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FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DE FERNANDÓPOLIS
      FACULDADES INTEGRADAS DE FERNANDÓPOLIS




            FÁBIO TAVARES DE AGUIAR
        MARCUS VINÍCIUS DE OLIVEIRA SOUSA
          MATHEUS AZAMBUJA OLIVEIRA
        RUANITO DELFINO DA SILVA FREITAS




PERFIL DE PORTADORES DA DOENÇA DE ALZHEIMER DE
 COMUNIDADES DA CIDADE DE FERNANDÓPOLIS - SP




               FERNANDÓPOLIS
                    2012
FÁBIO TAVARES DE AGUIAR
                MARCUS VINÍCIUS DE OLIVEIRA SOUSA
                    MATHEUS AZAMBUJA OLIVEIRA
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Perfil de Portadores da Doença de Alzheimer de comunidades da Cidade
                       de Fernandópolis - SP




                           Trabalho de conclusão de curso apresentado à
                           Banca Examinadora do Curso de Graduação
                           em Farmácia da Fundação Educacional de
                           Fernandópolis como exigência parcial para
                           obtenção do título de bacharel em farmácia.


                           Orientador: Prof. MSc. Reges Evandro Teruel
                           Barreto.




          FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DE FERNANDÓPOLIS
                       FERNANDÓPOLIS – SP
                                2012
FÁBIO TAVARES DE AGUIAR
                       MARCUS VINÍCIUS DE OLIVEIRA SOUSA
                          MATHEUS AZAMBUJA OLIVEIRA
                       RUANITO DELFINO DA SILVA FREITAS




 Perfil de Portadores da Doença de Alzheimer de comunidades da Cidade
                             de Fernandópolis - SP




                                 Trabalho de conclusão de curso aprovado
                                 como requisito parcial para obtenção do título
                                 de bacharel em farmácia.

                                 Aprovado em: 28 de Novembro de 2012.




       Banca examinadora                   Assinatura             Conceito
Prof. MSc. Reges Evandro Teruel
Barreto (Orientador)
Prof. MSc. Jeferson Leandro de
Paiva(Avaliador 1)
Profa. Esp. Nayara Gomes Felix
(Avaliador2)




                     Prof. MSc. Reges Evandro Teruel Barreto
                         Presidente da Banca Examinadora
Dedicamos...


ÀDeus,       que   esteve    conosco    do
começo ao fim desta etapa.             Aos
nossos pais, que sempre estiveram ao
nosso lado, e que foram nossos
principais     motivadores    para     que
vencêssemos         essa     etapa     tão
importante de nossas vidas. A todos
aqueles que nunca duvidaram de
nosso potencial.
AGRADECIMENTOS


      A todas as pessoas que contribuíram de alguma forma para a
concretização deste trabalho. Em especial:
      A Deus, que iluminou nossos caminhos durante exata caminhada.
Sendo a razão pela qual tudo isso foi possível.
      Aos nossos pais, que de forma especial nos deu força e coragem, nos
apoiando nos momentos de dificuldade.
      Aos professores, especialmente ao Prof° Reges, pela dedicação e
colaboração na elaboração deste trabalho.
"Por que você quer tanto isso?
Porque me disseram que eu não
conseguiria!"
                      (Homens de Honra)


“Se eu não tentar, nunca conseguirei
chegar a lado algum. E se eu cair, o
que farei? Vou tentar uma e outra
vez porque o momento em que eu
desistir     é    o   momento   em   que
falharei.”
                 (Nicholas James Vujicic)
RESUMO


A Doença de Alzheimer (DA) é um transtorno neurodegenerativo progressivo e
fatal   que   se   manifesta     por    deterioração     cognitiva    e   da   memória,
comprometimento progressivo das atividades de vida diária e uma variedade
de sintomas neuropsiquiátricos e de alterações comportamentais, descoberta
pelo Dr. Alois Alzheimer, somente em 1907 caracterizou o transtorno como
doença de Alzheimer. É uma doença dividida em 3 fases: inicial, intermediária e
tardia. O fator de risco mais comum deste transtorno é a idade avançada.Ainda
não     descobriram    uma      cura,   mais   existem     tratamentosfarmacológicos
específicos, os mais utilizados ultimamente são os anticolinesterásicos
(Rivastigmina,     Donezepil,    Galantamina     e     Tacrina)   e   a   (Memantina),
antiglutamatérgico. Os portadores da doença de Alzheimer precisam de ajuda
constantemente para realizar atividades rotineiras, onde na maioria das vezes
são seus filhos ou parentes próximos.O estudo objetivou: estabelecer o perfil
dos portadores da doença, a avaliação dos aspectos farmacoterápicos e/ou
comportamentais e relatar o nível de informação do cuidador junto ao paciente.
O trabalho foi organizado em fases: realização de uma pesquisa exploratória
para identificação de pacientes e domicílios a serem visitada, aplicação de
questionário estruturado para coleta de dados, análise de resultados. No
período de setembro de 2012 foram visitados 8 unidades básicas de saúde
para obtenção dos pacientes e 40 residências. Constatou-se que 32,50% dos
entrevistados se encontram na faixa etária de 85 a 89 anos de idade, 60% é do
gênero feminino, 42,50% são pessoas analfabetas e 55% possuem a doença
no período de 1 a 5 anos. Dos entrevistados 100% possui cuidador, sendo
52,50% seus filhos. Quanto aos medicamentos 37,50% utilizam rivastigmina,
70% adquirem em rede pública, no qual 87,50% alegaram não tem problemas
para adquirir os medicamentos. Apenas 50% afirmaram um melhora na vida
dos portadores deDA. A maior parte dos pacientes se encontra na fase
intermediária da doença (87,50%). Os resultados evidenciaram a ausência de
conhecimento dos pacientes e dos cuidadores, necessitando buscar mais
medidas educativas para a população referente a está doença.


Palavras-chave: Perfil, Alzheimer, Cuidador, Doença degenerativa.
ABSTRACT


Alzheimer's disease (AD) is a progressive and fatal neurodegenerative disorder
manifested by cognitive and memory deterioration, progressive impairment of
activities of daily living and a variety of neuropsychiatric symptoms and
behavioral changes, discovered by Dr. Alois Alzheimer, only in 1907
characterized the disorder as Alzheimer's disease. It is a disease divided into 3
phases: initial, intermediate and late. The most common risk factor for this
disorder is advanced age. Still have not found a cure, there are more specific
pharmacological treatments; the most used lately are cholinesterase inhibitors
(Rivastigmine, donepezil, galantamine and Tacrine) and (Memantine), anti
glutamatergicHolders of Alzheimer constantly need help to perform daily
activities, which most often are their children or close relatives. The study aimed
to establish the profile of people with the disease, the evaluation of the
pharmacotherapy and / or behavioral and report the level of information with the
patient's caregiver. The work was organized in phases: completion of a
research project to identify patients and households to be visited, a structured
questionnaire for data collection, analysis of results. From September of 2012
were visited eight basic health units to obtain the patients and 40 residences. It
was found that 32.50% of respondents are aged 85-89 years old, 60% are
female, 42.50% are illiterate and 55% have the disease within 1 to 5 years.
100% of respondents have caregivers, their children being 52.50%. For
medicinal use rivastigmine 37.50%, 70% gain in public, in which 87.50% of
them did not have problems to get the medicines. Only 50% reported an
improvement in the lives of patients with AD. Most patients are shown at the
intermediate stage of the disease (87.50%). The results showed the absence of
knowledge of patients and caregiver, needing to seek more educational
measures for the population is related to disease.


Keywords: Profile, Alzheimer's Caregiver, Degenerative Disease.
LISTA DE FIGURAS E GRÁFICOS


Figura 1       Foto do neurologista Alois Alzheimer...................................... 14

Figura 2       Secção transversal do cérebro.................................................... 18

Figura 3       Alteração das células do cérebro durante a doença de
               Alzheimer................................................................................ 19

Figura 4       Neurônios normais e acometidos por Alzheimer....................                                20

Figura 5       Estimativa do número de prescrições de anticolinesterásicos
               de segunda geração..................................................................... 25

Figura 6       Distribuição percentual da faixa etária dos entrevistados.......                                35

Figura 7       Percentual da doença em relação ao gênero do portador da
               doença de alzheimer............................................................... 36

Figura 8       Nível de escolaridade dos portadores da doença de
               Alzheimer........................................................................................ 37

Figura 9       Percentual do tempo da doença em relação aos portadores
               da doença de Alzheimer........................................................ 38

Figura 10 Percentual dos portadores da doença de Alzheimer que
          possuem cuidadores............................................................... 39

Figura 11 Percentual das pessoas relacionadas aos cuidados dos
          portadores da doença de Alzheimer ...................................... 40

Figura 12 Percentual de presença de doença em cuidadores dos
          portadores da doença de Alzheimer....................................... 41

Figura 13 Percentual dos portadores da doença de Alzheimer que
          praticam atividades físicas...................................................... 42

Figura 14 Percentual dos portadores da doença de Alzheimer que
          possuem        dificuldades             em         desenvolver              atividades
          rotineiras.................................................................................. 43

Figura 15 Percentual de histórico familiar da doença de Alzheimer em
          relação aos portadores da doença de alzheimer.................... 44

Figura 16 Percentual da prática de hábitos intelectuais na vida dos
          portadores da doença de Alzheimer...................................... 45

Figura 17 Distribuição percentual de terapias auxiliares utilizadas
          pelos portadores da doença de Alzheimer.............................. 46
Figura 18 Distribuição percentual da utilização de medicamentos por
          portadores da doença de Alzheimer....................................... 47

Figura 19 Distribuição percentual dos locais onde são adquiridos os
          medicamentos utilizados pelos portadores da doença de
          Alzheimer................................................................................ 48

Figura 20 Distribuição percentual de problemas encontrados para
          adquirir os medicamentos necessários aos portadores de
          doença de Alzheimer.............................................................. 49

Figura 21 Percentual da melhora na vida em portadores da doença de
          Alzheimer................................................................................ 50

Figura 22 Distribuição percentual de outros males relatados nos
          portadores da doença de Alzheimer....................................... 51

Figura 23 Distribuição percentual de efeitos adversos ocasionados
          pelos medicamentos nos portadores da doença de
          Alzheimer................................................................................ 52

Figura 24 Distribuição percentual da fase da doença em portadores da
          doença de Alzheimer.............................................................. 53
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS


AHAF - Fundação de Assistência Americana da Saúde
AINES -Antiinflamatórios não esteróides
AL - Alumínio
APOE - Apolipoproteína E
APP -Proteína Precursora Amilóide
DA - Doença de Alzheimer
EEG - Eletroencefalograma
EUA -Estados Unidos da América
FDA -FoodandDrugAdministration
ICHES -Inibidores da Acetilcolinesterase
LCR -Líquido Cefalorraquidiano
OPAS - Organização Pan-Americana da Saúde
RM - Ressonância Magnética
OMS - Organização Mundial da Saúde
Sumário


1. INTRODUÇÃO ............................................................................................. 14
   1.1 Conceito.................................................................................................. 14
   1.2 Atualidades ............................................................................................. 15
   1.3 Sinais e Sintomas ................................................................................... 16
   1.4 Fisiopatologia .......................................................................................... 18
   1.5 Fatores de Risco ..................................................................................... 21
   1.6 Diagnóstico ............................................................................................. 22
   1.7 Tratamento ............................................................................................. 24
   1.8 Prevenção............................................................................................... 27
   1.9 Família e Cuidadores .............................................................................. 28
2. OBJETIVOS ................................................................................................. 30
   2.1 Objetivo geral .......................................................................................... 30
   2.2 Objetivos específicos .............................................................................. 30
3. MÉTODOS ................................................................................................... 31
   3.1 Princípios metodológicos ........................................................................ 31
   3.2 Aplicação do instrumento de avaliação................................................... 31
   3.3 Locais de aplicações do questionário ..................................................... 31
   3.4 Critérios de inclusão ............................................................................... 32
   3.5 Critérios de exclusão .............................................................................. 32
   3.6 O instrumento da pesquisa ..................................................................... 33
4. RESULTADO E DISCUSSÃO ..................................................................... 35
   4.1 Faixa etária dos entrevistados ................................................................ 35
   4.2 Gênero .................................................................................................... 36
   4.3 Grau de escolaridade.............................................................................. 37
   4.4 Tempo da doença ................................................................................... 38
   4.5 Possui cuidador? .................................................................................... 39
   4.6 Quem é o cuidador ................................................................................. 40
   4.7 Cuidador apresentou alguma doença? ................................................... 41
   4.8 Atividade física ........................................................................................ 42
   4.9 Dificuldade em fazer atividades rotineiras? ............................................ 43
   4.10 Doença na família ................................................................................. 44
   4.11 Prática de hábitos intelectuais .............................................................. 45
   4.12 Outras terapias ..................................................................................... 46
   4.13 Medicamentos utilizados para o tratamento da doença de Alzheimer .. 47
   4.14 Local onde adquire o medicamento ...................................................... 48
4.15 Problemas para adquirir os medicamentos........................................... 49
   4.16 Melhora na vida do paciente ................................................................. 50
   4.17 Outras patologias relatadas .................................................................. 51
   4.18 Efeitos adversos dos medicamentos .................................................... 52
   4.19 Fases da doença .................................................................................. 53
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS ......................................................................... 55
REFERÊNCIAS ................................................................................................ 57
APÊNDICE A ................................................................................................... 62
APÊNDICE B ................................................................................................... 63
14


1. INTRODUÇÃO


1.1 Conceito


        Há vários séculos antes de Cristo, curandeiros já estavam cientes de
que com o avanço da velhice eram associados distúrbios de memória e outras
funções cerebrais. Em alguns casos, pessoas que foram previamente muito
inteligentes se comportavam como “crianças”, sendo considerado esse sintoma
como normal na velhice. Somente em 1906, o Dr. Alois Alzheimer relatou um
paciente com sintomas desta demência, assim desde 1907 esse transtorno tem
sido chamado de doença de Alzheimer (BRASIL, 2010).


                   “Demência é uma síndrome caracterizada pelo declínio progressivo e
                   global das funções cognitivas, na ausência de um comprometimento
                   agudo do estado de consciência, e que seja suficientemente
                   importante para interferir nas atividades sociais e ocupacionais do
                   indivíduo” (ABREU; FORLENZA; BARROS, 2005).

Figura 1: Foto do neurologista Alois Alzheimer.




Fonte: Diário da saúde, 2012.
15

         Segundo BRASIL (2010):

                      “A Doença de Alzheimer (DA) é um transtorno
                      neurodegenerativo progressivo e fatal que se manifesta por
                      deterioração cognitiva e da memória, comprometimento
                      progressivo das atividades de vida diária e uma variedade de
                      sintomas      neuropsiquiátricos     e      de     alterações
                      comportamentais.”

         Tanto em homens comuns, quanto em alguns médicos, prevalecem
equívocos gerando uma compreensão inadequada da doença (VAS; et al.,
2006).
         Infelizmente um mito comum entre as pessoas é que a doença de
Alzheimer é senilidade. Isso priva muitas vezes o paciente de um tratamento
adequado. O fato é que a doença de Alzheimer não é velhice comum. Sendo
assim, todo idoso apresentará sintomas da velhice, mais nem todo idoso terá a
doença. Doença de Alzheimer ocorre em todas as partes do mundo e qualquer
pessoa pode ser afetada, mesmo Ronald Reagan, ex-presidente dos EUA é
portador da doença. Mas é impossível ter certeza previamente que serão
afetados (VAS; et al., 2006).




1.2 Atualidades



         Estudos prevalentes realizados nos Estados Unidos relatam que em
2000 o número de pessoas com a doença de Alzheimer era de 4,5 milhões,
sendo 30% dos portadores aos 85 anos. Sem progresso no tratamento, a
previsão de casos da doença nos EUA é de 13,2 milhões em 2050, onde é
estimulado um alto custo para o cuidado dos pacientes (VAS; et al., 2006).
         O número de casos de DA mostra grande diversidade, desde 3,2 por
1000 pessoas/ano na Índia a 25,2 em Indianápolis nos EUA. Já no Brasil
estudos apontam que a taxa de incidência da doença em São Paulo é de 7,7
por 1.000 pessoas/ano e no Rio Grande do Sul este número chega a 14,8 por
1.000 pessoas/ano (VAS; et al., 2006).
16

      A doença de Alzheimer é quarta principal causa de morte e a terceira em
custo social e econômico após a doença cardíaca e oncoproliferativas nos
EUA, Japão, Espanha e Suíça(MARTÍNEZ e PAZITKOVÁ, 2010).
      A estimativa para a doença de Alzheimer no Brasil é de 1,1 milhão(VAS;
et al., 2012).Sendo a maioria mulheres, mas ainda não se sabe se o risco é por
as mulheres viverem mais do que os homens ou simplesmente pelo gênero
(ALZHEIMERMED, 2012a).
      O progresso rápido da doença pode levar o paciente à morte prematura,
ao contrário podem sobreviver de 15 a 20 anos após o começo da doença
(WHO, 2012a).




1.3 Sinais e Sintomas


      A doença de Alzheimer afeta cada pessoa de uma forma, dependendo
do impacto da doença e da personalidade da pessoa antes de adoecer. Os
sinais e sintomas relacionados à demência são entendidos em três fases: Fase
inicial, intermediária e tardia, sendo citadas em alguns estudos também como
fases A, B e C (WHO, 2012b).
      Estes     sintomas   são    divididos   em    alterações   cognitivas   e
neuropsiquiátricas, resultando em mudanças no seu organismo e no seu dia a
dia. No Brasil averiguaram que de 60 pacientes com doença de Alzheimer,
78,3% possuíam um ou mais sintomas neuropsiquiátricos, onde os mais
comuns eram: apatia (53.3%), depressão (38.3%), alterações de sono (38.3%)
e 25% ansiedade (HERNANDEZ; et al., 2011).
      Teixeira-Jr e Caramelli (2006) identificam o termo apatia em seus
estudos como a perda de interesse ou motivação, e Guimarães e cols. (2008)
relata a dificuldade de se diferenciar a apatia da depressão, assim foram feitas
escalas que excluem a tristeza e pensamentos negativos dos sintomas
relacionados à apatia sendo observados apenas na depressão.
      A fase inicial ou fase “A” é muito ignorada, pois o início é gradual e se
confunde com os sintomas da velhice. Representa dificuldades nas atividades
rotineiras, como escovar os dentes, tomar banho e vestir-se. Os sinais e
17

sintomas mais relacionados à fase “A” são o esquecimento, a perda de controle
do tempo, perda de peso e o paciente se perde em lugares familiares (WHO,
2012a; b).


                     “Na fase secundária, moderada, ou intermediária, acentua-se
                     o sensível déficit de memória e aprendizagem. Também
                     ocorrem mudanças de personalidade, indiferença, hostilidade,
                     julgamento social pobre, baixa afetividade (AZEVEDO; et al.,
                     2009).”


      A fase inicial progride para a fase intermediária ou fase “B”, tornando os
sinais e sintomas mais claros. A fase “B” representa um comportamento
anormal do paciente, podendo ser muito angustiante, pois em alguns
momentos, por exemplo, não reconhecer seus filhos, tornando muito
problemático para a família. Os sintomas mais claros são: esquecimento dos
acontecimentos recentes, nomes das pessoas, se perde na própria casa, tem
uma crescente dificuldade na comunicação, necessita de ajuda para cuidados
pessoais, mudanças de comportamento e questionamento repetitivo (WHO,
2012a; b).
      Na fase tardia ou fase “C” da doença os pacientes são totalmente
dependentes e apresentam quase nenhuma atividade. Distúrbios de memória
são sérios e os sinais e sintomas físicos ficam mais evidentes. Esta fase
representa a perda das funções cognitivas. A capacidade intelectual do
paciente é perdida. Também é perdida a capacidade de realizar tarefas que
antes eram muito bons, como por exemplo, planejamento, cálculos, tomar
decisões difíceis. Os sinais e sintomas mais relacionados àfase C da doença
são: inconsciência do tempo e do lugar, dificuldade em reconhecer familiares e
amigos, necessidade crescente de atendimento, dificuldade para andar e
mudanças de comportamento podendo inclusive ser agressivo(WHO, 2012a;b).
      Muitas doenças podem estar acarretando todos estes sintomas, onde
devem ser excluídas em um diagnóstico de exclusão. Alguns casos suspeitos
de ser doença de Alzheimer (cerca de vinte por cento) podem se tratar de outro
distúrbio, onde cinquenta por cento podem ser tratadas ou controladas (WHO,
2012a).
18


1.4 Fisiopatologia


       A figura 2 mostra uma secção transversal do cérebro, visto de frente. A
secção da esquerda representa um cérebro normal enquanto a secção da
direita representa um cérebro com a Doença de Alzheimer (AHAF, 2012a).


Figura 2: Secção transversal do cérebro.




Fonte: AHAF, 2012a.

       Na Doença de Alzheimer, acontece uma redução do tecido cerebral.
Os sulcos do cérebro são alargados e os giros não encolhem. Há também
um aumento de câmaras no interior do cérebro, chamada ventrículos. Como
mostra a figura 2, a região do cérebro responsável pela memória de curto
prazo e linguagem começa a desaparecer, isso ocorre com a memória
devido à degeneração de células do hipocampo. De acordo com o progresso
da doença o número de células perdidas aumenta, ocasionando a mudança
de comportamento de modo crescente (AHAF, 2012a).
         A acumulação de placas amilóides nos neurônios é uma
característica da doença de Alzheimer. A proteína precursora amilóide
(APP) sofre uma clivagem originando a proteína β-amilóide, que se
19

encontrada em grande quantidade formará fibras amilóides, gerando placas
senis (LUCATELLI; et al., 2009).


Figura 3: Alteração das células do cérebro durante a doença de Alzheimer.




Fonte: AHAF, 2012b.


       A figura 3 mostra a diferença entre os neurônios de uma pessoa
saudável e uma pessoa com DA, e compara o cérebro de uma pessoa sadia,
uma pessoa com Alzheimer leve e outra com Alzheimer severo (AHAF, 2012b).
       Os microtúbulos possuem em sua estrutura uma proteína denominada
tau. Na doença de Alzheimer essa proteína é irregular provocando um colapso
na estrutura dos microtúbulos, que possuem a função de transporte de
20

nutrientes e outras importantes substâncias através de uma célula nervosa
para outra (AHAF, 2012b).
       Na figura 4 é apontado tanto neurônios normais, quanto neurônios
doentes, caracterizados pela presença de placas amilóides e emaranhados
neurofibrilares, ambas as estruturas que ajudam a degradar as células
nervosas (AHAF, 2012c).

Figura 4: Neurônios normais e acometidos com Alzheimer.




Fonte: AHAF, 2012c.


       Emaranhados neurofibrilares          consistem     em   filamentos   insolúveis
presentes nos neurônios, compostas principalmente do microtúbulo associado
à proteína tau (BERNHARD, 2012).
       Smith (1999), relata em um estudo que alterações encontradas nos
indivíduos doentes também podem ser detectadas em idosos sadios, mas com
uma intensidade menor e não conjuntamente.
21


1.5 Fatores de Risco


         Vários são os fatores de risco para a Doença de Alzheimer, tais como:
idade avançada, sexo feminino, história familiar da doença, síndrome de Down,
histórico de trauma na cabeça, doenças da tireóide, depressão e baixo grau de
escolaridade (RODRÍGUEZ e HERNÁNDEZ, 2002). Mas os fatores que melhor
são estabelecidos para a doença é a idade avançada e a predisposição
genética, onde que, com o maior número de familiares de primeiro grau, maior
a probabilidade de a pessoa ser afetada (BRASIL, 2010).
         Isso não significa que todas as pessoas que possuem uma idade
avançada, ou uma pessoa que tenha em sua família um ou mais membros de
primeiro grau portadores da doença vão vir a contrair a doença (VAS; et al.,
2006).
         Atualmente, um fator de risco importante vem sendo identificado: a
presença do genótipo de apolipoproteínaE, no início tardio e em casos
esporádicos (RODRÍGUEZ e HERNÁNDEZ, 2002).
         A Apolipoproteína E é uma glicoproteína composta por 217 aminoácidos,
sendo uma das principais proteínas do plasma e cérebro humano (OJOPI; et
al., 2004).
         Segundo Souza e cols (2003):

                       “A base genética para a demência é complexa. Para o AD de
                       início precoce familial, há alguma evidência de mutações na
                       proteína precursora de amilóide (APP-ß, cromossomo 21) e
                       presenilina1 e 2 genes (cromossomos 14 e 1,
                       respectivamente). Considerando-se o desenvolvimento da
                       doença de Alzheimer esporádica e tardia, a polimorfismo da
                       apolipoproteína E ( APOE ) gene (cromossomo 19), é o
                       principal fator de risco em famílias com a doença, bem como
                       na população em geral.”

         Alguns outros fatores também já foram relacionados com a doença,
contudo nenhum foi comprovado, como: histórico de outros defeitos genéticos
na família e crianças nascidas de mães idosas (VAS; et al., 2012).
         Ferreira e cols., (2008), através de uma revisão de estudos relataram
que o alumínio (AL) é associado com o desenvolvimento da doença de
Alzheimer, levando a alterações neurofisiológicas idênticas da DA.
22

                     “No estágio atual de conhecimento, é impossível prever quem
                     vai ter a doença de Alzheimer. Ela pode atingir qualquer
                     pessoa, independentemente de gênero, classe social, cultura,
                     credo ou situação (VAS; et al., 2012).”


1.6 Diagnóstico


      O diagnóstico da doença de Alzheimer é de exclusão. O cliníco
inicialmente deve fazer uma avaliação de depressão e utilizar exames físicos
para rastrear e excluir outras causas potenciais de demência. Em pacientes
com perda de memória a avaliação é feita por meio de exames físicos e
neurológicos (BRASIL, 2010).
      Normalmente os exames físicos para DA incluem testes de sangue e
urina. Por exemplo, em um exame de sangue, o médico poderáavaliar a função
da tireóide, uma vez que é comum em idosos a insuficiência de produção de
hormônios pela tireóide (hipotireoidismo). Outra causa comum de demência é a
deficiência de vitamina B12, que também pode ser medida por meio de testes
sanguíneos. O eletroencefalograma (EEG) pode medir a atividade elétrica do
cérebro (AHAF, 2012d), enquanto o exame de RM (ressonância magnética)
excluiu lesões que contribuem para o processo de demência, como infarto
cerebral e neoplasia (BRASIL, 2010).
      Diniz e Forlenza (2007), descrevem em um estudo a utilização de
biomarcadores no líquido cefalorraquidiano (LCR)para o diagnóstico da DA. Em
pacientes com DA observaram a queda dos níveis da proteína beta-amilóide e
elevação dos níveis de proteína Tau, sendo estas os biomarcadores no LCR,
apresentando 17 vezes mais risco de adquirir DA do que pacientes que não
tiveram alterações nestas proteínas.
      Ferreira e Busatto (2011), relatam que métodos de neuroimagem tem
levado ao melhor conhecimento da DA, não sendo apenas uma forma de
pesquisa e sim técnicas de avaliação para uma melhor precisão do diagnóstico,
identificando, por exemplo, lesões cerebrais e a grande presença de proteínas
β-amilóides no cérebro.
23

       Segundo BRASIL (2010):

                      “O diagnóstico definitivo de DA só pode ser realizado por
                      necropsia, com identificação do número apropriado de placas
                      e enovelados em regiões específicas do cérebro, na presença
                      de história clínica consistente com demência.“

       É importante ter um diagnóstico precoce da doença de Alzheimer. Há
argumentos importantes para que isso ocorra. Em primeiro lugar, pelo fato dos
anticolinesterásicos serem mais eficazes no início da doença. Em segundo
lugar, pelo diagnóstico precoce pode haver a interpretação de outras doenças
graves. O terceiro argumento se refere ao poder de decisão do paciente sobre
seu futuro, já que em muitos casos os familiares escondem o diagnóstico do
paciente para evitar a angústia (FUENTES e DONOSO, 2001).


                      “O diagnóstico precoce é uma prioridade clínica destinada à
                      prevenção e intervenções multidisciplinares com os
                      instrumentos apropriados de medição para o contexto
                      sociocultural (SANTOS; SOUGEY; ALCHIERI, 2009).”


       Cientistas   estão   pesquisando     novas    formas   mais   precisas    de
diagnosticar a doença de uma maneira mais barata e confiável. Exemplos
dessas pesquisas são: mudanças que ocorrem no sangue e fluídos
cefalorraquidianos, mudanças de personalidade e funcionamento cognitivo
avaliado por meio de memória e recordação. Cientistas também estão
desenvolvendo sistemas de imagens que irão diagnosticar a DA antes de
incidir algum sintoma (AHAF, 2012e).
       Areza-Fegyveres      e   cols   (2007)   relataram   uma   demência      com
características semelhantes à doença de Alzheimer, chamada demência
pugilística, deu-se este nome por ser diagnosticada em ex-pugilistas. O estudo
relatou que o diagnóstico diferencial da DA foi muito difícil, sendo possível
apenas, pois alguns achados neuropatológicos foram típicos da demência
pugilística.
24


1.7 Tratamento


      É importante dizer que não há cura para a Doença de Alzheimer e nem
um tratamento específico que ajude a melhorar o déficit cognitivo ocasionado
pela DA. Todas as terapias irão no máximo estabilizar o caso do paciente
(BRASIL, 2010).
      O tratamento da DA relaciona medicamentos, atividades estimulantes e
conselhos a familiares, sendo que as drogas possuem o objetivo de melhorar
os defeitos cognitivos (DONOSO, 2003).


      De acordo com BRASIL (2010):

                    “O tratamento da DA deve ser multidisciplinar, ou seja, utilizar
                    os mais diversos tipos de terapia possível, que envolva todos
                    ossinais e sintomas da doença e suas particularidades. O
                    tratamento medicamentoso da Doença de Alzheimer tem por
                    objetivo estabilizar a cognição, o comportamento e a prática
                    das atividades rotineiras, com o mínimo de efeitos adversos
                    possíveis.”

      O tratamento farmacológico específico mais utilizado ultimamente são os
anticolinesterásicos (Rivastigmina, Donezepil, Galantamina e Tacrina) e a
(Memantina), antiglutamatérgico (HERNÁNDEZ; et al., 2011).
      Os inibidores de acetilcolinesterase são recomendados para o
tratamento da DA leve e moderada, com exceção do Donepezil que em 2006
foi aprovado também para sintomas graves da Doença de Alzheimer. A
Memantina é recomendada para casos moderados e graves. Esses
medicamentos são aprovados pela FoodandDrugAdministration (FDA) EUA
(AHAF, 2012e).
      Os efeitos adversos dos inibidores de acetilcolinesterase são: náuseas,
vômitos, diarréia, bradicardia e tontura relacionados com a dose. A
hepatopatia, alcoolismo, doença ulcerosa péptica, doença pulmonar obstrutiva
crônica ebradicardia, são contra indicações ao tratamento com estes
medicamentos (VENTURA et al., 2010).
      A Tacrina foi aprovada pela FDA em 1993. Ela impede a quebra de
acetilcolina no cérebro. Pelos seus graves efeitos colaterais não é ativamente
comercializada, mais ainda está presente no mercado (AHAF, 2012e).
25

       Após a recusa de prescrições da Tacrina, os médicos voltam a
prescrever os anticolinesterásicos com o surgimento da segunda geração,
ocasionando       o    crescente     aumento        de    prescrições    destas     drogas
(ALZHEIMERMED, 2012b).


Figura 5: Estimativa do número de prescrições de anticolinesterásicos de segunda geração.




Fonte: ALZHEIMERMED, 2012b.


       A    Rivastigmina,      Donepezil      e     a    Galantamina     possuem       ação
farmacológicas diferentes, mais todas bloqueiam a enzima acetilcolinesterase,
inibindo a quebra da molécula de acetilcolina. A Rivastigmina além da
acetilcolinesterase também inibe a butilcolinesterase. Já a Galantamina, além
de inibir a acetilcolinesterase, também é agonista nicotínico (BRASIL, 2010).
       A Memantina foi o primeiro medicamento há ser aprovado pela FDA para
tratar Alzheimer moderada e grave. Seu efeito protege as células nervosas do
cérebro contra grandes quantidades de glutamato (mensageiro químico
liberado em grande escala pelas células danificadas pela DA), não permitindo a
passagem de cálcio para dentro da célula, assim inibindo a degeneração
celular (AHAF, 2012e).
       Segundo        JUNIOR     e    cols   (2004),      os   nomes     comerciais     dos
anticolinesterásicos      citados    acima        são:   Cognex®     (Tacrina),    Aricept®
26

(Donepezil), Exelon® (Rivastigmina), Reminyl® (Galantamina). BRASIL (2012),
relata o nome comercial da memantina: Ebix®.
       Bottino (2012), relata que para ser aprovado pelo FDAamericano, os
medicamentos citados acima tiveram que passar por ensaios clínicos
randomizados, duplo-cego, controlados com placebo em um tempo de seis
meses avaliando o caso clínico.
       Os IChEs (inibidores da acetilcolinesterase), são fármacos que
apresentaram melhores efeitos que o placebo nos estudos realizados, no
entanto apenas ajudam no controle da doença (ENGELHARDT et al., 2005).
       Viola e cols. (2011), citam a reabilitação cognitiva e neuropsicológica
como coadjuvantes em tratamentos. A reabilitação cognitiva tem o objetivo de
melhorar        a    função     mental     do     paciente,      enquanto      a   reabilitação
neuropsicológica tem como objetivo melhorar a qualidade de vida do paciente e
seus familiares.
       Há uma grande variedade de terapias não farmacológicas para os
sintomas        da     Doença    de      Alzheimer,       como    intervenções      sensoriais,
comportamentais, ambientais e exercícios físicos (HERNANDEZ; et al., 2011).
Estudos mostram terapias específicas para determinados sintomas como,
fisioterapia,        fonoaudiologia,       fisioterapia       respiratória     entre    outras
(ALZHEIMERMED, 2011c).
       Falcão e Bucher-Maluschke (2009), relataram que a musicoterapia e a
“pet-terapia”, que é a terapia com animais de estimação pode levar a
benefícios, reduzindo o sofrimento e melhorando a qualidade de vida do
paciente e da família.
       Estudos mostram que a atividade física é um tratamento eficiente para a
depressão (sintoma da DA), além de ser acessível, recuperando a confiança e
autoestima do paciente (VITAL; et al., 2010), além disso idosos praticantes de
atividades          físicas   possuem           menos      distúrbios        neuropsiquiátricos
(NASCIMENTO; et al., 2012).
       Nitrini (2006) relata o esforço nas pesquisas de novos medicamentos
que atuam sobre as placas amilóides e proteína tau, porém tal esforço ainda
não refletiu na melhora do estado do paciente. É provável que futuramente as
pesquisas alcancem um diagnóstico antecedente à doença de Alzheimer,
permitindo assim um tratamento precoce.
27




1.8 Prevenção


      Atualmente não há prevenção para a doença de Alzheimer, mais
estudos mostram que futuramente será possível retardar o progresso da
doença. Várias intervenções são tidas como capazes de prevenir a
(DA), mais nenhuma realmente comprovada, tais como: dieta, exercícios,anti-
inflamatórios não esteroidais (AINES’s) e reservas cognitivas (AHAF; 2012f).
       Estudos têm mostrado que a alimentação pode aumentar ou diminuir o
risco de desenvolver a doença de Alzheimer. Um exemplo de alimentação
saudável é a dieta com grãos integrais, frutas, legumes e pobre em açúcar e
gordura, podendo trazer benefícios contra doenças crônicas. Um tempero
extraído do açafrão, chamado curcumina vem sendo estudado e pode
apresentar uma diminuição na quantidade de placas de beta-amilóide
associado com a doença de Alzheimer, um dos problemas apresentados é que
para o corpo humano é muito difícil à absorção da curcumina, dificultando
assim a passagem dela do sangue para o cérebro, sendo assim não
apresentando nenhuma eficácia comprovada (AHAF; 2012f).
      Forlenza (2005), relatou que a terapia de reposição estrogênica como
forma de ação preventiva da DA, não surtiu efeito, ou teve eficácia com base
em seus estudos. O extrato de Ginkgobiloba exerce ação preventiva sobre a
neurotoxicidade pelo beta-amilóide e também protege os tecidos nervosos
contra lesões oxidativas. Entretanto não é possível afirmar ao certo esta ação
preventiva, estudos estão sendo avaliados para a confirmação desta.
       Uma relação feita sobre atividade física e o risco de desenvolver
Alzheimer demonstrou que pessoas com uma idade em torno dos 65 anos que
praticam atividade física por 15 minutos, 3 vezes na semana, apresentaram
uma diminuição considerável de 35 a 40%, dos risco de desenvolver a DA,
apesar desses resultados, não foi comprovado que o exercício pode prevenir a
doença, mesmo assim pacientes com Alzheimer já estão colocando em sua
rotina um cronograma de exercícios que ajuda a fazer a manutenção da força
28

muscular, diminuição da fragilidade, e elevação do humor, melhorando a
qualidade de vida do paciente (AHAF; 2012f).


      Segundo Inouye, Pedrazzani e Pavarini (2010):
                       “Qualidade de vida é a percepção do indivíduo de sua posição
                       na vida, no contexto da cultura e sistemas de valores nos
                       quais vive e em relação aos seus objetivos, expectativas,
                       padrões e preocupações. Esta definição inclui seis domínios
                       principais: saúde física, estado psicológico, níveis de
                       independência,    relacionamento     social,   características
                       ambientais e padrão espiritual.”


      Começamos a ter reservas cognitivas na infância, com nossos hábitos
de leitura, durante a infância e adolescência temos um rápido crescimento do
sistema nervoso central, qualquer atividade mental pode contribuir para formar
ligações vitais neurais, podendo durar uma vida, então fazer novas atividades,
aprender novas habilidades, exercitar o cérebro da uma continuação na
construção de novas conexões, reduzindo assim o risco da doença de
Alzheimer (AHAF; 2012f).
       De acordo com pesquisadores os (AINEs) ibuprofeno e naproxeno não
apresentaram nenhum benefício contra a doença de Alzheimer, mesmo assim
cientistas continuam as pesquisas com antiinflamatórios para tentar diminuir o
desenvolvimento da DA(AHAF; 2012f).
      Através do conhecimento atual sobre as intervenções levando em conta
os fatores de risco envolvidos na DA, fica incapaz dirigir uma pessoa a uma
forma de prevenção expressiva (ALMEIDA, 2005).



1.9 Família e Cuidadores


    Os    portadores     da   doença     de    Alzheimer    precisam     de    ajuda
constantemente para realizar atividades rotineiras. Para a realização de
determinadas tarefas o paciente precisará de um “cuidador”, onde na maioria
das vezes são filhos ou algum parente próximo da família(GARRIDO e
ALMEIDA, 1999). Eles possuem importantes funções, impondo decisões e
29

incorporando atividades que passam de sua inteira responsabilidade
(LUZARDO; et al., 2006).
   Porém devido às complicações das doenças degenerativas muitos dos
cuidadores passam a ser influenciado pelas alterações comportamentais e
cognitivas do paciente(GARRIDO e ALMEIDA, 1999). Cerca de 30% dos
cuidadores entram em processo de depressão de acordo com a gravidade da
doença no paciente, assim quanto mais grave a doença do paciente mais
elevada será a depressão do cuidador (PINTO; et al., 2009).
À medida que a doença se instala o cuidador passa a adquirir sintomas
semelhantes ao do paciente, como: raiva, tristeza, angústia, medoe culpa
devido à sobrecarga excessiva de horas na companhia do paciente podendo
chegar até 13 horas diárias(MARTÍNEZ e PAZITKOVÁ, 2010).
   O convívio excessivo com o paciente geralmente causa certas limitações
aos cuidadores, impedindo a realização de tarefas trazendo consigo perdas de
habilidades, em consequência dessas limitações. As limitações dos pacientes
normalmente acontecem, quando o mesmo necessita da ajuda para a
realização de atividades para sua sobrevivência. Com o avanço da doença o
cuidador acaba perdendo um pouco da sua autonomia (GARRIDO e ALMEIDA,
1999).
   Outro aspecto importante a ser debatido é o desgaste do cuidador que
aumenta conforme a doença, necessitando o paciente cada vez mais de
cuidados, devido a esse aumento pode ocorrer desavenças entre familiares
que não conseguem se dividir nos afazeres (GARRIDO e ALMEIDA, 1999).
30




2. OBJETIVOS



2.1 Objetivo geral


      Avaliar o perfil de pessoas com a Doença de Alzheimer na cidade de
Fernandópolis – SP.




2.2 Objetivos específicos



a) Estabelecer o perfil do paciente portador da doença;

b) Avaliar os aspectos farmacoterápicos e/ou comportamento do portador da
doença;

c) Relatar o nível de informação do cuidador junto ao paciente.
31




3. MÉTODOS



3.1 Princípios metodológicos


      Aplicou-se uma pesquisa exploratória, ou seja, entrevistas padronizadas
a partir de um questionário estruturado, com questões abertas e fechadas.




3.2 Aplicação do instrumento de avaliação


      O presente trabalho foi realizado através de uma pesquisa feita na
cidade de Fernandópolis-SP a qual foi visitada em dias úteis das 14h00min às
17h00min, no período de agosto a setembro de 2012. De acordo com o
consentimento dos entrevistados, fez-se um levantamento de dados a partir de
um questionário previamente estruturado.



3.3 Locais de aplicações do questionário


      O questionário foi aplicado nas residências dos portadores da Doença
de Alzheimere seus respectivos endereços foram levantados através do
prontuário de diagnóstico e tratamento em mais respectivas unidades básicas
de saúde, como segue:

a) Unidade de Saúde da Família Dr. Paulo Sano, situada na rua Pastor Alcides
Pereira de Souza, 174, CDHU Albino Mininelli.
32

b) Estratégia de Saúde da Família André Malavazzi, - CECAP, situada na rua
E, 125, CECAP.


c) Estratégia de Saúde da Família Dr. Antônio Milton Zambom – CAIC, situada
na Rua Benedita Cruz, 747, Bernardo Pessuto.


d) Estratégia de Saúde da Família WaltrudesBaraldi, situada na Avenida da
Saudade, 1011, Jd. Planalto.


e) Estratégia de Saúde da Família Dr. Alexandre Zilenovski, situada na Avenida
Carlos Barozi, 515, Brasilândia.


f) Estratégia de Saúde da Família Américo Possari, situada na Rua Rubens
Padilha Meato, 926, Jd. Paraíso.


g) Unidade Básica da Saúde Antônio Santilio, situada na Avenida Paulino M.
Duran, 319, COHAB Antônio Brandini.


h) Estratégia de Saúde da Família Heitor Maldonado, situada na Rua Das
Araras, 106, Araguaia.



3.4 Critérios de inclusão


      Foram incluídos na amostra, pacientes portadores da Doença de
Alzheimer do sexo masculino e feminino, de diversas classes socioeconômicas
que utilizam ou não medicamentos para o tratamento.



3.5 Critérios de exclusão


      Foram excluídos todos os usuários que não concordaram em assinar o
Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.
33



3.6 O instrumento da pesquisa


      O instrumento foi criado utilizando uma linguagem informal para facilitar
o entendimento dos entrevistados e foi composto dos seguintes subgrupos de
informação:


              Informações sobre o paciente e cuidador

Qual a idade do paciente?

Qual o sexo do paciente?
       ( ) Homem            ( ) Mulher.

Qual o grau de escolaridade do paciente?
      ( ) Analfabeto;      ( ) Ensino médio;    ( ) Ensino fundamental;
      ( ) Nível superior.

À quanto tempo descobriu a doença?

Há alguma pessoa que cuida do paciente?
      ( ) Sim;           ( )Não.

Se SIM quem é o cuidador?
      ( ) Empregada      ( ) Marido ou Esposa
      ( ) Filho(a)        ( )Outros_____________

O cuidador apresenta ou apresentou alguma doença no período?
( ) Sim; ( )Não.

Se SIM, quais?

Houve melhora na vida do paciente com o tratamento?




                      Informações sobre a doença

À quanto tempo descobriu a doença?

Quais os sintomas apresentados pelo paciente?

Outra pessoa da família tem ou teve a doença de Alzheimer?
( )sim; ( ) não.
34


Após o inicio da Doença de Alzheimer, apresentou outro tipo de doença?
( )sim; ( )não.

Se SIM, quais?




                       Informações sobre a terapia

Quais medicamentos são utilizados?

a) O paciente faz uso de outro tipo de terapia além da medicamentosa?
( ) sim; ( ) não.

b) Se SIM, quais?
( ) Fisioterapia respiratória; ( ) Fonoaudiologia;
( ) Visitas; ( ) Exercício e movimento ( ) Outros _______________

Você tem Problemas em adquirir os medicamentos que necessita?
( ) sim; ( ) não.

  B) Se sim, por que (motivo)?
      ( ) Financeiro;
      ( ) Não tem na rede pública;
      ( ) Outros ________________________.

  C) Quais medicamentos?

A) Geralmente onde você adquire medicamentos?
( ) rede publica; ( )drogaria.


                            Hábitos do paciente

O paciente pratica alguma atividade física?
      ( ) Sim; ( )Não; ( ) Impossibilitado.

O paciente tem dificuldade de fazer as atividades rotineiras?
      ( ) Sim;             ( )Não.

Durante sua vida o paciente mantinha hábitos intelectuais, como:
( )Leitura; ( )Palavras cruzadas; ( )Outros______________
35



4. RESULTADOS E DISCUSSÃO



          Foram realizadas 40 entrevistas durante 1 mês (setembro de 2012), em
várias unidades básicas de saúde da cidade de Fernandópolis de forma
simultânea para evitar interferências de sazonalidade entre os setores
pesquisados.




4.1 Faixa etária dos entrevistados



Figura 6 – Distribuição percentual da faixa etária dos entrevistados, Fernandópolis – SP, 2012
(n=40).




          Verificou-se que embora na sociedade tenha alguns casos da doença
em pessoas de 50 anos (VARELLA, 2012), neste estudo não foi relatado
nenhum paciente portador da DA com esta idade. Em comparação com o
estudo de BANBATO e NASCIMENTO (2007), o número de pessoas com a
doença aumenta gradualmente de cinco em cinco anos o que não foi
demonstrado em pacientes na faixa etária de 80 a 84 anos, sendo o maior
número de paciente com a doença com idade entre 85 e 89 anos.
36


4.2 Gênero



Figura 7 -   Percentual da doença em relação ao gênero do portador da doença de
Alzheimer,Fernandópolis – SP, 2012 (n=40).




       Examinou-se que a grande maioria das pessoas com a doença de
Alzheimer relatado neste estudo foram mulheres, resultado que era o
esperado, apontando um risco maior do gênero feminino na doença, não sendo
comprovado se pelo próprio gênero ou pelo fato de mulheres viverem mais do
que os homens (ALZHEIMERMED, 2012a).
37


4.3 Grau de escolaridade



Figura 8 – Nível de escolaridade dos portadores da doença de Alzheimer, Fernandópolis – SP, 2012
(n=40).




          O grau de escolaridade é um fator envolvido no aumento do risco de se
contrair a doença de Alzheimer. Quanto maior o nível de escolaridade menor o
risco de ter a doença no futuro (RODRÍGUEZ e HERNÁNDEZ, 2002).
          A figura 8 mostra que os analfabetos são maioria dentre os portadores
da doença de Alzheimer (42,50%), enquanto o número decresse a medida que
aumenta a escolaridade.
38


4.4 Tempo da doença



Figura 9 – Percentual do tempo da doença em relação aos portadores da doença de Alzheimer,
Fernandópolis – SP, 2012 (n=40).




       Segundo a Organização Mundial da Saúde (2012a), o paciente portador
da doença de Alzheimer pode sobreviver de 15 a 20 anos após o começo da
doença.
       Analisando a figura 9, nota-se que a grande maioria dos pacientes
possuem a doença no período de 1 a 5 anos (55%), seguido de 37,50% de
pacientes que possuem a doença de 6 a 10 anos, totalizando 92,50% dos
casos pesquisados nesta amostra. Apenas 2,50% dos pacientes atendem as
expectativas e sobrevivem após 15 anos da doença.
39


4.5 Possui cuidador?



Figura 10 – Percentual dos portadores da doença de Alzheimer que possuem cuidadores,
Fernandópolis – SP, 2012 (n=40).




       Os portadores da doença de Alzheimer necessitam de ajuda
constantemente para realizar todas ou a maioria de suas atividades, possuindo
importantes funções, impondo decisões e incorporando atividades que passam
de sua inteira responsabilidade (LUZARDO; et al., 2006), e caso não haja esse
acompanhamento por um cuidador, o paciente ficaria impossibilitado de realizar
tais funções como: locomoção, cuidados de higiene básica e alimentação por
exemplo (INOUYE, 2008).
       Os dados apresentados na figura 10, corraboram com as pesquisas,
onde todos os pacientes portadores de DA possuem um acompanhamento no
seu dia a dia.
40


4.6 Quem é o cuidador



Figura 11 – Percentual das pessoas relacionadas aos cuidados dos portadores da doença de
Alzheimer, Fernandópolis – SP, 2012 (n=40).




       Os dados apresentados na figura 11 mostra-se que 52,50% dos
cuidadores dos pacientes são seus filhos, dados que apresentam similaridade
com GARRIDO e ALMEIDA, (1999), que diz que a maioria dos cuidadores são
filhos ou algum parente próximo a família.
41


4.7 Cuidador apresentou alguma doença?



Figura 12 – Percentual de presença de doença em cuidadores dos portadores da doença de
Alzheimer, Fernandópolis – SP, 2012 (n=40).




       Devido ao convívio excessivo com o portador da doença, os cuidadores
são influenciados pelas alterações cognitivas dos pacientes, muitas vezes
ocasionando um processo de depressão (PINTO; et al., 2009). O grande
contato com o paciente leva ao cuidador adquirir sintomas parecidos com os do
portador da doença de Alzheimer (MARTÍNEZ e PAZITKOVÁ, 2010).
       A figura 12 mostra que 22,50% dos cuidadores apresentaram alguma
doença relacionada ao convívio com o paciente, sendo que a grande maioria
das doenças adquiridas foram relacionadas com a depressão. Essas doenças
relacionadas     ao    convívio    excessivo    e   a   depressão      também     foram
diagnosticadas no estudo de Cruz e Hamdan(2008).
42


4.8 Atividade física



Figura 13 – Percentual dos portadores da doença de Alzheimer que praticam atividades físicas,
Fernandópolis – SP, 2012 (n=40).




       De acordo com Vital e cols. (2010), a atividade física é um tratamento
acessível e eficiente para combater a depressão, um sintoma muito presente
em pacientes com a doença de Alzheimer. No entanto a figura 13 relata que
apenas 7,50% dos pacientes praticam alguma atividade física, sendo que
62,50% dos pacientes portadores da DA estão possibilitados, porém não
praticam, enquanto 30% estão impossibilitados.
43


4.9 Dificuldade em fazer atividades rotineiras?



Figura 14 – Percentual dos portadores da doença de Alzheimer que possuem dificuldades em
desenvolver atividades rotineiras, Fernandópolis – SP, 2012 (n=40).




        A dificuldade nas atividades rotineiras é um dos sintomas mais visíveis
na doença, e parte desde o estágio inicial se tornando ainda mais claro nas
fases mais graves da doença de Alzheimer (WHO, 2012a; b).
        O estudo mostra que 62,50% dos pacientes relatados na amostra
possuem esta dificuldade, o resultado sugere que este é um sinal claro para
que se tenha um possível diagnóstico da doença (WHO, 2012a). As atividades
mais encontradas foram: tomar banho, comer, escovar os dentes, vestir-se etc.
44


4.10 Doença na família



Figura 15 – Percentual de histórico familiar da doença de Alzheimer em relação aos portadores
da doença de Alzheimer, Fernandópolis – SP, 2012 (n=40).




       O histórico familiar da doença, junto à idade avançada é o fator que
melhor é estabelecido para a doença de Alzheimer, não significando que todas
pessoas que tenham predisposição genética, vão chegar a contrair a doença
(BRASIL, 2010). O estudo mostra que apenas 35% dos pacientes da amostra
(n=14) possuem casos da doença na família, significando que mesmo o
histórico familiar sendo um fator de risco estabelecido, o mesmo não abrange a
metade dos casos estudados.
45


4.11 Prática de hábitos intelectuais



Figura 16 – Percentual da prática de hábitos intelectuais na vida dos portadores da doença de
Alzheimer, Fernandópolis – SP, 2012 (n=40).




          Estudos mostram que a prática de qualquer atividade mental contribui
para o aumento de nossas reservas cognitivas, embora seja sabido que não há
uma prevenção para a doença de Alzheimer, outros mostram que exercitar o
cérebro contribui para a construção de novas conexões, reduzindo assim o
risco de contrair a doença Alzheimer;(AHAF; 2012f). Neste estudo foi relatado
que 60% dos pacientes praticavam regularmente atividades intelectuais antes
de ser diagnosticado a doença, assim demostrando que atividades que
exercitam o cérebro não podem ser vistas como uma forma de prevenção
direta.
46


4.12 Outras terapias



Figura 17 - Distribuição percentual de terapias auxiliares utilizadas pelos portadores da doença
de Alzheimer, Fernandópolis – SP, 2012 (n=40).




        Uma grande variedade de terapias não farmacológicas é utilizada como
uma tentativa de melhorar a qualidade de vida do paciente. Estudos mostram
terapias    específicas      para     determinados       sintomas      como,      fisioterapia,
fonoaudiologia, fisioterapia respiratória entre outras (ALZHEIMERMED, 2011).
A figura 17relata que apenas 20% dos pacientes fazem o uso de terapia não
medicamentosa, sendo: fisioterapia em 12,50% e fonoaudiologia em 7,50%dos
pacientes, enquanto 80% dos pacientes não fazem nenhum outro tipo de
terapia.
47


4.13 Medicamentos utilizados para o tratamento da doença de
Alzheimer



Figura 18 – Distribuição percentual da utilização de medicamentos por portadores da doença
de Alzheimer, Fernandópolis – SP, 2012 (n=40).




       A figura 18 apresenta que os portadores de Alzheimer (n=40), 37,50%
utilizam rivastigmina, seguido de 17,50% do farmáco donepezil e 10% a
memantina. Dados que corroboram com o estudo de Vega e Cols (2007), que
em um (n=35) relataram 39,3% de uso de rivastigmina e 6% do farmáco
donepezil.
       Também foramrelatados os pacientes que fazem o uso de dois
medicamentos (10%), pacientes que nunca fizeram o uso dos mesmos
(17,5%), e também aqueles que pararam a administração pelo fato de não
haver mais uma ação do medicamento no caso avançado do paciente (5%).
48


4.14 Local onde adquire o medicamento



Figura 19 – Distribuição percentual dos locais onde são adquiridos os medicamentos utilizados
pelos portadores da doença de Alzheimer, Fernandópolis – SP, 2012 (n=40).




       Os inibidores de acetilcolinesterase e o antiglutamatérgico estão
disponíveis na rede pública (ABRAZ, 2012), local que é responsável por 70%
do fornecimento destes medicamentos para os portadores da doença de
Alzheimer pesquisados (figura 19). Os outros 30% que adquirem em drogarias
relataram que compram os medicamentos por falta do medicamento na rede
pública local.
49


4.15 Problemas para adquirir os medicamentos



Figura 20 – Distribuição percentual de problemas encontrados para adquirir os medicamentos
necessários aos portadores de doença de Alzheimer, Fernandópolis – SP, 2012 (n=40).




       A falta de medicamentos é um grande problema quando falamos em
adquirir o medicamento na rede pública, sendo um importante pilar na política
farmacêutica, o sistema de saúde pública é frágil e limitado, causando danos à
população (OPAS, 2009), porém nesta pesquisa 87,50% dos entrevistados
relataram não possuir nenhum tipo de problema para adquirir os medicamentos
específicos para a doença de Alzheimer, logo 12,50% disseram que muitas
vezes os medicamentos faltam na rede pública, sendo obrigados a comprar ou
não por falta de condições financeiras.
50


4.16 Melhora na vida do paciente



Figura 21 – Percentual da melhora na vida em portadores da doença de Alzheimer,
Fernandópolis – SP, 2012 (n=40).




       A doença de Alzheimer não possui cura. Os tratamentos são utilizados
com o objetivo de estabilizar o estado do paciente (BRASIL, 2010). Na figura
21 verificamos se houve ou não melhora na vida do paciente após o começo do
tratamento farmacológico. Em metade dos pacientes, os cuidadores relataram
que não houve melhora, mais sim um controle do estado do paciente. Já
37,50% relataram uma melhora, seguido por 12,50% que disseram que os
pacientes pioraram após o começo do tratamento farmacológico.
51


4.17 Outras patologias relatadas



Figura 22 – Distribuição percentual de outros males relatados nos portadores da doença de
Alzheimer, Fernandópolis – SP, 2012 (n=40).




       A patologia mais frequente é a pneumonia, pois com a evolução da DA,
o sistema imunológico se enfraquece, possibilitando a perda de peso,
aumentando a chance de contrair uma infecção na garganta e no pulmão
(OLIVEIRA; et al., 2005). Na figura 22 foi relatado que 70% dos pacientes não
contraíram outros males durante o período da doença de Alzheimer. A
patologia mais evidenciada foi à pneumonia com 17,50% dos pacientes,
seguido por Acidente Vascular Encefálico (5%), parada respiratória (2,50%),
anemia (2,50%) e Corpus de Lewi (2,50%).
52


4.18 Efeitos adversos dos medicamentos



Figura 23 – Distribuição percentual de efeitos adversos ocasionados pelos medicamentos nos
portadores da doença de Alzheimer, Fernandópolis – SP, 2012 (n=40).




       Alguns efeitos adversos são relacionados à administração dos
medicamentos para a doença de Alzheimer, como relatado no estudo de
Chaves e Ferreira (2008), estes são: bradicardia, tonturas, ansiedade,
sonolência, perca de peso, problemas gastrointestinais, dor de cabeça etc. A
figura 23 relatou quatro efeitos adversos: Tontura (7,50%), perda de peso (5%),
sonolência (2,50%) e ansiedade (2,50%). Logo foi relatado que a maioria dos
pacientes (82,50%) não teve efeitos adversos relacionados à doença de
Alzheimer.
53


4.19 Fases da doença



Figura 24 – Distribuição percentual da fase da doença em portadores da doença de Alzheimer,
Fernandópolis – SP, 2012 (n=40).




       Os pacientes relatados nesta pesquisa, foram enquadrados através dos
sintomas nas três fases da doença de Alzheimer segundo a WHO (2012), são
elas a fase inicial, intermediária e tardia. Na fase inicial os sinais e sintomas
mais relacionados são o esquecimento, a perda de controle do tempo, perda de
peso e o paciente se perde em lugares familiares, na fase intermediária os
sintomas mais claros são: esquecimento dos acontecimentos recentes, nomes
das pessoas, se perde na própria casa, tem uma crescente dificuldade na
comunicação, necessita de ajuda para cuidados pessoais, mudanças de
comportamento e questionamento repetitivo, já na fase tardia os sinais e
sintomas mais relacionados são: inconsciência do tempo e do lugar, dificuldade
em reconhecer familiares e amigos, necessidade crescente de atendimento,
dificuldade para andar e mudanças de comportamento podendo inclusive ser
agressivo (WHO, 2012a; b).
       A maioria dos pacientes (87,50%) está na fase intermediária da doença
relatando os seguintes sintomas: esquecimento de acontecimentos recentes,
nomes das pessoas, dificuldade na comunicação, ajuda para cuidados
54

pessoais, mudanças de comportamento e questionamento repetitivo. Em fase
inicial foram relatados 5% dos pacientes apresentando sintomas como:
esquecimento, perda de controle do tempo, perda de peso e o paciente se
perdem em lugares familiares. Enquanto na fase tardia foram relatados 7,50%
dos pacientes, relatando inconsciência de tempo e de lugar, dificuldade em
reconhecerem familiares e amigos, necessidade crescente de atendimento,
dificuldade para andar e mudanças de comportamento podendo inclusive ser
agressivo.
55


5. CONSIDERAÇÕES FINAIS



      Sintomas da Doença de Alzheimer foram relatados apenas em 1906
pelo neurologista Alois Alzheimer, demonstrando o declínio progressivo do
estado cognitivo da pessoa afetada, sendo possível diferenciar esta demência
da senilidade.
      Através do estudo do presente trabalho foi possível relatar o perfil dos
portadores   de   Alzheimer,    avaliar   os   aspectos   farmacoterápeuticos   e
comportamento do portador da doença e também relatar o nível de informação
do cuidador junto ao paciente,diagnosticando que a maioria são mulheres, a
faixa etária mais comum foi de 85 a 89 anos de idade, relatando que já
possuíam a doença em torno de 1 a 5 anos, sendo a maior parte analfabeta e
pelos sinais e sintomas apresentados, em fase intermediária.
      Os dados apresentados mostram que todos os portadores da doença de
Alzheimer são acompanhados por algum cuidador, tendo dificuldades ou não
de realizar as atividades do dia a dia, onde mais da metade dos cuidadores são
seus filhos. Pelo convívio excessivo com o paciente, os cuidadores em uma
minoria apresentaram patologias, onde a depressão foi a mais relatada.
      Ao avaliar os dados nota-se que a maioria dos portadores da doença de
Alzheimer tem condições de realizar atividades físicas, porém um número
pequeno destes pacientes pratica algum exercício físico, que é acessível e
eficiente contra a depressão.
      Analisando os dados verifica-se que tanto a prática de hábitos
intelectuais quanto o histórico familiar da doença de Alzheimer são fatores
predisponentes, todavia neste estudo não foram expressivos.
      Os anticolinesterásicos e antiglutamatérgicos são as classes de
medicamentos utilizados para tratamento da DA, sendo eles a rivastigmina,
donepezil, galantamina e memantina.Estes medicamentos são adquiridos
através de um processo no alto custo (rede pública), e quando estão em falta,
os pacientes por necessidade se vêem obrigados a obtê-los mesmo não
possuindo condições financeiras. A eficácia dessa terapia medicamentosa é
limitada, pois não proporciona uma cura e sim um controle no quadro clínico do
56

paciente, os efeitos adversos mais comuns apresentados por esses
medicamentos são: tontura e perda de peso.
      Analisando os dados o uso de outros tipos de terapias que visam a
melhora da qualidade de vida do paciente é pouco utilizado, por falta de
conhecimento por parte das pessoas ou até mesmo por um custo elevado.
      Com o progresso da DA o sistema imunológico do paciente se
enfraquece, contribuindo para o aparecimento de outras patologias, no
presente estudo a pneumonia foi àúnica patologia significante relatada.
      De ante do exposto, cabe ressaltar que os números obtidos são dados
referidos e que estão sujeitos a esquecimento, ligeireza e omissão nas
respostas.
      Em suma, a análise final desse trabalho traz à tona a necessidade de
um melhor conhecimento da doença de Alzheimer, por medidas educativas na
população, nos profissionais de saúde e pesquisadores, buscando encontrar
uma cura ou até um melhor controle desta enfermidade, pois através da
pesquisa conseguimos analisar o quanto a qualidade de vida tanto dos
portadores da DA, quanto das pessoas envolvidas são prejudicadas.
57


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regulação e a relação com a doença de Alzheimer, esquizofrenia, epilepsia e
tabagismo. Revista de Psiquiatria Clínica, v. 37, n. 2, 2010.
VIOLA, L. F., et al. Effects of a multidisciplinar cognitive rehabilitation program
for patients with mild Alzheimer's disease. Clínicas, v. 66, n. 8, 2011.
VITAL, T. M., et al. Atividade física sistematizada e sintomas de depressão na
demência de Alzheimer: uma revisão sistemática. Jornal Brasileiro de
Psiquiatria, v. 59, n. 1, 2010.
62



APÊNDICE A




                  Fundação Educacional de Fernandópolis
                             F.E.F.
                    Faculdades Integradas de Fernandópolis – FIFE

           TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO

 1- Registro explicativo da pesquisa
   Titulo da pesquisa:“Perfil de portadores da doença de Alzheimer de
   comunidades da cidade de Fernandópolis - SP”
   Orientador da pesquisa:PROF. MS.REGES EVANDRO TERUEL BARRETO
   Autores da pesquisa: FÁBIO TAVARES DE AGUIAR
                           MARCUS VINICIUS DE OLIVEIRA SOUSA
                           MATHEUS AZAMBUJA OLIVEIRA
                           RUANITO DELFINO DA SILVA FREITAS

  2- Informações aos Sujeitos da Pesquisa
        O(a) Sr.(a) está sendo convidado(a) à participar da nossa pesquisa. Responderá
perguntas sobre: seu perfil, qualidade de vida e medicamentos utilizados.
        Se o(a) Sr.(a) concordar em participar do nosso trabalho, nós lhe faremos
algumas perguntas que serão registradas por escrito.
        Concordado em participar desta pesquisa o(a) Sr.(a) não terá benefício direto, no
entanto, os resultados podem servir para que outros profissionais conheçam o perfil de
paciente com a Doença de Alzheimer na comunidade de Fernandópolis.
        O(a) Sr.(a) tem todo o direito de não aceitar participar desta pesquisa, e no caso
da participação poderá deixar de participar a qualquer momento, sem prejuízo algum.
Tem o direito de receber respostas a qualquer duvida relacionada com a pesquisa, e o
direito de não ser identificada tendo sua privacidade preservada.
  3- Identificação e Consentimento do Sujeito ou Responsável Legal
Nome:____________________________________________________________
Endereço:__________________________________________________________
Telefone: ( )________________________________________________________
Após ter recebido as informações sobre esta pesquisa, declaro que entendi o que
me foi explicado e concordo em participar da mesma tendo garantidos os direitos
relacionados acima, conforme a resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde:
               Fernandópolis, _________ de____________________de 2012.

       _________________________________________________________
                         Assinatura do sujeito da pesquisa

       ________________________________________________________________
                 Assinatura do orientador ou pesquisador responsável
63


          APÊNDICE B




                                                   Fernandópolis, 09 de Agosto de 2012


      Caro(a) sr(a),

             Vimos, por meio desta, apresentar o projeto “Perfil, Qualidade de Vida e Uso de
      Medicamentos por Pacientes com Doença de Alzheimer na Comunidade de
      Fernandópolis.”, que está sendo desenvolvido por alunos do curso de Farmácia, da
      Fundação Educacional de Fernandópolis, como requisito para o Trabalho de conclusão do
      Curso de Farmácia.
             O trabalho tem como objetivo tanto avaliar a qualidade de vida de pacientes
      portadores da Doença de Alzheimer, quanto orientar possíveis estratégias para sua melhora,
      tendo em vista o uso de medicamentos e outras terapias.
             Certos que podemos contar com sua valiosa colaboração, colocamo-nos a disposição
      para maiores esclarecimentos.

                                               Atenciosamente,



     ____________________________                            __________________________
          Fábio Tavares Aguiar                             Marcus Vinicius de Oliveira Sousa
Aluno de graduação do 8° período de Farmácia          Aluno de graduação do 8° período de Farmácia
 Fundação Educacional de Fernandópolis                    Fundação Educacional de Fernandópolis


     _____________________________                          _____________________________
        Matheus Azambuja Oliveira                            Ruanito Delfino da Silva Freitas
Aluno de graduação do 8° período de Farmácia            Aluno de graduação do 8° período de Farmácia
   Fundação Educacional de Fernandópolis                 Fundação Educacional de Fernandópolis



                                 ___________________________
                              Prof. Me. Reges Evandro Teruel Barreto
                                            Orientador
                              Fundação Educacional de Fernandópolis
64

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Perfil dos portadores de alzheimer

  • 1. FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DE FERNANDÓPOLIS FACULDADES INTEGRADAS DE FERNANDÓPOLIS FÁBIO TAVARES DE AGUIAR MARCUS VINÍCIUS DE OLIVEIRA SOUSA MATHEUS AZAMBUJA OLIVEIRA RUANITO DELFINO DA SILVA FREITAS PERFIL DE PORTADORES DA DOENÇA DE ALZHEIMER DE COMUNIDADES DA CIDADE DE FERNANDÓPOLIS - SP FERNANDÓPOLIS 2012
  • 2. FÁBIO TAVARES DE AGUIAR MARCUS VINÍCIUS DE OLIVEIRA SOUSA MATHEUS AZAMBUJA OLIVEIRA RUANITO DELFINO DA SILVA FREITAS Perfil de Portadores da Doença de Alzheimer de comunidades da Cidade de Fernandópolis - SP Trabalho de conclusão de curso apresentado à Banca Examinadora do Curso de Graduação em Farmácia da Fundação Educacional de Fernandópolis como exigência parcial para obtenção do título de bacharel em farmácia. Orientador: Prof. MSc. Reges Evandro Teruel Barreto. FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DE FERNANDÓPOLIS FERNANDÓPOLIS – SP 2012
  • 3. FÁBIO TAVARES DE AGUIAR MARCUS VINÍCIUS DE OLIVEIRA SOUSA MATHEUS AZAMBUJA OLIVEIRA RUANITO DELFINO DA SILVA FREITAS Perfil de Portadores da Doença de Alzheimer de comunidades da Cidade de Fernandópolis - SP Trabalho de conclusão de curso aprovado como requisito parcial para obtenção do título de bacharel em farmácia. Aprovado em: 28 de Novembro de 2012. Banca examinadora Assinatura Conceito Prof. MSc. Reges Evandro Teruel Barreto (Orientador) Prof. MSc. Jeferson Leandro de Paiva(Avaliador 1) Profa. Esp. Nayara Gomes Felix (Avaliador2) Prof. MSc. Reges Evandro Teruel Barreto Presidente da Banca Examinadora
  • 4. Dedicamos... ÀDeus, que esteve conosco do começo ao fim desta etapa. Aos nossos pais, que sempre estiveram ao nosso lado, e que foram nossos principais motivadores para que vencêssemos essa etapa tão importante de nossas vidas. A todos aqueles que nunca duvidaram de nosso potencial.
  • 5. AGRADECIMENTOS A todas as pessoas que contribuíram de alguma forma para a concretização deste trabalho. Em especial: A Deus, que iluminou nossos caminhos durante exata caminhada. Sendo a razão pela qual tudo isso foi possível. Aos nossos pais, que de forma especial nos deu força e coragem, nos apoiando nos momentos de dificuldade. Aos professores, especialmente ao Prof° Reges, pela dedicação e colaboração na elaboração deste trabalho.
  • 6. "Por que você quer tanto isso? Porque me disseram que eu não conseguiria!" (Homens de Honra) “Se eu não tentar, nunca conseguirei chegar a lado algum. E se eu cair, o que farei? Vou tentar uma e outra vez porque o momento em que eu desistir é o momento em que falharei.” (Nicholas James Vujicic)
  • 7. RESUMO A Doença de Alzheimer (DA) é um transtorno neurodegenerativo progressivo e fatal que se manifesta por deterioração cognitiva e da memória, comprometimento progressivo das atividades de vida diária e uma variedade de sintomas neuropsiquiátricos e de alterações comportamentais, descoberta pelo Dr. Alois Alzheimer, somente em 1907 caracterizou o transtorno como doença de Alzheimer. É uma doença dividida em 3 fases: inicial, intermediária e tardia. O fator de risco mais comum deste transtorno é a idade avançada.Ainda não descobriram uma cura, mais existem tratamentosfarmacológicos específicos, os mais utilizados ultimamente são os anticolinesterásicos (Rivastigmina, Donezepil, Galantamina e Tacrina) e a (Memantina), antiglutamatérgico. Os portadores da doença de Alzheimer precisam de ajuda constantemente para realizar atividades rotineiras, onde na maioria das vezes são seus filhos ou parentes próximos.O estudo objetivou: estabelecer o perfil dos portadores da doença, a avaliação dos aspectos farmacoterápicos e/ou comportamentais e relatar o nível de informação do cuidador junto ao paciente. O trabalho foi organizado em fases: realização de uma pesquisa exploratória para identificação de pacientes e domicílios a serem visitada, aplicação de questionário estruturado para coleta de dados, análise de resultados. No período de setembro de 2012 foram visitados 8 unidades básicas de saúde para obtenção dos pacientes e 40 residências. Constatou-se que 32,50% dos entrevistados se encontram na faixa etária de 85 a 89 anos de idade, 60% é do gênero feminino, 42,50% são pessoas analfabetas e 55% possuem a doença no período de 1 a 5 anos. Dos entrevistados 100% possui cuidador, sendo 52,50% seus filhos. Quanto aos medicamentos 37,50% utilizam rivastigmina, 70% adquirem em rede pública, no qual 87,50% alegaram não tem problemas para adquirir os medicamentos. Apenas 50% afirmaram um melhora na vida dos portadores deDA. A maior parte dos pacientes se encontra na fase intermediária da doença (87,50%). Os resultados evidenciaram a ausência de conhecimento dos pacientes e dos cuidadores, necessitando buscar mais medidas educativas para a população referente a está doença. Palavras-chave: Perfil, Alzheimer, Cuidador, Doença degenerativa.
  • 8. ABSTRACT Alzheimer's disease (AD) is a progressive and fatal neurodegenerative disorder manifested by cognitive and memory deterioration, progressive impairment of activities of daily living and a variety of neuropsychiatric symptoms and behavioral changes, discovered by Dr. Alois Alzheimer, only in 1907 characterized the disorder as Alzheimer's disease. It is a disease divided into 3 phases: initial, intermediate and late. The most common risk factor for this disorder is advanced age. Still have not found a cure, there are more specific pharmacological treatments; the most used lately are cholinesterase inhibitors (Rivastigmine, donepezil, galantamine and Tacrine) and (Memantine), anti glutamatergicHolders of Alzheimer constantly need help to perform daily activities, which most often are their children or close relatives. The study aimed to establish the profile of people with the disease, the evaluation of the pharmacotherapy and / or behavioral and report the level of information with the patient's caregiver. The work was organized in phases: completion of a research project to identify patients and households to be visited, a structured questionnaire for data collection, analysis of results. From September of 2012 were visited eight basic health units to obtain the patients and 40 residences. It was found that 32.50% of respondents are aged 85-89 years old, 60% are female, 42.50% are illiterate and 55% have the disease within 1 to 5 years. 100% of respondents have caregivers, their children being 52.50%. For medicinal use rivastigmine 37.50%, 70% gain in public, in which 87.50% of them did not have problems to get the medicines. Only 50% reported an improvement in the lives of patients with AD. Most patients are shown at the intermediate stage of the disease (87.50%). The results showed the absence of knowledge of patients and caregiver, needing to seek more educational measures for the population is related to disease. Keywords: Profile, Alzheimer's Caregiver, Degenerative Disease.
  • 9. LISTA DE FIGURAS E GRÁFICOS Figura 1 Foto do neurologista Alois Alzheimer...................................... 14 Figura 2 Secção transversal do cérebro.................................................... 18 Figura 3 Alteração das células do cérebro durante a doença de Alzheimer................................................................................ 19 Figura 4 Neurônios normais e acometidos por Alzheimer.................... 20 Figura 5 Estimativa do número de prescrições de anticolinesterásicos de segunda geração..................................................................... 25 Figura 6 Distribuição percentual da faixa etária dos entrevistados....... 35 Figura 7 Percentual da doença em relação ao gênero do portador da doença de alzheimer............................................................... 36 Figura 8 Nível de escolaridade dos portadores da doença de Alzheimer........................................................................................ 37 Figura 9 Percentual do tempo da doença em relação aos portadores da doença de Alzheimer........................................................ 38 Figura 10 Percentual dos portadores da doença de Alzheimer que possuem cuidadores............................................................... 39 Figura 11 Percentual das pessoas relacionadas aos cuidados dos portadores da doença de Alzheimer ...................................... 40 Figura 12 Percentual de presença de doença em cuidadores dos portadores da doença de Alzheimer....................................... 41 Figura 13 Percentual dos portadores da doença de Alzheimer que praticam atividades físicas...................................................... 42 Figura 14 Percentual dos portadores da doença de Alzheimer que possuem dificuldades em desenvolver atividades rotineiras.................................................................................. 43 Figura 15 Percentual de histórico familiar da doença de Alzheimer em relação aos portadores da doença de alzheimer.................... 44 Figura 16 Percentual da prática de hábitos intelectuais na vida dos portadores da doença de Alzheimer...................................... 45 Figura 17 Distribuição percentual de terapias auxiliares utilizadas pelos portadores da doença de Alzheimer.............................. 46
  • 10. Figura 18 Distribuição percentual da utilização de medicamentos por portadores da doença de Alzheimer....................................... 47 Figura 19 Distribuição percentual dos locais onde são adquiridos os medicamentos utilizados pelos portadores da doença de Alzheimer................................................................................ 48 Figura 20 Distribuição percentual de problemas encontrados para adquirir os medicamentos necessários aos portadores de doença de Alzheimer.............................................................. 49 Figura 21 Percentual da melhora na vida em portadores da doença de Alzheimer................................................................................ 50 Figura 22 Distribuição percentual de outros males relatados nos portadores da doença de Alzheimer....................................... 51 Figura 23 Distribuição percentual de efeitos adversos ocasionados pelos medicamentos nos portadores da doença de Alzheimer................................................................................ 52 Figura 24 Distribuição percentual da fase da doença em portadores da doença de Alzheimer.............................................................. 53
  • 11. LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS AHAF - Fundação de Assistência Americana da Saúde AINES -Antiinflamatórios não esteróides AL - Alumínio APOE - Apolipoproteína E APP -Proteína Precursora Amilóide DA - Doença de Alzheimer EEG - Eletroencefalograma EUA -Estados Unidos da América FDA -FoodandDrugAdministration ICHES -Inibidores da Acetilcolinesterase LCR -Líquido Cefalorraquidiano OPAS - Organização Pan-Americana da Saúde RM - Ressonância Magnética OMS - Organização Mundial da Saúde
  • 12. Sumário 1. INTRODUÇÃO ............................................................................................. 14 1.1 Conceito.................................................................................................. 14 1.2 Atualidades ............................................................................................. 15 1.3 Sinais e Sintomas ................................................................................... 16 1.4 Fisiopatologia .......................................................................................... 18 1.5 Fatores de Risco ..................................................................................... 21 1.6 Diagnóstico ............................................................................................. 22 1.7 Tratamento ............................................................................................. 24 1.8 Prevenção............................................................................................... 27 1.9 Família e Cuidadores .............................................................................. 28 2. OBJETIVOS ................................................................................................. 30 2.1 Objetivo geral .......................................................................................... 30 2.2 Objetivos específicos .............................................................................. 30 3. MÉTODOS ................................................................................................... 31 3.1 Princípios metodológicos ........................................................................ 31 3.2 Aplicação do instrumento de avaliação................................................... 31 3.3 Locais de aplicações do questionário ..................................................... 31 3.4 Critérios de inclusão ............................................................................... 32 3.5 Critérios de exclusão .............................................................................. 32 3.6 O instrumento da pesquisa ..................................................................... 33 4. RESULTADO E DISCUSSÃO ..................................................................... 35 4.1 Faixa etária dos entrevistados ................................................................ 35 4.2 Gênero .................................................................................................... 36 4.3 Grau de escolaridade.............................................................................. 37 4.4 Tempo da doença ................................................................................... 38 4.5 Possui cuidador? .................................................................................... 39 4.6 Quem é o cuidador ................................................................................. 40 4.7 Cuidador apresentou alguma doença? ................................................... 41 4.8 Atividade física ........................................................................................ 42 4.9 Dificuldade em fazer atividades rotineiras? ............................................ 43 4.10 Doença na família ................................................................................. 44 4.11 Prática de hábitos intelectuais .............................................................. 45 4.12 Outras terapias ..................................................................................... 46 4.13 Medicamentos utilizados para o tratamento da doença de Alzheimer .. 47 4.14 Local onde adquire o medicamento ...................................................... 48
  • 13. 4.15 Problemas para adquirir os medicamentos........................................... 49 4.16 Melhora na vida do paciente ................................................................. 50 4.17 Outras patologias relatadas .................................................................. 51 4.18 Efeitos adversos dos medicamentos .................................................... 52 4.19 Fases da doença .................................................................................. 53 5. CONSIDERAÇÕES FINAIS ......................................................................... 55 REFERÊNCIAS ................................................................................................ 57 APÊNDICE A ................................................................................................... 62 APÊNDICE B ................................................................................................... 63
  • 14. 14 1. INTRODUÇÃO 1.1 Conceito Há vários séculos antes de Cristo, curandeiros já estavam cientes de que com o avanço da velhice eram associados distúrbios de memória e outras funções cerebrais. Em alguns casos, pessoas que foram previamente muito inteligentes se comportavam como “crianças”, sendo considerado esse sintoma como normal na velhice. Somente em 1906, o Dr. Alois Alzheimer relatou um paciente com sintomas desta demência, assim desde 1907 esse transtorno tem sido chamado de doença de Alzheimer (BRASIL, 2010). “Demência é uma síndrome caracterizada pelo declínio progressivo e global das funções cognitivas, na ausência de um comprometimento agudo do estado de consciência, e que seja suficientemente importante para interferir nas atividades sociais e ocupacionais do indivíduo” (ABREU; FORLENZA; BARROS, 2005). Figura 1: Foto do neurologista Alois Alzheimer. Fonte: Diário da saúde, 2012.
  • 15. 15 Segundo BRASIL (2010): “A Doença de Alzheimer (DA) é um transtorno neurodegenerativo progressivo e fatal que se manifesta por deterioração cognitiva e da memória, comprometimento progressivo das atividades de vida diária e uma variedade de sintomas neuropsiquiátricos e de alterações comportamentais.” Tanto em homens comuns, quanto em alguns médicos, prevalecem equívocos gerando uma compreensão inadequada da doença (VAS; et al., 2006). Infelizmente um mito comum entre as pessoas é que a doença de Alzheimer é senilidade. Isso priva muitas vezes o paciente de um tratamento adequado. O fato é que a doença de Alzheimer não é velhice comum. Sendo assim, todo idoso apresentará sintomas da velhice, mais nem todo idoso terá a doença. Doença de Alzheimer ocorre em todas as partes do mundo e qualquer pessoa pode ser afetada, mesmo Ronald Reagan, ex-presidente dos EUA é portador da doença. Mas é impossível ter certeza previamente que serão afetados (VAS; et al., 2006). 1.2 Atualidades Estudos prevalentes realizados nos Estados Unidos relatam que em 2000 o número de pessoas com a doença de Alzheimer era de 4,5 milhões, sendo 30% dos portadores aos 85 anos. Sem progresso no tratamento, a previsão de casos da doença nos EUA é de 13,2 milhões em 2050, onde é estimulado um alto custo para o cuidado dos pacientes (VAS; et al., 2006). O número de casos de DA mostra grande diversidade, desde 3,2 por 1000 pessoas/ano na Índia a 25,2 em Indianápolis nos EUA. Já no Brasil estudos apontam que a taxa de incidência da doença em São Paulo é de 7,7 por 1.000 pessoas/ano e no Rio Grande do Sul este número chega a 14,8 por 1.000 pessoas/ano (VAS; et al., 2006).
  • 16. 16 A doença de Alzheimer é quarta principal causa de morte e a terceira em custo social e econômico após a doença cardíaca e oncoproliferativas nos EUA, Japão, Espanha e Suíça(MARTÍNEZ e PAZITKOVÁ, 2010). A estimativa para a doença de Alzheimer no Brasil é de 1,1 milhão(VAS; et al., 2012).Sendo a maioria mulheres, mas ainda não se sabe se o risco é por as mulheres viverem mais do que os homens ou simplesmente pelo gênero (ALZHEIMERMED, 2012a). O progresso rápido da doença pode levar o paciente à morte prematura, ao contrário podem sobreviver de 15 a 20 anos após o começo da doença (WHO, 2012a). 1.3 Sinais e Sintomas A doença de Alzheimer afeta cada pessoa de uma forma, dependendo do impacto da doença e da personalidade da pessoa antes de adoecer. Os sinais e sintomas relacionados à demência são entendidos em três fases: Fase inicial, intermediária e tardia, sendo citadas em alguns estudos também como fases A, B e C (WHO, 2012b). Estes sintomas são divididos em alterações cognitivas e neuropsiquiátricas, resultando em mudanças no seu organismo e no seu dia a dia. No Brasil averiguaram que de 60 pacientes com doença de Alzheimer, 78,3% possuíam um ou mais sintomas neuropsiquiátricos, onde os mais comuns eram: apatia (53.3%), depressão (38.3%), alterações de sono (38.3%) e 25% ansiedade (HERNANDEZ; et al., 2011). Teixeira-Jr e Caramelli (2006) identificam o termo apatia em seus estudos como a perda de interesse ou motivação, e Guimarães e cols. (2008) relata a dificuldade de se diferenciar a apatia da depressão, assim foram feitas escalas que excluem a tristeza e pensamentos negativos dos sintomas relacionados à apatia sendo observados apenas na depressão. A fase inicial ou fase “A” é muito ignorada, pois o início é gradual e se confunde com os sintomas da velhice. Representa dificuldades nas atividades rotineiras, como escovar os dentes, tomar banho e vestir-se. Os sinais e
  • 17. 17 sintomas mais relacionados à fase “A” são o esquecimento, a perda de controle do tempo, perda de peso e o paciente se perde em lugares familiares (WHO, 2012a; b). “Na fase secundária, moderada, ou intermediária, acentua-se o sensível déficit de memória e aprendizagem. Também ocorrem mudanças de personalidade, indiferença, hostilidade, julgamento social pobre, baixa afetividade (AZEVEDO; et al., 2009).” A fase inicial progride para a fase intermediária ou fase “B”, tornando os sinais e sintomas mais claros. A fase “B” representa um comportamento anormal do paciente, podendo ser muito angustiante, pois em alguns momentos, por exemplo, não reconhecer seus filhos, tornando muito problemático para a família. Os sintomas mais claros são: esquecimento dos acontecimentos recentes, nomes das pessoas, se perde na própria casa, tem uma crescente dificuldade na comunicação, necessita de ajuda para cuidados pessoais, mudanças de comportamento e questionamento repetitivo (WHO, 2012a; b). Na fase tardia ou fase “C” da doença os pacientes são totalmente dependentes e apresentam quase nenhuma atividade. Distúrbios de memória são sérios e os sinais e sintomas físicos ficam mais evidentes. Esta fase representa a perda das funções cognitivas. A capacidade intelectual do paciente é perdida. Também é perdida a capacidade de realizar tarefas que antes eram muito bons, como por exemplo, planejamento, cálculos, tomar decisões difíceis. Os sinais e sintomas mais relacionados àfase C da doença são: inconsciência do tempo e do lugar, dificuldade em reconhecer familiares e amigos, necessidade crescente de atendimento, dificuldade para andar e mudanças de comportamento podendo inclusive ser agressivo(WHO, 2012a;b). Muitas doenças podem estar acarretando todos estes sintomas, onde devem ser excluídas em um diagnóstico de exclusão. Alguns casos suspeitos de ser doença de Alzheimer (cerca de vinte por cento) podem se tratar de outro distúrbio, onde cinquenta por cento podem ser tratadas ou controladas (WHO, 2012a).
  • 18. 18 1.4 Fisiopatologia A figura 2 mostra uma secção transversal do cérebro, visto de frente. A secção da esquerda representa um cérebro normal enquanto a secção da direita representa um cérebro com a Doença de Alzheimer (AHAF, 2012a). Figura 2: Secção transversal do cérebro. Fonte: AHAF, 2012a. Na Doença de Alzheimer, acontece uma redução do tecido cerebral. Os sulcos do cérebro são alargados e os giros não encolhem. Há também um aumento de câmaras no interior do cérebro, chamada ventrículos. Como mostra a figura 2, a região do cérebro responsável pela memória de curto prazo e linguagem começa a desaparecer, isso ocorre com a memória devido à degeneração de células do hipocampo. De acordo com o progresso da doença o número de células perdidas aumenta, ocasionando a mudança de comportamento de modo crescente (AHAF, 2012a). A acumulação de placas amilóides nos neurônios é uma característica da doença de Alzheimer. A proteína precursora amilóide (APP) sofre uma clivagem originando a proteína β-amilóide, que se
  • 19. 19 encontrada em grande quantidade formará fibras amilóides, gerando placas senis (LUCATELLI; et al., 2009). Figura 3: Alteração das células do cérebro durante a doença de Alzheimer. Fonte: AHAF, 2012b. A figura 3 mostra a diferença entre os neurônios de uma pessoa saudável e uma pessoa com DA, e compara o cérebro de uma pessoa sadia, uma pessoa com Alzheimer leve e outra com Alzheimer severo (AHAF, 2012b). Os microtúbulos possuem em sua estrutura uma proteína denominada tau. Na doença de Alzheimer essa proteína é irregular provocando um colapso na estrutura dos microtúbulos, que possuem a função de transporte de
  • 20. 20 nutrientes e outras importantes substâncias através de uma célula nervosa para outra (AHAF, 2012b). Na figura 4 é apontado tanto neurônios normais, quanto neurônios doentes, caracterizados pela presença de placas amilóides e emaranhados neurofibrilares, ambas as estruturas que ajudam a degradar as células nervosas (AHAF, 2012c). Figura 4: Neurônios normais e acometidos com Alzheimer. Fonte: AHAF, 2012c. Emaranhados neurofibrilares consistem em filamentos insolúveis presentes nos neurônios, compostas principalmente do microtúbulo associado à proteína tau (BERNHARD, 2012). Smith (1999), relata em um estudo que alterações encontradas nos indivíduos doentes também podem ser detectadas em idosos sadios, mas com uma intensidade menor e não conjuntamente.
  • 21. 21 1.5 Fatores de Risco Vários são os fatores de risco para a Doença de Alzheimer, tais como: idade avançada, sexo feminino, história familiar da doença, síndrome de Down, histórico de trauma na cabeça, doenças da tireóide, depressão e baixo grau de escolaridade (RODRÍGUEZ e HERNÁNDEZ, 2002). Mas os fatores que melhor são estabelecidos para a doença é a idade avançada e a predisposição genética, onde que, com o maior número de familiares de primeiro grau, maior a probabilidade de a pessoa ser afetada (BRASIL, 2010). Isso não significa que todas as pessoas que possuem uma idade avançada, ou uma pessoa que tenha em sua família um ou mais membros de primeiro grau portadores da doença vão vir a contrair a doença (VAS; et al., 2006). Atualmente, um fator de risco importante vem sendo identificado: a presença do genótipo de apolipoproteínaE, no início tardio e em casos esporádicos (RODRÍGUEZ e HERNÁNDEZ, 2002). A Apolipoproteína E é uma glicoproteína composta por 217 aminoácidos, sendo uma das principais proteínas do plasma e cérebro humano (OJOPI; et al., 2004). Segundo Souza e cols (2003): “A base genética para a demência é complexa. Para o AD de início precoce familial, há alguma evidência de mutações na proteína precursora de amilóide (APP-ß, cromossomo 21) e presenilina1 e 2 genes (cromossomos 14 e 1, respectivamente). Considerando-se o desenvolvimento da doença de Alzheimer esporádica e tardia, a polimorfismo da apolipoproteína E ( APOE ) gene (cromossomo 19), é o principal fator de risco em famílias com a doença, bem como na população em geral.” Alguns outros fatores também já foram relacionados com a doença, contudo nenhum foi comprovado, como: histórico de outros defeitos genéticos na família e crianças nascidas de mães idosas (VAS; et al., 2012). Ferreira e cols., (2008), através de uma revisão de estudos relataram que o alumínio (AL) é associado com o desenvolvimento da doença de Alzheimer, levando a alterações neurofisiológicas idênticas da DA.
  • 22. 22 “No estágio atual de conhecimento, é impossível prever quem vai ter a doença de Alzheimer. Ela pode atingir qualquer pessoa, independentemente de gênero, classe social, cultura, credo ou situação (VAS; et al., 2012).” 1.6 Diagnóstico O diagnóstico da doença de Alzheimer é de exclusão. O cliníco inicialmente deve fazer uma avaliação de depressão e utilizar exames físicos para rastrear e excluir outras causas potenciais de demência. Em pacientes com perda de memória a avaliação é feita por meio de exames físicos e neurológicos (BRASIL, 2010). Normalmente os exames físicos para DA incluem testes de sangue e urina. Por exemplo, em um exame de sangue, o médico poderáavaliar a função da tireóide, uma vez que é comum em idosos a insuficiência de produção de hormônios pela tireóide (hipotireoidismo). Outra causa comum de demência é a deficiência de vitamina B12, que também pode ser medida por meio de testes sanguíneos. O eletroencefalograma (EEG) pode medir a atividade elétrica do cérebro (AHAF, 2012d), enquanto o exame de RM (ressonância magnética) excluiu lesões que contribuem para o processo de demência, como infarto cerebral e neoplasia (BRASIL, 2010). Diniz e Forlenza (2007), descrevem em um estudo a utilização de biomarcadores no líquido cefalorraquidiano (LCR)para o diagnóstico da DA. Em pacientes com DA observaram a queda dos níveis da proteína beta-amilóide e elevação dos níveis de proteína Tau, sendo estas os biomarcadores no LCR, apresentando 17 vezes mais risco de adquirir DA do que pacientes que não tiveram alterações nestas proteínas. Ferreira e Busatto (2011), relatam que métodos de neuroimagem tem levado ao melhor conhecimento da DA, não sendo apenas uma forma de pesquisa e sim técnicas de avaliação para uma melhor precisão do diagnóstico, identificando, por exemplo, lesões cerebrais e a grande presença de proteínas β-amilóides no cérebro.
  • 23. 23 Segundo BRASIL (2010): “O diagnóstico definitivo de DA só pode ser realizado por necropsia, com identificação do número apropriado de placas e enovelados em regiões específicas do cérebro, na presença de história clínica consistente com demência.“ É importante ter um diagnóstico precoce da doença de Alzheimer. Há argumentos importantes para que isso ocorra. Em primeiro lugar, pelo fato dos anticolinesterásicos serem mais eficazes no início da doença. Em segundo lugar, pelo diagnóstico precoce pode haver a interpretação de outras doenças graves. O terceiro argumento se refere ao poder de decisão do paciente sobre seu futuro, já que em muitos casos os familiares escondem o diagnóstico do paciente para evitar a angústia (FUENTES e DONOSO, 2001). “O diagnóstico precoce é uma prioridade clínica destinada à prevenção e intervenções multidisciplinares com os instrumentos apropriados de medição para o contexto sociocultural (SANTOS; SOUGEY; ALCHIERI, 2009).” Cientistas estão pesquisando novas formas mais precisas de diagnosticar a doença de uma maneira mais barata e confiável. Exemplos dessas pesquisas são: mudanças que ocorrem no sangue e fluídos cefalorraquidianos, mudanças de personalidade e funcionamento cognitivo avaliado por meio de memória e recordação. Cientistas também estão desenvolvendo sistemas de imagens que irão diagnosticar a DA antes de incidir algum sintoma (AHAF, 2012e). Areza-Fegyveres e cols (2007) relataram uma demência com características semelhantes à doença de Alzheimer, chamada demência pugilística, deu-se este nome por ser diagnosticada em ex-pugilistas. O estudo relatou que o diagnóstico diferencial da DA foi muito difícil, sendo possível apenas, pois alguns achados neuropatológicos foram típicos da demência pugilística.
  • 24. 24 1.7 Tratamento É importante dizer que não há cura para a Doença de Alzheimer e nem um tratamento específico que ajude a melhorar o déficit cognitivo ocasionado pela DA. Todas as terapias irão no máximo estabilizar o caso do paciente (BRASIL, 2010). O tratamento da DA relaciona medicamentos, atividades estimulantes e conselhos a familiares, sendo que as drogas possuem o objetivo de melhorar os defeitos cognitivos (DONOSO, 2003). De acordo com BRASIL (2010): “O tratamento da DA deve ser multidisciplinar, ou seja, utilizar os mais diversos tipos de terapia possível, que envolva todos ossinais e sintomas da doença e suas particularidades. O tratamento medicamentoso da Doença de Alzheimer tem por objetivo estabilizar a cognição, o comportamento e a prática das atividades rotineiras, com o mínimo de efeitos adversos possíveis.” O tratamento farmacológico específico mais utilizado ultimamente são os anticolinesterásicos (Rivastigmina, Donezepil, Galantamina e Tacrina) e a (Memantina), antiglutamatérgico (HERNÁNDEZ; et al., 2011). Os inibidores de acetilcolinesterase são recomendados para o tratamento da DA leve e moderada, com exceção do Donepezil que em 2006 foi aprovado também para sintomas graves da Doença de Alzheimer. A Memantina é recomendada para casos moderados e graves. Esses medicamentos são aprovados pela FoodandDrugAdministration (FDA) EUA (AHAF, 2012e). Os efeitos adversos dos inibidores de acetilcolinesterase são: náuseas, vômitos, diarréia, bradicardia e tontura relacionados com a dose. A hepatopatia, alcoolismo, doença ulcerosa péptica, doença pulmonar obstrutiva crônica ebradicardia, são contra indicações ao tratamento com estes medicamentos (VENTURA et al., 2010). A Tacrina foi aprovada pela FDA em 1993. Ela impede a quebra de acetilcolina no cérebro. Pelos seus graves efeitos colaterais não é ativamente comercializada, mais ainda está presente no mercado (AHAF, 2012e).
  • 25. 25 Após a recusa de prescrições da Tacrina, os médicos voltam a prescrever os anticolinesterásicos com o surgimento da segunda geração, ocasionando o crescente aumento de prescrições destas drogas (ALZHEIMERMED, 2012b). Figura 5: Estimativa do número de prescrições de anticolinesterásicos de segunda geração. Fonte: ALZHEIMERMED, 2012b. A Rivastigmina, Donepezil e a Galantamina possuem ação farmacológicas diferentes, mais todas bloqueiam a enzima acetilcolinesterase, inibindo a quebra da molécula de acetilcolina. A Rivastigmina além da acetilcolinesterase também inibe a butilcolinesterase. Já a Galantamina, além de inibir a acetilcolinesterase, também é agonista nicotínico (BRASIL, 2010). A Memantina foi o primeiro medicamento há ser aprovado pela FDA para tratar Alzheimer moderada e grave. Seu efeito protege as células nervosas do cérebro contra grandes quantidades de glutamato (mensageiro químico liberado em grande escala pelas células danificadas pela DA), não permitindo a passagem de cálcio para dentro da célula, assim inibindo a degeneração celular (AHAF, 2012e). Segundo JUNIOR e cols (2004), os nomes comerciais dos anticolinesterásicos citados acima são: Cognex® (Tacrina), Aricept®
  • 26. 26 (Donepezil), Exelon® (Rivastigmina), Reminyl® (Galantamina). BRASIL (2012), relata o nome comercial da memantina: Ebix®. Bottino (2012), relata que para ser aprovado pelo FDAamericano, os medicamentos citados acima tiveram que passar por ensaios clínicos randomizados, duplo-cego, controlados com placebo em um tempo de seis meses avaliando o caso clínico. Os IChEs (inibidores da acetilcolinesterase), são fármacos que apresentaram melhores efeitos que o placebo nos estudos realizados, no entanto apenas ajudam no controle da doença (ENGELHARDT et al., 2005). Viola e cols. (2011), citam a reabilitação cognitiva e neuropsicológica como coadjuvantes em tratamentos. A reabilitação cognitiva tem o objetivo de melhorar a função mental do paciente, enquanto a reabilitação neuropsicológica tem como objetivo melhorar a qualidade de vida do paciente e seus familiares. Há uma grande variedade de terapias não farmacológicas para os sintomas da Doença de Alzheimer, como intervenções sensoriais, comportamentais, ambientais e exercícios físicos (HERNANDEZ; et al., 2011). Estudos mostram terapias específicas para determinados sintomas como, fisioterapia, fonoaudiologia, fisioterapia respiratória entre outras (ALZHEIMERMED, 2011c). Falcão e Bucher-Maluschke (2009), relataram que a musicoterapia e a “pet-terapia”, que é a terapia com animais de estimação pode levar a benefícios, reduzindo o sofrimento e melhorando a qualidade de vida do paciente e da família. Estudos mostram que a atividade física é um tratamento eficiente para a depressão (sintoma da DA), além de ser acessível, recuperando a confiança e autoestima do paciente (VITAL; et al., 2010), além disso idosos praticantes de atividades físicas possuem menos distúrbios neuropsiquiátricos (NASCIMENTO; et al., 2012). Nitrini (2006) relata o esforço nas pesquisas de novos medicamentos que atuam sobre as placas amilóides e proteína tau, porém tal esforço ainda não refletiu na melhora do estado do paciente. É provável que futuramente as pesquisas alcancem um diagnóstico antecedente à doença de Alzheimer, permitindo assim um tratamento precoce.
  • 27. 27 1.8 Prevenção Atualmente não há prevenção para a doença de Alzheimer, mais estudos mostram que futuramente será possível retardar o progresso da doença. Várias intervenções são tidas como capazes de prevenir a (DA), mais nenhuma realmente comprovada, tais como: dieta, exercícios,anti- inflamatórios não esteroidais (AINES’s) e reservas cognitivas (AHAF; 2012f). Estudos têm mostrado que a alimentação pode aumentar ou diminuir o risco de desenvolver a doença de Alzheimer. Um exemplo de alimentação saudável é a dieta com grãos integrais, frutas, legumes e pobre em açúcar e gordura, podendo trazer benefícios contra doenças crônicas. Um tempero extraído do açafrão, chamado curcumina vem sendo estudado e pode apresentar uma diminuição na quantidade de placas de beta-amilóide associado com a doença de Alzheimer, um dos problemas apresentados é que para o corpo humano é muito difícil à absorção da curcumina, dificultando assim a passagem dela do sangue para o cérebro, sendo assim não apresentando nenhuma eficácia comprovada (AHAF; 2012f). Forlenza (2005), relatou que a terapia de reposição estrogênica como forma de ação preventiva da DA, não surtiu efeito, ou teve eficácia com base em seus estudos. O extrato de Ginkgobiloba exerce ação preventiva sobre a neurotoxicidade pelo beta-amilóide e também protege os tecidos nervosos contra lesões oxidativas. Entretanto não é possível afirmar ao certo esta ação preventiva, estudos estão sendo avaliados para a confirmação desta. Uma relação feita sobre atividade física e o risco de desenvolver Alzheimer demonstrou que pessoas com uma idade em torno dos 65 anos que praticam atividade física por 15 minutos, 3 vezes na semana, apresentaram uma diminuição considerável de 35 a 40%, dos risco de desenvolver a DA, apesar desses resultados, não foi comprovado que o exercício pode prevenir a doença, mesmo assim pacientes com Alzheimer já estão colocando em sua rotina um cronograma de exercícios que ajuda a fazer a manutenção da força
  • 28. 28 muscular, diminuição da fragilidade, e elevação do humor, melhorando a qualidade de vida do paciente (AHAF; 2012f). Segundo Inouye, Pedrazzani e Pavarini (2010): “Qualidade de vida é a percepção do indivíduo de sua posição na vida, no contexto da cultura e sistemas de valores nos quais vive e em relação aos seus objetivos, expectativas, padrões e preocupações. Esta definição inclui seis domínios principais: saúde física, estado psicológico, níveis de independência, relacionamento social, características ambientais e padrão espiritual.” Começamos a ter reservas cognitivas na infância, com nossos hábitos de leitura, durante a infância e adolescência temos um rápido crescimento do sistema nervoso central, qualquer atividade mental pode contribuir para formar ligações vitais neurais, podendo durar uma vida, então fazer novas atividades, aprender novas habilidades, exercitar o cérebro da uma continuação na construção de novas conexões, reduzindo assim o risco da doença de Alzheimer (AHAF; 2012f). De acordo com pesquisadores os (AINEs) ibuprofeno e naproxeno não apresentaram nenhum benefício contra a doença de Alzheimer, mesmo assim cientistas continuam as pesquisas com antiinflamatórios para tentar diminuir o desenvolvimento da DA(AHAF; 2012f). Através do conhecimento atual sobre as intervenções levando em conta os fatores de risco envolvidos na DA, fica incapaz dirigir uma pessoa a uma forma de prevenção expressiva (ALMEIDA, 2005). 1.9 Família e Cuidadores Os portadores da doença de Alzheimer precisam de ajuda constantemente para realizar atividades rotineiras. Para a realização de determinadas tarefas o paciente precisará de um “cuidador”, onde na maioria das vezes são filhos ou algum parente próximo da família(GARRIDO e ALMEIDA, 1999). Eles possuem importantes funções, impondo decisões e
  • 29. 29 incorporando atividades que passam de sua inteira responsabilidade (LUZARDO; et al., 2006). Porém devido às complicações das doenças degenerativas muitos dos cuidadores passam a ser influenciado pelas alterações comportamentais e cognitivas do paciente(GARRIDO e ALMEIDA, 1999). Cerca de 30% dos cuidadores entram em processo de depressão de acordo com a gravidade da doença no paciente, assim quanto mais grave a doença do paciente mais elevada será a depressão do cuidador (PINTO; et al., 2009). À medida que a doença se instala o cuidador passa a adquirir sintomas semelhantes ao do paciente, como: raiva, tristeza, angústia, medoe culpa devido à sobrecarga excessiva de horas na companhia do paciente podendo chegar até 13 horas diárias(MARTÍNEZ e PAZITKOVÁ, 2010). O convívio excessivo com o paciente geralmente causa certas limitações aos cuidadores, impedindo a realização de tarefas trazendo consigo perdas de habilidades, em consequência dessas limitações. As limitações dos pacientes normalmente acontecem, quando o mesmo necessita da ajuda para a realização de atividades para sua sobrevivência. Com o avanço da doença o cuidador acaba perdendo um pouco da sua autonomia (GARRIDO e ALMEIDA, 1999). Outro aspecto importante a ser debatido é o desgaste do cuidador que aumenta conforme a doença, necessitando o paciente cada vez mais de cuidados, devido a esse aumento pode ocorrer desavenças entre familiares que não conseguem se dividir nos afazeres (GARRIDO e ALMEIDA, 1999).
  • 30. 30 2. OBJETIVOS 2.1 Objetivo geral Avaliar o perfil de pessoas com a Doença de Alzheimer na cidade de Fernandópolis – SP. 2.2 Objetivos específicos a) Estabelecer o perfil do paciente portador da doença; b) Avaliar os aspectos farmacoterápicos e/ou comportamento do portador da doença; c) Relatar o nível de informação do cuidador junto ao paciente.
  • 31. 31 3. MÉTODOS 3.1 Princípios metodológicos Aplicou-se uma pesquisa exploratória, ou seja, entrevistas padronizadas a partir de um questionário estruturado, com questões abertas e fechadas. 3.2 Aplicação do instrumento de avaliação O presente trabalho foi realizado através de uma pesquisa feita na cidade de Fernandópolis-SP a qual foi visitada em dias úteis das 14h00min às 17h00min, no período de agosto a setembro de 2012. De acordo com o consentimento dos entrevistados, fez-se um levantamento de dados a partir de um questionário previamente estruturado. 3.3 Locais de aplicações do questionário O questionário foi aplicado nas residências dos portadores da Doença de Alzheimere seus respectivos endereços foram levantados através do prontuário de diagnóstico e tratamento em mais respectivas unidades básicas de saúde, como segue: a) Unidade de Saúde da Família Dr. Paulo Sano, situada na rua Pastor Alcides Pereira de Souza, 174, CDHU Albino Mininelli.
  • 32. 32 b) Estratégia de Saúde da Família André Malavazzi, - CECAP, situada na rua E, 125, CECAP. c) Estratégia de Saúde da Família Dr. Antônio Milton Zambom – CAIC, situada na Rua Benedita Cruz, 747, Bernardo Pessuto. d) Estratégia de Saúde da Família WaltrudesBaraldi, situada na Avenida da Saudade, 1011, Jd. Planalto. e) Estratégia de Saúde da Família Dr. Alexandre Zilenovski, situada na Avenida Carlos Barozi, 515, Brasilândia. f) Estratégia de Saúde da Família Américo Possari, situada na Rua Rubens Padilha Meato, 926, Jd. Paraíso. g) Unidade Básica da Saúde Antônio Santilio, situada na Avenida Paulino M. Duran, 319, COHAB Antônio Brandini. h) Estratégia de Saúde da Família Heitor Maldonado, situada na Rua Das Araras, 106, Araguaia. 3.4 Critérios de inclusão Foram incluídos na amostra, pacientes portadores da Doença de Alzheimer do sexo masculino e feminino, de diversas classes socioeconômicas que utilizam ou não medicamentos para o tratamento. 3.5 Critérios de exclusão Foram excluídos todos os usuários que não concordaram em assinar o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.
  • 33. 33 3.6 O instrumento da pesquisa O instrumento foi criado utilizando uma linguagem informal para facilitar o entendimento dos entrevistados e foi composto dos seguintes subgrupos de informação: Informações sobre o paciente e cuidador Qual a idade do paciente? Qual o sexo do paciente? ( ) Homem ( ) Mulher. Qual o grau de escolaridade do paciente? ( ) Analfabeto; ( ) Ensino médio; ( ) Ensino fundamental; ( ) Nível superior. À quanto tempo descobriu a doença? Há alguma pessoa que cuida do paciente? ( ) Sim; ( )Não. Se SIM quem é o cuidador? ( ) Empregada ( ) Marido ou Esposa ( ) Filho(a) ( )Outros_____________ O cuidador apresenta ou apresentou alguma doença no período? ( ) Sim; ( )Não. Se SIM, quais? Houve melhora na vida do paciente com o tratamento? Informações sobre a doença À quanto tempo descobriu a doença? Quais os sintomas apresentados pelo paciente? Outra pessoa da família tem ou teve a doença de Alzheimer? ( )sim; ( ) não.
  • 34. 34 Após o inicio da Doença de Alzheimer, apresentou outro tipo de doença? ( )sim; ( )não. Se SIM, quais? Informações sobre a terapia Quais medicamentos são utilizados? a) O paciente faz uso de outro tipo de terapia além da medicamentosa? ( ) sim; ( ) não. b) Se SIM, quais? ( ) Fisioterapia respiratória; ( ) Fonoaudiologia; ( ) Visitas; ( ) Exercício e movimento ( ) Outros _______________ Você tem Problemas em adquirir os medicamentos que necessita? ( ) sim; ( ) não. B) Se sim, por que (motivo)? ( ) Financeiro; ( ) Não tem na rede pública; ( ) Outros ________________________. C) Quais medicamentos? A) Geralmente onde você adquire medicamentos? ( ) rede publica; ( )drogaria. Hábitos do paciente O paciente pratica alguma atividade física? ( ) Sim; ( )Não; ( ) Impossibilitado. O paciente tem dificuldade de fazer as atividades rotineiras? ( ) Sim; ( )Não. Durante sua vida o paciente mantinha hábitos intelectuais, como: ( )Leitura; ( )Palavras cruzadas; ( )Outros______________
  • 35. 35 4. RESULTADOS E DISCUSSÃO Foram realizadas 40 entrevistas durante 1 mês (setembro de 2012), em várias unidades básicas de saúde da cidade de Fernandópolis de forma simultânea para evitar interferências de sazonalidade entre os setores pesquisados. 4.1 Faixa etária dos entrevistados Figura 6 – Distribuição percentual da faixa etária dos entrevistados, Fernandópolis – SP, 2012 (n=40). Verificou-se que embora na sociedade tenha alguns casos da doença em pessoas de 50 anos (VARELLA, 2012), neste estudo não foi relatado nenhum paciente portador da DA com esta idade. Em comparação com o estudo de BANBATO e NASCIMENTO (2007), o número de pessoas com a doença aumenta gradualmente de cinco em cinco anos o que não foi demonstrado em pacientes na faixa etária de 80 a 84 anos, sendo o maior número de paciente com a doença com idade entre 85 e 89 anos.
  • 36. 36 4.2 Gênero Figura 7 - Percentual da doença em relação ao gênero do portador da doença de Alzheimer,Fernandópolis – SP, 2012 (n=40). Examinou-se que a grande maioria das pessoas com a doença de Alzheimer relatado neste estudo foram mulheres, resultado que era o esperado, apontando um risco maior do gênero feminino na doença, não sendo comprovado se pelo próprio gênero ou pelo fato de mulheres viverem mais do que os homens (ALZHEIMERMED, 2012a).
  • 37. 37 4.3 Grau de escolaridade Figura 8 – Nível de escolaridade dos portadores da doença de Alzheimer, Fernandópolis – SP, 2012 (n=40). O grau de escolaridade é um fator envolvido no aumento do risco de se contrair a doença de Alzheimer. Quanto maior o nível de escolaridade menor o risco de ter a doença no futuro (RODRÍGUEZ e HERNÁNDEZ, 2002). A figura 8 mostra que os analfabetos são maioria dentre os portadores da doença de Alzheimer (42,50%), enquanto o número decresse a medida que aumenta a escolaridade.
  • 38. 38 4.4 Tempo da doença Figura 9 – Percentual do tempo da doença em relação aos portadores da doença de Alzheimer, Fernandópolis – SP, 2012 (n=40). Segundo a Organização Mundial da Saúde (2012a), o paciente portador da doença de Alzheimer pode sobreviver de 15 a 20 anos após o começo da doença. Analisando a figura 9, nota-se que a grande maioria dos pacientes possuem a doença no período de 1 a 5 anos (55%), seguido de 37,50% de pacientes que possuem a doença de 6 a 10 anos, totalizando 92,50% dos casos pesquisados nesta amostra. Apenas 2,50% dos pacientes atendem as expectativas e sobrevivem após 15 anos da doença.
  • 39. 39 4.5 Possui cuidador? Figura 10 – Percentual dos portadores da doença de Alzheimer que possuem cuidadores, Fernandópolis – SP, 2012 (n=40). Os portadores da doença de Alzheimer necessitam de ajuda constantemente para realizar todas ou a maioria de suas atividades, possuindo importantes funções, impondo decisões e incorporando atividades que passam de sua inteira responsabilidade (LUZARDO; et al., 2006), e caso não haja esse acompanhamento por um cuidador, o paciente ficaria impossibilitado de realizar tais funções como: locomoção, cuidados de higiene básica e alimentação por exemplo (INOUYE, 2008). Os dados apresentados na figura 10, corraboram com as pesquisas, onde todos os pacientes portadores de DA possuem um acompanhamento no seu dia a dia.
  • 40. 40 4.6 Quem é o cuidador Figura 11 – Percentual das pessoas relacionadas aos cuidados dos portadores da doença de Alzheimer, Fernandópolis – SP, 2012 (n=40). Os dados apresentados na figura 11 mostra-se que 52,50% dos cuidadores dos pacientes são seus filhos, dados que apresentam similaridade com GARRIDO e ALMEIDA, (1999), que diz que a maioria dos cuidadores são filhos ou algum parente próximo a família.
  • 41. 41 4.7 Cuidador apresentou alguma doença? Figura 12 – Percentual de presença de doença em cuidadores dos portadores da doença de Alzheimer, Fernandópolis – SP, 2012 (n=40). Devido ao convívio excessivo com o portador da doença, os cuidadores são influenciados pelas alterações cognitivas dos pacientes, muitas vezes ocasionando um processo de depressão (PINTO; et al., 2009). O grande contato com o paciente leva ao cuidador adquirir sintomas parecidos com os do portador da doença de Alzheimer (MARTÍNEZ e PAZITKOVÁ, 2010). A figura 12 mostra que 22,50% dos cuidadores apresentaram alguma doença relacionada ao convívio com o paciente, sendo que a grande maioria das doenças adquiridas foram relacionadas com a depressão. Essas doenças relacionadas ao convívio excessivo e a depressão também foram diagnosticadas no estudo de Cruz e Hamdan(2008).
  • 42. 42 4.8 Atividade física Figura 13 – Percentual dos portadores da doença de Alzheimer que praticam atividades físicas, Fernandópolis – SP, 2012 (n=40). De acordo com Vital e cols. (2010), a atividade física é um tratamento acessível e eficiente para combater a depressão, um sintoma muito presente em pacientes com a doença de Alzheimer. No entanto a figura 13 relata que apenas 7,50% dos pacientes praticam alguma atividade física, sendo que 62,50% dos pacientes portadores da DA estão possibilitados, porém não praticam, enquanto 30% estão impossibilitados.
  • 43. 43 4.9 Dificuldade em fazer atividades rotineiras? Figura 14 – Percentual dos portadores da doença de Alzheimer que possuem dificuldades em desenvolver atividades rotineiras, Fernandópolis – SP, 2012 (n=40). A dificuldade nas atividades rotineiras é um dos sintomas mais visíveis na doença, e parte desde o estágio inicial se tornando ainda mais claro nas fases mais graves da doença de Alzheimer (WHO, 2012a; b). O estudo mostra que 62,50% dos pacientes relatados na amostra possuem esta dificuldade, o resultado sugere que este é um sinal claro para que se tenha um possível diagnóstico da doença (WHO, 2012a). As atividades mais encontradas foram: tomar banho, comer, escovar os dentes, vestir-se etc.
  • 44. 44 4.10 Doença na família Figura 15 – Percentual de histórico familiar da doença de Alzheimer em relação aos portadores da doença de Alzheimer, Fernandópolis – SP, 2012 (n=40). O histórico familiar da doença, junto à idade avançada é o fator que melhor é estabelecido para a doença de Alzheimer, não significando que todas pessoas que tenham predisposição genética, vão chegar a contrair a doença (BRASIL, 2010). O estudo mostra que apenas 35% dos pacientes da amostra (n=14) possuem casos da doença na família, significando que mesmo o histórico familiar sendo um fator de risco estabelecido, o mesmo não abrange a metade dos casos estudados.
  • 45. 45 4.11 Prática de hábitos intelectuais Figura 16 – Percentual da prática de hábitos intelectuais na vida dos portadores da doença de Alzheimer, Fernandópolis – SP, 2012 (n=40). Estudos mostram que a prática de qualquer atividade mental contribui para o aumento de nossas reservas cognitivas, embora seja sabido que não há uma prevenção para a doença de Alzheimer, outros mostram que exercitar o cérebro contribui para a construção de novas conexões, reduzindo assim o risco de contrair a doença Alzheimer;(AHAF; 2012f). Neste estudo foi relatado que 60% dos pacientes praticavam regularmente atividades intelectuais antes de ser diagnosticado a doença, assim demostrando que atividades que exercitam o cérebro não podem ser vistas como uma forma de prevenção direta.
  • 46. 46 4.12 Outras terapias Figura 17 - Distribuição percentual de terapias auxiliares utilizadas pelos portadores da doença de Alzheimer, Fernandópolis – SP, 2012 (n=40). Uma grande variedade de terapias não farmacológicas é utilizada como uma tentativa de melhorar a qualidade de vida do paciente. Estudos mostram terapias específicas para determinados sintomas como, fisioterapia, fonoaudiologia, fisioterapia respiratória entre outras (ALZHEIMERMED, 2011). A figura 17relata que apenas 20% dos pacientes fazem o uso de terapia não medicamentosa, sendo: fisioterapia em 12,50% e fonoaudiologia em 7,50%dos pacientes, enquanto 80% dos pacientes não fazem nenhum outro tipo de terapia.
  • 47. 47 4.13 Medicamentos utilizados para o tratamento da doença de Alzheimer Figura 18 – Distribuição percentual da utilização de medicamentos por portadores da doença de Alzheimer, Fernandópolis – SP, 2012 (n=40). A figura 18 apresenta que os portadores de Alzheimer (n=40), 37,50% utilizam rivastigmina, seguido de 17,50% do farmáco donepezil e 10% a memantina. Dados que corroboram com o estudo de Vega e Cols (2007), que em um (n=35) relataram 39,3% de uso de rivastigmina e 6% do farmáco donepezil. Também foramrelatados os pacientes que fazem o uso de dois medicamentos (10%), pacientes que nunca fizeram o uso dos mesmos (17,5%), e também aqueles que pararam a administração pelo fato de não haver mais uma ação do medicamento no caso avançado do paciente (5%).
  • 48. 48 4.14 Local onde adquire o medicamento Figura 19 – Distribuição percentual dos locais onde são adquiridos os medicamentos utilizados pelos portadores da doença de Alzheimer, Fernandópolis – SP, 2012 (n=40). Os inibidores de acetilcolinesterase e o antiglutamatérgico estão disponíveis na rede pública (ABRAZ, 2012), local que é responsável por 70% do fornecimento destes medicamentos para os portadores da doença de Alzheimer pesquisados (figura 19). Os outros 30% que adquirem em drogarias relataram que compram os medicamentos por falta do medicamento na rede pública local.
  • 49. 49 4.15 Problemas para adquirir os medicamentos Figura 20 – Distribuição percentual de problemas encontrados para adquirir os medicamentos necessários aos portadores de doença de Alzheimer, Fernandópolis – SP, 2012 (n=40). A falta de medicamentos é um grande problema quando falamos em adquirir o medicamento na rede pública, sendo um importante pilar na política farmacêutica, o sistema de saúde pública é frágil e limitado, causando danos à população (OPAS, 2009), porém nesta pesquisa 87,50% dos entrevistados relataram não possuir nenhum tipo de problema para adquirir os medicamentos específicos para a doença de Alzheimer, logo 12,50% disseram que muitas vezes os medicamentos faltam na rede pública, sendo obrigados a comprar ou não por falta de condições financeiras.
  • 50. 50 4.16 Melhora na vida do paciente Figura 21 – Percentual da melhora na vida em portadores da doença de Alzheimer, Fernandópolis – SP, 2012 (n=40). A doença de Alzheimer não possui cura. Os tratamentos são utilizados com o objetivo de estabilizar o estado do paciente (BRASIL, 2010). Na figura 21 verificamos se houve ou não melhora na vida do paciente após o começo do tratamento farmacológico. Em metade dos pacientes, os cuidadores relataram que não houve melhora, mais sim um controle do estado do paciente. Já 37,50% relataram uma melhora, seguido por 12,50% que disseram que os pacientes pioraram após o começo do tratamento farmacológico.
  • 51. 51 4.17 Outras patologias relatadas Figura 22 – Distribuição percentual de outros males relatados nos portadores da doença de Alzheimer, Fernandópolis – SP, 2012 (n=40). A patologia mais frequente é a pneumonia, pois com a evolução da DA, o sistema imunológico se enfraquece, possibilitando a perda de peso, aumentando a chance de contrair uma infecção na garganta e no pulmão (OLIVEIRA; et al., 2005). Na figura 22 foi relatado que 70% dos pacientes não contraíram outros males durante o período da doença de Alzheimer. A patologia mais evidenciada foi à pneumonia com 17,50% dos pacientes, seguido por Acidente Vascular Encefálico (5%), parada respiratória (2,50%), anemia (2,50%) e Corpus de Lewi (2,50%).
  • 52. 52 4.18 Efeitos adversos dos medicamentos Figura 23 – Distribuição percentual de efeitos adversos ocasionados pelos medicamentos nos portadores da doença de Alzheimer, Fernandópolis – SP, 2012 (n=40). Alguns efeitos adversos são relacionados à administração dos medicamentos para a doença de Alzheimer, como relatado no estudo de Chaves e Ferreira (2008), estes são: bradicardia, tonturas, ansiedade, sonolência, perca de peso, problemas gastrointestinais, dor de cabeça etc. A figura 23 relatou quatro efeitos adversos: Tontura (7,50%), perda de peso (5%), sonolência (2,50%) e ansiedade (2,50%). Logo foi relatado que a maioria dos pacientes (82,50%) não teve efeitos adversos relacionados à doença de Alzheimer.
  • 53. 53 4.19 Fases da doença Figura 24 – Distribuição percentual da fase da doença em portadores da doença de Alzheimer, Fernandópolis – SP, 2012 (n=40). Os pacientes relatados nesta pesquisa, foram enquadrados através dos sintomas nas três fases da doença de Alzheimer segundo a WHO (2012), são elas a fase inicial, intermediária e tardia. Na fase inicial os sinais e sintomas mais relacionados são o esquecimento, a perda de controle do tempo, perda de peso e o paciente se perde em lugares familiares, na fase intermediária os sintomas mais claros são: esquecimento dos acontecimentos recentes, nomes das pessoas, se perde na própria casa, tem uma crescente dificuldade na comunicação, necessita de ajuda para cuidados pessoais, mudanças de comportamento e questionamento repetitivo, já na fase tardia os sinais e sintomas mais relacionados são: inconsciência do tempo e do lugar, dificuldade em reconhecer familiares e amigos, necessidade crescente de atendimento, dificuldade para andar e mudanças de comportamento podendo inclusive ser agressivo (WHO, 2012a; b). A maioria dos pacientes (87,50%) está na fase intermediária da doença relatando os seguintes sintomas: esquecimento de acontecimentos recentes, nomes das pessoas, dificuldade na comunicação, ajuda para cuidados
  • 54. 54 pessoais, mudanças de comportamento e questionamento repetitivo. Em fase inicial foram relatados 5% dos pacientes apresentando sintomas como: esquecimento, perda de controle do tempo, perda de peso e o paciente se perdem em lugares familiares. Enquanto na fase tardia foram relatados 7,50% dos pacientes, relatando inconsciência de tempo e de lugar, dificuldade em reconhecerem familiares e amigos, necessidade crescente de atendimento, dificuldade para andar e mudanças de comportamento podendo inclusive ser agressivo.
  • 55. 55 5. CONSIDERAÇÕES FINAIS Sintomas da Doença de Alzheimer foram relatados apenas em 1906 pelo neurologista Alois Alzheimer, demonstrando o declínio progressivo do estado cognitivo da pessoa afetada, sendo possível diferenciar esta demência da senilidade. Através do estudo do presente trabalho foi possível relatar o perfil dos portadores de Alzheimer, avaliar os aspectos farmacoterápeuticos e comportamento do portador da doença e também relatar o nível de informação do cuidador junto ao paciente,diagnosticando que a maioria são mulheres, a faixa etária mais comum foi de 85 a 89 anos de idade, relatando que já possuíam a doença em torno de 1 a 5 anos, sendo a maior parte analfabeta e pelos sinais e sintomas apresentados, em fase intermediária. Os dados apresentados mostram que todos os portadores da doença de Alzheimer são acompanhados por algum cuidador, tendo dificuldades ou não de realizar as atividades do dia a dia, onde mais da metade dos cuidadores são seus filhos. Pelo convívio excessivo com o paciente, os cuidadores em uma minoria apresentaram patologias, onde a depressão foi a mais relatada. Ao avaliar os dados nota-se que a maioria dos portadores da doença de Alzheimer tem condições de realizar atividades físicas, porém um número pequeno destes pacientes pratica algum exercício físico, que é acessível e eficiente contra a depressão. Analisando os dados verifica-se que tanto a prática de hábitos intelectuais quanto o histórico familiar da doença de Alzheimer são fatores predisponentes, todavia neste estudo não foram expressivos. Os anticolinesterásicos e antiglutamatérgicos são as classes de medicamentos utilizados para tratamento da DA, sendo eles a rivastigmina, donepezil, galantamina e memantina.Estes medicamentos são adquiridos através de um processo no alto custo (rede pública), e quando estão em falta, os pacientes por necessidade se vêem obrigados a obtê-los mesmo não possuindo condições financeiras. A eficácia dessa terapia medicamentosa é limitada, pois não proporciona uma cura e sim um controle no quadro clínico do
  • 56. 56 paciente, os efeitos adversos mais comuns apresentados por esses medicamentos são: tontura e perda de peso. Analisando os dados o uso de outros tipos de terapias que visam a melhora da qualidade de vida do paciente é pouco utilizado, por falta de conhecimento por parte das pessoas ou até mesmo por um custo elevado. Com o progresso da DA o sistema imunológico do paciente se enfraquece, contribuindo para o aparecimento de outras patologias, no presente estudo a pneumonia foi àúnica patologia significante relatada. De ante do exposto, cabe ressaltar que os números obtidos são dados referidos e que estão sujeitos a esquecimento, ligeireza e omissão nas respostas. Em suma, a análise final desse trabalho traz à tona a necessidade de um melhor conhecimento da doença de Alzheimer, por medidas educativas na população, nos profissionais de saúde e pesquisadores, buscando encontrar uma cura ou até um melhor controle desta enfermidade, pois através da pesquisa conseguimos analisar o quanto a qualidade de vida tanto dos portadores da DA, quanto das pessoas envolvidas são prejudicadas.
  • 57. 57 REFERÊNCIAS ABREU, I. D., FORLENZA, O. V., BARROS, H. L. Demência de Alzheimer: correlação entre memória e autonomia. Revista de Psiquiatria Clínica, v. 32, n. 3, Maio/Junho de 2005. ALMEIDA, O. P. CanwepreventAlzheimer'sdisease?Jornal Brasileiro de Psiquiatria, v. 27, n. 4, 2005. ALZHEIMERMED. Estimativa do número de prescrições de inibidores de acetilcolinesterase em farmácias do Canadá, 2011b. Disponível em: <http://www.alzheimermed.com.br/tratamento/inibidores-da-acetilcolinesterase- parte-1>. Acesso em: 05 de Julho de 2012. ALZHEIMERMED. São os homens ou mulheres os mais afetados? 2011a. Disponível em: <http://www.alzheimermed.com.br/perguntas-e-respostas/sao- os-homens-ou-as-mulheres-os-mais-afetados>. Acesso em: 05 Julho de 2012. ALZHEIMERMED. Tratamento não farmacológico, 2011c. Disponível em: < http://www.alzheimermed.com.br/tratamento/tratamento-nao-farmacologico>. Acessoem: 20 de Outubro de 2012. AMERICAN HEALTH ASSISTANCE FOUNDATION.Brain With Alzheimer's Disease, 2012a. Disponível em: <http://www.ahaf.org/alzheimers/about/understanding/brain-with- alzheimers.html>. Acessoem: 07 de Julho de 2012. AMERICAN HEALTH ASSISTANCE FOUNDATION. How the Brain and Nerve Cells Change During Alzheimer’s Disease, 2012b. Disponível em: <http://www.ahaf.org/alzheimers/about/understanding/brain-nerve-cells.html>. Acesso em: 07 de Julho de 2012. AMERICAN HEALTH ASSISTANCE FOUNDATION. Plaques andTangles, 2012c. Disponível em: <http://www.ahaf.org/alzheimers/about/understanding/plaques-and- tangles.html>. Acessoem: 07 de Julho de 2012. AMERICAN HEALTH ASSISTANCE FOUNDATION. Diagnosis of Alzheimer’s Disease, 2012d. Disponível em: <http://www.ahaf.org/alzheimers/about/diagnosis.html>. Acessoem: 07 de Julho de 2012. AMERICAN HEALTH ASSISTANCE FOUNDATION. Alzheimer's Treatments, 2012e. Disponível em: <http://www.ahaf.org/alzheimers/treatment/common/>. Acesso em: 07 de Julho de 2012. AMERICAN HEALTH ASSISTANCE FOUNDATION.Alzheimer's Risk Factors and Prevention, 2012f. Disponível em: <http://www.ahaf.org/alzheimers/about/risk/>. Acesso em: 08 de Julho de 2012.
  • 58. 58 AREZA-FEGYVERES, R., et al. Dementia Pugilistica with clinical features of Alzheimer's disease. Arquivos de Neuro-Psiquiatria, v. 65, n. 3b, Setembro de 2007. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ALZHEIMER. Doença, 2012. Disponível em: http://www.abrazsp.org.br/doenca.html. Acesso em: 21 de Outubro de 2012. AZEVEDO, P. G., et al. Linguagem e memória na doença de Alzheimer em fase moderada, Outubro de 2009. BANBATO, E. F. C., NASCIMENTO, C. Função executiva em idosos: um estudo utilizando subtestes da Escala WAIS-III. Psico-USF, v. 12, n. 1, p. 65- 73, Janeiro/Junho, 2007. BERNHARDI, R. V. Mecanismos neurobiológicos da doença de Alzheimer. Jornal chileno de neuropsiquiatria, v. 43, n. 2, Junho de 2012. BOTTINO, C. M. C. O tratamento de longo prazo está indicado para pacientes com doença de Alzheimer? Revista de Psiquiatria Clínica, v. 32, n. 6, Novembro/Dezembro de 2012. BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Lista de medicamentos de referência, 2012. Disponível em: <http://portal.anvisa.gov.br/wps/wcm/connect/c090d580474591ac999fdd3fbc4c 6735/lista+06-07- 2012+LISTA+DE+MED+REFER%C3%8ANCIA11_a.pdf?MOD=AJPERES>. Acesso em: 31 de Outubro de 2012. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Portaria n° 491, de 23 de setembro de 2010. Dispõe sobre parâmetros da doença de Alzheimer no Brasil e de diretrizes nacionais para diagnóstico, tratamento e acompanhamento dos indivíduos com esta doença. Diário Oficial da União, p. 2-7, 23 de Julho de 2012. CHAVES, M. B., FERREIRA, T. A. A. Terapia medicamentosa da doença de Alzheimer. Revista eletrônica de farmácia, v. 1, 2008. CRUZ, M. N., HAMDAN, A. C. O impacto da doença de Alzheimer no cuidador. Psicologia em Estudo, v. 13, n. 2, 2008. DIÁRIO DA SAÚDE. Imagem do Neurologista Alois Alzheimer, 2009. Disponível em:<http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=infeccoes- acelerar-perda-memoria-pacientes-alzheimer&id=4518>. Acesso em: 03 de Julho de 2012. DINIZ, D. S. O., FORLENZA, O. V. O uso de biomarcadores no líquido cefalorraquidiano no diagnóstico precoce da doença de Alzheimer. Revista de Psiquiatria Clínica, v. 34, n. 3, 2007. DONOSO, A. La enfermedad de Alzheimer. Jornal chileno de neuropsiquiatria, v. 41, supl. 2, Novembro de 2003.
  • 59. 59 ENGELHARDT, E. et al. Tratamento da doença de alzheimer: recomendações e sugestões do Departamento Científico de Neurologia Cognitiva e do Envelhecimento da Academia Brasileira de Neurologia. Arquivos de Neuro- Psiquiatria, v. 63, n.4, Dezembro de 2005. FERREIRA, P. C., et al. Aluminum as a risk factor for Alzheimer's disease. Revista Latino-Americana de Enfermagem, v. 16, n. 1, Jan/Fev 2008. FERREIRA, L. K., BUSATTO, G. F. Neuroimaging in Alzheimer's disease: current role in clinical practice and potential future applications. Clínicas, v. 66, supl. 1, 2011. FALCÃO, D. V. S., BUCHER-MALUSCHKE, J. S. N. F. Cuidar de familiares idosos com a doença de alzheimer: uma reflexão sobre aspectos psicossociais. Psicologia em Estudo, v. 14, n. 4, Outubro/Dezembro 2009. FORENZA, O. V. Tratamento farmacológico da doença de Alzheimer. Revista de Psiquiatria Clínica, v. 32, n.3, Maio /Junho de 2005. FUENTES, P., DONOSO, A. Diagnóstico precoz de la enfermedad de Alzheimer. Revista chilena de neuro-psiquiatría, v. 39, n. 4, Outubro 2011. GARRIDO, R., ALMEIDA, O. P. Distúrbios de comportamento em pacientes com demência. Arquivos de Neuro-Psiquiatria, v. 57, n. 2B, 1999. GUIMARÃES, H. C., et al. Neurobiology of apathy in Alzheimer's disease. Arquivos de Neuro-Psiquiatria, v. 66, n. 2b, Junho de 2008. HERNANDEZ, S. S. S., et al. Atividade física e sintomas neuropsiuiátricos em pacientes com demência de Alzheimer. Revista de Educação Física, v. 17, n. 3, Julho/Setembro 2011. INOUYE, K. Educação, Qualidade de vida e doença de Alzheimer: Visões de idosos e seus familiares. Programa de pós-graduação em educação especial UFSCAR, 2008. Disponível em: <http://www.bdtd.ufscar.br/htdocs/tedeSimplificado/tde_arquivos/9/TDE-2009- 07-07T133534Z-2161/Publico/2179.pdf>. Acesso em: 28 de Outubro de 2012. INOUYE, K., PEDRAZZANI, E. S., PAVARINI, S. C. I. Influência da doença de Alzheimer na percepção de qualidade de vida do idoso. Revista da Escola de Enfermagem da USP, v. 44, n. 4, Dezembro de 2010. JUNIOR, C. V., et al. Produtos naturais como candidatos a fármacos úteis no tratamento do Mal de Alzheimer. Química Nova, v. 27, n. 4, Julho/Agosto de 2004. LUCATELLI, J. F., et al. Influência genética sobre a doença de Alzheimer de início precoce. Revista de Psiquiatria Clínica, v. 36, n. 1, 2009. LUZARDO, A. R., et al. Características de idosos com doença de Alzheimer e seus cuidadores: uma série de casos em um serviço de neurogeriatria, 2006.
  • 60. 60 MARTÍNEZ, V. T. P., PAZITKOVÁ, T. V. Repercusión de la demência em los cuidadores primordialesdel policlínico “ Ana Betancourt ”. Revista Cubana de Medicina General Integral, v. 26, n. 2, Abril-Junho 2010. NASCIMENTO, C. M. C., et al. Um ensaio clínico controlado sobre os efeitos do exercício sobre a distúrbios neuropsiquiátricos e atividades instrumentais em mulheres com doença de Alzheimer. Revista Brasileira de Fisioterapia, v. 16, n. 3, Maio/Junho de 2012. NITRINI, R. Há sentido em utilizar o tratamento atualmente disponível para a doença de Alzheimer? Revista de Psiquiatria Clínica, v. 33, n. 4, 2006. OJOPI, E. P. B., et al. Apolipoproteína E e a doença de Alzheimer. Revista de Psiquiatria Clínica, v. 31, n. 1, 2004. OLIVEIRA, M. F., et al. Doença de Alzheimer: Perfil Neuropsicológico e Tratamento. Universidade Lusíada do Porto, 2005. Disponível em: <http://www.psicologia.pt/artigos/textos/TL0032.PDF>. Acesso em: 22 de Outubro de 2012. ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Mental Health andSubstance Abuse. South-EastAsia: WHO, 1999a.Disponível em: <http://www.searo.who.int/en/section1174/section1199/section1567/section182 3_8057.htm>. Acesso em: 02 de Agosto de 2012. ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Dementia. Ficha n. 362, Abril 2012b. Disponível em: <http://www.who.int/mediacentre/factsheets/fs362/en/>. Acesso em: 02 de Julho de 2012. ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. O acesso aos medicamentos de alto custo nas Américas: Contexto, Desafios e Perspectivas. Série Técnica N. 1: Medicamentos Essenciais, Acesso e Inovação (THR/EM), 2012c. PINTO, M. F., et al. Qualidade de vida e sobrecarga de cuidadores de idosos com doença de Alzheimer. Acta Paulista de Enfermagem, v. 22, n. 5, pp. 652- 657, 2009. RODRÍGUEZ, J. J. L., HERNÁNDEZ, M. G. Actualización sobre la enfermedad de Alzheimer. Revista Cubana de Medicina General Integral, v. 18, n. 4, Julho-Agosto 2002. SANTOS, M. T. F., SOUGEY, E. B., ALCHIERI, J. C. Validity and reliability of the screening test for Alzheimer's disease with proverbs (STADP) for the elderly. Arquivos de Neuro-Psiquiatria, v. 67, n. 3b, 2009. SMITH, M. A. C. Doença de Alzheimer. Revista Brasileira de Psiquiatria, v. 21, n. 2, Outubro de 1999.
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  • 62. 62 APÊNDICE A Fundação Educacional de Fernandópolis F.E.F. Faculdades Integradas de Fernandópolis – FIFE TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO 1- Registro explicativo da pesquisa Titulo da pesquisa:“Perfil de portadores da doença de Alzheimer de comunidades da cidade de Fernandópolis - SP” Orientador da pesquisa:PROF. MS.REGES EVANDRO TERUEL BARRETO Autores da pesquisa: FÁBIO TAVARES DE AGUIAR MARCUS VINICIUS DE OLIVEIRA SOUSA MATHEUS AZAMBUJA OLIVEIRA RUANITO DELFINO DA SILVA FREITAS 2- Informações aos Sujeitos da Pesquisa O(a) Sr.(a) está sendo convidado(a) à participar da nossa pesquisa. Responderá perguntas sobre: seu perfil, qualidade de vida e medicamentos utilizados. Se o(a) Sr.(a) concordar em participar do nosso trabalho, nós lhe faremos algumas perguntas que serão registradas por escrito. Concordado em participar desta pesquisa o(a) Sr.(a) não terá benefício direto, no entanto, os resultados podem servir para que outros profissionais conheçam o perfil de paciente com a Doença de Alzheimer na comunidade de Fernandópolis. O(a) Sr.(a) tem todo o direito de não aceitar participar desta pesquisa, e no caso da participação poderá deixar de participar a qualquer momento, sem prejuízo algum. Tem o direito de receber respostas a qualquer duvida relacionada com a pesquisa, e o direito de não ser identificada tendo sua privacidade preservada. 3- Identificação e Consentimento do Sujeito ou Responsável Legal Nome:____________________________________________________________ Endereço:__________________________________________________________ Telefone: ( )________________________________________________________ Após ter recebido as informações sobre esta pesquisa, declaro que entendi o que me foi explicado e concordo em participar da mesma tendo garantidos os direitos relacionados acima, conforme a resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde: Fernandópolis, _________ de____________________de 2012. _________________________________________________________ Assinatura do sujeito da pesquisa ________________________________________________________________ Assinatura do orientador ou pesquisador responsável
  • 63. 63 APÊNDICE B Fernandópolis, 09 de Agosto de 2012 Caro(a) sr(a), Vimos, por meio desta, apresentar o projeto “Perfil, Qualidade de Vida e Uso de Medicamentos por Pacientes com Doença de Alzheimer na Comunidade de Fernandópolis.”, que está sendo desenvolvido por alunos do curso de Farmácia, da Fundação Educacional de Fernandópolis, como requisito para o Trabalho de conclusão do Curso de Farmácia. O trabalho tem como objetivo tanto avaliar a qualidade de vida de pacientes portadores da Doença de Alzheimer, quanto orientar possíveis estratégias para sua melhora, tendo em vista o uso de medicamentos e outras terapias. Certos que podemos contar com sua valiosa colaboração, colocamo-nos a disposição para maiores esclarecimentos. Atenciosamente, ____________________________ __________________________ Fábio Tavares Aguiar Marcus Vinicius de Oliveira Sousa Aluno de graduação do 8° período de Farmácia Aluno de graduação do 8° período de Farmácia Fundação Educacional de Fernandópolis Fundação Educacional de Fernandópolis _____________________________ _____________________________ Matheus Azambuja Oliveira Ruanito Delfino da Silva Freitas Aluno de graduação do 8° período de Farmácia Aluno de graduação do 8° período de Farmácia Fundação Educacional de Fernandópolis Fundação Educacional de Fernandópolis ___________________________ Prof. Me. Reges Evandro Teruel Barreto Orientador Fundação Educacional de Fernandópolis
  • 64. 64