Segundo Bimestre – sociologia
AS INSTITUIÇÕES SOCIAIS
• “Desde que nascemos, começamos a aprender as
  regras e os procedimentos que devemos seguir na vida
  em sociedade. À medida que a criança cresce e passa a
  entender melhor o mundo em que vive, percebe que
  em todos os grupos de que participa existem certas
  regras importantes, certos padrões de comportamento
  que a sociedade considera fundamentais. Essas regras,
  instituídas pelos nossos antepassados, sofreram
  modificações ao longo do tempo. A sociedade exerce
  pressão sobre cada indivíduo para que todas elas sejam
  cumpridas”.
1- O que é INSTITUIÇÃO SOCIAL
•  todas aquelas estruturas sociais ou formas de
     São
  organização estáveis como a Família, a Igreja, a Escola ou
  uma Empresa, que são baseadas em regras e
  procedimentos padronizados, socialmente reconhecidos,
  aceitos, sancionados e seguidos pela sociedade.
• Em outras palavras, poderíamos dizer também que são os
  modos de pensar, de sentir e agir que a pessoa, ao nascer,
  já encontra estabelecidos e cuja mudança se faz muitas
  vezes com dificuldades. E mais, elas existem para satisfazer
  necessidades e servem como formas de controle social.
2- Grupo Social e Instituição Social

• Não é difícil de entender, veja só:
•  grupos sociais são reuniões de indivíduos
    Os
  com objetivos comuns, em processo de
  interação. Enquanto as instituições sociais se
  referem às regras e procedimentos que se
  aplicam a diversos grupos.
3- Interdependência entre as
               Instituições
• Nenhuma instituição existe isolada das
  outras. Há sempre uma relação de
  interdependência, no sentido de que qualquer
  alteração em determinada instituição pode
  acarretar mudanças maiores ou menores nas
  outras. Ex: a libertação dos escravos, a mulher
  no trabalho fora de casa, a Internet, a questão
  salarial, etc.
4- Principais tipos de Instituições

• Não descartando as demais, consideramos
  que as principais instituições sociais são: a
  Família, o Estado, as instituições Educacionais,
  e Igreja e as instituições Econômicas.
4.1 – A Família

• É aquele tipo de agrupamento social cuja
  estrutura varia em alguns aspectos no tempo
  e no espaço. Essa variação pode se referir ao
  número e à forma de casamento, ao tipo de
  família e aos papéis familiares.
Números de casamentos
• Neste caso, a família pode ser monogâmica ou
  poligâmica.
• A família monogâmica é aquela em cada marido e cada
  mulher tem apenas um cônjuge.
• A família poligâmica é aquela em que cada esposo
  pode ter dois ou mais cônjuges. Entre os esquimós e
  algumas tribos do Tibet ocorre a poliandria (casamento
  de uma mulher com dois ou mais homens). Já em
  certas tribos africanas, entre os mórmons e os
  muçulmanos, ocorre a poliginia (casamento de um
  homem com várias mulheres).
Formas de casamento
• Temos a endogamia e a exogamia.
• Endogamia quer dizer casamento permitido apenas
  dentro do mesmo grupo, da mesma tribo. Esta era uma
  forma muito comum entre os povos primitivos, e
  encontrada ainda hoje no sistema de castas da Índia e
  curiosamente em algumas famílias do Nordeste
  brasileiro.
• Exogamia trata-se da união com alguém fora do grupo,
  entre pessoas de religião, raça ou classe social
  diferentes. É encontrado na maioria das sociedades
  modernas.
Tipos de famílias e suas funções
• Entre várias possibilidades, vamos classificar a família em dois tipos
  básicos:
•   Conjugal ou nuclear – é o grupo que reúne marido, mulher e
  filhos;
•   Consangüínea ou extensa – além do casal e seus filhos, reúne
  outros parentes, como avós, netos, genros, noras, primos e
  sobrinhos.
• Entre as principais funções da família podem ser destacadas:
•   Sexual ou reprodutiva – satisfação dos impulsos sexuais dos
  cônjuges e a perpetuação da espécie humana;
•   Econômica – assegurar os meios de subsistência e bem-estar de
  seus membros;
•   Educacional – transmissão dos valores e padrões culturais da
  sociedade.
Papéis familiares
• Nos últimos anos percebeu-se uma transformação profunda quanto aos
  papéis familiares. O pai já não é mais o “chefe da família” e nem a mãe a
  “rainha do lar”. Ou seja, os filhos são criados por pai e mãe que trocam
  constantemente de papéis entre si.
• Da mesma forma, os índices de divórcio cresceram acentuadamente. Nos
  EUA, por exemplo, a proporção de divórcio em relação ao número de
  casados quadruplicou em apenas trinta anos.
• Ao mesmo tempo, o número de filhos de mães solteiras subiu bastante
  também. Por outro lado a função nuclear reprodutiva está igualmente
  ameaçada: a fertilidade caiu tão drasticamente na Itália, Espanha e
  Alemanha que esses países estão em via de perder 30% da população em
  cada geração.
• A nova família é também monoparental. Em muitos casos, os filhos
  moram só com o pai ou só com a mãe.
• Uma curiosidade, no entanto. Apesar das transformações verificadas
  especialmente nos últimos trinta anos, o modelo de família nuclear parece
  continuar predominando.
A instituição familiar no Brasil
• Em primeiro lugar devemos destacar que as mudanças ocorridas nos
  últimos anos estão relacionadas com o tipo de vida característico da
  sociedade industrial. Outro ponto a considerar, agora do ponto de vista
  legal, é a aprovação da Lei do Divórcio em 1977. Tanto é que o objetivo do
  casamento deixa de ser apenas a constituição de um lar, com muitos
  filhos, de preferência, e passa a ser o estabelecimento de uma comunhão
  de vida entre os cônjuges.
• Outra inovação é o fato da responsabilidade da família passar a caber
  igualmente aos dois integrantes do casal, com os mesmos direitos, e não
  mais apenas ao pai como “chefe da família”. Bem como, em caso de
  separação, a guarda dos filhos não cabe mais exclusivamente à mãe, mas
  ao cônjuge que estiver em melhores condições.
• Com toda justiça, cabe destacar que todas essas mudanças apenas dão
  cunho legal às transformações que estão ocorrendo na sociedade
  brasileira, na qual a mulher vem assumindo um papel destacado na
  estrutura familiar.
4.2 – A Igreja
• Uma coisa é fato, todas as sociedades conheceram e conhecem alguma
  forma de religião. E enquanto a origem de todas as outras instituições
  pode ser encontrada nas necessidades físicas do homem, a religião não
  corresponde a nenhuma necessidade material específica. De certa forma,
  cada povo tem nas crenças religiosas um fator de estabilidade social e de
  obediência às normas sociais da sociedade. Por isso, dizemos que a
  religião sempre desempenhou uma função importante e indispensável.
• Bom, geralmente, todas as religiões têm seu lugar de culto: igrejas,
  templos, mesquitas, sinagogas, etc. E assim como a família, a religião, ou
  as religiões também sofreram muitas mudanças.
• As religiões ocidentais sofreram profundas mudanças com o
  desenvolvimento da economia industrial, sendo que o progresso da
  ciência e da arte deu ao homem uma nova visão de si mesmo e da vida em
  geral. De certa forma, a partir desta nova situação, as várias religiões no
  mundo têm procurado conciliar suas doutrinas com o conhecimento
  científico.
• Outra tendência é dar mais ênfase aos valores sociais do que aos
  dogmas religiosos. Prova disso é o surgimento, na Igreja Católica, da
  doutrina da Teologia da Libertação.
• Por outro lado, há também grupos conservadores que defendem o
  apego à tradição, como a TFP, algumas igrejas “renovadas”
  (Evangélicas), entre eles o movimento da Renovação Carismática
  (Igreja Católica) etc.
• Percebe-se também um crescimento exagerado das mais diferentes
  seitas religiosas. Tal crescimento, possivelmente deve-se a fatores
  como: instabilidade social, dificuldades econômicas, crescimento
  demográfico, miséria e insegurança. Tais incertezas acentuam as
  crises existenciais dos seres humanos, que se voltam para a religião,
  na tentativa de encontrar uma saída para seu desamparo e sua
  angústia.
• Devido à situação do mundo atual citada acima, percebe-se
  também diversas formas de renovação religiosa no cristianismo, no
  islamismo e no judaísmo nas últimas duas décadas.
• Enfim, é inegável que a Religião continua sendo uma das principais
  instituições a influir no comportamento humano. Porém, ela não
  constitui condição imprescindível da ordem social.
• Uma curiosidade: das grandes religiões, o islamismo é a que mais
  cresce no mundo.
4.3 – O Estado
• Todos os recursos recolhidos pelo Estado,
  teoricamente deveriam ser investidos em
  investimentos de infraestrutura e preste os
  serviços sociais básicos à população, além, claro,
  manter a máquina administrativa do Estado.
• Para retirar estes recursos da população, o Estado
  se baseia numa qualidade que é a essência dele
  mesmo: seu poder de coerção. Esse poder
  autoriza o Estado e recorrer a várias formas de
  pressão para fazer valer seu direito de cobrar
  impostos.
Direito e poder do Estado
• Em qualquer sociedade, apenas o Estado tem o direito de
  recorrer à coação para obrigar os indivíduos a cumprir suas
  leis.
• É inegável que o Estado é o mais importante agente de
  controle social de uma sociedade. Ele exerce essas funções
  por meio de leis e, em última instância, pelo uso da força e
  da violência legítima, desde que baseado na lei.
• Nas democracias representativas, como já sabemos, o
  poder do Estado se distribui pelos poderes Executivo
  (governo, administração pública, forças armadas),
  Legislativo (Congresso Nacional, Assembleias Legislativas e
  Câmaras de Vereadores) e Judiciário (órgãos da Justiça).
Alguns componentes do Estado
• O Estado é essencialmente um agente de controle
  social. Difere de outras instituições como a família e a
  Igreja, que também exercem controle, na medida em
  que tem poder para regular as relações entre todos os
  membros da sociedade.
• Os três componentes mais importantes do Estado são:
•  Território;
•  População;
•  Instituições políticas (principalmente os três poderes
  e os diversos órgãos administrativos que compõe o
  governo).
Estado, nação e governo
• Veja: a NAÇÃO é um conjunto de pessoas ligadas entre si por
  vínculos permanentes de idioma, religião, tradições, costumes e
  valores; é anterior ao Estado, podendo até existir sem ele (Ex:
  Ciganos, Palestinos e os Judeus antes da criação do Estado de
  Israel). Já um ESTADO pode compreender várias nações, como é o
  caso do Reino Unido ou Grã-Bretanha, formada pela Escócia,
  Irlanda do Norte, País de Gales e Inglaterra. Logo o Estado é uma
  nação com um conjunto de instituições políticas, entre as quais
  um GOVERNO que é um componente transitório do Estado que é
  permanente.
• Interessante lembrar que nas democracias, a base da organização
  do Estado é sua Constituição, que estabelece as normas referentes
  aos poderes públicos e afirma os direitos e deveres dos cidadãos.
Estado e formas de governo
• O governo pode adotar as seguintes formas:
  monarquia ou república. Há, no entanto,
  variações nestas formas de governo. Em
  países da Europa (Grã-Bretanha, Espanha,
  Suécia e Noruega) existem as chamadas
  monarquias institucionais (que também
  podem ser parlamentaristas). E em outros
  países a república parlamentarista e ainda a
  presidencialista.
4.4 - Escola
• Em um país onde o analfabetismo ainda assusta, o
  processo seletivo para a universidade é excludente,
  falar das instituições educacionais e da própria escola,
  é muito sério.
• A Escola pode ser vista como um grupo social ou como
  instituição. Ou seja, por um lado ela é uma reunião de
  indivíduos com objetivos comuns e em contínua
  interação. Mas é também uma estrutura mais ou
  menos permanente que reúne normas e
  procedimentos padronizados, altamente valorizados
  pela sociedade, cujo objetivo principal é a socialização
  do indivíduo e a transmissão de determinados aspectos
  da cultura e do conhecimento.
Objetivos da Educação
• É por meio da educação que os povos
  transmitem às gerações mais jovens sua
  herança cultural, seus conhecimentos, seu
  modo de vida e suas regras e valores. Ao
  passar por ela, os indivíduos adquirem as
  informações e condições necessárias para
  uma vida ativa (inclusive econômica) em
  sociedade e são preparados para conviver com
  os outros de acordo com as normas dos
  grupos sociais a que pertencem.
O processo educativo
•   Já vimos que a educação pode ser:
•   ¬ Informal (assistemática ou difusa);
•   ¬ Formal (sistemática)
•   A educação formal tem recebido uma atenção
    especial dos governos (ou deveria) pelo fato de
    não ser mais possível pessoas com pouca ou sem
    nenhuma instrução progredir profissionalmente.
    A educação (formal) passa a ser cada vez mais um
    instrumento vital para que o indivíduo possa
    enfrentar os desafios da sociedade
    contemporânea.
A Escola e as novas tecnologias
• Um ponto que merece muita atenção e reflexão é
  o uso de novas tecnologias na educação. A
  Internet e os diversos meios de comunicação
  vieram para provocar mudanças na educação. Ao
  mesmo tempo em que traz inúmeras vantagens,
  e isto é indiscutível, traz o problema da
  socialização, da falta de contato físico e a
  pesquisa direto nas fontes. Ou seja, a educação
  não poderá em hipótese alguma se reduzir a
  estes novos equipamentos. É preciso reforçar a
  socialização dos alunos, procurando preservar as
  relações humanas e evitar o individualismo.

Segundo Bimestre – sociologia

  • 1.
  • 2.
    AS INSTITUIÇÕES SOCIAIS •“Desde que nascemos, começamos a aprender as regras e os procedimentos que devemos seguir na vida em sociedade. À medida que a criança cresce e passa a entender melhor o mundo em que vive, percebe que em todos os grupos de que participa existem certas regras importantes, certos padrões de comportamento que a sociedade considera fundamentais. Essas regras, instituídas pelos nossos antepassados, sofreram modificações ao longo do tempo. A sociedade exerce pressão sobre cada indivíduo para que todas elas sejam cumpridas”.
  • 3.
    1- O queé INSTITUIÇÃO SOCIAL •  todas aquelas estruturas sociais ou formas de São organização estáveis como a Família, a Igreja, a Escola ou uma Empresa, que são baseadas em regras e procedimentos padronizados, socialmente reconhecidos, aceitos, sancionados e seguidos pela sociedade. • Em outras palavras, poderíamos dizer também que são os modos de pensar, de sentir e agir que a pessoa, ao nascer, já encontra estabelecidos e cuja mudança se faz muitas vezes com dificuldades. E mais, elas existem para satisfazer necessidades e servem como formas de controle social.
  • 4.
    2- Grupo Sociale Instituição Social • Não é difícil de entender, veja só: •  grupos sociais são reuniões de indivíduos Os com objetivos comuns, em processo de interação. Enquanto as instituições sociais se referem às regras e procedimentos que se aplicam a diversos grupos.
  • 5.
    3- Interdependência entreas Instituições • Nenhuma instituição existe isolada das outras. Há sempre uma relação de interdependência, no sentido de que qualquer alteração em determinada instituição pode acarretar mudanças maiores ou menores nas outras. Ex: a libertação dos escravos, a mulher no trabalho fora de casa, a Internet, a questão salarial, etc.
  • 6.
    4- Principais tiposde Instituições • Não descartando as demais, consideramos que as principais instituições sociais são: a Família, o Estado, as instituições Educacionais, e Igreja e as instituições Econômicas.
  • 7.
    4.1 – AFamília • É aquele tipo de agrupamento social cuja estrutura varia em alguns aspectos no tempo e no espaço. Essa variação pode se referir ao número e à forma de casamento, ao tipo de família e aos papéis familiares.
  • 8.
    Números de casamentos •Neste caso, a família pode ser monogâmica ou poligâmica. • A família monogâmica é aquela em cada marido e cada mulher tem apenas um cônjuge. • A família poligâmica é aquela em que cada esposo pode ter dois ou mais cônjuges. Entre os esquimós e algumas tribos do Tibet ocorre a poliandria (casamento de uma mulher com dois ou mais homens). Já em certas tribos africanas, entre os mórmons e os muçulmanos, ocorre a poliginia (casamento de um homem com várias mulheres).
  • 9.
    Formas de casamento •Temos a endogamia e a exogamia. • Endogamia quer dizer casamento permitido apenas dentro do mesmo grupo, da mesma tribo. Esta era uma forma muito comum entre os povos primitivos, e encontrada ainda hoje no sistema de castas da Índia e curiosamente em algumas famílias do Nordeste brasileiro. • Exogamia trata-se da união com alguém fora do grupo, entre pessoas de religião, raça ou classe social diferentes. É encontrado na maioria das sociedades modernas.
  • 10.
    Tipos de famíliase suas funções • Entre várias possibilidades, vamos classificar a família em dois tipos básicos: •  Conjugal ou nuclear – é o grupo que reúne marido, mulher e filhos; •  Consangüínea ou extensa – além do casal e seus filhos, reúne outros parentes, como avós, netos, genros, noras, primos e sobrinhos. • Entre as principais funções da família podem ser destacadas: •  Sexual ou reprodutiva – satisfação dos impulsos sexuais dos cônjuges e a perpetuação da espécie humana; •  Econômica – assegurar os meios de subsistência e bem-estar de seus membros; •  Educacional – transmissão dos valores e padrões culturais da sociedade.
  • 11.
    Papéis familiares • Nosúltimos anos percebeu-se uma transformação profunda quanto aos papéis familiares. O pai já não é mais o “chefe da família” e nem a mãe a “rainha do lar”. Ou seja, os filhos são criados por pai e mãe que trocam constantemente de papéis entre si. • Da mesma forma, os índices de divórcio cresceram acentuadamente. Nos EUA, por exemplo, a proporção de divórcio em relação ao número de casados quadruplicou em apenas trinta anos. • Ao mesmo tempo, o número de filhos de mães solteiras subiu bastante também. Por outro lado a função nuclear reprodutiva está igualmente ameaçada: a fertilidade caiu tão drasticamente na Itália, Espanha e Alemanha que esses países estão em via de perder 30% da população em cada geração. • A nova família é também monoparental. Em muitos casos, os filhos moram só com o pai ou só com a mãe. • Uma curiosidade, no entanto. Apesar das transformações verificadas especialmente nos últimos trinta anos, o modelo de família nuclear parece continuar predominando.
  • 12.
    A instituição familiarno Brasil • Em primeiro lugar devemos destacar que as mudanças ocorridas nos últimos anos estão relacionadas com o tipo de vida característico da sociedade industrial. Outro ponto a considerar, agora do ponto de vista legal, é a aprovação da Lei do Divórcio em 1977. Tanto é que o objetivo do casamento deixa de ser apenas a constituição de um lar, com muitos filhos, de preferência, e passa a ser o estabelecimento de uma comunhão de vida entre os cônjuges. • Outra inovação é o fato da responsabilidade da família passar a caber igualmente aos dois integrantes do casal, com os mesmos direitos, e não mais apenas ao pai como “chefe da família”. Bem como, em caso de separação, a guarda dos filhos não cabe mais exclusivamente à mãe, mas ao cônjuge que estiver em melhores condições. • Com toda justiça, cabe destacar que todas essas mudanças apenas dão cunho legal às transformações que estão ocorrendo na sociedade brasileira, na qual a mulher vem assumindo um papel destacado na estrutura familiar.
  • 13.
    4.2 – AIgreja • Uma coisa é fato, todas as sociedades conheceram e conhecem alguma forma de religião. E enquanto a origem de todas as outras instituições pode ser encontrada nas necessidades físicas do homem, a religião não corresponde a nenhuma necessidade material específica. De certa forma, cada povo tem nas crenças religiosas um fator de estabilidade social e de obediência às normas sociais da sociedade. Por isso, dizemos que a religião sempre desempenhou uma função importante e indispensável. • Bom, geralmente, todas as religiões têm seu lugar de culto: igrejas, templos, mesquitas, sinagogas, etc. E assim como a família, a religião, ou as religiões também sofreram muitas mudanças. • As religiões ocidentais sofreram profundas mudanças com o desenvolvimento da economia industrial, sendo que o progresso da ciência e da arte deu ao homem uma nova visão de si mesmo e da vida em geral. De certa forma, a partir desta nova situação, as várias religiões no mundo têm procurado conciliar suas doutrinas com o conhecimento científico.
  • 14.
    • Outra tendênciaé dar mais ênfase aos valores sociais do que aos dogmas religiosos. Prova disso é o surgimento, na Igreja Católica, da doutrina da Teologia da Libertação. • Por outro lado, há também grupos conservadores que defendem o apego à tradição, como a TFP, algumas igrejas “renovadas” (Evangélicas), entre eles o movimento da Renovação Carismática (Igreja Católica) etc. • Percebe-se também um crescimento exagerado das mais diferentes seitas religiosas. Tal crescimento, possivelmente deve-se a fatores como: instabilidade social, dificuldades econômicas, crescimento demográfico, miséria e insegurança. Tais incertezas acentuam as crises existenciais dos seres humanos, que se voltam para a religião, na tentativa de encontrar uma saída para seu desamparo e sua angústia. • Devido à situação do mundo atual citada acima, percebe-se também diversas formas de renovação religiosa no cristianismo, no islamismo e no judaísmo nas últimas duas décadas. • Enfim, é inegável que a Religião continua sendo uma das principais instituições a influir no comportamento humano. Porém, ela não constitui condição imprescindível da ordem social. • Uma curiosidade: das grandes religiões, o islamismo é a que mais cresce no mundo.
  • 15.
    4.3 – OEstado • Todos os recursos recolhidos pelo Estado, teoricamente deveriam ser investidos em investimentos de infraestrutura e preste os serviços sociais básicos à população, além, claro, manter a máquina administrativa do Estado. • Para retirar estes recursos da população, o Estado se baseia numa qualidade que é a essência dele mesmo: seu poder de coerção. Esse poder autoriza o Estado e recorrer a várias formas de pressão para fazer valer seu direito de cobrar impostos.
  • 16.
    Direito e poderdo Estado • Em qualquer sociedade, apenas o Estado tem o direito de recorrer à coação para obrigar os indivíduos a cumprir suas leis. • É inegável que o Estado é o mais importante agente de controle social de uma sociedade. Ele exerce essas funções por meio de leis e, em última instância, pelo uso da força e da violência legítima, desde que baseado na lei. • Nas democracias representativas, como já sabemos, o poder do Estado se distribui pelos poderes Executivo (governo, administração pública, forças armadas), Legislativo (Congresso Nacional, Assembleias Legislativas e Câmaras de Vereadores) e Judiciário (órgãos da Justiça).
  • 17.
    Alguns componentes doEstado • O Estado é essencialmente um agente de controle social. Difere de outras instituições como a família e a Igreja, que também exercem controle, na medida em que tem poder para regular as relações entre todos os membros da sociedade. • Os três componentes mais importantes do Estado são: •  Território; •  População; •  Instituições políticas (principalmente os três poderes e os diversos órgãos administrativos que compõe o governo).
  • 18.
    Estado, nação egoverno • Veja: a NAÇÃO é um conjunto de pessoas ligadas entre si por vínculos permanentes de idioma, religião, tradições, costumes e valores; é anterior ao Estado, podendo até existir sem ele (Ex: Ciganos, Palestinos e os Judeus antes da criação do Estado de Israel). Já um ESTADO pode compreender várias nações, como é o caso do Reino Unido ou Grã-Bretanha, formada pela Escócia, Irlanda do Norte, País de Gales e Inglaterra. Logo o Estado é uma nação com um conjunto de instituições políticas, entre as quais um GOVERNO que é um componente transitório do Estado que é permanente. • Interessante lembrar que nas democracias, a base da organização do Estado é sua Constituição, que estabelece as normas referentes aos poderes públicos e afirma os direitos e deveres dos cidadãos.
  • 19.
    Estado e formasde governo • O governo pode adotar as seguintes formas: monarquia ou república. Há, no entanto, variações nestas formas de governo. Em países da Europa (Grã-Bretanha, Espanha, Suécia e Noruega) existem as chamadas monarquias institucionais (que também podem ser parlamentaristas). E em outros países a república parlamentarista e ainda a presidencialista.
  • 20.
    4.4 - Escola •Em um país onde o analfabetismo ainda assusta, o processo seletivo para a universidade é excludente, falar das instituições educacionais e da própria escola, é muito sério. • A Escola pode ser vista como um grupo social ou como instituição. Ou seja, por um lado ela é uma reunião de indivíduos com objetivos comuns e em contínua interação. Mas é também uma estrutura mais ou menos permanente que reúne normas e procedimentos padronizados, altamente valorizados pela sociedade, cujo objetivo principal é a socialização do indivíduo e a transmissão de determinados aspectos da cultura e do conhecimento.
  • 21.
    Objetivos da Educação •É por meio da educação que os povos transmitem às gerações mais jovens sua herança cultural, seus conhecimentos, seu modo de vida e suas regras e valores. Ao passar por ela, os indivíduos adquirem as informações e condições necessárias para uma vida ativa (inclusive econômica) em sociedade e são preparados para conviver com os outros de acordo com as normas dos grupos sociais a que pertencem.
  • 22.
    O processo educativo • Já vimos que a educação pode ser: • ¬ Informal (assistemática ou difusa); • ¬ Formal (sistemática) • A educação formal tem recebido uma atenção especial dos governos (ou deveria) pelo fato de não ser mais possível pessoas com pouca ou sem nenhuma instrução progredir profissionalmente. A educação (formal) passa a ser cada vez mais um instrumento vital para que o indivíduo possa enfrentar os desafios da sociedade contemporânea.
  • 23.
    A Escola eas novas tecnologias • Um ponto que merece muita atenção e reflexão é o uso de novas tecnologias na educação. A Internet e os diversos meios de comunicação vieram para provocar mudanças na educação. Ao mesmo tempo em que traz inúmeras vantagens, e isto é indiscutível, traz o problema da socialização, da falta de contato físico e a pesquisa direto nas fontes. Ou seja, a educação não poderá em hipótese alguma se reduzir a estes novos equipamentos. É preciso reforçar a socialização dos alunos, procurando preservar as relações humanas e evitar o individualismo.