COLÉGIO TIA ANA MARIA
     EDUCAÇÃO INFANTIL, ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO.



Rua 13 de Maio, nº 970 – Fone/Fax (0xx43) 3534-3492
                             ctamsap@gmail.com.br
                  Santo Antônio da Platina – Paraná.
                                         1976/2011
Sumário
         Do Projeto Político-Pedagógico
2 - Apresentação.....................................................................................08
3- Identificação do Estabelecimento........................................................08
4 – Objetivo Geral do Colégio Tia Ana Maria..........................................10
5 – Marco Situacional..............................................................................10
5.1 – Organização da Entidade Escolar..................................................10
5.2 – Breve histórico da realidade.. ........................................................14
5.3 – Breve histórico da Instituição..........................................................14
5.4 – Caracterização da comunidade escolar.........................................15
5.5 – Regime Escolar..............................................................................16
5.6 – Classificação e Reclassificação......................................................17
5.7 – Promoção.......................................................................................18
5.8 – Regime de Progressão Parcial.......................................................19
5.9 – Relação do corpo docente e técnico administrativo.......................19
5.10 – Análise dos problemas existentes................................................21
5.11 – Tabela de reprovações nos últimos anos.....................................23
5.12 – Inclusão........................................................................................23
5.13 – Gestão Democrática.....................................................................24
5.13.1 –Conselho de Classe....................................................................24
5.13.2 – Grêmio Estudantil......................................................................24
5.14 – Desafios Educacionais Contemporâneos.....................................25
6 – Marco Conceitual ..............................................................................25
6.1 – Fundamentação Teórica.................................................................25
6.1.1 - Filosofia e os Princípios Didático-Pedagógicos da Instituição.....25
6.1.2 – Concepção Educacional..............................................................26
6.1.3 – Objetivo do Colégio Tia Ana Maria..............................................26
6.1.4 – Concepção de Homem................................................................27
6.1.5 – Concepção de Sociedade............................................................27
6.1.6 – Concepção de Cultura.................................................................28
6.1.7 – Concepção de Mundo..................................................................28
6.1.8 – Concepção de Infância................................................................29
6.1.9 – Concepção de Escola..................................................................30
6.1.10 – Concepção de Conhecimento...................................................31
6.1.11 – Concepção de Tecnologia ........................................................31
6.1.12 – Concepção de Ensino e Aprendizagem....................................32
6.1.13 – Concepção de Cidadania..........................................................33
6.1.14 – Concepção de Gestão Democrática de Ensino.........................33
6.1.15 – Concepção de Formação Continuada.......................................34
6.1.16 – Concepção de hora atividade docente......................................35
6.2 – Concepção de Tempo Escolar.......................................................35
6.3 – Organização Curricular...................................................................36
6.4 – Matriz Curricular.............................................................................36
6.5 – Concepção das Ações Didático-Pedagógicas................................38
6.5.1 – Atividades Escolares: Projetos a serem desenvolvidos..............39
6.6 – Concepção Curricular.....................................................................49
6.7 – Concepção de Avaliação................................................................51
6.8 – Planos de Avaliação.......................................................................52
6.8.1 – Média Bimestral...........................................................................53
6.8.2 – Avaliações de 2ª Chamada.........................................................54
6.8.3 – Média Semestral..........................................................................54
6.8.4 – Critérios para aprovação.............................................................55
7 – Marco Operacional............................................................................56
7.1 – Demonstrativos de Metas e Ações para o ano de 2011................57
7.2 – Organização da hora atividade docente........................................59
7.3 – Conselho de Classe.......................................................................59
7.4 – Processo de Recuperação.............................................................60
7.4.1 – Recuperação do Ensino Fundamental – séries iniciais...............60
7.4.2 – Recuperação Semestral..............................................................60
7.5 – Da Matrícula em Regime de Progressão Parcial...........................60
8. Proposta Pedagógica Curricular.........................................................61
8.1 – Conteúdos Estruturantes................................................................57

Educação Infantil – Eixos Organizadores do Currículo
Maternal...................................................................................................62
Jardim I – Artes Visuais...........................................................................63
Jardim I – Linguagem oral e escrita........................................................63
Jardim I – Matemática.............................................................................63
Jardim I – Movimento..............................................................................63
Jardim I – Natureza e Sociedade............................................................63
Jardim I – Música.....................................................................................64
Jardim II – Artes Visuais..........................................................................64
Jardim II – Linguagem oral e escrita........................................................64
Jardim II – Matemática............................................................................64
Jardim II – Movimento.............................................................................64
Jardim II – Natureza e Sociedade...........................................................65
Jardim II – Música....................................................................................65


Disciplinas – Ensino Fundamental e Ensino Médio
Artes/Arte
Apresentação Geral da Disciplina...........................................................65
Fundamentos Teórico Metodológicos......................................................66
Conteúdos Estruturantes ........................................................................67
Encaminhamento Metodológico..............................................................71
Avaliação.................................................................................................72
Ciências/Biologia
Apresentação Geral da Disciplina...........................................................73
Fundamentos Teórico-Metodológicos ....................................................74
Conteúdos Estruturantes ........................................................................75
Encaminhamento Metodológico..............................................................79
Avaliação.................................................................................................81
Educação Física
Apresentação Geral da Disciplina...........................................................82
Fundamentos Teórico-Metodológicos.....................................................83
Conteúdos Estruturantes ........................................................................84
Encaminhamento Metodológico..............................................................86
Avaliação.................................................................................................86
Filosofia/Conhecimento Filosófico
Apresentação Geral da Disciplina...........................................................87
Fundamentos Teórico-Metodológicos ....................................................88
Conteúdos Estruturantes ........................................................................89
Encaminhamento Metodológico..............................................................90
Avaliação.................................................................................................91
Física
Apresentação Geral da Disciplina...........................................................92
Fundamentos Teórico-Metodológicos ....................................................93
Conteúdos Estruturantes ........................................................................94
Encaminhamento Metodológico..............................................................96
Avaliação.................................................................................................97
Geografia
Apresentação Geral da Disciplina...........................................................97
Fundamentos Teórico-Metodológicos ....................................................98
Conteúdos Estruturantes ......................................................................100
Encaminhamento Metodológico............................................................103
Avaliação...............................................................................................104
História
Apresentação Geral da Disciplina.........................................................105
Fundamentos Teórico-Metodológicos ..................................................106
Conteúdos Estruturantes ......................................................................107
Encaminhamento Metodológico............................................................112
Avaliação...............................................................................................113
Língua Portuguesa e Literatura
Apresentação Geral da Disciplina.........................................................114
Fundamentos Teórico-Metodológicos ..................................................115
Conteúdos Estruturantes ......................................................................116
Encaminhamento Metodológico............................................................122
Avaliação...............................................................................................123
Matemática
Apresentação Geral da Disciplina.........................................................124
Fundamentos Teórico-Metodológicos ..................................................125
Conteúdos Estruturantes ......................................................................127
Encaminhamento Metodológico............................................................131
Avaliação...............................................................................................132
Química
Apresentação Geral da Disciplina.........................................................133
Fundamentos Teórico-Metodológicos ..................................................134
Conteúdos Estruturantes ......................................................................135
Encaminhamento Metodológico............................................................136
Avaliação...............................................................................................137
Sociologia
Apresentação Geral da Disciplina.........................................................138
Fundamentos Teórico-Metodológicos ..................................................139
Conteúdos Estruturantes ......................................................................140
Encaminhamento Metodológico............................................................142
Avaliação...............................................................................................142


Parte Diversificada
Língua Estrangeira Moderna: Espanhol
Apresentação Geral da Disciplina.........................................................144
Fundamentos Teórico-Metodológicos ..................................................144
Conteúdos Estruturantes ......................................................................145
Encaminhamento Metodológico............................................................147
Avaliação...............................................................................................148
Língua Estrangeira Moderna: Inglês
Apresentação Geral da Disciplina.........................................................148
Fundamentos Teórico-Metodológicos ..................................................149
Conteúdos Estruturantes ......................................................................150
Encaminhamento Metodológico............................................................153
Avaliação...............................................................................................154
Linguagem e Comunicação
Apresentação Geral da Disciplina.........................................................155
Fundamentos Teórico-Metodológicos ..................................................156
Conteúdos Estruturantes ......................................................................156
Encaminhamento Metodológico............................................................157
Avaliação...............................................................................................158
Produção Textual
Apresentação Geral da Disciplina.........................................................158
Fundamentos Teórico-Metodológicos ..................................................159
Conteúdos Estruturantes.......................................................................159
Encaminhamento Metodológico............................................................162
Avaliação...............................................................................................162

8.2 - Bibliografia.....................................................................................163
2 - Apresentação
      Como fator de mudança, renovação, progresso e buscando levar ao
crescimento de cada membro envolvido e assim, do município como um todo
propõe-se o Projeto Político-Pedagógico/Proposta Pedagógica          Curricular   da
Educação como recurso de organização e fundamento de toda a ação educativa que
acompanha o processo de ensinar e aprender. Busca-se obter maior efetividade do
ensino, objetivando-se a coordenação de esforços para aperfeiçoá-lo, clima
estimulante para o desenvolvimento das tarefas educativas e ajuda aos membros da
comunidade escolar na definição de seus objetivos.
      Para que isto seja alcançado, há necessidade de comprometimento de todos
os envolvidos no processo para que a escola atinja seus verdadeiros propósitos, ou
seja, preparando-se para uma educação permanente dentro dos propósitos básicos
de liberdade e respeito ao outro e de suas potencialidades.
      O presente Projeto visa servir à escola e foi elaborado considerando princípios
que norteiam a ação educativa da Escola e atendendo aos dispositivos legais
contidos nos pressupostos básicos da Lei de Diretrizes e Bases da Educação - Lei
9394/96 e no Estatuto da Criança e do Adolescente - Lei 8069/90, o Referencial
Curricular para a Educação Infantil, a Diretriz Curricular Nacional para Educação
Infantil e Ensino Fundamental de Nove Anos e as demais leis vigentes no país.
      Este documento apresentará as características de divisão entre o Marco
Situacional, Marco Conceitual e Marco Operacional.


3 - Identificação do Estabelecimento
3.1 - Colégio Tia Ana Maria – Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio.
Código: 0010-6
3.2 – Endereço: Rua 13 de maio, 970 – Centro     CEP: 86 430 000
3.3 - Fone: 43 3534 3492
3.4 – Município: Santo Antonio da Platina
Código: 2430
3.5 – Núcleo Regional de Educação: Jacarezinho.
3.6 - Entidade mantenedora: Colégio Tia Ana Maria S/C Ltda.
3.7 – Ato de Autorização de Funcionamento:
Pré –Escola - Resolução nº 1604/83 DOE de 28/06/83.
1a a 4ª Séries - Resolução nº 3421/90 DOE de 08/11/90.
5a a 8a Séries - Resolução nº 5119/94 de 21/10/94.
2º Grau –Ensino Médio - Resolução nº 4554/96 DOE de 03/12/96 e alterou a
denominação de Escola para: Colégio Tia Ana Maria – Ensino Pré-Escolar e de 1º e
2º Graus ;
Ensino Fundamental de Nove Anos: Resolução nº 3078/08 de 12/09/08.


3.8 – Ato de Reconhecimento:
Pré-Escola - Resolução nº 1317/98 DOE de 19/05/98.
1ª a 4ª Séries - Resolução nº 1317/98 DOE de 19/05/98.
5a a 8a Séries - Resolução nº 1317/98 DOE de 19/05/98.
2º Grau – Ensino Médio - Resolução nº 4131/99 DOE 10/11/99.


3.9 - Ato de Renovação de Autorização de Funcionamento:
Educação Infantil:
Resolução n.º 4758/02, de 02/12/02;
Resolução n.º 3230/03, de 27/10/2003;
Resolução nº 3883/08 de 13/10/08.


Ensino Fundamental de 1ª a 8a Série:
Resolução n.º 1228/04, de 29/03/2004 (DOE de 15/04/2004);
Resolução nº 3121/08 de 09/07/08.


Ensino Médio:
Resolução nº 89/05 de 13/01/2005 ( DOE de 26/01/05).


Resolução n.º 2050/01, de 06/09/01 (DOE 6085 de 04/10/01) – Resolução que
autorizou a mudança de denominação da entidade mantenedora do Colégio Tia Ana
Maria – Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio, de Escola Tia Ana Maria –
Ensino Pré-Escolar e de 1.º Grau S/C Ltda., para Colégio Tia Ana Maria Ltda;
3.10 – Parecer do Núcleo Regional de Jacarezinho de aprovação do Regimento
Escolar - nº 199/08 de 17 de outubro de 2008.


3.11 – Distância do Colégio do Núcleo Regional de Jacarezinho: 22 km.
3.12 – Local: Urbana.
3.13 – Site do Colégio: www.ctamsap.com.br
3.14 - E-mail: ctamsap@gmail.com


4 – Objetivo Geral do Projeto Político-Pedagógico
      Promover educação de qualidade, que possibilite ao aluno a apropriação do
conhecimento científico e o desenvolvimento de suas competências e habilidades,
formando cidadãos conscientes, participativos, responsáveis e capazes de promover
transformações na sociedade.


5 - Marco Situacional
5.1 - Organização da Entidade Escolar.

      Esta entidade contempla as seguintes modalidades de ensino: Educação
Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio atendendo as Diretrizes Curriculares
Nacionais.

      A Educação Infantil atenderá as modalidades Maternal, Jardim I, Jardim II,
destinadas às crianças de (Maternal – 2 a 3 anos; Jardim I – 4 anos de idade; Jardim
II – 5 anos de idade;, conforme está determinado na Deliberação nº 009/99 – CEE)
a ser ofertado em função da demanda existente, e em acordo com as possibilidades
deste estabelecimento. Visa o desenvolvimento das habilidades cognitivas da
criança, levando-a a despertar para o mundo que a cerca e desenvolver-se no
processo educacional.

      O Ensino Fundamental, com duração de nove anos em implantação, é
ministrado por ano em regime seriado. Tem como objetivo a formação básica do
cidadão mediante o desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meios
básicos o pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo. Completa ainda a
compreensão do ambiente natural e social, do sistema político, da tecnologia, das
artes e dos valores em que se fundamenta a sociedade e o desenvolvimento da
capacidade de aprendizagem, tendo em vista a aquisição de conhecimentos e
habilidades e a formação de atitudes e valores em que se assenta a vida social.



      Ensino Médio, também ministrado por série é a etapa final da educação
básica, tem a duração de três anos com a finalidade da consolidação e o
aprofundamento       dos   conhecimentos      adquiridos     no   Ensino    Fundamental,
possibilitando o prosseguimento de estudos. Visa a preparação básica para o
trabalho e a cidadania do educando, para continuar aprendendo de modo a ser
capaz de se adaptar com flexibilidade a novas mudanças de ocupação ou
aperfeiçoamento      posteriores.   Está   organizado   de    maneira   a   favorecer   o
aprimoramento do educando como pessoa humana, incluindo a formação ética e o
desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico.


5.1.1 – Modalidade de Ensino
** Educação Infantil
Maternal - 2 a 3 anos e 11 meses;
Número de alunos: 18
Número de Turma: 01
Número de Professores: 02


Jardim I - 4 anos;
Número de alunos: 25
Número de Turma: 01
Número de Professores: 02


Jardim II - 5 anos
Número de alunos: 26
Número de Turma: 01
Número de professores : 02
- Ensino Fundamental:
Ensino Fundamental de Nove anos: ano de implantação 2007 – gradativo;
1º Ano: 01                 Número de alunos: 30
Número de Professor: 02
2º Ano: 01              Número de alunos: 29
Número de Professor: 02


3º Ano: 01              Número de alunos: 24
Número de Professor: 02


4º Ano: 01              Número de alunos: 26
Número de Professor: 02


5º Ano: 01             Número de alunos: 26
Número de Professor: 02


Número de Professor das disciplinas complementares:
Educação Física: 01
Brinquedoteca: 01
Xadrez: 01
Inglês: 01
Música: 01


Ensino Fundamental de Oito anos:
5a Série:01               Número de alunos: 23
Número de Professores: 01 por disciplina
6a Série:01               Número de alunos: 18
Número de Professores: 01 por disciplina
7a Série:01               Número de alunos: 15
Número de Professores: 01 por disciplina
8a Série:01               Número de alunos: 18
Número de Professores: 01 por disciplina


-Ensino Médio.
1ª Série: 01               Número de alunos: 30
Número de Professores: 01 por disciplina
2ª Série: 01               Número de alunos: 27
Número de Professores: 01 por disciplina
3ª Série: 01               Número de alunos: 30
Número de Professores: 01 por disciplina
Número total de alunos: 365 da Educação Infantil ao Ensino Médio
Número total de professores: 38
Número de funcionários: 19


5.1.2 - Turno de Funcionamento:
    -   Manhã:
    Ensino Fundamental: 5ª Série, 6ª Série, 7ª Série e 8ª Série.
    Ensino Médio: 1ª Série, 2ª Série e 3ª Série.
    - Tarde: Maternal, Jardim I, Jardim II, 1º Ano, 2º Ano, 3º Ano; 4º Ano e 5º Ano.


5.1.3 – Ambientes Pedagógicos:
-   Número total de salas de aula: 12 salas de aulas, sendo cada uma delas,
composta de uma televisão, ventiladores de teto e relógio de parede;
Número de salas de aula utilizadas por turno:
Manhã: 07 salas
Tarde : 08 salas
-   Sala da equipe pedagógica: 02
-   Sala dos professores: 01
-   Sala da direção: 01;
-   Sala de apoio à aprendizagem: 01
-   Computadores para uso em sala.
-   08 unidades de sanitários para alunos e professores;
-   01 almoxarifado;
-   Número de carteiras adequado ao número de alunos;
-   Biblioteca com computador, impressora e Internet; Acervo bibliográfico.
-   Laboratório de Biologia, Física e Química;
-   Quadra esportiva coberta;
-   Campo gramado para práticas esportivas;
-   Cantina com computador ligado em rede e com som ambiente;
-   Secretaria computadorizada, ligada à Internet;
-   Recepção;
-   Parque infantil;
- Sala de coordenação esportiva: instrumentos para atividades físicas: bolas, redes,
colchonetes, pesos, cordas, hastes, bambolês, etc.
-   Sala de instrumentos musicais;
-   Brinquedoteca.
-   Instrumentos pedagógicos: vídeos, televisores; retroprojetor, máquina de xerox,
CD`s e DVD`s.


5.2 - Breve histórico da realidade.

       A sociedade moderna tem evoluído numa velocidade espantosa, exigindo que
as instituições educacionais a ela ligadas acompanhem esse ritmo, além de exigir
uma reflexão das alterações que se fazem necessárias a cada uma delas. A
sociedade apresenta características marcantes, que é a rapidez cada vez mais
crescente no ritmo das transformações deixando no passado àquelas instituições
clássicas marcadas pela lentidão em que se transformam. Isto faz da escola o setor
que mais precisa de transformações a fim de assumir o seu verdadeiro papel nessa
sociedade emergente. Um dos primeiros passos necessários para que ocorra às tais
mudanças na sociedade, refere-se à tomada de consciência do problema, que, no
mesmo ritmo lento da educação, levou muito tempo para ser notado e assumido.
       Faz-se necessária à busca de consciência junto a este estágio letárgico que
trouxe angústias para todos os envolvidos na educação, e o tempo não espera e à
medida que esse tempo passa, mais problemas se acumulam, numa situação
inversamente proporcional.
       Assim, o papel de cada profissional da educação tem de ser repensado e
reelaborado, pois a realidade é que a educação é um organismo vivo e complexo e,
se um de seus órgãos é problemático, todo o resto sofre e de antemão fica
comprometido o desempenho global desse mesmo organismo. Cabe então, a busca
constante de mudanças significativas, precisa-se buscar, pensar e reelaborar os
objetivos do Colégio, de forma coletiva e englobadora em relação à sua organização
como um todo, resgatando a identidade e os princípios que deve ter uma escola
moderna, criando possibilidades pedagógicas singulares e buscando condições
necessárias para que a função social da escola seja cumprida.
5.3 - Breve histórico da Instituição.

      Colégio Tia Ana Maria, fundado em 9 de março de 1976 pela professora ―Ana
Maria da Veiga Freitas‖, funcionou provisoriamente na rua 13 de Maio, 928,
mudando-se, logo em seguida – 8 de junho de 1976 – para sua sede própria, situada
à rua 13 de Maio, nº 970. Contava, em sua fundação, com 40 alunos divididos em
duas turmas, tendo como professora responsável, sua fundadora ―Ana Maria da
Veiga Freitas‖ e como auxiliares, suas filhas Márcia e Clarimília.

      Devidamente autorizada pela Secretaria de Estado de Educação em 1990, por
resolução nº 3421/90 DOE 08/11/90, iniciou-se as atividades de 1º Grau com o
funcionamento da 1ª Série. Com a ampliação gradativa do número de alunos e de
salas, houve mudança nas salas de aulas e mudança administrativa, assumindo a
direção a professora Márcia Veiga de Freitas Calheiro - Ato nº 001/94 - tendo na
vice direção Ana Maria da Veiga Freitas e secretária a professora Clarimília Veiga
de Freitas Altvater, todas detentoras dos graus e currículos exigidos para o exercício
de tais funções.
       Em 1997, a escola passou a ser Colégio Tia Ana Maria, com a implantação do
Segundo Grau. Atualmente o Colégio conta com o funcionamento pleno da
Educação Infantil, do Ensino Fundamental e Médio, com um total de 345 alunos,
sendo a professora Clarimília Veiga de Freitas Altvater (Ato nº 012/2000) e a
professora Luciene Vilas Bôas Maurano (Ato nº 003/2009), responsáveis pela equipe
pedagógica.


5.4 - Caracterização da comunidade escolar.
       O Colégio Tia Ana Maria, localiza-se no centro da cidade e faz parte de uma
comunidade que apresenta nível sócio –econômico muito bom. Analisando o perfil de
seus atuais alunos verifica-se que, na sua maioria, são pertencentes à classe média
alta, proveniente da zona rural e urbana do Município, e alguns de famílias e de
cidades vizinhas.
       Assim, o Colégio busca inserir o aluno seja ele tido como um aluno normal ou
especial, numa proposta pedagógica voltada para suas necessidades, com o objetivo
de torná-lo participativo, atuante e crítico nas atividades de âmbito escolar,
preparando-se para a vida em sociedade.
Os conteúdos propostos são passados, utilizando-se do método de ensino
Metafônico , material Alfa e Beto, livros Vai começar a Brincadeira (FTD), material
Anglo     Sistema   de Ensino, com o qual o Colégio mantém Convênio, e livros
complementares condizentes, incentivando a leitura, buscando-se uma visão
universalista de culturas, porém jamais se esquecendo das realidades sociais e
econômicas de nosso meio, baseadas nos momentos de estudos da hora-atividade .
        Os planos curriculares se encaixam nas exigências legais vigentes no Estado
do Paraná, voltados para a construção do saber, proporcionando aos alunos um
instrumental teórico prático que lhes permita melhor compreender a vida em
sociedade e a complexidade das relações sociais.
         Em relação a Lei de nº 10.639/03, sendo esta alterada pela lei 11.645/05, em
seu artigo 26 A, trataremos da temática ―História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena‖
e atendendo a necessidade de se envolver com os temas dos Desafios Educacionais
Contemporâneos estaremos engajados nesta temática, valorizando estes temas.
        A faixa etária dos alunos vai de 02 (dois) anos (Educação Infantil), onde a
criança inicia sua escolaridade; aqui a criança aprende a estudar com prazer, através
de aulas criativas que motivam a construção do próprio pensamento e o
desenvolvimento da coordenação motora. Esta faixa vai até mais ou menos aos 18
(dezoito) anos de idade, quando estará finalizando o curso do Ensino Médio, no qual
o aluno, como indivíduo terá se apropriado dos conhecimentos desse período para
se aprimorar, como tal, no mundo do trabalho e na prática social.
        Portanto os nossos alunos são de excelente padrão cultural, convivendo e
obtendo no Colégio, boa formação. Dispondo dos mais variados e modernos
recursos tecnológicos como exemplo: computador, DVD, internet, etc - que
enriquecem e são enriquecidos com o intercâmbio natural com outros de seu próprio
ou diferentes meios e/ou níveis. Normalmente provêm de lares sólidos, construídos
sobre o alicerce da tradição e da religiosidade interiorana, nunca são, para a Escola,
alunos problemas, salvo raras exceções, que são resolvidas dentro dos parâmetros
educacionais e da Filosofia do Colégio.


5.5 - Regime Escolar
        A Matrícula é o ato formal que vincula o educando a um estabelecimento de
ensino     autorizado, conferindo-lhe a condição de aluno. Será requerida pelo
interessado ou por seus responsáveis quando menor de 18 anos, e deferida pelo
Diretor do estabelecimento em conformidade com os dispositivos regimentais, no
prazo máximo de 60(sessenta) dias.
      Fica assegurada ao aluno, não vinculado ao estabelecimento de ensino a
possibilidade de ingressar no Colégio a qualquer tempo, desde que se submeta a
processo de Classificação, Aproveitamento de estudos e Adaptação, previstos no
Regimento Escolar, sendo que o controle de freqüência se fará a partir da data da
matrícula.
      Para a matrícula de ingresso no 1º Ano do Ensino Fundamental de
Nove Anos, a criança deverá ter 06 (seis) anos de idade. Atendida a
matrícula dos alunos com 6 (seis) anos completos ou a completar no
início do ano letivo, este estabelecimento admitirá, em caráter
excepcional, o acesso ao ensino fundamental de crianças que
completem seis anos no decorrer do ano letivo, observando-se os
seguintes requisitos:
a) crianças que no seu percurso educacional estiveram matriculadas e frequentaram
por dois anos ou mais a pré-escola
b) termo de responsabilidade pela antecipação da matrícula do educando, assinado
pelos pais ou responsáveis;
c) comprovação da existência de vagas neste estabelecimento;
d) proposta pedagógica adequada ao desenvolvimento dos alunos;


Matrícula por Transferência - é aquela pela qual o aluno, ao se desvincular de um
estabelecimento de ensino, vincula-se ato contínuo a outro congênere, para
prosseguimento de estudos em curso.
Adaptação - A Adaptação de Estudos é o conjunto de atividades didático-
pedagógicas desenvolvidas sem prejuízo das atividades normais da série ou período
em que o aluno se matricular, para que possa seguir, com proveito o novo currículo.
A equipe técnico-pedagógica deste estabelecimento, fica responsável pela análise
do currículo apresentado pelo aluno a fim de determinar as adaptações no
ajustamento do novo currículo.
Aproveitamento de Estudos - será feito o aproveitamento de Estudos concluídos com
aprovação na escola de origem da série, fase, ciclo, período ou disciplinas.
5.6 - Classificação e Reclassificação
      A Classificação é o procedimento que o estabelecimento adota segundo
critérios próprios, para posicionar o aluno em série, fase, período, ciclo ou etapa
compatível com a idade, experiência e desempenho adquiridos por meios formais ou
informais. Poderá ser realizada por promoção, por transferência e independente de
escolarização anterior, mediante avaliação feita pela Escola. Fica vedada a
classificação para o ingresso na 1ª Série do Ensino Fundamental, conforme Artigo
24, inciso II da LDB.
      A Reclassificação é o processo pelo qual o colégio avalia o grau de
experiência do aluno matriculado, preferencialmente no início do ano letivo, levando
em conta as normas curriculares gerais, a fim de encaminhar o aluno à etapa de
estudos compatível com a sua experiência e desenvolvimento, independentemente
do que registre o seu Histórico Escolar. Fica vedada a reclassificação para etapa
inferior à anteriormente cursada.


5.7 - Promoção
      Após a apuração dos resultados finais de aproveitamento e frequência, serão
definidas as situações de aprovação ou reprovação dos alunos. Será considerado
aprovado o aluno que apresentar frequência igual ou superior a 75% (setenta e cinco
por cento) do total da carga horária do período letivo e média anual igual ou superior
a 6,0 (seis vírgula zero). Será realizada a Recuperação Semestral ao longo das
séries do Ensino Fundamental II e Ensino Médio para os alunos que não alcançarem
média semestral igual ou superior a 6,0, sendo estes casos analisados no Conselho
de Classe. Nas séries correspondentes de 2º ao 5º ano, devido à necessidade da
recuperação ser mais próxima ao conteúdo trabalhado, será realizada a
Recuperação Bimestral e, se fizer necessário, apresentar-se-á a Recuperação
Semestral. Todos estes processos referentes aos resultados das avaliações dos
alunos serão registrados em documentos próprios, a fim de que sejam asseguradas
a regularidade e autenticidade da vida escolar.
      A avaliação no 1º ano do Ensino Fundamental de nove anos e na Educação
Infantil terá característica diagnóstica e de acompanhamento do processo contínuo
que objetiva analisar a forma como a criança elabora o seu conhecimento. Para isso,
o docente deverá registrar o desenvolvimento da criança e elaborar ao término do
ano ou período letivo, com caráter descritivo, o parecer sobre os diferentes aspectos
do processo de desenvolvimento e de aprendizagem do aluno.


Da Revalidação de Equivalência de Estudos - Para realização de Estudos
incompletos cursados em escolas de países estrangeiros, serão obedecidos os
Artigos das Deliberações nº 005/98 e 009/01- CEE.
Da Regularização da Vida Escolar - Em atendimento a irregularidade na vida escolar
do aluno, será obedecido o constante nas Deliberações 005/98 – 009/01- CEE.


5.8 - Regime de Progressão Parcial.
       O Colégio apresenta esta matrícula ao aluno reprovado em até 03 (três)
disciplinas ou área de conhecimento da série, fase, ciclo ou período, e lhe é
permitido cursar o período subseqüente concomitante às disciplinas ou áreas nas
quais reprovou. (Deliberações 005/98 e 009/01 – 9394/96)


5.9 - Relação do Corpo Docente e Técnico - Administrativo


Técnico-Pedagógico
 Nome                                 Função
Márcia V. F. Calheiro.                Diretora
Clarimília V. F. Altvater.            Orientadora Educacional
Luciene Vilas Bôas Maurano.           Coordenadora Pedagógica
Clariana     Veiga    de     Freitas Coordenadora Pedagógica
Almeida
Apoio – Técnico- Administrativo
Nome                                   Função
Carla de Fátima Appolinário Aux.
Martins                                Administrativo
Adriana Imai Rosendo Diniz             Aux.
Antônio      Veiga     de     Freitas Administrativo
Altvater                               Aux.
Diego Felix Lourenço Wenceslau      Administrativo
Fabíola Soares                      Aux.
Lílian Carolina Calheiro
                                    Administrativo
Tânia Petrini Siqueira
                                    Aux.
Juliana Cristina Margarido
                                    Administrativo
                                    Aux.
                                    Administrativo
                                    Aux.
                                    Administrativo
                                    Aux.
                                    Administrativo




Apoio – Serviços Gerais
Nome                              Função
Maria Lucélia da Silva Corrêa Recepcionista
José Palmeira                     Vigia
Enedir Gonçalves da Costa         Aux. Administrativo
Fernanda Alves Caetano            Aux. Administrativo
Josiane     de    Oliveira   Silva Aux. Administrativo
Neves                             Aux. Administrativo
Luciana da Silva Mendonça         Aux. Administrativo
Maria José                        Aux. Administrativo

Maria Vanilda Machado


Corpo Docente
Educação Infantil e Ensino Fundamental (1º ano ao 5º ano).
Nome                              Função        Série
Lucimara Cimatti C. Batistella Regente Maternal
Michele Cristina dos Santos          Regente Maternal
Poliana       Leopoldino          de Regente Jardim I
Oliveira                             Auxiliar Jardim I
Taciane Aparecida Merlim             Regente Jardim II
Ana Karolina de Freitas              Auxiliar Jardim II
Andressa de Paula Costa              Regente 1º ano
Adriana Barros de Góes               Auxiliar 1º ano
Janaína de Oliveira Andrade          Regente 2º ano
Daiane Montanheiro dos Reis Regente 3º ano
Gabriela Simoni da Cunha             Auxiliar 2º e 3º anos
Cassia Carolina de Oliveira          Regente 4º ano
Juliane        de            Oliveira Regente 4a Série
Constantino                          1a a 4ª/Ed. Infantil
Maura Vasconcellos B. Imai           1a a 4ª/Ed. Infantil
Janaína Patrial Rodrigues.
Cristina Rodrigues Corsini




Ensino Fundamental (5ª a 8ª Séries).
Nome                           Função
Cristiane P. Crespo            Produção Textual
                               Lín.Portuguesa
Rondinele       Aparecido Produção Textual
Ribeiro                        Lín.Portuguesa
                               Matemática/Quím
César A Pinto Ribeiro          ica
Fábio R. da Costa              História
Edilene      Chaves          R. Geografia
Ferreira                       Geografia
Kathilene      Regina     da Ciências
Silva                          Ed. Física
Crisgislaine        O.       A. Arte
Cassoroti                      Inglês
Jefferson Vernier              Conh.Filosófico
Márcia      Fernandes     da Espanhol
Silva
Gabriel Luiz Maurano
Brígida De V.Bianchi
Thays      Regina    R.   de
Oliveira


Ensino Médio
   Nome                            Função
   Rondinele          Aparecido Lin.Portuguesa
   Ribeiro                         Lin.Portuguesa
   Marília de Melo Pereira         Prod.Textual
   Cristiane Papi Crespo           Matemática
   Luiz O Santos                   Física
                                   Matemática
   João Paulo Chiaroti             História
   Fábio R. da Costa               Geografia
   Kathilene        Regina     da Biologia
   Silva                           Ed. Física
   Jacirema L. G. Zanata.          Arte
   Jefferson Vernier               Inglês
Márcia     Fernandes       da Ling.Comum.
    Silva                             Espanhol
    Gabriel Luiz Maurano              Ling.Comum.
                                      Química
    Thays      Regina    R.    de Filosofia/Sociolo
    Oliveira                          gia


    César A Pinto Ribeiro
    Angélica A. de Carvalho



5.10 - Análise dos problemas existentes.
      No que diz respeito ao rendimento escolar, o Colégio possui uma proposta
pedagógica em consonância com a concepção e metodologia do ensino atual, onde
alunos participam das aulas ativamente, professores e equipe técnico-pedagógica
procuram num trabalho conjunto, sanar os problemas que ocorrem diariamente
quanto ao comportamento, freqüência e aprendizagem de seus alunos, de acordo
com os recursos que dispõe.
      O índice de evasão escolar é mínimo, porém este sempre será um assunto
que precisará de atenção e estudo.
       O Colégio é privilegiado quanto ao seu quadro de professores, pois estes
possuem níveis de capacitação, se não ideal, em constante formação e
aprimoramento, introduzindo assim novas técnicas aprendidas.
       O Colégio está engajado no processo de democratização do ensino,
comprometendo-se, radicalmente na redução de repetência, que já é mínima, tanto
no ensino fundamental como no ensino médio. O Ensino Médio, além de preparar o
cidadão para o convívio social e o trabalho efetivo, estabelece as bases que
propiciam condições para novas metas de nível superior, preparando o jovem, não
apenas para os embates vestibulares, mas, principalmente, para uma plena
realização universitária e pessoal.
      Sendo um Colégio particular, este é mantido exclusivamente com as
mensalidades pagas pelos pais dos alunos e que são estabelecidas de conformidade
com a planilha de custos elaborada pelo Estabelecimento. Leva-se em consideração
     o número de alunos – geradores da receita - a serem matriculados no ano letivo, e
     faz-se a previsão das despesas a serem efetuadas, resultando daí, os cálculos
     necessários, para a fixação das mensalidades.
            Na busca de soluções para os problemas ainda existentes, a equipe técnico-
     pedagógica, corpo docente e direção buscam a melhor opção de ação sempre
     pautada no diálogo, com o objetivo de alcançar um atendimento de excelência.
           Através da hora atividade, os professores do CTAM têm um período para
     atender a comunidade escolar, corrigir avaliações e atividades, bem como, organizar-
     se para desenvolver projetos.
           A equipe pedagógica procura atender aos professores, dando subsídios para
     o seu planejamento e auxiliando-os quando necessário




     5.11 – Tabela de reprovações nos três últimos anos letivos
Ensino Fundamental
                         2008                        2009                      2010
Turma            Total       Número         Total       Número         Total        Número
                alunos    Reprovações      alunos     Reprovações     alunos     Reprovações
1º ano            26             0            26            0            30            0
2º ano            17             0            23            0            23            0
3º ano            14             1            25            1            27            2
4º ano            12             0            17            0            25            0
4ª série          18             1            13            0            17            0
5ª série          12             1            17            0            17            0
6ª série          14             0            14            0            14            0
7ª série          13             1            16            0            19            2
8ª série          11             0            18            0            18            0


Ensino Médio
                         2008                        2009                      2010
Turma            Total          Número      Total       Número         Total          Número
                alunos     Reprovações     alunos    Reprovações      alunos        Reprovações
1ª série          45               3         36             0            30              4
2ª série          38               0         41             0            37              0
3ª série          35               0         36             0            40              0



     5.12 – Inclusão
           Homens e mulheres são paradoxalmente diferentes em sua igualdade. Isso se
     deve ao fato de, como seres humanos, pertencerem a uma mesma espécie de
     características semelhantes e ao mesmo tempo, diante da peculiaridade de cada um,
     serem diferentes em atitudes, pensamentos, habilidades, etc.

           A Constituição Federal de 1988 possibilitou um grande avanço educacional,
     visto que serve de respaldo à efetivação da cidadania e à dignidade humana, e da
     mesma forma favoreceu o comprometimento na realização do bem comum. Tem-se,
     então, estabelecida a igualdade de todos num contexto de diversidade étnica,
     cultural e social. Mas tal igualdade só é considerada a partir da singularidade
     inerente a cada diferença.

           Diante desta nova visão, a escola passou por uma transformação, cujas
     individualidades são respeitadas a fim de e proporcionar melhor aprendizado e
     desenvolvimento pessoal, para a construção de um ser global.

           O intento da inclusão é garantir uma vida com igualdade, pautada pelo
     respeito às diferenças, objetivando a formação para uma sociedade inclusiva.

           Este estabelecimento de ensino não possui nenhum aluno com necessidade
     de atendimento especial.


     5.13 - Gestão Democrática
     5.13.1 - Conselho de Classe
           O Conselho de Classe é o órgão colegiado de natureza consultiva e
     deliberativa em assuntos didático-pedagógicos, com atuação restrita a cada turma do
     estabelecimento.
Dentre outras atribuições, cabe ao Conselho de Classe, conselho este
composto pela direção, pela secretária, pela equipe pedagógica, por todos os
docentes e da representação facultativa de aluno por turma, é de decidir quanto à
aprovação ou reprovação de alunos que, apresentarem situações limítrofes,
inusitadas ou omissas.
      A finalidade das reuniões organizadas pelo Conselho, após analisar as
informações e dados apresentados, é a de intervir em tempo hábil no processo
ensino e aprendizagem, oportunizando ao aluno formas diferenciadas de apropriar-
se dos conteúdos curriculares estabelecidos.


5.13.2 - Grêmio Estudantil
      O Grêmio Estudantil é o órgão máximo de representação dos estudantes do
CTAM, com o objetivo de defender os interesses individuais e coletivos dos alunos,
incentivando a cultura literária, artística e desportiva de seus membros.
      Anualmente, os alunos de 5ª série do Ensino Fundamental a 3ª série do
Ensino Médio elegem um grupo de alunos regularmente matriculados no CTAM para
que possam desenvolver projetos e o espírito político, representando-os frente à
direção do colégio.
      O Grêmio Estudantil possui Estatuto próprio, aprovado e homologado em
assembleia geral, convocada especificamente para esse fim.


5.14 - Desafios Educacionais Contemporâneos.

      Os Desafios Educacionais Contemporâneos são demandas que possuem uma
historicidade, por vezes oriundas dos anseios dos movimentos sociais, outras vezes
fruto das contradições da sociedade capitalista e, por isso, prementes na sociedade
contemporânea. São de relevância para a comunidade escolar, pois estão presentes
nas experiências, práticas, representações e identidades de educandos e
educadores e cabe a todos os envolvidos no processo educacional procurar
desenvolvê-los de forma responsável e consciente.

      Trabalhar com os Desafios Educacionais Contemporâneos não é tarefa
simples, uma vez que temáticas, como a Violência, a Diversidade Cultural e Social, a
Prevenção quanto ao uso de Drogas e a Sexualidade, requerem constante
aprofundamento no assunto, preparação do corpo docente e equipe escolar e o
respeito ao abordá-las.
      O Colégio preocupa-se em preparar seus alunos para estas questões
pertinentes na sociedade, buscando retratar que, embora muitos possuam uma
realidade privilegiada, esta não se faz regra na sociedade em geral e o respeito pela
diversidade deve sempre prevalecer.


6 - Marco Conceitual
6.1 – Fundamentação Teórica:
6.1.1 - Filosofia e os Princípios Didáticos – Pedagógicos da Instituição.
      Como instituição transformadora, o Colégio Tia Ana Maria, acredita no sonho
da transformação da Pátria, da escola e do indivíduo, baseando-se sempre nas
concepções norteadoras como a LDB, PCN´s, RCNEI, Estatuto da Criança e do
Adolescente entre outros. Valoriza o esforço, a luta pelo reconhecimento da
dignidade da pessoa humana que extrapola o saber científico que a escola
proporciona e passa, seriamente, pelo fortalecimento da consciência da cidadania, a
ênfase no desenvolvimento de valores humanos e o despertar da dimensão
prazerosa e realizadora do trabalho.

      Para que se possa falar de sociedade a inclusão de alunos com necessidades
especiais se faz necessária. Para tanto os alunos com necessidades especiais
consideradas     leves    são   incluídos    no    processo    educativo    recebendo
acompanhamento necessário dos professores, da equipe pedagógica, e de
profissionais como: psicólogos, psicopedagogos e da ajuda da família, sendo que
todos os envolvidos buscam realizar um trabalho que esteja de acordo com as
necessidades dos alunos, realizando assim o processo de aprendizagem.

      Passo a passo, busca-se realizar como Escola acolhedora, com espírito
crítico, participativa, competente, na formação integral de seus alunos com
disposição para aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a viver; a ser um
espaço para a vivência da fé e da esperança. O fazer pedagógico do Colégio norteia-
se no sentido de desenvolver valores e atitudes como condição para o exercício da
cidadania e da construção de condutas e não simplesmente proporcionar
informações. Neste sentido, faz um trabalho de prevenção dos valores negativos e
quando se faz necessário mostrar a conseqüência de um erro cometido, este é
realizado com seriedade.

      A formação do aluno tem como principal alvo à aquisição de conhecimentos
básicos e a preparação científica e tecnológica. Busca-se dar significado ao
conhecimento escolar mediante a contextualização, incentivar o raciocínio e a
capacidade de aprender.



6.1.2 - Concepção Educacional.

      A educação é ato ou efeito de educar, é o processo de
desenvolvimento da capacidade física, intelectual e moral do ser humano
(HOLANDA, 1989). Sendo assim, o processo educacional que tem como
elementos consagrados o professor, o aluno, o sistema gestor e a
família,   institucionalizados     na       escola     necessita   de    constantes
ajustamentos á realidade externa, a fim de cumprir o seu papel na
sociedade. O processo educacional deve contemplar um tipo de ensino e
aprendizagem       que     ultrapasse       a   mera    reprodução      de   saberes
―cristalizados‖, e desemboque em um processo de produção e de
apropriação de conhecimento, possibilitando, assim, que o cidadão
torne-se crítico e que exerça a sua cidadania, refletindo sobre as
questões sociais e buscando alternativas de superação da realidade.


6.1.3 - Objetivo do Colégio Tia Ana Maria
      Promover educação de qualidade, que possibilite ao aluno a apropriação do
conhecimento científico e o desenvolvimento de suas competências e habilidades,
formando cidadãos conscientes, participativos, responsáveis e capazes de promover
transformações na sociedade.


6.1.4 - Concepção de Homem.
      O homem, na atualidade, é um ser competitivo e individualista, resultado das
relações impostas pelo modelo de sociedade em vigor. No entanto, a luta deve ser
por um homem social, voltado para o seu bem próprio, mas acima de tudo, para o
bem estar do grupo do qual faz parte. O homem, que modifica a si mesmo pela
apropriação dos conhecimentos, modifica também a sociedade por meio do
movimento dialético ―do social para o individual para o social‖. Diante da
complexidade de que se revela o ―homem‖, o estudioso Morin (2001, p. 40) retrata
que o ―homem é um       ser, ao mesmo tempo, totalmente biológico e totalmente
cultural", procuramos estruturar nossa concepção de homem e, em consequência
desta, a expectativa em relação ao cidadão que queremos formar, mostrando assim
toda a sua complexidade.


6.1.5 - Concepção de Sociedade
      O Brasil é um país imenso, diversificado em clima, em raças, em religiões, em
graus de desenvolvimento regionais, etc... É cheio de contrastes, apresentando um
atraso indesejável, com população analfabeta, sem saneamento básico e altos
índices de mortalidade infantil. É um país, ao mesmo tempo velho pelo muito que
perdeu como colônia e como vítima de políticas arcaicas e interesseiras, moderno,
pelo arrojo com que se atira no futuro, desenvolvendo tecnologia e planejando novos
tempos. É um imenso país em transformação e evolução.
      A sociedade ideal, imaginada por nós, pode mesmo ser um sonho. Mas
acreditamos que a própria vida é um sonho. Um sonho maravilhoso que, a cada dia,
tornamos realidade com nosso trabalho contínuo e persistente. Portanto, os ideais de
justiça, de saúde, de educação, de igualdade de direitos de oportunidades e de
prosperidade para todos, é o que almejamos.
      A sociedade que concebemos não se distancia dos problemas atuais e não
vive apenas dos sonhos. Pelo contrário, como já dissemos, trabalha diuturnamente
na eliminação dos problemas que afligem o mundo moderno.
      A preocupação com a poluição ambiental. O perigo da escassez de água, de
energia, a preservação das espécies vegetais e animais. Enfim, a ecologia, como um
todo, constitui uma preocupação constante, de cuja vigilância e contribuição não
descuidamos.
      Não nos cabe aqui, traçar um paralelo entre as diversas concepções
sociológicas ou escolher entre as diversas teses dos cientistas da sociologia, qual a
concepção ideal de sociedade. O que nos cumpre é traçar uma meta de trabalho,
visando o crescimento moral, intelectual e social do ente humano como ser, criado
perfeito, buscando a sociedade perfeita, predestinada por Deus a herdar a terra, o
paraíso perfeito perdido pela insensatez.
      Por isso que, diante destas definições, Foucalt (1975) retrata a sociedade em
sentido geral, sendo esta uma condição universal da vida humana. Esta
universalidade   admite   uma    interpretação   biológica   ou   instintual,   e   outra
simbólicomoral, ou institucional. Assim, a sociedade pode ser vista como um atributo
básico, mas não exclusivo, da natureza humana: somos geneticamente predispostos
à vida social

6.1.6 – Concepção de Cultura.

      Cultura (do latim colere, que significa cultivar) é um conceito de várias
acepções, sendo a mais corrente a definição genérica formulada por Edward B.
Tylor, segundo a qual cultura é ―aquele todo complexo que inclui o conhecimento, as
crenças, a arte, a moral, a lei, os costumes e todos os outros hábitos e aptidões
adquiridos pelo homem como membro da sociedade‖.
      A cultura é fundamental para a compreensão de diversos valores morais e
éticos que guiam nosso comportamento social. Entender como estes valores se
internalizaram em nós e como eles conduzem nossas emoções e a avaliação do
outro, é um grande desafio.
      O conceito de cultura está sempre em constante mutação e evolução,
acabando por ser o aspecto da vida social que se relaciona com a produção do
saber, arte, folclore, mitologia, costumes, etc., bem como à sua perpetuação pela
transmissão de uma geração à outra.



6.1.7 - Concepção de Mundo.

         O mundo é o local onde ocorrem as interações homem-homem e homem-
meio social caracterizadas pelas diversas culturas e pelo conhecimento. Devido a
rapidez do processo de assimilação das informações e pela globalização torna-se
necessário proporcionar ao homem o alcance dos objetivos materiais, políticos,
culturais e espirituais para que sejam superadas as injustiças, diferenças, distinções
e divisões na tentativa de se formar o ser humano que se imagina. Isto será possível
se a escola for um espaço que contribua para a efetiva mudança social.
Por isso, Paulo Freire (2001) vê a escola como uma importante concepção de
mundo, pois ela proporciona aos educandos a sua melhora como ―sujeitos mais
ativos na sociedade, onde começam a vivenciar experiências com outros meios de
leitura de mundo, percebendo que essa convivência deve ser respeitosa, reflexiva e
democrática‖, sendo assim, uma visão de um mundo ideal.


6.1.8 - Concepção de Infância

      A concepção de infância dos dias atuais é bem diferente de alguns séculos
atrás. É importante salientar que a visão que se tem da criança é algo historicamente
construído, por isso é que se pode perceber os grandes contrastes em relação ao
sentimento de infância no decorrer dos tempos. O que hoje pode parecer uma
aberração, como a indiferença destinada à criança pequena, há séculos atrás era
algo absolutamente normal. Por maior estranheza que se cause, a humanidade nem
sempre viu a criança como um ser em particular, e por muito tempo a tratou como
um adulto em miniatura. De um ser sem importância, quase imperceptível, a criança
num processo secular ocupa um maior destaque na sociedade, e a humanidade lhe
lança um novo olhar.

      Hoje, a criança é vista como um sujeito de direitos, situado historicamente e
que precisa ter as suas necessidades físicas, cognitivas, psicológicas, emocionais e
sociais supridas, caracterizando um atendimento integral e integrado da criança. Ela
deve ter todas as suas dimensões respeitadas. Segundo Zabalza ao citar Fraboni: ―a
etapa histórica que estamos vivendo, fortemente marcada pela ―transformação‖
tecnológico-científica e pela mudança ético-social, cumpre todos os requisitos para
tornar efetiva a conquista do salto na educação da criança, legitimando-a finalmente
como figura social‖ (1998, p.68).

6.1.9- Concepção de Escola

       Uma escola é um lugar de encontros, de eventos e de atividades que ajudam
o aluno a se integrar, a conviver e a crescer, tudo mediante ao trabalho de todos os
envolvidos.
      Nós, enquanto escola preocupamo-nos em transmitir conteúdos, conceitos,
habilidades de raciocínio os quais serão incorporados à estrutura cognitiva do aluno,
para permitir-lhe transpor aquilo que adquiriu para as outras áreas do conhecimento
e até mesmo para torná-lo capaz de recuperar esses conhecimentos quando
necessitar deles, sem perder de vista a idéia de que todos estes conteúdos sejam
adequados ao nível de desenvolvimento cognitivo da faixa etária com a qual estamos
trabalhando e que procurem estimular nosso aluno a novas conquistas intelectuais.
Não sabemos qual será a situação social, econômica e política que nossos alunos de
hoje encontrarão em sua vida adulta, mas estamos conscientes de que nosso
trabalho certamente influirá, positivamente, não só em suas possibilidades
profissionais como em diversos outros aspectos igualmente importantes para a sua
realização como seres humanos. E, pretendemos, sejam eles atuantes em todo esse
processo.

       É bom lembrar que já temos à nossa disposição uma imensa quantidade de
informações, e o nosso desafio pessoal não é conhecer todas elas, mas sermos
capazes de pesquisar aquelas das quais necessitamos, relacionando-as e utilizando-
as criativamente em nossas vidas. Buscaremos fazer a nossa parte no sentido de
colaborar para que nossos alunos possam se desenvolver e enfrentar um mundo
talvez muito diferente daquele em que vivem hoje, o que poderá exigir deles não só
uma sólida formação intelectual como um amadurecimento pessoal.
       No que diz respeito aos conteúdos, um grande conjunto de informações se faz
necessário, não só para se ingressar numa boa universidade, como é fundamental
para se ter uma visão geral de todas as áreas do conhecimento. Adquirir um certo
nível de informação geral, possibilita uma compreensão e uma análise de mundo e
da sociedade, que tornam o indivíduo mais capaz de se enriquecer como ser
humano e de contribuir para a formação de uma sociedade mais justa, igualitária e
solidária.
        Para Luckesi (2004) é importante a busca pelo equilíbrio entre vários campos
do conhecimento, o que, além de não forçar o aluno a uma opção profissional
precoce, permite a ele ser capaz de se posicionar em relação a assuntos que não
sejam específicos de sua área de atuação. Ao longo do processo pedagógico
desenvolvido desde a Educação Infantil até o Ensino Médio, perseguimos um
objetivo de crescimento integral que permita ao nosso aluno uma autonomia
intelectual crescente, ao lado de um bom nível de informação e uma capacidade de
se posicionar frente ao mundo, de se rever, de ser capaz de respeitar as diferenças e
conviver com elas; enfim, de poder amadurecer como ser humano, pois uma mente
aberta, com múltiplas capacidades desenvolvidas, é que poderá tornar uma pessoa
feliz consigo mesma, capaz de contribuir para a sociedade em que vive.



6.1.10 - Concepção de Conhecimento.

      Conhecimento é relação que se estabelece entre um sujeito cognoscente
(aquele que conhece) e objeto cognoscível (objeto a ser conhecido). Dessa forma, o
conhecimento é o elo entre tais constituintes.
      Na escola, ele deve garantir a transmissão-assimilação da informação
sistematizada e a construção nos métodos do saber através do conhecimento
científico determinados e processos de ensino-aprendizagem em todo trabalho
pedagógico da escola.


6.1.11 - Concepção de Tecnologia

      A tecnologia deve ser encarada como mecanismo que viabilize a concepção
de metodologias em sala de aula. Em tempos de globalização, ela deve ser
explorada a fim de que seja uma forte aliada do professor no processo de
conhecimento.
      As rápidas mudanças ocorridas na sociedade e o grande volume de
informações estão refletindo-se no ensino, exigindo, desta forma, que a escola não
seja mera transmissora de conhecimentos, mas que seja um ambiente estimulante,
que possibilite ao aluno percorrer o conhecimento de maneira mais motivada, crítica
e variada.
                     Há muitas formas de compreender a tecnologia. Para alguns ela é fruto do
                     conhecimento científico especializado. É, porém, preferível compreendê-la
                     da forma mais ampla possível, como qualquer artefato, método ou técnica
                     criado pelo homem para tornar seu trabalho mais leve, sua locomoção e sua
                     comunicação mais fáceis, ou simplesmente sua vida mais satisfatória,
                     agradável e divertida.‖ (CHAVES, 1999, p. 47)

      A interação da tecnologia na escola é vista como uma dinâmica de
interação, ou seja, um ambiente rico para a mediação entre os alunos,
oferece condições para envolver e estimular a investigação, além de
possibilitar paradas e retornos para a interpretação, análise, atendendo o
ritmo de cada processo de aprendizagem.
6.1.12 - Concepção de Ensino e Aprendizagem.

       A concepção de ensino e aprendizagem está intimamente ligada à forma de
transmissão e construção do saber que leva o indivíduo ao questionamento de
experiências, de valores, de princípios advindos das relações sociais de um
determinado contexto e à probabilidade de relacionar situações diversas, estando
aberto à possibilidade de estabelecer conexões entre o ensino e a realidade, em um
processo      constante   de   aquisição   de    conhecimento,      desenvolvimento       de
competências e mudança de comportamento.
      O processo de ensino e aprendizagem visa valorizar os conceitos
espontâneos para a construção dos conceitos científicos. Os conceitos espontâneos
são aqueles construídos pela experiência individual e cotidiana, sendo estas
acessíveis por meio de observação ou ação imediata com o mundo. Já os conceitos
científicos são construídos de forma metódica e intencional, sobretudo no ambiente
escolar.
      Neste sentido, Freire (2001) indica que a fenomenologia dos estudos
curriculares permite dar lugar às experiências dos sujeitos para que possam
promover aprendizagens significativas em que o papel do aluno dar-se-á como
protagonista no processo de aprendizagem, utilizando-se dos seus próprios recursos
cognitivos.
      Dessa forma, o ensino está intimamente ligado à aprendizagem, uma vez que
o ser humano nunca está sozinho, pois, em toda situação de aquisição de
conhecimento, o sujeito compartilha de um tipo de linguagem que é permeada pelas
múltiplas vozes que marcam a presença do outro no processo do saber.


6.1.13 - Concepção de Cidadania.

           A concessão de cidadania para além das linhas divisórias das classes
desiguais parece significar que a possibilidade prática de exercer os direitos ou as
capacidades legais que constituem o status do cidadão não está ao alcance de
todos que os possuem, lazer, trabalho, entre outros. Segundo
                      ―A complexidade do mundo globalizado, a amplitude das comunicações,
                      provocam essa indefinição relativamente à cidadania. Se ser cidadão
                      significa, conforme a origem grega, em termos bastante genéricos, ser o
habitante da cidade, isso implica no pertencimento a determinado espaço
                    geográfico. Mas o que se pode perceber é que para a globalização não
                    existem barreiras. Ao extrapolar estes limites faz desaparecer as
                    peculiaridades de cada espaço e também dos indivíduos implicados. Serão
                    todos ―cidadãos do mundo‖, sujeitos indefinidos socialmente. A rapidez das
                    transformações sociais provoca igualmente transformações individuais. Isso
                    exige readaptação, reeducação.‖ (ARAÚJO, 2003, p. 47)
         Como consequência, cidadania passa a significar o relacionamento entre
uma sociedade política e seus membros. Os reflexos dessa condição no direito
internacional, por outro lado, impulsiona esse conceito ao de nacionalidade. Busca-
se trabalhar o indivíduo para que este possa conhecer e buscar a sua condição
dentro do processo de cidadania.


6.1.14 - Concepção de Gestão Democrática de Ensino
      A gestão democrática da escola é um passo importante no aprendizado da
democracia. A escola não tem um fim em si mesma. Ela está a serviço da
comunidade. Nisso, a gestão democrática da escola está prestando um serviço
também à comunidade que a mantém. Ela, também, pode melhorar o que é
específico da escola: o seu ensino. A participação na gestão da escola proporcionará
um melhor conhecimento do funcionamento da escola e de todos os seus atores;
propiciará um contato permanente entre professores e alunos, o que leva ao
conhecimento mútuo e, em conseqüência, aproximará também as necessidades dos
alunos dos conteúdos ensinados pelos professores.
      Conforme     apontado     por    Lück     (2000,     p.    11),    gestão     escolar:
―[...] constitui uma dimensão e um enfoque de atuação que objetiva promover a
organização, a mobilização e a articulação de todas as condições materiais e
humanas necessárias para garantir o avanço dos processos socioeducacionais dos
estabelecimentos de ensino orientadas para a promoção efetiva da aprendizagem
pelos alunos, de modo a torná-los capazes de enfrentar adequadamente os desafios
da sociedade globalizada e da economia centrada no conhecimento‖.
      O aluno aprende apenas quando ele se torna sujeito da sua aprendizagem. E
para ele tornar-se sujeito da sua aprendizagem ele precisa participar das decisões
que dizem respeito ao projeto/proposta da escola que faz parte também do projeto
de sua vida.
A gestão democrática é demonstrada por uma certa atmosfera que se respira
na escola, na circulação das informações, no processo de elaboração e criação de
novos objetivos, na formação de grupos de trabalho, na capacitação de recursos
humanos, etc.
      A gestão democrática de uma escola será avaliada pelo efetivo engajamento
de todos nas decisões comuns. Não será avaliada pela quantidade de tarefas
coletivas realizadas - número de reuniões formais, por exemplo - mas pela
competência política e organizacional em transformar permanentemente a proposta
da escola numa proposta social com o envolvimento da comunidade escolar, logo a
participação dos envolvidos e o envolvimento na hora-atividade, nas reuniões
pedagógicas, nos Conselhos será de extrema importância para a sua efetivação. .
      É preciso, contudo reconhecer que a gestão democrática é um processo
sempre inacabado e que os limites são enormes.         Enfim, a gestão democrática
apoia-se em alguns princípios: desenvolvimento de uma consciência crítica;
envolvimento das pessoas; participação e cooperação; autonomia.


6.1.15– Concepção de Formação Continuada.
      Segundo Perrenoud, a Formação Continuada tem entre outros
objetivos, propor novas metodologias e colocar os profissionais a par das
discussões teóricas atuais, com a intenção de contribuir para as
mudanças que se fazem necessárias para a melhoria da ação
pedagógica na escola e, consequentemente, da educação. É certo que
conhecer novas teorias, faz parte do processo de construção
profissional, mas não bastam, se estas não possibilitam ao professor
relacioná-las com seu conhecimento prático construído no seu dia-a-dia
(Perrenoud, 2000).
      Assim, a Formação Continuada é específica a dos profissionais da educação,
principalmente os professores, a qual ocorre ao longo da vida do ser humano-
professor. Esta formação pode acontecer mediante diversas situações do cotidiano
que     viabilizem    aprendizagens       para     o      exercício    profissional
docente. Entretanto, é necessário salientar que, tratando-se de uma profissão
caracterizada pelo trabalho acadêmico, a formação continuada precisa estar
constituída por atividades devidamente organizadas para viabilizar a construção,
socialização       e      confronto          de        conhecimentos,    de        tal
forma que os professores como cidadãos e como docentes possam avançar
continuamente     em      seu    caminho          de   desenvolvimento   profissional.
Para concretizar, entendo a Formação Continuada como aquela desenvolvida,
geralmente, mediante atividades de estudo e pesquisa planejadas e realizadas como
parte do desenvolvimento profissional dos professores a partir das necessidades e
conhecimentos derivados das suas experiências docentes.


6.1.16 – Concepção da hora atividade docente.
      A hora atividade é o tempo reservado ao docente, em exercício, para estudos,
avaliação e planejamento. Além disso, visa-se uma organização para o trabalho
coletivo, uma vez que se formam grupos de professores para o planejamento e
desenvolvimento de ações necessárias ao CTAM.
      Através da hora atividade, os professores do CTAM têm um período para
atender a comunidade escolar, corrigir avaliações e atividades, bem como, organizar-
se para desenvolver projetos.
      A equipe pedagógica procura atender aos professores, dando subsídios para
o seu planejamento e auxiliando-os quando necessário
       6. 2- Concepção do Tempo Escolar.
         A organização curricular se dá por série, por bimestre e por disciplina,
sendo estas auxiliadas por projeto, quando assim se fizer necessário.
        Podemos considerar o tempo escolar como uma construção social,
desvinculada da natureza, ou como enfoca Elias (1998, p.13), que ―em toda parte
onde se opera com o ‗tempo‘, os homens estão juntamente com seu meio ambiente,
ou seja, com processos físicos e sociais‖.
        Para as resoluções da Escola, todos os itens citados acima, bem como as
Disposições Finais, será mantido o enunciado aprovado no Regimento Escolar, nas
determinações das Deliberações 005/98; 009/01-9394/96 e considerando as
decisões da direção juntamente com o Conselho de Classe.


6.3 - Organização Curricular.
Esta entidade contempla as seguintes modalidades de ensino: Educação
Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio atendendo as Diretrizes Curriculares
Nacionais.

           A Educação Infantil atenderá as modalidades Maternal, Jardim I e Jardim II ,
destinadas às crianças de (Maternal – 2 a 3 anos e 11 meses; Jardim I – 4 anos de
idade; Jardim II – 5 anos de idade; Deliberação nº 009/99 – CEE) a ser ofertado em
função da demanda existente, e em acordo com as                    possibilidades deste
estabelecimento. Visa o desenvolvimento das habilidades cognitivas da criança,
levando-a a despertar para o mundo que a cerca e desenvolver-se no processo
educacional.

           O Ensino Fundamental organizado por série e em língua portuguesa, tem
como objetivo a ―formação básica do cidadão mediante o desenvolvimento da
capacidade de aprender, tendo como meios básicos o pleno domínio da leitura, da
escrita e do cálculo‖ (Vygostky, 1999) . Completa ainda a compreensão do ambiente
natural e social, do sistema político, da tecnologia, das artes e dos valores em que se
fundamenta a sociedade e o desenvolvimento da capacidade de aprendizagem,
tendo em vista a aquisição de conhecimentos e habilidades e a formação de atitudes
e valores em que se assenta a vida social.

           Ensino Médio, organizado por série, é a etapa final da educação básica, tem a
duração de três anos com a finalidade da consolidação e o aprofundamento dos
conhecimentos adquiridos no Ensino Fundamental, possibilitando o prosseguimento
de estudos. Visa a preparação básica para o trabalho e a cidadania do educando,
para continuar aprendendo de modo a ser capaz de se adaptar com flexibilidade a
novas mudanças de ocupação ou aperfeiçoamento posteriores. Está organizado de
maneira a favorecer o aprimoramento do educando como pessoa humana, incluindo
a formação ética e o desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento
crítico.


6.4 – Matriz Curricular.

                      MATRIZ CURRICULAR DO ENSINO FUNDAMENTAL
                                                                     SÉRIES
                           DISCIPLINAS
5ª       6ª        7ª   8ª
     Arte
 B                                    1        1        1         1
 A
 S
     Ciências
 E                                    3        3        4         4
     Educação Física
 N                                    2        2        2         2
 A
 C   Geografia
 I                                    2        2        2         2
 O   História
 N                                    2        2        2         2
 A
 L   Língua Portuguesa
                                      4        4        3         3
 C   Matemática
 O
 M
                                      5        5        5         5
 U
 M




      Sub-                            19       19       19        19




 total
      Conhecimento Filosófico         1        1        1         1


 P


 D    L.E.M. Espanhol                 1        1        1         1



                                      2
      L.E.M. Inglês                            2        2         2




      Produção de Texto               2        2        2         2

 Total geral                          25       25       25        25


Matriz Curricular de acordo com a LDBEN nº 9394/96
                      MATRIZ CURRICULAR DO ENSINO MÉDIO

                                                                       SÉRIES
                        DISCIPLINAS
1ª Série   2ª Série   3ª Série
                Arte                        1          1          --
            B
            A   Biologia                    3          3          4
            S
            E   Educação Física             1          1          1

            N   Filosofia                   1          1          1
            A
            C   Física                      3          3          4
            I
            O   Geografia                   3          3          3
            N
            A   História                    3          3          3
            L
                Língua Portuguesa           4          4          4
            C
            O   Matemática                  4          4          5
            M
            U   Química                     3          3          4
            M
                Sociologia                  1          1          1


                Sub-total                   27         27         30




                LEM Espanhol                2          2          --


            P

            D   LEM Inglês                  2          2          --




                Linguagem e Comunicação     --         --         2




                Produção de Texto           2          2          2




            Sub total geral                 33         33         34



6.5 – Concepção das Ações Didático-Pedagógicas.
A equipe Técnico-Administrativa, Corpo Docente e Funcionários deve ter
competência técnica e compromisso político, para a realização do trabalho a ser
desenvolvido. A organização de todas as atividades é feita com o envolvimento de
todo o corpo docente, alunos, funcionários e administração, estando estes
conscientes de seus direitos, deveres e responsabilidades. Para   isso   são   feitas
reuniões pedagógicas, sempre que necessárias, do corpo docente com a equipe
diretiva para verificar se o que foi previsto e proposto está sendo atingido.
Acontecerão reuniões com a equipe de ensino e funcionários para a verificação
sobre as tarefas correlatas e suas funções. No término do ano letivo e no momento
inicial do período letivo que se inicia todo o Corpo Docente pára, no intuito da
montagem das atividades e realimentação dos projetos que se desenvolverão no
decorrer de todo o ano.
      Para o bom acompanhamento do Corpo Docente em relação às normas
estabelecidas pelo Colégio, o professor terá conhecimento das normas do Colégio,
através da leitura do Regimento Escolar para que se possa ter uma maior adaptação
entre equipe diretiva, funcionários e alunos, para que todos sigam uma mesma linha
de organização.
      Serão feitas reuniões pedagógicas bimestrais, sempre que se fizerem
necessárias, ou em caráter de emergência, sendo que estas contarão com a
presença de todos os convocados. Serão comunicadas através de bilhetes e do
caderno de comunicados.
      O Calendário Escolar da Instituição será elaborado anualmente sendo
observado os 200 (duzentos) dias letivos e obedecendo as 800 (oitocentos) horas
anual, observando ao disposto na Legislação vigente , sendo este aprovado pelo
órgão competente para este fim.
      Em relação à falta de professores não haverá adiamento de aulas; toda falta
deverá constar de atestado médico; caso contrário acarretará desconto de hora/aula;
sempre buscaremos preencher este espaço com alguma atividade pré-preparada ou
passaremos a aula para um outro professor que tenha esta disponibilidade, ficando
assim os casos especiais a serem decididos pela Direção do Colégio.
      Quando houver atraso, ainda no decorrer da 1ª aula, os alunos entrarão no
Colégio e ficarão na Biblioteca até o início da 2ª aula. Os atrasos serão analisados
pela orientação educacional. Casos especiais serão resolvidos pela Orientação
Educacional.
Saídas antecipadas somente serão aceitas quando solicitadas ou autorizadas
pelos pais (ou responsáveis), sendo que a liberação só será feita pela Orientação
Educacional, Coordenação Pedagógica ou pela Direção do Colégio.
      O Colégio busca formar indivíduos capazes de analisar, interpretar e
transformar a realidade, e para se alcançar estas metas precisamos ir além dos
recursos utilizados em sala de aula.
      Para tanto, desenvolve projetos, que já realizados em seu meio, deram
excelentes resultados, assim haverá uma realimentação na busca de melhoras. O
Colégio está em constante interação professor/aluno/sociedade, e o que demonstra
isto são os projetos que seguem :


6.5.1 - Atividades Escolares: Projetos a serem desenvolvidos durante o ano de
2010/2011.
a) CTAM GAMES
      O projeto CTAM GAMES teve início no ano de 2006 e consiste na aplicação
de atividades lúdicas, culturais, esportivas, musicais e intelectuais aos alunos do
Colégio Tia Ana Maria. Possui como objetivo a socialização, entretenimento e a
diversão entre alunos, professores, funcionários, coordenação, supervisão e direção
do CTAM.
      De acordo com o regulamento poderão participar os alunos matriculados no
Colégio Tia Ana Maria no período letivo de 2010/2011. Cada equipe poderá trazer
quatro convidados (ex-alunos do CTAM ou alunos de qualquer outra escola) para
fazer parte da equipe como convidados.
      Toda equipe deverá cumprir os regulamentos os quais estarão em editais.
      Toda prova desta gincana possui caráter instrutivo, e buscará trabalhar de
forma prazerosa e agradável. Para que tudo transcorra bem e agrade a todos a
professora chefe apresentará as regras à equipe diretiva e aos alunos chefes de
equipe.


b) Congresso do CTAM
Criação: Ano de 2004.
Princípios Fundamentais:
Levar o aluno a um aumento do seu saber elaborado.
      b) Integração
c) Interdisciplinaridade.
      d) Aumento de conhecimentos.


Participação: Alunos, professores, pais, familiares, funcionários e a sociedade.
Objetivos: 2010/2011.
a) Promover a formação de novos conhecimentos;
b) Enriquecer a personalidade do aluno com novos e melhores recursos de
pensamento, de ação e de convívio social, abrindo-lhes novas perspectivas de
cultura;
c) Planejar e orientar experiências concretas de trabalho, de busca por parte dos
alunos;
d)Envolver alunos,     professores e    elementos da     sociedade na      busca   do
conhecimento e do entendimento;
e) Levar os educandos à formação crítica e ressaltar a participação como ―gente‖
construtor do processo de formação do seu conhecimento e do conhecimento das
gerações.
f)Buscar progresso através do escutar experiências para que possa reformular seus
conceitos e assim consolidar seus conhecimentos.
g) Levar o aluno a perceber que as dúvidas dele também são dúvidas de outros.
h) Levar o aluno a participar através da escolha dos temas a serem trabalhados.


c) Piquenique em Família.
       O projeto resgata o prazer de estar juntos, de vivenciar cada momento ao lado
da família, de poder repartir o que de bom temos, no ambiente da natureza, através
de brincadeiras alegres e sadias.
       Com o intuito de maior entrosamento entre escola, alunos e pais, foi criado o
Piquenique em família, que conta com a participação dos pais e dos familiares dos
nossos alunos.
       Busca-se uma maior integração e participação, resgatando o convívio direto
com a natureza, com as brincadeiras atuais e de tempos atrás. Proporciona uma
proximidade prazerosa entre todos os que participam, não havendo distinções.
       Conta com a colaboração antecipada dos professores, equipe administrativa,
funcionários em geral na organização do mesmo, que se realiza no envolvimento dos
alunos. Na sua realização, há uma montagem de equipes que se unem na busca dos
objetivos propostos nas provas. Sendo a integração/descontração, o objetivo
primordial, todos vencem e recebem o prêmio surpresa. No evento, se dá: cabo de
guerra, caça ao tesouro, bambolê, circuito rápido, futebol, corrida, chute ao gol,
danças, entre outras brincadeiras. Temos também, como não poderia faltar, o
delicioso momento do lanche em família, que é realizado em contato direto com a
natureza, sem agredi-la.
       Sabemos que a vida é feita de bons momentos e é com esta visão e certeza
que nos empenhamos, cada dia, em torná-los todos bons.


d) Projeto T.E.C.A: Trabalho de Enriquecimento Cultural Anual
       O projeto T.E.C.A - Trabalho de Enriquecimento Cultural Anual – visa propiciar
ao aluno da 8 série do Ensino Fundamental uma preparação quanto à organização
de um trabalho seguindo as normas da ABNT. Além disso, vem como projeto que
solidifica uma etapa do conhecimento estudantil – a conclusão do Ensino
Fundamental, pois os alunos escolhem um tema já estudado e aprofundam-se neste
conhecimento, passando pela fase da pesquisa, organização e apresentação do
trabalho.


e) Viagens e Passeios.
       A necessidade de saber e conhecer além das salas de aula faz com que se
realizem as viagens, estas acontecem dentro de um planejamento, de acordo com o
pedido dos professores e com o cronograma de atividades, serão realizadas
mediante autorização dos pais. Estas possuem por sua vez, desenvolvimento
interdisciplinar, no qual busca-se o conhecimento amplo antes da viagem, e ao
realizar-se, complementa-se com os conteúdos específicos.
       Possui   por    finalidade   o   desenvolvimento   amplo,   realizando   assim
confraternizações, companheirismo.
Objetivos para 2011:
   Participar de viagens propostas pelos professores.
   Visita a cidades pólo, feiras, entidades, supermercados, lojas e a todos os locais
específicos, para realização e fixação dos conteúdos propostos.
   Entre outras que se fizerem necessárias e que estejam de acordo com o
calendário do Colégio.
f) Sistema Integrado de Comunicação Interna:
       O Colégio Tia Ana Maria, conta com um sofisticado sistema de comunicação
interna. Liga os alunos a todos os interessados nessa comunicação, através de
microfones e telefones ligados a uma cabine, que é controlada pela centralizadora.
       Na recepção, são analisados os recados e transmitidos, em horário
conveniente, para os que deles precisam, ou aos quais são endereçados. Este
sistema liga pais, comunidade escolar em geral e favorece a comunicação dentro do
estabelecimento, dando assim maior qualidade aos acontecimentos e contribuindo
para maior eficiência em todos os trabalhos internos e externos do Colégio.


g) Departamento Cultural.
       O Colégio busca desenvolver os valores artísticos de cada aluno, descobrindo
talentos, desvendando aptidões.
       Para melhor desenvolver o lado artístico dos alunos, trabalha-se com pinturas,
exposições, projeções, músicas. Busca-se desenvolver o gosto pela poesia e pela
literatura, dando assim, grande valor para a arte como um todo.


h) FICOTAM: Festival Interno do Colégio Tia Ana Maria:
       Este festival tem por objetivo desenvolver   na criança e no adolescente o
espírito artístico, o gosto pela arte de apresentar. Com este festival mostramos
grandes talentos, desenvolvemos grandes lideranças no que diz respeito ao lado
cultural de cada indivíduo. Sabemos que toda apresentação ao público gera um
determinado constrangimento, sendo assim busca-se trabalhar o medo, o desinibir.
Para finalização deste contamos com a escolha de um corpo de jurados imparcial
que julga o evento.


i) Sarau da Poesia
       O Sarau da Poesia visa atender os alunos da primeira fase do ensino
fundamental. O mesmo busca trabalhar o envolvimento com as poesias e levá-los ao
conhecimento deste mundo encantado. A apresentação motiva os alunos a
envolverem-se com o seu poeta preferido e encaminhá-los para a escrita e a
descoberta de novos conhecimentos e imaginações empregados através desta
cultura.
j) Dia das Mães
      Com muito carinho, são preparadas lembranças, filmagens, mensagens,
palestras, homenagens que são transmitidas em comemorações realizadas para
elas. O convite é feito com antecedência, para que todas possam participar. Para
tanto, prepara-se um local agradável, e adequado para o evento, no qual é envolvido
todo corpo docente e discente. Neste dia, os homenageados recebem homenagens,
dos filhos, dos professores, do Colégio como um todo.


k) Dia dos Pais:
      Para a comemoração deste dia, preparam-se atividades que envolvam todos
os pais. Busca-se realizar num dia da semana em que todos tenham a possibilidade
de estar presentes. São preparados dias de lazer, onde os mesmos participam de
jogos, brincadeiras, torneios ou momentos de reflexão a serem preparados pelo
colégio.
      São preparados, juntamente com os alunos, mensagens, desenhos, pinturas,
para serem entregues aos pais.
      Jamais deixamos de lado os casos em que o aluno não possui pai, nesses
casos faz-se uma preparação anterior e o mesmo, se quiser realiza as atividades
para alguma pessoa estimada.


l) Departamento Comunitário:
      O departamento comunitário do Colégio dá assistência à creche Bóia-Fria, a
qual apresenta carência de recursos financeiros. O Colégio, através da participação
de seus alunos, faz todos os anos a doação voluntária de chocolates, na época da
Páscoa, de agasalhos e cobertores no início de todos os invernos, de cestas-básicas
no decorrer dos bimestres, complementando um trabalho de interdisciplinaridade
com as disciplinas de Filosofia e Artes. Estas doações se complementam na entrega
dos benefícios, pois os mesmos são entregues com a participação dos alunos do
Colégio, existindo assim um intercâmbio muito rico na troca de experiências. Cada
aluno adota uma criança da creche.
      O projeto Cesta-básica, também atinge lares carentes de nossa cidade.
      O atendimento é feito com o auxílio direto de professores que acompanham
os alunos do Colégio no desenrolar das atividades pré-preparadas. Acompanham
alunos que de livre e espontânea vontade se inscrevem para participar com espírito
de ajuda.
      Sabemos que neste espírito de constante doação, estamos conscientizando
nossas crianças e adolescentes na necessidade da partilha, do amor ao próximo, da
solidariedade humana. *Projeto Trate Criança como Criança.


m) Festa Junina:
      Esta festa realiza-se em junho, e conta com a participação dos pais, alunos,
professores, funcionários e da sociedade em geral.
      Todas as apresentações são feitas pelos nossos alunos, que na sua maioria,
aceitam e se disponibilizam a participar. Nesta festa, contamos com um ambiente
que passa por uma preparação, no sentido de caracterização; professores e alunos
se envolvem e deixam o ambiente adequado para uma excelente apresentação
caipira, genuinamente brasileira.
      A alegria da festa torna-se ainda mais contagiante quando alunos de todas as
séries apresentam danças caipiras do nosso folclore.

      Para completar a riqueza de variedades da festa, temos a participação dos
pais, avós, tios e parentes na quadrilha dos adultos, sendo que a mesma é esperada
por todos.

      Temos várias barracas: de doce da Vovó, comidas típicas, pescaria, correio
elegante, de jogos variados, que quando solicitados com a finalidade de arrecadação
de dinheiro para a formatura, são passados para os alunos.


n) Eleição dos Dirigentes de sala.
      Para um melhor entrosamento e comunicação, busca-se ouvir os alunos. Para
que as salas sejam representadas em todos os momentos de importantes decisões,
são eleitos os dirigentes de sala, os quais se integram.
Princípios Fundamentais:
a) Responsabilidade.
b) Integração.
c) Participação.
d) Comprometimento.
Participação: Dois alunos de cada série, um escolhido pelos amigos e outro
escolhido pelos professores, através da votação.
Objetivos: 2010/2011.
a)Aumentar as responsabilidades dos envolvidos;
b)Planejar e orientar experiências concretas de trabalho reflexivo dos alunos;
d)Tomar medidas de decisões em nome dos amigos, visando assim, fazer com que
cada líder, consiga transmitir a idéia central refletida em reunião;
f)Construir nos educandos à formação crítica e ressaltar a participação como
―agente‖ construtor da sociedade.
g) Levar o aluno a perceber que a comunicação é construída pelo ser humano e
está em constante transformação, sendo ela de extrema necessidade;
h)Buscar um progresso no contexto social, sanando problemas, descobrindo idéias
novas, levando ao desenvolvimento geral.
Objetivos alcançados: Participação dos alunos, responsabilidade, aceitação por
parte dos demais alunos nas tomadas de decisões, crescimento de idéias na busca
de objetivos a serem alcançados.
Reuniões: Mensais, ou de acordo com a necessidade de comunicação entre alunos
e direção.


o) Semana da Pátria
      Com todo o respeito dedicado à Pátria, o Colégio preocupa-se em transmitir
para seus alunos, o conhecimento inerente ao bom cidadão.
      Sendo assim, conta com a participação de todos os alunos na realização de
variadas atividades.
Semana da Pátria:
a) Discurso: preparado pela disciplina de História e apresentado para os demais em
momentos pré–determinados.
b) Hino Nacional: Os presentes na solenidade entoam o hino, sendo que a bandeira
é hasteada por um escolhido no momento.
c)Dia da Roupa Verde e Amarela: É destinado para a participação de todos alunos
e professores que usam de suas criatividades e ousam na beleza das cores. Mais do
que nunca, resgatam a civilidade, o amor e o respeito à Pátria.


p) Semana da Criança.
A semana que envolve o dia das Crianças é preparada com acontecimentos
alegres e envolventes. Os acontecimentos da Educação Infantil e da primeira fase do
ensino fundamental são planejados com antecedência variando assim conforme as
decisões.
   Dia das apresentações: busca-se envolver os alunos em peças de teatro, danças,
apresentações de músicas, entre outras atividades que envolvem a maioria dos
alunos;
   Confecção de materiais: alunos e professores envolvem-se na confecção de
lembranças, algumas vezes, com material reciclado;
   Decoração do Colégio: os ambientes são preparados com bexigas, atividades
confeccionadas pelos alunos, dizeres, para que o mesmo fique com espírito de festa;
   Dia do passeio: os alunos preparam-se com lanches e brincadeiras para a
realização do dia de lazer;
   Festa das Crianças: é preparada pelos professores com a ajuda dos alunos.
Cada criança traz um alimento da sua escolha e os mesmos são divididos entre
todos numa festa de confraternização que envolve músicas, danças e muita alegria.
   Dia dos brinquedos: cada criança traz o seu brinquedo preferido para brincar com
os amigos.
   Dia da visita ao Super Festa, no qual acontece o delicioso piquenique.


q) Festival de Pesca
       Festival no qual todos os alunos, professores e familiares são convidados.
Este torneio conta com a premiação através de troféus que são distribuídos em
diferentes modalidades. Este depende da variação do tempo, sendo assim, fica o
mês e a data sempre a serem determinados próximos ao evento, pelo departamento
de esportes do Colégio.


r) Brinquedoteca
       O projeto Brinquedoteca visa trabalhar com o lúdico, desenvolver na criança
todo o potencial e criatividade inerentes a idade.
       A Educação Infantil na Brinquedoteca do Colégio Tia Ana Maria tem como
objetivo principal proporcionar condições para o crescimento integral da criança, cujo
eixo de orientação e aprendizagem seja seu desenvolvimento; respeitando-a,
colaborando para a construção de uma auto-imagem positiva, a partir da descoberta
de si, estimulando-a na busca de novos conhecimentos; incentivando a partir de um
processo lúdico, o espírito investigador e pesquisador, visando à formação de
indivíduos capazes de gerenciar com êxito o conhecimento.

Ensino Fundamental – primeira fase

         As séries iniciais do Ensino Fundamental têm como principal objetivo
oportunizar a construção da identidade e autonomia: fortalecendo a auto-estima,
promovendo situações nas quais os estudantes possam desenvolver suas
habilidades físicas e mentais; usando sua imaginação e criatividade, com ênfase à
afetividade, a cooperação, socialização e organização; favorecendo a interpretação
da realidade; estabelecendo relações entre novas informações e a realidade dos
estudantes para construir conhecimento, compreendendo a sociedade e interagindo
nela.


s) Matemática Básica
        Este projeto se desenvolve no início do ano letivo e visa atender alunos da 1 a
Série do Ensino Médio. Mesmo a matemática básica sendo trabalhada em sala de
aula seguindo os conteúdos propostos, alguns alunos apresentam dificuldades e
dúvidas em determinado conteúdo e estas devem ser sanadas para que num futuro
próximo não venham a prejudicá-los. Para tanto, o Colégio desenvolve este projeto
de Matemática Básica, para que todos os alunos que sintam a necessidade ou sejam
convocados, tenham a ajuda de um profissional, que possa ajudá-los em tempo
oportuno fazendo assim uma retomada dos conteúdos considerados essenciais para
que se possa dar continuidade nos demais conceitos a serem estudados.

t) Programa Agrinho.

        O Programa Agrinho desenvolve ações integradas entre escola e a
comunidade rural e urbana. Seu objetivo é educar, motivar, transformar contribuindo
para que as crianças e jovens adotem atitudes positivas em relação ao meio
ambiente, promovendo assim mudanças de hábitos e de atitudes quanto à
preservação ambiental, às boas práticas de saúde, ao trabalho e consumo, ao
exercício da cidadania, de forma integrada às demais disciplinas do programa
curricular. Esse programa desenvolve tais ações porque entende que para a
formação de cidadãos conscientes, empenhados na defesa da sociedade e do meio
ambiente é a melhor maneira de agir.
       u) Projetos
      Como complemento dos conteúdos apresentados nas Apostilas do Anglo, e
fazendo assim, a interdisciplinaridade e a transversalidade entre todos os conteúdos,
contaremos com o auxílio indispensável dos projetos. Todos os Projetos realizados
durante os anos letivos anteriores serão consultados e realimentados para a
construção do processo a ser realizado no ano dois mil e cinco. Sabemos que todo o
trabalho realizado com excelentes resultados, deve na sua sequência, servir de base
para novas conquistas. As falhas e erros, já detectados, darão espaço para novas
propostas de realimentação, buscando assim, um crescimento constante.
      O Colégio Tia Ana Maria trabalha com os temas referentes à educação
ambiental, prevenção de AIDS, cultura afro-brasileira africana nas disciplinas de
Conhecimento Filosófico, Ciências, Produção Textual e História. No entanto, estes
não são desenvolvidos obedecendo a organização da Agenda 21 Escolar.

6.6 – Concepção Curricular.
      O debate em torno dos sistemas educacionais vem ganhando
grande espaço à medida que se indaga o que realmente deve ser
ensinado e aprendido nas escolas. Sabe-se que é por meio de
conteúdos culturais que as instituições educativas realizam suas
finalidades, por isso o currículo filiou-se diretamente à qualidade de
educação tornando-se de fundamental reflexão para a questão ensino-
aprendizagem.
      Existe uma diversidade infindável para a definição do termo
currículo. Interessante é que cada um vale de pressupostos diferentes
que venham a se adequar à sua concepção de educação. Ele deve ser
visto como uma ferramenta conceitual que supõe sempre, de forma
explícita ou tácita, uma resposta às perguntas o que ensinar, como é
por quê? Falar em currículo pressupõe-se pensar a educação tendo em
vista a questão dos conteúdos.
José Conterás afirma que tais concepções variam em função dos
distintos valores educativos que lhes dão vida. Deve-se pensar também,
que na medida em que o currículo diz respeito às decisões educativas
para a escola, acha-se mediado por problemas institucionais e, por
conseguinte, reflete as circunstâncias históricas e sociais as quais foi
pensado.
      Constituindo o Currículo na matéria-prima do trabalho docente, a
questão que se coloca ao profissional é como enfrentar os desafios das
inovações curriculares. Sabe-se que tais inovações apontadas no campo
educacional visam a melhorar a qualidade do ensino ou modernização
do processo educativo.
      Contra a idéia do processo educativo que o         enxergue como sendo de
interesses dominantes, ou da noção de que basta ao ensino montar-se para
denunciar os mecanismos de exploração, coloca-se a necessidade de negociação
que venha a entender aos interesses particulares.
      Todavia, cabe a advertência de que algumas de suas          interpretações, se
levadas às últimas conseqüências, podem vir a cair em outras visões deterministas.
Por exemplo, a organização do saber escolar e de seu ensino vem se dando, há
vários anos, segundo certas características, pontificando que a tendência é isso, não
restando às concepções teóricas outro papel que não o de especular sobre um
dever ser que nunca se fará realidade.
      Como reprodutora, a escola atua na seleção e distribuição de conhecimento e
o currículo nada mais é que uma seleção de cultura, uma filtragem de conhecimento
de modo que o torne acessível aos diferentes grupos, conforme as necessidades
de cada um.
      Os professores devem assumir uma postura em relação ao currículo não
como uma solução estabelecida, mas sim como espaço no qual se pode buscar e
experimentar soluções. Concebido como uma ferramenta profissional, deve
constituir-se no cenário e numa estratégia para o professor compreender melhor o
seu trabalho e resolver seus problemas. A articulação entre as diversas áreas
que compõem este eixo é um dos fatores importantes para a aprendizagem dos
conteúdos propostos. A partir     de um projeto     sobre animais, por exemplo, o
professor pode ampliar seu trabalho, trazendo informações advindas do campo da
História e da Geografia. A formação em currículo almeja uma incursão no domínio
da cultura escolar, uma instigante interrogação          sobre a prática e o trabalho
educativos, um processo incessante de democratizar a cultura experimentando
sempre novas possibilidades.
      A interdisciplinaridade deve ser entendida como um processo de co-
participação, reciprocidade, mutualidade e dialógo, estes que          caracterizam   a
integração não apenas das disciplinas mas de todos os envolvidos no processo
educativo.   É   vista   como    uma    questão    de     atitude,   pressupondo   uma
intersubjetividade e visando a uma mudança de atitude frente ao problema de
conhecimento, uma substituição da concepção fragmentária para e unitária do ser
humano.
      A interdisciplinaridade não é entendida como compatibilização de conteúdos
de disciplinas em função de suas eventuais aproximações                     ( Bochniak,
1992, p. 19). Tampouco significa       a ―justaposição    de conteúdos de disciplinas
heterogêneas ou a integração de conteúdos numa mesma disciplina‖, nem visa
simplesmente atingir o nível de integração de métodos, teorias ou conhecimentos..

6.7 – Concepção de Avaliação.
      Todo processo de avaliação deve ser entendido como parte de processo de
ensino aprendizagem:
   Indica ao professor o momento de aprendizagem dos alunos: o que já
compreenderam, quais seus avanços, quais suas dificuldades, dando pistas de como
intervir no sentido da superação de tais dificuldades;
   Permite que o aluno se torne consciente de seu processo de aprendizagem:
perceba seus avanços e suas dificuldades e possa, em conjunto com o professor,
buscar modos de resolver essas dificuldades;
   Indica ao professor a necessidade de rever e refazer ajustes ou não na sua
prática educacional. Nesse sentido a avaliação é uma ação contínua, exigindo uma
observação sistemática dos alunos não apenas com relação ao domínio de conceitos
de conteúdos específicos, mas também com relação ao desenvolvimento de
competências e habilidades.
O processo de avaliação dar-se-á, no cotidiano do aluno, pelo professor,
fazendo valer as participações, envolvimento em sala e em atividades propostas pelo
colégio, companheirismo entre aluno/aluno, aluno/professor.
     Utilizaremos como instrumento de 5a EF a 3a EM a avaliação mensal,
atribuindo notas,    sendo que estas avaliações serão aplicadas em horários pré-
determinados        e seguirão cronogramas       elaborados pela coordenação e
apresentado em tempo hábil ao corpo docente e discente para a sua realização.
Serão avaliadas também tarefas e atividades complementares, sendo que cada
professor poderá determinar os títulos das atividades a serem trabalhadas de acordo
com os conteúdos estudados. A partir da 5a série do Ensino Fundamental os
trabalhos escritos deverão seguir os padrões da norma científica (modelo) como
forma instrutiva de conhecimento. As disciplinas de Produção Textual, Literatura,
Arte, Filosofia e Educação Física não seguirão este roteiro, ficando a cargo do
professor juntamente com a equipe pedagógica distribuir e pré-determinar a
organização dos mesmos.
      Considerando que o processo de avaliação não é algo estanque, possíveis
alterações no processo de avaliação e recuperação poderão ocorrer mediante
anuência da equipe pedagógica juntamente com o corpo docente.
      O processo de avaliação de 2º ao 5º ano segue cronograma próprio
determinado na Semana de estudos e planejamentos e realimentado a cada
bimestre, assim como a distribuição das notas, portanto possíveis alterações no
processo de avaliação e recuperação poderão ocorrer mediante anuência da equipe
pedagógica juntamente com o corpo docente.
      Todo aluno de 5a Ensino Fundamental a 3a Série Ensino Médio terá acesso ao
cronograma de avaliações, pois este será fixado em edital geral e para maior
precisão, fixado também em edital oficial. Os cronogramas de avaliações de 2º ao 5º
ano serão entregues aos alunos.
      Cabe ressaltar que na terceira série do Ensino Médio serão aplicados
instrumentos de avaliação variados, como avaliações, provões, atividades, exercícios
da apostila, simulados, mudando sempre que necessário o cronograma citado.


6.8 – Planos de Avaliação.
Processo de Avaliação e Promoção.
A avaliação na Educação Infantil e 1º ano do Ensino Fundamental de Nove
Anos terá característica diagnóstica e de acompanhamento do processo contínuo
que objetiva analisar a forma como a criança elabora o seu conhecimento. Esta
deverá subsidiar permanentemente o professor, permitindo a organização e
reorganização de ações pedagógicas junto às crianças, sendo registrados pelo
docente os dados referentes ao desenvolvimento da criança. Ao término de cada
ciclo (bimestral, semestral e/ou final) deverão ser redigidos Pareceres Descritivos
sobre os diferentes aspectos do processo de desenvolvimento e aprendizagem.
       A verificação de rendimento escolar de 2º ao 5º ano do Ensino Fundamental
será bimestral e obedecerá aos critérios descritos abaixo:
a) Os instrumentos de avaliação serão somatórios, totalizando o valor de 10,0 que
serão distribuídos da seguinte forma:
P1 + P2 + TAR + TR=MB          P1 = 4,0; P2 = 4,0; TAR = 1,0; TR = 1,0
       *P1: avaliações discursivas que serão aplicadas bimestralmente em horário de
aula, pré-determinado, avaliando os conteúdos programados em cada disciplina;
       * P2: avaliações quinzenais que serão aplicadas no decorrer dos bimestres,
com o objetivo de verificação de aprendizagem em relação aos conteúdos
ministrados de acordo com o programado por cada disciplina;
       *TAR: tarefas definidas pelo professor acompanhando assim o material
didático;
       *TR: trabalhos desenvolvidos ao longo dos bimestres.
       Estes critérios poderão sofrer alterações mediante análise, leitura e aprovação
da direção, equipe pedagógica e corpo docente.
       Já a verificação do rendimento escolar de 5a E.F. a 3a Série E.M. será
bimestral e obedecerá aos critérios abaixo descritos:
1- Os instrumentos de avaliação do rendimento escolar serão somatórios totalizando
o valor 10,0 (dez), que serão distribuídos da seguinte forma:
P1 + P2 + TM + TC= MB
P1= 4,0; P2 = 3,0
TM = 2,0
TC= 1,0.
       * P1: provas objetivas/discursivas que serão aplicadas, semanalmente no
horário de aula ou em horário diferenciado, pré-determinado, oportunidade em que
serão avaliados os conteúdos constantes no projeto da disciplina;
*P2: provas objetivas/discursivas aplicadas no segundo mês de cada
bimestre, semanalmente, cujos conteúdos avaliados poderão ser cumulativos ou
não, dependendo do projeto da disciplina.
       *TM: Tarefa mínima definida pelo professor acompanhando assim o material
didático;
       *TC: tarefas complementares, trabalhos.
       A alteração de algum valor das notas estabelecidas acima             ou quanto ao
número de     avaliações a       serem aplicadas, poderá se efetuar mediante leitura,
análise e aprovação da direção, equipe pedagógica e corpo docente.
       As disciplinas de Produção Textual, Educação Física, Literatura, Arte e
Filosofia, serão avaliadas em termos diferenciados, usando assim trabalhos,
avaliações    escritas   de   conteúdos    relacionados   à   disciplina,   desempenho,
participação, debates, logo possuem critérios pré-definidos junto à equipe
pedagógica.


6.8.1 - Média Bimestral (MB)
       O aproveitamento bimestral do aluno será igual à somatória das avaliações,
trabalhos de pesquisa, participações e tarefas mínimas e complementares obtidas no
bimestre.


6.8.2 - Avaliações de 2ª Chamada
1- Caso o aluno, venha a perder uma ou mais avaliações, fará a 2ª Chamada, nas
datas a serem marcadas pela Orientação, as quais serão comunicadas em tempo
suficiente.
2- A Lei número 7.102 (15/01/79) ampara somente os casos de doença, luto,
convocação para atividades cívicas e jurídicas e impedimentos por motivos
religiosos.
3 - A inscrição para a 2ª Chamada deverá ser requerida na Secretaria do Colégio,
mediante apresentação de atestado médico ou preenchimento do requerimento
específico pelos pais, pelo aluno quando de maior ou ainda da justificativa por
escrito dos pais , até 48 horas (úteis) antes da realização da respectiva avaliação.
4 - Para a avaliação de 2ª Chamada o aluno deverá:
*apresenta-se pontualmente ao horário marcado;
*portar o material necessário;
*estar com a camiseta ou agasalho do uniforme.
O aluno poderá realizar até duas avaliações de 2 a Chamada por bimestre. Casos
extras serão decididos pela direção.


6.8.3 - Média Semestral (MS)
        Ao término de cada semestre, será calculada a média semestral, que resultará
da aplicação da seguinte fórmula:
                 1ª MS = (1º B x 1) + (2º B x 2) =6,0
                                     3
                 2ª MS = (3º B x 3) + (4º B x 4) = 6,0
                                      7
Cálculos para a Recuperação do 1o Semestre
12,0 – M 1o S = X  Esta será a nota que o aluno precisará tirar na avaliação de
Recuperação.
Para se fazer a nova média do 1º Semestre, que substituirá a que foi encontrada
anteriormente.
M 1o S + NR =
    2
M 1o S + nota tirada na avaliação de Recuperação. O resultado desta soma divide-
se por dois. *Permanece a maior Média Semestral.
2o Semestre
Para saber quanto o aluno precisa tirar no 4o Bimestre para passar de ano sem
Recuperação
60,0 – (M 1o S x 3 + 3o B x 3 ) =
                    4
Para saber quanto o aluno deverá atingir na Média do 2o Semestre:
60,0- (M 1o S x 3 ) =
         7
Para calcular a Média do 2o Semestre:
(3O B x 3) + (4o B x 4) =
             7
Para saber quanto o aluno precisa tirar na Recuperação do 2º Semestre será
necessário:
Recuperação do 2o Semestre = M 2O S= 60,0 – (3 x 1o S) =
7
                                   x 2 - M2 o S (* MS que o aluno já tem)
O resultado será a nota que deverá ser atingida na Recuperação. Permanece a
maior Média Semestral.
Para calcular a Média Final
M 1o S x 3 + M 2O S x 7 = MF
           10
* A Média Final (MF) deverá ser igual ou superior a 6,0 (seis vírgula zero)


6.8.4 - Critérios para aprovação
Quanto ao aproveitamento, estará aprovado:
Por média, o aluno que, ao final do ano, alcançar, tendo ou não se submetido às
recuperações bimestrais, média anual igual ou superior a 6,0 (seis vírgula zero), em
cada disciplina, resultante dos bimestres nas respectivas disciplinas como segue:
MF= (1º S x3)+(2º Sx7)
            10
Caso o aluno não atinja média final igual ou superior a 6,0 (seis vírgula zero) em até
três disciplinas, este prosseguirá para a série seguinte, mas terá que cumprir
dependências das disciplinas não aprovadas.
Quanto à frequência:
Na conformidade da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei Federal nº.
9.394/96), o aluno só será aprovado se tiver freqüência, pelo menos, 75% do total de
horas letivas anuais.
Conforme Regimento, não haverá Recuperação Final, devendo o aluno ser
recuperado nas Recuperações Semestrais durante o ano letivo, conforme Calendário
Escolar homologado.


7 - MARCO OPERACIONAL
      Empenhamo-nos para que os cursos de capacitação dos professores sejam
realizados no início do ano letivo, dentro do primeiro semestre, para um maior
aproveitamento por parte de toda a comunidade escolar. De qualquer forma, por
esse motivo, buscaremos não dispensar as aulas. Também não se acumulam cursos
de diversas áreas, numa mesma época, para se evitar um esvaziamento do Corpo
Docente. Porém se o curso for proposto para todos, e este se fizer necessário,
faremos o possível para que todos possam participar e ganharem com isto. Estes
cursos contemplam os mais variados temas como a necessidade da inclusão, a
hiperatividade, os transtornos de atenção, conhecimento e aprofundamento nos
conteúdos apresentados pelo material utilizado, técnicas e metodologias aplicadas
ao material, laboratórios práticos, entre outros que se fizerem necessários.
         Serão realizados grupos de estudos por área, conforme cronograma de
atividades montado pelos professores no início do ano letivo e de acordo com a
necessidade de estudo dos temas que se fizerem necessários.Sendo assim, todo
professor terá a oportunidade durante o ano letivo, de estar aprimorando-se em
idéias e conteúdos novos, apresentados pelos órgãos responsáveis pela divulgação
desses conhecimentos, tidos como fundamentais dentro do processo ensino–
aprendizagem. Temos como meta fazer nossos professores e funcionários
participarem de cursos que envolvam capacitações e habilidades de conhecimentos.
         Cabe ressaltar que a temática História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena,
assim como os temas dos Desafios Educacionais Contemporâneos sendo eles,
Educação Ambiental, Educação Fiscal, Enfrentamento à Violência nas Escolas,
Prevenção ao Uso Indevido de Drogas e Sexualidade serão inseridos nas diferentes
disciplinas do currículo. Buscaremos tratar a abordagem pedagógica desses
assuntos a partir dos conteúdos historicamente acumulados, visando assim resgatar
a função social da escola.
         As reuniões para discussões e aprimoramento do trabalho serão realizadas de
forma mensal/bimestral ou de acordo com a necessidade, sendo que esta, será
comunicada pela direção do Colégio, através de comunicado por escrito em tempo
hábil.
         O Colégio possui vínculo com a comunidade podendo assim contar com a
participação de várias entidades em seus eventos e comemorações.
         O atendimento ao aluno será feito sempre que solicitado pelos professores –
uma vez apurada a necessidade - ou a pedido do próprio aluno interessado. Não se
restringindo apenas a problemas escolares, mas indo além, objetivando-se as
necessidades de diálogo com e entre cada aluno, criando-se assim um vínculo muito
grande de solidariedade, companheirismo e respeito dentro da comunidade escolar,
realizando assim um atendimento individualizado. Como solução para possíveis
problemas, contamos com a ajuda dos pais.
Quando necessário, é solicitado o atendimento psicológico, aos alunos e
familiares sendo que cabe ao Colégio apenas indicar o atendimento.        De acordo
com a busca de soluções para os problemas ainda existentes, a equipe técnico -
pedagógica presta um atendimento personalizado a cada aluno que dele necessite,
no sentido de conscientizar do seu papel dentro do plano escolar.


7. 1 - Demonstrativo de Metas e ações para o ano de 2012.
1.    Prédio
1.1– Novas salas de aula: Como meta a ser alcançada, colocamos a construção de
um novo prédio, que venha solucionar          as nossas carências, viabilizando o
crescimento do espaço físico do Colégio. A construção de novas salas visará o apoio
as aulas de contra-turno e desenvolvimento de projetos que aprimorem o processo
de ensino-aprendizagem.
1.2– Laboratório: Buscar-se-á reformas proporcionando assim um ambiente cada vez
mais agradável e de maior espaço para a realização das atividades.
1.3– Conservação: Todos os tipos de serviços que visam a conservação constante
do prédio como: pintura, consertos, manutenção geral, terão espaço reservado no
orçamento, com disponibilidade de verbas.
2. Formação humana:
2.1– reuniões: as reuniões terão periodicidade mensal/bimestral, pois só assim,
ouvindo o que todos têm a dizer, é que conseguiremos melhorar o atendimento e o
relacionamento entre alunos, pais, professores, direção e funcionários.
2.2– motivações: teremos as participações nas festividades do Colégio, e, além
disso, toda data marcante, como por exemplo: o dia da Amizade, o dia das Mães, a
festa Junina, o dia dos Pais, a Páscoa, o dia dos Professores e o Natal, serão
comemorados em união. Nestas datas o Colégio promove e promoverá homenagens
e momentos de confraternização. No jantar de encerramento de ano, o Colégio
busca promover: bingos, sorteios, momentos de reflexão e oração, para todos os
membros ativos do Colégio. Fora destas datas, temos o intuito de promover, na sala
dos professores, manhãs culturais e musicais: presença de revistas e jornais,
músicas clássicas e relaxantes. Para os alunos, sempre que possível, promoveremos
brindes.
3. Disciplina
3.1– dos alunos: faz-se necessária para o bom andamento do sistema escolar, para
o aproveitamento dentro de sala de aula e como fruto do relacionamento.
3.2– O atendimento aos casos será feito pela equipe pedagógica, juntamente com
todo o corpo docente.
4. Limpeza:
4.1 – das salas: além da limpeza feita pelas zeladoras, observaremos a conduta dos
alunos no uso das salas de aulas, com a finalidade de mantermos um ambiente
agradável e condizente com as necessidades de uma boa qualidade de vida, boa
saúde humana e bem estar de todos.
4.2 – dos pátios: todo lixo será recolhido imediatamente, do maior ao mais
insignificante, para evitar a proliferação de possíveis germes ou contaminação. Esta
limpeza é compromisso de todos.
4.3 – do prédio: será abastecido com materiais de limpeza condizentes com as
nossas necessidades, para que todos tenham um ambiente agradável e limpo. Toda
possibilidade de separação de lixo será buscada para que seja dado o melhor
destino para ele.
5. Equipamentos:
5.1 – Aparelho datashow: é objetivo comprar um para utilização em sala de aula e
eventos.
5.2 – Compra de mais computadores e manutenção para os já existentes.
5.3 – Lousa interativa e quadro digital: aquisição para implementação em sala de
aulas.
6. Materiais:
6.1 – Biblioteca: renovaremos os materiais de apoio ao professor como revistas,
mapas, planetários, cartazes, livros entre outros materiais que se fizerem
necessários, de acordo com a demanda de alunos e professores.
6.2 – Laboratório: a compra de novos materiais que visam o aprimoramento dos
estudos realizados neste local como exemplo, tubos de ensaio, microscópio
eletrônico entre outros instrumentos que se fizerem necessários.
6.3 – Brinquedoteca: compra de brinquedos pedagógicos e ilustrativos para as
crianças de maternal ao 5º ano do Ensino Fundamental.


7. Pedagógico:
7.1 – O Ensino Fundamental de Nove anos terá implantação simultânea.
7. 2 – Organização da hora atividade docente
      A hora atividade é o tempo reservado ao docente, em exercício, para estudos,
avaliação e planejamento. Além disso, visa-se uma organização para o trabalho
coletivo, uma vez que se formam grupos de professores para o planejamento e
desenvolvimento de ações necessárias ao CTAM.
      Através da hora atividade, os professores do CTAM têm um período para
atender a comunidade escolar, corrigir avaliações e atividades, bem como, organizar-
se para desenvolver projetos.
      A equipe pedagógica procura atender aos professores, dando subsídios para
o seu planejamento e auxiliando-os quando necessário


7.3 - Conselho de Classe
       O Conselho de Classe é o órgão colegiado de natureza consultiva e
deliberativa em assuntos didático-pedagógicos, com atuação restrita a cada turma do
estabelecimento.
      Dentre outras atribuições, cabe ao Conselho de Classe decidir quanto à
aprovação ou reprovação de alunos que, apresentarem situações limítrofes,
inusitadas ou omissas


7. 4- Processo de Recuperação:
7.4.1 - Recuperação do Ensino Fundamental – anos iniciais
      O processo de recuperação dos anos iniciais do Ensino Fundamental será
feito de forma paralela aos bimestres, para o aluno que não atingir média mensal
igual a ou superior a 6,0. Poderá ser atribuída também a Recuperação Semestral
conforme consenso da Equipe Pedagógica juntamente com professores.


7.4.2 - Recuperação Semestral
1. O aluno que obtiver rendimento inferior a 6,0 (seis inteiros) na média semestral,
será orientado e convocado, a participar do processo de Recuperação Semestral.
Este processo se fará através de aulas e atividades.
2. A Avaliação de Recuperação Semestral (que consiste na somatória de aulas,
atividades e provas) valerá 10 (dez) pontos. Sendo: 3,0 – Atividades realizadas sob
a orientação do professor; 7,0 – avaliação escrita.
3. O aluno poderá ter sua média bimestral alterada para maior, após a realização da
respectiva Avaliação de Recuperação.
4. A média, após a Recuperação Semestral, será calculada mediante a aplicação da
seguinte fórmula:
         MS = Média do Semestre + Nota da Recuperação
                                   2
5. No caso da média, depois da Recuperação ser inferior àquela anteriormente
obtida, será mantida a primeira.
6. A Recuperação Semestral se dará em horários paralelos ao horário normal de aula
na semana de recuperação, sendo feito pelo professor, juntamente com o
acompanhamento       da   equipe       pedagógica.   Nesta   recuperação     inclui-se   a
Recuperação de férias.


7.5 - Da Matrícula em Regime de Progressão Parcial:
         O Colégio apresenta esta matrícula ao aluno reprovado em até 03 (três)
disciplinas ou área de conhecimento da série, fase, ciclo ou período, e lhe é
permitido cursar o período subseqüente concomitante às disciplinas ou áreas nas
quais reprovou. (Deliberações 005/98 e 009/01 – 9394/96)


8 - Proposta Pedagógica Curricular
8.1 Conteúdos Estruturantes.


Educação Infantil:
     Pautado no Referencial Curricular Nacional (RCN), explicitado pelo Ministério da
Educação e do Desporto, e considerando os fundamentos filosóficos, segue os princípios
educativos:
              Respeito à dignidade e aos direitos das crianças, consideradas nas suas
     diferenças individuais, sociais, econômicas, culturais, étnicas, etc.
              Direito das crianças de brincar, como forma particular de expressão,
     pensamento, interação e comunicação infantil.
              Acesso das crianças aos bens sócio-culturais disponíveis, ampliando o
     desenvolvimento das capacidades relativas à expressão, à comunicação, aos afetos,
     à interação social, ao pensamento, ética e estética.
         Socialização das crianças por meio de sua participação e inserção nas mais
diversificadas práticas sociais.
         Aprendizagem desenvolvida a partir da problematização de situações
contextualizadas, levando em conta a visão de mundo da criança.
         Saber reflexivo, construído mediante permanente problematização da
realidade e busca de soluções, produzindo conhecimento cada vez mais
significativo.


          Os objetivos gerais a serem desenvolvidos estão apontados de acordo com
o Referencial Curricular Nacional de Educação Infantil, o qual visa:
         Desenvolver uma imagem positiva de si, atuando de forma cada vez mais
independente, com confiança em suas capacidades e percepção de suas limitações;
         Descobrir    e   conhecer   progressivamente   seu    próprio   corpo,   suas
potencialidades e seus gostos preferenciais;
         Despertar o espírito científico da observação, pesquisa, coleta de dados,
interpretação, análise e conclusão;
         Favorecer o desenvolvimento das habilidades de observação, análise,
experimentação, raciocínio, interpretação, julgamento e síntese, capacitando o aluno
a tirar conclusões próprias e aplicá-las na resolução de situações da vida real;
         Desenvolver a capacidade de pensar e agir de forma crítica e consciente,
visando à melhoria de suas condições de vida e as da comunidade;
         Ampliar a visão de mundo através da compreensão da realidade;
         Desenvolver com responsabilidade as noções presentes na formação do
indivíduo: ética, saúde, pluralidade cultural, meio ambiente e sexualidade.


Eixos Organizadores do Currículo:
         Movimento
         Linguagem Oral e Escrita
         Música
         Natureza e Sociedade
         Artes Visuais
         Matemática
Maternal
1º BIMESTRE: Traçados livres e direcionados; Pontilhismo; Pinturas livres e direcionadas;
Colagem de pedaços de folhas secas; Usando tinta; Pintura de caminho com material
livre; Atividades comemorativas: Carnaval; Páscoa; Dia do Índio; Atividades com histórias;
Atividades com oficinas de brinquedos;
2º BIMESTRE: Trabalhando com traçados e linhas; usando carimbos; dobraduras;
pinturas; trabalhando simetria; início da nomenclatura das mãos; contorno das mãos e
dos pés, desenhando alimentos; Atividades comemorativas: Dia das Mães; Dia do Meio
Ambiente; festa junina; Atividades com histórias: seqüência, construção de móbiles e
fantoches;
3o BIMESTRE: Pintura com material livre; giz de cera; colagens; Traçando caminhos;
animais e seus espaços; Atividades comemorativas: Dia dos Pais; Dia do Folclore; Dia da
Pátria; Dia da árvore; Atividades com história: elementos da cena; colagem de
personagem; Oficinas de brinquedo: quebra-cabeça; meio de transporte;
4O BIMESTRE: Associação das         partes; colagens; pinturas variadas - sequências;
traçados de linhas; quantidade três; Atividades comemorativas: Dia das Crianças, Dia do
Professor e Natal; Atividades com História: Contos; Oficina de brinquedos: montagem de
animais;
* Acontecimentos relevantes relacionados ao cotidiano, às festividades e que levam à
criança a discussão, reflexão e construção de novos conhecimentos; Os eixos
norteadores de currículo são trabalhados de forma integrada, portanto, não há divisão por
áreas, mas sim, aquilo que é desenvolvido ao longo do ano.


Jardim I
Artes Visuais
Movimentos, traçados e desenhos; pintura, identificação de cores, colagem, modelagem;
Cores – cores primárias; cores claras e escuras; seleção de figuras, identificação,
classificação, interpretação.


Linguagem Oral e Escrita
Apresentação de textos; Verbalização e compreensão de histórias; Traçado das vogais;
Ampliação de vocabulário através do conhecimento dos diversos gêneros textuais;
Sequenciação de historinhas (tirinhas); Desenvolvimento de desenhos referentes ao texto
trabalhado; Escrita do nome – apresentação das letras que compõem os nomes próprios.
Matemática
Noções de sequência numérica e contagem; Os números no cotidiano; Seriação;
Discriminação espacial – descer e subir/ perto e longe/ dentro e fora/; Noções de
grandezas e medidas: linhas retas; linhas curvas; comprido e curto; estreito e largo;
Geometria – triângulo, quadrado – retângulo; Agrupamentos: noções de quantidades
(pequeno, muito, nenhum, mais e menos); grupos e subgrupos; Traçados dos números
de 0 a 10.


Movimento
Habilidades motoras de base (locomotoras, não-locomotoras, manipulativas, coordenação
viso-motora), esquema corporal, percepção corporal; Jogos coletivos; Dança, Brinquedos
Cantados, Cantigas de Roda; Desenvolvimento de postura; Percepção espacial:
longe/perto, rápido/lento, dentro/fora, frente/trás


Natureza e Sociedade
Moradias – as diferenças e semelhanças; A hora do banho; A paisagem em volta da
escola; Os povos indígenas – apresentação, festividades e cultura; Noções temporais –
bebê, crianças, adulto e idoso; As partes do corpo humano; Os cinco sentidos;        Os
animais de estimação; A flor e suas partes; A importância da água.
Música
Coordenação motora, o senso rítmico e melódico, o pulso interno, a voz, o movimento
corporal, a percepção, noções básicas de música, dos cantos cívicos nacionais e dos
sons de instrumentos de orquestra, cantos, ritmos, danças e sons de instrumentos
regionais e folclóricos.


Jardim II
Artes Visuais
Expressão Artística, Atividades manuais e cores; Desenho, pintura e cores primárias;
Colagem de palavras recortadas: de jornais e revistas, do banco de palavras; produção de
marcas; Movimentos e traçados; Caminhos – labirintos – direções e sentidos; Cores
primárias e secundárias


Linguagem Oral e Escrita
A escrita das vogais; Criação e análise do crachá; Identificação de nomes dos objetos do
cotidiano; Descoberta das letras do alfabeto nos nomes próprios; Leitura e interpretação
oral de textos; Percepção de texto narrativo, teatral, cantigas, rimas; As letras do alfabeto
– traçados e compreensão;


Matemática
Numeração: sequência e escrita do 1 ao 10; Noções de quantidades; Discriminação
espacial: ao lado, perto, longe, dentro, fora, entre; Geometria: tipos de contorno, figuras
planas, círculos, triângulo, quadrado, retângulo; Noções de adição e subtração; Relação
da matemática com os jogos.


Movimento
Esquema e percepção corporal; Desenvolvimento e reconhecimento do corpo –
conhecendo todas as suas partes; Direção, localização e dimensão do espaço;
Desenvolvimento da lateralidade; Jogos coletivos; Desenvolvimento de postura;
Percepção espacial: longe/perto, rápido/lento, dentro/fora, frente/trás


Natureza e Sociedade
O meu espaço; As paisagens variadas; Profissões; Noções temporais – bebê, crianças,
adulto e idoso; A história do meu nome; Cantigas de roda – memória musical; O corpo
inteiro – corpo humano; Animais – a cadeia alimentar; As nossas matas; Meio ambiente –
a importância.


Música
Coordenação motora, o senso rítmico e melódico, o pulso interno, a voz, o movimento
corporal, a percepção, noções básicas de música, dos cantos cívicos nacionais e dos
sons de instrumentos de orquestra, cantos, ritmos, danças e sons de instrumentos
regionais e folclóricos.


Disciplinas – Ensino Fundamental e Ensino Médio.
Artes/Arte
Apresentação Geral da Disciplina
Um marco importante para a arte brasileira e os movimentos Nacionalistas foi
a semana de Arte Moderna de 1922, que influenciou artistas brasileiros, como, por
exemplo, os modernistas Anita Malfatti e Mario de Andrade, que valorizaram a
expressão singular e rompiam com os modos de representação realistas.
       Esses artistas direcionaram seus trabalhos para a pesquisa e produção de
obras a partir das raízes nacionais. Procurou-se valorizar a cultura nacional expressa
na educação pela escola nova, que postulava métodos de ensino em que a
liberdade de expressão do aluno era priorizada.
       Tal movimento valorizava a cultura do povo, pois entendia que, em toda a
História dos povos que habitavam o território onde hoje é o Brasil, sempre ocorreram
manifestações artísticas. Considerava, também, que desde o processo de
colonização, a arte indígena, a arte medieval e renascentista européia e a arte
africana, cada uma com suas especificidades, constituíram a matriz da cultura
popular brasileira.

       A partir da década de 1960, as produções e movimentos artísticos se
intensificaram: nas artes plásticas, com as Bienais e os movimentos contrários a ela,
na música, com a bossa nova e os festivais, no teatro, com o teatro de rua, teatro
oficina e teatro de arena de Augusto Boal, e no cinema, com o cinema novo de
Glauber Rocha. Esses movimentos tiveram forte caráter ideológico propunham uma
nova realidade social e, gradativamente, deixaram de acontecer com o
endurecimento do regime militar.
       Com o Ato Institucional nº 5 (A-I5), em 1968, esses movimentos foram
reprimidos. Vários artistas, professores, políticos e outros que se opunham ao
regime foram perseguidos e exilados. Nesse contexto, em 1971, foi promulgado a
Lei Federal nº 5.692/71, em cujo artigo 7º determinava a obrigatoriedade do Ensino
da Arte nos currículos do Ensino Fundamental (a partir da 5ª série) e do Ensino
Médio.

       Hoje, deve-se reconhecer que houve muitos avanços no processo histórico
recente para refletir uma transformação no ensino de Arte. Entretanto, essa
disciplina ainda exige reflexões que contemplem a arte como área de conhecimento
e não meramente como meio para destacar dons inatos, pois muitas vezes é vista
equivocadamente, como prática de entretenimento e terapia.
Assim, é de se perceber que o ensino de Arte deixa de ser coadjuvante no
sistema educacional e passa a se preocupar também com o desenvolvimento do
sujeito frente a uma sociedade construída historicamente e em constante
transformação.


Fundamentos Teórico-Metodológicos
               A proposta de ensino de Arte na escola propicia o desenvolvimento do
           pensamento artístico e da percepção estética que é a síntese das
           múltiplas determinações que caracterizam um modo próprio de ordenar e
           dar sentido à experiência humana.
       A educação, nesse caso, deve compreender a Arte como trabalho criador.
Este conteúdo apresentado ao aluno favorece o mesmo a relacionar-se criativamente
com as outras disciplinas do currículo. Leva também, a criar condições para uma
melhor qualidade de vida a partir do momento em que é capaz de perceber sua
realidade cotidiana através de uma observação crítica de sua cultura.
       Cada dia se torna mais importante despertar no aluno a curiosidade sobre
contrastes, contradições, desigualdades e peculiaridades que formam as diferentes
culturas e que as distinguem entre si por meio de trabalhos artísticos que expressam
tais características.
       O sentido cultural da Arte vai se desvelando na medida em que os alunos
participam de processos de ensino aprendizagem criativos que lhes possibilitem
continuar a praticar produções e apreciações artísticas, a experimentar o domínio e a
familiaridade com os códigos e expressão em linguagens de arte, por isso a
concretização e apreciação de produtos artísticos pelos alunos requer aprender a
trabalhar combinações, reelaborações, imaginativas, criativas, intuitivas, estéticas, a
partir de diversos elementos da experiência sensível da vida cotidiana e dos saberes
sobre a natureza, a cultura, a história e seus contextos.
       O intuito do processo de ensino e aprendizagem de Arte é, assim, o de
capacitar os estudantes a melhor humanizarem-se como cidadãos inteligentes,
sensíveis, estéticos, reflexivos, criativos e responsáveis, no coletivo, por melhores
qualidades culturais de vida dos grupos e das cidades, com ética e respeito pela
diversidade.
Conteúdos Estruturantes
1˚, 2˚ e 3º anos: Pintura livre, uso de massinha, montagem de histórias a partir de
personagens de massinha, jogral, músicas, pinturas variadas, giz de cera,
trabalhando o corpo através de gestos, recorte, colagem e montagem, quadrilha, uso
de argila, dobraduras,    linhas paralelas, curvas, inclinadas, horizontal e vertical,
Origami,    figuras   geométricas,   nomeação      de   sólidos    geométricos,    datas
comemorativas, confecção de brinquedos com material reciclável.
4˚ e 5º anos: confecção e montagem de quebra cabeça, , pintura com tinta guache,
montagem de paisagens com recortes, quadrilha, dobradura, confecção de cartaz,
teatro, massinha, desenhos e pinturas variadas, nomeação de sólidos geométricos,
datas comemorativas, confecção de brinquedos com material reciclável, construção
de figuras geométricas      a partir de conceitos matemáticos, estudo do xadrez,
confecção do sistema solar, confecção de brinquedo, pinturas a dedo, filme:os doze
trabalhos de Hércules e desenho da tarefa mais apreciada, ilustração de poemas,
montagem de maquete, colagens, confecção de pirâmides, confecção de cartão,
desenho sobre planetário, peças de teatro.
5ª Série
Quando fazemos Arte; Fundamentos da Arte – Linguagens integradas: música,
plástica, teatro e dança;    Leitura de imagens – reconhecimento das linguagens
integradas; Estilo – História da Arte : Arte rupestre/ Escultura;      Tridimensional –
imagens e figuras – Linha do Tempo; Música – Harpa Egípcia – rituais; Música das
nações – folclore; Vida e obra dos artistas- Arte Primitiva: Djanira Motta e Silva –
carnaval, Heitor dos Prazeres – folclore, José Antônio da Silva; Teatro – Tríade
essencial; Criação : Coreografia(dança), folclore; Linha do Tempo em movimento;
Recursos Expressivos: Ponto, Linha, Textura, Equilíbrio, Simetria, ritmo; Desenho de
Observação – Técnica do Pontilhismo – História da Arte – Van Ghogh; Natureza –
Morta; Panoramas e paisagens das regiões brasileiras; Produção visual, sonora
e gestual; Recursos Expressivos – paisagem, profundidade, cores- cores do dia- a
dia; As cores brasileiras; Arte Brasileira- História da Arte- artistas brasileiros: Grupo
de dança; Construção: Trilha da Arte brasileira, no mapa do Brasil/ Regiões; Arte
por toda parte; Museus- Conhecendo os museus; Visitas aos museus ( poderá ser
virtual);   Profissões do museu – artistas, restaurador, curador, empresário;
Organização de um espaço cultural na escola; Tridimensional, Esculturas – Bonecos
– Festas natalinas.
6ª Série
Os sentidos da Arte; _ As linguagens da Arte – Leitura da Imagem / Música e
Representação;_ A linguagem plástica / Arte Conceitual / Objeto/; Intervenções:
Performances; Arte brasileira e Universal; Hiper – Realismo, KITSH – Arte
Brega;     Artistas – Cildo Meireles; Sônia Pava; Helio Leites; Jan Nelson;
Criação – Tudo se encaixa –performance/ Arte Ambiental / Minimalismo
(Miniaturas); A FôRMA E SUAS FORMAS; Leituras de imagens/ música e
representação Linguagem Integradas música ciência visual; A fôrma e a forma
conceito/ noções-       formas geométricas         linguagem    artísticas; Distorção/
Deformação
_Ampliação/ Redução; _Artista:- Gustavo Rosa/ - Volume/ Criação-Animação c/
massinhas;    Imagens         e     miragens; Imagens   e miragens da representação
pictórica (ciências/ integração); O tridimensional/ bidimensional; Op arte/ BD ( 3
dimensões); Estilo Surrealismo Universal e brasileiro; Salvador        Dali; Tarsila do
Amaral; Shakespeare- Teatro – Ciências; Criação- Representação Teatral; Faces,
Interfaces e Identidade; A identidade cultural na arte do retrato, autor- retrato;
Elementos básicos/ técnicas/ matérias e procedimentos.; Simetria e Proporção no
desenho de retratos; Pablo Picasso /Cândido Portinari/Tarsila do Amaral; Produção
e Estilos; Máscaras; Carnaval; Marchas/ marchinhas e óperas; Criação – Produção
de Porta – retratos/ teatro
7ª Série
As entrelinhas da Arte; A representação - processo de criação (linha e cor); O
desenho, suas técnicas; Iniciação a História da Arte; Pré – Historia; Abstracionismo;
Dança (A dança tribal); Picasso; O mito do boi (folclore) / cultura popular/ música e
representações; Cantos e Encantos em quadrados; Cantos e encantos brasileiros;
Estilo / A música popular brasileira / Erudita/ Sacra (séc. xx); Semiologia      e arte;
(Simbologia); -Iniciação à História da Arte - Arte Egípcia; Histórias em quadrinhos;
Sonoplastia; -Jogos dramáticos; Tramas e Dramas; Tramas , tessitura e texturas;
Semiologia/    História dos tapetes; Drama /Origem       do teatro   Grego; Sófocles/
Esquilo / Eurípedes; Iniciação à História da Arte - Antiguidade Clássica /Arte
Grega/Romana; -M.P.B              -(compositores brasileiros); Tramas e dramas       na
dramaturgia da t.v. brasileira; fazendo mídia e fazendo arte; fazendo arte - valores
/ritmo /eco /rádio; comédia /piada; -Iniciação à História da Arte – I.M; Arte conceitual
- Estilo; A música dos festivais; Brasões e semiologia; Teatro; Rituais e festejos
populares e religiosos; Presépio.
8ª Série
Estéticas Naturais e Digitais; A Estética da Natureza; A Estética feita pela digital;
humana e também pelas linguagens digitais; Integração das linguagens temática
formal; -Integração das linguagens temática informal; -Natureza Morta (e viva); -
fractais; -Coreografias / músicas ( digitais); -Textura; -Forma e contorno; -Artistas :
Van Gogh/ Matisse; -Estilo Futurismo / concretismo; -Escultura de Papel - Origami;
-Sem título/     anonimatos; -Ciclos da via e da arte; -Estilos Expressos; -Estilos nas
artes Plásticas /Estilo na música; -Obras modernistas (ciclos da vida), produção do
teatro ou cinema; Iniciação à História da Arte -        Renascimento e seu ciclos; -A
escultura Oriental; -Os mitos grego – Romanos e sua influência atual; -Cores
quentes/ frias/Neutras - Estações; -Semiologia / Símbolos do Renascimento; -Dança
/ciclos da dança/Popular brasileira; -A arte Primitiva /folclore e artistas; -Pêssanka
- Arte Ucraniana; Nomes e mitos nomes (artistas); -A arte e o artesanato; -Artista
popular (M.P.B.) Música – História da M.P.B; -Artístas: de rua/ de palco/ de circo; -
O artista gráfico; -Ciclo Buarque de Holanda; -O artista Clássico; -Neoclassicismo e
Romântico; -Musas e personagens /Deusas/Esculturas; Revoluções e revelações
estéticas; -A arte Objeto; -Op Art (A arte Popular); -Noçoes de composição; -Imágem
/ Plástica/ Proporção/Simetria; -fotografia Séc. XXI.


Ensino Médio.
1ª e 2ª Séries
As teias da Arte; A importância, função e integração das linguagens da arte;
explorando os elementos básicos de cada uma e propondo a integração deles;
Composição; montagem e diagramação; Surrealismo, Salvador Dalí; Semiótica e
semiologia na arte; Iniciação à investigação das artes digitais; Símbolos, ícones,
interações e estéticas; A arte em meio ao belo e ao feio; O conceito de estética... O
belo e o feio; Iniciação à História da arte; A música grega; O teatro grego; Estéticas
urbanas como tatuagens e a pintura corporal em diferentes sociedades; proporção
na arte; Simetria na arte; A arte de Klimt; A arte de Picasso; O beijo...;As estações da
arte; Viagem no tempo integrando música e plástica abordando imagens da Pré-
História, Egito e Idade Antiga, contraposta com músicas atuais que pretendem refletir
sobre o primitivo, o drama e a centralização na produção da Idade Média; Iniciação
da História da arte; Retábulos, Iluminas, Vitrais, Ícones, Artistas; Giotto, Mestre de
São   Francisco;    Símbolos    medievais   da   pintura;   Música   Medieval;   Teatro
medieval;Paisagens, bagagens, viagens... perspectivas; Iniciação a História da Arte;
Perspectiva artística, isométrica; Escher; Música Renascentista;Estética dos opostos;
Os compostos na arte; Fundamentos de artes nas linguagens: visual, cênica e
musical; Fundamentos      de Artes e cênica; Iniciação à leitura de imagens, de
composições, de movimento e da representação, Claro-escura; Claro e escuro –
Positivo e negativo; Barroco universal; Rococó; A música barroca; A ópera; Palcos
de teatro; Shakespeare; A obra de Ismael Nery; Técnicas de sombreamento;
Movimento;Ritos, Tribos e Mitos; A estética dos ritos, das tribos e dos mitos que
deram origem à nação brasileira; a cultura afro-brasileira; a cultura indígena
brasileira; a cerâmica indígena; A cultura latina; O barroco brasileiro; Aleijadinho; O
mestre Ataíde; Djalma; Ritmo; Movimento e duração nas imagens; Mitos, ―estigmas‖e
identidade; Os ceramistas brasileiros de diferentes regiões; Festa Junina; MPB;
Semiologia e o sincretismo brasileiro;Histórias reais e belas nas telas; As histórias
presentes nas artes visuais, música e cênica; Iniciação à leitura de imagens,
composições, movimento e da representação; Equilíbrio; Neoclassicismo universal e
brasileiro; As expressões e sentidos de ser; Romantismo universal e brasileiro;
Figurino; O Personagem; a história; Decoração de estilos e de épocas diferentes;
Molière; RPG; A estética das cartas e suas histórias no tempo; Os jogos de
estratégia; Contraposição entre heróis clássicos e da ficção científica;Um mundo de
cores; A luz e as cores no mundo que nos cerca; Harmonia; Composição;
Pontilhismo; Impressionismo; Monet, Renoir, Degas, Cézanne, Sisle, Pissarro;
Integração de linguagens musicais, visuais e dança por meio da obra de Degas e
música; Técnicas e materiais; divisionismo.



Encaminhamento Metodológico
      É nas relações sócio-culturais, dentre elas as vividas na educação escolar,
que praticamos e aprendemos os saberes da arte.
      Por meio de práticas sensíveis de produção e apreciação artísticas e de
reflexões sobre elas nas aulas de Arte, os alunos, podem desenvolver saberes que
os levam a compreender e envolver-se com decisões estéticas, apropriando-se,
nessa área, de saberes culturais e contextualizados referentes ao conhecer e
comunicar arte e seus códigos.
Nas aulas de Arte, há diversos modos de aprender sobre as elaborações
estéticas presentes nos produtos artísticos de música, artes visuais, trabalho manual,
dança, teatro, revistas, textos elaborados, artes audiovisuais, visitas virtuais a
museus e sobre as possibilidades de apreciação desses produtos artísticos nas
diferentes linguagens.
      As atividades propostas na área de Arte devem garantir e ajudar o aluno a
desenvolver modos interessantes, imaginativos e criadores de fazer e de pensar
sobre a arte, exercitando seus modos de expressão e comunicação.
      O professor deve ser um observador constante do conjunto de variáveis e
tendências de seus alunos a fim de que possa tornar-se um criador de situações de
aprendizagem, um incentivador da produção individual ou grupal, um estimulador do
olhar crítico dos alunos. Terá como oportunidades de trabalho o uso dos textos e
figuras da história da arte, a dança, as músicas, os costumes, as habilidades
manuais dos alunos , a pintura, a escultura, as variações das cores nos desenhos ,
entre inúmeras outras. Dessa maneira, terá oportunidade de propiciar um clima de
trabalho em que a curiosidade, o constante desafio perceptivo, a qualidade lúdica e a
alegria estejam presentes, junto com a paciência, a atenção e o esforço necessários
para a continuidade do processo de criação artística.

Avaliação

      Essa     disciplina   se    apresenta       como   componente        curricular
responsável por viabilizar ao aluno o acesso sistematizado aos
conhecimentos em Educação Artística/Arte, por meio das diferentes
linguagens artísticas. Dessa forma, o objetivo da Educação Artística/Arte
no Ensino Fundamental e Médio é propiciar ao aluno o acesso aos
conhecimentos presentes nos bens culturais, por meio de um conjunto
de saberes que lhes permitem se utilizar desses conhecimentos na
compreensão das realidades e amplie o seu modo de vê-las.
      De acordo com A LDBEN (nº 9.394, art. 24, inciso V) e com Deliberação 07/99
do Conselho Estadual de Educação (Capítulo I, art. 8°), a avaliação em Arte deverá
levar em conta as relações estabelecidas pelo aluno entre os conhecimentos em arte
e a sua realidade, evidenciadas tanto no processo, quanto na produção individual e
coletiva desenvolvidas a partir desses saberes.
Para se tratar da Avaliação, é necessário se referir ao conhecimento
específico das linguagens artísticas, tanto em seus aspectos práticos quanto
teóricos, pois a avaliação consistente e fundamentada, permite ao aluno se
posicionar em relação aos trabalhos artísticos estudados e produzidos. Cada
linguagem artística possui um conjunto de significados anteriores, historicamente
construídos pelo homem, composto de sentidos que podem ser entendidos e
reorganizados para se construir novas significações sobre a realidade.
        A avaliação proposta nesta diretriz curricular é diagnóstica e processual.
Diagnóstica, por ser a referência do professor para o planejamento das aulas e de
avaliação dos alunos; processual, por pertencer a todos os momentos da prática
pedagógica. Tratando-se de uma avaliação significativa, é preciso também que o
professor tenha conhecimento da linguagem artística em questão, bem como da
relação entre o criador e o que foi criado. Ela exige fundamentação para que se abra
portas e aponte caminhos para o redimensionamento das práticas pedagógicas, pois
o professor participa do processo e compartilha a produção do aluno. Daí a
importância da avaliação em si: ela permite que se saia do lugar comum, dos gostos
pessoais, desvinculando-se de uma prática pedagógica pragmatista, caracterizada
pela produção de resultados, bem como de avaliações que valorizam tão somente o
espontaneísmo.


Ciências/Biologia
Apresentação Geral da Disciplina
          A Ciência se construiu a partir da evolução do pensamento do
ser humano, embora faltasse ao homem o caráter sistematizador do
conhecimento. O que se observa , por outro lado, é que auxiliado pela
idéia    de Ciência, o      homem      passou a formular teorias, crenças e
valores e adotou no seu cotidiano o exercício do pensamento racional.
No decorrer da história, tais práticas fizeram –no mudar a forma de
expressar seu conhecimento sobre o mundo, assim a Ciência passou a
ser determinada pela maneira como ele manifesta esse conhecimento.
         Sabe-se que a disciplina de Ciências foi inserida no currículo a
partir da Reforma Francisco Campos. A partir daí, o Estado passou a
organizar o Sistema        de Educação Nacional e propôs o ensino de
―Ciências Físicas e Naturais‖, nas duas primeiras séries do ensino
comum e fundamental e, nas três últimas, as disciplinas de Física,
Química e História Natural. Essa disciplina tinha como função preparar o
cidadão para pensar lógica e criticamente, exercitar o método científico.
       Contudo, a degradação ambiental ocasionada pelo avanço do
Sistema Capitalista, resultou em uma nova ênfase nos Currículos
escolares no final dos anos de 1970. Já nos anos de 1990, foram
marcados por uma grande e profunda crise econômica e social,
expressa no acirramento das desigualdades sociais. Nessa década, o
Neoliberalismo no mundo e no Brasil, trouxe a discussão da qualidade
total e das estratégias empresariais para o contexto educacional. Tal
visão, no entanto, foi criticada por grupos de professores de diferentes
áreas, cujo ponto de vista era que, numa sociedade solidária e justa, a
escola deveria formar um cidadão crítico e participativo.
      Já a partir de 2003, destaca-se o descrédito à proposta neoliberal,
o resgate da função social da escola e o trabalho pedagógico com os
conteúdos das disciplinas escolares.
      Esta disciplina tem como objeto de estudo o fenômeno VIDA. Ao longo da
história da humanidade, muitos foram os conceitos elaborados sobre esse
fenômeno.

      Os conhecimentos apresentados pela disciplina de Biologia no Ensino Médio
não implicam o resultado da apreensão contemplativa da natureza em si, mas os
modelos teóricos elaborados pelo homem – seus paradigmas teóricos –, que
evidenciam o esforço de entender, explicar, usar e manipular os recursos naturais.


      Para compreender os pensamentos que contribuíram na construção das
diferentes concepções sobre o fenômeno VIDA e suas implicações para o ensino,
buscou-se na História da Ciência o contexto histórico no qual pressões religiosas,
econômicas, políticas e sociais impulsionaram mudanças conceituais no modo como
o homem passou a compreender a natureza.

      Refletir a partir da evolução científica é pensar criticamente o ensino da
Biologia. Essa disciplina deve ser entendida e compreendida como processo de
produção do próprio desenvolvimento humano. Ela deve ainda contribuir para formar
sujeitos críticos e atuantes, por meio de conteúdos que possibilitem que o estudante
amplie seu entendimento acerca do objeto de estudo: o fenômeno VIDA em sua
manifestação complexa de relações.

Fundamentos Teórico-Metodológicos
      Ciências, a designação usual, no currículo escolar do Ensino Fundamental, da
disciplina que reúne os conhecimentos pertencentes ao domínio das Ciências Físicas
e Naturais que, por sua vez compreendem a Física, a Química, a Biologia, as
Geociências e a Astronomia. Mas a concepção de Ciências vai bem mais além do
que a simples reunião de conteúdos referentes a determinados campos de
conhecimento     científico.     A   aparentemente   simples   transformação   desses
conhecimentos em saber escolar implica decisões de seleção, organização e
enfoque necessariamente subordinados à concepção de Ciência, Educação e Meio
Ambiente.
      O ponto básico do ensino de Ciências é salientá-la como um todo dinâmico,
que interage com o meio ambiente em seu sentido mais amplo, a área de Ciências
pode construir para a formação da integridade pessoal e da auto – estima, da
postura de respeito ao próprio corpo e ao dos outros, para o entendimento da saúde
como um valor pessoal e social, e para a compreensão da sexualidade humana sem
preconceitos. É também no estudo de Ciências que os fenômenos da natureza e as
transformações produzidas pelo homem, bem como as diferentes explicações sobre
o mundo, podem ser expostos e comparados. Dessa forma, o aluno, que já é
cidadão hoje, mesmo nos seus primeiros anos de vida, amplia a sua possibilidade
presente de participação social e viabiliza também a sua capacidade de plena
participação social no futuro.
      A necessidade de superação da visão idealizada do ambiente como reunião
de seres e fenômenos naturais, em que a humanidade e suas realizações estão
excluídas, assim como as da suas percepções fragmentárias e antropocêntricas e da
sua alienação do universo escolar, também oferece uma inestimável contribuição
para essa iniciativa de revisão. Em contraposto, passa-se a pensar o ambiente como
algo em constantes transformações, modelado tanto pelas forças físicas quanto
pelas sociais, em que as partes são expressões do todo e este não resulta do mero
somatório ou da posição das partes, mas sim de uma complexa interação e
integração entre elas, em diversas escalas espaço – temporais.
         Nessa perspectiva, há necessidade de uma proposta capaz de traduzir
corretamente, no projeto pedagógico, as preocupações e diretrizes enunciadas; uma
proposta derivada de uma particular concepção de Ciências que preservando, a
especificidade dessa área de conhecimento, contribua simultaneamente para
desvelar as verdadeiras relações entre Ciências, Química, Física, Biologia,
Tecnologia, Homem, Sociedade e Ambiente.


Conteúdos Estruturantes
1˚ ano
         Eu sou assim; Partes do corpo; O que você come?; Os sentidos; Saúde e
higiene; Animais; Plantas; Meio Ambiente; Sólido e líquido; Ruídos dos sons; Água e
Ar.


2˚ ano
Mares e Oceanos (vida, alimento); O litoral do Brasil; Praia; Vegetação; Manguezal;
Mata Atlântica; Natureza; Homem Primitivo; Agricultura: fazenda, animais, vegetais;
Ataque e defesa no corpo; A higiene do corpo; Cuidados para se ter saúde;


3˚ ano
Vegetais: (Fruto e semente); Caule; Folhas; Raiz; Agricultura, fertilidade do solo
econservação dos alimentos; Química; Os recursos da natureza;


4˚ ano
A água no planeta Terra; Vida: trocas de energia e cadeias alimentares; Climas;
limentação e sobrevivência; Insetos transmissores de doenças; Ambientes do
planeta;
5˚ ano
Seriação; Numeração; Operações com números naturais; Espaço e forma (números
pitagóricos);
Gráficos e tabelas; Grandezas e medidas; Número com vírgula e sem vírgula;
Composição e decomposição;
             5ª Série
Evolução das cidades: orgânicas e planejadas; Ecossistema urbano; Ecossistema
natural; Minerais; Lixo; Definição e trabalho com gráficos e tabelas; Aterro sanitário;
Lixões, incineradores e compostagem; Reciclagem: Três Rs, vidro, papel, metal,
plástico; desperdício; Água : seres vivos, doenças e desperdício no Brasil, estados
físicos, diluição, poluição, recurso escasso; Energia; Fontes renováveis e não
renováveis; Ar : propriedades, combustão, corrosão, poluição, inversão térmica,
chuva ácida, efeito estufa, camada de ozônio,atmosfera; Lixo; Saúde : ambiente
urbano   e      doenças;   Qualidade   de   vida;   Ecologia;Controle   biológico;   Solo:
Composição, características (cor, permeabilidade, componentes); Agricultura,
transgênicos; Desmatamento; desertificação; sucessão ecológica;
             6ª Série
Os vertebrados e as plantas superiores no ambiente terrestre; Alguns conceitos
ecológicos; Ecossistemas brasileiros; Classificação — o ato de agrupar; Evolução;
Origem da vida; Filogenia — a representação da evolução dos grupos; Os Oceanos:
As algas e os protozoários; Os fungos; Os primeiros invertebrados; Os poríferos; Os
cnidários; Os platelmintos e os nematelmintos; Os moluscos; Os anelídeos;              Os
artrópodes marinhos; Os equinodermos; Os protocordados e os peixes primitivos;
Ambiente terrestre: As briófitas; Os artrópodes terrestres; As pteridófitas;
             7ª Série
Níveis de organização: Átomos, moléculas, células, tecidos, órgãos, sistemas,
organismo, populações, comunidade, ecossistema, biosfera; A diversidade das
células e dos tecidos; Como funciona nosso corpo: Exercícios físicos; Integração
entre sistemas; De onde vem nossa energia?; Órgãos dos sentidos: Visão;
Audição; Tato; Gustação; Olfato; Comendo, digerindo, nutrindo: As proteínas;
Açúcares; Gordura;Vitaminas e sais minerais; Sistema digestório: Participação da
boca; O papel do estômago; Intestino; Para onde vai o produto da digestão e o que
não foi usado?; Distribuindo os nutrientes: O sistema circulatório; Como os
nutrientes chegam às células; Respiramos para produzir energia: O sistema
respiratório; Troca de gases; Oxigênio, nutrientes, gás carbônico e energia:
respiração celular; Energia no movimento: Os ossos: alavancas; Os músculos; O
que é excreção; Os rins; Sistema urinário; Sistema nervoso: Estrutura; As sinapses;
Atos reflexos; A ação das drogas; Sistema endócrino: Os hormônios; Principais
glândulas endócrinas; O sistema imunitário: As células de defesa; O sistema
linfático; Memória imunitária; Soros e vacinas; Aids; Reprodução: Formas de
reprodução;   Sistema    reprodutor   feminino   e   masculino;   Maturidade   sexual;
Fecundação; Gravidez e parto; Sexo e saúde: As lendas; Doenças sexualmente
transmissíveis; Contracepção; Genética: De onde vêm as nossas características; A
influência do ambiente; Genética, genes e DNA; Biotecnologia, sociedade e ética;
Projeto Genoma;
A Física e as ciências naturais;      Energia e matéria;      Movimento e repouso;
Velocidade média; Móvel, ponto material e espaço; Tabelas e gráficos; Intervalo de
tempo; Força: uma grandeza vetorial; A inércia e a 1ª- lei de Newton; 2ª- lei de
Newton; 3ª- lei de Newton; A força de gravidade da Terra, o sistema solar e a
gravitação; O peso e a massa; Trabalho e potência; Energia e trabalho; Máquinas
simples; Polias, roldanas e rodas denteadas;          Planos inclinados;   Máquinas
complexas; As máquinas térmicas; Sistema Internacional de Unidades (SI);
          8ª Série
          Física
Eletricidade; Modelo atômico; Corpos neutros e corpos eletrizados; Verificando
circuitos; Tensão, intensidade e resistência elétrica; Associação de resistores;
Fusível; Potência mecânica e potência elétrica; O consumo de energia e seu custo;
Campo magnético e linhas de campo; Eletromagnetismo e eletroímã; Ondas
mecânicas e eletromagnéticas, transversais e longitudinais; Energia sonora e som;
Energia térmica, calor e temperatura; Calorimetria; Espectro das radiações; A
natureza da luz;     Sistema óptico, objeto e imagem; Espelhos ; Lentes; O olho
humano e os defeitos da visão;
        Química
Introdução ao estudo da Química: Conceitos de reciclagem — Política dos três R;
Matéria; Energia; Sistemas; Unidades de medida: Massa; Volume; Densidade;
Pressão; Estados físicos da matéria; Substâncias puras e misturas; Ciclo da água;
Poluição atmosférica; Sistemas homogêneos e heterogêneos; Tratamento de água;
Tratamento de esgoto; Fenômenos químicos e físicos; Leis ponderais; Elemento
químico; Fórmulas; Representação; Balanceamento;Classificação da matéria;
Modelo atômico clássico; Semelhanças atômicas: Isótopos; Isóbaros; Isótonos;
Distribuição eletrônica; Tabela periódica: Introdução; Organização em Famílias e
períodos; Ligações químicas: Iônica; Covalente; Metálica; Funções inorgânicas;
Ácidos; Bases; Sais; Óxidos; Efeito estufa; Chuva ácida;


Ensino Médio
1ª Série
Biologia
Célula; Substâncias químicas dos seres vivos: Água e sais minerais; Os carboidratos
e os lipídios; As proteínas e o metabolismo de construção; Ácidos nucléicos; A
membrana e a permeabilidade; Citoplasma; Núcleo celular, divisão: mitose e meiose;
Ácidos nucléicos e síntese de proteínas; Biotecnologia; A primeira Lei de Mendel;
Probabilidades; Grupos sangüíneos: Herança ligada ao sexo; A segunda Lei de
Mendel; As aberrações cromossômicas; Evolução biológica: Lamarck e Darwin;
Ecologia: Cadeias e teias alimentares; Ciclos biogeoquímicos; Populações e
Comunidades: interações biológicas
2ª Série
Classificação biológica; Bactérias; Vírus; Protozoários (sem doenças); Algas;
Fungos; Ciclos reprodutivos diplobionte e haplodiplobionte; Briófitas; Pteridófitas;
Gimnospermas; Angiospermas; Morfofisiologia vegetal; Grupos animais: poríferos,
cnidários,     platelmintos,   nematelmintos,   anelídeos,   moluscos,     artrópodes,
equinodermos, cordados; Morfofisiologia animal; Ecologia: doenças causadas por
protozoários, platelmintos e seus ciclos, nematelmintos e seus ciclos;


3ª Série
Modelos celulares procariótico e eucariótico; Mecanismos da evolução biológica –
formação de novas espécies; O metabolismo e as substâncias químicas da célula;
A membrana plasmática e a permeabilidade celular; Os orgânulos do citoplasma;
Bioenergética; A fisiologia da fotossíntese; O núcleo celular; Mitose; Meiose; A
Primeira lei de Mendel; As noções de probabilidades aplicadas à genética; Os
alelos múltiplos; A herança ligada ao sexo; A segunda lei de Mendel; A noção de
linkage;     A genética de populações;    Classificação dos seres vivos: os reinos;
Protozoários e protozooses; Poríferos e celenterados; Platelmintos e verminoses;
Nematelmintos e verminoses;        Anelídeos e moluscos;     Artrópodes;    Cordados;
Fisiologia     animal;        Bactérias,    vírus,     fungos     e    algas;     Ciclo       reprodutivo
haplodiplobionte;           Briófitas   e    pteridófitas:      características     e     reprodução;
Gimnospermas: características e reprodução;                   Angiospermas: características e
reprodução; Morfofisiologia vegetal; Ecologia: conceitos fundamentais;


Encaminhamento Metodológico
      O momento em que vivemos caracteriza-se por um grande processo de
criação      científica,   fortemente      associada     às     questões     sociais      e     políticas.
Movimentações aparentemente singelas, como a curiosidade ou o prazer de
conhecer, são importantes na busca do conhecimento para o indivíduo que investiga
a natureza. Freqüentemente interesses econômicos e políticos conduzem à
produção científica ou tecnológica. Não pode haver, portanto, neutralidade nos
interesses científicos das nações, das instituições, nem dos grupos de pesquisas que
promovem e interferem na produção do conhecimento.
      Com o intuito de que se efetive a aprendizagem significativa do conhecimento
historicamente acumulado e a formação de uma concepção correta de ciências, se
faz necessidade a construção de uma estrutura geral da área a suas relações com a
Tecnologia e a sociedade.
      Desenvolver os estudos dessa área de uma forma muito dinâmica onde o
trabalho escolar será voltado para os conhecimentos dos fenômenos da natureza,
incluindo o ser humano e as tecnologias mais próximas e mais distantes no espaço e
no tempo. Na área científica é relevante o enfoque a ser dado às relações entre os
seres humanos, o conhecimento e o ambiente. O incentivo às atitudes de
curiosidade, de respeito à diversidade de opiniões, à persistência na busca e
compreensão das informações, às provas obtidas por meio de investigações, de
valorização da vida em sua diversidade, de preservação do ambiente, de apreço e
respeito à individualidade e à coletividade, que tem lugar no processo de ensino e
aprendizagem.
      Conceituais          existentes   entre   as     diversas       ciências    vai     depender      a
compreensão dos fenômenos naturais em uma perspectiva interdisciplinar. Assim,
como referencial de suporte aparece um conjunto de conceitos centrais para a
compreensão dos fenômenos naturais e os conhecimentos tecnológicos em mútua
relação. Os objetos de estudo e os conteúdos dessa área são amplos em função de
que a natureza como rede de relações entre fenômenos e seres humanos é o agente
de transformações da própria rede. A estrutura de todo o conhecimento científico,
porém, embasará os conhecimentos a serem transmitidos e compreendê-la é uma
das metas de evolução conceitual de alunos e professores.
      Todo o contexto do meio ambiente será provocado em seus conceitos simples
e genéricos e revisado no âmago do conhecimento, a fim de ser valorizado e
enriquecido com informações científicas.
      É preciso, também, que o conhecimento escolar não seja alheio ao ambiental
travado pela comunidade e ofereça meios de o aluno participar, refletir e manifestar-
se, ouvindo os membros da comunidade, no processo de convívio democrático social
e vivência da cidadania.
      Temas ligados à saúde e sobre orientação sexual comportam relações
intrínsecas e diretas com os aspectos fundamentais e os temas da área. Os
procedimentos pedagógicos são semelhantes: pesquisar diferentes bibliografias,
levantar dados, investigar, organizar, ter conhecimento dos textos apostilados,
apresentar e debater as suas buscas dirigidas, discutir e trocar informações que
possuam respaldo nas experiências vivenciadas pelos alunos. Nesse processo o
professor usará todo material que leve a concretização do conteúdo como:
retroprojetor, lâminas, uso do laboratório de química e física entre outros que se
fizerem necessários.
      A discussão nesses tópicos deve ser cuidadosa, ressalvando-se o
amadurecimento correspondente a cada faixa etária e gradativamente, incluindo-se
aspectos mais complexos.
      Assim, estabelecer relações entre o que é conhecido e novas idéias, entre o
comum e o diferente, entre o particular e o geral, definir contrapontos entre os muitos
elementos no universo do conhecimento são processos essenciais à estruturação do
pensamento, particularmente do pensamento científico.


Avaliação
      A avaliação se dará ao longo do processo de ensino e de aprendizagem
possibilitando ao professor, por meio de uma interação diária com os alunos,
contribuições importantes para verificar em que medida os alunos se apropriaram
dos conteúdos específicos tratados nesse processo. É necessário que o processo
avaliativo se dê de forma sistemática e a partir de critérios avaliativos, estabelecidos
pelo professor e equipe pedagógica, que considerem aspectos como os
conhecimentos que os alunos possuem sobre determinados conteúdos, a prática
social desses alunos, o confronto entre esses conhecimentos e os conteúdos
específicos, as relações e interações estabelecidas por eles no seu progresso
cognitivo, ao longo do processo de ensino e de aprendizagem e, no seu cotidiano,
contando sempre com os recursos e instrumentos avaliativos diversificados. A
coerência entre os critérios propostos e a natureza dos instrumentos avaliativos, é
fundamental para propiciar uma avaliação real do progresso cognitivo dos alunos.
      Por meio dos instrumentos avaliativos diversificados, os alunos podem
expressar os avanços na aprendizagem, à medida que em que interpretam,
produzem, discutem, relacionam, refletem, analisam, justificam, posicionam-se e
argumentam, defendendo o próprio ponto de vista. Com isso, o professor pode
interpretar e analisar as informações obtidas na avaliação, considerando as
concepções de ciência, tecnologia, sociedade, educação, aluno, processo de ensino
e de aprendizagem, escola e do currículo.
      É preciso compreender a avaliação como prática emancipadora. Deste modo,
a avaliação nesta disciplina, passa a ser entendida como instrumento cuja finalidade
é obter informações necessárias sobre o desenvolvimento da prática pedagógica
para nela intervir e reformular os processos de aprendizagem.
      Pressupõe-se uma tomada de decisões, onde o aluno toma conhecimento dos
resultados de sua aprendizagem e organiza-se para as mudanças necessárias.
      Enfim, a avaliação como instrumento reflexivo prevê um conjunto de ações
pedagógicas pensadas e realizadas pelo professor ao longo do ano letivo.
Professores e alunos tornam-se observadores dos avanços e dificuldades a fim de
superar os obstáculos.


Educação Física.
Apresentação Geral da Disciplina
      As práticas pedagógicas escolares de Educação Física foram fortemente
influenciadas pela instituição militar e pela medicina, emergentes dos séculos XVIII e
XIX. Por outro lado, melhorar o funcionamento do corpo dependia de técnicas
construídas com base no conhecimento biológico, que atribuía a Educação Física a
tarefa de formar corpos saudáveis e dóceis que permitissem uma melhor adaptação
dos sujeitos ao processo produtivo.
      No Brasil, em meados da década de 1980, começou-se a formar uma
comunidade científica na Educação Física, de modo que passaram                a existir
tendências ou correntes, cujos debates evidenciavam severas críticas ao modelo
vigente até então.
      Ao se analisarem abordagens teóricas, em que a Educação Física transitou
por diversas perspectivas, desde as mais reacionárias até as mais críticas, deve-se
optar, então, a inquirir à hegemonia que entende essa disciplina tão – somente como
treinamento do corpo, sem nenhuma reflexão sobre o fazer corporal. Busca-se,
assim, a formação de um sujeito que reconhece o próprio corpo em movimento e,
também, a sua subjetividade.


Fundamentos Teórico-Metodológicos
      Observa-se uma forte tendência atual dos professores de Educação Física em
priorizar o trabalho com os esportes, levando à valorização dos conhecimentos
técnicos e táticos dos esportes: como este procedimento não tem sido, de forma
geral, eficiente, visto que a maioria dos alunos não internalizam tais conteúdos, a
Educação Física vem apresentando um caráter puramente recreativo na maior parte
das aulas, conforme colocado nos Parâmetros Curriculares Nacionais, que também
salientam a participação dos alunos que se dá de forma descomprometida em
virtude de incapacidade de obtenção da performance desejada, observando assim o
afastamento de alguns alunos de tal atividade.

      A Lei 9394/96 descreve como objetivos específicos para o Ensino Médio: o
aprofundamento dos conhecimentos trabalhados no Ensino Fundamental, a
continuidade destes estudos, o preparo para o trabalho e a cidadania; o
desenvolvimento de habilidades como – continuar aprender, capacidade de se
adaptar com flexibilidade às novas condições de ocupação e aperfeiçoamento; o
desenvolvimento, o aprimoramento do educando como pessoa humana; incluindo a
formação ética e o desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento
crítico e a compreensão dos fundamentos científico-tecnológicos dos processos
produtivos relacionando teoria e prática.
A Educação Física, tem o papel insubstituível e fundamental de transmitir aos
alunos, sólidos conhecimentos acerca da cultura corporal, formando-os criticamente,
e instrumentalizando-os para a procura autônoma de conhecimento e auto formação
e a melhoria da qualidade de vida.
         O trabalho com os esportes deve encontrar seu lugar na escola através de
uma proposta que atinja efetivamente todos os alunos, havendo troca de
experiências que contribuam para o desenvolvimento da autonomia do educando
levando-os a compreensão de que o seu corpo é ao mesmo tempo meio e modo de
integração e comunicação.
         Fica o professor incumbido de mostrar aos alunos que o espaço das aulas de
Educação Física se destina ao aprendizado onde se pretende entender e aceitar as
relações corporais existentes no mundo levando-o a ampliar o seu potencial de
leitura e execução dos movimentos da manifestação da cultura corporal.
         Para que isto seja conseguido, o professor deve-se utilizar as mais variadas
formas de movimentação, dentro das capacidades dos alunos e das possibilidades
da escola.


Conteúdos Estruturantes
Conteúdos Relacionados de Forma Integrada
1˚ ano

Jogos; Brincadeiras, Expressão Corporal; Danças; Esportes; Ginástica e Atividades
Corporais; Atividades extra-classe: Gincanas e Passeios.

2˚ e 3˚ anos
Participação em diversos jogos, respeitando as regras e não discriminando os
colegas; Explicação e demonstração de brincadeiras aprendidas em contextos extra-
escolares; Participação e apreciação de brincadeiras       ensinadas pelos colegas;
Resolução de situações de conflito por meio do diálogo, com a ajuda do professor;
Discussão das regras dos jogos; Utilização de habilidades em situações de jogo,
tendo como referência de avaliação e esforço pessoal; Resolução de problemas
corporais individualmente; Participação em atividades cantadas; Utilização de
habilidades: correr, saltar, arremessar, rolar, bater, rebater, receber, amortecer,
chutar, girar, etc...Durante os jogos, brincadeiras e danças; Diferenciação das
situações de esforço e repouso; Reconhecimento de algumas das alterações
provocadas pelo esforço físico, tais como excesso de excitação, cansaço, elevação
de batimentos cardíacos, mediante a percepção do próprio corpo; Atividades extra-
classe: Gincanas, jogos inter-séries, dia de lazer, passeios, excursões.


4˚ e 5˚ anos
Participação     em   dificuldades   competitivas,   respeitando   as   regras   e   não
discriminando os colegas, suportando pequenas frustrações, evitando atitudes
violentas; Expressão de opiniões pessoais quanto a atividades e estratégias a serem
utilizadas em situações de jogos, esportes, etc; Reflexão e avaliação do seu próprio
desempenho e dos demais tendo como referência o esforço em si, prescindindo em
alguns casos, do auxílio      do professor. Diferenciação de situações de esforço
aeróbico, e repouso.
Reconhecimento de alterações corporais, mediante percepção do próprio corpo,
provocadas pelo esforço físico, tais como excesso de excitação, cansaço, elevação
dos batimentos cardíacos; Atividades extra-classe: Gincanas, jogos inter-séries, dia
de lazer, passeios, excursões.
5ª e 6ª Séries
Predisposição a cooperação e solidariedade (ajudar o outro, dar segurança,
contribuir com um ambiente favorável ao trabalho); Respeito a si e ao outro (próprios
limites corporais, desempenho, interesse, biótipo, gênero, classe social, habilidade,
erro, etc); Predisposição para cultivar algumas práticas sistemáticas (exercícios
técnicos de manutenção das capacidades físicas, etc); Aceitação da disputa como
um elemento da competição e não como uma atitude de rivalidade, frente aos
demais; Valorização do estilo pessoal de cada um.
7ª e 8ª Séries
Predisposição para responsabilizar-se pelo desenvolvimento e manutenção de suas
capacidades físicas (resistência, força, velocidade, flexibilidade); Valorização dos
efeitos que as práticas corporais e hábitos saudáveis exercem sobre a aptidão física
e a qualidade de vida; Disposição favorável para a superação de limitações
pessoais; Respeito ao limite pessoal e ao limite do outro; Conteúdos Programáticos
Ensino Fundamental: Atividades recreativas; Ginástica corporal; Conhecimento dos
diferentes estilos de Danças; Voleibol, basquetebol, handebol, futsal, atletismo;
Apresentados de forma gradativa ao nível do desempenho e desenvolvimento do
adolescente.
Ensino Médio
Atividades recreativas variadas e englobadoras; Ginástica corporal, conhecendo
cada parte do seu corpo; Danças rítmicas, aeróbicas, folclóricas e regionais; Voleibol,
basquetebol, handebol, futsal, atletismo.
        Encaminhamento Metodológico
       Entendendo a ação, ou seja, o movimento corporal como condição
indispensável para o desenvolvimento do homem, a Educação Física inserida do
processo educacional busca trabalhar esse movimento numa dimensão de
totalidade, visualizando, porém determinado e determinante no processo histórico
das relações sociais.
       O professor, compreendendo a evolução do indivíduo, suas características e
necessidades numa dialética de desenvolvimento, entendendo as diferenças
individuais, poderá articular sua prática pedagógica à realidade contextual que irá
trabalhar, garantindo assim, a todos os alunos a apropriação do conhecimento.
       O conteúdo precisa ser trabalhado, refletido, reelaborado pelo aluno para se
constituir em conhecimento dele e permitir-lhe efetuar uma ‗leitura‘ diferente do
senso comum, dando um resignificado a esse saber. Deverá ser trabalhado numa
dimensão histórico-social em que, tecendo todas as relações possíveis, abordará
não a história do conteúdo, mas o conteúdo historicamente.
       Através de atividades em equipe, grupos, individuais, aulas teóricas dos
conteúdos científicos necessários, participações em eventos esportivos e culturais,
buscar-se-á a inserção, a realização e o desenvolvimento do indivíduo como ser
global e totalitário.




Avaliação
       A avaliação da aprendizagem em Educação Física tem conduzido os
professores à reflexão, ao estudo e ao aprofundamento, visando buscar novas
formas de entendimento e compreensão de seus significados no contexto escolar.
       Ao propor reflexões sobre a avaliação no Ensino de Educação Física, objetiva-
se favorecer a busca da coerência entre a concepção defendida e as práticas
avaliativas que integram o processo de ensino e aprendizagem. Nesta perspectiva, a
avaliação deve estar colocada a serviço da aprendizagem de todos os alunos, de
modo que permeie o conjunto das ações pedagógicas e não como um elemento
externo a este processo.
      De acordo com as especificidades desta, a avaliação deve estar vinculada ao
Projeto Político-Pedagógico da escola, com critérios estabelecidos de forma clara, a
fim de priorizar a qualidade e o processo de ensino aprendizagem, sendo contínua,
identificando, dessa forma, os progressos do aluno durante o ano letivo, levando-se
em consideração o que preconiza a LDB 9394/96 pela chamada avaliação formativa
em comparação à avaliação tradicional, qual seja, somativa ou classificatória, com
vistas à diminuição das desigualdades sociais e com a luta por uma sociedade justa
e mais humana.
       A partir da avaliação diagnóstica tanto professor quanto os alunos poderão
revisitar o processo desenvolvido até então para identificar lacunas no processo de
ensino e aprendizagem, bem como planejar e propor outros encaminhamentos que
visem a superação das dificuldades constatadas.
      Será um processo contínuo, permanente e cumulativo, onde o professor
estará organizando e reorganizando o seu trabalho tendo no horizonte as diversas
manifestações corporais, evidenciadas nas formas de ginástica, do esporte, dos
jogos, da dança e das lutas, levando os alunos a refletirem e a se posicionarem
criticamente com o intuito de construir uma suposta relação com o mundo.


          Filosofia/Conhecimento Filosófico
Apresentação Geral da Disciplina.

      A Filosofia no Brasil, como a disciplina figura nos currículos escolares desde o
ensino jesuítico, ainda nos tempos coloniais, sob as leis do Ratio studiorum. Nessa
perspectiva, a Filosofia era entendida como instrumento de formação moral e
intelectual sob os câmones da Igreja Católica e do poder cartorial local. Essa
Filosofia buscava aperfeiçoar os instrumentos lógicos para melhor compreensão dos
textos bíblicos e dos ensinamentos dos padres da Igreja que demonstrariam, com
base na razão, as verdades aceitas pela fé.
      Hoje, a Filosofia procura tornar vivo o espaço escolar, onde sujeitos exercitam
a interação buscando no diálogo e no embate entre as diferenças a sua convivência
e a construção da sua história.
A lei de Diretrizes e Bases da Educação 9394/96, no art.36, determina que,
ao final do Ensino Médio, o estudante deverá dominar os conhecimentos de Filosofia
e de Sociologia necessários ao exercício da cidadania. Com base nisso, foi
aprovada a lei nº 15228, em julho de 2006, tornando a disciplina como matriz
curricular do Ensino Médio.
       Todavia, ao pensar o ensino de Filosofia, é preciso definir o local onde ele se
realiza e que sujeitos são esse aos quais esse ensino se dirige. Isso nos permitirá
pensar qual Filosofia será ensinada.

       Ensinar Filosofia no Ensino Médio, no Brasil, na América Latina, não é o
mesmo que ensiná-la em outro lugar isso exige do professor claro posicionamento
em relação aos sujeitos desse ensino e das questões históricas atuais que nos
colocam como país capitalista/ subdesenvolvido, rico/explorado/consciente/alienado
etc.
       Ao pensar o ensino de Filosofia, vê-se, então, que não há
propriamente ofício filosófico sem sujeitos democráticos e não há como
atuar no campo político e cultural, avançar e consolidar a democracia
quando se perde o direito de pensar, a capacidade de discernimento, o
uso autônomo da razão.
Fundamentos Teórico-Metodológicos
       Considera-se que, do ponto de vista didático-pedagógico, o ensino de
qualquer das disciplinas do currículo escolar não pode prescindir        de conteúdos
objetivamente mediadores da construção do conhecimento. Por isso o currículo de
Filosofia coloca-se frente a duas exigências que emergem da fundamentação desta
proposta: o ensino de Filosofia não se confunde simplesmente com o ensino de
conteúdos e enquanto disciplina análoga a qualquer outra disciplina do currículo tem
nos seus conteúdos elementos mediadores fundamentais para que se possa
desenvolver o específico do ensino de Filosofia – a mobilização para o
conhecimento, a problematização, a investigação e a criação de conceitos,
transformando assim a aprendizagem numa atividade reflexiva.
       Os conhecimentos de Filosofia são necessários, por serem muito importantes
para a formação geral. Ajuda a promover a passagem do mundo infantil ao mundo
adulto, estimulando a elaboração do pensamento abstrato. Se a condição do
amadurecimento é a conquista da autonomia no pensar e no agir, muitos adultos,
permanecerão crianças caso não exercitem desde cedo esse olhar crítico sobre si
mesmo e sobre a realidade que o cerca.
          O ensino de Filosofia tem a especificidade que se concretiza na relação de
estudante com os problemas suscitados na busca de soluções nos textos filosóficos
por meio da investigação construindo assim um trabalho de criação de conceitos.
Assim sendo qualquer que seja a atividade futura do indivíduo, seu projeto de
trabalho, este, como pessoa, como cidadão, precisa destes conhecimentos para o
alargamento da consciência crítica, para o exercício da capacidade humana de se
interrogar e para uma participação mais ativa na comunidade. Buscando este ideal, é
preciso compreender, de maneira significativa, a nossa realidade atual, o mundo de
nossa contemporaneidade, pois é nele que se desdobra a nossa existência e toda a
organização de vida de um indivíduo. Cabe ao Colégio fazer valer este ensino, pois é
só assim, que a criança poderá expandir seus horizontes e passar a olhar o mundo
com os olhos críticos e aprofundados num conhecimento que busca as soluções
para todos os acontecimentos histórico-sociais.


Conteúdos Estruturantes
             5ª Série
Conhecendo um pouco mais da Filosofia (pesquisas); Grandes filósofos (alguns dos
filósofos contemporâneos); Papel do homem na sociedade.; Reações, estímulos; A
família    no    contexto   social   emergente;   Auto      conhecimento,     Amizade;
Relacionamento: a família e os amigos; Formas de raciocínio: pensar, falar e
escrever; Preconceitos, Maneiras de encontrar a verdade; Raciocínio Indutivo,
Linhas de raciocínio: inferência; Linhas do raciocínio lógico, Diferenças e similares.
             6ª Série
Grandes filósofos da Idade Moderna; Regras – memória, Códigos; Namoro,
Diferenças e semelhanças entre pensamento, reflexão e Filosofia; Liberdade na
Família, Valores; Prevenção das drogas na pré-adolescência; Aprofundamento em
amizade, Decepção; Solidariedade, Paz, Socialização; Tipos de raciocínio, Linhas de
raciocínio – aprofundamento; Raciocínio Lógico, Similares e similitudes: pensamento.
7ª Série
Introdução da história do nascimento da Filosofia; A palavra filosofia; Para que
Filosofia; Relações Humanas – valores humanos; Campanha da Fraternidade –
Superar a violência, construindo a Paz; Drogas – por quê?; Política. Projeto Bóia-fria.
             8ª Série
Introdução da história do nascimento da Filosofia; A palavra filosofia; Para que
Filosofia;     Mitologia Grega; O agir do homem- preocupação da Filosofia
contemporânea.          Relações Humanas – valores humanos; Projeto Bóia-fria –
participação dos alunos na realização.
             Ensino Médio
             1ª, 2a e 3ª Séries
Conteúdo estruturante: Mito e Filosofia. Conteúdos básicos: Saber mítico; Saber
filosófico; Relação Mito e Filosofia; Atualidade do mito; O que é Filosofia?

Conteúdo      estruturante:   Teoria   do   Conhecimento.    Conhecimentos     básicos:
Possibilidade do conhecimento; As formas de conhecimento; O problema da
verdade; A questão do método; Conhecimento e lógica;

Conteúdo estruturante: Ética. Conteúdos básicos: Relações entre comunidade e
poder; Liberdade e igualdade política; Política e Ideologia; Esfera pública e privada;
Cidadania formal e/ou participativa;

Conteúdo estruturante: Filosofia da Ciência. Conteúdos básicos: Concepções de
ciência; A questão do método científico; Contribuições e limites da ciência; Ciência e
ideologia; Ciência e ética;

Conteúdo estruturante: Estética. Conteúdos básicos: Natureza da arte; Filosofia e
arte; Categorias estéticas – feio, belo, sublime, trágico, cômico, grotesco, gosto,etc.
Estética e sociedade;

Encaminhamento Metodológico
       Os conteúdos de Conhecimentos Filosóficos realizar-se-ão de formas
variadas. Dentre elas a dinâmica de grupo, visto que o ser humano é um ser social e
a vida social se dá em forma de grupos, pois estes desenvolvem a socialização do
indivíduo. É nos grupos que a percepção da pessoa começa a ser formada, face à
percepção do outro.
Logo o trabalho a ser realizado pelo professor deverá assegurar ao estudante
a experiência do ―específico‖ da atividade filosófica. O exercício filosófico poderá
manifestar-se ao refazer o percurso filosófico. O professor deverá propor
problematizações, leituras filosóficas e análises de textos, organizar debates, sugerir
pesquisas e sistematizações.
      Através da pesquisa busca-se desenvolver a independência mental e a
curiosidade do intelecto, estimular a perseverança no trabalho, ou seja, estimular no
sentido de dar prosseguimento ao trabalho, mesmo quando o indivíduo encontra
obstáculos e obtém insucessos. Busca ainda favorecer através da pesquisa de
campo, a contextualização dos conteúdos estudados. O teatro é um recurso
audiovisual na formação e desenvolvimento da expressão pessoal e emocional do
aluno, que tem a tendência de dramatizar as suas brincadeiras diárias. A música
será usada para ajudar o aluno em seu desenvolvimento intelectual e social, ela
também ajuda a combater a agressividade, pois canaliza o excesso de energia,
ajuda a enfrentar o isolacionismo, desenvolve o espírito de iniciativa e funciona como
higiene mental. Os filmes são recursos tão ricos que alguém já disse, ―uma imagem
vale por mil palavras‖. A aula expositiva ainda é muito útil e necessária, quando
adequada às exigências do conteúdo. A entrevista é sem dúvida, o aproveitamento
dos recursos humanos da comunicação. Lançar mão de todo o potencial artístico
canalizando-o para a confecção de faixas, cartazes e murais. Toda a apresentação e
exposição de conteúdos, feito pelos alunos, direta ou indiretamente, deverá ser
encarada como um salto para o aprofundamento da análise crítica e analógica.

Avaliação
      Segundo Kohan e Wakaman (2002), o ensino de Filosofia tem uma
especificidade que deve ser levada em conta no processo de avaliação. A Filosofia
como prática, como discussão com o outro, como discussão de conceitos encontra
seu sentido na experiência de pensamento filosófico. Entendemos por experiência
esse acontecimento inusitado que o educador pode propiciar e preparar.

      A avaliação deve ser concebida na sua função diagnóstica, isto é, ela não tem
finalidade em si mesma, mas sim tem a função de subsidiar e mesmo redirecionar o
curso da ação no processo ensino-aprendizagem, tendo em vista garantir a
qualidade que professores, estudantes e a própria escola estão construindo
coletivamente. Sendo assim, avaliação não se resume apenas em perceber quanto o
aluno assimilou do conteúdo, nem examinar sua capacidade de tratar deste ou
daquele tema.

       O ensino de Filosofia é, acima de tudo, um grande desafio. Ao avaliar, o
professor deve respeitar as posições dos alunos, mesmo que não concorde com
elas, pois o que está em jogo é a capacidade dele de argumentar e de identificar os
limites dessas posições. O que deve ser levado em consideração é a atividade com
conceitos, a capacidade de construir e tomar decisões.

       É importante avaliar a capacidade do estudante de trabalhar e criar conceitos,
fazendo-o observar que discurso tinha antes e qual discurso tem após o estudo de
Filosofia.

Física
Apresentação Geral da Disciplina
       A Física tem como objeto de estudo o Universo, em toda sua
complexidade. Por isso, a disciplina de Física propõe aos estudantes o
estudo da natureza, embora os conhecimentos apresentados aos
estudantes do Ensino Médio não são coisas da natureza, ou a própria
natureza, mas modelos de elaborações humanas.
       Na tentativa de resolver seus problemas de ordem prática e garantir sua
subsistência, o olhar sobre a natureza tem origem em tempos remotos,
provavelmente no período paleolítico. Assim, a astronomia, provavelmente seja a
mais antiga das Ciências, tendo encontrado sua racionalidade pelo interesse dos
gregos em explicar as variações cíclicas observadas nos céus. Era o início do
estudo dos movimentos.
       Já no século XX foi marcado por uma revolução no campo da Física. Em
1905, Einstein propusera a teoria da relatividade. Isso permitiu que se
desenvolvesse a mecânica quântica.
       Através do Decreto Federal n. 355, de 13 de junho de 1946, foi criado o
Ibecc, Instituto de Brasileiro de Educação, Ciência e Cultura. Na verdade foi a
primeira instituição brasileira direcionada ao ensino de Ciências.
Após anos de estudo buscando uma prática pedagógica que melhor mostrasse o
que é física e como trabalhá-la, chegou –se à conclusão de que a física deve educar
para a cidadania e contribuir para o desenvolvimento de um sujeito crítico capaz de
admirar a beleza da produção científica          ao longo da história. Também deve
considerar a dimensão do conhecimento sobre o universo de fenômenos e fazer
perceber a não-neutralidade de sua produção, mas aspectos sociais , políticos,
econômicos e culturais, seu comprometimento e envolvimento com as estruturas
que representam tais aspectos.

      Deve-se ressaltar, ainda que a importância de um enfoque conceitual para
além de uma equação matemática, sob o pressuposto teórico que afirma que o
conhecimento científico e uma construção humana com significado histórico e social
construção humana com significado histórico e social.


Fundamentos Teórico- Metodológicos
      A Física tornou-se indispensável para a formação da cidadania do homem
contemporâneo, devido ao ganho tecnológico dos últimos tempos O conhecimento
em Física é que permite criar modelos de evolução cósmica, investiga os mistérios
das partículas que compõem a matéria, desenvolve novas fontes de energia, cria
novas tecnologias e desenvolve novos produtos.

      O ensino da Física deve contribuir para uma formação que permita aos
alunos, interpretar fatos, fenômenos e processos naturais, do seu dia-a-dia, pra que
haja a interpretação do ser humano com a natureza em transformação. Para tanto é
essencial que o conhecimento em Física seja explicitado como um processo
histórico, objeto de contínua transformação e associado com outras formas de
expressão.

      Oferecendo esses conhecimentos, o ensino da Física promove a articulação
de toda a visão do mundo moderno e revela a dimensão filosófica, com uma beleza e
importância que não devem ser substimadas no processo educativo. Para que esses
objetivos transformem-se em linhas orientadoras para a organização do ensino da
física é imprescindível traduzi-lo de forma que possibilitem a independência de uma
futura aprendizagem.
      O ensino da Física é colocado através de conceitos prontos, leis e fórmulas
distanciadas do mundo vivido pelos alunos e professores. Dando muita importância a
abstração,   enfatizando   a   utilização   de   fórmulas,   em   situações   artificiais,
desvinculadas da linguagem matemática que essas fórmulas representam de seu
significado físico efetivo. Insistindo na resolução da listas de exercícios repetitivos,
pretendendo que o aprendizado ocorra pela automatização ou memorização e não
pela construção do conhecimento através das competências adquiridas.
      Faz-se necessário, rediscutir qual       Física ensinar, para possibilitar uma
compreensão melhor do mundo, e da formação cidadã mais adequada. Para que
ocorra esse novo ensino não existem fórmulas, nem receitas ou solução simples que
garantam o sucesso. As dificuldades irão surgir de acordo com a realidade, e o
professor deverá resolvê-las da maneira que ele achar correto, desde que atinja o
desenvolvimento do ensino na direção desejada.
      É imprescindível levar em consideração o mundo em que o aluno vive, sua
realidade próxima ou distante, os fenômenos que lidam ou que despertam sua
curiosidade. Esse deve ser o ponto de partida e também o de chegada, conduzindo
as investigações de volta aos fenômenos significativos fazendo uso de uma nova
metodologia.    O saber adquirido, através desse novo enfoque, leva as novas
compreensões do mundo podendo ser prático, mas que permite ultrapassar o
interesse imediato.
Conteúdos Estruturantes
Ensino Médio
1ª Série
Física: estudo, aparelhos, divisão; Cinemática Escalar: posição e espaço, descrição
de movimentos; Velocidade escalar constante, variável, média; Movimento uniforme:
equação dos espaços;        Estudo vetorial dos movimentos. Deslocamento,
Velocidade, Composição; Dinâmica: força: Tipos, Medida (Lei de Hooke),
Resultante; Inércia; Massa: Peso e campo gravitacional; Aceleração escalar;
Equação: movimento retilíneo, uniformemente variado, Torricelli; Movimento circular
uniforme — Grandezas angulares, equação fundamental da dinâmica; Aceleração
centrípeta; Ação e reação; Corpo apoiado; Força de tração; Atrito; Leis de Newton;
Óptica Geométrica: Cores dos objetos, sombra, penumbra, câmara escura,
fenômeno da reflexão; Espelho plano e esférico; Leis da refração; Reflexão total;
Dioptro plano; Lentes esféricas: estudo gráfico, analítico; Globo ocular e suas
ametropias; Energia e suas transformações: força constante, variável; Teorema da
Energia Cinética; Energia potencial gravitacional, elástica; Teorema da Energia
Mecânica; Potência e rendimento; Balística: Queda livre, lançamento horizontal e
oblíquo; Estática.
2ª Série
Força: movimento e impulso; Colisão contra obstáculo fixo: energia, coeficiente de
restituição; Teorema do Sistema Isolado; Choque frontal; Eletricidade. Carga
elétrica e sua quantização; Processo de eletrização; Força elétrica e Lei de Coulomb;
Campo elétrico: Trabalho e energia; Corrente elétrica: condições de existência;
Resistência elétrica e Lei de Ohm; Associação de resistores; Geradores, circuitos e
medidas elétricas; Eletromagnetismo. Campo de indução magnética; Força
magnética; Hidrostática. Densidade, Pressão; Lei de Stevin: pressão hidrostática;
Aplicação de Stevin: vasos comunicantes, prensa hidráulica; Teorema de
Arquimedes. Corpos totalmente e parcialmente imersos; Termofísica. Temperatura e
suas escalas; Calor e mecanismos de transferência; Dilatação dos sólidos e dos
líquidos; Quantidade de calor sensível; Mudanças de estado físico; Sistema
termicamente isolado; Termodinâmica: gases ideais, força de pressão, energia
interna (gás monoatômico); 1ª lei da termodinâmica: aplicação nas transformações
gasosas; Ondulatória: Ondas: propriedades e classificação; Reflexão e refração de
pulsos em corda; Onda senoidal: formação, equação fundamental da ondulatória;
Ondas em meios bidimensionais e fenômenos ondulatórios; Interferência de ondas e
onda estacionária; Acústica: som (propriedades, características); Cordas vibrantes;
Tubos sonoros; Efeito Doppler (qualitativo);
3ª Série
Grandezas físicas; Força;     Resultante; Componentes de uma força; Velocidade
vetorial; Inércia; Massa e peso; Aceleração vetorial e de suas componentes
tangenciais e centrípeta; Princípio fundamental da dinâmica; Princípio da ação e
reação; Estudo do plano inclinado; Estudo do movimento curvilíneo uniforme
(cinemática) ; (dinâmica);   Estudo da força de atrito;   Estudo da força de atrito;
Queda livre; Lançamento vertical, horizontal, oblíquo; Introdução à gravitação e à
força gravitacional; Força variando com tempo; Teorema dos sistemas;         Colisão
contra obstáculo fixo: discussão sobre energia, coeficiente de restituição; Estudo do
choque frontal; Estudo do choque oblíquo; Hidrostática: densidade de um corpo e
massa específica de uma substância; Pressão de uma força: definição, cálculo e
unidade; Lei de Stevin; Teorema de Arquimedes;       Estática do corpo rígido; Ponto
material, repouso, movimento e trajetória; Velocidade escalar média;      Movimento
acelerado e retardado; Movimentos uniformes; Equação de Torricelli ; Trabalho de
uma força; Teorema da energia cinética; Energia potencial; Sistemas conservativos;
Potência; Carga elétrica; Indução eletrostática; Lei de Coulomb; Campo elétrico;
Linhas de força; Corrente elétrica, ddp e potência; Segunda lei de Ohm; Geradores e
lei de Pouillet; Voltímetro e amperímetro; Ponte de Wheatstone;         Capacitores;
Eletromagnetismo; Força magnética; Trajetórias; Indução eletromagnética; Óptica
Geométrica; Estudo da reflexão;       Estudo da refração: definição, conceito de
refringência e índice de refração; Leis da refração; Fenômeno da reflexão total;
Dioptro plano; Estudo das lentes esféricas; Termofísica; Estudo do gás ideal;
Trabalho da força de pressão em uma transformação gasosa;                1ª Lei da
Termodinâmica; Oscilações; Ondulatória; Acústica;
        Encaminhamento Metodológico
       Espera-se que o Ensino de Física venha dar subsídios ao aluno para ser bem
sucedido em um mundo competitivo, para tanto se propõe, a utilização de materiais
do dia-a-dia onde os conteúdos abordados tenham consonância com a
interdisciplinaridade.
Serão utilizadas diferentes imagens óticas, como: fotografias, vídeos, aparelhos
elétricos, meios de transportes, para observar suas transformações durante os
processos, levando a investigação e compreensão. Essas atividades desenvolver–
se-ão individual e coletivamente.
       Durante o processo ensino aprendizagem a compreensão das diversas teorias
físicas envolverá investigação para que o aluno possa resolver problemas,
desenvolvendo habilidades para medir e quantificar com réguas, balanças e outros
instrumentos próprios, chegando a propor conclusões.
       Com visitas a centros de produção e pesquisas os alunos poderão
desenvolver relatórios individuais ou em grupo, consultando diversas fontes de
conteúdos (livros, revistas, computadores). Estas atividades de pesquisa levarão o
estudante a compreender o desenvolvimento histórico e a relação entre outras
disciplinas.

Avaliação
       A avaliação deve levar em conta os importantes aspectos            históricos,
conceituais e culturais, a evolução das idéias em Física e a não neutralidade da
ciência, nossa avaliação deve levar em conta o progresso do estudante quanto a
esses aspectos. Ainda, se o objetivo é garantir o objeto de estudo da Física, então,
ao avaliar, deve-se também considerar       a apropriação    desses objetos pelos
estudantes.
      Dessa forma, a avaliação deve ter um caráter diversificado,
levando em consideração          todos os aspectos: a compreensão              dos
conceitos físicos; a capacidade de análise de um texto, seja ele literário
ou científico, emitindo uma opinião que leve em conta o conteúdo
físico; a capacidade de elaborar um relatório sobre um experimento ou
qualquer outro evento que envolva a Física.
      No entanto, a avaliação deve sim auxiliar o aluno na aprendizagem, ou seja,
avaliar só tem sentido quando utilizada como instrumento para intervir no processo
de aprendizagem dos estudantes, visando ao seu crescimento.


Geografia
Apresentação Geral da Disciplina

      Na Antiguidade Clássica, muito se avançou na elaboração dos
saberes geográficos. Ampliaram-se os conhecimentos sobre as relações
sociedade-natureza, extensão e características físicas e humanas dos
territórios imperiais. Estudos descritivos        das áreas     conquistadas      e
informações sobre a localização , o acesso e as características das
cidades e regiões dos Impérios eram conhecimentos fundamentais para
suas organizações políticas e econômicas.
      Nesse contexto, desenvolveram-se outros conhecimentos como os relativos
à elaboração de mapas; discussões a respeito da forma e do tamanho da Terra, da
distribuição de terras e águas, bem como não-verdade, pois feriam a visão de
mundo imposta pelo poder político então estabelecido.
      A institucionalização da Geografia no Brasil, no entanto, consolidou-se
apenas a partir da década de 1930, quando as pesquisas desenvolvidas buscavam
compreender e descrever o ambiente físico nacional com o objetivo de servir aos
interesses políticos do Estado, na perspectiva do nacionalismo econômico. Para
efetivar as ações relacionadas com aqueles objetivos, tais como a exploração
mineral, o desenvolvimento da indústria de base e as políticas sociais , fazia-se
necessário um levantamento de dados demográficos e informações detalhadas
sobre os recursos naturais do país.

      Essa abordagem do conhecimento geográfico perpetuou-se por boa parte do
século XX. Nas escolas brasileiras, a Geografia tinha um caráter decorativo e
enciclopedista, focado na descrição do espaço, na formação e no fortalecimento do
nacionalismo, com um      papel significativo na consolidação    do Estado Nacional
brasileiro. Essa corrente metodológica é conhecida como geografia tradicional.
      No entanto, no decorrer dos anos, preconizou-se para o ensino da Geografia
uma análise social, política e econômica sobre o espaço geográfico. A compreensão
e incorporação da Geografia Crítica, é inegável, foram gradativas.
      A geografia torna-se uma disciplina pertinente e mutante, mas, dentro de suas
abordagens, há conteúdos que a contempla e que também são inseridos em outras
temáticas, devido sua relevância. Isto ocorre, sobretudo, com os conteúdos
referentes à História e Cultura Afro-Brasileira e Africana (lei 10.639/03), História e
Cultura Afro-Brasileira e Indígena (lei 9.795/99), pois estes abordam a diversidade
cultural e contribuem para que não sejam difundidos idéias equivocadas, mas sim
que valorizem a identidade cultural, ressaltando a importância que o negro e
indígena tiveram na formação social e cultural de nosso país.


Fundamentos Teórico-Metodológicos
      Sob o enfoque social que os temas transversais oferecem, a Geografia é a
ciência que amplamente oferece instrumentos essenciais para a compreensão e
intervenção na realidade social. Portanto, propõe-se uma nova concepção de
Geografia, que compreenda a realidade da forma mais ampla possível já que é o
próprio ser humano que passa a interferir nessa construção de maneira consciente e
propositiva, para que se crie um espaço, melhor distribuído socialmente, menos
agressivo e mais justo.
      O estudo da interação das sociedades na natureza como forma de construir o
seu espaço, os vínculos que o ser humano cria com o meio ambiente e a sua
interação com o mesmo são aspectos ricos que conduzem a uma reflexão das
relações atuais dos seres humanos com aquelas que seus antepassados
estabeleceram com o espaço geográfico. Observando, assim, as influências culturais
e sociais que sofremos, e ressaltando a grande diversidade cultural que existe em
nosso país (influência dos brancos, negros e indígenas).
      Para se chegar a esse termo de estudo da Geografia, a produção acadêmica
reflete diferentes momentos onde se estabelecem reflexões distintas sobre os
métodos e o objeto do fazer geográfico. Assim, o estudo da paisagem como síntese
de múltiplos espaços e tempos deve ser o ponto de partida e o de chegada para o
conhecimento geográfico. É o ponto de partida porque é o dado da realidade que as
pessoas percebem. É um conjunto de coisas da natureza (relevo, florestas, rios,
etc.), nas suas relações sociais. A paisagem está sempre em mudança, é uma
espécie de marca da história do fazer humano, do movimento da sociedade.
      Devemos ultrapassar o concreto aparente da paisagem para chegar ao
conhecimento das relações sociais que a construíram. O entendimento dessas
relações é o ponto de chegada.
      O homem, para viver, necessita de ferro, sais minerais, manganês e outros
elementos que fazem parte do seu metabolismo. Precisa também de oxigênio, que é
obtido através da respiração e da água. Neste sentido, a atmosfera, a hidrosfera e a
litosfera fazem parte integrante do homem e, assim, não se separa o homem da
natureza. Isso também ocorre com as coisas da paisagem construída pelo homem:
elas contêm matéria ou uma forma de natureza. Os prédios, por exemplo, são
construídos de ferro, argila, cimento e água, etc. – eles são matérias culturalizadas
adquirindo uma natureza humana.
      A Geografia estaria então identificada como a ciência que busca decodificar
as imagens presentes no cotidiano, impressa e expressa nas paisagens e em suas
representações, numa reflexão direta e imediata sobre o espaço geográfico e o
lugar. O estudo da Geografia possibilita aos alunos a compreensão de sua posição
no conjunto das relações da sociedade com a natureza; como e porque suas ações
individuais ou coletivas, em relação aos valores humanos ou à natureza, têm
conseqüências tanto para si como para a sociedade.
      Para tanto, deve-se criar e planejar situações nas quais o aluno possa utilizar
a observação, a descrição, a experimentação, a analogia e a síntese, com a
finalidade de compreender e mesmo representar os processos de construção do
espaço que se desenvolvem nos diferentes tipos de paisagens e territórios. Tais
processos servirão para construir noções, definir os fenômenos, levantar problemas
e compreender as soluções propostas para conhecer e começar a operar com os
procedimentos e as explicações que a Geografia como ciência produz.
      Tal abordagem visa favorecer a compreensão de que o aluno é parte
integrante do ambiente e agente ativo e passivo das transformações na paisagem.
Contribui também para a formação de uma consciência conservacionista e ambiental
na qual se pensa sobre o ambiente não somente em aspectos naturais, mas também
culturais, econômicos e políticos.
      Neste sentido, não se trata de jogar fora uma série de saberes que foram
produzidos pela geografia tradicional, mas sim de recontextualizá-los à luz de novas
contribuições, capazes de explicar novos problemas que se expressam em âmbito
local, regional, nacional e internacional. O homem deve saber localizar, perceber,
analisar e compreender a extensão do fenômeno do qual está falando ou que está
acontecendo, para assim poder agir.


Conteúdos Estruturantes
História/Geografia


1˚ ano
Identidade, Meio Ambiente, Água e ar, movimento e energia,
observação, experimentos simples, levantar e testar hipóteses simples,
localização; As diferenças culturais (negro, branco, índio)


2˚ ano
Meus amigos e eu: família, história, moradias; Meu corpo; Formas; Sala de aula;
Comunicação; Relacionamento: grupos e regras; Índio Guarani; Diferenças sociais;
O tempo de cada um e de todos; O sol.

3˚ ano
Espaços da escola; Espaços do bairro; Município: zona urbana e zona rural,
população, história; Regras de convivência; Os municípios do passado (século XIX);
Diversidade cultural e social (os povos indígenas, africanos e brancos colonizadores)


4˚ ano
Municípios e estados; Região Nordeste; Região Sudeste; Região Sul; Região Centro-
Oeste; Região Norte; Ser brasileiro (Solidariedade e cidadania);

5˚ ano
Brasil antes dos portugueses; Mapas; Descobrimento do Brasil (outras versões);
Europeus; O lugar do índio; Os descobridores de ouro; Inconfidência Mineira; Família
real no Brasil; Independência do Brasil (movimento); Primeiro Império (começo e
fim); Imigrantes; Café e Indústria; Fim da escravidão (conseqüências); Estados
Unidos do Brasil;

          Geografia
          5ª Série
Conhecendo e desenhando a Terra; O Brasil e suas dimensões; Nação e território; A
cidade e o campo; Os ambientes da Terra; A origem do Sistema Solar e a idade da
Terra; O interior de nosso planeta; As rochas e os minerais; Tectônica de placas; O
relevo terrestre; Os pontos cardeais no mapa; O tempo e o clima; A dinâmica do
tempo atmosférico; O clima e a paisagem vegetal; População; Formação da
população brasileira: os índios; Os tipos de mapas; Formação da população
brasileira: os brancos; Formação da população brasileira: os negros; O Brasil
multicultural; Natalidade; O crescimento da população; A mortalidade; A formação
das cidades; O mundo urbano; Os problemas sociais urbanos; Atividade
Cartográfica; Geografia do Paraná: Paraná – um estado brasileiro; Nosso espaço no
Brasil;


          6ª Série
O homem e a natureza; O uso econômico dos animais; O uso econômico dos solos;
O uso econômico das plantas; Atividade Cartográfica; Agropecuária brasileira; O uso
econômico das águas; O uso econômico do subsolo; A indústria; A industrialização, a
cidade brasileira e os problemas ambientais urbanos; As divisões regionais do Brasil;
O Complexo Amazônico; O Complexo Nordestino; O Complexo Centro-Sul;
          7ª Série
As diferentes formas de se dividir o mundo; As graves deficiências
sociais e econômicas nos países subdesenvolvidos; A Nova Ordem
Mundial; Aspectos naturais dos Estados Unidos; A população dos
Estados Unidos; A atividade industrial nos EUA; A atividade agrícola nos
EUA; O crescimento urbano dos Estados Unidos; A estratégia
econômica dos Estados Unidos; Os parceiros dos Estados Unidos no
Nafta: Canadá e México; A população, a estrutura étnica e o crescimento
demográfico da América Latina
A estrutura etária e ativa da população da América Latina; Aspectos naturais e
econômicos da América Central; Aspectos geopolíticos e naturais da América do Sul;
Aspectos econômicos da América do Sul; A industrialização na América Latina; O
que é GPS;
          8ª Série
As paisagens naturais da Europa; O quadro humano da Europa; A
economia da União Européia; O espaço natural asiático; Aspectos
humanos da Ásia; A agropecuária asiática; A economia mineral-industrial
asiática; O espaço africano; Aspectos humanos da África; A economia
africana; Conflitos na África; O que é globalização; A dívida externa; O
domínio da tecnologia; O problema do desemprego; Os problemas
ambientais atuais; Atividade Cartográfica;
          Ensino Médio
          1ª Série
Espaço geográfico: astronomia; Cartografia; Brasil: geografia, política; Geologia,
Geomorfologia; Recursos metálicos no Brasil e no mundo; Combustíveis fósseis no
Brasil e no mundo; Domínios climato-botânicos; Hidrologia geral; Questão agrária no
Brasil; O mundo frio, temperado, tropical;
          2ª Série
Complexo Regional: Centro-Sul, Amazônia, Nordeste; População: evolução
quantitativa, movimentos migratórios, estruturas, aspectos sociais e culturais;
Formação étnica do Brasil: raças e etnias; Urbanização; modernização, problemas;
Indústria; Zonas industriais: mundo atual, subdesenvolvido, meio ambiente; Setor
terciário da economia; Circulação dos bens: comércio, transportes; Redes imateriais;
Ordens internacionais;
3ª Série
Posição geográfica;      Divisão regional;    Estrutura geológica;     Relevo; Recursos
minerais; Combustíveis fósseis; Clima; Vegetação; Hidrografia; Bacia Amazônica;
Bacia do Paraná; Bacia do São Francisco; Crescimento vegetativo; Estrutura etária
e ativa;     Urbanização;   Distribuição regional da indústria;      Agricultura regional;
Cartografia; Ordem da Revolução Industrial; Ordem da Guerra Fria; Nova Ordem
Internacional; Europa: aspectos naturais, humanos, econômicos; América Anglo-
Saxônica: aspectos naturais;         Estados Unidos: aspectos humanos, econômicos;
Japão: aspectos naturais, humanos e econômicos; Subdesenvolvimento; China;
Índia;     Ásia árida: aspectos naturais,    econômicos;    conflitos; África: aspectos
naturais, humanos, econômicos; América do Sul; Geopolítica ambiental.


Encaminhamento Metodológico
         A finalidade do ensino de Geografia é a aquisição do conhecimento do espaço
geográfico quanto à sua origem/ocupação/organização/construção.
         Quando a criança entra na escola, traz um conhecimento não sistemático
sobre          a        realidade,        adquirido        no         processo         de
socialização/individualização/socialização, que faz parte da sua vida. Cabe ao
professor trabalhar o conhecimento formal com a finalidade de promover sua
apropriação.
         Para que ocorra, por parte do aluno, o entendimento de sua participação na
realidade em que vive, é fundamental a reelaboração das noções de relações
sociais, de espaço, de tempo e dos conceitos de produção de necessidades e
transformação para a compreensão/apreensão do conhecimento sobre o espaço
geográfico.
         O professor, articulando conteúdos e noções, facilitará para o aluno a
compreensão global da organização de espaço e a aquisição de conceitos
fundamentais da Geografia enquanto área do conhecimento, através de textos,
debates, leituras, murais, palestras, aulas expositivas, resumos, análise de filmes e
noticiários, aulas com o auxílio de transparências. Para tanto o professor fará a
abordagem pedagógica que permita estabelecer o maior número de relações
possíveis.
Ao trabalhar as relações dinâmicas da sociedade, o professor explicará ao
aluno o que são relações sociais - as estabelecidas entre os homens, as políticas, as
econômicas e as culturais – e que são praticadas devido às necessidades criadas
pela própria sociedade. Para que haja a satisfação dessas necessidades, os homens
transformam o natural – matéria – em cultural, através do processo do trabalho. O
estudo da Geografia possibilita aos alunos a compreensão de sua posição no
conjunto das relações da sociedade com a natureza; como e por que suas ações,
individuais ou coletivas, em relação aos valores humanos ou à natureza, têm
conseqüências tanto para si como para a sociedade.
      Para que isso aconteça, deve-se criar e planejar situações nas quais o aluno
possa utilizar a observação, a descrição, à experimentação, à analogia e a síntese
com a finalidade de compreender e mesmo representar os processos que se
desenvolvem na construção do espaço nos diferentes tipos de paisagens e
territórios. Tais processos servirão para a construção de noções, espacializar os
fenômenos, etc.

      O professor deve, como auxiliar do processo, articular e orientar o aluno a
trabalhar de forma dinâmica e instigante, mediante situações que problematizem os
diferentes espaços geográficos, que disparem relações entre o passado e o
presente, o específico e o geral, as ações humanas individuais e as coletivas, e
promovam o domínio de procedimentos que permitam ao aluno fazer a leitura da
paisagem como um todo, nunca deixando de inferir aí a presença humana.


Avaliação
      A avaliação está inserida dentro do processo de ensino/aprendizagem e,
antes de tudo, deve ser entendida como uma das formas utilizadas pelos professores
avaliar a sua metodologia e o nível de compreensão dos conteúdos específicos
tratados durante um determinado período.
      Ao propormos avaliar uma turma de alunos, despertamos neles um certo
receio, pois todos saberão que avaliados de uma maneira padronizada, ou seja, que
desconsiderará a individualidade de cada aluno. Diante disso, deve-se evitar
avaliações que contemplem apenas uma das formas de comunicação dos alunos, ou
seja, apenas a escrita ou a interpretação de textos, porém não podemos abandonar
totalmente está prática, pois o nosso aluno encontrará esse tipo de situação na
sociedade capitalista na qual ele está inserido.
      Propõe-se que o processo de avaliação esteja articulado com os conteúdos
estruturantes apresentados e suas variações estudadas. Que essa avaliação seja
diagnóstica e continuada, e que contemplem diferentes práticas pedagógicas, tais
como: leitura, Interpretação e produção de textos geográficos; leitura e Interpretação
de fotos, imagens e principalmente diferentes tipos de mapas; provas objetivas e
subjetivas e pesquisas bibliográficas, aulas de campo entre outros, cuja uma das
finalidades seja a apresentação de seminários; leitura e interpretação de diferentes
tabelas e gráficos; relatório de experiências práticas de aulas de campo ou
laboratório; construção de maquetes; produção de mapas mentais, entre outros.
      Destaca-se ainda, que a proposta avaliativa deve estar bem clara para os
alunos, ou seja, que saibam como eles serão avaliados em cada atividade proposta.
Além disso, a avaliação deve ser um processo não-linear de construções e
reconstruções, assentado na interação e na relação dialógica que acontece entre os
sujeitos do processo – professor e aluno.


História
Apresentação Geral da Disciplina
       A História tem como objeto de estudo os processos históricos relativos às
ações e às relações       humanas praticadas no tempo, bem como a respectiva
significação atribuída pelos sujeitos, tendo ou não consciência dessa ações.
      Busca-se suscitar reflexões a respeito de aspectos políticos, econômicos,
culturais, sociais, e das relações entre o ensino da disciplina com a produção do
conhecimento histórico.
      Na década de 1970, o ensino da história era predominantemente tradicional,
fosse pela valorização de alguns personagens como sujeitos da história e de sua
atuação em fatos políticos, fosse pela abordagem       dos conteúdos históricos de
forma factual e linear. A prática do professor era marcada pelas aulas expositivas, a
partir das quais cabia aos alunos a memorização e repetição do que era ensinado
como verdade.
      Vale lembrar que durante o regime militar, a partir de 1964, o ensino da
História foi marcado pelos debates teóricos sobre a inclusão dos Estudos Sociais na
escola desde o início da década de 1930. As experiências norte- americanas na
organização da disciplina passaram a fazer parte dos debates educacionais por
meio da Escola Nova.
       A partir de da Lei nº 5692/71, as disciplinas de História e Geografia foram
condensadas como áreas de Estudos Sociais, dividindo ainda a carga horária para o
ensino de Educação Moral e Cívica (EMC). Por sua vez, no segundo grau, a carga
horária de História foi reduzida e a disciplina de Organização       Social e Política
Brasileira (OSPB) passou a compor o currículo.
       Então, o ensino da História distanciou-se da produção historiográfica
acadêmica, envolvida em discussões a respeito de objetos, fontes, métodos,
concepções e referenciais teóricos da ciência histórica.
       Na segunda metade da década de 1980 e no início dos anos 1990, cresceram
os debates em torno das reformas democráticas na área e educacional, processo
que repercutiu nas novas propostas do ensino de História. Essa discussão entre
educadores e outros setores da sociedade foi o resultado da restauração           das
liberdades individuais e coletivas no país. Isso levou tanto à produção diferenciada
de materiais didáticos e paradidáticos quanto à elaboração de novas propostas
curriculares, em vários estados. A produção de livros didáticos e paradidáticos
procurou incorporar na nova historiografia e, em alguns casos, chegou a ditar o
currículo.
       Modificou-se, por outro lado,a concepção de ensino de História tanto é que
em 1990, o Paraná apresentou um modelo fundamentado na pedagogia histórico-
crítica dos conteúdos, apresentava uma proposta curricular de História que apontava
a organização dos conteúdos a partir do do estudo da formação do Capitalismo no
mundo Ocidental e a inserção do Brasil nesse quadro, de forma integrada pela
retomada da historiografia social ligada ao materialismo histórico dialético.


Fundamentos Teórico-Metodológicos
       Levando em consideração os avanços que vêm ocorrendo nos meios
acadêmicos em relação às possibilidades da História e sua abrangência, buscou-se
compatibilizá-los com seu ensino da Educação Infantil e no Ensino Fundamental.
O que se pretende com o ensino dessa disciplina é que o aluno tenha acesso
ao conhecimento historicamente acumulado e reflita criticamente sobre ele. A partir
dessa aquisição e estabelecer relações com outras sociedades em outros tempos.
      Tradicionalmente, o ensino da História tem contemplado os feitos dos heróis,
o relato dos acontecimentos grandiosos. A concepção que fundamenta esse ensino,
remota ao século XIX, quando a ordem burguesa consolidou sua ascensão ao poder.
A partir de então, a apreensão que se fez do passado e seu registro ocorreu sob a
ótica daquele poder ascendente, permanecendo até os dias atuais.          Através      do
ensino renovado da História, o que se pretende é o acesso à produção
historiográfica, considerando que o ―olhar para o passado‖ e o seu registro depende
muito de ―quem o faz‖ e ―para que o faz‖, e que a subjetividade sempre esteve
presente no discurso do historiador. Faz-se necessário, então considerar o
historiador, seu tempo. Então, o passado terá sempre muitas leituras.
      Com essa preocupação, o ensino da História propõe que alunos e professores
reflitam criticamente sobre o conhecimento, possibilitando a sua reelaboração. Essa
construção se constitui num processo dinâmico, que contem avanços, recuos e
rupturas.
      O ensino e a aprendizagem da História envolvem uma distinção básica entre o
saber histórico, como um campo de pesquisas e produção de conhecimento do
domínio dos especialistas, e o saber histórico escolar, como conhecimento produzido
no espaço da escola.
      O ensino da História possui objetivo específico, sendo um dos mais relevantes
o que se relaciona à constituição da noção de identidade. Assim, é primordial que
esse ensino, estabeleça relações entre identidades individuais, sociais e coletivas.
      Com esses pressupostos busca-se uma nova identidade no ensino da
História, que visa a constituição de uma nova identidade social do estudante.


Conteúdos Estruturantes
História/Geografia
1˚ ano
Identidade, Meio Ambiente, Água e ar, movimento e energia,
observação, experimentos simples, levantar e testar hipóteses simples,
localização
2˚ ano
Meus amigos e eu: família, história, moradias; Meu corpo; Formas; Sala de aula;
Comunicação; Relacionamento: grupos e regras; Índio Guarani; Diferenças sociais;
O tempo de cada um e de todos; O sol.


3˚ ano
Espaços da escola; Espaços do bairro; Município: zona urbana e zona rural,
população, história; Regras de convivência; Os municípios do passado (século XIX);


4˚ ano
Municípios e estados; Região Nordeste; Região Sudeste; Região Sul; Região Centro-
Oeste; Região Norte; Ser brasileiro (Solidariedade e cidadania);

5˚ ano
Brasil antes dos portugueses; Mapas; Descobrimento do Brasil (outras versões);
Europeus; O lugar do índio; Os descobridores de ouro; Inconfidência Mineira; Família
real no Brasil; Independência do Brasil (movimento); Primeiro Império (começo e
fim); Imigrantes; Café e Indústria; Fim da escravidão (conseqüências); Estados
Unidos do Brasil;

          História
          5ª Série
Sherlock Holmes / arqueólogos e historiadores; Arqueólogo: trabalho, fósseis,
laboratórios e centros de estudos; Historiador: coleta, pesquisa, relatos; Planeta
Terra; Humanos: origem, surgimento, processo de humanização; Grupos humanos:
modo de vida, sobrevivência, descoberta do fogo; Esquimós; Egípcios; Os índios
guaranis do Brasil; Brasil: primeiros habitantes; Nações indígenas: as terras, grupos;
Kamaiurá: Mavutsinin, o primeiro homem: Akuanduba; Tempo histórico e
cronológico; Etnocentrismo; Egito (passado e presente); Rio Nilo; Estado e
sociedade no Egito; Faraó, deuses e o povo; As construções egípcias; Grécia:
surgimento, invenção da política; Política: Oligarquia e da Democracia; Liberdade e
escravidão; Esparta e Atenas; Grécia: Roma (origem, lenda); Monarquia; República
Romana; ristianismo; Império Romano; História do Paraná: Paraná – um estado
brasileiro; Nosso espaço no Brasil; A história da nossa terra.
          6ª Série
Império Bizantino: centralização, hierarquia; Roma Ocidental e Oriental; Oriente e o
Ocidente; Bárbaros; Germânicos; Guerreiros; Religião; Império Romano do Ocidente;
Períodos da História (a.C. e d.C.); Feudalismo; O poder da Igreja Católica; Os
feudos; Sociedade feudal; Os nobres; Os cavaleiros; Os servos; As bruxas;
Civilização árabe; Arábia pré-islâmica; Maomé e o islamismo; Corão; A Unificação;
Expansão árabe; Inovações técnicas e aumento demográfico; Jerusalém; Comércio;
Novas profissões e atividades; Peste negra na Europa; Os mercadores e o rei; O
renascimento cultural; Homem, centro do mundo; A pintura, a escultura e a literatura;
A Reforma Protestante; Henrique VIII; A Contra-Reforma; Concílio de Trento; As
grandes navegações; Encontro da América; Os povos pré-colombianos; Europeus do
século XV; A guerra; Conquistar para explorar; A chegada de Cabral; As expedições
exploradoras; Escambo; As feitorias; A colonização; O açúcar; A sociedade. História
do Paraná: A formação das cidades do Paraná; Paraná – popular e o pitoresco; Os
símbolos do Paraná.
          7ª Série
A Europa na Idade Média: Revisão; Os reis comandam seus países; O absolutismo;
O mercantilismo;     Antigo Regime; O absolutismo inglês; O Parlamento inglês; A
Revolução Gloriosa; Liberalismo político; O iluminismo; John Locke; Montesquieu;
Voltaire; Rousseau; Liberalismo econômico; Liberalismo clássico; Iluminismo na
América; 1776: a independência dos Estados Unidos; A Revolução Francesa I ; A
economia; A organização social ; Política: absolutismo X iluminismo; A Revolução
Francesa II; Os girondinos; Os jacobinos; O Pântano; República Girondina (1792-
1793); República Jacobina (1793-1795); Diretório (1795-1799); Os fins e os meios de
Napoleão; França x Inglaterra; Século XVII: o inferno português; Ouro no Brasil; O
controle metropolitano; Destino do ouro brasileiro; Liberalismo contra o Pacto
Colonial; Inconfidência Mineira; Conjuração Baiana; A História oficial; A família real
no Brasil; A abertura dos portos; O processo de independência; A Constituição da
Mandioca; Constituição outorgada de 1824; Conflitos no império; Nova fase do
Capitalismo; As fábricas; O ludismo; O cartismo; A Segunda Revolução Industrial;
Neocolonialismo;     Etnocentrismo   e   violência;   O   mundo   burguês;   Conflito:
trabalhadores contra burgueses; Socialismo Científico; Anarquismo; As revoltas
regenciais; O Segundo Reinado; Os acordos políticos; O rei café; O movimento
abolicionista; A imigração. História do Paraná: A história da industrialização do nosso
estado; A produção dos nossos campos e indústrias; O governo paranaense.
          8ª Série
As heranças do século XIX; Excesso de concorrência; Os nacionalismos aumentam
as rivalidades; A construção das alianças militares; A eclosão do conflito: a Primeira
Guerra Mundial; A Revolução Russa; O governo provisório; A terceira revolução;
Socialismo x capitalismo; Conseqüências da Revolução Comunista; A proclamação
da República; A República dos fazendeiros; A política dos governadores; O Brasil
republicano; A Revolta da Vacina; As greves; O período entre as duas Guerras
Mundiais (1919-1939); Crise econômica e radicalização política; Totalitarismo;
Nacionalismo; Militarismo; A ascensão do fascismo na Itália; O nazismo; A guerra
civil espanhola; A Segunda Guerra Mundial; A crise da Primeira República; A
formação da Aliança Liberal; A Revolução de 1930; O populismo; Comunismo e
fascismo; Industrialização subsidiada pelo Estado; A cultura a partir de 1930;
Décadas de 1950 e 1960; A democracia; O governo JK; Jânio Quadros; A crise
política da sucessão; O Brasil em 1960; Governo de João Goulart (1961-1964);
Instalação da ditadura militar; A cultura em 1960: trevas e luzes; A aldeia global; O
enfraquecimento do regime militar; Governo Figueiredo; O governo Sarney;
Constituição de 1988; O Plano Cruzado; Eleições diretas; Collor; Itamar Franco;
Fernando Henrique Cardoso; Complexidade do final do século XX; As questões
ecológicas; O futuro do trabalho. História do Paraná: Os primeiros habitantes do
Paraná; A história do litoral paranaense; Estudo sobre Fundação de Curitiba.
          Ensino Médio
          1ª Série
Pré-História; Civilização egípcia, mesopotâmica, hebraica, fenícia e persa;
Civilização grega; Civilização romana; Roma Oriental: Bizâncio; Idade Média: Alta e
Baixa; Cultura medieval; Renascimento cultural; Reforma religiosa; Revolução
Comercial; O Antigo Regime europeu: o absolutismo e o iluminismo; O mercantilismo
e a colonização brasileira; Brasil Colônia; América pré-colombiana; Colonização da
América Espanhola e Inglesa; A crise do Antigo Regime: a independência dos EUA;
Revolução Francesa; Europa e a Revolução Industrial; Independência brasileira;
História do Paraná: Caminhos antigos do Paraná; Os tropeiros no Paraná; Chegada
dos imigrantes no estado.
2ª Série
América Espanhola: independência; Brasil Império: Primeiro Reinado,             Período
Regencial; Europa: liberalismo econômico e socialismo, unificações; França: século
XIX; América: os EUA no século XIX (a Guerra de Secessão); Segundo Reinado
brasileiro: política interna, economia cafeeira, sistema escravista, declínio do Império;
Imperialismo do século XIX: partilha da África, Ásia, as crises imperialistas; Primeira
Guerra Mundial: causas, Sistema de Versalhes; Revolução Russa; Crise de 1929 e a
Grande Depressão; República Velha: crise da República, evolução econômica,
mecanismos políticos de domínio oligárquico, primeiros abalos do regime oligárquico,
declínio das oligarquias; Europa: o fascismo e o nazismo; Segunda Guerra Mundial:
causas, e os acordos de paz; República Populista — Era Vargas: processo de
industrialização, governo provisório, constitucional, Estado Novo; O mundo: pós-
guerra, Guerra Fria; República Populista: Democracia populista; Brasil: Regime
Militar; O fim da Guerra Fria; O mundo atual; Brasil: Nova República, atual; História
do Paraná: O Paraná transforma-se em província; Revolução Federalista; Os
aspectos econômicos do estado; A cultura Paranaense.
           3ª Série
Introdução à História e à Pré-História; Civilização Grega; Civilização Romana; Alta
Idade Média; Baixa Idade Média; A Cultura Medieval; O Renascimento Cultural e
Científico; A Reforma Religiosa; A Revolução Comercial e a Expansão Ultramarina
Européia; O Absolutismo; Mercantilismo e Colonização Brasileira; Brasil Colônia; A
América Pré-Colombiana; As colonizações espanhola e inglesa;           O Iluminismo; A
Independência dos EUA;        A Revolução Francesa;      Napoleão e o Congresso de
Viena;    A Revolução Industrial; O processo de Independência brasileiro;              A
Independência da América Espanhola;            Brasil Monárquico: o Primeiro Reinado;
Brasil Monárquico: o Período Regencial; O Liberalismo econômico e o socialismo; A
França no Século XIX e as Unificações; Os EUA no século XIX – A Guerra de
Secessão; O Segundo Reinado Brasileiro: O declínio do Império; Imperialismo; As
crises Imperialistas e as causas da Primeira Guerra Mundial; A Primeira Guerra
Mundial e o Sistema de Versalhes;        A Revolução Russa; A Crise de 1929 e a
Grande Depressão; A República Velha; O Fascismo e o Nazismo; A Segunda
Guerra Mundial;       A República Populista;    O Mundo do pós-Segunda Guerra; O
Mundo da Guerra Fria; O Brasil: O Regime Militar; O fim da Guerra Fria; O Mundo
Atual; O Brasil Contemporâneo;
Encaminhamento Metodológico.
      Entendendo a História como produto da ação de todos os homens, num
processo dinâmico e contraditório, vemos a necessidade de uma crítica em relação
de como vem sendo trabalhada essa disciplina.

      O trabalho com conteúdo de História deve levar à compreensão de que as
sociedades não são naturais, mas construídas pelos homens, estão sempre em
movimento e em transformação no tempo.
      As noções temporais devem ser trabalhadas através da construção da linha
do tempo, que é a representação gráfica da vida de uma pessoa ou de uma
sociedade, pontuado por acontecimentos significativos. Nela são trabalhadas as
noções de sucessão e transformação.
      Nas séries iniciais, o trabalho com a linha do tempo poderá ser desenvolvido
com a história da vida do aluno. Através da comparação de diferentes linhas do
tempo – dos colegas, dos professores, assim o aluno vai aprendendo as noções de
simultaneidade, multilinearidade e geração. Desde os primeiros anos de vida, o
indivíduo pode sentir o processo histórico como fato presente em sua vida, sentindo
como exemplo, como se dá o decorrer do seu dia e assim sucessivamente.
      O ensino da História faz uso de diferentes linguagens: fotografias, filmes,
textos variados, objetos, pesquisas, literatura, poesias, música e charges para a
compreensão do processo de construção da realidade.
      Em todas as séries, o professor usará as aulas expositivas, as observações,
as discussões, as viagens, logo as reflexões devem ser sistematizadas através da
produção de textos individuais e coletivos, desenhos, poesias, jornais, painéis e
outros, tão possíveis dentro do processo escolar. Para se concretizar esta proposta,
impõe-se à necessidade de critérios minuciosos na escolha dos textos de apoio, a
utilização de uma boa bibliografia e um esquema de reuniões para trocas de
aprendizados de professores com a supervisão e direção do estabelecimento.
      Durante todo o processo de aprendizagem a pesquisa e a coleta devem
fundamentar a construção de uma ou mais respostas para os inúmeros
questionamentos que surgirão durante todo o processo de aprendizagem.


Avaliação
Ao propor reflexões sobre a avaliação no ensino de História          objetiva-se
favorecer a busca da coerência entre a concepção de História defendida e as
práticas avaliativas que integram o processo de ensino e de aprendizagem. Nesta
perspectiva, a avaliação deve estar colocada a serviço da aprendizagem de todos os
alunos, de modo que permeie o conjunto das ações pedagógicas, e não como um
elemento externo a este processo.
      A partir da avaliação diagnóstica, tanto o professor quanto os alunos poderão
revisitar as práticas desenvolvidas, até então, para identificar lacunas no processo de
ensino e aprendizagem, bem como planejar e propor outros encaminhamentos que
visem à superação das dificuldades constadas.
      Retomar a avaliação com os alunos permite ainda situá-los como parte de um
coletivo, onde a responsabilidade pelo e com o grupo seja assumida com vistas à
aprendizagem de todos. Segundo Giroux ―através do diálogo em grupo, as normas
de cooperação e sociabilidade compensam a ênfase do currículo oculto tradicional
na competição e individualismos excessivos‖.
      Ao propor uma maior participação dos alunos no processo
avaliativo, não se pretende esvaziar o papel do professor, mas ampliar o
significado das práticas avaliativas para todos os envolvidos. No entanto,
é necessário destacar que cabe ao professor planejar situações
diferenciadas de avaliação.
      A principal finalidade do acompanhamento do processo ensino-aprendizagem
é dar uma resposta ao professor e ao aluno sobre o desenvolvimento desse
processo e, assim, permitir refletir sobre o método de trabalho utilizado pelo
professor, possibilitando o redimensionamento deste, caso seja necessário. O aluno
deverá entender, que as relações de trabalho, as relações de poder constituem
juntamente com as relações culturais, o processo histórico. E compreender que o
estudo do passado se realiza a partir de questionamentos feitos no presente por
meio da análise de diferentes documentos históricos.
      O aluno nos últimos anos de estudo deverá compreender como se encontram
as relações de trabalho no mundo contemporâneo, como estas se configuraram e
como o mundo do trabalho se constituiu em diferentes períodos históricos,
considerando os conflitos inerentes às relações de trabalho.
Já quanto às relações culturais, o aluno deverá reconhecer a si e aos outros
como construtores de uma cultura comum, compreendendo a especificidade de cada
sociedade e as relações entre elas. O aluno deverá entender como se constituíram
as experiências culturais dos sujeitos ao longo do tempo e detectar as permanências
e mudanças nas diversas tradições e costumes sociais.
      O professor deve se utilizar de diferentes atividades como: leitura,
interpretação de análise de textos historiográficos, mapas e documentos históricos;
produção de narrativas históricas, pesquisas bibliográficas, sistematização de
conceitos históricos, apresentação de seminários, provas objetivas e discursivas
entre outras.


Língua Portuguesa e Literatura
Apresentação Geral da Disciplina

      Como disciplina escolar, a Língua Portuguesa passou a integrar os
currículos escolares brasileiros somente nas últimas décadas do século
XIX, depois de já há muito organizado o Sistema de Ensino, contudo, a
preocupação com a formação do professor dessa disciplina teve início
apenas nos anos 30 do século XX.
      O que se observa no Ensino de Língua Portuguesa é um ensino elitista que
se manteve até o século XX, quando se iniciou no Brasil, a partir de 1967, um
processo de democratização do ensino, com a ampliação de vagas, eliminação dos
chamados exames de admissão, entre outros fatores.
      Através da Lei nº 5692/71, a disciplina de Português passou a denominar-se,
no primeiro grau, Comunicação e Expressão (nas quatro primeiras séries) e
Comunicação em Língua Portuguesa (nas quatro últimas séries). Em decorrência
disso, a Gramática deixava de ser o enfoque principal do ensino da língua e a teoria
da comunicação passava a ser o referencial, embora, nas salas de aula,
permanecesse o normativismo.
      Já durante a década de 1970 e até os primeiros anos da década de 1980, o
ensino da Língua Portuguesa passou a se pautar em exercícios estruturais, técnicas
de redação e treinamento de habilidades de leitura.
Por outro lado, até meados do século XX, para o ensino da Literatura,
vigorou-se o cânone, baseado na Antiguidade Clássica, quando o principal
instrumento do trabalho pedagógico eram as antologias literárias. Até as décadas de
1960-70, a leitura do texto literário, no ensino primário e ginasial, transmitia a norma
culta da língua com base em exercícios gramaticais e estratégias para incutir valores
religiosos, morais e cívicos. Como tentativa de rompimento com essa prática, a
abordagem do texto literário passou a centrar-se numa análise literária simplificada,
a partir de questionários sobre personagens principais e secundários, tempo e
espaço da narrativa.
      Já na década de 80, os estudos lingüísticos mobilizaram os professores para
a discussão e o repensar sobre o ensino da língua materna e para a reflexão sobre o
trabalho realizado na sala de aula.
      Dessa forma o objetivo da disciplina é reconhecer a importância na norma
culta da língua, de maneira a propiciar acesso aos recursos de expressão e
compreensão de processos discursivos, como condição para tornar o aluno capaz
de enfrentar as contradições sociais em que está inserido e para a afirmação de sua
cidadania, como sujeito singular que é coletivo.


Fundamentos Teórico-Metodológicos
      Dentro da linguagem, existe um caráter mutável. O ensino da Língua
Portuguesa tem passado, nos últimos anos, por mudanças que refletem uma
tendência metodológica pensada a partir da concepção de língua como forma de
interação social.
      Torna-se indispensável que o ensino se fundamente no conhecimento sobre,
as relações entre linguagem e sociedade, revelando os pressupostos sociais
lingüísticos dessas relações, para que seja um ensino, realmente competente e
comprometido com o social. Permitimo-nos repensar sobre o ensino da leitura e
escrita considerando não só o conhecimento didático acumulado, mas também as
contribuições de outras áreas como a psicologia da aprendizagem, a psicologia
cultural e as ciências da linguagem.
      Deve-se considerar que a transversalidade na Língua Portuguesa, oferece
inúmeras possibilidades de trabalho e a transversalidade dos conteúdos, uma vez
que está presente em todas as situações de ensino e aprendizagem e serve de
instrumento de produção de conhecimentos em todas as áreas e temas. Convém
salientar que a linguagem possibilita ao homem a apreensão do mundo exterior e lhe
dá condições para entendê-lo e se posicionar criticamente perante os outros,
tornando-se o agente transformador na sociedade.
         No que diz respeito à interpretação de texto, é importante que o trabalho
esteja incorporado às práticas cotidianas da sala de aula. O aluno precisa ver, no
texto, algo que ele consiga relacionar com a sua realidade para que, associando tudo
o que o envolve e integrando-se com o mundo, possa manter com este uma relação
dialética.
         O ensino da Língua Portuguesa, não deve ser ensinado de forma
descontextualizada como antes vinha sendo ensinado na maioria das escolas, mas
sim deve-se, sempre que possível, ser abordado de maneira em que o aluno possa
desenvolver habilidades cognitivas ( como raciocínio lógico) para poder compreender
a estrutura lingüística de sua língua materna e saber aplicar os princípios essenciais
na fala e na escrita.


Conteúdos Estruturantes
1˚ ano
Consciência fonológica e princípio alfabético:
         - Identificar diferentes sons; Identificar e produzir rimas; Identificar e respeitar
ritmo; Identificar os fonemas mais característicos das letras da língua portuguesa;
Demonstrar que conhece o princípio alfabético (que sons correspondem a letras e
vice-versa); Analisar e sintetizar sons.
         Escrita:
         - Escrever letras de fôrma legíveis; Identificar letras de fôrma, maiúscula e
minúscula; Adquirir postura e manuseio adequado do lápis.
         Decodificação:
       -     Demonstrar o domínio do código alfabético da língua portuguesa,
identificando o som mais característico de cada letra do alfabeto; Analisar e sintetizar
sons a partir de estímulos auditivos (oral, ditado) e visuais (leitura); Identificar
palavras escritas usando mecanismos de decodificação.
2º Ano
Práticas de leitura; Alfabeto; Rima; Palavras; Sons; Vogais e consoantes; Dígrafos;
Linguagem; Pontuação; Parágrafo; Rima; Acentos; Nomes próprios e comuns (letra
maiúscula); Encontros consonantais; Ordem alfabética; Entonação;


3˚ ano
Leitura compreensiva; Palavras; Rimas; Nomes próprios / início de frases; Separação
de sílabas no final da linha; Frase: ponto final; Derivação; Onomatopéia; Pontuação e
entoação; Sílabas: separação e classificação; Paragrafação; Sinônimos e antônimos;
Substantivo; Adjetivo; Ortografia; Acentuação;
4˚ ano
Leitura compreensiva; Substantivos e adjetivos; Tempos verbais; Ortografia;
Pontuação e acentuação; Formação das palavras; Pronomes; Homônimos e
parônimos; Advérbios; Interjeições;
5˚ ano
Leitura compreensiva; Tempo verbal; Pronomes; Derivação e formação de palavras;
Preposições; Linguagem textual;
Literatura:
De 1˚ ao 5˚ ano: serão trabalhados os livros bimestrais os quais são divulgados no
início de cada ano.
5ª Série
Adjetivo: caracterização e função; Variação de gênero, número, grau; Derivação
imprópria: substantivo e adjetivo; Acentuação: palavras proparoxítonas; Pontuação:
vírgula separando elementos de enumeração; Uso da letra maiúscula inicial: início
de frase e substantivos próprios; Ortografia: cognatos e sufixo -ês, -esa em título e
honra ou naturalidade; onomatopéia; situações com adjetivos;             poema com
sonoridade intensa e ritmo marcado; permuta de letra; gênero do substantivo; Verbo:
caracterização e função; Tempos básicos; presente, pretérito, futuro; Desinências;
Advérbio: caracterização e função;      Locução adverbial;     Gradação; Variedades
lingüísticas; Variação de registro;Numeral: caracterização e função; Subclasses:
cardinal, ordinal, fracionário, multiplicativo; Escrita por extenso de alguns numerais;
Pronome: caracterização e função; As pessoas do discurso; Pronomes pessoais,
possessivos, demonstrativos, indefinidos, interrogativos; A fala das personagens nas
histórias em quadrinhos; características do discurso direto; verbete de dicionário;
Ortografia de alguns advérbios e locuções adverbiais; uso de eu e mim;
Características lingüísticas do texto informativo; Preposição: caracterização e função;
Significado;   Locução prepositiva;    Preposição + outras palavras; características
lingüísticas do texto jornalístico; A palavra a: artigo, pronome, preposição; Crase:
definição e ocorrências; A extensão do sentido das palavras: termos genéricos e
termos específicos; Acentuação: palavras paroxítonas; Diferença de uso: a/em; de
encontro a/aoencontro de; a fim de/afim de; Pontuação: uso da vírgula em frases ou
expressões informativas/explicativas; Alguns casos de crase; Frase: conceituação;
Entonação e pontuação; Contexto e situação; Frase, oração, período; Interjeição:
caracterização e função; Conjunção: caracterização e função; Termos básicos da
oração: sujeito e predicado;      Tipos de sujeito: determinado (oculto, simples,
composto), indeterminado,      inexistente;    Diferença    entre mas,     mais,   más;
Concordância verbal: regra básica; Ortografia: terminações - ãoe -amnas formas
verbais;
6ª Série
Uso do infinitivo impessoal com valor de imperativo; Caracterização do substantivo
pelo reconhecimento das palavras que o acompanham (adjetivo, artigo, pronome
adjetivo, numeral); O futuro do presente. Emprego           com valor de imperativo;
Ortografia: -oso, -ês/-esa, -ez/eza, -isar/-izar; Ordem inversa dos termos na frase:
ênfase e nuances; Onomatopéias; Ortografia e acentuação: sufixos, x/ch, forma
verbal com — sse-; Preposição, locução prepositiva, contração/combinação; Uso de
iniciais maiúsculas;
Função dos pronomes pessoais retos e oblíquos e dos pronomes possessivos;
Função dos pronomes demonstrativos e dos indefinidos; Uso dos principais
pronomes de tratamento; Pronomes interrogativos; Pontuação: uso da vírgula
separando expressões intercaladas, elementos enumerados, seqüência de ações e
vocativo; Retomada de assunto: nome, verbo, sujeito e predicado; Predicado verbal
e predicado nominal; Tempos verbais do indicativo: presente; pretérito perfeito,
imperfeito e mais-que-perfeito; futuro do presente e futuro do pretérito; Ortografia: x,
viagem/viajem, trás/traz, sufixos -eza e –agem;
Tipos de sujeito; oração sem sujeito; Predicação verbal: verbo intransitivo e verbo
transitivo; Verbo transitivo direto e verbo transitivo indireto; Verbo transitivo com
elipse do complemento; Predicado nominal; características do predicativo do
sujeito.Concordância nominal; Concordância verbal; Verbos: tempos do futuro do
indicativo; Pontuação: emprego da vírgula (adjunto adverbial iniciando frase;
expressões explicativas; não e sim enfáticos ); dois pontos; aspas;
ponto final; Pronomes substantivos e pronomes adjetivos; Verbos: exercícios com
tempos do indicativo
Predicação verbal: exercícios com verbo de ligação, intransitivo e transitivo; Adjunto
adnominal e adjunto adverbial;
7ª Série
Pronomes e tempos verbais utilizados no poema lírico "Pela rua", de Ferreira Gullar;
O presente e o imperfeito do subjuntivo no poema citado; Imperativo: formação e
emprego; Categorias gramaticais da palavra a; Características da linguagem
jornalística; Vozes do verbo: ativa e passiva; Ambigüidade.
Complemento verbal: objeto direto; representação por pronome oblíquo átono;
Complemento verbal: objeto indireto; representação por pronome oblíquo átono;
Regência verbal: agradar, aspirar, assistir, implicar, ir, namorar, (des)obedecer,
perdoar, preferir, querer; Recursos estilísticos: personificação, pleonasmo, gradação,
repetição, inversão, antítese; Crase: conceituação e emprego; Voz passiva
pronominal;   Voz      reflexiva.   Recursos   da    linguagem      jornalística;   Aposto:
características e diferença em relação ao adjunto adnominal; Oração com valor de
adjetivo: características; Pontuação: emprego da vírgula; Tipos de predicado: verbal,
nominal, verbo-nominal; Predicativo do sujeito e predicativo do objeto: estrutura da
frase com esses predicativos; Complemento nominal: características e diferença em
relação ao adjunto adnominal; Tabela-síntese dos termos da oração; Transformação
de   frases   usando     recursos   expressivos     da   língua;   Evolução    da   língua:
arcaísmos/neologismos/estrangeirismos; As classes gramaticais da palavra a:
preposição, artigo, pronome; termos ligados ao verbo: objeto direto, objeto indireto,
agente da passiva; termos ligados ao nome: complemento nominal, predicativo,
aposto.
8ª Série
A linguagem no soneto camoniano "Amor é fogo que arde...": predicado nominal,
predicativo, adjuntos adnominais, orações adjetivas; A linguagem no citado soneto:
voz passiva pronominal; Predicação verbal: predicado verbal, predicado nominal,
predicado verbo-nominal; Frase, oração, período; Frase e estilo: subversão da norma
gramatical, tipos de discurso, frase telegráfica; Reconhecimento do período simples e
do período composto; Encadeamento de orações no período composto. A formação
do período composto: graus de coesão e dependência entre orações; A
coordenação: orações assindéticas e sindéticas; Classificação das orações
coordenadas sindéticas; reelaboração de orações de acordo com o sentido das
conjunções      coordenativas;   Pontuação:   emprego   da   vírgula    entre   orações
coordenadas; A subordinação: oração principal e orações equivalentes a substantivo,
adjetivo,     advérbio;   Orações    subordinadas    substantivas:     classificação   e
características;    Oração subordinada adjetiva: características e classificação em
restritiva e explicativa; Orações subordinadas adjetivas e regência verbal: construção
de orações adjetivas em que o pronome relativo é precedido por; preposição;
Organização do período composto: emprego da coordenação e da subordinação no
texto e paralelismo; Pontuação: a vírgula entre orações subordinadas; Oração
subordinada adverbial; Palavras, expressões e estruturas frasais indicadoras de
circunstâncias. Colocação dos pronomes oblíquos átonos: ênclise, mesóclise,
próclise; Emprego dos tempos verbais do indicativo; Emprego dos tempos verbais do
subjuntivo; Emprego do imperativo afirmativo e negativo; Emprego das formas
nominais do verbo.
Literatura:
De 5a a 8a Séries: serão trabalhados livros mensais os quais são divulgados através
do Cronograma de Literatura, no início de cada ano.
Ensino Médio
1ª Série
Gramática
Importância social da língua, falar bem x falar correto; Mecanismos produtores de
sentido — Seleção, Combinação, Coesão e coerência; Morfossintaxe — O
substantivo e o verbo, os pronomes, os relatores; Apreensão e compreensão —
Intertextualidade; Formação de palavras; Tematização e figurativização; Conjugação
verbal: tempos presente, perfeito, Uso dos tempos.
Literatura
Noções elementares de poesia: metrificação e rima; Denotação e conotação. Noção
de retórica e de figura de linguagem; Figuras de harmonia, construção, pensamento;
Fanopéia. Tropos de similaridade, contigüidade; Gêneros e Escolas literárias;
Tradições artísticas; Trovadorismo; Humanismo: a crônica de Fernão Lopes,
Cancioneiro Geral, o teatro de Gil Vicente; Renascimento, Classicismo e Maneirismo;
Luís de Camões. Poesia épica: Os Lusíadas, Poesia lírica: Rimas; Literatura de
informação e de formação no Brasil do século XVI; O Barroco: prosa de Padre
Antônio Vieira, poesia de Gregório de Matos; O Arcadismo; Uma epopéia
neoclássica: O Uruguay, de Basílio da Gama, poesia de Tomás Antônio Gonzaga,
poesia de Bocage; Estudos e gêneros literários: Prosa; O Romantismo: em Portugal,
poesia e prosa brasileira.
2ª Série
Gramática
Textos do universo comentado; A sintaxe: marcadores da coesão na frase — Sujeito
e predicado; Termos do verbo — O pronome se; Termos do nome; Traços
qualificantes do texto dissertativo; Sintaxe dos pronomes; Período composto:
orações subordinadas e coordenadas; Argumentação; Pontuação; Regência; Crase;
Colocação; Recursos discursivos; Concordância; Fonética; Ortografia; Acentuação;
Literatura
Realismo: correntes estilísticas na prosa de ficção; Realismo em Portugal. A poesia
de Antero de Quental. Eça de Queirós: A cidade e as serras; Realismo-Naturalismo
no Brasil: Aluísio Azevedo: O Mulato; Realismo de Machado de Assis: Memórias
póstumas de Brás Cubas. Dom Casmurro; Raul Pompéia: O Ateneu; Parnasianismo:
Olavo Bilac; Simbolismo em Portugal: Camilo Pessanha e no Brasil: Cruz e Souza;
Pré-Modernismo: Augusto dos Anjos, Euclides da Cunha, Lima Barreto, Monteiro
Lobato; Vanguardas artísticas européias; Modernismo português: Fernando Pessoa
— heterônimos, poesia ortônima; A prosa modernista em Portugal; Modernismo
brasileiro: Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Manuel Bandeira; A prosa neo-
realista de Graciliano Ramos; A poesia de Carlos Drummond de Andrade, de João
Cabral de Melo Neto; O regionalismo universalista de João Guimarães Rosa; A prosa
intimista de Clarice Lispector;
3ª Série
Gramática
Linguagem utilitária;        Seleção e combinação de palavras; Mecanismos de
combinação de palavras; Semântica; Generalidades sobre classes de palavras;
Processos de formação de palavras; Sujeito e predicado; Período simples; Sintaxe
dos pronomes pessoais; Período composto: A subordinação, A coordenação;            A
pontuação; Regência; Crase; Verbo: tempo do presente; tempos do perfeito; Uso dos
tempos; Concordância; Colocação pronominal; Tipos de discurso;
Literatura
Teoria da poesia;; Teoria da prosa; Trovadorismo; Humanismo – O teatro de Gil
Vicente; Renascimento e Classicismo; A poesia lírica de Camões – Estudo dos
Sonetos;    Camões épico;      Barroco;    Neoclassicismo/Arcadismo; Romantismo;
Poesia romântica brasileira: Gonçalves Dias; Álvares de Azevedo; Castro Alves; A
ficção romântica no Brasil: Manuel Antônio de Almeida; José de Alencar;
Realismo/Naturalismo;    Poesia realista em Portugal;     Eça de Queirós; Aluísio
Azevedo; Raul Pompéia; Machado de Assis; Parnasianismo; Simbolismo; Pré-
Modernismo;      O Modernismo; Portugal (Orpheu), Brasil (Semana de 22);
vanguardas; Fernando Pessoa; Mário de Andrade; Mário de Andrade; Oswald de
Andrade;   Manuel Bandeira;     Carlos Drummond de Andrade; Graciliano Ramos;
João Cabral de Melo Neto; Guimarães Rosa; Clarice Lispector; Painel da literatura
contemporânea.


Encaminhamento Metodológico
                 Cabe ao professor trabalhar com os usos da linguagem e com
           atividades de operação e reflexão para, posteriormente, chegar a um
           trabalho de sistematização gramatical.
      Através da mediação, o professor utilizar-se-á dos saberes anteriores do aluno
para ancorar os novos saberes, para tanto, colocará o texto do aluno como centro e
como ponto de partida para outros trabalhos. Todo aluno, após um período de
escolarização, traz consigo um conhecimento lingüístico adquirido nas séries
anteriores, bem como a interação com seu grupo social.
      O objeto da educação é a socialização do saber, e cabe à escola identificar os
elementos culturais que se constituem como essenciais para que o homem exerça,
conscientemente, sua cidadania como agente transformador da realidade. Um
encaminhamento metodológico é eficaz na medida em que oportuniza o saber de
maneira diversificada, isto é, permite a realização de atividades que possibilitem a
vivência, pois é através dela que se dá a construção dos significados do
conhecimento. Pode-se se referir ao aprender:        falando, lendo, dramatizando,
produzindo nas diferentes linguagens, individualmente, em pequenos e grandes
grupos. O texto do aluno é visto em constante elaboração, permitindo modificações e
reformulações e para isso o professor poderá lançar mão de textos variados de
livros, revistas, jornais e conteúdos retirados da Internet, gerando assim uma
constante contextualização.
        É no exercício constante da linguagem que o aluno vai fundamentando-se
para, gradativamente, ir incorporando as normas que regem sua língua.


Avaliação
         Quando se reconhece a linguagem como um processo dialógico,
discursivo, a avaliação precisa ser analisada sob novos parâmetros, precisa
dar ao professor pistas concretas do caminho que o aluno está trilhando para
aprimorar sua capacidade lingüística e discursiva em práticas de oralidade,
leitura e escrita.
       A avaliação formativa, nessa concepção, que considera ritmos e processos de
aprendizagens diferentes nos estudantes e, na sua condição de contínua e
diagnóstica, aponta as dificuldades, possibilita   que a intervenção pedagógica
aconteça a tempo, informando os sujeitos       do processo (professor e alunos),
ajudando-os a refletirem e tomarem decisões.
         Os fundamentos teóricos que alicerçam a discussão sobre o ensino de
Língua Portuguesa e Literatura estão a demandar novos posicionamentos em
relação às práticas de ensino. Talvez a palavra ‗alicerce‘ não seja a mais adequada
para a situação profissional nas salas de aula, pois que se pensa o alicerce como o
fundamento de uma estrutura fixa, como uma casa ou prédio, e o edifício humano
com que lidamos – a Língua Portuguesa - é móvel, passa continuamente por
transformações oriundas de seu papel nas interações que ocorrem no seio da
sociedade. E uma Diretriz da disciplina de Língua Portuguesa/Literatura tem em si a
marca dessa mobilidade, dessa incompletude, solicitando dos professores a contínua
crítica, avaliação e revisão deste documento. Talvez se pudesse pensar este texto
curricular como agenciamentos sobre uma trilha. Talvez se pudessem substituir
linhas de ação por linhas de desterritorialiazação, sabendo da tendência a
territorializar.
Nesta área o planejamento deve ser constantemente redirecionado,
utilizando a avaliação do professor, da classe o desenvolvimento das aulas e
dos alunos.
       Visando possibilitar uma avaliação individual e coletiva, é necessário utilizar
vários instrumentos de avaliação, como o diagnóstico inicial, durante o percurso e
final, lançar mão de trabalhos, pesquisas, provas objetivas e discursivas, entre
outras.


Matemática
Apresentação Geral da Disciplina
       A História da Matemática revela que os povos das antigas civilizações
conseguiram desenvolver os rudimentos de conhecimentos matemática que vieram
a compor a matemática que se conhece hoje.Há menções na literatura da História
da matemática de que os babilônicos, por volta de 2,000ac. acumulavam registros
que hoje podem ser classificados como álgebra elementar. Foram as primeiras
considerações feitas pela humanidade a respeito de idéias que se originaram de
simples     observações provenientes         da capacidade     humana       de   reconhecer
configurações físicas e geométricas, comparar formas, tamanhos e quantidades.
       No Brasil, ministrava-se um ensino de matemática de caráter técnico, a fim de
preparar os estudantes para as academias militares, influenciado pelos fatos
políticos que ocorriam na Europa. Do final do século XVI, o ensino da matemática,
desdobrado em aritmética,geometria, álgebra e trigonometria, destinava-se ao
domínio de técnicas com objetivo de formar engenheiros, geógrafos e topógrafos
para trabalhar em minas, abertura de estradas, construções dos portos, canais,
pontes, fontes calcadas e preparar jovens para a prática de Guerra.
       A matemática escolar demarcava os programas de ensino da época, por ser a
ciência que daria a base de conhecimento para solucionar os problemas de ordem
prática.
       Muitas tendências influenciaram o ensino da matemática no país:empírico-
ativista,   formalista   clássica,       formalista   moderno,tecnicista,    construtivista,
socioetnocultural e histórico-crítica.
       A partir de 1991, adotou-se uma concepção de ensino que sustentava que
aprender matemática é mais           do que manejar fórmulas, saber fazer contas ou
marcar X nas respostas: é interpretar, criar significados, construir seus próprios
instrumentos para resolver problemas, estar preparado para perceber             estes
mesmos problemas,desenvolver o raciocínio lógico, a capacidade de conceber,
projetar e transcender o imediatamente sensível.


Fundamentos Teórico-Metodológicos
      A Matemática comporta um amplo campo de relações, regularidades e
coerência que despertam a curiosidade e instigam a capacidade de generalizar,
projetar, prever, abstrair, favorecendo a estruturação do pensamento e o
desenvolvimento do raciocínio lógico. Faz parte da vida de todas as pessoas nas
experiências mais simples como contar, comparar e operar quantidades. Também é
um instrumento importante para diferentes áreas do conhecimento, por ser utilizada
em estudos tanto ligados às ciências da natureza como das ciências sociais e por
estar presente na composição musical, na coreografia, na arte e nos esportes.
      Essa potencialidade do conhecimento matemático e geométrico deve ser
explorada, da forma mais ampla possível, no Ensino Fundamental sendo esta
complementada no Ensino Médio.
      A Matemática é componente importante na construção da cidadania, na
medida em que a sociedade se utiliza, cada vez mais, de conhecimentos científicos e
recursos tecnológicos, dos quais os cidadãos devem se apropriar. É a ciência das
relações, uma vez que o seu desenvolvimento está diretamente ligado com a
representação das relações sociais (homem/homem) e naturais (homem/natureza).
O fato de considerar a Matemática pronta e acabada implica a imposição do
conteúdo por um professor que supõe dominá-la plenamente a um aluno passivo,
receptor de um      conjunto de regras criadas por mentes privilegiadas. Essa
concepção, que tem norteado o ensino da matemática, coloca-a cada vez mais
distanciada do processo histórico – social, pois a Matemática não é ‗olhar para as
coisas prontas e definitivas‘, mas a apropriação de um conhecimento pelo aluno,
ligado ou não ao raciocínio numérico, que através dele passará a compreender o
mundo e transformar a realidade.
      Considerando que a função da escola é socializar o conhecimento
sistematizado, é preciso ter uma proposta curricular que evidencie e possibilite a
compreensão das relações sociais, das diversas relações existentes no interior da
própria ciência matemática e as relações entre ela e as demais ciências. Portanto,
nenhum currículo deve ser concebido como definitivo. Ele acompanha as
necessidades sociais, as mudanças e as inovações tecnológicas.
         No ensino da Matemática, deve-se levar em consideração dois aspectos
básicos: um consiste em relacionar observações do mundo real com representações
(esquemas, tabelas); outro consiste em relacionar essas representações com
princípios e conceitos matemáticos.
         O fato da linguagem-matemática ser, instrumento para as demais ciências,
estimula o desenvolvimento da mesma, dando-lhe suporte e facilitando a sua
articulação com elas. A partir desse entendimento, o homem será agente desse
processo de produção do conhecimento matemático, instrumentalizando-se para
uma maior compreensão de sua inserção na realidade social.
         Um currículo de Matemática deve procurar contribuir, de um lado, para a
valorização da pluralidade sócio-cultural, impedindo processo de submissão no
confronto com outras culturas; de outro lado criar condições para que o aluno
transcenda um modo de vida restrito a um determinado espaço social e se torne
ativo na transformação de seu ambiente.
         É importante destacar que a Matemática deverá ser vista pelo aluno como um
conhecimento que pode favorecer o desenvolvimento do seu raciocínio, de sua
capacidade expressiva, de sua sensibilidade estática e de sua imaginação.


Conteúdos Estruturantes

1˚ ano
         Identificar correspondência entre numeral escrito em palavras ou algarismos;
Identificar a posição de objetos (lº, 2º, etc.); Escrever algarismos em letra cursiva (até
99); Representar conjunto de números naturais dados na reta numerada; Escrever
números em ordem crescente e decrescente; Representar conceitos de inteiro e
metade (gráficos, dobraduras, recortes, etc.); Identificar conceitos de dúzia e meia
dúzia.
2˚ ano
Classificação: critérios para objetos, números e dados; Seriação: padrão e criação;
Números e operações; Espaço e forma; Tabelas e gráficos; Grandezas e medidas;
3˚ ano
Seriação; Numeração; Operações com números naturais; Espaço e forma; Tabelas e
gráficos; Grandezas e medidas;

4˚ ano
Números; Seriação e ordenação; Numeração; Operações com números naturais;
Espaço e forma (unidade de medidas); Gráficos e tabelas; Grandezas e medidas;
Operações (cálculo mental);

5˚ ano

Espaços da escola; Espaços do bairro; Município: zona urbana e zona rural,
população, história;
Regras de convivência; Os municípios do passado (século XIX);
           5ª Série
Números e operações: Classificação dos sólidos e dos poliedros; Relação de
Euler; Planificação da superfície de prismas e pirâmides; Usos e significados dos
números;    Cálculo de porcentagens;    Operação inversa (adição e subtração);
Múltiplos e divisores;   Números primos; Divisibilidade; Expressões numéricas;
Operação inversa (multiplicação e divisão); Multiplicação e divisão de decimais;
Frações; Tratamento da informação: Construção e análise de gráficos de barras,
colunas e curvas; Construção e análise de gráficos; Raciocínio combinatório;
Princípio da contagem; Árvore de possibilidades;Construção e análise de gráficos;
Noções de probabilidade; Grandezas e medidas: Ano-luz;          uso de escalas;
Unidades de armazenamento de informações; Medidas de comprimento; Medidas
de superfície; Espaço e forma:         Representações de poliedros; Polígono;
Paralelismo e perpendicularismo; Paralelismo e perpendicularismo; Quadriláteros;
Diagonal de um polígono e de um quadrilátero; Pirâmides e prismas; Investigações
em geometria.
6ª Série
Numeração: Frações; m.d.c. por subtrações sucessivas; Números primos;Divisores
de um número;
M.m.c: noções e algoritmo; Ampliação de Q+ para Q; O conjunto dos números
racionais; Proposições lógicas para representações em diagramas (todo, nenhum,
algum...); A operação de radiciação; Linguagem algébrica; Termos semelhantes;
Contextos que utilizam números negativos;     O conjunto dos números inteiros:
comparação, ordenação, leitura e escrita; Representação de números inteiros na
reta numérica; Propriedades das operações; Expressões numéricas; Tratamento
da informação: Análise de gráficos e tabelas; Resolução de problemas por meio do
pensamento combinatório; Análise de gráficos; Possibilidades de ocorrência de um
evento; Noção de moda; Gráfico de setores; Análise de gráficos; Análise de gráficos;
Espaço e forma: Cálculo de áreas por composição e decomposição de figuras;
Poliminós; Sólidos geométricos ;       Arcos de circunferência;      Circunferências
concêntricas; Setor circular; Ângulos; Representação geométrica da raiz quadrada e
cúbica; Diagonais de um polígono; Representação geométrica de fatos algébricos;
Grandezas e medidas: A medida em nosso cotidiano; Watt, quiloWatt, megaWatt e
gigaWatt; O grau; Fusos horários; Medidas de ângulos; Volume de um poliedro, de
um cubo e de um paralelepípedo; Variáveis para expressar volumes e áreas; O
metro cúbico; Consumo residencial de água; Noções de proporcionalidade;
7ª Série
Numeração:       Retomando as noções básicas de Álgebra;       Expressão algébrica;
Variável e incógnita;       Valor numérico;    Redução de termos semelhantes;
Propriedades da potenciação;       Expoente negativo; Equações de 1º- grau ;
Propriedades da igualdade; O inverso de um número; Algoritmo da divisão de duas
frações;   Inequações de 1º- grau ; Sistemas impossíveis e indeterminados;
Polinômios;    Fatoração;   Produtos Notáveis; Frações algébricas; Tratamento da
informação: Retomada dos gráficos estatísticos: curvas, barras e colunas; Título e
fonte de um gráfico; Critérios de confiabilidade de uma pesquisa;      População e
amostra;      Moda, média e mediana; Gráfico de porcentagens complementares;
Variáveis e séries estatísticas; Freqüências simples, relativa e percentual; Tabela
de distribuição de freqüência; Organização de informações em tabelas; Espaço e
forma: Ângulos; Retas paralelas e transversais; Desigualdade triangular; Como
Eratóstenes mediu a Terra; Simetria;       Transformações no plano: construções
geométricas; Congruência de figuras;     Congruência de triângulos;     Medianas e
Bissetrizes ; Mediatrizes ; Altura do triângulo; Ortocentro; Altura de quadriláteros;
Grandezas e medidas: Medida de ângulos; Áreas ;
8ª Série
Numeração: Notação científica; Ampliação dos campos numéricos: irracionais e
reais; Propriedades dos reais; Dízima periódica e fração geratriz de uma dízima; O
expoente fracionário; Raízes aproximadas;        Cálculo com radicais: aspectos
geométricos e algébricos; Equações do 2.º grau; Fórmula de Báskara; Equações
redutíveis ao 2º- grau; Equações fracionárias; Tratamento da informação:
Histograma;   Gráficos   estatísticos;    Polígono   de   freqüência;   Exploração   de
experimentos aleatórios; Uso das medidas de tendência central para fazer
inferências; Espaço e forma: A escola pitagórica: Teorema de Pitágoras;
Semelhança;Teorema de Tales; Ampliação e redução de figuras; Relações métricas;
A demonstração em Geometria; Polígonos regulares; Grandezas e medidas:
Segmentos comensuráveis e incomensuráveis; Proporcionalidade;Volume; Razões
trigonométricas no triângulo retângulo;
EnsinoMédio
1ª Série
Equação: 1º grau, 2º grau; Inequações; Função: domínio, contra-domínio, imagem,
notação, constante,1º grau, 2º grau; Função modular: número real, equações,
inequações simples; Equações exponenciais; Função exponencial: gráficos e
inequações; Logaritmos: definição e conseqüências, propriedades, mudança de
base, função; Seqüências; Progressão aritmética, geométrica; Números complexos;
Polinômios: divisão, teorema do resto, equações; Potenciação; Radiciação; Fator
comum, agrupamento, diferença de dois quadrados, trinômio quadrado perfeito;
Retas paralelas; Ângulos: triângulo, polígono convexo, circunferência; Tangência;
Quadriláteros notáveis; Triângulo: baricentro e incentro, circuncentro e ortocentro,
semelhantes; Retângulo: relações métricas; Segmentos proporcionais; Teorema dos
senos, co-senos; Áreas: quadrado e retângulo, paralelogramo, triângulo, trapézio e
losango, polígono regular, circunferência, círculo; Matrizes: igualdade, multiplicação;
Determinantes: ordens, cofator de um elemento, teorema de Laplace, propriedades,
teorema de Jacobi.
2ª Série
Triângulo retângulo: razões trigonométricas; Arcos: trigonométricos (circunferência
trigonométrica) e medidas; Seno e co-seno de um arco; Tangente de um arco;
Equações e inequações trigonométricas no intervalo; Seno, co-seno e tangente:
Função; Gráficos e períodos; Contagem; Arranjo simples — Fatorial; Permutações
simples; Combinações simples; Probabilidade (Adição e multiplicação); Números
complexos: módulo, plano Argand-Gauss, forma trigonométrica,              potenciação;
Sistemas lineares: teorema de Cramer, escalonamento, discussão, homogêneos;
Geometria do Espaço: ponto, reta, plano e postulados; Planos: determinação,
posição; Paralelismo; Perpendicularidade; Poliedros convexos, de Platão; Prisma:
paralelepípedo, cubo, regular; Pirâmide: tetraedros; Cilindro e Cone de revolução;
Esfera; Sistema cartesiano ortogonal: quadrantes; Ponto: divisor de um segmento e
distância entre dois pontos; Reta: coeficiente angular, equação, posições, distância;
Área de um triângulo; Circunferência: equação reduzida, normal;
3ª Série
Fatoração: fator comum – diferença de quadrados, trinômio quadrado perfeito;
Porcentagem: conceito, acréscimos e decréscimos sucessivos; Equação do 2º grau:
soma e produto das raízes; Equações biquadradas, irracionais; Funções: 1º grau e
função constante, 2º grau – máximos e mínimos; Inequações do 2º grau; produto e
quociente; Funções: função composta e inversa; Módulo: definição para os números
reais; equações; gráficos; inequações; Trigonometria; Seno e co-seno de um arco;
Progressão aritmética; Progressão geométrica; Exponenciais; Logaritmos; Números
complexos; Polinômios; Princípio fundamental de contagem; Fatorial; Permutação;
Combinações; Números binomiais; Probabilidades; Noções de estatística; Ângulos
e retas paralelas; Polígonos; Quadriláteros notáveis; Segmentos proporcionais:
teorema de Tales; Semelhança de triângulos;          Triângulo retângulo: relações
métricas; Áreas: polígonos; Matrizes: conceito e operações;          Determinantes;
Sistemas lineares: regra de Cramer; Plano cartesiano; Coeficiente angular de uma
reta; Equação fundamental de uma reta – retas paralelas; Retas perpendiculares:
equações; Área de um triângulo; Inequações do 1º grau; Circunferência; Noções de
geometria do espaço; Paralelismo; Perpendicularidade; Prismas; Pirâmide regular e
especiais; Cilindro; Cone; Esfera


Encaminhamento Metodológico
      O objetivo do ensino a ser desenvolvido nas escolas deve ser a
transmissão/assimilação do conhecimento historicamente acumulado, dentro de uma
perspectiva crítica que possibilite a transformação do modo de produção da
sociedade. Esse conhecimento deve ser refletido pelo professor, no âmbito do
processo histórico no qual ele foi produzido. Tal procedimento remeterá à produção
de um novo conhecimento pedagógico necessário a uma educação crítica – o
repensar da prática docente.

      O homem, no seu cotidiano, enfrenta situações que o levam a construir
instrumentos que o auxiliam no processo de matematização de situações reais.
Como acontece na própria história dos conceitos matemáticos, nem sempre tais
instrumentos podem ser utilizados em situações mais gerais. Desse modo, a partir
das experiências matemáticas fragmentadas que os alunos trazem do seu cotidiano,
cabe à escola, através da mediação, garantir o acesso ao conhecimento científico
que oportunizará ao aluno a reelaboração de seu conhecimento de forma
sistematizada. Por outro lado, a produção científica está articulada ao modo de
produção capitalista, uma vez que seu desenvolvimento se dá em função do
desenvolvimento do sistema produtivo. A automatização cada vez maior da produção
através das máquinas exige um maior domínio do conhecimento científico.

       A partir desta concepção sócio-histórica do ensino da Matemática é possível
indicar aos alunos os caminhos por ela trilhados, desde as noções primitivas de
número, grandeza e forma nos primeiros anos de estudo, até o surgimento da
informática e o envolvimento dos jovens de todas as idades, que vem crescendo a
cada dia, despertando no homem a curiosidade e o interesse pela sua utilização na
vida prática.

       Isso ocorrerá na medida em que o professor valorizar a troca de experiências
entre os alunos como forma de aprendizagem, promover o intercâmbio de idéias
como fonte de aprendizagem, respeitar ele próprio o pensamento e a produção dos
alunos e desenvolver um trabalho livre do preconceito de que a Matemática é um
conhecimento direcionado apenas para poucos indivíduos talentosos, para tanto
cabe ao professor fazer o uso de materiais pedagógicos concretos, como por
exemplo: tabelas, gráficos, cuisenaires emborrachados, tangram, base 2, figuras
geométricas, réguas fracionárias, material dourado, mosaicos, entre outros; fazer a
leitura concreta da realidade e a aplicabilidade década conteúdo estudado, levando o
aluno a analisar a matemática como parte da sua vida.Todo material concreto que
leve ao entendimento do conteúdo será bem visto para o processo de assimilação.

       A construção de uma visão solidária de relações humanas a partir da sala de
aula contribuirá para que os alunos superem o individualismo e valorizem a interação
e a troca, percebendo que as pessoas se complementam e dependem uma das
outras.

       No entanto, como importante instituição formadora de cidadãos, o Colégio não
pode estabelecer qualquer tipo de diferenças à capacidade de aprendizagem entre
os alunos de diferentes sexos.
Também a compreensão das questões ambientais pressupõe um trabalho
interdisciplinar em que a Matemática está inserida. A quantificação de aspectos
envolvidos em problemas ambientais favorece uma visão mais clara deles, ajudando
na tomada de decisões e permitindo intervenções necessárias.

       Valorizar o saber matemático de todos os grupos sócio-culturais, aproximar o
saber universal de cultura em que o aluno está inserido, é fundamental para o
processo de ensino aprendizagem. Ao dar importância a esse saber, a escola está
contribuindo para a superação do preconceito de que a Matemática é um
conhecimento estanque produzido exclusivamente por determinados grupos sociais
ou sociedades mais desenvolvidas.


Avaliação
       As práticas pedagógicas, em virtude do desenvolvimento e das pesquisas
realizadas em Educação Matemática, têm se expandido em relação aos conteúdos e
às propostas das tendências metodológicas (modelagem, etnomatemática, resolução
de problemas, uso das tecnologias e história da matemática). É percebido um
crescimento das possibilidades do ensino e da aprendizagem em Matemática. A
avaliação, por conta disso, merece uma atenção especial por parte dos professores
da disciplina.
       Segundo a concepção de Educação Matemática adotada nestas Diretrizes,
avaliar tem um papel de mediação no processo de ensino e aprendizagem, ou seja,
ensino, aprendizagem e avaliação devem ser vistos integrados na prática docente.
Cabe    ao       professor   considerar   no   contexto   das   práticas   de   avaliação
encaminhamentos diversos como a observação, a intervenção, a revisão de noções
de subjetividade, isto é, buscar diversos métodos avaliativos, incluindo o uso de
materiais manipuláveis, computador e/ou calculadora. Dessa forma, rompe-se com a
linearidade e a limitação que tem marcado as práticas avaliativas. Como práticas
avaliativas pressupõem-se discussões dos processos de ensino e da aprendizagem
caracterizadas pela reflexão sobre formação do aluno enquanto cidadão atuante
numa sociedade que agrega problemas complexos.
       Não é coerente com a proposta de Educação Matemática uma avaliação que
se restringe em apenas quantificar o nível de informação que o aluno domina. Esse
momento, para ser completo, precisa abarcar todo a complexa relação do aluno e o
conhecimento. Isso significa, em que medida o aluno atribuiu significado ao que
aprendeu e consegue          materializá-lo em situações que exigem raciocínio
matemático.
      Uma prática avaliativa em Educação Matemática, além disso, precisa de
encaminhamentos metodológicos que perpassem uma aula, que abram espaço à
interpretação e à discussão, dando significado ao conteúdo trabalhado e a
compreensão por parte do aluno. E para que isso aconteça, é fundamental o diálogo
entre professores e alunos, na tomada de decisões, nas questões relativas aos
critérios utilizados para se avaliar, na função da avaliação e nas constantes
retomadas avaliativas, se necessário.

      Estes apontamentos aqui observados não se esgotam, mas servem como
indicativos aos professores na elaboração dos instrumentos de avaliação em
consonância com a proposta destas Diretrizes.

         Química
Apresentação Geral da Disciplina

      Sabe-se que a química está presente em todo processo de
desenvolvimento das civilizações a partir das primeiras necessidades
humanas,      tais   como     a    comunicação,       o   domínio      do       fogo   e,
posteriormente, o domínio do processo de cozimento necessário à
sobrevivência, bem como a fermentação, o tingimento e a vitrificação.
      No século XVII, ocorreu uma revolução química tanto assim que a
Química ascendeu ao fórum das Ciências.
      Por sua vez, os interesses da indústria da segunda metade do
século    XIX     impulsionaram         pesquisas    e    descobertas       sobre      o
conhecimento químico entre eles, os avanços da eletricidade trouxeram
significativas contribuições, sobretudo os conceitos de afinidade química
e eletrólise, que esclareceram a estrutura da matéria.
      No século XX, a Química e todas as outras Ciências Naturais
tiveram um grande desenvolvimento, em especial nos Estados Unidos e
Inglaterra. Com o esclarecimento da d estrutura atômica, foi possível
entender melhor a constituição e formação das moléculas.
         Passada a Segunda Guerra Mundial, as pesquisas sobre o átomo
foram ainda mais incrementadas em busca de desvendar suas
características tanto é que o bombardeio de núcleos, com partículas
aceleradas conduziu à produção de novos elementos químicos.
         Desde o final do século XX, passamos a conviver com a crescente
miniaturização dos sistemas de computação como aumento de sua
eficiência e ampliação do seu uso, o que constitui uma era de
transformações nas Ciências que vêm modificando algumas maneiras de
viver.
         Fundamentos Teórico-Metodológicos
         Na luta pela sua sobrevivência, o ser humano, sempre teve a necessidade de:
conhecer, entender e utilizar o mundo que o cerca. Assim, das raízes históricas ao
seu processo de afirmação como conhecimento sistematizado, isto é, como ciência,
a Química tornou-se um dos meios de interpretação e utilização do mundo físico.
         Conhecer química significa compreender as transformações químicas que
ocorrem no mundo físico de forma abrangente e integrada, e assim poder julgar de
forma mais fundamentada, as informações advindas da tradição cultural, da mídia e
da escola e tomar suas próprias decisões, enquanto indivíduo e cidadão, de acordo
com sua faixa etária e grupo social. Daí a importância da presença da química na
escola formal e, especialmente, no ensino médio que completa a educação básica.
Para tanto, a química no ensino médio deve possibilitar ao aluno uma compreensão
dos processos químicos em si, conhecimento científico, em estreita relação com as
tecnológicas, suas implicações ambientais, sociais, políticas e econômicas.



Conteúdos Estruturantes
Ensino Médio
1ª Série
Conceito de modelo científico. Modelo atômico de Dalton. Símbolos de elementos
químicos; Medidas e conversões; Molécula: Fórmulas, Substância pura, simples e
composta, misturas. Diagramas de aquecimento; Fenômenos físicos e químicos;
Experiência de Rutherford; Números atômicos e de massa, de prótons, elétrons e
nêutrons. Conceito de íon; Modelo de Bohr; Diagrama de Pauling; Tabela periódica.
Construção.     Partes     principais;   Raio   atômico,     energia   de     ionização,
eletronegatividade; Ligação iônica e covalente dativa e metálica; Geometria
molecular;    Polaridade    de   ligações   e   de    moléculas;   Ligações    (Forças)
intermoleculares; Sistemas homo e heterogêneos; Lei de Lavoisier; Teoria de
Arrhenius; Ácidos, bases e sais; Óxidos: ácidos, básicos e neutros ; Reações de
síntese/análise,de simples e de dupla troca; Massa: atômica de isótopo, de elemento
químico e molecular; Massa molar; Fórmula porcentual, mínima, molecular;
2ª Série
Estado gasoso: a teoria cinética, leis dos gases, equação; Equação geral de estado.
Volume molar; Mistura de gases. A pressão parcial; Leis ponderais (Lavoisier e
Proust); Cálculos estequiométricos: excesso de reagente, grau de pureza; Soluções:
curvas de solubilidade, diluição; Concentração comum e em mol/L; Densidade e
título; Vapor: pressão, ponto de ebulição; Aspectos qualitativos dos efeitos
coligativos; Termoquímica: diagramas de entalpia; A Lei de Hess; Cinética química:
curvas de velocidade; Velocidade média da reação: leis, fatores; Energia de
ativação; Equilíbrios: químicos, heterogêneos e Kp; Os deslocamentos de equilíbrios;
Lei da Diluição; Ki; O produto iônico da água (Kw); Hidrólise salina; Oxired: oxidação
e redução; Pilhas; Potenciais de redução; Eletrólises; Química Orgânica:
classificação de cadeias; Petróleo e combustão; Nomenclatura de hidrocarbonetos
não ramificados; Principais radicais orgânicos; Nomenclatura de hidrocarbonetos
ramificados, álcoois, aldeídos e cetonas, ácidos carboxílicos, ésteres, éteres e
aminas; Sinopse das funções; Isomeria plana, geométrica, óptica;
3ª Série
Introdução à atomística;     Relações atômicas;      Estados físicos e classificação da
matéria; Processos de separação de misturas; Modelo de Rutherford – Böhr –
Distribuição eletrônica; Tabela periódica atual; Propriedades periódicas; Ligações;
Geometria molecular; Polaridade; Forças intermoleculares; Teoria de Arrhenius –
Dissociação e ionização; Ácidos; Bases; Sais e reações de neutralização; Óxidos;
Tipos de reação; Oxirredução – Número de oxidação – Agentes oxidantes e
redutores;    Balanceamento de equações de reações de oxirredução;             Química
Orgânica – Classificação das cadeias carbônicas; Nomenclatura de hidrocarboneto;
Radicais; Nomenclatura de hidrocarbonetos ramificados; Nomenclatura de álcool,
fenol e aldeído;    Nomenclatura de cetona, ácido e éster; Reconhecimento de
funções; Isomeria; Reações; Ozonólise e oxidação enérgica de alquenos; Reações
de álcoois; Ésteres, lípides, sabões; Acidez, basicidade; Polímeros; Radioatividade;
Massa atômica e massa molecular; Mol e massa molar; O estado gasoso; Cálculos
estequiométricos – Leis ponderais e volumétricas; Determinação de fórmulas
químicas; Concentração de soluções; Termoquímica; Cinética química; Equilíbrios
químicos; Os equilíbrios iônicos; Os diagramas de solubilidade; Equilíbrios iônicos;
Eletroquímica; Propriedades coligativas;
       Encaminhamento Metodológico
      Com relação ao grande número de conteúdos a serem tratados, em nível de
detalhamento muitas vezes exagerado, é preciso objetivar um ensino da química que
possa contribuir para uma visão mais ampla do conhecimento, que possibilite melhor
compreensão do mundo físico e para a construção da cidadania, colocando em
pauta na sala de aula, conhecimentos socialmente relevantes, que façam sentido e
possam se integrar à vida do aluno.
      Faz-se necessário apresentar ao aluno fatos concretos, observáveis e
mensuráveis, uma vez que os conceitos que o aluno traz para a sala de aula advêm
principalmente de sua leitura do mundo macroscópico. Esse entendimento exige e
pode ser o ponto de partida para, o desenvolvimento de habilidades referentes ao
reconhecimento de tendências e relações a partir de dados experimentais, de
raciocínio proporcional, bem como, de leitura e construção de tabelas e gráficos,
identificar e   controlar as variáveis     que   podem   modificar a   rapidez das
transformações,    como   temperatura, estado     de agregação, concentração      e
catalisador, reconhecendo a aplicação desses conhecimentos ao sistema produtivo e
a outras situações de interesse social de acordo com a realidade. O processo ensino
aprendizagem e a compreensão das diversas teorias da química envolverão um
trabalho de crescente investigação para que o aluno possa resolver problemas,
desenvolvendo habilidades para medir e quantificar com réguas, balanças e outros
instrumentos próprios, chegando a propor conclusões, levando a investigação e
compreensão. Essas atividades desenvolver–se-ão individual e coletivamente.
Durante o processo ensino aprendizagem faz-se necessário a investigação
para que o aluno possa ter conhecimento para medir e quantificar com réguas,
balanças e outros instrumentos próprios, chegando a propor conclusões.
      Faz-se necessário também o uso do laboratório de química para que se possa
visualizar e comprovar as reações e os conteúdos vistos como teoria. Todo material
de apoio como livros, revistas, e computadores estarão ligados as atividades de
pesquisa e levarão o estudante a compreender o desenvolvimento histórico e a
relação desta disciplina com as demais.

Avaliação
      No modelo tradicional e positivista de ensino a avaliação é classificatória e
caracterizada pela presença de alunos passivos.
Enquanto que aos alunos, em total submissão, restaria acertar exatamente a
resposta que era única e absoluta.
      Busca-se uma proposta de avaliação formativa e processual, como uma forma
de questionamento às relações de poder, logo esta proposta passa a ser o método
mais adequado para o processo educativo. Este tipo de avaliação leva em conta a
todo o conhecimento prévio do aluno e como ele supera suas concepções
espontâneas, além de orientar e facilitar a aprendizagem. A avaliação não possui
uma finalidade em si mesma, mas deve subsidiar e mesmo redirecionar o curso da
ação do professor no processo ensino-aprendizagem, tendo em vista garantir a
qualidade do processo educacional desenvolvido no coletivo da escola.
      Nesse entendimento a avaliação deve ser concebida de forma processual e
formativa, sob as condicionantes do diagnóstico e da continuidade.
      Em Química, o principal critério de avaliação é a formação de conceitos
científicos. O processo de ―construção e reconstrução de significados dos conceitos
científicos‖ (MALDANER, 2003, p.144) se dá a partir de uma ação pedagógica em
que a partir de conhecimentos anteriores dos alunos seja permitido aos mesmos o
entendimento e a interação com a dinâmica dos fenômenos naturais por meio de
conceitos químicos.
      Por isso, em lugar de avaliar apenas por meio de provas, o professor deve
usar instrumentos de avaliação que contemplem várias formas de expressão dos
alunos, como: leitura e interpretação de textos, produção de textos, leitura e
interpretação da tabela periódica, pesquisas bibliográficas, relatórios de aulas em
laboratório, trabalhos escritos, apresentação de seminários, entre outros. Esses
instrumentos devem ser selecionados de acordo com cada conteúdo e objetivo de
ensino.
      Em relação à leitura de mundo, o aluno deverá posicionar-se criticamente nos
debates conceituais, articulando o conhecimento químico às questões sociais,
econômicas e políticas, ou seja, a construção coletiva do conhecimento a partir do
ensino, da aprendizagem e da avaliação. É preciso ter clareza também de que o
ensino da química como de outra ciência deve ser sob o prisma         da atividade
humana, portanto, sem verdades absolutas.
      Tal prática avaliativa requer que o professor compreenda a concepção de
ensino de Química na perspectiva crítica e se faz necessário que os critérios e
formas de avaliação fiquem bem claros para os alunos, como direito que tem de
acompanhar todo o processo.
          Sociologia
Apresentação Geral da Disciplina

      As modificações ocorridas nas relações sociais, decorrentes das mudanças
estruturais impostas pela formação de um novo modo de produção econômica muito
influenciaram o pensar.
      Basta lembrar que o sistema capitalista não cessa sua dinâmica e assume
inéditas formas de produção, distribuição e opressão, nunca imaginadas pelos
precursores do estudo da sociedade, o que implicava novas formas de olhar,
compreender e atuar socialmente.
      No Brasil, por sua vez, idéias conformistas e revolucionárias exerceram forte
influência na formação do pensamento sociológico brasileiro.
      Como forma de pensar e explicar a sociedade capitalista, o marxismo teve
fortes repercussões no Brasil, notadamente a partir de 1930. Os intelectuais dessa
época apresentavam uma produção sociológica significativa que possibilitou o
firmamento da sociologia no Brasil.
      Hoje, sabe-se que a disciplina tem como função ir além da leitura e da
interpretação teórica da sociedade. Espera-se da sociologia que ela contribua para
que os sujeitos tenham recursos para desconstruir e desnaturalizar conceitos
tomados historicamente como irrefutáveis, de maneira que melhorem seu senso
crítico e também passem a transformar a realidade e conquistar mais participação na
sociedade.
      Os grandes problemas que vivemos hoje, provenientes do acirramento das
forças do capitalismo mundial e do desenvolvimento industrial desenfreado, entre
outras causas, exigem sujeitos capazes de refutar a lógica neoliberal da destruição
social e planetária. É tarefa inadiável da escola e da sociologia a formação de novos
valores, de uma nova ética de novas práticas que induzem a possibilidade de
construção de novas relações sociais.


       Fundamentos Teórico-Metodológicos
      A sociedade atual devido as sublimações radicais faz da Sociologia uma
disciplina necessária nos bancos escolares. Alunos vêm da sociedade, vão para a
sociedade e dentro da escola estão em sociedade a aí se situa a necessidade da
compreensão da complexidade da vida social, principalmente no mundo atual.
Através da sociologia é que se reconhecem os problemas sociais, e que se estuda a
existência e a manutenção da coletividade humana, se faz necessária e emergente.
      As leis estabelecem como uma das finalidades centrais do Ensino a
construção da cidadania do educando, evidenciando assim a importância do ensino
de Sociologia. Tendo em vista que o conhecimento sociológico tem como atribuições
básicas investigar, identificar, descrever, classificar, interpretar e explicar todos os
fatos relacionados à vida social, logo permite instrumentalizar o aluno para que
possa decodificar a complexidade da realidade social.
      Portanto, pela via do conhecimento sociológico sistematizado, o educando
poderá construir uma postura mais reflexiva e crítica frente ao mundo moderno. Ao
compreender melhor a dinâmica da sociedade em que vive, poderá perceber-se
como elemento ativo, dotado de força política e capacidade de transformar e, até
mesmo, viabilizar, através do exercício pleno de sua cidadania, mudanças estruturais
que apontem para um modelo de sociedade mais justa e solidária.

      Confere à Sociologia em papel analítico importante quando realiza esforços
para entender a realidade e associada a outros conhecimentos subsidia a solução de
problemas sociais.


Conteúdos Estruturantes
Ensino Médio
I - O Conhecimento em Ciências Sociais
Introdução ao Estatuto da Sociedade – Teoria e Método
      A revolução Industrial e o surgimento das ciências sociais.
      As principais correntes teóricas e as possibilidades de análise científica dos
       problemas sociais.
      As Ciências Sociais no Brasil


II – Relação Homem/Natureza: a Questão do Trabalho na perspectiva antropológica
e sociológica
      A relação entre o homem e a Natureza nas várias sociedades da perspectiva
       do trabalho e da cultura.
      A questão ambiental e as diversas sociedades.
      A Dinâmica rural e urbana
      As várias formas de trabalho: escravo, servil e assalariado.
      As transformações recentes no mundo do trabalho.


III – Indivíduo, Identidade e Socialização.
      A questão da identidade nas várias sociedades.
      A emergência do indivíduo/individualização e do individualismo.
      A diversidade do processo de socialização
      A questão da família e da escola na formação do indivíduo


IV – Estrutura e Estratificação Social/ As desigualdades Sociais
      A relação entre estrutura social e estratificação: as castas, os estamentos e as
       classes.
      As várias formas de desigualdades sociais e a diversidade das explicações
       teóricas.


V – Mudança/Transformação Social/Movimentos Sociais/Direitos/Cidadania
      Mudança social e revolução: diferentes abordagens teóricas.
      Mudança tecnológica e mudança social.
   Movimentos Sociais. Os direitos civis, políticos e sociais. Os direitos e a
       democracia.
      Os ―novos‖ movimentos sociais contemporâneos.


VI – Política/Estado - Dominação e Poder
      As sociedades sem estado.
      As várias formas de poder e dominação.
      Surgimento e desenvolvimento do Estado Moderno. Poder e a democracia.
      Estado nacional no mundo contemporâneo.
VII – Cultura e Diversidade Cultural
      Conceito antropológico de cultura e a compreensão do homem como
       totalidade.
      A unidade humana e a diversidade cultural. O Etnocentrismo e a diversidade
       étnica.
VIII – A Indústria Cultural e a Ideologia
      Os meios de comunicação e a massificação/homogeneização cultural. O
       universo da propaganda.
      Os diversos sentidos de ideologia. Ideologia e classes sociais.


Encaminhamento Metodológico
       Sendo ciência da sociedade passa a ser lógica uma metodologia voltada para
o campo fazendo da vida social o laboratório para experiências conhecimentos
vinculando-os teoricamente a esta ciência.

       Os alunos serão levados a efetuar pesquisas para posterior análise,
questionamento e debates associados aos conteúdos teóricos, além de debates e
entrevistas com profissionais      atuantes na sociedade,        propondo um clima de
cooperação, que na prática é construído ao longo do tempo. Quando se fizer
necessário esses profissionais serão selecionados de acordo com a necessidade de
conhecimento da turma, e se prontificarão a explanar os acontecimentos reais
ligados àquela determinada profissão. Serão ainda explorados o uso de imagens,
pesquisas,   ilustrações,   cartuns    e    filmografia   como   textos,   pretextos   para
problematizar o tema em questão. E ainda, estudos específicos em jornais e revistas
da atualidade. Fica em aberto a necessidade da criação de projetos              para o
desenvolvimento dos conteúdos.



Avaliação

      Não se pretende através dos conteúdos estruturantes              responder pela
totalidade da Sociologia bem como por seus          desdobramentos      em conteúdos
específicos devido     à dimensão      e à dinâmica próprias     das sociedade e do
conhecimento científico que a acompanha, mas, por outro lado também tem-se a
clareza da necessidade do redimensionado de aspectos da realidade para uma
análise   didática   e crítica   das problemáticas sociais. Como já mencionado, os
conteúdos     estruturantes não devem ser pensados e trabalhados de maneira
autônoma, como se bastassem por si próprios, da mesma forma como também não
exigem uma obediência seqüencial, ou seja, apesar de estarem articulados entre si,
é possível o estudo e a apreensão pelos alunos de cada um dos conteúdos sem a
necessidade de uma ―amarração‖ com os demais.
      No ensino de Sociologia é fundamental a utilização de múltiplos instrumentos
metodológicos, os quais devem adequar-se aos objetivos pretendidos, seja a
exposição, a leitura e esclarecimento do significado dos conceitos e da lógica dos
textos (teóricos, temáticos, literários), a análise, a discussão, a pesquisa de campo e
bibliográfica ou outros. Os instrumentos metodológicos e o processo de avaliação
ensino-aprendizagem também devem estar relacionados à própria construção
histórica da Sociologia crítica, caracterizada portanto por posturas teóricas e práticas
favorecedoras ao desenvolvimento de um pensamento criativo e instigante.
      O aluno do Ensino Médio deve ser considerado em sua especificidade etária,
e em sua diversidade cultural, ou seja, além de importantes aspectos como a
linguagem, interesses pessoais e profissionais, e necessidades materiais, levando
em consideração as peculiaridades da região em que o nosso Colégio está inserido
e a origem social do aluno, para que os conteúdos trabalhados e a metodologia
utilizada possam responder a necessidades.
      Aprender a pensar sobre a sociedade em que vivemos, e conseqüentemente
a agir nas diversas instâncias sociais, implica antes de tudo, uma atitude ativa e
participativa. O ensino da Sociologia pressupõe metodologias que coloquem o aluno
como sujeito de seu aprendizado, não importa que o encaminhamento seja a leitura,
o debate, a pesquisa de campo, ou análise de filmes, mas importa que o aluno esteja
constantemente provocado a relacionar a teoria com o vivido, a rever conhecimentos
e a reconstruir coletivamente novos saberes.
      O processo de avaliação no âmbito do ensino da Sociologia deve perpassar
todas as atividades relacionadas à disciplina, portanto necessita de um tratamento
metódico e sistemático.
      Portanto, as formas de avaliação em Sociologia devem acompanhar            as
próprias práticas de ensino e de aprendizagem da disciplina, seja a reflexão crítica
nos debates, que acompanham os textos ou filmes, seja a participação nas
pesquisas de campo, seja a produção de textos que demonstrem capacidade de
articulação entre teoria e prática, enfim, várias podem ser as formas, desde que se
tenha como perspectiva ao selecioná-las, a clareza dos objetivos que se pretende
atingir, no sentido da apreensão// compreensão/reflexão dos conteúdos pelo aluno.
Por fim, entendemos que não só o aluno, mas também professores e a instituição
escolar devem constantemente ser avaliados em suas dimensões práticas e
discursivas e principalmente em seus     princípios políticos com a qualidade e a
democracia.

            Parte Diversificada
            Língua Estrangeira Moderna – Espanhol
Apresentação Geral da Disciplina

      Possui como finalidade, levar o aluno a desenvolver-se, assegurando-lhe a
formação comum indispensável para o exercício da cidadania e fornecer-lhe meios
para progredir no trabalho e em estudos posteriores. Esta qualifica a compreensão
das possibilidades de visões de mundo e permite o acesso aos trabalhos e
comunicações com os países mais próximos aumentando assim o campo de
trabalho.
      Esta língua dentro da grade curricular visa o entrosamento aluno no meio
social. Faz-se necessário o domínio deste idioma dentro da nossa sociedade sendo
esta, uma característica estritamente necessária para que o cidadão se destaque na
pretensão de um emprego e até mesmo como realização pessoal e aumento de
visão do global.
      A escola será a preparadora do educando para que este seja inserido no meio
social, na vida profissional apresentando mais uma base de aprendizagem,
aumentando visão de mundo, melhorando a preparação de entendimento dos
objetivos a serem alcançados nas tarefas diárias, na função social do trabalho, enfim,
a escola dever prevenir o indivíduo para sua vida social.

      A Língua espanhola vem para abrir rumos e horizontes dentro das novas
propostas de ensino, sendo então parte de um conjunto de conhecimentos que se
julguem essenciais dentro da realidade.

      Atualmente o conhecimento das línguas deve prever não só o vocabulário,
mas também as realidades dentro do conceito de conhecimento exteriorizadas pelo
mundo, e que se refletem em nossa fala, em nossa música, em nosso dia-a-dia, e
isso leva-nos a acreditar cada vez mais no aspecto universal da língua pluralizada.


Fundamentos Teórico-Metodológicos
      Ao explicitarem aspectos relativos ao ensino da Língua Estrangeira, no que se
refere a suas práticas e objetivos atribuídos à disciplina, identificou-se que a
abordagem comunicativa tem orientado o trabalho em sala de aula. Essa opção
favorece o uso da língua pelos alunos, mesmo de forma limitada, e evidencia uma
perspectiva utilitarista de ensino, na qual a língua é concebida como um sistema
para a expressão do significado, num contexto interativo.
    As práticas pedagógicas decorrem de concepções teórico-metodológicas, e,
portanto, não são naturais nem desvinculadas do contexto sócio-histórico, mas
carregadas de ideologias que explicitam as relações de poder e que correspondem a
interesses distintos e precisam ser problematizadas.

        É fundamental, sendo assim, que os professores reconheçam                     a
importância da relação entre língua e pedagogia crítica na atual contexto global
educacional, pedagógico e discursivo, na medida em que as questões de uso da
língua, do diálogo, da comunicação, da cultura, do poder, e as questões das política
e da pedagogia não se separam.
        Isso significa superar uma visão de ensino de língua estrangeira apenas
como meio para se atingir fins comunicativos, que restringem as possibilidades de
sua aprendizagem como experiência da identificação social e cultural, ao postular
os significados como externos aos sujeitos.
        Propõe-se que a aula de Língua Espanhola constitua um espaço para que o
aluno reconheça e compreenda a diversidade lingüística e cultural, de modo que se
engaje discursivamente e perceba possibilidades de construção de significados em
relação ao mundo em que vive. Para que isso ocorra, no entanto, é necessário
mapear a língua a partir do quadro teórico da referência a aspectos imbricados no
processo discursivo, a saber: a língua e cultura, ideologia e sujeito, discurso e
identidade.


Conteúdos Estruturantes.
5ª Série
Lecturas; Vocabulário; El abecedario/Verbo ser/Artículos determinantes/el femenino;
Pronombres            personales/demostrativos/posesivos;             El       femenino/el
plural/ortografía/verbos ir y venir/numerales; Verbos estar y tener/Los artículos
Determinantes     e   Indeterminantes;    Verbo      estudiar/las   horas;   Adverbios   de
Intensidad/de    Tiempo/Meses/Estaciones;         Verbo    gustar/aumentativo/diminutivo;
Verbos vender y poner/Los colores; Adverbios de Intensidad/Heterosemánticos;
Verbos partir y oír/Los antónimos/Verbos de los sentidos; Juegos Olímpicos;
           6ª Série
Texto; Lenguaje coloquial/científica/culta; Pretérito Perfecto Simple o Indefinido;
Verbos jugar/soler/poder (presente); Preposiciones; Pretérito Imperfecto/Perfecto;
Palabras primitivas y derivadas; Palabras compuestas; Cuentos y leyendas; Adjetivos
y   pronombres     posesivos;     Adverbios;   Los     numerales;    Acentuación    gráfica;
Concordancia nominal; Concordancia verbal; Fonemas b/v;
           7ª Série
Texto; Futuro; Pronombre objeto; Uso de c/z/s; Rima; Artículo; Neutro; Concordância;
Gerundio/Participio/Infinitivo;   Uso    del   pronombre;      Antónimos;     Ambigüedad;
Interrogación/Exclamación/Afirmación; Uso de c/z; Colectivo; Biografía; Uso de b/v;
Superlativo; Uso de ll/y; Homógrafos; Heterosemánticos; Tiempos compuestos (1ª-
conjugación / 2ª conjugación);
           8ª Série
Texto; Futuro imperfecto (regulares/irregulares); Acentuación gráfica; Discurso
directo e indirecto; Comparaciones; Formación de palabras (verbo); Me duele/nos
duelen; Números fraccionarios/multiplicativos/colectivos; Ir + a + infinitivo; Estar +
gerúndio; Tener + que + infinitivo; Imperativo afirmativo/negativo; Concordancia;
Interjecciones/Onomatopeyas; Pronombre reflexivo; Reglas del uso pronominal;
Artículos; Contracciones; Formas apocopadas del adjetivo;
            Ensino Médio
            1ª Série
Sistema Fonético de la Lengua; Pronombres Personales y de Tratamiento; Verbos
Ser, Estar, Tener, Haber, Hablar (Presente de Indicativo); Gentilicios; Los Artículos;
Los Sustantivos: Género, Número (Grado y Colectivos); Adjetivos: Apócope;
Concordancia Nominal; Presente de Indicativo (1ª 2ª y 3ª Conjugaciones) (Verbos
Regulares),       Verbos     Gustar,    Preferir,    Parecer,     Querer,       Poder;
Números/Representación Gráfica de las Horas (Verbos Pronominales); Adverbios;
Pronombres: Posesivos, Adjetivos, Demostrativos, Indefinidos; Verbos Regulares y
Irregulares en Pretérito Indefinido;
Discursos Directo e Indirecto; Futuro (Simple, ir + a + Infinitivo); Preposiciones y
Contracciones/Empleo de Muy y Mucho;
            2ª Série
Formas y tiempos verbales: presente de indicativo, pretérito perfecto; simple o
indefinido y futuro simple; Verbos regulares e irregulares en pretérito imperfecto de
indicativo; Futuro imperfecto o simple de los verbos regulares e irregulares; Reglas
de acentuación; Heterotónicos; Heterogenéricos y heterosemánticos; Imperativo y
formas no nominales; Presente de subjuntivo; Pretérito imperfecto de subjuntivo;
Pronombres interrogativos, exclamativos y relativos; Preposiciones (empleos
especiales); Concordancia verbal; Perífrases verbales; Conjunciones; Voces del
verbo; Interjecciones y onomatopeyas; Adverbios; Câmbios de significado:
parônimos, homônimos y homófonos; Verbos de cambio; Formación de palabras:
prefijos y sufijos;
            Encaminhamento Metodológico
       Buscar-se-á a aprendizagem através de elaboração de resumos, sínteses,
letras de músicas, roteiros, índices, entrevistas, seminários e resenhas, para que o
aluno possa ter condições de escolher o vocabulário que melhor reflita a idéia que se
pretende transmitir.
       Serão utilizados desenhos com interpretações, sinais e gestos que simulem a
comunicação, para que o educando possa compreender              e interpretar   como
determinada maneira de expressão         o poder da língua pode ser    literalmente
interpretada em razão de aspectos sociais e ou culturais.
      Usaremos debates, a fim de que as estratégias verbais e não verbais que
entram em ação possam compensar falha na comunicação, buscando também uma
maior assimilação dos temas propostos, auxiliando assim a produção de diálogos e
atividades em sala de aula serão motivadas através de vídeos, fotos, propagandas,
anúncios de jornais e os conteúdos serão transmitidos através de filmes, textos,
lidos e explicados pelo professor,     para a associação da teoria com a prática,
buscando assim a inserção do aluno ao mundo atual.
      Serão utilizadas músicas para que os temas dos conteúdos não se tornem
pesados, buscando não só o conteúdo em si, mas todo o processo cultural envolvido
na significação lingüística dos conteúdos.


Avaliação
      Com relação ao ensino de língua estrangeira, é importante
ressaltar que ele deve ser articulado com as demais disciplinas do
currículo, objetivando relacionar os vários conhecimentos. Isso não
significa obrigatoriamente desenvolver projetos envolvendo inúmeras
disciplinas, mas fazer com que o aluno perceba que conteúdos de
disciplinas distintas podem muitas vezes estar relacionados entre si.
Logo percebendo que variação lingüística existe tanto na língua
estrangeira como na materna, a literatura está relacionada à história, os
costumes alimentares ou de vestuário de uma comunidade são
influenciados pela sua localização geográfica.
      Todas as atividades devem ser desenvolvidas com vistas a proporcionar ao
aluno condições para assumir uma postura crítica e transformadora com relação aos
discursos que lhe são apresentados. Nesse sentido, a avaliação deve ser parte
integrante do processo de aprendizagem e contribuir para a construção de saberes.


Língua Estrangeira Moderna – Inglês
Apresentação Geral da Disciplina
O cenário do ensino de Línguas Estrangeiras no Brasil e a estrutura do
currículo escolar sofreram constantes mudanças em decorrência da organização
social no decorrer da história. As propostas curriculares e as metodologias são
instigadas a atender às expectativas e demandas sociais contemporâneas e a
propiciar às novas gerações a aprendizagem dos conhecimentos históricos
produzidos.

      No Brasil, o ensino de línguas estrangeiras só foi possível devido à atuação
de D. João VI com a abertura dos Portos a nações amigas.
      Já no século XX, o sistema educacional brasileiro viu-se responsável pela
formação de seus alunos para o mundo do trabalho: ao mesmo tempo em que se
ampliou a rede escolar, devido ao forte tecnicismo que deveria mão-de-obra
qualificada, reduziu-se a carga horária das Línguas estrangeiras, bem como foi
extinta sua obrigatoriedade.
      Tal situação só se restabeleceu em 1976, no entanto, deve-se verificar a
defasagem do modelo, já que se reduziu para uma hora semanal, por apenas um
ano, com um único idioma.
                   Estes conteúdos devem propiciar a construção das entidades
          dos alunos ao oportunizar o desenvolvimento da consciência sobre o
          papel exercido pelas línguas estrangeiras na sociedade brasileira e
          no    panorama       internacional,   favorecendo    ligações    entre   a
          comunidade local e planetária.
          Fundamentos Teórico-Metodológicos
      Tem como finalidade principal, desenvolver o educando, assegurando-lhe a
formação comum indispensável para o exercício da cidadania e fornecer-lhe meios
para progredir no trabalho e em estudos posteriores. A língua estrangeira qualifica a
compreensão das possibilidades de visões de mundo e permite o acesso à
comunicação internacional, necessário ao desenvolvimento pleno do indivíduo na
sociedade atual.
      Em nossa sociedade o domínio do idioma inglês é uma característica
estritamente necessária para que o cidadão se destaque na pretensão de usar
qualquer tipo de instrumento de comunicação, pois até os desenhos animados
apresentam nomes e características de um mundo diferente da língua materna do
nosso país.
Na escola, que deve se apresentar como preparadora do aluno para que o
mesmo seja inserido no meio de trabalho sem sofrer os choques traumáticos que
todos os que estejam despreparados enfrentam, na vida profissional como uma nova
adequação da linguagem, nova visão de mundo, preparação de entendimento dos
objetivos a serem alcançados nas tarefas diárias, na função social do trabalho, enfim,
a escola dever prevenir o homem para sua vida social. Nesses parâmetros,
encontramos a Língua Inglesa como diferenciadora da formação técnico-cultural do
homem, como parte de um conjunto de conhecimentos essenciais para ele.

      Em relação, alguns anos passados, o estudo da Língua mudou. Hoje o ensino
de línguas deve prever não só o vocabulário, mas principalmente o conceito de
conhecimento de realidades exteriorizadas pelo mundo e que se refletem em nossa
fala, em nossa música, em nosso mercado, enfim, nas ações corriqueiras do dia-a-
dia que nos levam a acreditar cada vez mais no aspecto universal de idioma, e na
importância de conhecermos cada vez mais o idioma mais falado em número de
países no mundo todo e o poder se adequar às novas situações de melhorias na
sociedade atual.


Conteúdos Estruturantes
          2º Ano
Vocabulário básico de: Numbers, Pets, Colors, Family, People, School, Clothes,
Garden, Favorite toys, Birthday party and Christmas.
          3º Ano
Vocabulário básico de: Numbers, Pets, Colors, Family, Object School, The days of de
Week, Breakfast, Garden, Clothes, Favorite toys, Human Body, Big/small, Birthday
party and Christmas.
          4º Ano
Expressions (greetings),Colors, Numbers, Animals, School Objects, Fruit, The Means
of Transportation, The Human Body, The Month of the Year, What time is it, This-
That, A-AN, These-Those, Food and Drink, Lunch, Verb To Be.
          5º Ano
Greetings, Review Colors, Numbers, Seasons, The City, A-An, This-These, That –
Those, What time is it, Personal Pronouns and Verb To Be, Qualities, Professions,
With or Without, Good or Bad, Places, Rooms, Family, Singular and Plural,
Halloween, Prepositions.
           5ª Série
Estruturas gramaticais e vocabulário making decisions concerning eating habits;
kinds of food; Identifying cognate words in a text; polite expressions; time; time in
different parts of the world; appointment; Asking about and describing a house/flat
and its rooms; environmental problems; Identifying and producing ‗ecological tips‘;
Developing/expanding listening, speaking, reading and; writing skills; Numbers (20 —
100); Indefinite article; Preposition; Days of the week; There is/there are; Parts of the
house; Furniture; Imperative; Wh-words; Greetings; Introducing yourself and other
people; commands; country/city of origin; nationalities; Locating continents, oceans
and countries on a map; Expressing family relationships: family relationships;
solar system;     planets; Counting to 20;      phone number; Checking in at a hotel;
favorite color; objects/places (color, size); Developing/expanding -skills; Personal
pronouns; Verb to be; Numbers (0 — 20); This / these; Genitives; The alphabet;
School objects; Colors; Family relationships; Possessive Adjectives; Vocabulary
related; Wh-words (what, who, where, whose, how, what color, how do you spell);
countries; Talking about Brazilian cultural aspects; activities; Conjunctions: and, but;
Vocabulary related to folklore; The Present Simple Tense; Vocabulary related to daily
activities; Sports and free time activities;Vocabulary related to history and geography;
Expressing ability; sports preferences; opinions about people; one‘s age and about
birth dates; describing people (physical features); weather and the seasons; There
is/are — expansion; Places; Can affirmative/negative/interrogative); Adjectives;
Months; Ordinal numbers; Have; (affirmative/negative/interrogative); Adjectives
related to physical features; Vocabulary weather
           6ª Série
Language language objectives:           The Present Simple Asking for and describing
regular activities; (positive, negative, questions);               Describing daily routines;
Must/Mustn't; Let's Making excuses; Objects pronouns Making suggestions;
Language language objectives: (structures/vocabulary) (skills/functions... language
in use);      Some/any (How many) Talking about quantity;                 Describing people
(expanding vocabulary) Talking about what people are like; Present Continuous
Tense Asking and answering about current activities; P. Continuous                S. Present
Contrasting     present   activity   with   repeated   activity;     Language    Objectives:
(structures/vocabulary) (skills/functions... language in use); Have/Has got (revision)
Describing physical activities; There is/are (revision); Describing places; Past Simple
of TO BE (pos./neg./?) Asking about and describing past events; There was/were
Talking about places in the past and present;          The Past Simple (reg./irreg.)
(pos./neg./?) Narrating a story; Describing one's life; Talking about the life of famous
people; S. Present/S. Past Comparing present and past activities; Revision: Question
words; Personal Pronouns;
            7ª Série
Language Objectives: (structures/vocabulary) (skills/functions... language in use)
Revision: Simple Present Identifying and describing people; Present Continuous
(name, age, birthdate, where...live, S. Past what one does, eye/hair colour,; (what
one is wearing...); Asking about and giving personal details; Asking about and giving
physical descriptions; Asking about and describing activities; Asking about and giving
family details; structures/vocabulary) (skills/functions... language in use);   Simple
Future (will) Talking about future plans; Talking about likely changes in the future;
Must/Mustn't/Needen't Making suggestions;         Can/can't ("good at") Expressing
conditions; Genitives Making arrangements for a journey/describing a route/buying a
train ticket/describing a holiday; (structures/vocabulary) (skills/functions... language
in use); Past Continuous + S. Past Describing actions in the past; Time prepositions
(in/on/at) Explaining how something happened; The weather (adjs. that describe the
weather) Telling/asking about a story; Indefinite pronouns (someone etc.) Describing
a historical event; Imperatives (Dos and Dont's) Talking about an event in one's life;
Giving dates and times; Describing the weather; Giving warning and advice;
Explaining recipes; If-clauses Talking about conditions; Talking about hipothetical
situations; (structures/vocabulary) (skills/functions... language in use); Comparatives
and Superlatives Comparing people and things (physical aspects); (reg./irreg./less..
least/as .. as) Describing records/problems etc.; Expressing preferences and making
judgements; Prepositions of time/place/manner Buying things in shops; Words to
express quantity: a bottle of two leaves of Asking about and giving sizes, prices etc.
of goods; How much is/are Giving details of time and place; Prices Expressing units
of food; Some/any Expressing quantity; Any/no (rev. There is/are); Irregular plurals: a
bit of; a few; a lot of;
8ª Série
Language Objectives; (structures/vocabulary) (skills/functions... language in use);
Revision: Past Tense Describing when, where and how sth. Happened; Prepositions
(in/on/at/by/in front of) Describing position; (on the left/right, straight ahead)
Describing direction; Prep. of movement: towards, along, Asking for and giving
directions; over, away from...;Shall/Let's Asking for and giving information about
places to visit; How much is it to...?; Can Explaining advantages and disadvantages;
have/has    to   Asking     for   and    giving   directions;   Don't/doesn't    have    to;
(structures/vocabulary); skills/functions... language in use); Going to + verb Talking
about future intentions; Modals: must, needn't, mustn't, should Talking about rules;
will/won't have to/had to Giving advice; could/couldn't Saying what someone will have
to or had to do; will/won't be able to Describing abilities and disabilities in the past and
future; (structures/vocabulary) (skills/functions... language in use); Present Perfect
Tense Describing recent actions/events; Present Perfect & Simple Past Describing
changes; since/for ; xplaining changes in the past and present; already/yet/ever
Saying what one has/hasn't done; recently/lately; many times(structures/vocabulary)
(skills/functions... language in use);     Passive Voice Describing what happened;
(present, past, future, pres. perf.) Describing a process; Active           Passive Voice
Talking about natural disasters; By + agent; General revision (emphasis on texts);
           Ensino Médio
           1ª Série
Simple Present; Possessive Adjectives, Possessive Pronouns; Personal Pronouns.
Reflexive Pronouns; Much; Many; Little; Few; Present Continuous. Simple Future.
―Going to‖ Future; Imperative. Time Clauses; Simple Past. Past Perfect. Past
Continuous; Interrogatives (―Wh‖-question words); Degrees of Adjectives; Some; Any;
No; None; Compound Forms; Relative Pronouns;
           2ª Série
Present Perfect; Articles; Modal Auxiliary Verbs; Conditional Sentences; Question-
tags; The Passive Voice; Prepositions; Reported (Indirect) Speech; Additions to
Remarks; -Ing form; ―To‖ Infinitive; Bare Infinitive;
           Encaminhamento Metodológico
       Todo o processo de desenvolvimento da disciplina será realizado através de
elaboração de resumos, sínteses, letras de músicas, roteiros, índices, entrevistas,
seminários e resenhas, para que o aluno possa ter condições de escolher o
vocabulário que melhor reflita a idéia que se pretende transmitir.
       Serão utilizados desenhos com interpretações, sinais e gestos que simulem a
comunicação, de forma que o aluno seja capaz de compreender como determinada
maneira de expressão pode ser literalmente interpretada em razão de aspectos
sociais e ou culturais.
       Debates planejados a fim de que as estratégias verbais e não verbais que
entram em ação possam compensar falha na comunicação e também para que a
assimilação dos temas propostos possam auxiliar na compreensão dos textos
desenvolvidos em sala. Participação de eventos extraclasse, que envolvam a
comunicação em Língua Inglesa de forma a utilizar aspectos de coesão e coerência.
Na produção de diálogos de maneira a escolher o registro adequado à situação na
qual se processa a comunicação.
       As aulas serão motivadas através de vídeos, diálogos, fotos, propagandas,
músicas, anúncios de jornais, transparências em projetor.
       Serão ministrados conteúdos através de filmes, para a associação da teoria
com a prática, antes de cada texto, que serão sempre voltados a problemas sociais,
ou trarão notícias de acontecimentos atuais relacionados à aula, tendo em vista a
inserção do aluno ao mundo atual.
       Esses temas serão aplicados através de músicas para que não se tornem
cansativos e para que o aluno entenda a forma de compor em outros idiomas e a
mensagem poética de cada música juntamente com a sua significação lingüística aos
que a contêm, sendo que todo conteúdo apresentado pelo professor, será
complementado pelo conteúdo dos alunos que já a dominam. Também serão
realizados os exercícios propostos pelo material Anglo para que se dê a fixação da
aprendizagem.


Avaliação
       Ao propor reflexões sobre as práticas avaliativas, objetiva-se favorecer a
coerência entre tais aspectos (avaliação, concepção de língua e objetivos de ensino)
e o processo de ensino e de aprendizagem.

       Assim, o caráter educacional da avaliação deve sobrepor-se ao seu caráter
eventualmente punitivo e de controle. Por conseguinte, a avaliação se constitui num
instrumento facilitador na busca de orientações e intervenções pedagógicas, não se
atendo apenas ao conteúdo desenvolvido, mas àqueles vivenciados ao longo do
processo, de forma que os objetivos explicitados nas Diretrizes sejam alcançados.

       Depreende-se, portanto, que a avaliação da aprendizagem de Língua
Estrangeira precisa superar a concepção de mero instrumento de mediação da
apreensão de conteúdos, visto que ela se configura como processual e, como tal,
objetiva subsidiar discussões acerca das dificuldades e avanços dos alunos sujeitos,
a partir de suas produções, no processo de ensino e aprendizagem.

       É importante considerar na prática pedagógica, avaliações de outras
naturezas desde que essas se articulem com os objetivos específicos e conteúdos
definidos respeitando assim as diferenças individuais.



Linguagem e Comunicação
Apresentação Geral da Disciplina
         A Língua não se limita a uma visão sistêmica e estrutural do
Código Lingüístico: é heterogênea, ideológica e opaca. Repleta de
sentidos a ela conferidos por nossas cultural e sociedades, a língua
organiza e determina as possibilidades de percepção do mundo,
estabelece entendimentos possíveis.
      A abordagem comunicativa tem orientado o trabalho em sala de aula. Essa
opção favorece o uso da língua pelos alunos, onde a língua é concebida como um
sistema para a expressão do significado, num contexto interativo.

      Tradicionalmente, a escola tem agido como a escrita fosse a língua ou como
se todos os que nela ingressam falassem da mesma forma. No ambiente escolar, a
racionalidade   se exercita com a escrita, de modo         que a prática orla em
comunicação é muito valorizada. Permite, assim como a língua escrita, muitas
possibilidades de trabalho a serem pautados em situações reais de uso da fala e na
produção de discursos nos quais o aluno se constitui como sujeito do processo
interativo.
Deve-se ver, então, que o professor e a escola devem trabalhar com o
bidialetismo, preparando o aluno para o emprego da língua padrão bem como
sabendo que em situações informais ele poderá usar o dialeto que lhe é peculiar.


             Fundamentos Teórico-Metodológicos
         Os conteúdos apresentados têm como finalidade, qualificar e aumentar a
compreensão das possibilidades à comunicação internacional, a qual              se faz
necessária ao desenvolvimento do indivíduo ligado ao mercado de trabalho.
         A globalização dos conhecimentos é de suma importância na avaliação do
aluno, pois este enfrentará variados campos pessoais e profissionais. O ensino de
línguas deve prever não só o vocabulário, mas principalmente o conceito de
conhecimento de realidades exteriorizadas pelo mundo e que se refletem em nossa
realidade.
         A finalidade é levar o aluno a desenvolver-se, assegurando-lhe a formação
comum indispensável para o exercício da cidadania e fornecer-lhe meios para
progredir no trabalho e em estudos posteriores. O ensino das línguas dentro da
grade curricular visa o entrosamento do aluno no meio social.
         A escola deve ser a preparadora do educando para que este seja inserido no
meio social, na vida profissional apresentando mais uma base de aprendizagem,
aumentando a visão de mundo, melhorando a preparação de entendimento dos
objetivos a serem alcançados. O estudo da língua tanto da inglesa quanto da
espanhola vem para nortear horizontes dentro das novas tendências de ensino.
Cabe à escola transmitir as línguas para abrir rumo e horizonte dentro das novas
propostas de ensino.


Conteúdos Estruturantes
Ensino Médio
             3ª Série
Inglês
Simple Present / Present Continuous; Simple Future / ―Going to‖ Future / Time
Clauses;     Possessive Adjectives and Pronouns; Personal Pronouns / Reflexive
(Emphasizing) Pronouns;      Simple Past / Past Perfect / Past Continuous;       Texts;
Present Perfect; Much / Many / (A) Little / (A) Few / A lot of / Lots of / Plenty of / A
great deal of / A large (great) number of; Some / Any / No / None / Compound
Forms; Texts; Interrogatives (―Wh‖ – questions); Relative Pronouns;      Prepositions;
Review exercises;      Texts;   Modal Auxiliary Verbs;   Question-tags; Additions to
Remarks (Too; Also; So; Either; Neither); Conditional Sentences;       Passive Voice;
Degrees of Adjectives (Adverbs); Reported Speech; Articles ―To‖ Infinitive / Bare
Infinitive / -Ing Form; Adverb Order.
Espanhol

El alfabeto, las pronuncias de las letras; Artículos determinantes y indeterminates,
uso del articulo Neutro LO; Eufonía de los artículos; Los pronombres personales,
diferencias entre el tú y usted, entre vosotros y ustedes, el tuteo y el voseo; Los
tiempos verbales, presente, pretérito y pasado; Los modos verbales, indicativo,
subjuntivo e imperativo; Proclisis y enclisis, Los verbos Haber, Ser, Estar, Tener,
diferencia entre el Haber y Tener; El sustantivo, genero, número y grado. Los
Heterogenéricos, Heterosemánticos y Heterotónicos; Los pronombres complementos
directos y indirectos, concurrencia de pronombres; Los adjetivos; Los adjetivos y
pronombres demostrativos; Los adjetivos y pronombres posesivos; Los adverbios y
locuciones verbales, Los números; La hora; Los indefinidos, apócope de los
indefinidos; Los interrogativos y exclamativos; Los pronombres relativos; El Uso de
Muy y mucho; Las preposiciones, el régimen preposicional; Las conjunciones; Los
verbos reflexivos, recíprocos; Expresiones idiomáticas; Repaso de los contenidos del
1 y 2 grado. Enfoque en la comprensión y interpretación de textos para el vestibular.


Encaminhamento Metodológico
       A aprendizagem se dará através de elaboração de sínteses, letras de
músicas, roteiros, resumos, índices, entrevistas, seminários e resenhas, para que o
aluno possa ter condições de escolher o vocabulário que melhor reflita a idéia que se
pretende transmitir.
       Serão utilizados recursos para que o aluno seja capaz de compreender como
determinada maneira de expressão pode ser usada dentro dos determinantes
sociais.
       Serão promovidas estratégias de participação do aluno dentro da
comunicação estrangeira para que este se intere dos vocabulários aprendidos. As
aulas serão motivadas através de textos, testes de vestibulares, propagandas,
anúncios de jornais, transparências em projetor.
Avaliação
      De acordo com a lei vigente a avaliação deverá ser contínua e cumulativa e
que os aspectos qualitativos prevaleçam sobre os quantitativos.
      Além de ser útil para a verificação da aprendizagem dos alunos, a avaliação
servirá, principalmente, para que o professor repense a sua metodologia e planeje as
suas aulas de acordo com as necessidades de seus alunos. Através dela é possível
perceber quais são os conhecimentos – lingüísticos, discursivos, sócio-pragmáticos
ou culturais – e as práticas – leitura, escrita ou oralidade – que ainda não foram
suficientemente trabalhados e que precisam ser abordados mais exaustivamente
para garantir a efetiva interação do aluno com os discursos em língua estrangeira.
      Por fim, ressaltamos a importância do material didático desta disciplina, que
não esgota todas as necessidades, nem abrange todos os conteúdos de língua
estrangeira, mas se constitui como suporte e ponto de partida para professores e
alunos.


Produção Textual
Apresentação Geral da Disciplina
      No processo de ensino e aprendizagem da língua, assumem-se o
texto oral ou escrito e também as outras linguagens, tendo em vista o
multiletramento,     como     unidade      básica,    que     se   manifesta     em
enunciações concretas, cujas formas se estabelecem de modo dinâmico
com experiências reais de uso da língua.
      Não há menor dúvida de que quanto maior o contato com a linguagem, na
diversidade textual, mais possibilidades se tem de entender o texto como material
verbal carregado de intenções e de visões de mundo.
      Deve-se pautar, por sua vez, que as aulas calcadas apenas na explanação
da gramática normativa desconsidera a construção            interativa da linguagem.
Encarada dessa forma, a gramática apenas admite duas respostas: certo ou errado.
      Por outro lado, ao se voltar para uma sociedade cada vez mais bombardeada
de informações, é de se esperar que o aluno desenvolva, auxiliado pela gramática
normativa e de sua interação com os meios de informação, competência lingüística
necessária para desenvolver textos coesos e coerentes. Afinal, o estudante deve
sempre estar engajado na elaboração de textos criativos, perspicazes e dotados de
uma elevada capacidade lingüística.


Fundamentos Teórico-Metodológicos
      Toda produção de texto deve ser vista como síntese do trabalho realizado por
alunos e professores, dessa forma o aluno deverá poder expressar-se com liberdade,
produzindo então, o seu próprio texto, mas sempre levando em conta quem é o
interlocutor, qual a sua visão de mundo e qual a situação que os envolve. Aprender a
escrever necessita entre tantos enfoques, de se ter acesso à diversidade de textos
escritos, testemunhar a utilização que se faz da escrita em diferentes circunstâncias,
defrontar-se com as reais questões que a escrita coloca a quando           se propõe
produzi-la, arriscar-se a fazer como quem consegue e receber ajuda de quem já
sabe escrever.
      Sendo assim, é preciso aproximá-los, principalmente quando são iniciados
―oficialmente‖ no mundo da escrita por meio da alfabetização seguindo em constante
busca de melhoras, a cada erro cometido. Afinal, esse é o caminho que deverão
trilhar para se transformar em cidadãos de cultura escrita.


Conteúdos Estruturantes
2ª Série
Narrativa, paráfrase, anúncios, poemas, rimas, narração; revisão de texto; introdução
das partes da narração; estrofes e versos; acróstico; tipos de texto.
3ª Série
Descrição de lugares, carta, descrição de figuras, relatos pessoais, histórias em
quadrinhos, trabalho com palavras que gerem dúvidas, frases engraçadas, invenção
de conto.
4ª Série
Carta, textos com diálogos, diário fictício, texto narrativo para diálogo, propaganda,
trabalhando em 1a pessoa, biografia, entrevista, texto poético, resumo de texto
didático, criação de poemas, texto informativo, elaboração de roteiro.
            5ª Série
Relato pessoal; Uso do dicionário; Ficção: narrativas ficcionais, elementos essenciais
da narrativa; Adequação vocabular; Autobiografia: características, produção; Edição
de   texto;     Narrativas:     ficcionais,   maravilhosa,   humor      (noções,    produção,
procedimentos); Recursos expressivos: grafia e utilização diferenciada dos sinais de
pontuação; Gênero textual: noções; Linguagem culta e coloquial; Produção de texto:
biografia, quadrinhos, tiras, anedota; Relato histórico — características, produção,
procedimentos; Notícia — características, produção, procedimentos; Paródia —
características gerais; Origem do teatro: na Grécia antiga; Texto teatral:
características,     produção,        procedimentos;   Entrevista:   características   gerais,
produção; Carta pessoal, bilhete e E-mail: características, produção; Propaganda:
noções; Outdoors e cartazes de propaganda: características gerais;
              6ª Série
Desenvolvimento de frases absurdas (nonsense /expressividade); Criação de história
exageradamente           romântica,    cena   de   suspense/mistério,    história   fantástica;
Continuação de história; Histórias sobrenaturais: levantamento de características;
Produção de diferentes versões de uma mesma história (narrador em 1ª- pessoa);
Criação de história em 3ª- pessoa; Narração de fato: tempo e espaço; Criação de
texto dissertativo; Construção do enredo e de conflito; Caracterização de
personagens; criação de fichas sobre personagens; Produção de narrativa de humor
com personagem já criada; Função de personagem na narrativa; Desenvolvimento
de situação dada, apresentação direta ou indireta de personagem; Personagem-tipo;
Descrição de cenários + organização do texto descritivo; Produção de narrativa
realista ou fantástica; Análise e paródia de texto com linguagem jurídica; Produção
de texto memorialista; Criação e desenvolvimento de fórmulas narrativas; Projeto
narrativo e narração: compatibilidade; Desfecho: inesperado; Narrativa de suspense
com verbos no presente; Criação de personagens "complexas"; Narrativa com
diálogo; Narrativa de suspense ou humor; Texto informativo: conteúdo genérico e
particular;
              7ª Série
Linguagem expressiva; Redação de manual; Descrição expressiva de objeto, lugar,
pessoa; Tom negativo na descrição; Descrição de cidade; Produção de roteiro
turístico; Artigo para suplemento de turismo; Modalização do tom de crítica;
Narrativa: a intenção do autor; Produção de textos com ênfase no tempo, de abaixo-
assinado de requerimento; O tom do texto; Duração dos fatos da narração;
Montagem de jornal: elaboração de pequenas notícias, montagem, produção,
elaboração; Redação de "chamadas"; Eliminação de marcas de oralidade em
diálogo; Produção de entrevista; A subjetividade no jornal; Criação de manchetes:
objetividade e subjetividade; Redação de notícia sensacionalista, de artigo de jornal;
Definição da linha editorial de um jornal; Produção de texto com base em textos
antigos sobre o amor; Produção de respostas a questões dissertativas (introdução à
dissertação); Produção de texto narrativo;
          8ª Série
Personagem: apresentação direta e indireta; Foco narrativo; Parágrafo dissertativo;
Descrição, narração, dissertação: diferença e transformação; Narração: tempo,
desfecho; Horóscopo: linguagem genérica; Linguagem genérica e objetiva; Slogans;
Narrativa de humor; Inferência e conclusão; Estrutura básica da dissertação;
Dissertação: características; Opinião e argumento; Carta argumentativa; Coesão;
Dissertação: Estudo, produção, estrutura (roteiro de trabalho);
          1ª e 2a Séries
  Tipologia e gêneros textuais; Produção e avaliação de textos escritos; Narração;
  Tipos de discurso; Introdução à descrição, Descrição e narração; Descrição e
  dissertação; Descrição de gráficos e tabelas; A linguagem da publicidade; A
  função poética da linguagem: paráfrase e paródia; A função referencial da
  linguagem; A função expressiva de linguagem; Dissertação a partir de textos
  jornalísticos; Dissertação a partir de textos literários; correspondência; Os defeitos
  do texto; Trabalho com textos de naturezas diferentes.

          3ª Série
  As grandes competências de uma boa redação; Tipos de Texto; Estrutura
  ortodoxa do texto dissertativo; Carta argumentativa; Tipos de comentários;
  Coesão; Coerência; Progressão Textual; Recursos Lingüísticos; Recursos
  Discursivos; Adequação à Proposta.



Encaminhamento Metodológico
      A aprendizagem será buscada através de elaboração de textos, sínteses e
resenhas, para que o aluno possa ter condições de escolher e aplicar o vocabulário
adequado e condizente para transmitir um idéia.
      Serão utilizadas figuras com interpretações que simulem a comunicação, para
que o educando possa compreender e interpretar           o seu texto como forma de
expressar o momento e a história dentro do contexto social.
Usaremos diferentes textos, a fim de que as estratégias verbais e não verbais
que entram em ação possam compensar falha na comunicação, buscando também
uma maior assimilação dos temas propostos, auxiliando assim a produção de textos
escritos.
       As atividades em sala de aula serão motivadas através de fotos, propagandas,
anúncios de jornais e os conteúdos serão transmitidos através de textos, lidos e
explicados pelo professor, para a associação da teoria com a prática, buscando
assim a inserção do aluno ao mundo atual.
Avaliação
       A avaliação da leitura deve considerar as estratégias que os estudantes
empregaram no decorrer da leitura, a compreensão do texto lido, o sentido
construído para o texto, sua reflexão e sua resposta ao texto. Não é demais lembrar
que essa avaliação precisa considerar as diferenças de leituras de mundo e
repertório de experiências dos alunos.
       Em relação à escrita podemos dizer que o que determina a adequação do
texto escrito são as circunstâncias de sua produção e o resultado dessa ação. É a
partir daí que o texto escrito será avaliado nos seus aspectos textuais e gramaticais.
Tal como na oralidade, o aluno precisa, também aqui, posicionar-se como avaliador
tanto dos textos que o rodeiam quanto de seu próprio texto.
       O posicionamento do aluno como avaliador de seus textos orais e escritos é
essencial para que ele adquira autonomia. É necessário que o professor perceba a
dimensão deste posicionamento
        Nessa perspectiva, a oralidade será avaliada, primeiramente, em função da
adequação do discurso/texto aos diferentes interlocutores           e situações. Num
seminário, num debate, numa troca informal de idéias, numa entrevista, num conto
de história, as exigências de adequação da fala são diferentes, e isso deve ser
considerado numa análise da produção oral dos estudantes. Mas é necessário
também que o aluno para poder se expressar na produção escrita possa se
posicionar como avaliador de textos orais e escritos           com os quais convive
(noticiários, discursos políticos, programas televisivos, etc.) e de suas próprias falas,
mais ou menos formais, tendo em vista o resultado esperado.
8.2 - Bibliografia:
01. ARAUJO, Francisca Socorro. Cidadania: um dever de todos. São
Paulo: Scipione, 2003. p.47
02. Brasília, Ministério da Educação e Cultura. Lei nº 9394/96.
03 ----, Ministério da Educação e Cultura, Parâmetros Curriculares para o
Ensino Fundamental.
04.    -----, Ministério da Educação e Cultura, Parâmetros Curriculares
para o Ensino         Médio.
05.    -----, Ministério da Educação e do Desporto, Lei de Diretrizes e
Bases de         Educação Nacional.
06. CHAVES, Eduardo. Tecnologia e Educação: o futuro da escola na
sociedade de informação. São Paulo: Moderna, 1999.
07. ELIAS, N. Sobre o Tempo. Rio de Janeiro:Ed. Jorge Zahar, 1998
08. JACAREZINHO, Núcleo Regional de Educação. Conselho Estadual
de Educação,          Deliberação nº 005/98, 014/99, 009/01.
09. PERRENOUD, Philippe. Práticas pedagógicas, profissão docente e formação:
      perspectivas sociológicas. Lisboa, Dom Quixote, 1993.p.38.
10. REGIMENTO Escolar da Instituição.

Proposta pedagógica ctam (2010 2012)

  • 1.
    COLÉGIO TIA ANAMARIA EDUCAÇÃO INFANTIL, ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO. Rua 13 de Maio, nº 970 – Fone/Fax (0xx43) 3534-3492 ctamsap@gmail.com.br Santo Antônio da Platina – Paraná. 1976/2011
  • 2.
    Sumário Do Projeto Político-Pedagógico 2 - Apresentação.....................................................................................08 3- Identificação do Estabelecimento........................................................08 4 – Objetivo Geral do Colégio Tia Ana Maria..........................................10 5 – Marco Situacional..............................................................................10 5.1 – Organização da Entidade Escolar..................................................10 5.2 – Breve histórico da realidade.. ........................................................14 5.3 – Breve histórico da Instituição..........................................................14 5.4 – Caracterização da comunidade escolar.........................................15 5.5 – Regime Escolar..............................................................................16 5.6 – Classificação e Reclassificação......................................................17 5.7 – Promoção.......................................................................................18 5.8 – Regime de Progressão Parcial.......................................................19 5.9 – Relação do corpo docente e técnico administrativo.......................19 5.10 – Análise dos problemas existentes................................................21 5.11 – Tabela de reprovações nos últimos anos.....................................23 5.12 – Inclusão........................................................................................23 5.13 – Gestão Democrática.....................................................................24 5.13.1 –Conselho de Classe....................................................................24 5.13.2 – Grêmio Estudantil......................................................................24 5.14 – Desafios Educacionais Contemporâneos.....................................25 6 – Marco Conceitual ..............................................................................25 6.1 – Fundamentação Teórica.................................................................25
  • 3.
    6.1.1 - Filosofiae os Princípios Didático-Pedagógicos da Instituição.....25 6.1.2 – Concepção Educacional..............................................................26 6.1.3 – Objetivo do Colégio Tia Ana Maria..............................................26 6.1.4 – Concepção de Homem................................................................27 6.1.5 – Concepção de Sociedade............................................................27 6.1.6 – Concepção de Cultura.................................................................28 6.1.7 – Concepção de Mundo..................................................................28 6.1.8 – Concepção de Infância................................................................29 6.1.9 – Concepção de Escola..................................................................30 6.1.10 – Concepção de Conhecimento...................................................31 6.1.11 – Concepção de Tecnologia ........................................................31 6.1.12 – Concepção de Ensino e Aprendizagem....................................32 6.1.13 – Concepção de Cidadania..........................................................33 6.1.14 – Concepção de Gestão Democrática de Ensino.........................33 6.1.15 – Concepção de Formação Continuada.......................................34 6.1.16 – Concepção de hora atividade docente......................................35 6.2 – Concepção de Tempo Escolar.......................................................35 6.3 – Organização Curricular...................................................................36 6.4 – Matriz Curricular.............................................................................36 6.5 – Concepção das Ações Didático-Pedagógicas................................38 6.5.1 – Atividades Escolares: Projetos a serem desenvolvidos..............39 6.6 – Concepção Curricular.....................................................................49 6.7 – Concepção de Avaliação................................................................51 6.8 – Planos de Avaliação.......................................................................52 6.8.1 – Média Bimestral...........................................................................53 6.8.2 – Avaliações de 2ª Chamada.........................................................54 6.8.3 – Média Semestral..........................................................................54 6.8.4 – Critérios para aprovação.............................................................55 7 – Marco Operacional............................................................................56
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    7.1 – Demonstrativosde Metas e Ações para o ano de 2011................57 7.2 – Organização da hora atividade docente........................................59 7.3 – Conselho de Classe.......................................................................59 7.4 – Processo de Recuperação.............................................................60 7.4.1 – Recuperação do Ensino Fundamental – séries iniciais...............60 7.4.2 – Recuperação Semestral..............................................................60 7.5 – Da Matrícula em Regime de Progressão Parcial...........................60 8. Proposta Pedagógica Curricular.........................................................61 8.1 – Conteúdos Estruturantes................................................................57 Educação Infantil – Eixos Organizadores do Currículo Maternal...................................................................................................62 Jardim I – Artes Visuais...........................................................................63 Jardim I – Linguagem oral e escrita........................................................63 Jardim I – Matemática.............................................................................63 Jardim I – Movimento..............................................................................63 Jardim I – Natureza e Sociedade............................................................63 Jardim I – Música.....................................................................................64 Jardim II – Artes Visuais..........................................................................64 Jardim II – Linguagem oral e escrita........................................................64 Jardim II – Matemática............................................................................64 Jardim II – Movimento.............................................................................64 Jardim II – Natureza e Sociedade...........................................................65 Jardim II – Música....................................................................................65 Disciplinas – Ensino Fundamental e Ensino Médio Artes/Arte Apresentação Geral da Disciplina...........................................................65 Fundamentos Teórico Metodológicos......................................................66
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    Conteúdos Estruturantes ........................................................................67 EncaminhamentoMetodológico..............................................................71 Avaliação.................................................................................................72 Ciências/Biologia Apresentação Geral da Disciplina...........................................................73 Fundamentos Teórico-Metodológicos ....................................................74 Conteúdos Estruturantes ........................................................................75 Encaminhamento Metodológico..............................................................79 Avaliação.................................................................................................81 Educação Física Apresentação Geral da Disciplina...........................................................82 Fundamentos Teórico-Metodológicos.....................................................83 Conteúdos Estruturantes ........................................................................84 Encaminhamento Metodológico..............................................................86 Avaliação.................................................................................................86 Filosofia/Conhecimento Filosófico Apresentação Geral da Disciplina...........................................................87 Fundamentos Teórico-Metodológicos ....................................................88 Conteúdos Estruturantes ........................................................................89 Encaminhamento Metodológico..............................................................90 Avaliação.................................................................................................91 Física Apresentação Geral da Disciplina...........................................................92 Fundamentos Teórico-Metodológicos ....................................................93 Conteúdos Estruturantes ........................................................................94 Encaminhamento Metodológico..............................................................96 Avaliação.................................................................................................97 Geografia
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    Apresentação Geral daDisciplina...........................................................97 Fundamentos Teórico-Metodológicos ....................................................98 Conteúdos Estruturantes ......................................................................100 Encaminhamento Metodológico............................................................103 Avaliação...............................................................................................104 História Apresentação Geral da Disciplina.........................................................105 Fundamentos Teórico-Metodológicos ..................................................106 Conteúdos Estruturantes ......................................................................107 Encaminhamento Metodológico............................................................112 Avaliação...............................................................................................113 Língua Portuguesa e Literatura Apresentação Geral da Disciplina.........................................................114 Fundamentos Teórico-Metodológicos ..................................................115 Conteúdos Estruturantes ......................................................................116 Encaminhamento Metodológico............................................................122 Avaliação...............................................................................................123 Matemática Apresentação Geral da Disciplina.........................................................124 Fundamentos Teórico-Metodológicos ..................................................125 Conteúdos Estruturantes ......................................................................127 Encaminhamento Metodológico............................................................131 Avaliação...............................................................................................132 Química Apresentação Geral da Disciplina.........................................................133 Fundamentos Teórico-Metodológicos ..................................................134 Conteúdos Estruturantes ......................................................................135 Encaminhamento Metodológico............................................................136 Avaliação...............................................................................................137
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    Sociologia Apresentação Geral daDisciplina.........................................................138 Fundamentos Teórico-Metodológicos ..................................................139 Conteúdos Estruturantes ......................................................................140 Encaminhamento Metodológico............................................................142 Avaliação...............................................................................................142 Parte Diversificada Língua Estrangeira Moderna: Espanhol Apresentação Geral da Disciplina.........................................................144 Fundamentos Teórico-Metodológicos ..................................................144 Conteúdos Estruturantes ......................................................................145 Encaminhamento Metodológico............................................................147 Avaliação...............................................................................................148 Língua Estrangeira Moderna: Inglês Apresentação Geral da Disciplina.........................................................148 Fundamentos Teórico-Metodológicos ..................................................149 Conteúdos Estruturantes ......................................................................150 Encaminhamento Metodológico............................................................153 Avaliação...............................................................................................154 Linguagem e Comunicação Apresentação Geral da Disciplina.........................................................155 Fundamentos Teórico-Metodológicos ..................................................156 Conteúdos Estruturantes ......................................................................156 Encaminhamento Metodológico............................................................157 Avaliação...............................................................................................158 Produção Textual Apresentação Geral da Disciplina.........................................................158 Fundamentos Teórico-Metodológicos ..................................................159
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    2 - Apresentação Como fator de mudança, renovação, progresso e buscando levar ao crescimento de cada membro envolvido e assim, do município como um todo propõe-se o Projeto Político-Pedagógico/Proposta Pedagógica Curricular da Educação como recurso de organização e fundamento de toda a ação educativa que acompanha o processo de ensinar e aprender. Busca-se obter maior efetividade do ensino, objetivando-se a coordenação de esforços para aperfeiçoá-lo, clima estimulante para o desenvolvimento das tarefas educativas e ajuda aos membros da comunidade escolar na definição de seus objetivos. Para que isto seja alcançado, há necessidade de comprometimento de todos os envolvidos no processo para que a escola atinja seus verdadeiros propósitos, ou seja, preparando-se para uma educação permanente dentro dos propósitos básicos de liberdade e respeito ao outro e de suas potencialidades. O presente Projeto visa servir à escola e foi elaborado considerando princípios que norteiam a ação educativa da Escola e atendendo aos dispositivos legais contidos nos pressupostos básicos da Lei de Diretrizes e Bases da Educação - Lei 9394/96 e no Estatuto da Criança e do Adolescente - Lei 8069/90, o Referencial Curricular para a Educação Infantil, a Diretriz Curricular Nacional para Educação Infantil e Ensino Fundamental de Nove Anos e as demais leis vigentes no país. Este documento apresentará as características de divisão entre o Marco Situacional, Marco Conceitual e Marco Operacional. 3 - Identificação do Estabelecimento 3.1 - Colégio Tia Ana Maria – Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio. Código: 0010-6 3.2 – Endereço: Rua 13 de maio, 970 – Centro CEP: 86 430 000 3.3 - Fone: 43 3534 3492 3.4 – Município: Santo Antonio da Platina Código: 2430 3.5 – Núcleo Regional de Educação: Jacarezinho.
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    3.6 - Entidademantenedora: Colégio Tia Ana Maria S/C Ltda. 3.7 – Ato de Autorização de Funcionamento: Pré –Escola - Resolução nº 1604/83 DOE de 28/06/83. 1a a 4ª Séries - Resolução nº 3421/90 DOE de 08/11/90. 5a a 8a Séries - Resolução nº 5119/94 de 21/10/94. 2º Grau –Ensino Médio - Resolução nº 4554/96 DOE de 03/12/96 e alterou a denominação de Escola para: Colégio Tia Ana Maria – Ensino Pré-Escolar e de 1º e 2º Graus ; Ensino Fundamental de Nove Anos: Resolução nº 3078/08 de 12/09/08. 3.8 – Ato de Reconhecimento: Pré-Escola - Resolução nº 1317/98 DOE de 19/05/98. 1ª a 4ª Séries - Resolução nº 1317/98 DOE de 19/05/98. 5a a 8a Séries - Resolução nº 1317/98 DOE de 19/05/98. 2º Grau – Ensino Médio - Resolução nº 4131/99 DOE 10/11/99. 3.9 - Ato de Renovação de Autorização de Funcionamento: Educação Infantil: Resolução n.º 4758/02, de 02/12/02; Resolução n.º 3230/03, de 27/10/2003; Resolução nº 3883/08 de 13/10/08. Ensino Fundamental de 1ª a 8a Série: Resolução n.º 1228/04, de 29/03/2004 (DOE de 15/04/2004); Resolução nº 3121/08 de 09/07/08. Ensino Médio: Resolução nº 89/05 de 13/01/2005 ( DOE de 26/01/05). Resolução n.º 2050/01, de 06/09/01 (DOE 6085 de 04/10/01) – Resolução que autorizou a mudança de denominação da entidade mantenedora do Colégio Tia Ana Maria – Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio, de Escola Tia Ana Maria – Ensino Pré-Escolar e de 1.º Grau S/C Ltda., para Colégio Tia Ana Maria Ltda;
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    3.10 – Parecerdo Núcleo Regional de Jacarezinho de aprovação do Regimento Escolar - nº 199/08 de 17 de outubro de 2008. 3.11 – Distância do Colégio do Núcleo Regional de Jacarezinho: 22 km. 3.12 – Local: Urbana. 3.13 – Site do Colégio: www.ctamsap.com.br 3.14 - E-mail: ctamsap@gmail.com 4 – Objetivo Geral do Projeto Político-Pedagógico Promover educação de qualidade, que possibilite ao aluno a apropriação do conhecimento científico e o desenvolvimento de suas competências e habilidades, formando cidadãos conscientes, participativos, responsáveis e capazes de promover transformações na sociedade. 5 - Marco Situacional 5.1 - Organização da Entidade Escolar. Esta entidade contempla as seguintes modalidades de ensino: Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio atendendo as Diretrizes Curriculares Nacionais. A Educação Infantil atenderá as modalidades Maternal, Jardim I, Jardim II, destinadas às crianças de (Maternal – 2 a 3 anos; Jardim I – 4 anos de idade; Jardim II – 5 anos de idade;, conforme está determinado na Deliberação nº 009/99 – CEE) a ser ofertado em função da demanda existente, e em acordo com as possibilidades deste estabelecimento. Visa o desenvolvimento das habilidades cognitivas da criança, levando-a a despertar para o mundo que a cerca e desenvolver-se no processo educacional. O Ensino Fundamental, com duração de nove anos em implantação, é ministrado por ano em regime seriado. Tem como objetivo a formação básica do cidadão mediante o desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meios básicos o pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo. Completa ainda a compreensão do ambiente natural e social, do sistema político, da tecnologia, das artes e dos valores em que se fundamenta a sociedade e o desenvolvimento da
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    capacidade de aprendizagem,tendo em vista a aquisição de conhecimentos e habilidades e a formação de atitudes e valores em que se assenta a vida social. Ensino Médio, também ministrado por série é a etapa final da educação básica, tem a duração de três anos com a finalidade da consolidação e o aprofundamento dos conhecimentos adquiridos no Ensino Fundamental, possibilitando o prosseguimento de estudos. Visa a preparação básica para o trabalho e a cidadania do educando, para continuar aprendendo de modo a ser capaz de se adaptar com flexibilidade a novas mudanças de ocupação ou aperfeiçoamento posteriores. Está organizado de maneira a favorecer o aprimoramento do educando como pessoa humana, incluindo a formação ética e o desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico. 5.1.1 – Modalidade de Ensino ** Educação Infantil Maternal - 2 a 3 anos e 11 meses; Número de alunos: 18 Número de Turma: 01 Número de Professores: 02 Jardim I - 4 anos; Número de alunos: 25 Número de Turma: 01 Número de Professores: 02 Jardim II - 5 anos Número de alunos: 26 Número de Turma: 01 Número de professores : 02 - Ensino Fundamental: Ensino Fundamental de Nove anos: ano de implantação 2007 – gradativo; 1º Ano: 01 Número de alunos: 30 Número de Professor: 02
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    2º Ano: 01 Número de alunos: 29 Número de Professor: 02 3º Ano: 01 Número de alunos: 24 Número de Professor: 02 4º Ano: 01 Número de alunos: 26 Número de Professor: 02 5º Ano: 01 Número de alunos: 26 Número de Professor: 02 Número de Professor das disciplinas complementares: Educação Física: 01 Brinquedoteca: 01 Xadrez: 01 Inglês: 01 Música: 01 Ensino Fundamental de Oito anos: 5a Série:01 Número de alunos: 23 Número de Professores: 01 por disciplina 6a Série:01 Número de alunos: 18 Número de Professores: 01 por disciplina 7a Série:01 Número de alunos: 15 Número de Professores: 01 por disciplina 8a Série:01 Número de alunos: 18 Número de Professores: 01 por disciplina -Ensino Médio. 1ª Série: 01 Número de alunos: 30 Número de Professores: 01 por disciplina 2ª Série: 01 Número de alunos: 27
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    Número de Professores:01 por disciplina 3ª Série: 01 Número de alunos: 30 Número de Professores: 01 por disciplina Número total de alunos: 365 da Educação Infantil ao Ensino Médio Número total de professores: 38 Número de funcionários: 19 5.1.2 - Turno de Funcionamento: - Manhã: Ensino Fundamental: 5ª Série, 6ª Série, 7ª Série e 8ª Série. Ensino Médio: 1ª Série, 2ª Série e 3ª Série. - Tarde: Maternal, Jardim I, Jardim II, 1º Ano, 2º Ano, 3º Ano; 4º Ano e 5º Ano. 5.1.3 – Ambientes Pedagógicos: - Número total de salas de aula: 12 salas de aulas, sendo cada uma delas, composta de uma televisão, ventiladores de teto e relógio de parede; Número de salas de aula utilizadas por turno: Manhã: 07 salas Tarde : 08 salas - Sala da equipe pedagógica: 02 - Sala dos professores: 01 - Sala da direção: 01; - Sala de apoio à aprendizagem: 01 - Computadores para uso em sala. - 08 unidades de sanitários para alunos e professores; - 01 almoxarifado; - Número de carteiras adequado ao número de alunos; - Biblioteca com computador, impressora e Internet; Acervo bibliográfico. - Laboratório de Biologia, Física e Química; - Quadra esportiva coberta; - Campo gramado para práticas esportivas; - Cantina com computador ligado em rede e com som ambiente; - Secretaria computadorizada, ligada à Internet; - Recepção;
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    - Parque infantil; - Sala de coordenação esportiva: instrumentos para atividades físicas: bolas, redes, colchonetes, pesos, cordas, hastes, bambolês, etc. - Sala de instrumentos musicais; - Brinquedoteca. - Instrumentos pedagógicos: vídeos, televisores; retroprojetor, máquina de xerox, CD`s e DVD`s. 5.2 - Breve histórico da realidade. A sociedade moderna tem evoluído numa velocidade espantosa, exigindo que as instituições educacionais a ela ligadas acompanhem esse ritmo, além de exigir uma reflexão das alterações que se fazem necessárias a cada uma delas. A sociedade apresenta características marcantes, que é a rapidez cada vez mais crescente no ritmo das transformações deixando no passado àquelas instituições clássicas marcadas pela lentidão em que se transformam. Isto faz da escola o setor que mais precisa de transformações a fim de assumir o seu verdadeiro papel nessa sociedade emergente. Um dos primeiros passos necessários para que ocorra às tais mudanças na sociedade, refere-se à tomada de consciência do problema, que, no mesmo ritmo lento da educação, levou muito tempo para ser notado e assumido. Faz-se necessária à busca de consciência junto a este estágio letárgico que trouxe angústias para todos os envolvidos na educação, e o tempo não espera e à medida que esse tempo passa, mais problemas se acumulam, numa situação inversamente proporcional. Assim, o papel de cada profissional da educação tem de ser repensado e reelaborado, pois a realidade é que a educação é um organismo vivo e complexo e, se um de seus órgãos é problemático, todo o resto sofre e de antemão fica comprometido o desempenho global desse mesmo organismo. Cabe então, a busca constante de mudanças significativas, precisa-se buscar, pensar e reelaborar os objetivos do Colégio, de forma coletiva e englobadora em relação à sua organização como um todo, resgatando a identidade e os princípios que deve ter uma escola moderna, criando possibilidades pedagógicas singulares e buscando condições necessárias para que a função social da escola seja cumprida.
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    5.3 - Brevehistórico da Instituição. Colégio Tia Ana Maria, fundado em 9 de março de 1976 pela professora ―Ana Maria da Veiga Freitas‖, funcionou provisoriamente na rua 13 de Maio, 928, mudando-se, logo em seguida – 8 de junho de 1976 – para sua sede própria, situada à rua 13 de Maio, nº 970. Contava, em sua fundação, com 40 alunos divididos em duas turmas, tendo como professora responsável, sua fundadora ―Ana Maria da Veiga Freitas‖ e como auxiliares, suas filhas Márcia e Clarimília. Devidamente autorizada pela Secretaria de Estado de Educação em 1990, por resolução nº 3421/90 DOE 08/11/90, iniciou-se as atividades de 1º Grau com o funcionamento da 1ª Série. Com a ampliação gradativa do número de alunos e de salas, houve mudança nas salas de aulas e mudança administrativa, assumindo a direção a professora Márcia Veiga de Freitas Calheiro - Ato nº 001/94 - tendo na vice direção Ana Maria da Veiga Freitas e secretária a professora Clarimília Veiga de Freitas Altvater, todas detentoras dos graus e currículos exigidos para o exercício de tais funções. Em 1997, a escola passou a ser Colégio Tia Ana Maria, com a implantação do Segundo Grau. Atualmente o Colégio conta com o funcionamento pleno da Educação Infantil, do Ensino Fundamental e Médio, com um total de 345 alunos, sendo a professora Clarimília Veiga de Freitas Altvater (Ato nº 012/2000) e a professora Luciene Vilas Bôas Maurano (Ato nº 003/2009), responsáveis pela equipe pedagógica. 5.4 - Caracterização da comunidade escolar. O Colégio Tia Ana Maria, localiza-se no centro da cidade e faz parte de uma comunidade que apresenta nível sócio –econômico muito bom. Analisando o perfil de seus atuais alunos verifica-se que, na sua maioria, são pertencentes à classe média alta, proveniente da zona rural e urbana do Município, e alguns de famílias e de cidades vizinhas. Assim, o Colégio busca inserir o aluno seja ele tido como um aluno normal ou especial, numa proposta pedagógica voltada para suas necessidades, com o objetivo de torná-lo participativo, atuante e crítico nas atividades de âmbito escolar, preparando-se para a vida em sociedade.
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    Os conteúdos propostossão passados, utilizando-se do método de ensino Metafônico , material Alfa e Beto, livros Vai começar a Brincadeira (FTD), material Anglo Sistema de Ensino, com o qual o Colégio mantém Convênio, e livros complementares condizentes, incentivando a leitura, buscando-se uma visão universalista de culturas, porém jamais se esquecendo das realidades sociais e econômicas de nosso meio, baseadas nos momentos de estudos da hora-atividade . Os planos curriculares se encaixam nas exigências legais vigentes no Estado do Paraná, voltados para a construção do saber, proporcionando aos alunos um instrumental teórico prático que lhes permita melhor compreender a vida em sociedade e a complexidade das relações sociais. Em relação a Lei de nº 10.639/03, sendo esta alterada pela lei 11.645/05, em seu artigo 26 A, trataremos da temática ―História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena‖ e atendendo a necessidade de se envolver com os temas dos Desafios Educacionais Contemporâneos estaremos engajados nesta temática, valorizando estes temas. A faixa etária dos alunos vai de 02 (dois) anos (Educação Infantil), onde a criança inicia sua escolaridade; aqui a criança aprende a estudar com prazer, através de aulas criativas que motivam a construção do próprio pensamento e o desenvolvimento da coordenação motora. Esta faixa vai até mais ou menos aos 18 (dezoito) anos de idade, quando estará finalizando o curso do Ensino Médio, no qual o aluno, como indivíduo terá se apropriado dos conhecimentos desse período para se aprimorar, como tal, no mundo do trabalho e na prática social. Portanto os nossos alunos são de excelente padrão cultural, convivendo e obtendo no Colégio, boa formação. Dispondo dos mais variados e modernos recursos tecnológicos como exemplo: computador, DVD, internet, etc - que enriquecem e são enriquecidos com o intercâmbio natural com outros de seu próprio ou diferentes meios e/ou níveis. Normalmente provêm de lares sólidos, construídos sobre o alicerce da tradição e da religiosidade interiorana, nunca são, para a Escola, alunos problemas, salvo raras exceções, que são resolvidas dentro dos parâmetros educacionais e da Filosofia do Colégio. 5.5 - Regime Escolar A Matrícula é o ato formal que vincula o educando a um estabelecimento de ensino autorizado, conferindo-lhe a condição de aluno. Será requerida pelo interessado ou por seus responsáveis quando menor de 18 anos, e deferida pelo
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    Diretor do estabelecimentoem conformidade com os dispositivos regimentais, no prazo máximo de 60(sessenta) dias. Fica assegurada ao aluno, não vinculado ao estabelecimento de ensino a possibilidade de ingressar no Colégio a qualquer tempo, desde que se submeta a processo de Classificação, Aproveitamento de estudos e Adaptação, previstos no Regimento Escolar, sendo que o controle de freqüência se fará a partir da data da matrícula. Para a matrícula de ingresso no 1º Ano do Ensino Fundamental de Nove Anos, a criança deverá ter 06 (seis) anos de idade. Atendida a matrícula dos alunos com 6 (seis) anos completos ou a completar no início do ano letivo, este estabelecimento admitirá, em caráter excepcional, o acesso ao ensino fundamental de crianças que completem seis anos no decorrer do ano letivo, observando-se os seguintes requisitos: a) crianças que no seu percurso educacional estiveram matriculadas e frequentaram por dois anos ou mais a pré-escola b) termo de responsabilidade pela antecipação da matrícula do educando, assinado pelos pais ou responsáveis; c) comprovação da existência de vagas neste estabelecimento; d) proposta pedagógica adequada ao desenvolvimento dos alunos; Matrícula por Transferência - é aquela pela qual o aluno, ao se desvincular de um estabelecimento de ensino, vincula-se ato contínuo a outro congênere, para prosseguimento de estudos em curso. Adaptação - A Adaptação de Estudos é o conjunto de atividades didático- pedagógicas desenvolvidas sem prejuízo das atividades normais da série ou período em que o aluno se matricular, para que possa seguir, com proveito o novo currículo. A equipe técnico-pedagógica deste estabelecimento, fica responsável pela análise do currículo apresentado pelo aluno a fim de determinar as adaptações no ajustamento do novo currículo. Aproveitamento de Estudos - será feito o aproveitamento de Estudos concluídos com aprovação na escola de origem da série, fase, ciclo, período ou disciplinas.
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    5.6 - Classificaçãoe Reclassificação A Classificação é o procedimento que o estabelecimento adota segundo critérios próprios, para posicionar o aluno em série, fase, período, ciclo ou etapa compatível com a idade, experiência e desempenho adquiridos por meios formais ou informais. Poderá ser realizada por promoção, por transferência e independente de escolarização anterior, mediante avaliação feita pela Escola. Fica vedada a classificação para o ingresso na 1ª Série do Ensino Fundamental, conforme Artigo 24, inciso II da LDB. A Reclassificação é o processo pelo qual o colégio avalia o grau de experiência do aluno matriculado, preferencialmente no início do ano letivo, levando em conta as normas curriculares gerais, a fim de encaminhar o aluno à etapa de estudos compatível com a sua experiência e desenvolvimento, independentemente do que registre o seu Histórico Escolar. Fica vedada a reclassificação para etapa inferior à anteriormente cursada. 5.7 - Promoção Após a apuração dos resultados finais de aproveitamento e frequência, serão definidas as situações de aprovação ou reprovação dos alunos. Será considerado aprovado o aluno que apresentar frequência igual ou superior a 75% (setenta e cinco por cento) do total da carga horária do período letivo e média anual igual ou superior a 6,0 (seis vírgula zero). Será realizada a Recuperação Semestral ao longo das séries do Ensino Fundamental II e Ensino Médio para os alunos que não alcançarem média semestral igual ou superior a 6,0, sendo estes casos analisados no Conselho de Classe. Nas séries correspondentes de 2º ao 5º ano, devido à necessidade da recuperação ser mais próxima ao conteúdo trabalhado, será realizada a Recuperação Bimestral e, se fizer necessário, apresentar-se-á a Recuperação Semestral. Todos estes processos referentes aos resultados das avaliações dos alunos serão registrados em documentos próprios, a fim de que sejam asseguradas a regularidade e autenticidade da vida escolar. A avaliação no 1º ano do Ensino Fundamental de nove anos e na Educação Infantil terá característica diagnóstica e de acompanhamento do processo contínuo que objetiva analisar a forma como a criança elabora o seu conhecimento. Para isso, o docente deverá registrar o desenvolvimento da criança e elaborar ao término do
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    ano ou períodoletivo, com caráter descritivo, o parecer sobre os diferentes aspectos do processo de desenvolvimento e de aprendizagem do aluno. Da Revalidação de Equivalência de Estudos - Para realização de Estudos incompletos cursados em escolas de países estrangeiros, serão obedecidos os Artigos das Deliberações nº 005/98 e 009/01- CEE. Da Regularização da Vida Escolar - Em atendimento a irregularidade na vida escolar do aluno, será obedecido o constante nas Deliberações 005/98 – 009/01- CEE. 5.8 - Regime de Progressão Parcial. O Colégio apresenta esta matrícula ao aluno reprovado em até 03 (três) disciplinas ou área de conhecimento da série, fase, ciclo ou período, e lhe é permitido cursar o período subseqüente concomitante às disciplinas ou áreas nas quais reprovou. (Deliberações 005/98 e 009/01 – 9394/96) 5.9 - Relação do Corpo Docente e Técnico - Administrativo Técnico-Pedagógico Nome Função Márcia V. F. Calheiro. Diretora Clarimília V. F. Altvater. Orientadora Educacional Luciene Vilas Bôas Maurano. Coordenadora Pedagógica Clariana Veiga de Freitas Coordenadora Pedagógica Almeida Apoio – Técnico- Administrativo Nome Função Carla de Fátima Appolinário Aux. Martins Administrativo Adriana Imai Rosendo Diniz Aux. Antônio Veiga de Freitas Administrativo Altvater Aux.
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    Diego Felix LourençoWenceslau Administrativo Fabíola Soares Aux. Lílian Carolina Calheiro Administrativo Tânia Petrini Siqueira Aux. Juliana Cristina Margarido Administrativo Aux. Administrativo Aux. Administrativo Aux. Administrativo Apoio – Serviços Gerais Nome Função Maria Lucélia da Silva Corrêa Recepcionista José Palmeira Vigia Enedir Gonçalves da Costa Aux. Administrativo Fernanda Alves Caetano Aux. Administrativo Josiane de Oliveira Silva Aux. Administrativo Neves Aux. Administrativo Luciana da Silva Mendonça Aux. Administrativo Maria José Aux. Administrativo Maria Vanilda Machado Corpo Docente Educação Infantil e Ensino Fundamental (1º ano ao 5º ano). Nome Função Série
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    Lucimara Cimatti C.Batistella Regente Maternal Michele Cristina dos Santos Regente Maternal Poliana Leopoldino de Regente Jardim I Oliveira Auxiliar Jardim I Taciane Aparecida Merlim Regente Jardim II Ana Karolina de Freitas Auxiliar Jardim II Andressa de Paula Costa Regente 1º ano Adriana Barros de Góes Auxiliar 1º ano Janaína de Oliveira Andrade Regente 2º ano Daiane Montanheiro dos Reis Regente 3º ano Gabriela Simoni da Cunha Auxiliar 2º e 3º anos Cassia Carolina de Oliveira Regente 4º ano Juliane de Oliveira Regente 4a Série Constantino 1a a 4ª/Ed. Infantil Maura Vasconcellos B. Imai 1a a 4ª/Ed. Infantil Janaína Patrial Rodrigues. Cristina Rodrigues Corsini Ensino Fundamental (5ª a 8ª Séries). Nome Função Cristiane P. Crespo Produção Textual Lín.Portuguesa Rondinele Aparecido Produção Textual Ribeiro Lín.Portuguesa Matemática/Quím César A Pinto Ribeiro ica Fábio R. da Costa História
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    Edilene Chaves R. Geografia Ferreira Geografia Kathilene Regina da Ciências Silva Ed. Física Crisgislaine O. A. Arte Cassoroti Inglês Jefferson Vernier Conh.Filosófico Márcia Fernandes da Espanhol Silva Gabriel Luiz Maurano Brígida De V.Bianchi Thays Regina R. de Oliveira Ensino Médio Nome Função Rondinele Aparecido Lin.Portuguesa Ribeiro Lin.Portuguesa Marília de Melo Pereira Prod.Textual Cristiane Papi Crespo Matemática Luiz O Santos Física Matemática João Paulo Chiaroti História Fábio R. da Costa Geografia Kathilene Regina da Biologia Silva Ed. Física Jacirema L. G. Zanata. Arte Jefferson Vernier Inglês
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    Márcia Fernandes da Ling.Comum. Silva Espanhol Gabriel Luiz Maurano Ling.Comum. Química Thays Regina R. de Filosofia/Sociolo Oliveira gia César A Pinto Ribeiro Angélica A. de Carvalho 5.10 - Análise dos problemas existentes. No que diz respeito ao rendimento escolar, o Colégio possui uma proposta pedagógica em consonância com a concepção e metodologia do ensino atual, onde alunos participam das aulas ativamente, professores e equipe técnico-pedagógica procuram num trabalho conjunto, sanar os problemas que ocorrem diariamente quanto ao comportamento, freqüência e aprendizagem de seus alunos, de acordo com os recursos que dispõe. O índice de evasão escolar é mínimo, porém este sempre será um assunto que precisará de atenção e estudo. O Colégio é privilegiado quanto ao seu quadro de professores, pois estes possuem níveis de capacitação, se não ideal, em constante formação e aprimoramento, introduzindo assim novas técnicas aprendidas. O Colégio está engajado no processo de democratização do ensino, comprometendo-se, radicalmente na redução de repetência, que já é mínima, tanto no ensino fundamental como no ensino médio. O Ensino Médio, além de preparar o cidadão para o convívio social e o trabalho efetivo, estabelece as bases que propiciam condições para novas metas de nível superior, preparando o jovem, não apenas para os embates vestibulares, mas, principalmente, para uma plena realização universitária e pessoal. Sendo um Colégio particular, este é mantido exclusivamente com as mensalidades pagas pelos pais dos alunos e que são estabelecidas de conformidade
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    com a planilhade custos elaborada pelo Estabelecimento. Leva-se em consideração o número de alunos – geradores da receita - a serem matriculados no ano letivo, e faz-se a previsão das despesas a serem efetuadas, resultando daí, os cálculos necessários, para a fixação das mensalidades. Na busca de soluções para os problemas ainda existentes, a equipe técnico- pedagógica, corpo docente e direção buscam a melhor opção de ação sempre pautada no diálogo, com o objetivo de alcançar um atendimento de excelência. Através da hora atividade, os professores do CTAM têm um período para atender a comunidade escolar, corrigir avaliações e atividades, bem como, organizar- se para desenvolver projetos. A equipe pedagógica procura atender aos professores, dando subsídios para o seu planejamento e auxiliando-os quando necessário 5.11 – Tabela de reprovações nos três últimos anos letivos Ensino Fundamental 2008 2009 2010 Turma Total Número Total Número Total Número alunos Reprovações alunos Reprovações alunos Reprovações 1º ano 26 0 26 0 30 0 2º ano 17 0 23 0 23 0 3º ano 14 1 25 1 27 2 4º ano 12 0 17 0 25 0 4ª série 18 1 13 0 17 0 5ª série 12 1 17 0 17 0 6ª série 14 0 14 0 14 0 7ª série 13 1 16 0 19 2 8ª série 11 0 18 0 18 0 Ensino Médio 2008 2009 2010
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    Turma Total Número Total Número Total Número alunos Reprovações alunos Reprovações alunos Reprovações 1ª série 45 3 36 0 30 4 2ª série 38 0 41 0 37 0 3ª série 35 0 36 0 40 0 5.12 – Inclusão Homens e mulheres são paradoxalmente diferentes em sua igualdade. Isso se deve ao fato de, como seres humanos, pertencerem a uma mesma espécie de características semelhantes e ao mesmo tempo, diante da peculiaridade de cada um, serem diferentes em atitudes, pensamentos, habilidades, etc. A Constituição Federal de 1988 possibilitou um grande avanço educacional, visto que serve de respaldo à efetivação da cidadania e à dignidade humana, e da mesma forma favoreceu o comprometimento na realização do bem comum. Tem-se, então, estabelecida a igualdade de todos num contexto de diversidade étnica, cultural e social. Mas tal igualdade só é considerada a partir da singularidade inerente a cada diferença. Diante desta nova visão, a escola passou por uma transformação, cujas individualidades são respeitadas a fim de e proporcionar melhor aprendizado e desenvolvimento pessoal, para a construção de um ser global. O intento da inclusão é garantir uma vida com igualdade, pautada pelo respeito às diferenças, objetivando a formação para uma sociedade inclusiva. Este estabelecimento de ensino não possui nenhum aluno com necessidade de atendimento especial. 5.13 - Gestão Democrática 5.13.1 - Conselho de Classe O Conselho de Classe é o órgão colegiado de natureza consultiva e deliberativa em assuntos didático-pedagógicos, com atuação restrita a cada turma do estabelecimento.
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    Dentre outras atribuições,cabe ao Conselho de Classe, conselho este composto pela direção, pela secretária, pela equipe pedagógica, por todos os docentes e da representação facultativa de aluno por turma, é de decidir quanto à aprovação ou reprovação de alunos que, apresentarem situações limítrofes, inusitadas ou omissas. A finalidade das reuniões organizadas pelo Conselho, após analisar as informações e dados apresentados, é a de intervir em tempo hábil no processo ensino e aprendizagem, oportunizando ao aluno formas diferenciadas de apropriar- se dos conteúdos curriculares estabelecidos. 5.13.2 - Grêmio Estudantil O Grêmio Estudantil é o órgão máximo de representação dos estudantes do CTAM, com o objetivo de defender os interesses individuais e coletivos dos alunos, incentivando a cultura literária, artística e desportiva de seus membros. Anualmente, os alunos de 5ª série do Ensino Fundamental a 3ª série do Ensino Médio elegem um grupo de alunos regularmente matriculados no CTAM para que possam desenvolver projetos e o espírito político, representando-os frente à direção do colégio. O Grêmio Estudantil possui Estatuto próprio, aprovado e homologado em assembleia geral, convocada especificamente para esse fim. 5.14 - Desafios Educacionais Contemporâneos. Os Desafios Educacionais Contemporâneos são demandas que possuem uma historicidade, por vezes oriundas dos anseios dos movimentos sociais, outras vezes fruto das contradições da sociedade capitalista e, por isso, prementes na sociedade contemporânea. São de relevância para a comunidade escolar, pois estão presentes nas experiências, práticas, representações e identidades de educandos e educadores e cabe a todos os envolvidos no processo educacional procurar desenvolvê-los de forma responsável e consciente. Trabalhar com os Desafios Educacionais Contemporâneos não é tarefa simples, uma vez que temáticas, como a Violência, a Diversidade Cultural e Social, a Prevenção quanto ao uso de Drogas e a Sexualidade, requerem constante
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    aprofundamento no assunto,preparação do corpo docente e equipe escolar e o respeito ao abordá-las. O Colégio preocupa-se em preparar seus alunos para estas questões pertinentes na sociedade, buscando retratar que, embora muitos possuam uma realidade privilegiada, esta não se faz regra na sociedade em geral e o respeito pela diversidade deve sempre prevalecer. 6 - Marco Conceitual 6.1 – Fundamentação Teórica: 6.1.1 - Filosofia e os Princípios Didáticos – Pedagógicos da Instituição. Como instituição transformadora, o Colégio Tia Ana Maria, acredita no sonho da transformação da Pátria, da escola e do indivíduo, baseando-se sempre nas concepções norteadoras como a LDB, PCN´s, RCNEI, Estatuto da Criança e do Adolescente entre outros. Valoriza o esforço, a luta pelo reconhecimento da dignidade da pessoa humana que extrapola o saber científico que a escola proporciona e passa, seriamente, pelo fortalecimento da consciência da cidadania, a ênfase no desenvolvimento de valores humanos e o despertar da dimensão prazerosa e realizadora do trabalho. Para que se possa falar de sociedade a inclusão de alunos com necessidades especiais se faz necessária. Para tanto os alunos com necessidades especiais consideradas leves são incluídos no processo educativo recebendo acompanhamento necessário dos professores, da equipe pedagógica, e de profissionais como: psicólogos, psicopedagogos e da ajuda da família, sendo que todos os envolvidos buscam realizar um trabalho que esteja de acordo com as necessidades dos alunos, realizando assim o processo de aprendizagem. Passo a passo, busca-se realizar como Escola acolhedora, com espírito crítico, participativa, competente, na formação integral de seus alunos com disposição para aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a viver; a ser um espaço para a vivência da fé e da esperança. O fazer pedagógico do Colégio norteia- se no sentido de desenvolver valores e atitudes como condição para o exercício da cidadania e da construção de condutas e não simplesmente proporcionar informações. Neste sentido, faz um trabalho de prevenção dos valores negativos e
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    quando se faznecessário mostrar a conseqüência de um erro cometido, este é realizado com seriedade. A formação do aluno tem como principal alvo à aquisição de conhecimentos básicos e a preparação científica e tecnológica. Busca-se dar significado ao conhecimento escolar mediante a contextualização, incentivar o raciocínio e a capacidade de aprender. 6.1.2 - Concepção Educacional. A educação é ato ou efeito de educar, é o processo de desenvolvimento da capacidade física, intelectual e moral do ser humano (HOLANDA, 1989). Sendo assim, o processo educacional que tem como elementos consagrados o professor, o aluno, o sistema gestor e a família, institucionalizados na escola necessita de constantes ajustamentos á realidade externa, a fim de cumprir o seu papel na sociedade. O processo educacional deve contemplar um tipo de ensino e aprendizagem que ultrapasse a mera reprodução de saberes ―cristalizados‖, e desemboque em um processo de produção e de apropriação de conhecimento, possibilitando, assim, que o cidadão torne-se crítico e que exerça a sua cidadania, refletindo sobre as questões sociais e buscando alternativas de superação da realidade. 6.1.3 - Objetivo do Colégio Tia Ana Maria Promover educação de qualidade, que possibilite ao aluno a apropriação do conhecimento científico e o desenvolvimento de suas competências e habilidades, formando cidadãos conscientes, participativos, responsáveis e capazes de promover transformações na sociedade. 6.1.4 - Concepção de Homem. O homem, na atualidade, é um ser competitivo e individualista, resultado das relações impostas pelo modelo de sociedade em vigor. No entanto, a luta deve ser por um homem social, voltado para o seu bem próprio, mas acima de tudo, para o
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    bem estar dogrupo do qual faz parte. O homem, que modifica a si mesmo pela apropriação dos conhecimentos, modifica também a sociedade por meio do movimento dialético ―do social para o individual para o social‖. Diante da complexidade de que se revela o ―homem‖, o estudioso Morin (2001, p. 40) retrata que o ―homem é um ser, ao mesmo tempo, totalmente biológico e totalmente cultural", procuramos estruturar nossa concepção de homem e, em consequência desta, a expectativa em relação ao cidadão que queremos formar, mostrando assim toda a sua complexidade. 6.1.5 - Concepção de Sociedade O Brasil é um país imenso, diversificado em clima, em raças, em religiões, em graus de desenvolvimento regionais, etc... É cheio de contrastes, apresentando um atraso indesejável, com população analfabeta, sem saneamento básico e altos índices de mortalidade infantil. É um país, ao mesmo tempo velho pelo muito que perdeu como colônia e como vítima de políticas arcaicas e interesseiras, moderno, pelo arrojo com que se atira no futuro, desenvolvendo tecnologia e planejando novos tempos. É um imenso país em transformação e evolução. A sociedade ideal, imaginada por nós, pode mesmo ser um sonho. Mas acreditamos que a própria vida é um sonho. Um sonho maravilhoso que, a cada dia, tornamos realidade com nosso trabalho contínuo e persistente. Portanto, os ideais de justiça, de saúde, de educação, de igualdade de direitos de oportunidades e de prosperidade para todos, é o que almejamos. A sociedade que concebemos não se distancia dos problemas atuais e não vive apenas dos sonhos. Pelo contrário, como já dissemos, trabalha diuturnamente na eliminação dos problemas que afligem o mundo moderno. A preocupação com a poluição ambiental. O perigo da escassez de água, de energia, a preservação das espécies vegetais e animais. Enfim, a ecologia, como um todo, constitui uma preocupação constante, de cuja vigilância e contribuição não descuidamos. Não nos cabe aqui, traçar um paralelo entre as diversas concepções sociológicas ou escolher entre as diversas teses dos cientistas da sociologia, qual a concepção ideal de sociedade. O que nos cumpre é traçar uma meta de trabalho, visando o crescimento moral, intelectual e social do ente humano como ser, criado
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    perfeito, buscando asociedade perfeita, predestinada por Deus a herdar a terra, o paraíso perfeito perdido pela insensatez. Por isso que, diante destas definições, Foucalt (1975) retrata a sociedade em sentido geral, sendo esta uma condição universal da vida humana. Esta universalidade admite uma interpretação biológica ou instintual, e outra simbólicomoral, ou institucional. Assim, a sociedade pode ser vista como um atributo básico, mas não exclusivo, da natureza humana: somos geneticamente predispostos à vida social 6.1.6 – Concepção de Cultura. Cultura (do latim colere, que significa cultivar) é um conceito de várias acepções, sendo a mais corrente a definição genérica formulada por Edward B. Tylor, segundo a qual cultura é ―aquele todo complexo que inclui o conhecimento, as crenças, a arte, a moral, a lei, os costumes e todos os outros hábitos e aptidões adquiridos pelo homem como membro da sociedade‖. A cultura é fundamental para a compreensão de diversos valores morais e éticos que guiam nosso comportamento social. Entender como estes valores se internalizaram em nós e como eles conduzem nossas emoções e a avaliação do outro, é um grande desafio. O conceito de cultura está sempre em constante mutação e evolução, acabando por ser o aspecto da vida social que se relaciona com a produção do saber, arte, folclore, mitologia, costumes, etc., bem como à sua perpetuação pela transmissão de uma geração à outra. 6.1.7 - Concepção de Mundo. O mundo é o local onde ocorrem as interações homem-homem e homem- meio social caracterizadas pelas diversas culturas e pelo conhecimento. Devido a rapidez do processo de assimilação das informações e pela globalização torna-se necessário proporcionar ao homem o alcance dos objetivos materiais, políticos, culturais e espirituais para que sejam superadas as injustiças, diferenças, distinções e divisões na tentativa de se formar o ser humano que se imagina. Isto será possível se a escola for um espaço que contribua para a efetiva mudança social.
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    Por isso, PauloFreire (2001) vê a escola como uma importante concepção de mundo, pois ela proporciona aos educandos a sua melhora como ―sujeitos mais ativos na sociedade, onde começam a vivenciar experiências com outros meios de leitura de mundo, percebendo que essa convivência deve ser respeitosa, reflexiva e democrática‖, sendo assim, uma visão de um mundo ideal. 6.1.8 - Concepção de Infância A concepção de infância dos dias atuais é bem diferente de alguns séculos atrás. É importante salientar que a visão que se tem da criança é algo historicamente construído, por isso é que se pode perceber os grandes contrastes em relação ao sentimento de infância no decorrer dos tempos. O que hoje pode parecer uma aberração, como a indiferença destinada à criança pequena, há séculos atrás era algo absolutamente normal. Por maior estranheza que se cause, a humanidade nem sempre viu a criança como um ser em particular, e por muito tempo a tratou como um adulto em miniatura. De um ser sem importância, quase imperceptível, a criança num processo secular ocupa um maior destaque na sociedade, e a humanidade lhe lança um novo olhar. Hoje, a criança é vista como um sujeito de direitos, situado historicamente e que precisa ter as suas necessidades físicas, cognitivas, psicológicas, emocionais e sociais supridas, caracterizando um atendimento integral e integrado da criança. Ela deve ter todas as suas dimensões respeitadas. Segundo Zabalza ao citar Fraboni: ―a etapa histórica que estamos vivendo, fortemente marcada pela ―transformação‖ tecnológico-científica e pela mudança ético-social, cumpre todos os requisitos para tornar efetiva a conquista do salto na educação da criança, legitimando-a finalmente como figura social‖ (1998, p.68). 6.1.9- Concepção de Escola Uma escola é um lugar de encontros, de eventos e de atividades que ajudam o aluno a se integrar, a conviver e a crescer, tudo mediante ao trabalho de todos os envolvidos. Nós, enquanto escola preocupamo-nos em transmitir conteúdos, conceitos, habilidades de raciocínio os quais serão incorporados à estrutura cognitiva do aluno, para permitir-lhe transpor aquilo que adquiriu para as outras áreas do conhecimento
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    e até mesmopara torná-lo capaz de recuperar esses conhecimentos quando necessitar deles, sem perder de vista a idéia de que todos estes conteúdos sejam adequados ao nível de desenvolvimento cognitivo da faixa etária com a qual estamos trabalhando e que procurem estimular nosso aluno a novas conquistas intelectuais. Não sabemos qual será a situação social, econômica e política que nossos alunos de hoje encontrarão em sua vida adulta, mas estamos conscientes de que nosso trabalho certamente influirá, positivamente, não só em suas possibilidades profissionais como em diversos outros aspectos igualmente importantes para a sua realização como seres humanos. E, pretendemos, sejam eles atuantes em todo esse processo. É bom lembrar que já temos à nossa disposição uma imensa quantidade de informações, e o nosso desafio pessoal não é conhecer todas elas, mas sermos capazes de pesquisar aquelas das quais necessitamos, relacionando-as e utilizando- as criativamente em nossas vidas. Buscaremos fazer a nossa parte no sentido de colaborar para que nossos alunos possam se desenvolver e enfrentar um mundo talvez muito diferente daquele em que vivem hoje, o que poderá exigir deles não só uma sólida formação intelectual como um amadurecimento pessoal. No que diz respeito aos conteúdos, um grande conjunto de informações se faz necessário, não só para se ingressar numa boa universidade, como é fundamental para se ter uma visão geral de todas as áreas do conhecimento. Adquirir um certo nível de informação geral, possibilita uma compreensão e uma análise de mundo e da sociedade, que tornam o indivíduo mais capaz de se enriquecer como ser humano e de contribuir para a formação de uma sociedade mais justa, igualitária e solidária. Para Luckesi (2004) é importante a busca pelo equilíbrio entre vários campos do conhecimento, o que, além de não forçar o aluno a uma opção profissional precoce, permite a ele ser capaz de se posicionar em relação a assuntos que não sejam específicos de sua área de atuação. Ao longo do processo pedagógico desenvolvido desde a Educação Infantil até o Ensino Médio, perseguimos um objetivo de crescimento integral que permita ao nosso aluno uma autonomia intelectual crescente, ao lado de um bom nível de informação e uma capacidade de se posicionar frente ao mundo, de se rever, de ser capaz de respeitar as diferenças e conviver com elas; enfim, de poder amadurecer como ser humano, pois uma mente
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    aberta, com múltiplascapacidades desenvolvidas, é que poderá tornar uma pessoa feliz consigo mesma, capaz de contribuir para a sociedade em que vive. 6.1.10 - Concepção de Conhecimento. Conhecimento é relação que se estabelece entre um sujeito cognoscente (aquele que conhece) e objeto cognoscível (objeto a ser conhecido). Dessa forma, o conhecimento é o elo entre tais constituintes. Na escola, ele deve garantir a transmissão-assimilação da informação sistematizada e a construção nos métodos do saber através do conhecimento científico determinados e processos de ensino-aprendizagem em todo trabalho pedagógico da escola. 6.1.11 - Concepção de Tecnologia A tecnologia deve ser encarada como mecanismo que viabilize a concepção de metodologias em sala de aula. Em tempos de globalização, ela deve ser explorada a fim de que seja uma forte aliada do professor no processo de conhecimento. As rápidas mudanças ocorridas na sociedade e o grande volume de informações estão refletindo-se no ensino, exigindo, desta forma, que a escola não seja mera transmissora de conhecimentos, mas que seja um ambiente estimulante, que possibilite ao aluno percorrer o conhecimento de maneira mais motivada, crítica e variada. Há muitas formas de compreender a tecnologia. Para alguns ela é fruto do conhecimento científico especializado. É, porém, preferível compreendê-la da forma mais ampla possível, como qualquer artefato, método ou técnica criado pelo homem para tornar seu trabalho mais leve, sua locomoção e sua comunicação mais fáceis, ou simplesmente sua vida mais satisfatória, agradável e divertida.‖ (CHAVES, 1999, p. 47) A interação da tecnologia na escola é vista como uma dinâmica de interação, ou seja, um ambiente rico para a mediação entre os alunos, oferece condições para envolver e estimular a investigação, além de possibilitar paradas e retornos para a interpretação, análise, atendendo o ritmo de cada processo de aprendizagem.
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    6.1.12 - Concepçãode Ensino e Aprendizagem. A concepção de ensino e aprendizagem está intimamente ligada à forma de transmissão e construção do saber que leva o indivíduo ao questionamento de experiências, de valores, de princípios advindos das relações sociais de um determinado contexto e à probabilidade de relacionar situações diversas, estando aberto à possibilidade de estabelecer conexões entre o ensino e a realidade, em um processo constante de aquisição de conhecimento, desenvolvimento de competências e mudança de comportamento. O processo de ensino e aprendizagem visa valorizar os conceitos espontâneos para a construção dos conceitos científicos. Os conceitos espontâneos são aqueles construídos pela experiência individual e cotidiana, sendo estas acessíveis por meio de observação ou ação imediata com o mundo. Já os conceitos científicos são construídos de forma metódica e intencional, sobretudo no ambiente escolar. Neste sentido, Freire (2001) indica que a fenomenologia dos estudos curriculares permite dar lugar às experiências dos sujeitos para que possam promover aprendizagens significativas em que o papel do aluno dar-se-á como protagonista no processo de aprendizagem, utilizando-se dos seus próprios recursos cognitivos. Dessa forma, o ensino está intimamente ligado à aprendizagem, uma vez que o ser humano nunca está sozinho, pois, em toda situação de aquisição de conhecimento, o sujeito compartilha de um tipo de linguagem que é permeada pelas múltiplas vozes que marcam a presença do outro no processo do saber. 6.1.13 - Concepção de Cidadania. A concessão de cidadania para além das linhas divisórias das classes desiguais parece significar que a possibilidade prática de exercer os direitos ou as capacidades legais que constituem o status do cidadão não está ao alcance de todos que os possuem, lazer, trabalho, entre outros. Segundo ―A complexidade do mundo globalizado, a amplitude das comunicações, provocam essa indefinição relativamente à cidadania. Se ser cidadão significa, conforme a origem grega, em termos bastante genéricos, ser o
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    habitante da cidade,isso implica no pertencimento a determinado espaço geográfico. Mas o que se pode perceber é que para a globalização não existem barreiras. Ao extrapolar estes limites faz desaparecer as peculiaridades de cada espaço e também dos indivíduos implicados. Serão todos ―cidadãos do mundo‖, sujeitos indefinidos socialmente. A rapidez das transformações sociais provoca igualmente transformações individuais. Isso exige readaptação, reeducação.‖ (ARAÚJO, 2003, p. 47) Como consequência, cidadania passa a significar o relacionamento entre uma sociedade política e seus membros. Os reflexos dessa condição no direito internacional, por outro lado, impulsiona esse conceito ao de nacionalidade. Busca- se trabalhar o indivíduo para que este possa conhecer e buscar a sua condição dentro do processo de cidadania. 6.1.14 - Concepção de Gestão Democrática de Ensino A gestão democrática da escola é um passo importante no aprendizado da democracia. A escola não tem um fim em si mesma. Ela está a serviço da comunidade. Nisso, a gestão democrática da escola está prestando um serviço também à comunidade que a mantém. Ela, também, pode melhorar o que é específico da escola: o seu ensino. A participação na gestão da escola proporcionará um melhor conhecimento do funcionamento da escola e de todos os seus atores; propiciará um contato permanente entre professores e alunos, o que leva ao conhecimento mútuo e, em conseqüência, aproximará também as necessidades dos alunos dos conteúdos ensinados pelos professores. Conforme apontado por Lück (2000, p. 11), gestão escolar: ―[...] constitui uma dimensão e um enfoque de atuação que objetiva promover a organização, a mobilização e a articulação de todas as condições materiais e humanas necessárias para garantir o avanço dos processos socioeducacionais dos estabelecimentos de ensino orientadas para a promoção efetiva da aprendizagem pelos alunos, de modo a torná-los capazes de enfrentar adequadamente os desafios da sociedade globalizada e da economia centrada no conhecimento‖. O aluno aprende apenas quando ele se torna sujeito da sua aprendizagem. E para ele tornar-se sujeito da sua aprendizagem ele precisa participar das decisões que dizem respeito ao projeto/proposta da escola que faz parte também do projeto de sua vida.
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    A gestão democráticaé demonstrada por uma certa atmosfera que se respira na escola, na circulação das informações, no processo de elaboração e criação de novos objetivos, na formação de grupos de trabalho, na capacitação de recursos humanos, etc. A gestão democrática de uma escola será avaliada pelo efetivo engajamento de todos nas decisões comuns. Não será avaliada pela quantidade de tarefas coletivas realizadas - número de reuniões formais, por exemplo - mas pela competência política e organizacional em transformar permanentemente a proposta da escola numa proposta social com o envolvimento da comunidade escolar, logo a participação dos envolvidos e o envolvimento na hora-atividade, nas reuniões pedagógicas, nos Conselhos será de extrema importância para a sua efetivação. . É preciso, contudo reconhecer que a gestão democrática é um processo sempre inacabado e que os limites são enormes. Enfim, a gestão democrática apoia-se em alguns princípios: desenvolvimento de uma consciência crítica; envolvimento das pessoas; participação e cooperação; autonomia. 6.1.15– Concepção de Formação Continuada. Segundo Perrenoud, a Formação Continuada tem entre outros objetivos, propor novas metodologias e colocar os profissionais a par das discussões teóricas atuais, com a intenção de contribuir para as mudanças que se fazem necessárias para a melhoria da ação pedagógica na escola e, consequentemente, da educação. É certo que conhecer novas teorias, faz parte do processo de construção profissional, mas não bastam, se estas não possibilitam ao professor relacioná-las com seu conhecimento prático construído no seu dia-a-dia (Perrenoud, 2000). Assim, a Formação Continuada é específica a dos profissionais da educação, principalmente os professores, a qual ocorre ao longo da vida do ser humano- professor. Esta formação pode acontecer mediante diversas situações do cotidiano que viabilizem aprendizagens para o exercício profissional docente. Entretanto, é necessário salientar que, tratando-se de uma profissão caracterizada pelo trabalho acadêmico, a formação continuada precisa estar
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    constituída por atividadesdevidamente organizadas para viabilizar a construção, socialização e confronto de conhecimentos, de tal forma que os professores como cidadãos e como docentes possam avançar continuamente em seu caminho de desenvolvimento profissional. Para concretizar, entendo a Formação Continuada como aquela desenvolvida, geralmente, mediante atividades de estudo e pesquisa planejadas e realizadas como parte do desenvolvimento profissional dos professores a partir das necessidades e conhecimentos derivados das suas experiências docentes. 6.1.16 – Concepção da hora atividade docente. A hora atividade é o tempo reservado ao docente, em exercício, para estudos, avaliação e planejamento. Além disso, visa-se uma organização para o trabalho coletivo, uma vez que se formam grupos de professores para o planejamento e desenvolvimento de ações necessárias ao CTAM. Através da hora atividade, os professores do CTAM têm um período para atender a comunidade escolar, corrigir avaliações e atividades, bem como, organizar- se para desenvolver projetos. A equipe pedagógica procura atender aos professores, dando subsídios para o seu planejamento e auxiliando-os quando necessário 6. 2- Concepção do Tempo Escolar. A organização curricular se dá por série, por bimestre e por disciplina, sendo estas auxiliadas por projeto, quando assim se fizer necessário. Podemos considerar o tempo escolar como uma construção social, desvinculada da natureza, ou como enfoca Elias (1998, p.13), que ―em toda parte onde se opera com o ‗tempo‘, os homens estão juntamente com seu meio ambiente, ou seja, com processos físicos e sociais‖. Para as resoluções da Escola, todos os itens citados acima, bem como as Disposições Finais, será mantido o enunciado aprovado no Regimento Escolar, nas determinações das Deliberações 005/98; 009/01-9394/96 e considerando as decisões da direção juntamente com o Conselho de Classe. 6.3 - Organização Curricular.
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    Esta entidade contemplaas seguintes modalidades de ensino: Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio atendendo as Diretrizes Curriculares Nacionais. A Educação Infantil atenderá as modalidades Maternal, Jardim I e Jardim II , destinadas às crianças de (Maternal – 2 a 3 anos e 11 meses; Jardim I – 4 anos de idade; Jardim II – 5 anos de idade; Deliberação nº 009/99 – CEE) a ser ofertado em função da demanda existente, e em acordo com as possibilidades deste estabelecimento. Visa o desenvolvimento das habilidades cognitivas da criança, levando-a a despertar para o mundo que a cerca e desenvolver-se no processo educacional. O Ensino Fundamental organizado por série e em língua portuguesa, tem como objetivo a ―formação básica do cidadão mediante o desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meios básicos o pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo‖ (Vygostky, 1999) . Completa ainda a compreensão do ambiente natural e social, do sistema político, da tecnologia, das artes e dos valores em que se fundamenta a sociedade e o desenvolvimento da capacidade de aprendizagem, tendo em vista a aquisição de conhecimentos e habilidades e a formação de atitudes e valores em que se assenta a vida social. Ensino Médio, organizado por série, é a etapa final da educação básica, tem a duração de três anos com a finalidade da consolidação e o aprofundamento dos conhecimentos adquiridos no Ensino Fundamental, possibilitando o prosseguimento de estudos. Visa a preparação básica para o trabalho e a cidadania do educando, para continuar aprendendo de modo a ser capaz de se adaptar com flexibilidade a novas mudanças de ocupação ou aperfeiçoamento posteriores. Está organizado de maneira a favorecer o aprimoramento do educando como pessoa humana, incluindo a formação ética e o desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico. 6.4 – Matriz Curricular. MATRIZ CURRICULAR DO ENSINO FUNDAMENTAL SÉRIES DISCIPLINAS
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    6ª 7ª 8ª Arte B 1 1 1 1 A S Ciências E 3 3 4 4 Educação Física N 2 2 2 2 A C Geografia I 2 2 2 2 O História N 2 2 2 2 A L Língua Portuguesa 4 4 3 3 C Matemática O M 5 5 5 5 U M Sub- 19 19 19 19 total Conhecimento Filosófico 1 1 1 1 P D L.E.M. Espanhol 1 1 1 1 2 L.E.M. Inglês 2 2 2 Produção de Texto 2 2 2 2 Total geral 25 25 25 25 Matriz Curricular de acordo com a LDBEN nº 9394/96 MATRIZ CURRICULAR DO ENSINO MÉDIO SÉRIES DISCIPLINAS
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    1ª Série 2ª Série 3ª Série Arte 1 1 -- B A Biologia 3 3 4 S E Educação Física 1 1 1 N Filosofia 1 1 1 A C Física 3 3 4 I O Geografia 3 3 3 N A História 3 3 3 L Língua Portuguesa 4 4 4 C O Matemática 4 4 5 M U Química 3 3 4 M Sociologia 1 1 1 Sub-total 27 27 30 LEM Espanhol 2 2 -- P D LEM Inglês 2 2 -- Linguagem e Comunicação -- -- 2 Produção de Texto 2 2 2 Sub total geral 33 33 34 6.5 – Concepção das Ações Didático-Pedagógicas.
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    A equipe Técnico-Administrativa,Corpo Docente e Funcionários deve ter competência técnica e compromisso político, para a realização do trabalho a ser desenvolvido. A organização de todas as atividades é feita com o envolvimento de todo o corpo docente, alunos, funcionários e administração, estando estes conscientes de seus direitos, deveres e responsabilidades. Para isso são feitas reuniões pedagógicas, sempre que necessárias, do corpo docente com a equipe diretiva para verificar se o que foi previsto e proposto está sendo atingido. Acontecerão reuniões com a equipe de ensino e funcionários para a verificação sobre as tarefas correlatas e suas funções. No término do ano letivo e no momento inicial do período letivo que se inicia todo o Corpo Docente pára, no intuito da montagem das atividades e realimentação dos projetos que se desenvolverão no decorrer de todo o ano. Para o bom acompanhamento do Corpo Docente em relação às normas estabelecidas pelo Colégio, o professor terá conhecimento das normas do Colégio, através da leitura do Regimento Escolar para que se possa ter uma maior adaptação entre equipe diretiva, funcionários e alunos, para que todos sigam uma mesma linha de organização. Serão feitas reuniões pedagógicas bimestrais, sempre que se fizerem necessárias, ou em caráter de emergência, sendo que estas contarão com a presença de todos os convocados. Serão comunicadas através de bilhetes e do caderno de comunicados. O Calendário Escolar da Instituição será elaborado anualmente sendo observado os 200 (duzentos) dias letivos e obedecendo as 800 (oitocentos) horas anual, observando ao disposto na Legislação vigente , sendo este aprovado pelo órgão competente para este fim. Em relação à falta de professores não haverá adiamento de aulas; toda falta deverá constar de atestado médico; caso contrário acarretará desconto de hora/aula; sempre buscaremos preencher este espaço com alguma atividade pré-preparada ou passaremos a aula para um outro professor que tenha esta disponibilidade, ficando assim os casos especiais a serem decididos pela Direção do Colégio. Quando houver atraso, ainda no decorrer da 1ª aula, os alunos entrarão no Colégio e ficarão na Biblioteca até o início da 2ª aula. Os atrasos serão analisados pela orientação educacional. Casos especiais serão resolvidos pela Orientação Educacional.
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    Saídas antecipadas somenteserão aceitas quando solicitadas ou autorizadas pelos pais (ou responsáveis), sendo que a liberação só será feita pela Orientação Educacional, Coordenação Pedagógica ou pela Direção do Colégio. O Colégio busca formar indivíduos capazes de analisar, interpretar e transformar a realidade, e para se alcançar estas metas precisamos ir além dos recursos utilizados em sala de aula. Para tanto, desenvolve projetos, que já realizados em seu meio, deram excelentes resultados, assim haverá uma realimentação na busca de melhoras. O Colégio está em constante interação professor/aluno/sociedade, e o que demonstra isto são os projetos que seguem : 6.5.1 - Atividades Escolares: Projetos a serem desenvolvidos durante o ano de 2010/2011. a) CTAM GAMES O projeto CTAM GAMES teve início no ano de 2006 e consiste na aplicação de atividades lúdicas, culturais, esportivas, musicais e intelectuais aos alunos do Colégio Tia Ana Maria. Possui como objetivo a socialização, entretenimento e a diversão entre alunos, professores, funcionários, coordenação, supervisão e direção do CTAM. De acordo com o regulamento poderão participar os alunos matriculados no Colégio Tia Ana Maria no período letivo de 2010/2011. Cada equipe poderá trazer quatro convidados (ex-alunos do CTAM ou alunos de qualquer outra escola) para fazer parte da equipe como convidados. Toda equipe deverá cumprir os regulamentos os quais estarão em editais. Toda prova desta gincana possui caráter instrutivo, e buscará trabalhar de forma prazerosa e agradável. Para que tudo transcorra bem e agrade a todos a professora chefe apresentará as regras à equipe diretiva e aos alunos chefes de equipe. b) Congresso do CTAM Criação: Ano de 2004. Princípios Fundamentais: Levar o aluno a um aumento do seu saber elaborado. b) Integração
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    c) Interdisciplinaridade. d) Aumento de conhecimentos. Participação: Alunos, professores, pais, familiares, funcionários e a sociedade. Objetivos: 2010/2011. a) Promover a formação de novos conhecimentos; b) Enriquecer a personalidade do aluno com novos e melhores recursos de pensamento, de ação e de convívio social, abrindo-lhes novas perspectivas de cultura; c) Planejar e orientar experiências concretas de trabalho, de busca por parte dos alunos; d)Envolver alunos, professores e elementos da sociedade na busca do conhecimento e do entendimento; e) Levar os educandos à formação crítica e ressaltar a participação como ―gente‖ construtor do processo de formação do seu conhecimento e do conhecimento das gerações. f)Buscar progresso através do escutar experiências para que possa reformular seus conceitos e assim consolidar seus conhecimentos. g) Levar o aluno a perceber que as dúvidas dele também são dúvidas de outros. h) Levar o aluno a participar através da escolha dos temas a serem trabalhados. c) Piquenique em Família. O projeto resgata o prazer de estar juntos, de vivenciar cada momento ao lado da família, de poder repartir o que de bom temos, no ambiente da natureza, através de brincadeiras alegres e sadias. Com o intuito de maior entrosamento entre escola, alunos e pais, foi criado o Piquenique em família, que conta com a participação dos pais e dos familiares dos nossos alunos. Busca-se uma maior integração e participação, resgatando o convívio direto com a natureza, com as brincadeiras atuais e de tempos atrás. Proporciona uma proximidade prazerosa entre todos os que participam, não havendo distinções. Conta com a colaboração antecipada dos professores, equipe administrativa, funcionários em geral na organização do mesmo, que se realiza no envolvimento dos alunos. Na sua realização, há uma montagem de equipes que se unem na busca dos
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    objetivos propostos nasprovas. Sendo a integração/descontração, o objetivo primordial, todos vencem e recebem o prêmio surpresa. No evento, se dá: cabo de guerra, caça ao tesouro, bambolê, circuito rápido, futebol, corrida, chute ao gol, danças, entre outras brincadeiras. Temos também, como não poderia faltar, o delicioso momento do lanche em família, que é realizado em contato direto com a natureza, sem agredi-la. Sabemos que a vida é feita de bons momentos e é com esta visão e certeza que nos empenhamos, cada dia, em torná-los todos bons. d) Projeto T.E.C.A: Trabalho de Enriquecimento Cultural Anual O projeto T.E.C.A - Trabalho de Enriquecimento Cultural Anual – visa propiciar ao aluno da 8 série do Ensino Fundamental uma preparação quanto à organização de um trabalho seguindo as normas da ABNT. Além disso, vem como projeto que solidifica uma etapa do conhecimento estudantil – a conclusão do Ensino Fundamental, pois os alunos escolhem um tema já estudado e aprofundam-se neste conhecimento, passando pela fase da pesquisa, organização e apresentação do trabalho. e) Viagens e Passeios. A necessidade de saber e conhecer além das salas de aula faz com que se realizem as viagens, estas acontecem dentro de um planejamento, de acordo com o pedido dos professores e com o cronograma de atividades, serão realizadas mediante autorização dos pais. Estas possuem por sua vez, desenvolvimento interdisciplinar, no qual busca-se o conhecimento amplo antes da viagem, e ao realizar-se, complementa-se com os conteúdos específicos. Possui por finalidade o desenvolvimento amplo, realizando assim confraternizações, companheirismo. Objetivos para 2011:  Participar de viagens propostas pelos professores.  Visita a cidades pólo, feiras, entidades, supermercados, lojas e a todos os locais específicos, para realização e fixação dos conteúdos propostos.  Entre outras que se fizerem necessárias e que estejam de acordo com o calendário do Colégio.
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    f) Sistema Integradode Comunicação Interna: O Colégio Tia Ana Maria, conta com um sofisticado sistema de comunicação interna. Liga os alunos a todos os interessados nessa comunicação, através de microfones e telefones ligados a uma cabine, que é controlada pela centralizadora. Na recepção, são analisados os recados e transmitidos, em horário conveniente, para os que deles precisam, ou aos quais são endereçados. Este sistema liga pais, comunidade escolar em geral e favorece a comunicação dentro do estabelecimento, dando assim maior qualidade aos acontecimentos e contribuindo para maior eficiência em todos os trabalhos internos e externos do Colégio. g) Departamento Cultural. O Colégio busca desenvolver os valores artísticos de cada aluno, descobrindo talentos, desvendando aptidões. Para melhor desenvolver o lado artístico dos alunos, trabalha-se com pinturas, exposições, projeções, músicas. Busca-se desenvolver o gosto pela poesia e pela literatura, dando assim, grande valor para a arte como um todo. h) FICOTAM: Festival Interno do Colégio Tia Ana Maria: Este festival tem por objetivo desenvolver na criança e no adolescente o espírito artístico, o gosto pela arte de apresentar. Com este festival mostramos grandes talentos, desenvolvemos grandes lideranças no que diz respeito ao lado cultural de cada indivíduo. Sabemos que toda apresentação ao público gera um determinado constrangimento, sendo assim busca-se trabalhar o medo, o desinibir. Para finalização deste contamos com a escolha de um corpo de jurados imparcial que julga o evento. i) Sarau da Poesia O Sarau da Poesia visa atender os alunos da primeira fase do ensino fundamental. O mesmo busca trabalhar o envolvimento com as poesias e levá-los ao conhecimento deste mundo encantado. A apresentação motiva os alunos a envolverem-se com o seu poeta preferido e encaminhá-los para a escrita e a descoberta de novos conhecimentos e imaginações empregados através desta cultura.
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    j) Dia dasMães Com muito carinho, são preparadas lembranças, filmagens, mensagens, palestras, homenagens que são transmitidas em comemorações realizadas para elas. O convite é feito com antecedência, para que todas possam participar. Para tanto, prepara-se um local agradável, e adequado para o evento, no qual é envolvido todo corpo docente e discente. Neste dia, os homenageados recebem homenagens, dos filhos, dos professores, do Colégio como um todo. k) Dia dos Pais: Para a comemoração deste dia, preparam-se atividades que envolvam todos os pais. Busca-se realizar num dia da semana em que todos tenham a possibilidade de estar presentes. São preparados dias de lazer, onde os mesmos participam de jogos, brincadeiras, torneios ou momentos de reflexão a serem preparados pelo colégio. São preparados, juntamente com os alunos, mensagens, desenhos, pinturas, para serem entregues aos pais. Jamais deixamos de lado os casos em que o aluno não possui pai, nesses casos faz-se uma preparação anterior e o mesmo, se quiser realiza as atividades para alguma pessoa estimada. l) Departamento Comunitário: O departamento comunitário do Colégio dá assistência à creche Bóia-Fria, a qual apresenta carência de recursos financeiros. O Colégio, através da participação de seus alunos, faz todos os anos a doação voluntária de chocolates, na época da Páscoa, de agasalhos e cobertores no início de todos os invernos, de cestas-básicas no decorrer dos bimestres, complementando um trabalho de interdisciplinaridade com as disciplinas de Filosofia e Artes. Estas doações se complementam na entrega dos benefícios, pois os mesmos são entregues com a participação dos alunos do Colégio, existindo assim um intercâmbio muito rico na troca de experiências. Cada aluno adota uma criança da creche. O projeto Cesta-básica, também atinge lares carentes de nossa cidade. O atendimento é feito com o auxílio direto de professores que acompanham os alunos do Colégio no desenrolar das atividades pré-preparadas. Acompanham
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    alunos que delivre e espontânea vontade se inscrevem para participar com espírito de ajuda. Sabemos que neste espírito de constante doação, estamos conscientizando nossas crianças e adolescentes na necessidade da partilha, do amor ao próximo, da solidariedade humana. *Projeto Trate Criança como Criança. m) Festa Junina: Esta festa realiza-se em junho, e conta com a participação dos pais, alunos, professores, funcionários e da sociedade em geral. Todas as apresentações são feitas pelos nossos alunos, que na sua maioria, aceitam e se disponibilizam a participar. Nesta festa, contamos com um ambiente que passa por uma preparação, no sentido de caracterização; professores e alunos se envolvem e deixam o ambiente adequado para uma excelente apresentação caipira, genuinamente brasileira. A alegria da festa torna-se ainda mais contagiante quando alunos de todas as séries apresentam danças caipiras do nosso folclore. Para completar a riqueza de variedades da festa, temos a participação dos pais, avós, tios e parentes na quadrilha dos adultos, sendo que a mesma é esperada por todos. Temos várias barracas: de doce da Vovó, comidas típicas, pescaria, correio elegante, de jogos variados, que quando solicitados com a finalidade de arrecadação de dinheiro para a formatura, são passados para os alunos. n) Eleição dos Dirigentes de sala. Para um melhor entrosamento e comunicação, busca-se ouvir os alunos. Para que as salas sejam representadas em todos os momentos de importantes decisões, são eleitos os dirigentes de sala, os quais se integram. Princípios Fundamentais: a) Responsabilidade. b) Integração. c) Participação. d) Comprometimento.
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    Participação: Dois alunosde cada série, um escolhido pelos amigos e outro escolhido pelos professores, através da votação. Objetivos: 2010/2011. a)Aumentar as responsabilidades dos envolvidos; b)Planejar e orientar experiências concretas de trabalho reflexivo dos alunos; d)Tomar medidas de decisões em nome dos amigos, visando assim, fazer com que cada líder, consiga transmitir a idéia central refletida em reunião; f)Construir nos educandos à formação crítica e ressaltar a participação como ―agente‖ construtor da sociedade. g) Levar o aluno a perceber que a comunicação é construída pelo ser humano e está em constante transformação, sendo ela de extrema necessidade; h)Buscar um progresso no contexto social, sanando problemas, descobrindo idéias novas, levando ao desenvolvimento geral. Objetivos alcançados: Participação dos alunos, responsabilidade, aceitação por parte dos demais alunos nas tomadas de decisões, crescimento de idéias na busca de objetivos a serem alcançados. Reuniões: Mensais, ou de acordo com a necessidade de comunicação entre alunos e direção. o) Semana da Pátria Com todo o respeito dedicado à Pátria, o Colégio preocupa-se em transmitir para seus alunos, o conhecimento inerente ao bom cidadão. Sendo assim, conta com a participação de todos os alunos na realização de variadas atividades. Semana da Pátria: a) Discurso: preparado pela disciplina de História e apresentado para os demais em momentos pré–determinados. b) Hino Nacional: Os presentes na solenidade entoam o hino, sendo que a bandeira é hasteada por um escolhido no momento. c)Dia da Roupa Verde e Amarela: É destinado para a participação de todos alunos e professores que usam de suas criatividades e ousam na beleza das cores. Mais do que nunca, resgatam a civilidade, o amor e o respeito à Pátria. p) Semana da Criança.
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    A semana queenvolve o dia das Crianças é preparada com acontecimentos alegres e envolventes. Os acontecimentos da Educação Infantil e da primeira fase do ensino fundamental são planejados com antecedência variando assim conforme as decisões.  Dia das apresentações: busca-se envolver os alunos em peças de teatro, danças, apresentações de músicas, entre outras atividades que envolvem a maioria dos alunos;  Confecção de materiais: alunos e professores envolvem-se na confecção de lembranças, algumas vezes, com material reciclado;  Decoração do Colégio: os ambientes são preparados com bexigas, atividades confeccionadas pelos alunos, dizeres, para que o mesmo fique com espírito de festa;  Dia do passeio: os alunos preparam-se com lanches e brincadeiras para a realização do dia de lazer;  Festa das Crianças: é preparada pelos professores com a ajuda dos alunos. Cada criança traz um alimento da sua escolha e os mesmos são divididos entre todos numa festa de confraternização que envolve músicas, danças e muita alegria.  Dia dos brinquedos: cada criança traz o seu brinquedo preferido para brincar com os amigos.  Dia da visita ao Super Festa, no qual acontece o delicioso piquenique. q) Festival de Pesca Festival no qual todos os alunos, professores e familiares são convidados. Este torneio conta com a premiação através de troféus que são distribuídos em diferentes modalidades. Este depende da variação do tempo, sendo assim, fica o mês e a data sempre a serem determinados próximos ao evento, pelo departamento de esportes do Colégio. r) Brinquedoteca O projeto Brinquedoteca visa trabalhar com o lúdico, desenvolver na criança todo o potencial e criatividade inerentes a idade. A Educação Infantil na Brinquedoteca do Colégio Tia Ana Maria tem como objetivo principal proporcionar condições para o crescimento integral da criança, cujo eixo de orientação e aprendizagem seja seu desenvolvimento; respeitando-a,
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    colaborando para aconstrução de uma auto-imagem positiva, a partir da descoberta de si, estimulando-a na busca de novos conhecimentos; incentivando a partir de um processo lúdico, o espírito investigador e pesquisador, visando à formação de indivíduos capazes de gerenciar com êxito o conhecimento. Ensino Fundamental – primeira fase As séries iniciais do Ensino Fundamental têm como principal objetivo oportunizar a construção da identidade e autonomia: fortalecendo a auto-estima, promovendo situações nas quais os estudantes possam desenvolver suas habilidades físicas e mentais; usando sua imaginação e criatividade, com ênfase à afetividade, a cooperação, socialização e organização; favorecendo a interpretação da realidade; estabelecendo relações entre novas informações e a realidade dos estudantes para construir conhecimento, compreendendo a sociedade e interagindo nela. s) Matemática Básica Este projeto se desenvolve no início do ano letivo e visa atender alunos da 1 a Série do Ensino Médio. Mesmo a matemática básica sendo trabalhada em sala de aula seguindo os conteúdos propostos, alguns alunos apresentam dificuldades e dúvidas em determinado conteúdo e estas devem ser sanadas para que num futuro próximo não venham a prejudicá-los. Para tanto, o Colégio desenvolve este projeto de Matemática Básica, para que todos os alunos que sintam a necessidade ou sejam convocados, tenham a ajuda de um profissional, que possa ajudá-los em tempo oportuno fazendo assim uma retomada dos conteúdos considerados essenciais para que se possa dar continuidade nos demais conceitos a serem estudados. t) Programa Agrinho. O Programa Agrinho desenvolve ações integradas entre escola e a comunidade rural e urbana. Seu objetivo é educar, motivar, transformar contribuindo para que as crianças e jovens adotem atitudes positivas em relação ao meio ambiente, promovendo assim mudanças de hábitos e de atitudes quanto à preservação ambiental, às boas práticas de saúde, ao trabalho e consumo, ao exercício da cidadania, de forma integrada às demais disciplinas do programa curricular. Esse programa desenvolve tais ações porque entende que para a
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    formação de cidadãosconscientes, empenhados na defesa da sociedade e do meio ambiente é a melhor maneira de agir. u) Projetos Como complemento dos conteúdos apresentados nas Apostilas do Anglo, e fazendo assim, a interdisciplinaridade e a transversalidade entre todos os conteúdos, contaremos com o auxílio indispensável dos projetos. Todos os Projetos realizados durante os anos letivos anteriores serão consultados e realimentados para a construção do processo a ser realizado no ano dois mil e cinco. Sabemos que todo o trabalho realizado com excelentes resultados, deve na sua sequência, servir de base para novas conquistas. As falhas e erros, já detectados, darão espaço para novas propostas de realimentação, buscando assim, um crescimento constante. O Colégio Tia Ana Maria trabalha com os temas referentes à educação ambiental, prevenção de AIDS, cultura afro-brasileira africana nas disciplinas de Conhecimento Filosófico, Ciências, Produção Textual e História. No entanto, estes não são desenvolvidos obedecendo a organização da Agenda 21 Escolar. 6.6 – Concepção Curricular. O debate em torno dos sistemas educacionais vem ganhando grande espaço à medida que se indaga o que realmente deve ser ensinado e aprendido nas escolas. Sabe-se que é por meio de conteúdos culturais que as instituições educativas realizam suas finalidades, por isso o currículo filiou-se diretamente à qualidade de educação tornando-se de fundamental reflexão para a questão ensino- aprendizagem. Existe uma diversidade infindável para a definição do termo currículo. Interessante é que cada um vale de pressupostos diferentes que venham a se adequar à sua concepção de educação. Ele deve ser visto como uma ferramenta conceitual que supõe sempre, de forma explícita ou tácita, uma resposta às perguntas o que ensinar, como é por quê? Falar em currículo pressupõe-se pensar a educação tendo em vista a questão dos conteúdos.
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    José Conterás afirmaque tais concepções variam em função dos distintos valores educativos que lhes dão vida. Deve-se pensar também, que na medida em que o currículo diz respeito às decisões educativas para a escola, acha-se mediado por problemas institucionais e, por conseguinte, reflete as circunstâncias históricas e sociais as quais foi pensado. Constituindo o Currículo na matéria-prima do trabalho docente, a questão que se coloca ao profissional é como enfrentar os desafios das inovações curriculares. Sabe-se que tais inovações apontadas no campo educacional visam a melhorar a qualidade do ensino ou modernização do processo educativo. Contra a idéia do processo educativo que o enxergue como sendo de interesses dominantes, ou da noção de que basta ao ensino montar-se para denunciar os mecanismos de exploração, coloca-se a necessidade de negociação que venha a entender aos interesses particulares. Todavia, cabe a advertência de que algumas de suas interpretações, se levadas às últimas conseqüências, podem vir a cair em outras visões deterministas. Por exemplo, a organização do saber escolar e de seu ensino vem se dando, há vários anos, segundo certas características, pontificando que a tendência é isso, não restando às concepções teóricas outro papel que não o de especular sobre um dever ser que nunca se fará realidade. Como reprodutora, a escola atua na seleção e distribuição de conhecimento e o currículo nada mais é que uma seleção de cultura, uma filtragem de conhecimento de modo que o torne acessível aos diferentes grupos, conforme as necessidades de cada um. Os professores devem assumir uma postura em relação ao currículo não como uma solução estabelecida, mas sim como espaço no qual se pode buscar e experimentar soluções. Concebido como uma ferramenta profissional, deve constituir-se no cenário e numa estratégia para o professor compreender melhor o seu trabalho e resolver seus problemas. A articulação entre as diversas áreas que compõem este eixo é um dos fatores importantes para a aprendizagem dos conteúdos propostos. A partir de um projeto sobre animais, por exemplo, o
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    professor pode ampliarseu trabalho, trazendo informações advindas do campo da História e da Geografia. A formação em currículo almeja uma incursão no domínio da cultura escolar, uma instigante interrogação sobre a prática e o trabalho educativos, um processo incessante de democratizar a cultura experimentando sempre novas possibilidades. A interdisciplinaridade deve ser entendida como um processo de co- participação, reciprocidade, mutualidade e dialógo, estes que caracterizam a integração não apenas das disciplinas mas de todos os envolvidos no processo educativo. É vista como uma questão de atitude, pressupondo uma intersubjetividade e visando a uma mudança de atitude frente ao problema de conhecimento, uma substituição da concepção fragmentária para e unitária do ser humano. A interdisciplinaridade não é entendida como compatibilização de conteúdos de disciplinas em função de suas eventuais aproximações ( Bochniak, 1992, p. 19). Tampouco significa a ―justaposição de conteúdos de disciplinas heterogêneas ou a integração de conteúdos numa mesma disciplina‖, nem visa simplesmente atingir o nível de integração de métodos, teorias ou conhecimentos.. 6.7 – Concepção de Avaliação. Todo processo de avaliação deve ser entendido como parte de processo de ensino aprendizagem:  Indica ao professor o momento de aprendizagem dos alunos: o que já compreenderam, quais seus avanços, quais suas dificuldades, dando pistas de como intervir no sentido da superação de tais dificuldades;  Permite que o aluno se torne consciente de seu processo de aprendizagem: perceba seus avanços e suas dificuldades e possa, em conjunto com o professor, buscar modos de resolver essas dificuldades;  Indica ao professor a necessidade de rever e refazer ajustes ou não na sua prática educacional. Nesse sentido a avaliação é uma ação contínua, exigindo uma observação sistemática dos alunos não apenas com relação ao domínio de conceitos de conteúdos específicos, mas também com relação ao desenvolvimento de competências e habilidades.
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    O processo deavaliação dar-se-á, no cotidiano do aluno, pelo professor, fazendo valer as participações, envolvimento em sala e em atividades propostas pelo colégio, companheirismo entre aluno/aluno, aluno/professor. Utilizaremos como instrumento de 5a EF a 3a EM a avaliação mensal, atribuindo notas, sendo que estas avaliações serão aplicadas em horários pré- determinados e seguirão cronogramas elaborados pela coordenação e apresentado em tempo hábil ao corpo docente e discente para a sua realização. Serão avaliadas também tarefas e atividades complementares, sendo que cada professor poderá determinar os títulos das atividades a serem trabalhadas de acordo com os conteúdos estudados. A partir da 5a série do Ensino Fundamental os trabalhos escritos deverão seguir os padrões da norma científica (modelo) como forma instrutiva de conhecimento. As disciplinas de Produção Textual, Literatura, Arte, Filosofia e Educação Física não seguirão este roteiro, ficando a cargo do professor juntamente com a equipe pedagógica distribuir e pré-determinar a organização dos mesmos. Considerando que o processo de avaliação não é algo estanque, possíveis alterações no processo de avaliação e recuperação poderão ocorrer mediante anuência da equipe pedagógica juntamente com o corpo docente. O processo de avaliação de 2º ao 5º ano segue cronograma próprio determinado na Semana de estudos e planejamentos e realimentado a cada bimestre, assim como a distribuição das notas, portanto possíveis alterações no processo de avaliação e recuperação poderão ocorrer mediante anuência da equipe pedagógica juntamente com o corpo docente. Todo aluno de 5a Ensino Fundamental a 3a Série Ensino Médio terá acesso ao cronograma de avaliações, pois este será fixado em edital geral e para maior precisão, fixado também em edital oficial. Os cronogramas de avaliações de 2º ao 5º ano serão entregues aos alunos. Cabe ressaltar que na terceira série do Ensino Médio serão aplicados instrumentos de avaliação variados, como avaliações, provões, atividades, exercícios da apostila, simulados, mudando sempre que necessário o cronograma citado. 6.8 – Planos de Avaliação. Processo de Avaliação e Promoção.
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    A avaliação naEducação Infantil e 1º ano do Ensino Fundamental de Nove Anos terá característica diagnóstica e de acompanhamento do processo contínuo que objetiva analisar a forma como a criança elabora o seu conhecimento. Esta deverá subsidiar permanentemente o professor, permitindo a organização e reorganização de ações pedagógicas junto às crianças, sendo registrados pelo docente os dados referentes ao desenvolvimento da criança. Ao término de cada ciclo (bimestral, semestral e/ou final) deverão ser redigidos Pareceres Descritivos sobre os diferentes aspectos do processo de desenvolvimento e aprendizagem. A verificação de rendimento escolar de 2º ao 5º ano do Ensino Fundamental será bimestral e obedecerá aos critérios descritos abaixo: a) Os instrumentos de avaliação serão somatórios, totalizando o valor de 10,0 que serão distribuídos da seguinte forma: P1 + P2 + TAR + TR=MB P1 = 4,0; P2 = 4,0; TAR = 1,0; TR = 1,0 *P1: avaliações discursivas que serão aplicadas bimestralmente em horário de aula, pré-determinado, avaliando os conteúdos programados em cada disciplina; * P2: avaliações quinzenais que serão aplicadas no decorrer dos bimestres, com o objetivo de verificação de aprendizagem em relação aos conteúdos ministrados de acordo com o programado por cada disciplina; *TAR: tarefas definidas pelo professor acompanhando assim o material didático; *TR: trabalhos desenvolvidos ao longo dos bimestres. Estes critérios poderão sofrer alterações mediante análise, leitura e aprovação da direção, equipe pedagógica e corpo docente. Já a verificação do rendimento escolar de 5a E.F. a 3a Série E.M. será bimestral e obedecerá aos critérios abaixo descritos: 1- Os instrumentos de avaliação do rendimento escolar serão somatórios totalizando o valor 10,0 (dez), que serão distribuídos da seguinte forma: P1 + P2 + TM + TC= MB P1= 4,0; P2 = 3,0 TM = 2,0 TC= 1,0. * P1: provas objetivas/discursivas que serão aplicadas, semanalmente no horário de aula ou em horário diferenciado, pré-determinado, oportunidade em que serão avaliados os conteúdos constantes no projeto da disciplina;
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    *P2: provas objetivas/discursivasaplicadas no segundo mês de cada bimestre, semanalmente, cujos conteúdos avaliados poderão ser cumulativos ou não, dependendo do projeto da disciplina. *TM: Tarefa mínima definida pelo professor acompanhando assim o material didático; *TC: tarefas complementares, trabalhos. A alteração de algum valor das notas estabelecidas acima ou quanto ao número de avaliações a serem aplicadas, poderá se efetuar mediante leitura, análise e aprovação da direção, equipe pedagógica e corpo docente. As disciplinas de Produção Textual, Educação Física, Literatura, Arte e Filosofia, serão avaliadas em termos diferenciados, usando assim trabalhos, avaliações escritas de conteúdos relacionados à disciplina, desempenho, participação, debates, logo possuem critérios pré-definidos junto à equipe pedagógica. 6.8.1 - Média Bimestral (MB) O aproveitamento bimestral do aluno será igual à somatória das avaliações, trabalhos de pesquisa, participações e tarefas mínimas e complementares obtidas no bimestre. 6.8.2 - Avaliações de 2ª Chamada 1- Caso o aluno, venha a perder uma ou mais avaliações, fará a 2ª Chamada, nas datas a serem marcadas pela Orientação, as quais serão comunicadas em tempo suficiente. 2- A Lei número 7.102 (15/01/79) ampara somente os casos de doença, luto, convocação para atividades cívicas e jurídicas e impedimentos por motivos religiosos. 3 - A inscrição para a 2ª Chamada deverá ser requerida na Secretaria do Colégio, mediante apresentação de atestado médico ou preenchimento do requerimento específico pelos pais, pelo aluno quando de maior ou ainda da justificativa por escrito dos pais , até 48 horas (úteis) antes da realização da respectiva avaliação. 4 - Para a avaliação de 2ª Chamada o aluno deverá: *apresenta-se pontualmente ao horário marcado; *portar o material necessário;
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    *estar com acamiseta ou agasalho do uniforme. O aluno poderá realizar até duas avaliações de 2 a Chamada por bimestre. Casos extras serão decididos pela direção. 6.8.3 - Média Semestral (MS) Ao término de cada semestre, será calculada a média semestral, que resultará da aplicação da seguinte fórmula: 1ª MS = (1º B x 1) + (2º B x 2) =6,0 3 2ª MS = (3º B x 3) + (4º B x 4) = 6,0 7 Cálculos para a Recuperação do 1o Semestre 12,0 – M 1o S = X  Esta será a nota que o aluno precisará tirar na avaliação de Recuperação. Para se fazer a nova média do 1º Semestre, que substituirá a que foi encontrada anteriormente. M 1o S + NR = 2 M 1o S + nota tirada na avaliação de Recuperação. O resultado desta soma divide- se por dois. *Permanece a maior Média Semestral. 2o Semestre Para saber quanto o aluno precisa tirar no 4o Bimestre para passar de ano sem Recuperação 60,0 – (M 1o S x 3 + 3o B x 3 ) = 4 Para saber quanto o aluno deverá atingir na Média do 2o Semestre: 60,0- (M 1o S x 3 ) = 7 Para calcular a Média do 2o Semestre: (3O B x 3) + (4o B x 4) = 7 Para saber quanto o aluno precisa tirar na Recuperação do 2º Semestre será necessário: Recuperação do 2o Semestre = M 2O S= 60,0 – (3 x 1o S) =
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    7 x 2 - M2 o S (* MS que o aluno já tem) O resultado será a nota que deverá ser atingida na Recuperação. Permanece a maior Média Semestral. Para calcular a Média Final M 1o S x 3 + M 2O S x 7 = MF 10 * A Média Final (MF) deverá ser igual ou superior a 6,0 (seis vírgula zero) 6.8.4 - Critérios para aprovação Quanto ao aproveitamento, estará aprovado: Por média, o aluno que, ao final do ano, alcançar, tendo ou não se submetido às recuperações bimestrais, média anual igual ou superior a 6,0 (seis vírgula zero), em cada disciplina, resultante dos bimestres nas respectivas disciplinas como segue: MF= (1º S x3)+(2º Sx7) 10 Caso o aluno não atinja média final igual ou superior a 6,0 (seis vírgula zero) em até três disciplinas, este prosseguirá para a série seguinte, mas terá que cumprir dependências das disciplinas não aprovadas. Quanto à frequência: Na conformidade da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei Federal nº. 9.394/96), o aluno só será aprovado se tiver freqüência, pelo menos, 75% do total de horas letivas anuais. Conforme Regimento, não haverá Recuperação Final, devendo o aluno ser recuperado nas Recuperações Semestrais durante o ano letivo, conforme Calendário Escolar homologado. 7 - MARCO OPERACIONAL Empenhamo-nos para que os cursos de capacitação dos professores sejam realizados no início do ano letivo, dentro do primeiro semestre, para um maior aproveitamento por parte de toda a comunidade escolar. De qualquer forma, por esse motivo, buscaremos não dispensar as aulas. Também não se acumulam cursos de diversas áreas, numa mesma época, para se evitar um esvaziamento do Corpo Docente. Porém se o curso for proposto para todos, e este se fizer necessário,
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    faremos o possívelpara que todos possam participar e ganharem com isto. Estes cursos contemplam os mais variados temas como a necessidade da inclusão, a hiperatividade, os transtornos de atenção, conhecimento e aprofundamento nos conteúdos apresentados pelo material utilizado, técnicas e metodologias aplicadas ao material, laboratórios práticos, entre outros que se fizerem necessários. Serão realizados grupos de estudos por área, conforme cronograma de atividades montado pelos professores no início do ano letivo e de acordo com a necessidade de estudo dos temas que se fizerem necessários.Sendo assim, todo professor terá a oportunidade durante o ano letivo, de estar aprimorando-se em idéias e conteúdos novos, apresentados pelos órgãos responsáveis pela divulgação desses conhecimentos, tidos como fundamentais dentro do processo ensino– aprendizagem. Temos como meta fazer nossos professores e funcionários participarem de cursos que envolvam capacitações e habilidades de conhecimentos. Cabe ressaltar que a temática História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena, assim como os temas dos Desafios Educacionais Contemporâneos sendo eles, Educação Ambiental, Educação Fiscal, Enfrentamento à Violência nas Escolas, Prevenção ao Uso Indevido de Drogas e Sexualidade serão inseridos nas diferentes disciplinas do currículo. Buscaremos tratar a abordagem pedagógica desses assuntos a partir dos conteúdos historicamente acumulados, visando assim resgatar a função social da escola. As reuniões para discussões e aprimoramento do trabalho serão realizadas de forma mensal/bimestral ou de acordo com a necessidade, sendo que esta, será comunicada pela direção do Colégio, através de comunicado por escrito em tempo hábil. O Colégio possui vínculo com a comunidade podendo assim contar com a participação de várias entidades em seus eventos e comemorações. O atendimento ao aluno será feito sempre que solicitado pelos professores – uma vez apurada a necessidade - ou a pedido do próprio aluno interessado. Não se restringindo apenas a problemas escolares, mas indo além, objetivando-se as necessidades de diálogo com e entre cada aluno, criando-se assim um vínculo muito grande de solidariedade, companheirismo e respeito dentro da comunidade escolar, realizando assim um atendimento individualizado. Como solução para possíveis problemas, contamos com a ajuda dos pais.
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    Quando necessário, ésolicitado o atendimento psicológico, aos alunos e familiares sendo que cabe ao Colégio apenas indicar o atendimento. De acordo com a busca de soluções para os problemas ainda existentes, a equipe técnico - pedagógica presta um atendimento personalizado a cada aluno que dele necessite, no sentido de conscientizar do seu papel dentro do plano escolar. 7. 1 - Demonstrativo de Metas e ações para o ano de 2012. 1. Prédio 1.1– Novas salas de aula: Como meta a ser alcançada, colocamos a construção de um novo prédio, que venha solucionar as nossas carências, viabilizando o crescimento do espaço físico do Colégio. A construção de novas salas visará o apoio as aulas de contra-turno e desenvolvimento de projetos que aprimorem o processo de ensino-aprendizagem. 1.2– Laboratório: Buscar-se-á reformas proporcionando assim um ambiente cada vez mais agradável e de maior espaço para a realização das atividades. 1.3– Conservação: Todos os tipos de serviços que visam a conservação constante do prédio como: pintura, consertos, manutenção geral, terão espaço reservado no orçamento, com disponibilidade de verbas. 2. Formação humana: 2.1– reuniões: as reuniões terão periodicidade mensal/bimestral, pois só assim, ouvindo o que todos têm a dizer, é que conseguiremos melhorar o atendimento e o relacionamento entre alunos, pais, professores, direção e funcionários. 2.2– motivações: teremos as participações nas festividades do Colégio, e, além disso, toda data marcante, como por exemplo: o dia da Amizade, o dia das Mães, a festa Junina, o dia dos Pais, a Páscoa, o dia dos Professores e o Natal, serão comemorados em união. Nestas datas o Colégio promove e promoverá homenagens e momentos de confraternização. No jantar de encerramento de ano, o Colégio busca promover: bingos, sorteios, momentos de reflexão e oração, para todos os membros ativos do Colégio. Fora destas datas, temos o intuito de promover, na sala dos professores, manhãs culturais e musicais: presença de revistas e jornais, músicas clássicas e relaxantes. Para os alunos, sempre que possível, promoveremos brindes. 3. Disciplina
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    3.1– dos alunos:faz-se necessária para o bom andamento do sistema escolar, para o aproveitamento dentro de sala de aula e como fruto do relacionamento. 3.2– O atendimento aos casos será feito pela equipe pedagógica, juntamente com todo o corpo docente. 4. Limpeza: 4.1 – das salas: além da limpeza feita pelas zeladoras, observaremos a conduta dos alunos no uso das salas de aulas, com a finalidade de mantermos um ambiente agradável e condizente com as necessidades de uma boa qualidade de vida, boa saúde humana e bem estar de todos. 4.2 – dos pátios: todo lixo será recolhido imediatamente, do maior ao mais insignificante, para evitar a proliferação de possíveis germes ou contaminação. Esta limpeza é compromisso de todos. 4.3 – do prédio: será abastecido com materiais de limpeza condizentes com as nossas necessidades, para que todos tenham um ambiente agradável e limpo. Toda possibilidade de separação de lixo será buscada para que seja dado o melhor destino para ele. 5. Equipamentos: 5.1 – Aparelho datashow: é objetivo comprar um para utilização em sala de aula e eventos. 5.2 – Compra de mais computadores e manutenção para os já existentes. 5.3 – Lousa interativa e quadro digital: aquisição para implementação em sala de aulas. 6. Materiais: 6.1 – Biblioteca: renovaremos os materiais de apoio ao professor como revistas, mapas, planetários, cartazes, livros entre outros materiais que se fizerem necessários, de acordo com a demanda de alunos e professores. 6.2 – Laboratório: a compra de novos materiais que visam o aprimoramento dos estudos realizados neste local como exemplo, tubos de ensaio, microscópio eletrônico entre outros instrumentos que se fizerem necessários. 6.3 – Brinquedoteca: compra de brinquedos pedagógicos e ilustrativos para as crianças de maternal ao 5º ano do Ensino Fundamental. 7. Pedagógico: 7.1 – O Ensino Fundamental de Nove anos terá implantação simultânea.
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    7. 2 –Organização da hora atividade docente A hora atividade é o tempo reservado ao docente, em exercício, para estudos, avaliação e planejamento. Além disso, visa-se uma organização para o trabalho coletivo, uma vez que se formam grupos de professores para o planejamento e desenvolvimento de ações necessárias ao CTAM. Através da hora atividade, os professores do CTAM têm um período para atender a comunidade escolar, corrigir avaliações e atividades, bem como, organizar- se para desenvolver projetos. A equipe pedagógica procura atender aos professores, dando subsídios para o seu planejamento e auxiliando-os quando necessário 7.3 - Conselho de Classe O Conselho de Classe é o órgão colegiado de natureza consultiva e deliberativa em assuntos didático-pedagógicos, com atuação restrita a cada turma do estabelecimento. Dentre outras atribuições, cabe ao Conselho de Classe decidir quanto à aprovação ou reprovação de alunos que, apresentarem situações limítrofes, inusitadas ou omissas 7. 4- Processo de Recuperação: 7.4.1 - Recuperação do Ensino Fundamental – anos iniciais O processo de recuperação dos anos iniciais do Ensino Fundamental será feito de forma paralela aos bimestres, para o aluno que não atingir média mensal igual a ou superior a 6,0. Poderá ser atribuída também a Recuperação Semestral conforme consenso da Equipe Pedagógica juntamente com professores. 7.4.2 - Recuperação Semestral 1. O aluno que obtiver rendimento inferior a 6,0 (seis inteiros) na média semestral, será orientado e convocado, a participar do processo de Recuperação Semestral. Este processo se fará através de aulas e atividades. 2. A Avaliação de Recuperação Semestral (que consiste na somatória de aulas, atividades e provas) valerá 10 (dez) pontos. Sendo: 3,0 – Atividades realizadas sob a orientação do professor; 7,0 – avaliação escrita.
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    3. O alunopoderá ter sua média bimestral alterada para maior, após a realização da respectiva Avaliação de Recuperação. 4. A média, após a Recuperação Semestral, será calculada mediante a aplicação da seguinte fórmula: MS = Média do Semestre + Nota da Recuperação 2 5. No caso da média, depois da Recuperação ser inferior àquela anteriormente obtida, será mantida a primeira. 6. A Recuperação Semestral se dará em horários paralelos ao horário normal de aula na semana de recuperação, sendo feito pelo professor, juntamente com o acompanhamento da equipe pedagógica. Nesta recuperação inclui-se a Recuperação de férias. 7.5 - Da Matrícula em Regime de Progressão Parcial: O Colégio apresenta esta matrícula ao aluno reprovado em até 03 (três) disciplinas ou área de conhecimento da série, fase, ciclo ou período, e lhe é permitido cursar o período subseqüente concomitante às disciplinas ou áreas nas quais reprovou. (Deliberações 005/98 e 009/01 – 9394/96) 8 - Proposta Pedagógica Curricular 8.1 Conteúdos Estruturantes. Educação Infantil: Pautado no Referencial Curricular Nacional (RCN), explicitado pelo Ministério da Educação e do Desporto, e considerando os fundamentos filosóficos, segue os princípios educativos:  Respeito à dignidade e aos direitos das crianças, consideradas nas suas diferenças individuais, sociais, econômicas, culturais, étnicas, etc.  Direito das crianças de brincar, como forma particular de expressão, pensamento, interação e comunicação infantil.  Acesso das crianças aos bens sócio-culturais disponíveis, ampliando o desenvolvimento das capacidades relativas à expressão, à comunicação, aos afetos, à interação social, ao pensamento, ética e estética.
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    Socialização das crianças por meio de sua participação e inserção nas mais diversificadas práticas sociais.  Aprendizagem desenvolvida a partir da problematização de situações contextualizadas, levando em conta a visão de mundo da criança.  Saber reflexivo, construído mediante permanente problematização da realidade e busca de soluções, produzindo conhecimento cada vez mais significativo. Os objetivos gerais a serem desenvolvidos estão apontados de acordo com o Referencial Curricular Nacional de Educação Infantil, o qual visa:  Desenvolver uma imagem positiva de si, atuando de forma cada vez mais independente, com confiança em suas capacidades e percepção de suas limitações;  Descobrir e conhecer progressivamente seu próprio corpo, suas potencialidades e seus gostos preferenciais;  Despertar o espírito científico da observação, pesquisa, coleta de dados, interpretação, análise e conclusão;  Favorecer o desenvolvimento das habilidades de observação, análise, experimentação, raciocínio, interpretação, julgamento e síntese, capacitando o aluno a tirar conclusões próprias e aplicá-las na resolução de situações da vida real;  Desenvolver a capacidade de pensar e agir de forma crítica e consciente, visando à melhoria de suas condições de vida e as da comunidade;  Ampliar a visão de mundo através da compreensão da realidade;  Desenvolver com responsabilidade as noções presentes na formação do indivíduo: ética, saúde, pluralidade cultural, meio ambiente e sexualidade. Eixos Organizadores do Currículo:  Movimento  Linguagem Oral e Escrita  Música  Natureza e Sociedade  Artes Visuais  Matemática
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    Maternal 1º BIMESTRE: Traçadoslivres e direcionados; Pontilhismo; Pinturas livres e direcionadas; Colagem de pedaços de folhas secas; Usando tinta; Pintura de caminho com material livre; Atividades comemorativas: Carnaval; Páscoa; Dia do Índio; Atividades com histórias; Atividades com oficinas de brinquedos; 2º BIMESTRE: Trabalhando com traçados e linhas; usando carimbos; dobraduras; pinturas; trabalhando simetria; início da nomenclatura das mãos; contorno das mãos e dos pés, desenhando alimentos; Atividades comemorativas: Dia das Mães; Dia do Meio Ambiente; festa junina; Atividades com histórias: seqüência, construção de móbiles e fantoches; 3o BIMESTRE: Pintura com material livre; giz de cera; colagens; Traçando caminhos; animais e seus espaços; Atividades comemorativas: Dia dos Pais; Dia do Folclore; Dia da Pátria; Dia da árvore; Atividades com história: elementos da cena; colagem de personagem; Oficinas de brinquedo: quebra-cabeça; meio de transporte; 4O BIMESTRE: Associação das partes; colagens; pinturas variadas - sequências; traçados de linhas; quantidade três; Atividades comemorativas: Dia das Crianças, Dia do Professor e Natal; Atividades com História: Contos; Oficina de brinquedos: montagem de animais; * Acontecimentos relevantes relacionados ao cotidiano, às festividades e que levam à criança a discussão, reflexão e construção de novos conhecimentos; Os eixos norteadores de currículo são trabalhados de forma integrada, portanto, não há divisão por áreas, mas sim, aquilo que é desenvolvido ao longo do ano. Jardim I Artes Visuais Movimentos, traçados e desenhos; pintura, identificação de cores, colagem, modelagem; Cores – cores primárias; cores claras e escuras; seleção de figuras, identificação, classificação, interpretação. Linguagem Oral e Escrita Apresentação de textos; Verbalização e compreensão de histórias; Traçado das vogais; Ampliação de vocabulário através do conhecimento dos diversos gêneros textuais; Sequenciação de historinhas (tirinhas); Desenvolvimento de desenhos referentes ao texto trabalhado; Escrita do nome – apresentação das letras que compõem os nomes próprios.
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    Matemática Noções de sequêncianumérica e contagem; Os números no cotidiano; Seriação; Discriminação espacial – descer e subir/ perto e longe/ dentro e fora/; Noções de grandezas e medidas: linhas retas; linhas curvas; comprido e curto; estreito e largo; Geometria – triângulo, quadrado – retângulo; Agrupamentos: noções de quantidades (pequeno, muito, nenhum, mais e menos); grupos e subgrupos; Traçados dos números de 0 a 10. Movimento Habilidades motoras de base (locomotoras, não-locomotoras, manipulativas, coordenação viso-motora), esquema corporal, percepção corporal; Jogos coletivos; Dança, Brinquedos Cantados, Cantigas de Roda; Desenvolvimento de postura; Percepção espacial: longe/perto, rápido/lento, dentro/fora, frente/trás Natureza e Sociedade Moradias – as diferenças e semelhanças; A hora do banho; A paisagem em volta da escola; Os povos indígenas – apresentação, festividades e cultura; Noções temporais – bebê, crianças, adulto e idoso; As partes do corpo humano; Os cinco sentidos; Os animais de estimação; A flor e suas partes; A importância da água. Música Coordenação motora, o senso rítmico e melódico, o pulso interno, a voz, o movimento corporal, a percepção, noções básicas de música, dos cantos cívicos nacionais e dos sons de instrumentos de orquestra, cantos, ritmos, danças e sons de instrumentos regionais e folclóricos. Jardim II Artes Visuais Expressão Artística, Atividades manuais e cores; Desenho, pintura e cores primárias; Colagem de palavras recortadas: de jornais e revistas, do banco de palavras; produção de marcas; Movimentos e traçados; Caminhos – labirintos – direções e sentidos; Cores primárias e secundárias Linguagem Oral e Escrita
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    A escrita dasvogais; Criação e análise do crachá; Identificação de nomes dos objetos do cotidiano; Descoberta das letras do alfabeto nos nomes próprios; Leitura e interpretação oral de textos; Percepção de texto narrativo, teatral, cantigas, rimas; As letras do alfabeto – traçados e compreensão; Matemática Numeração: sequência e escrita do 1 ao 10; Noções de quantidades; Discriminação espacial: ao lado, perto, longe, dentro, fora, entre; Geometria: tipos de contorno, figuras planas, círculos, triângulo, quadrado, retângulo; Noções de adição e subtração; Relação da matemática com os jogos. Movimento Esquema e percepção corporal; Desenvolvimento e reconhecimento do corpo – conhecendo todas as suas partes; Direção, localização e dimensão do espaço; Desenvolvimento da lateralidade; Jogos coletivos; Desenvolvimento de postura; Percepção espacial: longe/perto, rápido/lento, dentro/fora, frente/trás Natureza e Sociedade O meu espaço; As paisagens variadas; Profissões; Noções temporais – bebê, crianças, adulto e idoso; A história do meu nome; Cantigas de roda – memória musical; O corpo inteiro – corpo humano; Animais – a cadeia alimentar; As nossas matas; Meio ambiente – a importância. Música Coordenação motora, o senso rítmico e melódico, o pulso interno, a voz, o movimento corporal, a percepção, noções básicas de música, dos cantos cívicos nacionais e dos sons de instrumentos de orquestra, cantos, ritmos, danças e sons de instrumentos regionais e folclóricos. Disciplinas – Ensino Fundamental e Ensino Médio. Artes/Arte Apresentação Geral da Disciplina
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    Um marco importantepara a arte brasileira e os movimentos Nacionalistas foi a semana de Arte Moderna de 1922, que influenciou artistas brasileiros, como, por exemplo, os modernistas Anita Malfatti e Mario de Andrade, que valorizaram a expressão singular e rompiam com os modos de representação realistas. Esses artistas direcionaram seus trabalhos para a pesquisa e produção de obras a partir das raízes nacionais. Procurou-se valorizar a cultura nacional expressa na educação pela escola nova, que postulava métodos de ensino em que a liberdade de expressão do aluno era priorizada. Tal movimento valorizava a cultura do povo, pois entendia que, em toda a História dos povos que habitavam o território onde hoje é o Brasil, sempre ocorreram manifestações artísticas. Considerava, também, que desde o processo de colonização, a arte indígena, a arte medieval e renascentista européia e a arte africana, cada uma com suas especificidades, constituíram a matriz da cultura popular brasileira. A partir da década de 1960, as produções e movimentos artísticos se intensificaram: nas artes plásticas, com as Bienais e os movimentos contrários a ela, na música, com a bossa nova e os festivais, no teatro, com o teatro de rua, teatro oficina e teatro de arena de Augusto Boal, e no cinema, com o cinema novo de Glauber Rocha. Esses movimentos tiveram forte caráter ideológico propunham uma nova realidade social e, gradativamente, deixaram de acontecer com o endurecimento do regime militar. Com o Ato Institucional nº 5 (A-I5), em 1968, esses movimentos foram reprimidos. Vários artistas, professores, políticos e outros que se opunham ao regime foram perseguidos e exilados. Nesse contexto, em 1971, foi promulgado a Lei Federal nº 5.692/71, em cujo artigo 7º determinava a obrigatoriedade do Ensino da Arte nos currículos do Ensino Fundamental (a partir da 5ª série) e do Ensino Médio. Hoje, deve-se reconhecer que houve muitos avanços no processo histórico recente para refletir uma transformação no ensino de Arte. Entretanto, essa disciplina ainda exige reflexões que contemplem a arte como área de conhecimento e não meramente como meio para destacar dons inatos, pois muitas vezes é vista equivocadamente, como prática de entretenimento e terapia.
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    Assim, é dese perceber que o ensino de Arte deixa de ser coadjuvante no sistema educacional e passa a se preocupar também com o desenvolvimento do sujeito frente a uma sociedade construída historicamente e em constante transformação. Fundamentos Teórico-Metodológicos A proposta de ensino de Arte na escola propicia o desenvolvimento do pensamento artístico e da percepção estética que é a síntese das múltiplas determinações que caracterizam um modo próprio de ordenar e dar sentido à experiência humana. A educação, nesse caso, deve compreender a Arte como trabalho criador. Este conteúdo apresentado ao aluno favorece o mesmo a relacionar-se criativamente com as outras disciplinas do currículo. Leva também, a criar condições para uma melhor qualidade de vida a partir do momento em que é capaz de perceber sua realidade cotidiana através de uma observação crítica de sua cultura. Cada dia se torna mais importante despertar no aluno a curiosidade sobre contrastes, contradições, desigualdades e peculiaridades que formam as diferentes culturas e que as distinguem entre si por meio de trabalhos artísticos que expressam tais características. O sentido cultural da Arte vai se desvelando na medida em que os alunos participam de processos de ensino aprendizagem criativos que lhes possibilitem continuar a praticar produções e apreciações artísticas, a experimentar o domínio e a familiaridade com os códigos e expressão em linguagens de arte, por isso a concretização e apreciação de produtos artísticos pelos alunos requer aprender a trabalhar combinações, reelaborações, imaginativas, criativas, intuitivas, estéticas, a partir de diversos elementos da experiência sensível da vida cotidiana e dos saberes sobre a natureza, a cultura, a história e seus contextos. O intuito do processo de ensino e aprendizagem de Arte é, assim, o de capacitar os estudantes a melhor humanizarem-se como cidadãos inteligentes, sensíveis, estéticos, reflexivos, criativos e responsáveis, no coletivo, por melhores qualidades culturais de vida dos grupos e das cidades, com ética e respeito pela diversidade. Conteúdos Estruturantes
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    1˚, 2˚ e3º anos: Pintura livre, uso de massinha, montagem de histórias a partir de personagens de massinha, jogral, músicas, pinturas variadas, giz de cera, trabalhando o corpo através de gestos, recorte, colagem e montagem, quadrilha, uso de argila, dobraduras, linhas paralelas, curvas, inclinadas, horizontal e vertical, Origami, figuras geométricas, nomeação de sólidos geométricos, datas comemorativas, confecção de brinquedos com material reciclável. 4˚ e 5º anos: confecção e montagem de quebra cabeça, , pintura com tinta guache, montagem de paisagens com recortes, quadrilha, dobradura, confecção de cartaz, teatro, massinha, desenhos e pinturas variadas, nomeação de sólidos geométricos, datas comemorativas, confecção de brinquedos com material reciclável, construção de figuras geométricas a partir de conceitos matemáticos, estudo do xadrez, confecção do sistema solar, confecção de brinquedo, pinturas a dedo, filme:os doze trabalhos de Hércules e desenho da tarefa mais apreciada, ilustração de poemas, montagem de maquete, colagens, confecção de pirâmides, confecção de cartão, desenho sobre planetário, peças de teatro. 5ª Série Quando fazemos Arte; Fundamentos da Arte – Linguagens integradas: música, plástica, teatro e dança; Leitura de imagens – reconhecimento das linguagens integradas; Estilo – História da Arte : Arte rupestre/ Escultura; Tridimensional – imagens e figuras – Linha do Tempo; Música – Harpa Egípcia – rituais; Música das nações – folclore; Vida e obra dos artistas- Arte Primitiva: Djanira Motta e Silva – carnaval, Heitor dos Prazeres – folclore, José Antônio da Silva; Teatro – Tríade essencial; Criação : Coreografia(dança), folclore; Linha do Tempo em movimento; Recursos Expressivos: Ponto, Linha, Textura, Equilíbrio, Simetria, ritmo; Desenho de Observação – Técnica do Pontilhismo – História da Arte – Van Ghogh; Natureza – Morta; Panoramas e paisagens das regiões brasileiras; Produção visual, sonora e gestual; Recursos Expressivos – paisagem, profundidade, cores- cores do dia- a dia; As cores brasileiras; Arte Brasileira- História da Arte- artistas brasileiros: Grupo de dança; Construção: Trilha da Arte brasileira, no mapa do Brasil/ Regiões; Arte por toda parte; Museus- Conhecendo os museus; Visitas aos museus ( poderá ser virtual); Profissões do museu – artistas, restaurador, curador, empresário; Organização de um espaço cultural na escola; Tridimensional, Esculturas – Bonecos – Festas natalinas. 6ª Série
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    Os sentidos daArte; _ As linguagens da Arte – Leitura da Imagem / Música e Representação;_ A linguagem plástica / Arte Conceitual / Objeto/; Intervenções: Performances; Arte brasileira e Universal; Hiper – Realismo, KITSH – Arte Brega; Artistas – Cildo Meireles; Sônia Pava; Helio Leites; Jan Nelson; Criação – Tudo se encaixa –performance/ Arte Ambiental / Minimalismo (Miniaturas); A FôRMA E SUAS FORMAS; Leituras de imagens/ música e representação Linguagem Integradas música ciência visual; A fôrma e a forma conceito/ noções- formas geométricas linguagem artísticas; Distorção/ Deformação _Ampliação/ Redução; _Artista:- Gustavo Rosa/ - Volume/ Criação-Animação c/ massinhas; Imagens e miragens; Imagens e miragens da representação pictórica (ciências/ integração); O tridimensional/ bidimensional; Op arte/ BD ( 3 dimensões); Estilo Surrealismo Universal e brasileiro; Salvador Dali; Tarsila do Amaral; Shakespeare- Teatro – Ciências; Criação- Representação Teatral; Faces, Interfaces e Identidade; A identidade cultural na arte do retrato, autor- retrato; Elementos básicos/ técnicas/ matérias e procedimentos.; Simetria e Proporção no desenho de retratos; Pablo Picasso /Cândido Portinari/Tarsila do Amaral; Produção e Estilos; Máscaras; Carnaval; Marchas/ marchinhas e óperas; Criação – Produção de Porta – retratos/ teatro 7ª Série As entrelinhas da Arte; A representação - processo de criação (linha e cor); O desenho, suas técnicas; Iniciação a História da Arte; Pré – Historia; Abstracionismo; Dança (A dança tribal); Picasso; O mito do boi (folclore) / cultura popular/ música e representações; Cantos e Encantos em quadrados; Cantos e encantos brasileiros; Estilo / A música popular brasileira / Erudita/ Sacra (séc. xx); Semiologia e arte; (Simbologia); -Iniciação à História da Arte - Arte Egípcia; Histórias em quadrinhos; Sonoplastia; -Jogos dramáticos; Tramas e Dramas; Tramas , tessitura e texturas; Semiologia/ História dos tapetes; Drama /Origem do teatro Grego; Sófocles/ Esquilo / Eurípedes; Iniciação à História da Arte - Antiguidade Clássica /Arte Grega/Romana; -M.P.B -(compositores brasileiros); Tramas e dramas na dramaturgia da t.v. brasileira; fazendo mídia e fazendo arte; fazendo arte - valores /ritmo /eco /rádio; comédia /piada; -Iniciação à História da Arte – I.M; Arte conceitual - Estilo; A música dos festivais; Brasões e semiologia; Teatro; Rituais e festejos populares e religiosos; Presépio.
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    8ª Série Estéticas Naturaise Digitais; A Estética da Natureza; A Estética feita pela digital; humana e também pelas linguagens digitais; Integração das linguagens temática formal; -Integração das linguagens temática informal; -Natureza Morta (e viva); - fractais; -Coreografias / músicas ( digitais); -Textura; -Forma e contorno; -Artistas : Van Gogh/ Matisse; -Estilo Futurismo / concretismo; -Escultura de Papel - Origami; -Sem título/ anonimatos; -Ciclos da via e da arte; -Estilos Expressos; -Estilos nas artes Plásticas /Estilo na música; -Obras modernistas (ciclos da vida), produção do teatro ou cinema; Iniciação à História da Arte - Renascimento e seu ciclos; -A escultura Oriental; -Os mitos grego – Romanos e sua influência atual; -Cores quentes/ frias/Neutras - Estações; -Semiologia / Símbolos do Renascimento; -Dança /ciclos da dança/Popular brasileira; -A arte Primitiva /folclore e artistas; -Pêssanka - Arte Ucraniana; Nomes e mitos nomes (artistas); -A arte e o artesanato; -Artista popular (M.P.B.) Música – História da M.P.B; -Artístas: de rua/ de palco/ de circo; - O artista gráfico; -Ciclo Buarque de Holanda; -O artista Clássico; -Neoclassicismo e Romântico; -Musas e personagens /Deusas/Esculturas; Revoluções e revelações estéticas; -A arte Objeto; -Op Art (A arte Popular); -Noçoes de composição; -Imágem / Plástica/ Proporção/Simetria; -fotografia Séc. XXI. Ensino Médio. 1ª e 2ª Séries As teias da Arte; A importância, função e integração das linguagens da arte; explorando os elementos básicos de cada uma e propondo a integração deles; Composição; montagem e diagramação; Surrealismo, Salvador Dalí; Semiótica e semiologia na arte; Iniciação à investigação das artes digitais; Símbolos, ícones, interações e estéticas; A arte em meio ao belo e ao feio; O conceito de estética... O belo e o feio; Iniciação à História da arte; A música grega; O teatro grego; Estéticas urbanas como tatuagens e a pintura corporal em diferentes sociedades; proporção na arte; Simetria na arte; A arte de Klimt; A arte de Picasso; O beijo...;As estações da arte; Viagem no tempo integrando música e plástica abordando imagens da Pré- História, Egito e Idade Antiga, contraposta com músicas atuais que pretendem refletir sobre o primitivo, o drama e a centralização na produção da Idade Média; Iniciação da História da arte; Retábulos, Iluminas, Vitrais, Ícones, Artistas; Giotto, Mestre de São Francisco; Símbolos medievais da pintura; Música Medieval; Teatro
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    medieval;Paisagens, bagagens, viagens...perspectivas; Iniciação a História da Arte; Perspectiva artística, isométrica; Escher; Música Renascentista;Estética dos opostos; Os compostos na arte; Fundamentos de artes nas linguagens: visual, cênica e musical; Fundamentos de Artes e cênica; Iniciação à leitura de imagens, de composições, de movimento e da representação, Claro-escura; Claro e escuro – Positivo e negativo; Barroco universal; Rococó; A música barroca; A ópera; Palcos de teatro; Shakespeare; A obra de Ismael Nery; Técnicas de sombreamento; Movimento;Ritos, Tribos e Mitos; A estética dos ritos, das tribos e dos mitos que deram origem à nação brasileira; a cultura afro-brasileira; a cultura indígena brasileira; a cerâmica indígena; A cultura latina; O barroco brasileiro; Aleijadinho; O mestre Ataíde; Djalma; Ritmo; Movimento e duração nas imagens; Mitos, ―estigmas‖e identidade; Os ceramistas brasileiros de diferentes regiões; Festa Junina; MPB; Semiologia e o sincretismo brasileiro;Histórias reais e belas nas telas; As histórias presentes nas artes visuais, música e cênica; Iniciação à leitura de imagens, composições, movimento e da representação; Equilíbrio; Neoclassicismo universal e brasileiro; As expressões e sentidos de ser; Romantismo universal e brasileiro; Figurino; O Personagem; a história; Decoração de estilos e de épocas diferentes; Molière; RPG; A estética das cartas e suas histórias no tempo; Os jogos de estratégia; Contraposição entre heróis clássicos e da ficção científica;Um mundo de cores; A luz e as cores no mundo que nos cerca; Harmonia; Composição; Pontilhismo; Impressionismo; Monet, Renoir, Degas, Cézanne, Sisle, Pissarro; Integração de linguagens musicais, visuais e dança por meio da obra de Degas e música; Técnicas e materiais; divisionismo. Encaminhamento Metodológico É nas relações sócio-culturais, dentre elas as vividas na educação escolar, que praticamos e aprendemos os saberes da arte. Por meio de práticas sensíveis de produção e apreciação artísticas e de reflexões sobre elas nas aulas de Arte, os alunos, podem desenvolver saberes que os levam a compreender e envolver-se com decisões estéticas, apropriando-se, nessa área, de saberes culturais e contextualizados referentes ao conhecer e comunicar arte e seus códigos.
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    Nas aulas deArte, há diversos modos de aprender sobre as elaborações estéticas presentes nos produtos artísticos de música, artes visuais, trabalho manual, dança, teatro, revistas, textos elaborados, artes audiovisuais, visitas virtuais a museus e sobre as possibilidades de apreciação desses produtos artísticos nas diferentes linguagens. As atividades propostas na área de Arte devem garantir e ajudar o aluno a desenvolver modos interessantes, imaginativos e criadores de fazer e de pensar sobre a arte, exercitando seus modos de expressão e comunicação. O professor deve ser um observador constante do conjunto de variáveis e tendências de seus alunos a fim de que possa tornar-se um criador de situações de aprendizagem, um incentivador da produção individual ou grupal, um estimulador do olhar crítico dos alunos. Terá como oportunidades de trabalho o uso dos textos e figuras da história da arte, a dança, as músicas, os costumes, as habilidades manuais dos alunos , a pintura, a escultura, as variações das cores nos desenhos , entre inúmeras outras. Dessa maneira, terá oportunidade de propiciar um clima de trabalho em que a curiosidade, o constante desafio perceptivo, a qualidade lúdica e a alegria estejam presentes, junto com a paciência, a atenção e o esforço necessários para a continuidade do processo de criação artística. Avaliação Essa disciplina se apresenta como componente curricular responsável por viabilizar ao aluno o acesso sistematizado aos conhecimentos em Educação Artística/Arte, por meio das diferentes linguagens artísticas. Dessa forma, o objetivo da Educação Artística/Arte no Ensino Fundamental e Médio é propiciar ao aluno o acesso aos conhecimentos presentes nos bens culturais, por meio de um conjunto de saberes que lhes permitem se utilizar desses conhecimentos na compreensão das realidades e amplie o seu modo de vê-las. De acordo com A LDBEN (nº 9.394, art. 24, inciso V) e com Deliberação 07/99 do Conselho Estadual de Educação (Capítulo I, art. 8°), a avaliação em Arte deverá levar em conta as relações estabelecidas pelo aluno entre os conhecimentos em arte e a sua realidade, evidenciadas tanto no processo, quanto na produção individual e coletiva desenvolvidas a partir desses saberes.
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    Para se tratarda Avaliação, é necessário se referir ao conhecimento específico das linguagens artísticas, tanto em seus aspectos práticos quanto teóricos, pois a avaliação consistente e fundamentada, permite ao aluno se posicionar em relação aos trabalhos artísticos estudados e produzidos. Cada linguagem artística possui um conjunto de significados anteriores, historicamente construídos pelo homem, composto de sentidos que podem ser entendidos e reorganizados para se construir novas significações sobre a realidade. A avaliação proposta nesta diretriz curricular é diagnóstica e processual. Diagnóstica, por ser a referência do professor para o planejamento das aulas e de avaliação dos alunos; processual, por pertencer a todos os momentos da prática pedagógica. Tratando-se de uma avaliação significativa, é preciso também que o professor tenha conhecimento da linguagem artística em questão, bem como da relação entre o criador e o que foi criado. Ela exige fundamentação para que se abra portas e aponte caminhos para o redimensionamento das práticas pedagógicas, pois o professor participa do processo e compartilha a produção do aluno. Daí a importância da avaliação em si: ela permite que se saia do lugar comum, dos gostos pessoais, desvinculando-se de uma prática pedagógica pragmatista, caracterizada pela produção de resultados, bem como de avaliações que valorizam tão somente o espontaneísmo. Ciências/Biologia Apresentação Geral da Disciplina A Ciência se construiu a partir da evolução do pensamento do ser humano, embora faltasse ao homem o caráter sistematizador do conhecimento. O que se observa , por outro lado, é que auxiliado pela idéia de Ciência, o homem passou a formular teorias, crenças e valores e adotou no seu cotidiano o exercício do pensamento racional. No decorrer da história, tais práticas fizeram –no mudar a forma de expressar seu conhecimento sobre o mundo, assim a Ciência passou a ser determinada pela maneira como ele manifesta esse conhecimento. Sabe-se que a disciplina de Ciências foi inserida no currículo a partir da Reforma Francisco Campos. A partir daí, o Estado passou a
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    organizar o Sistema de Educação Nacional e propôs o ensino de ―Ciências Físicas e Naturais‖, nas duas primeiras séries do ensino comum e fundamental e, nas três últimas, as disciplinas de Física, Química e História Natural. Essa disciplina tinha como função preparar o cidadão para pensar lógica e criticamente, exercitar o método científico. Contudo, a degradação ambiental ocasionada pelo avanço do Sistema Capitalista, resultou em uma nova ênfase nos Currículos escolares no final dos anos de 1970. Já nos anos de 1990, foram marcados por uma grande e profunda crise econômica e social, expressa no acirramento das desigualdades sociais. Nessa década, o Neoliberalismo no mundo e no Brasil, trouxe a discussão da qualidade total e das estratégias empresariais para o contexto educacional. Tal visão, no entanto, foi criticada por grupos de professores de diferentes áreas, cujo ponto de vista era que, numa sociedade solidária e justa, a escola deveria formar um cidadão crítico e participativo. Já a partir de 2003, destaca-se o descrédito à proposta neoliberal, o resgate da função social da escola e o trabalho pedagógico com os conteúdos das disciplinas escolares. Esta disciplina tem como objeto de estudo o fenômeno VIDA. Ao longo da história da humanidade, muitos foram os conceitos elaborados sobre esse fenômeno. Os conhecimentos apresentados pela disciplina de Biologia no Ensino Médio não implicam o resultado da apreensão contemplativa da natureza em si, mas os modelos teóricos elaborados pelo homem – seus paradigmas teóricos –, que evidenciam o esforço de entender, explicar, usar e manipular os recursos naturais. Para compreender os pensamentos que contribuíram na construção das diferentes concepções sobre o fenômeno VIDA e suas implicações para o ensino, buscou-se na História da Ciência o contexto histórico no qual pressões religiosas,
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    econômicas, políticas esociais impulsionaram mudanças conceituais no modo como o homem passou a compreender a natureza. Refletir a partir da evolução científica é pensar criticamente o ensino da Biologia. Essa disciplina deve ser entendida e compreendida como processo de produção do próprio desenvolvimento humano. Ela deve ainda contribuir para formar sujeitos críticos e atuantes, por meio de conteúdos que possibilitem que o estudante amplie seu entendimento acerca do objeto de estudo: o fenômeno VIDA em sua manifestação complexa de relações. Fundamentos Teórico-Metodológicos Ciências, a designação usual, no currículo escolar do Ensino Fundamental, da disciplina que reúne os conhecimentos pertencentes ao domínio das Ciências Físicas e Naturais que, por sua vez compreendem a Física, a Química, a Biologia, as Geociências e a Astronomia. Mas a concepção de Ciências vai bem mais além do que a simples reunião de conteúdos referentes a determinados campos de conhecimento científico. A aparentemente simples transformação desses conhecimentos em saber escolar implica decisões de seleção, organização e enfoque necessariamente subordinados à concepção de Ciência, Educação e Meio Ambiente. O ponto básico do ensino de Ciências é salientá-la como um todo dinâmico, que interage com o meio ambiente em seu sentido mais amplo, a área de Ciências pode construir para a formação da integridade pessoal e da auto – estima, da postura de respeito ao próprio corpo e ao dos outros, para o entendimento da saúde como um valor pessoal e social, e para a compreensão da sexualidade humana sem preconceitos. É também no estudo de Ciências que os fenômenos da natureza e as transformações produzidas pelo homem, bem como as diferentes explicações sobre o mundo, podem ser expostos e comparados. Dessa forma, o aluno, que já é cidadão hoje, mesmo nos seus primeiros anos de vida, amplia a sua possibilidade presente de participação social e viabiliza também a sua capacidade de plena participação social no futuro. A necessidade de superação da visão idealizada do ambiente como reunião de seres e fenômenos naturais, em que a humanidade e suas realizações estão excluídas, assim como as da suas percepções fragmentárias e antropocêntricas e da sua alienação do universo escolar, também oferece uma inestimável contribuição
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    para essa iniciativade revisão. Em contraposto, passa-se a pensar o ambiente como algo em constantes transformações, modelado tanto pelas forças físicas quanto pelas sociais, em que as partes são expressões do todo e este não resulta do mero somatório ou da posição das partes, mas sim de uma complexa interação e integração entre elas, em diversas escalas espaço – temporais. Nessa perspectiva, há necessidade de uma proposta capaz de traduzir corretamente, no projeto pedagógico, as preocupações e diretrizes enunciadas; uma proposta derivada de uma particular concepção de Ciências que preservando, a especificidade dessa área de conhecimento, contribua simultaneamente para desvelar as verdadeiras relações entre Ciências, Química, Física, Biologia, Tecnologia, Homem, Sociedade e Ambiente. Conteúdos Estruturantes 1˚ ano Eu sou assim; Partes do corpo; O que você come?; Os sentidos; Saúde e higiene; Animais; Plantas; Meio Ambiente; Sólido e líquido; Ruídos dos sons; Água e Ar. 2˚ ano Mares e Oceanos (vida, alimento); O litoral do Brasil; Praia; Vegetação; Manguezal; Mata Atlântica; Natureza; Homem Primitivo; Agricultura: fazenda, animais, vegetais; Ataque e defesa no corpo; A higiene do corpo; Cuidados para se ter saúde; 3˚ ano Vegetais: (Fruto e semente); Caule; Folhas; Raiz; Agricultura, fertilidade do solo econservação dos alimentos; Química; Os recursos da natureza; 4˚ ano A água no planeta Terra; Vida: trocas de energia e cadeias alimentares; Climas; limentação e sobrevivência; Insetos transmissores de doenças; Ambientes do planeta; 5˚ ano
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    Seriação; Numeração; Operaçõescom números naturais; Espaço e forma (números pitagóricos); Gráficos e tabelas; Grandezas e medidas; Número com vírgula e sem vírgula; Composição e decomposição; 5ª Série Evolução das cidades: orgânicas e planejadas; Ecossistema urbano; Ecossistema natural; Minerais; Lixo; Definição e trabalho com gráficos e tabelas; Aterro sanitário; Lixões, incineradores e compostagem; Reciclagem: Três Rs, vidro, papel, metal, plástico; desperdício; Água : seres vivos, doenças e desperdício no Brasil, estados físicos, diluição, poluição, recurso escasso; Energia; Fontes renováveis e não renováveis; Ar : propriedades, combustão, corrosão, poluição, inversão térmica, chuva ácida, efeito estufa, camada de ozônio,atmosfera; Lixo; Saúde : ambiente urbano e doenças; Qualidade de vida; Ecologia;Controle biológico; Solo: Composição, características (cor, permeabilidade, componentes); Agricultura, transgênicos; Desmatamento; desertificação; sucessão ecológica; 6ª Série Os vertebrados e as plantas superiores no ambiente terrestre; Alguns conceitos ecológicos; Ecossistemas brasileiros; Classificação — o ato de agrupar; Evolução; Origem da vida; Filogenia — a representação da evolução dos grupos; Os Oceanos: As algas e os protozoários; Os fungos; Os primeiros invertebrados; Os poríferos; Os cnidários; Os platelmintos e os nematelmintos; Os moluscos; Os anelídeos; Os artrópodes marinhos; Os equinodermos; Os protocordados e os peixes primitivos; Ambiente terrestre: As briófitas; Os artrópodes terrestres; As pteridófitas; 7ª Série Níveis de organização: Átomos, moléculas, células, tecidos, órgãos, sistemas, organismo, populações, comunidade, ecossistema, biosfera; A diversidade das células e dos tecidos; Como funciona nosso corpo: Exercícios físicos; Integração entre sistemas; De onde vem nossa energia?; Órgãos dos sentidos: Visão; Audição; Tato; Gustação; Olfato; Comendo, digerindo, nutrindo: As proteínas; Açúcares; Gordura;Vitaminas e sais minerais; Sistema digestório: Participação da boca; O papel do estômago; Intestino; Para onde vai o produto da digestão e o que não foi usado?; Distribuindo os nutrientes: O sistema circulatório; Como os nutrientes chegam às células; Respiramos para produzir energia: O sistema respiratório; Troca de gases; Oxigênio, nutrientes, gás carbônico e energia:
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    respiração celular; Energiano movimento: Os ossos: alavancas; Os músculos; O que é excreção; Os rins; Sistema urinário; Sistema nervoso: Estrutura; As sinapses; Atos reflexos; A ação das drogas; Sistema endócrino: Os hormônios; Principais glândulas endócrinas; O sistema imunitário: As células de defesa; O sistema linfático; Memória imunitária; Soros e vacinas; Aids; Reprodução: Formas de reprodução; Sistema reprodutor feminino e masculino; Maturidade sexual; Fecundação; Gravidez e parto; Sexo e saúde: As lendas; Doenças sexualmente transmissíveis; Contracepção; Genética: De onde vêm as nossas características; A influência do ambiente; Genética, genes e DNA; Biotecnologia, sociedade e ética; Projeto Genoma; A Física e as ciências naturais; Energia e matéria; Movimento e repouso; Velocidade média; Móvel, ponto material e espaço; Tabelas e gráficos; Intervalo de tempo; Força: uma grandeza vetorial; A inércia e a 1ª- lei de Newton; 2ª- lei de Newton; 3ª- lei de Newton; A força de gravidade da Terra, o sistema solar e a gravitação; O peso e a massa; Trabalho e potência; Energia e trabalho; Máquinas simples; Polias, roldanas e rodas denteadas; Planos inclinados; Máquinas complexas; As máquinas térmicas; Sistema Internacional de Unidades (SI); 8ª Série Física Eletricidade; Modelo atômico; Corpos neutros e corpos eletrizados; Verificando circuitos; Tensão, intensidade e resistência elétrica; Associação de resistores; Fusível; Potência mecânica e potência elétrica; O consumo de energia e seu custo; Campo magnético e linhas de campo; Eletromagnetismo e eletroímã; Ondas mecânicas e eletromagnéticas, transversais e longitudinais; Energia sonora e som; Energia térmica, calor e temperatura; Calorimetria; Espectro das radiações; A natureza da luz; Sistema óptico, objeto e imagem; Espelhos ; Lentes; O olho humano e os defeitos da visão; Química Introdução ao estudo da Química: Conceitos de reciclagem — Política dos três R; Matéria; Energia; Sistemas; Unidades de medida: Massa; Volume; Densidade; Pressão; Estados físicos da matéria; Substâncias puras e misturas; Ciclo da água; Poluição atmosférica; Sistemas homogêneos e heterogêneos; Tratamento de água; Tratamento de esgoto; Fenômenos químicos e físicos; Leis ponderais; Elemento químico; Fórmulas; Representação; Balanceamento;Classificação da matéria;
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    Modelo atômico clássico;Semelhanças atômicas: Isótopos; Isóbaros; Isótonos; Distribuição eletrônica; Tabela periódica: Introdução; Organização em Famílias e períodos; Ligações químicas: Iônica; Covalente; Metálica; Funções inorgânicas; Ácidos; Bases; Sais; Óxidos; Efeito estufa; Chuva ácida; Ensino Médio 1ª Série Biologia Célula; Substâncias químicas dos seres vivos: Água e sais minerais; Os carboidratos e os lipídios; As proteínas e o metabolismo de construção; Ácidos nucléicos; A membrana e a permeabilidade; Citoplasma; Núcleo celular, divisão: mitose e meiose; Ácidos nucléicos e síntese de proteínas; Biotecnologia; A primeira Lei de Mendel; Probabilidades; Grupos sangüíneos: Herança ligada ao sexo; A segunda Lei de Mendel; As aberrações cromossômicas; Evolução biológica: Lamarck e Darwin; Ecologia: Cadeias e teias alimentares; Ciclos biogeoquímicos; Populações e Comunidades: interações biológicas 2ª Série Classificação biológica; Bactérias; Vírus; Protozoários (sem doenças); Algas; Fungos; Ciclos reprodutivos diplobionte e haplodiplobionte; Briófitas; Pteridófitas; Gimnospermas; Angiospermas; Morfofisiologia vegetal; Grupos animais: poríferos, cnidários, platelmintos, nematelmintos, anelídeos, moluscos, artrópodes, equinodermos, cordados; Morfofisiologia animal; Ecologia: doenças causadas por protozoários, platelmintos e seus ciclos, nematelmintos e seus ciclos; 3ª Série Modelos celulares procariótico e eucariótico; Mecanismos da evolução biológica – formação de novas espécies; O metabolismo e as substâncias químicas da célula; A membrana plasmática e a permeabilidade celular; Os orgânulos do citoplasma; Bioenergética; A fisiologia da fotossíntese; O núcleo celular; Mitose; Meiose; A Primeira lei de Mendel; As noções de probabilidades aplicadas à genética; Os alelos múltiplos; A herança ligada ao sexo; A segunda lei de Mendel; A noção de linkage; A genética de populações; Classificação dos seres vivos: os reinos; Protozoários e protozooses; Poríferos e celenterados; Platelmintos e verminoses; Nematelmintos e verminoses; Anelídeos e moluscos; Artrópodes; Cordados;
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    Fisiologia animal; Bactérias, vírus, fungos e algas; Ciclo reprodutivo haplodiplobionte; Briófitas e pteridófitas: características e reprodução; Gimnospermas: características e reprodução; Angiospermas: características e reprodução; Morfofisiologia vegetal; Ecologia: conceitos fundamentais; Encaminhamento Metodológico O momento em que vivemos caracteriza-se por um grande processo de criação científica, fortemente associada às questões sociais e políticas. Movimentações aparentemente singelas, como a curiosidade ou o prazer de conhecer, são importantes na busca do conhecimento para o indivíduo que investiga a natureza. Freqüentemente interesses econômicos e políticos conduzem à produção científica ou tecnológica. Não pode haver, portanto, neutralidade nos interesses científicos das nações, das instituições, nem dos grupos de pesquisas que promovem e interferem na produção do conhecimento. Com o intuito de que se efetive a aprendizagem significativa do conhecimento historicamente acumulado e a formação de uma concepção correta de ciências, se faz necessidade a construção de uma estrutura geral da área a suas relações com a Tecnologia e a sociedade. Desenvolver os estudos dessa área de uma forma muito dinâmica onde o trabalho escolar será voltado para os conhecimentos dos fenômenos da natureza, incluindo o ser humano e as tecnologias mais próximas e mais distantes no espaço e no tempo. Na área científica é relevante o enfoque a ser dado às relações entre os seres humanos, o conhecimento e o ambiente. O incentivo às atitudes de curiosidade, de respeito à diversidade de opiniões, à persistência na busca e compreensão das informações, às provas obtidas por meio de investigações, de valorização da vida em sua diversidade, de preservação do ambiente, de apreço e respeito à individualidade e à coletividade, que tem lugar no processo de ensino e aprendizagem. Conceituais existentes entre as diversas ciências vai depender a compreensão dos fenômenos naturais em uma perspectiva interdisciplinar. Assim, como referencial de suporte aparece um conjunto de conceitos centrais para a compreensão dos fenômenos naturais e os conhecimentos tecnológicos em mútua relação. Os objetos de estudo e os conteúdos dessa área são amplos em função de
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    que a naturezacomo rede de relações entre fenômenos e seres humanos é o agente de transformações da própria rede. A estrutura de todo o conhecimento científico, porém, embasará os conhecimentos a serem transmitidos e compreendê-la é uma das metas de evolução conceitual de alunos e professores. Todo o contexto do meio ambiente será provocado em seus conceitos simples e genéricos e revisado no âmago do conhecimento, a fim de ser valorizado e enriquecido com informações científicas. É preciso, também, que o conhecimento escolar não seja alheio ao ambiental travado pela comunidade e ofereça meios de o aluno participar, refletir e manifestar- se, ouvindo os membros da comunidade, no processo de convívio democrático social e vivência da cidadania. Temas ligados à saúde e sobre orientação sexual comportam relações intrínsecas e diretas com os aspectos fundamentais e os temas da área. Os procedimentos pedagógicos são semelhantes: pesquisar diferentes bibliografias, levantar dados, investigar, organizar, ter conhecimento dos textos apostilados, apresentar e debater as suas buscas dirigidas, discutir e trocar informações que possuam respaldo nas experiências vivenciadas pelos alunos. Nesse processo o professor usará todo material que leve a concretização do conteúdo como: retroprojetor, lâminas, uso do laboratório de química e física entre outros que se fizerem necessários. A discussão nesses tópicos deve ser cuidadosa, ressalvando-se o amadurecimento correspondente a cada faixa etária e gradativamente, incluindo-se aspectos mais complexos. Assim, estabelecer relações entre o que é conhecido e novas idéias, entre o comum e o diferente, entre o particular e o geral, definir contrapontos entre os muitos elementos no universo do conhecimento são processos essenciais à estruturação do pensamento, particularmente do pensamento científico. Avaliação A avaliação se dará ao longo do processo de ensino e de aprendizagem possibilitando ao professor, por meio de uma interação diária com os alunos, contribuições importantes para verificar em que medida os alunos se apropriaram dos conteúdos específicos tratados nesse processo. É necessário que o processo
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    avaliativo se dêde forma sistemática e a partir de critérios avaliativos, estabelecidos pelo professor e equipe pedagógica, que considerem aspectos como os conhecimentos que os alunos possuem sobre determinados conteúdos, a prática social desses alunos, o confronto entre esses conhecimentos e os conteúdos específicos, as relações e interações estabelecidas por eles no seu progresso cognitivo, ao longo do processo de ensino e de aprendizagem e, no seu cotidiano, contando sempre com os recursos e instrumentos avaliativos diversificados. A coerência entre os critérios propostos e a natureza dos instrumentos avaliativos, é fundamental para propiciar uma avaliação real do progresso cognitivo dos alunos. Por meio dos instrumentos avaliativos diversificados, os alunos podem expressar os avanços na aprendizagem, à medida que em que interpretam, produzem, discutem, relacionam, refletem, analisam, justificam, posicionam-se e argumentam, defendendo o próprio ponto de vista. Com isso, o professor pode interpretar e analisar as informações obtidas na avaliação, considerando as concepções de ciência, tecnologia, sociedade, educação, aluno, processo de ensino e de aprendizagem, escola e do currículo. É preciso compreender a avaliação como prática emancipadora. Deste modo, a avaliação nesta disciplina, passa a ser entendida como instrumento cuja finalidade é obter informações necessárias sobre o desenvolvimento da prática pedagógica para nela intervir e reformular os processos de aprendizagem. Pressupõe-se uma tomada de decisões, onde o aluno toma conhecimento dos resultados de sua aprendizagem e organiza-se para as mudanças necessárias. Enfim, a avaliação como instrumento reflexivo prevê um conjunto de ações pedagógicas pensadas e realizadas pelo professor ao longo do ano letivo. Professores e alunos tornam-se observadores dos avanços e dificuldades a fim de superar os obstáculos. Educação Física. Apresentação Geral da Disciplina As práticas pedagógicas escolares de Educação Física foram fortemente influenciadas pela instituição militar e pela medicina, emergentes dos séculos XVIII e XIX. Por outro lado, melhorar o funcionamento do corpo dependia de técnicas construídas com base no conhecimento biológico, que atribuía a Educação Física a
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    tarefa de formarcorpos saudáveis e dóceis que permitissem uma melhor adaptação dos sujeitos ao processo produtivo. No Brasil, em meados da década de 1980, começou-se a formar uma comunidade científica na Educação Física, de modo que passaram a existir tendências ou correntes, cujos debates evidenciavam severas críticas ao modelo vigente até então. Ao se analisarem abordagens teóricas, em que a Educação Física transitou por diversas perspectivas, desde as mais reacionárias até as mais críticas, deve-se optar, então, a inquirir à hegemonia que entende essa disciplina tão – somente como treinamento do corpo, sem nenhuma reflexão sobre o fazer corporal. Busca-se, assim, a formação de um sujeito que reconhece o próprio corpo em movimento e, também, a sua subjetividade. Fundamentos Teórico-Metodológicos Observa-se uma forte tendência atual dos professores de Educação Física em priorizar o trabalho com os esportes, levando à valorização dos conhecimentos técnicos e táticos dos esportes: como este procedimento não tem sido, de forma geral, eficiente, visto que a maioria dos alunos não internalizam tais conteúdos, a Educação Física vem apresentando um caráter puramente recreativo na maior parte das aulas, conforme colocado nos Parâmetros Curriculares Nacionais, que também salientam a participação dos alunos que se dá de forma descomprometida em virtude de incapacidade de obtenção da performance desejada, observando assim o afastamento de alguns alunos de tal atividade. A Lei 9394/96 descreve como objetivos específicos para o Ensino Médio: o aprofundamento dos conhecimentos trabalhados no Ensino Fundamental, a continuidade destes estudos, o preparo para o trabalho e a cidadania; o desenvolvimento de habilidades como – continuar aprender, capacidade de se adaptar com flexibilidade às novas condições de ocupação e aperfeiçoamento; o desenvolvimento, o aprimoramento do educando como pessoa humana; incluindo a formação ética e o desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico e a compreensão dos fundamentos científico-tecnológicos dos processos produtivos relacionando teoria e prática.
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    A Educação Física,tem o papel insubstituível e fundamental de transmitir aos alunos, sólidos conhecimentos acerca da cultura corporal, formando-os criticamente, e instrumentalizando-os para a procura autônoma de conhecimento e auto formação e a melhoria da qualidade de vida. O trabalho com os esportes deve encontrar seu lugar na escola através de uma proposta que atinja efetivamente todos os alunos, havendo troca de experiências que contribuam para o desenvolvimento da autonomia do educando levando-os a compreensão de que o seu corpo é ao mesmo tempo meio e modo de integração e comunicação. Fica o professor incumbido de mostrar aos alunos que o espaço das aulas de Educação Física se destina ao aprendizado onde se pretende entender e aceitar as relações corporais existentes no mundo levando-o a ampliar o seu potencial de leitura e execução dos movimentos da manifestação da cultura corporal. Para que isto seja conseguido, o professor deve-se utilizar as mais variadas formas de movimentação, dentro das capacidades dos alunos e das possibilidades da escola. Conteúdos Estruturantes Conteúdos Relacionados de Forma Integrada 1˚ ano Jogos; Brincadeiras, Expressão Corporal; Danças; Esportes; Ginástica e Atividades Corporais; Atividades extra-classe: Gincanas e Passeios. 2˚ e 3˚ anos Participação em diversos jogos, respeitando as regras e não discriminando os colegas; Explicação e demonstração de brincadeiras aprendidas em contextos extra- escolares; Participação e apreciação de brincadeiras ensinadas pelos colegas; Resolução de situações de conflito por meio do diálogo, com a ajuda do professor; Discussão das regras dos jogos; Utilização de habilidades em situações de jogo, tendo como referência de avaliação e esforço pessoal; Resolução de problemas corporais individualmente; Participação em atividades cantadas; Utilização de habilidades: correr, saltar, arremessar, rolar, bater, rebater, receber, amortecer, chutar, girar, etc...Durante os jogos, brincadeiras e danças; Diferenciação das situações de esforço e repouso; Reconhecimento de algumas das alterações
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    provocadas pelo esforçofísico, tais como excesso de excitação, cansaço, elevação de batimentos cardíacos, mediante a percepção do próprio corpo; Atividades extra- classe: Gincanas, jogos inter-séries, dia de lazer, passeios, excursões. 4˚ e 5˚ anos Participação em dificuldades competitivas, respeitando as regras e não discriminando os colegas, suportando pequenas frustrações, evitando atitudes violentas; Expressão de opiniões pessoais quanto a atividades e estratégias a serem utilizadas em situações de jogos, esportes, etc; Reflexão e avaliação do seu próprio desempenho e dos demais tendo como referência o esforço em si, prescindindo em alguns casos, do auxílio do professor. Diferenciação de situações de esforço aeróbico, e repouso. Reconhecimento de alterações corporais, mediante percepção do próprio corpo, provocadas pelo esforço físico, tais como excesso de excitação, cansaço, elevação dos batimentos cardíacos; Atividades extra-classe: Gincanas, jogos inter-séries, dia de lazer, passeios, excursões. 5ª e 6ª Séries Predisposição a cooperação e solidariedade (ajudar o outro, dar segurança, contribuir com um ambiente favorável ao trabalho); Respeito a si e ao outro (próprios limites corporais, desempenho, interesse, biótipo, gênero, classe social, habilidade, erro, etc); Predisposição para cultivar algumas práticas sistemáticas (exercícios técnicos de manutenção das capacidades físicas, etc); Aceitação da disputa como um elemento da competição e não como uma atitude de rivalidade, frente aos demais; Valorização do estilo pessoal de cada um. 7ª e 8ª Séries Predisposição para responsabilizar-se pelo desenvolvimento e manutenção de suas capacidades físicas (resistência, força, velocidade, flexibilidade); Valorização dos efeitos que as práticas corporais e hábitos saudáveis exercem sobre a aptidão física e a qualidade de vida; Disposição favorável para a superação de limitações pessoais; Respeito ao limite pessoal e ao limite do outro; Conteúdos Programáticos Ensino Fundamental: Atividades recreativas; Ginástica corporal; Conhecimento dos diferentes estilos de Danças; Voleibol, basquetebol, handebol, futsal, atletismo; Apresentados de forma gradativa ao nível do desempenho e desenvolvimento do adolescente.
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    Ensino Médio Atividades recreativasvariadas e englobadoras; Ginástica corporal, conhecendo cada parte do seu corpo; Danças rítmicas, aeróbicas, folclóricas e regionais; Voleibol, basquetebol, handebol, futsal, atletismo. Encaminhamento Metodológico Entendendo a ação, ou seja, o movimento corporal como condição indispensável para o desenvolvimento do homem, a Educação Física inserida do processo educacional busca trabalhar esse movimento numa dimensão de totalidade, visualizando, porém determinado e determinante no processo histórico das relações sociais. O professor, compreendendo a evolução do indivíduo, suas características e necessidades numa dialética de desenvolvimento, entendendo as diferenças individuais, poderá articular sua prática pedagógica à realidade contextual que irá trabalhar, garantindo assim, a todos os alunos a apropriação do conhecimento. O conteúdo precisa ser trabalhado, refletido, reelaborado pelo aluno para se constituir em conhecimento dele e permitir-lhe efetuar uma ‗leitura‘ diferente do senso comum, dando um resignificado a esse saber. Deverá ser trabalhado numa dimensão histórico-social em que, tecendo todas as relações possíveis, abordará não a história do conteúdo, mas o conteúdo historicamente. Através de atividades em equipe, grupos, individuais, aulas teóricas dos conteúdos científicos necessários, participações em eventos esportivos e culturais, buscar-se-á a inserção, a realização e o desenvolvimento do indivíduo como ser global e totalitário. Avaliação A avaliação da aprendizagem em Educação Física tem conduzido os professores à reflexão, ao estudo e ao aprofundamento, visando buscar novas formas de entendimento e compreensão de seus significados no contexto escolar. Ao propor reflexões sobre a avaliação no Ensino de Educação Física, objetiva- se favorecer a busca da coerência entre a concepção defendida e as práticas avaliativas que integram o processo de ensino e aprendizagem. Nesta perspectiva, a avaliação deve estar colocada a serviço da aprendizagem de todos os alunos, de
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    modo que permeieo conjunto das ações pedagógicas e não como um elemento externo a este processo. De acordo com as especificidades desta, a avaliação deve estar vinculada ao Projeto Político-Pedagógico da escola, com critérios estabelecidos de forma clara, a fim de priorizar a qualidade e o processo de ensino aprendizagem, sendo contínua, identificando, dessa forma, os progressos do aluno durante o ano letivo, levando-se em consideração o que preconiza a LDB 9394/96 pela chamada avaliação formativa em comparação à avaliação tradicional, qual seja, somativa ou classificatória, com vistas à diminuição das desigualdades sociais e com a luta por uma sociedade justa e mais humana. A partir da avaliação diagnóstica tanto professor quanto os alunos poderão revisitar o processo desenvolvido até então para identificar lacunas no processo de ensino e aprendizagem, bem como planejar e propor outros encaminhamentos que visem a superação das dificuldades constatadas. Será um processo contínuo, permanente e cumulativo, onde o professor estará organizando e reorganizando o seu trabalho tendo no horizonte as diversas manifestações corporais, evidenciadas nas formas de ginástica, do esporte, dos jogos, da dança e das lutas, levando os alunos a refletirem e a se posicionarem criticamente com o intuito de construir uma suposta relação com o mundo. Filosofia/Conhecimento Filosófico Apresentação Geral da Disciplina. A Filosofia no Brasil, como a disciplina figura nos currículos escolares desde o ensino jesuítico, ainda nos tempos coloniais, sob as leis do Ratio studiorum. Nessa perspectiva, a Filosofia era entendida como instrumento de formação moral e intelectual sob os câmones da Igreja Católica e do poder cartorial local. Essa Filosofia buscava aperfeiçoar os instrumentos lógicos para melhor compreensão dos textos bíblicos e dos ensinamentos dos padres da Igreja que demonstrariam, com base na razão, as verdades aceitas pela fé. Hoje, a Filosofia procura tornar vivo o espaço escolar, onde sujeitos exercitam a interação buscando no diálogo e no embate entre as diferenças a sua convivência e a construção da sua história.
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    A lei deDiretrizes e Bases da Educação 9394/96, no art.36, determina que, ao final do Ensino Médio, o estudante deverá dominar os conhecimentos de Filosofia e de Sociologia necessários ao exercício da cidadania. Com base nisso, foi aprovada a lei nº 15228, em julho de 2006, tornando a disciplina como matriz curricular do Ensino Médio. Todavia, ao pensar o ensino de Filosofia, é preciso definir o local onde ele se realiza e que sujeitos são esse aos quais esse ensino se dirige. Isso nos permitirá pensar qual Filosofia será ensinada. Ensinar Filosofia no Ensino Médio, no Brasil, na América Latina, não é o mesmo que ensiná-la em outro lugar isso exige do professor claro posicionamento em relação aos sujeitos desse ensino e das questões históricas atuais que nos colocam como país capitalista/ subdesenvolvido, rico/explorado/consciente/alienado etc. Ao pensar o ensino de Filosofia, vê-se, então, que não há propriamente ofício filosófico sem sujeitos democráticos e não há como atuar no campo político e cultural, avançar e consolidar a democracia quando se perde o direito de pensar, a capacidade de discernimento, o uso autônomo da razão. Fundamentos Teórico-Metodológicos Considera-se que, do ponto de vista didático-pedagógico, o ensino de qualquer das disciplinas do currículo escolar não pode prescindir de conteúdos objetivamente mediadores da construção do conhecimento. Por isso o currículo de Filosofia coloca-se frente a duas exigências que emergem da fundamentação desta proposta: o ensino de Filosofia não se confunde simplesmente com o ensino de conteúdos e enquanto disciplina análoga a qualquer outra disciplina do currículo tem nos seus conteúdos elementos mediadores fundamentais para que se possa desenvolver o específico do ensino de Filosofia – a mobilização para o conhecimento, a problematização, a investigação e a criação de conceitos, transformando assim a aprendizagem numa atividade reflexiva. Os conhecimentos de Filosofia são necessários, por serem muito importantes para a formação geral. Ajuda a promover a passagem do mundo infantil ao mundo adulto, estimulando a elaboração do pensamento abstrato. Se a condição do
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    amadurecimento é aconquista da autonomia no pensar e no agir, muitos adultos, permanecerão crianças caso não exercitem desde cedo esse olhar crítico sobre si mesmo e sobre a realidade que o cerca. O ensino de Filosofia tem a especificidade que se concretiza na relação de estudante com os problemas suscitados na busca de soluções nos textos filosóficos por meio da investigação construindo assim um trabalho de criação de conceitos. Assim sendo qualquer que seja a atividade futura do indivíduo, seu projeto de trabalho, este, como pessoa, como cidadão, precisa destes conhecimentos para o alargamento da consciência crítica, para o exercício da capacidade humana de se interrogar e para uma participação mais ativa na comunidade. Buscando este ideal, é preciso compreender, de maneira significativa, a nossa realidade atual, o mundo de nossa contemporaneidade, pois é nele que se desdobra a nossa existência e toda a organização de vida de um indivíduo. Cabe ao Colégio fazer valer este ensino, pois é só assim, que a criança poderá expandir seus horizontes e passar a olhar o mundo com os olhos críticos e aprofundados num conhecimento que busca as soluções para todos os acontecimentos histórico-sociais. Conteúdos Estruturantes 5ª Série Conhecendo um pouco mais da Filosofia (pesquisas); Grandes filósofos (alguns dos filósofos contemporâneos); Papel do homem na sociedade.; Reações, estímulos; A família no contexto social emergente; Auto conhecimento, Amizade; Relacionamento: a família e os amigos; Formas de raciocínio: pensar, falar e escrever; Preconceitos, Maneiras de encontrar a verdade; Raciocínio Indutivo, Linhas de raciocínio: inferência; Linhas do raciocínio lógico, Diferenças e similares. 6ª Série Grandes filósofos da Idade Moderna; Regras – memória, Códigos; Namoro, Diferenças e semelhanças entre pensamento, reflexão e Filosofia; Liberdade na Família, Valores; Prevenção das drogas na pré-adolescência; Aprofundamento em amizade, Decepção; Solidariedade, Paz, Socialização; Tipos de raciocínio, Linhas de raciocínio – aprofundamento; Raciocínio Lógico, Similares e similitudes: pensamento.
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    7ª Série Introdução dahistória do nascimento da Filosofia; A palavra filosofia; Para que Filosofia; Relações Humanas – valores humanos; Campanha da Fraternidade – Superar a violência, construindo a Paz; Drogas – por quê?; Política. Projeto Bóia-fria. 8ª Série Introdução da história do nascimento da Filosofia; A palavra filosofia; Para que Filosofia; Mitologia Grega; O agir do homem- preocupação da Filosofia contemporânea. Relações Humanas – valores humanos; Projeto Bóia-fria – participação dos alunos na realização. Ensino Médio 1ª, 2a e 3ª Séries Conteúdo estruturante: Mito e Filosofia. Conteúdos básicos: Saber mítico; Saber filosófico; Relação Mito e Filosofia; Atualidade do mito; O que é Filosofia? Conteúdo estruturante: Teoria do Conhecimento. Conhecimentos básicos: Possibilidade do conhecimento; As formas de conhecimento; O problema da verdade; A questão do método; Conhecimento e lógica; Conteúdo estruturante: Ética. Conteúdos básicos: Relações entre comunidade e poder; Liberdade e igualdade política; Política e Ideologia; Esfera pública e privada; Cidadania formal e/ou participativa; Conteúdo estruturante: Filosofia da Ciência. Conteúdos básicos: Concepções de ciência; A questão do método científico; Contribuições e limites da ciência; Ciência e ideologia; Ciência e ética; Conteúdo estruturante: Estética. Conteúdos básicos: Natureza da arte; Filosofia e arte; Categorias estéticas – feio, belo, sublime, trágico, cômico, grotesco, gosto,etc. Estética e sociedade; Encaminhamento Metodológico Os conteúdos de Conhecimentos Filosóficos realizar-se-ão de formas variadas. Dentre elas a dinâmica de grupo, visto que o ser humano é um ser social e a vida social se dá em forma de grupos, pois estes desenvolvem a socialização do indivíduo. É nos grupos que a percepção da pessoa começa a ser formada, face à percepção do outro.
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    Logo o trabalhoa ser realizado pelo professor deverá assegurar ao estudante a experiência do ―específico‖ da atividade filosófica. O exercício filosófico poderá manifestar-se ao refazer o percurso filosófico. O professor deverá propor problematizações, leituras filosóficas e análises de textos, organizar debates, sugerir pesquisas e sistematizações. Através da pesquisa busca-se desenvolver a independência mental e a curiosidade do intelecto, estimular a perseverança no trabalho, ou seja, estimular no sentido de dar prosseguimento ao trabalho, mesmo quando o indivíduo encontra obstáculos e obtém insucessos. Busca ainda favorecer através da pesquisa de campo, a contextualização dos conteúdos estudados. O teatro é um recurso audiovisual na formação e desenvolvimento da expressão pessoal e emocional do aluno, que tem a tendência de dramatizar as suas brincadeiras diárias. A música será usada para ajudar o aluno em seu desenvolvimento intelectual e social, ela também ajuda a combater a agressividade, pois canaliza o excesso de energia, ajuda a enfrentar o isolacionismo, desenvolve o espírito de iniciativa e funciona como higiene mental. Os filmes são recursos tão ricos que alguém já disse, ―uma imagem vale por mil palavras‖. A aula expositiva ainda é muito útil e necessária, quando adequada às exigências do conteúdo. A entrevista é sem dúvida, o aproveitamento dos recursos humanos da comunicação. Lançar mão de todo o potencial artístico canalizando-o para a confecção de faixas, cartazes e murais. Toda a apresentação e exposição de conteúdos, feito pelos alunos, direta ou indiretamente, deverá ser encarada como um salto para o aprofundamento da análise crítica e analógica. Avaliação Segundo Kohan e Wakaman (2002), o ensino de Filosofia tem uma especificidade que deve ser levada em conta no processo de avaliação. A Filosofia como prática, como discussão com o outro, como discussão de conceitos encontra seu sentido na experiência de pensamento filosófico. Entendemos por experiência esse acontecimento inusitado que o educador pode propiciar e preparar. A avaliação deve ser concebida na sua função diagnóstica, isto é, ela não tem finalidade em si mesma, mas sim tem a função de subsidiar e mesmo redirecionar o curso da ação no processo ensino-aprendizagem, tendo em vista garantir a qualidade que professores, estudantes e a própria escola estão construindo coletivamente. Sendo assim, avaliação não se resume apenas em perceber quanto o
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    aluno assimilou doconteúdo, nem examinar sua capacidade de tratar deste ou daquele tema. O ensino de Filosofia é, acima de tudo, um grande desafio. Ao avaliar, o professor deve respeitar as posições dos alunos, mesmo que não concorde com elas, pois o que está em jogo é a capacidade dele de argumentar e de identificar os limites dessas posições. O que deve ser levado em consideração é a atividade com conceitos, a capacidade de construir e tomar decisões. É importante avaliar a capacidade do estudante de trabalhar e criar conceitos, fazendo-o observar que discurso tinha antes e qual discurso tem após o estudo de Filosofia. Física Apresentação Geral da Disciplina A Física tem como objeto de estudo o Universo, em toda sua complexidade. Por isso, a disciplina de Física propõe aos estudantes o estudo da natureza, embora os conhecimentos apresentados aos estudantes do Ensino Médio não são coisas da natureza, ou a própria natureza, mas modelos de elaborações humanas. Na tentativa de resolver seus problemas de ordem prática e garantir sua subsistência, o olhar sobre a natureza tem origem em tempos remotos, provavelmente no período paleolítico. Assim, a astronomia, provavelmente seja a mais antiga das Ciências, tendo encontrado sua racionalidade pelo interesse dos gregos em explicar as variações cíclicas observadas nos céus. Era o início do estudo dos movimentos. Já no século XX foi marcado por uma revolução no campo da Física. Em 1905, Einstein propusera a teoria da relatividade. Isso permitiu que se desenvolvesse a mecânica quântica. Através do Decreto Federal n. 355, de 13 de junho de 1946, foi criado o Ibecc, Instituto de Brasileiro de Educação, Ciência e Cultura. Na verdade foi a primeira instituição brasileira direcionada ao ensino de Ciências. Após anos de estudo buscando uma prática pedagógica que melhor mostrasse o que é física e como trabalhá-la, chegou –se à conclusão de que a física deve educar para a cidadania e contribuir para o desenvolvimento de um sujeito crítico capaz de
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    admirar a belezada produção científica ao longo da história. Também deve considerar a dimensão do conhecimento sobre o universo de fenômenos e fazer perceber a não-neutralidade de sua produção, mas aspectos sociais , políticos, econômicos e culturais, seu comprometimento e envolvimento com as estruturas que representam tais aspectos. Deve-se ressaltar, ainda que a importância de um enfoque conceitual para além de uma equação matemática, sob o pressuposto teórico que afirma que o conhecimento científico e uma construção humana com significado histórico e social construção humana com significado histórico e social. Fundamentos Teórico- Metodológicos A Física tornou-se indispensável para a formação da cidadania do homem contemporâneo, devido ao ganho tecnológico dos últimos tempos O conhecimento em Física é que permite criar modelos de evolução cósmica, investiga os mistérios das partículas que compõem a matéria, desenvolve novas fontes de energia, cria novas tecnologias e desenvolve novos produtos. O ensino da Física deve contribuir para uma formação que permita aos alunos, interpretar fatos, fenômenos e processos naturais, do seu dia-a-dia, pra que haja a interpretação do ser humano com a natureza em transformação. Para tanto é essencial que o conhecimento em Física seja explicitado como um processo histórico, objeto de contínua transformação e associado com outras formas de expressão. Oferecendo esses conhecimentos, o ensino da Física promove a articulação de toda a visão do mundo moderno e revela a dimensão filosófica, com uma beleza e importância que não devem ser substimadas no processo educativo. Para que esses objetivos transformem-se em linhas orientadoras para a organização do ensino da física é imprescindível traduzi-lo de forma que possibilitem a independência de uma futura aprendizagem. O ensino da Física é colocado através de conceitos prontos, leis e fórmulas distanciadas do mundo vivido pelos alunos e professores. Dando muita importância a abstração, enfatizando a utilização de fórmulas, em situações artificiais, desvinculadas da linguagem matemática que essas fórmulas representam de seu
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    significado físico efetivo.Insistindo na resolução da listas de exercícios repetitivos, pretendendo que o aprendizado ocorra pela automatização ou memorização e não pela construção do conhecimento através das competências adquiridas. Faz-se necessário, rediscutir qual Física ensinar, para possibilitar uma compreensão melhor do mundo, e da formação cidadã mais adequada. Para que ocorra esse novo ensino não existem fórmulas, nem receitas ou solução simples que garantam o sucesso. As dificuldades irão surgir de acordo com a realidade, e o professor deverá resolvê-las da maneira que ele achar correto, desde que atinja o desenvolvimento do ensino na direção desejada. É imprescindível levar em consideração o mundo em que o aluno vive, sua realidade próxima ou distante, os fenômenos que lidam ou que despertam sua curiosidade. Esse deve ser o ponto de partida e também o de chegada, conduzindo as investigações de volta aos fenômenos significativos fazendo uso de uma nova metodologia. O saber adquirido, através desse novo enfoque, leva as novas compreensões do mundo podendo ser prático, mas que permite ultrapassar o interesse imediato. Conteúdos Estruturantes Ensino Médio 1ª Série Física: estudo, aparelhos, divisão; Cinemática Escalar: posição e espaço, descrição de movimentos; Velocidade escalar constante, variável, média; Movimento uniforme: equação dos espaços; Estudo vetorial dos movimentos. Deslocamento, Velocidade, Composição; Dinâmica: força: Tipos, Medida (Lei de Hooke), Resultante; Inércia; Massa: Peso e campo gravitacional; Aceleração escalar; Equação: movimento retilíneo, uniformemente variado, Torricelli; Movimento circular uniforme — Grandezas angulares, equação fundamental da dinâmica; Aceleração centrípeta; Ação e reação; Corpo apoiado; Força de tração; Atrito; Leis de Newton; Óptica Geométrica: Cores dos objetos, sombra, penumbra, câmara escura, fenômeno da reflexão; Espelho plano e esférico; Leis da refração; Reflexão total; Dioptro plano; Lentes esféricas: estudo gráfico, analítico; Globo ocular e suas ametropias; Energia e suas transformações: força constante, variável; Teorema da Energia Cinética; Energia potencial gravitacional, elástica; Teorema da Energia
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    Mecânica; Potência erendimento; Balística: Queda livre, lançamento horizontal e oblíquo; Estática. 2ª Série Força: movimento e impulso; Colisão contra obstáculo fixo: energia, coeficiente de restituição; Teorema do Sistema Isolado; Choque frontal; Eletricidade. Carga elétrica e sua quantização; Processo de eletrização; Força elétrica e Lei de Coulomb; Campo elétrico: Trabalho e energia; Corrente elétrica: condições de existência; Resistência elétrica e Lei de Ohm; Associação de resistores; Geradores, circuitos e medidas elétricas; Eletromagnetismo. Campo de indução magnética; Força magnética; Hidrostática. Densidade, Pressão; Lei de Stevin: pressão hidrostática; Aplicação de Stevin: vasos comunicantes, prensa hidráulica; Teorema de Arquimedes. Corpos totalmente e parcialmente imersos; Termofísica. Temperatura e suas escalas; Calor e mecanismos de transferência; Dilatação dos sólidos e dos líquidos; Quantidade de calor sensível; Mudanças de estado físico; Sistema termicamente isolado; Termodinâmica: gases ideais, força de pressão, energia interna (gás monoatômico); 1ª lei da termodinâmica: aplicação nas transformações gasosas; Ondulatória: Ondas: propriedades e classificação; Reflexão e refração de pulsos em corda; Onda senoidal: formação, equação fundamental da ondulatória; Ondas em meios bidimensionais e fenômenos ondulatórios; Interferência de ondas e onda estacionária; Acústica: som (propriedades, características); Cordas vibrantes; Tubos sonoros; Efeito Doppler (qualitativo); 3ª Série Grandezas físicas; Força; Resultante; Componentes de uma força; Velocidade vetorial; Inércia; Massa e peso; Aceleração vetorial e de suas componentes tangenciais e centrípeta; Princípio fundamental da dinâmica; Princípio da ação e reação; Estudo do plano inclinado; Estudo do movimento curvilíneo uniforme (cinemática) ; (dinâmica); Estudo da força de atrito; Estudo da força de atrito; Queda livre; Lançamento vertical, horizontal, oblíquo; Introdução à gravitação e à força gravitacional; Força variando com tempo; Teorema dos sistemas; Colisão contra obstáculo fixo: discussão sobre energia, coeficiente de restituição; Estudo do choque frontal; Estudo do choque oblíquo; Hidrostática: densidade de um corpo e massa específica de uma substância; Pressão de uma força: definição, cálculo e unidade; Lei de Stevin; Teorema de Arquimedes; Estática do corpo rígido; Ponto material, repouso, movimento e trajetória; Velocidade escalar média; Movimento
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    acelerado e retardado;Movimentos uniformes; Equação de Torricelli ; Trabalho de uma força; Teorema da energia cinética; Energia potencial; Sistemas conservativos; Potência; Carga elétrica; Indução eletrostática; Lei de Coulomb; Campo elétrico; Linhas de força; Corrente elétrica, ddp e potência; Segunda lei de Ohm; Geradores e lei de Pouillet; Voltímetro e amperímetro; Ponte de Wheatstone; Capacitores; Eletromagnetismo; Força magnética; Trajetórias; Indução eletromagnética; Óptica Geométrica; Estudo da reflexão; Estudo da refração: definição, conceito de refringência e índice de refração; Leis da refração; Fenômeno da reflexão total; Dioptro plano; Estudo das lentes esféricas; Termofísica; Estudo do gás ideal; Trabalho da força de pressão em uma transformação gasosa; 1ª Lei da Termodinâmica; Oscilações; Ondulatória; Acústica; Encaminhamento Metodológico Espera-se que o Ensino de Física venha dar subsídios ao aluno para ser bem sucedido em um mundo competitivo, para tanto se propõe, a utilização de materiais do dia-a-dia onde os conteúdos abordados tenham consonância com a interdisciplinaridade. Serão utilizadas diferentes imagens óticas, como: fotografias, vídeos, aparelhos elétricos, meios de transportes, para observar suas transformações durante os processos, levando a investigação e compreensão. Essas atividades desenvolver– se-ão individual e coletivamente. Durante o processo ensino aprendizagem a compreensão das diversas teorias físicas envolverá investigação para que o aluno possa resolver problemas, desenvolvendo habilidades para medir e quantificar com réguas, balanças e outros instrumentos próprios, chegando a propor conclusões. Com visitas a centros de produção e pesquisas os alunos poderão desenvolver relatórios individuais ou em grupo, consultando diversas fontes de conteúdos (livros, revistas, computadores). Estas atividades de pesquisa levarão o estudante a compreender o desenvolvimento histórico e a relação entre outras disciplinas. Avaliação A avaliação deve levar em conta os importantes aspectos históricos, conceituais e culturais, a evolução das idéias em Física e a não neutralidade da ciência, nossa avaliação deve levar em conta o progresso do estudante quanto a
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    esses aspectos. Ainda,se o objetivo é garantir o objeto de estudo da Física, então, ao avaliar, deve-se também considerar a apropriação desses objetos pelos estudantes. Dessa forma, a avaliação deve ter um caráter diversificado, levando em consideração todos os aspectos: a compreensão dos conceitos físicos; a capacidade de análise de um texto, seja ele literário ou científico, emitindo uma opinião que leve em conta o conteúdo físico; a capacidade de elaborar um relatório sobre um experimento ou qualquer outro evento que envolva a Física. No entanto, a avaliação deve sim auxiliar o aluno na aprendizagem, ou seja, avaliar só tem sentido quando utilizada como instrumento para intervir no processo de aprendizagem dos estudantes, visando ao seu crescimento. Geografia Apresentação Geral da Disciplina Na Antiguidade Clássica, muito se avançou na elaboração dos saberes geográficos. Ampliaram-se os conhecimentos sobre as relações sociedade-natureza, extensão e características físicas e humanas dos territórios imperiais. Estudos descritivos das áreas conquistadas e informações sobre a localização , o acesso e as características das cidades e regiões dos Impérios eram conhecimentos fundamentais para suas organizações políticas e econômicas. Nesse contexto, desenvolveram-se outros conhecimentos como os relativos à elaboração de mapas; discussões a respeito da forma e do tamanho da Terra, da distribuição de terras e águas, bem como não-verdade, pois feriam a visão de mundo imposta pelo poder político então estabelecido. A institucionalização da Geografia no Brasil, no entanto, consolidou-se apenas a partir da década de 1930, quando as pesquisas desenvolvidas buscavam compreender e descrever o ambiente físico nacional com o objetivo de servir aos interesses políticos do Estado, na perspectiva do nacionalismo econômico. Para efetivar as ações relacionadas com aqueles objetivos, tais como a exploração
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    mineral, o desenvolvimentoda indústria de base e as políticas sociais , fazia-se necessário um levantamento de dados demográficos e informações detalhadas sobre os recursos naturais do país. Essa abordagem do conhecimento geográfico perpetuou-se por boa parte do século XX. Nas escolas brasileiras, a Geografia tinha um caráter decorativo e enciclopedista, focado na descrição do espaço, na formação e no fortalecimento do nacionalismo, com um papel significativo na consolidação do Estado Nacional brasileiro. Essa corrente metodológica é conhecida como geografia tradicional. No entanto, no decorrer dos anos, preconizou-se para o ensino da Geografia uma análise social, política e econômica sobre o espaço geográfico. A compreensão e incorporação da Geografia Crítica, é inegável, foram gradativas. A geografia torna-se uma disciplina pertinente e mutante, mas, dentro de suas abordagens, há conteúdos que a contempla e que também são inseridos em outras temáticas, devido sua relevância. Isto ocorre, sobretudo, com os conteúdos referentes à História e Cultura Afro-Brasileira e Africana (lei 10.639/03), História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena (lei 9.795/99), pois estes abordam a diversidade cultural e contribuem para que não sejam difundidos idéias equivocadas, mas sim que valorizem a identidade cultural, ressaltando a importância que o negro e indígena tiveram na formação social e cultural de nosso país. Fundamentos Teórico-Metodológicos Sob o enfoque social que os temas transversais oferecem, a Geografia é a ciência que amplamente oferece instrumentos essenciais para a compreensão e intervenção na realidade social. Portanto, propõe-se uma nova concepção de Geografia, que compreenda a realidade da forma mais ampla possível já que é o próprio ser humano que passa a interferir nessa construção de maneira consciente e propositiva, para que se crie um espaço, melhor distribuído socialmente, menos agressivo e mais justo. O estudo da interação das sociedades na natureza como forma de construir o seu espaço, os vínculos que o ser humano cria com o meio ambiente e a sua interação com o mesmo são aspectos ricos que conduzem a uma reflexão das relações atuais dos seres humanos com aquelas que seus antepassados estabeleceram com o espaço geográfico. Observando, assim, as influências culturais
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    e sociais quesofremos, e ressaltando a grande diversidade cultural que existe em nosso país (influência dos brancos, negros e indígenas). Para se chegar a esse termo de estudo da Geografia, a produção acadêmica reflete diferentes momentos onde se estabelecem reflexões distintas sobre os métodos e o objeto do fazer geográfico. Assim, o estudo da paisagem como síntese de múltiplos espaços e tempos deve ser o ponto de partida e o de chegada para o conhecimento geográfico. É o ponto de partida porque é o dado da realidade que as pessoas percebem. É um conjunto de coisas da natureza (relevo, florestas, rios, etc.), nas suas relações sociais. A paisagem está sempre em mudança, é uma espécie de marca da história do fazer humano, do movimento da sociedade. Devemos ultrapassar o concreto aparente da paisagem para chegar ao conhecimento das relações sociais que a construíram. O entendimento dessas relações é o ponto de chegada. O homem, para viver, necessita de ferro, sais minerais, manganês e outros elementos que fazem parte do seu metabolismo. Precisa também de oxigênio, que é obtido através da respiração e da água. Neste sentido, a atmosfera, a hidrosfera e a litosfera fazem parte integrante do homem e, assim, não se separa o homem da natureza. Isso também ocorre com as coisas da paisagem construída pelo homem: elas contêm matéria ou uma forma de natureza. Os prédios, por exemplo, são construídos de ferro, argila, cimento e água, etc. – eles são matérias culturalizadas adquirindo uma natureza humana. A Geografia estaria então identificada como a ciência que busca decodificar as imagens presentes no cotidiano, impressa e expressa nas paisagens e em suas representações, numa reflexão direta e imediata sobre o espaço geográfico e o lugar. O estudo da Geografia possibilita aos alunos a compreensão de sua posição no conjunto das relações da sociedade com a natureza; como e porque suas ações individuais ou coletivas, em relação aos valores humanos ou à natureza, têm conseqüências tanto para si como para a sociedade. Para tanto, deve-se criar e planejar situações nas quais o aluno possa utilizar a observação, a descrição, a experimentação, a analogia e a síntese, com a finalidade de compreender e mesmo representar os processos de construção do espaço que se desenvolvem nos diferentes tipos de paisagens e territórios. Tais processos servirão para construir noções, definir os fenômenos, levantar problemas
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    e compreender assoluções propostas para conhecer e começar a operar com os procedimentos e as explicações que a Geografia como ciência produz. Tal abordagem visa favorecer a compreensão de que o aluno é parte integrante do ambiente e agente ativo e passivo das transformações na paisagem. Contribui também para a formação de uma consciência conservacionista e ambiental na qual se pensa sobre o ambiente não somente em aspectos naturais, mas também culturais, econômicos e políticos. Neste sentido, não se trata de jogar fora uma série de saberes que foram produzidos pela geografia tradicional, mas sim de recontextualizá-los à luz de novas contribuições, capazes de explicar novos problemas que se expressam em âmbito local, regional, nacional e internacional. O homem deve saber localizar, perceber, analisar e compreender a extensão do fenômeno do qual está falando ou que está acontecendo, para assim poder agir. Conteúdos Estruturantes História/Geografia 1˚ ano Identidade, Meio Ambiente, Água e ar, movimento e energia, observação, experimentos simples, levantar e testar hipóteses simples, localização; As diferenças culturais (negro, branco, índio) 2˚ ano Meus amigos e eu: família, história, moradias; Meu corpo; Formas; Sala de aula; Comunicação; Relacionamento: grupos e regras; Índio Guarani; Diferenças sociais; O tempo de cada um e de todos; O sol. 3˚ ano Espaços da escola; Espaços do bairro; Município: zona urbana e zona rural, população, história; Regras de convivência; Os municípios do passado (século XIX); Diversidade cultural e social (os povos indígenas, africanos e brancos colonizadores) 4˚ ano
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    Municípios e estados;Região Nordeste; Região Sudeste; Região Sul; Região Centro- Oeste; Região Norte; Ser brasileiro (Solidariedade e cidadania); 5˚ ano Brasil antes dos portugueses; Mapas; Descobrimento do Brasil (outras versões); Europeus; O lugar do índio; Os descobridores de ouro; Inconfidência Mineira; Família real no Brasil; Independência do Brasil (movimento); Primeiro Império (começo e fim); Imigrantes; Café e Indústria; Fim da escravidão (conseqüências); Estados Unidos do Brasil; Geografia 5ª Série Conhecendo e desenhando a Terra; O Brasil e suas dimensões; Nação e território; A cidade e o campo; Os ambientes da Terra; A origem do Sistema Solar e a idade da Terra; O interior de nosso planeta; As rochas e os minerais; Tectônica de placas; O relevo terrestre; Os pontos cardeais no mapa; O tempo e o clima; A dinâmica do tempo atmosférico; O clima e a paisagem vegetal; População; Formação da população brasileira: os índios; Os tipos de mapas; Formação da população brasileira: os brancos; Formação da população brasileira: os negros; O Brasil multicultural; Natalidade; O crescimento da população; A mortalidade; A formação das cidades; O mundo urbano; Os problemas sociais urbanos; Atividade Cartográfica; Geografia do Paraná: Paraná – um estado brasileiro; Nosso espaço no Brasil; 6ª Série O homem e a natureza; O uso econômico dos animais; O uso econômico dos solos; O uso econômico das plantas; Atividade Cartográfica; Agropecuária brasileira; O uso econômico das águas; O uso econômico do subsolo; A indústria; A industrialização, a cidade brasileira e os problemas ambientais urbanos; As divisões regionais do Brasil; O Complexo Amazônico; O Complexo Nordestino; O Complexo Centro-Sul; 7ª Série As diferentes formas de se dividir o mundo; As graves deficiências sociais e econômicas nos países subdesenvolvidos; A Nova Ordem Mundial; Aspectos naturais dos Estados Unidos; A população dos
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    Estados Unidos; Aatividade industrial nos EUA; A atividade agrícola nos EUA; O crescimento urbano dos Estados Unidos; A estratégia econômica dos Estados Unidos; Os parceiros dos Estados Unidos no Nafta: Canadá e México; A população, a estrutura étnica e o crescimento demográfico da América Latina A estrutura etária e ativa da população da América Latina; Aspectos naturais e econômicos da América Central; Aspectos geopolíticos e naturais da América do Sul; Aspectos econômicos da América do Sul; A industrialização na América Latina; O que é GPS; 8ª Série As paisagens naturais da Europa; O quadro humano da Europa; A economia da União Européia; O espaço natural asiático; Aspectos humanos da Ásia; A agropecuária asiática; A economia mineral-industrial asiática; O espaço africano; Aspectos humanos da África; A economia africana; Conflitos na África; O que é globalização; A dívida externa; O domínio da tecnologia; O problema do desemprego; Os problemas ambientais atuais; Atividade Cartográfica; Ensino Médio 1ª Série Espaço geográfico: astronomia; Cartografia; Brasil: geografia, política; Geologia, Geomorfologia; Recursos metálicos no Brasil e no mundo; Combustíveis fósseis no Brasil e no mundo; Domínios climato-botânicos; Hidrologia geral; Questão agrária no Brasil; O mundo frio, temperado, tropical; 2ª Série Complexo Regional: Centro-Sul, Amazônia, Nordeste; População: evolução quantitativa, movimentos migratórios, estruturas, aspectos sociais e culturais; Formação étnica do Brasil: raças e etnias; Urbanização; modernização, problemas; Indústria; Zonas industriais: mundo atual, subdesenvolvido, meio ambiente; Setor terciário da economia; Circulação dos bens: comércio, transportes; Redes imateriais; Ordens internacionais;
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    3ª Série Posição geográfica; Divisão regional; Estrutura geológica; Relevo; Recursos minerais; Combustíveis fósseis; Clima; Vegetação; Hidrografia; Bacia Amazônica; Bacia do Paraná; Bacia do São Francisco; Crescimento vegetativo; Estrutura etária e ativa; Urbanização; Distribuição regional da indústria; Agricultura regional; Cartografia; Ordem da Revolução Industrial; Ordem da Guerra Fria; Nova Ordem Internacional; Europa: aspectos naturais, humanos, econômicos; América Anglo- Saxônica: aspectos naturais; Estados Unidos: aspectos humanos, econômicos; Japão: aspectos naturais, humanos e econômicos; Subdesenvolvimento; China; Índia; Ásia árida: aspectos naturais, econômicos; conflitos; África: aspectos naturais, humanos, econômicos; América do Sul; Geopolítica ambiental. Encaminhamento Metodológico A finalidade do ensino de Geografia é a aquisição do conhecimento do espaço geográfico quanto à sua origem/ocupação/organização/construção. Quando a criança entra na escola, traz um conhecimento não sistemático sobre a realidade, adquirido no processo de socialização/individualização/socialização, que faz parte da sua vida. Cabe ao professor trabalhar o conhecimento formal com a finalidade de promover sua apropriação. Para que ocorra, por parte do aluno, o entendimento de sua participação na realidade em que vive, é fundamental a reelaboração das noções de relações sociais, de espaço, de tempo e dos conceitos de produção de necessidades e transformação para a compreensão/apreensão do conhecimento sobre o espaço geográfico. O professor, articulando conteúdos e noções, facilitará para o aluno a compreensão global da organização de espaço e a aquisição de conceitos fundamentais da Geografia enquanto área do conhecimento, através de textos, debates, leituras, murais, palestras, aulas expositivas, resumos, análise de filmes e noticiários, aulas com o auxílio de transparências. Para tanto o professor fará a abordagem pedagógica que permita estabelecer o maior número de relações possíveis.
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    Ao trabalhar asrelações dinâmicas da sociedade, o professor explicará ao aluno o que são relações sociais - as estabelecidas entre os homens, as políticas, as econômicas e as culturais – e que são praticadas devido às necessidades criadas pela própria sociedade. Para que haja a satisfação dessas necessidades, os homens transformam o natural – matéria – em cultural, através do processo do trabalho. O estudo da Geografia possibilita aos alunos a compreensão de sua posição no conjunto das relações da sociedade com a natureza; como e por que suas ações, individuais ou coletivas, em relação aos valores humanos ou à natureza, têm conseqüências tanto para si como para a sociedade. Para que isso aconteça, deve-se criar e planejar situações nas quais o aluno possa utilizar a observação, a descrição, à experimentação, à analogia e a síntese com a finalidade de compreender e mesmo representar os processos que se desenvolvem na construção do espaço nos diferentes tipos de paisagens e territórios. Tais processos servirão para a construção de noções, espacializar os fenômenos, etc. O professor deve, como auxiliar do processo, articular e orientar o aluno a trabalhar de forma dinâmica e instigante, mediante situações que problematizem os diferentes espaços geográficos, que disparem relações entre o passado e o presente, o específico e o geral, as ações humanas individuais e as coletivas, e promovam o domínio de procedimentos que permitam ao aluno fazer a leitura da paisagem como um todo, nunca deixando de inferir aí a presença humana. Avaliação A avaliação está inserida dentro do processo de ensino/aprendizagem e, antes de tudo, deve ser entendida como uma das formas utilizadas pelos professores avaliar a sua metodologia e o nível de compreensão dos conteúdos específicos tratados durante um determinado período. Ao propormos avaliar uma turma de alunos, despertamos neles um certo receio, pois todos saberão que avaliados de uma maneira padronizada, ou seja, que desconsiderará a individualidade de cada aluno. Diante disso, deve-se evitar avaliações que contemplem apenas uma das formas de comunicação dos alunos, ou seja, apenas a escrita ou a interpretação de textos, porém não podemos abandonar
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    totalmente está prática,pois o nosso aluno encontrará esse tipo de situação na sociedade capitalista na qual ele está inserido. Propõe-se que o processo de avaliação esteja articulado com os conteúdos estruturantes apresentados e suas variações estudadas. Que essa avaliação seja diagnóstica e continuada, e que contemplem diferentes práticas pedagógicas, tais como: leitura, Interpretação e produção de textos geográficos; leitura e Interpretação de fotos, imagens e principalmente diferentes tipos de mapas; provas objetivas e subjetivas e pesquisas bibliográficas, aulas de campo entre outros, cuja uma das finalidades seja a apresentação de seminários; leitura e interpretação de diferentes tabelas e gráficos; relatório de experiências práticas de aulas de campo ou laboratório; construção de maquetes; produção de mapas mentais, entre outros. Destaca-se ainda, que a proposta avaliativa deve estar bem clara para os alunos, ou seja, que saibam como eles serão avaliados em cada atividade proposta. Além disso, a avaliação deve ser um processo não-linear de construções e reconstruções, assentado na interação e na relação dialógica que acontece entre os sujeitos do processo – professor e aluno. História Apresentação Geral da Disciplina A História tem como objeto de estudo os processos históricos relativos às ações e às relações humanas praticadas no tempo, bem como a respectiva significação atribuída pelos sujeitos, tendo ou não consciência dessa ações. Busca-se suscitar reflexões a respeito de aspectos políticos, econômicos, culturais, sociais, e das relações entre o ensino da disciplina com a produção do conhecimento histórico. Na década de 1970, o ensino da história era predominantemente tradicional, fosse pela valorização de alguns personagens como sujeitos da história e de sua atuação em fatos políticos, fosse pela abordagem dos conteúdos históricos de forma factual e linear. A prática do professor era marcada pelas aulas expositivas, a partir das quais cabia aos alunos a memorização e repetição do que era ensinado como verdade. Vale lembrar que durante o regime militar, a partir de 1964, o ensino da História foi marcado pelos debates teóricos sobre a inclusão dos Estudos Sociais na
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    escola desde oinício da década de 1930. As experiências norte- americanas na organização da disciplina passaram a fazer parte dos debates educacionais por meio da Escola Nova. A partir de da Lei nº 5692/71, as disciplinas de História e Geografia foram condensadas como áreas de Estudos Sociais, dividindo ainda a carga horária para o ensino de Educação Moral e Cívica (EMC). Por sua vez, no segundo grau, a carga horária de História foi reduzida e a disciplina de Organização Social e Política Brasileira (OSPB) passou a compor o currículo. Então, o ensino da História distanciou-se da produção historiográfica acadêmica, envolvida em discussões a respeito de objetos, fontes, métodos, concepções e referenciais teóricos da ciência histórica. Na segunda metade da década de 1980 e no início dos anos 1990, cresceram os debates em torno das reformas democráticas na área e educacional, processo que repercutiu nas novas propostas do ensino de História. Essa discussão entre educadores e outros setores da sociedade foi o resultado da restauração das liberdades individuais e coletivas no país. Isso levou tanto à produção diferenciada de materiais didáticos e paradidáticos quanto à elaboração de novas propostas curriculares, em vários estados. A produção de livros didáticos e paradidáticos procurou incorporar na nova historiografia e, em alguns casos, chegou a ditar o currículo. Modificou-se, por outro lado,a concepção de ensino de História tanto é que em 1990, o Paraná apresentou um modelo fundamentado na pedagogia histórico- crítica dos conteúdos, apresentava uma proposta curricular de História que apontava a organização dos conteúdos a partir do do estudo da formação do Capitalismo no mundo Ocidental e a inserção do Brasil nesse quadro, de forma integrada pela retomada da historiografia social ligada ao materialismo histórico dialético. Fundamentos Teórico-Metodológicos Levando em consideração os avanços que vêm ocorrendo nos meios acadêmicos em relação às possibilidades da História e sua abrangência, buscou-se compatibilizá-los com seu ensino da Educação Infantil e no Ensino Fundamental.
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    O que sepretende com o ensino dessa disciplina é que o aluno tenha acesso ao conhecimento historicamente acumulado e reflita criticamente sobre ele. A partir dessa aquisição e estabelecer relações com outras sociedades em outros tempos. Tradicionalmente, o ensino da História tem contemplado os feitos dos heróis, o relato dos acontecimentos grandiosos. A concepção que fundamenta esse ensino, remota ao século XIX, quando a ordem burguesa consolidou sua ascensão ao poder. A partir de então, a apreensão que se fez do passado e seu registro ocorreu sob a ótica daquele poder ascendente, permanecendo até os dias atuais. Através do ensino renovado da História, o que se pretende é o acesso à produção historiográfica, considerando que o ―olhar para o passado‖ e o seu registro depende muito de ―quem o faz‖ e ―para que o faz‖, e que a subjetividade sempre esteve presente no discurso do historiador. Faz-se necessário, então considerar o historiador, seu tempo. Então, o passado terá sempre muitas leituras. Com essa preocupação, o ensino da História propõe que alunos e professores reflitam criticamente sobre o conhecimento, possibilitando a sua reelaboração. Essa construção se constitui num processo dinâmico, que contem avanços, recuos e rupturas. O ensino e a aprendizagem da História envolvem uma distinção básica entre o saber histórico, como um campo de pesquisas e produção de conhecimento do domínio dos especialistas, e o saber histórico escolar, como conhecimento produzido no espaço da escola. O ensino da História possui objetivo específico, sendo um dos mais relevantes o que se relaciona à constituição da noção de identidade. Assim, é primordial que esse ensino, estabeleça relações entre identidades individuais, sociais e coletivas. Com esses pressupostos busca-se uma nova identidade no ensino da História, que visa a constituição de uma nova identidade social do estudante. Conteúdos Estruturantes História/Geografia 1˚ ano Identidade, Meio Ambiente, Água e ar, movimento e energia, observação, experimentos simples, levantar e testar hipóteses simples, localização
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    2˚ ano Meus amigose eu: família, história, moradias; Meu corpo; Formas; Sala de aula; Comunicação; Relacionamento: grupos e regras; Índio Guarani; Diferenças sociais; O tempo de cada um e de todos; O sol. 3˚ ano Espaços da escola; Espaços do bairro; Município: zona urbana e zona rural, população, história; Regras de convivência; Os municípios do passado (século XIX); 4˚ ano Municípios e estados; Região Nordeste; Região Sudeste; Região Sul; Região Centro- Oeste; Região Norte; Ser brasileiro (Solidariedade e cidadania); 5˚ ano Brasil antes dos portugueses; Mapas; Descobrimento do Brasil (outras versões); Europeus; O lugar do índio; Os descobridores de ouro; Inconfidência Mineira; Família real no Brasil; Independência do Brasil (movimento); Primeiro Império (começo e fim); Imigrantes; Café e Indústria; Fim da escravidão (conseqüências); Estados Unidos do Brasil; História 5ª Série Sherlock Holmes / arqueólogos e historiadores; Arqueólogo: trabalho, fósseis, laboratórios e centros de estudos; Historiador: coleta, pesquisa, relatos; Planeta Terra; Humanos: origem, surgimento, processo de humanização; Grupos humanos: modo de vida, sobrevivência, descoberta do fogo; Esquimós; Egípcios; Os índios guaranis do Brasil; Brasil: primeiros habitantes; Nações indígenas: as terras, grupos; Kamaiurá: Mavutsinin, o primeiro homem: Akuanduba; Tempo histórico e cronológico; Etnocentrismo; Egito (passado e presente); Rio Nilo; Estado e sociedade no Egito; Faraó, deuses e o povo; As construções egípcias; Grécia: surgimento, invenção da política; Política: Oligarquia e da Democracia; Liberdade e escravidão; Esparta e Atenas; Grécia: Roma (origem, lenda); Monarquia; República
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    Romana; ristianismo; ImpérioRomano; História do Paraná: Paraná – um estado brasileiro; Nosso espaço no Brasil; A história da nossa terra. 6ª Série Império Bizantino: centralização, hierarquia; Roma Ocidental e Oriental; Oriente e o Ocidente; Bárbaros; Germânicos; Guerreiros; Religião; Império Romano do Ocidente; Períodos da História (a.C. e d.C.); Feudalismo; O poder da Igreja Católica; Os feudos; Sociedade feudal; Os nobres; Os cavaleiros; Os servos; As bruxas; Civilização árabe; Arábia pré-islâmica; Maomé e o islamismo; Corão; A Unificação; Expansão árabe; Inovações técnicas e aumento demográfico; Jerusalém; Comércio; Novas profissões e atividades; Peste negra na Europa; Os mercadores e o rei; O renascimento cultural; Homem, centro do mundo; A pintura, a escultura e a literatura; A Reforma Protestante; Henrique VIII; A Contra-Reforma; Concílio de Trento; As grandes navegações; Encontro da América; Os povos pré-colombianos; Europeus do século XV; A guerra; Conquistar para explorar; A chegada de Cabral; As expedições exploradoras; Escambo; As feitorias; A colonização; O açúcar; A sociedade. História do Paraná: A formação das cidades do Paraná; Paraná – popular e o pitoresco; Os símbolos do Paraná. 7ª Série A Europa na Idade Média: Revisão; Os reis comandam seus países; O absolutismo; O mercantilismo; Antigo Regime; O absolutismo inglês; O Parlamento inglês; A Revolução Gloriosa; Liberalismo político; O iluminismo; John Locke; Montesquieu; Voltaire; Rousseau; Liberalismo econômico; Liberalismo clássico; Iluminismo na América; 1776: a independência dos Estados Unidos; A Revolução Francesa I ; A economia; A organização social ; Política: absolutismo X iluminismo; A Revolução Francesa II; Os girondinos; Os jacobinos; O Pântano; República Girondina (1792- 1793); República Jacobina (1793-1795); Diretório (1795-1799); Os fins e os meios de Napoleão; França x Inglaterra; Século XVII: o inferno português; Ouro no Brasil; O controle metropolitano; Destino do ouro brasileiro; Liberalismo contra o Pacto Colonial; Inconfidência Mineira; Conjuração Baiana; A História oficial; A família real no Brasil; A abertura dos portos; O processo de independência; A Constituição da Mandioca; Constituição outorgada de 1824; Conflitos no império; Nova fase do Capitalismo; As fábricas; O ludismo; O cartismo; A Segunda Revolução Industrial; Neocolonialismo; Etnocentrismo e violência; O mundo burguês; Conflito: trabalhadores contra burgueses; Socialismo Científico; Anarquismo; As revoltas
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    regenciais; O SegundoReinado; Os acordos políticos; O rei café; O movimento abolicionista; A imigração. História do Paraná: A história da industrialização do nosso estado; A produção dos nossos campos e indústrias; O governo paranaense. 8ª Série As heranças do século XIX; Excesso de concorrência; Os nacionalismos aumentam as rivalidades; A construção das alianças militares; A eclosão do conflito: a Primeira Guerra Mundial; A Revolução Russa; O governo provisório; A terceira revolução; Socialismo x capitalismo; Conseqüências da Revolução Comunista; A proclamação da República; A República dos fazendeiros; A política dos governadores; O Brasil republicano; A Revolta da Vacina; As greves; O período entre as duas Guerras Mundiais (1919-1939); Crise econômica e radicalização política; Totalitarismo; Nacionalismo; Militarismo; A ascensão do fascismo na Itália; O nazismo; A guerra civil espanhola; A Segunda Guerra Mundial; A crise da Primeira República; A formação da Aliança Liberal; A Revolução de 1930; O populismo; Comunismo e fascismo; Industrialização subsidiada pelo Estado; A cultura a partir de 1930; Décadas de 1950 e 1960; A democracia; O governo JK; Jânio Quadros; A crise política da sucessão; O Brasil em 1960; Governo de João Goulart (1961-1964); Instalação da ditadura militar; A cultura em 1960: trevas e luzes; A aldeia global; O enfraquecimento do regime militar; Governo Figueiredo; O governo Sarney; Constituição de 1988; O Plano Cruzado; Eleições diretas; Collor; Itamar Franco; Fernando Henrique Cardoso; Complexidade do final do século XX; As questões ecológicas; O futuro do trabalho. História do Paraná: Os primeiros habitantes do Paraná; A história do litoral paranaense; Estudo sobre Fundação de Curitiba. Ensino Médio 1ª Série Pré-História; Civilização egípcia, mesopotâmica, hebraica, fenícia e persa; Civilização grega; Civilização romana; Roma Oriental: Bizâncio; Idade Média: Alta e Baixa; Cultura medieval; Renascimento cultural; Reforma religiosa; Revolução Comercial; O Antigo Regime europeu: o absolutismo e o iluminismo; O mercantilismo e a colonização brasileira; Brasil Colônia; América pré-colombiana; Colonização da América Espanhola e Inglesa; A crise do Antigo Regime: a independência dos EUA; Revolução Francesa; Europa e a Revolução Industrial; Independência brasileira; História do Paraná: Caminhos antigos do Paraná; Os tropeiros no Paraná; Chegada dos imigrantes no estado.
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    2ª Série América Espanhola:independência; Brasil Império: Primeiro Reinado, Período Regencial; Europa: liberalismo econômico e socialismo, unificações; França: século XIX; América: os EUA no século XIX (a Guerra de Secessão); Segundo Reinado brasileiro: política interna, economia cafeeira, sistema escravista, declínio do Império; Imperialismo do século XIX: partilha da África, Ásia, as crises imperialistas; Primeira Guerra Mundial: causas, Sistema de Versalhes; Revolução Russa; Crise de 1929 e a Grande Depressão; República Velha: crise da República, evolução econômica, mecanismos políticos de domínio oligárquico, primeiros abalos do regime oligárquico, declínio das oligarquias; Europa: o fascismo e o nazismo; Segunda Guerra Mundial: causas, e os acordos de paz; República Populista — Era Vargas: processo de industrialização, governo provisório, constitucional, Estado Novo; O mundo: pós- guerra, Guerra Fria; República Populista: Democracia populista; Brasil: Regime Militar; O fim da Guerra Fria; O mundo atual; Brasil: Nova República, atual; História do Paraná: O Paraná transforma-se em província; Revolução Federalista; Os aspectos econômicos do estado; A cultura Paranaense. 3ª Série Introdução à História e à Pré-História; Civilização Grega; Civilização Romana; Alta Idade Média; Baixa Idade Média; A Cultura Medieval; O Renascimento Cultural e Científico; A Reforma Religiosa; A Revolução Comercial e a Expansão Ultramarina Européia; O Absolutismo; Mercantilismo e Colonização Brasileira; Brasil Colônia; A América Pré-Colombiana; As colonizações espanhola e inglesa; O Iluminismo; A Independência dos EUA; A Revolução Francesa; Napoleão e o Congresso de Viena; A Revolução Industrial; O processo de Independência brasileiro; A Independência da América Espanhola; Brasil Monárquico: o Primeiro Reinado; Brasil Monárquico: o Período Regencial; O Liberalismo econômico e o socialismo; A França no Século XIX e as Unificações; Os EUA no século XIX – A Guerra de Secessão; O Segundo Reinado Brasileiro: O declínio do Império; Imperialismo; As crises Imperialistas e as causas da Primeira Guerra Mundial; A Primeira Guerra Mundial e o Sistema de Versalhes; A Revolução Russa; A Crise de 1929 e a Grande Depressão; A República Velha; O Fascismo e o Nazismo; A Segunda Guerra Mundial; A República Populista; O Mundo do pós-Segunda Guerra; O Mundo da Guerra Fria; O Brasil: O Regime Militar; O fim da Guerra Fria; O Mundo Atual; O Brasil Contemporâneo;
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    Encaminhamento Metodológico. Entendendo a História como produto da ação de todos os homens, num processo dinâmico e contraditório, vemos a necessidade de uma crítica em relação de como vem sendo trabalhada essa disciplina. O trabalho com conteúdo de História deve levar à compreensão de que as sociedades não são naturais, mas construídas pelos homens, estão sempre em movimento e em transformação no tempo. As noções temporais devem ser trabalhadas através da construção da linha do tempo, que é a representação gráfica da vida de uma pessoa ou de uma sociedade, pontuado por acontecimentos significativos. Nela são trabalhadas as noções de sucessão e transformação. Nas séries iniciais, o trabalho com a linha do tempo poderá ser desenvolvido com a história da vida do aluno. Através da comparação de diferentes linhas do tempo – dos colegas, dos professores, assim o aluno vai aprendendo as noções de simultaneidade, multilinearidade e geração. Desde os primeiros anos de vida, o indivíduo pode sentir o processo histórico como fato presente em sua vida, sentindo como exemplo, como se dá o decorrer do seu dia e assim sucessivamente. O ensino da História faz uso de diferentes linguagens: fotografias, filmes, textos variados, objetos, pesquisas, literatura, poesias, música e charges para a compreensão do processo de construção da realidade. Em todas as séries, o professor usará as aulas expositivas, as observações, as discussões, as viagens, logo as reflexões devem ser sistematizadas através da produção de textos individuais e coletivos, desenhos, poesias, jornais, painéis e outros, tão possíveis dentro do processo escolar. Para se concretizar esta proposta, impõe-se à necessidade de critérios minuciosos na escolha dos textos de apoio, a utilização de uma boa bibliografia e um esquema de reuniões para trocas de aprendizados de professores com a supervisão e direção do estabelecimento. Durante todo o processo de aprendizagem a pesquisa e a coleta devem fundamentar a construção de uma ou mais respostas para os inúmeros questionamentos que surgirão durante todo o processo de aprendizagem. Avaliação
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    Ao propor reflexõessobre a avaliação no ensino de História objetiva-se favorecer a busca da coerência entre a concepção de História defendida e as práticas avaliativas que integram o processo de ensino e de aprendizagem. Nesta perspectiva, a avaliação deve estar colocada a serviço da aprendizagem de todos os alunos, de modo que permeie o conjunto das ações pedagógicas, e não como um elemento externo a este processo. A partir da avaliação diagnóstica, tanto o professor quanto os alunos poderão revisitar as práticas desenvolvidas, até então, para identificar lacunas no processo de ensino e aprendizagem, bem como planejar e propor outros encaminhamentos que visem à superação das dificuldades constadas. Retomar a avaliação com os alunos permite ainda situá-los como parte de um coletivo, onde a responsabilidade pelo e com o grupo seja assumida com vistas à aprendizagem de todos. Segundo Giroux ―através do diálogo em grupo, as normas de cooperação e sociabilidade compensam a ênfase do currículo oculto tradicional na competição e individualismos excessivos‖. Ao propor uma maior participação dos alunos no processo avaliativo, não se pretende esvaziar o papel do professor, mas ampliar o significado das práticas avaliativas para todos os envolvidos. No entanto, é necessário destacar que cabe ao professor planejar situações diferenciadas de avaliação. A principal finalidade do acompanhamento do processo ensino-aprendizagem é dar uma resposta ao professor e ao aluno sobre o desenvolvimento desse processo e, assim, permitir refletir sobre o método de trabalho utilizado pelo professor, possibilitando o redimensionamento deste, caso seja necessário. O aluno deverá entender, que as relações de trabalho, as relações de poder constituem juntamente com as relações culturais, o processo histórico. E compreender que o estudo do passado se realiza a partir de questionamentos feitos no presente por meio da análise de diferentes documentos históricos. O aluno nos últimos anos de estudo deverá compreender como se encontram as relações de trabalho no mundo contemporâneo, como estas se configuraram e como o mundo do trabalho se constituiu em diferentes períodos históricos, considerando os conflitos inerentes às relações de trabalho.
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    Já quanto àsrelações culturais, o aluno deverá reconhecer a si e aos outros como construtores de uma cultura comum, compreendendo a especificidade de cada sociedade e as relações entre elas. O aluno deverá entender como se constituíram as experiências culturais dos sujeitos ao longo do tempo e detectar as permanências e mudanças nas diversas tradições e costumes sociais. O professor deve se utilizar de diferentes atividades como: leitura, interpretação de análise de textos historiográficos, mapas e documentos históricos; produção de narrativas históricas, pesquisas bibliográficas, sistematização de conceitos históricos, apresentação de seminários, provas objetivas e discursivas entre outras. Língua Portuguesa e Literatura Apresentação Geral da Disciplina Como disciplina escolar, a Língua Portuguesa passou a integrar os currículos escolares brasileiros somente nas últimas décadas do século XIX, depois de já há muito organizado o Sistema de Ensino, contudo, a preocupação com a formação do professor dessa disciplina teve início apenas nos anos 30 do século XX. O que se observa no Ensino de Língua Portuguesa é um ensino elitista que se manteve até o século XX, quando se iniciou no Brasil, a partir de 1967, um processo de democratização do ensino, com a ampliação de vagas, eliminação dos chamados exames de admissão, entre outros fatores. Através da Lei nº 5692/71, a disciplina de Português passou a denominar-se, no primeiro grau, Comunicação e Expressão (nas quatro primeiras séries) e Comunicação em Língua Portuguesa (nas quatro últimas séries). Em decorrência disso, a Gramática deixava de ser o enfoque principal do ensino da língua e a teoria da comunicação passava a ser o referencial, embora, nas salas de aula, permanecesse o normativismo. Já durante a década de 1970 e até os primeiros anos da década de 1980, o ensino da Língua Portuguesa passou a se pautar em exercícios estruturais, técnicas de redação e treinamento de habilidades de leitura.
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    Por outro lado,até meados do século XX, para o ensino da Literatura, vigorou-se o cânone, baseado na Antiguidade Clássica, quando o principal instrumento do trabalho pedagógico eram as antologias literárias. Até as décadas de 1960-70, a leitura do texto literário, no ensino primário e ginasial, transmitia a norma culta da língua com base em exercícios gramaticais e estratégias para incutir valores religiosos, morais e cívicos. Como tentativa de rompimento com essa prática, a abordagem do texto literário passou a centrar-se numa análise literária simplificada, a partir de questionários sobre personagens principais e secundários, tempo e espaço da narrativa. Já na década de 80, os estudos lingüísticos mobilizaram os professores para a discussão e o repensar sobre o ensino da língua materna e para a reflexão sobre o trabalho realizado na sala de aula. Dessa forma o objetivo da disciplina é reconhecer a importância na norma culta da língua, de maneira a propiciar acesso aos recursos de expressão e compreensão de processos discursivos, como condição para tornar o aluno capaz de enfrentar as contradições sociais em que está inserido e para a afirmação de sua cidadania, como sujeito singular que é coletivo. Fundamentos Teórico-Metodológicos Dentro da linguagem, existe um caráter mutável. O ensino da Língua Portuguesa tem passado, nos últimos anos, por mudanças que refletem uma tendência metodológica pensada a partir da concepção de língua como forma de interação social. Torna-se indispensável que o ensino se fundamente no conhecimento sobre, as relações entre linguagem e sociedade, revelando os pressupostos sociais lingüísticos dessas relações, para que seja um ensino, realmente competente e comprometido com o social. Permitimo-nos repensar sobre o ensino da leitura e escrita considerando não só o conhecimento didático acumulado, mas também as contribuições de outras áreas como a psicologia da aprendizagem, a psicologia cultural e as ciências da linguagem. Deve-se considerar que a transversalidade na Língua Portuguesa, oferece inúmeras possibilidades de trabalho e a transversalidade dos conteúdos, uma vez que está presente em todas as situações de ensino e aprendizagem e serve de
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    instrumento de produçãode conhecimentos em todas as áreas e temas. Convém salientar que a linguagem possibilita ao homem a apreensão do mundo exterior e lhe dá condições para entendê-lo e se posicionar criticamente perante os outros, tornando-se o agente transformador na sociedade. No que diz respeito à interpretação de texto, é importante que o trabalho esteja incorporado às práticas cotidianas da sala de aula. O aluno precisa ver, no texto, algo que ele consiga relacionar com a sua realidade para que, associando tudo o que o envolve e integrando-se com o mundo, possa manter com este uma relação dialética. O ensino da Língua Portuguesa, não deve ser ensinado de forma descontextualizada como antes vinha sendo ensinado na maioria das escolas, mas sim deve-se, sempre que possível, ser abordado de maneira em que o aluno possa desenvolver habilidades cognitivas ( como raciocínio lógico) para poder compreender a estrutura lingüística de sua língua materna e saber aplicar os princípios essenciais na fala e na escrita. Conteúdos Estruturantes 1˚ ano Consciência fonológica e princípio alfabético: - Identificar diferentes sons; Identificar e produzir rimas; Identificar e respeitar ritmo; Identificar os fonemas mais característicos das letras da língua portuguesa; Demonstrar que conhece o princípio alfabético (que sons correspondem a letras e vice-versa); Analisar e sintetizar sons. Escrita: - Escrever letras de fôrma legíveis; Identificar letras de fôrma, maiúscula e minúscula; Adquirir postura e manuseio adequado do lápis. Decodificação: - Demonstrar o domínio do código alfabético da língua portuguesa, identificando o som mais característico de cada letra do alfabeto; Analisar e sintetizar sons a partir de estímulos auditivos (oral, ditado) e visuais (leitura); Identificar palavras escritas usando mecanismos de decodificação. 2º Ano
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    Práticas de leitura;Alfabeto; Rima; Palavras; Sons; Vogais e consoantes; Dígrafos; Linguagem; Pontuação; Parágrafo; Rima; Acentos; Nomes próprios e comuns (letra maiúscula); Encontros consonantais; Ordem alfabética; Entonação; 3˚ ano Leitura compreensiva; Palavras; Rimas; Nomes próprios / início de frases; Separação de sílabas no final da linha; Frase: ponto final; Derivação; Onomatopéia; Pontuação e entoação; Sílabas: separação e classificação; Paragrafação; Sinônimos e antônimos; Substantivo; Adjetivo; Ortografia; Acentuação; 4˚ ano Leitura compreensiva; Substantivos e adjetivos; Tempos verbais; Ortografia; Pontuação e acentuação; Formação das palavras; Pronomes; Homônimos e parônimos; Advérbios; Interjeições; 5˚ ano Leitura compreensiva; Tempo verbal; Pronomes; Derivação e formação de palavras; Preposições; Linguagem textual; Literatura: De 1˚ ao 5˚ ano: serão trabalhados os livros bimestrais os quais são divulgados no início de cada ano. 5ª Série Adjetivo: caracterização e função; Variação de gênero, número, grau; Derivação imprópria: substantivo e adjetivo; Acentuação: palavras proparoxítonas; Pontuação: vírgula separando elementos de enumeração; Uso da letra maiúscula inicial: início de frase e substantivos próprios; Ortografia: cognatos e sufixo -ês, -esa em título e honra ou naturalidade; onomatopéia; situações com adjetivos; poema com sonoridade intensa e ritmo marcado; permuta de letra; gênero do substantivo; Verbo: caracterização e função; Tempos básicos; presente, pretérito, futuro; Desinências; Advérbio: caracterização e função; Locução adverbial; Gradação; Variedades lingüísticas; Variação de registro;Numeral: caracterização e função; Subclasses: cardinal, ordinal, fracionário, multiplicativo; Escrita por extenso de alguns numerais; Pronome: caracterização e função; As pessoas do discurso; Pronomes pessoais, possessivos, demonstrativos, indefinidos, interrogativos; A fala das personagens nas histórias em quadrinhos; características do discurso direto; verbete de dicionário; Ortografia de alguns advérbios e locuções adverbiais; uso de eu e mim;
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    Características lingüísticas dotexto informativo; Preposição: caracterização e função; Significado; Locução prepositiva; Preposição + outras palavras; características lingüísticas do texto jornalístico; A palavra a: artigo, pronome, preposição; Crase: definição e ocorrências; A extensão do sentido das palavras: termos genéricos e termos específicos; Acentuação: palavras paroxítonas; Diferença de uso: a/em; de encontro a/aoencontro de; a fim de/afim de; Pontuação: uso da vírgula em frases ou expressões informativas/explicativas; Alguns casos de crase; Frase: conceituação; Entonação e pontuação; Contexto e situação; Frase, oração, período; Interjeição: caracterização e função; Conjunção: caracterização e função; Termos básicos da oração: sujeito e predicado; Tipos de sujeito: determinado (oculto, simples, composto), indeterminado, inexistente; Diferença entre mas, mais, más; Concordância verbal: regra básica; Ortografia: terminações - ãoe -amnas formas verbais; 6ª Série Uso do infinitivo impessoal com valor de imperativo; Caracterização do substantivo pelo reconhecimento das palavras que o acompanham (adjetivo, artigo, pronome adjetivo, numeral); O futuro do presente. Emprego com valor de imperativo; Ortografia: -oso, -ês/-esa, -ez/eza, -isar/-izar; Ordem inversa dos termos na frase: ênfase e nuances; Onomatopéias; Ortografia e acentuação: sufixos, x/ch, forma verbal com — sse-; Preposição, locução prepositiva, contração/combinação; Uso de iniciais maiúsculas; Função dos pronomes pessoais retos e oblíquos e dos pronomes possessivos; Função dos pronomes demonstrativos e dos indefinidos; Uso dos principais pronomes de tratamento; Pronomes interrogativos; Pontuação: uso da vírgula separando expressões intercaladas, elementos enumerados, seqüência de ações e vocativo; Retomada de assunto: nome, verbo, sujeito e predicado; Predicado verbal e predicado nominal; Tempos verbais do indicativo: presente; pretérito perfeito, imperfeito e mais-que-perfeito; futuro do presente e futuro do pretérito; Ortografia: x, viagem/viajem, trás/traz, sufixos -eza e –agem; Tipos de sujeito; oração sem sujeito; Predicação verbal: verbo intransitivo e verbo transitivo; Verbo transitivo direto e verbo transitivo indireto; Verbo transitivo com elipse do complemento; Predicado nominal; características do predicativo do sujeito.Concordância nominal; Concordância verbal; Verbos: tempos do futuro do
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    indicativo; Pontuação: empregoda vírgula (adjunto adverbial iniciando frase; expressões explicativas; não e sim enfáticos ); dois pontos; aspas; ponto final; Pronomes substantivos e pronomes adjetivos; Verbos: exercícios com tempos do indicativo Predicação verbal: exercícios com verbo de ligação, intransitivo e transitivo; Adjunto adnominal e adjunto adverbial; 7ª Série Pronomes e tempos verbais utilizados no poema lírico "Pela rua", de Ferreira Gullar; O presente e o imperfeito do subjuntivo no poema citado; Imperativo: formação e emprego; Categorias gramaticais da palavra a; Características da linguagem jornalística; Vozes do verbo: ativa e passiva; Ambigüidade. Complemento verbal: objeto direto; representação por pronome oblíquo átono; Complemento verbal: objeto indireto; representação por pronome oblíquo átono; Regência verbal: agradar, aspirar, assistir, implicar, ir, namorar, (des)obedecer, perdoar, preferir, querer; Recursos estilísticos: personificação, pleonasmo, gradação, repetição, inversão, antítese; Crase: conceituação e emprego; Voz passiva pronominal; Voz reflexiva. Recursos da linguagem jornalística; Aposto: características e diferença em relação ao adjunto adnominal; Oração com valor de adjetivo: características; Pontuação: emprego da vírgula; Tipos de predicado: verbal, nominal, verbo-nominal; Predicativo do sujeito e predicativo do objeto: estrutura da frase com esses predicativos; Complemento nominal: características e diferença em relação ao adjunto adnominal; Tabela-síntese dos termos da oração; Transformação de frases usando recursos expressivos da língua; Evolução da língua: arcaísmos/neologismos/estrangeirismos; As classes gramaticais da palavra a: preposição, artigo, pronome; termos ligados ao verbo: objeto direto, objeto indireto, agente da passiva; termos ligados ao nome: complemento nominal, predicativo, aposto. 8ª Série A linguagem no soneto camoniano "Amor é fogo que arde...": predicado nominal, predicativo, adjuntos adnominais, orações adjetivas; A linguagem no citado soneto: voz passiva pronominal; Predicação verbal: predicado verbal, predicado nominal, predicado verbo-nominal; Frase, oração, período; Frase e estilo: subversão da norma gramatical, tipos de discurso, frase telegráfica; Reconhecimento do período simples e do período composto; Encadeamento de orações no período composto. A formação
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    do período composto:graus de coesão e dependência entre orações; A coordenação: orações assindéticas e sindéticas; Classificação das orações coordenadas sindéticas; reelaboração de orações de acordo com o sentido das conjunções coordenativas; Pontuação: emprego da vírgula entre orações coordenadas; A subordinação: oração principal e orações equivalentes a substantivo, adjetivo, advérbio; Orações subordinadas substantivas: classificação e características; Oração subordinada adjetiva: características e classificação em restritiva e explicativa; Orações subordinadas adjetivas e regência verbal: construção de orações adjetivas em que o pronome relativo é precedido por; preposição; Organização do período composto: emprego da coordenação e da subordinação no texto e paralelismo; Pontuação: a vírgula entre orações subordinadas; Oração subordinada adverbial; Palavras, expressões e estruturas frasais indicadoras de circunstâncias. Colocação dos pronomes oblíquos átonos: ênclise, mesóclise, próclise; Emprego dos tempos verbais do indicativo; Emprego dos tempos verbais do subjuntivo; Emprego do imperativo afirmativo e negativo; Emprego das formas nominais do verbo. Literatura: De 5a a 8a Séries: serão trabalhados livros mensais os quais são divulgados através do Cronograma de Literatura, no início de cada ano. Ensino Médio 1ª Série Gramática Importância social da língua, falar bem x falar correto; Mecanismos produtores de sentido — Seleção, Combinação, Coesão e coerência; Morfossintaxe — O substantivo e o verbo, os pronomes, os relatores; Apreensão e compreensão — Intertextualidade; Formação de palavras; Tematização e figurativização; Conjugação verbal: tempos presente, perfeito, Uso dos tempos. Literatura Noções elementares de poesia: metrificação e rima; Denotação e conotação. Noção de retórica e de figura de linguagem; Figuras de harmonia, construção, pensamento; Fanopéia. Tropos de similaridade, contigüidade; Gêneros e Escolas literárias; Tradições artísticas; Trovadorismo; Humanismo: a crônica de Fernão Lopes, Cancioneiro Geral, o teatro de Gil Vicente; Renascimento, Classicismo e Maneirismo; Luís de Camões. Poesia épica: Os Lusíadas, Poesia lírica: Rimas; Literatura de
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    informação e deformação no Brasil do século XVI; O Barroco: prosa de Padre Antônio Vieira, poesia de Gregório de Matos; O Arcadismo; Uma epopéia neoclássica: O Uruguay, de Basílio da Gama, poesia de Tomás Antônio Gonzaga, poesia de Bocage; Estudos e gêneros literários: Prosa; O Romantismo: em Portugal, poesia e prosa brasileira. 2ª Série Gramática Textos do universo comentado; A sintaxe: marcadores da coesão na frase — Sujeito e predicado; Termos do verbo — O pronome se; Termos do nome; Traços qualificantes do texto dissertativo; Sintaxe dos pronomes; Período composto: orações subordinadas e coordenadas; Argumentação; Pontuação; Regência; Crase; Colocação; Recursos discursivos; Concordância; Fonética; Ortografia; Acentuação; Literatura Realismo: correntes estilísticas na prosa de ficção; Realismo em Portugal. A poesia de Antero de Quental. Eça de Queirós: A cidade e as serras; Realismo-Naturalismo no Brasil: Aluísio Azevedo: O Mulato; Realismo de Machado de Assis: Memórias póstumas de Brás Cubas. Dom Casmurro; Raul Pompéia: O Ateneu; Parnasianismo: Olavo Bilac; Simbolismo em Portugal: Camilo Pessanha e no Brasil: Cruz e Souza; Pré-Modernismo: Augusto dos Anjos, Euclides da Cunha, Lima Barreto, Monteiro Lobato; Vanguardas artísticas européias; Modernismo português: Fernando Pessoa — heterônimos, poesia ortônima; A prosa modernista em Portugal; Modernismo brasileiro: Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Manuel Bandeira; A prosa neo- realista de Graciliano Ramos; A poesia de Carlos Drummond de Andrade, de João Cabral de Melo Neto; O regionalismo universalista de João Guimarães Rosa; A prosa intimista de Clarice Lispector; 3ª Série Gramática Linguagem utilitária; Seleção e combinação de palavras; Mecanismos de combinação de palavras; Semântica; Generalidades sobre classes de palavras; Processos de formação de palavras; Sujeito e predicado; Período simples; Sintaxe dos pronomes pessoais; Período composto: A subordinação, A coordenação; A pontuação; Regência; Crase; Verbo: tempo do presente; tempos do perfeito; Uso dos tempos; Concordância; Colocação pronominal; Tipos de discurso; Literatura
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    Teoria da poesia;;Teoria da prosa; Trovadorismo; Humanismo – O teatro de Gil Vicente; Renascimento e Classicismo; A poesia lírica de Camões – Estudo dos Sonetos; Camões épico; Barroco; Neoclassicismo/Arcadismo; Romantismo; Poesia romântica brasileira: Gonçalves Dias; Álvares de Azevedo; Castro Alves; A ficção romântica no Brasil: Manuel Antônio de Almeida; José de Alencar; Realismo/Naturalismo; Poesia realista em Portugal; Eça de Queirós; Aluísio Azevedo; Raul Pompéia; Machado de Assis; Parnasianismo; Simbolismo; Pré- Modernismo; O Modernismo; Portugal (Orpheu), Brasil (Semana de 22); vanguardas; Fernando Pessoa; Mário de Andrade; Mário de Andrade; Oswald de Andrade; Manuel Bandeira; Carlos Drummond de Andrade; Graciliano Ramos; João Cabral de Melo Neto; Guimarães Rosa; Clarice Lispector; Painel da literatura contemporânea. Encaminhamento Metodológico Cabe ao professor trabalhar com os usos da linguagem e com atividades de operação e reflexão para, posteriormente, chegar a um trabalho de sistematização gramatical. Através da mediação, o professor utilizar-se-á dos saberes anteriores do aluno para ancorar os novos saberes, para tanto, colocará o texto do aluno como centro e como ponto de partida para outros trabalhos. Todo aluno, após um período de escolarização, traz consigo um conhecimento lingüístico adquirido nas séries anteriores, bem como a interação com seu grupo social. O objeto da educação é a socialização do saber, e cabe à escola identificar os elementos culturais que se constituem como essenciais para que o homem exerça, conscientemente, sua cidadania como agente transformador da realidade. Um encaminhamento metodológico é eficaz na medida em que oportuniza o saber de maneira diversificada, isto é, permite a realização de atividades que possibilitem a vivência, pois é através dela que se dá a construção dos significados do conhecimento. Pode-se se referir ao aprender: falando, lendo, dramatizando, produzindo nas diferentes linguagens, individualmente, em pequenos e grandes grupos. O texto do aluno é visto em constante elaboração, permitindo modificações e reformulações e para isso o professor poderá lançar mão de textos variados de
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    livros, revistas, jornaise conteúdos retirados da Internet, gerando assim uma constante contextualização. É no exercício constante da linguagem que o aluno vai fundamentando-se para, gradativamente, ir incorporando as normas que regem sua língua. Avaliação Quando se reconhece a linguagem como um processo dialógico, discursivo, a avaliação precisa ser analisada sob novos parâmetros, precisa dar ao professor pistas concretas do caminho que o aluno está trilhando para aprimorar sua capacidade lingüística e discursiva em práticas de oralidade, leitura e escrita. A avaliação formativa, nessa concepção, que considera ritmos e processos de aprendizagens diferentes nos estudantes e, na sua condição de contínua e diagnóstica, aponta as dificuldades, possibilita que a intervenção pedagógica aconteça a tempo, informando os sujeitos do processo (professor e alunos), ajudando-os a refletirem e tomarem decisões. Os fundamentos teóricos que alicerçam a discussão sobre o ensino de Língua Portuguesa e Literatura estão a demandar novos posicionamentos em relação às práticas de ensino. Talvez a palavra ‗alicerce‘ não seja a mais adequada para a situação profissional nas salas de aula, pois que se pensa o alicerce como o fundamento de uma estrutura fixa, como uma casa ou prédio, e o edifício humano com que lidamos – a Língua Portuguesa - é móvel, passa continuamente por transformações oriundas de seu papel nas interações que ocorrem no seio da sociedade. E uma Diretriz da disciplina de Língua Portuguesa/Literatura tem em si a marca dessa mobilidade, dessa incompletude, solicitando dos professores a contínua crítica, avaliação e revisão deste documento. Talvez se pudesse pensar este texto curricular como agenciamentos sobre uma trilha. Talvez se pudessem substituir linhas de ação por linhas de desterritorialiazação, sabendo da tendência a territorializar.
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    Nesta área oplanejamento deve ser constantemente redirecionado, utilizando a avaliação do professor, da classe o desenvolvimento das aulas e dos alunos. Visando possibilitar uma avaliação individual e coletiva, é necessário utilizar vários instrumentos de avaliação, como o diagnóstico inicial, durante o percurso e final, lançar mão de trabalhos, pesquisas, provas objetivas e discursivas, entre outras. Matemática Apresentação Geral da Disciplina A História da Matemática revela que os povos das antigas civilizações conseguiram desenvolver os rudimentos de conhecimentos matemática que vieram a compor a matemática que se conhece hoje.Há menções na literatura da História da matemática de que os babilônicos, por volta de 2,000ac. acumulavam registros que hoje podem ser classificados como álgebra elementar. Foram as primeiras considerações feitas pela humanidade a respeito de idéias que se originaram de simples observações provenientes da capacidade humana de reconhecer configurações físicas e geométricas, comparar formas, tamanhos e quantidades. No Brasil, ministrava-se um ensino de matemática de caráter técnico, a fim de preparar os estudantes para as academias militares, influenciado pelos fatos políticos que ocorriam na Europa. Do final do século XVI, o ensino da matemática, desdobrado em aritmética,geometria, álgebra e trigonometria, destinava-se ao domínio de técnicas com objetivo de formar engenheiros, geógrafos e topógrafos para trabalhar em minas, abertura de estradas, construções dos portos, canais, pontes, fontes calcadas e preparar jovens para a prática de Guerra. A matemática escolar demarcava os programas de ensino da época, por ser a ciência que daria a base de conhecimento para solucionar os problemas de ordem prática. Muitas tendências influenciaram o ensino da matemática no país:empírico- ativista, formalista clássica, formalista moderno,tecnicista, construtivista, socioetnocultural e histórico-crítica. A partir de 1991, adotou-se uma concepção de ensino que sustentava que aprender matemática é mais do que manejar fórmulas, saber fazer contas ou
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    marcar X nasrespostas: é interpretar, criar significados, construir seus próprios instrumentos para resolver problemas, estar preparado para perceber estes mesmos problemas,desenvolver o raciocínio lógico, a capacidade de conceber, projetar e transcender o imediatamente sensível. Fundamentos Teórico-Metodológicos A Matemática comporta um amplo campo de relações, regularidades e coerência que despertam a curiosidade e instigam a capacidade de generalizar, projetar, prever, abstrair, favorecendo a estruturação do pensamento e o desenvolvimento do raciocínio lógico. Faz parte da vida de todas as pessoas nas experiências mais simples como contar, comparar e operar quantidades. Também é um instrumento importante para diferentes áreas do conhecimento, por ser utilizada em estudos tanto ligados às ciências da natureza como das ciências sociais e por estar presente na composição musical, na coreografia, na arte e nos esportes. Essa potencialidade do conhecimento matemático e geométrico deve ser explorada, da forma mais ampla possível, no Ensino Fundamental sendo esta complementada no Ensino Médio. A Matemática é componente importante na construção da cidadania, na medida em que a sociedade se utiliza, cada vez mais, de conhecimentos científicos e recursos tecnológicos, dos quais os cidadãos devem se apropriar. É a ciência das relações, uma vez que o seu desenvolvimento está diretamente ligado com a representação das relações sociais (homem/homem) e naturais (homem/natureza). O fato de considerar a Matemática pronta e acabada implica a imposição do conteúdo por um professor que supõe dominá-la plenamente a um aluno passivo, receptor de um conjunto de regras criadas por mentes privilegiadas. Essa concepção, que tem norteado o ensino da matemática, coloca-a cada vez mais distanciada do processo histórico – social, pois a Matemática não é ‗olhar para as coisas prontas e definitivas‘, mas a apropriação de um conhecimento pelo aluno, ligado ou não ao raciocínio numérico, que através dele passará a compreender o mundo e transformar a realidade. Considerando que a função da escola é socializar o conhecimento sistematizado, é preciso ter uma proposta curricular que evidencie e possibilite a compreensão das relações sociais, das diversas relações existentes no interior da
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    própria ciência matemáticae as relações entre ela e as demais ciências. Portanto, nenhum currículo deve ser concebido como definitivo. Ele acompanha as necessidades sociais, as mudanças e as inovações tecnológicas. No ensino da Matemática, deve-se levar em consideração dois aspectos básicos: um consiste em relacionar observações do mundo real com representações (esquemas, tabelas); outro consiste em relacionar essas representações com princípios e conceitos matemáticos. O fato da linguagem-matemática ser, instrumento para as demais ciências, estimula o desenvolvimento da mesma, dando-lhe suporte e facilitando a sua articulação com elas. A partir desse entendimento, o homem será agente desse processo de produção do conhecimento matemático, instrumentalizando-se para uma maior compreensão de sua inserção na realidade social. Um currículo de Matemática deve procurar contribuir, de um lado, para a valorização da pluralidade sócio-cultural, impedindo processo de submissão no confronto com outras culturas; de outro lado criar condições para que o aluno transcenda um modo de vida restrito a um determinado espaço social e se torne ativo na transformação de seu ambiente. É importante destacar que a Matemática deverá ser vista pelo aluno como um conhecimento que pode favorecer o desenvolvimento do seu raciocínio, de sua capacidade expressiva, de sua sensibilidade estática e de sua imaginação. Conteúdos Estruturantes 1˚ ano Identificar correspondência entre numeral escrito em palavras ou algarismos; Identificar a posição de objetos (lº, 2º, etc.); Escrever algarismos em letra cursiva (até 99); Representar conjunto de números naturais dados na reta numerada; Escrever números em ordem crescente e decrescente; Representar conceitos de inteiro e metade (gráficos, dobraduras, recortes, etc.); Identificar conceitos de dúzia e meia dúzia. 2˚ ano Classificação: critérios para objetos, números e dados; Seriação: padrão e criação; Números e operações; Espaço e forma; Tabelas e gráficos; Grandezas e medidas; 3˚ ano
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    Seriação; Numeração; Operaçõescom números naturais; Espaço e forma; Tabelas e gráficos; Grandezas e medidas; 4˚ ano Números; Seriação e ordenação; Numeração; Operações com números naturais; Espaço e forma (unidade de medidas); Gráficos e tabelas; Grandezas e medidas; Operações (cálculo mental); 5˚ ano Espaços da escola; Espaços do bairro; Município: zona urbana e zona rural, população, história; Regras de convivência; Os municípios do passado (século XIX); 5ª Série Números e operações: Classificação dos sólidos e dos poliedros; Relação de Euler; Planificação da superfície de prismas e pirâmides; Usos e significados dos números; Cálculo de porcentagens; Operação inversa (adição e subtração); Múltiplos e divisores; Números primos; Divisibilidade; Expressões numéricas; Operação inversa (multiplicação e divisão); Multiplicação e divisão de decimais; Frações; Tratamento da informação: Construção e análise de gráficos de barras, colunas e curvas; Construção e análise de gráficos; Raciocínio combinatório; Princípio da contagem; Árvore de possibilidades;Construção e análise de gráficos; Noções de probabilidade; Grandezas e medidas: Ano-luz; uso de escalas; Unidades de armazenamento de informações; Medidas de comprimento; Medidas de superfície; Espaço e forma: Representações de poliedros; Polígono; Paralelismo e perpendicularismo; Paralelismo e perpendicularismo; Quadriláteros; Diagonal de um polígono e de um quadrilátero; Pirâmides e prismas; Investigações em geometria. 6ª Série Numeração: Frações; m.d.c. por subtrações sucessivas; Números primos;Divisores de um número; M.m.c: noções e algoritmo; Ampliação de Q+ para Q; O conjunto dos números racionais; Proposições lógicas para representações em diagramas (todo, nenhum, algum...); A operação de radiciação; Linguagem algébrica; Termos semelhantes; Contextos que utilizam números negativos; O conjunto dos números inteiros: comparação, ordenação, leitura e escrita; Representação de números inteiros na
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    reta numérica; Propriedadesdas operações; Expressões numéricas; Tratamento da informação: Análise de gráficos e tabelas; Resolução de problemas por meio do pensamento combinatório; Análise de gráficos; Possibilidades de ocorrência de um evento; Noção de moda; Gráfico de setores; Análise de gráficos; Análise de gráficos; Espaço e forma: Cálculo de áreas por composição e decomposição de figuras; Poliminós; Sólidos geométricos ; Arcos de circunferência; Circunferências concêntricas; Setor circular; Ângulos; Representação geométrica da raiz quadrada e cúbica; Diagonais de um polígono; Representação geométrica de fatos algébricos; Grandezas e medidas: A medida em nosso cotidiano; Watt, quiloWatt, megaWatt e gigaWatt; O grau; Fusos horários; Medidas de ângulos; Volume de um poliedro, de um cubo e de um paralelepípedo; Variáveis para expressar volumes e áreas; O metro cúbico; Consumo residencial de água; Noções de proporcionalidade; 7ª Série Numeração: Retomando as noções básicas de Álgebra; Expressão algébrica; Variável e incógnita; Valor numérico; Redução de termos semelhantes; Propriedades da potenciação; Expoente negativo; Equações de 1º- grau ; Propriedades da igualdade; O inverso de um número; Algoritmo da divisão de duas frações; Inequações de 1º- grau ; Sistemas impossíveis e indeterminados; Polinômios; Fatoração; Produtos Notáveis; Frações algébricas; Tratamento da informação: Retomada dos gráficos estatísticos: curvas, barras e colunas; Título e fonte de um gráfico; Critérios de confiabilidade de uma pesquisa; População e amostra; Moda, média e mediana; Gráfico de porcentagens complementares; Variáveis e séries estatísticas; Freqüências simples, relativa e percentual; Tabela de distribuição de freqüência; Organização de informações em tabelas; Espaço e forma: Ângulos; Retas paralelas e transversais; Desigualdade triangular; Como Eratóstenes mediu a Terra; Simetria; Transformações no plano: construções geométricas; Congruência de figuras; Congruência de triângulos; Medianas e Bissetrizes ; Mediatrizes ; Altura do triângulo; Ortocentro; Altura de quadriláteros; Grandezas e medidas: Medida de ângulos; Áreas ; 8ª Série Numeração: Notação científica; Ampliação dos campos numéricos: irracionais e reais; Propriedades dos reais; Dízima periódica e fração geratriz de uma dízima; O expoente fracionário; Raízes aproximadas; Cálculo com radicais: aspectos geométricos e algébricos; Equações do 2.º grau; Fórmula de Báskara; Equações
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    redutíveis ao 2º-grau; Equações fracionárias; Tratamento da informação: Histograma; Gráficos estatísticos; Polígono de freqüência; Exploração de experimentos aleatórios; Uso das medidas de tendência central para fazer inferências; Espaço e forma: A escola pitagórica: Teorema de Pitágoras; Semelhança;Teorema de Tales; Ampliação e redução de figuras; Relações métricas; A demonstração em Geometria; Polígonos regulares; Grandezas e medidas: Segmentos comensuráveis e incomensuráveis; Proporcionalidade;Volume; Razões trigonométricas no triângulo retângulo; EnsinoMédio 1ª Série Equação: 1º grau, 2º grau; Inequações; Função: domínio, contra-domínio, imagem, notação, constante,1º grau, 2º grau; Função modular: número real, equações, inequações simples; Equações exponenciais; Função exponencial: gráficos e inequações; Logaritmos: definição e conseqüências, propriedades, mudança de base, função; Seqüências; Progressão aritmética, geométrica; Números complexos; Polinômios: divisão, teorema do resto, equações; Potenciação; Radiciação; Fator comum, agrupamento, diferença de dois quadrados, trinômio quadrado perfeito; Retas paralelas; Ângulos: triângulo, polígono convexo, circunferência; Tangência; Quadriláteros notáveis; Triângulo: baricentro e incentro, circuncentro e ortocentro, semelhantes; Retângulo: relações métricas; Segmentos proporcionais; Teorema dos senos, co-senos; Áreas: quadrado e retângulo, paralelogramo, triângulo, trapézio e losango, polígono regular, circunferência, círculo; Matrizes: igualdade, multiplicação; Determinantes: ordens, cofator de um elemento, teorema de Laplace, propriedades, teorema de Jacobi. 2ª Série Triângulo retângulo: razões trigonométricas; Arcos: trigonométricos (circunferência trigonométrica) e medidas; Seno e co-seno de um arco; Tangente de um arco; Equações e inequações trigonométricas no intervalo; Seno, co-seno e tangente: Função; Gráficos e períodos; Contagem; Arranjo simples — Fatorial; Permutações simples; Combinações simples; Probabilidade (Adição e multiplicação); Números complexos: módulo, plano Argand-Gauss, forma trigonométrica, potenciação; Sistemas lineares: teorema de Cramer, escalonamento, discussão, homogêneos; Geometria do Espaço: ponto, reta, plano e postulados; Planos: determinação, posição; Paralelismo; Perpendicularidade; Poliedros convexos, de Platão; Prisma:
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    paralelepípedo, cubo, regular;Pirâmide: tetraedros; Cilindro e Cone de revolução; Esfera; Sistema cartesiano ortogonal: quadrantes; Ponto: divisor de um segmento e distância entre dois pontos; Reta: coeficiente angular, equação, posições, distância; Área de um triângulo; Circunferência: equação reduzida, normal; 3ª Série Fatoração: fator comum – diferença de quadrados, trinômio quadrado perfeito; Porcentagem: conceito, acréscimos e decréscimos sucessivos; Equação do 2º grau: soma e produto das raízes; Equações biquadradas, irracionais; Funções: 1º grau e função constante, 2º grau – máximos e mínimos; Inequações do 2º grau; produto e quociente; Funções: função composta e inversa; Módulo: definição para os números reais; equações; gráficos; inequações; Trigonometria; Seno e co-seno de um arco; Progressão aritmética; Progressão geométrica; Exponenciais; Logaritmos; Números complexos; Polinômios; Princípio fundamental de contagem; Fatorial; Permutação; Combinações; Números binomiais; Probabilidades; Noções de estatística; Ângulos e retas paralelas; Polígonos; Quadriláteros notáveis; Segmentos proporcionais: teorema de Tales; Semelhança de triângulos; Triângulo retângulo: relações métricas; Áreas: polígonos; Matrizes: conceito e operações; Determinantes; Sistemas lineares: regra de Cramer; Plano cartesiano; Coeficiente angular de uma reta; Equação fundamental de uma reta – retas paralelas; Retas perpendiculares: equações; Área de um triângulo; Inequações do 1º grau; Circunferência; Noções de geometria do espaço; Paralelismo; Perpendicularidade; Prismas; Pirâmide regular e especiais; Cilindro; Cone; Esfera Encaminhamento Metodológico O objetivo do ensino a ser desenvolvido nas escolas deve ser a transmissão/assimilação do conhecimento historicamente acumulado, dentro de uma perspectiva crítica que possibilite a transformação do modo de produção da sociedade. Esse conhecimento deve ser refletido pelo professor, no âmbito do processo histórico no qual ele foi produzido. Tal procedimento remeterá à produção de um novo conhecimento pedagógico necessário a uma educação crítica – o repensar da prática docente. O homem, no seu cotidiano, enfrenta situações que o levam a construir instrumentos que o auxiliam no processo de matematização de situações reais.
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    Como acontece naprópria história dos conceitos matemáticos, nem sempre tais instrumentos podem ser utilizados em situações mais gerais. Desse modo, a partir das experiências matemáticas fragmentadas que os alunos trazem do seu cotidiano, cabe à escola, através da mediação, garantir o acesso ao conhecimento científico que oportunizará ao aluno a reelaboração de seu conhecimento de forma sistematizada. Por outro lado, a produção científica está articulada ao modo de produção capitalista, uma vez que seu desenvolvimento se dá em função do desenvolvimento do sistema produtivo. A automatização cada vez maior da produção através das máquinas exige um maior domínio do conhecimento científico. A partir desta concepção sócio-histórica do ensino da Matemática é possível indicar aos alunos os caminhos por ela trilhados, desde as noções primitivas de número, grandeza e forma nos primeiros anos de estudo, até o surgimento da informática e o envolvimento dos jovens de todas as idades, que vem crescendo a cada dia, despertando no homem a curiosidade e o interesse pela sua utilização na vida prática. Isso ocorrerá na medida em que o professor valorizar a troca de experiências entre os alunos como forma de aprendizagem, promover o intercâmbio de idéias como fonte de aprendizagem, respeitar ele próprio o pensamento e a produção dos alunos e desenvolver um trabalho livre do preconceito de que a Matemática é um conhecimento direcionado apenas para poucos indivíduos talentosos, para tanto cabe ao professor fazer o uso de materiais pedagógicos concretos, como por exemplo: tabelas, gráficos, cuisenaires emborrachados, tangram, base 2, figuras geométricas, réguas fracionárias, material dourado, mosaicos, entre outros; fazer a leitura concreta da realidade e a aplicabilidade década conteúdo estudado, levando o aluno a analisar a matemática como parte da sua vida.Todo material concreto que leve ao entendimento do conteúdo será bem visto para o processo de assimilação. A construção de uma visão solidária de relações humanas a partir da sala de aula contribuirá para que os alunos superem o individualismo e valorizem a interação e a troca, percebendo que as pessoas se complementam e dependem uma das outras. No entanto, como importante instituição formadora de cidadãos, o Colégio não pode estabelecer qualquer tipo de diferenças à capacidade de aprendizagem entre os alunos de diferentes sexos.
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    Também a compreensãodas questões ambientais pressupõe um trabalho interdisciplinar em que a Matemática está inserida. A quantificação de aspectos envolvidos em problemas ambientais favorece uma visão mais clara deles, ajudando na tomada de decisões e permitindo intervenções necessárias. Valorizar o saber matemático de todos os grupos sócio-culturais, aproximar o saber universal de cultura em que o aluno está inserido, é fundamental para o processo de ensino aprendizagem. Ao dar importância a esse saber, a escola está contribuindo para a superação do preconceito de que a Matemática é um conhecimento estanque produzido exclusivamente por determinados grupos sociais ou sociedades mais desenvolvidas. Avaliação As práticas pedagógicas, em virtude do desenvolvimento e das pesquisas realizadas em Educação Matemática, têm se expandido em relação aos conteúdos e às propostas das tendências metodológicas (modelagem, etnomatemática, resolução de problemas, uso das tecnologias e história da matemática). É percebido um crescimento das possibilidades do ensino e da aprendizagem em Matemática. A avaliação, por conta disso, merece uma atenção especial por parte dos professores da disciplina. Segundo a concepção de Educação Matemática adotada nestas Diretrizes, avaliar tem um papel de mediação no processo de ensino e aprendizagem, ou seja, ensino, aprendizagem e avaliação devem ser vistos integrados na prática docente. Cabe ao professor considerar no contexto das práticas de avaliação encaminhamentos diversos como a observação, a intervenção, a revisão de noções de subjetividade, isto é, buscar diversos métodos avaliativos, incluindo o uso de materiais manipuláveis, computador e/ou calculadora. Dessa forma, rompe-se com a linearidade e a limitação que tem marcado as práticas avaliativas. Como práticas avaliativas pressupõem-se discussões dos processos de ensino e da aprendizagem caracterizadas pela reflexão sobre formação do aluno enquanto cidadão atuante numa sociedade que agrega problemas complexos. Não é coerente com a proposta de Educação Matemática uma avaliação que se restringe em apenas quantificar o nível de informação que o aluno domina. Esse momento, para ser completo, precisa abarcar todo a complexa relação do aluno e o
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    conhecimento. Isso significa,em que medida o aluno atribuiu significado ao que aprendeu e consegue materializá-lo em situações que exigem raciocínio matemático. Uma prática avaliativa em Educação Matemática, além disso, precisa de encaminhamentos metodológicos que perpassem uma aula, que abram espaço à interpretação e à discussão, dando significado ao conteúdo trabalhado e a compreensão por parte do aluno. E para que isso aconteça, é fundamental o diálogo entre professores e alunos, na tomada de decisões, nas questões relativas aos critérios utilizados para se avaliar, na função da avaliação e nas constantes retomadas avaliativas, se necessário. Estes apontamentos aqui observados não se esgotam, mas servem como indicativos aos professores na elaboração dos instrumentos de avaliação em consonância com a proposta destas Diretrizes. Química Apresentação Geral da Disciplina Sabe-se que a química está presente em todo processo de desenvolvimento das civilizações a partir das primeiras necessidades humanas, tais como a comunicação, o domínio do fogo e, posteriormente, o domínio do processo de cozimento necessário à sobrevivência, bem como a fermentação, o tingimento e a vitrificação. No século XVII, ocorreu uma revolução química tanto assim que a Química ascendeu ao fórum das Ciências. Por sua vez, os interesses da indústria da segunda metade do século XIX impulsionaram pesquisas e descobertas sobre o conhecimento químico entre eles, os avanços da eletricidade trouxeram significativas contribuições, sobretudo os conceitos de afinidade química e eletrólise, que esclareceram a estrutura da matéria. No século XX, a Química e todas as outras Ciências Naturais tiveram um grande desenvolvimento, em especial nos Estados Unidos e
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    Inglaterra. Com oesclarecimento da d estrutura atômica, foi possível entender melhor a constituição e formação das moléculas. Passada a Segunda Guerra Mundial, as pesquisas sobre o átomo foram ainda mais incrementadas em busca de desvendar suas características tanto é que o bombardeio de núcleos, com partículas aceleradas conduziu à produção de novos elementos químicos. Desde o final do século XX, passamos a conviver com a crescente miniaturização dos sistemas de computação como aumento de sua eficiência e ampliação do seu uso, o que constitui uma era de transformações nas Ciências que vêm modificando algumas maneiras de viver. Fundamentos Teórico-Metodológicos Na luta pela sua sobrevivência, o ser humano, sempre teve a necessidade de: conhecer, entender e utilizar o mundo que o cerca. Assim, das raízes históricas ao seu processo de afirmação como conhecimento sistematizado, isto é, como ciência, a Química tornou-se um dos meios de interpretação e utilização do mundo físico. Conhecer química significa compreender as transformações químicas que ocorrem no mundo físico de forma abrangente e integrada, e assim poder julgar de forma mais fundamentada, as informações advindas da tradição cultural, da mídia e da escola e tomar suas próprias decisões, enquanto indivíduo e cidadão, de acordo com sua faixa etária e grupo social. Daí a importância da presença da química na escola formal e, especialmente, no ensino médio que completa a educação básica. Para tanto, a química no ensino médio deve possibilitar ao aluno uma compreensão dos processos químicos em si, conhecimento científico, em estreita relação com as tecnológicas, suas implicações ambientais, sociais, políticas e econômicas. Conteúdos Estruturantes Ensino Médio 1ª Série Conceito de modelo científico. Modelo atômico de Dalton. Símbolos de elementos químicos; Medidas e conversões; Molécula: Fórmulas, Substância pura, simples e
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    composta, misturas. Diagramasde aquecimento; Fenômenos físicos e químicos; Experiência de Rutherford; Números atômicos e de massa, de prótons, elétrons e nêutrons. Conceito de íon; Modelo de Bohr; Diagrama de Pauling; Tabela periódica. Construção. Partes principais; Raio atômico, energia de ionização, eletronegatividade; Ligação iônica e covalente dativa e metálica; Geometria molecular; Polaridade de ligações e de moléculas; Ligações (Forças) intermoleculares; Sistemas homo e heterogêneos; Lei de Lavoisier; Teoria de Arrhenius; Ácidos, bases e sais; Óxidos: ácidos, básicos e neutros ; Reações de síntese/análise,de simples e de dupla troca; Massa: atômica de isótopo, de elemento químico e molecular; Massa molar; Fórmula porcentual, mínima, molecular; 2ª Série Estado gasoso: a teoria cinética, leis dos gases, equação; Equação geral de estado. Volume molar; Mistura de gases. A pressão parcial; Leis ponderais (Lavoisier e Proust); Cálculos estequiométricos: excesso de reagente, grau de pureza; Soluções: curvas de solubilidade, diluição; Concentração comum e em mol/L; Densidade e título; Vapor: pressão, ponto de ebulição; Aspectos qualitativos dos efeitos coligativos; Termoquímica: diagramas de entalpia; A Lei de Hess; Cinética química: curvas de velocidade; Velocidade média da reação: leis, fatores; Energia de ativação; Equilíbrios: químicos, heterogêneos e Kp; Os deslocamentos de equilíbrios; Lei da Diluição; Ki; O produto iônico da água (Kw); Hidrólise salina; Oxired: oxidação e redução; Pilhas; Potenciais de redução; Eletrólises; Química Orgânica: classificação de cadeias; Petróleo e combustão; Nomenclatura de hidrocarbonetos não ramificados; Principais radicais orgânicos; Nomenclatura de hidrocarbonetos ramificados, álcoois, aldeídos e cetonas, ácidos carboxílicos, ésteres, éteres e aminas; Sinopse das funções; Isomeria plana, geométrica, óptica; 3ª Série Introdução à atomística; Relações atômicas; Estados físicos e classificação da matéria; Processos de separação de misturas; Modelo de Rutherford – Böhr – Distribuição eletrônica; Tabela periódica atual; Propriedades periódicas; Ligações; Geometria molecular; Polaridade; Forças intermoleculares; Teoria de Arrhenius – Dissociação e ionização; Ácidos; Bases; Sais e reações de neutralização; Óxidos; Tipos de reação; Oxirredução – Número de oxidação – Agentes oxidantes e redutores; Balanceamento de equações de reações de oxirredução; Química Orgânica – Classificação das cadeias carbônicas; Nomenclatura de hidrocarboneto;
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    Radicais; Nomenclatura dehidrocarbonetos ramificados; Nomenclatura de álcool, fenol e aldeído; Nomenclatura de cetona, ácido e éster; Reconhecimento de funções; Isomeria; Reações; Ozonólise e oxidação enérgica de alquenos; Reações de álcoois; Ésteres, lípides, sabões; Acidez, basicidade; Polímeros; Radioatividade; Massa atômica e massa molecular; Mol e massa molar; O estado gasoso; Cálculos estequiométricos – Leis ponderais e volumétricas; Determinação de fórmulas químicas; Concentração de soluções; Termoquímica; Cinética química; Equilíbrios químicos; Os equilíbrios iônicos; Os diagramas de solubilidade; Equilíbrios iônicos; Eletroquímica; Propriedades coligativas; Encaminhamento Metodológico Com relação ao grande número de conteúdos a serem tratados, em nível de detalhamento muitas vezes exagerado, é preciso objetivar um ensino da química que possa contribuir para uma visão mais ampla do conhecimento, que possibilite melhor compreensão do mundo físico e para a construção da cidadania, colocando em pauta na sala de aula, conhecimentos socialmente relevantes, que façam sentido e possam se integrar à vida do aluno. Faz-se necessário apresentar ao aluno fatos concretos, observáveis e mensuráveis, uma vez que os conceitos que o aluno traz para a sala de aula advêm principalmente de sua leitura do mundo macroscópico. Esse entendimento exige e pode ser o ponto de partida para, o desenvolvimento de habilidades referentes ao reconhecimento de tendências e relações a partir de dados experimentais, de raciocínio proporcional, bem como, de leitura e construção de tabelas e gráficos, identificar e controlar as variáveis que podem modificar a rapidez das transformações, como temperatura, estado de agregação, concentração e catalisador, reconhecendo a aplicação desses conhecimentos ao sistema produtivo e a outras situações de interesse social de acordo com a realidade. O processo ensino aprendizagem e a compreensão das diversas teorias da química envolverão um trabalho de crescente investigação para que o aluno possa resolver problemas, desenvolvendo habilidades para medir e quantificar com réguas, balanças e outros instrumentos próprios, chegando a propor conclusões, levando a investigação e compreensão. Essas atividades desenvolver–se-ão individual e coletivamente.
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    Durante o processoensino aprendizagem faz-se necessário a investigação para que o aluno possa ter conhecimento para medir e quantificar com réguas, balanças e outros instrumentos próprios, chegando a propor conclusões. Faz-se necessário também o uso do laboratório de química para que se possa visualizar e comprovar as reações e os conteúdos vistos como teoria. Todo material de apoio como livros, revistas, e computadores estarão ligados as atividades de pesquisa e levarão o estudante a compreender o desenvolvimento histórico e a relação desta disciplina com as demais. Avaliação No modelo tradicional e positivista de ensino a avaliação é classificatória e caracterizada pela presença de alunos passivos. Enquanto que aos alunos, em total submissão, restaria acertar exatamente a resposta que era única e absoluta. Busca-se uma proposta de avaliação formativa e processual, como uma forma de questionamento às relações de poder, logo esta proposta passa a ser o método mais adequado para o processo educativo. Este tipo de avaliação leva em conta a todo o conhecimento prévio do aluno e como ele supera suas concepções espontâneas, além de orientar e facilitar a aprendizagem. A avaliação não possui uma finalidade em si mesma, mas deve subsidiar e mesmo redirecionar o curso da ação do professor no processo ensino-aprendizagem, tendo em vista garantir a qualidade do processo educacional desenvolvido no coletivo da escola. Nesse entendimento a avaliação deve ser concebida de forma processual e formativa, sob as condicionantes do diagnóstico e da continuidade. Em Química, o principal critério de avaliação é a formação de conceitos científicos. O processo de ―construção e reconstrução de significados dos conceitos científicos‖ (MALDANER, 2003, p.144) se dá a partir de uma ação pedagógica em que a partir de conhecimentos anteriores dos alunos seja permitido aos mesmos o entendimento e a interação com a dinâmica dos fenômenos naturais por meio de conceitos químicos. Por isso, em lugar de avaliar apenas por meio de provas, o professor deve usar instrumentos de avaliação que contemplem várias formas de expressão dos alunos, como: leitura e interpretação de textos, produção de textos, leitura e interpretação da tabela periódica, pesquisas bibliográficas, relatórios de aulas em
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    laboratório, trabalhos escritos,apresentação de seminários, entre outros. Esses instrumentos devem ser selecionados de acordo com cada conteúdo e objetivo de ensino. Em relação à leitura de mundo, o aluno deverá posicionar-se criticamente nos debates conceituais, articulando o conhecimento químico às questões sociais, econômicas e políticas, ou seja, a construção coletiva do conhecimento a partir do ensino, da aprendizagem e da avaliação. É preciso ter clareza também de que o ensino da química como de outra ciência deve ser sob o prisma da atividade humana, portanto, sem verdades absolutas. Tal prática avaliativa requer que o professor compreenda a concepção de ensino de Química na perspectiva crítica e se faz necessário que os critérios e formas de avaliação fiquem bem claros para os alunos, como direito que tem de acompanhar todo o processo. Sociologia Apresentação Geral da Disciplina As modificações ocorridas nas relações sociais, decorrentes das mudanças estruturais impostas pela formação de um novo modo de produção econômica muito influenciaram o pensar. Basta lembrar que o sistema capitalista não cessa sua dinâmica e assume inéditas formas de produção, distribuição e opressão, nunca imaginadas pelos precursores do estudo da sociedade, o que implicava novas formas de olhar, compreender e atuar socialmente. No Brasil, por sua vez, idéias conformistas e revolucionárias exerceram forte influência na formação do pensamento sociológico brasileiro. Como forma de pensar e explicar a sociedade capitalista, o marxismo teve fortes repercussões no Brasil, notadamente a partir de 1930. Os intelectuais dessa época apresentavam uma produção sociológica significativa que possibilitou o firmamento da sociologia no Brasil. Hoje, sabe-se que a disciplina tem como função ir além da leitura e da interpretação teórica da sociedade. Espera-se da sociologia que ela contribua para que os sujeitos tenham recursos para desconstruir e desnaturalizar conceitos tomados historicamente como irrefutáveis, de maneira que melhorem seu senso
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    crítico e tambémpassem a transformar a realidade e conquistar mais participação na sociedade. Os grandes problemas que vivemos hoje, provenientes do acirramento das forças do capitalismo mundial e do desenvolvimento industrial desenfreado, entre outras causas, exigem sujeitos capazes de refutar a lógica neoliberal da destruição social e planetária. É tarefa inadiável da escola e da sociologia a formação de novos valores, de uma nova ética de novas práticas que induzem a possibilidade de construção de novas relações sociais. Fundamentos Teórico-Metodológicos A sociedade atual devido as sublimações radicais faz da Sociologia uma disciplina necessária nos bancos escolares. Alunos vêm da sociedade, vão para a sociedade e dentro da escola estão em sociedade a aí se situa a necessidade da compreensão da complexidade da vida social, principalmente no mundo atual. Através da sociologia é que se reconhecem os problemas sociais, e que se estuda a existência e a manutenção da coletividade humana, se faz necessária e emergente. As leis estabelecem como uma das finalidades centrais do Ensino a construção da cidadania do educando, evidenciando assim a importância do ensino de Sociologia. Tendo em vista que o conhecimento sociológico tem como atribuições básicas investigar, identificar, descrever, classificar, interpretar e explicar todos os fatos relacionados à vida social, logo permite instrumentalizar o aluno para que possa decodificar a complexidade da realidade social. Portanto, pela via do conhecimento sociológico sistematizado, o educando poderá construir uma postura mais reflexiva e crítica frente ao mundo moderno. Ao compreender melhor a dinâmica da sociedade em que vive, poderá perceber-se como elemento ativo, dotado de força política e capacidade de transformar e, até mesmo, viabilizar, através do exercício pleno de sua cidadania, mudanças estruturais que apontem para um modelo de sociedade mais justa e solidária. Confere à Sociologia em papel analítico importante quando realiza esforços para entender a realidade e associada a outros conhecimentos subsidia a solução de problemas sociais. Conteúdos Estruturantes
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    Ensino Médio I -O Conhecimento em Ciências Sociais Introdução ao Estatuto da Sociedade – Teoria e Método  A revolução Industrial e o surgimento das ciências sociais.  As principais correntes teóricas e as possibilidades de análise científica dos problemas sociais.  As Ciências Sociais no Brasil II – Relação Homem/Natureza: a Questão do Trabalho na perspectiva antropológica e sociológica  A relação entre o homem e a Natureza nas várias sociedades da perspectiva do trabalho e da cultura.  A questão ambiental e as diversas sociedades.  A Dinâmica rural e urbana  As várias formas de trabalho: escravo, servil e assalariado.  As transformações recentes no mundo do trabalho. III – Indivíduo, Identidade e Socialização.  A questão da identidade nas várias sociedades.  A emergência do indivíduo/individualização e do individualismo.  A diversidade do processo de socialização  A questão da família e da escola na formação do indivíduo IV – Estrutura e Estratificação Social/ As desigualdades Sociais  A relação entre estrutura social e estratificação: as castas, os estamentos e as classes.  As várias formas de desigualdades sociais e a diversidade das explicações teóricas. V – Mudança/Transformação Social/Movimentos Sociais/Direitos/Cidadania  Mudança social e revolução: diferentes abordagens teóricas.  Mudança tecnológica e mudança social.
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    Movimentos Sociais. Os direitos civis, políticos e sociais. Os direitos e a democracia.  Os ―novos‖ movimentos sociais contemporâneos. VI – Política/Estado - Dominação e Poder  As sociedades sem estado.  As várias formas de poder e dominação.  Surgimento e desenvolvimento do Estado Moderno. Poder e a democracia.  Estado nacional no mundo contemporâneo. VII – Cultura e Diversidade Cultural  Conceito antropológico de cultura e a compreensão do homem como totalidade.  A unidade humana e a diversidade cultural. O Etnocentrismo e a diversidade étnica. VIII – A Indústria Cultural e a Ideologia  Os meios de comunicação e a massificação/homogeneização cultural. O universo da propaganda.  Os diversos sentidos de ideologia. Ideologia e classes sociais. Encaminhamento Metodológico Sendo ciência da sociedade passa a ser lógica uma metodologia voltada para o campo fazendo da vida social o laboratório para experiências conhecimentos vinculando-os teoricamente a esta ciência. Os alunos serão levados a efetuar pesquisas para posterior análise, questionamento e debates associados aos conteúdos teóricos, além de debates e entrevistas com profissionais atuantes na sociedade, propondo um clima de cooperação, que na prática é construído ao longo do tempo. Quando se fizer necessário esses profissionais serão selecionados de acordo com a necessidade de conhecimento da turma, e se prontificarão a explanar os acontecimentos reais ligados àquela determinada profissão. Serão ainda explorados o uso de imagens, pesquisas, ilustrações, cartuns e filmografia como textos, pretextos para problematizar o tema em questão. E ainda, estudos específicos em jornais e revistas
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    da atualidade. Ficaem aberto a necessidade da criação de projetos para o desenvolvimento dos conteúdos. Avaliação Não se pretende através dos conteúdos estruturantes responder pela totalidade da Sociologia bem como por seus desdobramentos em conteúdos específicos devido à dimensão e à dinâmica próprias das sociedade e do conhecimento científico que a acompanha, mas, por outro lado também tem-se a clareza da necessidade do redimensionado de aspectos da realidade para uma análise didática e crítica das problemáticas sociais. Como já mencionado, os conteúdos estruturantes não devem ser pensados e trabalhados de maneira autônoma, como se bastassem por si próprios, da mesma forma como também não exigem uma obediência seqüencial, ou seja, apesar de estarem articulados entre si, é possível o estudo e a apreensão pelos alunos de cada um dos conteúdos sem a necessidade de uma ―amarração‖ com os demais. No ensino de Sociologia é fundamental a utilização de múltiplos instrumentos metodológicos, os quais devem adequar-se aos objetivos pretendidos, seja a exposição, a leitura e esclarecimento do significado dos conceitos e da lógica dos textos (teóricos, temáticos, literários), a análise, a discussão, a pesquisa de campo e bibliográfica ou outros. Os instrumentos metodológicos e o processo de avaliação ensino-aprendizagem também devem estar relacionados à própria construção histórica da Sociologia crítica, caracterizada portanto por posturas teóricas e práticas favorecedoras ao desenvolvimento de um pensamento criativo e instigante. O aluno do Ensino Médio deve ser considerado em sua especificidade etária, e em sua diversidade cultural, ou seja, além de importantes aspectos como a linguagem, interesses pessoais e profissionais, e necessidades materiais, levando em consideração as peculiaridades da região em que o nosso Colégio está inserido e a origem social do aluno, para que os conteúdos trabalhados e a metodologia utilizada possam responder a necessidades. Aprender a pensar sobre a sociedade em que vivemos, e conseqüentemente a agir nas diversas instâncias sociais, implica antes de tudo, uma atitude ativa e participativa. O ensino da Sociologia pressupõe metodologias que coloquem o aluno como sujeito de seu aprendizado, não importa que o encaminhamento seja a leitura,
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    o debate, apesquisa de campo, ou análise de filmes, mas importa que o aluno esteja constantemente provocado a relacionar a teoria com o vivido, a rever conhecimentos e a reconstruir coletivamente novos saberes. O processo de avaliação no âmbito do ensino da Sociologia deve perpassar todas as atividades relacionadas à disciplina, portanto necessita de um tratamento metódico e sistemático. Portanto, as formas de avaliação em Sociologia devem acompanhar as próprias práticas de ensino e de aprendizagem da disciplina, seja a reflexão crítica nos debates, que acompanham os textos ou filmes, seja a participação nas pesquisas de campo, seja a produção de textos que demonstrem capacidade de articulação entre teoria e prática, enfim, várias podem ser as formas, desde que se tenha como perspectiva ao selecioná-las, a clareza dos objetivos que se pretende atingir, no sentido da apreensão// compreensão/reflexão dos conteúdos pelo aluno. Por fim, entendemos que não só o aluno, mas também professores e a instituição escolar devem constantemente ser avaliados em suas dimensões práticas e discursivas e principalmente em seus princípios políticos com a qualidade e a democracia. Parte Diversificada Língua Estrangeira Moderna – Espanhol Apresentação Geral da Disciplina Possui como finalidade, levar o aluno a desenvolver-se, assegurando-lhe a formação comum indispensável para o exercício da cidadania e fornecer-lhe meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores. Esta qualifica a compreensão das possibilidades de visões de mundo e permite o acesso aos trabalhos e comunicações com os países mais próximos aumentando assim o campo de trabalho. Esta língua dentro da grade curricular visa o entrosamento aluno no meio social. Faz-se necessário o domínio deste idioma dentro da nossa sociedade sendo esta, uma característica estritamente necessária para que o cidadão se destaque na pretensão de um emprego e até mesmo como realização pessoal e aumento de visão do global. A escola será a preparadora do educando para que este seja inserido no meio social, na vida profissional apresentando mais uma base de aprendizagem,
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    aumentando visão demundo, melhorando a preparação de entendimento dos objetivos a serem alcançados nas tarefas diárias, na função social do trabalho, enfim, a escola dever prevenir o indivíduo para sua vida social. A Língua espanhola vem para abrir rumos e horizontes dentro das novas propostas de ensino, sendo então parte de um conjunto de conhecimentos que se julguem essenciais dentro da realidade. Atualmente o conhecimento das línguas deve prever não só o vocabulário, mas também as realidades dentro do conceito de conhecimento exteriorizadas pelo mundo, e que se refletem em nossa fala, em nossa música, em nosso dia-a-dia, e isso leva-nos a acreditar cada vez mais no aspecto universal da língua pluralizada. Fundamentos Teórico-Metodológicos Ao explicitarem aspectos relativos ao ensino da Língua Estrangeira, no que se refere a suas práticas e objetivos atribuídos à disciplina, identificou-se que a abordagem comunicativa tem orientado o trabalho em sala de aula. Essa opção favorece o uso da língua pelos alunos, mesmo de forma limitada, e evidencia uma perspectiva utilitarista de ensino, na qual a língua é concebida como um sistema para a expressão do significado, num contexto interativo. As práticas pedagógicas decorrem de concepções teórico-metodológicas, e, portanto, não são naturais nem desvinculadas do contexto sócio-histórico, mas carregadas de ideologias que explicitam as relações de poder e que correspondem a interesses distintos e precisam ser problematizadas. É fundamental, sendo assim, que os professores reconheçam a importância da relação entre língua e pedagogia crítica na atual contexto global educacional, pedagógico e discursivo, na medida em que as questões de uso da língua, do diálogo, da comunicação, da cultura, do poder, e as questões das política e da pedagogia não se separam. Isso significa superar uma visão de ensino de língua estrangeira apenas como meio para se atingir fins comunicativos, que restringem as possibilidades de sua aprendizagem como experiência da identificação social e cultural, ao postular os significados como externos aos sujeitos. Propõe-se que a aula de Língua Espanhola constitua um espaço para que o aluno reconheça e compreenda a diversidade lingüística e cultural, de modo que se
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    engaje discursivamente eperceba possibilidades de construção de significados em relação ao mundo em que vive. Para que isso ocorra, no entanto, é necessário mapear a língua a partir do quadro teórico da referência a aspectos imbricados no processo discursivo, a saber: a língua e cultura, ideologia e sujeito, discurso e identidade. Conteúdos Estruturantes. 5ª Série Lecturas; Vocabulário; El abecedario/Verbo ser/Artículos determinantes/el femenino; Pronombres personales/demostrativos/posesivos; El femenino/el plural/ortografía/verbos ir y venir/numerales; Verbos estar y tener/Los artículos Determinantes e Indeterminantes; Verbo estudiar/las horas; Adverbios de Intensidad/de Tiempo/Meses/Estaciones; Verbo gustar/aumentativo/diminutivo; Verbos vender y poner/Los colores; Adverbios de Intensidad/Heterosemánticos; Verbos partir y oír/Los antónimos/Verbos de los sentidos; Juegos Olímpicos; 6ª Série Texto; Lenguaje coloquial/científica/culta; Pretérito Perfecto Simple o Indefinido; Verbos jugar/soler/poder (presente); Preposiciones; Pretérito Imperfecto/Perfecto; Palabras primitivas y derivadas; Palabras compuestas; Cuentos y leyendas; Adjetivos y pronombres posesivos; Adverbios; Los numerales; Acentuación gráfica; Concordancia nominal; Concordancia verbal; Fonemas b/v; 7ª Série Texto; Futuro; Pronombre objeto; Uso de c/z/s; Rima; Artículo; Neutro; Concordância; Gerundio/Participio/Infinitivo; Uso del pronombre; Antónimos; Ambigüedad; Interrogación/Exclamación/Afirmación; Uso de c/z; Colectivo; Biografía; Uso de b/v; Superlativo; Uso de ll/y; Homógrafos; Heterosemánticos; Tiempos compuestos (1ª- conjugación / 2ª conjugación); 8ª Série Texto; Futuro imperfecto (regulares/irregulares); Acentuación gráfica; Discurso directo e indirecto; Comparaciones; Formación de palabras (verbo); Me duele/nos duelen; Números fraccionarios/multiplicativos/colectivos; Ir + a + infinitivo; Estar + gerúndio; Tener + que + infinitivo; Imperativo afirmativo/negativo; Concordancia;
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    Interjecciones/Onomatopeyas; Pronombre reflexivo;Reglas del uso pronominal; Artículos; Contracciones; Formas apocopadas del adjetivo; Ensino Médio 1ª Série Sistema Fonético de la Lengua; Pronombres Personales y de Tratamiento; Verbos Ser, Estar, Tener, Haber, Hablar (Presente de Indicativo); Gentilicios; Los Artículos; Los Sustantivos: Género, Número (Grado y Colectivos); Adjetivos: Apócope; Concordancia Nominal; Presente de Indicativo (1ª 2ª y 3ª Conjugaciones) (Verbos Regulares), Verbos Gustar, Preferir, Parecer, Querer, Poder; Números/Representación Gráfica de las Horas (Verbos Pronominales); Adverbios; Pronombres: Posesivos, Adjetivos, Demostrativos, Indefinidos; Verbos Regulares y Irregulares en Pretérito Indefinido; Discursos Directo e Indirecto; Futuro (Simple, ir + a + Infinitivo); Preposiciones y Contracciones/Empleo de Muy y Mucho; 2ª Série Formas y tiempos verbales: presente de indicativo, pretérito perfecto; simple o indefinido y futuro simple; Verbos regulares e irregulares en pretérito imperfecto de indicativo; Futuro imperfecto o simple de los verbos regulares e irregulares; Reglas de acentuación; Heterotónicos; Heterogenéricos y heterosemánticos; Imperativo y formas no nominales; Presente de subjuntivo; Pretérito imperfecto de subjuntivo; Pronombres interrogativos, exclamativos y relativos; Preposiciones (empleos especiales); Concordancia verbal; Perífrases verbales; Conjunciones; Voces del verbo; Interjecciones y onomatopeyas; Adverbios; Câmbios de significado: parônimos, homônimos y homófonos; Verbos de cambio; Formación de palabras: prefijos y sufijos; Encaminhamento Metodológico Buscar-se-á a aprendizagem através de elaboração de resumos, sínteses, letras de músicas, roteiros, índices, entrevistas, seminários e resenhas, para que o aluno possa ter condições de escolher o vocabulário que melhor reflita a idéia que se pretende transmitir. Serão utilizados desenhos com interpretações, sinais e gestos que simulem a comunicação, para que o educando possa compreender e interpretar como
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    determinada maneira deexpressão o poder da língua pode ser literalmente interpretada em razão de aspectos sociais e ou culturais. Usaremos debates, a fim de que as estratégias verbais e não verbais que entram em ação possam compensar falha na comunicação, buscando também uma maior assimilação dos temas propostos, auxiliando assim a produção de diálogos e atividades em sala de aula serão motivadas através de vídeos, fotos, propagandas, anúncios de jornais e os conteúdos serão transmitidos através de filmes, textos, lidos e explicados pelo professor, para a associação da teoria com a prática, buscando assim a inserção do aluno ao mundo atual. Serão utilizadas músicas para que os temas dos conteúdos não se tornem pesados, buscando não só o conteúdo em si, mas todo o processo cultural envolvido na significação lingüística dos conteúdos. Avaliação Com relação ao ensino de língua estrangeira, é importante ressaltar que ele deve ser articulado com as demais disciplinas do currículo, objetivando relacionar os vários conhecimentos. Isso não significa obrigatoriamente desenvolver projetos envolvendo inúmeras disciplinas, mas fazer com que o aluno perceba que conteúdos de disciplinas distintas podem muitas vezes estar relacionados entre si. Logo percebendo que variação lingüística existe tanto na língua estrangeira como na materna, a literatura está relacionada à história, os costumes alimentares ou de vestuário de uma comunidade são influenciados pela sua localização geográfica. Todas as atividades devem ser desenvolvidas com vistas a proporcionar ao aluno condições para assumir uma postura crítica e transformadora com relação aos discursos que lhe são apresentados. Nesse sentido, a avaliação deve ser parte integrante do processo de aprendizagem e contribuir para a construção de saberes. Língua Estrangeira Moderna – Inglês Apresentação Geral da Disciplina
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    O cenário doensino de Línguas Estrangeiras no Brasil e a estrutura do currículo escolar sofreram constantes mudanças em decorrência da organização social no decorrer da história. As propostas curriculares e as metodologias são instigadas a atender às expectativas e demandas sociais contemporâneas e a propiciar às novas gerações a aprendizagem dos conhecimentos históricos produzidos. No Brasil, o ensino de línguas estrangeiras só foi possível devido à atuação de D. João VI com a abertura dos Portos a nações amigas. Já no século XX, o sistema educacional brasileiro viu-se responsável pela formação de seus alunos para o mundo do trabalho: ao mesmo tempo em que se ampliou a rede escolar, devido ao forte tecnicismo que deveria mão-de-obra qualificada, reduziu-se a carga horária das Línguas estrangeiras, bem como foi extinta sua obrigatoriedade. Tal situação só se restabeleceu em 1976, no entanto, deve-se verificar a defasagem do modelo, já que se reduziu para uma hora semanal, por apenas um ano, com um único idioma. Estes conteúdos devem propiciar a construção das entidades dos alunos ao oportunizar o desenvolvimento da consciência sobre o papel exercido pelas línguas estrangeiras na sociedade brasileira e no panorama internacional, favorecendo ligações entre a comunidade local e planetária. Fundamentos Teórico-Metodológicos Tem como finalidade principal, desenvolver o educando, assegurando-lhe a formação comum indispensável para o exercício da cidadania e fornecer-lhe meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores. A língua estrangeira qualifica a compreensão das possibilidades de visões de mundo e permite o acesso à comunicação internacional, necessário ao desenvolvimento pleno do indivíduo na sociedade atual. Em nossa sociedade o domínio do idioma inglês é uma característica estritamente necessária para que o cidadão se destaque na pretensão de usar qualquer tipo de instrumento de comunicação, pois até os desenhos animados apresentam nomes e características de um mundo diferente da língua materna do nosso país.
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    Na escola, quedeve se apresentar como preparadora do aluno para que o mesmo seja inserido no meio de trabalho sem sofrer os choques traumáticos que todos os que estejam despreparados enfrentam, na vida profissional como uma nova adequação da linguagem, nova visão de mundo, preparação de entendimento dos objetivos a serem alcançados nas tarefas diárias, na função social do trabalho, enfim, a escola dever prevenir o homem para sua vida social. Nesses parâmetros, encontramos a Língua Inglesa como diferenciadora da formação técnico-cultural do homem, como parte de um conjunto de conhecimentos essenciais para ele. Em relação, alguns anos passados, o estudo da Língua mudou. Hoje o ensino de línguas deve prever não só o vocabulário, mas principalmente o conceito de conhecimento de realidades exteriorizadas pelo mundo e que se refletem em nossa fala, em nossa música, em nosso mercado, enfim, nas ações corriqueiras do dia-a- dia que nos levam a acreditar cada vez mais no aspecto universal de idioma, e na importância de conhecermos cada vez mais o idioma mais falado em número de países no mundo todo e o poder se adequar às novas situações de melhorias na sociedade atual. Conteúdos Estruturantes 2º Ano Vocabulário básico de: Numbers, Pets, Colors, Family, People, School, Clothes, Garden, Favorite toys, Birthday party and Christmas. 3º Ano Vocabulário básico de: Numbers, Pets, Colors, Family, Object School, The days of de Week, Breakfast, Garden, Clothes, Favorite toys, Human Body, Big/small, Birthday party and Christmas. 4º Ano Expressions (greetings),Colors, Numbers, Animals, School Objects, Fruit, The Means of Transportation, The Human Body, The Month of the Year, What time is it, This- That, A-AN, These-Those, Food and Drink, Lunch, Verb To Be. 5º Ano Greetings, Review Colors, Numbers, Seasons, The City, A-An, This-These, That – Those, What time is it, Personal Pronouns and Verb To Be, Qualities, Professions,
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    With or Without,Good or Bad, Places, Rooms, Family, Singular and Plural, Halloween, Prepositions. 5ª Série Estruturas gramaticais e vocabulário making decisions concerning eating habits; kinds of food; Identifying cognate words in a text; polite expressions; time; time in different parts of the world; appointment; Asking about and describing a house/flat and its rooms; environmental problems; Identifying and producing ‗ecological tips‘; Developing/expanding listening, speaking, reading and; writing skills; Numbers (20 — 100); Indefinite article; Preposition; Days of the week; There is/there are; Parts of the house; Furniture; Imperative; Wh-words; Greetings; Introducing yourself and other people; commands; country/city of origin; nationalities; Locating continents, oceans and countries on a map; Expressing family relationships: family relationships; solar system; planets; Counting to 20; phone number; Checking in at a hotel; favorite color; objects/places (color, size); Developing/expanding -skills; Personal pronouns; Verb to be; Numbers (0 — 20); This / these; Genitives; The alphabet; School objects; Colors; Family relationships; Possessive Adjectives; Vocabulary related; Wh-words (what, who, where, whose, how, what color, how do you spell); countries; Talking about Brazilian cultural aspects; activities; Conjunctions: and, but; Vocabulary related to folklore; The Present Simple Tense; Vocabulary related to daily activities; Sports and free time activities;Vocabulary related to history and geography; Expressing ability; sports preferences; opinions about people; one‘s age and about birth dates; describing people (physical features); weather and the seasons; There is/are — expansion; Places; Can affirmative/negative/interrogative); Adjectives; Months; Ordinal numbers; Have; (affirmative/negative/interrogative); Adjectives related to physical features; Vocabulary weather 6ª Série Language language objectives: The Present Simple Asking for and describing regular activities; (positive, negative, questions); Describing daily routines; Must/Mustn't; Let's Making excuses; Objects pronouns Making suggestions; Language language objectives: (structures/vocabulary) (skills/functions... language in use); Some/any (How many) Talking about quantity; Describing people (expanding vocabulary) Talking about what people are like; Present Continuous Tense Asking and answering about current activities; P. Continuous S. Present Contrasting present activity with repeated activity; Language Objectives:
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    (structures/vocabulary) (skills/functions... languagein use); Have/Has got (revision) Describing physical activities; There is/are (revision); Describing places; Past Simple of TO BE (pos./neg./?) Asking about and describing past events; There was/were Talking about places in the past and present; The Past Simple (reg./irreg.) (pos./neg./?) Narrating a story; Describing one's life; Talking about the life of famous people; S. Present/S. Past Comparing present and past activities; Revision: Question words; Personal Pronouns; 7ª Série Language Objectives: (structures/vocabulary) (skills/functions... language in use) Revision: Simple Present Identifying and describing people; Present Continuous (name, age, birthdate, where...live, S. Past what one does, eye/hair colour,; (what one is wearing...); Asking about and giving personal details; Asking about and giving physical descriptions; Asking about and describing activities; Asking about and giving family details; structures/vocabulary) (skills/functions... language in use); Simple Future (will) Talking about future plans; Talking about likely changes in the future; Must/Mustn't/Needen't Making suggestions; Can/can't ("good at") Expressing conditions; Genitives Making arrangements for a journey/describing a route/buying a train ticket/describing a holiday; (structures/vocabulary) (skills/functions... language in use); Past Continuous + S. Past Describing actions in the past; Time prepositions (in/on/at) Explaining how something happened; The weather (adjs. that describe the weather) Telling/asking about a story; Indefinite pronouns (someone etc.) Describing a historical event; Imperatives (Dos and Dont's) Talking about an event in one's life; Giving dates and times; Describing the weather; Giving warning and advice; Explaining recipes; If-clauses Talking about conditions; Talking about hipothetical situations; (structures/vocabulary) (skills/functions... language in use); Comparatives and Superlatives Comparing people and things (physical aspects); (reg./irreg./less.. least/as .. as) Describing records/problems etc.; Expressing preferences and making judgements; Prepositions of time/place/manner Buying things in shops; Words to express quantity: a bottle of two leaves of Asking about and giving sizes, prices etc. of goods; How much is/are Giving details of time and place; Prices Expressing units of food; Some/any Expressing quantity; Any/no (rev. There is/are); Irregular plurals: a bit of; a few; a lot of;
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    8ª Série Language Objectives;(structures/vocabulary) (skills/functions... language in use); Revision: Past Tense Describing when, where and how sth. Happened; Prepositions (in/on/at/by/in front of) Describing position; (on the left/right, straight ahead) Describing direction; Prep. of movement: towards, along, Asking for and giving directions; over, away from...;Shall/Let's Asking for and giving information about places to visit; How much is it to...?; Can Explaining advantages and disadvantages; have/has to Asking for and giving directions; Don't/doesn't have to; (structures/vocabulary); skills/functions... language in use); Going to + verb Talking about future intentions; Modals: must, needn't, mustn't, should Talking about rules; will/won't have to/had to Giving advice; could/couldn't Saying what someone will have to or had to do; will/won't be able to Describing abilities and disabilities in the past and future; (structures/vocabulary) (skills/functions... language in use); Present Perfect Tense Describing recent actions/events; Present Perfect & Simple Past Describing changes; since/for ; xplaining changes in the past and present; already/yet/ever Saying what one has/hasn't done; recently/lately; many times(structures/vocabulary) (skills/functions... language in use); Passive Voice Describing what happened; (present, past, future, pres. perf.) Describing a process; Active Passive Voice Talking about natural disasters; By + agent; General revision (emphasis on texts); Ensino Médio 1ª Série Simple Present; Possessive Adjectives, Possessive Pronouns; Personal Pronouns. Reflexive Pronouns; Much; Many; Little; Few; Present Continuous. Simple Future. ―Going to‖ Future; Imperative. Time Clauses; Simple Past. Past Perfect. Past Continuous; Interrogatives (―Wh‖-question words); Degrees of Adjectives; Some; Any; No; None; Compound Forms; Relative Pronouns; 2ª Série Present Perfect; Articles; Modal Auxiliary Verbs; Conditional Sentences; Question- tags; The Passive Voice; Prepositions; Reported (Indirect) Speech; Additions to Remarks; -Ing form; ―To‖ Infinitive; Bare Infinitive; Encaminhamento Metodológico Todo o processo de desenvolvimento da disciplina será realizado através de elaboração de resumos, sínteses, letras de músicas, roteiros, índices, entrevistas,
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    seminários e resenhas,para que o aluno possa ter condições de escolher o vocabulário que melhor reflita a idéia que se pretende transmitir. Serão utilizados desenhos com interpretações, sinais e gestos que simulem a comunicação, de forma que o aluno seja capaz de compreender como determinada maneira de expressão pode ser literalmente interpretada em razão de aspectos sociais e ou culturais. Debates planejados a fim de que as estratégias verbais e não verbais que entram em ação possam compensar falha na comunicação e também para que a assimilação dos temas propostos possam auxiliar na compreensão dos textos desenvolvidos em sala. Participação de eventos extraclasse, que envolvam a comunicação em Língua Inglesa de forma a utilizar aspectos de coesão e coerência. Na produção de diálogos de maneira a escolher o registro adequado à situação na qual se processa a comunicação. As aulas serão motivadas através de vídeos, diálogos, fotos, propagandas, músicas, anúncios de jornais, transparências em projetor. Serão ministrados conteúdos através de filmes, para a associação da teoria com a prática, antes de cada texto, que serão sempre voltados a problemas sociais, ou trarão notícias de acontecimentos atuais relacionados à aula, tendo em vista a inserção do aluno ao mundo atual. Esses temas serão aplicados através de músicas para que não se tornem cansativos e para que o aluno entenda a forma de compor em outros idiomas e a mensagem poética de cada música juntamente com a sua significação lingüística aos que a contêm, sendo que todo conteúdo apresentado pelo professor, será complementado pelo conteúdo dos alunos que já a dominam. Também serão realizados os exercícios propostos pelo material Anglo para que se dê a fixação da aprendizagem. Avaliação Ao propor reflexões sobre as práticas avaliativas, objetiva-se favorecer a coerência entre tais aspectos (avaliação, concepção de língua e objetivos de ensino) e o processo de ensino e de aprendizagem. Assim, o caráter educacional da avaliação deve sobrepor-se ao seu caráter eventualmente punitivo e de controle. Por conseguinte, a avaliação se constitui num
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    instrumento facilitador nabusca de orientações e intervenções pedagógicas, não se atendo apenas ao conteúdo desenvolvido, mas àqueles vivenciados ao longo do processo, de forma que os objetivos explicitados nas Diretrizes sejam alcançados. Depreende-se, portanto, que a avaliação da aprendizagem de Língua Estrangeira precisa superar a concepção de mero instrumento de mediação da apreensão de conteúdos, visto que ela se configura como processual e, como tal, objetiva subsidiar discussões acerca das dificuldades e avanços dos alunos sujeitos, a partir de suas produções, no processo de ensino e aprendizagem. É importante considerar na prática pedagógica, avaliações de outras naturezas desde que essas se articulem com os objetivos específicos e conteúdos definidos respeitando assim as diferenças individuais. Linguagem e Comunicação Apresentação Geral da Disciplina A Língua não se limita a uma visão sistêmica e estrutural do Código Lingüístico: é heterogênea, ideológica e opaca. Repleta de sentidos a ela conferidos por nossas cultural e sociedades, a língua organiza e determina as possibilidades de percepção do mundo, estabelece entendimentos possíveis. A abordagem comunicativa tem orientado o trabalho em sala de aula. Essa opção favorece o uso da língua pelos alunos, onde a língua é concebida como um sistema para a expressão do significado, num contexto interativo. Tradicionalmente, a escola tem agido como a escrita fosse a língua ou como se todos os que nela ingressam falassem da mesma forma. No ambiente escolar, a racionalidade se exercita com a escrita, de modo que a prática orla em comunicação é muito valorizada. Permite, assim como a língua escrita, muitas possibilidades de trabalho a serem pautados em situações reais de uso da fala e na produção de discursos nos quais o aluno se constitui como sujeito do processo interativo.
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    Deve-se ver, então,que o professor e a escola devem trabalhar com o bidialetismo, preparando o aluno para o emprego da língua padrão bem como sabendo que em situações informais ele poderá usar o dialeto que lhe é peculiar. Fundamentos Teórico-Metodológicos Os conteúdos apresentados têm como finalidade, qualificar e aumentar a compreensão das possibilidades à comunicação internacional, a qual se faz necessária ao desenvolvimento do indivíduo ligado ao mercado de trabalho. A globalização dos conhecimentos é de suma importância na avaliação do aluno, pois este enfrentará variados campos pessoais e profissionais. O ensino de línguas deve prever não só o vocabulário, mas principalmente o conceito de conhecimento de realidades exteriorizadas pelo mundo e que se refletem em nossa realidade. A finalidade é levar o aluno a desenvolver-se, assegurando-lhe a formação comum indispensável para o exercício da cidadania e fornecer-lhe meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores. O ensino das línguas dentro da grade curricular visa o entrosamento do aluno no meio social. A escola deve ser a preparadora do educando para que este seja inserido no meio social, na vida profissional apresentando mais uma base de aprendizagem, aumentando a visão de mundo, melhorando a preparação de entendimento dos objetivos a serem alcançados. O estudo da língua tanto da inglesa quanto da espanhola vem para nortear horizontes dentro das novas tendências de ensino. Cabe à escola transmitir as línguas para abrir rumo e horizonte dentro das novas propostas de ensino. Conteúdos Estruturantes Ensino Médio 3ª Série Inglês Simple Present / Present Continuous; Simple Future / ―Going to‖ Future / Time Clauses; Possessive Adjectives and Pronouns; Personal Pronouns / Reflexive (Emphasizing) Pronouns; Simple Past / Past Perfect / Past Continuous; Texts; Present Perfect; Much / Many / (A) Little / (A) Few / A lot of / Lots of / Plenty of / A great deal of / A large (great) number of; Some / Any / No / None / Compound
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    Forms; Texts; Interrogatives(―Wh‖ – questions); Relative Pronouns; Prepositions; Review exercises; Texts; Modal Auxiliary Verbs; Question-tags; Additions to Remarks (Too; Also; So; Either; Neither); Conditional Sentences; Passive Voice; Degrees of Adjectives (Adverbs); Reported Speech; Articles ―To‖ Infinitive / Bare Infinitive / -Ing Form; Adverb Order. Espanhol El alfabeto, las pronuncias de las letras; Artículos determinantes y indeterminates, uso del articulo Neutro LO; Eufonía de los artículos; Los pronombres personales, diferencias entre el tú y usted, entre vosotros y ustedes, el tuteo y el voseo; Los tiempos verbales, presente, pretérito y pasado; Los modos verbales, indicativo, subjuntivo e imperativo; Proclisis y enclisis, Los verbos Haber, Ser, Estar, Tener, diferencia entre el Haber y Tener; El sustantivo, genero, número y grado. Los Heterogenéricos, Heterosemánticos y Heterotónicos; Los pronombres complementos directos y indirectos, concurrencia de pronombres; Los adjetivos; Los adjetivos y pronombres demostrativos; Los adjetivos y pronombres posesivos; Los adverbios y locuciones verbales, Los números; La hora; Los indefinidos, apócope de los indefinidos; Los interrogativos y exclamativos; Los pronombres relativos; El Uso de Muy y mucho; Las preposiciones, el régimen preposicional; Las conjunciones; Los verbos reflexivos, recíprocos; Expresiones idiomáticas; Repaso de los contenidos del 1 y 2 grado. Enfoque en la comprensión y interpretación de textos para el vestibular. Encaminhamento Metodológico A aprendizagem se dará através de elaboração de sínteses, letras de músicas, roteiros, resumos, índices, entrevistas, seminários e resenhas, para que o aluno possa ter condições de escolher o vocabulário que melhor reflita a idéia que se pretende transmitir. Serão utilizados recursos para que o aluno seja capaz de compreender como determinada maneira de expressão pode ser usada dentro dos determinantes sociais. Serão promovidas estratégias de participação do aluno dentro da comunicação estrangeira para que este se intere dos vocabulários aprendidos. As aulas serão motivadas através de textos, testes de vestibulares, propagandas, anúncios de jornais, transparências em projetor.
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    Avaliação De acordo com a lei vigente a avaliação deverá ser contínua e cumulativa e que os aspectos qualitativos prevaleçam sobre os quantitativos. Além de ser útil para a verificação da aprendizagem dos alunos, a avaliação servirá, principalmente, para que o professor repense a sua metodologia e planeje as suas aulas de acordo com as necessidades de seus alunos. Através dela é possível perceber quais são os conhecimentos – lingüísticos, discursivos, sócio-pragmáticos ou culturais – e as práticas – leitura, escrita ou oralidade – que ainda não foram suficientemente trabalhados e que precisam ser abordados mais exaustivamente para garantir a efetiva interação do aluno com os discursos em língua estrangeira. Por fim, ressaltamos a importância do material didático desta disciplina, que não esgota todas as necessidades, nem abrange todos os conteúdos de língua estrangeira, mas se constitui como suporte e ponto de partida para professores e alunos. Produção Textual Apresentação Geral da Disciplina No processo de ensino e aprendizagem da língua, assumem-se o texto oral ou escrito e também as outras linguagens, tendo em vista o multiletramento, como unidade básica, que se manifesta em enunciações concretas, cujas formas se estabelecem de modo dinâmico com experiências reais de uso da língua. Não há menor dúvida de que quanto maior o contato com a linguagem, na diversidade textual, mais possibilidades se tem de entender o texto como material verbal carregado de intenções e de visões de mundo. Deve-se pautar, por sua vez, que as aulas calcadas apenas na explanação da gramática normativa desconsidera a construção interativa da linguagem. Encarada dessa forma, a gramática apenas admite duas respostas: certo ou errado. Por outro lado, ao se voltar para uma sociedade cada vez mais bombardeada de informações, é de se esperar que o aluno desenvolva, auxiliado pela gramática normativa e de sua interação com os meios de informação, competência lingüística necessária para desenvolver textos coesos e coerentes. Afinal, o estudante deve
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    sempre estar engajadona elaboração de textos criativos, perspicazes e dotados de uma elevada capacidade lingüística. Fundamentos Teórico-Metodológicos Toda produção de texto deve ser vista como síntese do trabalho realizado por alunos e professores, dessa forma o aluno deverá poder expressar-se com liberdade, produzindo então, o seu próprio texto, mas sempre levando em conta quem é o interlocutor, qual a sua visão de mundo e qual a situação que os envolve. Aprender a escrever necessita entre tantos enfoques, de se ter acesso à diversidade de textos escritos, testemunhar a utilização que se faz da escrita em diferentes circunstâncias, defrontar-se com as reais questões que a escrita coloca a quando se propõe produzi-la, arriscar-se a fazer como quem consegue e receber ajuda de quem já sabe escrever. Sendo assim, é preciso aproximá-los, principalmente quando são iniciados ―oficialmente‖ no mundo da escrita por meio da alfabetização seguindo em constante busca de melhoras, a cada erro cometido. Afinal, esse é o caminho que deverão trilhar para se transformar em cidadãos de cultura escrita. Conteúdos Estruturantes 2ª Série Narrativa, paráfrase, anúncios, poemas, rimas, narração; revisão de texto; introdução das partes da narração; estrofes e versos; acróstico; tipos de texto. 3ª Série Descrição de lugares, carta, descrição de figuras, relatos pessoais, histórias em quadrinhos, trabalho com palavras que gerem dúvidas, frases engraçadas, invenção de conto. 4ª Série Carta, textos com diálogos, diário fictício, texto narrativo para diálogo, propaganda, trabalhando em 1a pessoa, biografia, entrevista, texto poético, resumo de texto didático, criação de poemas, texto informativo, elaboração de roteiro. 5ª Série Relato pessoal; Uso do dicionário; Ficção: narrativas ficcionais, elementos essenciais da narrativa; Adequação vocabular; Autobiografia: características, produção; Edição
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    de texto; Narrativas: ficcionais, maravilhosa, humor (noções, produção, procedimentos); Recursos expressivos: grafia e utilização diferenciada dos sinais de pontuação; Gênero textual: noções; Linguagem culta e coloquial; Produção de texto: biografia, quadrinhos, tiras, anedota; Relato histórico — características, produção, procedimentos; Notícia — características, produção, procedimentos; Paródia — características gerais; Origem do teatro: na Grécia antiga; Texto teatral: características, produção, procedimentos; Entrevista: características gerais, produção; Carta pessoal, bilhete e E-mail: características, produção; Propaganda: noções; Outdoors e cartazes de propaganda: características gerais; 6ª Série Desenvolvimento de frases absurdas (nonsense /expressividade); Criação de história exageradamente romântica, cena de suspense/mistério, história fantástica; Continuação de história; Histórias sobrenaturais: levantamento de características; Produção de diferentes versões de uma mesma história (narrador em 1ª- pessoa); Criação de história em 3ª- pessoa; Narração de fato: tempo e espaço; Criação de texto dissertativo; Construção do enredo e de conflito; Caracterização de personagens; criação de fichas sobre personagens; Produção de narrativa de humor com personagem já criada; Função de personagem na narrativa; Desenvolvimento de situação dada, apresentação direta ou indireta de personagem; Personagem-tipo; Descrição de cenários + organização do texto descritivo; Produção de narrativa realista ou fantástica; Análise e paródia de texto com linguagem jurídica; Produção de texto memorialista; Criação e desenvolvimento de fórmulas narrativas; Projeto narrativo e narração: compatibilidade; Desfecho: inesperado; Narrativa de suspense com verbos no presente; Criação de personagens "complexas"; Narrativa com diálogo; Narrativa de suspense ou humor; Texto informativo: conteúdo genérico e particular; 7ª Série Linguagem expressiva; Redação de manual; Descrição expressiva de objeto, lugar, pessoa; Tom negativo na descrição; Descrição de cidade; Produção de roteiro turístico; Artigo para suplemento de turismo; Modalização do tom de crítica; Narrativa: a intenção do autor; Produção de textos com ênfase no tempo, de abaixo- assinado de requerimento; O tom do texto; Duração dos fatos da narração; Montagem de jornal: elaboração de pequenas notícias, montagem, produção, elaboração; Redação de "chamadas"; Eliminação de marcas de oralidade em
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    diálogo; Produção deentrevista; A subjetividade no jornal; Criação de manchetes: objetividade e subjetividade; Redação de notícia sensacionalista, de artigo de jornal; Definição da linha editorial de um jornal; Produção de texto com base em textos antigos sobre o amor; Produção de respostas a questões dissertativas (introdução à dissertação); Produção de texto narrativo; 8ª Série Personagem: apresentação direta e indireta; Foco narrativo; Parágrafo dissertativo; Descrição, narração, dissertação: diferença e transformação; Narração: tempo, desfecho; Horóscopo: linguagem genérica; Linguagem genérica e objetiva; Slogans; Narrativa de humor; Inferência e conclusão; Estrutura básica da dissertação; Dissertação: características; Opinião e argumento; Carta argumentativa; Coesão; Dissertação: Estudo, produção, estrutura (roteiro de trabalho); 1ª e 2a Séries Tipologia e gêneros textuais; Produção e avaliação de textos escritos; Narração; Tipos de discurso; Introdução à descrição, Descrição e narração; Descrição e dissertação; Descrição de gráficos e tabelas; A linguagem da publicidade; A função poética da linguagem: paráfrase e paródia; A função referencial da linguagem; A função expressiva de linguagem; Dissertação a partir de textos jornalísticos; Dissertação a partir de textos literários; correspondência; Os defeitos do texto; Trabalho com textos de naturezas diferentes. 3ª Série As grandes competências de uma boa redação; Tipos de Texto; Estrutura ortodoxa do texto dissertativo; Carta argumentativa; Tipos de comentários; Coesão; Coerência; Progressão Textual; Recursos Lingüísticos; Recursos Discursivos; Adequação à Proposta. Encaminhamento Metodológico A aprendizagem será buscada através de elaboração de textos, sínteses e resenhas, para que o aluno possa ter condições de escolher e aplicar o vocabulário adequado e condizente para transmitir um idéia. Serão utilizadas figuras com interpretações que simulem a comunicação, para que o educando possa compreender e interpretar o seu texto como forma de expressar o momento e a história dentro do contexto social.
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    Usaremos diferentes textos,a fim de que as estratégias verbais e não verbais que entram em ação possam compensar falha na comunicação, buscando também uma maior assimilação dos temas propostos, auxiliando assim a produção de textos escritos. As atividades em sala de aula serão motivadas através de fotos, propagandas, anúncios de jornais e os conteúdos serão transmitidos através de textos, lidos e explicados pelo professor, para a associação da teoria com a prática, buscando assim a inserção do aluno ao mundo atual. Avaliação A avaliação da leitura deve considerar as estratégias que os estudantes empregaram no decorrer da leitura, a compreensão do texto lido, o sentido construído para o texto, sua reflexão e sua resposta ao texto. Não é demais lembrar que essa avaliação precisa considerar as diferenças de leituras de mundo e repertório de experiências dos alunos. Em relação à escrita podemos dizer que o que determina a adequação do texto escrito são as circunstâncias de sua produção e o resultado dessa ação. É a partir daí que o texto escrito será avaliado nos seus aspectos textuais e gramaticais. Tal como na oralidade, o aluno precisa, também aqui, posicionar-se como avaliador tanto dos textos que o rodeiam quanto de seu próprio texto. O posicionamento do aluno como avaliador de seus textos orais e escritos é essencial para que ele adquira autonomia. É necessário que o professor perceba a dimensão deste posicionamento Nessa perspectiva, a oralidade será avaliada, primeiramente, em função da adequação do discurso/texto aos diferentes interlocutores e situações. Num seminário, num debate, numa troca informal de idéias, numa entrevista, num conto de história, as exigências de adequação da fala são diferentes, e isso deve ser considerado numa análise da produção oral dos estudantes. Mas é necessário também que o aluno para poder se expressar na produção escrita possa se posicionar como avaliador de textos orais e escritos com os quais convive (noticiários, discursos políticos, programas televisivos, etc.) e de suas próprias falas, mais ou menos formais, tendo em vista o resultado esperado.
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    8.2 - Bibliografia: 01.ARAUJO, Francisca Socorro. Cidadania: um dever de todos. São Paulo: Scipione, 2003. p.47 02. Brasília, Ministério da Educação e Cultura. Lei nº 9394/96. 03 ----, Ministério da Educação e Cultura, Parâmetros Curriculares para o Ensino Fundamental. 04. -----, Ministério da Educação e Cultura, Parâmetros Curriculares para o Ensino Médio. 05. -----, Ministério da Educação e do Desporto, Lei de Diretrizes e Bases de Educação Nacional. 06. CHAVES, Eduardo. Tecnologia e Educação: o futuro da escola na sociedade de informação. São Paulo: Moderna, 1999. 07. ELIAS, N. Sobre o Tempo. Rio de Janeiro:Ed. Jorge Zahar, 1998 08. JACAREZINHO, Núcleo Regional de Educação. Conselho Estadual de Educação, Deliberação nº 005/98, 014/99, 009/01. 09. PERRENOUD, Philippe. Práticas pedagógicas, profissão docente e formação: perspectivas sociológicas. Lisboa, Dom Quixote, 1993.p.38. 10. REGIMENTO Escolar da Instituição.