Processamento Auditivo Central
Rev. CEFAC;504-512, maio-jun. 2011. Rev. Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia; 2010
O QUE É PROCESSAMENTO AUDITIVO CENTRAL?
Competência e efetividade do Sistema Nervoso Central (SNC)
para utilizar a informação auditiva. (ASHA,2005)
É o que fazemos com o que ouvimos ( Ktaz, Stecker, Henderson, 1992.)
Fisiologia da
Audição
As Habilidades Auditivas:
 Localização
 Atenção
 Figura-fundo
 Discriminação
 Memória
 Reconhecimento
 Compreensão
 Fechamento
 Sensação
QUANDO FAZER A AVALIAÇÃO
DO PROCESSAMENTO AUDITIVO CENTRAL?
SINAIS DE ALTERAÇÃO NO PROCESSAMENTO
AUDITIVO CENTRAL
Dificuldade de memorização e desatenção
•Cansaço rápido e agitação ao assistir aulas
•Dificuldade para ouvir e prestar atenção em lugares barulhentos
•Necessidade constante de pedir para repetir
•Parecer não ouvir/entender bem
•Demora para escutar e/ou compreender o que foi dito
•Dificuldade em conversas com muitas pessoas ao mesmo tempo
•Dificuldade para localizar de onde o som está vindo
•Dificuldade para realizar uma sequência de tarefas que lhe foi solicitada
•Dificuldade para entender conceitos abstratos
Indicações para avaliação do PAC
Queixa persistente de perda auditiva com limiares normais
Dificuldades escolares e QI normal
Lesões neurológicas que acometem a via auditiva
Dificuldades específicas de comunicação
Contraindicações para avaliação do PAC
Indivíduos que não falam a língua portuguesa
Deficiência Intelectual
Atraso no desenvolvimento neuro psicomotor
Deficientes auditivos (audição periférica)
Causas da Transtorno do Processamento
Auditivo Central
A maior causa de distúrbios do PAC é a privação sensorial
decorrente das otites serosas e de repetição nos primeiros anos de
vida.
Em decorrência da intensa neuroplasticidade cerebral nos primeiros
anos, é essencial uma estimulação sensorial normal nessa faixa etária.
Outros fatores considerados de risco são:
problemas neurológicos e degenerativos, transtornos metabólicos, da
atenção, genéticos e psiquiátricos.
Avaliação do Processamento Auditivo Central
Após anamnese, avaliação audiometria tonal e imitanciometria, é
realizada quando necessário a avaliação específica do
processamento auditivo central por um fonoaudiólogo da área
audiológica.
•A testagem é realizada em cabine acústica, onde o indivíduo é
colocado com fones auriculares através dos quais são aplicados
testes gravados em CD e padronizados por faixa etária. (7 anos)
•Para realizar a avaliação é necessário apresentar uma audiometria
recente ( em um prazo igual ou inferior a três meses)
•Ter um nível de linguagem expressivo e receptivo, atenção e
cognição suficientes para que possa compreender as tarefas.
•Não apresentar perda auditiva assimétrica, índice padrão de
reconhecimento de fala de no mínimo 70% e índice entre as orelhas
não ultrapassar 20%.
Avaliação do Processamento Auditivo Central
Testes Monóticos
Testes Dicóticos
Testes Dióticos
Estes testes utilizam estímulos
verbais e não verbais, com distorções.
Avaliação do Processamento Auditivo
Avaliação funcional e comportamental das habilidades auditivas.
Decodificação, codificação, organização e som não verbal (análise da prosódia)
Composto por uma bateria de testes:
Monóticos – Dois estímulos sonoros diferentes apresentados a uma só
orelha : Teste de fala com ruído, PSI, SSI, teste de fala comprimida e teste de fala
filtrada.
Dióticos- Dois sons iguais apresentados um em cada orelha ao mesmo
tempo.TLS TMSV e TMSNV
 Dicótico- Dois sons diferentes apresentados sendo um em cada orelha.
PSI, SSI, TDD, TDNV, Teste Dicótico Consoante- Vogal.
TREINAMENTO AUDITIVO
DECODIFICAÇÃO : PROCESSO GNÓSICO ACÚSTICO
Treinamento fonêmico, consciência fonológica, leitura e escrita.
CODIFICAÇÃO : PERDA GRADUAL DA MEMÓRIA E
INTEGRAÇÃO AUDITIVO VISUAL
Treinamento de compreensão de linguagem em ambiente ruidoso,
pistas visuais associação, sequencia temporal, repetição.
De acordo com as habilidades prejudicadas o treinamento auditivo pode ser realizado
de forma “informal” seguindo etapas distintas de dificuldade gradativa.
Pode ser também um treino auditivo “formal” feito em cabina acústica com
fones de ouvido. Ambos mostram-se muito eficazes quanto à melhora da
percepção auditiva em geral: atenção seletiva; discriminação; memória;
análise e síntese; figura-fundo; resolução e ordenação temporal.
Conduta Terapêutica:
Objetivo geral:
Promover a leitura e escrita em fluência e compreensão
Objetivos específicos:
Estimular a consciência fonológica
Estimular o acesso lexical
Adequar a percepção auditiva e visual na discriminação
grafema-fonema
Estimular memória de trabalho
Terapia:
Objetivo: Adequar fluência na leitura e memória
de curto prazo
Estratégia: Aplicativo de Leitura Dinâmica
Treinar fluência na leitura
Memória de palavras.
Recontar uma história lida.
Motivação para mudar de fases.
Terapia:
Objetivo: Estimular a consciência fonológica
e memória auditiva - visual,
Estratégia: Jogo de Tabuleiro fonológico.
Cada casa do tabuleiro corresponde a um fonema alvo, algumas
casas possuem a imagem outras a escrita, propor leitura e
oralidade de novas palavras com a rima, no final a escrita das
palavras trabalhadas. Ganha quem lembrar e acertar mais
palavras.
Terapia:
Objetivo: Estimular a memória auditiva e visual
sequencial
Estratégia: Jogo Genius- Reconhecer e reproduzir
a sequencia sonora e visual fornecida em um
tempo definido, aumentando as sequencias.
Bibliografia
Pereira, Liliane. Schoclat, Eliane. Manual de
Avaliação do Processamento Auditivo
Central. Ed. Lavosier, 1997.
Sites: ASHA: American Speech- Languange-
Hearing-Hearing Association.
Obrigada!

Processamento auditivo

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  • 2.
    Rev. CEFAC;504-512, maio-jun.2011. Rev. Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia; 2010
  • 3.
    O QUE ÉPROCESSAMENTO AUDITIVO CENTRAL? Competência e efetividade do Sistema Nervoso Central (SNC) para utilizar a informação auditiva. (ASHA,2005) É o que fazemos com o que ouvimos ( Ktaz, Stecker, Henderson, 1992.)
  • 4.
  • 5.
    As Habilidades Auditivas: Localização  Atenção  Figura-fundo  Discriminação  Memória  Reconhecimento  Compreensão  Fechamento  Sensação
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    QUANDO FAZER AAVALIAÇÃO DO PROCESSAMENTO AUDITIVO CENTRAL?
  • 7.
    SINAIS DE ALTERAÇÃONO PROCESSAMENTO AUDITIVO CENTRAL Dificuldade de memorização e desatenção •Cansaço rápido e agitação ao assistir aulas •Dificuldade para ouvir e prestar atenção em lugares barulhentos •Necessidade constante de pedir para repetir •Parecer não ouvir/entender bem •Demora para escutar e/ou compreender o que foi dito •Dificuldade em conversas com muitas pessoas ao mesmo tempo •Dificuldade para localizar de onde o som está vindo •Dificuldade para realizar uma sequência de tarefas que lhe foi solicitada •Dificuldade para entender conceitos abstratos
  • 8.
    Indicações para avaliaçãodo PAC Queixa persistente de perda auditiva com limiares normais Dificuldades escolares e QI normal Lesões neurológicas que acometem a via auditiva Dificuldades específicas de comunicação Contraindicações para avaliação do PAC Indivíduos que não falam a língua portuguesa Deficiência Intelectual Atraso no desenvolvimento neuro psicomotor Deficientes auditivos (audição periférica)
  • 9.
    Causas da Transtornodo Processamento Auditivo Central A maior causa de distúrbios do PAC é a privação sensorial decorrente das otites serosas e de repetição nos primeiros anos de vida. Em decorrência da intensa neuroplasticidade cerebral nos primeiros anos, é essencial uma estimulação sensorial normal nessa faixa etária. Outros fatores considerados de risco são: problemas neurológicos e degenerativos, transtornos metabólicos, da atenção, genéticos e psiquiátricos.
  • 10.
    Avaliação do ProcessamentoAuditivo Central Após anamnese, avaliação audiometria tonal e imitanciometria, é realizada quando necessário a avaliação específica do processamento auditivo central por um fonoaudiólogo da área audiológica. •A testagem é realizada em cabine acústica, onde o indivíduo é colocado com fones auriculares através dos quais são aplicados testes gravados em CD e padronizados por faixa etária. (7 anos) •Para realizar a avaliação é necessário apresentar uma audiometria recente ( em um prazo igual ou inferior a três meses) •Ter um nível de linguagem expressivo e receptivo, atenção e cognição suficientes para que possa compreender as tarefas. •Não apresentar perda auditiva assimétrica, índice padrão de reconhecimento de fala de no mínimo 70% e índice entre as orelhas não ultrapassar 20%.
  • 11.
    Avaliação do ProcessamentoAuditivo Central Testes Monóticos Testes Dicóticos Testes Dióticos Estes testes utilizam estímulos verbais e não verbais, com distorções.
  • 12.
    Avaliação do ProcessamentoAuditivo Avaliação funcional e comportamental das habilidades auditivas. Decodificação, codificação, organização e som não verbal (análise da prosódia) Composto por uma bateria de testes: Monóticos – Dois estímulos sonoros diferentes apresentados a uma só orelha : Teste de fala com ruído, PSI, SSI, teste de fala comprimida e teste de fala filtrada. Dióticos- Dois sons iguais apresentados um em cada orelha ao mesmo tempo.TLS TMSV e TMSNV  Dicótico- Dois sons diferentes apresentados sendo um em cada orelha. PSI, SSI, TDD, TDNV, Teste Dicótico Consoante- Vogal.
  • 13.
    TREINAMENTO AUDITIVO DECODIFICAÇÃO :PROCESSO GNÓSICO ACÚSTICO Treinamento fonêmico, consciência fonológica, leitura e escrita. CODIFICAÇÃO : PERDA GRADUAL DA MEMÓRIA E INTEGRAÇÃO AUDITIVO VISUAL Treinamento de compreensão de linguagem em ambiente ruidoso, pistas visuais associação, sequencia temporal, repetição. De acordo com as habilidades prejudicadas o treinamento auditivo pode ser realizado de forma “informal” seguindo etapas distintas de dificuldade gradativa. Pode ser também um treino auditivo “formal” feito em cabina acústica com fones de ouvido. Ambos mostram-se muito eficazes quanto à melhora da percepção auditiva em geral: atenção seletiva; discriminação; memória; análise e síntese; figura-fundo; resolução e ordenação temporal.
  • 14.
    Conduta Terapêutica: Objetivo geral: Promovera leitura e escrita em fluência e compreensão Objetivos específicos: Estimular a consciência fonológica Estimular o acesso lexical Adequar a percepção auditiva e visual na discriminação grafema-fonema Estimular memória de trabalho
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    Terapia: Objetivo: Adequar fluênciana leitura e memória de curto prazo Estratégia: Aplicativo de Leitura Dinâmica Treinar fluência na leitura Memória de palavras. Recontar uma história lida. Motivação para mudar de fases.
  • 16.
    Terapia: Objetivo: Estimular aconsciência fonológica e memória auditiva - visual, Estratégia: Jogo de Tabuleiro fonológico. Cada casa do tabuleiro corresponde a um fonema alvo, algumas casas possuem a imagem outras a escrita, propor leitura e oralidade de novas palavras com a rima, no final a escrita das palavras trabalhadas. Ganha quem lembrar e acertar mais palavras.
  • 17.
    Terapia: Objetivo: Estimular amemória auditiva e visual sequencial Estratégia: Jogo Genius- Reconhecer e reproduzir a sequencia sonora e visual fornecida em um tempo definido, aumentando as sequencias.
  • 18.
    Bibliografia Pereira, Liliane. Schoclat,Eliane. Manual de Avaliação do Processamento Auditivo Central. Ed. Lavosier, 1997. Sites: ASHA: American Speech- Languange- Hearing-Hearing Association.
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