Editorial
Escritores e palestrantes motivacionais existem de monte e
às vezes é preciso separar os que realmente têm algo de
profundo a dizer daqueles que apenas reciclam ideias. O
psiquiatra Roberto Shinyashiki pertence ao primeiro time, e
sempre que entrevistado por esta Bem-Estar entrega um
conteúdo potencialmente capaz de transformar a realidade de
quem o lê. Desta vez, o tema da conversa foi seu mais recente
livro, “Louco por Viver: Desperte a sua paixão pela vida”. Ainda
que não diga nada muito novo, seu discurso apaixonado sobre a
melhor forma de levar a vida e buscar a felicidade na base do
risco tem força para empolgar até o leitor mais antigo desta
revista, tão habituado ao tema da felicidade.
24
Está aberta a temporada dos
parques em Orlando e Tampa
com pinguins e robôs
16
Ator Francisco Cuoco, que completa
80 anos em novembro, fala sobre a
carreira e os recentes trabalhos na TV
14
Fisioterapeuta escreve sobre a
importância de se praticar uma
atividade física em qualquer idade a fim
de promover bem-estar físico e mental
Poesia
JANELA
Todo branco o casarão
Grande, antigo, acolhedor
Janelas e mais janelas
Enfeitam sua fachada
Curiosa, abro a primeira
Volto à infância:
Barulho de correria
Brincadeira com os irmãos
Lá embaixo da jaqueira.
Outra, meio entreaberta
Mostra a cena adolescente
Música tocando alto
As amigas se agitando
Os meninos vão chegar
É dia de festa
Todos prontos pra dançar
Alegria, inquietude
Desejo de conhecer
Abertura janeleira,
De uma coisa nova, ligeira
Despontando pra viver
Amor, sentimento bom
Cresce e pulsa
Se apropria do meu ser
Tudo conspira, ajuda
A abrir outra janela
Mistério que é encontro!
Encontro de dois em um
Vivendo intenso o amor
E agora?
Outra janela - outra gente...
Gente nova vai chegando
Dando sentido ao viver
Presença a testemunhar
Sempre existe uma ilusão
Vivendo no infinito,
Lembrança do casarão...
Heloisa Sigaud Furquim em “Av.3”
FAMÍLIA
Cresce o número de casais que decidem não ter filho e não sofrem com o
sentimento de culpa. Obrigação cede hoje lugar à escolha PÁGINAS 4 E 5
RELACIONAMENTO
Facilidades tecnológicas criam espécie de alienação virtual, que enfraquece
vínculos e coloca pessoas no “piloto automático” PÁGINAS 6 E 7
SAÚDE
Reformulação do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais,
o DSM-5, gera polêmica entre psiquiatras brasileiros PÁGINAS 8 E 9
AUTOCONHECIMENTO
Palestra ensina como usar a Programação Neurolinguística (PNL) para
despertar o “gigante” que existe dentro de nós PÁGINA 13
Agência Estado
Agência Estado
Turismo
Sérgio Menezes 10/2/2009
Televisão
Felicidade na
base do risco
Paulo HadadDIÁRIO DA REGIÃO
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2 / São José do Rio Preto, 23 de junho de 2013 DIÁRIO DA REGIÃO
Você é quem você
quer encontrar?
Artigo
Karina Younan
Existe uma dicotomia no
pensamento das pessoas, ex-
pressa nos relacionamentos ou
na busca por novos relaciona-
mentos. Se os gêneros ainda
não se compreendem em ter-
mos de expectativas, devemos
aprender com as frustrações e
fracassos e não fazer da queixa
uma regra.
Ouço as pessoas refletirem
quem elas gostariam de encon-
trar: qualidades, adjetivos, o
novo parceiro vai sendo traça-
do e idealizado em detalhes.
Há os que definem que jamais
se envolverão novamente, mas
para esses basta um pouco de
Vinicius ou Carpinejar: “o
amor acontece, apesar de nós”.
A biologia é soberana e não
aceita imposições. A paixão
acontece, fruto do acaso e não
da determinação - para infelici-
dade de alguns.
Se não mudamos o outro,
devemos procurar pelo que
aceitamos. E se há a possibilida-
de de mudar a si mesmo, mes-
mo que com muito esforço, eu
pergunto: Por que não nos
transformamos em quem quere-
mos encontrar?
Tente ser o grande amor
que faltava à vida de alguém, in-
vertendo o pensamento que po-
de limitar suas escolhas, sem-
pre procurando encontrar o
seu grande amor.
Os homens poderiam ser bo-
nitos, divertidos, carinhosos,
trabalhadores, dedicados, char-
mosos e elegantes se estiverem
felizes, satisfeitos, reconheci-
dos, valorizando muito a sua
companhia e desejando dar-lhe
o melhor de si. Somente nesses
casos. Eles são meio assim: fa-
zem por amor o que não fazem
por coação, obrigação, birra ou
insistência, não adianta teimar.
Deveríamos oferecer o
que procuramos encontrar!
Se procurarmos ser bonitas,
bem humoradas, dispostas,
sensuais, trabalhadoras e cari-
nhosas, já seríamos mais inte-
ressantes, a vida seria melhor
com ou sem par.
Nada de correr atrás de bor-
boletas, disse Quintana, enfeite
o seu jardim que elas aparecerão.
O que te impede de ser
atraente é por que você não
é um milionário? Ou uma
top model? Que tal olhar pa-
ra as outras qualidades em
relacionamentos?
As idealizações são empeci-
lhos para a felicidade! Muitos
se inibem pela beleza física ou
status social. Como se o amor
ou a atração estivessem restri-
tos aos lindos e jovens. Char-
me e encantamento não estão
diretamente ligados à riqueza
ou beleza. Podem se benefi-
ciar, mas não são definidos
por estes quesitos, e nem ga-
rantem bons relacionamentos.
Os Detonautas cantam: “o que
seria da tua beleza, se eu fe-
chasse os olhos pra você?”
A pessoa mais interessante
que conhecemos ou que nos
atraiu muitas vezes, e na maio-
ria das vezes, não foi a mais be-
la que conhecemos. Vale para
homens e mulheres. Um boni-
to fica feio se não for interessan-
te. Uma pessoa segura e com
boa auto estima costuma ser
mais sedutora, quaisquer que
sejam seus atributos. Woody
Allen foi magnífico retratando
esta realidade em Vicky Cristi-
na Barcelona.
Quer encontrar alguém que
faça a diferença em sua vida?
Por que não fazer a diferença
na vida de alguém? Seja você o
grande amor da vida de uma
pessoa, dê o que você espera en-
contrar, ou pelo menos tente.
Pense no que você pode fazer
por alguém e não o contrário,
um olhar generoso pode ser bas-
tante atraente. I
KARINA YOUNAN
é psicóloga
As idealizações são empecilhos para a felicidade. Muitos se inibem pela beleza física
ou status social, como se o amor ou a atração estivessem restritos aos lindos e jovens
Quem é
DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 23 de junho de 2013 / 3
O que antigamente era quase uma obrigação para a mulher, hoje é uma opção.
Decisão contrária já é aceita e vivenciada por boa parte da sociedade
Jéssica Reis
jessica.reis@diarioweb.com.br
A professora Katiucia Paglio-
ne, 35 anos, conta que nunca teve
o sonho de ser mãe. Casada há 8
anos com o também professor
EdilsonFerreiraRamos,32,ejun-
toshá12,somandonamoroecasa-
mento, ela diz que no início o ma-
rido falava em ter um filho, mas
depois o casal optou por não ter.
“Eu não me lembro de querer
sermãe,terfilhos,nuncative esse
sonho.Caseiaos29anosefuiper-
cebendo que meu marido tam-
bém compartilhava da mesma
opinião. No começo do casamen-
to cobraram bastante, mas eu
nunca dei esperanças, sempre fui
clara: a gente não quer”, relata.
Ela diz ainda que tem afilha-
dos e sobrinhos e gosta muito de
criança, mas o que mais pesa na
decisão é o que vê na escola. “É o
medo de como está o mundo em
que ele vai viver. O caminho que
estáindoahumanidade,arespon-
sabilidade que vou ter”, explica a
professora.
Katiuciafazpartedeumaten-
dência que cresce entre as mulhe-
res do Brasil e do mundo, a de di-
zer não à maternidade. E isso não
é nenhum problema, desde que a
mulher e o parceiro estejam de
acordo sobre essa decisão.
O que antigamente era quase
uma obrigação para as mulheres,
hoje é uma opção. A psicóloga
Maria Amélia Mussi conta que
tem percebido que os jovens têm
uma cabeça mais liberta de pa-
drões de comportamento e que a
profissão, muitas vezes, está em
primeirolugar,depoisocasamen-
to e os filhos, se desejarem. “Hoje
em dia, os jovens preferem morar
juntos para vivenciar a rotina da
vida a dois, administrar as dife-
renças, conquistar o respeito e a
individualidade para depois pen-
sarem em casamento, com matu-
ridade e dados de realidade. Esse
comportamento tem contribuído
para relações mais assertivas,
com ganhos mútuos”, afirma.
A psicóloga Kátia Ricardi
Abreu explica que algumas mu-
lheres estão planejando a carreira
deformaprioritária.Háasquein-
cluem a maternidade após algu-
mas realizações que lhes garan-
tam certa estabilidade. Há as que
não incluem a maternidade, por-
que já estão unidas com um par-
ceiro que tem filhos do primeiro
casamento. E há as que não in-
cluem a maternidade por diver-
sas outras razões.
Para Maria Amélia, a mulher
viveu durante muito tempo presa
porcondenaçãoousistemasrepres-
sores, sem conseguir realizar a
desmaterialização dessas condena-
ções. “Ela permaneceu completa-
mentebloqueadaeimpossibilitada
derealizaraessênciadeseuarquéti-
po,noqualoobjetivodamulherde-
veriaseroretornoàalma.Paraisso
ela teve que elevar e soltar muitas
amarras parapoderalçar voo.”
As potências da mulher são
muito profundas e hoje ela con-
quistou o direito de escolha a par-
tir do conhecimento de si pró-
pria, segundo a psicóloga. “Nós,
mulheres, fomos obrigadas a se-
guir à risca padrões de comporta-
mento que a sociedade cobra e is-
so vem de muitos anos. Tinha
que casar antes de morar junto,
depois do casamento tinha que
ter filhos, não sobrava tempo pa-
ratrabalhar,comissoaindividua-
lidadeerapoucaounada.Umato-
tal entrega ao relacionamento a
doiseabandonodesuaprópriavi-
da”, diz a especialista.
Ainda de acordo com Maria
Amélia,areproduçãoeracomore-
gra, uma manifestação indireta
do poderoso instinto sexual, e
não da vontade de ser mãe. “Com
tanto desejo e com recursos anti-
concepcionais tão pobres e pouco
conhecidos, os casais já voltavam
da lua de mel grávidos”, explica.
Kátia diz que não são as con-
quistas já existentes, mas as con-
quistasqueelas queremterqueas
levam a escolher ou não ter fi-
lhos. “Na minha experiência em
consultórioperceboqueestadeci-
são não é radical, na maior parte
dos casos. É algo que poderá ser
modificado de acordo com as cir-
cunstâncias.”
Cobrança
A mulher namora e é questio-
nada sobre quando será o casa-
mento, depois vem a cobrança de
quandovirãoosfilhos.Masquan-
do a resposta é “não, eu não vou
terfilhos”,podeassustar um pou-
co a família.
Maria Amélia diz que existe,
sim, a cobrança, e que é um pa-
drãoquepassadegeração parage-
ração. “A pressão sempre existiu
e vai continuar. Tem que casar,
tem que ter filhos e a pressão é
dos amigos, da família e de todas
as pessoas com quem nos relacio-
namos. É importante se pergun-
tar:qual é seu verdadeiro desejo e
se tem condições emocionais, fi-
nanceiraspararealizar.Énecessá-
rioreflexãoeplanejamentodoca-
sal”, afirma.
Katia Ricardi lembra que
quando a mulher não tem filhos
porque não consegue gerá-los,
embora os queira, o sofrimento
aparecepelanãorealizaçãodama-
ternidade e as pressões internas
externas. “Quando se trata de
uma decisão, embora ela possa
biologicamente falando gerar fi-
lhos, não há sofrimento, pois foi
uma escolha.”
O sentimento de culpa por
não ter um filho, um herdeiro,
vai depender de cada mulher.
“Depende da segurança com que
cada casal chega a essa conclusão
eaformacomqueseposicionape-
rante a sociedade e a família, do
contrário pode ter sentimento
de culpa ou até arrependi-
mento. Por sentimento de
culpainconsciente, a mu-
lher pode até desenvol-
ver um câncer de úte-
ro, mama, ou outros
por não estar inter-
namente elabora-
daeaceitaestade-
cisão”, diz Ma-
ria Amélia.
Elas dizem não
à maternidade
Família
4 / São José do Rio Preto, 23 de junho de 2013 DIÁRIO DA REGIÃO
Outras prioridades no caminho feminino
Dados do IBGE apontam que
é cada vez maior o número de mu-
lheresqueoptampornãoterfilhos.
OúltimoCenso,porexemplo,mos-
trou que as brasileiras próximas a
completar50anos,ouseja,chegan-
doaofimdaidadefértil,semfilhos
aumentouem20%,somentenosúl-
timosdezanos.
Para a antropóloga Niminon
Suzel Pinheiro, a sociedade é dinâ-
mica, muda sempre. “Hoje é
garantia constitucional
o direito à educação
de qualidade a to-
dos os brasileiros
e, lentamente, o
conhecimento
e o esclareci-
mento so-
bre a ma-
ternida-
de vão sendo disseminados, propi-
ciando às mulheres uma escolha
que jamais tiveram. Portanto, para
quesejamesmoumaopçãodamu-
lher ter filhos ou não, a sociedade
tem que dar as condições para que
amulhersejaapoiadaemsuasdeci-
sões.O quenãoacontece”, afirma.
Segundoaantropóloga,semas-
sistênciaàsmães,ecomascrianças
vivendoemumasociedadecompe-
titiva, torna-se uma tendência a
mulhervoltar-semaisparaotraba-
lho. “É muito frustrante ter filhos
paraoutroscuidarem.”
Para ela, as mulheres já não se
sentem mais na obrigação de ser
mães, elas têm outras prioridades.
“As prioridades também mudam
nasprópriasmulheres.Hojeelapo-
denãoquererterfilhosefocarmais
na profissão, mas amanhã, com a
economia e a carreira estabilizada,
poderámudar de ideia”, explica.
Masaespecialistaressaltaquea
escolha de algumas mulheres em
não ter filhos não é motivo para
pensar que possa desencadear al-
gum tipo de desequilíbrio popula-
cional. “Em primeiro lugar, há
muitascriançasnascendoacadase-
gundo, e, em segundo, o desequilí-
brio já existe, no sentido de que a
Terra não está comportando todos
os humanos. Veja que os conflitos
porespaçoestãocadavezmaiosevi-
dentes,diz Niminon. I (JR)
Edvaldo Santos
Casados
há 8 anos,
professores
Katiucia e
Edilson, de
Rio Preto,
escolheram
não ter filhos
DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 23 de junho de 2013 / 5
As facilidades tecnológicas estão prendendo
os seres humanos ao seu próprio mundo,
enfraquecendo o contato com o outro ou
com a realidade que existe ao redor
Universo
particular
Relacionamento
6 / São José do Rio Preto, 23 de junho de 2013 DIÁRIO DA REGIÃO
Gisele Bortoleto
Gisele.bortoleto@diarioweb.com.br
Se começar a prestar atenção
vai notar que as cenas são recor-
rentes a cada dia: você está no
elevador que para entre um an-
dar e outro, a porta se abre e en-
tra alguém que sequer diz bom
dia. Outras pessoas também che-
gam ao local de trabalho, não
cumprimentam ninguém, colo-
cam um fone de ouvido e pas-
sam a realizar tarefas como se
não tivesse mais ninguém na sa-
la. Nos bares e restaurantes, as
pessoas estão sentadas juntas,
mas cada um com seu celular na
mão, conectado a uma rede so-
cial. Ou ainda, dirigem falando
ao celular, na rua, ou digitando
mensagem de texto em cima de
uma bicicleta, com se não existis-
se mais nada no mundo.
A verdade é que as pessoas
estão cada dia mais desligadas,
parece que nunca estão onde
realmente estão. Elas simples-
mente se esqueceram – ou tal-
vez tenham ignorado de propó-
sito – que exista um mundo em
volta, que outras pessoas tam-
bém estão por ali transitando,
que vivem, afinal, em coletivi-
dade. Essas pessoas têm seus
universos particulares. São “pe-
quenos príncipes” habitando
planetas só deles, exclusivos.
É o que o professor, escritor
e conferencista Eugenio Mus-
sak chama de “síndrome do des-
ligado voluntário”. “É uma espé-
cie de praga social, em que as
pessoas têm total desinteresse
pelos outros, pelos acontecimen-
tos, pela possibilidade de partici-
par da construção de algo maior
ou melhor”, diz em um artigo.
Alunos, vizinhos, parentes, cole-
gas de trabalho. Cada um viven-
do com seus objetivos particula-
res descolados dos objetivos do
planeta. “Personagens de si mes-
mos, interpretando um roteiro
particular que não requer pla-
teia. Pessoas que parecem desfo-
cadas do cenário.”
“O mundo mudou rapida-
mente. Demos o maior salto
tecnológico da humanidade
desde a invenção da roda. As
mesmas pessoas que nasceram
e cresceram em um mundo on-
de telegramas, rádios, TVs e te-
lefones fixos eram mais do que
suficientes estão hoje imersas
em um oceano de estímulos
que chegam a causar verti-
gem”, justifica o psicólogo cog-
nitivo-comportamental Alexan-
dre Caprio.
Segundo ele, criamos a rede
social e muitas pessoas submer-
giram nesse universo. As crian-
ças e os jovens de hoje já nasce-
ram nele. E a alienação virtual
tornou-se um perigo plausível.
“Cada vez mais migramos nos-
sas amizades, contatos e rodas
de amigos para o mundo digi-
tal, onde podemos forjar uma
identidade perfeita para ga-
nhar mais aceitação”, explica.
Escondemos falhas, suprimi-
mos gorduras localizadas e
transbordamos simpatia, en-
quanto nossas juntas enferru-
jam na frente de um terminal.
Os celulares estão se tornan-
do as janelas de um outro mun-
do, considerado mais real e
mais importante do que esse
em que nascemos. Ficamos ho-
ras esperando algo acontecer
no nosso perfil, mendigamos
“curtidas” enquanto ignora-
mos encontros reais e contatos
físicos. Vemos constantemente
pessoas na mesa de um bar, ca-
da qual com seu celular. Cabe-
ça baixa, olhar fixo e silêncio.
Estão mandando mensagens
umas para as outras. Tiram fo-
tos juntas e publicam imediata-
mente pelo Instagram. “As pes-
soas alimentam seus perfis co-
mo se eles fossem mais impor-
tantes que a própria vida”, afir-
ma ainda Caprio.
Jovens chegam mais cedo
das festas para contar suas aven-
turas na rede social - dizer que
esteve em algum lugar tornou-
se mais importante do que estar
nesse lugar. “Infelizmente, esse
é um fenômeno mundial. As
pessoas estão fisicamente em
um lugar, mas a cabeça está em
outro”, diz o escritor e pales-
trante Anderson Cavalcante, au-
tor de livros como “O que Real-
mente Importa”, “Viva as Coi-
sas Essenciais da Vida” (ambos
pela ed. Gente) e “Minha Mãe,
Meu Mundo” (ed. Sextante).
As pessoas, segundo ele, es-
tão cada vez mais imediatistas
e o interesse é no que vai acon-
tecer de imediato e no desejo
de querer que essas coisas acon-
teçam, de resolver pendências
que estão à frente e as coisas
que avaliam como as mais im-
portantes da vida. Não conse-
guem perceber o tanto de coi-
sas que estão abrindo mão.
“Elas perdem a noção de impor-
tância e pensam mais na neces-
sidade que as coisas e que o ou-
tro realmente têm”, diz.
“Com os modismos trazidos
pela era da internet, houve uma
exacerbação de tendência que já
existia, a do individualismo. Ou
seja, as pessoas estão buscando
se isolar em diversos paralelos”,
diz o médico psicoterapeuta An-
tonio Pedreira, educador e escri-
tor de dezenas de livros nas áreas
de biomédica e saúde mental. O
celular é um exemplo claro dis-
so. Paramos o que estamos fazen-
do para dar atenção em quem es-
tá à distância. As pessoas deixam
de ter contato presencial para ter
contato virtual, onde o anonima-
to é uma boa defesa.
É claro que, como diz Euge-
nio Mussak, não podemos gene-
ralizar. Existem jovens engaja-
dos, adultos antenados e idosos
conectados em todos os luga-
res. “Só que os outros parecem
fazer mais barulho, apesar do si-
lêncio”, diz ele.
Aboanotíciaéqueaindadápa-
ra mudar este cenário. De que for-
ma? Voltando para sua essência.
“Aspessoasestão vivendocadavez
maisno piloto automático e esque-
cem do seu propósito de vida”, diz
o escritor Anderson Cavalcante. A
primeira coisa a ser feita é verificar
qualoseupropósitodevida,suaes-
sência.Oquerealmentefazsentido
etemsignificadoparavocê?Quan-
do você faz isso, é obrigado a pen-
sarseestáounãonopilotoautomá-
tico.Sedescobrirqueestá,serápre-
ciso ressignificar sua vida e buscar
umsentidomaiorpara ela.
“Oquefaltanavidadaspessoas
e nas relações humanas hoje é vín-
culo. Cada vez mais as pessoas es-
tãopassandopelaspessoasaoseure-
dor numa relação ou no trabalho e
nafamíliasemvínculos.Issoétris-
te. “Viver intensamente e inteira-
mente cada momento da vida, es-
tarinteiroéareceitaparaterdevol-
taessesvínculos”, garante.
Embora estejamos completa-
mente conectados, temos cada vez
menoscoisasadizerunsparaosou-
tros.“Devemosresgataralguns há-
bitos. Sair com amigos, curtir uma
pescaria, passar o final de semana
em um rancho, contar histórias à
noite e conferir os deveres dos fi-
lhos”, sugere o psicólogo Alexan-
dre Caprio. Almoços de domingo
comafamíliaebrincadeiras derua
erammuitomaisdoquepassatem-
po.Eramverdadeirostreinosdeha-
bilidadesocial.Brincávamos,brigá-
vamos e reatávamos. Com isso,
aprendíamos arespeitar regras.”
Segundoele,precisamosfechar
maisnossoscelularesenotebookse
curtir tudo o que já estava inventa-
do,antesqueessaalienaçãoprogri-
da e percamos nossas famílias e
amigos para um bando de avatares
pedindopara seradicionados.
“É preciso que as pessoas se
conscientizem da necessidade de
ter amplo contato sensorial com os
que estão presentes”, diz o psicote-
rapeuraAntonioPedreiro.Épreci-
so também descobrir se existe al-
gumtipodecarênciaportrásdisso.
Àsvezes,carênciasexual ouafetiva
que são, de certo modo, sublima-
das e transformadas nesse tipo de
compensaçãovirtual. I (GB)
Problemas de
autoestima
De volta à essência
A desatenção em
relação ao mundo real,
ressalta Alexandre
Caprio, se deve à
dependência que
estamos criando desse
outro universo. A
tecnologia atual é
fantástica. Mas estamos
criando avatares cada vez
mais distantes de quem
realmente somos. “Essa
dissonância pode
estabelecer uma série de
problemas na
autoestima. Por conta
disso, as pessoas estão
ficando ainda mais
ansiosas. As pessoas
conseguiriam, de fato, se
equiparar com a imagem
que criaram de si
mesmas? A compulsão
digital até mesmo está na
lista de Transtornos que
irão integrar a nova DSM
(Manual Diagnóstico e
Estatístico de
Transtornos Mentais)”,
diz o psicólogo
DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 23 de junho de 2013 / 7
Nova “bíblia” da psiquiatria abre margem para subdiagnósticos de transtornos
como depressão e bipolaridade. Estatísticas devem aumentar significativamente
Elen Valereto
elen.valereto@diarioweb.com.br
A classificação e os critérios
para o diagnóstico de transtornos
mentais têm agora uma nova “bí-
blia”. A reformulação do Manual
Diagnóstico e Estatístico de
Transtornos Mentais, o DSM-5,
traz discussões sobre como de-
vem ser feitos os diagnósticos.
O DSM-5 foi revisado por
profissionais norte-americanos
da área da saúde e é visto como
umguiaoficialparaaclassemédi-
ca dos Estados Unidos e de parte
do mundo. Seu objetivo é ofere-
cer uma linguagem única que dê
descrições completas de doenças,
incluindo seus sintomas detalha-
dos e outros critérios que possam
indicar um diagnóstico.
Segundo a Associação Ame-
ricana de Psiquiatria, respon-
sável pela apresentação da no-
va edição, realizada em maio,
a intenção do DSM-5 é que ele
seja usado para dar subsídios
para “treinamento, responden-
do a perguntas sobre a sua
implementação no atendimen-
to clínico e de pesquisa e escla-
recer as preocupações sobre o
novos códigos da CID”, que é
uma classificação mundial de
doenças e problemas relaciona-
dos à saúde.
O que gera dúvidas é que a
obrigatoriedade de seguir fiel-
mente o que determina o manual
pode causar subdiagnósticos.
Nos Estados Unidos, o impacto
serásentido,poisa obrigatorieda-
de do diagnóstico com o uso do
manual associa a entrega de me-
dicamentos pelos planos de saú-
de a seus usuários.
Além disso, a psiquiatra
Ana Hounie, supervisora do
ambulatório da Unidade de Psi-
quiatria da Infância e Adoles-
cência (UPIA), da Faculdade
de Medicina de São Paulo (Uni-
fesp), diz que essa codificação
unificada também serve para
que os profissionais de saúde se-
jam reembolsados pelos planos
de saúde em razão de procedi-
mentos médicos realizados.
“Logo, o DSM não é usado
para fazer diagnóstico, mas sim
para estatísticas e comunicar re-
sultados de pesquisas. Tanto
que o National Institute of Heal-
th (NIH) está contra o DSM-5 e
deixará de usar esse sistema pa-
ra as pesquisas científicas.”
Outro ponto discutido é
que podem ser confundidos
sentimentos com patologias,
como o luto. Não é prática diag-
nosticar pessoas que estão nes-
se estado, principalmente quan-
do se está no início, com de-
pressão. Com o novo manual,
será diferente, e as estatísticas
de depressivos devem aumen-
tar significadamente.
A psiquiatra considera:
transtornos do neurodesenvol-
vimento, do espectro autista,
alimentares, do humor, do es-
pectro obsessivo, da personali-
dade, do abuso e dependência
de substâncias, parafilias e
transtornos mentais orgânicos.
Ana Hounie, que também é
coordenadora do ambulatório
de Síndrome de Tourette do
Hospital das Clínicas, de São
Paulo, destaca que a principal
mudança é que, no DSM-4, ha-
via uma infinidade de catego-
rias diagnósticas, ao contrário
do DSM-5, que pretende dar
um diagnóstico dimensional,
onde várias categorias podem
ser enquadradas em um mes-
mo espectro diagnóstico.
Ela dá um exemplo
que simplifica: “Isso mu-
daria o fato de que,
atualmente, as pessoas podem re-
ceber muitos diagnósticos ao
mesmo tempo, como se tives-
sem muitas doenças, quando, na
verdade, pode ser explicada por
um substrato comum. Em vez
de dizer que uma pessoa tem
Transtorno Obsessivo-Compul-
sivo (TOC), colecionismo e der-
matotilexomania, podemos di-
zer que a pessoa tem transtornos
do espectro obsessivo”, define.
O psiquiatra Gustavo Tei-
xeira, autor do “Manual dos
Transtornos Escolares” (edito-
ra Best Seller), conta que o
diagnóstico do transtorno bipo-
lar do humor em crianças e ado-
lescentes, por exemplo, tinha
proposta de ser alterado, assim
como aconteceu. O motivo era
o crescimento dos diagnósti-
cos. Agora, a nomenclatura, se-
gundo o novo manual, muda
para o diagnóstico, transfor-
mando-se em Transtorno da
Desregulação do Temperamen-
to com Disforia.
“Esse diagnóstico será
utilizado quando não
existir um conjunto de
sintomas significativos
que justifiquem o diag-
nóstico do transtor-
no bipolar do hu-
mor”, explica
Teixeira.
Cartilha da mente
Saúde
Aumento da idade mínima para início dos sintomas
Redução de 6 para 5 sintomas de desatenção ou
hiperatividade para os adultos
Possibilidade de diagnóstico do TDAH em Transtorno do
Espectro Autista
Fonte: Ênio Roberto Andrade, psiquiatra
O que muda no
diagnóstico do TDAH
8 / São José do Rio Preto, 23 de junho de 2013 DIÁRIO DA REGIÃO
A elaboração do DSM-5 contou com seis grupos de trabalho
A divisão foi feita em: (1) nomenclatura, (2) neurociência e
genética, (3) aspectos de desenvolvimento e diagnóstico, (4)
transtornos relacionados e de personalidade, (5) transtornos mentais
e deficiências e (6) aspectos interculturais
Ainda houve divisões para pesquisa sobre gênero, diagnóstico
em grupos geriátricos e transtornos mentais em crianças
Quase 30 médicos e pesquisadores ficaram responsáveis em
avaliar os achados clínicos
Fonte: Gustavo Teixeira, psiquiatra
Que diferença faz?
A psiquiatra Ana Hounie diz que algumas mudanças na
nomenclatura, como no Transtorno Bipolar em crianças e
adolescentes, pode revelar um preconceito com a doença mental.
“Alguns potenciais benefícios podem virar um tiro pela culatra. Se
você diagnostica uma criança com Perturbação de Regulação de
Humor, está deixando de dizer que ela é bipolar. Mas se ela pode ser
medicada, que diferença faz dizer se é bipolar ou não?”
1 - Não se diagnosticava depressão em pessoas de luto há pouco
tempo. Com o novo DSM, diagnostica-se depressão e coloca-se o luto
como estressor psicossocial. Isso aumentará o número de diagnósticos
de depressão nessa fase
2 - Foi incluída agora uma categoria de Transtornos do Espectro
Autista, que engloba todos os diagnósticos de autismo que havia
anteriormente, na última edição. Entre eles estão o Síndrome de
Asperger, autismo típico, transtorno desintegrativo da infância e
transtorno global do desenvolvimento
3 - O “retardo mental” passa a se chamar “deficiência mental” e
fica incluído no grupo Transtorno do Neurodesenvolvimento, juntamente
à gagueira e outros transtornos da linguagem, Transtorno do Déficit de
Atenção e Hiperatividade (TDAH), Tourette e o Espectro Autista
4 - Para reduzir a quantidade de diagnósticos de Transtorno Bipolar
na Infância, foi criado também um diagnóstico chamado de
“Perturbação da Regulação do Humor na Infância”
5 - É criado um novo grupo: o Transtorno do Espectro Obsessivo,
que inclui o TOC, dermatotilexomania, tricotilomania, Transtorno
Dismórfico e Colecionismo, que transforma-se em um diagnóstico
separado. No DSM-4, apenas o diagnóstico de TOC não correspondia
à realidade
Fonte: Ana Hounie, psiquiatra
O trabalho para elaborar a
nova edição durou cerca de 10
anos e foi necessário para atuali-
zar o material, já que as infor-
mações que estavam no DSM-4
foram pesquisadas há 20 anos.
Novos entendimentos, estudos
e o aumento do conhecimento
a respeito reforçaram a criação
de uma edição repaginada so-
bre transtornos mentais.
“De tempos em tempos,
atualizam-se os critérios diag-
nósticos visando a uma me-
lhor exatidão na identifica-
ção da doença (transtorno) e,
consequentemente, na condu-
ta”, destaca o psiquiatra Ênio
Roberto Andrade, especialista
em crianças e adolescentes da
Associação Brasileira de Défi-
cit de Atenção (ABDA).
Embora muitos pontos ge-
rem discordâncias, Andrade
afirma que, em relação ao Trans-
torno de Déficit de Atenção e
Hiperatividade (TDAH), não
houve muita crítica sobre a for-
ma de diagnosticar o problema.
“Porém, é possível generalizar
que um diagnóstico mal feito ge-
ra um tratamento mal feito.”
ParaopsiquiatraGustavoTei-
xeira, com ou sem alterações nas
nomenclaturas e descrições de
doenças mentais é preciso estar
atento para conseguir trabalhar
comaconscientizaçãodasocieda-
de a respeito de problemas com-
portamentaisdecriançaseadoles-
centes. “Eles sofrem diariamente
com condições patológicas com-
portamentais, mas nem sempre
recebemodiagnósticoetratamen-
to ético e correto”, diz. I (EV)
Como foi o processo
Revisão de critérios
Veja as principais mudanças
DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 23 de junho de 2013 / 9
Psiquiatra Roberto Shinyashiki fala à Bem-Estar sobre seu novo livro.
“Não se sinta seguro eternamente. Esteja disposto a arriscar”, diz
Jéssica Reis
jessica.reis@diarioweb.com.br
O recém-lançado “Louco
por Viver: Desperte a sua pai-
xão pela vida” (Editora Gente,
184 páginas), de Roberto
Shinyashiki, já entrou para a
lista dos mais vendidos. O no-
vo livro do palestrante, empre-
sário e doutor em administra-
ção apresenta um caminho pa-
ra as pessoas viverem mais in-
tensamente tudo o que a vida
oferece. “Seja um louco por vi-
ver. Intensamente. Completa-
mente”, recomenda o autor lo-
go nas primeiras páginas.
Roberto Shinyashiki afir-
ma que este livro é sobre arris-
car a viver. “Sobre ter a cora-
gem de viver suas paixões. So-
bre deixar que esse sentimento
seja mais que um simples sen-
tir sem explicação e sem aplica-
ção. Sobre ter a coragem de
transformar suas emoções em
ações que tornem sua vida mais
bonita e feliz”, afirma.
Para o autor, qualquer pes-
soa pode se tornar um louco pela
vida. “Basta que esteja disposto a
arriscar. Não procure se sentir se-
guro eternamente. É lógico que a
segurança é importante, mas
quando ficamos no conforto de
um hábito acabamos por deixar
de viver”, garante.
Em entrevista à revista
Bem-Estar, o psiquiatra e escri-
tor discute o que é preciso para
ser feliz apesar das dificuldades
do dia a dia.
Revista Bem-Estar - O título
do livro chama a atenção, “Lou-
co por Viver”. Como definir uma
pessoa louca por viver?
Roberto Shinyashiki - Os
loucos pela vida são sujeitos que
serecusamasetornar“osmaisri-
cos do cemitério”, porque eles
preferem usar toda a riqueza de
suas vidas para realizar suas pai-
xões. Uma pessoa louca por viver
quer que as pessoas se lembrem
dela como alguém que fez parte
das suas vidas e viveu com inten-
sidade todas as suas emoções, e
compartilhou cada momento de
prazer com a vida e com as pes-
soas ao seu redor.
Bem-Estar – Você se consi-
dera um “louco” pela vida?
Shinyashiki - A minha bio-
grafia vai ser um livro muito
grosso. Mas cheio de passagens
onde me lancei como um louco
pelo prazer de viver. Apesar do
medo, das indefinições e dos de-
safios, cometi a loucura de me
lançar no desconhecido. E saí
de lá com uma sensação doce e
agradável na boca: provei do sa-
bor chamado “vida”!
Bem-Estar - Qual o objeti-
vo dessa obra e quem pode se
beneficiar dela, que trata de
um assunto tão banalizado
nos últimos tempos: a vida?
Shinyashiki - Este livro é so-
brearriscaraviver.Sobreteraco-
ragem de viver suas paixões. So-
bredeixarqueessesentimentose-
ja mais que um simples sentir
sem explicação e sem aplicação.
Sobre ter a coragem de transfor-
mar suas emoções em ações que
tornem sua vida mais bonita e fe-
liz.Afelicidadeenvolvecorrerris-
cos. Ao se declarar apaixonado
por alguém, por exemplo, você
corre o risco de ser rejeitado. Só
que a felicidade precisa que você
deixe que sua paixão fale mais al-
to que sua razão. Procurar segu-
rança faz parte da sua razão, mas
correr riscos faz parte da sua bus-
ca pela liberdade de ser feliz. Pare
de se preocupar com a sua ima-
gem e comece a colocar sua ener-
gia em fazer o que você está com
vontade de fazer. Você não pode
mudar imediatamente o que os
outros pensam a seu respeito,
mas pode mudar o que você pen-
sa deles. Por isso, viva seus so-
nhos e compartilhe suas emoções
mais verdadeiras e traga muito
mais prazer, emoção e sentido à
sua vida.
Bem-Estar - Qualquer pes-
soa pode se tornar um “louco
pela vida”? Que benefícios
ela pode ter vivendo com
mais intensidade?
Shinyashiki - Qualquer pes-
soa pode se tornar um louco por
viver. Basta que esteja disposto a
arriscar. Não procure se sentir se-
guro eternamente. É lógico que a
segurança é importante, mas
quando ficamos no conforto de
um hábito acabamos por deixar
deviver.Encararmudançasécor-
rer riscos. É dar a si mesmo a
chance de descobrir um mundo
totalmente novo, perceber e dar a
você motivações para expandir o
seu ser para muito além do que
você imaginava ser capaz. Sim-
plesmente arrisque a ser chama-
do de louco, e muitas vezes até
mesmo de inconsequente. Nin-
guém pode desfrutar do prazer
completo e da experiência com-
pleta da vida se não se dispuser a
experimentá-la.
Bem-Estar - O que falta pa-
ra as pessoas entenderem
que a vida é única e que deve
ser aproveitada ao máximo?
Shinyashiki - Falta enten-
der que o que importa não é o
que você faz, mas sim como
faz! Por exemplo, os carteiros.
Eles andam o dia inteiro debai-
xo do sol brasileiro, e às vezes
imersos no frio do sul. São,
muitos, atacados por cães, en-
frentam chuva, cansaço, mau
humor das pessoas. Tudo isso
deveria ser um convite para o
mau humor. Mas a grande
maioria está sempre com um
sorriso pronto para dividir co-
nosco! Muitas pessoas transfor-
mam o que fazem em obrigação
e aí a infelicidade acontece. Se-
ja nas tarefas domésticas, seja
quando ajuda o filho a fazer li-
ção de casa, seja nos momentos
em que dá atenção aos pais ido-
sos, seja na relação com os clien-
tes mais exigentes do seu negó-
cio, coloque seu coração e sua
alma no que você faz e nunca
mais você vai trabalhar infeliz.
É muito melhor relaxar com a
sensação de ter realizado seu
melhor naquele dia se você for
dormir tranquilo por cumprir
seu dever. E depois acordará
com vontade de pular da cama
e se jogar nas surpresas da vida
para aquele novo dia, como fa-
zia quando era criança. Portan-
to, durma e acorde com a expec-
tativa infantil de esperar pelas
surpresas que a vida traz a você
e sempre poderá aproveitar a
aventura de viver com paixão
cada novo dia de sua vida.
Bem-Estar - As pessoas se
queixam de tudo atualmente.
É possível ser feliz apesar dos
problemas?
Shinyashiki - As pessoas em
geral dizem que não conse-
guem ser felizes porque têm
muitos problemas. Porém, pre-
ciso dizer uma coisa muito im-
portante: problemas não tra-
zem infelicidade. Problemas só
trarão infelicidade se você dei-
xar que eles se tornem maiores
LOUCO
PELA VIDA
Comportamento
10 / São José do Rio Preto, 23 de junho de 2013 DIÁRIO DA REGIÃO
que suas motivações. Eu
acredito na felicidade e
acredito mais ainda que
ela está ao nosso alcance.
Problemas todos temos e
teremos a vida inteira. Por
isso mesmo, o segredo da vi-
da é ser feliz apesar das dificul-
dades que nos aparecem o tem-
po todo. Admiro as pessoas
que sorriem por pior que seja
o momento em que estão vi-
vendo. Por isso, quando apa-
recer uma dificuldade, en-
quanto busca resolvê-la, não
deixe o mau humor tomar con-
ta da sua vida. Saiba separar as
questões difíceis do todo de sua
vida e não se deixe envolver pe-
la energia negativa que as pes-
soas costumam associar aos pro-
blemas. Você pode encarar os
problemas como oportunida-
des para ampliar a sua
interação com a vida e au-
mentar a sua capacidade
der ser feliz e ultrapas-
sar as dificuldades.
Então, curta a sua
vida, apesar dos
problemas. E faça
deles uma razão a mais para
se sentir vivo e capaz de modi-
ficar para melhor as coisas ao
seu redor.
Bem-Estar - Um dos capítu-
los menciona que ideias, so-
nhos e paixões morrem com as
pessoas. Esse tipo de comporta-
mento é comum? As pessoas
tendem a deixar de lado seus ob-
jetivos na vida por medo ou por-
que algum dia já fracassaram?
Shinyashiki - Qualidade de vida é
viver apaixonado. É impressionante
o número de ideias, sonhos e pai-
xões que morrem com as pessoas,
porque elas nunca se atreveram a
assumi-los e a colocá-los em práti-
ca. Em geral, as pessoas têm medo
do sofrimento e acabam abrindo
mão de suas paixões para manter
a ilusão de segurança. Só que se-
gurança não existe, e se você se
apegar a ela acabará perdendo a
chance de viver suas emoções
mais verdadeiras. Certa vez, eu es-
tava dando uma aula em um MBA
em Ribeirão Preto e uma aluna fa-
lou, como que me desafiando: “Eu
adoro ter qualidade de vida. Aqui
em Ribeirão eu almoço todos os
dias em casa. Eu e meu marido assistimos à
novela todas as noites. No final de semana,
ficamos em nossa chácara vendo o tempo
passar, pescando, assistindo a filmes e lendo
livros. Para mim, isso é qualidade de vida!”.
Eu respondi: “Se você gosta desse estilo
de vida, tudo bem. Curta muito isso. Mas pa-
ra minha maneira de ser, isso seria um tédio.
Para mim, qualidade de vida é poder viver in-
tensamente. Eu adoro viver em São Paulo.
São tantas opções de shows, teatro, cinema,
restaurantes, poder assistir palestras sensacio-
nais, encontrar meus amigos em um lugar es-
pecial. Sair com minha família para ir a luga-
res diferentes. Para mim, isso é qualidade de
vida”. A garota tem razão em pensar assim,
mas eu também tenho a minha razão. Temos
apenas maneiras diferentes de curtir a vida. E
cada um de nós está feliz à sua maneira. O
que é complicado é quando a pessoa se pren-
de a algo que não a torna feliz e esquece de
ver que existem outras opções para ela. O im-
portante é definir o que é qualidade de vida
para você e o que o faz ser feliz, e viver isso
intensamente. Tenha coragem de estudar
mais e criar projetos maiores. Se não derem
certo, respire fundo e parta para um novo pro-
jeto. Não se dê tempo para se sentir derrota-
do. É lógico que viver apaixonado envolve ris-
cos, mas se você for contabilizar tudo o que
soma na sua vida vai ver que vale a pena.
DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 23 de junho de 2013 / 11
Bem-Estar - Outro tema im-
portante abordado é sobre
perda da paixão pela vida. Co-
mo viver com paixão em um
mundo cada vez mais caóti-
co, em que as pessoas, em ge-
ral, estão estressadas por di-
versos motivos?
Shinyashiki - Se você estiver
emperrado em uma das causas
que levam à perda da paixão pe-
la vida, é chegada a hora de dei-
xar o marasmo de lado, tomar
fôlego para começar a cuidar de
si mesmo e reacender essa cha-
ma que dá tanto prazer à vida,
para que você tenha muito
mais felicidade em seus dias e
curta muito a loucura que é vi-
ver. Para isso, você pode pensar
que existem duas maneiras de
viver, da mesma forma que exis-
tem duas maneiras de fazer
uma viagem: a primeira é sair
apressado, ansioso, olhando so-
mente para a frente, como se vo-
cê não quisesse chegar atrasado
em seu destino e como se preci-
sasse estar atento e preocupado
com tudo, com o horário, com
os percalços e
os proble-
mas. Pro-
vavelmen-
te, essa se-
rá uma
viagem tensa, e você viverá co-
mo se estivesse sempre deven-
do alguma coisa para alguém; a
outra forma é sair tranquilo e
despreocupado, e viajar com o
propósito de olhar e contem-
plar a paisagem, conhecer as
pessoas, curtir lugares novos,
aprender com as pessoas que
lhe fazem companhia, sorven-
do cada perfume da estrada, ad-
mirando cada pôr do sol e cada
amanhecer no caminho. Essa
certamente será uma viagem
que dará prazer e fará você se
sentir feliz. Pessoas loucas por
viver viajam pela vida da segun-
da maneira. Elas aproveitam ca-
da momento e não se limitam a
passar pela vida economizando
amor e sendo prisioneiras do
medo. Curtem as surpresas da
viagem e não ficam com a cara
enfiada no plano de viagem,
perdendo a magia que está
acontecendo ao lado. Elas se en-
tregam a cada momento e não
vivem economizando afeto pa-
ra usar com alguém um dia no
futuro. Elas não são avarentas.
Trabalham com entusiasmo e
se divertem com alegria.
Bem-Estar - Quais dicas
daria para as pessoas que
desejam superar seus me-
dos, se tornar loucas pela
vida e encontrar a verdadei-
ra felicidade?
Shinyashiki - Você gostaria
de ser considerado um maluco
pela vida? Para viver assim, é
preciso cultivar as atitudes que
os loucos pela vida cultivam.
Em especial, será fundamental
praticar estas cinco atitudes: 1)
Seja feliz apesar dos proble-
mas; 2) Saiba o que alimenta a
sua alma; 3) Compreenda a es-
sência da vida; 4) Tire o trasei-
ro da cadeira e vá atrás do que
te dá frio na espinha, e 5) Te-
nha um pensamento elevado, li-
berte-se da “sanidade” doentia
de tudo o que lhe ensinaram so-
bre a maneira certa de viver. Fa-
zer escolhas é muito importan-
te na sua vida. Mas quando vo-
cê escolhe somente pensando
em segurança, sem levar em
conta o que é importante de ver-
dade para você, em geral sua vi-
da fica sem gosto, as coisas fi-
cam sem sal nem açúcar. E
qual é a graça disso? Comer pal-
mito pode ser muito gostoso.
Mas quem é que aguenta comer
palmito sem tempero todos os
dias? Imagine sempre quantos
sabores ainda existem na vida
para serem experimentados... E
candidate-se a ser um dos pro-
vadores dessas delícias!
“Apesar de todos os sofrimentos pelos quais você pode estar
passando, não se revolte nem perca os momentos especiais que
acontecem todos os dias. São eles que vão fornecer a você a energia
necessária para passar pelas fases complicadas. Curtir a vida vale a
pena. Perceba e aproveite as coisas simples que trazem alegria a você:
- Brinque e divirta-se com sua filha!
- Dê um beijo na pessoa que você ama.
- Tome um suco saboroso com seu irmão.
- Almoce com seus pais.
- Faça algo para relaxar: um passeio ao ar livre, uma visita a
alguém, um banho morno, uma massagem reconfortante, etc.
- Viva a emoção de ver um pôr do sol ao lado de bons amigos.
- Ouça sua música favorita.
- Dance todos os dias com a mulher da sua vida.
- Curta fazer alguém sorrir todos os dias.”
Trecho do livro “Louco por viver”, de Roberto Shinyahiki I
Lembre-se
dos bons
momentos
ROBERTO SHINYASHIKI é
psiquiatra e escritor, autor de vários
livros, entre eles: “Louco por viver”, “Os
segredos das apresentações
poderosas”, “Problemas? Oba!”,
“Conquiste seus alunos”, “Os segredos
dos campeões”, “Tudo ou nada”, “Você:
A alma do negócio”, “Os donos do
futuro” e “A revolução dos campeões”.
Atua regularmente no Coaching para a
formação e especialização de
palestrantes e novos escritores
Raio X
12 / São José do Rio Preto, 23 de junho de 2013 DIÁRIO DA REGIÃO
Palestra amanhã em Rio Preto ensina como usar a Programação Neurolinguística
(PNL) a fim de alcançar excelência na vida pessoal e profissional
Gisele Bortoleto
gisele.bortoleto@diarioweb.com.br
Cada um de nós vem ao mun-
do com um potencial. É verdade
que uns com mais talento do que
os outros. Mas isso não quer dizer
que,sevocênãoforumChopin,es-
tá fadado a ter uma vida morna,
acordar todos os dias, ir par o tra-
balho, cumprir as obrigações por-
que acha que o mundo impõe re-
gras que não podem ser quebra-
das, bastando seguir e pronto. A
chave para mudar tudo pode estar
na correta utilização do cérebro,
no usodos hemisférios esquerdoe
direito,queregemarazãoeacriati-
vidade de formas diferentes.
Eé exatamente sobre as ferra-
mentas que podem ser usadas pa-
ra que isso aconteça que a profes-
sora de psicologia Maria de
Lourdes Ferreira Rocha vai falar
amanhã (24), em Rio Preto, na
palestra beneficente “Desperte o
gigante que existe em você”.
No evento, a professora, que
tem formação em neurolinguísti-
ca e é autora do livro “Líder 24
horaspor dia” (Best Seller), abor-
dará técnicas de Programação
Neuroliguística, ou simplesmen-
te PNL, que podem contribuir
para o desenvolvimento da me-
mória, a implantação de veloci-
dade à leitura, aprimorar a comu-
nicação interpessoal e ainda fa-
zer uma empresa vender mais e
melhor. A palestrante quer mos-
trar que é possível utilizar todas
as técnicas da programação neu-
rolinguística a seu favor.
A PNL é baseada num con-
junto de modelos, estratégias e
crenças queseus praticantes utili-
zam visando a uma comunica-
ção positiva e eficiente entre as
pessoas e consigo mesmo, com o
objetivo de conquistar a excelên-
cia e o desenvolvimento pessoal
e profissional. É baseada na ideia
de que a mente, o corpo e a lin-
guagem interagem para criar a
percepção que cada indivíduo
tem do mundo, e tal percepção
pode ser alterada pela aplicação
de uma variedade de técnicas.
Mas para que você possa mu-
darsua vidae ser felizé precisoan-
tes de mais nada querer ouvir seu
coraçãoedescobriromotivodevo-
cêestaraqui.Nestabusca,podedes-
cobrir o que fazer nas suas relações
pessoais, no seu
lazerounotraba-
lho e identificar o
que pode ser feito a
seu favor para ter uma
vida muito mais completa
enãoapenas racional.
“Pretendo mostrar que to-
do mundo tem dentro de si
um potencial maior do
que se imagina”, diz
Maria de Lourdes.
Mas se todo mun-
do tem esse po-
tencial,agran-
de pergunta é: por que a maioria
nãotemconsciênciadequetemes-
sepoderequepodeusá-loaseufa-
vor? “Por uma série de fatores”,
diz Lourdes. “A grande maioria
das pessoas foi acostumada a pen-
sarbaseadanoraciocíniológico,li-
near,sequencial,deixandodelado
suas emoções, a intui-
ção,acriativi-
dade, a capacidade de ousar solu-
ções diferentes.”
A escola, por exemplo, tenta
preparar as pessoas para enfrentar
o mercado, mas o desenvolvimen-
to de habilidades para isso depen-
de exclusivamente de cada um de
nós. Aprendemos a fazer contas,
geografiaouhistória,masa
habilidade de resgatar
o conhecimento a
qualquer momento
dependedonossoem-
penho. “Para isso, vo-
cê precisa de técnicas,
conhecer um pouco
melhor os meca-
nismosdocére-
bro”, diz.
Usando mais o hemisfério es-
querdo, considerado racional,
deixamos de usufruir dos benefí-
cios contidos no hemisfério di-
reito, como a imaginação criati-
va, a serenidade, visão global, ca-
pacidade de síntese e facilidade
de memorizar, dentre outros.
A palestra quer mostrar que,
pormeiodetécnicas,épossíveles-
timular o lado direito do cérebro
e buscar a integração entre os
dois hemisférios, equilibrando o
uso de nossas potencialidades.
“Meu objetivo nessa palestra
é despertar nas pessoas que elas
precisam ativar os dois hemisfé-
rios no cérebro de forma mais
consciente para evitar que o es-
querdo se imponha, provocando
a atrofia do direito”, diz. O que
acontece numa situação como es-
sa? As pessoas ficam neuróticas,
ranzinzas, extremamente metó-
dicas. “Ficam chatas”, diz ainda.
A ideia é que, a partir da pales-
tra, as pessoas consigam encon-
trar ferramentas para que pos-
sam desenvolver habilidades efa-
zer as coisas de forma diferente
do que estão acostumadas.
“Elas podem viver com mais
qualidade, tempo maior de vida,
autoconfiança e respeito elevado
por si mesmo”, diz. I
Serviço
“Desperte o gigante que existe em
você”. Palestra com Maria de Lourdes
Ferreira Machado. Em Rio Preto,
amanhã, às 19 horas, na Sociedade
de Medicina e Cirurgia. Em prol do
Hospital de Base. Ingresso: uma
toalha de banho nova. Informações e
reserva: (11) 2607-4912 ou
www.planobtreinamentos.com.br
Desperte o gigante
que há em você
Cérebro
StockImages/Divulgação
DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 23 de junho de 2013 / 13
Procure conhecer do que seu corpo é capaz de realizar escolhendo
uma atividade compatível com seu prazer pessoal,
sua condição física e sua capacidade cardiovascular
Paulo Hadad
Fisioterapeuta
Envelhecer sempre foi um processo fi-
siológico, social e cronológico. Realizar
atividade física já há algum tempo tor-
nou-se uma necessidade básica de saúde,
portanto o conselho é fazer, fazer ou fa-
zer. Não temos outra saída.
O estresse, a alimentação inadequa-
da, a falta de tempo e disposição, associa-
dos às facilidades do mundo moderno es-
timulam o sedentarismo e o desinteresse
pela prática do exercício físico em todas
as idades. Com isso, faz-se comprometer
a saúde e o bem-estar.
Os objetivos mais evidentes de uma ati-
vidade física para uma pessoa são de man-
ter o organismo saudável, prepará-lo, se
for o caso, para a terceira idade, preveni-lo
de uma infinidade de doenças e proporcio-
nar qualidade de vida.
O músculo esquelético constitui aproxi-
madamente 45% do peso corporal e é o
maior sistema orgânico do ser humano. Es-
tar bem no aspecto postural e manter forte
e flexível os músculos do corpo são fatores
fundamentais para a tão desejada conquis-
ta da qualidade de vida.
A espiritualidade em oração e o mo-
do que procuramos viver no comporta-
mento nos completa fisicamente quan-
do passamos a conhecer quem somos e
que corpo temos.
Está provado que quanto mais ativa é
uma pessoa menos limitações físicas ela
terá. Dentre os vários benefícios da ativi-
dade física, um dos principais é o da ca-
pacidade funcional em todas as idades,
principalmente nos idosos. Realizar as
atividades do cotidiano ou das ativida-
des da vida diária, como tomar banho,
vestir-se, levantar-se e sentar-se, cami-
nhar, como também realizar atividades
instrumentais como cozinhar, limpar a
casa, fazer compras, cuidar do jardim,
entre outras da atividade cotidianas, se-
rão mais duradouras se um programa de
exercício físico orientado for executado.
A prática da atividade física promove
a melhora da composição corporal, a di-
minuição de dores articulares, o aumen-
to da densidade mineral óssea, o aumen-
to da capacidade aeróbia, a melhora da
força e da flexibilidade, alivia a depres-
são, promove o aumento da autocon-
fiança e melhora a autoestima. Não im-
porta a idade, mexa-se, pois a ideia é es-
colher uma opção de atividade física que
agrade o corpo e a mente, portanto, pro-
cure conhecer do que seu corpo é capaz
de realizar escolhendo uma atividade fí-
sica compatível com seu prazer pessoal,
sua condição física e sua capacidade car-
diovascular para iniciá-la e realizá-la.
Procure identificar se existem pontos
de incômodo em seu corpo antes de esco-
lher a opção física a executar, principal-
mente na coluna vertebral e músculos ao
redor, como também nas regiões cervical
(do pescoço), dorsal (meio das costas) e
lombar (parte baixa das costas). Observe
os movimentos, se há alguma queixa nas
articulações de ombros, cotovelos, mãos,
quadris, joelhos, tornozelos e pés. Todas
as atividades físicas que se encaixam
com seu perfil de condição e escolha têm
como classificar o que pode e o que não
pode ser realizado. Também é possível
identificar se alguma atividade física es-
colhida é contraindicada para suas quei-
xas e sua condição física geral.
Procurar os profissionais da saúde en-
volvidos nesta proposta em buscar uma
ideal qualidade de vida e prolongar a capa-
cidade funcional independente é uma ne-
cessidade real e correta, evitando o risco
de possíveis lesões e medos em realizar ati-
vidades desapropriadas.
Das diversas opções de atividades físi-
cas oferecidas pelo mercado fitness, o que
mais importa é escolher a que se aproxima
da necessidade que seu corpo pede, prazer
em realizá-la, ter condições físicas de exe-
cutar, colocando metas nos resultados.
Nesse mapeamento, procure profissionais
capacitados para diagnosticar sua saúde
atual, organizar sua alimentação, detectar
seu perfil físico, elaborar a melhor escolha,
programar seu caminho fitness, objetivar
suas metas e comemorar os resultados.
Faça diferença para seu próprio benefí-
cio, realize uma atividade física programa-
da e orientada, plante saúde, colha resulta-
dos sadios e comemore a vida!
Não importa a
idade, mexa-se!
Sérgio Menezes 10/2/2009
14 / São José do Rio Preto, 23 de junho de 2013 DIÁRIO DA REGIÃO
Nova protagonista de "Chiquititas" não teme comparações com Fernanda Souza
Agência Estado
Prestes a entrar no ar no
SBT no lugar de "Carrossel", o
remake da novelinha infantil
"Chiquititas" já se encontra com
as gravações bem adiantadas. En-
tre as apostas da nova versão es-
tá Giovanna Grigio, adolescente
natural de Mauá, Grande São
Paulo, que viverá a protagonista
da trama, Mili. O papel da órfã
que sonha em descobrir o para-
deiro dos seus pais foi consagra-
do por Fernanda Souza nos anos
1990, o que abriu portas para a
entrada da atriz na Rede Globo
na década seguinte.
Para conquistar a persona-
gem, Giovanna passou por uma
bateria de testes e venceu deze-
nas de meninas. Uma vitória e
tanto para uma jovem de 15
anos que, até então, havia parti-
cipado apenas de comerciais pu-
blicitários e apresentado o pro-
grama infantil "Band Kids" (na
TV Bandeirantes), em 2009. "O
dia que soube o resultado foi
um dos mais felizes da minha
vida", confessa a adolescente.
Nesta entrevista exclusiva,
Giovanna fala sobre as futuras
comparações com o trabalho de
Fernanda Souza, sua expectati-
va para estreia da novela e seus
sonhos para o futuro.
Pergunta - "Chiquititas"
não será a sua primeira expe-
riência na televisão, certo?
Giovanna Grigio - Eu partici-
pei do programa "Band Kids"
(Rede Bandeirantes) no passa-
do, mas essa é a minha primei-
ra novela.
Pergunta - Como você con-
quistou o papel na trama?
Giovanna - Foi a minha em-
presária que correu atrás. Ela
descobriu sobre os testes e con-
seguiu me encaixar. Fiz uma
sessão de testes até que final-
mente me aprovaram.
Pergunta - Você esperava
ser a protagonista da novela?
Giovanna - Ah, eu esperava.
Quer dizer, eu estava torcendo
bastante. Mas, mesmo assim,
pegar o papel da Mili foi uma
grande surpresa. Para passar
no teste, eu me dediquei muito,
lutei para isso.
Pergunta - Como foi rece-
ber a notícia da aprovação?
Giovanna - Nossa, foi um dos
dias mais felizes de toda a minha
vida. Além de ser uma persona-
gem interessante, conseguir
uma protagonista já na minha
primeira novela... Foi muito gos-
toso saber o resultado.
Pergunta - Você tem medo
de comparações com o traba-
lho feito por Fernanda Souza?
Giovanna - Eu não gosto de
comparações. Eu acho que a
Fernanda Souza é a Fernanda
Souza e teve a Mili dela. Eu
sou a Giovanna e tenho a mi-
nha Mili. Claro que vão aconte-
cer comparações, mas tem que
lembrar que a outra versão era
nos anos 1990. Hoje em dia é
outra época, o negócio está
mais moderno. Minha Mili
não vai fugir da personagem,
mas será diferente.
Pergunta - Muitos atores
que participaram de "Chiquiti-
tas" hoje são famosos, como
Débora Falabella, Bruno Ga-
gliasso e Sthefany Brito Você
espera que aconteça o mes-
mo com você?
Giovanna - Eu sonho com is-
so. Tenho noção de que "Chiqui-
titas" vai abrir portas para mim
no futuro. Eu quero aproveitar
todas as oportunidades ao máxi-
mo. Só que, enquanto estiver em
"Chiquititas", vai ser só "Chiqui-
titas". Vou me dedicar para fazer
um bom trabalho.
Pergunta - Você chegou a
assistir a primeira versão da
novela?
Giovanna - Não cheguei a
acompanhar, mas acabei assis-
tindo os vídeos pela internet.
Foi bom, pois me ajudou a en-
tender a personagem e a ver a si-
tuação dela. Ajudou na constru-
ção da Mili.
Pergunta - Os coleguinhas
da sua escola já estão pedin-
do autógrafo?
Giovanna-Aspessoasdaesco-
lajásabem,mas,porenquanto,es-
tá tudo normal. As crianças me-
noressãoasqueficammaisansio-
sas. Na parte da escola onde estu-
do, passo o intervalo só com os
maiores e eles não ligam muito,
não. As mais animadas são as
criancinhas mesmo.
Pergunta-Vocêtemalgo
em comum com a Mili?
Giovanna - Sim.
Ela é uma menina
muito sonhadora e
eu também sou O
sonho dela é desco-
brir sua história,
o que aconteceu
com ela. E o meu
sonho é saber o
que vai aconte-
cer comigo, co-
mo será a mi-
nha vida e a mi-
nha carreira.
Pergunta -
Foi difícil enten-
der o universo
de um orfana-
to?
Giovanna -
Éum pouco di-
fícil porque a
realidade da
Mili é total-
mentediferen-
te da minha.
Elanãosabe na-
dasobre oseu passa-
do, não tem pai e
mãe e vive com ou-
tras crianças. Fize-
mos um workshop
que me ajudou bas-
tante, mas eu preci-
sei pesquisar tam-
bém. Acho que agora
consigo entender me-
lhor o que ela sente. I
Estreia
Trampolim para a fama
AgênciaEstado
DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 23 de junho de 2013 / 15 - TV
Prestes a completar 80 anos, Francisco Cuoco
deve se manter longe da TV
Agência Estado
O ano de 2013 é especial pa-
ra Francisco Cuoco. O ator co-
memora 80 anos de idade (em
novembro) e 58 de carreira.
Tanta bagagem, contudo, não
mudou a personalidade desse
grande lorde da televisão brasi-
leira, conhecido pela educação
e gentileza com que trata fãs e
jornalistas. Por enquanto, Cuo-
co deve se manter longe da TV,
mesmo sendo contratado da Re-
de Globo, mas está a todo va-
por no teatro.
Galã por muitas décadas,
ele teve uma juventude humil-
de, marcada pelo trabalho co-
mo feirante ao lado do pai e por
ter de estudar à noite. O teatro
surgiu em sua vida como uma
possibilidade de emprego e ele
aproveitou todas as oportunida-
des que teve. "Fiz quatro anos
na Escola de Arte Dramática Al-
fredo Mesquita (em São Paulo)
porque não pagava nada e a gen-
te ainda tomava uma sopa de er-
vilha quando chegava do traba-
lho, que o Dr. Alfredo nos ofere-
cia", relembra com carinho.
Seus primeiros anos na no-
va profissão foram dedicados
exclusivamente ao teatro. Pro-
tagonizou, por exemplo, "O Bei-
jo no Asfalto", de Nelson Rodri-
gues, em 1961. Logo no come-
ço de sua trajetória, em 1964,
ele foi premiado pela Associa-
ção Paulista dos Críticos de Ar-
te (APCA) como melhor ator
coadjuvante por sua atuação na
peça "Boeing-Boeing".
Em 1965, estreou na TV Re-
cord. Depois, passou pela Tupi
e TV Excelsior, antes de apor-
tar na Globo, em 1970.Seus
maiores sucessos vieram nos
anos seguintes, com persona-
gens memoráveis em "Selva de
Pedra" (1972), "Pecado Capital"
(1975) e "O Astro" (1977).
Nos últimos anos, Chico -
como gosta de se autorreferir
- escolhe seus trabalhos a de-
do. Voltou à telinha em "Pas-
sione" (2010), no remake de
"O Astro" (2011) e em uma
participação especial em "A
Vida da Gente" (2012).
Pergunta - É verdade que
você havia sido convidado pa-
ra participar de "Salve Jorge",
mas recusou?
Francisco Cuoco - Eu real-
mente fui convidado, mas ti-
nha uma viagem marcada e
eu não viajava há dez anos.
Então, pedi para o diretor me
dispensar. Mas eu falei com a
Glória (Perez, autora da nove-
la) também.
Pergunta - Seu último tra-
balho foi uma participação
em "A Vida da Gente". Atual-
mente, você prefere peque-
nas participações a participar
de uma novela inteira?
Cuoco - Quando a progra-
mação daquele ano foi anuncia-
da, eu percebi que não estava
em nada. Eu fiquei esperando
um bom texto e surgiu essa par-
ticipação. Foi ?sopa no mel?,
como se fala.
Pergunta - Mas o que o le-
vou a aceitar o papel em "A Vi-
da da Gente"?
Cuoco - Eu gostei de ter fei-
to essa participação porque a
novela era muito bem escrita e
o elenco excelente. O Jayme
Monjardim, como diretor, sem-
pre faz uma coisa trabalhada.
Entrevista
HORADE
PUXAR
OFREIO
DE MÃO
TV - 16 / São José do Rio Preto, 23 de junho de 2013 DIÁRIO DA REGIÃO
Ele escolhe muito bem os auto-
res e se cerca de uma turma in-
teressante de diretores.
Pergunta - Você pretende
voltar para a telinha em breve?
Cuoco - Eu não tenho ne-
nhum plano para televisão no
momento, embora seja contra-
tado da Rede Globo. Há esse
diálogo de alguns afastamentos
na emissora. Outros atores já fa-
zem isso, como o (Antonio) Fa-
gundes, a Regina (Duarte), a
(Christiane) Torloni e o Tony
(Ramos), que teve uma época
em que ele fez isso também.
Pergunta - Você fez o Her-
culano na primeira versão de
"O Astro" e voltou no remake
em um papel inédito, o men-
tor Ferragus. Como foi?
Cuoco - Foi ótimo. Uma
ideia maravilhosa do Alcides
Nogueira e do Geraldinho Car-
neiro. O Ferragus foi um pro-
fessor na cadeia, que passava pa-
ra o Herculano (Rodrigo Lom-
bardi) as informações. Depois,
ficou uma coisa de aparecer em
espírito para o protagonista, o
que eu achei bem interessante.
Pergunta - Você também
colaborava com a trama fora
das câmeras, certo?
Cuoco - Durante a novela,
convidaram-me para fazer se-
manalmente um resumo (narra-
ção) do que acontecia na trama
na internet. Aquela coisa da as-
trologia ficou filosófica.
Pergunta - Ferragus teve
inúmeras cenas de “flashba-
ck” da primeira versão da no-
vela. Foi bom revê-las?
Cuoco - Ah, eu revi muita
coisa e ficava honrado. Cenas
mostrando a Dina Sfat, cenas
românticas tão bonitas... É sem-
pre bom ver de novo. A memó-
ria da gente não consegue regis-
trar tudo
Pergunta - Às vésperas de
completar 80 anos de vida, al-
guma coisa mudou no seu jei-
to de fazer televisão?
Cuoco - Mudou no sentido
da tecnologia. A imagem hoje
em dia dá muito mais traba-
lho. As pessoas ainda estão
aprendendo a lidar com ilu-
minação, essas coisas. Por is-
so, ficou mais demorado fa-
zer televisão. Há mais espera
porque estão fazendo de cin-
co a dez cenas antes da sua,
mas, quando você vê o resul-
tado final, percebe que real-
mente é outra fotografia. Mu-
dou nesse aspecto.
Pergunta - Qual é o segre-
do para fazer televisão?
Cuoco - O ideal ainda é que
se decore o texto em casa. Que
tenha um parceiro ou uma par-
ceira que goste de passar o tex-
to. Fazer um bom ensaio de tex-
to e de câmera para gravar em
seguida.
Pergunta - Há algum perso-
nagem que gostaria de rever?
Cuoco - Gostaria de rever
"Selva de Pedra", e também gos-
taria de rever o Carlão, de "Pe-
cado Capital". Sempre repri-
sam a cena da morte dele.
Pergunta - O público ainda
lhe para na rua para falar do
Carlão?
Cuoco - Eu dou muito au-
tógrafo para motoristas de tá-
xis. Eles se sentem homena-
geados. Todo motorista que
eu pego fala que ele ou seu fi-
lho viu a novela.
Pergunta - Em 2008, você
participou do quadro "Dança
dos Famosos", do "Domingão
do Faustão". Você já tinha
passado por alguma experiên-
cia assim?
Cuoco - Não tinha e foi dure-
za. Eu emagreci bastante por-
que ficava lá muitas horas. Eu
peguei uma professora com
muita boa vontade, além do Syl-
vio Lemgrube, que fez a coreo-
grafia e sempre palpitava. Foi
uma entrega grande. Toda ex-
periência é valida. Essa, então,
foi maravilhosa.
Pergunta - Alguma coisa
mudou em você após a com-
petição?
Cuoco - Ah, sim. Deu uma
consciência de como é impor-
tante mexer o corpo. Eu faço
academia quando estou no
Rio de Janeiro ou quando es-
tou em hotéis.
Pergunta - Você se man-
tém afastado da TV, mas ain-
da investe no teatro. Por qual
motivo?
Cuoco - Porque o teatro é
sempre a grande escola. É a
nossa casa principal, e ainda
tem uma coisa que é artesa-
nal. A televisão é um veículo
extraordinário e eu só tenho a
agradecer. Por mais que a no-
vela tenha qualidade, a gente
sabe que é um produto que po-
de ser concertado por recur-
sos tecnológicos, por um dire-
tor que bota um close, por
exemplo.
Pergunta - Pensa em parar
de trabalhar?
Cuoco - Enquanto houver vi-
da a gente vai buscando novos
personagens e histórias. Procu-
rando encontrar a melhor for-
ma de que o personagem apare-
ça de maneira inteira.
Pergunta - Você está
atualmente em cartaz São
Paulo com a peça "Uma Vi-
da no Teatro", que conta o
embate de dois atores, um
velho e um jovem (Ângelo
Paes Leme), durante a pro-
dução de uma peça. Tem al-
go de biográfico nisso?
Cuoco - Sem nenhuma pre-
tensão, mas eu tenho tudo do
meu personagem, o Robert: a
idade e o caminho percorrido.
É uma coisa interessante por-
que na peça é a juventude que
chega e do outro quem está qua-
se se despedindo dos palcos,
mas que ama aquilo acima de
tudo. Tem uma coisa de aconse-
lhamento, de visão, mas, ao
mesmotempo, tem inveja, vai-
dade, uma coisa professoral e
muita exigência.
Pergunta - Personagem e
ator se confundem em alguns
momentos, então?
Cuoco - São várias as cenas
em que o Robert mostra a sua
alma, sua verdade. Nesse mo-
mento, confunde-se com o Chi-
co Cuoco, porque lá é o ator vi-
vido, não importa o seu nome.
Um ator que está sempre que-
rendo aprender, buscando e
inovando. É um hino de amor
ao teatro.
Pergunta - Você gostaria
de ser biografado?
Cuoco - Eu gostaria, mas
não sei se vou ter tempo. Pre-
cisaria ser uma pessoa bem in-
formada para facilitar um
pouco. Acho que foi o caso de
alguns atores e do próprio Bo-
ni (José Bonifácio de Olivei-
ra Sobrinho). Isso adianta
um pouco. Queria que fosse
uma coisa bem feita, sem pie-
guismo. Uma história verda-
deira. Que fosse biográfica,
mas de verdade. I
Agência Estado
DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 23 de junho de 2013 / 17 - TV
Touro e pôneis estão entre as atrações de "A Fazenda 6", que entra no ar neste domingo
Reality Show
Agência Estado
A Record estreia mais uma
temporada de "A Fazenda" ten-
tando manter em segredo as
identidades dos 16 participan-
tes até a hora de o programa en-
trar no ar, na noite deste do-
mingo, às 21h30. Até agora,
muitos nomes foram cogitados,
como o da ex-dançarina Schei-
la Carvalho e da modelo Bárba-
ra Evans, mas nenhum famoso
foi confirmado.
Durante o lançamento da
atração, Rodrigo Carelli, que as-
sina a direção geral do progra-
ma, disse que o foco da nova
edição são os animais. Além
dos bichos de sempre, vai ter
dois pôneis e um touro no con-
finamento. "Eles vão fazer a di-
nâmica desta temporada ser di-
ferente", adianta ele, sem dar
detalhes do que isso quer real-
mente dizer.
Britto Jr., que esteve à fren-
te das edições anteriores do rea-
lity show com celebridades,
agora passa a trabalhar em do-
bro. O jornalista estará todas as
noites na tela da Record com
"A Fazenda" e também nas tar-
des da emissora, de segunda a
sexta-feira, com o "Programa
da Tarde". Ele divide a apresen-
tação do vespertino com Ana
Hickmann e Ticiane Pinheiro.
"Eu faço isso porque a Record
precisa de mim, sou guerreiro.
Na primeira temporada de 'A Fa-
zenda', eu tinha uma cama lá e
acho que ela vai ser bem utilizada
este ano porque vou precisar dor-
mirna sede porcircunstâncias do
jogo", conta o apresentador, que
realmente vai precisar ter pique.
"Vou participar dos dois progra-
mas todos os dias, nem que eu te-
nha de entrar por telefone num
deles", completa.
Para quem não sabe, a sede
de "A Fazenda" fica na cidade de
Itu (a 103 km da capital paulista)
e o "Programa da Tarde" é apre-
sentado ao vivo direto dos estú-
dios da Record na Barra Funda
(zona oeste de São Paulo).
Desta vez, a direção do reali-
ty show ainda exigiu que Britto
Jr. esteja presente em todos os
programas, antes ele não apare-
cia nas edições gravadas. "São
três programas ao vivo, com
duas provas principais, mas os
programas gravados são edita-
dos quase na hora de entrar no
ar", explica Carelli.
O diretor alardeou que tem
uma supernovidade que será
apresentada no dia da estreia
da atração, mas a tal "bomba" é
mantida em sigilo. "Segundo
nossas pesquisas, é algo que
nunca foi feito em nenhum rea-
lity show do mundo até agora",
ressalta o diretor.
A produção promete se
manter rígida em relação às re-
gras de convivência dentro do
confinamento, afinal os partici-
pantes vão brigar pelo prêmio
de R$ 2 milhões. Essa novela
da vida real consiste também
em cumprir uma série de ativi-
dades, como cuidar dos ani-
mais, da horta, limpar celeiros
e fazer faxina. De acordo com
Carelli, a participação de um ex-
peão não está programada, mas
nada impede que visitas de ex-
participantes aconteçam.
A bela da rede
Gianne Albertoni vai fazer
as chamadas de "A Fazenda"
na televisão e tem a missão de
mostrar bastidores da compe-
tição na "Fazenda Online", no
portal R7. "O diferencial do
programa será a interativida-
de com o público. Vai ter um
estúdio para gravarmos entre-
vistas com parentes dos parti-
cipantes e até internautas",
adianta a apresentadora.
A bela revela que o convite
para apresentar a versão do reali-
ty show na rede mundial de
computadores a surpreendeu,
mas não a intimida. "Sou supera-
gitada e costumo navegar o tem-
po todo na internet. Vou fuçar
tudo para oferecer um ?plus?
aos internautas", garante.
Por isso, nos próximos três
meses, Gianne só vai se dedicar
ao posto de interlocutora de "A
Fazenda" na internet. "Torço
para que desta vez role um na-
moro de verdade com beijo na
boca e tudo mais. Os casais for-
mados nos confinamentos ante-
riores eram muito tímidos",
confidencia a loira. "Quero ver
a coisa pegar fogo!"
Questionada se aceitaria
ser uma das famosas confina-
das, Gianne despista e afir-
ma: "Ninguém me aguenta-
ria. O público iria pedir para
eu sair" (risos). I
Bichos à solta
Agência Estado
TV - 18 / São José do Rio Preto, 23 de junho de 2013 DIÁRIO DA REGIÃO
No ar em “Viver a Vida” na pele de um médico, Julio Rocha diz que gosta de rótulo de galã
Perfil
Agência Estado
Longe da TV desde 2011,
após se destacar na novela "Fi-
na Estampa", Julio Rocha está
de volta ao horário nobre no pa-
pel de Jacques, em "Amor à Vi-
da", da TV Globo. Na trama, o
médico é um dos aliados de Fé-
lix (Mateus Solano), com quem
está construindo uma amizade
que pode ajudá-lo a alcançar o
tão desejado cargo de diretor
do corpo clínico do Hospital
San Magno.
Interpretando um homem
sedutor, o ator considera que o
rótulo de galã só o ajuda e diz
que nunca se incomodou por
ser chamado assim. "É apenas
um elogio a essa roupa que
Deus me deu. Eu adoro o rótu-
lo de galã, sedutor. Nunca
achei que isso poderia dimi-
nuir o meu trabalho. Ao contrá-
rio, é um complemento que
chama atenção".
Julio revela que esse perso-
nagem exigiu uma preparação
especial, diferente de tudo que
já viveu na sua carreira até ago-
ra. "Viver em um ambiente hos-
pitalar é algo novo para mim.
O Jacques não tem uma rotina
da qual eu estou acostumado. A
produção me levou para o Hos-
pital Copa D'or, no Rio de Ja-
neiro, e eu assisti a uma opera-
ção de retirada de um tumor no
pulmão. Lá, eu tive bastante
contato com médicos, pacien-
tes e enfermeiros", conta.
A ambição e a sedução de Ja-
cques estão lhe aproximando
de Félix, mas o ator garante que
o médico não sabe das malda-
des que o vilão de "Amor à Vi-
da" apronta. "O Jacques e o Fé-
lix estão realmente se tornando
amigos, um pouco por ambição
dos dois, mas a amizade é verda-
deira. É uma relação, ao menos
até agora, profissional. O Jac-
ques nem desconfia das malda-
des do Félix nem que ele seja
um gay enrustido. Quem sabe
futuramente", confidencia.
Fora da telinha, uma rela-
ção de amizade entre Julio Ro-
cha e Mateus Solano também
está se formando e ele agradece
o fato de poder participar de
um núcleo "de feras". "Meu
Deus! Veja só com quem eu es-
tou contracenando: Susana
Vieira, Ary Fontoura, Mateus
Solano. Eu sou fã do Mateus So-
lano faz tempo. Ele é um cara
simples, audacioso em cena e
que propõe muito. Estamos
nos tornando grandes amigos",
revela Rocha.
Temas polêmicos
O tema adoção, tratado em
"Amor à Vida", é algo que já
faz parte da vida do ator, já
que em sua família existe um
caso muito parecido com o de
Paulinha, personagem de Kla-
ra Castanho. "Eu tenho um tio
que foi adotado quase que da
mesma forma. A minha avó o
achou numa caixa de papelão,
no mercado. Eu cresci com o
tema adoção muito presente
dentro de casa", diz o galã,
que ainda completa, contando
um plano que tem para o futu-
ro. "Sempre pensei nisso e pla-
nejo adotar uma criança".
Já sobre homossexualidade,
outro tema da novela de
Walcyr Carrasco, Rocha consi-
dera que os brasileiros já estão
preparados para lidar com o as-
sunto. "É apenas um ou outro
político ou religioso que é con-
tra. E eles não representam o
povo carinhoso do nosso país.
Não acho que esse assunto vai
polemizar. É algo que a gente
já tem há tanto tempo". I
EU ME AMO
Agência Estado
DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 23 de junho de 2013 / 19 - TV
Por que os folhetins atuais têm optadoPor que os folhetins atuais têm optado
por fazer escalas em outros países?por fazer escalas em outros países?
No Exterior
Agência Estado
Ao sentar na poltrona para
ver uma novela, o telespectador
pode observar o interior do
Grand Bazaar em Istambul (Tur-
quia), avistar as construções in-
cas na região de Cusco (Peru) ou
perceber a natureza exuberante
da Guatemala. A toda hora, en-
tra e sai novela que começa, ter-
mina ou faz escala no exterior.
Novelistas,especialistaseauto-
ridades de outros países estão de
olhonissoeapontamascaracterís-
ticas de um recurso que pode ter
viradomodismo no Brasil. "Não é
frescura. Os autores sentem e sa-
bem que precisam colocar cenas
do exterior porque as pessoas via-
jam também. Antigamente, isso
não era possível por causa do alto
custo de produção", analisa Clau-
dinoMayer,doutoremteledrama-
turgia pela ECA/USP.
Para ele, ao ambientar as tra-
mas no estrangeiro, os novelis-
tas retratariam experiências de
todas as classes sociais. "Hoje,
todos podem ir ao exterior em
razão das facilidades de finan-
ciamentos e dos preços atrati-
vos de passagens. Os autores sa-
bem disso".
Na Globo, atualmente dois
folhetins começaram fora do
país: "Flor do Caribe", na Gua-
temala, e "Amor à Vida", no Pe-
ru. "Eu acho que algumas tra-
mas pedem esse prólogo em ou-
tros países, outras, não. É uma
questão de como o autor vê a
história. No caso de 'Amor à Vi-
da', eu fui mochileiro no Peru,
quando tinha 20 anos. De certa
maneira, quis reviver aqueles
momentos", confessa Walcyr
Carrasco, responsável pela tra-
ma das 21 horas.
Antes do enredo do novelis-
ta aportar na América Latina,
"Salve Jorge", assinada por Gló-
ria Perez, foi parar na Turquia.
Na linha das tramas bíbli-
cas, a Record vira e mexe leva a
audiência para o Oriente Mé-
dio, ainda que recriando algu-
mas regiões em estúdio, como é
o caso da minissérie "José do
Egito". A emissora teve tam-
bém experiências nos Estados
Unidos ("Caminhos do Cora-
ção") e em Portugal ("Vidas
Opostas"). Já o SBT levou o
elenco de"Revelação" para fil-
mar na Europa.
Quem pensa que as viagens
irão cessar, está enganado. Em
breve, as autoras Duca Rachid
e Thelma Guedes, as mesmas
de "Cordel Encantado", colo-
cam em cena o Nepal e Butão
na novela "Joia Rara", trama
que vai substituir "Flor do Cari-
be" na faixa das 18 horas. En-
quanto isso, o próximo folhe-
tim de Manoel Carlos prevê
sequências em Nova York, nos
Estados Unidos.
Por sinal, o autor das "Hele-
nas" revelou um país pouco ex-
plorado pelos brasileiros, a Ho-
landa, em "Páginas da Vida".
De acordo com dados de 2011
do Ministério do Turismo, o
país aparece em 15º lugar na lis-
ta dos territórios mais visita-
dos. Estados Unidos, Argenti-
na, Uruguai, França e Portugal
são os destinos favoritos, com
mais de 3 milhões de embar-
ques por ano.
Itália: um caso à parte
Na opinião do cônsul-adjun-
to Marco Leone, do Consulado
Geral da Itália em São Paulo, é
complicado medir com precisão
a quantidade de turistas que
uma novela pode estimular.
"Sem dúvida, percebe-se um au-
mento do turismo com destino
à Itália, como consequência da
produção de novelas com estes
temas. Isso, por exemplo, acon-
teceu depois de 'Passione'. Mas
é, contudo, difícil dizer, pois
não existem estatísticas direta-
mente ligadas à novela".
Desde 1999, quando produ-
ziu "Terra Nostra", a Globo
tem gravado na Itália com mais
frequência. Em 2002, com"Es-
perança", ambientou no país o
romance de Toni (Reynaldo
Gianecchini) e Maria (Priscila
Fantin). Oito anos depois,
criou um núcleo para o persona-
gem do ator Tony Ramos
(Totó) na Toscana, na novela
"Passione".
"É, sem dúvida nenhuma,
um país culturalmente muito
próximo ao Brasil e ao povo
brasileiro. Aqui, cerca de 30 mi-
lhões de pessoas são de origem
italiana. Portanto, é natural
que o interesse pela Itália seja
tão grande", analisa Leone.
Ainda de acordo com ele, a
região da Sicília tem atraído a
atenção dos produtores de no-
velas brasileiras, que, normal-
mente, seguem alguns procedi-
mentos antes de filmar em ter-
ras estrangeiras. "Depende mui-
to da situação. Às vezes, a pro-
dução de uma novela pode ser
efetuada na Itália sem contato
ou acordo com as autoridades
italianas. Em outros casos, de-
ve ter algum apoio, como, por
exemplo, do Ministério do Tu-
rismo", diz Leone. I
Sem fronteirasSem fronteiras
AgênciaEstado
TV - 20 / São José do Rio Preto, 23 de junho de 2013 DIÁRIO DA REGIÃO
Série "Parenthood" chega com dramas familiares ao canal por assinatura GNT
Novo Seriado
Agência Estado
A partir do dia 6 de agosto, os
telespectadores do GNT vão po-
der assistir à primeira temporada
da série "Parenthood". O canal
por assinatura acaba de anunciar
que vai exibir todas as edições da
atração, que nos Estados Unidos
já chegou à quinta temporada. O
seriadoésucessonatelevisãonor-
te-americana desde 2010 e conta
de forma engraçada os dramas da
famíla Braverman.
"Parenthood" é a segunda
adaptação para a televisão do fil-
me homônimo, lançado em 1989,
equetemcomoprodutoresexecu-
tivos os vencedores de Oscar Ron
Howard e Brian Grazer, além de
Jason Katims e David Nevins.
Oroteiroretrataumnúcleofa-
miliar com problemas comuns,
mostrando como são imperfeitos
todos os seus membros. A perso-
nagem principal se chama Sarah
(Lauren Graham), uma mãe sol-
teira falida que tenta educar dois
filhos adolescentes: Amber (Mae
Whitman), que é brilhante e re-
belde,eDrew(MilesHeizer),que
é sensível e mal-humorado.
Com vários problemas fi-
nanceiros, Sarah volta para sua
terra natal para viver perto dos
pais. Assim, o patriarca Zeek
(Craig T. Nelson) e a matriarca
Camille (Bonnie Bedelia), dos
Braverman, entram em cena.
No entanto, o casal não vive
um bom momento e tem mui-
tas brigas conjugais.
A irmã de Sarah, Julia (Eri-
ka Christensen), é uma advoga-
da que busca conciliar sua car-
reira com o papel de mãe. Ela
conta com a ajuda de seu mari-
do, Joel (Sam Jaeger), que é
uma espécie de "dono de casa".
Já o irmão caçula de Sarah,
Crosby (Dax Shepard), é o tipo
de homem totalmente avesso a
compromissos. Ele acaba sen-
do obrigado a assumir suas res-
ponsabilidades quando sua an-
tiga namorada Jasmine (Joy
Bryant) reaparece com um fi-
lho dos dois nos braços.
O primogênito dos Braver-
man, Adam (Peter Krause), é
casado com Kristina (Monica
Potter), e tem uma filha adoles-
cente, Haddie (Sarah Ramos),
jovem cujo espírito é muito in-
dependente. Esse casal tam-
bém vai mostrar nasérie como
é ter um menino com síndro-
me de Asperger - distúrbio con-
gênito, nos quais os portadores
têm dificuldade de socialização
e desenvolvem tiques
Embora cada um dos ir-
mãos e suas famílias tenham
problemas demais para resol-
ver, eles ainda conseguem se
unir nas horas mais difíceis pa-
ra enfrentar os desafios cotidia-
nos de criar seus herdeiros.
Não é a primeira vez que a
produção será exibida no Bra-
sil. O seriado já foi apresentan-
do por dois outros canais, mas
nenhuma das redes de televi-
são exibiu todas as temporadas,
como planeja o GNT. I
Emoções em família
AgênciaEstado
DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 23 de junho de 2013 / 21 - TV
MALHAÇÃO - 17H45
Segunda-feira - Irene foge de casa,
e Fabinho se desespera. Maurício
discute com Amora. Sheila denun-
cia Tito. Tábata muda o visual de Fi-
lipinho para uma entrevista. Bárba-
ra coloca um vírus no computador
de Kevin. Xande pede para conti-
nuar namorando Luz escondido. Fili-
pinho e Tábata se preocupam com
uma foto em família que Mônica pe-
de para tirar. Charlene é promovi-
da. Verônica discute com Natan.
Malu consola Maurício. Lara ouve
Amora falar que rompeu seu noiva-
do. Sheila sofre por ter denunciado
Tito. Bento se enfurece com uma
entrevista de Amora. Lara fala para
Sueli Pedrosa mandar Zito seguir
Amora. Gertrudes, Caitana e Pul-
quéria tentam animar Damáris.
Terça-feira - Jonas e Douglas fla-
gram Zito saindo da casa de Bento,
e Amora destrói as fotos tiradas
por ele. Bárbara se promove com a
mentira que conta sobre Kevin. Fili-
pinho provoca Rosemere ao elogiar
Brenda. Érico afirma que perdoou
Renata. Santa incentiva Verônica a
investir em Érico. Zito decide não
delatar Amora, e Sueli Pedrosa sen-
te raiva. Salma fala para Amora que
não acredita em seu romance com
Bento. Kevin foge de casa. Wilson
decide manter o emprego de Shei-
la, contrariando Damáris. Érico fala
para Renata que não quer reatar
com ela. Palmira estimula Érico a
montar uma agência. Filipinho vê a
foto da família na internet e se emo-
ciona. Malu discute com Bárbara.
Quarta-feira - Plínio e Malu se sur-
preendem com a revelação de Fabi-
nho. Bárbara pede que Gilson a aju-
de a separar Bento de Amora. Tina
se lamenta com Áurea de ter atingi-
do Kevin com sua vingança. Bento
expulsa Bárbara da casa de Gilson.
Bárbara obriga Kevin a voltar para
casa. Fabinho conta sua história pa-
ra Plínio. Malu se oferece para aju-
dar Fabinho. Kevin e Tina fazem um
pacto contra Bárbara. Vitinho expli-
ca a Filipinho o personagem que
ele fará em seu seriado. Rosemere
discute com Brenda. Fabinho volta
atrabalhar na Class Mídia. Vinny de-
cide ajudar Renata em sua recupe-
ração. Damáris ameaça Wilson pa-
ra não se divorciar dele. Lara não
desiste de acabar com a carreira
de Amora. Plínio pensa em Irene.
Quinta-feira - Amora fica com ciú-
mes de Bento. Celinha aconselha
Plínio a conversar com Irene antes
de julgá-la. Bento tira satisfações
com Malu por estar com Fabinho.
Barrabás fica incomodado com a
presença de Fabinho. Kevin é cari-
nhoso com Bárbara. Damáris é ex-
pulsa de uma boate. Brenda se con-
vida para ir à casa de Bárbara com
Filipinho. Rosemere descobre a pin-
tura de Perácio. Luz e Xande namo-
ram escondido. Fabinho provoca
Bento.Charlene pedeque Áureaaju-
de Damáris. Tito fica irritado com as
ofensas de Sheila. Vinny afirma que
ficará perto de Renata até que ela
se recupere. Lili reconhece
Verônica vestida de Palmira Valen-
te. Brenda se insinua para Barra-
bás. Bento e Amora discutem.
Sexta-feira - Fabinho marca um
encontro com Bárbara e manda
Malu colocar uma câmera em seu
quarto. Perácio interroga Brenda
para saber do dinheiro da venda
dos quadros de sua mãe. Rose-
mere vê Palmira conversando
com Lili. Amora garante a Bento
que vai assumir o romance dos
dois. Douglas tenta beijar Giane.
Brenda consegue enrolar Perácio.
Rosemere chama a atenção de Fi-
lipinho e Renata. Silvério vê Giane
tentando andar de salto alto. Ma-
lu instala a câmera no quarto de
Bárbara e se esconde no banhei-
ro. Plínio afirma a Celinha que não
magoou Irene. Tina vê Bárbara
com Fabinho no quarto e manda
uma mensagem para Natan. Áu-
rea hipnotiza Damáris.
Sábado - Bárbara tenta se expli-
car para Natan. Fabinho orienta
Malu a salvar o vídeo com as con-
fissões. Malu pede que Kevin
transfira o arquivo da câmera pa-
ra seu computador. Bárbara se en-
furece com Fabinho, que a ironi-
za. Malu revela à mãe que gravou
todas as suas confissões. Plínio
fica arrasado com o vídeo de Bár-
bara, e Malu pede que o pai con-
verse com Fabinho. Natan tenta
se consolar com Sílvia. Fabinho
sugere divulgar o vídeo com as
confissões de Bárbara e deixa Plí-
nio e Malu estarrecidos. Amora te-
me que sua imagem seja afetada
com o vídeo de Bárbara. Fabinho
envia o vídeo para seu e-mail,
sem que Plínio perceba. Bárbara
acusa os filhos de terem chama-
do Natan à sua casa.
FLOR DO CARIBE - 18H15
Segunda-feira - Isabel e os tenen-
tes fazem uma busca na casa de
Dionísio à procura das obras de ar-
te roubadas. Marizé desconfia
que Lipe não quer ir à escola por
causa das ameaças de Mateus.
Taís comenta com Marinalva que
acha que Paçoquinha está apaixo-
nado por ela. Isabel e os tenentes
encontram o bunker vazio. Ester e
Cassiano discutem por causa dos
ciúmes que Ester sente de Cris-
tal. Dionísio afirma a Alberto que
alguém em sua casa o traiu, e
desconfia de Ester. Juliano convi-
da Donato e Bibiana para serem
padrinhos de seu casamento. Os
tenentes tentam interceptar o
avião de Gonzalo, que decola com
as obras de arte roubadas.
Terça-feira - Mantovani avisa a
Cassiano que a interceptação ao
avião de Gonzalo foi feita. Os poli-
ciais retiram do avião as caixas
com as joias roubadas por Dioní-
sio. Duque sugere a Cassiano que
ele tenha um caso com Cristal. Sa-
muel aconselha Ester a contar pa-
ra os tenentes que Dionísio des-
confia de que ela denunciou a exis-
tência do bunker. Guiomar alerta
Ester sobre o perigo que corre se
Dionísio descobrir que foi ela
quem denunciou o bunker. Alberto
tenta seduzir Ester e a deixa ame-
drontada. Isabel e os agentes da
polícia federal vão à casa de Dioní-
sio avisar que encontraram as
joias e convocam Alberto para
acompanhá-los até a delegacia.
Quarta-feira - Alberto e Dionísio
negam que as joias sejam deles.
Alberto acompanha Isabel e os
agentes até a polícia. O piloto fin-
ge que não conhece Alberto e ele
consegue se livrar da acusação.
Dionísio fica furioso com Alberto
por ter perdido suas joias. Samuel
não se conforma com o fato de
Dionísio ter conseguido escapar
da acusação de roubo das joias.
Lindaura teme por Ester estar na
casa de Dionísio. Carol conta a Li-
no que Maria Adília morreu há três
anos, segundo vídeo gravado por
seu marido. Mateus ameaça Lipe.
Veridiana não acredita que a filha
esteja morta. Dionísio revela a Al-
berto que queimou as fotos que
estavam no bunker. Alberto per-
gunta a Ester se foi ela quem fez a
denúncia contra ele e Dionísio pa-
ra a polícia.
Quinta-feira - Alberto fica desnor-
teado e pede ajuda a Ester que,
com medo, acaba abraçando o ex-
marido. Isabel desconfia de que
algo está errado com Ester de-
pois que fala com ela ao telefone.
Taís confessa a Olívia que ainda é
apaixonada por Hélio. Donato per-
gunta a Marizé se ela sabe de al-
go que possa estar acontecendo
com Lipe na escola. Duque se
emociona quando Amaralina reve-
la que se sente protegida por ele.
Alberto tranca Ester no bunker.
Sexta-feira - Alberto destrata Sa-
muca quando o menino pergunta
por Ester. Ester desmaia no
bunker. Alberto liberta Ester, mas
a ameaça, caso revele o que sabe
no depoimento que fará à polícia.
Cassiano vai à casa de Alberto avi-
sar que está com Samuca e nota
algo errado com Ester. Donato
convida Bibiana para assistir ao
show de Elba Ramalho e lhe dá
um vestido de presente. Elba diz
a Cassiano que gostaria de conhe-
cer Veridiana, que recebe um ter-
ço de Nossa Senhora da cantora.
Alberto pega Samuca na escola e
diz ao menino que vai levá-lo para
passear em uma praia deserta. El-
ba conta para Lino que conheceu
uma mulher que escreve livros de
cordel, contando histórias pareci-
das com as histórias de Veridia-
na, insinuando que a moça possa
ser Maria Adília.
Sábado - Samuca liga para Ester
e avisa que está no barco com Al-
berto. Ester entende que o filho
corre perigo estando sozinho
com Alberto e resolve dizer em
seu depoimento à polícia que
não reconhece as joias. Carol su-
gere a Lino que ambos vão ao Rio
de Janeiro encontrar Maria
Adília. Cassiano desconfia de
que Ester esteja sendo ameaça-
da por Alberto. Isabel marca um
encontro com Ester. Dionísio des-
pede Doralice, depois de acusá-
la pelo roubo de seu relógio. Veri-
diana permite que Lino viaje com
Carol para o Rio de Janeiro. Ester
fica surpresa ao entrar na repúbli-
ca dos tenentes.
Segunda-feira - Bruno pede Fatinha
em casamento. Marta se desespe-
ra com a notícia sobre o segundo
casamento de Bruno e Fatinha. Pi-
lha é ovacionado em seu show. Fa-
tinha cria regras pro seu relaciona-
mento com Bruno até que a data
do casamento chegue. Há uma
passagem de tempo. Os alunos es-
peram ansiosos os resultados do
vestibular. Pilha cobra o beijo que
Fatinha prometeu se passasse pa-
ra a faculdade. Chegam os convi-
tes de casamento de Bruno e Fati-
nha. Tizinha e Nando continuam
sem se falar. Raquel se culpa pelo
leilão do apartamento e Lia conso-
la a mãe. Luana volta para o Rio de
Janeiro. Orelha tenta ajudar Nando
a reconquistar Tizinha.
Terça-feira - Sal garante a Luana
que é um novo homem e lhe pede
para chamar Vitor ao seu encontro.
Olavo e Marta não permitem que Ju
viaje com Gil. Luana e Sal esco-
lhem o nome de seu filho e se emo-
cionam Lia aconselha Ju a contar
para Gil que seus pais não a deixa-
ram viajar com ele. Fatinha e Rasta
sugerem uma nova ação para o
CRAU. Luana pede para Vitor acom-
panha-la numa visita ao Sal, mas o
rapaz diz que não acredita mais no
irmão. Ju não consegue conversar
com Gil. Pilha cobra o beijo prometi-
dode Fatinha. Luana pede para con-
versar com Lia. Paulina fala com Ra-
quel sobre o leilão do apartamento.
Lia pede para Vitor falar com Sal.
Gil cobra envolvimento de Ju na or-
ganização da viagem.
Quarta-feira - Não haverá exibição.
Quinta-feira - Não haverá exibição.
Sexta-feira - Sal não aceita a pro-
posta de Alemão e afirma que
quer mudar de vida. Ju finalmente
conta para Gil que não tem per-
missão para viajar. Marta consola
Ju. Gil conversa com Rômulo so-
bre a namorada. Fatinha pede pa-
ra Vitor ter cuidado com Sal. Nélio
e Rasta incentivam Bruno a fazer
uma despedida de solteiro. A tur-
ma se organiza para promover a
festa de formatura. Rasta, Nando
e Rômulo combinam a festa de
despedida de solteiro de Bruno e
pensam em contratar uma dança-
rina. Gil afirma a Ju que vai es-
perá-la para viajar com ele. Tizi-
nha deixa escapar para Fatinha
sobre a festa de despedida de sol-
teiro de Bruno. Luana recebe uma
suposta mensagem de Vitor e vai
ao seu encontro.
Resumo das novelas
GLOBO
SANGUE BOM - 19H30
TV - 22 / São José do Rio Preto, 23 de junho de 2013 DIÁRIO DA REGIÃO
Segunda-feira - Rosália comemora
ao encontrar a escritura do terreno
em seu nome e ao rever as datas
descobre que Esmeraldino retornou
aolardepoisdeterabandonadoafa-
mília. Pressionada por François, Pé-
rola admite que deseja a presidên-
cia da "Sabor e Luxo" e se surpreen-
de ao saber que sua declaração foi
gravada pelo jovem. Feliciano pede
os exames de Júlio César e fica frus-
trado ao vero envelope vazio. Xepa
teme que Rosália tenha o péssimo
caráter do pai e desabafa com Dori-
valdo.Rosáliaprocurapormaisinfor-
mações do terreno no cartório, mas
sem sucesso na busca é abordada
por um corretor.
Terça-feira - Rosália pergunta por
Esmeraldino ao senhor no terreno.
Dorivaldo é intimado a ir para a dele-
gacia e Xepa o defende da policia.
Françoismostrasuagravação dePé-
rolaaVitorHugo.Oempresário agra-
dece a ajuda do amigo e se sur-
preende ao saber da saúde precária
do pai. Xepa fica feliz ao saber que
Dorivaldo está livre e pede que Beni-
to faça a entrega das frutas para
Meg. Miro inicia o workshop com o
debate entreLis e Édison. Osjovens
trocam ofensas, enquanto o profes-
sor tenta conter os ânimos. Terezi-
nha foge de Matilda e ao ver o carro
de Galeto, finge um desmaio.
Quarta-feira - Rosália finge preocu-
pação ao ver Isabela atordoada
com a discussão. Antes de ir embo-
ra, a fotógrafa conta que está grávi-
da, surpreendendo Pérola e Vitor
Hugo. Dorivaldo teme que Xepa se
afaste e tem uma crise de tosse
por medo de se declarar para a fei-
rante. Rick garante que Feliciano fa-
rá sucesso nas redes sociais, mas
o deputado desconfia e ameaça o
jovem. Robério afirma que está
sendo pressionado pela mãe e dei-
xa Geni curiosa ao contar que de-
sistiu do seu grande sonho no pas-
sado. No ateliê, Édison debocha
da aliança entre a ex-namorada e
Rosália, deixando Yasmin irritada.
Quinta-feira - Rosália finge ser o do-
cumento de uma cliente e deixa
François desconfiado. O jovem deci-
de segui-la, mas é interrompido pe-
los capangas que trabalham com
Tairone. Feliciano decide comemo-
rar, mas Meg proíbe Júlio César de
beber, deixando Lis intrigada. Geni,
Graxinha e Gisele anunciam que Xe-
pa é a nova presidente da associa-
ção, surpreendendo a todos. Miro
decide ir embora, enquanto Robério
enfrenta Dafne. A periguete o esbo-
feteia e os dois se beijam. Graxinha
garante a Édison que vai cuidar dos
garotos do futebol e promete ficar
atento as propostas dos olheiros.
Rosália exige que Yasmin vigieFran-
çois, irritando a jovem.
Sexta-feira - Miro dá início à pales-
tra. Xepa fica envergonhada ao se
apresentar na faculdade de Édison.
Matilda se irrita com Dorivaldo e Ân-
gelo,que assistem apalestra deXe-
pa pela televisão. Júlio César fica
perplexo ao saber que Pérola subor-
nou François. Catherine continua
assustada com o sumiço de seu fi-
lho e é amparada por Yasmin. Lis
discute com Édison no meio da pa-
lestra enquanto Xepa defende seu
filho. Xepa fica sabendo que Édison
planejademolir a Vila do Antigo Bon-
de em seu projeto. Pérola fica furio-
sa ao achar que François está ar-
mando algo. François sofre na mão
dos sequestradores.
Segunda-feira - As crianças conver-
sam na casa abandonada sobre o
que vão fazer nas férias. Laura dá
a ideia de fazer um almoço român-
tico em homenagem aos professo-
res Helena e Renê. Os garotos co-
lam uma carta na bola e chutam
para perto do professor. Renê pe-
ga a bola, sem notar quem a chu-
tou e lê o bilhete que está escrito:
"Siga o seu coração e te darei uma
surpresa". Apaixonado, o profes-
sor pensa que é um bilhete de He-
lena. As crianças preparam o almo-
ço romântico para os professores,
com a ajuda de Eloisa. Helena che-
ga à casa abandonada e se sur-
preende com toda a decoração.
Terça-feira - Cirilo chega com Maria
Joaquina no campo onde ele irá jo-
gar futebol com os meninos. Cirilo
promete fazer um gol para a patrici-
nha e consegue. As meninas come-
moram e gritam seu nome, mas
quando param percebem que Maria
Joaquina continuaempolgada. Cirilo
sai correndo e se ajoelha pra come-
morar o gol. O menino tira a camise-
tadotimeeexibeumaoutracamise-
ta com a declaração: "Maria Joaqui-
na, eu te amo". Cirilo manda beijos
para a patricinha, que tentaesnobar
a atitude. Kokimoto se machuca du-
rante o jogo. Alícia pensa que pode-
rásubstituí-lo,masumgaroto apare-
ce e pede para jogar.
Quarta-feira - As meninas se reú-
nemnacasadeMariaJoaquinaees-
peram ansiosamente Valéria e Bibi,
que foram à casa da professora He-
lena convencê-la a dar aula no próxi-
mo ano para a mesma turma. Olivia
liga para todos os pais dos alunos
envolvidos e convoca uma reunião.
Paulo, Mário, Jaime, Cirilo e Laura
se reúnem na casa abandonada e
começama pensarnos motivosque
fez com que Olívia chamasse seus
pais. A diretora conta a Helena o
que aconteceu e a professora fica
decepcionada. Olívia diz que ficou
sabendo do ocorrido por conta de
um informante secreto.
Quinta-feira - Helena avisa aos alu-
nos que eles passaram de todos
os limites. Os pais questionam Olí-
via sobre o que realmente aconte-
ceu. Firmino fica irritado ao ver a di-
retora esconder parte da história e
decide contar tudo. Os pais se
preocupam como ficará a situação
de Firmino e prometem ajudá-lo se
algo acontecer. Os meninos se per-
guntam como Olívia conhece Lu-
cas, no mesmo momento eles
avistam Jorge deixando Lucas em
casa e entendem o que aconte-
ceu. Jaime ameaça bater em Jor-
ge, mas Cirilo o defende. O riqui-
nho diz que não precisa ser defen-
dido por um filho de carpinteiro.
Sexta-feira - Firmino vai embora do
colégio, mas antes diz: "muito obri-
gado", no pátio da escola vazio. He-
lena conta pra Renêque as crianças
insistiram muito para que ela conti-
nue dando aula para eles. Firmino
vai até a casa de Helena, diz que foi
mandado embora e pede ajuda. Ra-
faeloferecesuacasaparaqueFirmi-
no possa ficar por um tempo. De re-
pente começa uma manifestação
na escola em prol do Firmino. Olívia
se descabela toda com a bagunça
do protesto e fica em estado de ner-
vos. Os pais das crianças chegam à
escola. A diretora pensa que isso re-
presenta a volta da ordem, mas pa-
ra sua infelicidade os pais se unem
a seus filhos no protesto.
Segunda-feira - Amarilys impede Ni-
nho de contar para Bruno que é o pai
biológico de Paulinha. Paloma acor-
daepedeparaverafilha.Edithimplo-
ra para que Félix fique com ela. Palo-
ma conta que é mãe de Paulinha e
pedequeCésaradeixeveramenina.
Amarilys e Valentim tentam acalmar
Ninho. Pilar desconfia da traição de
César. Paloma élevada paraver Pau-
linha.NinhocontaparaAlejandraque
encontrou sua filha. Patrícia confes-
sa que sentiu falta de Michel. Bruno
estranhaafriezadePalomaecomen-
ta com Amarilys. Carlito defende Val-
direne da implicância de Denizard.
Márciaconsegueosfalsosdocumen-
tos para Atílio.
Terça-feira - Félix acusa Lutero de
não estar capacitado a continuar co-
mo diretor clínico do hospital. César
conversa com Lutero. Félix avisa a
Jacques que precisa que ele conte o
queviu nacirurgia desuairmãpara o
conselho do hospital. Paloma pede
para Amarilys inventar uma descul-
pa para mandar Bruno embora. Bru-
no decide contar a verdade sobre
Paulinha para Paloma. Thales se
desculpacom Nicole por tê-la beija-
do. Priscila inventa uma desculpa
para Pilar. Thales afirma a Leila que
não seguirá seuplano, eela termina
o namoro. Renan e Daniel ajudam
no tratamento de Linda. Bernarda
comenta com Aline que Pilar sentiu
um cheiro de perfume em César.
Quarta-feira - Félix convence o pai a
conversarcomosmédicosemparticu-
lar. Jacques conta a César que Palo-
ma poderia ter morrido por causa de
Lutero. César decide afastar Lutero
docargo dediretor clínico dohospital.
Valdirene é expulsa do vestiário e se
lamenta com Márcia. Priscila diz a Pi-
lar que namora Jefferson. César man-
da Paulinha ser transferida para onde
Paloma está. Félix pensa em come-
morarcom Jacques a saída de Lutero
docargo dediretor clínico dohospital.
NikoconvidaAmarilysparajantarcom
ele e Eron. Rebeca e Pérsio conver-
samanimados.
Quinta-feira - Paloma explica por
quenãopodebeijarBrunoeotranquili-
za. Paloma pede para Ciça ajudá-la a
manter Bruno longe. Félix vai embora
frustrado da casa de Jacques. Carlito
é atingido ao tentar afastar uma briga
entre Márcia e Rita Cadilac. Tamara
aconselha Félix a pedir ajuda a César
para conversar com Jonathan. Niko e
Eron convidam Amarilys para gestar o
filho que eles pretendem ter. Márcia
se arruma para seu casamento com
Atílio. Lutero é oficialmente afastado
docargo dediretor clínico dohospital,
eJacquesfingelamentarofato.Gigie
Murilolevamum foradeLutero.
Sexta-feira - Ninho tenta se enten-
der com Paulinha. Bruno vende um
apartamento Márcia chora ao desco-
brirquefoiabandonada.Atíliovoltapa-
ra casa e sente-se confuso. Thales
considera os conselhos de Vega so-
bre o plano de Leila. Nicole descobre
que tem pouco tempo vida Amarilys
contasobreapropostadeNikoeEron
para Paloma e Félix. Bruno pede para
conversar com Paloma. Félix pensa
em usar Amarilys para se aproximar
de Eron. Márcia sofre com o sumiço
de Atílio. Ninho afirma que fará com
que Paulinha goste dele. Joana acon-
selha Lutero a conversar com Glauce
quandotiverprovas.Glaucedecidesu-
mircomoprontuário deLuana.
Sábado - Paloma tenta convencer
Brunoadeixá-lalevarPaulinhaparaca-
sa Jonathan elogia Félix para Edith e
Tamara. Pilar cobra atenção de Cé-
sar. Edith pede para Félix não usar Jo-
nathan para se aproximar de César.
Patrícia e Michel ficam juntos. Renan
tem uma crise alérgica com o jantar
quePerséfoneprepara.Elenicedesco-
bre que Glauce retirou um prontuário
do arquivo e conta para Joana. Palo-
ma garante que vai levar Paulinha pa-
ra sua casa. Valdirene tenta animar
Márcia.Ordália convence Bruno adei-
xar Paulinha ficar com Paloma. Patrí-
cia disfarça o carinho que faz em Mi-
chel. Perséfone conta que passou a
noitenaemergência comRenan.
Resumo das novelas
DONA XEPA - 22H30
CARROSSEL - 20H30
AMOR À VIDA - 21 HORAS
GLOBO
RECORD
SBT
DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 23 de junho de 2013 / 23 - TV
A vida é show!A vida é show!
Turismo
Remelexo: o novo
show de "Madagascar"
no Busch Garden
TURISMO - 24 / São José do Rio Preto, 23 de junho de 2013 DIÁRIO DA REGIÃO
Novas atrações nos
parques da Flórida
colocam visitantes
frente a frente com
pinguins e robôs
Agência O Globo
Debaixo do sol escaldante do verão
em Orlando, visitantes recorrem a bal-
des de refrigerante cheios de gelo,
montanhas-russas molhadas e até bo-
nés com ventilador embutido.
Se você imaginou se teletranspor-
tando para o continente gelado da An-
tártica nessas horas, agora poderá pro-
var temperaturas abaixo de zero na no-
va área do SeaWorld, Antarctica: Em-
pire of the Penguim.
É o lar de 250 pinguins e de um si-
mulador, com 32 opções de percurso
na aventura que segue Puck - um pin-
guim com carisma para desafiar o rei-
nado da orca Shamu.
Nas férias de verão de lá também
tem os gigantes de ferro de Transfor-
mers, num simulador 3D, e no Busch
Gardens, em Tampa, uma novidade
para os pequenos: um show inspirado
nos filmes "Madagascar".
AgênciaOGlobo
DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 23 de junho de 2013 / 25 - TURISMO
Parques de Orlando e Tampa exibem novidades para as férias de julho,
em que animais da Antártica e Transformers roubam a cena
Agência O Globo
No mapa do SeaWorld, a
longínqua Antártica fica perto
do continente perdido de
Atlantis. A nova área inspirada
no continente do Polo Sul,
aberta ao público no fim de
maio, brilha aos olhos.
As estruturas que repli-
cam geleiras entre três e 15
metros de altura guardam bo-
linhas de vidro, imitando
cristais de gelo.
A recriação do ambiente
inóspito que ocupa uma área de
16 mil m² levou três anos. Mais
de 400 profissionais se envolve-
ram no projeto, o maior investi-
mento feito nos últimos anos
no SeaWorld - que completa 50
anos em 2014 com vários even-
tos comemorativos.
Só a trilha sonora, baseada
no sopro dos ventos, levou 18
meses para ser composta e gra-
vada por uma orquestra de 65
músicos de Seattle.
A ideia era reproduzir um
destino para onde poucas pes-
soas têm a oportunidade de ir.
A Antártica ainda é um dos
poucos lugares do mundo inex-
plorados, de difícil acesso. Em
Orlando, antes só era possível
ver os pinguins separados por
vidros no antigo Penguin En-
counter (que fechou em janeiro
de 2012).
Por conta da atração ante-
rior, os 250 pinguins da Antár-
tica de Orlando já são, a maio-
ria, nascidos na Flórida ou em
outros parques do grupo Sea-
World e zoológicos do país.
Quatro espécies convi-
vem pacificamente, e os pri-
meiros visitantes podem ob-
servar como as aves se com-
portam enquanto se habi-
tuam ao novo lar.
Instrutores recebem os visi-
tantes, tirando dúvidas e garan-
tindo que nenhuma criança de-
cida tocar nos pinguins - que,
de fato, ficam ao alcance de um
bracinho curto.
Para chegar até lá, passa-se
por uma expedição pela Antár-
tica dentro de um simulador.
Na entrada, acompanhamos o
nascimento de Puck, pinguim
da espécie gentoo.
Durante a fila, as temperatu-
ras vão caindo gradualmente. É
possível escolher uma expedi-
ção wild ou mild, o que seria o
equivalente em português do
'com' ou 'sem emoção', respecti-
vamente.
Mas como a atração é dire-
cionada à família, a emoção
não passa de uns trancos e gi-
ros mais velozes. Por outro la-
do, cada visita ao brinquedo po-
de ser diferente: os carros se
movem por placas magnéticas,
sem trilhos, e os percursos são
variáveis, num total de 32 op-
ções, com diferença até no tem-
po da expedição.
Puck se vê diante de preda-
dores do mar e de ventania bra-
va até que, enfim, encontra
seus pares. Os turistas são rece-
bidos pelos solenes pinguins
de casaca, a uma temperatura
de -1˚ grau. As medidas para
aclimatação funcionam, mas se
pretende passar um pouco
mais de tempo ali, melhor ter à
mão um casaco.
SeaWorld - expedição
gelada e surpreendente
EUA
Funcionária
alimenta os
pinguins do
SeaWorld
Painel em prédio
anuncia a chegada
dos robôs ao
Universal Studios
TURISMO - 26 / São José do Rio Preto, 23 de junho de 2013 DIÁRIO DA REGIÃO
Na próxima sala, um show
de natação ágil e bela. Pinguins
como Puck mergulham cerca
de 450 vezes por dia em busca
de comida.
Já de volta ao calor, há um
mural com 18 espécies de pin-
guins esculpidas onde ficam
instrutores e telas touch screen
com informações.
O Expedition Cafe, cujo vi-
sual imita a arquitetura das ba-
ses de pesquisa no continente,
traz opções de culinária asiática,
italiana e americana, e uma novi-
dade: uma horta hidropônica.
Na loja de suvenires, a novi-
dade é um copo tecnológico
que pode ser customizado. Saio-
tes, perucas, óculos e outros
itens transformam os pinguins,
que, por conta de um chip, agra-
decem pela redução do impac-
to ecológico cada vez que são
reabastecidos.
Também não faltam obje-
tos com o rosto de Puck - e os
criativos do SeaWorld já veem
para o pinguim um futuro pro-
missor no showbusiness além-
parque, ameaçando a hegemo-
nia de Shamu.
Após o acidente em 2010
que resultou na morte de uma
treinadora durante um espetá-
culo, o show diário da orca con-
tinua atraindo milhares, mas
sem contato físico com os apre-
sentadores.
Geleiras: construções
reproduzem formações
geológicas do
continente e chegam a
15 metros de altura
Quem faz mais sucesso?
Simulador: carros
se movem sobre
placas magnéticas
Café tem o aspecto das
estruturas usadas por
pesquisadores no continente A orca
1 - Desde 1965, quando chegou ao parque de San Diego, a
Shamu é ícone do SeaWorld
2 - Em Orlando hoje, há sete orcas, mimadas por 12 funcionários
3 - É um sucesso: faz 780 shows por ano e tem mais de mil
produtos licenciados
4 - No SeaWorld, elas não comem pinguins, mas abocanham
113 quilos de peixe por dia
O pinguim
1 - Puck acaba de estrear no SeaWorld, estrelando uma das
atrações mais caras da história
2 - Começou bem: Antarctica é a atração mais procurada do
parque atualmente
3 - Já tem uma centena de produtos licenciados
4 - São 24 funcionários para 245 pinguins
5 - Come entre 1 e 2 quilos de peixes por dia. I
Dezoito espécies de pinguim
Agência O Globo
DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 23 de junho de 2013 / 27 - TURISMO
Vinte 20 dançarinos e cantores fazem um show simples,
mas bem animado, de 20 minutos
Agência O Globo
A trilha sonora deste verão
no Busch Gardens, em Tampa,
inclui a música preferida do
rei Julien, o lêmur de "Mada-
gascar", "Eu me remexo muito"
- na versão em inglês, é fácil de
cantar "I like to move it".
A canção-chiclete da fran-
quia da DreamWorks compõe
o show "Madagascar Live!
Operation: Vacation" que es-
treou dia 18 de maio no Busch
Gardens.
A história é simples: de fé-
rias na Flórida, os pinguins, o
leão Alex, a hipopótamo-fê-
mea Glória, além de Julien,
saem cantando e dançando pa-
ra celebrar.
Vinte 20 dançarinos e can-
tores fazem um show simples,
porém animado, de 20 minu-
tos. São dois a quatro shows
por dia na alta temporada,
com horários diversos, entre
12h30 e 19h.
O espetáculo ocupa o tea-
tro Stanleyville, antes uma are-
na aberta, reformado especial-
mente para isso. O lugar acomo-
da até mil pessoas sob um siste-
ma potente de ar-refrigerado.
Depois da apresentação, for-
ma-se uma fila para tirar fotos
com os personagens. Mas é fá-
cil topar com eles pelo parque.
Reconhecido por suas atra-
ções radicais, como as monta-
nhas-russas SheiKra, Montu e
Kumba, o Busch Gardens
apostou nos últimos anos em
atividades mais voltadas para
a família.
No ano passado, abriu seu
centro veterinário para os visi-
tantes. No Animal Care Cen-
ter, os cuidados antes feitos
nos bastidores, agora estão à
vista. Logo na entrada, uma
aula de culinária bem diferen-
te: como preparar a combina-
ção preferida de insetos para
um tatu-bola ou um sorvete de
frutas para elefantes.
No verão passado, também,
o Busch Gardens inaugurou
um show de patinação de gelo,
o Iceploration. A partir da rela-
ção de um menino doido por
tecnologia e seu avô aventurei-
ro, passeia-se por diversos ecos-
sistemas, como o parque africa-
no Serengeti e a Amazônia sul-
americana, representados por
bonecos gigantes, patinadores
e animais de verdade. São 30
minutos de show, que valem a
parada na maratona de monta-
nhas-russas.
Neste ano e no ano passa-
do, o Busch Gardens inaugu-
rou atrações para a família. No
ano que vem, compensará
acrescentando ao portfólio das
atrações radicais talvez a mais
emocionante delas. A Falcon
Fury foi apresentada durante
o Pow Wow, a maior feira ame-
ricana de turismo, realizada
em Las Vegas.
É uma torre de 102 metros
de altura de onde os corajosos
vão cair numa velocidade de
96 km/h em cinco segundos.
Só que, diferentemente de ou-
tras, antes de despencar o brin-
quedo vai girar em 90 graus,
deixando as pessoas em uma
posição de mergulho.
A atração, planejada para
ser a mais alta torre de queda
livre do país, é inspirada no
mergulho que aves predado-
ras, como o falcão, realizam
no momento da caça.
A inauguração da Falcon
Fury está prevista para o segun-
do trimestre de 2014, e é o
maior investimento do Busch
Gardens desde o lançamento
da Cheetah Hunt - a montanha-
russa baseada na velocidade
dos guepardos, aberta em
2011. Ficará na área Tim-
buktu, no lugar da Sandstorm,
que funcionava há 34 anos.
No Busch Gardens,
animais dançantes
e mergulho do falcão
EUA
Em 2014, uma atração
radical: Pow Tow, que
proporciona queda
de 102 metros de
altura em 96 km/h
TURISMO - 28 / São José do Rio Preto, 23 de junho de 2013 DIÁRIO DA REGIÃO
Não falta carisma aos auto-
bots, os robôs do bem de Trans-
formers.Protagonistasdeprogra-
mas de televisão e de três longas
de sucesso de bilheteria, os nati-
vos de Cybertron estrelam o
maior lançamento do Universal
Studios Flórida desta temporada.
Comisso, Transformers:The
Ride - 3D será uma das poucas
atraçõesdaUniversalStudiospre-
sente em três unidades da marca.
Os robôs fizeram sua estreia nos
parques temáticos em Cingapu-
ra, em 2011. Chegaram a
Hollywood no ano passado. E em
Orlando,detêmorecordedetem-
po para a construção de um brin-
quedo,umano.A atraçãoocupaa
antiga área de Xena e Hércules,
em frente à lagoa do parque. Des-
de 31 de maio, está aberta em es-
quemadesoftopening,comhorá-
rios e dias restritos.
Mas o simulador de Orlando
tem suas particularidades. A
mais notável delas, com certeza, é
o Optimus Prime, com quase no-
vemetros dealturae novetonela-
dasrecebendoosvisitantesnaen-
trada do bunker.
A história por trás da aventura
é a mesma: os decepticons nova-
mente estão atacando a Terra e os
autobots,juntocomnovosrecrutas
(nós),precisamossalvar o planeta.
Na fila, conhecemos os auto-
bots e decepticons. A atração de
Orlandoganhoumaisbotões,ma-
nivelas e detalhes com os quais as
crianças podem interagir para
passar o tempo.
Na batalha, embarca-se num
robô criado especialmente para a
atração, o Evac - um carro que
percorrerá centenas de metros de
trilhos, agitando-se e interagindo
com a aventura nas telas de mais
de18metrosdealtura,quegaran-
tem realismo às cenas.
O simulador segue o padrão
de The Amazing Adventures of
Spiderman,abertoem1999noIs-
land of Adventure e renovado no
ano passado.
Mas para a atração de Trans-
formers em Orlando, a Universal
já incrementou a qualidade das
projeçõesem3D,alémdemodifi-
car alguns movimentos nos tri-
lhos para se ter uma sensação
mais apurada.
Enquanto num canto do
parque luta-se pela resistência
do planeta, noutro provamos a
fumegante bebida da Moe's Ta-
vern. O bar preferido de Ho-
mer Simpson é um dos pontos
altos da nova área temática ins-
pirada em Springfield, anexa
ao simulador inaugurado em
2008, The Simpsons Ride.
As atrações abrirão aos pou-
cos ao longo de julho; a área to-
da deve estar pronta até a últi-
ma semana do mês.
Já funciona uma praça de ali-
mentação num único prédio - o
mesmo em que já existia uma
área de lanches rápidos.
O bar do Moe é separado,
com direito a estátua de Barney
Gumble em tamanho real, viran-
doumacanecadecerveja.Nãofal-
ta o drinque Moe Inflamado (pa-
rece um refrigerante de laranja, e
vem com gelo seco para criar fu-
maça) nem a Duff, produzida por
umacervejarialocalespecialmen-
te para o parque.
As fachadas são bem fiéis
ao desenho de Matt Groening,
a ponto de exibir pichações de
El Barto.
Ainda fechada ao público
está a nova atração Kang & Ko-
dos' Twirl 'n' Hurl, um carros-
sel para crianças em homena-
gem aos extraterrestres verdes
de um olho só.
Uma cervejaria Duff, de ti-
jolinhos vermelhos, ficará dian-
te do lago e terá como vizinha a
famigerada estátua de Jebediah
Springfield. I
Veterinário ensina
a preparar a ração
preferida do tatu-bola
Pinguins personagens
de "Madagascar"
posam com turistas
Optimus Prime
na entrada
do simulador
Na Universal, robôs em versão 3D
Fotos: Agência O Globo
DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 23 de junho de 2013 / 29 - TURISMO
Entreas apostasdos fãs,estão o barCaldeirãoFurado ealoja Gemialidades,dos gêmeosde RonyWeasley
Agência O Globo
Ao ver o Expresso de Ho-
gwarts parado na entrada da área
de Harry Potter, aberta em 2010
no Islandsof Adventure, osfãs da
série imaginam como seria diver-
tido embarcar no trem. Pois isso
será possível no verão americano
do ano que vem, com abertura da
expansãodaáreadedicadaaobru-
xo em Orlando.
Os trilhos vão conectar os
dois parques da Universal, pas-
sando, inclusive pelos bastido-
res dos estúdios e conectando o
vilarejo bruxo de Hogsmeade à
nova área, no parque Universal
Studios Flórida.
As janelas do trem devem
reproduzir o interior do Reino
Unido. A Londres de J. K. Ro-
wling e o Beco Diagonal (a área
de compras de itens para bruxa-
rias na capital inglesa) serão re-
criados em detalhes.
Nos blogs, fãs discutem
quais espaços da ficção ganha-
rão vida. O que está confirmado
é que a principal atração estará
dentro do banco de Gringotes,
prédio de fachada torta guarda-
do por um dragão, e provavel-
mente será um simulador fiel à
experiência de se descer nos tri-
lhos que levam aos cofres.
Lojas e um restaurante tam-
bém fazem parte do projeto - en-
tre as apostas dos fãs, estão o bar
CaldeirãoFuradoealojaGemiali-
dades, dos irmãos gêmeos de
Rony Weasley. O Nôitibus An-
dante muito provavelmente fará
parte da nova área.
Expansão da área Harry
Potter recria Londres
EUA
No Winter Park, vitrais do museu Charles Hosmer Morse
Passeio de barco
pelos canais e
lago da região
TURISMO - 30 / São José do Rio Preto, 23 de junho de 2013 DIÁRIO DA REGIÃO
Como chegar
As empresas American
Airlines e Copa têm tarifas a
partir de R$ 2.516. Valores
com taxas para o mês de
julho.
Parques
SeaWorld: Ingressos
combinados para SeaWorld
Orlando, Busch Gardens e
Aquatica saem US$ 159 para
adultos; e US$ 151 (até 9
anos). Só para SeaWorld, o
bilhete custa US$ 92 (acima
de 9 anos); só para Busch
Gardens, US$ 89 (acima de 9
anos). seaworld.com
Discovery Cove: Bilhetes
incluem entrada no SeaWorld,
Aquatica e experiência com
golfinho por US$ 339 ou a
partir de US$ 219 (sem a
atividade com golfinhos). É
preciso reservar.
discoverycove.com
Universal: Para visitar o
Universal Studios Flórida ou o
Islands of Adventure numa só
entrada, o bilhete custa US$
92 (adulto) e US$ 86 (até 9
anos). Há diversas opções de
ingressos, variando o número
de entradas e parques.
universalorlando.com
Veraneio na cidadezinha perto de Orlando
Perto de Orlando, existe um
cantinho com cara de cidade pe-
quena:WinterPark, a apenas 20
minutos ao norte do centro de
Orlando, tem galerias de arte,
parques, museus, bons restau-
rantes, ótimas comprinhas e um
incrível passeio de barco pelos
canais históricos da região.
Magnatas da Nova Inglater-
ra fundaram Winter Park no
fim do século 19, época em que
não havia quase nada nas redon-
dezas.Eles fugiamdoinvernori-
goroso do norte do país para
aproveitar as temperaturas ame-
nas da região.
Daí o nome Winter Park.
Com a inauguração da ferrovia
em 1885 e da primeira universi-
dade da Flórida, a cidade cres-
ceu, ganhou bons hotéis e fama
de resort.
Hoje, não faltam atividades
culturais, como concertos ao ar
livre e festivais de música, arte e
cinema. Suas ruelas arborizadas
ajudamamanteroclimadecida-
depequena,eavelocidademáxi-
ma permitida de 32 km/h para
os carros garante o sossego.
Uma boa pedida é começar
pelo Boat Scenic Tour, um pas-
seio de uma hora em um peque-
no barco por três dos sete lagos
da região e dois de seus estreitos
canais.
Pássaros mergulhando em
busca de peixes, uma exuberan-
te vegetação que inclui carva-
lhoscommaisde250anos,enor-
mes ciprestes, palmeiras e dife-
rentestiposdesamambaiascom-
põem a beleza da paisagem.
Depoisdopasseio,valecami-
nhar até Park Avenue, a princi-
palemaissofisticadaviadacida-
de,commaisdecem lojasebuti-
ques, cafés, museus e lindas pra-
ças. O lugar é ótimo para almo-
çar-difíciléescolherentreosvá-
rios restaurantes.
O Park Plaza Gardens é um
dosmaisfamosos.Alémdoespa-
çoexterno,commesinhasnacal-
çada, o interior parece um gran-
de jardim de inverno, com um
átrio cercado de árvores. Uma
boa sugestão de prato principal
éacauda de lagosta,servida com
massa da casa, vegetais da esta-
ção e molho de vinho branco, li-
mão e manteiga (US$ 30).
Ainda na ParkAvenue fica o
museu de arte americana Char-
les Hosmer Morse, que exibe o
mais abrangente conjunto de
obras do norte-americano Louis
Comfort Tiffany no mundo.
A coleção do museu inclui
joias, cerâmica, pinturas, vitrais,
alémdealgumasdesuaspremia-
das luminárias. O museu tam-
bém possui uma grande coleção
de arte cerâmica americana, as-
sim como uma importante cole-
ção de pinturas, gravuras e arte
decorativa do país do fim do sé-
culo 19 e início do século 20.
Para fechar a visita a Winter
Park é indispensável a happy
hournoTheWineRoom.Suces-
so entre locais e turistas desde
2006, a casa projetada como uma
grande adega tem máquinas self-
service de degustação de vinho
com150rótulosselecionados,en-
tre americanos e estrangeiros.
O cliente compra um cartão
magnético com valor em crédito
para usar nos aparelhos e, com
uma taça na mão, vai escolhen-
do seus vinhos.
Cada máquina tem um nú-
mero de garrafas distribuídas ao
longo da loja por estilos e varie-
dades como chardonnay ou ca-
bernet sauvignon. Para experi-
mentar, é só inserir o cartão, es-
colher entre as três dosagens di-
ferentes e posicionar a taça. O
preço da menor dose, de 30 ml,
variaentreU$1,50eU$19.Gos-
tando do vinho, é possível com-
prar a garrafa. I
Programe-se
Winter Park é
repleta de
galerias
de arte
Máquinas servem
pequenas doses
de vinhos de
rótulos variados
Gringotes:
dragão sobre a
torre do banco
em destaque
Fotos: Agência O Globo
DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 23 de junho de 2013 / 31 - TURISMO
Paulo Coelho
Os contos dos
padres do deserto
Escritor
A busca espiritual é uma ponte sem corrimão atravessando um abismo.
Os extremos nos afastam do Caminho
Durante o início da era cristã, o mostei-
ro de Sceta tornou-se o centro de conver-
gência de muita gente que, depois de re-
nunciar ao que tinha, ia morar no deserto
que circundava o mosteiro. Muitos dos en-
sinamentos destes homens foram coleta-
dos, e publicados em diversos livros. Nesta
coluna (e em outras, no futuro), comparti-
lharemos juntos de alguns destes textos.
O caminho
do meio
O monge Lucas, acompanhado de um
discípulo, atravessava uma aldeia. Um ve-
lho perguntou ao asceta:
- Santo homem, como me aproximo de
Deus?
- Divirta-se. Louve o Criador com sua
alegria - foi à resposta.
Os dois continuaram a caminhar. Nes-
te momento, um jovem aproximou-se.
- O que faço para me aproximar de
Deus?
- Não se divirta tanto - disse Lucas.
Quando o jovem partiu, o discípulo co-
mentou:
- Parece que o senhor não sabe direito se
devemos ou não devemos nos divertir.
- A busca espiritual é uma ponte sem
corrimão atravessando um abismo – res-
pondeu Lucas. - Se alguém está muito per-
to do lado direito, eu digo “para a esquer-
da!” Se aproximam do lado esquerdo, eu
digo “para a direita!”. Os extremos nos
afastam do Caminho.
A busca
do sábio
O abade Abraão soube que perto do
mosteiro de Sceta havia um sábio. Foi pro-
curá-lo e perguntou:
- Se hoje você encontrasse uma bela
mulher em sua cama, conseguiria pensar
que não era uma mulher?
- Não, - respondeu o eremita, - mas con-
seguiria me controlar.
O abade continuou:
- E se descobrisse moedas de ouro no
deserto, conseguiria ver este ouro como se
fossem pedras?
- Não. Mas conseguiria me controlar
para deixá-lo onde estava.
Insistiu Abraão:
- E se você fosse procurado por dois ir-
mãos, um que o odeia, e outro que o ama,
conseguiria achar que os dois são iguais?
Disse o ermitão:
- Mesmo sofrendo, eu trataria o que me
ama da mesma maneira que o que me
odeia.
Naquelanoite, aovoltarparao mosteirode
Sceta, Abraão comentou com seus noviços:
- Vou lhes explicar o que é um sábio. É
aquele que, ao invés de matar suas paixões,
consegue controlá-las.
O fato
Matthew Henry é um conhecido espe-
cialista em estudos bíblicos. Certa vez,
quando voltava da Universidade onde le-
ciona, foi assaltado. Naquela noite, ele es-
creveu a seguinte prece:
Quero agradecer
Em primeiro lugar, porque eu nunca
fui assaltado antes.
Em segundo lugar, porque levaram a
minha carteira, e deixaram a minha vida.
Em terceiro lugar, porque, mesmo que
tenham levado tudo, não era muito.
Finalmente, quero agradecer.
Porque eu fui aquele que foi roubado, e
não aquele que roubou. I
32 / São José do Rio Preto, 23 de junho de 2013 DIÁRIO DA REGIÃO

Revista bem estar-acreditar 20130623

  • 2.
    Editorial Escritores e palestrantesmotivacionais existem de monte e às vezes é preciso separar os que realmente têm algo de profundo a dizer daqueles que apenas reciclam ideias. O psiquiatra Roberto Shinyashiki pertence ao primeiro time, e sempre que entrevistado por esta Bem-Estar entrega um conteúdo potencialmente capaz de transformar a realidade de quem o lê. Desta vez, o tema da conversa foi seu mais recente livro, “Louco por Viver: Desperte a sua paixão pela vida”. Ainda que não diga nada muito novo, seu discurso apaixonado sobre a melhor forma de levar a vida e buscar a felicidade na base do risco tem força para empolgar até o leitor mais antigo desta revista, tão habituado ao tema da felicidade. 24 Está aberta a temporada dos parques em Orlando e Tampa com pinguins e robôs 16 Ator Francisco Cuoco, que completa 80 anos em novembro, fala sobre a carreira e os recentes trabalhos na TV 14 Fisioterapeuta escreve sobre a importância de se praticar uma atividade física em qualquer idade a fim de promover bem-estar físico e mental Poesia JANELA Todo branco o casarão Grande, antigo, acolhedor Janelas e mais janelas Enfeitam sua fachada Curiosa, abro a primeira Volto à infância: Barulho de correria Brincadeira com os irmãos Lá embaixo da jaqueira. Outra, meio entreaberta Mostra a cena adolescente Música tocando alto As amigas se agitando Os meninos vão chegar É dia de festa Todos prontos pra dançar Alegria, inquietude Desejo de conhecer Abertura janeleira, De uma coisa nova, ligeira Despontando pra viver Amor, sentimento bom Cresce e pulsa Se apropria do meu ser Tudo conspira, ajuda A abrir outra janela Mistério que é encontro! Encontro de dois em um Vivendo intenso o amor E agora? Outra janela - outra gente... Gente nova vai chegando Dando sentido ao viver Presença a testemunhar Sempre existe uma ilusão Vivendo no infinito, Lembrança do casarão... Heloisa Sigaud Furquim em “Av.3” FAMÍLIA Cresce o número de casais que decidem não ter filho e não sofrem com o sentimento de culpa. Obrigação cede hoje lugar à escolha PÁGINAS 4 E 5 RELACIONAMENTO Facilidades tecnológicas criam espécie de alienação virtual, que enfraquece vínculos e coloca pessoas no “piloto automático” PÁGINAS 6 E 7 SAÚDE Reformulação do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, o DSM-5, gera polêmica entre psiquiatras brasileiros PÁGINAS 8 E 9 AUTOCONHECIMENTO Palestra ensina como usar a Programação Neurolinguística (PNL) para despertar o “gigante” que existe dentro de nós PÁGINA 13 Agência Estado Agência Estado Turismo Sérgio Menezes 10/2/2009 Televisão Felicidade na base do risco Paulo HadadDIÁRIO DA REGIÃO Editor-chefe Fabrício Carareto fabricio.carareto@diarioweb.com.br Editora-executiva Rita Magalhães rita.magalhaes@diarioweb.com.br Coordenação Ligia Ottoboni ligia.ottoboni@diarioweb.com.br Editor de Bem-Estar e TV Igor Galante igor.galante@diarioweb.com.br Editora de Turismo Cecília Demian cecilia.demian@diarioweb.com.br Editor de Arte César A. Belisário cesar.belisario@diarioweb.com.br Pesquisa de fotos Mara Lúcia de Sousa Diagramação Claudia Paixão Tratamento de Imagens Edson Saito, Luciana Nardelli e Luis Antonio Matérias Agência Estado Agência O Globo 2 / São José do Rio Preto, 23 de junho de 2013 DIÁRIO DA REGIÃO
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    Você é quemvocê quer encontrar? Artigo Karina Younan Existe uma dicotomia no pensamento das pessoas, ex- pressa nos relacionamentos ou na busca por novos relaciona- mentos. Se os gêneros ainda não se compreendem em ter- mos de expectativas, devemos aprender com as frustrações e fracassos e não fazer da queixa uma regra. Ouço as pessoas refletirem quem elas gostariam de encon- trar: qualidades, adjetivos, o novo parceiro vai sendo traça- do e idealizado em detalhes. Há os que definem que jamais se envolverão novamente, mas para esses basta um pouco de Vinicius ou Carpinejar: “o amor acontece, apesar de nós”. A biologia é soberana e não aceita imposições. A paixão acontece, fruto do acaso e não da determinação - para infelici- dade de alguns. Se não mudamos o outro, devemos procurar pelo que aceitamos. E se há a possibilida- de de mudar a si mesmo, mes- mo que com muito esforço, eu pergunto: Por que não nos transformamos em quem quere- mos encontrar? Tente ser o grande amor que faltava à vida de alguém, in- vertendo o pensamento que po- de limitar suas escolhas, sem- pre procurando encontrar o seu grande amor. Os homens poderiam ser bo- nitos, divertidos, carinhosos, trabalhadores, dedicados, char- mosos e elegantes se estiverem felizes, satisfeitos, reconheci- dos, valorizando muito a sua companhia e desejando dar-lhe o melhor de si. Somente nesses casos. Eles são meio assim: fa- zem por amor o que não fazem por coação, obrigação, birra ou insistência, não adianta teimar. Deveríamos oferecer o que procuramos encontrar! Se procurarmos ser bonitas, bem humoradas, dispostas, sensuais, trabalhadoras e cari- nhosas, já seríamos mais inte- ressantes, a vida seria melhor com ou sem par. Nada de correr atrás de bor- boletas, disse Quintana, enfeite o seu jardim que elas aparecerão. O que te impede de ser atraente é por que você não é um milionário? Ou uma top model? Que tal olhar pa- ra as outras qualidades em relacionamentos? As idealizações são empeci- lhos para a felicidade! Muitos se inibem pela beleza física ou status social. Como se o amor ou a atração estivessem restri- tos aos lindos e jovens. Char- me e encantamento não estão diretamente ligados à riqueza ou beleza. Podem se benefi- ciar, mas não são definidos por estes quesitos, e nem ga- rantem bons relacionamentos. Os Detonautas cantam: “o que seria da tua beleza, se eu fe- chasse os olhos pra você?” A pessoa mais interessante que conhecemos ou que nos atraiu muitas vezes, e na maio- ria das vezes, não foi a mais be- la que conhecemos. Vale para homens e mulheres. Um boni- to fica feio se não for interessan- te. Uma pessoa segura e com boa auto estima costuma ser mais sedutora, quaisquer que sejam seus atributos. Woody Allen foi magnífico retratando esta realidade em Vicky Cristi- na Barcelona. Quer encontrar alguém que faça a diferença em sua vida? Por que não fazer a diferença na vida de alguém? Seja você o grande amor da vida de uma pessoa, dê o que você espera en- contrar, ou pelo menos tente. Pense no que você pode fazer por alguém e não o contrário, um olhar generoso pode ser bas- tante atraente. I KARINA YOUNAN é psicóloga As idealizações são empecilhos para a felicidade. Muitos se inibem pela beleza física ou status social, como se o amor ou a atração estivessem restritos aos lindos e jovens Quem é DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 23 de junho de 2013 / 3
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    O que antigamenteera quase uma obrigação para a mulher, hoje é uma opção. Decisão contrária já é aceita e vivenciada por boa parte da sociedade Jéssica Reis jessica.reis@diarioweb.com.br A professora Katiucia Paglio- ne, 35 anos, conta que nunca teve o sonho de ser mãe. Casada há 8 anos com o também professor EdilsonFerreiraRamos,32,ejun- toshá12,somandonamoroecasa- mento, ela diz que no início o ma- rido falava em ter um filho, mas depois o casal optou por não ter. “Eu não me lembro de querer sermãe,terfilhos,nuncative esse sonho.Caseiaos29anosefuiper- cebendo que meu marido tam- bém compartilhava da mesma opinião. No começo do casamen- to cobraram bastante, mas eu nunca dei esperanças, sempre fui clara: a gente não quer”, relata. Ela diz ainda que tem afilha- dos e sobrinhos e gosta muito de criança, mas o que mais pesa na decisão é o que vê na escola. “É o medo de como está o mundo em que ele vai viver. O caminho que estáindoahumanidade,arespon- sabilidade que vou ter”, explica a professora. Katiuciafazpartedeumaten- dência que cresce entre as mulhe- res do Brasil e do mundo, a de di- zer não à maternidade. E isso não é nenhum problema, desde que a mulher e o parceiro estejam de acordo sobre essa decisão. O que antigamente era quase uma obrigação para as mulheres, hoje é uma opção. A psicóloga Maria Amélia Mussi conta que tem percebido que os jovens têm uma cabeça mais liberta de pa- drões de comportamento e que a profissão, muitas vezes, está em primeirolugar,depoisocasamen- to e os filhos, se desejarem. “Hoje em dia, os jovens preferem morar juntos para vivenciar a rotina da vida a dois, administrar as dife- renças, conquistar o respeito e a individualidade para depois pen- sarem em casamento, com matu- ridade e dados de realidade. Esse comportamento tem contribuído para relações mais assertivas, com ganhos mútuos”, afirma. A psicóloga Kátia Ricardi Abreu explica que algumas mu- lheres estão planejando a carreira deformaprioritária.Háasquein- cluem a maternidade após algu- mas realizações que lhes garan- tam certa estabilidade. Há as que não incluem a maternidade, por- que já estão unidas com um par- ceiro que tem filhos do primeiro casamento. E há as que não in- cluem a maternidade por diver- sas outras razões. Para Maria Amélia, a mulher viveu durante muito tempo presa porcondenaçãoousistemasrepres- sores, sem conseguir realizar a desmaterialização dessas condena- ções. “Ela permaneceu completa- mentebloqueadaeimpossibilitada derealizaraessênciadeseuarquéti- po,noqualoobjetivodamulherde- veriaseroretornoàalma.Paraisso ela teve que elevar e soltar muitas amarras parapoderalçar voo.” As potências da mulher são muito profundas e hoje ela con- quistou o direito de escolha a par- tir do conhecimento de si pró- pria, segundo a psicóloga. “Nós, mulheres, fomos obrigadas a se- guir à risca padrões de comporta- mento que a sociedade cobra e is- so vem de muitos anos. Tinha que casar antes de morar junto, depois do casamento tinha que ter filhos, não sobrava tempo pa- ratrabalhar,comissoaindividua- lidadeerapoucaounada.Umato- tal entrega ao relacionamento a doiseabandonodesuaprópriavi- da”, diz a especialista. Ainda de acordo com Maria Amélia,areproduçãoeracomore- gra, uma manifestação indireta do poderoso instinto sexual, e não da vontade de ser mãe. “Com tanto desejo e com recursos anti- concepcionais tão pobres e pouco conhecidos, os casais já voltavam da lua de mel grávidos”, explica. Kátia diz que não são as con- quistas já existentes, mas as con- quistasqueelas queremterqueas levam a escolher ou não ter fi- lhos. “Na minha experiência em consultórioperceboqueestadeci- são não é radical, na maior parte dos casos. É algo que poderá ser modificado de acordo com as cir- cunstâncias.” Cobrança A mulher namora e é questio- nada sobre quando será o casa- mento, depois vem a cobrança de quandovirãoosfilhos.Masquan- do a resposta é “não, eu não vou terfilhos”,podeassustar um pou- co a família. Maria Amélia diz que existe, sim, a cobrança, e que é um pa- drãoquepassadegeração parage- ração. “A pressão sempre existiu e vai continuar. Tem que casar, tem que ter filhos e a pressão é dos amigos, da família e de todas as pessoas com quem nos relacio- namos. É importante se pergun- tar:qual é seu verdadeiro desejo e se tem condições emocionais, fi- nanceiraspararealizar.Énecessá- rioreflexãoeplanejamentodoca- sal”, afirma. Katia Ricardi lembra que quando a mulher não tem filhos porque não consegue gerá-los, embora os queira, o sofrimento aparecepelanãorealizaçãodama- ternidade e as pressões internas externas. “Quando se trata de uma decisão, embora ela possa biologicamente falando gerar fi- lhos, não há sofrimento, pois foi uma escolha.” O sentimento de culpa por não ter um filho, um herdeiro, vai depender de cada mulher. “Depende da segurança com que cada casal chega a essa conclusão eaformacomqueseposicionape- rante a sociedade e a família, do contrário pode ter sentimento de culpa ou até arrependi- mento. Por sentimento de culpainconsciente, a mu- lher pode até desenvol- ver um câncer de úte- ro, mama, ou outros por não estar inter- namente elabora- daeaceitaestade- cisão”, diz Ma- ria Amélia. Elas dizem não à maternidade Família 4 / São José do Rio Preto, 23 de junho de 2013 DIÁRIO DA REGIÃO
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    Outras prioridades nocaminho feminino Dados do IBGE apontam que é cada vez maior o número de mu- lheresqueoptampornãoterfilhos. OúltimoCenso,porexemplo,mos- trou que as brasileiras próximas a completar50anos,ouseja,chegan- doaofimdaidadefértil,semfilhos aumentouem20%,somentenosúl- timosdezanos. Para a antropóloga Niminon Suzel Pinheiro, a sociedade é dinâ- mica, muda sempre. “Hoje é garantia constitucional o direito à educação de qualidade a to- dos os brasileiros e, lentamente, o conhecimento e o esclareci- mento so- bre a ma- ternida- de vão sendo disseminados, propi- ciando às mulheres uma escolha que jamais tiveram. Portanto, para quesejamesmoumaopçãodamu- lher ter filhos ou não, a sociedade tem que dar as condições para que amulhersejaapoiadaemsuasdeci- sões.O quenãoacontece”, afirma. Segundoaantropóloga,semas- sistênciaàsmães,ecomascrianças vivendoemumasociedadecompe- titiva, torna-se uma tendência a mulhervoltar-semaisparaotraba- lho. “É muito frustrante ter filhos paraoutroscuidarem.” Para ela, as mulheres já não se sentem mais na obrigação de ser mães, elas têm outras prioridades. “As prioridades também mudam nasprópriasmulheres.Hojeelapo- denãoquererterfilhosefocarmais na profissão, mas amanhã, com a economia e a carreira estabilizada, poderámudar de ideia”, explica. Masaespecialistaressaltaquea escolha de algumas mulheres em não ter filhos não é motivo para pensar que possa desencadear al- gum tipo de desequilíbrio popula- cional. “Em primeiro lugar, há muitascriançasnascendoacadase- gundo, e, em segundo, o desequilí- brio já existe, no sentido de que a Terra não está comportando todos os humanos. Veja que os conflitos porespaçoestãocadavezmaiosevi- dentes,diz Niminon. I (JR) Edvaldo Santos Casados há 8 anos, professores Katiucia e Edilson, de Rio Preto, escolheram não ter filhos DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 23 de junho de 2013 / 5
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    As facilidades tecnológicasestão prendendo os seres humanos ao seu próprio mundo, enfraquecendo o contato com o outro ou com a realidade que existe ao redor Universo particular Relacionamento 6 / São José do Rio Preto, 23 de junho de 2013 DIÁRIO DA REGIÃO
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    Gisele Bortoleto Gisele.bortoleto@diarioweb.com.br Se começara prestar atenção vai notar que as cenas são recor- rentes a cada dia: você está no elevador que para entre um an- dar e outro, a porta se abre e en- tra alguém que sequer diz bom dia. Outras pessoas também che- gam ao local de trabalho, não cumprimentam ninguém, colo- cam um fone de ouvido e pas- sam a realizar tarefas como se não tivesse mais ninguém na sa- la. Nos bares e restaurantes, as pessoas estão sentadas juntas, mas cada um com seu celular na mão, conectado a uma rede so- cial. Ou ainda, dirigem falando ao celular, na rua, ou digitando mensagem de texto em cima de uma bicicleta, com se não existis- se mais nada no mundo. A verdade é que as pessoas estão cada dia mais desligadas, parece que nunca estão onde realmente estão. Elas simples- mente se esqueceram – ou tal- vez tenham ignorado de propó- sito – que exista um mundo em volta, que outras pessoas tam- bém estão por ali transitando, que vivem, afinal, em coletivi- dade. Essas pessoas têm seus universos particulares. São “pe- quenos príncipes” habitando planetas só deles, exclusivos. É o que o professor, escritor e conferencista Eugenio Mus- sak chama de “síndrome do des- ligado voluntário”. “É uma espé- cie de praga social, em que as pessoas têm total desinteresse pelos outros, pelos acontecimen- tos, pela possibilidade de partici- par da construção de algo maior ou melhor”, diz em um artigo. Alunos, vizinhos, parentes, cole- gas de trabalho. Cada um viven- do com seus objetivos particula- res descolados dos objetivos do planeta. “Personagens de si mes- mos, interpretando um roteiro particular que não requer pla- teia. Pessoas que parecem desfo- cadas do cenário.” “O mundo mudou rapida- mente. Demos o maior salto tecnológico da humanidade desde a invenção da roda. As mesmas pessoas que nasceram e cresceram em um mundo on- de telegramas, rádios, TVs e te- lefones fixos eram mais do que suficientes estão hoje imersas em um oceano de estímulos que chegam a causar verti- gem”, justifica o psicólogo cog- nitivo-comportamental Alexan- dre Caprio. Segundo ele, criamos a rede social e muitas pessoas submer- giram nesse universo. As crian- ças e os jovens de hoje já nasce- ram nele. E a alienação virtual tornou-se um perigo plausível. “Cada vez mais migramos nos- sas amizades, contatos e rodas de amigos para o mundo digi- tal, onde podemos forjar uma identidade perfeita para ga- nhar mais aceitação”, explica. Escondemos falhas, suprimi- mos gorduras localizadas e transbordamos simpatia, en- quanto nossas juntas enferru- jam na frente de um terminal. Os celulares estão se tornan- do as janelas de um outro mun- do, considerado mais real e mais importante do que esse em que nascemos. Ficamos ho- ras esperando algo acontecer no nosso perfil, mendigamos “curtidas” enquanto ignora- mos encontros reais e contatos físicos. Vemos constantemente pessoas na mesa de um bar, ca- da qual com seu celular. Cabe- ça baixa, olhar fixo e silêncio. Estão mandando mensagens umas para as outras. Tiram fo- tos juntas e publicam imediata- mente pelo Instagram. “As pes- soas alimentam seus perfis co- mo se eles fossem mais impor- tantes que a própria vida”, afir- ma ainda Caprio. Jovens chegam mais cedo das festas para contar suas aven- turas na rede social - dizer que esteve em algum lugar tornou- se mais importante do que estar nesse lugar. “Infelizmente, esse é um fenômeno mundial. As pessoas estão fisicamente em um lugar, mas a cabeça está em outro”, diz o escritor e pales- trante Anderson Cavalcante, au- tor de livros como “O que Real- mente Importa”, “Viva as Coi- sas Essenciais da Vida” (ambos pela ed. Gente) e “Minha Mãe, Meu Mundo” (ed. Sextante). As pessoas, segundo ele, es- tão cada vez mais imediatistas e o interesse é no que vai acon- tecer de imediato e no desejo de querer que essas coisas acon- teçam, de resolver pendências que estão à frente e as coisas que avaliam como as mais im- portantes da vida. Não conse- guem perceber o tanto de coi- sas que estão abrindo mão. “Elas perdem a noção de impor- tância e pensam mais na neces- sidade que as coisas e que o ou- tro realmente têm”, diz. “Com os modismos trazidos pela era da internet, houve uma exacerbação de tendência que já existia, a do individualismo. Ou seja, as pessoas estão buscando se isolar em diversos paralelos”, diz o médico psicoterapeuta An- tonio Pedreira, educador e escri- tor de dezenas de livros nas áreas de biomédica e saúde mental. O celular é um exemplo claro dis- so. Paramos o que estamos fazen- do para dar atenção em quem es- tá à distância. As pessoas deixam de ter contato presencial para ter contato virtual, onde o anonima- to é uma boa defesa. É claro que, como diz Euge- nio Mussak, não podemos gene- ralizar. Existem jovens engaja- dos, adultos antenados e idosos conectados em todos os luga- res. “Só que os outros parecem fazer mais barulho, apesar do si- lêncio”, diz ele. Aboanotíciaéqueaindadápa- ra mudar este cenário. De que for- ma? Voltando para sua essência. “Aspessoasestão vivendocadavez maisno piloto automático e esque- cem do seu propósito de vida”, diz o escritor Anderson Cavalcante. A primeira coisa a ser feita é verificar qualoseupropósitodevida,suaes- sência.Oquerealmentefazsentido etemsignificadoparavocê?Quan- do você faz isso, é obrigado a pen- sarseestáounãonopilotoautomá- tico.Sedescobrirqueestá,serápre- ciso ressignificar sua vida e buscar umsentidomaiorpara ela. “Oquefaltanavidadaspessoas e nas relações humanas hoje é vín- culo. Cada vez mais as pessoas es- tãopassandopelaspessoasaoseure- dor numa relação ou no trabalho e nafamíliasemvínculos.Issoétris- te. “Viver intensamente e inteira- mente cada momento da vida, es- tarinteiroéareceitaparaterdevol- taessesvínculos”, garante. Embora estejamos completa- mente conectados, temos cada vez menoscoisasadizerunsparaosou- tros.“Devemosresgataralguns há- bitos. Sair com amigos, curtir uma pescaria, passar o final de semana em um rancho, contar histórias à noite e conferir os deveres dos fi- lhos”, sugere o psicólogo Alexan- dre Caprio. Almoços de domingo comafamíliaebrincadeiras derua erammuitomaisdoquepassatem- po.Eramverdadeirostreinosdeha- bilidadesocial.Brincávamos,brigá- vamos e reatávamos. Com isso, aprendíamos arespeitar regras.” Segundoele,precisamosfechar maisnossoscelularesenotebookse curtir tudo o que já estava inventa- do,antesqueessaalienaçãoprogri- da e percamos nossas famílias e amigos para um bando de avatares pedindopara seradicionados. “É preciso que as pessoas se conscientizem da necessidade de ter amplo contato sensorial com os que estão presentes”, diz o psicote- rapeuraAntonioPedreiro.Épreci- so também descobrir se existe al- gumtipodecarênciaportrásdisso. Àsvezes,carênciasexual ouafetiva que são, de certo modo, sublima- das e transformadas nesse tipo de compensaçãovirtual. I (GB) Problemas de autoestima De volta à essência A desatenção em relação ao mundo real, ressalta Alexandre Caprio, se deve à dependência que estamos criando desse outro universo. A tecnologia atual é fantástica. Mas estamos criando avatares cada vez mais distantes de quem realmente somos. “Essa dissonância pode estabelecer uma série de problemas na autoestima. Por conta disso, as pessoas estão ficando ainda mais ansiosas. As pessoas conseguiriam, de fato, se equiparar com a imagem que criaram de si mesmas? A compulsão digital até mesmo está na lista de Transtornos que irão integrar a nova DSM (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais)”, diz o psicólogo DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 23 de junho de 2013 / 7
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    Nova “bíblia” dapsiquiatria abre margem para subdiagnósticos de transtornos como depressão e bipolaridade. Estatísticas devem aumentar significativamente Elen Valereto elen.valereto@diarioweb.com.br A classificação e os critérios para o diagnóstico de transtornos mentais têm agora uma nova “bí- blia”. A reformulação do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, o DSM-5, traz discussões sobre como de- vem ser feitos os diagnósticos. O DSM-5 foi revisado por profissionais norte-americanos da área da saúde e é visto como umguiaoficialparaaclassemédi- ca dos Estados Unidos e de parte do mundo. Seu objetivo é ofere- cer uma linguagem única que dê descrições completas de doenças, incluindo seus sintomas detalha- dos e outros critérios que possam indicar um diagnóstico. Segundo a Associação Ame- ricana de Psiquiatria, respon- sável pela apresentação da no- va edição, realizada em maio, a intenção do DSM-5 é que ele seja usado para dar subsídios para “treinamento, responden- do a perguntas sobre a sua implementação no atendimen- to clínico e de pesquisa e escla- recer as preocupações sobre o novos códigos da CID”, que é uma classificação mundial de doenças e problemas relaciona- dos à saúde. O que gera dúvidas é que a obrigatoriedade de seguir fiel- mente o que determina o manual pode causar subdiagnósticos. Nos Estados Unidos, o impacto serásentido,poisa obrigatorieda- de do diagnóstico com o uso do manual associa a entrega de me- dicamentos pelos planos de saú- de a seus usuários. Além disso, a psiquiatra Ana Hounie, supervisora do ambulatório da Unidade de Psi- quiatria da Infância e Adoles- cência (UPIA), da Faculdade de Medicina de São Paulo (Uni- fesp), diz que essa codificação unificada também serve para que os profissionais de saúde se- jam reembolsados pelos planos de saúde em razão de procedi- mentos médicos realizados. “Logo, o DSM não é usado para fazer diagnóstico, mas sim para estatísticas e comunicar re- sultados de pesquisas. Tanto que o National Institute of Heal- th (NIH) está contra o DSM-5 e deixará de usar esse sistema pa- ra as pesquisas científicas.” Outro ponto discutido é que podem ser confundidos sentimentos com patologias, como o luto. Não é prática diag- nosticar pessoas que estão nes- se estado, principalmente quan- do se está no início, com de- pressão. Com o novo manual, será diferente, e as estatísticas de depressivos devem aumen- tar significadamente. A psiquiatra considera: transtornos do neurodesenvol- vimento, do espectro autista, alimentares, do humor, do es- pectro obsessivo, da personali- dade, do abuso e dependência de substâncias, parafilias e transtornos mentais orgânicos. Ana Hounie, que também é coordenadora do ambulatório de Síndrome de Tourette do Hospital das Clínicas, de São Paulo, destaca que a principal mudança é que, no DSM-4, ha- via uma infinidade de catego- rias diagnósticas, ao contrário do DSM-5, que pretende dar um diagnóstico dimensional, onde várias categorias podem ser enquadradas em um mes- mo espectro diagnóstico. Ela dá um exemplo que simplifica: “Isso mu- daria o fato de que, atualmente, as pessoas podem re- ceber muitos diagnósticos ao mesmo tempo, como se tives- sem muitas doenças, quando, na verdade, pode ser explicada por um substrato comum. Em vez de dizer que uma pessoa tem Transtorno Obsessivo-Compul- sivo (TOC), colecionismo e der- matotilexomania, podemos di- zer que a pessoa tem transtornos do espectro obsessivo”, define. O psiquiatra Gustavo Tei- xeira, autor do “Manual dos Transtornos Escolares” (edito- ra Best Seller), conta que o diagnóstico do transtorno bipo- lar do humor em crianças e ado- lescentes, por exemplo, tinha proposta de ser alterado, assim como aconteceu. O motivo era o crescimento dos diagnósti- cos. Agora, a nomenclatura, se- gundo o novo manual, muda para o diagnóstico, transfor- mando-se em Transtorno da Desregulação do Temperamen- to com Disforia. “Esse diagnóstico será utilizado quando não existir um conjunto de sintomas significativos que justifiquem o diag- nóstico do transtor- no bipolar do hu- mor”, explica Teixeira. Cartilha da mente Saúde Aumento da idade mínima para início dos sintomas Redução de 6 para 5 sintomas de desatenção ou hiperatividade para os adultos Possibilidade de diagnóstico do TDAH em Transtorno do Espectro Autista Fonte: Ênio Roberto Andrade, psiquiatra O que muda no diagnóstico do TDAH 8 / São José do Rio Preto, 23 de junho de 2013 DIÁRIO DA REGIÃO
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    A elaboração doDSM-5 contou com seis grupos de trabalho A divisão foi feita em: (1) nomenclatura, (2) neurociência e genética, (3) aspectos de desenvolvimento e diagnóstico, (4) transtornos relacionados e de personalidade, (5) transtornos mentais e deficiências e (6) aspectos interculturais Ainda houve divisões para pesquisa sobre gênero, diagnóstico em grupos geriátricos e transtornos mentais em crianças Quase 30 médicos e pesquisadores ficaram responsáveis em avaliar os achados clínicos Fonte: Gustavo Teixeira, psiquiatra Que diferença faz? A psiquiatra Ana Hounie diz que algumas mudanças na nomenclatura, como no Transtorno Bipolar em crianças e adolescentes, pode revelar um preconceito com a doença mental. “Alguns potenciais benefícios podem virar um tiro pela culatra. Se você diagnostica uma criança com Perturbação de Regulação de Humor, está deixando de dizer que ela é bipolar. Mas se ela pode ser medicada, que diferença faz dizer se é bipolar ou não?” 1 - Não se diagnosticava depressão em pessoas de luto há pouco tempo. Com o novo DSM, diagnostica-se depressão e coloca-se o luto como estressor psicossocial. Isso aumentará o número de diagnósticos de depressão nessa fase 2 - Foi incluída agora uma categoria de Transtornos do Espectro Autista, que engloba todos os diagnósticos de autismo que havia anteriormente, na última edição. Entre eles estão o Síndrome de Asperger, autismo típico, transtorno desintegrativo da infância e transtorno global do desenvolvimento 3 - O “retardo mental” passa a se chamar “deficiência mental” e fica incluído no grupo Transtorno do Neurodesenvolvimento, juntamente à gagueira e outros transtornos da linguagem, Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), Tourette e o Espectro Autista 4 - Para reduzir a quantidade de diagnósticos de Transtorno Bipolar na Infância, foi criado também um diagnóstico chamado de “Perturbação da Regulação do Humor na Infância” 5 - É criado um novo grupo: o Transtorno do Espectro Obsessivo, que inclui o TOC, dermatotilexomania, tricotilomania, Transtorno Dismórfico e Colecionismo, que transforma-se em um diagnóstico separado. No DSM-4, apenas o diagnóstico de TOC não correspondia à realidade Fonte: Ana Hounie, psiquiatra O trabalho para elaborar a nova edição durou cerca de 10 anos e foi necessário para atuali- zar o material, já que as infor- mações que estavam no DSM-4 foram pesquisadas há 20 anos. Novos entendimentos, estudos e o aumento do conhecimento a respeito reforçaram a criação de uma edição repaginada so- bre transtornos mentais. “De tempos em tempos, atualizam-se os critérios diag- nósticos visando a uma me- lhor exatidão na identifica- ção da doença (transtorno) e, consequentemente, na condu- ta”, destaca o psiquiatra Ênio Roberto Andrade, especialista em crianças e adolescentes da Associação Brasileira de Défi- cit de Atenção (ABDA). Embora muitos pontos ge- rem discordâncias, Andrade afirma que, em relação ao Trans- torno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), não houve muita crítica sobre a for- ma de diagnosticar o problema. “Porém, é possível generalizar que um diagnóstico mal feito ge- ra um tratamento mal feito.” ParaopsiquiatraGustavoTei- xeira, com ou sem alterações nas nomenclaturas e descrições de doenças mentais é preciso estar atento para conseguir trabalhar comaconscientizaçãodasocieda- de a respeito de problemas com- portamentaisdecriançaseadoles- centes. “Eles sofrem diariamente com condições patológicas com- portamentais, mas nem sempre recebemodiagnósticoetratamen- to ético e correto”, diz. I (EV) Como foi o processo Revisão de critérios Veja as principais mudanças DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 23 de junho de 2013 / 9
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    Psiquiatra Roberto Shinyashikifala à Bem-Estar sobre seu novo livro. “Não se sinta seguro eternamente. Esteja disposto a arriscar”, diz Jéssica Reis jessica.reis@diarioweb.com.br O recém-lançado “Louco por Viver: Desperte a sua pai- xão pela vida” (Editora Gente, 184 páginas), de Roberto Shinyashiki, já entrou para a lista dos mais vendidos. O no- vo livro do palestrante, empre- sário e doutor em administra- ção apresenta um caminho pa- ra as pessoas viverem mais in- tensamente tudo o que a vida oferece. “Seja um louco por vi- ver. Intensamente. Completa- mente”, recomenda o autor lo- go nas primeiras páginas. Roberto Shinyashiki afir- ma que este livro é sobre arris- car a viver. “Sobre ter a cora- gem de viver suas paixões. So- bre deixar que esse sentimento seja mais que um simples sen- tir sem explicação e sem aplica- ção. Sobre ter a coragem de transformar suas emoções em ações que tornem sua vida mais bonita e feliz”, afirma. Para o autor, qualquer pes- soa pode se tornar um louco pela vida. “Basta que esteja disposto a arriscar. Não procure se sentir se- guro eternamente. É lógico que a segurança é importante, mas quando ficamos no conforto de um hábito acabamos por deixar de viver”, garante. Em entrevista à revista Bem-Estar, o psiquiatra e escri- tor discute o que é preciso para ser feliz apesar das dificuldades do dia a dia. Revista Bem-Estar - O título do livro chama a atenção, “Lou- co por Viver”. Como definir uma pessoa louca por viver? Roberto Shinyashiki - Os loucos pela vida são sujeitos que serecusamasetornar“osmaisri- cos do cemitério”, porque eles preferem usar toda a riqueza de suas vidas para realizar suas pai- xões. Uma pessoa louca por viver quer que as pessoas se lembrem dela como alguém que fez parte das suas vidas e viveu com inten- sidade todas as suas emoções, e compartilhou cada momento de prazer com a vida e com as pes- soas ao seu redor. Bem-Estar – Você se consi- dera um “louco” pela vida? Shinyashiki - A minha bio- grafia vai ser um livro muito grosso. Mas cheio de passagens onde me lancei como um louco pelo prazer de viver. Apesar do medo, das indefinições e dos de- safios, cometi a loucura de me lançar no desconhecido. E saí de lá com uma sensação doce e agradável na boca: provei do sa- bor chamado “vida”! Bem-Estar - Qual o objeti- vo dessa obra e quem pode se beneficiar dela, que trata de um assunto tão banalizado nos últimos tempos: a vida? Shinyashiki - Este livro é so- brearriscaraviver.Sobreteraco- ragem de viver suas paixões. So- bredeixarqueessesentimentose- ja mais que um simples sentir sem explicação e sem aplicação. Sobre ter a coragem de transfor- mar suas emoções em ações que tornem sua vida mais bonita e fe- liz.Afelicidadeenvolvecorrerris- cos. Ao se declarar apaixonado por alguém, por exemplo, você corre o risco de ser rejeitado. Só que a felicidade precisa que você deixe que sua paixão fale mais al- to que sua razão. Procurar segu- rança faz parte da sua razão, mas correr riscos faz parte da sua bus- ca pela liberdade de ser feliz. Pare de se preocupar com a sua ima- gem e comece a colocar sua ener- gia em fazer o que você está com vontade de fazer. Você não pode mudar imediatamente o que os outros pensam a seu respeito, mas pode mudar o que você pen- sa deles. Por isso, viva seus so- nhos e compartilhe suas emoções mais verdadeiras e traga muito mais prazer, emoção e sentido à sua vida. Bem-Estar - Qualquer pes- soa pode se tornar um “louco pela vida”? Que benefícios ela pode ter vivendo com mais intensidade? Shinyashiki - Qualquer pes- soa pode se tornar um louco por viver. Basta que esteja disposto a arriscar. Não procure se sentir se- guro eternamente. É lógico que a segurança é importante, mas quando ficamos no conforto de um hábito acabamos por deixar deviver.Encararmudançasécor- rer riscos. É dar a si mesmo a chance de descobrir um mundo totalmente novo, perceber e dar a você motivações para expandir o seu ser para muito além do que você imaginava ser capaz. Sim- plesmente arrisque a ser chama- do de louco, e muitas vezes até mesmo de inconsequente. Nin- guém pode desfrutar do prazer completo e da experiência com- pleta da vida se não se dispuser a experimentá-la. Bem-Estar - O que falta pa- ra as pessoas entenderem que a vida é única e que deve ser aproveitada ao máximo? Shinyashiki - Falta enten- der que o que importa não é o que você faz, mas sim como faz! Por exemplo, os carteiros. Eles andam o dia inteiro debai- xo do sol brasileiro, e às vezes imersos no frio do sul. São, muitos, atacados por cães, en- frentam chuva, cansaço, mau humor das pessoas. Tudo isso deveria ser um convite para o mau humor. Mas a grande maioria está sempre com um sorriso pronto para dividir co- nosco! Muitas pessoas transfor- mam o que fazem em obrigação e aí a infelicidade acontece. Se- ja nas tarefas domésticas, seja quando ajuda o filho a fazer li- ção de casa, seja nos momentos em que dá atenção aos pais ido- sos, seja na relação com os clien- tes mais exigentes do seu negó- cio, coloque seu coração e sua alma no que você faz e nunca mais você vai trabalhar infeliz. É muito melhor relaxar com a sensação de ter realizado seu melhor naquele dia se você for dormir tranquilo por cumprir seu dever. E depois acordará com vontade de pular da cama e se jogar nas surpresas da vida para aquele novo dia, como fa- zia quando era criança. Portan- to, durma e acorde com a expec- tativa infantil de esperar pelas surpresas que a vida traz a você e sempre poderá aproveitar a aventura de viver com paixão cada novo dia de sua vida. Bem-Estar - As pessoas se queixam de tudo atualmente. É possível ser feliz apesar dos problemas? Shinyashiki - As pessoas em geral dizem que não conse- guem ser felizes porque têm muitos problemas. Porém, pre- ciso dizer uma coisa muito im- portante: problemas não tra- zem infelicidade. Problemas só trarão infelicidade se você dei- xar que eles se tornem maiores LOUCO PELA VIDA Comportamento 10 / São José do Rio Preto, 23 de junho de 2013 DIÁRIO DA REGIÃO
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    que suas motivações.Eu acredito na felicidade e acredito mais ainda que ela está ao nosso alcance. Problemas todos temos e teremos a vida inteira. Por isso mesmo, o segredo da vi- da é ser feliz apesar das dificul- dades que nos aparecem o tem- po todo. Admiro as pessoas que sorriem por pior que seja o momento em que estão vi- vendo. Por isso, quando apa- recer uma dificuldade, en- quanto busca resolvê-la, não deixe o mau humor tomar con- ta da sua vida. Saiba separar as questões difíceis do todo de sua vida e não se deixe envolver pe- la energia negativa que as pes- soas costumam associar aos pro- blemas. Você pode encarar os problemas como oportunida- des para ampliar a sua interação com a vida e au- mentar a sua capacidade der ser feliz e ultrapas- sar as dificuldades. Então, curta a sua vida, apesar dos problemas. E faça deles uma razão a mais para se sentir vivo e capaz de modi- ficar para melhor as coisas ao seu redor. Bem-Estar - Um dos capítu- los menciona que ideias, so- nhos e paixões morrem com as pessoas. Esse tipo de comporta- mento é comum? As pessoas tendem a deixar de lado seus ob- jetivos na vida por medo ou por- que algum dia já fracassaram? Shinyashiki - Qualidade de vida é viver apaixonado. É impressionante o número de ideias, sonhos e pai- xões que morrem com as pessoas, porque elas nunca se atreveram a assumi-los e a colocá-los em práti- ca. Em geral, as pessoas têm medo do sofrimento e acabam abrindo mão de suas paixões para manter a ilusão de segurança. Só que se- gurança não existe, e se você se apegar a ela acabará perdendo a chance de viver suas emoções mais verdadeiras. Certa vez, eu es- tava dando uma aula em um MBA em Ribeirão Preto e uma aluna fa- lou, como que me desafiando: “Eu adoro ter qualidade de vida. Aqui em Ribeirão eu almoço todos os dias em casa. Eu e meu marido assistimos à novela todas as noites. No final de semana, ficamos em nossa chácara vendo o tempo passar, pescando, assistindo a filmes e lendo livros. Para mim, isso é qualidade de vida!”. Eu respondi: “Se você gosta desse estilo de vida, tudo bem. Curta muito isso. Mas pa- ra minha maneira de ser, isso seria um tédio. Para mim, qualidade de vida é poder viver in- tensamente. Eu adoro viver em São Paulo. São tantas opções de shows, teatro, cinema, restaurantes, poder assistir palestras sensacio- nais, encontrar meus amigos em um lugar es- pecial. Sair com minha família para ir a luga- res diferentes. Para mim, isso é qualidade de vida”. A garota tem razão em pensar assim, mas eu também tenho a minha razão. Temos apenas maneiras diferentes de curtir a vida. E cada um de nós está feliz à sua maneira. O que é complicado é quando a pessoa se pren- de a algo que não a torna feliz e esquece de ver que existem outras opções para ela. O im- portante é definir o que é qualidade de vida para você e o que o faz ser feliz, e viver isso intensamente. Tenha coragem de estudar mais e criar projetos maiores. Se não derem certo, respire fundo e parta para um novo pro- jeto. Não se dê tempo para se sentir derrota- do. É lógico que viver apaixonado envolve ris- cos, mas se você for contabilizar tudo o que soma na sua vida vai ver que vale a pena. DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 23 de junho de 2013 / 11
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    Bem-Estar - Outrotema im- portante abordado é sobre perda da paixão pela vida. Co- mo viver com paixão em um mundo cada vez mais caóti- co, em que as pessoas, em ge- ral, estão estressadas por di- versos motivos? Shinyashiki - Se você estiver emperrado em uma das causas que levam à perda da paixão pe- la vida, é chegada a hora de dei- xar o marasmo de lado, tomar fôlego para começar a cuidar de si mesmo e reacender essa cha- ma que dá tanto prazer à vida, para que você tenha muito mais felicidade em seus dias e curta muito a loucura que é vi- ver. Para isso, você pode pensar que existem duas maneiras de viver, da mesma forma que exis- tem duas maneiras de fazer uma viagem: a primeira é sair apressado, ansioso, olhando so- mente para a frente, como se vo- cê não quisesse chegar atrasado em seu destino e como se preci- sasse estar atento e preocupado com tudo, com o horário, com os percalços e os proble- mas. Pro- vavelmen- te, essa se- rá uma viagem tensa, e você viverá co- mo se estivesse sempre deven- do alguma coisa para alguém; a outra forma é sair tranquilo e despreocupado, e viajar com o propósito de olhar e contem- plar a paisagem, conhecer as pessoas, curtir lugares novos, aprender com as pessoas que lhe fazem companhia, sorven- do cada perfume da estrada, ad- mirando cada pôr do sol e cada amanhecer no caminho. Essa certamente será uma viagem que dará prazer e fará você se sentir feliz. Pessoas loucas por viver viajam pela vida da segun- da maneira. Elas aproveitam ca- da momento e não se limitam a passar pela vida economizando amor e sendo prisioneiras do medo. Curtem as surpresas da viagem e não ficam com a cara enfiada no plano de viagem, perdendo a magia que está acontecendo ao lado. Elas se en- tregam a cada momento e não vivem economizando afeto pa- ra usar com alguém um dia no futuro. Elas não são avarentas. Trabalham com entusiasmo e se divertem com alegria. Bem-Estar - Quais dicas daria para as pessoas que desejam superar seus me- dos, se tornar loucas pela vida e encontrar a verdadei- ra felicidade? Shinyashiki - Você gostaria de ser considerado um maluco pela vida? Para viver assim, é preciso cultivar as atitudes que os loucos pela vida cultivam. Em especial, será fundamental praticar estas cinco atitudes: 1) Seja feliz apesar dos proble- mas; 2) Saiba o que alimenta a sua alma; 3) Compreenda a es- sência da vida; 4) Tire o trasei- ro da cadeira e vá atrás do que te dá frio na espinha, e 5) Te- nha um pensamento elevado, li- berte-se da “sanidade” doentia de tudo o que lhe ensinaram so- bre a maneira certa de viver. Fa- zer escolhas é muito importan- te na sua vida. Mas quando vo- cê escolhe somente pensando em segurança, sem levar em conta o que é importante de ver- dade para você, em geral sua vi- da fica sem gosto, as coisas fi- cam sem sal nem açúcar. E qual é a graça disso? Comer pal- mito pode ser muito gostoso. Mas quem é que aguenta comer palmito sem tempero todos os dias? Imagine sempre quantos sabores ainda existem na vida para serem experimentados... E candidate-se a ser um dos pro- vadores dessas delícias! “Apesar de todos os sofrimentos pelos quais você pode estar passando, não se revolte nem perca os momentos especiais que acontecem todos os dias. São eles que vão fornecer a você a energia necessária para passar pelas fases complicadas. Curtir a vida vale a pena. Perceba e aproveite as coisas simples que trazem alegria a você: - Brinque e divirta-se com sua filha! - Dê um beijo na pessoa que você ama. - Tome um suco saboroso com seu irmão. - Almoce com seus pais. - Faça algo para relaxar: um passeio ao ar livre, uma visita a alguém, um banho morno, uma massagem reconfortante, etc. - Viva a emoção de ver um pôr do sol ao lado de bons amigos. - Ouça sua música favorita. - Dance todos os dias com a mulher da sua vida. - Curta fazer alguém sorrir todos os dias.” Trecho do livro “Louco por viver”, de Roberto Shinyahiki I Lembre-se dos bons momentos ROBERTO SHINYASHIKI é psiquiatra e escritor, autor de vários livros, entre eles: “Louco por viver”, “Os segredos das apresentações poderosas”, “Problemas? Oba!”, “Conquiste seus alunos”, “Os segredos dos campeões”, “Tudo ou nada”, “Você: A alma do negócio”, “Os donos do futuro” e “A revolução dos campeões”. Atua regularmente no Coaching para a formação e especialização de palestrantes e novos escritores Raio X 12 / São José do Rio Preto, 23 de junho de 2013 DIÁRIO DA REGIÃO
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    Palestra amanhã emRio Preto ensina como usar a Programação Neurolinguística (PNL) a fim de alcançar excelência na vida pessoal e profissional Gisele Bortoleto gisele.bortoleto@diarioweb.com.br Cada um de nós vem ao mun- do com um potencial. É verdade que uns com mais talento do que os outros. Mas isso não quer dizer que,sevocênãoforumChopin,es- tá fadado a ter uma vida morna, acordar todos os dias, ir par o tra- balho, cumprir as obrigações por- que acha que o mundo impõe re- gras que não podem ser quebra- das, bastando seguir e pronto. A chave para mudar tudo pode estar na correta utilização do cérebro, no usodos hemisférios esquerdoe direito,queregemarazãoeacriati- vidade de formas diferentes. Eé exatamente sobre as ferra- mentas que podem ser usadas pa- ra que isso aconteça que a profes- sora de psicologia Maria de Lourdes Ferreira Rocha vai falar amanhã (24), em Rio Preto, na palestra beneficente “Desperte o gigante que existe em você”. No evento, a professora, que tem formação em neurolinguísti- ca e é autora do livro “Líder 24 horaspor dia” (Best Seller), abor- dará técnicas de Programação Neuroliguística, ou simplesmen- te PNL, que podem contribuir para o desenvolvimento da me- mória, a implantação de veloci- dade à leitura, aprimorar a comu- nicação interpessoal e ainda fa- zer uma empresa vender mais e melhor. A palestrante quer mos- trar que é possível utilizar todas as técnicas da programação neu- rolinguística a seu favor. A PNL é baseada num con- junto de modelos, estratégias e crenças queseus praticantes utili- zam visando a uma comunica- ção positiva e eficiente entre as pessoas e consigo mesmo, com o objetivo de conquistar a excelên- cia e o desenvolvimento pessoal e profissional. É baseada na ideia de que a mente, o corpo e a lin- guagem interagem para criar a percepção que cada indivíduo tem do mundo, e tal percepção pode ser alterada pela aplicação de uma variedade de técnicas. Mas para que você possa mu- darsua vidae ser felizé precisoan- tes de mais nada querer ouvir seu coraçãoedescobriromotivodevo- cêestaraqui.Nestabusca,podedes- cobrir o que fazer nas suas relações pessoais, no seu lazerounotraba- lho e identificar o que pode ser feito a seu favor para ter uma vida muito mais completa enãoapenas racional. “Pretendo mostrar que to- do mundo tem dentro de si um potencial maior do que se imagina”, diz Maria de Lourdes. Mas se todo mun- do tem esse po- tencial,agran- de pergunta é: por que a maioria nãotemconsciênciadequetemes- sepoderequepodeusá-loaseufa- vor? “Por uma série de fatores”, diz Lourdes. “A grande maioria das pessoas foi acostumada a pen- sarbaseadanoraciocíniológico,li- near,sequencial,deixandodelado suas emoções, a intui- ção,acriativi- dade, a capacidade de ousar solu- ções diferentes.” A escola, por exemplo, tenta preparar as pessoas para enfrentar o mercado, mas o desenvolvimen- to de habilidades para isso depen- de exclusivamente de cada um de nós. Aprendemos a fazer contas, geografiaouhistória,masa habilidade de resgatar o conhecimento a qualquer momento dependedonossoem- penho. “Para isso, vo- cê precisa de técnicas, conhecer um pouco melhor os meca- nismosdocére- bro”, diz. Usando mais o hemisfério es- querdo, considerado racional, deixamos de usufruir dos benefí- cios contidos no hemisfério di- reito, como a imaginação criati- va, a serenidade, visão global, ca- pacidade de síntese e facilidade de memorizar, dentre outros. A palestra quer mostrar que, pormeiodetécnicas,épossíveles- timular o lado direito do cérebro e buscar a integração entre os dois hemisférios, equilibrando o uso de nossas potencialidades. “Meu objetivo nessa palestra é despertar nas pessoas que elas precisam ativar os dois hemisfé- rios no cérebro de forma mais consciente para evitar que o es- querdo se imponha, provocando a atrofia do direito”, diz. O que acontece numa situação como es- sa? As pessoas ficam neuróticas, ranzinzas, extremamente metó- dicas. “Ficam chatas”, diz ainda. A ideia é que, a partir da pales- tra, as pessoas consigam encon- trar ferramentas para que pos- sam desenvolver habilidades efa- zer as coisas de forma diferente do que estão acostumadas. “Elas podem viver com mais qualidade, tempo maior de vida, autoconfiança e respeito elevado por si mesmo”, diz. I Serviço “Desperte o gigante que existe em você”. Palestra com Maria de Lourdes Ferreira Machado. Em Rio Preto, amanhã, às 19 horas, na Sociedade de Medicina e Cirurgia. Em prol do Hospital de Base. Ingresso: uma toalha de banho nova. Informações e reserva: (11) 2607-4912 ou www.planobtreinamentos.com.br Desperte o gigante que há em você Cérebro StockImages/Divulgação DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 23 de junho de 2013 / 13
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    Procure conhecer doque seu corpo é capaz de realizar escolhendo uma atividade compatível com seu prazer pessoal, sua condição física e sua capacidade cardiovascular Paulo Hadad Fisioterapeuta Envelhecer sempre foi um processo fi- siológico, social e cronológico. Realizar atividade física já há algum tempo tor- nou-se uma necessidade básica de saúde, portanto o conselho é fazer, fazer ou fa- zer. Não temos outra saída. O estresse, a alimentação inadequa- da, a falta de tempo e disposição, associa- dos às facilidades do mundo moderno es- timulam o sedentarismo e o desinteresse pela prática do exercício físico em todas as idades. Com isso, faz-se comprometer a saúde e o bem-estar. Os objetivos mais evidentes de uma ati- vidade física para uma pessoa são de man- ter o organismo saudável, prepará-lo, se for o caso, para a terceira idade, preveni-lo de uma infinidade de doenças e proporcio- nar qualidade de vida. O músculo esquelético constitui aproxi- madamente 45% do peso corporal e é o maior sistema orgânico do ser humano. Es- tar bem no aspecto postural e manter forte e flexível os músculos do corpo são fatores fundamentais para a tão desejada conquis- ta da qualidade de vida. A espiritualidade em oração e o mo- do que procuramos viver no comporta- mento nos completa fisicamente quan- do passamos a conhecer quem somos e que corpo temos. Está provado que quanto mais ativa é uma pessoa menos limitações físicas ela terá. Dentre os vários benefícios da ativi- dade física, um dos principais é o da ca- pacidade funcional em todas as idades, principalmente nos idosos. Realizar as atividades do cotidiano ou das ativida- des da vida diária, como tomar banho, vestir-se, levantar-se e sentar-se, cami- nhar, como também realizar atividades instrumentais como cozinhar, limpar a casa, fazer compras, cuidar do jardim, entre outras da atividade cotidianas, se- rão mais duradouras se um programa de exercício físico orientado for executado. A prática da atividade física promove a melhora da composição corporal, a di- minuição de dores articulares, o aumen- to da densidade mineral óssea, o aumen- to da capacidade aeróbia, a melhora da força e da flexibilidade, alivia a depres- são, promove o aumento da autocon- fiança e melhora a autoestima. Não im- porta a idade, mexa-se, pois a ideia é es- colher uma opção de atividade física que agrade o corpo e a mente, portanto, pro- cure conhecer do que seu corpo é capaz de realizar escolhendo uma atividade fí- sica compatível com seu prazer pessoal, sua condição física e sua capacidade car- diovascular para iniciá-la e realizá-la. Procure identificar se existem pontos de incômodo em seu corpo antes de esco- lher a opção física a executar, principal- mente na coluna vertebral e músculos ao redor, como também nas regiões cervical (do pescoço), dorsal (meio das costas) e lombar (parte baixa das costas). Observe os movimentos, se há alguma queixa nas articulações de ombros, cotovelos, mãos, quadris, joelhos, tornozelos e pés. Todas as atividades físicas que se encaixam com seu perfil de condição e escolha têm como classificar o que pode e o que não pode ser realizado. Também é possível identificar se alguma atividade física es- colhida é contraindicada para suas quei- xas e sua condição física geral. Procurar os profissionais da saúde en- volvidos nesta proposta em buscar uma ideal qualidade de vida e prolongar a capa- cidade funcional independente é uma ne- cessidade real e correta, evitando o risco de possíveis lesões e medos em realizar ati- vidades desapropriadas. Das diversas opções de atividades físi- cas oferecidas pelo mercado fitness, o que mais importa é escolher a que se aproxima da necessidade que seu corpo pede, prazer em realizá-la, ter condições físicas de exe- cutar, colocando metas nos resultados. Nesse mapeamento, procure profissionais capacitados para diagnosticar sua saúde atual, organizar sua alimentação, detectar seu perfil físico, elaborar a melhor escolha, programar seu caminho fitness, objetivar suas metas e comemorar os resultados. Faça diferença para seu próprio benefí- cio, realize uma atividade física programa- da e orientada, plante saúde, colha resulta- dos sadios e comemore a vida! Não importa a idade, mexa-se! Sérgio Menezes 10/2/2009 14 / São José do Rio Preto, 23 de junho de 2013 DIÁRIO DA REGIÃO
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    Nova protagonista de"Chiquititas" não teme comparações com Fernanda Souza Agência Estado Prestes a entrar no ar no SBT no lugar de "Carrossel", o remake da novelinha infantil "Chiquititas" já se encontra com as gravações bem adiantadas. En- tre as apostas da nova versão es- tá Giovanna Grigio, adolescente natural de Mauá, Grande São Paulo, que viverá a protagonista da trama, Mili. O papel da órfã que sonha em descobrir o para- deiro dos seus pais foi consagra- do por Fernanda Souza nos anos 1990, o que abriu portas para a entrada da atriz na Rede Globo na década seguinte. Para conquistar a persona- gem, Giovanna passou por uma bateria de testes e venceu deze- nas de meninas. Uma vitória e tanto para uma jovem de 15 anos que, até então, havia parti- cipado apenas de comerciais pu- blicitários e apresentado o pro- grama infantil "Band Kids" (na TV Bandeirantes), em 2009. "O dia que soube o resultado foi um dos mais felizes da minha vida", confessa a adolescente. Nesta entrevista exclusiva, Giovanna fala sobre as futuras comparações com o trabalho de Fernanda Souza, sua expectati- va para estreia da novela e seus sonhos para o futuro. Pergunta - "Chiquititas" não será a sua primeira expe- riência na televisão, certo? Giovanna Grigio - Eu partici- pei do programa "Band Kids" (Rede Bandeirantes) no passa- do, mas essa é a minha primei- ra novela. Pergunta - Como você con- quistou o papel na trama? Giovanna - Foi a minha em- presária que correu atrás. Ela descobriu sobre os testes e con- seguiu me encaixar. Fiz uma sessão de testes até que final- mente me aprovaram. Pergunta - Você esperava ser a protagonista da novela? Giovanna - Ah, eu esperava. Quer dizer, eu estava torcendo bastante. Mas, mesmo assim, pegar o papel da Mili foi uma grande surpresa. Para passar no teste, eu me dediquei muito, lutei para isso. Pergunta - Como foi rece- ber a notícia da aprovação? Giovanna - Nossa, foi um dos dias mais felizes de toda a minha vida. Além de ser uma persona- gem interessante, conseguir uma protagonista já na minha primeira novela... Foi muito gos- toso saber o resultado. Pergunta - Você tem medo de comparações com o traba- lho feito por Fernanda Souza? Giovanna - Eu não gosto de comparações. Eu acho que a Fernanda Souza é a Fernanda Souza e teve a Mili dela. Eu sou a Giovanna e tenho a mi- nha Mili. Claro que vão aconte- cer comparações, mas tem que lembrar que a outra versão era nos anos 1990. Hoje em dia é outra época, o negócio está mais moderno. Minha Mili não vai fugir da personagem, mas será diferente. Pergunta - Muitos atores que participaram de "Chiquiti- tas" hoje são famosos, como Débora Falabella, Bruno Ga- gliasso e Sthefany Brito Você espera que aconteça o mes- mo com você? Giovanna - Eu sonho com is- so. Tenho noção de que "Chiqui- titas" vai abrir portas para mim no futuro. Eu quero aproveitar todas as oportunidades ao máxi- mo. Só que, enquanto estiver em "Chiquititas", vai ser só "Chiqui- titas". Vou me dedicar para fazer um bom trabalho. Pergunta - Você chegou a assistir a primeira versão da novela? Giovanna - Não cheguei a acompanhar, mas acabei assis- tindo os vídeos pela internet. Foi bom, pois me ajudou a en- tender a personagem e a ver a si- tuação dela. Ajudou na constru- ção da Mili. Pergunta - Os coleguinhas da sua escola já estão pedin- do autógrafo? Giovanna-Aspessoasdaesco- lajásabem,mas,porenquanto,es- tá tudo normal. As crianças me- noressãoasqueficammaisansio- sas. Na parte da escola onde estu- do, passo o intervalo só com os maiores e eles não ligam muito, não. As mais animadas são as criancinhas mesmo. Pergunta-Vocêtemalgo em comum com a Mili? Giovanna - Sim. Ela é uma menina muito sonhadora e eu também sou O sonho dela é desco- brir sua história, o que aconteceu com ela. E o meu sonho é saber o que vai aconte- cer comigo, co- mo será a mi- nha vida e a mi- nha carreira. Pergunta - Foi difícil enten- der o universo de um orfana- to? Giovanna - Éum pouco di- fícil porque a realidade da Mili é total- mentediferen- te da minha. Elanãosabe na- dasobre oseu passa- do, não tem pai e mãe e vive com ou- tras crianças. Fize- mos um workshop que me ajudou bas- tante, mas eu preci- sei pesquisar tam- bém. Acho que agora consigo entender me- lhor o que ela sente. I Estreia Trampolim para a fama AgênciaEstado DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 23 de junho de 2013 / 15 - TV
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    Prestes a completar80 anos, Francisco Cuoco deve se manter longe da TV Agência Estado O ano de 2013 é especial pa- ra Francisco Cuoco. O ator co- memora 80 anos de idade (em novembro) e 58 de carreira. Tanta bagagem, contudo, não mudou a personalidade desse grande lorde da televisão brasi- leira, conhecido pela educação e gentileza com que trata fãs e jornalistas. Por enquanto, Cuo- co deve se manter longe da TV, mesmo sendo contratado da Re- de Globo, mas está a todo va- por no teatro. Galã por muitas décadas, ele teve uma juventude humil- de, marcada pelo trabalho co- mo feirante ao lado do pai e por ter de estudar à noite. O teatro surgiu em sua vida como uma possibilidade de emprego e ele aproveitou todas as oportunida- des que teve. "Fiz quatro anos na Escola de Arte Dramática Al- fredo Mesquita (em São Paulo) porque não pagava nada e a gen- te ainda tomava uma sopa de er- vilha quando chegava do traba- lho, que o Dr. Alfredo nos ofere- cia", relembra com carinho. Seus primeiros anos na no- va profissão foram dedicados exclusivamente ao teatro. Pro- tagonizou, por exemplo, "O Bei- jo no Asfalto", de Nelson Rodri- gues, em 1961. Logo no come- ço de sua trajetória, em 1964, ele foi premiado pela Associa- ção Paulista dos Críticos de Ar- te (APCA) como melhor ator coadjuvante por sua atuação na peça "Boeing-Boeing". Em 1965, estreou na TV Re- cord. Depois, passou pela Tupi e TV Excelsior, antes de apor- tar na Globo, em 1970.Seus maiores sucessos vieram nos anos seguintes, com persona- gens memoráveis em "Selva de Pedra" (1972), "Pecado Capital" (1975) e "O Astro" (1977). Nos últimos anos, Chico - como gosta de se autorreferir - escolhe seus trabalhos a de- do. Voltou à telinha em "Pas- sione" (2010), no remake de "O Astro" (2011) e em uma participação especial em "A Vida da Gente" (2012). Pergunta - É verdade que você havia sido convidado pa- ra participar de "Salve Jorge", mas recusou? Francisco Cuoco - Eu real- mente fui convidado, mas ti- nha uma viagem marcada e eu não viajava há dez anos. Então, pedi para o diretor me dispensar. Mas eu falei com a Glória (Perez, autora da nove- la) também. Pergunta - Seu último tra- balho foi uma participação em "A Vida da Gente". Atual- mente, você prefere peque- nas participações a participar de uma novela inteira? Cuoco - Quando a progra- mação daquele ano foi anuncia- da, eu percebi que não estava em nada. Eu fiquei esperando um bom texto e surgiu essa par- ticipação. Foi ?sopa no mel?, como se fala. Pergunta - Mas o que o le- vou a aceitar o papel em "A Vi- da da Gente"? Cuoco - Eu gostei de ter fei- to essa participação porque a novela era muito bem escrita e o elenco excelente. O Jayme Monjardim, como diretor, sem- pre faz uma coisa trabalhada. Entrevista HORADE PUXAR OFREIO DE MÃO TV - 16 / São José do Rio Preto, 23 de junho de 2013 DIÁRIO DA REGIÃO
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    Ele escolhe muitobem os auto- res e se cerca de uma turma in- teressante de diretores. Pergunta - Você pretende voltar para a telinha em breve? Cuoco - Eu não tenho ne- nhum plano para televisão no momento, embora seja contra- tado da Rede Globo. Há esse diálogo de alguns afastamentos na emissora. Outros atores já fa- zem isso, como o (Antonio) Fa- gundes, a Regina (Duarte), a (Christiane) Torloni e o Tony (Ramos), que teve uma época em que ele fez isso também. Pergunta - Você fez o Her- culano na primeira versão de "O Astro" e voltou no remake em um papel inédito, o men- tor Ferragus. Como foi? Cuoco - Foi ótimo. Uma ideia maravilhosa do Alcides Nogueira e do Geraldinho Car- neiro. O Ferragus foi um pro- fessor na cadeia, que passava pa- ra o Herculano (Rodrigo Lom- bardi) as informações. Depois, ficou uma coisa de aparecer em espírito para o protagonista, o que eu achei bem interessante. Pergunta - Você também colaborava com a trama fora das câmeras, certo? Cuoco - Durante a novela, convidaram-me para fazer se- manalmente um resumo (narra- ção) do que acontecia na trama na internet. Aquela coisa da as- trologia ficou filosófica. Pergunta - Ferragus teve inúmeras cenas de “flashba- ck” da primeira versão da no- vela. Foi bom revê-las? Cuoco - Ah, eu revi muita coisa e ficava honrado. Cenas mostrando a Dina Sfat, cenas românticas tão bonitas... É sem- pre bom ver de novo. A memó- ria da gente não consegue regis- trar tudo Pergunta - Às vésperas de completar 80 anos de vida, al- guma coisa mudou no seu jei- to de fazer televisão? Cuoco - Mudou no sentido da tecnologia. A imagem hoje em dia dá muito mais traba- lho. As pessoas ainda estão aprendendo a lidar com ilu- minação, essas coisas. Por is- so, ficou mais demorado fa- zer televisão. Há mais espera porque estão fazendo de cin- co a dez cenas antes da sua, mas, quando você vê o resul- tado final, percebe que real- mente é outra fotografia. Mu- dou nesse aspecto. Pergunta - Qual é o segre- do para fazer televisão? Cuoco - O ideal ainda é que se decore o texto em casa. Que tenha um parceiro ou uma par- ceira que goste de passar o tex- to. Fazer um bom ensaio de tex- to e de câmera para gravar em seguida. Pergunta - Há algum perso- nagem que gostaria de rever? Cuoco - Gostaria de rever "Selva de Pedra", e também gos- taria de rever o Carlão, de "Pe- cado Capital". Sempre repri- sam a cena da morte dele. Pergunta - O público ainda lhe para na rua para falar do Carlão? Cuoco - Eu dou muito au- tógrafo para motoristas de tá- xis. Eles se sentem homena- geados. Todo motorista que eu pego fala que ele ou seu fi- lho viu a novela. Pergunta - Em 2008, você participou do quadro "Dança dos Famosos", do "Domingão do Faustão". Você já tinha passado por alguma experiên- cia assim? Cuoco - Não tinha e foi dure- za. Eu emagreci bastante por- que ficava lá muitas horas. Eu peguei uma professora com muita boa vontade, além do Syl- vio Lemgrube, que fez a coreo- grafia e sempre palpitava. Foi uma entrega grande. Toda ex- periência é valida. Essa, então, foi maravilhosa. Pergunta - Alguma coisa mudou em você após a com- petição? Cuoco - Ah, sim. Deu uma consciência de como é impor- tante mexer o corpo. Eu faço academia quando estou no Rio de Janeiro ou quando es- tou em hotéis. Pergunta - Você se man- tém afastado da TV, mas ain- da investe no teatro. Por qual motivo? Cuoco - Porque o teatro é sempre a grande escola. É a nossa casa principal, e ainda tem uma coisa que é artesa- nal. A televisão é um veículo extraordinário e eu só tenho a agradecer. Por mais que a no- vela tenha qualidade, a gente sabe que é um produto que po- de ser concertado por recur- sos tecnológicos, por um dire- tor que bota um close, por exemplo. Pergunta - Pensa em parar de trabalhar? Cuoco - Enquanto houver vi- da a gente vai buscando novos personagens e histórias. Procu- rando encontrar a melhor for- ma de que o personagem apare- ça de maneira inteira. Pergunta - Você está atualmente em cartaz São Paulo com a peça "Uma Vi- da no Teatro", que conta o embate de dois atores, um velho e um jovem (Ângelo Paes Leme), durante a pro- dução de uma peça. Tem al- go de biográfico nisso? Cuoco - Sem nenhuma pre- tensão, mas eu tenho tudo do meu personagem, o Robert: a idade e o caminho percorrido. É uma coisa interessante por- que na peça é a juventude que chega e do outro quem está qua- se se despedindo dos palcos, mas que ama aquilo acima de tudo. Tem uma coisa de aconse- lhamento, de visão, mas, ao mesmotempo, tem inveja, vai- dade, uma coisa professoral e muita exigência. Pergunta - Personagem e ator se confundem em alguns momentos, então? Cuoco - São várias as cenas em que o Robert mostra a sua alma, sua verdade. Nesse mo- mento, confunde-se com o Chi- co Cuoco, porque lá é o ator vi- vido, não importa o seu nome. Um ator que está sempre que- rendo aprender, buscando e inovando. É um hino de amor ao teatro. Pergunta - Você gostaria de ser biografado? Cuoco - Eu gostaria, mas não sei se vou ter tempo. Pre- cisaria ser uma pessoa bem in- formada para facilitar um pouco. Acho que foi o caso de alguns atores e do próprio Bo- ni (José Bonifácio de Olivei- ra Sobrinho). Isso adianta um pouco. Queria que fosse uma coisa bem feita, sem pie- guismo. Uma história verda- deira. Que fosse biográfica, mas de verdade. I Agência Estado DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 23 de junho de 2013 / 17 - TV
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    Touro e pôneisestão entre as atrações de "A Fazenda 6", que entra no ar neste domingo Reality Show Agência Estado A Record estreia mais uma temporada de "A Fazenda" ten- tando manter em segredo as identidades dos 16 participan- tes até a hora de o programa en- trar no ar, na noite deste do- mingo, às 21h30. Até agora, muitos nomes foram cogitados, como o da ex-dançarina Schei- la Carvalho e da modelo Bárba- ra Evans, mas nenhum famoso foi confirmado. Durante o lançamento da atração, Rodrigo Carelli, que as- sina a direção geral do progra- ma, disse que o foco da nova edição são os animais. Além dos bichos de sempre, vai ter dois pôneis e um touro no con- finamento. "Eles vão fazer a di- nâmica desta temporada ser di- ferente", adianta ele, sem dar detalhes do que isso quer real- mente dizer. Britto Jr., que esteve à fren- te das edições anteriores do rea- lity show com celebridades, agora passa a trabalhar em do- bro. O jornalista estará todas as noites na tela da Record com "A Fazenda" e também nas tar- des da emissora, de segunda a sexta-feira, com o "Programa da Tarde". Ele divide a apresen- tação do vespertino com Ana Hickmann e Ticiane Pinheiro. "Eu faço isso porque a Record precisa de mim, sou guerreiro. Na primeira temporada de 'A Fa- zenda', eu tinha uma cama lá e acho que ela vai ser bem utilizada este ano porque vou precisar dor- mirna sede porcircunstâncias do jogo", conta o apresentador, que realmente vai precisar ter pique. "Vou participar dos dois progra- mas todos os dias, nem que eu te- nha de entrar por telefone num deles", completa. Para quem não sabe, a sede de "A Fazenda" fica na cidade de Itu (a 103 km da capital paulista) e o "Programa da Tarde" é apre- sentado ao vivo direto dos estú- dios da Record na Barra Funda (zona oeste de São Paulo). Desta vez, a direção do reali- ty show ainda exigiu que Britto Jr. esteja presente em todos os programas, antes ele não apare- cia nas edições gravadas. "São três programas ao vivo, com duas provas principais, mas os programas gravados são edita- dos quase na hora de entrar no ar", explica Carelli. O diretor alardeou que tem uma supernovidade que será apresentada no dia da estreia da atração, mas a tal "bomba" é mantida em sigilo. "Segundo nossas pesquisas, é algo que nunca foi feito em nenhum rea- lity show do mundo até agora", ressalta o diretor. A produção promete se manter rígida em relação às re- gras de convivência dentro do confinamento, afinal os partici- pantes vão brigar pelo prêmio de R$ 2 milhões. Essa novela da vida real consiste também em cumprir uma série de ativi- dades, como cuidar dos ani- mais, da horta, limpar celeiros e fazer faxina. De acordo com Carelli, a participação de um ex- peão não está programada, mas nada impede que visitas de ex- participantes aconteçam. A bela da rede Gianne Albertoni vai fazer as chamadas de "A Fazenda" na televisão e tem a missão de mostrar bastidores da compe- tição na "Fazenda Online", no portal R7. "O diferencial do programa será a interativida- de com o público. Vai ter um estúdio para gravarmos entre- vistas com parentes dos parti- cipantes e até internautas", adianta a apresentadora. A bela revela que o convite para apresentar a versão do reali- ty show na rede mundial de computadores a surpreendeu, mas não a intimida. "Sou supera- gitada e costumo navegar o tem- po todo na internet. Vou fuçar tudo para oferecer um ?plus? aos internautas", garante. Por isso, nos próximos três meses, Gianne só vai se dedicar ao posto de interlocutora de "A Fazenda" na internet. "Torço para que desta vez role um na- moro de verdade com beijo na boca e tudo mais. Os casais for- mados nos confinamentos ante- riores eram muito tímidos", confidencia a loira. "Quero ver a coisa pegar fogo!" Questionada se aceitaria ser uma das famosas confina- das, Gianne despista e afir- ma: "Ninguém me aguenta- ria. O público iria pedir para eu sair" (risos). I Bichos à solta Agência Estado TV - 18 / São José do Rio Preto, 23 de junho de 2013 DIÁRIO DA REGIÃO
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    No ar em“Viver a Vida” na pele de um médico, Julio Rocha diz que gosta de rótulo de galã Perfil Agência Estado Longe da TV desde 2011, após se destacar na novela "Fi- na Estampa", Julio Rocha está de volta ao horário nobre no pa- pel de Jacques, em "Amor à Vi- da", da TV Globo. Na trama, o médico é um dos aliados de Fé- lix (Mateus Solano), com quem está construindo uma amizade que pode ajudá-lo a alcançar o tão desejado cargo de diretor do corpo clínico do Hospital San Magno. Interpretando um homem sedutor, o ator considera que o rótulo de galã só o ajuda e diz que nunca se incomodou por ser chamado assim. "É apenas um elogio a essa roupa que Deus me deu. Eu adoro o rótu- lo de galã, sedutor. Nunca achei que isso poderia dimi- nuir o meu trabalho. Ao contrá- rio, é um complemento que chama atenção". Julio revela que esse perso- nagem exigiu uma preparação especial, diferente de tudo que já viveu na sua carreira até ago- ra. "Viver em um ambiente hos- pitalar é algo novo para mim. O Jacques não tem uma rotina da qual eu estou acostumado. A produção me levou para o Hos- pital Copa D'or, no Rio de Ja- neiro, e eu assisti a uma opera- ção de retirada de um tumor no pulmão. Lá, eu tive bastante contato com médicos, pacien- tes e enfermeiros", conta. A ambição e a sedução de Ja- cques estão lhe aproximando de Félix, mas o ator garante que o médico não sabe das malda- des que o vilão de "Amor à Vi- da" apronta. "O Jacques e o Fé- lix estão realmente se tornando amigos, um pouco por ambição dos dois, mas a amizade é verda- deira. É uma relação, ao menos até agora, profissional. O Jac- ques nem desconfia das malda- des do Félix nem que ele seja um gay enrustido. Quem sabe futuramente", confidencia. Fora da telinha, uma rela- ção de amizade entre Julio Ro- cha e Mateus Solano também está se formando e ele agradece o fato de poder participar de um núcleo "de feras". "Meu Deus! Veja só com quem eu es- tou contracenando: Susana Vieira, Ary Fontoura, Mateus Solano. Eu sou fã do Mateus So- lano faz tempo. Ele é um cara simples, audacioso em cena e que propõe muito. Estamos nos tornando grandes amigos", revela Rocha. Temas polêmicos O tema adoção, tratado em "Amor à Vida", é algo que já faz parte da vida do ator, já que em sua família existe um caso muito parecido com o de Paulinha, personagem de Kla- ra Castanho. "Eu tenho um tio que foi adotado quase que da mesma forma. A minha avó o achou numa caixa de papelão, no mercado. Eu cresci com o tema adoção muito presente dentro de casa", diz o galã, que ainda completa, contando um plano que tem para o futu- ro. "Sempre pensei nisso e pla- nejo adotar uma criança". Já sobre homossexualidade, outro tema da novela de Walcyr Carrasco, Rocha consi- dera que os brasileiros já estão preparados para lidar com o as- sunto. "É apenas um ou outro político ou religioso que é con- tra. E eles não representam o povo carinhoso do nosso país. Não acho que esse assunto vai polemizar. É algo que a gente já tem há tanto tempo". I EU ME AMO Agência Estado DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 23 de junho de 2013 / 19 - TV
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    Por que osfolhetins atuais têm optadoPor que os folhetins atuais têm optado por fazer escalas em outros países?por fazer escalas em outros países? No Exterior Agência Estado Ao sentar na poltrona para ver uma novela, o telespectador pode observar o interior do Grand Bazaar em Istambul (Tur- quia), avistar as construções in- cas na região de Cusco (Peru) ou perceber a natureza exuberante da Guatemala. A toda hora, en- tra e sai novela que começa, ter- mina ou faz escala no exterior. Novelistas,especialistaseauto- ridades de outros países estão de olhonissoeapontamascaracterís- ticas de um recurso que pode ter viradomodismo no Brasil. "Não é frescura. Os autores sentem e sa- bem que precisam colocar cenas do exterior porque as pessoas via- jam também. Antigamente, isso não era possível por causa do alto custo de produção", analisa Clau- dinoMayer,doutoremteledrama- turgia pela ECA/USP. Para ele, ao ambientar as tra- mas no estrangeiro, os novelis- tas retratariam experiências de todas as classes sociais. "Hoje, todos podem ir ao exterior em razão das facilidades de finan- ciamentos e dos preços atrati- vos de passagens. Os autores sa- bem disso". Na Globo, atualmente dois folhetins começaram fora do país: "Flor do Caribe", na Gua- temala, e "Amor à Vida", no Pe- ru. "Eu acho que algumas tra- mas pedem esse prólogo em ou- tros países, outras, não. É uma questão de como o autor vê a história. No caso de 'Amor à Vi- da', eu fui mochileiro no Peru, quando tinha 20 anos. De certa maneira, quis reviver aqueles momentos", confessa Walcyr Carrasco, responsável pela tra- ma das 21 horas. Antes do enredo do novelis- ta aportar na América Latina, "Salve Jorge", assinada por Gló- ria Perez, foi parar na Turquia. Na linha das tramas bíbli- cas, a Record vira e mexe leva a audiência para o Oriente Mé- dio, ainda que recriando algu- mas regiões em estúdio, como é o caso da minissérie "José do Egito". A emissora teve tam- bém experiências nos Estados Unidos ("Caminhos do Cora- ção") e em Portugal ("Vidas Opostas"). Já o SBT levou o elenco de"Revelação" para fil- mar na Europa. Quem pensa que as viagens irão cessar, está enganado. Em breve, as autoras Duca Rachid e Thelma Guedes, as mesmas de "Cordel Encantado", colo- cam em cena o Nepal e Butão na novela "Joia Rara", trama que vai substituir "Flor do Cari- be" na faixa das 18 horas. En- quanto isso, o próximo folhe- tim de Manoel Carlos prevê sequências em Nova York, nos Estados Unidos. Por sinal, o autor das "Hele- nas" revelou um país pouco ex- plorado pelos brasileiros, a Ho- landa, em "Páginas da Vida". De acordo com dados de 2011 do Ministério do Turismo, o país aparece em 15º lugar na lis- ta dos territórios mais visita- dos. Estados Unidos, Argenti- na, Uruguai, França e Portugal são os destinos favoritos, com mais de 3 milhões de embar- ques por ano. Itália: um caso à parte Na opinião do cônsul-adjun- to Marco Leone, do Consulado Geral da Itália em São Paulo, é complicado medir com precisão a quantidade de turistas que uma novela pode estimular. "Sem dúvida, percebe-se um au- mento do turismo com destino à Itália, como consequência da produção de novelas com estes temas. Isso, por exemplo, acon- teceu depois de 'Passione'. Mas é, contudo, difícil dizer, pois não existem estatísticas direta- mente ligadas à novela". Desde 1999, quando produ- ziu "Terra Nostra", a Globo tem gravado na Itália com mais frequência. Em 2002, com"Es- perança", ambientou no país o romance de Toni (Reynaldo Gianecchini) e Maria (Priscila Fantin). Oito anos depois, criou um núcleo para o persona- gem do ator Tony Ramos (Totó) na Toscana, na novela "Passione". "É, sem dúvida nenhuma, um país culturalmente muito próximo ao Brasil e ao povo brasileiro. Aqui, cerca de 30 mi- lhões de pessoas são de origem italiana. Portanto, é natural que o interesse pela Itália seja tão grande", analisa Leone. Ainda de acordo com ele, a região da Sicília tem atraído a atenção dos produtores de no- velas brasileiras, que, normal- mente, seguem alguns procedi- mentos antes de filmar em ter- ras estrangeiras. "Depende mui- to da situação. Às vezes, a pro- dução de uma novela pode ser efetuada na Itália sem contato ou acordo com as autoridades italianas. Em outros casos, de- ve ter algum apoio, como, por exemplo, do Ministério do Tu- rismo", diz Leone. I Sem fronteirasSem fronteiras AgênciaEstado TV - 20 / São José do Rio Preto, 23 de junho de 2013 DIÁRIO DA REGIÃO
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    Série "Parenthood" chegacom dramas familiares ao canal por assinatura GNT Novo Seriado Agência Estado A partir do dia 6 de agosto, os telespectadores do GNT vão po- der assistir à primeira temporada da série "Parenthood". O canal por assinatura acaba de anunciar que vai exibir todas as edições da atração, que nos Estados Unidos já chegou à quinta temporada. O seriadoésucessonatelevisãonor- te-americana desde 2010 e conta de forma engraçada os dramas da famíla Braverman. "Parenthood" é a segunda adaptação para a televisão do fil- me homônimo, lançado em 1989, equetemcomoprodutoresexecu- tivos os vencedores de Oscar Ron Howard e Brian Grazer, além de Jason Katims e David Nevins. Oroteiroretrataumnúcleofa- miliar com problemas comuns, mostrando como são imperfeitos todos os seus membros. A perso- nagem principal se chama Sarah (Lauren Graham), uma mãe sol- teira falida que tenta educar dois filhos adolescentes: Amber (Mae Whitman), que é brilhante e re- belde,eDrew(MilesHeizer),que é sensível e mal-humorado. Com vários problemas fi- nanceiros, Sarah volta para sua terra natal para viver perto dos pais. Assim, o patriarca Zeek (Craig T. Nelson) e a matriarca Camille (Bonnie Bedelia), dos Braverman, entram em cena. No entanto, o casal não vive um bom momento e tem mui- tas brigas conjugais. A irmã de Sarah, Julia (Eri- ka Christensen), é uma advoga- da que busca conciliar sua car- reira com o papel de mãe. Ela conta com a ajuda de seu mari- do, Joel (Sam Jaeger), que é uma espécie de "dono de casa". Já o irmão caçula de Sarah, Crosby (Dax Shepard), é o tipo de homem totalmente avesso a compromissos. Ele acaba sen- do obrigado a assumir suas res- ponsabilidades quando sua an- tiga namorada Jasmine (Joy Bryant) reaparece com um fi- lho dos dois nos braços. O primogênito dos Braver- man, Adam (Peter Krause), é casado com Kristina (Monica Potter), e tem uma filha adoles- cente, Haddie (Sarah Ramos), jovem cujo espírito é muito in- dependente. Esse casal tam- bém vai mostrar nasérie como é ter um menino com síndro- me de Asperger - distúrbio con- gênito, nos quais os portadores têm dificuldade de socialização e desenvolvem tiques Embora cada um dos ir- mãos e suas famílias tenham problemas demais para resol- ver, eles ainda conseguem se unir nas horas mais difíceis pa- ra enfrentar os desafios cotidia- nos de criar seus herdeiros. Não é a primeira vez que a produção será exibida no Bra- sil. O seriado já foi apresentan- do por dois outros canais, mas nenhuma das redes de televi- são exibiu todas as temporadas, como planeja o GNT. I Emoções em família AgênciaEstado DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 23 de junho de 2013 / 21 - TV
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    MALHAÇÃO - 17H45 Segunda-feira- Irene foge de casa, e Fabinho se desespera. Maurício discute com Amora. Sheila denun- cia Tito. Tábata muda o visual de Fi- lipinho para uma entrevista. Bárba- ra coloca um vírus no computador de Kevin. Xande pede para conti- nuar namorando Luz escondido. Fili- pinho e Tábata se preocupam com uma foto em família que Mônica pe- de para tirar. Charlene é promovi- da. Verônica discute com Natan. Malu consola Maurício. Lara ouve Amora falar que rompeu seu noiva- do. Sheila sofre por ter denunciado Tito. Bento se enfurece com uma entrevista de Amora. Lara fala para Sueli Pedrosa mandar Zito seguir Amora. Gertrudes, Caitana e Pul- quéria tentam animar Damáris. Terça-feira - Jonas e Douglas fla- gram Zito saindo da casa de Bento, e Amora destrói as fotos tiradas por ele. Bárbara se promove com a mentira que conta sobre Kevin. Fili- pinho provoca Rosemere ao elogiar Brenda. Érico afirma que perdoou Renata. Santa incentiva Verônica a investir em Érico. Zito decide não delatar Amora, e Sueli Pedrosa sen- te raiva. Salma fala para Amora que não acredita em seu romance com Bento. Kevin foge de casa. Wilson decide manter o emprego de Shei- la, contrariando Damáris. Érico fala para Renata que não quer reatar com ela. Palmira estimula Érico a montar uma agência. Filipinho vê a foto da família na internet e se emo- ciona. Malu discute com Bárbara. Quarta-feira - Plínio e Malu se sur- preendem com a revelação de Fabi- nho. Bárbara pede que Gilson a aju- de a separar Bento de Amora. Tina se lamenta com Áurea de ter atingi- do Kevin com sua vingança. Bento expulsa Bárbara da casa de Gilson. Bárbara obriga Kevin a voltar para casa. Fabinho conta sua história pa- ra Plínio. Malu se oferece para aju- dar Fabinho. Kevin e Tina fazem um pacto contra Bárbara. Vitinho expli- ca a Filipinho o personagem que ele fará em seu seriado. Rosemere discute com Brenda. Fabinho volta atrabalhar na Class Mídia. Vinny de- cide ajudar Renata em sua recupe- ração. Damáris ameaça Wilson pa- ra não se divorciar dele. Lara não desiste de acabar com a carreira de Amora. Plínio pensa em Irene. Quinta-feira - Amora fica com ciú- mes de Bento. Celinha aconselha Plínio a conversar com Irene antes de julgá-la. Bento tira satisfações com Malu por estar com Fabinho. Barrabás fica incomodado com a presença de Fabinho. Kevin é cari- nhoso com Bárbara. Damáris é ex- pulsa de uma boate. Brenda se con- vida para ir à casa de Bárbara com Filipinho. Rosemere descobre a pin- tura de Perácio. Luz e Xande namo- ram escondido. Fabinho provoca Bento.Charlene pedeque Áureaaju- de Damáris. Tito fica irritado com as ofensas de Sheila. Vinny afirma que ficará perto de Renata até que ela se recupere. Lili reconhece Verônica vestida de Palmira Valen- te. Brenda se insinua para Barra- bás. Bento e Amora discutem. Sexta-feira - Fabinho marca um encontro com Bárbara e manda Malu colocar uma câmera em seu quarto. Perácio interroga Brenda para saber do dinheiro da venda dos quadros de sua mãe. Rose- mere vê Palmira conversando com Lili. Amora garante a Bento que vai assumir o romance dos dois. Douglas tenta beijar Giane. Brenda consegue enrolar Perácio. Rosemere chama a atenção de Fi- lipinho e Renata. Silvério vê Giane tentando andar de salto alto. Ma- lu instala a câmera no quarto de Bárbara e se esconde no banhei- ro. Plínio afirma a Celinha que não magoou Irene. Tina vê Bárbara com Fabinho no quarto e manda uma mensagem para Natan. Áu- rea hipnotiza Damáris. Sábado - Bárbara tenta se expli- car para Natan. Fabinho orienta Malu a salvar o vídeo com as con- fissões. Malu pede que Kevin transfira o arquivo da câmera pa- ra seu computador. Bárbara se en- furece com Fabinho, que a ironi- za. Malu revela à mãe que gravou todas as suas confissões. Plínio fica arrasado com o vídeo de Bár- bara, e Malu pede que o pai con- verse com Fabinho. Natan tenta se consolar com Sílvia. Fabinho sugere divulgar o vídeo com as confissões de Bárbara e deixa Plí- nio e Malu estarrecidos. Amora te- me que sua imagem seja afetada com o vídeo de Bárbara. Fabinho envia o vídeo para seu e-mail, sem que Plínio perceba. Bárbara acusa os filhos de terem chama- do Natan à sua casa. FLOR DO CARIBE - 18H15 Segunda-feira - Isabel e os tenen- tes fazem uma busca na casa de Dionísio à procura das obras de ar- te roubadas. Marizé desconfia que Lipe não quer ir à escola por causa das ameaças de Mateus. Taís comenta com Marinalva que acha que Paçoquinha está apaixo- nado por ela. Isabel e os tenentes encontram o bunker vazio. Ester e Cassiano discutem por causa dos ciúmes que Ester sente de Cris- tal. Dionísio afirma a Alberto que alguém em sua casa o traiu, e desconfia de Ester. Juliano convi- da Donato e Bibiana para serem padrinhos de seu casamento. Os tenentes tentam interceptar o avião de Gonzalo, que decola com as obras de arte roubadas. Terça-feira - Mantovani avisa a Cassiano que a interceptação ao avião de Gonzalo foi feita. Os poli- ciais retiram do avião as caixas com as joias roubadas por Dioní- sio. Duque sugere a Cassiano que ele tenha um caso com Cristal. Sa- muel aconselha Ester a contar pa- ra os tenentes que Dionísio des- confia de que ela denunciou a exis- tência do bunker. Guiomar alerta Ester sobre o perigo que corre se Dionísio descobrir que foi ela quem denunciou o bunker. Alberto tenta seduzir Ester e a deixa ame- drontada. Isabel e os agentes da polícia federal vão à casa de Dioní- sio avisar que encontraram as joias e convocam Alberto para acompanhá-los até a delegacia. Quarta-feira - Alberto e Dionísio negam que as joias sejam deles. Alberto acompanha Isabel e os agentes até a polícia. O piloto fin- ge que não conhece Alberto e ele consegue se livrar da acusação. Dionísio fica furioso com Alberto por ter perdido suas joias. Samuel não se conforma com o fato de Dionísio ter conseguido escapar da acusação de roubo das joias. Lindaura teme por Ester estar na casa de Dionísio. Carol conta a Li- no que Maria Adília morreu há três anos, segundo vídeo gravado por seu marido. Mateus ameaça Lipe. Veridiana não acredita que a filha esteja morta. Dionísio revela a Al- berto que queimou as fotos que estavam no bunker. Alberto per- gunta a Ester se foi ela quem fez a denúncia contra ele e Dionísio pa- ra a polícia. Quinta-feira - Alberto fica desnor- teado e pede ajuda a Ester que, com medo, acaba abraçando o ex- marido. Isabel desconfia de que algo está errado com Ester de- pois que fala com ela ao telefone. Taís confessa a Olívia que ainda é apaixonada por Hélio. Donato per- gunta a Marizé se ela sabe de al- go que possa estar acontecendo com Lipe na escola. Duque se emociona quando Amaralina reve- la que se sente protegida por ele. Alberto tranca Ester no bunker. Sexta-feira - Alberto destrata Sa- muca quando o menino pergunta por Ester. Ester desmaia no bunker. Alberto liberta Ester, mas a ameaça, caso revele o que sabe no depoimento que fará à polícia. Cassiano vai à casa de Alberto avi- sar que está com Samuca e nota algo errado com Ester. Donato convida Bibiana para assistir ao show de Elba Ramalho e lhe dá um vestido de presente. Elba diz a Cassiano que gostaria de conhe- cer Veridiana, que recebe um ter- ço de Nossa Senhora da cantora. Alberto pega Samuca na escola e diz ao menino que vai levá-lo para passear em uma praia deserta. El- ba conta para Lino que conheceu uma mulher que escreve livros de cordel, contando histórias pareci- das com as histórias de Veridia- na, insinuando que a moça possa ser Maria Adília. Sábado - Samuca liga para Ester e avisa que está no barco com Al- berto. Ester entende que o filho corre perigo estando sozinho com Alberto e resolve dizer em seu depoimento à polícia que não reconhece as joias. Carol su- gere a Lino que ambos vão ao Rio de Janeiro encontrar Maria Adília. Cassiano desconfia de que Ester esteja sendo ameaça- da por Alberto. Isabel marca um encontro com Ester. Dionísio des- pede Doralice, depois de acusá- la pelo roubo de seu relógio. Veri- diana permite que Lino viaje com Carol para o Rio de Janeiro. Ester fica surpresa ao entrar na repúbli- ca dos tenentes. Segunda-feira - Bruno pede Fatinha em casamento. Marta se desespe- ra com a notícia sobre o segundo casamento de Bruno e Fatinha. Pi- lha é ovacionado em seu show. Fa- tinha cria regras pro seu relaciona- mento com Bruno até que a data do casamento chegue. Há uma passagem de tempo. Os alunos es- peram ansiosos os resultados do vestibular. Pilha cobra o beijo que Fatinha prometeu se passasse pa- ra a faculdade. Chegam os convi- tes de casamento de Bruno e Fati- nha. Tizinha e Nando continuam sem se falar. Raquel se culpa pelo leilão do apartamento e Lia conso- la a mãe. Luana volta para o Rio de Janeiro. Orelha tenta ajudar Nando a reconquistar Tizinha. Terça-feira - Sal garante a Luana que é um novo homem e lhe pede para chamar Vitor ao seu encontro. Olavo e Marta não permitem que Ju viaje com Gil. Luana e Sal esco- lhem o nome de seu filho e se emo- cionam Lia aconselha Ju a contar para Gil que seus pais não a deixa- ram viajar com ele. Fatinha e Rasta sugerem uma nova ação para o CRAU. Luana pede para Vitor acom- panha-la numa visita ao Sal, mas o rapaz diz que não acredita mais no irmão. Ju não consegue conversar com Gil. Pilha cobra o beijo prometi- dode Fatinha. Luana pede para con- versar com Lia. Paulina fala com Ra- quel sobre o leilão do apartamento. Lia pede para Vitor falar com Sal. Gil cobra envolvimento de Ju na or- ganização da viagem. Quarta-feira - Não haverá exibição. Quinta-feira - Não haverá exibição. Sexta-feira - Sal não aceita a pro- posta de Alemão e afirma que quer mudar de vida. Ju finalmente conta para Gil que não tem per- missão para viajar. Marta consola Ju. Gil conversa com Rômulo so- bre a namorada. Fatinha pede pa- ra Vitor ter cuidado com Sal. Nélio e Rasta incentivam Bruno a fazer uma despedida de solteiro. A tur- ma se organiza para promover a festa de formatura. Rasta, Nando e Rômulo combinam a festa de despedida de solteiro de Bruno e pensam em contratar uma dança- rina. Gil afirma a Ju que vai es- perá-la para viajar com ele. Tizi- nha deixa escapar para Fatinha sobre a festa de despedida de sol- teiro de Bruno. Luana recebe uma suposta mensagem de Vitor e vai ao seu encontro. Resumo das novelas GLOBO SANGUE BOM - 19H30 TV - 22 / São José do Rio Preto, 23 de junho de 2013 DIÁRIO DA REGIÃO
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    Segunda-feira - Rosáliacomemora ao encontrar a escritura do terreno em seu nome e ao rever as datas descobre que Esmeraldino retornou aolardepoisdeterabandonadoafa- mília. Pressionada por François, Pé- rola admite que deseja a presidên- cia da "Sabor e Luxo" e se surpreen- de ao saber que sua declaração foi gravada pelo jovem. Feliciano pede os exames de Júlio César e fica frus- trado ao vero envelope vazio. Xepa teme que Rosália tenha o péssimo caráter do pai e desabafa com Dori- valdo.Rosáliaprocurapormaisinfor- mações do terreno no cartório, mas sem sucesso na busca é abordada por um corretor. Terça-feira - Rosália pergunta por Esmeraldino ao senhor no terreno. Dorivaldo é intimado a ir para a dele- gacia e Xepa o defende da policia. Françoismostrasuagravação dePé- rolaaVitorHugo.Oempresário agra- dece a ajuda do amigo e se sur- preende ao saber da saúde precária do pai. Xepa fica feliz ao saber que Dorivaldo está livre e pede que Beni- to faça a entrega das frutas para Meg. Miro inicia o workshop com o debate entreLis e Édison. Osjovens trocam ofensas, enquanto o profes- sor tenta conter os ânimos. Terezi- nha foge de Matilda e ao ver o carro de Galeto, finge um desmaio. Quarta-feira - Rosália finge preocu- pação ao ver Isabela atordoada com a discussão. Antes de ir embo- ra, a fotógrafa conta que está grávi- da, surpreendendo Pérola e Vitor Hugo. Dorivaldo teme que Xepa se afaste e tem uma crise de tosse por medo de se declarar para a fei- rante. Rick garante que Feliciano fa- rá sucesso nas redes sociais, mas o deputado desconfia e ameaça o jovem. Robério afirma que está sendo pressionado pela mãe e dei- xa Geni curiosa ao contar que de- sistiu do seu grande sonho no pas- sado. No ateliê, Édison debocha da aliança entre a ex-namorada e Rosália, deixando Yasmin irritada. Quinta-feira - Rosália finge ser o do- cumento de uma cliente e deixa François desconfiado. O jovem deci- de segui-la, mas é interrompido pe- los capangas que trabalham com Tairone. Feliciano decide comemo- rar, mas Meg proíbe Júlio César de beber, deixando Lis intrigada. Geni, Graxinha e Gisele anunciam que Xe- pa é a nova presidente da associa- ção, surpreendendo a todos. Miro decide ir embora, enquanto Robério enfrenta Dafne. A periguete o esbo- feteia e os dois se beijam. Graxinha garante a Édison que vai cuidar dos garotos do futebol e promete ficar atento as propostas dos olheiros. Rosália exige que Yasmin vigieFran- çois, irritando a jovem. Sexta-feira - Miro dá início à pales- tra. Xepa fica envergonhada ao se apresentar na faculdade de Édison. Matilda se irrita com Dorivaldo e Ân- gelo,que assistem apalestra deXe- pa pela televisão. Júlio César fica perplexo ao saber que Pérola subor- nou François. Catherine continua assustada com o sumiço de seu fi- lho e é amparada por Yasmin. Lis discute com Édison no meio da pa- lestra enquanto Xepa defende seu filho. Xepa fica sabendo que Édison planejademolir a Vila do Antigo Bon- de em seu projeto. Pérola fica furio- sa ao achar que François está ar- mando algo. François sofre na mão dos sequestradores. Segunda-feira - As crianças conver- sam na casa abandonada sobre o que vão fazer nas férias. Laura dá a ideia de fazer um almoço român- tico em homenagem aos professo- res Helena e Renê. Os garotos co- lam uma carta na bola e chutam para perto do professor. Renê pe- ga a bola, sem notar quem a chu- tou e lê o bilhete que está escrito: "Siga o seu coração e te darei uma surpresa". Apaixonado, o profes- sor pensa que é um bilhete de He- lena. As crianças preparam o almo- ço romântico para os professores, com a ajuda de Eloisa. Helena che- ga à casa abandonada e se sur- preende com toda a decoração. Terça-feira - Cirilo chega com Maria Joaquina no campo onde ele irá jo- gar futebol com os meninos. Cirilo promete fazer um gol para a patrici- nha e consegue. As meninas come- moram e gritam seu nome, mas quando param percebem que Maria Joaquina continuaempolgada. Cirilo sai correndo e se ajoelha pra come- morar o gol. O menino tira a camise- tadotimeeexibeumaoutracamise- ta com a declaração: "Maria Joaqui- na, eu te amo". Cirilo manda beijos para a patricinha, que tentaesnobar a atitude. Kokimoto se machuca du- rante o jogo. Alícia pensa que pode- rásubstituí-lo,masumgaroto apare- ce e pede para jogar. Quarta-feira - As meninas se reú- nemnacasadeMariaJoaquinaees- peram ansiosamente Valéria e Bibi, que foram à casa da professora He- lena convencê-la a dar aula no próxi- mo ano para a mesma turma. Olivia liga para todos os pais dos alunos envolvidos e convoca uma reunião. Paulo, Mário, Jaime, Cirilo e Laura se reúnem na casa abandonada e começama pensarnos motivosque fez com que Olívia chamasse seus pais. A diretora conta a Helena o que aconteceu e a professora fica decepcionada. Olívia diz que ficou sabendo do ocorrido por conta de um informante secreto. Quinta-feira - Helena avisa aos alu- nos que eles passaram de todos os limites. Os pais questionam Olí- via sobre o que realmente aconte- ceu. Firmino fica irritado ao ver a di- retora esconder parte da história e decide contar tudo. Os pais se preocupam como ficará a situação de Firmino e prometem ajudá-lo se algo acontecer. Os meninos se per- guntam como Olívia conhece Lu- cas, no mesmo momento eles avistam Jorge deixando Lucas em casa e entendem o que aconte- ceu. Jaime ameaça bater em Jor- ge, mas Cirilo o defende. O riqui- nho diz que não precisa ser defen- dido por um filho de carpinteiro. Sexta-feira - Firmino vai embora do colégio, mas antes diz: "muito obri- gado", no pátio da escola vazio. He- lena conta pra Renêque as crianças insistiram muito para que ela conti- nue dando aula para eles. Firmino vai até a casa de Helena, diz que foi mandado embora e pede ajuda. Ra- faeloferecesuacasaparaqueFirmi- no possa ficar por um tempo. De re- pente começa uma manifestação na escola em prol do Firmino. Olívia se descabela toda com a bagunça do protesto e fica em estado de ner- vos. Os pais das crianças chegam à escola. A diretora pensa que isso re- presenta a volta da ordem, mas pa- ra sua infelicidade os pais se unem a seus filhos no protesto. Segunda-feira - Amarilys impede Ni- nho de contar para Bruno que é o pai biológico de Paulinha. Paloma acor- daepedeparaverafilha.Edithimplo- ra para que Félix fique com ela. Palo- ma conta que é mãe de Paulinha e pedequeCésaradeixeveramenina. Amarilys e Valentim tentam acalmar Ninho. Pilar desconfia da traição de César. Paloma élevada paraver Pau- linha.NinhocontaparaAlejandraque encontrou sua filha. Patrícia confes- sa que sentiu falta de Michel. Bruno estranhaafriezadePalomaecomen- ta com Amarilys. Carlito defende Val- direne da implicância de Denizard. Márciaconsegueosfalsosdocumen- tos para Atílio. Terça-feira - Félix acusa Lutero de não estar capacitado a continuar co- mo diretor clínico do hospital. César conversa com Lutero. Félix avisa a Jacques que precisa que ele conte o queviu nacirurgia desuairmãpara o conselho do hospital. Paloma pede para Amarilys inventar uma descul- pa para mandar Bruno embora. Bru- no decide contar a verdade sobre Paulinha para Paloma. Thales se desculpacom Nicole por tê-la beija- do. Priscila inventa uma desculpa para Pilar. Thales afirma a Leila que não seguirá seuplano, eela termina o namoro. Renan e Daniel ajudam no tratamento de Linda. Bernarda comenta com Aline que Pilar sentiu um cheiro de perfume em César. Quarta-feira - Félix convence o pai a conversarcomosmédicosemparticu- lar. Jacques conta a César que Palo- ma poderia ter morrido por causa de Lutero. César decide afastar Lutero docargo dediretor clínico dohospital. Valdirene é expulsa do vestiário e se lamenta com Márcia. Priscila diz a Pi- lar que namora Jefferson. César man- da Paulinha ser transferida para onde Paloma está. Félix pensa em come- morarcom Jacques a saída de Lutero docargo dediretor clínico dohospital. NikoconvidaAmarilysparajantarcom ele e Eron. Rebeca e Pérsio conver- samanimados. Quinta-feira - Paloma explica por quenãopodebeijarBrunoeotranquili- za. Paloma pede para Ciça ajudá-la a manter Bruno longe. Félix vai embora frustrado da casa de Jacques. Carlito é atingido ao tentar afastar uma briga entre Márcia e Rita Cadilac. Tamara aconselha Félix a pedir ajuda a César para conversar com Jonathan. Niko e Eron convidam Amarilys para gestar o filho que eles pretendem ter. Márcia se arruma para seu casamento com Atílio. Lutero é oficialmente afastado docargo dediretor clínico dohospital, eJacquesfingelamentarofato.Gigie Murilolevamum foradeLutero. Sexta-feira - Ninho tenta se enten- der com Paulinha. Bruno vende um apartamento Márcia chora ao desco- brirquefoiabandonada.Atíliovoltapa- ra casa e sente-se confuso. Thales considera os conselhos de Vega so- bre o plano de Leila. Nicole descobre que tem pouco tempo vida Amarilys contasobreapropostadeNikoeEron para Paloma e Félix. Bruno pede para conversar com Paloma. Félix pensa em usar Amarilys para se aproximar de Eron. Márcia sofre com o sumiço de Atílio. Ninho afirma que fará com que Paulinha goste dele. Joana acon- selha Lutero a conversar com Glauce quandotiverprovas.Glaucedecidesu- mircomoprontuário deLuana. Sábado - Paloma tenta convencer Brunoadeixá-lalevarPaulinhaparaca- sa Jonathan elogia Félix para Edith e Tamara. Pilar cobra atenção de Cé- sar. Edith pede para Félix não usar Jo- nathan para se aproximar de César. Patrícia e Michel ficam juntos. Renan tem uma crise alérgica com o jantar quePerséfoneprepara.Elenicedesco- bre que Glauce retirou um prontuário do arquivo e conta para Joana. Palo- ma garante que vai levar Paulinha pa- ra sua casa. Valdirene tenta animar Márcia.Ordália convence Bruno adei- xar Paulinha ficar com Paloma. Patrí- cia disfarça o carinho que faz em Mi- chel. Perséfone conta que passou a noitenaemergência comRenan. Resumo das novelas DONA XEPA - 22H30 CARROSSEL - 20H30 AMOR À VIDA - 21 HORAS GLOBO RECORD SBT DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 23 de junho de 2013 / 23 - TV
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    A vida éshow!A vida é show! Turismo Remelexo: o novo show de "Madagascar" no Busch Garden TURISMO - 24 / São José do Rio Preto, 23 de junho de 2013 DIÁRIO DA REGIÃO
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    Novas atrações nos parquesda Flórida colocam visitantes frente a frente com pinguins e robôs Agência O Globo Debaixo do sol escaldante do verão em Orlando, visitantes recorrem a bal- des de refrigerante cheios de gelo, montanhas-russas molhadas e até bo- nés com ventilador embutido. Se você imaginou se teletranspor- tando para o continente gelado da An- tártica nessas horas, agora poderá pro- var temperaturas abaixo de zero na no- va área do SeaWorld, Antarctica: Em- pire of the Penguim. É o lar de 250 pinguins e de um si- mulador, com 32 opções de percurso na aventura que segue Puck - um pin- guim com carisma para desafiar o rei- nado da orca Shamu. Nas férias de verão de lá também tem os gigantes de ferro de Transfor- mers, num simulador 3D, e no Busch Gardens, em Tampa, uma novidade para os pequenos: um show inspirado nos filmes "Madagascar". AgênciaOGlobo DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 23 de junho de 2013 / 25 - TURISMO
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    Parques de Orlandoe Tampa exibem novidades para as férias de julho, em que animais da Antártica e Transformers roubam a cena Agência O Globo No mapa do SeaWorld, a longínqua Antártica fica perto do continente perdido de Atlantis. A nova área inspirada no continente do Polo Sul, aberta ao público no fim de maio, brilha aos olhos. As estruturas que repli- cam geleiras entre três e 15 metros de altura guardam bo- linhas de vidro, imitando cristais de gelo. A recriação do ambiente inóspito que ocupa uma área de 16 mil m² levou três anos. Mais de 400 profissionais se envolve- ram no projeto, o maior investi- mento feito nos últimos anos no SeaWorld - que completa 50 anos em 2014 com vários even- tos comemorativos. Só a trilha sonora, baseada no sopro dos ventos, levou 18 meses para ser composta e gra- vada por uma orquestra de 65 músicos de Seattle. A ideia era reproduzir um destino para onde poucas pes- soas têm a oportunidade de ir. A Antártica ainda é um dos poucos lugares do mundo inex- plorados, de difícil acesso. Em Orlando, antes só era possível ver os pinguins separados por vidros no antigo Penguin En- counter (que fechou em janeiro de 2012). Por conta da atração ante- rior, os 250 pinguins da Antár- tica de Orlando já são, a maio- ria, nascidos na Flórida ou em outros parques do grupo Sea- World e zoológicos do país. Quatro espécies convi- vem pacificamente, e os pri- meiros visitantes podem ob- servar como as aves se com- portam enquanto se habi- tuam ao novo lar. Instrutores recebem os visi- tantes, tirando dúvidas e garan- tindo que nenhuma criança de- cida tocar nos pinguins - que, de fato, ficam ao alcance de um bracinho curto. Para chegar até lá, passa-se por uma expedição pela Antár- tica dentro de um simulador. Na entrada, acompanhamos o nascimento de Puck, pinguim da espécie gentoo. Durante a fila, as temperatu- ras vão caindo gradualmente. É possível escolher uma expedi- ção wild ou mild, o que seria o equivalente em português do 'com' ou 'sem emoção', respecti- vamente. Mas como a atração é dire- cionada à família, a emoção não passa de uns trancos e gi- ros mais velozes. Por outro la- do, cada visita ao brinquedo po- de ser diferente: os carros se movem por placas magnéticas, sem trilhos, e os percursos são variáveis, num total de 32 op- ções, com diferença até no tem- po da expedição. Puck se vê diante de preda- dores do mar e de ventania bra- va até que, enfim, encontra seus pares. Os turistas são rece- bidos pelos solenes pinguins de casaca, a uma temperatura de -1˚ grau. As medidas para aclimatação funcionam, mas se pretende passar um pouco mais de tempo ali, melhor ter à mão um casaco. SeaWorld - expedição gelada e surpreendente EUA Funcionária alimenta os pinguins do SeaWorld Painel em prédio anuncia a chegada dos robôs ao Universal Studios TURISMO - 26 / São José do Rio Preto, 23 de junho de 2013 DIÁRIO DA REGIÃO
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    Na próxima sala,um show de natação ágil e bela. Pinguins como Puck mergulham cerca de 450 vezes por dia em busca de comida. Já de volta ao calor, há um mural com 18 espécies de pin- guins esculpidas onde ficam instrutores e telas touch screen com informações. O Expedition Cafe, cujo vi- sual imita a arquitetura das ba- ses de pesquisa no continente, traz opções de culinária asiática, italiana e americana, e uma novi- dade: uma horta hidropônica. Na loja de suvenires, a novi- dade é um copo tecnológico que pode ser customizado. Saio- tes, perucas, óculos e outros itens transformam os pinguins, que, por conta de um chip, agra- decem pela redução do impac- to ecológico cada vez que são reabastecidos. Também não faltam obje- tos com o rosto de Puck - e os criativos do SeaWorld já veem para o pinguim um futuro pro- missor no showbusiness além- parque, ameaçando a hegemo- nia de Shamu. Após o acidente em 2010 que resultou na morte de uma treinadora durante um espetá- culo, o show diário da orca con- tinua atraindo milhares, mas sem contato físico com os apre- sentadores. Geleiras: construções reproduzem formações geológicas do continente e chegam a 15 metros de altura Quem faz mais sucesso? Simulador: carros se movem sobre placas magnéticas Café tem o aspecto das estruturas usadas por pesquisadores no continente A orca 1 - Desde 1965, quando chegou ao parque de San Diego, a Shamu é ícone do SeaWorld 2 - Em Orlando hoje, há sete orcas, mimadas por 12 funcionários 3 - É um sucesso: faz 780 shows por ano e tem mais de mil produtos licenciados 4 - No SeaWorld, elas não comem pinguins, mas abocanham 113 quilos de peixe por dia O pinguim 1 - Puck acaba de estrear no SeaWorld, estrelando uma das atrações mais caras da história 2 - Começou bem: Antarctica é a atração mais procurada do parque atualmente 3 - Já tem uma centena de produtos licenciados 4 - São 24 funcionários para 245 pinguins 5 - Come entre 1 e 2 quilos de peixes por dia. I Dezoito espécies de pinguim Agência O Globo DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 23 de junho de 2013 / 27 - TURISMO
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    Vinte 20 dançarinose cantores fazem um show simples, mas bem animado, de 20 minutos Agência O Globo A trilha sonora deste verão no Busch Gardens, em Tampa, inclui a música preferida do rei Julien, o lêmur de "Mada- gascar", "Eu me remexo muito" - na versão em inglês, é fácil de cantar "I like to move it". A canção-chiclete da fran- quia da DreamWorks compõe o show "Madagascar Live! Operation: Vacation" que es- treou dia 18 de maio no Busch Gardens. A história é simples: de fé- rias na Flórida, os pinguins, o leão Alex, a hipopótamo-fê- mea Glória, além de Julien, saem cantando e dançando pa- ra celebrar. Vinte 20 dançarinos e can- tores fazem um show simples, porém animado, de 20 minu- tos. São dois a quatro shows por dia na alta temporada, com horários diversos, entre 12h30 e 19h. O espetáculo ocupa o tea- tro Stanleyville, antes uma are- na aberta, reformado especial- mente para isso. O lugar acomo- da até mil pessoas sob um siste- ma potente de ar-refrigerado. Depois da apresentação, for- ma-se uma fila para tirar fotos com os personagens. Mas é fá- cil topar com eles pelo parque. Reconhecido por suas atra- ções radicais, como as monta- nhas-russas SheiKra, Montu e Kumba, o Busch Gardens apostou nos últimos anos em atividades mais voltadas para a família. No ano passado, abriu seu centro veterinário para os visi- tantes. No Animal Care Cen- ter, os cuidados antes feitos nos bastidores, agora estão à vista. Logo na entrada, uma aula de culinária bem diferen- te: como preparar a combina- ção preferida de insetos para um tatu-bola ou um sorvete de frutas para elefantes. No verão passado, também, o Busch Gardens inaugurou um show de patinação de gelo, o Iceploration. A partir da rela- ção de um menino doido por tecnologia e seu avô aventurei- ro, passeia-se por diversos ecos- sistemas, como o parque africa- no Serengeti e a Amazônia sul- americana, representados por bonecos gigantes, patinadores e animais de verdade. São 30 minutos de show, que valem a parada na maratona de monta- nhas-russas. Neste ano e no ano passa- do, o Busch Gardens inaugu- rou atrações para a família. No ano que vem, compensará acrescentando ao portfólio das atrações radicais talvez a mais emocionante delas. A Falcon Fury foi apresentada durante o Pow Wow, a maior feira ame- ricana de turismo, realizada em Las Vegas. É uma torre de 102 metros de altura de onde os corajosos vão cair numa velocidade de 96 km/h em cinco segundos. Só que, diferentemente de ou- tras, antes de despencar o brin- quedo vai girar em 90 graus, deixando as pessoas em uma posição de mergulho. A atração, planejada para ser a mais alta torre de queda livre do país, é inspirada no mergulho que aves predado- ras, como o falcão, realizam no momento da caça. A inauguração da Falcon Fury está prevista para o segun- do trimestre de 2014, e é o maior investimento do Busch Gardens desde o lançamento da Cheetah Hunt - a montanha- russa baseada na velocidade dos guepardos, aberta em 2011. Ficará na área Tim- buktu, no lugar da Sandstorm, que funcionava há 34 anos. No Busch Gardens, animais dançantes e mergulho do falcão EUA Em 2014, uma atração radical: Pow Tow, que proporciona queda de 102 metros de altura em 96 km/h TURISMO - 28 / São José do Rio Preto, 23 de junho de 2013 DIÁRIO DA REGIÃO
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    Não falta carismaaos auto- bots, os robôs do bem de Trans- formers.Protagonistasdeprogra- mas de televisão e de três longas de sucesso de bilheteria, os nati- vos de Cybertron estrelam o maior lançamento do Universal Studios Flórida desta temporada. Comisso, Transformers:The Ride - 3D será uma das poucas atraçõesdaUniversalStudiospre- sente em três unidades da marca. Os robôs fizeram sua estreia nos parques temáticos em Cingapu- ra, em 2011. Chegaram a Hollywood no ano passado. E em Orlando,detêmorecordedetem- po para a construção de um brin- quedo,umano.A atraçãoocupaa antiga área de Xena e Hércules, em frente à lagoa do parque. Des- de 31 de maio, está aberta em es- quemadesoftopening,comhorá- rios e dias restritos. Mas o simulador de Orlando tem suas particularidades. A mais notável delas, com certeza, é o Optimus Prime, com quase no- vemetros dealturae novetonela- dasrecebendoosvisitantesnaen- trada do bunker. A história por trás da aventura é a mesma: os decepticons nova- mente estão atacando a Terra e os autobots,juntocomnovosrecrutas (nós),precisamossalvar o planeta. Na fila, conhecemos os auto- bots e decepticons. A atração de Orlandoganhoumaisbotões,ma- nivelas e detalhes com os quais as crianças podem interagir para passar o tempo. Na batalha, embarca-se num robô criado especialmente para a atração, o Evac - um carro que percorrerá centenas de metros de trilhos, agitando-se e interagindo com a aventura nas telas de mais de18metrosdealtura,quegaran- tem realismo às cenas. O simulador segue o padrão de The Amazing Adventures of Spiderman,abertoem1999noIs- land of Adventure e renovado no ano passado. Mas para a atração de Trans- formers em Orlando, a Universal já incrementou a qualidade das projeçõesem3D,alémdemodifi- car alguns movimentos nos tri- lhos para se ter uma sensação mais apurada. Enquanto num canto do parque luta-se pela resistência do planeta, noutro provamos a fumegante bebida da Moe's Ta- vern. O bar preferido de Ho- mer Simpson é um dos pontos altos da nova área temática ins- pirada em Springfield, anexa ao simulador inaugurado em 2008, The Simpsons Ride. As atrações abrirão aos pou- cos ao longo de julho; a área to- da deve estar pronta até a últi- ma semana do mês. Já funciona uma praça de ali- mentação num único prédio - o mesmo em que já existia uma área de lanches rápidos. O bar do Moe é separado, com direito a estátua de Barney Gumble em tamanho real, viran- doumacanecadecerveja.Nãofal- ta o drinque Moe Inflamado (pa- rece um refrigerante de laranja, e vem com gelo seco para criar fu- maça) nem a Duff, produzida por umacervejarialocalespecialmen- te para o parque. As fachadas são bem fiéis ao desenho de Matt Groening, a ponto de exibir pichações de El Barto. Ainda fechada ao público está a nova atração Kang & Ko- dos' Twirl 'n' Hurl, um carros- sel para crianças em homena- gem aos extraterrestres verdes de um olho só. Uma cervejaria Duff, de ti- jolinhos vermelhos, ficará dian- te do lago e terá como vizinha a famigerada estátua de Jebediah Springfield. I Veterinário ensina a preparar a ração preferida do tatu-bola Pinguins personagens de "Madagascar" posam com turistas Optimus Prime na entrada do simulador Na Universal, robôs em versão 3D Fotos: Agência O Globo DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 23 de junho de 2013 / 29 - TURISMO
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    Entreas apostasdos fãs,estãoo barCaldeirãoFurado ealoja Gemialidades,dos gêmeosde RonyWeasley Agência O Globo Ao ver o Expresso de Ho- gwarts parado na entrada da área de Harry Potter, aberta em 2010 no Islandsof Adventure, osfãs da série imaginam como seria diver- tido embarcar no trem. Pois isso será possível no verão americano do ano que vem, com abertura da expansãodaáreadedicadaaobru- xo em Orlando. Os trilhos vão conectar os dois parques da Universal, pas- sando, inclusive pelos bastido- res dos estúdios e conectando o vilarejo bruxo de Hogsmeade à nova área, no parque Universal Studios Flórida. As janelas do trem devem reproduzir o interior do Reino Unido. A Londres de J. K. Ro- wling e o Beco Diagonal (a área de compras de itens para bruxa- rias na capital inglesa) serão re- criados em detalhes. Nos blogs, fãs discutem quais espaços da ficção ganha- rão vida. O que está confirmado é que a principal atração estará dentro do banco de Gringotes, prédio de fachada torta guarda- do por um dragão, e provavel- mente será um simulador fiel à experiência de se descer nos tri- lhos que levam aos cofres. Lojas e um restaurante tam- bém fazem parte do projeto - en- tre as apostas dos fãs, estão o bar CaldeirãoFuradoealojaGemiali- dades, dos irmãos gêmeos de Rony Weasley. O Nôitibus An- dante muito provavelmente fará parte da nova área. Expansão da área Harry Potter recria Londres EUA No Winter Park, vitrais do museu Charles Hosmer Morse Passeio de barco pelos canais e lago da região TURISMO - 30 / São José do Rio Preto, 23 de junho de 2013 DIÁRIO DA REGIÃO
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    Como chegar As empresasAmerican Airlines e Copa têm tarifas a partir de R$ 2.516. Valores com taxas para o mês de julho. Parques SeaWorld: Ingressos combinados para SeaWorld Orlando, Busch Gardens e Aquatica saem US$ 159 para adultos; e US$ 151 (até 9 anos). Só para SeaWorld, o bilhete custa US$ 92 (acima de 9 anos); só para Busch Gardens, US$ 89 (acima de 9 anos). seaworld.com Discovery Cove: Bilhetes incluem entrada no SeaWorld, Aquatica e experiência com golfinho por US$ 339 ou a partir de US$ 219 (sem a atividade com golfinhos). É preciso reservar. discoverycove.com Universal: Para visitar o Universal Studios Flórida ou o Islands of Adventure numa só entrada, o bilhete custa US$ 92 (adulto) e US$ 86 (até 9 anos). Há diversas opções de ingressos, variando o número de entradas e parques. universalorlando.com Veraneio na cidadezinha perto de Orlando Perto de Orlando, existe um cantinho com cara de cidade pe- quena:WinterPark, a apenas 20 minutos ao norte do centro de Orlando, tem galerias de arte, parques, museus, bons restau- rantes, ótimas comprinhas e um incrível passeio de barco pelos canais históricos da região. Magnatas da Nova Inglater- ra fundaram Winter Park no fim do século 19, época em que não havia quase nada nas redon- dezas.Eles fugiamdoinvernori- goroso do norte do país para aproveitar as temperaturas ame- nas da região. Daí o nome Winter Park. Com a inauguração da ferrovia em 1885 e da primeira universi- dade da Flórida, a cidade cres- ceu, ganhou bons hotéis e fama de resort. Hoje, não faltam atividades culturais, como concertos ao ar livre e festivais de música, arte e cinema. Suas ruelas arborizadas ajudamamanteroclimadecida- depequena,eavelocidademáxi- ma permitida de 32 km/h para os carros garante o sossego. Uma boa pedida é começar pelo Boat Scenic Tour, um pas- seio de uma hora em um peque- no barco por três dos sete lagos da região e dois de seus estreitos canais. Pássaros mergulhando em busca de peixes, uma exuberan- te vegetação que inclui carva- lhoscommaisde250anos,enor- mes ciprestes, palmeiras e dife- rentestiposdesamambaiascom- põem a beleza da paisagem. Depoisdopasseio,valecami- nhar até Park Avenue, a princi- palemaissofisticadaviadacida- de,commaisdecem lojasebuti- ques, cafés, museus e lindas pra- ças. O lugar é ótimo para almo- çar-difíciléescolherentreosvá- rios restaurantes. O Park Plaza Gardens é um dosmaisfamosos.Alémdoespa- çoexterno,commesinhasnacal- çada, o interior parece um gran- de jardim de inverno, com um átrio cercado de árvores. Uma boa sugestão de prato principal éacauda de lagosta,servida com massa da casa, vegetais da esta- ção e molho de vinho branco, li- mão e manteiga (US$ 30). Ainda na ParkAvenue fica o museu de arte americana Char- les Hosmer Morse, que exibe o mais abrangente conjunto de obras do norte-americano Louis Comfort Tiffany no mundo. A coleção do museu inclui joias, cerâmica, pinturas, vitrais, alémdealgumasdesuaspremia- das luminárias. O museu tam- bém possui uma grande coleção de arte cerâmica americana, as- sim como uma importante cole- ção de pinturas, gravuras e arte decorativa do país do fim do sé- culo 19 e início do século 20. Para fechar a visita a Winter Park é indispensável a happy hournoTheWineRoom.Suces- so entre locais e turistas desde 2006, a casa projetada como uma grande adega tem máquinas self- service de degustação de vinho com150rótulosselecionados,en- tre americanos e estrangeiros. O cliente compra um cartão magnético com valor em crédito para usar nos aparelhos e, com uma taça na mão, vai escolhen- do seus vinhos. Cada máquina tem um nú- mero de garrafas distribuídas ao longo da loja por estilos e varie- dades como chardonnay ou ca- bernet sauvignon. Para experi- mentar, é só inserir o cartão, es- colher entre as três dosagens di- ferentes e posicionar a taça. O preço da menor dose, de 30 ml, variaentreU$1,50eU$19.Gos- tando do vinho, é possível com- prar a garrafa. I Programe-se Winter Park é repleta de galerias de arte Máquinas servem pequenas doses de vinhos de rótulos variados Gringotes: dragão sobre a torre do banco em destaque Fotos: Agência O Globo DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 23 de junho de 2013 / 31 - TURISMO
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    Paulo Coelho Os contosdos padres do deserto Escritor A busca espiritual é uma ponte sem corrimão atravessando um abismo. Os extremos nos afastam do Caminho Durante o início da era cristã, o mostei- ro de Sceta tornou-se o centro de conver- gência de muita gente que, depois de re- nunciar ao que tinha, ia morar no deserto que circundava o mosteiro. Muitos dos en- sinamentos destes homens foram coleta- dos, e publicados em diversos livros. Nesta coluna (e em outras, no futuro), comparti- lharemos juntos de alguns destes textos. O caminho do meio O monge Lucas, acompanhado de um discípulo, atravessava uma aldeia. Um ve- lho perguntou ao asceta: - Santo homem, como me aproximo de Deus? - Divirta-se. Louve o Criador com sua alegria - foi à resposta. Os dois continuaram a caminhar. Nes- te momento, um jovem aproximou-se. - O que faço para me aproximar de Deus? - Não se divirta tanto - disse Lucas. Quando o jovem partiu, o discípulo co- mentou: - Parece que o senhor não sabe direito se devemos ou não devemos nos divertir. - A busca espiritual é uma ponte sem corrimão atravessando um abismo – res- pondeu Lucas. - Se alguém está muito per- to do lado direito, eu digo “para a esquer- da!” Se aproximam do lado esquerdo, eu digo “para a direita!”. Os extremos nos afastam do Caminho. A busca do sábio O abade Abraão soube que perto do mosteiro de Sceta havia um sábio. Foi pro- curá-lo e perguntou: - Se hoje você encontrasse uma bela mulher em sua cama, conseguiria pensar que não era uma mulher? - Não, - respondeu o eremita, - mas con- seguiria me controlar. O abade continuou: - E se descobrisse moedas de ouro no deserto, conseguiria ver este ouro como se fossem pedras? - Não. Mas conseguiria me controlar para deixá-lo onde estava. Insistiu Abraão: - E se você fosse procurado por dois ir- mãos, um que o odeia, e outro que o ama, conseguiria achar que os dois são iguais? Disse o ermitão: - Mesmo sofrendo, eu trataria o que me ama da mesma maneira que o que me odeia. Naquelanoite, aovoltarparao mosteirode Sceta, Abraão comentou com seus noviços: - Vou lhes explicar o que é um sábio. É aquele que, ao invés de matar suas paixões, consegue controlá-las. O fato Matthew Henry é um conhecido espe- cialista em estudos bíblicos. Certa vez, quando voltava da Universidade onde le- ciona, foi assaltado. Naquela noite, ele es- creveu a seguinte prece: Quero agradecer Em primeiro lugar, porque eu nunca fui assaltado antes. Em segundo lugar, porque levaram a minha carteira, e deixaram a minha vida. Em terceiro lugar, porque, mesmo que tenham levado tudo, não era muito. Finalmente, quero agradecer. Porque eu fui aquele que foi roubado, e não aquele que roubou. I 32 / São José do Rio Preto, 23 de junho de 2013 DIÁRIO DA REGIÃO