ESTADO DO PARANÁ
SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
NÚCLEO REGIONAL DE EDUCAÇÃO DE CASCAVEL
COLÉGIO ESTADUAL DO CAMPO “OLAVO BILAC”
ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO
Ouro Verde Do Piquiri – Corbélia - Paraná
2017
Sumário
APRESENTAÇÃO DO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO ................................8
JUSTIFICATIVA ......................................................................................................9
INTRODUÇÃO.......................................................................................................11
1 - MARCO SITUACIONAL ...................................................................................13
1.1 - IDENTIFICAÇÃO DO ESTABELECIMENTO ..............................................14
1.2 – CARACTERIZAÇÃO.................................................................................15
1.3 - ORGANIZAÇÃO DA INSTITUIÇÃO ESCOLAR ..........................................16
1.3.1 - Modalidade de Ensino ............................................................................16
1.4 - CELEM........................................................................................................18
1.5 – ATIVIDADE CURRICULAR COMPLEMENTAR EM CONTRATURNO -
(ACCC) E AULAS ESPECIALIZADAS EM TREINAMENTO ESPORTIVO –
(AETE).................................................................................................................19
1.6 - INSTÂNCIAS COLEGIADAS ......................................................................22
1.6.1 - APMF .......................................................................................................22
1.6.2 - CONSELHO DE CLASSE ........................................................................22
1.6.3 - CONSELHO ESCOLAR ...........................................................................23
1.6.4 - GRÊMIO ESTUDANTIL ......................................................................24
1.7 - HISTÓRICO DA ESCOLA...........................................................................25
1.8 - OBJETIVOS GERAIS..................................................................................27
1.8.1 – ASPECTOS LEGAIS ...............................................................................29
1.8.2 – ASPECTOS SOCIAIS..............................................................................30
1.8.3 - OBJETIVOS DA EDUCAÇÃO NO CAMPO .............................................31
1.8.4 - OBJETIVOS DO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO.............................32
1.9 - ESTÁGIO NÃO OBRIGATÓRIO .................................................................33
1.10 - PROPOSTA DE FORMAÇÃO CONTINUADA ..........................................34
1.11 - PROPOSTA DA ORGANIZAÇÃO DA HORA ATIVIDADE........................34
1.11.1 – CRONOGRAMA ....................................................................................35
1.12 – CARACTERIZAÇÃO DA COMUNIDADE .................................................40
1.13– CARACTERIZAÇÃO DOS ESTUDANTES ...............................................41
1.14 – CARACTERIZAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DA INSTITUIÇÃO .............45
1.15 - SALA DE RECURSOS MULTIFUNCIONAL TIPO I ..................................46
1.15.1 - ESTRATÉGIAS DE APOIO PARA SALA DE RECURSOS
MULTIFUNCIONAIS TIPO I...................................................................................46
1.16 - ORGANIZAÇÃO DO ESPAÇO FÍSICO.....................................................48
1.17 - OFERTAS DE CURSOS............................................................................49
1.18 - CRITÉRIOS DE ORGANIZAÇÃO DAS TURMAS .....................................50
1.19 - ENSINO FUNDAMENTAL DE NOVE ANOS.............................................50
1.20 – DEMANDA, SUPRIMENTO E CARGA HORÁRIA ...................................51
1.21 - QUADRO DE FUNCIONÁRIOS.................................................................52
1.22 – ORGANOGRAMA ....................................................................................53
1.23 – RESULTADOS EDUCACIONAIS .............................................................53
1.24 - RECURSOS HUMANOS ...........................................................................55
1.25 - RECURSOS MATERIAIS ..........................................................................56
1.26 - RECURSOS TECNOLÓGICOS.................................................................56
1.27 - INFRAESTRUTURA FÍSICA E RECURSOS PEDAGÓGICOS .................57
2 - MARCO CONCEITUAL ....................................................................................58
2.1 - PROPOSTA PEDAGÓGICA .......................................................................58
2.2 - CONCEPÇÃO DE HOMEM .........................................................................59
2.3 - CONCEPÇÃO DE EDUCAÇÃO DO CAMPO..............................................60
2.4 - CRONOGRAMA DE AÇÕES.......................................................................63
2.5 - CONCEPÇÃO DE SOCIEDADE..................................................................64
2.6 - CONCEPÇÃO DE MUNDO .........................................................................64
2.7 - CONCEPÇÃO DE ESCOLA........................................................................65
2.8 - CONCEPÇÃO DE EDUCAÇÃO ..................................................................66
2.9 - CONCEPÇÃO DE EDUCAÇÃO INCLUSIVA ..............................................67
2.10 - CONCEPÇÃO DE CULTURA....................................................................68
2.11 - CONCEPÇÃO DE TRABALHO.................................................................68
2.12 - CONCEPÇÃO DE TECNOLOGIA .............................................................69
2.13 - CONCEPÇÃO DE CIDADANIA.................................................................70
2.14 - CONCEPÇÃO DE CONHECIMENTO........................................................71
2.15 - CONCEPÇÃO DE ENSINO .......................................................................71
2.16 - CONCEPÇÃO DE APRENDIZAGEM ........................................................73
2.17 - CONCEPÇÃO DE AVALIAÇÃO................................................................73
2.18 - CONCEPÇÃO DE CURRÍCULO ...............................................................76
2.19 - CONCEPÇÃO DE LETRAMENTO ............................................................77
2.20 - CONCEPÇÃO DE INFÂNCIA....................................................................79
2.21 - CONCEPÇÃO DE ADOLESCÊNCIA ........................................................80
2.22 - CONCEPÇÃO DE EDUCAÇÃO INTEGRAL .............................................81
2.23 - O LETRAMENTO NO CONTEXTO SOCIAL .............................................82
2.24 - ENSINO FUNDAMENTAL DE NOVE ANOS E LETRAMENTO ................83
2.25 - O LETRAMENTO PARA TODAS AS DISCIPLINAS.................................84
3 - MARCO OPERACIONAL .................................................................................86
3.1 - GESTÃO DEMOCRÁTICA..........................................................................87
3.2 - CONSELHO ESCOLAR ..............................................................................91
3.2.1 - 1º Segmento: Profissionais da Escola ..................................................92
3.2.2 - 2º Segmento: Comunidade Atendida pelo Estabelecimento de Ensino
93
3.2.3 - 3º Segmento: Movimentos Sociais Organizados..................................93
3.2.4 - OBJETIVOS DO CONSELHO ESCOLAR................................................93
3.2.5 - AÇÕES DO CONSELHO ESCOLAR .......................................................93
3.3 - GRÊMIO ESTUDANTIL...............................................................................94
3.3.1 - ESTATUTO DO GRÊMIO ESTUDANTIL..................................................95
3.3.2 – OBJETIVOS DO GRÊMIO ESTUDANTIL................................................95
3.3.3 - AÇÕES POSSÍVEIS DO GRÊMIO ESTUDANTIL ....................................96
3.3.4 - AVALIAÇÃO DAS AÇÕES.......................................................................96
3.3.5 - REPRESENTANTE DE TURMA/CLASSE ...............................................96
3.3.6 - AVALIAÇÃO ............................................................................................96
3.4 - APMF ..........................................................................................................96
3.5 - DIVERSIDADE ............................................................................................98
3.6 - RELAÇÕES ETNICO-RACIAIS E AFRODESCENDÊNCIA - HISTÓRIA
CULTURA AFRO-BRASILEIRA E INDÍGENA ....................................................98
3.7 - GÊNERO E DIVERSIDADE SEXUAL .........................................................99
3.8 - HISTÓRIA DO PARANÁ ...........................................................................101
3.9 - DA EDUCAÇÃO ESPECIAL .....................................................................101
3.10 - EDUCAÇÃO AMBIENTAL ......................................................................102
3.11 - ENFRENTAMENTO À VIOLÊNCIA NA ESCOLA...................................103
3.12 - PREVENÇÃO AO USO INDEVIDO DE DROGAS...................................105
3.13 - DESAFIOS EDUCACIONAIS CONTEMPORÂNEOS..............................106
3.14 - CIDADANIA E DIREITOS HUMANOS ....................................................108
3.15 - LIBERDADE/AUTONOMIA.....................................................................109
3.16 - AUTONOMIA ADMINISTRATIVA............................................................110
3.17 - AUTONOMIA PEDAGÓGICA..................................................................110
3.18 - AUTONOMIA FINANCEIRA....................................................................111
3.19 - AUTONOMIA JURÍDICA.........................................................................111
3.20 - AS SETE DIMENSÕES DOS INDICADORES.........................................111
3.21 - CONSELHO DE CLASSE .......................................................................112
3.22 - AVALIAÇÂO INSTITUCIONAL ...............................................................114
3.23 - AVALIAÇÃO ...........................................................................................114
3.24 – SISTEMA DE AVALIAÇÃO ....................................................................116
3.25 - PROMOÇÃO ...........................................................................................117
3.26 - PROCESSO DE CLASSIFICAÇÃO.........................................................118
3.27 - RECLASSIFICAÇÃO...............................................................................119
3.28 - ADAPTAÇÃO/APROVEITAMENTO DE ESTUDOS................................120
3.29 - DA PROGRESSÃO PARCIAL ................................................................120
3.30 - PROFESSOR REPRESENTANTE DE TURMA.......................................120
3.31 - ALUNO REPRESENTANTE DE TURMA ................................................120
3.32 - PROGRAMA DE COMBATE AO ABANDONO ESCOLAR.....................121
3.33 - PLANO DE AÇÃO...................................................................................122
3.34 - PLANO DE ABANDONO DA BRIGADA ESCOLAR...............................124
3.35 - AVALIAÇÃO DO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO ........................126
4 - BIBLIOGRAFIA ..............................................................................................127
Volume II.............................................................................................................131
Calendário Escolar - 2016..................................................................................132
Matriz Curricular Ensino Fundamental.............................................................133
Matriz Curricular Ensino Médio.........................................................................134
FICHA DE PRÉ-CONSELHO 01 .......................................................................135
FICHA DE PRÉ-CONSELHO 02 .......................................................................136
FICHA DE PRÉ-CONSELHO 03 .......................................................................137
FICHA DE PRÉ-CONSELHO 04 .......................................................................138
PLANO DE AÇÃO DA EQUIPE MULTIDISCIPLINAR ........................................139
PLANO DE ESTÁGIO..........................................................................................143
IDENTIFICAÇÃO DA INSTITUIÇÃO DE ENSINO.............................................143
IDENTIFICAÇÃO DO CURSO...........................................................................143
22 - BRIGADA ESCOLAR...................................................................................152
PROJETO: MEIO AMBIENTE ...........................................................................154
PROJETO: SAÚDE NA ESCOLA: EDUCAR PARA VIVER BEM.....................156
PROPOSTA CURRICULAR ................................................................................157
PROPOSTA CURRICULAR DA DISCIPLINA DE HISTÓRIA..............................158
PROPOSTA CURRICULAR DA DISCIPLINA DE MATEMÁTICA.......................192
PROPOSTA CURRICULAR DA DISCIPLINA DE GEOGRAFIA .........................229
PROPOSTA CURRICULAR DAS ATIVIDADE COMPLEMENTAR CURRICULAR
EM CONTRATURNO...........................................................................................243
AULAS ESPECIALIZADAS DE TREINAMENTO ESPORTIVO – FUTSAL ......244
AULAS ESPECIALIZADAS DE TREINAMENTO ESPORTIVO – VOLEIBOL ..249
ATIVIDADE DE AMPLIAÇÃO DE JORNADA PERIÓDICA – LÍNGUA
PORTUGUESA..................................................................................................254
APRESENTAÇÃO DO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO
Para manter a Escola em constante reflexão e discussão de suas
práticas, faz-se necessário construir o Projeto Político Pedagógico para buscar
alternativas e métodos que atendam suas especificidades e níveis dentro da
perspectiva estabelecida nos documentos norteadores da educação do Estado
do Paraná.
Nesta perspectiva a reflexão e discussão sobre os problemas da
educação e sociedade, principalmente àqueles que se referem ou interferem na
Escola devem estar em pauta, para buscar possibilidades de intervenção na
realidade em que se apresenta. Desta forma visa a transformação da realidade
social, econômica, política e cultural, exigindo a articulação da participação de
todos no processo educativo, construindo uma visão global da realidade e dos
compromissos coletivos, tomando como base o trabalho pedagógico escolar
enquanto processo de construção contínua, destacando que isso implica numa
construção inacabada e em constante reelaboração.
Este projeto busca um rumo, uma direção. É um instrumento que tem
uma intenção coletiva, que busca uma articulação ao compromisso
sociopolítico e os interesses reais dos envolvidos “tem compromisso com a
formação do cidadão para um tipo de sociedade”. (Veiga. 2005, p. 13).
A intencionalidade do Projeto Político Pedagógico deve ser estabelecida
pelo coletivo da Escola para que a efetivação desta aconteça e possibilite o
desenvolvimento de um cidadão participativo, responsável, comprometido,
crítico e criativo, e desta forma a escola ultrapasse o papel de repassadora de
conteúdos.
Dentro da legalidade, a elaboração do P.P.P. está amparada pela LDB
9394/1996 especificamente nos Artigos 12, 13, e 14, os quais serão descritos
abaixo:
“Art. 12. Os estabelecimentos de ensino, respeitadas as normas
comuns e as do seu sistema de ensino, terão a incumbência de:
I - Elaborar e executar sua proposta pedagógica;
Art. 13. Os docentes incumbir-se-ão de:
I - Participar da elaboração da proposta pedagógica do estabelecimento
10 de ensino;
Art. 14. Os sistemas de ensino definirão as normas da gestão
democrática do ensino público na educação básica, de acordo com as suas
peculiaridades e conforme os seguintes princípios:
I - Participação dos profissionais da educação na elaboração do projeto
pedagógico da escola.
JUSTIFICATIVA
Partindo do pressuposto que o projeto pedagógico se determina como
prática educativa historicamente construída e em processo permanente de
construção orientado pela totalidade mediadora das práticas sociais mais
amplas, podemos compreender sua importância para consolidar o
compromisso do poder público e da sociedade civil na formação das crianças,
jovens e adultos para plena cidadania.
LDB – Lei nº 9394/96, prevê em seu art. 12, inciso I que: sistemas de
ensino terão a incumbência de elaborar e executar sua proposta pedagógica. A
construção do Projeto Político Pedagógico é processo de planejamento,
discussão, decisão, ação, reflexão, avaliação, replanejamento e novas ações.
Neste sentido o projeto pedagógico do Colégio Estadual do Campo
Olavo Bilac – Ensino fundamental e Médio se constitui como prática educativa
capaz de articular conjuntamente com Núcleo Regional de Educação e a
comunidade escolar uma proposta de trabalho pedagógico de construção do
conhecimento e da cidadania.
O processo coletivo de construção do Projeto Político Pedagógico
permite demonstrar que no campo escolar é possível, exercitar a cidadania em
busca de práticas educativas democráticas e autônomas visando a formação
integral e integrada do ser humano.
A partir das necessidades contidas no diagnóstico elaborado, este
projeto tem suas particularidades próprias, isto é, situa-se em tempo e espaços
definidos, requerendo conhecimento da realidade, suas carências,
potencialidades e perspectivas.
A partir deste contexto o Projeto Político Pedagógico do Colégio
Estadual do Campo Olavo Bilac Ensino Fundamental e Médio se determina a
atender o trabalho escolar como um projeto com grande empreendimento que
envolve diversas etapas.
Ao elaborarmos o Projeto Político Pedagógico possibilitamos aos
professores e aos alunos a gestão democrática. Pois só assim podemos formar
o cidadão crítico, que atue de forma democrática na sociedade.
INTRODUÇÃO
Este documento tem como finalidade apresentar o Projeto Político
Pedagógico do Colégio Estadual do Campo Olavo Bilac, contendo ainda, as
linhas de ações, buscando atender às inovadoras políticas educacionais,
dentre elas, a ampliação de ensino obrigatório, o qual pode ser observado na
legislação educacional ao longo da história da educação brasileira, como uma
demanda da sociedade em virtude das transformações sociais, econômicas e
políticas.
A LDB nº 4024/61 estabeleceu quatro anos de escolaridade obrigatória,
que posteriormente foi ampliada para seis anos, por meio do acordo de Punta
Del Este e Santiago, de 1970. Em 1971, a LDB nº 5692 tornou obrigatório oito
anos de escolarização. A LDB nº 9394/96, embora mantivesse a
obrigatoriedade de oito anos, acenou para a possibilidade da ampliação para
nove anos. O Plano Nacional de Educação, de 2001, em sua meta 2, propõe a
implantação progressiva do Ensino Fundamental com nove anos de duração,
através da inclusão das crianças aos seis anos de idade.
Em 2005 foi promulgada a primeira Lei específica do Ensino
Fundamental de Nove anos, a lei nº 11.114/05, que altera o artigo 6º da LDB,
tornando obrigatória a matrícula aos seis anos de idade, e em 2006, a lei nº
11.274/06 que trata da duração do Ensino Fundamental, ampliando para nove
anos.
Diante da responsabilidade de elaborar normas para a implantação do
Ensino Fundamental de nove anos no Estado do Paraná, o Conselho Estadual
de Educação expediu a Deliberação 03/06 e na sequência foram publicadas
deliberações complementares (05/06; 02/07; 03/07) que normatizam o
processo de implantação nos anos iniciais do Ensino Fundamental.
Em 2011, o Conselho Estadual de Educação emite o Parecer 407/11,
que permite a implantação simultânea do Ensino Fundamental de nove anos,
nos anos finais, a partir de 2012. Em seguida a Secretaria de Estado de
Educação do Paraná, emite a Instrução nº 008/2011 – SUED/SEED, orientando
as Instituições de Ensino do Sistema Estadual de Ensino quanto à oferta do
Ensino Fundamental Anos Finais a partir de 2012. Dessa forma, houve a
necessidade de repensar a prática pedagógica e reelaborar o Projeto Político
Pedagógico.
De acordo com a LDB no seu artigo 12º, “todos os Estabelecimentos de
Ensino, respeitando as normas comuns e as de seus sistemas de ensino
incumbir-se-ão de elaborar e executar seu Projeto Político Pedagógico”
E conforme o artigo 13º, “os docentes participarão da elaboração”.
Em seu artigo 14º, “os sistemas de ensino definirão as normas da gestão
democrática do ensino pública da Educação Básica de acordo com suas
peculiaridades”.
Portanto, os integrantes do coletivo escolar: Direção, Equipe
Pedagógica, Professores, Funcionários, Pais e Alunos envolveram-se no
processo de elaboração do Projeto Político Pedagógico, que ocorreu ao longo
do ano letivo, em momentos diferenciados, através de estudos de textos,
discussões e análises. De forma coletiva, democrática e articulada.
Para a formação de um cidadão completo e atuante na nossa sociedade
há necessidade de uma reflexão e discussão permanente dos problemas
escolares e para isso o trabalho pedagógico necessita de uma organização e
efetiva atuação. A preocupação fundamental que deve nortear a ação dos
educadores realmente empenhados com a melhoria do ensino e com a
transformação social é a de lutar pela superação dos problemas que fazem
parte do seu cotidiano.
1 - MARCO SITUACIONAL
O Projeto Político Pedagógico do Colégio Estadual do Campo Olavo
Bilac – Ensino Fundamental e Médio surgiu da necessidade de reconstrução de
sua identidade, organização do trabalho pedagógico escolar e adequação a
novos paradigmas educacionais das disciplinas do Ensino Médio, bem como às
Diretrizes Curriculares Nacionais e Estaduais.
Nossa Instituição faz parte de uma sociedade que tem configuração
própria, interesses relevantes para esta comunidade eminentemente rural.
Nesse caso busca-se respeitar as características dos povos do campo e o seu
jeito peculiar de se relacionarem com a natureza, o trabalho na terra, a
organização das atividades produtivas, mediante mão de obra dos membros da
família, cultura e valores que enfatizam as relações familiares e de vizinhança,
que valorizam festas comunitárias e de celebração da colheita, o vínculo com
uma rotina de trabalho que nem sempre segue o relógio mecânico.
Dessa forma, os objetivos da Escola indicam que suas ações visam
tornar os alunos capazes de exercer sua cidadania, expressando suas
vontades, participando do processo social e político, exercendo direitos e
deveres num processo interativo no meio em que atuam, acima de tudo
respeitando o meio em que vivem.
Portanto, é importante e necessário que a escola favoreça ao aluno a
construção de conhecimentos que o permitam adotar atitudes de autonomia,
solidariedade, cooperação e respeito. O Colégio Estadual do Campo Olavo
Bilac - Ensino Fundamental Médio, situado no Distrito Ouro Verde do Piquiri,
enfrenta dificuldades, como evasão, repetência, falta de acompanhamento
familiar.
O corpo docente é formado por profissionais com graduação e
especialização na área em que atuam. O Secretario, o Agente Educacional II
têm formação superior e os Agentes Educacionais I têm Ensino Médio
completo. O quadro de funcionários é formado por QPM, QFEB e PSS com
contrato temporário.
Os alunos são oriundos de famílias de produtores rurais que trabalham
na produção agrícola, em regime de economia familiar, com o cultivo de
hortaliças, verduras, legumes e cereais.
Alguns são proprietários e outros recebem porcentagem do que é
produzido e comercializado. As famílias não têm renda fixa mensal e os
recursos são provenientes das vendas das mercadorias no período da safra. A
maioria tem residência própria.
Sendo a comunidade eminentemente rural, surge a necessidade da
Educação Ambiental, Lei 9.795/99, através do desenvolvimento da Agenda 21
escolar. Assim a escola chama a atenção para a necessidade do uso racional
de agrotóxicos, visando amenizar os problemas ambientais que causam o
desequilíbrio ambiental, cujo resultado pode ser percebido na redução da
cadeia alimentar, reservas florestais, poluição das nascentes e assoreamento
dos rios, erosão, entre outros.
Por ser uma Escola do Campo, em um distrito urbano que recebe alunos
da zona rural, envolvidos com atividades agrícolas e hortifrutigranjeiros os
mesmos chegam cansados devido ao trabalho realizado durante o dia.
Saliente-se acima de tudo o empenho dos alunos em estar dentro do ambiente
escolar, pode ser notado pela alegria com que adentram a escola e na
dedicação na realização das tarefas, acreditando ser a educação um agente
transformador e capaz de trabalhar com as diferenças explícitas, bem como as
peculiaridades dos alunos no espaço escolar para poder de fato formar o
cidadão para a vida, e promover a igualdade, o respeito e a valorização do
alunado.
1.1 - IDENTIFICAÇÃO DO ESTABELECIMENTO
Colégio: Colégio Estadual do Campo Olavo Bilac - Ensino Fundamental e
Médio.
Município: Corbélia
Dependência Administrativa: Estadual
NRE: Cascavel
Entidade Mantenedora: Governo do Estado do Paraná
Código: 0630-0450
Endereço: Distrito de Ouro Verde do Piquiri - Rua Travessa Diamante, nº 06 -
Centro
CEP: 85422-000
Bairro: Centro
Telefones: (45) 3261-1147
Site do Colégio: http://www.olavobilac.tk
http://www.cblolavobilac.seed.pr.gov.br
E-mail: ceolavobilac@nrecascavel.com
Distância do Estabelecimento até o NRE: 46 Km
1.2– CARACTERIZAÇÃO
Curso Assunto Identificação do
Ato
Data Ato Data DOE
REGIMENTO ESCOLAR Regimento Escolar RES -2585/ 1981 13/11/1981 02/06/1982
Alteração de
Denominação
RES -1760/ 1983 23/05/1983 24/06/1983
Reconhecimento RES -7320/ 1984 16/10/1984 25/10/1984
Regimento Escolar PAR -136/ 1995 22/11/1995
Alteração de
Denominação
RES -3120/ 1998 08/08/1998 11/09/1998
Regimento Escolar PAR -380/ 1998 23/12/1998
Regimento Escolar PAR -381/ 1998 23/12/1998
Regimento Escolar PAR -328/ 1998 23/12/1998
Regimento Escolar ATO -286/ 2002 16/12/2002
Adendo ao Regimento ATO -408/ 2005 06/06/2005
Regimento Escolar ATO -700/ 2007 20/12/2007
Alteração de
Denominação
RES -501/ 2008 11/02/2008 07/05/2008
Credenciamento
educação básica
RES -2968/ 2013 01/07/2013 19/07/2013
Alteração de
Denominação
RES -5705/ 2013 12/12/2013 02/01/2014
Adendo ao Regimento ATO -241/ 2015 06/11/2015
Regimento Escolar ATO -400/ 2015 21/12/2015
ENSINO MEDIO Autorização de
Funcionamento
RES -501/ 2008 11/02/2008 07/05/2008
Reconhecimento RES -2410/ 2011 08/06/2011 02/09/2011
Renovação de
Reconhecimento
RES -4434/ 2014 21/08/2014 22/09/2014
CURSO
FUNDAMENTAL 5/8
Renovação de
Reconhecimento
RES -1602/ 2009 13/05/2009 07/07/2009
CURSO
FUNDAMENTAL 6/9
ANOS
Renovação de
Reconhecimento
RES -1602/ 2009 13/05/2009 07/07/2009
Renovação de
Reconhecimento
RES -1062/ 2014 24/02/2014 28/03/2014
SALA
REC.S.IN.D.INTEL.TRA
N.F.E.
Autorização de
Funcionamento
RES -1684/ 2009 20/05/2009 23/07/2009
1.3 - ORGANIZAÇÃO DA INSTITUIÇÃO ESCOLAR
1.3.1 - Modalidade de Ensino
 Ensino Fundamental (6º a 9º Ano);
 Ensino Médio;
 Educação Especial – Sala de Recursos Multifuncionais;
 Atividades Complementares: Hora Treinamento, Futsal, Atletismo,
Língua Portuguesa;
 CELEM: Língua Espanhola – Básico;
 Turnos de Funcionamento: Matutino, Vespertino e Noturno
SALA
R.MULTIFUNCIONAIS-
S.FI.EM
Renovação Autorização
de Funcionamento
RES -545/ 2015 04/03/2015 17/03/2015
PROJOVEM CAMPO
SAB.TER.EF-FII
Autorização de
Funcionamento
RES -4410/ 2009 18/12/2009 24/12/2009
Renovação de
Reconhecimento
RES -525/ 2011 21/02/2011 18/05/2011
Retificação RES -787/ 2012 01/02/2012
1.4 - CELEM
Centro de Língua Estrangeira Moderna – Língua Espanhola, iniciado em
2011, com carga horária de 320h, distribuídas em 160h horas anuais, com dois
anos de duração.
A aprendizagem de Línguas é importante para o desenvolvimento
psicopedagógico do ser humano, bem como para compreensão de valores
sociais e aquisição de conhecimentos sobre outras culturas.
Nesse contexto, a oferta de ensino extracurricular, plurilinguista e
gratuita de Cursos Básicos e de Aprimoramento em LEM (Língua Estrangeira
Moderna), é destinada aos alunos da Rede Estadual de Educação Básica,
matriculados nos anos finais do Ensino Fundamental, no Ensino Médio,
Educação Profissional e Educação de Jovens e Adultos.
Esta oferta é estendida aos professores e funcionários que estejam no
efetivo exercício de suas funções em estabelecimentos de ensino na Rede
Pública Estadual de Educação Básica, SEED e NRE, num total de até 10% das
vagas sobre o número máximo de alunos por turma.
A comunidade poderá usufruir os cursos, num total de até 30% das
vagas sobre o número máximo de alunos por turma, desde que comprovada a
conclusão dos anos iniciais do Ensino Fundamental.
Ao final dos dois anos, os participantes recebem certificado de
conclusão emitido pela SEED- Secretaria de Estado da Educação.
Os objetivos do programa são:
 Tornar acessível ao aluno da escola pública à aquisição de outros
idiomas objetivando auxiliar a construção da cidadania inclusive a
globalizada;
 Viabilizar o acesso ao mercado de trabalho;
 Vislumbrar a aquisição de novos conhecimentos;
 Intermediar a aprendizagem do discente no tocante aos processos
comunicativos, gramaticais e interpretativos dos idiomas a partir de
atividades que explorem a conversação, a escrita e a leitura de diversos
tipos de textos;
 Abordar aspectos culturais de outros países.
Diante disso, o Colégio Estadual do Campo Olavo Bilac – EFM passou a
ofertar, a partir do ano de 2011, o curso básico de Língua Espanhola, devido a
sua procura ser grande, tanto por parte dos alunos regularmente matriculados,
quanto de membros da comunidade escolar. Entretanto, as matrículas.
Entretanto, os membros da comunidade escolar que iniciaram o curso
acabaram desistindo das aulas ao longo do ano, por conta do horário de oferta
ser no turno matutino, e também por conta da grande diferença de idade entre
eles e os alunos em idade escolar.
Neste ano, as aulas são ministradas da seguinte forma: 1º ano na
segunda-feira, das 08:10h às 11:40h e 2º ano na quarta-feira, das 08:10h às
11:40h. Eventualmente, por motivo de organização do calendário anual,
feriados e recessos, as aulas precisam ser repostas em datas previamente
agendadas, sempre com o aval da professora e dos alunos para evitar
prejuízos e cumprir com a carga horária exigida.
1.5 – ATIVIDADE CURRICULAR COMPLEMENTAR EM CONTRATURNO -
(ACCC) E AULAS ESPECIALIZADAS EM TREINAMENTO ESPORTIVO –
(AETE)
Com a necessidade de se ampliar tempos, espaços e oportunidades
educativas para os alunos da rede estadual de ensino, a Secretaria de Estado
da Educação instituiu o Programa de Atividade Complementar Curricular em
Contraturno. O objetivo é o empoderamento educacional dos sujeitos
envolvidos através do contato com os conhecimentos e os equipamentos
sociais e culturais existentes na escola ou no território em que ela está situada.
Esse programa constitui-se de atividades integradas ao Currículo
Escolar, que oportunizam a aprendizagem e visam ampliar a formação do
aluno. O atendimento do programa é para alunos que se encontram em
situação de vulnerabilidade social, bem como para as necessidades
socioeducacionais, considerando o contexto social descrito no Projeto Político
Pedagógico da Escola e o baixo IDEB.
A oferta das Atividades Complementares Curriculares em Contraturno foi
regulamentada na Resolução n.º 1.690/2011 e na Instrução n.º 007/2012-
SEED/SUED, e deve estar contemplada nos projetos político-pedagógicos,
garantindo desta forma a continuidade das atividades. Para tanto, é necessário
que a escola estabeleça critérios de avaliação das atividades complementares
ofertadas, observando os benefícios para a comunidade escolar.
As Atividades Complementares Curriculares em Contraturno estão
organizadas nas áreas do conhecimento, articuladas aos componentes
curriculares, nos seguintes Macrocampos: Aprofundamento da Aprendizagem,
Experimentação e Iniciação Científica, Cultura e Arte, Esporte e Lazer,
Tecnologias da Informação, da Comunicação e uso de Mídias, Meio Ambiente,
Direitos Humanos, Promoção da Saúde, Mundo do Trabalho e Geração de
Rendas.
Por meio desse programa, cada escola pode propor uma atividade de
ampliação de jornada por modalidade de ensino, cujo objetivo é:
 promover a melhoria da qualidade do ensino por meio da ampliação de
tempos, espaços e oportunidades educativas em contraturno, na escola
ou no território em que ela está situada, a fim de atender às
necessidades socioeducacionais dos alunos;
 ofertar atividades complementares ao currículo escolar vinculadas ao
Projeto Político Pedagógico da Escola, respondendo às demandas
educacionais e aos anseios da comunidade;
 possibilitar maior integração entre alunos, escola e comunidade,
democratizando o acesso ao conhecimento e aos bens culturais.
Atualmente oferta-se (01) uma turma, de Língua Portuguesa/Literatura em
contraturno, no período Matutino na sexta-feira, das 7:30h às 11:45h.
A oferta das Aulas Especializadas em Treinamento Esportivo – AETE
esta regulamentada pela Instrução Nº012/2014 – SUED, que orienta a oferta
de Atividades da Educação Integral em Jornada Ampliada, para as instituições
da rede pública estadual de ensino.
As Aulas Especializadas em Treinamento Esportivo – AETE tem por
objetivo desenvolver e identificar talentos esportivos no contexto da escola,
formar e organizar equipes esportivas e participar dos Jogos Escolares do
Paraná e outros eventos similares, promovidos pela Secretaria de Estado da
Educação e/ou comunidade.
Tem por objetivo:
 Possibilitar aos alunos da Rede Pública Estadual de Ensino o
acesso à prática esportiva nas diversas modalidades ofertadas,
visando o pleno desenvolvimento de suas habilidades específicas,
de acordo com sua idade;
 Promover a descoberta e desenvolvimento de talentos esportivos
no âmbito da escola;
 Possibilitar a formação de equipes competitivas para a
participação nos Jogos Escolares do Paraná e outros eventos
similares.
É fato que a prática de esportes beneficia as pessoas e até mesmo a
sociedade, pois reduz a probabilidade de aparecimento de doenças, contribui
para a formação física e psíquica dos sujeitos, além de desenvolver e melhorar
tais formações. É neste processo que o esporte mostra sua grande
contribuição à sociedade.
Logo, com base nas Diretrizes Curriculares para a Educação Básica do
Estado do Paraná e obedecendo aos critérios dispostos na Instrução nº
004/2011, emitida pela SUED/SEED, o Colégio Estadual do Campo Olavo Bilac
EFM passou a ofertar, a partir de 2012, treinamento esportivo na modalidade
vôlei e futsal.
A escolha por essa modalidade se deu através de pesquisa com os
alunos e disponibilidade de profissionais para assumirem o compromisso com a
atividade.
Os treinos acontecem no contraturno em que os alunos estão
matriculados: nas terças e quintas-feiras no período matutino, das 08:00h às
11:40h, sendo das 08:00 às 9:50h treinamento de futsal e das 10:00h às
11:40h treinamento de voleibol.
Os alunos que participam dessa atividade complementar curricular estão
regularmente matriculados no sistema SERE e frequentando as aulas.
1.6 - INSTÂNCIAS COLEGIADAS
1.6.1 - APMF
Associação de Pais, Mestres e Funcionários, e similares (pessoa jurídica
de direito privado), é um órgão de representação dos pais e profissionais do
estabelecimento, não tendo caráter político partidário, religioso, racial e nem
fins lucrativos, não sendo remunerados os seus Dirigentes e Conselheiros,
sendo constituído por prazo indeterminado.
Esse elo de ligação constante entre pais, professores e funcionários com
a comunidade, prima também pela busca de soluções equilibradas para os
problemas coletivos do cotidiano escolar, dando suporte à direção e à equipe,
visando o bem-estar e formação integral dos alunos.
Todos os envolvidos no processo são igualmente responsáveis pelo
sucesso da educação gratuita e com qualidade nas escolas públicas estaduais
do Paraná. As associações de pais, mestres e funcionários tiveram, até agosto
de 2008, o apoio e o acompanhamento da Secretaria de Estado da Educação,
por meio da Coordenação de Assuntos da Comunidade Escolar (Cace). Agora,
tal trabalho é realizado pela Coordenação de Gestão Escolar (CGE), que,
através dos trabalhos de capacitação que vem desenvolvendo, tem
conscientizado a comunidade sobre a importância de ir às escolas para
discutir, participar, colaborar e avaliar as decisões coletivas.
1.6.2 - CONSELHO DE CLASSE
É órgão colegiado de natureza consultiva e deliberativa em assuntos
didático-pedagógicos, fundamentado no Projeto Político Pedagógico da escola
e no Regimento Escolar.
É o momento em que professores, equipe pedagógica e direção se
reúnem para discutir, avaliar as ações educacionais e indicar alternativas que
busquem garantir a efetivação do processo de ensino e aprendizagem dos
estudantes.
O Conselho de Classe pode ser organizado em três momentos:
a) Pré-conselho: levantamento de dados do processo de ensino e
disponibilização aos conselheiros (professores) para análise
comparativa do desempenho dos estudantes, das observações, dos
encaminhamentos didático-metodológicos realizados e outros, de
forma a dar agilidade ao Conselho de Classe. É um espaço de
diagnóstico.
b) Conselho de Classe: momento em que todos os envolvidos no
processo se posicionam frente ao diagnóstico e definem em conjunto
as proposições que favoreçam a aprendizagem dos alunos.
c) Pós-conselho: momento em que as ações previstas no Conselho de
Classe são efetivadas.
As discussões e tomadas de decisões devem estar respaldadas em
critérios qualitativos como: os avanços obtidos pelo estudante na
aprendizagem, o trabalho realizado pelo professor para que o estudante
melhore a aprendizagem, a metodologia de trabalho utilizada pelo professor, o
desempenho do aluno em todas as disciplinas, o acompanhamento do aluno no
ano seguinte, as situações de inclusão, as questões estruturais, os critérios e
instrumentos de avaliação utilizados pelos docentes e outros.
Cabe à equipe pedagógica a organização, articulação e
acompanhamento de todo o processo do Conselho de Classe, bem como a
mediação das discussões que deverão favorecer o desenvolvimento das
práticas pedagógicas.
1.6.3 - CONSELHO ESCOLAR
Representação de todos os segmentos que compõem a comunidade
escolar, como: alunos, professores, pais ou responsáveis, funcionários,
pedagogos, diretores e comunidade externa.
Cada Conselho Escolar tem suas ações respaldadas através do seu
próprio Estatuto, que normatiza a quantidade de membros, formas de
convocação para as reuniões ordinárias e extraordinárias, como é realizado o
processo de renovação dos conselheiros, dentre outros assuntos que
competem a essa instância.
Neste sentido, cabe aos conselhos escolares:
 Deliberar sobre as normas internas e o funcionamento da escola;
 Participar da elaboração do Projeto Político-Pedagógico;
 Analisar e aprovar o Calendário Escolar no início de cada ano letivo;
 Analisar as questões encaminhadas pelos diversos segmentos da
escola, propondo sugestões;
 Acompanhar a execução das ações pedagógicas, administrativas e
financeiras da escola e;
 Mobilizar a comunidade escolar e local para a participação em
atividades em prol da melhoria da qualidade da educação, como prevê a
legislação.
1.6.4- GRÊMIO ESTUDANTIL
O grêmio é uma organização sem fins lucrativos que representa o
interesse dos estudantes e que tem fins cívicos, culturais, educacionais,
desportivos e sociais.
O grêmio é o órgão máximo de representação dos estudantes da escola.
Atuando nele, você defende seus direitos e interesses e aprende ética e
cidadania na prática.
A Secretaria de Estado da Educação entende que toda representação
estudantil deve ser estimulada, pois ela aponta um caminho para a
democratização da Escola. Por isso, o Grêmio nas Escolas públicas deve ser
estimulado pelos gestores da Escola, tendo em vista que ele é um apoio à
Direção numa gestão colegiada.
Os Grêmios Estudantis compõem uma das mais duradouras tradições
da nossa juventude. Pode-se afirmar que no Brasil, com o surgimento dos
grandes estabelecimentos de ensino secundário, nasceram também os
Grêmios Estudantis, que cumpriram sempre um importante papel na formação
e no desenvolvimento educacional, cultural e esportivo da nossa juventude,
organizando debates, apresentações teatrais, festivais de música, torneios
esportivos e outras festividades.
As atividades dos Grêmios Estudantis representam para muitos jovens
os primeiros passos na vida social, cultural e política. Assim, os Grêmios
contribuem, decisivamente, para a formação e o enriquecimento educacional
de grande parcela da nossa juventude.
Em muitas Escolas, contrariando as leis vigentes e correndo grandes
riscos, mantiveram as atividades dos Grêmios livres, que acabaram por se
tornar importantes núcleos democráticos de resistência à ditadura. Com a
redemocratização brasileira, as entidades estudantis voltaram a ser livres,
legais, ganhando reconhecimento de seu importante papel na formação da
nossa juventude. Em 1985, por ato do Poder Legislativo, o funcionamento dos
Grêmios Estudantis ficou assegurado pela Lei n. 7.398, como entidades
autônomas de representação dos estudantes.
1.7 - HISTÓRICO DA ESCOLA
Em 1958 surgiu a primeira escola na localidade de "Sr. Bom Jesus da
Lapa”, hoje Ouro Verde do Piquiri. Naquela época não havia escola desde o
Piquiri até a Penha. Com a emancipação do Município de Corbélia, os
moradores da comunidade conquistaram a sua primeira escola denominada
“Monteiro Lobato”.
No ano de 1967, a Escola passou a ser chamada “Casa Escolar Olavo
Bilac“ pelo decreto de criação nº 6.130 de 31/07/67, em homenagem ao
famoso poeta Olavo Bilac.
No ano de 1968, foi construída mais uma sala de aula, já que havia
somente duas salas e o número de alunos havia aumentado.
Nesse mesmo ano, a escola passou a ser estadual. No ano de 1970, foi
construído um prédio de alvenaria que foi inaugurado no dia 12/07/1970.
Em 1971 a escola passou a ser “Grupo Escolar Olavo Bilac”, pelo
decreto nº 1287 pelo diário oficial do dia 31/12/71, a partir do ano de 1980 os
alunos de 5ª e 6ª séries que era extensão do Ginásio Amâncio Moro passaram
a pertencer a este Grupo Escolar e no ano seguinte a 7ª e 8ª séries.
Neste mesmo ano o Grupo Escolar passou a se denominar Escola
Estadual Olavo Bilac pela Resolução nº 947 de 05/04/82.
No ano de 1967 foi nomeada pela portaria nº 5129 a Senhora Kimiko
Saito, formada em Pedagogia e Ciências ficando no cargo de diretora até ano
de 1982.
No ano de 1983, foi nomeada a Senhora Luiza Wogt Damazio formada
em História e Geografia ficando no cargo de Diretora até o ano de 1989.
No ano de 1990 foi nomeada novamente pela Resolução nº023/90 a
Senhora Kimiko Saito formada em Pedagogia e Ciências, ficando no cargo de
Diretora até o ano de 1996.
No ano de 1996 a Senhora Kimiko Saito passou o cargo de Diretora para
o Senhor Antonio Neves Costa, formado em História e Geografia, no cargo de
Diretor até o ano de 1999.
No ano de 2000, passa a exercer o cargo de Diretora a Senhora Darlene
Fernandes, sob a portaria 0551/00, formada em História e Geografia, no cargo
de Diretora até o ano de 2000.
No ano de 2001, o Senhor David Fachi, formado em Letras – Português
e Inglês, assume o cargo de Diretor, permanecendo nele até 2003, quando foi
então eleito para o biênio 2004/2005, reeleito em 2005 para o triênio
2006/2007/2008, e eleito novamente para o triênio de 2009/2010/2011, e
novamente em 2011 foi reeleito para o triênio de 2012/2013/2014. Em 2015
conforme resolução nº3373/2015 foi eleito o Sr. David Fachi para o quadriênio
2016/2019. A Lei nº 11.274, de 6 de fevereiro de 2006, alterou a redação dos
art. 29, 30, 32 e 87 da Lei nº 9.394,96 dispondo sobre a duração de 9 anos
para o Ensino Fundamental, com matrícula obrigatória a partir dos 6 anos de
idade. Assim, em conformidade com essa Lei, a partir do ano de 2012 a escola
deixa de ofertar da 5ª a 8ª série e passa a ofertar do 6º ao 9º ano do Ensino
Fundamental.
No ano de 2008 teve início a primeira turma de Ensino Médio e a partir
daí o estabelecimento passou a se chamar Colégio Estadual Olavo Bilac –
Ensino Fundamental e Médio, conforme a Resolução nº 501/08 publicada no
Diário Oficial do Estado no dia 07/05/08.
O estabelecimento está situado à Travessa Diamante, 06 no Distrito de
Ouro Verde do Piquiri, localizado à 22 quilômetros da sede do Município de
Corbélia, Estado do Paraná, e há 46 quilômetros do Núcleo Regional de
Educação de Cascavel.
No ano de 2009 foi implantada a Sala de Recursos Multifuncional,
através da Resolução 1684/09.
No ano de 2011 o Colégio Estadual Olavo Bilac passa a ofertar o curso
do CELEM, Ato Administrativo nº409/2010.
Além disso, a partir do ano de 2012 a escola também passou a ofertar
Atividades Curriculares Complementares no Contraturno, conforme segue:
Hora Treinamento: modalidade vôlei, e no macro-campo meio ambiente, a
escola oferta a atividade de horta e jardinagem.
No ano de 2013 o Colégio passou a ofertar Atividades Curriculares
Complementares em Contraturno conforme segue: Treinamento Especializado:
modalidade Futsal, Literatura, também neste mesmo ano a o Colégio foi
contemplado pelo Governo Federal para participação no projeto “Educando
com a Horta e a Gastronomia no Paraná”, o que contribuiu para a mudança do
perfil da instituição, a qual através da Resolução nº5705/13 passou a ser
chamada de Colégio Estadual do Campo Olavo Bilac - Ensino Fundamental e
Médio.
A referida escola é mantida pelo Governo do Estado e atende alunos
devidamente matriculados nos anos finais do Ensino Fundamental (6º ao 9º
ano) e Ensino Médio do (1º ao 3º ano), com matriz curricular e calendário
escolar anualmente aprovado pela Secretaria de Estado da Educação.
Nesse contexto, considerada uma das escolas mais antigas do
Município de Corbélia, o Colégio Estadual do Campo Olavo Bilac oferece no
período vespertino o Ensino Fundamental de 6ª ao 9ª ano; no período noturno
o Ensino Médio e no período matutino atende alunos na Sala de Recursos,
CELEM e Atividades Complementares de Contraturno.
1.8 - OBJETIVOS GERAIS
a) Possibilitar o acesso ao saber científico, elaborado historicamente
pela humanidade;
b) Proporcionar ao educando a formação necessária ao
desenvolvimento de suas possibilidades, preparando-os para o exercício
consciente da cidadania e a autorrealização;
c) Auxiliar o educando a tomar consciência da realidade em que vive,
para que nela atue de forma transformadora;
d) Propiciar a aquisição dos instrumentos para a organização e
socialização do conhecimento;
e) Fortalecer a solidariedade, a tolerância e o respeito às diferenças
culturais;
f) Saber utilizar diferentes fontes de informação e recursos tecnológicos
para construir o conhecimento científico;
g) Desenvolver o sentimento de confiança e respeito de si mesmo, em
suas capacidades afetiva, física, cognitiva, ética e social.
h) Respeitar à diversidade do campo em seus aspectos sociais,
culturais, ambientais, políticos, econômicos, de gênero, geracional e de raça e
etnia;
i) Viabilizar a permanência dos alunos respeitando suas características e
necessidades próprias do campo em seu espaço cultural, sem abrir mão de
sua pluralidade como fonte de conhecimento em diversas áreas em seu espaço
de origem;
j) Estimular a postura investigativa do professor a produzir material
pedagógico que atenda às especificidades dos sujeitos do campo;
k) Valorizar da identidade da escola e do homem do campo por meio de
projetos pedagógicos com conteúdos curriculares e metodologias diferenciadas
às reais necessidades dos alunos e da comunidade local.
De acordo com os princípios do art. 3º da LDB, Lei 9.394/96 que
estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, o ensino será
ministrado com base nos seguintes princípios:
I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;
II - liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o
pensamento, a arte e o saber;
III - pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas;
IV - respeito à liberdade e apreço à tolerância;
V - coexistência de instituições públicas e privadas de ensino;
VI - gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais;
VII - valorização do profissional da educação escolar;
VIII - gestão democrática do ensino público, na forma desta Lei e da
legislação dos sistemas de ensino;
IX - garantia de padrão de qualidade;
X - valorização da experiência extra-escolar;
XI - vinculação entre a educação escolar, o trabalho e as práticas
sociais.
XII - consideração com a diversidade étnico-racial. (Incluído pela Lei nº
12.796, de 2013).
1.8.1 – ASPECTOS LEGAIS
O conceito de desenvolvimento humano concentra-se no alargamento
das possibilidades de escolha e analisa todas as questões relativas a
sociedade, desde o crescimento econômico, passando por emprego, até
valores culturais, na perspectiva da pessoa humana. De acordo com essa
concepção, a educação não deve ser encarada apenas como um meio de
desenvolvimento, entre outros, mas como um dos elementos constitutivos e
uma das finalidades essenciais desse desenvolvimento.
Conforme Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental -
Parecer Nº: CEB 04/98, aprovado em 29/01/98.
I – as escolas deverão estabelecer, como norte de suas ações
pedagógicas:
a) os princípios éticos da autonomia, da responsabilidade, da
solidariedade e do respeito ao bem comum;
b) os princípios políticos dos direitos e deveres da cidadania, do
exercício da criatividade e do respeito à ordem democrática;
c) os Princípios Estéticos da Sensibilidade, da Criatividade, e da
Diversidade de Manifestações Artísticas e Culturais.
II – ao definir suas propostas pedagógicas, as escolas deverão explicitar
o reconhecimento da identidade pessoal dos alunos, professores e outros
profissionais e a identidade de cada unidade escolar e de seus respectivos
sistemas de ensino.
III – as escolas deverão reconhecer que as aprendizagens são
constituídas na interação entre os processos de conhecimento, linguagem e
efetivos, com consequência das relações entre as distintas identidades dos
vários participantes do contexto escolarizado, através de ações inter e intra –
subjetivas, as diversas experiências de vida dos alunos, professores e demais
participantes do ambiente escolar, expressas através de múltiplas formas de
dialogo, devem contribuir para a constituição de identidade de afirmativas,
persistentes e capazes de protagonizar ações solidárias e autônomas de
constituição de conhecimentos e valores indispensáveis à vida cidadã.
Conforme a LDB art. 32 O ensino fundamental, com duração mínima de
nove anos, é obrigatório e gratuito na escola pública, terá por objetivo a
formação básica do cidadão, mediante os seguintes objetivos:
I – o desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meios
básicos o pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo;
II – a compreensão do ambiente natural social, do sistema político, da
tecnologia, das artes e dos valores em que se fundamenta a sociedade;
III – o desenvolvimento da capacidade de aprendizagem, tendo em vista
a aquisição de conhecimentos e habilidades e a formação de atitudes e
valores;
IV – o fortalecimento dos vínculos de família, dos laços de solidariedade
humana e de tolerância recíproca em que se assenta a vida social;
§ 1º É facultado aos sistemas de ensino desdobrar o ensino fundamental
em ciclos.
§ 2º Os estabelecimentos que utilizam progressão regular por série
podem adotar no ensino fundamental o regime de progressão continuada, sem
prejuízo da avaliação do processo de ensino-aprendizagem, observadas as
normas do respectivo sistema de ensino.
§ 3º O ensino fundamental regular será ministrado em língua
portuguesa, assegurada às comunidades indígenas a utilização de suas
línguas maternas e processos próprios de aprendizagem.
§ 4º O ensino fundamental será presencial, sendo o ensino a distâncias
utilizado como complementação da aprendizagem ou em situações
emergenciais.
1.8.2 – ASPECTOS SOCIAIS
É importante compreender a função social da Escola, uma de nossas
instituições sociais mais antigas. Pode-se dizer que mudaram as formas de
convivência, os valores e os conhecimentos necessários às novas gerações,
mas não mudou o fato de que toda sociedade complexa possui uma instituição
própria, voltada para a socialização, transmissão e produção dos saberes
considerados necessários a determinado tempo e lugar.
O Colégio Estadual do Campo Olavo Bilac – Ensino Fundamental e
Médio apresenta–se como um espaço de convivência social, em que pessoas
cooperam, constroem suas identidades, preservam suas especialidades
culturais e respeitam o pluralismo.
Para isso, procura atender a necessidade de se planejar currículos
educacionais flexíveis que possam abranger seus variados tipos de alunado e
que possam, ao mesmo tempo, oferecer o mesmo conteúdo curricular, sem
perda da qualidade do ensino e da aprendizagem.
Nessa construção do conhecimento, procurará, conhecendo melhor os
alunos, elaborar novos projetos, redefinir objetivos, buscar conteúdos
significativos e novas formas de avaliar, que resultem em propostas
metodológicas inovadoras, dando condições para o desenvolvimento dos
processos de ensino-aprendizagem dos educandos.
Procurará garantir o acesso e a permanência do jovem na escola para
eliminar de vez, o analfabetismo, a exclusão social e a marginalidade. Lutará
para criar mecanismos de formação continuada aos professores, capacitando-
os para a educação inclusiva.
Para criar cultura, visará melhorar as condições físicas para a escola,
dotando-a de recursos didáticos e ampliando as possibilidades de uso das
tecnologias da comunicação e da informação.
Buscará estimular, de fato, o envolvimento e a participação democrática
e efetiva da comunidade e dos pais nas diferentes instâncias do sistema
educativo e, especialmente, criará mecanismos que favorecerão e seu
envolvimento no projeto educativo da escola.
Dentro dos princípios da escola inclusiva, entendida como aquela que,
além de acolher todas as crianças e jovens, garante uma dinâmica curricular
que contemple mudar o caráter discriminatório do fazer pedagógico, a partir
das necessidades dos alunos, o Colégio Estadual do Campo Olavo Bilac
procurará atender os objetivos da LDB.
1.8.3 - OBJETIVOS DA EDUCAÇÃO NO CAMPO
 Contribuir para o fortalecimento de uma efetiva Política Pública de
Educação do e no Campo no Estado do Paraná, tendo os Territórios
como espaços constituídos de debate e tendo as Diretrizes de Educação
do Campo como referência.
 Conhecer a origem e a concepção que identifica a Educação do Campo
para fortalecer o debate em torno de propostas político-pedagógicas das
escolas do campo, visualizando formas de articulação com as demais
políticas que possibilitem desenvolver esta concepção de Educação.
 Problematizar a relação Campo, Política Pública e Educação do Campo
de forma a ampliar o debate do direito à escolarização dos Sujeitos do
Campo, expressa nas Diretrizes Nacionais e Estaduais da Educação do
Campo, assegurando formas de implementação.
 Envolvimento e parcerias entre APMF (Associação de Pais, Mestres e
Funcionários), Conselho Escolar, sindicatos de trabalhadores e
trabalhadoras rurais, associações rurais e secretarias municipais e
estaduais.
 Valorização da história da trajetória das entidades sindicais que
defendam e lutam pela permanência do das famílias no campo.
 Valorização da cultura do campo.
 Ressignificação da dignidade dos sujeitos do campo.
 Valorização das diversas manifestações culturais dos sujeitos do campo.
 Priorizar, em todos os níveis de ensino, a implantação do ensino de
tempo integral/regime de alternância nas Escolas do Campo, com
adequação na estrutura física.
 Promover intercâmbio entre Escola do Campo e escola urbana (troca de
experiência da relação campo-cidade).
 Garantir no Projeto Político Pedagógico (PPP) e regimento escolar a
Educação do Campo em todas as escolas estaduais e municipais.
 Construir propostas que ressignifique e fortaleçam a identidade cultural
dos jovens do campo, abrindo espaços de debate e intensificando a
formação na perspectiva de possibilitar uma nova leitura de mundo,
tendo como ponto de partida a realidade de seus sujeitos, contemplando
as dimensões humanas e técnicas.
1.8.4 - OBJETIVOS DO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO
 Compreender a cidadania como participação social e política, assim,
como exercício de direitos e deveres políticos, civis e sociais,
adotando, no dia-a-dia, atitudes de solidariedade, cooperação e
repúdio às injustiças, respeitando o outro e exigindo para si o mesmo
direito.
 Posicionar-se de maneira crítica, responsável e construtiva nas
diferentes situações sociais, utilizando o diálogo como forma de
mediar conflitos e de tomar decisões coletivas.
 Conhecer e valorizar a pluralidade do patrimônio sócio-cultural
brasileiro, bem como aspectos sócio-culturais.
 Desenvolver o conhecimento ajustado de si mesmo e o sentimento
de confiança em suas capacidades efetivas, físicas, cognitivas,
éticas, de inter-relação pessoal e de inserção social, para agir com
perseverança na busca de conhecimento e no exercício da
cidadania.
 Saber utilizar diferentes fontes de informação e recursos tecnológicos
para adquirir e construir conhecimentos.
 Questionar a realidade formulando-se problemas e tratando de
resolvê-los, utilizando para isso o pensamento lógico, a criatividade,
a intuição, a capacidade de análise crítica, selecionando
procedimentos e verificando sua adequação.
Os objetivos do Ensino Médio são verticalizados, isto é, compete a esse
nível de ensino aprofundar e consolidar os conhecimentos adquiridos no nível
anterior, preparando o aluno para a continuação de sua aprendizagem.
1.9 - ESTÁGIO NÃO OBRIGATÓRIO
O estágio não obrigatório é uma atividade curricular desenvolvida pelo
estudante, de caráter opcional, prevista no projeto político pedagógico de cada
curso e que busca enriquecer a formação acadêmica. É ato educativo escolar
supervisionado, desenvolvido no ambiente de trabalho, que visa à preparação
para o trabalho produtivo de educandos que estejam frequentando o ensino
regular em instituições de educação superior, de educação profissional, de
ensino médio, da educação especial e dos anos finais do ensino fundamental,
na modalidade profissional da educação de jovens e adultos. O estágio visa ao
aprendizado de competências próprias da atividade profissional e à
contextualização curricular, objetivando o desenvolvimento do educando para a
vida cidadã e para o trabalho.
O estágio prevê que a carga horária do estágio não deve exceder a 06
(seis) horas diárias e 30 (trinta) horas semanais, no caso de estudantes do
ensino superior, da educação profissional de nível médio e do ensino médio
regular, e ainda, 04 (quatro) horas diárias e 20 (vinte) horas semanais, no caso
de estudantes de educação especial e dos anos finais do ensino fundamental,
na modalidade profissional de educação de jovens e adultos.
1.10 - PROPOSTA DE FORMAÇÃO CONTINUADA
A proposta de Formação Continuada acontece do âmbito de Estado,
oferecida pela Secretaria de Educação e Núcleo Regional de Educação através
das capacitações, grupos de estudos, simpósios, jornadas pedagógicas,
seminários regionais, Formação e ação e outros.
É ofertada também a Proposta de formação continuada aos funcionários
da escola, do setor administrativo e serviços gerais.
O Colégio realiza com os professores estudos dirigido de textos, visando
a construção da identidade da escola e o desenvolvimento teórico, à
implementação prática.
1.11 - PROPOSTA DA ORGANIZAÇÃO DA HORA ATIVIDADE
Neste Estabelecimento de Ensino a Hora Atividade é realizada
individualmente, respeitando o horário normal de aulas. Ela é destinada a todos
os professores e deverá ser cumprida a carga horária em atividades
relacionadas a docência para que o professor possa preparar aula, correção de
trabalhos e avaliações, atendimento aos pais, atividades de estudo e outras
correlatas a sua função.
A escola tem pretensão que a hora atividade dos professores seja
realizada por disciplina conforme Instrução 08/2015 SEED/SUED para o melhor
aproveitamento de estudo do professor. Porém, isso ainda não foi possível em
função da distribuição das aulas para os profissionais que não tem padrão
físico na escola.
A Equipe Pedagógica aproveita esse momento para sugerir, orientar
possíveis soluções às necessidades dos professores e dos educandos, através
de textos dirigidos, reflexões e discussão. Procura-se fazer a elaboração de
ações pedagógicas bimestrais, compartilhar experiências a fim de melhorar as
ações pedagógicas com o registro de todas as informações.
Esse é um momento para o professor planejar suas aulas, fazer
correção das atividades realizadas pelos seus alunos e pesquisar sobre os
conteúdos propostos.
1.11.1 – CRONOGRAMA
TEMAS AÇÕES CRONOGRAMA
OBJETIVOS
GERAIS
 Promover a atuação conjunta dos profissionais da escola
nos diferentes turnos.
Durante todo o
ano letivo
 Desenvolver ações coletivas no sentido de superação
dos problemas.
Durante todo o
ano letivo
 Garantir uma educação de qualidade, como um direito
inalienável do educando.
Durante todo o
ano letivo
 Promover o diálogo aberto escola-família na solução dos
problemas com vistas as sugestões no intercâmbio das
relações.
Bimestral
 Contribuir para uma ação articulada de todos os
envolvidos com a realidade da escola.
Durante todo o
ano letivo
 Acompanhar o processo de ensino-aprendizagem
atuando junto ao corpo docente, alunos e pais no sentido
de analisar os resultados da aprendizagem com vistas a
sua melhoria.
Bimestral
OBJETIVOS
ESPECÍFICOS
ESCOLA
 Construção e implementação do Projeto Político
Pedagógico.
Durante todo o
ano letivo
 Organização do Trabalho Pedagógico no coletivo da
escola:
- Espaço e tempo Escolar;
- Organização Prática Pedagógica.
Durante todo o
ano letivo
 Organizar turmas, calendário letivo, distribuição das
aulas e disciplinas, horário semanal de aulas, disciplinas
Início do Ano
Letivo
e recreio.
 Planejar e organizar espaços e tempos da escola para
projetos de recuperação de estudos.
Bimestral
 Organizar a hora atividade do professor para estudo,
planejamento e reflexão do processo de ensino e
aprendizagem.
Início do Ano
Letivo e
Bimestral
 Implementar a proposta curricular da escola de acordo
com as políticas educacionais da SEED/PR e com as
Diretrizes Curriculares Nacionais e Diretrizes
Curriculares Estaduais.
Durante todo o
ano letivo
CORPO
DOCENTE
 Subsidiar o corpo docente na elaboração e
implementação do Plano de Trabalho Docente, propondo
alternativas metodológicas a partir de reflexões coletivas.
Durante todo o
ano letivo
 Promover encontros e reuniões com temas relevantes
identificados a partir da observação e análise da
realidade escolar que efetivem a proposta pedagógica da
escola - reunião pedagógica.
Bimestral
 Estimular o uso dos recursos tecnológicos disponíveis na
escola.
Durante todo o
ano letivo
 Auxiliar os professores na escolha e utilização dos
procedimentos e recursos didáticos que melhor atendam
os objetivos propostos.
Durante todo o
ano letivo
 Monitoramento das Atividades Práticas de Laboratório. Durante todo o
ano letivo
 Apoiar e subsidiar a elaboração e implementação de
projetos desenvolvidos.
Durante todo o
ano letivo
 Analisar e refletir sobre o sistema de avaliação
promovendo ações de melhoria no processo ensino
aprendizagem.
Bimestral
 Identificar as dificuldades dos alunos e buscar soluções
conjuntas para os mesmos.
Durante todo o
ano letivo
 Auxiliar o professor no uso dos materiais de apoio
pedagógico.
Durante todo o
ano letivo
 Elaborar um conselho de classe que forneça dados e
informações relevantes no processo de ensino e
aprendizagem, bem como colher dados e informações
significativas que subsidiem o trabalho com o aluno.
Bimestral
 Acompanhar os professores da Sala de Recursos, dando
suporte ao mesmo.
Durante todo o
ano letivo
ALUNOS  Proporcionar meios de interação com as tecnologias
existentes na escola.
Durante todo o
ano letivo
 Colher dados e pesquisas que auxiliem o trabalho junto
ao aluno.
Durante todo o
ano letivo
 Acompanhar e apoiar os alunos no desenvolvimento de
projetos e ações educativas.
Durante todo o
ano letivo
 Observar de forma sistemática e assistemática o
desempenho do aluno, com a finalidade de agir de forma
preventiva.
Durante todo o
ano letivo
 Prevenção e acompanhamento da evasão escolar. Durante todo o
ano letivo
 Promover dinâmicas de grupo para socialização e
desenvolvimento de valores.
Bimestral
 Acompanhar o rendimento escolar com vistas à sua
melhoria e registrar em fichas próprias o desempenho da
turma e individual, bem como comportamentos
inadequados, tendo como premissa reverter os casos de
baixo rendimento e analisar e promover a integração do
aluno.
Bimestral e
Semestral
 Proporcionar momentos de reflexões que melhorem o
relacionamento aluno-aluno e aluno-professor e propiciar
condições de acesso e permanência na escola.
Bimestral
 Palestra de incentivo aos estudos. Semestral
 Atendimento a alunos com dificuldades de
aprendizagem, com a sua inclusão no processo
educativo.
Durante todo o
ano letivo
 Recuperação paralela. Durante todo o
ano letivo
 Acompanhar e garantir o desenvolvimento na Sala de
Recursos.
Durante todo o
ano letivo
FAMÍLIA  Promover palestras e encontros com temas de interesse
educativo.
Bimestral
 Apresentar á comunidade escolar do Projeto Político
Pedagógico, reformulado bem como os projetos a serem
realizados no decorrer do ano letivo.
Semestral
 Realizar bimestralmente reuniões junto aos pais, para
análise e discussões dos resultados, na busca de novas
propostas para a melhoria da aprendizagem.
Bimestral
 Buscar sempre parcerias entre a escola e comunidade
nos projetos e ações desenvolvidos pela escola.
Durante todo o
ano letivo
 Orientar a família sobre os procedimentos dos pais na
melhoria do rendimento escolar do aluno.
Bimestral
 Informar sobre a freqüência e o rendimento escolar, bem
como analisar os dados com vistas à sua melhoria.
Bimestral
 Promover ações culturais que aproximem a família da
escola.
Durante todo o
ano letivo
 Estimular o diálogo aberto na solução de problemas,
com vistas a sugestões no intercambio das relações.
Durante todo o
ano letivo
 Colher dados e pesquisas para melhoria e
aprofundamento de questões relativas ao processo
ensino aprendizagem.
Bimestral
METODOLOGI
AS
 Reuniões Pedagógicas previstas no calendário para
estudo e reflexões com os temas: Diretrizes curriculares,
avaliação, metodologias, etc.
Bimestral
 Reunião quinzenal entre a equipe pedagógica. Quinzenal
 Conselho de Classe. Bimestral
 Acompanhamento da hora atividade Durante todo o
ano letivo
 Parada pedagógica (para tratar temas emergenciais). Bimestral
 Elaboração de gráficos do rendimento escolar. Bimestral
 Reunião de pais por bimestre com enfoque na melhoria
do rendimento escolar.
Bimestral
 Palestra para pais com o tema: “O papel da família na
aprendizagem do aluno”.
Semestral
 Palestra com toda a comunidade escolar - família,
professores, funcionários da secretaria e de serviços
gerais.
Semestral
 Atendimento e entrevistas com alunos e pais sempre que
necessário.
Durante todo o
ano letivo
 Observação sistemática e assistemática de atitudes e
comportamento dos alunos para as intervenções
necessárias.
Durante todo o
ano letivo
 Encontros periódicos com os professores da Sala
Recursos para avaliação e consequente melhoria das
atividades.
Durante todo o
ano letivo
AVALIAÇÃO  A avaliação consiste num trabalho progressivo e
cooperativo entre a direção, equipe pedagógica e corpo
docente, integrados nos problemas que interferem no
processo ensino-aprendizagem, para dar-lhes solução
adequada. Esta avaliação contínua e progressiva será
feita através de uma analise do plano elaborado, para
verificar se os objetivos foram alcançados, observações
diretas e indiretas de todas as atividades desenvolvidas,
visitas, conversas, reflexões e conclusão dos dados
coletados.
Durante todo o
ano letivo
 O alcance dos objetivos deste plano, a melhoria do
processo ensino-aprendizagem e o processo dos alunos
não dependem somente da atuação do coordenador
pedagógico, mas também, do apoio da direção da
escola, da aceitação e esmero dos professores, do
desempenho dos demais funcionários, do
estabelecimento e a parceria e comprometimento da
família.
Durante todo o
ano letivo
1.12 – CARACTERIZAÇÃO DA COMUNIDADE
A Sociedade Brasileira, tanto a nível nacional como estadual passa por
momentos de transformações que marcam por competições e injustiças com
grande diversidade, onde o capitalismo predomina e a exclusão social se faz
presente deixando de lado muitos seres humanos que almejam alcançar seus
objetivos, mas são barrados pela corrupção, violência, má distribuição de
renda, falta de moradia e de emprego.
O município de Corbélia está localizado a oeste do Estado do Paraná a
28 km do município de Cascavel onde se encontra o Núcleo Regional de
Educação. Sua população é de aproximadamente 16.312 habitantes segundo
censo de 2010, sendo pouco mais de 2.337 pessoas vivem na área rural. O
índice de desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) é de 0,738.
O município tem grande contingente populacional de crianças e
adolescentes estes chegam a ser 31,5% da população.
Dessa maneira, 2,6% da população economicamente ativa não
apresentam rendimentos e somente 0,9% apresentam rendimentos acima de
10 salários mínimos.
Corbélia era um município eminentemente agrícola, a partir da década
de 90 o município começou a desenhar novo perfil econômico no setor de
serviços e indústria.
Fonte: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e
Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA.
A realidade da escola que tem como objetivo transformar a realidade
muitas vezes se sente incapaz de solucionar os problemas, mas assim mesmo
ela é conscientizadora e procura uma maneira de articular o processo de
mudança para que sua clientela lute por um mundo melhor em prol da justiça,
igualdade e direito a todos e acima de tudo pelo humanístico e sejam cidadãos
críticos de forma positiva.
O Colégio Estadual do Campo Olavo Bilac - EFM trabalha com o
aprofundamento e intensificação das relações com a comunidade, promovendo
a integração dos diversos espaços educacionais, tendo como objetivo criar
ambientes culturais diversificados que contribuam para o conhecimento e para
a aprendizagem da vida em comunidade e sendo o corpo docente e discente
desta escola parte de um país multi-étnico e pluricultural, faz-se necessário
garantir-lhes o direito de aprender e ampliar conhecimentos, sem serem este
estabelecimento de Ensino, ao tomar para si o objetivo de formar sujeitos na
sociedade, buscará eleger, como objeto de ensino, conteúdos científicos
historicamente sistematizados pela humanidade.
1.13 – CARACTERIZAÇÃO DOS ESTUDANTES
Os alunos apresentam características bem diversificadas, alguns
demonstram bastante interesse e dedicação no cumprimento das
responsabilidades escolares, no entanto uma pequena parcela apresenta
dificuldades em respeitar regras, tal dificuldade interfere diretamente no
desenvolvimento escolar. É importante também a quantidade de alunos que
apresentam dificuldade de aprendizagem, alguns já estão avaliados, tem laudo
médico e frequentam Sala de Recursos, outros estão em processo de
avaliação.
Feito o levantamento de dados dos alunos do Ensino Fundamental desta
escola, contatou-se que a maioria dos educandos moram com pai e mãe, ou
seja, 61%, moram com somente com a mãe, ou com o pai, ou com os avós
39%, 100% são solteiros, 65% consideram-se de cor parda, 25% branca e 10%
preta. Feito o levantamento de dados dos alunos do Ensino Médio desta
escola, contatou-se que a maioria dos educandos moram com pai e mãe, ou
seja, 94%, moram com somente com a mãe ou com o pai ou com os avós 6%,
96% são solteiros, 48% consideram-se de cor parda, 48% branca e 4% preta.
Em relação às características dos alunos, a primeira questão revela
que 42% dos alunos matriculados são meninas, e 58% são meninos.
A religião predominante na comunidade é a católica, tendo 85% dos
alunos se manifestado católicos, enquanto apenas 15% se dizem evangélicos.
Em relação à naturalidade, observamos que 65% dos alunos nasceram
em municípios da região. Isso se deve ao fato de a escola ser localizada em
um distrito rural, que não conta com hospital. E também, por conta de uma
praça de pedágio, que divide a sede do município e o distrito, obrigando muitos
moradores dessa localidade a se dirigem (frequentarem) outras cidades
vizinhas.
Apesar disso, 8,82% dos alunos são naturais do município e sempre
moraram nele e 2,94% também são naturais, mas já moraram em outras
localidades.
Do total de alunos matriculados no Colégio Estadual do Campo Olavo
Bilac – EFM, 97% disseram que seus pais sabem ler e escrever, 2% disseram
que apenas um deles (pai ou mãe) sabe ler e escrever e 1% afirmou ter o pai
e/ou a mãe analfabetos.
Os dados a seguir nos revelam que, em relação à escolaridade dos
pais 28% estudaram apenas as séries iniciais do ensino fundamental (1ª a 4ª
série), 18% estudaram até as séries finais (5ª a 8ª), 35% chegaram ao ensino
médio e 4% tem curso superior concluído. Em relação à escolaridade das
mães, 19% estudaram só as séries iniciais do ensino fundamental, 37%
estudaram as séries finais (6º ao 9º ano), 25% concluíram o ensino médio, 6%
concluíram curso superior e 6% das mães tem curso de pós-graduação.
Sobre as características dos domicílios, conforme os dados
apresentados acima, 18% dos alunos moram com até três pessoas, 80%
residem em domicílios com até seis pessoas e 2% moram com mais de seis
pessoas.
65% dos alunos afirmaram morar em domicílios próprios, já pagos, 7%
disseram estar pagando o domicílio próprio, 10% afirmaram pagar aluguel e
outros 18% afirmaram morar em casas cedidas pelos patrões de seus pais, em
sítios, chácaras e fazendas.
Ao questionar quantos cômodos compõem suas residências, 8% dos
alunos disseram ter até três cômodos, 30% disseram ter entre quatro e seis
cômodos em seus lares, e 62% afirmaram ter mais de seis cômodos.
Sobre o material predominante nas paredes, 60% afirmaram ser de
alvenaria com revestimento, 8% alvenaria sem revestimento, 31% disseram
que as paredes são de madeira e 1 % afirmaram ser de outro material.
Todos os alunos (100%) afirmaram ter energia elétrica em suas
residências e apenas 98% disseram ter água encanada.
Em relação ao lixo dos domicílios, 68% disseram ser coletados
diretamente por serviço de limpeza, 6% disseram ser colocado em caçamba de
serviço de limpeza, 24% afirmaram que o lixo é queimado e 2% disseram o lixo
em seu domicílio é enterrado na propriedade.
Conforme esses dados, podemos perceber que a maioria das famílias
sabe o destino correto do lixo, deixando de poluir o meio ambiente por conta
disso.
Sobre os equipamentos elétricos e utensílios domésticos, 97% disseram
ter televisão, rádio e geladeira, 93% afirmaram ter máquina de lavar, 96%
disseram ter telefone celular e 8% disseram ter telefone fixo, 51% afirmou ter
computador e 49% disseram ter computador com acesso à internet.
Quanto ao emprego das pessoas com quem os alunos entrevistados
residem, 52% afirmaram que apenas um tem emprego e 48% disseram que
todos tem emprego.
Assim, 36% afirmaram que apenas uma pessoa ajuda a compor a renda
familiar, 48% disseram que são duas pessoas, 12% afirmaram que são até três
pessoas e 4% disseram ser mais de três pessoas que contribuem com a renda
familiar.
Nesse contexto ainda, 22% dos alunos revelou que a renda familiar é de
até R$ 600,00, 13% até R$ 1500,00, 45% afirmaram ter renda até R$ 2700,00
e 20% disseram que a renda familiar mensal é superior a R$ 3000,00.
Após análise dos dados coletados e também de acordo com as
informações prestadas no ato da matrícula, podemos concluir que a maioria
dos pais dos nossos alunos mora junto com os filhos e um grande percentual
tem outras pessoas morando com a família.
As famílias, na sua maioria, são formadas em média por quatro pessoas.
Assim, a renda mensal gira em torno de três a quatro salários mínimos, o que
mostra um nível econômico razoável.
Como já mencionado anteriormente, a maioria dos pais de nossos
alunos trabalham com a agricultura e alguns na Copacol e Coopavel –
Cooperativa do município vizinho de Cafelândia e Cascavel. As mães cuidam
do lar, porém há um número significativo de empregadas domésticas e
trabalhadoras da Copacol e Coopavel.
Temos 65% de famílias onde pelo menos uma pessoa trabalha com a
agricultura, porém nem todas moram na zona rural. Quase metade deste
percentual mora no Distrito de Ouro Verde do Piquiri. Esta constatação indica a
necessidade de ofertarmos a Educação do Campo, tema este que já está
inserido nos planejamentos didático-pedagógicos de todas as disciplinas do
Ensino Fundamental e também nas Atividades Curriculares Complementares
no Contraturno, no macro-campo Meio Ambiente.
O grau de escolaridade de nossos pais centra-se no ensino fundamental,
motivo este que faz com que a grande maioria esteja consciente da importância
da escola para o desenvolvimento dos filhos no futuro. Diante disso, podemos
afirmar que a participação das famílias no cotidiano escolar é relativamente
alto.
Como em sua localidade, o setor de atividade econômica que se destaca
é o setor primário, a maioria dos pais trabalha na agricultura, como produtor
rural, trabalhadores volantes e assalariados.
O índice de reprovação e evasão é consideravelmente baixo, graças o
trabalho feito junto à comunidade de incentivo e valorização a qualidade do
ensino oferecido.
Todos os setenta e cinco alunos atualmente matriculados no Ensino
Fundamental e Médio em nosso estabelecimento são interessados, criativos,
se comprometem com o aprendizado e com a boa convivência entre os
profissionais da escola.
A escola, dentro das condições possíveis, oferece aos alunos estrutura
física adequada. No entanto, no que diz respeito a livros para leitura, pesquisa,
material didático e pedagógico o acervo é bastante limitado.
O índice de reprovação e evasão nos últimos dois anos foi nulo. Há,
porém, um número significativo de alunos que solicitam transferência, por
mudança de endereço. Os pais procuram emprego em outros lugares, devido à
falta de oportunidade de emprego na comunidade, e os filhos precisam os
acompanhar até o novo local de moradia.
Há matrícula de alunos com necessidades especiais (físicas ou
mentais), com distúrbios de aprendizagem, deficiência.
1.14 – CARACTERIZAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DA INSTITUIÇÃO
O corpo docente e administrativo da escola são profissionais com
formação e especialização, estão frequentemente se aperfeiçoando com
formação continuada.
Superando as dificuldades encontradas, todos os profissionais da
educação da escola, trabalham juntos, somando as qualidades trazidas por
cada um, dedicando-as na construção do conhecimento.
NOME FUNÇÃO E.F. E.M. ACCC VINC. FORMAÇÃO
Alessandra Cassanelli Professora X REPR Letras/Inglês
Alessandro Professora X REPR Física
Angela Maria Hotz
Follmann
Professora X QPM Biologia
Cláudia Drzenicki Martins Professora X REPR História
Cleci Maria Sachet Professora X X QPM Letras/Inglês
Diene Bontempo Garcia Pedagoga X REPR Pedagogia
Edimara Zanatta Professora X QPM Ped./Filosofia
Edson Cleyton Hasper Pedagogo X QPM Pedagogia
Fernando Mateus da
Silveira
Professor X QPM Química
Ivana Salete C. Bassani Professora X X REPR Biologia
Izaias Salvador Professor X REPR Sociologia
Jéssica Fernanda dos
Santos
Professora X X X QPM Educ. Física
Jocielly Marques de Oliveira
Citon Rozzi
Professora X QPM Letras/Espanh
ol
José do Carmo Marcelino Professor X X QPM Matemática
Luana Bontempo Professora X X REPR Matemática
Nadia Machke Professora X QPM Letras/Inglês
Mylena Miryan Konrad Professora X REPR Letras/Espanh
ol
Paulo Braz de Oliveira Professor X X QPM Arte
Rafael Rodrigues Leite Professor X QPM Educ. Física
Romildo Moraes da Cruz Pedagogo X REPR Pedagogia
Suzana Heringer da Silva Professora X X QPM Geografia
Zilda Amaro da Silva Souza Professora X X QPM Pedagogia
1.15 - SALA DE RECURSOS MULTIFUNCIONAL TIPO I
Além do trabalho na sala de aula regular, os alunos com necessidades
educacionais especiais são atendidos na Sala de Recursos Multifuncionais
Tipo I, cuja programação observa as áreas do desenvolvimento (cognitiva,
motora, socioafetiva-emocional) de forma a subsidiar os conceitos e conteúdos
defasados no processo de aprendizagem, para atingir o currículo da sala de
aula regular. Os conteúdos pedagógicos das séries iniciais são trabalhados
com metodologia e estratégias diferenciadas.
Os alunos que são atendidos apresentam problemas de aprendizagem
significativos, distúrbios de aprendizagem e deficiência intelectual. O horário de
atendimento ocorre em período de contraturno ao que o aluno está matriculado
e frequentando a sala de aula regular. O atendimento é feito individualmente ou
em grupo, conforme as necessidades individuais, por intermédio de
cronograma feito pelo professor da Sala de Recursos junto com a Equipe
Pedagógica, sendo o horário de duas a quatro vezes por semana, não
ultrapassando duas horas diárias.
Nesta Instituição de Ensino os alunos atendidos são os que apresentam
necessidades educacionais especiais com os seguintes transtornos:
F83: Transtorno Específico Misto do Desenvolvimento;
F80.9: Transtorno do Desenvolvimento da Fala e Linguagem;
F81.0: Transtorno Específico de Leitura;
F81.2: Transtorno Específico de Habilidades Aritméticos;
F81: Transtorno Específico do Desenvolvimento das Habilidades
Escolares;
1.15.1 - ESTRATÉGIAS DE APOIO PARA SALA DE RECURSOS
MULTIFUNCIONAIS TIPO I
Segundo Lara Gonçalves, 2010 “A Escola inclusiva é um tipo de
comunidade educativa cujas práticas respondem à diversidade dos seus
alunos, atendendo às necessidades emocionais, acadêmicas e sociais que
manifestam na escola. Toda escola que deseje seguir uma política de
Educação Inclusiva terá de desenvolver políticas, práticas e culturas que
respeitem a diferença e a contribuição ativa de cada aluno para a construção
de um conhecimento partilhado. Procura por esse meio alcançar, sem
discriminação, a qualidade acadêmica e contexto sociocultural de todos os
alunos”.
A educação inclusiva só existe se forem introduzidas nas salas de aula
estratégias e práticas diferentes daquelas que tradicionalmente se praticam
(Sanches, 2005). Estas dependem largamente da atitude, conhecimento,
habilidades e capacidades dos professores para inovarem e criarem contextos
para um ensino que vá de encontro às necessidades e potenciais dos seus
alunos. Entre as estratégias utilizadas podemos destacar as seguintes:
 Atuar de forma colaborativa com professor da classe comum para a
definição de estratégias pedagógicas que favoreçam o acesso do aluno
com necessidades educacionais especiais ao currículo e a sua interação
no grupo.
 Promover as condições para a inclusão dos alunos com necessidades
educacionais especiais em todas as atividades da escola.
 Orientar as famílias para o seu envolvimento e a sua participação no
processo educacional.
 Informar a comunidade escolar acerca da legislação e normas
educacionais vigentes que asseguram a inclusão educacional.
 Participar do processo de identificação e tomada de decisões acerca do
atendimento às necessidades educacionais especiais dos alunos.
 Preparar materiais específicos para o uso dos alunos na sala de
recursos.
 Orientar a elaboração de materiais didático-pedagógicos que possam
ser utilizados pelos alunos nas classes comuns do ensino regular.
1.16 - ORGANIZAÇÃO DO ESPAÇO FÍSICO
O colégio Estadual do Campo Olavo Bilac, possui o seguinte espaço físico:
AMBIENTES USO ÁREA
03 Salas de Aula X 48m2
02 Salas de Aula X 39m2
01 Sala de Recursos Mult. Tipo I X 16m2
01 Laboratório de Informática X 34m2
01 Sala de Professores X 49m2
01 Secretaria X 30m2
01 Biblioteca X 34m2
01 Sala de Direção X 15m2
01 Coordenação Pedagógica X 9m2
01 Banheiros (Professores/funcionários) X 3m2
01 Banheiro (Alunos Masculino) X 21m2
01 Banheiro (Alunos Feminino) X 21m2
01 Quadra Coberta X 690m2
01 Cozinha X 20m2
01 Almoxarifado Alimentos X 7m2
01 Almoxarifado Educação Física X 16m2
01 Almoxarifado Limpeza X 10m2
01 Lavanderia X 10m2
Pátio Coberto/Refeitório X 130m2
Dentre todas as melhorias já efetuadas nesta Instituição de Ensino ao
longo dos anos ainda nos faltam alguns ambientes, os quais poderiam
melhorar ainda mais a qualidade de ensino prestada a nossos alunos e
comunidade em geral.
Dentre os ambientes que ainda nos faltam ou que precisam ser
readequados, podemos destacar os seguintes:
 Sala para Coordenação Adequada;
 Biblioteca;
 Almoxarifado;
 Laboratório de Ciências Biológicas, Física e Química;
 Sala para Hora Atividade
 Adequação/Acessibilidade;
 Refeitório;
 Depósito para Merenda Adequado;
 Sala para reuniões com Pais;
 Sala de Apoio Pedagógico;
 Auditório.
Esta Instituição de Ensino apresenta problemas em seu espaço físico
porque alguns ambientes são inadequados, pois a escola funciona em um
prédio antigo que já não mais atende a demanda existente na comunidade,
sendo necessária a adequação, ampliação e reforma dos espaços existentes.
As aulas práticas em Laboratório de Ciências Físicas Químicas e
Biológicas acontecem na sala de aula ou em local improvisado conforme
organização feita pelo professor da área, pois a escola dispõe de materiais e
equipamentos, porém não possui um espaço específico para que as aulas
aconteçam a contento.
A Biblioteca desta Instituição é pequena e está localizado em uma sala
de aula sendo que, o acervo da mesma é utilizado somente em sala de aula ou
quando solicitado pelo aluno faz-se o empréstimo de outras obras literárias
como romance, poesias, literatura infanto juvenil entre outros.
1.17 - OFERTAS DE CURSOS
DISTRIBUIÇÃO DAS TURMAS
ANO Nº
ALUNOS
DIAS
SEMANA
HORÁRIO
6º E.F. 24 2ª à 6ª 13:00 às 17:10
7º E.F. 22 2ª à 6ª 13:00 às 17:10
8º E.F. 17 2ª à 6ª 13:00 às 17:10
9º E.F. 17 2ª à 6ª 13:00 às 17:10
1º E.M. 12 2ª à 6ª 19:00 às 23:00
2º E.M. 17 2ª à 6ª 19:00 às 23:00
3º E.M. 13 2ª à 6ª 19:00 às 23:00
1º CELEM/Língua Espanhola 19 2ª 8:10 às 11:45
2º CELEM/Língua Espanhola 16 4ª 8:10 às 11:45
Hora Treinamento – Atletismo 25 3ª e 5ª 08:00 às 09:40
Hora Treinamento – Futsal 24 3ª e 5ª 10:00 às 11:40
Atendimento/Sala de Recurso 24 2ª, 3ª, 5ª e 6ª 07:30 às 11:45
1.18 - CRITÉRIOS DE ORGANIZAÇÃO DAS TURMAS
Essa escola esteve organizada por série (até 2011) e a partir de 2012 a
organização passou a ser feita por ano e série.
1.19 - ENSINO FUNDAMENTAL DE NOVE ANOS
A Superintendência da Educação, no uso de suas atribuições e
considerando:
- A Lei Federal nº. 9394/96, que institui as Diretrizes e Bases da
Educação Nacional;
- A Resolução nº. 7/2010-CNE/CEB, que fixa as Diretrizes Curriculares
Nacionais para o Ensino Fundamental de 9 (nove) anos;
- A Deliberação nº. 407/2011-CEE/CEB;
- O Parecer nº. 407/2011-CEE/CEB, que responde a consulta da SEED
quanto à implantação do 6º ao 9º ano e;
- A obrigatoriedade Fundamental em 2012, emite o seguinte:
Em acordo com a instrução nº. 008/2011 – SUED/SEED, as instituições
do Sistema Estadual de Ensino com oferta do Ensino Fundamental - anos
finais, devem, a partir de 2012, implantar o 6º ao 9º ano do Ensino
Fundamental de forma simultânea.
Dar-se-á por meio da adequação do PPP – Projeto Político Pedagógico
elaborado por todos os segmentos da escola, e, PPC – Proposta Pedagógica
Curricular de responsabilidade específica dos professores.
1.20 – DEMANDA, SUPRIMENTO E CARGA HORÁRIA
1.21 - QUADRO DE FUNCIONÁRIOS
EQUIPE PEDAGÓGICA, AGENTES EDUCACIONAIS I E II
NOME FUNÇÃO VINC. FORMAÇÃO
Aline Marques Sobrinho dos Santos Ag. Educ. I READ Ensino Médio
Bernardete Lunardi Ag. Educ. I READ Ensino Médio
Carmelita Pereira de Souza Ag. Educ. I READ Ensino Médio
Cintia Cavalcanti Ag. Educ. I READ Ensino Médio
David Fachi Diretor QPM Letras/Inglês
Diene Bontempo Garcia Pedagoga REPR Pedagogia
Edson Ceyton Hasper Pedagogo QPM Pedagogia
Francielly Giacomini Ag. Educ. II QFEB Pedagogia
Marineusa de Fátima Coito Glaba Ag. Educ. I READ Pedagogia
Romildo Moraes da Cruz Pedagogo PSS Pedagogia
Viviane Francisca P. de Souza Ag. Educ. II READ Pedagogia
1.22 – ORGANOGRAMA
1.23 – RESULTADOS EDUCACIONAIS
1.24 - RECURSOS HUMANOS
Considerando os últimos cinco anos, em relação ao número de
educandos, percebemos que o número de matrículas diminuiu bastante. Talvez
por conta da taxa de natalidade, que também vem diminuindo na localidade.
Ou seja, as famílias estão tendo menos filhos e, consequentemente, isso gera
menos alunos.
Conforme os resultados finais dos últimos anos, o índice de alunos
concluintes do Ensino Fundamental e Médio está aumentando, o que é muito
bom para a sociedade como um todo.
Todos os professores que atuam no Colégio Estadual do Campo Olavo
Bilac - EFM têm curso superior concluído na área de Licenciatura e curso de
especialização (pós-graduação). O número de profissionais sempre foi restrito
a um professor por disciplina, devido à escola ofertar apenas uma turma de
cada ano das séries finais do Ensino Fundamental. Todavia, neste ano em
algumas disciplinas há dois professores atuando, o que contribui para
discussões e troca de ideias dentro da mesma área.
As profissionais de apoio possuem o ensino médio completo, e na área
administrativa, a funcionária que trabalha na secretaria possui curso de
Licenciatura e também curso de especialização (pós-graduação).
A escola conta com um funcionário técnico administrativo, com curso
superior na área de Licenciatura, para atendimento na biblioteca e no
laboratório de informática, o que melhorou o atendimento aos professores e
alunos. Porém, a necessidade real da escola seria por mais um funcionário na
área administrativa, para que cada um atendesse exclusivamente um
ambiente: biblioteca e laboratório, o que diminuiria ainda mais os transtornos e
também possibilitaria o atendimento da comunidade.
1.25 - RECURSOS MATERIAIS
A secretaria do Colégio Estadual do Campo Olavo Bilac - EFM possui
um aparelho de fax e uma ilha de computadores do Paraná Digital. Possui
também uma impressora e uma máquina fotocopiadora, que estão sempre à
disposição dos professores e alunos para a impressão e/ou reprodução de
materiais didáticos.
Há também na escola bolas e redes para as atividades esportivas
básicas: vôlei, futsal, handebol, basquetebol, pingue-pongue.
O acervo que compõe a biblioteca da escola conta com cerca de dois mil
livros de literatura, setenta livros de formação para professores, um mil e
quinhentos livros didáticos e duzentos periódicos.
Na cozinha existe um forno micro-ondas, um forno elétrico, um forno a
gás, um fogão de três bocas, um freezer, uma geladeira e um cilindro, que são
utilizados na preparação da merenda e do almoço servido aos alunos. E na
dispensa há uma máquina de lavar e centrifugar.
1.26 - RECURSOS TECNOLÓGICOS
Cada sala de aula do Colégio Estadual do Campo Olavo Bilac - EFM
conta com uma TV Pendrive regularmente instalados e funcionando. Há
também a disposição um retroprojetor e um rádio com entrada USB para os
professores utilizarem em suas aulas sempre que necessário.
A escola possui um laboratório de informática, com computadores do
Paraná Digital e Proinfo, para atendimento dos alunos e professores. A
quantidade máquinas é suficiente em relação ao número usuários. Entretanto,
elas estão sucateadas e ultrapassadas tecnologicamente. Devido a isso,
alguns recursos não funcionam e outros exigem manutenção constante. O sinal
da internet em toda a escola é bom.
No ambiente do laboratório também existe um projetor multimídia, o qual
ainda é pouco utilizado pelos professores.
Há também dois computadores notebook, um utilizado pelo diretor e
outro na sala de Recursos Multifuncionais.
1.27 - INFRAESTRUTURA FÍSICA E RECURSOS PEDAGÓGICOS
O Colégio Estadual do Campo Olavo Bilac - EFM possui oito salas
com dimensão suficiente para atendimento dos alunos. Destas, apenas quatro
são usadas como salas de aula, uma é utilizada para sala de Literatura e
Leitura, outra está adaptada para o funcionamento da Biblioteca, outra está
adaptada para o funcionamento do laboratório de informática e outra está sem
condições de uso.
Há ainda duas salas com dimensão um pouco menor, em uma delas
funciona como almoxarifado dos materiais da Educação Física, e na outra a
Sala de Recurso.
Ocupa uma sala própria, a secretaria, a sala dos professores, a sala da
equipe pedagógica e sala da direção.
O saguão e o refeitório são cobertos, assim como a quadra esportiva. A
cozinha e a dispensa são muito pequenas.
O pátio externo da escola é grande, considerando que a área livre do
terreno é de 9.552,05 m2
.
Considerando o número de alunos atendidos pela escola, as proporções
da estrutura física do prédio são de bom tamanho.
O Colégio Estadual do Campo Olavo Bilac - EFM disponibiliza aos
professores diversos jogos lúdicos e pedagógicos para o trabalho com os
alunos em sala de aula, por exemplo: xadrez, trilha, ludo, banco imobiliário,
tapa certo, caça-palavras, pega varetas, uno, entre outros.
Além disso, há também o laboratório de informática e a biblioteca, que
são constantemente utilizados por professores e alunos durante os momentos
de ensino-aprendizagem.
2 - MARCO CONCEITUAL
Por ser uma escola inserida no campo, busca-se o entendimento
cunhado pelos movimentos sociais no final do século XX, em referência à
identidade e cultura dos povos do campo, valorizando-os como sujeitos que
possuem laços culturais e valores relacionados à vida na terra. Trata-se do
campo como lugar de trabalho, de cultura, da produção de conhecimento na
sua relação de existência e sobrevivência.
Assim, essa compreensão de campo vai além de uma definição jurídica.
Configura um conceito político ao considerar as particularidades dos sujeitos e
não apenas a localização espacial e geográfica. A perspectiva da educação do
campo se articula a um projeto político e econômico de desenvolvimento local e
sustentável, a partir da perspectiva dos interesses dos povos que nela vivem.
Tendo como base essas premissas o estabelecimento de ensino tem
como filosofia trabalhar na formação plena do educando, partindo do princípio
da valorização da relação entre escola e comunidade, a qual deve ser
compreendida na dimensão histórica em que ela se realiza: uma realidade
escolar concreta, uma sociedade concreta, professores e alunos concretos.
De acordo com Calvino, 1993, “Quem somos nós, quem é cada um de
nós, senão uma combinatória de experiência, de informação, de leituras, de
imaginações? Cada vida é uma enciclopédia, uma amostragem de estilos,
onde tudo pode ser continuamente remexido é reordenado de todas as
maneiras possíveis.”
Assim sendo, a educação do Colégio Estadual do Campo Olavo Bilac é
fundamentada em fatores necessários à humanização e autonomia de
cidadãos comprometidos com o bem comum.
Acreditamos numa formação para a vida, onde o aluno constrói o
conhecimento na medida em que escola e família oportunizam valores de vida:
respeito, solidariedade, e honestidade.
2.1 - PROPOSTA PEDAGÓGICA
Muitas críticas são feitas à escola tradicional, considerada mera
transmissora de conteúdos prontos, acabados, estáticos e desconectados de
suas finalidades sociais. Porém, é importante lembrar que esta mesma escola
é fruto do momento histórico vivido. Ela participa de um contexto social e por
sua vez reflete este meio em que se encontra. Se por muito tempo a
aprendizagem dos conteúdos era requisito para tirar uma boa nota e ser
promovido, hoje surge uma nova dimensão a ser considerada: qual a finalidade
social dos conteúdos escolares?
O Colégio quer fomentar uma identidade de trabalho integrado no qual
professor e alunos são co-autores do processo de aprendizagem. Desafio para
o mestre e ao mesmo tempo para os discentes. Juntos terão que descobrir a
finalidade social dos conteúdos científicos culturais propostos pela escola.
Assim o objetivo fundamental é que o conteúdo sistematizado responda
às indagações e anseios dos alunos e do próprio professor que passa a ser
agente de formação e transformação do meio em que vive.
Nesta nova perspectiva o conteúdo de todas as áreas deverá ser
trabalhado de forma contextualizada e significativa a partir da realidade vivida
pelos alunos e comunidade. Portanto, cada fragmento do conhecimento só
adquire sentido num todo maior. E, o privilégio será o da contradição, da
dúvida, do questionamento e que se interroguem os “conhecimentos” advindos
do senso comum.
Com a inclusão educacional busca-se uma prática mais significativa no
processo de universalização da educação. Ela se caracteriza em princípios que
visam à aceitação das diferenças individuais, à valorização da contribuição de
cada pessoa, à aprendizagem através da cooperação e à convivência dentro
da diversidade humana, propiciando a garantia da educação para todos.
2.2 - CONCEPÇÃO DE HOMEM
O homem é protagonista de um mundo complexo, no qual as fronteiras
do saber se modificaram muito. Ela não pode se contentar em dominar
algumas técnicas e informações, precisa ir além, ser capaz de pensar
criticamente e assimilar recursos intelectuais abrangentes. Precisa também,
reaprender a trabalhar em termos perspectivos e com base em projetos de
mundo. Não basta receber algumas pinceladas de razão instrumental ou
adquirir disciplina para enfrentar o mercado não basta apenas administrar o
mundo complicado em que vive. O homem deve ser mais ambicioso. Não há
porque aceitar passivamente esse modo de vida atual, frio, técnico,
competitivo, com suas facilidades suspeitos e cujo parâmetro sempre privilegia
mais o mercado. Por que não explorar para valer as suas inúmeras
possibilidades? Em poucas palavras: porque não tentar re-politizar o modo que
se vive? (MACHADO E FERREIRA, 2002).
Com uma nova forma de pensar o homem terá melhor condições de
pensar a sociedade em que vive e de avaliar as chaves que possui de construir
um mundo melhor, inclusive com governos melhores, mas sobretudo com
pessoas melhores. A perspectiva da política mantém vivo o problema de saber
qual tipo de homem, porque vive em sociedade e que objetivo se deseja
alcançar. Permite que esse homem seja capaz de analisar os interesses que
deve prevalecer entre as pessoas, o que as pessoas querem viver, as lutas a
serem empreendidas para que estabelece uma vida melhor.
2.3 - CONCEPÇÃO DE EDUCAÇÃO DO CAMPO
De acordo com as Diretrizes Curriculares da Educação do Campo –
SEED-PR, “A educação do campo tem sido historicamente marginalizada na
construção de políticas públicas. Tratada como política compensatória, suas
demandas e sua especificidade raramente têm sido objeto de pesquisa no
espaço da academia e na formulação de currículos nos diferentes níveis e
modalidades de ensino. A educação para os povos do campo é trabalhada a
partir de um currículo essencialmente urbano e, quase sempre, deslocado das
necessidades e da realidade do campo. Mesmo as escolas localizadas nas
cidades têm um currículo e trabalho pedagógico, na maioria das vezes,
alienante, que difunde uma cultura burguesa e enciclopédica. É urgente discutir
a educação do campo e, em especial, a educação pública no Brasil. Será que a
educação tem servido para desenvolver cultura entendida como práxis, ou tem
contribuído para afirmá-la na perspectiva do conceito burguês?
A cultura, os saberes da experiência, a dinâmica do cotidiano dos povos
do campo raramente são tomados como referência para o trabalho pedagógico,
bem como para organizar o sistema de ensino, a formação de professores e a
produção de materiais didáticos.
Este é sem dúvida, o eixo central das Diretrizes Curriculares para as
escolas do Campo. Cultura aqui é entendida como toda produção humana que
se constrói a partir das relações do ser humano com a natureza, com o outro e
consigo, sendo assim, ela pode ser resumida apenas a manifestações
artísticas, devendo ser compreendida como os modos de vida, que são os
costumes, as relações de trabalhos familiares, religiosos, de diversão , festas,
etc.
Valorizar a cultura dos povos do campo significa criar vínculos com a
comunidade, gerando um sentimento de pertença de onde se vive. Isto
possibilita a criação de uma identidade cultural que promova a compreensão
do mundo e a possibilidade de transformação.
Nesse contexto, a Educação do campo é destinada aos alunos que têm
o campo como seu espaço de vida, mas deve levar em consideração que
esses alunos precisam conhecer e estarem preparados também para a vida
fora dele. Nesse sentido, o conceito de campo busca ampliar e superar a visão
do campo como local de atraso, no qual as pessoas não precisam estudar ou
basta uma educação precária e aligeirada.
O campo é entendido como lugar de vida onde as pessoas produzem
conhecimento na sua relação de existência e sobrevivência. Há uma produção
cultural no campo que deve se fazer presente na escola. O conhecimento
desse povo precisa ser estudado e valorizado, este é o ponto de partida para a
prática pedagógica na escola de Campo.
A população do campo é formada por pequenos e grandes agricultores,
pecuaristas, bóias-frias, sem-terras, etc.
A educação do campo não pode estar desvinculada de um projeto de
desenvolvimento do campo que se pretende construir. Ao considerar estes
sujeitos, que ao longo da história foram explorados e expulsos do campo,
devido a um modelo produtivista, que tem como eixo a monocultura e a
produção em larga escala para a exportação; a utilização de insumos
industriais, agrotóxicos, sementes transgênicas, desmatamento irresponsável,
a pesca predatória, queimadas, etc.
É necessário que se assuma na Educação do Campo a construção de
um modelo de desenvolvimento que tenha como elemento fundamental o ser
humano.
Ter o ser humano como centro da produção do campo, significa
dizer que a mesma deve ser redimensionada a partir da diversificação de
produtos, da utilização de recursos naturais, da agricultura familiar, da reforma
agrária, da pesca ecologicamente sustentável, preparo do solo, etc
Essa visão, que tem permeado as políticas educacionais, parte do
princípio que o espaço urbano serve de modelo ideal para o desenvolvimento
humano. Esta perspectiva contribui para descaracterizar a identidade dos
povos do campo, no sentido de se distanciarem do seu universo cultural.
Essa lógica faz parte de um modelo de desenvolvimento econômico
capitalista, baseado na concentração de renda, na migração do trabalhador
rural para as cidades, atuando como mão-de-obra barata, na grande
propriedade e na agricultura para exportação que compreende o Brasil apenas
como mercado emergente, predominantemente urbano e que prioriza a cidade
em detrimento do campo.”
O Colégio Estadual do Campo Olavo Bilac realiza as seguintes ações
para promover e reconhecer a identidade do campo:
 Formação de Professores: Promover encontros de estudo,
avaliação, planejamentos de atividades, seminários temáticos,
oficinas e com ações oferecidas pela SEED – “Formação em
Ação”, onde os professores são estimulados a produzirem
materiais didáticos próprios, adequados à realidade da escola.
 Articulação entre a proposta pedagógica da instituição e as
Diretrizes Curriculares Nacionais para a respectiva etapa da
Educação Básica;
 Direcionamento das atividades curriculares e pedagógicas para
um projeto de desenvolvimento sustentável;
 Controle social da qualidade da educação escolar, mediante a
efetiva participação da comunidade do campo;
 Escutar os povos do campo, a sua sabedoria, as suas críticas e
escutar os educandos e as suas observações, reclamações ou
satisfações com relação à escola e à sala de aula;
 Educação contextualizada, que promova a interação entre o
conhecimento científico e os saberes das comunidades;
 Aproximação do ensino com a realidade dos alunos;
 Uso de espaços alternativos de ensino, como as plantações
locais;
 Aprofundamento dos conhecimentos, relacionando-os com os
produzidos fora do contexto do campo;
 Abertura da escola para a participação ativa da comunidade;
 Contato com outras escolas do campo para a troca de
experiências.
2.4 - CRONOGRAMA DE AÇÕES
AÇÕES BIMESTRAL SEMESTRAL
Estudos, discussões e síntese sobre:
O Projeto Político Pedagógico X
A Filosofia da escola X
As concepções X
A avaliação escolar X
A relação professor x aluno X
O fracasso escolar X
A relação escola x comunidade X
Ações contra evasão e repetência:
Reuniões com pais X
Valorização do aluno (auto- estima) X
Recuperação de estudos X
Resgate de aluno desistente X
Conselho de Classe (Conforme Calendário
Escolar)
X
Reflexão sobre as questões pedagógicas com
o professor
X
Reunião da APMF X
Reunião com o Conselho Escolar X
Parceria com o Conselho Tutelar X
Provisão de equipamentos e material X
didático/pedagógico e tecnológico
Desenvolvimento de eventos culturais X
Formação continuada (Conforme proposta da
SEED) e grupos de estudos para professores e
funcionários
X
2.5 - CONCEPÇÃO DE SOCIEDADE
O ser humano é sujeito da história, não está “colocado” no mundo, mas
ele é o mundo, faz o mundo, faz cultura. O homem do campo não é atrasado e
submisso; antes, possui um jeito de ser peculiar; pode desenvolver suas
atividades pelo controle do relógio mecânico ou do relógio “observado” no
movimento da Terra, manifesto no posicionamento do Sol. Ele pode estar
organizado em movimentos sociais, em associações ou atuar de forma isolada,
mas o seu vínculo com a terra é fecundo. Ele cria alternativas de sobrevivência
econômica num mundo de relações capitalistas selvagens; (Diretrizes
Curriculares Da Educação Do Campo – SEED-PR)
Na escola que é o local de apropriação de conhecimentos científicos
construídos historicamente pela humanidade e local de produção de
conhecimentos em relações que se dão entre o mundo da ciência e o mundo
da vida cotidiana. Os povos do campo querem que a escola seja o local que
possibilite a ampliação dos conhecimentos; portanto, os aspectos da realidade
podem ser pontos de partida do processo pedagógico, mas nunca o ponto de
chegada. O desafio é lançado ao professor, a quem compete definir os
conhecimentos locais e aqueles historicamente acumulados que devem ser
trabalhados nos diferentes momentos pedagógicos. Os povos do campo estão
inseridos nas relações sociais do mundo capitalista e elas precisam ser
desveladas na escola;
2.6 - CONCEPÇÃO DE MUNDO
O processo de globalização desencadeado pela sociedade capitalista
remete a escola a repensar suas concepções a fim de estabelecer o que se
tem e o que se pretende alcançar, que metas se deseja atingir.
Assim Vygotsky, inspirado nos princípios do materialismo dialético,
considera o desenvolvimento da complexidade de estrutura humana como um
processo de apropriação pelo homem de experiência histórica e cultural. Nesta
perspectiva, a premissa é de que o homem constitui-se como tal, através de
suas interações sociais. Portanto, é alguém que transforma e é transformado
nas relações produzidas em uma determinada cultura.
Afirma Vygotsky que as características tipicamente humanas não estão
presentes desde o nascimento do indivíduo, nem são meras pressões do meio
externo. Elas resultam da interação dialógica do homem e seu meio
sociocultural. Ao mesmo tempo em que o ser humano transforma o seu meio
ambiente para atender suas necessidades básicas', transforma-se a si próprio.
Desta forma, cabe à escola, como instituição social da educação,
propiciar meios para o desenvolvimento intelectual do homem, visando
construir sua autonomia e plena realização pessoal.
2.7 - CONCEPÇÃO DE ESCOLA
A escola enquanto organização tem sido considerada, nos últimos anos,
objeto especial de atenção, em todo mundo não apenas pelos estudiosos da
área de organização e administração escolar, mas principalmente pelos
'"formuladores" das políticas educacionais.
Considerada no passado local de execução das decisões tomadas fora
dela, e portanto, percebida como cumpridora das normas uniformizadoras do
sistema de ensino, a escola passou a ser considerada entidade mais preparada
para tornar realidade as pretendidas mudanças na Educação.
Sabe-se que a escola constituiu-se no locus para o qual afluem todas as
crianças, jovens e adultos que aspiram à formação e à instrumentalização para
a vida em sociedade, como o único canal responsável em fornecer o
passaporte que os capacite à cidadania e ao mundo do trabalho. Essa
assertiva é já considerada uma certeza incontestável para todos.
Ainda que muitos sejam as concepções sobre a relação entre educação
e sociedade, educação e produção da existência ou educação e atividade
econômica, todas partilham de algumas questões indubitáveis a esta condição
humana que constitui a razão de ser de toda instituição escolar: a formação do
homem e da mulher em sua ampla dimensão; pessoal e profissional. Assim a
escola:
 É uma instituição cuja função consiste na socialização do saber
sistematizado, existindo para propiciar a aquisição dos instrumentos que
possibilitam a o acesso a esse saber( Saviani, 1991, p.22 );
 Essa formação abarca as dimensões científica, técnica ética e humana
que se constituem de elementos cognitivos (aprendizagem, ensino,
habilidades, conhecimentos, capacitação, qualificação e elementos
atitudinais (socialização, disciplina, conduta, disposições).
 A passagem pela escola, assim como desempenho desta com os alunos
e alunas, isto é, o êxito ou fracasso acadêmicos, tem influência relevante
sobre o acesso às oportunidades sociais da vida em sociedade;
 É locus de reprodução e locus de produção política, orientações e regras
(Lima, 2002).
 Está inserida na chamada "sociedade global", onde violentas e
profundas transformações no mundo do trabalho e das relações sociais
vêm causando impactos desestabilizados à humanidade, e
consequentemente, exigindo novos conteúdos de formação, novas
formas de organização e gestão da educação ressignificando o valor da
teoria e da prática da administração da educação ( Ferreira, 2002).
2.8 - CONCEPÇÃO DE EDUCAÇÃO
A educação é uma prática social, uma atividade específica dos homens
situando-os dentro da história, ela não muda o mundo, mas o mundo pode ser
mudado pela sua ação na sociedade e nas suas relações de trabalho.
É o processo pela dimensão histórica por representar a própria história
individual do ser humano e da sociedade em sua evolução.
É um fato existencial porque o homem se faz ser homem-processo
constitutivo do ser humano.
É um fato social pelas relações de interesses e valores que movem a
sociedade, num novo movimento contraditório de reprodução do presente e da
expectativa de transformação futura.
É intencional ao pretender formar um homem com um conceito prévio de
homem.
É libertadora porque segundo Boff (2000, p, 77) se faz necessário
desenvolver uma educação que abra para uma democracia integral, capaz de
produzir um tipo de desenvolvimento socialmente justo e ecologicamente
sustentado.
Nesse sentido, a educação visa atingir três objetivos que forma o ser
humano para gestar uma democracia aberta.
São eles:
1. "A apropriação pelo cidadão e pela comunidade dos instrumentos
adequados para pensar a sua prática individual e social e para ganhar
uma visão globalizante da realidade que possa orientar em sua vida.";
2. "A apropriação pelo cidadão e pela comunidade do conhecimento
científico, político, cultural acumulado pela humanidade ao longo da
história para garantir-lhe a satisfação de suas necessidades e realizar
suas aspirações";
3. "A apropriação por parte dos cidadãos e da comunidade, dos
instrumentos de avaliação crítica do conhecimento acumulado, reciclá-lo
e acrescentar-lhe novos conhecimentos através de todas as faculdades
cognitivas humana".
Vista como processo de desenvolvimento da natureza humana, a
educação tem suas finalidades voltadas para o aperfeiçoamento do homem
que dela necessita para constituir-se e transformar a realidade.
2.9 - CONCEPÇÃO DE EDUCAÇÃO INCLUSIVA
A educação inclusiva é uma prática inovadora rodeada de desafios e
que está pondo em xeque a qualidade do ensino para todos os alunos,
exigindo que a escola se modernize e que os professores aperfeiçoem suas
práticas pedagógicas. É um novo paradigma que desafia o cotidiano escolar
brasileiro. São barreiras a serem superadas por todos: profissionais da
educação, comunidade, pais e alunos. Precisamos aprender mais sobre a
diversidade humana, a fim de compreender os modos diferenciados de cada
ser humano ser, sentir, agir e pensar.
A inclusão escolar da pessoa com necessidades educacionais especiais
é um tema de grande relevância já que promove, segundo Ferreira (2007), a
participação das minorias sociais em ambientes antes reservados apenas
àqueles que se enquadravam nos ideários preestabelecidos e perversos de
força, beleza, riqueza, juventude, produtividade e perfeição. Assim sendo, o
tema “[...] vem ganhando espaço cada vez maior em debates e discussões que
explicitam a necessidade de a escola atender às diferenças intrínsecas à
condição humana” (SILVEIRA e NEVES, 2006, p. 79).
Todas as vezes que são feitas referências à Educação Inclusiva são
suscitados os mais variados sentimentos: desde incertezas e angústias até
entusiasmos e paixões. Esses sentimentos antagônicos, segundo Souza
(2005) são perfeitamente compreensíveis tanto por estarmos inseridos em uma
sociedade que mantém cristalizadas concepções tradicionais e
preconceituosas, quanto pela “novidade desafiadora” proposta pela Educação
Inclusiva.
2.10 - CONCEPÇÃO DE CULTURA
A cultura pode ser definida como o produto da ação intencional do
homem, isto é, resultado da construção que se vale da criação de instrumentos
e o ato de deixar marcas e representações sobre o mundo natural. Ao
conceber o homem como um ser eminentemente social, Vygotsky (1987)
propõe que a formação e o desenvolvimento do psiquismo humano se dão com
base em uma crescente apropriação dos modos de agir, pensar e sentir
culturalmente elaborados.
Para ele, o desenvolvimento caminha do social para o individual, visto
que, quando nasce, a criança já está imersa em um mundo de cultura
historicamente produzido, existindo, por parte do ser humano, uma paulatina
apropriação do mundo que o cerca.
2.11 - CONCEPÇÃO DE TRABALHO
O Termo trabalho se refere a uma atividade própria do homem. Também
outros seres atuam dirigindo suas energias coordenadamente e com uma
finalidade determinada. Entretanto, o trabalho propriamente dito, entendido
como um processo entre a natureza e o homem, é exclusivamente humano.
Neste processo, o homem se enfrenta como um poder natural, em palavras de
Karl Marx, com a matéria da natureza.
A diferença entre a aranha que tece a sua teia e o homem é que este
realiza o seu fim na matéria. Ao final do processo do trabalho humano surge
um resultado que antes do início do processo já existia na mente do homem.
Trabalho, em sentido amplo, é toda a atividade humana que transforma a
natureza a partir de certa matéria dada. A palavra deriva do latim "tripaliare",
que significa torturar; daí a passou a ideia de sofrer ou esforçar-se e,
finalmente, de trabalhar ou agir. O trabalho, em sentido econômico, é toda a
atividade desenvolvida pelo homem sobre uma matéria prima, geralmente com
a ajuda de instrumentos, com a finalidade de produzir bens e serviços.
2.12 - CONCEPÇÃO DE TECNOLOGIA
Para Kenski (2008, p.15), as tecnologias são tão antigas quanto a
espécie humana. Na verdade, foi a engenhosidade humana, em todos os
tempos, que deu origem às mais diferenciadas tecnologias.
A expressão "Tecnologia na Educação" abrange a informática, mas não
se restringe a ela. Inclui também o uso da televisão, vídeo, rádio e até mesmo
cinema na promoção da educação. Entende-se tecnologia como sendo o
resultado da fusão entre ciência e técnica. O conceito de tecnologia
educacional pode ser enunciado como o conjunto de procedimentos (técnicas)
que visam "facilitar" os processos de ensino e aprendizagem com a utilização
de meios (instrumentais, simbólicos ou organizadores) e suas consequentes
transformações culturais.
O uso de tecnologia em educação não é recente. A educação
sistematizada desde o início utiliza diversas tecnologias educacionais, de
acordo com cada época histórica. A tecnologia do giz e da lousa, por exemplo,
é utilizada até hoje pela maioria das escolas. Da mesma forma, a tecnologia do
livro didático ainda persiste em plena era da informação e do conhecimento. Na
verdade, um dos grandes desafios do mundo contemporâneo consiste em
adaptar a educação à tecnologia moderna e aos atuais meios eletrônicos de
comunicação.
Muitos afirmam que as máquinas trouxeram uma revolução nos
processos de ensino e aprendizagem. Porém, um quadro negro eletrônico
continua sendo um quadro negro. Comparando-se uma aula do século XIX com
uma de hoje, por exemplo, nota-se que as ideias continuam sendo as mesmas.
A escola continua sendo uma das instituições que resistem até os dias atuais
com as mesmas características desde sua criação. Ao longo do tempo a
tecnologia se tornou mais complexa e o uso das normas exige um domínio
cognitivo mais apurado. O problema é como aproveitar tais recursos na sua
totalidade.
2.13 - CONCEPÇÃO DE CIDADANIA
Segundo Dalmo Dalari, o conceito de cidadania sempre esteve
fortemente "ligado" à noção de direitos, especialmente os direitos políticos, que
permitem ao indivíduo intervir na direção dos negócios públicos do Estado,
participando de modo direto ou indireto na formação do governo e na sua
administração, sejam ao votar (direto), seja ao concorrer a um cargo público
(indireto). No entanto, dentro de uma democracia, a própria definição de
Direito, pressupõe a contrapartida de deveres, uma vez que em uma
coletividade os direitos de um indivíduo são garantidos a partir do cumprimento
dos deveres dos demais componentes da sociedade Cidadania, direitos e
deveres.
O conceito de cidadania tem origem na Grécia clássica, sendo usado
então para designar os direitos relativos ao cidadão, ou seja, o indivíduo que
vivia na cidade e ali participava ativamente dos negócios e das decisões
políticas. Cidadania pressupunha, portanto, todas as implicações decorrentes
de uma vida em sociedade.
Ao longo da história, o conceito de cidadania foi ampliado, passando a
englobar um conjunto de valores sociais que determinam o conjunto de
deveres e direitos de um cidadão "Cidadania: direito de ter direito". (D'URSO,
Luiz Flávio Borges).
2.14 - CONCEPÇÃO DE CONHECIMENTO
Conhecimento é uma atividade humana que busca explicitar as relações
entre os homens e a natureza. Pode se afirmar que é produzido nas relações
sociais mediadas pelo trabalho.
Assim, o estudo dos conhecimentos sistematizados e a aquisição de
habilidades e hábitos decorrem das exigências e necessidades da vida prática.
Portanto, os conhecimentos servem não só para explicar os fatos,
acontecimentos e processos que ocorrem na natureza, na sociedade e no
pensamento humano, mas também para transformá-los.
Nesse sentido, o homem possui conhecimento construído a partir de
suas necessidades e experiências no cotidiano, ou seja, o conhecimento real
que possibilita a abstração e generalização. Esse conhecimento inicia-se de
forma inconsciente, informal, até encaminhar-se para níveis mais abstratos,
formais e conscientes.
Nessa perspectiva, cabe à escola valorizar o conhecimento espontâneo
do aluno, encaminhando-o a níveis mais abstratos, formais, conscientes e
sistematizados, ou seja, parte de uma contextualização, onde a prática torna-se
suporte da teoria e vice-versa, tornando a construção de conhecimentos um
processo permanente, propiciando o desenvolvimento de capacidades
intelectuais.
2.15 - CONCEPÇÃO DE ENSINO
A escola cumpre sua função social através do processo de ensino e de
aprendizagem, fazendo circular informações, promovendo e estimulando o
desenvolvimento de habilidades e operações de pensamento e a vivência de
valores. Tais aprendizagens são organizadas no currículo escolar. Que é bem
mais do que uma lista de conteúdos. Planejá-lo implica tanto escola os
conteúdos de ensino, quanto organizar experiências e situações que garantam
a aprendizagem, o que significa dizer que inclui conteúdos e metodologias de
ensino.
As situações de aprendizagens propostas aos alunos poderão ter
coerência entre si, se obedecidas às especificidades de cada área. De acordo
com Silva et al. (1994,p.32-33), o que o professor ensina deveria responder às
seguintes indagações.
 O que se está ensinando tem contribuído para que os alunos
desenvolvam compreensão do mundo em que vivem?
 Quais são os desafios desse mundo? Em que medida afeta os
professores e aos alunos?
 Os conteúdos curriculares que se trabalha favorecem o desenvolvimento
de uma visão crítica desses problemas, ou seja, ajudam os alunos a
assumir um posicionamento frente a eles, como indivíduos e cidadãos?
 Que conteúdos devem ser priorizados em cada uma das disciplinas para
que os alunos alcancem o entendimento das grandes questões
humanas?
E os procedimentos (a maneira de ensinar) deveriam achar respostas
nessas provocações:
 Como se faz para desenvolver os conteúdos das disciplinas no dia-dia
da sala de aula?
 Que procedimentos são adotados para encaminhar os assuntos e
garantir que sejam aprendidos?
 Como se justifica a escolha dos procedimentos com base nos
fundamentos de cada disciplina?
 Que possibilidades de participação os procedimentos oferecem aos
alunos? Elas atendem às suas diferenças? Como?
 Que recursos didáticos se têm usado? Por quê?
 Os professores estão ensinando e os alunos aprendendo?
Diante de todos esses questionamentos, é importante destacar a função
social do ensino que é formar indivíduos capazes de compreender a realidade
circundante e intervir nela, como cidadãos que são, no intuito de melhorar o
contexto no qual a escola se insere.
Os critérios de avaliação explicitam as expectativas de aprendizagem,
considerando objetivos e conteúdos propostos para a série e para as
disciplinas, a organização lógica e interna dos conteúdos, as particularidades
de cada momento da escolaridade e as possibilidades de aprendizagem
decorrentes de cada etapa do desenvolvimento cognitivo, afetivo e social.
2.16 - CONCEPÇÃO DE APRENDIZAGEM
A capacidade de aprendizagem é comum ao animal irracional e ao ser
humano, criança ou adulto. Representa uma adaptação aos meios e é
necessária à sobrevivência de todo ser vivo.
Em psicologia, aprendizagem é o processo de modificação de conduta
por treinamento e experiência. Varia da simples aquisição de hábitos à técnicas
mais complexas. Como característica essencial do psiquismo humano, o ato de
aprender defere do adestramento animal pelo seu caráter criador, dinâmico e
intencional. A motivação, a inteligência, e a hereditariedade influenciam a
aprendizagem, cujos elementos básicos são o estímulo, a resposta, o impulso
e o reforço. (DALLABONA e MENDES).
Na concepção construtivista aprender é construir e aprendizagem é
entendida como construção de conhecimentos. Logo, aprender não é copiar ou
reproduzir a realidade, mas elaborar uma representação pessoal sobre um
conteúdo ou objeto da realidade. Não há aprendizagem sem conteúdos e os
conhecimentos permitem a construção de outros.
2.17 - CONCEPÇÃO DE AVALIAÇÃO
Finalmente, a avaliação que deverá atender às dimensões trabalhadas
levando-se em conta todo o processo de construção do conhecimento,
respeitando as diferenças individuais. Cada um é único; um é diferente do outro
e será comparado com ele mesmo, observando-se seus avanços, esses,
percebidos não só pelo professor, mas também, sentidos pelo aluno, bem
como por sua comunidade, tendo em vista, mudanças de hábitos, valores e
atitudes. Com isto, é considerado o processo histórico do aluno e a prática
educativa fica vinculada à prática social.
Os critérios e instrumentos de avaliação serão condizentes com os
fundamentos da presente proposta e se dará de forma contínua e cumulativa,
não se esgotando em si mesma, mas propiciando uma reflexão sobre o
processo de ensino e seus resultados, não só para verificar o desenvolvimento
do aluno, como também, o rendimento das práticas do professor para que,
sejam reorientados ou não os caminhos da ação educativa durante o processo,
garantindo assim, a construção do conhecimento por parte de todos.
O professor vai estar então, comprometido não apenas com a simples
transmissão de um saber elaborado que os alunos se limitam a estudar e a
esquecer. Seu compromisso vai estar ligado a um processo complexo por onde
esse saber vai ser adquirido pelo aluno de forma crítica, relacionado com seu
universo de experiências, de forma desafiadora, procurando novas soluções
para velhos problemas, de forma questionadora procurando formas criativas e
competentes de fazer as mesmas coisas, mesmo àquelas tradicionalmente
consideradas bem feitas. A opção por uma educação transformadora vai exigir
do professor, antes de tudo, domínio do conteúdo da disciplina ministrada, mas
também, do conhecimento de propostas alternativas para trabalhar o conteúdo
de maneira a ser apreendido, em suas relações complexas, da melhor forma
possível. Precisa também ter a capacidade para orientar as ações pedagógicas
de acordo com as necessidades e possibilidades dos alunos.
Ao aluno vai ser exigido muito mais do que o simples estudo da matéria,
onde lhe cabe apenas o exercício de sua capacidade de memorização e, após
a execução do ato ritualístico da avaliação, o esquecimento. O aluno terá
participação dinâmica na ação educativa escolar, executando um esforço, no
ato de aprender, onde colocará em funcionamento os seus sentimentos, sua
capacidade intelectual, suas habilidades, sentidos, paixões, ideias e ideologias.
Ou seja, tudo aquilo que coloca permanentemente em funcionamento ao
elaborar os juízos provisórios em sua vida diária. No caso em questão esses
juízos serão realizados em relação a um aluno objeto de conhecimento
específico, apresentado pelo professor, mas que o aluno teve participação na
seleção.
A avaliação efetiva vai, então, se dar durante o processo, nas relações
dinâmicas do trabalho escolar que orientam as tomadas de decisões
frequentes, relacionadas ao tratamento de conteúdo e à melhor forma de
compreensão e produção de conhecimento pelo aluno.
Para que isso ocorra é necessário que haja um clima favorável à
participação de todos na prática pedagógica. Que os alunos não se sintam
reprimidos e possam manifestar suas dúvidas, inquietação e incompreensões
quanto ao que está sendo aprendido.
É nas relações cotidianas entre aluno e objeto do conhecimento, aluno e
aluno, professor e aluno que vai se dar a aprendizagem. Dessa interação vão
surgir condições mais efetivas para que professor e aluno possam ser capazes
de se avaliar, de avaliarem o conteúdo em questão e de tomarem decisão
quanto ao prosseguimento do processo ensino-aprendizagem. Alunos e
professores participam decisivamente do processo, nessa relação dinâmica de
aquisição, re-elaboração e produção do conhecimento.
O senso de humor do professor, o "gosto de ensinar", "o tornar a aula
agradável, interessante", são aspectos considerados como fundamentais na
sala de aula, propiciando um relacionamento favorável entre professor, aluno e
objeto do conhecimento.
Nesse contexto, assumida a pedagogia progressista, as aulas serão
dinâmicas, interativas e não apenas expositivas. As carteiras serão
organizadas de forma a propiciar as interações necessárias à produção do
conhecimento. O professor assumirá uma relação mediadora entre aluno e
objeto do conhecimento. A disciplina passa a ser entendida como a capacidade
de organização no tempo no tempo e no espaço. A autoridade pedagógica do
professor estará articulada com a elevação cultural e crítica de educando,
portanto, é participativa.
A avaliação é, portanto, um processo abrangente que implica em
reflexão crítica sobre a prática escolar com o objetivo de captar seus avanços,
suas resistências, suas dificuldades, possibilitando a tomada de decisão sobre
o que fazer para superar os obstáculos de percurso.
Ela acontecerá ao longo do processo educativo escolar, possibilitando
principalmente, recuperação imediata no caso de insucesso. Isto quer dizer que
é preciso respeitar o ritmo próprio e permitir adaptações às condições de
estudo dos alunos. Assim sendo, será aplicada não somente ao nível da
aprendizagem do aluno, mas também do replanejamento do ensino dando
pistas para a reformulação da Proposta pedagógica.
O processo de avaliação estará vinculado à ação educativa que poderá
ser individual ou coletiva; contínua, permanente, cumulativa para que os
educandos, professores e demais atores da comunidade escolar, possam
ganhar mais consciência sobre seu desenvolvimento cognitivo, atitudinal e
procedimental. A avaliação no processo de ensino- aprendizagem será
bimestral traduzida em forma de notas que serão registrados pelos professores
nos registros de classe e na ficha individual do aluno pela secretaria do
estabelecimento, a fim de serem assegurados a regularidade e autenticidade
da vida escolar do aluno.
A comunicação dos resultados da avaliação dos alunos será feita aos
pais, através de boletins bimestrais em reuniões, ou na falta a essas reuniões
será entregue pela secretaria, quando procurado pelos pais ou responsáveis
pelo aluno. Além disso, a família será estimulada a participar de palestras,
gincanas, festividades...
Este Estabelecimento de ensino opta pela gestão democrática e vai
criando as condições de ser democrático, na medida em que, mobilizando-se e
organizando-se, luta contra o arbítrio, supera o silêncio que lhes está sendo
imposto.
A gestão democrática é uma prática cotidiana que contém o principio da
reflexão, da compreensão e da transformação que envolve, necessariamente, a
formulação de um Projeto Político libertador, pois a superação da cultura de
gestão autoritária só vai acontecer com o debate e a construção coletiva. Com
a participação de toda a comunidade escolar via instrumento de ação
colegiada, como: Conselho Escolar e Conselhos de Classes, bem como aluno
Representante de turma, Grêmio Estudantil, APMF. Participação dos Pais,
Reuniões de Pais e Mães e Reuniões Pedagógicas que aprofundem a
construção acerca da escola que queremos e de como construí-la. Refletindo e
buscando as soluções em conjunto, com consensos possíveis e trabalhando
como dissensos como algo saudável na formação de sujeitos democráticos.
2.18 - CONCEPÇÃO DE CURRÍCULO
Conjunto de dados relativos à aprendizagem escolar, organizados para
orientar as atividades educativas, as formas de executá-las e suas finalidades.
Geralmente, exprime e busca concretizar as intenções dos sistemas
educacionais e o plano cultural que eles personalizam como modelo ideal de
escola defendido pela sociedade. A concepção de currículo inclui desde os
aspectos básicos que envolvem os fundamentos filosóficos e sociopolíticos da
educação até os marcos teóricos e referenciais técnicos e tecnológicos que a
concretizam na sala de aula.
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), de 1996, orienta para
um currículo de base nacional comum para o ensino fundamental e médio. As
disposições sobre currículo estão em três artigos da LDB. Numa primeira
referência, mais geral, quando trata da Organização da Educação Nacional,
define-se a competência da União para "estabelecer em colaboração com os
Estados, o Distrito Federal e os Municípios, competências e diretrizes para a
educação infantil, o ensino fundamental e o ensino médio, que nortearão os
currículos e seus conteúdos mínimos, de modo a assegurar formação básica
comum".
Outras referências, mais específicas, estão no capítulo da Educação
Básica, quando se define que "os currículos do ensino fundamental e médio
devem ter uma base nacional comum, a ser complementada, em cada sistema
de ensino e estabelecimento escolar, por uma parte diversificada, exigida pelas
características regionais e locais da sociedade, da cultura, da economia e da
clientela".
Finalmente, são estabelecidas as diretrizes que deverão orientar os
"conteúdos curriculares da educação básica", que envolvem: valores, direitos e
deveres e orientação para o trabalho.
A LDB sugere uma flexibilização dos currículos, na medida em que se
admite a incorporação de disciplinas que podem ser escolhidas levando em
conta o contexto local. No ensino nas zonas rurais, por exemplo, é admitida a
possibilidade de um currículo "apropriado às reais necessidades e interesses
dos alunos".
2.19 - CONCEPÇÃO DE LETRAMENTO
Letramento é o resultado da ação de ensinar a ler e escrever. É o estado
ou a condição que adquire um grupo social ou um indivíduo como
consequência de ter-se apropriado da escrita. É usar a leitura e a escrita para
seguir instruções (receitas, bula de remédio, manuais de jogo), apoiar à
memória (lista), comunicar-se (recado, bilhete, telegrama), divertir e emocionar-
se (conto, fábula, lenda), informar (notícia), orientar-se no mundo (Atlas) e nas
ruas (os sinais de trânsito)...
A palavra letramento não está dicionarizada, porque foi introduzida muito
recentemente na língua portuguesa, tanto que quase podemos datar com
precisão sua entrada na nossa língua, identificar quando e onde essa palavra
foi usada pela primeira vez.
Parece que a palavra letramento apareceu pela primeira vez no livro de
Mary Kato: No mundo da escrita: uma perspectiva psicolinguística, de 1986.
"Acredito que a chamada norma padrão, ou a língua falada culta, é
consequência do letramento, motivo porque, indiretamente é função da escola
desenvolver no aluno o domínio da linguagem falada institucionalmente aceita”.
(Mary Kato, 1986)
O letramento tem início quando a criança começa a conviver com as
diferentes manifestações da escrita na sociedade e se amplia cotidianamente
por toda vida, com a participação nas práticas sociais que envolvem a língua
escrita.
Abarca as mais diversas práticas de escrita na sociedade e pode ir
desde uma apropriação mínima da escrita, tal como o indivíduo que é
analfabeto, mas letrado na medida em que identifica o valor do dinheiro e o
ônibus que deve tomar, consegue fazer cálculos complexos, sabe distinguir
marcas de mercadorias etc., porém não escreve cartas, não lê jornal, etc. Se
as crianças não sabem ler, mas pede que leiam histórias para ela, ou finge
estar lendo um livro, se não sabe escrever, mas faz rabiscos dizendo que
aquilo é uma carta que escreveu para alguém, é letrada, embora analfabeta,
porque conhece e tenta exercer, no limite de suas possibilidades, práticas de
leitura e de escrita.
"O desenvolvimento de habilidades de uso da tecnologia da escrita, isto
é, da apropriação do sistema alfabético e ortográfico, acontece por meio da
inserção em práticas sociais que envolvem a leitura e escrita: letramento”.
(Magda Soares).
A alfabetização de qualquer indivíduo é algo que nunca será alcançado
por completo, ou seja, não há um ponto final. A realidade é que existe a
extensão e a amplitude da alfabetização no educando, no que se diz respeito
às práticas sociais que envolvem a leitura e a escrita. Nesse âmbito, muito
estudiosos discutem a necessidade de se transpor os rígidos conceitos
estabelecidos sobre a alfabetização, e assim, considerá-la como a relação
entre os educandos e o mundo, pois, este está em constante processo de
transformação.
"O ato de ler e escrever deve começar a partir de uma compreensão
muito abrangente do ato de ler o mundo, coisa que os seres humanos fazem
antes de ler a palavra. Até mesmo historicamente, os seres humanos primeiro
mudaram o mundo, depois revelaram o mundo e a seguir escreveram as
palavras". (Paulo Freire)
2.20 - CONCEPÇÃO DE INFÂNCIA
O conceito de infância, enquanto fase da vida do ser humano, não tem
mais de dois séculos de existência, como demonstrou Ariès (1981). Sua
concepção foi sendo elaborada de maneira articulada a toda uma conjuntura,
que esboçou a chamada época moderna, junto ao surgimento e à consolidação
dos modos de produção capitalista.
Segundo Bujes (2002), a definição de infância tende a estabelecer-se de
forma universal e hegemônica, por efeito da produção e disseminação de um
discurso científico, de imagens e de políticas públicas e ações da sociedade
civil.
Assim, o modo como compreendemos a infância hoje nasce junto a um
novo conceito de homem, caracterizado por como um sujeito autônomo,
empreendedor e competitivo.
E ainda hoje ela é vista de maneira paradoxal: por um lado, é tratada
como símbolo de pureza, livre ainda das implicações trazidas pelo mundo do
trabalho; por outro, é associada à ideia de futuro, e passa a ser considerada a
partir daquilo que ainda não é, mas que, supostamente, se tornará, se
orientada pela lógica do trabalho e da produção.
A atuação da comissão “Criança Constituinte” resultou no
reconhecimento da educação de zero a seis anos como direito da criança, por
inclusão, pois destaca-se na Constituição (art. 205) que a educação é direito de
todos, o que é reafirmado no Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA – de
1990. Ainda no clima da participação popular e institucional pelos direitos da
criança, durante a elaboração da nova Constituição, foi redigido o primeiro
projeto da LDB, figurando a educação infantil. Segundo o Projeto de Lei nº
1.258-B, de 1988, aprovado na Câmara Federal, no dia 13 de maio de 1993,
que viria a dar origem à Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, a
Educação Infantil é entendida como a primeira etapa da Educação Básica.
A Educação Infantil adquire legalmente especificidade ao proporcionar
condições para o desenvolvimento físico, psicológico e intelectual. A Lei de
Diretrizes e Bases da Educação Nacional, nº. 9.394/96 incorpora a Educação
Infantil no interior do sistema de ensino, ocupando nível da educação básica,
destinada às crianças na faixa etária de zero a seis anos de idade.
2.21 - CONCEPÇÃO DE ADOLESCÊNCIA
Assim como a infância, a adolescência é também compreendida hoje
como uma categoria histórica, que recebe significações e significados que
estão longe de serem essencialistas. É como afirma Pitombeira (2005): a
naturalização da adolescência e sua homogeneização só podem ser
analisadas à luz da própria sociedade.
Adolescência, período da vida humana entre a puberdade e a adultície,
vem do latim adolescentia, adolescer. É comumente associada à puberdade,
palavra derivada do latim pubertas-atis, referindo-se ao conjunto de
transformações fisiológicas ligadas à maturação sexual, que traduzem a
passagem progressiva da infância à adolescência. Esta perspectiva prioriza o
aspecto fisiológico, quando consideramos que ele não é suficiente para se
pensar o que seja a adolescência.
Um dos principais fundamentos da perspectiva sócio-histórica-cultural de
Vigotski indica que os comportamentos dos indivíduos nascem e se entrelaçam
a partir de duas linhas de desenvolvimento: uma de origem biológica (natural) e
outra de origem sócio-cultural(social). O desenvolvimento humano se
caracteriza por um processo dialético e complexo, marcado por idas e vindas,
avanços e retrocessos, por saltos qualitativos um complexo sistema constituído
pela unidade dialética dos fenômenos do desenvolvimento que
se distingue por uma complicada periodicidade, a desproporção no
desenvolvimento das diversas funções, as metamorfoses ou
transformação qualitativa de umas formas em outras, um entrelaçamento
complexo de processos evolutivos e involutivos, o complexo cruzamento
de fatores externos e internos, um complexo processo de superação de
dificuldades e de adaptação (VYGOTSKI, 1931/1995, p. 141).
Os teóricos da adolescência há muito tem concordado que a transição
da segunda infância para a idade adulta é acompanhada pelo desenvolvimento
de uma nova qualidade de mente, caracterizada pela forma de pensar
sistemática, lógica e hipotética.
2.22 - CONCEPÇÃO DE EDUCAÇÃO INTEGRAL
Enquanto concepção teórica, a educação integral prevê a formação mais
integral possível do sujeito, isto é, a oferta de oportunidades de acesso às
várias instâncias culturais da sociedade e a visão do ser humano como um ser
composto por diversas camadas inter-relacionadas que dizem respeito não
apenas à cognição, mas à emoção, subjetividade, desejos, inteligibilidade,
sociabilidade, entre outras. A educação integral também considera um papel
crítico-emancipatório para a educação, estimulando a gradativa autonomia dos
educandos em sua formação como cidadãos.
Enquanto projeto em implementação, engloba a ampliação da jornada
escolar, em dois turnos, com ampliação também das atividades curriculares,
que passam a se compor de outros macrocampos de atividades, como:
Acompanhamento Pedagógico; Meio Ambiente; Esporte e Lazer; Direitos
Humanos em Educação; Cultura e Artes; Cultura Digital; Promoção da Saúde;
Educomunicação; Investigação no Campo das Ciências da Natureza;
Educação Econômica.
A educação integral contemporânea ainda considera a ampliação dos
espaços educativos, que se projetam para além da escola, abrangendo
espaços comunitários e urbanos, como salões, igrejas, museus, bibliotecas e
parques.
A Educação Integral exige mais do que compromissos: impõe também e
principalmente projeto pedagógico, formação de seus agentes, infraestrutura e
meios para sua implantação. Porém, a proposição de uma política de educação
integral transcende os objetivos da ampliação do tempo escolar como medida
que visa alcançar unicamente melhores resultados de aprendizagem ou
ampliação desse tempo apenas como adequação da escola às novas
condições e demandas das famílias. Os propósitos devem estar ancorados em
concepção mais abrangente e consequente de educação integral, que localiza
a ampliação do tempo destinado à educação de crianças e jovens “como parte
integrante da mudança da própria concepção de educação escolar (...)”.
(Cavaliere, 2007).
Educação Integral na Agenda Pública: as distinções se fazem
necessárias, assim, educação integral não se resume a tempo integral, embora
o tempo seja condição necessária para efetivá-la. O consenso é que deve
haver mais tempo durante o qual a criança é conduzida por um educador,
presumindo-se que mais tempo possibilite uma quantidade maior de
oportunidades de aprendizagem. Isso significa que uma política efetiva de
educação integral não se traduz, apenas, em aumentar o tempo de
escolarização, mas requer mudar a própria concepção e o tipo de formação
oferecido aos futuros cidadãos. Aqui se coloca outra questão importante: uma
jornada de tempo integral não pode eliminar o tempo doméstico a que a criança
e sua família têm direito. Muitos países resolveram essa questão assegurando
um meio período durante a semana para que crianças possam permanecer no
espaço doméstico, sujeito às demandas familiares.
2.23 - O LETRAMENTO NO CONTEXTO SOCIAL
Um grave problema é que há pessoas que se preocupam com
alfabetização sem se preocupar com o contexto social em que os alunos estão
inseridos.
"... de que adianta alfabetizar se os alunos não têm dinheiro para
comprar um livro ou uma revista? A escola, além de alfabetizar, precisa dar as
condições necessárias para o letramento. E um dos pontos importantes para
letrar, é saber que há distinção entre alfabetização e letramento, entre aprender
o código e ter habilidade de usá-lo. Ao mesmo tempo em que é fundamental
entender que eles são indissociáveis e têm as suas especificidades, sem
hierarquia ou cronologia: pode-se letrar antes de alfabetizar ou o contrário.
Essa compreensão é o grande problema das salas de aula. As crianças
chegam ao segundo ciclo sem saber ler e escrever, elas precisam ser
alfabetizadas convivendo com material escrito de qualidade.
Assim, a criança se alfabetiza sendo, ao mesmo tempo, letrada. “É
possível alfabetizar letrando por meio da prática da leitura e escrita”. (Maria
Lucia Mexias Simon, USS e UVA).
Socialmente e culturalmente, a pessoa letrada já não é a mesma que era
quando era analfabeta ou iletrada; ela passa a ter outra condição social e
cultural – ao se trata propriamente de mudar de nível ou de classe social,
cultural, mas de mudar seu lugar social, seu modo de viver na sociedade, sua
inserção na cultura – sua relação com os outros, com o contexto, com os bens
culturais, tornar-se diferente. Há a hipótese de que se tornar letrado é também
se tornar cognitivamente diferente: a pessoa passa a ter uma forma de pensar
diferente da forma de pensar de uma pessoa analfabeta ou iletrada. Já as
crianças convivem com a língua oral em diferentes situações de interação
social e, por meio desta, aprendem sobre si, sobre os seus pares e sobre a
realidade que as cercam. Estão igualmente cercadas de situações nas quais
estão presentes as práticas sociais de leitura e escrita, como, por exemplo:
escrita de cartas, bilhetes e avisos, leitura de rótulos de embalagens, placas e
outdoor, escuta de histórias, poemas e parlendas, dentre outros.
Não é novidade que o Brasil ainda enfrenta insistentemente o problema
do analfabetismo, tanto de crianças que saem da escola e de outros que não
tiveram a oportunidade de se apropriarem do saber da leitura e escrita. É fato
que o nosso país possui um número significativo de indivíduos que não
adquiriram o saber necessário para atender às exigências de uma sociedade
letrada.
2.24 - ENSINO FUNDAMENTAL DE NOVE ANOS E LETRAMENTO
Ter acesso a educação é um direito da criança e do adolescente, para
que a formação integral aconteça é necessária uma visão ampla sobre o ser
humano, compreender como se desenvolve, como aprende, como se relaciona,
entre outros fatores relevantes.
O Ensino Fundamental, é uma etapa de escolarização obrigatória, é
oferecido gratuitamente.
O exposto na resolução nº 7/2010, do Conselho Nacional de Educação,
no artigo 4º e seu parágrafo único diz que: “As escolas que ministram esse
ensino deverão trabalhar considerando essa etapa da educação, como aquela
capaz de assegurara a cada um e a todos o aceso ao conhecimento e aos
elementos da cultura, imprescindíveis ao desenvolvimento pessoal e para a
vida em sociedade, assim, com os benefícios de uma formação comum,
independentemente da grande diversidade da população escolar e das
demandas sociais. Para tanto, o trabalho do educador deve estar pautado no
letramento, “Letrar é mais que alfabetizar, é ensinar a ler e escrever dentro de
um contexto onde a escrita e a leitura tenham sentido e faça parte da vida do
aluno”. (Disponível em: < http://verzeri.org.br/artigos/003.pdf> Acesso em: 22,
set. 2011) Letrar é o sentido ampliado de alfabetizar, existem os letrados, que
não são alfabetizados, não sabem ler e escrever, no entanto, conseguem se
comunicar de variadas formas, utilizando a linguagem necessária, encontra-se
também, os alfabetizados não são letrados, são aqueles que não
compreendem como podem utilizar a leitura e a escrita e não se beneficiam
desse conhecimento, mesmo sabendo decodificar as palavras.
O exercício do letramento cabe a todos os professores do Ensino
Fundamental, tanto da primeira fase, quanto da segunda, é seu papel
oportunizar ao educando, contato com a prática social da leitura e da escrita,
levando-o a perceber que tais instrumentos ao longo dos anos podem
transformar suas vidas.
2.25 - O LETRAMENTO PARA TODAS AS DISCIPLINAS
O letramento não é só de responsabilidade do professor de língua
portuguesa ou dessa área, mas de todos os educadores que trabalham com
leitura escrita.
"... mesmo os professores das disciplinas de geografia, matemática e
ciências. Alunos leem e escrevem nos livros didáticos. Isso é um letramento
específico de cada área de conhecimento. O correto é usar letramentos, no
plural. Cada professor, portanto, é responsável pelo letramento em sua área".
(Magda Becker Soares) Cabem aos professores, responsáveis pelo ensino da
leitura e da escrita, oferecer oportunidades de acesso à cultura escrita,
ampliando as capacidades e as experiências das crianças de modo que elas
possam ler e escrever com autonomia.
Para tanto, faz necessário que, por meio das práticas alfabetizadoras,
contemplem, de maneira articulada e simultânea, os processos de
alfabetização e o letramento, ou seja, a apropriação do sistema alfabético e
ortográfico e o uso da língua em práticas sociais de leitura e escrita.
O profissional de educação deve ser capaz de fazer sua interferência na
realidade, o que certamente, gerará novos conhecimentos, e isto, é bem mais
elevado do que simplesmente se enquadrar na mesma. Por isso que o
letramento é um fenômeno social; logo, essa intervenção que se faz necessária
pode ser proporcionada por ele.
Para o educador se tornar um "professor-letrador" necessário se faz,
primeiramente, obtenha informações a respeito do tema, as suas dimensões e,
sobretudo, a sua aplicação. Essa última é desenvolvida através de pesquisas e
investigação, que geram subsídios-suporte.
Paulo Freire afirma que para o educador, o ato de aprender "é construir,
reconstruir, constatar para mudar, o que não se faz sem abertura ao risco e à
aventura do espírito". Esta constatação não está relacionada somente ao
educando, pois sabemos que o educador tem que estar sempre adquirindo
novos aprendizados, lançando-se a novos saberes, e isto resultam em
mudanças de vários aspectos, como também, gera o enriquecimento tanto para
o educador quanto para o educando, que com certeza lucrará com esse
desenvolvimento. Então, necessário é que o educador atente-se para aquilo
que é sumariamente importante na sua formação, ou seja, "o momento
fundamental é o da reflexão crítica sobre a prática", e, "quanto mais inquieta for
uma pedagogia, mais crítica ela se tornará". (Freire, 1990).
3 - MARCO OPERACIONAL
A LDB diz "A Educação dever da família e do Estado, inspirado nos
princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por
finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício
da cidadania e sua qualificação para o trabalho".
E isso não se dá por decreto, como afirma Paulo Freire, "não se muda a
cara da escola por um ato de vontade do Secretário” (1992, p.35), é preciso
envolver professores, alunos, funcionários, pais e membros da comunidade. É
nesse sentido que a gestão democrática passa a se constituir no elemento
essencial para definir qual o tipo de educação que está sendo praticada e para
quê. Ou seja, para garantir, como prevê a Constituição, padrão de qualidade e
igualdade de acesso e permanência na escola o primeiro passo é a gestão
democrática que só será obtida com muita luta e com cada um assumindo seu
papel.
O Colégio Estadual do Campo Olavo Bilac - EFM permite e incentiva a
participação constante de todos os profissionais em eventos de capacitação e
formação continuada, pois entende a importância de estar sempre se
atualizando e incorporando novas metodologias para uma prática docente de
qualidade.
Além disso, a escola realiza anualmente as reuniões pedagógicas
previstas em calendário escolar (de três a quatro ao ano) e, também em caráter
excepcional, sempre que necessário, e a participação dos professores é
bastante significativa, o que mostra o interesse e compromisso dos mesmos
com o cotidiano escolar.
Devido ao porte da escola ser pequeno não é possível organizar a hora-
atividade de forma a proporcionar o encontro dos profissionais por série, ou
disciplina. Geralmente é um momento individual, porém quase todos os
professores atuam nas mesmas turmas o que proporciona discussões
relevantes durante o intervalo. Além disso, o momento da hora-atividade é
utilizado para o planejamento das aulas, correção de atividades e estudos
direcionados.
Segundo DELORS (1996), a formação de professores deve transmitir
uma concepção de pedagogia que transcenda o utilitário e estimule a
capacidade de questionar, a interação, a análise de diferentes hipóteses. Uma
das finalidades essenciais da formação de professores é desenvolver neles a
qualidade de ordem ética, intelectual e afetiva que a sociedade espera que
possuam de modo a poderem em seguida cultivar nos seus alunos o mesmo
leque de qualidades. Uma formação de qualidade supõe que os futuros
professores sejam postos em contacto com os professores experimentados.
Assim sendo, os professores em exercício deviam poder dispor com
regularidade de ocasiões para aperfeiçoar-se, através de sessões de trabalho
de grupo e de estágios de formação contínua. O reforço da formação contínua
dispensada segundo modalidades tão flexíveis quanto possível – pode
contribuir muito para aumentar o nível de aprendizagem e a motivação dos
professores. Os professores devem estar mais intimamente associados às
decisões relacionadas à educação.
Para poder fazer um bom trabalho os professores devem não só ser
profissionais qualificados, mas também beneficiar de apoios suficientes. Há
que dar-lhes os instrumentos de que necessitam para poderem desempenhar
melhor suas várias funções. Em contrapartida, os alunos e a sociedade no seu
conjunto têm o direito de esperar deles que cumpram seu trabalho com
dedicação e com um profundo sentido de responsabilidade.
Deve-se estimular o envolvimento e a participação democrática e afetiva
da comunidade a criar mecanismo que assegurem o seu desenvolvimento nos
projetos educativos das escolas.
Em resumo, busca-se um ensino de a qualidade, capaz de formar
cidadãos que interfiram criticamente na realidade para transformá-la e não
apenas para que se integrem ao mercado de trabalho.
A construção contínua de um currículo que possibilite essa
transformação é que vai possibilitar essa tão procurada “educação de
qualidade” e uma gestão democrática é fator fundamental para que esta
realidade se efetive.
3.1 - GESTÃO DEMOCRÁTICA
O processo de gestão democrática escolar deve ser dinâmico, global,
abrangente, participativo, envolvendo autores e atores para as tomadas de
decisões. Mas não basta tomar decisões. É preciso que, ao fazê-lo seja
assumido compromisso para sua realização. Realizar uma gestão democrática
implica respeitar o contexto real da comunidade escolar, compartilhando
responsabilidades de todos. O envolvimento de professores, professora
pedagoga, funcionário, conselho escolar, conselho de classe, representantes
de turmas, grêmio estudantil e APMF é fundamental neste trabalho. A escola
também deve buscar sensibilizar e conscientizar todo o sistema educacional
para que seja garantida uma educação de qualidade para todos.
O modelo de gestão escolar é composto pelo diretor(a) e diretor(a)
auxiliar, escolhidos democraticamente entre os componentes da comunidade
escolar, conforme a legislação em vigor.
Expressão relacionada à atuação que objetiva promover a organização,
a mobilização e a articulação de todas as condições materiais e humanas
necessárias para garantir o avanço dos processos socioeducacionais dos
estabelecimentos de ensino orientadas para a promoção efetiva da
aprendizagem pelos alunos.
O conceito de gestão escolar foi criado para superar um possível
enfoque limitado do termo administração escolar. Foi constituído a partir dos
movimentos de abertura política do país, que começaram a promover novos
conceitos e valores, associados, sobretudo à ideia de autonomia escolar, à
participação da sociedade e da comunidade, à criação de escolas
comunitárias, cooperativas e associativas e ao fomento às associações de
pais. Assim, no âmbito da gestão escolar, o estabelecimento de ensino passou
a ser entendido como um sistema aberto, com uma cultura e identidade
própria, capaz de reagir com eficácia às solicitações dos contextos locais em
que se inserem.
A gestão escolar aponta questões concretas da escola e de sua
administração, baseadas no que se convencionou chamar de “escolas
eficazes”. Estas possuem características como orientação para resultados,
liderança marcante, consenso e coesão entre funcionários a respeito dos
objetivos da escola, ênfase na qualidade do currículo e elevado grau de
envolvimento dos pais.
A autonomia administrativa, financeira e pedagógica e o estabelecimento
de mecanismos que assegurem a escolha de dirigentes são algumas das
estratégias consideradas essenciais para o fortalecimento da gestão escolar.
Algumas características da gestão escolar democrática são o
compartilhamento de decisões e informações, a preocupação com a qualidade
da educação e com a relação custo-benefício, a transparência (capacidade de
deixar claro para a comunidade como são usados os recursos da escola,
inclusive os financeiros), compartilhar decisões significa envolver pais, alunos,
professores funcionários e outras pessoas da comunidade na administração
escolar. Quando as decisões são tomadas pelos principais interessados na
qualidade da escola, a chance de que deem certo é bem maior.
Ações para assegurar a gestão democrática.
 Construção e implementação do Projeto Político Pedagógico;
 Organização do Trabalho Pedagógico no cotidiano do Colégio;
 Coordenar a elaboração coletiva do Projeto Político Pedagógico;
 Criar condições para a participação dos profissionais da Escola e
Comunidade na construção e implementação do Projeto Político
Pedagógico;
 Organizar o tempo e espaço escolar para o trabalho pedagógico e
práticas docentes;
 Produzir e implementar as Propostas Curriculares de todas as
disciplinas do Ensino Fundamental e Médio;
 Viabilizar a formação continuada aos profissionais da Escola;
 Assessorar o Professor na elaboração dos Planos: Anual e de
Aulas;
 Coordenar os Conselhos de Classe e planejar com o colegiado as
intervenções e encaminhamentos às situações levantadas;
 Participar da análise, nos aspectos pedagógicos, e da referida
regularização da Vida Escolar de estudantes oriundos de outros
Estabelecimentos, Estados e/ou Países;
 Orientar e incentivar os estudantes para assumirem com
responsabilidade disciplinas em dependência ou com adaptação;
 Incentivar professores, estudantes e comunidade escolar no
desenvolvimento de Projetos;
 Incentivar e propiciar a participação da Comunidade Escolar nas
atividades do Colégio;
 Atender os pais de forma contínua, durante todo o ano letivo,
visando a participação dos mesmos no processo ensino e
aprendizagem;
 Assessorar e acompanhar as atividades avaliativas, tanto
escolares como institucionais;
DETALHAMENTO DAS AÇÕES
 Estudos e elaboração do PPP pelos membros da Comunidade
Escola;
 Organização do espaço e tempo:
o matriz curricular, turmas – distribuição de aulas;
o calendário escolar – planejamentos – Conselhos de Classe
– Grupos de Estudos;
o projetos – atividades culturais e esportivas.
 Estudos e produção das Propostas Curriculares de cada disciplina
do Ensino Fundamental e do Ensino Médio;
 Formação Continuada – Capacitação – Grupos de Estudos,
palestras a nível de Escola. Divulgar os eventos do Estado:
Simpósios – Cursos – Reuniões Técnicas, P.D.E.;
 Suporte teórico e prático na elaboração dos Planos Anuais e de
Aula, conhecendo os materiais e equipamentos, bem como, os
livros didáticos e o acervo da biblioteca que está disponível para o
Planejamento e para a prática docente;
 Participar de todos os Conselhos de Classe de forma a garantir
um processo coletivo de reflexão – ação, sobre o trabalho
pedagógico;
 Análise e encaminhamentos necessários para a regularização da
Vida Escolar de estudantes, oriundos de outros Estabelecimentos,
Estados e/ou Países, com a realização de adaptações de
disciplinas;
 Definição de professores e horários para que atendam estudantes
com disciplinas em dependência;
 Projetos, com plano de ação próprio;
 Participação dos pais na Escola:
o atendimento individualizado;
o reuniões – palestras – eventos;
o Conselhos de Classe;
o trabalhos voluntários.
 Estudos, reflexões e aprofundamento relativos a práticas
Avaliativas, presentes no processo ensino aprendizagem, para
que o professor possa escolher os melhores procedimentos para
sua prática;
 Realizar a Avaliação Institucional.
CONDIÇÕES/RECURSOS
 Diretrizes Curriculares – de todas disciplinas – SEED;
 Propostas Curriculares elaboradas pelo Colégio;
 Livros – textos – documentos enquanto suporte para estudos;
 Calendário e Matriz Curricular;
 Todo ambiente escolar;
 Envolvimento de todos que fazem parte da Comunidade Escolar;
 Materiais e equipamentos do Colégio.
RESPONSÁVEL
 Equipe Pedagógica.
CRONOGRAMA
 Todo o ano letivo.
3.2 - CONSELHO ESCOLAR
O Conselho Escolar é um órgão colegiado de natureza consultiva,
deliberativa e fiscal, com o objetivo de estabelecer o Projeto Político
Pedagógico da escola, critérios relativos à sua ação, organização,
funcionamento e relacionamento com a comunidade, nos limites da legislação
em vigor e compatíveis com as diretrizes e política educacional traçadas pela
Secretaria de Estado da Educação.
As atribuições dos conselhos escolares, seu funcionamento e sua
composição, dentro outros aspectos, são determinados pelo regimento comum
de cada Conselho Escolar, é necessário, elaborar um Estatuto, prevendo e
estabelecendo normas.
É de fundamental importância à compreensão do papel político do
conselho como instância deliberativa e coletiva, que por um lado, não exclui ou
nega as responsabilidades legais inerentes aos cargos existentes na escola e,
por outro, conta com a contribuição daqueles que participam nas tomadas de
decisões. É preciso ter clareza, no entanto, que o essencial é compreender que
não é necessário que todos façam tudo, mas que todos decidam juntos, com
base na discussão coletiva. Não se pode considerar a natureza dos Conselhos
como uma questão menor.
O Conselho Escolar tem por finalidade promover a articulação entre os
vários segmentos organizados da escola e da sociedade civil a fim de garantir
a eficiência e a qualidade de seu funcionamento com participação efetiva no
planejamento de ações a serem implementadas, na elaboração do calendário
escolar e para tratar de assuntos relacionados ao bom andamento da
Instituição de Ensino.
O Conselho de natureza deliberativa é o que melhor pode contribuir,
ativa e efetivamente, para que a democratização e autonomia da escola sejam
alcançadas, o que representa grande avanço na direção do exercício
permanente da democracia e da cidadania na escola e na sociedade em geral.
Para a escolha dos representantes do Conselho Escolar são feitas
reuniões separadamente de professores, funcionários, alunos, pais e
representantes da sociedade civil.
As reuniões para discutir, e/ou decidir assuntos que implica a
participação do Conselho são feitas sob a convocação do presidente (Direção
da Escola).
O Conselho Escolar do Colégio Estadual do Campo Olavo Bilac é
constituído pelos seguintes membros:
3.2.1 - 1º Segmento: Profissionais da Escola
Presidente: David Fachi.
Representante da Equipe Pedagógica: Diene Bontempo.
Representante da Equipe técnico- administrativa: Francielly
Giacomini.
Suplente: Viviane Francisca Pereira de Souza.
Representante dos Agentes Educacionais I: Carmelita Pereira de
Souza.
Suplente: Bernardete Lunardi.
3.2.2 - 2º Segmento: Comunidade Atendida pelo Estabelecimento de
Ensino
Representante dos Pais de alunos: Marcia Helena Similli Sartori.
Suplente: Silvia Mara Skottki Pinto.
Representante dos alunos: Laisa Ruana Bontempo.
Suplente: Gustavo Marques da Silva.
3.2.3 - 3º Segmento: Movimentos Sociais Organizados
Representante da APMF: Antônio Sérgio Garcia
Suplente: Vagner Bonfante
Representante da Comunidade: Geraldo Skottki
Suplente: Ivan Bontempo
3.2.4 - OBJETIVOS DO CONSELHO ESCOLAR
 Promover a qualidade de ensino;
 Garantir o cumprimento das normas da escola;
 Fortalecer o compromisso da sociedade com a escola;
 Valorizar outras formas de pensar, além das ideias dos profissionais da
educação;
 Buscar o apoio da sociedade nos projetos desenvolvidos pela escola.
3.2.5 - AÇÕES DO CONSELHO ESCOLAR
 Ao final de cada bimestre são analisados tabelas e gráficos dos
resultados obtidos pelos alunos em termos de notas. Além disso, esses
dados promovem a reflexão sobre a prática dos professores,
possibilitando orientar ações no sentido de recuperar os alunos com
baixo rendimento;
 A partir da chamada feita pela professora pedagoga, auxiliar na
conscientização do aluno e de seus familiares quanto à importância da
presença em sala de aula;
 Organizar grupos de estudos para conhecer e refletir sobre o Projeto
Político Pedagógico;
 Participação efetiva nos eventos promovidos pela escola, tanto no que
diz respeito a angariar fundos como em projetos que aproximem os pais
da escola como: gincanas, homenagens, etc.
 Contribuir na conscientização da comunidade escolar para a
conservação do patrimônio público de uso da escola;
3.3 - GRÊMIO ESTUDANTIL
O grêmio estudantil é a organização dos estudantes. Ele é formado
apenas por alunos. O grupo desenvolve de forma independente,
desenvolvendo atividades culturais e esportivas organizam debates sobre
assuntos de interesse dos estudantes, que não fazem porte do currículo
escolar.
O grêmio não tem caráter político-partidário, religioso, racial e também
não deverá ter fins lucrativos.
O Grêmio Estudantil Independência é o órgão máximo de representação
dos estudantes do Colégio Estadual do Campo Olavo Bilac – Ensino
Fundamental e Médio. Ele defende seus interesses individuais e coletivos,
incentiva a cultura literária, artística e desportiva de seus membros, além de
promover a cooperação entre administradores, funcionários, professores e
alunos no trabalho escolar buscando seu aprimoramento.
Através do Grêmio, são realizados intercâmbios e colaborações de
caráter cultural e educacional com outras instituições educacionais, assim
como a filiação às entidades gerais UMES, UPES e UBES, bem como o
desenvolvimento de um trabalho de conscientização junto a comunidade como
a elaboração de cartilhas educativas que visam a conscientização quanto ao
uso e manuseio de agrotóxicos e suas consequências.
Os representantes do Grêmio Estudantil foram eleitos pelos próprios
alunos, participam e apoiam as atividades realizadas na e pela escola.
Fazem parte da Diretoria do Grêmio:
Presidente: Laisa Ruana Bontempo.
Vice-Presidente: Ricardo Henrique Simelli Sartori.
Secretária Geral: Eloisa Knoor Ferreira.
1ª Secretário: Akai Baruci Grama.
Tesoureiro Geral: Antony Bontempo Garcia.
1º Tesoureira: Brenda Stefany Piancol.
Diretor de Imprensa: Gustavo Marques da Silva.
Diretor de Esporte: Bruno Soares Piancol.
Diretora de Cultura: Ana Beatriz Pinto Ferreira.
Diretora de Saúde e Meio Ambiente: Tainara da Cruz Galvão.
3.3.1 - ESTATUTO DO GRÊMIO ESTUDANTIL
O Estatuto do Grêmio Estudantil é um documento que estabelece as
normas sob as quais ele vai funcionar, explicando como serão as eleições, a
composição da Diretoria e como a entidade deve atuar em certos casos.
3.3.2 – OBJETIVOS DO GRÊMIO ESTUDANTIL
 Desenvolver a representatividade, integração às diferenças, em
benefício do crescimento coletivo;
 Formar um grupo democrático, participativo e comprometido com
questões sociais e ambientais;
 Buscar parcerias para o desenvolvimento das atividades escolares;
 Trabalhar a conscientização dos educandos em relação ao compromisso
com um ambiente favorável à aprendizagem.
3.3.3 - AÇÕES POSSÍVEIS DO GRÊMIO ESTUDANTIL
 Participação em palestras sobre divulgação do que é o Grêmio
Estudantil;
 Grupos de estudos onde são trabalhadas questões como: doenças,
drogas, conservação ambiental, entre outros;
 Participação na escolha dos representantes de turma;
 Organização de gincanas culturais, esportivas e solidárias;
 Organização de homenagens em datas comemorativas;
 Contribuir para a organização da sala de aula;
 Buscar alternativas para problemas cotidianos;
 Estudo do Estatuto do Grêmio Estudantil e possíveis reformulações.
3.3.4 - AVALIAÇÃO DAS AÇÕES
A partir da realização de projetos que visem as ações acima citadas,
serão feitas reuniões para reflexão sobre os projetos e levantadas sugestões
para superar os problemas encontrados, aprimorando cada ação.
3.3.5 - REPRESENTANTE DE TURMA/CLASSE
O representante de turma é escolhido pela própria turma, sob orientação
do professor, é aquele que a classe confia seus anseios. Ele tem a função de
atuar como elo de comunicação entre a escola e a classe.
3.3.6 - AVALIAÇÃO
Estaremos sempre, nas reuniões ordinárias, extraordinárias ou nos
grupos de estudos, discutindo e avaliando as ações desenvolvidas pela escola.
A partir destas discussões esperamos aprimorar ou instaurar no que venham
ao encontro das necessidades da instituição.
3.4 - APMF
Associação de Pais, Mestres e Funcionários do Colégio Estadual do
Campo Olavo Bilac - Ensino Fundamental e Médio, pessoa jurídica de direito
privado é um órgão de representação de Pais, Mestres e Funcionários do
estabelecimento de Ensino, não tendo caráter político, partidário, racial e nem
fins lucrativos, não sendo remunerados os seus Dirigentes e Conselheiros.
A escolha para compor a APMF é feita quando o Diretor reúne
professores, funcionários e pais, onde são formadas as chapas para passarem
pelo processo de votação.
A APMF é uma grande aliada da escola, com participação na elaboração
e constante acompanhamento na evolução do Projeto Político Pedagógico,
pois é bastante participativa, não só nas reuniões ordinárias, mas sempre que
necessita da presença da mesma.
A APMF tem por objetivo promover o entrosamento entre pais, alunos,
professores e funcionários e toda a comunidade, através de atividades sócio-
educativas e culturais e desportivas, gerir e administrar os recursos financeiros
próprios e os que lhes forem repassados através de convênios, de acordo com
as prioridades estabelecidas em e união conjunta com o Conselho Escolar;
Colaborar com a manutenção e conservação do prédio escolar e suas
instalações, conscientizando sempre a comunidade sobre a importância desta
ação.
A APMF pode ser considerada uma ONG, para isto é necessário que
seja registrado no Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do
Adolescente, e assim para receber recursos para desenvolver projetos que
venham de encontro com os ensinos da comunidade.
A APMF do Colégio Estadual do Campo Olavo Bilac assim se
constitui:
Presidente: Antônio Sérgio Garcia.
Vice Presidente: Vanderlei Bontempo.
1º Secretário: Francielly Giacomini.
2º Secretário: Viviane Francisca Pereira de Souza.
1º Tesoureiro: Vagner Aparecido Bonfante.
2º Tesoureiro: Ricardo Rogério Ferreira.
Representantes dos Professores: Suzana Heringer da Silva e Luana
Bontempo.
Representantes dos Funcionários: Carmelita Pereira de Souza e
Bernardete Lunardi.
Conselho Deliberativo e Fiscal: Silvia Cristina Vale, Cristina Knoor
Ferreira, Fátima Bianchi, Cleudiane Cardoso dos Santos.
Representante da Comunidade: Ivan Bontempo.
3.5 - DIVERSIDADE
A educação deve ser também um espaço de cidadania e de respeito aos
direitos humanos, o que tem levado o currículo a discutir o tema de inclusão de
grupos minoritários.
O desafio da escola é incluir a todos/as. Nessa perspectiva, deve-se
assumir o compromisso político e social de garantir a todos/as o direito ao
acesso à escolarização e ao saber sistematizado historicamente.
Faz-se necessário que a escola identifique e reconheça os diferentes
sujeitos e crie mecanismos de enfrentamento aos diversos preconceitos
existentes e que possa garantir o direito ao acesso e a permanência, com
qualidade, no processo educacional.
A escola promoverá discussões sobre as temáticas da diversidade para
que tenham seu espaço no currículo escolar interdisciplinarmente, a fim de
3.6 - RELAÇÕES ETNICO-RACIAIS E AFRODESCENDÊNCIA -
HISTÓRIA CULTURA AFRO-BRASILEIRA E INDÍGENA
A Lei Nº 11.645/08 é que estabelece as Diretrizes e Bases da Educação
Nacional, para incluir no Currículo Oficial da rede de Ensino a obrigatoriedade
da temática” História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena”.
A educação das relações étnico-raciais impõe aprendizagens entre
brancos, negros e indígenas, trocas de conhecimentos, quebra de
desconfianças, projeto conjunto para construção de uma sociedade justa e
igualitária.
3.7 - GÊNERO E DIVERSIDADE SEXUAL
A sexualidade está presente no ser desde sua existência, ela é revelada
e se desenvolve atendendo as necessidades do organismo.
O conceito sobre sexualidade muda através dos tempos, este conceito
revela a cultura dos indivíduos.
Algumas vertentes da psicologia, como a psicanálise Freudiana, consideram
a existência de sexualidade na criança já quando nasce. Propõe a passagem
por fases (oral, anal, fálica) que contribuem ou definem a constituição da
sexualidade adulta que virá a desenvolver-se posteriormente. (Disponível
em: <http://www.infoescola.com/sexualidade/o-que-e-sexualidade/>
Acesso em: 25 março 2010).
O ser humano precisa gostar de si mesmo, compreender que é único,
precisa aprender a conviver saudavelmente com as diferenças “Muitas vezes
se confunde o conceito de sexualidade com o do sexo propriamente dito. É
importante salientar que um não necessariamente precisa vir acompanhado do
outro”. (Disponível em: <http://www.infoescola.com/sexualidade/o-quee-
sexualidade/> Acesso em: 25 março 2010).
A aprendizagem acontece a todo momento e em diversos lugares, a
escola é lugar de trabalhar a educação sexual, revelando ao educando a
beleza da vida, a beleza de ser gente.
Na sociedade contemporânea, há muitas pessoas, entre elas um grande
número de crianças, adolescentes e jovens, doentes emocionalmente, tristes,
carentes e depressivos, com um imenso vazio dentro de si mesmas,
procurando preencher este espaço com migalhas de “amor”. O pensamento
crítico sobre o que fazer com esse corpo deve ser trabalhado, elevando a
importância e individualidade de cada um.
Cada vez mais cedo os jovens têm a vida sexual ativa, o ambiente
escolar também é lugar de prevenção e a melhor maneira é proporcionar o
conhecimento sobre doenças sexualmente transmissíveis que vem atingindo
grande número de pessoas, bem como as sérias consequências e
responsabilidades que envolvem a temática.
possibilitar uma educação democrática e inclusiva, sem preconceitos
nem discriminações.
Fazem parte do Departamento da Diversidade:
 Educação das Relações Étnico-Racial – Lei nº 10.639/03
 Educação Escolar Indígena – Lei nº 11.645/08
 Educação Escolar do Campo – Lei nº 7352, 04/11/2010
 Educação para o Envelhecimento – Lei 10.741/03
 Lei nº 13.381 – História do Paraná
 Educação das Relações de Gênero e Diversidade Sexual – Parecer
CEE
 01/09 e Instrução Conjunta 02/10 sobre o “nome social” para
Travestis e Transexuais, maiores de 18 anos.
A equipe multidisciplinar, conforme a Resolução nº 3399/2010 – GS/ SEED,
são instancias de Organização do Trabalho Escolar e a finalidade é orientar e
auxiliar o desenvolvimento das ações relativas à educação das relações
Étnicos-Raciais e no Ensino da História e Cultura Afro-Brasileira, Africana e
Indígena, durante o ano letivo, onde os temas serão desenvolvidos através de
trabalhos interdisciplinares.
Quanto à Cultura Afro-Brasileira e Africana, Lei 10.639/03 o Colégio tem
desenvolvido trabalhos específicos, abordando conteúdos referentes ao tema
durante o ano letivo, de forma interdisciplinar. Esses trabalhos culminam com o
dia 20 de novembro, dia Nacional da Consciência Negra.
Em consonância com a Lei 11.645/08, foi acrescentado a temática
Indígena, onde ficou estabelecido que será trabalhado de forma que incluirá os
diversos aspectos da história e da cultura que caracterizam a formação da
população brasileira, resgatando as suas contribuições na história do Brasil.
Em decorrência da alteração da Lei 9394/96, Lei de Diretrizes e Bases
da Educação, para dispor sobre a obrigatoriedade de ensino de música na
educação básica, a partir de 2011 através da Lei 11.769/08 o ensino da música
passa a fazer parte do cotidiano dos alunos como conteúdo da disciplina de
arte.
Os conteúdos serão trabalhados em todo âmbito escolar, em especial
nas áreas de artes, Língua Portuguesa e História.
3.8 - HISTÓRIA DO PARANÁ
A Lei 13.381 de 18/12/2001 torna obrigatório na Rede Pública Estadual
de Ensino, dos conteúdos da disciplina História do Paraná, no Ensino
Fundamental e Médio, objetivando a formação de cidadãos conscientes da
identidade, potencial e valorização do nosso Estado. A disciplina História do
Paraná deverá permanecer no currículo.
A aprendizagem dos conteúdos curriculares deverá oferecer abordagens
e atividades promovendo a incorporação dos elementos formadores da
cidadania paranaense, partindo dos estudos das comunidades, municípios e
microrregiões do Estado.
Deverá ser incluída a Bandeira, o Escudo e o Hino do Paraná nos
conteúdos da disciplina de Historia do Paraná.
O hasteamento da Bandeira do Estado e o Canto do Hino do Paraná se
constituirão atividades semanais regulares e, também nas comemorações
festivas nos estabelecimentos da Rede Pública Estadual.
3.9 - DA EDUCAÇÃO ESPECIAL
Conforme a Lei nº 9394/96, Art. 58 – Entende-se por Educação Especial,
para os efeitos desta Lei, a modalidade da educação escolar, oferecida
preferencialmente na rede regular do ensino, para educandos portadores de
necessidades especiais.
Segundo a Deliberação CEE nº02/03, o Art. 6º Será ofertado
atendimento educacional especializado aos alunos com necessidades
educacionais especiais decorrentes de:
I – dificuldades acentuadas de aprendizagens ou limitações no processo
de desenvolvimento que dificultem o acompanhamento das atividades
curriculares, não vinculadas a uma causa orgânica específica ou relacionadas
a distúrbios, limitações ou deficiências;
II - dificuldades de comunicação e sinalização demandando a utilização
de outras línguas, linguagens e códigos aplicáveis;
III - condutas típicas de síndromes e quadros psicológicos neurológicos
ou psiquiátricos;
IV – superdotação ou altas habilidades que, devido às necessidades e
motivações específicas, requeiram enriquecimento, aprofundamento curricular
e aceleração para concluir, em menor tempo, a escolaridade, conforme normas
a serem definidas por Resolução da Secretaria de Estado da Educação.
3.10 - EDUCAÇÃO AMBIENTAL
A Lei Nº 9705/99 que dispõe sobre a Educação Ambiental nos seus
artigos: Art. 1º - Entendem-se por educação ambiental os processos por meio
dos quais o indivíduo e a coletividade constrói valores sociais, conhecimentos,
habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio
ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e
sua sustentabilidade. Art. 2º – A educação ambiental é um componente
essencial e permanente da educação nacional, devendo estar presente, de
forma articulada, em todos os níveis e modalidades do processo educativo, em
caráter formal e não formal.
O Colégio Estadual Do Campo Olavo Bilac trabalhará com uma pauta
para a consolidação das políticas em educação ambiental, segundo como
consta no (Vamos cuidar do Brasil: conceitos e práticas em educação
ambiental na escola) MEC, que considerando a necessidade de constante
aprimoramento do que é feito, é fundamental consolidar prioridades
estratégicas adotadas nas atuais políticas públicas focalizadas na escola.
Podemos destacar:
 Dedicar especial atenção ao processo de formação de
educadores ambientais, tanto no que se refere à formação inicial
quanto à formação continuada. Para isso, é fundamental ampliar
as relações de fomento e parceria com as instituições de ensino
superior, principalmente as universidades públicas, muito
ausentes até o momento, para a promoção de cursos de curta,
média e longa duração. Estimular os debates e propor a
reorganização das licenciaturas incluindo a pedagogia, como
forma de assegurar a presença ou mesmo a obrigatoriedade da
educação ambiental nos cursos de formação inicial dos
professores. Incentivar a qualificação em nível de pós-graduação
ampliando o número de docentes do ensino fundamental com
títulos de mestrado e doutorado. Estimular políticas estaduais e
municipais que garantam a liberação dos professores para a
participação em cursos e que viabilizem maior disponibilidade de
tempo para projetos e programas em educação ambiental.
 Ampliar e fomentar o envolvimento de professores, direção,
funcionários e alunos em espaços de participação (Agenda 21,
Coletivos Educadores, COM-VIDA, conselhos, gestão colegiada
etc.), como forma de se construir democraticamente as práticas
ambientais escolares e favorecer a relação escola-comunidade.
 Garantir a participação dos profissionais do ensino fundamental
em eventos como forma de atualização de informações,
incorporação nos debates das legítimas necessidades, práticas e
entendimentos dos que aí atuam e rediscussão ou esclarecimento
das finalidades da educação ambiental no Brasil, tendo por
parâmetro o que está previsto em documentos como: Programa
Nacional de Educação Ambiental e Política Nacional de Educação
Ambiental, entre outros.
 Abrir ampla discussão nacional, envolvendo outras secretarias do
MEC, Órgão Gestor e sindicatos dos trabalhadores da educação,
sobre a política educacional, principalmente no que se refere à
organização curricular e ao fortalecimento do ensino público
autônomo e democrático problematizando e definindo o que se
deseja com a transversalização e com a interdisciplinaridade na
educação ambiental, seus limites e possibilidades no contexto
educacional brasileiro.
3.11 - ENFRENTAMENTO À VIOLÊNCIA NA ESCOLA
Segundo a SEED/PR, “É necessário considerar o fenômeno da Violência
a partir de uma perspectiva histórica, social e política. Compreende-se a
violência na escola como um processo que se constitui historicamente no
espaço e no tempo escolar. A violência na escola torna-se preocupante pelo
fato de que enquanto espaço institucionalizado de desenvolvimento do
indivíduo pela educação. Sendo esta um processo de sociabilização, de
desenvolvimento intelectual, científico e filosófico do indivíduo.
A demanda de Enfrentamento à Violência na Escola visa ampliar a
compreensão e formar uma consciência crítica sobre a violência e, assim,
transformar a escola num espaço onde o conhecimento toma o lugar da força.
De acordo com Gustavo Heidrich, “O caminho mais eficaz para combater
a violência dura é a integração com a comunidade, que passa a respeitar o
papel social da escola (ensinar) e a reconhecer que aquele espaço é de todos.
"De vítima, ela passa a ser parceira do bairro e das famílias", afirma Ana Maria
Leite, pesquisadora da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. A
aproximação pode começar com o diálogo com os pais. Envolvê-los no
acompanhamento da aprendizagem, dos êxitos e das dificuldades dos filhos é
tarefa dos gestores e ajuda a romper o empurra-empurra sobre a
responsabilidade pelo sucesso (ou o fracasso) escolar.”
Outra frente bastante eficaz, segundo os especialistas, são atividades
esportivas e culturais, que podem ser feitas em parcerias que articulem o
trabalho extracurricular com a aprendizagem de conteúdos e valorizem a
história e a cultura locais.
De acordo com a SEED, “É necessário considerar o fenômeno da
Violência a partir de uma perspectiva histórica, social e política. Compreende-
se a violência na escola como um processo que se constitui historicamente no
espaço e no tempo escolar. A violência na escola torna-se preocupante pelo
fato de que enquanto espaço institucionalizado de desenvolvimento do
indivíduo pela educação. Sendo esta um processo de sociabilização, de
desenvolvimento intelectual, científico e filosófico do indivíduo.
A demanda de Enfrentamento à Violência na Escola visa ampliar a
compreensão e formar uma consciência crítica sobre a violência e, assim,
transformar a escola num espaço onde o conhecimento toma o lugar da força.
O Enfrentamento à Violência na Escola requer formação continuada dos
profissionais da educação, reflexões e discussões em grupos de estudos,
seminários e oficinas sobre as causas da violência e suas manifestações, bem
como a produção de material de apoio didático-pedagógico.”
O enfrentamento à violência na escola está em explicitar e conectar.
Explicitar:
 Que tipo de violência está presente na escola? Violência na escola,
violência da escola ou violência contra a escola.
 Identificar fatores de risco e fatores de proteção. Potencializar o
segundo.
Conexões internas:
 Fortalecer as instâncias colegiadas por meio da gestão democrática.
Conexões externas:
 Fortalecer e se necessário acionar a rede de proteção social.
3.12 - PREVENÇÃO AO USO INDEVIDO DE DROGAS
Segundo a SEED, “A Prevenção ao Uso Indevido de Drogas é um
trabalho desafiador, que requer tratamento adequado e cuidadoso,
fundamentado em resultados de pesquisa, desprovido de valores e crenças
pessoais. Por meio da busca do conhecimento, educadores e educandos são
instigados a conhecer a legislação que reporta direta ou indiretamente a esse
desafio educacional contemporâneo, bem como a debater assuntos presentes
em nosso cotidiano como: drogadição, vulnerabilidade, preconceito e
discriminação ao usuário de drogas, narcotráfico, violência, influência da mídia,
entre outros.”
É preciso ter um cuidado especial ao tratar do assunto drogas, evitando
aguçar a curiosidade, que pode se tornar perigosa. Esse trabalho quando
possível, deve começar em casa, a educação e o amor ainda são as opções
mais eficazes nesse combate.
De acordo com Marília Saldanha da Fonseca, “Na prática escolar, a
prevenção ao abuso de drogas torna-se viável por intervenções nas condições
de ensino e, principalmente, são direcionadas ao projeto político pedagógico, à
gestão escolar e à abordagem educacional, como apresentados na sequência.”
 Projeto Político Pedagógico. Inserida num quadro mais amplo de
uma educação para a saúde, a prevenção prioriza a adesão aos
princípios da vida, a formação de valores e o conhecimento da
natureza e do efeito das substâncias psicoativas;
 Gestão da Escola. O modelo de gerenciamento deve favorecer a
participação coletiva e responsável na definição de princípios,
objetivos e decisões a serem tomadas;
 Abordagem Educativa propõe a Educação Afetiva cuja ênfase
está na personalidade do aluno. A educação afetiva defende a
modificação de fatores pessoais que são vistos como riscos ao
uso de drogas, explorando situações-limite. Primeiramente, deve-
se priorizar o autoconhecimento, a auto-estima, a auto-afirmação,
as relações interpessoais, a capacidade de lidar com ansiedade,
a habilidade de decidir, a habilidade de lidar com grupos, a
capacidade de resistir às pressões grupais, a comunicação
verbal;
 Professor-Aluno. A atuação dos professores é fundamental na
educação preventiva, ajudando os alunos a constituírem um
sistema de valores pessoal que lhes animem a adotar um estilo
de vida, em que o abuso de drogas não encontre ressonância.
Deste modo, é possível proporcionar aos alunos a aquisição de
habilidades e experiências que tenham efeito protetor, como:
 Promoção do autoconhecimento;
 Desenvolvimento de atitude autônoma;
 Alcance da Competência social;
 Promoção da afetividade;
 Integração corpo, mente e emoção.
3.13 - DESAFIOS EDUCACIONAIS CONTEMPORÂNEOS
Segundo publicação no site da SEED - Organização do Trabalho
Pedagógico - Desafios educacionais, “Os desafios educacionais expressam
conceitos e valores básicos à democracia e à cidadania e obedecem a
questões importantes e urgentes para a sociedade contemporânea. A ética, o
meio ambiente, a saúde, o trabalho e o consumo, a orientação sexual e a
pluralidade cultural não são disciplinas autônomas, mas temas que permeiam
todas as áreas do conhecimento.”
De acordo com Arco-Verde (2008) “o desafio maior é, sem dúvida, o
conhecimento em si, razão do nosso trabalho e função essencial da escola. No
entanto, constantemente vai além, demonstrando-nos demandas novas,
exigindo um posicionamento em relação aos novos desafios que se opõem
para a educação e que devem ser trabalhados neste contexto, tanto para os
profissionais da escola, como para os educandos, seus pais e a comunidade,
em toda a complexidade de cada um desses segmentos."
Para abordar estes temas, usa-se como subsídios os cadernos
temáticos da SEED/PR, os quais possuem explanamos mais variados desafios
educacionais contemporâneos, como:
 Caderno Direitos Humanos, Justiça e Participação Social;
 Educando para as relações etnicorraciais II ;
 Educação Ambiental;
 Prevenção ao uso indevido de drogas;
 Enfrentamento à Violência na Escola
 Gênero e Diversidade na Escola;
 Os Direitos Humanos;
 Diversidade Sexual na Educação:
problematizações sobre a homofobia nas escolas;
 Gênero e Diversidade na Escola - Gravidez na Adolescência e
Participação Juvenil;
 Gênero e Diversidade Sexual na Escola: reconhecer diferenças e
superar preconceitos;
 Guia de Políticas Públicas para a Juventude;
 Gravidez na Adolescência e Sexualidade;
 Educação do Campo;
3.14 - CIDADANIA E DIREITOS HUMANOS
É fundamental para dignidade humana, levar às pessoas, o
conhecimento sobre seus direitos, estes as transformam em verdadeiros
cidadãos, só quem conhece, pode reivindicar. O conhecimento, que também é
um direito, é o primeiro passo rumo ao exercício da cidadania. Este
Estabelecimento de Ensino prima, portanto, trabalha visando educação
emancipatória.
A partir da Declaração Universal de 1948, foram definidas diversas
tipologias de direitos humanos. As principais foram sancionadas em dois
importantes tratados internacionais: o Pacto Internacional dos Direitos Civis e
Políticos e o Pacto Internacional dos Direitos Econômicos, Sociais e Culturais,
ambos promulgados em 1966.
Os direitos humanos são naturais e universais, pois estão
profundamente ligados à essência do ser humano, independentemente de
qualquer ato normativo, e valem para todos.
A universalidade implica no reconhecimento de que todos os indivíduos
são titulares de direitos pelo mero fato de sua humanidade. A percepção de
que o indivíduo é sujeito de direitos por ser uma pessoa, e não por ser um
cidadão de um determinado Estado, flexibilizou a noção tradicional de
soberania e consolidou a ideia de que o indivíduo é um sujeito de direitos no
âmbito internacional.
A indivisibilidade implica na percepção de que a dignidade humana pode
ser buscada pela satisfação dos direitos civis e políticos, tais como os direitos à
liberdade de expressão, à liberdade de ir e vir, o direito ao voto, os direitos
econômicos, sociais e culturais, o direito à educação, o direito à alimentação e
à moradia.
Já a interdependência aponta para a relação entre direitos econômicos,
civis, políticos e sociais. São interdependentes e indivisíveis, pois não podemos
separá-los em direitos individuais, ou só em sociais, ou só os de defesa
ambiental.
O Colégio Estadual do Campo Olavo Bilac promoverá, segundo Maria
Rosa Afonso diz, “Uma educação centrada na aquisição e no desenvolvimento
de competências práticas que levem á conscientização crítica dos problemas, á
ação e á intervenção responsáveis, de forma o que os alunos se sintam
implicados e comprometidas na defesa de direitos humanos, tanto nos
contextos mais próximos como nos mais distantes. Um ambiente favorável aos
direitos humanos, na escola e na comunidade em geral, procurando que
existam referencias, recursos e apoios. Trabalho ativo e de participação,
fundamentalmente centrado nas competências e nas atitudes, abrangente e
integrado, considerado a educação para os direitos humanos como um todo,
sem isolar as questões, uma vez que todas as situações tem razões e
enquadramentos múltiplos, com conseqüências e implicações diversas e aberto
e flexível, sem rigidez, respostas feitas ou soluções fáceis, até por que surgem
todos os dias no cotidiano das turmas, das escolas, dos bairros, do país e do
mundo, notícias e acontecimentos que podem e devem ser debatidas e
trabalhadas. Interdisciplinar e transversal, envolvendo todos os professores e
todas as disciplinas. contextualizado e compromisso, tendo em conta a
situação envolvente, as necessidades e os problemas da escola, do meio e da
sociedade em geral.
3.15 - LIBERDADE/AUTONOMIA
Cidadania e autonomia são hoje duas categorias estratégicas de
construção de uma sociedade melhor, em torno das quais há frequentemente
consenso.
Em relação à escola, a participação contribui para a democratização das
relações de poder no seu interior e para a melhoria da qualidade do ensino.
Como destaca LIBÂNEO, 2001 (apud LIMA e JARDIM), a participação é o
principal meio de se assegurar a gestão democrática da escola, pois possibilita
envolvimento de profissionais e usuários no processo de tomadas de decisões
e funcionamento da organização escolar: a organização escolar democrática
implica não só a participação, em função dos objetivos da escola.
Para a gestão da participação é preciso ter clareza de que a tarefa
essencial da escola é a qualidade dos processos de ensino e aprendizagem
que, mediante as práticas pedagógicas – didáticas e curriculares, propiciam
melhores resultados. Para Libâneo, a partir dos estudos sobre organização e
gestão escolar, é possível apresentar, de forma esquemática, três concepções:
de gestão escolar refletem, portanto, posições políticas e concepções de
homem e sociedade.
A conquista da cidadania requer um esforço dos educadores em estimar
instâncias e práticas de participação popular. De acordo com GADOTTI E
ROMÃO, 1997 (apud LIMA e JARDIM) a participação influi na democratização
da gestão e na melhoria da qualidade de ensino: todos os segmentos da
comunidade podem compreender melhor o funcionamento da escola, conhecer
com mais profundidade os que nela estudam e trabalham, intensificar seu
envolvimento com ela e, assim, acompanhar melhor a educação ali oferecida.
A luta pela autonomia da escola insere-se no seio da própria sociedade.
Mas, para isso, é preciso percorrer um longo caminho de construção da
confiança na escola, na capacidade de ela resolver seus próprios problemas e
de auto governar-se.
3.16 - AUTONOMIA ADMINISTRATIVA
Um dos principais fatores de eficácia escolar reside nos órgãos diretivos
dos estabelecimentos de ensino. A direção das escolas deve ser confiada a
profissionais qualificados, portadores de formação específica, sobretudo em
matéria de gestão. É importante também estabelecer uma ligação mais estreita
entre o ensino e o mundo do trabalho, trazendo para a escola, por exemplo,
profissionais de outras áreas que possam colaborar com a prática didática.
A Lei de Diretrizes e Bases em seu artigo 12 inciso II deixa claro que a
escola tem a incumbência de administrar seu pessoal e seus recursos
materiais e financeiros. Isto significa que a escola tem poder de elaborar e
administrar seus projetos condizendo com a realidade de sua comunidade
escolar e no contexto histórico.
3.17 - AUTONOMIA PEDAGÓGICA
O inciso I do artigo 12 da LDB rege que a escola tem a liberdade de
elaborar e executar a sua proposta pedagógica, com isto a escola contribui
com a socialização resgatando valores culturais e sociais da comunidade e ao
mesmo tempo esta construindo a identidade da mesma e de seus alunos,
porem a parte que gerir o Projeto Político é a organização curricular, a
avaliação a os resultados alcançados no processo ensino-aprendizagem.
3.18 - AUTONOMIA FINANCEIRA
A escola depende financeiramente do poder público, porem tem o poder
de planejar e executar suas atividades obedecendo ao orçamento de cada
programa e instância específico.
3.19 - AUTONOMIA JURÍDICA
A escola funciona como uma instituição e como tal deve ter leis que rege
seu funcionamento e tem oportunidade de elaborar seu regimento com normas
e orientações, sempre levando em consideração a imparcialidade e
proporcionando ao educando a chance de se tornar um cidadão crítico por
meio do estudo.
3.20 - AS SETE DIMENSÕES DOS INDICADORES
Para respeitar a complexidade do significado de qualidade educativa, os
indicadores foram organizados em sete dimensões ou sete diferentes aspectos
da qualidade da escola. Essas dimensões garantem que a qualidade educativa
seja considerada de forma ampla e de acordo com as realidades avaliadas.
São elas:
1. Ambiente educativo – nesta dimensão, os indicadores de referem ao
respeito, à alegria, à amizade e solidariedade, à disciplina, ao combate à
discriminação e ao exercício dos direitos e deveres.
2. Prática pedagógica – aqui, reflete-se coletivamente sobre a posposta
pedagógica da escola, sobre o planejamento das atividades educativas, sobre
as estratégias e recursos de ensino-aprendizagem, dentre outros temas.
3. Avaliação – esta dimensão abarca os processos de avaliação dos
alunos, incluindo a auto-avaliação, e a avaliação dos profissionais da escola.
4. Gestão escolar democrática – focaliza o compartilhamento das
decisões, a preocupação com a qualidade, com a relação custo beneficio e
com a transparência.
5. Formação e condições de trabalho dos profissionais da escola –
aqui, discute-se sobre os processos de formação dos professores, sobre a
suficiência, assiduidade e estabilidade da equipe escolar. É oferecido para a
formação dos profissionais da educação, cursos, simpósios e grupos de
estudos.
6. Espaço físico escolar – nesta dimensão, os indicadores são o bom
aproveitamento dos recursos existentes na escola, a disponibilidade e a
qualidade desses recursos e a organização dos espaços escolares.
7. Acesso, permanência e sucesso na escola – Um dos principais
desafios atuais de nossas escolas é fazer com que as crianças e adolescentes
nela permaneçam e consigam concluir os níveis de ensino em idade adequada,
sendo respeitadas em sua cor, etnia e posição social e que jovens e adultos
também tenham os seus direitos educativos atendidos.
3.21 - CONSELHO DE CLASSE
O conselho de classe deve ser um órgão presente na organização
escolar capaz de articular os diferentes âmbitos e setores da escola, pois tem a
responsabilidade de avaliar o ensino aprendizagem de maneira coletiva. Ele
deve criar espaços para as múltiplas inter-relações na escola e de permitir uma
gestão coletiva e democrática centrada nas necessidades pedagógicas do
cotidiano escolar.
A função do conselho de classe é para orientar, opinar e decidir sobre o
que melhorar no ensino – aprendizagem, de forma a contribuir para a qualidade
do ensino. É função do Conselho de Classe também rever práticas
pedagógicas para atender as necessidades dos alunos em dificuldades de
aprendizagem.
O conselho de classe é o momento do balanço onde deve ser “pesado”
o trabalho do corpo docente e os objetivos alcançados e quais atitudes a serem
tomadas.
Conselho de Classe é constituído pelo Diretor, pelo Professor Pedagogo,
por todos os professores que atuam numa mesma classe e pelo Secretário.
A presidência do Conselho de Classe está a cargo do Diretor que na sua
falta ou impedimento, será substituído pelo Professor Pedagogo.
O Conselho de Classe reunir-se-á ordinariamente em cada bimestre,
conforme Calendário Escolar, e extraordinariamente, sempre que um fato
relevante assim o exigir.
Até o presente momento ainda as reuniões para Conselho de Classe
não foram abertas à participação de pais e alunos. Mas já se cogita a essa
participação para que tomem ciência da seriedade dessa ação decisiva dentro
da escola.
 Estudar e interpretar os dados da aprendizagem na sua relação com o
trabalho do professor, na direção do processo ensino- aprendizagem,
proposto pelo plano curricular;
 Acompanhar e aperfeiçoar o processo de aprendizagem dos alunos;
 Analisar os resultados da aprendizagem na relação com o desempenho
da turma, com a organização dos conteúdos e o encaminhamento
metodológico;
 Utilizar procedimentos que assegurem a comparação com parâmetros
indicados pelos conteúdos curriculares, encaminhamento metodológico
e processo de avaliação que afetem o rendimento escolar;
 Propor medidas que viabilizem um melhor aproveitamento escolar, tendo
em vista o respeito à cultura do educando, integração e relacionamento
com os outros alunos na classe;
 Estabelecer planos viáveis de recuperação de conteúdos.
 Emitir parecer sobre assuntos referentes ao processo ensino-
aprendizagem, respondendo a consulta feita pelo diretor e pela equipe
pedagógica;
 Analisar as informações sobre os conteúdos curriculares,
encaminhamento metodológico e processo de avaliação que
diagnostiquem o rendimento escolar;
 Propor medidas que viabilizem um melhor aproveitamento escolar, tendo
em vista o respeito à cultura do educando, integração e relacionamento
com os alunos da classe;
 Estabelecer planos viáveis de recuperação dos alunos, em consonância
com o plano curricular do estabelecimento de ensino;
 Colaborar com a equipe pedagógica na elaboração e execução dos
planos de adaptação de alunos transferidos, quando se fizer necessário;
 Decidir sobre a aprovação ou reprovação do aluno que após a apuração
final dos resultados, não atinja o mínimo estabelecido, levando-se em
consideração o desenvolvimento do aluno até então.
3.22 - AVALIAÇÂO INSTITUCIONAL
A avaliação institucional assume significado especial e necessário para o
desenvolvimento do projeto político pedagógico, na medida em que possibilita
a análise conjunta de todo processo e a retomada de diferentes ações,
atividades e procedimentos que compõem o trabalho pedagógico, além do
rendimento escolar. Essa avaliação deve ser organizada de forma a
diagnosticar as reais condições da escola para que as ações tenham maiores
probabilidades de solucionar os problemas.
Nesse contexto, a avaliação institucional é parte do processo de
trabalho, seu planejamento e execução contribuem de modo especial na
construção da aprendizagem, pois é mecanismo de diagnóstico e, portanto,
indicadores de práticas para mudanças.
Essas mudanças precisam proporcionar a cada dia um ensino melhor
para todos no exercício da cidadania, capazes de atuar com competência,
dignidade e responsabilidade na sociedade em que vivem e na qual esperam
ver atendidas suas necessidades individuais, sociais, políticas e econômicas.
3.23 - AVALIAÇÃO
Os instrumentos de avaliação utilizados pelos professores serão
condizentes com os fundamentos da presente proposta e se dará de forma
contínua e cumulativa, não se esgotando em si mesma, mas propiciando uma
reflexão sobre o processo de ensino e seus resultados, não só para verificar o
desenvolvimento do aluno, como também, o rendimento das práticas do
professor para que, sejam reorientados ou não os caminhos da ação educativa
durante o processo, garantindo assim, a construção do conhecimento por parte
de todos, através de trabalhos de pesquisa individual e em grupo, relatórios de
experimentos, prova oral e escrita, seminários, debates e entrevistas.
A avaliação é, portanto, um processo abrangente que implica em
reflexão crítica sobre a prática escolar com o objetivo de diagnosticar seus
avanços, suas resistências, suas dificuldades, possibilitando a tomada de
decisão sobre o que fazer para superar os as defasagens.
Ela acontecerá ao longo do processo educativo escolar, possibilitando
principalmente, recuperação imediata no caso de insucesso. Isto quer dizer que
é preciso respeitar o ritmo próprio e permitir flexibilizações às condições de
estudo dos alunos. Assim sendo, será aplicada não somente ao nível da
aprendizagem do aluno, mas também do replanejamento do ensino dando
pistas para a reformulação da Proposta Pedagógica.
O processo de avaliação estará vinculado à ação educativa que poderá
ser individual ou coletiva; contínua, permanente, cumulativa para que os
educandos, professores e demais sujeitos da comunidade escolar, possam
compreender o processo de ensino aprendizagem.
A avaliação no processo de ensino- aprendizagem será bimestral
traduzida em forma de notas que serão registrados pelos professores nos
registros de classe e na ficha individual do aluno pela secretaria do
estabelecimento, a fim de serem asseguradas a regularidade e autenticidade
da vida escolar do aluno.
A comunicação dos resultados da avaliação dos alunos será feita aos
pais, através de boletins bimestrais em reuniões, ou na falta a essas reuniões
será entregue pela secretaria, quando procurado pelos pais ou responsáveis
pelo aluno. A Recuperação Paralela é destinada aos alunos que apresentem
defasagens de conteúdos e necessitem de um trabalho mais direcionado,
paralelo às aulas regulares. Deve ser feita pelo professor que viveu com o
aluno aquele momento de ensino-aprendizagem. Se bem planejada e baseada
no conhecimento da dificuldade do aluno. O processo de recuperação escolar
não é uma simples repetição de conteúdos não aprendidos, que precisa ser
caracterizado como um trabalho realizado, por diferentes estratégias, de tal
maneira que o aluno faça parte do processo.
A proposta da recuperação paralela vem indicar que o processo de
aprendizagem se caracteriza em momento de atividades específicas para a
consolidação de aprendizagens efetivas e bem sucedidas para todos os
alunos.
Sendo assim, o trabalho do professor precisa atingir as áreas da
sensação, percepção, formação de imagens, simbolização e generalização da
aprendizagem. Trabalhar os aspectos de percepção, discriminação visual e
auditiva, memória, raciocínio lógico, inclusão de classe, seriação, nomeação,
identificação e socialização, entre outros.
Objetivando a melhoria do aproveitamento dos estudantes com
dificuldades, serão utilizadas algumas estratégias como:
 Atendimento no mesmo turno com o professor;
 Reorganização dos objetivos e metodologias de ensino diversificado,
visando à apreensão de conteúdo;
 Grupos de trabalho diversificado em sala de aula;
 Atividades de pesquisas; individuais e coletivos.
As estratégias de recuperação deverão ser modificadas conforme as
necessidades dos educandos.
3.24 – SISTEMA DE AVALIAÇÃO
Nos anos Finais do Ensino Fundamental regime de duração de 9 (nove)
anos e no Ensino Médio a avaliação da aprendizagem será Bimestral composto
pela somatória da nota 4,0 (quatro) referente as atividades diversificadas,
sendo atribuído 2,0 (dois vírgula zero) para cada atividade avaliativa elaborada
pelo professor; mais a nota 6,0 (seis) resultante de no mínimo 02 avaliações no
valor de 3,0 (três vírgula zero) cada uma, com instrumentos diversificados,
totalizando nota final 10,0 (dez).
De acordo com a Lei 9.394/96 os incisos IV e IX do art. 3º, a escola deve
ter uma tolerância conjunta com os educadores com aqueles alunos que algum
momento do processo de ensino aprendizagem tiveram algum tipo de
dificuldade de aprendizado. Temos que levar em consideração de que os
alunos são seres humanos e de repente em algum momento da fase de ensino
aprendizagem, eles não se adaptaram com a forma de ensino rotineiro
empregado pelo educador, sendo assim o professor devera em conjunto com a
escola desenvolver algum método para acolher estes alunos com problemas.
A Deliberação 007/99, explicita em seu artigo 11, parágrafos 1 e 2, que a
recuperação é um dos aspectos da aprendizagem no seu desenvolvimento
contínuo, pela qual o aluno, com aproveitamento insuficiente, dispõe de
condições que lhe possibilitem a apreensão de conteúdos básicos A
recuperação de conteúdos é um direito de todos os alunos, independentemente
do nível de apropriação dos conhecimentos básicos.
A recuperação acontecerá de duas formas: com a retomada do conteúdo
a partir do diagnóstico oferecido pelos instrumentos de avaliação e com a
reavaliação do conteúdo já re-explicado e concomitante aos conteúdos
trabalhados. As atividades serão significativas, por meio de procedimentos
didáticos pedagógicos diversificados, não devendo incidir sobre cada
instrumento e sim sobre os conteúdos não apropriados.
A recuperação será proporcional às avaliações como um todo, ou seja,
equivalerá de 0 (zero) a 100 (cem) por cento de apreensão e retomada de
conteúdo.
Será considerada após a recuperação a nota maior para somatória e
cálculo da média bimestral.
3.25 - PROMOÇÃO
A promoção é o resultado da avaliação do aproveitamento escolar do
aluno, aliada à apuração da sua frequência.
No Ensino Fundamental Anos Finais e Ensino Médio, os alunos que
apresentarem frequência mínima de 75% do total de horas letivas e média
anual igual ou superior a 6,0 (seis vírgula zero) em cada disciplina, serão
considerados aprovados ao final do ano letivo.
Os alunos do Ensino Fundamental Anos Finais e Ensino Médio serão
considerados retidos ao final do ano letivo quando apresentarem: frequência
inferior a 75% do total de horas letivas, independentemente do aproveitamento
escolar; frequência superior a 75% do total de horas letivas e média inferior a
6,0 (seis vírgula zero) em cada disciplina.
O aluno que apresentar frequência igual ou superior a 75% e média
anual inferior a 6,0 (seis vírgula zero), mesmo após os estudos de recuperação
concomitante, ao longo da série ou período letivo, será submetido à análise do
Conselho de Classe que definirá pela sua aprovação ou não.
Os resultados obtidos pelo aluno no decorrer do ano letivo serão
devidamente inseridos no sistema informatizado, para fins de registro e
expedição de documentação escolar.
3.26 - PROCESSO DE CLASSIFICAÇÃO
A classificação no Ensino Fundamental e Médio é o procedimento que o
estabelecimento de ensino adota para posicionar o aluno na etapa de estudos
compatível com a idade, experiência e desenvolvimento adquiridos por meios
formais ou informais, podendo ser realizada:
I. por promoção, para alunos que cursaram, com aproveitamento, a série
ou fase anterior, na própria escola;
II. por transferência, para os alunos procedentes de outras escolas, do
país ou do exterior, considerando a classificação da escola de origem;
III. independentemente da escolarização anterior, mediante avaliação
para posicionar o aluno na série, ciclo, disciplina ou etapa compatível ao seu
grau de desenvolvimento e experiência, adquiridos por meios formais ou
informais.
A classificação tem caráter pedagógico centrado na aprendizagem, e
exige as seguintes ações para resguardar os direitos dos alunos, das escolas e
dos profissionais:
I. organizar comissão formada por docentes, pedagogos e direção da
escola para efetivar o processo;
II. proceder avaliação diagnóstica, documentada pelo professor ou
equipe pedagógica;
III. comunicar o aluno e/ou responsável a respeito do processo a ser
iniciado, para obter o respectivo consentimento;
IV. arquivar Atas, provas, trabalhos ou outros instrumentos utilizados;
V. registrar os resultados no Histórico Escolar do aluno.
É vedada a classificação para ingresso no ano inicial do Ensino
Fundamental.
3.27 - RECLASSIFICAÇÃO
A reclassificação é o processo pelo qual o estabelecimento de ensino
avalia o grau de experiência do aluno matriculado, preferencialmente no início
do ano, levando em conta as normas curriculares gerais, a fim de encaminhá-lo
à etapa de estudos compatíveis com sua experiência e desenvolvimento,
independentemente do que registre o seu Histórico Escolar.
Cabe aos professores, ao verificarem as possibilidades de avanço na
aprendizagem do aluno, devidamente matriculado e com frequência na série,
dar conhecimento à equipe pedagógica para que a mesma possa iniciar o
processo de reclassificação.
Os alunos, quando maior, ou seus responsáveis poderão solicitar
aceleração de estudos através do processo de reclassificação, facultando à
escola aprová-lo ou não.
A equipe pedagógica comunicará, com a devida antecedência, ao aluno
e/ou seus responsáveis, os procedimentos próprios do processo a ser iniciado,
a fim de obter o devido consentimento.
A equipe pedagógica do estabelecimento de ensino, assessorada pela
equipe do Núcleo Regional de Educação, instituirá Comissão, conforme
orientações emanadas da SEED, a fim de discutir as evidências e documentos
que comprovem a necessidade da reclassificação.
Cabe à Comissão elaborar relatório dos assuntos tratados nas reuniões,
anexando os documentos que registrem os procedimentos avaliativos
realizados, para que sejam arquivados na Pasta Individual do aluno. O aluno
reclassificado deve ser acompanhado pela equipe pedagógica, durante dois
anos, quanto aos seus resultados de aprendizagem.
O resultado do processo de reclassificação será registrado em Ata e
integrará a Pasta Individual do aluno.
O resultado final do processo de reclassificação realizado pelo
estabelecimento de ensino será registrado no Relatório Final, a ser
encaminhado à Secretaria de Estado da Educação.
A reclassificação é vedada para a etapa inferior à anteriormente
cursada.
3.28 - ADAPTAÇÃO/APROVEITAMENTO DE ESTUDOS
No ato da matrícula, será verificado se o aluno deverá fazer
aproveitamento/adaptação de estudos das disciplinas que não teve acesso aos
conteúdos de cada disciplina, constante na Matriz Curricular.
3.29 - DA PROGRESSÃO PARCIAL
Nos artigos 92 e 93 do Regimento Escolar diz que a matricula com
Progressão Parcial é aquela por meio da qual o aluno, não obtendo aprovação
final em até três disciplinas em regime seriado, poderá cursá-las subsequente e
concomitantemente às séries seguintes.
O estabelecimento de ensino não oferta aos seus alunos matrícula com
Progressão Parcial. As transferências recebidas de alunos com dependência
em até três disciplinas serão aceitas e deverão ser cumpridas mediante plano
especial de estudos.
3.30 - PROFESSOR REPRESENTANTE DE TURMA
Visando a organização do trabalho pedagógico, é escolhido pela
direção/equipe pedagógica os professores que serão os representantes da
turma. Tem como função viabilizar a igualdade de condições para permanência
do aluno na escola, respeitando a diversidade e a pluralidade cultural e as
peculiaridades de cada aluno no processo de ensino e aprendizagem.
3.31 - ALUNO REPRESENTANTE DE TURMA
No colégio, será indicado um aluno para representar a turma sempre
que necessário em diversas situações. O aluno escolhido poderá ter um vice-
representante que contribuirá para o intercâmbio entre a direção/equipe
pedagógica, os professores e os alunos.
O aluno indicado para representar a turma deverá ser responsável, ético,
assíduo, ter bom relacionamento com a turma, no desempenho de sua função
e em sua vida escolar entre outros.
3.32 - PROGRAMA DE COMBATE AO ABANDONO ESCOLAR
O referido programa visa a Mobilização para a Inclusão Escolar e a
Valorização da Vida tendo como principal objetivo o combate à evasão escolar.
O programa foi lançado em 2005 e entendendo que a o acesso à escola é um
direito de todos, conforme a LDB e o ECA a criança e o adolescente tem direito
a educação, visando ao pleno desenvolvimento de sua pessoa, preparando
para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho. A garantia de
acesso à escola é compromisso de todos: Estado, Família, Ministério Público,
Conselhos e Sociedade Civil.
Os procedimentos para o acompanhamento da frequência acontece com
o corpo docente nas reuniões pedagógicas e ou de planejamento. A primeira
medida eficiente para que esse controle seja feito diariamente é a tradicional
chamada, em todas as aulas. Chamar os alunos pelo nome também é uma das
formas de construir vínculos e dar identidade ao grupo. Para que isso
aconteça, é preciso ter, desde o primeiro dia, planilhas completas com os
nomes de todos os estudantes, preparadas com a ajuda do secretário da
escola e essas precisam ser analisadas regularmente pela equipe gestora.
Dessa forma, tem-se uma boa ferramenta para observar a rotatividade na
escola, que está presente desde o começo do ano, e traçar estratégias para
lidar com ela.
Também no primeiro semestre, é realizado o Censo Escolar e preenche
as tabelas com dados de aprovação, reprovação e movimento escolar
solicitadas anualmente pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas
Educacionais Anísio Teixeira (INEP).
A equipe gestora pode se reunir com a comunidade, elaborar cartazes,
visitas às famílias e meios de comunicação disponíveis no distrito para os
encaminhamentos de abandono, evasão e consequentemente a reprovação.
Todas essas são formas de chegar até as famílias do entorno e mostrar a elas
que a escola é um direito de seus familiares, ainda é possível recorrer ao
Conselho Tutelar (que entra em contato com as famílias para garantir que os
direitos de crianças e adolescentes sejam cumpridos) ou, em último caso, ao
Ministério Público (que toma as medidas judiciais cabíveis). Mas isso somente
em casos extremos.
3.33 - PLANO DE AÇÃO
O Colégio Estadual do Campo Olavo Bilac assim apresenta sua
proposta, formulada coletivamente através de um consenso entre equipe
diretiva, pedagógica e corpo docente que visa o seguinte:
 Realizar uma gestão democrática, compartilhando decisões,
aproveitando as ideias que surgirem coletivamente, conciliando
exigências pedagógico-administrativas da escola com a finalidade
educativa da mesma;
 Buscar junto a toda a comunidade escolar práticas educativas
eticamente articuladas com os conteúdos e as disciplinas visando
mudanças nas formas de participação e responsabilidade para a
formação cidadã;
 Dar continuidade a alguns projetos referentes a melhorias do espaço
físico e a parte pedagógica;
 Promover a formação continuada, através de estudos de
documentos (leis, deliberações, estatutos, avaliação institucional,
etc.), grupos de estudos, sugestões de propostas para melhorar a
qualidade de ensino, incentivo à participação em Seminários,
Simpósios, Capacitações, Grupos de Estudos ofertados pela SEED
e NRE;
 Apoio ao desenvolvimento de projetos interdisciplinares que
contemplem o Programa de Prevenção e Promoção da Vida
(Educação Preventiva), Cultura da Paz e Desenvolvimento
sócioeducacional, Educação para o trânsito, estudos em grupo,
PGAIM (Programa de gestão ambiental integrada das microbacias),
Agenda 21 Escolar, PSIL (Programa de seleção inteligente do lixo),
Palestras: Prevenção de Acidentes Domésticos, Prevenção ao uso
de Drogas, Abuso Sexual, Oito Maneiras de Mudar o Mundo
(SENAC), etc.
 Trabalho coletivo entre Direção e Equipe Pedagógica, buscando
integração e crescente eficácia na resolução dos problemas;
 Promoção de atividades extracurriculares para que o aluno tenha
maior interesse, prazer e permanência no ambiente escolar (jogos
interclasses, Semana Cultural, Gincana, intercâmbios culturais e
esportivos, datas comemorativas, grupo teatral, etc.);
 Apoio e organização de jogos educativos (xadrez, dominó e outros);
 Otimizar o espaço físico e o acervo bibliográfico da Biblioteca;
 Aproximar as famílias e a comunidade local através de frequentes
reuniões, palestras, atividades de lazer, datas comemorativas,
semana culturais e desportivas a fim de melhorar o diálogo e
buscando trabalho conjunto;
 Levantar e analisar problemas pedagógicos que interferem na
aprendizagem, revendo as práticas pedagógicas;
 Para superar as dificuldades que foram mencionadas no Marco
Situacional (evasão, repetência, falta de acompanhamento familiar),
serão realizadas ações como reunião com os pais e órgãos
colegiados, valorização do aluno (autoestima), recuperação de
estudos, resgate do aluno desistente, reflexão sobre as questões
pedagógicas com o professor, atividades extraclasse, etc.
 Promover momentos de reflexão coletiva, havendo troca mútua de
informações e sugestões, ampliando conhecimentos e estimulando a
criatividade;
 Buscar a flexibilização curricular e avaliativa, atendendo as
necessidades educacionais especiais dos alunos com dificuldade de
aprendizagem e de vida itinerante;
 Organizar atividades preventivas e adaptações avaliativas conforme
o acompanhamento dos avanços observados no dia-a-dia e
discutidos em pré-conselhos e Conselhos de Classe;
 Analisar os aspectos cognitivos, afetivos e intelectuais dos alunos,
visando a Inclusão Educacional da pessoa com deficiência e alunos
com dificuldade de aprendizagem e/ ou limitações de qualquer
ordem.
Quanto ao IDEB, este é analisado em nível de município, pois a
instituição não tem número de alunos matriculados suficiente para que os
mesmos participem e sejam divulgados os resultados. E com relação ao SAEP
os resultados são todos analisados e discutidos entre o corpo docente e equipe
diretiva para que se possa tomar as ações necessárias visando um
desempenho cada vez melhor por parte de nossos alunos tanto em sala de
aula como em questões avaliativas.
3.34 - PLANO DE ABANDONO DA BRIGADA ESCOLAR
Este plano visa à remoção de alunos e funcionários o mais rápida
possível diante de uma situação de risco. O plano de atuação da Brigada de
Abandono deste Estabelecimento de Ensino foi dividido em vários sub itens
que nortearão o desenvolvimento do plano.
1 - PROCEDIMENTOS BÁSICOS
1.1 - Alerta
Identificada uma situação de emergência, qualquer pessoa pode alertar
a brigada escolar (que é composta por cinco membros da escola) para que
tomem as providências e oriente a todos para que abandonem o local de forma
organizada se necessário.
1.2 - Análise da situação
Após o alerta, a brigada deverá analisar a situação, desde o início até o
final do sinistro. Havendo necessidade, acionar o Corpo de Bombeiros ou no
caso de não ter Corpo de Bombeiro no município (nosso caso) acionar a policia
militar.
1.3 - Primeiros socorros
Às possíveis vítimas, prestar os primeiros atendimentos, acionar o
transporte e posterior socorro especializado.
1.4 - Corte de energia e uso de extintores
Desligar os disjuntores do quadro de distribuição elétrica da escola.
Se necessário usar o extintor que deve estar em condições de uso.
1.5 - Abandono de área
O abandono do local deve proceder, quando necessário, conforme
comunicação preestabelecida nos exercícios simulados, as pessoas devem ser
transferidas para um local seguro, na quadra poli esportiva que fica em frente à
escola.
2 - PROCEDIMENTOS GERAIS EM CASO DE ABANDONO:
Algumas orientações básicas que devem se adotadas durante a
execução do plano de abandono:
 Ao sinal de alerta de abandono ou comunicado, as seguintes
providências deverão ser tomadas:
 Desligar os equipamentos elétricos;
 Orientar as pessoas para que peguem somente seus pertences
pessoais de mão;
 Solicitar que todos dirijam-se ao local pré determinado pelo plano de
abandono (sem correr, sem empurrar);
 Manter a calma (evitando acidentes, tumulto e pânico);
 Manter o silêncio;
 Comunicar ao coordenador da brigada a ausência de algum
funcionário ou aluno naquele dia;
 Orientar que andem em fila indiana, mantendo-se em ordem;
 Orientar que não se tranquem em salas ou sanitários, não tirem as
roupas, pois as mesmas estarão protegendo seu corpo;
 Instruir para o não uso do fumo na execução do abandono;
 Orientar para que não interrompam por nenhum motivo o processo
de saída;
 Orientar o puxa-fila, o primeiro indivíduo que vai conduzir o grupo
para o lugar seguro;
 Orientar também o cerra-fila, o último componente da fila, é
responsável por ajudar na conferência do pessoal, e auxiliar o
coordenador do setor;
 NÃO RETORNAR às dependências do local da ocorrência;
 Manter-se em ordem e devidamente disciplinado ao chegar ao local
ou ponto de concentração;
 Retornar somente após a liberação do coordenador geral;
3.35 - AVALIAÇÃO DO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO
Avaliação no contexto de processo de planejamento é concebida, como
acompanhamento da qualidade das decisões. Haverá dois tipos de decisões
avaliativas:
 As decisões em nível dos atos situacional e conceitual que dizem
respeito ao momento da concepção do projeto pedagógico;
 As decisões de execução do projeto político- pedagógico dizem respeito,
sobretudo, ao ato operacional.
A avaliação visa à emancipação voltada para a construção do sucesso
escolar e à inclusão, como princípio e compromisso social. Para isso será
implantado e consolidado um processo permanente de planejamento avaliando
e replanejando as ações.
A avaliação do PPP será semestral, para re(alimentar) o Projeto, pois o
mesmo nunca estará acabado, mas sendo construídos com a participação de
todos os segmentos representativos do colégio tanto na elaboração e no
acompanhamento: Associação de Pais Mestres e Funcionários, Conselho
Escolar, Grêmio Estudantil, Aluno Representante de Turma, Conselho de
Classe e Brigada Escolar. Trata- se de um "processo" e não de ação
desconexa e esporádica. O processo exige ruptura, mas também,
continuidade, sequência, interligação do antes, do durante e do depois,
sucessão de estados ou mudanças. O processo é movimento, ir para frente. É
algo orgânico, vivo e não algo morto. É algo que deve estar em perene
movimento vital, nas pessoas e na instituição escolar.
Os alunos são informados a respeito do Projeto Político Pedagógico
através da equipe diretiva, no início do período letivo, por turma, fazendo a
leitura dos conteúdos a serem trabalhados e os artigos do Regimento Escolar,
conscientizando-os sobre seus direitos, deveres e proibições.
Portanto, este procedimento tem o propósito de mobilizar a escola, numa
ação coletiva, a fim de favorecer o autoconhecimento e o comprometimento em
torno do principal função da escola, que é a efetivação do processo ensino-
aprendizagem.
O Núcleo Regional da Educação tem acompanhado a aplicação do
Projeto Político Pedagógico através das visitas técnicas, assessoramento e
acompanhamento da Equipe Pedagógica ao colégio.
4 - BIBLIOGRAFIA
BITAR, Hélia de Freitas e outros. Sistemas de avaliação educacional. São -
Paulo, FTD, 1998 (Série "Ideias", n. 30).
BOFF, Leonardo. Virtudes para um outro mundo possível: Petrópolis,
Vozes,2000.
BRASIL. Ministério da Educação. Programa Parâmetros em Ação Meio
Ambiente na Escola. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria da
Educação Fundamental, 2001.
BRASIL. Ministério da Educação. Lei de Diretrizes e Bases de Educação
Nacional, LDB 9.394, de 20 de Dezembro de 1996.
DEMO, Pedro. Educação e qualidade. Campinas, Papirus,1994.
FERREIRA. N.s.c. (Org). Supervisão Educacional para uma escola de
qualidade. 3 ed. São Paulo: Cortez,2002.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da Esperança: um encontro com a pedagogia
do oprimido. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1992.
Gestão escolar / organização: Elma Julia Gonçalves de Carvalho ... [et al.]. -
Maringá, PR : Secretaria de Estado da Educação do Paraná : Universidade
Estadual de Maringá, 2008.
LEI nº 9394/96 de 20 de dezembro de 1996.
LIBÂNEO , José Carlos. Didática. São Paulo: Cortez, 1994.
LIMA, Licínio. Modelos organizacionais de escola: perspectivas analíticas,
Teorias administrativas e o estudo da ação. In: Machado, L. M.;
Ferreira,N.C.S. Política e Gestão da Educação: Dois Olhares. Rio de
Janeiro: DP&A, 2002.
LUCKESI, Cipriano. Avaliação da aprendizagem escolar. São Paulo,
Cortez,1995, 1ª edição.
LUCKESI, Cipriano. Avaliação da aprendizagem escolar. São Paulo,
Cortez,1998, 7ª edição.
MARQUES, Mário Osório. “Projeto pedagógico: A marca da escola”. In: -
Revista Educação e contexto. Projeto pedagógico e identidade da escola nº
18ª, Ijuí, Unijuí, abr./ junho 1990.
MENDONÇA, P. Educação ambiental como política pública: avaliação dos
parâmetros em ação meio ambiente na escola. 2004. Dissertação (Mestrado
em Políticas Públicas e Gestão Ambiental) – Universidade de Brasília/Centro
de Desenvolvimento Sustentável.
Metodologia da Educação Inclusiva . IESDE /ULBRA.
PADILHA, Paulo Roberto. Planejamento dialógico: Como Construir o
Projeto Político pedagógico da escola. São Paulo: Cortez, 2001.
SAVIANI, D. Pedagogia Histórico Crítica: primeiras aproximações, 2 ed.
São - Paulo. Cortez, 1991.
SEED/ DEE. Inclusão e Diversidade: Reflexões para a construção do
Projeto Político Pedagógico. Texto para estudo na Semana de capacitação
de 6 a 8/2 de 2006.
SEED. Diretrizes Curriculares da Rede Pública de Educação Básica do
Estado do Paraná – Educação do Campo, 2010
VEIGA, I.P.A. (Org) Projeto político pedagógico da escola: Uma construção
possível. 20ª ed. Campinas: Papirus, 2005.
www.portamec.gov.br
www.fnde.gov.br
www.Gestaoescolar.abril.com.br/aprendizagem/ensino-cara-campo-
448833.shtml
www.irisproject.eu/teachersweb/.../TT_Estrategias_e_Praticas_WD_PT
www.unioeste.br/projetos/histedopr/.../Claci_Sala_de_Recursos.pdf
PROPONENTES
NOME ASSINATURA
Volume II
Calendário Escolar - 2016
Calendário 2016
Matriz Curricular Ensino Fundamental
Matriz Curricular Ensino Fundamental
Matriz Curricular Ensino Médio
FICHA DE PRÉ-CONSELHO 01
COLÉGIO ESTADUAL DO CAMPO OLAVO BILAC
FICHA DE PRÉ-CONSELHO 02
COLÉGIO ESTADUAL DO CAMPO OLAVO BILAC
FICHA DE PRÉ-CONSELHO 03
COLÉGIO ESTADUAL DO CAMPO OLAVO BILAC
FICHA DE PRÉ-CONSELHO 04
FICHA DE PRÉ-CONSELHO 04
COLÉGIO ESTADUAL DO CAMPO OLAVO BILAC
PLANO DE AÇÃO DA EQUIPE MULTIDISCIPLINAR
IDENTIFICAÇÃO
Estabelecimento de Ensino: Colégio Estadual do Campo Olavo Bilac
Município: Corbélia
NRE: Cascavel
Equipe Multidisciplinar: Zilda Amaro da Silva Souza, Ivana Salete Cansi
Bassani, Cláudia Drzenicki Martins, Francielly Giacomini, Josiane Reco Saturno
Hort, Luana Bontempo e Laisa Ruana Francisquini Bontempo.
INTRODUÇÃO
Nos planos de trabalho docente já são contempladas as temáticas
Educação das Relações Étnico-Raciais e o ensino de História e Cultura Afro-
Brasileira, Africana e Indígena. Diversas atividades estão sendo desenvolvidas
na escola durante o ano letivo e outras no mês de novembro com a temática da
Consciência Negra.
Na Biblioteca da escola é possível encontrar diversos livros com
temáticas pertinentes ao assunto. Tem a disposição no laboratório de
informática computadores com acesso a internet para pesquisas e leituras.
Cada integrante da Equipe Multidisciplinar está responsável por uma
função, sendo assim as responsabilidades estão divididas.
JUSTIFICATIVA
A equipe multidisciplinar do Colégio Estadual do Campo Olavo Bilac ao
longo dos anos tem realizado muitas ações no intuito de implementar as Leis
Nº 10.639/03 e Nº 11.645/08 procurando desenvolve-las de forma
interdisciplinar pelo coletivo escolar bem como inseridas em todos os
documentos do colégio (PPC, PPP, Regimento Interno e PTD), assim,
buscando práticas pedagógicas que promovam a igualdade étnico-racial, e
também despertar um olhar crítico sobre as relações étnico-raciais vivenciadas.
No intuito de incrementar as ações já realizadas em nosso colégio, são
desenvolvidas ações, não como uma ação isolada, mas algo permanente,
dialogando e debatendo com todos os envolvidos no processo de realização
das mesmas: alunos, professores, equipe pedagógica, pais, educadores e
comunidade escolar. O objetivo principal é dimensionar o propósito das inter-
relações sociais humanas, abordando assuntos pertinentes à equipe
multidisciplinar.
Inicialmente, é possível a leitura de alguns artigos sobre os temas
propostos, com uma posterior reflexão por parte da equipe, buscando
esclarecer termos e ideias. Ao relacionar os conteúdos desses documentos
com situações contemporâneas, e principalmente, que envolvem o nosso
ambiente escolar, a nossa realidade, buscando garantir a harmonia entre os
conceitos e o modo de pensar de hoje bem como as ideias de respeito e
equidade.
Posterior às leituras, far-se-á atividades múltiplas envolvendo alunos e
comunidade escolar, pois além do ambiente de aprendizagem, toda a
comunidade tem de estar envolvida nas ações, que é o objetivo maior da
escola enquanto disseminadora de ideias e conhecimentos.
OBJETIVO
 Propiciar momentos de estudo e formação teórica com os componentes
da equipe;
 Propiciar encontros com os demais profissionais da escola para
exposição dos objetivos da equipe multidisciplinar;
 Estudar de forma detalhada a legislação que rege o funcionamento da
equipe: Deliberação 04/2006 – CEE/PR, Resolução Nº 3399/2010 –
GS/SEED e Instrução 010/2010 – SUED/SEED, lei 10639/03, lei
11645/08;
 Pesquisar e despertar com a literatura de cordel através do resgate da
poesia, do causo e da variedade linguística própria, bem com a
importância da contribuição dos autores negros;
 Promover palestras;
 Produzir exposições de cartazes, esculturas, máscaras.
 Confeccionar gibi, jornal e vídeos educativos.
 Promover festival de dança com homenagens a cantores descendentes
de várias etnias que já morreram, ritmos africanos e afro-brasileiros;
 Organizar Semana cultural com exposições de trabalhos, performance e
apreciação de documentários sobre a cultura africana, afro-brasileira;
 Assistir e apresentar capoeira, dança circular, bem como degustar
comidas típicas africanas afro-brasileiras e indígenas.
CRONOGRAMA/AÇÕES
O cronograma será organizado conforme as orientações da SEED/NRE
no início do ano letivo.
AVALIAÇÃO
No processo educativo, a avaliação deve se fazer presente de forma
contínua, tanto como meio de diagnóstico do processo ensino-aprendizagem
quanto como instrumento de investigação da prática pedagógica, sempre com
uma dimensão formadora, uma vez que, o fim desse processo é a
aprendizagem, ou a verificação dela, mas também permitir que haja uma
reflexão sobre a ação da prática pedagógica.
Assim a avaliação será realizada para detectar os processos que ainda
devem ser enfatizados para que ações planejadas sejam concluídas com
sucesso.
REFERÊNCIAS
Deliberação 04/2006 – CEE/PR, Resolução Nº 3399/2010 – GS/SEED e
Instrução 010/2010 – SUED/SEED, lei 10639/03, lei 11645/08 BRASIL,
Ministério da Educação. SECAD. Educação anti-racista: caminhos abertos Lei
Federal nº 10.639/03. Brasília: SECAD.
SEED: História e Cultura afro-brasileira e africana: educando para as relações
étnico raciais/Paraná. Secretaria de Estado da Educação. Superintendência da
Educação. Departamento de Ensino fundamental. Curitiba: SEED-PR.2006 –
110p. (cadernos temáticos).
SEED:Educando para as Relações Étnico-Raciais II / Secretária de Estado da
Educação. Superintendência da Educação. Diretoria de Políticas e Programas
Educacionais. Coordenação de Desafios Educacionais contemporâneos. –
Curitiba: SEED – PR., (cadernos temáticos dos desafios educacionais
contemporâneos, 5)
PLANO DE ESTÁGIO
IDENTIFICAÇÃO DA INSTITUIÇÃO DE ENSINO
INSTITUIÇÃO: Colégio Estadual do Campo Olavo Bilac – Ensino
Fundamental e Médio.
ENDEREÇO: Rua Travessa Diamante, nº 06
ENTIDADE MANTENEDORA: SEED – Governo do Estado do Paraná
MUNICÍPIO: Dt, Ouro Verde do Piquiri – Corbélia – Paraná
NRE: Cascavel
IDENTIFICAÇÃO DO CURSO
Habilitação: ENSINO MÉDIO
JUSTIFICATIVA
O Estágio Profissional não obrigatório é uma atividade curricular, um ato
educativo assumido intencionalmente pela instituição de ensino que propicia a
integração dos estudantes com a realidade do mundo do trabalho. Sendo um
recurso pedagógico que permite ao aluno o confronto entre os desafios
profissionais e a formação teórico-prática adquiridas nos estabelecimentos de
ensino, oportunizando a formação de profissionais com percepção crítica da
realidade e capacidade de análise das relações técnicas do trabalho.
O Estágio é desenvolvido no ambiente de trabalho, cujas atividades a
serem executadas devem estar devidamente adequadas às exigências
pedagógicas relativas ao desenvolvimento pessoal, profissional e social do
educando, prevalecendo sobre o aspecto produtivo.
O Estágio se distingue das demais disciplinas em que a aula prática está
presente por ser o momento de inserção do aluno na realidade, para o
entendimento do mundo do trabalho, com o objetivo de prepará-lo para a vida
profissional, conhecer formas de gestão e organização, bem como articular
conteúdo e método de modo que propicie um desenvolvimento ominilateral.
Sendo também, uma importante estratégia para que o aluno trabalhador tenha
acesso às conquistas científicas e tecnológicas da sociedade.
O Estágio Profissional, de caráter não obrigatório, atende as
necessidades da escola conforme previsto na legislação vigente:
 Lei nº 9.394/1996, que trata das Diretrizes e Bases da Educação
Nacional;
 Lei N° 11.788/2008, que dispõe sobre o estágio de estudantes;
 Lei Nº 8.069/1990, que dispõe sobre o Estatuto da Criança e do
Adolescente, em especial os artigos, 63, 67e 69 entre outros, que
estabelece os princípios de proteção ao educando;
 Art. 405 do Decreto Lei que aprova a Consolidação das Leis do
Trabalho- CLT, que estabelece que as partes envolvida devem tomar
os cuidados necessários para a promoção da saúde e prevenção de
doenças e acidentes, considerando principalmente, os riscos
decorrentes de fatos relacionados aos ambientes, condições e
formas de organização do trabalho;
 Deliberação N° 02/2009 – do Conselho Estadual de Educação.
 Instrução Nº 006/2009 – SUED/SEED.
O Plano de Estágio é o instrumento que norteia e normatiza os Estágios
dos alunos do Ensino Médio.
OBJETIVO GERAL DO ESTÁGIO
Conhecer formas de gestão e organização na realidade do mundo do
trabalho, propiciando o desenvolvimento pessoal, profissional, a partir da
prática social, contemplando as diversas áreas que contribuem para a
formação integral do aluno, bem como reconhecer as dimensões pedagógicas
que se desenvolvem em todos os aspectos da vida social e produtiva.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS DO ESTÁGIO
 Proporcionar ao aluno o contato com as atividades relacionadas ao
currículo do Ensino Médio;
 Oportunizar experiência profissional diversificada de acordo com
proposta Curricular;
 Relacionar teoria e prática profissional a partir das experiências
realizadas no campo de estágio;
 Possibilitar a inserção do educando no mundo do trabalho.
LOCAIS DE REALIZAÇÃO DO ESTÁGIO
O estágio poderá ser realizado em instituições públicas ou privadas
desde que esteja relacionado com o Projeto Político Pedagógico e com a
Proposta Curricular do curso.
ATIVIDADES DO ESTÁGIO
O Estágio Supervisionado, como ato educativo, representa o momento
de inserção do aluno na realidade do mundo do trabalho, permitindo que
coloque os conhecimentos construídos ao longo das séries em reflexão e
compreenda as relações existentes entre a teoria e a prática.
Por ser uma experiência pré-mundo do trabalho, servirá como instante
de seleção, organização e integração dos conhecimentos construídos, por que
possibilita ao estudante contextualizar o saber, não apenas como educando,
mas como cidadão crítico e ético, dentro de uma organização concreta do
mundo trabalho, no qual tem um papel a desempenhar.
ATRIBUIÇÕES DA MANTENEDORA/ESTABELECIMENTO DE ENSINO
O Estágio Profissional não obrigatório, concebido como procedimento
didático-pedagógico e como ato educativo intencional é atividade pedagógica
de competência da instituição de ensino, sendo planejado e avaliado em
conformidade com os objetivos propostos para a formação profissional dos
estudantes, previsto no Projeto Político-Pedagógico e no Plano de Estágio. A
instituição de ensino é responsável pelo desenvolvimento do estágio nas
condições estabelecidas no Plano de Estágio, observado:
 Elaborar Termo de Compromisso para ser firmado com o educando
ou com seu representante ou assistente legal e com a parte
concedente, indicando as condições adequadas do estágio à
proposta pedagógica do curso;
 Etapa e modalidade da formação escolar do estudante e ao horário e
calendário escolar;
 Respeitar legislação vigente para estágio não obrigatório;
 Celebrar Termo de Compromisso com o educando, se for ele maior
de 18 anos; com seu assistente legal, se idade superior a 16 e
inferior a 18 (idade contada na data de assinatura do Termo) ou com
seu representante legal, se idade inferior a 16 anos e com o ente
concedente, seja ele privado ou público;
 Celebrar Termo de Cooperação Técnica para estágio com o ente
público ou privado concedente do estágio;
 Contar com o professor orientador de estágio, o qual será
responsável pelo acompanhamento e avaliação das atividades;
 Exigir do aluno o planejamento/plano e o relatório de seu estágio;
 Realizar avaliações que certifiquem as condições para a realização
do estágio previstas no Plano de Estágio e firmadas no Termo de
Cooperação Técnica e Convênios que deverão ser aferidas mediante
relatório elaborado pelo professor orientador de estágio;
O desenvolvimento do estágio deverá obedecer aos princípios de
proteção ao estudante, vedadas atividades:
a) incompatíveis com o desenvolvimento do adolescente;
b) noturnas, compreendidas as realizadas no período entre vinte e duas
horas de um dia às cinco horas do outro dia;
c) realizadas em locais que atentem contra sua formação física, psíquica
e moral;
d) perigosas, insalubres ou penosas.
PROFESSOR ORIENTADOR DE ESTÁGIO
O estágio deverá ser desenvolvido com a mediação do professor
orientador de estágio, especificamente designado para essa função, o qual
será responsável pelo acompanhamento e avaliação das atividades.
COMPETE AO PROFESSOR ORIENTADOR
 Solicitar juntamente da parte concedente relatório, que integrará o
Termo de Compromisso, sobre a avaliação dos riscos, levando em
conta: local de estágio; agentes físicos, biológicos e químicos; o
equipamento de trabalho e sua utilização; os processos de trabalho;
as operações e a organização do trabalho; a formação e a instrução
para o desenvolvimento das atividades de estágio;
 Exigir do estudante a apresentação periódica, de relatório das
atividades, em prazo não superior a 6 (seis) meses;
 Esclarecer juntamente com a parte concedente do estágio, o Plano
de Estágio e o Calendário Escolar;
 Planejar com a parte concedente os instrumentos de avaliação e o
cronograma de atividades a serem realizadas pelo estagiário;
 Proceder as avaliações que indiquem se as condições para a
realização do estágio estão de acordo com as firmadas no Plano de
Estágio e no Termo de Compromisso, mediante relatório;
 Zelar pelo cumprimento do Termo de Compromisso;
 Conhecer o campo de atuação do estágio;
 Esclarecer aos estagiários as determinações do Termo de
Compromisso;
 Orientar os estagiários quanto à importância de articulação dos
conteúdos aprendidos à prática pedagógica;
 Orientar os estagiários quanto às condições de realização do estágio,
ao local, procedimentos, ética, responsabilidades, comprometimento,
dentre outros;
 Atuar como um elemento facilitador da integração das atividades
previstas no estágio;
 Promover encontros periódicos para a avaliação e controle das
atividades dos estagiários;
 Manter o registro de classe com frequência e avaliações em dia.
ATRIBUIÇÕES DO ÓRGÃO/INSTITUIÇÃO QUE CONCEDE O ESTÁGIO
A instituição de ensino e a parte concedente de estágio poderão contar
com serviços auxiliares de agentes de integração, públicos ou privados,
mediante condições acordadas em instrumento jurídico apropriado.
Considerar-se-ão parte concedente de estágio, os dotados de
personalidade jurídica pública ou privada e profissionais liberais, desde que
estejam devidamente registrados em seus respectivos conselhos de
fiscalização profissional.
Uma vez formalizado o Termo de Compromisso de Estágio, cumpridos
os requisitos citados anteriormente, e estará criada a condição legal e
necessária para a realização do estágio supervisionado na organização
concedente de estágio.
A organização escolhida como concedente do estágio deverá possuir
condições mínimas de estrutura, que permitam ao aluno observar, ser assistido
e participar das atividades, durante a execução do estágio supervisionado.
Ofertando instalações que tenham condições de proporcionar ao aluno,
atividades de aprendizagem social, profissional e cultural.
O desenvolvimento do estágio deverá obedecer aos princípios de
proteção ao estagiário contidos no Estatuto da Criança e do Adolescente,
sendo vedadas algumas atividades, (ver Art. 63, 67 e 69, entre outras do ECA
e também 405 e 406 da CLT).
Fica a critério da instituição concedente a concessão de benefícios
relacionados a transporte, alimentação e saúde entre outros, por si só, não
caracterizando vínculo empregatício.
A empresa concedente ou Instituição de ensino deverão viabilizar
acompanhamento de profissionais especializados aos estagiários com
necessidades educativas especiais.
A documentação referente ao estágio, deverá ser mantida a disposição
para eventual fiscalização. A oferta de estágio pela parte concedente será
efetivada mediante:
 Celebração do Termo de Compromisso com a instituição de ensino e
o estudante;
 A oferta de instalações que tenham condições de proporcionar ao
estudante atividades de aprendizagem social, profissional e cultural;
 Indicação de funcionário do seu quadro de pessoal, com formação ou
experiência profissional na área de conhecimento desenvolvida no
curso do estagiário, para orientar e supervisionar o desenvolvimento
das atividades de estágio;
 Entrega do termo de realização do estágio à instituição de ensino por
ocasião do desligamento do estagiário, com indicação resumida das
atividades desenvolvidas, dos períodos e da avaliação de
desempenho;
 Relatório de atividades, enviado à instituição de ensino, elaborado
pelo funcionário responsável pela orientação e supervisão de estágio;
 Zelar pelo cumprimento do Termo de compromisso.
 Conhecer o plano de atividades do estágio proposto pelo
estabelecimento de ensino;
 Orientar as atividades do estagiário em consonância com o plano de
estágio;
 Orientar e acompanhar a execução das atividades do estagiário na
empresa;
 Manter contatos com o Orientador de estágio da escola;
 Oportunizar ao estagiário vivenciar outras situações de
aprendizagem que permitam uma visão real da profissão;
 Indicar um responsável para supervisionar para acompanhar as
atividades de estágio.
ATRIBUIÇÕES DO ESTAGIÁRIO
A jornada de estágio deve ser compatível com as atividades escolares e
constar no Termo de Compromisso, considerando:
 A anuência do estagiário, se maior, ou concordância do representante
ou assistente legal, se menor;
 A concordância da instituição de ensino;
 A concordância da parte concedente;
 O estágio não pode comprometer a frequência às aulas e o cumprimento
dos demais compromissos escolares;
 A eventual concessão de benefícios relacionados ao auxílio-transporte,
alimentação e saúde, entre outros, não caracteriza vínculo empregatício;
 Fica assegurado ao estagiário que recebe bolsa ou outra forma de
contraprestação, sempre que o estágio tenha duração igual ou superior
a 1 (um) ano, um período de recesso de 30 (trinta) dias, a ser gozado
preferencialmente durante suas férias escolares.
 Ao estagiário aplica-se a legislação relacionada à saúde e segurança no
trabalho, sendo sua implementação de responsabilidade da parte
concedente do estágio.
ANTES DA REALIZAÇÃO DO ESTÁGIO, O ESTAGIÁRIO DEVE:
 Estabelecer contatos com Unidades Concedentes para fins de estágios;
 Participar de atividades de orientação sobre o estágio;
 Observar sempre o regulamento de Estágios da Escola;
 Zelar pela documentação do estágio entregue pelo Professor Orientador
de Estágio.
DURANTE A REALIZAÇÃO:
 Conhecer a organização da Unidade Concedente;
 Respeitar o Cronograma de Estágio para garantir o cumprimento da
carga horária no período estabelecido pelo o professor orientador de
Estágio;
 Acatar as normas estabelecidas pela Unidade Concedente;
 Zelar pelo nome da Instituição e da Escola;
 Manter um clima harmonioso com a equipe de trabalho;
 Cumprir o Termo de Compromisso firmado com a Instituição de
Ensino e a Unidade Concedente.
 Manter contatos periódicos com o Professor Orientador de Estágio
para discussão do andamento do estágio;
 Zelar pelos equipamentos, aparelhos e bens em geral da Empresa e
responder pelos danos pessoais e materiais causados;
DEPOIS DA REALIZAÇÃO:
 Elaborar o relatório final de atividades, de acordo com as normas
exigidas;
 Apresentar sugestões que contribuam para o aprimoramento do
Estágio não obrigatório.
FORMA DE ACOMPANHAMENTO DO ESTÁGIO
O aluno deverá ser acompanhado durante seu Estágio em Instituições
Públicas e/ou Privadas, por um responsável que deverá ter conhecimento na
área.
Três profissionais da área estarão envolvidos no processo de
encaminhamento:
1 - Professor Orientador de Estágio, que dará o direcionamento durante
a realização do Estágio;
2 - Supervisor da empresa será responsável pela condução e
concretização do Estágio na Instituição ou propriedade concedente, procurando
seguir o plano estabelecido pelo Aluno e pelo Professor Orientador.
As formas de acompanhamento serão de acordo com a realidade da
situação do estágio. Podendo ser através de visitas, relatórios, contatos
telefônicos, documentação de estágio exigida pela escola, de maneira a
propiciar formas de integração e parceria entre as partes envolvidas.
Oportunizando o aperfeiçoamento das relações técnicas-educativas a serem
aplicadas no âmbito do trabalho e no desenvolvimento sustentável.
AVALIAÇÃO DO ESTÁGIO:
A avaliação do Estágio Profissional não obrigatório é concebida como
um processo contínuo e como parte integrante do trabalho, devendo, portanto,
estar presente em todas as fases do planejamento e da construção do
currículo, como elemento essencial para análise do desempenho do aluno e da
escola em relação à proposta.
 Avaliação do Supervisor do Estágio da Unidade Concedente;
 Relatório apresentando pelo educando.
22 - BRIGADA ESCOLAR
JUSTIFICATIVA
Considerando que a população adulta só adquire hábitos preventivos
após terem vivenciados uma situação de crise ou por força de uma legislação
pertinente, o Programa opta em trabalhar no ambiente escolar, onde se espera
mitigar os impactos, promovendo mudanças de comportamento, visto que
crianças e adolescentes são mais receptíveis, menos resistentes a uma
transformação cultural e potencialmente capazes de influenciar pessoas,
atuando como multiplicadores das medidas preventivas, pensando nisto é
necessário a implantação do Programa Brigadas Escolares – Defesa Civil na
Escola, que visa mudança de comportamento ou criar hábitos diferentes nas
crianças e adolescentes.
Sabendo que todos os ambientes estão sujeitos a situações de sinistros
e na escola não é diferente, vê-se a necessidade de adequá-las internamente
para atender as disposições legais de prevenção de toda a espécie de riscos,
sejam eles de cunho natural ou de outra espécie como acidentes pessoais e
incêndios, entre outros.
OBJETIVO GERAL
Promover a conscientização da Comunidade Escolar para ações
mitigadoras e de enfrentamento de eventos danosos, naturais e humanos, bem
como o enfrentamento de situações emergenciais no interior das escolas para
garantir a segurança dos nossos alunos, professores e funcionários.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
 Criar a Brigada Escolar;
 Proporcionar aos professores, funcionários e alunos da Escola
condições mínimas para enfrentamento de situações emergenciais
no interior da mesma, assim como conhecimentos para se
conduzirem frente a desastres;
 Promover o levantamento das necessidades de adequação do
ambiente escolar, com vistas a atender às recomendações legais
consubstanciadas nas vistorias do Corpo de Bombeiros;
 Averiguar se há necessidade de adequar as edificações escolares
nas normas mais recentes de prevenção contra incêndio e pânico e
comunicar o órgão competente.
ESTRATÉGIAS
O responsável pela ordem de abandono é o coordenador geral da
Brigada escolar, ou seja, o diretor o qual tem as seguintes funções:
 Realizar exercícios de simulação uma vez no semestre, conforme
calendário.
 Identificar riscos na edificação e nas condutas rotineiras da
comunidade escolar;
 Garantir a implementação do Plano de Abandono, que consiste na
retirada, de forma segura, de alunos, professores e funcionários da
escola, por meio da execução de exercícios simulados, no mínimo
um por semestre, a ser registrado em calendário escolar;
 Promover revisões periódicas do Plano de Abandono;
 Apontar mudanças necessárias, tanto na edificação escolar, bem
como na conduta da comunidade escolar, visando o aprimoramento
do Plano de Abandono;
 Promover reuniões bimestrais entre os integrantes da Brigada
Escolar para discussão de assuntos referentes a segurança do
estabelecimento de ensino, com registro em livro ata específico ao
Programa;
 Verificar constantemente o ambiente escolar e a rotina da escola,
em busca de situações inseguras, tomando as providências
necessárias.
PROJETO: MEIO AMBIENTE
INTRODUÇÃO
Todo ser humano busca superar suas necessidades básicas e
essenciais à sobrevivência no ambiente.
O problema para o homem é vencer as dificuldades e desafios do meio
ambiente; sendo assim, faz-se necessário informar o homem sobre as
intervenções existentes no universo e as consequências de suas ações.
Pensando nessa temática, percebeu-se a necessidade de discutir junto à
comunidade, a questão do mau uso de agrotóxicos, por ser este um recurso
muito utilizado na região.
Com o intuito de auxiliar os estudantes a adquirir conhecimento sobre
agrotóxico, para que formem convicções e que os auxiliem na formação de
uma consciência responsável na preservação do meio.
OBJETIVO GERAL
Informar alunos e comunidade sobre inter-relações existentes no
universo e possíveis consequências de todas as ações, e educar para que
todos assumam seus compromissos e consigam solucionar problemas em
caráter interdisciplinar, integrando a comunidade, onde o indivíduo está
inserido.
OBJETIVO ESPECÍFICO
 Integrar a comunidade nas atividades desenvolvidas na escola.
 Despertar no aluno o interesse, para que desenvolvam sua
capacidade investigativa, despertando seu espírito crítico e criativo.
 Permitir ao aluno entender a interação do homem com a natureza,
bem como as consequências dessas relações no equilíbrio ecológico.
 Oportunizar ao aluno a identificação das formas corretas do uso de
defensivos agrícolas nas plantações.
 Propiciar a formação de atitudes corretas na preservação do meio
ambiente e dos recursos naturais quanto ao uso dos agrotóxicos.
 Conscientizar os educados quanto risco à saúde, devido ao uso
inadequado dos agrotóxicos.
PÚBLICO-ALVO
 O público a ser atingido pelo projeto é primeiramente aos alunos e
posteriormente à comunidade de Ouro Verde do Piquiri onde o
Colégio está inserido.
RESULTADOS ESPERADOS
 Conscientização da importância de tratar corretamente os
agrotóxicos, tanto no manuseio quanto no armazenamento das
embalagens.
 Que os alunos ajam como agentes multiplicadores, conscientes de
que essa atitude fará com que tenham mais qualidade de vida,
menos riscos à saúde e menor grau de poluição.
 Promoção de interação e socialização entre escola/comunidade,
visando o bem comum.
PROJETO: SAÚDE NA ESCOLA: EDUCAR PARA VIVER BEM
A escola desenvolve em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde e
Secretaria Municipal de Educação o projeto “Saúde na Escola: educar para viver bem”,
com o objetivo de promover a saúde e a cultura da paz, reforçando a prevenção de
agravos à saúde, bem como fortalecer a relação entre as redes públicas de saúde e
de educação em nossa cidade e região.
O mesmo justifica-se pelo fato de que não se pode mais pensar a educação
com a simples visão tradicional de ensinar a ler, escrever e tão somente com o
vislumbre da formação profissional. Mais que isso, a escola precisa se comprometer
com a cidadania, formando seres humanos plenos e pensantes, que certamente terão
maiores oportunidades na vida dos tempos modernos.
Nessa visão de uma educação que busca a formação plena do aluno há uma
gama de possibilidades de ações e trabalhos que podem ser realizados com foco na
criação de oportunidades para reduzir as desigualdades sociais e melhorar a
qualidade de vida da população.
A educação eficaz é aquela que favorece a formação de cidadãos críticos e
bem informados, que tenham habilidades e competências diversas para agir de forma
eficiente em defesa da vida. Por isso, a escola deve criar estratégias que possam
envolver toda sociedade nas questões que tratam da saúde pública, da promoção da
sexualidade sadia e no combate ao consumo de drogas lícitas e ilícitas.
Para tanto, a seguir serão descritas as ações previstas pelo programa Saúde
na Escola e que serão desenvolvidas por profissionais capacitados e parceiros do
programa em todas as escolas no município, durante todo o ano letivo:
 Prevenção da obesidade infanto-juvenil:
o Avaliação Antropométrica;
o Ações de segurança alimentar e promoção da alimentação saudável;
o Promoção das práticas corporais e atividade física e lazer nas escolas
 Saúde ocular:
o Avaliação oftalmológica (teste de Snellen);
o Prevenção ao uso de álcool, tabaco e outras drogas:
o Saúde e prevenção nas Escolas (SPE): prevenção ao uso de álcool,
tabaco, crack e outras drogas.
o Promoção da cultura de Paz;
o Saúde e prevenção nas Escolas (SPE): educação para a saúde sexual,
saúde reprodutiva e prevenção das DST/AIDS.
COLÉGIO ESTADUAL DO CAMPO OLAVO BILAC – ENSINO
FUNDAMENTAL E MÉDIO
PROPOSTA CURRICULAR
EDUCAÇÃO BÁSICA
Ouro Verde do Piquiri – Corbélia – Paraná
2016
PROPOSTA CURRICULAR DA DISCIPLINA DE HISTÓRIA
PROFESSORA : CLAUDIA DRZENICKI
APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA
A História passou a existir como disciplina escolar com a criação do
Colégio Pedro II, em 1837. No mesmo ano, foi criado o Instituto Histórico e
Geográfico Brasileiro (IHGB), que instituiu a História como disciplina
acadêmica. Alguns professores do Colégio Pedro II faziam parte do IHGB e
construíram os programas escolares, os manuais didáticos e as orientações
dos conteúdos que seriam ensinados. Caracterizadas, em linhas gerais, por
uma racionalidade histórica orientada pela linearidade dos fatos, pelo uso
restrito dos documentos oficiais como fonte e verdade histórica e, por fim, pela
perspectiva da valorização política dos heróis.
Estudar História é conhecer as realizações do conhecimento, produzidas
ao longo da evolução humana e apropriar-se do resultado da ação dos homens
no tempo, que se transforma em realidade concreta, individual e social. Essa
realidade, para a História, forma o passado. Esse passado é experimentado –
no presente – como algo a ser conhecido, entendido, explicado. Por quê? Para
alcançar-se uma compreensão adequada do presente. Para quê? Para
entender o conjunto da realidade social humana e perspectivar a ação presente
e futura.Todo ser humano, de uma forma ou de outra, lida com o passado para
situar-se em seu espaço de identidade e no mundo em que vive. A História é a
ciência social mais antiga constituída pela civilização. Com a Filosofia e a
Literatura (poesia e teatro) a História está presente desde os primeiros
momentos do processo civilizatório. O esforço sistemático de compreensão
racional do passado, resultando em uma obra escrita e remonta ao grego
Heródoto, no século V a.C. No século XIX, com o desenvolvimento de vários
instrumentos de pesquisa e de análise de documentos, a história sistematizou
sua pretensão metódica de cientificidade.
Já no século XX, as teorias da história passaram a considerar as
especificidades de diferentes correntes historiográficas. Buscando na
interdisciplinaridade, as explicações necessárias para a metodologia da escrita
da história, procurando problematizar, contextualizar e produzir algo próximo ao
cotidiano estudado, através da abordagem metodológica histórico-crítica.
A história tem como objeto de estudo, os processos históricos relativos
às ações e às relações humanas praticadas no tempo, bem como a respectiva
significação atribuída pelos sujeitos, tendo ou não consciência dessas ações.
As relações humanas produzidas por essas ações podem ser definidas como
estruturas sócio-históricas, ou seja, são as formas de agir, pensar, sentir,
representar, imaginar, instituir e de se relacionar social, cultural e politicamente.
A produção ou desenvolvimento do conhecimento historiográfico, objetiva a
formação do pensamento histórico, possibilitando o aprimoramento da
consciência histórica para a produção de narrativas históricas. Para
compreender, analisar e refletir sobre os acontecimentos do processo histórico
será considerado as contribuições específicas das diferentes correntes
historiográficas e a prática da abordagem histórico-crítica.
Os conteúdos estruturantes relações de trabalho, de poder e culturais
permitem construir uma fundamentação histórica das abordagens relativas aos
temas ou conteúdos básicos e aos conteúdos históricos específicos. Isto
porque materializam as orientações do agir humano estruturadas na formação
do pensamento histórico. Esta formação histórica, baseada nos conteúdos
estruturantes é constituída por metodologias de ensino e de aprendizagem
articuladas às especificidades dos ensinos fundamental e médio. O ensino de
História pode ser analisado sob duas perspectivas: uma que o compreende a
serviço dos interesses do Estado ou do poder institucional; e outra que
privilegia as contradições entre a História apresentada nos currículos e nos
livros didáticos e a história ensinada na cultura escolar. Propõe-se analisar o
ensino de História, principalmente no período da década de 1970 até os dias
atuais, a partir das tensões identificadas entre as propostas curriculares e a
produção historiográfica inserida nas práticas escolares. Para tanto, serão
destacadas as permanências, mudanças e rupturas ocorridas no ensino de
História e suas contradições frente à ciência de referência. Tais análises têm
por finalidade fazer a crítica ao ensino de História que se quer superar e propor
Diretrizes Curriculares para essa disciplina na Educação Básica da Rede
Pública Estadual.
O estudo dessa disciplina promove reflexões a respeito de aspectos
políticos, econômicos, culturais, sociais, e das relações entre o ensino da
disciplina e a produção do conhecimento histórico. Possui o compromisso de
responder e refletir as necessidades sociais e históricas que caracterizam a
sociedade brasileira e mundial. Contribui significativamente para a formação de
uma consciência crítica e reflexiva possibilitando aos educandos
compreenderem-se como sujeitos ativos do processo histórico e assim
transformadores da sociedade.
CONTEÚDO DAS SÉRIES FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL
6° ANO
1º BIMESTRE
CONTEÚDOS
ESTRUTURANTES BÁSICOS ESPECÍFICOS
 Relação de Poder
 Relação de Trabalho
 Relação de cultura
 A experiência
humana no
tempo.
 Os estudantes como
sujeitos históricos e suas
especificidades.
 A história local como meio
de evidenciar as suas
características e inserir os
estudantes como partícipe
da historicidade própria e
importante para o
processo de
conhecimento e de crítica
da realidade em que está
vivendo.
.
2°BIMESTRE
 Relação de Poder
 Relação de Trabalho
 Relação de cultura
 A experiência
humana no
tempo.
 O surgimento dos
primeiros seres humanos
 A antiguidade na África:
O Egito.
 A América durante a
Antiguidade.
 A Índia na Antiguidade.
 A Antiguidade na
Mesopotâmia.
 Hebreus e Fenícios.
 Os Persas
 Diversidade educacional;
cultura indígena
3º BIMESTRE
 Relação de Poder
 Relação de Trabalho
 Relação de cultura
 Os sujeitos e
suas relações
com o outro no
tempo.
 As Cidades Gregas.
 As Origens de Roma.
 As Guerras Médicas.
 A Macedônia e os Reinos
Helenísticos.
 A República Romana.
 O Império Romano.
 O Surgimento do
Cristianismo.
 Cultura afro.
4º BIMESTRE
 Relação de Poder
 Relação de Trabalho
 Relação de cultura
 As culturas locais e a
cultura comum.
 Hunos e Germanos.
 O Império romano do
Oriente.
 As Sociedades
Muçulmanas.
 O Império Carolíngio.
 As Sociedades
Feudais.
 A Igreja Católica
 As Cruzadas.
 O Fim da Idade Média.
7° ano:
1º BIMESTRE
CONTEÚDOS
ESTRUTURANTES BÁSICOS ESPECÍFICOS
 Relação de Poder
 Relação de Trabalho
 Relação de cultura
 As relações de
propriedade
 A constituição
Histórica do mundo
do campo e do mundo
na cidade
 O Renascimento;
 O Protecionismo e a
Reforma Católica;
 O Absolutismo;
 A formação de
Portugal e Espanha;
 A expansão marítima
européia;
2°BIMESTRE
 Relação de Poder
 Relação de Trabalho
 Relação de cultura
 As relações de
propriedade
 A constituição
Histórica do mundo
do campo e do
mundo na cidade
 África e Ásia;
 O continente
Americano;
 Educação fiscal
 A invenção da América;
 Escravidão e
resistência;
 As sociedades coloniais
3º BIMESTRE
 Relação de Poder
 Relação de Trabalho
 Relação de cultura
 As relações entre o
campo e a cidade
 Americanas;
 Administração da
colônia Portuguesa;
 A América holandesa;
 A expansão territorial da
América Portuguesa;
 As sociedades mineiras;
 As revoluções inglesas;
 História do Paraná.
4º BIMESTRE
 Relação de Poder
 Relação de Trabalho
 Relação de cultura
 Conflitos e
resistências e
produção cultural
 O iluminismo;
 A independência da
América inglesa;
campo/cidade  A revolução Francesa;
 A expansão militar
francesa;
 Revoltas coloniais na
América;
 Uma corte no Rio de
Janeiro;
 A independência da
América espanhola;
 A independência
política no Brasil.
8° ANO:
1º BIMESTRE
CONTEÚDOS
ESTRUTURANTES BÁSICOS ESPECÍFICOS
 Relação de Poder
 Relação de Trabalho
 Relação de cultura
 História das relações
da humanidade com o
trabalho;
 A Revolução Industrial;
 O movimento operário
e os socialismos;
 Imperialismo e
Neocolonialismo;
 A expansão dos
Estados Unidos da
América;
 Brasil: o primeiro
reinado;
 Brasil; o governo dos
regentes;
2º BIMESTRE
 Relação de Poder
 Relação de Trabalho
 Relação de cultura
 História das relações
da humanidade com
o trabalho;
 Brasil: as revoltas
contra o império;
 Educação ambiental;
 A sociedade
brasileira no
segundo reinado;
 Os conflitos entre os
países sul-
americanos;
 A segunda revolução
industrial;
 As revoluções
liberais;
 A formação da Itália
e da Alemanha e a
Comuna de Paris;
3º BIMESTRE
 Relação de Poder
 Relação de Trabalho
 Relação de cultura
 O trabalho e a vida
em sociedades e
suas contradições na
modernidade;
 As migrações para o
Brasil;
 Brasil: a abolição da
escravidão;
 A proclamação da
república brasileira;
 O primeiro governo
militar brasileiro;
 Agenda 21.
4º BIMESTRE
 Relação de Poder
 Relação de Trabalho
 Relação de cultura
 Os trabalhadores e
as conquistas de
direito
 Brasil: o governo dos
cafeicultores;
 O messianismo no
Brasil;
 A belle Époque;
 Urbanização e
Humanismo no Brasil;
 A Revolução
Mexicana;
 A primeira Guerra
Mundial;
 Revolução Russa;
 Movimento operário,
tenentismo e
modernismo no Brasil.
 Gênero e
sexualidade.
9° ano:
1º BIMESTRE
CONTEÚDOS
ESTRUTURANTES BÁSICOS ESPECÍFICOS
 Relação de Poder
 Relação de Trabalho
 Relação de cultura
 A constituição das
instituições sociais
 A formação do
Estado
 Sujeitos Guerras e
revoluções
 A crise de 1929;
 Brasil: Golpe ou
revolução;
 O governo provisório
de Getúlio Vargas;
 O fascismo;
 A guerra civil
espanhola;
 Comunistas e
fascistas no Brasil;
2º BIMESTRE
 Relação de Poder
 Relação de
Trabalho
 Relação de cultura
 A constituição das
instituições sociais
 A formação do
Estado
 Sujeitos Guerras e
revoluções
 O Estado Novo;
 A Segunda Guerra
Mundial;
 Inclusão
 A descolonização da
África e da Ásia;
 A revolução chinesa;
 A guerra Fria;
 Os conflitos do Oriente
 Populismo na América
Latina;
3°BIMESTRE
 Relação de Poder
 Relação de Trabalho
 Relação de cultura
 A constituição das
instituições sociais
 A formação do
Estado
 Sujeitos Guerras e
revoluções
 Nacionalismo e
liberalismo no Brasil;
 O
desenvolvimentismo
brasileiro;
 A revolução cubana e
a crise dos mísseis;
 A guerra do Vietnã;
 Educação no campo.
4º BIMESTRE
 Relação de Poder
 Relação de Trabalho
 Relação de cultura
 A constituição das
instituições sociais
 A formação do
Estado
 Sujeitos Guerras e
revoluções
 As ditaduras na
América Latina;
 Golpe de Estado no
Brasil;
 Brasil: a vitória da
linha dura;
 Brasil: o “milagre
econômico”;
 Brasil: o fim da
ditadura
 O fim da guerra fria;
 De Collor a Lula.
 Prevenção ao uso
indevido de drogas.
CONTEÚDOS DO ENSINO MÉDIO:
1° Ano:
CONTEÚDOS
ESTRUTURANTES BÁSICOS ESPECÍFICOS
 Relações de Poder;
 Relações de
Trabalho;
 Relações de
Cultura
 Trabalho escravo,
livre, assalariado,
servil e livre;
 Cultura e
Religiosidade
 O Estado e as
relações de poder
 Fundamentos da
História;
 A Pré-História;
 As civilizações do
Oriente Próximo;
 A Grécia Antiga;
 Roma Antiga;
 Reinos Bárbaros e
Império Bizantino;
 Idade Média:
Feudalismo e
Cruzadas;
 Comércio, cidades e
Estados;
 Renascimento
cultural;
 Reforma Religiosa.
 Prevenção ao uso
indevido de drogas
licita e ilícitas.
 Educação fiscal
2° Ano:
CONTEÚDOS
ESTRUTURANTES BÁSICOS ESPECÍFICOS
 Relações de Poder;
 Relações de
Trabalho;
 Relações de Cultura
 O Estado e as
relações de poder;
 Cultura e
religiosidade:
 Os sujeitos as
revoltas e as guerras.
 A Europa
Absolutista;
 Expansão marítima e
mercantilismo;
 Colonização
Portuguesa:
administração e
economia;
 Cultura e sociedade
no Brasil colonial;
 A colonização
espanhola e inglesa
na América;
 As revoluções na
Inglaterra;
 As luzes da razão;
 Formação e
expansão dos
Estados Unidos;
 Revolução Francesa
e o Império
Napoleônico;
 A independência da
América latina;
 Revoltas e rebeliões
coloniais;
 A construção do
Estado no Brasil;
 Período Regencial
 Gênero e diversidade
cultural;
 Enfrentamento as
violências
 Educação em
Direitos Humanos.
3° Ano:
CONTEÚDOS
ESTRUTURANTES BÁSICOS ESPECÍFICOS
 Relações de Poder;
 Relações de
 Os sujeitos, as
revoltas e as guerras:
 Industrialização e
socialismo;
Trabalho;
 Relações de
Cultura;
 Movimentos sociais,
políticos e culturais;
 As guerras e as
revoluções;
 Revoluções liberais e
nacionalismo na
Europa;
 Imperialismo e
Neocolonialismo;
 Segundo Reinado;
 República Velha;
 Movimentos sociais e
Revolução de 1930;
 Primeira Guerra e
Revolução Russa;
 Crise do estado liberal;
 Segunda Guerra
Mundial;
 Brasil e a Era de
Vargas;
 O mundo da Guerra
Fria;
 Brasil: República
Populista;
 A descolonização
afro-asiática;
 Os militares no poder;
 Um panorama da
Globalização: o Brasil
e a nova ordem
mundial.
 Inclusão;
 História do Paraná;
 Cultura afro;
METODOLOGIA
Diante da necessidade de trabalharmos os desafios sociais
contemporâneos e a multidiversidade, estaremos abordando dentro dos
conteúdos da disciplina, em todos os anos, os seguintes temas:
 Educação ambiental (Lei nº 9795/99);
 Educação fiscal (portaria 413/2002);
 Enfrentamento as Violências;
 Prevenção ao uso indevido de Drogas licitas e ilícitas;
 Gênero e diversidade sexualidade;
 Multiperspectividade educacional: inclusão e Educação no
Campo;(10.63/03)
 Multiperspectividade educacional: Cultura Afro e Indígena (Lei nº
11645/08)
 Agenda 21;
 Conhecimento da História do Paraná (Lei nº 13381/01);
Para os anos finais do ensino fundamental, propõe-se que os conteúdos
priorizem as histórias locais e do Brasil, estabelecendo-se comparações com a
história mundial. Para o ensino médio, a proposta é um ensino por temas
históricos, ou seja, os conteúdos terão como finalidade a discussão e a busca
de solução para um tema/problema previamente proposto. Entretanto, é
necessário ressaltar que a história temática será utilizada quando o conteúdo
em desenvolvimento oportunizar a utilização desta prática pedagógica.
Buscando a compreensão do conhecimento histórico, observar-se-á as
contribuições especificas das diferentes correntes historiográficas e a prática
da abordagem histórico-crítica. Através da interpretação, análise e
compreensão dos diferentes processos e acontecimentos históricos, objetiva-
se a formação do pensamento histórico, a ampliação da consciência histórica,
capacitando o estudante para a produção de narrativas históricas.
Contribuindo para a operacionalização cotidiana das aulas de história,
dialogadas, expositivas e interativas, considerar-se-á problematização dos
conteúdos, consulta a diferentes fontes, contextualização dos acontecimentos
históricos, observando o significado das diferentes temporalidades e a busca
de conceitos através da prática interdisciplinar , quando este encaminhamento
se fizer necessário. Instrumentalizando os estudantes na compreensão do
processo histórico serão utilizados diferentes recursos didático-pedagógicos
tais como: leitura e análise de textos, interpretação e releitura de imagens,
desenhos ilustrações e fotografias, exibição de documentários e fragmentos
fílmicos, produção/elaboração de textos, resolução de atividades e exercícios,
confecção de cartazes, murais e painéis, realização de trabalhos de pesquisa
individuais e de grupo, realização de seminários, produção de charges,
paródias e versos rimados, encenação dos acontecimentos históricos,
confecção e interpretação de mapas históricos, análise de gráficos e dados
estatísticos, desenho e ilustração de fatos históricos, organização de história
em quadrinhos, entre outros.
Utilizar-se-á na prática pedagógica cotidiana a TV multimídia, o
laboratório de informática como espaço de pesquisa e produção, exibições de
slides por meio do projetor multimídia, bem como, outras tecnologias que
contribuam com o desenvolvimento do conhecimento cientifico. No contexto do
desenvolvimento dos conteúdos históricos serão oportunizados, projetos,
reflexões, sensibilização, convencimento, implementação, semana cultural e da
consciência negra 20/11, semana tradicional dos povos tradicionais indígenas
19/04 e atividades para a visualização dos sujeitos históricos africanos, negros,
afro-brasileiros (lei 10.639/03) e comunidades tradicionais indígenas, (lei
11645/8) como personalidades historicamente discriminados no projeto de
formação e organização da nação brasileira e suas contribuições próprias para
a história e cultura do país. Será oportunizado também, o conhecimento das
especificidades políticas, econômicas, históricas e socioculturais do estado do
Paraná, (lei 13381/01) bem como sua importância no cenário regional e
nacional. No desenvolvimento das aulas serão escolarizados os desafios
contemporâneos (sexualidade, violência, questões ambientais, drogadição,
consumo, mídia, tecnologia/internet, questões da terra, entre outros)
objetivando análise, reflexão, orientação para superação dos mesmos na
comunidade em que o estabelecimento estiver inserido.
AVALIAÇÃO
Fundamentado na Diretriz Curricular de História, que propõe reflexões
sobre a avaliação no ensino de História, objetiva-se favorecer a busca da
coerência entre a concepção de História defendida e as práticas avaliativas que
integram o processo de ensino e de aprendizagem. A avaliação deve estar a
serviço da aprendizagem de todos os alunos, permeando o conjunto das ações
pedagógicas, e não como elemento externo a este processo. Refutam-se as
práticas avaliativas que priorizam o caráter classificatório, autoritário, que
desvinculam a sua função da aprendizagem, que não se ocupam dos
conteúdos e do seu tratamento conforme as concepções definidas no projeto
político-pedagógico da escola. Uma avaliação autoritária e classificatória
materializa um modelo excludente de escolarização e de sociedade, com o
qual a escola pública tem o compromisso de superação.
Considerar-se-á os fundamentos avaliativos propostos pelas
modalidades de avaliação diagnóstica, formativa, somativa, progressiva e
contínua no processo de aplicação de diferentes instrumentos de avaliação. No
cotidiano pedagógico, ao se aplicar diferentes instrumentos de avaliação, o
professor estará observando nas narrativas históricas produzidas pelos
estudantes os seguintes critérios: lista, cita, caracteriza, explica, produz,
elabora, representa, interpreta, reflete, analisa, conceitua, compara,
compreende, identifica, sintetiza, sequencia, diferencia, entre outros. Para
avaliar a progressão e a compreensão dos estudantes sobre os conteúdos do
processo histórico, serão utilizados diferentes recursos e instrumentos, tais
como: leitura e análise de textos, interpretação e releitura de imagens,
desenhos, ilustrações e fotografias, produção/elaboração de textos, resolução
de atividades e exercícios, confecção de cartazes, murais e painéis, realização
de trabalhos de pesquisa individuais e de grupo, realização de seminários,
produção de charges, paródias e versos ritmados, encenação dos
acontecimentos históricos, confecção e interpretação de mapas históricos,
análise de gráficos e dados estatísticos, desenho e ilustração de fatos
históricos, organização de história em quadrinhos, testes orais e escritos, entre
outros.
Tanto no ensino fundamental quanto no ensino médio, após a avaliação
diagnóstica, o professor e seus estudantes poderão revisitar as práticas
desenvolvidas até então, de modo que identifiquem lacunas no processo
pedagógico. Essa ação permitirá ao professor planejar e propor outros
encaminhamentos para a recuperação e superação das dificuldades
constatadas. Nesta oportunidade serão aplicados novos e diferenciados
instrumentos avaliativos como: produção de narrativas históricas, testes orais e
escritos, elaboração de trabalhos com roteiro determinado pelo professor,
representação dos conteúdos através de mapa conceitual, resolução de roteiro
de interpretação de texto e imagem, entre outros.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
www.youtube.com.br.
www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/diaadia/diaadia/arquivos/File/livro_e_diretrizes/
diretrizes/diretrizeshistoria2008.pdf>. Acesso em março de 2011.
BARCA, I. O pensamento histórico dos jovens: ideias dos adolescentes
acerca da provisoriedade da explicação histórica. Braga: Universidade do
Minho, 2000.
BITTENCOURT, M. C. Ensino de história: fundamentos e métodos. São
Paulo: Cortez, 2004.
BURKE, P. (org.) A escrita da história: novas perspectivas. São Paulo:
UNESP, 1992.
HOBSBAWM. E. Sobre história. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.
LUCKESI, C. C. Avaliação da aprendizagem escolar. 14 ed. São Paulo:
Cortez, 2002.
RUSEN, Jorn. Razão histórica: teoria da história; os fundamentos da ciência
histórica. Brasília: editora universidade de Brasília, 2001.
PARANÁ. Diretrizes Curriculares Orientadoras da Educação Bsica.
História.Curitiba:SEED, 2008.
SCHMIDT, M. A.; CAINELLI, M. Ensinar história. São Paulo: Scipione, 2004.
(Pensamento e ação no magistério).
SCHMIDT, M. A. Moreira dos S.; GARCIA, T. M. F. B. A formação da
consciência histórica de alunos e professores e o cotidiano em aulas de
história. Caderno Cedes, Campinas, v. 25, n. 67, p. 297-308, set./dez., 2005.
THOMPSON, E. P. A miséria da teoria: ou um planetário de erros. Rio de
Janeiro: Zahar, 1978.
PROPOSTA CURRICULAR PEDAGÓGICA DA DISCIPLINA DE LÍNGUA
ESTRANGEIRA MODERNA – ESPANHOL – CELEM
PROFESSORA: Mylena Miryan Konrad
APRESENTAÇÃO:
O Ensino da Língua Estrangeira tem como objeto de estudo, a língua,
além dos objetivos de expandir as habilidades comunicativas dos alunos;
apresentar a cultura, ampliando, também, seu conhecimento nisso, a
compreensão das diferentes formas de comunicação, respeitando, aceitando e
se socializando com outras pessoas de outros países; conhecer novos dialetos;
adequar- se linguisticamente conforme o ambiente em que se está inserido; e
proporcionar ao aluno conhecimento de uma segunda língua, para que, assim,
tenha mais sucesso em diversos campos, como profissional, por exemplo, pois
uma pessoa que contém uma segunda língua falante é mais valorizada em seu
trabalho e sua remuneração é maior. Neste sentido, Marcos Bagno, afirma que
a escola tem o objetivo de ensinar a língua para se formar cidadãos capazes
de se expressar de forma oral e escrita e assim serem inseridos na sociedade
para ajudar na construção e transformação da mesma, oferecendo a eles uma
verdadeira educação linguística.
Além disso, o ensino da Língua Estrangeira tem como objetivo
contemplar as relações com a cultura, o sujeito e a identidade, bem como,
aprender as percepções de mundo e maneiras distintas de atribuir sentidos,
reafirmar subjetividades e permitir que se reconheça, no uso da língua os
diferentes propósitos comunicativos, independentemente do grau, de
proficiência atingido (DCE, 2008). A partir de 1996, tornou-se obrigatório o
ensino de língua estrangeira a partir do Ensino Fundamental II e, no Ensino
Médio, onde seria incluída uma Língua Estrangeira Moderna escolhida pela
comunidade e outra opcional.
Com o acordo assinado entre vários países da América do Sul, surgiu o
MERCOSUL, que é o livre comércio de exportação entre os países que o
assinaram. Com isso, novas culturas e línguas começaram a fazer parte
desses países, como no caso, o Brasil.
A língua e cultura que ganhou mais destaque, e também por questões
políticas, foi a língua Espanhola. Tendo em vista isso, sentiu-se a necessidade
de implantá-la na rede pública de ensino. Desde 2010 a ideia foi aceita, e a lei
11.161 começou a vigorar, sendo implantados nas escolas de rede pública os
cursos denominados “CELEM”, que são optativos, ou seja, estuda quem quiser.
Sua importância é grande, porque além de possibilitar à sociedade a opção de
aprender uma nova língua, estará também abrindo portas de trabalho para
quem estiver estudando. No Brasil, os currículos já estão exigindo o Espanhol
como uma segunda língua.
Durante as aulas de Língua Estrangeira o aluno deve analisar as
questões sociais-políticas-econômicas da nova ordem mundial, desenvolvendo
assim, uma consciência crítica, permitindo que este, possa fazer pesquisas e
reflexões por meios orais ou escritos. Para que haja mais discussão, deve-se
trabalhar diálogos entre os alunos, apontando temas polêmicos para que eles
se sintam a vontade com a língua, tornando-se mais fluentes.
Segundo Freire (1982), devemos considerar que “os seres humanos são
sujeitos e não objetos da história”. Logo, o aprendiz precisa deixar de ser um
mero consumidor passivo de cultura e de conhecimento para ser um criador
ativo, usando da língua estrangeira para agir e transformar o seu mundo,
sabendo refletir sobre a realidade social, política e econômica, usando-a como
objeto de libertação para construção da cidadania. Considerando que ter
uma língua comum é um fator de fortalecimento das nações integrantes do
Mercosul e da América Latina, e que o município de Corbélia, onde está
situada a nossa escola, está localizada próxima à região de fronteiras
(Paraguai e Argentina), faz com que os integrantes de nossa comunidade
tenham contatos com pessoas oriundas destes países e a convivência com os
falantes de Língua Espanhola desperta interesse nos alunos em aprender o
idioma, para que possam usá-lo em situações de comunicação para a
interação social.
Ainda, de acordo com as Diretrizes Curriculares de Língua Estrangeira
Moderna, ao ensinar uma Língua Estrangeira, estamos possibilitando aos
alunos o conhecimento de mais uma língua, para que os mesmos possam ter a
oportunidade de ampliar o contato com outras formas de conhecer, com outros
procedimentos de interpretar e de construir a realidade, visando assim, a sua
formação enquanto cidadãos críticos capazes de ver através de outras culturas
as particularidades, as semelhanças e as diferenças na sua própria cultura, e
que consigam perceber que uma cultura não é nem inferior nem superior à
outra, mas sim diferentes. Desse modo, podem compreender que os
significados sociais são passíveis de transformação, e esta transformação é
possível na prática social de cada indivíduo, no ambiente em que vive.
(Diretrizes Curriculares de Língua Estrangeira Moderna).
OBJETIVO GERAL
Desenvolver e ampliar a visão de mundo de modo que o aluno consiga
perceber, avaliar e construir novos sentidos através das práticas discursivas de
leitura, escrita, compreensão e oralidade, utilizando a Língua Espanhola em
situações significativas, sabendo agir e transformar o seu mundo para a
construção da cidadania.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
 Capacitar o aluno a usar a Língua Espanhola em situações de comunicação;
 Contribuir para o acesso dos diversos gêneros textuais em língua espanhola
possibilitando a leitura, compreensão e reconstrução dos mesmos de modo
significativo ao seu uso social;
 Proporcionar ao aluno formas de participar, através da Língua Espanhola, em
relações individuais ou coletivas, bem como conhecer e respeitar a cultura do
outro;
 Possibilitar a compreensão de que os significados são historicamente
construídos e passíveis de transformação;
 Desenvolver a consciência reflexiva em relação ao papel das línguas
estrangeiras na interação social;
 Perceber a importância do contato com a Língua Espanhola para sua
localidade e desenvolvimento cultural de seu próprio país;
 Proporcionar conhecimentos básicos de fonética e fonologia;
 Desenvolver a oralidade, leitura e escrita, com o enriquecimento do
vocabulário e aprofundamento das habilidades linguísticas;
 Desenvolver o caráter receptivo e produtivo da Língua Espanhola,
enfatizando a cultura (arte, costumes, literatura, sistema econômico, relações
sociais etc.)
 Incentivar a produção escrita e oralidade, observando os aspectos fonéticos
e fonológicos da língua, adequação da linguagem, a utilização das estruturas
estudadas e elementos de coesão e coerência.
CONTEÚDO ESTRUTURANTE: DISCURSO COMO PRÁTICA
SOCIAL
CONTEÚDOS BÁSICOS – P1
Esferas sociais de circulação:
1- COTIDIANA :
 Bilhete;
 Carta pessoal;
 Cartão de felicitações;
 Convite;
 Letra de música;
 Receita culinária.
2- ARTÍSTICA:
 Biografia.
3- PUBLICITÁRIA:
 Anúncio.
4- JORNALÍSTICA:
 Anúncio classificados;
 Cartum;
 Charge;
 Horóscopo;
 Reportagem.
5- ESCOLAR:
 Cartaz;
 Diálogo;
 Exposição oral;
 Mapa.
6- LITERÁRIA:
 Conto;
 Crônica;
 Fábula;
 História em quadrinhos;
 Poema.
7-MIDIÁTICA:
 Mensagem de texto;
 Telejornal;
 Videoclipe.
PRÁTICA DISCURSIVA: Oralidade
Fatores de textualidade centradas no leitor:
 Tema do texto;
 Aceitabilidade do texto;
 Finalidade do texto;
 Informatividade do texto;
 Situacionalidade do texto
 Papel do locutor e interlocutor;
 Conhecimento de mundo;
 Elementos extralinguísticos: entonação, pausas, gestos;
 Adequação do discurso ao gênero;
 Turnos de fala;
 Variações linguísticas.
Fatores de textualidade centradas no texto:
 Marcas linguísticas: coesão, coerência, gírias, repetição, recursos
semânticos;
 Adequação da fala ao contexto;
 Diferenças e semelhanças entre o discurso oral ou escrito.
PRÁTICA DISCURSIVA: Leitura
Fatores de textualidade centradas no leitor
 Tema do texto;
 Conteúdo temático do gênero;
 Elementos composicionais do gênero;
 Propriedades estilísticas do gênero;
 Aceitabilidade do texto;
 Informatividade do texto;
 Finalidade do texto;
 Intencionalidade do texto;
 Situacionalidade do texto;
 Papel do locutor e do interlocutor;
 Conhecimento de mundo;
 Temporalidade;
 Referência textual.
Fatores de textualidade centradas no texto
 Intertextualidade;
 Léxico: repetição, conotação, denotação, polissemia;
 Marcas linguísticas: coesão, coerência, função das classes gramaticais
no texto, pontuação, figuras de linguagem, recursos gráficos (aspas,
conectivas básicas do texto. travessão, negrito);
 Partículas conectivas básicas do texto.
PRÁTICA DISCURSIVA: Escrita
Fatores de textualidade centradas no leitor:
 Tema do texto;
 Conteúdo temático do texto;
 Elementos composicionais do gênero;
 Propriedades estilísticas do gênero;
 Aceitabilidade do texto;
 Finalidade do texto;
 Informatividade do texto;
 Situacionalidade do texto;
 Intencionalidade do texto;
 Papel do locutor e interlocutor;
 Conhecimento de mundo;
 Temporalidade;
 Referência textual.
Fatores de textualidade centradas no texto
 Intertextualidade;
 Partículas conectivas básicas do texto;
 Vozes do discurso direto e indireto;
 Léxico: emprego de repetições, conotação, denotação, polissemia,
formação das palavras, figuras de linguagem;
 Emprego de palavras e/ou expressões com mensagens implícitas e
explícitas;
 Marcas linguísticas; coesão, coerência, função das classes gramaticais
no texto, pontuação, figuras de linguagem, recursos gráficos (como
aspas, travessão, negrito);
 Acentuação gráfica;
 Ortografia;
 Concordância verbal e nominal.
CONTEÚDOS BÁSICOS – P2
Esferas sociais de circulação:
COTIDIANA:
 Comunicado;
 Exposição oral;
 Ficha de inscrição;
 Lista de compras;
 Piada;
 Telefonema.
PUBLICITÁRIA:
 Anúncio;
 Folders;
 Propaganda.
JORNALÍSTICA:
 Artigo de opinião;
 Boletim do tempo;
 Entrevista;
 Notícia;
 Reportagem.
ESCOLAR:
 Resenha.
LITERÁRIA:
 Contação de história;
 Conto;
 Peça de teatro;
 Romance.
MIDIÁTICA:
 Correio eletrônico (e-mail);
 Mensagem de texto;
 Videoclipe.
PRÁTICA DISCURSIVA: Oralidade
Fatores de textualidade centradas no leitor:
 Tema do texto;
 Aceitabilidade do texto;
 Finalidade do texto;
 Informatividade do texto;
 Intencionalidade do texto;
 Situacionalidade do texto;
 Papel do locutor e interlocutor;
 Conhecimento de mundo;
 Elementos extralinguísticos, entonação, pausas, gestos;
 Adequação do discurso ao gênero;
 Turnos de fala;
 Variações linguísticas.
Fatores de textualidade centradas no texto
 Marcas linguísticas: coesão, coerência, gírias, repetição, recursos
semânticos;
 Adequação da fala ao contexto (uso de distintivos formais e informais
como conectivos, gírias, expressões, repetições);
 Diferenças e semelhanças entre o discurso oral ou escrito.
PRÁTICA DISCURSIVA: Leitura
Fatores de textualidade centradas no leitor:
 Tema do texto;
 Conteúdo temático do texto;
 Elementos composicionais do gênero;
 Propriedades estilísticas do gênero;
 Aceitabilidade do texto;
 Finalidade do texto;
 Informatividade do texto;
 Intencionalidade do texto;
 Situacionalidade do texto;
 Papel do locutor e interlocutor;
 Conhecimento de mundo;
 Temporalidade;
 Referência textual.
Fatores de textualidade centradas no texto
 Intertextualidade;
 Léxico: repetição, conotação, denotação, polissemia;
 Marcas linguísticas: coesão, coerência, função das classes gramaticais
no texto, pontuação, figuras de linguagem, recursos gráficos (aspas,
travessão, negrito);
 Partículas conectivas básicas do texto;
 Elementos textuais: levantamento lexical de palavras italicizadas,
negritadas, sublinhadas, números, substantivos próprios;
 Interpretação da rede de relações semânticas existentes entre itens
lexicais recorrentes no título, subtítulo, legendas e textos.
PRÁTICA DISCURSIVA: Escrita
Fatores de textualidade centradas no leitor:
 Tema do texto;
 Conteúdo temático do texto;
 Elementos composicionais do gênero;
 Propriedades estilísticas do gênero;
 Aceitabilidade do texto;
 Finalidade do texto;
 Informatividade do texto;
 Intencionalidade do texto;
 Situacionalidade do texto;
 Papel do locutor e interlocutor;
 Conhecimento de mundo;
 Temporalidade;
 Referência textual.
Fatores de textualidade centradas no texto
 Intertextualidade;
 Partículas conectivas básicas do texto;
 Vozes do discurso: direto e indireto;
 Léxico: emprego de repetições, conotação, denotação, polissemia,
formação de palavras, figuras de linguagem;
 Emprego de palavras e/ou expressões com mensagens implícitas;
 Marcas linguísticas: coesão, coerência, função das classes gramaticais
no texto, pontuação, figuras de linguagem, recursos gráficos (como
aspas, travessão, negrito);
 Acentuação gráfica;
 Ortografia;
 Concordância verbal e nominal.
ENCAMINHAMENTO METODOLÓGICO
Sendo a metodologia importante fator para a aprendizagem, conforme
as Diretrizes Curriculares da Educação Básica (p.63), serão trabalhadas
partindo do Conteúdo Estruturante, questões linguísticas, sócio pragmáticas,
culturais e discursivas, assim como as práticas do uso da língua: leitura,
oralidade e escrita, partindo do texto, verbal e não verbal. Buscar-se-á no
decorrer das aulas expositivas e dialogadas, envolverem os alunos nas
diversas atividades, para que os mesmos, além do conhecimento científico,
possam desenvolver atitudes de solidariedade, respeito, colaboração,
responsabilidade e esforço próprio, para que essas atitudes sejam
acrescentadas na sua formação enquanto indivíduos, capazes de viver,
relacionar- se e contribuir para a melhoria da sociedade.
A partir do Conteúdo Estruturante Discurso como prática social, serão
trabalhadas questões linguísticas, sócio-pragmáticas, culturais e discursivas,
bem como as práticas do uso da língua: leitura, oralidade e escrita. O ponto de
partida da aula de língua Estrangeira Moderna será o texto, verbal e não-
verbal.
Propõe-se que, nas aulas de Língua Estrangeira Moderna, o professor
aborde os vários gêneros textuais, em atividades diversificadas, analisando a
função do gênero estudando, sua composição, a intertextualidade, os recursos
coesivos, a coerência e, somente depois de tudo isso, a gramática. Sendo
assim, o ensino deixa de priorizar a gramática para trabalhar com o texto, sem
abandoná-la. Os recursos didáticos e tecnológicos para a realização das
atividades da prática da leitura, da oralidade, da escrita serão: livros, revistas,
vídeos, filmes, DVDs, CDs, TV Multimídia, cartazes, desenhos, recortes, letras
de músicas e cópias de atividades diversas. Com materiais diversificados,
proporcionar-se-á aos alunos atividades que os integrem e os incentivem na
busca pelo conhecimento, tais como: atividades lúdicas, materiais
fotocopiáveis, jogos pedagógicos, brincadeiras; utilização de materiais áudio-
visuais; leitura e compreensão de diferentes tipos de textos, tanto orais como
escritos, sempre que possível, autênticos, e de acordo com a esfera de
circulação; produção de textos de diferentes tipologias (DCEs); elaboração de
cartazes, folhetos informativos sobre conteúdos lexicais e de abordagem social;
estudos das diferentes culturas peninsular e hispanoamericana.
Os conteúdos poderão ser retomados em todas as séries, porém em
diferentes graus de profundidade, levando em conta o conhecimento do aluno.
Quando necessário, haverá a flexibilização curricular dos alunos encaminhados
para frequentar a sala de recurso, levando-se em consideração seus limites e
avanços em seu processo de aprendizagem, juntamente com a orientação
pedagógica da escola.
Cabe ao professor criar condições para que o aluno não seja ingênuo,
mas que seja crítico, reaja aos textos com os quais se depare e entenda que
por trás deles há um sujeito, uma história, uma ideologia e valores próprios da
comunidade em que está inserido. Da mesma forma, o aluno deve ser
instigado a buscar respostas e soluções aos seus questionamentos,
necessidades e anseios relativos à aprendizagem.
Algumas atividades podem ser realizadas na efetivação do processo:
comparação de um texto com outro; interpretação de textos a partir das
reflexões em sala de aula; leitura de textos autênticos (textos dos países que
falam a língua estudada); análise de textos sobre o mesmo assunto escrito na
língua materna e na língua estrangeira. Tomando por base que o aluno é parte
integrante do processo e deve ser considerado como agente ativo, a
aprendizagem se concretizará através de atividades significativas e de seu
interesse, respeitando sua faixa etária e seu desenvolvimento físico-intelectual,
bem como sua individualidade, suas limitações e habilidades, o nível em que
está inserido, variando assim a complexidade e aprofundamento de conteúdo.
Assim, o professor deve buscar constante atualização, para ser capaz de
provocar mudanças necessárias no processo e adequá-las à sua realidade.
Proporcionando subsídios, para que os alunos sejam capazes de inferir e
colaborar com o processo, para partilhar com estratégias de aprendizagem,
Conforme Vigotski (1998) - “a interação, o diálogo é a chave para o
desenvolvimento cognitivo”
A presente proposta também contempla a inclusão das temáticas:
História e Cultura Afro-Brasileira, Lei nº 10.639/03, Cultura Indígena, Lei nº
11.645/08, História do Paraná, Lei nº 13.381/01, Meio Ambiente, Lei nº
9.795/99, e Programa Nacional de Educação Fiscal, Portaria 413/2002, nos
conteúdos a serem trabalhados, de acordo com o que for oportunizado pelo
texto, dada a importância que essas temáticas trazem para a construção de um
Estado Democrático de Direito, de acordo com o que dispõe a Constituição da
República Federativa do Brasil e a obrigatoriedade de seu ensino, segundo as
Diretrizes Curriculares Nacionais, bem como a Deliberação Estadual 04/06. A
abordagem dos temas transversais, bem como a Cultura Africana e a Cultura
Afro- brasileira serão discutidas nos momentos em que as oportunidades irão
surgindo através de textos, pesquisas, debates, confecção de cartazes/ murais,
músicas, poemas, para que os educandos conheçam e reflitam sobre
importância dos africanos e seus descendentes na formação da sociedade
brasileira.
AVALIAÇÃO:
A avaliação da aprendizagem em Língua Estrangeira Moderna (LEM)
supera a concepção de mero instrumento de mediação da apreensão de
conteúdos, visto que se configura como processual e, como tal, objetiva
subsidiar discussões acerca das dificuldades e avanços dos alunos, a partir de
suas produções.
O processo avaliativo será um meio para a verificação das dificuldades
dos alunos, com o intuito de nortear o trabalho do professor em sala de aula.
Sendo assim, a avaliação será uma ferramenta para construir o conhecimento
e mostrar ao aluno e ao professor onde o primeiro se encontra no percurso
ensino- aprendizagem. Não utilizando- a como forma de punição ou de controle
de aluno.
Através da avaliação, o professor fará intervenção de forma estratégica,
possibilitando a aprendizagem e respeitando os diferentes níveis apresentados
pelos alunos.
O professor trabalha com uma classe heterogênea, onde cada aluno tem
um ritmo de aprendizado diferente. Através dos primeiros contatos, o professor
fará uma avaliação do andamento da turma, a fim de estabelecer um parâmetro
que não prejudique o desenvolvimento coletivo. O erro deve ser visto como um
passo para o aprendizado e não meramente um empecilho. Os alunos terão
sempre o retorno de seus esforços, tanto pelo seu desempenho como pelo
desempenho do grupo em geral. Desta forma, professores e alunos estarão
acompanhando os conhecimentos e identificarão as dificuldades.
É importante considerar também as avaliações diagnósticas e
formativas, desde que articulem com os objetivos específicos e com conteúdos
definidos a partir das concepções e encaminhamentos metodológicos, de modo
que sejam respeitadas as diferenças individuais escolares.
Serão utilizados diversos meios de avaliação durante cada semestre,
cuja qual o resultado de cada um será somado para a obtenção da média final.
Ao término do ano letivo, será considerado aprovado o aluno que obter a
média igual ou superior a 6,0 (seis virgula zero) e com frequência igual ou
superior a 75% (setenta e cinco por cento). A média se dará pelo seguinte
cálculo:
MF=1ºB + 2ºB + 3ºB + 4ºB= igual ou maior que 6,0
4
CRITÉRIOS
P1
ORALIDADE
Espera-se que o aluno:
 Utilize o discurso de acordo com a situação de produção (formal e/ou
informal);
 Apresente suas ideias com clareza, coerência;
 Utilize adequadamente entonação, pausas, gestos;
 Organize a sequência de sua fala;
 Respeite os turnos de fala;
 Explore a oralidade, em adequação ao gênero proposto;
 Exponha seus argumentos;
 Compreenda os argumentos no discurso do outro;
 Participe ativamente dos diálogos, relatos, discussões (quando
necessário em língua materna);
 Utilize expressões faciais, corporais e gestuais, pausas e entonação nas
exposições orais, entre outros elementos extralingüísticos que for
necessário.
LEITURA
Espera-se que o aluno:
 Realize leitura compreensiva do texto;
 Identifique o conteúdo temático;
 Identifique a ideia principal do texto;
 Deduza os sentidos das palavras e/ou expressões a partir do contexto;
 Perceba o ambiente (suporte) no qual circula o gênero textual;
 Compreenda as diferenças decorridas do uso de palavras e/ou
expressões no sentido conotativo e denotativo;
 Analise as intenções do autor;
 Identifique e reflita sobre as vozes sociais presentes no texto;
 Faça o reconhecimento de palavras e/ou expressões que estabelecem a
referência textual;
 Amplie seu léxico, bem como as estruturas da língua (aspectos
gramaticais) e elementos culturais.
ESCRITA
Espera-se que o aluno:
 Expresse as ideias com clareza;
 Elabore e re-elabore textos de acordo com o encaminhamento do
professor, atendendo às situações de produção propostas (gênero,
interlocutor, finalidade) e à continuidade temática;
 Diferencie o contexto de uso da linguagem formal e informal;
 Use recursos textuais como: coesão e coerência, informatividade, etc;
 Utilize adequadamente recursos linguísticos como: pontuação, uso e
função do artigo, pronome, numeral, substantivo, adjetivo, advérbio, etc.;
 Empregue palavras e/ou expressões no sentido conotativo e denotativo,
em conformidade com o gênero proposto;
 Use apropriadamente elementos discursivos, textuais, estruturais e
normativos atrelados aos gêneros trabalhados;
 Reconheça palavras e/ou expressões que estabelecem a referência
textual.
P2
ORALIDADE
Espera-se que o aluno:
 Utilize o discurso de acordo com a situação de produção (formal e/ou
informal);
 Apresente suas ideias com clareza, coerência;
 Utilize adequadamente entonação, pausas, gestos;
 Organize a sequência de sua fala;
 Respeite os turnos de fala;
 Explore a oralidade, em adequação ao gênero proposto;
 Exponha seus argumentos;
 Compreenda os argumentos no discurso do outro;
 Participe ativamente dos diálogos, relatos, discussões (quando
necessário em língua materna);
 Utilize expressões faciais, corporais e gestuais, pausas e entonação nas
exposições orais, entre outros elementos extralinguísticos que for
necessário.
LEITURA
Espera-se que o aluno:
 Realize leitura compreensiva do texto com vista a prever o conteúdo
temático, bem como a ideia principal do texto através da observação das
propriedades estilísticas do gênero (recursos como elementos gráficos,
mapas, fotos, tabelas);
 Localize informações explícitas e implícitas no texto;
 Deduza os sentidos das palavras e/ou expressões a partir do contexto;
 Perceba o ambiente (suporte) no qual circula o gênero textual;
 Reconheça diversos participantes de um texto (quem escreve, a quem
se destina, outros participantes);
 Estabeleça o correspondente em língua materna de palavras ou
expressões a partir do texto;
 Análise as intenções do autor;
 Infira relações intertextuais;
 Faça o reconhecimento de palavras e/ou expressões que estabelecem a
referência textual;
 Amplie seu léxico, bem como as estruturas da língua (aspectos
gramaticais) e elementos culturais.
ESCRITA
Espera-se que o aluno:
 Expresse as ideias com clareza;
 Elabore e re-elabore textos de acordo com o encaminhamento do
professor, atendendo às situações de produção propostas (gênero,
interlocutor, finalidade) e à continuidade temática;
 Diferencie o contexto de uso da linguagem formal e informal;
 Use recursos textuais como: coesão e coerência, informatividade, etc.;
 Utilize adequadamente recursos linguísticos como: pontuação, uso e
função do artigo, pronome, numeral, substantivo, adjetivo, advérbio, etc.;
 Empregue palavras e/ou expressões no sentido conotativo e denotativo,
em conformidade com o gênero proposto;
 Use apropriadamente elementos discursivos, textuais, estruturais e
normativos atrelados aos gêneros trabalhados;
 Reconheça palavras e/ou expressões que estabelecem a referência
textual;
 Defina fatores de contextualização para o texto (elementos gráficos,
temporais).
INSTRUMENTOS
Serão utilizados diversos instrumentos de avaliação durante cada
semestre como: atividades avaliativas escritas e orais (individuais, em duplas
ou grupos) encenações, trabalhos de pesquisa, seminários, debates, produção
de textos de diversos gêneros, interpretação de textos, leituras, provas,
discussões, e outros.
Haverá recuperação paralela, sempre retomando o conteúdo trabalhado.
A mesma será através dos instrumentos: trabalhos, avaliações orais e escritas,
com o objetivo de garantir a efetivação do aprendizado.
REFERÊNCIAS
GOVERNO DO PARANÁ.SECRETARIA DE ESTADO DA
EDUCAÇÃO.DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO BÁSICA. Diretrizes
Curriculares Da Educação Básica De Língua Estrangeira Moderna.
PARANÁ, 2008.
Olavo bilac, Colégio Estadual do Campo - EFM. Projeto Político Pedagógico.
Corbélia, 2015.
PROPOSTA CURRICULAR DA DISCIPLINA DE MATEMÁTICA
PROFESSORA: Luana Bontempo
APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA
A realidade do mundo contemporâneo faz com que a sociedade passe a
ter que assimilar novos conhecimentos para lidar com fatos e fenômenos do
dia-a-dia. Naturalmente, espera e concentra-se na educação escolar a
possibilidade de acesso da população a estes conhecimentos, que são
importantes nas práticas sociais. Atualmente as ações contemporâneas
requerem, muitas vezes, formas diferentes ou novas formas de pensar do ser
humano. A matemática vem ganhando espaço nesse cenário e sendo
encaminhada a produzir modelos para descrever ou ajudar a compreender
fenômenos nas diversas áreas do saber, produzindo conhecimentos novos
nessas áreas, ao mesmo tempo em que se desenvolve enquanto campo do
conhecimento científico.
A matemática é uma das mais importantes ferramentas nessa atual
sociedade, Em casa, na rua, nas várias profissões, na cidade, no campo, nas
várias culturas todo ser humano necessita contar, calcular, comparar, medir,
localizar, representar, interpretar, etc., e o faz informalmente, à sua maneira,
com base em parâmetros de seu contexto sócio cultural. É preciso que esse
saber informal, cultural, se incorpore ao trabalho matemático escolar,
diminuindo a distância entre a matemática da escola e a matemática da vida.
Assim, na sala de aula a atividade matemática constrói o pensamento e o
raciocínio lógico, auxilia o aluno a enfrentar novas situações em outras áreas
do conhecimento, amplia o saber do aluno, estimula-o a formular, explicar,
refletir, discutir, analisar, exercitar a leitura, a escrita e a comunicação oral.
Por tanto, apropriar-se dos conceitos e procedimentos matemáticos
básicos contribui para a formação integral do aluno através de um ensino da
matemática escolar direcionado para a formação de cidadãos críticos e
responsáveis, que possam se engajar ou entrar no mundo do trabalho, das
relações sociais, culturais e políticas. E para exercer plenamente a cidadania
nesse mundo contemporâneo, é preciso dominar o saber de contar, comparar,
medir, calcular, resolver problemas, construir estratégias, comprovar e justificar
resultados, argumentar logicamente, conhecer formas geométricas, organizar,
analisar e interpretar criticamente as informações, conhecer formas
diferenciadas de abordar problemas.
Por isso, acentua-se a preocupação em desenvolver nos alunos
principalmente de ensino fundamental e médio conhecimentos necessários
para o exercício pleno do cidadão diante da atual realidade social que se
vivencia. Essa preocupação é constante no PPP – Projeto Político Pedagógico
e nos DCE´s Diretrizes Curriculares Estaduais, que propõe a articulação ao
abordar os conteúdos curriculares. Essa nova tendência metodológica
embasada na Educação matemática e “apresentada no PPP e nas Diretrizes
Curriculares de Matemática sugerem encaminhamentos metodológicos, na
perspectiva de valorizar a aprendizagem adquirida de cada aluno”. Devem
sempre ser valorizados também os conhecimentos prévios dos alunos, seja
aquele adquirido em séries anteriores ou já adquiridos, ampliando-os, sem se
descuidar do saber científico da matemática que a escola enquanto formadora
tem que transmitir.
"Sem a Matemática , não poderia haver Astronomia; sem os recursos
maravilhosos da Astronomia, seria completamente impossível a navegação. E
a navegação foi o fator máximo do progresso da humanidade”. AMOROSO
COSTA (1928).
A educação matemática é uma área que se relaciona com diversos
saberes. Seu objeto de estudo está em processo de construção, visto que na
matemática como nas diversas disciplinas afins, nada está pronto e acabado,
mas este está centrado na prática pedagógica que envolve o conhecimento
relacionado à práxis.
OBJETIVOS
 Direcionar a construção do conhecimento para uma visão histórica em que os
conceitos foram apresentados discutidos, construídos e reconstruídos,
influenciando na formação do pensamento humano tornando os estudantes
críticos, capazes de agir com autonomia matemática desenvolvendo valores e
atitudes na sua formação integral e na produção de sua existência por meio
das ideias e das tecnologias.
 Identificar os conhecimentos matemáticos com meios para compreender e
transformar o mundo à sua volta e perceber o caráter de jogo intelectual,
característico da matemática, como aspecto que estimula o interesse, a
curiosidade, o espírito de investigação e o desenvolvimento da capacidade
para resolver problemas.
 Fazer observações sistemáticas de aspectos quantitativos e qualitativos do
ponto de vista do conhecimento e estabelecer o maior número possível de
relações entre eles, utilizando para isso o conhecimento matemático
(aritmético, geométrico, métrico, algébrico, estatístico, combinatório,
probabilístico); selecionar, organizar e produzir informações relevantes, para
interpretá-las e avalia-las criticamente.
 Resolver situações-problema, sabendo validar estratégias e resultados,
desenvolvendo formas de raciocínio e processos, como dedução, indução,
intuição, analogia, estimativa, e utilizando conceitos e procedimentos
matemáticos, bem como instrumentos tecnológicos disponíveis.
 Comunicar-se matematicamente, ou seja, descrever, representar e apresentar
resultados com precisão e argumentar sobre suas conjecturas, fazendo uso da
linguagem oral e estabelecendo relações entre ela e diferentes representações
matemáticas.
 Estabelecer conexões entre temas matemáticos de diferentes campos e entre
esses temas e conhecimentos de outras áreas curriculares;
 Sentir-se seguro da própria capacidade de construir conhecimentos
matemáticos, desenvolvendo a auto-estima e a perseverança na busca de
soluções.
 Interagir com seus pares de forma cooperativa, trabalhando coletivamente na
busca de soluções para problemas propostos, identificando aspectos
consensuais ou não na discussão de um assunto, respeitando o modo de
pensar dos colegas e aprendendo com eles.
CONTEÚDOS:
CONTEÚDOS ESTRUTURANTES:
 Números e Álgebra;
 Grandezas e Medidas;
 Geometrias;
 Tratamento da Informação;
 Funções;
Segundo a DCE 2008, p.49, entende-se por conteúdos estruturantes os
conhecimentos de grande amplitude, os conceitos e as práticas que identificam
e organizam os campos de estudos de uma disciplina escolar, considerados
fundamentais para sua compreensão. Constituem-se historicamente e são
legitimados nas relações sociais.
6º ANO
Conteúdos Estruturantes Conteúdos Básicos Conteúdos Específicos
Números e Álgebra * Sistemas de numeração; * Processos de contagem: história
* Números Naturais;
* Múltiplos e divisores;
* Potenciação e radiciação;
* Números fracionários;
* Números decimais;
dos números;
* Noções sobre os sistemas de
numeração egípcio e romano;
* Sistema de numeração decimal:
leitura, escrita e história dos
numerais indo-arábicos;
* Sequência dos números naturais;
* Sucessor, antecessor, números
naturais consecutivos;
* Aplicações dos números naturais;
* Reta numérica;
*Ideias da adição e da subtração;
* Cálculo mental nas adições e
subtrações;
* Estimativas por arredondamento;
* Problemas envolvendo adição e
subtração de números naturais;
* As ideias de multiplicação;
* Divisão: ideias e algoritmos;
* Multiplicação e divisão: operações
inversas;
* Relação fundamental da divisão;
* Expressões numéricas envolvendo
as quatro operações fundamentais;
* Propriedade distributiva da
multiplicação em relação à adição e
à subtração;
* Cálculo mental de produtos;
* Resolução de problemas
envolvendo as quatro operações
fundamentais;
* Sequência dos múltiplos de um
número;
* Fatores ou divisores de um
número natural;
* Critérios de divisibilidade;
* Números primos e decomposição
em fatores primos;
* Mínimo múltiplo comum;
* Divisores comuns e máximo
divisor comum;
* Potenciação: significado,
representação e cálculos;
* Quadrados e cubo;
* Expoente zero e expoente um;
* Raiz quadrada de números
naturais;
* Expressões numéricas;
* Frações como parte do inteiro;
* Representação e leitura;
* Frações de uma quantidade;
* Números mistos e frações
impróprias;
* Frações equivalentes;
* Simplificação de frações;
* Comparação de frações;
* Operações com frações;
* Problemas envolvendo frações e
suas aplicações;
* A notação decimal;
* Números decimais e o registro de
medidas;
* Números decimais na forma de
fração;
* Comparação de números
decimais;
* Adição e subtração de números
decimais;
* Multiplicação e divisão de
números decimais por 10, 100,
1 000;
* Multiplicação de números
decimais;
* Divisão de números naturais com
quociente decimal;
* Divisão de números naturais com
quociente decimal;
* Divisão de números decimais;
*Problemas envolvendo números
decimais e suas aplicações;
Grandezas e Medidas * Medidas de comprimento;
* Medidas de massa;
* Medidas de área;
* Medidas de volume;
* Medidas de tempo;
* Medidas de ângulos;
* Sistema monetário.
* Conceito de medida e de unidade
de medida;
* Medidas de comprimento no
sistema métrico decimal;
* Medidas de superfície e área do
retângulo;
* Relações entre km², m² e cm²;
* Conceito de volume e volume de
um bloco retangular;
* Equivalência ente litro e decímetro
cúbico;
* Medidas de massa;
* Identificação, elementos e
representação;
* Medidas de ângulos e uso do
transferidor;
* Retas paralelas e retas
perpendiculares;
* Uso dos esquadros;
* A utilização do sistema monetário
no cotidiano;
Geometrias * Geometria Plana;
* Geometria Espacial;
* As formas da natureza e as
formas criadas pelo ser humano;
* Formas planas e não planas;
* Blocos retangulares: estudo e
planificação;
* Ponto, reta, plano e segmento de
reta;
* Perspectivas e vistas;
* Construção de poliedros;
* Polígonos: características e
representação;
* Triângulos: classificação;
* Quadriláteros: classificação;
* Polígonos regulares;
* Perímetro de polígonos;
* Circunferência: definição e
elementos;
* Uso do compasso;
* Simetria nos polígonos e no
círculo;
Tratamento da Informação * Dados, tabelas e gráficos;
* Porcentagem;
* Utilidade de gráficos;
* Dados e tabelas de frequência;
* Construção e interpretação de
gráficos de barras;
* Elaboração e análise de uma
pesquisa estatística simples;
* Significado, representação e
cálculos simples envolvendo
porcentagens;
* Representação decimal de
porcentagens;
7º ANO
Conteúdos Estruturantes Conteúdos Básicos Conteúdos Específicos
Números e Álgebra * Números Inteiros;
*Números Racionais;
* Equação e Inequação do
1º grau;
* Razão e proporção;
* Regra de três simples;
* Aplicações dos números
negativos;
* Comparação;
* Representação na reta numérica;
* Módulo e simétrico;
* Operações com números
negativos;
* Expressões numéricas envolvendo
operações com números negativos;
* Representação dos números
racionais;
* Frações e números decimais;
* Observação de padrões
numéricos: generalizações;
* Uso das letras: linguagem
algébrica;
* Algumas operações com letras;
* Resolução de equações do 1º
grau;
* Resolução de problemas por meio
de equações do 1º grau;
* Desigualdades: símbolos e
propriedades;
* Resolução de inequações;
* Inequações e problemas;
* Grandezas e comparação de
grandezas;
* Razões e proporções;
* Escalas, plantas e mapas;
* Grandezas diretamente
proporcionais;
* Grandezas inversamente
proporcionais;
* Regra de três para o cálculo de
grandezas;
Grandezas e Medidas * Medidas de temperatura;
* Medidas de ângulos;
* Medidas de temperatura em
diferentes contextos;
* Retomada sobre ângulos;
* Ângulos suplementares,
complementares, opostos pelo
vértice;
* Grau e subdivisão do grau;
* Bissetriz de um ângulo;
* Os ângulos nos triângulos;
* Soma dos ângulos internos de um
triângulo;
* Soma das medidas dos ângulos
internos de um quadrilátero;
Geometrias * Geometria Plana;
* Geometria Espacial;
* Geometrias não-
euclidianas;
* Dimensionalidade;
* Medidas de superfície: unidades e
conversões;
* Comparação de áreas;
* Área do retângulo e do quadrado;
* Cálculo de áreas por composição
e decomposição de figuras;
* Área do paralelogramo, do
triângulo, do losango e do trapézio;
* Problemas envolvendo o cálculo
de áreas;
* Poliedros;
* Prismas e pirâmides;
* Poliedros regulares;
* Cilindros, cone e esferas;
* Relações entre unidades de
medida de volume e capacidade;
Tratamento da Informação * Pesquisa Estatística;
* Média Aritmética;
* Moda e mediana;
* Juros simples;
* Construção e análise de gráficos
de barras e de setores;
* Pictogramas;
* Médias;
* Representação e cálculo de
porcentagens;
* Descontos e acréscimos;
* Problemas envolvendo
porcentagem;
8º ANO
Conteúdos Estruturantes Conteúdos Básicos Conteúdos Específicos
Números e Álgebra * Números Racionais e
Irracionais;
* Sistemas de Equações do
1º grau;
* Potências;
* Radiciação;
* Monômios e Polinômios;
* Produtos Notáveis;
* Números racionais;
* Representação dos números
racionais;
* Números irracionais;
* Pi – um número irracional;
* Números reais;
* Os números reais e as operações;
* Expoentes inteiros;
* Propriedades das potências;
* Potências de base 10;
* Multiplicação por potências de
base 10;
* Notação científica;
* Aprofundamento sobre raízes;
* Raízes exatas;
* Raízes não exatas;
* Problemas do 1º grau com duas
incógnitas – representação por meio
de um sistema de equação;
* Método da substituição;
* Método da adição;
* Retomada de equações;
* Variáveis;
* Expressões algébricas;
* Monômios e polinômios;
* Operações e expressões
algébricas;
* Simplificação de expressões com
letras;
* Multiplicação de polinômios;
* Desenvolvimento de produtos
notáveis;
* Aplicações dos produtos notáveis
no cálculo algébrico;
Grandezas e Medidas * Medidas de comprimento;
* Medidas de área;
* Medidas de volume;
* Medidas de ângulos;
* Área do paralelogramo, do
triangulo, do trapézio e do losango;
* Volume do cubo e do
paralelepípedo;
* Definição de ângulos;
* Medida e classificação de ângulos;
* Ângulos complementares e
suplementares;
* Opostos pelo vértice;
* Bissetriz de um ângulo;
Geometrias * Geometria Plana;
* Geometria Espacial;
* Geometria Analítica;
* Geometrias não-
euclidianas;
* Posição relativa entre retas;
* Ponto médio de um segmento;
* Retas perpendiculares e paralelas;
* Distância entre dois pontos;
* Triângulo: elementos, perímetro e
classificação;
* Soma das medidas dos ângulos
internos de um triângulo;
* Propriedade do ângulo externo do
triângulo;
* Triângulo isósceles e equilátero;
* Elementos e classificação dos
quadriláteros;
* Propriedades dos paralelogramos
e trapézios isósceles;
* Ângulos de um polígono;
Tratamento da Informação * Gráfico e Informação;
* População e amostra;
* Gráficos e tabelas;
* Regra de três simples e composta;
* Porcentagem;
* Juros simples;
9º ANO
Conteúdos Estruturantes Conteúdos Básicos Conteúdos Específicos
Números e Álgebra * Números Reais;
* Propriedades dos radicais;
* Equação do 2º grau;
* Teorema de Pitágoras;
* Regra de Três Composta;
* Retomada e aprofundamento da
potenciação e suas propriedades;
* Retomada da radiciação;
* Expoentes racionais;
* Propriedades dos radicais;
* Simplificação de radicais;
* Adição e subtração de radicais;
* Racionalização;
* Equações e grau de uma
equação;
* Equações incompletas do 2º grau;
* Forma geral de uma equação do
2º grau;
* Fórmula geral de resolução de
equações do 2º grau;
* Resolução de problemas
envolvendo equações do 2º grau;
* Teorema de Pitágoras e suas
aplicações;
* Resoluções de problemas com
regra de três composta;
Grandezas e Medidas * Relações Métricas no
Triângulo Retângulo;
* Trigonometria no Triângulo
Retângulo;
* Diagonal de um quadrado e altura
do triângulo equilátero;
* Relações métricas nos triângulos
retângulos;
* Problemas de aplicação;
* Razões trigonométricas: seno e
cosseno e tangente;
* Aplicações na resolução de
problemas;
* As razões trigonométricas e os
ângulos de 30o
, 45o
e 60o
;
Funções * Noção intuitiva de Função
Afim;
* Noção intuitiva de Função
Quadrática;
* Plano cartesiano;
* Localização no plano;
* Sistema cartesiano;
* Coordenadas geométricas;
* Conceito e aplicações;
* Tabela de valores e lei de
formação de uma função;
* Interpretação de gráficos;
* Construção de gráficos das
funções do 1º grau e do 2º grau;
Geometria * Geometria Plana;
* Geometria Espacial;
* Geometria Analítica;
* Geometrias não-
euclidianas;
* Área do círculo;
* Comprimento da circunferência;
* Área de setor circular e de coroa
circular;
* Área da superfície e volume de um
cilindro;
* Aplicações na resolução de
problemas;
* Teorema de Tales e semelhança
de triângulos;
Tratamento da Informação * Noções de Análise * Probabilidade e estatística;
Combinatória;
* Noções de Probabilidade;
* Estatística;
* Juros Compostos;
* Problemas envolvendo o cálculo
de probabilidades;
* Conceito de população e amostra
numa pesquisa estatística;
* Problemas envolvendo
porcentagens, descontos e
acréscimos;
* Juros simples e composto;
1ª ANO
Conteúdos Estruturantes Conteúdos Básicos Conteúdos Específicos
Números e Álgebra * Números reais;
* Equações e inequações
exponenciais, logarítmicas e
modulares;
* Conjuntos;
* Operações com conjuntos;
* Conjuntos numéricos;
* Intervalos;
* Equação e inequação do 1º grau;
* Inequação- produto e inequação –
quociente;
* Equações e inequações do 2º
grau;
* Inequações e domínio de uma
função;
Grandezas e Medidas * Medidas de informática;
* Medidas de energia;
* Trigonometria;
* Unidades de medidas de
informática e energia;
* Trigonometria no triângulo
retângulo;
* Razões trigonométricas: seno e
cosseno e tangente;
* Aplicações na resolução de
problemas;
* As razões trigonométricas e os
ângulos de 30o
, 45o
e 60o
;
Funções * Afim;
* Função quadrática;
* Função logarítmica;
* Função modular;
* Função exponencial;
* Progressão aritmética;
* Progressão geométrica;
* Plano cartesiano;
* A ideia de função;
* O conceito matemático de função;
* Domínio, contradomínio e imagem
de uma função;
* Gráfico de uma função;
* Crescimento e decrescimento de
uma função;
* Função composta
* Funções: Sobrejetora, injetora e
bijetora;
* Função inversa;
* O que é função polinomial;
* Estudo da função polinomial do 1º
grau;
* Inequações do 1º grau;
* Estudo da função polinomial do 2º
grau;
* Inequações do 2º grau;
* Estudo da função logarítimica;
* Módulo ou valor absoluto de um
número real;
* Função modular;
* Equações modulares;
* Inequações modulares;
* Revendo a potenciação;
* Equações exponenciais;
* Função exponencial;
* Inequações exponenciais;
* Termo geral de uma Progressão
Aritmética;
*Operações com a fórmula da soma
dos termos da PA;
* Situações problemas envolvendo
a PA;
* Termo geral de uma Progressão
Geométrica;
* Operações com a fórmula da
soma dos termos da PG;
* Situações problemas envolvendo
a PG;
Geometrias * Geometria analítica;
* Geometria plana;
* Geometria não euclidiana;
* Posição relativa entre retas;
* Ponto médio de um segmento;
* Retas perpendiculares e paralelas;
* Distância entre dois pontos;
* Triângulo: elementos, perímetro e
classificação;
* Soma das medidas dos ângulos
internos de um triângulo;
* Propriedade do ângulo externo do
triângulo;
* Triângulo isósceles e equilátero;
* Elementos e classificação dos
quadriláteros;
* Propriedades dos paralelogramos
e trapézios isósceles;
* Ângulos de um polígono;
Tratamento da Informação * Estatística;
* Matemática financeira;
* Porcentagem;
* Problemas que envolvem
porcentagem;
* Lucro e Prejuízo;
* Acréscimos e descontos
sucessivos;
* Juro Simples;
* Juro Composto;
* A fórmula do montante;
* Usando logaritmo no cálculo de
juro composto;
* Valor atual e valor futuro;
2ª ANO
Conteúdos Estruturantes Conteúdos Básicos Conteúdos Específicos
Números e Álgebra * Matrizes;
* Determinantes;
* Sistemas lineares;
* Conceito de matriz;
* Matriz quadrada;
* Igualdade de matrizes;
* Adição e subtração de matrizes;
* Multiplicação de um número real
por uma matriz;
* Multiplicação de matrizes;
*Inversa de uma matriz;
*Determinante de uma matriz
quadrada;
* Determinante de uma matriz de 2º
ordem;
* Determinante de uma matriz de 3º
ordem-regra de Sarrus;
* Cofator;
* O teorema de Laplace;
* Determinante de uma matriz de
ordem maior que 3;
* Propriedades e teoremas;
* Simplificando o cálculo de um
determinante;
* Equação linear;
* Sistemas lineares;
* Classificação de um sistema
linear;
* Matrizes associadas a um sistema
linear;
* Resolução de um sistema linear
por escalonamento;
* Discussão de um sistema linear;
Grandezas e Medidas * Medidas de área;
* Medidas de volume;
* Medidas de grandezas
vetoriais;
* Trigonometria;
* Medidas de área de figuras planas
e de faces de sólidos geométricos;
* Unidades de medidas de volume;
* Volume de sólidos geométricos;
* Medidas vetoriais e sua aplicação;
* Trigonometria na circunferência; *
* Razões Trigonométricas na
circunferência: tangente, cossenos,
seno, cotangente, secante e
cossecante;
* Relações fundamentais;
* Arcos Notáveis
* Redução ao primeiro quadrante;
Funções * Função trigonométrica; * O que é função trigonométrica;
* Funções trigonométricas inversas;
* Equações e inequações
trigonométricas;
Geometrias * Geometria plana;
* Geometria espacial;
* Geometria não euclidiana;
* Posição relativa entre retas;
* Ponto médio de um segmento;
* Retas perpendiculares e paralelas;
* Distância entre dois pontos;
* Triângulo: elementos, perímetro e
classificação;
* Soma das medidas dos ângulos
internos de um triângulo;
* Propriedade do ângulo externo do
triângulo;
* Triângulo isósceles e equilátero;
* Elementos e classificação dos
quadriláteros;
* Propriedades dos paralelogramos
e trapézios isósceles;
* Ângulos de um polígono;
Tratamento da Informação * Estatística * Leitura e interpretação de
gráficos;
* Construções de gráficos;
3ª ANO
Conteúdos Estruturantes Conteúdos Básicos Conteúdos Específicos
Números e Álgebra * Números complexos;
* Polinômios;
* O número i;
* Forma algébrica de um número
* Equações e inequações; complexo;
* Operações com complexos na
forma algébrica;
* Forma trigonométrica de um
número complexo;
* Operações com complexos na
forma trigonométrica;
* O que é um polinômio;
* Adição ,subtração e multiplicação
de polinômios;
* Polinômio identicamente nulo;
* Identidade de polinômios;
* Divisão de polinômios;
* Divisão de um polinômio por um
binômio da forma
ax + b;
* Dispositivo de Briot - Ruffini;
* Decomposição de um polinômio
do 2º grau em fatores;
* O que é uma equação e uma
inequação polinomial;
* Raiz ou zero da equaçãoe da
inequação polinomial;
* Conjunto Solução;
* Teorema fundamental da álgebra;
* Teorema da decomposição;
* Multiplicidade de uma raiz;
* Raízes nulas;
* Raízes complexas;
* Relações de Girard;
* Raízes Racionais;
* Método de Bisseção;
Grandezas e Medidas * Grandezas vetoriais;
* Medidas de informática;
* Medidas de energia;
* Medidas vetoriais e sua aplicação;
* Unidades de medidas de
informática e energia;
Geometrias * Geometria espacial, de
posição e métrica;
* Geometria analítica: ponto,
reta e plano;
* Geometria analítica:
circunferência;
* Reta orientada ou eixo;
* Sistema cartesiano ortogonal;
* Estudo da reta;
* Cálculo da área de um triângulo;
* A circunferência;
* Posições relativas de um ponto e
uma circunferência;
* Posições relativas de um ponto e
uma circunferência;
* Posições relativas entre duas
circunferências;
Tratamento da Informação * Análise combinatória; * O que é probabilidade;
* Binômio de Newton;
* Estudo das
probabilidades;
*Probabilidade de um evento em um
espaço amostral finito;
* Probabilidade com reunião e
intersecção de eventos;
* Probabilidade condicional;
* Eventos independentes;
* Problemas que envolvem
contagem;
* Princípio multiplicativo;
* Fatorial;
* Arranjo simples;
* Permutação simples;
* Permutação com elementos
repetidos;
* Combinação simples;
* Número binomial;
* Fórmula do binômio de Newton;
ENCAMINHAMENTOS METODOLÓGICOS
As Diretrizes Curriculares da Educação Básica do Paraná propõe
articular os Conteúdos Estruturantes com os Conteúdos Específicos em
relações de interdependências que venham enriquecer o processo pedagógico
da aprendizagem.
A proposta curricular de matemática está sistematizada em conteúdos
estruturantes. Estes são as bases que orientam o processo de ensino-
aprendizagem da disciplina. O desdobramento desses em conteúdos
específicos se põe pela necessidade didática do fazer o ensino da matemática,
porém mantém suas relações e interdependências conceituais de processo de
construção do conhecimento enquanto ciência e como ensino-aprendizagem.
Segundo Gerhard Filho (2012), as relações de interdependências não
se limitam à disciplina de matemática. Trata-se do reconhecimento de que os
conhecimentos não se explicam e justificam-se isoladamente, mas inserem-se
numa realidade maior e complexa. Assim, não se trata apenas de perceber a
abrangência e as relações intrínsecas com outros conhecimentos, mas de
reconhecer a necessidade de superação de práticas que se caracterizam pela
fragmentação.
Dentro, desse novo contexto do saber e do conhecimento cientifico, a
aprendizagem matemática está tomando novas tendências na prática
pedagógica, são tendências diversas de abordar e explorar o conhecimento
matemático escolar e social, e essas tendências metodológicas trazem
possibilidades para realizar com eficácia o complexo processo ensinar e
aprender matemática.
Resolução de Problemas: enquanto proposta metodológica aponta que
resolver problemas possibilita ao estudante aplicar conhecimentos adquiridos
em novas situações, pensar em estratégias diferenciadas para a sua resolução,
tecer argumentos, fazer análise das ideias matemáticas envolvidas.
Essa proposta metodológica supera a resolução de exercícios como
prática que utiliza mecanismo de repetição. A resolução de problemas pode ser
viabilizada através de situações-problema a partir da prática social dos
estudantes; problemas desafio e problemas que envolvem ideias e conceitos
matemáticos.
Destaca-se que a Resolução de Problema possibilita a prática de
introdução do conteúdo matemático a partir de uma situação-problema, o que
pode tornar esse conteúdo mais significativo para os estudantes. Além disso, o
desenvolvimento do conteúdo pode ser tratado na mesma perspectiva,
garantindo aos estudantes o acesso aos conhecimentos matemáticos
historicamente produzidos, ao mesmo tempo em que pode dinamizar o
processo ensino-aprendizagem.
Modelagem Matemática: essa proposta metodológica propõe a
problematização de situações do cotidiano e a partir destas, organiza-se as
informações, levanta-se hipótese para resolução sistematizando um modelo
matemático que dê conta de responder e propiciar a análise da questão
envolvida e uma possível proposta de solução para a situação.
A modelagem matemática possibilita a prática do ensino da matemática
mais significativa a partir do momento que considera as necessidades e
expectativas dos estudantes, ao mesmo tempo em que oportuniza a eles o
conhecimento matemático sistematizado.
A Etnomatemática: segundo as DCEs, tem o papel de reconhecer e
registrar questões de relevância social que produzem conhecimento
matemático. Esta tendência leva em consideração que não existe um único
saber, mas vários saberes distintos e nenhum menos importante que o outro.
As manifestações matemáticas são percebidas através de diferentes teorias e
práticas, das mais diversas áreas, que emergem dos ambientes culturais.
A Etnomatemática busca uma organização da sociedade que permite o
exercício da crítica e a análise da realidade. Sendo assim, é preciso que se
priorize um ensino que valoriza a história dos estudantes através do
reconhecimento e respeito de suas raízes culturais. D’Ambrósio (2001, p. 42)
afirma que “reconhecer e respeitar as raízes de um indivíduo não significa
ignorar e rejeitar as raízes do outro, mas num processo de síntese reforçar
suas próprias raízes”. O seu enfoque deverá relacionar-se a uma questão
maior, como o ambiente do indivíduo e as relações de produção e trabalho,
assim como se vincular as manifestações culturais como arte e religião.
História da Matemática: possibilita o ensino da matemática a partir do
reconhecimento de que o conhecimento é construído historicamente e da sua
relevância para a humanidade, vinculado às descobertas aos fatos sociais e
políticos, as circunstâncias históricas e às correntes filosóficas que determinam
o pensamento que influência no avanço científico de cada época, possibilitando
o levantamento e a discussão das razões para a aceitação de certos fatos,
raciocínios e procedimentos. Para Miguel e Miorim (2004), apud DCE: a história
deve ser o fio condutor que direciona as explicações dadas aos porquês da
Matemática, bem como, para a promoção de ensino e da aprendizagem da
Matemática escolar baseado na compreensão e na significação.
Mídias e Tecnologias: enquanto proposta metodológica considera,
segundo as DCEs, os ambientes de aprendizagem gerados por aplicativos
informáticos, dinamizam os conteúdos curriculares e potencializam o processo
de ensino e da aprendizagem. O uso de mídias tem suscitado novas questões,
sejam elas em relação ao currículo, à experimentação Matemática, às
possibilidades do surgimento de novos conceitos e de novas teorias
matemáticas (Borba, 1999). Atividades realizadas com o uso do lápis e do
papel, ou mesmo o quadro e o giz como a construção de gráficos, por exemplo,
com o uso dos computadores ampliam-se as possibilidades de observação e
investigação, visto que algumas etapas formais de construção são sintetizadas
(D'Ambrósio, 1988).
Os recursos tecnológicos sejam eles o software, a televisão, as
calculadoras, os aplicativos da Internet entre outros, têm favorecido as
experimentações matemáticas, potencializando formas de resolução de
problemas. Aplicativos de modelagem e simulação têm auxiliado estudantes e
professores a visualizarem, generalizarem e representarem o fazer matemático
de uma maneira passível de manipulação, pois permitem construção,
interação, trabalho colaborativo, processos de descoberta de forma dinâmica e
o confronto entre a teoria e a prática.
Para as DCEs, um outro potencial pedagógico das ferramentas
tecnológicas segundo Borba e Penteado (2001) é abordar atividades
matemáticas com os recursos tecnológicos enfatizando um aspecto
fundamental na proposta pedagógica da disciplina: a experimentação. De
posse dos recursos tecnológicos, os estudantes conseguem desenvolver
argumentos e conjecturas relacionadas às atividades com as quais se
envolvem, sendo as conjecturas resultado dessa experimentação.
Investigações matemáticas: Tal tendência pode ser definida segunda a
DCE 2008, p. 67, como uma questão para a qual o aluno precisa estabelecer
uma estratégia heurística, isto é, ele não dispõem de um método que permita a
resolução imediata, enquanto um exercício é uma questão que pode ser
resolvida usando um método já conhecido. Em resumo, investigar é deixar as
fórmulas e regras prontas de lado, e utilizar saberes matemáticos presentes em
nosso cotidiano e formular questões que são de interesse do aluno, levando
em consideração um saber rigoroso e fundamentado.
Esse é um processo de construção matemática, o ato de utilizar esta
tendência contribuirá na aprendizagem no que diz respeito em procurar
conhecer o que não se sabe, e esse é o verdadeiro sentido de toda ação
pedagógica.
Tais propostas metodológicas, assim como os conteúdos estruturantes e
específicos articulam-se entre si de modo que, por exemplo, uma situação
problema pode ter uma conotação Etnomatemática quando considera e
respeita diferentes formas e modelos para resolver uma questão que envolve
conhecimento matemático: pode considerar a modelagem como orientação de
como trabalhar essa situação-problema que partiu do interesse e necessidade
dos estudantes, mas requer trabalhar com um conteúdo não planejado
previamente; pode considerar a história da matemática para discutir como o
conceito envolvido foi desenvolvido e o porquê; as mídias e tecnologias podem
potencializar pesquisas sobre o assunto tratado, bem como, dispor de software
que auxiliem a resolver o problema, ampliando as possibilidades para
discussões, análises, deduções e conclusões.
Sendo a sala de aula um espaço social, na qual convivem indivíduos de
raças, etnias, crenças, entre outros, diferentes faz-se necessária a inserção de
abordagem de temas como a Historia e Cultura Afro-Brasileira, preconizada
pela Lei n 10.639/03, que garante o tratamento igualitário, a partir de
conhecimentos históricos, sociais, visando a disseminação do preconceito, a
todos os indivíduos. Nesse sentido, na disciplina de matemática o tema será
abordado através de jogos matemáticos de origem africana, dados estatísticos
sobre o percentual de negros, brancos e pardos em nosso país, estado e
município, valorizando as diferentes culturas, formação indenitária do brasileiro,
bem como a influencia da mão de obra negra no crescimento do país ao longo
dos anos.
Fazemos parte de um país plural, ou seja, composto por diversos povos
(oriundos das mais distintas partes do mundo), portanto deve-se ter espaço em
sala de aula para discussões que englobem todas elas, contribuindo para a
eliminação de estereótipos.
Em nível estadual, é importante frisar a Historia do Paraná, (segundo a Lei n
13.381/01) não só com relação à raça/ etnia, mas também promovendo o
contato dos alunos com dados numéricos que evidenciem as reais condições
do nosso estado como, por exemplo, nível de escolaridade, investimentos
financeiros do governo em cada área, percentual de empregados /
desempregados, calculo do PIB estadual, entre outros. Desse modo, o aluno
poderá claramente estabelecer as comparações com outros estados do país,
identificando problemas e se colocando frente a eles, como sujeitos ativos e
críticos.
De acordo com a Lei n 9795/99, questões relacionadas ao Meio
ambiente devem ser tratadas em sala de aula, inclusive na disciplina de
Matemática. Logo áreas plantadas ou de desmate, áreas apropriadas por
movimentos sociais, níveis de poluição nas grandes cidades constituem temas
norteados pela disciplina, focalizando, no caso, dados estatísticos e gráficos.
O mesmo ocorre com Programa Nacional de Educação Fiscal, conforme
portaria 413/2002, o qual abarcara também estatísticas referentes a atos ilegais
envolvidos nessa temática como o contrabando e a pirataria. A partir disso,
trabalhar ao mesmo tempo cálculos com percentuais e conscientização sobre o
consumo de produtos legalizados.
Ainda no âmbito da disciplina de Matemática deve ser tratado sobre
aspectos da História e Cultura Afro-brasileira (Lei n. 10.639/03, sendo
obrigatória a abordagem de conteúdos que envolvam a temática de história e
cultura afro-brasileira e africana) e Indígena, de acordo com a Lei n. 11.645/08,
a Educação Ambiental com base na Lei 9.795/99 que institui a Política Nacional
de Educação Ambiental, bem como a Prevenção ao Uso Indevido de Drogas,
Sexualidade Humana, sempre que os conteúdos da disciplina permitam uma
abordagem contextualizada dessas temáticas. Para tanto deve-se favorecer o
debate em sala de aula com assuntos como: Cidadania e Direitos Humanos,
enfrentamento à Violência na Escola, Prevenção ao uso de Drogas, Educação
Fiscal e também abrir leques para a Educação para as relações Étnicas
Raciais e Cultura Afro-brasileira e Africana e também Gênero e Diversidade
Sexual nos quais oportunizam a reflexão e contribui para a formação de um
sujeito investigativo, interessado, cidadão que busca conhecer e compreender
a sociedade e a realidade como um todo.
Assim sendo, nesse novo contexto de trabalhar o ensino da matemática
escolar, o professor fará uso de práticas pedagógicas variadas, tais como:
 Investigar e explorar novos conceitos por meio da resolução de
problemas aplicativos, porque a partir deles, novos desafios podem ser
criados.
 Aulas expositivas e dialogadas.
 Trabalhos escritos ou apresentados (individual/grupo).
 Análise de gráficos e tabelas.
 Realização de alguns experimentos práticos referente aos conteúdos
estudados, como jogos de quebra-cabeça, montagem, calculo mental
etc.
 Usar a sala de informática como recurso para realização de algumas
tarefas, assim como quebra de rotinas tradicionais.
 Pesquisas sobre temas estudados em livros didáticos e paradidáticos,
jornais, revistas, vídeos relacionados ao conteúdo.
 Incentivo a pesquisa de temas atuais.
 Leitura individual e coletiva de textos e outros diversificados
relacionados ao tema estudado com interpretação dos mesmos.
 Desenvolvimento de atividades no caderno e comentário no quadro.
 Fichas com atividades diversificadas relacionadas ao conteúdo como:
criptogramas, palavrox, cruzada direta, aritgrama, duplex, somas
cruzadas, problemas de desafios, quebra-cabeça e curiosidades.
 Utilizar os instrumentos de medição e de calculo (régua, calculadora,
compasso, transferidor, esquadros).
 Com relação à cultura afro brasileira, analisar dados do IBGE sobre a
composição brasileira e por cor, renda e escolaridade no pais e no
município.
 Analise de pesquisas relacionadas ao negro e mercado de trabalho no
País.
 Realização com os alunos de pesquisas de dados no município com
relação à população negra.
O encaminhamento do trabalho docente com cada conteúdo ou bloco de
conteúdos depende da concepção do professor do que seja matemática,
ensino e aprendizagem, de que estudante se quer formar, do conhecimento
das diferentes propostas metodológicas e da articulação entre elas como
principais dimensões do processo ensino-aprendizagem e principalmente
considerar as individualidades de aprendizagem de cada aluno. Nesse sentido,
também faz se necessário a complementação curricular.
Levando em conta o ensino-aprendizagem, a escola devem oferecer essa
possibilidade a todos os alunos inclusive aos que apresentam dificuldades,
para tanto professores do ensino regular devem adaptar suas metodologias
afim de colaborar para tal, sendo também que instituição oferece uma
complementação com a sala de recursos, que tem um papel fundamental na
vida de muitos alunos.
Com relação à sala de recursos, a mesma é iniciada com alunos avaliados
levando em consideração para o decorrer do trabalho durante o ano letivo cada
especificidade que o educando possui com o intuito dos objetivos serem
alcançados. Também, no decorrer dos dias letivos são realizadas observações
dos demais alunos, caso encontrem dificuldades de aprendizagem por alguns
deles, serão feitos encaminhamentos para diagnóstico.
Cada aluno aprende do seu modo, portanto são necessárias flexibilizações
curriculares com o intuito de atender a demanda social, tornando cidadãos
críticos e criativos. Para isso, as diversificações de formas de produção de
conhecimentos são necessárias, realizando encaminhamentos metodológicos e
adaptações necessárias, reformulando cada momento da prática pedagógica
para melhor construir o conhecimento do aluno e atender as suas
necessidades enquanto cidadão em processo da construção do conhecimento.
Quanto ao Celem, esta complementação curricular é oferecida pela escola
a todas as pessoas que dela fazem parte (alunos, funcionários e comunidade),
e que possuem o intuito de conhecer novas culturas.
O colégio atualmente oferece projeto de vôlei, futsal e literatura, em contra
turno para alunos matriculados no ensino regular. Esses projetos vêm ao
encontro da nossa realidade, pois é necessário ocupar nossos alunos com
atividades educativas, que contribuem significativamente para o processo de
ensino e aprendizagem.
AVALIAÇÃO
CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO/ RECUPERACÃO PARALELA /
ADAPTAÇÃO CURRICULAR
De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases nº: 9394/96 a avaliação deve
ser contínua e cumulativa em relação ao desempenho do estudante com
prevalência dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos. Analisando-se o
item destaca-se, que a avaliação é parte do processo de ensino-aprendizagem
e, como tal, deve levar em conta dois aspectos principais: avaliação para
verificar o grau de aprendizado do aluno e avaliação como fator de
redirecionamento do trabalho do professor.
A avaliação levará em consideração diversos instrumentos e situações
de investigação do aprendizado do estudante e de diagnóstico dos conceitos
matemáticos escolares ainda não compreendidos por ele, tais como: avaliação
individual e coletiva, oral e escrita, observação sistemática durante todo o
processo em sala de aula, pesquisas, entrevistas, resenhas críticas de leituras
e filmes, de experimentos, desenhos, participação em debates, estratégias e
recursos utilizados pelo estudante para solucionar problemas propostos, bem
como as relações estabelecidas diante dessas problematizações.
A recuperação paralela é um direito de todo estudante, conforme a Lei
de Diretrizes e Bases nº 9394/96 e ocorrerá sempre ao término de cada
conteúdo, contemplando análises, reflexões, revisões, (re) explicações, com os
pontos dos conteúdos nos quais o estudante apresentou dificuldades. Convém
ressaltar que, os encaminhamentos metodológicos utilizados serão
diversificados.
CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO
6º ANO
 Conheça os diferentes sistemas de numeração;
 Identifique o conjunto dos naturais, comparando e reconhecendo seus
elementos;
 Realize operações com números naturais;
 Expresse matematicamente, oral ou por escrito, situações-problemas
que envolvam operações com números naturais;
 Estabeleça relação de igualdade e transformação entre: fração e número
decimal; fração e número misto;
 Reconheça o MMC e MDC entre dois ou mais números naturais;
 Reconheça as potências como multiplicação de mesmo fator e a
radiciação como sua operação inversa;
 Relacione as potências e as raízes quadradas e cúbicas com padrões
numéricos e geométricos;
 Identifique o metro como unidade-padrão de medida de comprimento;
 Reconheça e compreenda os diversos sistemas de medida;
 Opere com múltiplos e submúltiplos do quilograma;
 Calcule o perímetro usando unidades de medidas padronizadas;
 Compreenda e utilize o metro cúbico como padrão de medida de
volume;
 Realize transformações de unidades de medida de tempo envolvendo
seus múltiplos e submúltiplos;
 Reconheça e classifique ângulos (retos, agudos e obtusos);
 Relacione a evolução do Sistema Monetário Brasileiro com os demais
sistemas mundiais;
 Calcule a área de uma superfície usando unidades de medidas de
superfície padronizada;
 Reconheça e represente ponto, reta, plano, semirreta e segmento de
reta;
 Conceitue e classifique polígonos;
 Identifique corpos redondos;
 Identifique e relacione os elementos geométricos que envolvem o
cálculo de área e perímetro de diferentes figuras planas;
 Diferencie círculo e circunferência, identificando seus elementos;
 Reconheça os sólidos geométricos em sua forma planificada e seus
elementos;
 Interprete e identifique os diferentes tipos de gráficos e compilação de
dados, sendo capaz de fazer a leitura desses recursos nas diversas
formas em que se apresentem;
 Resolva situações-problemas que envolvam porcentagem e relacione-as
com os números na forma decimal e fracionária;
7º ANO
 Reconheça números inteiros em diferentes contextos;
 Realize operações com números inteiros;
 Reconheça números racionais em diferentes contextos;
 Realize operações com números racionais;
 Compreenda o princípio de equivalência da igualdade e desigualdade;
 Compreenda o conceito de incógnita;
 Utilize e interprete a linguagem algébrica para expressa valores
numéricos através de incógnitas;
 Compreenda a razão como uma comparação entre duas grandezas
numa ordem determinada e a proporção como uma igualdade entre
duas razoes;
 Reconheça sucessões de grandezas direta e inversamente
proporcionais;
 Resolva situações-problema aplicando regra de três simples;
 Compreenda as medidas de temperatura em diferentes contextos;
 Compreenda o conceito de ângulo;
 Classifique ângulos e faça uso do transferidor e esquadros para medi-
los;
 Classifique e construa, a partir de figuras planas, sólidos geométricos;
 Compreenda noções de topológicas através do conceito de interior,
exterior, fronteira, vizinhança, conexidade, curvas e conjuntos abertos e
fechados;
 Analise e interprete informações de pesquisas estatísticas;
 Leia, interprete, construa e analise gráficos;
 Calcule a média aritmética e a moda de dados estatísticos;
 Resolva problemas envolvendo calculo de juros simples;
8º ANO
 Extraia a raiz quadrada exata e aproximada de números racionais;
 Reconheça números irracionais em diferentes contextos;
 Realize operações com números irracionais;
 Compreenda, identifique e reconheça o número π (pi) como um número
irracional especial;
 Compreenda o objetivo da notação científica e sua aplicação;
 Opere com sistema de equações do 1º grau;
 Identifique monômios e polinômios e efetue suas operações;
 Utilize regras de produtos notáveis para resolver problemas que
envolvam expressões algébricas;
 Calcule o comprimento da circunferência;
 Calcule o comprimento e a área de polígonos e círculo;
 Identifique ângulos formados entre retas paralelas interceptadas por
transversal;
 Realize cálculo de área e volume de poliedros;
 Reconheça triângulos semelhantes;
 Identifique e some os ângulos internos de um triangulo e de polígonos
regulares;
 Desenvolva noção de paralelismo, trace e reconheça retas paralelas
num plano;
 Compreenda o sistema de coordenadas cartesianas, marque pontos,
identifique os pares ordenados (abcissa e ordenada) e analise seus
elementos sob diversos contextos;
 Conheça os fractais através da visualização e manipulação de materiais
e discuta suas propriedades;
 Interprete e represente dados em diferentes gráficos;
 Utilize o conceito de amostra para levantamento de dados;
9º ANO
 Opere com expoentes fracionários;
 Identifique potência de expoente fracionário como um radical e aplique
as propriedades para sua simplificação;
 Extraia uma raiz usando fatoração;
 Identifique uma equação do 2º grau na forma completa e incompleta,
reconhecendo seus elementos;
 Determine as raízes de uma equação do 2º grau utilizando diferentes
processos;
 Interprete problemas em linguagem gráfica e algébrica;
 Identifique e resolva equações irracionais;
 Resolva equações biquadradas através das equações do 2º grau;
 Utilize regra de três composta em situações problemas;
 Conheça e aplique as relações métricas e trigonométricas no triângulo
retângulo;
 Utilize o Teorema de Pitágoras na determinação de triângulo retângulo;
 Expresse a dependência de uma variável em relação à outra;
 Reconheça uma função afim e sua representação gráfica, inclusive sua
declividade em relação ao sinal da função;
 Relacione gráficos com tabelas que descrevem uma função;
 Analise graficamente as funções afins;
 Analise graficamente as funções quadráticas;
 Verifique se dois polígonos são semelhantes, estabelecendo relações
entre elas;
 Compreenda e utilize o conceito de semelhança de triângulos para
resolver situações-problemas;
 Conheça e aplique os critérios de semelhança dos triângulos;
 Aplique o Teorema de Tales em situações-problemas;
 Noções básicas de geometria projetiva;
 Realize cálculo da superfície e volume de poliedros;
 Desenvolva o raciocínio combinatório por meio de situações-problema
que evolvam contagens, aplicando o princípio multiplicativo;
 Descreva o espaço amostral em um experimento aleatório;
 Calcule as chances de ocorrência de um determinado evento;
 Resolva situações-problema que envolvam cálculos de juros compostos;
1ª ANO
 Identifique os diferentes conjuntos numéricos e as propriedades
inerentes a cada um deles;
 Interprete e represente intervalos numéricos (abertos e fechados) por
meio de linguagem matemática.
 Identifique e resolva inequações modulares, exponenciais e
logarítmicas;
 Conceitue logaritmos e opere com suas propriedades;
 Resolva situações-problema envolvendo logaritmos com suas
propriedades;
 Reconheça e resolva equações polinomiais, modulares, exponenciais e
logarítmicas;
 Resolva situações-problemas envolvendo o cálculo de equações
(polinomiais, modulares, exponenciais e logarítmicas);
 Reconheça as unidades de medidas de energia e informática;
 Estabeleça relações entre múltiplos e submúltiplos das medidas de
informática;
 Compreenda e aplique a lei dos senos e a lei dos cossenos para
resolver situações-problema envolvendo as medidas de um triângulo
qualquer;
 Reconheça diferentes funções por meio de sua representação algébrica
e/ou gráfica;
 Identifique o domínio, contradomínio, imagem de diferentes funções;
 Analise, interprete e construa gráficos de diferentes funções;
 Identifique a lei de formação de uma função afim a partir de sua
representação algébrica e/ou gráfica;
 Reconheça o crescimento ou decrescimento de uma função afim por
meio de seu sinal e/ou representação gráfica;
 Calcule a raiz de uma função afim;
 Identifique uma função afim em situações descritas em um texto,
representando-as algébrica e/ou graficamente;
 Resolva situações-problema que envolvam a função afim;
 Identifique a lei de formação de uma função quadrática a partir de sua
representação algébrica e/ou gráfica;
 Calcule as raízes e o vértice de uma função quadrática, bem como
identifique seu ponto de Maximo e de mínimo;
 Determine o número de raízes de uma função quadrática por meio da
análise de sua representação gráfi9ca (concavidade da parábola);
 Identifique uma função quadrática em situações descritas em um texto,
representando-a algébrica e/ou graficamente;
 Resolva situações-problema que envolvam função quadrática;
 Identifique a lei de formação de uma função exponencial a partir de sua
representação algébrica e/ou gráfica;
 Identifique uma função exponencial em situações descritas em um texto,
representando-a algébrica e/ou graficamente;
 Calcule a raiz de uma função exponencial;
 Reconheça o crescimento ou decrescimento de uma função exponencial
por meio de seu sinal e/ou representação gráfica;
 Resolva situações-problema que envolvam função exponencial;
 Compreenda a definição da função logarítmica e reconheça seu campo
de existência;
 Calcule a raiz de uma função logarítmica;
 Reconheça o crescimento e decrescimento de uma função logarítmica
por meio de análise gráfica;
 Resolva situações-problema que envolvam função logarítmica;
 Compreenda a definição de função modular;
 Reconheça uma função modular gráfica e algebricamente;
 Determine as raízes de uma função modular;
 Identifique a lei de formação de progressões aritméticas;
 Compreenda e opere com a fórmula do termo geral de uma progressão
aritmética;
 Compreenda e opere com a fórmula da soma dos termos de uma
progressão aritmética;
 Identifique uma progressão aritmética em situações descritas em um
texto, representando-a em linguagem algébrica.
 Identifique a lei de formação de progressões geométricas;
 Identifique a razão de uma progressão geométrica e verifique se é uma
sequencia crescente, decrescente ou constante;
 Compreenda e opere com a fórmula da soma dos termos de uma
progressão geométrica;
 Identifique uma progressão geométrica em situações descritas em um
texto, representando-a em linguagem algébrica.
 Resolva situações-problema envolvendo progressões aritmética e/ou
geométricas;
 Resolva situações-problema envolvendo diferentes geometrias;
 Interprete dados e informações estatísticas expressas em tabelas e/ou
gráficos;
 Organize e transcreva dados e informações estatísticas em linguagem
tabular e/ou gráfica;
 Interprete a representação gráfica de uma distribuição de frequência em
classes;
 Conceitue, interprete e calcule medidas de tendência central (moda,
média e mediana) e dispersão (variância e desvio padrão);
 Resolva situações-problema envolvendo dados e informações
estatísticas;
 Resolva situações-problema envolvendo conceitos de matemática
financeira;
2ª ANO
 Conceitue, interprete matrizes e suas operações;
 Reconheça, interprete e transcreva dados em linguagem matricial;
 Reconheça e interprete matriz nula e matriz identidade;
 Determine, a partir de uma matriz dada, a sua transposta;
 Reconheça, em uma matriz, a sua respectiva matriz oposta;
 Identifique matrizes invertíveis, determinando sua inversa;
 Calcule o determinante de matrizes de diferentes ordens;
 Resolva situações-problema envolvendo a igualdade e as operações de
adição, subtração e multiplicação de matrizes;
 Discuta, classifique e resolva sistemas lineares;
 Resolva situações-problema envolvendo transformação de medidas de
área e volume;
 Reconheça as unidades de medidas de grandezas vetoriais e de
informática;
 Estabeleça relações entre múltiplos e submúltiplos das medidas de
informática;
 Identifique os elementos do círculo trigonométrico;
 Transforme a medida de um ângulo em graus e radianos;
 Reconheça as relações entre tangente, senos e cosseno;
 Reconheça e interprete as funções trigonométricas na sua forma gráfica
e algébrica, bem como opere com suas propriedades;
 Resolva situações-problema envolvendo diferentes geometrias;
 Interprete dados e informações estatísticas expressas em tabelas e/ou
gráficos;
 Organize e transcreva dados e informações estatísticas em linguagem
tabular e/ou gráfica;
 Interprete a representação gráfica de uma distribuição de frequência em
classes;
 Conceitue, interprete e calcule medidas de tendência central (moda,
média e mediana) e dispersão (variância e desvio padrão).
 Resolva situações-problema envolvendo dados e informações
estatísticas;
 Resolva situações-problema envolvendo conceitos de matemática
financeira;
3ª ANO
 Identifique a unidade imaginaria (i) como elemento do conjunto dos
números complexos e reconheça as formas algébricas, gráficas e
trigonométricas destes números;
 Identifique e represente as formas algébricas, gráficas e trigonométricas
dos números complexos;
 Resolva situações-problema envolvendo o cálculo de equações cujas
raízes não são reais;
 Resolva operações de adição, subtração, multiplicação e divisão de
polinômios;
 Identifique e resolva inequações modulares, exponenciais e
logarítmicas;
 Conceitue logaritmos e opere com suas propriedades;
 Resolva situações-problema envolvendo logaritmos e suas
propriedades;
 Reconheça e resolva equações polinomiais, modulares, exponenciais e
logarítmicas;
 Resolva situações-problema envolvendo calculo de equações
(polinomiais, modulares, exponenciais e logarítmicas);
 Reconheça as unidades de medidas de grandezas vetoriais, de energia
e de informática;
 Estabeleça relações entre múltiplos e submúltiplos das medidas de
informática;
 Identifique a lei de formação de uma função polinomial a partir de sua
representação algébrica e/ou gráfica;
 Identifique uma função polinomial em situações descritas em um texto,
representando-a algébrica e/ou graficamente;
 Compreenda os conceitos de ponto, reta e plano;
 Verifique posições relativas entre pontos, retas e planos, no espaço;
 Calcule a medida da distância entre dois pontos, entre um ponto e uma
reta, no plano cartesiano;
 Calcule a medida da área de um triângulo por meio das coordenadas de
seus vértices;
 Reconheça e verifique a condição de alinhamento de três pontos;
 Resolva situações-problema envolvendo posições relativas entre pontos,
retas e planos;
 Reconheça e obtenha a equação geral da reta;
 Resolva situações-problema envolvendo equações de retas;
 Identifique posições relativas entre pontos e circunferências, retas e
circunferências e entre duas circunferências;
 Resolva situações-problema envolvendo posições relativas entre pontos
e circunferências, retas e circunferências e entre duas circunferências;
 Compreenda, aplique e generalize os princípios e conceito da análise
combinatória;
 Efetue cálculos envolvendo os agrupamentos de permutação, arranjo e
combinação;
 Resolva situações-problema envolvendo os agrupamentos de análise
combinatória;
 Realize cálculos utilizando Binômio de Newton;
 Compreenda a teoria e a linguagem das probabilidades, identificando
fenômenos e experimentos aleatórios, espaço amostral e evento;
 Calcule a probabilidade de ocorrência de um evento, inclusive com a
união e interseção de eventos;
 Resolva situações-problema envolvendo o cálculo de probabilidades;
ADAPTAÇÃO / FLEXIBILIZAÇÃO CURRICULAR
Aos alunos que precisam de adaptação curricular e de acordo com suas
dificuldades, será realizado o encaminhamento metodológico necessário,
procurando realizar adaptações a partir de sugestões dadas pela professora
que trabalha com esses alunos na sala de recursos, como: trazer para perto da
lousa e da mesa do professor; utilizar uma única fonte simples, em toda
avaliação, evitando-se misturas de fontes e de tamanhos; observação quanto a
sua integração com os colegas, entre outras.
No caso de avaliações individuais, o aluno terá opção em realizá-la de
uma forma oral ou que utilize diferentes expressões de linguagens, ainda sobre
avaliação individual, será proposto uma avaliação diferenciada das demais e
com mais tempo para a realização. Caso o aluno solicite e mediante a
disponibilidade dos professores atuantes na sala de recursos, o mesmo poderá
realizar sua avaliação individual com o auxílio deste professor, lembrando que
a avaliação individual é apenas um instrumento dentre os muitos que compõem
a avaliação.
Para os alunos com necessidades especiais, avaliação é muito
importante, para dar a oportunidade de verificar suas dificuldades e
necessidades na construção do conhecimento. Por isso a avaliação deve ser
continua, e praticada diariamente no ambiente escolar. Assim o professor esta
por dentro das conquistas da turma, e desse modo mantém se atento às falhas
que podem ocorrer no processo de ensino e aprendizagem.
Essa forma de avaliar permitirá ao professor reformular cada momento
suas práticas pedagógicas e melhor adaptá-las às condições de sala de aula.
Bem como, orientar-se na elaboração de ações pedagógicas mais
diversificadas objetivando atender aos diferentes ritmos de aprendizagem,
trabalhar diferentes níveis de aprofundamento e complexidade ao mesmo
tempo.
BIBLIOGRAFIAS
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Estado do Paraná. Curitiba 2008.
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Cadernos do CAEM- Centro de aperfeiçoamento do Ensino de matemática.
DANTE, Luiz Roberto. Didática da resolução de problemas. São Paulo.
Ática, 1989.
GERHARD, Ana Cristina; FILHO, João Bernardes da Rocha. A fragmentação
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de uma escola de ensino médio. Porto Alegre: 2012.
GIOVANNI, José Ruy; CASTRUCCI, Benetido; JUNIOR, José Ruy Giovanni. A
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MENES, Luiz Márcio; LELLIS, Marcelo. Matemática. Ed. Scipione. São Paulo,
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RPM – Revista do professor de matemática
Site: só Matemática.
Site do Professor de Matemática. Calculando.
Site: Atividades educativas.
Site: educa Web.
Site: tutor Brasil.
Site: Nova escola.
MOREIRA, Plínio Cavalcanti. A Formação Matemática do Professor. Belo
Horizonte: Autêntica – 2007.
PONTE, João Pedro da. Investigações Matemáticas na Sala de Aula. 2. ed –
Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2009.
SOUZA, Joamir; PATARO, Patrícia Moreno. Vontade de Saber Matemática- 8º
ano. Editora: FTD. 2ª ed. São Paulo, 2012.
PROPOSTA CURRICULAR DA DISCIPLINA DE GEOGRAFIA
PROFESSORA: Suzana Heringer da Silva
Apresentação da Disciplina
Para a Geografia as relações com a natureza, com o espaço geográfico
fazem parte das estratégias de sobrevivência dos grupos humanos desde suas
primeiras formas de organização, que permitiram às sociedades se relacionar
com a natureza e modificá-las em benefício próprio.
Desde a antiguidade o conhecimento geográfico passou por várias
etapas evoluindo de acordo com as necessidades humanas priorizando
localização e dimensão, espaço, regiões, territórios, impérios, cidades tendo
um caráter maior descritivo, tornando-se fundamental para as organizações
políticas e econômicas.
Durante a Idade Média o conhecimento geográfico teve um retrocesso,
estagnação no pensamento geográfico, obedecendo a uma visão imposta pela
igreja e poder político limitando a visão do mundo.
Com as grandes navegações as questões cartográficas bem como a
forma do planeta voltaram a ser discutidas a fim de representar o espaço físico
com mais detalhes a fim de obter maior precisão nas rotas e maior lucro. Nesse
processo histórico, passaram a ser evidenciadas nas discussões filosóficas,
econômicas e políticas que buscavam explicar questões referentes ao espaço
e à sociedade. No imperialismo o conhecimento geográfico acabou servindo
aos interesses das classes dominantes, recebendo suporte dos pensamentos
geográficos das escolas Alemã e Francesa, marcando a dicotomia sociedade
natureza, que justifica o avanço neocolonialista dos impérios europeus na
conquista de território da África e da Ásia. Porém a escola francesa justifica a
colonização dos povos.
O conhecimento geográfico veio se expandindo pelo continente Europeu
e mais tarde torna-se uma ciência sistematizada e é implantada também no
Brasil, inseridas no currículo escolar brasileiro no século XIX, onde foram
contemplados, os princípios de Geografia que tinha como objetivo enfatizar a
descrição do território, da dimensão e suas belezas naturais, consolidando-se
apenas a partir da década de 1930.
Buscava-se compreender e descrever o ambiente físico nacional com o
objetivo de servir aos interesses políticos do Estado na perspectiva do
nacionalismo econômico. No período dos governos autoritários a corrente
teórica e metodológica é conhecida como Geografia Tradicional.
Após a 2ª Guerra Mundial, as transformações históricas relacionadas
aos modelos de produção trouxeram mudanças políticas, econômicas, sociais
e culturais, na ordem mundial que interferiram no pensamento geográfico sobre
diversos aspectos do ponto de vista econômico e político, a internacionalização
da economia e a instalação das empresas multinacionais, alterando as
relações de produção e consumo, enfocando, declarações da natureza,
exploração dos recursos naturais, etc.
No Brasil na década de 60 devido às teorias políticas levaram as
modificações no ensino de Geografia e na organização curricular da escola.
Nos anos 80 ocorreram movimentos visando o desmembramento da disciplina
de Estudos Sociais e o retorno da Geografia e da História.
Na década de 70 as chamada Geografia Crítica como linha teórico-
metodológica do pensamento geográfico, deu nova interpretação aos conceitos
geográficos ao objeto de estudos da Geografia, trazendo as questões
econômicas, sociais e políticas fundamentais para a compreensão do espaço
geográfico, rompendo assim com a Geografia tradicional, a abordagem, a
história, presa a uma metodologia de ensino reduzida à observação, discrição e
memorização dos elementos naturais e humanos do espaço geográfico,
realizada de maneira fragmentada.
O movimento da Geografia critica ao propor uma análise social, política
e econômica sobre o espaço geográfico, entendeu que a superação da
dicotomia natureza-sociedade, a Geografia Crítica pela escola sofreu avanços
e retrocessos em função do contexto histórico e das condições políticas dos
anos 90, pois nessa década aconteceram reformas políticas e econômicas,
vinculadas ao pensamento neoliberal que atingiram a educação.
Com a implementação do PCN as diversidades culturais foram inseridas
no currículo como conteúdo de ensino não garantindo criticidade à
DISCIPLINA.
No Paraná se deu início construção de um documento norteador onde o
Estado assumiu como prioridade, ações que visam à retomada dos estudos
das disciplinas de formação do professor, estimulando seu papel de pensador e
pesquisador.
Assim a diretriz curricular volta-se para um repensar da prática
pedagógica dos professores de Geografia.
Problematizar a abrangência dos conteúdos do campo doe
conhecimento, reconhecer os impasses e contradições existentes, torna-se
necessária para compreender o espaço geográfico no atual período histórico.
Por que estudar Geografia?
O mundo tem mudado rapidamente e com ele devem mudar também a
escola e o ensino que nela se faz. Nesse sentido a Geografia, quando
entendida como uma ciência social que estuda o espaço construído pelo
homem, a partir das relações que estes mantêm entre si e com a natureza,
quer dizer, as questões da sociedade com uma “visão espacial”, é, por
excelência, uma disciplina formativa, capaz de instrumentalizar o aluno para
que ele exerça de fato a sua cidadania.
Assim, a necessidade de estudar Geografia é debatida justamente em
um momento que a sociedade exige da escola uma educação que desenvolva
o raciocínio lógico, a criticidade, a instrumentalização para usar corretamente o
conhecimento, a capacidade de pensar e, especialmente, de poder construir o
pensamento com autoria própria.
O aluno é um ser histórico que traz consigo uma história e um
conhecimento adquirido na própria vivência. A partir daí, o desafio da Geografia
é possibilitar a ampliação e o aprofundamento do conhecimento do seu espaço,
do lugar em que vive, relacionando-o com outros espaços mais distantes e até
diferentes.
Objetivos Gerais da Disciplina
Extrair e interpretar informações a partir de mapas de diferentes projeções e
escalas, perfis topográficos, gráficos e representações esquemáticas.
Estabelecer relações de ordem, de contradição e de complementaridade dos
processos econômicos, sociais, políticos e culturais das mais diversas
realidades histórico-geográficas.
 Explicar as transformações provocadas pela revolução técnico-científica
e pelo desenvolvimento da sociedade urbano-industrial, relacionando-os
com os impactos ambientais, com a globalização da economia e com a
atuação do capital financeiro e das grandes corporações internacionais.
 Analisar o arranjo geopolítico mundial em diferentes contextos históricos,
associando e diferenciando sistemas político-econômicos e o papel dos
estados nacionais e dos organismos internacionais.
 Utilizar diferentes escalas de espaço e de tempo para explicar e criticar
a relação sociedade/natureza, os padrões e saúde e o desenvolvimento
das populações humanas, manifestando-se por escrito, apresentando
propostas e agindo.
 Inferir e julgar opiniões/pontos de vistas de interesse geográfico
expressos em diferentes tipos de linguagem, identificando e
caracterizando interlocutores, épocas e lugares.
 Reconhecer e contextualizar grupos étnicos, culturais e sociais,
respeitando as diferenças e destacando o Brasil perante o continente
americano e aos demais continentes.
Conteúdos Estruturantes Ensino Fundamental e Médio
6º ano
Dimensão Socioambiental do espaço geográfico
 Formação e transformação das paisagens naturais
 Paisagem, espaço e lugar
 Espaço rural e suas paisagens
 Clima e vegetação da Terra
 As diversas regionalizações do espaço geográfico (mapas)
 Problemas ambientais da Terra
 Fenômenos atmosféricos e mudanças climáticas
Dimensão Cultural Demográfica do espaço geográfico
 O espaço urbano e suas transformações
 O processo de urbanização
 Relação entre campo e cidade na sociedade capitalista
 A evolução demográfica e os indicadores sociais
Dimensão Econômica do espaço geográfico
 Os setores da economia
 Sistema de circulação de mercadorias, pessoas, capitais, etc.
 Sistema de produção industrial
 Agroindústria
 Emprego de tecnologias de exploração e produção
 Formação e localização dos recursos naturais

Dimensão Política do espaço geográfico
 Problemas urbanos
 A (re) organização do espaço geográfico
 Relação entre campo e cidade na sociedade capitalista
7º ano
Dimensão Socioambiental do espaço geográfico
 Problemas ambientais no Brasil
 A formação e o crescimento das cidades
 Os impactos ambientais das grandes cidades brasileiras
Dimensão Cultural Demográfica do espaço geográfico
 O processo de urbanização no Brasil
 A população brasileira e suas diversidades
 Movimentos populacionais ( migrações)
 A evolução demográfica da população brasileira
 A distribuição espacial e os indicadores estatísticos
Dimensão Econômica do espaço geográfico
 População e trabalho no Brasil
 Urbanização e industrialização no Brasil
 Concentração industrial
 Rede urbana e centralidade
 Circulação de mão-de-obra, de mercadorias e de informações
Dimensão Política do espaço geográfico
 Formação do território brasileiro
 Divisão territorial do Brasil
 Problemas sociais
 Concentração de terras e conflitos no campo
 Regionalização brasileira segundo o IBGE
 Políticas regionais no Brasil
8º ano
Dimensão Socioambiental do espaço geográfico
 América: relevo, hidrografia, vegetação, tipos climáticos
 Fatores que influenciam no clima da Terra
Dimensão Cultural Demográfica do espaço geográfico
 População da América
 Diversidade cultural das três Américas
 Regionalização de acordo com o IDH
Dimensão Econômica do espaço geográfico
 Economia mundial atual
 As transnacionais
 Os financiadores da economia mundial
 Os blocos econômicos
 Os setores da economia na América
 Brasil no mundo globalizado
 América : divisão por critérios socioeconômicos
Dimensão Política do espaço geográfico
 Política externa brasileira
 Potencial regional do Brasil
 As políticas da América Platina
 A nova ordem geopolítica mundial
 Formação, mobilidade das fronteiras e reconfiguração dos territórios do
continente americano
9º ano
Dimensão Socioambiental do espaço geográfico
 Globalização e meio ambiente: desmatamento
 Chuva ácida, buraco na camada de ozônio, efeito estufa
 Modelo econômico versus modelo ambiental
 A dinâmica da natureza e sua alteração pelo empregos das tecnologias
de exploração e produção
Dimensão Cultural Demográfica do espaço geográfico
 Conflitos atuais: razões e os principais focos
 Os refugiados
 A população mundial
 As religiões, crenças, diversidade cultural no planeta
 O processo migratório mundial
Dimensão Econômica do espaço geográfico
 Modelo econômico versus modelo ambiental
 A economia dos países desenvolvidos e dos países subdesenvolvidos
 Revolução técnica , científica e informacional do espaço mundial
 Espaço em rede: produção, transporte e comunicação na atual
configuração territorial
 O comércio mundial
 As transnacionais
 Os financiadores da economia mundial
 Os blocos econômicos
 Os setores da economia na América
Dimensão Política do espaço geográfico
 Estado, nação e território
 Movimentos separatistas
 Organizações políticas internacionais e regionais
 Formação e mobilidade das fronteiras, e a reconfiguração de territórios
Ensino Médio
1º ano
Dimensão Socioambiental do espaço geográfico
 Sociedade trabalho e natureza
 O espaço geográfico
 Terra, tempo e transformações
 Descobrindo as camadas da Terra
 Recriando as paisagens da Terra
 Climas da Terra
 Biomas e paisagens vegetais do mundo
Dimensão Cultural Demográfica do espaço geográfico
 Espaço e conhecimento cartográfico
 Cartografia temática
 A cartografia no mundo digitalizado
 Mudanças atmosféricas
 Clima e o fator humano
Dimensão Econômica do espaço geográfico
 As transformações técnicas e científicas
 Clima e o fator humano
 Impactos ambientais e globalização
 Impactos ambientais, urbanos e rurais
 Indústria e produção do espaço geográfico
Dimensão Política do espaço geográfico
 Comércio e serviço na economia global
 A divisão Internacional do Trabalho
 Agropecuária, natureza e tecnologia
2º ano
Dimensão Socioambiental do espaço geográfico
 Brasil: dimensões territoriais
 Geologia, formas e águas do Brasil
 Clima, solo e paisagens vegetais do Brasil.
 Biomas do Brasil
Dimensão Cultural Demográfica do espaço geográfico
 Dinâmica populacional brasileira
 Crescimento da população brasileira
 Brasil: um país multicultural
 O espaço urbano brasileiro e as redes
 A hierarquia urbana brasileira.
Dimensão Econômica do espaço geográfico
 O que é e como regionalizar
 O espaço agropecuário brasileiro
 O espaço industrial brasileiro e a matriz energética
Dimensão Política do espaço geográfico
 Brasil: dimensões territoriais
 A construção de um país
 Brasil: regionalização e planejamento
 O Brasil no sistema internacional
 A hierarquia urbana brasileira.
3º ano
Dimensão Socioambiental do espaço geográfico
 Uma terra, vários mundos
 População e espaço urbano
 População mundial: trabalho e mobilidade
Dimensão Cultural Demográfica do espaço geográfico
 Uma terra, vários mundos
 A ONU e a manutenção pela paz
 Convivendo com as diferenças
 População e espaço urbano
 População mundial: trabalho e mobilidade
 População mundial: dinâmica e indicadores demográficos
Dimensão Econômica do espaço geográfico
 Uma Terra, vários mundos
 O processo de desenvolvimento do capitalismo
 Geopolítica do pós- Segunda Guerra Mundial
Dimensão Política do espaço geográfico
 Uma Terra, vários mundos
 Globalização e redes geográficas
 Globalização e regionalização econômica
 Noções de geopolítica
Metodologia da Disciplina
Através de observação, reflexões, análises de diferentes paisagens,
lugar, região, território no âmbito local e mundial os educandos deverão
entender o que é espaço geográfico como ele é produzido e apropriado pela
sociedade, que pode ser composto por objetos naturais, culturais e técnicos, e
através de ações humana. Essas ações não se restringem aos indivíduos
incluindo também, as empresas, as instituições, etc.
Para que o aluno possa consultar e transcrever informações e
posteriormente interpretar e elaborar suas conclusões deve-se oferecer
recursos variados. As informações serão apresentadas em forma de textos
informativos, mapas, fotografias, imagens, gráficos e tabelas.
Oportunizar aos alunos o procedimento de pesquisa em várias fontes,
pontuando a necessidade de seleção, comparação, organização das
informações.
Promover atividades coma utilização de Atlas para que aprendam a
interpretar e localizar regiões e aspectos pertinentes. Leitura e análise de
gráficos e mapas devem possibilitar aos alunos as diversas abordagens que
favoreçam o conhecimento do espaço natural e humanizado.
A observação e a descrição servem como ponto de partida para as
análises do espaço geográfico.
Algumas perguntas orientam o pensamento geográfico. Onde? Quando? Por
quem? Por que aqui e não em outro lugar? Como é esse lugar? Qual o significado
deste ordenamento espacial? Quais as consequências deste ordenamento?
Para responder esse questionamento é necessário compreender as
escolhas das localizações e as relações políticas, sociais, culturais e
econômicas que as orientam.
Critérios de avaliação específica da disciplina
A avaliação deve ser entendida como mais uma das formas utilizadas
pelos professores para avaliar a sua metodologia e o nível de compreensão
dos conteúdos trabalhados em um determinado período.
Assim entendemos que o critério de avaliação é o conteúdo, no seu
papel de mediador entre o sujeito que aprende e a realidade. Não se trata,
porém, de qualquer conteúdo, mas daqueles cuja relevância é fundamental
para a compreensão da prática social. Neste sentido é fundamental também
enfatizar a relevância da relação conteúdo/forma na socialização do saber,
possibilitando ao aluno a reelaboração da sua visão de mundo. Assegurando-
lhe o questionamento e o domínio da realidade contemporânea.
É fundamental que a avaliação seja mais do que apenas para definir
uma nota ou estabelecer um conceito. É imprescindível que a avaliação seja
contínua e priorize a qualidade e o processo de aprendizagem, ou seja, o
desempenho do aluno ao longo do ano letivo.
A avaliação formativa deve ser diagnóstica e continuada, pois, dá ênfase
ao aprender.
Considera que os alunos possuem ritmos e processos de aprendizagem
diferentes e, por ser continua e diagnostica, aponta as dificuldades, assim
acontecerá uma intervenção pedagógica, informando os sujeitos do processo
(professor e aluno), ajuda-os a refletir. Faz com que o professor procure
caminhos para que todos os alunos aprendam e participem mais das aulas,
envolvendo-se realmente no processo de ensino e de aprendizagem.
Uma avaliação com valor de 60 pontos será aplicada no final do
bimestre, sendo essa sem consulta, assim podendo o professor valorizar o
empenho do aluno no decorrer de todo o bimestre. O aluno também será
avaliado através de trabalhos expositivos, exercícios e pequenos textos para
que o mesmo não fique dependente de um único valor de média.
A recuperação paralela será feita em todos os trabalhos e avaliações ,
podendo ser através de trabalhos e avaliações escritas e orais sempre na
tentativa de recuperar a nota do aluno.
Bibliografia
BOLIGIAN,Levon, MARTINEZ, Rogério, GARCIA, Wanessa, ALVES, Andessa.
Geografia Espaço e Vivência 2012.
CARLOS. A.F.A. (org) A Geografia na Sala de Aula. São Paulo; Contexto,
1999.
CAVALCANTI, L de S. Geografia Escola e Construção do Conhecimento.
Campinas Papirus, 1999.
CHISTOFOLETTI, A. (org) Perspectivas da Geografia. São Paulo: Difel, 1982
GOMES, P.C. da C. (org) Exploração Geográficas Rio de Janeiro: Bertrand
Brasil, 1997
CORREA, R.L. Região e Organização Espacial. São Paulo, Ática, 1986
COSTA, Wanderley Messias da Geografia Política e Geopolítica: Discurso
sobre o Território e o Poder; São Paulo: Editora Hucitec, 2003
GOMES, P.C.da C. – Geografia e Modernidade, Rio de Janeiro: Bertrand
Brasil, 1997
LEFEBURE, H. La Production de L’espace. Paris: Ed. Antlvapos, 1974
MENDONÇA, F. Geografia Sócio ambiental, In; Revista Terra, Livro nº 16,
AGB Nacional, 2001, p.113
MORAES, A.C>R de Pequena História Crítica da Geografia. São Paulo:
Hucitec, 1987
OLIVA, J Ensino de Geografia. Um Retrato desnecessário.
PARANÁ, Secretaria de Estado e da Educação: Diretrizes Curriculares da
Educação Básica. Curitiba; 2008
PARANÁ, Secretaria de Estado e da Educação: Diretrizes Curriculares da
Educação Básica. DCE –Educação do Campo. Curitiba; 2008
CARLOS, A.F.A. (org) A Geografia na Sala de Aula. São Paulo. Contexto
1999.
PENTEADO< H.D. Metodologia do Ensino da História e Geografia. São
Paulo. Cortez 1994.
PEREIRA, r.m.f. Do A. Da Geografia que se ensina à gênese da Geografia
Moderna Florianópolis. Ed. UFSC, 1989
RAFGSTIN, c. Por uma Geografia do Poder. São Paulo: Ática, 1993.
SANTOS. M Por Uma Outra Globalização. Rio de Janeiro. Record. 2000
________ A Natureza do Espaço: Técnica e Tempo Razão e Emoção- São
Paulo: Hucitec. 1996
COLÉGIO ESTADUAL DO CAMPO OLAVO BILAC – ENSINO
FUNDAMENTAL E MÉDIO
PROPOSTA CURRICULAR DAS ATIVIDADE COMPLEMENTAR
CURRICULAR EM CONTRATURNO
Ouro Verde do Piquiri – Corbélia – Paraná
2016
PROPOSTA PEDAGÓGICA
AULAS ESPECIALIZADAS DE TREINAMENTO ESPORTIVO – FUTSAL
CONTEÚDOS.
 Regras do Futsal.
 Domínio do Corpo (habilidades básicas)
 Elementos da técnica individual do jogador de linha (passa, recepção e
domínio, conduta de bola, drible, finta, chute, marcação, cabeceio,
antecipação, bloqueio e deslocamento).
 Elementos da técnica individual do goleiro (empunhadura, defesa alta e
baixa, reposição, lançamento e saída de gol).
 Sistemas de ataque e defesa comuns aos esportes coletivos.
 Jogos recreativos, cooperativos e competitivos.
 Jogos pré-desportivos.
OBJETIVOS:
 Despertar o interesse e a consciência para a importância da prática de
Esportes.
 Desenvolver a consciência cidadã através da prática esportiva.
 Fornecer estrutura mínima para os alunos praticarem futsal.
 Destacar a contribuição do Futsal para o desenvolvimento social.
 Favorecer a correta formação social da juventude, expondo a imagem
dos alunos como referência de comportamentos, acreditando no esporte
(especificamente o futsal) como agente transformador.
 Proporcionar o esporte com a premissa de inclusão e participação de
todos, independentemente de seus potenciais e de limitações
individuais.
 Incentivar a formação de valores como solidariedade, respeito ao
próximo e às regras, a tolerância e sentido do coletivo.
 Integrar os estudantes que optam pelo aprofundamento em esporte, às
experiências práticas e de treinamento e competições esportivas, Na
busca de novos conhecimentos que venham responder aos desafios do
meio.
 Desenvolver os elementos técnicos e táticos da modalidade de Futsal.
 Conhecer e compreender as regras de Futsal.
 Favorecer o desenvolvimento de hábitos de atividades físicas
continuadas.
 Promover a educação integral através do Esporte, despertando o gosto
pela prática com fins educativos e formativos.
 Participar de campeonatos estaduais e municipais.
ENCAMINHAMENTOS METODOLÓGICOS:
Será trabalhado por meio de uma metodologia que proporcione ao
mesmo tempo a expressão corporal, o aprendizado das técnicas próprias do
conteúdo (Futsal) e, a reflexão sobre o movimento corporal, sobre uma
complexidade crescente. Será levado em consideração aquilo que o aluno traz
como referência acerca do conteúdo proposto, seguido de mapeamento
daquilo que os alunos conhecem, com a proposição pelo professor de desafios
que colocam em dúvida os conhecimentos que possuem, para conduzi-los ao
conteúdo sistematizado, adquirindo condições de assimilação e recriação do
mesmo. O professor realizará as intervenções pedagógicas necessárias, para
que o jogo não se encaminhe desvinculado dos objetivos estabelecidos. As
aulas serão na maioria práticas, com abertura para aulas teóricas.
Na quadra serão realizados exercícios motores que estimulem a
aprendizagem dos fundamentos do futsal, técnicas, táticas, jogos com
treinamento e brincadeiras pedagógicas. Recursos usados nas atividades:
formação de grupos, individual, duplas, círculos, filas, colunas, etc. No decorrer
e no final da aula o aluno poderá interagir com o professor e os demais alunos
expondo suas ideias e opiniões, ampliando as possibilidades de aprendizagens
com essa interação. Todo o trabalho será organizado na perspectiva na
utilização do esporte como termo educativo, visando o desenvolvimento da
autonomia, da concentração, da participação social, da afirmação de valores e
princípios democráticos.
Organização do trabalho:
 Incluir nas atividades a serem desenvolvidas as habilidades motoras:
força explosiva, agilidade, flexibilidade, alongamento, equilíbrio estático
e dinâmico, resistência muscular localizada e psicomotoras: velocidades
de reação, velocidade de deslocamento, coordenação psicomotora,
percepção do espaço temporal, ritmo e descontração diferencial, parcial
ou total.
 Possibilitar o aprimoramento técnico, tático, físico psicológico dos
participantes.
 Participação em eventos esportivos.
LOCAL DE REALIZAÇÃO:
 Turno Matutino.
 Dias: Terças e quintas-feiras.
 Horário: 08:00 às 09:40.
 Local: Quadra de esportes, saguão, salas de aulas e laboratórios de
informática do Colégio Estadual do Campo Olavo Bilac.
RESULTADOS ESPERADOS:
Para o aluno:
 Espera-se que os participantes do projeto: Aprimore-se enquanto
cidadão, acrescentando valores positivos ao seu cotidiano familiar e
escolar; contribuindo na sua formação física, social e psíquica;
 Melhoria da autoestima dos participantes, das habilidades e
capacidades motoras;
 Oportunizar espaço que possibilite aos alunos melhorias das condições
de saúde, além de estimular um maior número de jovens praticantes de
atividades esportivas;
 Despertar o senso do uso adequado do tempo ocioso do estudante, com
atitudes e práticas direcionadas ao estilo de vida saudável;
 Melhore o aproveitamento escolar, suas relações interpessoais, sua
socialização e o seu desenvolvimento motor;
 Comprometimento dos participantes em melhorar seus resultados e
rendimento escolar;
 Integração dos participantes com os alunos de outras escolas.
 Aprenda/aperfeiçoe as regras e os fundamentos do futsal.
 Participe de eventos pedagógicos e dos jogos escolares.
Para a escola:
 Espera-se dos alunos participantes do projeto:
 Maior tempo de permanência do aluno na escola;
 Melhora da autoestima dos estudantes, das capacidades e habilidades
motoras.
 Oportunizar espaço que possibilita aos alunos melhoria das condições
de saúde, além de estimular um maior número de jovens praticantes de
atividades esportivas;
 Despertar o senso do uso adequado do tempo ocioso do estudante, com
atitudes e práticas direcionadas a um estilo de vida saudável;
 Maior comprometimento do aluno com o processo ensino-aprendizagem
por meio do esporte, melhorar o comportamento, a concentração e o
desempenho escolar;
 Comprometimento dos participantes em melhorar seus resultados e
rendimento escolar;
 Integração dos participantes com alunos de outras escolas.
Para a Comunidade:
 Abertura de espaço para os alunos desenvolverem atividades que
despertem cooperação a autonomia, o aprendizado através de
estratégias, a vivência de participação de uma equipe, bem como a
participação de viagens para competição.
 Valorização da escola como espaço alternativo de esporte e
desenvolvimento social.
 Ampliar as possibilidades de atendimento ao educando, tirando-o da rua,
possibilitando a diminuição da violência dentro e fora da escola.
AVALIAÇÃO:
A avaliação será contínua e levará em consideração os aspectos como a
participação, responsabilidade, pontualidade, esforço e atitudes sociais de cada
aluno.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
BRACHT, Valter. Educação Física e Aprendizagem Social. Porto Alegre - RS
Brasil: Magister, 1992.
MACHADO, A, A Psicologia do Esporte: Temas emergentes1. São Paulo:
Ápice, 1977.
SANTIN, Silvino. Educação Física: da alegria do lúdico á opressão do
rendimento. Porto Alegre: Edições EST, 1996.
COSTA, CLaiton Frazzon. Futsal Aprenda a Ensinar. Florianópolis: Visual
Books, 2007.
http://bdm.unb.br/bitstream/10483/4570/1/2012_EdianaLacerdadeSouzadaSilva
.pdf
http://bibliodigital.unijui.edu.br:8080/xmlui/bitstream/handle/1234567891352/lea
ndrotcc.pdf?sequence=1
PROPOSTA PEDAGÓGICA
AULAS ESPECIALIZADAS DE TREINAMENTO ESPORTIVO – VOLEIBOL
Conteúdos.
 Iniciação esportiva na modalidade de voleibol.
 Saque, (por baixo/direções, por cima/com salto)
 Recepção, (manchete, toque)
 Levantamento, (toque, frente/costas)
 Bloqueio, (simples, duplo)
 Defesa, (manchete, toque espalmada)
 Táticas e planejamentos de jogo.
Objetivos:
 Estimular a atividade física para uma vida adulta saudável;
 Melhorar a auto-estima, facilitando o rendimento escolar e a relação
social;
 Desenvolver integralmente os alunos, tornando-os cidadãos
participantes, conscientes e críticos;
 Construir valores éticos e morais.
 Propiciar aos alunos a conscientização do corpo e o desenvolvimento no
esporte coletivo.
 Possibilitar uma análise crítica em relação aos movimentos e seus
significados dentro de um contexto educativo sociocultural.
 Melhorar as formas de movimento de cada aluno, a movimentação do
corpo e sua importância no esporte.
 Oferecer subsídios teóricos e práticos para que o aluno possa entender
o esporte voleibol.
 Aproximar estes alunos da realidade do esporte e do respeito mútuo que
este exige.
 Utilizar a mídia para promover discussões em grupo.
 Participação coletiva de todos.
 Promover a inclusão e o respeito às diferenças entre esportes.
 Pesquisar sobre as atividades de dança na comunidade.
 Promover a saúde através de ações que envolvam a qualidade de vida.
Desenvolver através das aulas, a concentração, coordenação motora,
equilíbrio, postura, lateralidade, noção de espaço respeitando o espaço
do outro na quadra.
Encaminhamentos Metodológicos:
 Início das atividades: oportunizar formação prática e teórica;
 Realizar amistosos internos e externos;
 Participar de competições esportivas;
 Visitar centros de treinamentos de voleibol;
 Convidar comunidade externa para intercâmbio esportivo/educacional;
 Planejar e organizar as atividades de complementação curricular, para
que os alunos entendam o esporte, mostrando que podemos mudar o
paradigma de outro esporte inserido em nossa comunidade escolar, a
fim de participar de campeonatos como os Jogos Escolares, e incentivar
alunos que desejam mudar este meio.
 O contexto social e cultural dos alunos modificados com o treinamento.
Local de Realização:
 Turno Matutino.
 Dias: Terças e quintas-feiras.
 Horário: 10:00 às 11:40.
 Local: Quadra de esportes, saguão, salas de aulas e laboratórios de
informática do Colégio Estadual do Campo Olavo Bilac.
Resultados Esperados:
Para o aluno:
 Avanço das habilidades técnicas esportivas;
 Desenvolvimento de suas capacidades físicas;
 Melhoria no rendimento escolar;
 Diminuição das condições de riscos vividos no dia a dia;
 Sair das ruas e passar mais tempo no ambiente escolar;
 Socialização;
 Entendimentos do esporte Voleibol e sua Importância.
 Aprenda/aperfeiçoe as regras e os fundamentos do voleibol.
 Espera-se que os participantes do projeto: Aprimore-se enquanto
cidadão, acrescentando valores positivos ao seu cotidiano familiar e
escolar; contribuindo na sua formação física, social e psíquica;
 Melhoria da autoestima dos participantes, das habilidades e
capacidades motoras;
 Oportunizar espaço que possibilite aos alunos melhorias das condições
de saúde, além de estimular um maior número de jovens praticantes de
atividades esportivas;
 Despertar o senso do uso adequado do tempo ocioso do estudante, com
atitudes e práticas direcionadas ao estilo de vida saudável;
 Melhore o aproveitamento escolar, suas relações interpessoais, sua
socialização e o seu desenvolvimento motor;
 Comprometimento dos participantes em melhorar seus resultados e
rendimento escolar;
 Integração dos participantes com os alunos de outras escolas.
 Participe de eventos pedagógicos e dos jogos escolares.
Para a escola:
 Diminuição da evasão escolar;
 Resgate de uma Modalidade esquecida;
 Utilizar Voleibol como Esporte capaz de ser um instrumento pedagógico
alternativo, oportunizando aos alunos o desenvolvimento criativo de
suas potencialidades Físicas.
 Maior tempo de permanência do aluno na escola;
 Melhora da autoestima dos estudantes, das capacidades e habilidades
motoras.
 Oportunizar espaço que possibilita aos alunos melhoria das condições
de saúde, além de estimular um maior número de jovens praticantes de
atividades esportivas;
 Despertar o senso do uso adequado do tempo ocioso do estudante, com
atitudes e práticas direcionadas a um estilo de vida saudável;
 Maior comprometimento do aluno com o processo ensino-aprendizagem
por meio do esporte, melhorar o comportamento, a concentração e o
desempenho escolar;
 Comprometimento dos participantes em melhorar seus resultados e
rendimento escolar;
 Integração dos participantes com alunos de outras escolas.
Para a Comunidade:
 Que haja maior participação dos pais nas atividades desenvolvidas na
escola;
 Que possam valorizar o desenvolvimento do filho(a) em um esporte que
está buscando seu espaço na sociedade que ele vive.
 Abertura de espaço para os alunos desenvolverem atividades que
despertem cooperação a autonomia, o aprendizado através de
estratégias, a vivência de participação de uma equipe, bem como a
participação de viagens para competição.
 Valorização da escola como espaço alternativo de esporte e
desenvolvimento social.
 Ampliar as possibilidades de atendimento ao educando, tirando-o da rua,
possibilitando a diminuição da violência dentro e fora da escola.
Avaliação:
 A avaliação será contínua e levará em consideração os aspectos como a
participação, responsabilidade, pontualidade, esforço e atitudes sociais
de cada aluno.
 Fazer Intercâmbios entre Estabelecimentos de Ensino da Rede Pública
e Privada, Jogos Escolares.
 Comprometimento e envolvimento dos alunos nas atividades propostas.
 Relacionamento com os envolvidos no processo;
 Criatividade e originalidade nas diferentes situações;
 Aplicação dos princípios de participação, cooperação e solidariedade;
 Melhora do desempenho escolar nas diferentes disciplinas;
Referências Bibliográficas:
MESQUITA, I. O ensino do voleibol: proposta metodológica. In: GRAÇA &
OLIVEIRA (eds.). O Ensino dos Jogos Desportivos. 2ª ed. Porto: Universidade
do Porto, 1995. p. 153-197. 2001.
SAVIANI, Dermeval. Escola e Democracia: teorias da educação, curvatura da
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BRIGGS, J. D. Relations of selected variables and perception of success in
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FONTANI, G.; MAFFEI, D.; CAMELI, S. & POLIDORI, F. Reactivity and event-
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Applied Physiology. v. 80, n. 4, p. 308-316, 1999. ( Lidos em
www.efesportes.com)
PROPOSTA PEDAGÓGICA
ATIVIDADE DE AMPLIAÇÃO DE JORNADA PERIÓDICA – LÍNGUA
PORTUGUESA
CONTEÚDOS
 Conteúdo estruturante: Discurso como prática social.
 Textos dos mais variados gêneros como: literários, publicitários,
jornalísticos, científicos, entre eles:
 Poesias/poemas;
 Contos de fadas;
 Histórias em quadrinhos;
 Tiras;
 Charges;
 Reportagens;
 Notícias;
 Anúncios;
 Crônicas;
 Vídeos sobre textos lidos trabalhando a intertextualidade;
 Textos: narrativos, informativos, descritivos e dissertativos.
 Conteúdos básicos explorados nos textos de acordo com suas
especificidades:
 Tema do texto;
 Interlocutor;
 Finalidade;
 Argumentos do texto;
 Discurso direto e indireto;
 Elementos composicionais do gênero marcas linguísticas: coesão,
coerência, função das classes gramaticais no texto, pontuação.
 Elementos extralinguísticos: entonação, pausas e gestos;
 Adequação do discurso ao gênero;
 Adequação da linguagem coloquial e linguagem culta;
OBJETIVOS
 Valorizar as práticas de leitura, oralidade e escrita.
 Propiciar ao aluno a reflexão sobre as normas de uso das unidades da
língua e fenômenos textual-discursivos.
 Demonstrar como os textos estudados podem proporcionar motivações
para o gosto pela leitura, formando sujeitos (cidadãos) conscientes de
sua formação atual e leitura.
 Conscientizar sobre os benefícios de se tornar um leitor crítico;
 Pesquisar os diferentes textos e perceber as diferentes vozes sociais
neles representadas;
 Desenvolver estratégias de leitura a partir dos gêneros textuais
mencionados no conteúdo;
 Refletir sobre a finalidade e intertextualidade do texto em estudo;
ENCAMINHAMENTOS METODOLÓGICOS
 Garantir aos educandos o aprimoramento do domínio discursivo, no
âmbito da oralidade, da leitura e da escrita.
 Dispor aos alunos livros, jornais e revistas para que sejam feitas leitura
livre;
 O professor deve organizar momentos propícios de leitura livre, criando
um circuito de leitura em que se fala sobre o que se leu;
 Permitir que os alunos escolham seus textos;
 Permitir que os alunos escolham suas leituras;
 Planejar atividades em duplas ou em pequenos grupos, para permitir
que se facilite a apropriação dos conteúdos;
 Discussões e debates improvisados ou planejados sobre temas
polêmicos, com base em prévia leitura;
 Leitura expressiva e recitações de poesias;
 Contação de histórias.
 Produção de mural a partir do texto estudado;
 Dramatização de textos com a utilização de fantoches;
 Seleção de textos produzidos pelos alunos, para decisão dos aspectos
priorizados e encaminhamento de soluções;
 Reelaboração de textos procurando incorporar na redação traços da
linguagem de grupos específicos;
 Teatros de fantoche;
LOCAL DE REALIZAÇÃO
 Turno Matutino.
 Dias: Sexta-Feira.
 Horário: 08:00 às 11:40.
 Local: Será trabalhado na biblioteca, sala de leitura, pátio da escola e
sala de aula.
RESULTADOS ESPERADOS
Para o aluno:
 Espera-se com este projeto estimular o prazer pela leitura como forma
de melhorar o acesso à educação, promover maior acesso aos livros,
aumentar a compreensão à tolerância cultural, melhorar os
relacionamentos na escola, na família e na comunidade como um todo,
além de que através do hábito da leitura e desenvolvimento de
competências leitoras nos alunos, isso em um âmbito escolar,
alcancemos melhores índices educacionais, autonomia dos discentes e
um despertar que todo o processo de aprendizagem nasce e culmina
com a leitura.
Para a escola:
 Espera-se ainda que a leitura não seja vista apenas como uma tarefa da
escola, mas da comunidade, da família e também da escola e através do
hábito e do prazer da leitura possamos ter um cidade mais desenvolvida,
nos diferentes aspectos, com pessoas mais críticas, reflexivas, capazes
de pensar e agir com desenvoltura, que são capazes de ser atores e
autores da sua própria história.
Para a Comunidade:
 Espera-se enfim, com este projeto, fazer uma comunidade leitora, pois
só assim teremos mais cultura e mais desenvolvimento.
AVALIAÇÃO:
Será realizada a avaliação através de:
 Produção de texto oral e escrito;
 Dramatização dos textos propostos;
 Contação de história a partir dos textos lidos;
 Declamação de poesias;
 Participação das atividades desenvolvidas;
 Crescimento individual de cada aluno a partir da observação.
 Trabalhos de pesquisa (com orientação do professor) sobre temas
relevantes aos alunos, para que eles se sintam motivados para sua
realização;
 Trabalhos com textos de gêneros diversos para apresentação, debates e
contextualização dos temas presentes no texto.
 Acompanhamento, por meio de estudos e pesquisas, observando e
analisando os progressos do aluno incluso.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
AMARAL Emília, FERREIRA Mauro, LEITE Ricardo e ANTONIO Severino.
Novas Palavras.São Paulo.FTD. Palavras.
ABAURRE, Maria Luiza, PONTARA, Marcela Nogueira e FADEL, Tatiana.
Português. Moderna.
AGUIAR, V. T.; BORDINI, M. G. Literatura e Formação do leitor: alternativas
metodológicas. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1993.
ANTUNES, Irandé. Aula de português: encontro & interação. São Paulo:
Parábola,Editorial, 2003.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: Saberes necessários à prática
educativa. 28 Ed. São Paulo: Paz e Terra, 2003.
FREIRE, Paulo, A Importância do Ato de ler em três artigos que se
complementam, SP Cortez 1988.
http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alias
=8194-4-caminhos-elaborar-educacao-integral-cecipe-seb-
pdf&category_slug=junho-2011-pdf&Itemid=30192
LUYTEN. Joseph M. O que é Literatura de Cordel? São Paulo: Brasiliense,
2005.

PPP Olavo Bilac

  • 1.
    ESTADO DO PARANÁ SECRETARIADE ESTADO DA EDUCAÇÃO NÚCLEO REGIONAL DE EDUCAÇÃO DE CASCAVEL COLÉGIO ESTADUAL DO CAMPO “OLAVO BILAC” ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO Ouro Verde Do Piquiri – Corbélia - Paraná 2017
  • 2.
    Sumário APRESENTAÇÃO DO PROJETOPOLÍTICO PEDAGÓGICO ................................8 JUSTIFICATIVA ......................................................................................................9 INTRODUÇÃO.......................................................................................................11 1 - MARCO SITUACIONAL ...................................................................................13 1.1 - IDENTIFICAÇÃO DO ESTABELECIMENTO ..............................................14 1.2 – CARACTERIZAÇÃO.................................................................................15 1.3 - ORGANIZAÇÃO DA INSTITUIÇÃO ESCOLAR ..........................................16 1.3.1 - Modalidade de Ensino ............................................................................16 1.4 - CELEM........................................................................................................18 1.5 – ATIVIDADE CURRICULAR COMPLEMENTAR EM CONTRATURNO - (ACCC) E AULAS ESPECIALIZADAS EM TREINAMENTO ESPORTIVO – (AETE).................................................................................................................19 1.6 - INSTÂNCIAS COLEGIADAS ......................................................................22 1.6.1 - APMF .......................................................................................................22 1.6.2 - CONSELHO DE CLASSE ........................................................................22 1.6.3 - CONSELHO ESCOLAR ...........................................................................23 1.6.4 - GRÊMIO ESTUDANTIL ......................................................................24 1.7 - HISTÓRICO DA ESCOLA...........................................................................25 1.8 - OBJETIVOS GERAIS..................................................................................27 1.8.1 – ASPECTOS LEGAIS ...............................................................................29 1.8.2 – ASPECTOS SOCIAIS..............................................................................30 1.8.3 - OBJETIVOS DA EDUCAÇÃO NO CAMPO .............................................31 1.8.4 - OBJETIVOS DO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO.............................32 1.9 - ESTÁGIO NÃO OBRIGATÓRIO .................................................................33 1.10 - PROPOSTA DE FORMAÇÃO CONTINUADA ..........................................34 1.11 - PROPOSTA DA ORGANIZAÇÃO DA HORA ATIVIDADE........................34 1.11.1 – CRONOGRAMA ....................................................................................35 1.12 – CARACTERIZAÇÃO DA COMUNIDADE .................................................40
  • 3.
    1.13– CARACTERIZAÇÃO DOSESTUDANTES ...............................................41 1.14 – CARACTERIZAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DA INSTITUIÇÃO .............45 1.15 - SALA DE RECURSOS MULTIFUNCIONAL TIPO I ..................................46 1.15.1 - ESTRATÉGIAS DE APOIO PARA SALA DE RECURSOS MULTIFUNCIONAIS TIPO I...................................................................................46 1.16 - ORGANIZAÇÃO DO ESPAÇO FÍSICO.....................................................48 1.17 - OFERTAS DE CURSOS............................................................................49 1.18 - CRITÉRIOS DE ORGANIZAÇÃO DAS TURMAS .....................................50 1.19 - ENSINO FUNDAMENTAL DE NOVE ANOS.............................................50 1.20 – DEMANDA, SUPRIMENTO E CARGA HORÁRIA ...................................51 1.21 - QUADRO DE FUNCIONÁRIOS.................................................................52 1.22 – ORGANOGRAMA ....................................................................................53 1.23 – RESULTADOS EDUCACIONAIS .............................................................53 1.24 - RECURSOS HUMANOS ...........................................................................55 1.25 - RECURSOS MATERIAIS ..........................................................................56 1.26 - RECURSOS TECNOLÓGICOS.................................................................56 1.27 - INFRAESTRUTURA FÍSICA E RECURSOS PEDAGÓGICOS .................57 2 - MARCO CONCEITUAL ....................................................................................58 2.1 - PROPOSTA PEDAGÓGICA .......................................................................58 2.2 - CONCEPÇÃO DE HOMEM .........................................................................59 2.3 - CONCEPÇÃO DE EDUCAÇÃO DO CAMPO..............................................60 2.4 - CRONOGRAMA DE AÇÕES.......................................................................63 2.5 - CONCEPÇÃO DE SOCIEDADE..................................................................64 2.6 - CONCEPÇÃO DE MUNDO .........................................................................64 2.7 - CONCEPÇÃO DE ESCOLA........................................................................65 2.8 - CONCEPÇÃO DE EDUCAÇÃO ..................................................................66 2.9 - CONCEPÇÃO DE EDUCAÇÃO INCLUSIVA ..............................................67 2.10 - CONCEPÇÃO DE CULTURA....................................................................68 2.11 - CONCEPÇÃO DE TRABALHO.................................................................68
  • 4.
    2.12 - CONCEPÇÃODE TECNOLOGIA .............................................................69 2.13 - CONCEPÇÃO DE CIDADANIA.................................................................70 2.14 - CONCEPÇÃO DE CONHECIMENTO........................................................71 2.15 - CONCEPÇÃO DE ENSINO .......................................................................71 2.16 - CONCEPÇÃO DE APRENDIZAGEM ........................................................73 2.17 - CONCEPÇÃO DE AVALIAÇÃO................................................................73 2.18 - CONCEPÇÃO DE CURRÍCULO ...............................................................76 2.19 - CONCEPÇÃO DE LETRAMENTO ............................................................77 2.20 - CONCEPÇÃO DE INFÂNCIA....................................................................79 2.21 - CONCEPÇÃO DE ADOLESCÊNCIA ........................................................80 2.22 - CONCEPÇÃO DE EDUCAÇÃO INTEGRAL .............................................81 2.23 - O LETRAMENTO NO CONTEXTO SOCIAL .............................................82 2.24 - ENSINO FUNDAMENTAL DE NOVE ANOS E LETRAMENTO ................83 2.25 - O LETRAMENTO PARA TODAS AS DISCIPLINAS.................................84 3 - MARCO OPERACIONAL .................................................................................86 3.1 - GESTÃO DEMOCRÁTICA..........................................................................87 3.2 - CONSELHO ESCOLAR ..............................................................................91 3.2.1 - 1º Segmento: Profissionais da Escola ..................................................92 3.2.2 - 2º Segmento: Comunidade Atendida pelo Estabelecimento de Ensino 93 3.2.3 - 3º Segmento: Movimentos Sociais Organizados..................................93 3.2.4 - OBJETIVOS DO CONSELHO ESCOLAR................................................93 3.2.5 - AÇÕES DO CONSELHO ESCOLAR .......................................................93 3.3 - GRÊMIO ESTUDANTIL...............................................................................94 3.3.1 - ESTATUTO DO GRÊMIO ESTUDANTIL..................................................95 3.3.2 – OBJETIVOS DO GRÊMIO ESTUDANTIL................................................95 3.3.3 - AÇÕES POSSÍVEIS DO GRÊMIO ESTUDANTIL ....................................96 3.3.4 - AVALIAÇÃO DAS AÇÕES.......................................................................96 3.3.5 - REPRESENTANTE DE TURMA/CLASSE ...............................................96
  • 5.
    3.3.6 - AVALIAÇÃO............................................................................................96 3.4 - APMF ..........................................................................................................96 3.5 - DIVERSIDADE ............................................................................................98 3.6 - RELAÇÕES ETNICO-RACIAIS E AFRODESCENDÊNCIA - HISTÓRIA CULTURA AFRO-BRASILEIRA E INDÍGENA ....................................................98 3.7 - GÊNERO E DIVERSIDADE SEXUAL .........................................................99 3.8 - HISTÓRIA DO PARANÁ ...........................................................................101 3.9 - DA EDUCAÇÃO ESPECIAL .....................................................................101 3.10 - EDUCAÇÃO AMBIENTAL ......................................................................102 3.11 - ENFRENTAMENTO À VIOLÊNCIA NA ESCOLA...................................103 3.12 - PREVENÇÃO AO USO INDEVIDO DE DROGAS...................................105 3.13 - DESAFIOS EDUCACIONAIS CONTEMPORÂNEOS..............................106 3.14 - CIDADANIA E DIREITOS HUMANOS ....................................................108 3.15 - LIBERDADE/AUTONOMIA.....................................................................109 3.16 - AUTONOMIA ADMINISTRATIVA............................................................110 3.17 - AUTONOMIA PEDAGÓGICA..................................................................110 3.18 - AUTONOMIA FINANCEIRA....................................................................111 3.19 - AUTONOMIA JURÍDICA.........................................................................111 3.20 - AS SETE DIMENSÕES DOS INDICADORES.........................................111 3.21 - CONSELHO DE CLASSE .......................................................................112 3.22 - AVALIAÇÂO INSTITUCIONAL ...............................................................114 3.23 - AVALIAÇÃO ...........................................................................................114 3.24 – SISTEMA DE AVALIAÇÃO ....................................................................116 3.25 - PROMOÇÃO ...........................................................................................117 3.26 - PROCESSO DE CLASSIFICAÇÃO.........................................................118 3.27 - RECLASSIFICAÇÃO...............................................................................119 3.28 - ADAPTAÇÃO/APROVEITAMENTO DE ESTUDOS................................120 3.29 - DA PROGRESSÃO PARCIAL ................................................................120 3.30 - PROFESSOR REPRESENTANTE DE TURMA.......................................120
  • 6.
    3.31 - ALUNOREPRESENTANTE DE TURMA ................................................120 3.32 - PROGRAMA DE COMBATE AO ABANDONO ESCOLAR.....................121 3.33 - PLANO DE AÇÃO...................................................................................122 3.34 - PLANO DE ABANDONO DA BRIGADA ESCOLAR...............................124 3.35 - AVALIAÇÃO DO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO ........................126 4 - BIBLIOGRAFIA ..............................................................................................127 Volume II.............................................................................................................131 Calendário Escolar - 2016..................................................................................132 Matriz Curricular Ensino Fundamental.............................................................133 Matriz Curricular Ensino Médio.........................................................................134 FICHA DE PRÉ-CONSELHO 01 .......................................................................135 FICHA DE PRÉ-CONSELHO 02 .......................................................................136 FICHA DE PRÉ-CONSELHO 03 .......................................................................137 FICHA DE PRÉ-CONSELHO 04 .......................................................................138 PLANO DE AÇÃO DA EQUIPE MULTIDISCIPLINAR ........................................139 PLANO DE ESTÁGIO..........................................................................................143 IDENTIFICAÇÃO DA INSTITUIÇÃO DE ENSINO.............................................143 IDENTIFICAÇÃO DO CURSO...........................................................................143 22 - BRIGADA ESCOLAR...................................................................................152 PROJETO: MEIO AMBIENTE ...........................................................................154 PROJETO: SAÚDE NA ESCOLA: EDUCAR PARA VIVER BEM.....................156 PROPOSTA CURRICULAR ................................................................................157 PROPOSTA CURRICULAR DA DISCIPLINA DE HISTÓRIA..............................158 PROPOSTA CURRICULAR DA DISCIPLINA DE MATEMÁTICA.......................192 PROPOSTA CURRICULAR DA DISCIPLINA DE GEOGRAFIA .........................229 PROPOSTA CURRICULAR DAS ATIVIDADE COMPLEMENTAR CURRICULAR EM CONTRATURNO...........................................................................................243 AULAS ESPECIALIZADAS DE TREINAMENTO ESPORTIVO – FUTSAL ......244 AULAS ESPECIALIZADAS DE TREINAMENTO ESPORTIVO – VOLEIBOL ..249
  • 7.
    ATIVIDADE DE AMPLIAÇÃODE JORNADA PERIÓDICA – LÍNGUA PORTUGUESA..................................................................................................254
  • 8.
    APRESENTAÇÃO DO PROJETOPOLÍTICO PEDAGÓGICO Para manter a Escola em constante reflexão e discussão de suas práticas, faz-se necessário construir o Projeto Político Pedagógico para buscar alternativas e métodos que atendam suas especificidades e níveis dentro da perspectiva estabelecida nos documentos norteadores da educação do Estado do Paraná. Nesta perspectiva a reflexão e discussão sobre os problemas da educação e sociedade, principalmente àqueles que se referem ou interferem na Escola devem estar em pauta, para buscar possibilidades de intervenção na realidade em que se apresenta. Desta forma visa a transformação da realidade social, econômica, política e cultural, exigindo a articulação da participação de todos no processo educativo, construindo uma visão global da realidade e dos compromissos coletivos, tomando como base o trabalho pedagógico escolar enquanto processo de construção contínua, destacando que isso implica numa construção inacabada e em constante reelaboração. Este projeto busca um rumo, uma direção. É um instrumento que tem uma intenção coletiva, que busca uma articulação ao compromisso sociopolítico e os interesses reais dos envolvidos “tem compromisso com a formação do cidadão para um tipo de sociedade”. (Veiga. 2005, p. 13). A intencionalidade do Projeto Político Pedagógico deve ser estabelecida pelo coletivo da Escola para que a efetivação desta aconteça e possibilite o desenvolvimento de um cidadão participativo, responsável, comprometido, crítico e criativo, e desta forma a escola ultrapasse o papel de repassadora de conteúdos. Dentro da legalidade, a elaboração do P.P.P. está amparada pela LDB 9394/1996 especificamente nos Artigos 12, 13, e 14, os quais serão descritos abaixo: “Art. 12. Os estabelecimentos de ensino, respeitadas as normas comuns e as do seu sistema de ensino, terão a incumbência de: I - Elaborar e executar sua proposta pedagógica; Art. 13. Os docentes incumbir-se-ão de: I - Participar da elaboração da proposta pedagógica do estabelecimento
  • 9.
    10 de ensino; Art.14. Os sistemas de ensino definirão as normas da gestão democrática do ensino público na educação básica, de acordo com as suas peculiaridades e conforme os seguintes princípios: I - Participação dos profissionais da educação na elaboração do projeto pedagógico da escola. JUSTIFICATIVA Partindo do pressuposto que o projeto pedagógico se determina como prática educativa historicamente construída e em processo permanente de construção orientado pela totalidade mediadora das práticas sociais mais amplas, podemos compreender sua importância para consolidar o compromisso do poder público e da sociedade civil na formação das crianças, jovens e adultos para plena cidadania. LDB – Lei nº 9394/96, prevê em seu art. 12, inciso I que: sistemas de ensino terão a incumbência de elaborar e executar sua proposta pedagógica. A construção do Projeto Político Pedagógico é processo de planejamento, discussão, decisão, ação, reflexão, avaliação, replanejamento e novas ações. Neste sentido o projeto pedagógico do Colégio Estadual do Campo Olavo Bilac – Ensino fundamental e Médio se constitui como prática educativa capaz de articular conjuntamente com Núcleo Regional de Educação e a comunidade escolar uma proposta de trabalho pedagógico de construção do conhecimento e da cidadania. O processo coletivo de construção do Projeto Político Pedagógico permite demonstrar que no campo escolar é possível, exercitar a cidadania em busca de práticas educativas democráticas e autônomas visando a formação integral e integrada do ser humano. A partir das necessidades contidas no diagnóstico elaborado, este projeto tem suas particularidades próprias, isto é, situa-se em tempo e espaços definidos, requerendo conhecimento da realidade, suas carências, potencialidades e perspectivas. A partir deste contexto o Projeto Político Pedagógico do Colégio Estadual do Campo Olavo Bilac Ensino Fundamental e Médio se determina a
  • 10.
    atender o trabalhoescolar como um projeto com grande empreendimento que envolve diversas etapas. Ao elaborarmos o Projeto Político Pedagógico possibilitamos aos professores e aos alunos a gestão democrática. Pois só assim podemos formar o cidadão crítico, que atue de forma democrática na sociedade.
  • 11.
    INTRODUÇÃO Este documento temcomo finalidade apresentar o Projeto Político Pedagógico do Colégio Estadual do Campo Olavo Bilac, contendo ainda, as linhas de ações, buscando atender às inovadoras políticas educacionais, dentre elas, a ampliação de ensino obrigatório, o qual pode ser observado na legislação educacional ao longo da história da educação brasileira, como uma demanda da sociedade em virtude das transformações sociais, econômicas e políticas. A LDB nº 4024/61 estabeleceu quatro anos de escolaridade obrigatória, que posteriormente foi ampliada para seis anos, por meio do acordo de Punta Del Este e Santiago, de 1970. Em 1971, a LDB nº 5692 tornou obrigatório oito anos de escolarização. A LDB nº 9394/96, embora mantivesse a obrigatoriedade de oito anos, acenou para a possibilidade da ampliação para nove anos. O Plano Nacional de Educação, de 2001, em sua meta 2, propõe a implantação progressiva do Ensino Fundamental com nove anos de duração, através da inclusão das crianças aos seis anos de idade. Em 2005 foi promulgada a primeira Lei específica do Ensino Fundamental de Nove anos, a lei nº 11.114/05, que altera o artigo 6º da LDB, tornando obrigatória a matrícula aos seis anos de idade, e em 2006, a lei nº 11.274/06 que trata da duração do Ensino Fundamental, ampliando para nove anos. Diante da responsabilidade de elaborar normas para a implantação do Ensino Fundamental de nove anos no Estado do Paraná, o Conselho Estadual de Educação expediu a Deliberação 03/06 e na sequência foram publicadas deliberações complementares (05/06; 02/07; 03/07) que normatizam o processo de implantação nos anos iniciais do Ensino Fundamental. Em 2011, o Conselho Estadual de Educação emite o Parecer 407/11, que permite a implantação simultânea do Ensino Fundamental de nove anos, nos anos finais, a partir de 2012. Em seguida a Secretaria de Estado de Educação do Paraná, emite a Instrução nº 008/2011 – SUED/SEED, orientando as Instituições de Ensino do Sistema Estadual de Ensino quanto à oferta do Ensino Fundamental Anos Finais a partir de 2012. Dessa forma, houve a necessidade de repensar a prática pedagógica e reelaborar o Projeto Político Pedagógico.
  • 12.
    De acordo coma LDB no seu artigo 12º, “todos os Estabelecimentos de Ensino, respeitando as normas comuns e as de seus sistemas de ensino incumbir-se-ão de elaborar e executar seu Projeto Político Pedagógico” E conforme o artigo 13º, “os docentes participarão da elaboração”. Em seu artigo 14º, “os sistemas de ensino definirão as normas da gestão democrática do ensino pública da Educação Básica de acordo com suas peculiaridades”. Portanto, os integrantes do coletivo escolar: Direção, Equipe Pedagógica, Professores, Funcionários, Pais e Alunos envolveram-se no processo de elaboração do Projeto Político Pedagógico, que ocorreu ao longo do ano letivo, em momentos diferenciados, através de estudos de textos, discussões e análises. De forma coletiva, democrática e articulada. Para a formação de um cidadão completo e atuante na nossa sociedade há necessidade de uma reflexão e discussão permanente dos problemas escolares e para isso o trabalho pedagógico necessita de uma organização e efetiva atuação. A preocupação fundamental que deve nortear a ação dos educadores realmente empenhados com a melhoria do ensino e com a transformação social é a de lutar pela superação dos problemas que fazem parte do seu cotidiano.
  • 13.
    1 - MARCOSITUACIONAL O Projeto Político Pedagógico do Colégio Estadual do Campo Olavo Bilac – Ensino Fundamental e Médio surgiu da necessidade de reconstrução de sua identidade, organização do trabalho pedagógico escolar e adequação a novos paradigmas educacionais das disciplinas do Ensino Médio, bem como às Diretrizes Curriculares Nacionais e Estaduais. Nossa Instituição faz parte de uma sociedade que tem configuração própria, interesses relevantes para esta comunidade eminentemente rural. Nesse caso busca-se respeitar as características dos povos do campo e o seu jeito peculiar de se relacionarem com a natureza, o trabalho na terra, a organização das atividades produtivas, mediante mão de obra dos membros da família, cultura e valores que enfatizam as relações familiares e de vizinhança, que valorizam festas comunitárias e de celebração da colheita, o vínculo com uma rotina de trabalho que nem sempre segue o relógio mecânico. Dessa forma, os objetivos da Escola indicam que suas ações visam tornar os alunos capazes de exercer sua cidadania, expressando suas vontades, participando do processo social e político, exercendo direitos e deveres num processo interativo no meio em que atuam, acima de tudo respeitando o meio em que vivem. Portanto, é importante e necessário que a escola favoreça ao aluno a construção de conhecimentos que o permitam adotar atitudes de autonomia, solidariedade, cooperação e respeito. O Colégio Estadual do Campo Olavo Bilac - Ensino Fundamental Médio, situado no Distrito Ouro Verde do Piquiri, enfrenta dificuldades, como evasão, repetência, falta de acompanhamento familiar. O corpo docente é formado por profissionais com graduação e especialização na área em que atuam. O Secretario, o Agente Educacional II têm formação superior e os Agentes Educacionais I têm Ensino Médio completo. O quadro de funcionários é formado por QPM, QFEB e PSS com contrato temporário. Os alunos são oriundos de famílias de produtores rurais que trabalham na produção agrícola, em regime de economia familiar, com o cultivo de hortaliças, verduras, legumes e cereais.
  • 14.
    Alguns são proprietáriose outros recebem porcentagem do que é produzido e comercializado. As famílias não têm renda fixa mensal e os recursos são provenientes das vendas das mercadorias no período da safra. A maioria tem residência própria. Sendo a comunidade eminentemente rural, surge a necessidade da Educação Ambiental, Lei 9.795/99, através do desenvolvimento da Agenda 21 escolar. Assim a escola chama a atenção para a necessidade do uso racional de agrotóxicos, visando amenizar os problemas ambientais que causam o desequilíbrio ambiental, cujo resultado pode ser percebido na redução da cadeia alimentar, reservas florestais, poluição das nascentes e assoreamento dos rios, erosão, entre outros. Por ser uma Escola do Campo, em um distrito urbano que recebe alunos da zona rural, envolvidos com atividades agrícolas e hortifrutigranjeiros os mesmos chegam cansados devido ao trabalho realizado durante o dia. Saliente-se acima de tudo o empenho dos alunos em estar dentro do ambiente escolar, pode ser notado pela alegria com que adentram a escola e na dedicação na realização das tarefas, acreditando ser a educação um agente transformador e capaz de trabalhar com as diferenças explícitas, bem como as peculiaridades dos alunos no espaço escolar para poder de fato formar o cidadão para a vida, e promover a igualdade, o respeito e a valorização do alunado. 1.1 - IDENTIFICAÇÃO DO ESTABELECIMENTO Colégio: Colégio Estadual do Campo Olavo Bilac - Ensino Fundamental e Médio. Município: Corbélia Dependência Administrativa: Estadual NRE: Cascavel Entidade Mantenedora: Governo do Estado do Paraná Código: 0630-0450 Endereço: Distrito de Ouro Verde do Piquiri - Rua Travessa Diamante, nº 06 - Centro CEP: 85422-000 Bairro: Centro
  • 15.
    Telefones: (45) 3261-1147 Sitedo Colégio: http://www.olavobilac.tk http://www.cblolavobilac.seed.pr.gov.br E-mail: ceolavobilac@nrecascavel.com Distância do Estabelecimento até o NRE: 46 Km 1.2– CARACTERIZAÇÃO Curso Assunto Identificação do Ato Data Ato Data DOE REGIMENTO ESCOLAR Regimento Escolar RES -2585/ 1981 13/11/1981 02/06/1982 Alteração de Denominação RES -1760/ 1983 23/05/1983 24/06/1983 Reconhecimento RES -7320/ 1984 16/10/1984 25/10/1984 Regimento Escolar PAR -136/ 1995 22/11/1995 Alteração de Denominação RES -3120/ 1998 08/08/1998 11/09/1998 Regimento Escolar PAR -380/ 1998 23/12/1998 Regimento Escolar PAR -381/ 1998 23/12/1998 Regimento Escolar PAR -328/ 1998 23/12/1998 Regimento Escolar ATO -286/ 2002 16/12/2002 Adendo ao Regimento ATO -408/ 2005 06/06/2005 Regimento Escolar ATO -700/ 2007 20/12/2007 Alteração de Denominação RES -501/ 2008 11/02/2008 07/05/2008 Credenciamento educação básica RES -2968/ 2013 01/07/2013 19/07/2013 Alteração de Denominação RES -5705/ 2013 12/12/2013 02/01/2014 Adendo ao Regimento ATO -241/ 2015 06/11/2015 Regimento Escolar ATO -400/ 2015 21/12/2015 ENSINO MEDIO Autorização de Funcionamento RES -501/ 2008 11/02/2008 07/05/2008 Reconhecimento RES -2410/ 2011 08/06/2011 02/09/2011 Renovação de Reconhecimento RES -4434/ 2014 21/08/2014 22/09/2014 CURSO FUNDAMENTAL 5/8 Renovação de Reconhecimento RES -1602/ 2009 13/05/2009 07/07/2009 CURSO FUNDAMENTAL 6/9 ANOS Renovação de Reconhecimento RES -1602/ 2009 13/05/2009 07/07/2009 Renovação de Reconhecimento RES -1062/ 2014 24/02/2014 28/03/2014 SALA REC.S.IN.D.INTEL.TRA N.F.E. Autorização de Funcionamento RES -1684/ 2009 20/05/2009 23/07/2009
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    1.3 - ORGANIZAÇÃODA INSTITUIÇÃO ESCOLAR 1.3.1 - Modalidade de Ensino  Ensino Fundamental (6º a 9º Ano);  Ensino Médio;  Educação Especial – Sala de Recursos Multifuncionais;  Atividades Complementares: Hora Treinamento, Futsal, Atletismo, Língua Portuguesa;  CELEM: Língua Espanhola – Básico;  Turnos de Funcionamento: Matutino, Vespertino e Noturno SALA R.MULTIFUNCIONAIS- S.FI.EM Renovação Autorização de Funcionamento RES -545/ 2015 04/03/2015 17/03/2015 PROJOVEM CAMPO SAB.TER.EF-FII Autorização de Funcionamento RES -4410/ 2009 18/12/2009 24/12/2009 Renovação de Reconhecimento RES -525/ 2011 21/02/2011 18/05/2011 Retificação RES -787/ 2012 01/02/2012
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    1.4 - CELEM Centrode Língua Estrangeira Moderna – Língua Espanhola, iniciado em 2011, com carga horária de 320h, distribuídas em 160h horas anuais, com dois anos de duração. A aprendizagem de Línguas é importante para o desenvolvimento psicopedagógico do ser humano, bem como para compreensão de valores sociais e aquisição de conhecimentos sobre outras culturas. Nesse contexto, a oferta de ensino extracurricular, plurilinguista e gratuita de Cursos Básicos e de Aprimoramento em LEM (Língua Estrangeira Moderna), é destinada aos alunos da Rede Estadual de Educação Básica, matriculados nos anos finais do Ensino Fundamental, no Ensino Médio, Educação Profissional e Educação de Jovens e Adultos. Esta oferta é estendida aos professores e funcionários que estejam no efetivo exercício de suas funções em estabelecimentos de ensino na Rede Pública Estadual de Educação Básica, SEED e NRE, num total de até 10% das vagas sobre o número máximo de alunos por turma. A comunidade poderá usufruir os cursos, num total de até 30% das vagas sobre o número máximo de alunos por turma, desde que comprovada a conclusão dos anos iniciais do Ensino Fundamental. Ao final dos dois anos, os participantes recebem certificado de conclusão emitido pela SEED- Secretaria de Estado da Educação. Os objetivos do programa são:  Tornar acessível ao aluno da escola pública à aquisição de outros idiomas objetivando auxiliar a construção da cidadania inclusive a globalizada;
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     Viabilizar oacesso ao mercado de trabalho;  Vislumbrar a aquisição de novos conhecimentos;  Intermediar a aprendizagem do discente no tocante aos processos comunicativos, gramaticais e interpretativos dos idiomas a partir de atividades que explorem a conversação, a escrita e a leitura de diversos tipos de textos;  Abordar aspectos culturais de outros países. Diante disso, o Colégio Estadual do Campo Olavo Bilac – EFM passou a ofertar, a partir do ano de 2011, o curso básico de Língua Espanhola, devido a sua procura ser grande, tanto por parte dos alunos regularmente matriculados, quanto de membros da comunidade escolar. Entretanto, as matrículas. Entretanto, os membros da comunidade escolar que iniciaram o curso acabaram desistindo das aulas ao longo do ano, por conta do horário de oferta ser no turno matutino, e também por conta da grande diferença de idade entre eles e os alunos em idade escolar. Neste ano, as aulas são ministradas da seguinte forma: 1º ano na segunda-feira, das 08:10h às 11:40h e 2º ano na quarta-feira, das 08:10h às 11:40h. Eventualmente, por motivo de organização do calendário anual, feriados e recessos, as aulas precisam ser repostas em datas previamente agendadas, sempre com o aval da professora e dos alunos para evitar prejuízos e cumprir com a carga horária exigida. 1.5 – ATIVIDADE CURRICULAR COMPLEMENTAR EM CONTRATURNO - (ACCC) E AULAS ESPECIALIZADAS EM TREINAMENTO ESPORTIVO – (AETE) Com a necessidade de se ampliar tempos, espaços e oportunidades educativas para os alunos da rede estadual de ensino, a Secretaria de Estado da Educação instituiu o Programa de Atividade Complementar Curricular em Contraturno. O objetivo é o empoderamento educacional dos sujeitos envolvidos através do contato com os conhecimentos e os equipamentos sociais e culturais existentes na escola ou no território em que ela está situada. Esse programa constitui-se de atividades integradas ao Currículo Escolar, que oportunizam a aprendizagem e visam ampliar a formação do aluno. O atendimento do programa é para alunos que se encontram em
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    situação de vulnerabilidadesocial, bem como para as necessidades socioeducacionais, considerando o contexto social descrito no Projeto Político Pedagógico da Escola e o baixo IDEB. A oferta das Atividades Complementares Curriculares em Contraturno foi regulamentada na Resolução n.º 1.690/2011 e na Instrução n.º 007/2012- SEED/SUED, e deve estar contemplada nos projetos político-pedagógicos, garantindo desta forma a continuidade das atividades. Para tanto, é necessário que a escola estabeleça critérios de avaliação das atividades complementares ofertadas, observando os benefícios para a comunidade escolar. As Atividades Complementares Curriculares em Contraturno estão organizadas nas áreas do conhecimento, articuladas aos componentes curriculares, nos seguintes Macrocampos: Aprofundamento da Aprendizagem, Experimentação e Iniciação Científica, Cultura e Arte, Esporte e Lazer, Tecnologias da Informação, da Comunicação e uso de Mídias, Meio Ambiente, Direitos Humanos, Promoção da Saúde, Mundo do Trabalho e Geração de Rendas. Por meio desse programa, cada escola pode propor uma atividade de ampliação de jornada por modalidade de ensino, cujo objetivo é:  promover a melhoria da qualidade do ensino por meio da ampliação de tempos, espaços e oportunidades educativas em contraturno, na escola ou no território em que ela está situada, a fim de atender às necessidades socioeducacionais dos alunos;  ofertar atividades complementares ao currículo escolar vinculadas ao Projeto Político Pedagógico da Escola, respondendo às demandas educacionais e aos anseios da comunidade;  possibilitar maior integração entre alunos, escola e comunidade, democratizando o acesso ao conhecimento e aos bens culturais. Atualmente oferta-se (01) uma turma, de Língua Portuguesa/Literatura em contraturno, no período Matutino na sexta-feira, das 7:30h às 11:45h. A oferta das Aulas Especializadas em Treinamento Esportivo – AETE esta regulamentada pela Instrução Nº012/2014 – SUED, que orienta a oferta de Atividades da Educação Integral em Jornada Ampliada, para as instituições da rede pública estadual de ensino.
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    As Aulas Especializadasem Treinamento Esportivo – AETE tem por objetivo desenvolver e identificar talentos esportivos no contexto da escola, formar e organizar equipes esportivas e participar dos Jogos Escolares do Paraná e outros eventos similares, promovidos pela Secretaria de Estado da Educação e/ou comunidade. Tem por objetivo:  Possibilitar aos alunos da Rede Pública Estadual de Ensino o acesso à prática esportiva nas diversas modalidades ofertadas, visando o pleno desenvolvimento de suas habilidades específicas, de acordo com sua idade;  Promover a descoberta e desenvolvimento de talentos esportivos no âmbito da escola;  Possibilitar a formação de equipes competitivas para a participação nos Jogos Escolares do Paraná e outros eventos similares. É fato que a prática de esportes beneficia as pessoas e até mesmo a sociedade, pois reduz a probabilidade de aparecimento de doenças, contribui para a formação física e psíquica dos sujeitos, além de desenvolver e melhorar tais formações. É neste processo que o esporte mostra sua grande contribuição à sociedade. Logo, com base nas Diretrizes Curriculares para a Educação Básica do Estado do Paraná e obedecendo aos critérios dispostos na Instrução nº 004/2011, emitida pela SUED/SEED, o Colégio Estadual do Campo Olavo Bilac EFM passou a ofertar, a partir de 2012, treinamento esportivo na modalidade vôlei e futsal. A escolha por essa modalidade se deu através de pesquisa com os alunos e disponibilidade de profissionais para assumirem o compromisso com a atividade. Os treinos acontecem no contraturno em que os alunos estão matriculados: nas terças e quintas-feiras no período matutino, das 08:00h às 11:40h, sendo das 08:00 às 9:50h treinamento de futsal e das 10:00h às 11:40h treinamento de voleibol. Os alunos que participam dessa atividade complementar curricular estão regularmente matriculados no sistema SERE e frequentando as aulas.
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    1.6 - INSTÂNCIASCOLEGIADAS 1.6.1 - APMF Associação de Pais, Mestres e Funcionários, e similares (pessoa jurídica de direito privado), é um órgão de representação dos pais e profissionais do estabelecimento, não tendo caráter político partidário, religioso, racial e nem fins lucrativos, não sendo remunerados os seus Dirigentes e Conselheiros, sendo constituído por prazo indeterminado. Esse elo de ligação constante entre pais, professores e funcionários com a comunidade, prima também pela busca de soluções equilibradas para os problemas coletivos do cotidiano escolar, dando suporte à direção e à equipe, visando o bem-estar e formação integral dos alunos. Todos os envolvidos no processo são igualmente responsáveis pelo sucesso da educação gratuita e com qualidade nas escolas públicas estaduais do Paraná. As associações de pais, mestres e funcionários tiveram, até agosto de 2008, o apoio e o acompanhamento da Secretaria de Estado da Educação, por meio da Coordenação de Assuntos da Comunidade Escolar (Cace). Agora, tal trabalho é realizado pela Coordenação de Gestão Escolar (CGE), que, através dos trabalhos de capacitação que vem desenvolvendo, tem conscientizado a comunidade sobre a importância de ir às escolas para discutir, participar, colaborar e avaliar as decisões coletivas. 1.6.2 - CONSELHO DE CLASSE É órgão colegiado de natureza consultiva e deliberativa em assuntos didático-pedagógicos, fundamentado no Projeto Político Pedagógico da escola e no Regimento Escolar. É o momento em que professores, equipe pedagógica e direção se reúnem para discutir, avaliar as ações educacionais e indicar alternativas que busquem garantir a efetivação do processo de ensino e aprendizagem dos estudantes. O Conselho de Classe pode ser organizado em três momentos: a) Pré-conselho: levantamento de dados do processo de ensino e disponibilização aos conselheiros (professores) para análise comparativa do desempenho dos estudantes, das observações, dos
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    encaminhamentos didático-metodológicos realizadose outros, de forma a dar agilidade ao Conselho de Classe. É um espaço de diagnóstico. b) Conselho de Classe: momento em que todos os envolvidos no processo se posicionam frente ao diagnóstico e definem em conjunto as proposições que favoreçam a aprendizagem dos alunos. c) Pós-conselho: momento em que as ações previstas no Conselho de Classe são efetivadas. As discussões e tomadas de decisões devem estar respaldadas em critérios qualitativos como: os avanços obtidos pelo estudante na aprendizagem, o trabalho realizado pelo professor para que o estudante melhore a aprendizagem, a metodologia de trabalho utilizada pelo professor, o desempenho do aluno em todas as disciplinas, o acompanhamento do aluno no ano seguinte, as situações de inclusão, as questões estruturais, os critérios e instrumentos de avaliação utilizados pelos docentes e outros. Cabe à equipe pedagógica a organização, articulação e acompanhamento de todo o processo do Conselho de Classe, bem como a mediação das discussões que deverão favorecer o desenvolvimento das práticas pedagógicas. 1.6.3 - CONSELHO ESCOLAR Representação de todos os segmentos que compõem a comunidade escolar, como: alunos, professores, pais ou responsáveis, funcionários, pedagogos, diretores e comunidade externa. Cada Conselho Escolar tem suas ações respaldadas através do seu próprio Estatuto, que normatiza a quantidade de membros, formas de convocação para as reuniões ordinárias e extraordinárias, como é realizado o processo de renovação dos conselheiros, dentre outros assuntos que competem a essa instância. Neste sentido, cabe aos conselhos escolares:  Deliberar sobre as normas internas e o funcionamento da escola;  Participar da elaboração do Projeto Político-Pedagógico;  Analisar e aprovar o Calendário Escolar no início de cada ano letivo;
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     Analisar asquestões encaminhadas pelos diversos segmentos da escola, propondo sugestões;  Acompanhar a execução das ações pedagógicas, administrativas e financeiras da escola e;  Mobilizar a comunidade escolar e local para a participação em atividades em prol da melhoria da qualidade da educação, como prevê a legislação. 1.6.4- GRÊMIO ESTUDANTIL O grêmio é uma organização sem fins lucrativos que representa o interesse dos estudantes e que tem fins cívicos, culturais, educacionais, desportivos e sociais. O grêmio é o órgão máximo de representação dos estudantes da escola. Atuando nele, você defende seus direitos e interesses e aprende ética e cidadania na prática. A Secretaria de Estado da Educação entende que toda representação estudantil deve ser estimulada, pois ela aponta um caminho para a democratização da Escola. Por isso, o Grêmio nas Escolas públicas deve ser estimulado pelos gestores da Escola, tendo em vista que ele é um apoio à Direção numa gestão colegiada. Os Grêmios Estudantis compõem uma das mais duradouras tradições da nossa juventude. Pode-se afirmar que no Brasil, com o surgimento dos grandes estabelecimentos de ensino secundário, nasceram também os Grêmios Estudantis, que cumpriram sempre um importante papel na formação e no desenvolvimento educacional, cultural e esportivo da nossa juventude, organizando debates, apresentações teatrais, festivais de música, torneios esportivos e outras festividades. As atividades dos Grêmios Estudantis representam para muitos jovens os primeiros passos na vida social, cultural e política. Assim, os Grêmios contribuem, decisivamente, para a formação e o enriquecimento educacional de grande parcela da nossa juventude. Em muitas Escolas, contrariando as leis vigentes e correndo grandes riscos, mantiveram as atividades dos Grêmios livres, que acabaram por se tornar importantes núcleos democráticos de resistência à ditadura. Com a
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    redemocratização brasileira, asentidades estudantis voltaram a ser livres, legais, ganhando reconhecimento de seu importante papel na formação da nossa juventude. Em 1985, por ato do Poder Legislativo, o funcionamento dos Grêmios Estudantis ficou assegurado pela Lei n. 7.398, como entidades autônomas de representação dos estudantes. 1.7 - HISTÓRICO DA ESCOLA Em 1958 surgiu a primeira escola na localidade de "Sr. Bom Jesus da Lapa”, hoje Ouro Verde do Piquiri. Naquela época não havia escola desde o Piquiri até a Penha. Com a emancipação do Município de Corbélia, os moradores da comunidade conquistaram a sua primeira escola denominada “Monteiro Lobato”. No ano de 1967, a Escola passou a ser chamada “Casa Escolar Olavo Bilac“ pelo decreto de criação nº 6.130 de 31/07/67, em homenagem ao famoso poeta Olavo Bilac. No ano de 1968, foi construída mais uma sala de aula, já que havia somente duas salas e o número de alunos havia aumentado. Nesse mesmo ano, a escola passou a ser estadual. No ano de 1970, foi construído um prédio de alvenaria que foi inaugurado no dia 12/07/1970. Em 1971 a escola passou a ser “Grupo Escolar Olavo Bilac”, pelo decreto nº 1287 pelo diário oficial do dia 31/12/71, a partir do ano de 1980 os alunos de 5ª e 6ª séries que era extensão do Ginásio Amâncio Moro passaram a pertencer a este Grupo Escolar e no ano seguinte a 7ª e 8ª séries. Neste mesmo ano o Grupo Escolar passou a se denominar Escola Estadual Olavo Bilac pela Resolução nº 947 de 05/04/82. No ano de 1967 foi nomeada pela portaria nº 5129 a Senhora Kimiko Saito, formada em Pedagogia e Ciências ficando no cargo de diretora até ano de 1982. No ano de 1983, foi nomeada a Senhora Luiza Wogt Damazio formada em História e Geografia ficando no cargo de Diretora até o ano de 1989. No ano de 1990 foi nomeada novamente pela Resolução nº023/90 a Senhora Kimiko Saito formada em Pedagogia e Ciências, ficando no cargo de Diretora até o ano de 1996.
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    No ano de1996 a Senhora Kimiko Saito passou o cargo de Diretora para o Senhor Antonio Neves Costa, formado em História e Geografia, no cargo de Diretor até o ano de 1999. No ano de 2000, passa a exercer o cargo de Diretora a Senhora Darlene Fernandes, sob a portaria 0551/00, formada em História e Geografia, no cargo de Diretora até o ano de 2000. No ano de 2001, o Senhor David Fachi, formado em Letras – Português e Inglês, assume o cargo de Diretor, permanecendo nele até 2003, quando foi então eleito para o biênio 2004/2005, reeleito em 2005 para o triênio 2006/2007/2008, e eleito novamente para o triênio de 2009/2010/2011, e novamente em 2011 foi reeleito para o triênio de 2012/2013/2014. Em 2015 conforme resolução nº3373/2015 foi eleito o Sr. David Fachi para o quadriênio 2016/2019. A Lei nº 11.274, de 6 de fevereiro de 2006, alterou a redação dos art. 29, 30, 32 e 87 da Lei nº 9.394,96 dispondo sobre a duração de 9 anos para o Ensino Fundamental, com matrícula obrigatória a partir dos 6 anos de idade. Assim, em conformidade com essa Lei, a partir do ano de 2012 a escola deixa de ofertar da 5ª a 8ª série e passa a ofertar do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental. No ano de 2008 teve início a primeira turma de Ensino Médio e a partir daí o estabelecimento passou a se chamar Colégio Estadual Olavo Bilac – Ensino Fundamental e Médio, conforme a Resolução nº 501/08 publicada no Diário Oficial do Estado no dia 07/05/08. O estabelecimento está situado à Travessa Diamante, 06 no Distrito de Ouro Verde do Piquiri, localizado à 22 quilômetros da sede do Município de Corbélia, Estado do Paraná, e há 46 quilômetros do Núcleo Regional de Educação de Cascavel. No ano de 2009 foi implantada a Sala de Recursos Multifuncional, através da Resolução 1684/09. No ano de 2011 o Colégio Estadual Olavo Bilac passa a ofertar o curso do CELEM, Ato Administrativo nº409/2010. Além disso, a partir do ano de 2012 a escola também passou a ofertar Atividades Curriculares Complementares no Contraturno, conforme segue: Hora Treinamento: modalidade vôlei, e no macro-campo meio ambiente, a escola oferta a atividade de horta e jardinagem.
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    No ano de2013 o Colégio passou a ofertar Atividades Curriculares Complementares em Contraturno conforme segue: Treinamento Especializado: modalidade Futsal, Literatura, também neste mesmo ano a o Colégio foi contemplado pelo Governo Federal para participação no projeto “Educando com a Horta e a Gastronomia no Paraná”, o que contribuiu para a mudança do perfil da instituição, a qual através da Resolução nº5705/13 passou a ser chamada de Colégio Estadual do Campo Olavo Bilac - Ensino Fundamental e Médio. A referida escola é mantida pelo Governo do Estado e atende alunos devidamente matriculados nos anos finais do Ensino Fundamental (6º ao 9º ano) e Ensino Médio do (1º ao 3º ano), com matriz curricular e calendário escolar anualmente aprovado pela Secretaria de Estado da Educação. Nesse contexto, considerada uma das escolas mais antigas do Município de Corbélia, o Colégio Estadual do Campo Olavo Bilac oferece no período vespertino o Ensino Fundamental de 6ª ao 9ª ano; no período noturno o Ensino Médio e no período matutino atende alunos na Sala de Recursos, CELEM e Atividades Complementares de Contraturno. 1.8 - OBJETIVOS GERAIS a) Possibilitar o acesso ao saber científico, elaborado historicamente pela humanidade; b) Proporcionar ao educando a formação necessária ao desenvolvimento de suas possibilidades, preparando-os para o exercício consciente da cidadania e a autorrealização; c) Auxiliar o educando a tomar consciência da realidade em que vive, para que nela atue de forma transformadora; d) Propiciar a aquisição dos instrumentos para a organização e socialização do conhecimento; e) Fortalecer a solidariedade, a tolerância e o respeito às diferenças culturais; f) Saber utilizar diferentes fontes de informação e recursos tecnológicos para construir o conhecimento científico;
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    g) Desenvolver osentimento de confiança e respeito de si mesmo, em suas capacidades afetiva, física, cognitiva, ética e social. h) Respeitar à diversidade do campo em seus aspectos sociais, culturais, ambientais, políticos, econômicos, de gênero, geracional e de raça e etnia; i) Viabilizar a permanência dos alunos respeitando suas características e necessidades próprias do campo em seu espaço cultural, sem abrir mão de sua pluralidade como fonte de conhecimento em diversas áreas em seu espaço de origem; j) Estimular a postura investigativa do professor a produzir material pedagógico que atenda às especificidades dos sujeitos do campo; k) Valorizar da identidade da escola e do homem do campo por meio de projetos pedagógicos com conteúdos curriculares e metodologias diferenciadas às reais necessidades dos alunos e da comunidade local. De acordo com os princípios do art. 3º da LDB, Lei 9.394/96 que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, o ensino será ministrado com base nos seguintes princípios: I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola; II - liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o saber; III - pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas; IV - respeito à liberdade e apreço à tolerância; V - coexistência de instituições públicas e privadas de ensino; VI - gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais; VII - valorização do profissional da educação escolar; VIII - gestão democrática do ensino público, na forma desta Lei e da legislação dos sistemas de ensino; IX - garantia de padrão de qualidade; X - valorização da experiência extra-escolar; XI - vinculação entre a educação escolar, o trabalho e as práticas sociais. XII - consideração com a diversidade étnico-racial. (Incluído pela Lei nº 12.796, de 2013).
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    1.8.1 – ASPECTOSLEGAIS O conceito de desenvolvimento humano concentra-se no alargamento das possibilidades de escolha e analisa todas as questões relativas a sociedade, desde o crescimento econômico, passando por emprego, até valores culturais, na perspectiva da pessoa humana. De acordo com essa concepção, a educação não deve ser encarada apenas como um meio de desenvolvimento, entre outros, mas como um dos elementos constitutivos e uma das finalidades essenciais desse desenvolvimento. Conforme Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental - Parecer Nº: CEB 04/98, aprovado em 29/01/98. I – as escolas deverão estabelecer, como norte de suas ações pedagógicas: a) os princípios éticos da autonomia, da responsabilidade, da solidariedade e do respeito ao bem comum; b) os princípios políticos dos direitos e deveres da cidadania, do exercício da criatividade e do respeito à ordem democrática; c) os Princípios Estéticos da Sensibilidade, da Criatividade, e da Diversidade de Manifestações Artísticas e Culturais. II – ao definir suas propostas pedagógicas, as escolas deverão explicitar o reconhecimento da identidade pessoal dos alunos, professores e outros profissionais e a identidade de cada unidade escolar e de seus respectivos sistemas de ensino. III – as escolas deverão reconhecer que as aprendizagens são constituídas na interação entre os processos de conhecimento, linguagem e efetivos, com consequência das relações entre as distintas identidades dos vários participantes do contexto escolarizado, através de ações inter e intra – subjetivas, as diversas experiências de vida dos alunos, professores e demais participantes do ambiente escolar, expressas através de múltiplas formas de dialogo, devem contribuir para a constituição de identidade de afirmativas, persistentes e capazes de protagonizar ações solidárias e autônomas de constituição de conhecimentos e valores indispensáveis à vida cidadã. Conforme a LDB art. 32 O ensino fundamental, com duração mínima de nove anos, é obrigatório e gratuito na escola pública, terá por objetivo a formação básica do cidadão, mediante os seguintes objetivos:
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    I – odesenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meios básicos o pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo; II – a compreensão do ambiente natural social, do sistema político, da tecnologia, das artes e dos valores em que se fundamenta a sociedade; III – o desenvolvimento da capacidade de aprendizagem, tendo em vista a aquisição de conhecimentos e habilidades e a formação de atitudes e valores; IV – o fortalecimento dos vínculos de família, dos laços de solidariedade humana e de tolerância recíproca em que se assenta a vida social; § 1º É facultado aos sistemas de ensino desdobrar o ensino fundamental em ciclos. § 2º Os estabelecimentos que utilizam progressão regular por série podem adotar no ensino fundamental o regime de progressão continuada, sem prejuízo da avaliação do processo de ensino-aprendizagem, observadas as normas do respectivo sistema de ensino. § 3º O ensino fundamental regular será ministrado em língua portuguesa, assegurada às comunidades indígenas a utilização de suas línguas maternas e processos próprios de aprendizagem. § 4º O ensino fundamental será presencial, sendo o ensino a distâncias utilizado como complementação da aprendizagem ou em situações emergenciais. 1.8.2 – ASPECTOS SOCIAIS É importante compreender a função social da Escola, uma de nossas instituições sociais mais antigas. Pode-se dizer que mudaram as formas de convivência, os valores e os conhecimentos necessários às novas gerações, mas não mudou o fato de que toda sociedade complexa possui uma instituição própria, voltada para a socialização, transmissão e produção dos saberes considerados necessários a determinado tempo e lugar. O Colégio Estadual do Campo Olavo Bilac – Ensino Fundamental e Médio apresenta–se como um espaço de convivência social, em que pessoas cooperam, constroem suas identidades, preservam suas especialidades culturais e respeitam o pluralismo.
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    Para isso, procuraatender a necessidade de se planejar currículos educacionais flexíveis que possam abranger seus variados tipos de alunado e que possam, ao mesmo tempo, oferecer o mesmo conteúdo curricular, sem perda da qualidade do ensino e da aprendizagem. Nessa construção do conhecimento, procurará, conhecendo melhor os alunos, elaborar novos projetos, redefinir objetivos, buscar conteúdos significativos e novas formas de avaliar, que resultem em propostas metodológicas inovadoras, dando condições para o desenvolvimento dos processos de ensino-aprendizagem dos educandos. Procurará garantir o acesso e a permanência do jovem na escola para eliminar de vez, o analfabetismo, a exclusão social e a marginalidade. Lutará para criar mecanismos de formação continuada aos professores, capacitando- os para a educação inclusiva. Para criar cultura, visará melhorar as condições físicas para a escola, dotando-a de recursos didáticos e ampliando as possibilidades de uso das tecnologias da comunicação e da informação. Buscará estimular, de fato, o envolvimento e a participação democrática e efetiva da comunidade e dos pais nas diferentes instâncias do sistema educativo e, especialmente, criará mecanismos que favorecerão e seu envolvimento no projeto educativo da escola. Dentro dos princípios da escola inclusiva, entendida como aquela que, além de acolher todas as crianças e jovens, garante uma dinâmica curricular que contemple mudar o caráter discriminatório do fazer pedagógico, a partir das necessidades dos alunos, o Colégio Estadual do Campo Olavo Bilac procurará atender os objetivos da LDB. 1.8.3 - OBJETIVOS DA EDUCAÇÃO NO CAMPO  Contribuir para o fortalecimento de uma efetiva Política Pública de Educação do e no Campo no Estado do Paraná, tendo os Territórios como espaços constituídos de debate e tendo as Diretrizes de Educação do Campo como referência.  Conhecer a origem e a concepção que identifica a Educação do Campo para fortalecer o debate em torno de propostas político-pedagógicas das
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    escolas do campo,visualizando formas de articulação com as demais políticas que possibilitem desenvolver esta concepção de Educação.  Problematizar a relação Campo, Política Pública e Educação do Campo de forma a ampliar o debate do direito à escolarização dos Sujeitos do Campo, expressa nas Diretrizes Nacionais e Estaduais da Educação do Campo, assegurando formas de implementação.  Envolvimento e parcerias entre APMF (Associação de Pais, Mestres e Funcionários), Conselho Escolar, sindicatos de trabalhadores e trabalhadoras rurais, associações rurais e secretarias municipais e estaduais.  Valorização da história da trajetória das entidades sindicais que defendam e lutam pela permanência do das famílias no campo.  Valorização da cultura do campo.  Ressignificação da dignidade dos sujeitos do campo.  Valorização das diversas manifestações culturais dos sujeitos do campo.  Priorizar, em todos os níveis de ensino, a implantação do ensino de tempo integral/regime de alternância nas Escolas do Campo, com adequação na estrutura física.  Promover intercâmbio entre Escola do Campo e escola urbana (troca de experiência da relação campo-cidade).  Garantir no Projeto Político Pedagógico (PPP) e regimento escolar a Educação do Campo em todas as escolas estaduais e municipais.  Construir propostas que ressignifique e fortaleçam a identidade cultural dos jovens do campo, abrindo espaços de debate e intensificando a formação na perspectiva de possibilitar uma nova leitura de mundo, tendo como ponto de partida a realidade de seus sujeitos, contemplando as dimensões humanas e técnicas. 1.8.4 - OBJETIVOS DO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO  Compreender a cidadania como participação social e política, assim, como exercício de direitos e deveres políticos, civis e sociais, adotando, no dia-a-dia, atitudes de solidariedade, cooperação e
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    repúdio às injustiças,respeitando o outro e exigindo para si o mesmo direito.  Posicionar-se de maneira crítica, responsável e construtiva nas diferentes situações sociais, utilizando o diálogo como forma de mediar conflitos e de tomar decisões coletivas.  Conhecer e valorizar a pluralidade do patrimônio sócio-cultural brasileiro, bem como aspectos sócio-culturais.  Desenvolver o conhecimento ajustado de si mesmo e o sentimento de confiança em suas capacidades efetivas, físicas, cognitivas, éticas, de inter-relação pessoal e de inserção social, para agir com perseverança na busca de conhecimento e no exercício da cidadania.  Saber utilizar diferentes fontes de informação e recursos tecnológicos para adquirir e construir conhecimentos.  Questionar a realidade formulando-se problemas e tratando de resolvê-los, utilizando para isso o pensamento lógico, a criatividade, a intuição, a capacidade de análise crítica, selecionando procedimentos e verificando sua adequação. Os objetivos do Ensino Médio são verticalizados, isto é, compete a esse nível de ensino aprofundar e consolidar os conhecimentos adquiridos no nível anterior, preparando o aluno para a continuação de sua aprendizagem. 1.9 - ESTÁGIO NÃO OBRIGATÓRIO O estágio não obrigatório é uma atividade curricular desenvolvida pelo estudante, de caráter opcional, prevista no projeto político pedagógico de cada curso e que busca enriquecer a formação acadêmica. É ato educativo escolar supervisionado, desenvolvido no ambiente de trabalho, que visa à preparação para o trabalho produtivo de educandos que estejam frequentando o ensino regular em instituições de educação superior, de educação profissional, de ensino médio, da educação especial e dos anos finais do ensino fundamental, na modalidade profissional da educação de jovens e adultos. O estágio visa ao aprendizado de competências próprias da atividade profissional e à
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    contextualização curricular, objetivandoo desenvolvimento do educando para a vida cidadã e para o trabalho. O estágio prevê que a carga horária do estágio não deve exceder a 06 (seis) horas diárias e 30 (trinta) horas semanais, no caso de estudantes do ensino superior, da educação profissional de nível médio e do ensino médio regular, e ainda, 04 (quatro) horas diárias e 20 (vinte) horas semanais, no caso de estudantes de educação especial e dos anos finais do ensino fundamental, na modalidade profissional de educação de jovens e adultos. 1.10 - PROPOSTA DE FORMAÇÃO CONTINUADA A proposta de Formação Continuada acontece do âmbito de Estado, oferecida pela Secretaria de Educação e Núcleo Regional de Educação através das capacitações, grupos de estudos, simpósios, jornadas pedagógicas, seminários regionais, Formação e ação e outros. É ofertada também a Proposta de formação continuada aos funcionários da escola, do setor administrativo e serviços gerais. O Colégio realiza com os professores estudos dirigido de textos, visando a construção da identidade da escola e o desenvolvimento teórico, à implementação prática. 1.11 - PROPOSTA DA ORGANIZAÇÃO DA HORA ATIVIDADE Neste Estabelecimento de Ensino a Hora Atividade é realizada individualmente, respeitando o horário normal de aulas. Ela é destinada a todos os professores e deverá ser cumprida a carga horária em atividades relacionadas a docência para que o professor possa preparar aula, correção de trabalhos e avaliações, atendimento aos pais, atividades de estudo e outras correlatas a sua função. A escola tem pretensão que a hora atividade dos professores seja realizada por disciplina conforme Instrução 08/2015 SEED/SUED para o melhor aproveitamento de estudo do professor. Porém, isso ainda não foi possível em função da distribuição das aulas para os profissionais que não tem padrão físico na escola.
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    A Equipe Pedagógicaaproveita esse momento para sugerir, orientar possíveis soluções às necessidades dos professores e dos educandos, através de textos dirigidos, reflexões e discussão. Procura-se fazer a elaboração de ações pedagógicas bimestrais, compartilhar experiências a fim de melhorar as ações pedagógicas com o registro de todas as informações. Esse é um momento para o professor planejar suas aulas, fazer correção das atividades realizadas pelos seus alunos e pesquisar sobre os conteúdos propostos. 1.11.1 – CRONOGRAMA TEMAS AÇÕES CRONOGRAMA OBJETIVOS GERAIS  Promover a atuação conjunta dos profissionais da escola nos diferentes turnos. Durante todo o ano letivo  Desenvolver ações coletivas no sentido de superação dos problemas. Durante todo o ano letivo  Garantir uma educação de qualidade, como um direito inalienável do educando. Durante todo o ano letivo  Promover o diálogo aberto escola-família na solução dos problemas com vistas as sugestões no intercâmbio das relações. Bimestral  Contribuir para uma ação articulada de todos os envolvidos com a realidade da escola. Durante todo o ano letivo  Acompanhar o processo de ensino-aprendizagem atuando junto ao corpo docente, alunos e pais no sentido de analisar os resultados da aprendizagem com vistas a sua melhoria. Bimestral OBJETIVOS ESPECÍFICOS ESCOLA  Construção e implementação do Projeto Político Pedagógico. Durante todo o ano letivo  Organização do Trabalho Pedagógico no coletivo da escola: - Espaço e tempo Escolar; - Organização Prática Pedagógica. Durante todo o ano letivo  Organizar turmas, calendário letivo, distribuição das aulas e disciplinas, horário semanal de aulas, disciplinas Início do Ano Letivo
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    e recreio.  Planejare organizar espaços e tempos da escola para projetos de recuperação de estudos. Bimestral  Organizar a hora atividade do professor para estudo, planejamento e reflexão do processo de ensino e aprendizagem. Início do Ano Letivo e Bimestral  Implementar a proposta curricular da escola de acordo com as políticas educacionais da SEED/PR e com as Diretrizes Curriculares Nacionais e Diretrizes Curriculares Estaduais. Durante todo o ano letivo CORPO DOCENTE  Subsidiar o corpo docente na elaboração e implementação do Plano de Trabalho Docente, propondo alternativas metodológicas a partir de reflexões coletivas. Durante todo o ano letivo  Promover encontros e reuniões com temas relevantes identificados a partir da observação e análise da realidade escolar que efetivem a proposta pedagógica da escola - reunião pedagógica. Bimestral  Estimular o uso dos recursos tecnológicos disponíveis na escola. Durante todo o ano letivo  Auxiliar os professores na escolha e utilização dos procedimentos e recursos didáticos que melhor atendam os objetivos propostos. Durante todo o ano letivo  Monitoramento das Atividades Práticas de Laboratório. Durante todo o ano letivo  Apoiar e subsidiar a elaboração e implementação de projetos desenvolvidos. Durante todo o ano letivo  Analisar e refletir sobre o sistema de avaliação promovendo ações de melhoria no processo ensino aprendizagem. Bimestral  Identificar as dificuldades dos alunos e buscar soluções conjuntas para os mesmos. Durante todo o ano letivo  Auxiliar o professor no uso dos materiais de apoio pedagógico. Durante todo o ano letivo
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     Elaborar umconselho de classe que forneça dados e informações relevantes no processo de ensino e aprendizagem, bem como colher dados e informações significativas que subsidiem o trabalho com o aluno. Bimestral  Acompanhar os professores da Sala de Recursos, dando suporte ao mesmo. Durante todo o ano letivo ALUNOS  Proporcionar meios de interação com as tecnologias existentes na escola. Durante todo o ano letivo  Colher dados e pesquisas que auxiliem o trabalho junto ao aluno. Durante todo o ano letivo  Acompanhar e apoiar os alunos no desenvolvimento de projetos e ações educativas. Durante todo o ano letivo  Observar de forma sistemática e assistemática o desempenho do aluno, com a finalidade de agir de forma preventiva. Durante todo o ano letivo  Prevenção e acompanhamento da evasão escolar. Durante todo o ano letivo  Promover dinâmicas de grupo para socialização e desenvolvimento de valores. Bimestral  Acompanhar o rendimento escolar com vistas à sua melhoria e registrar em fichas próprias o desempenho da turma e individual, bem como comportamentos inadequados, tendo como premissa reverter os casos de baixo rendimento e analisar e promover a integração do aluno. Bimestral e Semestral  Proporcionar momentos de reflexões que melhorem o relacionamento aluno-aluno e aluno-professor e propiciar condições de acesso e permanência na escola. Bimestral  Palestra de incentivo aos estudos. Semestral  Atendimento a alunos com dificuldades de aprendizagem, com a sua inclusão no processo educativo. Durante todo o ano letivo  Recuperação paralela. Durante todo o ano letivo
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     Acompanhar egarantir o desenvolvimento na Sala de Recursos. Durante todo o ano letivo FAMÍLIA  Promover palestras e encontros com temas de interesse educativo. Bimestral  Apresentar á comunidade escolar do Projeto Político Pedagógico, reformulado bem como os projetos a serem realizados no decorrer do ano letivo. Semestral  Realizar bimestralmente reuniões junto aos pais, para análise e discussões dos resultados, na busca de novas propostas para a melhoria da aprendizagem. Bimestral  Buscar sempre parcerias entre a escola e comunidade nos projetos e ações desenvolvidos pela escola. Durante todo o ano letivo  Orientar a família sobre os procedimentos dos pais na melhoria do rendimento escolar do aluno. Bimestral  Informar sobre a freqüência e o rendimento escolar, bem como analisar os dados com vistas à sua melhoria. Bimestral  Promover ações culturais que aproximem a família da escola. Durante todo o ano letivo  Estimular o diálogo aberto na solução de problemas, com vistas a sugestões no intercambio das relações. Durante todo o ano letivo  Colher dados e pesquisas para melhoria e aprofundamento de questões relativas ao processo ensino aprendizagem. Bimestral METODOLOGI AS  Reuniões Pedagógicas previstas no calendário para estudo e reflexões com os temas: Diretrizes curriculares, avaliação, metodologias, etc. Bimestral  Reunião quinzenal entre a equipe pedagógica. Quinzenal  Conselho de Classe. Bimestral  Acompanhamento da hora atividade Durante todo o ano letivo  Parada pedagógica (para tratar temas emergenciais). Bimestral  Elaboração de gráficos do rendimento escolar. Bimestral
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     Reunião depais por bimestre com enfoque na melhoria do rendimento escolar. Bimestral  Palestra para pais com o tema: “O papel da família na aprendizagem do aluno”. Semestral  Palestra com toda a comunidade escolar - família, professores, funcionários da secretaria e de serviços gerais. Semestral  Atendimento e entrevistas com alunos e pais sempre que necessário. Durante todo o ano letivo  Observação sistemática e assistemática de atitudes e comportamento dos alunos para as intervenções necessárias. Durante todo o ano letivo  Encontros periódicos com os professores da Sala Recursos para avaliação e consequente melhoria das atividades. Durante todo o ano letivo AVALIAÇÃO  A avaliação consiste num trabalho progressivo e cooperativo entre a direção, equipe pedagógica e corpo docente, integrados nos problemas que interferem no processo ensino-aprendizagem, para dar-lhes solução adequada. Esta avaliação contínua e progressiva será feita através de uma analise do plano elaborado, para verificar se os objetivos foram alcançados, observações diretas e indiretas de todas as atividades desenvolvidas, visitas, conversas, reflexões e conclusão dos dados coletados. Durante todo o ano letivo  O alcance dos objetivos deste plano, a melhoria do processo ensino-aprendizagem e o processo dos alunos não dependem somente da atuação do coordenador pedagógico, mas também, do apoio da direção da escola, da aceitação e esmero dos professores, do desempenho dos demais funcionários, do estabelecimento e a parceria e comprometimento da família. Durante todo o ano letivo
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    1.12 – CARACTERIZAÇÃODA COMUNIDADE A Sociedade Brasileira, tanto a nível nacional como estadual passa por momentos de transformações que marcam por competições e injustiças com grande diversidade, onde o capitalismo predomina e a exclusão social se faz presente deixando de lado muitos seres humanos que almejam alcançar seus objetivos, mas são barrados pela corrupção, violência, má distribuição de renda, falta de moradia e de emprego. O município de Corbélia está localizado a oeste do Estado do Paraná a 28 km do município de Cascavel onde se encontra o Núcleo Regional de Educação. Sua população é de aproximadamente 16.312 habitantes segundo censo de 2010, sendo pouco mais de 2.337 pessoas vivem na área rural. O índice de desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) é de 0,738. O município tem grande contingente populacional de crianças e adolescentes estes chegam a ser 31,5% da população. Dessa maneira, 2,6% da população economicamente ativa não apresentam rendimentos e somente 0,9% apresentam rendimentos acima de 10 salários mínimos. Corbélia era um município eminentemente agrícola, a partir da década de 90 o município começou a desenhar novo perfil econômico no setor de serviços e indústria. Fonte: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA. A realidade da escola que tem como objetivo transformar a realidade muitas vezes se sente incapaz de solucionar os problemas, mas assim mesmo ela é conscientizadora e procura uma maneira de articular o processo de mudança para que sua clientela lute por um mundo melhor em prol da justiça, igualdade e direito a todos e acima de tudo pelo humanístico e sejam cidadãos críticos de forma positiva.
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    O Colégio Estadualdo Campo Olavo Bilac - EFM trabalha com o aprofundamento e intensificação das relações com a comunidade, promovendo a integração dos diversos espaços educacionais, tendo como objetivo criar ambientes culturais diversificados que contribuam para o conhecimento e para a aprendizagem da vida em comunidade e sendo o corpo docente e discente desta escola parte de um país multi-étnico e pluricultural, faz-se necessário garantir-lhes o direito de aprender e ampliar conhecimentos, sem serem este estabelecimento de Ensino, ao tomar para si o objetivo de formar sujeitos na sociedade, buscará eleger, como objeto de ensino, conteúdos científicos historicamente sistematizados pela humanidade. 1.13 – CARACTERIZAÇÃO DOS ESTUDANTES Os alunos apresentam características bem diversificadas, alguns demonstram bastante interesse e dedicação no cumprimento das responsabilidades escolares, no entanto uma pequena parcela apresenta dificuldades em respeitar regras, tal dificuldade interfere diretamente no desenvolvimento escolar. É importante também a quantidade de alunos que apresentam dificuldade de aprendizagem, alguns já estão avaliados, tem laudo médico e frequentam Sala de Recursos, outros estão em processo de avaliação. Feito o levantamento de dados dos alunos do Ensino Fundamental desta escola, contatou-se que a maioria dos educandos moram com pai e mãe, ou seja, 61%, moram com somente com a mãe, ou com o pai, ou com os avós 39%, 100% são solteiros, 65% consideram-se de cor parda, 25% branca e 10% preta. Feito o levantamento de dados dos alunos do Ensino Médio desta escola, contatou-se que a maioria dos educandos moram com pai e mãe, ou seja, 94%, moram com somente com a mãe ou com o pai ou com os avós 6%, 96% são solteiros, 48% consideram-se de cor parda, 48% branca e 4% preta. Em relação às características dos alunos, a primeira questão revela que 42% dos alunos matriculados são meninas, e 58% são meninos. A religião predominante na comunidade é a católica, tendo 85% dos alunos se manifestado católicos, enquanto apenas 15% se dizem evangélicos. Em relação à naturalidade, observamos que 65% dos alunos nasceram em municípios da região. Isso se deve ao fato de a escola ser localizada em
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    um distrito rural,que não conta com hospital. E também, por conta de uma praça de pedágio, que divide a sede do município e o distrito, obrigando muitos moradores dessa localidade a se dirigem (frequentarem) outras cidades vizinhas. Apesar disso, 8,82% dos alunos são naturais do município e sempre moraram nele e 2,94% também são naturais, mas já moraram em outras localidades. Do total de alunos matriculados no Colégio Estadual do Campo Olavo Bilac – EFM, 97% disseram que seus pais sabem ler e escrever, 2% disseram que apenas um deles (pai ou mãe) sabe ler e escrever e 1% afirmou ter o pai e/ou a mãe analfabetos. Os dados a seguir nos revelam que, em relação à escolaridade dos pais 28% estudaram apenas as séries iniciais do ensino fundamental (1ª a 4ª série), 18% estudaram até as séries finais (5ª a 8ª), 35% chegaram ao ensino médio e 4% tem curso superior concluído. Em relação à escolaridade das mães, 19% estudaram só as séries iniciais do ensino fundamental, 37% estudaram as séries finais (6º ao 9º ano), 25% concluíram o ensino médio, 6% concluíram curso superior e 6% das mães tem curso de pós-graduação. Sobre as características dos domicílios, conforme os dados apresentados acima, 18% dos alunos moram com até três pessoas, 80% residem em domicílios com até seis pessoas e 2% moram com mais de seis pessoas. 65% dos alunos afirmaram morar em domicílios próprios, já pagos, 7% disseram estar pagando o domicílio próprio, 10% afirmaram pagar aluguel e outros 18% afirmaram morar em casas cedidas pelos patrões de seus pais, em sítios, chácaras e fazendas. Ao questionar quantos cômodos compõem suas residências, 8% dos alunos disseram ter até três cômodos, 30% disseram ter entre quatro e seis cômodos em seus lares, e 62% afirmaram ter mais de seis cômodos. Sobre o material predominante nas paredes, 60% afirmaram ser de alvenaria com revestimento, 8% alvenaria sem revestimento, 31% disseram que as paredes são de madeira e 1 % afirmaram ser de outro material. Todos os alunos (100%) afirmaram ter energia elétrica em suas residências e apenas 98% disseram ter água encanada.
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    Em relação aolixo dos domicílios, 68% disseram ser coletados diretamente por serviço de limpeza, 6% disseram ser colocado em caçamba de serviço de limpeza, 24% afirmaram que o lixo é queimado e 2% disseram o lixo em seu domicílio é enterrado na propriedade. Conforme esses dados, podemos perceber que a maioria das famílias sabe o destino correto do lixo, deixando de poluir o meio ambiente por conta disso. Sobre os equipamentos elétricos e utensílios domésticos, 97% disseram ter televisão, rádio e geladeira, 93% afirmaram ter máquina de lavar, 96% disseram ter telefone celular e 8% disseram ter telefone fixo, 51% afirmou ter computador e 49% disseram ter computador com acesso à internet. Quanto ao emprego das pessoas com quem os alunos entrevistados residem, 52% afirmaram que apenas um tem emprego e 48% disseram que todos tem emprego. Assim, 36% afirmaram que apenas uma pessoa ajuda a compor a renda familiar, 48% disseram que são duas pessoas, 12% afirmaram que são até três pessoas e 4% disseram ser mais de três pessoas que contribuem com a renda familiar. Nesse contexto ainda, 22% dos alunos revelou que a renda familiar é de até R$ 600,00, 13% até R$ 1500,00, 45% afirmaram ter renda até R$ 2700,00 e 20% disseram que a renda familiar mensal é superior a R$ 3000,00. Após análise dos dados coletados e também de acordo com as informações prestadas no ato da matrícula, podemos concluir que a maioria dos pais dos nossos alunos mora junto com os filhos e um grande percentual tem outras pessoas morando com a família. As famílias, na sua maioria, são formadas em média por quatro pessoas. Assim, a renda mensal gira em torno de três a quatro salários mínimos, o que mostra um nível econômico razoável. Como já mencionado anteriormente, a maioria dos pais de nossos alunos trabalham com a agricultura e alguns na Copacol e Coopavel – Cooperativa do município vizinho de Cafelândia e Cascavel. As mães cuidam do lar, porém há um número significativo de empregadas domésticas e trabalhadoras da Copacol e Coopavel.
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    Temos 65% defamílias onde pelo menos uma pessoa trabalha com a agricultura, porém nem todas moram na zona rural. Quase metade deste percentual mora no Distrito de Ouro Verde do Piquiri. Esta constatação indica a necessidade de ofertarmos a Educação do Campo, tema este que já está inserido nos planejamentos didático-pedagógicos de todas as disciplinas do Ensino Fundamental e também nas Atividades Curriculares Complementares no Contraturno, no macro-campo Meio Ambiente. O grau de escolaridade de nossos pais centra-se no ensino fundamental, motivo este que faz com que a grande maioria esteja consciente da importância da escola para o desenvolvimento dos filhos no futuro. Diante disso, podemos afirmar que a participação das famílias no cotidiano escolar é relativamente alto. Como em sua localidade, o setor de atividade econômica que se destaca é o setor primário, a maioria dos pais trabalha na agricultura, como produtor rural, trabalhadores volantes e assalariados. O índice de reprovação e evasão é consideravelmente baixo, graças o trabalho feito junto à comunidade de incentivo e valorização a qualidade do ensino oferecido. Todos os setenta e cinco alunos atualmente matriculados no Ensino Fundamental e Médio em nosso estabelecimento são interessados, criativos, se comprometem com o aprendizado e com a boa convivência entre os profissionais da escola. A escola, dentro das condições possíveis, oferece aos alunos estrutura física adequada. No entanto, no que diz respeito a livros para leitura, pesquisa, material didático e pedagógico o acervo é bastante limitado. O índice de reprovação e evasão nos últimos dois anos foi nulo. Há, porém, um número significativo de alunos que solicitam transferência, por mudança de endereço. Os pais procuram emprego em outros lugares, devido à falta de oportunidade de emprego na comunidade, e os filhos precisam os acompanhar até o novo local de moradia. Há matrícula de alunos com necessidades especiais (físicas ou mentais), com distúrbios de aprendizagem, deficiência.
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    1.14 – CARACTERIZAÇÃODOS PROFISSIONAIS DA INSTITUIÇÃO O corpo docente e administrativo da escola são profissionais com formação e especialização, estão frequentemente se aperfeiçoando com formação continuada. Superando as dificuldades encontradas, todos os profissionais da educação da escola, trabalham juntos, somando as qualidades trazidas por cada um, dedicando-as na construção do conhecimento. NOME FUNÇÃO E.F. E.M. ACCC VINC. FORMAÇÃO Alessandra Cassanelli Professora X REPR Letras/Inglês Alessandro Professora X REPR Física Angela Maria Hotz Follmann Professora X QPM Biologia Cláudia Drzenicki Martins Professora X REPR História Cleci Maria Sachet Professora X X QPM Letras/Inglês Diene Bontempo Garcia Pedagoga X REPR Pedagogia Edimara Zanatta Professora X QPM Ped./Filosofia Edson Cleyton Hasper Pedagogo X QPM Pedagogia Fernando Mateus da Silveira Professor X QPM Química Ivana Salete C. Bassani Professora X X REPR Biologia Izaias Salvador Professor X REPR Sociologia Jéssica Fernanda dos Santos Professora X X X QPM Educ. Física Jocielly Marques de Oliveira Citon Rozzi Professora X QPM Letras/Espanh ol José do Carmo Marcelino Professor X X QPM Matemática Luana Bontempo Professora X X REPR Matemática Nadia Machke Professora X QPM Letras/Inglês Mylena Miryan Konrad Professora X REPR Letras/Espanh ol Paulo Braz de Oliveira Professor X X QPM Arte Rafael Rodrigues Leite Professor X QPM Educ. Física Romildo Moraes da Cruz Pedagogo X REPR Pedagogia
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    Suzana Heringer daSilva Professora X X QPM Geografia Zilda Amaro da Silva Souza Professora X X QPM Pedagogia 1.15 - SALA DE RECURSOS MULTIFUNCIONAL TIPO I Além do trabalho na sala de aula regular, os alunos com necessidades educacionais especiais são atendidos na Sala de Recursos Multifuncionais Tipo I, cuja programação observa as áreas do desenvolvimento (cognitiva, motora, socioafetiva-emocional) de forma a subsidiar os conceitos e conteúdos defasados no processo de aprendizagem, para atingir o currículo da sala de aula regular. Os conteúdos pedagógicos das séries iniciais são trabalhados com metodologia e estratégias diferenciadas. Os alunos que são atendidos apresentam problemas de aprendizagem significativos, distúrbios de aprendizagem e deficiência intelectual. O horário de atendimento ocorre em período de contraturno ao que o aluno está matriculado e frequentando a sala de aula regular. O atendimento é feito individualmente ou em grupo, conforme as necessidades individuais, por intermédio de cronograma feito pelo professor da Sala de Recursos junto com a Equipe Pedagógica, sendo o horário de duas a quatro vezes por semana, não ultrapassando duas horas diárias. Nesta Instituição de Ensino os alunos atendidos são os que apresentam necessidades educacionais especiais com os seguintes transtornos: F83: Transtorno Específico Misto do Desenvolvimento; F80.9: Transtorno do Desenvolvimento da Fala e Linguagem; F81.0: Transtorno Específico de Leitura; F81.2: Transtorno Específico de Habilidades Aritméticos; F81: Transtorno Específico do Desenvolvimento das Habilidades Escolares; 1.15.1 - ESTRATÉGIAS DE APOIO PARA SALA DE RECURSOS MULTIFUNCIONAIS TIPO I Segundo Lara Gonçalves, 2010 “A Escola inclusiva é um tipo de comunidade educativa cujas práticas respondem à diversidade dos seus alunos, atendendo às necessidades emocionais, acadêmicas e sociais que
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    manifestam na escola.Toda escola que deseje seguir uma política de Educação Inclusiva terá de desenvolver políticas, práticas e culturas que respeitem a diferença e a contribuição ativa de cada aluno para a construção de um conhecimento partilhado. Procura por esse meio alcançar, sem discriminação, a qualidade acadêmica e contexto sociocultural de todos os alunos”. A educação inclusiva só existe se forem introduzidas nas salas de aula estratégias e práticas diferentes daquelas que tradicionalmente se praticam (Sanches, 2005). Estas dependem largamente da atitude, conhecimento, habilidades e capacidades dos professores para inovarem e criarem contextos para um ensino que vá de encontro às necessidades e potenciais dos seus alunos. Entre as estratégias utilizadas podemos destacar as seguintes:  Atuar de forma colaborativa com professor da classe comum para a definição de estratégias pedagógicas que favoreçam o acesso do aluno com necessidades educacionais especiais ao currículo e a sua interação no grupo.  Promover as condições para a inclusão dos alunos com necessidades educacionais especiais em todas as atividades da escola.  Orientar as famílias para o seu envolvimento e a sua participação no processo educacional.  Informar a comunidade escolar acerca da legislação e normas educacionais vigentes que asseguram a inclusão educacional.  Participar do processo de identificação e tomada de decisões acerca do atendimento às necessidades educacionais especiais dos alunos.  Preparar materiais específicos para o uso dos alunos na sala de recursos.  Orientar a elaboração de materiais didático-pedagógicos que possam ser utilizados pelos alunos nas classes comuns do ensino regular.
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    1.16 - ORGANIZAÇÃODO ESPAÇO FÍSICO O colégio Estadual do Campo Olavo Bilac, possui o seguinte espaço físico: AMBIENTES USO ÁREA 03 Salas de Aula X 48m2 02 Salas de Aula X 39m2 01 Sala de Recursos Mult. Tipo I X 16m2 01 Laboratório de Informática X 34m2 01 Sala de Professores X 49m2 01 Secretaria X 30m2 01 Biblioteca X 34m2 01 Sala de Direção X 15m2 01 Coordenação Pedagógica X 9m2 01 Banheiros (Professores/funcionários) X 3m2 01 Banheiro (Alunos Masculino) X 21m2 01 Banheiro (Alunos Feminino) X 21m2 01 Quadra Coberta X 690m2 01 Cozinha X 20m2 01 Almoxarifado Alimentos X 7m2 01 Almoxarifado Educação Física X 16m2 01 Almoxarifado Limpeza X 10m2 01 Lavanderia X 10m2 Pátio Coberto/Refeitório X 130m2 Dentre todas as melhorias já efetuadas nesta Instituição de Ensino ao longo dos anos ainda nos faltam alguns ambientes, os quais poderiam melhorar ainda mais a qualidade de ensino prestada a nossos alunos e comunidade em geral. Dentre os ambientes que ainda nos faltam ou que precisam ser readequados, podemos destacar os seguintes:  Sala para Coordenação Adequada;  Biblioteca;  Almoxarifado;
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     Laboratório deCiências Biológicas, Física e Química;  Sala para Hora Atividade  Adequação/Acessibilidade;  Refeitório;  Depósito para Merenda Adequado;  Sala para reuniões com Pais;  Sala de Apoio Pedagógico;  Auditório. Esta Instituição de Ensino apresenta problemas em seu espaço físico porque alguns ambientes são inadequados, pois a escola funciona em um prédio antigo que já não mais atende a demanda existente na comunidade, sendo necessária a adequação, ampliação e reforma dos espaços existentes. As aulas práticas em Laboratório de Ciências Físicas Químicas e Biológicas acontecem na sala de aula ou em local improvisado conforme organização feita pelo professor da área, pois a escola dispõe de materiais e equipamentos, porém não possui um espaço específico para que as aulas aconteçam a contento. A Biblioteca desta Instituição é pequena e está localizado em uma sala de aula sendo que, o acervo da mesma é utilizado somente em sala de aula ou quando solicitado pelo aluno faz-se o empréstimo de outras obras literárias como romance, poesias, literatura infanto juvenil entre outros. 1.17 - OFERTAS DE CURSOS DISTRIBUIÇÃO DAS TURMAS ANO Nº ALUNOS DIAS SEMANA HORÁRIO 6º E.F. 24 2ª à 6ª 13:00 às 17:10 7º E.F. 22 2ª à 6ª 13:00 às 17:10 8º E.F. 17 2ª à 6ª 13:00 às 17:10 9º E.F. 17 2ª à 6ª 13:00 às 17:10 1º E.M. 12 2ª à 6ª 19:00 às 23:00 2º E.M. 17 2ª à 6ª 19:00 às 23:00
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    3º E.M. 132ª à 6ª 19:00 às 23:00 1º CELEM/Língua Espanhola 19 2ª 8:10 às 11:45 2º CELEM/Língua Espanhola 16 4ª 8:10 às 11:45 Hora Treinamento – Atletismo 25 3ª e 5ª 08:00 às 09:40 Hora Treinamento – Futsal 24 3ª e 5ª 10:00 às 11:40 Atendimento/Sala de Recurso 24 2ª, 3ª, 5ª e 6ª 07:30 às 11:45 1.18 - CRITÉRIOS DE ORGANIZAÇÃO DAS TURMAS Essa escola esteve organizada por série (até 2011) e a partir de 2012 a organização passou a ser feita por ano e série. 1.19 - ENSINO FUNDAMENTAL DE NOVE ANOS A Superintendência da Educação, no uso de suas atribuições e considerando: - A Lei Federal nº. 9394/96, que institui as Diretrizes e Bases da Educação Nacional; - A Resolução nº. 7/2010-CNE/CEB, que fixa as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental de 9 (nove) anos; - A Deliberação nº. 407/2011-CEE/CEB; - O Parecer nº. 407/2011-CEE/CEB, que responde a consulta da SEED quanto à implantação do 6º ao 9º ano e; - A obrigatoriedade Fundamental em 2012, emite o seguinte: Em acordo com a instrução nº. 008/2011 – SUED/SEED, as instituições do Sistema Estadual de Ensino com oferta do Ensino Fundamental - anos finais, devem, a partir de 2012, implantar o 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental de forma simultânea. Dar-se-á por meio da adequação do PPP – Projeto Político Pedagógico elaborado por todos os segmentos da escola, e, PPC – Proposta Pedagógica Curricular de responsabilidade específica dos professores.
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    1.20 – DEMANDA,SUPRIMENTO E CARGA HORÁRIA
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    1.21 - QUADRODE FUNCIONÁRIOS EQUIPE PEDAGÓGICA, AGENTES EDUCACIONAIS I E II NOME FUNÇÃO VINC. FORMAÇÃO Aline Marques Sobrinho dos Santos Ag. Educ. I READ Ensino Médio Bernardete Lunardi Ag. Educ. I READ Ensino Médio Carmelita Pereira de Souza Ag. Educ. I READ Ensino Médio Cintia Cavalcanti Ag. Educ. I READ Ensino Médio David Fachi Diretor QPM Letras/Inglês Diene Bontempo Garcia Pedagoga REPR Pedagogia Edson Ceyton Hasper Pedagogo QPM Pedagogia Francielly Giacomini Ag. Educ. II QFEB Pedagogia Marineusa de Fátima Coito Glaba Ag. Educ. I READ Pedagogia Romildo Moraes da Cruz Pedagogo PSS Pedagogia Viviane Francisca P. de Souza Ag. Educ. II READ Pedagogia
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    1.22 – ORGANOGRAMA 1.23– RESULTADOS EDUCACIONAIS
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    1.24 - RECURSOSHUMANOS Considerando os últimos cinco anos, em relação ao número de educandos, percebemos que o número de matrículas diminuiu bastante. Talvez por conta da taxa de natalidade, que também vem diminuindo na localidade. Ou seja, as famílias estão tendo menos filhos e, consequentemente, isso gera menos alunos. Conforme os resultados finais dos últimos anos, o índice de alunos concluintes do Ensino Fundamental e Médio está aumentando, o que é muito bom para a sociedade como um todo. Todos os professores que atuam no Colégio Estadual do Campo Olavo Bilac - EFM têm curso superior concluído na área de Licenciatura e curso de especialização (pós-graduação). O número de profissionais sempre foi restrito a um professor por disciplina, devido à escola ofertar apenas uma turma de cada ano das séries finais do Ensino Fundamental. Todavia, neste ano em algumas disciplinas há dois professores atuando, o que contribui para discussões e troca de ideias dentro da mesma área. As profissionais de apoio possuem o ensino médio completo, e na área administrativa, a funcionária que trabalha na secretaria possui curso de Licenciatura e também curso de especialização (pós-graduação). A escola conta com um funcionário técnico administrativo, com curso
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    superior na áreade Licenciatura, para atendimento na biblioteca e no laboratório de informática, o que melhorou o atendimento aos professores e alunos. Porém, a necessidade real da escola seria por mais um funcionário na área administrativa, para que cada um atendesse exclusivamente um ambiente: biblioteca e laboratório, o que diminuiria ainda mais os transtornos e também possibilitaria o atendimento da comunidade. 1.25 - RECURSOS MATERIAIS A secretaria do Colégio Estadual do Campo Olavo Bilac - EFM possui um aparelho de fax e uma ilha de computadores do Paraná Digital. Possui também uma impressora e uma máquina fotocopiadora, que estão sempre à disposição dos professores e alunos para a impressão e/ou reprodução de materiais didáticos. Há também na escola bolas e redes para as atividades esportivas básicas: vôlei, futsal, handebol, basquetebol, pingue-pongue. O acervo que compõe a biblioteca da escola conta com cerca de dois mil livros de literatura, setenta livros de formação para professores, um mil e quinhentos livros didáticos e duzentos periódicos. Na cozinha existe um forno micro-ondas, um forno elétrico, um forno a gás, um fogão de três bocas, um freezer, uma geladeira e um cilindro, que são utilizados na preparação da merenda e do almoço servido aos alunos. E na dispensa há uma máquina de lavar e centrifugar. 1.26 - RECURSOS TECNOLÓGICOS Cada sala de aula do Colégio Estadual do Campo Olavo Bilac - EFM conta com uma TV Pendrive regularmente instalados e funcionando. Há também a disposição um retroprojetor e um rádio com entrada USB para os professores utilizarem em suas aulas sempre que necessário. A escola possui um laboratório de informática, com computadores do Paraná Digital e Proinfo, para atendimento dos alunos e professores. A quantidade máquinas é suficiente em relação ao número usuários. Entretanto, elas estão sucateadas e ultrapassadas tecnologicamente. Devido a isso, alguns recursos não funcionam e outros exigem manutenção constante. O sinal
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    da internet emtoda a escola é bom. No ambiente do laboratório também existe um projetor multimídia, o qual ainda é pouco utilizado pelos professores. Há também dois computadores notebook, um utilizado pelo diretor e outro na sala de Recursos Multifuncionais. 1.27 - INFRAESTRUTURA FÍSICA E RECURSOS PEDAGÓGICOS O Colégio Estadual do Campo Olavo Bilac - EFM possui oito salas com dimensão suficiente para atendimento dos alunos. Destas, apenas quatro são usadas como salas de aula, uma é utilizada para sala de Literatura e Leitura, outra está adaptada para o funcionamento da Biblioteca, outra está adaptada para o funcionamento do laboratório de informática e outra está sem condições de uso. Há ainda duas salas com dimensão um pouco menor, em uma delas funciona como almoxarifado dos materiais da Educação Física, e na outra a Sala de Recurso. Ocupa uma sala própria, a secretaria, a sala dos professores, a sala da equipe pedagógica e sala da direção. O saguão e o refeitório são cobertos, assim como a quadra esportiva. A cozinha e a dispensa são muito pequenas. O pátio externo da escola é grande, considerando que a área livre do terreno é de 9.552,05 m2 . Considerando o número de alunos atendidos pela escola, as proporções da estrutura física do prédio são de bom tamanho. O Colégio Estadual do Campo Olavo Bilac - EFM disponibiliza aos professores diversos jogos lúdicos e pedagógicos para o trabalho com os alunos em sala de aula, por exemplo: xadrez, trilha, ludo, banco imobiliário, tapa certo, caça-palavras, pega varetas, uno, entre outros. Além disso, há também o laboratório de informática e a biblioteca, que são constantemente utilizados por professores e alunos durante os momentos de ensino-aprendizagem.
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    2 - MARCOCONCEITUAL Por ser uma escola inserida no campo, busca-se o entendimento cunhado pelos movimentos sociais no final do século XX, em referência à identidade e cultura dos povos do campo, valorizando-os como sujeitos que possuem laços culturais e valores relacionados à vida na terra. Trata-se do campo como lugar de trabalho, de cultura, da produção de conhecimento na sua relação de existência e sobrevivência. Assim, essa compreensão de campo vai além de uma definição jurídica. Configura um conceito político ao considerar as particularidades dos sujeitos e não apenas a localização espacial e geográfica. A perspectiva da educação do campo se articula a um projeto político e econômico de desenvolvimento local e sustentável, a partir da perspectiva dos interesses dos povos que nela vivem. Tendo como base essas premissas o estabelecimento de ensino tem como filosofia trabalhar na formação plena do educando, partindo do princípio da valorização da relação entre escola e comunidade, a qual deve ser compreendida na dimensão histórica em que ela se realiza: uma realidade escolar concreta, uma sociedade concreta, professores e alunos concretos. De acordo com Calvino, 1993, “Quem somos nós, quem é cada um de nós, senão uma combinatória de experiência, de informação, de leituras, de imaginações? Cada vida é uma enciclopédia, uma amostragem de estilos, onde tudo pode ser continuamente remexido é reordenado de todas as maneiras possíveis.” Assim sendo, a educação do Colégio Estadual do Campo Olavo Bilac é fundamentada em fatores necessários à humanização e autonomia de cidadãos comprometidos com o bem comum. Acreditamos numa formação para a vida, onde o aluno constrói o conhecimento na medida em que escola e família oportunizam valores de vida: respeito, solidariedade, e honestidade. 2.1 - PROPOSTA PEDAGÓGICA Muitas críticas são feitas à escola tradicional, considerada mera transmissora de conteúdos prontos, acabados, estáticos e desconectados de suas finalidades sociais. Porém, é importante lembrar que esta mesma escola
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    é fruto domomento histórico vivido. Ela participa de um contexto social e por sua vez reflete este meio em que se encontra. Se por muito tempo a aprendizagem dos conteúdos era requisito para tirar uma boa nota e ser promovido, hoje surge uma nova dimensão a ser considerada: qual a finalidade social dos conteúdos escolares? O Colégio quer fomentar uma identidade de trabalho integrado no qual professor e alunos são co-autores do processo de aprendizagem. Desafio para o mestre e ao mesmo tempo para os discentes. Juntos terão que descobrir a finalidade social dos conteúdos científicos culturais propostos pela escola. Assim o objetivo fundamental é que o conteúdo sistematizado responda às indagações e anseios dos alunos e do próprio professor que passa a ser agente de formação e transformação do meio em que vive. Nesta nova perspectiva o conteúdo de todas as áreas deverá ser trabalhado de forma contextualizada e significativa a partir da realidade vivida pelos alunos e comunidade. Portanto, cada fragmento do conhecimento só adquire sentido num todo maior. E, o privilégio será o da contradição, da dúvida, do questionamento e que se interroguem os “conhecimentos” advindos do senso comum. Com a inclusão educacional busca-se uma prática mais significativa no processo de universalização da educação. Ela se caracteriza em princípios que visam à aceitação das diferenças individuais, à valorização da contribuição de cada pessoa, à aprendizagem através da cooperação e à convivência dentro da diversidade humana, propiciando a garantia da educação para todos. 2.2 - CONCEPÇÃO DE HOMEM O homem é protagonista de um mundo complexo, no qual as fronteiras do saber se modificaram muito. Ela não pode se contentar em dominar algumas técnicas e informações, precisa ir além, ser capaz de pensar criticamente e assimilar recursos intelectuais abrangentes. Precisa também, reaprender a trabalhar em termos perspectivos e com base em projetos de mundo. Não basta receber algumas pinceladas de razão instrumental ou adquirir disciplina para enfrentar o mercado não basta apenas administrar o mundo complicado em que vive. O homem deve ser mais ambicioso. Não há
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    porque aceitar passivamenteesse modo de vida atual, frio, técnico, competitivo, com suas facilidades suspeitos e cujo parâmetro sempre privilegia mais o mercado. Por que não explorar para valer as suas inúmeras possibilidades? Em poucas palavras: porque não tentar re-politizar o modo que se vive? (MACHADO E FERREIRA, 2002). Com uma nova forma de pensar o homem terá melhor condições de pensar a sociedade em que vive e de avaliar as chaves que possui de construir um mundo melhor, inclusive com governos melhores, mas sobretudo com pessoas melhores. A perspectiva da política mantém vivo o problema de saber qual tipo de homem, porque vive em sociedade e que objetivo se deseja alcançar. Permite que esse homem seja capaz de analisar os interesses que deve prevalecer entre as pessoas, o que as pessoas querem viver, as lutas a serem empreendidas para que estabelece uma vida melhor. 2.3 - CONCEPÇÃO DE EDUCAÇÃO DO CAMPO De acordo com as Diretrizes Curriculares da Educação do Campo – SEED-PR, “A educação do campo tem sido historicamente marginalizada na construção de políticas públicas. Tratada como política compensatória, suas demandas e sua especificidade raramente têm sido objeto de pesquisa no espaço da academia e na formulação de currículos nos diferentes níveis e modalidades de ensino. A educação para os povos do campo é trabalhada a partir de um currículo essencialmente urbano e, quase sempre, deslocado das necessidades e da realidade do campo. Mesmo as escolas localizadas nas cidades têm um currículo e trabalho pedagógico, na maioria das vezes, alienante, que difunde uma cultura burguesa e enciclopédica. É urgente discutir a educação do campo e, em especial, a educação pública no Brasil. Será que a educação tem servido para desenvolver cultura entendida como práxis, ou tem contribuído para afirmá-la na perspectiva do conceito burguês? A cultura, os saberes da experiência, a dinâmica do cotidiano dos povos do campo raramente são tomados como referência para o trabalho pedagógico, bem como para organizar o sistema de ensino, a formação de professores e a produção de materiais didáticos.
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    Este é semdúvida, o eixo central das Diretrizes Curriculares para as escolas do Campo. Cultura aqui é entendida como toda produção humana que se constrói a partir das relações do ser humano com a natureza, com o outro e consigo, sendo assim, ela pode ser resumida apenas a manifestações artísticas, devendo ser compreendida como os modos de vida, que são os costumes, as relações de trabalhos familiares, religiosos, de diversão , festas, etc. Valorizar a cultura dos povos do campo significa criar vínculos com a comunidade, gerando um sentimento de pertença de onde se vive. Isto possibilita a criação de uma identidade cultural que promova a compreensão do mundo e a possibilidade de transformação. Nesse contexto, a Educação do campo é destinada aos alunos que têm o campo como seu espaço de vida, mas deve levar em consideração que esses alunos precisam conhecer e estarem preparados também para a vida fora dele. Nesse sentido, o conceito de campo busca ampliar e superar a visão do campo como local de atraso, no qual as pessoas não precisam estudar ou basta uma educação precária e aligeirada. O campo é entendido como lugar de vida onde as pessoas produzem conhecimento na sua relação de existência e sobrevivência. Há uma produção cultural no campo que deve se fazer presente na escola. O conhecimento desse povo precisa ser estudado e valorizado, este é o ponto de partida para a prática pedagógica na escola de Campo. A população do campo é formada por pequenos e grandes agricultores, pecuaristas, bóias-frias, sem-terras, etc. A educação do campo não pode estar desvinculada de um projeto de desenvolvimento do campo que se pretende construir. Ao considerar estes sujeitos, que ao longo da história foram explorados e expulsos do campo, devido a um modelo produtivista, que tem como eixo a monocultura e a produção em larga escala para a exportação; a utilização de insumos industriais, agrotóxicos, sementes transgênicas, desmatamento irresponsável, a pesca predatória, queimadas, etc. É necessário que se assuma na Educação do Campo a construção de um modelo de desenvolvimento que tenha como elemento fundamental o ser humano.
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    Ter o serhumano como centro da produção do campo, significa dizer que a mesma deve ser redimensionada a partir da diversificação de produtos, da utilização de recursos naturais, da agricultura familiar, da reforma agrária, da pesca ecologicamente sustentável, preparo do solo, etc Essa visão, que tem permeado as políticas educacionais, parte do princípio que o espaço urbano serve de modelo ideal para o desenvolvimento humano. Esta perspectiva contribui para descaracterizar a identidade dos povos do campo, no sentido de se distanciarem do seu universo cultural. Essa lógica faz parte de um modelo de desenvolvimento econômico capitalista, baseado na concentração de renda, na migração do trabalhador rural para as cidades, atuando como mão-de-obra barata, na grande propriedade e na agricultura para exportação que compreende o Brasil apenas como mercado emergente, predominantemente urbano e que prioriza a cidade em detrimento do campo.” O Colégio Estadual do Campo Olavo Bilac realiza as seguintes ações para promover e reconhecer a identidade do campo:  Formação de Professores: Promover encontros de estudo, avaliação, planejamentos de atividades, seminários temáticos, oficinas e com ações oferecidas pela SEED – “Formação em Ação”, onde os professores são estimulados a produzirem materiais didáticos próprios, adequados à realidade da escola.  Articulação entre a proposta pedagógica da instituição e as Diretrizes Curriculares Nacionais para a respectiva etapa da Educação Básica;  Direcionamento das atividades curriculares e pedagógicas para um projeto de desenvolvimento sustentável;  Controle social da qualidade da educação escolar, mediante a efetiva participação da comunidade do campo;  Escutar os povos do campo, a sua sabedoria, as suas críticas e escutar os educandos e as suas observações, reclamações ou satisfações com relação à escola e à sala de aula;  Educação contextualizada, que promova a interação entre o conhecimento científico e os saberes das comunidades;
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     Aproximação doensino com a realidade dos alunos;  Uso de espaços alternativos de ensino, como as plantações locais;  Aprofundamento dos conhecimentos, relacionando-os com os produzidos fora do contexto do campo;  Abertura da escola para a participação ativa da comunidade;  Contato com outras escolas do campo para a troca de experiências. 2.4 - CRONOGRAMA DE AÇÕES AÇÕES BIMESTRAL SEMESTRAL Estudos, discussões e síntese sobre: O Projeto Político Pedagógico X A Filosofia da escola X As concepções X A avaliação escolar X A relação professor x aluno X O fracasso escolar X A relação escola x comunidade X Ações contra evasão e repetência: Reuniões com pais X Valorização do aluno (auto- estima) X Recuperação de estudos X Resgate de aluno desistente X Conselho de Classe (Conforme Calendário Escolar) X Reflexão sobre as questões pedagógicas com o professor X Reunião da APMF X Reunião com o Conselho Escolar X Parceria com o Conselho Tutelar X Provisão de equipamentos e material X
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    didático/pedagógico e tecnológico Desenvolvimentode eventos culturais X Formação continuada (Conforme proposta da SEED) e grupos de estudos para professores e funcionários X 2.5 - CONCEPÇÃO DE SOCIEDADE O ser humano é sujeito da história, não está “colocado” no mundo, mas ele é o mundo, faz o mundo, faz cultura. O homem do campo não é atrasado e submisso; antes, possui um jeito de ser peculiar; pode desenvolver suas atividades pelo controle do relógio mecânico ou do relógio “observado” no movimento da Terra, manifesto no posicionamento do Sol. Ele pode estar organizado em movimentos sociais, em associações ou atuar de forma isolada, mas o seu vínculo com a terra é fecundo. Ele cria alternativas de sobrevivência econômica num mundo de relações capitalistas selvagens; (Diretrizes Curriculares Da Educação Do Campo – SEED-PR) Na escola que é o local de apropriação de conhecimentos científicos construídos historicamente pela humanidade e local de produção de conhecimentos em relações que se dão entre o mundo da ciência e o mundo da vida cotidiana. Os povos do campo querem que a escola seja o local que possibilite a ampliação dos conhecimentos; portanto, os aspectos da realidade podem ser pontos de partida do processo pedagógico, mas nunca o ponto de chegada. O desafio é lançado ao professor, a quem compete definir os conhecimentos locais e aqueles historicamente acumulados que devem ser trabalhados nos diferentes momentos pedagógicos. Os povos do campo estão inseridos nas relações sociais do mundo capitalista e elas precisam ser desveladas na escola; 2.6 - CONCEPÇÃO DE MUNDO O processo de globalização desencadeado pela sociedade capitalista remete a escola a repensar suas concepções a fim de estabelecer o que se tem e o que se pretende alcançar, que metas se deseja atingir.
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    Assim Vygotsky, inspiradonos princípios do materialismo dialético, considera o desenvolvimento da complexidade de estrutura humana como um processo de apropriação pelo homem de experiência histórica e cultural. Nesta perspectiva, a premissa é de que o homem constitui-se como tal, através de suas interações sociais. Portanto, é alguém que transforma e é transformado nas relações produzidas em uma determinada cultura. Afirma Vygotsky que as características tipicamente humanas não estão presentes desde o nascimento do indivíduo, nem são meras pressões do meio externo. Elas resultam da interação dialógica do homem e seu meio sociocultural. Ao mesmo tempo em que o ser humano transforma o seu meio ambiente para atender suas necessidades básicas', transforma-se a si próprio. Desta forma, cabe à escola, como instituição social da educação, propiciar meios para o desenvolvimento intelectual do homem, visando construir sua autonomia e plena realização pessoal. 2.7 - CONCEPÇÃO DE ESCOLA A escola enquanto organização tem sido considerada, nos últimos anos, objeto especial de atenção, em todo mundo não apenas pelos estudiosos da área de organização e administração escolar, mas principalmente pelos '"formuladores" das políticas educacionais. Considerada no passado local de execução das decisões tomadas fora dela, e portanto, percebida como cumpridora das normas uniformizadoras do sistema de ensino, a escola passou a ser considerada entidade mais preparada para tornar realidade as pretendidas mudanças na Educação. Sabe-se que a escola constituiu-se no locus para o qual afluem todas as crianças, jovens e adultos que aspiram à formação e à instrumentalização para a vida em sociedade, como o único canal responsável em fornecer o passaporte que os capacite à cidadania e ao mundo do trabalho. Essa assertiva é já considerada uma certeza incontestável para todos. Ainda que muitos sejam as concepções sobre a relação entre educação e sociedade, educação e produção da existência ou educação e atividade econômica, todas partilham de algumas questões indubitáveis a esta condição humana que constitui a razão de ser de toda instituição escolar: a formação do
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    homem e damulher em sua ampla dimensão; pessoal e profissional. Assim a escola:  É uma instituição cuja função consiste na socialização do saber sistematizado, existindo para propiciar a aquisição dos instrumentos que possibilitam a o acesso a esse saber( Saviani, 1991, p.22 );  Essa formação abarca as dimensões científica, técnica ética e humana que se constituem de elementos cognitivos (aprendizagem, ensino, habilidades, conhecimentos, capacitação, qualificação e elementos atitudinais (socialização, disciplina, conduta, disposições).  A passagem pela escola, assim como desempenho desta com os alunos e alunas, isto é, o êxito ou fracasso acadêmicos, tem influência relevante sobre o acesso às oportunidades sociais da vida em sociedade;  É locus de reprodução e locus de produção política, orientações e regras (Lima, 2002).  Está inserida na chamada "sociedade global", onde violentas e profundas transformações no mundo do trabalho e das relações sociais vêm causando impactos desestabilizados à humanidade, e consequentemente, exigindo novos conteúdos de formação, novas formas de organização e gestão da educação ressignificando o valor da teoria e da prática da administração da educação ( Ferreira, 2002). 2.8 - CONCEPÇÃO DE EDUCAÇÃO A educação é uma prática social, uma atividade específica dos homens situando-os dentro da história, ela não muda o mundo, mas o mundo pode ser mudado pela sua ação na sociedade e nas suas relações de trabalho. É o processo pela dimensão histórica por representar a própria história individual do ser humano e da sociedade em sua evolução. É um fato existencial porque o homem se faz ser homem-processo constitutivo do ser humano. É um fato social pelas relações de interesses e valores que movem a sociedade, num novo movimento contraditório de reprodução do presente e da expectativa de transformação futura.
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    É intencional aopretender formar um homem com um conceito prévio de homem. É libertadora porque segundo Boff (2000, p, 77) se faz necessário desenvolver uma educação que abra para uma democracia integral, capaz de produzir um tipo de desenvolvimento socialmente justo e ecologicamente sustentado. Nesse sentido, a educação visa atingir três objetivos que forma o ser humano para gestar uma democracia aberta. São eles: 1. "A apropriação pelo cidadão e pela comunidade dos instrumentos adequados para pensar a sua prática individual e social e para ganhar uma visão globalizante da realidade que possa orientar em sua vida."; 2. "A apropriação pelo cidadão e pela comunidade do conhecimento científico, político, cultural acumulado pela humanidade ao longo da história para garantir-lhe a satisfação de suas necessidades e realizar suas aspirações"; 3. "A apropriação por parte dos cidadãos e da comunidade, dos instrumentos de avaliação crítica do conhecimento acumulado, reciclá-lo e acrescentar-lhe novos conhecimentos através de todas as faculdades cognitivas humana". Vista como processo de desenvolvimento da natureza humana, a educação tem suas finalidades voltadas para o aperfeiçoamento do homem que dela necessita para constituir-se e transformar a realidade. 2.9 - CONCEPÇÃO DE EDUCAÇÃO INCLUSIVA A educação inclusiva é uma prática inovadora rodeada de desafios e que está pondo em xeque a qualidade do ensino para todos os alunos, exigindo que a escola se modernize e que os professores aperfeiçoem suas práticas pedagógicas. É um novo paradigma que desafia o cotidiano escolar brasileiro. São barreiras a serem superadas por todos: profissionais da educação, comunidade, pais e alunos. Precisamos aprender mais sobre a diversidade humana, a fim de compreender os modos diferenciados de cada ser humano ser, sentir, agir e pensar.
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    A inclusão escolarda pessoa com necessidades educacionais especiais é um tema de grande relevância já que promove, segundo Ferreira (2007), a participação das minorias sociais em ambientes antes reservados apenas àqueles que se enquadravam nos ideários preestabelecidos e perversos de força, beleza, riqueza, juventude, produtividade e perfeição. Assim sendo, o tema “[...] vem ganhando espaço cada vez maior em debates e discussões que explicitam a necessidade de a escola atender às diferenças intrínsecas à condição humana” (SILVEIRA e NEVES, 2006, p. 79). Todas as vezes que são feitas referências à Educação Inclusiva são suscitados os mais variados sentimentos: desde incertezas e angústias até entusiasmos e paixões. Esses sentimentos antagônicos, segundo Souza (2005) são perfeitamente compreensíveis tanto por estarmos inseridos em uma sociedade que mantém cristalizadas concepções tradicionais e preconceituosas, quanto pela “novidade desafiadora” proposta pela Educação Inclusiva. 2.10 - CONCEPÇÃO DE CULTURA A cultura pode ser definida como o produto da ação intencional do homem, isto é, resultado da construção que se vale da criação de instrumentos e o ato de deixar marcas e representações sobre o mundo natural. Ao conceber o homem como um ser eminentemente social, Vygotsky (1987) propõe que a formação e o desenvolvimento do psiquismo humano se dão com base em uma crescente apropriação dos modos de agir, pensar e sentir culturalmente elaborados. Para ele, o desenvolvimento caminha do social para o individual, visto que, quando nasce, a criança já está imersa em um mundo de cultura historicamente produzido, existindo, por parte do ser humano, uma paulatina apropriação do mundo que o cerca. 2.11 - CONCEPÇÃO DE TRABALHO O Termo trabalho se refere a uma atividade própria do homem. Também outros seres atuam dirigindo suas energias coordenadamente e com uma finalidade determinada. Entretanto, o trabalho propriamente dito, entendido
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    como um processoentre a natureza e o homem, é exclusivamente humano. Neste processo, o homem se enfrenta como um poder natural, em palavras de Karl Marx, com a matéria da natureza. A diferença entre a aranha que tece a sua teia e o homem é que este realiza o seu fim na matéria. Ao final do processo do trabalho humano surge um resultado que antes do início do processo já existia na mente do homem. Trabalho, em sentido amplo, é toda a atividade humana que transforma a natureza a partir de certa matéria dada. A palavra deriva do latim "tripaliare", que significa torturar; daí a passou a ideia de sofrer ou esforçar-se e, finalmente, de trabalhar ou agir. O trabalho, em sentido econômico, é toda a atividade desenvolvida pelo homem sobre uma matéria prima, geralmente com a ajuda de instrumentos, com a finalidade de produzir bens e serviços. 2.12 - CONCEPÇÃO DE TECNOLOGIA Para Kenski (2008, p.15), as tecnologias são tão antigas quanto a espécie humana. Na verdade, foi a engenhosidade humana, em todos os tempos, que deu origem às mais diferenciadas tecnologias. A expressão "Tecnologia na Educação" abrange a informática, mas não se restringe a ela. Inclui também o uso da televisão, vídeo, rádio e até mesmo cinema na promoção da educação. Entende-se tecnologia como sendo o resultado da fusão entre ciência e técnica. O conceito de tecnologia educacional pode ser enunciado como o conjunto de procedimentos (técnicas) que visam "facilitar" os processos de ensino e aprendizagem com a utilização de meios (instrumentais, simbólicos ou organizadores) e suas consequentes transformações culturais. O uso de tecnologia em educação não é recente. A educação sistematizada desde o início utiliza diversas tecnologias educacionais, de acordo com cada época histórica. A tecnologia do giz e da lousa, por exemplo, é utilizada até hoje pela maioria das escolas. Da mesma forma, a tecnologia do livro didático ainda persiste em plena era da informação e do conhecimento. Na verdade, um dos grandes desafios do mundo contemporâneo consiste em adaptar a educação à tecnologia moderna e aos atuais meios eletrônicos de comunicação.
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    Muitos afirmam queas máquinas trouxeram uma revolução nos processos de ensino e aprendizagem. Porém, um quadro negro eletrônico continua sendo um quadro negro. Comparando-se uma aula do século XIX com uma de hoje, por exemplo, nota-se que as ideias continuam sendo as mesmas. A escola continua sendo uma das instituições que resistem até os dias atuais com as mesmas características desde sua criação. Ao longo do tempo a tecnologia se tornou mais complexa e o uso das normas exige um domínio cognitivo mais apurado. O problema é como aproveitar tais recursos na sua totalidade. 2.13 - CONCEPÇÃO DE CIDADANIA Segundo Dalmo Dalari, o conceito de cidadania sempre esteve fortemente "ligado" à noção de direitos, especialmente os direitos políticos, que permitem ao indivíduo intervir na direção dos negócios públicos do Estado, participando de modo direto ou indireto na formação do governo e na sua administração, sejam ao votar (direto), seja ao concorrer a um cargo público (indireto). No entanto, dentro de uma democracia, a própria definição de Direito, pressupõe a contrapartida de deveres, uma vez que em uma coletividade os direitos de um indivíduo são garantidos a partir do cumprimento dos deveres dos demais componentes da sociedade Cidadania, direitos e deveres. O conceito de cidadania tem origem na Grécia clássica, sendo usado então para designar os direitos relativos ao cidadão, ou seja, o indivíduo que vivia na cidade e ali participava ativamente dos negócios e das decisões políticas. Cidadania pressupunha, portanto, todas as implicações decorrentes de uma vida em sociedade. Ao longo da história, o conceito de cidadania foi ampliado, passando a englobar um conjunto de valores sociais que determinam o conjunto de deveres e direitos de um cidadão "Cidadania: direito de ter direito". (D'URSO, Luiz Flávio Borges).
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    2.14 - CONCEPÇÃODE CONHECIMENTO Conhecimento é uma atividade humana que busca explicitar as relações entre os homens e a natureza. Pode se afirmar que é produzido nas relações sociais mediadas pelo trabalho. Assim, o estudo dos conhecimentos sistematizados e a aquisição de habilidades e hábitos decorrem das exigências e necessidades da vida prática. Portanto, os conhecimentos servem não só para explicar os fatos, acontecimentos e processos que ocorrem na natureza, na sociedade e no pensamento humano, mas também para transformá-los. Nesse sentido, o homem possui conhecimento construído a partir de suas necessidades e experiências no cotidiano, ou seja, o conhecimento real que possibilita a abstração e generalização. Esse conhecimento inicia-se de forma inconsciente, informal, até encaminhar-se para níveis mais abstratos, formais e conscientes. Nessa perspectiva, cabe à escola valorizar o conhecimento espontâneo do aluno, encaminhando-o a níveis mais abstratos, formais, conscientes e sistematizados, ou seja, parte de uma contextualização, onde a prática torna-se suporte da teoria e vice-versa, tornando a construção de conhecimentos um processo permanente, propiciando o desenvolvimento de capacidades intelectuais. 2.15 - CONCEPÇÃO DE ENSINO A escola cumpre sua função social através do processo de ensino e de aprendizagem, fazendo circular informações, promovendo e estimulando o desenvolvimento de habilidades e operações de pensamento e a vivência de valores. Tais aprendizagens são organizadas no currículo escolar. Que é bem mais do que uma lista de conteúdos. Planejá-lo implica tanto escola os conteúdos de ensino, quanto organizar experiências e situações que garantam a aprendizagem, o que significa dizer que inclui conteúdos e metodologias de ensino. As situações de aprendizagens propostas aos alunos poderão ter coerência entre si, se obedecidas às especificidades de cada área. De acordo
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    com Silva etal. (1994,p.32-33), o que o professor ensina deveria responder às seguintes indagações.  O que se está ensinando tem contribuído para que os alunos desenvolvam compreensão do mundo em que vivem?  Quais são os desafios desse mundo? Em que medida afeta os professores e aos alunos?  Os conteúdos curriculares que se trabalha favorecem o desenvolvimento de uma visão crítica desses problemas, ou seja, ajudam os alunos a assumir um posicionamento frente a eles, como indivíduos e cidadãos?  Que conteúdos devem ser priorizados em cada uma das disciplinas para que os alunos alcancem o entendimento das grandes questões humanas? E os procedimentos (a maneira de ensinar) deveriam achar respostas nessas provocações:  Como se faz para desenvolver os conteúdos das disciplinas no dia-dia da sala de aula?  Que procedimentos são adotados para encaminhar os assuntos e garantir que sejam aprendidos?  Como se justifica a escolha dos procedimentos com base nos fundamentos de cada disciplina?  Que possibilidades de participação os procedimentos oferecem aos alunos? Elas atendem às suas diferenças? Como?  Que recursos didáticos se têm usado? Por quê?  Os professores estão ensinando e os alunos aprendendo? Diante de todos esses questionamentos, é importante destacar a função social do ensino que é formar indivíduos capazes de compreender a realidade circundante e intervir nela, como cidadãos que são, no intuito de melhorar o contexto no qual a escola se insere. Os critérios de avaliação explicitam as expectativas de aprendizagem, considerando objetivos e conteúdos propostos para a série e para as disciplinas, a organização lógica e interna dos conteúdos, as particularidades de cada momento da escolaridade e as possibilidades de aprendizagem decorrentes de cada etapa do desenvolvimento cognitivo, afetivo e social.
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    2.16 - CONCEPÇÃODE APRENDIZAGEM A capacidade de aprendizagem é comum ao animal irracional e ao ser humano, criança ou adulto. Representa uma adaptação aos meios e é necessária à sobrevivência de todo ser vivo. Em psicologia, aprendizagem é o processo de modificação de conduta por treinamento e experiência. Varia da simples aquisição de hábitos à técnicas mais complexas. Como característica essencial do psiquismo humano, o ato de aprender defere do adestramento animal pelo seu caráter criador, dinâmico e intencional. A motivação, a inteligência, e a hereditariedade influenciam a aprendizagem, cujos elementos básicos são o estímulo, a resposta, o impulso e o reforço. (DALLABONA e MENDES). Na concepção construtivista aprender é construir e aprendizagem é entendida como construção de conhecimentos. Logo, aprender não é copiar ou reproduzir a realidade, mas elaborar uma representação pessoal sobre um conteúdo ou objeto da realidade. Não há aprendizagem sem conteúdos e os conhecimentos permitem a construção de outros. 2.17 - CONCEPÇÃO DE AVALIAÇÃO Finalmente, a avaliação que deverá atender às dimensões trabalhadas levando-se em conta todo o processo de construção do conhecimento, respeitando as diferenças individuais. Cada um é único; um é diferente do outro e será comparado com ele mesmo, observando-se seus avanços, esses, percebidos não só pelo professor, mas também, sentidos pelo aluno, bem como por sua comunidade, tendo em vista, mudanças de hábitos, valores e atitudes. Com isto, é considerado o processo histórico do aluno e a prática educativa fica vinculada à prática social. Os critérios e instrumentos de avaliação serão condizentes com os fundamentos da presente proposta e se dará de forma contínua e cumulativa, não se esgotando em si mesma, mas propiciando uma reflexão sobre o processo de ensino e seus resultados, não só para verificar o desenvolvimento do aluno, como também, o rendimento das práticas do professor para que, sejam reorientados ou não os caminhos da ação educativa durante o processo, garantindo assim, a construção do conhecimento por parte de todos.
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    O professor vaiestar então, comprometido não apenas com a simples transmissão de um saber elaborado que os alunos se limitam a estudar e a esquecer. Seu compromisso vai estar ligado a um processo complexo por onde esse saber vai ser adquirido pelo aluno de forma crítica, relacionado com seu universo de experiências, de forma desafiadora, procurando novas soluções para velhos problemas, de forma questionadora procurando formas criativas e competentes de fazer as mesmas coisas, mesmo àquelas tradicionalmente consideradas bem feitas. A opção por uma educação transformadora vai exigir do professor, antes de tudo, domínio do conteúdo da disciplina ministrada, mas também, do conhecimento de propostas alternativas para trabalhar o conteúdo de maneira a ser apreendido, em suas relações complexas, da melhor forma possível. Precisa também ter a capacidade para orientar as ações pedagógicas de acordo com as necessidades e possibilidades dos alunos. Ao aluno vai ser exigido muito mais do que o simples estudo da matéria, onde lhe cabe apenas o exercício de sua capacidade de memorização e, após a execução do ato ritualístico da avaliação, o esquecimento. O aluno terá participação dinâmica na ação educativa escolar, executando um esforço, no ato de aprender, onde colocará em funcionamento os seus sentimentos, sua capacidade intelectual, suas habilidades, sentidos, paixões, ideias e ideologias. Ou seja, tudo aquilo que coloca permanentemente em funcionamento ao elaborar os juízos provisórios em sua vida diária. No caso em questão esses juízos serão realizados em relação a um aluno objeto de conhecimento específico, apresentado pelo professor, mas que o aluno teve participação na seleção. A avaliação efetiva vai, então, se dar durante o processo, nas relações dinâmicas do trabalho escolar que orientam as tomadas de decisões frequentes, relacionadas ao tratamento de conteúdo e à melhor forma de compreensão e produção de conhecimento pelo aluno. Para que isso ocorra é necessário que haja um clima favorável à participação de todos na prática pedagógica. Que os alunos não se sintam reprimidos e possam manifestar suas dúvidas, inquietação e incompreensões quanto ao que está sendo aprendido. É nas relações cotidianas entre aluno e objeto do conhecimento, aluno e aluno, professor e aluno que vai se dar a aprendizagem. Dessa interação vão
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    surgir condições maisefetivas para que professor e aluno possam ser capazes de se avaliar, de avaliarem o conteúdo em questão e de tomarem decisão quanto ao prosseguimento do processo ensino-aprendizagem. Alunos e professores participam decisivamente do processo, nessa relação dinâmica de aquisição, re-elaboração e produção do conhecimento. O senso de humor do professor, o "gosto de ensinar", "o tornar a aula agradável, interessante", são aspectos considerados como fundamentais na sala de aula, propiciando um relacionamento favorável entre professor, aluno e objeto do conhecimento. Nesse contexto, assumida a pedagogia progressista, as aulas serão dinâmicas, interativas e não apenas expositivas. As carteiras serão organizadas de forma a propiciar as interações necessárias à produção do conhecimento. O professor assumirá uma relação mediadora entre aluno e objeto do conhecimento. A disciplina passa a ser entendida como a capacidade de organização no tempo no tempo e no espaço. A autoridade pedagógica do professor estará articulada com a elevação cultural e crítica de educando, portanto, é participativa. A avaliação é, portanto, um processo abrangente que implica em reflexão crítica sobre a prática escolar com o objetivo de captar seus avanços, suas resistências, suas dificuldades, possibilitando a tomada de decisão sobre o que fazer para superar os obstáculos de percurso. Ela acontecerá ao longo do processo educativo escolar, possibilitando principalmente, recuperação imediata no caso de insucesso. Isto quer dizer que é preciso respeitar o ritmo próprio e permitir adaptações às condições de estudo dos alunos. Assim sendo, será aplicada não somente ao nível da aprendizagem do aluno, mas também do replanejamento do ensino dando pistas para a reformulação da Proposta pedagógica. O processo de avaliação estará vinculado à ação educativa que poderá ser individual ou coletiva; contínua, permanente, cumulativa para que os educandos, professores e demais atores da comunidade escolar, possam ganhar mais consciência sobre seu desenvolvimento cognitivo, atitudinal e procedimental. A avaliação no processo de ensino- aprendizagem será bimestral traduzida em forma de notas que serão registrados pelos professores nos registros de classe e na ficha individual do aluno pela secretaria do
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    estabelecimento, a fimde serem assegurados a regularidade e autenticidade da vida escolar do aluno. A comunicação dos resultados da avaliação dos alunos será feita aos pais, através de boletins bimestrais em reuniões, ou na falta a essas reuniões será entregue pela secretaria, quando procurado pelos pais ou responsáveis pelo aluno. Além disso, a família será estimulada a participar de palestras, gincanas, festividades... Este Estabelecimento de ensino opta pela gestão democrática e vai criando as condições de ser democrático, na medida em que, mobilizando-se e organizando-se, luta contra o arbítrio, supera o silêncio que lhes está sendo imposto. A gestão democrática é uma prática cotidiana que contém o principio da reflexão, da compreensão e da transformação que envolve, necessariamente, a formulação de um Projeto Político libertador, pois a superação da cultura de gestão autoritária só vai acontecer com o debate e a construção coletiva. Com a participação de toda a comunidade escolar via instrumento de ação colegiada, como: Conselho Escolar e Conselhos de Classes, bem como aluno Representante de turma, Grêmio Estudantil, APMF. Participação dos Pais, Reuniões de Pais e Mães e Reuniões Pedagógicas que aprofundem a construção acerca da escola que queremos e de como construí-la. Refletindo e buscando as soluções em conjunto, com consensos possíveis e trabalhando como dissensos como algo saudável na formação de sujeitos democráticos. 2.18 - CONCEPÇÃO DE CURRÍCULO Conjunto de dados relativos à aprendizagem escolar, organizados para orientar as atividades educativas, as formas de executá-las e suas finalidades. Geralmente, exprime e busca concretizar as intenções dos sistemas educacionais e o plano cultural que eles personalizam como modelo ideal de escola defendido pela sociedade. A concepção de currículo inclui desde os aspectos básicos que envolvem os fundamentos filosóficos e sociopolíticos da educação até os marcos teóricos e referenciais técnicos e tecnológicos que a concretizam na sala de aula.
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    A Lei deDiretrizes e Bases da Educação (LDB), de 1996, orienta para um currículo de base nacional comum para o ensino fundamental e médio. As disposições sobre currículo estão em três artigos da LDB. Numa primeira referência, mais geral, quando trata da Organização da Educação Nacional, define-se a competência da União para "estabelecer em colaboração com os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, competências e diretrizes para a educação infantil, o ensino fundamental e o ensino médio, que nortearão os currículos e seus conteúdos mínimos, de modo a assegurar formação básica comum". Outras referências, mais específicas, estão no capítulo da Educação Básica, quando se define que "os currículos do ensino fundamental e médio devem ter uma base nacional comum, a ser complementada, em cada sistema de ensino e estabelecimento escolar, por uma parte diversificada, exigida pelas características regionais e locais da sociedade, da cultura, da economia e da clientela". Finalmente, são estabelecidas as diretrizes que deverão orientar os "conteúdos curriculares da educação básica", que envolvem: valores, direitos e deveres e orientação para o trabalho. A LDB sugere uma flexibilização dos currículos, na medida em que se admite a incorporação de disciplinas que podem ser escolhidas levando em conta o contexto local. No ensino nas zonas rurais, por exemplo, é admitida a possibilidade de um currículo "apropriado às reais necessidades e interesses dos alunos". 2.19 - CONCEPÇÃO DE LETRAMENTO Letramento é o resultado da ação de ensinar a ler e escrever. É o estado ou a condição que adquire um grupo social ou um indivíduo como consequência de ter-se apropriado da escrita. É usar a leitura e a escrita para seguir instruções (receitas, bula de remédio, manuais de jogo), apoiar à memória (lista), comunicar-se (recado, bilhete, telegrama), divertir e emocionar- se (conto, fábula, lenda), informar (notícia), orientar-se no mundo (Atlas) e nas ruas (os sinais de trânsito)...
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    A palavra letramentonão está dicionarizada, porque foi introduzida muito recentemente na língua portuguesa, tanto que quase podemos datar com precisão sua entrada na nossa língua, identificar quando e onde essa palavra foi usada pela primeira vez. Parece que a palavra letramento apareceu pela primeira vez no livro de Mary Kato: No mundo da escrita: uma perspectiva psicolinguística, de 1986. "Acredito que a chamada norma padrão, ou a língua falada culta, é consequência do letramento, motivo porque, indiretamente é função da escola desenvolver no aluno o domínio da linguagem falada institucionalmente aceita”. (Mary Kato, 1986) O letramento tem início quando a criança começa a conviver com as diferentes manifestações da escrita na sociedade e se amplia cotidianamente por toda vida, com a participação nas práticas sociais que envolvem a língua escrita. Abarca as mais diversas práticas de escrita na sociedade e pode ir desde uma apropriação mínima da escrita, tal como o indivíduo que é analfabeto, mas letrado na medida em que identifica o valor do dinheiro e o ônibus que deve tomar, consegue fazer cálculos complexos, sabe distinguir marcas de mercadorias etc., porém não escreve cartas, não lê jornal, etc. Se as crianças não sabem ler, mas pede que leiam histórias para ela, ou finge estar lendo um livro, se não sabe escrever, mas faz rabiscos dizendo que aquilo é uma carta que escreveu para alguém, é letrada, embora analfabeta, porque conhece e tenta exercer, no limite de suas possibilidades, práticas de leitura e de escrita. "O desenvolvimento de habilidades de uso da tecnologia da escrita, isto é, da apropriação do sistema alfabético e ortográfico, acontece por meio da inserção em práticas sociais que envolvem a leitura e escrita: letramento”. (Magda Soares). A alfabetização de qualquer indivíduo é algo que nunca será alcançado por completo, ou seja, não há um ponto final. A realidade é que existe a extensão e a amplitude da alfabetização no educando, no que se diz respeito às práticas sociais que envolvem a leitura e a escrita. Nesse âmbito, muito estudiosos discutem a necessidade de se transpor os rígidos conceitos estabelecidos sobre a alfabetização, e assim, considerá-la como a relação
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    entre os educandose o mundo, pois, este está em constante processo de transformação. "O ato de ler e escrever deve começar a partir de uma compreensão muito abrangente do ato de ler o mundo, coisa que os seres humanos fazem antes de ler a palavra. Até mesmo historicamente, os seres humanos primeiro mudaram o mundo, depois revelaram o mundo e a seguir escreveram as palavras". (Paulo Freire) 2.20 - CONCEPÇÃO DE INFÂNCIA O conceito de infância, enquanto fase da vida do ser humano, não tem mais de dois séculos de existência, como demonstrou Ariès (1981). Sua concepção foi sendo elaborada de maneira articulada a toda uma conjuntura, que esboçou a chamada época moderna, junto ao surgimento e à consolidação dos modos de produção capitalista. Segundo Bujes (2002), a definição de infância tende a estabelecer-se de forma universal e hegemônica, por efeito da produção e disseminação de um discurso científico, de imagens e de políticas públicas e ações da sociedade civil. Assim, o modo como compreendemos a infância hoje nasce junto a um novo conceito de homem, caracterizado por como um sujeito autônomo, empreendedor e competitivo. E ainda hoje ela é vista de maneira paradoxal: por um lado, é tratada como símbolo de pureza, livre ainda das implicações trazidas pelo mundo do trabalho; por outro, é associada à ideia de futuro, e passa a ser considerada a partir daquilo que ainda não é, mas que, supostamente, se tornará, se orientada pela lógica do trabalho e da produção. A atuação da comissão “Criança Constituinte” resultou no reconhecimento da educação de zero a seis anos como direito da criança, por inclusão, pois destaca-se na Constituição (art. 205) que a educação é direito de todos, o que é reafirmado no Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA – de 1990. Ainda no clima da participação popular e institucional pelos direitos da criança, durante a elaboração da nova Constituição, foi redigido o primeiro projeto da LDB, figurando a educação infantil. Segundo o Projeto de Lei nº
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    1.258-B, de 1988,aprovado na Câmara Federal, no dia 13 de maio de 1993, que viria a dar origem à Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, a Educação Infantil é entendida como a primeira etapa da Educação Básica. A Educação Infantil adquire legalmente especificidade ao proporcionar condições para o desenvolvimento físico, psicológico e intelectual. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, nº. 9.394/96 incorpora a Educação Infantil no interior do sistema de ensino, ocupando nível da educação básica, destinada às crianças na faixa etária de zero a seis anos de idade. 2.21 - CONCEPÇÃO DE ADOLESCÊNCIA Assim como a infância, a adolescência é também compreendida hoje como uma categoria histórica, que recebe significações e significados que estão longe de serem essencialistas. É como afirma Pitombeira (2005): a naturalização da adolescência e sua homogeneização só podem ser analisadas à luz da própria sociedade. Adolescência, período da vida humana entre a puberdade e a adultície, vem do latim adolescentia, adolescer. É comumente associada à puberdade, palavra derivada do latim pubertas-atis, referindo-se ao conjunto de transformações fisiológicas ligadas à maturação sexual, que traduzem a passagem progressiva da infância à adolescência. Esta perspectiva prioriza o aspecto fisiológico, quando consideramos que ele não é suficiente para se pensar o que seja a adolescência. Um dos principais fundamentos da perspectiva sócio-histórica-cultural de Vigotski indica que os comportamentos dos indivíduos nascem e se entrelaçam a partir de duas linhas de desenvolvimento: uma de origem biológica (natural) e outra de origem sócio-cultural(social). O desenvolvimento humano se caracteriza por um processo dialético e complexo, marcado por idas e vindas, avanços e retrocessos, por saltos qualitativos um complexo sistema constituído pela unidade dialética dos fenômenos do desenvolvimento que se distingue por uma complicada periodicidade, a desproporção no desenvolvimento das diversas funções, as metamorfoses ou transformação qualitativa de umas formas em outras, um entrelaçamento complexo de processos evolutivos e involutivos, o complexo cruzamento de fatores externos e internos, um complexo processo de superação de dificuldades e de adaptação (VYGOTSKI, 1931/1995, p. 141).
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    Os teóricos daadolescência há muito tem concordado que a transição da segunda infância para a idade adulta é acompanhada pelo desenvolvimento de uma nova qualidade de mente, caracterizada pela forma de pensar sistemática, lógica e hipotética. 2.22 - CONCEPÇÃO DE EDUCAÇÃO INTEGRAL Enquanto concepção teórica, a educação integral prevê a formação mais integral possível do sujeito, isto é, a oferta de oportunidades de acesso às várias instâncias culturais da sociedade e a visão do ser humano como um ser composto por diversas camadas inter-relacionadas que dizem respeito não apenas à cognição, mas à emoção, subjetividade, desejos, inteligibilidade, sociabilidade, entre outras. A educação integral também considera um papel crítico-emancipatório para a educação, estimulando a gradativa autonomia dos educandos em sua formação como cidadãos. Enquanto projeto em implementação, engloba a ampliação da jornada escolar, em dois turnos, com ampliação também das atividades curriculares, que passam a se compor de outros macrocampos de atividades, como: Acompanhamento Pedagógico; Meio Ambiente; Esporte e Lazer; Direitos Humanos em Educação; Cultura e Artes; Cultura Digital; Promoção da Saúde; Educomunicação; Investigação no Campo das Ciências da Natureza; Educação Econômica. A educação integral contemporânea ainda considera a ampliação dos espaços educativos, que se projetam para além da escola, abrangendo espaços comunitários e urbanos, como salões, igrejas, museus, bibliotecas e parques. A Educação Integral exige mais do que compromissos: impõe também e principalmente projeto pedagógico, formação de seus agentes, infraestrutura e meios para sua implantação. Porém, a proposição de uma política de educação integral transcende os objetivos da ampliação do tempo escolar como medida que visa alcançar unicamente melhores resultados de aprendizagem ou ampliação desse tempo apenas como adequação da escola às novas condições e demandas das famílias. Os propósitos devem estar ancorados em concepção mais abrangente e consequente de educação integral, que localiza
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    a ampliação dotempo destinado à educação de crianças e jovens “como parte integrante da mudança da própria concepção de educação escolar (...)”. (Cavaliere, 2007). Educação Integral na Agenda Pública: as distinções se fazem necessárias, assim, educação integral não se resume a tempo integral, embora o tempo seja condição necessária para efetivá-la. O consenso é que deve haver mais tempo durante o qual a criança é conduzida por um educador, presumindo-se que mais tempo possibilite uma quantidade maior de oportunidades de aprendizagem. Isso significa que uma política efetiva de educação integral não se traduz, apenas, em aumentar o tempo de escolarização, mas requer mudar a própria concepção e o tipo de formação oferecido aos futuros cidadãos. Aqui se coloca outra questão importante: uma jornada de tempo integral não pode eliminar o tempo doméstico a que a criança e sua família têm direito. Muitos países resolveram essa questão assegurando um meio período durante a semana para que crianças possam permanecer no espaço doméstico, sujeito às demandas familiares. 2.23 - O LETRAMENTO NO CONTEXTO SOCIAL Um grave problema é que há pessoas que se preocupam com alfabetização sem se preocupar com o contexto social em que os alunos estão inseridos. "... de que adianta alfabetizar se os alunos não têm dinheiro para comprar um livro ou uma revista? A escola, além de alfabetizar, precisa dar as condições necessárias para o letramento. E um dos pontos importantes para letrar, é saber que há distinção entre alfabetização e letramento, entre aprender o código e ter habilidade de usá-lo. Ao mesmo tempo em que é fundamental entender que eles são indissociáveis e têm as suas especificidades, sem hierarquia ou cronologia: pode-se letrar antes de alfabetizar ou o contrário. Essa compreensão é o grande problema das salas de aula. As crianças chegam ao segundo ciclo sem saber ler e escrever, elas precisam ser alfabetizadas convivendo com material escrito de qualidade.
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    Assim, a criançase alfabetiza sendo, ao mesmo tempo, letrada. “É possível alfabetizar letrando por meio da prática da leitura e escrita”. (Maria Lucia Mexias Simon, USS e UVA). Socialmente e culturalmente, a pessoa letrada já não é a mesma que era quando era analfabeta ou iletrada; ela passa a ter outra condição social e cultural – ao se trata propriamente de mudar de nível ou de classe social, cultural, mas de mudar seu lugar social, seu modo de viver na sociedade, sua inserção na cultura – sua relação com os outros, com o contexto, com os bens culturais, tornar-se diferente. Há a hipótese de que se tornar letrado é também se tornar cognitivamente diferente: a pessoa passa a ter uma forma de pensar diferente da forma de pensar de uma pessoa analfabeta ou iletrada. Já as crianças convivem com a língua oral em diferentes situações de interação social e, por meio desta, aprendem sobre si, sobre os seus pares e sobre a realidade que as cercam. Estão igualmente cercadas de situações nas quais estão presentes as práticas sociais de leitura e escrita, como, por exemplo: escrita de cartas, bilhetes e avisos, leitura de rótulos de embalagens, placas e outdoor, escuta de histórias, poemas e parlendas, dentre outros. Não é novidade que o Brasil ainda enfrenta insistentemente o problema do analfabetismo, tanto de crianças que saem da escola e de outros que não tiveram a oportunidade de se apropriarem do saber da leitura e escrita. É fato que o nosso país possui um número significativo de indivíduos que não adquiriram o saber necessário para atender às exigências de uma sociedade letrada. 2.24 - ENSINO FUNDAMENTAL DE NOVE ANOS E LETRAMENTO Ter acesso a educação é um direito da criança e do adolescente, para que a formação integral aconteça é necessária uma visão ampla sobre o ser humano, compreender como se desenvolve, como aprende, como se relaciona, entre outros fatores relevantes. O Ensino Fundamental, é uma etapa de escolarização obrigatória, é oferecido gratuitamente. O exposto na resolução nº 7/2010, do Conselho Nacional de Educação, no artigo 4º e seu parágrafo único diz que: “As escolas que ministram esse
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    ensino deverão trabalharconsiderando essa etapa da educação, como aquela capaz de assegurara a cada um e a todos o aceso ao conhecimento e aos elementos da cultura, imprescindíveis ao desenvolvimento pessoal e para a vida em sociedade, assim, com os benefícios de uma formação comum, independentemente da grande diversidade da população escolar e das demandas sociais. Para tanto, o trabalho do educador deve estar pautado no letramento, “Letrar é mais que alfabetizar, é ensinar a ler e escrever dentro de um contexto onde a escrita e a leitura tenham sentido e faça parte da vida do aluno”. (Disponível em: < http://verzeri.org.br/artigos/003.pdf> Acesso em: 22, set. 2011) Letrar é o sentido ampliado de alfabetizar, existem os letrados, que não são alfabetizados, não sabem ler e escrever, no entanto, conseguem se comunicar de variadas formas, utilizando a linguagem necessária, encontra-se também, os alfabetizados não são letrados, são aqueles que não compreendem como podem utilizar a leitura e a escrita e não se beneficiam desse conhecimento, mesmo sabendo decodificar as palavras. O exercício do letramento cabe a todos os professores do Ensino Fundamental, tanto da primeira fase, quanto da segunda, é seu papel oportunizar ao educando, contato com a prática social da leitura e da escrita, levando-o a perceber que tais instrumentos ao longo dos anos podem transformar suas vidas. 2.25 - O LETRAMENTO PARA TODAS AS DISCIPLINAS O letramento não é só de responsabilidade do professor de língua portuguesa ou dessa área, mas de todos os educadores que trabalham com leitura escrita. "... mesmo os professores das disciplinas de geografia, matemática e ciências. Alunos leem e escrevem nos livros didáticos. Isso é um letramento específico de cada área de conhecimento. O correto é usar letramentos, no plural. Cada professor, portanto, é responsável pelo letramento em sua área". (Magda Becker Soares) Cabem aos professores, responsáveis pelo ensino da leitura e da escrita, oferecer oportunidades de acesso à cultura escrita, ampliando as capacidades e as experiências das crianças de modo que elas possam ler e escrever com autonomia.
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    Para tanto, faznecessário que, por meio das práticas alfabetizadoras, contemplem, de maneira articulada e simultânea, os processos de alfabetização e o letramento, ou seja, a apropriação do sistema alfabético e ortográfico e o uso da língua em práticas sociais de leitura e escrita. O profissional de educação deve ser capaz de fazer sua interferência na realidade, o que certamente, gerará novos conhecimentos, e isto, é bem mais elevado do que simplesmente se enquadrar na mesma. Por isso que o letramento é um fenômeno social; logo, essa intervenção que se faz necessária pode ser proporcionada por ele. Para o educador se tornar um "professor-letrador" necessário se faz, primeiramente, obtenha informações a respeito do tema, as suas dimensões e, sobretudo, a sua aplicação. Essa última é desenvolvida através de pesquisas e investigação, que geram subsídios-suporte. Paulo Freire afirma que para o educador, o ato de aprender "é construir, reconstruir, constatar para mudar, o que não se faz sem abertura ao risco e à aventura do espírito". Esta constatação não está relacionada somente ao educando, pois sabemos que o educador tem que estar sempre adquirindo novos aprendizados, lançando-se a novos saberes, e isto resultam em mudanças de vários aspectos, como também, gera o enriquecimento tanto para o educador quanto para o educando, que com certeza lucrará com esse desenvolvimento. Então, necessário é que o educador atente-se para aquilo que é sumariamente importante na sua formação, ou seja, "o momento fundamental é o da reflexão crítica sobre a prática", e, "quanto mais inquieta for uma pedagogia, mais crítica ela se tornará". (Freire, 1990).
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    3 - MARCOOPERACIONAL A LDB diz "A Educação dever da família e do Estado, inspirado nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho". E isso não se dá por decreto, como afirma Paulo Freire, "não se muda a cara da escola por um ato de vontade do Secretário” (1992, p.35), é preciso envolver professores, alunos, funcionários, pais e membros da comunidade. É nesse sentido que a gestão democrática passa a se constituir no elemento essencial para definir qual o tipo de educação que está sendo praticada e para quê. Ou seja, para garantir, como prevê a Constituição, padrão de qualidade e igualdade de acesso e permanência na escola o primeiro passo é a gestão democrática que só será obtida com muita luta e com cada um assumindo seu papel. O Colégio Estadual do Campo Olavo Bilac - EFM permite e incentiva a participação constante de todos os profissionais em eventos de capacitação e formação continuada, pois entende a importância de estar sempre se atualizando e incorporando novas metodologias para uma prática docente de qualidade. Além disso, a escola realiza anualmente as reuniões pedagógicas previstas em calendário escolar (de três a quatro ao ano) e, também em caráter excepcional, sempre que necessário, e a participação dos professores é bastante significativa, o que mostra o interesse e compromisso dos mesmos com o cotidiano escolar. Devido ao porte da escola ser pequeno não é possível organizar a hora- atividade de forma a proporcionar o encontro dos profissionais por série, ou disciplina. Geralmente é um momento individual, porém quase todos os professores atuam nas mesmas turmas o que proporciona discussões relevantes durante o intervalo. Além disso, o momento da hora-atividade é utilizado para o planejamento das aulas, correção de atividades e estudos direcionados. Segundo DELORS (1996), a formação de professores deve transmitir uma concepção de pedagogia que transcenda o utilitário e estimule a capacidade de questionar, a interação, a análise de diferentes hipóteses. Uma
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    das finalidades essenciaisda formação de professores é desenvolver neles a qualidade de ordem ética, intelectual e afetiva que a sociedade espera que possuam de modo a poderem em seguida cultivar nos seus alunos o mesmo leque de qualidades. Uma formação de qualidade supõe que os futuros professores sejam postos em contacto com os professores experimentados. Assim sendo, os professores em exercício deviam poder dispor com regularidade de ocasiões para aperfeiçoar-se, através de sessões de trabalho de grupo e de estágios de formação contínua. O reforço da formação contínua dispensada segundo modalidades tão flexíveis quanto possível – pode contribuir muito para aumentar o nível de aprendizagem e a motivação dos professores. Os professores devem estar mais intimamente associados às decisões relacionadas à educação. Para poder fazer um bom trabalho os professores devem não só ser profissionais qualificados, mas também beneficiar de apoios suficientes. Há que dar-lhes os instrumentos de que necessitam para poderem desempenhar melhor suas várias funções. Em contrapartida, os alunos e a sociedade no seu conjunto têm o direito de esperar deles que cumpram seu trabalho com dedicação e com um profundo sentido de responsabilidade. Deve-se estimular o envolvimento e a participação democrática e afetiva da comunidade a criar mecanismo que assegurem o seu desenvolvimento nos projetos educativos das escolas. Em resumo, busca-se um ensino de a qualidade, capaz de formar cidadãos que interfiram criticamente na realidade para transformá-la e não apenas para que se integrem ao mercado de trabalho. A construção contínua de um currículo que possibilite essa transformação é que vai possibilitar essa tão procurada “educação de qualidade” e uma gestão democrática é fator fundamental para que esta realidade se efetive. 3.1 - GESTÃO DEMOCRÁTICA O processo de gestão democrática escolar deve ser dinâmico, global, abrangente, participativo, envolvendo autores e atores para as tomadas de decisões. Mas não basta tomar decisões. É preciso que, ao fazê-lo seja
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    assumido compromisso parasua realização. Realizar uma gestão democrática implica respeitar o contexto real da comunidade escolar, compartilhando responsabilidades de todos. O envolvimento de professores, professora pedagoga, funcionário, conselho escolar, conselho de classe, representantes de turmas, grêmio estudantil e APMF é fundamental neste trabalho. A escola também deve buscar sensibilizar e conscientizar todo o sistema educacional para que seja garantida uma educação de qualidade para todos. O modelo de gestão escolar é composto pelo diretor(a) e diretor(a) auxiliar, escolhidos democraticamente entre os componentes da comunidade escolar, conforme a legislação em vigor. Expressão relacionada à atuação que objetiva promover a organização, a mobilização e a articulação de todas as condições materiais e humanas necessárias para garantir o avanço dos processos socioeducacionais dos estabelecimentos de ensino orientadas para a promoção efetiva da aprendizagem pelos alunos. O conceito de gestão escolar foi criado para superar um possível enfoque limitado do termo administração escolar. Foi constituído a partir dos movimentos de abertura política do país, que começaram a promover novos conceitos e valores, associados, sobretudo à ideia de autonomia escolar, à participação da sociedade e da comunidade, à criação de escolas comunitárias, cooperativas e associativas e ao fomento às associações de pais. Assim, no âmbito da gestão escolar, o estabelecimento de ensino passou a ser entendido como um sistema aberto, com uma cultura e identidade própria, capaz de reagir com eficácia às solicitações dos contextos locais em que se inserem. A gestão escolar aponta questões concretas da escola e de sua administração, baseadas no que se convencionou chamar de “escolas eficazes”. Estas possuem características como orientação para resultados, liderança marcante, consenso e coesão entre funcionários a respeito dos objetivos da escola, ênfase na qualidade do currículo e elevado grau de envolvimento dos pais. A autonomia administrativa, financeira e pedagógica e o estabelecimento de mecanismos que assegurem a escolha de dirigentes são algumas das estratégias consideradas essenciais para o fortalecimento da gestão escolar.
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    Algumas características dagestão escolar democrática são o compartilhamento de decisões e informações, a preocupação com a qualidade da educação e com a relação custo-benefício, a transparência (capacidade de deixar claro para a comunidade como são usados os recursos da escola, inclusive os financeiros), compartilhar decisões significa envolver pais, alunos, professores funcionários e outras pessoas da comunidade na administração escolar. Quando as decisões são tomadas pelos principais interessados na qualidade da escola, a chance de que deem certo é bem maior. Ações para assegurar a gestão democrática.  Construção e implementação do Projeto Político Pedagógico;  Organização do Trabalho Pedagógico no cotidiano do Colégio;  Coordenar a elaboração coletiva do Projeto Político Pedagógico;  Criar condições para a participação dos profissionais da Escola e Comunidade na construção e implementação do Projeto Político Pedagógico;  Organizar o tempo e espaço escolar para o trabalho pedagógico e práticas docentes;  Produzir e implementar as Propostas Curriculares de todas as disciplinas do Ensino Fundamental e Médio;  Viabilizar a formação continuada aos profissionais da Escola;  Assessorar o Professor na elaboração dos Planos: Anual e de Aulas;  Coordenar os Conselhos de Classe e planejar com o colegiado as intervenções e encaminhamentos às situações levantadas;  Participar da análise, nos aspectos pedagógicos, e da referida regularização da Vida Escolar de estudantes oriundos de outros Estabelecimentos, Estados e/ou Países;  Orientar e incentivar os estudantes para assumirem com responsabilidade disciplinas em dependência ou com adaptação;  Incentivar professores, estudantes e comunidade escolar no desenvolvimento de Projetos;  Incentivar e propiciar a participação da Comunidade Escolar nas atividades do Colégio;
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     Atender ospais de forma contínua, durante todo o ano letivo, visando a participação dos mesmos no processo ensino e aprendizagem;  Assessorar e acompanhar as atividades avaliativas, tanto escolares como institucionais; DETALHAMENTO DAS AÇÕES  Estudos e elaboração do PPP pelos membros da Comunidade Escola;  Organização do espaço e tempo: o matriz curricular, turmas – distribuição de aulas; o calendário escolar – planejamentos – Conselhos de Classe – Grupos de Estudos; o projetos – atividades culturais e esportivas.  Estudos e produção das Propostas Curriculares de cada disciplina do Ensino Fundamental e do Ensino Médio;  Formação Continuada – Capacitação – Grupos de Estudos, palestras a nível de Escola. Divulgar os eventos do Estado: Simpósios – Cursos – Reuniões Técnicas, P.D.E.;  Suporte teórico e prático na elaboração dos Planos Anuais e de Aula, conhecendo os materiais e equipamentos, bem como, os livros didáticos e o acervo da biblioteca que está disponível para o Planejamento e para a prática docente;  Participar de todos os Conselhos de Classe de forma a garantir um processo coletivo de reflexão – ação, sobre o trabalho pedagógico;  Análise e encaminhamentos necessários para a regularização da Vida Escolar de estudantes, oriundos de outros Estabelecimentos, Estados e/ou Países, com a realização de adaptações de disciplinas;  Definição de professores e horários para que atendam estudantes com disciplinas em dependência;  Projetos, com plano de ação próprio;
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     Participação dospais na Escola: o atendimento individualizado; o reuniões – palestras – eventos; o Conselhos de Classe; o trabalhos voluntários.  Estudos, reflexões e aprofundamento relativos a práticas Avaliativas, presentes no processo ensino aprendizagem, para que o professor possa escolher os melhores procedimentos para sua prática;  Realizar a Avaliação Institucional. CONDIÇÕES/RECURSOS  Diretrizes Curriculares – de todas disciplinas – SEED;  Propostas Curriculares elaboradas pelo Colégio;  Livros – textos – documentos enquanto suporte para estudos;  Calendário e Matriz Curricular;  Todo ambiente escolar;  Envolvimento de todos que fazem parte da Comunidade Escolar;  Materiais e equipamentos do Colégio. RESPONSÁVEL  Equipe Pedagógica. CRONOGRAMA  Todo o ano letivo. 3.2 - CONSELHO ESCOLAR O Conselho Escolar é um órgão colegiado de natureza consultiva, deliberativa e fiscal, com o objetivo de estabelecer o Projeto Político Pedagógico da escola, critérios relativos à sua ação, organização, funcionamento e relacionamento com a comunidade, nos limites da legislação em vigor e compatíveis com as diretrizes e política educacional traçadas pela Secretaria de Estado da Educação.
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    As atribuições dosconselhos escolares, seu funcionamento e sua composição, dentro outros aspectos, são determinados pelo regimento comum de cada Conselho Escolar, é necessário, elaborar um Estatuto, prevendo e estabelecendo normas. É de fundamental importância à compreensão do papel político do conselho como instância deliberativa e coletiva, que por um lado, não exclui ou nega as responsabilidades legais inerentes aos cargos existentes na escola e, por outro, conta com a contribuição daqueles que participam nas tomadas de decisões. É preciso ter clareza, no entanto, que o essencial é compreender que não é necessário que todos façam tudo, mas que todos decidam juntos, com base na discussão coletiva. Não se pode considerar a natureza dos Conselhos como uma questão menor. O Conselho Escolar tem por finalidade promover a articulação entre os vários segmentos organizados da escola e da sociedade civil a fim de garantir a eficiência e a qualidade de seu funcionamento com participação efetiva no planejamento de ações a serem implementadas, na elaboração do calendário escolar e para tratar de assuntos relacionados ao bom andamento da Instituição de Ensino. O Conselho de natureza deliberativa é o que melhor pode contribuir, ativa e efetivamente, para que a democratização e autonomia da escola sejam alcançadas, o que representa grande avanço na direção do exercício permanente da democracia e da cidadania na escola e na sociedade em geral. Para a escolha dos representantes do Conselho Escolar são feitas reuniões separadamente de professores, funcionários, alunos, pais e representantes da sociedade civil. As reuniões para discutir, e/ou decidir assuntos que implica a participação do Conselho são feitas sob a convocação do presidente (Direção da Escola). O Conselho Escolar do Colégio Estadual do Campo Olavo Bilac é constituído pelos seguintes membros: 3.2.1 - 1º Segmento: Profissionais da Escola Presidente: David Fachi. Representante da Equipe Pedagógica: Diene Bontempo.
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    Representante da Equipetécnico- administrativa: Francielly Giacomini. Suplente: Viviane Francisca Pereira de Souza. Representante dos Agentes Educacionais I: Carmelita Pereira de Souza. Suplente: Bernardete Lunardi. 3.2.2 - 2º Segmento: Comunidade Atendida pelo Estabelecimento de Ensino Representante dos Pais de alunos: Marcia Helena Similli Sartori. Suplente: Silvia Mara Skottki Pinto. Representante dos alunos: Laisa Ruana Bontempo. Suplente: Gustavo Marques da Silva. 3.2.3 - 3º Segmento: Movimentos Sociais Organizados Representante da APMF: Antônio Sérgio Garcia Suplente: Vagner Bonfante Representante da Comunidade: Geraldo Skottki Suplente: Ivan Bontempo 3.2.4 - OBJETIVOS DO CONSELHO ESCOLAR  Promover a qualidade de ensino;  Garantir o cumprimento das normas da escola;  Fortalecer o compromisso da sociedade com a escola;  Valorizar outras formas de pensar, além das ideias dos profissionais da educação;  Buscar o apoio da sociedade nos projetos desenvolvidos pela escola. 3.2.5 - AÇÕES DO CONSELHO ESCOLAR  Ao final de cada bimestre são analisados tabelas e gráficos dos resultados obtidos pelos alunos em termos de notas. Além disso, esses
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    dados promovem areflexão sobre a prática dos professores, possibilitando orientar ações no sentido de recuperar os alunos com baixo rendimento;  A partir da chamada feita pela professora pedagoga, auxiliar na conscientização do aluno e de seus familiares quanto à importância da presença em sala de aula;  Organizar grupos de estudos para conhecer e refletir sobre o Projeto Político Pedagógico;  Participação efetiva nos eventos promovidos pela escola, tanto no que diz respeito a angariar fundos como em projetos que aproximem os pais da escola como: gincanas, homenagens, etc.  Contribuir na conscientização da comunidade escolar para a conservação do patrimônio público de uso da escola; 3.3 - GRÊMIO ESTUDANTIL O grêmio estudantil é a organização dos estudantes. Ele é formado apenas por alunos. O grupo desenvolve de forma independente, desenvolvendo atividades culturais e esportivas organizam debates sobre assuntos de interesse dos estudantes, que não fazem porte do currículo escolar. O grêmio não tem caráter político-partidário, religioso, racial e também não deverá ter fins lucrativos. O Grêmio Estudantil Independência é o órgão máximo de representação dos estudantes do Colégio Estadual do Campo Olavo Bilac – Ensino Fundamental e Médio. Ele defende seus interesses individuais e coletivos, incentiva a cultura literária, artística e desportiva de seus membros, além de promover a cooperação entre administradores, funcionários, professores e alunos no trabalho escolar buscando seu aprimoramento. Através do Grêmio, são realizados intercâmbios e colaborações de caráter cultural e educacional com outras instituições educacionais, assim como a filiação às entidades gerais UMES, UPES e UBES, bem como o desenvolvimento de um trabalho de conscientização junto a comunidade como
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    a elaboração decartilhas educativas que visam a conscientização quanto ao uso e manuseio de agrotóxicos e suas consequências. Os representantes do Grêmio Estudantil foram eleitos pelos próprios alunos, participam e apoiam as atividades realizadas na e pela escola. Fazem parte da Diretoria do Grêmio: Presidente: Laisa Ruana Bontempo. Vice-Presidente: Ricardo Henrique Simelli Sartori. Secretária Geral: Eloisa Knoor Ferreira. 1ª Secretário: Akai Baruci Grama. Tesoureiro Geral: Antony Bontempo Garcia. 1º Tesoureira: Brenda Stefany Piancol. Diretor de Imprensa: Gustavo Marques da Silva. Diretor de Esporte: Bruno Soares Piancol. Diretora de Cultura: Ana Beatriz Pinto Ferreira. Diretora de Saúde e Meio Ambiente: Tainara da Cruz Galvão. 3.3.1 - ESTATUTO DO GRÊMIO ESTUDANTIL O Estatuto do Grêmio Estudantil é um documento que estabelece as normas sob as quais ele vai funcionar, explicando como serão as eleições, a composição da Diretoria e como a entidade deve atuar em certos casos. 3.3.2 – OBJETIVOS DO GRÊMIO ESTUDANTIL  Desenvolver a representatividade, integração às diferenças, em benefício do crescimento coletivo;  Formar um grupo democrático, participativo e comprometido com questões sociais e ambientais;  Buscar parcerias para o desenvolvimento das atividades escolares;  Trabalhar a conscientização dos educandos em relação ao compromisso com um ambiente favorável à aprendizagem.
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    3.3.3 - AÇÕESPOSSÍVEIS DO GRÊMIO ESTUDANTIL  Participação em palestras sobre divulgação do que é o Grêmio Estudantil;  Grupos de estudos onde são trabalhadas questões como: doenças, drogas, conservação ambiental, entre outros;  Participação na escolha dos representantes de turma;  Organização de gincanas culturais, esportivas e solidárias;  Organização de homenagens em datas comemorativas;  Contribuir para a organização da sala de aula;  Buscar alternativas para problemas cotidianos;  Estudo do Estatuto do Grêmio Estudantil e possíveis reformulações. 3.3.4 - AVALIAÇÃO DAS AÇÕES A partir da realização de projetos que visem as ações acima citadas, serão feitas reuniões para reflexão sobre os projetos e levantadas sugestões para superar os problemas encontrados, aprimorando cada ação. 3.3.5 - REPRESENTANTE DE TURMA/CLASSE O representante de turma é escolhido pela própria turma, sob orientação do professor, é aquele que a classe confia seus anseios. Ele tem a função de atuar como elo de comunicação entre a escola e a classe. 3.3.6 - AVALIAÇÃO Estaremos sempre, nas reuniões ordinárias, extraordinárias ou nos grupos de estudos, discutindo e avaliando as ações desenvolvidas pela escola. A partir destas discussões esperamos aprimorar ou instaurar no que venham ao encontro das necessidades da instituição. 3.4 - APMF Associação de Pais, Mestres e Funcionários do Colégio Estadual do Campo Olavo Bilac - Ensino Fundamental e Médio, pessoa jurídica de direito
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    privado é umórgão de representação de Pais, Mestres e Funcionários do estabelecimento de Ensino, não tendo caráter político, partidário, racial e nem fins lucrativos, não sendo remunerados os seus Dirigentes e Conselheiros. A escolha para compor a APMF é feita quando o Diretor reúne professores, funcionários e pais, onde são formadas as chapas para passarem pelo processo de votação. A APMF é uma grande aliada da escola, com participação na elaboração e constante acompanhamento na evolução do Projeto Político Pedagógico, pois é bastante participativa, não só nas reuniões ordinárias, mas sempre que necessita da presença da mesma. A APMF tem por objetivo promover o entrosamento entre pais, alunos, professores e funcionários e toda a comunidade, através de atividades sócio- educativas e culturais e desportivas, gerir e administrar os recursos financeiros próprios e os que lhes forem repassados através de convênios, de acordo com as prioridades estabelecidas em e união conjunta com o Conselho Escolar; Colaborar com a manutenção e conservação do prédio escolar e suas instalações, conscientizando sempre a comunidade sobre a importância desta ação. A APMF pode ser considerada uma ONG, para isto é necessário que seja registrado no Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, e assim para receber recursos para desenvolver projetos que venham de encontro com os ensinos da comunidade. A APMF do Colégio Estadual do Campo Olavo Bilac assim se constitui: Presidente: Antônio Sérgio Garcia. Vice Presidente: Vanderlei Bontempo. 1º Secretário: Francielly Giacomini. 2º Secretário: Viviane Francisca Pereira de Souza. 1º Tesoureiro: Vagner Aparecido Bonfante. 2º Tesoureiro: Ricardo Rogério Ferreira. Representantes dos Professores: Suzana Heringer da Silva e Luana Bontempo.
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    Representantes dos Funcionários:Carmelita Pereira de Souza e Bernardete Lunardi. Conselho Deliberativo e Fiscal: Silvia Cristina Vale, Cristina Knoor Ferreira, Fátima Bianchi, Cleudiane Cardoso dos Santos. Representante da Comunidade: Ivan Bontempo. 3.5 - DIVERSIDADE A educação deve ser também um espaço de cidadania e de respeito aos direitos humanos, o que tem levado o currículo a discutir o tema de inclusão de grupos minoritários. O desafio da escola é incluir a todos/as. Nessa perspectiva, deve-se assumir o compromisso político e social de garantir a todos/as o direito ao acesso à escolarização e ao saber sistematizado historicamente. Faz-se necessário que a escola identifique e reconheça os diferentes sujeitos e crie mecanismos de enfrentamento aos diversos preconceitos existentes e que possa garantir o direito ao acesso e a permanência, com qualidade, no processo educacional. A escola promoverá discussões sobre as temáticas da diversidade para que tenham seu espaço no currículo escolar interdisciplinarmente, a fim de 3.6 - RELAÇÕES ETNICO-RACIAIS E AFRODESCENDÊNCIA - HISTÓRIA CULTURA AFRO-BRASILEIRA E INDÍGENA A Lei Nº 11.645/08 é que estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional, para incluir no Currículo Oficial da rede de Ensino a obrigatoriedade da temática” História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena”. A educação das relações étnico-raciais impõe aprendizagens entre brancos, negros e indígenas, trocas de conhecimentos, quebra de desconfianças, projeto conjunto para construção de uma sociedade justa e igualitária.
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    3.7 - GÊNEROE DIVERSIDADE SEXUAL A sexualidade está presente no ser desde sua existência, ela é revelada e se desenvolve atendendo as necessidades do organismo. O conceito sobre sexualidade muda através dos tempos, este conceito revela a cultura dos indivíduos. Algumas vertentes da psicologia, como a psicanálise Freudiana, consideram a existência de sexualidade na criança já quando nasce. Propõe a passagem por fases (oral, anal, fálica) que contribuem ou definem a constituição da sexualidade adulta que virá a desenvolver-se posteriormente. (Disponível em: <http://www.infoescola.com/sexualidade/o-que-e-sexualidade/> Acesso em: 25 março 2010). O ser humano precisa gostar de si mesmo, compreender que é único, precisa aprender a conviver saudavelmente com as diferenças “Muitas vezes se confunde o conceito de sexualidade com o do sexo propriamente dito. É importante salientar que um não necessariamente precisa vir acompanhado do outro”. (Disponível em: <http://www.infoescola.com/sexualidade/o-quee- sexualidade/> Acesso em: 25 março 2010). A aprendizagem acontece a todo momento e em diversos lugares, a escola é lugar de trabalhar a educação sexual, revelando ao educando a beleza da vida, a beleza de ser gente. Na sociedade contemporânea, há muitas pessoas, entre elas um grande número de crianças, adolescentes e jovens, doentes emocionalmente, tristes, carentes e depressivos, com um imenso vazio dentro de si mesmas, procurando preencher este espaço com migalhas de “amor”. O pensamento crítico sobre o que fazer com esse corpo deve ser trabalhado, elevando a importância e individualidade de cada um. Cada vez mais cedo os jovens têm a vida sexual ativa, o ambiente escolar também é lugar de prevenção e a melhor maneira é proporcionar o conhecimento sobre doenças sexualmente transmissíveis que vem atingindo grande número de pessoas, bem como as sérias consequências e responsabilidades que envolvem a temática. possibilitar uma educação democrática e inclusiva, sem preconceitos nem discriminações. Fazem parte do Departamento da Diversidade:
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     Educação dasRelações Étnico-Racial – Lei nº 10.639/03  Educação Escolar Indígena – Lei nº 11.645/08  Educação Escolar do Campo – Lei nº 7352, 04/11/2010  Educação para o Envelhecimento – Lei 10.741/03  Lei nº 13.381 – História do Paraná  Educação das Relações de Gênero e Diversidade Sexual – Parecer CEE  01/09 e Instrução Conjunta 02/10 sobre o “nome social” para Travestis e Transexuais, maiores de 18 anos. A equipe multidisciplinar, conforme a Resolução nº 3399/2010 – GS/ SEED, são instancias de Organização do Trabalho Escolar e a finalidade é orientar e auxiliar o desenvolvimento das ações relativas à educação das relações Étnicos-Raciais e no Ensino da História e Cultura Afro-Brasileira, Africana e Indígena, durante o ano letivo, onde os temas serão desenvolvidos através de trabalhos interdisciplinares. Quanto à Cultura Afro-Brasileira e Africana, Lei 10.639/03 o Colégio tem desenvolvido trabalhos específicos, abordando conteúdos referentes ao tema durante o ano letivo, de forma interdisciplinar. Esses trabalhos culminam com o dia 20 de novembro, dia Nacional da Consciência Negra. Em consonância com a Lei 11.645/08, foi acrescentado a temática Indígena, onde ficou estabelecido que será trabalhado de forma que incluirá os diversos aspectos da história e da cultura que caracterizam a formação da população brasileira, resgatando as suas contribuições na história do Brasil. Em decorrência da alteração da Lei 9394/96, Lei de Diretrizes e Bases da Educação, para dispor sobre a obrigatoriedade de ensino de música na educação básica, a partir de 2011 através da Lei 11.769/08 o ensino da música passa a fazer parte do cotidiano dos alunos como conteúdo da disciplina de arte. Os conteúdos serão trabalhados em todo âmbito escolar, em especial nas áreas de artes, Língua Portuguesa e História.
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    3.8 - HISTÓRIADO PARANÁ A Lei 13.381 de 18/12/2001 torna obrigatório na Rede Pública Estadual de Ensino, dos conteúdos da disciplina História do Paraná, no Ensino Fundamental e Médio, objetivando a formação de cidadãos conscientes da identidade, potencial e valorização do nosso Estado. A disciplina História do Paraná deverá permanecer no currículo. A aprendizagem dos conteúdos curriculares deverá oferecer abordagens e atividades promovendo a incorporação dos elementos formadores da cidadania paranaense, partindo dos estudos das comunidades, municípios e microrregiões do Estado. Deverá ser incluída a Bandeira, o Escudo e o Hino do Paraná nos conteúdos da disciplina de Historia do Paraná. O hasteamento da Bandeira do Estado e o Canto do Hino do Paraná se constituirão atividades semanais regulares e, também nas comemorações festivas nos estabelecimentos da Rede Pública Estadual. 3.9 - DA EDUCAÇÃO ESPECIAL Conforme a Lei nº 9394/96, Art. 58 – Entende-se por Educação Especial, para os efeitos desta Lei, a modalidade da educação escolar, oferecida preferencialmente na rede regular do ensino, para educandos portadores de necessidades especiais. Segundo a Deliberação CEE nº02/03, o Art. 6º Será ofertado atendimento educacional especializado aos alunos com necessidades educacionais especiais decorrentes de: I – dificuldades acentuadas de aprendizagens ou limitações no processo de desenvolvimento que dificultem o acompanhamento das atividades curriculares, não vinculadas a uma causa orgânica específica ou relacionadas a distúrbios, limitações ou deficiências; II - dificuldades de comunicação e sinalização demandando a utilização de outras línguas, linguagens e códigos aplicáveis; III - condutas típicas de síndromes e quadros psicológicos neurológicos ou psiquiátricos;
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    IV – superdotaçãoou altas habilidades que, devido às necessidades e motivações específicas, requeiram enriquecimento, aprofundamento curricular e aceleração para concluir, em menor tempo, a escolaridade, conforme normas a serem definidas por Resolução da Secretaria de Estado da Educação. 3.10 - EDUCAÇÃO AMBIENTAL A Lei Nº 9705/99 que dispõe sobre a Educação Ambiental nos seus artigos: Art. 1º - Entendem-se por educação ambiental os processos por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constrói valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade. Art. 2º – A educação ambiental é um componente essencial e permanente da educação nacional, devendo estar presente, de forma articulada, em todos os níveis e modalidades do processo educativo, em caráter formal e não formal. O Colégio Estadual Do Campo Olavo Bilac trabalhará com uma pauta para a consolidação das políticas em educação ambiental, segundo como consta no (Vamos cuidar do Brasil: conceitos e práticas em educação ambiental na escola) MEC, que considerando a necessidade de constante aprimoramento do que é feito, é fundamental consolidar prioridades estratégicas adotadas nas atuais políticas públicas focalizadas na escola. Podemos destacar:  Dedicar especial atenção ao processo de formação de educadores ambientais, tanto no que se refere à formação inicial quanto à formação continuada. Para isso, é fundamental ampliar as relações de fomento e parceria com as instituições de ensino superior, principalmente as universidades públicas, muito ausentes até o momento, para a promoção de cursos de curta, média e longa duração. Estimular os debates e propor a reorganização das licenciaturas incluindo a pedagogia, como forma de assegurar a presença ou mesmo a obrigatoriedade da educação ambiental nos cursos de formação inicial dos professores. Incentivar a qualificação em nível de pós-graduação
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    ampliando o númerode docentes do ensino fundamental com títulos de mestrado e doutorado. Estimular políticas estaduais e municipais que garantam a liberação dos professores para a participação em cursos e que viabilizem maior disponibilidade de tempo para projetos e programas em educação ambiental.  Ampliar e fomentar o envolvimento de professores, direção, funcionários e alunos em espaços de participação (Agenda 21, Coletivos Educadores, COM-VIDA, conselhos, gestão colegiada etc.), como forma de se construir democraticamente as práticas ambientais escolares e favorecer a relação escola-comunidade.  Garantir a participação dos profissionais do ensino fundamental em eventos como forma de atualização de informações, incorporação nos debates das legítimas necessidades, práticas e entendimentos dos que aí atuam e rediscussão ou esclarecimento das finalidades da educação ambiental no Brasil, tendo por parâmetro o que está previsto em documentos como: Programa Nacional de Educação Ambiental e Política Nacional de Educação Ambiental, entre outros.  Abrir ampla discussão nacional, envolvendo outras secretarias do MEC, Órgão Gestor e sindicatos dos trabalhadores da educação, sobre a política educacional, principalmente no que se refere à organização curricular e ao fortalecimento do ensino público autônomo e democrático problematizando e definindo o que se deseja com a transversalização e com a interdisciplinaridade na educação ambiental, seus limites e possibilidades no contexto educacional brasileiro. 3.11 - ENFRENTAMENTO À VIOLÊNCIA NA ESCOLA Segundo a SEED/PR, “É necessário considerar o fenômeno da Violência a partir de uma perspectiva histórica, social e política. Compreende-se a violência na escola como um processo que se constitui historicamente no espaço e no tempo escolar. A violência na escola torna-se preocupante pelo fato de que enquanto espaço institucionalizado de desenvolvimento do
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    indivíduo pela educação.Sendo esta um processo de sociabilização, de desenvolvimento intelectual, científico e filosófico do indivíduo. A demanda de Enfrentamento à Violência na Escola visa ampliar a compreensão e formar uma consciência crítica sobre a violência e, assim, transformar a escola num espaço onde o conhecimento toma o lugar da força. De acordo com Gustavo Heidrich, “O caminho mais eficaz para combater a violência dura é a integração com a comunidade, que passa a respeitar o papel social da escola (ensinar) e a reconhecer que aquele espaço é de todos. "De vítima, ela passa a ser parceira do bairro e das famílias", afirma Ana Maria Leite, pesquisadora da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. A aproximação pode começar com o diálogo com os pais. Envolvê-los no acompanhamento da aprendizagem, dos êxitos e das dificuldades dos filhos é tarefa dos gestores e ajuda a romper o empurra-empurra sobre a responsabilidade pelo sucesso (ou o fracasso) escolar.” Outra frente bastante eficaz, segundo os especialistas, são atividades esportivas e culturais, que podem ser feitas em parcerias que articulem o trabalho extracurricular com a aprendizagem de conteúdos e valorizem a história e a cultura locais. De acordo com a SEED, “É necessário considerar o fenômeno da Violência a partir de uma perspectiva histórica, social e política. Compreende- se a violência na escola como um processo que se constitui historicamente no espaço e no tempo escolar. A violência na escola torna-se preocupante pelo fato de que enquanto espaço institucionalizado de desenvolvimento do indivíduo pela educação. Sendo esta um processo de sociabilização, de desenvolvimento intelectual, científico e filosófico do indivíduo. A demanda de Enfrentamento à Violência na Escola visa ampliar a compreensão e formar uma consciência crítica sobre a violência e, assim, transformar a escola num espaço onde o conhecimento toma o lugar da força. O Enfrentamento à Violência na Escola requer formação continuada dos profissionais da educação, reflexões e discussões em grupos de estudos, seminários e oficinas sobre as causas da violência e suas manifestações, bem como a produção de material de apoio didático-pedagógico.”
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    O enfrentamento àviolência na escola está em explicitar e conectar. Explicitar:  Que tipo de violência está presente na escola? Violência na escola, violência da escola ou violência contra a escola.  Identificar fatores de risco e fatores de proteção. Potencializar o segundo. Conexões internas:  Fortalecer as instâncias colegiadas por meio da gestão democrática. Conexões externas:  Fortalecer e se necessário acionar a rede de proteção social. 3.12 - PREVENÇÃO AO USO INDEVIDO DE DROGAS Segundo a SEED, “A Prevenção ao Uso Indevido de Drogas é um trabalho desafiador, que requer tratamento adequado e cuidadoso, fundamentado em resultados de pesquisa, desprovido de valores e crenças pessoais. Por meio da busca do conhecimento, educadores e educandos são instigados a conhecer a legislação que reporta direta ou indiretamente a esse desafio educacional contemporâneo, bem como a debater assuntos presentes em nosso cotidiano como: drogadição, vulnerabilidade, preconceito e discriminação ao usuário de drogas, narcotráfico, violência, influência da mídia, entre outros.” É preciso ter um cuidado especial ao tratar do assunto drogas, evitando aguçar a curiosidade, que pode se tornar perigosa. Esse trabalho quando possível, deve começar em casa, a educação e o amor ainda são as opções mais eficazes nesse combate. De acordo com Marília Saldanha da Fonseca, “Na prática escolar, a prevenção ao abuso de drogas torna-se viável por intervenções nas condições de ensino e, principalmente, são direcionadas ao projeto político pedagógico, à gestão escolar e à abordagem educacional, como apresentados na sequência.”  Projeto Político Pedagógico. Inserida num quadro mais amplo de uma educação para a saúde, a prevenção prioriza a adesão aos
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    princípios da vida,a formação de valores e o conhecimento da natureza e do efeito das substâncias psicoativas;  Gestão da Escola. O modelo de gerenciamento deve favorecer a participação coletiva e responsável na definição de princípios, objetivos e decisões a serem tomadas;  Abordagem Educativa propõe a Educação Afetiva cuja ênfase está na personalidade do aluno. A educação afetiva defende a modificação de fatores pessoais que são vistos como riscos ao uso de drogas, explorando situações-limite. Primeiramente, deve- se priorizar o autoconhecimento, a auto-estima, a auto-afirmação, as relações interpessoais, a capacidade de lidar com ansiedade, a habilidade de decidir, a habilidade de lidar com grupos, a capacidade de resistir às pressões grupais, a comunicação verbal;  Professor-Aluno. A atuação dos professores é fundamental na educação preventiva, ajudando os alunos a constituírem um sistema de valores pessoal que lhes animem a adotar um estilo de vida, em que o abuso de drogas não encontre ressonância. Deste modo, é possível proporcionar aos alunos a aquisição de habilidades e experiências que tenham efeito protetor, como:  Promoção do autoconhecimento;  Desenvolvimento de atitude autônoma;  Alcance da Competência social;  Promoção da afetividade;  Integração corpo, mente e emoção. 3.13 - DESAFIOS EDUCACIONAIS CONTEMPORÂNEOS Segundo publicação no site da SEED - Organização do Trabalho Pedagógico - Desafios educacionais, “Os desafios educacionais expressam conceitos e valores básicos à democracia e à cidadania e obedecem a questões importantes e urgentes para a sociedade contemporânea. A ética, o meio ambiente, a saúde, o trabalho e o consumo, a orientação sexual e a
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    pluralidade cultural nãosão disciplinas autônomas, mas temas que permeiam todas as áreas do conhecimento.” De acordo com Arco-Verde (2008) “o desafio maior é, sem dúvida, o conhecimento em si, razão do nosso trabalho e função essencial da escola. No entanto, constantemente vai além, demonstrando-nos demandas novas, exigindo um posicionamento em relação aos novos desafios que se opõem para a educação e que devem ser trabalhados neste contexto, tanto para os profissionais da escola, como para os educandos, seus pais e a comunidade, em toda a complexidade de cada um desses segmentos." Para abordar estes temas, usa-se como subsídios os cadernos temáticos da SEED/PR, os quais possuem explanamos mais variados desafios educacionais contemporâneos, como:  Caderno Direitos Humanos, Justiça e Participação Social;  Educando para as relações etnicorraciais II ;  Educação Ambiental;  Prevenção ao uso indevido de drogas;  Enfrentamento à Violência na Escola  Gênero e Diversidade na Escola;  Os Direitos Humanos;  Diversidade Sexual na Educação: problematizações sobre a homofobia nas escolas;  Gênero e Diversidade na Escola - Gravidez na Adolescência e Participação Juvenil;  Gênero e Diversidade Sexual na Escola: reconhecer diferenças e superar preconceitos;  Guia de Políticas Públicas para a Juventude;  Gravidez na Adolescência e Sexualidade;  Educação do Campo;
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    3.14 - CIDADANIAE DIREITOS HUMANOS É fundamental para dignidade humana, levar às pessoas, o conhecimento sobre seus direitos, estes as transformam em verdadeiros cidadãos, só quem conhece, pode reivindicar. O conhecimento, que também é um direito, é o primeiro passo rumo ao exercício da cidadania. Este Estabelecimento de Ensino prima, portanto, trabalha visando educação emancipatória. A partir da Declaração Universal de 1948, foram definidas diversas tipologias de direitos humanos. As principais foram sancionadas em dois importantes tratados internacionais: o Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos e o Pacto Internacional dos Direitos Econômicos, Sociais e Culturais, ambos promulgados em 1966. Os direitos humanos são naturais e universais, pois estão profundamente ligados à essência do ser humano, independentemente de qualquer ato normativo, e valem para todos. A universalidade implica no reconhecimento de que todos os indivíduos são titulares de direitos pelo mero fato de sua humanidade. A percepção de que o indivíduo é sujeito de direitos por ser uma pessoa, e não por ser um cidadão de um determinado Estado, flexibilizou a noção tradicional de soberania e consolidou a ideia de que o indivíduo é um sujeito de direitos no âmbito internacional. A indivisibilidade implica na percepção de que a dignidade humana pode ser buscada pela satisfação dos direitos civis e políticos, tais como os direitos à liberdade de expressão, à liberdade de ir e vir, o direito ao voto, os direitos econômicos, sociais e culturais, o direito à educação, o direito à alimentação e à moradia. Já a interdependência aponta para a relação entre direitos econômicos, civis, políticos e sociais. São interdependentes e indivisíveis, pois não podemos separá-los em direitos individuais, ou só em sociais, ou só os de defesa ambiental. O Colégio Estadual do Campo Olavo Bilac promoverá, segundo Maria Rosa Afonso diz, “Uma educação centrada na aquisição e no desenvolvimento de competências práticas que levem á conscientização crítica dos problemas, á ação e á intervenção responsáveis, de forma o que os alunos se sintam
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    implicados e comprometidasna defesa de direitos humanos, tanto nos contextos mais próximos como nos mais distantes. Um ambiente favorável aos direitos humanos, na escola e na comunidade em geral, procurando que existam referencias, recursos e apoios. Trabalho ativo e de participação, fundamentalmente centrado nas competências e nas atitudes, abrangente e integrado, considerado a educação para os direitos humanos como um todo, sem isolar as questões, uma vez que todas as situações tem razões e enquadramentos múltiplos, com conseqüências e implicações diversas e aberto e flexível, sem rigidez, respostas feitas ou soluções fáceis, até por que surgem todos os dias no cotidiano das turmas, das escolas, dos bairros, do país e do mundo, notícias e acontecimentos que podem e devem ser debatidas e trabalhadas. Interdisciplinar e transversal, envolvendo todos os professores e todas as disciplinas. contextualizado e compromisso, tendo em conta a situação envolvente, as necessidades e os problemas da escola, do meio e da sociedade em geral. 3.15 - LIBERDADE/AUTONOMIA Cidadania e autonomia são hoje duas categorias estratégicas de construção de uma sociedade melhor, em torno das quais há frequentemente consenso. Em relação à escola, a participação contribui para a democratização das relações de poder no seu interior e para a melhoria da qualidade do ensino. Como destaca LIBÂNEO, 2001 (apud LIMA e JARDIM), a participação é o principal meio de se assegurar a gestão democrática da escola, pois possibilita envolvimento de profissionais e usuários no processo de tomadas de decisões e funcionamento da organização escolar: a organização escolar democrática implica não só a participação, em função dos objetivos da escola. Para a gestão da participação é preciso ter clareza de que a tarefa essencial da escola é a qualidade dos processos de ensino e aprendizagem que, mediante as práticas pedagógicas – didáticas e curriculares, propiciam melhores resultados. Para Libâneo, a partir dos estudos sobre organização e gestão escolar, é possível apresentar, de forma esquemática, três concepções:
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    de gestão escolarrefletem, portanto, posições políticas e concepções de homem e sociedade. A conquista da cidadania requer um esforço dos educadores em estimar instâncias e práticas de participação popular. De acordo com GADOTTI E ROMÃO, 1997 (apud LIMA e JARDIM) a participação influi na democratização da gestão e na melhoria da qualidade de ensino: todos os segmentos da comunidade podem compreender melhor o funcionamento da escola, conhecer com mais profundidade os que nela estudam e trabalham, intensificar seu envolvimento com ela e, assim, acompanhar melhor a educação ali oferecida. A luta pela autonomia da escola insere-se no seio da própria sociedade. Mas, para isso, é preciso percorrer um longo caminho de construção da confiança na escola, na capacidade de ela resolver seus próprios problemas e de auto governar-se. 3.16 - AUTONOMIA ADMINISTRATIVA Um dos principais fatores de eficácia escolar reside nos órgãos diretivos dos estabelecimentos de ensino. A direção das escolas deve ser confiada a profissionais qualificados, portadores de formação específica, sobretudo em matéria de gestão. É importante também estabelecer uma ligação mais estreita entre o ensino e o mundo do trabalho, trazendo para a escola, por exemplo, profissionais de outras áreas que possam colaborar com a prática didática. A Lei de Diretrizes e Bases em seu artigo 12 inciso II deixa claro que a escola tem a incumbência de administrar seu pessoal e seus recursos materiais e financeiros. Isto significa que a escola tem poder de elaborar e administrar seus projetos condizendo com a realidade de sua comunidade escolar e no contexto histórico. 3.17 - AUTONOMIA PEDAGÓGICA O inciso I do artigo 12 da LDB rege que a escola tem a liberdade de elaborar e executar a sua proposta pedagógica, com isto a escola contribui com a socialização resgatando valores culturais e sociais da comunidade e ao mesmo tempo esta construindo a identidade da mesma e de seus alunos,
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    porem a parteque gerir o Projeto Político é a organização curricular, a avaliação a os resultados alcançados no processo ensino-aprendizagem. 3.18 - AUTONOMIA FINANCEIRA A escola depende financeiramente do poder público, porem tem o poder de planejar e executar suas atividades obedecendo ao orçamento de cada programa e instância específico. 3.19 - AUTONOMIA JURÍDICA A escola funciona como uma instituição e como tal deve ter leis que rege seu funcionamento e tem oportunidade de elaborar seu regimento com normas e orientações, sempre levando em consideração a imparcialidade e proporcionando ao educando a chance de se tornar um cidadão crítico por meio do estudo. 3.20 - AS SETE DIMENSÕES DOS INDICADORES Para respeitar a complexidade do significado de qualidade educativa, os indicadores foram organizados em sete dimensões ou sete diferentes aspectos da qualidade da escola. Essas dimensões garantem que a qualidade educativa seja considerada de forma ampla e de acordo com as realidades avaliadas. São elas: 1. Ambiente educativo – nesta dimensão, os indicadores de referem ao respeito, à alegria, à amizade e solidariedade, à disciplina, ao combate à discriminação e ao exercício dos direitos e deveres. 2. Prática pedagógica – aqui, reflete-se coletivamente sobre a posposta pedagógica da escola, sobre o planejamento das atividades educativas, sobre as estratégias e recursos de ensino-aprendizagem, dentre outros temas. 3. Avaliação – esta dimensão abarca os processos de avaliação dos alunos, incluindo a auto-avaliação, e a avaliação dos profissionais da escola. 4. Gestão escolar democrática – focaliza o compartilhamento das decisões, a preocupação com a qualidade, com a relação custo beneficio e com a transparência.
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    5. Formação econdições de trabalho dos profissionais da escola – aqui, discute-se sobre os processos de formação dos professores, sobre a suficiência, assiduidade e estabilidade da equipe escolar. É oferecido para a formação dos profissionais da educação, cursos, simpósios e grupos de estudos. 6. Espaço físico escolar – nesta dimensão, os indicadores são o bom aproveitamento dos recursos existentes na escola, a disponibilidade e a qualidade desses recursos e a organização dos espaços escolares. 7. Acesso, permanência e sucesso na escola – Um dos principais desafios atuais de nossas escolas é fazer com que as crianças e adolescentes nela permaneçam e consigam concluir os níveis de ensino em idade adequada, sendo respeitadas em sua cor, etnia e posição social e que jovens e adultos também tenham os seus direitos educativos atendidos. 3.21 - CONSELHO DE CLASSE O conselho de classe deve ser um órgão presente na organização escolar capaz de articular os diferentes âmbitos e setores da escola, pois tem a responsabilidade de avaliar o ensino aprendizagem de maneira coletiva. Ele deve criar espaços para as múltiplas inter-relações na escola e de permitir uma gestão coletiva e democrática centrada nas necessidades pedagógicas do cotidiano escolar. A função do conselho de classe é para orientar, opinar e decidir sobre o que melhorar no ensino – aprendizagem, de forma a contribuir para a qualidade do ensino. É função do Conselho de Classe também rever práticas pedagógicas para atender as necessidades dos alunos em dificuldades de aprendizagem. O conselho de classe é o momento do balanço onde deve ser “pesado” o trabalho do corpo docente e os objetivos alcançados e quais atitudes a serem tomadas. Conselho de Classe é constituído pelo Diretor, pelo Professor Pedagogo, por todos os professores que atuam numa mesma classe e pelo Secretário. A presidência do Conselho de Classe está a cargo do Diretor que na sua falta ou impedimento, será substituído pelo Professor Pedagogo.
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    O Conselho deClasse reunir-se-á ordinariamente em cada bimestre, conforme Calendário Escolar, e extraordinariamente, sempre que um fato relevante assim o exigir. Até o presente momento ainda as reuniões para Conselho de Classe não foram abertas à participação de pais e alunos. Mas já se cogita a essa participação para que tomem ciência da seriedade dessa ação decisiva dentro da escola.  Estudar e interpretar os dados da aprendizagem na sua relação com o trabalho do professor, na direção do processo ensino- aprendizagem, proposto pelo plano curricular;  Acompanhar e aperfeiçoar o processo de aprendizagem dos alunos;  Analisar os resultados da aprendizagem na relação com o desempenho da turma, com a organização dos conteúdos e o encaminhamento metodológico;  Utilizar procedimentos que assegurem a comparação com parâmetros indicados pelos conteúdos curriculares, encaminhamento metodológico e processo de avaliação que afetem o rendimento escolar;  Propor medidas que viabilizem um melhor aproveitamento escolar, tendo em vista o respeito à cultura do educando, integração e relacionamento com os outros alunos na classe;  Estabelecer planos viáveis de recuperação de conteúdos.  Emitir parecer sobre assuntos referentes ao processo ensino- aprendizagem, respondendo a consulta feita pelo diretor e pela equipe pedagógica;  Analisar as informações sobre os conteúdos curriculares, encaminhamento metodológico e processo de avaliação que diagnostiquem o rendimento escolar;  Propor medidas que viabilizem um melhor aproveitamento escolar, tendo em vista o respeito à cultura do educando, integração e relacionamento com os alunos da classe;  Estabelecer planos viáveis de recuperação dos alunos, em consonância com o plano curricular do estabelecimento de ensino;
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     Colaborar coma equipe pedagógica na elaboração e execução dos planos de adaptação de alunos transferidos, quando se fizer necessário;  Decidir sobre a aprovação ou reprovação do aluno que após a apuração final dos resultados, não atinja o mínimo estabelecido, levando-se em consideração o desenvolvimento do aluno até então. 3.22 - AVALIAÇÂO INSTITUCIONAL A avaliação institucional assume significado especial e necessário para o desenvolvimento do projeto político pedagógico, na medida em que possibilita a análise conjunta de todo processo e a retomada de diferentes ações, atividades e procedimentos que compõem o trabalho pedagógico, além do rendimento escolar. Essa avaliação deve ser organizada de forma a diagnosticar as reais condições da escola para que as ações tenham maiores probabilidades de solucionar os problemas. Nesse contexto, a avaliação institucional é parte do processo de trabalho, seu planejamento e execução contribuem de modo especial na construção da aprendizagem, pois é mecanismo de diagnóstico e, portanto, indicadores de práticas para mudanças. Essas mudanças precisam proporcionar a cada dia um ensino melhor para todos no exercício da cidadania, capazes de atuar com competência, dignidade e responsabilidade na sociedade em que vivem e na qual esperam ver atendidas suas necessidades individuais, sociais, políticas e econômicas. 3.23 - AVALIAÇÃO Os instrumentos de avaliação utilizados pelos professores serão condizentes com os fundamentos da presente proposta e se dará de forma contínua e cumulativa, não se esgotando em si mesma, mas propiciando uma reflexão sobre o processo de ensino e seus resultados, não só para verificar o desenvolvimento do aluno, como também, o rendimento das práticas do professor para que, sejam reorientados ou não os caminhos da ação educativa durante o processo, garantindo assim, a construção do conhecimento por parte de todos, através de trabalhos de pesquisa individual e em grupo, relatórios de experimentos, prova oral e escrita, seminários, debates e entrevistas.
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    A avaliação é,portanto, um processo abrangente que implica em reflexão crítica sobre a prática escolar com o objetivo de diagnosticar seus avanços, suas resistências, suas dificuldades, possibilitando a tomada de decisão sobre o que fazer para superar os as defasagens. Ela acontecerá ao longo do processo educativo escolar, possibilitando principalmente, recuperação imediata no caso de insucesso. Isto quer dizer que é preciso respeitar o ritmo próprio e permitir flexibilizações às condições de estudo dos alunos. Assim sendo, será aplicada não somente ao nível da aprendizagem do aluno, mas também do replanejamento do ensino dando pistas para a reformulação da Proposta Pedagógica. O processo de avaliação estará vinculado à ação educativa que poderá ser individual ou coletiva; contínua, permanente, cumulativa para que os educandos, professores e demais sujeitos da comunidade escolar, possam compreender o processo de ensino aprendizagem. A avaliação no processo de ensino- aprendizagem será bimestral traduzida em forma de notas que serão registrados pelos professores nos registros de classe e na ficha individual do aluno pela secretaria do estabelecimento, a fim de serem asseguradas a regularidade e autenticidade da vida escolar do aluno. A comunicação dos resultados da avaliação dos alunos será feita aos pais, através de boletins bimestrais em reuniões, ou na falta a essas reuniões será entregue pela secretaria, quando procurado pelos pais ou responsáveis pelo aluno. A Recuperação Paralela é destinada aos alunos que apresentem defasagens de conteúdos e necessitem de um trabalho mais direcionado, paralelo às aulas regulares. Deve ser feita pelo professor que viveu com o aluno aquele momento de ensino-aprendizagem. Se bem planejada e baseada no conhecimento da dificuldade do aluno. O processo de recuperação escolar não é uma simples repetição de conteúdos não aprendidos, que precisa ser caracterizado como um trabalho realizado, por diferentes estratégias, de tal maneira que o aluno faça parte do processo. A proposta da recuperação paralela vem indicar que o processo de aprendizagem se caracteriza em momento de atividades específicas para a consolidação de aprendizagens efetivas e bem sucedidas para todos os alunos.
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    Sendo assim, otrabalho do professor precisa atingir as áreas da sensação, percepção, formação de imagens, simbolização e generalização da aprendizagem. Trabalhar os aspectos de percepção, discriminação visual e auditiva, memória, raciocínio lógico, inclusão de classe, seriação, nomeação, identificação e socialização, entre outros. Objetivando a melhoria do aproveitamento dos estudantes com dificuldades, serão utilizadas algumas estratégias como:  Atendimento no mesmo turno com o professor;  Reorganização dos objetivos e metodologias de ensino diversificado, visando à apreensão de conteúdo;  Grupos de trabalho diversificado em sala de aula;  Atividades de pesquisas; individuais e coletivos. As estratégias de recuperação deverão ser modificadas conforme as necessidades dos educandos. 3.24 – SISTEMA DE AVALIAÇÃO Nos anos Finais do Ensino Fundamental regime de duração de 9 (nove) anos e no Ensino Médio a avaliação da aprendizagem será Bimestral composto pela somatória da nota 4,0 (quatro) referente as atividades diversificadas, sendo atribuído 2,0 (dois vírgula zero) para cada atividade avaliativa elaborada pelo professor; mais a nota 6,0 (seis) resultante de no mínimo 02 avaliações no valor de 3,0 (três vírgula zero) cada uma, com instrumentos diversificados, totalizando nota final 10,0 (dez). De acordo com a Lei 9.394/96 os incisos IV e IX do art. 3º, a escola deve ter uma tolerância conjunta com os educadores com aqueles alunos que algum momento do processo de ensino aprendizagem tiveram algum tipo de dificuldade de aprendizado. Temos que levar em consideração de que os alunos são seres humanos e de repente em algum momento da fase de ensino aprendizagem, eles não se adaptaram com a forma de ensino rotineiro empregado pelo educador, sendo assim o professor devera em conjunto com a escola desenvolver algum método para acolher estes alunos com problemas. A Deliberação 007/99, explicita em seu artigo 11, parágrafos 1 e 2, que a recuperação é um dos aspectos da aprendizagem no seu desenvolvimento
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    contínuo, pela qualo aluno, com aproveitamento insuficiente, dispõe de condições que lhe possibilitem a apreensão de conteúdos básicos A recuperação de conteúdos é um direito de todos os alunos, independentemente do nível de apropriação dos conhecimentos básicos. A recuperação acontecerá de duas formas: com a retomada do conteúdo a partir do diagnóstico oferecido pelos instrumentos de avaliação e com a reavaliação do conteúdo já re-explicado e concomitante aos conteúdos trabalhados. As atividades serão significativas, por meio de procedimentos didáticos pedagógicos diversificados, não devendo incidir sobre cada instrumento e sim sobre os conteúdos não apropriados. A recuperação será proporcional às avaliações como um todo, ou seja, equivalerá de 0 (zero) a 100 (cem) por cento de apreensão e retomada de conteúdo. Será considerada após a recuperação a nota maior para somatória e cálculo da média bimestral. 3.25 - PROMOÇÃO A promoção é o resultado da avaliação do aproveitamento escolar do aluno, aliada à apuração da sua frequência. No Ensino Fundamental Anos Finais e Ensino Médio, os alunos que apresentarem frequência mínima de 75% do total de horas letivas e média anual igual ou superior a 6,0 (seis vírgula zero) em cada disciplina, serão considerados aprovados ao final do ano letivo. Os alunos do Ensino Fundamental Anos Finais e Ensino Médio serão considerados retidos ao final do ano letivo quando apresentarem: frequência inferior a 75% do total de horas letivas, independentemente do aproveitamento escolar; frequência superior a 75% do total de horas letivas e média inferior a 6,0 (seis vírgula zero) em cada disciplina. O aluno que apresentar frequência igual ou superior a 75% e média anual inferior a 6,0 (seis vírgula zero), mesmo após os estudos de recuperação concomitante, ao longo da série ou período letivo, será submetido à análise do Conselho de Classe que definirá pela sua aprovação ou não.
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    Os resultados obtidospelo aluno no decorrer do ano letivo serão devidamente inseridos no sistema informatizado, para fins de registro e expedição de documentação escolar. 3.26 - PROCESSO DE CLASSIFICAÇÃO A classificação no Ensino Fundamental e Médio é o procedimento que o estabelecimento de ensino adota para posicionar o aluno na etapa de estudos compatível com a idade, experiência e desenvolvimento adquiridos por meios formais ou informais, podendo ser realizada: I. por promoção, para alunos que cursaram, com aproveitamento, a série ou fase anterior, na própria escola; II. por transferência, para os alunos procedentes de outras escolas, do país ou do exterior, considerando a classificação da escola de origem; III. independentemente da escolarização anterior, mediante avaliação para posicionar o aluno na série, ciclo, disciplina ou etapa compatível ao seu grau de desenvolvimento e experiência, adquiridos por meios formais ou informais. A classificação tem caráter pedagógico centrado na aprendizagem, e exige as seguintes ações para resguardar os direitos dos alunos, das escolas e dos profissionais: I. organizar comissão formada por docentes, pedagogos e direção da escola para efetivar o processo; II. proceder avaliação diagnóstica, documentada pelo professor ou equipe pedagógica; III. comunicar o aluno e/ou responsável a respeito do processo a ser iniciado, para obter o respectivo consentimento; IV. arquivar Atas, provas, trabalhos ou outros instrumentos utilizados; V. registrar os resultados no Histórico Escolar do aluno. É vedada a classificação para ingresso no ano inicial do Ensino Fundamental.
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    3.27 - RECLASSIFICAÇÃO Areclassificação é o processo pelo qual o estabelecimento de ensino avalia o grau de experiência do aluno matriculado, preferencialmente no início do ano, levando em conta as normas curriculares gerais, a fim de encaminhá-lo à etapa de estudos compatíveis com sua experiência e desenvolvimento, independentemente do que registre o seu Histórico Escolar. Cabe aos professores, ao verificarem as possibilidades de avanço na aprendizagem do aluno, devidamente matriculado e com frequência na série, dar conhecimento à equipe pedagógica para que a mesma possa iniciar o processo de reclassificação. Os alunos, quando maior, ou seus responsáveis poderão solicitar aceleração de estudos através do processo de reclassificação, facultando à escola aprová-lo ou não. A equipe pedagógica comunicará, com a devida antecedência, ao aluno e/ou seus responsáveis, os procedimentos próprios do processo a ser iniciado, a fim de obter o devido consentimento. A equipe pedagógica do estabelecimento de ensino, assessorada pela equipe do Núcleo Regional de Educação, instituirá Comissão, conforme orientações emanadas da SEED, a fim de discutir as evidências e documentos que comprovem a necessidade da reclassificação. Cabe à Comissão elaborar relatório dos assuntos tratados nas reuniões, anexando os documentos que registrem os procedimentos avaliativos realizados, para que sejam arquivados na Pasta Individual do aluno. O aluno reclassificado deve ser acompanhado pela equipe pedagógica, durante dois anos, quanto aos seus resultados de aprendizagem. O resultado do processo de reclassificação será registrado em Ata e integrará a Pasta Individual do aluno. O resultado final do processo de reclassificação realizado pelo estabelecimento de ensino será registrado no Relatório Final, a ser encaminhado à Secretaria de Estado da Educação. A reclassificação é vedada para a etapa inferior à anteriormente cursada.
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    3.28 - ADAPTAÇÃO/APROVEITAMENTODE ESTUDOS No ato da matrícula, será verificado se o aluno deverá fazer aproveitamento/adaptação de estudos das disciplinas que não teve acesso aos conteúdos de cada disciplina, constante na Matriz Curricular. 3.29 - DA PROGRESSÃO PARCIAL Nos artigos 92 e 93 do Regimento Escolar diz que a matricula com Progressão Parcial é aquela por meio da qual o aluno, não obtendo aprovação final em até três disciplinas em regime seriado, poderá cursá-las subsequente e concomitantemente às séries seguintes. O estabelecimento de ensino não oferta aos seus alunos matrícula com Progressão Parcial. As transferências recebidas de alunos com dependência em até três disciplinas serão aceitas e deverão ser cumpridas mediante plano especial de estudos. 3.30 - PROFESSOR REPRESENTANTE DE TURMA Visando a organização do trabalho pedagógico, é escolhido pela direção/equipe pedagógica os professores que serão os representantes da turma. Tem como função viabilizar a igualdade de condições para permanência do aluno na escola, respeitando a diversidade e a pluralidade cultural e as peculiaridades de cada aluno no processo de ensino e aprendizagem. 3.31 - ALUNO REPRESENTANTE DE TURMA No colégio, será indicado um aluno para representar a turma sempre que necessário em diversas situações. O aluno escolhido poderá ter um vice- representante que contribuirá para o intercâmbio entre a direção/equipe pedagógica, os professores e os alunos. O aluno indicado para representar a turma deverá ser responsável, ético, assíduo, ter bom relacionamento com a turma, no desempenho de sua função e em sua vida escolar entre outros.
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    3.32 - PROGRAMADE COMBATE AO ABANDONO ESCOLAR O referido programa visa a Mobilização para a Inclusão Escolar e a Valorização da Vida tendo como principal objetivo o combate à evasão escolar. O programa foi lançado em 2005 e entendendo que a o acesso à escola é um direito de todos, conforme a LDB e o ECA a criança e o adolescente tem direito a educação, visando ao pleno desenvolvimento de sua pessoa, preparando para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho. A garantia de acesso à escola é compromisso de todos: Estado, Família, Ministério Público, Conselhos e Sociedade Civil. Os procedimentos para o acompanhamento da frequência acontece com o corpo docente nas reuniões pedagógicas e ou de planejamento. A primeira medida eficiente para que esse controle seja feito diariamente é a tradicional chamada, em todas as aulas. Chamar os alunos pelo nome também é uma das formas de construir vínculos e dar identidade ao grupo. Para que isso aconteça, é preciso ter, desde o primeiro dia, planilhas completas com os nomes de todos os estudantes, preparadas com a ajuda do secretário da escola e essas precisam ser analisadas regularmente pela equipe gestora. Dessa forma, tem-se uma boa ferramenta para observar a rotatividade na escola, que está presente desde o começo do ano, e traçar estratégias para lidar com ela. Também no primeiro semestre, é realizado o Censo Escolar e preenche as tabelas com dados de aprovação, reprovação e movimento escolar solicitadas anualmente pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP). A equipe gestora pode se reunir com a comunidade, elaborar cartazes, visitas às famílias e meios de comunicação disponíveis no distrito para os encaminhamentos de abandono, evasão e consequentemente a reprovação. Todas essas são formas de chegar até as famílias do entorno e mostrar a elas que a escola é um direito de seus familiares, ainda é possível recorrer ao Conselho Tutelar (que entra em contato com as famílias para garantir que os direitos de crianças e adolescentes sejam cumpridos) ou, em último caso, ao Ministério Público (que toma as medidas judiciais cabíveis). Mas isso somente em casos extremos.
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    3.33 - PLANODE AÇÃO O Colégio Estadual do Campo Olavo Bilac assim apresenta sua proposta, formulada coletivamente através de um consenso entre equipe diretiva, pedagógica e corpo docente que visa o seguinte:  Realizar uma gestão democrática, compartilhando decisões, aproveitando as ideias que surgirem coletivamente, conciliando exigências pedagógico-administrativas da escola com a finalidade educativa da mesma;  Buscar junto a toda a comunidade escolar práticas educativas eticamente articuladas com os conteúdos e as disciplinas visando mudanças nas formas de participação e responsabilidade para a formação cidadã;  Dar continuidade a alguns projetos referentes a melhorias do espaço físico e a parte pedagógica;  Promover a formação continuada, através de estudos de documentos (leis, deliberações, estatutos, avaliação institucional, etc.), grupos de estudos, sugestões de propostas para melhorar a qualidade de ensino, incentivo à participação em Seminários, Simpósios, Capacitações, Grupos de Estudos ofertados pela SEED e NRE;  Apoio ao desenvolvimento de projetos interdisciplinares que contemplem o Programa de Prevenção e Promoção da Vida (Educação Preventiva), Cultura da Paz e Desenvolvimento sócioeducacional, Educação para o trânsito, estudos em grupo, PGAIM (Programa de gestão ambiental integrada das microbacias), Agenda 21 Escolar, PSIL (Programa de seleção inteligente do lixo), Palestras: Prevenção de Acidentes Domésticos, Prevenção ao uso de Drogas, Abuso Sexual, Oito Maneiras de Mudar o Mundo (SENAC), etc.  Trabalho coletivo entre Direção e Equipe Pedagógica, buscando integração e crescente eficácia na resolução dos problemas;  Promoção de atividades extracurriculares para que o aluno tenha maior interesse, prazer e permanência no ambiente escolar (jogos
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    interclasses, Semana Cultural,Gincana, intercâmbios culturais e esportivos, datas comemorativas, grupo teatral, etc.);  Apoio e organização de jogos educativos (xadrez, dominó e outros);  Otimizar o espaço físico e o acervo bibliográfico da Biblioteca;  Aproximar as famílias e a comunidade local através de frequentes reuniões, palestras, atividades de lazer, datas comemorativas, semana culturais e desportivas a fim de melhorar o diálogo e buscando trabalho conjunto;  Levantar e analisar problemas pedagógicos que interferem na aprendizagem, revendo as práticas pedagógicas;  Para superar as dificuldades que foram mencionadas no Marco Situacional (evasão, repetência, falta de acompanhamento familiar), serão realizadas ações como reunião com os pais e órgãos colegiados, valorização do aluno (autoestima), recuperação de estudos, resgate do aluno desistente, reflexão sobre as questões pedagógicas com o professor, atividades extraclasse, etc.  Promover momentos de reflexão coletiva, havendo troca mútua de informações e sugestões, ampliando conhecimentos e estimulando a criatividade;  Buscar a flexibilização curricular e avaliativa, atendendo as necessidades educacionais especiais dos alunos com dificuldade de aprendizagem e de vida itinerante;  Organizar atividades preventivas e adaptações avaliativas conforme o acompanhamento dos avanços observados no dia-a-dia e discutidos em pré-conselhos e Conselhos de Classe;  Analisar os aspectos cognitivos, afetivos e intelectuais dos alunos, visando a Inclusão Educacional da pessoa com deficiência e alunos com dificuldade de aprendizagem e/ ou limitações de qualquer ordem. Quanto ao IDEB, este é analisado em nível de município, pois a instituição não tem número de alunos matriculados suficiente para que os mesmos participem e sejam divulgados os resultados. E com relação ao SAEP os resultados são todos analisados e discutidos entre o corpo docente e equipe
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    diretiva para quese possa tomar as ações necessárias visando um desempenho cada vez melhor por parte de nossos alunos tanto em sala de aula como em questões avaliativas. 3.34 - PLANO DE ABANDONO DA BRIGADA ESCOLAR Este plano visa à remoção de alunos e funcionários o mais rápida possível diante de uma situação de risco. O plano de atuação da Brigada de Abandono deste Estabelecimento de Ensino foi dividido em vários sub itens que nortearão o desenvolvimento do plano. 1 - PROCEDIMENTOS BÁSICOS 1.1 - Alerta Identificada uma situação de emergência, qualquer pessoa pode alertar a brigada escolar (que é composta por cinco membros da escola) para que tomem as providências e oriente a todos para que abandonem o local de forma organizada se necessário. 1.2 - Análise da situação Após o alerta, a brigada deverá analisar a situação, desde o início até o final do sinistro. Havendo necessidade, acionar o Corpo de Bombeiros ou no caso de não ter Corpo de Bombeiro no município (nosso caso) acionar a policia militar. 1.3 - Primeiros socorros Às possíveis vítimas, prestar os primeiros atendimentos, acionar o transporte e posterior socorro especializado. 1.4 - Corte de energia e uso de extintores Desligar os disjuntores do quadro de distribuição elétrica da escola. Se necessário usar o extintor que deve estar em condições de uso. 1.5 - Abandono de área O abandono do local deve proceder, quando necessário, conforme comunicação preestabelecida nos exercícios simulados, as pessoas devem ser transferidas para um local seguro, na quadra poli esportiva que fica em frente à escola.
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    2 - PROCEDIMENTOSGERAIS EM CASO DE ABANDONO: Algumas orientações básicas que devem se adotadas durante a execução do plano de abandono:  Ao sinal de alerta de abandono ou comunicado, as seguintes providências deverão ser tomadas:  Desligar os equipamentos elétricos;  Orientar as pessoas para que peguem somente seus pertences pessoais de mão;  Solicitar que todos dirijam-se ao local pré determinado pelo plano de abandono (sem correr, sem empurrar);  Manter a calma (evitando acidentes, tumulto e pânico);  Manter o silêncio;  Comunicar ao coordenador da brigada a ausência de algum funcionário ou aluno naquele dia;  Orientar que andem em fila indiana, mantendo-se em ordem;  Orientar que não se tranquem em salas ou sanitários, não tirem as roupas, pois as mesmas estarão protegendo seu corpo;  Instruir para o não uso do fumo na execução do abandono;  Orientar para que não interrompam por nenhum motivo o processo de saída;  Orientar o puxa-fila, o primeiro indivíduo que vai conduzir o grupo para o lugar seguro;  Orientar também o cerra-fila, o último componente da fila, é responsável por ajudar na conferência do pessoal, e auxiliar o coordenador do setor;  NÃO RETORNAR às dependências do local da ocorrência;  Manter-se em ordem e devidamente disciplinado ao chegar ao local ou ponto de concentração;  Retornar somente após a liberação do coordenador geral;
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    3.35 - AVALIAÇÃODO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO Avaliação no contexto de processo de planejamento é concebida, como acompanhamento da qualidade das decisões. Haverá dois tipos de decisões avaliativas:  As decisões em nível dos atos situacional e conceitual que dizem respeito ao momento da concepção do projeto pedagógico;  As decisões de execução do projeto político- pedagógico dizem respeito, sobretudo, ao ato operacional. A avaliação visa à emancipação voltada para a construção do sucesso escolar e à inclusão, como princípio e compromisso social. Para isso será implantado e consolidado um processo permanente de planejamento avaliando e replanejando as ações. A avaliação do PPP será semestral, para re(alimentar) o Projeto, pois o mesmo nunca estará acabado, mas sendo construídos com a participação de todos os segmentos representativos do colégio tanto na elaboração e no acompanhamento: Associação de Pais Mestres e Funcionários, Conselho Escolar, Grêmio Estudantil, Aluno Representante de Turma, Conselho de Classe e Brigada Escolar. Trata- se de um "processo" e não de ação desconexa e esporádica. O processo exige ruptura, mas também, continuidade, sequência, interligação do antes, do durante e do depois, sucessão de estados ou mudanças. O processo é movimento, ir para frente. É algo orgânico, vivo e não algo morto. É algo que deve estar em perene movimento vital, nas pessoas e na instituição escolar. Os alunos são informados a respeito do Projeto Político Pedagógico através da equipe diretiva, no início do período letivo, por turma, fazendo a leitura dos conteúdos a serem trabalhados e os artigos do Regimento Escolar, conscientizando-os sobre seus direitos, deveres e proibições. Portanto, este procedimento tem o propósito de mobilizar a escola, numa ação coletiva, a fim de favorecer o autoconhecimento e o comprometimento em torno do principal função da escola, que é a efetivação do processo ensino- aprendizagem. O Núcleo Regional da Educação tem acompanhado a aplicação do Projeto Político Pedagógico através das visitas técnicas, assessoramento e acompanhamento da Equipe Pedagógica ao colégio.
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    4 - BIBLIOGRAFIA BITAR,Hélia de Freitas e outros. Sistemas de avaliação educacional. São - Paulo, FTD, 1998 (Série "Ideias", n. 30). BOFF, Leonardo. Virtudes para um outro mundo possível: Petrópolis, Vozes,2000. BRASIL. Ministério da Educação. Programa Parâmetros em Ação Meio Ambiente na Escola. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria da Educação Fundamental, 2001. BRASIL. Ministério da Educação. Lei de Diretrizes e Bases de Educação Nacional, LDB 9.394, de 20 de Dezembro de 1996. DEMO, Pedro. Educação e qualidade. Campinas, Papirus,1994. FERREIRA. N.s.c. (Org). Supervisão Educacional para uma escola de qualidade. 3 ed. São Paulo: Cortez,2002. FREIRE, Paulo. Pedagogia da Esperança: um encontro com a pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1992. Gestão escolar / organização: Elma Julia Gonçalves de Carvalho ... [et al.]. - Maringá, PR : Secretaria de Estado da Educação do Paraná : Universidade Estadual de Maringá, 2008. LEI nº 9394/96 de 20 de dezembro de 1996. LIBÂNEO , José Carlos. Didática. São Paulo: Cortez, 1994. LIMA, Licínio. Modelos organizacionais de escola: perspectivas analíticas, Teorias administrativas e o estudo da ação. In: Machado, L. M.;
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    Ferreira,N.C.S. Política eGestão da Educação: Dois Olhares. Rio de Janeiro: DP&A, 2002. LUCKESI, Cipriano. Avaliação da aprendizagem escolar. São Paulo, Cortez,1995, 1ª edição. LUCKESI, Cipriano. Avaliação da aprendizagem escolar. São Paulo, Cortez,1998, 7ª edição. MARQUES, Mário Osório. “Projeto pedagógico: A marca da escola”. In: - Revista Educação e contexto. Projeto pedagógico e identidade da escola nº 18ª, Ijuí, Unijuí, abr./ junho 1990. MENDONÇA, P. Educação ambiental como política pública: avaliação dos parâmetros em ação meio ambiente na escola. 2004. Dissertação (Mestrado em Políticas Públicas e Gestão Ambiental) – Universidade de Brasília/Centro de Desenvolvimento Sustentável. Metodologia da Educação Inclusiva . IESDE /ULBRA. PADILHA, Paulo Roberto. Planejamento dialógico: Como Construir o Projeto Político pedagógico da escola. São Paulo: Cortez, 2001. SAVIANI, D. Pedagogia Histórico Crítica: primeiras aproximações, 2 ed. São - Paulo. Cortez, 1991. SEED/ DEE. Inclusão e Diversidade: Reflexões para a construção do Projeto Político Pedagógico. Texto para estudo na Semana de capacitação de 6 a 8/2 de 2006. SEED. Diretrizes Curriculares da Rede Pública de Educação Básica do Estado do Paraná – Educação do Campo, 2010
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    VEIGA, I.P.A. (Org)Projeto político pedagógico da escola: Uma construção possível. 20ª ed. Campinas: Papirus, 2005. www.portamec.gov.br www.fnde.gov.br www.Gestaoescolar.abril.com.br/aprendizagem/ensino-cara-campo- 448833.shtml www.irisproject.eu/teachersweb/.../TT_Estrategias_e_Praticas_WD_PT www.unioeste.br/projetos/histedopr/.../Claci_Sala_de_Recursos.pdf
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    Calendário Escolar -2016 Calendário 2016
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    Matriz Curricular EnsinoFundamental Matriz Curricular Ensino Fundamental
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    FICHA DE PRÉ-CONSELHO01 COLÉGIO ESTADUAL DO CAMPO OLAVO BILAC
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    FICHA DE PRÉ-CONSELHO02 COLÉGIO ESTADUAL DO CAMPO OLAVO BILAC
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    FICHA DE PRÉ-CONSELHO03 COLÉGIO ESTADUAL DO CAMPO OLAVO BILAC FICHA DE PRÉ-CONSELHO 04
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    FICHA DE PRÉ-CONSELHO04 COLÉGIO ESTADUAL DO CAMPO OLAVO BILAC
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    PLANO DE AÇÃODA EQUIPE MULTIDISCIPLINAR IDENTIFICAÇÃO Estabelecimento de Ensino: Colégio Estadual do Campo Olavo Bilac Município: Corbélia NRE: Cascavel Equipe Multidisciplinar: Zilda Amaro da Silva Souza, Ivana Salete Cansi Bassani, Cláudia Drzenicki Martins, Francielly Giacomini, Josiane Reco Saturno Hort, Luana Bontempo e Laisa Ruana Francisquini Bontempo. INTRODUÇÃO Nos planos de trabalho docente já são contempladas as temáticas Educação das Relações Étnico-Raciais e o ensino de História e Cultura Afro- Brasileira, Africana e Indígena. Diversas atividades estão sendo desenvolvidas na escola durante o ano letivo e outras no mês de novembro com a temática da Consciência Negra. Na Biblioteca da escola é possível encontrar diversos livros com temáticas pertinentes ao assunto. Tem a disposição no laboratório de informática computadores com acesso a internet para pesquisas e leituras. Cada integrante da Equipe Multidisciplinar está responsável por uma função, sendo assim as responsabilidades estão divididas. JUSTIFICATIVA A equipe multidisciplinar do Colégio Estadual do Campo Olavo Bilac ao longo dos anos tem realizado muitas ações no intuito de implementar as Leis Nº 10.639/03 e Nº 11.645/08 procurando desenvolve-las de forma interdisciplinar pelo coletivo escolar bem como inseridas em todos os documentos do colégio (PPC, PPP, Regimento Interno e PTD), assim, buscando práticas pedagógicas que promovam a igualdade étnico-racial, e também despertar um olhar crítico sobre as relações étnico-raciais vivenciadas. No intuito de incrementar as ações já realizadas em nosso colégio, são desenvolvidas ações, não como uma ação isolada, mas algo permanente, dialogando e debatendo com todos os envolvidos no processo de realização das mesmas: alunos, professores, equipe pedagógica, pais, educadores e
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    comunidade escolar. Oobjetivo principal é dimensionar o propósito das inter- relações sociais humanas, abordando assuntos pertinentes à equipe multidisciplinar. Inicialmente, é possível a leitura de alguns artigos sobre os temas propostos, com uma posterior reflexão por parte da equipe, buscando esclarecer termos e ideias. Ao relacionar os conteúdos desses documentos com situações contemporâneas, e principalmente, que envolvem o nosso ambiente escolar, a nossa realidade, buscando garantir a harmonia entre os conceitos e o modo de pensar de hoje bem como as ideias de respeito e equidade. Posterior às leituras, far-se-á atividades múltiplas envolvendo alunos e comunidade escolar, pois além do ambiente de aprendizagem, toda a comunidade tem de estar envolvida nas ações, que é o objetivo maior da escola enquanto disseminadora de ideias e conhecimentos. OBJETIVO  Propiciar momentos de estudo e formação teórica com os componentes da equipe;  Propiciar encontros com os demais profissionais da escola para exposição dos objetivos da equipe multidisciplinar;  Estudar de forma detalhada a legislação que rege o funcionamento da equipe: Deliberação 04/2006 – CEE/PR, Resolução Nº 3399/2010 – GS/SEED e Instrução 010/2010 – SUED/SEED, lei 10639/03, lei 11645/08;  Pesquisar e despertar com a literatura de cordel através do resgate da poesia, do causo e da variedade linguística própria, bem com a importância da contribuição dos autores negros;  Promover palestras;  Produzir exposições de cartazes, esculturas, máscaras.  Confeccionar gibi, jornal e vídeos educativos.  Promover festival de dança com homenagens a cantores descendentes de várias etnias que já morreram, ritmos africanos e afro-brasileiros;
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     Organizar Semanacultural com exposições de trabalhos, performance e apreciação de documentários sobre a cultura africana, afro-brasileira;  Assistir e apresentar capoeira, dança circular, bem como degustar comidas típicas africanas afro-brasileiras e indígenas. CRONOGRAMA/AÇÕES O cronograma será organizado conforme as orientações da SEED/NRE no início do ano letivo. AVALIAÇÃO No processo educativo, a avaliação deve se fazer presente de forma contínua, tanto como meio de diagnóstico do processo ensino-aprendizagem quanto como instrumento de investigação da prática pedagógica, sempre com uma dimensão formadora, uma vez que, o fim desse processo é a aprendizagem, ou a verificação dela, mas também permitir que haja uma reflexão sobre a ação da prática pedagógica. Assim a avaliação será realizada para detectar os processos que ainda devem ser enfatizados para que ações planejadas sejam concluídas com sucesso. REFERÊNCIAS Deliberação 04/2006 – CEE/PR, Resolução Nº 3399/2010 – GS/SEED e Instrução 010/2010 – SUED/SEED, lei 10639/03, lei 11645/08 BRASIL, Ministério da Educação. SECAD. Educação anti-racista: caminhos abertos Lei Federal nº 10.639/03. Brasília: SECAD. SEED: História e Cultura afro-brasileira e africana: educando para as relações étnico raciais/Paraná. Secretaria de Estado da Educação. Superintendência da Educação. Departamento de Ensino fundamental. Curitiba: SEED-PR.2006 – 110p. (cadernos temáticos). SEED:Educando para as Relações Étnico-Raciais II / Secretária de Estado da Educação. Superintendência da Educação. Diretoria de Políticas e Programas Educacionais. Coordenação de Desafios Educacionais contemporâneos. –
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    Curitiba: SEED –PR., (cadernos temáticos dos desafios educacionais contemporâneos, 5)
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    PLANO DE ESTÁGIO IDENTIFICAÇÃODA INSTITUIÇÃO DE ENSINO INSTITUIÇÃO: Colégio Estadual do Campo Olavo Bilac – Ensino Fundamental e Médio. ENDEREÇO: Rua Travessa Diamante, nº 06 ENTIDADE MANTENEDORA: SEED – Governo do Estado do Paraná MUNICÍPIO: Dt, Ouro Verde do Piquiri – Corbélia – Paraná NRE: Cascavel IDENTIFICAÇÃO DO CURSO Habilitação: ENSINO MÉDIO JUSTIFICATIVA O Estágio Profissional não obrigatório é uma atividade curricular, um ato educativo assumido intencionalmente pela instituição de ensino que propicia a integração dos estudantes com a realidade do mundo do trabalho. Sendo um recurso pedagógico que permite ao aluno o confronto entre os desafios profissionais e a formação teórico-prática adquiridas nos estabelecimentos de ensino, oportunizando a formação de profissionais com percepção crítica da realidade e capacidade de análise das relações técnicas do trabalho. O Estágio é desenvolvido no ambiente de trabalho, cujas atividades a serem executadas devem estar devidamente adequadas às exigências pedagógicas relativas ao desenvolvimento pessoal, profissional e social do educando, prevalecendo sobre o aspecto produtivo. O Estágio se distingue das demais disciplinas em que a aula prática está presente por ser o momento de inserção do aluno na realidade, para o entendimento do mundo do trabalho, com o objetivo de prepará-lo para a vida profissional, conhecer formas de gestão e organização, bem como articular conteúdo e método de modo que propicie um desenvolvimento ominilateral. Sendo também, uma importante estratégia para que o aluno trabalhador tenha acesso às conquistas científicas e tecnológicas da sociedade. O Estágio Profissional, de caráter não obrigatório, atende as necessidades da escola conforme previsto na legislação vigente:
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     Lei nº9.394/1996, que trata das Diretrizes e Bases da Educação Nacional;  Lei N° 11.788/2008, que dispõe sobre o estágio de estudantes;  Lei Nº 8.069/1990, que dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente, em especial os artigos, 63, 67e 69 entre outros, que estabelece os princípios de proteção ao educando;  Art. 405 do Decreto Lei que aprova a Consolidação das Leis do Trabalho- CLT, que estabelece que as partes envolvida devem tomar os cuidados necessários para a promoção da saúde e prevenção de doenças e acidentes, considerando principalmente, os riscos decorrentes de fatos relacionados aos ambientes, condições e formas de organização do trabalho;  Deliberação N° 02/2009 – do Conselho Estadual de Educação.  Instrução Nº 006/2009 – SUED/SEED. O Plano de Estágio é o instrumento que norteia e normatiza os Estágios dos alunos do Ensino Médio. OBJETIVO GERAL DO ESTÁGIO Conhecer formas de gestão e organização na realidade do mundo do trabalho, propiciando o desenvolvimento pessoal, profissional, a partir da prática social, contemplando as diversas áreas que contribuem para a formação integral do aluno, bem como reconhecer as dimensões pedagógicas que se desenvolvem em todos os aspectos da vida social e produtiva. OBJETIVOS ESPECÍFICOS DO ESTÁGIO  Proporcionar ao aluno o contato com as atividades relacionadas ao currículo do Ensino Médio;  Oportunizar experiência profissional diversificada de acordo com proposta Curricular;  Relacionar teoria e prática profissional a partir das experiências realizadas no campo de estágio;  Possibilitar a inserção do educando no mundo do trabalho.
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    LOCAIS DE REALIZAÇÃODO ESTÁGIO O estágio poderá ser realizado em instituições públicas ou privadas desde que esteja relacionado com o Projeto Político Pedagógico e com a Proposta Curricular do curso. ATIVIDADES DO ESTÁGIO O Estágio Supervisionado, como ato educativo, representa o momento de inserção do aluno na realidade do mundo do trabalho, permitindo que coloque os conhecimentos construídos ao longo das séries em reflexão e compreenda as relações existentes entre a teoria e a prática. Por ser uma experiência pré-mundo do trabalho, servirá como instante de seleção, organização e integração dos conhecimentos construídos, por que possibilita ao estudante contextualizar o saber, não apenas como educando, mas como cidadão crítico e ético, dentro de uma organização concreta do mundo trabalho, no qual tem um papel a desempenhar. ATRIBUIÇÕES DA MANTENEDORA/ESTABELECIMENTO DE ENSINO O Estágio Profissional não obrigatório, concebido como procedimento didático-pedagógico e como ato educativo intencional é atividade pedagógica de competência da instituição de ensino, sendo planejado e avaliado em conformidade com os objetivos propostos para a formação profissional dos estudantes, previsto no Projeto Político-Pedagógico e no Plano de Estágio. A instituição de ensino é responsável pelo desenvolvimento do estágio nas condições estabelecidas no Plano de Estágio, observado:  Elaborar Termo de Compromisso para ser firmado com o educando ou com seu representante ou assistente legal e com a parte concedente, indicando as condições adequadas do estágio à proposta pedagógica do curso;  Etapa e modalidade da formação escolar do estudante e ao horário e calendário escolar;  Respeitar legislação vigente para estágio não obrigatório;  Celebrar Termo de Compromisso com o educando, se for ele maior de 18 anos; com seu assistente legal, se idade superior a 16 e
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    inferior a 18(idade contada na data de assinatura do Termo) ou com seu representante legal, se idade inferior a 16 anos e com o ente concedente, seja ele privado ou público;  Celebrar Termo de Cooperação Técnica para estágio com o ente público ou privado concedente do estágio;  Contar com o professor orientador de estágio, o qual será responsável pelo acompanhamento e avaliação das atividades;  Exigir do aluno o planejamento/plano e o relatório de seu estágio;  Realizar avaliações que certifiquem as condições para a realização do estágio previstas no Plano de Estágio e firmadas no Termo de Cooperação Técnica e Convênios que deverão ser aferidas mediante relatório elaborado pelo professor orientador de estágio; O desenvolvimento do estágio deverá obedecer aos princípios de proteção ao estudante, vedadas atividades: a) incompatíveis com o desenvolvimento do adolescente; b) noturnas, compreendidas as realizadas no período entre vinte e duas horas de um dia às cinco horas do outro dia; c) realizadas em locais que atentem contra sua formação física, psíquica e moral; d) perigosas, insalubres ou penosas. PROFESSOR ORIENTADOR DE ESTÁGIO O estágio deverá ser desenvolvido com a mediação do professor orientador de estágio, especificamente designado para essa função, o qual será responsável pelo acompanhamento e avaliação das atividades. COMPETE AO PROFESSOR ORIENTADOR  Solicitar juntamente da parte concedente relatório, que integrará o Termo de Compromisso, sobre a avaliação dos riscos, levando em conta: local de estágio; agentes físicos, biológicos e químicos; o equipamento de trabalho e sua utilização; os processos de trabalho; as operações e a organização do trabalho; a formação e a instrução para o desenvolvimento das atividades de estágio;
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     Exigir doestudante a apresentação periódica, de relatório das atividades, em prazo não superior a 6 (seis) meses;  Esclarecer juntamente com a parte concedente do estágio, o Plano de Estágio e o Calendário Escolar;  Planejar com a parte concedente os instrumentos de avaliação e o cronograma de atividades a serem realizadas pelo estagiário;  Proceder as avaliações que indiquem se as condições para a realização do estágio estão de acordo com as firmadas no Plano de Estágio e no Termo de Compromisso, mediante relatório;  Zelar pelo cumprimento do Termo de Compromisso;  Conhecer o campo de atuação do estágio;  Esclarecer aos estagiários as determinações do Termo de Compromisso;  Orientar os estagiários quanto à importância de articulação dos conteúdos aprendidos à prática pedagógica;  Orientar os estagiários quanto às condições de realização do estágio, ao local, procedimentos, ética, responsabilidades, comprometimento, dentre outros;  Atuar como um elemento facilitador da integração das atividades previstas no estágio;  Promover encontros periódicos para a avaliação e controle das atividades dos estagiários;  Manter o registro de classe com frequência e avaliações em dia. ATRIBUIÇÕES DO ÓRGÃO/INSTITUIÇÃO QUE CONCEDE O ESTÁGIO A instituição de ensino e a parte concedente de estágio poderão contar com serviços auxiliares de agentes de integração, públicos ou privados, mediante condições acordadas em instrumento jurídico apropriado. Considerar-se-ão parte concedente de estágio, os dotados de personalidade jurídica pública ou privada e profissionais liberais, desde que estejam devidamente registrados em seus respectivos conselhos de fiscalização profissional.
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    Uma vez formalizadoo Termo de Compromisso de Estágio, cumpridos os requisitos citados anteriormente, e estará criada a condição legal e necessária para a realização do estágio supervisionado na organização concedente de estágio. A organização escolhida como concedente do estágio deverá possuir condições mínimas de estrutura, que permitam ao aluno observar, ser assistido e participar das atividades, durante a execução do estágio supervisionado. Ofertando instalações que tenham condições de proporcionar ao aluno, atividades de aprendizagem social, profissional e cultural. O desenvolvimento do estágio deverá obedecer aos princípios de proteção ao estagiário contidos no Estatuto da Criança e do Adolescente, sendo vedadas algumas atividades, (ver Art. 63, 67 e 69, entre outras do ECA e também 405 e 406 da CLT). Fica a critério da instituição concedente a concessão de benefícios relacionados a transporte, alimentação e saúde entre outros, por si só, não caracterizando vínculo empregatício. A empresa concedente ou Instituição de ensino deverão viabilizar acompanhamento de profissionais especializados aos estagiários com necessidades educativas especiais. A documentação referente ao estágio, deverá ser mantida a disposição para eventual fiscalização. A oferta de estágio pela parte concedente será efetivada mediante:  Celebração do Termo de Compromisso com a instituição de ensino e o estudante;  A oferta de instalações que tenham condições de proporcionar ao estudante atividades de aprendizagem social, profissional e cultural;  Indicação de funcionário do seu quadro de pessoal, com formação ou experiência profissional na área de conhecimento desenvolvida no curso do estagiário, para orientar e supervisionar o desenvolvimento das atividades de estágio;  Entrega do termo de realização do estágio à instituição de ensino por ocasião do desligamento do estagiário, com indicação resumida das atividades desenvolvidas, dos períodos e da avaliação de desempenho;
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     Relatório deatividades, enviado à instituição de ensino, elaborado pelo funcionário responsável pela orientação e supervisão de estágio;  Zelar pelo cumprimento do Termo de compromisso.  Conhecer o plano de atividades do estágio proposto pelo estabelecimento de ensino;  Orientar as atividades do estagiário em consonância com o plano de estágio;  Orientar e acompanhar a execução das atividades do estagiário na empresa;  Manter contatos com o Orientador de estágio da escola;  Oportunizar ao estagiário vivenciar outras situações de aprendizagem que permitam uma visão real da profissão;  Indicar um responsável para supervisionar para acompanhar as atividades de estágio. ATRIBUIÇÕES DO ESTAGIÁRIO A jornada de estágio deve ser compatível com as atividades escolares e constar no Termo de Compromisso, considerando:  A anuência do estagiário, se maior, ou concordância do representante ou assistente legal, se menor;  A concordância da instituição de ensino;  A concordância da parte concedente;  O estágio não pode comprometer a frequência às aulas e o cumprimento dos demais compromissos escolares;  A eventual concessão de benefícios relacionados ao auxílio-transporte, alimentação e saúde, entre outros, não caracteriza vínculo empregatício;  Fica assegurado ao estagiário que recebe bolsa ou outra forma de contraprestação, sempre que o estágio tenha duração igual ou superior a 1 (um) ano, um período de recesso de 30 (trinta) dias, a ser gozado preferencialmente durante suas férias escolares.  Ao estagiário aplica-se a legislação relacionada à saúde e segurança no trabalho, sendo sua implementação de responsabilidade da parte concedente do estágio.
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    ANTES DA REALIZAÇÃODO ESTÁGIO, O ESTAGIÁRIO DEVE:  Estabelecer contatos com Unidades Concedentes para fins de estágios;  Participar de atividades de orientação sobre o estágio;  Observar sempre o regulamento de Estágios da Escola;  Zelar pela documentação do estágio entregue pelo Professor Orientador de Estágio. DURANTE A REALIZAÇÃO:  Conhecer a organização da Unidade Concedente;  Respeitar o Cronograma de Estágio para garantir o cumprimento da carga horária no período estabelecido pelo o professor orientador de Estágio;  Acatar as normas estabelecidas pela Unidade Concedente;  Zelar pelo nome da Instituição e da Escola;  Manter um clima harmonioso com a equipe de trabalho;  Cumprir o Termo de Compromisso firmado com a Instituição de Ensino e a Unidade Concedente.  Manter contatos periódicos com o Professor Orientador de Estágio para discussão do andamento do estágio;  Zelar pelos equipamentos, aparelhos e bens em geral da Empresa e responder pelos danos pessoais e materiais causados; DEPOIS DA REALIZAÇÃO:  Elaborar o relatório final de atividades, de acordo com as normas exigidas;  Apresentar sugestões que contribuam para o aprimoramento do Estágio não obrigatório. FORMA DE ACOMPANHAMENTO DO ESTÁGIO O aluno deverá ser acompanhado durante seu Estágio em Instituições Públicas e/ou Privadas, por um responsável que deverá ter conhecimento na área.
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    Três profissionais daárea estarão envolvidos no processo de encaminhamento: 1 - Professor Orientador de Estágio, que dará o direcionamento durante a realização do Estágio; 2 - Supervisor da empresa será responsável pela condução e concretização do Estágio na Instituição ou propriedade concedente, procurando seguir o plano estabelecido pelo Aluno e pelo Professor Orientador. As formas de acompanhamento serão de acordo com a realidade da situação do estágio. Podendo ser através de visitas, relatórios, contatos telefônicos, documentação de estágio exigida pela escola, de maneira a propiciar formas de integração e parceria entre as partes envolvidas. Oportunizando o aperfeiçoamento das relações técnicas-educativas a serem aplicadas no âmbito do trabalho e no desenvolvimento sustentável. AVALIAÇÃO DO ESTÁGIO: A avaliação do Estágio Profissional não obrigatório é concebida como um processo contínuo e como parte integrante do trabalho, devendo, portanto, estar presente em todas as fases do planejamento e da construção do currículo, como elemento essencial para análise do desempenho do aluno e da escola em relação à proposta.  Avaliação do Supervisor do Estágio da Unidade Concedente;  Relatório apresentando pelo educando.
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    22 - BRIGADAESCOLAR JUSTIFICATIVA Considerando que a população adulta só adquire hábitos preventivos após terem vivenciados uma situação de crise ou por força de uma legislação pertinente, o Programa opta em trabalhar no ambiente escolar, onde se espera mitigar os impactos, promovendo mudanças de comportamento, visto que crianças e adolescentes são mais receptíveis, menos resistentes a uma transformação cultural e potencialmente capazes de influenciar pessoas, atuando como multiplicadores das medidas preventivas, pensando nisto é necessário a implantação do Programa Brigadas Escolares – Defesa Civil na Escola, que visa mudança de comportamento ou criar hábitos diferentes nas crianças e adolescentes. Sabendo que todos os ambientes estão sujeitos a situações de sinistros e na escola não é diferente, vê-se a necessidade de adequá-las internamente para atender as disposições legais de prevenção de toda a espécie de riscos, sejam eles de cunho natural ou de outra espécie como acidentes pessoais e incêndios, entre outros. OBJETIVO GERAL Promover a conscientização da Comunidade Escolar para ações mitigadoras e de enfrentamento de eventos danosos, naturais e humanos, bem como o enfrentamento de situações emergenciais no interior das escolas para garantir a segurança dos nossos alunos, professores e funcionários. OBJETIVOS ESPECÍFICOS  Criar a Brigada Escolar;  Proporcionar aos professores, funcionários e alunos da Escola condições mínimas para enfrentamento de situações emergenciais no interior da mesma, assim como conhecimentos para se conduzirem frente a desastres;  Promover o levantamento das necessidades de adequação do ambiente escolar, com vistas a atender às recomendações legais consubstanciadas nas vistorias do Corpo de Bombeiros;
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     Averiguar sehá necessidade de adequar as edificações escolares nas normas mais recentes de prevenção contra incêndio e pânico e comunicar o órgão competente. ESTRATÉGIAS O responsável pela ordem de abandono é o coordenador geral da Brigada escolar, ou seja, o diretor o qual tem as seguintes funções:  Realizar exercícios de simulação uma vez no semestre, conforme calendário.  Identificar riscos na edificação e nas condutas rotineiras da comunidade escolar;  Garantir a implementação do Plano de Abandono, que consiste na retirada, de forma segura, de alunos, professores e funcionários da escola, por meio da execução de exercícios simulados, no mínimo um por semestre, a ser registrado em calendário escolar;  Promover revisões periódicas do Plano de Abandono;  Apontar mudanças necessárias, tanto na edificação escolar, bem como na conduta da comunidade escolar, visando o aprimoramento do Plano de Abandono;  Promover reuniões bimestrais entre os integrantes da Brigada Escolar para discussão de assuntos referentes a segurança do estabelecimento de ensino, com registro em livro ata específico ao Programa;  Verificar constantemente o ambiente escolar e a rotina da escola, em busca de situações inseguras, tomando as providências necessárias.
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    PROJETO: MEIO AMBIENTE INTRODUÇÃO Todoser humano busca superar suas necessidades básicas e essenciais à sobrevivência no ambiente. O problema para o homem é vencer as dificuldades e desafios do meio ambiente; sendo assim, faz-se necessário informar o homem sobre as intervenções existentes no universo e as consequências de suas ações. Pensando nessa temática, percebeu-se a necessidade de discutir junto à comunidade, a questão do mau uso de agrotóxicos, por ser este um recurso muito utilizado na região. Com o intuito de auxiliar os estudantes a adquirir conhecimento sobre agrotóxico, para que formem convicções e que os auxiliem na formação de uma consciência responsável na preservação do meio. OBJETIVO GERAL Informar alunos e comunidade sobre inter-relações existentes no universo e possíveis consequências de todas as ações, e educar para que todos assumam seus compromissos e consigam solucionar problemas em caráter interdisciplinar, integrando a comunidade, onde o indivíduo está inserido. OBJETIVO ESPECÍFICO  Integrar a comunidade nas atividades desenvolvidas na escola.  Despertar no aluno o interesse, para que desenvolvam sua capacidade investigativa, despertando seu espírito crítico e criativo.  Permitir ao aluno entender a interação do homem com a natureza, bem como as consequências dessas relações no equilíbrio ecológico.  Oportunizar ao aluno a identificação das formas corretas do uso de defensivos agrícolas nas plantações.  Propiciar a formação de atitudes corretas na preservação do meio ambiente e dos recursos naturais quanto ao uso dos agrotóxicos.
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     Conscientizar oseducados quanto risco à saúde, devido ao uso inadequado dos agrotóxicos. PÚBLICO-ALVO  O público a ser atingido pelo projeto é primeiramente aos alunos e posteriormente à comunidade de Ouro Verde do Piquiri onde o Colégio está inserido. RESULTADOS ESPERADOS  Conscientização da importância de tratar corretamente os agrotóxicos, tanto no manuseio quanto no armazenamento das embalagens.  Que os alunos ajam como agentes multiplicadores, conscientes de que essa atitude fará com que tenham mais qualidade de vida, menos riscos à saúde e menor grau de poluição.  Promoção de interação e socialização entre escola/comunidade, visando o bem comum.
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    PROJETO: SAÚDE NAESCOLA: EDUCAR PARA VIVER BEM A escola desenvolve em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde e Secretaria Municipal de Educação o projeto “Saúde na Escola: educar para viver bem”, com o objetivo de promover a saúde e a cultura da paz, reforçando a prevenção de agravos à saúde, bem como fortalecer a relação entre as redes públicas de saúde e de educação em nossa cidade e região. O mesmo justifica-se pelo fato de que não se pode mais pensar a educação com a simples visão tradicional de ensinar a ler, escrever e tão somente com o vislumbre da formação profissional. Mais que isso, a escola precisa se comprometer com a cidadania, formando seres humanos plenos e pensantes, que certamente terão maiores oportunidades na vida dos tempos modernos. Nessa visão de uma educação que busca a formação plena do aluno há uma gama de possibilidades de ações e trabalhos que podem ser realizados com foco na criação de oportunidades para reduzir as desigualdades sociais e melhorar a qualidade de vida da população. A educação eficaz é aquela que favorece a formação de cidadãos críticos e bem informados, que tenham habilidades e competências diversas para agir de forma eficiente em defesa da vida. Por isso, a escola deve criar estratégias que possam envolver toda sociedade nas questões que tratam da saúde pública, da promoção da sexualidade sadia e no combate ao consumo de drogas lícitas e ilícitas. Para tanto, a seguir serão descritas as ações previstas pelo programa Saúde na Escola e que serão desenvolvidas por profissionais capacitados e parceiros do programa em todas as escolas no município, durante todo o ano letivo:  Prevenção da obesidade infanto-juvenil: o Avaliação Antropométrica; o Ações de segurança alimentar e promoção da alimentação saudável; o Promoção das práticas corporais e atividade física e lazer nas escolas  Saúde ocular: o Avaliação oftalmológica (teste de Snellen); o Prevenção ao uso de álcool, tabaco e outras drogas: o Saúde e prevenção nas Escolas (SPE): prevenção ao uso de álcool, tabaco, crack e outras drogas. o Promoção da cultura de Paz; o Saúde e prevenção nas Escolas (SPE): educação para a saúde sexual, saúde reprodutiva e prevenção das DST/AIDS.
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    COLÉGIO ESTADUAL DOCAMPO OLAVO BILAC – ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO PROPOSTA CURRICULAR EDUCAÇÃO BÁSICA Ouro Verde do Piquiri – Corbélia – Paraná 2016
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    PROPOSTA CURRICULAR DADISCIPLINA DE HISTÓRIA PROFESSORA : CLAUDIA DRZENICKI APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA A História passou a existir como disciplina escolar com a criação do Colégio Pedro II, em 1837. No mesmo ano, foi criado o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB), que instituiu a História como disciplina acadêmica. Alguns professores do Colégio Pedro II faziam parte do IHGB e construíram os programas escolares, os manuais didáticos e as orientações dos conteúdos que seriam ensinados. Caracterizadas, em linhas gerais, por uma racionalidade histórica orientada pela linearidade dos fatos, pelo uso restrito dos documentos oficiais como fonte e verdade histórica e, por fim, pela perspectiva da valorização política dos heróis. Estudar História é conhecer as realizações do conhecimento, produzidas ao longo da evolução humana e apropriar-se do resultado da ação dos homens no tempo, que se transforma em realidade concreta, individual e social. Essa realidade, para a História, forma o passado. Esse passado é experimentado – no presente – como algo a ser conhecido, entendido, explicado. Por quê? Para alcançar-se uma compreensão adequada do presente. Para quê? Para entender o conjunto da realidade social humana e perspectivar a ação presente e futura.Todo ser humano, de uma forma ou de outra, lida com o passado para situar-se em seu espaço de identidade e no mundo em que vive. A História é a ciência social mais antiga constituída pela civilização. Com a Filosofia e a Literatura (poesia e teatro) a História está presente desde os primeiros momentos do processo civilizatório. O esforço sistemático de compreensão racional do passado, resultando em uma obra escrita e remonta ao grego Heródoto, no século V a.C. No século XIX, com o desenvolvimento de vários instrumentos de pesquisa e de análise de documentos, a história sistematizou sua pretensão metódica de cientificidade. Já no século XX, as teorias da história passaram a considerar as especificidades de diferentes correntes historiográficas. Buscando na interdisciplinaridade, as explicações necessárias para a metodologia da escrita da história, procurando problematizar, contextualizar e produzir algo próximo ao cotidiano estudado, através da abordagem metodológica histórico-crítica.
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    A história temcomo objeto de estudo, os processos históricos relativos às ações e às relações humanas praticadas no tempo, bem como a respectiva significação atribuída pelos sujeitos, tendo ou não consciência dessas ações. As relações humanas produzidas por essas ações podem ser definidas como estruturas sócio-históricas, ou seja, são as formas de agir, pensar, sentir, representar, imaginar, instituir e de se relacionar social, cultural e politicamente. A produção ou desenvolvimento do conhecimento historiográfico, objetiva a formação do pensamento histórico, possibilitando o aprimoramento da consciência histórica para a produção de narrativas históricas. Para compreender, analisar e refletir sobre os acontecimentos do processo histórico será considerado as contribuições específicas das diferentes correntes historiográficas e a prática da abordagem histórico-crítica. Os conteúdos estruturantes relações de trabalho, de poder e culturais permitem construir uma fundamentação histórica das abordagens relativas aos temas ou conteúdos básicos e aos conteúdos históricos específicos. Isto porque materializam as orientações do agir humano estruturadas na formação do pensamento histórico. Esta formação histórica, baseada nos conteúdos estruturantes é constituída por metodologias de ensino e de aprendizagem articuladas às especificidades dos ensinos fundamental e médio. O ensino de História pode ser analisado sob duas perspectivas: uma que o compreende a serviço dos interesses do Estado ou do poder institucional; e outra que privilegia as contradições entre a História apresentada nos currículos e nos livros didáticos e a história ensinada na cultura escolar. Propõe-se analisar o ensino de História, principalmente no período da década de 1970 até os dias atuais, a partir das tensões identificadas entre as propostas curriculares e a produção historiográfica inserida nas práticas escolares. Para tanto, serão destacadas as permanências, mudanças e rupturas ocorridas no ensino de História e suas contradições frente à ciência de referência. Tais análises têm por finalidade fazer a crítica ao ensino de História que se quer superar e propor Diretrizes Curriculares para essa disciplina na Educação Básica da Rede Pública Estadual. O estudo dessa disciplina promove reflexões a respeito de aspectos políticos, econômicos, culturais, sociais, e das relações entre o ensino da disciplina e a produção do conhecimento histórico. Possui o compromisso de
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    responder e refletiras necessidades sociais e históricas que caracterizam a sociedade brasileira e mundial. Contribui significativamente para a formação de uma consciência crítica e reflexiva possibilitando aos educandos compreenderem-se como sujeitos ativos do processo histórico e assim transformadores da sociedade. CONTEÚDO DAS SÉRIES FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL 6° ANO 1º BIMESTRE CONTEÚDOS ESTRUTURANTES BÁSICOS ESPECÍFICOS  Relação de Poder  Relação de Trabalho  Relação de cultura  A experiência humana no tempo.  Os estudantes como sujeitos históricos e suas especificidades.  A história local como meio de evidenciar as suas características e inserir os estudantes como partícipe da historicidade própria e importante para o processo de conhecimento e de crítica da realidade em que está vivendo. . 2°BIMESTRE  Relação de Poder  Relação de Trabalho  Relação de cultura  A experiência humana no tempo.  O surgimento dos primeiros seres humanos  A antiguidade na África: O Egito.  A América durante a Antiguidade.  A Índia na Antiguidade.  A Antiguidade na Mesopotâmia.
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     Hebreus eFenícios.  Os Persas  Diversidade educacional; cultura indígena 3º BIMESTRE  Relação de Poder  Relação de Trabalho  Relação de cultura  Os sujeitos e suas relações com o outro no tempo.  As Cidades Gregas.  As Origens de Roma.  As Guerras Médicas.  A Macedônia e os Reinos Helenísticos.  A República Romana.  O Império Romano.  O Surgimento do Cristianismo.  Cultura afro. 4º BIMESTRE  Relação de Poder  Relação de Trabalho  Relação de cultura  As culturas locais e a cultura comum.  Hunos e Germanos.  O Império romano do Oriente.  As Sociedades Muçulmanas.  O Império Carolíngio.  As Sociedades Feudais.  A Igreja Católica  As Cruzadas.  O Fim da Idade Média. 7° ano: 1º BIMESTRE CONTEÚDOS ESTRUTURANTES BÁSICOS ESPECÍFICOS
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     Relação dePoder  Relação de Trabalho  Relação de cultura  As relações de propriedade  A constituição Histórica do mundo do campo e do mundo na cidade  O Renascimento;  O Protecionismo e a Reforma Católica;  O Absolutismo;  A formação de Portugal e Espanha;  A expansão marítima européia; 2°BIMESTRE  Relação de Poder  Relação de Trabalho  Relação de cultura  As relações de propriedade  A constituição Histórica do mundo do campo e do mundo na cidade  África e Ásia;  O continente Americano;  Educação fiscal  A invenção da América;  Escravidão e resistência;  As sociedades coloniais 3º BIMESTRE  Relação de Poder  Relação de Trabalho  Relação de cultura  As relações entre o campo e a cidade  Americanas;  Administração da colônia Portuguesa;  A América holandesa;  A expansão territorial da América Portuguesa;  As sociedades mineiras;  As revoluções inglesas;  História do Paraná. 4º BIMESTRE  Relação de Poder  Relação de Trabalho  Relação de cultura  Conflitos e resistências e produção cultural  O iluminismo;  A independência da América inglesa;
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    campo/cidade  Arevolução Francesa;  A expansão militar francesa;  Revoltas coloniais na América;  Uma corte no Rio de Janeiro;  A independência da América espanhola;  A independência política no Brasil. 8° ANO: 1º BIMESTRE CONTEÚDOS ESTRUTURANTES BÁSICOS ESPECÍFICOS  Relação de Poder  Relação de Trabalho  Relação de cultura  História das relações da humanidade com o trabalho;  A Revolução Industrial;  O movimento operário e os socialismos;  Imperialismo e Neocolonialismo;  A expansão dos Estados Unidos da América;  Brasil: o primeiro reinado;  Brasil; o governo dos regentes; 2º BIMESTRE
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     Relação dePoder  Relação de Trabalho  Relação de cultura  História das relações da humanidade com o trabalho;  Brasil: as revoltas contra o império;  Educação ambiental;  A sociedade brasileira no segundo reinado;  Os conflitos entre os países sul- americanos;  A segunda revolução industrial;  As revoluções liberais;  A formação da Itália e da Alemanha e a Comuna de Paris; 3º BIMESTRE  Relação de Poder  Relação de Trabalho  Relação de cultura  O trabalho e a vida em sociedades e suas contradições na modernidade;  As migrações para o Brasil;  Brasil: a abolição da escravidão;  A proclamação da república brasileira;  O primeiro governo militar brasileiro;  Agenda 21. 4º BIMESTRE  Relação de Poder  Relação de Trabalho  Relação de cultura  Os trabalhadores e as conquistas de direito  Brasil: o governo dos cafeicultores;  O messianismo no Brasil;  A belle Époque;  Urbanização e Humanismo no Brasil;  A Revolução Mexicana;
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     A primeiraGuerra Mundial;  Revolução Russa;  Movimento operário, tenentismo e modernismo no Brasil.  Gênero e sexualidade. 9° ano: 1º BIMESTRE CONTEÚDOS ESTRUTURANTES BÁSICOS ESPECÍFICOS  Relação de Poder  Relação de Trabalho  Relação de cultura  A constituição das instituições sociais  A formação do Estado  Sujeitos Guerras e revoluções  A crise de 1929;  Brasil: Golpe ou revolução;  O governo provisório de Getúlio Vargas;  O fascismo;  A guerra civil espanhola;  Comunistas e fascistas no Brasil; 2º BIMESTRE  Relação de Poder  Relação de Trabalho  Relação de cultura  A constituição das instituições sociais  A formação do Estado  Sujeitos Guerras e revoluções  O Estado Novo;  A Segunda Guerra Mundial;  Inclusão  A descolonização da África e da Ásia;  A revolução chinesa;  A guerra Fria;  Os conflitos do Oriente  Populismo na América
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    Latina; 3°BIMESTRE  Relação dePoder  Relação de Trabalho  Relação de cultura  A constituição das instituições sociais  A formação do Estado  Sujeitos Guerras e revoluções  Nacionalismo e liberalismo no Brasil;  O desenvolvimentismo brasileiro;  A revolução cubana e a crise dos mísseis;  A guerra do Vietnã;  Educação no campo. 4º BIMESTRE  Relação de Poder  Relação de Trabalho  Relação de cultura  A constituição das instituições sociais  A formação do Estado  Sujeitos Guerras e revoluções  As ditaduras na América Latina;  Golpe de Estado no Brasil;  Brasil: a vitória da linha dura;  Brasil: o “milagre econômico”;  Brasil: o fim da ditadura  O fim da guerra fria;  De Collor a Lula.  Prevenção ao uso indevido de drogas. CONTEÚDOS DO ENSINO MÉDIO: 1° Ano: CONTEÚDOS ESTRUTURANTES BÁSICOS ESPECÍFICOS
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     Relações dePoder;  Relações de Trabalho;  Relações de Cultura  Trabalho escravo, livre, assalariado, servil e livre;  Cultura e Religiosidade  O Estado e as relações de poder  Fundamentos da História;  A Pré-História;  As civilizações do Oriente Próximo;  A Grécia Antiga;  Roma Antiga;  Reinos Bárbaros e Império Bizantino;  Idade Média: Feudalismo e Cruzadas;  Comércio, cidades e Estados;  Renascimento cultural;  Reforma Religiosa.  Prevenção ao uso indevido de drogas licita e ilícitas.  Educação fiscal 2° Ano: CONTEÚDOS ESTRUTURANTES BÁSICOS ESPECÍFICOS  Relações de Poder;  Relações de Trabalho;  Relações de Cultura  O Estado e as relações de poder;  Cultura e religiosidade:  Os sujeitos as revoltas e as guerras.  A Europa Absolutista;  Expansão marítima e mercantilismo;  Colonização Portuguesa: administração e economia;
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     Cultura esociedade no Brasil colonial;  A colonização espanhola e inglesa na América;  As revoluções na Inglaterra;  As luzes da razão;  Formação e expansão dos Estados Unidos;  Revolução Francesa e o Império Napoleônico;  A independência da América latina;  Revoltas e rebeliões coloniais;  A construção do Estado no Brasil;  Período Regencial  Gênero e diversidade cultural;  Enfrentamento as violências  Educação em Direitos Humanos. 3° Ano: CONTEÚDOS ESTRUTURANTES BÁSICOS ESPECÍFICOS  Relações de Poder;  Relações de  Os sujeitos, as revoltas e as guerras:  Industrialização e socialismo;
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    Trabalho;  Relações de Cultura; Movimentos sociais, políticos e culturais;  As guerras e as revoluções;  Revoluções liberais e nacionalismo na Europa;  Imperialismo e Neocolonialismo;  Segundo Reinado;  República Velha;  Movimentos sociais e Revolução de 1930;  Primeira Guerra e Revolução Russa;  Crise do estado liberal;  Segunda Guerra Mundial;  Brasil e a Era de Vargas;  O mundo da Guerra Fria;  Brasil: República Populista;  A descolonização afro-asiática;  Os militares no poder;  Um panorama da Globalização: o Brasil e a nova ordem mundial.  Inclusão;  História do Paraná;  Cultura afro; METODOLOGIA
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    Diante da necessidadede trabalharmos os desafios sociais contemporâneos e a multidiversidade, estaremos abordando dentro dos conteúdos da disciplina, em todos os anos, os seguintes temas:  Educação ambiental (Lei nº 9795/99);  Educação fiscal (portaria 413/2002);  Enfrentamento as Violências;  Prevenção ao uso indevido de Drogas licitas e ilícitas;  Gênero e diversidade sexualidade;  Multiperspectividade educacional: inclusão e Educação no Campo;(10.63/03)  Multiperspectividade educacional: Cultura Afro e Indígena (Lei nº 11645/08)  Agenda 21;  Conhecimento da História do Paraná (Lei nº 13381/01); Para os anos finais do ensino fundamental, propõe-se que os conteúdos priorizem as histórias locais e do Brasil, estabelecendo-se comparações com a história mundial. Para o ensino médio, a proposta é um ensino por temas históricos, ou seja, os conteúdos terão como finalidade a discussão e a busca de solução para um tema/problema previamente proposto. Entretanto, é necessário ressaltar que a história temática será utilizada quando o conteúdo em desenvolvimento oportunizar a utilização desta prática pedagógica. Buscando a compreensão do conhecimento histórico, observar-se-á as contribuições especificas das diferentes correntes historiográficas e a prática da abordagem histórico-crítica. Através da interpretação, análise e compreensão dos diferentes processos e acontecimentos históricos, objetiva- se a formação do pensamento histórico, a ampliação da consciência histórica, capacitando o estudante para a produção de narrativas históricas. Contribuindo para a operacionalização cotidiana das aulas de história, dialogadas, expositivas e interativas, considerar-se-á problematização dos conteúdos, consulta a diferentes fontes, contextualização dos acontecimentos históricos, observando o significado das diferentes temporalidades e a busca de conceitos através da prática interdisciplinar , quando este encaminhamento se fizer necessário. Instrumentalizando os estudantes na compreensão do
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    processo histórico serãoutilizados diferentes recursos didático-pedagógicos tais como: leitura e análise de textos, interpretação e releitura de imagens, desenhos ilustrações e fotografias, exibição de documentários e fragmentos fílmicos, produção/elaboração de textos, resolução de atividades e exercícios, confecção de cartazes, murais e painéis, realização de trabalhos de pesquisa individuais e de grupo, realização de seminários, produção de charges, paródias e versos rimados, encenação dos acontecimentos históricos, confecção e interpretação de mapas históricos, análise de gráficos e dados estatísticos, desenho e ilustração de fatos históricos, organização de história em quadrinhos, entre outros. Utilizar-se-á na prática pedagógica cotidiana a TV multimídia, o laboratório de informática como espaço de pesquisa e produção, exibições de slides por meio do projetor multimídia, bem como, outras tecnologias que contribuam com o desenvolvimento do conhecimento cientifico. No contexto do desenvolvimento dos conteúdos históricos serão oportunizados, projetos, reflexões, sensibilização, convencimento, implementação, semana cultural e da consciência negra 20/11, semana tradicional dos povos tradicionais indígenas 19/04 e atividades para a visualização dos sujeitos históricos africanos, negros, afro-brasileiros (lei 10.639/03) e comunidades tradicionais indígenas, (lei 11645/8) como personalidades historicamente discriminados no projeto de formação e organização da nação brasileira e suas contribuições próprias para a história e cultura do país. Será oportunizado também, o conhecimento das especificidades políticas, econômicas, históricas e socioculturais do estado do Paraná, (lei 13381/01) bem como sua importância no cenário regional e nacional. No desenvolvimento das aulas serão escolarizados os desafios contemporâneos (sexualidade, violência, questões ambientais, drogadição, consumo, mídia, tecnologia/internet, questões da terra, entre outros) objetivando análise, reflexão, orientação para superação dos mesmos na comunidade em que o estabelecimento estiver inserido. AVALIAÇÃO Fundamentado na Diretriz Curricular de História, que propõe reflexões sobre a avaliação no ensino de História, objetiva-se favorecer a busca da coerência entre a concepção de História defendida e as práticas avaliativas que
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    integram o processode ensino e de aprendizagem. A avaliação deve estar a serviço da aprendizagem de todos os alunos, permeando o conjunto das ações pedagógicas, e não como elemento externo a este processo. Refutam-se as práticas avaliativas que priorizam o caráter classificatório, autoritário, que desvinculam a sua função da aprendizagem, que não se ocupam dos conteúdos e do seu tratamento conforme as concepções definidas no projeto político-pedagógico da escola. Uma avaliação autoritária e classificatória materializa um modelo excludente de escolarização e de sociedade, com o qual a escola pública tem o compromisso de superação. Considerar-se-á os fundamentos avaliativos propostos pelas modalidades de avaliação diagnóstica, formativa, somativa, progressiva e contínua no processo de aplicação de diferentes instrumentos de avaliação. No cotidiano pedagógico, ao se aplicar diferentes instrumentos de avaliação, o professor estará observando nas narrativas históricas produzidas pelos estudantes os seguintes critérios: lista, cita, caracteriza, explica, produz, elabora, representa, interpreta, reflete, analisa, conceitua, compara, compreende, identifica, sintetiza, sequencia, diferencia, entre outros. Para avaliar a progressão e a compreensão dos estudantes sobre os conteúdos do processo histórico, serão utilizados diferentes recursos e instrumentos, tais como: leitura e análise de textos, interpretação e releitura de imagens, desenhos, ilustrações e fotografias, produção/elaboração de textos, resolução de atividades e exercícios, confecção de cartazes, murais e painéis, realização de trabalhos de pesquisa individuais e de grupo, realização de seminários, produção de charges, paródias e versos ritmados, encenação dos acontecimentos históricos, confecção e interpretação de mapas históricos, análise de gráficos e dados estatísticos, desenho e ilustração de fatos históricos, organização de história em quadrinhos, testes orais e escritos, entre outros. Tanto no ensino fundamental quanto no ensino médio, após a avaliação diagnóstica, o professor e seus estudantes poderão revisitar as práticas desenvolvidas até então, de modo que identifiquem lacunas no processo pedagógico. Essa ação permitirá ao professor planejar e propor outros encaminhamentos para a recuperação e superação das dificuldades constatadas. Nesta oportunidade serão aplicados novos e diferenciados
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    instrumentos avaliativos como:produção de narrativas históricas, testes orais e escritos, elaboração de trabalhos com roteiro determinado pelo professor, representação dos conteúdos através de mapa conceitual, resolução de roteiro de interpretação de texto e imagem, entre outros. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS www.youtube.com.br. www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/diaadia/diaadia/arquivos/File/livro_e_diretrizes/ diretrizes/diretrizeshistoria2008.pdf>. Acesso em março de 2011. BARCA, I. O pensamento histórico dos jovens: ideias dos adolescentes acerca da provisoriedade da explicação histórica. Braga: Universidade do Minho, 2000. BITTENCOURT, M. C. Ensino de história: fundamentos e métodos. São Paulo: Cortez, 2004. BURKE, P. (org.) A escrita da história: novas perspectivas. São Paulo: UNESP, 1992. HOBSBAWM. E. Sobre história. São Paulo: Companhia das Letras, 1998. LUCKESI, C. C. Avaliação da aprendizagem escolar. 14 ed. São Paulo: Cortez, 2002. RUSEN, Jorn. Razão histórica: teoria da história; os fundamentos da ciência histórica. Brasília: editora universidade de Brasília, 2001. PARANÁ. Diretrizes Curriculares Orientadoras da Educação Bsica. História.Curitiba:SEED, 2008.
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    SCHMIDT, M. A.;CAINELLI, M. Ensinar história. São Paulo: Scipione, 2004. (Pensamento e ação no magistério). SCHMIDT, M. A. Moreira dos S.; GARCIA, T. M. F. B. A formação da consciência histórica de alunos e professores e o cotidiano em aulas de história. Caderno Cedes, Campinas, v. 25, n. 67, p. 297-308, set./dez., 2005. THOMPSON, E. P. A miséria da teoria: ou um planetário de erros. Rio de Janeiro: Zahar, 1978. PROPOSTA CURRICULAR PEDAGÓGICA DA DISCIPLINA DE LÍNGUA ESTRANGEIRA MODERNA – ESPANHOL – CELEM PROFESSORA: Mylena Miryan Konrad APRESENTAÇÃO: O Ensino da Língua Estrangeira tem como objeto de estudo, a língua, além dos objetivos de expandir as habilidades comunicativas dos alunos; apresentar a cultura, ampliando, também, seu conhecimento nisso, a compreensão das diferentes formas de comunicação, respeitando, aceitando e se socializando com outras pessoas de outros países; conhecer novos dialetos; adequar- se linguisticamente conforme o ambiente em que se está inserido; e
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    proporcionar ao alunoconhecimento de uma segunda língua, para que, assim, tenha mais sucesso em diversos campos, como profissional, por exemplo, pois uma pessoa que contém uma segunda língua falante é mais valorizada em seu trabalho e sua remuneração é maior. Neste sentido, Marcos Bagno, afirma que a escola tem o objetivo de ensinar a língua para se formar cidadãos capazes de se expressar de forma oral e escrita e assim serem inseridos na sociedade para ajudar na construção e transformação da mesma, oferecendo a eles uma verdadeira educação linguística. Além disso, o ensino da Língua Estrangeira tem como objetivo contemplar as relações com a cultura, o sujeito e a identidade, bem como, aprender as percepções de mundo e maneiras distintas de atribuir sentidos, reafirmar subjetividades e permitir que se reconheça, no uso da língua os diferentes propósitos comunicativos, independentemente do grau, de proficiência atingido (DCE, 2008). A partir de 1996, tornou-se obrigatório o ensino de língua estrangeira a partir do Ensino Fundamental II e, no Ensino Médio, onde seria incluída uma Língua Estrangeira Moderna escolhida pela comunidade e outra opcional. Com o acordo assinado entre vários países da América do Sul, surgiu o MERCOSUL, que é o livre comércio de exportação entre os países que o assinaram. Com isso, novas culturas e línguas começaram a fazer parte desses países, como no caso, o Brasil. A língua e cultura que ganhou mais destaque, e também por questões políticas, foi a língua Espanhola. Tendo em vista isso, sentiu-se a necessidade de implantá-la na rede pública de ensino. Desde 2010 a ideia foi aceita, e a lei 11.161 começou a vigorar, sendo implantados nas escolas de rede pública os cursos denominados “CELEM”, que são optativos, ou seja, estuda quem quiser. Sua importância é grande, porque além de possibilitar à sociedade a opção de aprender uma nova língua, estará também abrindo portas de trabalho para quem estiver estudando. No Brasil, os currículos já estão exigindo o Espanhol como uma segunda língua. Durante as aulas de Língua Estrangeira o aluno deve analisar as questões sociais-políticas-econômicas da nova ordem mundial, desenvolvendo assim, uma consciência crítica, permitindo que este, possa fazer pesquisas e reflexões por meios orais ou escritos. Para que haja mais discussão, deve-se
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    trabalhar diálogos entreos alunos, apontando temas polêmicos para que eles se sintam a vontade com a língua, tornando-se mais fluentes. Segundo Freire (1982), devemos considerar que “os seres humanos são sujeitos e não objetos da história”. Logo, o aprendiz precisa deixar de ser um mero consumidor passivo de cultura e de conhecimento para ser um criador ativo, usando da língua estrangeira para agir e transformar o seu mundo, sabendo refletir sobre a realidade social, política e econômica, usando-a como objeto de libertação para construção da cidadania. Considerando que ter uma língua comum é um fator de fortalecimento das nações integrantes do Mercosul e da América Latina, e que o município de Corbélia, onde está situada a nossa escola, está localizada próxima à região de fronteiras (Paraguai e Argentina), faz com que os integrantes de nossa comunidade tenham contatos com pessoas oriundas destes países e a convivência com os falantes de Língua Espanhola desperta interesse nos alunos em aprender o idioma, para que possam usá-lo em situações de comunicação para a interação social. Ainda, de acordo com as Diretrizes Curriculares de Língua Estrangeira Moderna, ao ensinar uma Língua Estrangeira, estamos possibilitando aos alunos o conhecimento de mais uma língua, para que os mesmos possam ter a oportunidade de ampliar o contato com outras formas de conhecer, com outros procedimentos de interpretar e de construir a realidade, visando assim, a sua formação enquanto cidadãos críticos capazes de ver através de outras culturas as particularidades, as semelhanças e as diferenças na sua própria cultura, e que consigam perceber que uma cultura não é nem inferior nem superior à outra, mas sim diferentes. Desse modo, podem compreender que os significados sociais são passíveis de transformação, e esta transformação é possível na prática social de cada indivíduo, no ambiente em que vive. (Diretrizes Curriculares de Língua Estrangeira Moderna). OBJETIVO GERAL Desenvolver e ampliar a visão de mundo de modo que o aluno consiga perceber, avaliar e construir novos sentidos através das práticas discursivas de leitura, escrita, compreensão e oralidade, utilizando a Língua Espanhola em
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    situações significativas, sabendoagir e transformar o seu mundo para a construção da cidadania. OBJETIVOS ESPECÍFICOS  Capacitar o aluno a usar a Língua Espanhola em situações de comunicação;  Contribuir para o acesso dos diversos gêneros textuais em língua espanhola possibilitando a leitura, compreensão e reconstrução dos mesmos de modo significativo ao seu uso social;  Proporcionar ao aluno formas de participar, através da Língua Espanhola, em relações individuais ou coletivas, bem como conhecer e respeitar a cultura do outro;  Possibilitar a compreensão de que os significados são historicamente construídos e passíveis de transformação;  Desenvolver a consciência reflexiva em relação ao papel das línguas estrangeiras na interação social;  Perceber a importância do contato com a Língua Espanhola para sua localidade e desenvolvimento cultural de seu próprio país;  Proporcionar conhecimentos básicos de fonética e fonologia;  Desenvolver a oralidade, leitura e escrita, com o enriquecimento do vocabulário e aprofundamento das habilidades linguísticas;  Desenvolver o caráter receptivo e produtivo da Língua Espanhola, enfatizando a cultura (arte, costumes, literatura, sistema econômico, relações sociais etc.)  Incentivar a produção escrita e oralidade, observando os aspectos fonéticos e fonológicos da língua, adequação da linguagem, a utilização das estruturas estudadas e elementos de coesão e coerência. CONTEÚDO ESTRUTURANTE: DISCURSO COMO PRÁTICA SOCIAL CONTEÚDOS BÁSICOS – P1 Esferas sociais de circulação: 1- COTIDIANA :
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     Bilhete;  Cartapessoal;  Cartão de felicitações;  Convite;  Letra de música;  Receita culinária. 2- ARTÍSTICA:  Biografia. 3- PUBLICITÁRIA:  Anúncio. 4- JORNALÍSTICA:  Anúncio classificados;  Cartum;  Charge;  Horóscopo;  Reportagem. 5- ESCOLAR:  Cartaz;  Diálogo;  Exposição oral;  Mapa. 6- LITERÁRIA:  Conto;  Crônica;  Fábula;  História em quadrinhos;  Poema. 7-MIDIÁTICA:  Mensagem de texto;  Telejornal;  Videoclipe. PRÁTICA DISCURSIVA: Oralidade
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    Fatores de textualidadecentradas no leitor:  Tema do texto;  Aceitabilidade do texto;  Finalidade do texto;  Informatividade do texto;  Situacionalidade do texto  Papel do locutor e interlocutor;  Conhecimento de mundo;  Elementos extralinguísticos: entonação, pausas, gestos;  Adequação do discurso ao gênero;  Turnos de fala;  Variações linguísticas. Fatores de textualidade centradas no texto:  Marcas linguísticas: coesão, coerência, gírias, repetição, recursos semânticos;  Adequação da fala ao contexto;  Diferenças e semelhanças entre o discurso oral ou escrito. PRÁTICA DISCURSIVA: Leitura Fatores de textualidade centradas no leitor  Tema do texto;  Conteúdo temático do gênero;  Elementos composicionais do gênero;  Propriedades estilísticas do gênero;  Aceitabilidade do texto;  Informatividade do texto;  Finalidade do texto;  Intencionalidade do texto;  Situacionalidade do texto;  Papel do locutor e do interlocutor;  Conhecimento de mundo;  Temporalidade;  Referência textual.
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    Fatores de textualidadecentradas no texto  Intertextualidade;  Léxico: repetição, conotação, denotação, polissemia;  Marcas linguísticas: coesão, coerência, função das classes gramaticais no texto, pontuação, figuras de linguagem, recursos gráficos (aspas, conectivas básicas do texto. travessão, negrito);  Partículas conectivas básicas do texto. PRÁTICA DISCURSIVA: Escrita Fatores de textualidade centradas no leitor:  Tema do texto;  Conteúdo temático do texto;  Elementos composicionais do gênero;  Propriedades estilísticas do gênero;  Aceitabilidade do texto;  Finalidade do texto;  Informatividade do texto;  Situacionalidade do texto;  Intencionalidade do texto;  Papel do locutor e interlocutor;  Conhecimento de mundo;  Temporalidade;  Referência textual. Fatores de textualidade centradas no texto  Intertextualidade;  Partículas conectivas básicas do texto;  Vozes do discurso direto e indireto;  Léxico: emprego de repetições, conotação, denotação, polissemia, formação das palavras, figuras de linguagem;  Emprego de palavras e/ou expressões com mensagens implícitas e explícitas;  Marcas linguísticas; coesão, coerência, função das classes gramaticais no texto, pontuação, figuras de linguagem, recursos gráficos (como
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    aspas, travessão, negrito); Acentuação gráfica;  Ortografia;  Concordância verbal e nominal. CONTEÚDOS BÁSICOS – P2 Esferas sociais de circulação: COTIDIANA:  Comunicado;  Exposição oral;  Ficha de inscrição;  Lista de compras;  Piada;  Telefonema. PUBLICITÁRIA:  Anúncio;  Folders;  Propaganda. JORNALÍSTICA:  Artigo de opinião;  Boletim do tempo;  Entrevista;  Notícia;  Reportagem. ESCOLAR:  Resenha. LITERÁRIA:  Contação de história;  Conto;  Peça de teatro;  Romance. MIDIÁTICA:  Correio eletrônico (e-mail);
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     Mensagem detexto;  Videoclipe. PRÁTICA DISCURSIVA: Oralidade Fatores de textualidade centradas no leitor:  Tema do texto;  Aceitabilidade do texto;  Finalidade do texto;  Informatividade do texto;  Intencionalidade do texto;  Situacionalidade do texto;  Papel do locutor e interlocutor;  Conhecimento de mundo;  Elementos extralinguísticos, entonação, pausas, gestos;  Adequação do discurso ao gênero;  Turnos de fala;  Variações linguísticas. Fatores de textualidade centradas no texto  Marcas linguísticas: coesão, coerência, gírias, repetição, recursos semânticos;  Adequação da fala ao contexto (uso de distintivos formais e informais como conectivos, gírias, expressões, repetições);  Diferenças e semelhanças entre o discurso oral ou escrito. PRÁTICA DISCURSIVA: Leitura Fatores de textualidade centradas no leitor:  Tema do texto;  Conteúdo temático do texto;  Elementos composicionais do gênero;  Propriedades estilísticas do gênero;  Aceitabilidade do texto;  Finalidade do texto;
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     Informatividade dotexto;  Intencionalidade do texto;  Situacionalidade do texto;  Papel do locutor e interlocutor;  Conhecimento de mundo;  Temporalidade;  Referência textual. Fatores de textualidade centradas no texto  Intertextualidade;  Léxico: repetição, conotação, denotação, polissemia;  Marcas linguísticas: coesão, coerência, função das classes gramaticais no texto, pontuação, figuras de linguagem, recursos gráficos (aspas, travessão, negrito);  Partículas conectivas básicas do texto;  Elementos textuais: levantamento lexical de palavras italicizadas, negritadas, sublinhadas, números, substantivos próprios;  Interpretação da rede de relações semânticas existentes entre itens lexicais recorrentes no título, subtítulo, legendas e textos. PRÁTICA DISCURSIVA: Escrita Fatores de textualidade centradas no leitor:  Tema do texto;  Conteúdo temático do texto;  Elementos composicionais do gênero;  Propriedades estilísticas do gênero;  Aceitabilidade do texto;  Finalidade do texto;  Informatividade do texto;  Intencionalidade do texto;  Situacionalidade do texto;  Papel do locutor e interlocutor;  Conhecimento de mundo;
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     Temporalidade;  Referênciatextual. Fatores de textualidade centradas no texto  Intertextualidade;  Partículas conectivas básicas do texto;  Vozes do discurso: direto e indireto;  Léxico: emprego de repetições, conotação, denotação, polissemia, formação de palavras, figuras de linguagem;  Emprego de palavras e/ou expressões com mensagens implícitas;  Marcas linguísticas: coesão, coerência, função das classes gramaticais no texto, pontuação, figuras de linguagem, recursos gráficos (como aspas, travessão, negrito);  Acentuação gráfica;  Ortografia;  Concordância verbal e nominal. ENCAMINHAMENTO METODOLÓGICO Sendo a metodologia importante fator para a aprendizagem, conforme as Diretrizes Curriculares da Educação Básica (p.63), serão trabalhadas partindo do Conteúdo Estruturante, questões linguísticas, sócio pragmáticas, culturais e discursivas, assim como as práticas do uso da língua: leitura, oralidade e escrita, partindo do texto, verbal e não verbal. Buscar-se-á no decorrer das aulas expositivas e dialogadas, envolverem os alunos nas diversas atividades, para que os mesmos, além do conhecimento científico, possam desenvolver atitudes de solidariedade, respeito, colaboração, responsabilidade e esforço próprio, para que essas atitudes sejam acrescentadas na sua formação enquanto indivíduos, capazes de viver, relacionar- se e contribuir para a melhoria da sociedade. A partir do Conteúdo Estruturante Discurso como prática social, serão trabalhadas questões linguísticas, sócio-pragmáticas, culturais e discursivas, bem como as práticas do uso da língua: leitura, oralidade e escrita. O ponto de partida da aula de língua Estrangeira Moderna será o texto, verbal e não- verbal.
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    Propõe-se que, nasaulas de Língua Estrangeira Moderna, o professor aborde os vários gêneros textuais, em atividades diversificadas, analisando a função do gênero estudando, sua composição, a intertextualidade, os recursos coesivos, a coerência e, somente depois de tudo isso, a gramática. Sendo assim, o ensino deixa de priorizar a gramática para trabalhar com o texto, sem abandoná-la. Os recursos didáticos e tecnológicos para a realização das atividades da prática da leitura, da oralidade, da escrita serão: livros, revistas, vídeos, filmes, DVDs, CDs, TV Multimídia, cartazes, desenhos, recortes, letras de músicas e cópias de atividades diversas. Com materiais diversificados, proporcionar-se-á aos alunos atividades que os integrem e os incentivem na busca pelo conhecimento, tais como: atividades lúdicas, materiais fotocopiáveis, jogos pedagógicos, brincadeiras; utilização de materiais áudio- visuais; leitura e compreensão de diferentes tipos de textos, tanto orais como escritos, sempre que possível, autênticos, e de acordo com a esfera de circulação; produção de textos de diferentes tipologias (DCEs); elaboração de cartazes, folhetos informativos sobre conteúdos lexicais e de abordagem social; estudos das diferentes culturas peninsular e hispanoamericana. Os conteúdos poderão ser retomados em todas as séries, porém em diferentes graus de profundidade, levando em conta o conhecimento do aluno. Quando necessário, haverá a flexibilização curricular dos alunos encaminhados para frequentar a sala de recurso, levando-se em consideração seus limites e avanços em seu processo de aprendizagem, juntamente com a orientação pedagógica da escola. Cabe ao professor criar condições para que o aluno não seja ingênuo, mas que seja crítico, reaja aos textos com os quais se depare e entenda que por trás deles há um sujeito, uma história, uma ideologia e valores próprios da comunidade em que está inserido. Da mesma forma, o aluno deve ser instigado a buscar respostas e soluções aos seus questionamentos, necessidades e anseios relativos à aprendizagem. Algumas atividades podem ser realizadas na efetivação do processo: comparação de um texto com outro; interpretação de textos a partir das reflexões em sala de aula; leitura de textos autênticos (textos dos países que falam a língua estudada); análise de textos sobre o mesmo assunto escrito na língua materna e na língua estrangeira. Tomando por base que o aluno é parte
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    integrante do processoe deve ser considerado como agente ativo, a aprendizagem se concretizará através de atividades significativas e de seu interesse, respeitando sua faixa etária e seu desenvolvimento físico-intelectual, bem como sua individualidade, suas limitações e habilidades, o nível em que está inserido, variando assim a complexidade e aprofundamento de conteúdo. Assim, o professor deve buscar constante atualização, para ser capaz de provocar mudanças necessárias no processo e adequá-las à sua realidade. Proporcionando subsídios, para que os alunos sejam capazes de inferir e colaborar com o processo, para partilhar com estratégias de aprendizagem, Conforme Vigotski (1998) - “a interação, o diálogo é a chave para o desenvolvimento cognitivo” A presente proposta também contempla a inclusão das temáticas: História e Cultura Afro-Brasileira, Lei nº 10.639/03, Cultura Indígena, Lei nº 11.645/08, História do Paraná, Lei nº 13.381/01, Meio Ambiente, Lei nº 9.795/99, e Programa Nacional de Educação Fiscal, Portaria 413/2002, nos conteúdos a serem trabalhados, de acordo com o que for oportunizado pelo texto, dada a importância que essas temáticas trazem para a construção de um Estado Democrático de Direito, de acordo com o que dispõe a Constituição da República Federativa do Brasil e a obrigatoriedade de seu ensino, segundo as Diretrizes Curriculares Nacionais, bem como a Deliberação Estadual 04/06. A abordagem dos temas transversais, bem como a Cultura Africana e a Cultura Afro- brasileira serão discutidas nos momentos em que as oportunidades irão surgindo através de textos, pesquisas, debates, confecção de cartazes/ murais, músicas, poemas, para que os educandos conheçam e reflitam sobre importância dos africanos e seus descendentes na formação da sociedade brasileira. AVALIAÇÃO: A avaliação da aprendizagem em Língua Estrangeira Moderna (LEM) supera a concepção de mero instrumento de mediação da apreensão de conteúdos, visto que se configura como processual e, como tal, objetiva subsidiar discussões acerca das dificuldades e avanços dos alunos, a partir de suas produções.
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    O processo avaliativoserá um meio para a verificação das dificuldades dos alunos, com o intuito de nortear o trabalho do professor em sala de aula. Sendo assim, a avaliação será uma ferramenta para construir o conhecimento e mostrar ao aluno e ao professor onde o primeiro se encontra no percurso ensino- aprendizagem. Não utilizando- a como forma de punição ou de controle de aluno. Através da avaliação, o professor fará intervenção de forma estratégica, possibilitando a aprendizagem e respeitando os diferentes níveis apresentados pelos alunos. O professor trabalha com uma classe heterogênea, onde cada aluno tem um ritmo de aprendizado diferente. Através dos primeiros contatos, o professor fará uma avaliação do andamento da turma, a fim de estabelecer um parâmetro que não prejudique o desenvolvimento coletivo. O erro deve ser visto como um passo para o aprendizado e não meramente um empecilho. Os alunos terão sempre o retorno de seus esforços, tanto pelo seu desempenho como pelo desempenho do grupo em geral. Desta forma, professores e alunos estarão acompanhando os conhecimentos e identificarão as dificuldades. É importante considerar também as avaliações diagnósticas e formativas, desde que articulem com os objetivos específicos e com conteúdos definidos a partir das concepções e encaminhamentos metodológicos, de modo que sejam respeitadas as diferenças individuais escolares. Serão utilizados diversos meios de avaliação durante cada semestre, cuja qual o resultado de cada um será somado para a obtenção da média final. Ao término do ano letivo, será considerado aprovado o aluno que obter a média igual ou superior a 6,0 (seis virgula zero) e com frequência igual ou superior a 75% (setenta e cinco por cento). A média se dará pelo seguinte cálculo: MF=1ºB + 2ºB + 3ºB + 4ºB= igual ou maior que 6,0 4 CRITÉRIOS P1 ORALIDADE Espera-se que o aluno:
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     Utilize odiscurso de acordo com a situação de produção (formal e/ou informal);  Apresente suas ideias com clareza, coerência;  Utilize adequadamente entonação, pausas, gestos;  Organize a sequência de sua fala;  Respeite os turnos de fala;  Explore a oralidade, em adequação ao gênero proposto;  Exponha seus argumentos;  Compreenda os argumentos no discurso do outro;  Participe ativamente dos diálogos, relatos, discussões (quando necessário em língua materna);  Utilize expressões faciais, corporais e gestuais, pausas e entonação nas exposições orais, entre outros elementos extralingüísticos que for necessário. LEITURA Espera-se que o aluno:  Realize leitura compreensiva do texto;  Identifique o conteúdo temático;  Identifique a ideia principal do texto;  Deduza os sentidos das palavras e/ou expressões a partir do contexto;  Perceba o ambiente (suporte) no qual circula o gênero textual;  Compreenda as diferenças decorridas do uso de palavras e/ou expressões no sentido conotativo e denotativo;  Analise as intenções do autor;  Identifique e reflita sobre as vozes sociais presentes no texto;  Faça o reconhecimento de palavras e/ou expressões que estabelecem a referência textual;  Amplie seu léxico, bem como as estruturas da língua (aspectos gramaticais) e elementos culturais. ESCRITA Espera-se que o aluno:
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     Expresse asideias com clareza;  Elabore e re-elabore textos de acordo com o encaminhamento do professor, atendendo às situações de produção propostas (gênero, interlocutor, finalidade) e à continuidade temática;  Diferencie o contexto de uso da linguagem formal e informal;  Use recursos textuais como: coesão e coerência, informatividade, etc;  Utilize adequadamente recursos linguísticos como: pontuação, uso e função do artigo, pronome, numeral, substantivo, adjetivo, advérbio, etc.;  Empregue palavras e/ou expressões no sentido conotativo e denotativo, em conformidade com o gênero proposto;  Use apropriadamente elementos discursivos, textuais, estruturais e normativos atrelados aos gêneros trabalhados;  Reconheça palavras e/ou expressões que estabelecem a referência textual. P2 ORALIDADE Espera-se que o aluno:  Utilize o discurso de acordo com a situação de produção (formal e/ou informal);  Apresente suas ideias com clareza, coerência;  Utilize adequadamente entonação, pausas, gestos;  Organize a sequência de sua fala;  Respeite os turnos de fala;  Explore a oralidade, em adequação ao gênero proposto;  Exponha seus argumentos;  Compreenda os argumentos no discurso do outro;  Participe ativamente dos diálogos, relatos, discussões (quando necessário em língua materna);  Utilize expressões faciais, corporais e gestuais, pausas e entonação nas exposições orais, entre outros elementos extralinguísticos que for necessário.
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    LEITURA Espera-se que oaluno:  Realize leitura compreensiva do texto com vista a prever o conteúdo temático, bem como a ideia principal do texto através da observação das propriedades estilísticas do gênero (recursos como elementos gráficos, mapas, fotos, tabelas);  Localize informações explícitas e implícitas no texto;  Deduza os sentidos das palavras e/ou expressões a partir do contexto;  Perceba o ambiente (suporte) no qual circula o gênero textual;  Reconheça diversos participantes de um texto (quem escreve, a quem se destina, outros participantes);  Estabeleça o correspondente em língua materna de palavras ou expressões a partir do texto;  Análise as intenções do autor;  Infira relações intertextuais;  Faça o reconhecimento de palavras e/ou expressões que estabelecem a referência textual;  Amplie seu léxico, bem como as estruturas da língua (aspectos gramaticais) e elementos culturais. ESCRITA Espera-se que o aluno:  Expresse as ideias com clareza;  Elabore e re-elabore textos de acordo com o encaminhamento do professor, atendendo às situações de produção propostas (gênero, interlocutor, finalidade) e à continuidade temática;  Diferencie o contexto de uso da linguagem formal e informal;  Use recursos textuais como: coesão e coerência, informatividade, etc.;  Utilize adequadamente recursos linguísticos como: pontuação, uso e função do artigo, pronome, numeral, substantivo, adjetivo, advérbio, etc.;  Empregue palavras e/ou expressões no sentido conotativo e denotativo, em conformidade com o gênero proposto;  Use apropriadamente elementos discursivos, textuais, estruturais e
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    normativos atrelados aosgêneros trabalhados;  Reconheça palavras e/ou expressões que estabelecem a referência textual;  Defina fatores de contextualização para o texto (elementos gráficos, temporais). INSTRUMENTOS Serão utilizados diversos instrumentos de avaliação durante cada semestre como: atividades avaliativas escritas e orais (individuais, em duplas ou grupos) encenações, trabalhos de pesquisa, seminários, debates, produção de textos de diversos gêneros, interpretação de textos, leituras, provas, discussões, e outros. Haverá recuperação paralela, sempre retomando o conteúdo trabalhado. A mesma será através dos instrumentos: trabalhos, avaliações orais e escritas, com o objetivo de garantir a efetivação do aprendizado. REFERÊNCIAS GOVERNO DO PARANÁ.SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO.DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO BÁSICA. Diretrizes Curriculares Da Educação Básica De Língua Estrangeira Moderna. PARANÁ, 2008. Olavo bilac, Colégio Estadual do Campo - EFM. Projeto Político Pedagógico. Corbélia, 2015.
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    PROPOSTA CURRICULAR DADISCIPLINA DE MATEMÁTICA PROFESSORA: Luana Bontempo APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA A realidade do mundo contemporâneo faz com que a sociedade passe a ter que assimilar novos conhecimentos para lidar com fatos e fenômenos do dia-a-dia. Naturalmente, espera e concentra-se na educação escolar a possibilidade de acesso da população a estes conhecimentos, que são importantes nas práticas sociais. Atualmente as ações contemporâneas requerem, muitas vezes, formas diferentes ou novas formas de pensar do ser
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    humano. A matemáticavem ganhando espaço nesse cenário e sendo encaminhada a produzir modelos para descrever ou ajudar a compreender fenômenos nas diversas áreas do saber, produzindo conhecimentos novos nessas áreas, ao mesmo tempo em que se desenvolve enquanto campo do conhecimento científico. A matemática é uma das mais importantes ferramentas nessa atual sociedade, Em casa, na rua, nas várias profissões, na cidade, no campo, nas várias culturas todo ser humano necessita contar, calcular, comparar, medir, localizar, representar, interpretar, etc., e o faz informalmente, à sua maneira, com base em parâmetros de seu contexto sócio cultural. É preciso que esse saber informal, cultural, se incorpore ao trabalho matemático escolar, diminuindo a distância entre a matemática da escola e a matemática da vida. Assim, na sala de aula a atividade matemática constrói o pensamento e o raciocínio lógico, auxilia o aluno a enfrentar novas situações em outras áreas do conhecimento, amplia o saber do aluno, estimula-o a formular, explicar, refletir, discutir, analisar, exercitar a leitura, a escrita e a comunicação oral. Por tanto, apropriar-se dos conceitos e procedimentos matemáticos básicos contribui para a formação integral do aluno através de um ensino da matemática escolar direcionado para a formação de cidadãos críticos e responsáveis, que possam se engajar ou entrar no mundo do trabalho, das relações sociais, culturais e políticas. E para exercer plenamente a cidadania nesse mundo contemporâneo, é preciso dominar o saber de contar, comparar, medir, calcular, resolver problemas, construir estratégias, comprovar e justificar resultados, argumentar logicamente, conhecer formas geométricas, organizar, analisar e interpretar criticamente as informações, conhecer formas diferenciadas de abordar problemas. Por isso, acentua-se a preocupação em desenvolver nos alunos principalmente de ensino fundamental e médio conhecimentos necessários para o exercício pleno do cidadão diante da atual realidade social que se vivencia. Essa preocupação é constante no PPP – Projeto Político Pedagógico e nos DCE´s Diretrizes Curriculares Estaduais, que propõe a articulação ao abordar os conteúdos curriculares. Essa nova tendência metodológica embasada na Educação matemática e “apresentada no PPP e nas Diretrizes Curriculares de Matemática sugerem encaminhamentos metodológicos, na
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    perspectiva de valorizara aprendizagem adquirida de cada aluno”. Devem sempre ser valorizados também os conhecimentos prévios dos alunos, seja aquele adquirido em séries anteriores ou já adquiridos, ampliando-os, sem se descuidar do saber científico da matemática que a escola enquanto formadora tem que transmitir. "Sem a Matemática , não poderia haver Astronomia; sem os recursos maravilhosos da Astronomia, seria completamente impossível a navegação. E a navegação foi o fator máximo do progresso da humanidade”. AMOROSO COSTA (1928). A educação matemática é uma área que se relaciona com diversos saberes. Seu objeto de estudo está em processo de construção, visto que na matemática como nas diversas disciplinas afins, nada está pronto e acabado, mas este está centrado na prática pedagógica que envolve o conhecimento relacionado à práxis. OBJETIVOS  Direcionar a construção do conhecimento para uma visão histórica em que os conceitos foram apresentados discutidos, construídos e reconstruídos, influenciando na formação do pensamento humano tornando os estudantes críticos, capazes de agir com autonomia matemática desenvolvendo valores e atitudes na sua formação integral e na produção de sua existência por meio das ideias e das tecnologias.  Identificar os conhecimentos matemáticos com meios para compreender e transformar o mundo à sua volta e perceber o caráter de jogo intelectual, característico da matemática, como aspecto que estimula o interesse, a curiosidade, o espírito de investigação e o desenvolvimento da capacidade para resolver problemas.  Fazer observações sistemáticas de aspectos quantitativos e qualitativos do ponto de vista do conhecimento e estabelecer o maior número possível de relações entre eles, utilizando para isso o conhecimento matemático (aritmético, geométrico, métrico, algébrico, estatístico, combinatório, probabilístico); selecionar, organizar e produzir informações relevantes, para interpretá-las e avalia-las criticamente.
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     Resolver situações-problema,sabendo validar estratégias e resultados, desenvolvendo formas de raciocínio e processos, como dedução, indução, intuição, analogia, estimativa, e utilizando conceitos e procedimentos matemáticos, bem como instrumentos tecnológicos disponíveis.  Comunicar-se matematicamente, ou seja, descrever, representar e apresentar resultados com precisão e argumentar sobre suas conjecturas, fazendo uso da linguagem oral e estabelecendo relações entre ela e diferentes representações matemáticas.  Estabelecer conexões entre temas matemáticos de diferentes campos e entre esses temas e conhecimentos de outras áreas curriculares;  Sentir-se seguro da própria capacidade de construir conhecimentos matemáticos, desenvolvendo a auto-estima e a perseverança na busca de soluções.  Interagir com seus pares de forma cooperativa, trabalhando coletivamente na busca de soluções para problemas propostos, identificando aspectos consensuais ou não na discussão de um assunto, respeitando o modo de pensar dos colegas e aprendendo com eles. CONTEÚDOS: CONTEÚDOS ESTRUTURANTES:  Números e Álgebra;  Grandezas e Medidas;  Geometrias;  Tratamento da Informação;  Funções; Segundo a DCE 2008, p.49, entende-se por conteúdos estruturantes os conhecimentos de grande amplitude, os conceitos e as práticas que identificam e organizam os campos de estudos de uma disciplina escolar, considerados fundamentais para sua compreensão. Constituem-se historicamente e são legitimados nas relações sociais. 6º ANO Conteúdos Estruturantes Conteúdos Básicos Conteúdos Específicos Números e Álgebra * Sistemas de numeração; * Processos de contagem: história
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    * Números Naturais; *Múltiplos e divisores; * Potenciação e radiciação; * Números fracionários; * Números decimais; dos números; * Noções sobre os sistemas de numeração egípcio e romano; * Sistema de numeração decimal: leitura, escrita e história dos numerais indo-arábicos; * Sequência dos números naturais; * Sucessor, antecessor, números naturais consecutivos; * Aplicações dos números naturais; * Reta numérica; *Ideias da adição e da subtração; * Cálculo mental nas adições e subtrações; * Estimativas por arredondamento; * Problemas envolvendo adição e subtração de números naturais; * As ideias de multiplicação; * Divisão: ideias e algoritmos; * Multiplicação e divisão: operações inversas; * Relação fundamental da divisão; * Expressões numéricas envolvendo as quatro operações fundamentais; * Propriedade distributiva da multiplicação em relação à adição e à subtração; * Cálculo mental de produtos; * Resolução de problemas envolvendo as quatro operações fundamentais; * Sequência dos múltiplos de um número; * Fatores ou divisores de um número natural; * Critérios de divisibilidade; * Números primos e decomposição em fatores primos; * Mínimo múltiplo comum; * Divisores comuns e máximo divisor comum; * Potenciação: significado, representação e cálculos; * Quadrados e cubo; * Expoente zero e expoente um; * Raiz quadrada de números naturais; * Expressões numéricas; * Frações como parte do inteiro; * Representação e leitura;
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    * Frações deuma quantidade; * Números mistos e frações impróprias; * Frações equivalentes; * Simplificação de frações; * Comparação de frações; * Operações com frações; * Problemas envolvendo frações e suas aplicações; * A notação decimal; * Números decimais e o registro de medidas; * Números decimais na forma de fração; * Comparação de números decimais; * Adição e subtração de números decimais; * Multiplicação e divisão de números decimais por 10, 100, 1 000; * Multiplicação de números decimais; * Divisão de números naturais com quociente decimal; * Divisão de números naturais com quociente decimal; * Divisão de números decimais; *Problemas envolvendo números decimais e suas aplicações; Grandezas e Medidas * Medidas de comprimento; * Medidas de massa; * Medidas de área; * Medidas de volume; * Medidas de tempo; * Medidas de ângulos; * Sistema monetário. * Conceito de medida e de unidade de medida; * Medidas de comprimento no sistema métrico decimal; * Medidas de superfície e área do retângulo; * Relações entre km², m² e cm²; * Conceito de volume e volume de um bloco retangular; * Equivalência ente litro e decímetro cúbico; * Medidas de massa; * Identificação, elementos e representação; * Medidas de ângulos e uso do transferidor; * Retas paralelas e retas perpendiculares; * Uso dos esquadros;
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    * A utilizaçãodo sistema monetário no cotidiano; Geometrias * Geometria Plana; * Geometria Espacial; * As formas da natureza e as formas criadas pelo ser humano; * Formas planas e não planas; * Blocos retangulares: estudo e planificação; * Ponto, reta, plano e segmento de reta; * Perspectivas e vistas; * Construção de poliedros; * Polígonos: características e representação; * Triângulos: classificação; * Quadriláteros: classificação; * Polígonos regulares; * Perímetro de polígonos; * Circunferência: definição e elementos; * Uso do compasso; * Simetria nos polígonos e no círculo; Tratamento da Informação * Dados, tabelas e gráficos; * Porcentagem; * Utilidade de gráficos; * Dados e tabelas de frequência; * Construção e interpretação de gráficos de barras; * Elaboração e análise de uma pesquisa estatística simples; * Significado, representação e cálculos simples envolvendo porcentagens; * Representação decimal de porcentagens; 7º ANO Conteúdos Estruturantes Conteúdos Básicos Conteúdos Específicos Números e Álgebra * Números Inteiros; *Números Racionais; * Equação e Inequação do 1º grau; * Razão e proporção; * Regra de três simples; * Aplicações dos números negativos; * Comparação; * Representação na reta numérica; * Módulo e simétrico; * Operações com números negativos; * Expressões numéricas envolvendo operações com números negativos; * Representação dos números
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    racionais; * Frações enúmeros decimais; * Observação de padrões numéricos: generalizações; * Uso das letras: linguagem algébrica; * Algumas operações com letras; * Resolução de equações do 1º grau; * Resolução de problemas por meio de equações do 1º grau; * Desigualdades: símbolos e propriedades; * Resolução de inequações; * Inequações e problemas; * Grandezas e comparação de grandezas; * Razões e proporções; * Escalas, plantas e mapas; * Grandezas diretamente proporcionais; * Grandezas inversamente proporcionais; * Regra de três para o cálculo de grandezas; Grandezas e Medidas * Medidas de temperatura; * Medidas de ângulos; * Medidas de temperatura em diferentes contextos; * Retomada sobre ângulos; * Ângulos suplementares, complementares, opostos pelo vértice; * Grau e subdivisão do grau; * Bissetriz de um ângulo; * Os ângulos nos triângulos; * Soma dos ângulos internos de um triângulo; * Soma das medidas dos ângulos internos de um quadrilátero; Geometrias * Geometria Plana; * Geometria Espacial; * Geometrias não- euclidianas; * Dimensionalidade; * Medidas de superfície: unidades e conversões; * Comparação de áreas; * Área do retângulo e do quadrado; * Cálculo de áreas por composição e decomposição de figuras; * Área do paralelogramo, do triângulo, do losango e do trapézio; * Problemas envolvendo o cálculo
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    de áreas; * Poliedros; *Prismas e pirâmides; * Poliedros regulares; * Cilindros, cone e esferas; * Relações entre unidades de medida de volume e capacidade; Tratamento da Informação * Pesquisa Estatística; * Média Aritmética; * Moda e mediana; * Juros simples; * Construção e análise de gráficos de barras e de setores; * Pictogramas; * Médias; * Representação e cálculo de porcentagens; * Descontos e acréscimos; * Problemas envolvendo porcentagem; 8º ANO Conteúdos Estruturantes Conteúdos Básicos Conteúdos Específicos Números e Álgebra * Números Racionais e Irracionais; * Sistemas de Equações do 1º grau; * Potências; * Radiciação; * Monômios e Polinômios; * Produtos Notáveis; * Números racionais; * Representação dos números racionais; * Números irracionais; * Pi – um número irracional; * Números reais; * Os números reais e as operações; * Expoentes inteiros; * Propriedades das potências; * Potências de base 10; * Multiplicação por potências de base 10; * Notação científica; * Aprofundamento sobre raízes; * Raízes exatas; * Raízes não exatas; * Problemas do 1º grau com duas incógnitas – representação por meio de um sistema de equação; * Método da substituição; * Método da adição; * Retomada de equações; * Variáveis; * Expressões algébricas; * Monômios e polinômios; * Operações e expressões algébricas; * Simplificação de expressões com letras;
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    * Multiplicação depolinômios; * Desenvolvimento de produtos notáveis; * Aplicações dos produtos notáveis no cálculo algébrico; Grandezas e Medidas * Medidas de comprimento; * Medidas de área; * Medidas de volume; * Medidas de ângulos; * Área do paralelogramo, do triangulo, do trapézio e do losango; * Volume do cubo e do paralelepípedo; * Definição de ângulos; * Medida e classificação de ângulos; * Ângulos complementares e suplementares; * Opostos pelo vértice; * Bissetriz de um ângulo; Geometrias * Geometria Plana; * Geometria Espacial; * Geometria Analítica; * Geometrias não- euclidianas; * Posição relativa entre retas; * Ponto médio de um segmento; * Retas perpendiculares e paralelas; * Distância entre dois pontos; * Triângulo: elementos, perímetro e classificação; * Soma das medidas dos ângulos internos de um triângulo; * Propriedade do ângulo externo do triângulo; * Triângulo isósceles e equilátero; * Elementos e classificação dos quadriláteros; * Propriedades dos paralelogramos e trapézios isósceles; * Ângulos de um polígono; Tratamento da Informação * Gráfico e Informação; * População e amostra; * Gráficos e tabelas; * Regra de três simples e composta; * Porcentagem; * Juros simples; 9º ANO Conteúdos Estruturantes Conteúdos Básicos Conteúdos Específicos Números e Álgebra * Números Reais; * Propriedades dos radicais; * Equação do 2º grau; * Teorema de Pitágoras; * Regra de Três Composta; * Retomada e aprofundamento da potenciação e suas propriedades; * Retomada da radiciação; * Expoentes racionais; * Propriedades dos radicais; * Simplificação de radicais;
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    * Adição esubtração de radicais; * Racionalização; * Equações e grau de uma equação; * Equações incompletas do 2º grau; * Forma geral de uma equação do 2º grau; * Fórmula geral de resolução de equações do 2º grau; * Resolução de problemas envolvendo equações do 2º grau; * Teorema de Pitágoras e suas aplicações; * Resoluções de problemas com regra de três composta; Grandezas e Medidas * Relações Métricas no Triângulo Retângulo; * Trigonometria no Triângulo Retângulo; * Diagonal de um quadrado e altura do triângulo equilátero; * Relações métricas nos triângulos retângulos; * Problemas de aplicação; * Razões trigonométricas: seno e cosseno e tangente; * Aplicações na resolução de problemas; * As razões trigonométricas e os ângulos de 30o , 45o e 60o ; Funções * Noção intuitiva de Função Afim; * Noção intuitiva de Função Quadrática; * Plano cartesiano; * Localização no plano; * Sistema cartesiano; * Coordenadas geométricas; * Conceito e aplicações; * Tabela de valores e lei de formação de uma função; * Interpretação de gráficos; * Construção de gráficos das funções do 1º grau e do 2º grau; Geometria * Geometria Plana; * Geometria Espacial; * Geometria Analítica; * Geometrias não- euclidianas; * Área do círculo; * Comprimento da circunferência; * Área de setor circular e de coroa circular; * Área da superfície e volume de um cilindro; * Aplicações na resolução de problemas; * Teorema de Tales e semelhança de triângulos; Tratamento da Informação * Noções de Análise * Probabilidade e estatística;
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    Combinatória; * Noções deProbabilidade; * Estatística; * Juros Compostos; * Problemas envolvendo o cálculo de probabilidades; * Conceito de população e amostra numa pesquisa estatística; * Problemas envolvendo porcentagens, descontos e acréscimos; * Juros simples e composto; 1ª ANO Conteúdos Estruturantes Conteúdos Básicos Conteúdos Específicos Números e Álgebra * Números reais; * Equações e inequações exponenciais, logarítmicas e modulares; * Conjuntos; * Operações com conjuntos; * Conjuntos numéricos; * Intervalos; * Equação e inequação do 1º grau; * Inequação- produto e inequação – quociente; * Equações e inequações do 2º grau; * Inequações e domínio de uma função; Grandezas e Medidas * Medidas de informática; * Medidas de energia; * Trigonometria; * Unidades de medidas de informática e energia; * Trigonometria no triângulo retângulo; * Razões trigonométricas: seno e cosseno e tangente; * Aplicações na resolução de problemas; * As razões trigonométricas e os ângulos de 30o , 45o e 60o ; Funções * Afim; * Função quadrática; * Função logarítmica; * Função modular; * Função exponencial; * Progressão aritmética; * Progressão geométrica; * Plano cartesiano; * A ideia de função; * O conceito matemático de função; * Domínio, contradomínio e imagem de uma função; * Gráfico de uma função; * Crescimento e decrescimento de uma função; * Função composta * Funções: Sobrejetora, injetora e bijetora; * Função inversa; * O que é função polinomial; * Estudo da função polinomial do 1º grau; * Inequações do 1º grau;
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    * Estudo dafunção polinomial do 2º grau; * Inequações do 2º grau; * Estudo da função logarítimica; * Módulo ou valor absoluto de um número real; * Função modular; * Equações modulares; * Inequações modulares; * Revendo a potenciação; * Equações exponenciais; * Função exponencial; * Inequações exponenciais; * Termo geral de uma Progressão Aritmética; *Operações com a fórmula da soma dos termos da PA; * Situações problemas envolvendo a PA; * Termo geral de uma Progressão Geométrica; * Operações com a fórmula da soma dos termos da PG; * Situações problemas envolvendo a PG; Geometrias * Geometria analítica; * Geometria plana; * Geometria não euclidiana; * Posição relativa entre retas; * Ponto médio de um segmento; * Retas perpendiculares e paralelas; * Distância entre dois pontos; * Triângulo: elementos, perímetro e classificação; * Soma das medidas dos ângulos internos de um triângulo; * Propriedade do ângulo externo do triângulo; * Triângulo isósceles e equilátero; * Elementos e classificação dos quadriláteros; * Propriedades dos paralelogramos e trapézios isósceles; * Ângulos de um polígono; Tratamento da Informação * Estatística; * Matemática financeira; * Porcentagem;
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    * Problemas queenvolvem porcentagem; * Lucro e Prejuízo; * Acréscimos e descontos sucessivos; * Juro Simples; * Juro Composto; * A fórmula do montante; * Usando logaritmo no cálculo de juro composto; * Valor atual e valor futuro; 2ª ANO Conteúdos Estruturantes Conteúdos Básicos Conteúdos Específicos Números e Álgebra * Matrizes; * Determinantes; * Sistemas lineares; * Conceito de matriz; * Matriz quadrada; * Igualdade de matrizes; * Adição e subtração de matrizes; * Multiplicação de um número real por uma matriz; * Multiplicação de matrizes; *Inversa de uma matriz; *Determinante de uma matriz quadrada; * Determinante de uma matriz de 2º ordem; * Determinante de uma matriz de 3º ordem-regra de Sarrus; * Cofator; * O teorema de Laplace; * Determinante de uma matriz de ordem maior que 3; * Propriedades e teoremas; * Simplificando o cálculo de um determinante; * Equação linear; * Sistemas lineares; * Classificação de um sistema linear; * Matrizes associadas a um sistema
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    linear; * Resolução deum sistema linear por escalonamento; * Discussão de um sistema linear; Grandezas e Medidas * Medidas de área; * Medidas de volume; * Medidas de grandezas vetoriais; * Trigonometria; * Medidas de área de figuras planas e de faces de sólidos geométricos; * Unidades de medidas de volume; * Volume de sólidos geométricos; * Medidas vetoriais e sua aplicação; * Trigonometria na circunferência; * * Razões Trigonométricas na circunferência: tangente, cossenos, seno, cotangente, secante e cossecante; * Relações fundamentais; * Arcos Notáveis * Redução ao primeiro quadrante; Funções * Função trigonométrica; * O que é função trigonométrica; * Funções trigonométricas inversas; * Equações e inequações trigonométricas; Geometrias * Geometria plana; * Geometria espacial; * Geometria não euclidiana; * Posição relativa entre retas; * Ponto médio de um segmento; * Retas perpendiculares e paralelas; * Distância entre dois pontos; * Triângulo: elementos, perímetro e classificação; * Soma das medidas dos ângulos internos de um triângulo; * Propriedade do ângulo externo do triângulo; * Triângulo isósceles e equilátero; * Elementos e classificação dos quadriláteros; * Propriedades dos paralelogramos e trapézios isósceles; * Ângulos de um polígono; Tratamento da Informação * Estatística * Leitura e interpretação de gráficos; * Construções de gráficos; 3ª ANO Conteúdos Estruturantes Conteúdos Básicos Conteúdos Específicos Números e Álgebra * Números complexos; * Polinômios; * O número i; * Forma algébrica de um número
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    * Equações einequações; complexo; * Operações com complexos na forma algébrica; * Forma trigonométrica de um número complexo; * Operações com complexos na forma trigonométrica; * O que é um polinômio; * Adição ,subtração e multiplicação de polinômios; * Polinômio identicamente nulo; * Identidade de polinômios; * Divisão de polinômios; * Divisão de um polinômio por um binômio da forma ax + b; * Dispositivo de Briot - Ruffini; * Decomposição de um polinômio do 2º grau em fatores; * O que é uma equação e uma inequação polinomial; * Raiz ou zero da equaçãoe da inequação polinomial; * Conjunto Solução; * Teorema fundamental da álgebra; * Teorema da decomposição; * Multiplicidade de uma raiz; * Raízes nulas; * Raízes complexas; * Relações de Girard; * Raízes Racionais; * Método de Bisseção; Grandezas e Medidas * Grandezas vetoriais; * Medidas de informática; * Medidas de energia; * Medidas vetoriais e sua aplicação; * Unidades de medidas de informática e energia; Geometrias * Geometria espacial, de posição e métrica; * Geometria analítica: ponto, reta e plano; * Geometria analítica: circunferência; * Reta orientada ou eixo; * Sistema cartesiano ortogonal; * Estudo da reta; * Cálculo da área de um triângulo; * A circunferência; * Posições relativas de um ponto e uma circunferência; * Posições relativas de um ponto e uma circunferência; * Posições relativas entre duas circunferências; Tratamento da Informação * Análise combinatória; * O que é probabilidade;
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    * Binômio deNewton; * Estudo das probabilidades; *Probabilidade de um evento em um espaço amostral finito; * Probabilidade com reunião e intersecção de eventos; * Probabilidade condicional; * Eventos independentes; * Problemas que envolvem contagem; * Princípio multiplicativo; * Fatorial; * Arranjo simples; * Permutação simples; * Permutação com elementos repetidos; * Combinação simples; * Número binomial; * Fórmula do binômio de Newton; ENCAMINHAMENTOS METODOLÓGICOS As Diretrizes Curriculares da Educação Básica do Paraná propõe articular os Conteúdos Estruturantes com os Conteúdos Específicos em relações de interdependências que venham enriquecer o processo pedagógico da aprendizagem. A proposta curricular de matemática está sistematizada em conteúdos estruturantes. Estes são as bases que orientam o processo de ensino- aprendizagem da disciplina. O desdobramento desses em conteúdos específicos se põe pela necessidade didática do fazer o ensino da matemática, porém mantém suas relações e interdependências conceituais de processo de construção do conhecimento enquanto ciência e como ensino-aprendizagem. Segundo Gerhard Filho (2012), as relações de interdependências não se limitam à disciplina de matemática. Trata-se do reconhecimento de que os conhecimentos não se explicam e justificam-se isoladamente, mas inserem-se numa realidade maior e complexa. Assim, não se trata apenas de perceber a abrangência e as relações intrínsecas com outros conhecimentos, mas de reconhecer a necessidade de superação de práticas que se caracterizam pela fragmentação. Dentro, desse novo contexto do saber e do conhecimento cientifico, a aprendizagem matemática está tomando novas tendências na prática pedagógica, são tendências diversas de abordar e explorar o conhecimento
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    matemático escolar esocial, e essas tendências metodológicas trazem possibilidades para realizar com eficácia o complexo processo ensinar e aprender matemática. Resolução de Problemas: enquanto proposta metodológica aponta que resolver problemas possibilita ao estudante aplicar conhecimentos adquiridos em novas situações, pensar em estratégias diferenciadas para a sua resolução, tecer argumentos, fazer análise das ideias matemáticas envolvidas. Essa proposta metodológica supera a resolução de exercícios como prática que utiliza mecanismo de repetição. A resolução de problemas pode ser viabilizada através de situações-problema a partir da prática social dos estudantes; problemas desafio e problemas que envolvem ideias e conceitos matemáticos. Destaca-se que a Resolução de Problema possibilita a prática de introdução do conteúdo matemático a partir de uma situação-problema, o que pode tornar esse conteúdo mais significativo para os estudantes. Além disso, o desenvolvimento do conteúdo pode ser tratado na mesma perspectiva, garantindo aos estudantes o acesso aos conhecimentos matemáticos historicamente produzidos, ao mesmo tempo em que pode dinamizar o processo ensino-aprendizagem. Modelagem Matemática: essa proposta metodológica propõe a problematização de situações do cotidiano e a partir destas, organiza-se as informações, levanta-se hipótese para resolução sistematizando um modelo matemático que dê conta de responder e propiciar a análise da questão envolvida e uma possível proposta de solução para a situação. A modelagem matemática possibilita a prática do ensino da matemática mais significativa a partir do momento que considera as necessidades e expectativas dos estudantes, ao mesmo tempo em que oportuniza a eles o conhecimento matemático sistematizado. A Etnomatemática: segundo as DCEs, tem o papel de reconhecer e registrar questões de relevância social que produzem conhecimento matemático. Esta tendência leva em consideração que não existe um único saber, mas vários saberes distintos e nenhum menos importante que o outro. As manifestações matemáticas são percebidas através de diferentes teorias e práticas, das mais diversas áreas, que emergem dos ambientes culturais.
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    A Etnomatemática buscauma organização da sociedade que permite o exercício da crítica e a análise da realidade. Sendo assim, é preciso que se priorize um ensino que valoriza a história dos estudantes através do reconhecimento e respeito de suas raízes culturais. D’Ambrósio (2001, p. 42) afirma que “reconhecer e respeitar as raízes de um indivíduo não significa ignorar e rejeitar as raízes do outro, mas num processo de síntese reforçar suas próprias raízes”. O seu enfoque deverá relacionar-se a uma questão maior, como o ambiente do indivíduo e as relações de produção e trabalho, assim como se vincular as manifestações culturais como arte e religião. História da Matemática: possibilita o ensino da matemática a partir do reconhecimento de que o conhecimento é construído historicamente e da sua relevância para a humanidade, vinculado às descobertas aos fatos sociais e políticos, as circunstâncias históricas e às correntes filosóficas que determinam o pensamento que influência no avanço científico de cada época, possibilitando o levantamento e a discussão das razões para a aceitação de certos fatos, raciocínios e procedimentos. Para Miguel e Miorim (2004), apud DCE: a história deve ser o fio condutor que direciona as explicações dadas aos porquês da Matemática, bem como, para a promoção de ensino e da aprendizagem da Matemática escolar baseado na compreensão e na significação. Mídias e Tecnologias: enquanto proposta metodológica considera, segundo as DCEs, os ambientes de aprendizagem gerados por aplicativos informáticos, dinamizam os conteúdos curriculares e potencializam o processo de ensino e da aprendizagem. O uso de mídias tem suscitado novas questões, sejam elas em relação ao currículo, à experimentação Matemática, às possibilidades do surgimento de novos conceitos e de novas teorias matemáticas (Borba, 1999). Atividades realizadas com o uso do lápis e do papel, ou mesmo o quadro e o giz como a construção de gráficos, por exemplo, com o uso dos computadores ampliam-se as possibilidades de observação e investigação, visto que algumas etapas formais de construção são sintetizadas (D'Ambrósio, 1988). Os recursos tecnológicos sejam eles o software, a televisão, as calculadoras, os aplicativos da Internet entre outros, têm favorecido as experimentações matemáticas, potencializando formas de resolução de problemas. Aplicativos de modelagem e simulação têm auxiliado estudantes e
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    professores a visualizarem,generalizarem e representarem o fazer matemático de uma maneira passível de manipulação, pois permitem construção, interação, trabalho colaborativo, processos de descoberta de forma dinâmica e o confronto entre a teoria e a prática. Para as DCEs, um outro potencial pedagógico das ferramentas tecnológicas segundo Borba e Penteado (2001) é abordar atividades matemáticas com os recursos tecnológicos enfatizando um aspecto fundamental na proposta pedagógica da disciplina: a experimentação. De posse dos recursos tecnológicos, os estudantes conseguem desenvolver argumentos e conjecturas relacionadas às atividades com as quais se envolvem, sendo as conjecturas resultado dessa experimentação. Investigações matemáticas: Tal tendência pode ser definida segunda a DCE 2008, p. 67, como uma questão para a qual o aluno precisa estabelecer uma estratégia heurística, isto é, ele não dispõem de um método que permita a resolução imediata, enquanto um exercício é uma questão que pode ser resolvida usando um método já conhecido. Em resumo, investigar é deixar as fórmulas e regras prontas de lado, e utilizar saberes matemáticos presentes em nosso cotidiano e formular questões que são de interesse do aluno, levando em consideração um saber rigoroso e fundamentado. Esse é um processo de construção matemática, o ato de utilizar esta tendência contribuirá na aprendizagem no que diz respeito em procurar conhecer o que não se sabe, e esse é o verdadeiro sentido de toda ação pedagógica. Tais propostas metodológicas, assim como os conteúdos estruturantes e específicos articulam-se entre si de modo que, por exemplo, uma situação problema pode ter uma conotação Etnomatemática quando considera e respeita diferentes formas e modelos para resolver uma questão que envolve conhecimento matemático: pode considerar a modelagem como orientação de como trabalhar essa situação-problema que partiu do interesse e necessidade dos estudantes, mas requer trabalhar com um conteúdo não planejado previamente; pode considerar a história da matemática para discutir como o conceito envolvido foi desenvolvido e o porquê; as mídias e tecnologias podem potencializar pesquisas sobre o assunto tratado, bem como, dispor de software que auxiliem a resolver o problema, ampliando as possibilidades para
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    discussões, análises, deduçõese conclusões. Sendo a sala de aula um espaço social, na qual convivem indivíduos de raças, etnias, crenças, entre outros, diferentes faz-se necessária a inserção de abordagem de temas como a Historia e Cultura Afro-Brasileira, preconizada pela Lei n 10.639/03, que garante o tratamento igualitário, a partir de conhecimentos históricos, sociais, visando a disseminação do preconceito, a todos os indivíduos. Nesse sentido, na disciplina de matemática o tema será abordado através de jogos matemáticos de origem africana, dados estatísticos sobre o percentual de negros, brancos e pardos em nosso país, estado e município, valorizando as diferentes culturas, formação indenitária do brasileiro, bem como a influencia da mão de obra negra no crescimento do país ao longo dos anos. Fazemos parte de um país plural, ou seja, composto por diversos povos (oriundos das mais distintas partes do mundo), portanto deve-se ter espaço em sala de aula para discussões que englobem todas elas, contribuindo para a eliminação de estereótipos. Em nível estadual, é importante frisar a Historia do Paraná, (segundo a Lei n 13.381/01) não só com relação à raça/ etnia, mas também promovendo o contato dos alunos com dados numéricos que evidenciem as reais condições do nosso estado como, por exemplo, nível de escolaridade, investimentos financeiros do governo em cada área, percentual de empregados / desempregados, calculo do PIB estadual, entre outros. Desse modo, o aluno poderá claramente estabelecer as comparações com outros estados do país, identificando problemas e se colocando frente a eles, como sujeitos ativos e críticos. De acordo com a Lei n 9795/99, questões relacionadas ao Meio ambiente devem ser tratadas em sala de aula, inclusive na disciplina de Matemática. Logo áreas plantadas ou de desmate, áreas apropriadas por movimentos sociais, níveis de poluição nas grandes cidades constituem temas norteados pela disciplina, focalizando, no caso, dados estatísticos e gráficos. O mesmo ocorre com Programa Nacional de Educação Fiscal, conforme portaria 413/2002, o qual abarcara também estatísticas referentes a atos ilegais envolvidos nessa temática como o contrabando e a pirataria. A partir disso, trabalhar ao mesmo tempo cálculos com percentuais e conscientização sobre o
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    consumo de produtoslegalizados. Ainda no âmbito da disciplina de Matemática deve ser tratado sobre aspectos da História e Cultura Afro-brasileira (Lei n. 10.639/03, sendo obrigatória a abordagem de conteúdos que envolvam a temática de história e cultura afro-brasileira e africana) e Indígena, de acordo com a Lei n. 11.645/08, a Educação Ambiental com base na Lei 9.795/99 que institui a Política Nacional de Educação Ambiental, bem como a Prevenção ao Uso Indevido de Drogas, Sexualidade Humana, sempre que os conteúdos da disciplina permitam uma abordagem contextualizada dessas temáticas. Para tanto deve-se favorecer o debate em sala de aula com assuntos como: Cidadania e Direitos Humanos, enfrentamento à Violência na Escola, Prevenção ao uso de Drogas, Educação Fiscal e também abrir leques para a Educação para as relações Étnicas Raciais e Cultura Afro-brasileira e Africana e também Gênero e Diversidade Sexual nos quais oportunizam a reflexão e contribui para a formação de um sujeito investigativo, interessado, cidadão que busca conhecer e compreender a sociedade e a realidade como um todo. Assim sendo, nesse novo contexto de trabalhar o ensino da matemática escolar, o professor fará uso de práticas pedagógicas variadas, tais como:  Investigar e explorar novos conceitos por meio da resolução de problemas aplicativos, porque a partir deles, novos desafios podem ser criados.  Aulas expositivas e dialogadas.  Trabalhos escritos ou apresentados (individual/grupo).  Análise de gráficos e tabelas.  Realização de alguns experimentos práticos referente aos conteúdos estudados, como jogos de quebra-cabeça, montagem, calculo mental etc.  Usar a sala de informática como recurso para realização de algumas tarefas, assim como quebra de rotinas tradicionais.  Pesquisas sobre temas estudados em livros didáticos e paradidáticos, jornais, revistas, vídeos relacionados ao conteúdo.  Incentivo a pesquisa de temas atuais.  Leitura individual e coletiva de textos e outros diversificados
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    relacionados ao temaestudado com interpretação dos mesmos.  Desenvolvimento de atividades no caderno e comentário no quadro.  Fichas com atividades diversificadas relacionadas ao conteúdo como: criptogramas, palavrox, cruzada direta, aritgrama, duplex, somas cruzadas, problemas de desafios, quebra-cabeça e curiosidades.  Utilizar os instrumentos de medição e de calculo (régua, calculadora, compasso, transferidor, esquadros).  Com relação à cultura afro brasileira, analisar dados do IBGE sobre a composição brasileira e por cor, renda e escolaridade no pais e no município.  Analise de pesquisas relacionadas ao negro e mercado de trabalho no País.  Realização com os alunos de pesquisas de dados no município com relação à população negra. O encaminhamento do trabalho docente com cada conteúdo ou bloco de conteúdos depende da concepção do professor do que seja matemática, ensino e aprendizagem, de que estudante se quer formar, do conhecimento das diferentes propostas metodológicas e da articulação entre elas como principais dimensões do processo ensino-aprendizagem e principalmente considerar as individualidades de aprendizagem de cada aluno. Nesse sentido, também faz se necessário a complementação curricular. Levando em conta o ensino-aprendizagem, a escola devem oferecer essa possibilidade a todos os alunos inclusive aos que apresentam dificuldades, para tanto professores do ensino regular devem adaptar suas metodologias afim de colaborar para tal, sendo também que instituição oferece uma complementação com a sala de recursos, que tem um papel fundamental na vida de muitos alunos. Com relação à sala de recursos, a mesma é iniciada com alunos avaliados levando em consideração para o decorrer do trabalho durante o ano letivo cada especificidade que o educando possui com o intuito dos objetivos serem alcançados. Também, no decorrer dos dias letivos são realizadas observações dos demais alunos, caso encontrem dificuldades de aprendizagem por alguns deles, serão feitos encaminhamentos para diagnóstico.
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    Cada aluno aprendedo seu modo, portanto são necessárias flexibilizações curriculares com o intuito de atender a demanda social, tornando cidadãos críticos e criativos. Para isso, as diversificações de formas de produção de conhecimentos são necessárias, realizando encaminhamentos metodológicos e adaptações necessárias, reformulando cada momento da prática pedagógica para melhor construir o conhecimento do aluno e atender as suas necessidades enquanto cidadão em processo da construção do conhecimento. Quanto ao Celem, esta complementação curricular é oferecida pela escola a todas as pessoas que dela fazem parte (alunos, funcionários e comunidade), e que possuem o intuito de conhecer novas culturas. O colégio atualmente oferece projeto de vôlei, futsal e literatura, em contra turno para alunos matriculados no ensino regular. Esses projetos vêm ao encontro da nossa realidade, pois é necessário ocupar nossos alunos com atividades educativas, que contribuem significativamente para o processo de ensino e aprendizagem. AVALIAÇÃO CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO/ RECUPERACÃO PARALELA / ADAPTAÇÃO CURRICULAR De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases nº: 9394/96 a avaliação deve ser contínua e cumulativa em relação ao desempenho do estudante com prevalência dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos. Analisando-se o item destaca-se, que a avaliação é parte do processo de ensino-aprendizagem e, como tal, deve levar em conta dois aspectos principais: avaliação para verificar o grau de aprendizado do aluno e avaliação como fator de redirecionamento do trabalho do professor. A avaliação levará em consideração diversos instrumentos e situações de investigação do aprendizado do estudante e de diagnóstico dos conceitos matemáticos escolares ainda não compreendidos por ele, tais como: avaliação individual e coletiva, oral e escrita, observação sistemática durante todo o processo em sala de aula, pesquisas, entrevistas, resenhas críticas de leituras e filmes, de experimentos, desenhos, participação em debates, estratégias e
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    recursos utilizados peloestudante para solucionar problemas propostos, bem como as relações estabelecidas diante dessas problematizações. A recuperação paralela é um direito de todo estudante, conforme a Lei de Diretrizes e Bases nº 9394/96 e ocorrerá sempre ao término de cada conteúdo, contemplando análises, reflexões, revisões, (re) explicações, com os pontos dos conteúdos nos quais o estudante apresentou dificuldades. Convém ressaltar que, os encaminhamentos metodológicos utilizados serão diversificados. CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO 6º ANO  Conheça os diferentes sistemas de numeração;  Identifique o conjunto dos naturais, comparando e reconhecendo seus elementos;  Realize operações com números naturais;  Expresse matematicamente, oral ou por escrito, situações-problemas que envolvam operações com números naturais;  Estabeleça relação de igualdade e transformação entre: fração e número decimal; fração e número misto;  Reconheça o MMC e MDC entre dois ou mais números naturais;  Reconheça as potências como multiplicação de mesmo fator e a radiciação como sua operação inversa;  Relacione as potências e as raízes quadradas e cúbicas com padrões numéricos e geométricos;  Identifique o metro como unidade-padrão de medida de comprimento;  Reconheça e compreenda os diversos sistemas de medida;  Opere com múltiplos e submúltiplos do quilograma;  Calcule o perímetro usando unidades de medidas padronizadas;  Compreenda e utilize o metro cúbico como padrão de medida de volume;  Realize transformações de unidades de medida de tempo envolvendo seus múltiplos e submúltiplos;  Reconheça e classifique ângulos (retos, agudos e obtusos);
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     Relacione aevolução do Sistema Monetário Brasileiro com os demais sistemas mundiais;  Calcule a área de uma superfície usando unidades de medidas de superfície padronizada;  Reconheça e represente ponto, reta, plano, semirreta e segmento de reta;  Conceitue e classifique polígonos;  Identifique corpos redondos;  Identifique e relacione os elementos geométricos que envolvem o cálculo de área e perímetro de diferentes figuras planas;  Diferencie círculo e circunferência, identificando seus elementos;  Reconheça os sólidos geométricos em sua forma planificada e seus elementos;  Interprete e identifique os diferentes tipos de gráficos e compilação de dados, sendo capaz de fazer a leitura desses recursos nas diversas formas em que se apresentem;  Resolva situações-problemas que envolvam porcentagem e relacione-as com os números na forma decimal e fracionária; 7º ANO  Reconheça números inteiros em diferentes contextos;  Realize operações com números inteiros;  Reconheça números racionais em diferentes contextos;  Realize operações com números racionais;  Compreenda o princípio de equivalência da igualdade e desigualdade;  Compreenda o conceito de incógnita;  Utilize e interprete a linguagem algébrica para expressa valores numéricos através de incógnitas;  Compreenda a razão como uma comparação entre duas grandezas numa ordem determinada e a proporção como uma igualdade entre duas razoes;  Reconheça sucessões de grandezas direta e inversamente proporcionais;
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     Resolva situações-problemaaplicando regra de três simples;  Compreenda as medidas de temperatura em diferentes contextos;  Compreenda o conceito de ângulo;  Classifique ângulos e faça uso do transferidor e esquadros para medi- los;  Classifique e construa, a partir de figuras planas, sólidos geométricos;  Compreenda noções de topológicas através do conceito de interior, exterior, fronteira, vizinhança, conexidade, curvas e conjuntos abertos e fechados;  Analise e interprete informações de pesquisas estatísticas;  Leia, interprete, construa e analise gráficos;  Calcule a média aritmética e a moda de dados estatísticos;  Resolva problemas envolvendo calculo de juros simples; 8º ANO  Extraia a raiz quadrada exata e aproximada de números racionais;  Reconheça números irracionais em diferentes contextos;  Realize operações com números irracionais;  Compreenda, identifique e reconheça o número π (pi) como um número irracional especial;  Compreenda o objetivo da notação científica e sua aplicação;  Opere com sistema de equações do 1º grau;  Identifique monômios e polinômios e efetue suas operações;  Utilize regras de produtos notáveis para resolver problemas que envolvam expressões algébricas;  Calcule o comprimento da circunferência;  Calcule o comprimento e a área de polígonos e círculo;  Identifique ângulos formados entre retas paralelas interceptadas por transversal;  Realize cálculo de área e volume de poliedros;  Reconheça triângulos semelhantes;  Identifique e some os ângulos internos de um triangulo e de polígonos regulares;
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     Desenvolva noçãode paralelismo, trace e reconheça retas paralelas num plano;  Compreenda o sistema de coordenadas cartesianas, marque pontos, identifique os pares ordenados (abcissa e ordenada) e analise seus elementos sob diversos contextos;  Conheça os fractais através da visualização e manipulação de materiais e discuta suas propriedades;  Interprete e represente dados em diferentes gráficos;  Utilize o conceito de amostra para levantamento de dados; 9º ANO  Opere com expoentes fracionários;  Identifique potência de expoente fracionário como um radical e aplique as propriedades para sua simplificação;  Extraia uma raiz usando fatoração;  Identifique uma equação do 2º grau na forma completa e incompleta, reconhecendo seus elementos;  Determine as raízes de uma equação do 2º grau utilizando diferentes processos;  Interprete problemas em linguagem gráfica e algébrica;  Identifique e resolva equações irracionais;  Resolva equações biquadradas através das equações do 2º grau;  Utilize regra de três composta em situações problemas;  Conheça e aplique as relações métricas e trigonométricas no triângulo retângulo;  Utilize o Teorema de Pitágoras na determinação de triângulo retângulo;  Expresse a dependência de uma variável em relação à outra;  Reconheça uma função afim e sua representação gráfica, inclusive sua declividade em relação ao sinal da função;  Relacione gráficos com tabelas que descrevem uma função;  Analise graficamente as funções afins;  Analise graficamente as funções quadráticas;  Verifique se dois polígonos são semelhantes, estabelecendo relações
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    entre elas;  Compreendae utilize o conceito de semelhança de triângulos para resolver situações-problemas;  Conheça e aplique os critérios de semelhança dos triângulos;  Aplique o Teorema de Tales em situações-problemas;  Noções básicas de geometria projetiva;  Realize cálculo da superfície e volume de poliedros;  Desenvolva o raciocínio combinatório por meio de situações-problema que evolvam contagens, aplicando o princípio multiplicativo;  Descreva o espaço amostral em um experimento aleatório;  Calcule as chances de ocorrência de um determinado evento;  Resolva situações-problema que envolvam cálculos de juros compostos; 1ª ANO  Identifique os diferentes conjuntos numéricos e as propriedades inerentes a cada um deles;  Interprete e represente intervalos numéricos (abertos e fechados) por meio de linguagem matemática.  Identifique e resolva inequações modulares, exponenciais e logarítmicas;  Conceitue logaritmos e opere com suas propriedades;  Resolva situações-problema envolvendo logaritmos com suas propriedades;  Reconheça e resolva equações polinomiais, modulares, exponenciais e logarítmicas;  Resolva situações-problemas envolvendo o cálculo de equações (polinomiais, modulares, exponenciais e logarítmicas);  Reconheça as unidades de medidas de energia e informática;  Estabeleça relações entre múltiplos e submúltiplos das medidas de informática;  Compreenda e aplique a lei dos senos e a lei dos cossenos para resolver situações-problema envolvendo as medidas de um triângulo qualquer;
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     Reconheça diferentesfunções por meio de sua representação algébrica e/ou gráfica;  Identifique o domínio, contradomínio, imagem de diferentes funções;  Analise, interprete e construa gráficos de diferentes funções;  Identifique a lei de formação de uma função afim a partir de sua representação algébrica e/ou gráfica;  Reconheça o crescimento ou decrescimento de uma função afim por meio de seu sinal e/ou representação gráfica;  Calcule a raiz de uma função afim;  Identifique uma função afim em situações descritas em um texto, representando-as algébrica e/ou graficamente;  Resolva situações-problema que envolvam a função afim;  Identifique a lei de formação de uma função quadrática a partir de sua representação algébrica e/ou gráfica;  Calcule as raízes e o vértice de uma função quadrática, bem como identifique seu ponto de Maximo e de mínimo;  Determine o número de raízes de uma função quadrática por meio da análise de sua representação gráfi9ca (concavidade da parábola);  Identifique uma função quadrática em situações descritas em um texto, representando-a algébrica e/ou graficamente;  Resolva situações-problema que envolvam função quadrática;  Identifique a lei de formação de uma função exponencial a partir de sua representação algébrica e/ou gráfica;  Identifique uma função exponencial em situações descritas em um texto, representando-a algébrica e/ou graficamente;  Calcule a raiz de uma função exponencial;  Reconheça o crescimento ou decrescimento de uma função exponencial por meio de seu sinal e/ou representação gráfica;  Resolva situações-problema que envolvam função exponencial;  Compreenda a definição da função logarítmica e reconheça seu campo de existência;  Calcule a raiz de uma função logarítmica;  Reconheça o crescimento e decrescimento de uma função logarítmica
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    por meio deanálise gráfica;  Resolva situações-problema que envolvam função logarítmica;  Compreenda a definição de função modular;  Reconheça uma função modular gráfica e algebricamente;  Determine as raízes de uma função modular;  Identifique a lei de formação de progressões aritméticas;  Compreenda e opere com a fórmula do termo geral de uma progressão aritmética;  Compreenda e opere com a fórmula da soma dos termos de uma progressão aritmética;  Identifique uma progressão aritmética em situações descritas em um texto, representando-a em linguagem algébrica.  Identifique a lei de formação de progressões geométricas;  Identifique a razão de uma progressão geométrica e verifique se é uma sequencia crescente, decrescente ou constante;  Compreenda e opere com a fórmula da soma dos termos de uma progressão geométrica;  Identifique uma progressão geométrica em situações descritas em um texto, representando-a em linguagem algébrica.  Resolva situações-problema envolvendo progressões aritmética e/ou geométricas;  Resolva situações-problema envolvendo diferentes geometrias;  Interprete dados e informações estatísticas expressas em tabelas e/ou gráficos;  Organize e transcreva dados e informações estatísticas em linguagem tabular e/ou gráfica;  Interprete a representação gráfica de uma distribuição de frequência em classes;  Conceitue, interprete e calcule medidas de tendência central (moda, média e mediana) e dispersão (variância e desvio padrão);  Resolva situações-problema envolvendo dados e informações estatísticas;  Resolva situações-problema envolvendo conceitos de matemática
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    financeira; 2ª ANO  Conceitue,interprete matrizes e suas operações;  Reconheça, interprete e transcreva dados em linguagem matricial;  Reconheça e interprete matriz nula e matriz identidade;  Determine, a partir de uma matriz dada, a sua transposta;  Reconheça, em uma matriz, a sua respectiva matriz oposta;  Identifique matrizes invertíveis, determinando sua inversa;  Calcule o determinante de matrizes de diferentes ordens;  Resolva situações-problema envolvendo a igualdade e as operações de adição, subtração e multiplicação de matrizes;  Discuta, classifique e resolva sistemas lineares;  Resolva situações-problema envolvendo transformação de medidas de área e volume;  Reconheça as unidades de medidas de grandezas vetoriais e de informática;  Estabeleça relações entre múltiplos e submúltiplos das medidas de informática;  Identifique os elementos do círculo trigonométrico;  Transforme a medida de um ângulo em graus e radianos;  Reconheça as relações entre tangente, senos e cosseno;  Reconheça e interprete as funções trigonométricas na sua forma gráfica e algébrica, bem como opere com suas propriedades;  Resolva situações-problema envolvendo diferentes geometrias;  Interprete dados e informações estatísticas expressas em tabelas e/ou gráficos;  Organize e transcreva dados e informações estatísticas em linguagem tabular e/ou gráfica;  Interprete a representação gráfica de uma distribuição de frequência em classes;  Conceitue, interprete e calcule medidas de tendência central (moda, média e mediana) e dispersão (variância e desvio padrão).
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     Resolva situações-problemaenvolvendo dados e informações estatísticas;  Resolva situações-problema envolvendo conceitos de matemática financeira; 3ª ANO  Identifique a unidade imaginaria (i) como elemento do conjunto dos números complexos e reconheça as formas algébricas, gráficas e trigonométricas destes números;  Identifique e represente as formas algébricas, gráficas e trigonométricas dos números complexos;  Resolva situações-problema envolvendo o cálculo de equações cujas raízes não são reais;  Resolva operações de adição, subtração, multiplicação e divisão de polinômios;  Identifique e resolva inequações modulares, exponenciais e logarítmicas;  Conceitue logaritmos e opere com suas propriedades;  Resolva situações-problema envolvendo logaritmos e suas propriedades;  Reconheça e resolva equações polinomiais, modulares, exponenciais e logarítmicas;  Resolva situações-problema envolvendo calculo de equações (polinomiais, modulares, exponenciais e logarítmicas);  Reconheça as unidades de medidas de grandezas vetoriais, de energia e de informática;  Estabeleça relações entre múltiplos e submúltiplos das medidas de informática;  Identifique a lei de formação de uma função polinomial a partir de sua representação algébrica e/ou gráfica;  Identifique uma função polinomial em situações descritas em um texto, representando-a algébrica e/ou graficamente;  Compreenda os conceitos de ponto, reta e plano;
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     Verifique posiçõesrelativas entre pontos, retas e planos, no espaço;  Calcule a medida da distância entre dois pontos, entre um ponto e uma reta, no plano cartesiano;  Calcule a medida da área de um triângulo por meio das coordenadas de seus vértices;  Reconheça e verifique a condição de alinhamento de três pontos;  Resolva situações-problema envolvendo posições relativas entre pontos, retas e planos;  Reconheça e obtenha a equação geral da reta;  Resolva situações-problema envolvendo equações de retas;  Identifique posições relativas entre pontos e circunferências, retas e circunferências e entre duas circunferências;  Resolva situações-problema envolvendo posições relativas entre pontos e circunferências, retas e circunferências e entre duas circunferências;  Compreenda, aplique e generalize os princípios e conceito da análise combinatória;  Efetue cálculos envolvendo os agrupamentos de permutação, arranjo e combinação;  Resolva situações-problema envolvendo os agrupamentos de análise combinatória;  Realize cálculos utilizando Binômio de Newton;  Compreenda a teoria e a linguagem das probabilidades, identificando fenômenos e experimentos aleatórios, espaço amostral e evento;  Calcule a probabilidade de ocorrência de um evento, inclusive com a união e interseção de eventos;  Resolva situações-problema envolvendo o cálculo de probabilidades; ADAPTAÇÃO / FLEXIBILIZAÇÃO CURRICULAR Aos alunos que precisam de adaptação curricular e de acordo com suas dificuldades, será realizado o encaminhamento metodológico necessário, procurando realizar adaptações a partir de sugestões dadas pela professora que trabalha com esses alunos na sala de recursos, como: trazer para perto da lousa e da mesa do professor; utilizar uma única fonte simples, em toda
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    avaliação, evitando-se misturasde fontes e de tamanhos; observação quanto a sua integração com os colegas, entre outras. No caso de avaliações individuais, o aluno terá opção em realizá-la de uma forma oral ou que utilize diferentes expressões de linguagens, ainda sobre avaliação individual, será proposto uma avaliação diferenciada das demais e com mais tempo para a realização. Caso o aluno solicite e mediante a disponibilidade dos professores atuantes na sala de recursos, o mesmo poderá realizar sua avaliação individual com o auxílio deste professor, lembrando que a avaliação individual é apenas um instrumento dentre os muitos que compõem a avaliação. Para os alunos com necessidades especiais, avaliação é muito importante, para dar a oportunidade de verificar suas dificuldades e necessidades na construção do conhecimento. Por isso a avaliação deve ser continua, e praticada diariamente no ambiente escolar. Assim o professor esta por dentro das conquistas da turma, e desse modo mantém se atento às falhas que podem ocorrer no processo de ensino e aprendizagem. Essa forma de avaliar permitirá ao professor reformular cada momento suas práticas pedagógicas e melhor adaptá-las às condições de sala de aula. Bem como, orientar-se na elaboração de ações pedagógicas mais diversificadas objetivando atender aos diferentes ritmos de aprendizagem, trabalhar diferentes níveis de aprofundamento e complexidade ao mesmo tempo.
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    BIBLIOGRAFIAS PARANÁ, Diretrizes Curricularesda Rede Pública de Educação Básica do Estado do Paraná. Curitiba 2008. BOYER, Carl Benjamin, História da Matemática. Trad. Elza F. Gomide. 2. ed. Sao Paulo, Edgard Blucher, 1996. BORIN, Júlia. Jogos e resolução de problemas: uma estratégia para as aulas de matemática. Vol. 6. São Paulo, CAEM-USP, 1995. Cadernos do CAEM- Centro de aperfeiçoamento do Ensino de matemática. DANTE, Luiz Roberto. Didática da resolução de problemas. São Paulo. Ática, 1989. GERHARD, Ana Cristina; FILHO, João Bernardes da Rocha. A fragmentação dos saberes na educação científica escolar na percepção de professores de uma escola de ensino médio. Porto Alegre: 2012. GIOVANNI, José Ruy; CASTRUCCI, Benetido; JUNIOR, José Ruy Giovanni. A Conquista da matemática, A + Nova. Ed. FTD. São Paulo, 2002. LUCKEZI, Cipriano G. Avaliação da aprendizagem escolar. SP. Cortez, 1995. HAYDT, Regina Cazaux. Avaliação do processo ensino-aprendizagem. São Paulo, Ática, 1988. MENES, Luiz Márcio; LELLIS, Marcelo. Matemática. Ed. Scipione. São Paulo, 2001. RPM – Revista do professor de matemática Site: só Matemática.
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    Site do Professorde Matemática. Calculando. Site: Atividades educativas. Site: educa Web. Site: tutor Brasil. Site: Nova escola. MOREIRA, Plínio Cavalcanti. A Formação Matemática do Professor. Belo Horizonte: Autêntica – 2007. PONTE, João Pedro da. Investigações Matemáticas na Sala de Aula. 2. ed – Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2009. SOUZA, Joamir; PATARO, Patrícia Moreno. Vontade de Saber Matemática- 8º ano. Editora: FTD. 2ª ed. São Paulo, 2012.
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    PROPOSTA CURRICULAR DADISCIPLINA DE GEOGRAFIA PROFESSORA: Suzana Heringer da Silva Apresentação da Disciplina Para a Geografia as relações com a natureza, com o espaço geográfico fazem parte das estratégias de sobrevivência dos grupos humanos desde suas primeiras formas de organização, que permitiram às sociedades se relacionar com a natureza e modificá-las em benefício próprio. Desde a antiguidade o conhecimento geográfico passou por várias etapas evoluindo de acordo com as necessidades humanas priorizando localização e dimensão, espaço, regiões, territórios, impérios, cidades tendo um caráter maior descritivo, tornando-se fundamental para as organizações políticas e econômicas. Durante a Idade Média o conhecimento geográfico teve um retrocesso, estagnação no pensamento geográfico, obedecendo a uma visão imposta pela igreja e poder político limitando a visão do mundo. Com as grandes navegações as questões cartográficas bem como a forma do planeta voltaram a ser discutidas a fim de representar o espaço físico com mais detalhes a fim de obter maior precisão nas rotas e maior lucro. Nesse processo histórico, passaram a ser evidenciadas nas discussões filosóficas, econômicas e políticas que buscavam explicar questões referentes ao espaço e à sociedade. No imperialismo o conhecimento geográfico acabou servindo aos interesses das classes dominantes, recebendo suporte dos pensamentos geográficos das escolas Alemã e Francesa, marcando a dicotomia sociedade natureza, que justifica o avanço neocolonialista dos impérios europeus na conquista de território da África e da Ásia. Porém a escola francesa justifica a colonização dos povos. O conhecimento geográfico veio se expandindo pelo continente Europeu e mais tarde torna-se uma ciência sistematizada e é implantada também no Brasil, inseridas no currículo escolar brasileiro no século XIX, onde foram contemplados, os princípios de Geografia que tinha como objetivo enfatizar a descrição do território, da dimensão e suas belezas naturais, consolidando-se apenas a partir da década de 1930.
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    Buscava-se compreender edescrever o ambiente físico nacional com o objetivo de servir aos interesses políticos do Estado na perspectiva do nacionalismo econômico. No período dos governos autoritários a corrente teórica e metodológica é conhecida como Geografia Tradicional. Após a 2ª Guerra Mundial, as transformações históricas relacionadas aos modelos de produção trouxeram mudanças políticas, econômicas, sociais e culturais, na ordem mundial que interferiram no pensamento geográfico sobre diversos aspectos do ponto de vista econômico e político, a internacionalização da economia e a instalação das empresas multinacionais, alterando as relações de produção e consumo, enfocando, declarações da natureza, exploração dos recursos naturais, etc. No Brasil na década de 60 devido às teorias políticas levaram as modificações no ensino de Geografia e na organização curricular da escola. Nos anos 80 ocorreram movimentos visando o desmembramento da disciplina de Estudos Sociais e o retorno da Geografia e da História. Na década de 70 as chamada Geografia Crítica como linha teórico- metodológica do pensamento geográfico, deu nova interpretação aos conceitos geográficos ao objeto de estudos da Geografia, trazendo as questões econômicas, sociais e políticas fundamentais para a compreensão do espaço geográfico, rompendo assim com a Geografia tradicional, a abordagem, a história, presa a uma metodologia de ensino reduzida à observação, discrição e memorização dos elementos naturais e humanos do espaço geográfico, realizada de maneira fragmentada. O movimento da Geografia critica ao propor uma análise social, política e econômica sobre o espaço geográfico, entendeu que a superação da dicotomia natureza-sociedade, a Geografia Crítica pela escola sofreu avanços e retrocessos em função do contexto histórico e das condições políticas dos anos 90, pois nessa década aconteceram reformas políticas e econômicas, vinculadas ao pensamento neoliberal que atingiram a educação. Com a implementação do PCN as diversidades culturais foram inseridas no currículo como conteúdo de ensino não garantindo criticidade à DISCIPLINA. No Paraná se deu início construção de um documento norteador onde o Estado assumiu como prioridade, ações que visam à retomada dos estudos
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    das disciplinas deformação do professor, estimulando seu papel de pensador e pesquisador. Assim a diretriz curricular volta-se para um repensar da prática pedagógica dos professores de Geografia. Problematizar a abrangência dos conteúdos do campo doe conhecimento, reconhecer os impasses e contradições existentes, torna-se necessária para compreender o espaço geográfico no atual período histórico. Por que estudar Geografia? O mundo tem mudado rapidamente e com ele devem mudar também a escola e o ensino que nela se faz. Nesse sentido a Geografia, quando entendida como uma ciência social que estuda o espaço construído pelo homem, a partir das relações que estes mantêm entre si e com a natureza, quer dizer, as questões da sociedade com uma “visão espacial”, é, por excelência, uma disciplina formativa, capaz de instrumentalizar o aluno para que ele exerça de fato a sua cidadania. Assim, a necessidade de estudar Geografia é debatida justamente em um momento que a sociedade exige da escola uma educação que desenvolva o raciocínio lógico, a criticidade, a instrumentalização para usar corretamente o conhecimento, a capacidade de pensar e, especialmente, de poder construir o pensamento com autoria própria. O aluno é um ser histórico que traz consigo uma história e um conhecimento adquirido na própria vivência. A partir daí, o desafio da Geografia é possibilitar a ampliação e o aprofundamento do conhecimento do seu espaço, do lugar em que vive, relacionando-o com outros espaços mais distantes e até diferentes. Objetivos Gerais da Disciplina Extrair e interpretar informações a partir de mapas de diferentes projeções e escalas, perfis topográficos, gráficos e representações esquemáticas. Estabelecer relações de ordem, de contradição e de complementaridade dos processos econômicos, sociais, políticos e culturais das mais diversas realidades histórico-geográficas.
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     Explicar astransformações provocadas pela revolução técnico-científica e pelo desenvolvimento da sociedade urbano-industrial, relacionando-os com os impactos ambientais, com a globalização da economia e com a atuação do capital financeiro e das grandes corporações internacionais.  Analisar o arranjo geopolítico mundial em diferentes contextos históricos, associando e diferenciando sistemas político-econômicos e o papel dos estados nacionais e dos organismos internacionais.  Utilizar diferentes escalas de espaço e de tempo para explicar e criticar a relação sociedade/natureza, os padrões e saúde e o desenvolvimento das populações humanas, manifestando-se por escrito, apresentando propostas e agindo.  Inferir e julgar opiniões/pontos de vistas de interesse geográfico expressos em diferentes tipos de linguagem, identificando e caracterizando interlocutores, épocas e lugares.  Reconhecer e contextualizar grupos étnicos, culturais e sociais, respeitando as diferenças e destacando o Brasil perante o continente americano e aos demais continentes. Conteúdos Estruturantes Ensino Fundamental e Médio 6º ano Dimensão Socioambiental do espaço geográfico  Formação e transformação das paisagens naturais  Paisagem, espaço e lugar  Espaço rural e suas paisagens  Clima e vegetação da Terra  As diversas regionalizações do espaço geográfico (mapas)  Problemas ambientais da Terra  Fenômenos atmosféricos e mudanças climáticas Dimensão Cultural Demográfica do espaço geográfico  O espaço urbano e suas transformações  O processo de urbanização  Relação entre campo e cidade na sociedade capitalista
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     A evoluçãodemográfica e os indicadores sociais Dimensão Econômica do espaço geográfico  Os setores da economia  Sistema de circulação de mercadorias, pessoas, capitais, etc.  Sistema de produção industrial  Agroindústria  Emprego de tecnologias de exploração e produção  Formação e localização dos recursos naturais  Dimensão Política do espaço geográfico  Problemas urbanos  A (re) organização do espaço geográfico  Relação entre campo e cidade na sociedade capitalista 7º ano Dimensão Socioambiental do espaço geográfico  Problemas ambientais no Brasil  A formação e o crescimento das cidades  Os impactos ambientais das grandes cidades brasileiras Dimensão Cultural Demográfica do espaço geográfico  O processo de urbanização no Brasil  A população brasileira e suas diversidades  Movimentos populacionais ( migrações)  A evolução demográfica da população brasileira  A distribuição espacial e os indicadores estatísticos Dimensão Econômica do espaço geográfico  População e trabalho no Brasil  Urbanização e industrialização no Brasil  Concentração industrial  Rede urbana e centralidade
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     Circulação demão-de-obra, de mercadorias e de informações Dimensão Política do espaço geográfico  Formação do território brasileiro  Divisão territorial do Brasil  Problemas sociais  Concentração de terras e conflitos no campo  Regionalização brasileira segundo o IBGE  Políticas regionais no Brasil 8º ano Dimensão Socioambiental do espaço geográfico  América: relevo, hidrografia, vegetação, tipos climáticos  Fatores que influenciam no clima da Terra Dimensão Cultural Demográfica do espaço geográfico  População da América  Diversidade cultural das três Américas  Regionalização de acordo com o IDH Dimensão Econômica do espaço geográfico  Economia mundial atual  As transnacionais  Os financiadores da economia mundial  Os blocos econômicos  Os setores da economia na América  Brasil no mundo globalizado  América : divisão por critérios socioeconômicos Dimensão Política do espaço geográfico  Política externa brasileira  Potencial regional do Brasil  As políticas da América Platina
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     A novaordem geopolítica mundial  Formação, mobilidade das fronteiras e reconfiguração dos territórios do continente americano 9º ano Dimensão Socioambiental do espaço geográfico  Globalização e meio ambiente: desmatamento  Chuva ácida, buraco na camada de ozônio, efeito estufa  Modelo econômico versus modelo ambiental  A dinâmica da natureza e sua alteração pelo empregos das tecnologias de exploração e produção Dimensão Cultural Demográfica do espaço geográfico  Conflitos atuais: razões e os principais focos  Os refugiados  A população mundial  As religiões, crenças, diversidade cultural no planeta  O processo migratório mundial Dimensão Econômica do espaço geográfico  Modelo econômico versus modelo ambiental  A economia dos países desenvolvidos e dos países subdesenvolvidos  Revolução técnica , científica e informacional do espaço mundial  Espaço em rede: produção, transporte e comunicação na atual configuração territorial  O comércio mundial  As transnacionais  Os financiadores da economia mundial  Os blocos econômicos  Os setores da economia na América Dimensão Política do espaço geográfico  Estado, nação e território  Movimentos separatistas
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     Organizações políticasinternacionais e regionais  Formação e mobilidade das fronteiras, e a reconfiguração de territórios Ensino Médio 1º ano Dimensão Socioambiental do espaço geográfico  Sociedade trabalho e natureza  O espaço geográfico  Terra, tempo e transformações  Descobrindo as camadas da Terra  Recriando as paisagens da Terra  Climas da Terra  Biomas e paisagens vegetais do mundo Dimensão Cultural Demográfica do espaço geográfico  Espaço e conhecimento cartográfico  Cartografia temática  A cartografia no mundo digitalizado  Mudanças atmosféricas  Clima e o fator humano Dimensão Econômica do espaço geográfico  As transformações técnicas e científicas  Clima e o fator humano  Impactos ambientais e globalização  Impactos ambientais, urbanos e rurais  Indústria e produção do espaço geográfico Dimensão Política do espaço geográfico  Comércio e serviço na economia global  A divisão Internacional do Trabalho  Agropecuária, natureza e tecnologia
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    2º ano Dimensão Socioambientaldo espaço geográfico  Brasil: dimensões territoriais  Geologia, formas e águas do Brasil  Clima, solo e paisagens vegetais do Brasil.  Biomas do Brasil Dimensão Cultural Demográfica do espaço geográfico  Dinâmica populacional brasileira  Crescimento da população brasileira  Brasil: um país multicultural  O espaço urbano brasileiro e as redes  A hierarquia urbana brasileira. Dimensão Econômica do espaço geográfico  O que é e como regionalizar  O espaço agropecuário brasileiro  O espaço industrial brasileiro e a matriz energética Dimensão Política do espaço geográfico  Brasil: dimensões territoriais  A construção de um país  Brasil: regionalização e planejamento  O Brasil no sistema internacional  A hierarquia urbana brasileira. 3º ano Dimensão Socioambiental do espaço geográfico  Uma terra, vários mundos  População e espaço urbano  População mundial: trabalho e mobilidade Dimensão Cultural Demográfica do espaço geográfico
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     Uma terra,vários mundos  A ONU e a manutenção pela paz  Convivendo com as diferenças  População e espaço urbano  População mundial: trabalho e mobilidade  População mundial: dinâmica e indicadores demográficos Dimensão Econômica do espaço geográfico  Uma Terra, vários mundos  O processo de desenvolvimento do capitalismo  Geopolítica do pós- Segunda Guerra Mundial Dimensão Política do espaço geográfico  Uma Terra, vários mundos  Globalização e redes geográficas  Globalização e regionalização econômica  Noções de geopolítica Metodologia da Disciplina Através de observação, reflexões, análises de diferentes paisagens, lugar, região, território no âmbito local e mundial os educandos deverão entender o que é espaço geográfico como ele é produzido e apropriado pela sociedade, que pode ser composto por objetos naturais, culturais e técnicos, e através de ações humana. Essas ações não se restringem aos indivíduos incluindo também, as empresas, as instituições, etc. Para que o aluno possa consultar e transcrever informações e posteriormente interpretar e elaborar suas conclusões deve-se oferecer recursos variados. As informações serão apresentadas em forma de textos informativos, mapas, fotografias, imagens, gráficos e tabelas. Oportunizar aos alunos o procedimento de pesquisa em várias fontes, pontuando a necessidade de seleção, comparação, organização das informações.
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    Promover atividades comautilização de Atlas para que aprendam a interpretar e localizar regiões e aspectos pertinentes. Leitura e análise de gráficos e mapas devem possibilitar aos alunos as diversas abordagens que favoreçam o conhecimento do espaço natural e humanizado. A observação e a descrição servem como ponto de partida para as análises do espaço geográfico. Algumas perguntas orientam o pensamento geográfico. Onde? Quando? Por quem? Por que aqui e não em outro lugar? Como é esse lugar? Qual o significado deste ordenamento espacial? Quais as consequências deste ordenamento? Para responder esse questionamento é necessário compreender as escolhas das localizações e as relações políticas, sociais, culturais e econômicas que as orientam. Critérios de avaliação específica da disciplina A avaliação deve ser entendida como mais uma das formas utilizadas pelos professores para avaliar a sua metodologia e o nível de compreensão dos conteúdos trabalhados em um determinado período. Assim entendemos que o critério de avaliação é o conteúdo, no seu papel de mediador entre o sujeito que aprende e a realidade. Não se trata, porém, de qualquer conteúdo, mas daqueles cuja relevância é fundamental para a compreensão da prática social. Neste sentido é fundamental também enfatizar a relevância da relação conteúdo/forma na socialização do saber, possibilitando ao aluno a reelaboração da sua visão de mundo. Assegurando- lhe o questionamento e o domínio da realidade contemporânea. É fundamental que a avaliação seja mais do que apenas para definir uma nota ou estabelecer um conceito. É imprescindível que a avaliação seja contínua e priorize a qualidade e o processo de aprendizagem, ou seja, o desempenho do aluno ao longo do ano letivo. A avaliação formativa deve ser diagnóstica e continuada, pois, dá ênfase ao aprender. Considera que os alunos possuem ritmos e processos de aprendizagem diferentes e, por ser continua e diagnostica, aponta as dificuldades, assim acontecerá uma intervenção pedagógica, informando os sujeitos do processo (professor e aluno), ajuda-os a refletir. Faz com que o professor procure
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    caminhos para quetodos os alunos aprendam e participem mais das aulas, envolvendo-se realmente no processo de ensino e de aprendizagem. Uma avaliação com valor de 60 pontos será aplicada no final do bimestre, sendo essa sem consulta, assim podendo o professor valorizar o empenho do aluno no decorrer de todo o bimestre. O aluno também será avaliado através de trabalhos expositivos, exercícios e pequenos textos para que o mesmo não fique dependente de um único valor de média. A recuperação paralela será feita em todos os trabalhos e avaliações , podendo ser através de trabalhos e avaliações escritas e orais sempre na tentativa de recuperar a nota do aluno.
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    Bibliografia BOLIGIAN,Levon, MARTINEZ, Rogério,GARCIA, Wanessa, ALVES, Andessa. Geografia Espaço e Vivência 2012. CARLOS. A.F.A. (org) A Geografia na Sala de Aula. São Paulo; Contexto, 1999. CAVALCANTI, L de S. Geografia Escola e Construção do Conhecimento. Campinas Papirus, 1999. CHISTOFOLETTI, A. (org) Perspectivas da Geografia. São Paulo: Difel, 1982 GOMES, P.C. da C. (org) Exploração Geográficas Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1997 CORREA, R.L. Região e Organização Espacial. São Paulo, Ática, 1986 COSTA, Wanderley Messias da Geografia Política e Geopolítica: Discurso sobre o Território e o Poder; São Paulo: Editora Hucitec, 2003 GOMES, P.C.da C. – Geografia e Modernidade, Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1997 LEFEBURE, H. La Production de L’espace. Paris: Ed. Antlvapos, 1974
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    MENDONÇA, F. GeografiaSócio ambiental, In; Revista Terra, Livro nº 16, AGB Nacional, 2001, p.113 MORAES, A.C>R de Pequena História Crítica da Geografia. São Paulo: Hucitec, 1987 OLIVA, J Ensino de Geografia. Um Retrato desnecessário. PARANÁ, Secretaria de Estado e da Educação: Diretrizes Curriculares da Educação Básica. Curitiba; 2008 PARANÁ, Secretaria de Estado e da Educação: Diretrizes Curriculares da Educação Básica. DCE –Educação do Campo. Curitiba; 2008 CARLOS, A.F.A. (org) A Geografia na Sala de Aula. São Paulo. Contexto 1999. PENTEADO< H.D. Metodologia do Ensino da História e Geografia. São Paulo. Cortez 1994. PEREIRA, r.m.f. Do A. Da Geografia que se ensina à gênese da Geografia Moderna Florianópolis. Ed. UFSC, 1989 RAFGSTIN, c. Por uma Geografia do Poder. São Paulo: Ática, 1993. SANTOS. M Por Uma Outra Globalização. Rio de Janeiro. Record. 2000 ________ A Natureza do Espaço: Técnica e Tempo Razão e Emoção- São Paulo: Hucitec. 1996
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    COLÉGIO ESTADUAL DOCAMPO OLAVO BILAC – ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO PROPOSTA CURRICULAR DAS ATIVIDADE COMPLEMENTAR CURRICULAR EM CONTRATURNO Ouro Verde do Piquiri – Corbélia – Paraná 2016
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    PROPOSTA PEDAGÓGICA AULAS ESPECIALIZADASDE TREINAMENTO ESPORTIVO – FUTSAL CONTEÚDOS.  Regras do Futsal.  Domínio do Corpo (habilidades básicas)  Elementos da técnica individual do jogador de linha (passa, recepção e domínio, conduta de bola, drible, finta, chute, marcação, cabeceio, antecipação, bloqueio e deslocamento).  Elementos da técnica individual do goleiro (empunhadura, defesa alta e baixa, reposição, lançamento e saída de gol).  Sistemas de ataque e defesa comuns aos esportes coletivos.  Jogos recreativos, cooperativos e competitivos.  Jogos pré-desportivos. OBJETIVOS:  Despertar o interesse e a consciência para a importância da prática de Esportes.  Desenvolver a consciência cidadã através da prática esportiva.  Fornecer estrutura mínima para os alunos praticarem futsal.  Destacar a contribuição do Futsal para o desenvolvimento social.  Favorecer a correta formação social da juventude, expondo a imagem dos alunos como referência de comportamentos, acreditando no esporte (especificamente o futsal) como agente transformador.  Proporcionar o esporte com a premissa de inclusão e participação de todos, independentemente de seus potenciais e de limitações individuais.  Incentivar a formação de valores como solidariedade, respeito ao próximo e às regras, a tolerância e sentido do coletivo.  Integrar os estudantes que optam pelo aprofundamento em esporte, às experiências práticas e de treinamento e competições esportivas, Na busca de novos conhecimentos que venham responder aos desafios do
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    meio.  Desenvolver oselementos técnicos e táticos da modalidade de Futsal.  Conhecer e compreender as regras de Futsal.  Favorecer o desenvolvimento de hábitos de atividades físicas continuadas.  Promover a educação integral através do Esporte, despertando o gosto pela prática com fins educativos e formativos.  Participar de campeonatos estaduais e municipais. ENCAMINHAMENTOS METODOLÓGICOS: Será trabalhado por meio de uma metodologia que proporcione ao mesmo tempo a expressão corporal, o aprendizado das técnicas próprias do conteúdo (Futsal) e, a reflexão sobre o movimento corporal, sobre uma complexidade crescente. Será levado em consideração aquilo que o aluno traz como referência acerca do conteúdo proposto, seguido de mapeamento daquilo que os alunos conhecem, com a proposição pelo professor de desafios que colocam em dúvida os conhecimentos que possuem, para conduzi-los ao conteúdo sistematizado, adquirindo condições de assimilação e recriação do mesmo. O professor realizará as intervenções pedagógicas necessárias, para que o jogo não se encaminhe desvinculado dos objetivos estabelecidos. As aulas serão na maioria práticas, com abertura para aulas teóricas. Na quadra serão realizados exercícios motores que estimulem a aprendizagem dos fundamentos do futsal, técnicas, táticas, jogos com treinamento e brincadeiras pedagógicas. Recursos usados nas atividades: formação de grupos, individual, duplas, círculos, filas, colunas, etc. No decorrer e no final da aula o aluno poderá interagir com o professor e os demais alunos expondo suas ideias e opiniões, ampliando as possibilidades de aprendizagens com essa interação. Todo o trabalho será organizado na perspectiva na utilização do esporte como termo educativo, visando o desenvolvimento da autonomia, da concentração, da participação social, da afirmação de valores e princípios democráticos. Organização do trabalho:  Incluir nas atividades a serem desenvolvidas as habilidades motoras:
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    força explosiva, agilidade,flexibilidade, alongamento, equilíbrio estático e dinâmico, resistência muscular localizada e psicomotoras: velocidades de reação, velocidade de deslocamento, coordenação psicomotora, percepção do espaço temporal, ritmo e descontração diferencial, parcial ou total.  Possibilitar o aprimoramento técnico, tático, físico psicológico dos participantes.  Participação em eventos esportivos. LOCAL DE REALIZAÇÃO:  Turno Matutino.  Dias: Terças e quintas-feiras.  Horário: 08:00 às 09:40.  Local: Quadra de esportes, saguão, salas de aulas e laboratórios de informática do Colégio Estadual do Campo Olavo Bilac. RESULTADOS ESPERADOS: Para o aluno:  Espera-se que os participantes do projeto: Aprimore-se enquanto cidadão, acrescentando valores positivos ao seu cotidiano familiar e escolar; contribuindo na sua formação física, social e psíquica;  Melhoria da autoestima dos participantes, das habilidades e capacidades motoras;  Oportunizar espaço que possibilite aos alunos melhorias das condições de saúde, além de estimular um maior número de jovens praticantes de atividades esportivas;  Despertar o senso do uso adequado do tempo ocioso do estudante, com atitudes e práticas direcionadas ao estilo de vida saudável;  Melhore o aproveitamento escolar, suas relações interpessoais, sua socialização e o seu desenvolvimento motor;  Comprometimento dos participantes em melhorar seus resultados e rendimento escolar;  Integração dos participantes com os alunos de outras escolas.
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     Aprenda/aperfeiçoe asregras e os fundamentos do futsal.  Participe de eventos pedagógicos e dos jogos escolares. Para a escola:  Espera-se dos alunos participantes do projeto:  Maior tempo de permanência do aluno na escola;  Melhora da autoestima dos estudantes, das capacidades e habilidades motoras.  Oportunizar espaço que possibilita aos alunos melhoria das condições de saúde, além de estimular um maior número de jovens praticantes de atividades esportivas;  Despertar o senso do uso adequado do tempo ocioso do estudante, com atitudes e práticas direcionadas a um estilo de vida saudável;  Maior comprometimento do aluno com o processo ensino-aprendizagem por meio do esporte, melhorar o comportamento, a concentração e o desempenho escolar;  Comprometimento dos participantes em melhorar seus resultados e rendimento escolar;  Integração dos participantes com alunos de outras escolas. Para a Comunidade:  Abertura de espaço para os alunos desenvolverem atividades que despertem cooperação a autonomia, o aprendizado através de estratégias, a vivência de participação de uma equipe, bem como a participação de viagens para competição.  Valorização da escola como espaço alternativo de esporte e desenvolvimento social.  Ampliar as possibilidades de atendimento ao educando, tirando-o da rua, possibilitando a diminuição da violência dentro e fora da escola. AVALIAÇÃO: A avaliação será contínua e levará em consideração os aspectos como a participação, responsabilidade, pontualidade, esforço e atitudes sociais de cada
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    aluno. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: BRACHT, Valter.Educação Física e Aprendizagem Social. Porto Alegre - RS Brasil: Magister, 1992. MACHADO, A, A Psicologia do Esporte: Temas emergentes1. São Paulo: Ápice, 1977. SANTIN, Silvino. Educação Física: da alegria do lúdico á opressão do rendimento. Porto Alegre: Edições EST, 1996. COSTA, CLaiton Frazzon. Futsal Aprenda a Ensinar. Florianópolis: Visual Books, 2007. http://bdm.unb.br/bitstream/10483/4570/1/2012_EdianaLacerdadeSouzadaSilva .pdf http://bibliodigital.unijui.edu.br:8080/xmlui/bitstream/handle/1234567891352/lea ndrotcc.pdf?sequence=1
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    PROPOSTA PEDAGÓGICA AULAS ESPECIALIZADASDE TREINAMENTO ESPORTIVO – VOLEIBOL Conteúdos.  Iniciação esportiva na modalidade de voleibol.  Saque, (por baixo/direções, por cima/com salto)  Recepção, (manchete, toque)  Levantamento, (toque, frente/costas)  Bloqueio, (simples, duplo)  Defesa, (manchete, toque espalmada)  Táticas e planejamentos de jogo. Objetivos:  Estimular a atividade física para uma vida adulta saudável;  Melhorar a auto-estima, facilitando o rendimento escolar e a relação social;  Desenvolver integralmente os alunos, tornando-os cidadãos participantes, conscientes e críticos;  Construir valores éticos e morais.  Propiciar aos alunos a conscientização do corpo e o desenvolvimento no esporte coletivo.  Possibilitar uma análise crítica em relação aos movimentos e seus significados dentro de um contexto educativo sociocultural.  Melhorar as formas de movimento de cada aluno, a movimentação do corpo e sua importância no esporte.  Oferecer subsídios teóricos e práticos para que o aluno possa entender o esporte voleibol.  Aproximar estes alunos da realidade do esporte e do respeito mútuo que este exige.  Utilizar a mídia para promover discussões em grupo.  Participação coletiva de todos.  Promover a inclusão e o respeito às diferenças entre esportes.
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     Pesquisar sobreas atividades de dança na comunidade.  Promover a saúde através de ações que envolvam a qualidade de vida. Desenvolver através das aulas, a concentração, coordenação motora, equilíbrio, postura, lateralidade, noção de espaço respeitando o espaço do outro na quadra. Encaminhamentos Metodológicos:  Início das atividades: oportunizar formação prática e teórica;  Realizar amistosos internos e externos;  Participar de competições esportivas;  Visitar centros de treinamentos de voleibol;  Convidar comunidade externa para intercâmbio esportivo/educacional;  Planejar e organizar as atividades de complementação curricular, para que os alunos entendam o esporte, mostrando que podemos mudar o paradigma de outro esporte inserido em nossa comunidade escolar, a fim de participar de campeonatos como os Jogos Escolares, e incentivar alunos que desejam mudar este meio.  O contexto social e cultural dos alunos modificados com o treinamento. Local de Realização:  Turno Matutino.  Dias: Terças e quintas-feiras.  Horário: 10:00 às 11:40.  Local: Quadra de esportes, saguão, salas de aulas e laboratórios de informática do Colégio Estadual do Campo Olavo Bilac. Resultados Esperados: Para o aluno:  Avanço das habilidades técnicas esportivas;  Desenvolvimento de suas capacidades físicas;  Melhoria no rendimento escolar;  Diminuição das condições de riscos vividos no dia a dia;
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     Sair dasruas e passar mais tempo no ambiente escolar;  Socialização;  Entendimentos do esporte Voleibol e sua Importância.  Aprenda/aperfeiçoe as regras e os fundamentos do voleibol.  Espera-se que os participantes do projeto: Aprimore-se enquanto cidadão, acrescentando valores positivos ao seu cotidiano familiar e escolar; contribuindo na sua formação física, social e psíquica;  Melhoria da autoestima dos participantes, das habilidades e capacidades motoras;  Oportunizar espaço que possibilite aos alunos melhorias das condições de saúde, além de estimular um maior número de jovens praticantes de atividades esportivas;  Despertar o senso do uso adequado do tempo ocioso do estudante, com atitudes e práticas direcionadas ao estilo de vida saudável;  Melhore o aproveitamento escolar, suas relações interpessoais, sua socialização e o seu desenvolvimento motor;  Comprometimento dos participantes em melhorar seus resultados e rendimento escolar;  Integração dos participantes com os alunos de outras escolas.  Participe de eventos pedagógicos e dos jogos escolares. Para a escola:  Diminuição da evasão escolar;  Resgate de uma Modalidade esquecida;  Utilizar Voleibol como Esporte capaz de ser um instrumento pedagógico alternativo, oportunizando aos alunos o desenvolvimento criativo de suas potencialidades Físicas.  Maior tempo de permanência do aluno na escola;  Melhora da autoestima dos estudantes, das capacidades e habilidades motoras.  Oportunizar espaço que possibilita aos alunos melhoria das condições de saúde, além de estimular um maior número de jovens praticantes de atividades esportivas;
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     Despertar osenso do uso adequado do tempo ocioso do estudante, com atitudes e práticas direcionadas a um estilo de vida saudável;  Maior comprometimento do aluno com o processo ensino-aprendizagem por meio do esporte, melhorar o comportamento, a concentração e o desempenho escolar;  Comprometimento dos participantes em melhorar seus resultados e rendimento escolar;  Integração dos participantes com alunos de outras escolas. Para a Comunidade:  Que haja maior participação dos pais nas atividades desenvolvidas na escola;  Que possam valorizar o desenvolvimento do filho(a) em um esporte que está buscando seu espaço na sociedade que ele vive.  Abertura de espaço para os alunos desenvolverem atividades que despertem cooperação a autonomia, o aprendizado através de estratégias, a vivência de participação de uma equipe, bem como a participação de viagens para competição.  Valorização da escola como espaço alternativo de esporte e desenvolvimento social.  Ampliar as possibilidades de atendimento ao educando, tirando-o da rua, possibilitando a diminuição da violência dentro e fora da escola. Avaliação:  A avaliação será contínua e levará em consideração os aspectos como a participação, responsabilidade, pontualidade, esforço e atitudes sociais de cada aluno.  Fazer Intercâmbios entre Estabelecimentos de Ensino da Rede Pública e Privada, Jogos Escolares.  Comprometimento e envolvimento dos alunos nas atividades propostas.  Relacionamento com os envolvidos no processo;  Criatividade e originalidade nas diferentes situações;  Aplicação dos princípios de participação, cooperação e solidariedade;
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     Melhora dodesempenho escolar nas diferentes disciplinas; Referências Bibliográficas: MESQUITA, I. O ensino do voleibol: proposta metodológica. In: GRAÇA & OLIVEIRA (eds.). O Ensino dos Jogos Desportivos. 2ª ed. Porto: Universidade do Porto, 1995. p. 153-197. 2001. SAVIANI, Dermeval. Escola e Democracia: teorias da educação, curvatura da vara. 32ª edição – Campinas, Autores Associados, 2003. BRIGGS, J. D. Relations of selected variables and perception of success in volleyball. Perceptual and Motor Skills. v. 79, n. 1, p. 539-543, 1994. FONTANI, G.; MAFFEI, D.; CAMELI, S. & POLIDORI, F. Reactivity and event- related potentials during attentional tests in athletes. European Journal of Applied Physiology. v. 80, n. 4, p. 308-316, 1999. ( Lidos em www.efesportes.com) PROPOSTA PEDAGÓGICA
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    ATIVIDADE DE AMPLIAÇÃODE JORNADA PERIÓDICA – LÍNGUA PORTUGUESA CONTEÚDOS  Conteúdo estruturante: Discurso como prática social.  Textos dos mais variados gêneros como: literários, publicitários, jornalísticos, científicos, entre eles:  Poesias/poemas;  Contos de fadas;  Histórias em quadrinhos;  Tiras;  Charges;  Reportagens;  Notícias;  Anúncios;  Crônicas;  Vídeos sobre textos lidos trabalhando a intertextualidade;  Textos: narrativos, informativos, descritivos e dissertativos.  Conteúdos básicos explorados nos textos de acordo com suas especificidades:  Tema do texto;  Interlocutor;  Finalidade;  Argumentos do texto;  Discurso direto e indireto;  Elementos composicionais do gênero marcas linguísticas: coesão, coerência, função das classes gramaticais no texto, pontuação.  Elementos extralinguísticos: entonação, pausas e gestos;  Adequação do discurso ao gênero;  Adequação da linguagem coloquial e linguagem culta; OBJETIVOS
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     Valorizar aspráticas de leitura, oralidade e escrita.  Propiciar ao aluno a reflexão sobre as normas de uso das unidades da língua e fenômenos textual-discursivos.  Demonstrar como os textos estudados podem proporcionar motivações para o gosto pela leitura, formando sujeitos (cidadãos) conscientes de sua formação atual e leitura.  Conscientizar sobre os benefícios de se tornar um leitor crítico;  Pesquisar os diferentes textos e perceber as diferentes vozes sociais neles representadas;  Desenvolver estratégias de leitura a partir dos gêneros textuais mencionados no conteúdo;  Refletir sobre a finalidade e intertextualidade do texto em estudo; ENCAMINHAMENTOS METODOLÓGICOS  Garantir aos educandos o aprimoramento do domínio discursivo, no âmbito da oralidade, da leitura e da escrita.  Dispor aos alunos livros, jornais e revistas para que sejam feitas leitura livre;  O professor deve organizar momentos propícios de leitura livre, criando um circuito de leitura em que se fala sobre o que se leu;  Permitir que os alunos escolham seus textos;  Permitir que os alunos escolham suas leituras;  Planejar atividades em duplas ou em pequenos grupos, para permitir que se facilite a apropriação dos conteúdos;  Discussões e debates improvisados ou planejados sobre temas polêmicos, com base em prévia leitura;  Leitura expressiva e recitações de poesias;  Contação de histórias.  Produção de mural a partir do texto estudado;  Dramatização de textos com a utilização de fantoches;  Seleção de textos produzidos pelos alunos, para decisão dos aspectos priorizados e encaminhamento de soluções;  Reelaboração de textos procurando incorporar na redação traços da
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    linguagem de gruposespecíficos;  Teatros de fantoche; LOCAL DE REALIZAÇÃO  Turno Matutino.  Dias: Sexta-Feira.  Horário: 08:00 às 11:40.  Local: Será trabalhado na biblioteca, sala de leitura, pátio da escola e sala de aula. RESULTADOS ESPERADOS Para o aluno:  Espera-se com este projeto estimular o prazer pela leitura como forma de melhorar o acesso à educação, promover maior acesso aos livros, aumentar a compreensão à tolerância cultural, melhorar os relacionamentos na escola, na família e na comunidade como um todo, além de que através do hábito da leitura e desenvolvimento de competências leitoras nos alunos, isso em um âmbito escolar, alcancemos melhores índices educacionais, autonomia dos discentes e um despertar que todo o processo de aprendizagem nasce e culmina com a leitura. Para a escola:  Espera-se ainda que a leitura não seja vista apenas como uma tarefa da escola, mas da comunidade, da família e também da escola e através do hábito e do prazer da leitura possamos ter um cidade mais desenvolvida, nos diferentes aspectos, com pessoas mais críticas, reflexivas, capazes de pensar e agir com desenvoltura, que são capazes de ser atores e autores da sua própria história. Para a Comunidade:  Espera-se enfim, com este projeto, fazer uma comunidade leitora, pois só assim teremos mais cultura e mais desenvolvimento.
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    AVALIAÇÃO: Será realizada aavaliação através de:  Produção de texto oral e escrito;  Dramatização dos textos propostos;  Contação de história a partir dos textos lidos;  Declamação de poesias;  Participação das atividades desenvolvidas;  Crescimento individual de cada aluno a partir da observação.  Trabalhos de pesquisa (com orientação do professor) sobre temas relevantes aos alunos, para que eles se sintam motivados para sua realização;  Trabalhos com textos de gêneros diversos para apresentação, debates e contextualização dos temas presentes no texto.  Acompanhamento, por meio de estudos e pesquisas, observando e analisando os progressos do aluno incluso. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS AMARAL Emília, FERREIRA Mauro, LEITE Ricardo e ANTONIO Severino. Novas Palavras.São Paulo.FTD. Palavras. ABAURRE, Maria Luiza, PONTARA, Marcela Nogueira e FADEL, Tatiana. Português. Moderna. AGUIAR, V. T.; BORDINI, M. G. Literatura e Formação do leitor: alternativas metodológicas. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1993. ANTUNES, Irandé. Aula de português: encontro & interação. São Paulo: Parábola,Editorial, 2003. FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: Saberes necessários à prática educativa. 28 Ed. São Paulo: Paz e Terra, 2003.
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    FREIRE, Paulo, AImportância do Ato de ler em três artigos que se complementam, SP Cortez 1988. http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alias =8194-4-caminhos-elaborar-educacao-integral-cecipe-seb- pdf&category_slug=junho-2011-pdf&Itemid=30192 LUYTEN. Joseph M. O que é Literatura de Cordel? São Paulo: Brasiliense, 2005.