PRECONCEITO EM CENÁRIOS
VIRTUAIS, ENSINO À DISTÂNCIA
(EAD) NA EDUCAÇÃO SUPERIOR E A
VISÃO DAS EMPRESAS
Me. Eunice Corrêa Sanches Belloti
Bel. Marija Lopes da Cruz
Introdução
• O que é Educação à Distância?
- Ensino que tem o computador como ferramenta
para mediar a aprendizagem do aluno (ALMEIDA,
2010).
• O que é preconceito?
- Atitude negativa em relação a um determinado
grupo (RODRIGUES, 2000);
- Julgamento prematuro (MARQUES, 2001).
Objetivos
• Analisar se há preconceito das empresas na
contratação de seus funcionários oriundos de
uma formação na modalidade de EAD;
• Descobrir se os próprios alunos que frequentam
a EAD sofrem algum tipo de preconceito.
Justificativa
Este trabalho justifica-se pela necessidade de
verificar:
• Aceitação da sociedade quanto a EAD.
• Falta de informação do que é um curso de EAD.
A pesquisa foi dividida em etapas:
Pesquisa
• Método;
•Participantes;
• Instrumentos;
• Análise dos Dados.
Escala de Allport
A Escala de Allport (2010) varia de acordo com os
níveis de 1 a 5.
Nível 1 – Antilocução
• São as denominadas “piadinhas” contra um
determinado grupo minoritário que pode vir a se
tornar um palco para o aparecimento de diversas
formas de preconceito.
Nível 2 – Esquiva
• É a forma de isolamento que a maioria faz a um
determinado grupo, o chamado Bulling.
Nível 3 – Discriminação
• Essa forma talvez seja a mais comum em nossa sociedade,
pois se manifesta quando é negada a uma minoria acesso a
serviços e empregos com intuito de prejudicar esse grupo,
negando-lhes a oportunidade de crescer socialmente.
Nível 4 – Ataque Físico
• É uma das formas mais graves de preconceito. As
manifestações ocorrem por ataque às pessoas ou aos seus
bens.
Nível 5 – Extermínio
• É a forma mais grave de preconceito. É quando um grupo
tenta extirpar uma minoria, geralmente usa ataques violentos
e armas de destruição em massa, sem chances para defesa. Foi
o que ocorreu com os judeus na 2º Guerra Mundial e mais
recentemente na Bósnia.
Resultados e Discussão
- 39% dos alunos entrevistados, ou seja, 22 sujeitos sofreram preconceito referente ao
Nível 1 – Antilocução da Escala de Allport.
Referente aos dados de alunos de EAD
- 21% dos entrevistados já sofreram preconceito referente ao Nível 2 - Esquiva da Escala
de Allport, representando 12 alunos no total.
Referente aos dados de alunos de EAD
Referente aos dados de alunos de EAD
- 2% dos alunos entrevistados, representando 1 aluno, já sofreram preconceito de Nível
3 – Discriminação da Escala de Allport.
Gráfico comparativo
0%
10%
20%
30%
40%
50%
60%
70%
80%
90%
100%
Nível 1
Nível 2
Nível 3
Nunca
Uma vez
Algumas vezes
Referente às empresas
- 11 empresas acham que o ensino EAD não é de qualidade, representando 31% do total.
Ponto de Vista das
empresas
- Verifica-se que quase metade das empresas entrevistadas na pesquisa preferem alunos
de ensino regular. O restante diz não ter preferência. Nenhuma empresa diz ter
preferência em alunos de EAD o que pode demonstrar um certo receio na contratação
destes alunos.
Referente às empresas
- 29 das 36 entrevistadas, representando 81% da pesquisa acha que os alunos de EAD
não têm as mesmas oportunidades no mercado de trabalho quanto a um aluno de ensino
regular
Referente às empresas
- Em relação às empresas reconhecerem a modalidade de ensino EAD ou não, houve um
empate 18 disseram que sim, reconhecem a modalidade de ensino, representando
50%, e as outras 18 disseram que não, representando 50%.
Considerações Finais
• É possível perceber que a EAD não está
totalmente isenta de preconceitos quanto à uma
nova modalidade de Educação;
• A sociedade traz ainda arraigado como padrão um
modelo presencial de ensino;
• O preconceito está presente na vida acadêmica
dos alunos que cursam o Ensino à Distância;
• As empresas não estão totalmente seguras quanto
à aceitação de funcionário oriundo da EAD.
Referências
• Almeida, Maria Elizabeth Bianconcini. (2010). Educação à distância no Brasil: diretrizes
políticas, fundamentos e práticas. Retirado em Maio 23, 2010 de
http//www.cecemca.rc.unesp.br/...EaD/.../atigo%20Beth%20Almeida%20RIBIE.pdf.
• Allport, Gordon. (2010). Escala de Preconceito e Discriminação de Allport. Retirado em Maio
03,2011 de http://redehumanizasus.net/11398-escala-de-allportupas.
• Allport, Gordon. (1954). The nature of prejudice. Reading, Mass.: Addison-Wesley.
• Belloni, Maria Luiza (2003). Educação a distância. (Coleção Educação Contemporânea) 3.ed.
Campinas,SP: Autores Associados.
• Boruchovitch, E & Schall, V. T. (1999). The use of questionnaire in health educational
research; advantagens and disvantages of open-ended questions and their implications for
health research methodology. Revista Ciência e Cultura, São Paulo, v. 51, n. 1, p. 12-15.
• . Marques, Carlos Alberto (2001). A imagem da alteridade na mídia. Tese de Doutoramento em
Comunicação e Cultura – Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.
• Preti, Oreste (org.) (2000). Educação a Distância: construindo significados. Brasília: Plano.
• Rodrigues, Aroldo & Assmar, Eveline Maria Leal & Jablonski, Bernardo (2000). Psicologia
Social. Petrópolis: Vozes.
• UNIVESP (2011). Universidade Virtual do Estado de São Paulo. Retirado em Novembro 25, 2011
de http//www.univesp.ensinosuperior.sp.gov.br

EAD

  • 1.
    PRECONCEITO EM CENÁRIOS VIRTUAIS,ENSINO À DISTÂNCIA (EAD) NA EDUCAÇÃO SUPERIOR E A VISÃO DAS EMPRESAS Me. Eunice Corrêa Sanches Belloti Bel. Marija Lopes da Cruz
  • 2.
    Introdução • O queé Educação à Distância? - Ensino que tem o computador como ferramenta para mediar a aprendizagem do aluno (ALMEIDA, 2010). • O que é preconceito? - Atitude negativa em relação a um determinado grupo (RODRIGUES, 2000); - Julgamento prematuro (MARQUES, 2001).
  • 3.
    Objetivos • Analisar sehá preconceito das empresas na contratação de seus funcionários oriundos de uma formação na modalidade de EAD; • Descobrir se os próprios alunos que frequentam a EAD sofrem algum tipo de preconceito.
  • 4.
    Justificativa Este trabalho justifica-sepela necessidade de verificar: • Aceitação da sociedade quanto a EAD. • Falta de informação do que é um curso de EAD.
  • 5.
    A pesquisa foidividida em etapas: Pesquisa • Método; •Participantes; • Instrumentos; • Análise dos Dados.
  • 6.
    Escala de Allport AEscala de Allport (2010) varia de acordo com os níveis de 1 a 5. Nível 1 – Antilocução • São as denominadas “piadinhas” contra um determinado grupo minoritário que pode vir a se tornar um palco para o aparecimento de diversas formas de preconceito. Nível 2 – Esquiva • É a forma de isolamento que a maioria faz a um determinado grupo, o chamado Bulling.
  • 7.
    Nível 3 –Discriminação • Essa forma talvez seja a mais comum em nossa sociedade, pois se manifesta quando é negada a uma minoria acesso a serviços e empregos com intuito de prejudicar esse grupo, negando-lhes a oportunidade de crescer socialmente. Nível 4 – Ataque Físico • É uma das formas mais graves de preconceito. As manifestações ocorrem por ataque às pessoas ou aos seus bens. Nível 5 – Extermínio • É a forma mais grave de preconceito. É quando um grupo tenta extirpar uma minoria, geralmente usa ataques violentos e armas de destruição em massa, sem chances para defesa. Foi o que ocorreu com os judeus na 2º Guerra Mundial e mais recentemente na Bósnia.
  • 8.
    Resultados e Discussão -39% dos alunos entrevistados, ou seja, 22 sujeitos sofreram preconceito referente ao Nível 1 – Antilocução da Escala de Allport. Referente aos dados de alunos de EAD
  • 9.
    - 21% dosentrevistados já sofreram preconceito referente ao Nível 2 - Esquiva da Escala de Allport, representando 12 alunos no total. Referente aos dados de alunos de EAD
  • 10.
    Referente aos dadosde alunos de EAD - 2% dos alunos entrevistados, representando 1 aluno, já sofreram preconceito de Nível 3 – Discriminação da Escala de Allport.
  • 11.
  • 12.
    Referente às empresas -11 empresas acham que o ensino EAD não é de qualidade, representando 31% do total.
  • 13.
    Ponto de Vistadas empresas - Verifica-se que quase metade das empresas entrevistadas na pesquisa preferem alunos de ensino regular. O restante diz não ter preferência. Nenhuma empresa diz ter preferência em alunos de EAD o que pode demonstrar um certo receio na contratação destes alunos.
  • 14.
    Referente às empresas -29 das 36 entrevistadas, representando 81% da pesquisa acha que os alunos de EAD não têm as mesmas oportunidades no mercado de trabalho quanto a um aluno de ensino regular
  • 15.
    Referente às empresas -Em relação às empresas reconhecerem a modalidade de ensino EAD ou não, houve um empate 18 disseram que sim, reconhecem a modalidade de ensino, representando 50%, e as outras 18 disseram que não, representando 50%.
  • 16.
    Considerações Finais • Épossível perceber que a EAD não está totalmente isenta de preconceitos quanto à uma nova modalidade de Educação; • A sociedade traz ainda arraigado como padrão um modelo presencial de ensino; • O preconceito está presente na vida acadêmica dos alunos que cursam o Ensino à Distância; • As empresas não estão totalmente seguras quanto à aceitação de funcionário oriundo da EAD.
  • 17.
    Referências • Almeida, MariaElizabeth Bianconcini. (2010). Educação à distância no Brasil: diretrizes políticas, fundamentos e práticas. Retirado em Maio 23, 2010 de http//www.cecemca.rc.unesp.br/...EaD/.../atigo%20Beth%20Almeida%20RIBIE.pdf. • Allport, Gordon. (2010). Escala de Preconceito e Discriminação de Allport. Retirado em Maio 03,2011 de http://redehumanizasus.net/11398-escala-de-allportupas. • Allport, Gordon. (1954). The nature of prejudice. Reading, Mass.: Addison-Wesley. • Belloni, Maria Luiza (2003). Educação a distância. (Coleção Educação Contemporânea) 3.ed. Campinas,SP: Autores Associados. • Boruchovitch, E & Schall, V. T. (1999). The use of questionnaire in health educational research; advantagens and disvantages of open-ended questions and their implications for health research methodology. Revista Ciência e Cultura, São Paulo, v. 51, n. 1, p. 12-15. • . Marques, Carlos Alberto (2001). A imagem da alteridade na mídia. Tese de Doutoramento em Comunicação e Cultura – Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro. • Preti, Oreste (org.) (2000). Educação a Distância: construindo significados. Brasília: Plano. • Rodrigues, Aroldo & Assmar, Eveline Maria Leal & Jablonski, Bernardo (2000). Psicologia Social. Petrópolis: Vozes. • UNIVESP (2011). Universidade Virtual do Estado de São Paulo. Retirado em Novembro 25, 2011 de http//www.univesp.ensinosuperior.sp.gov.br