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FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DE FERNANDÓPOLIS
   FACULDADES INTEGRADAS DE FERNANDÓPOLIS




             ALLAN RAMOS VENTURA
          DARLENE CRISTINE CAVENAGE
          FRANCIELE DE ALMEIDA COSTA
                JONATAN PEDRO




O USO DE ANTICONCEPCIONAIS POR MULHERES DE UMA
     ESCOLA TÉCNICA DE FERNANDÓPOLIS - SP




               FERNANDÓPOLIS
                     2012
ALLAN RAMOS VENTURA
             DARLENE CRISTINE CAVENAGE
             FRANCIELE DE ALMEIDA COSTA
                   JONATAN PEDRO




O USO DE ANTICONCEPCIONAIS POR MULHERES DE UMA ESCOLA
            TÉCNICA DE FERNANDÓPOLIS - SP




                    Trabalho de conclusão de curso apresentado à
                    Banca Examinadora do Curso de Graduação
                    em Farmácia da Fundação Educacional de
                    Fernandópolis como exigência parcial para
                    obtenção do título de bacharel em farmácia.


                    Orientador: Prof. MSc.Roney Eduardo Zaparoli
FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DE FERNANDÓPOLIS
                          FERNANDÓPOLIS – SP
                                    2012


                         ALLAN RAMOS VENTURA
                     DARLENE CRISTINE CAVENAGE
                     FRANCIELE DE ALMEIDA COSTA
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   O USO DE ANTICONCEPCIONAIS POR MULHERES DE UMA ESCOLA
                    TÉCNICA DE FERNANDÓPOLIS - SP




                               Trabalho de conclusão de curso aprovado
                               como requisito parcial para obtenção do título
                               de bacharel em farmácia.

                               Aprovado em: __ de novembro de 20__.




            Banca examinadora                    Assinatura      Conceito
Prof. MSc. Roney Eduardo Zaparoli
Profa. Esp. Rosana Matsumi Kagesawa Motta
Profa. Esp. Vanessa Maira Rizzato Silveira




                    Prof. MSc. Roney Eduardo Zaparoli
                      Presidente da Banca Examinadora
Dedicamos este trabalho primeiramente a
Deus, pois sem ele, nada seria possível, e
nossos sonhos não seriam concretizados.
Aos nossos pais, que sempre nos deram apoio,
e estiveram presentes acreditando em nosso
potencial, nos incentivando na busca de novas
realizações e descobertas.
AGRADECIMENTOS


      Aos nossos pais, por proporcionarem este momento tão especial, tão
sonhado, sem os quais, não seria possível ser realizado.
      Ao professor Roney Eduardo Zaparoli, nosso orientador, pela atenção,
pelo apoio e paciência, para que esta tarefa fosse cumprida.
      As pessoas que de uma maneira ou de outra, entenderam e aceitaram
nossa ausência justificada pelas horas de dedicação ao mesmo.
      A todos os funcionários e alunas da Escola Técnica Estadual de
Fernandópolis, por ter nos possibilitado realizar a entrevista que nos auxiliou na
realização de nosso trabalho.
      A todos os professores e colegas de classe que nos acompanharam
todos esses anos.
“Apesar dos nossos defeitos, precisamos
enxergar que somos pérolas únicas no teatro
da vida e entender que não existem pessoas
de sucesso e pessoas fracassadas. O que
existem são pessoas que lutam pelos seus
sonhos ou desistem deles.”

                              Augusto Cury
RESUMO




Anticoncepcionais são medicamentos que possuem em sua composição os
esteróides sintéticos estrógeno e progesterona, isolados ou associados. São
indicados principalmente para mulheres que desejam controlar a natalidade,
para o tratamento de ovários policísticos, ciclomastopatias, hemorragias no
climatério. Os anticoncepcionais orais combinados são os mais utilizados e
apresentam maior segurança e eficácia. O uso incorreto e as interações
diminuem a eficácia contraceptiva. A partir deste trabalho foi possível conhecer
quais os anticoncepcionais mais utilizados, qual o principal motivo do uso deste
medicamento, se o paciente tem conhecimento sobre a forma correta de
administração do anticoncepcional e das possíveis interações medicamentosas
que este apresenta. Trata-se de uma pesquisa realizada com alunas dos
cursos técnicos da Escola Técnica Estadual de Fernandópolis (ETEC
Fernandópolis), com ajuda de um questionário composto por 20 perguntas.
Concluiu-se que o uso do contraceptivo está presente, na maioria dos casos,
em jovens de 16 anos ou menos, que muitas vezes não tem conhecimento dos
riscos causados pelo uso deste medicamento. Dessa forma, constata-se que o
papel do farmacêutico na sociedade é fundamental, sendo que este é
importante na orientação dos pacientes sobre o uso racional de medicamentos.




Palavras-chave: Anticoncepcionais. Eficácia. Interações.
ABSTRACT




Contraceptives are drugs that have in their composition the synthetic steroids
estrogen and progesterone, alone or associated. They are mainly indicated for
women who desire birth control, to treat polycystic ovaries, cyclomastopathy or
bleeding during menopause. The combined oral contraceptives are the most
used ones and have higher level of safety and efficacy. The incorrect use and
the interactions decrease the contraceptive efficacy. From this work it was
possible to find out which are the most widely used contraceptives, what the
main reason for using this medicine is, whether the patient knows about the
correct procedures to manage the contraceptive and the possible drug
interactions that it presents. The research was performed by students of
vocational courses at Escola Técnica Estadual de Fernandópolis (ETEC
Fernandópolis), with the supporting of a questionnaire consisting of 20
questions. It was concluded that the use of contraceptive is present, in most
cases, among young people aged 16 or less, who usually are not aware about
the risks caused by the use of this medicine. Thus, it seems that the role of the
pharmacist in society is essential and it is also important in guiding patients
about the rational use of medicines.




Key-words: Contraceptives. Efficacy. Interactions.
LISTA DE FIGURAS E GRÁFICOS


 Figura 1 – Metabolismo dos contraceptivos orais e prováveis mecanismos de
                interação com os antibióticos ........................................................... 17
 Figura 2 – Contraceptivos orais combinados ..................................................... 21

 Figura 3 – Adesivo contraceptivo ....................................................................... 23

 Figura 4 – Anel vaginal contraceptivo ................................................................ 23

 Figura 5 – Fases do câncer do colo uterino ....................................................... 27

Gráfico 1 –
                Idade das mulheres que fazem uso de contraceptivos .................... 36
Gráfico 2 – Mulheres que conhecem a maneira correta de utilizar o
                contraceptivo .................................................................................... 37

Gráfico 3 –     Mulheres que utilizam o contraceptivo de maneira correta .............. 38

Gráfico 4 –     Mulheres que se esqueceram de usar o contraceptivo algum dia ... 39
Gráfico 5 – Mulheres que conhecem a necessidade de usar o contraceptivo
                até o fim da cartela, mesmo que menstruem ................................... 39

Gráfico 6 –     Mulheres que trocaram de contraceptivo durante o tratamento ....... 40
                Contraceptivos usados pelas entrevistadas de acordo com o
Gráfico 7 –
                princípio ativo .................................................................................... 42

Gráfico 8 – Mulheres que engravidaram mesmo fazendo uso do contraceptivo .. 44

Gráfico 9 – Fármacos que as mulheres usam associados aos contraceptivos .... 45
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS


AINES – Antiinflamatórios Não-Esteróides
DIU – Dispositivo Intra-Uterino
DST – Doenças Sexualmente Transmissíveis
ETEC – Escola Técnica Estadual
EUA – Estados Unidos da América
FSH – Hormônio Folículo Estimulante
HIV – Vírus da Imunodeficiência Humana
LH – Hormônio Luteinizante
mcg – Microgramas
μg – Microgramas
mg – Miligramas
RH – Gonadorrelinas
SUS – Sistema Único de Saúde
SUMÁRIO


INTRODUÇÃO ................................................................................................. 12

1 ANTICONCEPCIONAL ................................................................................. 14

   1.1 Progesterona e Estrógeno ................................................................... 14

   1.2 Farmacocinética ................................................................................... 15

   1.3 Farmacodinâmica ................................................................................. 16

   1.4 Indicações ............................................................................................. 17

   1.5 Eficácia .................................................................................................. 18

   1.6 Efeitos Colaterais ................................................................................. 19

   1.7 Contra – indicações .............................................................................. 19

   1.8 Efeito de fármacos sobre a eficácia dos contraceptivos orais ......... 20

2 ACONSELHAMENTO CONTRACEPTIVO ................................................... 21

   2.1 Contraceptivos orais combinados ...................................................... 21

   2.2 A influência dos ginecologistas na escolha do método contraceptivo
   adequado ..................................................................................................... 23

   2.3 A escolha do método contraceptivo em países europeus ................ 24

3 NOVAS TENDÊNCIAS ................................................................................. 25

   3.1 Contraceptivos x Indústrias ................................................................. 25

4 RISCO DE DOENÇAS .................................................................................. 26

   4.1 Acidente Vascular Cerebral e Infarto do Miocárdio ........................... 26

   4.2 Efeitos Adversos .................................................................................. 26

5 PRINCÍPIOS ATIVOS ................................................................................... 29

   5.1 Acetato de medroxiprogesterona e cipionato de estradiol ............... 29

   5.2 Acetato de ciproterona e etinilestradiol.............................................. 29

   5.3 Drospirenona e Etinilestradiol ............................................................. 30

   5.4 Gestodeno e Etinilestradiol ................................................................. 30
5.5 Gestodeno Levonorgestrel, Desogestrel, Drospirenona e
   Etinilestradiol .............................................................................................. 31

   5.6 Desogestrel e Etinilestradiol ................................................................ 32

   5.7 Etinilestradiol, Gestodeno, Desogestrel, Drospirenona, Acetato de
   Ciproterona, Levonorgestrel e Norgestimato........................................... 32

   5.8 Levonorgestrel, Desogestrel, Gestodeno, Acetato de Ciproterona e
   Vitamina B6 ................................................................................................. 33

6 OBJETIVOS .................................................................................................. 34

   6.1 OBJETIVO GERAL ................................................................................ 34

   6.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS .................................................................. 34

7 MATERIAIS E MÉTODOS ............................................................................ 35

8 RESULTADOS E DISCUSSÂO .................................................................... 36

   8.1 Idade x Tempo de uso .......................................................................... 36

   8.2 Utilização correta x Eficácia do anticoncepcional ............................. 37

   8.3 Fatores determinantes para escolha do anticoncepcional ............... 42

   8.4 Problemas relacionados ao uso incorreto de anticoncepcionais .... 44

   8.5 Principais interações dos anticoncepcionais .................................... 45

9 CONSIDERAÇÔES FINAIS .......................................................................... 48

10 CONCLUSÃO ............................................................................................. 49

REFERÊNCIAS ................................................................................................ 50

APÊNDICE 1 .................................................................................................... 61
12


                                     INTRODUÇÃO




      A escolha do presente tema deve-se ao fato de que cada dia mais os
pacientes realizam a automedicação, fazem o uso do medicamento sem
orientação médica e de maneira inadequada, sem saber as possíveis
interações     medicamentosas        que       acontecem,    nesse     caso     entre    os
anticoncepcionais     e     outros   medicamentos,         como    alguns      antibióticos,
anticonvulsivantes, tranquilizantes e agentes imunodepressores.
      Nessa pesquisa de campo, buscamos conhecer quais os principais
motivos que levam os pacientes a iniciarem o uso dos anticoncepcionais, se
sabem utilizá-lo da maneira correta e se apresentam conhecimento sobre as
possíveis interações medicamentosas deste medicamento e dos problemas
que este pode causar futuramente.
      O tema proposto procura entender qual é o papel do profissional
farmacêutico, no sentido de promover o uso racional de medicamentos através
da Assistência e Atenção Farmacêutica.
      Neste      trabalho     apresenta-se        o      mecanismo     de      ação     dos
anticoncepcionais,    seus     efeitos     colaterais,    suas    principais    interações
medicamentosas, sua eficácia, além dos possíveis problemas relacionados ao
uso deste tipo de medicamento. Sendo que este medicamento apresenta maior
eficácia quando é administrado por via oral na forma combinada.
      De acordo com a Revista Brasileira de Ciências Farmacêuticas a
atenção      farmacêutica,    prioriza     a    orientação   e    o   acompanhamento
farmacoterapêutico e a relação direta entre o farmacêutico e o usuário de
medicamentos. No Brasil, a sua implantação é dificultada por alguns fatores
como a dificuldade de acesso ao medicamento por parte dos usuários do
Sistema Único de Saúde (SUS) e Unidades Básicas de Saúde.
      A partir da pesquisa de campo que realizada percebe-se que o principal
motivo da utilização do anticoncepcional é prevenir a gravidez, mas também
existem outros fatores que levam a sua administração como problemas de
ovário, para fins estéticos e também para cólicas menstruais. A maioria das
pacientes faz o uso do contraceptivo oral combinado e todas alegam saber a
13


maneira correta de utilizá-lo, embora algumas não façam o seu uso nos dias e
horários certos e não saibam que de ocorrer interação medicamentosa deste
medicamento com outros, diminuindo a sua eficácia.
      O profissional farmacêutico tem como função orientar o paciente sobre o
uso correto e racional dos medicamentos, neste caso o anticoncepcional.
      O farmacêutico deve instruir os pacientes quanto aos problemas que
este medicamento pode causar, as possíveis interações medicamentosas que
este apresenta, diminuindo sua eficácia, e no caso de ser utilizado na
prevenção da gravidez, mostrar ao paciente que existem outros métodos
contraceptivos eficazes que podem ser utilizados, não só como método
preventivo da gravidez, mas também de doenças sexualmente transmissíveis.
Além de orientar o paciente a fazer o uso do medicamento nos horários e nos
dias certos e com orientação de profissional habilitado.
      A partir desta pesquisa, confere-se a importância do farmacêutico na
assistência e atenção farmacêutica, no sentido de promover o uso racional e
correto dos medicamentos, na tentativa de evitar problemas futuros.
14


1 ANTICONCEPCIONAL




1.1Progesterona e Estrógeno




       A história dos anticoncepcionais começou há mais de 2000 anos, onde
os primeiros representantes dessa classe apresentavam arsênico, estricnina e
mercúrio, que causavam complicações tóxicas, ou até mesmo a morte. O
hormônio progesterona, componente ativo do corpo lúteo, foi identificado em
1928 e se mostrava eficaz para proteger a gestação. Seguiram-se as
observações, onde foi identificado outro hormônio, envolvido na fertilidade,
chamado estrógeno. Posteriormente, pesquisas mostraram que ambos
esteróides ovarianos constituíam dois grupos hormonais. A partir de 1957 e,
principalmente em 1963, a injeção dos hormônios recém-isolados em mulheres
inférteis, mostrou inibições das ovulações frequentes. Assim começava o
controle da fertilidade humana com o uso de esteróides (SILVA, 2006).
       O primeiro contraceptivo lançado continha 150 mg de estrógenos e 10
mg de progesterona, esse níveis eram altos o bastante para manter o nível
contraceptivo eficaz. Porém, para diminuir os efeitos colaterais, as dosagens
desses hormônios foram reduzidas para 30 mg de estrógeno e 1 mg de
progesterona. Essas concentrações são bastante efetivas, porém na presença
de alguns medicamentos, como antimicrobianos e anticonvulsivantes, os níveis
hormonais, reduzidos, podem cair ainda mais, fazendo com que a eficácia do
contraceptivo seja comprometida (CORRÊA; ANDRADE; RANALI, 1998).
       Os contraceptivos orais combinados contêm os hormônios femininos
estrogênio e progesterona, capazes de inibir a ovulação e promover o
revestimento do útero, quando usados de forma correta e regular. Apresenta
uma taxa de falha relatada de 1/1000 mulheres (SZAREWSKI, 2003).
       Os estrogênios são os componentes principais de vários métodos
contraceptivos: pílulas anticoncepcionais orais combinadas, anticoncepcionais
injetáveis   combinados,    anéis    vaginais      contraceptivos   combinados,
combinações      do    sistema      transdérmico      contraceptivo e    pílulas
15


anticoncepcionais combinadas de emergência. Formulações contraceptivas
que possuem estrogênio são conhecidas como contraceptivos combinados
porque também possuem progestina em sua composição. O conhecimento dos
métodos contraceptivos permite a prestação de assistência especializada para
as mulheres que usam esses produtos (LIKIS, 2002).




1.2 Farmacocinética




      Nas mulheres, os esteróides são produzidos nos ovários, no córtex das
supra-renais e na placenta (durante a gestação), a partir da síntese do
colesterol nas células ovarianas. Entretanto, a localização intracelular das
enzimas responsáveis pela biossíntese dos esteróides não é conhecida até o
momento. Eles podem ser absorvidos pela pele e pelas membranas mucosas.
Soluções oleosas são administradas de forma subcutânea e intramuscular.
Estrógenos semi-sintéticos (etinilestradiol e mestranol) e novos progestínicos
são absorvidos por via oral, sendo eficazes na regulação do ciclo e da
fertilidade. O FSH (Hormônio Folículo Estimulante) regula a estimulação dos
folículos ovarianos e a produção dos estrógenos. O estradiol, normalmente
absorvido pelo trato intestinal, alcança sua concentração plasmática máxima
entre 1 e 2 horas. Já a eliminação varia entre 9 e 27 horas. A nível intestinal e
hepático é conjugado com os ácidos sulfúrico e glucurônico, sofrendo assim a
chamada 1ª passagem hepática. A progesterona, pouco antes da segunda fase
do ciclo, é produzida no corpo lúteo. O LH (Hormônio Luteinizante) é
responsável pelo estímulo da secreção de progesterona. Esta pode também
ser convertida em estradiol, tendo a androstenediona como intermediária
(RANG; DALE, 2007).
16


1.3 Farmacodinâmica




      Os fármacos contraceptivos são esteróides semi-sintéticos ou sintéticos,
isolados ou associados, que atuam na regulação endócrina dos órgãos
responsáveis pela reprodução humana. Doses pequenas de estrógenos ou
progesterona estimulam a secreção de LH, porém doses regulares inibem a
ovulação. Aparentemente, o hipotálamo ou os centros nervosos superiores
mediam    esse   efeito,   porém   mecanismos    secundários    também    estão
envolvidos. A anovulação também pode ocorrer por supressão dos fatores de
liberação das gonadorrelinas (RH – FSH, RH – LH), o que impede o
crescimento de folículos ovarianos. Há a mesma supressão quando
administrados estrógenos e progestínicos associados. Normalmente os
contraceptivos são uma associação de estrógenos e progesterona, que inibem
a ovulação, espessando o muco cervical, dificultando a migração espermática.
Há também atrofia endometrial, o que reduz a probabilidade de implantação
(GOODMAN; GILMAN, 2005).
      Quando ingeridos, os estrógenos e a progesterona são absorvidos pelo
trato gastrintestinal, chegando à corrente circulatória. São conduzidos até o
fígado e são metabolizados, fazendo com que cerca de 42 a 58% desses
hormônios não tenham atividade contraceptiva. Os metabólitos são excretados
na bile, que se esvazia no trato gastrintestinal. Parte destes metabólitos é
hidrolisada por enzimas das bactérias do intestino, liberando o estrogênio ativo
que é reabsorvido, gerando um ciclo entero-hepático, que faz com que os
níveis plasmáticos de estrógenos circulantes aumentem. Já a parte
remanescente é excretada pelas fezes (CORRÊA; ANDRADE; RANALI, 1998).
17


Figura 1: Metabolismo dos contraceptivos orais e prováveis mecanismos de interação com os
antibióticos




Fonte: CORRÊA; ANDRADE; RANALI, 1998




1.4 Indicações




        Os anticoncepcionais são indicados para mulheres que desejam
controlar a natalidade. A indicação do mesmo deve ser feita após consulta
médica e exame ginecológico (com prevenção anual). Além disso, a mulher
deve realizar, sempre que possível ultra-sonografia pélvica transvaginal. Dentre
os dados laboratoriais, é indispensável realizar a triagem lipídica, afinal
alterações nos lipídios podem repercutir em fatores da hemocoagulação.
Alguns médicos fogem do propósito principal do anticoncepcional e indicam
essa classe para tratamento de ovários policísticos, ciclomastopatias,
hemorragias no climatério, diminuição de dores e cólicas menstruais, redução
de sangramento menstrual, redução de nódulos mamários benignos. A
contracepção também pode ser benéfica em casos de: câncer endometrial,
carcinoma ovariano, redução de risco de cistos ovarianos, doença pélvica
inflamatória, diminuição da incidência de gravidez ectópica, mioma uterino e
endometriose (SILVA, 2006) (SZAREWSKI, 2003).
18


1.5 Eficácia




       A eficácia dos anticoncepcionais orais tem seu perfil de segurança
confirmado por várias pesquisas, principalmente com produtos combinados e
monofásicos que contenham menos de 35 microgramas de estrógeno e
pertença a segunda geração. A prevalência da contracepção está aumentando
no mundo inteiro. Em muitos países, mais de 75% dos casais usam métodos
efetivos. Porém, as alternativas existentes não são perfeitas e efeitos adversos
e inconveniência limitam sua aceitabilidade, pelo que muitas gravidezes não
planejadas ocorrem mesmo em países desenvolvidos, onde a contracepção é
facilmente disponível (WANNMACHER, 2003).
       A eficiência dos contraceptivos depende dos níveis plasmáticos de
estrógeno e progesterona. O uso incorreto como o esquecimento da pílula e
horários variáveis de ingestão, pode diminuir a eficácia contraceptiva, pois
pode haver queda dos níveis plasmáticos desses dois hormônios. Vômitos e
diarréia podem diminuir o tempo do medicamento no trato gastrintestinal,
fazendo com que a absorção seja menor. Além disso, alguns medicamentos,
como anticonvulsivantes e antimicrobianos, podem interferir na metabolização
dos anticoncepcionais, fazendo com que os níveis plasmáticos sejam
reduzidos, porém isso ocorre por termos variações individuais no metabolismo
dos contraceptivos. Estudos observaram mulheres que faziam uso de
contraceptivos orais e estavam em tratamento com antimicrobianos e não
apresentaram alterações nas concentrações plasmáticas hormonais. Autores
sugerem que esta interação ocorre apenas nas mulheres mais suscetíveis,
mas, por enquanto, não há como saber quais são mais suscetíveis (CORRÊA;
ANDRADE; RANALI, 1998).
       Exemplos de drogas que diminuem a eficácia dos contraceptivos orais:
Antibiótico (amoxicilina, ampicilina, carbenicilina, cloxacilina, dicloxacilina,
eritromicina,   oxacilina,   penicilina   G,   cloranfenicol    e       tetraciclinas),
Anticonvulsivantes     (carbamazepina,     difenil-hidantoína       e     primidona),
Tranquilizantes (clordiazepóxido, diazepam em altas doses e metadona),
19


Agentes    imunodrepressores      (ciclosporinas),   Vitaminas   (vitamina   C)
(PINHEIRO, 2008).


1.6 Efeitos Colaterais




      O estrogênio faz com que o organismo apresente sintomas semelhantes
aos da gravidez e lactação. Nesse estado são considerados sintomas como:
náuseas, vômitos, tonturas, cefaléia, cansaço, aumento de apetite e de peso.
Alguns anticoncepcionais de baixa dosagem podem causar uma hemorragia de
escape, indesejável e freqüente em 10 a 30% das mulheres, que pode ser
controlada com o uso de 2 comprimidos por 3 dias ou mais ou com a
associação, por um curto período de tempo, de uma série de estrógenos
micronizados. Pode ocorrer também à chamada menstruação silenciosa em 1 a
2% doas casos, não havendo a descamação do endométrio. A diminuição
progressiva do fluxo ou a repetição deste fenômeno levam à paciente, aos
poucos, a amenorréia pós-pílula. Neste caso ocorre a suspensão do uso do
anticoncepcional (SILVA, 2006).




1.7 Contra – indicações




      O uso prolongado de anticoncepcionais orais produz aumento pequeno,
porém significativo, na pressão sistólica e diastólica. Os níveis pressóricos
revertem ao normal com a suspensão dos hormônios. Em pacientes
hipertensas, mesmo um pequeno aumento da pressão arterial pode ser
prejudicial, recomendando-se mudança para métodos contraceptivos não
hormonais. Em relação aos anticoncepcionais, mantém-se ainda a polêmica
sobre a associação de tromboembolismo venoso ao uso dos chamados
representantes da terceira geração (WANNMACHER, 2003).
20


1.8 Efeito de fármacos sobre a eficácia dos contraceptivos orais




      Uma interação importante é a que ocorre entre antimicrobianos e
contraceptivos, podendo fazer com que haja perda da eficácia contraceptiva e
até   mesmo    uma    gravidez    inesperada.   Mulheres   que     utilizavam
anticoncepcionais e faziam tratamento de tuberculose com rifampicina
apresentaram sangramentos intermenstruais, o que proporcionou o primeiro
relato de falha do uso de antimicrobiano com contraceptivos. Posteriormente,
foi observado que, em um grupo de mulheres que utilizavam contraceptivos e
antimicrobiano, 62 tiveram distúrbios no ciclo menstrual e 5 engravidaram. O
British Committee of Safety of Medicines relatou casos de falhas de
contracepção em mulheres que usavam contraceptivos e estavam em
tratamento com antimicrobianos (CORRÊA; ANDRADE; RANALI, 1998).
      Os antimicrobianos destroem as bactérias da flora intestinal, que
hidrolisam os conjugados, diminuindo o ciclo entero-hepático, causando
redução dos níveis plasmáticos dos estrógenos ativos. Porém, este mecanismo
não explica a interação com contraceptivos que apresentam apenas
progesterona, pois seus metabólitos não são excretados na bile como os
estrógenos, por isso, falhas com contraceptivos com apenas progesterona
podem não ter relação com antimicrobianos. A indução das enzimas
microssomais do citocromo P450 no fígado parece reduzir os níveis hormonais,
acelerando o metabolismo dos mesmos. Uma menor reciclagem de estrógenos
associada com um maior metabolismo hepático favorece a queda das
concentrações hormonais, porém não há explicação definitiva para o processo
(REBULI, 2010) (CORRÊA; ANDRADE; RANALI, 1998).
21


2 ACONSELHAMENTO CONTRACEPTIVO




2.1 Contraceptivos orais combinados



                     Figura 2: Contraceptivos orais combinados




               Fonte: site “Doutor, me explica?”, acessado em 06/11/12




      Um estudo realizado na China, em clínicas de planejamento com
mulheres que procuraram contracepção de emergência no prazo de 72 horas
após a relação sexual desprotegida ou falha contraceptiva, analisou a
segurança e a eficácia da contracepção da pílula de levonorgestrel
como contraceptivo de emergência. Quanto aos eventos adversos, 6,5% das
mulheres tiveram pelo menos um evento adverso. Já a eficácia de
contracepção foi de 95,3%.        Após tomar a pílula de contracepção de
emergência de levonorgestrel, a incidência de perturbação ciclo menstrual foi
de 20,1%. A pílula de contracepção de emergência de levonorgestrel foi eficaz,
segura e bem tolerada como uma droga de venda livre (CHEN et al., 2011)
(KOTHARE et al.,2012).
      Mulheres que utilizaram o etinilestradiol ou drospirenona como método
contraceptivo oral, apresentaram problemas gastrointestinais, o hisurtismo e
algumas apresentaram também leves sintomas de depressão, mas após o
22


tratamento maior parte das participantes teve seus efeitos melhorados
(RADOWICKI; SKÓRZEWSKA; SZLENDAK, 2005) (CINAR et al., 2012).
      Estudos têm demonstrado um efeito negativo da combinação de
contraceptivos orais na densidade mineral óssea de adolescentes. Aos 24
meses de tratamento, valores médios de densidade mineral óssea em
mulheres que usaram etinilestradiol/desogestrel foram ligeiramente mais baixos
em comparação com os valores basais, mas estes efeitos não alcançaram
significância estatística. A média dos valores da densidade mineral óssea em
mulheres que usaram etinilestradiol/acetato de ciproterona foi ligeiramente
maior em comparação com os valores basais, mas não houve significância
estatística.Não houve diferenças significativas na densidade mineral óssea
média entre os usuários de acetato de etinilestradiol / desogestrel ou
etinilestradiol / ciproterona e não usuários. Dois anos de terapia com
contraceptivos orais combinados não teve efeito significativo sobre a densidade
óssea em adolescentes (GAI et al., 2012).
      Nas não-usuárias de contraceptivos orais combinados, a densidade
mineral óssea aumentou significativamente na coluna lombar e no colo do
fêmur. Em usuárias do grupo de contraceptivos orais combinados, a densidade
mineral óssea não aumentou com exceção da coluna lombar. A diferença entre
as usuárias de contraceptivos orais combinados de baixa e muito baixa dose foi
encontrada em alterações na coluna lombar. A aquisição fisiológica da
densidade mineral óssea durante a adolescência pode ser prevenida pelo uso
de contraceptivos orais combinados, especialmente contendo dose muito baixa
de etinilestradiol (CIBULA et al., 2012).
      Os aumentos na mudança percentual média na coluna lombar e colo do
fêmur, densidade mineral óssea no grupo de acetato de etinilestradiol /
ciproterona eram menos do que os do grupo de controle (WANG et al., 2012).
23


2.2 A influência dos ginecologistas na escolha do método contraceptivo
adequado



                         Figura 3: Adesivo contraceptivo




                 Fonte:site “Mais feminina”, acessado em 06/11/12




                       Figura 4: Anel vaginal contraceptivo




                 Fonte: site “Leitura diária”, acessado em 06/11/12




      Os pacientes responderam a questionários e ginecologistas reuniram
informações sobre a mulher na escolha do contraceptivo pré e pós-
aconselhamento, suas percepções.         Aconselhamento fez muitas mulheres
selecionar um método contraceptivo diferente: uso do adesivo aumentou, uso
do anel triplicou. Uma proporção considerável das mulheres decidiu sobre um
24


método contraceptivo diferente do que inicialmente tinha em mente. A maioria
das mulheres que estavam indecisas quanto ao método contraceptivo a utilizar
foi influenciada pelo seu ginecologista, optando pelo método recomendado por
ele, independentemente de aconselhamento (MERCKX et al., 2011).




2.3 A escolha do método contraceptivo em países europeus




      Foram exploradas as influências percebidas na escolha das mulheres de
um método de controle de natalidade em cinco países europeus (Alemanha,
França, Reino Unido, Romênia e Suécia), a partir de uma seleção aleatória de
mulheres com idades entre 18 e 49 anos.         Os contraceptivos orais foram
usados principalmente na Alemanha (54,3%), França (50,5%) e Suécia (34,6%)
e preservativos no Reino Unido (29,6%) e Romênia (22,9%). Suécia mostrou a
maior utilização de dispositivos intra-uterinos - 19% Romênia tinha o menor uso
de contracepção, contraceptivos orais e uso de dispositivo intra - uterino eram
freqüentemente sugeridos por fornecedores em vez de mulheres. As
preferências dos parceiros são tidas em conta quando a sua cooperação no
uso do método é necessária (OSORIO et al., 2011).
25


3 NOVAS TENDÊNCIAS




3.1 Contraceptivos x Indústrias



      Métodos contraceptivos são grandes aliados para o controle da
natalidade, mas muitos destes são incompreendidos e apresentam grande
resistência ao uso pelo fato que parte da população não consiga fazer uso
corretamente. Como a tecnologia vem avançando não podemos deixa de lado
esse quesito já que nos tratamos de algo tão serio. Novos métodos devem ser
desenvolvidos, que venha a facilitar uma posologia, o uso e que esteja cada
vez mais isento de efeitos adversos e que lhe dê total segurança já que cada
vez mais mulheres jovens procuram fazer uso de métodos contraceptivos.
Muitas indústrias desistem de procurar novos métodos por causa de barreiras
que elas mesmas se impõem, mas devemos ser otimistas, pois ao mesmo
tempo em que muitas desistem outras buscam cada vez mais novos meios de
aperfeiçoar os métodos contraceptivos (NELSON, 2012) (CARTER et al., 2012)
(TOIVENEN, 1987).
      Hoje temos um exemplo claro que cada vez mais cientistas estão
focados em novas tecnologias, pois cientistas dos EUA, Canadá, e Grã-
Bretanha anunciaram a descoberta do primeiro anticoncepcional para homens.
Testes foram feitos em ratos machos e mostraram total eficácia na redução de
espermatozóides não apresentando efeitos colaterais e sendo totalmente
reversível já que essa era uma das maiores preocupações. Como falar de
métodos contraceptivos orais para homens é totalmente revolucionário pode
haver uma grande mudança no comportamento dos homens (BRITO, 2012).
26


4 RISCO DE DOENÇAS




4.1 Acidente Vascular Cerebral e Infarto do Miocárdio




      Elevação dos níveis de homocisteína e antígeno no plasma têm sido
envolvidos como fator de risco notável para a doença cardiovascular, acidente
vascular cerebral isquêmico ou infarto do miocárdio em mulheres jovens usam
anticoncepcionais orais. Após três meses de tratamento, os níveis de
homocisteína foram significativamente maiores e houve diminuição significativa
e considerável na concentração de óxido nítrico. O uso de contraceptivos
aumenta o risco de acidente vascular cerebral e infarto do miocárdio. Níveis
elevados de antígeno no plasma tanto aumentam o risco de acidente vascular
cerebral como de infarto do miocárdio, os riscos ainda são ainda agravados
pelo uso de anticoncepcionais orais (FALLAH et al., 2012)(LUKEN et al., 2011).
      Mulheres em diferentes métodos contraceptivos têm sido associadas
com o desenvolvimento de várias doenças, sendo o uso de contraceptivos
orais combinados um fator de risco para acidente vascular cerebral. Usuárias
de contraceptivos orais combinados, com triglicérides, lipoproteína de alta
densidade e lipoproteína de muito baixa densidade tiveram fatores de risco
mais elevados em relação as não-usuárias. Os níveis de triglicérides,
lipoproteína de alta densidade e lipoproteína de muito baixa densidade
aumentaram com a idade e o tempo de uso, enquanto os níveis de lipoproteína
de baixa densidade diminuíram, e os níveis de colesterol total não se alteraram
(ABDEL et al., 2011) (AKINLOYE et al., 2011).




4.2 Efeitos Adversos




      Alguns contraceptivos podem aumentar o risco de efeitos adversos em
mulheres, principalmente, com hiperlipidemia, diabetes, doença hepática,
27


câncer de colo do útero, doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) ou vírus
da imunodeficiência humana (HIV), porém estas mulheres não precisam fazer
exames laboratoriais antes do início do uso, afinal exames desnecessários
podem criar barreiras para o acesso e uso do fármaco (TEPPER et al., 2012).
      Os contraceptivos podem causar aumento da pressão, infecções
freqüentes no trato urinário, colecistites, colelitíases, efeito diabetogênico. Pode
haver aumento do risco de tromboses, tromboembolismo, tromboflebite e
embolia pulmonar. Doenças cerebrovasculares e enfarte podem ter relação
com o uso destes fármacos e aumenta com a idade e anos de uso. Todos
estes problemas são maiores em pacientes fumantes (ENGEL, 1979).
      A ocorrência de neoplasias do colo do útero, carcinomas in situ e
displasias está relacionada com fatores de risco, principalmente o uso de
contraceptivos orais por mais de 6 anos. Quando comparada com usuárias de
DIU, não havia essa ocorrência. Mulheres que usam contraceptivos a mais de
4 anos devem realizar exames citológicos do colo do útero, pois a maioria dos
casos de neoplasia são detectados em esfregaço cervical, e podem ser
tratados em uma fase de cura (VESSEY et al., 1983).




                        Figura 5:Fases do câncer do colo uterino




                 Fonte: site “Medicina geriátrica”, acessado em 06/11/12.
28


      Sintomas respiratórios, como sibilância, podem ser influenciados pelo
uso de hormônios esteróides. A associação de fatores, como asma e fumo,
com os contraceptivos gera aumento de risco para sibilância, mostrando que
quando se trata da saúde respiratória os hormônios podem ser importantes,
além disto, mulheres jovens têm uma taxa maior deste tipo de sonoridade
(ERKOÇOĞLU et al., 2012).
29


5 PRINCÍPIOS ATIVOS




5.1 Acetato de medroxiprogesterona e cipionato de estradiol




       A eficácia dos contraceptivos é afetada pela sua rota e facilidade de
administração. A farmacocinética e a farmacodinâmica de acetato de
medroxiprogesterona mais cipionato de estradiol foram comparados após
administração intramuscular ou subcutânea em mulheres em idade reprodutiva,
sendo que o desenvolvimento folicular e ovulação foram semelhantes em
ambas as formas de administração. A injeção de cipionato de estradiol e
acetato de medroxiprogesterona tem eficácia e segurança semelhantes em
ambas às vias de administração (SIERRA et al., 2011).
       Os resultados sugerem que a suplementação de estrogênio é protetora
dos ossos em meninas adolescentes que recebem depósito de acetato de
medroxiprogesterona injetável (CROMER et al., 2005).




5.2 Acetato de ciproterona e etinilestradiol




       Mulheres que utilizaram acetato de ciproterona e etinilestradiol
apresentaram diminuição de gordura visceral, subcutânea e pré-peritoneal e
aumento da gordura da coxa. No entanto, apenas a alteração na gordura
subcutânea alcançou significância estatística. Não existe nenhum benefício em
relação à gordura visceral, mas foram detectados riscos metabólicos e
cardiovasculares (KARABULUT; DEMIRLENK; SEVKET, 2011).
       Etinilestradiol e acetato de ciproterona administrados em baixa dose com
pioglitazona, flutamida e metforminapor6 meses em mulheres atenuaram o
excesso de andrógenos, mas teve efeitos divergentes na insulinemia de jejum;
colesterol e triglicérides (IBAÑEZ et al., 2011).
30


5.3 Drospirenona e Etinilestradiol




      São escassos os dados disponíveis sobre os potenciais efeitos de
contraceptivos orais sobre a distribuição de gordura corporal particularmente
em mulheres magras com síndrome dos ovários policísticos. Foi demonstrado
em vários ensaios clínicos que etinilestradiol e drospirenona são um
contraceptivo eficaz oral, sem efeitos indesejáveis, como outros contraceptivos
orais (AYDIN et al., 2012) (ORANRATANAPHAN; TANEEPANICHSKUL, 2006).
      Os    pacientes   com    síndrome    do   ovário   policístico   receberam
etinilestradiol / drospirenona durante 6 meses. No início, os pacientes com
síndrome do ovário policístico e controles tinham semelhante composição
corporal, lipídios, resistência à insulina e glicose. Após 6 meses de tratamento
nos pacientes com síndrome do ovário policístico, o percentual de gordura
total aumentou. Mulheres magras com síndrome de ovário policístico
apresentaram composição corporal semelhante em comparação com mulheres
saudáveis (AYDIN et al., 2012).




5.4 Gestodeno e Etinilestradiol




      Mulheres submetidas à dosagem de 15 microgramas de etinilestradiol e
60 microgramas de gestodeno. Não tiveram efeitos colaterais e tiveram
controle das hemorragias e melhora nos sintomas como dismenorréia, dor
pélvica não menstrual e defecação dolorosa (JAITHITIVIT;          JAISAMRARN;
TANEEPANICHSKUL , 2012) (FERRARI et al., 2012).
      Em contrapartida a administração de 30 microgramas de etinilestradiol e
75 microgramas de gestodeno por 65 dias, levou as pacientes a apresentarem
queixas como cefaléia, dismenorréia e edema (MACHADO et al., 2012).
      Os medicamentos em suas diferentes concentrações apresentaram total
eficácia com controle da gravidez, porém os que tinham uma concentração
maior dos princípios ativos apresentaram uma rejeição significativa e efeitos
31


indesejáveis para maioria das mulheres (JAITHITIVIT;             JAISAMRARN;
TANEEPANICHSKUL, 2012) (FERRARI et al., 2012) (MACHADO et al., 2012).




5.5    Gestodeno,     Levonorgestrel,     Desogestrel,     Drospirenona       e
Etinilestradiol




       Institutos de pesquisas vêm avaliando o risco de tromboembolismo
venoso com nova contracepção hormonal, porém poucos têm examinado
acidente vascular cerebral e infarto do miocárdio trombótico (LIDEGAARD et
al., 2012).
       Alterações significativas em fibrinogênio, durante a utilização do
contraceptivo oral combinado não foram detectados. Houve aumento na
contagem de plaquetas, atividade de protrombina e tempo de tromboplastina
diminuídos e o prolongamento do tempo de trombina foram significativos
(ALDRIGHI et al.,2006).
       O uso corrente de contraceptivos orais que incluem etinilestradiol foi
associado com riscos relativos para o infarto do miocárdio e acidente vascular
cerebral trombótico, de acordo com o tipo de associação: noretindrona;
levonorgestrel;   norgestimato;   desogestrel; gestodeno     e     drospirenona,
respectivamente (LIDEGAARD et al., 2012).
       A utilização de etinilestradiol e gestodeno não causa alterações
significativas nos parâmetros hemostáticos que podem ser interpretados como
indicativos de um maior risco trombótico (ALDRIGHI et al.,2006).
       Embora os riscos absolutos de infarto do miocárdio e acidente vascular
cerebral trombótico associado com o uso de contraceptivos hormonais sejam
baixos, o risco foi aumentado com os contraceptivos orais associados à
etinilestradiol, com diferenças relativamente pequenas em risco de acordo com
o tipo de associação (LIDEGAARD et al., 2012).
32


5.6 Desogestrel e Etinilestradiol




         O efeito genotóxico de baixas doses de pílulas anticoncepcionais orais
sobre a frequência de aberrações cromossômicas e trocas entre cromátides
irmãs foram investigados em mulheres saudáveis. Não houve diferença
estatisticamente significativa nas aberrações cromossômicas e trocas entre
cromátides irmãs quando as mulheres saudáveis que não receberam qualquer
terapia hormonal (controle) foram comparadas com as mulheres que tomam
pílulas anticoncepcionais orais (MAHROUS, 2008).
         O contraceptivo oral contendo etinilestradiol e desogestrel apresentaram
aumento das atividades dos fatores de coagulação. Níveis elevados dos fatores
de coagulação estão associados à ocorrência de eventos tromboembólicos. O
uso do contraceptivo oral pode aumentar o risco de doenças tromboembólicas,
principalmente em associação com outros fatores de riscos genéticos e/ou
adquiridos (FERREIRA et al.,2000).




5.7 Etinilestradiol, Gestodeno, Desogestrel, Drospirenona, Acetato de
Ciproterona, Levonorgestrel e Norgestimato




         Anticoncepcionais orais contendo desogestrel       apresentam risco de
tromboembolismo venoso maior em comparação a levonorgestrel. O risco de
tromboembolismo venoso de contraceptivos orais contendo norgestimato é
muito semelhante à de contraceptivos orais contendo levonorgestrel (JICK et
al., 2006).
         Contraceptivos    orais   contendo     etinilestradiol   em   diferentes
concentrações em conjunto com levonorgestrel, desogestrel, norgestimato,
gestodeno, acetato de ciproterona e drospirenona apresentam reduções
significativas em lesões inflamatórias causadas pela acne. Anticoncepcionais
orais de baixa dose são efetivos no tratamento da acne (HUBER; WALCH,
2005).
33


5.8 Levonorgestrel, Desogestrel, Gestodeno, Acetato de Ciproterona e
Vitamina B6




      O efeito de doses baixas de contraceptivos orais como levonorgestrel e
acetato de ciproterona com vitamina B6 apresentam boa tolerabilidade. No
entanto na administração de desogestrel com vitamina B6 houve a
apresentação de náusea como efeito colateral. Gestodeno em conjunto com a
vitamina B6 apresentou frequência menor de sangramento irregular. A adesão
ao tratamento com todas as preparações citadas foi boa. Os preparativos de
baixa dosagem investigados neste estudo não tem quaisquer efeitos adversos
sobre a vitamina B6, com exceção do desogestrel. (BARBOSA et al., 1998)
(VAN DER VANGE et al., 1989).
34


6 OBJETIVOS




6.1 OBJETIVO GERAL




      Conhecer os anticoncepcionais mais utilizados entre mulheres de uma
Escola Técnica de Fernandópolis – SP




6.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS




   a) O principal motivo do uso de anticoncepcional.
   b) Conhecimento do paciente sobre a forma correta de administração do
      anticoncepcional.
   c) Conhecimento        dos    pacientes   sobre   as   possíveis   interações
      medicamentosas que o anticoncepcional apresenta.
   d) Saber se o paciente utiliza o anticoncepcional a partir da orientação de
      profissional habilitado.
35


7 MATERIAIS E MÉTODOS




      Pesquisa realizada com 182 alunas dos cursos técnicos da Escola
Técnica Estadual de Fernandópolis (ETEC Fernandópolis), com ajuda de um
questionário (Apêndice 1) composto por 20 perguntas, em que 89 alunas
afirmaram fazer o uso do anticoncepcional.
36


8 RESULTADOS E DISCUSSÂO




8.1 Idade x Tempo de uso




Gráfico 1: Idade das 89 mulheres que fazem uso de contraceptivos

                30

                25

                20
   Quantidade




                15

                10

                 5

                 0
                     15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 32 34 35 36 38 42 43
                                                   Idade


Fonte: Elaboração própria




                 Segunda nossa pesquisa, 29 entrevistadas (32%) têm 16 anos ou
menos, 26 (29%) têm entre 17 e 19 anos, 27 (31%) têm entre 20 e 29 anos, e 7
(8%) têm entre 32 e 43 anos. Nossos resultados mostram como mulheres cada
vez mais jovens vêm usando contraceptivos orais, muitas vezes sem se atentar
aos efeitos negativos que estes fármacos podem causar conforme o tempo
prolongado de uso.
                 O uso do contraceptivo deve começar no mínimo um ano após a
primeira menstruação e a paciente deve procurar um médico após alguns
meses para analisar possíveis efeitos colaterais, problemas no colo do útero e
pressão arterial. Mulheres diabéticas devem procurar outros métodos
contraceptivos porque este interfere nesta patologia (De cada cem mulheres
que tomam a pílula em um ano, três engravidam, 2011) (SANTOS; SEABRA;
SANTOS, 2011).
37


       Usuárias de contraceptivos com idade entre 13 e 17 anos são mais
propensas a apresentar riscos de saúde. O uso de contraceptivos vem sendo
associado ao tabagismo, apresentando efeito adicional nos fatores de risco
cardiovascular. Então, quando forem fazer a prescrição de contraceptivos para
adolescentes, os médicos devem avaliar os fatores de risco cardiovascular
aconselhar as pacientes conforme estes fatores (DU et al., 2011).
       Em uma avaliação do risco de tromboembolismo venoso relacionado ao
uso de contraceptivos orais por mulheres de 15 a 49 anos, conforme o tipo e a
dose de progestagênio e estrogênio, foi confirmado este risco em 67% das
pacientes que faziam uso de desogestrel, gestodeno ou drospirenona.
Contraceptivos contendo levonorgestrel apresentaram risco duas vezes menor
(LIDEGAARD et al., 2011).
       Durante avaliação dos efeitos de contraceptivos orais combinados sobre
tecidos periodontais, em mulheres entre 19 e 35 anos, chegou-se a conclusão
de que os contraceptivos podem influenciar nas condições periodontais,
resultando em um aumento da inflamação gengival independente da
concentração dos contraceptivos (DOMINGUES et al., 2012).




8.2 Utilização correta x Eficácia do anticoncepcional




Gráfico 2: Mulheres que conhecem a maneira correta de utilizar o contraceptivo




                                                                           Sim
                                                                           Não



                                          100%


Fonte: Elaboração própria
38


Em nossa pesquisa, questionamos se as entrevistadas conheciam a maneira
correta de usar o contraceptivo, e 100% das mulheres responderam sim.




Gráfico 3: Mulheres que utilizam o contraceptivo de maneiro correta


                                  5%


                      19%                                             Sim


                                                                      Todos os dias, em
                                                                      horário diferente
                                                                      Não

                                           76%




Fonte: Elaboração própria




       Porém, quando questionamos se elas usavam o contraceptivo todos os
dias e no mesmo horário, 76% responderam que sim, 19% responderam que
fazem uso do contraceptivo todos os dias só que em horários diferentes, e 5%
responderam que não. Muitas vezes essas mulheres não usam o contraceptivo
de maneira correta por não terem sido informadas da forma correta de uso, por
usarem o fármaco por conta própria sem se consultar com um profissional da
saúde antes do uso ou até mesmo por negligência da própria paciente, afinal
muitas mulheres que fazem uso de contraceptivos sabem a forma correta de
usar, porém não fazem o uso do fármaco da maneira indicada, sem se atentar
aos problemas que este uso incorreto pode causar como uma gravidez
indesejada.
39


Gráfico 4: Mulheres que se esqueceram de usar o contraceptivo algum dia




                               33%



                                                                           Sim   Não

                                                       67%




Fonte: Elaboração própria




       Dentre as entrevistadas, 67% já se esqueceram de usar o contraceptivo
enquanto 33% não se esqueceram. Esse dado nos faz analisar novamente
que, mesmo todas as entrevistadas responderem que sabem usar o
contraceptivo de maneira correta, elas não fazem o uso correto do fármaco,
fazendo com que a eficácia do mesmo seja comprometida e podendo levar a
uma gravidez indesejada.




Gráfico 5: Mulheres que conhecem a necessidade de usar o contraceptivo até o fim da cartela,
mesmo que menstruem


                                      6%




                                                                              Sim
                                                                              Não




                                             94%



Fonte: Elaboração própria
40


       Perguntamos também se as entrevistadas sabiam da necessidade de
usar todos os comprimidos, até o fim da cartela, mesmo que ocorresse a
menstruação, 94% responderam que sim e 6% responderam que não. Isso
mostra que, apesar das mulheres responderem que conhecem a maneira
correta de utilizar o contraceptivo, elas não fazem o uso correto, deixando a
ideia de que ou elas não sabem como usar o fármaco ou não se importam com
o uso correto, o que é prejudicial no tratamento, afinal o conhecimento da
forma correta de utilizar o contraceptivo é importante, pois o contraceptivo pode
ter benefício em diversas situações como cistos ovarianos, cólicas menstruais,
nódulos mamários benignos, diminuição da incidência de gravidez ectópica,
dentre outros benefícios.




Gráfico 6:Mulheres que trocaram de contraceptivo durante o tratamento




                                                       37%

                                                                        Sim

                                                                        Não
                            63%




Fonte: Elaboração própria




       Durante o tratamento, 63% das entrevistadas não trocaram de
medicamento, enquanto 37% trocaram. Dentre as entrevistadas que trocou o
contraceptivo, 15% usavam um contraceptivo a base de acetato de ciproterona
e etinilestradiol antes da troca e 27% trocaram por decisão médica. Os
fármacos a base de acetato de ciproterona e etinilestradiol são efetivos, porém
podem gerar riscos metabólicos e cardiovasculares. Além disso, atenuam o
excesso de andrógenos. Isso nos leva a acreditar que houve dificuldade de
41


adaptação pelas pacientes ou algum efeito adverso, por isso a mudança de
fármaco. Dessa maneira, percebemos como é importante procurar um
profissional da saúde antes de usar qualquer fármaco para analisar se o
fármaco é o ideal ou não para o organismo.
       Gestodeno e etinilestradiol ou norgestimato e etinilestradiol foram
comparados testando sua eficácia. Houve ocorrências semelhantes de
hemorragias    e   manchas.       Fármacos   de   norgestimato   e   etinilestradiol
apresentaram sangramentos de privação levemente maiores, e os de
gestodeno e etinilestradiol apresentaram ciclo um pouco maior. Ambos
exibiram dores de cabeça e no peito. Não houve amenorréia, mudança no
peso, alterações na pressão arterial e alterações em dados laboratoriais
(AFFINITO et al., 1993).
       Em determinação da segurança do controle do ciclo em mulheres de18 a
35 anos usando um contraceptivo contendo etinilestradiol 15 mcg e gestodeno
60   mcg,     hemorragias     e    manchas    diminuíram   até   desaparecerem
completamente, além de não haver mudanças no peso e na pressão arterial. A
ocorrência de efeitos colaterais foi mínima (JAITHITIVIT; JAISAMRARN;
TANEEPANICHSKUL, 2012).
       Quando analisadas a atividade de protrombina, tempo de tromboplastina
parcial atividade de trombina, número de plaquetas, fibrinogênio, antitrombina
III, proteína C, proteína S e D-dimer em mulheres que usam etinilestradiol 20
mcg e gestodeno 75 mcg não houve alterações hemostáticas. Se os valores
fossem significativos poderia ser indicação de risco trombótico (ALDRIGHI et
al., 2006).
42


8.3 Fatores determinantes para escolha do anticoncepcional




Gráfico 7:Contraceptivos usados pelas entrevistadas de acordo com o princípio ativo


                                                            Acetato de ciproterona +
                                                            etinilestradiol

                            1%                              Acetato de medroxiprogesterona +
                                                            cipionato de estradiol
                 11%
                                                            Desogestrel


                                              34%
                                                            Desogestrel + etinilestradiol


                                                            Dienogeste + valerato de estradiol
    29%

                                                            Drospirenona + etinilestradiol


                                                  1%
                                                            Gestodeno + etinilestradiol
                                                1%
                                      11%
                     11%
                                                            Levonorgestrel + etinilestradiol
                                 1%

                                                            Levonorgestrel + etinilestradiol +
                                                            vitamina B6

Fonte: Elaboração própria




       Entre as entrevistadas 34% fazem uso de acetato de ciproterona +
etinilestradiol, 29% fazem uso de gestodeno + etinilestradiol, 11% fazem uso
de drospirenona + etinilestradiol, 11% fazem uso de desogestrel +
etinilestradiol, 11% fazem uso de levonorgestrel + etinilestradiol, 1% faz uso de
desogestrel, 1% faz uso de acetato de medroxiprogesterona + cipionato de
estradiol, 1% faz uso de levonorgestrel+ etinilestradiol + vitamina B6 e 1% faz
uso de dienogeste + valerato de estradiol. Os fármacos mais usados, acetato
de ciproterona + etinilestradiol e gestodeno + etinilestradiol, são eficazes no
controle da gravidez. Os fármacos a base de gestodeno + etinilestradiol
43


controlam hemorragias e melhoram dismenorréias e dores pélvicas não-
menstruais. Porém em doses altas, as pacientes podem apresentar cefaléia,
edema e dismenorréia.
      Alguns contraceptivos podem aumentar o risco de efeitos adversos em
mulheres, principalmente, com hiperlipidemia, diabetes, doença hepática,
câncer de colo do útero, doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) ou vírus
da imunodeficiência humana (HIV), porém estas mulheres não precisam fazer
exames laboratoriais antes do início do uso, afinal exames desnecessários
podem criar barreiras para o acesso e uso do fármaco (TEPPER et al., 2012).
      Os contraceptivos podem causar aumento da pressão, infecções
freqüentes no trato urinário, colecistites, colelitíases, efeito diabetogênico. Pode
haver aumento do risco de tromboses, tromboembolismo, tromboflebite e
embolia pulmonar. Doenças cerebrovasculares e enfarte podem ter relação
com o uso destes fármacos e aumenta com a idade e anos de uso. Todos
estes problemas são maiores em pacientes fumantes (ENGEL, 1979).
      A ocorrência de neoplasias do colo do útero, carcinomas in situ e
displasias está relacionada com fatores de risco, principalmente o uso de
contraceptivos orais por mais de 6 anos. Quando comparada com usuárias de
DIU, não havia essa ocorrência. Mulheres que usam contraceptivos a mais de
4 anos devem realizar exames citológicos do colo do útero, pois a maioria dos
casos de neoplasia são detectados em esfregaço cervical, e podem ser
tratados em uma fase de cura (VESSEY et al., 1983).
      Sintomas respiratórios, como sibilância, podem ser influenciados pelo
uso de hormônios esteróides. A associação de fatores, como asma e fumo,
com os contraceptivos gera aumento de risco para sibilância, mostrando que
quando se trata da saúde respiratória os hormônios podem ser importantes,
além disto, mulheres jovens têm uma taxa maior deste tipo de sonoridade
(ERKOÇOĞLU et al., 2012).
      Os fármacos atuais têm baixo nível hormonal e controlam o ciclo, porém
a progesterona pode gerar efeitos secundários como seios inchados e
amenorréia, e diminuir os efeitos positivos dos estrogênios. Drospirenona e
etinilestradiol podem levar à perda ou ganho de peso, tratar hipomenorréia ou
amenorréia, reduzir ou evitar a tensão pré-menstrual, melhorar sintomas de dor
44


de cabeça causada pelo contraceptivo e serem usados em mastodinias pré-
existentes ou manifestações fibrocísticas da mama. Acetato de ciproterona e
etinilestradiol é eficaz para acne, de ligeira a moderada (CIANCI; DE LEO,
2007).
         Como os contraceptivos orais não são adequados para todas as
mulheres, têm-se usado novos produtos como anéis vaginais contraceptivos e
adesivos transdérmicos, além de compostos naturais na tentativa de diminuir o
risco de tromboses e efeitos androgênicos. Há estudos sobre associações de
contraceptivos e agentes retrovirais, usadas para evitara gravidez e proteger
contra doenças sexualmente transmissíveis, além da tentativa de criar um
contraceptivo masculino (SITRUK-WARE; NATH; MISHELL, 2012).




8.4 Problemas relacionados ao uso incorreto de anticoncepcionais




Gráfico 8: Mulheres que engravidaram mesmo fazendo uso do contraceptivo


                                           3%




                                                                          Sim

                                                                          Não




                                     97%



Fonte: Elaboração própria




         Segundo nossa pesquisa, 97% das entrevistadas não engravidaram
mesmo fazendo o uso de contraceptivos e 3% engravidaram. Apesar de ser
uma porcentagem pequena, isso nos faz pensar que as pacientes que
engravidaram não usaram o contraceptivo de maneira correta ou não
45


realizaram o procedimento correto em caso de esquecimento, afinal estes são
os principais motivos de uma gravidez indesejada.
       A falta de conhecimento sobre o uso de contraceptivos, principalmente o
procedimento correto quando houver esquecimento do uso, têm sido um dos
maiores problemas destes fármacos. Devido, principalmente, ao não-uso ou
uso incorreto, muitas mulheres, entre elas pré-adolescentes e adolescentes,
são mães ou realizam aborto devido a uma gravidez indesejada proveniente de
falhas relacionadas com o uso incorre todo contraceptivo (SANTOS; SEABRA;
SANTOS, 2011) (PANIZ; FASSA; SILVA, 2005) (FREGUGLIA; FONSECA,
2009) (CHAVES et al., 2010) (VIEIRA, 2004).




8.5 Principais interações dos anticoncepcionais




Gráfico 9:Fármacos que as mulheres usam associados aos contraceptivos



                            5%   6%
                 5%                        5%                 Antialérgicos

           5%                                                 Antiasmáticos
                                                     11%
                                                              Antibióticos
      5%
                                                              Antidepressivos

                                                              Antidiabéticos
    11%                                                       Antiepilépticos/Estabilizadores
                                                       16%    de humor
                                                              Anti-hipertensivos

                                                              Antiinflamatórios

                                                              Antilitiásicos
                                                5%
                 21%                                          Antissecretores
                                      5%
                                                              Calmantes


Fonte: Elaboração própria
46


         Perguntamos    às    entrevistadas      se   elas     usavam       algum   outro
medicamento além do contraceptivo e 86% responderam que não enquanto os
outros 14% respondeu que sim. Algumas delas usam mais de um medicamento
associado ao uso do contraceptivo. Das mulheres que fazem ou fizeram uso de
outros     medicamentos,      21%     usam        anti-hipertensivos,       16%     usam
antidepressivos, 11% usam antiinflamatórios, 11% usam antibióticos, 6% usam
antialérgicos, 5% usam antiasmáticos, 5% usam antidiabéticos, 5% usam
antiepilépticos/estabilizadores de humor, 5% usam antilitiásicos, 5% usam
antissecretores, 5% usam calmantes e 5% usam vasodilatadores.
         Alguns destes medicamentos, como alguns antibióticos e tranquilizantes,
interagem com o contraceptivo, diminuindo sua eficácia, além de poder levar a
uma gravidez indesejada. Muitas vezes, as pacientes desconhecem estas
interações por não ler a bula do medicamento, vergonha de questionar o
profissional da saúde ou por falta de informações e instruções que deveriam
ser dadas pelo médico ou até mesmo pelo farmacêutico.
         Os níveis de etinilestradiol e progesterona são diminuídos pela
rifampicina, que induz enzimas hepáticas aumentando o metabolismo dos
mesmos. Segundo alguns autores os níveis de esteróides não são alterados
quando administrados com ampicilina, ciprofloxacina, doxiciclina, metronidazol,
ofloxacina, roxitromicina e tetraciclina. Porém, para outros o uso de tetraciclina,
metronidazol,    ampicilina   e   eritromicina     pode      diminuir   a    eficácia   do
contraceptivo, devido a uma redução na microbiota intestinal, que mantêm os
níveis dos contraceptivos (BERGAMASCHI et al., 2006).
         Fármacos antiepilépticos, como fenobarbital e carbamazepina, podem
interagir com contraceptivos, reduzindo sua redução e eficácia e podendo gerar
uma gravidez indesejada. Essa associação também pode fazer com que a
eficácia do antiepiléptico seja diminuída, podendo gerar quadros convulsivos.
Os antiepilépticos podem alterar os esteróides gonadais podendo gerar
disfunção sexual (GUILLEMETTE; YOUNT, 2012) (BRODIE et al., 2012).
         Uma das preocupações em mulheres HIV positivas é a alteração da
eficácia do contraceptivo oral quando associado aos antiretrovirais, pois há
diminuição dos níveis de estrogênio e progesterona. A eficácia dos
contraceptivos injetáveis de acetato de medroxiprogesterona e de sistemas
47


intra-uterinos de levonorgestrel quase não sofre alterações. Deve haver vários
tipos de contraceptivos disponíveis, além do aconselhamento sobre a possível
diminuição da eficácia. O uso de preservativo também é muito importante para
prevenir o HIV e infecções sexualmente transmissíveis (ROBINSON;
JAMSHIDI; BURKE, 2012) (AGBOGHOROMA, 2011).
48


9 CONSIDERAÇÔES FINAIS




      O farmacêutico, se necessário, deve fazer interferência junto ao médico,
sobre os problemas que os medicamentos estão gerando na vida do paciente,
podendo solicitar a troca do medicamento e também a dosagem, mesmo em
caso de anticoncepcionais.
      A assistência do profissional farmacêutico é importante em todas as
áreas em que atua, para que o paciente tenha um tratamento adequado e
eficaz e para que se sinta protegido e seguro, sabendo que sempre terá a
disponibilidade dele, alguém para orientá-lo sobre as suas dúvidas.
      É necessário fazer com que o farmacêutico seja notado, e que seja
qualitativo, onde haja permanente reflexão sobre a prática, tentando, aprender
a necessidade do acompanhamento do paciente. É importante que o
farmacêutico esteja sempre ciente de que pode chegar ao médico, para que o
seu paciente tenha um tratamento mais adequado, evitando possíveis
interações medicamentosas e reações adversas, além de prejuízos a sua
saúde.
49


10 CONCLUSÃO




      A partir da pesquisa realizada na Escola Técnica Estadual de
Fernandópolis, entende-se que o papel do farmacêutico na sociedade é
fundamental, sendo que este é importante na orientação dos pacientes sobre o
uso racional de medicamentos.
      Observando os dados obtidos através da pesquisa, constata-se que o
uso do contraceptivo está presente, na maioria dos casos, em jovens de 16
anos ou menos, que muitas vezes não tem conhecimento dos riscos causados
pelo uso deste medicamento. E que mesmo dizendo saber a maneira correta
de utilizá-lo, muitas vezes não o faz, relatando esquecimento do seu uso, por
pelo menos um dia, e, além disso, não sabem o risco de interações que existe
entre alguns medicamentos e anticoncepcionais.
      A atuação do farmacêutico abrange a orientação ao paciente sobre a
importância de se procurar um profissional habilitado, no caso o médico, para
que verifique se existe a necessidade de utilização de determinado
medicamento e quais são os riscos apresentados pela sua utilização.
      É necessário mostrar ao paciente que não basta apenas saber a
maneira correta de se utilizar um medicamento, mas que este tem que ser
administrado nos dias e horários certos e determinados pelo médico, para que
esse possa ter o efeito desejado.
      A área da saúde possibilita ao farmacêutico mostrar ao paciente quais
os riscos apresentados pela automedicação e pelo uso indiscriminado de
qualquer medicamento. A Assistência Farmacêutica, prioriza a orientação e o
acompanhamento farmacoterapêutico e a relação direta entre o farmacêutico e
o usuário de medicamentos.
      O farmacêutico é importante no acompanhamento do paciente no seu
dia a dia, para saber se este está tomando o medicamento de maneira
adequada, se há alguma interação medicamentosa entre os medicamentos
utilizados, se estes estão apresentando o efeito desejado e se futuramente
podem causar algum risco a saúde do paciente.
50


                                REFERÊNCIAS




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                                   APÊNDICE 1


 Pesquisa para realização do TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) do
                                 curso de Farmácia




Idade:______anos                            Cidade:_______________________
Grau de escolaridade:
( ) ensino médio incompleto                    ( ) ensino médio completo
( ) ensino superior incompleto                 ( ) ensino superior completo




1 – Você faz uso de anticoncepcional?


( ) sim      ( ) não


2 – Qual anticoncepcional você utiliza? _____________________________________


3 – Você procurou um médico antes de começar a usar o anticoncepcional?


( ) sim         ( ) não


4 – Com que frequência você vai ao ginecologista?


( ) mensalmente        ( ) semestralmente      ( ) anualmente       ( ) nunca foi




5 – Porque você começou a fazer o uso do anticoncepcional?
( ) evitar gravidez    ( ) problemas nos ovários    ( ) fins estéticos   ( ) cólicas
menstruais


( ) outros motivos: ____________________________________________________
62


6 –Você conhece a maneira correta de utilizar seu anticoncepcional?
( ) sim            ( ) não


7 – Você toma o anticoncepcional todos os dias e sempre no mesmo horário?
( ) sim         ( ) todos os dias, só que em horários diferentes   ( ) não


8 – Você já se esqueceu de tomar o anticoncepcional algum dia? Se sim, qual foi a
providência tomada?
( ) não         ( )sim:____________________________________________________


9 – O anticoncepcional que você usa é:
( ) injetável    ( ) em comprimidos ( ) adesivos


10 – Você sabia que se o anticoncepcional for tomado junto com alguns
medicamentos (por exemplo, antibióticos e anticonvulsivantes), o efeito do
anticoncepcional pode ser reduzido, potencializado ou até mesmo não ter nenhum
efeito?
( ) sim            ( ) não


11 – Você sabia que é necessário continuar tomando os comprimidos do
anticoncepcional até o fim da cartela, mesmo que sua menstruação comece?
( ) sim            ( ) não


12 – Você sabia que mesmo menstruada é necessário começar a tomar os
comprimidos do anticoncepcional após o tempo de pausa (tempo que você fica sem
usar o remédio)?
( ) sim            ( ) não


13 – Você já teve alguma reação adversa (por exemplo, dor de cabeça, náuseas ou
aumento do fluxo menstrual) com o uso de seu anticoncepcional? Se sim, qual reação
e o que você fez em relação a essa reação?
( ) não         ( ) sim: ___________________________________________________

_____________________________________________________________________
63


14 – Você percebeu alguma alteração corporal depois de começar a utilizar o
anticoncepcional? Se sim, qual?
( ) não      ( ) sim: ___________________________________________________

_____________________________________________________________________


15 – Você faz uso de outro método contraceptivo (por exemplo, preservativos ou DIU)
além do anticoncepcional? Se sim, qual (is)?
( ) não      ( ) sim: ___________________________________________________

_____________________________________________________________________


16 – Você já leu a bula do seu anticoncepcional para maiores informações?
( ) sim         ( ) não


17 – Mesmo usando o anticoncepcional corretamente houve caso de gravidez?
( ) sim         ( ) não


18 – Houve alguma alteração em seu ciclo menstrual depois do início do uso do
anticoncepcional? Se sim, qual?
( ) não      ( ) sim: ___________________________________________________

_____________________________________________________________________


19 – Houve troca do seu anticoncepcional durante o tratamento? Se sim, qual
medicamento utilizado anteriormente e porque houve essa troca?
( ) não      ( ) sim: ___________________________________________________

_____________________________________________________________________


20 – Além do anticoncepcional, você faz uso frequente de algum outro medicamento?
Se sim, qual medicamento e quantas vezes você o utiliza por dia?
( ) não      ( ) sim: ___________________________________________________

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  • 1. FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DE FERNANDÓPOLIS FACULDADES INTEGRADAS DE FERNANDÓPOLIS ALLAN RAMOS VENTURA DARLENE CRISTINE CAVENAGE FRANCIELE DE ALMEIDA COSTA JONATAN PEDRO O USO DE ANTICONCEPCIONAIS POR MULHERES DE UMA ESCOLA TÉCNICA DE FERNANDÓPOLIS - SP FERNANDÓPOLIS 2012
  • 2. ALLAN RAMOS VENTURA DARLENE CRISTINE CAVENAGE FRANCIELE DE ALMEIDA COSTA JONATAN PEDRO O USO DE ANTICONCEPCIONAIS POR MULHERES DE UMA ESCOLA TÉCNICA DE FERNANDÓPOLIS - SP Trabalho de conclusão de curso apresentado à Banca Examinadora do Curso de Graduação em Farmácia da Fundação Educacional de Fernandópolis como exigência parcial para obtenção do título de bacharel em farmácia. Orientador: Prof. MSc.Roney Eduardo Zaparoli
  • 3. FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DE FERNANDÓPOLIS FERNANDÓPOLIS – SP 2012 ALLAN RAMOS VENTURA DARLENE CRISTINE CAVENAGE FRANCIELE DE ALMEIDA COSTA JONATAN PEDRO O USO DE ANTICONCEPCIONAIS POR MULHERES DE UMA ESCOLA TÉCNICA DE FERNANDÓPOLIS - SP Trabalho de conclusão de curso aprovado como requisito parcial para obtenção do título de bacharel em farmácia. Aprovado em: __ de novembro de 20__. Banca examinadora Assinatura Conceito Prof. MSc. Roney Eduardo Zaparoli Profa. Esp. Rosana Matsumi Kagesawa Motta Profa. Esp. Vanessa Maira Rizzato Silveira Prof. MSc. Roney Eduardo Zaparoli Presidente da Banca Examinadora
  • 4. Dedicamos este trabalho primeiramente a Deus, pois sem ele, nada seria possível, e nossos sonhos não seriam concretizados. Aos nossos pais, que sempre nos deram apoio, e estiveram presentes acreditando em nosso potencial, nos incentivando na busca de novas realizações e descobertas.
  • 5. AGRADECIMENTOS Aos nossos pais, por proporcionarem este momento tão especial, tão sonhado, sem os quais, não seria possível ser realizado. Ao professor Roney Eduardo Zaparoli, nosso orientador, pela atenção, pelo apoio e paciência, para que esta tarefa fosse cumprida. As pessoas que de uma maneira ou de outra, entenderam e aceitaram nossa ausência justificada pelas horas de dedicação ao mesmo. A todos os funcionários e alunas da Escola Técnica Estadual de Fernandópolis, por ter nos possibilitado realizar a entrevista que nos auxiliou na realização de nosso trabalho. A todos os professores e colegas de classe que nos acompanharam todos esses anos.
  • 6. “Apesar dos nossos defeitos, precisamos enxergar que somos pérolas únicas no teatro da vida e entender que não existem pessoas de sucesso e pessoas fracassadas. O que existem são pessoas que lutam pelos seus sonhos ou desistem deles.” Augusto Cury
  • 7. RESUMO Anticoncepcionais são medicamentos que possuem em sua composição os esteróides sintéticos estrógeno e progesterona, isolados ou associados. São indicados principalmente para mulheres que desejam controlar a natalidade, para o tratamento de ovários policísticos, ciclomastopatias, hemorragias no climatério. Os anticoncepcionais orais combinados são os mais utilizados e apresentam maior segurança e eficácia. O uso incorreto e as interações diminuem a eficácia contraceptiva. A partir deste trabalho foi possível conhecer quais os anticoncepcionais mais utilizados, qual o principal motivo do uso deste medicamento, se o paciente tem conhecimento sobre a forma correta de administração do anticoncepcional e das possíveis interações medicamentosas que este apresenta. Trata-se de uma pesquisa realizada com alunas dos cursos técnicos da Escola Técnica Estadual de Fernandópolis (ETEC Fernandópolis), com ajuda de um questionário composto por 20 perguntas. Concluiu-se que o uso do contraceptivo está presente, na maioria dos casos, em jovens de 16 anos ou menos, que muitas vezes não tem conhecimento dos riscos causados pelo uso deste medicamento. Dessa forma, constata-se que o papel do farmacêutico na sociedade é fundamental, sendo que este é importante na orientação dos pacientes sobre o uso racional de medicamentos. Palavras-chave: Anticoncepcionais. Eficácia. Interações.
  • 8. ABSTRACT Contraceptives are drugs that have in their composition the synthetic steroids estrogen and progesterone, alone or associated. They are mainly indicated for women who desire birth control, to treat polycystic ovaries, cyclomastopathy or bleeding during menopause. The combined oral contraceptives are the most used ones and have higher level of safety and efficacy. The incorrect use and the interactions decrease the contraceptive efficacy. From this work it was possible to find out which are the most widely used contraceptives, what the main reason for using this medicine is, whether the patient knows about the correct procedures to manage the contraceptive and the possible drug interactions that it presents. The research was performed by students of vocational courses at Escola Técnica Estadual de Fernandópolis (ETEC Fernandópolis), with the supporting of a questionnaire consisting of 20 questions. It was concluded that the use of contraceptive is present, in most cases, among young people aged 16 or less, who usually are not aware about the risks caused by the use of this medicine. Thus, it seems that the role of the pharmacist in society is essential and it is also important in guiding patients about the rational use of medicines. Key-words: Contraceptives. Efficacy. Interactions.
  • 9. LISTA DE FIGURAS E GRÁFICOS Figura 1 – Metabolismo dos contraceptivos orais e prováveis mecanismos de interação com os antibióticos ........................................................... 17 Figura 2 – Contraceptivos orais combinados ..................................................... 21 Figura 3 – Adesivo contraceptivo ....................................................................... 23 Figura 4 – Anel vaginal contraceptivo ................................................................ 23 Figura 5 – Fases do câncer do colo uterino ....................................................... 27 Gráfico 1 – Idade das mulheres que fazem uso de contraceptivos .................... 36 Gráfico 2 – Mulheres que conhecem a maneira correta de utilizar o contraceptivo .................................................................................... 37 Gráfico 3 – Mulheres que utilizam o contraceptivo de maneira correta .............. 38 Gráfico 4 – Mulheres que se esqueceram de usar o contraceptivo algum dia ... 39 Gráfico 5 – Mulheres que conhecem a necessidade de usar o contraceptivo até o fim da cartela, mesmo que menstruem ................................... 39 Gráfico 6 – Mulheres que trocaram de contraceptivo durante o tratamento ....... 40 Contraceptivos usados pelas entrevistadas de acordo com o Gráfico 7 – princípio ativo .................................................................................... 42 Gráfico 8 – Mulheres que engravidaram mesmo fazendo uso do contraceptivo .. 44 Gráfico 9 – Fármacos que as mulheres usam associados aos contraceptivos .... 45
  • 10. LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS AINES – Antiinflamatórios Não-Esteróides DIU – Dispositivo Intra-Uterino DST – Doenças Sexualmente Transmissíveis ETEC – Escola Técnica Estadual EUA – Estados Unidos da América FSH – Hormônio Folículo Estimulante HIV – Vírus da Imunodeficiência Humana LH – Hormônio Luteinizante mcg – Microgramas μg – Microgramas mg – Miligramas RH – Gonadorrelinas SUS – Sistema Único de Saúde
  • 11. SUMÁRIO INTRODUÇÃO ................................................................................................. 12 1 ANTICONCEPCIONAL ................................................................................. 14 1.1 Progesterona e Estrógeno ................................................................... 14 1.2 Farmacocinética ................................................................................... 15 1.3 Farmacodinâmica ................................................................................. 16 1.4 Indicações ............................................................................................. 17 1.5 Eficácia .................................................................................................. 18 1.6 Efeitos Colaterais ................................................................................. 19 1.7 Contra – indicações .............................................................................. 19 1.8 Efeito de fármacos sobre a eficácia dos contraceptivos orais ......... 20 2 ACONSELHAMENTO CONTRACEPTIVO ................................................... 21 2.1 Contraceptivos orais combinados ...................................................... 21 2.2 A influência dos ginecologistas na escolha do método contraceptivo adequado ..................................................................................................... 23 2.3 A escolha do método contraceptivo em países europeus ................ 24 3 NOVAS TENDÊNCIAS ................................................................................. 25 3.1 Contraceptivos x Indústrias ................................................................. 25 4 RISCO DE DOENÇAS .................................................................................. 26 4.1 Acidente Vascular Cerebral e Infarto do Miocárdio ........................... 26 4.2 Efeitos Adversos .................................................................................. 26 5 PRINCÍPIOS ATIVOS ................................................................................... 29 5.1 Acetato de medroxiprogesterona e cipionato de estradiol ............... 29 5.2 Acetato de ciproterona e etinilestradiol.............................................. 29 5.3 Drospirenona e Etinilestradiol ............................................................. 30 5.4 Gestodeno e Etinilestradiol ................................................................. 30
  • 12. 5.5 Gestodeno Levonorgestrel, Desogestrel, Drospirenona e Etinilestradiol .............................................................................................. 31 5.6 Desogestrel e Etinilestradiol ................................................................ 32 5.7 Etinilestradiol, Gestodeno, Desogestrel, Drospirenona, Acetato de Ciproterona, Levonorgestrel e Norgestimato........................................... 32 5.8 Levonorgestrel, Desogestrel, Gestodeno, Acetato de Ciproterona e Vitamina B6 ................................................................................................. 33 6 OBJETIVOS .................................................................................................. 34 6.1 OBJETIVO GERAL ................................................................................ 34 6.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS .................................................................. 34 7 MATERIAIS E MÉTODOS ............................................................................ 35 8 RESULTADOS E DISCUSSÂO .................................................................... 36 8.1 Idade x Tempo de uso .......................................................................... 36 8.2 Utilização correta x Eficácia do anticoncepcional ............................. 37 8.3 Fatores determinantes para escolha do anticoncepcional ............... 42 8.4 Problemas relacionados ao uso incorreto de anticoncepcionais .... 44 8.5 Principais interações dos anticoncepcionais .................................... 45 9 CONSIDERAÇÔES FINAIS .......................................................................... 48 10 CONCLUSÃO ............................................................................................. 49 REFERÊNCIAS ................................................................................................ 50 APÊNDICE 1 .................................................................................................... 61
  • 13. 12 INTRODUÇÃO A escolha do presente tema deve-se ao fato de que cada dia mais os pacientes realizam a automedicação, fazem o uso do medicamento sem orientação médica e de maneira inadequada, sem saber as possíveis interações medicamentosas que acontecem, nesse caso entre os anticoncepcionais e outros medicamentos, como alguns antibióticos, anticonvulsivantes, tranquilizantes e agentes imunodepressores. Nessa pesquisa de campo, buscamos conhecer quais os principais motivos que levam os pacientes a iniciarem o uso dos anticoncepcionais, se sabem utilizá-lo da maneira correta e se apresentam conhecimento sobre as possíveis interações medicamentosas deste medicamento e dos problemas que este pode causar futuramente. O tema proposto procura entender qual é o papel do profissional farmacêutico, no sentido de promover o uso racional de medicamentos através da Assistência e Atenção Farmacêutica. Neste trabalho apresenta-se o mecanismo de ação dos anticoncepcionais, seus efeitos colaterais, suas principais interações medicamentosas, sua eficácia, além dos possíveis problemas relacionados ao uso deste tipo de medicamento. Sendo que este medicamento apresenta maior eficácia quando é administrado por via oral na forma combinada. De acordo com a Revista Brasileira de Ciências Farmacêuticas a atenção farmacêutica, prioriza a orientação e o acompanhamento farmacoterapêutico e a relação direta entre o farmacêutico e o usuário de medicamentos. No Brasil, a sua implantação é dificultada por alguns fatores como a dificuldade de acesso ao medicamento por parte dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) e Unidades Básicas de Saúde. A partir da pesquisa de campo que realizada percebe-se que o principal motivo da utilização do anticoncepcional é prevenir a gravidez, mas também existem outros fatores que levam a sua administração como problemas de ovário, para fins estéticos e também para cólicas menstruais. A maioria das pacientes faz o uso do contraceptivo oral combinado e todas alegam saber a
  • 14. 13 maneira correta de utilizá-lo, embora algumas não façam o seu uso nos dias e horários certos e não saibam que de ocorrer interação medicamentosa deste medicamento com outros, diminuindo a sua eficácia. O profissional farmacêutico tem como função orientar o paciente sobre o uso correto e racional dos medicamentos, neste caso o anticoncepcional. O farmacêutico deve instruir os pacientes quanto aos problemas que este medicamento pode causar, as possíveis interações medicamentosas que este apresenta, diminuindo sua eficácia, e no caso de ser utilizado na prevenção da gravidez, mostrar ao paciente que existem outros métodos contraceptivos eficazes que podem ser utilizados, não só como método preventivo da gravidez, mas também de doenças sexualmente transmissíveis. Além de orientar o paciente a fazer o uso do medicamento nos horários e nos dias certos e com orientação de profissional habilitado. A partir desta pesquisa, confere-se a importância do farmacêutico na assistência e atenção farmacêutica, no sentido de promover o uso racional e correto dos medicamentos, na tentativa de evitar problemas futuros.
  • 15. 14 1 ANTICONCEPCIONAL 1.1Progesterona e Estrógeno A história dos anticoncepcionais começou há mais de 2000 anos, onde os primeiros representantes dessa classe apresentavam arsênico, estricnina e mercúrio, que causavam complicações tóxicas, ou até mesmo a morte. O hormônio progesterona, componente ativo do corpo lúteo, foi identificado em 1928 e se mostrava eficaz para proteger a gestação. Seguiram-se as observações, onde foi identificado outro hormônio, envolvido na fertilidade, chamado estrógeno. Posteriormente, pesquisas mostraram que ambos esteróides ovarianos constituíam dois grupos hormonais. A partir de 1957 e, principalmente em 1963, a injeção dos hormônios recém-isolados em mulheres inférteis, mostrou inibições das ovulações frequentes. Assim começava o controle da fertilidade humana com o uso de esteróides (SILVA, 2006). O primeiro contraceptivo lançado continha 150 mg de estrógenos e 10 mg de progesterona, esse níveis eram altos o bastante para manter o nível contraceptivo eficaz. Porém, para diminuir os efeitos colaterais, as dosagens desses hormônios foram reduzidas para 30 mg de estrógeno e 1 mg de progesterona. Essas concentrações são bastante efetivas, porém na presença de alguns medicamentos, como antimicrobianos e anticonvulsivantes, os níveis hormonais, reduzidos, podem cair ainda mais, fazendo com que a eficácia do contraceptivo seja comprometida (CORRÊA; ANDRADE; RANALI, 1998). Os contraceptivos orais combinados contêm os hormônios femininos estrogênio e progesterona, capazes de inibir a ovulação e promover o revestimento do útero, quando usados de forma correta e regular. Apresenta uma taxa de falha relatada de 1/1000 mulheres (SZAREWSKI, 2003). Os estrogênios são os componentes principais de vários métodos contraceptivos: pílulas anticoncepcionais orais combinadas, anticoncepcionais injetáveis combinados, anéis vaginais contraceptivos combinados, combinações do sistema transdérmico contraceptivo e pílulas
  • 16. 15 anticoncepcionais combinadas de emergência. Formulações contraceptivas que possuem estrogênio são conhecidas como contraceptivos combinados porque também possuem progestina em sua composição. O conhecimento dos métodos contraceptivos permite a prestação de assistência especializada para as mulheres que usam esses produtos (LIKIS, 2002). 1.2 Farmacocinética Nas mulheres, os esteróides são produzidos nos ovários, no córtex das supra-renais e na placenta (durante a gestação), a partir da síntese do colesterol nas células ovarianas. Entretanto, a localização intracelular das enzimas responsáveis pela biossíntese dos esteróides não é conhecida até o momento. Eles podem ser absorvidos pela pele e pelas membranas mucosas. Soluções oleosas são administradas de forma subcutânea e intramuscular. Estrógenos semi-sintéticos (etinilestradiol e mestranol) e novos progestínicos são absorvidos por via oral, sendo eficazes na regulação do ciclo e da fertilidade. O FSH (Hormônio Folículo Estimulante) regula a estimulação dos folículos ovarianos e a produção dos estrógenos. O estradiol, normalmente absorvido pelo trato intestinal, alcança sua concentração plasmática máxima entre 1 e 2 horas. Já a eliminação varia entre 9 e 27 horas. A nível intestinal e hepático é conjugado com os ácidos sulfúrico e glucurônico, sofrendo assim a chamada 1ª passagem hepática. A progesterona, pouco antes da segunda fase do ciclo, é produzida no corpo lúteo. O LH (Hormônio Luteinizante) é responsável pelo estímulo da secreção de progesterona. Esta pode também ser convertida em estradiol, tendo a androstenediona como intermediária (RANG; DALE, 2007).
  • 17. 16 1.3 Farmacodinâmica Os fármacos contraceptivos são esteróides semi-sintéticos ou sintéticos, isolados ou associados, que atuam na regulação endócrina dos órgãos responsáveis pela reprodução humana. Doses pequenas de estrógenos ou progesterona estimulam a secreção de LH, porém doses regulares inibem a ovulação. Aparentemente, o hipotálamo ou os centros nervosos superiores mediam esse efeito, porém mecanismos secundários também estão envolvidos. A anovulação também pode ocorrer por supressão dos fatores de liberação das gonadorrelinas (RH – FSH, RH – LH), o que impede o crescimento de folículos ovarianos. Há a mesma supressão quando administrados estrógenos e progestínicos associados. Normalmente os contraceptivos são uma associação de estrógenos e progesterona, que inibem a ovulação, espessando o muco cervical, dificultando a migração espermática. Há também atrofia endometrial, o que reduz a probabilidade de implantação (GOODMAN; GILMAN, 2005). Quando ingeridos, os estrógenos e a progesterona são absorvidos pelo trato gastrintestinal, chegando à corrente circulatória. São conduzidos até o fígado e são metabolizados, fazendo com que cerca de 42 a 58% desses hormônios não tenham atividade contraceptiva. Os metabólitos são excretados na bile, que se esvazia no trato gastrintestinal. Parte destes metabólitos é hidrolisada por enzimas das bactérias do intestino, liberando o estrogênio ativo que é reabsorvido, gerando um ciclo entero-hepático, que faz com que os níveis plasmáticos de estrógenos circulantes aumentem. Já a parte remanescente é excretada pelas fezes (CORRÊA; ANDRADE; RANALI, 1998).
  • 18. 17 Figura 1: Metabolismo dos contraceptivos orais e prováveis mecanismos de interação com os antibióticos Fonte: CORRÊA; ANDRADE; RANALI, 1998 1.4 Indicações Os anticoncepcionais são indicados para mulheres que desejam controlar a natalidade. A indicação do mesmo deve ser feita após consulta médica e exame ginecológico (com prevenção anual). Além disso, a mulher deve realizar, sempre que possível ultra-sonografia pélvica transvaginal. Dentre os dados laboratoriais, é indispensável realizar a triagem lipídica, afinal alterações nos lipídios podem repercutir em fatores da hemocoagulação. Alguns médicos fogem do propósito principal do anticoncepcional e indicam essa classe para tratamento de ovários policísticos, ciclomastopatias, hemorragias no climatério, diminuição de dores e cólicas menstruais, redução de sangramento menstrual, redução de nódulos mamários benignos. A contracepção também pode ser benéfica em casos de: câncer endometrial, carcinoma ovariano, redução de risco de cistos ovarianos, doença pélvica inflamatória, diminuição da incidência de gravidez ectópica, mioma uterino e endometriose (SILVA, 2006) (SZAREWSKI, 2003).
  • 19. 18 1.5 Eficácia A eficácia dos anticoncepcionais orais tem seu perfil de segurança confirmado por várias pesquisas, principalmente com produtos combinados e monofásicos que contenham menos de 35 microgramas de estrógeno e pertença a segunda geração. A prevalência da contracepção está aumentando no mundo inteiro. Em muitos países, mais de 75% dos casais usam métodos efetivos. Porém, as alternativas existentes não são perfeitas e efeitos adversos e inconveniência limitam sua aceitabilidade, pelo que muitas gravidezes não planejadas ocorrem mesmo em países desenvolvidos, onde a contracepção é facilmente disponível (WANNMACHER, 2003). A eficiência dos contraceptivos depende dos níveis plasmáticos de estrógeno e progesterona. O uso incorreto como o esquecimento da pílula e horários variáveis de ingestão, pode diminuir a eficácia contraceptiva, pois pode haver queda dos níveis plasmáticos desses dois hormônios. Vômitos e diarréia podem diminuir o tempo do medicamento no trato gastrintestinal, fazendo com que a absorção seja menor. Além disso, alguns medicamentos, como anticonvulsivantes e antimicrobianos, podem interferir na metabolização dos anticoncepcionais, fazendo com que os níveis plasmáticos sejam reduzidos, porém isso ocorre por termos variações individuais no metabolismo dos contraceptivos. Estudos observaram mulheres que faziam uso de contraceptivos orais e estavam em tratamento com antimicrobianos e não apresentaram alterações nas concentrações plasmáticas hormonais. Autores sugerem que esta interação ocorre apenas nas mulheres mais suscetíveis, mas, por enquanto, não há como saber quais são mais suscetíveis (CORRÊA; ANDRADE; RANALI, 1998). Exemplos de drogas que diminuem a eficácia dos contraceptivos orais: Antibiótico (amoxicilina, ampicilina, carbenicilina, cloxacilina, dicloxacilina, eritromicina, oxacilina, penicilina G, cloranfenicol e tetraciclinas), Anticonvulsivantes (carbamazepina, difenil-hidantoína e primidona), Tranquilizantes (clordiazepóxido, diazepam em altas doses e metadona),
  • 20. 19 Agentes imunodrepressores (ciclosporinas), Vitaminas (vitamina C) (PINHEIRO, 2008). 1.6 Efeitos Colaterais O estrogênio faz com que o organismo apresente sintomas semelhantes aos da gravidez e lactação. Nesse estado são considerados sintomas como: náuseas, vômitos, tonturas, cefaléia, cansaço, aumento de apetite e de peso. Alguns anticoncepcionais de baixa dosagem podem causar uma hemorragia de escape, indesejável e freqüente em 10 a 30% das mulheres, que pode ser controlada com o uso de 2 comprimidos por 3 dias ou mais ou com a associação, por um curto período de tempo, de uma série de estrógenos micronizados. Pode ocorrer também à chamada menstruação silenciosa em 1 a 2% doas casos, não havendo a descamação do endométrio. A diminuição progressiva do fluxo ou a repetição deste fenômeno levam à paciente, aos poucos, a amenorréia pós-pílula. Neste caso ocorre a suspensão do uso do anticoncepcional (SILVA, 2006). 1.7 Contra – indicações O uso prolongado de anticoncepcionais orais produz aumento pequeno, porém significativo, na pressão sistólica e diastólica. Os níveis pressóricos revertem ao normal com a suspensão dos hormônios. Em pacientes hipertensas, mesmo um pequeno aumento da pressão arterial pode ser prejudicial, recomendando-se mudança para métodos contraceptivos não hormonais. Em relação aos anticoncepcionais, mantém-se ainda a polêmica sobre a associação de tromboembolismo venoso ao uso dos chamados representantes da terceira geração (WANNMACHER, 2003).
  • 21. 20 1.8 Efeito de fármacos sobre a eficácia dos contraceptivos orais Uma interação importante é a que ocorre entre antimicrobianos e contraceptivos, podendo fazer com que haja perda da eficácia contraceptiva e até mesmo uma gravidez inesperada. Mulheres que utilizavam anticoncepcionais e faziam tratamento de tuberculose com rifampicina apresentaram sangramentos intermenstruais, o que proporcionou o primeiro relato de falha do uso de antimicrobiano com contraceptivos. Posteriormente, foi observado que, em um grupo de mulheres que utilizavam contraceptivos e antimicrobiano, 62 tiveram distúrbios no ciclo menstrual e 5 engravidaram. O British Committee of Safety of Medicines relatou casos de falhas de contracepção em mulheres que usavam contraceptivos e estavam em tratamento com antimicrobianos (CORRÊA; ANDRADE; RANALI, 1998). Os antimicrobianos destroem as bactérias da flora intestinal, que hidrolisam os conjugados, diminuindo o ciclo entero-hepático, causando redução dos níveis plasmáticos dos estrógenos ativos. Porém, este mecanismo não explica a interação com contraceptivos que apresentam apenas progesterona, pois seus metabólitos não são excretados na bile como os estrógenos, por isso, falhas com contraceptivos com apenas progesterona podem não ter relação com antimicrobianos. A indução das enzimas microssomais do citocromo P450 no fígado parece reduzir os níveis hormonais, acelerando o metabolismo dos mesmos. Uma menor reciclagem de estrógenos associada com um maior metabolismo hepático favorece a queda das concentrações hormonais, porém não há explicação definitiva para o processo (REBULI, 2010) (CORRÊA; ANDRADE; RANALI, 1998).
  • 22. 21 2 ACONSELHAMENTO CONTRACEPTIVO 2.1 Contraceptivos orais combinados Figura 2: Contraceptivos orais combinados Fonte: site “Doutor, me explica?”, acessado em 06/11/12 Um estudo realizado na China, em clínicas de planejamento com mulheres que procuraram contracepção de emergência no prazo de 72 horas após a relação sexual desprotegida ou falha contraceptiva, analisou a segurança e a eficácia da contracepção da pílula de levonorgestrel como contraceptivo de emergência. Quanto aos eventos adversos, 6,5% das mulheres tiveram pelo menos um evento adverso. Já a eficácia de contracepção foi de 95,3%. Após tomar a pílula de contracepção de emergência de levonorgestrel, a incidência de perturbação ciclo menstrual foi de 20,1%. A pílula de contracepção de emergência de levonorgestrel foi eficaz, segura e bem tolerada como uma droga de venda livre (CHEN et al., 2011) (KOTHARE et al.,2012). Mulheres que utilizaram o etinilestradiol ou drospirenona como método contraceptivo oral, apresentaram problemas gastrointestinais, o hisurtismo e algumas apresentaram também leves sintomas de depressão, mas após o
  • 23. 22 tratamento maior parte das participantes teve seus efeitos melhorados (RADOWICKI; SKÓRZEWSKA; SZLENDAK, 2005) (CINAR et al., 2012). Estudos têm demonstrado um efeito negativo da combinação de contraceptivos orais na densidade mineral óssea de adolescentes. Aos 24 meses de tratamento, valores médios de densidade mineral óssea em mulheres que usaram etinilestradiol/desogestrel foram ligeiramente mais baixos em comparação com os valores basais, mas estes efeitos não alcançaram significância estatística. A média dos valores da densidade mineral óssea em mulheres que usaram etinilestradiol/acetato de ciproterona foi ligeiramente maior em comparação com os valores basais, mas não houve significância estatística.Não houve diferenças significativas na densidade mineral óssea média entre os usuários de acetato de etinilestradiol / desogestrel ou etinilestradiol / ciproterona e não usuários. Dois anos de terapia com contraceptivos orais combinados não teve efeito significativo sobre a densidade óssea em adolescentes (GAI et al., 2012). Nas não-usuárias de contraceptivos orais combinados, a densidade mineral óssea aumentou significativamente na coluna lombar e no colo do fêmur. Em usuárias do grupo de contraceptivos orais combinados, a densidade mineral óssea não aumentou com exceção da coluna lombar. A diferença entre as usuárias de contraceptivos orais combinados de baixa e muito baixa dose foi encontrada em alterações na coluna lombar. A aquisição fisiológica da densidade mineral óssea durante a adolescência pode ser prevenida pelo uso de contraceptivos orais combinados, especialmente contendo dose muito baixa de etinilestradiol (CIBULA et al., 2012). Os aumentos na mudança percentual média na coluna lombar e colo do fêmur, densidade mineral óssea no grupo de acetato de etinilestradiol / ciproterona eram menos do que os do grupo de controle (WANG et al., 2012).
  • 24. 23 2.2 A influência dos ginecologistas na escolha do método contraceptivo adequado Figura 3: Adesivo contraceptivo Fonte:site “Mais feminina”, acessado em 06/11/12 Figura 4: Anel vaginal contraceptivo Fonte: site “Leitura diária”, acessado em 06/11/12 Os pacientes responderam a questionários e ginecologistas reuniram informações sobre a mulher na escolha do contraceptivo pré e pós- aconselhamento, suas percepções. Aconselhamento fez muitas mulheres selecionar um método contraceptivo diferente: uso do adesivo aumentou, uso do anel triplicou. Uma proporção considerável das mulheres decidiu sobre um
  • 25. 24 método contraceptivo diferente do que inicialmente tinha em mente. A maioria das mulheres que estavam indecisas quanto ao método contraceptivo a utilizar foi influenciada pelo seu ginecologista, optando pelo método recomendado por ele, independentemente de aconselhamento (MERCKX et al., 2011). 2.3 A escolha do método contraceptivo em países europeus Foram exploradas as influências percebidas na escolha das mulheres de um método de controle de natalidade em cinco países europeus (Alemanha, França, Reino Unido, Romênia e Suécia), a partir de uma seleção aleatória de mulheres com idades entre 18 e 49 anos. Os contraceptivos orais foram usados principalmente na Alemanha (54,3%), França (50,5%) e Suécia (34,6%) e preservativos no Reino Unido (29,6%) e Romênia (22,9%). Suécia mostrou a maior utilização de dispositivos intra-uterinos - 19% Romênia tinha o menor uso de contracepção, contraceptivos orais e uso de dispositivo intra - uterino eram freqüentemente sugeridos por fornecedores em vez de mulheres. As preferências dos parceiros são tidas em conta quando a sua cooperação no uso do método é necessária (OSORIO et al., 2011).
  • 26. 25 3 NOVAS TENDÊNCIAS 3.1 Contraceptivos x Indústrias Métodos contraceptivos são grandes aliados para o controle da natalidade, mas muitos destes são incompreendidos e apresentam grande resistência ao uso pelo fato que parte da população não consiga fazer uso corretamente. Como a tecnologia vem avançando não podemos deixa de lado esse quesito já que nos tratamos de algo tão serio. Novos métodos devem ser desenvolvidos, que venha a facilitar uma posologia, o uso e que esteja cada vez mais isento de efeitos adversos e que lhe dê total segurança já que cada vez mais mulheres jovens procuram fazer uso de métodos contraceptivos. Muitas indústrias desistem de procurar novos métodos por causa de barreiras que elas mesmas se impõem, mas devemos ser otimistas, pois ao mesmo tempo em que muitas desistem outras buscam cada vez mais novos meios de aperfeiçoar os métodos contraceptivos (NELSON, 2012) (CARTER et al., 2012) (TOIVENEN, 1987). Hoje temos um exemplo claro que cada vez mais cientistas estão focados em novas tecnologias, pois cientistas dos EUA, Canadá, e Grã- Bretanha anunciaram a descoberta do primeiro anticoncepcional para homens. Testes foram feitos em ratos machos e mostraram total eficácia na redução de espermatozóides não apresentando efeitos colaterais e sendo totalmente reversível já que essa era uma das maiores preocupações. Como falar de métodos contraceptivos orais para homens é totalmente revolucionário pode haver uma grande mudança no comportamento dos homens (BRITO, 2012).
  • 27. 26 4 RISCO DE DOENÇAS 4.1 Acidente Vascular Cerebral e Infarto do Miocárdio Elevação dos níveis de homocisteína e antígeno no plasma têm sido envolvidos como fator de risco notável para a doença cardiovascular, acidente vascular cerebral isquêmico ou infarto do miocárdio em mulheres jovens usam anticoncepcionais orais. Após três meses de tratamento, os níveis de homocisteína foram significativamente maiores e houve diminuição significativa e considerável na concentração de óxido nítrico. O uso de contraceptivos aumenta o risco de acidente vascular cerebral e infarto do miocárdio. Níveis elevados de antígeno no plasma tanto aumentam o risco de acidente vascular cerebral como de infarto do miocárdio, os riscos ainda são ainda agravados pelo uso de anticoncepcionais orais (FALLAH et al., 2012)(LUKEN et al., 2011). Mulheres em diferentes métodos contraceptivos têm sido associadas com o desenvolvimento de várias doenças, sendo o uso de contraceptivos orais combinados um fator de risco para acidente vascular cerebral. Usuárias de contraceptivos orais combinados, com triglicérides, lipoproteína de alta densidade e lipoproteína de muito baixa densidade tiveram fatores de risco mais elevados em relação as não-usuárias. Os níveis de triglicérides, lipoproteína de alta densidade e lipoproteína de muito baixa densidade aumentaram com a idade e o tempo de uso, enquanto os níveis de lipoproteína de baixa densidade diminuíram, e os níveis de colesterol total não se alteraram (ABDEL et al., 2011) (AKINLOYE et al., 2011). 4.2 Efeitos Adversos Alguns contraceptivos podem aumentar o risco de efeitos adversos em mulheres, principalmente, com hiperlipidemia, diabetes, doença hepática,
  • 28. 27 câncer de colo do útero, doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) ou vírus da imunodeficiência humana (HIV), porém estas mulheres não precisam fazer exames laboratoriais antes do início do uso, afinal exames desnecessários podem criar barreiras para o acesso e uso do fármaco (TEPPER et al., 2012). Os contraceptivos podem causar aumento da pressão, infecções freqüentes no trato urinário, colecistites, colelitíases, efeito diabetogênico. Pode haver aumento do risco de tromboses, tromboembolismo, tromboflebite e embolia pulmonar. Doenças cerebrovasculares e enfarte podem ter relação com o uso destes fármacos e aumenta com a idade e anos de uso. Todos estes problemas são maiores em pacientes fumantes (ENGEL, 1979). A ocorrência de neoplasias do colo do útero, carcinomas in situ e displasias está relacionada com fatores de risco, principalmente o uso de contraceptivos orais por mais de 6 anos. Quando comparada com usuárias de DIU, não havia essa ocorrência. Mulheres que usam contraceptivos a mais de 4 anos devem realizar exames citológicos do colo do útero, pois a maioria dos casos de neoplasia são detectados em esfregaço cervical, e podem ser tratados em uma fase de cura (VESSEY et al., 1983). Figura 5:Fases do câncer do colo uterino Fonte: site “Medicina geriátrica”, acessado em 06/11/12.
  • 29. 28 Sintomas respiratórios, como sibilância, podem ser influenciados pelo uso de hormônios esteróides. A associação de fatores, como asma e fumo, com os contraceptivos gera aumento de risco para sibilância, mostrando que quando se trata da saúde respiratória os hormônios podem ser importantes, além disto, mulheres jovens têm uma taxa maior deste tipo de sonoridade (ERKOÇOĞLU et al., 2012).
  • 30. 29 5 PRINCÍPIOS ATIVOS 5.1 Acetato de medroxiprogesterona e cipionato de estradiol A eficácia dos contraceptivos é afetada pela sua rota e facilidade de administração. A farmacocinética e a farmacodinâmica de acetato de medroxiprogesterona mais cipionato de estradiol foram comparados após administração intramuscular ou subcutânea em mulheres em idade reprodutiva, sendo que o desenvolvimento folicular e ovulação foram semelhantes em ambas as formas de administração. A injeção de cipionato de estradiol e acetato de medroxiprogesterona tem eficácia e segurança semelhantes em ambas às vias de administração (SIERRA et al., 2011). Os resultados sugerem que a suplementação de estrogênio é protetora dos ossos em meninas adolescentes que recebem depósito de acetato de medroxiprogesterona injetável (CROMER et al., 2005). 5.2 Acetato de ciproterona e etinilestradiol Mulheres que utilizaram acetato de ciproterona e etinilestradiol apresentaram diminuição de gordura visceral, subcutânea e pré-peritoneal e aumento da gordura da coxa. No entanto, apenas a alteração na gordura subcutânea alcançou significância estatística. Não existe nenhum benefício em relação à gordura visceral, mas foram detectados riscos metabólicos e cardiovasculares (KARABULUT; DEMIRLENK; SEVKET, 2011). Etinilestradiol e acetato de ciproterona administrados em baixa dose com pioglitazona, flutamida e metforminapor6 meses em mulheres atenuaram o excesso de andrógenos, mas teve efeitos divergentes na insulinemia de jejum; colesterol e triglicérides (IBAÑEZ et al., 2011).
  • 31. 30 5.3 Drospirenona e Etinilestradiol São escassos os dados disponíveis sobre os potenciais efeitos de contraceptivos orais sobre a distribuição de gordura corporal particularmente em mulheres magras com síndrome dos ovários policísticos. Foi demonstrado em vários ensaios clínicos que etinilestradiol e drospirenona são um contraceptivo eficaz oral, sem efeitos indesejáveis, como outros contraceptivos orais (AYDIN et al., 2012) (ORANRATANAPHAN; TANEEPANICHSKUL, 2006). Os pacientes com síndrome do ovário policístico receberam etinilestradiol / drospirenona durante 6 meses. No início, os pacientes com síndrome do ovário policístico e controles tinham semelhante composição corporal, lipídios, resistência à insulina e glicose. Após 6 meses de tratamento nos pacientes com síndrome do ovário policístico, o percentual de gordura total aumentou. Mulheres magras com síndrome de ovário policístico apresentaram composição corporal semelhante em comparação com mulheres saudáveis (AYDIN et al., 2012). 5.4 Gestodeno e Etinilestradiol Mulheres submetidas à dosagem de 15 microgramas de etinilestradiol e 60 microgramas de gestodeno. Não tiveram efeitos colaterais e tiveram controle das hemorragias e melhora nos sintomas como dismenorréia, dor pélvica não menstrual e defecação dolorosa (JAITHITIVIT; JAISAMRARN; TANEEPANICHSKUL , 2012) (FERRARI et al., 2012). Em contrapartida a administração de 30 microgramas de etinilestradiol e 75 microgramas de gestodeno por 65 dias, levou as pacientes a apresentarem queixas como cefaléia, dismenorréia e edema (MACHADO et al., 2012). Os medicamentos em suas diferentes concentrações apresentaram total eficácia com controle da gravidez, porém os que tinham uma concentração maior dos princípios ativos apresentaram uma rejeição significativa e efeitos
  • 32. 31 indesejáveis para maioria das mulheres (JAITHITIVIT; JAISAMRARN; TANEEPANICHSKUL, 2012) (FERRARI et al., 2012) (MACHADO et al., 2012). 5.5 Gestodeno, Levonorgestrel, Desogestrel, Drospirenona e Etinilestradiol Institutos de pesquisas vêm avaliando o risco de tromboembolismo venoso com nova contracepção hormonal, porém poucos têm examinado acidente vascular cerebral e infarto do miocárdio trombótico (LIDEGAARD et al., 2012). Alterações significativas em fibrinogênio, durante a utilização do contraceptivo oral combinado não foram detectados. Houve aumento na contagem de plaquetas, atividade de protrombina e tempo de tromboplastina diminuídos e o prolongamento do tempo de trombina foram significativos (ALDRIGHI et al.,2006). O uso corrente de contraceptivos orais que incluem etinilestradiol foi associado com riscos relativos para o infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral trombótico, de acordo com o tipo de associação: noretindrona; levonorgestrel; norgestimato; desogestrel; gestodeno e drospirenona, respectivamente (LIDEGAARD et al., 2012). A utilização de etinilestradiol e gestodeno não causa alterações significativas nos parâmetros hemostáticos que podem ser interpretados como indicativos de um maior risco trombótico (ALDRIGHI et al.,2006). Embora os riscos absolutos de infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral trombótico associado com o uso de contraceptivos hormonais sejam baixos, o risco foi aumentado com os contraceptivos orais associados à etinilestradiol, com diferenças relativamente pequenas em risco de acordo com o tipo de associação (LIDEGAARD et al., 2012).
  • 33. 32 5.6 Desogestrel e Etinilestradiol O efeito genotóxico de baixas doses de pílulas anticoncepcionais orais sobre a frequência de aberrações cromossômicas e trocas entre cromátides irmãs foram investigados em mulheres saudáveis. Não houve diferença estatisticamente significativa nas aberrações cromossômicas e trocas entre cromátides irmãs quando as mulheres saudáveis que não receberam qualquer terapia hormonal (controle) foram comparadas com as mulheres que tomam pílulas anticoncepcionais orais (MAHROUS, 2008). O contraceptivo oral contendo etinilestradiol e desogestrel apresentaram aumento das atividades dos fatores de coagulação. Níveis elevados dos fatores de coagulação estão associados à ocorrência de eventos tromboembólicos. O uso do contraceptivo oral pode aumentar o risco de doenças tromboembólicas, principalmente em associação com outros fatores de riscos genéticos e/ou adquiridos (FERREIRA et al.,2000). 5.7 Etinilestradiol, Gestodeno, Desogestrel, Drospirenona, Acetato de Ciproterona, Levonorgestrel e Norgestimato Anticoncepcionais orais contendo desogestrel apresentam risco de tromboembolismo venoso maior em comparação a levonorgestrel. O risco de tromboembolismo venoso de contraceptivos orais contendo norgestimato é muito semelhante à de contraceptivos orais contendo levonorgestrel (JICK et al., 2006). Contraceptivos orais contendo etinilestradiol em diferentes concentrações em conjunto com levonorgestrel, desogestrel, norgestimato, gestodeno, acetato de ciproterona e drospirenona apresentam reduções significativas em lesões inflamatórias causadas pela acne. Anticoncepcionais orais de baixa dose são efetivos no tratamento da acne (HUBER; WALCH, 2005).
  • 34. 33 5.8 Levonorgestrel, Desogestrel, Gestodeno, Acetato de Ciproterona e Vitamina B6 O efeito de doses baixas de contraceptivos orais como levonorgestrel e acetato de ciproterona com vitamina B6 apresentam boa tolerabilidade. No entanto na administração de desogestrel com vitamina B6 houve a apresentação de náusea como efeito colateral. Gestodeno em conjunto com a vitamina B6 apresentou frequência menor de sangramento irregular. A adesão ao tratamento com todas as preparações citadas foi boa. Os preparativos de baixa dosagem investigados neste estudo não tem quaisquer efeitos adversos sobre a vitamina B6, com exceção do desogestrel. (BARBOSA et al., 1998) (VAN DER VANGE et al., 1989).
  • 35. 34 6 OBJETIVOS 6.1 OBJETIVO GERAL Conhecer os anticoncepcionais mais utilizados entre mulheres de uma Escola Técnica de Fernandópolis – SP 6.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS a) O principal motivo do uso de anticoncepcional. b) Conhecimento do paciente sobre a forma correta de administração do anticoncepcional. c) Conhecimento dos pacientes sobre as possíveis interações medicamentosas que o anticoncepcional apresenta. d) Saber se o paciente utiliza o anticoncepcional a partir da orientação de profissional habilitado.
  • 36. 35 7 MATERIAIS E MÉTODOS Pesquisa realizada com 182 alunas dos cursos técnicos da Escola Técnica Estadual de Fernandópolis (ETEC Fernandópolis), com ajuda de um questionário (Apêndice 1) composto por 20 perguntas, em que 89 alunas afirmaram fazer o uso do anticoncepcional.
  • 37. 36 8 RESULTADOS E DISCUSSÂO 8.1 Idade x Tempo de uso Gráfico 1: Idade das 89 mulheres que fazem uso de contraceptivos 30 25 20 Quantidade 15 10 5 0 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 32 34 35 36 38 42 43 Idade Fonte: Elaboração própria Segunda nossa pesquisa, 29 entrevistadas (32%) têm 16 anos ou menos, 26 (29%) têm entre 17 e 19 anos, 27 (31%) têm entre 20 e 29 anos, e 7 (8%) têm entre 32 e 43 anos. Nossos resultados mostram como mulheres cada vez mais jovens vêm usando contraceptivos orais, muitas vezes sem se atentar aos efeitos negativos que estes fármacos podem causar conforme o tempo prolongado de uso. O uso do contraceptivo deve começar no mínimo um ano após a primeira menstruação e a paciente deve procurar um médico após alguns meses para analisar possíveis efeitos colaterais, problemas no colo do útero e pressão arterial. Mulheres diabéticas devem procurar outros métodos contraceptivos porque este interfere nesta patologia (De cada cem mulheres que tomam a pílula em um ano, três engravidam, 2011) (SANTOS; SEABRA; SANTOS, 2011).
  • 38. 37 Usuárias de contraceptivos com idade entre 13 e 17 anos são mais propensas a apresentar riscos de saúde. O uso de contraceptivos vem sendo associado ao tabagismo, apresentando efeito adicional nos fatores de risco cardiovascular. Então, quando forem fazer a prescrição de contraceptivos para adolescentes, os médicos devem avaliar os fatores de risco cardiovascular aconselhar as pacientes conforme estes fatores (DU et al., 2011). Em uma avaliação do risco de tromboembolismo venoso relacionado ao uso de contraceptivos orais por mulheres de 15 a 49 anos, conforme o tipo e a dose de progestagênio e estrogênio, foi confirmado este risco em 67% das pacientes que faziam uso de desogestrel, gestodeno ou drospirenona. Contraceptivos contendo levonorgestrel apresentaram risco duas vezes menor (LIDEGAARD et al., 2011). Durante avaliação dos efeitos de contraceptivos orais combinados sobre tecidos periodontais, em mulheres entre 19 e 35 anos, chegou-se a conclusão de que os contraceptivos podem influenciar nas condições periodontais, resultando em um aumento da inflamação gengival independente da concentração dos contraceptivos (DOMINGUES et al., 2012). 8.2 Utilização correta x Eficácia do anticoncepcional Gráfico 2: Mulheres que conhecem a maneira correta de utilizar o contraceptivo Sim Não 100% Fonte: Elaboração própria
  • 39. 38 Em nossa pesquisa, questionamos se as entrevistadas conheciam a maneira correta de usar o contraceptivo, e 100% das mulheres responderam sim. Gráfico 3: Mulheres que utilizam o contraceptivo de maneiro correta 5% 19% Sim Todos os dias, em horário diferente Não 76% Fonte: Elaboração própria Porém, quando questionamos se elas usavam o contraceptivo todos os dias e no mesmo horário, 76% responderam que sim, 19% responderam que fazem uso do contraceptivo todos os dias só que em horários diferentes, e 5% responderam que não. Muitas vezes essas mulheres não usam o contraceptivo de maneira correta por não terem sido informadas da forma correta de uso, por usarem o fármaco por conta própria sem se consultar com um profissional da saúde antes do uso ou até mesmo por negligência da própria paciente, afinal muitas mulheres que fazem uso de contraceptivos sabem a forma correta de usar, porém não fazem o uso do fármaco da maneira indicada, sem se atentar aos problemas que este uso incorreto pode causar como uma gravidez indesejada.
  • 40. 39 Gráfico 4: Mulheres que se esqueceram de usar o contraceptivo algum dia 33% Sim Não 67% Fonte: Elaboração própria Dentre as entrevistadas, 67% já se esqueceram de usar o contraceptivo enquanto 33% não se esqueceram. Esse dado nos faz analisar novamente que, mesmo todas as entrevistadas responderem que sabem usar o contraceptivo de maneira correta, elas não fazem o uso correto do fármaco, fazendo com que a eficácia do mesmo seja comprometida e podendo levar a uma gravidez indesejada. Gráfico 5: Mulheres que conhecem a necessidade de usar o contraceptivo até o fim da cartela, mesmo que menstruem 6% Sim Não 94% Fonte: Elaboração própria
  • 41. 40 Perguntamos também se as entrevistadas sabiam da necessidade de usar todos os comprimidos, até o fim da cartela, mesmo que ocorresse a menstruação, 94% responderam que sim e 6% responderam que não. Isso mostra que, apesar das mulheres responderem que conhecem a maneira correta de utilizar o contraceptivo, elas não fazem o uso correto, deixando a ideia de que ou elas não sabem como usar o fármaco ou não se importam com o uso correto, o que é prejudicial no tratamento, afinal o conhecimento da forma correta de utilizar o contraceptivo é importante, pois o contraceptivo pode ter benefício em diversas situações como cistos ovarianos, cólicas menstruais, nódulos mamários benignos, diminuição da incidência de gravidez ectópica, dentre outros benefícios. Gráfico 6:Mulheres que trocaram de contraceptivo durante o tratamento 37% Sim Não 63% Fonte: Elaboração própria Durante o tratamento, 63% das entrevistadas não trocaram de medicamento, enquanto 37% trocaram. Dentre as entrevistadas que trocou o contraceptivo, 15% usavam um contraceptivo a base de acetato de ciproterona e etinilestradiol antes da troca e 27% trocaram por decisão médica. Os fármacos a base de acetato de ciproterona e etinilestradiol são efetivos, porém podem gerar riscos metabólicos e cardiovasculares. Além disso, atenuam o excesso de andrógenos. Isso nos leva a acreditar que houve dificuldade de
  • 42. 41 adaptação pelas pacientes ou algum efeito adverso, por isso a mudança de fármaco. Dessa maneira, percebemos como é importante procurar um profissional da saúde antes de usar qualquer fármaco para analisar se o fármaco é o ideal ou não para o organismo. Gestodeno e etinilestradiol ou norgestimato e etinilestradiol foram comparados testando sua eficácia. Houve ocorrências semelhantes de hemorragias e manchas. Fármacos de norgestimato e etinilestradiol apresentaram sangramentos de privação levemente maiores, e os de gestodeno e etinilestradiol apresentaram ciclo um pouco maior. Ambos exibiram dores de cabeça e no peito. Não houve amenorréia, mudança no peso, alterações na pressão arterial e alterações em dados laboratoriais (AFFINITO et al., 1993). Em determinação da segurança do controle do ciclo em mulheres de18 a 35 anos usando um contraceptivo contendo etinilestradiol 15 mcg e gestodeno 60 mcg, hemorragias e manchas diminuíram até desaparecerem completamente, além de não haver mudanças no peso e na pressão arterial. A ocorrência de efeitos colaterais foi mínima (JAITHITIVIT; JAISAMRARN; TANEEPANICHSKUL, 2012). Quando analisadas a atividade de protrombina, tempo de tromboplastina parcial atividade de trombina, número de plaquetas, fibrinogênio, antitrombina III, proteína C, proteína S e D-dimer em mulheres que usam etinilestradiol 20 mcg e gestodeno 75 mcg não houve alterações hemostáticas. Se os valores fossem significativos poderia ser indicação de risco trombótico (ALDRIGHI et al., 2006).
  • 43. 42 8.3 Fatores determinantes para escolha do anticoncepcional Gráfico 7:Contraceptivos usados pelas entrevistadas de acordo com o princípio ativo Acetato de ciproterona + etinilestradiol 1% Acetato de medroxiprogesterona + cipionato de estradiol 11% Desogestrel 34% Desogestrel + etinilestradiol Dienogeste + valerato de estradiol 29% Drospirenona + etinilestradiol 1% Gestodeno + etinilestradiol 1% 11% 11% Levonorgestrel + etinilestradiol 1% Levonorgestrel + etinilestradiol + vitamina B6 Fonte: Elaboração própria Entre as entrevistadas 34% fazem uso de acetato de ciproterona + etinilestradiol, 29% fazem uso de gestodeno + etinilestradiol, 11% fazem uso de drospirenona + etinilestradiol, 11% fazem uso de desogestrel + etinilestradiol, 11% fazem uso de levonorgestrel + etinilestradiol, 1% faz uso de desogestrel, 1% faz uso de acetato de medroxiprogesterona + cipionato de estradiol, 1% faz uso de levonorgestrel+ etinilestradiol + vitamina B6 e 1% faz uso de dienogeste + valerato de estradiol. Os fármacos mais usados, acetato de ciproterona + etinilestradiol e gestodeno + etinilestradiol, são eficazes no controle da gravidez. Os fármacos a base de gestodeno + etinilestradiol
  • 44. 43 controlam hemorragias e melhoram dismenorréias e dores pélvicas não- menstruais. Porém em doses altas, as pacientes podem apresentar cefaléia, edema e dismenorréia. Alguns contraceptivos podem aumentar o risco de efeitos adversos em mulheres, principalmente, com hiperlipidemia, diabetes, doença hepática, câncer de colo do útero, doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) ou vírus da imunodeficiência humana (HIV), porém estas mulheres não precisam fazer exames laboratoriais antes do início do uso, afinal exames desnecessários podem criar barreiras para o acesso e uso do fármaco (TEPPER et al., 2012). Os contraceptivos podem causar aumento da pressão, infecções freqüentes no trato urinário, colecistites, colelitíases, efeito diabetogênico. Pode haver aumento do risco de tromboses, tromboembolismo, tromboflebite e embolia pulmonar. Doenças cerebrovasculares e enfarte podem ter relação com o uso destes fármacos e aumenta com a idade e anos de uso. Todos estes problemas são maiores em pacientes fumantes (ENGEL, 1979). A ocorrência de neoplasias do colo do útero, carcinomas in situ e displasias está relacionada com fatores de risco, principalmente o uso de contraceptivos orais por mais de 6 anos. Quando comparada com usuárias de DIU, não havia essa ocorrência. Mulheres que usam contraceptivos a mais de 4 anos devem realizar exames citológicos do colo do útero, pois a maioria dos casos de neoplasia são detectados em esfregaço cervical, e podem ser tratados em uma fase de cura (VESSEY et al., 1983). Sintomas respiratórios, como sibilância, podem ser influenciados pelo uso de hormônios esteróides. A associação de fatores, como asma e fumo, com os contraceptivos gera aumento de risco para sibilância, mostrando que quando se trata da saúde respiratória os hormônios podem ser importantes, além disto, mulheres jovens têm uma taxa maior deste tipo de sonoridade (ERKOÇOĞLU et al., 2012). Os fármacos atuais têm baixo nível hormonal e controlam o ciclo, porém a progesterona pode gerar efeitos secundários como seios inchados e amenorréia, e diminuir os efeitos positivos dos estrogênios. Drospirenona e etinilestradiol podem levar à perda ou ganho de peso, tratar hipomenorréia ou amenorréia, reduzir ou evitar a tensão pré-menstrual, melhorar sintomas de dor
  • 45. 44 de cabeça causada pelo contraceptivo e serem usados em mastodinias pré- existentes ou manifestações fibrocísticas da mama. Acetato de ciproterona e etinilestradiol é eficaz para acne, de ligeira a moderada (CIANCI; DE LEO, 2007). Como os contraceptivos orais não são adequados para todas as mulheres, têm-se usado novos produtos como anéis vaginais contraceptivos e adesivos transdérmicos, além de compostos naturais na tentativa de diminuir o risco de tromboses e efeitos androgênicos. Há estudos sobre associações de contraceptivos e agentes retrovirais, usadas para evitara gravidez e proteger contra doenças sexualmente transmissíveis, além da tentativa de criar um contraceptivo masculino (SITRUK-WARE; NATH; MISHELL, 2012). 8.4 Problemas relacionados ao uso incorreto de anticoncepcionais Gráfico 8: Mulheres que engravidaram mesmo fazendo uso do contraceptivo 3% Sim Não 97% Fonte: Elaboração própria Segundo nossa pesquisa, 97% das entrevistadas não engravidaram mesmo fazendo o uso de contraceptivos e 3% engravidaram. Apesar de ser uma porcentagem pequena, isso nos faz pensar que as pacientes que engravidaram não usaram o contraceptivo de maneira correta ou não
  • 46. 45 realizaram o procedimento correto em caso de esquecimento, afinal estes são os principais motivos de uma gravidez indesejada. A falta de conhecimento sobre o uso de contraceptivos, principalmente o procedimento correto quando houver esquecimento do uso, têm sido um dos maiores problemas destes fármacos. Devido, principalmente, ao não-uso ou uso incorreto, muitas mulheres, entre elas pré-adolescentes e adolescentes, são mães ou realizam aborto devido a uma gravidez indesejada proveniente de falhas relacionadas com o uso incorre todo contraceptivo (SANTOS; SEABRA; SANTOS, 2011) (PANIZ; FASSA; SILVA, 2005) (FREGUGLIA; FONSECA, 2009) (CHAVES et al., 2010) (VIEIRA, 2004). 8.5 Principais interações dos anticoncepcionais Gráfico 9:Fármacos que as mulheres usam associados aos contraceptivos 5% 6% 5% 5% Antialérgicos 5% Antiasmáticos 11% Antibióticos 5% Antidepressivos Antidiabéticos 11% Antiepilépticos/Estabilizadores 16% de humor Anti-hipertensivos Antiinflamatórios Antilitiásicos 5% 21% Antissecretores 5% Calmantes Fonte: Elaboração própria
  • 47. 46 Perguntamos às entrevistadas se elas usavam algum outro medicamento além do contraceptivo e 86% responderam que não enquanto os outros 14% respondeu que sim. Algumas delas usam mais de um medicamento associado ao uso do contraceptivo. Das mulheres que fazem ou fizeram uso de outros medicamentos, 21% usam anti-hipertensivos, 16% usam antidepressivos, 11% usam antiinflamatórios, 11% usam antibióticos, 6% usam antialérgicos, 5% usam antiasmáticos, 5% usam antidiabéticos, 5% usam antiepilépticos/estabilizadores de humor, 5% usam antilitiásicos, 5% usam antissecretores, 5% usam calmantes e 5% usam vasodilatadores. Alguns destes medicamentos, como alguns antibióticos e tranquilizantes, interagem com o contraceptivo, diminuindo sua eficácia, além de poder levar a uma gravidez indesejada. Muitas vezes, as pacientes desconhecem estas interações por não ler a bula do medicamento, vergonha de questionar o profissional da saúde ou por falta de informações e instruções que deveriam ser dadas pelo médico ou até mesmo pelo farmacêutico. Os níveis de etinilestradiol e progesterona são diminuídos pela rifampicina, que induz enzimas hepáticas aumentando o metabolismo dos mesmos. Segundo alguns autores os níveis de esteróides não são alterados quando administrados com ampicilina, ciprofloxacina, doxiciclina, metronidazol, ofloxacina, roxitromicina e tetraciclina. Porém, para outros o uso de tetraciclina, metronidazol, ampicilina e eritromicina pode diminuir a eficácia do contraceptivo, devido a uma redução na microbiota intestinal, que mantêm os níveis dos contraceptivos (BERGAMASCHI et al., 2006). Fármacos antiepilépticos, como fenobarbital e carbamazepina, podem interagir com contraceptivos, reduzindo sua redução e eficácia e podendo gerar uma gravidez indesejada. Essa associação também pode fazer com que a eficácia do antiepiléptico seja diminuída, podendo gerar quadros convulsivos. Os antiepilépticos podem alterar os esteróides gonadais podendo gerar disfunção sexual (GUILLEMETTE; YOUNT, 2012) (BRODIE et al., 2012). Uma das preocupações em mulheres HIV positivas é a alteração da eficácia do contraceptivo oral quando associado aos antiretrovirais, pois há diminuição dos níveis de estrogênio e progesterona. A eficácia dos contraceptivos injetáveis de acetato de medroxiprogesterona e de sistemas
  • 48. 47 intra-uterinos de levonorgestrel quase não sofre alterações. Deve haver vários tipos de contraceptivos disponíveis, além do aconselhamento sobre a possível diminuição da eficácia. O uso de preservativo também é muito importante para prevenir o HIV e infecções sexualmente transmissíveis (ROBINSON; JAMSHIDI; BURKE, 2012) (AGBOGHOROMA, 2011).
  • 49. 48 9 CONSIDERAÇÔES FINAIS O farmacêutico, se necessário, deve fazer interferência junto ao médico, sobre os problemas que os medicamentos estão gerando na vida do paciente, podendo solicitar a troca do medicamento e também a dosagem, mesmo em caso de anticoncepcionais. A assistência do profissional farmacêutico é importante em todas as áreas em que atua, para que o paciente tenha um tratamento adequado e eficaz e para que se sinta protegido e seguro, sabendo que sempre terá a disponibilidade dele, alguém para orientá-lo sobre as suas dúvidas. É necessário fazer com que o farmacêutico seja notado, e que seja qualitativo, onde haja permanente reflexão sobre a prática, tentando, aprender a necessidade do acompanhamento do paciente. É importante que o farmacêutico esteja sempre ciente de que pode chegar ao médico, para que o seu paciente tenha um tratamento mais adequado, evitando possíveis interações medicamentosas e reações adversas, além de prejuízos a sua saúde.
  • 50. 49 10 CONCLUSÃO A partir da pesquisa realizada na Escola Técnica Estadual de Fernandópolis, entende-se que o papel do farmacêutico na sociedade é fundamental, sendo que este é importante na orientação dos pacientes sobre o uso racional de medicamentos. Observando os dados obtidos através da pesquisa, constata-se que o uso do contraceptivo está presente, na maioria dos casos, em jovens de 16 anos ou menos, que muitas vezes não tem conhecimento dos riscos causados pelo uso deste medicamento. E que mesmo dizendo saber a maneira correta de utilizá-lo, muitas vezes não o faz, relatando esquecimento do seu uso, por pelo menos um dia, e, além disso, não sabem o risco de interações que existe entre alguns medicamentos e anticoncepcionais. A atuação do farmacêutico abrange a orientação ao paciente sobre a importância de se procurar um profissional habilitado, no caso o médico, para que verifique se existe a necessidade de utilização de determinado medicamento e quais são os riscos apresentados pela sua utilização. É necessário mostrar ao paciente que não basta apenas saber a maneira correta de se utilizar um medicamento, mas que este tem que ser administrado nos dias e horários certos e determinados pelo médico, para que esse possa ter o efeito desejado. A área da saúde possibilita ao farmacêutico mostrar ao paciente quais os riscos apresentados pela automedicação e pelo uso indiscriminado de qualquer medicamento. A Assistência Farmacêutica, prioriza a orientação e o acompanhamento farmacoterapêutico e a relação direta entre o farmacêutico e o usuário de medicamentos. O farmacêutico é importante no acompanhamento do paciente no seu dia a dia, para saber se este está tomando o medicamento de maneira adequada, se há alguma interação medicamentosa entre os medicamentos utilizados, se estes estão apresentando o efeito desejado e se futuramente podem causar algum risco a saúde do paciente.
  • 51. 50 REFERÊNCIAS ABDEL, B. J. A.; FLAFL, M. S.; AL-NAMAA, L. M. ; HASSAN, NA. Mudanças de lipoproteínas em mulheres que tomam doses baixas de pílulas anticoncepcionais orais combinados: um estudo transversal em Basra, no Iraque. set. 2011. Disponível em: <http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22259919>. Acesso em: 25 out. 2012. AFFINITO, P.; MONTERUBBIANESI, M.; PRIMIZIA, M.; REGINE, V.; DI CARLO, C.; FARACE, M. J.; PETRILLO, G.; NAPPI, C. A eficácia do controle do ciclo, e os efeitos colaterais de dois contraceptivos orais combinados monofásicos: gestodeno / etinilestradiol e norgestimato / etinilestradiol. dez. 1993.Disponível em: <http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/8147235>. Acesso em: 30 out. 2012. AGBOGHOROMA, C. O. Contracepção no contexto do HIV / AIDS: uma revisão. set. 2011.Disponível em: <http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22574489>. Acesso em: 30 out. 2012. AKINLOYE, O.; ADEBAYO, T. O.; OGUNTIBEJU, O. O.; OPARINDE, D.P.; OGUNYEMI, E.O. Efeitos dos contraceptivos em oligoelementos no soro, cálcio e fósforo. jun. 2011. Disponível em: <http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22224344>. Acesso em: 25 out. 2012. ALDRIGHI, J. M.; DE CAMPOS, L.S.; ELUF, G. O. C.; PETTA, C.A.; BAHAMONDES, L. Efeito de um contraceptivo oral combinado contendo 20 mcg de etinilestradiol e75 mcg de gestodeno sobre os parâmetros hemostáticos. jan. 2006. Disponível em: <http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/16522526>. Acesso em: 28 out. 2012. AYDIN, K; CINAR, N.; AKSOY, D.Y.; BOZDAG ,G.; YILDIZ, B.O. Composição corporal em mulheres magras com síndrome dos ovários policísticos: efeito da combinação de estradiol e etinilestradiol/drospirenona. ago. 2012. Disponível em: <http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22898361>. Acesso em: 28 out. 2012.
  • 52. 51 BARBOSA, I. C; CAMPOS, A. A.; HYPPOLITO,S. B.; MELO,N. R.; MUSSIELO,R.; NASSAR,R.; PINHO,J. S.; TOMAZ, G. Avaliação da tolerabilidade e do controle de ciclo de dois contraceptivos orais de baixa dose: estudo comparativo aberto. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia,1998. Disponível em: <http://www.radarciencia.org//doc/avaliacao- da-tolerabilidade-e-do-controle-de-ciclo-de-dois-contraceptivos-orais-de>. Acesso em: 28 out. 2012. BERGAMASCHI, C.C.; MONTAN, M. F.; COGO, K.; FRANCO,G. C. N. F.; GROPPO,F. C. ; VOLPATO, M. C.; ANDRADE,E.D.; ROSALEN,P.L. Interações medicamentosas: analgésicos, antiinflamatórios e antibióticos (Parte II). out. 2006. Disponível em: <http://www.revistacirurgiabmf.com/2007/v7n2/v7n21.pdf>. Acesso em: 30 out. 2012. BRITO, N. Cientistas dão passo para criar pílula anticoncepcional para homens. ago. 2012. Disponível em: <http://neiltonbrito.webnode.com.br/news/cientistas-d%C3%A3o-passo-para- criar-pilula-anticoncepcional-para-homens/>. Acesso em: 27 out. 2012. BRODIE, M. J.; MINTZER, S.; PACK, A. M.; GIDAL, B. E.; VECHT, C. J.; SCHMIDT, D. Indução enzimática com drogas antiepilépticas: Motivo de preocupação? set. 2012.Disponível em: <http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23016553>. Acesso em: 30 out. 2012. CARTER, M. W; BERGDALL, A.R.; HENRY-MOSS, D.; HATFIELD-TIMAJCHY, K.;HOCK-LONG, L. Um estudo qualitativo de compreensão de contraceptivos entre os jovens adultos. mar. 2012.Disponível em: <http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22464411>. Acesso em: 27 out. 2012. CHAVES, J. H. B.; PESSINI, L.; BEZERRA, A. F. S.; NUNES, R. Abortamento Provocado e o Uso de Contraceptivos em Adolescentes. Revista Brasileira ClinMed, Brasília. 2010. Disponível em: <http://files.bvs.br/upload/S/1679- 1010/2010/v8n2/a002.pdf>. Acesso em: 30 out. 2012.
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  • 54. 53 CROMER, B. A.; LAZEBNIK, R.; ROME, E.; STAGER, M.; BONNY, A.; ZIEGLER, J.; DEBANNE, S. M. Duplo-cego randomizado controlado da suplementação de estrogênio em meninas adolescentes que recebem depósito de acetato de medroxiprogesterona para a contracepção. jan. 2005. Disponível em: <http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/15672001>. Acesso em: 28 out. 2012. DE CADA CEM MULHERES QUE TOMAM A PÍLULA EM UM ANO, TRÊS ENGRAVIDAM. out. 2011. Disponível em: <http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2011/07/de-cada-cem-mulheres-que- tomam-pilula-em-um-ano-tres-engravidam.html>. Acesso em: 28 out. 2012. DOMINGUES, R.S.; FERRAZ, B. F.; GREGHI, S. L.; REZENDE, M. L.; PASSANEZI, E.; SANT'ANA, A. C. Influência de contraceptivos orais combinados na condição periodontal. mar./abr. 2012. Disponível em: <http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22666846>. Acesso em: 28 out. 2012. DU, Y; ROSNER, B. M.; KNOPF, H.; SCHWARZ, S.; DOREN, M.; SCHEIDT- NAVE, C. Uso de contraceptivos hormonais entre as adolescentes na Alemanha em relação ao comportamento de saúde e fatores biológicos de risco cardiovascular. abr. 2011. Disponível em: <http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21402260>. Acesso em: 28 out. 2012. ENGEL, H.J. Efeitos adversos dos contraceptivos orais. jul. 1979. Disponível em: <http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/554952>. Acesso em: 28 out. 2012. ERKOÇOĞLU, M.; KAYA, A.; AZKUR, D.; OZYER, S.; OZCAN, C.; BESLI, M.; CIVELEK, E.; KOCABAS, C. N. O efeito dos contraceptivos orais sobre sibilância atual em mulheres jovens. set. 2012. Disponível em: <http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22959299>. Acesso em: 28 out. 2012.
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  • 62. 61 APÊNDICE 1 Pesquisa para realização do TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) do curso de Farmácia Idade:______anos Cidade:_______________________ Grau de escolaridade: ( ) ensino médio incompleto ( ) ensino médio completo ( ) ensino superior incompleto ( ) ensino superior completo 1 – Você faz uso de anticoncepcional? ( ) sim ( ) não 2 – Qual anticoncepcional você utiliza? _____________________________________ 3 – Você procurou um médico antes de começar a usar o anticoncepcional? ( ) sim ( ) não 4 – Com que frequência você vai ao ginecologista? ( ) mensalmente ( ) semestralmente ( ) anualmente ( ) nunca foi 5 – Porque você começou a fazer o uso do anticoncepcional? ( ) evitar gravidez ( ) problemas nos ovários ( ) fins estéticos ( ) cólicas menstruais ( ) outros motivos: ____________________________________________________
  • 63. 62 6 –Você conhece a maneira correta de utilizar seu anticoncepcional? ( ) sim ( ) não 7 – Você toma o anticoncepcional todos os dias e sempre no mesmo horário? ( ) sim ( ) todos os dias, só que em horários diferentes ( ) não 8 – Você já se esqueceu de tomar o anticoncepcional algum dia? Se sim, qual foi a providência tomada? ( ) não ( )sim:____________________________________________________ 9 – O anticoncepcional que você usa é: ( ) injetável ( ) em comprimidos ( ) adesivos 10 – Você sabia que se o anticoncepcional for tomado junto com alguns medicamentos (por exemplo, antibióticos e anticonvulsivantes), o efeito do anticoncepcional pode ser reduzido, potencializado ou até mesmo não ter nenhum efeito? ( ) sim ( ) não 11 – Você sabia que é necessário continuar tomando os comprimidos do anticoncepcional até o fim da cartela, mesmo que sua menstruação comece? ( ) sim ( ) não 12 – Você sabia que mesmo menstruada é necessário começar a tomar os comprimidos do anticoncepcional após o tempo de pausa (tempo que você fica sem usar o remédio)? ( ) sim ( ) não 13 – Você já teve alguma reação adversa (por exemplo, dor de cabeça, náuseas ou aumento do fluxo menstrual) com o uso de seu anticoncepcional? Se sim, qual reação e o que você fez em relação a essa reação? ( ) não ( ) sim: ___________________________________________________ _____________________________________________________________________
  • 64. 63 14 – Você percebeu alguma alteração corporal depois de começar a utilizar o anticoncepcional? Se sim, qual? ( ) não ( ) sim: ___________________________________________________ _____________________________________________________________________ 15 – Você faz uso de outro método contraceptivo (por exemplo, preservativos ou DIU) além do anticoncepcional? Se sim, qual (is)? ( ) não ( ) sim: ___________________________________________________ _____________________________________________________________________ 16 – Você já leu a bula do seu anticoncepcional para maiores informações? ( ) sim ( ) não 17 – Mesmo usando o anticoncepcional corretamente houve caso de gravidez? ( ) sim ( ) não 18 – Houve alguma alteração em seu ciclo menstrual depois do início do uso do anticoncepcional? Se sim, qual? ( ) não ( ) sim: ___________________________________________________ _____________________________________________________________________ 19 – Houve troca do seu anticoncepcional durante o tratamento? Se sim, qual medicamento utilizado anteriormente e porque houve essa troca? ( ) não ( ) sim: ___________________________________________________ _____________________________________________________________________ 20 – Além do anticoncepcional, você faz uso frequente de algum outro medicamento? Se sim, qual medicamento e quantas vezes você o utiliza por dia? ( ) não ( ) sim: ___________________________________________________