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SOCIEDADE ASTECA
                                  7º A
Antonio 3/Eduardo 6/Guilherme A. 10/Matheus Barros 28/Matheus Benedecto 29
Introdução

Os astecas foram uma civilização mesoamericana, pré-
colombiana, que floresceu principalmente entre os
séculos XIV e XVI, no território correspondente ao
atual México.
Na sucessão de povos mesoamericanos que deram
origem a essa civilização destacam-se os toltecas, por
suas conquistas civilizatórias, florescendo entre o século
X e o século XII seguidos pelos chichimecas
imediatamente anteriores e praticamente fundadores do
                                                             América do Norte
Império Asteca com a queda do Império Tolteca. Os            Império Pré-Colombiano
astecas foram derrotados e sua civilização destruída
pelos conquistadores espanhóis, comandados por
Fernando Cortez.
O idioma asteca era o náuatle (nahuatl).
A História

 Os astecas eram um povo indígena da América do Norte, pertencente ao
grupo nahua. Os astecas também podem ser chamados de mexicas (daí
México). Migraram para o vale do México (ou Anahuác) no princípio do
século XIII e assentaram-se, inicialmente, na maior ilha do lago de
Texcoco (depois todo drenado pelos espanhóis), seguindo instruções de
seus deuses para se fixarem onde vissem uma águia pousada em um
cacto, devorando uma cobra.A partir dessa base formaram uma aliança
com duas outras cidades – Texcoco e Tlacopán – contra
Atzcapotzalco, derrotaram-no e continuaram a conquistar outras cidades
do vale durante o século XV, quando controlavam todo o centro do              Brasão de armas mexicano mostrando o sinal
México como um Império ou Confederação Asteca, cuja base econômico-           para a fundação da capital asteca.
política era o modo de produção tributário. No princípio do século
XVI, seus domínios se estendiam de costa a costa, tendo ao norte os
desertos e ao sul o território maia. Os astecas, que atingiram alto grau de
sofisticação tecnológica e cultural, eram governados por uma monarquia
eletiva, e organizavam-se em diversas classes sociais, tais como
nobres, sacerdotes, guerreiros, comerciantes e escravos, além de
possuírem uma escrita pictográfica e dois calendários (astronômico e
litúrgico).
Ao estudar a cultura asteca, deve-se prestar especial atenção a três
aspectos: a religião, que demandava sacrifícios humanos em larga
escala, particularmente ao Deus da guerra, Huitzilopochtli; a tecnologia
avançada, como a utilização eficiente das chinampas (ilhas artificiais
construídas no lago, com canais divisórios) e a vasta rede de comércio e
sistema de administração tributária.
O império asteca era formado por uma organização estatal que se
sobrepôs militarmente a diversos povos e comunidades na Meso-América.
Segundo Jorge Luis Ferreira, os astecas possuíam uma superioridade
cultural e isso justificaria sua hegemonia política sobre as inúmeras
comunidades nestas regiões, o que era argumentado por eles mesmos.
No período anterior a sua expansão os astecas estavam no mesmo estágio
cultural de seus vizinhos de outras etnias. Por um processo muito
específico, numa expansão rápida, passaram a subjugar, dominar e tributar
os povos das redondezas, outrora seus iguais. É importante lembrar estes
aspectos pelo fato de terem se tornado dominantes por uma expansão
militar, e não por uma suposta sofisticação cultural própria e autônoma.
Apesar de sacrifícios humanos serem uma prática constante e muito
antiga na Mesoamérica, os astecas se destacaram por fazer deles um pilar
de sua sociedade e religião. Segundo mitos astecas, sangue humano era
necessário ao sol, como alimento, para que o astro pudesse nascer a cada
dia. Sacrifícios humanos eram realizados em grande escala; algumas
centenas em um dia só não era incomum. Os corações eram arrancados
de vítimas vivas, e levantados ao céu em honra aos deuses. Os sacrifícios
eram conduzidos do alto de pirâmides para estar perto dos deuses e o
sangue escorria pelos degraus.
A economia asteca estava baseada primordialmente no milho, e
as pessoas acreditavam que as colheitas dependiam de provisão
regular de sangue por meio dos sacrifícios.
Durante os tempos de paz, "guerras" eram realizadas como
campeonatos de coragem e de habilidades de guerreiros, e com
o intuito de capturar mais vítimas. Eles lutavam com clavas de
madeira para mutilar e atordoar, e não matar. Quando lutavam
para matar, colocava-se nas clavas uma lâmina de obsidiana.
Sua civilização teve um fim abrupto com a chegada dos
espanhóis no começo do século XVI. Tornaram-se aliados de
Cortés em 1519. O governante asteca Moctezuma II
considerou o conquistador espanhol a personificação do Deus
Quetzalcóatl, e não soube avaliar o perigo que seu reino corria.
Ele recebeu Cortés amigavelmente, mas posteriormente o
tlatoani foi tomado como refém. Em 1520 houve uma revolta
asteca e Moctezuma II foi assassinado. Seu
sucessor, Cuauhtémoc (filho do irmão de Montezuma), o
último governante asteca, resistiu aos invasores, mas em 1521
Cortés sitiou Tenochtitlán e subjugou o império. Muitos povos
não-astecas, submetidos à Confederação, se uniram aos
conquistadores contra os astecas.
A Sociedade

A sociedade asteca era rigidamente dividida. O grupo
social dos pipiltin (nobreza) era formada pela família
real, sacerdotes, chefes de grupos guerreiros — como
os Jaguares e as Águias — e chefes dos calpulli. Podiam
participar também alguns plebeus (macehualtin) que
tivessem realizado algum ato extraordinário. Tomar
chocolate quente (xocoatl) era um privilégio da nobreza.
                                                           Imagem totem de um guerreiro águia
O resto da população era constituída de lavradores e
artesãos. Havia, também, escravos (tlacotin).
Havia, na ordem, começando do plano mais baixo:
ºEscravos
ºmaceualli ou calpulli (membro do clã)
ºartesãos e comerciantes
ºpochtecas (grandes comerciantes)
ºsacerdotes, dignitários civis e militares.
O imperador
Os imperadores astecas em língua Nahuatl eram
chamados Hueyi Tlatoani ("O Grande
Orador"), termo também usado para designar os
governantes das altepetl (cidades). Os imperadores
astecas foram os maiores responsáveis tanto pelo
crescimento do império, como para a decadência do
mesmo. Ahuizotl, por exemplo, foi ao mesmo
tempo o imperador mais cruel e o responsável pela
maior expansão do império. Já Montezuma II (ou           Moctezuma II.
Moctezuma II), tendo sido um imperador justo e
pacifico, foi também fraco em suas
decisões, permitindo que os espanhóis entrassem
em seus domínios, mesmo após a circulação de
histórias de que estes teriam massacrado
tribos, abalando fatalmente a solidez de seu
império, e finalmente degenerando na sua extinção.
A sucessão dos imperadores astecas não era
hereditária de pai para filho, sendo estes eleitos por
um consenso entre os membros da nobreza.
A religião
Eram politeístas (acreditavam em vários deuses) e acreditavam que se o
sangue humano não fosse oferecido ao Sol, a engrenagem do mundo deixaria
de funcionar.
Os sacrifícios eram dedicados a:
Huitzilopochtli ou Tezcatlipoca: o sacrificado era colocado em
uma pedra por quatro sacerdotes, e um quinto sacerdote
extraía, com uma faca, o coração do guerreiro vivo para
alimentar seu Deus;
Tlaloc: anualmente eram sacrificadas crianças no cume da
montanha. Acreditava-se que quanto mais as crianças
chorassem, mais chuva o Deus proveria.
No seu panteão havia centenas de deuses. Os principais eram
vinculados ao ciclo solar e à atividade agrícola. Observações
astronômicas e estudo dos calendários faziam parte do
conhecimento dos sacerdotes.
O Deus mais venerado era Quetzalcóatl, a serpente
emplumada. Os sacerdotes formavam um poderoso grupo
social, encarregado de orientar a educação dos nobres, fazer
previsões e dirigir as cerimônias rituais. A religiosidade asteca
incluía a prática de sacrifícios. Segundo o divulgado pelos
conquistadores o derramamento de sangue e a oferenda do
coração de animais e de seres humanos eram ritos
imprescindíveis para satisfazer os deuses, contudo se
considerarmos a relação da religião com a medicina
encontraremos um sem número de ritos.
Há referências a um Deus sem face, invisível e
impalpável, desprovido de história mítica para quem o rei de
Texoco, Nezaucoyoatl, mandou fazer um templo sem
ídolos, apenas uma torre. Esse rei o definia como                   Estátua de Tlaloc
"aquele, graças a quem nós vivemos".
A medicina

A antropologia médica situa o conhecimento mítico-religioso
como forma de racionalidade médica se este se constitui como um
sistema lógico e teoricamente estruturado, que preencha como
condições necessárias e suficientes os seguintes elementos:
Uma morfologia (concepção anatômica);
Uma dinâmica vital ( "fisiologia");
Um sistema de diagnósticos;
Um sistema de intervenções terapêuticas;
Uma doutrina médica (cosmologia).
Pelo menos parcialmente, o sistema asteca preenche tais
requisitos. Apresenta-se como teoricamente estruturado, com
formação específica (o aprendizado das diversas funções da classe
sacerdotal), o relativo conhecimento de anatomia (comparado
com sistemas etnomédicos de índios dos desertos americanos ou
florestas tropicais) em função, talvez, da prática de sacrifícios
humanos mas não necessariamente dependente dessa condição.
Há evidências que soldavam fraturas e punham talas em ossos
quebrados.
A dinâmica vital da relação tonal (tonalli) – nagual (naualli) ou
explicações do efeito de plantas medicinais são pouco
conhecidos, contudo o sistema de intervenções terapêuticas
através de plantas medicinais, dietas e ritos são evidentes. A
doutrina médica tradicional por sua vez, também não é bem
conhecida.
No sistema diagnóstico encontramos quatro causas básicas:
Introdução de corpo estranho por feitiçaria; Agressões sofridas
ao duplo (nagual); Agressões ou perda do tonal; e influências
nefastas de espíritos (ares).
Em relação a esse conjunto de patologias, os deuses
representavam simultaneamente uma categoria de análise de
causa e possibilidade de intervenção por sua intercessão. Tlaloc
estava associado aos ares e doenças do frio e da pele (úlceras e
lepra) e hidropsia; Ciuapipiltin às convulsões e paralisia;
Tlazolteotl às doenças do amor que inclusive causavam a morte
(tlazolmiquiztli ); Ixtlilton curava as crianças; Lume, ajudava as
parturientes; Xipe Totec era o responsável pelas oftalmias.
Plantas e técnicas

 O tabaco e o incenso vegetal (copalli) estava presente em suas
 práticas. Seus ticitl (médicos feiticeiros) em nome dos deuses
 realizavam ritos de cura com plantas que contém substâncias
 enteógenas ( Lophophora williamsii ou peiote; Psylocybe
 mexicana, Stropharia cubensis - cogumelos com psilocibina; Ipomoea
 violacea e Rivea corymbosa - ololiuhqui) que ensinam a causa das
 doenças, mostram a presença de tonal (tonalli), e agressões infligidas         Uma página do Libellus de
 ao duplo animal ou nagual (naualli) os casos de enfeitiçamento ou              Medicinalibus Indorum
                                                                                Herbis, um herbário asteca
 castigo dos deuses.                                                            composta em 1552
 Entre os remédios mais conhecidos estava a alimentação dos
 doentes com dietas a base de milho e ervas tais como: passiflora
 (quanenepilli), o bálsamo-do-peru (Myroxylon peruiferum L. f.), a raiz de
 jalapa, a salsaparrilha (iztacpatli / psoralea) a valeriana o cihuapahtli ou
 zoapatle (Montanoa tomentosa), empregado como auxiliar do trabalho
 de parto com seu princípio ativo análogo à ocitocina associado à
 purhépecha (Manzanilla - Matricaria recutita L.) ou equivalente, com
 suas propriedades sedativas, entre centenas de outras registradas em
 códices escritos dos quais nos sobraram fragmentos.
A Escrita

A escrita asteca (também escrita nauatle) é um
sistema de escrita pictográfico e ideográfico pré-
colombiano usado no México central pelos povos
nauas. Os conquistadores queimaram a maioria dos
códices astecas quando conquistaram a Mesoamérica;
os códices astecas remanescentes como o códice
Mendoza, o códice Borbonicus e o códice Osuna foram
escritos em pele de veado e fibras vegetais.
Contudo, a escrita asteca não é considerada um
verdadeiro sistema de escrita. Como não existia um
conjunto de caracteres que representasse palavras
específicas, mas antes ideias, muitos vêem o sistema de   Glifos dos topónimos
                                                          Mapachtepec, Mazatlan e
escrita asteca como um sistema de escrita preliminar.     Huitztlan no sistema de escrita
                                                          asteca (códice Mendoza).
A Mitologia

Sua mitologia era rica em deuses e criaturas
sobrenaturais. Assim como os romanos, os astecas
incorporavam à sua religião divindades dos povos que
conquistavam.
O povo asteca era politeísta, isto é, acreditavam em
mais de um deus, e algumas divindades eram elementos
naturais com a água, a terra, o fogo, o vento e a lua. As
divindades também eram atribuídas a coisas que lhes
causavam medo.
                                                            Um guerreiro-jaguar do Codex
                                                            Magliabecchiano. O jaguar
                                                            desempenhava um papel cultural
                                                            na mitologia asteca.
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  • 1. SOCIEDADE ASTECA 7º A Antonio 3/Eduardo 6/Guilherme A. 10/Matheus Barros 28/Matheus Benedecto 29
  • 2. Introdução Os astecas foram uma civilização mesoamericana, pré- colombiana, que floresceu principalmente entre os séculos XIV e XVI, no território correspondente ao atual México. Na sucessão de povos mesoamericanos que deram origem a essa civilização destacam-se os toltecas, por suas conquistas civilizatórias, florescendo entre o século X e o século XII seguidos pelos chichimecas imediatamente anteriores e praticamente fundadores do América do Norte Império Asteca com a queda do Império Tolteca. Os Império Pré-Colombiano astecas foram derrotados e sua civilização destruída pelos conquistadores espanhóis, comandados por Fernando Cortez. O idioma asteca era o náuatle (nahuatl).
  • 3. A História Os astecas eram um povo indígena da América do Norte, pertencente ao grupo nahua. Os astecas também podem ser chamados de mexicas (daí México). Migraram para o vale do México (ou Anahuác) no princípio do século XIII e assentaram-se, inicialmente, na maior ilha do lago de Texcoco (depois todo drenado pelos espanhóis), seguindo instruções de seus deuses para se fixarem onde vissem uma águia pousada em um cacto, devorando uma cobra.A partir dessa base formaram uma aliança com duas outras cidades – Texcoco e Tlacopán – contra Atzcapotzalco, derrotaram-no e continuaram a conquistar outras cidades do vale durante o século XV, quando controlavam todo o centro do Brasão de armas mexicano mostrando o sinal México como um Império ou Confederação Asteca, cuja base econômico- para a fundação da capital asteca. política era o modo de produção tributário. No princípio do século XVI, seus domínios se estendiam de costa a costa, tendo ao norte os desertos e ao sul o território maia. Os astecas, que atingiram alto grau de sofisticação tecnológica e cultural, eram governados por uma monarquia eletiva, e organizavam-se em diversas classes sociais, tais como nobres, sacerdotes, guerreiros, comerciantes e escravos, além de possuírem uma escrita pictográfica e dois calendários (astronômico e litúrgico).
  • 4. Ao estudar a cultura asteca, deve-se prestar especial atenção a três aspectos: a religião, que demandava sacrifícios humanos em larga escala, particularmente ao Deus da guerra, Huitzilopochtli; a tecnologia avançada, como a utilização eficiente das chinampas (ilhas artificiais construídas no lago, com canais divisórios) e a vasta rede de comércio e sistema de administração tributária. O império asteca era formado por uma organização estatal que se sobrepôs militarmente a diversos povos e comunidades na Meso-América. Segundo Jorge Luis Ferreira, os astecas possuíam uma superioridade cultural e isso justificaria sua hegemonia política sobre as inúmeras comunidades nestas regiões, o que era argumentado por eles mesmos. No período anterior a sua expansão os astecas estavam no mesmo estágio cultural de seus vizinhos de outras etnias. Por um processo muito específico, numa expansão rápida, passaram a subjugar, dominar e tributar os povos das redondezas, outrora seus iguais. É importante lembrar estes aspectos pelo fato de terem se tornado dominantes por uma expansão militar, e não por uma suposta sofisticação cultural própria e autônoma. Apesar de sacrifícios humanos serem uma prática constante e muito antiga na Mesoamérica, os astecas se destacaram por fazer deles um pilar de sua sociedade e religião. Segundo mitos astecas, sangue humano era necessário ao sol, como alimento, para que o astro pudesse nascer a cada dia. Sacrifícios humanos eram realizados em grande escala; algumas centenas em um dia só não era incomum. Os corações eram arrancados de vítimas vivas, e levantados ao céu em honra aos deuses. Os sacrifícios eram conduzidos do alto de pirâmides para estar perto dos deuses e o sangue escorria pelos degraus.
  • 5. A economia asteca estava baseada primordialmente no milho, e as pessoas acreditavam que as colheitas dependiam de provisão regular de sangue por meio dos sacrifícios. Durante os tempos de paz, "guerras" eram realizadas como campeonatos de coragem e de habilidades de guerreiros, e com o intuito de capturar mais vítimas. Eles lutavam com clavas de madeira para mutilar e atordoar, e não matar. Quando lutavam para matar, colocava-se nas clavas uma lâmina de obsidiana. Sua civilização teve um fim abrupto com a chegada dos espanhóis no começo do século XVI. Tornaram-se aliados de Cortés em 1519. O governante asteca Moctezuma II considerou o conquistador espanhol a personificação do Deus Quetzalcóatl, e não soube avaliar o perigo que seu reino corria. Ele recebeu Cortés amigavelmente, mas posteriormente o tlatoani foi tomado como refém. Em 1520 houve uma revolta asteca e Moctezuma II foi assassinado. Seu sucessor, Cuauhtémoc (filho do irmão de Montezuma), o último governante asteca, resistiu aos invasores, mas em 1521 Cortés sitiou Tenochtitlán e subjugou o império. Muitos povos não-astecas, submetidos à Confederação, se uniram aos conquistadores contra os astecas.
  • 6. A Sociedade A sociedade asteca era rigidamente dividida. O grupo social dos pipiltin (nobreza) era formada pela família real, sacerdotes, chefes de grupos guerreiros — como os Jaguares e as Águias — e chefes dos calpulli. Podiam participar também alguns plebeus (macehualtin) que tivessem realizado algum ato extraordinário. Tomar chocolate quente (xocoatl) era um privilégio da nobreza. Imagem totem de um guerreiro águia O resto da população era constituída de lavradores e artesãos. Havia, também, escravos (tlacotin). Havia, na ordem, começando do plano mais baixo: ºEscravos ºmaceualli ou calpulli (membro do clã) ºartesãos e comerciantes ºpochtecas (grandes comerciantes) ºsacerdotes, dignitários civis e militares.
  • 7. O imperador Os imperadores astecas em língua Nahuatl eram chamados Hueyi Tlatoani ("O Grande Orador"), termo também usado para designar os governantes das altepetl (cidades). Os imperadores astecas foram os maiores responsáveis tanto pelo crescimento do império, como para a decadência do mesmo. Ahuizotl, por exemplo, foi ao mesmo tempo o imperador mais cruel e o responsável pela maior expansão do império. Já Montezuma II (ou Moctezuma II. Moctezuma II), tendo sido um imperador justo e pacifico, foi também fraco em suas decisões, permitindo que os espanhóis entrassem em seus domínios, mesmo após a circulação de histórias de que estes teriam massacrado tribos, abalando fatalmente a solidez de seu império, e finalmente degenerando na sua extinção. A sucessão dos imperadores astecas não era hereditária de pai para filho, sendo estes eleitos por um consenso entre os membros da nobreza.
  • 8. A religião Eram politeístas (acreditavam em vários deuses) e acreditavam que se o sangue humano não fosse oferecido ao Sol, a engrenagem do mundo deixaria de funcionar. Os sacrifícios eram dedicados a: Huitzilopochtli ou Tezcatlipoca: o sacrificado era colocado em uma pedra por quatro sacerdotes, e um quinto sacerdote extraía, com uma faca, o coração do guerreiro vivo para alimentar seu Deus; Tlaloc: anualmente eram sacrificadas crianças no cume da montanha. Acreditava-se que quanto mais as crianças chorassem, mais chuva o Deus proveria. No seu panteão havia centenas de deuses. Os principais eram vinculados ao ciclo solar e à atividade agrícola. Observações astronômicas e estudo dos calendários faziam parte do conhecimento dos sacerdotes.
  • 9. O Deus mais venerado era Quetzalcóatl, a serpente emplumada. Os sacerdotes formavam um poderoso grupo social, encarregado de orientar a educação dos nobres, fazer previsões e dirigir as cerimônias rituais. A religiosidade asteca incluía a prática de sacrifícios. Segundo o divulgado pelos conquistadores o derramamento de sangue e a oferenda do coração de animais e de seres humanos eram ritos imprescindíveis para satisfazer os deuses, contudo se considerarmos a relação da religião com a medicina encontraremos um sem número de ritos. Há referências a um Deus sem face, invisível e impalpável, desprovido de história mítica para quem o rei de Texoco, Nezaucoyoatl, mandou fazer um templo sem ídolos, apenas uma torre. Esse rei o definia como Estátua de Tlaloc "aquele, graças a quem nós vivemos".
  • 10. A medicina A antropologia médica situa o conhecimento mítico-religioso como forma de racionalidade médica se este se constitui como um sistema lógico e teoricamente estruturado, que preencha como condições necessárias e suficientes os seguintes elementos: Uma morfologia (concepção anatômica); Uma dinâmica vital ( "fisiologia"); Um sistema de diagnósticos; Um sistema de intervenções terapêuticas; Uma doutrina médica (cosmologia). Pelo menos parcialmente, o sistema asteca preenche tais requisitos. Apresenta-se como teoricamente estruturado, com formação específica (o aprendizado das diversas funções da classe sacerdotal), o relativo conhecimento de anatomia (comparado com sistemas etnomédicos de índios dos desertos americanos ou florestas tropicais) em função, talvez, da prática de sacrifícios humanos mas não necessariamente dependente dessa condição. Há evidências que soldavam fraturas e punham talas em ossos quebrados.
  • 11. A dinâmica vital da relação tonal (tonalli) – nagual (naualli) ou explicações do efeito de plantas medicinais são pouco conhecidos, contudo o sistema de intervenções terapêuticas através de plantas medicinais, dietas e ritos são evidentes. A doutrina médica tradicional por sua vez, também não é bem conhecida. No sistema diagnóstico encontramos quatro causas básicas: Introdução de corpo estranho por feitiçaria; Agressões sofridas ao duplo (nagual); Agressões ou perda do tonal; e influências nefastas de espíritos (ares). Em relação a esse conjunto de patologias, os deuses representavam simultaneamente uma categoria de análise de causa e possibilidade de intervenção por sua intercessão. Tlaloc estava associado aos ares e doenças do frio e da pele (úlceras e lepra) e hidropsia; Ciuapipiltin às convulsões e paralisia; Tlazolteotl às doenças do amor que inclusive causavam a morte (tlazolmiquiztli ); Ixtlilton curava as crianças; Lume, ajudava as parturientes; Xipe Totec era o responsável pelas oftalmias.
  • 12. Plantas e técnicas O tabaco e o incenso vegetal (copalli) estava presente em suas práticas. Seus ticitl (médicos feiticeiros) em nome dos deuses realizavam ritos de cura com plantas que contém substâncias enteógenas ( Lophophora williamsii ou peiote; Psylocybe mexicana, Stropharia cubensis - cogumelos com psilocibina; Ipomoea violacea e Rivea corymbosa - ololiuhqui) que ensinam a causa das doenças, mostram a presença de tonal (tonalli), e agressões infligidas Uma página do Libellus de ao duplo animal ou nagual (naualli) os casos de enfeitiçamento ou Medicinalibus Indorum Herbis, um herbário asteca castigo dos deuses. composta em 1552 Entre os remédios mais conhecidos estava a alimentação dos doentes com dietas a base de milho e ervas tais como: passiflora (quanenepilli), o bálsamo-do-peru (Myroxylon peruiferum L. f.), a raiz de jalapa, a salsaparrilha (iztacpatli / psoralea) a valeriana o cihuapahtli ou zoapatle (Montanoa tomentosa), empregado como auxiliar do trabalho de parto com seu princípio ativo análogo à ocitocina associado à purhépecha (Manzanilla - Matricaria recutita L.) ou equivalente, com suas propriedades sedativas, entre centenas de outras registradas em códices escritos dos quais nos sobraram fragmentos.
  • 13. A Escrita A escrita asteca (também escrita nauatle) é um sistema de escrita pictográfico e ideográfico pré- colombiano usado no México central pelos povos nauas. Os conquistadores queimaram a maioria dos códices astecas quando conquistaram a Mesoamérica; os códices astecas remanescentes como o códice Mendoza, o códice Borbonicus e o códice Osuna foram escritos em pele de veado e fibras vegetais. Contudo, a escrita asteca não é considerada um verdadeiro sistema de escrita. Como não existia um conjunto de caracteres que representasse palavras específicas, mas antes ideias, muitos vêem o sistema de Glifos dos topónimos Mapachtepec, Mazatlan e escrita asteca como um sistema de escrita preliminar. Huitztlan no sistema de escrita asteca (códice Mendoza).
  • 14. A Mitologia Sua mitologia era rica em deuses e criaturas sobrenaturais. Assim como os romanos, os astecas incorporavam à sua religião divindades dos povos que conquistavam. O povo asteca era politeísta, isto é, acreditavam em mais de um deus, e algumas divindades eram elementos naturais com a água, a terra, o fogo, o vento e a lua. As divindades também eram atribuídas a coisas que lhes causavam medo. Um guerreiro-jaguar do Codex Magliabecchiano. O jaguar desempenhava um papel cultural na mitologia asteca.
  • 15. Outras imagens astecas: Moedas Astecas Ruínas de uma sociedade Asteca Pirâmide Asteca