Relatório Especial  Brasil x China: Efeitos da Lei dos Grandes Números AGOSTO  2009
Macroeconomia Introdução Idiossincrasias Curto Prazo Riscos – Curto Prazo Médio Prazo Riscos – Médio Prazo Câmbio e Reservas Conclusão Setores  Petróleo Papel e Celulose Mineração Alimentos Conteúdo
Introdução Das mudanças do cenário macroeconômico brasileiro dos últimos anos, a do Balanço de Pagamentos foi sem dúvida a mais impressionante.  Grande parte da explicação está na China, que se tornou a principal parceira comercial do Brasil.  O comércio bilateral é composto basicamente por exportação de  commodities  e materiais básicos e importação de partes de eletrônicos e componentes para computadores.
Hoje a China representa 52% das exportações brasileiras de minério de ferro e 58% das exportações de soja e seus derivados. Portanto, não há mais como entender a economia brasileira sem uma compreensão maior da economia chinesa.   Introdução
Idiossincrasias Existe uma série de idiossincrasias sobre a economia chinesa que precisam ser entendidas para que nossas percepções ocidentais não contaminem nossa imagem sobre esta economia. Existe um equilíbrio, aparentemente frágil, entre o estado autoritário e uma economia pró-mercado.  No entanto, o crescimento econômico e a melhoria da qualidade de vida da população parecem reduzir essas tensões de forma expressiva. O governo é incrivelmente focado em perpetuação Limite de idade de 62 anos para se eleger e meritocracia própria. Províncias relativamente autônomas com foco em crescimento. Ciclo de gastos do governo oposto ao populista – com mais gastos no começo do governo. A economia privada chinesa representa surpreendentes 60% do PIB, e é responsável por 80% da formação de empregos. One Child Policy – A política de um filho por família tem conseqüências profundas sobre a sociedade chinesa. Mudança do portfólio de poupança das famílias.  Concentração dos esforços familiares na educação do filho.
SOE´s   – State Owned Enterprises –  são os maiores grupos empresariais da china. Suas peculiaridades são: o não pagamento de dividendos e reinvestimento constante. Por um lado, por não considerar os minoritários, esses grupos podem correr risco de serem não eficientes.  Por outro, a realocação de fatores é muito mais rápida.  Por enquanto, isso é sustentável. Poupança – existe fatores culturais e estruturais que explicam o fenômeno. Nenhum deles parece que irá mudar no curto prazo.  45% da população ainda está exposta a economia agrícola. Idiossincrasias
Curto Prazo A recuperação da economia chinesa tem sido impressionante nos últimos 6 meses. Muitos atribuem isso ao pacote fiscal do governo. Porém, o grande impulso na economia veio da forte expansão monetária.
Esses empréstimos impulsionaram os setores: Automobilístico Construção residencial Projetos de infra-estrutura Curto Prazo
O governo está pouco preocupado com os possíveis efeitos inflacionários (CPI), mas a possibilidade de inflação de ativos está na sua zona de preocupação. Em 2007, ao reagir a uma inflação de ativos o governo exagerou. Caso o preço das casas suba rápido demais, este pode reagir de forma análoga e prejudicar a recuperação. Curto Prazo
O risco de alta capacidade ociosa parece ser menor do que os mais pessimistas imaginam. A estabilização da deflação indica que a ociosidade não é tão elevada assim. Curto Prazo
Os riscos para a recuperação são: NPL´s – dado o ritmo de crescimento é esperado que este se eleve, a pergunta é de quanto será essa alta.  Super reação do governo a alta dos preços de ativos.  Inflação de alimentos, sendo externa ou doméstica, pode gerar desequilíbrios sociais.  Riscos - Curto Prazo
Riscos - Curto Prazo
No médio prazo, uma série de fatores nos deixam otimistas com a China. Também devemos mencionar que existe uma demanda reprimida imensa na China. Por exemplo, apenas 9,8% das famílias têm carros.  Quando comparamos com o caso brasileiro, que está longe de ser um país desenvolvido, temos uma discrepância de nível de renda enorme. Com isso, devemos esperar dois movimentos: um de criação de riqueza e outro de urbanização.  Além disso, a mudança dos hábitos deve mudar o mix alimentar para mais proteína animal. Médio Prazo
Médio Prazo
A reforma do setor de serviços é outro ponto potencialmente importante para a China.   Este setor é hoje o mais regulado da economia chinesa, e os potenciais de crescimento e de ganho de produtividade são imensos.  A população urbana demanda cada vez mais serviços de alta qualidade.   Educação, Saúde, Telefonia, Eletricidade .  Reformas no setor bancário também trariam grandes ganhos de eficiência nos próximos dois anos.  Médio Prazo
O déficit de infra-estrutura nas áreas rurais da China ainda é enorme e isso deve gerar uma demanda por grandes projetos de infra- estrutura por algum tempo. Estes projetos (em si) geram empregos e mantém o fluxo de migração da população chinesa.  A alta taxa de reinvestimento das SOE´s é um outro motor, apesar de perigoso, para o crescimento. O governo chinês está estimulando fortemente a internacionalização de suas empresas. Com isso, é possível adquirir tecnologia e obter sinergias de forma mais global.  Médio Prazo
Os riscos para o crescimento de médio prazo são não desprezíveis: Caso a economia global não se recupere e uma nova rodada de estímulos fiscais seja necessária, a alta dos NPL´s pode ser insustentável e o passivo fiscal para o governo ameaçador. Sabemos que a dívida/PIB chinesa não é alta (aprox. 35%), mas, mesmo assim, 2 ou 3 anos de políticas desse tipo podem ser perigosas. A não implementação de reformas para redirecionar mais a economia para o mercado doméstico, via melhoria dos serviços, pode ameaçar a manutenção do atual ritmo de crescimento. O mercado imobiliário é um risco, principalmente dada a necessidade das famílias chinesas de achar veículos de investimentos. Há uma propensão a formação de bolhas que é inegável. Não devemos subestimar os efeitos que uma possível bolha pode ter sobre o sistema.  Finalmente, para o longo prazo, o frágil equilíbrio entre o sistema político e o sistema econômico é um tema que desafiará o governo nos próximos anos.  Riscos - Médio Prazo
Riscos - Médio Prazo
Existem duas questões sobre o câmbio chinês que devem ser notadas:  O fluxo deve diminuir ao longo dos próximos anos, na medida em que houver a redução da poupança nacional, sendo que isso reduzirá a pressão por apreciação. Até lá, o governo fará as compras que julgar necessárias.  A gestão desses ativos, já está mudando. Os bancos chineses estão financiando direta e indiretamente países africanos e empresas estrangeiras, como forma de escoar esse excesso de poupança. No entanto, uma mudança dramática na gestão de reservas é muito pouco provável no curto prazo.  Câmbio e Reservas
Conclusão O conforto fiscal e o forte controle sobre os bancos possibilitaram à China fazer uma expansão monetária expressiva em pouco tempo, tornando sua recuperação mais rápida.  O crescimento para os próximos 12 meses está garantido em nível acima de 8%.  As perspectivas para médio longo prazo são promissoras. No entanto, reformas devem ser feitas para manter a taxa de crescimento acima de 7%.
Petróleo – Emergentes fazem a diferença Crise econômica poderá aprofundar diferença entre oferta e demanda de petróleo no futuro próximo Investimentos de risco serão reduzidos nas grandes  majors.  AIE prevê necessidade de investimentos de US$60 bilhões/ano para atender demanda; OPEP, em sua última reunião indica redução de demanda de 1,4 mm bpd na demanda mundial de petróleo, atingindo 84,2mm bpd (-1,6% YoY). Para a China a organização espera consumo estável em 2009; AIE reviu (+) demanda mundial de petróleo para 83,94 mm bpd (190 mil bpd sobre a anterior), representando queda de 2,7% YoY, retornando para níveis de 2006. Para a China a expectativa é de +1,6% 09E e +2,0% (10E); As reservas mundiais crescem 1,8%a.a. nos últimos 10 anos, o consumo de petróleo (sem BRIC´s) 0,8%, os BRIC´s 4,1%.a.a e China 6,5%. Fonte: ATIVA Research, BP e Bloomberg Fonte: ATIVA Research, BP e Bloomberg
Petróleo –  Emergentes fazem a diferença Fonte: ATIVA Research, BP e Bloomberg
Petróleo – Emergentes fazem a diferença  China  Plano de ampliação da indústria de petróleo prevê crescimento de 5% na capacidade de refino em 2011 (refino e petroquímico), fechamento de unidades obsoletas,  porém o impacto líquido é um crescimento real da capacidade de refino; A produção de petróleo cresceu 1,5%a.a. nos últimos 3 anos, enquanto a demanda atingiu +4,6%, consequentemente as importações cresceram brutalmente;  Busca por garantia de fornecimento de  commodities  e potencial de mudança de consumo com o processo de urbanização, mostra que demanda continuará forte nos próximos anos. 9,6% Fonte: ATIVA Research, BP e Bloomberg
Petróleo – Emergentes fazem a diferença Perspectivas petróleo Aumento da oferta ainda incerto (qual a capacidade ociosa da OPEP?); Energia alternativa ainda com baixo impacto;  Questões geopolíticas sempre geram desconforto sobre oferta; Commodity  mais líquida no mercado financeiro, o que potencializa tendência; Apesar da divergência quanto ao crescimento de demanda em 2009, especialistas prevêem retomada em 2010; Tendência consolidada de crescimento da demanda no médio prazo. Fatores de risco : Preços atuais indicam forte recuperação de demanda no curto prazo; Volatilidade cambial; Estoques americanos atingiram níveis normalizados;  Recuperação lenta na demanda dos mercados desenvolvidos preocupa.
P&C –  C  melhor que  P Cenário global da celulose   China novamente desestrutura o cenário de celulose de mercado com um crescimento brutal das importações (+68% YoY).  Até que ponto essa demanda é sustentável nestes esses níveis? Fatores de recuperação no preço da celulose da China:   Non-wood fiber  (muito poluente) substituído por fibra importada; Estoques de produtores e consumidores normalizados; Manutenção de elevados  spreads  entre fibra longa e curta; Fechamento de capacidade e redução de produção retiram do mercado 2,65 mm de tons no 2T09. Fonte: ATIVA Research, Bloomberg e Utilpulp Fonte: ATIVA Research, PPPC e Aracruz
P&C –  C  melhor do que  P Fonte: ATIVA Research e Bloomberg Fonte: ATIVA Research, VCP e Hawkins Wright Fonte: ATIVA Research e Bloomberg
P&C –  C  melhor que  P Fatores de risco: Aumento no preço da celulose pode estimular a volta de parte da produção de celulose que foi desativada; Volatilidade cambial; Lenta recuperação da demanda por papel;  Recuperação lenta na demanda dos mercados desenvolvidos importante. Perspectivas: Fatores fundamentalistas indicam tendência de continuidade da alta no preço da celulose no mercado internacional, apesar das incertezas ainda presentes no CP; Brasil reúne enorme competitividade (América do Sul será responsável por produzir 55% da demanda de celulose fibra curta em 2010). Atual próxima de 40%; Europa, 2º maior mercado de destino das exportações brasileiras, começa a dar sinais de melhoria de demanda;  Forte potencial de crescimento da demanda chinesa (disponibilidade de crédito para a indústria de P&C, baixa probabilidade de formação de estoque especulativo – risco existe, continuidade de estímulo a fechamento de capacidade, aumento do consumo per capita de papel com potenciais projetos ligados a educação, embalagens e etc).
P&C –  C  melhor que  P Suzano P&C com maior exposição ao mercado chinês.  Aracruz (44% vs. 23%) e VCP (26% vs 25%) aumentaram fluxo de exportação para China. O grupo prevê que novos grandes projetos serão avaliados no futuro, estrutura de alavancagem atual prejudica estratégia de crescimento;  Suzano (52% vs. 25%) está dando continuidade aos projetos de investimentos, que serão confirmados ou não ainda em 2009. Brasil bem preparado para atender ao crescimento de demanda mundial.  Fonte: ATIVA Research e Bracelpa Fonte: ATIVA Research e Bracelpa
Demanda crescente por  commodities  metálicas Mineração - O apetite do dragão chinês Fonte: INSG, ATIVA Research Fonte: ICGS, ATIVA Research Processo de urbanização O consumo de bens duráveis deve ser a segunda onda de consumo de metais Fonte: ANFAVEA, ATIVA Research Fonte: IISI, ATIVA Research Pop.Rural Pop.Urbana O consumo de metais na China tem crescido a uma velocidade muito maior que a média global, aumentando a participação relativa da China da demanda mundial A produção de aço chinesa já responde por 50% da produção mundial. Nos últimos 15 anos, o CAGR da produção chinesa de aço é de 12,4%, comparado com 2,8% dos mundo “ ex-China ” Produção direcionada para a demanda doméstica. China é importadora líquida de aço hoje. A demanda de aço da China é baseada em construção (50%), incentivada pelo processo de urbanização do país Urbanização incipiente (BR 85%, EUA 81%, Rússia 73%) Até 2025, serão mais de 220 cidades >+1 mm hab. Processo necessário para garantir o crescimento econômico Baixo consumo  per capita  de bens duráveis Aumento da renda facilitará acesso da população a esses bens
A demanda por minério de ferro importado (principalmente da Vale, BHP e Rio Tinto) tem acompanhado a produção de aço chinesa, visto que a expansão da capacidade de produção local é limitada. A China prioriza minério de ferro importado O mercado transoceânico de minério de ferro é dominado por poucos  players Vale, Rio Tinto e BHP respondem por 70% do mercado A China consome mais de 50% do minério comercializado nesse mercado. Os preços de  benchmark   estão mais competitivos que o  spot  atualmente. Fonte: DMP, ATIVA Research A participação relativa do minério de ferro importado frente ao consumo total tem aumentado nos últimos trimestres, principalmente devido a preços mais competitivos (depois do reajuste do  benchmark  2009), qualidade superior e maior confiabilidade Fonte: Rio Tinto, ATIVA Research Fonte: Bloomberg, Vale, ATIVA Research Fonte: Bloomberg, Empresas, ATIVA Research Preços de Minério de Ferro
A Vale tem conseguido apropriar-se de parte do crescimento da demanda chinesa e tem batido recordes de embarques para esse país. A China - a “válvula de escape” Mesmo com o retorno do consumo de clientes tradicionais da Vale, como Europa e Brasil, a China aumentará definitivamente sua importância para a Vale. Assumindo que a Vale consiga manter as vendas do 2T09 para a China nos próximos trimestres, para se recuperar os patamares de vendas totais do 2T08 basta que os demais clientes da mineradora recuperem apenas 65% da demanda perdida durante a crise.  Caso as vendas para a China não recuem, estas terão uma participação de 40% nos volumes de vendas da Vale, ainda que Europa, Américas e demais clientes asiáticos recuperem suas demandas do 2T08. Como forma de participar mais ativamente do crescimento da demanda chinesa, a Vale tem implementado algumas ações, dentre as quais: Aumento da base de clientes chineses, investindo no relacionamento com siderúrgicas de médio porte Construção de centros de distribuição na Ásia e Oriente Médio, para agilizar o atendimento dos clientes Adoção de políticas de preço mais flexíveis, permitindo que o cliente escolha qual o sistema de preços que queira adotar,  benchmark  ou  spot Desenvolvimento de frota própria, através da aquisição de navios usados e VLOCs Minimização da exposição aos preços de fretes do mercado à vista, que apresentam muita volatilidade, através da assinatura de acordos de fretes de longo prazo Fonte: Vale, ATIVA Research Maiores vendas para a China e a queda brusca de embarques para os demais destinos tradicionais da Vale mudaram o mix de clientes da empresa Fonte: Vale, ATIVA Research
Alimentos – Uma China menos frugal Fonte: USDA, ATIVA Research, Os  drivers :  crescimento acelerado da economia chinesa/ contínuo processo de migração da população rural para áreas urbanas  limitação de recursos naturais para a ampliação da produção de carnes, como água e terra disponível para agricultura expansão da demanda chinesa por proteína animal como conseqüência da melhoria de mix da alimentação da população, com o processo de urbanização e enriquecimento reabertura comercial do mercado chinês para as exportações brasileiras de frango, bem como a inevitável retomada no mercado de suínos no futuro Fonte: USDA, ATIVA Research,
Alimentos – Uma China menos frugal Fonte: Perdigão/ FAO O papel do Brasil:  Em 10 anos, o Brasil saiu de uma participação de 10% das exportações mundiais de carnes para a liderança mundial, com 28% projetado para 2009  Forte crescimento de 17%a.a. das exportações de aves, de 14%a.a. em bovinos e de 19% em suínos, desde 1999 o Brasil se destaca também como o 2º  maior exportador de soja, respondendo por 37% do trading global (32% vai para a China) Vantagens comparativas do Brasil na produção de alimentos: 1 - Grande potencial de aumento de produtividade e da expansão de área cultivada 2 - Elevado potencial hídrico - 12% do total das reservas hídricas disponíveis no mundo encontram-se no Brasil Fonte: USDA, ATIVA Research
Alimentos – Uma China menos frugal Perspectivas:  crescente necessidade de importação de grãos, como matérias-primas de produção de carnes a China passará a ser mais dependente de importações de carne no médio prazo, ampliando o consumo de  processados e industrializados o Brasil, como maior exportador de soja e de carnes do mundo, e com expressivo potencial de crescimento de produção, deverá ser amplamente beneficiado da maior demanda chinesa o comportamento de preços dos insumos para produção de carnes, destacadamente soja e milho manterão trajetória ascendente no médio/longo prazo Conclusões: 1- As empresas voltadas para o ME deverão ser beneficiadas pelo aumento da demanda mundial no médio/longo prazo.  2- A recente abertura do mercado para importação de frango do Brasil, traz maior potencial de crescimento no curto/médio prazo para o segmento  3- A competitividade das empresas brasileiras e sua relevância no  trading  global de carnes as torna  players  naturais para fornecer para a China.
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Relatório Especial China | Ativa Corretora

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    Relatório Especial Brasil x China: Efeitos da Lei dos Grandes Números AGOSTO 2009
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    Macroeconomia Introdução IdiossincrasiasCurto Prazo Riscos – Curto Prazo Médio Prazo Riscos – Médio Prazo Câmbio e Reservas Conclusão Setores Petróleo Papel e Celulose Mineração Alimentos Conteúdo
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    Introdução Das mudançasdo cenário macroeconômico brasileiro dos últimos anos, a do Balanço de Pagamentos foi sem dúvida a mais impressionante. Grande parte da explicação está na China, que se tornou a principal parceira comercial do Brasil. O comércio bilateral é composto basicamente por exportação de commodities e materiais básicos e importação de partes de eletrônicos e componentes para computadores.
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    Hoje a Chinarepresenta 52% das exportações brasileiras de minério de ferro e 58% das exportações de soja e seus derivados. Portanto, não há mais como entender a economia brasileira sem uma compreensão maior da economia chinesa. Introdução
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    Idiossincrasias Existe umasérie de idiossincrasias sobre a economia chinesa que precisam ser entendidas para que nossas percepções ocidentais não contaminem nossa imagem sobre esta economia. Existe um equilíbrio, aparentemente frágil, entre o estado autoritário e uma economia pró-mercado. No entanto, o crescimento econômico e a melhoria da qualidade de vida da população parecem reduzir essas tensões de forma expressiva. O governo é incrivelmente focado em perpetuação Limite de idade de 62 anos para se eleger e meritocracia própria. Províncias relativamente autônomas com foco em crescimento. Ciclo de gastos do governo oposto ao populista – com mais gastos no começo do governo. A economia privada chinesa representa surpreendentes 60% do PIB, e é responsável por 80% da formação de empregos. One Child Policy – A política de um filho por família tem conseqüências profundas sobre a sociedade chinesa. Mudança do portfólio de poupança das famílias. Concentração dos esforços familiares na educação do filho.
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    SOE´s – State Owned Enterprises – são os maiores grupos empresariais da china. Suas peculiaridades são: o não pagamento de dividendos e reinvestimento constante. Por um lado, por não considerar os minoritários, esses grupos podem correr risco de serem não eficientes. Por outro, a realocação de fatores é muito mais rápida. Por enquanto, isso é sustentável. Poupança – existe fatores culturais e estruturais que explicam o fenômeno. Nenhum deles parece que irá mudar no curto prazo. 45% da população ainda está exposta a economia agrícola. Idiossincrasias
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    Curto Prazo Arecuperação da economia chinesa tem sido impressionante nos últimos 6 meses. Muitos atribuem isso ao pacote fiscal do governo. Porém, o grande impulso na economia veio da forte expansão monetária.
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    Esses empréstimos impulsionaramos setores: Automobilístico Construção residencial Projetos de infra-estrutura Curto Prazo
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    O governo estápouco preocupado com os possíveis efeitos inflacionários (CPI), mas a possibilidade de inflação de ativos está na sua zona de preocupação. Em 2007, ao reagir a uma inflação de ativos o governo exagerou. Caso o preço das casas suba rápido demais, este pode reagir de forma análoga e prejudicar a recuperação. Curto Prazo
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    O risco dealta capacidade ociosa parece ser menor do que os mais pessimistas imaginam. A estabilização da deflação indica que a ociosidade não é tão elevada assim. Curto Prazo
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    Os riscos paraa recuperação são: NPL´s – dado o ritmo de crescimento é esperado que este se eleve, a pergunta é de quanto será essa alta. Super reação do governo a alta dos preços de ativos. Inflação de alimentos, sendo externa ou doméstica, pode gerar desequilíbrios sociais. Riscos - Curto Prazo
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    No médio prazo,uma série de fatores nos deixam otimistas com a China. Também devemos mencionar que existe uma demanda reprimida imensa na China. Por exemplo, apenas 9,8% das famílias têm carros. Quando comparamos com o caso brasileiro, que está longe de ser um país desenvolvido, temos uma discrepância de nível de renda enorme. Com isso, devemos esperar dois movimentos: um de criação de riqueza e outro de urbanização. Além disso, a mudança dos hábitos deve mudar o mix alimentar para mais proteína animal. Médio Prazo
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    A reforma dosetor de serviços é outro ponto potencialmente importante para a China. Este setor é hoje o mais regulado da economia chinesa, e os potenciais de crescimento e de ganho de produtividade são imensos. A população urbana demanda cada vez mais serviços de alta qualidade. Educação, Saúde, Telefonia, Eletricidade . Reformas no setor bancário também trariam grandes ganhos de eficiência nos próximos dois anos. Médio Prazo
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    O déficit deinfra-estrutura nas áreas rurais da China ainda é enorme e isso deve gerar uma demanda por grandes projetos de infra- estrutura por algum tempo. Estes projetos (em si) geram empregos e mantém o fluxo de migração da população chinesa. A alta taxa de reinvestimento das SOE´s é um outro motor, apesar de perigoso, para o crescimento. O governo chinês está estimulando fortemente a internacionalização de suas empresas. Com isso, é possível adquirir tecnologia e obter sinergias de forma mais global. Médio Prazo
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    Os riscos parao crescimento de médio prazo são não desprezíveis: Caso a economia global não se recupere e uma nova rodada de estímulos fiscais seja necessária, a alta dos NPL´s pode ser insustentável e o passivo fiscal para o governo ameaçador. Sabemos que a dívida/PIB chinesa não é alta (aprox. 35%), mas, mesmo assim, 2 ou 3 anos de políticas desse tipo podem ser perigosas. A não implementação de reformas para redirecionar mais a economia para o mercado doméstico, via melhoria dos serviços, pode ameaçar a manutenção do atual ritmo de crescimento. O mercado imobiliário é um risco, principalmente dada a necessidade das famílias chinesas de achar veículos de investimentos. Há uma propensão a formação de bolhas que é inegável. Não devemos subestimar os efeitos que uma possível bolha pode ter sobre o sistema. Finalmente, para o longo prazo, o frágil equilíbrio entre o sistema político e o sistema econômico é um tema que desafiará o governo nos próximos anos. Riscos - Médio Prazo
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    Existem duas questõessobre o câmbio chinês que devem ser notadas: O fluxo deve diminuir ao longo dos próximos anos, na medida em que houver a redução da poupança nacional, sendo que isso reduzirá a pressão por apreciação. Até lá, o governo fará as compras que julgar necessárias. A gestão desses ativos, já está mudando. Os bancos chineses estão financiando direta e indiretamente países africanos e empresas estrangeiras, como forma de escoar esse excesso de poupança. No entanto, uma mudança dramática na gestão de reservas é muito pouco provável no curto prazo. Câmbio e Reservas
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    Conclusão O confortofiscal e o forte controle sobre os bancos possibilitaram à China fazer uma expansão monetária expressiva em pouco tempo, tornando sua recuperação mais rápida. O crescimento para os próximos 12 meses está garantido em nível acima de 8%. As perspectivas para médio longo prazo são promissoras. No entanto, reformas devem ser feitas para manter a taxa de crescimento acima de 7%.
  • 21.
    Petróleo – Emergentesfazem a diferença Crise econômica poderá aprofundar diferença entre oferta e demanda de petróleo no futuro próximo Investimentos de risco serão reduzidos nas grandes majors. AIE prevê necessidade de investimentos de US$60 bilhões/ano para atender demanda; OPEP, em sua última reunião indica redução de demanda de 1,4 mm bpd na demanda mundial de petróleo, atingindo 84,2mm bpd (-1,6% YoY). Para a China a organização espera consumo estável em 2009; AIE reviu (+) demanda mundial de petróleo para 83,94 mm bpd (190 mil bpd sobre a anterior), representando queda de 2,7% YoY, retornando para níveis de 2006. Para a China a expectativa é de +1,6% 09E e +2,0% (10E); As reservas mundiais crescem 1,8%a.a. nos últimos 10 anos, o consumo de petróleo (sem BRIC´s) 0,8%, os BRIC´s 4,1%.a.a e China 6,5%. Fonte: ATIVA Research, BP e Bloomberg Fonte: ATIVA Research, BP e Bloomberg
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    Petróleo – Emergentes fazem a diferença Fonte: ATIVA Research, BP e Bloomberg
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    Petróleo – Emergentesfazem a diferença China Plano de ampliação da indústria de petróleo prevê crescimento de 5% na capacidade de refino em 2011 (refino e petroquímico), fechamento de unidades obsoletas, porém o impacto líquido é um crescimento real da capacidade de refino; A produção de petróleo cresceu 1,5%a.a. nos últimos 3 anos, enquanto a demanda atingiu +4,6%, consequentemente as importações cresceram brutalmente; Busca por garantia de fornecimento de commodities e potencial de mudança de consumo com o processo de urbanização, mostra que demanda continuará forte nos próximos anos. 9,6% Fonte: ATIVA Research, BP e Bloomberg
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    Petróleo – Emergentesfazem a diferença Perspectivas petróleo Aumento da oferta ainda incerto (qual a capacidade ociosa da OPEP?); Energia alternativa ainda com baixo impacto; Questões geopolíticas sempre geram desconforto sobre oferta; Commodity mais líquida no mercado financeiro, o que potencializa tendência; Apesar da divergência quanto ao crescimento de demanda em 2009, especialistas prevêem retomada em 2010; Tendência consolidada de crescimento da demanda no médio prazo. Fatores de risco : Preços atuais indicam forte recuperação de demanda no curto prazo; Volatilidade cambial; Estoques americanos atingiram níveis normalizados; Recuperação lenta na demanda dos mercados desenvolvidos preocupa.
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    P&C – C melhor que P Cenário global da celulose China novamente desestrutura o cenário de celulose de mercado com um crescimento brutal das importações (+68% YoY). Até que ponto essa demanda é sustentável nestes esses níveis? Fatores de recuperação no preço da celulose da China: Non-wood fiber (muito poluente) substituído por fibra importada; Estoques de produtores e consumidores normalizados; Manutenção de elevados spreads entre fibra longa e curta; Fechamento de capacidade e redução de produção retiram do mercado 2,65 mm de tons no 2T09. Fonte: ATIVA Research, Bloomberg e Utilpulp Fonte: ATIVA Research, PPPC e Aracruz
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    P&C – C melhor do que P Fonte: ATIVA Research e Bloomberg Fonte: ATIVA Research, VCP e Hawkins Wright Fonte: ATIVA Research e Bloomberg
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    P&C – C melhor que P Fatores de risco: Aumento no preço da celulose pode estimular a volta de parte da produção de celulose que foi desativada; Volatilidade cambial; Lenta recuperação da demanda por papel; Recuperação lenta na demanda dos mercados desenvolvidos importante. Perspectivas: Fatores fundamentalistas indicam tendência de continuidade da alta no preço da celulose no mercado internacional, apesar das incertezas ainda presentes no CP; Brasil reúne enorme competitividade (América do Sul será responsável por produzir 55% da demanda de celulose fibra curta em 2010). Atual próxima de 40%; Europa, 2º maior mercado de destino das exportações brasileiras, começa a dar sinais de melhoria de demanda; Forte potencial de crescimento da demanda chinesa (disponibilidade de crédito para a indústria de P&C, baixa probabilidade de formação de estoque especulativo – risco existe, continuidade de estímulo a fechamento de capacidade, aumento do consumo per capita de papel com potenciais projetos ligados a educação, embalagens e etc).
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    P&C – C melhor que P Suzano P&C com maior exposição ao mercado chinês. Aracruz (44% vs. 23%) e VCP (26% vs 25%) aumentaram fluxo de exportação para China. O grupo prevê que novos grandes projetos serão avaliados no futuro, estrutura de alavancagem atual prejudica estratégia de crescimento; Suzano (52% vs. 25%) está dando continuidade aos projetos de investimentos, que serão confirmados ou não ainda em 2009. Brasil bem preparado para atender ao crescimento de demanda mundial. Fonte: ATIVA Research e Bracelpa Fonte: ATIVA Research e Bracelpa
  • 29.
    Demanda crescente por commodities metálicas Mineração - O apetite do dragão chinês Fonte: INSG, ATIVA Research Fonte: ICGS, ATIVA Research Processo de urbanização O consumo de bens duráveis deve ser a segunda onda de consumo de metais Fonte: ANFAVEA, ATIVA Research Fonte: IISI, ATIVA Research Pop.Rural Pop.Urbana O consumo de metais na China tem crescido a uma velocidade muito maior que a média global, aumentando a participação relativa da China da demanda mundial A produção de aço chinesa já responde por 50% da produção mundial. Nos últimos 15 anos, o CAGR da produção chinesa de aço é de 12,4%, comparado com 2,8% dos mundo “ ex-China ” Produção direcionada para a demanda doméstica. China é importadora líquida de aço hoje. A demanda de aço da China é baseada em construção (50%), incentivada pelo processo de urbanização do país Urbanização incipiente (BR 85%, EUA 81%, Rússia 73%) Até 2025, serão mais de 220 cidades >+1 mm hab. Processo necessário para garantir o crescimento econômico Baixo consumo per capita de bens duráveis Aumento da renda facilitará acesso da população a esses bens
  • 30.
    A demanda porminério de ferro importado (principalmente da Vale, BHP e Rio Tinto) tem acompanhado a produção de aço chinesa, visto que a expansão da capacidade de produção local é limitada. A China prioriza minério de ferro importado O mercado transoceânico de minério de ferro é dominado por poucos players Vale, Rio Tinto e BHP respondem por 70% do mercado A China consome mais de 50% do minério comercializado nesse mercado. Os preços de benchmark estão mais competitivos que o spot atualmente. Fonte: DMP, ATIVA Research A participação relativa do minério de ferro importado frente ao consumo total tem aumentado nos últimos trimestres, principalmente devido a preços mais competitivos (depois do reajuste do benchmark 2009), qualidade superior e maior confiabilidade Fonte: Rio Tinto, ATIVA Research Fonte: Bloomberg, Vale, ATIVA Research Fonte: Bloomberg, Empresas, ATIVA Research Preços de Minério de Ferro
  • 31.
    A Vale temconseguido apropriar-se de parte do crescimento da demanda chinesa e tem batido recordes de embarques para esse país. A China - a “válvula de escape” Mesmo com o retorno do consumo de clientes tradicionais da Vale, como Europa e Brasil, a China aumentará definitivamente sua importância para a Vale. Assumindo que a Vale consiga manter as vendas do 2T09 para a China nos próximos trimestres, para se recuperar os patamares de vendas totais do 2T08 basta que os demais clientes da mineradora recuperem apenas 65% da demanda perdida durante a crise. Caso as vendas para a China não recuem, estas terão uma participação de 40% nos volumes de vendas da Vale, ainda que Europa, Américas e demais clientes asiáticos recuperem suas demandas do 2T08. Como forma de participar mais ativamente do crescimento da demanda chinesa, a Vale tem implementado algumas ações, dentre as quais: Aumento da base de clientes chineses, investindo no relacionamento com siderúrgicas de médio porte Construção de centros de distribuição na Ásia e Oriente Médio, para agilizar o atendimento dos clientes Adoção de políticas de preço mais flexíveis, permitindo que o cliente escolha qual o sistema de preços que queira adotar, benchmark ou spot Desenvolvimento de frota própria, através da aquisição de navios usados e VLOCs Minimização da exposição aos preços de fretes do mercado à vista, que apresentam muita volatilidade, através da assinatura de acordos de fretes de longo prazo Fonte: Vale, ATIVA Research Maiores vendas para a China e a queda brusca de embarques para os demais destinos tradicionais da Vale mudaram o mix de clientes da empresa Fonte: Vale, ATIVA Research
  • 32.
    Alimentos – UmaChina menos frugal Fonte: USDA, ATIVA Research, Os drivers : crescimento acelerado da economia chinesa/ contínuo processo de migração da população rural para áreas urbanas limitação de recursos naturais para a ampliação da produção de carnes, como água e terra disponível para agricultura expansão da demanda chinesa por proteína animal como conseqüência da melhoria de mix da alimentação da população, com o processo de urbanização e enriquecimento reabertura comercial do mercado chinês para as exportações brasileiras de frango, bem como a inevitável retomada no mercado de suínos no futuro Fonte: USDA, ATIVA Research,
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    Alimentos – UmaChina menos frugal Fonte: Perdigão/ FAO O papel do Brasil: Em 10 anos, o Brasil saiu de uma participação de 10% das exportações mundiais de carnes para a liderança mundial, com 28% projetado para 2009 Forte crescimento de 17%a.a. das exportações de aves, de 14%a.a. em bovinos e de 19% em suínos, desde 1999 o Brasil se destaca também como o 2º maior exportador de soja, respondendo por 37% do trading global (32% vai para a China) Vantagens comparativas do Brasil na produção de alimentos: 1 - Grande potencial de aumento de produtividade e da expansão de área cultivada 2 - Elevado potencial hídrico - 12% do total das reservas hídricas disponíveis no mundo encontram-se no Brasil Fonte: USDA, ATIVA Research
  • 34.
    Alimentos – UmaChina menos frugal Perspectivas: crescente necessidade de importação de grãos, como matérias-primas de produção de carnes a China passará a ser mais dependente de importações de carne no médio prazo, ampliando o consumo de processados e industrializados o Brasil, como maior exportador de soja e de carnes do mundo, e com expressivo potencial de crescimento de produção, deverá ser amplamente beneficiado da maior demanda chinesa o comportamento de preços dos insumos para produção de carnes, destacadamente soja e milho manterão trajetória ascendente no médio/longo prazo Conclusões: 1- As empresas voltadas para o ME deverão ser beneficiadas pelo aumento da demanda mundial no médio/longo prazo. 2- A recente abertura do mercado para importação de frango do Brasil, traz maior potencial de crescimento no curto/médio prazo para o segmento 3- A competitividade das empresas brasileiras e sua relevância no trading global de carnes as torna players naturais para fornecer para a China.
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    Nossos escritórios BRASÍLIASHS 06 , Conj. A, Brasil 21, Bloco C loja 16 (térreo) Brasília DF CEP: 70322-915 Tel.: (55 61) 2108-0000 FAX: (55 61) 2108-0000 FORTALEZA Av. Santos Dumont 2.626 Sala 1312 Aldeota – Fortaleza CE CEP: 60150-161 Tel.: (55 85) 3923-2250 FAX: (55 85) 3923-2251 VITÓRIA Avenida Nossa  Senhora dos Navegantes, 675 Salas 116 / 117 Vitória ES CEP: 29050-912 Tel.: (55 27) 3204-4550 FAX: (55 27) 3204-4556 BELO HORIZONTE Rua Felipe dos Santos, 901 - 7º andar - Lourdes Belo Horizonte MG CEP: 30180-160 Tel.: (55 31) 3025-0601 Fax: (55 31) 3025-0606 RIO DE JANEIRO Av. das Américas, 3500 3º andar Barra - Rio de Janeiro RJ CEP: 22640-102 Tel.: (55 21) 3515-0200 FAX: (55 21) 3515-0297 CURITIBA Al. Dr. Carlos de Carvalho, 417 30ª andar Centro – Curitiba PR CEP: 80410-180 Tel.: (55 41) 3075-7400 FAX: (55 41) 3075-74060 SÃO PAULO Rua Iguatemi, 192 15º andar Itaim Bibi - São Paulo SP CEP: 01451-010 Tel.: (55 11) 3168-5088 FAX: (55 11) 3168-4001