SlideShare uma empresa Scribd logo
Coleção Mundo Jovem
SANTANA DE PARNAÍBA
ÁGUAum retrato do universo hídrico que nos cerca
Maria de Souza Oliveira
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um retrato do universo hídrico que nos cerca
SANTANA DE PARNAÍBA
ÁGUA
Maria de Souza Oliveira
Coleção Mundo Jovem
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Compromisso socioambiental
Um projeto para crescer
Agradecimento
Vem com a gente
A Água
Pinheiros-Pirapora
A água no seu corpo
A água no planeta
A água potável no mundo
A água e os alimentos em ou-
tros itens do seu dia a dia
Economize na cozinha
Desafio
Um recurso essencial
As regiões hidrográficas
Na palma da mão
O ciclo da água
Como colaborar
Crie seu próprio terrário
O rio no passado
Tietê e a história de Parnaíba
O Tietê hoje
De onde vem a água que você
usa
Fontes que brotam do chão
Capítulo 1
A água que nos cerca
Capítulo 3
A água no Brasil
Capítulo 2
O caminho do Tietê
íNDICE
3
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28
30
30
31
32
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33
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34
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37
39
39
41
42
43
44
46
Princípios
Calcule o seu consumo
A chuva pode ser a resposta
Quanto você pode armazenar
Mil e uma utilidades
Crie, recrie, recicle
Círculo de bananeiras
Desinfetante natural
Cisterna de ferrocimento
Não dá para viver sem água
Eles também precisam
Biossistema integrado
Sustentabilidade em ação
Reduza seu consumo
Conflitos da seca
Tem solução
Vamos cuidar da água?
Nas águas de Parnaíba
Uma oportunidade de aprender
Prefeitura de Santana de Parnaíba
em ação
Referências bibliográficas
Capítulo 4
Agora é com você
Capítulo 5
Todos somos responsáveis Considerações finais
4
Ser parte do meio ambiente – esse é o compromisso ambiental da Plural. Nosso
desafio, nesse caso, é inserir nossa empresa, de forma efetiva e real, em um contexto
em que esse compromisso se materialize em ações de preservação e desenvolvimento,
justamente no meio ambiente em que estamos inseridos.
ParanósdaPlural,nãobastouterumacertificaçãoambientalnotratamentodenossos
resíduos líquidos, sólidos e orgânicos. A importância de nossa inserção em um papel
socioambiental no município em que trabalhamos e, por consequência, conquistamos
nossas riquezas, é uma das contrapartidas que reforçam nossas preocupações com a
continuidade do negócio da Plural.
Nesse sentido, temos dois importantes projetos que nos tornam orgulhosos de
pertencer ao município de Santana de Parnaíba. O primeiro deles, criado há 6 anos,
é o Print School ou Escola de Impressão, para jovens estudantes do 2° grau que têm
a oportunidade de aprender um ofício e, assim, iniciar uma nova fase de crescimento
pessoal com uma profissão e um emprego em nossa empresa. O segundo é o projeto
Coleção Mundo Jovem, que estamos apresentando a vocês como forma de contribuir
com a educação daqueles que serão responsáveis por continuar, mudar ou manter
nossas ações!
Agradeço ao Prefeito de Santana de Parnaíba, Elvis Cezar; a autora, Maria de Souza
Oliveira, da Práxis Socioambiental; a Ana Bush e Noelly Russo, da Tuva Editora; a
Adriana Gasparini, da área de Gestão Humana da Plural; e a todos que apoiaram e
contribuíram para que este trabalho reforce nosso compromisso ambiental.
Carlos Jacomine
Diretor Geral – PLURAL Indústria Gráfica
Compromisso socioambiental
Usina Edgard de Souza, em Santana de Parnaíba
5
Desenvolver mais uma parceria com a PLURAL Indústria Gráfica, para nós, é uma
enorme satisfação. Especialmente um projeto tão bonito como este, que aborda de
modo formidável um tema de extrema significância e de grande pertinência em tempos
em que o meio ambiente não vem sendo tratado com o respeito que deveria.
Além do conteúdo tão relevante, a Coleção Mundo Jovem tem um projeto gráfico
rico que cumpre com a proposta de cativar nossas crianças e jovens com explicações
ilustrativas e cheias de cores.
Desta forma, ficamos orgulhosos de podermos viabilizar mais esta conquista e de
trazer para nossos alunos mais um valioso instrumento de aprendizagem. Aproveitem!
Elvis Cezar
Prefeito de Santana de Parnaíba
UM PROJETO PARA CRESCER
Foto: Empresa Metropolitana de Águas e Energia
6
agradecIMENTOS
Pela colaboração fundamental, sem a qual este livro não teria sido produzido,
agradecemos ao prefeito de Santana de Parnaíba, Elvis Cezar; ao prof. Jailton Aparecido
Rodrigues, Secretário Municipal de Educação; aos profs. Sandro Aparecido Ferreira e
AirtondaSilvaTeles,DiretoresdeEducação;àprofa.PedrinadeLourdesRosa,Supervisora
de Ensino; à profa. Simone Moreira e Monyelle Braga Rudolpho, da Secretaria Municipal
de Educação.
Também agradecemos aos professores Ana Cláudia Villeroy, Mônica Cardozo e
Nilson Leonardo Bueno, do Colégio Municipal Professora Ruth Azevedo Silva Rodrigues,
e a Walmir Ramos Leite, do Colégio Municipal Professor Carlos Alberto Siqueira.
Agradecemos aos alunos do 6º ano B do Colégio Municipal Professor Carlos
Alberto Siqueira, Analia Pereira dos Santos, Breno Cunha Fernandes, Henrique Andrade
da Silva, Lívia Fernanda da Silva, Rayane Oliveira Soares, Stephany Marinho dos Anjos,
Thuady Santos de Castro, Tiago dos Santos de Almeida e Wendel Bonifácio Ferreira.
Agradecemos à Fátima Aparecida Muro, Secretária Municipal da Cultura e
Turismo;eàAgacirEleutério,daSecretariadeCulturaeTurismoedoCentrodeMemória
e Integração Cultural; a Jaderson Spina, Secretário Municipal de Planejamento e Meio
Ambiente; a Júlio César Lamarca, Diretor de Meio Ambiente; e Amarildo E. C. Jordão,
da Secretaria Municipal de Planejamento e Meio Ambiente. Agradecemos também ao
biólogo Renato Bacchi; a a Maria Oliveira e Carolina Gonzalez, da Práxis Socioambiental.
Agradecemos ainda à Tuva Editora e às crianças Artur Vilela, Geovani Aniceto,
Martin Vilela e Tomas Vilela, que participaram das experiências fotografadas nestas
páginas. Agradecemos à Lucia Fragoso Calasso e à Andrea Rissardo, do Instituto
Brookfield; ao Gustavo Aloe e à Amanda dos Santos Sousa, da Fundação Alphaville.
AgradecemosaospermacultoresAndréSoareseLucyLegan,doInstitutodePermacultura
e Ecovilas do Cerrado (Ecocentro Ipec), cujos conceitos e práticas compartilhados
foram abordados neste material, e a Mario Luiz do Nascimento Oliveira, da Empresa
Metropolitana de Águas e Energia.
Carlos Jacomine, Diretor Geral da PLURAL
Indústria Gráfica
Equipe de trabalho
Cordenadores do projeto - equipe da prefeitura e
PLURAL
7
Se nosso planeta tivesse nascido há uma hora, a humanidade teria surgido no
último segundo. Pode-se dizer que, assim como você, a humanidade é jovem. Um
jovem que precisa ficar mais atento à natureza que o cerca, perceber que nela tudo
circula, se conecta e se interliga em perfeita harmonia desde o princípio.
Como em uma orquestra viva, a água evapora do mar, vira nuvem, que provoca a
chuva, que vira rio e que volta a desaguar no mar.
A água que circula em nosso corpo, assim como o ar que respiramos, repete esse
mesmo movimento, nos ligando uns aos outros e ao ambiente que nos cerca. Esse
equilíbrio depende de todos os seres vivos, mas nos esquecemos um pouco dessa
ideia de sintonia e acabamos provocando mudanças, sem nos preocupar com as
consequências em nosso planeta.
Este livro é um convite para que possamos conhecer um pouco mais sobre a
manutenção dessa teia que sustenta a vida. Um convite para refletir sobre sua
relação com a água e com os demais seres vivos. Para repensar a dinâmica e as
atitudes que adotamos em casa a partir dessa perspectiva, tendo a consciência de
que dependemos uns dos outros. Essa é uma proposta para tratar do planeta a
partir do mundo que está à nossa volta, porque ele depende de você. E você dele.
O planeta Terra é uma pequena partícula na imensidão do universo, e o nosso Sol
é uma dentre milhões de estrelas em nossa galáxia, mas aqui é nossa casa. Nosso
papel é cuidar dela.
Maria de Souza Oliveira
Práxis Socioambiental
vem com a gente
8
Santana de Parnaíba, São Paulo
Foto: Instituto Brookfield
9
A água é o recurso natural de maior importância para a existência dos seres
vivos na Terra. Sem ela, nenhum ser humano, animal ou vegetal sobreviveria.
Não foi à toa que as grandes civilizações, desde a Antiguidade, se desenvolveram
às margens de grandes rios e lagos.
Mas o que chama a atenção quando abrimos o jornal ou ligamos a TV é que
esse valioso recurso natural vem sendo colocado em risco, por ter sido tratado –
ao longo de décadas – de maneira irresponsável.
A escassez, o consumo desigual e a má distribuição da água afetam toda a
engrenagem que movimenta a vida do planeta. Em países do Oriente Médio e
da África e até mesmo no Brasil, a falta de água chega a ser motivo de conflitos.
Enfrentamos uma grande crise hídrica, estampada nas manchetes e mostrada
todos os dias na televisão.
Neste livro, você vai aprender mais sobre a água de sua cidade, de sua região
e do país. Entenderá como surge, como se recicla e como interfere diretamente
em sua vida. Você não é o único responsável, mas é peça-chave desse sistema.
Por isso, pode, sim, cuidar desse recurso. Comece já!
Os editores
A ÁGUA
Santana de
Parnaíba
São Paulo
SP
PR
MG
Rio do Sangue, Mato Grosso
Santana de Parnaíba, São Paulo
Chuva sobre o monte Roraima
Alter do Chão, Pará Vista aérea da floresta Amazônica
Fotos:CaioVilela/AgênciaTuvaeInstitutoBrookfield
10
BACIAS HIDROGRÁFICAS DO ESTADO SUBCOMITÊS DA BACIA DO ALTO TIETÊ
VOCÊ
ESTÁ
AQUI
Cantareira-Juqueri
Pinheiros-Pirapora
Cabeceiras do Tietê
Billings-Tamanduateí
Cotia-
Guarapiranga
Penha-Pinheiros
Tamanduateí
Oceano Atlântico
Bacia do
Rio Tietê
Região hidrográfica de
São José dos Dourados
Região Hidrográfica
da Vertente Litorânea
Região Hidrográfica
Aguapeí e Peixe
Região Hidrográfica da
Vertente Paulista do Rio
Paranapanema
Região Hidrográfica
da Vertente Paulista
do Rio Grande
Bacia do Rio
Paraíba do Sul
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Serra da Mantiqueira
Mogi-Guaçu
Pardo
Sapucaí-Mirim / Grande
Baixo Pardo / Grande
Turvo Grande
São José dos Dourados
Paraíba do Sul
Alto Tietê
Sorocaba e Médio Tietê
Piracicaba, Capivari e Jundiaí
Tietê – Jacaré
Tietê – Batalha
Baixo Tietê
Aguapeí
Peixe
Pontal do Paranapanema
Médio Paranapanema
Alto Paranapanema
Ribeira do Iguape e Litoral Sul
Baixada Santista
Litoral Norte
1
CAPÍTULO
A água que nos cerca
Bacia hidrográfica é um agrupamento
de terras drenadas por um rio
principal e seus afluentes.
Comitê de bacia hidrográfica é um
órgão colegiado, consultivo e deliberativo
criado em 1997 para gerenciar as águas
das bacias hidrográficas de forma
descentralizada. Participam representantes
de instituições governamentais, da
sociedade civil e de empresas.
SAIBA MAIS
A água é o líquido mais abundante
da Terra. No entanto, quase 750 mil
pessoas sofrem com a sede no mun-
do. Não é preciso ir muito longe para
perceber o enorme desafio que existe
na distribuição desse recurso.
Para abastecer os quase 20 milhões de
habitantes da região metropolitana de São
Paulo é preciso importar água. O motivo é
que a bacia hidrográfica do Alto Tietê, mes-
mo sendo grande, não tem recursos sufi-
cientes para atender aos 39 municípios da
Grande São Paulo, onde fica Santana de
Parnaíba.
Para suprir a demanda nessa área, onde
76% da água destina-se a consumo domés-
tico, é preciso recorrer às bacias dos rios Pi-
racicaba, Capivari e Jundiaí.
Mesmo assim, a falta de água na Gran-
de São Paulo será um tema recorrente. Para
administrar melhor a distribuição no Alto
Tietê, gerenciado pelo Comitê de bacia hi-
drográfica, foram criadas 6 sub-bacias.
Parnaíba pertence à de Pinheiros-Pirapora.
Fonte: Plano de recursos hídricos do estado de São Paulo
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AS ÁGUAS DO PINHEIROS-PIRAPORA
PIRAPORA DO BOM JESUS
SANTANA DE PARNAÍBA
BARUERI
JANDIRA
ITAPEVI
CARAPICUÍBA OSASCO
Para acompanhar a situação dos
reservatórios de água que abastecem o
estado de São Paulo, acesse
bit.ly/mj_reservatorio
na internet
SAIBA MAIS
Manancial - fontes de água,
superficiais ou subterrâneas,
usadas para o abastecimento
público. Incluindo rios, lagos,
represas e lençóis freáticos.
Gás sulfídrico é um gás incolor,
com forte odor, inflamável em
altíssimas concentrações e
resultante da decomposição
de matéria orgânica.
Fonte: Instituto 5 Elementos. Águas no Oeste do Alto Tietê, 2005
pinheiros-pirapora
Além de Santana de Parnaíba, a sub-bacia
dos rios Pinheiros e Pirapora abastece Barue-
ri, Carapicuíba, Itapevi, Jandira, Osasco, Pi-
rapora do Bom Jesus e São Paulo. Seus prin-
cipais mananciais de abastecimento público
são o reservatório Pedro Beicht e o rio Cotia.
Poluentes
O Tietê é um dos prinicipais corpos
d’água dessa subacia e chega a Santana
de Parnaíba carregando resíduos trazidos
das outras cinco sub-regiões de sua bacia:
Billings-Tamanduateí, Cabeceiras do Tietê,
Cantareira-Juqueri, Cotia-Guarapiranga e
Penha-Pinheiros-Tamanduateí. As águas re-
cebem toneladas de lixo, dejetos humanos e
poluentes químicos.
mau cheiro
Com o despejo de esgoto sem tratamen-
to no rio, muita matéria orgânica se mis-
tura a suas águas. A decomposição desse
material produz gás sulfídrico.
O gás provoca o mau cheiro sentido nas
áreas próximas ao rio. Isso afeta a vida coti-
diana dos moradores de Santana de Parna-
íba e de outras cidades da região. O contato
com o gás pode provocar irritação nos olhos
e no sistema respiratório.
12
A água no PLANETA
71% 97,5%
2,5%
68,9%calotas polares
29,9%Água subterrânea ou lençóis freáticos
0,3%Rios, lagos e represas
0,9%Outros reservatórios
0,01%Atmosfera
ONDE SE ENCONTRA A ÁGUA DOCE
da superfície da Terra
é preenchida por água Água salgada
Água doce
VOCÊ SABIA?
A ÁGUA NO SEU CORPO
0-2 anos 2-5 anos 5-10 anos 10-15 anos 15-20 anos 20-40 anos 40-60 anos > 60 anos
< 5850 a 5858 a 6060 a 6363 a 6565 a 7070 a 7575 a 80
A proporção de água no corpo humano
é semelhante à da água no planeta.
Ela varia com a idade, mas fica, em
média, entre 60 e 70% da composição
do organismo. No planeta, 71% da
superfície é coberta de água. Mas o que
pouca gente sabe é que, de toda essa
água, apenas uma pequena parcela está
disponível para consumo. Não basta a
água ser doce para bebermos e usarmos
em nossa alimentação. Ela precisa ser
potável. Isso reduz o percentual de água
adequada ao consumo humano a 0,002%
da água disponível. Por esse motivo, obter
e distribuir a água potável para todos os
habitantes do planeta não é tarefa fácil.
REFLITA
PERCENTUAL DE ÁGUA NO ORGANISMO
Arte: Marcelo Katsuki / Agência Tuva
Fonte: Agência Nacional das Águas
Fonte: Shiklomanov, 1998, in Rebouças, 2006
13
Encha a garrafa de
2 l com água. Ela
representa toda a
água do planeta.
Coloque água no copo de 200 ml para
representar a água doce que há no mundo.
O que você acha: é muito ou pouco?
Agora, coloque água no copo de 50 ml. Esse recipiente
representa a água doce de mais fácil acesso para o
homem, ou seja, aquela que está em rios, lagos e represas.
Por fim, encha de água a tampinha da garrafa.
Essa pequena quantidade representa a água
potável que existe na Terra.
1 garrafa plástica de 2 l com tampa
1 copo de 200 ml
1 copo de 50 ml
você vai precisar de
1
2
34
A Água potável no mundo
experimente Arte: Marcelo Katsuki / Foto: Caio Vilela / Agência Tuva
Água potável
é a água destinada
ao consumo humano.
Ela deve ser incolor e
transparente e não pode
conter nenhum germe ou
substância nociva
à saúde.
Você sabia que 748 milhões
de pessoas em todo o planeta
não têm acesso à água potável?
De acordo com a Organização
Mundial da Saúde, calcula-se
que outras 1,8 bilhão usam
fonte contaminada.
saiba mais curiosidade
Fonte: Adaptado de WWF – BRASIL. Cadernos de Educação Ambiental Água para Vida, Água para Todos: Livro das Águas. Brasília: WWF-Brasil, 2006
14
Cerca de 70% da água consumida no mundo é usada na
produção de alimentos. Veja quantos litros de água os alimentos
abaixo gastam em sua produção.
16mil
1 kg de carne
bovina
1 kg de queijo
1 barra de
chocolate
1 litro de leite
1 kg de arroz
1 kg de batata
1 maçã
1 xícara de
café
140
5mil
2 mil
1 kg de tomate
180
1Mil
3mil
290
125
1 ovo
200
A Água nos alimentos e em outros itens do seu dia a dia
Fotos:CreativeCommons
Muitos litros de água também são gastos na eleboração de
produtos que fazem parte do nosso dia a dia, desde as roupas que
vestimos até o caderno que usamos na aula. Confira!
400 mil
Para montar 1 carro
3 mil
1 camiseta
7 mil
1 litro de etanol
17 mil
1 par de sapatos de couro
2 mil
1 hambúrguer (pão + carne)
10
1 folha de caderno
11 mil
1 calça jeans
1 mil
1 pizza
saiba mais
1 litro de óleo diesel
4 mil
15
DOCE DE CASCA DE BANANA BOLINHOS DE TALOSsuco com cascas
MÃOS À OBRA
Ferva as cascas até ficarem macias.
Bata no liquidificador com a água até que
se forme um creme.
Coloque o creme em uma panela e adicio-
ne o açúcar, o limão, o cravo e a canela.
Leve ao fogo e mexa até soltar do fundo.
Pronto!
• 6 a 7 cascas de banana
• 1/2 copo de água
• 2 xícaras de chá de açúcar
• Cravo e canela em pau a gosto
Evite o desperdício! Receitas para aproveitar ao máximo os alimentos, que consumiram tanta água em sua produção.
MÃOS À OBRA
Bata bem os ovos e misture o restante dos
ingredientes.
Frite os bolinhos às colheradas em óleo
quente. Escorra em papel absorvente.
• 1 xícara de chá de talos, folhas ou cascas de
vegetais bem lavados e picados
• 2 ovos
• 5 colheres de sopa de farinha de trigo
• 1/2 cebola picada
• 2 colheres de sopa de água
• Sal a gosto
• Óleo para fritar
você sabia?
• A casca da maçã e da mexerica têm o dobro
de vitamina C do que a polpa.
• A casca do abacaxi tem 38% a mais de vita-
mina C do que a polpa.
Bata no liquidificador cascas de abacaxi e
goiaba, coe e faça um suco. Dica: você pode
usar esse mesmo suco em receitas de bolos.
você vai precisar de você vai precisar de
Economia na Cozinha
Fotos:CaioVilela/AgênciaTuva
Foto:CreativeCommons
Fonte: FUNDAÇÃO DE EDUCAÇÃO PARA O ASSOCIATIVISMO. Aproveitamento Integral. S/d.
16
2
CAPÍTULO
o caminho do tietê
o rio no passadoSantana de Parnaíba tem uma
ligação forte com as suas águas,
especialmente com o rio Tietê, fun-
damental na história de seu desen-
volvimento.
O Tietê nasce a 1.027 m de altitude, nos
arredores de Salesópolis, a cerca de duas
horas a leste de Parnaíba, nas escarpas da
Serra do Mar.
Como não consegue romper a barreira
de montanhas em direção ao oceano, o
rio navega para o interior do estado, de
sudeste a noroeste, até desaguar no Rio
Paraná, na divisa com o Mato Grosso.
Em seus 1.100 quilômetros de
extensão, localizam-se mais de 60 cidades
ribeirinhas, incluindo os municípios
da região metropolitana de São Paulo,
com enorme adensamento populacional,
industrial e comercial.
Por ter alto potencial hidrelétrico, pelo
menos dez barragens foram construídas em
seu curso para exploração de energia.
O Tietê foi essencial para o desbravamen-
to dos sertões de São Paulo pelos bandeiran-
tes e para o desenvolvimento do interior do
estado. Condições ambientais, como fertili-
dade do solo, clima, disponibilidade de água
e abrigo contra chuva e vento, além do iso-
lamento dos inimigos foram determinantes
para o surgimento dos primeiros povoados.
Os moradores de Santana de Parnaíba
desenvolveram uma relação muito próxima
com suas águas. Antigamente, as mulheres
lavavam roupas e cantavam às suas margens
e era comum passear de barco, nadar e até
pescar no rio.
Durante as épocas mais chuvosas do ano,
o rio costumava transbordar, e suas águas to-
mavam conta das ruas da cidade, se fundin-
do à paisagem. Ainda que a população cul-
passe o rio pelos transtornos causados pelas
inundações, o equilíbrio sempre existiu.
Escarpas são ladeiras, montes ou
serras muito íngremes, resultantes
de falha geográfica.
SAIBA MAIS
Rio Tietê, em São Paulo
Foto: CC0 Public Domain / FAQ
17
Balsa no rio Tietê
Fonte: Acervo Dirce Antunes de Siqueira Rosin/ CEMIC/PMSP
Foto tirada da torre da Igreja, em 26 de setembro de 1959, durante cheia do Tietê
Fonte: Acervo Maria de Azevedo Alves/PMSP
Passeio de barco da família Ophélia Moraes Moreira pelo rio Tietê, 1909
Fonte: SMTC, Acervo Ophélia Moraes Moreira/PMSP
Além do rio Tietê, outros
importantes corpos
d’água banham a cidade
de Santana de Parnaíba.
São eles: o rio Juqueri e
o rio Sorocaba.
saiba mais
18
1580 1600
1625
Fundação do povoado de
Parnaíba. O casal Suzana Dias e
Manuel Fernandes se estabelece
na região para fundar uma
fazenda. Devido à existência
da Cachoeira do Inferno, os
bandeirantes não podiam
continuar a viagem de barco.
Surgiu, assim, a necessidade de
criar uma vila no local.
1650-1700
Ao longo da segunda
metade do século 17,
Santana de Parnaíba
se torna um local
privilegiado para a
partida de bandeiras e
para um variado cultivo
agrícola.O povoado se torna uma vila,
desmembrando-se de São
Paulo de Piratininga.
A fazenda se torna um
povoado que passa a
receber muitas famílias
paulistas.
O bandeirante Domingos Jorge Velho
(1641-1705), nascido na vila de Parnaíba
A fundação da primeira vila na região onde
hoje fica a cidade de Santana de Parnaíba tem
ligação direta com as águas da Cachoeira do
Inferno, no rio Tietê.
Essa queda d’água traiçoeira, com desnível
de 12 metros e corredeiras que se estendiam
por 700 metros, fazia com que os bandeirantes
que adentravam o interior em busca de
riquezas abandonassem seus barcos naquele
trecho do rio e seguissem por terra rumo ao
sertão em busca de ouro, pedras preciosas,
índios e escravos foragidos.
Dessa forma formou-se na região um
pequeno povoado, onde, em 1580, Suzana Dias
e Manuel Fernandes decidiram se estabelecer
e montar uma fazenda, que batizaram de
Parnaíba. Naquela época, o rio Tietê, ainda em
seu traçado original, se chamava Anhembi.
O nome Santana de Parnaíba resulta da
junção do nome da santa de devoção da
pioneira Suzana, Santa Ana, com a palavra
de origem indígena parnahyba, que em tupi
guarani significa “rio de águas barrentas ou rio
não navegável” — uma referência à Cachoeira
do Inferno.
No século 19, a força da água possibilitou
a geração de energia para sustentar a
industrialização e o desenvolvimento da
vizinha cidade de São Paulo. A energia movia
principalmente os bondes, um dos principais
meios de transporte daquela época.
A localização estratégica de Santana de
Parnaíba, às margens do rio Tietê e em uma
antiga rota indígena rumo aos sertões de Goiás
e Mato Grosso, garantiu destaque econômico
para a cidade por quase um século.
TIETÊ e a HISTÓRIA de Parnaíba
viaje no
tempo...
Imagem: Wikimedia Commons
Fonte: Prefeitura de Santana de Parnaíba/Secretaria de Cultura e Turismo/CEMIC - Centro de Memória e Integração Cultural. EMAE, s.d.
19
1901
Em 23 de setembro
é inaugurada a Usina
Hidrelétrica de Parnahyba
pela empresa canadense
Light and Power,
aproveitando as quedas
do Rio Tietê. Entram
em operação duas
turbinas e dois geradores
com a capacidade de
1.000 kW cada.
Imagem do
início do
século XX
mostra a área
onde hoje fica
o largo São
Bento
1904
É inaugurada, com festa, a
iluminação elétrica pública,
segundo contrato de 1899
com a Light and Power.
1906
Santana de Parnaíba é
elevada à categoria de
cidade.
1912
A Usina de Parnahyba
é remodelada e alcança
a capacidade geradora
máxima de 16.000 kW.
A Usina de Rasgão é
inaugurada para suprir
novo aumento de
demanda.
O rio Tietê chega hoje bastante mal-
tratado a Santana de Parnaíba. Próximo à
Barragem Edgard de Souza, por exemplo,
pode-se ver a formação de espuma causada
pela presença de produtos de limpeza não-
-biodegradáveis e pela enorme quantidade
de lixo trazido pelo rio de outras cidades ao
longo de seu curso.
Em 1992, na tentativa de revitalizar o
curso do rio, iniciou-se um programa de
despoluição de suas águas que já está em
sua terceira etapa.
O objetivo do projeto, sob responsabi-
lidade da Sabesp (Companhia de Sanea-
mento Básico do Estado de São Paulo), é
melhorar as condições ambientais do rio
e de seu entorno, além de expandir os ser-
viços de esgoto para a população da região
metropolitana.
Em 2013, a mancha de poluição do
Tietê já havia recuado 160 quilômetros,
segundo dados da Fundação SOS Mata
Atlântica, uma organização não-governa-
mental que tem como missão preservar a
mata nativa do estado. Com isso, cidades
como Barra Bonita e Tiête, na região noro-
este do estado, voltaram a usar o rio como
fonte de lazer, turismo e pesca.
Mas apesar de todas as ações que vêm
sendo realizadas há mais de uma década, a
previsão é de que o rio só esteja totalmente
despoluído em cerca de 20 anos.
Bandeirantes eram exploradores que,
ao desbravar o interior do Brasil Colônia
para capturar indígenas, descobriram
as primeiras minas de ouro.
Organizações não-governamentais
são grupos sociais sem fins lucrativos
criados para defender um determinado
propósito em benefício da sociedade.
SAIBA MAIS
Fonte: Acervo José Procópio de Moraes/PMSP
O TIETÊ HOJE
1925
Foto: José Reynaldo Fonseca / Wikimedia Commons
Barco de lazer no Tietê, na região de Barra Bonita
20
Aldeia da Serra
Cidade São Pedro
Colinas do Anhanguera
Parque Santana/Jardim Isaura
Bairro 120
Jardim São Luíz
Santana de Parnaíba
Centro
Fazendinha
Alphavile / Tamboré
Município de Pirapora
do Bom Jesus
Município de Cajamar
Município de Barueri
Município de Itapevi
ENCONTRE A FONTE QUE ABASTECE SEU BAIRRO
19521949
A operação para
geração de energia na
usina é interrompida e
constrói-se uma Usina
Elevatória de Águas
para integrar o sistema
de aproveitamento
hidrelétrico do rio Tietê e
afluentes, voltado para a
Usina de Henry Borden,
localizada em Cubatão.
Em agosto, a Usina de Parnahyba
passa a se chamar Edgard
de Souza, em homenagem
ao engenheiro brasileiro que
assumiu a superintendência
geral da Light em 1942 e que,
em 1948, chegou à diretoria do
conglomerado responsável pelos
investimentos da Light no Brasil,
a Brazilian Traction Co, com
sede no Canadá.
DE ONDE VEM A ÁGUA QUE você usa?
A água que chega às torneiras da
sua casa vem de um dos 29 reservató-
rios que abastecem Santana de Parnaí-
ba. Somados, eles têm capacidade para
armazenar 5.310 m³ de água.
No mapa desta página, você pode
consultar a fonte de abastecimento de
água do seu bairro. Mas nem todas as
regiões da cidade estão ligadas à rede
de abastecimento. Os bairros Surú,
Vila Rica, Chácara São Luís, Ingaí e
algumas escolas municipais recebem
água em caminhões-pipa.
A entrega de água só pode ser re-
alizada por empresas autorizadas. A
extração e a comercialização de água
envasada ou em caminhões-pipas sem
autorização é ilegal.
Vila operária
da Indústria
Matarazzo,
nos anos 1960
Fonte: Takuro Kawamoto/PMSP
Poços (sistema isolado)
Estação de Tratamento de
Água Bacuri / sistema Adutor
Metropolitano (Barueri - Tamboré)
Sistema Adutor Metropolitano
(Barueri - Centro)
Sistema Adutor Metropolitano (Barueri
- Tamboré) / Poços (sistema isolado)
Sistema Adutor Metropolitano (Barueri -
Tamboré) / Poços (sistema isolado)
Sistema Adutor Metropolitano (Barueri
- Tamboré) / Poços (sistema isolado)
Sistema Adutor Metropolitano
(Barueri - Tamboré)
Estação de Tratamento de Água Sede/
SAM (Barueri - Centro)
Estação de Tratamento de Água de Aldeia da Serra
Fonte: Plano de Saneamento Básico de Parnaíba, 2013
21
1968
1970
Indústrias começam a
se instalar no município,
atraídas por incentivo,
oferta de mão de obra e
facilidades de acesso.
Construção da rodovia
Castelo Branco.
1985
Em 6 de novembro,
o governador Franco
Montoro explode 80
m da barragem da
Usina Elevatória Edgard
de Souza. No local
dinamitado, começam a ser
construídas três comportas
de fundo e uma testada
de eclusa para ampliar o
escoamento do rio Tietê.
1986
1986-2002
Aumenta de 3 mil para 18
mil o número de empresas e
estabelecimentos instalados
em Santana de Paranaíba.
Em outubro, duas
comportas são
inauguradas, para evitar
enchentes em São Paulo.
FONTES QUE BROTAM DO CHÃO
SANTANA DE PARNAÍBA
População estimada 2014: 123.825
habitantes (IBGE)
Densidade demográfica: 605 hab/km2
Abastecimento de água: 93,84%
Esgoto coletado: cerca de 30%
Esgoto tratado: 5%
Consumo de água: 178 l/hab por dia
Principais corpos d’água: rio Tietê,
rio Juqueri e rio Sorocaba
Bacia hidrográfica: Bacia do Alto
Tietê, sub-bacia Pinheiros-Pirapora
Dados do Município
2007
A Usina Elevatória
Edgard de Souza
mantém sua
operação para
o controle de
cheias do Tietê.
As operações
para geração
de energia são
desativadas.
2014
Concluídos os
estudos para
remotorização da
barragem Edgard
de Souza que
comprovam a
viabilidade
da retomada da
geração de
energia.
REDE HIDROGRÁFICA DE SANTANA DE PARNAÍBA
Fonte: Plano de Saneamento Básico Básico de Santana de Parnaíba, 2013
Município de Pirapora
do Bom Jesus
Município de
Cajamar
Município de
BarueriMunicípio
de Itapevi
Município de
Araçariguama
Santana de Parnaíba
O subsolo de Santana
de Parnaíba é rico em
nascentes, ou seja, fontes
de água geralmente
puras e que precisam ser
protegidas para garantir
o abastecimento dos
córregos e rios da bacia
que abastece a região.
Se desprotegidas, as
nascentes são submetidas
a aterramento, poluição
por esgoto, lixo ou fezes de
animais, além de extração
ilegal de água, colocando
em risco o futuro do
abastecimento.
22
“Com 12% a 16% da água doce dispo-
nível na Terra, o Brasil é um país rico
nesse insumo que a natureza provê
de graça à população e à economia,
sem a menor dúvida. Cada habitante
pode contar com mais de 43 mil m³
por ano de mananciais.”
Folha de S.Paulo, 19/09/2014
Como este, vários outros artigos de jor-
nais e revistas mostram que o Brasil é um
país onde a água é um recurso abundan-
te. Você deve estar se perguntando, então,
como se fala em crise hídrica e de abaste-
cimento no estado de São Paulo.
Veja o mapa nesta página e tente en-
contrar algumas respostas para essa e ou-
tras perguntas, como: “onde se concentra a
maior quantidade de água?” ou “onde mora
a maior parte dos habitantes do Brasil?”
A água no Brasil
Você percebeu que está em uma região do
país com menos disponibilidade de água em
comparação a outras? Veja dicas sobre como
economizar em bit.ly/mj_dicas
na internet
3
CAPÍTULO
Fonte: Consumo Sustentável: Manual de Educação (Instituto de Defesa do Consumidor e Ministério do Meio Ambiente)
Dados em %
A DISTRIBUIÇÃO DA ÁGUA NO BRASIL
Volume de água disponível
Área de território
População
68,5
45,3
6,8
Norte
15,7
18,8
6,41
Centro-Oeste
6,5 6,8
15,05
Sul
6
10,8
42,65
Sudeste
3,3
18,3
Nordeste
28,91
VOCÊ
ESTÁ AQUI
23
A água circula e se renova no planeta Terra há bilhões de anos. Até onde se sabe, só aqui existe
a combinação perfeita de fatores para que esse recurso exista, especialmente no estado líquido.
Segundo as teorias mais aceitas pelos cientistas, esse elemento está associado ao surgimento e à
expansão de vida no planeta. Afinal, existem seres que sobrevivem sem a presença de oxigênio, mas
nenhum pode viver sem água. O processo de evaporação e as chuvas ocorrem desde que a água
surgiu. Por isso o ciclo da água é tão importante, garantindo que ela se recicle constantemente.
Chuva sobre plantações em Pirenópolis, Goiás, Brasil
Rio Anajás, na ilha de Marajó, Pará
UM RECURSO ESSENCIAL
DESAFIO
saiba mais
Caio Vilela / Agência Tuva
Caio Vilela / Agência Tuva
Se, ao olhar o mapa da página ao
lado, você percebeu que a maior parte da
água disponível no Brasil está na Bacia
Amazônica, acertou. Deve ter visto tam-
bém que naquela região vive a segunda
menor parcela da população brasileira,
em termos percentuais.
O Brasil tem, sim, muita água, mas
a distribuição do recurso pelo território
não é equivalente à da população.
A maior parte dos brasileiros vive, as-
sim como você, na região Sudeste, onde
não há tanta água disponível como na
região Norte, por exemplo, em que o vo-
lume é enorme. Por isso, fazer a gestão
da água levando em consideração essas
discrepâncias é um grande desafio.
foto
24
REGIÕES HIDROGRÁFICAS BRASILEIRAS
Amazônica
Tocantins/Araguaia
Atlântico Nordeste Ocidental
Parnaíba
Atlântico Nordeste Oriental
São Francisco
Atlântico Leste
Atlântico Sudeste
Paraná
Paraguai
Uruguai
Atlântico Sul
VOCÊ
ESTÁ AQUI
Santana de
Parnaíba
Na palma da mão
As regiões hidrográficas
As bacias hidrográficas podem ser reunidas em conjuntos maiores conhecidos como re-
giões hidrográficas. Os rios que cortam Santana de Parnaíba formam a bacia do Alto Tietê e
pertencem à região hidrográfica do Paraná. No Brasil há 12 regiões hidrográficas.
Na região hidrográfica do Paraná vivem 32,1% dos habitantes do Brasil. Esse grupo de
pessoas responde pelo maior consumo de água de todo o país, ou seja, por cerca de 30% da
demanda nacional. Mais da metade dessa população se concentra nas regiões ao longo do rio
Tietê, como você e sua família, e do rio Grande.
Olhe para a palma de sua mão. Agora,
forme uma conchinha e imagine que o tra-
ço principal e mais grosso – que começa na
parte mais alta, perto do dedão – representa
a cabeceira de um rio.
À medida que esse traço desce, muitos
outros vão ao seu encontro, certo? Esses po-
dem ser seus rios afluentes. Os pontos onde
os traços menores começam representam
as nascentes. Bem na palma da sua mão,
você consegue ter uma ideia do que é uma
bacia hidrográfica.
As bacias hidrográficas também são co-
nhecidas como Unidades de Gerenciamen-
to de Recursos Hídricos.
Caio Vilela / Agência Tuva
experimente
25
O CICLO DA ÁGUA
Precipitação
Absorção
pelo solo
Água subterrânea
captação através de poço
Condensação
Evaporação
Transpiração
Transpiração
saiba mais faça sua parte
O ciclo da chuva começa com os raios do sol, que aquecem a água da Terra fazendo com
que ela evapore. As partículas de vapor que se formam com o aquecimento encontram uma
camada de ar frio na atmosfera e se agrupam em nuvens. As partículas condensadas caem na
terra ou no mar em forma de chuva, granizo ou neve. Parte da água que cai escorre pela terra
formando e alimentando rios e lagos. Os rios normalmente correm em direção ao mar, onde a
evaporação, a condensação e a precipitação começam de novo. Outra parte penetra no solo
para formar bolsões de água subterrânea chamados de lençóis freáticos ou aquíferos. Entenda
melhor como o ciclo da água ocorre criando um terrário como o da página seguinte.
Ampliar as áreas permeáveis com plantios de
árvores, hortas, jardins e telhados verdes, com
espécies encontradas na sua região, é uma
das formas de promover a infiltração da água
no solo e ajudar a manter o ciclo da água.
Além disso, é preciso proteger as nascentes e
margens dos rios e combater a poluição das
águas.
aprenda
Evaporação é o processo pelo qual as
moléculas de água de rios, lagos e mares
ou da umidade que existe no solo passam
do estado líquido para o estado de vapor.
Condensação é o processo pelo
qual o vapor d’água na atmosfera é
transformado em água no estado líquido.
Precipitação é o termo usado para indicar
qualquer deposição líquida ou sólida
vinda da atmosfera, como chuva ou neve.
Lençóis freáticos
Formação de bolsões
de água subterrânea
TUDO SE RENOVA
Arte: Marcelo Katsuki / Agência Tuva
26
crie seu próprio terrário
experimente!
VOCÊ VAI PRECISAR DE
1 pote de vidro
com tampa
Terra e areia
Pedras pequenas
Plantas, como ervas que tenham
um pedacinho da raiz, violetas,
cactos ou suculentas
Quer entender o processo de renovação da água? Além de ser uma experiência bastante interessante, montar um
terrário vai ajudar você a compreender melhor como funciona esse fantástico fenômeno da natureza. Mãos à obra!
Arte: Marcelo Matsuki / Fotos: Caio Vilela / Agência Tuva
Fonte: Adaptado de LEGAN, Lucia. A escola sustentável: ecoalfabetizando pelo ambiente. 2°ed. 1°
reimpressão – São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, Pirenópolis, GO: Ecocentro IPEC, 2007
27
O que você aprendeu
1
6
2 3Retire a tampa
para começar
a montar o seu
terrário.
5Coloque as plantas no terrário e umedeça.
Se ficar muito molhado, deixe-o aberto por
alguns dias para a água em excesso evaporar.
Após 3 dias, o
terrário fechado
já terá gotículas
na superfície e as
laterais do pote
estarão úmidas. Se
deixá-lo aberto, ele
ficará seco.
Coloque cerca de 3 cm de
pedras no fundo do pote. Adicione uma
camada de areia,
mais ou menos da
mesma espessura
de pedras.
4Adicione terra até
o meio do pote.
PASSO-A-PASSO
Pode-se dizer que o planeta Terra funciona como
um grande terrário: não ganha nem perde muita
matéria. Com a água não é diferente. Ela fica no
planeta e depende de um ciclo para manter seu
equilíbrio e qualidade.
28
Neste capítulo vamos fazer uma
série de atividades para economizar
água em casa, cozinhar, experimentar
e entender como é possível colaborar
de um jeito simples e consciente.
Trace objetivos, envolva sua família e
compartilhe com os amigos. E, mais
que tudo, divirta-se nessa jornada.
Respeito
Toda água e suas origens merecem respeito.
Proteger as fontes e os mananciais, assim como
a vegetação ao seu redor, garante a qualidade
da água que chegará a sua casa e a continuida-
de do abastecimento ao longo do tempo.
Responsabilidade
Não somos os únicos responsáveis pelo bom
uso e pela gestão da água, mas temos uma
parcela importante nessa cadeia. A utilização
moderada do recurso contribui para o bom
funcionamento do sistema.
Comunidade
Qualquer interferência sobre o ambiente do
planeta, por menor que seja, pode trazer con-
sequências. O consumo consciente de água, a
preocupação com mantê-la limpa e em abun-
dância terá um impacto positivo em todas as
comunidades vivas da Terra.
4
CAPÍTULO
AGORA É COM VOCÊ
VOCÊ SEU IRMÃO SEU PAI SUA MÃE
4 x 11 = 44
ou seja,
4 descargas x
11 litros de água
3 x 11 = 33 5 x 11 = 55 4 x 11 = 44
ou seja,
4 descargas x
11 litros de água
ou seja,
5 descargas x
11 litros de água
ou seja,
3 descargas x
11 litros de água
Some os valores para obter o gasto total da família nesse dia. Neste exemplo, seria:
44 + 33 + 55 + 44 = 176 litros
A média da semana
Para calcular a média, você vai precisar somar todos os dias e dividir por sete. Vamos continuar com
o exemplo. Se na segunda sua família gastou 176 litros de água; na terça, 151; na quarta, 182; na
quinta, 173; na sexta, 154; no sábado, 168; e no domingo, 194, a média seria:
176 + 151+ 182 + 173 + 154 + 168 + 194
7
1.198
7
171,1 litros= =
Ao preencher a tabela da página ao lado, você vai saber quanto de água sua família gasta por
semana. Ao longo de uma semana, anote o gasto com cada um dos itens listados. Faça os cálculos
e transfira os resultados para a tabela. Aprenda como fazer seguindo os exemplos abaixo.
Para calcular o volume de água gasto com o vaso sanitário
A tabela nos diz que cada vez que apertamos a descarga gastamos 11 l de água.
Vamos calcular o gasto para uma família de 4 pessoas, que seriam você, seu irmão, seu pai e sua
mãe. Na segunda-feira, você usou o banheiro 4 vezes; seu irmão, 3 vezes; sua mãe, 5 vezes; e seu
pai, 4 vezes. Veja como ficaria o cálculo final para esse dia:
princípios
CALCULE O SEU CONSUMO
VOCÊ SEU IRMÃO SEU PAI
4 x 11 = 44
ou seja,
4 descargas x
11 litros de água
3 x 11 = 33 5 x 11 = 55
ou seja,
5 descargas x
11 litros de água
ou seja,
3 descargas x
11 litros de água
Some os valores para obter o gasto total da família nesse dia. Neste exemplo, seria:
44 + 33 + 55 + 44 = 176 litros
A média da semana
Para calcular a média, você vai precisar somar todos os dias e dividir por sete. Vamos continuar com
o exemplo. Se na segunda sua família gastou 176 litros de água; na terça, 151; na quarta, 182; na
quinta, 173; na sexta, 154; no sábado, 168; e no domingo, 194, a média seria:
176 + 151+ 182 + 173 + 154 + 168 + 194
7
1.198
7
171,1 litros=
Ao preencher a tabela da página ao lado, você vai saber quanto de água sua família gasta por
semana. Ao longo de uma semana, anote o gasto com cada um dos itens listados. Faça os cálculos
e transfira os resultados para a tabela. Aprenda como fazer seguindo os exemplos abaixo.
Para calcular o volume de água gasto com o vaso sanitário
A tabela nos diz que cada vez que apertamos a descarga gastamos 11 l de água.
Vamos calcular o gasto para uma família de 4 pessoas, que seriam você, seu irmão, seu pai e sua
mãe. Na segunda-feira, você usou o banheiro 4 vezes; seu irmão, 3 vezes; sua mãe, 5 vezes; e seu
pai, 4 vezes. Veja como ficaria o cálculo final para esse dia:
CALCULE O SEU CONSUMO
SUA MÃE
4 x 11 = 44
ou seja,
4 descargas x
11 litros de água
VOCÊ SEU IRMÃO SEU PAI SUA MÃE
4 x 11 = 44
ou seja,
4 descargas x
11 litros de água
3 x 11 = 33 5 x 11 = 55 4 x 11 = 44
ou seja,
4 descargas x
11 litros de água
ou seja,
5 descargas x
11 litros de água
ou seja,
3 descargas x
11 litros de água
Some os valores para obter o gasto total da família nesse dia. Neste exemplo, seria:
44 + 33 + 55 + 44 = 176 litros
A média da semana
Para calcular a média, você vai precisar somar todos os dias e dividir por sete. Vamos continuar com
o exemplo. Se na segunda sua família gastou 176 litros de água; na terça, 151; na quarta, 182; na
quinta, 173; na sexta, 154; no sábado, 168; e no domingo, 194, a média seria:
176 + 151+ 182 + 173 + 154 + 168 + 194
7
1.198
7
171,1 litros= =
Ao preencher a tabela da página ao lado, você vai saber quanto de água sua família gasta por
semana. Ao longo de uma semana, anote o gasto com cada um dos itens listados. Faça os cálculos
e transfira os resultados para a tabela. Aprenda como fazer seguindo os exemplos abaixo.
Para calcular o volume de água gasto com o vaso sanitário
A tabela nos diz que cada vez que apertamos a descarga gastamos 11 l de água.
Vamos calcular o gasto para uma família de 4 pessoas, que seriam você, seu irmão, seu pai e sua
mãe. Na segunda-feira, você usou o banheiro 4 vezes; seu irmão, 3 vezes; sua mãe, 5 vezes; e seu
pai, 4 vezes. Veja como ficaria o cálculo final para esse dia:
CALCULE O SEU CONSUMO
Fonte: MORROW, Rosemary. Permacultura Passo-a-Passo. 2°ed. – Pirenópolis: Mais Calango Editora, 2010
29
Use o aplicativo para Android “Nossa
Água - Febraban-INFI” para conhecer
dicas de redução de consumo. Você
terá também um cronômetro para aju-
dar nos cálculos. Veja abaixo três dicas:
Economize
Reduzir o banho de cada pessoa da
família em 5 minutos economiza uma
conta inteira de água em seis meses.
Pinga-pinga
Uma torneira pingando por um ano
desperdiça 16 mil litros de água. O
gasto com essa água daria para fazer
uma viagem curta com a família.
Cinema
Compre um ingresso para o cine-
ma com o dinheiro que economizar
fechando a torneira de três pessoas ao
escovar os dentes durante um mês.
dicas
Máquina de lavar
8 litros por lavagem
Chuveiro
10 litros por minuto
Vaso sanitário
11 litros por descarga
Lavar as mãos
2 litros por lavagem
Escovar os dentes
1 litro por escovação
Cozinhar e beber
2 litros por pessoa
Regar o jardim
25 litros por minuto
Outros usos
TOTAL
SEG QUA SABTER SEXQUI DOM média
é muito ou pouco?
Agora que você aprendeu, preencha cada um dos itens por uma semana e calcule o total.
A Organização Mundial de Saúde estima
que sejam necessários cerca de 50 a 100
litros de água por pessoa, por dia, para
atendimento das necessidades básicas. Em
São Paulo, a média histórica de consumo é
de 200 litros por pessoa por dia. Como anda
o consumo da sua família, com base nos
números de sua tabela?
a sua semana
30
Você pode usar o telhado da sua casa e
muitas outras áreas para captar a água da
chuva. No caso do telhado, com a instalação
de calhas, a água deve ser direcionada para
um tanque de captação, para ser armazena-
da. O aproveitamento da chuva pode garantir
a segurança hídrica de sua família. Com um
cálculo simples, é possível saber se a chuva
que cai anualmente em Parnaíba é capaz de
suprir as necessidades de sua casa.
a chuva pode ser a resposta
QUANTO VOCÊ PODE ARMAZENAR CONSIDERANDO O TELHADO DA SUA CASA
2. Identifique o índice pluviométrico da região: Em Santana de Parnaíba, na média, o índice
pluviométrico anual é de 1338 mm de acordo com o Plano de Saneamento do Município. Este
índice representa quantidade de chuva por metro quadrado da região por ano. Na página se-
guinte você aprende como fazer um pluviômetro.
A partir deste resultado, pode-se dizer que o potencial de chuvas não é suficiente para atender
todas as necessidades de água da família de quatro pessoas.
Ao lado você pode fazer um cálculo para a realidade da sua família.
3. Cálcule o potencial de captação de chuvas anual: Multiplique o índice pluviométrico de San-
tana de Parnaíba pela área total do telhado para saber o potencial para 12 meses.
72 x 1338 = 96.336 litros podem ser captados por ano
4. Avalie se o potencial de captação é suficiente: A média sugerida pela Organização Mundial
de Saúde para uma família de quatro pessoas é de 400 litros de água por dia. Sendo assim,
para calcular a necessidade de água por um ano, basta multiplicar esta média de consumo
diário por 365 dias. Você também pode calcular a média diária de sua família a partir da tabela
da atividade anterior.
400 x 365= 146.000 litros de água
CALCULE VOCÊ MESMO
Precipitação média anual de
Santana de Parnaíba: 1.338 mm
Consumo anual da sua família
l/dia x 365 =
Média de consumo diário da sua família
l/dia
Chuva que pode ser captada por ano
m2
x 1.338 mm = l
Anote aqui a área do seu telhado
m2
do seu telhado
Não se esqueça, você pode avaliar o
potencial de captação de outras áreas
de sua casa.
Para avaliar o potencial de captação de água de chuvas, você deve levantar a área do telhado,
a pluviosidade da sua casa ou região e a demanda de consumo da sua família.
1. Calcule a área do seu telhado: Para encontrar a área total do telhado
da sua casa em metros quadrados é necessário multiplicar o comprimen-
to pela largura de cada uma das superfície. Depois some os resultados
ou multiplique pela quantidade de superfícies. Acompanhe o exemplo:
Fonte: MORROW, Rosemary. Permacultura Passo-a-Passo. 2°ed. – Pirenópolis: Mais Calango Editora, 2010
Considerando duas superfícies iguais com 12 m de comprimento e 3m de largura cada:
Área para cada superfície:
Área para duas superfícies:
12 m x 3 m = 36 m2
36 m2
x 2 = 72 m2
31
mil e uma utilidadesAs águas das chuvas podem ser aproveitadas para lavar calçadas, pisos e até mesmo para lavar as plantas, e por que não, para dar banho no seu cachor-
ro e lavar as roupas. Para fazer um cálculo ainda mais preciso de quanta água é possível captar, o primeiro passo é saber o quanto chove em seu telhado.
Um pluviômetro calcula a média de chuva em sua casa e ajuda você a calcular quanta água sua família pode acumular.
• 1 garrafa pet de 2 litros
• tesoura com ponta
• 1 copo milimetrado
• argila
• caneta
• filtro de papel
• água
Corte a parte de cima da garrafa pet
logo abaixo de onde termina a curva
e faça um funil.
Coloque 50 ml de água no copo milimetrado
e jogue na garrafa pet. Marque em um papel
a altura que a água atingiu.
O fundo da garrafa deve ser impermeabilizado
até chegar no nível em que fique uniforme.
Coloque argila para que o fundo fique nivelado.
Repita o procedimento até encher a garrafa.
Ficará parecido com uma régua. Depois de
milimetrar a garrafa inteira, retire a água.
Coloque o funil na garrafa. Dentro dele,
coloque o filtro de café para barrar qualquer
resíduo sólido. Pronto!
MEU PRIMEIRO PLUVIÔMETRO
1
você vai precisar de
5
2 3
4
experimente
6
ATENÇÃO
Peça a ajuda de
um adulto para
usar a tesoura
Arte: Marcelo Katsuki / Fotos: Caio Vilela / Agência Tuva
Fonte: PARANÁ. Secretaria de Estado da Educação do Paraná – Multimeios. Guia do Professor, conteúdos digitais – Medindo a chuva, Série Mundo da Matemática.
Disponível em: http://webeduc.mec.gov.br/portaldoprofessor/matematica/condigital1/guias/guia_audiovisual_10.pdf
32
CRIE,RECRIE,RECICLE
A técnica do círculo de bananei-
ras ou bacia de evapotranspiração é
uma solução natural para tratamen-
to das águas usadas em chuveiros,
pias e máquinas de lavar, por exem-
plo, as chamadas “águas cinzas”.
É um método de custo baixo, ba-
seado em técnicas de permacultura
e que se vale do cultivo de bananas
para o consumo familiar.
Consiste em cavar um buraco
circular, deixando nas bordas a terra
retirada. O buraco, para onde vai ser
direcionada a água cinza, deve ser
preenchido com galhos, pneus e pe-
daços de madeira de modo a deixar
espaço para a água. Por fim, cobre-se
o buraco com palha para impedir a
entrada de luz e de água da chuva.
Ao redor do círculo, plantam-se
bananeiras, que vão se beneficiar de
um solo rico que se formará a partir
dos microrganismos criados no solo
por compostagem das águas cinzas
filtradas pelo sistema.
Círculo de Bananeiras
Pluviosidade refere-seàquantidade
de chuva em uma região durante
um período de tempo.
Permacultura é um sistema de
design para criação de ambientes
humanos sustentáveis e produtivos
em equilíbrio e harmonia com a
natureza. (Bill Mollison)
Compostagem é uma técnica de
enriquecimento do solo por meio da
decomposição de material orgânico.
aprenda
O que você
aprendeu
Agora que você já tem o seu pluviômetro,
pode calcular o quanto chove em sua casa
em um mês. Coloque-o em um ambiente
externo e verifique diariamente quantos
milímetros há de água nele. Anote. Depois
esvazie o pluviômetro. Ao final de um mês,
some os valores e terá a pluviosidade do
mês. É importante levar em consideração
que em alguns meses chove mais e, em
outros, quase não chove. Você pode fazer a
experiência durante um ano para calcular a
pluviosidade média anual.
Cálculo preciso
Com essa informação, vai ser possível
calcular de forma precisa a água que pode
ser captada em seu telhado. Basta substituir
o valor da média anual de Santana de
Parnaíba na atividade da página 30 pelo
valor de sua própria casa.
Galhos
Buraco
Palha
Madeiras
33
Usar produtos biodegradáveis na cozinha
e no banheiro ajuda a devolver a água
mais saudável para o meio ambiente.
Produzir um desinfentante natural é mais
fácil do que parece.
• folhas e flores de alecrim
• hortelã
• tomilho
• sálvia
• lavanda
• capim cidreira
Ferva as ervas em um pouco de água
para produzir um líquido concentrado.
Coloque em uma garrafa de vidro e
tampe. Use o produto na cozinha e no
banheiro.
DESINFETANTE
NATURAL
experimente
você vai precisar de
passo-a-passo
Biodegradável é o
produto que pode
ser decomposto por
meio da ação de
microrganismos.
aprenda
Fotos: Marcos Borges / Agência Tuva
Fonte: FUNDAÇÃO DE EDUCAÇÃO PARA O ASSOCIATIVISMO. Aproveitamento Integral. S/d.
34
Sem água, o corpo humano entra em processo de desidratação, o que pode causar a morte em
três dias. A água também é imprescindível para o bom funcionamento da circulação, da respiração e
para converter os alimentos que consumimos em energia. Contribui ainda para regular a temperatura,
serve de transporte para trocas de substâncias e protege os órgãos e tecidos, entre outras funções. A
Organização Mundial da Saúde aconselha o consumo de pelo menos 2 litros de água por dia.
Hidrata os tecidos
Auxilia o funcionamento
dos rins e fígado
Protege órgãos e tecidos
Transporta nutrientes
e oxigênio para as
células
Regula a temperatura do cérebro
Previne constipações
Contribui para a lubrificação
das articulações
Ajuda a dissolver os nutrientes
saiba mais
O QUE A ÁGUA FAZ POR VOCÊ
Não dá para viver sem água
A cisterna de ferrocimento é uma tec-
nologia de armazenamento de água de
chuva simples e segura, que requer pouca
manutenção. Utiliza material de baixo cus-
to, como ferro, arame, tela de galinheiro,
cano, cimento e areia. Em mutirão, é possí-
vel construir em um final de semana.
O Núcleo de Educação Ambiental de
Jacareí oferece visitas monitoradas para co-
nhecer esta e outras técnicas e práticas sus-
tentáveis. O telefone para agendamentos é
(12) 2128-1656.
Além de reciclar água da chuva, a cister-
na pode servir como tanque, lago artificial
ou até mesmo piscina.
Cisterna de
FerroCimento
Cisterna de Ferrocimento no Núcleo de
Educação Ambiental de Jacareí
Fonte: Práxis Socioambiental
Sem água, o corpo humano entra em processo de desidratação, o que pode causar a morte em
três dias. A água também é imprescindível para o bom funcionamento da circulação, da respiração e
para converter os alimentos que consumimos em energia. Contribui ainda para regular a temperatura,
serve de transporte para trocas de substâncias e protege os órgãos e tecidos, entre outras funções. A
Organização Mundial da Saúde aconselha o consumo de pelo menos 2 litros de água por dia.
Hidrata os tecidos
Auxilia o funcionamento
dos rins e fígado
Protege órgãos e tecidos
Transporta nutrientes
e oxigênio para as
células
Regula a temperatura do cérebro
Previne constipações
Contribui para a lubrificação
das articulações
Ajuda a dissolver os nutrientes
saiba mais
O QUE A ÁGUA FAZ POR VOCÊ
Não dá para viver sem águaSem água, o corpo humano entra em processo de desidratação, o que pode causar a morte em
três dias. A água também é imprescindível para o bom funcionamento da circulação, da respiração e
para converter os alimentos que consumimos em energia. Contribui ainda para regular a temperatura,
serve de transporte para trocas de substâncias e protege os órgãos e tecidos, entre outras funções. A
Organização Mundial da Saúde aconselha o consumo de pelo menos 2 litros de água por dia.
Hidrata os tecidos
Auxilia o funcionamento
dos rins e fígado
Protege órgãos e tecidos
Transporta nutrientes
e oxigênio para as
células
Regula a temperatura do cérebro
Previne constipações
Contribui para a lubrificação
das articulações
Ajuda a dissolver os nutrientes
saiba mais
O QUE A ÁGUA FAZ POR VOCÊ
Não dá para viver sem água
35
ELES TAMBÉM PRECISAMPelo menos outras 8 milhões de espécies em todo o mundo usam água como moradia, fonte de alimento ou meio de reprodução.
anfíbios bromélias libélulas
você sabia? você sabia? você sabia?
Muitos anfíbios, no início da vida, são seres
aquáticos que respiram por brânquias. Quando
adultos vivem fora d’água e respiram por meio
de pulmões e da pele, mas continuam vivendo
em lugares úmidos. A maioria das espécies se
reproduz liberando os ovos na água.
As bromélias, nativas da mata atlântica,
acumulam água, restos de folhas e sementes
em um “tanque” entre as folhas, criando um
ecossistema para nutrição, que serve também
como microambiente para formigas, sapos,
aranhas, serpentes, entre outros animais.
As libélulas, como algumas outras espécies
de insetos, passam por três fases em seu ciclo
de vida: nas duas primeiras – como larva e
como ninfa – vivem na água. Somente na fase
adulta, quando ganham asas, é que passam a
voar e abandonam o ambiente aquático.
Os anfíbios são predadores de insetos, como
pernilongos e moscas. Sem eles, seria difícil
controlar doenças como dengue, febre amarela
e malária, transmitidas por picadas.
Algumas espécies de anfíbios usam as bromé-
lias como local onde os machos costumam co-
axar para chamar atenção das fêmeas na época
de reprodução.
A presença de algumas espécies de libélulas
em determinada região indica que há água por
perto e pode significar ainda que a água é de
boa qualidade.
Fotos:CC0PublicDomain/FAQ
36
O biossistema integrado promove o tra-
tamento de dejetos humanos e resíduos
de agricultura, promovendo reciclagem de
nutrientes e produção de biogás. Promove
o saneamento básico local de uma forma
natural e sustentável.
Essa técnica parte do princípio de que
qualquer resíduo orgânico pode ser reinse-
rido em novo ciclo fazendo com que os de-
jetos percam seu potencial poluidor.
O biossistema recicla também nutrien-
tes que podem ser reaproveitados na pro-
dução de vegetais e até na recuperação de
áreas degradadas. Ao final do processo, ob-
tém-se água tratada
Biossistema integrado
Biogás é o gás produzido por meio do
processo natural de decomposição de
material orgânico.
Biodigestor é um equipamento utilizado
para gerar gás e adubo a partir de restos
de alimentos e dejetos humanos.
Anaeróbios são seres vivos que
não dependem do oxigênio para o
crescimento.
Macrófitas são vegetais que vivem em
ambientes aquáticos, como brejos ou
locais totalmente submersos.
aprenda
O biossistema integrado do Centro de
Educação para a Sustentabilidade Alphaville
capta o esgoto dos sanitários e os resíduos
da cozinha do complexo. Os dejetos são
submetidos a três fases de tratamento:
Biodigestor - fase da decantação onde será
produzido o biogás que é utilizado na cozinha.
Biofiltro - fase onde ocorre a filtração da água.
Zonas de Raízes - fase de reciclagem de
nutrientes para o solo.
Para conhecer, ligue para (11) 4153-3618.
Fonte: Centro de Educação para a Sustentabilidade
Biossistema do Centro de Educação para
Sustentabilidade, em Alphaville Burle Marx
sustentabilidade em ação
COMO FUNCIONA
A água com material
orgânico, como
dejetos humanos e
resíduos agrícolas,
é processada no
biodigestor gerando
gás e adubo.
Esse biofiltro reduz
ainda mais a carga
orgânica da água.
Nesta etapa,
o solo recebe
nutrientes capazes
de recuperar áreas
degradadas.
O sistema
termina com a
água purificada,
pronta para ser
reutilizada.
Biodigestor
Filtro
anaeróbio
Zona de
raízes
Tanque com
macrófitas
Tanque de peixes
Resíduos
agrícolas
Esgoto
37
Outros
• Conecte a água das pias, da máquina de
lavar e do chuveiro ao jardim.
• Lave o carro com balde, em vez de usar
mangueira. Faça isso no gramado e nunca na
rua.
• Irrigue o jardim manualmente.
• Varra a calçada com água das pias,
máquina de lavar e chuveiro.
• Fique atento a vazamentos em casa.
Na cozinha
• Lave louça uma vez por dia.
• Encha a pia de louça para enxaguar.
• Ao ensaboar, mantenha a torneira
fechada.
• Instale torneiras de baixo consumo.
• Em zonas rurais, instale um tanque
para armazenar água da chuva.
Na lavanderia
• Use a máquina de lavar somente
com carga total. Use-a com menos
frequência.
• Instale torneiras de baixo consumo.
No banheiro
• Instale caixas sanitárias de mínimo
volume; coloque um tijolo no interior
da caixa de maior volume ou dobre a
haste da boia para um nível mais baixo.
• Use timer no chuveiro regulado para
5 minutos.
• Conecte a água da pia para o uso na
caixa do sanitário.
• Instale torneira e chuveiro de baixo
consumo.
Foto: Marcos Borges
Descubra quantos litros de água você
gasta em um dia, como economizar, quais
são os conflitos no mundo provocados pela
escassez e muito mais em bit.ly/mj_crise
Na internet
reduza seu consumo
Fonte: MORROW, Rosemary. Permacultura Passo-a-Passo. 2°ed. – Pirenópolis: Mais Calango Editora, 2010
38
5
CAPÍTULO
TODOS SOMOS RESPONSÁVEIS
Conhecer o ciclo da água, enten-
der os problemas causados pela es-
cassez e participar de forma ativa
para economizar é sem dúvida um
passo importante para administrar
melhor o uso desse recurso precioso.
Mas o abastecimento doméstico no mun-
do responde, em média, só por 10% do uso
da água extraída do planeta, segundo dados
de 2014 da Organização das Nações Uni-
das. A irrigação da produção agrícola utiliza
70%. Outros 20% vão para a indústria.
Dados da Agência Nacional de Águas
mostram que, no Brasil e, especialmente, no
Estado de São Paulo, o perfil de uso de água
é diferente, como mostram os gráficos desta
página. Já vimos que 38% da água distribuí-
da na Grande São Paulo abastece o consumo
doméstico. Isso aumenta nossa responsabi-
lidade individual. Mas cada um dos setores
precisa fazer a sua parte.
Pesquisa da Federação das Indústrias do
Estado de São Paulo publicada pelo jornal
Folha de S.Paulo, em 22 de março de 2015,
mostra que 67% das indústrias preocupa-
-se em reduzir o consumo de água, mas
que menos da metade adota alguma fon-
te alternativa de abastecimento. O reuso é
uma realidade em 40% das empresas.
Irrigação Indústria Abastecimento doméstico
USO DA ÁGUA, EM %
Mundo
10
20
70
São Paulo
38
22
37
Brasil
23
17
54
WWF – BRASIL. Cadernos de Educação Ambiental Água para Vida, Água para Todos: Livro das Águas. Brasília: WWF-Brasil, 2006
Fotos: Caio Vilela / Agência Tuva
Irrigação - técnica que tem o maior consumo de água no planeta
39
conflitos da seCA
Enquanto o Brasil pode ser considera-
do um país rico em água, outros países da
África e do Oriente Médio sofrem com a
escassez do recurso. Segundo estimativas
do Banco Mundial, há 2 bilhões de pesso-
as vivendo em países onde não há água
suficiente. Esse número pode crescer para
4,6 bilhões até 2080. O problema se torna
ainda mais sério em regiões onde a popu-
lação é muito grande, como na China e na
Índia, países em rápido desenvolvimento,
mas que também dependem da água para
que a indústria local continue crescendo.
Situações de escassez extrema pode
levar a conflitos isolados e até mesmo a
guerras violentas pela posse de territórios
onde a água é abundante. O mapa nesta
página mostra alguns desses conflitos.
tem solução
Cientistas do mundo todo buscam soluções
não só para economizar água, como
também para resolver os problemas globais.
Conheça algumas delas:
“Fábrica de chuva” - Cientistas holandeses
criaram uma máquina que recolhe água do
ar. Uma turbina leva ar para um sistema de
aquecedores, compressores e refrigeradores.
A água presente na atmosfera se condensa e
é coletada em tanques.
Frotas líquidas - Imagina-se que enormes
navios de carga podem, no futuro,
transportar água de lugares onde o recurso
é abundante para outros onde haja escassez.
Banheiro seco - Pesquisadores construiram
banheiros que funcionam totalmente sem
água. O sanitário separa líquidos e sólidos
e o material fecal é embalado e queimado
quimicamente. Esse processo gera energia
para tratar a urina e liberar água para
limpar o sanitário. Além da economia, esse
tipo de equipamento pode evitar mortes
por doenças como diarréia, comum entre
crianças nas regiões pobres do planeta.
Dessalinização - O processo de retirada do
sal da água do mar para transformá-la em
potável é uma solução já bastante usada
em locais em que a água doce é escassa,
principalmente no Oriente Médio e no norte
da África. No Brasil está sendo discutida a
possibilidade de construção de uma usina
de dessalinização no litoral paulista.
ÁGUA COMO ARMA, AMEAÇA E PROTESTO
ÁSIA
ÁFRICA
ORIENTE MÉDIO
AMÉRICA DO NORTE
AMÉRICA DO SUL
China, Índia,
Bangladesh
Uma série de
barragens em
construção no rio
Bramaputra na China
pode reduzir a vazão
da água na Índia e em
Bangladesh, gerando
tensão na região.
Paquistão e índia
Há mais de 30 anos
Paquistão e Índia
disputam o glaciar de
Siachen, uma enorme
reserva de água doce
na Caxemira que
alimenta rio nos dois
países e na China.
Estados Unidos, Califórnia
Em 2014, fazendeiros
protestaram contra
restrição à distribuição de
água no estado, que
enfrenta uma das maiores
secas da história. Houve
protestos também em 2015.
Iraque
Em 2014, combatentes
do Estado Islâmico
tomaram a represa de
Falluja para usar como
arma, inundando a
área. Em 2015, se
aproximam da represa
de Haditha, a segunda
maior do país.
África do Sul
Quatro pessoas
morreram em 2014
em protestos por
falta de água em
Brits, na África do
Sul. O problema foi
resolvido, mas
voltou em 2015 ali
em outras regiões.
Etiópia, Egito
Após anúncio da
construção da
represa Renascença
na Etiópia em 2011
o Egito ameaça
guerra, alegando
suspensão de seu
direito de uso das
águas do Nilo.
Brasil, Pará
Desde 2011, há protestos
contrários à construção da
barragem de Belo Monte na
bacia do rio Xingu, Pará, que
deve operar em 2015.
Às margens do rio Tapajós,
os índios Mundurucusre-
sistem contra a construção
da usina hidrelétrica de São
Luiz do Tapajós, em Pimentel.
Brasil, Pará
Brasil, São Paulo
São Paulo passa pela maior crise hídrica de sua história, afetando milhões de moradores. Por isso, algumas manifestações
foram realizadas na capital. Em fevereiro de 2015, cerca de 8 mil manifestantes ligados ao Movimento dos Trabalhadores
Sem-Teto (MTST) foram às ruas. Um movimento chamado “Lute pela Água” e o Greenpeace também organizaram protestos.
Outras passeatas na cidade e em diferentes regiões do país, afetadas pela crise, também foram notícia.
Fontes: Folha de S.Paulo / O Estado de S.Paulo.
40
Foto: Arquivo EMAE
Rio Tietê/ Barragem Edgard de Souza, em Santana de Parnaíba
41
VAMOS cuidar da Água?
Recolher água da chuva, tomar banho mais curto, dessalinizar o mar,
condensar o vapor que existe na atmosfera. Soluções, há muitas. Mas só
tecnologia não basta. É preciso ter vontade. A nossa vontade de não gastar
quase 300 litros de água cada vez que lavamos a calçada com a mangueira.
Mas precisamos contar sobretudo com o esforço das indústrias, dos pro-
dutores agrícolas e dos governos.
Reutilizar a água tem que fazer parte do vocabulário de todos. Experiên-
cias mostram que é possível cultivar alimentos sem tamanho desperdício.
Assim como produzir mercadorias sem despejar tanto esgoto industrial,
bem mais nocivo que o xixi que a gente faz. E, claro, garantir a distribuição
justa desse recurso fundamental para todos.
A água no Brasil é abundante, mas é finita. Precisamos garantir um
futuro sem torneiras secas. Um futuro sem sede. Compartilhe essa ideia.
Os editores
42
É com muito orgulho e com um prazer enorme que escrevo este texto que fará
parte de sua leitura sobre o retrato dos recursos hídricos de nossa cidade e de nossa
região. Elaborado com muito carinho, este belo livro vai deixar você fascinado e ainda
mais informado sobre esse bem natural e finito que tanto necessitamos e usamos em
nosso dia a dia.
Você poderá desfrutar, aprender e ensinar seus amigos e familiares a usar, de for-
ma correta e inteligente, a água que temos à nossa disposição nas torneiras de nossas
casas. Poderá verificar, ainda, o quanto nossa região é rica em córregos e nascentes.
Mas, infelizmente, boa parte dessa água encontra-se contaminada ou poluída. Tenho
absoluta certeza de que, após se deliciarem com esta maravilhosa leitura, você sairá
em defesa desta dádiva que Deus nos deu.
Com a sua contribuição e a de todos, logo teremos nossas nascentes e rios des-
poluídos. Assim, poderemos usufruir, pescar e nos divertir nas águas do Tietê, do
Juquery, do Ribeirão Santo André, entre outros tantos rios e córregos de nossa região.
Preservando nossos mananciais e usando de forma consciente e racional esse recurso
hídrico, poderemos garantir a sustentabilidade em nosso município, no Brasil e em
todo o mundo. Faça a sua parte!
Até um dia nas águas límpidas de Parnaíba. Conto com você. Boa leitura!
Jaderson Spina
Secretário de Planejamento Urbano e Meio Ambiente de Santana de Parnaíba
Nas águas de Parnaíba
Cachoeira em Cavalcante, Goiás
Rio Tietê/Barragem Edgard de Souza, em Santana de Parnaíba
43
O projeto da Coleção Mundo Jovem é uma grande alegria, pois chega para nos aju-
dar a conscientizar nossos alunos sobre questões cruciais que precisam ser tratadas se
quisermos salvar nosso planeta.
Em particular, como professor de geografia, fico ainda mais satisfeito com o mate-
rial, porque observo nele discussões e propostas realmente válidas, uma ferramenta
eficaz que vai complementar com muita qualidade o trabalho em sala de aula.
Desde o princípio, convencidos da importância desse projeto, planejávamos fazer
algo que fosse efetivamente aproveitado, por isso o material foi desenvolvido com
apoio de professores da rede municipal, de várias disciplinas, para que, agora, pronto,
pudéssemos observar este resultado: muitas informações valiosas, discussões oportu-
nas, atividades concretas, tudo numa linguagem acessível e um visual atraente que,
certamente, enriquecerão o processo de ensino e aprendizagem da nossa garotada.
Bons estudos!
Professor Jailton Aparecido Rodrigues
Secretário municipal de Educação de Santana de Parnaíba
uma oportunidade de aprender
Foto: Arquivo EMAE
44
PREFEITURA DE SANTANA DE PARNAÍBA EM AÇÃO
A Prefeitura de Santana de Parnaíba tem realizado muitas outras ações voltadas à Educação que orgulham o município. Ações que
visam o desenvolvimento integral dos múltiplos aspectos de nossos alunos. Confira:
Bebetecas
No segundo semestre de 2013, a prefeitura implantou o Plano de Ações
Educacionais Articuladas “Gente que Educa” com três frentes de trabalho:
1. PCHAE – Voltado a alunos do 4º ao 9º ano e, com o objetivo de me-
lhorar o ensino de ciências na rede, o Programa Ciência Hoje de Apoio a
Educação (PCHAE) foi implantado no município por meio de parceria com
o Instituto Ciência Hoje (ICH) e teve início com a formação de professores.
Assim, os alunos passaram a ter acesso à revista Ciência Hoje das Crianças,
uma publicação pioneira na divulgação científica direcionada ao público
infantojuvenil que trabalha textos científicos por meio de temas cotidianos
e atividades diferenciadas em uma linguagem atraente.
2. Magia de Ler – Pensado para impulsionar a formação leitora, o
programa teve início com a entrega de maletas de livros para todos os alu-
nos do 6º ao 9º ano da rede e com a formação dos professores de portu-
guês. Cada maleta carregava cinco obras relacionadas ao currículo de cada
série com títulos como As Viagens de Gulliver, de Jonathan Swift; Volta ao
Mundo em 80 Dias, de Julio Verne; e Meu Pé de Laranja Lima, de José Mau-
ro de Vasconcelos. Os professores também ganharam o mesmo material e
mais um guia de atividades.
3. Brincadeiras Musicais da Palavra Cantada – O programa de
iniciação musical, que funciona em torno de famosas músicas e cantigas
da dupla Palavra Cantada, teve como público-alvo alunos do pré I até o 5º
ano. Os pequenos ganharam kits com um livro de cantigas e um guia de
brincadeiras relacionadas, junto do CD e DVD da dupla. As brincadeiras
musicais estimulam inúmeras possibilidades de desenvolvimento, desde o
aspecto motor até a construção do raciocínio lógico-hipotético.
Ainda voltada à Educação Infantil, que atende crianças de seis meses
a cinco anos, outra ação de sucesso realizada pela Prefeitura foi a distribui-
ção das bebetecas para todos os colégios do segmento. São baús com mais
de 220 títulos próprios para a primeira infância em razão do acabamento
lúdico que têm, como pelúcia, fantoches e sons. A implantação do material
Magia de Ler
Brincadeiras Musicais
45
Parcerias
Distribuição de apostilas
foi uma inovação na rede, pois o ciclo não recebia esse tipo de instrumento
de apoio e foi muito bem-recebida, pois são várias as possibilidades de de-
senvolvimento da criança com esse tipo de aporte, assim como incentiva a
própria iniciação à leitura.
Neste ano de 2015, a novidade na rede são as novas apostilas. Da Edu-
cação Infantil ao Ensino Médio, todos receberam material adequado
para cada segmento. Além do aluno, os professores também ganharam
um kit com as apostilas, além de guia do professor com sugestões de traba-
lho e de itens complementares. Os docentes também contam com forma-
ção para prepará-los a utilizarem a nova ferramenta.
Formação de funcionários é outra frente de trabalho em que a pre-
feitura tem investido. Nos últimos dois anos, profissionais da área educa-
cional passaram por encontros de qualificação. Desenvolvimento Huma-
no, Alimentação Segura, Método Fônico de Alfabetização, Universalização
do Esporte, além de modalidades esportivas, como beisebol, dança e tênis.
Esses foram alguns dos tópicos trabalhados com os servidores municipais.
A Secretaria Municipal de Educação (SME) também se preocupa em
aproveitar parcerias que possam contribuir para a formação de nossos
alunos e professores com oficinas, palestras e afins. Já estiveram de passa-
gem pela rede projetos como “Clube do Bem-Te-Vi” sobre educação para o
trânsito e desenvolvido pelo Detran-SP; o “Clube dos leitores” sobre dinâ-
micas de leitura em grupo e desenvolvido em parceria com a Melhoramen-
tos; “Escola do Olhar”, uma oficina de fotografia voltada à alfabetização
visual realizada com as parceiras ImageMágica e CCR Via Oeste-Rodo-
anel; a “Oficina Ler é uma Viagem” com foco na escrita criativa oferecida
pela CCR Via Oeste-Rodoanel; além dos programas permanentes como o
“Estrada para Cidadania” voltado aos temas “Meio Ambiente” e “Trânsi-
to”, desenvolvido com a CCR Via Oeste-Rodoanel; o “Jovem Sustentável”
e “Professor Sustentável” para Educação Ambiental, desenvolvido em par-
ceria com o Alphaville Burlemarx por meio do Centro de Educação para
Sustentabilidade; e o Print School, desenvolvido pela Plural Indústria Grá-
fica, para preparar e empregar na função de auxiliar gráfico alunos recém-
-formados no Ensino Médio; entre muitas outra oportunidades que a SME
não dispensa.
Formação de professores
46
referências bibliográficas
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<http://www.ibge.gov.br >.
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Recursos Naturais e Meio Ambiente. 2°ed. Rio de Janeiro, 2004.
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Manual de educação. Brasília, 2005.
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Integral. S/d.
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no Oeste do Alto Tietê: uma radiografia da sub-bacia Pinheiros-Pirapora. São Paulo,
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INSTITUTO 5 ELEMENTOS: Instituto de Educação e Pesquisa Ambiental. Região
Pinheiros-Pirapora. Disponível em: < http://pinheirospirapora.org.br/pp/home/>.
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ISA – Instituto Socioambintal. Almanaque Brasil Socioambiental. 2008
LEGAN, Lucia. A escola sustentável: ecoalfabetizando pelo ambiente. 2°ed. 1°
reimpressão – São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, Pirenópolis, GO:
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aquecimentoglobaleoutrosdesafiosdaatualidade.EditoraAbril,2011.Disponívelem:
<http://planetasustentavel.abril.com.br/pdf/manual-etiqueta-sustentavel-30-2011.
pdf >
PLANETA SUSTENTÁVEL. Manual de Etiqueta da água – 13 coisas que você não
sabia sobre a água e porque é importante cuidar dela. Editora Abril, 2014. Disponível
em: <http://planetasustentavel.abril.com.br/pdf/manual-de-etiqueta-2014.pdf>.
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SÃO PAULO (Município). Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente.
Coord. Ameida, Anelisa Ferreira de e Vasconcellos, Marcos Kawall. Fauna Silvestre:
Quem são e onde vivem os animais na metrópole paulistana. São Paulo, 2007.
SARACENI, Vinicius. Atlas Ambiental: Santana de Parnaíba, SP, Brasil. São Paulo:
Geodinâmica, 2012.
WATER FOOTPRINT. Disponível em: <http://www.waterfootprint.org >.
WWF – BRASIL. Cadernos de Educação Ambiental Água para Vida, Água para
Todos: Livro das Águas. Brasília: WWF-Brasil, 2006
47
Santana de Parnaíba, São Paulo
Foto: Instituto Brookfield
48
© Tuva Editora Ltda., 2015
© Maria de Souza Oliveira / Práxis Socioambiental, 2015
Iniciativa e Realização: PLURAL Indústria Gráfica
Idealizador do Projeto: Carlos Jacomine – Diretor Geral da PLURAL
Coordenação: Adriana Gasparini – Gerente de Gestão Humana e Recursos Socioambientais
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Texto Capítulo 5: Tuva Editora
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Todos os direitos reservados. A reprodução não autorizada desta publicação, no todo ou em parte,
constitui violação de direitos autorais (Lei 9.610/98).
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sobre papel-couché mate 150 g/m2 na Plural Indústria Gráfica Ltda.
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil
Oliveira, Maria de Souza
Água: um retrato do universo hídrico que nos cerca – Santana de Parnaíba /
Maria de Souza Oliveira.
São Paulo: Tuva Editora, 2015. -- (Coleção mundo jovem)
ISBN 978-85-66920-07-9
ISBN da coleção 978-85-66920-06-2
1. Água 2. Água – Aspectos Ambientais 3. Água – Conservação 4.
Água – Uso 5. Ciclo hidrológico 6. Desenvolvimento sustentável 7. Educação
ambiental 8. Meio ambiente 9. Recursos hídricos – Santana de Parnaíba (SP)
I. Título II. Série
15 – 01896 COD – 577.68161
Índices para catálogo sistemático:
1. Santana de Parnaíba : São Paulo : Estado : Água : Aspectos
ambientais : Ecologia : Ciência da vida 577.68161
mais imaginação
mais florestas plantadas
*Folha Bracelpa Nº01, Maio / Junho 2009.
**Two Sides Brasil, 2014.
Two Sides é uma iniciativa que promove
o uso responsável da comunicação
impressa e do papel como uma escolha
natural e reciclável para comunicações
poderosas e sustentáveis.
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da celulose a partir de orestas pla tadas *
rea de orestas pla tadas o rasil equi ale a mil es de campos de
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madeira natural e renovável.
Para descobrir fatos
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sobre a comu ica o
impressa e o papel isite
t osides or br
A água é um recurso precioso, mas cada vez mais raro. Água: um retrato do univer-
so hídrico que nos cerca – Santana de Parnaíba reúne informação fundamental para
quem quer ajudar a preservar o planeta. Sem água não existe vida.
Neste livro, você vai aprender de onde vem a água que chega à sua casa, quais as
bacias hidrográficas que banham sua região e onde ficam suas nascentes – infor-
mações que se mesclam com a própria história de Santana de Parnaíba.
Encontrará também receitas deliciosas preparadas com cascas de frutas, talos de
vegetais e outros alimentos que normalmente você jogaria no lixo! Além de ex-
periências incríveis para fazer enquanto aprende como economizar e fazer bom
uso da água. Preservar e usar esse recurso com racionalidade é muito importante.
Faça sua parte.
Água é o primeiro volume da Coleção Mundo Jovem, que apresenta os grandes de-
safios da Terra de maneira moderna e inovadora.
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Livro “ÁGUA – Um retrato do universo hídrico que nos cerca – Santana de Parnaíba”

  • 1. Coleção Mundo Jovem SANTANA DE PARNAÍBA ÁGUAum retrato do universo hídrico que nos cerca Maria de Souza Oliveira
  • 2. 1 um retrato do universo hídrico que nos cerca SANTANA DE PARNAÍBA ÁGUA Maria de Souza Oliveira Coleção Mundo Jovem
  • 3. 2 4 5 6 7 9 11 12 12 13 14 15 23 23 24 24 25 25 26 16 18 19 20 21 Compromisso socioambiental Um projeto para crescer Agradecimento Vem com a gente A Água Pinheiros-Pirapora A água no seu corpo A água no planeta A água potável no mundo A água e os alimentos em ou- tros itens do seu dia a dia Economize na cozinha Desafio Um recurso essencial As regiões hidrográficas Na palma da mão O ciclo da água Como colaborar Crie seu próprio terrário O rio no passado Tietê e a história de Parnaíba O Tietê hoje De onde vem a água que você usa Fontes que brotam do chão Capítulo 1 A água que nos cerca Capítulo 3 A água no Brasil Capítulo 2 O caminho do Tietê íNDICE
  • 4. 3 28 28 30 30 31 32 32 33 34 34 35 36 36 37 39 39 41 42 43 44 46 Princípios Calcule o seu consumo A chuva pode ser a resposta Quanto você pode armazenar Mil e uma utilidades Crie, recrie, recicle Círculo de bananeiras Desinfetante natural Cisterna de ferrocimento Não dá para viver sem água Eles também precisam Biossistema integrado Sustentabilidade em ação Reduza seu consumo Conflitos da seca Tem solução Vamos cuidar da água? Nas águas de Parnaíba Uma oportunidade de aprender Prefeitura de Santana de Parnaíba em ação Referências bibliográficas Capítulo 4 Agora é com você Capítulo 5 Todos somos responsáveis Considerações finais
  • 5. 4 Ser parte do meio ambiente – esse é o compromisso ambiental da Plural. Nosso desafio, nesse caso, é inserir nossa empresa, de forma efetiva e real, em um contexto em que esse compromisso se materialize em ações de preservação e desenvolvimento, justamente no meio ambiente em que estamos inseridos. ParanósdaPlural,nãobastouterumacertificaçãoambientalnotratamentodenossos resíduos líquidos, sólidos e orgânicos. A importância de nossa inserção em um papel socioambiental no município em que trabalhamos e, por consequência, conquistamos nossas riquezas, é uma das contrapartidas que reforçam nossas preocupações com a continuidade do negócio da Plural. Nesse sentido, temos dois importantes projetos que nos tornam orgulhosos de pertencer ao município de Santana de Parnaíba. O primeiro deles, criado há 6 anos, é o Print School ou Escola de Impressão, para jovens estudantes do 2° grau que têm a oportunidade de aprender um ofício e, assim, iniciar uma nova fase de crescimento pessoal com uma profissão e um emprego em nossa empresa. O segundo é o projeto Coleção Mundo Jovem, que estamos apresentando a vocês como forma de contribuir com a educação daqueles que serão responsáveis por continuar, mudar ou manter nossas ações! Agradeço ao Prefeito de Santana de Parnaíba, Elvis Cezar; a autora, Maria de Souza Oliveira, da Práxis Socioambiental; a Ana Bush e Noelly Russo, da Tuva Editora; a Adriana Gasparini, da área de Gestão Humana da Plural; e a todos que apoiaram e contribuíram para que este trabalho reforce nosso compromisso ambiental. Carlos Jacomine Diretor Geral – PLURAL Indústria Gráfica Compromisso socioambiental Usina Edgard de Souza, em Santana de Parnaíba
  • 6. 5 Desenvolver mais uma parceria com a PLURAL Indústria Gráfica, para nós, é uma enorme satisfação. Especialmente um projeto tão bonito como este, que aborda de modo formidável um tema de extrema significância e de grande pertinência em tempos em que o meio ambiente não vem sendo tratado com o respeito que deveria. Além do conteúdo tão relevante, a Coleção Mundo Jovem tem um projeto gráfico rico que cumpre com a proposta de cativar nossas crianças e jovens com explicações ilustrativas e cheias de cores. Desta forma, ficamos orgulhosos de podermos viabilizar mais esta conquista e de trazer para nossos alunos mais um valioso instrumento de aprendizagem. Aproveitem! Elvis Cezar Prefeito de Santana de Parnaíba UM PROJETO PARA CRESCER Foto: Empresa Metropolitana de Águas e Energia
  • 7. 6 agradecIMENTOS Pela colaboração fundamental, sem a qual este livro não teria sido produzido, agradecemos ao prefeito de Santana de Parnaíba, Elvis Cezar; ao prof. Jailton Aparecido Rodrigues, Secretário Municipal de Educação; aos profs. Sandro Aparecido Ferreira e AirtondaSilvaTeles,DiretoresdeEducação;àprofa.PedrinadeLourdesRosa,Supervisora de Ensino; à profa. Simone Moreira e Monyelle Braga Rudolpho, da Secretaria Municipal de Educação. Também agradecemos aos professores Ana Cláudia Villeroy, Mônica Cardozo e Nilson Leonardo Bueno, do Colégio Municipal Professora Ruth Azevedo Silva Rodrigues, e a Walmir Ramos Leite, do Colégio Municipal Professor Carlos Alberto Siqueira. Agradecemos aos alunos do 6º ano B do Colégio Municipal Professor Carlos Alberto Siqueira, Analia Pereira dos Santos, Breno Cunha Fernandes, Henrique Andrade da Silva, Lívia Fernanda da Silva, Rayane Oliveira Soares, Stephany Marinho dos Anjos, Thuady Santos de Castro, Tiago dos Santos de Almeida e Wendel Bonifácio Ferreira. Agradecemos à Fátima Aparecida Muro, Secretária Municipal da Cultura e Turismo;eàAgacirEleutério,daSecretariadeCulturaeTurismoedoCentrodeMemória e Integração Cultural; a Jaderson Spina, Secretário Municipal de Planejamento e Meio Ambiente; a Júlio César Lamarca, Diretor de Meio Ambiente; e Amarildo E. C. Jordão, da Secretaria Municipal de Planejamento e Meio Ambiente. Agradecemos também ao biólogo Renato Bacchi; a a Maria Oliveira e Carolina Gonzalez, da Práxis Socioambiental. Agradecemos ainda à Tuva Editora e às crianças Artur Vilela, Geovani Aniceto, Martin Vilela e Tomas Vilela, que participaram das experiências fotografadas nestas páginas. Agradecemos à Lucia Fragoso Calasso e à Andrea Rissardo, do Instituto Brookfield; ao Gustavo Aloe e à Amanda dos Santos Sousa, da Fundação Alphaville. AgradecemosaospermacultoresAndréSoareseLucyLegan,doInstitutodePermacultura e Ecovilas do Cerrado (Ecocentro Ipec), cujos conceitos e práticas compartilhados foram abordados neste material, e a Mario Luiz do Nascimento Oliveira, da Empresa Metropolitana de Águas e Energia. Carlos Jacomine, Diretor Geral da PLURAL Indústria Gráfica Equipe de trabalho Cordenadores do projeto - equipe da prefeitura e PLURAL
  • 8. 7 Se nosso planeta tivesse nascido há uma hora, a humanidade teria surgido no último segundo. Pode-se dizer que, assim como você, a humanidade é jovem. Um jovem que precisa ficar mais atento à natureza que o cerca, perceber que nela tudo circula, se conecta e se interliga em perfeita harmonia desde o princípio. Como em uma orquestra viva, a água evapora do mar, vira nuvem, que provoca a chuva, que vira rio e que volta a desaguar no mar. A água que circula em nosso corpo, assim como o ar que respiramos, repete esse mesmo movimento, nos ligando uns aos outros e ao ambiente que nos cerca. Esse equilíbrio depende de todos os seres vivos, mas nos esquecemos um pouco dessa ideia de sintonia e acabamos provocando mudanças, sem nos preocupar com as consequências em nosso planeta. Este livro é um convite para que possamos conhecer um pouco mais sobre a manutenção dessa teia que sustenta a vida. Um convite para refletir sobre sua relação com a água e com os demais seres vivos. Para repensar a dinâmica e as atitudes que adotamos em casa a partir dessa perspectiva, tendo a consciência de que dependemos uns dos outros. Essa é uma proposta para tratar do planeta a partir do mundo que está à nossa volta, porque ele depende de você. E você dele. O planeta Terra é uma pequena partícula na imensidão do universo, e o nosso Sol é uma dentre milhões de estrelas em nossa galáxia, mas aqui é nossa casa. Nosso papel é cuidar dela. Maria de Souza Oliveira Práxis Socioambiental vem com a gente
  • 9. 8 Santana de Parnaíba, São Paulo Foto: Instituto Brookfield
  • 10. 9 A água é o recurso natural de maior importância para a existência dos seres vivos na Terra. Sem ela, nenhum ser humano, animal ou vegetal sobreviveria. Não foi à toa que as grandes civilizações, desde a Antiguidade, se desenvolveram às margens de grandes rios e lagos. Mas o que chama a atenção quando abrimos o jornal ou ligamos a TV é que esse valioso recurso natural vem sendo colocado em risco, por ter sido tratado – ao longo de décadas – de maneira irresponsável. A escassez, o consumo desigual e a má distribuição da água afetam toda a engrenagem que movimenta a vida do planeta. Em países do Oriente Médio e da África e até mesmo no Brasil, a falta de água chega a ser motivo de conflitos. Enfrentamos uma grande crise hídrica, estampada nas manchetes e mostrada todos os dias na televisão. Neste livro, você vai aprender mais sobre a água de sua cidade, de sua região e do país. Entenderá como surge, como se recicla e como interfere diretamente em sua vida. Você não é o único responsável, mas é peça-chave desse sistema. Por isso, pode, sim, cuidar desse recurso. Comece já! Os editores A ÁGUA Santana de Parnaíba São Paulo SP PR MG Rio do Sangue, Mato Grosso Santana de Parnaíba, São Paulo Chuva sobre o monte Roraima Alter do Chão, Pará Vista aérea da floresta Amazônica Fotos:CaioVilela/AgênciaTuvaeInstitutoBrookfield
  • 11. 10 BACIAS HIDROGRÁFICAS DO ESTADO SUBCOMITÊS DA BACIA DO ALTO TIETÊ VOCÊ ESTÁ AQUI Cantareira-Juqueri Pinheiros-Pirapora Cabeceiras do Tietê Billings-Tamanduateí Cotia- Guarapiranga Penha-Pinheiros Tamanduateí Oceano Atlântico Bacia do Rio Tietê Região hidrográfica de São José dos Dourados Região Hidrográfica da Vertente Litorânea Região Hidrográfica Aguapeí e Peixe Região Hidrográfica da Vertente Paulista do Rio Paranapanema Região Hidrográfica da Vertente Paulista do Rio Grande Bacia do Rio Paraíba do Sul 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 Serra da Mantiqueira Mogi-Guaçu Pardo Sapucaí-Mirim / Grande Baixo Pardo / Grande Turvo Grande São José dos Dourados Paraíba do Sul Alto Tietê Sorocaba e Médio Tietê Piracicaba, Capivari e Jundiaí Tietê – Jacaré Tietê – Batalha Baixo Tietê Aguapeí Peixe Pontal do Paranapanema Médio Paranapanema Alto Paranapanema Ribeira do Iguape e Litoral Sul Baixada Santista Litoral Norte 1 CAPÍTULO A água que nos cerca Bacia hidrográfica é um agrupamento de terras drenadas por um rio principal e seus afluentes. Comitê de bacia hidrográfica é um órgão colegiado, consultivo e deliberativo criado em 1997 para gerenciar as águas das bacias hidrográficas de forma descentralizada. Participam representantes de instituições governamentais, da sociedade civil e de empresas. SAIBA MAIS A água é o líquido mais abundante da Terra. No entanto, quase 750 mil pessoas sofrem com a sede no mun- do. Não é preciso ir muito longe para perceber o enorme desafio que existe na distribuição desse recurso. Para abastecer os quase 20 milhões de habitantes da região metropolitana de São Paulo é preciso importar água. O motivo é que a bacia hidrográfica do Alto Tietê, mes- mo sendo grande, não tem recursos sufi- cientes para atender aos 39 municípios da Grande São Paulo, onde fica Santana de Parnaíba. Para suprir a demanda nessa área, onde 76% da água destina-se a consumo domés- tico, é preciso recorrer às bacias dos rios Pi- racicaba, Capivari e Jundiaí. Mesmo assim, a falta de água na Gran- de São Paulo será um tema recorrente. Para administrar melhor a distribuição no Alto Tietê, gerenciado pelo Comitê de bacia hi- drográfica, foram criadas 6 sub-bacias. Parnaíba pertence à de Pinheiros-Pirapora. Fonte: Plano de recursos hídricos do estado de São Paulo 6 7 17 16 18 20 1 22 21 9 10 19 11 14 13 3 8 5 12 2 4 15
  • 12. 11 AS ÁGUAS DO PINHEIROS-PIRAPORA PIRAPORA DO BOM JESUS SANTANA DE PARNAÍBA BARUERI JANDIRA ITAPEVI CARAPICUÍBA OSASCO Para acompanhar a situação dos reservatórios de água que abastecem o estado de São Paulo, acesse bit.ly/mj_reservatorio na internet SAIBA MAIS Manancial - fontes de água, superficiais ou subterrâneas, usadas para o abastecimento público. Incluindo rios, lagos, represas e lençóis freáticos. Gás sulfídrico é um gás incolor, com forte odor, inflamável em altíssimas concentrações e resultante da decomposição de matéria orgânica. Fonte: Instituto 5 Elementos. Águas no Oeste do Alto Tietê, 2005 pinheiros-pirapora Além de Santana de Parnaíba, a sub-bacia dos rios Pinheiros e Pirapora abastece Barue- ri, Carapicuíba, Itapevi, Jandira, Osasco, Pi- rapora do Bom Jesus e São Paulo. Seus prin- cipais mananciais de abastecimento público são o reservatório Pedro Beicht e o rio Cotia. Poluentes O Tietê é um dos prinicipais corpos d’água dessa subacia e chega a Santana de Parnaíba carregando resíduos trazidos das outras cinco sub-regiões de sua bacia: Billings-Tamanduateí, Cabeceiras do Tietê, Cantareira-Juqueri, Cotia-Guarapiranga e Penha-Pinheiros-Tamanduateí. As águas re- cebem toneladas de lixo, dejetos humanos e poluentes químicos. mau cheiro Com o despejo de esgoto sem tratamen- to no rio, muita matéria orgânica se mis- tura a suas águas. A decomposição desse material produz gás sulfídrico. O gás provoca o mau cheiro sentido nas áreas próximas ao rio. Isso afeta a vida coti- diana dos moradores de Santana de Parna- íba e de outras cidades da região. O contato com o gás pode provocar irritação nos olhos e no sistema respiratório.
  • 13. 12 A água no PLANETA 71% 97,5% 2,5% 68,9%calotas polares 29,9%Água subterrânea ou lençóis freáticos 0,3%Rios, lagos e represas 0,9%Outros reservatórios 0,01%Atmosfera ONDE SE ENCONTRA A ÁGUA DOCE da superfície da Terra é preenchida por água Água salgada Água doce VOCÊ SABIA? A ÁGUA NO SEU CORPO 0-2 anos 2-5 anos 5-10 anos 10-15 anos 15-20 anos 20-40 anos 40-60 anos > 60 anos < 5850 a 5858 a 6060 a 6363 a 6565 a 7070 a 7575 a 80 A proporção de água no corpo humano é semelhante à da água no planeta. Ela varia com a idade, mas fica, em média, entre 60 e 70% da composição do organismo. No planeta, 71% da superfície é coberta de água. Mas o que pouca gente sabe é que, de toda essa água, apenas uma pequena parcela está disponível para consumo. Não basta a água ser doce para bebermos e usarmos em nossa alimentação. Ela precisa ser potável. Isso reduz o percentual de água adequada ao consumo humano a 0,002% da água disponível. Por esse motivo, obter e distribuir a água potável para todos os habitantes do planeta não é tarefa fácil. REFLITA PERCENTUAL DE ÁGUA NO ORGANISMO Arte: Marcelo Katsuki / Agência Tuva Fonte: Agência Nacional das Águas Fonte: Shiklomanov, 1998, in Rebouças, 2006
  • 14. 13 Encha a garrafa de 2 l com água. Ela representa toda a água do planeta. Coloque água no copo de 200 ml para representar a água doce que há no mundo. O que você acha: é muito ou pouco? Agora, coloque água no copo de 50 ml. Esse recipiente representa a água doce de mais fácil acesso para o homem, ou seja, aquela que está em rios, lagos e represas. Por fim, encha de água a tampinha da garrafa. Essa pequena quantidade representa a água potável que existe na Terra. 1 garrafa plástica de 2 l com tampa 1 copo de 200 ml 1 copo de 50 ml você vai precisar de 1 2 34 A Água potável no mundo experimente Arte: Marcelo Katsuki / Foto: Caio Vilela / Agência Tuva Água potável é a água destinada ao consumo humano. Ela deve ser incolor e transparente e não pode conter nenhum germe ou substância nociva à saúde. Você sabia que 748 milhões de pessoas em todo o planeta não têm acesso à água potável? De acordo com a Organização Mundial da Saúde, calcula-se que outras 1,8 bilhão usam fonte contaminada. saiba mais curiosidade Fonte: Adaptado de WWF – BRASIL. Cadernos de Educação Ambiental Água para Vida, Água para Todos: Livro das Águas. Brasília: WWF-Brasil, 2006
  • 15. 14 Cerca de 70% da água consumida no mundo é usada na produção de alimentos. Veja quantos litros de água os alimentos abaixo gastam em sua produção. 16mil 1 kg de carne bovina 1 kg de queijo 1 barra de chocolate 1 litro de leite 1 kg de arroz 1 kg de batata 1 maçã 1 xícara de café 140 5mil 2 mil 1 kg de tomate 180 1Mil 3mil 290 125 1 ovo 200 A Água nos alimentos e em outros itens do seu dia a dia Fotos:CreativeCommons Muitos litros de água também são gastos na eleboração de produtos que fazem parte do nosso dia a dia, desde as roupas que vestimos até o caderno que usamos na aula. Confira! 400 mil Para montar 1 carro 3 mil 1 camiseta 7 mil 1 litro de etanol 17 mil 1 par de sapatos de couro 2 mil 1 hambúrguer (pão + carne) 10 1 folha de caderno 11 mil 1 calça jeans 1 mil 1 pizza saiba mais 1 litro de óleo diesel 4 mil
  • 16. 15 DOCE DE CASCA DE BANANA BOLINHOS DE TALOSsuco com cascas MÃOS À OBRA Ferva as cascas até ficarem macias. Bata no liquidificador com a água até que se forme um creme. Coloque o creme em uma panela e adicio- ne o açúcar, o limão, o cravo e a canela. Leve ao fogo e mexa até soltar do fundo. Pronto! • 6 a 7 cascas de banana • 1/2 copo de água • 2 xícaras de chá de açúcar • Cravo e canela em pau a gosto Evite o desperdício! Receitas para aproveitar ao máximo os alimentos, que consumiram tanta água em sua produção. MÃOS À OBRA Bata bem os ovos e misture o restante dos ingredientes. Frite os bolinhos às colheradas em óleo quente. Escorra em papel absorvente. • 1 xícara de chá de talos, folhas ou cascas de vegetais bem lavados e picados • 2 ovos • 5 colheres de sopa de farinha de trigo • 1/2 cebola picada • 2 colheres de sopa de água • Sal a gosto • Óleo para fritar você sabia? • A casca da maçã e da mexerica têm o dobro de vitamina C do que a polpa. • A casca do abacaxi tem 38% a mais de vita- mina C do que a polpa. Bata no liquidificador cascas de abacaxi e goiaba, coe e faça um suco. Dica: você pode usar esse mesmo suco em receitas de bolos. você vai precisar de você vai precisar de Economia na Cozinha Fotos:CaioVilela/AgênciaTuva Foto:CreativeCommons Fonte: FUNDAÇÃO DE EDUCAÇÃO PARA O ASSOCIATIVISMO. Aproveitamento Integral. S/d.
  • 17. 16 2 CAPÍTULO o caminho do tietê o rio no passadoSantana de Parnaíba tem uma ligação forte com as suas águas, especialmente com o rio Tietê, fun- damental na história de seu desen- volvimento. O Tietê nasce a 1.027 m de altitude, nos arredores de Salesópolis, a cerca de duas horas a leste de Parnaíba, nas escarpas da Serra do Mar. Como não consegue romper a barreira de montanhas em direção ao oceano, o rio navega para o interior do estado, de sudeste a noroeste, até desaguar no Rio Paraná, na divisa com o Mato Grosso. Em seus 1.100 quilômetros de extensão, localizam-se mais de 60 cidades ribeirinhas, incluindo os municípios da região metropolitana de São Paulo, com enorme adensamento populacional, industrial e comercial. Por ter alto potencial hidrelétrico, pelo menos dez barragens foram construídas em seu curso para exploração de energia. O Tietê foi essencial para o desbravamen- to dos sertões de São Paulo pelos bandeiran- tes e para o desenvolvimento do interior do estado. Condições ambientais, como fertili- dade do solo, clima, disponibilidade de água e abrigo contra chuva e vento, além do iso- lamento dos inimigos foram determinantes para o surgimento dos primeiros povoados. Os moradores de Santana de Parnaíba desenvolveram uma relação muito próxima com suas águas. Antigamente, as mulheres lavavam roupas e cantavam às suas margens e era comum passear de barco, nadar e até pescar no rio. Durante as épocas mais chuvosas do ano, o rio costumava transbordar, e suas águas to- mavam conta das ruas da cidade, se fundin- do à paisagem. Ainda que a população cul- passe o rio pelos transtornos causados pelas inundações, o equilíbrio sempre existiu. Escarpas são ladeiras, montes ou serras muito íngremes, resultantes de falha geográfica. SAIBA MAIS Rio Tietê, em São Paulo Foto: CC0 Public Domain / FAQ
  • 18. 17 Balsa no rio Tietê Fonte: Acervo Dirce Antunes de Siqueira Rosin/ CEMIC/PMSP Foto tirada da torre da Igreja, em 26 de setembro de 1959, durante cheia do Tietê Fonte: Acervo Maria de Azevedo Alves/PMSP Passeio de barco da família Ophélia Moraes Moreira pelo rio Tietê, 1909 Fonte: SMTC, Acervo Ophélia Moraes Moreira/PMSP Além do rio Tietê, outros importantes corpos d’água banham a cidade de Santana de Parnaíba. São eles: o rio Juqueri e o rio Sorocaba. saiba mais
  • 19. 18 1580 1600 1625 Fundação do povoado de Parnaíba. O casal Suzana Dias e Manuel Fernandes se estabelece na região para fundar uma fazenda. Devido à existência da Cachoeira do Inferno, os bandeirantes não podiam continuar a viagem de barco. Surgiu, assim, a necessidade de criar uma vila no local. 1650-1700 Ao longo da segunda metade do século 17, Santana de Parnaíba se torna um local privilegiado para a partida de bandeiras e para um variado cultivo agrícola.O povoado se torna uma vila, desmembrando-se de São Paulo de Piratininga. A fazenda se torna um povoado que passa a receber muitas famílias paulistas. O bandeirante Domingos Jorge Velho (1641-1705), nascido na vila de Parnaíba A fundação da primeira vila na região onde hoje fica a cidade de Santana de Parnaíba tem ligação direta com as águas da Cachoeira do Inferno, no rio Tietê. Essa queda d’água traiçoeira, com desnível de 12 metros e corredeiras que se estendiam por 700 metros, fazia com que os bandeirantes que adentravam o interior em busca de riquezas abandonassem seus barcos naquele trecho do rio e seguissem por terra rumo ao sertão em busca de ouro, pedras preciosas, índios e escravos foragidos. Dessa forma formou-se na região um pequeno povoado, onde, em 1580, Suzana Dias e Manuel Fernandes decidiram se estabelecer e montar uma fazenda, que batizaram de Parnaíba. Naquela época, o rio Tietê, ainda em seu traçado original, se chamava Anhembi. O nome Santana de Parnaíba resulta da junção do nome da santa de devoção da pioneira Suzana, Santa Ana, com a palavra de origem indígena parnahyba, que em tupi guarani significa “rio de águas barrentas ou rio não navegável” — uma referência à Cachoeira do Inferno. No século 19, a força da água possibilitou a geração de energia para sustentar a industrialização e o desenvolvimento da vizinha cidade de São Paulo. A energia movia principalmente os bondes, um dos principais meios de transporte daquela época. A localização estratégica de Santana de Parnaíba, às margens do rio Tietê e em uma antiga rota indígena rumo aos sertões de Goiás e Mato Grosso, garantiu destaque econômico para a cidade por quase um século. TIETÊ e a HISTÓRIA de Parnaíba viaje no tempo... Imagem: Wikimedia Commons Fonte: Prefeitura de Santana de Parnaíba/Secretaria de Cultura e Turismo/CEMIC - Centro de Memória e Integração Cultural. EMAE, s.d.
  • 20. 19 1901 Em 23 de setembro é inaugurada a Usina Hidrelétrica de Parnahyba pela empresa canadense Light and Power, aproveitando as quedas do Rio Tietê. Entram em operação duas turbinas e dois geradores com a capacidade de 1.000 kW cada. Imagem do início do século XX mostra a área onde hoje fica o largo São Bento 1904 É inaugurada, com festa, a iluminação elétrica pública, segundo contrato de 1899 com a Light and Power. 1906 Santana de Parnaíba é elevada à categoria de cidade. 1912 A Usina de Parnahyba é remodelada e alcança a capacidade geradora máxima de 16.000 kW. A Usina de Rasgão é inaugurada para suprir novo aumento de demanda. O rio Tietê chega hoje bastante mal- tratado a Santana de Parnaíba. Próximo à Barragem Edgard de Souza, por exemplo, pode-se ver a formação de espuma causada pela presença de produtos de limpeza não- -biodegradáveis e pela enorme quantidade de lixo trazido pelo rio de outras cidades ao longo de seu curso. Em 1992, na tentativa de revitalizar o curso do rio, iniciou-se um programa de despoluição de suas águas que já está em sua terceira etapa. O objetivo do projeto, sob responsabi- lidade da Sabesp (Companhia de Sanea- mento Básico do Estado de São Paulo), é melhorar as condições ambientais do rio e de seu entorno, além de expandir os ser- viços de esgoto para a população da região metropolitana. Em 2013, a mancha de poluição do Tietê já havia recuado 160 quilômetros, segundo dados da Fundação SOS Mata Atlântica, uma organização não-governa- mental que tem como missão preservar a mata nativa do estado. Com isso, cidades como Barra Bonita e Tiête, na região noro- este do estado, voltaram a usar o rio como fonte de lazer, turismo e pesca. Mas apesar de todas as ações que vêm sendo realizadas há mais de uma década, a previsão é de que o rio só esteja totalmente despoluído em cerca de 20 anos. Bandeirantes eram exploradores que, ao desbravar o interior do Brasil Colônia para capturar indígenas, descobriram as primeiras minas de ouro. Organizações não-governamentais são grupos sociais sem fins lucrativos criados para defender um determinado propósito em benefício da sociedade. SAIBA MAIS Fonte: Acervo José Procópio de Moraes/PMSP O TIETÊ HOJE 1925 Foto: José Reynaldo Fonseca / Wikimedia Commons Barco de lazer no Tietê, na região de Barra Bonita
  • 21. 20 Aldeia da Serra Cidade São Pedro Colinas do Anhanguera Parque Santana/Jardim Isaura Bairro 120 Jardim São Luíz Santana de Parnaíba Centro Fazendinha Alphavile / Tamboré Município de Pirapora do Bom Jesus Município de Cajamar Município de Barueri Município de Itapevi ENCONTRE A FONTE QUE ABASTECE SEU BAIRRO 19521949 A operação para geração de energia na usina é interrompida e constrói-se uma Usina Elevatória de Águas para integrar o sistema de aproveitamento hidrelétrico do rio Tietê e afluentes, voltado para a Usina de Henry Borden, localizada em Cubatão. Em agosto, a Usina de Parnahyba passa a se chamar Edgard de Souza, em homenagem ao engenheiro brasileiro que assumiu a superintendência geral da Light em 1942 e que, em 1948, chegou à diretoria do conglomerado responsável pelos investimentos da Light no Brasil, a Brazilian Traction Co, com sede no Canadá. DE ONDE VEM A ÁGUA QUE você usa? A água que chega às torneiras da sua casa vem de um dos 29 reservató- rios que abastecem Santana de Parnaí- ba. Somados, eles têm capacidade para armazenar 5.310 m³ de água. No mapa desta página, você pode consultar a fonte de abastecimento de água do seu bairro. Mas nem todas as regiões da cidade estão ligadas à rede de abastecimento. Os bairros Surú, Vila Rica, Chácara São Luís, Ingaí e algumas escolas municipais recebem água em caminhões-pipa. A entrega de água só pode ser re- alizada por empresas autorizadas. A extração e a comercialização de água envasada ou em caminhões-pipas sem autorização é ilegal. Vila operária da Indústria Matarazzo, nos anos 1960 Fonte: Takuro Kawamoto/PMSP Poços (sistema isolado) Estação de Tratamento de Água Bacuri / sistema Adutor Metropolitano (Barueri - Tamboré) Sistema Adutor Metropolitano (Barueri - Centro) Sistema Adutor Metropolitano (Barueri - Tamboré) / Poços (sistema isolado) Sistema Adutor Metropolitano (Barueri - Tamboré) / Poços (sistema isolado) Sistema Adutor Metropolitano (Barueri - Tamboré) / Poços (sistema isolado) Sistema Adutor Metropolitano (Barueri - Tamboré) Estação de Tratamento de Água Sede/ SAM (Barueri - Centro) Estação de Tratamento de Água de Aldeia da Serra Fonte: Plano de Saneamento Básico de Parnaíba, 2013
  • 22. 21 1968 1970 Indústrias começam a se instalar no município, atraídas por incentivo, oferta de mão de obra e facilidades de acesso. Construção da rodovia Castelo Branco. 1985 Em 6 de novembro, o governador Franco Montoro explode 80 m da barragem da Usina Elevatória Edgard de Souza. No local dinamitado, começam a ser construídas três comportas de fundo e uma testada de eclusa para ampliar o escoamento do rio Tietê. 1986 1986-2002 Aumenta de 3 mil para 18 mil o número de empresas e estabelecimentos instalados em Santana de Paranaíba. Em outubro, duas comportas são inauguradas, para evitar enchentes em São Paulo. FONTES QUE BROTAM DO CHÃO SANTANA DE PARNAÍBA População estimada 2014: 123.825 habitantes (IBGE) Densidade demográfica: 605 hab/km2 Abastecimento de água: 93,84% Esgoto coletado: cerca de 30% Esgoto tratado: 5% Consumo de água: 178 l/hab por dia Principais corpos d’água: rio Tietê, rio Juqueri e rio Sorocaba Bacia hidrográfica: Bacia do Alto Tietê, sub-bacia Pinheiros-Pirapora Dados do Município 2007 A Usina Elevatória Edgard de Souza mantém sua operação para o controle de cheias do Tietê. As operações para geração de energia são desativadas. 2014 Concluídos os estudos para remotorização da barragem Edgard de Souza que comprovam a viabilidade da retomada da geração de energia. REDE HIDROGRÁFICA DE SANTANA DE PARNAÍBA Fonte: Plano de Saneamento Básico Básico de Santana de Parnaíba, 2013 Município de Pirapora do Bom Jesus Município de Cajamar Município de BarueriMunicípio de Itapevi Município de Araçariguama Santana de Parnaíba O subsolo de Santana de Parnaíba é rico em nascentes, ou seja, fontes de água geralmente puras e que precisam ser protegidas para garantir o abastecimento dos córregos e rios da bacia que abastece a região. Se desprotegidas, as nascentes são submetidas a aterramento, poluição por esgoto, lixo ou fezes de animais, além de extração ilegal de água, colocando em risco o futuro do abastecimento.
  • 23. 22 “Com 12% a 16% da água doce dispo- nível na Terra, o Brasil é um país rico nesse insumo que a natureza provê de graça à população e à economia, sem a menor dúvida. Cada habitante pode contar com mais de 43 mil m³ por ano de mananciais.” Folha de S.Paulo, 19/09/2014 Como este, vários outros artigos de jor- nais e revistas mostram que o Brasil é um país onde a água é um recurso abundan- te. Você deve estar se perguntando, então, como se fala em crise hídrica e de abaste- cimento no estado de São Paulo. Veja o mapa nesta página e tente en- contrar algumas respostas para essa e ou- tras perguntas, como: “onde se concentra a maior quantidade de água?” ou “onde mora a maior parte dos habitantes do Brasil?” A água no Brasil Você percebeu que está em uma região do país com menos disponibilidade de água em comparação a outras? Veja dicas sobre como economizar em bit.ly/mj_dicas na internet 3 CAPÍTULO Fonte: Consumo Sustentável: Manual de Educação (Instituto de Defesa do Consumidor e Ministério do Meio Ambiente) Dados em % A DISTRIBUIÇÃO DA ÁGUA NO BRASIL Volume de água disponível Área de território População 68,5 45,3 6,8 Norte 15,7 18,8 6,41 Centro-Oeste 6,5 6,8 15,05 Sul 6 10,8 42,65 Sudeste 3,3 18,3 Nordeste 28,91 VOCÊ ESTÁ AQUI
  • 24. 23 A água circula e se renova no planeta Terra há bilhões de anos. Até onde se sabe, só aqui existe a combinação perfeita de fatores para que esse recurso exista, especialmente no estado líquido. Segundo as teorias mais aceitas pelos cientistas, esse elemento está associado ao surgimento e à expansão de vida no planeta. Afinal, existem seres que sobrevivem sem a presença de oxigênio, mas nenhum pode viver sem água. O processo de evaporação e as chuvas ocorrem desde que a água surgiu. Por isso o ciclo da água é tão importante, garantindo que ela se recicle constantemente. Chuva sobre plantações em Pirenópolis, Goiás, Brasil Rio Anajás, na ilha de Marajó, Pará UM RECURSO ESSENCIAL DESAFIO saiba mais Caio Vilela / Agência Tuva Caio Vilela / Agência Tuva Se, ao olhar o mapa da página ao lado, você percebeu que a maior parte da água disponível no Brasil está na Bacia Amazônica, acertou. Deve ter visto tam- bém que naquela região vive a segunda menor parcela da população brasileira, em termos percentuais. O Brasil tem, sim, muita água, mas a distribuição do recurso pelo território não é equivalente à da população. A maior parte dos brasileiros vive, as- sim como você, na região Sudeste, onde não há tanta água disponível como na região Norte, por exemplo, em que o vo- lume é enorme. Por isso, fazer a gestão da água levando em consideração essas discrepâncias é um grande desafio. foto
  • 25. 24 REGIÕES HIDROGRÁFICAS BRASILEIRAS Amazônica Tocantins/Araguaia Atlântico Nordeste Ocidental Parnaíba Atlântico Nordeste Oriental São Francisco Atlântico Leste Atlântico Sudeste Paraná Paraguai Uruguai Atlântico Sul VOCÊ ESTÁ AQUI Santana de Parnaíba Na palma da mão As regiões hidrográficas As bacias hidrográficas podem ser reunidas em conjuntos maiores conhecidos como re- giões hidrográficas. Os rios que cortam Santana de Parnaíba formam a bacia do Alto Tietê e pertencem à região hidrográfica do Paraná. No Brasil há 12 regiões hidrográficas. Na região hidrográfica do Paraná vivem 32,1% dos habitantes do Brasil. Esse grupo de pessoas responde pelo maior consumo de água de todo o país, ou seja, por cerca de 30% da demanda nacional. Mais da metade dessa população se concentra nas regiões ao longo do rio Tietê, como você e sua família, e do rio Grande. Olhe para a palma de sua mão. Agora, forme uma conchinha e imagine que o tra- ço principal e mais grosso – que começa na parte mais alta, perto do dedão – representa a cabeceira de um rio. À medida que esse traço desce, muitos outros vão ao seu encontro, certo? Esses po- dem ser seus rios afluentes. Os pontos onde os traços menores começam representam as nascentes. Bem na palma da sua mão, você consegue ter uma ideia do que é uma bacia hidrográfica. As bacias hidrográficas também são co- nhecidas como Unidades de Gerenciamen- to de Recursos Hídricos. Caio Vilela / Agência Tuva experimente
  • 26. 25 O CICLO DA ÁGUA Precipitação Absorção pelo solo Água subterrânea captação através de poço Condensação Evaporação Transpiração Transpiração saiba mais faça sua parte O ciclo da chuva começa com os raios do sol, que aquecem a água da Terra fazendo com que ela evapore. As partículas de vapor que se formam com o aquecimento encontram uma camada de ar frio na atmosfera e se agrupam em nuvens. As partículas condensadas caem na terra ou no mar em forma de chuva, granizo ou neve. Parte da água que cai escorre pela terra formando e alimentando rios e lagos. Os rios normalmente correm em direção ao mar, onde a evaporação, a condensação e a precipitação começam de novo. Outra parte penetra no solo para formar bolsões de água subterrânea chamados de lençóis freáticos ou aquíferos. Entenda melhor como o ciclo da água ocorre criando um terrário como o da página seguinte. Ampliar as áreas permeáveis com plantios de árvores, hortas, jardins e telhados verdes, com espécies encontradas na sua região, é uma das formas de promover a infiltração da água no solo e ajudar a manter o ciclo da água. Além disso, é preciso proteger as nascentes e margens dos rios e combater a poluição das águas. aprenda Evaporação é o processo pelo qual as moléculas de água de rios, lagos e mares ou da umidade que existe no solo passam do estado líquido para o estado de vapor. Condensação é o processo pelo qual o vapor d’água na atmosfera é transformado em água no estado líquido. Precipitação é o termo usado para indicar qualquer deposição líquida ou sólida vinda da atmosfera, como chuva ou neve. Lençóis freáticos Formação de bolsões de água subterrânea TUDO SE RENOVA Arte: Marcelo Katsuki / Agência Tuva
  • 27. 26 crie seu próprio terrário experimente! VOCÊ VAI PRECISAR DE 1 pote de vidro com tampa Terra e areia Pedras pequenas Plantas, como ervas que tenham um pedacinho da raiz, violetas, cactos ou suculentas Quer entender o processo de renovação da água? Além de ser uma experiência bastante interessante, montar um terrário vai ajudar você a compreender melhor como funciona esse fantástico fenômeno da natureza. Mãos à obra! Arte: Marcelo Matsuki / Fotos: Caio Vilela / Agência Tuva Fonte: Adaptado de LEGAN, Lucia. A escola sustentável: ecoalfabetizando pelo ambiente. 2°ed. 1° reimpressão – São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, Pirenópolis, GO: Ecocentro IPEC, 2007
  • 28. 27 O que você aprendeu 1 6 2 3Retire a tampa para começar a montar o seu terrário. 5Coloque as plantas no terrário e umedeça. Se ficar muito molhado, deixe-o aberto por alguns dias para a água em excesso evaporar. Após 3 dias, o terrário fechado já terá gotículas na superfície e as laterais do pote estarão úmidas. Se deixá-lo aberto, ele ficará seco. Coloque cerca de 3 cm de pedras no fundo do pote. Adicione uma camada de areia, mais ou menos da mesma espessura de pedras. 4Adicione terra até o meio do pote. PASSO-A-PASSO Pode-se dizer que o planeta Terra funciona como um grande terrário: não ganha nem perde muita matéria. Com a água não é diferente. Ela fica no planeta e depende de um ciclo para manter seu equilíbrio e qualidade.
  • 29. 28 Neste capítulo vamos fazer uma série de atividades para economizar água em casa, cozinhar, experimentar e entender como é possível colaborar de um jeito simples e consciente. Trace objetivos, envolva sua família e compartilhe com os amigos. E, mais que tudo, divirta-se nessa jornada. Respeito Toda água e suas origens merecem respeito. Proteger as fontes e os mananciais, assim como a vegetação ao seu redor, garante a qualidade da água que chegará a sua casa e a continuida- de do abastecimento ao longo do tempo. Responsabilidade Não somos os únicos responsáveis pelo bom uso e pela gestão da água, mas temos uma parcela importante nessa cadeia. A utilização moderada do recurso contribui para o bom funcionamento do sistema. Comunidade Qualquer interferência sobre o ambiente do planeta, por menor que seja, pode trazer con- sequências. O consumo consciente de água, a preocupação com mantê-la limpa e em abun- dância terá um impacto positivo em todas as comunidades vivas da Terra. 4 CAPÍTULO AGORA É COM VOCÊ VOCÊ SEU IRMÃO SEU PAI SUA MÃE 4 x 11 = 44 ou seja, 4 descargas x 11 litros de água 3 x 11 = 33 5 x 11 = 55 4 x 11 = 44 ou seja, 4 descargas x 11 litros de água ou seja, 5 descargas x 11 litros de água ou seja, 3 descargas x 11 litros de água Some os valores para obter o gasto total da família nesse dia. Neste exemplo, seria: 44 + 33 + 55 + 44 = 176 litros A média da semana Para calcular a média, você vai precisar somar todos os dias e dividir por sete. Vamos continuar com o exemplo. Se na segunda sua família gastou 176 litros de água; na terça, 151; na quarta, 182; na quinta, 173; na sexta, 154; no sábado, 168; e no domingo, 194, a média seria: 176 + 151+ 182 + 173 + 154 + 168 + 194 7 1.198 7 171,1 litros= = Ao preencher a tabela da página ao lado, você vai saber quanto de água sua família gasta por semana. Ao longo de uma semana, anote o gasto com cada um dos itens listados. Faça os cálculos e transfira os resultados para a tabela. Aprenda como fazer seguindo os exemplos abaixo. Para calcular o volume de água gasto com o vaso sanitário A tabela nos diz que cada vez que apertamos a descarga gastamos 11 l de água. Vamos calcular o gasto para uma família de 4 pessoas, que seriam você, seu irmão, seu pai e sua mãe. Na segunda-feira, você usou o banheiro 4 vezes; seu irmão, 3 vezes; sua mãe, 5 vezes; e seu pai, 4 vezes. Veja como ficaria o cálculo final para esse dia: princípios CALCULE O SEU CONSUMO VOCÊ SEU IRMÃO SEU PAI 4 x 11 = 44 ou seja, 4 descargas x 11 litros de água 3 x 11 = 33 5 x 11 = 55 ou seja, 5 descargas x 11 litros de água ou seja, 3 descargas x 11 litros de água Some os valores para obter o gasto total da família nesse dia. Neste exemplo, seria: 44 + 33 + 55 + 44 = 176 litros A média da semana Para calcular a média, você vai precisar somar todos os dias e dividir por sete. Vamos continuar com o exemplo. Se na segunda sua família gastou 176 litros de água; na terça, 151; na quarta, 182; na quinta, 173; na sexta, 154; no sábado, 168; e no domingo, 194, a média seria: 176 + 151+ 182 + 173 + 154 + 168 + 194 7 1.198 7 171,1 litros= Ao preencher a tabela da página ao lado, você vai saber quanto de água sua família gasta por semana. Ao longo de uma semana, anote o gasto com cada um dos itens listados. Faça os cálculos e transfira os resultados para a tabela. Aprenda como fazer seguindo os exemplos abaixo. Para calcular o volume de água gasto com o vaso sanitário A tabela nos diz que cada vez que apertamos a descarga gastamos 11 l de água. Vamos calcular o gasto para uma família de 4 pessoas, que seriam você, seu irmão, seu pai e sua mãe. Na segunda-feira, você usou o banheiro 4 vezes; seu irmão, 3 vezes; sua mãe, 5 vezes; e seu pai, 4 vezes. Veja como ficaria o cálculo final para esse dia: CALCULE O SEU CONSUMO SUA MÃE 4 x 11 = 44 ou seja, 4 descargas x 11 litros de água VOCÊ SEU IRMÃO SEU PAI SUA MÃE 4 x 11 = 44 ou seja, 4 descargas x 11 litros de água 3 x 11 = 33 5 x 11 = 55 4 x 11 = 44 ou seja, 4 descargas x 11 litros de água ou seja, 5 descargas x 11 litros de água ou seja, 3 descargas x 11 litros de água Some os valores para obter o gasto total da família nesse dia. Neste exemplo, seria: 44 + 33 + 55 + 44 = 176 litros A média da semana Para calcular a média, você vai precisar somar todos os dias e dividir por sete. Vamos continuar com o exemplo. Se na segunda sua família gastou 176 litros de água; na terça, 151; na quarta, 182; na quinta, 173; na sexta, 154; no sábado, 168; e no domingo, 194, a média seria: 176 + 151+ 182 + 173 + 154 + 168 + 194 7 1.198 7 171,1 litros= = Ao preencher a tabela da página ao lado, você vai saber quanto de água sua família gasta por semana. Ao longo de uma semana, anote o gasto com cada um dos itens listados. Faça os cálculos e transfira os resultados para a tabela. Aprenda como fazer seguindo os exemplos abaixo. Para calcular o volume de água gasto com o vaso sanitário A tabela nos diz que cada vez que apertamos a descarga gastamos 11 l de água. Vamos calcular o gasto para uma família de 4 pessoas, que seriam você, seu irmão, seu pai e sua mãe. Na segunda-feira, você usou o banheiro 4 vezes; seu irmão, 3 vezes; sua mãe, 5 vezes; e seu pai, 4 vezes. Veja como ficaria o cálculo final para esse dia: CALCULE O SEU CONSUMO Fonte: MORROW, Rosemary. Permacultura Passo-a-Passo. 2°ed. – Pirenópolis: Mais Calango Editora, 2010
  • 30. 29 Use o aplicativo para Android “Nossa Água - Febraban-INFI” para conhecer dicas de redução de consumo. Você terá também um cronômetro para aju- dar nos cálculos. Veja abaixo três dicas: Economize Reduzir o banho de cada pessoa da família em 5 minutos economiza uma conta inteira de água em seis meses. Pinga-pinga Uma torneira pingando por um ano desperdiça 16 mil litros de água. O gasto com essa água daria para fazer uma viagem curta com a família. Cinema Compre um ingresso para o cine- ma com o dinheiro que economizar fechando a torneira de três pessoas ao escovar os dentes durante um mês. dicas Máquina de lavar 8 litros por lavagem Chuveiro 10 litros por minuto Vaso sanitário 11 litros por descarga Lavar as mãos 2 litros por lavagem Escovar os dentes 1 litro por escovação Cozinhar e beber 2 litros por pessoa Regar o jardim 25 litros por minuto Outros usos TOTAL SEG QUA SABTER SEXQUI DOM média é muito ou pouco? Agora que você aprendeu, preencha cada um dos itens por uma semana e calcule o total. A Organização Mundial de Saúde estima que sejam necessários cerca de 50 a 100 litros de água por pessoa, por dia, para atendimento das necessidades básicas. Em São Paulo, a média histórica de consumo é de 200 litros por pessoa por dia. Como anda o consumo da sua família, com base nos números de sua tabela? a sua semana
  • 31. 30 Você pode usar o telhado da sua casa e muitas outras áreas para captar a água da chuva. No caso do telhado, com a instalação de calhas, a água deve ser direcionada para um tanque de captação, para ser armazena- da. O aproveitamento da chuva pode garantir a segurança hídrica de sua família. Com um cálculo simples, é possível saber se a chuva que cai anualmente em Parnaíba é capaz de suprir as necessidades de sua casa. a chuva pode ser a resposta QUANTO VOCÊ PODE ARMAZENAR CONSIDERANDO O TELHADO DA SUA CASA 2. Identifique o índice pluviométrico da região: Em Santana de Parnaíba, na média, o índice pluviométrico anual é de 1338 mm de acordo com o Plano de Saneamento do Município. Este índice representa quantidade de chuva por metro quadrado da região por ano. Na página se- guinte você aprende como fazer um pluviômetro. A partir deste resultado, pode-se dizer que o potencial de chuvas não é suficiente para atender todas as necessidades de água da família de quatro pessoas. Ao lado você pode fazer um cálculo para a realidade da sua família. 3. Cálcule o potencial de captação de chuvas anual: Multiplique o índice pluviométrico de San- tana de Parnaíba pela área total do telhado para saber o potencial para 12 meses. 72 x 1338 = 96.336 litros podem ser captados por ano 4. Avalie se o potencial de captação é suficiente: A média sugerida pela Organização Mundial de Saúde para uma família de quatro pessoas é de 400 litros de água por dia. Sendo assim, para calcular a necessidade de água por um ano, basta multiplicar esta média de consumo diário por 365 dias. Você também pode calcular a média diária de sua família a partir da tabela da atividade anterior. 400 x 365= 146.000 litros de água CALCULE VOCÊ MESMO Precipitação média anual de Santana de Parnaíba: 1.338 mm Consumo anual da sua família l/dia x 365 = Média de consumo diário da sua família l/dia Chuva que pode ser captada por ano m2 x 1.338 mm = l Anote aqui a área do seu telhado m2 do seu telhado Não se esqueça, você pode avaliar o potencial de captação de outras áreas de sua casa. Para avaliar o potencial de captação de água de chuvas, você deve levantar a área do telhado, a pluviosidade da sua casa ou região e a demanda de consumo da sua família. 1. Calcule a área do seu telhado: Para encontrar a área total do telhado da sua casa em metros quadrados é necessário multiplicar o comprimen- to pela largura de cada uma das superfície. Depois some os resultados ou multiplique pela quantidade de superfícies. Acompanhe o exemplo: Fonte: MORROW, Rosemary. Permacultura Passo-a-Passo. 2°ed. – Pirenópolis: Mais Calango Editora, 2010 Considerando duas superfícies iguais com 12 m de comprimento e 3m de largura cada: Área para cada superfície: Área para duas superfícies: 12 m x 3 m = 36 m2 36 m2 x 2 = 72 m2
  • 32. 31 mil e uma utilidadesAs águas das chuvas podem ser aproveitadas para lavar calçadas, pisos e até mesmo para lavar as plantas, e por que não, para dar banho no seu cachor- ro e lavar as roupas. Para fazer um cálculo ainda mais preciso de quanta água é possível captar, o primeiro passo é saber o quanto chove em seu telhado. Um pluviômetro calcula a média de chuva em sua casa e ajuda você a calcular quanta água sua família pode acumular. • 1 garrafa pet de 2 litros • tesoura com ponta • 1 copo milimetrado • argila • caneta • filtro de papel • água Corte a parte de cima da garrafa pet logo abaixo de onde termina a curva e faça um funil. Coloque 50 ml de água no copo milimetrado e jogue na garrafa pet. Marque em um papel a altura que a água atingiu. O fundo da garrafa deve ser impermeabilizado até chegar no nível em que fique uniforme. Coloque argila para que o fundo fique nivelado. Repita o procedimento até encher a garrafa. Ficará parecido com uma régua. Depois de milimetrar a garrafa inteira, retire a água. Coloque o funil na garrafa. Dentro dele, coloque o filtro de café para barrar qualquer resíduo sólido. Pronto! MEU PRIMEIRO PLUVIÔMETRO 1 você vai precisar de 5 2 3 4 experimente 6 ATENÇÃO Peça a ajuda de um adulto para usar a tesoura Arte: Marcelo Katsuki / Fotos: Caio Vilela / Agência Tuva Fonte: PARANÁ. Secretaria de Estado da Educação do Paraná – Multimeios. Guia do Professor, conteúdos digitais – Medindo a chuva, Série Mundo da Matemática. Disponível em: http://webeduc.mec.gov.br/portaldoprofessor/matematica/condigital1/guias/guia_audiovisual_10.pdf
  • 33. 32 CRIE,RECRIE,RECICLE A técnica do círculo de bananei- ras ou bacia de evapotranspiração é uma solução natural para tratamen- to das águas usadas em chuveiros, pias e máquinas de lavar, por exem- plo, as chamadas “águas cinzas”. É um método de custo baixo, ba- seado em técnicas de permacultura e que se vale do cultivo de bananas para o consumo familiar. Consiste em cavar um buraco circular, deixando nas bordas a terra retirada. O buraco, para onde vai ser direcionada a água cinza, deve ser preenchido com galhos, pneus e pe- daços de madeira de modo a deixar espaço para a água. Por fim, cobre-se o buraco com palha para impedir a entrada de luz e de água da chuva. Ao redor do círculo, plantam-se bananeiras, que vão se beneficiar de um solo rico que se formará a partir dos microrganismos criados no solo por compostagem das águas cinzas filtradas pelo sistema. Círculo de Bananeiras Pluviosidade refere-seàquantidade de chuva em uma região durante um período de tempo. Permacultura é um sistema de design para criação de ambientes humanos sustentáveis e produtivos em equilíbrio e harmonia com a natureza. (Bill Mollison) Compostagem é uma técnica de enriquecimento do solo por meio da decomposição de material orgânico. aprenda O que você aprendeu Agora que você já tem o seu pluviômetro, pode calcular o quanto chove em sua casa em um mês. Coloque-o em um ambiente externo e verifique diariamente quantos milímetros há de água nele. Anote. Depois esvazie o pluviômetro. Ao final de um mês, some os valores e terá a pluviosidade do mês. É importante levar em consideração que em alguns meses chove mais e, em outros, quase não chove. Você pode fazer a experiência durante um ano para calcular a pluviosidade média anual. Cálculo preciso Com essa informação, vai ser possível calcular de forma precisa a água que pode ser captada em seu telhado. Basta substituir o valor da média anual de Santana de Parnaíba na atividade da página 30 pelo valor de sua própria casa. Galhos Buraco Palha Madeiras
  • 34. 33 Usar produtos biodegradáveis na cozinha e no banheiro ajuda a devolver a água mais saudável para o meio ambiente. Produzir um desinfentante natural é mais fácil do que parece. • folhas e flores de alecrim • hortelã • tomilho • sálvia • lavanda • capim cidreira Ferva as ervas em um pouco de água para produzir um líquido concentrado. Coloque em uma garrafa de vidro e tampe. Use o produto na cozinha e no banheiro. DESINFETANTE NATURAL experimente você vai precisar de passo-a-passo Biodegradável é o produto que pode ser decomposto por meio da ação de microrganismos. aprenda Fotos: Marcos Borges / Agência Tuva Fonte: FUNDAÇÃO DE EDUCAÇÃO PARA O ASSOCIATIVISMO. Aproveitamento Integral. S/d.
  • 35. 34 Sem água, o corpo humano entra em processo de desidratação, o que pode causar a morte em três dias. A água também é imprescindível para o bom funcionamento da circulação, da respiração e para converter os alimentos que consumimos em energia. Contribui ainda para regular a temperatura, serve de transporte para trocas de substâncias e protege os órgãos e tecidos, entre outras funções. A Organização Mundial da Saúde aconselha o consumo de pelo menos 2 litros de água por dia. Hidrata os tecidos Auxilia o funcionamento dos rins e fígado Protege órgãos e tecidos Transporta nutrientes e oxigênio para as células Regula a temperatura do cérebro Previne constipações Contribui para a lubrificação das articulações Ajuda a dissolver os nutrientes saiba mais O QUE A ÁGUA FAZ POR VOCÊ Não dá para viver sem água A cisterna de ferrocimento é uma tec- nologia de armazenamento de água de chuva simples e segura, que requer pouca manutenção. Utiliza material de baixo cus- to, como ferro, arame, tela de galinheiro, cano, cimento e areia. Em mutirão, é possí- vel construir em um final de semana. O Núcleo de Educação Ambiental de Jacareí oferece visitas monitoradas para co- nhecer esta e outras técnicas e práticas sus- tentáveis. O telefone para agendamentos é (12) 2128-1656. Além de reciclar água da chuva, a cister- na pode servir como tanque, lago artificial ou até mesmo piscina. Cisterna de FerroCimento Cisterna de Ferrocimento no Núcleo de Educação Ambiental de Jacareí Fonte: Práxis Socioambiental Sem água, o corpo humano entra em processo de desidratação, o que pode causar a morte em três dias. A água também é imprescindível para o bom funcionamento da circulação, da respiração e para converter os alimentos que consumimos em energia. Contribui ainda para regular a temperatura, serve de transporte para trocas de substâncias e protege os órgãos e tecidos, entre outras funções. A Organização Mundial da Saúde aconselha o consumo de pelo menos 2 litros de água por dia. Hidrata os tecidos Auxilia o funcionamento dos rins e fígado Protege órgãos e tecidos Transporta nutrientes e oxigênio para as células Regula a temperatura do cérebro Previne constipações Contribui para a lubrificação das articulações Ajuda a dissolver os nutrientes saiba mais O QUE A ÁGUA FAZ POR VOCÊ Não dá para viver sem águaSem água, o corpo humano entra em processo de desidratação, o que pode causar a morte em três dias. A água também é imprescindível para o bom funcionamento da circulação, da respiração e para converter os alimentos que consumimos em energia. Contribui ainda para regular a temperatura, serve de transporte para trocas de substâncias e protege os órgãos e tecidos, entre outras funções. A Organização Mundial da Saúde aconselha o consumo de pelo menos 2 litros de água por dia. Hidrata os tecidos Auxilia o funcionamento dos rins e fígado Protege órgãos e tecidos Transporta nutrientes e oxigênio para as células Regula a temperatura do cérebro Previne constipações Contribui para a lubrificação das articulações Ajuda a dissolver os nutrientes saiba mais O QUE A ÁGUA FAZ POR VOCÊ Não dá para viver sem água
  • 36. 35 ELES TAMBÉM PRECISAMPelo menos outras 8 milhões de espécies em todo o mundo usam água como moradia, fonte de alimento ou meio de reprodução. anfíbios bromélias libélulas você sabia? você sabia? você sabia? Muitos anfíbios, no início da vida, são seres aquáticos que respiram por brânquias. Quando adultos vivem fora d’água e respiram por meio de pulmões e da pele, mas continuam vivendo em lugares úmidos. A maioria das espécies se reproduz liberando os ovos na água. As bromélias, nativas da mata atlântica, acumulam água, restos de folhas e sementes em um “tanque” entre as folhas, criando um ecossistema para nutrição, que serve também como microambiente para formigas, sapos, aranhas, serpentes, entre outros animais. As libélulas, como algumas outras espécies de insetos, passam por três fases em seu ciclo de vida: nas duas primeiras – como larva e como ninfa – vivem na água. Somente na fase adulta, quando ganham asas, é que passam a voar e abandonam o ambiente aquático. Os anfíbios são predadores de insetos, como pernilongos e moscas. Sem eles, seria difícil controlar doenças como dengue, febre amarela e malária, transmitidas por picadas. Algumas espécies de anfíbios usam as bromé- lias como local onde os machos costumam co- axar para chamar atenção das fêmeas na época de reprodução. A presença de algumas espécies de libélulas em determinada região indica que há água por perto e pode significar ainda que a água é de boa qualidade. Fotos:CC0PublicDomain/FAQ
  • 37. 36 O biossistema integrado promove o tra- tamento de dejetos humanos e resíduos de agricultura, promovendo reciclagem de nutrientes e produção de biogás. Promove o saneamento básico local de uma forma natural e sustentável. Essa técnica parte do princípio de que qualquer resíduo orgânico pode ser reinse- rido em novo ciclo fazendo com que os de- jetos percam seu potencial poluidor. O biossistema recicla também nutrien- tes que podem ser reaproveitados na pro- dução de vegetais e até na recuperação de áreas degradadas. Ao final do processo, ob- tém-se água tratada Biossistema integrado Biogás é o gás produzido por meio do processo natural de decomposição de material orgânico. Biodigestor é um equipamento utilizado para gerar gás e adubo a partir de restos de alimentos e dejetos humanos. Anaeróbios são seres vivos que não dependem do oxigênio para o crescimento. Macrófitas são vegetais que vivem em ambientes aquáticos, como brejos ou locais totalmente submersos. aprenda O biossistema integrado do Centro de Educação para a Sustentabilidade Alphaville capta o esgoto dos sanitários e os resíduos da cozinha do complexo. Os dejetos são submetidos a três fases de tratamento: Biodigestor - fase da decantação onde será produzido o biogás que é utilizado na cozinha. Biofiltro - fase onde ocorre a filtração da água. Zonas de Raízes - fase de reciclagem de nutrientes para o solo. Para conhecer, ligue para (11) 4153-3618. Fonte: Centro de Educação para a Sustentabilidade Biossistema do Centro de Educação para Sustentabilidade, em Alphaville Burle Marx sustentabilidade em ação COMO FUNCIONA A água com material orgânico, como dejetos humanos e resíduos agrícolas, é processada no biodigestor gerando gás e adubo. Esse biofiltro reduz ainda mais a carga orgânica da água. Nesta etapa, o solo recebe nutrientes capazes de recuperar áreas degradadas. O sistema termina com a água purificada, pronta para ser reutilizada. Biodigestor Filtro anaeróbio Zona de raízes Tanque com macrófitas Tanque de peixes Resíduos agrícolas Esgoto
  • 38. 37 Outros • Conecte a água das pias, da máquina de lavar e do chuveiro ao jardim. • Lave o carro com balde, em vez de usar mangueira. Faça isso no gramado e nunca na rua. • Irrigue o jardim manualmente. • Varra a calçada com água das pias, máquina de lavar e chuveiro. • Fique atento a vazamentos em casa. Na cozinha • Lave louça uma vez por dia. • Encha a pia de louça para enxaguar. • Ao ensaboar, mantenha a torneira fechada. • Instale torneiras de baixo consumo. • Em zonas rurais, instale um tanque para armazenar água da chuva. Na lavanderia • Use a máquina de lavar somente com carga total. Use-a com menos frequência. • Instale torneiras de baixo consumo. No banheiro • Instale caixas sanitárias de mínimo volume; coloque um tijolo no interior da caixa de maior volume ou dobre a haste da boia para um nível mais baixo. • Use timer no chuveiro regulado para 5 minutos. • Conecte a água da pia para o uso na caixa do sanitário. • Instale torneira e chuveiro de baixo consumo. Foto: Marcos Borges Descubra quantos litros de água você gasta em um dia, como economizar, quais são os conflitos no mundo provocados pela escassez e muito mais em bit.ly/mj_crise Na internet reduza seu consumo Fonte: MORROW, Rosemary. Permacultura Passo-a-Passo. 2°ed. – Pirenópolis: Mais Calango Editora, 2010
  • 39. 38 5 CAPÍTULO TODOS SOMOS RESPONSÁVEIS Conhecer o ciclo da água, enten- der os problemas causados pela es- cassez e participar de forma ativa para economizar é sem dúvida um passo importante para administrar melhor o uso desse recurso precioso. Mas o abastecimento doméstico no mun- do responde, em média, só por 10% do uso da água extraída do planeta, segundo dados de 2014 da Organização das Nações Uni- das. A irrigação da produção agrícola utiliza 70%. Outros 20% vão para a indústria. Dados da Agência Nacional de Águas mostram que, no Brasil e, especialmente, no Estado de São Paulo, o perfil de uso de água é diferente, como mostram os gráficos desta página. Já vimos que 38% da água distribuí- da na Grande São Paulo abastece o consumo doméstico. Isso aumenta nossa responsabi- lidade individual. Mas cada um dos setores precisa fazer a sua parte. Pesquisa da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo publicada pelo jornal Folha de S.Paulo, em 22 de março de 2015, mostra que 67% das indústrias preocupa- -se em reduzir o consumo de água, mas que menos da metade adota alguma fon- te alternativa de abastecimento. O reuso é uma realidade em 40% das empresas. Irrigação Indústria Abastecimento doméstico USO DA ÁGUA, EM % Mundo 10 20 70 São Paulo 38 22 37 Brasil 23 17 54 WWF – BRASIL. Cadernos de Educação Ambiental Água para Vida, Água para Todos: Livro das Águas. Brasília: WWF-Brasil, 2006 Fotos: Caio Vilela / Agência Tuva Irrigação - técnica que tem o maior consumo de água no planeta
  • 40. 39 conflitos da seCA Enquanto o Brasil pode ser considera- do um país rico em água, outros países da África e do Oriente Médio sofrem com a escassez do recurso. Segundo estimativas do Banco Mundial, há 2 bilhões de pesso- as vivendo em países onde não há água suficiente. Esse número pode crescer para 4,6 bilhões até 2080. O problema se torna ainda mais sério em regiões onde a popu- lação é muito grande, como na China e na Índia, países em rápido desenvolvimento, mas que também dependem da água para que a indústria local continue crescendo. Situações de escassez extrema pode levar a conflitos isolados e até mesmo a guerras violentas pela posse de territórios onde a água é abundante. O mapa nesta página mostra alguns desses conflitos. tem solução Cientistas do mundo todo buscam soluções não só para economizar água, como também para resolver os problemas globais. Conheça algumas delas: “Fábrica de chuva” - Cientistas holandeses criaram uma máquina que recolhe água do ar. Uma turbina leva ar para um sistema de aquecedores, compressores e refrigeradores. A água presente na atmosfera se condensa e é coletada em tanques. Frotas líquidas - Imagina-se que enormes navios de carga podem, no futuro, transportar água de lugares onde o recurso é abundante para outros onde haja escassez. Banheiro seco - Pesquisadores construiram banheiros que funcionam totalmente sem água. O sanitário separa líquidos e sólidos e o material fecal é embalado e queimado quimicamente. Esse processo gera energia para tratar a urina e liberar água para limpar o sanitário. Além da economia, esse tipo de equipamento pode evitar mortes por doenças como diarréia, comum entre crianças nas regiões pobres do planeta. Dessalinização - O processo de retirada do sal da água do mar para transformá-la em potável é uma solução já bastante usada em locais em que a água doce é escassa, principalmente no Oriente Médio e no norte da África. No Brasil está sendo discutida a possibilidade de construção de uma usina de dessalinização no litoral paulista. ÁGUA COMO ARMA, AMEAÇA E PROTESTO ÁSIA ÁFRICA ORIENTE MÉDIO AMÉRICA DO NORTE AMÉRICA DO SUL China, Índia, Bangladesh Uma série de barragens em construção no rio Bramaputra na China pode reduzir a vazão da água na Índia e em Bangladesh, gerando tensão na região. Paquistão e índia Há mais de 30 anos Paquistão e Índia disputam o glaciar de Siachen, uma enorme reserva de água doce na Caxemira que alimenta rio nos dois países e na China. Estados Unidos, Califórnia Em 2014, fazendeiros protestaram contra restrição à distribuição de água no estado, que enfrenta uma das maiores secas da história. Houve protestos também em 2015. Iraque Em 2014, combatentes do Estado Islâmico tomaram a represa de Falluja para usar como arma, inundando a área. Em 2015, se aproximam da represa de Haditha, a segunda maior do país. África do Sul Quatro pessoas morreram em 2014 em protestos por falta de água em Brits, na África do Sul. O problema foi resolvido, mas voltou em 2015 ali em outras regiões. Etiópia, Egito Após anúncio da construção da represa Renascença na Etiópia em 2011 o Egito ameaça guerra, alegando suspensão de seu direito de uso das águas do Nilo. Brasil, Pará Desde 2011, há protestos contrários à construção da barragem de Belo Monte na bacia do rio Xingu, Pará, que deve operar em 2015. Às margens do rio Tapajós, os índios Mundurucusre- sistem contra a construção da usina hidrelétrica de São Luiz do Tapajós, em Pimentel. Brasil, Pará Brasil, São Paulo São Paulo passa pela maior crise hídrica de sua história, afetando milhões de moradores. Por isso, algumas manifestações foram realizadas na capital. Em fevereiro de 2015, cerca de 8 mil manifestantes ligados ao Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) foram às ruas. Um movimento chamado “Lute pela Água” e o Greenpeace também organizaram protestos. Outras passeatas na cidade e em diferentes regiões do país, afetadas pela crise, também foram notícia. Fontes: Folha de S.Paulo / O Estado de S.Paulo.
  • 41. 40 Foto: Arquivo EMAE Rio Tietê/ Barragem Edgard de Souza, em Santana de Parnaíba
  • 42. 41 VAMOS cuidar da Água? Recolher água da chuva, tomar banho mais curto, dessalinizar o mar, condensar o vapor que existe na atmosfera. Soluções, há muitas. Mas só tecnologia não basta. É preciso ter vontade. A nossa vontade de não gastar quase 300 litros de água cada vez que lavamos a calçada com a mangueira. Mas precisamos contar sobretudo com o esforço das indústrias, dos pro- dutores agrícolas e dos governos. Reutilizar a água tem que fazer parte do vocabulário de todos. Experiên- cias mostram que é possível cultivar alimentos sem tamanho desperdício. Assim como produzir mercadorias sem despejar tanto esgoto industrial, bem mais nocivo que o xixi que a gente faz. E, claro, garantir a distribuição justa desse recurso fundamental para todos. A água no Brasil é abundante, mas é finita. Precisamos garantir um futuro sem torneiras secas. Um futuro sem sede. Compartilhe essa ideia. Os editores
  • 43. 42 É com muito orgulho e com um prazer enorme que escrevo este texto que fará parte de sua leitura sobre o retrato dos recursos hídricos de nossa cidade e de nossa região. Elaborado com muito carinho, este belo livro vai deixar você fascinado e ainda mais informado sobre esse bem natural e finito que tanto necessitamos e usamos em nosso dia a dia. Você poderá desfrutar, aprender e ensinar seus amigos e familiares a usar, de for- ma correta e inteligente, a água que temos à nossa disposição nas torneiras de nossas casas. Poderá verificar, ainda, o quanto nossa região é rica em córregos e nascentes. Mas, infelizmente, boa parte dessa água encontra-se contaminada ou poluída. Tenho absoluta certeza de que, após se deliciarem com esta maravilhosa leitura, você sairá em defesa desta dádiva que Deus nos deu. Com a sua contribuição e a de todos, logo teremos nossas nascentes e rios des- poluídos. Assim, poderemos usufruir, pescar e nos divertir nas águas do Tietê, do Juquery, do Ribeirão Santo André, entre outros tantos rios e córregos de nossa região. Preservando nossos mananciais e usando de forma consciente e racional esse recurso hídrico, poderemos garantir a sustentabilidade em nosso município, no Brasil e em todo o mundo. Faça a sua parte! Até um dia nas águas límpidas de Parnaíba. Conto com você. Boa leitura! Jaderson Spina Secretário de Planejamento Urbano e Meio Ambiente de Santana de Parnaíba Nas águas de Parnaíba Cachoeira em Cavalcante, Goiás Rio Tietê/Barragem Edgard de Souza, em Santana de Parnaíba
  • 44. 43 O projeto da Coleção Mundo Jovem é uma grande alegria, pois chega para nos aju- dar a conscientizar nossos alunos sobre questões cruciais que precisam ser tratadas se quisermos salvar nosso planeta. Em particular, como professor de geografia, fico ainda mais satisfeito com o mate- rial, porque observo nele discussões e propostas realmente válidas, uma ferramenta eficaz que vai complementar com muita qualidade o trabalho em sala de aula. Desde o princípio, convencidos da importância desse projeto, planejávamos fazer algo que fosse efetivamente aproveitado, por isso o material foi desenvolvido com apoio de professores da rede municipal, de várias disciplinas, para que, agora, pronto, pudéssemos observar este resultado: muitas informações valiosas, discussões oportu- nas, atividades concretas, tudo numa linguagem acessível e um visual atraente que, certamente, enriquecerão o processo de ensino e aprendizagem da nossa garotada. Bons estudos! Professor Jailton Aparecido Rodrigues Secretário municipal de Educação de Santana de Parnaíba uma oportunidade de aprender Foto: Arquivo EMAE
  • 45. 44 PREFEITURA DE SANTANA DE PARNAÍBA EM AÇÃO A Prefeitura de Santana de Parnaíba tem realizado muitas outras ações voltadas à Educação que orgulham o município. Ações que visam o desenvolvimento integral dos múltiplos aspectos de nossos alunos. Confira: Bebetecas No segundo semestre de 2013, a prefeitura implantou o Plano de Ações Educacionais Articuladas “Gente que Educa” com três frentes de trabalho: 1. PCHAE – Voltado a alunos do 4º ao 9º ano e, com o objetivo de me- lhorar o ensino de ciências na rede, o Programa Ciência Hoje de Apoio a Educação (PCHAE) foi implantado no município por meio de parceria com o Instituto Ciência Hoje (ICH) e teve início com a formação de professores. Assim, os alunos passaram a ter acesso à revista Ciência Hoje das Crianças, uma publicação pioneira na divulgação científica direcionada ao público infantojuvenil que trabalha textos científicos por meio de temas cotidianos e atividades diferenciadas em uma linguagem atraente. 2. Magia de Ler – Pensado para impulsionar a formação leitora, o programa teve início com a entrega de maletas de livros para todos os alu- nos do 6º ao 9º ano da rede e com a formação dos professores de portu- guês. Cada maleta carregava cinco obras relacionadas ao currículo de cada série com títulos como As Viagens de Gulliver, de Jonathan Swift; Volta ao Mundo em 80 Dias, de Julio Verne; e Meu Pé de Laranja Lima, de José Mau- ro de Vasconcelos. Os professores também ganharam o mesmo material e mais um guia de atividades. 3. Brincadeiras Musicais da Palavra Cantada – O programa de iniciação musical, que funciona em torno de famosas músicas e cantigas da dupla Palavra Cantada, teve como público-alvo alunos do pré I até o 5º ano. Os pequenos ganharam kits com um livro de cantigas e um guia de brincadeiras relacionadas, junto do CD e DVD da dupla. As brincadeiras musicais estimulam inúmeras possibilidades de desenvolvimento, desde o aspecto motor até a construção do raciocínio lógico-hipotético. Ainda voltada à Educação Infantil, que atende crianças de seis meses a cinco anos, outra ação de sucesso realizada pela Prefeitura foi a distribui- ção das bebetecas para todos os colégios do segmento. São baús com mais de 220 títulos próprios para a primeira infância em razão do acabamento lúdico que têm, como pelúcia, fantoches e sons. A implantação do material Magia de Ler Brincadeiras Musicais
  • 46. 45 Parcerias Distribuição de apostilas foi uma inovação na rede, pois o ciclo não recebia esse tipo de instrumento de apoio e foi muito bem-recebida, pois são várias as possibilidades de de- senvolvimento da criança com esse tipo de aporte, assim como incentiva a própria iniciação à leitura. Neste ano de 2015, a novidade na rede são as novas apostilas. Da Edu- cação Infantil ao Ensino Médio, todos receberam material adequado para cada segmento. Além do aluno, os professores também ganharam um kit com as apostilas, além de guia do professor com sugestões de traba- lho e de itens complementares. Os docentes também contam com forma- ção para prepará-los a utilizarem a nova ferramenta. Formação de funcionários é outra frente de trabalho em que a pre- feitura tem investido. Nos últimos dois anos, profissionais da área educa- cional passaram por encontros de qualificação. Desenvolvimento Huma- no, Alimentação Segura, Método Fônico de Alfabetização, Universalização do Esporte, além de modalidades esportivas, como beisebol, dança e tênis. Esses foram alguns dos tópicos trabalhados com os servidores municipais. A Secretaria Municipal de Educação (SME) também se preocupa em aproveitar parcerias que possam contribuir para a formação de nossos alunos e professores com oficinas, palestras e afins. Já estiveram de passa- gem pela rede projetos como “Clube do Bem-Te-Vi” sobre educação para o trânsito e desenvolvido pelo Detran-SP; o “Clube dos leitores” sobre dinâ- micas de leitura em grupo e desenvolvido em parceria com a Melhoramen- tos; “Escola do Olhar”, uma oficina de fotografia voltada à alfabetização visual realizada com as parceiras ImageMágica e CCR Via Oeste-Rodo- anel; a “Oficina Ler é uma Viagem” com foco na escrita criativa oferecida pela CCR Via Oeste-Rodoanel; além dos programas permanentes como o “Estrada para Cidadania” voltado aos temas “Meio Ambiente” e “Trânsi- to”, desenvolvido com a CCR Via Oeste-Rodoanel; o “Jovem Sustentável” e “Professor Sustentável” para Educação Ambiental, desenvolvido em par- ceria com o Alphaville Burlemarx por meio do Centro de Educação para Sustentabilidade; e o Print School, desenvolvido pela Plural Indústria Grá- fica, para preparar e empregar na função de auxiliar gráfico alunos recém- -formados no Ensino Médio; entre muitas outra oportunidades que a SME não dispensa. Formação de professores
  • 47. 46 referências bibliográficas BRASIL. Agência Nacional de Águas. Conjuntura dos Recursos Hídricos no Brasil. 2009. Disponível em: <http://conjuntura.ana.gov.br/conjuntura/abr_nacional. htm>. BRASIL. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE. Disponível em: <http://www.ibge.gov.br >. BRASIL. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE. Vocabulário Básico de Recursos Naturais e Meio Ambiente. 2°ed. Rio de Janeiro, 2004. BRASIL. Portal Brasil. Disponível em: <http://www.brasil.gov.br/>. BRASIL. Consumers International, MMA, MEC, IDEC. Consumo Sustentável: Manual de educação. Brasília, 2005. FUNDAÇÃO DE EDUCAÇÃO PARA O ASSOCIATIVISMO. Aproveitamento Integral. S/d. FUNDAÇÃO SOS MATA ATLÂNTICA. 2014. Disponível em: <http://www.sosma. org.br/quem-somos/>. HADDAD, Célio F. B.; TOLEDO, Luís Felipe; PRADO, Cynthia P. A. Anfíbios da Mata Atlântica: guia dos anfíbios anuros da Mata Atlântica. São Paulo: Editora Neotropica, 2008. INSTITUTO 5 ELEMENTOS: Instituto de Educação e Pesquisa Ambiental. Águas no Oeste do Alto Tietê: uma radiografia da sub-bacia Pinheiros-Pirapora. São Paulo, 2005 INSTITUTO 5 ELEMENTOS: Instituto de Educação e Pesquisa Ambiental. Região Pinheiros-Pirapora. Disponível em: < http://pinheirospirapora.org.br/pp/home/>. INSTITUTO TAMBORÉ. Escola Amiga da Terra: Programa de Educação Ambiental do Instituto Tamboré. Barueri, São Paulo, 2007. ISA – Instituto Socioambintal. Almanaque Brasil Socioambiental. 2008 LEGAN, Lucia. A escola sustentável: ecoalfabetizando pelo ambiente. 2°ed. 1° reimpressão – São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, Pirenópolis, GO: Ecocentro IPEC, 2007. MORROW, Rosemary. Permacultura Passo a Passo. 2°ed. Pirenópolis, GO: Mais Calango Editora, 2010. ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Disponível em: <http://www.who.int/ es/>. PARANÁ. Secretaria de Estado da Educação do Paraná – Multimeios. Guia do Professor, conteúdos digitais – Medindo a chuva, Série Mundo da Matemática. Disponível em: <http://webeduc.mec.gov.br/portaldoprofessor/matematica/ condigital1/guias/guia_audiovisual_10.pdf>. PEGADA HIDRICA BRASIL. Disponível em: <http://www.dca.ufcg.edu.br/phb/ phb01.html>. PLANETA SUSTENTÁVEL. In.: Notícias. Editora Abril. Disponível em: <http:// planetasustentavel.abril.com.br/>. PLANETA SUSTENTÁVEL. Manual de Etiqueta 3.0 – 65 ideias para enfrentar o aquecimentoglobaleoutrosdesafiosdaatualidade.EditoraAbril,2011.Disponívelem: <http://planetasustentavel.abril.com.br/pdf/manual-etiqueta-sustentavel-30-2011. pdf > PLANETA SUSTENTÁVEL. Manual de Etiqueta da água – 13 coisas que você não sabia sobre a água e porque é importante cuidar dela. Editora Abril, 2014. Disponível em: <http://planetasustentavel.abril.com.br/pdf/manual-de-etiqueta-2014.pdf>. ROCHA, Ana Augusta. Somos Terra. São Paulo: Auana Editora, 2011. SANTANA DE PARNAÍBA. Secretaria de Cultura e Turismo: Centro de Memória e Integração Cultural - CEMIC SANTANA DE PARNAÍBA. Prefeitura Municipal. Plano de Saneamento Básico. 2013. Disponível em: <http://www.santanadeparnaiba.sp.gov.br/plano_diretor/ pmsb/pmsb.html>. SÃO PAULO (Estado). Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo - Sabesp. Disponível em: <http://site.sabesp.com.br/site/interna/Default. aspx?secaoId=105>. SÃO PAULO (Estado). Empresa Metropolitana de Águas e Energia S.A. SÃO PAULO (Estado). Secretaria de Saneamento e Recursos Hídricos. Coordenadoria de REBOUÇAS, Aldo da Cunha; BRAGA, Benedito; TUNDISI, José Galizia. Águas doces no Brasil: capital ecológico, uso e conservação. 3°ed. São Paulo: Escrituras Editora, 2006. Recursos Hídricos. Plano Estadual de Recursos Hídricos (PERH): 2012-2015. São Paulo: SSRG/CRHi, 2013. SÃO PAULO (Estado). Secretaria do Meio Ambiente. Cadernos de Educação Ambiental – Edição Especial Mananciais, vol. I: Billings. São Paulo, 2010. Disponível em: <http://www.ambiente.sp.gov.br/wp-content/uploads/2011/10/mananciais- billings-edicao-especial-2011.pdf>. SÃO PAULO (Município). Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente. Coord. Ameida, Anelisa Ferreira de e Vasconcellos, Marcos Kawall. Fauna Silvestre: Quem são e onde vivem os animais na metrópole paulistana. São Paulo, 2007. SARACENI, Vinicius. Atlas Ambiental: Santana de Parnaíba, SP, Brasil. São Paulo: Geodinâmica, 2012. WATER FOOTPRINT. Disponível em: <http://www.waterfootprint.org >. WWF – BRASIL. Cadernos de Educação Ambiental Água para Vida, Água para Todos: Livro das Águas. Brasília: WWF-Brasil, 2006
  • 48. 47 Santana de Parnaíba, São Paulo Foto: Instituto Brookfield
  • 49. 48 © Tuva Editora Ltda., 2015 © Maria de Souza Oliveira / Práxis Socioambiental, 2015 Iniciativa e Realização: PLURAL Indústria Gráfica Idealizador do Projeto: Carlos Jacomine – Diretor Geral da PLURAL Coordenação: Adriana Gasparini – Gerente de Gestão Humana e Recursos Socioambientais Execução: Andrea Rozon – Coordenadora de Marketing / Jeniffer Guedes – Engenheira Ambiental Editoras: Ana Busch e Noelly Russo Coordenação editorial: Camila Dourado Projeto gráfico, ilustrações e capa: Marcelo Katsuki Pesquisa: Carolina de Melo Gonzalez Texto Capítulo 5: Tuva Editora Tratamento de imagem: Marcio Uva Impressão: Plural Indústria Gráfica Ltda. Todos os direitos reservados. A reprodução não autorizada desta publicação, no todo ou em parte, constitui violação de direitos autorais (Lei 9.610/98). Grafia atualizada de acordo com o Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. Tuva Editora Ltda. Rua José Maria Lisboa, 1.055, 6º andar, São Paulo SP - Tel.: (011) 3032-9302 - tuva@tuvaeditora.com.br Este livro foi composto de Scrawl, Scala Pro, Gotham Narrow e Chalkboard e impresso sobre papel-couché mate 150 g/m2 na Plural Indústria Gráfica Ltda. Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil Oliveira, Maria de Souza Água: um retrato do universo hídrico que nos cerca – Santana de Parnaíba / Maria de Souza Oliveira. São Paulo: Tuva Editora, 2015. -- (Coleção mundo jovem) ISBN 978-85-66920-07-9 ISBN da coleção 978-85-66920-06-2 1. Água 2. Água – Aspectos Ambientais 3. Água – Conservação 4. Água – Uso 5. Ciclo hidrológico 6. Desenvolvimento sustentável 7. Educação ambiental 8. Meio ambiente 9. Recursos hídricos – Santana de Parnaíba (SP) I. Título II. Série 15 – 01896 COD – 577.68161 Índices para catálogo sistemático: 1. Santana de Parnaíba : São Paulo : Estado : Água : Aspectos ambientais : Ecologia : Ciência da vida 577.68161
  • 50. mais imaginação mais florestas plantadas *Folha Bracelpa Nº01, Maio / Junho 2009. **Two Sides Brasil, 2014. Two Sides é uma iniciativa que promove o uso responsável da comunicação impressa e do papel como uma escolha natural e reciclável para comunicações poderosas e sustentáveis. Você sabia que as empresas brasileiras produtoras de papel obtêm da celulose a partir de orestas pla tadas * rea de orestas pla tadas o rasil equi ale a mil es de campos de utebol ** madeira natural e renovável. Para descobrir fatos ambie tais surpree de tes sobre a comu ica o impressa e o papel isite t osides or br
  • 51. A água é um recurso precioso, mas cada vez mais raro. Água: um retrato do univer- so hídrico que nos cerca – Santana de Parnaíba reúne informação fundamental para quem quer ajudar a preservar o planeta. Sem água não existe vida. Neste livro, você vai aprender de onde vem a água que chega à sua casa, quais as bacias hidrográficas que banham sua região e onde ficam suas nascentes – infor- mações que se mesclam com a própria história de Santana de Parnaíba. Encontrará também receitas deliciosas preparadas com cascas de frutas, talos de vegetais e outros alimentos que normalmente você jogaria no lixo! Além de ex- periências incríveis para fazer enquanto aprende como economizar e fazer bom uso da água. Preservar e usar esse recurso com racionalidade é muito importante. Faça sua parte. Água é o primeiro volume da Coleção Mundo Jovem, que apresenta os grandes de- safios da Terra de maneira moderna e inovadora. Realização: