Problemas Urbanos
Tadeu Vasconcelos
Estagiário de Geografia -UGF
Prof: Celso
C.E. Brigadeiro Schorcht – 2º ano
Problemas urbanos
Você certamente já ouviu falar deles, ou no mínimo,
já os percebeu no seu dia a dia pois eles estão em
toda a parte. Falta de saneamento básico, trânsito
caótico, violência, etc... Mas, você sabe como eles
são gerados? Vamos atrás das respostas.
Origens e razões
Em países subdesenvolvidos como o nosso, as
cidades, em sua grande maioria, costumam crescer
desordenadamente. Esse crescimento se dá
sobretudo ao fator industrial, um forte atrativo de
mão-de-obra, seja ela qualificada ou não.
Só depois de já haver uma certa concentração
populacional é que o Estado começa a se fazer
presente naquele pedaço do Território a fim de tentar
organizar a sua estrutura urbana.
Origens e razões
• Acontece que o Estado não se faz presente
em todas as porções de seu território de modo
homogêneo. Algumas partes são priorizadas em
detrimento de outras, o que acaba contribuindo
para o aumento das desigualdades sociais.
Podem, portanto, alguns bairros terem toda
uma oferta de serviços e lazer (Ex. Bairros da
Zona Sul) e outros possuírem praticamente nada
(ex. Santa Cruz, Paciência).
Agora vamos ao que interessa! Como já sabemos a
maior parte dos problemas urbanos são causados
pela má gestão do território feita pelo Estado. Essa
falta de planejamento faz com que ocorram algumas
cenas que são infelizmente comuns, no nosso dia-a-
dia.
Desemprego
A falta de qualficação profissional, a
mecanização do campo e a baixa empregabilidade
do setor industrial são talvez os principais fatores
responsáveis pelo desemprego nas grandes cidades.
Trabalhadores vindos de outras cidades e até
mesmo de outras regiões, não conseguem se
adequar as exigências do mercado e conseguir um
bom emprego. Com isso, acabam ficando
desempregados ou recorrem aos empregos formais
menos « prestigiados », quando nem isso vão para
os empregos informais ou em última instância os
ilícitos.
Em maio de 2011, segundo o portal R7.com,
a taxa de desemprego no RJ era de de 5,4%.
Favelização
O processo de favelização também é um sério
problema urbano. Ocorre mais comumente devido ao
fato do governo não prover moradias, custeadas por
ele próprio, aos mais pobres, quando isso ocorre elas
são construídas longe do local de trabalho dessa
população que não possui capital suficiente para
comprar imóveis nos bairros com melhor qualidade
de vida.
A este processo se associa a carência de
serviços públicos de qualidade, os mais básicos
possíveis, como saneamento básico por exemplo,
e muitas vezes a violência.
Cronologia– Séc.XX
Décadade 40 :Uso dasfotografiasaéreasdurante aSegunda
GuerraMundial e invenção do filme infra-vermelho falsacor para
identificar objetoscamuflados;
Décadade 60:Uso dasfotografiastiradasapartir de um avião
americano U-2 paracomprovação de instalação de mísseisem
Cuba.
Apollo 8 fazasprimeirasimagensdaTerravistado espaço.
A Favela da Rocinha, em São Conrado,
é a maior favela do Brasil com 69.161 habitantes.
De acordo com o Censo 2010, a cidade do Rio de Janeiro
possui 1. 393.314 de seus habitantes morando em favelas,
o que corresponde a 22% de sua população.
Violência
A violência urbana também é um agravante no
que diz respeito às cidades, e ela não se restringe
aos grandes centros urbanos. Hoje em dia,
municípios de pequeno e médio porte, e também os
que estão em fase de desenvolvimento acelerado,
têm apresentado um aumento significativo no
número de crimes praticados dentro de seus
domínios. Esses crimes são cometidos
majoritariamente pelas populações historicamente
marginalizadas em nosso país.
Infra-Estrutura
Um outro problema urbano bem comum é a
infra-estrutura precária.
Geralmente, há uma grande concentração
populacional numa pequena área ocasionando o
aumento da periferia urbana.
Como já sabemos, o Estado, escolhe as áreas as
quais ele vai oferecer (ou deixar a cargo da iniciativa
privada) o maior número de serviços, geralmente as
áreas cuja população possui maior poder aquisitivo.
Essa medida faz com que não haja serviços
(educação, saúde, lazer, transportes, etc) suficientes
capazes de atender toda a população.
Infra-Estrutura
Em alguns bairros de nossa cidade, um tipo de
problema urbano que vem sendo observado
ultimamente, é o engarrafamento ocasionado pelo
número excessivo de carros na rua.
Na verdade, isso acontece em toda a cidade, e
possui também outros motivos como as intervenções
que vem sendo feitas para os grandes eventos que
ocorrerão no nosso município e o boom imobiliário
feito pelas construtoras. Este fato se percebe
claramente em locais como a Barra da Tijuca,
Freguesia, Linha Amarela, Av. Presidente Vargas,
Taquara, etc.
Infra-Estrutura
Há ainda os problemas infra-estruturais ligados à
natureza como as enchentes, a poluição, os
deslizamentos de terra, o aumento das marés, entre
outros. Estes costumam ocorrer mais pela
incapacidade do poder público de procurar soluções
que trariam benefícios à longo prazo, pelo contrário,
realizam obras emergenciais que se mostram
ineficazes na extinção dos problemas.

Problemas urbanos

  • 1.
    Problemas Urbanos Tadeu Vasconcelos Estagiáriode Geografia -UGF Prof: Celso C.E. Brigadeiro Schorcht – 2º ano
  • 2.
    Problemas urbanos Você certamentejá ouviu falar deles, ou no mínimo, já os percebeu no seu dia a dia pois eles estão em toda a parte. Falta de saneamento básico, trânsito caótico, violência, etc... Mas, você sabe como eles são gerados? Vamos atrás das respostas.
  • 3.
    Origens e razões Empaíses subdesenvolvidos como o nosso, as cidades, em sua grande maioria, costumam crescer desordenadamente. Esse crescimento se dá sobretudo ao fator industrial, um forte atrativo de mão-de-obra, seja ela qualificada ou não. Só depois de já haver uma certa concentração populacional é que o Estado começa a se fazer presente naquele pedaço do Território a fim de tentar organizar a sua estrutura urbana.
  • 4.
    Origens e razões •Acontece que o Estado não se faz presente em todas as porções de seu território de modo homogêneo. Algumas partes são priorizadas em detrimento de outras, o que acaba contribuindo para o aumento das desigualdades sociais. Podem, portanto, alguns bairros terem toda uma oferta de serviços e lazer (Ex. Bairros da Zona Sul) e outros possuírem praticamente nada (ex. Santa Cruz, Paciência).
  • 5.
    Agora vamos aoque interessa! Como já sabemos a maior parte dos problemas urbanos são causados pela má gestão do território feita pelo Estado. Essa falta de planejamento faz com que ocorram algumas cenas que são infelizmente comuns, no nosso dia-a- dia.
  • 6.
    Desemprego A falta dequalficação profissional, a mecanização do campo e a baixa empregabilidade do setor industrial são talvez os principais fatores responsáveis pelo desemprego nas grandes cidades. Trabalhadores vindos de outras cidades e até mesmo de outras regiões, não conseguem se adequar as exigências do mercado e conseguir um bom emprego. Com isso, acabam ficando desempregados ou recorrem aos empregos formais menos « prestigiados », quando nem isso vão para os empregos informais ou em última instância os ilícitos.
  • 7.
    Em maio de2011, segundo o portal R7.com, a taxa de desemprego no RJ era de de 5,4%.
  • 8.
    Favelização O processo defavelização também é um sério problema urbano. Ocorre mais comumente devido ao fato do governo não prover moradias, custeadas por ele próprio, aos mais pobres, quando isso ocorre elas são construídas longe do local de trabalho dessa população que não possui capital suficiente para comprar imóveis nos bairros com melhor qualidade de vida. A este processo se associa a carência de serviços públicos de qualidade, os mais básicos possíveis, como saneamento básico por exemplo, e muitas vezes a violência.
  • 9.
    Cronologia– Séc.XX Décadade 40:Uso dasfotografiasaéreasdurante aSegunda GuerraMundial e invenção do filme infra-vermelho falsacor para identificar objetoscamuflados; Décadade 60:Uso dasfotografiastiradasapartir de um avião americano U-2 paracomprovação de instalação de mísseisem Cuba. Apollo 8 fazasprimeirasimagensdaTerravistado espaço. A Favela da Rocinha, em São Conrado, é a maior favela do Brasil com 69.161 habitantes. De acordo com o Censo 2010, a cidade do Rio de Janeiro possui 1. 393.314 de seus habitantes morando em favelas, o que corresponde a 22% de sua população.
  • 10.
    Violência A violência urbanatambém é um agravante no que diz respeito às cidades, e ela não se restringe aos grandes centros urbanos. Hoje em dia, municípios de pequeno e médio porte, e também os que estão em fase de desenvolvimento acelerado, têm apresentado um aumento significativo no número de crimes praticados dentro de seus domínios. Esses crimes são cometidos majoritariamente pelas populações historicamente marginalizadas em nosso país.
  • 11.
    Infra-Estrutura Um outro problemaurbano bem comum é a infra-estrutura precária. Geralmente, há uma grande concentração populacional numa pequena área ocasionando o aumento da periferia urbana. Como já sabemos, o Estado, escolhe as áreas as quais ele vai oferecer (ou deixar a cargo da iniciativa privada) o maior número de serviços, geralmente as áreas cuja população possui maior poder aquisitivo. Essa medida faz com que não haja serviços (educação, saúde, lazer, transportes, etc) suficientes capazes de atender toda a população.
  • 12.
    Infra-Estrutura Em alguns bairrosde nossa cidade, um tipo de problema urbano que vem sendo observado ultimamente, é o engarrafamento ocasionado pelo número excessivo de carros na rua. Na verdade, isso acontece em toda a cidade, e possui também outros motivos como as intervenções que vem sendo feitas para os grandes eventos que ocorrerão no nosso município e o boom imobiliário feito pelas construtoras. Este fato se percebe claramente em locais como a Barra da Tijuca, Freguesia, Linha Amarela, Av. Presidente Vargas, Taquara, etc.
  • 13.
    Infra-Estrutura Há ainda osproblemas infra-estruturais ligados à natureza como as enchentes, a poluição, os deslizamentos de terra, o aumento das marés, entre outros. Estes costumam ocorrer mais pela incapacidade do poder público de procurar soluções que trariam benefícios à longo prazo, pelo contrário, realizam obras emergenciais que se mostram ineficazes na extinção dos problemas.