GÊNEROS LITERÁRIOS
3. DIVISÃO
TRIPARTIDA:
 Lírico
 Dramático
 Épico
(Narrativo)
2.ORIGEM: A classificação das obras literárias podem ser feitas de acordo com critérios semânticos, sintáticos, fonológicos, formais, contextuais e outros. Na história, houve várias
classificações de gêneros literários, de modo que não se pode determinar uma categorização de todas as obras seguindo uma abordagem comum. A divisão clássica é, desde
a Antiguidade, em três grupos. Essa divisão partiu dos filósofos da Grécia antiga, Platão e Aristóteles, quando iniciaram estudos para o questionamento daquilo que representaria o literário
e como essa representação seria produzida. De acordo com as teorias de Platão (A república) e Aristóteles (Poética), podem ser definidos três gêneros literários (ou categorias, arquétipos)
principais: o lírico, o épico (ou narrativo) e o dramático. Apesar dessa esquematização ser uma aproximação – cada gênero é um tipo ideal, isto é, não existe empiricamente na forma pura
ou absoluta. E apesar de ter sido combatida, essa divisão continua útil. Segundo alguns autores, essas três classificações básicas correspondem, em termos gerais, às faculdades
psíquicas da antiga tripartição da alma humana de Platão: sentimento, pensamento e vontade; além de abranger inúmeras categorias menores, comumente denominadas subgêneros; que
tornam as distinções entre os gêneros e categorias flexíveis.
1.
ETIMOLOGIA
-
O
termo
“gênero”
origina-se
do
latim
genus,
eris,
que
significa
nascimento,
descendência,
origem,
e
refere-se
a
um
conjunto
de
características
temáticas
e
formais
intrínsecas
às
manifestações
literárias.
Sendo
por
muito
tempo
dividido
em
três
categorias:
épico,
lírico
e
dramático.
Tal
divisão
foi
proposta
na
Grécia
antiga
(384
-
322
a.C.)
pelo
filósofo
grego
Aristóteles.
Atualmente,
os
estudiosos
optam
por
classificá-los
em:
narrativo,
dramático
e
lírico,
visto
que
não
se
prioriza
mais
o
gênero
épico.
Atualmente chamado de narrativo, o “gênero épico” incluía
as longas narrativas histórico-literárias de grandes
acontecimentos, chamadas de EPOPEIAS.
Proposição (exórdio): introdução da obra com apresentação do herói e do tema.
Invocação: parte em que o herói pede auxílio e inspiração as divindades.
Dedicatória: a epopeia sempre é dedicada a alguém.
Narração: narração dos feitos heroicos.
Epílogo: encerramento da obra.
narrador
Conta
história
Eu-lírico
Expressa
emoções
Personagens:
falas e ações
apresentam
a história
Espaço/Lugar: local onde se passa a narrativa.
Tempo: duração das ações da narrativa e desenrolar dos fatos na história.
Enredo: trama formada pelos
acontecimentos ocorridos
e vivenciados pelas personagens.
Personagens: quem participa da história.
Narrador: O narrador é quem conta a história.
 Elementos: Interno
Externo
Psicológico
Físico
Social Tempo Cronológico
Tempo Psicológico
Situação inicial (apresentação) - início de toda história. Apresentação
de personagens, cenário e tempo.
Desenvolvimento ― Sequência de ações que vai do início do
conflito ao clímax na busca de solução.
Desfecho ― Final da narrativa. Apresenta o que ocorre depois da resolução do conflito.
Complicação - Quebra do equilíbrio,
iniciando o conflito entre protagonista e
antagonista. Problema.
Clímax ― Momento tenso no qual o conflito
chega ao limite e algo tem de ser feito para
que tudo se resolva.
Principais (protagonistas e antagonistas)
Secundárias(coadjuvantes ou figurantes
Plana
Redonda (esférica)
Caricatural
 Em 1ª pessoa
 Em 3ª pessoa
Narrador-personagem
Narrador-testemunha
Narrador observador (neutro)
Narrador onisciente (intruso)
(do grego“epos” = “verso heroico” + “poiein” = “fazer”)
Drama em grego significa “ação”, portanto o dramático é um gênero literário cujos os textos são feitos com o intuito de serem encenados ou dramatizados. Esse gênero
surgiu na Grécia Antiga como, originalmente, uma forma de louvação religiosa ao deus Dionísio (Baco).
Características Texto em forma de diálogos;
Classificação:
Dividido em atos e cenas;Presença das rubricas;Sequência da ação dramática
Tragédia (do grego antigo τραγῳδία, composto de τράγος, "cabra" e ᾠδή, "música"). Características: tom sério, solene; protagonista enfrenta grandes dificuldades;
linguagem mais formal; ação inicial feliz, mas desfecho fatal;personagens nobres: reis, príncipes sofrem destino imposto pelos deuses.
Comédia (grego "komoidía" ("komos" remete ao sentido de procissão). Na Grécia havia dois tipos de procissão que eram denominadas "komoi“). Características: tom
cômico, ridículo; temática ligada ao cotidiano; foco na sátira à sociedade e aos vícios humanos; linguagem coloquial; situação inicial complicada, mas que acaba em final
feliz; presença de personagens estereotipados que simbolizam defeitos humanos(avareza, a mesquinhez etc).
Tragicomédia - misturam-se elementos trágicos e cômicos. Significava também a mistura de elementos da realidade e da imaginação.
Farsa - pequena peça teatral caracterizada pelo teor ridículo e caricatural, que critica a sociedade e seus hábitos.
Do latim, “lyricu”, faz referência ao instrumento musical de corda (lira) que os rapsodos (nome dado as pessoas que tocavam lira) tocavam enquanto declamavam poemas.
Características:
Quem enuncia no poema é uma voz poética, o (eu-lírico), uma entidade fictícia criada pelo autor da obra, e não um narrador;
Possui um caráter subjetivo, por se tratar da expressão de sentimentos e de emoções, linguagem conotativa e da figuras de linguagem;
Estrutura é formada por estrofes, rimas e versos com aspectos de musicalidade associada a métrica;
Exteriorização de um mundo interior e individual do eu poético; O autor é a pessoa real, que escreve a poesia e cria o sujeito lírico para falar dos seus sentimentos.
 Divide-se em subgêneros (hino, ode, écloga, idílio, epitalâmico, haicai, elegia, sátira, soneto) ao combinar rimas; ritmos; temas; número de sílabas poéticas, estrofes e versos.
Rural
Urbano
Os Gêneros Literários
DIVISÃO MAIS USADA ATUALMENTE PARA OS GÊNEROS LITERÁRIOS
GÊNEROS LITERÁRIOS - QUADRO COMPARATIVO
O verbo NARRAR tem origem no verbo
latino narro, as, āvi, ātum, āre, que significa
contar, expor narrando, narrar, dar a saber. Este,por
sua vez, é derivado do adjetivo gnārus, a, um, que
significa “que conhece”, “que sabe” (Dicionário
Houaiss).
O SURGIMENTO DA NARRATIVA
Pintura rupestre pode ser
obra de arte mais antiga do
mundo. Figuras encontradas
numa caverna da Indonésia
podem ter até 44 mil anos
ROMANCES EPOPEIAS HISTÓRIAS EM
QUADRINHOS
CONTOS LENDAS
FOTONOVELAS CRÔNICAS
MITOS FÁBULAS
PARÁBOLAS
ANEDOTAS CORDÉIS NOVELAS MEMORIAIS APÓLOGO
Pertencem ao gênero
narrativo
ORIGEM DO GÊNERO ÉPICO
A palavra epopeia vem do grego épos, “verso”, mais poieô, “faço”, e refere-se à
narrativa, em forma de versos, de um fato grandioso de interesse de um povo. Trata-se de
uma poesia objetiva, impessoal, cuja característica principal é a presença de
um narrador contando fatos do passado. Quanto ao tema, predomina-se a narração de
fatos heroicos da história de um povo.
Principais características gênero épico
→ Quanto ao tema
•Narra a aventura de um herói e suas façanhas guerreiras.
•Presença de elementos da mitologia greco-romana.
→ Quanto à estrutura
•Poema narrado em terceira pessoa.
•Divide-se em cantos ou livros.
•Predomínio da objetividade.
•Tende a apresentar as seguintes partes: introdução, invocação, narração e epílogo.
Homero (928 a.C.-898 a.C.) é considerado o
autor das duas mais importantes epopeias do
Ocidente.
PRINCIPAIS EPOPEIAS:
•Ilíada, de Homero (800-750 a.C): uma das mais importantes
da literatura mundial, narra diversos acontecimentos da
guerra de Troia, centrando-se em episódios conhecidos como
a ira de Aquiles;
•Odisseia, de Homero: escrita posteriormente à ilíada, narra
as viagens de Odisseu (ou Ulisses) após a tomada de Troia e
o regresso do herói ao seu reino de Ítaca;
•Eneida, de Virgílio (70-10 a.C.): escrita no século I a.C.,
narra a história de Eneias, um troiano que viaja pela região da
atual Itália e norte da África e se torna ancestral dos romanos;
•A Divina Comédia, de Dante Alighieri (1265-1321): escrita
no século XIV e narrada em versos, descreve, de maneira
rigorosamente simétrica, uma viagem pelo Inferno, Purgatório
e Paraíso;
•Os Lusíadas, de Camões (1524-1579): escrita no século
XVI, narra a viagem de Vasco da Gama às Índias. A epopeia
exalta os grandes feitos históricos de ilustres portugueses.
O primeiro livro do mundo: a Epopeia de Gilgamesh
GÊNERO NARRATIVO
A palavra narrador é derivada da palavra
latina narro que significa permitir que algo se
torne conhecido. Por isso, o narrador é uma
entidade narrativa que tem o profundo
conhecimento da história a ser contada e a
torna pública aos leitores pelo ato narrativo.
O NARRADOR
•Narrador: Entidade criada pelo autor para
contar a história, podendo ser uma personagem
do texto.
•Autor: é a pessoa que existe fisicamente, quem
cria a história.
Memórias póstumas de Brás Cubas:
narrador: Brás Cubas
Autor: Machado de Assis
Foco Narrativo
O foco narrativo é a escolha que o escritor faz no modo como
os fatos serão narrados. Isso pode se dar de forma Impessoal
(narrador em 3ª pessoa) ou pessoal (narrador em 1ª pessoa).
No segundo caso, o escritor
precisa escolher pela visão de qual personagem será acompanhada a história.
Tipos de narradores
1 - Narrador-personagem: é o que conta a história da qual é participante. Ele é narrador e personagem ao
mesmo tempo, e conta a história em 1ª pessoa.
“Quando avistei-a sozinha na arquibancada da quadra, percebi que era a melhor oportunidade para
definitivamente conhecê-la. Então pedi a meu melhor amigo Fabrício que me ajudasse com o plano que eu tinha
bolado. Mas enquanto eu passava algumas coordenadas para Fabrício vi Marcos da 8ª série se aproximar e
sentar ao lado dela. Será que eles estavam ficando? Mas logo o Marcos...”
2 - Narrador-testemunha: é o que conta a história da qual é participante. Ele é coadjuvante (secundário) e
não o protagonista da história. Nesse caso, ele é chamado de narrador-testemunha, pois registra os
acontecimentos sob um prisma individual, no entanto, por tratar-se de um personagem secundário da
trama, não existe a sobrecarga de emoções na narração. Da mesma maneira que o narrador-
protagonista, ele também possui uma percepção restrita do que se passa.
3 - Narrador-observador (neutro): é o que conta uma história como alguém que observa o que acontece. Transmite para o
leitor apenas os fatos que consegue observar e conta a história em 3ª pessoa, como nesse trecho:
Aos quatorze anos, Miguel Strogoff, que desde os onze acompanhava o pai nas frequentes incursões
pela estepe, matara seu primeiro urso. A vida na estepe dera-lhe uma força e resistência incomuns e o rapaz
podia passar vinte e quatro horas sem comer e dez noites sem dormir, sem aparentar excessivo desgaste físico,
conseguindo sobreviver onde outros em pouco tempo morreriam. Era capaz de guiar-se em plena noite polar, pois
o pai lhe ensinara os segredos da orientação – valendo-se de sinais quase imperceptíveis na neve e nas árvores,
no vento e no voo dos pássaros. (Júlio Verne, Miguel Strogoff, p. 16
4 – Narrador intruso (onisciente): Não participa da história, mas faz várias intervenções com comentários e opiniões
acerca das ações das personagens. O foco narrativo é em 3ª pessoa.
“Flávia logo percebeu que as outras moradoras do prédio, mães dos amiguinhos do seu filho, Paulinho,
seis anos, olhavam-na com um ar de superioridade. Não era para menos. Afinal o garoto até aquela
idade — imaginem — se limitava a brincar e ir à escola.”
“Se tinha medo, então era para a natação mesmo que ele iria
entrar. Os medos devem ser eliminados na infância. Paulinho
ainda quis argumentar. Sugeriu alpinismo. Foi a vez de os pais
tremerem. Mas o medo dos pais é outra história. Paulinho
entrou para a natação.”
(Carlos Eduardo Novaes. A cadeira do dentista e outras crônicas.
São Paulo: Ática, 1994. p. 15-7.)
Esquematizando!
PERSONAGEM
Pode ser um humano, um animal, um ser fictício, um objeto ou qualquer coisa que
o autor inventar. Também podem ter nomes ou não, e ter qualquer tipo de
personalidade. A personagem sofre e pratica ação dentro do enredo.
PERSONAGEM PRINCIPAL: é aquela que desempenha o papel central, sendo
fundamental para o desenvolvimento da trama. Pode ser classificado em
Protagonista e Antagonista.
Protagonista é o personagem mais importante da obra. A história gira em torno
dele.
Antagonista: é o personagem que rivaliza o protagonista, quase sempre batalha
com o mesmo no final da obra. O antagonista não precisa ser necessariamente
uma pessoa, podendo ser um objeto, um animal ou um fato que dificulte os
objetivos do protagonista (como a situação financeira do mesmo, problemas
culturais e/ou sociais, deficiências físicas e/ou psicológicas etc.).
PERSONAGEM SECUNDÁRIO: é aquela que assumem um papel de menor
importância, mas não deixa de ser importante para o desenrolar da trama, já que dá
suporte à história tecendo pequenas ações em torno das personagens principais.
No filme "Náufrago" (Cast
Away - 2001) Tom Hanks era o
protagonista; tendo a ilha, o mar
e a solidão eram antagonistas.
Sr Wilson, o personagem secundário
E COMO PODE SER
A PERSONAGEM?
Personagem plana: estática, sem evolução, sem grande vida interior; por outras palavras: a
personagem plana comporta-se da mesma forma previsível ao longo de toda a narrativa.
Personagem redonda ou esférica: dinâmica, dotada de densidade psicológica,
capaz de alterar o seu comportamento e, por conseguinte, de evoluir ao longo
da narrativa, como acontece com alguns personagens dos desenhos abaixo..
Personagem caricatural: representa um grupo profissional
ou social.
O espaço na narrativa é o lugar físico ou psicológico onde as personagens circulam, onde as ações se realizam.
Articula-se com as personagens, estabelecendo com elas uma interação Podemos analisar o espaço como:
ESPAÇO INTERNO ESPAÇO EXTERNO
ESPAÇO
ESPAÇO URBANO
ESPAÇO RURAL ESPAÇO SOCIAL ESPAÇO PSICOLÓGICO
O espaço físico pode ser descrito detalhadamente ou suas características, sendo externo ou interno, urbano ou rural.
Já o espaço psicológico é um ambiente que é interior ao personagem. É como se a história invadisse um fluxo de
sentimentos e pensamentos, dessa forma, não é possível saber se está se passando em um local físico ou não.
ESPAÇO SOCIAL
É o espaço que apresenta as condições
psicológicas, morais e socioeconômicas em que
atuam as personagens. O ambiente pode, entre
outras coisas, situar as personagens na época;
no grupo social e nas condições em que se
passa a história, fornecer pistas para um
desfecho macabro ou trágico, projetar os
conflitos vividos por elas. Um ambiente macabro
pode refletir a morbidez de uma personagem,
uma história de amor pode pedir um cenário
romântico e um romance policial, becos e ruas
escuras de uma grande cidade.
COMUNIDADES
SERTÃO NORDESTINO
TRIBO INDÍGENA
CEMITÉRIO
HOSPÍCIO
RUA ESCURA
TEMPO
O tempo na narrativa é o período que assinala o percurso cronológico que vai do início ao fim da
história. É definido por marcadores temporais, que determinam a duração da história e o período em
que os fatos ocorreram. Às vezes o marcador temporal indica explicitamente a época em que se
passa a história. Em outras circunstâncias , esses marcadores não são explicitados, mas há no texto
outros indícios de época, como, por exemplo, os objetos que compõem a decoração de um
ambiente, a roupa que a personagem usa, a referência a um tipo de transporte
IDADE MÉDIA PERÍODO NOTURNO
TEMPO CRONOLÓGICO
.
O tempo cronológico é o tempo real, é o tempo da natureza, dividido em dias, semanas, estações do ano, e etc.
É o tempo marcado pelo relógio. Esse tempo é denominado como tempo externo, justamente por estar a parte
do personagem, por ser externo a ele. Pode ser medido por meio do relógio, da passagem dos dias, das
estações do ano etc. Pode se apresentar como:
- Linear: quando os acontecimentos seguem um ordem hierárquica (princípio, meio e fim)
- Não-linear: quando não se apresenta em ordem
“Na segunda-feira voltou o menino armado com a sua competente pasta a tiracolo, a sua lousa de
escrever e o seu tinteiro de chifre; o padrinho o acompanhou até a porta. Logo nesse dia portou-se de
tal maneira que o mestre não se pôde dispensar de lhe dar quatro bolos(…)”
(Manuel Antônio de Almeida, Memórias de um sargento de milícias. São Paulo: Ateliê, 2000.)
TEMPO HISTÓRICO
É quando a narrativa retrata passagens e
épocas históricas (Guerras mundiais,
Revoluções, Descobrimentos etc.) Exemplo: A
menina que roubava livros, de Markus Zusak.
TEMPO PSICOLÓGICO
O tempo psicológico possui um sentido subjetivo, pois o que
predomina não é a ação da personagem, mas sim os
seus pensamentos, lembranças, reflexões e
sentimentos dentro de um determinado contexto. Ou seja,
sabemos que o nosso próprio pensamento não é linear, ele vai e
vem no passado, no presente e até mesmo no futuro. Portanto,
quando se fala de uma obra com tempo psicológico, estamos
querendo dizer que a produção literária foi realizada com foco no
interior da personagem e é o oposto do tempo cronológico. Ao
contrário do cronológico, não é igual para todos. Exemplo:
Monólogo interior, fluxo de consciência
“Dito isto, expirei às duas horas da tarde de uma sexta-feira do
mês de agosto de 1869, na minha bela chácara de Catumbi. Tinha
uns sessenta e quatro anos, rijos e prósperos, era solteiro, possuía
cerca de trezentos contos e fui acompanhado ao cemitério por
onze amigos. Onze amigos!”
(Machado de Assis, Memórias Póstumas de Brás Cubas).
ESPAÇO E TEMPO MÍTICO
Quando a narrativa apresenta elementos
que não pertencem ao mundo natural,
como por exemplo fantasmas, demônios,
seres mitológicos, folclóricos etc.
O Enredo é o encadeado de ações executadas ou a executar pelas personagens numa ficção, a fim de
criar sentido ou emoção no espectador. É deverbal de enredar, que significa prender, colher na rede. Constitui um relato de fatos
vividos pelos personagens e ordenados em uma sequência lógica e temporal, por isso ele se organiza pela colocação de verbos
de ação que indicam a movimentação das personagens no tempo e no espaço por meio de recursos narrativos como o mistério, o
suspense, o flash back, os intervalos, etc. No que concerne a ordem do enredo, ele pode ser linear ou não linear.
ENREDO
Situação inicial ― Também chamada de
apresentação, é o início de toda história. É o momento
em que o narrador apresenta os personagens, o
cenário, o tempo, etc. Nesse momento ele prepara o
leitor para os acontecimentos a serem narrados.
Desenvolvimento ― Parte do texto narrativo que se
inicia no aparecimento do conflito e vai até o clímax.
Nele os personagens, na busca pela solução do
conflito, desenvolvem uma sequência de ações.
Complicação ― É o início do embate entre
protagonista e antagonista. É quando se inicia o
conflito (a oposição entre essas duas forças). O
equilíbrio inicial é quebrado através do embate para
que a ação se desenvolva.
Clímax ― Momento de maior intensidade
dramática da narrativa. É nesse momento que o
conflito fica insustentável, algo tem de ser feito para
que a situação se resolva.
Desfecho ― É como os fatos (situação) se resolvem
no final da narrativa. Pode ou não apresentar a
resolução do conflito. O importante é que novos
conflitos não podem aparecer.
ESTRUTURA DO ENREDO
Em seu desenvolvimento são narrados os fatos, iniciando-se pela
complicação, centrando-se num conflito, responsável pelo nível de
tensão da narrativa e finalizando com o clímax da história. Dessa forma,
a apresentação/representação de situações, de personagens nelas
envolvidas e as sucessivas transformações que vão ocorrendo entre
elas, criam-se novas situações, até se chegar à final – o desfecho do
enredo.
O gênero lírico originou-se na Grécia
Antiga, época em que a manifestação
poética era apresentada ao publico
oralmente, em forma de canto, o qual era
acompanhado por um instrumento musical
chamado lira. Sua manifestação em forma de
canto perdura até o final da Idade Média,
momento a partir do qual o gênero lírico passa
a ter na palavra escrita seu principal meio de
difusão.
GÊNERO LÍRICO
Esse registro no papel contribuiu
para que cada vez mais os poetas
experimentassem formas mais sofisticadas
de composição, como o uso da métrica, a
construção de rimas, a seleção vocabular e a
disposição das palavras no espaço gráfico.
Essas características, porém, isoladamente,
não definem o gênero lírico, que também
apresenta como traço principal a manifestação
da subjetividade.
A lira é um instrumento de
cordas conhecido pela sua vasta
utilização durante a antiguidade.
As récitas poéticas dos antigos
gregos eram acompanhados pelo
seu som, ainda que o instrumento
não tivesse origem helênica.
Existem instrumentos com nomes
semelhantes para uso em fanfarras, em
orquestras e outros grupos. Chamamos também
de Liras os instrumentos para marcha que são
tocados em pé e não possuem caixas acústicas;
facilitando a mobilidade e as evoluções.
O “Eu lírico”, como uma das principais características do gênero lírico, é a manifestação da subjetividade, ou seja, a
manifestação de aspectos ligados à interioridade de um sujeito, dá-se o nome de eu lírico à voz que se expressa no poema. No
entanto, há que se atentar para o fato de que o eu lírico não necessariamente corresponde à voz do poeta, afinal, ele pode
materializar em seu poema um eu lírico distinto de seu eu biográfico. Assim, é possível que um poeta com uma identidade
masculina crie em seu poema um eu lírico com identidade feminina, ou vice e versa, bem como um poeta adulto pode expressar a
voz poética de uma criança ou a de um ser inanimado.
ESTOU TONTO
(Álvaro de Campos, in "Poemas“ Heterónimo de Fernando Pessoa)
Estou tonto,
Tonto de tanto dormir ou de tanto pensar,
Ou de ambas as coisas.
O que sei é que estou tonto
E não sei bem se me devo levantar da cadeira
Ou como me levantar dela.
Fiquemos nisto: estou tonto.
Afinal
Que vida fiz eu da vida?
Nada.
Tudo interstícios,
Tudo aproximações,
Tudo função do irregular e do absurdo,
Tudo nada.
É por isso que estou tonto ...
Agora
Todas as manhãs me levanto
Tonto ...
Sim, verdadeiramente tonto...
Sem saber em mim e meu nome,
Sem saber onde estou,
Sem saber o que fui,
Sem saber nada.
Mas se isto é assim, é assim.
Deixo-me estar na cadeira,
Estou tonto.
Bem, estou tonto.
Fico sentado
E tonto,
Sim, tonto,
Tonto...
Tonto.
OS TIPOS DE POEMAS LÍRICOS MAIS COMUNS
O soneto (do italiano sonetto, pequena canção ou, literalmente, pequeno som) é um poema de forma fixa,
composto por quatro estrofes, sendo que as duas primeiras são constituídas por quatro versos, cada uma, os quartetos, e as
duas últimas de três versos, cada uma, os tercetos. A forma mais comum é a que contém dez sílabas métricas por verso,
classificando-se como decassílabo.
A balada também é um poema de forma fixa. Ela apresenta uma estrutura estrófica, com três oitavas (oito versos) e um quarteto
(quatro versos) ou uma quintilha (cinco versos) no lugar do quarteto. Esta última estrofe menor recebe o nome de oferenda ou
ofertório. Quanto à estrutura métrica, apresenta versos octossílabos. Uma balada contém, em todas as estrofes, um verso ligado
ao tema que é repetido continuamente, funcionando como chave de ouro. A balada surgiu no século XIV na França medieval.
Segue abaixo um exemplo de balada do escritor medieval francês François Villon:
Criado na França medieval, o RONDÓ é um poema de forma fixa composto de três estrofes totalizando treze versos, donde
dois formam duas quadras, seguidas de uma quintilha. No entanto, devemos lembrar que ele pode surgir de maneira variada
quanto a quantidade de versos e estrofes. Assim, há três tipos de Rondó: o rondó francês, o rondó dobrado e o rondó
português. Segue abaixo um exemplo do escritor brasileiro Manuel Bandeira, formado por cinco estrofes (23 versos: 4
quartetos e 1 sétima):
Também chamada de “quadra” ou “quadrinha”, AS TROVAS são poemas de uma estrofe que foram criados no século XIII.
Representa uma poesia de quatro versos heptassílabos (com 7 sílabas poéticas) e que juntos formam uma estrofe.
Poema de origem japonesa criado
no século XVI, os HAICAIS são
formados por três versos, e
seguem a estrutura abaixo:
 Primeiro verso: apresenta 5
sílabas poéticas (pentassílabo)
 Segundo verso: apresenta 7
sílabas poéticas (heptassílabo)
 Terceiro verso: apresenta 5
sílabas poéticas (pentassílabo)
Veja abaixo um exemplo do
escritor brasileiro Afrânio Peixoto:
GÊNERO DRAMÁTICO
ESTRUTURA DO TEXTO DRAMÁTICO
A estrutura do texto dramático, independentemente de ser feitos em verso ou em
prosa, atua como facilitadora da dramatização. Para tal, fornece elementos auxiliadores
da representação, como indicações do cenário, da música, da iluminação, do figurino,...,
bem como outras indicações cênicas - chamadas rubricas ou didascálias - que guiam o
ator durante a peça de teatro. Didascália ou rubrica são indicações cênicas para indicar
como determinada ação, como determinada cena, como determinado espaço ou como
determinada fala devem ser feitos em uma peça de teatro.
Assim, um texto do gênero dramático apresenta esses dois tipos de conteúdos: o
discurso direto das personagens e as indicações cênicas (rubricas ou didascálias).
Os textos dramáticos estão subdivididos em atos e cenas e apresentam o nome
da personagem que dialoga antes da sua fala, marcando assim a sua entrada em cena.
Normalmente segue uma sequência linear de: situação inicial, complicações com um
ponto culminante (tensão) e desfecho.
Atualmente, as peças teatrais tentam aproximar os conflitos vividos pelas
personagens dos conflitos vividos pela audiência, privilegiando-se a liberdade de
expressão. Com a tendência atual de converter qualquer tipo de texto para representação
teatral, são cada vez mais infrequentes textos puramente do gênero dramático.
A peça teatral grega Antígona é a continuação dramática
de Édipo Rei de Sófocles. Depois da tragédia ocorrida na primeira
peça, a desgraça parece ter sido o legado deixado por Édipo aos
seus quatro filhos (Etéocles, Polinice, Antígona e Ismênia). Com sua
partida para o exílio, os filhos lutaram pelo poder e chegaram a um
acordo de revezamento no comando a cada ano. No entanto,
Etéocles, que foi o primeiro a governar, ao fim do mandato, não quis
ceder o lugar do poder ao irmão Polinice, que revoltado foi para a
cidade vizinha e rival da grande Tebas.
Ali, reunindo um exército aliado, Polinice enfrentou o irmão
visando ao trono de Tebas. O conflito acabou com os dois se matando
e, então, assumiu o poder o tio Creonte, irmão de Jocasta, esposa de
Édipo que também morreu na primeira peça. Usando de seu poder,
Creonte estabeleceu que o corpo de Polinice não receberia as
honrarias tradicionais dos funerais, pois este tinha lutado contra a
pátria. Já ao irmão, Etéocles, o rei determinou que fossem dadas tais
honrarias fúnebres. Além disso, determinou pena de morte a quem
desobedecesse as suas ordens.
“MOSTRE-ME UM HERÓI E EU ESCREVEREI UMA TRAGÉDIA.”
F. SCOTT FITZGERALD
A tragédia tem sua origem no mesmo contexto em que surgiu o teatro, quando os
rituais primitivos eram o elo entre os homens e seus deuses. Esses rituais eram
realizados em forma de catarse, onde todos os praticantes se envolviam no transe sem
distinção de papéis. Na medida em que os rituais primitivos vão se estilizando e tornando-
se litúrgicos, vai surgindo uma hierarquia, indispensável para a organização dos cultos
aos deuses e em se tratando de teatro ao deus Dionísio. Esta hierarquização vai criando
os papéis dos sacerdotes e celebrantes dos cultos, surgindo nesse processo pessoas
centralizadoras do "culto" e as participantes do mesmo, dando início aos elementos
atores e público. A tragédia surge juntamente com a comédia, no teatro grego, sendo que
a primeira possuía um caráter nobre dentro das comemorações ao deus da fertilidade,
capturava a essência humana e a sua relação com os sentimentos profundos de amor,
ódio, medo, traição, etc., enquanto que a comédia surgiu das canções fálicas e tratava de
assuntos do cotidiano, da vida comum dos homens. Nas dionisíacas, festas em
homenagem ao deus Dionísio, havia concursos de tragédias, cujo prêmio para o
vencedor era uma cabra. Acredita-se que a origem da palavra tragédia tenha vindo de
"tragos", que em grego significa cabra ou bode, animal que era sacrificado para o ritual
dionisíaco. Há outra possibilidade sobre sua origem, que poderia ter surgido da palavra
"tragoi", que em grego significa adoradores ou seguidores de Dionísio.
A ORIGEM DA TRAGÉDIA
CATARSE é um termo grego (kátharsis) que significa purificação do espírito humano, ou seja, é um
livramento das imperfeições. A catarse é o método de expulsão, pois coloca para fora aquilo que é anormal à
natureza humana em sua totalidade. A pintura, a música, o cinema, o teatro, entre outras formas de
apreciação, podem ser consideradas formas de gerar uma catarse. Esse termo foi desenvolvido pelo
filósofo Aristóteles na obra “Poética”, durante a Grécia Antiga. De acordo com ele, a catarse é ativada por
uma tragédia e isso é que provoca uma descarga emocional. acreditava-se que ao assistir as apresentações
das tragédias, saia-se do teatro purificado e transformado. Os tragediógrafos mais conhecidos do período
clássico são Ésquilo, Sófocles e Eurípedes. Suas obras são apresentadas até hoje.
“É, pois, a tragédia imitação de uma ação de caráter elevado, completa e de certa
extensão, em linguagem ornamentada e com várias espécies de ornamentos
distribuídos pelas diversas partes [do drama], [imitação que se efetua] não por
narrativa, mas mediante atores, e que, suscitando o terror e a piedade , tem por
efeito a purificação dessas emoções.”
Aristóteles - Poética
Autores trágicos Por se tratar de uma sociedade
antiga, deve-se muito à arqueologia o resgate dessa memória.
A partir de alguns registros, acredita-se que foram cerca de 150
os autores trágicos. Os três tragediógrafos que conhecemos,
Ésquilo, Sófocles e Eurípedes escreveram cerca de 300 peças,
das quais apenas 10% chegaram até nós.
 Ésquilo (cerca de 525 a.C. a 456 a.C.) Considerado o
fundador do gênero, sete peças suas sobreviveram à
destruição do tempo: "Os Persas", "Sete contra Tebas", "As
Suplicantes", "Prometeu Acorrentado", "Agamêmnon",
"Coéforas" e "Eumênides".
 Sófocles (496 a.C. a 406 .a.C.) Importante tragediógrafo,
também trabalhava como ator. Entre suas peças estão a
trilogia "Édipo Rei", "Édipo em Colona" e "Antígona“.
 Eurípides (485 a.C. a 406 a.C.) Pouco se sabe sobre sua
vida. Ainda assim, é dele o maior número de peças que
chegaram até nós. São 18 no total, entre elas: "Medéia", "As
Bacantes", "Heracles", "Electra", "Ifigênia em Áulis" e
"Orestes".
PRINCIPAIS AUTORES DA TRAGÉDIA GREGA
A tragédia Otelo é sobre esse general mouro e nobre de Veneza. Ele se
casa com Desdêmoda, sem a permissão do pai da moça. Após o casamento,
Otelo promove Cassio ao posto de tenente, o que causa inveja a Iago, pois este
queria o posto e se achava mais merecedor do mesmo. Iago arruma um jeito para
que Cassio seja afastado do cargo e em vingança, decide enganar Otelo,
inventando que sua esposa, Desdêmoda o estava traindo com Cassio.
Otelo a principio não acredita na traição e exige que Iago prove o que
diz Iago então manipula seu senhor para que ele acredite na traição e lhe dê o
posto de tenente. Louco de fúria Otelo acredita em tudo que Iago lhe fala, sem
acreditar em mais ninguém nem mesmo em sua esposa.
Juntos Iago e Otelo planejam o assassinato de Cassio, mas este dá
totalmente errado e Rodrigo, amigo de Iago, apaixonado por Desdêmoda, acaba
morto em seu lugar. Acreditando que Cassio estava morto, Otelo assassina sua
esposa sem saber de sua inocência.
Ao final do livro, Emília, esposa de Iago, esclarece a verdade e todos
descobrem que Iago é o vilão que orquestrou tudo para que pudesse manipular
Otelo e conseguir o que queria.Ao descobrir a verdade, Otelo se mata para poder
se juntar a Desdêmoda.
https://www.youtube.com/watch?v=WLWNW3-g81A
https://www.youtube.com/watch?v=54IvlAa1D-c
A origem da comédia é a mesma da tragédia: as festas ao deus Dioniso. A palavra comédia
vem do grego "komoidía" ("komos" remete ao sentido de procissão). Na Grécia havia dois tipos de
procissão que eram denominadas "komoi". Numa, os jovens saiam às ruas, fantasiados de animais,
batendo de porta em porta pedindo prendas, brincando com os habitantes da cidade. No segundo
tipo, era celebrada a fertilidade da natureza.
Apesar de também ser representada nas festas dionisíacas, a comédia era considerada um
gênero literário menor. É que o júri que apreciava a tragédia era nobre, enquanto o da comédia era
escolhido entre as pessoas da plateia. Também a temática diferia nos dois gêneros. A tragédia
contava a história de deuses e heróis. A comédia falava de homens comuns.
A encenação da comédia antiga era dividida em duas partes, com um intervalo. Na primeira,
chamada "agón", prevalecia um duelo verbal entre o protagonista e o coro. No intervalo, o coro
retirava as máscaras e falava diretamente com o público para definir uma conclusão para a primeira
parte. A seguir, vinha a segunda parte da comédia. Seu objetivo era esclarecer os problemas que
surgiram no "agón". A comédia antiga, por fazer alusões jocosas aos mortos, satirizar personalidades
vivas e até mesmo os deuses, teve sempre a sua existência muito ligada à democracia. A rendição
de Atenas na Guerra do Peloponeso, no ano de 404 a.C., levou consigo a democracia e,
consequentemente, pôs fim à comédia antiga.
A ORIGEM DA COMÉDIA
 Aristófanes (447 a.C. a 385 a.C.) Considerado o maior
autor da comédia antiga, escreveu mais de 40 peças,
das quais conhecemos apenas 11, entre elas:
"Lisístrata", "As Vespas", "As Nuvens" e "Assembleia de
Mulheres".
 Menandro (343 a.C. a 291 a.C.) Mais de 100 peças suas
chegaram recentemente até nós. Muitas conhecemos
apenas por título ou por fragmentos citados por outros
autores antigos, com exceção de "O Misantropo", uma
de suas oito peças premiadas, cujo texto completo,
preservado num papiro egípcio, foi encontrado e
publicado em 1958.
PRINCIPAL REPRESENTANTE DA COMÉDIA GREGA
Questão 1: Considere o texto a seguir:
Oficina irritada
Eu quero compor um soneto duro
como poeta algum ousara escrever.
Eu quero pintar um soneto escuro,
seco, abafado, difícil de ler.
Quero que meu soneto, no futuro,
não desperte em ninguém nenhum prazer.
E que, no seu maligno ar imaturo,
ao mesmo tempo saiba ser, não ser.
Esse meu verbo antipático e impuro
há de pungir, há de fazer sofrer,
tendão de Vênus sob o pedicuro.
Ninguém o lembrará: tiro no muro,
cão mijando no caos, enquanto Arcturo,
claro enigma, se deixa surpreender.
Carlos Drummond de Andrade
Os gêneros literários possibilitam a classificação dos textos de acordo com suas funções e especificidades. Pode-se dizer que
“Oficina irritada”, de Carlos Drummond de Andrade, pertence ao gênero lírico, porque
(A) no poema há um eu lírico que fala sobre suas intenções de compor um soneto e quais efeitos ele vai provocar.
(B) no poema o eu lírico narra e descreve minuciosamente seu processo de criação poética e o quanto ela é trabalhosa.
(C) o poema dramatiza uma situação em que o poeta enfrenta dificuldades para compor seu poema com personagens
complexos.
(D) o poema está todo em discurso direto e discurso indireto livre, mesclando a voz do narrador com a voz das personagens.
(E) o poema disserta sobre a importância de se compor um poema difícil de ler, o que faz dele mais argumentativo.
Questão 2: Considere o texto a seguir:
Profundamente
Quando ontem adormeci
Na noite de São João
Havia alegria e rumor
Estrondos de bombas luzes de Bengala
Vozes cantigas e risos
Ao pé das fogueiras acesas.
No meio da noite despertei
Não ouvi mais vozes nem risos
Apenas balões
Passavam errantes
Silenciosamente
Apenas de vez em quando
O ruído de um bonde
Cortava o silêncio
Como um túnel.
Onde estavam os que há pouco
Dançavam
Cantavam
E riam
Ao pé das fogueiras acesas?
— Estavam todos dormindo
Estavam todos deitados
Dormindo
Profundamente
Quando eu tinha seis anos
Não pude ver o fim da festa de São João
Porque adormeci
Hoje não ouço mais as vozes daquele tempo
Minha avó
Meu avô
Totônio Rodrigues
Tomásia
Rosa
Onde estão todos eles?
— Estão todos dormindo
Estão todos deitados
Dormindo
Profundamente.
BANDEIRA, Manuel. Os melhores poemas de Manuel Bandeira/Seleção de Francisco de
Assis Barbosa. 12 ed. São Paulo: Global, 1998, p. 85–86. (Melhores poemas: 7)
Observando as sequências textuais e sabendo que os gêneros
literários podem combinar suas características, é correto afirmar que
esse poema é marcado por uma estrutura fortemente
(A) narrativa, impregnada de lembranças do eu lírico.
(B) descritiva, caracterizada pela presença de imagens visuais.
(C) dissertativa, assinalada pela reflexão sobre fatos da vida do eu
lírico.
(D) argumentativa, indicada pelo tom interrogativo do poema.
(E) imperativa, assinalada pelo uso de perguntas retóricas.
Questão 3: Em um poema escrito em louvor de Iracema, Manuel Bandeira afirma que, ao compor esse livro, Alencar:
“[...] escreveu o que é mais poema
Que romance, e poema menos
Que um mito, melhor que Vênus.”
Segundo Bandeira, em Iracema:
(A) Alencar parte da ficção literária em direção à narrativa mítica, dispensando referências a coordenadas e personagens históricas.
(B) O caráter poético dado ao texto predomina sobre a narrativa em prosa, sendo, por sua vez, superado pela constituição de um mito literário.
(C) A mitologia tupi está para a mitologia clássica, predominante no texto, assim como a prosa está para a poesia.
(D) Ao fundir romance e poema, Alencar, involuntariamente, produziu uma lenda do Ceará, superior à mitologia clássica.
(E) Estabelece-se uma hierarquia de gêneros literários, na qual o termo superior, ou dominante, é a prosa romanesca, e o termo inferior, o mito.
Questão 4: (Enem 2009) - Oximoro, ou paradoxismo, é uma figura de retórica em que se combinam palavras de sentido oposto que parecem
excluir-se mutuamente, mas que, no contexto, reforçam a expressão. (Dicionário Eletrônico Houaiss da Língua Portuguesa)
Considerando a definição apresentada, o fragmento poético da obra Cantares, de Hilda Hilst, publicada em 2004, em que pode ser encontrada a
referida figura de retórica é:
(C) “Areia, vou sorvendo
A água do teu rio” (p. 93).
(D) “Ritualiza a matança
de quem só te deu vida.
E me deixa viver
nessa que morre” (p. 62).
(E) “O bisturi e o verso.
Dois instrumentos
entre as minhas mãos” (p. 95).
(A) “Dos dois contemplo
rigor e fixidez.
Passado e sentimento
me contemplam” (p. 91).
(B) “De sol e lua
De fogo e vento
Te enlaço” (p. 101).
Questão 5(Enem 2009)
O sertão e o sertanejo
Ali começa o sertão chamado bruto. Nesses campos, tão diversos pelo matiz das cores, o capim crescido e ressecado pelo
ardor do sol transforma-se em vicejante tapete de relva, quando lavra o incêndio que algum tropeiro, por acaso ou mero
desenfado, ateia com uma faúlha do seu isqueiro. Minando à surda na touceira, queda a vívida centelha. Corra daí a instantes
qualquer aragem, por débil que seja, e levanta-se a língua de fogo esguia e trêmula, como que a contemplar medrosa e
vacilante os espaços imensos que se alongam diante dela. O fogo, detido em pontos, aqui, ali, a consumir com mais lentidão
algum estorvo, vai aos poucos morrendo até se extinguir de todo, deixando como sinal da avassaladora passagem o alvacento
lençol, que lhe foi seguindo os velozes passos. Por toda a parte melancolia; de todos os lados tétricas perspectivas. É cair,
porém, daí a dias copiosa chuva, e parece que uma varinha de fada andou por aqueles sombrios recantos a traçar às pressas
jardins encantados e nunca vistos. Entra tudo num trabalho íntimo de espantosa atividade. Transborda a vida.
TAUNAY, A. Inocência. São Paulo: Ática, 1993 (adaptado).
O romance romântico teve fundamental importância na formação da ideia de nação. Considerando o trecho acima, é possível
reconhecer que uma das principais e permanentes contribuições do Romantismo para construção da identidade da nação é a
(A) possibilidade de apresentar uma dimensão desconhecida da natureza nacional, marcada pelo subdesenvolvimento e pela
falta de perspectiva de renovação.
(B) consciência da exploração da terra pelos colonizadores e pela classe dominante local, o que coibiu a exploração
desenfreada das riquezas naturais do país.
(C) construção, em linguagem simples, realista e documental, sem fantasia ou exaltação, de uma imagem da terra que revelou
o quanto é grandiosa a natureza brasileira.
(D) expansão dos limites geográficos da terra, que promoveu o sentimento de unidade do território nacional e deu a conhecer
os lugares mais distantes do Brasil aos brasileiros.
(E) valorização da vida urbana e do progresso, em detrimento do interior do Brasil, formulando um conceito de nação centrado
nos modelos da nascente burguesia brasileira.
6. (Castro/PR 2012). É o contexto onde há a
manifestação de um eu, expressa suas emoções, ideias,
mundo interior, são textos subjetivos e a musicalidade das
palavras é explorada:
a) Dramático.
b) Épico.
c) Sonoro.
d) Lírico.
7. (Vestibular 2009 São José) Para fins didáticos, a teoria
literária distingue três gêneros fundamentais, levando em
conta as características dos elementos estruturais dos
textos. Relacione os gêneros literários (coluna 1) com os
tipos de textos (coluna 2).
Coluna 1
I. lírico
II. dramático
III. narrativo
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta,
de cima para baixo.
a. ( ) I, II, III.
b. ( ) I, III, II.
c. ( ) II, III, I.
d. ( ) III, II, I.
Coluna 2
( ) poema
( ) romance
( ) peça teatral
8. Sobre o gênero lírico, considere as afirmações
abaixo.
I. O tema do lírico é sempre o amor, expresso pela voz
do poeta.
II. Uma característica marcante do gênero lírico é a
existência de uma voz central, que expressa
subjetivamente seu estado de alma.
Está correto o que se afirma em
a) somente I
b) somente II
c) I e II
d) nenhuma
9. - É o contexto onde há a manifestação de um eu,
expressa suas emoções, ideias, mundo interior, são
textos subjetivos e a musicalidade das palavras é
explorada:
a) Dramático.
b) Épico.
c) Sonoro.
d) Lírico.
10. (Tijucas 2012) Assinale a alternativa correta.
a) Os gêneros narrativos e dramáticos sempre são escritos em
prosa.
b) O gênero lírico se faz na maioria das vezes em versos.
c) Na frase: “Tua língua materna, nunca vi idioma mais
complicado” há a presença de uma catacrese.
d) Na frase: Estou à pensar em uma solução para o caso” a crase
foi empregada adequadamente.
e) A frase: “O aluno cujo o pai vem às reuniões, geralmente é o
mais comportado” não apresenta problemas de coesão.
11. (Concórdia 2017) A classificação dos gêneros literários foi
proposta, na antiguidade clássica, pelo filósofo grego Aristóteles
(384 a.C.-322 a.C.), as quais foram divididas em: Gênero Lírico,
Gênero Épico e Gênero Dramático.
Assinale a alternativa com as características que os
representam, respectivamente.
a) Palavra cantada, Palavra Narrada, Palavra Representada
b) Palavra Narrada, Palavra Escrita, Palavra Seriada
c) Palavra Dramatizada, Palavra Representada, Palavra Textual
d) Palavra Textual, Palavra Cantada, Palavra Simbolizada
e) Palavra Versada, Palavra Escrita, Palavra Estrutural
12. (Concórdia 2017) O gênero dramático
envolve a literatura teatral em prosa ou em
verso, aquela para ser apresentada e
encenada e, por esse motivo, o diálogo é um
recurso muito utilizado. Dessa forma, a tríade
essencial dos textos literários dramáticos
elenca:
a) A plateia, o local e o figurino
b) O autor, o texto e o público
c) A coreografia, o cenário e a plateia
d) O texto, a iluminação e o autor
e) A iluminação, o autor e o figurino
13. Assinale a alternativa em que o gênero
mencionado NÃO pertence ao grupo da
linguagem oral:
a) Conto.
b) Cordel.
c) Texto dramático.
d) Canção.
14. A literatura é manifestada no mundo da arte através da PALAVRA, seja ela falada ou escrita. Quando falamos em gêneros
literários, estamos falando do conteúdo e da estrutura do texto. Dependendo de como se estruturam, e do seu conteúdo, eles
são classificados.
De acordo com essa classificação, analise as afirmativas abaixo:
I - Os textos literários são divididos em três grandes gêneros: lírico, épico e dramático. Esta divisão existe desde os artistas
clássicos, tendo origem na Grécia através de Aristóteles e subsistindo até hoje.
II - O gênico lírico vem da palavra “lira”, o instrumento musical utilizado pelos gregos para acompanhar seus cantos. Por muito
tempo as poesias eram cantadas, mas depois veio a ser produzida para ser declamada, sem o acompanhamento do
instrumento musical. Não perdeu, porém, a musicalidade, e até hoje faz uso de recursos como rima, rítmica, métrica, estrofes e
versos, combinações de palavras, figuras de linguagem, dentre outros recursos que são essencialmente musicais.
III - Gênero dramático: caracteriza-se por expressar emoções, sentimentos e sensações, sendo um texto subjetivo. Neste caso,
as narrativas não são apresentadas em versos, e sim em prosa. As principais manifestações literárias deste gênero são o
romance, a novela e o conto.
IV - O gênero épico: vem do grego “épos” (verso) + “poieô” (faço), e faz referência à narrativa feita em forma de versos.
Geralmente conta histórias de fatos grandiosos e heróicos sobre a história de um povo. Tem como característica a presença de
um narrador que fala do passado, o que faz com que os verbos apareçam no tempo pretérito.
As afirmativas CORRETAS são:
a) I, II e III.
b) II, III e IV.
c) I, II e IV.
d) Nenhuma das alternativas.
Gabarito: 1A, 2A, 3B, 4D, 5D, 6D, 7B, 8B, 9D, 10B, 11A , 12B, 13A,14C

Resumão gêneros literários.pptx

  • 2.
    GÊNEROS LITERÁRIOS 3. DIVISÃO TRIPARTIDA: Lírico  Dramático  Épico (Narrativo) 2.ORIGEM: A classificação das obras literárias podem ser feitas de acordo com critérios semânticos, sintáticos, fonológicos, formais, contextuais e outros. Na história, houve várias classificações de gêneros literários, de modo que não se pode determinar uma categorização de todas as obras seguindo uma abordagem comum. A divisão clássica é, desde a Antiguidade, em três grupos. Essa divisão partiu dos filósofos da Grécia antiga, Platão e Aristóteles, quando iniciaram estudos para o questionamento daquilo que representaria o literário e como essa representação seria produzida. De acordo com as teorias de Platão (A república) e Aristóteles (Poética), podem ser definidos três gêneros literários (ou categorias, arquétipos) principais: o lírico, o épico (ou narrativo) e o dramático. Apesar dessa esquematização ser uma aproximação – cada gênero é um tipo ideal, isto é, não existe empiricamente na forma pura ou absoluta. E apesar de ter sido combatida, essa divisão continua útil. Segundo alguns autores, essas três classificações básicas correspondem, em termos gerais, às faculdades psíquicas da antiga tripartição da alma humana de Platão: sentimento, pensamento e vontade; além de abranger inúmeras categorias menores, comumente denominadas subgêneros; que tornam as distinções entre os gêneros e categorias flexíveis. 1. ETIMOLOGIA - O termo “gênero” origina-se do latim genus, eris, que significa nascimento, descendência, origem, e refere-se a um conjunto de características temáticas e formais intrínsecas às manifestações literárias. Sendo por muito tempo dividido em três categorias: épico, lírico e dramático. Tal divisão foi proposta na Grécia antiga (384 - 322 a.C.) pelo filósofo grego Aristóteles. Atualmente, os estudiosos optam por classificá-los em: narrativo, dramático e lírico, visto que não se prioriza mais o gênero épico. Atualmente chamado de narrativo, o “gênero épico” incluía as longas narrativas histórico-literárias de grandes acontecimentos, chamadas de EPOPEIAS. Proposição (exórdio): introdução da obra com apresentação do herói e do tema. Invocação: parte em que o herói pede auxílio e inspiração as divindades. Dedicatória: a epopeia sempre é dedicada a alguém. Narração: narração dos feitos heroicos. Epílogo: encerramento da obra. narrador Conta história Eu-lírico Expressa emoções Personagens: falas e ações apresentam a história Espaço/Lugar: local onde se passa a narrativa. Tempo: duração das ações da narrativa e desenrolar dos fatos na história. Enredo: trama formada pelos acontecimentos ocorridos e vivenciados pelas personagens. Personagens: quem participa da história. Narrador: O narrador é quem conta a história.  Elementos: Interno Externo Psicológico Físico Social Tempo Cronológico Tempo Psicológico Situação inicial (apresentação) - início de toda história. Apresentação de personagens, cenário e tempo. Desenvolvimento ― Sequência de ações que vai do início do conflito ao clímax na busca de solução. Desfecho ― Final da narrativa. Apresenta o que ocorre depois da resolução do conflito. Complicação - Quebra do equilíbrio, iniciando o conflito entre protagonista e antagonista. Problema. Clímax ― Momento tenso no qual o conflito chega ao limite e algo tem de ser feito para que tudo se resolva. Principais (protagonistas e antagonistas) Secundárias(coadjuvantes ou figurantes Plana Redonda (esférica) Caricatural  Em 1ª pessoa  Em 3ª pessoa Narrador-personagem Narrador-testemunha Narrador observador (neutro) Narrador onisciente (intruso) (do grego“epos” = “verso heroico” + “poiein” = “fazer”) Drama em grego significa “ação”, portanto o dramático é um gênero literário cujos os textos são feitos com o intuito de serem encenados ou dramatizados. Esse gênero surgiu na Grécia Antiga como, originalmente, uma forma de louvação religiosa ao deus Dionísio (Baco). Características Texto em forma de diálogos; Classificação: Dividido em atos e cenas;Presença das rubricas;Sequência da ação dramática Tragédia (do grego antigo τραγῳδία, composto de τράγος, "cabra" e ᾠδή, "música"). Características: tom sério, solene; protagonista enfrenta grandes dificuldades; linguagem mais formal; ação inicial feliz, mas desfecho fatal;personagens nobres: reis, príncipes sofrem destino imposto pelos deuses. Comédia (grego "komoidía" ("komos" remete ao sentido de procissão). Na Grécia havia dois tipos de procissão que eram denominadas "komoi“). Características: tom cômico, ridículo; temática ligada ao cotidiano; foco na sátira à sociedade e aos vícios humanos; linguagem coloquial; situação inicial complicada, mas que acaba em final feliz; presença de personagens estereotipados que simbolizam defeitos humanos(avareza, a mesquinhez etc). Tragicomédia - misturam-se elementos trágicos e cômicos. Significava também a mistura de elementos da realidade e da imaginação. Farsa - pequena peça teatral caracterizada pelo teor ridículo e caricatural, que critica a sociedade e seus hábitos. Do latim, “lyricu”, faz referência ao instrumento musical de corda (lira) que os rapsodos (nome dado as pessoas que tocavam lira) tocavam enquanto declamavam poemas. Características: Quem enuncia no poema é uma voz poética, o (eu-lírico), uma entidade fictícia criada pelo autor da obra, e não um narrador; Possui um caráter subjetivo, por se tratar da expressão de sentimentos e de emoções, linguagem conotativa e da figuras de linguagem; Estrutura é formada por estrofes, rimas e versos com aspectos de musicalidade associada a métrica; Exteriorização de um mundo interior e individual do eu poético; O autor é a pessoa real, que escreve a poesia e cria o sujeito lírico para falar dos seus sentimentos.  Divide-se em subgêneros (hino, ode, écloga, idílio, epitalâmico, haicai, elegia, sátira, soneto) ao combinar rimas; ritmos; temas; número de sílabas poéticas, estrofes e versos. Rural Urbano
  • 3.
  • 4.
    DIVISÃO MAIS USADAATUALMENTE PARA OS GÊNEROS LITERÁRIOS
  • 6.
    GÊNEROS LITERÁRIOS -QUADRO COMPARATIVO
  • 7.
    O verbo NARRARtem origem no verbo latino narro, as, āvi, ātum, āre, que significa contar, expor narrando, narrar, dar a saber. Este,por sua vez, é derivado do adjetivo gnārus, a, um, que significa “que conhece”, “que sabe” (Dicionário Houaiss). O SURGIMENTO DA NARRATIVA Pintura rupestre pode ser obra de arte mais antiga do mundo. Figuras encontradas numa caverna da Indonésia podem ter até 44 mil anos
  • 8.
    ROMANCES EPOPEIAS HISTÓRIASEM QUADRINHOS CONTOS LENDAS FOTONOVELAS CRÔNICAS MITOS FÁBULAS PARÁBOLAS ANEDOTAS CORDÉIS NOVELAS MEMORIAIS APÓLOGO Pertencem ao gênero narrativo
  • 10.
    ORIGEM DO GÊNEROÉPICO A palavra epopeia vem do grego épos, “verso”, mais poieô, “faço”, e refere-se à narrativa, em forma de versos, de um fato grandioso de interesse de um povo. Trata-se de uma poesia objetiva, impessoal, cuja característica principal é a presença de um narrador contando fatos do passado. Quanto ao tema, predomina-se a narração de fatos heroicos da história de um povo. Principais características gênero épico → Quanto ao tema •Narra a aventura de um herói e suas façanhas guerreiras. •Presença de elementos da mitologia greco-romana. → Quanto à estrutura •Poema narrado em terceira pessoa. •Divide-se em cantos ou livros. •Predomínio da objetividade. •Tende a apresentar as seguintes partes: introdução, invocação, narração e epílogo.
  • 11.
    Homero (928 a.C.-898a.C.) é considerado o autor das duas mais importantes epopeias do Ocidente. PRINCIPAIS EPOPEIAS: •Ilíada, de Homero (800-750 a.C): uma das mais importantes da literatura mundial, narra diversos acontecimentos da guerra de Troia, centrando-se em episódios conhecidos como a ira de Aquiles; •Odisseia, de Homero: escrita posteriormente à ilíada, narra as viagens de Odisseu (ou Ulisses) após a tomada de Troia e o regresso do herói ao seu reino de Ítaca; •Eneida, de Virgílio (70-10 a.C.): escrita no século I a.C., narra a história de Eneias, um troiano que viaja pela região da atual Itália e norte da África e se torna ancestral dos romanos; •A Divina Comédia, de Dante Alighieri (1265-1321): escrita no século XIV e narrada em versos, descreve, de maneira rigorosamente simétrica, uma viagem pelo Inferno, Purgatório e Paraíso; •Os Lusíadas, de Camões (1524-1579): escrita no século XVI, narra a viagem de Vasco da Gama às Índias. A epopeia exalta os grandes feitos históricos de ilustres portugueses.
  • 12.
    O primeiro livrodo mundo: a Epopeia de Gilgamesh
  • 13.
  • 14.
    A palavra narradoré derivada da palavra latina narro que significa permitir que algo se torne conhecido. Por isso, o narrador é uma entidade narrativa que tem o profundo conhecimento da história a ser contada e a torna pública aos leitores pelo ato narrativo. O NARRADOR •Narrador: Entidade criada pelo autor para contar a história, podendo ser uma personagem do texto. •Autor: é a pessoa que existe fisicamente, quem cria a história. Memórias póstumas de Brás Cubas: narrador: Brás Cubas Autor: Machado de Assis
  • 15.
    Foco Narrativo O foconarrativo é a escolha que o escritor faz no modo como os fatos serão narrados. Isso pode se dar de forma Impessoal (narrador em 3ª pessoa) ou pessoal (narrador em 1ª pessoa). No segundo caso, o escritor precisa escolher pela visão de qual personagem será acompanhada a história.
  • 16.
    Tipos de narradores 1- Narrador-personagem: é o que conta a história da qual é participante. Ele é narrador e personagem ao mesmo tempo, e conta a história em 1ª pessoa. “Quando avistei-a sozinha na arquibancada da quadra, percebi que era a melhor oportunidade para definitivamente conhecê-la. Então pedi a meu melhor amigo Fabrício que me ajudasse com o plano que eu tinha bolado. Mas enquanto eu passava algumas coordenadas para Fabrício vi Marcos da 8ª série se aproximar e sentar ao lado dela. Será que eles estavam ficando? Mas logo o Marcos...” 2 - Narrador-testemunha: é o que conta a história da qual é participante. Ele é coadjuvante (secundário) e não o protagonista da história. Nesse caso, ele é chamado de narrador-testemunha, pois registra os acontecimentos sob um prisma individual, no entanto, por tratar-se de um personagem secundário da trama, não existe a sobrecarga de emoções na narração. Da mesma maneira que o narrador- protagonista, ele também possui uma percepção restrita do que se passa.
  • 17.
    3 - Narrador-observador(neutro): é o que conta uma história como alguém que observa o que acontece. Transmite para o leitor apenas os fatos que consegue observar e conta a história em 3ª pessoa, como nesse trecho: Aos quatorze anos, Miguel Strogoff, que desde os onze acompanhava o pai nas frequentes incursões pela estepe, matara seu primeiro urso. A vida na estepe dera-lhe uma força e resistência incomuns e o rapaz podia passar vinte e quatro horas sem comer e dez noites sem dormir, sem aparentar excessivo desgaste físico, conseguindo sobreviver onde outros em pouco tempo morreriam. Era capaz de guiar-se em plena noite polar, pois o pai lhe ensinara os segredos da orientação – valendo-se de sinais quase imperceptíveis na neve e nas árvores, no vento e no voo dos pássaros. (Júlio Verne, Miguel Strogoff, p. 16 4 – Narrador intruso (onisciente): Não participa da história, mas faz várias intervenções com comentários e opiniões acerca das ações das personagens. O foco narrativo é em 3ª pessoa. “Flávia logo percebeu que as outras moradoras do prédio, mães dos amiguinhos do seu filho, Paulinho, seis anos, olhavam-na com um ar de superioridade. Não era para menos. Afinal o garoto até aquela idade — imaginem — se limitava a brincar e ir à escola.” “Se tinha medo, então era para a natação mesmo que ele iria entrar. Os medos devem ser eliminados na infância. Paulinho ainda quis argumentar. Sugeriu alpinismo. Foi a vez de os pais tremerem. Mas o medo dos pais é outra história. Paulinho entrou para a natação.” (Carlos Eduardo Novaes. A cadeira do dentista e outras crônicas. São Paulo: Ática, 1994. p. 15-7.)
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    PERSONAGEM Pode ser umhumano, um animal, um ser fictício, um objeto ou qualquer coisa que o autor inventar. Também podem ter nomes ou não, e ter qualquer tipo de personalidade. A personagem sofre e pratica ação dentro do enredo. PERSONAGEM PRINCIPAL: é aquela que desempenha o papel central, sendo fundamental para o desenvolvimento da trama. Pode ser classificado em Protagonista e Antagonista. Protagonista é o personagem mais importante da obra. A história gira em torno dele. Antagonista: é o personagem que rivaliza o protagonista, quase sempre batalha com o mesmo no final da obra. O antagonista não precisa ser necessariamente uma pessoa, podendo ser um objeto, um animal ou um fato que dificulte os objetivos do protagonista (como a situação financeira do mesmo, problemas culturais e/ou sociais, deficiências físicas e/ou psicológicas etc.). PERSONAGEM SECUNDÁRIO: é aquela que assumem um papel de menor importância, mas não deixa de ser importante para o desenrolar da trama, já que dá suporte à história tecendo pequenas ações em torno das personagens principais.
  • 20.
    No filme "Náufrago"(Cast Away - 2001) Tom Hanks era o protagonista; tendo a ilha, o mar e a solidão eram antagonistas. Sr Wilson, o personagem secundário
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    E COMO PODESER A PERSONAGEM?
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    Personagem plana: estática,sem evolução, sem grande vida interior; por outras palavras: a personagem plana comporta-se da mesma forma previsível ao longo de toda a narrativa. Personagem redonda ou esférica: dinâmica, dotada de densidade psicológica, capaz de alterar o seu comportamento e, por conseguinte, de evoluir ao longo da narrativa, como acontece com alguns personagens dos desenhos abaixo.. Personagem caricatural: representa um grupo profissional ou social.
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    O espaço nanarrativa é o lugar físico ou psicológico onde as personagens circulam, onde as ações se realizam. Articula-se com as personagens, estabelecendo com elas uma interação Podemos analisar o espaço como: ESPAÇO INTERNO ESPAÇO EXTERNO ESPAÇO ESPAÇO URBANO ESPAÇO RURAL ESPAÇO SOCIAL ESPAÇO PSICOLÓGICO O espaço físico pode ser descrito detalhadamente ou suas características, sendo externo ou interno, urbano ou rural. Já o espaço psicológico é um ambiente que é interior ao personagem. É como se a história invadisse um fluxo de sentimentos e pensamentos, dessa forma, não é possível saber se está se passando em um local físico ou não.
  • 24.
    ESPAÇO SOCIAL É oespaço que apresenta as condições psicológicas, morais e socioeconômicas em que atuam as personagens. O ambiente pode, entre outras coisas, situar as personagens na época; no grupo social e nas condições em que se passa a história, fornecer pistas para um desfecho macabro ou trágico, projetar os conflitos vividos por elas. Um ambiente macabro pode refletir a morbidez de uma personagem, uma história de amor pode pedir um cenário romântico e um romance policial, becos e ruas escuras de uma grande cidade. COMUNIDADES SERTÃO NORDESTINO TRIBO INDÍGENA CEMITÉRIO HOSPÍCIO RUA ESCURA
  • 25.
    TEMPO O tempo nanarrativa é o período que assinala o percurso cronológico que vai do início ao fim da história. É definido por marcadores temporais, que determinam a duração da história e o período em que os fatos ocorreram. Às vezes o marcador temporal indica explicitamente a época em que se passa a história. Em outras circunstâncias , esses marcadores não são explicitados, mas há no texto outros indícios de época, como, por exemplo, os objetos que compõem a decoração de um ambiente, a roupa que a personagem usa, a referência a um tipo de transporte IDADE MÉDIA PERÍODO NOTURNO
  • 26.
    TEMPO CRONOLÓGICO . O tempocronológico é o tempo real, é o tempo da natureza, dividido em dias, semanas, estações do ano, e etc. É o tempo marcado pelo relógio. Esse tempo é denominado como tempo externo, justamente por estar a parte do personagem, por ser externo a ele. Pode ser medido por meio do relógio, da passagem dos dias, das estações do ano etc. Pode se apresentar como: - Linear: quando os acontecimentos seguem um ordem hierárquica (princípio, meio e fim) - Não-linear: quando não se apresenta em ordem “Na segunda-feira voltou o menino armado com a sua competente pasta a tiracolo, a sua lousa de escrever e o seu tinteiro de chifre; o padrinho o acompanhou até a porta. Logo nesse dia portou-se de tal maneira que o mestre não se pôde dispensar de lhe dar quatro bolos(…)” (Manuel Antônio de Almeida, Memórias de um sargento de milícias. São Paulo: Ateliê, 2000.) TEMPO HISTÓRICO É quando a narrativa retrata passagens e épocas históricas (Guerras mundiais, Revoluções, Descobrimentos etc.) Exemplo: A menina que roubava livros, de Markus Zusak.
  • 27.
    TEMPO PSICOLÓGICO O tempopsicológico possui um sentido subjetivo, pois o que predomina não é a ação da personagem, mas sim os seus pensamentos, lembranças, reflexões e sentimentos dentro de um determinado contexto. Ou seja, sabemos que o nosso próprio pensamento não é linear, ele vai e vem no passado, no presente e até mesmo no futuro. Portanto, quando se fala de uma obra com tempo psicológico, estamos querendo dizer que a produção literária foi realizada com foco no interior da personagem e é o oposto do tempo cronológico. Ao contrário do cronológico, não é igual para todos. Exemplo: Monólogo interior, fluxo de consciência “Dito isto, expirei às duas horas da tarde de uma sexta-feira do mês de agosto de 1869, na minha bela chácara de Catumbi. Tinha uns sessenta e quatro anos, rijos e prósperos, era solteiro, possuía cerca de trezentos contos e fui acompanhado ao cemitério por onze amigos. Onze amigos!” (Machado de Assis, Memórias Póstumas de Brás Cubas). ESPAÇO E TEMPO MÍTICO Quando a narrativa apresenta elementos que não pertencem ao mundo natural, como por exemplo fantasmas, demônios, seres mitológicos, folclóricos etc.
  • 28.
    O Enredo éo encadeado de ações executadas ou a executar pelas personagens numa ficção, a fim de criar sentido ou emoção no espectador. É deverbal de enredar, que significa prender, colher na rede. Constitui um relato de fatos vividos pelos personagens e ordenados em uma sequência lógica e temporal, por isso ele se organiza pela colocação de verbos de ação que indicam a movimentação das personagens no tempo e no espaço por meio de recursos narrativos como o mistério, o suspense, o flash back, os intervalos, etc. No que concerne a ordem do enredo, ele pode ser linear ou não linear. ENREDO
  • 29.
    Situação inicial ―Também chamada de apresentação, é o início de toda história. É o momento em que o narrador apresenta os personagens, o cenário, o tempo, etc. Nesse momento ele prepara o leitor para os acontecimentos a serem narrados. Desenvolvimento ― Parte do texto narrativo que se inicia no aparecimento do conflito e vai até o clímax. Nele os personagens, na busca pela solução do conflito, desenvolvem uma sequência de ações. Complicação ― É o início do embate entre protagonista e antagonista. É quando se inicia o conflito (a oposição entre essas duas forças). O equilíbrio inicial é quebrado através do embate para que a ação se desenvolva. Clímax ― Momento de maior intensidade dramática da narrativa. É nesse momento que o conflito fica insustentável, algo tem de ser feito para que a situação se resolva. Desfecho ― É como os fatos (situação) se resolvem no final da narrativa. Pode ou não apresentar a resolução do conflito. O importante é que novos conflitos não podem aparecer. ESTRUTURA DO ENREDO Em seu desenvolvimento são narrados os fatos, iniciando-se pela complicação, centrando-se num conflito, responsável pelo nível de tensão da narrativa e finalizando com o clímax da história. Dessa forma, a apresentação/representação de situações, de personagens nelas envolvidas e as sucessivas transformações que vão ocorrendo entre elas, criam-se novas situações, até se chegar à final – o desfecho do enredo.
  • 31.
    O gênero líricooriginou-se na Grécia Antiga, época em que a manifestação poética era apresentada ao publico oralmente, em forma de canto, o qual era acompanhado por um instrumento musical chamado lira. Sua manifestação em forma de canto perdura até o final da Idade Média, momento a partir do qual o gênero lírico passa a ter na palavra escrita seu principal meio de difusão. GÊNERO LÍRICO Esse registro no papel contribuiu para que cada vez mais os poetas experimentassem formas mais sofisticadas de composição, como o uso da métrica, a construção de rimas, a seleção vocabular e a disposição das palavras no espaço gráfico. Essas características, porém, isoladamente, não definem o gênero lírico, que também apresenta como traço principal a manifestação da subjetividade.
  • 32.
    A lira éum instrumento de cordas conhecido pela sua vasta utilização durante a antiguidade. As récitas poéticas dos antigos gregos eram acompanhados pelo seu som, ainda que o instrumento não tivesse origem helênica. Existem instrumentos com nomes semelhantes para uso em fanfarras, em orquestras e outros grupos. Chamamos também de Liras os instrumentos para marcha que são tocados em pé e não possuem caixas acústicas; facilitando a mobilidade e as evoluções.
  • 35.
    O “Eu lírico”,como uma das principais características do gênero lírico, é a manifestação da subjetividade, ou seja, a manifestação de aspectos ligados à interioridade de um sujeito, dá-se o nome de eu lírico à voz que se expressa no poema. No entanto, há que se atentar para o fato de que o eu lírico não necessariamente corresponde à voz do poeta, afinal, ele pode materializar em seu poema um eu lírico distinto de seu eu biográfico. Assim, é possível que um poeta com uma identidade masculina crie em seu poema um eu lírico com identidade feminina, ou vice e versa, bem como um poeta adulto pode expressar a voz poética de uma criança ou a de um ser inanimado. ESTOU TONTO (Álvaro de Campos, in "Poemas“ Heterónimo de Fernando Pessoa) Estou tonto, Tonto de tanto dormir ou de tanto pensar, Ou de ambas as coisas. O que sei é que estou tonto E não sei bem se me devo levantar da cadeira Ou como me levantar dela. Fiquemos nisto: estou tonto. Afinal Que vida fiz eu da vida? Nada. Tudo interstícios, Tudo aproximações, Tudo função do irregular e do absurdo, Tudo nada. É por isso que estou tonto ... Agora Todas as manhãs me levanto Tonto ... Sim, verdadeiramente tonto... Sem saber em mim e meu nome, Sem saber onde estou, Sem saber o que fui, Sem saber nada. Mas se isto é assim, é assim. Deixo-me estar na cadeira, Estou tonto. Bem, estou tonto. Fico sentado E tonto, Sim, tonto, Tonto... Tonto.
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    OS TIPOS DEPOEMAS LÍRICOS MAIS COMUNS
  • 38.
    O soneto (doitaliano sonetto, pequena canção ou, literalmente, pequeno som) é um poema de forma fixa, composto por quatro estrofes, sendo que as duas primeiras são constituídas por quatro versos, cada uma, os quartetos, e as duas últimas de três versos, cada uma, os tercetos. A forma mais comum é a que contém dez sílabas métricas por verso, classificando-se como decassílabo.
  • 39.
    A balada tambémé um poema de forma fixa. Ela apresenta uma estrutura estrófica, com três oitavas (oito versos) e um quarteto (quatro versos) ou uma quintilha (cinco versos) no lugar do quarteto. Esta última estrofe menor recebe o nome de oferenda ou ofertório. Quanto à estrutura métrica, apresenta versos octossílabos. Uma balada contém, em todas as estrofes, um verso ligado ao tema que é repetido continuamente, funcionando como chave de ouro. A balada surgiu no século XIV na França medieval. Segue abaixo um exemplo de balada do escritor medieval francês François Villon:
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    Criado na Françamedieval, o RONDÓ é um poema de forma fixa composto de três estrofes totalizando treze versos, donde dois formam duas quadras, seguidas de uma quintilha. No entanto, devemos lembrar que ele pode surgir de maneira variada quanto a quantidade de versos e estrofes. Assim, há três tipos de Rondó: o rondó francês, o rondó dobrado e o rondó português. Segue abaixo um exemplo do escritor brasileiro Manuel Bandeira, formado por cinco estrofes (23 versos: 4 quartetos e 1 sétima):
  • 41.
    Também chamada de“quadra” ou “quadrinha”, AS TROVAS são poemas de uma estrofe que foram criados no século XIII. Representa uma poesia de quatro versos heptassílabos (com 7 sílabas poéticas) e que juntos formam uma estrofe.
  • 42.
    Poema de origemjaponesa criado no século XVI, os HAICAIS são formados por três versos, e seguem a estrutura abaixo:  Primeiro verso: apresenta 5 sílabas poéticas (pentassílabo)  Segundo verso: apresenta 7 sílabas poéticas (heptassílabo)  Terceiro verso: apresenta 5 sílabas poéticas (pentassílabo) Veja abaixo um exemplo do escritor brasileiro Afrânio Peixoto:
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  • 45.
    ESTRUTURA DO TEXTODRAMÁTICO A estrutura do texto dramático, independentemente de ser feitos em verso ou em prosa, atua como facilitadora da dramatização. Para tal, fornece elementos auxiliadores da representação, como indicações do cenário, da música, da iluminação, do figurino,..., bem como outras indicações cênicas - chamadas rubricas ou didascálias - que guiam o ator durante a peça de teatro. Didascália ou rubrica são indicações cênicas para indicar como determinada ação, como determinada cena, como determinado espaço ou como determinada fala devem ser feitos em uma peça de teatro. Assim, um texto do gênero dramático apresenta esses dois tipos de conteúdos: o discurso direto das personagens e as indicações cênicas (rubricas ou didascálias). Os textos dramáticos estão subdivididos em atos e cenas e apresentam o nome da personagem que dialoga antes da sua fala, marcando assim a sua entrada em cena. Normalmente segue uma sequência linear de: situação inicial, complicações com um ponto culminante (tensão) e desfecho. Atualmente, as peças teatrais tentam aproximar os conflitos vividos pelas personagens dos conflitos vividos pela audiência, privilegiando-se a liberdade de expressão. Com a tendência atual de converter qualquer tipo de texto para representação teatral, são cada vez mais infrequentes textos puramente do gênero dramático.
  • 52.
    A peça teatralgrega Antígona é a continuação dramática de Édipo Rei de Sófocles. Depois da tragédia ocorrida na primeira peça, a desgraça parece ter sido o legado deixado por Édipo aos seus quatro filhos (Etéocles, Polinice, Antígona e Ismênia). Com sua partida para o exílio, os filhos lutaram pelo poder e chegaram a um acordo de revezamento no comando a cada ano. No entanto, Etéocles, que foi o primeiro a governar, ao fim do mandato, não quis ceder o lugar do poder ao irmão Polinice, que revoltado foi para a cidade vizinha e rival da grande Tebas. Ali, reunindo um exército aliado, Polinice enfrentou o irmão visando ao trono de Tebas. O conflito acabou com os dois se matando e, então, assumiu o poder o tio Creonte, irmão de Jocasta, esposa de Édipo que também morreu na primeira peça. Usando de seu poder, Creonte estabeleceu que o corpo de Polinice não receberia as honrarias tradicionais dos funerais, pois este tinha lutado contra a pátria. Já ao irmão, Etéocles, o rei determinou que fossem dadas tais honrarias fúnebres. Além disso, determinou pena de morte a quem desobedecesse as suas ordens. “MOSTRE-ME UM HERÓI E EU ESCREVEREI UMA TRAGÉDIA.” F. SCOTT FITZGERALD
  • 53.
    A tragédia temsua origem no mesmo contexto em que surgiu o teatro, quando os rituais primitivos eram o elo entre os homens e seus deuses. Esses rituais eram realizados em forma de catarse, onde todos os praticantes se envolviam no transe sem distinção de papéis. Na medida em que os rituais primitivos vão se estilizando e tornando- se litúrgicos, vai surgindo uma hierarquia, indispensável para a organização dos cultos aos deuses e em se tratando de teatro ao deus Dionísio. Esta hierarquização vai criando os papéis dos sacerdotes e celebrantes dos cultos, surgindo nesse processo pessoas centralizadoras do "culto" e as participantes do mesmo, dando início aos elementos atores e público. A tragédia surge juntamente com a comédia, no teatro grego, sendo que a primeira possuía um caráter nobre dentro das comemorações ao deus da fertilidade, capturava a essência humana e a sua relação com os sentimentos profundos de amor, ódio, medo, traição, etc., enquanto que a comédia surgiu das canções fálicas e tratava de assuntos do cotidiano, da vida comum dos homens. Nas dionisíacas, festas em homenagem ao deus Dionísio, havia concursos de tragédias, cujo prêmio para o vencedor era uma cabra. Acredita-se que a origem da palavra tragédia tenha vindo de "tragos", que em grego significa cabra ou bode, animal que era sacrificado para o ritual dionisíaco. Há outra possibilidade sobre sua origem, que poderia ter surgido da palavra "tragoi", que em grego significa adoradores ou seguidores de Dionísio. A ORIGEM DA TRAGÉDIA
  • 54.
    CATARSE é umtermo grego (kátharsis) que significa purificação do espírito humano, ou seja, é um livramento das imperfeições. A catarse é o método de expulsão, pois coloca para fora aquilo que é anormal à natureza humana em sua totalidade. A pintura, a música, o cinema, o teatro, entre outras formas de apreciação, podem ser consideradas formas de gerar uma catarse. Esse termo foi desenvolvido pelo filósofo Aristóteles na obra “Poética”, durante a Grécia Antiga. De acordo com ele, a catarse é ativada por uma tragédia e isso é que provoca uma descarga emocional. acreditava-se que ao assistir as apresentações das tragédias, saia-se do teatro purificado e transformado. Os tragediógrafos mais conhecidos do período clássico são Ésquilo, Sófocles e Eurípedes. Suas obras são apresentadas até hoje. “É, pois, a tragédia imitação de uma ação de caráter elevado, completa e de certa extensão, em linguagem ornamentada e com várias espécies de ornamentos distribuídos pelas diversas partes [do drama], [imitação que se efetua] não por narrativa, mas mediante atores, e que, suscitando o terror e a piedade , tem por efeito a purificação dessas emoções.” Aristóteles - Poética
  • 55.
    Autores trágicos Porse tratar de uma sociedade antiga, deve-se muito à arqueologia o resgate dessa memória. A partir de alguns registros, acredita-se que foram cerca de 150 os autores trágicos. Os três tragediógrafos que conhecemos, Ésquilo, Sófocles e Eurípedes escreveram cerca de 300 peças, das quais apenas 10% chegaram até nós.  Ésquilo (cerca de 525 a.C. a 456 a.C.) Considerado o fundador do gênero, sete peças suas sobreviveram à destruição do tempo: "Os Persas", "Sete contra Tebas", "As Suplicantes", "Prometeu Acorrentado", "Agamêmnon", "Coéforas" e "Eumênides".  Sófocles (496 a.C. a 406 .a.C.) Importante tragediógrafo, também trabalhava como ator. Entre suas peças estão a trilogia "Édipo Rei", "Édipo em Colona" e "Antígona“.  Eurípides (485 a.C. a 406 a.C.) Pouco se sabe sobre sua vida. Ainda assim, é dele o maior número de peças que chegaram até nós. São 18 no total, entre elas: "Medéia", "As Bacantes", "Heracles", "Electra", "Ifigênia em Áulis" e "Orestes". PRINCIPAIS AUTORES DA TRAGÉDIA GREGA
  • 56.
    A tragédia Oteloé sobre esse general mouro e nobre de Veneza. Ele se casa com Desdêmoda, sem a permissão do pai da moça. Após o casamento, Otelo promove Cassio ao posto de tenente, o que causa inveja a Iago, pois este queria o posto e se achava mais merecedor do mesmo. Iago arruma um jeito para que Cassio seja afastado do cargo e em vingança, decide enganar Otelo, inventando que sua esposa, Desdêmoda o estava traindo com Cassio. Otelo a principio não acredita na traição e exige que Iago prove o que diz Iago então manipula seu senhor para que ele acredite na traição e lhe dê o posto de tenente. Louco de fúria Otelo acredita em tudo que Iago lhe fala, sem acreditar em mais ninguém nem mesmo em sua esposa. Juntos Iago e Otelo planejam o assassinato de Cassio, mas este dá totalmente errado e Rodrigo, amigo de Iago, apaixonado por Desdêmoda, acaba morto em seu lugar. Acreditando que Cassio estava morto, Otelo assassina sua esposa sem saber de sua inocência. Ao final do livro, Emília, esposa de Iago, esclarece a verdade e todos descobrem que Iago é o vilão que orquestrou tudo para que pudesse manipular Otelo e conseguir o que queria.Ao descobrir a verdade, Otelo se mata para poder se juntar a Desdêmoda. https://www.youtube.com/watch?v=WLWNW3-g81A https://www.youtube.com/watch?v=54IvlAa1D-c
  • 58.
    A origem dacomédia é a mesma da tragédia: as festas ao deus Dioniso. A palavra comédia vem do grego "komoidía" ("komos" remete ao sentido de procissão). Na Grécia havia dois tipos de procissão que eram denominadas "komoi". Numa, os jovens saiam às ruas, fantasiados de animais, batendo de porta em porta pedindo prendas, brincando com os habitantes da cidade. No segundo tipo, era celebrada a fertilidade da natureza. Apesar de também ser representada nas festas dionisíacas, a comédia era considerada um gênero literário menor. É que o júri que apreciava a tragédia era nobre, enquanto o da comédia era escolhido entre as pessoas da plateia. Também a temática diferia nos dois gêneros. A tragédia contava a história de deuses e heróis. A comédia falava de homens comuns. A encenação da comédia antiga era dividida em duas partes, com um intervalo. Na primeira, chamada "agón", prevalecia um duelo verbal entre o protagonista e o coro. No intervalo, o coro retirava as máscaras e falava diretamente com o público para definir uma conclusão para a primeira parte. A seguir, vinha a segunda parte da comédia. Seu objetivo era esclarecer os problemas que surgiram no "agón". A comédia antiga, por fazer alusões jocosas aos mortos, satirizar personalidades vivas e até mesmo os deuses, teve sempre a sua existência muito ligada à democracia. A rendição de Atenas na Guerra do Peloponeso, no ano de 404 a.C., levou consigo a democracia e, consequentemente, pôs fim à comédia antiga. A ORIGEM DA COMÉDIA
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     Aristófanes (447a.C. a 385 a.C.) Considerado o maior autor da comédia antiga, escreveu mais de 40 peças, das quais conhecemos apenas 11, entre elas: "Lisístrata", "As Vespas", "As Nuvens" e "Assembleia de Mulheres".  Menandro (343 a.C. a 291 a.C.) Mais de 100 peças suas chegaram recentemente até nós. Muitas conhecemos apenas por título ou por fragmentos citados por outros autores antigos, com exceção de "O Misantropo", uma de suas oito peças premiadas, cujo texto completo, preservado num papiro egípcio, foi encontrado e publicado em 1958. PRINCIPAL REPRESENTANTE DA COMÉDIA GREGA
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    Questão 1: Considereo texto a seguir: Oficina irritada Eu quero compor um soneto duro como poeta algum ousara escrever. Eu quero pintar um soneto escuro, seco, abafado, difícil de ler. Quero que meu soneto, no futuro, não desperte em ninguém nenhum prazer. E que, no seu maligno ar imaturo, ao mesmo tempo saiba ser, não ser. Esse meu verbo antipático e impuro há de pungir, há de fazer sofrer, tendão de Vênus sob o pedicuro. Ninguém o lembrará: tiro no muro, cão mijando no caos, enquanto Arcturo, claro enigma, se deixa surpreender. Carlos Drummond de Andrade Os gêneros literários possibilitam a classificação dos textos de acordo com suas funções e especificidades. Pode-se dizer que “Oficina irritada”, de Carlos Drummond de Andrade, pertence ao gênero lírico, porque (A) no poema há um eu lírico que fala sobre suas intenções de compor um soneto e quais efeitos ele vai provocar. (B) no poema o eu lírico narra e descreve minuciosamente seu processo de criação poética e o quanto ela é trabalhosa. (C) o poema dramatiza uma situação em que o poeta enfrenta dificuldades para compor seu poema com personagens complexos. (D) o poema está todo em discurso direto e discurso indireto livre, mesclando a voz do narrador com a voz das personagens. (E) o poema disserta sobre a importância de se compor um poema difícil de ler, o que faz dele mais argumentativo.
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    Questão 2: Considereo texto a seguir: Profundamente Quando ontem adormeci Na noite de São João Havia alegria e rumor Estrondos de bombas luzes de Bengala Vozes cantigas e risos Ao pé das fogueiras acesas. No meio da noite despertei Não ouvi mais vozes nem risos Apenas balões Passavam errantes Silenciosamente Apenas de vez em quando O ruído de um bonde Cortava o silêncio Como um túnel. Onde estavam os que há pouco Dançavam Cantavam E riam Ao pé das fogueiras acesas? — Estavam todos dormindo Estavam todos deitados Dormindo Profundamente Quando eu tinha seis anos Não pude ver o fim da festa de São João Porque adormeci Hoje não ouço mais as vozes daquele tempo Minha avó Meu avô Totônio Rodrigues Tomásia Rosa Onde estão todos eles? — Estão todos dormindo Estão todos deitados Dormindo Profundamente. BANDEIRA, Manuel. Os melhores poemas de Manuel Bandeira/Seleção de Francisco de Assis Barbosa. 12 ed. São Paulo: Global, 1998, p. 85–86. (Melhores poemas: 7) Observando as sequências textuais e sabendo que os gêneros literários podem combinar suas características, é correto afirmar que esse poema é marcado por uma estrutura fortemente (A) narrativa, impregnada de lembranças do eu lírico. (B) descritiva, caracterizada pela presença de imagens visuais. (C) dissertativa, assinalada pela reflexão sobre fatos da vida do eu lírico. (D) argumentativa, indicada pelo tom interrogativo do poema. (E) imperativa, assinalada pelo uso de perguntas retóricas.
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    Questão 3: Emum poema escrito em louvor de Iracema, Manuel Bandeira afirma que, ao compor esse livro, Alencar: “[...] escreveu o que é mais poema Que romance, e poema menos Que um mito, melhor que Vênus.” Segundo Bandeira, em Iracema: (A) Alencar parte da ficção literária em direção à narrativa mítica, dispensando referências a coordenadas e personagens históricas. (B) O caráter poético dado ao texto predomina sobre a narrativa em prosa, sendo, por sua vez, superado pela constituição de um mito literário. (C) A mitologia tupi está para a mitologia clássica, predominante no texto, assim como a prosa está para a poesia. (D) Ao fundir romance e poema, Alencar, involuntariamente, produziu uma lenda do Ceará, superior à mitologia clássica. (E) Estabelece-se uma hierarquia de gêneros literários, na qual o termo superior, ou dominante, é a prosa romanesca, e o termo inferior, o mito. Questão 4: (Enem 2009) - Oximoro, ou paradoxismo, é uma figura de retórica em que se combinam palavras de sentido oposto que parecem excluir-se mutuamente, mas que, no contexto, reforçam a expressão. (Dicionário Eletrônico Houaiss da Língua Portuguesa) Considerando a definição apresentada, o fragmento poético da obra Cantares, de Hilda Hilst, publicada em 2004, em que pode ser encontrada a referida figura de retórica é: (C) “Areia, vou sorvendo A água do teu rio” (p. 93). (D) “Ritualiza a matança de quem só te deu vida. E me deixa viver nessa que morre” (p. 62). (E) “O bisturi e o verso. Dois instrumentos entre as minhas mãos” (p. 95). (A) “Dos dois contemplo rigor e fixidez. Passado e sentimento me contemplam” (p. 91). (B) “De sol e lua De fogo e vento Te enlaço” (p. 101).
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    Questão 5(Enem 2009) Osertão e o sertanejo Ali começa o sertão chamado bruto. Nesses campos, tão diversos pelo matiz das cores, o capim crescido e ressecado pelo ardor do sol transforma-se em vicejante tapete de relva, quando lavra o incêndio que algum tropeiro, por acaso ou mero desenfado, ateia com uma faúlha do seu isqueiro. Minando à surda na touceira, queda a vívida centelha. Corra daí a instantes qualquer aragem, por débil que seja, e levanta-se a língua de fogo esguia e trêmula, como que a contemplar medrosa e vacilante os espaços imensos que se alongam diante dela. O fogo, detido em pontos, aqui, ali, a consumir com mais lentidão algum estorvo, vai aos poucos morrendo até se extinguir de todo, deixando como sinal da avassaladora passagem o alvacento lençol, que lhe foi seguindo os velozes passos. Por toda a parte melancolia; de todos os lados tétricas perspectivas. É cair, porém, daí a dias copiosa chuva, e parece que uma varinha de fada andou por aqueles sombrios recantos a traçar às pressas jardins encantados e nunca vistos. Entra tudo num trabalho íntimo de espantosa atividade. Transborda a vida. TAUNAY, A. Inocência. São Paulo: Ática, 1993 (adaptado). O romance romântico teve fundamental importância na formação da ideia de nação. Considerando o trecho acima, é possível reconhecer que uma das principais e permanentes contribuições do Romantismo para construção da identidade da nação é a (A) possibilidade de apresentar uma dimensão desconhecida da natureza nacional, marcada pelo subdesenvolvimento e pela falta de perspectiva de renovação. (B) consciência da exploração da terra pelos colonizadores e pela classe dominante local, o que coibiu a exploração desenfreada das riquezas naturais do país. (C) construção, em linguagem simples, realista e documental, sem fantasia ou exaltação, de uma imagem da terra que revelou o quanto é grandiosa a natureza brasileira. (D) expansão dos limites geográficos da terra, que promoveu o sentimento de unidade do território nacional e deu a conhecer os lugares mais distantes do Brasil aos brasileiros. (E) valorização da vida urbana e do progresso, em detrimento do interior do Brasil, formulando um conceito de nação centrado nos modelos da nascente burguesia brasileira.
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    6. (Castro/PR 2012).É o contexto onde há a manifestação de um eu, expressa suas emoções, ideias, mundo interior, são textos subjetivos e a musicalidade das palavras é explorada: a) Dramático. b) Épico. c) Sonoro. d) Lírico. 7. (Vestibular 2009 São José) Para fins didáticos, a teoria literária distingue três gêneros fundamentais, levando em conta as características dos elementos estruturais dos textos. Relacione os gêneros literários (coluna 1) com os tipos de textos (coluna 2). Coluna 1 I. lírico II. dramático III. narrativo Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo. a. ( ) I, II, III. b. ( ) I, III, II. c. ( ) II, III, I. d. ( ) III, II, I. Coluna 2 ( ) poema ( ) romance ( ) peça teatral 8. Sobre o gênero lírico, considere as afirmações abaixo. I. O tema do lírico é sempre o amor, expresso pela voz do poeta. II. Uma característica marcante do gênero lírico é a existência de uma voz central, que expressa subjetivamente seu estado de alma. Está correto o que se afirma em a) somente I b) somente II c) I e II d) nenhuma 9. - É o contexto onde há a manifestação de um eu, expressa suas emoções, ideias, mundo interior, são textos subjetivos e a musicalidade das palavras é explorada: a) Dramático. b) Épico. c) Sonoro. d) Lírico.
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    10. (Tijucas 2012)Assinale a alternativa correta. a) Os gêneros narrativos e dramáticos sempre são escritos em prosa. b) O gênero lírico se faz na maioria das vezes em versos. c) Na frase: “Tua língua materna, nunca vi idioma mais complicado” há a presença de uma catacrese. d) Na frase: Estou à pensar em uma solução para o caso” a crase foi empregada adequadamente. e) A frase: “O aluno cujo o pai vem às reuniões, geralmente é o mais comportado” não apresenta problemas de coesão. 11. (Concórdia 2017) A classificação dos gêneros literários foi proposta, na antiguidade clássica, pelo filósofo grego Aristóteles (384 a.C.-322 a.C.), as quais foram divididas em: Gênero Lírico, Gênero Épico e Gênero Dramático. Assinale a alternativa com as características que os representam, respectivamente. a) Palavra cantada, Palavra Narrada, Palavra Representada b) Palavra Narrada, Palavra Escrita, Palavra Seriada c) Palavra Dramatizada, Palavra Representada, Palavra Textual d) Palavra Textual, Palavra Cantada, Palavra Simbolizada e) Palavra Versada, Palavra Escrita, Palavra Estrutural 12. (Concórdia 2017) O gênero dramático envolve a literatura teatral em prosa ou em verso, aquela para ser apresentada e encenada e, por esse motivo, o diálogo é um recurso muito utilizado. Dessa forma, a tríade essencial dos textos literários dramáticos elenca: a) A plateia, o local e o figurino b) O autor, o texto e o público c) A coreografia, o cenário e a plateia d) O texto, a iluminação e o autor e) A iluminação, o autor e o figurino 13. Assinale a alternativa em que o gênero mencionado NÃO pertence ao grupo da linguagem oral: a) Conto. b) Cordel. c) Texto dramático. d) Canção.
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    14. A literaturaé manifestada no mundo da arte através da PALAVRA, seja ela falada ou escrita. Quando falamos em gêneros literários, estamos falando do conteúdo e da estrutura do texto. Dependendo de como se estruturam, e do seu conteúdo, eles são classificados. De acordo com essa classificação, analise as afirmativas abaixo: I - Os textos literários são divididos em três grandes gêneros: lírico, épico e dramático. Esta divisão existe desde os artistas clássicos, tendo origem na Grécia através de Aristóteles e subsistindo até hoje. II - O gênico lírico vem da palavra “lira”, o instrumento musical utilizado pelos gregos para acompanhar seus cantos. Por muito tempo as poesias eram cantadas, mas depois veio a ser produzida para ser declamada, sem o acompanhamento do instrumento musical. Não perdeu, porém, a musicalidade, e até hoje faz uso de recursos como rima, rítmica, métrica, estrofes e versos, combinações de palavras, figuras de linguagem, dentre outros recursos que são essencialmente musicais. III - Gênero dramático: caracteriza-se por expressar emoções, sentimentos e sensações, sendo um texto subjetivo. Neste caso, as narrativas não são apresentadas em versos, e sim em prosa. As principais manifestações literárias deste gênero são o romance, a novela e o conto. IV - O gênero épico: vem do grego “épos” (verso) + “poieô” (faço), e faz referência à narrativa feita em forma de versos. Geralmente conta histórias de fatos grandiosos e heróicos sobre a história de um povo. Tem como característica a presença de um narrador que fala do passado, o que faz com que os verbos apareçam no tempo pretérito. As afirmativas CORRETAS são: a) I, II e III. b) II, III e IV. c) I, II e IV. d) Nenhuma das alternativas.
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    Gabarito: 1A, 2A,3B, 4D, 5D, 6D, 7B, 8B, 9D, 10B, 11A , 12B, 13A,14C