UNIVERSIDADE DE CAXIAS DO SUL
 Programa de Pós-Graduação em Materiais (PGMAT)
 Ciência e Tecnologia de Elastômeros



Reciclagem de Elastômeros



    ___________________________________________
                   Janaina da Silva Crespo
                     Grupo de Materiais Elastoméricos
Polímeros
                problema ambiental




   Termoplásticos                Termorrígidos




Reciclagem com adição        Ligação cruzada, estabilizantes
                                   e outros aditivos
  de material virgem
                                Degradação natural é lenta
Pneus < 1% é perdido na rodagem


Aterros
1977 – 70% aterro (elevado custo)
Obras de Aterramento
Fonte de Energia
Pneus – 90% material orgânico = 32,6 mJ/kg
Carvão – 18,6 a 27,9 mJ/kg
Fonte de Energia

Emissão de gases e o valor agregado ao resíduo é baixo


Quadras de Esporte e Playground
Regeneração




        Física                             Química


Conversão da rede tridimensional, insolúvel e infusível
rede bidimensional, plástica, baixo módulo, processável e
vulcanizavel, essencialmente um termoplástico similar à
borracha virgem.
Regeneração Física: mecânica, termo-mecânica, crio-
mecânica, microondas e ultrassom.




Mecânica

Cisalhamento em cilindro a altas temperaturas (diminuição
do PM)
NR, T = 80oC (RR)
Blendas NR/RR (25/75)     carga de enchimento
Termo-Mecânica

   Pó ~ 20 m;

   Solvente NaOH;

   Revulcanizado    propriedades inferiores ao material
                         original.
Crio-Mecânica

   Moagem na presença de N2 líquido;

   Pó = 40 – 100 mesh (388 – 140 m);
Crio-Mecânica: Efeito da granulometria




   Extrusão = 80 – 100 mesh (5 phr);

   Calandragem = 80 – 100 mesh (10 phr);

   Moldagem = qualquer tamanho.
Crio-Mecânica: BR 60 mesh
Principal problema para pneu:

   Propriedade de flexão;

   Stress cíclico é propagado pelo pneu;

   Caso encontre um grão vulcanizado pode ocasionar trincas.


Outros tipos de moagem:

   Moagem em ambiente seco        10 – 30 mesh, 5 – 20 phr;

   Moagem em solução        pó 10 – 20 mesh;
                                                 H2O

                                                400 – 500 mesh
Microondas
  Energia e frequência específica para que ocorra a
desvulcanização;
   Pó = 40 – 100 mesh (388 – 140 m).




E = 915 – 2450 MHz; P = 41 – 177 W h
Ultrassom

   Ruptura da ligação C – S e S – S;

    NR     50 kHz durante 20 min
           desvulcanização     revulcanização = propriedades
           similares a NR virgem;

    SBR     gel 83%, d l.c. = 0,21 kg mol/cm3, desvulcanização
            T = 121oC
            Revulcanização     d l.c. = 0,02 kg mol/cm3
            Tração na ruptura: 1,5      10,5 MPa
            Alongamento na ruptura: 130      250%
Regeneração         Química:   compostos    orgânicos
(dissulfetos e mercaptanas).
 processo mais utilizado pelas empresas que produzem
borracha regenerada.
Regeneração Química

   Iodeto de metila catalisada por iodeto de mercúrio
Regeneração Química: compostos inorgânicos

   LiAlH4 = hidreto de lítio e alumínio (LAH)




   Na (pó 10 – 30 mesh)
    Tolueno, benzeno, cicloexano T = 300oC sem O2 PMi = PMf
Desenvolvimentos recentes na
               regeneração de borracha


   Biotecnologia: dessulfuração microbiológica;

    SBR     1,6% de S

    Microorganismos: Thiobacillus i. e.
                      T. ferrooxidans
                      T. thiooxidans
                      T. thioparus
    Melhor resultado: T. thioparus, pó = 100 – 200 m
                      4,7% do S              SO42- 40 dias
                                   oxidado
   Regeneração utilizando-se o De-Link




100 phr de pó 40 mesh
                          cilindro temperatura ambiente
2 – 6 phr de De-Vulc

NR-D e SBR-D (adição de 30% de material regenerado com De-Vulc)
   Regeneração utilizando-se materiais de fontes renováveis (RRM)




RRM = dialildissulfetos, monossulfetos, polissulfetos e tióis
DADS = dialildissulfeto sintético
10 phr de RRM ou 2 phr de DADS / 100 phr de borracha; T = 60oC
T = 60oC
t = 25 min
sol = fração que está sendo desvulcanizada
   Regeneração utilizando-se materiais de fontes renováveis (RRM)
   Regeneração utilizando-se materiais de fontes renováveis:
             misturas com elastômeros virgem
   Regeneração utilizando-se materiais de fontes renováveis:
             misturas com elastômeros virgem
   Regeneração utilizando-se materiais de fontes renováveis:
             misturas com elastômeros virgem
   Preparação de TPV




modified = LLDPE com etileno glicidil metacrilato
Custo elevado
   Incorporação ao Asfalto
Asfalto + pó de borracha (2 mm) = 175 – 220 C, 1 -2 h.
2 toneladas de pó de borracha por km
Bibliografia


B. Adhikari, D. De e S. Maiti, Reclamation and recycling
of waste rubber, Progress in Polymer Science, 25, 909-948,
2000.

Reciclagem de elastómeros

  • 1.
    UNIVERSIDADE DE CAXIASDO SUL Programa de Pós-Graduação em Materiais (PGMAT) Ciência e Tecnologia de Elastômeros Reciclagem de Elastômeros ___________________________________________ Janaina da Silva Crespo Grupo de Materiais Elastoméricos
  • 3.
    Polímeros problema ambiental Termoplásticos Termorrígidos Reciclagem com adição Ligação cruzada, estabilizantes e outros aditivos de material virgem Degradação natural é lenta
  • 4.
    Pneus < 1%é perdido na rodagem Aterros 1977 – 70% aterro (elevado custo)
  • 5.
  • 6.
    Fonte de Energia Pneus– 90% material orgânico = 32,6 mJ/kg Carvão – 18,6 a 27,9 mJ/kg
  • 7.
    Fonte de Energia Emissãode gases e o valor agregado ao resíduo é baixo Quadras de Esporte e Playground
  • 8.
    Regeneração Física Química Conversão da rede tridimensional, insolúvel e infusível rede bidimensional, plástica, baixo módulo, processável e vulcanizavel, essencialmente um termoplástico similar à borracha virgem.
  • 9.
    Regeneração Física: mecânica,termo-mecânica, crio- mecânica, microondas e ultrassom. Mecânica Cisalhamento em cilindro a altas temperaturas (diminuição do PM) NR, T = 80oC (RR) Blendas NR/RR (25/75) carga de enchimento
  • 10.
    Termo-Mecânica  Pó ~ 20 m;  Solvente NaOH;  Revulcanizado propriedades inferiores ao material original.
  • 11.
    Crio-Mecânica  Moagem na presença de N2 líquido;  Pó = 40 – 100 mesh (388 – 140 m);
  • 12.
    Crio-Mecânica: Efeito dagranulometria  Extrusão = 80 – 100 mesh (5 phr);  Calandragem = 80 – 100 mesh (10 phr);  Moldagem = qualquer tamanho.
  • 13.
  • 14.
    Principal problema parapneu:  Propriedade de flexão;  Stress cíclico é propagado pelo pneu;  Caso encontre um grão vulcanizado pode ocasionar trincas. Outros tipos de moagem:  Moagem em ambiente seco 10 – 30 mesh, 5 – 20 phr;  Moagem em solução pó 10 – 20 mesh; H2O 400 – 500 mesh
  • 15.
    Microondas  Energiae frequência específica para que ocorra a desvulcanização;  Pó = 40 – 100 mesh (388 – 140 m). E = 915 – 2450 MHz; P = 41 – 177 W h
  • 16.
    Ultrassom  Ruptura da ligação C – S e S – S; NR 50 kHz durante 20 min desvulcanização revulcanização = propriedades similares a NR virgem; SBR gel 83%, d l.c. = 0,21 kg mol/cm3, desvulcanização T = 121oC Revulcanização d l.c. = 0,02 kg mol/cm3 Tração na ruptura: 1,5 10,5 MPa Alongamento na ruptura: 130 250%
  • 17.
    Regeneração Química: compostos orgânicos (dissulfetos e mercaptanas).  processo mais utilizado pelas empresas que produzem borracha regenerada.
  • 18.
    Regeneração Química  Iodeto de metila catalisada por iodeto de mercúrio
  • 19.
    Regeneração Química: compostosinorgânicos  LiAlH4 = hidreto de lítio e alumínio (LAH)  Na (pó 10 – 30 mesh) Tolueno, benzeno, cicloexano T = 300oC sem O2 PMi = PMf
  • 20.
    Desenvolvimentos recentes na regeneração de borracha  Biotecnologia: dessulfuração microbiológica; SBR 1,6% de S Microorganismos: Thiobacillus i. e. T. ferrooxidans T. thiooxidans T. thioparus Melhor resultado: T. thioparus, pó = 100 – 200 m 4,7% do S SO42- 40 dias oxidado
  • 21.
    Regeneração utilizando-se o De-Link 100 phr de pó 40 mesh cilindro temperatura ambiente 2 – 6 phr de De-Vulc NR-D e SBR-D (adição de 30% de material regenerado com De-Vulc)
  • 22.
    Regeneração utilizando-se materiais de fontes renováveis (RRM) RRM = dialildissulfetos, monossulfetos, polissulfetos e tióis DADS = dialildissulfeto sintético 10 phr de RRM ou 2 phr de DADS / 100 phr de borracha; T = 60oC
  • 23.
    T = 60oC t= 25 min sol = fração que está sendo desvulcanizada
  • 24.
    Regeneração utilizando-se materiais de fontes renováveis (RRM)
  • 27.
    Regeneração utilizando-se materiais de fontes renováveis: misturas com elastômeros virgem
  • 28.
    Regeneração utilizando-se materiais de fontes renováveis: misturas com elastômeros virgem
  • 29.
    Regeneração utilizando-se materiais de fontes renováveis: misturas com elastômeros virgem
  • 30.
    Preparação de TPV modified = LLDPE com etileno glicidil metacrilato Custo elevado
  • 31.
    Incorporação ao Asfalto
  • 32.
    Asfalto + póde borracha (2 mm) = 175 – 220 C, 1 -2 h. 2 toneladas de pó de borracha por km
  • 33.
    Bibliografia B. Adhikari, D.De e S. Maiti, Reclamation and recycling of waste rubber, Progress in Polymer Science, 25, 909-948, 2000.