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RECURSOS GEOLÓGICOS


          MARGARIDA BARBOSA TEIXEIRA
Evolução da população mundial
2




       No séc. XVII a população
        mundial era de cerca de
        500 milhões de indivíduos.

       Em 2006 já ascendia aos
        6500 milhões.

       Prevê-se que em 2050
        venha a ser de cerca de
        9000 milhões.
Evolução da população mundial
3




       O crescimento
        populacional é
        heterogéneo.

       Os países
        periféricos são os
        que mais
        contribuem para o
        aumento
        populacional.
Evolução da população mundial
                      Desenvolvimento sustentável
4



       O aumento crescente da população humana conduz à:
         •    procura de recursos naturais (como alimento, água e
             energia),
         •   sobreexploração dos recursos naturais,



        causando impacte no ambiente, conducente à degradação
        ambiental.


        O crescimento da população mundial tem causado um consumo
        massivo de recursos naturais e a degradação ambiental.
Sobre-exploração dos recursos naturais
5



       Os recursos ambientais só devem ser utilizados de acordo
        com a sua capacidade de regeneração.

                                      Recursos naturais



            não renováveis          renováveis cuja capacidade de   renováveis
                                       renovação é seriamente
                                   afectada pela sobreexploração


               energéticos               águas subterrâneas         energéticos
         (combustíveis fósseis…)              florestas             (sol, vento)
            rochas e minerais                     …                       …
Recursos geológicos
6
Recursos geológicos
7



    Recurso geológico – qualquer bem de natureza geológica existente na
    crusta, passível de aproveitamento.
    Reserva – recurso geológico conhecido que pode ser explorado , quer do
    ponto de vista legal, quer económico.
    Recurso renovável – recurso cujo ciclo de reposição ocorre num curto
    intervalo de tempo, desde que utilizado de uma forma racional. É
    ciclicamente reposto no meio num intervalo de tempo compatível com a
    vida humana.
    Recurso não renovável - recurso cujo processo de formação no meio
    natural é muito lento, não sendo possível a sua renovação à escala da vida
    humana.

          São recursos limitados que acabarão por se esgotar.
          Os recursos geológicos não são renováveis, com exceção da água e
          do calor interno da Terra.
Recursos energéticos não renováveis
8




       Combustíveis fósseis (carvão,
        petróleo e gás natural).


       Urânio
Recursos energéticos não renováveis
    Combustíveis fósseis
9




        Combustíveis fósseis        (petróleo, carvão e gás natural)

            Cerca de 75% da energia consumida a nível mundial provem dos
             combustíveis fósseis.

            O uso intensivo provocou a drástica diminuição das reservas e
             consequentemente prevê-se o esgotamento destes recursos
             energéticos a curto prazo.

            A utilização dos combustíveis fósseis tem graves consequências
             ambientais.
Recursos energéticos não renováveis
     Combustíveis fósseis
10

         Consequências ambientais do uso de combustíveis fósseis
Recursos energéticos não renováveis
     Energia nuclear
11

        Produção de energia através da desintegração de átomos
         radioativos (principalmente o urânio).

        Processos
         • Fissão
                     •   Divisão do núcleo dos átomos radioativos, com enorme
                         libertação de energia
         •   Fusão
                     •   Fusão de isótopos de hidrogénio com libertação de
                         energia
                     •   A radiação libertada é menos mortal que na fissão
                     •   Método ainda experimental
Recursos energéticos não renováveis
     Energia nuclear
12


        Fissão nuclear (urânio)
Recursos energéticos não renováveis
     Energia nuclear
13


        Fissão nuclear (urânio)

                                 O bombardeamento do U235 por neutrões


                                            Fissão do urânio


            Resíduos do urânio                 Calor                  Neutrões libertados
                                                                 (usados para bombardear mais
                                                                       átomos de urânio)
                                       Usado na vaporização da
                                                água             reações de fissão de urânio em
                                                                             cadeia


                                        O vapor é usado para
                                          produzir energia
Recursos energéticos não renováveis
     Energia nuclear
14

         Consequências ambientais da produção de energia nuclear
Recursos energéticos renováveis
15




        Sol, vento, calor interno da
         terra, ondas e marés,
         biomassa,...
Recursos energéticos renováveis
16



        Energia geotérmica

          Energia sob a forma de calor contida no interior da Terra.

          O aproveitamento implica a existência de um fluido, normalmente
           água, que transporta o calor do interior da Terra para a superfície.
Recursos energéticos renováveis
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        Energia geotérmica

             Energia de alta entalpia              Energia de baixa entalpia
                   T > 150 ºC                             T < 100 ºC

             Recurso associado a zonas         Recurso associado à circulação de água
          vulcânicas, cujo calor resulta da    em falhas e fraturas, cujo calor resulta
              proximidade de magmas.               do aumento de temperatura em
           Elevado gradiente geotérmico                     profundidade

                                                                 
          Aproveitamento para produção de       Aproveitamento direto do calor para
                 energia eléctrica.            aquecimento ambiente, aquecimento de
            Ilhas dos Açores – centrais       águas, termalismo, piscicultura, culturas
                   geotérmicas.                             de estufa…
                                                         Portugal continental
Recursos energéticos renováveis
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        Funcionamento de uma central geotérmica
Recursos energéticos renováveis
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        Energia da biomassa

          Biomassa – matéria orgânica, de origem animal ou vegetal, que pode
          ser utilizada na produção de energia.

         Biomassa sólida      Biocombustíveis líquidos         Biocombustíveis gasosos

         Queima direta, em    Bioetanol- Obtido a partir       Biogás - fermentação de
         centrais térmicas,   da fermentação alcoólica e       resíduos:
         sobretudo de         posterior destilação de
         resíduos             hidratos de carbono, tais        - resíduos sólidos urbanos
         florestais.          como: cana-de-açúcar,               (RSU) - aterros;
                              beterraba, milho, trigo …
                                                               - lamas provenientes de
                                                                  estações de tratamento de
                              Biodiesel – Obtido através          águas residuais (ETAR´s);
                              de gorduras vegetais
                              (oleaginosas, tais como,         - resíduos agropecuários e
                              óleos de girassol, de soja, …)      agroindustriais.
                              ou de gorduras animais.
Recursos energéticos renováveis
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        Energia solar


               Energia passiva                            Energia ativa
         Aproveitamento de energia     Transformação dos raios solares noutras formas de
         para aquecimento de edifícios             energia: térmica ou elétrica
         ou prédios, através de
         conceções estratégicas                                         
         construtivas.                 . Instalação de coletores . Fotovoltaica ou
                                         solares térmicos            energia solar elétrica
Recursos energéticos renováveis
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        Energia hidráulica              □ Energia eólica
         A energia cinética dos cursos     A energia cinética do vento
         de água é transformada em         pode ser convertida em
         energia elétrica                  energia elétrica ou
                                           mecânica
Recursos energéticos
22



      A energia é absolutamente fundamental, desde sempre, para as
       diversas atividades do ser humano.
      O desenvolvimento das sociedades industrializadas e tecnológicas
       fez crescer, de forma exponencial, o consumo de energia.
       A maior parte da energia consumida pelas sociedades atuais é
       proveniente dos combustíveis fósseis.
      A energia nuclear surgiu como uma alternativa que acabou por não
       corresponder às expectativas.
      A utilização das fontes de energia renováveis tem vindo a
       aumentar, apesar de contribuir ainda pouco para os gastos totais
       de energia e de ser necessário um esforço de investigação e
       desenvolvimento no sentido de aumentar a sua eficácia.
Recursos energéticos
23

  O investimento nas energias renováveis tem vindo a aumentar,
   apesar de:
     • contribuir ainda pouco para os gastos totais de energia.
     • ser necessário um esforço e desenvolvimento no sentido de aumentar a sua
       eficácia.

     É urgente
     • Investir nas energias renováveis;
     • Criar incentivos a empresas, indústrias e particulares na utilização de fontes
       de energia renováveis;
     • Adequar as regras de construção de edifícios e horários de trabalho a um
       maior aproveitamento da luz solar;
     • Educar as populações para hábitos menos consumistas;
     • Apostar nos aparelhos elétricos que economizem energia;
     • Criar apoios para investimentos em energias renováveis;
     • Introduzir ecotaxas sobre o consumo das energias fósseis;
     • ….
Recursos minerais
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        Rochas e minerais
        As diversas etapas da História da Humanidade podem ser designadas em
         função do recurso mineral dominante em cada época.
            Idade da Pedra, do Cobre, do Bronze e do Ferro (até 2000 a.C.)
            Idade do Carvão, do Petróleo (séc. XVIII ao séc. XX)
            Idade do Urânio ou do Nuclear (meados do séc. XX)
            Idade do Silício (o silício domina as novas tecnologias - electrónica e
             informática)
Recursos minerais
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                         metálicos
     Recursos minerais
                         não metálicos (utilizados na construção e ornamentação)
Recursos minerais
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Recursos minerais metálicos
27




     Minério - mineral ou agregado de minerais que ocorre na natureza numa
     concentração com interesse económico.

     Jazigo mineral – quando, num determinado local, a concentração média
     de um determinado elemento químico é muito superior ao seu clarke
     (concentração média de um elemento químico na crosta terrestre).

     Ganga - parte não aproveitável que acompanha o minério extraído dos
     jazigos.

     Escombreira - acumulação de ganga, formando grandes depósitos
     superficiais, junto às explorações mineiras.
Recursos minerais não metálicos
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        Recursos minerais não metálicos são materiais como cascalhos, areias e
         rochas.
        São materiais abundantes, que geralmente não atingem preços elevados (com
         exceção das pedras preciosas).
Recursos minerais
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      Consequências ambientais da exploração de recursos minerais
       A extracção do minério e a remoção da ganga


         Impactes
                          Desflorestação;
         ambientais
                          Remoção de camadas de solo;
                          Formação de escombreiras – impacte visual;
                          Poluição atmosférica (ex. libertação de pó radiativo
                           e de gás radiativo – radão – nas minas de urânio);
                          Poluição dos solos, pela infiltração de águas
                           contaminadas;
                          Poluição dos aquíferos, pela infiltração de águas
                           contaminadas.
Recursos minerais
30

Medidas que minimizam os impactes ambientais da exploração mineira
      Utilização de tecnologias de extracção e de tratamento do minério que
       causem menos perturbações ambientais;
      Armazenamento da ganga em locais devidamente preparados para o efeito
       (ex. no interior da própria exploração ou de outra, previamente
       impermeabilizada);
      Estabilização das escombreiras;
      Criação de sistemas de drenagem de águas pluviais;
      Tratamento das águas lixiviadas (a exploração deve ter estação de
       tratamento de efluentes);
      Aproveitamento dos subprodutos (resíduos) da exploração;
      Reflorestação;
      Valorização turística.
Aquíferos
31


        Aquífero é a formação geológica com capacidade para armazenar água e com
         características que permitam a sua extração de forma economicamente
         rentável.


        A capacidade de um aquífero para armazenar água depende:
             Porosidade - Razão entre o volume de poros (vazios) e o volume total da
              rocha. Os poros são preenchidos por ar e/ou água.
             Permeabilidade – Maior ou menor facilidade com que uma rocha se deixa
              atravessar pela água.
Aquíferos
32



              Rochas porosas                       Rochas fissuradas
                                         Por dissolução        Por ação mecânica




       Dimensão          Grãos com                            
     equitativa dos   dimensões muito                 Baixa porosidade
         grãos            variáveis      . Geralmente inferior à das rochas
                                         porosas
        Elevada       Baixa porosidade   . Se a fissuração/fracturação
      porosidade                           for muito intensa a porosidade aumenta
Aquíferos
33


     A conjugação da porosidade e permeabilidade permite caracterizar os aquíferos:
          Poros grandes, com estabelecimento  Poros pequenos, com difícil contacto
           de contacto entre eles;              entre eles;
          Fissuras/fraturas      abertas   e  Fissuras/fraturas semifechadas.
           contínuas.                                            
                                                   Difícil circulação de água
               Fácil circulação de água                          
                                                          Mau aquífero
                     Bom aquífero




        Ex. Areias
                                                Ex. Argilas
Aquíferos
34
Aquíferos
35
Aquíferos
36


      Zona de aeração
        Zona mais superficial, compreendida entre a superfície do terreno e o
         nível freático.
        Os poros são preenchidos quer por água, quer por ar (aeração).


      Nível hidroestático
        Ou nível freático, ou superfície piezométrica.
        Nível a partir do qual surge água num aquífero.
        Zona onde a pressão de água do aquífero é igual à pressão atmosférica.


      Zona de saturação
        Zona cujo limite superior é o nível freático e o nível inferior
         corresponde normalmente a uma rocha impermeável e de porosidade
         muito reduzida ou nula (não sendo atravessada pela água).
        Os poros são totalmente preenchidos por água (saturação).
Aquíferos
37
Aquíferos
38



                                Tipos de aquíferos
                Aquífero livre                         Aquífero cativo
      Limitado no topo por uma camada        Limitado no topo e na base por
       permeável e na base por uma camada      camadas impermeáveis.
       impermeável.
      A pressão da água é igual à pressão    A pressão da água é superior à
       atmosférica.                            pressão atmosférica.
      A recarga faz-se ao longo de toda a    A recarga é feita lateralmente, numa
       superfície, pela precipitação.          zona limitada exposta à superfície.
      Sofre variações acentuadas com as      Varia pouco com as estações do ano.
       estações do ano.
      Apresenta elevada suscetibilidade a    Baixa suscetibilidade a alterações na
       alterações na qualidade da água.        qualidade da água.
Aquíferos
39
Aquíferos
40



      Captação de água:

        num aquífero livre designa-se de poço.
        num aquífero cativo designa-se de captação artesiana.
        quando a superfície do terreno se encontra abaixo do nível
         freático do aquífero cativo, como a água se encontra sobre
         pressão, a água flui à superfície sem ser necessário bombeá-la
         – captação artesiana repuxante.
Poluição dos Aquíferos
41




               A ação antrópica                    A natureza


      - Mudanças climáticas.             - Reduzida quantidade de água
      - Alterações no fluxo da água no     doce (cerca de 2,7% do total,
        ciclo hidrológico.                 sendo 2,15% em glaciares).
      - Poluição da água.                - A taxa de renovação de água
                                           doce nos aquíferos é de cerca
      - Aumento drástico do consumo
                                           de 280 anos.
        de água.
Poluição dos Aquíferos
42
Poluição dos Aquíferos
43
Poluição dos Aquíferos
44


    Eutrofização
        Excesso de nitratos e fosfatos (fertilizantes) na
         água.

        Proliferação de cianobactérias , algas e jacintos
         de água.

        Diminuição da luminosidade .

        Morte da vegetação aquática submersa.

        A morte e decomposição destes seres reduz a
         concentração de oxigénio dissolvido na água.

        Peixes e moluscos morrem por asfixia.

        Proliferam bactérias anaeróbias.

        Produção de tóxicos com mau cheiro.
Poluição dos Aquíferos
45



      Causas da poluição dos aquíferos

        Por introdução de substâncias nos aquíferos,

        Por sobre-exploração dos aquíferos,

        Por impermeabilização da superfície e eliminação da cobertura vegetal.
Poluição dos Aquíferos
46

                - Física          Alteração nos valores da temperatura e da radiatividade.
     Quanto
     ao tipo    - Química         Introdução de compostos químicos.
     de         -
     poluente   Bacteriológica    Contaminação com protozoários, bactérias e vírus
                                   (provenientes de esgotos domésticos, tanques sépticos e
                                   pecuária).
                - Urbana
                                  Materiais orgânicos, detergentes e metais pesados:
                                   - depositados em lixeiras ou aterros e arrastados por águas
     Quanto à
                                      lixiviantes.
     origem
                                   - libertados por efluentes domésticos não tratados (fossas
                                      sépticas).
                - Agrícola
                                  Fertilizantes químicos (nitratos, fosfatos...) e pesticidas
                                   dissolvem-se na água da chuva que vai infiltrar-se.
                                  Descargas de efluentes não tratados da agropecuária.
                - Industrial
                                  Metais pesados (chumbo, zinco, mercúrio...), substâncias
                                   químicas orgânicas e inorgânicas variadas são lançadas nos
                                   cursos de água ou no solo.
                                  Libertação de água quente nos cursos de água.
                                  Fugas de depósitos de gasolina e derrames de óleos usados.
Poluição dos Aquíferos
47

  Causas da poluição dos aquíferos
      Sobre-exploração dos aquíferos,

         Diminuição excessiva do aquífero.

           - Alteração da qualidade química e microbiológica da água.
           - Contaminação do aquífero com água salgada, em zonas costeiras.

      Impermeabilização da superfície e eliminação da cobertura vegetal.

         Diminuição das taxas de infiltração.

             A água é um recurso renovável frágil e escasso

                      É urgente proteger os aquíferos
Poluição dos Aquíferos
48


      Algumas medidas para a preservação dos aquíferos

       Controlo dos processos antrópicos (agricultura, indústrias, fossas
        sépticas, lixeiras, poços...).

       Vigilância e controlo na abertura anárquica de captações.

       Análise periódica da qualidade da água captada.

       Coimas pesadas ao nível individual e coletivo para quem polua estes
        recursos.

       Sensibilização das populações para o uso correto da água.

       Incentivo à gestão racional dos recursos hidrológicos.
Poluição dos Aquíferos
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Recursos geológicos

  • 1. RECURSOS GEOLÓGICOS MARGARIDA BARBOSA TEIXEIRA
  • 2. Evolução da população mundial 2  No séc. XVII a população mundial era de cerca de 500 milhões de indivíduos.  Em 2006 já ascendia aos 6500 milhões.  Prevê-se que em 2050 venha a ser de cerca de 9000 milhões.
  • 3. Evolução da população mundial 3  O crescimento populacional é heterogéneo.  Os países periféricos são os que mais contribuem para o aumento populacional.
  • 4. Evolução da população mundial Desenvolvimento sustentável 4  O aumento crescente da população humana conduz à: • procura de recursos naturais (como alimento, água e energia), • sobreexploração dos recursos naturais, causando impacte no ambiente, conducente à degradação ambiental. O crescimento da população mundial tem causado um consumo massivo de recursos naturais e a degradação ambiental.
  • 5. Sobre-exploração dos recursos naturais 5  Os recursos ambientais só devem ser utilizados de acordo com a sua capacidade de regeneração. Recursos naturais não renováveis renováveis cuja capacidade de renováveis renovação é seriamente afectada pela sobreexploração energéticos águas subterrâneas energéticos (combustíveis fósseis…) florestas (sol, vento) rochas e minerais … …
  • 7. Recursos geológicos 7 Recurso geológico – qualquer bem de natureza geológica existente na crusta, passível de aproveitamento. Reserva – recurso geológico conhecido que pode ser explorado , quer do ponto de vista legal, quer económico. Recurso renovável – recurso cujo ciclo de reposição ocorre num curto intervalo de tempo, desde que utilizado de uma forma racional. É ciclicamente reposto no meio num intervalo de tempo compatível com a vida humana. Recurso não renovável - recurso cujo processo de formação no meio natural é muito lento, não sendo possível a sua renovação à escala da vida humana. São recursos limitados que acabarão por se esgotar. Os recursos geológicos não são renováveis, com exceção da água e do calor interno da Terra.
  • 8. Recursos energéticos não renováveis 8  Combustíveis fósseis (carvão, petróleo e gás natural).  Urânio
  • 9. Recursos energéticos não renováveis Combustíveis fósseis 9  Combustíveis fósseis (petróleo, carvão e gás natural)  Cerca de 75% da energia consumida a nível mundial provem dos combustíveis fósseis.  O uso intensivo provocou a drástica diminuição das reservas e consequentemente prevê-se o esgotamento destes recursos energéticos a curto prazo.  A utilização dos combustíveis fósseis tem graves consequências ambientais.
  • 10. Recursos energéticos não renováveis Combustíveis fósseis 10  Consequências ambientais do uso de combustíveis fósseis
  • 11. Recursos energéticos não renováveis Energia nuclear 11  Produção de energia através da desintegração de átomos radioativos (principalmente o urânio).  Processos • Fissão • Divisão do núcleo dos átomos radioativos, com enorme libertação de energia • Fusão • Fusão de isótopos de hidrogénio com libertação de energia • A radiação libertada é menos mortal que na fissão • Método ainda experimental
  • 12. Recursos energéticos não renováveis Energia nuclear 12  Fissão nuclear (urânio)
  • 13. Recursos energéticos não renováveis Energia nuclear 13  Fissão nuclear (urânio) O bombardeamento do U235 por neutrões Fissão do urânio Resíduos do urânio Calor Neutrões libertados (usados para bombardear mais átomos de urânio) Usado na vaporização da água reações de fissão de urânio em cadeia O vapor é usado para produzir energia
  • 14. Recursos energéticos não renováveis Energia nuclear 14  Consequências ambientais da produção de energia nuclear
  • 15. Recursos energéticos renováveis 15  Sol, vento, calor interno da terra, ondas e marés, biomassa,...
  • 16. Recursos energéticos renováveis 16  Energia geotérmica  Energia sob a forma de calor contida no interior da Terra.  O aproveitamento implica a existência de um fluido, normalmente água, que transporta o calor do interior da Terra para a superfície.
  • 17. Recursos energéticos renováveis 17  Energia geotérmica Energia de alta entalpia Energia de baixa entalpia T > 150 ºC T < 100 ºC Recurso associado a zonas Recurso associado à circulação de água vulcânicas, cujo calor resulta da em falhas e fraturas, cujo calor resulta proximidade de magmas. do aumento de temperatura em Elevado gradiente geotérmico profundidade   Aproveitamento para produção de Aproveitamento direto do calor para energia eléctrica. aquecimento ambiente, aquecimento de Ilhas dos Açores – centrais águas, termalismo, piscicultura, culturas geotérmicas. de estufa… Portugal continental
  • 18. Recursos energéticos renováveis 18  Funcionamento de uma central geotérmica
  • 19. Recursos energéticos renováveis 19  Energia da biomassa Biomassa – matéria orgânica, de origem animal ou vegetal, que pode ser utilizada na produção de energia. Biomassa sólida Biocombustíveis líquidos Biocombustíveis gasosos Queima direta, em Bioetanol- Obtido a partir Biogás - fermentação de centrais térmicas, da fermentação alcoólica e resíduos: sobretudo de posterior destilação de resíduos hidratos de carbono, tais - resíduos sólidos urbanos florestais. como: cana-de-açúcar, (RSU) - aterros; beterraba, milho, trigo … - lamas provenientes de estações de tratamento de Biodiesel – Obtido através águas residuais (ETAR´s); de gorduras vegetais (oleaginosas, tais como, - resíduos agropecuários e óleos de girassol, de soja, …) agroindustriais. ou de gorduras animais.
  • 20. Recursos energéticos renováveis 20  Energia solar Energia passiva Energia ativa Aproveitamento de energia Transformação dos raios solares noutras formas de para aquecimento de edifícios energia: térmica ou elétrica ou prédios, através de conceções estratégicas   construtivas. . Instalação de coletores . Fotovoltaica ou solares térmicos energia solar elétrica
  • 21. Recursos energéticos renováveis 21  Energia hidráulica □ Energia eólica A energia cinética dos cursos A energia cinética do vento de água é transformada em pode ser convertida em energia elétrica energia elétrica ou mecânica
  • 22. Recursos energéticos 22  A energia é absolutamente fundamental, desde sempre, para as diversas atividades do ser humano.  O desenvolvimento das sociedades industrializadas e tecnológicas fez crescer, de forma exponencial, o consumo de energia. A maior parte da energia consumida pelas sociedades atuais é proveniente dos combustíveis fósseis.  A energia nuclear surgiu como uma alternativa que acabou por não corresponder às expectativas.  A utilização das fontes de energia renováveis tem vindo a aumentar, apesar de contribuir ainda pouco para os gastos totais de energia e de ser necessário um esforço de investigação e desenvolvimento no sentido de aumentar a sua eficácia.
  • 23. Recursos energéticos 23  O investimento nas energias renováveis tem vindo a aumentar, apesar de: • contribuir ainda pouco para os gastos totais de energia. • ser necessário um esforço e desenvolvimento no sentido de aumentar a sua eficácia.  É urgente • Investir nas energias renováveis; • Criar incentivos a empresas, indústrias e particulares na utilização de fontes de energia renováveis; • Adequar as regras de construção de edifícios e horários de trabalho a um maior aproveitamento da luz solar; • Educar as populações para hábitos menos consumistas; • Apostar nos aparelhos elétricos que economizem energia; • Criar apoios para investimentos em energias renováveis; • Introduzir ecotaxas sobre o consumo das energias fósseis; • ….
  • 24. Recursos minerais 24  Rochas e minerais  As diversas etapas da História da Humanidade podem ser designadas em função do recurso mineral dominante em cada época.  Idade da Pedra, do Cobre, do Bronze e do Ferro (até 2000 a.C.)  Idade do Carvão, do Petróleo (séc. XVIII ao séc. XX)  Idade do Urânio ou do Nuclear (meados do séc. XX)  Idade do Silício (o silício domina as novas tecnologias - electrónica e informática)
  • 25. Recursos minerais 25 metálicos Recursos minerais não metálicos (utilizados na construção e ornamentação)
  • 27. Recursos minerais metálicos 27 Minério - mineral ou agregado de minerais que ocorre na natureza numa concentração com interesse económico. Jazigo mineral – quando, num determinado local, a concentração média de um determinado elemento químico é muito superior ao seu clarke (concentração média de um elemento químico na crosta terrestre). Ganga - parte não aproveitável que acompanha o minério extraído dos jazigos. Escombreira - acumulação de ganga, formando grandes depósitos superficiais, junto às explorações mineiras.
  • 28. Recursos minerais não metálicos 28  Recursos minerais não metálicos são materiais como cascalhos, areias e rochas.  São materiais abundantes, que geralmente não atingem preços elevados (com exceção das pedras preciosas).
  • 29. Recursos minerais 29  Consequências ambientais da exploração de recursos minerais A extracção do minério e a remoção da ganga Impactes  Desflorestação; ambientais  Remoção de camadas de solo;  Formação de escombreiras – impacte visual;  Poluição atmosférica (ex. libertação de pó radiativo e de gás radiativo – radão – nas minas de urânio);  Poluição dos solos, pela infiltração de águas contaminadas;  Poluição dos aquíferos, pela infiltração de águas contaminadas.
  • 30. Recursos minerais 30 Medidas que minimizam os impactes ambientais da exploração mineira  Utilização de tecnologias de extracção e de tratamento do minério que causem menos perturbações ambientais;  Armazenamento da ganga em locais devidamente preparados para o efeito (ex. no interior da própria exploração ou de outra, previamente impermeabilizada);  Estabilização das escombreiras;  Criação de sistemas de drenagem de águas pluviais;  Tratamento das águas lixiviadas (a exploração deve ter estação de tratamento de efluentes);  Aproveitamento dos subprodutos (resíduos) da exploração;  Reflorestação;  Valorização turística.
  • 31. Aquíferos 31  Aquífero é a formação geológica com capacidade para armazenar água e com características que permitam a sua extração de forma economicamente rentável.  A capacidade de um aquífero para armazenar água depende:  Porosidade - Razão entre o volume de poros (vazios) e o volume total da rocha. Os poros são preenchidos por ar e/ou água.  Permeabilidade – Maior ou menor facilidade com que uma rocha se deixa atravessar pela água.
  • 32. Aquíferos 32 Rochas porosas Rochas fissuradas Por dissolução Por ação mecânica Dimensão Grãos com  equitativa dos dimensões muito Baixa porosidade grãos variáveis . Geralmente inferior à das rochas   porosas Elevada Baixa porosidade . Se a fissuração/fracturação porosidade for muito intensa a porosidade aumenta
  • 33. Aquíferos 33 A conjugação da porosidade e permeabilidade permite caracterizar os aquíferos:  Poros grandes, com estabelecimento  Poros pequenos, com difícil contacto de contacto entre eles; entre eles;  Fissuras/fraturas abertas e  Fissuras/fraturas semifechadas. contínuas.   Difícil circulação de água Fácil circulação de água   Mau aquífero Bom aquífero Ex. Areias Ex. Argilas
  • 36. Aquíferos 36  Zona de aeração  Zona mais superficial, compreendida entre a superfície do terreno e o nível freático.  Os poros são preenchidos quer por água, quer por ar (aeração).  Nível hidroestático  Ou nível freático, ou superfície piezométrica.  Nível a partir do qual surge água num aquífero.  Zona onde a pressão de água do aquífero é igual à pressão atmosférica.  Zona de saturação  Zona cujo limite superior é o nível freático e o nível inferior corresponde normalmente a uma rocha impermeável e de porosidade muito reduzida ou nula (não sendo atravessada pela água).  Os poros são totalmente preenchidos por água (saturação).
  • 38. Aquíferos 38 Tipos de aquíferos Aquífero livre Aquífero cativo  Limitado no topo por uma camada  Limitado no topo e na base por permeável e na base por uma camada camadas impermeáveis. impermeável.  A pressão da água é igual à pressão  A pressão da água é superior à atmosférica. pressão atmosférica.  A recarga faz-se ao longo de toda a  A recarga é feita lateralmente, numa superfície, pela precipitação. zona limitada exposta à superfície.  Sofre variações acentuadas com as  Varia pouco com as estações do ano. estações do ano.  Apresenta elevada suscetibilidade a  Baixa suscetibilidade a alterações na alterações na qualidade da água. qualidade da água.
  • 40. Aquíferos 40  Captação de água:  num aquífero livre designa-se de poço.  num aquífero cativo designa-se de captação artesiana.  quando a superfície do terreno se encontra abaixo do nível freático do aquífero cativo, como a água se encontra sobre pressão, a água flui à superfície sem ser necessário bombeá-la – captação artesiana repuxante.
  • 41. Poluição dos Aquíferos 41 A ação antrópica A natureza - Mudanças climáticas. - Reduzida quantidade de água - Alterações no fluxo da água no doce (cerca de 2,7% do total, ciclo hidrológico. sendo 2,15% em glaciares). - Poluição da água. - A taxa de renovação de água doce nos aquíferos é de cerca - Aumento drástico do consumo de 280 anos. de água.
  • 44. Poluição dos Aquíferos 44  Eutrofização  Excesso de nitratos e fosfatos (fertilizantes) na água.  Proliferação de cianobactérias , algas e jacintos de água.  Diminuição da luminosidade .  Morte da vegetação aquática submersa.  A morte e decomposição destes seres reduz a concentração de oxigénio dissolvido na água.  Peixes e moluscos morrem por asfixia.  Proliferam bactérias anaeróbias.  Produção de tóxicos com mau cheiro.
  • 45. Poluição dos Aquíferos 45  Causas da poluição dos aquíferos  Por introdução de substâncias nos aquíferos,  Por sobre-exploração dos aquíferos,  Por impermeabilização da superfície e eliminação da cobertura vegetal.
  • 46. Poluição dos Aquíferos 46 - Física  Alteração nos valores da temperatura e da radiatividade. Quanto ao tipo - Química  Introdução de compostos químicos. de - poluente Bacteriológica  Contaminação com protozoários, bactérias e vírus (provenientes de esgotos domésticos, tanques sépticos e pecuária). - Urbana  Materiais orgânicos, detergentes e metais pesados: - depositados em lixeiras ou aterros e arrastados por águas Quanto à lixiviantes. origem - libertados por efluentes domésticos não tratados (fossas sépticas). - Agrícola  Fertilizantes químicos (nitratos, fosfatos...) e pesticidas dissolvem-se na água da chuva que vai infiltrar-se.  Descargas de efluentes não tratados da agropecuária. - Industrial  Metais pesados (chumbo, zinco, mercúrio...), substâncias químicas orgânicas e inorgânicas variadas são lançadas nos cursos de água ou no solo.  Libertação de água quente nos cursos de água.  Fugas de depósitos de gasolina e derrames de óleos usados.
  • 47. Poluição dos Aquíferos 47  Causas da poluição dos aquíferos  Sobre-exploração dos aquíferos, Diminuição excessiva do aquífero. - Alteração da qualidade química e microbiológica da água. - Contaminação do aquífero com água salgada, em zonas costeiras.  Impermeabilização da superfície e eliminação da cobertura vegetal. Diminuição das taxas de infiltração. A água é um recurso renovável frágil e escasso É urgente proteger os aquíferos
  • 48. Poluição dos Aquíferos 48  Algumas medidas para a preservação dos aquíferos  Controlo dos processos antrópicos (agricultura, indústrias, fossas sépticas, lixeiras, poços...).  Vigilância e controlo na abertura anárquica de captações.  Análise periódica da qualidade da água captada.  Coimas pesadas ao nível individual e coletivo para quem polua estes recursos.  Sensibilização das populações para o uso correto da água.  Incentivo à gestão racional dos recursos hidrológicos.