇÃO
        SEXUAL

As metodologias e técnicas de
Educação para a Saúde, e por
  conseguinte da Educação
 Sexual têm que obedecer a
   determinados critérios:
• Não se podem limitar a aspectos
  informativos;
• Têm de ser activas, participativas e
  diversificadas;
• Exigem debate de ideias sobre
  valores pessoais e sociais;
• Os alunos têm de assumir um papel
  predominantemente activo e
  participativo;
• Têm que ter em conta o grau de
  desenvolvimento e motivação dos
  alunos;
• Exigem uma boa relação
  pedagógica;
• Privilegiam-se as parcerias e a
  colaboração interdisciplinar;
• Devem partir das experiências e
  conhecimentos prévios do grupo,
  canalizando-os para novos
  conhecimentos através do jogo, do
  humor e do trabalho em pequenos
  grupos.
Assim, a utilização de
    metodologias activas e
 participativas, em detrimento
de longas dissertações, são a
melhor forma de abordagem da
       Educação Sexual.
• Embora todas as técnicas da pedagogia
  activa ou participativa possam ser
  aplicadas na Educação Sexual, existem
  técnicas específicas que são mais
  frequentemente abordadas para tratar
  esta temática; estas têm como
  principais objectivos:

• a) partilha de informação
• b) clarificação de valores e atitudes
• c) treino de competências específicas
Existem também as técnicas
destinadas a "quebrar o gelo" , que
      consistem em jogos de
 apresentação, úteis para criar um
clima de confiança e descontraído.
TÉCNICAS MAIS UTILIZADAS NA EDUCAÇÃO SEXUAL

•   Técnicas de partilha da informação:

-   Brainstorming - identifica conhecimentos do grupo, bem com
    soluções para um determinado problema.

-   Questionários - Para avaliar, aferir e partilhar os conhecimentos
    do grupo.

-   Fichas de trabalho - Podem tomar a forma de questionários ou de
    jogos (p. ex. puzzles ou palavras cruzadas) e servem para debater
    ideias.

-   Recolhas documentais - Consiste no pedido de recolha de
    materiais tais como: recortes de jornais ou revistas, fotografias,
    etc. Serve como base de elaboração e apresentação de um
    trabalho.

-   Visitantes externos - Podem ser técnicos ligados à temática da
    saúde, pais, técnicos de saúde, etc. Serve para a turma colocar
    dúvidas a essas pessoas e para um posterior trabalho de balanço
    de informação recolhida.
Técnicas de debate e clarificação de opiniões,
                          valores e atitudes

-   Barómetro de atitudes - Consiste na colocação de uma escala tipo
    Lickert (p. ex. concordo totalmente, concordo, neutro, discordo e
    discordo totalmente) nas paredes da sala, e apresentar um
    determinado número de frases polémicas, pedindo aos
    participantes que se desloquem para o lado que melhor expressa a
    sua posição e confrontando em seguida as suas opiniões.

-   Debate pró e contra - Formam-se grupos de três pessoas, nos
    quais uma delas assume, acerca de frases polémicas, a posição de
    defesa da posição da frase, outra assume uma posição de
    discordância e outra funciona como observadora. O observador faz
    o relato do debate, realçando os pontos em que os dois estão de
    acordo.

-   Histórias valorativas - Apresenta-se uma história protagonizada por
    diversas personagens que assumem comportamentos bem
    diferenciados. Diferentes grupos terão então de emitir uma
    apreciação sobre o procedimento ético de cada uma das
    personagens. Depois promove-se um debate entre os grupos.
Técnicas de treino de competências

-    Discussão de casos - Inventam-se ou identificam-se
    situações a serem discutidas em subgrupos,
    situações essas que exigem que se encontrem
    soluções; estas serão depois discutidas em grande
    grupo.

-    Dramatização - Representam-se as situações
    referidas anteriormente, o que comporta uma
    importante componente lúdica e desperta interesse
    e participação.

-    Saber escutar - Divide-se a turma em pares,
    colocados frente a frente; um elemento fala e outro
    escuta, olhando-se olhos nos olhos.

-    Expressar sentimentos - Consiste em dizer a
    alguém do grupo coisas como: gosto de ti, não
    quero fazer isso, quero ser teu amigo, estás-me a
    incomodar, etc.
Fim




      Carlos Manuel Martins

Técnicas de educação sexual

  • 1.
    TÉCNICAS DE EDUCAÇÃO SEXUAL As metodologias e técnicas de Educação para a Saúde, e por conseguinte da Educação Sexual têm que obedecer a determinados critérios:
  • 2.
    • Não sepodem limitar a aspectos informativos; • Têm de ser activas, participativas e diversificadas; • Exigem debate de ideias sobre valores pessoais e sociais; • Os alunos têm de assumir um papel predominantemente activo e participativo; • Têm que ter em conta o grau de desenvolvimento e motivação dos alunos;
  • 3.
    • Exigem umaboa relação pedagógica; • Privilegiam-se as parcerias e a colaboração interdisciplinar; • Devem partir das experiências e conhecimentos prévios do grupo, canalizando-os para novos conhecimentos através do jogo, do humor e do trabalho em pequenos grupos.
  • 4.
    Assim, a utilizaçãode metodologias activas e participativas, em detrimento de longas dissertações, são a melhor forma de abordagem da Educação Sexual.
  • 5.
    • Embora todasas técnicas da pedagogia activa ou participativa possam ser aplicadas na Educação Sexual, existem técnicas específicas que são mais frequentemente abordadas para tratar esta temática; estas têm como principais objectivos: • a) partilha de informação • b) clarificação de valores e atitudes • c) treino de competências específicas
  • 6.
    Existem também astécnicas destinadas a "quebrar o gelo" , que consistem em jogos de apresentação, úteis para criar um clima de confiança e descontraído.
  • 7.
    TÉCNICAS MAIS UTILIZADASNA EDUCAÇÃO SEXUAL • Técnicas de partilha da informação: - Brainstorming - identifica conhecimentos do grupo, bem com soluções para um determinado problema. - Questionários - Para avaliar, aferir e partilhar os conhecimentos do grupo. - Fichas de trabalho - Podem tomar a forma de questionários ou de jogos (p. ex. puzzles ou palavras cruzadas) e servem para debater ideias. - Recolhas documentais - Consiste no pedido de recolha de materiais tais como: recortes de jornais ou revistas, fotografias, etc. Serve como base de elaboração e apresentação de um trabalho. - Visitantes externos - Podem ser técnicos ligados à temática da saúde, pais, técnicos de saúde, etc. Serve para a turma colocar dúvidas a essas pessoas e para um posterior trabalho de balanço de informação recolhida.
  • 8.
    Técnicas de debatee clarificação de opiniões, valores e atitudes - Barómetro de atitudes - Consiste na colocação de uma escala tipo Lickert (p. ex. concordo totalmente, concordo, neutro, discordo e discordo totalmente) nas paredes da sala, e apresentar um determinado número de frases polémicas, pedindo aos participantes que se desloquem para o lado que melhor expressa a sua posição e confrontando em seguida as suas opiniões. - Debate pró e contra - Formam-se grupos de três pessoas, nos quais uma delas assume, acerca de frases polémicas, a posição de defesa da posição da frase, outra assume uma posição de discordância e outra funciona como observadora. O observador faz o relato do debate, realçando os pontos em que os dois estão de acordo. - Histórias valorativas - Apresenta-se uma história protagonizada por diversas personagens que assumem comportamentos bem diferenciados. Diferentes grupos terão então de emitir uma apreciação sobre o procedimento ético de cada uma das personagens. Depois promove-se um debate entre os grupos.
  • 9.
    Técnicas de treinode competências - Discussão de casos - Inventam-se ou identificam-se situações a serem discutidas em subgrupos, situações essas que exigem que se encontrem soluções; estas serão depois discutidas em grande grupo. - Dramatização - Representam-se as situações referidas anteriormente, o que comporta uma importante componente lúdica e desperta interesse e participação. - Saber escutar - Divide-se a turma em pares, colocados frente a frente; um elemento fala e outro escuta, olhando-se olhos nos olhos. - Expressar sentimentos - Consiste em dizer a alguém do grupo coisas como: gosto de ti, não quero fazer isso, quero ser teu amigo, estás-me a incomodar, etc.
  • 10.
    Fim Carlos Manuel Martins